História das Olimpíadas

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Autoria: Messias Rocha de Lira

Origem das Olimpíadas – História das Olimpíadas
Em cerca de 2500 a.C., os gregos realizavam festivais esportivos em honra a Zeus no santuário de Olímpia – o que originou o termo olimpíada. O evento era tão importante que interrompia até as guerras. Os nomes dos vencedores das competições começam a ser registrados a partir de 776 a.C. Participavam apenas os cidadãos livres, disputando provas de atletismo, luta, boxe, corrida de cavalo e pentatlo (que incluía luta, corrida, salto em distância, arremesso de dardo e de disco). Os vencedores recebiam uma coroa de louros.
Mais tarde, os atletas se profissionalizam e passam a receber prêmios em dinheiro. As Olimpíadas perdem prestígio com o domínio romano na Grécia, no século II a.C. Em 392, o imperador Teodósio I converte-se ao cristianismo e proíbe todas as festas pagãs, inclusive as Olimpíadas.

A versão moderna dos festivais esportivos gregos é realizada, pela primeira vez, em 1896, em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy (1863-1937), o barão de Coubertin. Participam 285 atletas de 13 países, disputando provas de atletismo, ciclismo, esgrima, ginástica, halterofilismo, luta livre, natação e tênis. Os vencedores são premiados com medalha de ouro e ramo de oliveira. Adota-se o termo “olimpíadas”, no plural, pois na competição cada modalidade é encarada como uma olimpíada em separado.

Nas Olimpíadas seguintes, realizadas em Paris, em 1900, a falta de infra-estrutura e de divulgação tornam os Jogos um fracasso. Em 1904, as Olimpíadas de Saint Louis chegam a durar quase cinco meses.
Política e esporte
Na Era Moderna, as Olimpíadas servem de palco para manifestações políticas, apesar de seu objetivo de promover a amizade entre os povos. Nas Olimpíadas de Berlim, em 1936, o chanceler alemão Adolf Hitler recusa-se a reconhecer as vitórias do atleta norte-americano negro Jesse Owens, ganhador de quatro medalhas de ouro. Nas Olimpíadas de Munique (1972), um atentado do grupo terrorista palestino Setembro Negro mata 11 atletas de Israel.
Até o fim da Guerra Fria ocorrem vários boicotes às Olimpíadas por motivos políticos. Os EUA, por exemplo, não participam dos Jogos de Moscou, em 1980, em protesto contra a invasão do Afeganistão. Os soviéticos, por sua vez, recusam-se a disputar as Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, alegando problemas de segurança. Apenas em Barcelona (1992) a competição volta a contar com a maioria dos países.
Até o fim da Guerra Fria ocorrem vários boicotes às Olimpíadas por motivos políticos. Os EUA, por exemplo, não participam dos Jogos de Moscou, em 1980, em protesto contra a invasão do Afeganistão. Os soviéticos, por sua vez, recusam-se a disputar as Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, alegando problemas de segurança. Apenas em Barcelona (1992) a competição volta a contar com a maioria dos países.

DEUSES E HOMENS

grecia antigaOs gregos inventaram os Jogos Olímpicos há mais de 3 mil anos. Durante esse tempo, muitas histórias foram criadas para explicar como surgiu um dos eventos esportivos mais importantes do mundo.
Uma delas diz que Hércules, filho de Zeus, o deus supremo, matou um homem em um dia difícil, por um motivo bobo. Arrependido, ele criou as Olimpíadas para pedir desculpas ao pai e aos outros deuses.

Na verdade, os gregos inventaram os jogos para exibir suas habilidades e agradar aos deuses do Olimpo, um monte sagrado que era a morada das antigas divindades gregas. Criaram então quatro grandes festas, das quais as Olímpias – que aconteciam na cidade de Olímpia, onde havia um templo dedicado a Zeus – eram as mais importantes. O primeiro registro desses jogos é de 776 a.C. (antes de Cristo).
Os gregos foram impedidos de continuar a festa quando os romanos dominaram a Europa, por volta do século II antes de Cristo.
Os implicantes romanos achavam que as Olimpíadas não tinham a menor importância e que os gregos deviam trabalhar para eles… como escravos!
Os jogos entraram em decadência, até que um imperador mandou derrubar os templos e o estádio de Olímpia.

A origem dos Jogos e espetáculos atléticos remontam ao terceiro milênio a.C.
No Egito a atividade desportiva era praticada por todas as classes sociais, tendo o atletismo o objetivo de espetáculo popular, que se aproximava um pouco do do circo moderno, e os exercícios atléticos estavam ligados a um conjunto de práticas sócio-religiosas.
Nas Ilhas do Mar Egeu e Creta o espírito atlético surge por volta dos anos 1500 a.C. De entre os Jogos mais praticados salientam-se a acrobacia, o boxe, a luta, o volteio na corda bamba acima de um touro. Estes Jogos tinham lugar num recinto preparado para o efeito – uma arena, e estas provas atléticas estavam também relacionadas com cerimônias religiosas.
Em Micenas o atletismo teve uma grande amplitude, desenvolvendo-se variadas manifestações desportivas quer por ocasião de festas religiosas em honra de um deus quer nas cerimônias dedicadas a um herói morto. Os Micênicos criaram novos jogos, como a corrida a pé e as corridas de carros. É com estes jogos que surge a noção de competição.
É na Era Homérica e pós-Homérica que o desporto se instala nos hábitos de vida das pessoas. Os exercícios que tinham aplicação militar foram objeto de verdadeiras provas entre os concorrentes. A sociedade tinha em alta estima o atletismo e os atletas e o desporto determinou o nascimento de uma aristocracia – somente os melhores participavam nas competições. Para Homero, o herói ideal possuía força física e mental, era inteligente, bravo e possuidor de caráter. Os Jogos eram organizados visando o simples prazer do esforço físico, da proeza e da vitória.
A prática desportiva tornou-se parte integrante na educação grega em que o ideal a alcançar era o homem belo e nobre (Kalos Kagatos), o homem consumado ou perfeito referenciado por Sófocles, Platão e Xenofonte. Surge nesta altura a idéia de se alcançar um equilíbrio harmonioso entre o corpo e o espírito, e a música, o canto e a dança constituíram também complementos da formação do adolescente. Os primeiros ginásios surgem em Atenas no séc. sexto.
Na maioria das religiões da Antiguidade o mundo terrestre é uma representação do cosmos. Assim sendo, os homens da Grécia criaram os heróis e deuses da sua mitologia com as características, atitudes e atividades próprias da natureza humana e os encontros atléticos foram projetados para um plano divino e às competições desportivas foi dada uma feição sagrada.

Os Jogos Olímpicos
A chamada Era Olímpica foi caracterizada pelo espírito de competição e todos os gregos podiam participar nos Jogos.
As festas desportivas abertas a todos os povos gregos foram chamadas de manifestações pan-helênicas. Os Jogos foram instituídos, alguns mensalmente outros anualmente e outros de 4 em 4 anos. Fora de Olímpia, os centros atléticos mais célebres foram Delfos (Jogos Píticos), Corinto (Jogos Ístmicos) e Neméia(Jogos Nemeos).
Mas nenhuma destas competições pode igualar a dimensão e celebridade dos Jogos de Olímpia realizados de 4 em 4 anos nos meses de Agosto e Setembro (época das colheitas) e no período em que decorriam eram feitos acordos de paz – a Trégua (todas as hostilidades entre as cidades relacionadas com as provas eram interrompidas durante a realização dos Jogos). O território dos Jogos, Elida, era declarado neutro, inviolável e sagrado. A origem mítica dos Jogos está ligada, para uns, ao mito de Zeus, para outros aos seus filhos Apolo ou Hércules . Mas a sua origem está estreitamente ligada ao culto dos deuses e dos heróis e à vontade de celebrar os seus combatentes.
As provas decorriam no Estádio e no Hipódromo e constavam das seguintes atividades: corridas de velocidade e de fundo; o pentatlo (corrida, salto em comprimento, lançamento do disco, lançamento do dardo e luta); o pancrácio (com todos os golpes da luta e do pugilato); corridas de cavalos e de carros (inclusão na 25ª Olímpiada).
Aos vencedores das provas era atribuída, como recompensa, uma coroa de oliveira (árvore da paz). Mas a vitória era sinal de favor divino e assim o vencedor era considerado como um eleito dos deuses, sendo a sua maior recompensa a de ficar na memória coletiva da Grécia.
Os ideais que norteavam os Jogos vão ser desvirtuados com a conquista da Grécia pelos Romanos. A corrupção, os prêmios monetários, a preferência por espetáculos de grande violência acabaram por minar os ideais olímpicos e a pretexto de os Jogos serem manifestações pagãs, o Imperador Teodósio proibiu a sua celebração no ano de 393 d.C. A última Olimpíada da Antiguidade, a 287ª, decorreu no ano 369 d.C.
Os Jogos que durante mais de 12 séculos foram um fator de unidade da civilização Grega chegaram ao fim, sem glória.
Os Jogos que durante mais de 12 séculos foram um fator de unidade da civilização Grega chegaram ao fim, sem glória.

Jogos Olímpicos da Era Moderna

Nas últimas 3 décadas do século XIX, começam a surgir movimentações desportivas, nomeadamente o atletismo. Competições locais e campeonatos organizam-se por todo o lado. Esta moda de costumes é aproveitada por Pierre de Coubertin.
Em 1886 o barão Pierre de Coubertin escreve os primeiros artigos sobre a educação desportiva, com o desejo de desenvolvimento do movimento desportivo nos liceus e colégios de França.
Em 1889 sonha com o restabelecimento dos Jogos.
Em 1894 convoca um congresso em Paris, do qual resultou a fundação do Comitê Olímpico Internacional (COI), e a revitalização dos Jogos Olímpicos “adaptados à Era Moderna, ajustando-se à antiguidade clássica e com base internacional”.
Os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna tiveram lugar em Atenas, em 1896, celebrando-se, desde então, de 4 em 4 anos, com interrupções em 1916 e 1939-1945 devido às grandes guerras mundiais.
Somente 14 países estiveram presentes com 245 atletas em 13 modalidades desportivas, tendo sido utilizado o estádio construído todo em mármore e desenhado por Licurgo no ano 350 a.C.
O ideal Olímpico restaurado visava a fraternidade dos povos.
Na sessão inaugural, também estabelecida por Coubertin, desfilam as delegações dos países participantes e as suas bandeiras, faz-se a proclamação da abertura dos Jogos, iça-se a bandeira olímpica ao mesmo tempo que se toca o hino olímpico, acende-se a pira olímpica com um simbolicamente aceso em Olímpia e levado de mão em mão pelos corredores até ao estádio e fazem-se os juramentos olímpicos (atletas e juízes).
Aos vencedores das competições é concedida a subida ao pódio sendo-lhes entregue diplomas e medalhas para o 1º, 2º e 3º classificados por membros do COI. Segue-se o hastear das bandeiras das nações dos vencedores e ouve-se o hino nacional do 1º classificado.
A cerimônia final efetua-se no final da última competição no estádio. Tornam a desfilar os participantes e suas bandeiras e o presidente do COI declara os Jogos encerrados, convidando a juventude de todos os países a voltar a reunir-se 4 anos mais tarde, na cidade já escolhida. Depois do soar das trombetas é arreada a bandeira olímpica e entregue ao edil da cidade eleita para os próximos Jogos.
Os Jogos Olímpicos de Inverno (começaram em 1924) que deviam realizar-se em 1996, tiveram lugar no ano de 1994, em Lilimaier, de modo a que de futuro a sua realização ocorra, alternadamente, com os Jogos de Verão.

História do Atletismo

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Autoria: gilberto Gonsalves

O que é atletismo?

O atletismo acompanha o homem desde tempos ancestrais incluindo uma série de desafios atléticos. O atletismo é considerado um esporte de base, pois sua prática reflete os movimentos essenciais do ser humano nas seguintes especialidades: caminhar, correr, saltar e arremessar. Hoje em dia o atletismo é dividido em modalidades de: provas de pista e campo, corridas de rua, cross-country, e marcha atlética.
Provas de pista e campo

As provas de pista e campo são disputadas em pista de atletismo e reúnem: corridas rasas, corridas com barreiras ou com obstáculos. Já as provas de campo englobam saltos, arremesso e lançamentos. Há ainda as provas combinadas, como o Decatlo e Heptatlo.
Atualmente as provas oficiais são:

Corridas de velocidade: 100 metros – 200 metros – 400 metros
Corridas de revezamento: 4×100 metros – 4×400 metros.
Corridas com barreiras ou obstáculos: 100 metros c/barreiras feminino – 110 metros com barreiras c/barreiras masculino – 400 metros c/barreiras – 3.000 m. com obstáculos.
Corridas de meio-fundo: 800 metros – 1.500 metros
Corridas de fundo: 5.000 metros – 10.000 metros
Saltos: Salto em altura – salto triplo – salto em distância – salto com vara
Arremessos e lançamentos: arremesso de peso, arremesso de disco – arremesso do martelo – lançamento de dardo
Provas combinadas: Heptatlo (para mulheres: 100m c/barreiras, salto em altura, 200 metros, santo em distância, lançamento de dardo e 800 metros) Decatlo (para homens: 100 metros salto em distância, arremesso de peso, salto em altura, 400 metros, 110 m c/barreiras, arremesso de disco, salto com vara, arremesso de dardo, 1.500 metros).
As provas de pista e campo de atletismo sempre fizeram parte dos jogos olímpicos e são considerados o ponto nobre da Olimpíada.
Corridas de rua

Essas provas são corridas disputadas em ruas ou rodovias. As corridas de rua têm uma rica tradição. Competições de corridas de rua já eram populares na Inglaterra no século 18. Aqui no Brasil a prova mais tradicional é a São Silvestre que é disputada nas ruas de São Paulo desde 1924.
As corridas de rua podem ser disputadas nas mais variadas distâncias, mas sem dúvida a mais nobre das provas é a maratona, na qual os corredores percorrem 42.195 metros. As maratonas são populares em todo o mundo, sendo que as mais importantes chegam a reunir mais de 30 mil participantes e tem a sua lotação esgotada com antecedência. As maratonas de maior prestígio no mundo são: Boston (a mais tradicional) Nova Iorque, Chicago, Londres, Honolulu, Roterdã e Paris.
Cross-country
As provas de cross-country são realizadas sobre terreno não pavimentado: grama ou terra. As competições de cross-country começaram oficialmente na Grã Bretanha em 1876 e se mantém populares neste país até hoje.
O Campeonato Mundial de Cross-country é realizado anualmente nas distâncias de 4 km e 12 km para os homens, e 4 km e 8 km para mulheres. Nos últimos anos os africanos têm dominado as provas de cross-country, sendo que o seu representante mais famoso é Paul Tergat que sagrou-se pentacampeão mundial de 1995 a 1999. As provas de cross-country fizeram parte dos Jogos Olímpicos de 1912 até 1924.
Nos Estados Unidos as ultra-maratonas cross-country de 100 milhas tem boa repercussão. Há ainda as provas de montanha que tem maior aceitação na Europa.
Marcha atlética

As provas de marcha atlética são competições de longa distância na qual os atletas têm que estar todo o tempo com pelo menos um pé no chão. O esporte surgiu inspirado nos desafios de caminhadas, que duravam de 24 horas a 6 dias, realizados na Inglaterra entre 1775 e 1800.
A marcha atlética entrou para os Jogos Olímpicos em 1908 nas distâncias de 3.500 metros e 10 milhas. Nas Olimpíadas seguintes, a marcha teve participação inconstante e as distâncias eram mudadas com freqüência. A partir de 1956, as Olimpíadas passaram a incorporar a marcha atlética nas distâncias que perduram até hoje de 20 km e 50 km.
Atletismo para deficientes

O esporte para deficientes começou a ser praticado na primeira década do século XX primeiramente para portadores de deficiências auditivas. Na década de 1920, o atletismo para deficientes começou a ser praticado por portadores de deficiências visuais. Depois da Segunda Guerra Mundial, que mutilou vários soldados, houve o aumento da prática dos esportes para portadores de deficiências físicas. Em Roma 1960 foram realizados pela primeira vez os Jogos Para-olímpicos, que desde então são sempre disputados alguns dias depois dos Jogos Olímpicos de Verão.

Paavo Nurmi
O maior corredor de todos os tempos
Nascimento: 13/06/1897
Nacionalidade: Finlandesa

Considerado o maior corredor de todos os tempos, Paavo Nurmi, também conhecido como o “finlandês voador”, colocou o seu recém independente país conhecido mundialmente ao vencer um total de nove medalhas olímpicas de ouro e três de prata na década de 20.
Paavo era um atleta à frente do seu tempo e treinava com uma dedicação nunca antes vista. Ele foi um dos primeiros atletas a ter um método sistemático de treinamento e nunca corria sem segurar o relógio em sua mão (ainda não existiam relógios de pulso).
Na Olimpíada de Antuérpia-1920, ele estreou sendo superado pelo francês Joseph Guillemot nos 5.000m. Esta foi a única vez que seria derrotado por um estrangeiro numa final olímpica. Somando-se a esta medalha de prata, Paavo levou ouro nos 10.000m e cross-country individual e em equipe.
Os Jogos Olímpicos de Paris-1924 foram a auge dos corredores finlandeses e Paavo Nurmi conquistou nada menos que 5 medalhas de ouro em 6 dias. Além disso, ele venceu os 1.500m e 5.000m em um espaço de apenas duas horas! As outras medalhas de ouro foram nos 3.000m por equipe e cross-country individual e em equipe.
Na sua última Olimpíada em Amsterdã-1928, Paavo venceu os 10.000m e ficou com a prata nos 5.000m e 3.000m com obstáculos. Ele ainda tentaria participar da Olimpíada de Los Angeles-1932, na qual pretendia enfrentar o desafio da maratona. Entretanto, o sonho de participar de sua quarta olimpíada não se realizou, pois foi suspenso acusado de profissionalismo. Em sua carreira Paavo Nurmi estabeleceu 29 recordes mundiais em distâncias variando do 1.500m aos 20.000m
Jesse Owens
Quatro medalhas de ouro em Berlim
Nascimento: 12/09/1913
Nacionalidade: Americana

James Cleveland “Jesse” Owens chegou confiante na Olimpíada de Berlim-1936. Motivos para tal confiança não faltavam. Um ano antes ele havia estabelecido 4 melhores marcas mundiais (100m, 220 jardas, 220 jardas com barreira e salto em distância) no meeting Big Ten em um espaço de apenas 45 minutos! E Jesse Owens não só cumpriu a promessa, mas a superou ao conquistar 4 medalhas de ouro nos 100m, 200m, salto em distância e revezamento 4x100m. E também bateu o recorde olímpico em todos estes eventos exceto nos 100m.
Apesar do feito extraordinário, Jesse não teve vida fácil ao voltar aos Estados Unidos. Para conseguir dinheiro ele aceitou desafios como correr contra cavalos, cachorros e motocicletas.
Ele só conseguiu estabilidade financeira na década de 50 quando abriu uma firma de relações públicas e dava conferências pelos EUA. Jesse também patrocinou e participou de vários programas esportivos para jovens.
Em 1976 Jesse Owens recebeu do presidente Gerald R. Ford a maior condecoração que um civil pode receber nos Estados Unidos: a Medalha da Liberdade. No anos de 1980 Jesse Ownens morreu aos 66 anos de câncer.

