plano de Aula

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Autoria: Ana Paula de Souza

OBJETIVO:

O aluno deverá no período da aula, executará a movimentação do bloqueio partindo da posição de expectativa, em pé junto a rede , com membros superiores e inferiores semiflexionados, as mãos ao lado do ombros e as palmas voltadas para frente.
Participará das atividades demonstrando cooperação, entusiasmo e responsabilidade.
Ao final da aula o aluno deverá dominar as técnicas do fundamento bloqueio, reconhecendo os erros e acertos, e executá-las no momento adequado durante o jogo. Numa progressão de 3 acertos de 6 bloqueios.

TEMPO CONTEÚDO ESTRATÉGIA MATERIAL
2 minutos Alongamento Grupamento muscular específico;
Não tem
2 minutos Aquecimento Amarrar um balão em cada tornozelo dos alunos dispostos na metade da quadra de voleibol. Os alunos deverão estourar os balões uns dos outros. Ganha o aluno que não tiver seus balões estourados. Balões
Barbante
5 minutos Educativo Numa das paredes da quadra (pode ser também a rede), fazer três marcações com diferentes posições, os alunos dispostos em uma coluna deverão deslocar-se andando até as marcações executando o salto e o bloqueio, sem flexão de punho.

Balões
Barbante
8 minutos Aplicação Jogo com regras pré-estabelecidas. Dispor seis alunos na quadra, os três da rede só poderão executar o fundamento aprendido, bloqueio, os outros só poderão executar manchete e toque. Bola de voleibol
(ou uma bola de material leve quando com crianças)

3 minutos Volta à calma Toda os alunos dispostos em círculo, sentados irão discutir a aula dada. Não tem

OBS: ESTE PLANO É FLEXIVEL EM TODAS AS SUAS ETAPAS.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

 AULAS TEÓRICAS DO PROFESSOR MARINHO.

Plano de Aula 2

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Autoria: Ana Paula de Souza

CONTEXTUALIZAÇÃO

Para que se compreenda o momento atual da Educação Física é necessário considerar suas origens no contexto brasileiro, abordando as principais influências que marcaram e caracterizaram esta disciplina e os rumos que se delinearam.
No passado a Educação Física esteve estreitamente vinculada às instituições militares e à classe médica. Esses vínculos foram determinantes, tanto no que diz respeito à concepção da disciplina e suas finalidades quanto ao seu campo de atuação e à forma de ser ensinada.
Por suas origens militares e por seu atrelamento quase servil aos mecanismos de manutenção vigente na história brasileira, tanto a prática como a reflexão teórica no campo da Educação Física, restringiram os conceitos de corpo e movimento (fundamentos de seu trabalho) aos seus aspectos fisiológicos e técnicos. Atualmente, a análise crítica e a busca de superação dessa concepção apontam a necessidade de que, além daqueles, se considere também as dimensões culturais, social, política e afetiva, presentes no corpo vivo, isto é, no corpo das pessoas, que interagem e se movimentam como sujeitos sociais e como cidadãos.
A Educação Física Escolar deverá sistematizar situações de ensino e aprendizagem que garantam aos alunos o acesso a conhecimentos práticos e conceituais, todas as dimensões envolvidas em cada prática corporal, oportunizando todos os docentes a desenvolverem suas potencialidades, de forma democrática e não seletiva, visando seu aprimoramento como seres humanos.
A prática da Educação Física na escola favorece a autonomia dos alunos para monitorar as próprias atividades, regulando o esforço, traçando metas, conhecendo as potencialidades e limitações, sabendo distinguir situações de trabalho corporal que possam ser prejudiciais. A possibilidade de vivência de situações de socialização e a participação em atividades lúdicas, sem caráter utilitário são essenciais para a saúde e contribuem para o bem estar coletivo.
Nos jogos, ao interagirem com os adversários, os alunos desenvolvem o respeito mútuo, buscando participar de forma leal e não violenta, trabalhando em equipe, exercendo e valorizando a solidariedade. No que tange à questão do gênero, as aulas mistas dão oportunidades para que meninos e meninas convivam, observem-se, descubram-se e aprendam a ser tolerante, não discriminando e compreendendo as diferenças, de forma a não produzir, estereotipamente, relações sociais autoritárias.
Cabe à escola trabalhar com o repertório cultural local, valorizando de experiências vividas, além de garantir espaço para experiências não peculiares ao âmbito escolar. Essa diversidade de experiências precisa ser considerada pelo professor quando organiza atividades, toma decisões sobre encaminhamentos individuais e coletivos e avalia procurando ajustar sua prática às reais necessidades de aprendizagem dos alunos.

SUMÁRIO

1) Local, Datas e Horário do Projeto
2) Responsabilidades Administrativas
3) Objetivo do Projeto
4) Programação
4.1 – Plano de Aula (C/A)
4.2 – Plano de Aula (C/A)
4.3 – Plano de Aula (1º Série)
4.4 – Plano de Aula (2º Série)
4.5 – Plano de Aula (3º Série)
4.6 – Plano de Aula (4º Série)
4.7 – Plano de Aula (5º Série)
5) Agradecimentos
6) Bibliografia

1) Local, Datas e Horário do Projeto:

O projeto intitulado “Educação Física Escolar” será ministrado no Colégio Estadual José Veríssimo, nos dias 11, 12, 13, 14 e 15 de outubro de 2004, no período de 7:30h às 16:30.

2) Responsabilidades Administrativas:

Supervisor: Professor Erasmo
Orientador: Professor José Mauro

3) Objetivos do Projeto:

Integrar o aluno ao meio social
Adquirir hábitos de relações interpessoais
Desinibir e desbloquear
Desenvolver a comunicação verbal e não-verbal
Descobrir e vivenciar atividades lúdicas
Desenvolver adaptação emocional
Desenvolver consciência corporal
Dar evasão ao excesso de energia e aumentar a capacidade mental do aluno

4) Programação:

4.1 – Plano de Aula (C/A)

Público Alvo: C/A
Quantidade de Alunos: 40
Objetivos: Os alunos executarão atividades lúdicas, vivenciando noção de espaço, lateralidade, identificação de cores e valências físicas numa quadra por um período de 50 minutos. Participarão das atividades demonstrando iniciativa e companheirismo. Observação e percepção da dinâmica das atividades.

Tempo Conteúdo Estratégias Materiais
5 min Aquecimento Vivo ou Morto – Os alunos estarão reunidos com o professor no centro da quadra, e ao sinal de comando do mesmo agacharão (morto) ou levantarão (vivo).

40 min Parte Principal Pique Tá em Dupla – Os alunos estarão de mãos dadas formando duplas. Os pegadores que estarão na mesma formação. A dupla que for pega passará a função de pegador.

Pique Elefante – O aluno pegador estará simulando uma tromba de elefante e tentará pegar uma dos outros colegas lhe passando a função de pegador.

Identificação de Cores – Os alunos estarão reunidos num lado da quadra, enquanto que bambolês com cores diferenciadas estarão do outro lado da quadra. O professor falará uma cor e os alunos correrão e, direção ao bambolê correspondente.

Pique Tá Com Bola de Meia – O aluno pegador estará de posse de uma bola de meia e tentará pegar um outro aluno encostando a bola de meia e conseqüentemente lhe passando a função de pegador. Caso necessário há possibilidade de aumentar o número de pegadores.

Chicotinho Queimado – Os alunos estarão sentados em círculo no meio da quadra. Um aluno estará fora do círculo de posse de uma bola com a finalidade de deixar a bola atrás de um dos colegas do círculo. Este aluno escolhido pegará a bola e tentará pegar o outro aluno antes que ele sente em seu lugar.
Bola de Meia
Bambolê
Bola

5 min Volta à Calma Os alunos estarão reunidos no centro da quadra para receberem a premiação por participação.
Pirulitos

Observações:

• Todos os alunos serão premiados (pirulitos) pela participação na aula

• ESTE PLANO DE AULA É FLEXÍVEL EM TODO O SEU CONTEÚDO

Bibliografia:

4.2 – Plano de Aula (C/A)

Público Alvo: C/A
Quantidade de Alunos: 40
Objetivos: Os alunos executarão atividades lúdicas, vivenciando noção de espaço, lateralidade e valências físicas numa quadra por um período de 50 minutos. Participarão das atividades demonstrando iniciativa e companheirismo. Observação e percepção da dinâmica das atividades.

Tempo Conteúdo Estratégias Materiais
5 min Aquecimento Vivo ou Morto – Os alunos estarão reunidos com o professor no centro da quadra, e ao sinal de comando do mesmo agacharão (morto) ou levantarão (vivo).

40 min Parte Principal Pique Elefante – O aluno pegador estará simulando uma tromba de elefante e tentará pegar uma dos outros colegas lhe passando a função de pegador.

Pique Ta com Bola – O aluno pegador estará de posse de uma bola e tentará pegar um dos colegas encostando-lhe a bola e passando-lhe a função de pegador.

Pique de Corrente – O aluno pegador tentará pegar os colegas. Cada colega pego lhe dará a mão, formando uma corrente até que todos forem pegos.

Raposa/Pintinhos – Um aluno será a mão dos pintinhos e um outro a raposa. Os demais serão os pintinhos e quando a mãe chamá-los, eles terão que chegar até a mãe não permitindo que a raposa os pegue. Quem for pego passará fazer o papel da raposa também, até que todos forem pegos.

Pique Tá em Dupla – Os alunos estarão de mãos dadas formando duplas, e haverá os pegadores que estarão na mesma formação. Estes passarão a função de pegador a dupla que for pega.

Chicotinho Queimado – Os alunos estarão sentados em círculo no meio da quadra. Um aluno estará fora do círculo de posse de uma bola com a finalidade de deixar a bola atrás de um dos colegas do círculo. Este aluno escolhido pegará a bola e tentará pegar o outro aluno antes que ele sente em seu lugar.
Bola

5 min Volta à Calma Os alunos estarão reunidos no centro da quadra para receberem a premiação por participação.
Pirulitos

Observações:

• Todos os alunos serão premiados (pirulitos) pela participação na aula.

• ESTE PLANO DE AULA É FLEXÍVEL EM TODO O SEU CONTEÚDO

Bibliografia:

4.3 – Plano de Aula (1ª Série)

Público Alvo: 1ª Série
Quantidade de Alunos: 25
Objetivos: Os alunos competirão em equipes, vivenciando algumas valências físicas e movimentos naturais, executando as atividades com o máximo de eficiência em menor tempo possível, por um período de 1h 30 min. Participarão das atividades demonstrando iniciativa, responsabilidade e companheirismo. Observação e percepção na execução dos movimentos.

Tempo Conteúdo Estratégias Materiais
10 min Atividade Vivificante Pique Cola – O Aluno pegador estará de posse de uma bola e tentará colar os colegas encostando-lhes a bola. Para descolar o colega, deverá passar por baixo da perna.
Bola
60 min Parte Principal
(Contestes) Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar andando o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar andando com uma colher na mão equilibrando uma bolinha, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar saltando com um pé só, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar saltando com os dois pés, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo com uma bola nas mãos, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo com um bastão nas mãos, mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um zig-zag de steps. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo, contornando os steps, o mais rápido possível. Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo e pulando uma corda, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo e pulando a corda na ida e passando por baixo na volta, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar saltando obstáculos tanto na ida quanto na volta, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.
Bola
Step
Bolinha
Colher
Bastão
Corda
Obstáculo

10 min Jogo Queimado – Os alunos estarão divididos em equipes para a disputa da atividade. Não haverá retorno do aluno que fora queimado, permitindo assim que a equipe vencedora seja a que tiver menos alunos queimados durante o período de tempo ou que queime todos os adversários.
Bola
10 min Volta à Calma Os alunos estarão reunidos no centro da quadra para receberem a premiação de primeiro e segundo lugares.
Doces

Observações:

• Todos os alunos serão premiados (doces) pela participação na aula, mas a equipe que fizer mais pontos (cada atividade vale um ponto) receberá a premiação primeira.
• As equipes serão diferenciadas por uma tira de pano (tnt) amarrado no punho.

• ESTE PLANO DE AULA É FLEXÍVEL EM TODO O SEU CONTEÚDO

Bibliografia:

4.4 – Plano de Aula (2ª Série)

Público Alvo: 2ª Série
Quantidade de Alunos: 40
Objetivos: Os alunos competirão em equipes, vivenciando algumas valências físicas e movimentos naturais, executando as atividades com o máximo de eficiência em menor tempo possível, por um período de 1h 30 min. Participarão das atividades demonstrando iniciativa, responsabilidade e companheirismo. Observação e percepção na execução dos movimentos.

Tempo Conteúdo Estratégias Materiais
10 min Atividade Vivificante Pique de Corrente – O aluno pegador tentará pegar os colegas. Cada colega pego lhe dará a mão, formando uma corrente até que todos sejam pegos.

60 min Parte Principal
(Contestes) Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar andando o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar andando com uma colher na mão equilibrando uma bolinha, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar saltando com um pé só, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar saltando com os dois pés, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo com uma bola nas mãos, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo com um bastão nas mãos, mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um zig-zag de steps. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo, contornando os steps, o mais rápido possível. Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo e pulando uma corda, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo e pulando a corda na ida e passando por baixo na volta, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar saltando obstáculos tanto na ida quanto na volta, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente. Step
Bolinha
Colher
Bola
Bastão
Corda
Obstáculo

10 min Jogo Queimado – Os alunos estarão divididos em equipes para a disputa da atividade. Não haverá retorno do aluno que fora queimado, permitindo assim que a equipe vencedora seja a que tiver menos alunos queimados durante o período de tempo ou que queime todos os adversários.
Bola
10 min Volta à Calma Os alunos estarão reunidos no centro da quadra para receberem a premiação de primeiro, segundo e terceiro lugares.
Doces

Observações:

• Todos os alunos serão premiados (doces) pela participação na aula, mas a equipe que fizer mais pontos (cada atividade vale um ponto) receberá a premiação primeiro.
• As equipes serão diferenciadas por uma tira de pano (tnt) amarrado no punho.
• ESTE PLANO DE AULA É FLEXÍVEL EM TODO O SEU CONTEÚDO
Bibliografia:

4.5 – Plano de Aula (3ª Série)

Público Alvo: 3ª Série
Quantidade de Alunos: 40
Objetivos: Os alunos competirão em equipes, vivenciando algumas valências físicas e movimentos naturais, executando as atividades com o máximo de eficiência em menor tempo possível, por um período de 1h 30 min. Participarão das atividades demonstrando iniciativa, responsabilidade e companheirismo. Observação e percepção na execução dos movimentos.

Tempo Conteúdo Estratégias Materiais
10 min Atividade Vivificante Pique Tá em Dupla – Os alunos estarão de mãos dadas formando duplas, e haverá os pegadores que estarão na mesma formação. Estes passarão a função de pegador a dupla que for pega.

60 min Parte Principal
(Contestes) Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar andando o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar saltando com um pé só, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar saltando com os dois pés, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo com uma bola nas mãos, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo com um bastão nas mãos, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar saltando obstáculos tanto na ida quanto na volta, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um zig-zag de steps. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar contornando os steps, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo e pulando uma corda tanto na ida quanto na volta, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo e pulando a corda na ida e passando por baixo na volta, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que correr com uma bola nas mãos na ida e na volta lançar a bola para o colega a partir de um ponto determinado pelo professor, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.
Step
Bola
Bastão
Corda
Obstáculo

10 min Jogo Queimado – Os alunos estarão divididos em equipes para a disputa da atividade. Não haverá retorno do aluno que fora queimado, permitindo assim que a equipe vencedora seja a que tiver menos alunos queimados durante o período de tempo ou que queime todos os adversários.
Bola
20 min Volta à Calma Os alunos estarão reunidos no centro da quadra para receberem a premiação de primeiro e segundo lugares.
Doces

Observações:
• Todos os alunos serão premiados (doces) pela participação na aula, mas a equipe que fizer mais pontos (cada atividade vale um ponto) receberá a premiação primeiro.
• As equipes serão diferenciadas por uma tira de pano (tnt) amarrado no punho.
• ESTE PLANO DE AULA É FLEXÍVEL EM TODO O SEU CONTEÚDO

Bibliografia:

4.6 – Plano de Aula (4ª Série)

Público Alvo: 4ª Série
Quantidade de Alunos: 40
Objetivos: Os alunos competirão em equipes, vivenciando algumas valências físicas, alguns movimentos naturais, manejo de bola e rolamento, executando as atividades com o máximo de eficiência em menor tempo possível, por um período de 1h 30 min. Participarão das atividades demonstrando iniciativa, responsabilidade e companheirismo. Observação e percepção na execução dos movimentos.

Tempo Conteúdo Estratégias Materiais
10 min Atividade Vivificante Pique Cow-boy – O aluno pegador estará segurando uma corda que estará amarrada a um bambolê. Tentará “laçar” um colega para lhe passar a função de pegador
Bambolê
Corda

60 min Parte Principal
(Contestes) Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar andando com uma colher na mão equilibrando uma bolinha, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar saltando com um pé só, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar saltando com os dois pés, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo com uma bola nas mãos, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo de costas com uma bola nas mãos, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo com um bastão nas mãos, mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um zig-zag de steps. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo, contornando os steps, o mais rápido possível. Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo e pulando uma corda, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo e pulando a corda na ida e passando por baixo na volta, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que correr com uma bola nas mãos na ida e na volta lançar a bola para o colega a partir de um ponto determinado pelo professor, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.
Step
Bola
Bastão
Corda
Obstáculo

10 min Jogo Queimado – Os alunos estarão divididos em equipes para a disputa da atividade. Não haverá retorno do aluno que fora queimado, permitindo assim que a equipe vencedora seja a que tiver menos alunos queimados durante o período de tempo ou que queime todos os adversários. O jogo terá duas bolas.
Bola
10 min Volta à Calma Os alunos estarão reunidos no centro da quadra para receberem a premiação de primeiro, segundo e terceiro lugares.
Doces

Observações:

• Todos os alunos serão premiados (doces) pela participação na aula, mas a equipe que fizer mais pontos (cada atividade vale um ponto) receberá a premiação primeiro.
• As equipes serão diferenciadas por uma tira de pano (tnt) amarrado no punho.

• ESTE PLANO DE AULA É FLEXÍVEL EM TODO O SEU CONTEÚDO

Bibliografia:

4.7 – Plano de Aula (5ª Série)

Público Alvo: 5ª Série
Quantidade de Alunos: 43
Objetivos: Os alunos competirão em equipes, vivenciando algumas valências físicas, alguns movimentos naturais, manejo de bola e rolamento, executando as atividades com o máximo de eficiência em menor tempo possível, por um período de 1h 30 min. Participarão das atividades demonstrando iniciativa, responsabilidade e companheirismo. Observação e percepção na execução dos movimentos.

Tempo Conteúdo Estratégias Materiais
10 min Atividade Vivificante Pique de Corrente – O aluno pegador tentará pegar os colegas. Cada colega pego lhe dará a mão, formando uma corrente até que todos forem pegos.

60 min Parte Principal
(Contestes) Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar saltando com um pé só, o mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo com um bastão nas mãos, mais rápido possível, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo com duas bolas nas mãos, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.
Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo de costas com uma bola nas mãos, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar saltando obstáculos tanto na ida quanto na volta, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para uma corda. Um de cada vez, os alunos terão que ir, executar cinco saltitos com a corda e voltar. Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um step. Um de cada vez, os alunos terão que correr com uma bola nas mãos na ida e na volta lançar a bola para o colega a partir de um ponto determinado pelo professor, contornando um obstáculo (step). Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um zig-zag de steps. Um de cada vez, os alunos terão que ir e voltar correndo, quicando (drible) uma bola, o mais rápido possível. Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.

Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para um colchão. Um de cada vez, os alunos terão que correr, executar um rolamento no colchão e retornar. Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.
Step
Bastão
Bola
Corda
Obstáculo

Parte Principal
(Estafeta) Os alunos estarão divididos em equipes formando colunas de frente para uma seqüência de atividades. Um de cada vez, os alunos terão que correr em zig-zag, saltar obstáculos, executar um rolamento e fazer cinco saltitos com a corda. Vencerá a atividade a equipe que realizar a tarefa mais rapidamente.
Step
Obstáculo
Colchão
Corda
10 min Jogo Queimado – Os alunos estarão divididos em equipes para a disputa da atividade. Não haverá retorno do aluno que fora queimado, permitindo assim que a equipe vencedora seja a que tiver menos alunos queimados durante o período de tempo ou que queime todos os adversários. O jogo terá três bolas.
Bola
5 min Volta à Calma Os alunos estarão reunidos no centro da quadra para receberem a premiação de primeiro, segundo e terceiro lugares.
Doces

Observações:

• Todos os alunos serão premiados (doces) pela participação na aula, mas a equipe que fizer mais pontos (cada atividade vale um ponto) receberá a premiação primeiro.
• As equipes serão diferenciadas por uma tira de pano (tnt) amarrado no punho.

• ESTE PLANO DE AULA É FLEXÍVEL EM TODO O SEU CONTEÚDO

Pólo Aquático

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Autoria: Ivan Romaniello

O pólo-aquático foi criado em 1869 na Inglaterra com o nome de “futebol aquático”, para alguns um esporte violento, para outros um esporte completo, o pólo-aquático, que é um esporte olímpico desde 1900, exige de seus participantes além de bom preparo físico e natação, habilidade e noção de conjunto, o que torna os jogos muitos disputados e vibrantes, proporcionando aos expectadores muita emoção.

O pólo-aquático era uma simples cópia do rugby, um esporte violente estava surgindo sem regras estabelecidas e com isso muitos jogos se tornaram sangrentos, com o passar do tempo as regras foram surgindo principalmente na Escócia. Em 1904 foi formado the Fédération Internationale de Natation Amateur (FINA) que adotou as regras da Escócia somente em 1911. As regras foram modificadas com o passar do tempo, foi proibido afundar a bola e muitas regras foram inovadas, em 1956 o esporte realmente cresceu com o deselvolvimento do material das bolas hoje em dia, que proporcionou uma maior jogabilidade no esporte.

