CICLO TRIGONOMÉTRICO

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No estudo do Ciclo Trigonométrico analisamos as razões trigonométricas aplicadas aos arcos de uma circunferência. Nesse contexto analisamos as propriedades e ângulos da circunferência.

O ciclo trigonométrico é uma circunferência orientada, que apresenta raio unitário e sistema de coordenadas cartesianas. Nesse tipo de forma geográfica o centro da circunferência coincide com a origem do plano cartesiano.

O Ciclo Trigonométrico é dividido em quatro quadrantes e seu raio é igual a 1. Esse círculo é utilizado para determinar as funções trigonométricas, como seno, cosseno e tangente.

Características dos quadrantes do Ciclo Trigonométrico:

Primeiro quadrante: 0º < x < 90º

Segundo quadrante: 90º < x < 180º

Terceiro quadrante: 180º < x < 270º

Quarto quadrante: 270º < x < 360º

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ÁBACO

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O ábaco é um instrumento utilizado para fazer cálculos. Ele é formado por arames paralelos e com elementos de contagem, que podem ser bolinhas, por exemplo. Esse instrumento surgiu há cerca de 5500 anos atrás na Mesopotâmia. Sua forma de cálculo é por sistema decimal. Em alguns lugares esse instrumento ainda é usado nos dias de hoje para ensinar duas operações básicas da matemática: soma e subtração.

O Ábaco foi muito utilizado na antiguidade. Uma variedade desse instrumento foi desenvolvida pelas nações intelectuais. Por isso temos na história os ábacos mesopotâmico, babilônico, egípcio, romano, indiano, chinês, japonês, russo, escolar e para deficientes visuais.

Em uma competição de matemática, alguns alunos conseguiram fazer contas complexas de forma mais rápida com um ábaco enquanto seus oponentes usavam uma calculadora eletrônica.

CONSTRUÇÃO E UTILIZAÇÃO DO ÁBACO

Cada bastão contém bolas móveis, que podem ser movidas para cima e para baixo. Assim, de acordo com o número de bolas na posição inferior, temos um valor representado. Pode haver variações, como na figura ao lado, onde se fazem divisões na moldura e o número de bolas é alterado. Observe que na figura temos o número 6302715408 (por exemplo 8=5+3, com a parte superior representando múltiplos de 5, neste caso 0, 5 e 10).

Estrutura com hastes metálicas divididas em duas partes, das quais uma tem duas contas e a outra, cinco contas, que deslizam nessas hastes. Os ábacos orientais dispõem de varas verticais divididas em dois, com as contas sobre a barra tendo o valor cinco vezes superior aos das contas abaixo. O suanpan chinês dispõe de duas contas acima da barra ou divisor e cinco abaixo. O moderno soroban japonês por outro lado, tem uma conta acima e quatro abaixo do divisor.

Algumas hastes podem ser reservadas pelo operador para armazenar resultados intermediários. Desta forma, poucas guias são necessárias, já que o ábaco é usado mais como um reforço de memória enquanto o usuário faz as contas de cabeça.

EXEMPLO DE CÁLCULO

O cálculo começa à esquerda, ou na coluna mais alta envolvida em seu cálculo, e trabalha da esquerda para a direita. Assim, se tiver 548 e desejar somar 637, primeiro colocará 548 na calculadora. Daí, adiciona 6 ao 5. Segue a regra ou padrão 6 = 10 – 4 por remover o 5 na vara das centenas e adicionar 1 na mesma vara (-5 + 1 = -4) daí, adicione uma das contas de milhares à vara à esquerda. Daí, passa a somar o três ao quatro, o sete ao oito, e no ábaco aparecerá a resposta: 1.185.

Devido a operar assim, da esquerda para a direita, pode começar seu cálculo assim que saiba o primeiro dígito. Na aritmética mental ou escrita, calcula a partir das unidades ou do lado direito do problema.

HISTÓRIA DO ÁBACO

O ábaco é um antigo instrumento de cálculo, que segundo muitos historiadores foi inventado na Mesopotâmia, pelo menos em sua forma primitiva e depois os chineses e romanos o aperfeiçoaram.

Daí, uma variedade de ábacos foram desenvolvidos; o mais popular utiliza uma combinação de dois números-base (2 e 5) para representar números decimais. Mas os mais antigos ábacos usados primeiro na Mesopotâmia e depois na Grécia e no Egito por escrivães usavam números sexagesimais representados por fatores de 5, 2, 3 e 2 por cada dígito.

