DNA

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O DNA (ácido desoxirribonucleico) é um tipo de ácido nucleico que possui destaque por armazenar a informação genética da grande maioria dos seres vivos.

Trata-se da molécula que contém as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos, seja um ser humano, um cachorro, um pé de alface ou um fungo, a função do DNA é armazenar e transmitir para os descendentes as informações genéticas do organismo.

Sequências de DNA formam os cromossomos. Cada organismo tem um número diferente de cromossomos. O ser humano, por exemplo, tem 46 (recebemos 23 da mãe e outros 23 do pai). O gene, por sua vez, é a parte funcional do DNA.

 

Estrutura do DNA

O DNA tem estrutura dupla hélice (helicodial), que lembra uma escada torcida. As duas hélices, ou filamentos, são formadas por fosfato (ácido e açúcares) e unidas por substâncias conhecidas como bases nitrogenadas, que seriam os degraus da escada.

Estrutura do DNA

Os dois filamentos que constituem o DNA enrolam-se um sobre o outro e unem-se através de pontes de hidrogênio, que se formam entre as 4 bases nitrogenadas dos nucleotídeos:

Estrutura dna

A – Adenina;
T – Timina;
C – Citosina;
G – Guanina.
As pontes de hidrogênio são formadas entre os pares de bases: A-T e C-G. Adenina com Timina e Citosina com Guanina.

Função do DNA

O DNA é uma molécula extremamente importante para os seres vivos. Sua principal função é armazenar e transmitir as informações genéticas.
O DNA, portanto, é fundamental para a síntese de proteínas, uma vez que contém as informações que comandam a síntese de RNA, e o RNA coordena a produção desses polipeptídeos (DNA → RNA → Proteína).

Divisão Celular

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Autoria: David de Almeida Polidoro

CICLO CELULAR

Sabemos que a reprodução é uma propriedade fundamental das células. As células se reproduzem através da duplicação de seus conteúdos e posterior divisão em duas células filhas, este processo é a garantia de uma sucessão contínua de células identicamente dotadas.
Em organismos unicelulares, existe uma pressão seletiva para que cada célula cresça e se divida o mais rápido possível, porque a reprodução celular é responsável pelo aumento do número de indivíduos. Nos organismos multicelulares, a produção de novas células através da duplicação permite a divisão do trabalho, no qual grupos de células tornam-se especializados em determinada função. Essa multiplicação celular porém, tem que ser regulada porque a formação de novas células tem que compensar a perda de células pelos tecidos adultos. Um indivíduo adulto possui 10 x1013 , todas derivadas de uma única célula, o óvulo fecundado. Mesmo em um organismo adulto, a multiplicação celular é um processo contínuo. O homem possui 2,5×1013 eritrócitos, cujo tempo de vida médio e de 107 segundos ( 120 dias ) para manter esses níveis constantes são necessárias 2, 5 milhões de novas células pôr segundo. Apesar de inúmeras variações existentes, os diferentes tipos celulares apresentam um nível de divisão tal que é ótimo para o organismo como um todo, porque o que interessa é a sobrevivência do organismo como um todo e não de uma célula individual. Como resultado as células de um organismo dividem -se em níveis diferentes. Algumas, como os neurônios nunca se dividem. Outras, como as epiteliais, dividem-se rápida e continuamente.

CICLO CELULAR OU CICLO DE DIVISÃO CELULAR

O ciclo celular compreende os processos que ocorrem desde a formação de uma célula até sua própria divisão em duas células filhas. A principal característica é sua natureza cíclica. O estudo clássico da divisão celular estabelece duas etapas no ciclo celular; de um lado aquela em que a célula se divide originando duas células descendentes e que é caracterizada pela divisão do núcleo (mitose ) e a divisão do citoplasma (citocinese). A etapa seguinte, em que a célula não apresenta mudanças morfológicas, é compreendida no espaço entre duas divisões celulares sucessivas e foi denominada de intérfase.
Pôr muito tempo os citologistas preocuparam-se com o período de divisão, e a interfase era considerada como uma fase de repouso. Mais tarde observou-se, no entanto, que a interfase era uma fase de atividade biossintetica intensa, durante a qual a célula duplica seu DNA e dobra de tamanho. O estudo do ciclo celular sofreu uma revolução nos últimos anos. No passado o ciclo era monitorado através de M.O e o foco de atenção era a segregação dos cromossomos que é a parte microscopicamente visível.
Técnicas especiais de estudo como a raudiautografia permitiram demostrar que a duplicação do DNA ocorre em determinado período da interfase o que permitiu a divisão da interfase em 3 estágios sucessivos, G1, S e G2, o que compreende em geral cerca de 90% do tempo do ciclo celular.
Onde G1 compreende o tempo decorrido entre o final da mitose e inicio da síntese. O período S corresponde ao período de duplicação do DNA e o período G2, o período entre o final da síntese e o inicio da mitose.

Período G1: Este período se caracteriza por uma intensa síntese de RNA e proteínas, ocorrendo um marcante aumento do citoplasma da célula – filha recém formada. É nesta fase que se refaz o citoplasma, dividido durante a mitose.
No período G1 a cromatina esta esticada e não distinguível como cromossomos individualizados ao MO. Este é o estágio mais variável em termos de tempo. Pode durar horas, meses ou anos. Nos tecidos de rápida renovação, cujas células estão constantemente em divisão, o período G1 é curto; como exemplo temos o epitélio que reveste o intestino delgado, que se renova a cada 3 dias. Outro tecido com proliferação intensa é a medula óssea, onde se formam hemácias e certos glóbulos brancos do sangue. Todos estes tecidos são extremamente sensíveis aos tratamentos que afetam a replicação do DNA (drogas e radiações ), razão pela qual são os primeiros a lesados nos tratamentos pela quimioterapia do câncer ou na radioterapia em geral. Outros tecidos não manifestam tão rapidamente lesões por apresentarem proliferação mais lenta, tal como ocorre na epiderme ( 20 dias ) e no testículo (64 dias ).
Tecidos cujas células se reproduzem muito raramente, como a fibra muscular, ou que nunca se dividem, como os neurônios do tecido nervoso, o ciclo celular esta interrompido em G1 em um ponto específico denominado G0.

PERÍODO S: Este é o período de síntese. Inicialmente a célula aumenta a quantidade de DNA polimerase e RNA e duplica seu DNA. As duas cadeias que constituem a dupla hélice separam-se e cada nucleotídeo serve de molde para a síntese de uma nova molécula de DNA devido a polimerização de desoxinucleotídeos sobre o molde da cadeia inicial, graças a atividade da DNA polimerase. Esta duplicação obedece o pareamento de bases onde A pareia com T e C com G e como resultado teremos uma molécula filha que é a replica da molécula original. A célula agora possui o dobro de quantidade de DNA.
O estudo das alterações provocadas no DNA por radiações ultravioletas ou raio X, demonstrou que nem sempre o efeito dessas radiações era letal. A analise deste fenômeno levou ao conhecimento de vários tipos de mecanismos de reparação do DNA das células. Nas células normais as alterações produzidas por radiações são reparadas antes de terem tempo de se transmitirem as células – filhas. Este sistema possui grande importância na seleção evolutiva das espécies, pois teriam uma condição essencial para o desenvolvimento de organismos com quantidades cada vez maiores de DNA e com maior número de células.

PERÍODO G2: O período G2 representa um tempo adicional para o crescimento celular, de maneira que a célula possa assegurar uma completa replicação do DNA antes da mitose. Neste período ocorre uma discreta síntese de RNA e proteínas essenciais para o inicio da mitose. É considerado o segundo período de crescimento. Apesar desta divisão nos períodos de crescimento, atualmente sabe-se que ele é um processo continuo, sendo interrompido apenas brevemente no período de mitose.
A célula agora esta preparada para a mitose, que é a fase final e microscopicamente visível do ciclo celular.

CONTROLE DO CICLO CELULAR

O ciclo celular é regulado pela interação de proteínas. Essas proteínas compõem o Sistema de Controle que conduz e coordena o desenvolvimento do ciclo celular. Essas proteínas surgiram a bilhões de anos e tem sido conservadas e transferidas de célula para célula ao longo da evolução
O ciclo celular em organismos multicelulares, é controlado por proteínas altamente específicas, denominadas de fatores de crescimento. Os fatores de crescimento regulam a proliferação celular através de uma rede complexa de cascatas bioquímicas que por sua vez regulam a transcrição gênica e a montagem e desmontagem de um sistema de controle. São conhecidas cerca de 50 proteínas que atuam como fatores de crescimento, liberados por várias tipos celulares. Para cada tipo de fator de crescimento, há um receptor específico, os quais algumas células expressam na sua superfície e outras não.
Os fatores de crescimento podem ser divididos em duas grandes classes: 1) Os fatores de crescimento de ampla especificidade, que afetam muitas classes de células, como por exemplo o PDGF ( fator de crescimento derivado das plaquetas) e o EGF ( fator de crescimento epidérmico ). A segunda classe de fatores de crescimento são os Estreita especificidade, que afetam células específicas.
A proliferação celular depende, de uma combinação específica de fatores de crescimento. Alguns FC estão presentes na circulação, porém a maioria dos FC é originada das células da vizinhança da célula afetada e agem como mediadores locais. Os FC além de serem responsáveis pela regulação do crescimento e da divisão celular estão também envolvidos em outras funções como: sobrevivência, diferenciação e migração celular.

FATORES DE CRESCIMENTO E CONTROLE DO CICLO CELULAR

Os fatores de crescimento liberados ligam-se a receptores de membrana das células alvo. A formação do complexo receptor – ligante, dispara a produção de moléculas de sinalização intracelular. Essas moléculas são responsáveis pela ativação de uma cascata de fosforilação intracelular, que induz a expressão de genes.
O produto da expressão destes genes são os componentes essenciais do Sistema de Controle do Ciclo celular, que é composto pricipalmente por duas famílias de proteínas:

1. CdK ( cyclin – dependent protein Kinase ) que induz a continuidade do processo através da fosforilação de proteinas selecionadas

2. Cyclins que são proteínas especializadas na ativação de proteínas. Essas proteínas se ligam a CdK e controlam a fosforilação de proteínas alvo. São reconhecidas duas familias de Cyclins: Cyclins G1 e Cyclins G2
O ciclo de montagem, ativação e desmontagem do complexo cyclin-CdK são os eventos bases que dirigem o ciclo celular.O ciclo é regulado para parar em pontos específicos. Esses pontos permitem que o sistema de controle sofra influência do meio. Nesses pontos de parada são realizados check up. São reconhecidos dois pontos de Check point:

– Em G1 – antes da célula entrar na fase S do ciclo
– Em G2 antes da célula entrar em mitose. Nestes pontos são checados as condições do meio extracelular e da própria célula.

O controle do ciclo nesses pontos é realizado por duas familias de proteinas:
No período G1 ocorre a montagem do complexo Cyclin-CdK que fosforiliza proteínas especificas induzindo a célula a entrar no período S. O complexo se desfaz com a desintegração da cyclin. No período G2 as cyclins mitóticas ligam-se a proteínas CdK formando um complexo denominado de MPF (M.phase Promiting Factor ) que é ativado por enzimas e desencadeiam eventos que levam a célula a entrar em mitose. O complexo é desfeito pela degradação da cyclin mitótica quando a célula esta entre a metáfase e anáfase induzindo a célula a sair da mitose. Assim cada passo da ativação ou desativação marca uma transição no ciclo celular. Essa transição por sua vez iniciam reações que servem de gatilhos para a continuidade do processo.
Existem duas preposições para explicar a atuação do sistema de controle:
Cada bloco indica um processo essencial no ciclo ( Replicação do DNA, síntese de proteínas, formação do fuso..)
Na hipótese A. cada processo ativa o processo seguinte, num efeito dominó. A hipótese B ajusta-se melhor ao ciclo celular onde os sistemas de controle do ciclo ativam a continuidade do processo.

DIVISÃO CELULAR

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DIVISÃO CELULAR

Todas as células de qualquer planta ou animal surgiram a partir de uma única célula inicial — o óvulo fecundado — por um processo de divisão. O óvulo fecundado divide-se e forma duas células-filhas idênticas, cada uma das quais contém um jogo de cromossomos igual ao da célula parental. Depois, cada uma das células-filhas volta a se dividir, e assim continua o processo. Nesta divisão, chamada de mitose, duplica-se o número de cromossomos (ou seja, o ADN) e cada um dos jogos duplicados constituirá a dotação cromossômica de cada uma das duas células-filhas em formação. Na formação dos gametas, acontece uma divisão celular especial das células germinais, chamada de meiose, na qual se reduz à metade sua dotação cromossômica; só se transmite a cada célula nova um cromossomo de cada um dos pares da célula original.

CICLO CELULAR – MEIOSE E MITOSE

Sabemos que a reprodução é uma propriedade fundamental das células. As células se reproduzem através da duplicação de seus conteúdos e posterior divisão em duas células filhas, este processo é a garantia de uma sucessão contínua de células identicamente dotadas.
Em organismos unicelulares, existe uma pressão seletiva para que cada célula cresça e se divida o mais rápido possível, porque a reprodução celular é responsável pelo aumento do número de indivíduos. Nos organismos multicelulares, a produção de novas células através da duplicação permite a divisão do trabalho, no qual grupos de células tornam-se especializados em determinada função. Essa multiplicação celular porém, tem que ser regulada porque a formação de novas células tem que compensar a perda de células pelos tecidos adultos.
Um indivíduo adulto possui 10 x1013 , todas derivadas de uma única célula, o óvulo fecundado. Mesmo em um organismo adulto, a multiplicação celular é um processo contínuo. O homem possui 2,5×1013 eritrócitos, cujo tempo de vida médio e de 107 segundos ( 120 dias ) para manter esses níveis constantes são necessárias 2, 5 milhões de novas células pôr segundo. Apesar de inúmeras variações existentes, os diferentes tipos celulares apresentam um nível de divisão tal que é ótimo para o organismo como um todo, porque o que interessa é a sobrevivência do organismo como um todo e não de uma célula individual. Como resultado as células de um organismo dividem -se em níveis diferentes. Algumas, como os neurônios nunca se dividem. Outras, como as epiteliais, dividem-se rápida e continuamente.

CICLO CELULAR OU CICLO DE DIVISÃO CELULAR

O ciclo celular compreende os processos que ocorrem desde a formação de uma célula até sua própria divisão em duas células filhas. A principal característica é sua natureza cíclica. O estudo clássico da divisão celular estabelece duas etapas no ciclo celular; de um lado aquela em que a célula se divide originando duas células descendentes e que é caracterizada pela divisão do núcleo (mitose ) e a divisão do citoplasma (citocinese). A etapa seguinte, em que a célula não apresenta mudanças morfológicas, é compreendida no espaço entre duas divisões celulares sucessivas e foi denominada de intérfase.
Pôr muito tempo os citologistas preocuparam-se com o período de divisão, e a interfase era considerada como uma fase de repouso. Mais tarde observou-se, no entanto, que a interfase era uma fase de atividade biossintetica intensa, durante a qual a célula duplica seu DNA e dobra de tamanho. O estudo do ciclo celular sofreu uma revolução nos últimos anos. No passado o ciclo era monitorado através de M.O e o foco de atenção era a segregação dos cromossomos que é a parte microscopicamente visível.
Técnicas especiais de estudo como a raudiautografia permitiram demostrar que a duplicação do DNA ocorre em determinado período da interfase o que permitiu a divisão da interfase em 3 estágios sucessivos, G1, S e G2, o que compreende em geral cerca de 90% do tempo do ciclo celular.
Onde G1 compreende o tempo decorrido entre o final da mitose e inicio da síntese. O período S corresponde ao período de duplicação do DNA e o período G2, o período entre o final da síntese e o inicio da mitose.

PERÍODO G1: Este período se caracteriza por uma intensa síntese de RNA e proteínas, ocorrendo um marcante aumento do citoplasma da célula – filha recém formada. É nesta fase que se refaz o citoplasma, dividido durante a mitose.
No período G1 a cromatina esta esticada e não distinguível como cromossomos individualizados ao MO. Este é o estágio mais variável em termos de tempo. Pode durar horas, meses ou anos. Nos tecidos de rápida renovação, cujas células estão constantemente em divisão, o período G1 é curto; como exemplo temos o epitélio que reveste o intestino delgado, que se renova a cada 3 dias. Outro tecido com proliferação intensa é a medula óssea, onde se formam hemácias e certos glóbulos brancos do sangue. Todos estes tecidos são extremamente sensíveis aos tratamentos que afetam a replicação do DNA (drogas e radiações ), razão pela qual são os primeiros a lesados nos tratamentos pela quimioterapia do câncer ou na radioterapia em geral. Outros tecidos não manifestam tão rapidamente lesões por apresentarem proliferação mais lenta, tal como ocorre na epiderme ( 20 dias ) e no testículo (64 dias ).
Tecidos cujas células se reproduzem muito raramente, como a fibra muscular, ou que nunca se dividem, como os neurônios do tecido nervoso, o ciclo celular esta interrompido em G1 em um ponto específico denominado G0.

PERÍODO S: Este é o período de síntese. Inicialmente a célula aumenta a quantidade de DNA polimerase e RNA e duplica seu DNA. As duas cadeias que constituem a dupla hélice separam-se e cada nucleotídeo serve de molde para a síntese de uma nova molécula de DNA devido a polimerização de desoxinucleotídeos sobre o molde da cadeia inicial, graças a atividade da DNA polimerase. Esta duplicação obedece o pareamento de bases onde A pareia com T e C com G e como resultado teremos uma molécula filha que é a replica da molécula original. A célula agora possui o dobro de quantidade de DNA.
O estudo das alterações provocadas no DNA por radiações ultravioletas ou raio X, demonstrou que nem sempre o efeito dessas radiações era letal. A analise deste fenômeno levou ao conhecimento de vários tipos de mecanismos de reparação do DNA das células. Nas células normais as alterações produzidas por radiações são reparadas antes de terem tempo de se transmitirem as células – filhas. Este sistema possui grande importância na seleção evolutiva das espécies, pois teriam uma condição essencial para o desenvolvimento de organismos com quantidades cada vez maiores de DNA e com maior número de células.

PERÍODO G2: O período G2 representa um tempo adicional para o crescimento celular, de maneira que a célula possa assegurar uma completa replicação do DNA antes da mitose. Neste período ocorre uma discreta síntese de RNA e proteínas essenciais para o inicio da mitose. É considerado o segundo período de crescimento. Apesar desta divisão nos períodos de crescimento, atualmente sabe-se que ele é um processo continuo, sendo interrompido apenas brevemente no período de mitose.
A célula agora esta preparada para a mitose, que é a fase final e microscopicamente visível do ciclo celular.

CONTROLE DO CICLO CELULAR

O ciclo celular é regulado pela interação de proteínas. Essas proteínas compõem o Sistema de Controle que conduz e coordena o desenvolvimento do ciclo celular. Essas proteínas surgiram a bilhões de anos e tem sido conservadas e transferidas de célula para célula ao longo da evolução
O ciclo celular em organismos multicelulares, é controlado por proteínas altamente específicas, denominadas de fatores de crescimento. Os fatores de crescimento regulam a proliferação celular através de uma rede complexa de cascatas bioquímicas que por sua vez regulam a transcrição gênica e a montagem e desmontagem de um sistema de controle. São conhecidas cerca de 50 proteínas que atuam como fatores de crescimento, liberados por várias tipos celulares. Para cada tipo de fator de crescimento, há um receptor específico, os quais algumas células expressam na sua superfície e outras não.
Os fatores de crescimento podem ser divididos em duas grandes classes: 1) Os fatores de crescimento de ampla especificidade, que afetam muitas classes de células, como por exemplo o PDGF ( fator de crescimento derivado das plaquetas) e o EGF ( fator de crescimento epidérmico ). A segunda classe de fatores de crescimento são os Estreita especificidade, que afetam células específicas.
A proliferação celular depende, de uma combinação específica de fatores de crescimento. Alguns FC estão presentes na circulação, porém a maioria dos FC é originada das células da vizinhança da célula afetada e agem como mediadores locais. Os FC além de serem responsáveis pela regulação do crescimento e da divisão celular estão também envolvidos em outras funções como: sobrevivência, diferenciação e migração celular.

FATORES DE CRESCIMENTO E CONTROLE DO CICLO CELULAR

Os fatores de crescimento liberados ligam-se a receptores de membrana das células alvo. A formação do complexo receptor – ligante, dispara a produção de moléculas de sinalização intracelular. Essas moléculas são responsáveis pela ativação de uma cascata de fosforilação intracelular, que induz a expressão de genes.
O produto da expressão destes genes são os componentes essenciais do Sistema de Controle do Ciclo celular, que é composto principalmente por duas famílias de proteínas:
1. CdK ( cyclin – dependent protein Kinase ) que induz a continuidade do processo através da fosforilação de proteínas selecionadas
2. Cyclins que são proteínas especializadas na ativação de proteínas. Essas proteínas se ligam a CdK e controlam a fosforilação de proteínas alvo. São reconhecidas duas famílias de Cyclins: Cyclins G1 e Cyclins G2
O ciclo de montagem, ativação e desmontagem do complexo cyclin-CdK são os eventos bases que dirigem o ciclo celular.
O ciclo é regulado para parar em pontos específicos. Esses pontos permitem que o sistema de controle sofra influência do meio.
Nesses pontos de parada são realizados check up. São reconhecidos dois pontos de Check point:

– Em G1 – antes da célula entrar na fase S do ciclo

– Em G2 antes da célula entrar em mitose. Nestes pontos são checados as condições do meio extracelular e da própria célula.