Os paises europeus são a elite do pólo-aquático mundial. A Hungria dominou as competições internacionais durante muito tempo, quase 50 anos, vencendo 5 vezes as olímpiadas de 1932 até 1976. Nos ultimos 20 anos outros paises dividiram as medalhas como a Iuguslavia, Itália, Espanha e Estados Unidos.

regras do Volei

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Autoria: Luiz Eduardo

1. ÁREA DE JOGO (Diagramas 1 e 2)
A área de jogo compreende a quadra de jogo e a zona livre. Ela deve ser retangular e simétrica.
1.1 DIMENSÕES
• A quadra de jogo é um retângulo medindo 18m x 9m, circundada por uma zona livre com, no mínimo, 3m de largura.
O espaço livre de jogo é todo o espaço situado acima da área de jogo, livre de qualquer obstáculo, devendo medir, no mínimo, 7m de altura, a partir do solo.
Nas competições mundiais da FIVB, a zona livre deve ser de, no mínimo, 5m a partir das linhas laterais e de 8m a partir das linhas de fundo. O espaço livre de qualquer obstáculo, medido da superfície da quadra, deve ser de, pelo menos, 12,5m de altura.
Nos Campeonatos Mundiais Adulto e Jogos Olímpicos a zona livre deverá medir no mínimo 6m, a partir das linhas laterais e 9m a partir das linhas de fundo.
1.2 SUPERFÍCIE DO JOGO
• 1.2.1 A superfície deve ser plana, horizontal, uniforme e não deve apresentar qualquer perigo de lesão aos jogadores. É proibido jogar sobre uma superfície rugosa ou escorregadia.
Para competições mundiais da FIVB, somente as superfícies de madeira ou sintéticas são permitidas. Qualquer outra superfície deve ser previamente aprovada pela FIVB.
1.2.2 Em quadras cobertas, a superfície de jogo deve ser de cor clara.
Nas competições mundiais da FIVB, exige-se que as linhas demarcatórias sejam brancas. O piso da quadra de jogo e a zona livre devem ser, obrigatoriamente, de cores diferentes.
1.2.3 Nas quadras em recintos abertos, autoriza-se uma inclinação da superfície de jogo de 5mm por metro para drenagem. As linhas da quadra, feitas de material sólido, são proibidas.
1.3 LINHAS DA QUADRA
• 1.3.1 Todas as linhas têm uma largura de 5cm. Devem ser de cor clara e diferente das cores do piso da quadra e de outras linhas quaisquer.
1.3.2 Linhas de delimitação
Duas linhas laterais e duas linhas de fundo delimitam a quadra. As linhas de fundo e laterais estão inseridas na dimensão da quadra de jogo.
1.3.3 Linha Central
O eixo da linha central divide a quadra de jogo em duas quadras de medidas iguais, tendo, cada uma, 9m x 9m. Esta linha estende-se por sob a rede, de uma linha lateral até a outra.
1.4 ZONAS E ÁREAS
• 1.4.1 Zona de ataque
Em cada quadra a zona de ataque é limitada pelo eixo da linha central e a linha de ataque traçada 3m atrás deste eixo (com a largura da linha incluída).
Nas competições mundiais da FIVB, a linha de ataque é prolongada em ambos os lados da quadra, adicionando-se 5 pequenas linhas de 15cm de comprimento por 5cm de largura e 20cm de distância entre cada uma, perfazendo um total de 1,75m de extensão.
Considera-se que a zona de ataque estende-se além das linhas laterais até o final da zona livre.
1.4.2 Zona de saque
A zona de saque tem 9m de largura atrás da linha de fundo (estando esta excluída).
Ela é delimitada, lateralmente, por duas pequenas linhas, cada uma com 15cm de extensão, colocadas 20cm após a linha de fundo como uma extensão das linhas laterais. Ambas as linhas estão incluídas na largura da zona de saque.
Na profundidade, a zona de saque estende-se até o final da zona livre.
1.4.3 Zona de substituição
A zona de substituição é delimitada pelo prolongamento das linhas de ataque até a mesa do apontador.
1.4.4 Área de aquecimento
Nas competições mundiais da FIVB as áreas de aquecimento medem aproximadamente 3m x 3m e devem estar localizadas nos cantos da área de jogo, ao lado dos bancos de reservas, fora da zona livre (Diagrama 1).
1.4.5 Área de penalização
As áreas de penalizações medirão aproximadamente 1x1m. e ficarão atrás de cada banco de reservas (Diagrama 1). Elas devem ser limitadas por uma linha vermelha medindo 5 cm de largura e, estar equipadas com 2 cadeiras.
1.5 TEMPERATURA
• A temperatura mínima não pode ser inferior a 10º C (50º F).
Nas competições mundiais da FIVB, a temperatura máxima não pode ser superior a 25º C (77º F) e a mínima não pode ser inferior a 16º C (61º F).
1.6 ILUMINAÇÃO
• Nas competições mundiais da FIVB, jogadas em quadra fechada, a iluminação na área de jogo deve ter de 1.000 luxes a 1.500 luxes, medida a 1m acima da superfície da área de jogo.
2. REDE E POSTES (Diagrama 3)
2.1 ALTURA DA REDE
• 2.1.1 Uma rede é instalada verticalmente sobre o eixo da linha central. A altura da rede deve ser de 2,43m para as equipes masculinas e de 2,24m para as equipes femininas.
2.1.2 Esta altura é medida no centro da quadra de jogo. As duas extremidades da rede (acima das linhas laterais) devem estar na mesma altura e não podem exceder a altura regulamentar em mais de 2cm.
2.2 ESTRUTURA
• A rede mede 1m de largura por 9,50m de comprimento e é feita em malhas na cor preta formando quadrados de 10cm de lado (Diagrama 3).
Na parte superior há uma faixa horizontal branca, de 5cm de largura, feita de uma tela dobrada ao meio e que é costurada ao longo do comprimento da rede. Em cada extremidade da parte superior da rede há uma abertura através da qual passa uma corda que a prende aos postes para mantê-la esticada.
Dentro desta faixa passa um cabo flexível que prende a rede aos postes e mantém sua parte superior esticada.
Na parte inferior da rede (sem faixa horizontal) uma corda passa através das malhas a fim de amarrá-la aos postes e manter a parte inferior esticada.
2.3 FAIXAS LATERAIS
• Duas faixas brancas são colocadas verticalmente na rede, diretamente acima de cada linha lateral.
Elas medem 5cm de largura e 1m de comprimento e são consideradas parte integrante da rede.
2.4 ANTENAS
• A antena é uma vara flexível medindo 1,80m de comprimento e 10mm de diâmetro. Ela é feita de fibra de vidro ou material similar.
Duas antenas são fixadas na parte externa das faixas laterais, em cada lado da rede (Diagrama3).
A parte superior das antenas estende-se 80cm acima do bordo superior da rede. As antenas são pintadas em faixas medindo 10cm de largura, em cores contrastantes, preferivelmente vermelha e branca.
São consideradas como parte integrante da rede e delimitam lateralmente o espaço de cruzamento acima da rede (Diagrama 5, Regra 11.1.1).
2.5 POSTES
• 2.5.1 Os postes que sustentam a rede devem estar a uma distância de 0,50m a 1 m de cada linha lateral (Diagrama 3). Eles devem ter uma altura de 2,55m e devem ser preferencialmente ajustáveis.
2.5.2 Os postes devem ser redondos, lisos e fixados ao solo. É proibida a fixação dos postes por meio de cabos. Toda instalação que apresente perigo ou obstáculo deve ser eliminada.
2.6 EQUIPAMENTOS ADICIONAIS
• Todo equipamento adicional é determinado pelos regulamentos da FIVB.
3. BOLAS
3.1 CARACTERÍSTICAS
• A bola deve ser esférica, sendo sua capa feita de couro flexível ou couro sintético e a câmara interior feita de borracha ou material similar.
Sua cor pode ser uniforme e clara ou uma combinação de cores.
O couro sintético e a combinação de cores das bolas usadas em Competições Internacionais Oficiais deverão obedecer os padrões da FIVB.
A circunferência deve ser de 65 cm a 67 cm e o peso de 260g a 280g.
A pressão interna deve ser de 0,30 kg/cm² a 0,325 kg/cm² (294,3 mbar a 318,82 mbar ou hPa) ou 0,423 lbs a 0,456 lbs.
3.2 UNIFORMIDADE DAS BOLAS
• Todas as bolas usadas em uma partida devem ter as mesmas características no que diz respeito à circunferência, peso, pressão, tipo etc.
As competições mundiais da FIVB devem ser jogadas com bolas aprovadas pela FIVB.
3.3 SISTEMA DE TRÊS BOLAS
• Nas competições mundiais da FIVB, devem ser usadas três bolas. Neste caso, seis boleiros ficam assim dispostos: um em cada ângulo da zona livre e um atrás de cada árbitro (Diagrama 10).
Capítulo 2 PARTICIPANTES
4. EQUIPES
4.1 COMPOSIÇÃO DAS EQUIPES
• 4.1.1 Uma equipe é constituída de no máximo 12 jogadores, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico e um médico.
Um dos jogadores é o capitão da equipe e como tal deve estar indicado na súmula do jogo.
Nas competições mundiais da FIVB o médico deve ser credenciado pela FIVB.
4.1.2 Cada equipe tem a opção de registrar, entre seus jogadores, um (1) jogador especializado em defesa “Líbero” (Regra 8.5).
4.1.3 Somente os jogadores registrados na súmula podem entrar na quadra e participar do jogo. Após o capitão da equipe e o técnico terem assinado a súmula, o registro dos jogadores não pode mais ser mudado.
4.2 LOCALIZAÇÃO DOS PARTICIPANTES
• 4.2.1 Os jogadores que não estão jogando devem permanecer sentados no banco de reservas ou em sua área de aquecimento correspondente (Regra 1.4.4). O técnico e os outros membros da equipe devem estar sentados no banco de reservas, mas podem deixá-lo temporariamente.
Os bancos de reservas das equipes ficam localizados em cada lado da mesa do apontador, fora da zona livre (Diagrama 1).
4.2.2 Somente aos membros integrantes da equipe é permitido sentar no banco de reservas durante o jogo e participar do aquecimento (Regra 4.1.1).
4.2.3 Durante o jogo, os jogadores que não estão jogando podem realizar aquecimento sem bola na área que é determinada para esse fim (Regra 1.4.4) e, também, durante os tempos técnicos e de descanso, na zona livre no fundo da sua quadra.
Durante os intervalos entre os sets, os jogadores podem usar bolas para aquecimento na zona livre.
4.3 UNIFORME
• O uniforme dos jogadores consiste em camisa, calção, meias e tênis.
4.3.1 As camisas, calções e meias devem ser iguais, estar limpos e ter a mesma cor para todos da mesma equipe (exceto o Líbero, Regra 8.5).
4.3.2 O tênis deve ser leve e flexível, com sola de borracha ou de couro, sem salto.
Nas competições mundiais da FIVB categoria adulta, a cor dos tênis também deve ser igual para todos os jogadores de uma mesma equipe, podendo a cor do logotipo do fabricante ser diferente.
4.3.3 As camisas dos jogadores devem estar numeradas de 1 a 18.
• 4.3.3.1 O número deve ser colocado no centro das camisas, tanto na frente quanto nas costas. A cor e o brilho dos números devem contrastar com a cor e o brilho das camisas.
4.3.3.2 Os números devem medir no mínimo 15cm de altura no peito e 20cm nas costas. A faixa que forma os números deve ter no mínimo 2cm de largura.
4.3.4 O capitão da equipe é identificado por uma faixa em sua camisa, de 8cm x 2cm colocada no peito, abaixo do número.
4.3.5 É proibido o uso de uniformes de cor diferente dos outros jogadores (Regra 4.3.1) (exceto o Líbero, Regra 8.5) e/ou sem a numeração oficial (Regra 4.3.3).
4.4 TROCA DE UNIFORME
• O primeiro árbitro pode autorizar um ou mais jogadores:
• 4.4.1 a jogar descalço;
4.4.2 a mudar de camisa entre os sets ou após uma substituição, na condição de que as novas camisas sejam da mesma cor, número e tenham o mesmo feitio.
4.4.3 a jogar com agasalhos, em climas frios, desde que sejam da mesma cor e feitio (exceto o Líbero) e numerados corretamente (Regra 4.3.3.1).
4.5 OBJETOS PROIBIDOS
• 4.5.1 É proibido o uso de objetos que possam causar lesões ou proporcionar alguma vantagem ao jogador.
4.5.2 Os jogadores podem usar óculos por sua própria conta e risco.
5. RESPONSÁVEIS PELAS EQUIPES
O capitão da equipe e o técnico são responsáveis pela conduta e disciplina de todos os membros de sua equipe.
5.1 CAPITÃO
• 5.1.1 ANTES DO INÍCIO DO JOGO, o capitão da equipe assina a súmula do jogo e representa sua equipe no sorteio.
5.1.2 DURANTE O JOGO, o capitão da equipe desempenha suas funções de capitão enquanto permanece na quadra. Quando substituído, deve ser designado pelo técnico ou pelo próprio capitão, um jogador que desempenhe as funções de capitão da equipe.
Este capitão será o responsável pela equipe: até que ele seja substituído, o capitão da equipe retorne à quadra ou o set termine.
Quando a bola estiver fora de jogo somente o capitão da equipe está autorizado a se dirigir aos árbitros para:
• 5.1.2.1 solicitar explicações na aplicação ou interpretação das regras e submeter aos árbitros os pedidos e perguntas de seus colegas de equipe. Caso a explicação não o satisfaça, ele deve, imediatamente, comunicar ao primeiro árbitro que se reserva o direito de ter o seu desacordo registrado na súmula como protesto oficial ao final do jogo (Regra 23.2.4);
5.1.2.2 pedir autorização para:
a) trocar de uniforme;
b) verificar as posições das equipes;
c) verificar o piso, rede, bola etc.;
5.1.2.3 solicitar tempos para descanso e substituições (Regra16.2.1).
5.1.3 NO FINAL DO JOGO, o capitão da equipe:
• 5.1.3.1 agradece aos árbitros e assina a súmula para ratificar o resultado;
5.1.3.2 confirma,registrando na súmula,algum desacordo expressado previamente por ele (ou pelo seu substituto no jogo) ao primeiro árbitro (Regra 5.1.2.1).
5.2 TÉCNICO
• 5.2.1 Durante todo o jogo, o técnico dirige sua equipe fora da área de jogo. Ele decide a formação inicial, as substituições e solicita os tempos de descanso para dar suas instruções. Nas suas funções, seu contato oficial é com o segundo árbitro.
5.2.2 ANTES DO JOGO, o técnico registra ou confere os nomes e números de seus jogadores colocados na súmula e assina em seguida.
5.2.3 DURANTE O JOGO, o técnico:
• 5.2.3.1 entrega ao apontador ou ao segundo árbitro, antes de cada set, o formulário de ordem de saque devidamente preenchido e assinado;
5.2.3.2 senta-se no banco de sua equipe o mais próximo possível do apontador, podendo deixá-lo temporariamente;
5.2.3.3 solicita tempos de descanso e substituições;
5.2.3.4 pode, assim como os outros membros da equipe, dar instruções aos jogadores na quadra de jogo, enquanto estiverem sentados no banco de reservas ou dentro da área de aquecimento, sem perturbar ou retardar o jogo.
5.3 ASSISTENTE TÉCNICO
• 5.3.1 O assistente técnico senta-se no banco de sua equipe mas não tem o direito de intervir no jogo.
5.3.2 Caso o técnico tenha que deixar sua equipe, o assistente técnico pode assumir as funções do técnico, desde que a pedido do capitão da equipe e devidamente autorizado pelo primeiro árbitro.
Capítulo 3 FORMATO DO JOGO
6. PARA MARCAR UM PONTO, VENCER UM SET E O JOGO
6.1 PARA MARCAR UM PONTO
• 6.1.1 Faltas no jogo
Toda ação de jogo de uma equipe contrária a estas Regras ou que resulte em sua violação é uma falta de jogo e deve ser apitada por um dos árbitros. Os árbitros julgam as faltas e determinam a penalização conforme estas Regras.
• 6.1.1.1 Se duas ou mais faltas são cometidas sucessivamente, somente a primeira é considerada.
6.1.1.2 Se duas ou mais faltas são cometidas simultaneamente, por dois adversários, considera-se uma FALTA DUPLA e o rally é repetido.
6.1.2 Conseqüências de uma falta
A conseqüência de uma falta é a perda do rally. O adversário da equipe que cometeu a falta ganha o rally com uma das seguintes conseqüências:
• 6.1.1.1 se a equipe adversária efetuou o saque, esta marca um ponto e continua a sacar;
6.1.1.2 se a equipe adversária recepcionou o saque, esta marca um ponto e ganha o direito de sacar ;
6.2 PARA VENCER UM SET
• Um set (exceto o decisivo – 5º set) é vencido pela equipe que primeiro conquistar 25 pontos com uma diferença mínima de 2 pontos. No caso de um empate em 24-24, o jogo continuará até que uma das equipes consiga uma vantagem de 2 pontos (26-24, 27-25,…).
6.3 PARA VENCER UM JOGO
• 6.3.1 Um jogo é ganho pela equipe que vencer três sets.
6.3.2 Caso haja empate 2-2 em sets, um set decisivo (5º) é jogado em 15 pontos, com uma diferença mínima de 2 pontos.
6.4 DESISTÊNCIA E EQUIPE INCOMPLETA
• 6.4.1 Se uma equipe recusar-se a jogar, tendo sido convocada, é declarada desistente e perde o jogo, com o resultado final de 0 – 3 e de 0 – 25 para cada set.
6.4.2 A equipe que, sem uma razão justificável, não estiver presente na quadra de jogo no horário determinado, é declarada ausente e o jogo tem o mesmo resultado que o citado na Regra 6.4.1.
6.4.3 Uma equipe que é declarada INCOMPLETA para um set ou um jogo (Regra 7.3.1.1) perde o set ou o jogo. São atribuídos à equipe adversária os pontos, ou os pontos e os sets necessários para vencer o set ou o jogo. A equipe incompleta conserva os pontos e os sets que conquistou.
7. ESTRUTURA DO JOGO
7.1 O SORTEIO
• Antes do jogo, o primeiro árbitro realiza um sorteio para decidir quem executa o primeiro saque e qual o lado da quadra das equipes no primeiro set.
Um novo sorteio é realizado antes de um set decisivo.
7.1.1 O sorteio é realizado na presença dos dois capitães das equipes.
7.1.2 O vencedor do sorteio escolhe:
• OU
7.1.2.1 o direito de sacar ou receber o saque,
OU
7.1.2.2 o lado da quadra.
O perdedor fica com a alternativa restante.
7.1.3 No caso de aquecimentos consecutivos, a equipe que tem o direito ao primeiro saque deve também aquecer-se primeiro na rede.
7.2 AQUECIMENTO
• 7.2.1 Antes do início do jogo, cada equipe pode aquecer-se na rede por 3 minutos, caso tenham tido à sua disposição uma quadra para aquecimento; caso contrário, cada equipe tem 5 minutos.
7.2.2 Se ambos os capitães concordarem em ter o aquecimento em conjunto, as equipes podem utilizar a rede por 6 ou 10 minutos, de acordo com a Regra 7.2.1.
7.3 FORMAÇÃO DAS EQUIPES
• 7.3.1 Cada equipe deve ter sempre seis jogadores na quadra de jogo.
• 7.3.1.1 O formulário com a posição inicial indica a ordem de saque dos jogadores na quadra. Esta ordem deve ser mantida até o final do set.
7.3.1.2 Quando uma equipe utiliza a sua opção de registrar um Líbero, seu número também deverá ser colocado no formuário com a posição inicial do 1º set, juntamente com os números dos 6 jogadores que iniciarão a partida.
7.3.2 Antes do início de cada set, o técnico deve apresentar a formação inicial de sua equipe através do formulário de ordem de saque. Este formulário, preenchido e assinado, é entregue ao segundo árbitro ou ao apontador.
7.3.3 Os jogadores que não estiverem mencionados no formulário de ordem de saque para o set são os substitutos para este mesmo set.
7.3.4 Após ser entregue a ordem de saque ao segundo árbitro ou ao apontador, nenhuma troca é permitida sem que haja uma substituição normal.
7.3.5
• 7.3.5.1 Havendo discrepância entre a ordem de saque e as posições dos jogadores na quadra antes do início do set, estes devem ser posicionados de acordo com o formulário de ordem de saque. Nenhuma penalidade é aplicada.
7.3.5.2 Da mesma forma, antes do início do set, se um ou mais jogadores na quadra não estão relacionados no formulário de ordem de saque, estes jogadores devem ser trocados conforme o formulário. Nenhuma penalidade é aplicada.
7.3.5.3 Todavia, se o técnico quiser continuar com este(s) jogador(es) na quadra, deve solicitar a(s) substituição(ões) regulamentar(es) que será(ão) então registrada(s) na súmula do jogo.
7.4 POSIÇÕES
• No momento em que a bola é golpeada pelo sacador, cada equipe deve estar posicionada dentro da sua própria quadra (exceto o sacador) conforme a ordem de saque.
7.4.1 As posições dos jogadores estão assim numeradas:
• 7.4.1.1 Os três jogadores colocados ao longo da rede formam a linha de ataque e ocupam as posições 4(ataque – esquerda), 3(ataque – centro) e 2(ataque – direita).
7.4.1.2 Os outros três jogadores que formam a linha de defesa ocupam as posições 5(defesa – esquerda), 6(defesa – centro) e 1(defesa – direita).
7.4.2
• 7.4.2.1 Cada jogador da linha de defesa deve estar posicionado mais afastado da rede que o jogador correspondente da linha de ataque.
7.4.2.2 Os jogadores do ataque e da defesa, respectivamente, devem estar posicionados lateralmente conforme a Regra 7.4.1.
7.4.3 As posições dos jogadores são determinadas e controladas de acordo com a colocação de seus pés no solo, como segue (Diagrama 4):
• 7.4.3.1 cada jogador da linha de ataque deve ter, pelo menos, uma parte de seu pé mais perto da linha central que os pés do jogador correspondente da linha de defesa;
7.4.3.2 cada jogador lateral direito (ou esquerdo) deve ter, pelo menos, parte de seu pé mais próximo da linha lateral direita (ou esquerda) que os pés do jogador do centro da sua linha.
7.4.4 Após o saque ser realizado, os jogadores podem se deslocar e ocupar qualquer posição dentro da sua própria quadra e na zona livre.
7.5 FALTAS DE POSIÇÃO
• 7.5.1 Uma equipe comete falta de posição, se um dos jogadores não está em sua posição correta no momento em que a bola é golpeada pelo sacador (Regras 7.3 e 7.4).
7.5.2 Caso o sacador cometa uma falta no saque (Regras 13.4 e 13.7.1) no momento de golpear a bola, sua falta prevalece sobre uma falta de posição.
7.5.3 Se, após golpear a bola, o saque tornar-se faltoso (Regra 13.7.2), é a falta de posição que será considerada.
7.5.4 Uma falta de posição acarreta as seguintes conseqüências:
• 7.5.4.1 a equipe é sancionada com a perda do rally (Regra 6.1.2);
7.5.4.2 as posições dos jogadores são corrigidas.
7.6 RODÍZIO
• 7.6.1 A ordem do rodízio é determinada pela formação inicial e controlada através do formulário de ordem de saque, devendo ser mantida durante todo o set.
7.6.2 Quando a equipe receptora ganha o direito de sacar, seus jogadores efetuam um rodízio, avançando uma posição, sempre no sentido dos ponteiros do relógio: o jogador da posição 2 vai para a posição 1 para sacar, o jogador da posição 1 vai para a posição 6 etc.
7.7 FALTAS NO RODÍZIO
• 7.7.1 Uma falta de rodízio ocorre quando o SAQUE não é efetuado conforme a ordem de rotação (Regra 7.6.1), acarretando as seguintes conseqüências:
• 7.7.1.1 a equipe faltosa é sancionada com a perda do rally (Regra 6.1.2);
7.7.1.2 o rodízio dos jogadores é corrigido.
7.7.2 O apontador determina o exato momento em que a falta é cometida e todos os pontos subseqüentes da equipe são anulados. Os pontos da equipe adversária são mantidos.
Se o momento da falta não puder ser determinado, não se cancela nenhum ponto e a perda do rally é a única sanção.
8. SUBSTITUIÇÃO DE JOGADORES
A substituição é o ato de um jogador sair da quadra e um outro ocupar o seu lugar. A substituição deve ser autorizada pelos árbitros (conforme os procedimentos de substituição, ver Regra 16.5).
8.1 LIMITE DAS SUBSTITUIÇÕES
• 8.1.1 Cada equipe pode proceder a, no máximo, 6 substituições em cada set. Um ou mais jogadores podem ser substituídos ao mesmo tempo.
8.1.2 Em cada set um jogador da formação inicial pode deixar o jogo e retornar, somente uma vez, para a mesma posição.
8.1.3 Um jogador reserva pode entrar no jogo somente uma vez em cada set, no lugar de um jogador da formação inicial, mas sua substituição só pode ser feita pelo mesmo jogador que substituiu.
8.2 SUBSTITUIÇÃO EXCEPCIONAL
• Quando um jogador se lesiona (exceto o Líbero, Regra 8.5.2.4), e não pode continuar a jogar, ele deve ser legalmente substituído. Caso este procedimento não seja possível, a equipe tem o direito de fazer uma substituição EXCEPCIONAL, além dos limites da Regra 8.1.
Em uma substituição excepcional, qualquer jogador que não estiver em quadra no instante da contusão (exceto o Líbero), poderá substituir o jogador lesionado. O jogador lesionado, substituído desta forma, não terá permissão para retornar à partida.
8.3 SUBSTITUIÇÃO POR EXPULSÃO
• Um jogador EXPULSO ou DESQUALIFICADO (Regras 21.3.2 e 21.3.3) deve ser substituído legalmente. Caso este procedimento não seja possível, a equipe é declarada INCOMPLETA (Regras 6.4.3 e 7.3.1.1).
8.4 SUBSTITUIÇÃO ILEGAL
• 8.4.1 Uma substituição é ilegal quando excede as limitações da Regra 8.1 (exceto quanto ao previsto na Regra 8.2).
8.4.2 Quando uma equipe efetua uma substituição ilegal e o jogo recomeça (Regra 9.1), os seguintes procedimentos devem ser efetuados:
• 8.4.2.1 é penalizada com a perda do rally;
8.4.2.2 a substituição é corrigida;
8.4.2.3 os pontos marcados pela equipe faltosa são anulados, desde o momento em que a falta foi cometida. Os pontos marcados pela equipe adversária são mantidos.
8.5 O LÍBERO
• 8.5.1 O Líbero (Regra 4.1.2) deve ser registrado na súmula, antes da partida, na linha especialmente reservada para este fim. Seu número também deverá ser adicionado ao formulário de ordem de saque do 1º set. (Regra 7.3.1.3).
8.5.2 As regras específicas para o Líbero são as seguintes:
• 8.5.2.1 Uniforme
O Líbero deverá usar uniforme ou camisa de cor diferente, em contraste com os demais jogadores da equipe (ou com estilo diferente) (Regra 4.3.5).
8.5.2.2 Ações de jogo
a) O Líbero está autorizado a substituir qualquer jogador da linha de defesa.
b) O Líbero somente pode atuar como um jogador da linha de defesa e não pode completar um ataque de qualquer lugar da área de jogo (quadra de jogo + zona livre) se, no momento do contato com a bola, esta estiver totalmente acima do bordo superior da rede.
c) O Líbero não pode sacar, bloquear ou efetuar uma tentativa de bloqueio.
d) Um jogador não poderá efetuar um ataque, estando a bola acima do bordo superior da rede, se esta bola for proveniente de um toque com os dedos efetuado pelo Líbero dentro da zona de ataque. A bola poderá ser livremente atacada se o Líbero fizer esta mesma ação atrás da zona de ataque.
8.5.2.3 Substituição de jogadores
a) Substituições envolvendo o Líbero não são contadas como substituições regulares. Elas são ilimitadas, mas deve existir um rally entre a saída do Líbero e sua nova entrada em quadra. O Líbero somente pode ser substituído pelo jogador a quem substituiu.
b) As substituições somente poderão ser efetuados nestas condições:
i. no começo de cada set, após o segundo árbitro haver conferido a ordem de saque;
ii. quando a bola está fora de jogo;
iii. antes do apito autorizando o saque.
c) O Líbero somente pode entrar ou sair da quadra pela linha lateral frontal ao banco de reservas de sua equipe, no espaço compreendido entre a linha da zona de ataque e a linha de fundo.
8.5.2.4 Substituição de um Líbero contundido:
a) Com a prévia autorização do 1º árbitro, um Líbero contundido poderá ser substituído por qualquer jogador que esteja fora da quadra no momento da contusão. O Líbero contundido não poderá mais participar da partida.
b) O jogador que substituiu o Líbero, deverá permanecer como Líbero até o final da partida.
Capítulo 4 AÇÕES DE JOGO
9. SITUAÇÕES DE JOGO
9.1 BOLA EM JOGO
• A bola está em jogo a partir do momento do golpe de saque autorizado pelo primeiro árbitro.
9.2 BOLA FORA DE JOGO
• A bola está fora de jogo a partir do momento em que uma falta é apitada por um dos árbitros; na ausência de uma falta, no momento do apito.
9.3 BOLA “DENTRO”
• Considera-se a bola “dentro” quando toca o piso da quadra de jogo, inclusive nas suas linhas de delimitação (Regra 1.3.2).
9.4 BOLA “FORA”
• Considera-se a bola “fora” quando:
• 9.4.1 a parte da bola que toca o piso está totalmente fora das linhas de delimitação da quadra;
9.4.2 toca um objeto fora da quadra, o teto ou uma pessoa fora do jogo;
9.4.3 toca as antenas, cabos de fixação, postes ou a própria rede, fora das faixas laterais;
9.4.4 ultrapassa o plano vertical da rede, total ou mesmo parcialmente, fora do espaço de cruzamento, exceto no caso da Regra 11.1.2;
9.4.5 ultrapassa completamente o espaço sob da rede (Regra 11.1.3 e Diagrama 5).
10. AÇÕES DE JOGO
Cada equipe deve jogar dentro de sua área e espaço de jogo (exceto Regra 11.1.2). A bola pode, no entanto, ser recuperada além da zona livre.
10.1 TOQUES DA EQUIPE
• Cada equipe tem o direito de tocar a bola no máximo três vezes, além do toque do bloqueio (Regra 15.4.1), para devolver a bola. Se mais toques são utilizados, a equipe comete uma falta de “QUATRO TOQUES”.
Os toques de uma equipe incluem não somente os toques intencionais, mas também os contatos acidentais com a bola.
10.1.1 Contatos consecutivos
O jogador não pode tocar na bola duas vezes consecutivamente (à exceção das Regras 10.2.3, 15.2.1 e 15.4.2).
10.1.2 Contatos simultâneos
Dois ou três jogadores podem tocar a bola ao mesmo tempo.
• 10.1.2.1 Quando dois (três) jogadores da mesma equipe tocam a bola simultaneamente, considera-se como dois (três) toques (exceto quando bloqueando). Se eles tentam atingir a bola, mas somente um consegue tocá-la, considera-se um toque. A colisão entre os jogadores não constitui falta.
10.1.2.2 Quando dois jogadores adversários tocam simultaneamente a bola acima da rede e esta continua em jogo, a equipe que a recebe tem direito a três toques. Se a bola cair “fora” da quadra, a falta é da equipe do lado oposto onde ela caiu.
10.1.2.3 Se contatos simultâneos entre jogadores oponentes resultam em “PRENDER A BOLA” (Regra 10.2.2), considera-se uma “FALTA DUPLA” (Regra 6.1.1.2) e o rally é repetido.
10.1.3 Toque apoiado
Dentro da área de jogo, não é permitido a um jogador apoiar-se em outro jogador ou qualquer estrutura/objeto para alcançar a bola.
Entretanto, o jogador que estiver para cometer uma falta (como tocar a rede ou ultrapassar a linha central etc.) pode ser auxiliado por outro companheiro de equipe para evitá-la.
10.2 CARACTERÍSTICAS DO TOQUE
• 10.2.1 A bola pode ser tocada com qualquer parte do corpo.
10.2.2 A bola deve ser tocada, não pode ser retida e/ou conduzida. Pode ser enviada para qualquer direção.
10.2.3 A bola pode tocar várias partes do corpo, contanto que estes contatos ocorram simultaneamente.
• Exceções:
10.2.3.1 Contatos consecutivos (Regra 15.2.1) podem ocorrer durante uma ação de bloqueio entre um ou mais bloqueadores, contanto que estes contatos ocorram durante uma mesma ação.
10.2.3.2 No momento do primeiro toque de uma equipe, (Regras 10.1 e 15.4.1) a bola pode fazer contatos consecutivos com várias partes do corpo, desde que estes contatos ocorram durante a mesma ação.
10.3 FALTAS NO TOQUE DE BOLA
• • 10.3.1 QUATRO TOQUES: uma equipe toca a bola quatro vezes antes de retorná-la para a quadra adversária (Regra 10.1).
10.3.2 TOQUE APOIADO: um jogador apoia-se em um companheiro ou em qualquer estrutura/objeto para tocar a bola dentro da área de jogo (Regra 10.1.3).
10.3.3 RETIDA: um jogador retém ou conduz a bola (Regra 10.2.2).
10.3.4 DUPLO CONTATO: um jogador toca a bola duas vezes sucessivamente ou a bola toca sucessivamente várias partes do seu corpo (Regra 10.2.3).
11. BOLA EM DIREÇÃO À REDE
11.1 BOLA PASSANDO SOBRE A REDE
• 11.1.1 A bola enviada para a quadra adversária deve passar por cima da rede, dentro do espaço de cruzamento (Diagrama 5). O espaço de cruzamento é a parte do plano vertical da rede assim delimitado:
• 11.1.1.1 abaixo, pelo bordo superior da rede;
11.1.1.2 lateralmente, pelas antenas e seu prolongamento imaginário;
11.1.1.3 acima, pelo teto.
11.1.2 Uma bola que ultrapassa o plano vertical da rede em direção à zona livre da quadra adversária (Regra 12) passando total ou parcialmente por fora do espaço de cruzamento, pode ser recuperada dentro dos toques regulamentares desde que:
• 11.1.2.1 a quadra adversária não seja tocada pelo jogador;
11.1.2.2 a bola, quando jogada de volta, ultrapasse novamente o plano da rede por fora do espaço de cruzamento e pelo mesmo lado da quadra.
A equipe oponente não pode impedir esta ação.
11.2 BOLA TOCANDO A REDE
• A bola que passa acima da rede (Regra 11.1.1) pode tocá-la, exceto no saque.
11.3 BOLA NA REDE
• 11.3.1 Uma bola jogada de encontro à rede pode ser recuperada dentro do limite dos 3 toques da equipe (Regra 10.1), exceto no saque.
11.3.2 Se a bola rasga as malhas ou derruba a rede, o rally é anulado e repetido (Exceção: o saque, Regra 11.2).
12. JOGADOR NA REDE
12.1 INVASÃO POR CIMA DA REDE
• 12.1.1 No bloqueio, o bloqueador pode tocar a bola acima da rede no espaço do oponente, contanto que sua ação não interfira antes ou durante o golpe de ataque do adversário (Regra 15.3).