A palavra ábaco originou-se do Latim abacus, e esta veio do grego abakos. Esta era um derivado da forma genitiva abax (lit. tábua de cálculos). Porque abax tinha também o sentido de tábua polvilhada com terra ou pó, utilizada para fazer figuras geométricas, alguns linguistas especulam que tenha vindo de uma língua semítica (o púnico abak, areia, ou o hebreu ābāq (pronunciado a-vak), areia.

ÁBACO MESOPOTÂMICO

O primeiro ábaco foi quase de certeza construído numa pedra lisa coberta por areia ou pó. Palavras e letras eram desenhadas na areia; números eram eventualmente adicionados e bolas de pedra eram utilizadas para ajuda nos cálculos. Os babilônios utilizavam este ábaco em 2700–2300 a.C..4 A origem do ábaco de contar com bastões [1] é obscuro, mas a Índia, a Mesopotâmia ou o Egito são vistos como prováveis pontos de origem.5 A China desempenhou um papel importante no desenvolvimento do ábaco.

ÁBACO BABILÔNIO

Os babilônios podem ter utilizado o ábaco para operações de adição e subtração. No entanto, este dispositivo primitivo provou ser difícil para a utilização em cálculos mais complexos.6 Algumas pessoas conhecem um carácter do alfabeto cuneiforme babilônio que pode ter sido derivado de uma representação do ábaco.7 Por isso esse ábaco é muito importante.

ÁBACO EGÍPCIO

O uso do ábaco no antigo Egito é mencionado pelo historiador grego Crabertotous, que escreve sobre a maneira do uso de discos (ábacos) pelos egípcios, que era oposta na direção quando comparada com o método grego. Arqueologistas encontraram discos antigos de vários tamanhos que se pensam terem sido usados como material de cálculo. No entanto, pinturas de parede não foram descobertas, espalhando algumas dúvidas sobre a intenção de uso deste instrumento.

ÁBACO GREGO

Uma tábua encontrada na ilha grega de Salamina em 1846 data de 300 a.C., fazendo deste o mais velho ábaco descoberto até agora. É um ábaco de mármore de 149 cm de comprimento, 75 cm de largura e de 4,5 cm de espessura, no qual existem 5 grupos de marcações. No centro da tábua existe um conjunto de 5 linhas paralelas igualmente divididas por uma linha vertical, tampada por um semicírculo na intersecção da linha horizontal mais ao canto e a linha vertical única. Debaixo destas linhas, existe um espaço largo com uma rachadura horizontal a dividi-los. Abaixo desta rachadura, existe outro grupo de onze linhas paralelas, divididas em duas secções por uma linha perpendicular a elas, mas com o semicírculo no topo da intersecção; a terceira, sexta e nona linhas estão marcadas com uma cruz onde se intersectam com a linha vertical.

ÁBACO ROMANO

O método normal de cálculo na Roma antiga, assim como na Grécia antiga, era mover bolas de contagem numa tábua própria para o efeito. As bolas de contagem originais denominavam-se calculi. Mais tarde, e na Europa medieval, os jetons começaram a ser manufacturados. Linhas marcadas indicavam unidades, meias dezenas, dezenas, etc., como na numeração romana. O sistema de contagem contrária continuou até à queda de Roma, assim como na Idade Média e até ao século XIX, embora já com uma utilização mais limitada.

Em adição às mais utilizadas bolas de contagem frouxas, vários espécimens de um ábaco romano foram encontrados, mostrados aqui em reconstrução. Tem oito longos sulcos contendo até 5 bolas em cada e 8 sulcos menores tendo tanto uma como nenhuma bola.

Nos sulcos menores, o sulco marcado I marca unidades, o X dezenas e assim sucessivamente até aos milhões. As bolas nos sulcos menores marcam os cincos – cinco unidades, cinco dezenas, etc. – essencialmente baseado na numeração romana. As duas últimas colunas de sulcos serviam para marcar as subdivisões da unidade monetária. Temos de ter em conta que a unidade monetária se subdividia em 12 partes, o que implica que o sulco longo marcado com o sinal 0(representando os múltiplos da onça ou duodécimos da unidade monetária) comporte um máximo de 5 botões, valendo cada uma 1 onça, e que o botão superior valha 6 onças. Os sulcos mais pequenos à direita são fracções da onça romana sendo respectivamente, de cima para baixo, ½ onça, ¼ onça e ⅓ onça.