O controle do ciclo nesses pontos é realizado por duas famílias de proteínas:
No período G1 ocorre a montagem do complexo Cyclin-CdK que fosforiliza proteínas especificas induzindo a célula a entrar no período S. O complexo se desfaz com a desintegração da cyclin. No período G2 as cyclins mitóticas ligam-se a proteínas CdK formando um complexo denominado de MPF (M.phase Promiting Factor ) que é ativado por enzimas e desencadeiam eventos que levam a célula a entrar em mitose. O complexo é desfeito pela degradação da cyclin mitótica quando a célula esta entre a metáfase e anáfase induzindo a célula a sair da mitose. Assim cada passo da ativação ou desativação marca uma transição no ciclo celular. Essa transição por sua vez iniciam reações que servem de gatilhos para a continuidade do processo.
Existem duas preposições para explicar a atuação do sistema de controle:
Cada bloco indica um processo essencial no ciclo ( Replicação do DNA, síntese de proteínas, formação do fuso..)
Na hipótese A. cada processo ativa o processo seguinte, num efeito dominó. A hipótese B ajusta-se melhor ao ciclo celular onde os sistemas de controle do ciclo ativam a continuidade do processo.

MITOSE

A mitose ( do grego: mitos = filamento ) é um processo de divisão celular, característico de todas as células somática vegetais e animais. É um processo continuo que é dividido didaticamente em 5 fases: Prófase, metáfase, anáfase, telófase, nas quais ocorrem grande modificações no núcleo e no citoplasma. O desenvolvimento das sucessivas fases da mitose são dependentes dos componentes do aparelho mitótico.

Aparelho Mitótico

O aparelho mitótico é constituído pelos fusos, centríolos, ásteres e cromossomos. O áster é um grupo de microtúbulos irradiados que convergem em direção do centríolo.
As fibras do fuso são constituídas por:
1. microtúbulos polares que se originam no polo.
2. Microtúbulos cinetecóricos, que se originam nos cinetecóro
3. Microtúbulos livres.
Cada cromossoma é composto por duas estruturas simétricas: as cromátides, cada uma delas contém uma única molécula de DNA. As cromátides estão ligadas entre si através do centrômero, que é uma região do cromossoma que se liga ao fuso mitótico, e se localiza num segmento mais fino denominado de constricção primária.

FASES DA MITOSE

PRÓFASE: Nesta fase cada cromossoma é composto pôr 2 cromátides resultantes da duplicação do DNA no período S. Estas cromátides estão unidas pelos filamentos do centrômero. A Prófase caracteriza-se pela contração dos cromossomas, que tornam-se mais curtos e grossos devido ao processo de enrolamento ou helicoidização.
Os nucléolos se desorganizam e os centríolos, que foram duplicados durante a interfase, migram um par para cada pólo celular.
O citoesqueleto se desorganiza e seus elementos vão constituir -se no principal componente do fuso mitótico que inicia sua formação do lado de fora do núcleo. O fuso mitótico é uma estrutura bipolar composta por microtúbulos e proteínas associadas. O final da Prófase, também é denominada de pré-metáfase, sendo a principal característica desta fase, o desmembramento do envoltório nuclear em pequenas vesículas que se espalham pelo citoplasma.
O fuso é formado por microtúbulos ancorados nos centrossomas e que crescem em todas as direções. Quando os MT dos centrossomos opostos interagem na Zona de sobreposição, proteínas especializadas estabilizam o crescimento dos MT.Os cinetecoros ligam-se na extremidade de crescimento dos MT.
O fuso agora entra na região do nuclear e inicia-se o alinhamento dos cromossomos para o plano equatorial.

PROMETÁFASE OU FINAL DA PRÓFASE: Alguns defendem a existência , após a prófase, de uma fase denominada prometáfase. Ela seria um curto período de transição da prófase para metáfase. As transformações deste período, na maioria das vezes, englobada, são a desintegração da membrana nuclear (ela incorpora-se ao retículo) e a conseqüente “queda” dos cromossomos no citoplasma. Estes então se dirigem à região equatorial da célula, aonde vão se prender as fibras do fuso por meio de seus centrômeros.

METÁFASE: (meta = depois): Cada cromossomo sofre uma contração nuclear; diminui o número de espirais, o diâmetro aumenta e torna-se regular, uma conseqüência do acúmulo de DNA. Algumas fibrilas do fuso acromático, denominam-se fibras cromossômicas, prendem-se ao centrômero dos cromossomos por uma estrutura denominada cinetócoro; outras fibrilas estendem-se de um centro celular a outro (são as fibras contínuas), sem contactarem com os cromossomos.Os centríolos já estão ocupando pólos opostos na célula. Os cromossomos duplicados estão presos pelo centrômero às fibras do fuso acromático, ocupando a região mediana da célula. Os cromossomos alinhados nessa região formam a chamada placa equatorial, com as cromátides-irmãs (as que se prendem no mesmo centrômero) voltadas uma para cada pólo da célula. Essa é a fase de maior visualização dos cromossomos, por isso é chamada fase do cariótipo, para facilitar o estudo cromossômico, a divisão celular pode ser interrompida na metáfase, por substâncias como a colchinina e vimblastina, que impedem a polimerização das proteínas do fuso mitótico.

ANÁFASE: Inicia-se quando os crentrômeros tornam-se funcionalmente duplos. Com a separação dos centrômeros, as cromátides separam-se e iniciam sua migração em direção aos pólos. As cromátides, agora cromossomos-filhos, afastam-se em direção aos centros celulares opostos, com as extremidades dos braços voltadas para o plano mediano da célula. No deslocamento dos cromossomos-filhos agem simultaneamente duas forças: tração, por parte das fibras cromossômicas, devido ao encurtamento das fibrilas por perda das moléculas protéicas; impulsão por parte das fibras contínuas. Enquanto estes fatos ocorrem, inicia-se o estrangulamento citoplasmático de fora para dentro. A igualdade das cromátides-irmãs e a posição que ocupavam na metáfase garantem uma distribuição idêntica de material genético para os dois pólos e, conseqüentemente, para as duas células que vão se formar, assim no final dessa fase, em cada pólo há número de cromossomos igual ao que havia na célula que iniciou a divisão, embora agora com apenas um filamento cada um. Tem início a desespiralização dos cromossomos.

TELÔFASE: A telófase inicia-se quando os cromosomas-filhos alcançam os pólos. Estas são circundadas por cisternas do retículo endoplasmático, que depois se soldam umas às outras dando origem a novas membranas nucleares.Os cromossomos desespiralizados estão dispostos em 2 conjuntos, um em cada pólo. O núcleo também ressurge. Os nucléolos reaparecem sendo formados a partir da zona SAT de certos cromossomos. As fibras de áster e do fuso desaparecem. Finalmente, verifica-se, em células animais, que na região equatorial da célula a membrana nuclear se invagina formando um sulco de divisão, e, à medida que se aprofunda, aumenta o estrangulamento nessa região, ocorre a separação das 2 células-filhas. É a citodierése (plasmodierése ou citocinese) . Esse estrangulamento ocorre de fora para dentro, razão pelo qual, a citocinese animal é dita centrípeta. Durante a citocinese há distribuição dos componentes citoplasmáticos às células filhas em quantidades aproximadamente iguais. Assim, ao final da mitose surgem 2 células-filhas com o mesmo número de cromossomos que a célula-mãe, embora não visível no final da divisão, pois o núcleo de cada uma já se encontra no estado interfásico.

CITOCINESE: Ë o processo de clivagem e separação do citoplasma. A citocinese tem inicio na anáfase e termina após a telófase com a formação das células filhas.
Em células animais forma-se uma constricção, ao nível da zona equatorial da célula mãe, que progride e estrangula o citoplasma. Esta constrição é devida a interação molecular de actina e miosina e microtúbulos. Como resultado de uma divisão mitótica teremos 2 células filhas com numero de cromossomas iguais a da célula mãe.

BLOQUEIO DA MITOSE

Certos agentes físicos e químicos são capazes de inibir a mitose. Alguns desses inibidores são usados no tratamento do câncer, pois inibem a proliferação de células cancerosas.

Há dois tipos de inibidores da mitose: inibidores da síntese de DNA e inibidores do fuso.

Entre as substâncias químicas capazes de inibir a síntese de DNA, podem ser citados o iperita ou gás de mostarda e o 5-fluoracilo. Os raios X são agentes físicos que inibem a síntese de DNA.

A inibição da formação do fuso é feita por uma substância química denominada colchinina. Ela, ao ser adicionada a uma célula em início da divisão, permita que esta progrida somente até a metáfase. As radiações são capazes de destruir as ligações entre os cromossomos e o centrômero. Com isso, os cromossomos não migram aos pólos, sendo bloqueada a divisão.

OBSERVAÇÕES:

* A mitose tem duração variável de uma há algumas horas dependendo da espécie da célula e das condições do ambiente, podendo chegar mesmo a 24 horas de duração. Sendo que a temperatura ambiental pode acelerar, retardar ou mesmo bloquear o processo mitótico.

* No caso do homem, em particular, temperaturas muito reduzidas ou superiores a 45º C bloqueiam a mitose.

* A descrição do processo mitótico é indireta, baseando-se na observação de células mortas., convenientemente preparadas.

* Caracteriza-se por modificações nucleares (cariodierése) e por alternações citoplasmáticas (citodierése) (que ocorrem simultaneamente).

* A mitose pode ser bloqueada com o emprego de certas substâncias como, por exemplo, a colchinina. Tal substância impede a formação do fuso e migração dos cromossomos-filhos para os pólos da célula. Isto quer dizer que a divisão paralisa na metáfase. Isto é feito por pesquisadores a fim de estudar o cariótipo da célula.

* A mitose em células animais é astral (há centríolos) e nos vegetais superiores é anastral (não se observa centríolos).

* Durante a metáfase, nas células vegetais os cromossomos se dispõem em toda a região equatorial formando uma coroa.

* Em tecidos que estão em crescimento verificam-se mitoses sucessivas.

* Alguns autores dividem a fase a mitose em mais uma fase, a prometáfase, que seria uma fase complementar da prófase que se caracteriza especificamente pelo desaparecimento da carioteca.

ATIVIDADE DE SÍNTESE NO CICLO CELULAR

O conteúdo de proteínas total de uma célula típica aumenta mais ou menos continuamente durante o ciclo. Da mesma maneira a síntese de RNA continua constante, com exceção da Fase M, a maioria das proteínas são sintetizadas durante as diferentes fases do ciclo, portanto o crescimento é um processo contínuo e constante, interrompido brevemente na fase M, quando o núcleo e a célula se dividem.
O período mitótico caracteriza-se pela baixa atividade bioquímica; durante este período a maior parte da atividades metabólicas, e em especial a síntese de macromoléculas, esta deprimida. Neste sentido não se observou nenhuma síntese de DNA durante o período mitótico, enquanto que a intensidade da síntese de RNA e proteínas se reduz de maneira marcante na prófase, mantendo-se em níveis mínimos durante a metáfase e anáfase; com a telófase reinicia-se a síntese de RNA e no final desta etapa, com o começo de G1, se restaura a intensidade de síntese de proteínas. É fácil compreender a queda de síntese de RNA que caracteriza a mitose, pois a condensação da cromatina para formar cromossomas deve bloquear a possibilidade de transcrição.

MEIOSE

Organismos simples podem reproduzir-se através de divisões simples. Este tipo de reprodução assexuada é simples e direta e produz organismos geneticamente iguais. A reprodução sexual por sua vez, envolve uma mistura de genomas de 2 indivíduos, para produzir um indivíduo que diferem geneticamente de seus parentais.
O ciclo reprodutivo sexual envolve a alternância de gerações de células haplóides, com gerações de células diplóides. A mistura de genomas é realizada pela fusão de células haplóides que formam células diplóides. Posteriormente novas células diplóides são geradas quando os descendentes de células diplóides se dividem pelo processo de meiose.
Com exceção dos cromossomos que determinam o sexo, um núcleo de célula diplóide contém 2 versões similares de cada cromossomo autossomo, um cromossomo paterno e 1 cromossoma materno. Essas duas versões são chamadas de homologas, e na maioria das células possuem existência como cromossomos independentes. Essas duas versões são denominadas de homólogos. Quando o DNA é duplicado pelo processo de replicação, cada um desses cromossomos é replicado dando origem as cromátides que são então separadas durante a anáfase e migram para os polos celulares. Desta maneira cada célula filha recebe uma cópia do cromossomo paterno e uma cópia do cromossoma materno.
Vimos que a mitose resulta em células com o mesmo número de cromossomas, se ocorre – se a fusão dessas células, teríamos como resultado células com o dobro de cromossomas e isso ocorreria em progressão. Exemplificando: O homem possui 46 cromossomas, a fusão resultaria em uma célula com 92 cromossomas. A meiose desenvolveu-se para evitar essa progressão.
A meiose ( meioum = diminuir ) ocorre nas células produtoras de gametas. Os gametas masculinos e femininos ( espermatozóides e óvulos ) que são produzidos nos testículos e ovários respectivamente as gônadas femininas e masculinas. Os gametas se originam de células denominadas espermatogonias e ovogonias.
A meiose é precedida por um período de interfase ( G1, S, G2 ) com eventos semelhantes aos observados na mitose.
As espermatogônias e ovogônias, que são células diplóides, sofrem sucessivas divisões mitóticas. As células filhas dessas células desenvolvem ciclo celular, e num determinado momento da fase G2 do ciclo celular ocorrem alterações que levam as células a entrar em meiose e darem origem a células háploides ou seja células que possuem a metade do número ( n) de cromossomas da espécie. A regulação do processo meiótico inicia-se durante a fase mitótica, onde observam-se: 1) Período S longo; 2) aumento do volume nuclear. Experimentalmente demonstra-se que eventos decisivos ocorrem em G2, devido a ativação de sítios únicos para a meiose. Podemos definir meiose como sendo o processo pelo qual número de cromossomos é reduzido a metade.
Na meiose o cromossomo produzido possui apenas a metade do número de cromossomos, ou seja somente um cromossomo no lugar de um par de homólogos. O gameta é dotado de uma cópia do cromossoma materno ou paterno.
A meiose é um processo que envolve 2 divisões celulares com somente uma duplicação de cromossomas.

FASES DA MEIOSE

A meiose ocorre apenas nas células das linhagens germinativas masculina e feminina e é constituída por duas divisões celulares: Meiose I e Meiose II.

INTÉRFASE- Antes do início da meiose I as células passam por um processo semelhante ao que ocorre durante a intérfase das células somáticas. Os núcleos passam pelo intervalo G1, que precede o período de síntese de DNA, período S, quando o teor de DNA é duplicado, e pelo intervalo G2.

MEIOSE I

A meiose I é subdividida em quatro fases, denominadas: Prófase I, Metáfase I, Anáfase I, Telófase I

PRÓFASE I – A prófase I é de longa duração e muito complexa. Os cromossomos homólogos se associam formando pares, ocorrendo permuta (crossing-over) de material genético entre eles.

Vários estágios são definidos durante esta fase: Leptóteno, Zigóteno, Paquíteno, Diplóteno e Diacinese.

Leptóteno

    • Os cromossomos tornam-se visíveis como delgados fios que começam a se condensar, mas ainda formam um denso emaranhado. Nesta fase inicial , as duas cromátides- irmãs de cada cromossomo estão alinhadas tão intimamente que não são ditinguíveis.

Zigóteno
Os cromossomos homólogos começam a combinar-se estreitamente ao longo de toda a sua extensão. O processo de pareamento ou sinapse é muito preciso.

Paquíteno
Os cromossomos tornam-se bem mais espiralados. O pareamento é completo e cada par de homólogos aparece como um bivalente ( às vezes denominados tétrade porque contém quatro cromátides)
Neste estágio ocorre o crossing-over, ou seja, a troca de segmentos homólogos entre cromátides não irmãs de um par de cromossomos homólogos.

Diplóteno
Ocorre o afastamento dos cromossomos homólogos que constituem os bivalentes. Embora os cromossomos homólogos se separem, seus centrômeros permanecem intactos, de modo que cada conjunto de cromátides-irmãs continua ligado inicialmente. Depois, os dois homólogos de cada bivalente mantêm-se unidos apenas nos pontos denominados quiasmas (cruzes).

Diacinese
Neste estágio os cromossomos atingem a condensação máxima.

METÁFASE I – Há o desaparecimento da membrana nuclear. Forma-se um fuso e os cromosomos pareados se alinham no plano equatorial da célula com seus centrômeros orientados para pólos diferentes.

ANÁFASE I – Os dois membros de cada bivalente se separam e seus respectivos centrômeros com as cromátides-irmãs fixadas são puxados para pólos opostos da célula.
Os bivalentes distribuem-se independentemente uns dos outros e, em conseqüência, os conjuntos paterno e materno originais são separados em combinações aleatórias.

TELÓFASE I – Nesta fase os dois conjuntos haplóides de cromossomos se agrupam nos pólos opostos da célula.

Meiose II

A meiose II tem início nas células resultantes da telófase I, sem que ocorra a Intérfase. A meiose II também é constituída por quatro fases:

PRÓFASE II – É bem simplificada, visto que os cromossomos não perdem a sua condensação durante a telófase I. Assim, depois da formação do fuso e do desaparecimento da membrana nuclear, as células resultantes entram logo na metáfase II.

METÁFASE II – Os 23 cromossomos subdivididos em duas cromátides unidas por um centrômero prendem-se ao fuso.

ANÁFASE II – Após a divisão dos centrômeros as cromátides de cada cromossomo migram para pólos opostos.

TELÓFASE II – Forma-se uma membrana nuclear ao redor de cada conjunto de cromátides.

PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE MITOSE E MEIOSE:

MITOSE

    • • Uma divisão nuclear e uma divisão citoplasmática por ciclo.

• Uma célula-mãe produz duas células-filhas.

• Os conteúdos genéticos das células-filhas são idênticos entre si e também iguais aos da célula- mãe.

• O número de cromossomos das células-filhas é o mesmo que o da célula-mãe.

• Os cromossomos não entram em sinapse.

• Não existe permutação entre os cromossomos homólogos.

• Não há formação de quiasmas entre os homólogos.

• Produtos mitóticos geralmente são capazes de sofrer outras divisões mitóticas subseqüentes.

• Ocorre normalmente na maioria das células somáticas.

MEIOSE

    • • Duas divisões nucleares e duas divisões citoplasmáticas por ciclo.

• Uma célula-mãe produz quatro células-filhas. Os conteúdos genéticos das células-filhas diferem da célula-mãe e também diferem entre si.

• O número de cromossomos das células-filhas é a metade do da célula-mãe.

• Os cromossomos entram em sinapse.

• Existe permutação entre os cromossomos homólogos.

• Ocorre formação de quiasmas entre os homólogos.

• Produtos meióticos não podem sofrer outra divisão meiótica, embora possam ser submetidos à divisão mitótica.

• Ocorre em células germinativas, em células- mães de esporos e no zigoto de muitas algas e fungos.

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Dicionário de Ecologia

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Autoria: Tiago Ferreira de Souza

AÇÃO – A ação é o efeito exercido pelo biótopo pela biocenose.

ÁCIDO ÚRICO – Produto de excreção eliminado por répteis e aves.

ACLIMAÇÃO OU ACLIMATAÇÃO – Adaptação dos organismos a condições de ambiente diversas das habituais anteriores.

ADAPTAÇÃO – Acomodação de um organismo a condições adversas.

ADAPTAÇÃO CONVERGENTE – Ocorre entre animais pertencentes a grupos diferentes que vivem no mesmo hábitat. Ex.: rã (anfíbio), jacaré (réptil) e hipopótamo (mamífero), animais de habitat aquático, nos quais olhos e orifícios nasais ficam sempre acima da linha d’água.

ADUBOS – Substâncias essenciais ao perfeito desenvolvimento das plantas.

AERAÇÃO DO SOLO – A porosidade do solo regula a circulação de água, do ar e de muitos animais. Um solo compacto e pouco poroso pode impedir as imigrações verticais dos animais sensíveis à temperatura e à umidade, impedindo, deste modo, a existência deles.

ÁGUAS LÊNTICAS – Águas paradas, ou estagnadas. Águas de lagos, lagoas e represas.

ÁGUAS LÓTICAS – Águas correntes, ou seja dos rios.

ALOPÁTRICA – Duas espécies vizinhas são alopátricas quando suas áreas de distribuição são distintas, seus nichos ecológicos podem ser separados ou então superpor-se parcialmente.

AMENSALISMO – Relação que consiste na inibição do crescimento de uma espécie, chamada amensal, por produtos de secreção de outra espécie.

AMÔNIA (NH3) – Substância muito tóxica excretada pelos peixes ósseos.