12.1.2 É permitido ao jogador ultrapassar as mãos por cima da rede depois do seu golpe de ataque, desde que o toque na bola tenha sido feito dentro do seu próprio espaço de jogo.
12.2 INVASÃO POR BAIXO DA REDE
• 12.2.1 É permitido invadir o espaço do adversário por baixo da rede, contanto que não interfira em sua ação de jogar.
12.2.2 Invadir a quadra adversária além da linha central:
• 12.2.2.1 É permitido tocar a quadra adversária com o(s) pé(s) ou a(s) mão(s), desde que parte do(s) pé(s) ou da(s) mão(s) permaneça(m) em contato direto com a linha central, ou tenha(m) a projeção sobre a mesma.
12.2.2.2 É proibido o contato de qualquer outra parte do corpo com a quadra adversária.
12.2.3 Um jogador pode entrar na quadra adversária depois que a bola estiver fora do jogo (Regra 9.2).
12.2.4 Um jogador pode penetrar na zona livre do adversário, contanto que esta ação não interfira no jogo do oponente.
12.3 CONTATO COM A REDE
• 12.3.1 O contato com a rede ou antena (Regra 12.4.4) não é falta, exceto quando um jogador toca na antena ou na rede durante sua ação de jogo ou na tentativa de fazê-lo.
12.3.2 Após tocar a bola, o jogador pode tocar os postes, cabos ou qualquer outro objeto fora do comprimento total da rede, contanto que esta ação não interfira no jogo.
12.3.3 Não há falta quando a bola é enviada contra a rede e esta toca em um adversário.
12.4 FALTAS DO JOGADOR NA REDE
• • 12.4.1 Um jogador toca a bola ou o adversário no espaço de jogo da equipe contrária antes ou durante o golpe de ataque do adversário (Regra 12.1.1).
12.4.2 Um jogador invade o espaço do adversário por baixo da rede interferindo na ação de jogo do mesmo (Regra 12.2.1).
12.4.3 Um jogador invade a quadra adversária (Regra 12.2.2.2).
12.4.4 Um jogador toca a rede ou a antena, durante sua ação de jogo ou na tentativa de fazê-lo (Regra 12.3.1).
13. SAQUE
O saque é a ação de colocar a bola em jogo pelo jogador de defesa direita posicionado na zona de saque (Regra 13.4.1).
13.1 PRIMEIRO SAQUE DO SET
• 13.1.1 O primeiro saque do primeiro set, como também do set decisivo (5º), é executado pela equipe determinada pelo sorteio (Regra 7.1).
13.1.2 Os outros sets começam com o saque da equipe que não tiver iniciado sacando no set anterior.
13.2 ORDEM DE SAQUE
• 13.2.1 Os jogadores devem seguir a ordem de saque registrada no formulário de ordem de saque (Regra 7.3.1.2).
13.2.2 Depois do primeiro saque de um set, determina-se o jogador que vai sacar da seguinte maneira:
• 13.2.2.1 Se a equipe que sacou vence o rally, o jogador que efetuou o saque anterior (ou seu substituto) saca novamente;
13.2.2.2 Se a equipe que recebeu o saque vence o rally, ganha o direito de sacar e, antes de fazê-lo, efetua um rodízio (Regra 7.6.2). O jogador da posição de ataque direita (2) dirige-se para a posição de defesa direita (1) para executar o saque.
13.3 AUTORIZAÇÃO PARA O SAQUE
• O primeiro árbitro autoriza a execução do saque após ter verificado se as duas equipes estão prontas para jogar e o sacador está de posse da bola.
13.4 EXECUÇÃO DO SAQUE
• 13.4.1 A bola deve ser golpeada com uma das mãos ou qualquer outra parte do braço após ser solta ou lançada ao ar com a(s) mão(s) e antes que toque outra parte do seu corpo ou o piso da quadra.
13.4.2 No momento em que golpeia a bola ou que salta para efetuar o saque, o sacador não pode tocar a quadra de jogo (inclusive a linha de fundo) nem pisar fora da zona de saque.
Após golpear a bola, o sacador pode tocar o piso dentro e fora da zona de saque ou dentro da quadra de jogo.
13.4.3 Após o primeiro árbitro apitar autorizando o saque, o sacador tem até 8 segundos para golpear a bola.
13.4.4 O saque efetuado antes do apito do árbitro é cancelado e repetido.
13.5 BARREIRA
• 13.5.1 Os jogadores da equipe sacadora não podem, através da formação de barreira individual ou coletiva, impedir os adversários de verem o sacador ou a trajetória da bola.
13.5.2 Uma barreira ocorre quando um jogador ou um grupo de jogadores da equipe sacadora agita os braços, salta ou desloca-se para os lados quando o saque está sendo efetuado ou permanecem agrupados para impedir a visualização da trajetória da bola.
13.6 FALTAS NO SAQUE
• 13.6.1 Faltas no saque
As faltas abaixo acarretam uma troca de saque, mesmo que o adversário esteja fora de posição (Regra 13.7.1). O sacador:
• 13.6.1.1 viola a ordem de saque (Regra 13.2);
13.6.1.2 não executa o saque corretamente (Regra 13.4);
13.6.2 Faltas de saque após a bola ter sido golpeada
Depois de ter sido golpeada corretamente, considera-se uma falta de saque (exceto quando um jogador estiver fora de posição) se a bola (Regra 13.7.2):
• 13.6.2.1 toca um jogador da equipe sacadora ou não ultrapassa o plano vertical da rede;
13.6.2.2 toca a rede (Regra 11.2);
13.6.2.3 cai “fora” (Regra 9.4);
13.6.2.4 passa acima de uma barreira individual ou coletiva (Regra 13.5).
13.7 FALTAS NO SAQUE E DE POSIÇÃO
• 13.7.1 Se o sacador comete uma falta no saque (erro na execução do saque, erro no rodízio etc.) e o adversário está fora de posição, a falta do sacador é penalizada.
13.7.2 Ao contrário, se executa o saque, mas subseqüentemente ocorre uma falta (a bola toca a rede, vai fora, passa por cima de uma barreira etc.), o erro de posição acontece primeiro e este é penalizado.
14. ATAQUE
14.1 GOLPE DE ATAQUE
• 14.1.1 Toda ação de enviar a bola para a quadra adversária, à exceção do saque e do bloqueio, é considerada um ataque.
14.1.2 Durante a execução de um ataque, um leve toque (“largada”) é permitido se este toque for claro e a bola não for acompanhada pela mão.
14.1.3 Um ataque é efetivo quando a bola ultrapassa completamente o plano vertical da rede ou é tocada por um adversário.
14.2 RESTRIÇÕES AO GOLPE DE ATAQUE
• 14.2.1 Um atacante pode efetuar um golpe de ataque em qualquer altura, desde que, no momento em que tocar a bola, esteja dentro de seu espaço de jogo (à exceção da Regra 14.2.4).
14.2.2 Um jogador da defesa pode efetuar um ataque de qualquer altura atrás da zona de ataque:
• 14.2.2.1 se no momento da impulsão, seu(s) pé(s) não tenha(m) tocado ou ultrapassado a linha de ataque;
14.2.2.2 depois que tocar a bola, ele pode cair dentro da zona de ataque (Regra1.4.1).
14.2.3 Um jogador de defesa pode efetuar também um ataque na zona de ataque se, no momento do contato com a bola, parte desta estiver situada abaixo do bordo superior da rede (Diagrama 7).
14.2.4 Nenhum jogador pode efetuar um ataque ao saque do adversário, quando a bola estiver na zona de ataque e totalmente acima do bordo superior da rede.
14.3 FALTAS NO GOLPE DE ATAQUE
• • 14.3.1 Um jogador golpeia a bola dentro do espaço de jogo da equipe adversária (Regra 14.2.1).
14.3.2 Um jogador golpeia a bola para “fora” (Regra 9.4).
14.3.3 Um jogador da defesa efetua um ataque dentro da zona de ataque, estando a bola totalmente acima do bordo superior da rede (Regra 14.2.3).
14.3.4 Um jogador efetua um ataque ao saque adversário estando a bola dentro da zona de ataque e totalmente acima do bordo superior da rede (Regra 14.2.4).
14.3.5 Um Líbero completa um ataque dentro da área de jogo se no momento do contato com a bola, esta estiver totalmente acima do bordo superior da rede (14.2.3).
15. BLOQUEIO
15.1 BLOQUEAR
• 15.1.1 Bloquear é a ação dos jogadores, posicionados perto da rede, de interceptar a bola vinda da quadra adversária, acima do bordo superior da rede. Somente os jogadores da linha de ataque podem completar um bloqueio.
15.1.2 Tentativa de bloqueio
Tentativa de bloqueio é a ação de bloquear sem tocar na bola.
15.1.3 Bloqueio efetivo
O bloqueio é efetivo quando a bola é tocada por um bloqueador (Diagrama 8).
15.1.4 Bloqueio coletivo
Bloqueio coletivo é executado por dois ou três jogadores próximos uns dos outros e é efetivo quando um deles toca na bola.
15.2 CONTATOS DO BLOQUEIO
• Contatos consecutivos (rápidos e contínuos) podem ser realizados por um ou mais bloqueadores, desde que esses contatos ocorram durante uma mesma ação.
15.3 BLOQUEIO DENTRO DO ESPAÇO ADVERSÁRIO
• O jogador no bloqueio pode colocar as mãos e braços ultrapassando a rede contanto que esta ação não interfira no jogo do adversário.
Portanto, ele só pode tocar a bola depois que o adversário tiver concluído seu golpe de ataque.
15.4 BLOQUEIO E TOQUES DA EQUIPE
• 15.4.1 O toque do bloqueio não é considerado um toque da equipe (Regra 10.1). Consequentemente, após o toque do bloqueio, a equipe tem direito aos três toques para retornar a bola.
15.4.2 O primeiro toque depois do bloqueio pode ser dado por qualquer jogador, inclusive por aquele que tocou a bola durante o bloqueio.
15.5 BLOQUEIO DO SAQUE
• O bloqueio do saque adversário é proibido.
15.6 FALTAS NO BLOQUEIO
• • 15.6.1 O bloqueador toca a bola dentro do espaço do adversário antes ou simultaneamente ao ataque do adversário (Regra 15.3).
15.6.2 Um jogador de defesa bloqueia ou participa de um bloqueio efetivo (Regras 15.1.3 e 15.1.4).
15.6.3 Um jogador bloqueia o saque do adversário (Regra 15.5).
15.6.4 A bola é enviada para fora pelo bloqueio (Regra 9.4).
15.6.5 A bola é bloqueada dentro do espaço do adversário por fora da antena.
15.6.6 Um Líbero participa de uma tentativa de bloqueio ou de um bloqueio efetivo (Regras 15.1.3 e 15.1.4).
Capítulo 5 INTERRUPÇÕES E RETARDAMENTOS
16. INTERRUPÇÕES REGULAMENTARES DO JOGO
As interrupções regulamentares do jogo são os TEMPOS DE DESCANSO e as SUBSTITUIÇÕES DE JOGADORES.
16.1 NÚMERO DE INTERRUPÇÕES REGULAMENTARES
• Cada equipe tem direito, no máximo, a dois “tempos de descanso” e seis “substituições” em cada set.
16.2 PEDIDOS PARA INTERRUPÇÕES REGULAMENTARES
• 16.2.1 As interrupções podem ser solicitadas somente pelo técnico ou pelo capitão no jogo.
A solicitação é feita através do sinal manual correspondente (Diagrama 11.4 e 11.5) quando a bola estiver fora de jogo e antes do apito autorizando o saque.
16.2.2 O pedido de substituição antes do início de um set é permitido e deve ser registrado como uma substituição regulamentar deste set.
16.3 SEQÜÊNCIA DAS INTERRUPÇÕES
• 16.3.1 Um ou dois pedidos de tempo para descanso e um pedido de substituição de jogador por uma ou outra equipe podem se suceder sem a necessidade de se reiniciar o jogo.
16.3.2 Entretanto, uma equipe não está autorizada a fazer solicitações consecutivas de substituição de jogadores durante a mesma interrupção de jogo. Dois ou mais jogadores podem ser substituídos durante uma mesma interrupção (Regra 8.1.1).
16.4 TEMPOS DE DESCANSO E TEMPOS TÉCNICOS
• 16.4.1 Um tempo de descanso tem 30 segundos de duração.
Nas competições mundiais da FIVB os tempos são aplicados como segue:
• a) do primeiro ao quarto set são aplicados dois “Tempos Técnicos” automaticamente quando uma das equipes atinge o 8º e o 16º pontos. Cada um deles tem 90 segundos de duração.
Conseqüentemente, somente um (1) tempo de descanso regulamentar de 30 segundos pode ser solicitado por cada equipe em cada um desses sets.
b) No set decisivo (5º) não há “Tempos Técnicos”; somente dois (2) tempos de descanso regulamentares, de 30 segundos de duração, podem ser solicitados por cada equipe.
16.4.2 Durante os tempos (descanso e técnico) os jogadores que estão jogando devem permanecer na área livre, próximo do banco de reservas de sua equipe.
16.5 SUBSTITUIÇÃO DE JOGADORES
(Para limitações, ver Regra 8.1)
(Para substituições envolvendo o Líbero, ver Regra 8.5)
• 16.5.1 As substituições devem ocorrer dentro da zona de substituição (Regra 1.4.3).
16.5.2 A substituição limita-se ao tempo necessário para o seu registro na súmula e permitir a saída e a entrada dos jogadores.
16.5.3 No momento da solicitação, o(s) jogador(es) deve(m) estar pronto(s) para entrar, posicionado(s) próximo(s) da área de substituição (Regra 1.4.3).
Se esta condição não ocorrer, a substituição não é concedida e a equipe é sancionada por retardamento do jogo (Regra 17.2).
Nas competições mundiais da FIVB plaquetas numeradas são utilizadas para facilitar as substituições.
16.5.4 Se o técnico deseja proceder a mais de uma substituição, deve sinalizar o número de substituições no momento da solicitação. Neste caso, as substituições devem ser sucessivas, um par de jogadores de cada vez.
16.6 SOLICITAÇÕES INDEVIDAS
• 16.6.1 É improcedente solicitar uma interrupção:
• 16.6.1.1 durante um rally, no momento ou após o apito para o saque (Regra 16.2.1);
16.6.1.2 por um membro não autorizado da equipe (Regra 16.2.1);
16.6.1.3 para substituir um jogador, antes do jogo reiniciar-se, após uma substituição anterior da mesma equipe (Regra 16.3.2);
16.6.1.4 após ter esgotado o limite numérico dos tempos de descanso e das substituições (Regra 16.1).
16.6.2 Toda solicitação indevida que não afetar ou retardar o jogo deve ser rejeitada sem qualquer sanção, a não ser que se repita no mesmo set (Regra 17.1.4).
17. RETARDAMENTOS DO JOGO
17.1 TIPOS DE RETARDAMENTO
• Toda ação imprópria de uma equipe que não permite o reinício do jogo constitui-se num retardamento, tais como:
• 17.1.1 retardar uma substituição;
17.1.2 prolongar outras interrupções após instruções para reiniciar o jogo;
17.1.3 solicitar uma substituição ilegal (Regra 8.4);
17.1.4 repetir uma solicitação indevida no mesmo set (Regra 16.6.2);
17.1.5 retardamento do jogo causado por qualquer jogador que esteja jogando.
17.2 SANÇÕES POR RETARDAMENTO
• 17.2.1″Advertência por retardamento” ou “penalidade por retardamento”, são sanções aplicadas à equipe.
• 17.2.1.1 As sanções por retardamento valem para toda a partida.
17.2.1.2 Todas as sanções por retardamento (incluindo a advertência), devem ser registradas na súmula.
17.2.2 O primeiro retardamento causado por uma equipe na partida é sancionado com uma “ADVERTÊNCIA POR RETARDAMENTO”.
17.2.3 O segundo retardamento e os subseqüentes, de qualquer tipo, causados por qualquer jogador ou outro membro da mesma equipe no mesma partida, constituem falta e são penalizados como “FALTA POR RETARDAMENTO”: perda do rally (Regra 6.1.2).
17.2.4 Sanções por retardamento impostas antes ou entre os sets, são aplicadas no set seguinte.
18. INTERRUPÇÕES EXCEPCIONAIS DO JOGO
18.1 CONTUSÃO
• 18.1.1 Ocorrendo um acidente grave, estando a bola em jogo, o árbitro deve parar imediatamente o rally e permitir a entrada na quadra da assistência médica.
O rally é repetido.
18.1.2 Caso um jogador contundido não possa ser substituído, legal ou excepcionalmente (Regras 8.1 e 8.2), é dado um tempo de 3 minutos para que se recupere, mas não mais de uma vez para o mesmo jogador no jogo.
Caso ele não se recupere sua equipe é declarada incompleta (Regras 6.4.3 e 7.3.1.1).
18.2 INTERFERÊNCIA EXTERNA
• Caso ocorra alguma interferência externa durante o jogo, este deve ser interrompido e o rally jogado novamente.
18.3 INTERRUPÇÕES PROLONGADAS
• 18.3.1 Quando circunstâncias imprevistas interrompem o jogo, o primeiro árbitro, o organizador e o comitê de controle, se houver algum, decidem as medidas a serem tomadas a fim de restabelecer as condições normais para o prosseguimento do jogo.
18.3.2 Ocorrendo uma ou várias interrupções que não excedam um total de 4 horas:
• 18.3.2.1 se o jogo é reiniciado na mesma quadra, o set interrompido deve continuar normalmente conservando-se os mesmos pontos, jogadores e suas posições. Os resultados dos sets anteriores são mantidos;
18.3.2.2 se o jogo é reiniciado em outra quadra, o set interrompido é anulado. Ele é jogado novamente obedecendo a mesma formação inicial e as mesmas posições. Os resultados dos sets anteriores são mantidos.
18.3.3 No caso de uma ou várias interrupções que excedam um total de 4 horas, o jogo deve ser jogado novamente.
19. INTERVALOS E TROCA DE QUADRA
19.1 INTERVALOS
• Todos os intervalos entre sets têm uma duração de 3 minutos.
Durante este tempo é feita a troca de quadra e o registro da formação das equipes na súmula.
Para as Competições Oficiais da FIVB, será obrigatório um intervalo de 10 minutos entre o segundo e terceiro sets.
19.2 TROCA DE QUADRA
• 19.2.1 Após cada set, as equipes trocam de quadra, exceto no set decisivo (Regra 7.1).
Os outros membros da equipe trocam de banco.
19.2.2 No set decisivo, quando uma equipe atinge 8 pontos, as equipes trocam de quadra sem demora e as posições dos jogadores permanecem as mesmas.
Se esta troca não é efetuada quando exigida, deve ocorrer assim que o erro for observado. O placar até o momento da troca é mantido.
Capítulo 6 CONDUTA DOS PARTICIPANTES
20. CONDUTA EXIGIDA
20.1 CONDUTA ESPORTIVA
• 20.1.1 Os participantes devem conhecer as “Regras Oficiais de Voleibol” e cumpri-las.
20.1.2 Os participantes devem aceitar as decisões dos árbitros com espírito esportivo, sem questioná-las.
Em caso de dúvida, um esclarecimento pode ser solicitado unicamente através do capitão no jogo.
20.1.3 Os participantes devem evitar ações ou atitudes que possam influenciar as decisões dos árbitros ou ainda encobrir faltas cometidas por sua equipe.
20.2 JOGO LIMPO (FAIR-PLAY)
• 20.2.1 Os participantes devem ter conduta respeitosa, cortês, espírito esportivo e FAIR-PLAY, não somente com os árbitros, mas também com os demais componentes da equipe de arbitragem, adversários, companheiros de equipe e espectadores.
20.2.2 É permitida a comunicação entre os membros da equipe durante o jogo (Regra 5.2.3.4).
21. CONDUTA INCORRETA E SANÇÕES
21.1 CONDUTA INCORRETA DE MENOR IMPORTÂNCIA
• As condutas incorretas de menor importância não estão sujeitas a penalizações. É dever do 1º árbitro prevenir as equipes que se aproxima o nível de penalizações, aplicando uma advertência verbal ou através de sinal manual para a equipe, por intermédio de seu capitão no jogo.
Esta advertência não é uma penalização e não tem consequências imediatas. Ela também não deverá ser anotada na súmula.
21.2 CONDUTA INCORRETA IMPLICANDO EM SANÇÕES
• Condutas incorretas de um membro de uma equipe em relação aos oficiais, adversários, companheiros ou espectadores são classificadas em 3 categorias de acordo com sua gravidade.
21.2.1 Conduta grosseira: ações contrárias aos princípios de boas maneiras, à moral ou expressando desrespeito.
21.2.2 Conduta ofensiva: palavras ou gestos insultantes ou difamatórios.
21.2.3 Agressão: ataque físico ou tentativa de agressão.
21.3 ESCALA DE SANÇÕES
• Dependendo da gravidade da falta de acordo com o julgamento do primeiro árbitro, as sanções aplicadas são:
21.3.1 Penalização
A primeira conduta grosseira de qualquer membro da equipe é penalizada com a perda do rally (Regra 6.1.2).
21.3.2 Expulsão
• 21.3.2.1 Um membro da equipe que é punido com uma expulsão, não participa do jogo pelo resto do set e deve permanecer sentado na área de penalização localizada atrás de seu banco de reservas (Regras 1.4.5, 5.3.2 e Diagrama 1) sem outras consequências.
Um técnico expulso perde seu direito de intervir na partida e deve permanecer sentado na área de penalização localizada atrás de seu banco de reservas (Regras 1.4.5, 5.3.2 e Diagrama 1).
21.3.2.2 A primeira conduta ofensiva de um membro da equipe é penalizada com uma expulsão sem outras consequências.
21.3.2.3 A segunda conduta grosseira de um mesmo membro da equipe, na mesma partida, é penalizada com uma expulsão, sem outras consequências.
21.3.3 Desqualificação
• 21.3.3.1 Um membro de uma equipe que é penalizado com a desqualificação, deve deixar a Área de Controle da Competição pelo resto da partida, sem outras consequências.
21.3.3.2 A primeira agressão de um membro da equipe é penalizada com a desqualificação sem outras consequências.
21.3.3.3 A segunda conduta ofensiva de um mesmo membro da equipe, na mesma partida, é penalizada com a desqualificação, sem outras consequências.
21.3.3.4 A terceira conduta grosseira de um mesmo membro de uma equipe, na mesma partida, é penalizada com a desqualificação, sem outras consequências.
21.4 APLICAÇÃO DAS SANÇÕES
• 21.4.1 Todas as sanções por conduta incorreta são individuais, válidas para toda a partida e devem ser anotadas na súmula.
21.4.2 A repetição de condutas incorretas pelo mesmo membro da equipe, na mesma partida, é penalizada progressivamente como descrito na Regra 21.3 e no Diagrama 9.
21.4.3 Expulsão ou desqualificação por ofensa ou agressão não reuqer penalização prévia.
21.5 CONDUTA INCORRETA ANTES E ENTRE OS SETS
• Qualquer conduta incorreta ocorrendo antes ou entre os sets é sancionada de acordo com a Regra 21.3 e as sanções aplicadas no set seguinte.
21.6 CARTÕES DE PENALIZAÇÃO
• Advertência: verbal ou sinal manual, sem cartão
Penalização: cartão amarelo
Expulsão: cartão vermelho
Desqualificação: cartões amarelo e vermelho juntos
SEÇÃO II – OS ÁRBITROS, SUAS RESPONSABILIDADES E SINAIS OFICIAIS
22. EQUIPE DE ARBITRAGEM E PROCEDIMENTOS
22.1 COMPOSIÇÃO
• A equipe de arbitragem para um jogo é composta pelos seguintes oficiais:
• – o primeiro árbitro
– o segundo árbitro
– o apontador
– quatro (dois) juizes de linha
A localização está indicada no Diagrama 10.
Para as Competições Oficiais da FIVB é obrigatório um assistente de apontador.
22.2 PROCEDIMENTOS
• 22.2.1 Somente o primeiro e segundo árbitros podem fazer uso do apito durante o jogo:
• 22.2.1.1 o primeiro árbitro apita e sinaliza para autorizar o saque que começa o rally;
22.2.1.2 o primeiro e/ou segundo árbitros apita(m) o final de um rally, desde que esteja(m) certo(s) que uma falta tenha sido cometida e identificada sua natureza.
22.2.2 Podem usar o apito durante a interrupção do jogo para autorizar ou rejeitar solicitação de uma equipe.
22.2.3 Imediatamente após apitar finalizando o rally, o árbitro deve indicar, através dos sinais manuais oficiais (Regra 27.1):
• 22.2.3.1 Se a falta é marcada pelo 1º árbitro, ele deverá indicar:
a) a equipe que irá sacar,
b) a natureza da falta,
c) o jogador faltoso (se necessário)
O segundo árbitro deve acompanhar os sinais do primeiro árbitro, repetindo-os.
22.2.3.2 Se a falta é marcada pelo 2º árbitro, ele deverá indicar:
a) a natureza da falta,
b) o jogador faltoso (se necessário),
c) a equipe que irá sacar acompanhando o sinal do 1º árbitro.
Neste caso o 1º árbitro não precisa sinalizar a falta nem o jogador, apenas a equipe que irá sacar.
22.2.3.3 No caso de uma falta dupla, ambos os árbitros indicam:
a) a natureza da falta,
b) o jogador faltoso (se necessário)
c) a equipe que irá sacar, conforme determinado pelo 1º árbitro.
23. PRIMEIRO ÁRBITRO
23.1 LOCALIZAÇÃO
• O primeiro árbitro desempenha suas funções sentado ou de pé na cadeira de arbitragem colocada numa das extremidades da rede. Sua visão deve estar aproximadamente 50 cm acima do bordo superior da rede (Diagrama 10).
23.2 AUTORIDADE
• 23.2.1 O primeiro árbitro dirige o jogo do início até o seu final. Ele tem autoridade sobre todos os oficiais e membros das equipes.
Durante o jogo suas decisões são finais. Ele está autorizado a anular as decisões dos outros oficiais se julgar que estão equivocados.
O primeiro árbitro pode, inclusive, substituir um oficial que não esteja cumprindo corretamente suas funções.
23.2.2 O primeiro árbitro também controla o trabalho dos boleiros, limpadores do piso e enxugadores.
23.2.3 O primeiro árbitro tem autoridade para decidir sobre qualquer assunto que envolva o jogo, mesmo aqueles não previstos pelas Regras.
23.2.4 O primeiro árbitro não pode permitir qualquer discussão a respeito de suas decisões.
Entretanto, por solicitação do capitão no jogo, dá uma explicação sobre a aplicação ou interpretação da Regra em que baseou sua decisão.
O primeiro árbitro deve autorizar o capitão no jogo (imediatamente após este ter externado o seu desacordo com a explicação dada) o direito de apresentar um protesto oficial sobre o fato, ao final da partida (Regras 5.1.2.1 e 5.1.3.2).
23.2.5 O primeiro árbitro tem a responsabilidade de decidir, antes e durante o jogo se a área de jogo, os equipamentos e as condições são próprias ou não para jogar.
23.3 RESPONSABILIDADES
• 23.3.1 Antes do jogo o primeiro árbitro:
• 23.3.1.1 inspeciona as condições da área de jogo, as bolas e os outros equipamentos;
23.3.1.2 efetua o sorteio na presença dos capitães das equipes;
23.3.1.3 controla o aquecimento das equipes.
23.3.2 Durante o jogo, somente o primeiro árbitro está autorizado:
• 23.3.2.1 aplica as advertências às equipes,
23.3.2.2 sancionar as condutas incorretas e os retardamentos de jogo;
23.3.2.3 decidir sobre:
a) as faltas do sacador e a falta de posição da equipe sacadora, inclusive as barreiras;
b) as faltas no toque de bola;
c) as faltas cometidas no bordo superior e acima da rede;
d) a bola que cruza o espaço abaixo da rede (Regra 11.1.3).
23.3.3 Ao final da partida assina a súmula.
24. SEGUNDO ÁRBITRO
24.1 LOCALIZAÇÃO
• O segundo árbitro desempenha suas funções de pé, próximo do poste, fora da quadra de jogo, no lado oposto e de frente para o primeiro árbitro (Diagrama 10).
24.2 AUTORIDADE
• 24.2.1 O segundo árbitro é o assistente do primeiro árbitro, mas tem também sua própria área de atuação (Regra 24.3).
O segundo árbitro pode substituir o primeiro árbitro, caso este fique impossibilitado de continuar seu trabalho.
24.2.2 O segundo árbitro pode, sem fazer uso do apito, indicar as faltas fora de sua competência, porém não deve insistir junto ao primeiro árbitro.
24.2.3 O segundo árbitro controla o trabalho do apontador.
24.2.4 O segundo árbitro controla os membros das equipes que estão no banco de reservas e informa ao primeiro árbitro sobre qualquer conduta incorreta.
24.2.5 O segundo árbitro controla os jogadores na área de aquecimento (Regra 4.2.3).
24.2.6 O segundo árbitro autoriza as interrupções, controla suas durações e rejeita solicitações indevidas.
24.2.7 O segundo árbitro controla o número de tempos de descanso e substituições usados por cada equipe e informa o segundo tempo e a quinta e sexta substituições ao primeiro árbitro e ao técnico solicitante.
24.2.8 No caso de contusão de um jogador, o segundo árbitro autoriza a sua substituição excepcional (Regra 8.2) ou permite um tempo de 3 minutos para sua recuperação (Regra 18.1.2).
24.2.9 O segundo árbitro controla as condições do piso, principalmente na área de ataque. Durante o jogo ele controla as bolas para que estejam sempre nas condições regulamentares.
24.2.10 O segundo árbitro supervisiona os membros das equipes que estiverem na área de penalização, relatando qualquer conduta indevida ao 1º árbitro (Regra 1.4.5).
24.3 RESPONSABILIDADES
• 24.3.1 Antes do começo de cada set, quando da mudança de quadra no set decisivo ou quando for necessário, o segundo árbitro controla a posição dos jogadores para que correspondam àquela determinada no formulário de ordem de saque.
24.3.2 Durante o jogo, o segundo árbitro decide, apita e sinaliza:
• 24.3.2.1 as faltas de posição da equipe receptora (Regra 7.5);
24.3.2.2 o contato do jogador com a rede ou com a antena colocada do seu lado da quadra (Regra 12.3.1);
24.3.2.3 a invasão na quadra adversária e o espaço abaixo da rede (Regra 12.2);
24.3.2.4 o ataque ou o bloqueio irregulares dos jogadores de defesa ou pelo Líbero(Regras 8.5.2.2, 14.3.3 e 15.6.2);
24.3.2.5 a bola que ultrapassa a rede para o campo adversário, por fora do espaço de cruzamento durante o saque ou quando dirigida para dentro da quadra adversária ou quando toca a antena do seu lado da quadra (Regra 9.4.3 e 9.4.4.);
24.3.2.6 o contato da bola com um objeto exterior ou com o solo quando o primeiro árbitro não estiver em posição favorável para ver e julgar esse contato (Regra 9.4.1 e 9.4.2).
24.3.3 Ao final da partida assina a súmula.
25. APONTADOR
25.1 LOCALIZAÇÃO
• O apontador desempenha suas funções sentado à mesa situada no lado oposto, em frente ao primeiro árbitro (Diagrama 10).
25.2 RESPONSABILIDADES
• O apontador anota a súmula do jogo de acordo com as Regras cooperando com o segundo árbitro.
Usa um alarme ou qualquer outro sinal sonoro para indicar aos árbitros sobre os fatos de sua responsabilidade.
25.2.1 Antes do jogo e de cada set, o apontador:
• 25.2.1.1 registra os dados do jogo e das equipes de acordo com o procedimento em vigor e obtém as assinaturas dos capitães das equipes e dos técnicos;
25.2.1.2 registra a formação inicial de cada equipe conforme o formulário de ordem de saque.
Se não o receber em tempo hábil, imediatamente informa este fato ao segundo árbitro.
• 25.2.1.3 registra o número e o nome do Líbero.
25.2.2 Durante o jogo, o apontador:
• 25.2.2.1 registra os pontos marcados e certifica-se de que o placar indica a contagem correta dos pontos;
25.2.2.2 controla a ordem de saque de cada equipe e informa aos árbitros sobre qualquer erro cometido imediatamente após o saque;
25.2.2.3 registra, controla e informa ao segundo árbitro o número de tempos de descanso e de substituições;
25.2.2.4 notifica aos árbitros sobre os pedidos de interrupções que não procedem;
25.2.2.5 anuncia aos árbitros o final de cada set e a marcação do 8º ponto no set decisivo;
25.2.2.6 registra as sanções;
25.2.2.7 registra todas as outras ocorrências sob instrução do 2º árbitro,(ex.: substituição excepcional, interferência externa, etc.).
25.2.3 Ao final do jogo, o apontador:
• 25.2.3.1 registra o resultado final;
25.2.3.2 após assinar a súmula obtém as assinaturas dos capitães das equipes e dos árbitros;
25.2.3.3 nos casos de protesto, escreve ou permite que o capitão da equipe escreva na súmula sua versão do fato protestado.
26. JUÍZES DE LINHA
26.1 LOCALIZAÇÃO
• É obrigatório haver quatro juízes de linha nas Competições Mundiais da FIVB.
Posicionam-se de pé na área livre, de 1m a 3m de distância de cada ângulo da quadra, de frente para cada prolongamento imaginário da(s) linha(s) sob sua responsabilidade (Diagrama 10).
Se somente dois juízes de linha são utilizados, ficam posicionados em diagonal nos ângulos situados à direita de cada árbitro e de 1m a 2 m do ângulo.
Cada um deles controla a linha de fundo e a linha lateral situada de seu lado (Diagrama 10).
26.2 RESPONSABILIDADES
• Os juízes de linha desempenham suas funções usando bandeiras (40cm x 40cm) como mostra o Diagrama 12:
26.2.1 sinalizam a bola “dentro” ou “fora”, quando esta toca o solo perto da linha de sua responsabilidade;
26.2.2 sinalizam o toque de bola para “fora” da equipe receptora;
26.2.3 sinalizam as bolas que tocam as antenas, as bolas do saque que ultrapassam a rede por fora do espaço de cruzamento etc. (Regra 9.4.3 e 9.4.4);
26.2.4 sinalizam se qualquer jogador (exceto o que está no saque) toca o piso fora da quadra no momento do saque.
26.2.5 juízes de linha responsáveis pelas linhas de fundo sinalizam as faltas dos pés do sacador (Regra 13.4.2).
26.2.6 atendendo à solicitação do primeiro árbitro, o juiz de linha deve repetir a sinalização.
27. SINAIS OFICIAIS
27.1 SINAIS MANUAIS DOS ÁRBITROS (Diagrama 11)
• Os árbitros devem indicar, através dos sinais manuais oficiais, a equipe sacadora, a natureza da falta apitada ou o objetivo da interrupção autorizada.O sinal deve ser mantido por um instante e, quando feito com uma das mãos, esta mão corresponde ao lado da equipe faltosa ou solicitante.
27.2 SINAIS OFICIAIS DOS JUÍZES DE LINHA (Diagrama 12)
Os juízes de linha sinalizam com a bandeira a natureza da falta cometida, através dos sinais oficiais, mantendo-os por um momento.
IMPORTANTE
Este trabalho foi baseado na regra traduzida para o português, disponível no site da CBV na Internet, acrescida das modificações introduzidas pela FIVB em 10/02/99, traduzidas apenas para este fim. Não corresponde à versão oficial da CBV (com as recentes alterações), ainda não publicada. Serve apenas como orientação até a publicação da versão oficial da Confederação Brasileira de Volleyball. Este trabalho não tem a pretensão de ser substituto ou alternativa para as regras oficiais publicadas pela CBV, é um trabalho de orientação provisória aos árbitros da FPV.