Fanny Blankers-Koen
A primeira rainha do atletismo
Nascimento: 20/04/1918
Nacionalidade: Holandesa

A holandesa “Fanny” (Francisca) Blankers-Koen é considerada a primeira rainha do atletismo. Sua primeira participação em Olimpíadas foi em Berlim-1936, com 18 anos de idade, onde ficou em sexto lugar no salto em altura e quinto no revezamento 4x100m.
A II Guerra Mundial provocou o cancelamento das Olimpíadas de 1940 e 1944, quando Fanny estaria no auge da forma, mas em Londres-1948 ela finalmente teria a chance de tornar-se campeã olímpica. E não fez por menos! Venceu os 100m, 200m, 80m com barreiras e revezamento 4x100m. Vale lembrar que a façanha poderia ter sido ainda maior, pois ela não pôde competir nos saltos em altura e distância, os quais era recordista mundial, uma vez que só era permitida a inscrição em 3 provas individuais e um revezamento.
É preciso lembrar que na época em que o esporte era visto como coisa de homem ou de “mulheres masculinas”, a feminina Fanny, casada e mãe de 2 filhos, teve uma contribuição fundamental para a imagem da mulher atleta. Por isso podemos considerá-la uma destruidora de tabus.
Durante sua carreira esportiva, Fanny estabeleceu vinte recordes mundiais em várias modalidades do atletismo como às provas de velocidade, com barreiras, saltos em distância e altura e até no pentatlo. Graças a todos estes feitos ela foi eleita em 2000 a atleta do século pela Federação Internacional de Atletismo.
Adhemar Ferreira da Silva
Único brasileiro bicampeão olímpico
Nacionalidade: Brasileiro
Adhemar Ferreira da Silva iniciou-se no salto triplo aos 20 anos de idade quando conseguiu a marca de 12,90 metros em seu primeiro salto. Isto era um salto excepcional para um iniciante.
De família pobre, ele trabalhava de dia estudava à noite. Tempo disponível para treinar só no horário de almoço. Apesar do sacrifício, Adhemar logo conseguiu superar a marca de 15 metros o que lhe deu a classificação para a Olimpíada de Londres-1948. Não foi bem e ficou na 14ª colocação com a marca de 14,46m.
Quatro anos depois, na Olimpíada de Helsinque-1952, Adhemar era o detentor do recorde mundial (16,01 metros) e favorito para a medalha de ouro. Não decepcionou desta vez e venceu batendo quatro vezes o recorde mundial que elevou para a marca de 16,22 metros.
Como presente pela conquista, o jornal A Gazeta Esportiva quis lhe presentear com uma casa. Adhemar recusou. Não poderia aceitar o presente, pois perderia a condição de amador e não poderia mais disputar Olimpíadas. Um ano depois Adhemar bateria novamente o recorde mundial com a marca de 16,56m.
Em Melbourne-1956 Adhemar conseguiu a façanha de tornar-se o único brasileiro bicampeão olímpico. Depois de um duelo com o islandês Vilhajálmur Einarsson, ele acabou prevalecendo com a marca de 16,36m.
Na Olimpíada de Roma-1960 tentaria façanha ainda maior: o tricampeonato. Entretanto não conseguiu saltar nada. Estava com tuberculose e não sabia. Adhemar faleceu em 2001 aos 73 anos vítima de parada cardíaca.

HISTÓRIA DO ATLETISMO NO BRASIL

Ingleses e alemães radicados no Brasil foram os pioneiros do esporte organizado no país, o atletismo foi praticado de forma empírica e descontínua, não obedecendo muito às normas traçadas na Inglaterra.
Esporte de pouca popularidade no país, o atletismo tem esbarrado em muitos obstáculos para que se possa ter, em curto prazo, uma equipe brasileira de relevo no plano internacional. Alguns desses obstáculos são a falta de campos e pistas adequados, em especial no interior; o pouco preparo especializado de técnicos e treinadores; o regime imposto ao atleta, em geral amador sem condições de se dedicar em tempo integral aos exercícios; a falta de orientação nas escolas e universidades, onde nascem os grandes campeões de outros países; o reduzido apoio financeiro dos órgãos oficiais; a cobertura relativamente fria que a imprensa da às competições amadoristas, que se concentram quase só no futebol, e a própria estrutura sócio-econômica do país, que impossibilita a formação de bons atletas e, em conseqüência disso, a falta de interesse do público pelo esporte. O primeiro órgão a controlar o atletismo internacional, foi o próprio Comitê Olímpico Internacional, que elaborou e supervisionou todas as provas, tanto atléticas como de outros esportes, por ocasião dos jogos olímpicos de 1986.
No Brasil, o atletismo é controlado pela Confederação Brasileira de Desportos (C.B.D, filiada à F.I.A A, Compete-lhe regulamentar o esporte no país e organizar as competições de caráter nacional, seja, o campeonato brasileiro, entre seleções estaduais, e o troféu Brasil, entre clubes. No âmbito regional, o atletismo brasileiro é dirigido por federações que organizam os seus próprios campeonatos.

História dos Jogos Olímpicos

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Autoria: Tatiana Ferreira

Os Doze Trabalhos de Hércules
Depois de realizar façanhas incríveis, ele recebeu de Zeus o dom da imortalidade.
As olimpíadas começaram anteriormente ao nascimento de Cristo. Tão antes que há sérias dúvidas sobre a data exata de seu início.
Por causa dessas dúvidas, surgiram algumas lendas. A mais famosa tem Hércules como personagem principal. Hércules foi um dos heróis da mitologia grega, cujo deus supremo, Zeus, era justamente seu pai.
Sendo seu filho, ele nasceu com muita força e muitos poderes. Para mostrar que não viera ao mundo para brincadeiras, ainda no berço, em vez de ficar mamando como todo bebê, ele estrangulou duas serpentes que sua tia Hera, uma mulher muito ciumenta e perversa, colocara no berço para matá-lo.
Hera não sossegou enquanto não o apanhou de jeito, utilizou um de seus feitiços mágicos, e conseguiu enlouquecer o sobrinho que, fora de si, matou a própria mulher e também os filhos.
Passado o Encanto, Hércules viu o que fizera e ficou desesperado. Decidiu então procurar o rei Eristeu. – O que devo fazer para pagar pelos meus pecados? – perguntou-lhe Hércules. O rei Eristeu disse-lhe: Hércules, só há um caminho.
Deixar o Olimpo para sempre… – conformou-se Hércules. O Olimpo, montanha inacessível era o lugar onde viviam os deuses gregos. Abaixo ficava Olímpia na antiga Élida, à margem direita do rio Alfeu.
Não – tranqüilizou-se o rei. Para purificar seus pecados, você deverá executar doze trabalhos, e eram eles:
1. Matar o terrível leão de Neméia;
2. Matar a não menos terrível hidra de Lerna, de 09 cabeças;
3. Capturar, vivinho, o javali de Erimento;
4. Capturar a corça de Cerínia;
5. Matar os medonhos pássaros carnívoros do lago Estínfale;
6. Limpar as cavalariças giganteescas do rei Áugias;
7. Capturar o touro branco de Creta;
8. Capturar os cavalos carnívoros de Diomedes;
9. Roubar o cinto mágico de Hipólita;
10. Capturar os bois do gigante Gerião;
11. Colher os pomos de ouro das Hespérides;
12. Finalmente o último, descer ao Inferno e raptar de lá seu guardião, o assustador cão cérebro.
Hércules concluiu todas as suas tarefas, e insatisfeito com as recompensas que recebera, resolveu criar os Jogos Olímpicos para homenagear Zeus e a si mesmo.

Atenas, 1896
Umas 80 mil pessoas lotavam o Estádio de Atenas naquela tarde de 6 de abril de 1896. Eram pessoas muito diferentes das que você vê hoje nas arquibancadas de um estádio de futebol. A data entraria para a história do esporte, porque naquele momento renasciam oficialmente os Jogos Olímpicos.
No gramado, estavam presentes 285 atletas de 13 países. Muito pouco, em comparação com os milhares de participantes das últimas olímpiadas. Em 1896 um navio a vapor demorava dias para ir da América até a Europa atravessando o Atlântico.Além do mais eram apenas as primeiras Olímpiadas Modernas, por isso mesmo, nem todos os atletas estavam bem preparados, ao exemplificar a corrida dos 100 metros, o Campeão, Thomas Burke, dos U.S.A. concluiu a prova com o tempo de 10 segundos, imcomparável com os tempos atuais.

Paris, 1900

Paris já era uma cidade importante, cheia de vida e agitação, mas em 1900 tornou-se ainda mais alegre e movimentada. Só que isso não aconteceu exatamente por causa da realização na capital francesa, dos 2° Jogos Olímpicos.
É que junto com as olimpíadas estava sendo promovida em Paris a Exposição Universal, mostrando o que havia de mais moderno e sensacional na época, como os primeiros automóveis de quatro rodas.
Dessa maneira os jogos olímpicos acabaram ficando em segundo plano e pouca gente foi ver as provas de atletismo, disputadas no Racing Club, ou as de natação improvisadas numa piscina adaptada nas águas do Sena. Apesar do pequeno interesse despertado, essas olimpíadas conseguiram reuir 1060 atletas.
Mesmo assim, não apareceu nenhum grande campeão entre eles e as marcas alcançadas não chegaram a entusiasmar ninguém. Exceto, é claro, o rei de Coubertin. Ele sabia que, mais cedo ou mais tarde, as olimpíadas iriam entusiasmar o mundo todo.

St. Louis, 1904

Ainda não foi em 1904, na cidade norte-americana de St. Louis, que as olimpíadas se transformaram num estrondoso êxito mundial. Dessa vez, somente nove países compareceram.
Como ocorrera em Paris, os organizadores fizeram os 3° Jogos Olímpicos coincidirem com a Feira Mundial de St. Louis. E, mais uma vez, não deu certo: os visitantes preferiam conhecer os novos artigos em exposição a torcer nas provas de atletismo.
Mesmo assim, as olimpíadas de St. Louis se tornariam famosas por causa de um incidente muito engraçado que aconteceu na maratona. A maratona exige que seus participantes sejam superatletas, afinal, eles tem que realizar um percursso de 42 Km. Pois lá, um dos corredores, o americano Fred Lorz, perdeu o folego no meio da competição e pediu que o motorista lhe desse carona até ao estádio em seu calhambeque.
Pouco antes de chegar, ele desceu do carro e entrou correndo no estádio. Foi aplaudidíssimo e ia receber a sua medalha de campeão, quando apareceu o motorista e contou aos juízes a verdade.

Londres, 1908
Dizem que nunca choveu tanto em Londres como naquelas duas semanas de verão em 1908. Para azar dos ingleses as chuvas coincidiram com as olimpíadas de Londres. Por isso, eles acabaram conhecidos como os Jogos do Dilúvio.
Só que o dilúvio maior de protestos dos países participantes, que não gostaram muito dos resultados. Estão nos roubando, diziam várias delegações estrangeiras.
Na verdade não houve propriamente roubo. O que aconteceu foi que os ingleses resolveram adotar, para cada esporte, as suas próprias regras.
O resultado disso, é que nunca na história das olimpíadas, tenha havido um número tão grande de queixas.

Estocolmo, 1912
Finalmente, o barão de Coubertin pode sorrir de felicidade. Em 1912, na fria cidade de Estocolmo, capital da Suécia, foram realizados com absoluto sucesso o 5° Jogos Olímpicos.
Não houve má organização, protestos, falta de participantes ou atletas pouco esforçados. Nada disso: em Estocolmo, tudo correu conforme o previsto.
O êxito dessas olimpíadas, começou pelo número de inscritos: nada menos que 2541 atletas quase dez vezes mais do que em Atenas em 1896.
Quanto à organização, praticamente não houve falhas, os suecos demonstraram empenho e muita competência.
Mas o que entusiasmou o barão e todos os amantes do esporte foi o aparecimento de grandes atletas autênticos campeões.
Hannes Kolehmainem, o filandês voador, ele ganhou três medalhas de ouro nas provas de fundo que a importância da resistência era fundamental.

Antuérpia, 1920

Não houve a sexta olimpíada, elas estavam previstas para 1916, e foi quando no período de 1914 a 1918 ocorreu a Primeira Guerra Mundial, e por este motivo, todos os eventos esportivos, inclusive as olimpíadas, dessa época forma cancelados.
Apesar disso, o comitê olímpico internacional decidiu manter a numeração original sendo assim em Antuérpia os 7° Jogos Olímpicos.
Em virtude da guerra, entretanto, em Antuérpia não foi obtido o mesmo sucesso que o em Estocolmo.
Mas mesmo assim em Antuérpia houveram duas novidades, a primeira introdução do Juramento Olímpico e a introdução da Bandeira Olímpica com os seus cinco anéis entrelaçados.

Paris, 1924
As olimpíadas de 1900 foram realizados em Paris, mas em virtude de serem realizadas juntamente com uma exposição internacional foram um fracasso.
Vinte e quatro anos depois os franceses novamente sediaram as olimpíadas.
Além de organizadas com maior cuidado, as olimpíadas de 1924 revelaram ao mundo atletas excepcionais. Entre eles o maior de todos foi Paavo Nurmi, um maravilhoso corredor da Finlândia.
Outro que se tornaria famos chamava-se Jhonny Weissmuller, um sensacional nadador americano.
Mais trade era o remador John Kelly, da equipe dos Estados Unidos.
Amsterdã, 1928
Foram as últimas olimpíadas assistidas pelo barão de Coubertin, ele chegou muito feliz a Amsterdã, a principal cidade da Holanda, afinal, a chama olímpica que ele acendera ao lado das ruínas dos templos gregos, agora parecia estar acesa para sempre.
Depois de Encontrar as dificuldades já conhecidas, os jogos olímpicos finalmente haviam dado certo, os jornais do mundo inteiro falavam das provas, e de seus campeões enquanto os rádios publicavam os seus resultados, nessa época, não existia ainda, a televisão.
Definitivamente, após diversas dificuldades uma outra novidade, a inscrição de 290 mulheres nos jogos olímpicos que até então não era aceitado pelo barão de Coubertin que se decepcionara com a idéia.

Los Angeles, 1932
Os franceses falharam na organização das olimpíadas de 1900, mas corrigiram seus erros em 1924.
Da mesma forma, os norte-americanos, souberam recuperar o fracasso dos Jogos de St. Louis em 1904.
Em Los Angeles eles puderam se orgulhar de mostrar ao mundo as melhores olimpíadas disputadas até então, Conquistaram diversos recordes, o de público, o tempo bom durante todas as provas e quase todas as os resultados foram excelentes.
Claro que, ao lado disso, houveram erros, ao exemplificar a prova dos 3 mil metros onde por erro dos juízes os corredores deram uma volta a mais.
Os atletas argentinos andaram brigando entre si quando voltavam para casa e foram presos, e os brasileiros, só embarcaram no Rio de Janeiro, num navio cargueiro em foram parando de porto em porto para vender café, foi um modo que encontraram para pagar sua viagem e no fim não trouxeram nenhuma medalha.

Berlim, 1936
As olimpíadas de 1936, realizadas em Berlim, capital da Alemanha, foram organizadas com um cuidado inigualável em toda a história do esporte. É que elas deveriam provar, como desejavam os nazistas, a superioridade de uma raça sobre as outras. Os nazistas pretendiam mostrar nos Jogos Olímpicos de Berlim, que pertenciam a uma raça superior. Por isso pensavam que iriam ganhar o maior número de medalhas.
Assim, pela primeira vez, as olimpíadas se transformaram num evento político. Um incrível atleta negro, Jesse Owens, conquistou quatro medalhas de ouro nas olimpíadas de Berlim, quando ele recebeu a quarta medalha, Adolf Hitler, chefe dos nazistas, levantou-se e saiu irritado do estádio.
Londres, 1948

Os jogos olímpicos sofreram uma interrupção de doze anos em virtude da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que provocara milhões de mortes e destruíra inúmeras cidades.
Durante todo esse tempo o esporte parou. Mas em 1948, o mundo começava a se recuperar desse pesadelo.
Houve uma surpresa, a atuação de Fanny Blankers-Koen, uma holandesa que se tornou a primeira mulher a ganhar quatro medalhas de ouro numa olimpíada. Fanny era casada tinha doois filhos e tinha 30 anos de idade.

Helsinki, 1952

Helsinki, a bela e fria capital da Finlândia, no norte da Europa, foi palco em 1952 de uma olimpíada muito importante, pela primeira vez, os Estados Unidos e a União Soviética, que também no esporte eram as maiores potências do mundo, mediam forças nas piscinas,campos, pistas e quadras.
O maior número de medalhas ficou entre os dois países, os Estados Unidos conquistaram 40 medalhas, e a União Soviética conquistou 22.
No salto triplo o campeão foi o Brasileiro Ademar Ferreira da Silva, que bateu o recorde mundial.
Emil Zatopek conhecido como Locomotiva Humana, venceu as corridas de 5 mil metros e 10 mil metros em apenas um intervalo de 24 horas.

Melbourne, 1956
E a briga entre os Estados Unidos e a União Soviética continuou, em 1956, lá na terra dos cangurus: em Melbourne na Austrália.
Nada mais justo por sinal do que a escolha desse local para as competições. É que os australianos adoram o esporte, e sempre tiveram ótimos atletas.
Os Russos revelaram o atleta Vladimir Kutz, um excepcional corredor que ganharia as provas dos 5 e 10 mil metros.
Roma, 1960

Roma, a cidade eterna, precisava resgatar uma velha dívida com o esporte, pois foram em Roma que os Jogos Olímpicos da antigüidade começaram a decair.
E foi assim que a Itália, 15 anos depois de ser devastada pela Segunda Guerra Mundial, fez um olimpíada que entraria para a história do esporte. Seus cuidados no planejamento e na construção dos estádios, ginásios e da vila olímpica foram extremamente excepcionais, e o público foi muito numeroso.
E como quem trabalha também acaba tendo sorte, os italianos receberam uma das mais incríveis gerações de atletas de todas as Olimpíadas.

Tóquio, 1964

Se roma projetou Casius Clay, Tóquio em 1964 revelaria outro futuro campeão mundial de Boxe. O também norte-americano Joe Frazier. Nessa, que foi a primeira olimpíada realizada em um país do extremo oriente, vários outros atletas dos Estados Unidos brilharam intensamente.
Um dos grandes campeões de Tóquio chamava-se Bob Hayes. Corredor muito rápido, que alcançou uma marca que se tornaria lendária, 10 segundos cravados na prova dos 100 metros rasos.
O atleta mais premiado seria ainda um dos Estados Unidos, Don Scholander que recebeu quatro medalhas de ouro em natação.

México, 1968
A Cidade do México está erguida a 2.260 metros de altitude, onde o ar é rarefeito, onde sua quantidade é mnor do que um país ao nível do mar.
Com o ar rarefeito a resistência humana fica menor, os atletas rendem menos em provas longas (como nos 10 mil metros) e tronam-se muito melhores em competições curtas.
O resultado foi que no México houve índices fracos nas competições para fundistas e marcas excepcionais nas provas de resistência e velocidae. Nada menos que 88 recordes foram quebrados. No salto triplo o soviético Viktor Saneev pulou 17,39 metros. Nos 100 metros rasos o americano Jim Hines superou a barreira dos 10 segundos correndo em 9 segundos e 9 décimos.

