Aminoácidos

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Autoria: Tiago Ferreira de Souza

De um modo geral, cada composto orgânico pertence a uma determinada função. Entretanto, existem compostos que pertencem simultaneamente a duas ou mais funções, ou seja, são de função mista. Veja :

Dentre esses compostos, têm grande importância os que apresentam as funções amina e ácido: são os aminoácidos.
A nomenclatura dos aminoácidos deve obedecer às regras da IUPAC. Assim a numeração dos carbonos da cadeia principal deve iniciar pelo grupo carboxila; ou então, devemos nomear tais carbonos com letras gregas a partir do carbono vizinho à carboxila

Os aminoácidos são classificados em essenciais e não-essenciais. Os essenciais, ou indispensáveis, são aqueles que o organismo humano não consegue sintetizar, Desse modo, eles devem ser obrigatoriamente ingeridos através de alimentos, pois caso contrário, ocorre a desnutrição. Assim, a alimentação deve ser o mais variada possível para que o organismo se satisfaça com o maior número desses aminoácidos.
As principais fontes desses aminoácidos são a carne, o leite e o ovo.
Os aminoácidos não-essenciais, ou dispensáveis, são aqueles que o organismo humano consegue sintetizar a partir dos alimentos ingeridos.
Exemplos:

Características Físicas
Com relação aos  -aminoácidos, podemos dizer que são todos compostos sólidos incolores, sendo a maioria de sabor adocicado, alguns insípidos e outros amargos. Com exceção da glicina, que é solúvel em água, os demais apresentam solubilidade variável.
Analisando as fórmulas estruturais, percebemos que os  -aminoácidos, com exceção da glicina, apresentam carbono assimétrico; assim, esses compostos apresentam atividade óptica, aparecendo quase sempre na forma levógira.

elembrando: Os compostos que apresentam isômeria optica na forma levógira desviam a luz polarizada para o lado esquerdo.
Propriedades Químicas :
Os aminoácidos apresentam em sua molécula o grupo carboxila (que lhes dá característica ácida) e o grupo amino (que lhes dá característica básica). Desse modo, quando em solução, ocorre interação intramolecular, originando um “sal interno”:

Essa interação é comprovada pelo fato de os aminoácidos serem solúveis em água, insolúveis em solventes orgânicos e terem PF e PE altos (características dos sais). E explica o caráter anfótero dos aminoácidos, ou seja, eles reagem tanto em ácidos quanto em bases, produzindo sais :

Ameba

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Autoria: Renata Belotti

Ameba, organismo unicelular pertencente ao filo Sarcodina e ao reino Protista. A célula se compõe de uma membrana delgada, uma capa semi-rígida de ectoplasma, um endoplasma granular de aspecto gelatinoso e um núcleo oval. As amebas se locomovem expandindo o citoplasma e formando um pseudópode, saliência que funciona como um pé. Pelo menos seis formas de amebas são parasitas do homem. Destas, a mais importante é a Entamoeba histolytica, que causa a amebíase e a disenteria.

Ambiente Estuarino

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Autoria: Muriel Braga Nunes

Estuário é uma massa de H²O costeira semifechada que possui uma ligação livre com o mar aberto, é portanto extremamente afetado pela ação das marés, dentro deles H²O doce (oriunda dos sistemas terrestres) se mistura (diluí) com H²O marinha.

->Podem ser considerados ambientes de transição ou ecótones entre habitats de H²O doce e marinhos, porém apesar disso possuem características físicas e biológicas bem exclusivas, Como caract. físicas eu posso citar salinidade, densidade de H²O, temperatura e como biológicas, a fauna e a flora do local.

->São ambientes muito importantes pois devido ao fato de serem altamente produtivos (graças aos subsídios do fluxo de H²O e abundância de nutrientes),

->Sustentam diversas espécies, algumas passam todo o seu ciclo de vida nesse ambiente (ex:ostras, algumas espécies de gastrop. e caranguejos), outras apenas uma parte de sua vida, geralmente a fase inicial, pois encontram nesse ambiente uma quantidade menos limitada de recursos( alimento e abrigo contra predadores), como alguns caranguejos e peixes pescados até em alto mar. Ainda existem aquelas que são apenas visitantes, seja durante a maré alta (peixes e crustáceos), seja durante a maré baixa (aves, répteis e até mesmo pequenos mamíferos).

->Algumas condições não previsíveis como tempestades e correntes aquáticas interferem diretamente na distribuição espaço-temporal da comunidade, alterando os parâmetros populacionais como crescimento, mortalidade e recrutamento.

->Devido à esses fatores, toma-se muito complexo o estudo da composição, distribuição e variabilidade temporal dos animais estuarinos.

->Bem, um dos animais residentes dos estuários é a Neritina virginea, um gastrópodo pertencente a família Neritidae que possui aproximadamente 50 espécies de caramujos, predominantemente marinhos altamente adaptados a ambientes estuarinos.

->Possui como caract. fertilização com cópula e desenvolvimento parcial no interior de cápsulas com número variável de ovos.

->Assim como os gastrópodos é um escavador e se alimenta de partículas depositadas nos vegetais ou entre o sedimento, possui uma ampla distribuição, sendo encontrado em estuários, marismas e bancos areno-lodosos desde da Flórída até Santa catarina.

->Assim como todos os animais estuarinos, possui adaptações fisiológicas e resiste portanto a grande variações de salinidade e temperatura, possui um papel fundamental; na reciclagem de nutrientes (como o nitrogênio) devido a sua atuação no material vegetal em decomposição.

->Apesar disto, neritina virginea é pouquíssimo estudada e não foi encontrado nenhum trabalho sobre os parâmetros populacionais, como: crescimento, padrão de recrutamento e mortalidade desta espécie.

AMAZÔNIA

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Em novembro de 1971, o biólogo alemão Harald Sioli, do Instituto Max Planck, então fazendo pesquisas na Amazônia, foi entrevistado por um repórter de uma agência de notícias americanas. O jornalista estava interessado na questão da influência da floresta sobre o planeta e o pesquisador respondeu com precisão a todas as perguntas que lhe foram feitas. Mais tarde, porém ao redigir a entrevista, o repórter acabou cometendo um erro que ajudaria a criar um dos mais persistentes mitos sobre a floresta amazônica. Numa de suas respostas, Sioli afirmara que a floresta continha grande porcentagem de dióxido de carbono (CO2) existente na atmosfera. No entanto, ao transcrever a declaração, o jornalista esqueceu a letra C – símbolo do átomo de carbono – da fórmula citada pelo biólogo, que ficou no texto como O2, o símbolo da molécula de oxigênio.

A reportagem com o oxigênio no lugar do dióxido de carbono foi publicada pelo mundo afora e assim, da noite para o dia, a Amazônia se tornou conhecida como “pulmão do mundo” – uma expressão de grande impacto emocional que tem ajudado a semear a confusão no debate apaixonado sobre os efeitos ambientais em larga escala da ocupação da floresta. É um debate em que, por enganos, como aquele, maus argumentos acabam sendo usados para escorar uma causa justa. As organizações de defesa da ecologia misturam às vezes no mesmo balaio fatos e fantasias ao alertar para os perigos das queimadas da floresta amazônica – até porque os dados e conceitos capengas sobre o assunto só levam água para o moinho daqueles que não querem que se faça alarde algum sobre as agressões à natureza que ali se cometem.

De resto, não é tão simples assim achar as verdades definitivas sobre o papel que a floresta desempenha no quebra-cabeça ambiental, num mundo assolado por espectros do tipo efeito estufa, desertificação, chuva ácida e destruição da camada de ozônio, para citar apenas os mais assustadores. As teimosas referências ao “pulmão do mundo”, nesse contexto, são exemplares. Pois a floresta amazônica, simplesmente, não é o pulmão do mundo. E o motivo não é difícil de entender. As árvores, arbustos e plantas de pequeno porte, da mesma forma que os animais, respiram oxigênio durante as 24 horas do dia. Na floresta, a quantidade desse gás produzida de dia pelas plantas é totalmente absorvida durante a noite, quando a falta do sol interrompe a fotossíntese. Os vegetais são capazes de criar eles próprios os alimentos de que precisam. O responsável por essa característica é justamente a fotossíntese.

Na presença da luz solar, graças a uma molécula chamada clorofila, que lhes dá a coloração verde característica, as plantas, incluindo as algas e o plâncton marinho, retiram da atmosfera dióxido de carbono e o transformam em carboidratos, principalmente glicose, amido e celulose. Desta sucessão de reações químicas, sobra o oxigênio, do qual uma parte é aproveitada para os processos respiratórios dos vegetais e outra é lançada na atmosfera. Quando a planta é jovem, em fase de crescimento, o volume de oxigênio produzido na fotossíntese é maior que o volume necessário à respiração. Nesse caso, a planta produz mais oxigênio do que utiliza.

Isso acontece porque a planta jovem precisa fixar um grande volume de carbono para poder sintetizar as moléculas que são a matéria-prima de seu crescimento. Já nas plantas maduras, porém, o consumo de oxigênio na respiração tende a igualar o total produzido na fotossíntese. A Amazônia não constitui uma floresta em formação. Ao contrário, é um exemplo da plenitude do ecossistema – interação entre um ambiente e os seres vivos que o habitam – chamado floresta tropical úmida. Nela, portanto, os seres vegetais já crescidos consomem todo o oxigênio que produzem. Apesar de não ser o pulmão do mundo, a floresta amazônica apresenta outras características que muito contribuem para a manutenção da vida no planeta.