ANÁDROMA – Migração de certos peixes (salmão, por exemplo) do mar para os rios.

ANEMOCORIA – Dispersão da semente por ação do vento.

ASSOCIAÇÃO – As associações são grupamentos de espécies mais localizados e capazes de serem definidos com precisão.

AUTÓTROFOS – organismos que conseguem sintetizar substância orgânica a partir de substância inorgânica.

B

ACTÉRIAS DENITRIFICANTES – São bactérias encontradas no solo e que a partir de nitratos produzem o nitrogênio livre que volta para atmosfera.

BACTÉRIORRIZA – Mutualismo encontrado entre bactérias do gênero Rhizobium e raízes de leguminosas.

BANQUISA – Águas em estado sólido sobre as águas oceânicas.

BENTOS – Compreende organismos fixados no fundo (bentos sésseis) e organismos móveis (bentos vagantes) que só se deslocam nas vizinhanças imediatas.

BIOCENOSE – Coletividade de animais e vegetais dentro de um mesmo biótipo, cujos membros formam, em dependência recíproca, um equilíbrio biológico dinâmico.

biocenótica – o mesmo que sinecologia.

bioCÓRION – É a unidade do biótipo com distribuição horizontal, como por exemplo, um tronco de árvore abatida, um montão de pedras, um cadáver de mamífero.

BIOCICLO – Parte da biosfera com características próprias.

BIOCORA – Parte do biociclo com características próprias.

BIOGEOCENOSE – Sinônimo de ecossistema.

BIOGEOGRAFIA – Ciência que estuda a distribuição dos seres vivos na natureza.

BIOMA – Comunidade biótica que se caracteriza pela uniformidade fisionômica da flora e da fauna que a formam e se influenciam mutuamente.

BIOTA – Flora e fauna de uma região

BIÓTOPO – Espaço limitado onde vive uma biocenose.

BIOREDUTORES – Ver decompositores.

BIOSFERA – Espaço ambiental terrestre em que existe vida.

BIÓTOPO – Termo designativo de organismos com idêntica constituição genética.

C

ADEIA ALIMENTAR – É uma seqüência de seres vivos, na qual uns comem aqueles que os precedem na cadeia, antes de serem comidos por aqueles que os seguem.

CADUCIFOLIA – Planta que perde as folhas em épocas desfavoráveis.

CAMÉFITOS – Também chamados vegetais anãos, têm sues brotos acima do solo, porém, a menos de 50 cm, o que lhes permite ser protegidos pela neve do inverno.

CAMPO – Bioma com distribuição geográfica variada: centro da América do Norte, Centro-leste da Europa, parte da América do Sul. De dia, a temperatura é alta, mas cai ã noite. Muita luz, muito vento e pouca umidade. Recobertos por único estrato de vegetação, predominando as gramíneas. A massa de vegetação por unidade de área é menor por problema de água, por condições oligominerais e porque nos campos existem muitos consumidores primários: insetos, roedores, ungulados. Acompanham predadores: cobras, aves de rapina, carnívoros. Distinguem-se um campo limpo (pampa, estepe), muito uniforme e um campo sujo (cerrado, savana), com vegetação arbórea e arbustiva e espaçamento entre grupos dos mesmos.

CATÁDROMA – Migração de peixes de água doce para o mar (Exemplo: enguia).

CENÓBIO – Colônia que se origina a partir de um só indivíduo.

CICLO BIOGEOQUÍMICO – Transporte de matéria nos ecossitemas, no qual os diversos elementos são constantemente reciclados.

CLIMATOGRAMA – É uma maneira clássica de representação do clima de uma região. Coloca-se geralmente a temperatura em ordenadas e a pluviosidade em abcissas.

CLÍMAX – Na chamada sucessão ,o fim da evolução da série é representado por uma biocenose ou comunidade estável, em equilíbrio com o meio, denominada clímax.

CLONE – Conjunto de seres originados de um mesmo indivíduo.

COAÇÃO – É a influência que os organismo exercem uns sobre os outros.

COMENSALISMO – Associação em que uma das espécies se beneficia, usando restos alimentares de outra espécie, que não é prejudicada.

COMPETIÇÃO INTERESPECÍFICA – Relação entre indivíduos de espécies diferentes, que concorrem pelos mesmos fatores do ambiente.

COMPETIÇÃO INTRAESPECÍFICA – Relação entre indivíduos da mesma espécies, que concorrem pelos mesmos fatores do ambiente.

COMUNIDADE – O mesmo que biocenose.

CONSUMIDORES – Organismos que não conseguem sintetizar a substância orgânica a partir de substâncias inorgânicas. Estão na dependência dos produtores, são heterotrófos.

COOPERAÇÃO – Ocorre quando as duas espécies formam uma associação, mas esta não é indispensável, podendo cada qual viver isoladamente, mas a associação traz vantagens para ambas.

CRESCIMENTO DE POPULAÇÕES – O crescimento de uma população é devido essencialmente a dois fenômenos opostos, a natalidade e a mortalidade, as quais é possível acrescentar a emigração e a imigração.

CRIPTÓFITO – São as ”plantas escondidas” que não têm órgãos vestigiais visíveis durante a má estação.

D

ECOMPOSITOR – Tipo especial de consumidor. Alimenta-se de substâncias orgânicas em decomposição e tem grande importância na reciclagem da matéria na natureza.

DENSIDADE DAS POPULAÇÕES – A densidade de uma população é o número de indivíduos presentes por unidade de superfície ou volume.

DESERTO – Bioma encontrado na Austrália, Arábia, Atacama (Chile), Saara (África). maior parte do solo descoberta; pouca vegetação, solo muito árido. Pouca chuva e muito irregular: fortes, de pequena duração, sem infiltração. Dias muito quente e noite muito frias. Pouca umidade. Ventos fortes. Plantas de crescimento rápido; raízes longas e horizontais; capacidade de armazenamento de água (cactáceas).

Em desertos nos Estados Unidos, encontram-se arbustos separados por intervalos regulares: é auto-regulação, em que as folhas eliminam hormônios que inibem o desenvolvimento dos vizinhos (amensalismos).

Predominam roedores: vivem em tocas de dia e saem ã noite; retiram água das sementes que comem ou do orvalho. Répteis, aves e insetos. Escorpiões. Camelo (adaptação ao calor excessivo). Os mamíferos do deserto tem adaptações para conseguir sobreviver ao calor e à secura: ausência ou redução do número de glândulas sudoríparas, urina concentrada, fezes concentrada e suportar falta de água pela suspensão do metabolismo.

DETRITÍVOROS – Em um certo número de casos, as cadeias alimentares começam pela matéria orgânica morta e os consumidores primários são denominados detritívoros.

DISPERSÃO – Processo em que o indivíduo é passivamente transportado para outras áreas. Ocorre principalmente com frutos e sementes.

E

CESIS – É a capacidade de uma espécie pioneira se reproduzir numa área nova.

ECOLOGIA – Estudo das relações entre os seres vivos e o meio ambiente

ECOSSISTEMA – A biocenose e seu biótopo constituem dois elementos inseparáveis que reagem um sobre o outro, para produzir um sistema mais ou menos estável que recebem o nome de ecossitema.

ECÓTONE – É a região de transição entre duas biocenoses.

EDÁFICO – Relativo ou pertencente ao solo.

EMIGRAÇÃO – Saída de indivíduos de uma população.

ENDEMIA – Doença infecciosa que se refere a uma determinada região.

EPIDEMIA – Doença infecciosa que se refere a uma determinada região.

EPILÍMNIO – Zona superficial de um lago, agitada pelo vento, rica em oxigênio dissolvido e em fitoplâncton, bem iluminada, e na qual a temperatura declina lentamente com a profundidade.

EPINOCICLO – O mesmo que biociclo terrestre.

ESPÉCIES ALOPÁTRICAS – Espécies que possuem distintas áreas de distribuição.

ESQUIÁFILA – Planta de sombra, o mesmo que umbriófila.

ESTENOALINO – Organismo que não suporta grande variação de salinidade.

ESTENOBÁRICO – Organismo que não suporta uma grande variação de pressão.

ESTENOÉCIA – É a espécie que só pode suportar uma grande variação de pressão.

ESTENOTERMO – Organismo que não suporta uma grande variação de temperatura.

ESTRATIFICAÇÃO – Distribuição de indivíduos de uma biocenose no plano vertical. A unidade com distribuição vertical é o estrato.

ETOLOGIA – Estudo do comportamento dos seres vivos.

EURIALINO – Organismo que suporta uma grande variação de salinidade.

EURIBÁRICO – Organismo que suporta uma grande variação de pressão.

EURIÉCIA – Espécie capaz de suportar grandes variações de fatores ecológicos e povoar meios muito diferentes.

EURITÉRMICO – Organismo que suporta uma grande variação de temperatura.

F

ANERÓFITO – Vegetal com rebentos a mais de 50 cm do solo. É o caso de árvores.

FITOPLÂNCTON – Plantas microscópicas flutuantes.

FLORESTA TEMPERADA – ( = decídua ou caducifólia). Ocorre no leste dos Estados Unidos, Europa Ocidental, China, Mandchúria, Japão e Coréia. Recebe mais energia ainda. Precipitação ainda pequena (110 cm/ano), mas o ano todo. Quatro estações bem definidas. Estação de crescimento mais longa. As folhas caem das árvores e arbustos no outono (dicotiledônea caducofólias), como defesa contra a seca fisiológica. Muitos animais que migram, adaptam-se ou hibernam no inverno.

FLORESTA TROPICAL – ( = pluvial ou latifoliada). Fica entre os trópicos. Amazônia, Índias Orientais, Congo. Grande suprimento de energia, com baixa pressão.

Chuvas regulares e abundantes (330 cm/ano). Floresta luxuriante e de crescimento rápido. Nítida estratificação em andares (microclimas), vertical:

a) – Superiores ( = topo) – mais de 40 m de altura. Recebe muita energia de dia, aquece-se e à noite perde calor por irradiação, de que modo que a umidade varia, mas de modo geral é quente e seco. As copas são arredondadas, as folhas são largas e de cutícula fina, eliminando excesso de água. Relativamente pobre em fauna.

b) – Médio – de 5 a 25 metros de altura. Como a luz dificilmente penetra pelo topo, este estrato ( = esta sinúsia) é escuro; e quente e úmido. Muito rico. São favorecido os cipós e um intenso epifitismo (musgos, liquens, samambais, orquídeas, bromélias). Insetos: dípteros, coleópteros, himenopteros, lepidopteros. Aves: verde-cinzentas (homocronia). Mamíferos: platirrinos, morcegos, roedores, ouriço, serelepe, xernartros: – preguiça e tamanduá (só na América do Sul), gambá, coati. Repteis: jibóia, lagartos.

c) Inferior – escuro, quente, úmido; pouca vegetação rasteira pela falte de luz, retida nos outros andares, mas aparece muita matéria vegetal em decomposição.

FLUTUAÇÃO – Grande variação que sofre uma população.

FORESIA – Hábito de um animal se fazer transportar por outro, sem haver parasitismo.

G

REGÁRIO – Que vive em bando

GELOS OCEÂNICOS – Icebergs

H

ÁBITAT – Lugar onde vive uma espécie.

HALÓFITA – Planta que vive em solo salgado.

HELIÓFILO – Planta de sol.

HELIOTÉRMICO – Animal pecilotermo que se aquece ao sol, tomando posições que os fazem aproveitar ao máximo os raios solares

HEMICRIPTÓFITA – Planta com brotos invernais situados rente ao solo e envolvidos por uma roseta de folhas quase sempre persistentes ou por escamas protetoras.

HETERÓTROFO – Organismo incapaz de sintetizar as substâncias orgânicas de seu corpo a partir de substâncias minerais e que, portanto, tem de absorver substâncias orgânicas do meio. São heterótrofos animais e vegetais aclorofilados.

HIDROCORIA – Disseminação de frutos e sementes através da água.

HIBERNAÇÃO – Parada no desenvolvimento provocada por baixa temperatura.

HIGRÓFILOS – Organismos que só podem viver em meios muito úmido, freqüentemente saturados ou próximos da saturação.

HIPOLÍMIO – Zona profunda de um lago, pouco iluminada ou mesmo inteiramente escura, pobre em fitoplâncton e cuja temperatura varia pouco durante o ano.

HOMEOSTASIA – Tendência à estabilidade de um ecosssistema, isto é, um independência cada vez mais acentuada com relação às perturbarções de origem externa.

HÚMUS – Terra rica em organismos em decomposição.

I

MIGRAÇÃO – Entrada de indivíduos na população.

INDIVÍDUO – Unidade da população.

INFECÇÃO – Doença causada por um organismo unicelular.

INFESTAÇÃO – Doença causada por um organismo pluricelular.

INVERSÃO TÉRMICA – Pouco antes do por-do-sol, produz-se o fenômeno da inversão térmica, em virtude do qual o ar se torna cada vez mais frio, quando nos aproximamos do solo. Um solo bom condutor de calor aquece-se muito durante o dia e resfria-se muito durante a noite.

L

IXIVIAÇÃO – Lavagem do solo pela água das chuvas.

LÍQUEN – Associação mutualística entre alga e fungo.

LIMNOCICLO – O biociclo da água doce.

LENÇOL FREÁTICO – Lençol de água subterrânea situada sobre uma camada de terreno impermeável, geralmente argila.

LEI DO MÍNIMO – Deve-se a Liebig (1840) o enunciado da “Lei do Mínimo”: o crescimento dos vegetais é limitado pelo elemento cuja concentração é inferior ao valor mínimo, abaixo do qual as sínteses não podem mais fazer-se.

LAGO OLIGOTRÓFICO – São lagos profundos, tendo um importante hipolímnio. Em sua zona profunda, de baixa temperatura, o teor de oxigênio é elevado, a produção é fraca, é lenta a decomposição dos cadáveres de animais e vegetais.

LAGO EUTRÓFICO – São lagos pouco profundos e suas águas, nas proximidades do fundo, tem temperatura mais elevada que no caso dos lagos oligotróficos. A produtividade é importante, os fenômenos de decomposição bacteriana são intensos e as águas são verdes.

LAGO DISTRÓFICO – Lagos ricos em ácidos húmicos que tornam as águas ácidas e de cor escura. Neles a vegetação é rara.

M

UTUALISMO Associação necessária à sobrevivência de duas espécies que se beneficiam mutuamente. Cada espécie só pode sobreviver, crescer e reproduzir-se na presença de outra.

MORTALIDADE – Número de mortes ocorrida em um determinado tempo, em determinada área.

MONÓFAGA – Espécie de parasita que só subsiste a custa de um único hospedeiro.

MIMETISMO – Semelhança externa, na forma ou na cor, entre uma espécie e outra, ou entre uma espécie e o meio ambiente; tal semelhança protege os miméticos contra os predadores.

MIGRAÇÃO – Corrente de indivíduos que deixa de participar de uma população e passa a pertencer à outra população.

MICROCLIMA – Corresponde ao clima da escala e no nível do organismo. Seu estudo deve colocar em evidência a importância do meio.

MICORRIZA – Tipo de mutualismo encontrado entre fungos e raízes vegetais.

MESOIDISMO – Mimetismo simultâneo por homocromia e homotipia.

MESÓFILOS – Organismos que têm moderadas necessidades de água ou de umidade atmosférica e suportam as alternâncias das estações seca e úmida.

MESOCLIMA – O macroclima sofre localmente modificações em vários de seus elementos, o que determina um mesoclima (clima local). O clima de uma floresta, de um vertente são mesoclimas.

MACROCLIMA – Também chamado clima original é o resultado da situação geográfica e orográfica.

N

ATALIDADE – Número de nascimentos ocorrido num determinado tempo, em determinada área.

NÉCTON – É o conjunto das espécies capazes de viver em plena água e se deslocar ativamente contra as correntes marinhas.

NEUTRALISMO – As duas espécies são independentes, não tendo qualquer influência uma sobre a outra.

NICHO ECOLÓGICO – É o papel que o organismo desempenha no ecossistema. O conhecimento de nicho ecológico permite responder às seguintes questões: como, onde e à custa de quem a espécie se alimenta, por quem é comida, como e onde descansa e se reproduz.

NITRAÇÃO – Formação de nitrato a partir de nitritos. É feita por bactérias (Nitrobracter).

NITRIFICAÇÃO – Passagem de amônia para nitrito e deste para nitrato. São reações realizadas por bactérias.

NITROBACER – Bactérias importantes no fenômeno da nitração.

NITROZAÇÃO – Formação de nitrito a partir de amônia. É uma transformação feita por bactérias (Nitrosomonas).

NITROSOMAS – Bactérias importantes no fenômeno da nitrozação.

NÍVEL TRÓFICO – Diz-se que os organismos pertencem ao nível trófico quando são separados pelo mesmo número de etapas. os vegetais clorofilianos na cadeia alimentar pelo mesmo número de etapas. os vegetais clorofilianos constituem por definição o primeiro nível trófico.

O

LÍFAGAS – Espécies que vivem às expensas de algumas espécies freqüentemente vizinhas umas das outras.

OSCILAÇÃO – Pequena variação.

P

ANDEMIA – doença infecciosa que atinge 100% da população.

PARASITISMO – Associação onde uma espécie (parasita) vive dentro ou sobre outra (hospedeiro), tirando proveito para si, e prejudicando o hospedeiro.

PARASITISMO FITOFÍTICO – Aquele em que um vegetal parasita outro vegetal

PARASITA INTERMITENTE – Parasita que só exerce a ação parasitária em certa fase do desenvolvimento.

PARASITISMO ZOOFÍTICO – Parasitismo em que um animal parasita um vegetal.

PEDOLOGIA – Ciência que estuda o solo.

PELÁGICO – Relativo ao mar aberto.

PIONEIROS – São os primeiros organismos a se instalarem em um meio que está em processo de sucessão ecológica.

PIRÂMIDES DAS BIOMASSAS – Representação da cadeia onde cada degrau indica, para cada nível trófico, a quantidade de matéria viva presente.

PIRÂMIDES DAS ENERGIAS – Representação de cadeia alimentar onde cada nível trófico é representado por um triângulo, cujo comprimento é proporcional ao número de indivíduos presentes em cada nível trófico.

PIRÂMIDES DOS NÚMEROS – Representação gráfica da cadeia alimentar onde cada degrau é um retângulo, onde o comprimento é proporcional ao número de indivíduos presentes em cada nível trófico.

PLÂNCTON – Compreende o conjunto de organismos

POLÍFAGO – Espécies que atacam grande número de espécies.

POPULAÇÃO – É o conjunto dos indivíduos da mesma espécie que vivem em um território, cujos limites são geralmente os da biocenose da qual esta espécie faz parte.

POTENCIAL BIÓTICO – É a capacidade natural de crescimento da população.

PREDATISMO – Predador é o organismo que procura alimento vivo, animal ou vegetal.

PRODUTORES – São os vegetais clorofilianos, isto é, os organismos capazes de fabricar e acumular energia potencial sob forma de energia química, presente nas matérias orgânicas sintetizadas.

PRODUTIVIDADE BRUTA – A quantidade de matéria viva produzida durante a unidade de tempo por um nível trófico determinado ou por um de seus constituintes.

PRODUTIVIDADE LÍQUIDA – É a produtividade bruta menos a quantidade de matéria viva degradada pelos fenômenos respiratórios.

PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA – É a produtividade dos seres autotróficos.

PESTICIDAS – Designa-se pelo nome de pesticidas ou defensivos o conjunto dos produtos químicos destinados a lutar contra os animais e os vegetais considerados nocivos.

Q

UIMIOSSÍNTESE – Processo que consiste na síntese de substância orgânica com energia obtida por um processo químico.

QUIMIOTÉRMICO – Animal pecilotérmico que pode aumentar a temperatura, graças a uma intensa atividade muscular.

R

ADIAÇÃO ADAPTATIVA – Devido à atuação da seleção natural só subsistem as formas melhor adaptadas. para designar este fenômeno emprega-se o termo radiação adaptativa.

REAÇÃO – Designa-se por este nome a influência exercida por uma biocenose sobre seu biótopo.

REDE ALIMENTAR – Desde que um mesmo animal ou um vegetal pode servir de alimento a carnívoros ou a herbívoros variados, as diversas cadeias alimentares entrelaçam-se muitas vezes entre si e constituem assim uma rede alimentar.

S

APRÓFORO – O mesmo que decompositor.

SIMBIOSE – qualquer tipo de relação existente entre organismos.

SIMPÁTRICAS – Duas espécies são simpátricas quando coabitam em uma área mais ou menos vasta, seus nichos ecológicos podem superpor-se parcialmente, ou então um pode estar totalmente incluído no outro.

SINECOLOGIA – É a parte da ecologia que analisa as relações entre os indivíduos pertencentes às diversas espécies de um grupo e seu meio.

SINUSIA – São comunidades muito restritas que nem por isso deixam de ser bem definidas e delimitadas no espaço. Exemplo: um tronco de árvore morta, um cadáver em decomposição.

SUCESSÃO ECOLÓGICA – É uma série de estágios do desenvolvimento de uma comunidade estável.

SUCESSÕES PRIMÁRIAS – Correspondem à instalação dos seres vivos em um meio que nunca tinha sido povoado.