Tênis

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Autoria: Ana Cláudia Bueno

O Jogo

O saque é determinado por uma batida na bola com a raquete, afim de iniciar um ponto. Os jogadores sacam durante um completo “game”. O saque mais usado é caracterizado por arremessar a bola no ar e, com um movimento brusco, bater na bola com a “cabeça” da raquete. A pessoa que saca precisa estar atrás da linha-de-fundo e, no primeiro saque ele deve estar à direita da quadra. Um correto saque deve mandar a bola por sobre a rede e cair na área de saque (o famoso “quadradinho”) adversária diagonalmente. Em cada serviço o sacador tem duas oportunidades para acertá-lo. Errando as duas chances o jogador comete uma dupla falta e perde o ponto. Depois do primeiro ponto ser jogado, em qualquer jogo individual (simples), o sacador passa a sacar do lado direito da quadra e saca na outra área de saque. Após cada ponto, essa mudança de lado para sacar se repete(direita para esquerda e vice-versa). Em duplas, igualmente em simples, um jogador saca durante um “game”, mas a cada saque ele saca para um adversário da outra dupla. O saque pode bater na fita da rede e cair na área de saque adversária, o que é denominado por um let e o sacador é permitido de sacar de novo. Uma “foot-fault” é denominada pelo toque na linha de fundo antes da bola ser tocada pela raquete, resultando na perda do ponto.