Munique, 1972
As olimpíadas, em seu momento culminante é a festa da paz e do congraçamento entre atletas do mundo inteiro.
Essa tradição, porém, foi quebrada de maneira trágica na madrugada de 5 de setembro de 1972, durante as olimpíadas de Munique. Terroristas de uma organização chamada Setembro Negro invadiram o dormitório da delegação de Israel.
O saldo foi muito triste, morreram nove atletas e cinco terroristas, estes abatidos pela polícia alemã quando se preparavam para deixar o país.

Montreal, 1976
Há sempre um destaque em cada olimpíada, em Berlim, em 1936, surgiram os atletas negros dos Estados Unidos. Em 1952, em Helsinki apareceu Zatopek, a Locomotiva Humana. Nos jogos de Roma, em 1960 despontou Abebe Bikila, o etíope que corria descalço.
Caíram os recordes de atletismo no México, e em Montreal aparecia uma ginasta de 14 anos chamada Nadia Comaneci, estrela absoluta das olimpíadas, nascida na Romênia, país de tamanho menor que o estado de São Paulo.

Moscou, 1980

Estima-se que os russos gastaram quase 3 bilhões de dólares nos preparativos da competição. Quando esta começou, além do Estádio Lênin, com capacidade para 103 mil espectadores, a Rússia dispunha de mais 68 estádios, 230 salas de ginástica, 23 piscinas olímpicas e 110 campos de futebol de alto nível.
Além disso, foram construídos ótimos alojamentos para os atletas , hotéis e até um novo aeroporto internacional.
Foram plantadas mais de 100 mil árvores e milhões de mudas de flores e folhagens. Cerca de 2.000 vias públicas foram recapeadas e ampliou-se o metro. 50.000 policiais uniformizados patrulhavam todos os cantos da cidade.

Los Angeles, 1984

As Olimpíadas de Los Angeles foram realizadas sem qualquer ajuda oficial. Seus organizadores, levantaram todo o dinheiro com patrocínio de empresas particulares.
A rede americana de televisão A.B.C. pagou 325 milhões de dólares pelo direito da trasmissão dos jogos com exclusividade.
A festa de abertura foi maravilhosa, porém, assim como os americanos fizeram falta em Moscou, os sovieticos fizeram falta em Los Angeles, resultado: Os Estados Unidos conquistaram novamente o mairo número de medalhas.

Seul, 1988
Barcelona, 1992
Mais de 11.000 atletas, de 161 países fizeram dos Jogos de Seul o maior de todos os tempos.
Tendo uma semelhança com os jogos de Seul, Barcelona também repetiu a característica em um dos esportes individuais,
O Judô, onde foram conquistadas duas medalhas de ouro, em Seul com o atleta Aurélio Fernandez Miguel no peso meio-pesado e em Barcelona, com o atleta Rogério Sampaio, isso revelando o alto nível do esporte no Brasil.
Sem deixar por menos o volei masculino do Brasil também conquistou a medalha de ouro em Barcelona.

Atlanta, 1996

Os Jogos Olímpicos de Atlanta nos Estados Unidos prometem ser os melhores jogos da história da existência das olimpíadas.
São 100 anos de Olimpíadas modernas, e o Brasil possui grandes esperanças de medalhas de ouro com seus atletas que estão em grande fase de aproveitamento, tanto quanto nas categorias individuais como nas coletivas, tanto no masculino quanto no feminino e com certeza os atletas Brasileiros trarão muitas felicidades para seu povo para que possamos mesmo comemorar os 100 anos das olimpíadas modernas no mundo.

Jogos Olímpicos

Competição esportiva que de 4 em 4 anos reúne milhares de representantes de dezenas de países, em provas das mais variadas modalidades. É o principal acontecimento do esporte mundial, não só pelo seu objetivo, que é da confraternização dos povos através de uma das suas mais expressivas manifestações, mas ainda pelo fato de que a ele só podem concorrer os amadores, que não usufruem qualquer vantagem da prática esportiva.
Embora não se saiba ao certo a origem do Jogos Olímpicos, existem dados históricos suficientes acerca de sua iniciação como atividade periódica, e que corresponde ao ano 776 antes de Cristo. A partir dessa data foram celebrados, com regularidade, cada 4 anos, até o ano 394 da Era Cristã, quando o imperador romano Teodósio a sua supressão. Poucos empreendimentos tentados pelo homem têm tido uma duração tão longa. No começo, o programa ocupava um dia só e consistia numa corrida com a extensão que o estádio permitia .Depois acrescentaram-se outros tipos de corridas: o lançamento do dardo e do disco, a luta e o pugilismo, o salto, as corridas de carros, o pentatlo e outros jogos. Tomavam parte nas competições apenas os cidadãos gregos, mas propiciavam-se todas as facilidades a que os atletas procedentes das colônias gregas do Mediterrâneo concorressem, a ponto de receberem eles salvo-conduto no caso de precisarem atravessar zonas de guerra. Tinham tal importância os Jogos Olímpicos que, enquanto duravam, o território do Olimpo, onde se efetuam, nas encostas do Monte Knorion, era considerado neutro e estabelecia-se uma trégua sagrada. Todas as dissensões armadas deviam então cessar, conforme o texto de convenção assinado entre Licurgo e Fitos, rei da Élida. A vida dos gregos tinha tanta ligação com esses Jogos Que chegaram a medir o tempo por olimpíadas,i isto é, o intervalo de quatro anos que decorria entre cada celebração. A maior honra a que podia aspirar um cidadão grego era receber o ramo de oliveira que se dava ao vencedor de um jogo olímpico.
Ressurgimento. Durante mais de 2.000 anos os Jogos Olímpicos foram somente história. Em fim do século XIX, entretanto, um eminente educador e filantropo francês, o Barão Pierre de Coubertin (1863-1937),empenhou-se em fazê-los ressurgir, convencido de que as glórias da Grécia, na sua idade de Ouro, eram devidas, em grande parte, ao impulso que se dera à cultura física e à celebração de festivais esportivos. Sustentando, com um trabalho admirável junto a vários países, a idéia de que só benefícios podiam advir da realização periódica de competições internacionais, em que se oferecessem aos atletas amadores de todas as nacionalidades iguais oportunidades de triunfo, o Barão de Coubertin conseguiu, em um congresso na Sorbonne de Paris, em 1894, lançar as bases dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. Dois anos depois, em 1896, os Jogos recomeçavam em Atenas, num magnífico estádio. Desde então, as Olimpíadas se têm repetido de 4 em 4 anos, exceto as correspondentes aos anos de 1916,1940 e 1944, quando o mundo estava em guerra. Foram sede dos Jogos Olímpicos as seguintes cidades: Paris (1900);Saint Louis (1904);Londres (1908);Estocolmo (1912);Antuérpia (1920);Paris (1924);Amsterdã (1928);Los Angeles (1932);Berlim (1936);Londres (1948);Helsinki (1952); Melbourne (1956);Roma (1960);Tóquio (1964);México (1968) e Munique (1972).
A projeção que os Jogos Olímpicos adquiriram obrigou ao desdobramento da sua programação. Assim, desde 1924 os esportes de inverno constituem olimpíada à parte. Realizaram-se pela primeira vez em Chamonix e, depois, em Saint Moritz (1928),Lake Placid (1932), Garmisch-Partenkirchen (1936), Saint Moritz (1948), Oslo (1952), Cortina D’Ampezzo (1956), Squaw Valley (1960), Innsbruck (1964), Grenoble(1968) e Sapporo (1972).
Costumes e Símbolos. Inspiram-se os Jogos Olímpicos numa frase do Barão Pierre de Coubertin, que se tornou o lema do esporte amador: ‘O essencial não é vencer, mas competir com lealdade, cavalheirismo e valor.’
Todos os participantes das Olimpíadas são obrigados a alojar-se num conjunto especial de residência, denominado Vila Olímpica. Esse costume é um incentivo à própria essência dos Jogos, que é a da aproximação dos povos por intermédio dos seus esportistas. Homens e mulheres de todo os continentes vivem, durante alguns dias, o mesmo ambiente de amizade, acima das rivalidades e dos preconceitos.
O controle dos Jogos Olímpicos está ao cargo do Comitê Olímpico Internacional, criado junto com o certame, cuja sede é Mon Repôs, Lausanne(Suíça).Ao C.O.I. filiam-se os comitês nacionais, que em 1960,à época dos Jogos de Roma, somavam 87. Nas Olimpíadas desse ano tomaram parte mais de 7.000 atletas.
Apesar da tentativa de influência política, que insiste em atribuir contagem de pontos para a afirmação da superioridade de determinado país sobre os demais, os Jogos Olímpicos não admitem esse critérios. As vitórias são exclusivamente individuais. Aos ganhadores até o 3° lugar são conferidas medalhas, respectivamente,
de ouro, prata e bronze.

Cinco argolas entrelaçadas representam o símbolo olímpico. Foram idealizadas também pelo Barão de Coubertin em 1914, mas só apareceram nos Jogos de 1920. Essas argolas estão inscritas numa bandeira de fundo branco, liso, e suas cores representam os continentes:azul,Europa;amarelo,Ásia;preto,África;verde,Astrália;e vermelho, Améirca.
O C.O.I. designava a sede dos Jogos Olímpicos seis anos antes de cada realização sendo livre as inscrições. O país que promove a competição compõe o hino Olímpico daquele ano, que é tocado nas principais cerimônias. Durante a entrega das medalhas aos vencedores é executado o hino do país a que pertence o campeão. Tradição dos Jogos Olímpicos é ainda o transporte da chama olímpica, que, desde 1936, após ser acesa em Olímpia(Grécia),é conduzida por atletas, em revezamento até os locais dos Jogos, cruzando estradas, montese maresia chama só se apaga na solenidade de encerramento dos Jogos.

Amadorismo. O conceito de amadorismo tem sido um dos maiores problemas olímpicos após a II Guerra Mundial. Os regulamentos do C.O.I. proíbem a participação de profissionais, ou quem quer que usufrua vantagem do esporte. Mas, dado o interesse dos países em participar dos Jogos Olímpicos, iniciando praticamente no fim de cada competição os preparativos para a seguinte, aquele conceito se modificou e pode ameaçar as Olimpíadas na forma como atualmente são encaradas. Há nações cujo governos quase que isolam seus atletas das atividades normais do trabalho, sustentando-os em troca de um treinamento intensivo.

Atuação Brasileira. O esporte brasileiro fez-se representar pela primeira vez nos Jogos Olímpicos em 1920(Antuérpia),quando enviou uma delegação de 21 competidores. A presença do Brasil foi marcada pela conquista de um título, o de Guilherme Paraense, que obteve o primeiro lugar na prova de tiro ao alvo reservada a revólver silhueta de homem em pé; outro atirador brasileiro, Afrânio Costa, que anos mais tarde seria o ministro do Supremo Tribunal Federal, colocou-se em segundo lugar na prova de pisto livre a 50 metros. O Brasil só viria a arrebatar novo título nos Jogos Olímpicos de 1952, com o atleta Ademar Ferreira da Silva, na prova de salto triplo. Esse mesmo atleta veio a triunfar nessa prova em 1956, nos Jogos de Melborne, conseguindo, portanto, a façanha de sagrar-se bicampeão olímpico. Afora esse sucesso, os representantes brasileiro, sofrendo as dificuldades naturais de um centro esportivo pouco desenvolvido nos esportes olímpicos, pouco registraram nos anais dos Jogos. Entre os resultados mais destacados, contam-se: o 3° lugar de José Teles da Conceição na prova de salto em altura, em Helsinki(1952),a idêntica posição dos nadadores Tetsuo Okamoto e Manoel dos Santos, respectivamente, nas provas dos 1.500 metros nado livre (1952) e 100 metros nado livre(1960);o 3° lugar da seleção de basquetebol, em 1948,1960 e 1964,e o 3° lugar de Chiak Ishii em judô, em 1972.

Jogo de damas

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Autoria: Akemi Yaeda

INTRODUÇÃO

Nesse trabalho, modesto, irá mostrar um pouco sobre o jogo de Damas, cuja foi feita uma pesquisa sobre sua historia, e os estilos que podem ser encontrados em suas próprias modalidades, suas regras, e tudo o que se deve saber para começar a jogar.
Sem mais embromações, você verá o b-a ba do jogo de Damas, que é belo em sua real natureza.

BOA LEITURA!

I – A HISTÓRIA DO JOGO DE DAMAS

Afirmações sobre suas origens pecam geralmente pela falta de bases históricas sérias. Não faltam exemplos:

“INVENTADO NA GRÉCIA POR PALOMEDES”
“O JOGO DE DAMAS É MÃE DO XADREZ”
“INVENTADO DURANTE O CERCO DE TRÓIA” (MONTEIROS-1591)
“INVENTADO POR MARCO AURÉLIO” (CANALEJAS-1650)

Quantas mais?
Achados arqueológicos mostram jogos de calculo que datam de há milhares de anos, originários da antiga civilização egípcia e conhecida pelo nome de Senet.
Embora não se tenha documentos que elucidem suas regras, parece guardarem alguma semelhança com o jogo de damas.
Presume-se que alguns destes jogos tenham sido levados para a antiga Grécia e dado origem ao Petia, sobre o qual são encontradas referencias.
A expansão romana deve ter sido um vetor pêra a divugalgação do Petia grego. Documentos que nos esclarecem com segurança sobre suas regras não foram encontrados, embora a este jogo haja bastantes referências na literatura desse tempo, citando nominalmente campeões e comentado a sua popularidade. Não existem duvidas que ele tenha sido a base do atual jogo de Damas dada a sua semelhança de tabuleiro, movimentos e objetivos.
El Marro (Monteiros-1591).
Beira o ridículo a afirmação que o nome Damas lhe teria sido dado pelo fato de que eram as senhoras, as damas, que o praticavam nos salões da Idade Media.
É tido como cento como certo que o moderno Xadrez deriva do Chatrani, que por sua vez deriva do Chaturanga, cujo berço foi possivelmente a Índia, passando posteriormente à Pérsia.
Tudo leva a crer que estes jogos eram desconhecidos dos romanos.
O encontro do Xadrez e o jogo de Damas devem ter acontecimento por volta do Século IX, NA Europa, o que nega de forma definitiva qualquer paternidade de um em relação ao outro.
A época do aparecimento do tabuleiro de cores também é imprecisa.
Originalmente, nos dois jogos, o tabuleiro era constituído apenas por retas que cruzavam,como ainda são hoje os tabuleiros do xadrez japonês e chinês.
É a literatura espanhola do séc XVI que nos trás, de forma definitiva, informações precisas com a publicação dos primeiros livros sobre o jogo de Damas.
Conhecimentos acumulados, talvez durante séculos, são apresentados:abertura bem estruturadas que mantêm ate hoje, golpes de aberturas, como o conhecido golpe da Abertura Espanhola, batizada no Brasil com esse nome em homenagem a essa combinação; a “Forçada” e inúmeros finais práticos fazem parte da matéria.Dentre estes finais se destaca a “Barca”, como é conhecido em Portugal o final de três damas contra dama na grande diagonal com pedra em h8.
O problema, com temas que se consagram, ocupa nessa literatura um merecido espaço.
Que dizer de um jogo que desafia séculos? Os tesouros de sua beleza e os mistérios indecifráveis da sua aparenta simplicidade continuam a mantê-lo vivo, apaixonante e desafiante, a ser motivo de imensa bibliografia, de pesquisas sem fim.

II – A HISTORIA DO JOGO DE DAMAS NO BRASIL

Tem-se como certo, considerado sua já grande popularidade na Europa antes da época dos descobrimentos,que o jogo de Damas tenha sido introduzido no Brasil pelos primeiros colonizadores.
Ibéricos, franceses, holandeses e árabes exerceram influência nas regras e modalidades jogadas no Brasil.
O trabalho de divulgação, a publicação de literatura brasileira e a organização de competições, fruto de intensas atividades desenvolvidas pela Confederação Brasileira de Jogo de Damas a nível estadual e nacional, conseguiram unificar as regras ate há pouco muito diversificadas. Foram adotandos as regras e regulamentos da Fédération Mondiale du Jeu de Dames nas duas modalidades: 64 casas e 100 casas

III –VARIANTES DO JOGO DE DAMAS

O jogo de damas, difundido que foi por todo o mundo, acabou por receber alterações, dependendo da região em que é jogado. Também foram feitas modificações nas regras, visando dinamizar o jogo. A seguir, algumas variantes do jogo.

DAMAS DIAGONAIS: Nesta variante, o tabuleiro é colocado diagonalmente entre os jogadores. As 12 peças são colocadas nas casas claras do tabuleiro. Obviamente, o primeiro movimento sempre oferecerá ao adversário uma peça para ser tomada. Mas no mais, o jogo se desenvolve como o jogo de damas normal.
Outra possibilidade das damas diagonais, é o jogo com nove peças para cada lado existindo tão somente três casas para coroação.

Damas Italianas: as regras são as mesmas das Damas tradicionais, com as seguintes mudanças: o tabuleiro é colocado de modo a ficar uma casa branca à esquerda; as peças não podem tomar a Dama; se um jogador não tomar uma peça quando for possível fazê-lo, perde o jogo; e quando houver mais de uma opção para tomada de peças, deverá optar o jogador por tomar a peça mais valiosa, isto é, a Dama.
Damas Inglesas: mesmas regras das Damas tradicionais, excetuando-se o fato do jogador poder optar por capturar qualquer peça e não fazer obrigatoriamente a jogada que o permita tomar o maior número de peças.
Damas Russas: As únicas alterações com relação às regras oficiais, são o fato de a tomada não ser obrigatória e o fato de, no caso de uma tomada em série, se a peça passar pela ultima fileira, será promovida a Dama e continuará a jogada já como Dama.
Perde-Ganha: Variante que me parece absolutamente hilária: as regras são as mesmas do jogo oficial, mas, nesta variante, aquele que ficar sem peças é quem ganha. O jogador, portanto, deve oferecer suas peças ao adversário, o mais rápido possível, de modo a ficar sem peças.