SUCESSÕES SECUNDÁRIAS – Aparecem em um meio que já foi povoado, mas do qual foram eliminados os seres vivos por modificações climáticas, geológicas ou por intervenção do homem.

T

AIGA – É a floresta das coníferas, aciculifoliada ou ainda boreal. Fica entre o Círculo Polar Ártico e 60 de latitude norte e também não existe no hemisfério sul; abrange parte da Sibéria, do norte, da Europa e do Canadá. Pouca energia solar, embora mais do que na Tundra. só duas estações, mas o verão é mais longo (3 meses). Temperatura mais amena. Pouca chuva (30 mmano). árvores e florestas de coníferas (abetos, pinheiro e cedro) que cobrem o solo, dando em conseqüência pouca vegetação rasteira. Três meses de crescimento. Seca fisiológica. Folhas de área pequena, com forma de agulha (floresta aciculifoliada), xerofítica. Aves e mamíferos. hibernação parcial (urso). Alce, lobo, marta, lince, roedores e o caribu que desce da Tundra.

TALASSOCICLO – Biociclo marinho.

TEIA ALIMENTAR – entrelaçamento de cadeias alimentares.

TERMOCLINO – Zona de transição (intermediária de um lago, onde a temperatura decresce rapidamente de um grau pelo menos por metro.

TUNDRA – fica na região circumpolar norte; não existe no hemisfério sul. Pouca energia solar. Alta pressão. Pouca precipitação (10 cm/ano). Só duas estações: inverno longo e frio e verão curto (dois meses). neve e solo gelado; a camada superior do solo degela no verão, mas o subsolo permanece congelado. Os organismos estão adaptados a uma curta estação de degelo e pouca umidade. Poucas espécies. Vegetação rasteira. liquens e musgos; plantas com períodos curtos de crescimento e floração. No verão: moscas, mosquitos, aves marinhas, roedores e seus predadores. No inverno, roedores que conseguem sobreviver embaixo da neve; esquilos hibernantes; aves, caribu e rena (ungulados) migrantes; lobos que conservam a atividade; homocromia por embranquecimento (raposas, lebres, perdiz, etc.).

U

MBRÓFILO – Vegetal que se desenvolve na sombra.

X

ERÓFILAS – Espécies que vivem em meios secos, onde é acentuado o déficit de água, tanto no ar, quanto no solo.

XERÓFITA – Planta que se desenvolve em região árida.

XEROMORFISMO – Refere-se a características apresentadas pelos vegetais xerófitos.

XEROMORFO – Vegetal com caracteres morfológicos que evidenciam sua adaptação à seca.

XEROSERE – Sucessão cujo estágio inicial ocorre em local seco.

Z

ONA ABISSAL – É o ambiente marinho que se estende desde 2000 metros até maiores profundidades.

ZONA AFÓTICA – Zona marinha abaixo de 400 metros; não apresenta luz.

ZONA BATIAL – é o meio marinho com profundidades de 200 até 2000 metros. Tem escassez de animais.

ZONA DISFÓTICA – Região marinha com luz difusa; situa-se entre 100 a 400 metros

ZONA EUFÓTICA – Tem boa penetração de luz e vai até 100 metros de profundidade.

ZONA LITORÂNEA – É a zona afetada pelas marés. Apresenta abundância de luz, oxigênio e alimento.

ZONA NERÍTICA – É o ambiente marinho situado abaixo do nível das marés, indo até 200 metros de profundidade. Apresenta grande importância econômica pela riqueza de plâncton e nécton.

ZOOCORIA – Disseminação de frutos e sementes por animais.

Dicionário de Biologia

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Autoria: Tiago Ferreira de Souza

Abiogênese: teoria que admite que os seres vivos se originam da matéria bruta, espontânea e rapidamente.

Abomaso: também chamado de coagulador, tem estrutura característica e é a única das quatro porções do estômago dos ruminantes dotada de glândulas secretoras de enzimas digestivas.

Acetabulária: alga marinha verde, unicelular, chegando a medir 3 cm de altura.

Acelomados: qualificação dos animais que não desenvolvem o celoma durante a formação embrionária. Assim, o corpo do animal mostra-se maciço, sem celoma ou cavidade geral.

Acetil coenzima A: intermediário de alta energia no metabolismo de moléculas utilizadas como fonte de energia.

Acetilcolina: substância que age como mediador químico ao nível das sinapses nervosas do sistema parassimpático e dos nervos do sistema da vida de relação, inclusive nas placas motoras.

Ácido indolacético: composto que desempenha papel no estímulo mitótico e no alongamento celular para o crescimento orientado das plantas.

Ácido úrico: produto nitrogenado, presente na excreção dos répteis e aves.

Acrossomo: porção apical do espermatozóide; contém enzimas que digerem parte do envoltório do óvulo, permitindo a fecundação.

ACTH: hormônio produzido pelo lobo anterior da hipófise, que atua sobre o córtex das supra-renais, estimulando-as a produzir corticosteróides.

Actina: proteína relacionada com o movimento celular.

Adrenalina: hormônio produzido pela porção medular das supra-renais; prepara o organismo para reações de defesa ou ataque.

Aeróbico: diz-se do organismo que exige a presença de oxigênio para respirar.

Ágar: substância gelatinosa, de natureza glicídica, semelhante a uma cola, usada como laxante; tem emprego em bacteriologia, como meio de cultura para inúmeros germes.

AIDS: síndrome de imunodeficiência adquirida, doença provocada por um vírus (HIV), que ataca o sistema de defesa do organismo.

Alécito: óvulo dos mamíferos placentários.

Alelo: cada um dos genes situados no mesmo locus gênico.

Ambulacral: sistema característico dos equinodermos, cuja principal função é a locomoção.

Amebíase: doença do trato digestivo provocada pela atividade de amebas no intestino.

Amebócito: célula amebóide presente nos poríferos.

Ametábolo: termo aplicado aos insetos que não sofrem metamorfose durante seu ciclo vital.

Âmnio: anexo embrionário dos mamíferos, aves e répteis, que se mostra como uma bolsa cheia de líquido, envolvendo o embrião e protegendo-o contra traumas e fatores físicos e biológicos provenientes do meio ambiente.

Amônia: excreta nitrogenado extremamente tóxico. Devido à sua toxicidade, precisa ser rapidamente eliminado do corpo do animal ou convertido em produto menos tóxico.

Anabolismo: processo químico de construção da matéria viva, que se passa no organismo a nível celular.

Androceu: é o conjunto de elementos masculinos, os estames, da flor das angiospermas.

Andropausa: cessação da atividade sexual no homem.

Anelídeo: animal triblástico, celomado, segmentado, aquático ou terrestre.

Anemia: estado mórbido em que ocorre a diminuição do volume circulatório sangüíneo em face de uma acentuada perda de sangue (hipovolemia) ou, então, a diminuição do número de eritrócitos por unidade de volume sangüíneo.

Aneuploidia: alteração numérica de um ou alguns cromossomos do genoma.

Anfíbios: classe de vertebrados cujos representantes apresentam formas larvais aquáticas e formas adultas terrestres.

Anfimixia: fusão dos núcleos do óvulo e do espermatozóide para formar o núcleo do zigoto.

Anfioxo: animal cordado, invertebrado, pertencente a classe dos cefalocordados.

Angiosperma: classe da divisão das traqueófitas caracterizada por apresentar ovário na flor.

Anisogamia: forma de reprodução sexuada para a qual concorrem gametas que revelam alguma desigualdade entre si, quer seja na forma, no tamanho ou no comportamento.

Anorexia: falta de apetite.Pode ocorrer espontaneamente ou ser induzida por drogas.

Anticódon: seqüência de três nucleotídeos no RNAt, complementar do códon do RNAm.

Anticorpo: substância protéica produzida pelos linfócitos que ataca e destrói substâncias ou microorganismos estranhos ao corpo.

Antígeno: qualquer substância que,. introduzida no corpo, provoca uma reação de defesa, com produção de anticorpos.

Antocianina: pigmento comum nos vegetais, que pode manifestar vários tons de roxo-avermelhado e roxo-azulado, conforme o pH da célula.

Antozoários: classe dos celenterados.

Aquênio: fruto seco, indeiscente, dotado de semente única, que se desenvolve sobre um receptáculo carnoso e comestível, erradamente considerado como o fruto.

Aracnídeos: classe de artrópodes, cujos representantes apresentam corpo dividido em cefalotórax e abdome, têm quatro pares de patas e não possuem antenas.

Aracnóide: membrana fibrosa que se dispõe entre a dura-máter e a pia-máter. Compreende um folheto justaposto à dura-máter e um emaranhado de trabéculas, que une este folheto à pia-máter.

Arquêntero: cavidade presente na gástrula, que corresponde à futura cavidade digestiva.

Artrópode: filo que reúne animais triblásticos, celomados, segmentados, com apêndices articulados; vivem em ambientes aquáticos ou terrestres.

Asquelminto: filo que reúne animais triblásticos, pseudocelomados, dotados de um tubo digestivo reto e completo.

Áster: feixe de microfibrilas protéicas, que convergem em direção aos centríolos.

Autofagia: propriedade geral das células eucarióticas relacionada com a renovação dos componentes celulares.

Autossomos: cromossomos responsáveis pelas características somáticas.

Autótrofo: ser vivo que fabrica o próprio alimento.

Auxina: hormônio vegetal que promove o crescimento celular, participando dos tropismos dos caules e raízes.

B

Baga: fruto carnoso, de pericarpo abundante, túrgido, macio e, na maioria das vezes, comestível, como a laranja, o abacate e a uva.

Bento: conjunto de seres do bioma aquático que vivem em relação com o fundo submerso.

Biocenose: é sinônimo de comunidade ecológica.

Biogênese: teoria que admite que os seres vivos somente se originam pela reprodução de outros seres vivos.

Biosfera: conjunto formado por todos os ecossistemas da Terra. Constitui a porção do planeta habitada por seres vivos.

Biótopo: significa o lugar em que a comunidade vive.

Blastocele: cavidade da blástula.

Blastômero: cada uma das primeiras células do embrião.

Blastóporo: abertura que comunica o arquêntero do embrião com o meio externo.

Braquifalangia: dedos curtos. Sinônimo de braquidactilia.

Briófita: planta avascular, cormófita, criptógama e terrestre (predominantemente).

C

Caatinga: formação vegetal típica da região Nordeste.

Caloria: quantidade de calor necessário para aquecer 1 g de água de 14,5ºC a 15,5ºC.

Cariocinese: divisão nuclear que ocorre durante a divisão celular de células eucariontes.

Cariopse: fruto seco indeiscente, minúsculo, que se desenvolve em infrutescências do tipo espiga, como o milho, o arroz e o trigo.

Carioteca: envoltório nuclear, membrana dupla que circunda o nucleoplasma e o material genético.

Cariótipo: conjunto de cromossomos característico de uma determinada espécie.

Carpelo: megaesporófilo das angiospermas.

Catabolismo: segunda fase do metabolismo (posterior ao anabolismo), que consiste em sucessivas reações enzimáticas de oxidação da matéria anteriormente assimilada, visando a liberação da matéria anteriormente assimilada.

Cefalópodes: classe de moluscos a que pertencem o polvo e a lula.

Celenterados: filo a que pertencem, entre outros, a hidra, as medusas e as anêmonas-do-mar.

Celoma: cavidade interna do corpo de certos animais totalmente revestida por mesoderme.

Célula: unidade morfofisiológica dos seres vivos.

Celulose: polissacarídeo produzido pelas células vegetais, que forma a parede celular.

Cenócito: massa citoplasmática multinucleada.

Centrômero: região do cromossomo que se liga às fibras do fuso acromático da divisão celular.

Centrossomo: orgânulo citoplasmático importante na orientação dos cromossomos para os pólos da célula durante o processo mitótico.

Cercária: estágio larvário dos vermes trematódios que parasita o molusco hospedeiro intermediário até matá-lo, passando depois à água, à espera do hospedeiro definitivo.

Cestóide: classe de platelmintos a que pertencem as tênias.

Cianófita: organismo unicelular, procarionte, autótrofo fotossintetizante.

Ciclose: movimento de circulação promovido pelo citoplasma, em células vegetais, ao redor de grandes vacúolos de suco celular.

Ciclóstomo: classe dos vertebrados cujos representantes têm boca circular.

Cifozoário: classe de celenterados a que pertencem as águas-vivas.

Cisto: O mesmo que quisto; todo e qualquer tumor vesiculoso, com formato de saco e de conteúdo líquido ou semilíquido. Forma de resistência dos protozoários, adquirida em face de condições adversas do ambiente ou para a reprodução.

Citocinese: processo de clivagem e separação do citoplasma; o estágio final da mitose.

Ciófita: designação comum dada às plantas que medram em lugares sombrios.

Cístron: unidade do DNA, que corresponde à menor porção do mesmo capaz de codificar uma cadeia polipeptídica completa.

Citocromos: enzimas aceptoras de elétrons, que contêm ferro.

Clásper: órgão copulador observado nos machos, entre peixes condrícities, em forma de duas pequenas aletas derivadas da nadadeira ventral.

Cleistogamia: forma de autofecundação em plantas, por polinização direta, na flor ainda fechada antes de desabrochar. Ocorre em algumas flores hermafroditas.

Clasmocitose: processo pelo qual certas células eliminam os resíduos resultantes do metabolismo.

Clitelo: região do corpo da minhoca que produz muco e onde se abre o poro genital feminino.

Clivagem: divisão celular. Divisões do zigoto, quando vão originar os blastômeros.

Cloaca: bolsa localizada na extremidade posterior do corpo de alguns animais, onde se abrem o ânus, o por excretor e o genital.

Cnidário: vide celenterados.

Cnidoblasto: célula de defesa encontrada na epiderme dos cnidários contendo uma pequena cápsula – o nematocisto -, com um filamento distensível inoculador de substância irritante.

Clorófita: algas verdes.

Coacervado: grumo formado quando proteínas são dissolvidas em água.

Coanas: aberturas de comunicação das narinas com a cavidade bucal.

Código genético: informação genética contida nos genes.

Códon: seqüência de três nucleotídeos do RNAm, que codifica um determinado tipo de aminoácido.

Colágeno: proteínas mais abundante nos mamíferos, serve de base para a fabricação de colas.

Colênquima: tecido vegetal vivo, constituído de células cujas paredes, puramente celulósicas, são fortemente espessadas, mas não de maneira uniforme. Sua função é de sustentação da planta.

Comensalismo: relação ecológica interespecífica harmônica na qual apenas uma espécie é beneficiada, sem prejuízo para a outra espécie associada.

Condríctios: peixes cartilaginosos.

Conjugação: forma de reprodução sexuada em que as células se tocam e realizam a troca de material genético, após o que se tornam aptas para divisões diretas.

Cordados: animais com notocorda na fase embrionária.

Córnea: membrana transparente que recobre a parte anterior do globo ocular.

Corpúsculo residual: vacúolo formado quando a digestão de substâncias estranhas é incompleta.

Criptógama: planta que não produz flor.

Cristalino: estrutura transparente, em forma de lente biconvexa, que deixa passar a luz.

Cromátide: cada um dos dois filamentos cromossômicos que se mantêm unidos pelo centrômero, após a dupliação cromossômica.

Cromatina: material filamentoso, muito corável, presente no interior da célula.

Cromatóforos: células pigmentadas existentes na derme de certos animais.

Cromômero: cada um dos grânulos que se coram mais intensamente ao longo dos cromossomos.

Cromonema: filamento de cromatina antes de ser denominado cromossomo.

Cromoplasto: plasto com pigmento.

Crustáceos: classe de artrópodes à qual pertencem o camarão, a lagosta, entre outros.

D

Deiscência: abertura espontânea dos frutos secos ou de uma antera, para dar liberdade às sementes ou aos grãos de pólen, respectivamente.

Dendritos: ramificações curtas e numerosíssimas, arborescentes, de condução centrípeta dos neurônios.

Deplasmólise: volta de uma célula plasmolisada à situação normal.

Deuterostômios: animais em que a boca do adulto não é a mesma do estágio gastrular, mas sim uma nova formação.

Diacinese: última subfase da prófase I da meiose.

Dicariótica: aplica-se para as células com dois núcleos.

Diatomáceas: algas da Divisão Chrysophyta, ricas em caroteno e xantofilas. São unicelulares, providas de um envoltório silicoso. Consideradas algas inferiores, como as pirrófitas e euglenófitas, ficam enquadradas, juntamente com os protozoários, no Reino Protista.

Diencéfalo: parte posterior do prosencéfalo, composta de tálamo, hipotálamo e epitálamo.

Difteria: moléstia infecto-contagiosa provocada pelo Corynebacterium diphteriae ou bacilo de Klebs-Löffler, que ataca as mucosas da faringe e da laringe, provocando a formação de placas fibrinosas brancas aderidas ao tecido.

Dipnóicos: designação dos peixes pulmonados, isto é, peixes ósseos portadores de bexiga natatória adaptada à função de respiração aérea.

Dióica: diz-se das espécies em que os indivíduos são unissexuados.

Diplóide: célula que apresenta pares de cromossomos homólogos.

Diplossomo: a dupla de centríolos em cada pólo das células animais.

Diplóteno: subfase da prófase I da meiose.

Dormência: estado de atividade suspensa.

Down, síndrome: alteração autossômica caracterizada pela presença de três cromossomos número 21 no cariótipo (trissomia do 21), retardo mental e malformações múltiplas das características faciais e do sistema nervos central.

Drupa: fruto carnoso com uma só semente.

Dura-máter: meninge mais externa, fibrosa, adjacente ao tecido ósseo, que envolve as duas outras meninges – a aracnóide a a pia-máter.

E

Eclâmpsia: síndrome grave resultante de profundo grau de toxemia gravídica, caracterizada por acentuada hipertensão arterial, edemas generalizados, comprometimento renal e desordens neurológicas, com convulsões clônico-tônicas, inconsciência e coma. Freqüentemente leva à morte.

Ecobiose: complexo de relações que se passam entre os seres vivos e o meio ambiente em que vivem.

Ecologia: ramo da ciência que estuda as interações entre os seres vivos e o meio em que vivem.

Ecótono: região de transição entre dois ecossistemas diferentes.

Ectoplasma: camada mais externa do citoplasma, logo abaixo da membrana, quase não revelando organelas.

Edema: derrame de líquido nos tecidos proveniente do sangue, provocando turgor e aumento de volumes locais.

Elastina: proteína integrante da estrutura de fibras elásticas, nos tecidos conjuntivos.

Elefantíase: enfermidade crônica provocada pela localização de vermes nematóides da espécie Wuchereria bancrofti no interior dos vasos linfáticos, ocasionando a obstrução à passagem da linfa, que transuda para os tecidos circuvizinhos. Isso determina o aparecimento progressivo de um edema de enormes proporções. Geralmente, atinge os membros inferiores, bolsa escrotal, mamas e, menos comumente, os membros superiores. A transmissão dos embriões é feita pelo mosquito Culex pipiens.

Embolia: obstrução brusca de um vaso, geralmente de pequeno calibre, por coágulo, bolha gasosa ou de óleo.

Embriogênese: processo de multiplicação e diferenciação celular que forma um embrião.

Endemia: doença sempre presente em uma população.

Endocitose: termo empregado para designar fenômenos relacionados ao envolvimento e ingestão de diversas substâncias pela membrana celular.

Endomembranas: membranas internas que correspondem ao retículo endoplasmático.

Endométrio: mucosa uterina.

Endosperma: tecido presente na semente, cuja função é nutrir o embrião das fanerógamas.

Enzima: designação geral das proteínas que atuam como catalisadores de reações químicas.

Epicarpo: a parte mais externa do pericarpo e que corresponde à casca dos frutos.

Epidemia: aparecimento de doença que se espalha rapidamente, atingindo grande número de indivíduos de uma população.

Epifitismo: forma de relação harmônica unilateral interespecífica das plantas que se desenvolvem sobre outras sem prejudicá-las.

Equinodermo: filo animal ao qual pertencem, entre outros, a estrela-do-mar e o ouriço-do-mar.

Equinóide: classe de equinodermos a que pertence o ouriço-do-mar.

Epifitismo: forma de relação harmônica unilateral interespecífica das plantas que se desenvolvem sobre outras sem prejudicá-las.

Ergastoplasma: retículo endoplasmático associado a ribossomos.

Eritroblastose fetal: anormalidade sangüínea em que ocorre descarga de eritroblastos no sangue circulante para compensar a perda de hemácias ou eritrócitos normais por hemólise conseqüente à incompatibilidade do fator Rh.

Esclerênquima: tecido vegetal de sustentação, formado por células alongadas e mortas.

Esclerócitos: o mesmo que escleritos ou células pétreas.

Especiação: conjunto de etapas que culminam com a formação de espécies novas, a partir de uma população de ancestrais comuns.

Espermateca: lugar no corpo de certas fêmeas onde ficam alojados os espermatozóides recebidos dos machos durante o acasalamento.

Esporo: célula haplóide capaz de se desenvolver e produzir um novo organismo.

Esporófito: fase diplóide da planta, que forma esporos através da meiose.