ÁBACO INDIANO

Fontes do século I, como a Abhidharmakosa, descrevem a sabedoria e o uso do ábaco na Índia. Por volta do século V, escrivães indianos estavam já à procura de gravar os resultados do Ábaco. Textos hindus usavam o termo shunya (zero) para indicar a coluna vazia no ábaco.

ÁBACO CHINES

A menção mais antiga a um suanpan (ábaco chinês) é encontrada num livro do século I da Dinastia Han Oriental, o Notas Suplementares na Arte das Figuras escrito por Xu Yue. No entanto, o aspecto exacto deste suanpan é desconhecido.

Habitualmente, um suanpan tem cerca de 20 cm de altura e vem em variadas larguras, dependendo do fabricante. Tem habitualmente mais de sete hastes. Existem duas bolas em cada haste na parte de cima e cinco na parte de baixo, para números decimais e hexadecimais. Ábacos mais modernos tem uma bola na parte de cima e quatro na parte de baixo. As bolas são habitualmente redondas e feitas em madeira. As bolas são contadas por serem movidas para cima ou para baixo. Se as mover para o alto, conta-lhes o valor; se não, não lhes conta o valor. O suanpan pode voltar à posição inicial instantaneamente por um pequeno agitar ao longo do eixo horizontal para afastar todas as peças do centro.

Os suanpans podem ser utilizados para outras funções que não contar. Ao contrário do simples ábaco utilizado nas escolas, muitas técnicas eficientes para o suanpan foram feitas para calcular operações que utilizam a multiplicação, a divisão, a adição, a subtração, a raiz quadrada e a raiz cúbica a uma alta velocidade.

No famoso quadro Cenas à Beira-mar no Festival de Qingming pintado por Zhang Zeduan (1085-1145) durante a Dinastia Song (960-1297), um suanpan é claramente visto ao lado de um livro de encargos e de prescrições do doutor na secretária de um apotecário.

A similaridade do ábaco romano com o suanpan sugere que um pode ter inspirado o outro, pois existem evidências de relações comerciais entre o Império Romano e a China. No entanto, nenhuma ligação direta é passível de ser demonstrada, e a similaridade dos ábacos pode bem ser coincidência, ambos derivando da contagem de cinco dedos por mão. Onde o modelo romano tem 4 mais 1 bolas por espaço decimal, o suanpan padrão tem 5 mais 2, podendo ser utilizado com números hexadecimais, ao contrário do romano. Em vez de funcionar em cordas como os modelos chinês e japonês, o ábaco romano funciona em sulcos, provavelmente fazendo os cálculos mais difíceis.

Outra fonte provável do suanpan são as pirâmides numéricas chinesas, que operavam com o sistema decimal mas não incluíam o conceito de zero. O zero foi provavelmente introduzido aos chineses na Dinastia Tang (618-907), quando as viagens no Oceano Índico e no Médio Oriente teriam dado contacto direto com a Índia e o Islão, permitindo-lhes saber o conceito de zero e do ponto decimal de mercantes e matemáticos indianos e islâmicos.

O suanpan migrou da China para a Coreia em cerca do ano 1400. Os coreanos chamam-lhe jupan (주판), supan (수판) or jusan (주산).

ÁBACO JAPONÊS

Um soroban (算盤, そろばん, lit. tábua de contar) é uma versão modificada pelos japoneses do suanpan. É planeado do suanpan, importado para o Japão antes do século XVI.15 No entanto, a idade de transmissão exata e o meio são incertos porque não existem registos específicos.16 17 Como o suanpan, o soroban ainda hoje é utilizado no Japão, apesar da proliferação das calculadoras de bolso, mais baratas.
A Coreia tem também o seu próprio, o supan (수판), que é basicamente o soroban antes de tomar a sua atual forma nos anos 30. O soroban moderno também tem este nome

ÁBACO DOS NATIVOS AMERICANOS

Algumas fontes mencionam o uso de um ábaco chamado nepohualtzintzin na antiga cultura azteca. Este ábaco mesoamericano utiliza um sistema de base 20 com 5 dígitos.