IV – TABULEIRO DE 64 CASAS
A partida se desenvolve sobre um tabuleiro quadriculado, com 64 casas, sendo que as casas são de cores diferentes, colocadas intercaladamente. O tabuleiro será colocado com a casa escura da primeira fileira a esquerda. Os jogadores sentam-se em posições opostas, de frente para o tabuleiro.
Cada jogador tem 12 peças da mesma cor, cor essa diferente das peças do adversário. Essas peças ocupam as casas escuras das três primeiras fileiras, a partir da posição de cada jogador.
As peças movimentam-se exclusivamente sobre as casas escuras, uma casa por vez. A exceção é justamente a tomada de uma peça do adversário, quando então a peça de um jogador salta sobre a peça do adversário, vindo a ocupar a casa vazia imediatamente após a peça pulada. Esta peça é então excluída do jogo.
O movimento de tomada pode ser seqüencial, isto é, havendo possibilidade, diversas peças podem ser tomadas no mesmo movimento. A tomada é obrigatória, a não ser que haja duas possibilidades distintas, quando então o jogador poderá optar por tomar uma ou outra peça. Mas a tomada será obrigatória sempre que uma situação permitir a tomada de um numero maior de peças (a chamada “Lei da Maioria”).
As peças movimentam-se sempre para frente, exceto quando para realizar uma tomada, quando é permitido o movimento para trás.
Ao atingir a primeira fileira do lado adversário, uma peça é promovida a “dama”. É a chamada “coroação”. Para diferenciar a dama das demais peças, sobre ela será colocada outra peça. A dama move-se livremente, em linha reta, quantas casas quiser. Porém, para tomar uma peça adversária, é obrigada a parar na casa vazia subseqüente àquela. Se a peça atingir a última fileira durante uma tomada em série, e for prosseguir tomando outras peças, ela NÃO será promovida a Dama. Isto só ocorre se a peça terminar o movimento na ultima fileira.
Considera-se uma partida empatada, quando tiverem sido jogados 20 lances sucessivos, sem que haja tomado de pedra, ou, após uma mesma posição apresentar-se por três vezes, com o mesmo jogador .Vence a partida aquele que tomar todas as peças do adversário. .

TABULEIRO DE 100 CASAS
As regras são praticamente as mesmas do jogo no tabuleiro de 64 casas. As diferenças ficam, obviamente, por conta do tabuleiro, maior, sendo que os jogadores iniciam a partida com 20 peças cada, ocupando as 4 primeiras fileira, 5 peças por fileira. As condições de empate são: 25 lances sucessivos, sem a tomada de peças; se não existirem mais de três damas, ou duas damas e uma peça, ou uma dama e duas peças contra uma dama, o empate ocorrerá após 16 movimentos; no caso de duas damas contra uma dama e uma pedra contra uma dama ou uma dama contra dama, o empate ocorrerá após cinco movimentos.

V -REGRAS DO JOGO DE DAMAS CLÁSSICAS

ÂMBITO
1- As REGRAS DO JOGO DE DAMAS CLÁSSICAS são de aplicação obrigatória em todo o Território Nacional.

MATERIAL
2- O jogo de Damas Clássicas é fisicamente constituído por uma placa plana de forma quadrado e fundo não brilhante, dividido em 64 quadrados de 4 a 5 cm de lado, impressos alternadamente a escuro (preto ou castanho) e claro (branco ou creme), a que se dá o nome de Tabuleiro e por 24 Peças, com 3 a 4 cm de diâmetro e 0,6 a 0,8 cm de espessura, sendo 12 de cor branca e 12 de cor preta, tudo fabricado em materiais diversos.

GENERALIDADES
3- Os quadrados escuros do tabuleiro denominam-se Casas às quais se atribui uma numeração de 1 a 32, com início na primeira casa inferior direita, seguindo a contagem da direita para a esquerda e de baixo para cima, sempre do lado onde se encontram as brancas, denominando-se a diagonal que liga a casa 1 à casa 32, rio.
4- A numeração descrita será utilizada em todas as anotações e publicações, devendo os números representativos da casa de partida e de chegada de cada lance ser separado por traço de união.
5- O tabuleiro poderá conter, nas margens, a numeração das casas laterais.

6- O tabuleiro coloca-se de forma a que o vértice inferior, à direita de cada jogador, seja casa.

7- Para início do jogo, as peças de cada cor colocam-se sobre as primeiras doze casas de cada lado do tabuleiro. (Diagrama 2)

EVOLUÇÃO
8- No Jogo de Damas existem dois tipos de peças: os Peões, com que se inicia o jogo, e as Damas que são peões que conseguem atingir o extremo oposto do tabuleiro.

9- Sempre que um peão ocupe uma das quatro casas do extremo oposto do tabuleiro, o condutor da cor contrária colocará sobre ele uma das peças capturadas, coroando-o como Dama.

10- Se não houver ainda peça para coroar o peão este valerá, na mesma, como dama, até à respectiva coroação.

11- O peão que se transforma em dama só será permitido que ele jogue depois de efetuado o lance da cor contrária.

12- Quer os Peões quer as Damas têm dois movimentos: sem captura e com captura.
a) Peão sem captura – os peões movem-se sobre o tabuleiro, sempre para frente e na diagonal, ocupando uma das casas contíguas vagas, não tomando no seu percurso qualquer peça de cor contrária.
b) Peão com captura – sempre que um peão, ao iniciar o seu movimento, tenha numa casa contígua peça de cor contrária, existindo a seguir casa vaga, saltará por cima da peça; ocupará essa casa vaga tomando a referida peça. O peão capturará no mesmo lance o maior número possível de peças.
c) Dama sem captura – a dama move-se em diagonal, percorrendo as casas vagas que quiser, para diante ou para trás, não tomando no seu percurso qualquer peça de cor contrária e não podendo mudar dessa diagonal.
d) Dama com captura – se a dama tiver, numa das suas diagonais, peça de cor contrária, ainda que em casa não contígua, seguida de uma ou mais casas vagas, saltará por cima da peça ocupando uma qualquer dessas casas. Se continuar a encontrar peças nessas condições, repetirá obrigatoriamente esse movimento. A dama, após ter saltado sobre, pelo menos, uma peça, terá que mudar para diagonal perpendicular, desde que nessa diagonal existam peças que possa tomar, continuando o seu movimento até capturar as peças possíveis.

13- A dama não poderá saltar por cima de qualquer peça da sua cor ou de peças de cor contrária colocadas em casas contíguas, nem passar duas vezes sobre a mesma peça. Pode, no entanto, passar mais do que uma vez por cima de uma casa livre.

14- Quando qualquer peão ou dama efetuar lance em que tome mais do que uma peça, só depois de concluído o percurso se permite retirar qualquer peça do tabuleiro.

CAPTURA DE PEÇA
15- Na captura de peças existem três leis, não interessando se a peça que toma é peão ou dama:
a) Obrigatoriedade – A captura é obrigatória.
b) Quantidade – Em hipóteses simultâneas de captura é obrigatória tomar o maior número de peças.
c) Qualidade – Em hipóteses simultâneas de captura de um mesmo número de peças é obrigatória tomar as peças com maior valor, valendo cada dama mais do que cada peão.

PARTIDAS E ABERTURAS
16- Dá-se o nome de partida, ao conjunto de jogos, que deverá ser em número par, a efetuar entre dois jogadores.

17- Dá-se o nome de abertura, aos lances iniciais de cada jogo.

18- O jogo inicia-se com lance das peças brancas, atribuídas por sorteio a um dos jogadores, desenrolando-se até ao fim com lances alternados das duas cores.

19- Em partida de abertura livre os jogadores conduzirão, em jogos alternados, as peças brancas e as peças pretas, com a abertura que desejarem.

20- Em partida de abertura sorteada – primeiros lances atribuídos por sorteio – os jogadores iniciarão alternadamente cada uma das aberturas determinadas por esse sorteio.

RESULTADO
21- Atribui-se Derrota ao jogador quando:
a) Perca todas as peças;
b) As suas peças estejam prisioneiras na sua vez de jogar;
c) Exceda o tempo previsto por regulamento;
d) Abandone o jogo;
e) Seja punido oficialmente com esse resultado.

22- Atribui-se EMPATE ao jogador quando:
a) Atinja o número de lances previsto pelas leis de lances limitados;
b) Atinja a mesma posição de jogo, num mínimo de três vezes, seguidas ou alternadas, mesmo que dentro da lei de lance limitado, e o adversário reclame;
c) Acorde com o adversário tal desfecho, no desenrolar do jogo;
d) Seja punido oficialmente com esse resultado.

LANCES LIMITADOS
23- Existem duas Leis de lances limitados à tentativa de ganhar o jogo:
a) Vinte Lances – Quando, por qualquer dos adversários, forem efetuados 20 lances de Dama(s) sem que qualquer das cores tenha efetuado movimento de peão, captura ou entrega de peça, considera-se o jogo empatado. Sempre que um dos tipos de lance mencionado for concretizado, a contagem reiniciar-se-á no lance seguinte. A referida contagem deverá ser efetuada por qualquer dos adversários, assim que surja posição passível de aplicação desta regra.
b) Forçada – Quando um dos jogadores possuir apenas três damas e o outro apenas uma, permitem-se 12 lances, incluindo o de captura, contados após a cor das três damas ocupar o rio, para se ganhar o jogo. Assim, mesmo que haja ganhado no lance seguinte, considera-se o jogo empatado.

LANCE OBRIGATÓRIO
24- Quando o jogador toque numa das suas peças jogáveis – sem que previamente indique que apenas a deseja ajeitar – é obrigado a efetuar lance com essa peça. Um lance só se considera terminado quando, após a deslocar uma peça o jogador a houver largado.

LANCE IRREGULAR
25- Considera-se irregular o lance contrário ao preceituado nos números anteriores. Em jogo anotado a respectiva ratificação será efetuada, desde o lance em que existe a irregularidade, retomando-se o jogo a partir desse ponto. Em jogo não anotado, a obrigação de ratificar um lance irregular só existirá se o adversário não o validar com o lance imediato.

26- É ainda considerado irregular o ato de suster uma peça para calcular a jogada, assim como sistematicamente movimentar uma peça sem a largar, voltando atrás para a jogar para outra casa.

CASOS OMISSOS
27- Os casos omissos serão tratados, conforme o seu âmbito, pelos Árbitros, Diretores de Prova, Órgãos das Associações Distritais ou Regionais e da Federação Portuguesa de Damas.

ANEXOS

(TABULEIRO PRIMITIVO DE DAMAS – DE APROXIMADAMENTE 1320-1085 a.C.)

(PEÇAS DE JOGOS DE DAMAS MEDIEVAIS, ESCULPIDAS A MÃO)

(VISUALIZARÃO DAS PEÇAS NO TABULEIRO)

(DAMAS DIAGONAIS)

CONCLUSÃO

A Dama por si só é um jogo completo, satisfaz as necessidades de competição, desenvolvimento racional, organização, participação, alem de ser um jogo divertido para todas as horas.
Vamos resumir a conclusão e dizer o que tiramos de cada tema separadamente. A historia mostra suas raízes, e que ela não derivou de jogo algum.As variedades de variantes do jogo, são inúmeras cada uma mostrando dimensões diferentes. E a variação de tabuleiros, os de 64 casas como no xadrez, e os de 100 casas que mostra como ele pode ser jogado maravilhosamente sem restrição de espaço. Finalizando, as regras são elaboradas em sólidos exercícios, tanto de erros quanto de acertos, dando respostas a todas as duvidas que surgem ao decorrer dos tempos.

Jogos Olímpicos

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Autoria: Marielem Santos de Souza

A História dos Jogos Olímpicos

Os Doze Trabalhos de Hércules

Depois de realizar façanhas incríveis, ele recebeu de Zeus o dom da imortalidade.

As olimpíadas começaram anteriormente ao nascimento de Cristo. Tão antes que há sérias dúvidas sobre a data exata de seu início.
Por causa dessas dúvidas, surgiram algumas lendas. A mais famosa tem Hércules como personagem principal. Hércules foi um dos heróis da mitologia grega, cujo deus supremo, Zeus, era justamente seu pai.
Sendo seu filho, ele nasceu com muita força e muitos poderes. Para mostrar que não viera ao mundo para brincadeiras, ainda no berço, em vez de ficar mamando como todo bebê, ele estrangulou duas serpentes que sua tia Hera, uma mulher muito ciumenta e perversa, colocara no berço para matá-lo.
Hera não sossegou enquanto não o apanhou de jeito, utilizou um de seus feitiços mágicos, e conseguiu enlouquecer o sobrinho que, fora de si, matou a própria mulher e também os filhos.
Passado o Encanto, Hércules viu o que fizera e ficou desesperado. Decidiu então procurar o rei Eristeu. – O que devo fazer para pagar pelos meus pecados? – perguntou-lhe Hércules. O rei Eristeu disse-lhe: Hércules, só há um caminho.
Deixar o Olimpo para sempre… – conformou-se Hércules. O Olimpo, montanha inacessível era o lugar onde viviam os deuses gregos. Abaixo ficava Olímpia na antiga Élida, à margem direita do rio Alfeu.
Não – tranqüilizou-se o rei. Para purificar seus pecados, você deverá executar doze trabalhos, e eram eles:

1. Matar o terrível leão de Neméia;
2. Matar a não menos terrível hidra de Lerna, de 09 cabeças;
3. Capturar, vivinho, o javali de Erimento;
4. Capturar a corça de Cerínia;
5. Matar os medonhos pássaros carnívoros do lago Estínfale;
6. Limpar as cavalariças giganteescas do rei Áugias;
7. Capturar o touro branco de Creta;
8. Capturar os cavalos carnívoros de Diomedes;
9. Roubar o cinto mágico de Hipólita;
10. Capturar os bois do gigante Gerião;
11. Colher os pomos de ouro das Hespérides;
12. Finalmente o último, descer ao Inferno e raptar de lá seu guardião, o assustador cão cérebro.

Hércules concluiu todas as suas tarefas, e insatisfeito com as recompensas que recebera, resolveu criar os Jogos Olímpicos para homenagear Zeus e a si mesmo.

Atenas, 1896

Umas 80 mil pessoas lotavam o Estádio de Atenas naquela tarde de 6 de abril de 1896. Eram pessoas muito diferentes das que você vê hoje nas arquibancadas de um estádio de futebol. A data entraria para a história do esporte, porque naquele momento renasciam oficialmente os Jogos Olímpicos.
No gramado, estavam presentes 285 atletas de 13 países. Muito pouco, em comparação com os milhares de participantes das últimas olímpiadas. Em 1896 um navio a vapor demorava dias para ir da América até a Europa atravessando o Atlântico.Além do mais eram apenas as primeiras Olímpiadas Modernas, por isso mesmo, nem todos os atletas estavam bem preparados, ao exemplificar a corrida dos 100 metros, o Campeão, Thomas Burke, dos U.S.A. concluiu a prova com o tempo de 10 segundos, imcomparável com os tempos atuais.

Paris, 1900

Paris já era uma cidade importante, cheia de vida e agitação, mas em 1900 tornou-se ainda mais alegre e movimentada. Só que isso não aconteceu exatamente por causa da realização na capital francesa, dos 2° Jogos Olímpicos.
É que junto com as olimpíadas estava sendo promovida em Paris a Exposição Universal, mostrando o que havia de mais moderno e sensacional na época, como os primeiros automóveis de quatro rodas.
Dessa maneira os jogos olímpicos acabaram ficando em segundo plano e pouca gente foi ver as provas de atletismo, disputadas no Racing Club, ou as de natação improvisadas numa piscina adaptada nas águas do Sena. Apesar do pequeno interesse despertado, essas olimpíadas conseguiram reuir 1060 atletas.
Mesmo assim, não apareceu nenhum grande campeão entre eles e as marcas alcançadas não chegaram a entusiasmar ninguém. Exceto, é claro, o rei de Coubertin. Ele sabia que, mais cedo ou mais tarde, as olimpíadas iriam entusiasmar o mundo todo.

St. Louis, 1904

Ainda não foi em 1904, na cidade norte-americana de St. Louis, que as olimpíadas se transformaram num estrondoso êxito mundial. Dessa vez, somente nove países compareceram.
Como ocorrera em Paris, os organizadores fizeram os 3° Jogos Olímpicos coincidirem com a Feira Mundial de St. Louis. E, mais uma vez, não deu certo: os visitantes preferiam conhecer os novos artigos em exposição a torcer nas provas de atletismo.
Mesmo assim, as olimpíadas de St. Louis se tornariam famosas por causa de um incidente muito engraçado que aconteceu na maratona. A maratona exige que seus participantes sejam superatletas, afinal, eles tem que realizar um percursso de 42 Km. Pois lá, um dos corredores, o americano Fred Lorz, perdeu o folego no meio da competição e pediu que o motorista lhe desse carona até ao estádio em seu calhambeque.
Pouco antes de chegar, ele desceu do carro e entrou correndo no estádio. Foi aplaudidíssimo e ia receber a sua medalha de campeão, quando apareceu o motorista e contou aos juízes a verdade.

Londres, 1908
Dizem que nunca choveu tanto em Londres como naquelas duas semanas de verão em 1908. Para azar dos ingleses as chuvas coincidiram com as olimpíadas de Londres. Por isso, eles acabaram conhecidos como os Jogos do Dilúvio.
Só que o dilúvio maior de protestos dos países participantes, que não gostaram muito dos resultados. Estão nos roubando, diziam várias delegações estrangeiras.
Na verdade não houve propriamente roubo. O que aconteceu foi que os ingleses resolveram adotar, para cada esporte, as suas próprias regras.
O resultado disso, é que nunca na história das olimpíadas, tenha havido um número tão grande de queixas.

Estocolmo, 1912

Finalmente, o barão de Coubertin pode sorrir de felicidade. Em 1912, na fria cidade de Estocolmo, capital da Suécia, foram realizados com absoluto sucesso o 5° Jogos Olímpicos.
Não houve má organização, protestos, falta de participantes ou atletas pouco esforçados. Nada disso: em Estocolmo, tudo correu conforme o previsto.
O êxito dessas olimpíadas, começou pelo número de inscritos: nada menos que 2541 atletas quase dez vezes mais do que em Atenas em 1896.
Quanto à organização, praticamente não houve falhas, os suecos demonstraram empenho e muita competência.
Mas o que entusiasmou o barão e todos os amantes do esporte foi o aparecimento de grandes atletas autênticos campeões.
Hannes Kolehmainem, o filandês voador, ele ganhou três medalhas de ouro nas provas de fundo que a importância da resistência era fundamental.

Antuérpia, 1920

Não houve a sexta olimpíada, elas estavam previstas para 1916, e foi quando no período de 1914 a 1918 ocorreu a Primeira Guerra Mundial, e por este motivo, todos os eventos esportivos, inclusive as olimpíadas, dessa época forma cancelados.
Apesar disso, o comitê olímpico internacional decidiu manter a numeração original sendo assim em Antuérpia os 7° Jogos Olímpicos.
Em virtude da guerra, entretanto, em Antuérpia não foi obtido o mesmo sucesso que o em Estocolmo.
Mas mesmo assim em Antuérpia houveram duas novidades, a primeira introdução do Juramento Olímpico e a introdução da Bandeira Olímpica com os seus cinco anéis entrelaçados.

Paris, 1924

As olimpíadas de 1900 foram realizados em Paris, mas em virtude de serem realizadas juntamente com uma exposição internacional foram um fracasso.
Vinte e quatro anos depois os franceses novamente sediaram as olimpíadas.
Além de organizadas com maior cuidado, as olimpíadas de 1924 revelaram ao mundo atletas excepcionais. Entre eles o maior de todos foi Paavo Nurmi, um maravilhoso corredor da Finlândia.
Outro que se tornaria famos chamava-se Jhonny Weissmuller, um sensacional nadador americano.
Mais trade era o remador John Kelly, da equipe dos Estados Unidos.