Esteróides: grupo de compostos de natureza lipídica formados pela combinação estérica de ácidos graxos com um álcool de cadeia fechada. Compreendem os hormônios do córtex das glândulas supra-renais, como a cortisona e a hidrocortisona, bem como os hormônios sexuais (adrosterona, testosterona, estradiol, progesterona…).

Estroma: matriz do cloroplasto.

Eucarionte: organismo uni ou multicelular, cujas células contêm um núcleo verdadeiro.

Eucromatina: cromatina geneticamente ativa.

Eumicetos: organismos enquadrados, pelo moderno sistema de classificação dos seres, no Reino Fungi, contrastando com os mixomicetos, que pertencem ao Reino Protista.

Euploidia: multiplicação de todo o genoma.

F

Fagocitose: captura de partículas nutritivas ou corpos estranhos, diretamente pelas células.

Fagossomo: bolsa membranosa que contém a partícula capturada pelo processo da fagocitose.

Fator abiótico: fator ou elemento não-vivo.

Fator biótico: fator ou elemento vivo.

Feedback: qualquer mecanismo ou sistema de autocontrole que explica como um órgão passa a funcionar em determinado momento, sob certa circunstância, e pára de funcionar, evitando sua sobrecarga ou excesso de trabalho, em outro momento, numa nova circunstância.

Felogênio: meristema secundário; produz um tecido de proteção externo (súber) e um revestimento mais interno (feloderma) em caules e raízes para crescerem em espessura.

Feófita: alga parda.

Fenótipo: aparência geral do indivíduo em face de sua constituição genética e das influências do meio.

Fermentação: degradação incompleta de moléculas orgânicas com liberação de energia.

Fibras mitóticas: fibras protéicas que aparecem durante a divisão celular e têm papel fundamental na distribuição dos cromossomos.

Fibrina: proteína fibrosa formada a partir do fibrinogênio.

Fibrinogênio: proteína presente no sangue, precursora da fibrina.

Filogênese: história da estirpe de um organismo no processo evolutivo.

Fitoplâncton: seres fotossintetizantes que flutuam na superfície das águas.

Flagelo: organela microtubular longa com função de locomoção.

Fosfocreatina: substância energética cuja função é recarregar o ATP durante a contração muscular.

Fotofosforilação: formação de ATP pela ligação de um grupo fosfato ao ADP, com utilização de energia luminosa.

Fotólise: dissociação da água por meio de energia luminosa na fotossíntese. Esse processo é conhecido como reaçãod e Hill, pesquisador que descobriu a origem do O2, liberado na fotossíntese.

Fotossíntese: síntese de matéria orgânica a partir da luz.

Fototropismo: desenvolvimento orientado das plantas em função da intensidade e da direção da luz que sobre elas incide.

Fruto: órgão vegetal que resulta da hipertrofia (desenvolvimento) do ovário da flor após a fecundação dela.

Fruto carnoso: fruto suculento e, em geral, comestível.

Fruto deiscente: fruto que se abre quando maduro.

Fruto indeiscente: fruto que não se abre quando maduro.

Fruto seco: fruto duro, não comestível, que se abre repentinamente, dispersando as sementes.

FSH: hormônio folículo-estimulante.

G

Gametófito: fase haplóide da planta, que forma os gametas.

Gastroderme: camada de células que reveste a cavidade digestiva dos celenterados.

Gastrópode: classe de moluscos em que o pé está diretamente ligado à massa visceral.

Gene: unidade de transmissibilidade genética que responde pela hereditariedade de um caráter.

Gene-pool: quadro geral de genes comuns aos indivíduos de uma certa população ou de uma raça.

Genoma: lote completo de genes, típico da espécie.

Genótipo: constituição genética de um indivíduo com relação a um ou mais caracteres.

Gestação: tempo de desenvolvimento do concepto dentro do útero materno desde a fecundação até o parto.

Gimnosperma: classe da divisão das traqueófitas, caracterizada por apresentar sementes nuas.

Gineceu: conjunto de elementos femininos (carpelos) das flores das angiospermas.

Ginecóforo: canal onde o esquistossomo macho aloja a fêmea.

Glicocálix: camada mais externa de uma célula animal, continuamente renovada, em contato com a membrana plasmática.

Glicólise: etapa inicial do processo de quebra da glicose, com produção de energia.

Glicoproteínas: associação de proteínas e mucopolissacarídeos.

Glóbulo branco: célula branca do sangue, ou leucócito, com função de defesa do organismo.

Grana: plural de granum.

Granum: tilacóides dispostos em uma pilha.

Grão de pólen: gametófito jovem masculino.

H

Haplóide: célula que apresenta apenas um cromossomo de cada tipo, ou seja, não apresenta cromossomos homólogos.

Haustório: raiz de planta parasita; raiz sugadora.

Hematófago: o que se alimenta de sangue.

Hemocianina: pigmento respiratório incolor, que contém cobre; encontrado na hemolinfa de crustáceos e aracnídeos.

Hemoglobina: pigmento respiratório incolor.

Heterocromatina: cromatina condensada e permanentemente inativa.

Heterolécito: tipo de ovo com razoável quantidade de vitelo no pólo vegetativo.

Heterótrofo: ser vivo que se alimenta de matéria orgânica elaborada.

Heterozigoto: condição de um indivíduo em que os genes do mesmo locus gênica.

Hialosplama: citoplasma fudnamental.

Hidrocoria: disseminação ou dispersão das plantas pela ação das águas. Sementes, esporos e frutos são carregados pelas correntezas dos rios, das chuvas e dos mares a pontos distantes, onde encalham e tornam possível o desenvolvimento de uma nova planta da mesma espécie.

Hidrólise: quebra de moléculas pela adição de água.

Hidrozoários: uma das classes de celenterados.

Hipertricose auricular: presença de muitos pêlos longos na orelha.

Hirudíneos: uma das classes de anelídeos.

Histologia: estudo dos tecidos.

Holândrico: diz-se do gene transmitido pelo cromossomo Y.

Holoblástica: segmentação total do ovo.

Holoturóides: classe de equinodermos à qual pertencem as holotúrias ou pepinos-do-mar.

Homeostase: ajustamente de um sistema ou organismo às condições ambientais.

Homólogos: cromossomos que apresentam os mesmos locus gênicos.

Homozigoto: indivíduo em que os genes do mesmo locus são idênticos.

I

Insulina: hormônio pancreático que faz baixar o nível de glicose no sangue.

Intercinese: curto período entre a primeira e a segunda divisão meiótica.

Intérfase: parte do ciclo vital da célula em que ela não está se dividindo.

Isolamento geográfico: condição em que duas populações se acham separadas fisicamente por alguma modalidade de barreira.

Isolamento reprodutivo: condição em que um grupo de seres vivos não conseguem se cruzar com outro de maneira a produzir descendentes férteis.

J

Jugular: cada uma das quatro veias )veias jugulares) que correm pelos lados do pescoço, paralelas à artéria carótida, e que trazem o sangue venoso da cabeça para o coração.

Jejuno: segmento do intestino delgado situado entre o duodeno e o íleo, sem um limite de transição anatomicamente bem definido com este último.

K

Klinnefelter, Síndrome: trissomia do cromossomo 23, caracterizando um cariótipo 22A+XXY.

Koch, bacilo de: bacilo da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis). Compreende subespécies diversas, que causam a tuberculose humana, a tuberculose bovina e a tuberculose aviária.

L

Lactose: dissacarídeo formado pela união de glicose e galactose.

Leptóteno: subfase inicial da prófase I da meiose.

Leucoplasto: plasto incolor.

LH: hormônio luteinizante.

Ligação peptídica: ligação entre o grupo carboxila de um aminoácido e o grupo amina de outro.

Lignina: substância glicoprotéica que se deposita nas paredes das células do esclerênquima, conferindo a este notável rigidez.

Lipossolúvel: solúvel em gordura.

Lisossomo: pequena vesícula de armazenamento de enzimas formada a partir do complexo de Golgi.

“Locus” gênico: posição relativa ocupada por um gene no cromossomo.

M

Mamífero: classe do subfilo dos vertebrados cujos representantes têm glândulas mamárias e pêlos corporais.

Meiose: processo de divisão celular pelo qual uma célula diplóide origina quatro células haplóides.

Melanina: pigmento escuro existente na pele, nos pêlos, na coróide e na retina.

Melatonina: hormônio segregado pela glândula pineal. Atua no desenvolvimento físico, psíquico e sexual do indivíduo, inclusive estimulando a liberação de hormônios gonadotrópicos da adeno-hipófise.

Meninge: cada uma das 3 membranas protetoras que envolvem todo o SNC (encéfalo e medula raquiana), compreendendo a dura-máter, a aracnóide e a pia-máter.

Meningite: processo inflamatório de uma ou de todas as meninges. Pode ter sua origem em processos traumáticos, tóxicos ou, mais freqüentemente, infecciosos.

Menopausa: época da vida da mulher em que cessam definitivamente os ciclos menstruais, em decorrência da acentuada queda de produção dos hormônios gonadotrópicos hipofisários.

Menstruação: processo de descamação do endométrio, acompanhado de perda de sangue.

Meroblástica: segmentação parcial do ovo.

Mesentoderme: folheto germinativo da gástrula que dá origem à mesoderme e endoderme.

Mesogléia: camada gelatinosa entre a epiderme e a gastroderme dos celenterados.

Mesonefro: rim que se localiza na região mediana do corpo; aparece nos ciclóstomos, peixes e anfíbios adultos.

Metabolismo: conjunto de todos os processos bioquímicos mediante os quais se faz a assimilação e desassimilação das substâncias necessárias à vida, nos animais e nas plantas.

Metagênese: alternância de gerações.

Metameria: divisão do corpo em segmentos semelhantes.

Metanefro: rim mais desenvolvido, localiza-se na região posterior do corpo; aparece nos répteis, aves e mamíferos adultos.

Micoplasma: o mais simples organismo celular conhecido, com um tamanho intermediário entre os maiores vírus e as menores bactérias.

Miofibrila: fibra contrátil presente no interior das células musculares.

Mitocôndria: organela citoplasmática das célula dos eucariontes, responsável pela respiração celular.

Mitose: processo de divisão celular através do qual o material genético é precisamente duplicado e são gerados dois novos conjuntos de cromossomos idênticos ao original.

Molusco: animal triblástico, celomado, não segmentado, aquático ou terrestre, com ou sem concha.

Monera: reino que reúne organismos procariontes.

Monocariótica: célula com um núcleo.

Monotremos: ordem da classe dos mamíferos cujos representantes são ovíparos.

Mórula: fase de segmentação do zigoto na qual os blastômeros se dispõem numerosamente formando um corpo esférico, maciço, pluricelular, mais ou menos do tamanho do zigoto do qual se originou. É a a primeira etapa do desenvolvimento embrionário imediatamente após a clivagem.

Mucilagem: designação comum aos compostos viscosos produzidos por plantas.

Muco: secreção constituída por água e uma proteína, a mucina.

Mutação: alteração física ou química do material genético.

N

NAD: nicotinamida-adenina-dinucleotídeo. Aceptor de hidrogênios, na cadeia respiratória.

NADH: molécula reduzida.

NADP: nicotinamida-adenina-dinucleotídeo-fosfato. Aceptor de elétrons na fotossíntese.

NADPH: molécula reduzida.

Nanismo: anomalia do desenvolvimento com insuficiência do crescimento somático. Pode ter causas diversas. Na espécie humana e nos outros animais superiores, é mais comum que seja provocado por disfunção endócrina, com deficiência funcional da tireóide ou da hipófise. Nas plantas, muitas vezes decorre de uma haploidia.

Necrose: morte de uma célula ou de certa extensão de um tecido, caracterizada por uma degeneração nuclear e desintegração citoplasmática por autólise.

Nécton: seres do bioma aquático que nadam ativamente.

Néfron: unidade morfofuncional do rim desenvolvido dos animais mais evoluídos, coposta de glomérulo de Malpighi, cápsula de Bowman, túbulo contorcido proximal, alça de Henle, túbulo contorcido distal e tubos coletores de urina.

Nefrídeo: estrutura excretora dos anelídeos

Nematocisto: cápsula urticante presente no cnidoblasto, elemento de defesa dos celenterados.

Nematóide: verme de corpo cilíndrico, triblástico, pseudocelomado, aquático ou terrestre, de vida livre ou parasita.

Neurilema: envoltório do axônio, na fibra nervosa, formado pelo citoplasma das células de Schwann, que fica imediatamente por fora da bainha de mielina.

Neurônios: células que constituem o sistema nervoso,

Nível trófico: cada nível alimentar em uma cadeia alimentar.

O

Oligolécito: ovo com pouco vitelo.

Oligoquetas: classe de anelídeos cujos representantes apresentam poucas cerdas em cada segmento.

Ontogênese: desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação até a maturidade para a reprodução.

Organelas: estruturas celulares com funções específicas.

Ósculo: abertura ampla, geralmente na parte apical do corpo dos poríferos, por onde tem saída a água que penetra pelos óstios desses animais.

Osmose: tipo de difusão que ocorre através de membranas semipermeáveis.

Osteíctes: peixes ósseos.

Óstio: qualquer cavidade que dá acesso a um órgão ou a uma cavidade natural do corpo.

Ostíolo: abertura dos estômatos.

Ovogônia: célula-mãe dos óvulos.

Ovovíparo: animal cujo desenvolimento embrionário se inicia dentro do corpo materno.

P

Paquíteno: uma das subfases da prófase I.

Paraplasma: parte vegetativa ou menos ativa do citoplasma.

Parapódio: projeção muscular lateral, provida de muitas cerdas, característica dos poliquetas, classe dos anelídeos.

Parasitismo: relação ecológica interespecífica em que uma das partes vive à custa de outra, que sofre prejuízo.

Parenteral: qualificação do medicamento que é dado por via injetável (intramuscular, endovenosa, subcutânea, ou intradérmica).

Partenocárpico: diz-se do fruto que se forma sem prévia fecundação e, por isso, não revela sementes desenvolvidas.

Pecíolo: estrutura que liga a folha ao caule.

Pedicelária: apêndice móvel, provida de pinça, presente na superfície do corpo dos equinoremos.

Pedipalpos: peças bucais articuladas presentes nos aracnídeos.

Pele: revestimento cutâneo do corpo, formado por tecido epitelial (epiderme) e tecido conjuntivo (derme).

Peninérvea: diz-se da folha que tem a distribuição das nervuras lembrando a organização das barbas de uma pena.

Pepsina: enzima proteolítica presente no suco gástrico.

Pepsinogênio: precursor da pepsina. Lançado na luz do estômago, em presença de pH baixo, perde um peptídeo e se converte em pepsina.

Periblema: tecido de natureza embrionária, nas plantas superiores, do qual derivam os tecidos permanentes da casca ou córtex.

Pericarpo: porção dos frutos que resulta do desenvolvimento das paredes do ovário.

Peritríquias: diz-se das bactérias que possuem numerosos cílios ou flagelos na sua periferia.

Pia-máter: a mais interna das 3 meninges que resguardam todo o encéfalo e a medula raquiana. É recoberta pela aracnóide e pela dura-máter.

Pinocitose: ingestão de proteínas e outras substâncias solúveis pela célula.

Pirrófitas: protistas aquáticos, a maioria de habitat marinho e alguns com capacidade de bioluminescência. Fazem parte do plâncton.

Plâncton: conjunto de seres do bioma aquático que flutua na superfície ao sabor das correntezas.

Plasmodesmos: ponte citoplasmática entre células vegetais adjacentes.

Plasmólise: saída de água do citoplasma, com retração da membrana plasmática.

Platelmintos: vermes achatados, triblásticos, acelomados, aquáticos ou terrestres, de vida livre ou parasitas.

Pleiotropia: mais de uma características

Polialelia: condição em que um caráter é condicionado por três ou mais genes alelos contrastantes, como ocorre com o sistema sangüíneo ABO.

Polimerase: enzima que coordena a formação de um polímero, ou seja, uma molécula formada por unidades semelhantes, que se repetem.

Polimerização: processo em que duas ou mais moléculas semelhantes se repetem para formar uma estrutura molecular complexa.

Poliploidia: número haplóide de cromossomos três ou mais vezes superior ao normal.

Polissomo: “rosário” de ribossomos ao longo de um filamento de RNA mensageiro.

Poríferos: filo que reúne animais muito simples, sésseis e aquáticos.

Procariontes: seres unicelulares, sem um sistema de endomembrana, nem organelas; não existe carioteca envolvendo o material genético.

Predatismo: relação ecológica em que animais comem outros animais.

Pronefro: rim primitivo; localiza-se na região anterior do corpo, aparece em todos os embriões dos vertebrados.

Protoplasma: conteúdo gelatinoso da célula. Sinônimo de matéria viva da célula.

Pseudoceloma: cavidade do corpo incompletamente revestida por mesoderme.

Pseudópodo: projeção citoplasmática com função de locomoção e captura de partículas.

Pteridófita: criptógama vascular.

Q

Queratina: proteína fibrosa presente nos animais vertebrados; material que forma as unhas, garras e pêlos e impregna a superfície da epiderme.

Quimiossíntese: síntese de matéria orgânica realizada por bactérias sem aproveitamento da luz solar, mas utiliando a energia de alguma reação exotérmica.

Quimiotactismo: movimento de locomoção envolvendo seres vivos, unicelulares ou partes da célula, causado por estímulo químico.

Quitina: substância que confere rigidez e resistência ao exoesqueleto dos artrópodes; é também encontrada em fungos. Do potno de vista químico, é um polissacarídeos nitrogenado.

R

Répteis: classe do subfilo dos vertebrados, cujos representantes apresentam pele coberta de escamas ou placas ósseas.

Resistência: capacidade adquirida por mutação, que alguns seres passam a revelar, e que os torna indenes às substâncias que, antes, lhes eram letais.

Retículo endoplasmático: sistema de endomembranas no citoplasma de células dos eucariontes.

Retina: região do olho sensível à luz.

Retrocruzamento: técnica que consiste em se cruzar um indivíduo portador de caráter dominante, cujo genótipo se deseja determinar, com outro portador de caráter recessivo.

Rodófita: alga vermelha.

Rotífero: asquelminto microscópico de habitat aquático. Apresenta, na extremidade anterior do corpo, uma ou mais coroas de cílios em constante movimento vibrátil, dando a impressão de um roda girando.

Rumen: o maior dos quatro comparimentos do estômago dos ruminantes.

S

Sacarase: enzima que desdobra a sacarose em glicose e frutose.

Sacarose: açúcar predominante na cana-de-açúcar.

Saco embrionário: estrutura presente no óvulo das plantas fanerógamas; origina-se a partir do desenvolvimento do megásporo funcional.

Seleção natural: conjunto de fatores ambientais capazes de interferir na capacidade de sobrevivência e de reprodução de seres vivos.

Semipermeável: diz-se da membrana ou parede através da qual pode ocorrer osmose, mas que impede a mistura livre dos fluidos entre os quais se acha interposta.

Séssil: diz-se do ser vivo fixo a um substrato (local).

Simbiose: segundo alguns autores, designa os casos de relações interespecíficas harmônicas, com benefícios mútuos entre os seres vivos. Para outros, é uma associação estreita e permanente entre organismos de espécies diferentes.

Simetria bilateral: as metades direita e esquerda do corpo são imagens especulares uma da outra.

Simetria radial: qualquer corte passando pelo eixo do corpo, divide-o em metades que são imagens especulares uma da outra.

Sinapse nervosa: região de contato entre neurônios.

Somático: relativo ao corpo.

Soros: estruturas presentes nas folhas férteis de pteridófitas; contêm os esporângios onde se formam os esporos.

Suberina: substância impermeável presente nas paredes das células do súber.

Substrato: substância sobre a qual a enzima tua, convertendo-a em um ou mais produtos.

T

Tactismo: movimento de pequenos organismo que, livres em um dado meio, se orientam de acordo com a direção de um estímulo externo.

Talassemia: tipo de anemia característico das populações mediterrâneas.

Taquicardia: batimento mais rápido do coração, acima do ritmo normal.

Taxonomia: ramo da ciência biológica que estuda a classificação e denominação dos seres vivos.

Tecido: um conjunto de células semelhantes, que executam uma mesma função.

Telolécito: ovo com grande quantidade de vitelo.

Tendões: estruturas que prendem os músculos aos ossos.

Tétrade: cromossomos homólogos duplicados em cromátides-irmãs e pareados.

Tiflosole: dobra dorsal no intestino de alguns anelídeos.

Tilacóide: elemento unitário que forma o granum.

Tonoplasto: membrana que limita o vacúolo.

Tradução: mecanismo de produção de proteínas a partir do RNAm.

Transcrição: síntese de RNA ao longo da cadeia de DNA; ocorre no núcleo.

Traquéias: tubos revestidos de quitina, que conduzem o ar diretamente para as diferentes partes do corpo dos insetos.

Traqueófita: planta vascular.

Trematóides: uma das classes de platelmintos que reúne vermes parasitas, como o esquistossomo.

Trombo: coágulo sanguíneo que se forma dentro dos vasos do sistema circulatório.

Tropismo: movimento orientado das plantas em resposta a certos estímulos ambientais, como a luz e a força gravitacional.