Depois do serviço os jogadores devem tentar rebater a bola de volta por cima da rede até um jogador errar ou estar impossibilitado de alcançar a bola. Um ponto é perdido quando um jogado falha ao devolver a bola, ao tocar na rede com a raquete ou com o corpo, ao dar duplo toque na bola com a raquete, ao rebater a bola contra a rede, ao ser atingido com a bola ou ao rebater a bola antes dela passar da rede. Numa partida, especialmente quando o tempo atrapalha(luz do Sol, vento…) os jogadores mudam de lado da quadraquando a soma do número de games conquistados pelos dois jogadores(ou duas duplas) der um número ímpar.

O Tênis usa um sistema único de contagem. Cada “game”(de 4 pontos) segue o seguinte padrão de placar: “15” indica 1 ponto marcado, “30” indica 2, “40” indica 3 e “game” indica 4 pontos marcados. Se ocorrer o empate dos jogadores em 40 x 40 (“quarenta iguais”), um jogador precisa marcar 2 pontos para ganhar aquele “game”.

As partidas de Tênis são disputadas numa “melhor de três ou cinco sets”. Na maioria dos casos, um “set” é resultado de um jogador ter ganho seis “games” antes de seu adversário ganhar mais de quatro. Se um “set” empatasse em 5 x 5 (“games”), ganharia o “set” quem fizesse 2 “games” de diferença. Mas, antigamente, os “sets” eram muito prolongados devido a essa regra (7×5 11×9 14×12 …), foi então que, recentemente impuseram uma regra que não deixava que essas partidas fossem tão grandes : o “Tie Breaker”. Essa regra é geralmente usada para determinar o “set” mais rapidamente. Essa regra é invocada quando um “set” estiver empatado em 6 x 6 (“games”). Existem dois tipos de “tie breaker”. No primeiro tipo, o jogador que fizer cinco de nove pontos individuais ganha o “set” e no outro tipo, o mais comum, o jogador que fizer sete pontos individuais ganha o “set”, desde que tenha uma margem de dois pontos de diferença.

Quadra

Uma quadra de tennis normal tem 23,8 m de comprimento. Para jogos de simples (apenas 2 jogadores em quadra)a largura é de 8,2 m e para jogos de duplas, 11 m. A rede divide a quadra em duas metades iguais e fica, ao centro, a 91 cm do solo. A área de serviço (onde devem ser encaixados os saques)tem 6,4 m de comprimento e 4,1 m de largura. A bola, tradicionalmente de coloração amarela, é oca e feita de borracha e fibra sintética. Para jogos informais, a raquete, pode ter qualquer peso, qualquer tamanho ou qualquer construção. A maioria das raquetes tem 68,6 cm de comprimento e 22,9 cm de largura e pesam em torno de 368,5-425,2 g (13-15 oz). As cordas são feitas de nylon, plástico ou de tripas animais. Originalmente, as raquetes eram feitas de madeira, mas a partir dos anos 80 esse material ficou ultrapassado e passou-se a fabricar raquetes a base de fibras, grafite e plástico (nos anos 90 também com um material muito resistente : o Kevlar -usado em coletes à prova de balas).

Voleibol

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Autoria: Aley Magno da Silva

Um esporte que proporcionasse um exercício moderado, sem exageros, para homens sedentários e de meia idade. Quem hoje assiste ao show de força e técnica que atletas de todo o mundo exibem nas quadras, dificilmente pode associar o voleibol à esta descrição. Mas foi assim que começou esse esporte, que leva atualmente milhares de espectadores a ginásios do mundo inteiro e é praticado por gente de todas as idades.
Foi um longo caminho, que teve início em 1895, em Massachussets, Estados Unidos. Foi lá que o professor de Educação Física do YMCA, William C. Morgan, com apenas 25 anos, resolveu misturar dois esportes conhecidos, elevando uma rede de tênis a 1.83cm de altura e usando como bola a câmara de uma bola de basquete. Sua invenção, antes de se chamar volley-ball, levou o nome de mintonette, e podia ser jogada por quantos participantes desejassem, de cada lado da rede. O sucesso do voleibol nos Estados Unidos, no entanto, não foi imediato, como gostaria seu criador. Na verdade, o esporte teve uma reação mais calorosa na Europa e principalmente na Ásia, levado pelos soldados americanos durante a I Guerra Mundial. Já em 1912 acontecia a primeira competição internacional de voleibol, entre atletas da China, Japão e Filipinas. Uma das características mais apreciadas do esporte era a ausência de contato físico, evitando as agressões entre os jogadores e reduzindo a violência.
Em 1922 foi disputado o primeiro campeonato de voleibol dos Estados Unidos. Vinte e cinco anos depois, era fundada em Paris a Federação Internacional de Voleibol – FIVB. Nascido nos Estados Unidos, foi na Europa que o voleibol mais se desenvolveu, adquirindo, após a II Guerra, status e características de esporte de competição. Ao ser criada, a FIVB era composta por 14 países. Hoje são 200 federações nacionais filiadas, reunindo mais de 160 milhões de jogadores em atividade. Foi também na Europa o local do primeiro campeonato mundial de voleibol: na cidade de Praga, em 1949. Quinze anos mais tarde, o voleibol tornava-se olímpico. Nos jogos de Tóquio, no Japão, em 1964, a medalha de ouro da equipe masculina foi para a Rússia, e as atletas japonesas subiam, pela primeira vez na história, ao lugar mais alto do pódio.
Hoje o voleibol tem um extenso calendário de eventos internacionais, sendo um dos esportes mais praticados e assistidos em todo o mundo. A Liga Mundial de 94, por exemplo, levou quase meio milhão de espectadores aos ginásios de 12 países, sendo transmitida ao vivo para todo o mundo. Ao todo, 650 horas de transmissão, mostrando as melhores seleções em uma acirrada disputa pela vitória.

Quando o voleibol foi introduzido no Brasil? Há duas respostas para essa pergunta.
Enquanto alguns afirmam que o esporte começou a ser praticado em 1915, num colégio de Pernambuco, outros defendem a tese de que tudo começou em 1917 e creditam o pioneirismo à Associação Cristã de Moços de São Paulo.
A Confederação Brasileira de Volley-Ball foi criada em 1954, com o objetivo de difundir e desenvolver o esporte por meio de cursos e “escolinhas”. Dez anos depois, o voleibol brasileiro marcou presença na Olímpiada de Tóquio, quando o esporte fez sua estréia nos Jogos. Assim como no futebol- o Brasil é o único país que disputou todas as Copas do Mundo, os sextetos nacionais masculino e feminino participaram de todas as edições dos Jogos Olímpicos. No entanto, faltavam
resultados expressivos.
A grande virada do voleibol brasileiro tem como marco inicial a ano de 1975, quando Carlos Arthur Nuzman assumiu a presidência da CBV. Sob a bandeira da organização, Nuzman lutou para que o Brasil sediasse os mundiais masculino e feminino da categoria juvenil em 1977. Apostando na idéia de que marketing e esporte podem caminhar lado a lado, o dirigente atraiu a atenção das empresas para o voleibol, o que na Olimpíada de Los Angeles. possibilitou a criação de uma infra-estrutura, permitindo a profissionalização dos atletas, no início da década de 80, e servindo de exemplo para os outros esportes coletivos do país.

O primeiro grande resultado foi o vice-campeonato no Mundial de 1982, na Argentina. Dois anos depois, a equipe da Pirelli sagrou-se campeã mundial de clubes e a seleção brasileira conquistou a medalha de prata Isso sem falar na medalha de ouro na Olimpíada de Barcelona, em 1992 , e no título da Liga Mundial, no ano seguinte. E, mais recentemente, na medalha de bronze das meninas em Atlanta, em 96, e no histórico desempenho do vôlei de praia, nos mesmos Jogos – ouro e prata no feminino -, quando o esporte fazia sua estréia olímpica. Nas categorias inferiores, mais títulos, como o tricampeonato mundial masculino infanto-juvenil (1990/91/93) e o juvenil em 1993. As meninas são bicampeãs mundiais juvenis (1987/89).
Atualmente o Brasil tem o campeonato nacional mais forte do mundo- a Superliga -, que conta com a participação de estrelas como Marcelo Negrão, Tande, Fernanda Venturini e Ana Moser. O volei é o esporte mais jogado no país depois do futebol, sendo que, em cidades como Belo Horizonte e Brasília, o velho esporte bretão fica com o vice-campeonato.

Principais Fundamentos:

Toque:
Posição das mãos – Coloque as mãos sobre a cabeça e coloque seus dedos indicadores e os polegares juntos. Agora você deve estar olhando por uma “janela” que esses dedos fazem. Posicione suas mão para que se a bola for pequena suficiente para passar pela sua “janela” bem no centro dela, a bola deveria lhe atingir bem nos olhos. Agora coloque seus dedos juntos (deixando retos e tocando apenas tocando com as pontas dos dedos). Assim que você tirar seus dedos você vai sentir como se a bola encaixasse perfeitamente quando ela vai tomando uma certa distância. Essa distância será a posição em que você começará antes de tocar na bola.

Ação das mãos – A bola só deve entrar em contato com seus dedos, e nunca com a palma da mão. Os pontos de contato com seus dedos quando colocado a bola deve ser similar aos pontos de contato que você teve as mãos juntas antes. A bola deve contactar seus polegares e os primeiros dois dedos com uma mesma quantidade de força, enquanto os seus dois últimos dedos das duas mãos deve contactar a bola às vezes (para ter mais controle), mas com menos força. Portanto, não puxe seus dois últimos dedos de volta do caminho, mantenha-os lá para os toques que irão precisar de um maior controle na jogada. A verdadeira jogada toma lugar nos seus pulsos. O mais flexível que seus pulsos sejam e o mais forte e rápido que os músculos do seu antebraço sejam ,será o melhor levantamento que sairá. Seus cotovelos devem estar levemente curvados na hora em que entrar em contato com a bola (mais ou menos no ângulo que se curva para escrever) e suas mão devem estar na posição de espera ao que a bola contacta seus dedos. Você deve estar apto a deitar para trás e segurar a bola nas suas mãos (que já estão em posição de espera) e mover apenas o seu pulso para jogar a bola alguns centímetros no ar, e é lógico você terá que ajustar o ângulo do seus braços para que a bola não estoure atrás de você, mas irá direto pro ar e voltará em suas mãos.
Jogue a bola com seus pulsos somente, pegando a bola de volta nas suas mãos e pausando para ter certeza que a bola saia levemente e suas mãos estejem na posição correta na hora do contato. Para que a bola saia suavemente você deve marcar o contato de modo que ele retraia seus pulsos na mesma velocidade em que a bola está vindo. Assim como o movimento de um trampolim. Faça esses exercícios dando uma pausa quando a bola toca suas mãos, mas usando somente o pulso, só parta para o trabalho com os braços depois que já estiver fazendo os exercícios sem que a bola faça nenhum barulho quando toca em suas mãos.

Ação dos braços – Enquanto estiver agachado pra fazer o exercício (não se preocupe ,eventualmente vamos levantar), comece os movimentos descritos cima, jogue a bola apenas com seus pulsos e impulsione a bola de volta ao ar suavemente. A ação dos braços começa quando os pulsos se movem para jogar a bola de volta ao ar (não antes desse movimento) Não cometa o erro de almofadar a bola com pulsos e braços, isso irá constituir um “arremesso” no mundo do voleibol. Assim que puxar seus pulsos para soltar a bola extenda os braços simultaneamente. Quando você faz isso, a bola irá muito mais alto, exigindo que você se torne ainda melhor em impulsionar a bola enquanto ela toca em suas mãos ( que, lógicamente, estão na posição de espera).Assim que a sua sincronização vá ficando melhor, a sua ação de mãos, pulsos e braços se tornará macia e mais controlada.

Posição dos pés – Sempre tente posicionar o seu pé direito na frente do esquerdo, sempre vendo pela parte esquerda da quadra, e, se possível na hora do levantamento tenha seu ombro alinhado com o seu alvo. Às vezes você vai ficar correndo pela quadro esperando por bolas, mas se você vai tentar levantar, suas lavantadas serão mais consistentes e seu time terá mais sucesso.
Note que o pé direito está na frente do esquerdo, as mãos estão para cima e preparadas anteriormente, a bola está sendo posicionada bem na frente da testa, e se você pudesse ver esta ação, meu ombro se vira diretamente para ficar de frente para a rede, direto para o meu alvo.

Manchete:
Primeiro de tudo, comece com seus braços normais ( enquanto espera o serviço ou ataque) com suas mãos na sua frente apontando para frente (com um ângulo de 45 graus para o chão).Não tente se mover com as mãos grudadas. É importante prestar atenção nos aspectos do movimento quando queremos melhorar o exercício. Se os seus pés estão lado a lado, seu melhor movimento será lado a lado, e se a bola lhe atingir por um dos lados, então você irá pegar muito bem. (desastre se o serviço viesse pela frente!)
Se os seus pés estiverem em frente e para trás do outro, então seu mais eficiente movimento seria para frente e para trás, e se a bola atingisse bem em cima de você então você estaria em uma ótima posição para absorver toda a energia da bola e controlar a bola totalmente. Tem que ser uma combinação dos dois; seus pés tem que estar numa largura comfortável separados para que tanto para frente, para trás ou lado para lado o movimento possa ser maximizado. Matenha o quadril abaixado e os joelhos dobrados.

Saque:
Serviço ou saque é um fundamento que é unicamente usado no voleibol. É o único momento do jogo que você tem o total controle da partida. O jogador segura a bola e tem que mandá-la para o outro lado da quadra, passando a rede. É uma hora de grande responsabilidade para o jogador que está sacando.
Saque exige poucos movimentos, quanto menos movimentos na ação do serviço, menos chances de errar o saque.
Flutuante: se o jogador for destro , deve segurar a bola com a mão esquerda bem na sua frente. O pé esquerdo deve estar na frente do direito com o peso do corpo equilibrado sobre o pé direito. Perceba pela foto abaixo que o braço do jogador está esticado para trás antes de bater na bola e seu peso está sobre o pé direito.

Agora você está preparado para dar a batida e fazer o serviço da bola, você tem que bater a bola na sua frente, na frente do seu ombro batedor e deslocar todo seu peso para o pé da frente.

Conecte a bola na palma da mão e siga pelo seu lado. Não estoure a bola batendo sua mão de volta quando encontrar com a bola e não siga exatamente como se você fosse dar um saque com salto ou batendo.O movimento criado para deslocar seu peso de trás para o pé da frente em combinação com o gingado dos braços cria força suficiente para levar a bola para mais de 6 quadras de voleibol. Esse tipo de serviço pode ser feito por qualquer jogador em qualquer nível Há vários outros tipos de serviço tipo saque com pulo, flutuante com pulo…

Cortadas:
corte é básico, após receber a bola do levantador, o atacante vai com tudo na bola tentando bater com certa força e ângula para que esta passe a rede e toque o chão da quadra do adversário.
Cortada básica:
Um atacante da parte esquerda deve sempre se aproximar da rede com seus ombros alinhados
com o canto mais distante da parte oponente da quadra. Isso deixa o ângulo mais difícil uma possível opção para seu ombro. Se a tendência é de fazer um corte com menos força escreva a ação com suas mãos, você deve dar uma olhada na sua aproximação e ter certeza que está marcando o ângulo correto.
Se o bloqueador do meio é grande, atinja-o alto dentro de sua mão, ou então alto e dentro do bloqueio dele.

Bloqueio:
Bloqueio é com certeza o mais rápido e mais difícil jeito de se fazer um ponto no voleibol. É difícil porque muitas vezes você o executa perfeitamente e mesmo assim não funciona.
Consiste em pular para inutilizar uma cortada forte do outro time. O defensor deve ser alto e ter força nas mão para conseguir segurar a bola, fazendo com que ela volte a quadra oponente.

Voleibol – Treinamento

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Autoria: Ana Paula de Souza

REQUISITOS DE PERFORMANCE DE TREINAMENTO DO VOLEIBOL

Os requisitos de performance no voleibol devem ser trabalhados de acordo com as necessidades da equipe ou da competição . O aperfeiçoamento das habilidades motoras ( fundamentos do voleibol), não pode ficar restrito a repetição dos mesmos . O trabalho físico é componente do processo global, pois se as valências ou capacidades físicas requeridas para a execução dos fundamentos forem insuficientes , certamente o atleta terá um baixo rendimento durante a execução dos fundamentos. Assim é necessário que a preparação física caminhe lado a lado com a preparação técnica .
Para melhor entendimento , sugere-se a divisão dos fundamentos( gestos motores) de acordo com as valências físicas inerentes a cada um deles e suas ações motoras.

GESTOS MOTORES
   
BLOQUEIO SAQUE MANCHETE TOQUE
 
POSIÇÃO BÁSICA CORTADA

VALÊNCIAS FÍSICAS TRABALHADAS
  
EQULÍBRIO COORDENAÇÃO FORÇA
(estático, dinâmico (geral e viso-motora) (braços, pernas
e recuperado) e mãos)
  
POTÊNCIA FLEXIBILIDADE VELOCIDADE
(pernas, braços) (elasticidade muscular e mobilidade (deslocamento
articular dos membros inferiores) de segmentos
e de reação)

AÇÕES MOTORAS
 
DESLOCAMENTOS MERGULHOS E ROLAMENTOS
  ( utiliza-se quando não se pode usar recepções
FRONTAIS LATERAIS OU DE COSTAS convencionais.)
(corrida normal em ( caso o espaço seja 
distâncias superiores inferior a 3 metros ) IMPULSÃO VERTICAL
a 3 metros) (utilizada no ataque e na defesa)

DEFINIÇÃO DAS QUALIDADES(CAPACIDADES) FÍSICAS

As capacidades físicas podem ser:

CAPACIDADES
DESIGNAÇÃO
CARACTERÍSTICAS

Capacidades
Motoras
Força(força relativa, força de explosão, força máxima, força de resistência)
Resistência
Determinadas principalmente pelos processos energéticos

Capacidades
Coordenativas Acoplamento( unir um movimento ao outro sem quebra)
Reação(capacidade de antecipação, concentração, percepção e atenção)
Diferenciação
Ritmo
Equilíbrio
Orientação
Variação
Associação
Aprendizagem Motora
Direção do movimento

Processos de condução e regulação do movimento

Outras
Capacidades
Velocidade
Flexibilidade
Onde os dois elementos citados se interagem sem determinar predominância

 Valências Físicas são qualidades físicas especiais para determinados esportes.

 Força
Conceitos:

Uma definição precisa de força levando em conta os seus aspectos físicos e psíquicos representa uma grande dificuldade, uma vez que o tipo de força, o trabalho muscular, os diferentes caracteres do trabalho muscular são influenciados por muitos fatores . (WEINECK, 1999)
O termo força pode ser bastante ambíguo em vários dicionários a palavra é definida como “saúde física”, “robustez”, “vigor”, termos que não expressam de forma clara sua manifestação nos esportes e nas atividades físicas . Na verdade força é bastante difícil de definir, pois ela aparece referenciada a várias arcas científicas e com conceituações diferentes em cada área.(BARBANTI,1979)
Segundo (BARBANTI,1979) , no esporte e na atividade física, a força motora manifesta-se no aparelho locomotor, dependendo do sistema nervoso que o dirige , do sistema ósseo que o sustenta e dos sistemas cardiovasculares e respiratório que transportam os nutrientes necessários para o desenvolvimento de sua tarefa .
Portanto do ponto de vista prático a força motora é a capacidade do sistema neuromuscular de vencer resistências ( oposições), como por exemplo o peso do próprio corpo, um peso, um objeto, etc.
Segundo (MEUSEL,1969 citado por BARBANTI, 1979) apresentou uma conceituação bastante clara e objetiva sobre força “é uma característica humana, com qual move-se uma massa( seu próprio corpo ou um emplemento esportivo), sua capacidade em dominar ou reagir a uma resistência pela ação muscular”.
Segundo ( ZACIORSKI,1974 citado por BARBANTI,1979) diz que a força motora pode ser entendida como a capacidade de vencer resistências externas ou contrariá-las por meio de uma ação muscular .
De acordo com( GOMES TUBINO,1979) força é “a habilidade de um músculo ou grupo muscular de vencer uma resistência produzindo tensão na ação de empurrar tracionar ou elevar”.