Amsterdã, 1928

Foram as últimas olimpíadas assistidas pelo barão de Coubertin, ele chegou muito feliz a Amsterdã, a principal cidade da Holanda, afinal, a chama olímpica que ele acendera ao lado das ruínas dos templos gregos, agora parecia estar acesa para sempre.
Depois de Encontrar as dificuldades já conhecidas, os jogos olímpicos finalmente haviam dado certo, os jornais do mundo inteiro falavam das provas, e de seus campeões enquanto os rádios publicavam os seus resultados, nessa época, não existia ainda, a televisão.
Definitivamente, após diversas dificuldades uma outra novidade, a inscrição de 290 mulheres nos jogos olímpicos que até então não era aceitado pelo barão de Coubertin que se decepcionara com a idéia.

Los Angeles, 1932

Os franceses falharam na organização das olimpíadas de 1900, mas corrigiram seus erros em 1924.
Da mesma forma, os norte-americanos, souberam recuperar o fracasso dos Jogos de St. Louis em 1904.
Em Los Angeles eles puderam se orgulhar de mostrar ao mundo as melhores olimpíadas disputadas até então, Conquistaram diversos recordes, o de público, o tempo bom durante todas as provas e quase todas as os resultados foram excelentes.
Claro que, ao lado disso, houveram erros, ao exemplificar a prova dos 3 mil metros onde por erro dos juízes os corredores deram uma volta a mais.
Os atletas argentinos andaram brigando entre si quando voltavam para casa e foram presos, e os brasileiros, só embarcaram no Rio de Janeiro, num navio cargueiro em foram parando de porto em porto para vender café, foi um modo que encontraram para pagar sua viagem e no fim não trouxeram nenhuma medalha.

Berlim, 1936

As olimpíadas de 1936, realizadas em Berlim, capital da Alemanha, foram organizadas com um cuidado inigualável em toda a história do esporte. É que elas deveriam provar, como desejavam os nazistas, a superioridade de uma raça sobre as outras. Os nazistas pretendiam mostrar nos Jogos Olímpicos de Berlim, que pertenciam a uma raça superior. Por isso pensavam que iriam ganhar o maior número de medalhas.
Assim, pela primeira vez, as olimpíadas se transformaram num evento político. Um incrível atleta negro, Jesse Owens, conquistou quatro medalhas de ouro nas olimpíadas de Berlim, quando ele recebeu a quarta medalha, Adolf Hitler, chefe dos nazistas, levantou-se e saiu irritado do estádio.

Londres, 1948

Os jogos olímpicos sofreram uma interrupção de doze anos em virtude da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que provocara milhões de mortes e destruíra inúmeras cidades.
Durante todo esse tempo o esporte parou. Mas em 1948, o mundo começava a se recuperar desse pesadelo.
Houve uma surpresa, a atuação de Fanny Blankers-Koen, uma holandesa que se tornou a primeira mulher a ganhar quatro medalhas de ouro numa olimpíada. Fanny era casada tinha doois filhos e tinha 30 anos de idade.

Helsinki, 1952

Helsinki, a bela e fria capital da Finlândia, no norte da Europa, foi palco em 1952 de uma olimpíada muito importante, pela primeira vez, os Estados Unidos e a União Soviética, que também no esporte eram as maiores potências do mundo, mediam forças nas piscinas,campos, pistas e quadras.
O maior número de medalhas ficou entre os dois países, os Estados Unidos conquistaram 40 medalhas, e a União Soviética conquistou 22.
No salto triplo o campeão foi o Brasileiro Ademar Ferreira da Silva, que bateu o recorde mundial.
Emil Zatopek conhecido como Locomotiva Humana, venceu as corridas de 5 mil metros e 10 mil metros em apenas um intervalo de 24 horas.

Melbourne, 1956

E a briga entre os Estados Unidos e a União Soviética continuou, em 1956, lá na terra dos cangurus: em Melbourne na Austrália.
Nada mais justo por sinal do que a escolha desse local para as competições. É que os australianos adoram o esporte, e sempre tiveram ótimos atletas.
Os Russos revelaram o atleta Vladimir Kutz, um excepcional corredor que ganharia as provas dos 5 e 10 mil metros.

Roma, 1960

Roma, a cidade eterna, precisava resgatar uma velha dívida com o esporte, pois foram em Roma que os Jogos Olímpicos da antigüidade começaram a decair.
E foi assim que a Itália, 15 anos depois de ser devastada pela Segunda Guerra Mundial, fez um olimpíada que entraria para a história do esporte. Seus cuidados no planejamento e na construção dos estádios, ginásios e da vila olímpica foram extremamente excepcionais, e o público foi muito numeroso.
E como quem trabalha também acaba tendo sorte, os italianos receberam uma das mais incríveis gerações de atletas de todas as Olimpíadas.

Tóquio, 1964

Se roma projetou Casius Clay, Tóquio em 1964 revelaria outro futuro campeão mundial de Boxe. O também norte-americano Joe Frazier. Nessa, que foi a primeira olimpíada realizada em um país do extremo oriente, vários outros atletas dos Estados Unidos brilharam intensamente.
Um dos grandes campeões de Tóquio chamava-se Bob Hayes. Corredor muito rápido, que alcançou uma marca que se tornaria lendária, 10 segundos cravados na prova dos 100 metros rasos.
O atleta mais premiado seria ainda um dos Estados Unidos, Don Scholander que recebeu quatro medalhas de ouro em natação.

México, 1968

A Cidade do México está erguida a 2.260 metros de altitude, onde o ar é rarefeito, onde sua quantidade é mnor do que um país ao nível do mar.
Com o ar rarefeito a resistência humana fica menor, os atletas rendem menos em provas longas (como nos 10 mil metros) e tronam-se muito melhores em competições curtas.
O resultado foi que no México houve índices fracos nas competições para fundistas e marcas excepcionais nas provas de resistência e velocidae. Nada menos que 88 recordes foram quebrados. No salto triplo o soviético Viktor Saneev pulou 17,39 metros. Nos 100 metros rasos o americano Jim Hines superou a barreira dos 10 segundos correndo em 9 segundos e 9 décimos.

Munique, 1972

As olimpíadas, em seu momento culminante é a festa da paz e do congraçamento entre atletas do mundo inteiro.
Essa tradição, porém, foi quebrada de maneira trágica na madrugada de 5 de setembro de 1972, durante as olimpíadas de Munique. Terroristas de uma organização chamada Setembro Negro invadiram o dormitório da delegação de Israel.
O saldo foi muito triste, morreram nove atletas e cinco terroristas, estes abatidos pela polícia alemã quando se preparavam para deixar o país.

Montreal, 1976

Há sempre um destaque em cada olimpíada, em Berlim, em 1936, surgiram os atletas negros dos Estados Unidos. Em 1952, em Helsinki apareceu Zatopek, a Locomotiva Humana. Nos jogos de Roma, em 1960 despontou Abebe Bikila, o etíope que corria descalço.
Caíram os recordes de atletismo no México, e em Montreal aparecia uma ginasta de 14 anos chamada Nadia Comaneci, estrela absoluta das olimpíadas, nascida na Romênia, país de tamanho menor que o estado de São Paulo.

Moscou, 1980

Estima-se que os russos gastaram quase 3 bilhões de dólares nos preparativos da competição. Quando esta começou, além do Estádio Lênin, com capacidade para 103 mil espectadores, a Rússia dispunha de mais 68 estádios, 230 salas de ginástica, 23 piscinas olímpicas e 110 campos de futebol de alto nível.
Além disso, foram construídos ótimos alojamentos para os atletas , hotéis e até um novo aeroporto internacional.
Foram plantadas mais de 100 mil árvores e milhões de mudas de flores e folhagens. Cerca de 2.000 vias públicas foram recapeadas e ampliou-se o metro. 50.000 policiais uniformizados patrulhavam todos os cantos da cidade.

Los Angeles, 1984

As Olimpíadas de Los Angeles foram realizadas sem qualquer ajuda oficial. Seus organizadores, levantaram todo o dinheiro com patrocínio de empresas particulares.
A rede americana de televisão A.B.C. pagou 325 milhões de dólares pelo direito da trasmissão dos jogos com exclusividade.
A festa de abertura foi maravilhosa, porém, assim como os americanos fizeram falta em Moscou, os sovieticos fizeram falta em Los Angeles, resultado: Os Estados Unidos conquistaram novamente o mairo número de medalhas.

Seul, 1988
Barcelona, 1992

Mais de 11.000 atletas, de 161 países fizeram dos Jogos de Seul o maior de todos os tempos.
Tendo uma semelhança com os jogos de Seul, Barcelona também repetiu a característica em um dos esportes individuais,
O Judô, onde foram conquistadas duas medalhas de ouro, em Seul com o atleta Aurélio Fernandez Miguel no peso meio-pesado e em Barcelona, com o atleta Rogério Sampaio, isso revelando o alto nível do esporte no Brasil.
Sem deixar por menos o volei masculino do Brasil também conquistou a medalha de ouro em Barcelona.

Atlanta, 1996

Os Jogos Olímpicos de Atlanta nos Estados Unidos prometem ser os melhores jogos da história da existência das olimpíadas.
São 100 anos de Olimpíadas modernas, e o Brasil possui grandes esperanças de medalhas de ouro com seus atletas que estão em grande fase de aproveitamento, tanto quanto nas categorias individuais como nas coletivas, tanto no masculino quanto no feminino e com certeza os atletas Brasileiros trarão muitas felicidades para seu povo para que possamos mesmo comemorar os 100 anos das olimpíadas modernas no mundo.

Jogos Olímpicos

Competição esportiva que de 4 em 4 anos reúne milhares de representantes de dezenas de países, em provas das mais variadas modalidades. É o principal acontecimento do esporte mundial, não só pelo seu objetivo, que é da confraternização dos povos através de uma das suas mais expressivas manifestações, mas ainda pelo fato de que a ele só podem concorrer os amadores, que não usufruem qualquer vantagem da prática esportiva.
Embora não se saiba ao certo a origem do Jogos Olímpicos, existem dados históricos suficientes acerca de sua iniciação como atividade periódica, e que corresponde ao ano 776 antes de Cristo. A partir dessa data foram celebrados, com regularidade, cada 4 anos, até o ano 394 da Era Cristã, quando o imperador romano Teodósio a sua supressão. Poucos empreendimentos tentados pelo homem têm tido uma duração tão longa. No começo, o programa ocupava um dia só e consistia numa corrida com a extensão que o estádio permitia .Depois acrescentaram-se outros tipos de corridas: o lançamento do dardo e do disco, a luta e o pugilismo, o salto, as corridas de carros, o pentatlo e outros jogos. Tomavam parte nas competições apenas os cidadãos gregos, mas propiciavam-se todas as facilidades a que os atletas procedentes das colônias gregas do Mediterrâneo concorressem, a ponto de receberem eles salvo-conduto no caso de precisarem atravessar zonas de guerra. Tinham tal importância os Jogos Olímpicos que, enquanto duravam, o território do Olimpo, onde se efetuam, nas encostas do Monte Knorion, era considerado neutro e estabelecia-se uma trégua sagrada. Todas as dissensões armadas deviam então cessar, conforme o texto de convenção assinado entre Licurgo e Fitos, rei da Élida. A vida dos gregos tinha tanta ligação com esses Jogos Que chegaram a medir o tempo por olimpíadas,i isto é, o intervalo de quatro anos que decorria entre cada celebração. A maior honra a que podia aspirar um cidadão grego era receber o ramo de oliveira que se dava ao vencedor de um jogo olímpico.
Ressurgimento. Durante mais de 2.000 anos os Jogos Olímpicos foram somente história. Em fim do século XIX, entretanto, um eminente educador e filantropo francês, o Barão Pierre de Coubertin (1863-1937),empenhou-se em fazê-los ressurgir, convencido de que as glórias da Grécia, na sua idade de Ouro, eram devidas, em grande parte, ao impulso que se dera à cultura física e à celebração de festivais esportivos. Sustentando, com um trabalho admirável junto a vários países, a idéia de que só benefícios podiam advir da realização periódica de competições internacionais, em que se oferecessem aos atletas amadores de todas as nacionalidades iguais oportunidades de triunfo, o Barão de Coubertin conseguiu, em um congresso na Sorbonne de Paris, em 1894, lançar as bases dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. Dois anos depois, em 1896, os Jogos recomeçavam em Atenas, num magnífico estádio. Desde então, as Olimpíadas se têm repetido de 4 em 4 anos, exceto as correspondentes aos anos de 1916,1940 e 1944, quando o mundo estava em guerra. Foram sede dos Jogos Olímpicos as seguintes cidades: Paris (1900);Saint Louis (1904);Londres (1908);Estocolmo (1912);Antuérpia (1920);Paris (1924);Amsterdã (1928);Los Angeles (1932);Berlim (1936);Londres (1948);Helsinki (1952); Melbourne (1956);Roma (1960);Tóquio (1964);México (1968) e Munique (1972).
A projeção que os Jogos Olímpicos adquiriram obrigou ao desdobramento da sua programação. Assim, desde 1924 os esportes de inverno constituem olimpíada à parte. Realizaram-se pela primeira vez em Chamonix e, depois, em Saint Moritz (1928),Lake Placid (1932), Garmisch-Partenkirchen (1936), Saint Moritz (1948), Oslo (1952), Cortina D’Ampezzo (1956), Squaw Valley (1960), Innsbruck (1964), Grenoble(1968) e Sapporo (1972).
Costumes e Símbolos. Inspiram-se os Jogos Olímpicos numa frase do Barão Pierre de Coubertin, que se tornou o lema do esporte amador: ‘O essencial não é vencer, mas competir com lealdade, cavalheirismo e valor.’
Todos os participantes das Olimpíadas são obrigados a alojar-se num conjunto especial de residência, denominado Vila Olímpica. Esse costume é um incentivo à própria essência dos Jogos, que é a da aproximação dos povos por intermédio dos seus esportistas. Homens e mulheres de todo os continentes vivem, durante alguns dias, o mesmo ambiente de amizade, acima das rivalidades e dos preconceitos.
O controle dos Jogos Olímpicos está ao cargo do Comitê Olímpico Internacional, criado junto com o certame, cuja sede é Mon Repôs, Lausanne(Suíça).Ao C.O.I. filiam-se os comitês nacionais, que em 1960,à época dos Jogos de Roma, somavam 87. Nas Olimpíadas desse ano tomaram parte mais de 7.000 atletas.
Apesar da tentativa de influência política, que insiste em atribuir contagem de pontos para a afirmação da superioridade de determinado país sobre os demais, os Jogos Olímpicos não admitem esse critérios. As vitórias são exclusivamente individuais. Aos ganhadores até o 3° lugar são conferidas medalhas, respectivamente,
de ouro, prata e bronze.

Cinco argolas entrelaçadas representam o símbolo olímpico. Foram idealizadas também pelo Barão de Coubertin em 1914, mas só apareceram nos Jogos de 1920. Essas argolas estão inscritas numa bandeira de fundo branco, liso, e suas cores representam os continentes:azul,Europa;amarelo,Ásia;preto,África;verde,Astrália;e vermelho, Améirca.
O C.O.I. designava a sede dos Jogos Olímpicos seis anos antes de cada realização sendo livre as inscrições. O país que promove a competição compõe o hino Olímpico daquele ano, que é tocado nas principais cerimônias. Durante a entrega das medalhas aos vencedores é executado o hino do país a que pertence o campeão. Tradição dos Jogos Olímpicos é ainda o transporte da chama olímpica, que, desde 1936, após ser acesa em Olímpia(Grécia),é conduzida por atletas, em revezamento até os locais dos Jogos, cruzando estradas, montese maresia chama só se apaga na solenidade de encerramento dos Jogos.

Amadorismo. O conceito de amadorismo tem sido um dos maiores problemas olímpicos após a II Guerra Mundial. Os regulamentos do C.O.I. proíbem a participação de profissionais, ou quem quer que usufrua vantagem do esporte. Mas, dado o interesse dos países em participar dos Jogos Olímpicos, iniciando praticamente no fim de cada competição os preparativos para a seguinte, aquele conceito se modificou e pode ameaçar as Olimpíadas na forma como atualmente são encaradas. Há nações cujo governos quase que isolam seus atletas das atividades normais do trabalho, sustentando-os em troca de um treinamento intensivo.

Atuação Brasileira. O esporte brasileiro fez-se representar pela primeira vez nos Jogos Olímpicos em 1920(Antuérpia),quando enviou uma delegação de 21 competidores. A presença do Brasil foi marcada pela conquista de um título, o de Guilherme Paraense, que obteve o primeiro lugar na prova de tiro ao alvo reservada a revólver silhueta de homem em pé; outro atirador brasileiro, Afrânio Costa, que anos mais tarde seria o ministro do Supremo Tribunal Federal, colocou-se em segundo lugar na prova de pisto livre a 50 metros. O Brasil só viria a arrebatar novo título nos Jogos Olímpicos de 1952, com o atleta Ademar Ferreira da Silva, na prova de salto triplo. Esse mesmo atleta veio a triunfar nessa prova em 1956, nos Jogos de Melborne, conseguindo, portanto, a façanha de sagrar-se bicampeão olímpico. Afora esse sucesso, os representantes brasileiro, sofrendo as dificuldades naturais de um centro esportivo pouco desenvolvido nos esportes olímpicos, pouco registraram nos anais dos Jogos. Entre os resultados mais destacados, contam-se: o 3° lugar de José Teles da Conceição na prova de salto em altura, em Helsinki(1952),a idêntica posição dos nadadores Tetsuo Okamoto e Manoel dos Santos, respectivamente, nas provas dos 1.500 metros nado livre (1952) e 100 metros nado livre(1960);o 3° lugar da seleção de basquetebol, em 1948,1960 e 1964,e o 3° lugar de Chiak Ishii em judô, em 1972.

Judô

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Autoria: Nami Seixas

Introdução Básica e Fundamentos do Judô

Essa brilhante arte que é o Judô foi criada por um homem chamado Jigoro Kano, que nascera em 18 de outubro de 1863 em Mikage, no Distrito de Hyogo. Terceiro filho de uma família de três meninos e duas meninas. Com 17 anos iniciou o treinamento de Jiu-Jitsu, em 1882 fundou seu próprio Dojo e em 1884 foi fundado o Judô, resultante da conjunção de vários sistemas de Jiu-Jitsu e da introdução de seu fundamento filosófico, foi aí que se deu a fundação do Instituto Kodokan.
Em 1891 casou-se com a filha mais velha de um embaixador coreano. Em 1911 tornou-se presidente da Associação Atlética do Japão e o primeiro representante do Japão no Comitê Olímpico Internacional. Ministro da Educação do Japão.
Jigoro Kano faleceu com 78 anos, em 04 de maio de 1938, de uma pneumonia a bordo do navio Hikawa-Maru que o transportava para o Cairo onde participaria da Assembléia Geral do Comitê Olímpico Internacional.
“Os homens são rivais na competição, porém unidos e amigos através do seu ideal na prática do seu esporte e ainda mais no dia-a-dia.” (Jigoro Kano)

O propósito do Judô

De acordo com Jigoro Kano, o Judô é o caminho para a utilização eficaz das forças físicas e espirituais. Treinando os ataques e defesas, o corpo e a alma se tornam apurados e a essência do Judô torna-se parte do próprio ser. Desse modo o ser aperfeiçoa a si próprio e contribui com alguma coisa para valorizar o mundo. Aqueles que pretendem seguir o caminho do Judô, deve inserir este ensinamento em sua alma.