As florestas são grandes fixadoras do carbono existente na atmosfera. Somente as matas tropicais contêm cerca de 350 milhões de toneladas de carbono, aproximadamente a metade do que há na atmosfera. Ora, o ciclo deste elemento químico está saturado no planeta, como dizem os especialistas. Devido à queima de combustíveis fósseis – gás, carvão e petróleo -, o carbono se acumula cada vez mais na atmosfera na forma de dióxido de carbono, metano e compostos de clorofluorcarbono. Esse acúmulo é responsável pelo chamado efeito estufa, o aprisionamento de energia radiante que, se suspeita, tende a aumentar a temperatura global da Terra, com efeitos catastróficos também para o homem (SI nº 4, ano 3). Nesse quadro, as florestas exercem uma função essencial na condição de maiores controladoras do efeito estufa. Por isso, o metereologista Luiz Carlos Molion, do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), de São José dos Campos, afirma que a floresta amazônica é o “grande filtro” do planeta.

Segundo ele, medições feitas em 1987 mostraram que cada hectare da floresta retira da atmosfera, em média, cerca de 9 quilos de carbono por dia. (Um hectare equivale a 10 mil metros quadrados. O parque Ibirapuera, em São Paulo, por exemplo, tem quase 150 hectares.) A cada ano, o homem lança na atmosfera algo como 5 bilhões de toneladas de carbono. É como se cada ser humano fosse pessoalmente responsável pelo lançamento de uma tonelada do gás por ano. Somente a Amazônia brasileira, com seus 350 milhões de hectares, retira do ar aproximadamente 1,2 bilhão de toneladas anuais, ou seja, pouco mais de um quinto do total. Números como esses causariam polêmica num passado não muito remoto, quando se duvidava que a floresta fosse capaz de armazenar tamanho volume de carbono. Hoje, porém, se sabe que a assimilação apenas repõe o volume do gás continuamente perdido para o solo e para os rios.

Algumas pesquisas estimam que somente na Amazônia possa residir cerca de 30 por cento de todo o estoque genético do planeta, ou seja, 30 por cento de todas as seqüências de DNA que a natureza combinou. É um número extraordinário, e certos pesquisadores ainda consideram tratar-se de um cálculo por baixo. Uma coisa é absolutamente certa: a preservação da variedade genética da floresta amazônica – que faz da região uma espécie de banco de genes, o maior do mundo – deve ser um dos argumentos mais fortes contra o desmatamento por atacado e a ocupação sem critério da Amazônia. Pois, por mais abstrato que esse argumento possa parecer aos invasores do local – desde os simples colonos que migraram de outras regiões às empresas multinacionais de mineração – cada espécie é única e insubstituível e sua destruição pode significar a perda de um importante acervo genético, de incalculável valor prático para o homem.

Apenas se começa a aprender a ler informações contidas nas florestas tropicais – e existe aí uma verdadeira enciclopédia a ser conhecida. Os índios com certeza têm algo a ensinar nesse vasto capítulo. Os antropólogos descobriram que cada comunidade indígena que habita a Amazônia dispõe de um cardápio de pelo menos cem plantas e um receituário de duzentas espécies vegetais. Um exemplo relativamente recente da utilização do estoque genético da floresta é o desenvolvimento de um remédio contra a hipertensão – inspirado no veneno da jararaca. Essa cobra mata sua presa com uma substância tóxica que reduz a zero a pressão sanguínea do animal. Os estudos sobre a ação do veneno no organismo trouxeram informações valiosas para o reconhecimento da pressão no ser humano.

É esse patrimônio que deve ser preservado junto com as florestas. É um desafio urgente. Segundo o biólogo e ecologista Wellington Braz Carvalho Delitti, da USP, o atual ritmo de extinção de espécies no mundo provavelmente não tem paralelo. Os pesquisadores calculam que nos próximos 25 anos cerca de 1,2 milhão de espécies (dos até 30 milhões que se supões existir na Terra) desaparecerão por completo com a devastação dos seus refúgios florestais. Isso equivale a um genocídio de aproximadamente 130 espécies inteiras por dia.

O debate em torno da preservação das florestas tropicais ainda está longe de se esgotar. A maioria das previsões – menos ou mais desastrosas – que se faz nesse campo estão atreladas a modelos matemáticos, muitas vezes passíveis de falhas. De todo modo, enquanto os especialistas conferem suas projeções, fatos acontecem. E a idéia de preservar indefinidamente a floresta amazônica se mostra cada vez mais impraticável. Essa realidade não escapa a observadores como o insuspeito ecologista Jacques-Yves Cousteau, o oceanógrafo que chefiou uma expedição à região em 1982. “A Amazônia não pode ser intocável”, concorda o deputado federal paulista Fábio Feldman, presidente da entidade ecológica Oikos. Para ele, no entanto, “como a vocação da Amazônia é essencialmente florestal, é necessária a sua utilização racional, menos predatória”.

A questão que está posta é rigorosamente esta: conjugar o desenvolvimento e a abertura de novas fronteiras com o delicado equilíbrio que sustenta os ecossistemas da floresta tropical. Iniciativas como a construção de grandes hidrelétricas devem ser planejadas cuidadosamente, se bem que seus efeitos a longo prazo para a floresta ainda sejam desconhecidos. Não se pode perder de vista um dado essencial” o conhecimento sobre a dinâmica das florestas tropicais ainda é muito precário. Não ocorre o mesmo com as florestas temperadas do hemisfério norte. Por sinal, ao contrário do que se imagina, essas florestas vêm aumentando sensivelmente nas últimas décadas. Na França, por exemplo, representam atualmente cerca de 30 por cento do território – menos em todo caso que ao tempo da Revolução de 1789. Calcula-se que a chuva ácida e a poluição danificaram pouco mais de um quinto das áreas florestais na Europa. No Japão, o último relatório anual sobre a situação do meio ambiente no país mostra que 67 por cento do arquipélago está coberto de florestas. Se a isso se somarem as áreas ocupadas por lagos, montanhas, neves eternas e pradarias, se verá que ali as regiões naturais chegam a 80 por cento da área total. Em resumo, toda a extraordinariamente vigorosa economia do Japão brota numa área inferior a do Rio de Janeiro – prova de que a propriedade não é incompatível com a preservação da natureza. Ou com seu uso inteligente, quando há outra alternativa.

Oxigênio um presente dos mares

Se a Amazônia não é o pulmão do mundo, qual é então? Afinal, o que produziu o oxigênio da atmosfera da Terra e ainda mantém os seus níveis praticamente constantes? A maior parte da teorias afirma que o oxigênio foi originalmente levado à atmosfera pelo processo da fotossíntese. Portanto, segundo essa hipótese, foram os vegetais primitivos, as algas e o fitoplâncton – pequenos organismos que vivem, aos milhões, suspensos na água do mar – os responsáveis pela produção e acúmulo do gás na atmosfera terrestre.

Uma das barreiras ao desenvolvimento da vida no planeta há cerca de 1 bilhão de anos, era a intensidade das radiações ultravioleta da luz solar. Nessa época, o fitoplâncton e as algas somente conseguiam sobreviver a grandes profundidades. Quando, graças à atividade fotossintética, o oxigênio atmosférico chegou a 1 por cento de seu nível atual, há aproximadamente 800 milhões de anos, foi possível a formação de moléculas de ozônio (O3) em número suficiente para filtrar os raios ultravioleta. Isso permitiu que o fitoplâncton migrasse para as camadas superiores dos mares, mais iluminadas pelo Sol. O resultado foi um aumento exponencial da fotossíntese nos oceanos, levando à rápida formação do oxigênio.

Outras teorias sustentam que o oxigênio, ou pelo menos a maior parte dele, teve origem inorgânica, a partir da fotodissociação da molécula de água. A fotodissociação consiste na separação de um átomo de oxigênio da molécula H2O, devido às radiações ultravioleta. Embora essa hipótese tenha seus defensores, as evidências fósseis e geológicas indicam que o oxigênio teve mesmo origem nos oceanos, confirmando a vocação da água como a grande fonte de vida na Terra.

Como se São Paulo e Santa Catarina tivessem ardido

O Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), de São José dos Campos, concluiu em extenso trabalho, a partir de imagens de satélites, sobre as condições do desmatamento da Amazônia. Os resultados agradaram tanto ao governo que o presidente Sarney os divulgou em rede de TV, ao apresentar sua política de meio ambiente para o país – o programa Nossa Natureza. Pelos dados apresentados apenas 5 por cento (251,4 mil quilômetros quadrados) da Amazônia tinham sido destruídos por queimadas ou desmatamentos “recentes”. Esse índice relativamente tranqüilizador foi logo contestado por outros pesquisadores e ecologistas, que sugeriram ter havido manipulação de dados.

Tempos depois, uma segunda edição do trabalho do INPE acrescentou outros 92,5 mil quilômetros quadrados, a título de “desmatamentos antigos”. Chega-se assim a um total admitido de 343,9 mil quilômetros quadrados de áreas destruídas – equivalentes a um território do tamanho dos Estados de São Paulo e Santa Catarina juntos. Técnicos do Banco Mundial, em Washington, trabalham por sua vez com números ainda piores – 12 por cento de área devastada – e com base nisso aparentemente a instituição tem-se recusado a financiar projetos na região.