Tipos de força :

Segundo (BARBANTI,1979), a força pode se manifestar de duas formas básicas dinâmica e estática .
FORÇA DINÂMICA- é quando existe um encurtamento das fibras musculares, provocando uma aproximação ou afastamento dos seguimentos ou partes musculares próximas, portanto há movimentos. A força dinâmica pode ser positiva ou negativa:
POSITVA é aquela em que se verifica uma superação da resistência(peso) ; a força muscular exercida é maior que a resistência oferecida. Este tipo de força é também chamada concêntrica .
Na força concêntrica ocorre um encurtamento das fibras musculares . Ela é maior no início do movimento em relação a força excêntrica, mas esta vai aumentando, enquanto a concêntrica vai diminuindo ao longo da aceleração do movimento. A força excêntrica produz mais tensão muscular enquanto que a força concêntrica é utilizada na maior parte dos movimentos esportivos .
NEGATIVA existe quando a resistência(peso) é maior que a força muscular, provocando, então, um movimento de recuo . É também conhecida como força excêntrica. Por exemplo, no salto triplo quando o pé toca o solo no primeiro salto ( força dinâmica negativa) e imediatamente quando se impulsiona para o segundo salto (força dinâmica positiva).
A terminologia esportiva diferencia três tipos de força dinâmica: força máxima, força rápida (potência) e resistência de força (BARBANTI,1979).
FORÇA MÁXIMA: de acordo com ( NETT, 1970 citado por BARBANTI,1979) , “é a maior força muscular possível que um atleta pode desenvolver, independente de seu peso corporal”. Segundo (BARBANTI,1979) acha conveniente acrescentar a essa definição “é independente do tempo que se emprega para realizar esse trabalho”. Esse rendimento se mede pela quantidade de quilos que uma pessoa é capaz de deslocar. Segundo (WEINECK,1999) , a força máxima representa a maior força disponível , que o sistema neuromuscular pode mobilizar através de uma contração máxima voluntária.
FORÇA RÁPIDA (EXPLOSIVA): também conhecida como potência. “É toda forma de força que se torna atuante no menor tempo possível (MEUSEL; citado por BARBANTI, 1979).
Segundo (WEINECK, 1999), a força rápida compreende a capacidade do sistema neuromuscular de movimentar o corpo ou parte do corpo (braços, pernas) ou ainda objetos (bola, pesos, esferas, discos, etc.) com uma velocidade máxima. Movimentos com força rápida são programados, ou seja, são processados através do sistema nervoso central (WEINECK, 1999).

RESISTÊNCIA DE FORÇA: para STUBLER et al (BARBANTI, 1979) “é capacidade de resistência dos músculos ou grupos musculares contra o cansaço com repetidas contrações dos músculos, quer dizer, com o trabalho de duração da força (HARRE, 1976; citado por WEINECK, 1999). Define a resistência de força com a capacidade de resistência a fadiga em condições de desempenho prolongado de força”. A resistência de força pode ser aeróbica e anaeróbica:
-RESISTÊNCIA DE FORÇA AERÓBICA: é capacidade dos músculos de resistir à fadiga na presença de suficiente provisão de oxigênio. Por exemplo nas corridas de longas distâncias.
–RESISTÊNCIA DE FORÇA ANAERÓBICA: é a capacidade dos músculos de resistir a fadiga na ausência de uma adequada provisão de oxigênio (com grande débito de oxigênio). Por exemplo nas corridas de 400 e 800 m.

FORÇA ESTÁTICA: é aquela em que não existe encurtamento das fibras musculares, portanto não há movimento. Há porém, um aumento do tônus muscular, provocando um aumento da tensão muscular. Esse trabalho se chama isométrico (iso = igual; metria = medida).
(FREY, 1977; citado por WEINECK, 1999), considera ainda outras formar de força paralelamente à força máxima, força rápida e a resistência de força:
FORÇA ABSOLUTA I : sob esta forma de força considera-se a força máxima voluntária e a força de reserva mobilizada por meio de fármacos ou de componentes psíquicos.
FORÇA ABSOLUTA II: esta representa a força não dependente do peso corporal.
FORÇA RELATIVA : esta representa a força dependente do peso corporal.
Conforme ( GOMES TUBINO,1979 ) os tipos de força divide-se em dinâmica, estática e explosiva .
FORÇA DINÂMICA (isotônica)- “ o tipo de força que envolve as forças dos músculos nos membros em movimento ou suportando o peso do corpo em movimentos repetidos durante um período de tempo”.
FORÇA ESTÁTICA(isométrica)- “ o tipo de força que explica o fato de haver força produzindo calor, e não havendo trabalho em forma de movimento.
FORÇA EXPLOSIVA( potência muscular )- “é a habilidade de exercer o máximo de energia num ato explosivo”.

CARACTERÍSTICAS FISIOLÓGICAS DA FORÇA

A força de um músculo está em relação direta com a área de sua secção transversal, portanto quanto maior sua secção transversal, maior será a capacidade do músculo para mover uma determinada carga (BARBANTI, 1974).
Segundo (NÖCKER, 1964; citado por BARBANTI, 1979) 1cm2 de músculo pode levantar 6 a 10 Kg, sem considerar o estado de treinamento.
Deve-se considerar também a influência do sistema nervoso central. A força da fibra muscular depende da inervação que recebe, quer dizer, da quantidade de estímulos que lhe traz o nervo motor na unidade de tempo. Por isso dois músculos do mesmo tamanho não são capazes de realizar a mesma força. (BARBANTI, 1974). (HOLLMANN & HETTINGER, 1989; citado por BARBANTI, 1979), estudaram profundamente as características fisiológicas de força em suas divisões e apresentam, a seguir, os fatores de que depende a força.
FORÇA MÁXIMA: tamanho do corte transversal das fibras em ação; número de fibras musculares ativadas; estrutura do músculo; coordenação neuromuscular e fatores psíquicos (motivação).
FORÇA RÁPIDA: tamanho do corte transversal; número de fibras; musculares ativadas; estrutura do músculo; velocidade de contração da musculatura; coordenação neuromuscular.
RESISTÊNCIA DE FORÇA: tamanho do corte transversal das fibras musculares ativadas; estrutura do músculo, capilarização localizada e reservas alcalinas.

 RESISTÊNCIA

– CONCEITO

Conforme ( GOMES TUBINO, 1979) resistência é “a qualidade física que permite um contínuo esforço, proveniente de exercícios prolongados , durante um determinado tempo”.
(GOMES TUBINO, 1979) Classifica resistência em três tipos:
– RESISTÊNCIA MUSCULAR LOCALIZADA : “É a capacidade individual de realizar durante um período longo a repetição de um determinado movimento num mesmo ritmo e com a mesma eficiência.”
– RESISTÊNCIA ANAERÓBICA: é definida dentro de termos fisiológicos como “a qualidade física que permite manter um esforço por determinado período, em que as necessidades de consumo de oxigênio são superiores a absorção do mesmo fazendo com que seja encontrado um débito de oxigênio o qual será recompensado no repouso”.
– RESISTÊNCIA AERÓBICA : “é a qualidade física que permite um esforço por um determinado período em que há um equilíbrio entre o consumo de oxigênio e a absorção do mesmo. Esse equilíbrio é chamado “steady-state” que é uma expressão que não convém que seja traduzida.”
Segundo ( CONSOANTE FREY, 1977) “a resistência psíquica contém a capacidade do esportista de resistir por longo tempo a um estímulo.”
Conforme (CONSOANTE FREY,1977) “geralmente entende-se por resistência a capacidade psicofísica do esportista em suportar a fadiga.”

A IMPORTÂNCIA DA RESISTÊNCIA

Segundo ( CONSOANTE FREY, 1977) “em suas diversas manifestações , a capacidade de “performance” de resistência tem papel de destaque na maioria dos esportes . Ela é de importância capital tanto para a “performance” em competição- resistência geral e especial – quanto para a faculdade de suportar o treinamento- resistência geral. Uma resistência básica insuficientemente desenvolvida não apenas restringe a eficácia do treinamento- a fadiga precoce reduz o tempo de exercício, impossibilita a aplicação de um programa de treinamento intensivo, etc. – como também impossibilita a adoção de certos conteúdos e métodos de treinamento: a utilização de um treinamento de repetição , em “sprint ” por exemplo, depende de uma adequada faculdade de recuperação; a execução de um treinamento intervalado, extensivo ou intensivo pressupõe uma capacidade de esforço suficientemente desenvolvida.”

TIPOS DE RESISTÊNCIA

De acordo com (CONSOANTE FREY, 1977) “Em suas formas de manifestação , a resistência pode se subdividir em diversas modalidades, conforme o ponto de vista escolhido. Quanto à participação da musculatura, distinguem-se : resistências geral e local ; quanto à especificidade do esporte : resistências geral e especial; quanto à mobilização de energia muscular : resistências aeróbica e anaeróbica ; quanto à duração : resistências de curta, média e longa duração; e, finalmente , quanto às principais formas de solicitação motora envolvidas: resistências de força, de explosão e de velocidade.”
Segundo (CONSOANTE FREY, 1977) “A resistência muscular geral abrange mais de 1/7-1/6 de toda musculatura esquelética( a musculatura de uma perna representa aproximadamente 1/6 da massa muscular total). É delimitada sobretudo pelo sistema cardiovascular respiratório ( expresso principalmente pela absorção máxima do oxigênio) e pela utilização periférica do oxigênio.
A resistência muscular local implica uma participação inferior a 1/7-1/6 da massa muscular total; é determinada não apenas pela resistência geral , como também pela força especial , pela capacidade anaeróbica e pelas formas de força delimitadas por esta, ou seja, as resistências de velocidade, de força e de explosão. É determinada também pelo tipo de coordenação neuromuscular (técnica) específico da modalidade esportiva em questão. A resistência geral – caracterizada pela maior capacidade do sistema cardiovascular- exerce sobre a resistência local uma influência múltipla, que delimita a “performance”( isso vale especialmente para recuperação rápida após o esforço). Já a resistência local, ao contrário, não tem influência alguma sobre a capacidade de “performance” de resistência ( por exemplo, sobre uma hipertrofia do coração, etc.).
Ao lado das resistências geral e local, também são empregados na prática esportiva os termos : resistências geral e especial.
Quanto à mobilização muscular de energia, distinguem-se ainda as resistências aeróbica e anaeróbica. Na resistência aeróbica, o oxigênio disponível basta para a combustão oxidativa dos suportes energéticos. Na resistência anaeróbica, devido à grande intensidade de carga ( seja em termos de uma alta freqüência motora, ou de maior requisição de força), o suprimento de oxigênio já não é suficiente para a combustão oxidativa, e a energia é mobilizada por via anoxidativa.
Na maioria das vezes , a prática esportiva não provoca uma mobilização de energia puramente oxidativa ou anoxidativa, e sim uma mistura de ambas as formas, variável conforme o volume e a intensidade.

FLEXIBILIDADE

– DEFINIÇÃO CLÁSSICA

“ É a capacidade e a qualidade que tem o indivíduo de executar movimentos de grande amplitude angular por si mesmo ou sob a influência de forças externas” (HARRE,1976;FREY,1977;WEINECK,1986).

– FLEXIBILIDADE CORPORAL

A flexibilidade corporal tem duas significações : uma relativa à capacidade adaptativa do organismo como um todo para cumprir as tarefas motoras específicas do dia-a-dia do homem e a outra relativa à qualidade das estruturas orgânicas que intervêm na execução de tarefas motoras ambas, portanto, determinadas geneticamente.

– DEFINIÇÃO OPERACIONAL

A flexibilidade corporal pode ser entendida como a capacidade de executar movimentos de grande amplitude através da ação da musculatura agônica, acumulando energia cinética potencial que pode ser utilizada na execução de tarefas motoras que requerem velocidade e/ou potência da contração muscular, tais como lançamentos, partidas etc.
A flexibilidade corporal, do ponto de vista educativo-físico, apresenta vários sinônimos . Alguns deles são mal-utilizados e geram confusão, como é o caso da elasticidade , que se refere ao grau de concentração e de extensão das fibras musculares, e o alongamento , que se refere ao grau de distensão das fibras musculares , mas não se refere ao grau de contração . Por essa razão só podemos utilizar como sinônimo a mobilidade articular , dado que ela envolve a participação de todas as estruturas orgânicas que são utilizadas na flexibilidade corporal.
Essas estruturas orgânicas são: os músculos, que compreendem as fibras musculares e o fluido intramuscular(sarcoplasma), que permite que as fibras musculares escorreguem entre si; o colágeno , a substância que mantém as fibras musculares unidas; os tendões , que unem os músculos aos ossos e que não apresentam graus de contração ; a cápsula articular , que envolve as articulações e que contém o líquido sinovial que evita o atrito entre as superfícies articulares ; e os ligamentos , que são os pontos de inserção dos músculos nos ossos.
Segundo (GOMESTUBINO,1977) flexibilidade é “uma qualidade física do homem que condiciona a capacidade funcional das articulações de movimentarem-se dentro dos limites ideais de determinadas ações .”
(GOMESTUBINO,1977) ainda afirma que “o trabalho de flexibilidade desenvolve a elasticidade muscular e a mobilidade articular. Por sua vez , a comunhão da elasticidade muscular com a mobilidade articular provoca uma amplitude dos movimentos”.
Conforme ( SULLIVAN & TOBIAS,1998) “os homens tendem a ser pouco flexíveis porque a testosterona , o hormônio masculino, forma músculos e força enquanto diminui a flexibilidade.” “o corpo feminino é muito mais flexível do que o masculino : sua estrutura óssea é menos densa e os ossos são mais curtos. O estrógeno e a progesterona são hormônios que ajudam a manter a flexibilidade”.

 AGILIDADE E VELOCIDADE

– AGILIDADE

Segundo (GOMES TUBINO,1977) agilidade é definida como “a capacidade que se tem para mover o corpo no espaço o mais rápido possível. Muitos estudiosos consideram a agilidade como sinônimo de velocidade de troca de direção , mas na nossa opinião, velocidade de troca de direção não chega a ser uma valência física e sim um sinônimo de agilidade. Quando trabalhamos agilidade desenvolvemos o domínio do corpo e a confiança em si . Para um perfeito desenvolvimento da agilidade devemos apresentar um progressivo grau de dificuldade nos exercícios , sendo que com esta programação podemos sentir que os atletas alcançarão níveis ótimos de execução.”

– VELOCIDADE

Segundo (GOMES TUBINO,1977) ele considera que a mais completa definição é a do belga FAUCONNIER que define velocidade como “a qualidade particular do músculo e das coordenações neuromusculares que permite a execução de uma sucessão rápida de gestos que, em seu encadeamento, constituem uma só e mesma ação, de uma intensidade máxima e de uma duração breve ou muito breve.”
(GOMES TUBINO,1977) classifica velocidade em três tipos:
– VELOCIDADE DE REAÇÃO: “entendemos por velocidade de reação o tempo requerido para ser iniciado uma resposta a um estímulo específico.”
– VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: “é a capacidade máxima de um indivíduo deslocar-se de um ponto para o outro. Também é conhecida como velocidade de movimento, se destaca nos esportes coletivos e também em provas de velocidade do atletismo.”

– VELOCIDADE DE MOVIMENTO DOS MEMBROS (INFERIORES E/OU SUPERIORES) : “é muito importante em vários desportos e há também uma grande necessidade de seu reconhecimento em atletas por parte dos treinadores . Como o próprio nome já diz velocidade de movimento dos membros (superiores e inferiores) é a habilidade de mover braços e/ ou pernas tão rápido quanto o possível .”

 A UTILIZAÇÃO DAS CAPACIDADES FÍSICAS NOS GESTOS MOTORES DO VOLEIBOL

– Grau de Importância do Condicionamento Físico Funcional.
No Treinamento Técnico Individual.
Favorece o aperfeiçoamento técnico individual – até os altos níveis internacionais – na medida em que atletas tornam-se aptos/capazes para a execução dos fundamentos da técnica, de todas as maneiras e, sobretudo, sem limitações.
A seguir, como exemplo, enumeramos fundamentos da técnica individual e citamos valências físicas funcionais que contribuem para suas corretas execuções.
Saque
– Velocidade de Deslocamento, por ocasião das passadas que precedem a impulsão.
– Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter boa impulsão e, com isso, executá-lo com maior alcance.
– Força Explosiva da musculatura dos membros superiores, tendo em vista golpear a bola com maior impacto e, assim, imprimir maior velocidade possível à trajetória da mesma.
– Velocidade dos Movimentos do tronco e dos braços, para golpear a bola com a maior potência possível.
– Flexibilidade de Movimentos da coluna vertebral e dos ombro, propiciam maior amplitude dos movimentos e, consequentemente, contribuem para melhorar a potência do golpe.

Toque
– Velocidade de Deslocamento – de todas as maneiras e em diferentes distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.
– Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter boa impulsão e, nos levantamentos, executá-lo com maior alcance.
– Força nos músculos das mãos e dos dedos, a fim de suportar o impacto da bola, por ocasião da defesa e recepção do saque “Viagem”.

Manchete
– Velocidade de Deslocamento – de todas as maneiras e em diferentes distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.
– Força em diferentes angulações de flexão da perna, para executá-la sem perda de equilíbrio, por ocasião da recepção do saque e da defesa.
– Flexibilidade de Movimentos das articulações dos tornozelos, joelhos, coxofemoral e coluna vertebral, para executá-la com máximo equilíbrio.

Bloqueio
– Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em vista a obtenção da melhor impulsão e do maior alcance possíveis.
– Força na Musculatura abdominal e dorso-lombar, para a obtenção do equilíbrio essencial na execução do fundamento.
– Velocidade dos Movimentos da flexão e extensão das pernas, da elevação e movimentação dos braços.

Técnicas de Ataque (Cortada e Recursos de Ataque).
– Velocidade de Deslocamento por ocasião da aproximação para o ataque.
– Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em vista a obtenção da melhor impulsão e alcance possíveis.
– Força Explosiva nos músculos dos membros superiores, tendo em vista golpear a bola com a maior potência possível.
– Força na Musculatura nas musculaturas abdominal e dorso-lombar, para a obtenção do equilíbrio na execução do fundamento.

NOTA

A Resistência Muscular Localizada é valência essencial para que o atleta suporte a natureza repetitiva – peculiar – do treinamento de todos os fundamentos da técnica individual.

 SISTEMA ENERGÉTICO PREDOMINANTE NO VOLEIBOL

A definição do sistema energético do voleibol é motivo de grande discussão. A comunidade científica se vê dividida . Fisiologistas e preparadores físicos tradicionais afirmam que o voleibol é uma atividade predominantemente anaeróbica descartando a existência de momentos de predominância aeróbica . Muitos autores justificam sua oposição a essa tese argumentando que se considerarmos o jogo, de maneira isolada eles têm razão ; porém se considerarmos a atividade do atleta de uma maneira global não se pode ignorar a existência do uso de metabolismos aeróbicos . O grupo concordando com esse pensamento, portanto , trabalhará com capacidades aeróbicas e anaeróbicas, levando em consideração a significativa dominância da última.

AERÓBICO

A Capacidade Aeróbica é a qualidade física que contribui para que o jogador:
– suporte a globalidade do treinamento e, consequentemente, aperfeiçoe-se;
– mantenha o seu melhor rendimento ao longo de toda a duração de uma partida;
– recupere-se plenamente de um treinamento / jogo para o outro.

Considerando que os jogos têm duração de até duas horas e que o treinamento pode ter carga horária de 5, 6 ou mais horas, torna-se fundamental que o jogador possua a grande resistência orgânica (capacidade aeróbica/anaeróbica) e muscular, a fim de que possa suportar toda essa carga e aproveitar integralmente o treinamento global.

ANAERÓBICO
A principal fonte de energia, utilizado em provas que exigem movimentos de curta duração e alta intensidade ,como por exemplo o voleibol, há a exigência de um fornecimento imediato e rápido de energia. Essa energia é proporcionada pelos fosfatos de alta energia (ATP e CP) armazenados dentro dos músculos específicos ativados durante os gestos motores , no voleibol.
Todos os desportos exigem a utilização dos fosfatos de alta energia, porém muitas atividades contam quase exclusivamente com esse meio para transferência de energia . Por exemplo, o sucesso no futebol americano, no levantamento de pesos, em várias provas de campo, no beisebol e no voleibol exige um esforço breve e máximo durante o desempenho. É difícil imaginar um mergulho para uma defesa no voleibol, ou até mesmo, um bloqueio e uma cortada sem a capacidade de gerar energia rapidamente a partir dos fosfogênios armazenados .
Sempre que as Fontes Anaeróbias entram em ação por mais de 10 segundos temos formação de ácido lático de maneira acentuada. Uma fonte anaeróbica alática (ATP-CP) após 10 segundos (ápice) se esgota entrando em atuação outra fonte que é incapaz de manter o mesmo ritmo.
Num exercício tão intenso a energia para fosforilar ADP provém principalmente da glicose, com subsequente formação de ácido lático. De certa forma , esse mecanismo de formação “poupa tempo”, torna possível a formação rápida de ATP pela fosforilação do substrato . Após os 10 segundos de gasto dessa energia, o restante pode ser considerado como um combustível de reserva. Vale ressaltar que o vôlei mescla momentos de exercícios leves e moderados com exercícios de intensidade máxima . Os exercícios leves têm a capacidade, devido a utilização de oxigênio, de oxidar o ácido lático . Portanto não há um acúmulo do mesmo, pois a produção e o gasto são lineares, proporcionais, esse não acúmulo ,cientificamente, é denominado alático( sem acúmulo de ácido lático).
Devido à nomenclatura científica onde se classifica as fontes energéticas de acordo com o quadro abaixo :
Fonte energética Tempo Provas
ATP 2 segundos Movimentos de explosão Anaeróbia Alática
ATP-CP 10 segundos Corridas de 100 m Anaeróbia Alática
Glicose Anaeróbia acima De 10s até 3 min Corridas de 200m a 1500m Anaeróbia Lática
Glicose Aeróbia Acima de 3 min. Corridas 5000m p/ mais Aeróbia Alática

Esses valores de tempo e distância referem-se à intensidade de exercícios máximas ou muito próximas às máximas.

Segundo(BROOKS, 2000) “deve ser enfatizado que, em todas as vezes, até mesmo em repouso ou durante o exercício leve, tanto o processo aeróbio quanto o anaeróbio estão ativos no corpo . Por exemplo, as células sangüíneas vermelhas (CSVs) do corpo não contêm nenhuma mitocôndria, a “casa de força aeróbia” das células .Em razão das CSVs não poderem produzir energia aerobiamente, o ácido lático é continuamente formado para fornecer a energia exigida. Da mesma maneira, até nos mais altos esforços máximos, apesar do metabolismo anaeróbio predominar, algum metabolismo aeróbio está sustentando algum tipo de função celular . Porém no caso das CSVs, ou atividade de baixo nível, o ácido lático não se eleva porque sua taxa de produção eqüivale à sua taxa de remoção .Com os aumentos de intensidade de exercício, o papel do ácido lático se torna mais significante.”