Início e Desenvolvimento do Judô

O Judô originou-se do Jiu-Jitsu, que por sua vez tem suas raízes ligadas ao povo chinês. No Japão tudo teve início por volta do século XI quando apareceram vários tipos de escolas com técnicas de lutas semelhantes ao Jiu-Jitsu. E cada vez mais o Jiu-Jitsu florecia e atingia o seu pleno desenvolvimento de ataque e defesa.
Nessa época, todas as escolas procuravam se aperfeiçoar no ataque e defesa com as mãos, sem o uso de qualquer arma, devido a proibição do porte de armas brancas imposta pelas autoridades. Por esta razão, todas as escolas se desenvolveram dentro de um esquema de arte marcial, atingindo o auge de sua importância nos séculos XVII a XIX.
Em 1876, na restauração do império japonês, as armas brancas cairam em proibição geral e conseqüente desuso. Grande foi a desorientação e desânimo entre os grandes mestres das artes marciais, e em conseqüência disto, iniciou-se violentas lutas pela sobrevivência das diferentes escolas, e assim, brigas e desafios se repetiam , cada qual procurando sobreviver pela destrição e desmoralização da escola rival.
Houve violência e rivalidade em excesso, e a desonestidade imperava por completo, que acabou decretando o fim do Jiu-Jitsu como arte marcial.
Foi a oportunidade em que apareceu Jigoro Kano, um jovem que já cursara diversas escolas de Jiu-Jitsu, compreendera a necessidade de completar e adaptar a decadente arte marcial, tornando-a uma arte esportiva que florescesse e sobreviveria aos tempos e aos costumes modernos.
Assim pensando, Jigoro Kano, eliminou de tudo o que aprendera, as técnicas violentas, e acrescentou algumas técnicas novas, conservando as mais eficientes de cada escola de Jiu-Jitsu da época.
Ele disciplinou e definiu os objetivos da nova arte, o Judô-Kodokan, desta maneira:

* Cultura e desenvolvimento do físico;
* Cultura e desenvolvimento da vontade e da moral;
* Capacidade de competir vitoriosamente.

Como conseqüência direta do significado destes três objetivos, nenhum praticante poderá considerar-se autêntico e legítimo Judoka sendo brilhante apenas na prática de um dos obejtivos, , por exemplo, o de competir vitoriosamente. O verdadeiro Judoka deve cultuar-se harmoniosamente e igualmente os três objetivos acima definidos pelo mestre Kano.
Não foi fácil para Jigoro Kano libertar a sua arte de propriedade feudal da época, e democratizar para poder entregá-la para a prática, em campos de treinamento do Japão, e mais tarde em todo o mundo. Também não foi fácil para Jigoro Kano firmá-la como arte superior e legítima, pois, muitos foram os que desacreditavam-na e combatiam-na por todos os meios. O reconhecimento veio finalmente a público, quando em 1886 numa competição convocada pelo chefe de política metropolitanade Tokio, o Judô-Kodokan enviou seus 15 melhores representantes para enfrentar os 15 melhores do Jiu-Jitsu, lutadores da escola de Hikosuke Totsuka, na época o expoente máximo do Jiu-Jitsu. O resultado da competição foi incontestável e consagrou definitivamente a escola de Judô-Kodokan : 13 vitórias e 2 empates! A partir daí o Judô não mais deteve em sua gloriosa ascenção e afirmação como arte e esporte completo, sendo hoje modalidade oficial dos jogos olímpicos.
A denominação Judô-Kodokan, segundo explicado pelo seu criador, tem o seguinte significado:

“JU” – quer dizer, gentil, suave;
“DO” – quer dizer, caminho, princípio;
“JUDÔ” -quer dizer, portanto, princípio ou caminho da suavidade.

A palavra Kodokan foi acrescentada para positivamente identificar uma nova fase do esporte, agora mais nobre e espiritual e que não deveria ser confundida apenas no lugar chamado Kodokan.

Espírito do judô
* A juventude foi feita para o heroísmo.
* Conhecer-se é dominar-se, dominar-se é triunfar.
* Somente se aproxima da perfeição quem a procura com constância, sabedoria e sobretudo, humildade.
* Quando verificares, com tristeza, que não sabes nada, terás dado o teu primeiro progresso no aprendizado.
* Nunca se orgulhe de ter vencido um adversário, pois ao que venceste hoje, poderá derrotar-te amanhã.
* A única vitória que perdura é a que se conquista sobre a própria ignorância.
* O Judoka não se aperfeiçoa para lutar, luta para se aperfeiçoar.
* Judoka é aquele que possui inteligência para compreender aquilo que lhe ensinam, paciência para ensinar o que aprendeu aos seus semelhantes, e fé para acreditar naquilo que não compreende.
* Saber cada dia um pouco mais e usá-la todos os dias para o bem, esse é o caminho dos verdadeiros Judokas.
* Praticar o Judô é ensinar a inteligência a pensar com velocidade e exatidão, bem como o corpo a obedecer com precisão.
* O corpo é a arma cuja eficiência depende da precisão com que se usa a inteligência.
* Ceder para vencer.
* Quem teme perder já está vencido.
* Pensar sempre no melhor, trabalhar sempre pelo melhor e esperar somente o melhor.
* Ter tanto entusiasmo e interesse pelo sucesso alheio como dele próprio.
* Viver na certeza de que o mundo estará do seu lado enquanto lhe dedicar o que há de melhor dentro de si mesmo.

Karate

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Autoria: Raquel Débora Oliveira

As origens

O Karatê (chamado de Tode, no dialeto de Okinawa) foi originalmente desenvolvido no arquipélago de Ryu Kyu, cuja ilha principal é Okinawa, baseado em técnicas chinesas, principalmente. Ele não deriva do Jiujitsu como querem alguns autores e praticantes, mas se baseia em uma arte muito antiga, nativa de Okinawa, chamado apenas de “Te” (mão), que se desenvolveu muito sob a influência chinesa e se transformou no karate.

Essa influência se fez sentir no nome da arte, que era escrita com os ideogramas para “chinês” e “mão”, portanto “mãos chinesas”. Esse ideograma original era associado à Dinastia Tang (618-907 d.C.), cuja influência e cultura se fez sentir em todo o Oriente, passando a ser sinônimo de “chinês”.

Ideograma “Tang”, também pronunciado “Kara”, significa “Chinês”

O novo karate

Em 1933 ele resolveu trocar o ideograma que significava “chinês” para outro, homófono, que significava “vazio”. Assim desapareciam os perigos políticos e culturais e o nome não se alteraria, pois a arte permanecia “Karate”. Mas o novo nome ainda causa algumas divergências, principalmente no Ocidente. A interpretação convencional para karate é “mãos vazias”, mas existe muito mais por trás desse significado. Como dissemos, as artes marciais estavam tendendo para o lado filosófico e espiritual e essa era a vontade de Mestre Funakoshi, que apreciava muito a filosofia Zen. Um dos conceitos mais importantes do Zen é o Zanshin, um estado no qual a mente se torna absolutamente quieta e os movimentos são espontâneos e naturais. É uma condição arduamente procurada por todos os praticantes de artes marciais. É esse “vazio mental” que Mestre Funakoshi buscou com o novo ideograma. Em suas próprias palavras:

Como a superfície polida de um espelho reflete tudo o que se encontra defronte a ele e um vale quieto transmite até os menores sons, assim o estudante de karate torna sua mente vazia de egoísmo e maldade num esforço para reagir apropriadamente com tudo o que ele encontrar pela frente. Este é o significado de Kara ou “vazio” no karate.

Significado dos Kata (Shotokan)
Nome dos katas

A instrução é freqüentemente dada através dos seguintes dezenove Katas: Taikyoku Shodan, Nidan e Sandan, como formas para iniciantes, Heian Shodan, Nidan, Sandan, Yodan e Godan, Bassai, Kanku, Empi e Gankaku, sendo todos do estilo Shorin; o Jutte, Hangetsu, Jion, Tekki Shodan, Nidan e Sandan, todos estes do estilo Shorei, e Ten No Kata, como uma forma de Kumite.

Os nomes dos Katas chegaram até nós verbalmente. Os nomes usados no passado, como Pinan, Seishan, Naifanchi, Wanshu, Chinto, e outros, muitos dos quais possuíam significados ambíguos, tem levado a freqüentes erros na instrução.

Sendo o Karate uma arte marcial japonesa, não há razão aparente para manter estes nomes pouco familiares e, em alguns casos, nomes pouco esclarecidos de origem Chinesa, simplesmente por terem sido usados no começo. Portanto, após refletir sobre a natureza figurativa das descrições dos Kata dos velhos Mestres, Gishin Funakoshi nos apresenta os Katas com os seguintes nomes e descrições:

TAIKYOKU (A Criação): Este representa, na verdade, três Kata, na ordem Shodan, Nidan e Sandan. Deve ser a forma para os iniciantes, já que é a mais fácil dos kata para ser aprendida. Consiste nos bloqueios e ataques mais úteis na prática das técnicas básicas. Este Kata e o Ten No Kata (descrito adiante) são o produto de muitos anos de pesquisas sobre a arte do Karate. Quando praticados regularmente resultam no desenvolvimento equilibrado do corpo e na estável habilidade para suportar o corpo corretamente. Além disso, o aluno que adquiriu proficiência nas técnicas básicas e compreende a essência do Kata Taikyoku, irá valorizar o real significado deste princípio: “No karate não há vantagem no primeiro ataque”.

HEIAN (A Mente Tranqüila): Há cinco formas de Heian contendo uma grande variedade de técnicas, sendo quase todas relacionadas a posturas básicas. Alguém que tenha aprendido estas cinco formas pode estar seguro que é capaz de defender-se com muita habilidade na maioria das situações. O significado do nome deve ser levado em consideração neste contexto. Observa-se que as formas indicadas aqui como Shodan (primeira) e Nidan (segunda) estão inversas em relação à sua ordem tradicional. Esta mudança foi introduzida após considerar seus vários pontos de dificuldade e facilidade para o ensinamento.

BASSAI (Entrar Em Uma Fortaleza): Esta forma de Kata contém repetidas mudanças dos braços de bloqueio, movimentos que representam a sensibilidade para alterar uma posição de desvantagem para uma vantajosa, uma sensação que sugere uma determinação, como se fosse aquela necessária para invadir a fortaleza inimiga.

KANKU (Olhar Para O Céu): O nome deste Kata derivou-se originariamente do mesmo introduzido por Ku Shanku, integrante do exército Chinês. O nome refere-se ao primeiro movimento do Kata, no qual levanta-se as mãos e olha-se para o céu.
EMPI (O Vôo Da Andorinha): A movimentação característica deste Kata é o ataque a um nível mais acima do solo. Na seqüência segura-se o opoente e o induz a permanecer em uma posição específica, simultaneamente avançando e atacando novamente. O movimento representa o vôo rápido e ágil da andorinha.

GANKAKU (A Garça Pousada Na Pedra): A característica deste Kata é a postura em uma só perna que ocorre repetidamente. Representa a visão esplêndida de uma garça pousada em total equilíbrio em uma pedra, prestes a lançar-se sobre a sua vítima.

JUTTE (Dez Mãos): Nas formas remanescentes pertencem ao estilo Shorei, os movimentos são um tanto mais pesados quando comparados àqueles do estilo Shorin. A postura é bastante audaz. Proporcionam um bom condicionamento físico, embora sejam difíceis para iniciantes. O nome Jutte sugere que alguém que tenha aprendido este Kata é tão eficiente como dez homens de uma só vez.

HANGETSU (Meia-Lua): Nos movimentos para frente, neste Kata, são descritos semicírculos com as mãos e os pés de maneira característica, sendo seu nome derivado deste fato.

TEKKI (Andar A Cavalo): O nome refere-se a característica distinta deste Kata que é sua postura Kiba-dachi, como montar a cavalo. Neste as pernas são fortemente posicionadas bem abertas, como se fosse para sentar no dorso de um cavalo, e a tensão é aplicada nas bordas externas das solas dos pés com a sensação de concentrar a força em direção ao centro.

JION: Este é o nome original e tem aparecido freqüentemente na literatura chinesa desde os tempos antigos. O Jionji é um famoso velho templo Budista, e há um santo Budista bastante conhecido chamado Jion. O nome sugere que o Kata tenha sido introduzido por alguém identificado com o Templo Jion, assim como o nome Shorin-ji Kempo deriva de uma relação com o Templo Shorin.

TEN NO KATA (O Kata Do Universo): Esta forma foi introduzida juntamente com o Kata Taikyoku há dez anos atrás. Consiste de duas partes complementares: frente (omote) ou parte um, e costas (ura) ou parte dois, sendo esta forma designada para uso igualmente apropriado como forma de Kumite.

A frente (omote) é usada no treinamento individual e as costas (ura) no treinamento com um oponente em competição (Kumite) – O iniciante deve estudá-lo e praticá-lo seriamente até que venha a fazer parte deste kata.

UNSU: O Kata com o estilo do Dragão por Mestre Aragaki. Onde ele o treinou não se tem conhecimento, mas as grandes influências Chinesas neste Kata sugerem que tenha sido certamente em continente chinês. O nome usado em Okinawa é Unshou e significa “Defesa Contra A Nuvem”, ou seja, mesmo se seus inimigos cercarem você como uma nuvem, com certeza você os vencerá se tiver aprendido o Unsu.

MEIKYO: Este é um Kata muito misterioso. Presume-se que os japoneses o conheciam muito antes que Mestre Funakoshi tenha introduzido o Karate de Okinawa no Japão. Há até mesmo uma lenda japonesa a respeito de Ameratsu, a deusa do sol. Ela havia perdido seu espelho e não podia admirar-se, ficando muito aborrecida. Desta maneira, o mundo ficou nas trevas. Finalmente os outros deuses decidiram que alguma coisa deveria ser feita, então enviaram um grande guerreiro para realizar a “Dança da Guerra” do lado de fora da caverna. A “Dança Da Guerra” foi nomeada Meikyo. Meikyo é traduzido como “O Espelho da alma”. O nome antigo para Meikyo era Rohai, o qual está agora voltando a ser usado.
Lista de Kata

Kata Shotokan

1. Heian Shodan 2. Heian Nidan 3. Heian Sandan 4. Heian Yondan 5. Heian Godan 6. Bassai Dai 7. Bassai Sho 8. Kanku Dai 9. Kanku Sho 10. Tekki Shodan 11. Tekki Nidan 12. Tekki Sandan 13. Hangetsu 14. Jitte 15. Empi 16. Gankaku 17. Jion 18. Sochin 19. Nijushiho 20. Gojushiho Sho 21. Gojushiho Dai 22. Chintei 23. Meikyo 24. Wankan 25. Jiin 26. Unsu 27. Gankaku Sho* 28. Meykyo Nidan*

* Kata criados na Nihon Karate Kyokai, após a morte de Funakoshi.

Kata Wado Ryu

1. Pinan Shodan 2. Pinan Nidan 3. Pinan Sandan 4. Pinan Yondan 5. Pinan Godan 6. Kushanku 7. Naihanchi 8. Seishan 9. Chinto 10. Bassai 11. Niseishi 12. Rohai 13. Wanshu 14. Jion 15. Jitte 16. Unsu 17. Superimpei

Kata Goju Ryu

1. Sanchin 2. Gekisai Ic 3. Gekisai Ni 4. Saifa 5. Seiyunchin 6. Shisochin 7. Sanseru 8. Seisan 9. Seipai 10. Kururunfa 11. Suparimpei 12. Tensho

Kata Shito Ryu

1. Kihon Kata 2. Ten no Kata 3. Chi no Kata 4. Heian Shodan 5. Heian Nidan 6. Heian Sandan 7. Heian Yondan 8. Heian Godan 9. Jitte 10. Jion 11. Jiin 12. Matsukaze ( Wankan) 13. Wanshu 14. Rohai 15. Bassai Dai 16. Bassai Sho 17. Tomari Bassai 18. Matsumura bassai 19. Kisokun Dai 20. Kisokun Sho 21. Shiho Kosokun 22. Chinto 23. Chintei 24. Seienchin 25. Sochin 26. Miseshi 27. Gojushiho 28. Unchu 29. Seisan 30. Naifanchin Shodan 31. Naifanchin Nida 32. Naifanchin Sandan 33. Aoyanagi 34. Jyuroku 35. Nipaipo 36. Sanchin 37. Tensho 38. Seipai 39. Sanseiru 40. Saifa
41. Sisochin 42. Kururunfa 43. Suparimpei 44. Hakkaku 45. Pachu 46. Heiku 47. Paiku 48. Ahnan
49. Annanko

Seiken: O soco correto do karate

Tomeji Ito:

O Seiken é uma das técnicas básicas do Karatê, não importa o estilo. Mas para ser bem utilizado, o praticante deve tomar alguns cuidados que talvez não sejam do conhecimento de todos. Por ser uma técnica básica, o Seiken deve ser treinado até se obter um elevado grau de eficiência.

A TÉCNICA

O soco deve se iniciar na linha da cintura, com a mão fechada e os dedos para cima, no nível da cintura. Ao levar o braço para a frente, procurar mantê-lo encostado ao corpo, raspando no tronco. Quando o cotovelo chegar à cintura, a mão deve começar a sua rotação, completando-a apenas quando ela atingir o alvo. Isso garante um impacto muito maior, ajuda à obtenção do KIME (concentração de força total no alvo) e dificulta a defesa, pois a mão que ataca está em rotação.

É importante salientar ainda três itens:

a) Não se deve esticar completamente o braço. Isso causa perda de energia no impacto e pode ocasionar lesões.
b) Deve-se dar o soco não no oponente, mas ATRAVÉS dele. Imagine que está acertando em algo atrás do oponente, devendo atravessá-lo com a mão para alcançar esse alvo. Isso aumenta em muito a potência do soco. Se você tentar acertar NO oponente, seu braço estará completamente esticado quando você alcançá-lo e não terá energia para causar o estrago que você procura.
c) O soco deve ser impulsionado com um movimento de quadril. SEMPRE. Quem comanda este tipo de golpe é sempre o quadril, do contrário o soco não terá a potência necessária.

Não devemos nos esquecer também de manter a coluna reta o tempo todo e de golpear na linha central do corpo. Se você desferir o golpe de maneira reta. Não conseguirá atingir o alvo. Todos os golpes do karate se direcionam à linha central.

Deve existir uma contração total do corpo no momento do impacto, transferindo toda a energia do movimento para o oponente. A respiração, peça vital no combate, deve ser cuidadosamente controlada, efetuando uma EXPIRAÇÃO quando o soco for desferido, de preferência com a emissão conjunta de um KIAI. Mais uma vez devemos insistir no KIME. Este termo designa todo um conjunto de fatores que são decisivos num Seiken bem dado: respiração, concentração, quadril, coluna, atravessar o alvo, rotação adequada da mão, etc… Quando se acerta um Seiken com KIME, todo o seu ser está naquele golpe e ele é decisivo. Isso qualifica a antiga máxima do Karatê, “IKKEN HITATSU” : parar o oponente com apenas um golpe.
Mestre Tomeji Ito é faixa preta 7º Dan em Karatê Shotokan e vice-presidente da Federação Paulista de karate.