Turbelários: classe de platelmintos que reúne as planárias e as geoplanas.

U

Umbrófita: diz-se da planta adaptada em locais sombreados.

Uréia: excreta nitrogenado produzido no fígado dos vertebrados, a partir de amônia e gás carbônico.

V

Vagem: tipo de fruto seco, indeiscente, também chamado legume, que se abre para libertar as sementes através de duas fendas longitudinais.

Vacúolo autofágico: vacúolo especializado na digestão de partes da célula que o contém.

Vacúolo digestivo: bolsa membranosa formada pela união de lisossomos com fagossomos ou pinossomos, onde ocorre a digestão intracelular.

Vegetais inferiores: talófitos.

Vegetais intermediários: cormófitos, não desenvolvem sementes nem apresentam flores.

Vegetais superiores: vegetais que formam sementes e apresentam flores, que são órgãos de reprodução.

Vírus: organismo acelulares de organização muito simples e todos parasitas intracelulares.

Vitelo: material nutritivo de reserva, constituído de proteínas e, principalmente, fosfolipídios, que se acumula no citoplasma da maioria dos óvulos (nos animais) e que se destina à nutrição do embrião durante o seu desenvolvimento.

X

Xerófita: planta adaptada a ambientes secos.

Xeromorfa: planta semelhante às xerófitas.

Z

Zigóteno: subfase da prófase I da meiose, caracteriza-se pelo progressivo emparelhamento dos cromossomos homólogos.

Zooplâncton: conjunto de animais do plâncton.

Zoósporos: esporos móveis, providos de flagelos, produzidos por algas e fungos.

Dicionário Ambiental

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Autoria: Carlos Alexandre Oliveira