 SÉRIE DE EXERCÍCIOS FÍSICOTËCNICO ESPECÏFICO PARA O VOLEIBOL

 Série de exercícios utilizada pelo preparador físico Renato Meirelles e o treinador Jorge Barros ( Jorjão) nas equipes Pirelli e TNT-Traco de voleibol.
 O objetivo era com que obtivessem aproveitamento físico e técnico, consequentemente atingir a todos objetivos propostos.

No diagrama (figura I), mostramos 3 maneiras de utilizar a quadra para o treinamento dos fundamentos toque acima da cabeça e manchete, em deslocamento:
A – deslocamento curto, de 3,0 a 4,5 m;
B – deslocamento longo, de aproximadamente 9,0 m;
C – deslocamento médio, de aproximadamente 6,0 m.

Nas seqüências de exercícios que serão apresentadas, os toques e as manchetes devem ser exercitados de todos tipos e todas as maneiras , a fim de que o jogador possa desenvolver esses fundamentos e ganhar o desembaraço e a confiança necessários para o correto desempenho de suas atribuições durante uma partida.
Exercício 1 – O jogador recebe a bola na linha lateral e executa 2 toques consecutivos. O 1o para o centro da quadra, desloca-se atrás da bola e executa o 2o para o companheiro, que está esperando na linha lateral oposta para repetir a movimentação. Os toques devem ser, de acordo com a intensidade que se quer imprimir ao exercício, com os pés no chão (menor) ou saltando (maior).

Exercício 2 – O jogador recebe a bola no centro da quadra e executa 2 toques consecutivos. O 1o de costas para a linha lateral, desloca-se de costas e executa o 2o de frente para o companheiro, que está esperando no centro da quadra para repetir a movimentação. Os toques em suspensão tornam o exercício mais intenso.

Exercício 3 – O jogador, começando da linha lateral, executa 3 toques consecutivos. O 1o até o centro da quadra, desloca-se de frente, executa o 2o de costas para a linha lateral, desloca-se de costas e o 3o de frente para o companheiro, que está esperando na linha lateral oposta para realizar a mesma movimentação. Da mesma forma, os toques em suspensão tornam o exercício muito mais intenso.

Exercício 4 – Idem ex. 3, sendo que o 3o toque também é executado de costas, com os pés no chão ou saltando.

Exercício 5 – O posicionamento inicial é com os dois jogadores afastados da linha lateral, cerca de 2 metros. Executam 2 toques consecutivos. O 1o para o centro da quadra, deslocam-se de frente na direção da bola, executam o 2o para o companheiro e voltam ao posicionamento inicial correndo de costas. Esse exercício admite uma graduação de intensidade se realizado, por exemplo, por jogadores dispostos 4 a 4, 3 a 3, 2 a 2 com a mesma bola. Quanto menos jogadores participando, maior é a intensidade. Os toques em suspensão tornam o exercício mais intenso.

Exercício 6 – Idem ex. 5, saltando no 2o toque.

Exercício 7 – Idem ex. 5, saltando em ambos os toques.
– Seqüência de Exercícios dos Fundamentos Toque ou Manchete, utilizando o Deslocamento D (6metros).

Exercício 8 – O posicionamento inicial é um jogador na rede e o outro na linha do fundo da quadra. O que está posicionado na rede toca a bola uma ou duas vezes sobre a linha de ataque. O outro sai da linha do fundo, toca a bola para o companheiro, retorna de costas até a linha do fundo e parte novamente para outro toque na linha de ataque e assim sucessivamente, o número de vezes que o treinador estabelecer.

Exercício 9 – O posicionamento inicial é um jogador na rede tocando a bola para o fundo da quadra. O outro, partindo da linha de ataque, desloca-se de costas até a linha do fundo, executa o 2o toque para o companheiro que está na rede e volta para a linha de ataque, a fim de continuar a seqüência no número de vezes estabelecido pelo treinador.

Exercício 10 – A mesma mecânica do ex. 9. O jogador do fundo desloca-se para a linha de ataque, toca para o companheiro, retorna para a linha do fundo deslocando-se de frente e toca de costas para o companheiro que está na rede.

Nota
Os três exercícios dessa seqüência são bastante intensos. Para iniciantes ou para adultos em fase inicial de treinamento é necessário fazer uma graduação, de duas maneiras:

1 estabelecer progressivamente o número de vezes que o jogador do fundo da quadra deve repetir a movimentação (tocar a bola na linha de ataque), isto é, 4, 6, 8,10, …;

2 instruir o jogador que está na rede para tocar 2 vezes na bola ao invés de uma, a fim de que o jogador que está executando o exercício tenha tempo para deslocar-se.

Para uma equipe de alta competitividade, em bom nível de treinamento, de 6 a 10 repetições é apropriado.

No exercício com 10 repetições, o número de toques consecutivos é de 20. Estes, se executados em suspensão, aumentam substancialmente a intensidade do exercício.
Nota

Chamamos atenção para o fato de que as seqüências de exercícios devem ser realizadas com o toque acima da cabeça e com a manchete. Logo, os 10 exercícios (somadas os das seqüências 1 e 2) apresentados até aqui, se realizados com os dois fundamentos, tornam-se 20. Mais, se executados com todos os tipos e maneiras de execução teremos, então, mais de 100 exercícios. Este número de exercícios deve ser distribuído ao longo de uma ou mais semanas de treinamento.

Obs: De acordo com as notas acima:

 Na série acima aumenta-se a intensidade acrescentando saltos aos movimentos e diminuindo o número de participantes no exercício. Ex: 2 jogadores maior intensidade, 4 jogadores menor intensidade.
Aumenta-se o volume aumentando o número de repetições do exercício e utilizando os vários tipos e maneiras de execução existentes no gesto motor.

DNA e RNA 2

0

Autoria: Paulo Maurício

• IDENTIFICAÇÃO DO MATERIAL GENÉTICO

Em 1866 Mendel descreveu os genes através dos seus efeitos finais tais como os fenótipos. Pelos experimentos de Mendel, e de outros pesquisadores, ficou definido que os genes levam a informação genética de uma geração para outra e, apesar de não ser visto ou delimitado fisicamente, deveriam apresentar as seguintes propriedades:

– Replicação: processo que permite ao gene produzir outras unidades iguais a si próprio.

– Transcrição: Processo pelo qual a informação genética, é transferida para o local apropriado (ribossomo) e é traduzido.

– Tradução: Processo pelo qual são produzidas as proteínas a partir de uma seqüência de nucleotídeos.

Após Mendel, os genes foram definidos quimicamente e foram conhecidos pelo que realizam na síntese protéica e não a nível de expressão fenotípica.

Miescher (1869-71) publicou metodologia, que permite separar o núcleo do citoplasma. Do núcleo ele extraiu uma substância denominada nucleína, hoje conhecida por ácido nucléico, que se caracterizava por ter alta acidez, apresentava grande quantidade de fósforo e não continha enxofre.

Mais tarde descobriram que a nucleína estava associada, a vários tipos de proteínas formando a nucleoproteínas.

Da porção protéica foi constatado dois tipos de proteínas:

a. Protaminas: Proteína de estrutura simples, consistindo na maioria das vezes de grupos do aminoácido arginina. Esta proteína está presente no esperma de peixes e aves.

b. Histona: Proteínas relativamente complexas de ocorrência mais ampla.

Embora os peixes e as aves não sejam as mais complexas das criaturas parece difícil aceitar a idéia de que o material genético destes organismos seja a protamina. Ela, constituída quase apenas de arginina, não deveria ser capaz de originar os outros 20 aminoácidos conhecidos. Também é pouco aceitável que o material genético seja a histona, até a formação de uma protamina.

Griffith (1928) apresentou as primeiras evidências de que o DNA é o material genético. As evidências surgiram em experimentos realizados com bactérias do gênero Pneumococus. Muitas linhagens ou tipos de pneumococus (Diplococcus pneumoniae) podem ser distinguidos por diversas características:

Caracterização Virulenta Avirulenta
Colônia Lisa (S) Rugosa (R)
Capa protéica Presente Presente

O experimento realizado por Griffith é resumido a seguir:

Tratamento Resultado
• Tipo II R injetado em ratos ratos sobreviveram
• Tipo III S morto pelo calor injetado em rato ratos sobreviveram
• Tipo III S morto pelo calor mais o tipo II R injetado em ratos ratos morreram

A mudança não poderia ter surgido por mutação, pois um mutante deveria ser da mesma linhagem genética do tipo III, entretanto foi o tipo II (com capa protéica) que adquiriu a propriedade de causar a doença tal como o tipo III. Algum fator das bactérias do tipo III S estava aparentemente sendo transferido para os cocus vivos (tipo II) de tal forma que o tipo II avirulento, transformara-se em cocus virulentos. Este fenômeno foi conhecido como “efeito Griffith” ou “transformação”.

Avery, MacLeod e McCarty (1944) publicaram resultados de extensas investigações durante um período de 10 anos. Eles fizeram, em condições de laboratório, experimentos semelhantes ao de Griffith. Avery et al relataram que ao colocar em um tubo de ensaio bactérias II R (avirulenta), extrato de DNA do tipo III S (virulenta) mortas pelo calor e soro que precipitava as bactérias do tipo II R, foram recuperadas as colônias de bactérias do tipo III S. Estes experimentos identificaram o DNA como material genético. Assim, quando o DNA extraído de uma linhagem é introduzido em células de outra linhagem, os organismos receptores desenvolveram características da linhagem doadora. Desta forma, conclui-se que:

– O DNA é o material genético em D. pneumoniae.

– O DNA atua como agente que especifica produção de um produto final.

• DNA E RNA

Constituição química do DNA e RNA

Quando o ácido nucléico foi separado da proteína muitos pesquisadores, especialmente Levene, mostraram que ele poderia ser quebrado em pequenas partes denominadas de nucleotídeos. Cada nucleotídeo contém:

Caracterização DNA RNA
1. Açúcar Desoxirribose Ribose
2. Grupo Fosfato H3PO4 H3PO4
3. Bases nitrogenadas Piridiminas:
Citosinas e Timinas
Purinas
Adenina e Guanina Piridiminas:
Citosinas e Uracil
Purinas
Adenina e Guanina

Chargaff, em seus estudos, apresentou várias informações a respeito da molécula de DNA. Identificou-se que ocorrem ligações entre a pirimidina citosina e purina guanina e entre a pirimidina timina e a purina adenina. As ligações envolvem duas pontes ente A e T e três entre G e C. Também constatou a seguinte relação:

(C+A)/(G+T) =1

Diferenças entre DNA e RNA

O DNA se diferencia do RNA nos seguintes aspectos:

a. O açúcar do DNA é a desoxirribose enquanto que o do RNA é a ribose.

b. O DNA contém a timina e o RNA a uracil.

c. O DNA é um filamento duplo e o RNA é um monofilamento.

d. O DNA apresenta uma molécula longa e o RNA uma molécula curta

Modelo do DNA segundo Watson e Crick

Watson e Crick propuseram um modelo de DNA cujos princípios físicos derivaram das figuras de difração de raios X produzidas por Wilkins e Astracan, usando DNA isolado. Os princípios químicos derivaram principalmente dos trabalhos apresentados por Chargaff e seus associados.

Segundo Watson e Crick, o DNA apresenta as seguintes características:

a. O DNA é uma hélice dupla helicoidal.

b. O enrolamento da hélice é para a direita.

c. Os longos filamentos externos relativamente rígidos, são constituídos de fósforo (P) e açúcar (A).

d. No sentido transversal os filamentos menos rígidos são constituídos por bases orgânicas (purinas e pirimidinas) unidas, por pontes de hidrogênio.

e. O comprimento de uma volta completa, na espiral envolve cerca de 10 nucleotídeos (34 angstron)

Associação entre DNA e Histonas

As histonas formam um complexo juntamente com os grupos fosfatados do DNA carregados negativamente. As histonas são carregadas positivamente, sendo conhecidas por “proteínas básicas”. As cargas positivas são fornecidas por uma alta proporção de aminoácidos lisina e arginina. Algumas histonas são denominadas “ricas, em lisina” e outras “ricas em arginina”.

Em geral são encontradas somente nos organismos em que a diferenciação celular ocorre (eucariotas). São distinguidos, em função da proporção lisina/arginina, cinco diferentes tipos de histonas (H1, 2 H2A, 2 H2B e 2 H3).

A complexação das histonas além de causar um aumento do diâmetro do DNA, de cerca de 20 a 30 angstron, muda também as propriedades físicas do DNA. A temperatura de fusão (temperatura na qual os fios de DNA mudam da forma de hélice dupla regular para a forma de fio simples) é bastante aumentada.

Replicação do material genético

O modelo de replicação do DNA é dito ser semi-conservativo, ou seja, uma fita de DNA dá origem a outras duas sendo que, cada uma delas apresenta um filamento da fita original.

A replicação ocorre na intérfase da divisão celular e é dirigida pela enzima DNA polimerase. Na replicação as pontes de hidrogênio entre as bases nitrogenadas se rompem e a enzima DNA polimerase cataliza a adição de novos nucleotídeos complementares às bases expostas de tal maneira que duas novas fitas de DNA sejam formadas. .

O RNA – Ácido ribonucléico

O RNA é encontrado tanto no núcleo quanto no citoplasma. Tem sido reconhecidos vários tipos de RNA:

a. RNA mensageiro – mRNA

É o RNA envolvido pela transcrição da informação genética contida no DNA, no núcleo, e condução da mesma até os sítios ribossômicos.

b. RNA transportador – tRNA

Caracteriza-se por ser um RNA pequeno, contendo cerca de 75 a 85 nucleotídeos e por assumir uma forma de trevo. Sua função principal é a de conduzir os aminoácidos requeridos na síntese protéica até as subunidades do ribossomo.

c. RNA ribossômico – rRNA

Entra na composição do Ribossomo. Sua função não é bem definida.

• FUNÇÃO DO MATERIAL GENÉTICO

Garrod (1900), médico inglês, deu os primeiros passos para evidenciar a ação dos genes. Este pesquisador estudou a alcaptonúria, uma doença hereditária caracterizada pela coloração escura na urina. Para esta doença foi observado que o escurecimento era conseqüência do acúmulo de ácido homozentízico (alcapton) o qual, nos indivíduos normais, era decomposto através de reações enzimáticas, de tal maneira que havia excreção de ácido acético. Constatou-se ainda que dietas com tirozina e fenilalamina aumentava a manifestação de sintomas.

Os trabalhos decisivos sobre a função do gene foram apresentados por Beadle e Tatum que propuseram a teoria “um gene – uma enzima”. As idéias principais do trabalho realizado por estes autores foram:

a. Todos os processos bioquímicos dos organismos estão sob controle genético.

b. Os processos bioquímicos ocorrem numa seqüência de reações individuais.

c. Cada reação simples é controlada por um gene simples.

d. Cada gene atua através do controle e produção de uma enzima específica.

Na atualidade esta teoria apresenta as seguintes falhas:

a. Um gene pode especificar a síntese de uma cadeia polipeptídica que não apresenta nenhuma função enzimática (Ex.: Hemoglobina).

b. Uma enzima pode ser constituída por mais de uma cadeia polipeptídica (Ex.: RNA polimerase é constituída por várias cadeias e, conseqüentemente, esta sob o controle de vários genes.

c. Um gene pode controlar a atividade de uma enzima especificada por outro gene (Ex.: sítio operadores, repressores, etc.).

• BASES FISIOLÓGICAS DA DOMINÂNCIA E RECESSIVIDADE

De acordo com a teoria “um gene – uma enzima” os genes agem através da produção de enzimas, sendo que cada gene é responsável pela produção de uma enzima específica. Por este princípio podemos explicar as bases fisiológicas da dominância e recessividade segundo uma determinada via biossintética. Assim, tem-se:

Dominância completa

Neste caso a quantidade de enzimas produzidas pelo heterozigoto Aa, embora geralmente menor que a produzida pelo homozigoto AA, é suficiente para produção do mesmo produto final de AA.

Dominância. incompleta

Neste caso a menor quantidade de enzimas normal produzida pelo heterozigoto Aa, em relação ao homozigoto AA, resulta em uma menor quantidade de produto final que pelo efeito de dosagem confere um fenótipo diferente do produzido pelo homozigoto AA.

Codominância

Neste caso o complexo enzimático produzido por Aa, dado a contribuição de A e de a, é diferente da enzima produzida por AA e conseqüentemente o produto final será diferente daquele produzido por AA. Neste caso a qualidade de enzima é o fator crítico.

• CÓDIGO GENÉTICO

Definição de código genético

Sabe-se que o DNA, que se encontra no núcleo, tem a função de produzir proteínas cuja síntese ocorre no núcleo. O DNA é uma seqüência de nucleotídeos e que existe apenas quatro tipos diferentes de nucleotídeos: os nucleotídeos da adenina, da guanina, de timina e da citosina. Por outro lado, as proteínas são polímero de subunidades (monômeros) denominadas de aminoácidos. Cada aminoácido engloba um grupo amino (NH2) numa extremidade e um grupo carboxila (COOH) na outra. Vinte tipos diferentes de aminoácidos ocorrem nas proteínas.

Diante do exposto surge a seguinte pergunta: quantos nucleotídeos seriam necessários para codificar um aminoácido? Para responder a esta perguntas é necessário o seguinte raciocínio matemático:

– Se 1 nucleotídeo codificasse um aminoácido só poderia existir 4 diferentes tipos de aminoácidos na cadeia protéica.

– Se 2 nucleotídeos codificassem um aminoácido só poderia existir 16 tipos de aminoácidos diferentes na cadeia protéica.

– Se 3 aminoácidos codificassem um aminoácido seria possível existir 64 tipos diferentes de aminoácidos na cadeia protéica logo, por matemática, um código tríplice é a menor unidade de codificação capaz de acomodar os 20 diferentes tipos de aminoácidos que comumente ocorrem nas proteínas.

Atualmente definimos o CODON como sendo uma seqüência de três nucleotídeos adjacentes no mRNA capaz de codificar um aminoácido.

Decifração do código genético

Estudos foram realizados permitindo constatar que o código genético representado por sessenta e quatro codons mRNA, sessenta e um dos quais codificam para aminoácidos e três para terminação em cadeia. Três dos que codificam aminoácidos são identificados também como iniciadores.

São evidenciadas as seguintes características do código genético:

Código genético redundante ou degenerado

O código genético é dito degenerado pelo fato de existir, para um determinado aminoácido, mais de uma trinca para codificá-lo. Apenas a metionina (Met) e o triptofano (Trp) são codificados por um único codon, representados por AUG e UGG, respectivamente.

A glicina (GLY), por exemplo, é codificada por GGG, GGC, GGA e GGU.

Trincas sem sentido ou terminalizadoras

São aquelas trincas que não codificam aminoácidos e que tem por função indicar o término da síntese protéica. São também denominados trincas terminalizadoras. Ex.: UAG, UAA, UGA.

Código genético universal

O código genético é dito universal devido ao fato da mesma trinca codificar o mesmo aminoácido em qualquer organismo. Em alguns casos certas trincas são mais eficientemente utilizadas.

• SÍNTESE DE CADEIA POLIPEPTÍDICA

A síntese protéica envolve as seguintes etapas: Transcrição e Tradução

Transcrições

Processo que ocorre no núcleo da célula, no qual a mensagem genética é passada do DNA para uma fita de mRNA, com auxílio da ação catalítica da enzima RNA polimerase.

A informação do DNA é transcrita em uma seqüência codificada do mRNA, através do uso, com gabarito, de um filamento do DNA. Até hoje, o mecanismo de seleção do filamento apropriado ainda é desconhecido.

O mRNA transcrito solta-se do modelo de DNA e desloca-se do núcleo para o citoplasma. Após o mRNA se desacoplar, as pontes de hidrogênio que haviam-se desfeitas voltam-se a ligar.

A enzima RNA polimerase tem as seguintes funções:

a. Reconhecer as bases do DNA.

b. Selecionar os ribonucleotídeos apropriados.

c. Catalizam a formação de ligações entre os ribonucleotídeos.

d. Escolhe o filamento correto a ser transcrito.

A RNA polimerase é constituída de 6 cadeias polipeptídicas (2 alfa, beta, beta’, gama e sigma), sendo que o fator sigma é o responsável pela transcrição no local e fio correto.

Tradução

A tradução é um processo que ocorre no citoplasma da célula, no qual a mensagem trazida pela fita de mRNA é traduzida em uma seqüência de aminoácidos.

O processo de tradução envolve as seguintes etapas:

a. Após a chegada da fita de mRNA no citoplasma, ocorre a complexação das subunidades do ribossomo (nos procariotes o ribossomo é 70 s = 50 s + 30 s, e nos eucariotas é de 80 s = 50 s + 40 s) com esta fita. Polissomos é a denominação que se dá à complexação de vários ribossomos a uma mesma fita de mRNA. No caso da síntese da hemoglobina, os ribossomos reunem-se em 4 ou 5 polissomos.

b. É iniciado a leitura e tradução da fita de mRNA. Nos procariotes, em geral, a primeira trinca a ser lida (fator de inicialização) é a AUG, que corresponde à metionina formilada (As trincas GUU, GUC, GUA e GUG que corresponde à metionina formilada (as trincas GU, GUC, GUA, GUG, que corresponde à valina também são fatores iniciadores), enquanto que nos eucariotas o primeiro aminoácido é também a metionina, mas não formilada. Nem todas as proteínas iniciam com a metionina (ou valina) e isto se dá pelo fato da proteína final ser o resultado de uma reestruturação, incluindo quebras, da estrutura linear de aminoácido.

Após a leitura da trinca ocorre a transferência do aminoácido requerido para os sítios ribossômicos. Este transporte é realizado pelo tRNA. No tRNA é encontrado o anti-codon, que é uma seqüência de três bases adjacentes complementares ao codon do mRNA.

c. O tRNA penetrando por uma abertura da subunidade 50S ocupa o sítio aminoacil. Pela ação da enzima translocase o tRNA ativado passa para o sítio peptidil, permitindo a leitura, pelo complexo ribossomo-mRNA, da trinca consecutiva.

d. Após a leitura da nova trinca um novo tRNA é ativado e deslocado do suco citoplasmático para o sítio aminoacil do complexo levando o aminoácido requerido pela proteína.

e. Pela ação da enzima peptidil transferase o aminoácido (ou seqüência de aminoácidos) que pertencia ao tRNA do sítio peptidil é transferido e ligado ao aminoácido acoplado ao tRNA do sítio aminoacil.

f. O tRNA desativado, que ocupa o sítio peptidil, deixa o complexo ribossomo-mRNA podendo ser novamente ativado quando se fizer necessário.

g. Novamente, pela ação da enzima translocase, o tRNA ativado passa do sítio aminoacil para o sítio peptidil permitindo a leitura de uma nova trinca. A leitura da nova trinca implica em ativação de um outro tRNA.

h. O processo é continuado até que todos os aminoácidos necessários para a confecção da proteína estejam ligados. A última trinca lida na fita de mRNA deverá ser um fator de terminalização (UAA, UAG ou UGA) que não codifica nenhum aminoácido, mas indica o término da síntese protéica.

i. A síntese protéica termina com a desativação do complexo ribossomo-mRNA, a desativação do tRNA e formação da proteína que ainda se encontra em forma linear. Para adquirir a especificidade é necessário que esta estrutura primária atinja uma estrutura terciária ou quaternária.