Maltodextrina

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Autoria: Ana Paula de Souza

CARBOIDRATOS

Os GLICÍDEOS (carboidratos) podem ser divididos nos seguintes grupos:

Simples:

Monossacarídeos (1 único açúcar por molécula ) ou
Dissacarídeos (2 açúcares por molécula)

Complexos:

Polissacarídeos – Moléculas complexas, com inúmeros açúcares, resultado da condensação de um grande número de monossacarídeos. Ao contrário dos carboidrato simples (monossacarídeos e dissacarídeos) os carboidrato complexos (polissacarídeos) não possuem sabor doce.

Carboidratos Simples:

MONOSSACARÍDEOS – Não necessitam sofrer qualquer alteração para serem absorvidos pelo organismo, não podendo ser quebrados em unidades menores (os carboidratos são absorvidos pelo organismo somente na forma de monossacarídeos):

1. Glicose (dextrose) – é a forma de açúcar que circula no sangue. No metabolismo humano todos os demais tipos de açúcar se transformam em glicose.
2. Frutose (açúcar das frutas)
3. Galactose (parte da lactose, açúcar do leite).

DISSACARÍDEOS – Açucares duplos, são quebrados, por hidrólise, em monossacarídeos (ação das enzimas):

1. Sacarose (açúcar da cana ou beterraba) = glicose + frutose
2. Lactose (açúcar do leite) = glicose + galactose
3.Maltose (açúcar do malte e da cevada) = glicose + glicose
A maltose é o resultado da decomposição do amido.

Carboidratos Complexos:

1. Amido (cereais, sementes, raízes, tubérculos, frutos, caules, folhas dos vegetais). Durante a digestão o amido se transforma, pela hidrólise, num polissacarídeo intermediário (dextrina) e em seguida em maltose (dissacarídeo).

2. Celulose – resistente às enzimas digestivas do homem, não sofre digestão, e incorporando-se ao bolo fecal, estimula o peristaltismo intestinal. Presente em todos os vegetais, pois ela constitui a parede da célula vegetal.
As bactérias intestinais podem quebrar e utilizar uma pequena parte da celulose, contribuindo assim, indiretamente, com nutrientes adicionais.

3. Glicogênio – Chamado de “amido animal” pois é a forma sob a qual a glicose se armazena no organismo humano, principalmente no fígado e nos tecidos musculares. É um polímero da glicose e produz glicose pela hidrólise.

DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS

ORGÃO
ENZIMA AÇÃO
Boca Amilíase salivar Amido -> dextrina -> maltose
Estômago – (a ação acima continua em escala menor)
Intestino delgado Amilíase pancreática Amido -> dextrina -> maltose
Sacarase ou Invertase Sacarose -> glicose + frutose
Lactase Lactose -> glicose + galactose
Maltase Maltose -> glicose + glicose

MALTODEXTRINA

Tão popular como suplemento esportivo, consiste na soma da MALTOSE + DEXTRINA, isto é, um amido parcialmente degrado. Portanto:
É um composto de açúcares, obtido da hidrólise enzimática com o amido de milho, totalmente solúvel em água. Devido à rápida absorção pelo organismo, evita a falta de glicogênio em atividades aeróbicas intensas.
Seu uso antes dos treinos fornece um grande aumento nos estoques de energia do corpo, adiando assim o início da fadiga muscular. Por outro lado, seu uso após os treinamentos produz resultados incríveis na reposição de energia aos músculos.
Pesquisas indicam que a MALTODEXTRINA deve ser, preferencialmente, consumida 30 minutos antes da atividade física, durante a atividade física e logo após a atividade física. Crianças, gestantes, idosos e portadores de qualquer enfermidade devem consultar nutricionista e/ou médico.

LEIS E CLASSIFICAÇÕES:

Resolução – RDC nº 2, de 2 de janeiro de 2001

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária no uso da atribuição que lhe confere o art. 11, inciso IV, do Regulamento da ANVISA aprovado pelo Decreto nº 3.029, de 16 de abril de 1999, em reunião realizada em 20 de dezembro de 2000,
Considerando a necessidade de constante aperfeiçoamento das ações de controle sanitário na área de alimentos, visando a proteção à saúde da população;
Considerando a necessidade de segurança de uso tecnológico de aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia na fabricação de alimentos;
Considerando que o uso de aditivos deve ser limitado a alimentos específicos, em condições específicas e ao menor nível alcançar o efeito desejado,
Adotou a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação:
Art. 1º Aprovar o Regulamento Técnico sobre o uso dos Aditivos Alimentares, Coadjuvantes de Tecnologia e Veículos para Suplementos Vitamínicos e ou de Minerais e seus anexos, constantes do Anexo desta Resolução.
Parágrafo único. Este Regulamento Técnico é aplicável sem prejuízo do Regulamento Técnico para Fixação de Identidade e Qualidade de Suplementos Vitamínicos e ou de Minerais.
Art. 2º As empresas têm o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data da publicação deste Regulamento, para se adequarem ao mesmo.
Art. 3º O descumprimento aos termos desta Resolução constitui infração sanitária sujeita aos dispositivos da Lei n.º 6.437, de 20 de agosto de 1977 e demais disposições aplicáveis
Art. 4º Esta Resolução de Diretoria Colegiada entra em vigor na data de sua publicação.
GONZALO VECINA NETO
ANEXO
REGULAMENTO TÉCNICO SOBRE O USO DOS ADITIVOS ALIMENTARES, COADJUVANTES DE TECNOLOGIA E VEÍCULOS PARA SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS E OU DE MINERAIS.
1. ALCANCE
1.1 Objetivo
Aprovar o uso de aditivos alimentares, estabelecendo suas funções e seus limites máximos de uso, coadjuvantes de tecnologia com suas funções e os veículos para Suplementos Vitamínicos e ou de Minerais.
1.2 Âmbito de aplicação
O presente regulamento se aplica aos produtos definidos no item 2.1 do “Regulamento Técnico para Suplementos Vitamínicos e ou de Minerais”, que podem se apresentar sob a forma sólida (comprimido, drágea, pastilha, cápsula, tablete ou pílula), ou líquida (cápsula, emulsão, suspensão ou xarope).
2. DEFINIÇÕES
Para efeito desta Resolução, considera-se:
2.1 Veículos: são usados para manter a uniformidade e diluições necessárias para facilitar a incorporação das substâncias.
3.REFERÊNCIAS
3.1 Decreto n.º 55.871/65, de 23 de março de 1965 Modifica o Decreto n.º 50.040, referente a normas reguladoras do emprego de aditivos para alimentos.
3.2 Resolução n.º 04, de 24 de novembro de 1988 Revisão das tabelas de aditivos intencionais anexas ao Decreto n.º 55.871/65.
3.3 Portaria n.º 540 – SVS/MS, de 27 de outubro de 1997 Aprova o Regulamento Técnico: Aditivos Alimentares e Coadjuvantes de Tecnologia de Fabricação- definições, classificação e emprego.
3.4 Portaria n.º 1.003 – SVS/MS, de 11 de dezembro de 1998 Lista Categorias de alimentos para efeito do emprego de aditivos.
3.5 Resolução n.º 104 – ANVS, de 14 de maio de 1999 Regulamento Técnico sobre Aditivos Aromatizantes/ Aromas.
3.6 Resolução n.º 386 – ANVS, de 5 de agosto de 1999 Regulamento Técnico utilizados segundo as Boas Práticas de Fabricação e suas Funções.
3.7 Portaria n.º 32 – SVS/MS, de 13 de janeiro de 1998 – Regulamento Técnico para Suplementos Vitamínicos e ou de Minerais
4.PRINCÍPIOS GERAIS
Para aprovar o uso de aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia, estabelecendo suas funções e seus limites máximos, aplicam-se os “Princípios Fundamentais Referentes ao Emprego de Aditivos”, estabelecidos no “Regulamento Técnico: Aditivos Alimentares Definições, Classificação e Emprego”.
4.1 Classificação
4.1.1 Suplementos vitamínicos e ou de minerais líquidos: são aqueles cuja composição se apresenta na forma líquida, de emulsão ou de suspensão, dentro ou não de cápsula.
4.1.2 Suplementos vitamínicos e ou de minerais sólidos: são aqueles cuja composição se apresenta na forma de pós, dentro de cápsula ou não, comprimidos ou tabletes mastigáveis ou não, drágea, pastilha ou pílula.
ANEXO I
ADITIVOS ALIMENTARES PARA SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS E OU DE MINERAIS (LÍQUIDOS)
ANEXO I
ADITIVOS ALIMENTARES PARA SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS E OU DE MINERAIS (LÍQUIDOS)

INS Aditivo: FUNÇÃO / NOME Limite máximo g/100mL
ACIDULANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
334 Ácido Tartárico 0,20
ANTIESPUMANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
ANTIOXIDANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
306 Mistura concentrada de tocoferóis 0,03 sobre o teor de gordura
307 Tocoferol, alfa-tocoferol 0,03 sobre o teor de gordura
AROMATIZANTE
Todos os autorizados quantum satis
CONSERVADOR
200 Ácido sórbico 0,20
201 Sorbato de Sódio 0,20 (como ác. Sórbico)
202 Sorbato de Potássio 0,20 (como ác. Sórbico)
203 Sorbato de Cálcio 0,20 (como ác. Sórbico)
210 Ácido benzóico 0,20
211 Benzoato de Sódio 0,20 (como ác. Benzóico)
212 Benzoato de Potássio 0,20 (como ác. Benzóico)
213 Benzoato de Cálcio 0,20 (como ác. Benzóico)
214 Para-hidroxibenzoato de etila 0,15
216 Para-hidroxibenzoato de propila 0,15
218 Para-hidroxibenzoato de metila 0,15
CORANTE
100i Curcumina, cúrcuma 0,01 (como Curcumina)
101i Riboflavina Quantum satis
101ii Riboflavina 5′-fosfato de sódio Quantum satis
102 Tartrazina 0,01
110 Amarelo crepúsculo 0,01
120 Carmim/cochonilha/ácido carmínico 0,01
122 Azorrubina 0,01
123 Amaranto, Bordeaux S 0,01
124 Ponceau 4R 0,01
127 Eritrosina 0,005
129 Vermelho 40 0,01
131 Azul patente V 0,01
132 Indigotina 0,01
133 Azul brillante FCF 0,01
140i Clorofila Quantum satis
140ii Clorofilina Quantum satis
141i Clorofila cúprica Quantum satis
141ii Clorofilina cúprica Quantum satis
143 Verde rápido FCF 0,01
150a Caramelo I – simples Quantum satis
150b Caramelo II – processo sulfito cáustico quantum satis
150c Caramelo III – processo amônia Quantum satis
150d Caramelo IV – processo sulfito-amônia Quantum satis
153 Carvão vegetal fontes vegetais Quantum satis
160ai Caroteno: beta – caroteno sintético Quantum satis
160aii Carotenos naturais (alfa, beta e gama) Quantum satis
160b Urucum/bixina/norbixina 0,01 (como Bixina)
160c Páprica/capsorubina/capsantina Quantum satis
160e Beta-Apo-8’carotenal 0,01
160f Éster etílico ou metílico do ácido beta-apo-8’carotenóico 0,01
162 Vermelho de beterraba, betanina Quantum satis
163i Antocianinas Quantum satis
171 Dióxido de titânio Quantum satis
EDULCORANTE
950 Acesulfame K 0,35
951 Aspartame 0,60
954 Sacarina e seus sais de Na, K e Ca 0,08
955 Sucralose 0,025
ESPESSANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
ESTABILIZANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
405 Alginato de propileno glicol 0,1
EMULSIFICANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
432 Polisorbato 20 0,50
433 Polisorbato 80 0,50
434 Polisorbato 40 0,50
435 Polisorbato 60 0,50
436 Polisorbato 65 0,50
473 Ésteres graxos de sacarose 0,50
474 ii Ésteres de glicerol esacarose, sucroglicerídeos 0,50
475 Ésteres de ácidos graxos com poliglicerol 0,50
491 Monoestearato de sorbitana 0,50
492 Triestearato de sorbitana 0,50
494 Mooleato de sorbitana 0,50
495 Monopalmitato de sorbitana 0,50
REGULADOR DE ACIDEZ
Todos os autorizados como BPF quantum satis
335 i Tartarato monossódico 0,5
335 ii Tartarato dissódico 0,5
336 i Tartarato monopotássico 0,5
336 ii Tartarato dipotássico 0,5
341 i Fosfato monocálcico, fosfato monobásico de cálcio, ortofosfato monocálcico 0,5 (como P2O5)
341 ii Fosfato dicálcico, fosfato dibásico de cálcio, ortofosfato dicálcico 0,5 (como P2O5)
341 iii Fosfato tricálcico, fosfato tribásico de cálcio, ortofosfato tricálcico 0,5 (como P2O5)
ANEXO II
ADITIVOS ALIMENTARES PARA SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS E OU DE MINERAIS (SÓLIDOS)
INS Aditivo: FUNÇÃO / NOME Limite máximo g/100g
ACIDULANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
334 Ácido Tartárico 0,20
AGENTE DE MASSA
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
ANTIUMECTANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
551 Dióxido de silício Quantum satis
341 Fosfato tricálcico 2,5
AROMATIZANTE
Todos autorizados Quantum satis
CORANTE
100i Curcumina, cúrcuma 0,015 (como Curcumina)
101i Riboflavina Quantum satis
101ii Riboflavina 5’- fosfato de sódio Quantum satis
102 Tartrazina 0,03
110 Amarelo crepúsculo 0,03
120 Carmim/cochonilha/ácido carmínico 0,03
122 Azorrubina 0,03
123 Amaranto, Bordeaux S 0,03
124 Ponceau 4R 0,03
127 Eritrosina 0,005
129 Vermelho 40 0,03
131 Azul patente V 0,03
132 Indigotina 0,03
133 Azul brillante FCF 0,03
140i Clorofila Quantum satis
140ii Clorofilina Quantum satis
141i Clorofila cúprica Quantum satis
141ii Clorofilina cúprica Quantum satis
143 Verde rápido FCF 0,03
150a Caramelo I – simples Quantum satis
150b Caramelo II – processo sulfito cáustico Quantum satis
150c Caramelo III – processo amônia Quantum satis
150d Caramelo IV – processo sulfito-amônia Quantum satis
153 Carvão vegetal fontes vegetais Quantum satis
160ai Caroteno: beta – caroteno sintético Quantum satis
160aii Carotenos naturais (alfa, beta e gama) Quantum satis
160b Urucum/bixina/norbixina 0,02 (como Bixina)
160c Páprica/capsorubina/capsantina Quantum satis
160e Beta-Apo-8’carotenal 0,03
160f Éster etílico ou metílico do ácido beta-apo-8’carotenóico 0,03
162 Vermelho de beterraba, betanina Quantum satis
163i Antocianinas Quantum satis
171 Dióxido de titânio Quantum satis
EDULCORANTE
950 Acesulfame K 0,50
951 Aspartame 2,0
954 Sacarina e seus sais de Na, K e Ca 0,50
955 Sucralose 0,025
EMULSIFICANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
432 Polisorbato 20 0,50
434 Polisorbato 40 0,50
435 Polisorbato 60 0,50
436 Polisorbato 65 0,50
433 Polisorbato 80 0,50
ESPESSANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
ESTABILIZANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
1201 Polivinilpirrolidona Quantum satis
GELIFICANTE
Somente para produção de cápsulas gelatinosas
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
GLACEANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
Cera de carnaúba 0,5
SEQUESTRANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis
UMECTANTE
Todos os autorizados como BPF Quantum satis

ANEXO III
COADJUVANTES DE TECNOLOGIA PARA SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS E OU DE MINERAIS (SÓLIDOS)
INS Aditivo: FUNÇÃO / NOME Limite máximo g/100g
LUBRIFICANTE
470 Estearato de alumínio Quantum satis
470 i Estearato de Magnésio Quantum satis
470 Estearato de Amônio Quantum satis
470 Estearato de Cálcio Quantum satis
470 Estearato de Potássio Quantum satis
950 Óleo mineral Quantum satis
553 Talco Quantum satis
ANEXO IV
VEÍCULOS PARA SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS E OU DE MINERAIS
Água;
Álcool etílico;
Amidos;
Amido modificado;
Azeites e óleos comestíveis;
Dextrinas;
Dextrose;
Fruto-oligossacarídios;
Frutose;
Gelatina;
Glicerina ou glicerol;
Glucose;
Isomalte;
Lactose;
Maltitol e seu xarope;
Maltodextrina;
Manitol;
Polidextrose;
Polietileno glicol;
Propileno glicol;
Sacarose;
Sal (cloreto de sódio);
Sorbitol pó ou solução
Xilitol.

FATOS E MITOS

A seguir, pesquisas, perguntas e curiosidades referentes ao uso dos carboidratos em dietas.