Aeração – Reoxigenação da água com ajuda do ar. A taxa de oxigínio dissolvido, expressa em % de saturação, é uma característica representativa de certa massa de água e de seu grau de poluição. Para restituir a uma água poluída a taxa de oxigínio dissolvido ou para alimentar o processo de biodegradação das matérias orgânicas consumidoras de oxigínio, é preciso favorecer o contato da água e do ar. A aeração pode também ter por fim a eliminação de um gás dissolvido na água: ácido carbônico, hidrogínio sulfurado.
Adutora – Tubulação normalmente sem derivações que liga a captação ao tratamento da água, ou o tratamento à rede de distribuição.
Afluente ou Tributário – Qualquer curso d’água que deságua em outro maior, ou num lago, ou lagoa.
Agenda 21 – Plano de metas voltado para os desafios do século XXI (daí seu nome). Traçado pelos governos mundiais, tem como base a definição de um programa que inclui a criação de mecanismos de financiamento para projetos de preservação ambiental e de transferíncia de tecnologias e ainda o estabelecimento de normas jurídicas para a proteção da biosfera.
Água – Forma líquida do composto químico H2O. A água é essencial para a vida.
Água capilar – Umidade líquida presa entre grãos de solo, seja por atração eletrostática entre as moléculas minerais e da água, seja por forças osmóticas.
Aguaceiro – Chuva pesada e intensa que cai repentinamente. Associada ao verão e aos cúmulos-nimbos.
Água-cinza – Termo geral para água servida, domestica, que não contém contaminação de esgoto ou fecal. Um exemplo de água-cinza é o efluente de máquinas de lavar roupa.
Água conata – água que foi captada nos espaços porosos de rochas sedimentares desde a época em que os sedimentos originais foram depositados.
Água de captação – Qualquer rio, lago ou oceano em que a água servida tratada ou não-tratada é finalmente descarregada.
Água de esgoto – Corrente de água servida que é drenada de um pátio de fazenda, de um monte de escória ou de uma rua.
Águas interiores – As águas que ocupam as reentrâncias do litoral, como, as baías, abras, recôncavos, enseadas, etc.
Água de mineração – 1) água salgada ou pasta aquosa contendo os materiais minerais dissolvidos ou sólidos que são extraídos durante o processo de mineração fluída. 2) água retirada de recursos subterrâneos.
Água de reposição – água requerida para substituir a usada num sistema ou perdida por ele. A água de reposição inclui a usada para substituir a água que escoa de um sistema de irrigação e, mais comumente, aquela perdida numa torre de refrigeração usada na geração de energia.
Água de superfície – Ocorríncia de água na superfície da terra. Cf ÁGUA SUBSUPERFICIAL.
Água de tempestade – Volume de escoamento de fluxo de água subterrânea, de fluxo de rio, atribuído a um evento de tempestade.
Água doce – água que contém muito pouco sal (menos de 0,05 por cento), em comparação com a água salobra (que tem entre 0,05 e 3 por cento), como a dos rios, lagos e lagoas.
Água do mar – A água salina do oceano. Os componentes dissolvidos da água do mar montam a uma média de 34 partes por mil medidas por peso.
Água doméstica – Fonte de água disponível para uso doméstico e geralmente distribuída por um sistema de tubulações.
Água dura – água subterrânea com sais minerais dissolvidos, geralmente carbonato de cálcio (ou uma combinação de cálcio e magnésio). A água dura não espuma bem com sabão, forma depósitos (escama, CaC03 ou MgCO) em chaleiras e tanques de água quente, e, em casos mais extremos, pode entupir as tubulações, formando depósitos de cálcio nos canos de água. O tratamento com amaciantes de água remove grande parte do cálcio e do magnésio por meio da troca de íons. Comumente, a água dura é misturada com cloreto de sódio (sal de mesa); o sódio “amacia” a água, substituindo grande parte do cálcio durante o processo de troca de íons.
Água freática – água que ocupa os vãos dentro de uma rocha ou solo num nível abaixo do lençol de água.
Água gravitacional – água que se move através do solo sob a influencia da gravidade. Um solo não pode se tornar saturado até que a água gravitacional tenha assentado.
Água juvenil – água que é quimicamente derivada do magma durante o processo de formação mineral. A água juvenil nunca circulou no cicIo da água.
Água-marinha – Pedra semipreciosa azul, constituída pelo minério berilo. O berilo é um silicato de alumínio e de berílio que forma cristais hexagonais nos pegmatitos.
Água meteórica – água recentemente derivada de processos atmosféricos (chuva, neve, saraiva).
Água pesada – água que contém grande proporção de moléculas como o isótopo de deutério de hidrogínio em vez do hidrogínio comum (escrito como D2O ou HDO). Tais moléculas são encontradas em quantidades muito pequenas na água comum. A água pesada, também chamada de óxido de deutério, e usada como um moderador em alguns reatores nucleares.
Água potável – Termo que descreve a água que e segura e palatável para consumo humano.
Água receptora – Qualquer rio, lago ou oceano em que a água servida tratada ou não-tratada é descarregada.
Água-régia – Mistura de acido clorídrico e acido nítrico concentrado numa proporção de 3 para 1 por volume de HCl para HNO3, a água-régia (que significa água real) é um oxidante muito poderoso e suficientemente forte para dissolver todos os metais, inclusive o ouro e a platina.
Água salgada – Água que contém concentrações significativas de sal (acima de 3 por cento), como a encontrada nos oceanos. Cf ÁGUA DOCE, SALOBRA.
Água salgada quente – Corpo de água de nascente que é aquecida geotermicamente, sendo, portanto, rica em minerais dissolvidos.
Água servida – 1) Termo geral aplicado ao vazamento de água de um reservatório. 2) Termo geral para o efluente de um sistema de esgoto residencial ou municipal.
Água servida in natura – Lixo aquoso civil ou industrial que não passou por purificação ou tratamento.
Águas interestaduais – Termo aplicado a rios e vertentes ou bacias de captação que se situam dentro de dois ou mais limites políticos estaduais.
Água subsuperficial – Termo que se aplica a toda água abaixo da superfície da terra, nas formas sólida, líquida ou gasosa. A água subsuperficial inclui a do solo, do fundo de rocha e da litosfera. Cf ÁGUA DE SUPERFÍCIE.
Água subterrânea – Toda a água que está contida nos espaços porosos de rochas e no solo abaixo da elevação do lençol freático.
Água vadosa – Ver ÁGUA FREÁTICA.
Autodepuração da água – Processo natural de purificação da água, que reduz a poluição orgânica. Por exemplo, há espécies de plantas aquáticas que absorvem poluentes.
Alcalinidade da água – Qualidade da água em neutralizar compostos ácidos, em virtude da presença de bicarbonatos, hidróxidos, boratos, silicatos e fosfatos. Esgotos são alcalinos, por receberem materiais de uso doméstico com estas características.
Aqüífero – Formação porosa (camada ou estrato) de rocha permeável, areia ou cascalho, capaz de armazenar e fornecer quantidades significativas de água.
Amazônia Legal – Toda a região da bacia amazônica, incluindo parte do norte de Mato Grosso, de Minas Gerais, de Goiás, do Tocantins e do oeste do Maranhão, segundo fixado em lei.
Anaeróbico – Organismo que não necessita de oxigínio.
Áreas naturais de proteção – Essas áreas são protegidas para fins de manutenção de biodiversidade, pesquisas científicas e conservação de ecossistemas. No Brasil, são divididas em Unidades de Conservação, todas protegidas por leis, e que são as seguintes:
• Áreas naturais tombadas – áreas ou monumentos naturais cuja conservação é de interesse público, por seu valor ambiental, arqueológico, geológico, histórico, turístico ou paisagístico. Podem ser instituídas em terras públicas ou privadas.
• áreas de proteção ambiental – áreas voltadas para a conservação da vida silvestre, os recursos naturais e a manutenção de bancos genéticos, além da preservação da qualidade de vida dos habitantes da área. A ocupação acontece por meio de zoneamento ambiental pelo poder político, juntamente com universidades e ONGs. Podem ser federais ou estaduais.
• Áreas de relevante interesse ecológico – Apresentam os mesmos objetivos que as anteriores, com a particularidade de que nestas últimas a extensão territorial é sempre menor, mas as restrições às atividades humanas são sempre maiores. Podem ser federais, estaduais ou municipais.
• Áreas sob proteção especial – A proteção especial é uma primeira instância de preservação de áreas ou bens, que após estudos mais detalhados podem ter seu status ampliado. São definidas por resolução federal, estadual ou municipal, em áreas de domínio público ou privado.
• Estações ecológicas – áreas representativas de ecossistemas naturais destinadas a pesquisas ecológicas, proteção do meio ambiente e desenvolvimento de uma educação voltada para o preservacionismo. Precisam Ter no mínimo 90% de sua área destinada à conservação integral do ecossistema. Podem ser criadas pela União, estados ou municípios.
• Parques – áreas de extensão considerável, pertencentes ao poder público, com grande variedade de espécies e habitats de interesse científico, educacional ou recreativo. Devem estar abertos à visitação pública. Podem ser criados pelo governo federal ou pelos estados.
• Reservas biológicas – áreas de tamanhos variados cuja característica básica é conter ecossistemas ou comunidades frágeis, em terras de domínio público e fechadas à visitação pública. Podem ser declaradas pela União ou pelos estados.
• Reservas florestais – áreas de grande extensão territorial, inabitadas, de difícil acesso e ainda em estado natural. Devem ser protegidas até que se estabeleça seu status e se proceda a sua inclusão em outra categoria de Unidade de Conservação.
Área contaminada – área onde há comprovadamente poluição causada por quaisquer substâncias ou resíduos que nela tenham sido depositados, acumulados, armazenados, enterrados ou infiltrados, e que determina impactos negativos sobre os bens a proteger.
Área degradada – área onde há a ocorríncia de alterações negativas das suas propriedades físicas, tais como sua estrutura ou grau de compacidade, a perda de matéria devido à erosão e a alteração de características químicas, devido a processos como a salinização, lixiviação, deposição ácida e a introdução de poluentes.
Área de proteção ambiental (APA) – Categoria de unidade de conservação cujo objetivo é conservar a diversidade de ambientes, de espécies, de processos naturais e do patrimônio natural, visando a melhoria da qualidade de vida, através da manutenção das atividades sócio-econômicas da região. Esta proposta deve envolver, necessariamente, um trabalho de gestão integrada com participação do Poder Público e dos diversos setores da comunidade. Pública ou privada, é determinada por decreto federal, estadual ou municipal, para que nela seja discriminado o uso do solo e evitada a degradação dos ecossistemas sob interferíncia humana.
Área de relavante interesse ecológico (ARIE) – É declarada por ato do Poder Público e possui características extraordinárias ou abriga exemplares raros da biota regional, com, preferencialmente, superfície inferior a cinco mil hectares.
Arrasto – Atividade de pesca em que a rede é lançada e o barco permanece em movimento. É uma prática considerada predatória quando a malha das redes é pequena, fora dos padrões fixados pelo IBAMA, pois nestes casos há captura de peixes e outros organismos aquáticos jovens. Outro prejuízo causado pelo arrasto é o revolvimento do fundo do mar, o que prejudica sensivelmente o ambiente e a fauna bentônica (que vive no fundo).
Assoreamento – Processo em que lagos, rios, baías e estuários vão sendo aterrados pelos solos e outros sedimentos neles depositados pelas águas das enxurradas, ou por outros processos. Obstrução do leito de um canal, estuário ou rio por sedimentos; isso geralmente ocorre devido à erosão das margens ou redução da correnteza. A mineração é um dos agentes diretos ou indiretos desse processo.
Aterro controlado – Aterro para lixo residencial urbano, onde os resíduos são depositados recebendo depois uma camada de terra por cima. Na impossibilidade de se proceder a reciclagem do lixo, pela compostagem acelerada ou pela compostagem a céu aberto, as normas sanitárias e ambientais recomendam a adoção de aterro sanitário e não do controlado.
Aterro sanitário – Aterro para lixo residencial urbano com pré-requisitos de ordem sanitária e ambiental. Deve ser construído de acordo com técnicas definidas, como: impermeabilização do solo para que o chorume não atinja os lençóis freáticos, contaminando as águas; sistema de drenagem para chorume, que deve ser retirado do aterro sanitário e depositado em lagoa próxima que tenha essa finalidade específica, vedada ao público; sistema de drenagem de tubos para os gases, principalmente o gás carbônico, o gás metano e o gás sulfídrico, pois, se isso não for feito, o terreno fica sujeito a explosões e deslizamentos.
B
Bacia hidrográfica – Conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes. A noção de bacias hidrográfica inclui naturalmente a existíncia de cabeceiras ou nascentes, divisores d’água, cursos d’água principais, afluentes, subafluentes, etc. Em todas as bacias hidrográficas deve existir uma hierarquização na rede hídrica e a água se escoa normalmente dos pontos mais altos para os mais baixos. O conceito de bacia hidrográfica deve incluir também noção de dinamismo, por causa das modificações que ocorrem nas linhas divisórias de água sob o efeito dos agentes erosivos, alargando ou diminuindo a área da bacia.
Bacia de Captação – Mais de que o rio, lago ou reservatório de onde se retira a água para consumo, compreende também toda a região onde ocorre o escoamento e a captação dessas águas na natureza. (Fonte: Rede AIPA)
Bacia de Drenagem – área de captação que recolhe e drena toda a água da chuva e a conduz para um corpo d’água (por exemplo, um rio), que depois leva ao mar ou um lago.
Bacia Hidrográfica ou Bacia Fluvial – Conjunto de terras, rios e seus afluentes, que forma uma unidade territorial. Em alguns casos, usa-se como sinônimo a palavra vale. Por exemplo: Vale do Rio São Francisco ou Bacia do Rio São Francisco.
Bactérias – Espécies vivas microscópicas, caracterizadas por uma estrutura celular sem núcleo definido, que existem no ar, água, animais e plantas. Há as que ajudam na decomposição de matéria orgânica.
Banhado – Setor de uma planície de inundação em que habitualmente acontece o transbordamento de águas pluviais/fluviais, durante a estação chuvosa; várzea, vazante.
Barragem – Construção para regular o curso de rios, usada para prevenir enchentes, aproveitar a força das águas como fonte de energia ou para fins turísticos. Sua construção pode trazer problemas ambientais, como no caso de grandes hidrelétricas, por submergir terras férteis, muitas vezes cobertas por importantes florestas, e/ou por desalojar populações que vivem na área.
Biota – Conjunto de fauna e flora, de água ou de terra, de qualquer área ou região, que não considera os elementos do meio ambiente.
Bloom – Proliferação de algas e/ou outras plantas aquáticas na superfície de lagos ou lagoas. [Os blooms são muitas vezes estimulados pelo enriquecimento de fósforo advindo da lixiviação das lavouras e despejos de lixo e esgotos].
C
Cabeceira ou Nascente – Local onde nasce o rio, ou curso d’água. Nem sempre é um ponto bem definido, constituindo às vezes toda uma área. Isso se nota, por exemplo, na dificuldade em determinar onde nasce o rio principal, como é o caso da definição das cabeceiras do Rio Amazonas.
Calha – Vales ou sulcos por onde correm as águas de um rio.
Captação da água – Conjunto de estruturas montadas para retirar água dos mananciais, para abastecimento público ou outros fins.
Carga poluidora – Quando se fala de recursos hídricos, é a quantidade de poluentes que atingem os corpos d’água, prejudicando seu uso. Medida em DBO e DBQ.
Chorume – Líquido venenoso que se forma na decomposição do lixo, podendo contaminar o ambiente, se não houver cuidados especiais.
Chuva ácida – Chuva contaminada por poluentes atmosféricos, como os óxidos sulfúricos (de enxofre) e nítricos (de nitrogínio), emitidos por exemplo pelas chaminés das indústrias e escapamentos de automóveis. As gotas contaminadas (PH mais baixo) penetram no solo, envenenando-o, o que causa a morte de florestas. Também contaminam rios, lagos e corroem elementos como mármore, ameaçando patrimônios artísticos e arquitetônicos. A chuva ácida pode cair longe das fontes de poluição, já que o vento carrega os poluentes atmosféricos.
Ciclo Hidrológico – Movimento da água através do ecossistema. O ciclo depende da capacidade de a água estar presente nas formas líquida e gasosa. O ciclo tem quatro fases: evaporação, condensação, precipitação e deflúvio.
Classe de águas – Classificação da qualidade da água dos rios, mares e outros corpos d’água. No Brasil, a Resolução 20/86, do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente, define cinco classes para as águas doces, e determina que tipo de uso pode se fazer da água, em cada caso (de consumo humano à navegação). No caso de águas salobras (com 0,5 a 30% de salinidade) e salinas (salinidade acima de 30% de salinidade) a Resolução estabelece duas classes para cada uma.
Corpo d’água – Rio, lago, ou reservatório.
Córrego – Pequeno riacho, ou afluente de um rio maior.
Coliforme Fecal – Organismo humano trato intestinal humano (e de outros animais), cuja ocorríncia serve como índice de poluição.
CONAMA – Sigla de Conselho Nacional do Meio Ambiente.
Contaminação da água – Contaminação de águas correntes devido às crescentes descargas de resíduos procedentes de indústrias e de águas servidas; poluição da água.
Contaminação do Mar – Deterioramento das águas marinhas, como vazamentos de petroleiros, experiíncias nucleares, lixo, esgotos, etc.; poluição do mar, poluição marinha, poluição marítima.
Contaminação por Óleo – Contaminação geralmente das águas continentais marinhas ou subterrâneas por óleo ou produtos análogos aos óleos minerais [Um litro de óleo em 1 milhão de litros de água veta o seu consumo pois ela deixa de ser potável].
Controle Ambiental – Ação pública, oficial ou privada, destinada a orientar, corrigir e fiscalizar atividades que afetam ou possam afetar o meio ambiente; gestão ambiental.
D
Degradação Ambiental – Alteração poluidora, degradante do meio ambiente.
Deflúvio – Escoamento superficial da água. Aproximadamente um sexto da precipitação numa determinada área escoa como deflúvio. O restante evapora ou penetra no solo. Os deflúvios agrícolas, das estradas e de outras atividades humanas podem ser uma importante fonte de poluição da água.
Demanda bioquímica de oxigínio (DBO) – A DBO de uma amostra de água é a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por decomposição microbiana aeróbia para uma forma inorgânica estável. A DBO é normalmente considerada como a quantidade de oxigênio consumido durante um determinado período de tempo, numa temperatura de incubação específica. Um período de tempo de 5 dias numa temperatura de incubação de 20º C é freqüentemente usado e referido como DBO 5,20.
Os maiores acréscimos em termos de DBO, num corpo d’água, são provocados por despejos de origem predominantemente orgânica. A presença de um alto teor de matéria orgânica pode induzir à completa extinção do oxigínio na água, provocando o desaparecimento de peixes e outras formas de vida aquática.
Um elevado valor da DBO pode indicar um incremento da micro-flora presente e interferir no equilíbrio da vida aquática, além de produzir sabores e odores desagradáveis e ainda, pode obstruir os filtros de areia utilizadas nas estações de tratamento de água.
Pelo fato da DBO somente medir a quantidade de oxigínio consumido num teste padronizado, não indica a presença de matéria não biodegradável, nem leva em consideração o efeito tóxico ou inibidor de materiais sobre a atividade microbiana.
Demanda química de oxigínio (DQO) – É a quantidade de oxigínio necessária para oxidação da matéria orgânica através de um agente químico. Os valores da DQO normalmente são maiores que os da DBO, sendo o teste realizado num prazo menor e em primeiro lugar, servindo os resultados de orientação para o teste da DBO. O aumento da concentração de DQO num corpo d’água se deve principalmente a despejos de origem industrial.
Desenvolvimento sustentado – Modelo de desenvolvimento que leva em consideração, além dos fatores econômicos, aqueles de caráter social ecológico, assim como as disponibilidades dos recursos vivos e inanimados, as vantagens e os inconvenientes, a curto, médio e longo prazos, de outros tipos de ação. Tese defendida a partir do teórico indiano Anil Agarwal, pela qual não pode haver desenvolvimento que não seja harmônico com o meio ambiente. Assim, o desenvolvimento sustentado que no Brasil tem sido defendido mais intensamente, é um tipo de desenvolvimento que satisfaz as necessidades econômicas do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras; Segundo definição em 1987 da Comissão Brutland, da ONU, no relatório “Nosso futuro comum”, é o desenvolvimento social, econômico e cultural que atende às exigíncias do presente sem comprometer as necessidades das gerações futuras. Para os países pobres, de acordo com o relatório “Nossa própria agenda”, da Comissão de Desenvolvimento e Meio Ambiente da América Latina e do Caribe, o desenvolvimento sustentado é essencialmente a satisfação das necessidades básicas da população, sobretudo dos grupos de baixa renda, que chegam a mais de 75% do continente.
Divisor de águas – Linha que separa a direção para onde correm as águas pluviais, ou bacias de drenagem. Um exemplo de divisor de água é a montante.
E
Educação ambiental – Processo por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competíncias voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. (art.1º, Lei Federal nº 9.795, de 27/4/99).
Efeito residual – Tempo de permaníncia de um produto químico, biologicamente ativo nos alimentos, no solo, no ar e na água, podendo trazer implicações de ordem toxicológica.
Efluente – Substância líquida, com predominância de água, contendo moléculas orgânicas e inorgânicas das substâncias que não se precipitam por gravidade.
EIA/RIMA – Estudos de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ambiental: Regulamentado através da Resolução CONAMA 001/86, que estabelece a obrigatoriedade da elaboração e apresentação de EIA/RIMA para licenciamento de empreendimentos que possam modificar o meio ambiente.
Enquadramento dos corpos de água – Previsto na Lei de Recursos Hídricos (Lei Federal 9433/97) para assegurar a qualidade da água e reduzir o custo de combate à poluição, através de ações preventivas. É a qualificação do corpo d’água, segundo seus usos preponderantes e a classificação (classes de corpos de água) estabelecida pela legislação ambiental. (Fonte: Lei Federal 9433/97).
Erosão – Desgaste do solo devido ao vento, à chuva, ou a outras forças da natureza. A erosão pode ser acelerada pela agricultura, excesso de pastagem, atividade madeireira e construção de estradas.
Estuário – Foz de um rio ou baía, onde se misturam a água doce do rio e a água salgada do mar. Os estuários são importantes por se constituírem num dos mais diversificados ecossistemas.
Esgotos – Resíduos líquidos, divididos, pelos técnicos, em quatro tipos:
1- esgotos domésticos, que contém matéria fecal e águas servidas, resultantes de banho, lavagem de roupa e louças,
2- despejos ou efluentes industriais, que compreendem resíduos orgânicos (por exemplo, de indústrias alimentícias ou matadouros), ou inorgânicas, podendo conter materiais tóxicos;
3- águas pluviais (da chuva);
4- águas do subsolo, que se infiltram no sistema de esgotos.
Eutroficação – Processo de alterações físicas, químicas e biológicas de águas paradas ou represadas, associado ao enriquecimento de nutrientes, matéria orgânica e minerais; é o envelhecimento precoce da água de lagos e reservatórios, que afeta a transparíncia da água, o nível de clorofila, a concentração de fósforo, a quantidade de vegetais flutuantes, o oxigínio dissolvido, e leva à alteração do equilíbrio das espécies animais e vegetais. [O mesmo que eutrifização e trofização nítrica]
Eutrófico – Diz-se do meio aquático rico em sais, que são neutros.
Eutrofização – Aumento de nutrientes (como fosfatos) nos corpos d’água, resultando na proliferação de algas podendo levar a um desequilíbrio ambiental a ponto de provocar à morte lenta do meio aquático. A eutrofização acelerada é problemática, porque resulta na retirada de oxigínio da água, matando os peixes ou outras formas de vida aquática não-vegetais.
F
Floração das águas – Fenômeno em que um grande número de algas, num corpo d’água, interfere em outras formas de vida, devido, principalmente, ao consumo do O2 dissolvido na água. Esse fenômeno pode ser causado pela eutrofização.
Flotação – Processo de elevação de partículas existentes na água, por meio de aeração, insuflação, produtos químicos, eletrólise, calor ou decomposição bacteriana, e respectiva remoção.
Floração de algas – Proliferação ou explosão sazonal da biomassa de fitoplâncton como conseqüíncia do enriquecimento de nutrientes em uma massa aquática, o que conduz, entre outros efeitos, a uma perda de transparíncia, à coloração e à presença de odor e sabor nas águas.
Fluoretação – Adição de flúor (à água) sob forma de fluoretos para prevenir a cárie dentária, à razão de 0,5 a 1 mg/l de flúor.
Fonte – Lugar onde brotam ou nascem águas. A fonte é um manancial de água, que resulta da infiltração das águas nas camadas permeáveis, havendo diversos tipos como: artesianas, termais etc…
Fossa negra – É uma fossa séptica, uma escavação sem revestimento interno onde os dejetos caem no terreno, parte se infiltrando e parte sendo decomposta na superfície de fundo. Não existe nenhum deflúvio. São dispositivos perigosos que só devem ser empregados em último caso.
Fossa seca – São escavações, cujas paredes são revestidas de tábuas não aparelhadas com o fundo em terreno natural e cobertas na altura do piso por uma laje onde é instalado um vaso sanitário.
Fossa séptica – Câmara subterrânea de cimento ou alvenaria, onde são acumulados os esgotos de um ou vários prédios e onde os mesmos são digeridos por bactérias aeróbias e anaeróbias. Processada essa digestão, resulta o líquido efluente que deve ser dirigido a uma rede ou sumidouro.
“Unidade de sedimentação e digestão de fluxo horizontal e funcionamento contínuo, destinado ao tratamento primário dos esgotos sanitários” (Decreto nº 533, de 16.01.76).
Foz – Ponto mais baixo no limite de um sistema de drenagem (desembocadura). Extremidade onde o rio descarrega suas águas no mar.
“Boca de descarga de um rio. Este desaguamento pode ser feito num lago, numa lagoa, no mar ou mesmo num outro rio. A forma da foz pode ser classificada em dois tipos: estuário e delta”.
Fundo Nacional do Meio Ambiente – Fundo criado pela Lei nº 7.797, de 10.07.89, e regulamentado pelo Decreto nº 98.161, de 21.09.89, para o desenvolvimento de projetos ambientais nas áreas de Unidades de Conservação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico, educação ambiental, manejo florestal, controle ambiental, desenvolvimento institucional e aproveitamento sustentável da flora e da fauna. Seus recursos provím de dotações orçamentárias, doações de pessoas físicas e jurídicas, além e de outros que lhe venham a ser destinados por lei.
G
Gestão integrada – É a combinação de processos, procedimentos e práticas adotadas por uma organização para implementar suas políticas e atingir seus objetivos de forma mais eficiente do que através de múltiplos sistemas de gestão. Na integração de elementos de sistemas de gestão, considerando-se as dimensões qualidade, meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, temos a congregação das normas ISO 9001, ISO 14001, e OSHAS 18001.
GEMS/ÁGUA – Projeto do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) que diz respeito ao controle mundial da qualidade da água.
Geologia – Ciíncia que estuda a origem, estrutura, formação e as sucessivas transformações da Terra e da evolução do mundo inorgânico.
Golpe de aríete – Fenômeno de oscilação na pressão d’água em um conduto fechado, resultante da retenção brusca do fluxo. Um aumento momentâneo excessivo, da pressão estática normal pode ser produzido deste modo.
Gradeamento – Remoção de sólidos relativamente grosseiros em suspensão ou flutuação, retidos por meio de grades ou telas.
H
Hidrófilo – I. Diz-se de ou planta adaptada à vida na água ou em ambientes encharcados. II. Que gosta de água. III. Que absorve bem a água. IV. Que é polinizado pela água.
Hidroponia – Técnica de cultivo de plantas que dispensa a terra, utilizando para tal um meio inerte (resina ou água), no qual as raizes são diretamente alimentadas com soluções nutritivas sintéticas: hidrocultura, hidropônica.
Hipolimnio – Camada profunda de um lago abaixo do termoclina. Fica fora das influíncias da água de superfície e tem um gradiente de temperatura relativamente fraco.
I
Impacto Ambiental – Alteração provocada ou induzida pelo homem, com efeito temporário ou permanente das propriedades físicas, químicas e biológicas.
Intemperismo – Processo pelo qual as rochas, ao sofrerem a ação da chuva, do sol, do vento e de organismos vivos, vão se transformando, até chegarem a minúsculas partículas, invisíveis a olho nu e que formam as argilas.
Ilha – Porções relativamente pequenas de terra emersa circundada de água doce ou salgada.
Ilha fluvial – É aquela que é circundada apenas por água doce, aparecendo no leito de um rio.
Inundação – É o efeito de fenômenos meteorológicos, tais como chuvas, ciclones e degelo, que causam acumulações temporárias de água, em terrenos que se caracterizam por deficiíncia de drenagem, o que impede o desagüe acelerado desses volumes.
ISO série 14000 – Conjunto de normas internacionais que tem por objetivo prover as organizações dos elementos de um sistema de gestão ambiental, possível de integração com outros requisitos de gestão, de forma a auxiliá-las a alcançar seus objetivos ambientais e econômicos. ISO 14001 – Sistema de gestão ambiental, especificação e diretrizes de uso, e ISO 14004 – Sistemas de gestão ambiental – Diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio.
J
Jusante – Uma área ou um ponto que fica abaixo de outro ao se considerar uma corrente fluvial ou tubulação na direção da foz, do final. O contrario de montante.
L
Lago – Depressões do solo produzidas por causas diversas e cheias de águas confinadas, mais ou menos tranqüilas, pois dependem da área ocupada pelas mesmas. As formas, as profundidades e as extensões dos lagos são muito variáveis. Geralmente, são alimentados por um ou mais ‘rios afluentes’. Possuem também ‘rios emissários’, o que evita seu transbordamento.
Lago oligotrófico – Lago ou represamento pobre em nutrientes, caracterizado por baixa quantidade de algas planctônicas.
Lagoa – Depressão de formas variadas, principalmente tendente a circulares, de profundidades pequenas e cheias de água salgada ou doce. As lagoas podem ser definidas como lagos de pequena extensão e profundidade (…) Muito comum é reservarmos a denominação ‘lagoa’ para as lagunas situadas nas bordas litorâneas que possuem ligação com o oceano.
Lagoa aerada – Lagoa de tratamento de água residuária artificial ou natural, em que a aeração mecânica ou por ar difuso é usada para suprir a maior parte de oxigínio necessário.
Lagoa aeróbica – Lagoa de oxidação em que o processo biológico de tratamento é predominantemente aeróbio. Estas lagoas tím sua atividade baseada na simbiose entre algas e bactérias. Estas decompõem a matéria orgânica produzindo gás carbônico, nitratos e fosfatos que nutrem as algas, que pela ação da luz solar transformam o gás carbônico em hidratos de carbono, libertando oxigínio que é utilizado de novo pelas bactérias e assim por diante.
Lagoa anaeróbica – Lagoa de oxidação em que o processo biológico é predominantemente anaeróbio. Nestas lagoas, a estabilização não conta com o curso do oxigínio dissolvido, de maneira que os organismos existentes tím de remover o oxigínio dos compostos das águas residuárias, a fim de retirar a energia para sobreviverem. É um processo que a rigor não se pode distinguir daquele que tem lugar nos tanques sépticos.
Lagoa de maturação – Lagoa usada como refinamento do tratamento prévio efetuado em lagoas ou outro processo biológico, reduzindo bactérias, sólidos em suspensão, nutrientes, porém uma parcela negligenciável de DBO.
Lagoa de oxidação e estabilização – Um lago artificial no qual dejetos orgânicos são reduzidos pela ação das bactérias. As vezes, introduz-se oxigínio na lagoa para acelerar o processo.
Lagoa contendo água residuária bruta ou tratada em que ocorre estabilização anaeróbia e/ou aeróbia.
Lagoa eutrófica – Lago ou represamento contendo água rica em nutrientes, surgindo como conseqüíncia desse fato um crescimento excessivo de algas.
Lagoa distrófica – Lago de águas pardas, húmicos e pantanosos. Apresentam alta concentração de ácido húmico e é freqüente a aparição de turfa nas margens.
Lago oligotrófico – Lago ou represamento pobre em nutrientes, caracterizado por baixa quantidade de algas planctônicas.
Laguna – Depressão contendo água salobra ou salgada, localizada na borda litorânea. A separação das águas da laguna das do mar pode se fazer por um obstáculo mais ou menos efetivo, mas não é rara a existíncia de canais, pondo em comunicação as duas águas.
Leito maior – Calha alargada do rio, utilizada em períodos de cheia.
Leito maior sazonal – Calha alargada ou maior de um rio, ocupada em períodos anuais de cheia.(Resolução nº 004, de 18.09.85, do CONAMA)
Leito menor – Canal ocupado pelo rio no período das águas baixas.
Licença Ambiental – Certificado expedido pela CECA ou por delegação desta, pela FEEMA, a requerimento do interessado, atestatório de que, do ponto de vista da proteção do meio ambiente, o empreendimento ou atividade está em condições de ter prosseguimento. Tem sua vigíncia subordinada ao estrito cumprimento das condições de sua expedição. São tipos de licença: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO)” (Del. CECA nº 03, de 28.12.77).
Lençol freático – É um lençol d’água subterrâneo que se encontra em pressão normal e que se formou em profundidade relativamente pequena.
Licenciamento ambiental – É um dos mais eficazes instrumentos da política ambiental para a viabilização do desenvolvimento sustentado. É um ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas para a liberação da: LP(Licença Prévia), LI (Licença de Instalação) e LO (Licença de Operação).
• LI – Licença de instalação – Autoriza a instalação do empreendimento ou atividade, de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental, e condicionantes determinados para a operação.
• LO – Licença de operação – Autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental, e condicionantes determinados para a operação.
• LP – Licença prévia – Concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação.
Limnologia – Termo criado em 1892 pelo suíço F.A. Forel, para designar a aplicação dos métodos de oceanografia ou da oceanologia às águas estagnadas continentais (lagos). À limnologia interessam, portanto, todos esses fatores da vida nas águas estagnadas. Entretanto, o I Congresso Internacional de Limnologia, realizado em Kiel, em 1922, propôs designar sob o termo limnologia a ciíncia da água doce, aplicando-se ela ao conjunto de águas continentais ou interiores, separadas do mundo oceânico.
Lixiviação – Processo que sofrem as rochas e solos, ao serem lavados pela água das chuvas(…) Nas regiões intepropicais de clima úmido os solos tornam-se estéreis com poucos anos de uso, devido, em grande parte, aos efeitos da lixiviação. A lixiviação também ocorre em vazadouros e aterros de resíduos, quando são dissolvidos e carreados certos poluentes ali presentes para os corpos d’água superficiais e subterrâneos.
Lodo – Mistura de água, terra e matéria orgânica, formada no solo pelas chuvas ou no fundo dos mares, lagos, estuários etc.
Lodo ativado ou ativo – Lodo que foi aerado e sujeito a ação de bactérias, usado para remover matéria orgânica do esgoto.
Lodo bruto – Lodo depositado e removido dos tanques de sedimentação, antes que a decomposição esteja avançada. Freqüentemente chamado lodo não digerido.
Lodo digerido – Lodo digerido sob condições anaeróbias ou aeróbias até que os conteúdos voláteis tenham sido reduzidos ao ponto em que os sólidos são relativamente não putrescíveis e inofensivos.
M
Manancial – Qualquer corpo d’água, superficial ou subterrâneo, utilizado para abastecimento humano, industrial, animal ou irrigação.
Manguezal – Ecossistema costeiro de transição entre os ambientes terrestre e aquático sujeito a regime das marés.
Matéria em suspenção – Em sentido estrito, matéria sólida que flutua na água (ou em outro meio) por ter peso específico similar ao do meio, sendo arrastada por ele. No caso em que a matéria sólida seja mais leve que a água, e por isso fluente sobre ela, é chamada matéria flutuante, se trata de matéria sólida que, após certo período de flutuação, acaba fundindo-se ao solo, chama-se matéria submergida.
Marketing verde – Processo através do qual a economia sustentável é integrada à sociedade, atraindo clientes de forma a atender às suas necessidades bem como aos objetivos da organização, tornando perene sua existíncia.
Mata ciliar – É o conjunto da flora existente à beira de um rio, córrego ou espelho d’água. Também conhecido como floresta ciliar.
Metais pesados – Grupo de metais de peso atômico relativamente alto. Alguns – como zinco e ferro – são necessários ao corpo humano, em pequeníssimas concentrações. Outros – como chumbo, mercúrio, cromo e cádmio – são, em geral, tóxicos aos animais e às plantas, mesmo em baixas concentrações.
Meio Ambiente – A totalidade dos fatores fisiográficos (solo, água, floresta, relevo, geologia, paisagem, e fatores meteoroclimáticos) mais os fatores psicossociais inerentes à natureza humana (comportamento, bem-estar, estado de espírito, trabalho, saúde, alimentação, etc.) somados aos fatores sociológicos, como cultura, civilidade, convivíncia, o respeito, a paz, etc; ambiente.
Montante – Um lugar situado acima de outro, tomando-se em consideração a corrente fluvial que passa na região. O relevo de montante é, por conseguinte, aquele que está mais próximo das cabeceiras de um curso d’água, enquanto o de jusante está mais próximo da foz.
N
Nível da água subterrânea – Limite superior da zona saturada, do solo ou aqüífero.
Nerítico – Zona de água do mar que cobre a plataforma continental.
Níuston – Organísmos minúsculos que flutuam na camada superficial da água.
O
Osmose – Fenômeno produzido quando, duas substâncias liquidas ou dissolvidas, com concentrações desiguais e separadas por membrana serniperrneável, atravessam-na e se misturam.
Osnose resersa – Processo de separação de poluentes por meio de membranas semipermeáveis.
Olho d’água, nascente – Local onde se verifica o aparecimento de água por afloramento do lençol freático (Resolução nº 04, de 18.09.85, do CONAMA).
Onda cheia – Elevação do nível das águas de um rio até o pico e subseqüente recessão, causada por um período de precipitação, fusão das neves, ruptura da barragem ou liberação de água por central elétrica.
P
Poluente – Substância. meio ou agente que provoque, direta ou indiretamente qualquer forma de poluição.
Poluição – É qualquer interferíncia danosa nos processos de transmissão de energia em um ecossistema. Pode ser também definida como um conjunto de fatores limitantes de interesse especial para o Homem, constituídos de substâncias nocivas (poluentes) que, uma vez introduzidas no ambiente, podem ser efetiva ou potencialmente prejudiciais ao Homem ou ao uso que ele faz de seu habitat; Efeito produzido por um agente poluidor num ecossistema.
Plâncton – Conjunto dos seres vivos que flutuam sem atividades nas massas de água de lagos ou de oceanos. A parte vegetal é chamada fitoplâncton e ocorre até onde chegam os raios de sol (cerca de 100 metros de profundidade, dependendo da altitude). A parte da fauna é chamada zooplâncton e é formada basicamente de minúsculos crustáceos. O plâncton é a principal reserva alimentar dos ecossistemas marinhos.
Q
Qualidade da água – Características químicas, físicas e biológicas, relacionadas com o seu uso para um determinado fim. A mesma água pode ser de boa qualidade para um determinado fim e de má qualidade para outro, dependendo de suas características e das exigíncias requeridas pelo uso específico.
http://www.uniagua.org.br/default.asp?tp=3&pag=dicionario.htm – topo