Idéias para proteger a Amazônia

Como seria de esperar, quem mais entende do aproveitamento da floresta tropical são os nativos da Amazônia – índios, caboclos e seringueiros. Eles têm sobrevivido à custa do verde sem causar danos sérios à floresta – ao contrário, portanto, dos colonos vindos de fora e dos garimpeiros de Serra Pelada. Seu segredo parece ser a utilização de procedimentos que levam em conta naturalmente a ecologia da região. As clareiras abertas para o cultivo não ultrapassam 1 ou 2 hectares. Depois que a terra se exaure, a clareira que fica não é muito maior do que a formada por uma grande árvore que tivesse caído ali.

Segundo o deputado verde Fábio Feldman, a solução para o aproveitamento da floresta seria a criação de reservas extrativistas, nas quais as atividades econômicas estariam perfeitamente afinadas com a ecologia das matas. Para Feldman, somente medidas que regulamentem a ocupação humana da região podem conter a destruição da floresta. O programa Nossa Natureza, lançado em abril último, não prevê reservas como as imaginadas pelo deputado, mas propõe cerca de cinqüenta medidas para a região amazônica.

Elas incluem, entre outras, a suspensão de incentivos fiscais para projetos na região, a regulamentação da exportação de madeira, a desapropriação de áreas de interesse florestal e o controle do uso de agrotóxicos na floresta. Segundo o físico José Goldemberg, reitor da Universidade de São Paulo, a ampliação das áreas protegidas mediante a criação de parques e reservas poderia abranger cerca de 70 por cento da Amazônia. Para ele, esta deveria ser uma medida imediata no sentido de frear os desmatamentos. Outra seria dirigir os créditos oficiais apenas para investimentos que não impliquem a destruição da floresta.

Alimentos Transgênicos 2

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Autoria: Dayane Gunella Montalvão

O que são os transgênicos?
Espécies cuja constituição genética foi alterada artificialmente e convertida a uma forma que não existe na natureza. Os cientistas adicionam o gene de um vegetal, animal, bactéria ou vírus e, assim, dão novas características à espécie modificada. A modificação genética é feita para que o organismo obtenha características diferentes das suas, como melhora nutricional em alimentos ou para tornar uma planta mais resistente a pragas.

Quando surgiram os transgênicos?
Eles surgiram na década de 1970, quando foi criada a técnica do DNA recombinante e a engenharia genética produziu um filhote comercial: insulina humana feita por bactérias modificadas, com menor taxa de rejeição entre os diabéticos.

Como os transgênicos são produzidos?
Os transgênicos são produzidos pela modificação genética. A modificação genética ou transgenia, também conhecida como engenharia genética, é uma técnica de biotecnologia que foi introduzida em 1973. Na transgenia, seqüências do código genético são removidos de um ou mais organismos e inseridos em outro organismo, de espécie diferente. A principal implicação da transgenia é a quebra da barreira sexual entre diferentes espécies, permitindo cruzamentos impossíveis de ocorrerem naturalmente, como entre uma planta e um animal, uma bactéria e um vírus, um animal e um inseto. A inserção de genes exóticos em uma planta, por exemplo, pode resultar em efeitos imprevisíveis em seus processos bioquímicos e metabólicos.
Principal responsável pela produção e pesquisa de alimentos transgênicos no Brasil, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) é uma usina de biotecnologia que desenvolve projetos em todos os Estados brasileiros. A Embrapa é detentora de 85 patentes no Brasil e 22 no exterior.
Vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a empresa foi criada em 26 de abril de 1973. Operando com 8.530 empregados a Embrapa conta com um orçamento de R$ 660 milhões anuais, distribuídos em suas diversas áreas.
A empresa tem uma série de acordos e parcerias, para a pesquisa de sementes geneticamente modificadas de soja, milho, algodão e batata, com empresas peso-pesado como a Monsanto (sua principal parceira), a AgrEvo, a Cyanamid e a Rhône-Poulenc.

Que órgãos ou empresas os produzem?
Primeiras grandes empresas a produzirem transgênicos Cargill, a Ciba-Geigy, a ICI, a Dekalb, a Rhône Poulenc, a Sandoz e a Upjohn. A partir de 1994, forma-se novos grupos de empresas ainda maiores. Nessa etapa, consolidam-se os oito maiores grupos de empresas na área de sementes. Entre elas está a Monsanto, que adquire 34 outras empresas, a Aventis, que adquire 18, a DowAgro Science, que adquire 13, e a Syngenta, formada pela união da Novartis (que adquiriu 18 empresas) e da AstraZeneca (formada pela junção de mais 13 empresas). Entre essas companhias produtoras de sementes que foram objeto de aquisição estão algumas brasileiras. A Monsanto adquiriu cinco empresas brasileiras – entre elas a Agroceres, maior empresa de capital nacional privado do setor -, a DowAgro Science, cinco e a Aventis, quatro.
Monsanto, DuPont, ICI e Ciba-Geigy (as duas últimas incorporadas depois pela Syngenta) foram empresas que realizaram grandes investimentos em pesquisa & desenvolvimento desde a década de 80.

Quais são os alimentos transgênicos?
A variedade de produtos transgênicos é ampla. Soja, milho, algodão, canola, mandioca, inhame, batata-doce, tabaco, arroz, tomate e trigo são algumas das culturas beneficiadas.
Atualmente, 99% dos transgênicos plantados no mundo correspondem à soja (61%), milho (23%), algodão (11%) e canola (5%). Como o algodão é muito pouco usado na alimentação humana, além da soja e do milho, a canola seria por enquanto a nossa única preocupação diferente. As plantas alvos da transgenia são as mais cultivadas do mundo.

Os transgênicos podem ser cultivados normalmente no Brasil?
Não. Desde 1998, uma liminar proíbe o cultivo comercial de OGMs no país sem estudos prévios de impacto ambiental – exigência desrespeitada pelos produtores de soja no Sul. Ainda assim, a legislação brasileira relacionada a transgênicos – especialmente a Lei de Biossegurança de 1995 – é vista por muitos cientistas como uma das mais completas do mundo.

OS PRÓS E CONTRAS DOS TRANSGÊNICOS
PRÓS
Medicamentos
O medicamento mais conhecido produzido por transgênicos é a insulina. Medicamentos, enzimas, reagentes e vários produtos são produzidos por microorganismos transgênicos em ambiente confinado. Esse tipo de uso da transgenia, o uso confinado, não representa um perigo ao meio ambiente. O consumidor recebe uma substância química purificada e analisada e também não tem contato com o ser vivo transgênico. O protocolo de avaliação de segurança dessas substâncias químicas é muito mais rigoroso e detalhado do que o usado para garantir a segurança dos alimentos transgênicos.

Agricultura
Na agricultura já se constata o aumento da produção de alimentos em solos salinos ou em regiões áridas, onde não se conseguia plantar nada. A incorporação dessa biotecnologia por pequenos agricultores, como na África do Sul, trouxe benefícios sociais para pequenas comunidades agrícolas.

Meio Ambiente
Para o meio ambiente, a boa notícia é que já está bem demonstrado que determinadas plantas transgênicas demandam menos agrotóxicos, veneno agrícolas causadores de fortes impactos ambientais. Com a biotecnologia e os princípios da agricultura orgânica, a meta é alcançar a produção de alimentos sem resíduos de venenos.

Combate à fome
Um dos benefícios que os transgênicos poderiam trazer são comidas mais barata para milhares de pessoas famintas e subnutridas em todos os países pobres do mundo. Sabe-se que há mais de 800 milhões de famintos sem condições mínimas de sobrevivência em todo o mundo.
As plantas transgênicas são mais resistentes e, aparentemente, podem reduzir o custo de produção, viabilizando uma maior oferta de comida, então, mais barata. Dados indicam que produtos transgênicos têm custo de produção 20% menor que os demais. Além disso, podem-se enriquecer tais alimentos com mais vitaminas, como novo arroz transgênico (arroz dourado), rico em vitamina A, ou usá-los em tratamentos específicos.

“Super Alimentos”
Uma das promessas do cultivo e comercialização dos transgênicos são os super alimentos, legumes, grãos e verduras mais nutritivos, resistentes a agrotóxicos, e com menos gordura.
Com alimentos resistentes, os agricultores podem aplicar maior quantidade de agrotóxicos para combater pragas sem correr o risco de o alimento ser destruído. Mas, uma questão ainda não respondida por pesquisadores é se quem ingere o alimento com maior dose de agrotóxico não recebe doses deste produto.

CONTRAS
Riscos à saúde
Estudos feitos pelas multinacionais interessadas na liberação do cultivo e comercialização de alimentos transgênicos têm sido contestados por inúmeros cientistas. Segundo boa parte deles, alguns riscos à saúde que os OGMs trazem são praticamente certos, como riscos de alergia.
O mais temido dano que os transgênicos podem causar à saúde do homem é a transferência da sua resistência para microorganismos patológicos, como bactérias que causam infecções. Não há notícias que isto tenha ocorrido de fato, mas especialistas não descartam esta hipótese. Cobaias alimentadas com transgênicos têm apresentado alterações em seu sistema imunológico e em vários órgãos vitais.