PESQUISAS:

Uma dieta rica em carboidratos o deixa gordo e atrapalha a sua performance atlética. Parece difícil de acreditar? E é! Ainda assim esta é a premissa de vários livros de dieta atualmente no mercado que banem os carboidratos.
Tal afirmativa precisa ser checada com a realidade.
Alguns livros até sustentam que uma dieta com muita proteína e pouco carboidrato previne e trata doenças do coração, câncer, diabetes e depressão, e no processo o ajuda a atingir o máximo da performance física e mental.
Mas estes livros provêem um melhor caminho para alimentar-se? Não. Livros com dietas que banem carboidratos declaram que eles são ruins porque elevam o nível de açúcar no sangue e provocam a liberação de insulina – um hormônio supostamente diabólico que o deixa gordo. Insulina, eles dizem, faz com que um alimento rico em carboidratos seja armazenado como gordura ao invés de ser usado como energia. Tal afirmativa precisa ser checada com a realidade.
Realidade Checada 1: Carboidrato e insulina não o deixam gordo.
Insulina não é um hormônio danoso. Ela é essencial para a transferência da glicose (açúcar no sangue) da corrente sangüínea para as células do corpo, onde dá energia para todas atividades. O que importa para o emagrecimento não são os carboidratos e insulina, mas as calorias. Ter uma alta porcentagem de suas calorias de carboidratos não o deixa gordo, porque isso depende somente de quantas calorias você consome em relação a quantas queima.
Prestar atenção às calorias é crítico para o controle de peso. Quando as pessoas são encorajadas a comerem mais carboidratos e menos gorduras, algumas entendem errado a mensagem. Pensam que podem comer a quantidade de alimentos ricos em carboidratos que desejarem, desde que sejam livres de gordura. Conseqüentemente, elas comem muitos alimentos doces com pouca gordura e super porções de amido. Como resultado, não conseguem perder peso e podem sentir que os carboidratos as “traíram”.
Reduzir a gordura na dieta diminui o total de calorias mais do reduzir os carboidratos, já que a gordura provê mais de duas vezes calorias por peso. Em adição, gordura tem mais chance de ser armazenada como gordura corporal do que carboidrato. Porém, uma pessoa que corta calorias de gorduras, mas as adiciona de volta em forma de calorias de carboidratos não vai perder peso. É uma simples questão de equilíbrio de energia que vale para a pessoa seja ela ativa ou não (1).
Realidade Checada 2: Dietas com muita proteína e pouco carboidrato não aumentam a sua habilidade de queimar gordura.
Nenhuma dieta o ajudará a obter melhor acesso às suas reservas de gordura corporal durante o exercício. Carboidrato, e não gordura, é o combustível principal para atividades físicas acima de 70% da capacidade aeróbica, a intensidade na qual as maioria das pessoas treina e compete (2). Gordura só passa a ficar disponível como combustível depois de em torno de 20 minutos de exercício, e a maioria das pessoas não se exercita por tempo suficiente para queimar quantidades significativas de gordura durante a atividade física. Porém, exercício regular pode criar um déficit de calorias que promoverá uma gradual perda de gordura em longo prazo. Ademais, exercícios aeróbicos aumentam os níveis de vários hormônios que promovem maior uso de gordura (3). Desta forma, a melhor maneira de elevar a capacidade do seu corpo de queimar gordura é manter atividades físicas (3).
Realidade Checada 3: Dietas com muita proteína e pouco carboidrato não são a resposta para pessoas que são resistentes à insulina.
Em torno de 10 a 25% dos americanos são resistentes à ação da insulina. Estas pessoas têm maior chance de ter pressão alta, taxa alta de triglicérides no sangue (substâncias de gordura), e baixo nível de lipo-proteína de alta densidade (HDL, o bom tipo de colesterol), o que contribui para uma aumento no risco de doenças do coração. Os músculos, fígado e células de gordura dessas pessoas são menos sensíveis à ação da insulina — mais provavelmente porque elas têm menos receptores de insulina.
Quando pessoas resistentes à insulina comem carboidratos simples ou complexos, seu pâncreas compensa aumentando dramaticamente a secreção de insulina para manter o nível normal de glicose no sangue. De acordo com os defensores da eliminação de carboidratos, essa supersecreção de insulina provoca o armazenamento de carboidratos como gordura, e desta forma as pessoas resistentes à insulina seriam ajudadas com uma dieta com muita proteína e pouco carboidrato.
Não há boa evidência, entretanto, que resistência à insulina ou altos níveis de insulina no sangue façam as pessoas ficarem gordas. A verdade é que reduzir os excesso de peso a aumentar a atividade física são mais importantes no tratamento da resistência à insulina do que a porcentagem de carboidrato ou gordura na dieta.
Tanto o emagrecimento como o exercício físico elevam a sensibilidade à insulina, e aumentam os resultados de sensibilidade em níveis menores de insulina no sangue (4). Emagrecimento permite às células “reconhecer” a insulina mais facilmente, então menos insulina é necessária. Atividade física regular leva a insulina a encaixar mais facilmente nos receptores das células dos músculos e promove o uso mais eficiente de glicose (4). Exercícios e emagrecimento combinados também têm um benefício adicional: diminuem o risco de doença no coração ao reduzir os triglicérideos, abaixar a pressão sanguínea e aumentar os níveis de colesterol HDL.
Realidade Checada 4: Dietas com muita proteína e pouco carboidrato não são regimes mágicos — elas somente têm muito pouca caloria.
Você vai emagrecer com essas dietas por causa da severa restrição de calorias, não pelo que supostamente acontece aos níveis de insulina. Você eventualmente irá perder algo mais também: sua performance e bem-estar. Você precisa ingerir calorias suficientes e carboidratos para manter suas reservas de glicogênio muscular — o combustível preferido para exercícios físicos. Seguir uma dieta com pouca caloria e pobre em carboidratos apenas o colocará na zona sombria perto da inanição.
Realidade Checada 5: Você precisa de carboidratos para sua melhor performance.
Quando você ingere carboidrato, o organismo transforma a maior parte dele em glicose, a fonte principal de energia para o corpo. A glicose que não é necessária imediatamente é armazenada no fígado e músculos para uso posterior.
Embora comer carboidratos de 30 a 45 minutos antes do exercício aumente os níveis de insulina e diminua a glicose no sangue, esses efeitos são temporários e não irão prejudicar a performance. Na realidade, consumir carboidratos uma hora antes da atividade física pode melhorar a performance (5). Alimentando-se de carboidratos de 3 a 4 horas antes do exercício físico também aumenta a performance ao completar as reservas de glicogênio (6). Consumir carboidratos durante atividades físicas que duram mais de 1 hora ajuda a resistência ao prover glicose aos seus músculos quando eles estão ficando com pouco glicogênio (7,8). Finalmente, ingerir carboidratos logo após várias horas de treino duro aumenta a reserva de glicogênio nos músculos (9).
Pessoas fisicamente ativas e atletas requerem carboidratos na dieta para manterem suas reservas de glicogênio nos músculos, o combustível predominante para a maioria dos esportes. Elas ganham peso somente se consumirem mais calorias do que gastam. Quando isso acontecer, elas devem culpar seus garfos, não o carboidrato.

Mantenha a Combinação Correta

Então qual é a conclusão sobre dietas com muita proteína e pouco carboidrato? Elas supostamente o fazem mais magro, mais saudável e um melhor atleta. Porém, o que elas realmente fazem é eliminar o prazer de comer. Quase todos os grupos de profissionais ligados à saúde recomendam uma dieta variando de: 55-60% de calorias de carboidratos, 10-15% de calorias vindas de proteínas, e o restante de gorduras. E variedade à mesa adiciona tempero para uma vida ativa.

PERGUNTAS:

Tenho 38 anos e procuro me tratar pela homeopatia. Observo que tem havido redução nos níveis de colesterol ruim e aumento do bom, mas os triglicérides estão um tanto resistentes à queda. Gostaria de saber se há restrições quanto à ingestão de compostos alimentares à base de albumina/maltodextrina para pessoas com as minhas características, pois estou preocupada também com o
fato de estar ingerindo pouca proteína.

Resposta:

A maltodextrina é rica em carboidratos e você só deverá utilizar com supervisão de um nutricionista para algum fim específico.

A albumina é fonte de proteína, mas antes de achar que sua dieta está com quantidade insuficientes de proteína é bom realizar uma avaliação nutricional e analisar como anda o equilíbrio de sua.

CURIOSIDADES:

Os depósitos de carboidratos no corpo humano estão limitados a menos de 2.000 kcal de energia. Depósitos de gordura, contudo, geralmente excedem 70.000 kcal de energia armazenada.
Para uma pessoa com 65 kg e 12% de gordura corporal, a estimativa do total de glicogênio armazenado no corpo humano (fígado e músculos), é de 360 g. Acrescentando-se ainda 15 g de glicose presente na circulação sanguínea, temos um total de 375 gramas de carboidratos, suficiente para fornecer 1538 kcal, equivalente à energia necessária para cerca de 24 km de corrida. (Wilmore, Jack e Costill, David. “Physiology of Sport and Exercise”, Human Kinetics, 1994).
Devido à capacidade limitada do organismo para armazenar glicogênio, quando carboidratos são fornecidos na dieta em quantidades superiores à capacidade de oxidação ou de armazenamento, o excesso é convertido em gordura e armazenado como tal nos tecidos adiposos.

Carboidratos e proteínas fornecem cerca de 4 kcal de energia por grama, enquanto a gordura fornece 9 kcal por grama e o álcool 7 kcal por grama.
Um corredor ou corredora despende cerca de 1 (uma) caloria por quilo de peso por km percorrido. Por exemplo, uma corredora de 50 kg dando uma volta no parque (10 km), gastará 500 kcal., energia equivalente a duas garrafas de cerveja.

VALOR NUTRICIONAL DA MALTODEXTRINA
Produto altamente energético e, devido a sua completa absorção pelo organismo, evita a falta de glicogênio em atividaades aeróbicas intensas. Valor energético: 350 Kcal / 100g.

IMPORTANTE
Por conter glicose, não pode ser consumido por diabéticos.Para um balanceamento energético mais exato, consulte seu treinador ou um especialista em nutrição.

CONCLUSÃO:

É um polímero (aglomerações de moléculas) de cadeia curta. Estudos indicam que uma bebida para desportistas efetiva deve conter entre 5% a 10% de carboidratos em forma de glicose, sacarose e maltodextrina para aumentar a condição física.

Massagem

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Autoria: Carolina Cunha da Silva

O que é mesmo massagem?

Uma definição genérica é a de que a massagem vem a ser um conjunto de técnicas aplicadas com as mãos (nem sempre), sobre a pele, com finalidades estéticas ou terapêuticas.

Grupos e objetivos

Para muitos, a massagem pode ser dividida em dois grupos: as de origem oriental e as ocidentais.

Outros preferem classificá-las de acordo com o objetivo. Sendo assim, temos o grupo das que visam a manipulação energética (buscando equilíbrio) e as que buscam a desintoxicação (e a conseqüênte nutrição) do tecido através da circulação de retorno, venosa ou linfática. Estas últimas, quando aplicadas, trazem consigo aumento dos movimentos involuntários, se houverem, na área massageada.

Também há os que classificam a massagem quanto ao que sensibilizam: Terminais Energéticos e Terminais Nervosos. As massagens chamadas Reflexas (podal, quirodal e auricular) sensibilizam terminais nervosos, diferentemente das que procuram sensibilização de terminais energéticos (shiatsu, entre outras).

Quando a sensibilização é nervosa não existe preocupação de &ldquosedar&rdquo ou &ldquotonificar&rdquo. Já quando se faz sensibilização de terminais energéticos isto é fundamental. Quanto a esta classificação é importante que se atente que não se pode manipular circulação venosa ou linfática sem sensibilizar terminais nervosos.

Em outras palavras, a massagem que visa a desintoxicação celular pelo retorno venoso ou linfático também incrementará os movimentos involuntários, se houverem, na região em que é aplicada.

Contra-indicações

Temos, então, quem as massagens pertencentes a este grupo, em especial a massagem pelo estilo Sueco e a Drenagem Linfática, toda vez que aplicadas aumentarão a circulação e os movimentos involuntários, se houverem, na área massageada. Saber disto é imperativo pois sobre estes efeitos é que se fundamentam as indicações e contra-indicações das massagens pertencentes a este grupo.

A massagem estará indicada toda vez que o aumento da circulação resultante ou dos movimentos involuntários forem prejudiciais ao paciente. Pode acontecer que um dos efeitos seja benéfico mas o outro prejudicial. Neste caso ela estará contra-indicada. Exemplo: gravidez.

O aumento da circulação não seria, necessariamente prejudicial se a massagem fosse feita na região do útero, pois limparia e nutriria aquela região. Contudo, junto com o incremento circulatório, haveria aumento dos movimentos involuntários na área e estes estariam contra-indicados. Notem que se tivermos em mente estes dois fundamentos não precisaremos de uma lista de indicações e outra de contra-indicações.

Desintoxicação

A massagem que tem por objetivo a desintoxicação celular por retorno venoso ou linfático tema propriedade de provocar outros efeitos se variarmos apenas dois componentes: pressão e velocidade.

Quando lenta e superficial tem propriedades relaxantes e analgésicas;

Quando lenta e profunda tem propriedades desintoxicantes;

Quando rápida e profunda tem propriedades nutritivas, tonificantes;

Quando rápida e superficial tem propriedades excitantes do sistema nervoso.

Uma massagem para cada caso

Refletindo um pouco sobre estas propriedades notamos que no tratamento terapêutico, os dois primeiros efeitos são os mais indicados. É verdade que há casos terapêuticos que necessitarão dos outros. Na massagem estética costuma-se usar o terceiro efeito. Na massagem desportiva, antes do &ldquoesporte&rdquo, usa-se o terceiro e quarto efeitos e, após o esporte, o primeiro e o segundo.

Na estética, a esteticista deveria abordar sua paciente (hoje, refere-se a alguém que procura tratamento estético como paciente e, na verdade, não o deixa de ser) com visão &ldquoholística&rdquo e, se assim o fizer, antes de aplicar uma massagem com objetivos tonificantes faria uma massagem desintoxicante.

Massoterapia

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Autoria: Victor Gonçalves

1.Introdução

Massoterapia

Massoterapia é a utilização de diversas técnicas holísticas de origens orientais e ocidentais, exercidas por meio de toques(massagens), proporcionando grandes virtudes terapêuticas, relaxantes, anti-estresse, estéticas, emocionais e desportivas. Possibilita maior contato com o próprio físico, valorizando a respiração e desenvolvendo uma melhor percepção corporal, aumentando a consciência e dando a devida importância ao equilíbrio na vida.

As indicações para o uso da massagem podem ser avaliadas somente por alguém que conhecem a anatomia e fisiologia do corpo humano e os processos de doença e lesão. Somente o médico que fez o diagnóstico ou o profissional qualificado, pode determinar se a massagem será benéfica no tratamento do paciente. Para chegar a esta decisão o profissional deve ter conhecimento sobre os efeitos da massagem e uma compreensão dos princípios e métodos de sua aplicação.

O valor terapêutico da massagem não tem sido freqüentemente alcançado porque as pessoas despreparadas, não são capazes de fazer o tratamento adequado de massagem com a técnica baseada no conhecimento científico.

A massagem pode ser benéfica ou maléfica, podendo ser indicada ou contra-indicada no tratamento de alterações ou preventivos.

É necessário haver cooperação entre o terapeuta que está aplicando o tratamento e o médico que é responsável pelos cuidados do paciente. O
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2.Desenvolvimento
A massagem é uma das mais antigas e simples formas de terapia e um método para tocar, pressionar e amassar diversas regiões do corpo para aliviar a dor, relaxar, estimular e tonificar. A massagem faz muito mais que produzir uma sensação agradável na pele, atuando sobre os tecidos macios (músculos, tendões e ligamentos) para melhorar o tônus muscular. Embora ela afete principalmente os músculos logo abaixo da pele, seus benefícios podem alcançar as camadas mais profundas de músculos e possivelmente até os próprios órgãos. A massagem também estimula a circulação do sangue e ajuda o sistema linfático (que corre paralelo ao sistema circulatório), melhorando a eliminação de detritos ao longo do corpo.
2.1.Histórico
Um pouco de história
A massagem tem sido usada nas técnicas de cura do Oriente há milhares de anos. Nas pinturas murais, na arte tumular, na cerâmica, em xilografias e desenhos ficou o registro do uso das técnicas de massagem na China, Japão, Egito e Pérsia (Irã) há mais de 5.000 anos. No Ocidente, a massagem era utilizada nas medicinas grega e romana – até mesmo Hipócrates, o “pai da medicina”, recomendava “esfregar” para ajudar o corpo. O uso clínico da massagem desapareceu durante a Idade Média e só foi retomado no século 16, quando o cirurgião francês Ambroise Paré começou a incentivar o retorno de sua prática.

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2.2.Método

Embora uma simples massagem seja muito agradável, seus efeitos são cumulativos e um tratamento completo traz os maiores benefícios. O uso regular da massagem fortalece e tonifica o corpo inteiro, ajudando a prevenir distensões e ferimentos que podem ocorrer devido ao excesso de tensão e uma fraqueza estrutural resultante. A massagem pode estimular ou acalmar o sistema nervoso – dependendo do que se necessite – e por tanto ajudar a reduzir a fadiga, deixando a pessoa com uma sensação de ter recobrado as energias. Se for bem feita, a massagem tem o poder de restaurar o indivíduo físico, mental e espiritualmente.
Mesmo que você não tenha nenhuma enfermidade, é possível sair de uma sessão sentindo harmonia e relaxamento, com mais energia, ou seja, mais saúde.

Técnicas Ocidentais
• Florais de Bach
• Massagem Clássica
• Bioenergética
• Massagem Integrativa
• Fitoterapia

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4.Referências Bibliográficas

www.massoterapia.org.br
www.clinicabeatrizsaboya.com.br

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2.3.Manipulação

Tratamento Massoterapêutico com Sal Marinho (SAL)
Massagem que utiliza o sal grosso untado com óleo de amêndoas. Com ele faz-se uma esfoliação superficial na pele de todo o corpo. O objetivo é desintoxicar a pele, retirando as células mortas e ativando a circulação periférica. Logo após a massagem o paciente realiza o banho medicinal buscando o relaxamento da pele e o incremento circulatório.

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2.4.Patologias

Um músculo traumatizado é geralmente doloroso, hipertônico e muito sensível; o indivíduo sente dor acentuada quando ele é usado, e certo alívio quando em repouso.

Vejamos a seguir alguns tipos de lesões musculares:

a) Distensão muscular: É o alongamento exagerado do músculo acompanhado de algumas rupturas de fibras musculares. Sendo assim a distensão muscular é uma lesão traumática aguda na unidade músculo-tendinosa (UMT). A força da lesão é indireta (uso excessivo, mau uso, hipercontração) em oposição à direta (pancada, corte, perfuração). Para ocorrer uma distensão, a falta de aquecimento e alongamento e o próprio cansaço muscular contribuem muito, mas o agente causal é sempre um movimento forte de rápida contração ou movimento exagerado contra uma grande resistência. As distensões são classificadas em:

Distensão de Primeiro Grau – é um pequeno trauma da UMT que provoca dor leve, edema e incapacidade, mas geralmente, não prejudica a capacidade de o indivíduo produzir uma contração (embora dolorosa) normal do músculo envolvido.
Distensão de Segundo Grau – é uma lesão moderada da UMT, inclusive com laceração ou ruptura de um número pequeno de fibras musculares e tendinosas, que provoca dor moderada, edema e incapacidade devido à contração anormal (fraca e dolorosa) do músculo envolvido.
Distensão de Terceiro Grau – é uma ruptura completa da UMT. A dor e o

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2.5.Precauções

Os exercícios de alongamento muscular devem ser obrigatórios antes de cada sessão se atividade física. Previnem lesões musculares e tendinoses, evitam dores musculares e aumentam a amplitude dos movimentos articulares. Em alguns casos, principalmente quando se está em programa de reabilitação de lesões ou em sessões de exercícios muito estafantes, os alongamentos também devem ser feitos ao final da atividade.

Antes das atividades físicas, o aquecimento é de fundamental importância. Ele aumenta a temperatura corporal o que aumenta a força de contração muscular. Da mesma forma ele otimiza a coordenação neuro-muscular, além de prevenir a ocorrência de lesões musculares e promover uma predisposição psíquica à performance. Para se ter idéia, em cada grau de temperatura corporal aumentando, o metabolismo celular aumenta em 13% e isso resulta em mais rápida liberação do oxigênio do sangue para os músculos.

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3.Conclusão

Embora uma simples massagem seja muito agradável, seus efeitos são cumulativos e um tratamento completo traz os maiores benefícios. O uso regular da massagem fortalece e tonifica o corpo inteiro, ajudando a prevenir distensões e ferimentos que podem ocorrer devido ao excesso de tensão e uma fraqueza estrutural resultante. A massagem pode estimular ou acalmar o sistema nervoso – dependendo do que se necessite – e por tanto ajudar a reduzir a fadiga, deixando a pessoa com uma sensação de ter recobrado as energias. Se for bem feita, a massagem tem o poder de restaurar o indivíduo físico, mental e espiritualmente.