R
Recarga artificial – Processo de aumentar o fornecimento natural de água a um aqüífero bombeando água para dentro dele através de perfurações ou para dentro de bacias de captação que drenam a água para dentro do aqüífero.
Reciclar – Coletar e processar um recurso de modo que ele possa ser transformado em novos produtos, como recuperar garrafas ou latas de alumínio para processá-las em novas garafas ou latas. A reciclagem difere da reutilização por envolver processamento; reutilizar significa usar um recurso novamente em sua forma original, como na lavagem e reutilização de um contíiner.
Recife – Proeminíncia ou massa de rochas ou de coral (ou de um banco de areia estendido) junto à superfície do oceano.
Recife artificial – Estrutura construída pelos homens que se ergue acima do fundo do oceano. Ele cria um habitat artificial para atrir organismos marinhos e bentônicos.
Recife corta-onda – Superfície de erosão suavemente inclinada da zona costeira entre um recife corta-onda e a linha d’água.
Recife de barreira – Longo espinhaço formado por coral a partir do fundo do oceano. É paralelo à terra firme, mas separado desta por uma lagoa profunda. Por exemplo, a Grande Barreira de Recifes fica longe da costa de Queensland, na Austrália.
Recife de coral – Calcário biogínico depositado por coral vivo e organismos afins que vivem em águas oceânicas rasas e quentes.
Recife de mar – Recife costeiro que se forma pela ação das ondas no limite terrestre da erosão da praia.
Recife em franja – Recife de coral que se forma junto à costa.
Recife recortado – Qualquer monte isolado que cresce numa lagoa atrás de um recife de barreira ou próximo a um atol; pode variar de pequenos pilares a extensões de vários quilômetros. Pequenos recifes recortados são também chamados de cabeças de coral ou outeiros de coral.
Rede de drenagem – Sistemas de canais numa bacia de drenagem.
Rede de esgoto – Termo coletivo para o sistema de coleta e usina de tratamento de esgoto num determinado bairro ou região.
Regressão marinha – Queda do nível do oceano numa escala regional ou global.
Reservatório – Corpo artificial de água de superfície que é retido por uma represa.
Ribeiro – Termo usado para designar um pequeno rio ou curso d’água nas áreas superiores de uma vertente.
Rio – Canal natural de drenagem de superfície que tem uma descarga anual relativamente grande. Um rio geralmente termina oceano.
Rio decapitado – Rio que perdeu parte da área de cabeceira por causa de intromissão de bacia hidrográfica ou falha de deslizamento de veio.
Rio yazoo – Pequeno rio tributário que flui paralelamente à corrente principal numa planície de aluvião. Um rio yazoo é separado da ribanceira do rio principal por um dique.
Ripário – Termo concernente às questões do uso da terra ao longo das margens de um curso d’água ou rio.
S
SA 8000 – A SA 8000 regulamenta questões referentes ao trabalho infantil, ao trabalho forçado, à saúde e à segurança, à liberdade de sindicalização e o direito de negociação coletiva, à discriminação, às práticas disciplinares, às horas de trabalho, à remuneração, ao sistema de gestão de responsabilidade social, etc. Sua certificação constitui a materialização de um consenso ético-normativo sobre a responsabilidade social das empresas, sob as prerrogativas da Declaração dos Direitos Humanos das Nações Unidas. A responsabilidade dessa iniciativa partiu do “CEPA – Council on Economic Priorities Agency (Conselho da Agíncia de Prioridades Econômicas dos EUA)”, e representa um novo padrão de certificação que, embora recente, já é conhecido mundialmente.
Saneamento – Realização de disposições municipais direcionados à renovação de bairros, melhoria do traçado das ruas, colocação de esgotos e água encanada, drenagem de pântanos. Limpeza de rios e valas, etc; saneamento básico.
Salinidade – Medida de concentração de sais minerais dissolvidos na água.
Salinização – Degradação de terras férteis causada pelo sal. A salinização das terras agrícolas é comum em áreas que dependem de irrigação: a evaporação superficial retira sais do solo e das pedras do subsolo, sendo que a redução das águas subterrâneas aumenta o percentual de minerais e sais na água armazenada.
Sedimentação – Acúmulo de solo e/ou partículas minerais no leito de um corpo d’água. Em geral, esse acúmulo é causado pela erosão de solos próximos, ou pelo movimento vagaroso de um corpo d’água, como ocorre quando um rio é representado para formar um reservatório.
Solo aluvial – Solo resultante do depósito de material por correnteza, como ocorre quando a enchente de um rio ultrapassa suas margens naturais e cobre as terras adjacentes.
Sumidoro – Em hidrologia – Cavidade, em forma de funil, na superfície do solo, que se comunica com o sistema de drenagem subterrânea, em regiões calcárias, causada pela dissolução da rocha. Em engenharia sanitária – Poço destinado a receber o efluente da fossa séptica e permitir sua infiltração subterrânea.
T
Tratamento de água – É o conjunto de ações destinado a alterar as características físicas e ou químicas e ou biológicas da água, de modo a satisfazer o padrão de potabilidade adotado pela autoridade competente.
Tratamento de lixo – Procedimento destinado à redução e eliminação, ou, ao contrário, à elaboração e ao aproveitamento dos produtos residuais, provenientes da indústria, do comércio e de residíncias; eliminação de lixo.
Talvegue – Linha que segue a parte mais baixa do leito de um rio, de um canal ou de um vale. Perfil longitudinal de um rio; linha que une os pontos de menor cota ao longo de um vale.
Terras únidas – área inundada por água subterrânea ou de superfície, com uma freqüíncia suficiente para sustentar vida vegetal ou aquática que requeira condições de saturação do solo.
Tomada d’água – Estrutura ou local cuja finalidade é controlar, regular, derivar e receber água, diretamente da fonte por uma entrada d’água construída a montante.
Transferíncia de bacia – É o processo de transferíncia de água que consiste em conduzir o fluxo de um rio que transborda para terrenos permeáveis, através de obras de engenharia, a fim de ser incorporado às reservas subterrâneas ou a rios pobres de outra bacia.
Tratamento – Processo artificial de depuração e remoção das impurezas, substâncias e compostos químicos de água captada dos cursos naturais, de modo a torná-la própria ao consumo humano, ou de qualquer tipo de efluente liquido, de modo a adequar sua qualidade para a disposição final.
Tratamento Aeróbico – O mesmo que tratamento por oxidação biológica, em presença de oxigínio.
Tratamento de água – É o conjunto de ações destinadas a alterar as características físicas e/ou químicas e/ou biológicas da água, de modo a satisfazer o padrão de potabilidade.
Tratamento anaeróbico – Estabilização de resíduos feita pela ação de microorganismos, na ausíncia de ar ou oxigínio elementar. Refere-se normalmente ao tratamento por fermentação mecânica.
Tratamento biológico – Forma de tratamento de água residuária na qual a ação de microorganismos é intensificada para estabilizar e oxidar a matéria orgânica.
Tratamento completo – No sentido genérico, o processamento da água residuária de origem doméstica ou industrial, por meio de um tratamento primário, secundário e terciário. Pode incluir outros tipos especiais de tratamento e desinfecção. Envolve a remoção de uma alta percentagem de matéria suspensa coloidal e matéria orgânica dissolvida.
Tratamento preliminar – Operações unitárias, tais como remoção de sólidos grosseiros, de gorduras e de areia, que prepara a água residuária para o tratamento subseqüente.
Tratamento primário – Operações unitárias, com vistas principalmente à remoção e estabilização de sólidos em suspensão, tais como sedimentação, digestão de lodo, remoção da umidade do lodo.
Tratamento químico – Qualquer processo envolvendo a adição de reagentes químicos para a obtenção de um determinado resultado.
Tratamento secundário – Operações unitárias de tratamento, visando principalmente à redução de carga orgânica dissolvida, geralmente por processos biológicos de tratamento.
Tratamento terceário – Operações unitárias que se desenvolvem após o tratamento secundário, visando ao aprimoramento da qualidade do efluente, por exemplo a desinfecção, a remoção de fosfatos e outras substâncias.
Turbidez – Medida da transparíncia de uma amostra ou corpo d’água, em termos da redução de penetração da luz, devido à presença de matéria em suspensão ou substâncias coloidais. Mede a não propagação da luz na água.
U
Usos benéficos da água – São os que promovem benefícios econômicos e o bem-estar à saúde da população”. Os usos benéficos permitidos para um determinado corpo d’água são chamados usos legítimos de corpos d’água: abastecimento público – “uso da água para um sistema que sirva a, pelo menos, 15 ligações domiciliares ou a, pelo menos, 25 pessoas, em condições regulares”; uso estético – “uso da água que contribui de modo agradável e harmonioso para compor as paisagens naturais ou resultantes da criação humana”; recreação – “uso da água que representa uma atividade física exercida pelo homem na água, como diversão”; preservação da flora e fauna – “uso da água destinado a manter a biota natural nos ecossistemas aquáticos”; atividades agropastoris – uso da água para irrigação de culturas e dessedentação e criação de animais”; abastecimento industrial – uso da água para fins industriais, inclusive geração de energia.
Usos múltiplos – Nos processos de planejamento e gestão ambiental, a expressão usos múltiplos refere-se à utilização simultânea de um ou mais recursos ambientais por várias atividades humanas. Por exemplo, na gestão de bacias hidrográficas, os usos múltiplos da água (geração de energia, irrigação, abastecimento público, pesca, recreação e outros) devem ser considerados, com vistas à conservação da qualidade deste recurso, de modo a atender às diferentes demandas de utilização.
Umidade – Medida da quantidade de vapor d’água contido no ar atmosférico.
Umidade relativa – Para uma dada temperatura e pressão, a relação percentual entre o vapor d’água contido no ar e o vapor que o mesmo ar poderia conter se estivesse saturado, a idínticas temperatura e pressão.
V
Voçoroca – Processo erosivo subterrâneo. causado por infiltração de águas pluviais, através de desmoronamento e que se manifesta por grandes fendas na superfície do terreno afetado, especialmente quando este é de encosta e carece de cobertura vegetal.
Vazão – Volume fluído que passa, na unidade de tempo, através de uma superfície (como exemplo, a seção transversal de um curso d’água).
Vazão ecológica – Vazão que se deve garantir a jusante de uma estrutura de armazenagem (barragem) ou captação (tomada de água), para que se mantenham as condições ecológicas naturais de um rio.
Vertedor – Dispositivo utilizado para controlar e medir pequenas vazões de líquidos em canais abertos.

Desnutrição

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Autoria: Nelson Ricardo Valensuelo

A cada ano, cerca de 600 mil crianças com menos de 5 anos morrem na América Latina por causas evitáveis.
Há 6 milhões de desnutridos na mesma faixa etária.
Dos 237 milhões de menores de 16 anos da região, 60% são pobres.
“A pobreza aumenta o número de crianças vivendo na rua, que, por sua vez, faz crescer a violência contra menores, a prostituição e o trabalho infantil”, afirmou Marta Mauras, diretora regional do Unicef para a América Latina e Caribe.

RELATÓRIO

Desde 1990 para reduzir a mortalidade infantil e materna, aumentar o número de crianças com primário completo e combater a prostituição, o trabalho e a violência contra menores.

Crianças pobres são 84 milhões na AL

A pobreza entre as crianças na América Latina, incluindo o Brasil, aumentou drasticamente na última década, de acordo com relatório divulgado ontem pelo Unicef ( Fundo das Nações Unidas para a Infância ).
Segundo o Unicef, mais de 84 milhões de crianças e adolescentes na América Latina vivem atualmente em condições de pobreza, enquanto aumenta a diferença entre os riscos e os riscos e os pobres na região.
Relatórios recentes e detalhados sobre a pobreza revelam que os programas de ajuste econômico contribuíram de modo decisivo para um declínio nos padrões de vida nos setores mais vulneráveis da sociedade, especialmente crianças e adolescentes.
A distribuição de renda na região tornou-se mais desigual a partir de 1970, de acordo com o relatório, divulgado em preparação da 3a. Conferência Hemisférica sobre Políticas Infantil e Social, que começa na próxima quinta-feira, em Santiago ( Chile ).
O relatório do Unicef nota que as crianças não são as únicas vítimas da crescente pobreza da América Latina, já que 50% da população da região vive abaixo do nível de pobreza.
O relatório ressalta que as crianças também enfrentam outros problemas sociais, incluindo trabalho infantil, abuso, violência e consumo de drogas.
Calcula-se que 120 mil crianças, muitas entre 6 e 7 anos, são empregadas como domésticas, sem receber pagamento.

Além disso, as crianças têm sofrido com a diminuição dos programas governamentais na maioria dos países. “Os programas sociais básicos, aos quais toda a criança tem direito, foram seriamente afetados na última década de acordo com o estudo.
O relatório aponta ainda que a pobreza infantil tornou-se mais um fenômeno urbano. Durante a década de 80, o número de pobres na região aumentou e até 60 milhões de pessoas, concentradas nas cidades.
O índice de mortalidade infantil permanece em mais de 50 mortes por mil nascidos vivos no Brasil. Em Cuba, são 10 mil.

Desmatamento

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Autoria: Renan Roberto Bardine

A destruição de florestas em grande escala já atinge 46% das matas originais do planeta. Do total de 62.200.000 km² de mata nativa, apenas 33.400.000 km² ainda cobrem a superfície terrestre.
Cerca de 170.000 km² de floresta desaparecem anualmente. Entre as principais formas de desmatamento estão as queimadas de extensas áreas para a prática de agricultura e pecuária. A expansão dos centros urbanos, a construção de estradas e a implantação de grandes projetos minerais e hidrelétricos também motivam as devastações. Outras causas importantes são a comercialização de madeira e o extrativismo de inúmeras espécies de interesse econômico.
Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), 1997 foi um dos anos em que mais se queimaram florestas no mundo. Calcula-se que essa forma de devastação tenha atingido uma área de 50.000 km² em todo o planeta. Um dos maiores incêndios começou em agosto: madeireiras da Indonésia deram início a queimadas nas florestas, que, em conseqüência da longa estiagem que atinge o país, se alastram por 6.000 km² e duram mais de dois meses. A gigantesca nuvem de fumaça gerada pelo incêndio encobriu os céus da Indonésia e se espalhou por Malásia, Filipinas, Cingapura e Brunei. Em setembro, 32 mil pessoas apresentaram graves problemas respiratórios na região.
O Brasil é o recordista em desmatamento no mundo, de acordo com o WWF. Cerca de 15.000 km² de floresta são derrubados anualmente na Amazônia. Nessa região, as queimadas em 1997 foram 50% mais extensas que as do ano anterior.
Impactos ambientais-Os desmatamentos provocam sério impacto no meio ambiente. Sendo as florestas o ecossistema mais rico em espécies animais e vegetais, sua destruição constitui grave risco à biodiversidade. A perda da cobertura vegetal causa a degradação do solo e, em decorrência, a desertificação. O extermínio das florestas também afeta o clima, pois elas regulam a temperatura, o regime de vento e de chuva. A redução da camada vegetal e a conseqüente diminuição da chuva levam ainda ao aquecimento da Terra.O desmatamento e a erosão do solo nas nascentes e nas margens dos cursos de água comprometem a rede hidrográfica, à medida que grande quantidade de terra e areia se deposita no fundo de rios e lagos, diminuindo sua profundidade. Esse fenômeno, conhecido como assoreamento, aliado à escassez de vegetação nativa, que antes absorvia a água, intensifica a incidência de enchentes

Decomposição do Lixo

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Autoria: Paula Cristiane Vieira

A poluição constante das águas do rio, do solo e do ar está causando muitos efeitos nocivos à nossa saúde e ao meio Ambiente. Muitos materiais podem ser reaproveitados. O plástico, vidro, papel e metais, podem ser reciclados e transformados em produtos novos, com um custo bem mais baixo ao consumidor.
Por isso, prefira sempre adquirir produtos em embalagens recicláveis. Elas economizam energia elétrica, poluem menos e utilizam menos recursos naturais não renováveis para a sua fabricação. Veja a seguir o tempo que cada material leva para se decompor:

Lixo Tempo de decomposição
Cascas de frutas de 1 a 3 meses
Papel 03 a 06 meses
Pano de 6 meses a 1 ano
Chiclete 05 anos
Filtro de cigarro de 05 a 10 anos
Tampa de garrafa 15 anos
Madeira pintada 15 anos
Nylon mais de 30 anos
Sacos plásticos de 30 a 40 anos
Lata de conserva 100 anos
Latas de alumínio 200 anos
Plástico 450 anos
Fralda descartável 600 anos
Garrafas de vidro indeterminado
Pneu indeterminado
Garrafas de plástico (pet) tempo indeterminado
Borracha tempo indeterminado
Vidro 1 milhão de anos
Na natureza todas as plantas e animais mortos apodrecem e se decompõe. São destruídos por larvas minhocas, bactérias e fungos, e os elementos químicos que eles contém voltam à terra. Podem ficar no solo, nos mares ou rios e serão usados novamente por plantas e animais. É um processo natural de reutilização de matérias. É um interminável ciclo de morte, decomposição, nova vida e crescimento. A natureza é muito eficiente no tratamento do lixo. Na realidade, não há propriamente lixo, pois ele é novamente usado e se transforma em substâncias reaproveitáveis.
Enquanto a natureza se mostra eficiente em reaproveitamento e reciclagem, os homens o são em produção de lixo.
Os ciclos naturais de decomposição e reciclagem da matéria podem reaproveitar o lixo humano. Contudo, uma grande parte deste lixo sobrecarrega o sistema. O problema se agrava porque muitas das substâncias manufaturadas pelo homem não são biodegradáveis, isto é não se decompõe facilmente. Vidros , latas e alguns plásticos não são biodegradáveis e levam muitos anos para se decompor. Esse lixo pode provocar a poluição.
A reciclagem do lixo assume um papel fundamental na preservação do meio ambiente, pois, além de diminuir a extração de recursos naturais ela também diminui o acúmulo de resíduos nas áreas urbanas. Os benefícios obtidos são enormes para a sociedade, para a economia do país e para a natureza. Embora não seja possível aproveitar todas as embalagens, a tendência é que tal possibilidade se concretize no futuro.
O tratamento do lixo doméstico no Brasil é realmente uma tragédia, 76% dos 70 milhões de quilos produzidos por dia, são lançados a céu aberto, 10% em lixões controlados, 9% para aterros sanitários e apenas 2% é reciclado. A realidade está mudando, hoje as pessoas que pensam um pouco mais neste planeta recorrem a alternativas que podem minimizar esta situação caótica. Pressione as prefeituras para adotarem a coleta seletiva como alternativa.
Reduzir, Reutilizar e Reciclar são as palavras “da hora”.
Os catadores de papel que na maioria das cidades são marginalizados, na verdade contribuem com uma significativa parcela no processo de reciclagem dos materiais descartados nos grandes centros urbanos.
Perigos
Quando não recebe tratamento adequado, constitui um problema sanitário, transmitindo várias doenças como diarréias infecciosas, amebíase, parasitose, servindo ainda como abrigo seguro para ratos, baratas, urubus (que podem derrubar aviões), além de contaminar os lençóis freáticos através do chorume (liquido altamente tóxico que resulta da composição da matéria orgânica associada com os metais pesados)
Estatísticas
O Brasil produz 241.614 toneladas de lixo por dia. 76% são depositados a céu aberto em lixões, 13% são depositados em aterros controlados, 10% são depositados em aterros sanitários, 0,9% são compostados em usinas e 0,1% são incinerados.
É importante salientar que o material orgânico compõe a maior parte do item “outros”. Aproximadamente 53% deste total, é de restos de comida desperdiçada.

Cromatina

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Autoria: Carlos Oliveira

O termo cromatina (croma, cor) designa porções do núcleo que se coram, exceto o nucléolo, e que são visíveis ao microscópio óptico. A cromatina é constituída por desoxirribonucleoproteína, que se apresenta em vários graus de condensação.
A cromatina é uniformemente dispersa (pouco condensada), no interior do núcleo, sem formar grumos. Em alguns pontos, a cromatina mostra o aspecto de filamentos.

A disposição da cromatina dentro do núcleo e o seu grau de condensação variam de um tipo celular para outro e são característicos de cada célula. Além disso o mesmo tipo celular pode apresentar a cromatina com vários graus de condensação, de acordo com o estágio funcional da célula.

O termo heterocromatina (hetero, distinto) designa as porções de cromatina que aparecem condensadas no núcleo interfásico, em contraposição à maioria da cromatina que se apresenta difusa e recebeu o nome de eucromatina.

Nos mamíferos do sexo feminino o o cromossomo X condensado é observado, no interior do núcleo ou associado ao envoltório nuclear, como uma partícula esférica que se cora fortemente, à qual se denomina de cromatina sexual. A presença ou não de cromatina sexual permite o diagnóstico citológico do sexo genético.

CROMOSSOMO X CONDENSADO
Nos mamíferos do sexo feminino, cada célula tem dois cromossomos X: Um de origem materna e outro paterna. A condensação de um dos cromossomos X ocorre ao acaso. Em conseqüência, o corpo feminino é um mosaico contendo possivelmente em todos os órgãos, células com o X paterno (Xp) inativo e outras com o X materno (Xm)inativo. Nos dois casos, o X inativado é transmitido nestas condição para as células-filhas.

Hipótese de Lyon
1. Nas células somáticas de mamíferos do sexo feminino, apenas um cromossomo X é ativo. O segundo X permanece condensado e inativo, aparecendo em células na intérfase como o Corpúsculo de Barr ( Cromatina sexual ).

2. A inativação ocorre no início da vida embrionária, mas só se completa ao final da 1ª semana de desenvolvimento.

3. Em qualquer célula somática feminina, o X inativo pode ser o paterno ou o materno. Depois que um cromossomo X foi inativado uma célula, todos os descendentes clonais daquela célula apresentam o mesmo X inativo.

A inativação do cromossomo X tem três conseqüências genéticas importantes:

Compensação de dosagem
Variabilidade da expressão em heterozigotos
Mosaicismo, onde as fêmeas possuem duas populações de células, nas quais um ou o outro cromossomo X é o ativo