Impacto Ambiental
O cultivo de OGMs pode causar impactos no meio ambiente, como perda de biodiversidade e erosão genética, o surgimento de super ervas daninhas próximas a plantação, correndo-se o risco das ervas ficarem resistentes ao próprio herbicida que deveria matá-las. Outro risco apontado é a possibilidade de resistência de insetos e pesticidas, que evoluiriam e se tornariam imunes à resistência dos transgênicos.

Por que o Greenpeace se opõe aos transgênicos?

Conseqüências desconhecidas – O Greenpeace faz campanha contra a liberação de transgênicos ou organismos geneticamente modificados (OGMs) no meio ambiente e se opõe ao seu uso na alimentação humana e animal. Para a organização, os resultados da utilização de transgênicos são imprevisíveis, incontroláveis e desnecessários.

Perda de Biodiversidade – Sabemos que as conseqüências nocivas de novas tecnologias muitas vezes só poderão ser percebidas após muitos anos. Entre as possíveis conseqüências dos transgênicos, os cientistas prevêem o empobrecimento da biodiversidade, o que pode interferir negativamente no equilíbrio ecológico e na segurança alimentar.

Aumento do uso de agrotóxicos – A utilização de transgênicos com resistência a herbicidas na agricultura pode levar ao aparecimento de “superpragas“ e ao desequilíbrio ecológico do solo, além da contaminação do solo e dos lençóis de água, devido ao uso intensificado de agrotóxicos.

Ameaça à segurança alimentar – Antigamente, pensar em patentear plantas, animais ou genes não poderia sequer ser considerado. Hoje, com a patente sobre a vida, o produtor tem que pagar royalties pelas plantas patenteadas e as sementes que produzem, por todas as gerações futuras. Isso é uma ameaça à segurança alimentar e à biodiversidade.

Falta de estudos – Conseqüências preocupantes para a saúde humana seriam o aparecimento (ou aumento) de alergias provocadas por alimentos geneticamente modificados; o aumento da resistência a antibióticos; e o aparecimento de novos vírus, mediante a recombinação de vírus “engenheirados“ com outros já existentes. Os transgênicos estão sendo utilizados de forma indiscriminada na alimentação humana e animal, pois não foram feitos estudos suficientes que comprovem a sua segurança.

DICAS PARA QUEM TEM MEDO DE TRANSGÊNICOS
. Prefira produtos orgânicos, que têm menos possibilidade de serem transgênicos
. Preste atenção nos rótulos dos produtos industrializados, que são obrigados a ter um aviso sobre o uso de ingredientes geneticamente modificados.
. Fique mais alerta quando os produtos forem feitos a partir de milho ou soja. Estas são as sementes mais utilizadas em pesquisas com OGMs
. Se você apresentar qualquer tipo de reação a um determinado produto transgênico, faça um comunicado ao posto mais próximo do Idec, o Instituto de Defesa do Consumidor.
. O Serviço de Atendimento ao Consumidor das empresas (com endereço nas embalagens) pode dar informações mais detalhadas sobre a composição dos produtos. Se tiver dúvidas, ligue para conferir.

Produto com selo
O saco de sementes de soja transgênica tem um selo, com a letra T dentro de um triângulo amarelo, para avisar que o material é transgênico. O alimento que for produzido a partir desse material também deverá trazer informações na embalagem.
Pelo Código de Defesa do Consumidor e decretos complementares, todo o produto que tiver mais de 1% de transgênico tem de trazer um símbolo no rótulo.
As embalagens dos produtos de origem animal precisam informar o uso de transgênicos na ração. Os produtos de origem vegetal que contenham organismos geneticamente modificados precisam trazer, além da informação, o símbolo T dentro do triângulo.

ANDi: o primeiro primata transgênico
Em 11 de Janeiro de 2001, cientistas norte americanos do Centro Regional de Pesquisas sobre Primatas de Oregon, nos Estados Unidos, anunciaram ao mundo a produção do primeiro primata transgênico, um robusto e brincalhão filhote de macaco Rhesus, que recebeu o nome de ANDi. Esse nome significa, em inglês, de trás para frente, “DNA inserido”.
Muitos animais transgênicos foram até agora produzidos, incluindo roedores, porcos, cabras e ovelhas, mas até então nenhum primata. ANDi recebeu um gene extraído de uma espécie de água-viva; esse gene regula a produção de uma proteína fluorescente e de coloração esverdeada quando iluminada por laser, de tal modo que as células portadoras desse gene brilham quando visualizadas por um microscópio especial.
O impacto provocado por ANDi não se deve tanto à importância do gene transplantado, e sim ao fato de esse filhote construir uma prova viva de que a tecnologia para a produção de primatas geneticamente modificados é viável.
O objetivo dos cientistas é desenvolvimento de macacos com genes humanos, de maneira que possam atuar como modelos ideais para a pesquisa de doenças como os males de Alzheimer e Parkinson, além de vários tipos de câncer e da Aids. Na avaliação dos cientistas idealizadores de ANDi, os macacos transgênicos, por serem muito parecidos com seres humanos, deverão acabar com o abismo entre nós e os camundongos e serão nossos aliados na luta contra doenças diversas.

CURIOSIDADES
• Os maiores produtores mundiais de organismos geneticamente modificados são, na ordem, Estados Unidos, Argentina, Canadá e China.
• Os Estados Unidos respondem por dois terços das áreas cultivadas no mundo, com destaque em milho, soja, algodão e canola. Além disso, foi o primeiro país a plantar OGMs comercialmente, em 1996, e são os que mais exportam e consomem esse tipo de alimento.
• O Brasil é o único grande produtor mundial de grãos não-transgênicos.
Pesquisa do Ibope realizada com 2 mil brasileiros em dezembro de 2003 indica que 73% dos entrevistados são contra a liberação dos transgênicos no país até que exista consenso na comunidade científica a respeito da segurança desses organismos para o meio ambiente e a saúde humana.
• Existe o arroz dourado, mas ele não é usado em plantios comerciais. O arroz dourado é um transgênico criado com a intenção de reduzir a deficiência de vitamina A em populações que tradicionalmente alimentam-se com o arroz. Anos de pesquisa foram gastos e o resultado foi um grão de arroz com um teor de pró vitamina A muito baixo. Para ingerir a quantidade diária mínima de vitamina A, um homem adulto teria que comer 9 quilos de arroz dourado cozido por dia. A solução para a deficiência de vitamina A está em um hábito alimentar diversificado, com a ingestão de frutas e hortaliças. A principal causa da deficiência de vitamina A nessas regiões é a alimentação baseada apenas no arroz.

Conclusão:
Ao nosso ver a tecnologia aplicada nos transgênicos não traz benefícios apenas para produtores e grandes empresas agrícolas, ela é o futuro da produção e distribuição de alimentos no mundo. É verdade que ainda não se tem certeza sobre os problemas causados por esses alimentos. Há muitas especulações sobre o assunto, a mídia tem criado muitos debates sobre os transgênicos.
Poderemos nos posicionar à favor ou contra, somente, quando a ciência nos mostrar dados concretos e para que isso ocorra é preciso que se continue fazendo pesquisas na área, mesmo que um dia haja a prova de que OGMs são prejudiciais à saúde humana só teremos chegado a essa conclusão por meio dessas pesquisas.

Alimentos Transgênicos

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Autoria: Cauan L. Dantas

Resumo: Para conseguir saciar a fome mundial, seria necessário duplicar a atual produção de alimentos até o ano de 2025. E segundo muitos especialista, somente com alimentos transgênicos essa meta seria possível. Porém nem todos apoiam essa solução, alegando danos para o meio- ambiente e para a saúde por parte dos transgênicos. Mas há muitos que a apoiam, afirmando que esses alimentos trazem benefícios tanto para a saúde e a natureza quanto economicamente. Objetivo com esse artigo, apresentar os principais conceitos relacionados com alimentos transgênicos, a metodologia de sua obtenção, além de seus benefícios ou prejuízos, para saber mais sobre esse assunto e definir se vale ou não a pena seguir adiante com esses estudos.

Palavras- chave: genes, melhoramento genético, alimentos transgênicos, benefícios, malefícios

Transgênicos ou organismos geneticamente modificados (OGMs) são seres vivos cuja estrutura genética &ndash a parte da célula onde está armazenado o código da vida, o DNA &ndash foi modificado pelo homem através da engenharia genética, de modo a atribuir a esses seres uma determinada característica não programada por sua natureza.

Parece ficção, mas é a mais pura realidade. A manipulação genética de alimentos é hoje um processo irreversível. Para se Ter uma idéia, segundo dados do Greenpeace, em 1990 não haviam lavouras comerciais de soja transgênica. Já em 1998, a área cultivada tinha superado os 28 milhões de hectares. Os principais cultivos de transgênicos hoje são o de soja, milho, algodão, e batata. Entretanto já existem em fase de testes banana, brócolis, café, cenoura, morango e trigo. No Brasil, a Embrapa estuda os transgênicos desde 1981. O primeiro projeto introduziu genes da castanha-do-pará no feijão para aumentar seu valor nutricional. Hoje a Embrapa trabalha com soja, banana, algodão, abacaxi, batata, entre outros.

Mas como tudo começou? Embora o tema tenha se tornado popular com o cultivo de lavouras experimentais, modificações genéticas são realizadas desde os anos 80. O começo se deu com alterações nos genes de microorganismos, como bactérias.