DNA e RNA

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Autoria: Thiago Ferreira de Souza

DNA = ADN RNA = ARN
Jacques Monod, (1910-1976), bioquímico francês. Em 1965, compartilhou o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina com os compatriotas François Jacob e André Lwoff pelo trabalho sobre as atividades reguladoras dos genes. Dedicou-se a três principais linhas de pesquisa: o papel dos ácidos nucléicos na síntese de proteínas, o papel dos ribossomos e a regulação da expressão dos genes. Foi o primeiro a enunciar, em 1961, com François Jacob, o conceito de ARN mensageiro, molécula que transporta as informações contidas no ADN para que se realize a síntese das proteínas. Em seguida definiu a função dos ribossomos na leitura do código genético.
Biologia molecular, é o estudo das bases moleculares da vida; isto é, relaciona as estruturas das biomoléculas com as funções específicas que desempenham na célula e no organismo.
A apresentação do modelo estrutural do ADN (ver Ácidos nucléicos abaixo) por Francis Harry Compton Crick e por James Watson em 1953, foi o verdadeiro início da biologia molecular. A importância deste fato deve-se, por um lado, à transmissão da informação hereditária pela própria molécula, de geração em geração. Por outro lado, a própria estrutura mostra como isto acontece. O ADN é uma molécula em forma de dupla hélice, composta por duas fitas complementares unidas entre si por pontes entre as bases: adenina (A), guanina (G), citosina (C) e timina (T). Durante a replicação ou duplicação, as duas fitas separam-se e cada uma forma uma nova fita complementar; deste modo divide-se o material hereditário para a descendência.
Durante a transcrição, o ADN forma a molécula de ARN correspondente, em forma de um filamento simples. Em seguida, o ARN mensageiro (ARNm) transmite-se às organelas celulares chamadas ribossomas, onde acontece a síntese de proteínas. O código genético comanda a síntese, que se baseia na correspondência que existe entre as três bases, ou trinca, da seqüência do ARN e um aminoácido específico da seqüência protéica. A partir do ADN, sintetiza-se ARN e a partir deste sintetizam-se proteínas: este é o chamado “dogma central da biologia molecular”.
A descoberta da clonagem de genes e outros progressos no campo da biologia molecular, como o controle da transcrição e o seqüenciamento do ADN, oferecem a possibilidade real de conseguir um tratamento eficaz das doenças humanas. Assim, a produção de grandes quantidades de proteínas através da expressão do ADN correspondente em grandes quantidades foi a técnica empregada na produção de insulina para o tratamento da diabete e de hormônio do crescimento no combate ao nanismo. Atualmente, as tentativas de tratar pacientes com doenças genéticas têm sido direcionadas para o uso de genes funcionais, de modo que o indivíduo passe a sintetizar a proteína necessária.
Ácidos Nucléicos, moléculas muito complexas que produzem as células vivas e os vírus. Transmitem as características hereditárias de uma geração para a seguinte e regulam a síntese de proteínas.
Os ácidos nucléicos são formados por subunidades chamadas nucleotídeos, que consistem em uma base nitrogenada, um açúcar de 5 carbonos e ácido fosfórico. Há duas classes de ácidos nucléicos, o ácido desoxirribonucléico (ADN), com uma estrutura em forma de dupla hélice e o ácido ribonucléico (ARN), formado por uma única cadeia helicoidal. O ADN tem a pentose desoxirribosse e as bases nitrogenadas adenina, guanina, citosina e timina, e o ARN contém a pentose ribose e uracila em vez de timina.
A especificidade do ácido nucléico reside na seqüência dos quatro tipos de bases nitrogenadas. Este código indica à célula como reproduzir uma cópia de si mesma ou as proteínas que necessita para sua sobrevivência. Nos mamíferos, as cadeias de ADN estão agrupadas formando cromossomos.
Os ácidos nucléicos (o ARN e o ADN) são constituídos por unidades denominadas nucleotídeos, as quais são formadas por um grupo fosfato, um açúcar de cinco átomos de carbono (a ribose ou a desoxirribose) e uma base nitrogenada. A citosina é uma das cinco bases nitrogenadas que formam os nucleotídeos; as outras quatro são adenina, guanina, timina e uracila. A união entre as duas hastes do ADN que constituem sua estrutura de dupla hélice tem lugar por meio destas bases, que se emparelham de uma forma que nunca varia; a citosina sempre se acopla à guanina. Nas seqüências de nucleotídeos, a citosina é representada pela letra C.
Síntese da proteína: As proteínas unem-se no citoplasma celular. A operação tem três fases básicas. Na iniciação, uma pequena molécula chamada ribossoma reúne todos os elementos necessários. Durante a fase de prolongamento, os aminoácidos, elementos que constituem as proteínas, entrelaçam-se em forma de grandes cadeias. A seqüência de incorporação de aminoácidos é determinada pelo ARN mensageiro (ARNm), que é uma cópia do ADN contido no núcleo celular. Já a terminação acontece quando a seqüência do ARNm contém um ou vários códons de parada. Nesta seqüência, une-se ao ARNm um fator de liberação que desencadeia a desagregação do complexo ribossômico. A cadeia liberada forma a chamada estrutura primária da proteína.
Vírus, seres orgânicos compostos apenas por material genético coberto por um envoltório protetor. Não têm vida independente, mas podem se multiplicar no interior das células vivas, em muitos casos prejudicando suas hospedeiras nesse processo. São parasitas intracelulares submicroscópicos, compostos por ARN ou por ácido desoxirribonucléico (ADN) — nunca por ambos — e por um envoltório de proteína ou de proteína combinada com componentes lipídicos ou glucídios. O conjunto desses elementos chama-se nucleocapsídeo. Por carecerem das enzimas e dos precursores metabólicos necessários para sua própria multiplicação, retiram-nos da célula que infectam. A multiplicação viral é um processo que inclui várias sínteses separadas e a reunião posterior de todos os componentes, para dar origem a novas partículas infecciosas. Os vírus representam um objetivo importante para a ciência médica na sua luta contra as enfermidades infecciosas. Entre as doenças causadas por vírus estão o resfriado comum, a encefalite, a poliomielite, a febre amarela, a gripe, o sarampo e o herpes. A Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids) é causada por um retrovírus.
Os vírus são parasitas intracelulares; em sua estrutura, são partículas formadas por material genético (ADN ou ARN, mas não ambos) rodeado por uma cápsula protéica protetora. Fora da célula que os hospeda são inertes, mas dentro iniciam uma fase dinâmica de replicação, utilizando as enzimas, os ácidos nucléicos e aminoácidos e todos os mecanismos de reprodução da célula parasitada. A replicação viral costuma acontecer à custa do hospedeiro. Herpes, raiva, gripe, Aids, poliomielite, febre amarela e alguns cânceres têm origem viral. Dos mil a 1.500 tipos de vírus que se estima que existam, cerca de 250 causam doenças nos seres humanos (mais de cem destes são responsáveis pela gripe) e cerca de cem infectam os animais.

DNA 2

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Autoria: Tiago Ferreira de Souza

Os cromossomos de células eucarióticas são formado por DNA associado a moléculas de histona, que são proteínas básicas. É na molécula de DNA que estão contidos os genes, responsáveis pelo comando da atividade celular e pelas características hereditárias. Cada molécula de DNA contém vários genes dispostos linearmente ao longo da molécula. Cada gene, quando em atividade, é transcrito em moléculas de outros ácidos nucléicos denominados ribonucléicos, que comandarão a síntese de proteínas.

Estrutura

A molécula de DNA é constituída por uma seqüência de nucleotídeos, que por sua vez é formado por três diferentes tipos de moléculas:
• um açúcar (pentose = desoxirribose)
• um grupo fosfato
• uma base nitrogenada

Devido a esta conformação, a cadeia de DNA fica com uma direção determinada, isto é, em uma extremidade temos livre a hidroxila do carbono-5 da primeira pentose e na outra temos livre a hidroxila do carbono-3 da última pentose.
Isto determina que o crescimento do DNA se faça na direção de 5′ para 3′.

Sabendo-se como são feitas as ligações entre os nucleotídeos, formando assim a fita de DNA, podemos analisar a estrutura tridimensional do DNA.
James Watson e Francis Crick postularam um modelo tridimensional para a estrutura do DNA baseando-se em estudos de difração de raio-X.
O DNA consiste de duas cadeias helicoidais de DNA, enroladas ao longo de um mesmo eixo, formando uma dupla hélice de sentido rotacional à direita.

Ainda com base nestes estudos, concluiu-se que na dupla hélice as duas fitas de DNA estão em direção opostas, isto significa que são anti-paralelas. O termo anti-paralelas deve-se ao fato de que uma das fitas tem a direção exata da sua síntese (5’è3′) enquanto que a outra está invertida (3’è5′).
Esta conformação em fitas anti-paralelas levará à necessidade de mecanismos especiais para a replicação do DNA.
Com base na estrutura de dupla hélice do DNA e nas características de hidrofobicidade das moléculas, a estrutura do DNA fica da seguinte forma:
• O grupo fosfato e o açúcar (parte hidrofílica) – estão localizados na parte externa da molécula.
• As bases nitrogenadas (parte hidrofóbica) – estão localizadas na parte interna da molécula.
• A relação espacial entre as duas fitas cria um sulco principal e um sulco secundário.

O pareamento das bases de cada fita se dá de maneira padronizada, sempre uma purina com uma pirimidina, especificamente: adenina com timina e citosina com guanina.
A proximidade destas bases possibilita a formação de pontes de hidrogênio, sendo que adenina forma duas pontes de hidrogênio com a timina e a citosina forma três pontes com a guanina.
A dupla hélice é mantida unida por duas forças:
• Por pontes de hidrogênio formadas pelas bases complementares e por interações hidrofóbicas, que forçam as bases a se “esconderem” dentro da dupla hélice.

Propriedades físicas e químicas do DNA

è Soluções de DNA, em pH = 7,0 e temperatura ambiente, são altamente viscosas;

è A altas temperaturas ou pH extremos o DNA sofre desnaturação, isto porque ocorre ruptura das pontes de hidrogênio entre os pares de bases. Esta desnaturação faz com que diminua a viscosidade da solução de DNA;

è Durante a desnaturação nenhuma ligação covalente é desfeita, ficando portanto as duas fitas de DNA separadas;

è Quando o pH e a temperatura voltam ao normal, as duas fitas de DNA espontaneamente se enrolam formando novamente o DNA dupla fita. Este processo envolve duas etapas:

è A primeira é mais lenta pois envolve o encontro casual das fitas complementares de DNA, formando um curto segmento de dupla hélice.

è A segunda etapa é mais rápida e envolve a formação das pontes de hidrogênio entre as bases complementares reconstruindo a conformação tridimensional.

• Duplicação do DNA

• Replicação do DNA é o processo de duplicação do material genético mantendo assim o padrão de herança ao longo das gerações.
Teoria semi-conservativa: Cada fita do DNA é duplicada formando uma fita híbrida, isto é, a fita velha pareia com a fita nova formando um novo DNA; de uma molécula de DNA formam-se duas outras iguais a ela. Cada DNA recém formado possui uma das cadeias da molécula mãe, por isso o nome semi-conservativa.

A molécula do DNA vai-se abrindo ao meio, por ação de uma enzima chamada DNA polimerase. Essa enzima quebra as ligações de pontes de hidrogênio existentes entre as duas bases nitrogenadas das cadeias complementares de nucleotídeos.
Ao mesmo tempo que o DNA polimerase vai abrindo a molécula de DNA, outra enzima chamada DNA ligase vai ligando um grupo de nucleotídeos que se pareiam com os nucleotídeos da molécula mãe.
Além da capacidade de duplicação o DNA também é responsável pela síntese de outro ácido nucléico muito importante para a célula: o ácido ribonucléico ou RNA. Da mesma forma que o DNA, o RNA também é uma molécula grande formada por várias partes menores chamadas nucleotídeos. Por isso diz-se que tanto DNA como RNA são polinucleotídeos.

Mutações Gênicas

Em 1941, os pesquisadores Beadle e Tatum, fazendo experiências com um tipo de bolor de pão, a Neurospora sp, observaram que nem sempre a autoduplicação do DNA ocorria de modo perfeito. O bolor crescia num meio de cultura contendo açúcar e diversos sais inorgânicos. Seus esporos eram submetidos a raios X e alguns deles passavam depois a produzir bolores com novas características. Por exemplo, alguns perdiam a capacidade de fabricar lisina e só conseguiam sobreviver quando aquele aminoácido era acrescentado ao meio de cultura. Essa incapacidade foi relaciona com a falta de uma enzima necessária para a síntese de lisina. Concluíram, então, que os raios X teriam danificado a formação daquele tipo específico de enzima.
Como a produção de uma enzima depende de informação codificada no DNA, a conclusão daqueles pesquisadores ficou conhecida como a relação “um gene è uma enzima”. Atualmente, fala-se, com maior precisão, na relação “um gene – uma cadeia polipeptídica”.
A modificação genética induzida através dos raios X é conhecida como mutação. As mutações podem resultar de uma alteração na seqüência dos nucleotídeos, ou de quebras e mudanças de posição dos fragmentos da molécula de DNA. Portanto são mutações as alterações numéricas e estruturais dos cromossomos, que persistem através das autoduplicações, transmitindo-se às células-filhas. Existem também erros que ocorrem no RNA, no momento das transcrições ou das traduções, e afetam somente a própria célula.
As mutações são produzidas por agentes mutagênicos, que compreendem principalmente vários tipos de radiação, dentre os quais os raios ultravioleta, os raios X e substâncias que interferem na autoduplicação do DNA ou na transcrição do RNAm, determinando erros nas seqüências dos nucleotídeos.
A lista das substâncias mutagênicas tem aumentado muito nos últimos anos, sendo bastante conhecidos o gás mostarda, o ácido nitroso, a bromouracila, o formaldeído, a nicotina. Vários tipos de câncer podem ser produzidos por alterações ocorridas nos ácido nucléicos; por isso os mesmos agentes mutagênicos podem ser também cancerígenos.

RNA

O RNA (ácido ribonucléico) é o ácido nucléico formado a partir de um modelo de DNA.

Os nuçleotídeos do RNA possuem os mesmos constituintes fundamentais do DNA:

• uma molécula de ácido fosfórico;
• uma molécula de açúcar;
• uma base nitrogenada.

O açúcar do RNA também é uma pentose, mas não a desoxirribose e sim a ribose.

As bases púricas do RNA são as mesmas que as do DNA; quanto às bases pirimídicas, o RNA possui a citosina, porém não possui a timina. Em vez da timina, possui uma outra base pirimidica, chamada uracila (U).
Assim, o DNA e o RNA diferem quanto à pentose e quanto às bases nitrogenadas do nucleotideo.

DNA RNA
Bases púricas Adenina (A)
Guanina (G) Adenina (A)
Guanina (G)
Bases Pirimídicas Citosina (C)
Timina (T) Citosina (C)
Uracila (U)
Pentose Desoxirribose Ribose

A molécula de RNA é formada por uma única cadeia de nudeotídeos, não tendo, portanto, aspecto de dupla hélice.
Essa cadeia de nucleotídeos pode, porém, em determinados pontos, enrolar-se sobre si mesma, assumindo o aspecto de espiral. Quando isto ocorre, as bases complementares pareiam e se ligam através de pontes de hidrogênio.
O pareamento é semelhante ao que acontece no DNA: o nucleotideo que possui C pareia com o que possui G e o nucleotideo que possui A, como não pode parear com T, pois esta base não existe no RNA, pareia com a outra base, que é U.

DNA RNA
A = T
C = G A = U
C = G

O DNA não é molde direto da síntese de proteínas. Os moldes para síntese de proteínas são moléculas de RNA. Os vários tipos de RNA transcritos do DNA são responsáveis pela síntese de proteínas no citoplasma.
Existem três tipos de RNAs:
RNA mensageiro: Contêm a informação para a síntese de proteínas.

Os RNAm representam cerca de 4% do RNA celular total.
RNA transportador: Transporta aminoácidos para que ocorra a síntese de proteínas.

Os RNAt correspondem a 10% do RNA total da célula, e são denominados de adaptadores.
RNA ribossômico: Componentes da maquinaria de síntese de proteínas presente nos ribossomos.

Os RNAr correspondem a 85 % do RNA total da célula, e são encontrados nos ribossomos (local onde ocorre a síntese protéica).
Todas as formas de RNA são sintetizadas por enzimas (RNA polimerases) que obtêm informações em moldes de DNA.
O RNAr é produzido pelo DNA da região organizadora do nucléolo e, associado a proteínas, vai constituir os nucléolos. Depois passa ao citoplasma para formar os ribossomos.
O RNAm leva para o citoplasma as informações para a síntese das proteínas. Existe um tipo de RNAm para cada tipo de cadeia polipeptídica, que vai constituir uma proteína. O RNAm transporta a informação genética na forma de códons, copiados do DNA; um códon consiste em uma seqüência de três nucleotídeos.
O RNAt move-se do núcleo para o citoplasma, onde se liga a aminoácidos, e deslocando-se até os ribossomos. Apresenta regiões com pareamento de bases, que lhe conferem um aspecto de “trevo de três folhas”.
Cada molécula de RNAt apresenta uma extremidade que se liga a diferentes tipos de aminoácidos e uma região com uma seqüência de três nucleotídeos, o anticódon, que pode parear com um dos códons do RNAm.

TRANSCRIÇÃO

A síntese de RNA ocorre no núcleo e é denominada transcrição. Nesse processo, uma parte da molécula de DNA é tomada como molde, sendo transcrita, ou copiada, em moléculas de RNA.
A molécula de DNA abre-se em determinados pontos, através da ação de uma enzima denominada RNA polimerase. Inicia-se, a seguir, o pareamento de novos nucleotideos, complementares aos do DNA, dando origem ao RNA. Terminada sua transcrição, o RNA solta-se do DNA, que volta a apresentar o aspecto inicial de dupla hélice. Esquematicamente pode-se representar a formação de um RNA do seguinte modo:

Biossíntese das proteínas (TRADUÇÃO)

Nos eucariontes, quando há necessidade de uma determinada proteína, forma-se, por transcrição do gene no DNA, um RNAm que contém a “mensagem” para aquela proteína. Os vários tipos de RNA, transcritos do DNA, que vão participar da síntese de proteínas, deslocam-se do núcleo para o citoplasma.
Produzido no núcleo, o RNAm dirige-se para o citoplasma e se liga aos ribossomos. Nestes, existem três sítios: o sítio A (relacionado à entrada de aminoácidos), o sítio P (relacionado à formação do polipeptídio) e o sítio onde se liga o RNAm.

O RNAt carrega os aminoácidos, levando-os até o ribossomo, onde penetram através do sítio A.
O aminoácido que chega ao ribossomo deve ser reconhecido pelo RNAm para ser incorporado à proteína que está sendo sintetizada. Se não for reconhecido, o aminoácido não será incorporado ao polipeptídio (sítio P).
O aminoácido só será incorporado se o RNAm tiver um código para ele. Esse código depende da seqüência de bases nitrogenadas do DNA que formou o RNAm.

O RNAr, inicialmente armazenado nos nucléolos, passa para o citoplasma e , associado a proteínas, forma os ribossomos, que se prendem às membranas do retículo endoplasmático. Os ribossomos dispõem-se enfileirados, constituindo os polirribossomos ou polissomos, junto dos quais as proteínas vão ser sintetizadas. Cada polissomo é também denominado unidade de tradução, pois permite a síntese de um tipo de polipeptídeo.

CÓDON E CÓDIGO GENÉTICO

A seqüência das bases que codificam um aminoácido no RNAm é chamada códon e é composta por três bases nitrogenadas. Cada códon codifica apenas um aminoácido. Entretanto, um mesmo aminoácido pode ser codificado por mais de um códon, existindo, assim, códons sinônimos.

1 CÓDON è 1 AMINOÁCIDO
1 AMINOÁCIDO è 1 OU MAIS CÓDONS

Em função da existência de códons sinônimos é que se diz que o código genético é degenerado.

Código genético universal: estabelecido pelas trincas de bases do RNAm (códons), transcritas do DNA. É constituído for 64 trincas diferentes (códons e seus aminoácidos correspondentes). Uma trinca codifica apenas um aminoàcido, mas um mesmo aminoácido pode ser codificado por mais de uma trinca, havendo, portanto, códons sinônimos. Dos 64 códons, apenas 3 não especificam aminoácidos particulares, representando sinais de parada que determinam o final da cadeia polipeptidlca.

phe = fenilalanina
leu = leucina
ile = isoleucina
met = metionina
val = valina
ser = serina
pro = pralina
thr = treonina
ala = alanina
tyr = tirosina
his = histidina
glu = glutamina
asn = aspargina
lys = lisina
asp = aspartato
cys = cisterna
trp = triptofano
arg = arginina
gly = glicina

Suponha um gene no cromossomo que codifique uma proteína hipotética, através da seguinte seqüência de bases nitrogenadas no DNA: TTTTCTAAAGAC. O RNAm formado por transcrição dessa parte da molécula do DNA apresentará a seguinte seqüência de bases: AAAAGAUUUCUG. Cada três bases no RNAm (códon) determinará um aminoácido específico, e a proteína formada apresentará a seqüência de aminoácidos de acordo com a ordem estabelecida pelos códons no RNAm. Neste exemplo, a proteína será constituída pelos seguintes aminoácidos dispostos na seguinte seqüência: lisina, arginina, fenilalanina e leucina.
Caso ocorra uma substituição incorreta de uma base nitrogenada durante a duplicação do DNA, pode-se ter a formação de uma proteína diferente ou, então, da mesma proteína, pois um mesmo aminoácido pode ser codificado por mais de um códon.

ANTICÓDON

Os códons do RNAm são reconhecidos pelo RNAt. Todo RNAt tem um filamento livre de sua molécula composto pela seguinte seqüência de bases nitrogenadas: ACC. É nesse local que ocorre a
associação com o aminoácido. Em outra região da molécula existe uma seqüência de três bases, denominada anticòdon, que reconhece a posição do aminoácido no RNAm, unindo o seu anticódon ao còdon do RNAm.

O RNAt desloca-se para o citoplasma, onde se liga a aminoácidos, deslocando-os até pontos de síntese protéica. Numa determinada região, a molécula de RNAt apresenta um trio especial de nucleotídeos, o anticódon, correspondente a um códon do RNAm. Uma das extremidades da molécula de RNAt só se liga a um tipo de aminoácido.

Sobre um mesmo RNAm podem se deslocar vários ribossomos, que mantêm entre si uma determinada distância.
Dessa forma, podem ser formadas várias proteínas iguais sobre o mesmo RNAm.
A duplicação do DNA, sua transcrição em RNA e a tradução do RNAm em proteínas constituem o Princípio Básico da Biologia.