E como nas plantas transgênicas, o processo utilizado para a modificação do conteúdo genético consiste, basicamente, na inserção de genes de outras espécies, sejam elas vegetais ou animais, ou até mesmo de micróbios, os transgenes poderão ser retirados originalmente de formas de vida totalmente distintas. Por exemplo, um tipo de milho transgênico cuja característica implantada consiste na produção de suas próprias defesas contra insetos, poderá ter sua seqüência genética alterada através da inserção de genes de uma bactéria danosa ao inseto.

Mas nem tudo são flores. Além de questões ambientais, os alimentos transgênicos também geram dúvidas quanto aos riscos à saúde humana. Dada a própria novidade da tecnologia da engenharia genética, os efeitos que os transgênicos poderão causar no organismo humano e no meio- ambiente a médio e a longo prazo ainda são desconhecidos, não havendo nenhuma conclusão definitiva sobre o assunto. Os cientistas levaram 45 anos para descobrir que o gás CFC era extremamente prejudicial à camada de ozônio. Em 1947, quando se iniciou o uso de DDT em lavouras, só se conheciam seus efeitos positivos. Foram necessários 20 anos para que os malefício à saúde humana pudessem ser comprovados.

Os principais argumentos contrários vêm de ecologistas que apontam os transgênicos como vilões, afirmando que a ciência não tem controle total sobre o funcionamento dos genes, e que só o interesse econômico justifica a velocidade com que os transgênicos estão chegando à mesa do consumidor; não porque são mais produtivos, mas porque podem ser patenteados e garantir altos lucros. Isso é um grande problema, já que apenas 10 países respondem por 84% dos recursos para pesquisa e desenvolvimento no mundo e controlam 95% das patentes. Pessoas ou empresas de países industrializados detém os direitos sobre 80% das patentes concedidas nos países subdesenvolvidos. Quais seriam os efeitos de tamanha dependência nesse setor? Como ficariam as populações de países em desenvolvimento que não podem pagar o preço dessa nova tecnologia?

Os ambientalistas até já criaram um apelido para esses tipo de comida &ndash Frankenfood, uma mistura de Frankenstein e food (comida em inglês).

Não é simples nem inócuo mexer com a natureza. Muitos cientistas também alertam para o perigo da manipulação genética. Uma empresa dos Estados Unidos patenteou um gene apelidado de “exterminador”. Ele é incorporado às sementes, que após colhidas passar a ter sementes estéreis. Isto obriga o agricultor a comprar a semente sempre que for plantar. O gene exterminador poderá ser levado pelo vento junto com os grãos de pólen e fecundar as flores de plantas silvestres ou domésticas, tornando-as também estéreis, e provocando uma irreparável destruição no patrimônio biológico da humanidade.

Outro problema gravíssimo, afirmam os anti- transgênicos, é a perda do controle sobre esses alimentos, fazendo com que outros sejam afetados, o que prejudicaria outras espécies de plantas, além de animais, causando um desequilíbrio ecológico com conseqüências imprevisíveis. Um exemplo disso é o caso do estudo comandado pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, sobre a enorme mortalidade de borboletas Monarch após serem alimentadas com o pólen do milho geneticamente modificado Bt. Losey, depois que houve falhas de controle em sua experiência.

Organismos antes cultivados para serem usados na alimentação, estão sendo modificados para produzirem produtos farmacêuticos e químicos. Essas plantas alteradas poderiam fazer uma polinização cruzada com espécies semelhantes e, deste modo, contaminar plantas utilizadas exclusivamente na alimentação.

O lugar em que o gene é inserido não pode ser controlado completamente, o que pode causar resultados inesperados, uma vez que os genes de outras partes do organismo podem ser afetados. No caso da soja modificada, existe o temor de que a substância EPSPS provoque efeitos inesperados no organismo dos consumidores, como alergias ou outro tipo de doença. Mesmo que o gene tenha sido preparado em laboratório para funcionar apenas nas folhas, e não nos grãos &ndash a parte comestível da planta &ndash, não há como garantir que eles atuarão da forma programada.

Novas proteínas que causam reações alérgicas podem entrar nos alimentos. Transferidas de um alimento para outro, as proteínas podem conferir à nova planta as propriedades alérgicas do doador. As pessoas normalmente identificam os produtos que as afetam. Entretanto, com a transferencia das proteína alérgica de um produto para o outro sem o provável conhecimento, perde-se a identificação e a pessoa só vai descobrir o que lhe fez mal após a ingestão do alimento perigoso.

Enfim, são muitos os malefícios que os transgênicos podem causar. Mas a maioria dos cientistas acha que isso é paranóia. Doutor em Genética e pesquisador da Embrapa, Manuel Teixeira Souza Júnior afirma que:

” A engenharia genética permite que se façam alterações pontuais nos genomas, utilizando genes cuja ação é estudada antes e depois de serem inseridas na planta. Já a obtenção convencional de híbridos por cruzamento envolve um conjunto de genes que sequer são conhecidos. É como abater um alvo no escuro.”

Quanto ao argumento de que os OGMs podem provocar alergias ou mal-estar, o professor de Bioquímica Walter Ribeiro, da Universidade de São Paulo (USP), afirma que mesmo os alimentos naturais apresentam inibidores de enzimas capaz de causar distúrbios.

Hoje a discussão sobre os transgênicos não é apenas biológica. É também ética e econômica. Para o atual presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Renan Proença ” a discussão sobre os organismos geneticamente modificados não pode restringir-se ao campo ideológico ou do puro palpite. A agricultura de hoje é muito poluidora e a biotecnologia tem como uma das funções resolver esse problema “. Para ele a engenharia genética ” é uma conquista para incrementar o progresso humano e não um monstro que deve ser combatido como um inimigo.

Uma das grandes causas dos transgênicos é em benefício da saúde. Um alimento pode ser enriquecido com um componente nutricional essencial. Um exemplo é do feijão que, por inserção de gene da castanha-do-pará, passou produzir metionina, um aminoácido essencial para a vida. Ou um arroz, que geneticamente modificado, produz vitamina A. Plantas geneticamente modificadas também pode ter a função de prevenir, reduzir ou evitar riscos de doenças, através produção de proteínas e até mesmo vacinas.

Outro benefício desse tipo de alimento está na diminuição do uso de agrotóxicos. Pode-se introduzir numa planta um gene capaz de faze-la ficar resistente a pragas e doenças, baixando, com isso, o custo de produção e o preço do alimento para os consumidores.

Também pode-se fazer com que a planta adquira genes que façam com que o seu período de desenvolvimento seja mais curto, o que determina uma colheita rápida e um aumento na produtividade, sem que haja um aumento no preço do produto final.

Aumento na produção agrícola. Essa é outra das grandes finalidades dos transgênicos, dizem os cientistas e defensores. Com uma população que, em 30 anos, pode ser de 12 bilhões de pessoas &ndash o dobro de hoje &ndash algo tem que ser feito para aumentar a produção de alimentos e amenizar a fome principalmente nos países subdesenvolvidos.

Mas será que só os transgênicos podem solucionar esse problema?

A questão é que, há pelo menos 8.000 anos, o homem intervém, de algum modo nas culturas agrícolas, a ponto de nenhuma das plantas que alimentam a humanidade encontrar-se hoje em seu estado original. Se isso trouxe mais prejuízos do que benefícios, é outra controvérsia.

Existem pessoas como Doug Parr, pertencente à organização não-governamental Greenpeace, que preferiam que nada saísse do controle da mãe-natureza. Nem mesmo nos casos em que a justificativa é salvar colheitas de pragas. Segundo o cientista, há alternativas naturais viáveis, como ficou provado no Quênia. Ali, a broca de milho foi eliminada de muitas plantações com a introdução de um capim que, plantado ente os pés do milho, repelem o inseto e, ao final da colheita, ainda serve como alimentos para animais.

Se o objetivo é um alimento sem agrotóxicos, uma das soluções poderia ser os alimentos orgânicos, produzidos da forma mais natural possível, com adubo orgânico, como esterco e restos de vegetais. O gosto amargo desses alimentos está no preço. Segundo a Associação de Agricultura Orgânica, eles podem custar de duas a dez vezes mais que os similares produzidos à base de tecnologia. E a pequena produção brasileira não alcança a demanda &ndash quase tudo é exportado para os Estados Unidos e a Europa. ” Interessante é ver que os estrangeiros, que inventaram os transgênicos, na hora de comer preferem os orgânicos”, comenta Ricardo Cerveira, agrônomo da Associação de Agricultura Orgânica.

No mundo inteiro, apenas 12 países liberaram o cultivo de produtos transgênicos, e o Brasil está fora desse grupo. Plantas transgênicas, só nas áreas experimentais, liberadas para 120 instituições. Esses experimentos só foram permitidos em 1995, quando foi aprovada a Lei de Biossegurança, que gerou a constituição da CTNBio ( Comissão Técnica Nacional de Biossegurança ). No Brasil também é exigida a identificação nos rótulos dos produtos quando houver a presença de componentes geneticamente alterados.

Enfim, mesmo após listados alguns dos grandes benefícios que os alimentos transgênicos poderão nos oferecer, creio que se deve tomar o maior dos cuidados e ir com calma em relação a eles. Acho que aqui no Brasil devem ser criados mecanismos severos de controle e monitoramento dos riscos ambientais e sociais que a biotecnologia e seus produtos podem causar.

Embora, muitas vezes, o uso da engenharia genética na agricultura seja justificada pelo aumento da população, de acordo com as Nações Unidas, o mundo produz atualmente uma vez e meia a quantidade de alimento necessária para alimentar toda a população do planeta, e ainda uma em sete pessoas passam fome. O problema da fome está intimamente ligado com a desigualdade social. E não será a engenharia genética capaz de solucionar esse problema, pelo menos com o que mostrou até o momento.

Ao meu ver, embora a biotecnologia ofereça a possibilidade de uma agricultura melhor, ela poderá representar uma ameaça ambiental e uma industrialização ainda maior da agricultura, fazendo com que poucos detenham a maior parte dos benefícios e aqueles que realmente necessitam, sejam os maiores prejudicados.

Alimentos Alternativos

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Autoria: Lilia Santa Cruz Santana

Alternativos são os alimentos pouco usados na nossa alimentação do dia-a-dia, mas que têm tudo o que você precisa para ser alimentar bem e ter boa saúde. Além de todas essas vantagens, são mais baratos e fáceis de encontrar. Muitos deles você pode plantar em sua própria casa.

Quais são esses alimentos?

FOLHAS VERDE-ESCURAS

Plantas como o caruru, taioba, serralha, beldroega, dente-de-leão, ora-pro-nóbis, espinafre, folhas de batata-doce, cenoura, abóbora e beterraba possuem nas suas folhas, caules e frutos, elementos muito necessários à saúde. Essas plantas têm alto valor nutritivo e podem melhorar bastante nossa alimentação e evitar a doença e morte de crianças por carências vitamínicas e de minerais, como o ferro, que causa a anemia. Suas folhas e talos podem ser usadas em saladas, sopas, farofas e no feijão.

Observe como as folhas são mais ricas do que a parte que comemos (100 gramas):

PROTEÍNAS FERRO VITAMINA A
Mandioca 0,8 1,1 2
Folha de Mandioca 7,0 7,6 1960

Batata-doce 1,3 1,0 300
Folha de Batata-doce 4,6 6,2 975

FARELO DE TRIGO

O farelo de trigo é retirado do grão no processo de refinamento industrial. O que muita gente não sabe é que ele é rico em fibras, vitaminas do complexo B e outros nutrientes vitais para a manutenção e recuperação da saúde. Moinhos ou atacadistas de produtos naturais vendem o produto in natura (frescos). Mas na hora da compra não se deve esquecer de avisar que é para consumo humano. O farelo de trigo destinado à ração pode estar contaminado com impurezas diversas.

Como preparar o farelo de trigo: passar em peneira fina e moer a parte grossa. Depois tostar por 20 minutos, mexendo sempre, em fogo baixo, até ficar com cheiro de biscoito assado. Caso apresente gosto amargo foi torrado demais.

Modo de usar: adicionar a todas as preparações (mingaus, sopas, bolos, farofas, paçocas, molhos, panquecas, pães, arroz, feijão, etc).

FARELO DE ARROZ

O farelo de arroz é a parte do alimento retirada do arroz, depois do descascamento. Nele estão presentes fibras, aminoácidos e sais minerais como ferro, fósforo e magnésio, capazes de reduzir o excesso de colesterol do sangue e os cálculos renais.

Como preparar o farelo de arroz: O farelo fresco deve ser peneirado e tostado em tacho ou panela grossa. Mexer com colher de pau em fogo brando durante meia hora. Quando cheirar a amendoim torrado, é sinal de que está pronto.

Pode ser utilizado junto com o farelo de trigo ou sozinho nas refeições diárias.

FOLHA DE MANDIOCA (Macaxeira, Aipim)

A folha de mandioca é uma das maiores fontes de vitamina A e sais minerais, o que a torna um poderoso complemento nutricional. Devido à alta concentração de ácido cianídrico, a folha da mandioca deve ser desidratada para consumo.

O modo de fazer é simples: lave-as bem e deixe secar à sombra por aproximadamente 7 dias. È importante que as folhas conservem o aspecto verde-escuro. Depois, é só pilar ou bater no liqüidificador, peneirar e guardar em vidros. O ácido cianídrico é inativado por esse processo.

Recomenda-se uma pitada de três dedos, cerca de 1,5 gramas por refeição.

SEMENTES

Muitas vezes jogadas fora, as sementes têm o seu potencial nutritivo desprezado. Mas sementes de abóbora, melão, jaca, caju, melancia, girassol, amendoim e gergelim contribuem com inúmeros nutrientes indispensáveis à saúde.

CASCA DE OVO

Além disto quando torradas e salgadas, servem como “tira-gosto” ou podem ser consumidas em pequenas porções, junto com as refeições diárias. Para usar é só lavar bem, colocar sal e secar por 24 horas. Depois leve ao forno para tostar. Você pode comer as sementes inteiras ou em pó.

O pó da casca de ovo serve como fonte complementar de cálcio, nutriente importante para o crescimento e na recuperação da saúde após uma doença, na gravidez e amamentação e para as pessoas idosas. Para fazer o pó é necessário uma boa limpeza das cascas. Antes de abrir o ovo lave bem sua casca com água e sabão e depois seque-as. Quando juntar umas 12, ponha-as de molho em 1 litro de água com 2 colheres (de sopa) de vinagre. Ferver durante 20 minutos e secar ao sol. A casca deve ser triturada no pilão ou liqüidificador e o pó deve ser peneirado várias vezes. Deve ficar como talco.

Use uma pitada de três dedos do pó em todas as comidas ou coloque uma colher de sobremesa dele em uma jarra contendo um copo de suco de limão. Após uma hora, acrescentar água suficiente para beber durante todo o dia.

COMO GUARDAR ESSES ALIMENTOS?

Guarde-os em vidros limpos, bem secos, com tampas e longe da luz.

FARINHA ENRIQUECIDA

A farinha enriquecida sintetiza nutrientes muito importantes para a alimentação diária a essenciais para a boa saúde.

É uma mistura de farinha de trigo, fubá, farelo de trigo, pó da casca de ovo e pó da folha de mandioca. Ela é rica em vitaminas e sais minerais que servem para complementar as necessidades nutricionais de crianças, jovens e adultos, e prevenir e tratar doenças como desnutrição, anemia e cárie dentária. Nas crianças, ela ajuda na recuperação de peso, tamanho e saúde em geral. Nas gestantes e mães que amamentam, a farinha enriquecida melhora a saúde e facilita o aleitamento materno.

ALEITAMENTO MATERNO

O leite de peito é o melhor e mais completo alimento para a saúde do seu filho. Até os seis meses de vida a criança deve tomar somente o leite materno, que deve ser oferecido sempre que ela quiser, a qualquer hora. Você não precisa dar sucos, chá ou água.

Além da saúde, o leite materno transmite amor e carinho e aumenta a segurança do bebê.

O que fazer se a mãe tem pouco leite?

Todas as mães têm leite, mas é importante lembrar:
– se a mãe usar farelo ou farinha enriquecida na gravidez, o leite desce mais depressa; – a mãe não deve ter pressa se o leite demorar a chegar;
– o bebê tem pouca fome quando nasce;
– a calma é importante na amamentação;
– o bebê não deve tomar chá ou água porque precisa sugar o peito para o leite descer;
– a mãe precisa tomar bastante líquido: chá, água, leite e suco;
– o leite da mãe nunca é fraco, apesar de ralo. A cor e a quantidade podem mudar entre uma mamada e outra.

Para aumentar o leite , a mãe deve tomar 1 copo de água, suco ou leite com uma colher (sopa) de farinha enriquecida, ANTES DE CADA MAMADA. A outra receita é peneirar e torrar 1 copo de fubá + 1 copo de farelo (de arroz ou de trigo) e tomar 1 colher (sopa) dessa mistura com um copo de líquido ANTES DE AMAMENTAR. Além disso, usar o farelo ou a farinha enriquecida em todas as refeições (1 a 2 colheres (sopa) por dia).

Se seu filho estiver magrinho e desanimado, leve-o ao centro de saúde mais próximo de sua casa. Lá ele vai receber atenção especial e tratamento de que necessita.

Estudos dietéticos e de avaliação da situação nutricional de determinados grupos populacionais vêm sendo amplamente realizados; mostrando uma situação de fome e desnutrição de parcela significativa da população brasileira estimulando a implementação de estratégias para o enfrentamento do problema. Dentre as estratégias, destaca-se a “Alimentação Alternativa” baseada em uma farinha múltipla denominada multimistura, composta de farelos de arroz e trigo; casca de ovo; sementes; e pó de folhas verdes. Esta prática vem sendo apoiada por entidades como a Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB), através da Pastoral da Criança. A proposta de utilização integral dos alimentos representa, teoricamente, um aumento do valor nutricional da dieta, melhorando sua qualidade. Para alguns estudiosos, tanto os farelos como as folhas utilizadas possuem substâncias antinutricionais e/ou tóxicas que podem inibir ou impedir a absorção de nutrientes. Secretarias Municipais de Saúde, vêm implementando, no atendimento ambulatorial à pacientes de baixo peso, o uso da multimistura. A utilização deste alimento no país, exige da Comunidade Científica, a sua caracterização química e nutricional. Dispomos de poucos trabalhos científicos que avaliam estes aspectos da alimentação alternativa. Desta forma, torna-se importante estudar não só o aproveitamento dos nutrientes contidos nesta multimistura básica, mas também avaliar os efeitos químico, biológico e bioquímico que podem ocorrer com o uso de tal produto e seus componentes isolados, ou adicionados na alimentação habitual à nível experimental e em humanos (em função da prescrição realizada por alguns profissionais de saúde à crianças com baixo peso).

Alimentos

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Autoria: Rebeca Silveira

Podemos considerar a produção de alimentos como necessidade básica pára a nossa sobrevivência. De fato, quem é que pode viver sem alimentar-se? É um problema que cada se torna mais difícil e exige soluções de maior envergadura. Em sua maior parte, esse problema é gerado pela tendência das pessoas se concentrarem em densos agrupamentos as grandes cidades cujos dois maiores objetivos são as atividades industrial e comercial. Estes grandes centros necessitam importar das zonas agropecuárias todos os alimentos de que precisam, e isso em quantidades fantásticas.

As zonas de produção agropecuária, para atender o grande consumo urbano e obter maior índice de lucro, passam a industrializar sua produção, empregando enormes quantidades de fertilizantes químicos e inseticidas. Tal prática é extremamente nociva em dois sentidos: prejudica sensivelmente o equilíbrio ecológico e expõe o consumidor a taxas elevadas de toxicidade. Já se constatou a presença de inseticidas, como o DDT em pessoas e no leite de vaca. Isto quer dizer que as populações vão sendo envenenadas lentamente, através da absorção de produtos químicos de que os alimentos estão impregnados.

A solução estaria na prática natural da agricultura, porém em bases científicas para manter a produção em níveis compatíveis com as exigências do consumo. Os fertilizantes seriam somente naturais, tecnicamente balanceados conforme as necessidades do solo. O combate às pragas seria por meio de insetos e pássaros predadores dos parasitas que atacam os vegetais.

Seria voltar aos métodos da Natureza, mas com técnicas visando à alta produção agrícola.

Até onde o solo útil já foi prejudicado pelo tratamento químico? E os seres humanos? O que nos reserva o futuro quanto à produção de alimentos? Para que não faltem alimentos, é preciso conservar o solo.

A Herança dos Grupos Sanguíneos

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Autoria: Rodrigo F. de Campos

O Sistema ABO.
A tabela abaixo, nos ajuda a entender como combinamos geneticamente nossos grupos sanguíneos. Através dela você determina como podem ser os grupos sanguíneos dos filhos a partir dos grupos dos pais.
Lembre-se: quando nos referimos ao grupo sanguíneo de uma pessoa, estamos nos referindo ao seu Fenótipo. Para cada fenótipo pode existir mais de um Genótipo. Veja no quadro abaixo os genótipos correspondentes para cada fenótipo.
FENÓTIPO (GRUPO) GENÓTIPO
A AO e AA
O OO
B BO e BB
AB AB
Se você é do grupo A, você deve possuir um dos dois genótipos: AA e AO
Se você é do grupo O seu genótipo é OO
Para utilizar a tabela abaixo, primeiramente determine os genótipos possíveis dos pais.
Exemplo 1: O pai é do grupo A e a mãe é do grupo AB. Determinando os genótipos:
Pai = fenótipo = A, genótipos possíveis= AA e AO
Mãe= fenótipo= AB, genótipos possíveis= AB
Para pesquisar na tabela abaixo, localize na linha superior da tabela os genótipos de um dos pais, no nosso exemplo localize os genótipos AA e AO, do Pai. Na primeira coluna à esquerda, localize o genótipo da mãe: AB. O cruzamento das linhas a partir dos genótipos nos dá:
Para o Pai com genótipo AA, filhos AA e AB
Para o Pai com genótipo A0, filhos AB, AA, BO e AO
Exemplo 2: O pai é do grupo 0 e a mãe é do grupo O. Determinando os genótipos:
Pai = fenótipo = O, genótipos possíveis= OO
Mãe= fenótipo= O, genótipos possíveis= OO
Para pesquisar na tabela abaixo, localize na linha superior da tabela os genótipos de um dos pais, no nosso exemplo localize os genótipos OO, do Pai. Na primeira coluna à esquerda, localize o genótipo da mãe: OO. O cruzamento das linhas a partir dos genótipos nos dá:
Para Pai e Mãe com genótipos OO, filhos OO.

O sistema Rh
Para o sistema Rh, temos os seguintes genótipos possíveis para os fenótipos correspondentes:
FENÓTIPO (Rh) GENÓTIPO
Rh + RhRh e Rhrh
Rh – rhrh

Veja na tabela abaixo como se dá a herança a partir dos genótipos conhecidos:
Se você é Rh +, você deve possuir um dos dois genótipos: RhRh ou Rhrh
Se você é Rh – seu genótipo é rhrh
Para utilizar a tabela abaixo, primeiramente determine os genótipos possíveis dos pais.
Exemplo 1: O pai é Rh + e a mãe é Rh +. Determinando os genótipos:
Pai = fenótipo = Rh +, genótipos possíveis= RhRh ou Rhrh
Mãe= fenótipo= Rh +, genótipos possíveis= RhRh ou Rhrh
Para pesquisar na tabela abaixo, localize na linha superior da tabela os genótipos de um dos pais, no nosso exemplo localize os genótipos RhRh e Rhrh, do Pai. Na primeira coluna à esquerda, localize os genótipo da mãe: RhRh e Rhrh . O cruzamento das linhas a partir dos genótipos nos dá:
Para o Pai com genótipo RhRh, e mãe RhRh, filhos RhRh
Para o Pai com genótipo RhRh, e mãe Rhrh, filhos RhRh e Rhrh
Para o Pai com genótipo Rhrh, e mãe Rhrh, filhos RhRh e Rhrh e rhrh
(invertendo os genótipos dos pais, obteremos o mesmo resultado)

COMPATIBILIDADE ENTRE OS TIPOS SANGUINEOS
Quem pode doar para quem? Como os tipos sanguíneos se combinam entre si?
O Sistema ABO.
Para entendemos como os grupos sangüíneos podem ser combinados entre si, precisamos entender alguns conceitos. A compatibilidade entre os vários tipos de sangue humano tem a ver com antígeno e Anticorpos. Aqui nos referimos a Antígenos Eritrocitários, ou seja, Antígenos existentes (ou não) nas nossas hemácias.
São estes Antígenos que diferenciam os grupos sangüíneos entre si. Veja como:
GRUPO SANGUINEO ANTíGENO do sistema ABO
A A
B B
AB A e B
O (nenhum).
Preste bem atenção. Antígeno é algo que temos nas nossas hemácias ao nascermos, faz parte de sua estrutura molecular, é determinado geneticamente pela herança de nossos pais.
Observe que se você é do grupo O você não tem nenhum Antígeno (do sistema ABO) em suas hemácias. Indivíduos são do grupo A porque tem o Antígeno A em suas hemácias, Os do grupo B tem o antígeno B, os do grupo AB tem antígeno A e B.
Antígenos tem a propriedade de gerar Anticorpos quando introduzidos em organismo que não o contenha. Por exemplo, indivíduos do grupo A, que tem em suas hemácias o antígeno A, não podem ter em seu plasma o anticorpo Anti A. O mesmo ocorre com o indivíduo do grupo B, em relação ao antígeno B. Se um indivíduo tivesse em seu plasma um anticorpo oposto ao seu antígeno correspondente todas as suas hemácias seriam destruídas por ele.
Um conceito muito importante é que não existe anticorpo anti O, uma vez que não existe antígeno O.
Durante a infância sempre adquirimos naturalmente os anticorpos referentes aos grupos sangüíneos opostos, ou seja: Se você é do grupo O, em seu plasma existe anticorpos Anti-A e Anti-B, adquiridos naturalmente durante a infância.
Veja na tabela abaixo:
GRUPO SANGUINEO ANTíGENO ANTICORPO
A A Anti-B
B B Anti-A
AB A e B (nenhum)
O (nenhum) Anti-A e Anti-B
Fica fácil de entender agora como os diversos tipos de sangue podem ser combinados entre si. Se você é do grupo AB, então você não tem nenhum dos anticorpos em seu plasma, daí você poderá tomar sangue de todos os grupos: A, B, AB e O (receptor universal).
Se você é do grupo A você tem anti-B em seu plasma, daí não poder tomar sangue do grupo B ou AB. Pode tomar dos grupos A e O. Como não existe “anti-O” as hemácias do grupo O podem teoricamente ser transfundidas em pessoas de todos os outros grupos (doador universal).
E o Rh?
Bem, existe também o sistema Rh e ele determina a presença de um Antígeno (também em suas hemácias), denominado Antígeno D. Indivíduos que o tem são Rh POSITIVOS e indivíduos que não o tem são Rh NEGATIVOS. Veja a tabela.
Fator Rh Antígeno do sistema Rh
POSITIVO Antígeno D
NEGATIVO (nenhum)
Não existem Anticorpos Anti-D adquiridos naturalmente e, portanto ninguém tem Anti-D em seu plasma a não ser que tenha sido inoculado de alguma forma com sangue Rh POS., (pode ocorrer inoculação durante o parto ou aborto, transfusão incompatível ou compartilhamento de seringas em drogados).
Daí o conceito simples de que em relação ao Rh, indivíduos Rh POS podem tomar sangue Rh POS e NEG, enquanto indivíduos Rh NEG só podem tomar sangue Rh NEG., (na verdade poderiam tomar uma primeira transfusão Rh POS, mais seriam sensibilizados e desenvolveriam Anti-D e uma segunda transfusão poderia matá-los).
Eis abaixo um diagrama que ajuda a compreender a relação entre os sangues. Visualize primeiro sangues do mesmo Rh. Lembre-se: Rh positivo pode receber sangue Rh negativo. O oposto não é possível.

A HEMATOPOESE – A FORMAÇÃO DO SANGUE.
“Um processo que se inicia no embrião, em torno do segundo mês, e se prolonga por toda a vida.”
É da parede do útero materno que o embrião retira os alimentos que necessita, nos primeiros dias de vida. Em torno da terceira/quarta semana, porém, seu sistema de alimentação sofre uma modificação radical. O pequeno ser em formação passa a alimentar-se através do sangue da mãe. E, para que os alimentos possam ser distribuídos adequadamente pelo organismo embrionário, é indispensável um eficiente sistema transportador de elementos nutritivos.
Ao completar um mês, o embrião já possue um sistema igual ao do adulto. Os vasos sangüíneos percorrem o pequeno corpo, numa rede extensa e intrincada que leva o sangue para todas as partes do organismo. E, ao fim do primeiro mês, já existe um coração rudimentar, que bombeia sangue para o corpo em formação.
Durante toda a vida uterina, o feto sofre as transformações necessárias para adaptar o aparelho circulatório à futura existência fora do útero. Mas, desde o início de segundo mês, o sangue já está presente, com seus glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas.
Nas três primeiras semanas de gestação, o embrião humano apresenta-se ao lado de uma espécie de bolsa de grandes dimensões, o chamado saco vitelino. Nos vertebrados ovíparos esta bolsa funciona como um reservatório de material nutritivo. No embrião humano, o saco vitelino não tem função de reservatório alimentar, mas possui também um papel valioso.

É nele que se inicia a formação dos vasos sangüíneos e dos glóbulos vermelhos do embrião. Por volta de três semanas de gestação, podem ser observadas na parede externa do saco vitelino pequenas massas celulares. Pouco a pouco, as células que formam esses aglomerados sofrem uma transformação e originam pequenas ilhotas sangüíneas, as chamadas ilhotas de Wolff.

As células que delimitam o contorno das ilhotas vão originar as paredes dos primeiros vasos sangüíneos. Gradualmente, o interior dessas ilhotas vai ficando vazio e as células mais internas transformam-se em glóbulos vermelhos primitivos (megaloblastos). Assim, vasos sangüíneos e glóbulos vermelhos se originam a partir da mesma estrutura inicial, situada fora do organismo do embrião. São, portanto, de origem extra-embrionária.

Formados os primeiros vasos sangüíneos, o processo se desencadeia e a produção de células do sangue continua, ininterruptamente, pelo resto da vida. Daí por diante, quem se encarrega de fabricar novos glóbulos vermelhos para o transporte da nutrição do organismo embrionário são as células que existem no interior dos vasos recém formados (células reticulares).
Pouco a pouco, o saco vitelino deixa de ter qualquer função para a vida embrionária e começa a evoluir. A partir daí, as células do sangue passam a ser produzidas no interior do próprio organismo.
O organismo do embrião possui três camadas fundamentais de tecidos. A mais exterior denomina-se ectoderma e a mais interna, endoderma; a do meio é o mesoderma. É nesta camada média que são produzidos novos vasos e glóbulos sangüíneos. No início, o mesoderma é constituído apenas por uma massa gelatinosa de protoplasma, com núcleos dispersos. Não existem limites evidentes entre as células, que se comunicam livremente, caracterizando, assim, o chamado sincício.
Pouco a pouco, o sincício mesodérmico dá origem à rede de delgados vasos capilares, forrados de endotélio; o protoplasma original se liquefaz e se transforma no plasma, que é a parte líquida do sangue. Em alguns pontos do endotélio, suas células proliferam e se diferenciam, dando origem a glóbulos vermelhos. Assim aparecem no interior dos capilares massas de células portadoras de hemoglobina (pigmento vermelho transportador de oxigênio), que preenchem e distendem o espaço interno desses vasos recém-formados.
Quando estas células se tornam livres, passam a circular pela corrente sanguínea, caminhando pelo plasma que acabou de se formar. Finalmente, as células perdem os núcleos e transforma-se em glóbulos vermelhos, que normalmente não têm núcleo: são células anucleadas.
Esse processo de formação do sangue que ocorre no mesoderma é, ao que parece o único exemplo de fabricação de hemáceas no interior de vasos. Durante o resto da vida fetal, os glóbulos vermelhos serão fabricados fora dos vasos.

Após o terceiro mês de vida fetal, a formação do sangue se processa, em particular no fígado e também no baço; é a chamada fase hepática da hematopoese (fabricação de sangue) fetal. Entre os vasos sanguíneos e as células que compõem esses órgãos, localiza-se o mesêquima, tecido derivado do mesoderma. É a partir daí que se formam os glóbulos vermelhos do feto.
Um pouco mais tarde, aproximadamente na metade do período de vida fetal, a medula óssea começa a desempenhar o papel de estrutura produtora de sangue. Tem início a fase mielóide (de myelos, medula) de produção do sangue, que, em regra, continua durante toda a vida extra-uterina.
Em casos especiais em que o organismo exige maior quantidade de sangue, o fígado e o baço podem retomar a atividade de formadores de sangue. O mesmo pode ocorrer no caso de destruição extensa da medula óssea, por irradiação intensa, tumores ou depressão por drogas tóxicas.

Algas Marinhas

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Autoria: Sidiney Marcelino de Almeida

O termo Alga engloba diversos grupos de vegetais fotossintetizantes, pertencentes a reinos distintos, mas tendo em comum o fato de serem desprovidos de raízes, caules, folhas, flores e frutos. São plantas avasculares, ou seja, não possuem mecanismos específicos de transporte e circulação de fluidos, água, sais minerais, e outros nutrientes, como ocorre com as plantas mais evoluídas. Não possuem seiva. São portanto, organismos com estrutura e organização simples e primitiva. As algas podem ser divididas didaticamente em dois grandes grupos: microalgas e macroalgas. As microalgas são vegetais unicelulares, algumas delas com certas características das bactérias, como é o caso das cianofíceas ou algas azuis, as quais têm núcleos celulares indiferenciados e sem membranas (carioteca). A maioria delas tem flagelos móveis, os quais favorecem o deslocamento. Existem vários grupos taxonômicos de microalgas marinhas, no entanto, as principais são as diatomaceas e os dinoflagelados. Estes são os principais componentes do fitoplâncton marinho, ou plâncton vegetal. Estas microalgas desenvolvem-se na água do mar apenas na região onde há a penetração de luz (zona fótica), ou seja, basicamente até os duzentos metros de profundidade. São responsáveis pela bioluminescência observada ao se caminhar na areia das praias durante a noite. As marés vermelhas, na verdade são explosões populacionais de certos tipos de algas (dinoflagelados), as quais mudam a coloração da água. Estas algas liberam toxinas perigosas inclusive para o ser humano. As algas marinhas são o verdadeiro pulmão do mundo, uma vez que produzem mais oxigênio pela fotossíntese do que precisam na respiração, e o excesso é liberado para o ambiente. A Amazônia libera muito menos oxigênio para a atmosfera em termos mundiais, pois a maior parte do gás produzido é consumido na própria floresta. As microalgas pertencentes ao fitoplâncton marinho são basicamente as algas azuis, algas verdes, euglenofíceas, pirrofíceas, crisofíceas, dinoflagelados e diatomaceas. A classificação destes grupos é bastante problemática devido ao fato de apresentarem características tanto de animais como de vegetais. As macroalgas marinhas são mais populares por serem maiores e visíveis a olho nu. As várias centenas de espécies existentes nos mares, ocorrem principalmente fixas às rochas, podendo no entanto crescer na areia, cascos de tartarugas, recifes de coral, raízes de mangue, cascos de barcos, pilares de portos, mas sempre em ambientes com a presença de luz e nutrientes. São muito abundantes na zona entre-marés, onde formam densas faixas nos costões rochosos. Estas algas são representadas pelas algas verdes, pardas e vermelhas, podendo apresentar formas muito variadas (foliáceas, arborescentes, filamentosas, ramificadas, etc.). As laminarias (Kelp beds) são algas verdes gigantes que podem, chegar a várias dezenas de metros de comprimento). Todas estas macroalgas mantém uma fauna bastante diversificada, a qual vive protegida entre seus filamentos. Esta fauna habitante das algas é chamada de Fital. As algas marinhas têm uma função primordial no ciclo da vida do ambiente marinho. São chamados organismos produtores, pois produzem tecidos vivos a partir da fotossíntese. Fazem parte do primeiro nível da cadeia alimentar e por isso sustentam todos os animais herbívoros. Estes sustentam os carnívoros e assim por diante. Portanto, as características mais importantes das algas são: consumem gás carbônico para fazer fotossíntese, produzem oxigênio para a respiração de toda a fauna, são utilizadas como alimento pelos animais herbívoros (peixes, caranguejos, moluscos, etc), filtradores (ascídias, esponjas, moluscos, crustáceos), e animais do plâncton (zooplâncton). São um grupo muito diverso, contribuindo significativamente para elevar a biodiversidade marinha.