O quipu dos Incas era um sistema de cordas atadas usado para gravar dados numéricos, como varas de registo avançadas – mas não eram usadas para fazer cálculos. Os cálculos eram feitos utilizando uma yupana (quechua para tábua de contar), que estava ainda em uso depois da conquista do Peru. O princípio de trabalho de uma yupana é desconhecido, mas, em 2001, uma explicação para a base matemática deste instrumento foi proposta. Por comparação à forma de várias yupanas, os investigadores descobriram que os cálculos eram baseados na sequência Fibonnaci, utilizando 1,1,2,3,5 e múltiplos de 10, 20 e 40 para os diferentes campos do instrumento. Utilizar a sequência Fibonnaci manteria o número de bolas num campo no mínimo.

ÁBACO RUSSO

O ábaco russo, o schoty (счёты), normalmente tem apenas um lado comprido, com 10 bolas em cada fio (excepto um que tem 4 bolas, para fracções de quartos de rublo). Este costuma estar do lado do utilizador. (Modelos mais velhos têm outra corda com 4 bolas, para quartos de kopeks, que eram emitidos até 1916. O ábaco russo é habitualmente utilizado na vertical, com os fios da esquerda para a direita ao modo do livro. As bolas são normalmente curvadas para se moverem para o outro lado no centro, em ordem para manter as bolas em cada um dos lados. É clarificado quando as bolas se devem mover para a direita. Durante a manipulação, as bolas são movidas para a direita. Para mais fácil visualização, as duas bolas do meio de cada corda (a 5ª e a 6ª; no caso da corda excepção, a 3ª e a 4ª) costumam estar com cores diferentes das outras oito. Como tal, a bola mais à esquerda da corda dos milhares (e dos milhões, se existir) costuma também estar pintada de maneira diferente.

O ábaco russo estava em uso em todas as lojas e mercados de toda a antiga União Soviética, e o uso do ábaco era ensinado em todas as escolas até aos anos 90. Hoje é visto como algo arcaico e foi substituído pela calculadora. Na escola, o uso da calculadora é ensinado desde os anos 90.

ÁBACO ESCOLAR

Em todo o mundo, os ábacos têm sido utilizados na educação infantil e na educação básica como uma ajuda ao ensino do sistema numérico e da aritmética. Nos países ocidentais, uma tábua com bolas similar ao ábaco russo mas com fios mais direitos e um plano vertical tem sido comum (ver imagem).

O tipo de ábaco aqui mostrado é vulgarmente utilizado para representar números sem o uso do lugar da ordem dos números. Cada bola e cada fio tem exactamente o mesmo valor e, utilizado desta maneira, pode ser utilizado para representar números até 100.

A vantagem educacional mais significante em utilizar um ábaco, ao invés de bolas ou outro material de contagem, quando se pratica a contagem ou a adição simples, é que isso dá aos estudantes uma ideia dos grupos de 10 que são a base do nosso sistema numérico. Mesmo que os adultos tomem esta base de 10 como garantida, é na realidade difícil de aprender. Muitas crianças de 6 anos conseguem contar até 100 de seguida com somente uma pequena consciência dos padrões envolvidos.

USO PELOS DEFICIENTES VISUAIS

Um ábaco adaptado, inventado por Helen Keller e chamado de Cranmer, é ainda utilizado por deficientes visuais. Um pedaço de fabrico suave ou borracha é colocado detrás das bolas para não moverem inadvertidamente. Isto mantém as bolas no sítio quando os utilizadores as sentem ou manipulam. Elas utilizam um ábaco para fazer as funções matemáticas multiplicação, divisão, adição, subtração, raiz quadrada e raiz cúbica.

Embora alunos deficientes visuais tenham beneficiado de calculadoras falantes, o uso do ábaco é ainda ensinado a estes alunos em idades mais novas, tanto em escolas públicas como em escolas privadas de ensino especial. O ábaco ensina competências matemáticas que nunca poderão ser substituídas por uma calculadora falante e é uma ferramenta de ensino importante para estudantes deficientes visuais. Os estudantes deficientes visuais também completam trabalhos de matemática utilizando um escritor de Braille e de código Nemeth (uma espécie de código Braille para a matemática), mas as multiplicações largas e as divisões podem ser longas e difíceis. O ábaco dá a estudantes deficientes visuais e visualmente limitados uma ferramenta para resolver problemas matemáticos que iguala a velocidade dos seus colegas sem problemas visuais utilizando papel e lápis. Muitas pessoas acham esta uma máquina útil durante a sua vida.

BIBLIOGRAFIA

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A ORIGEM DO METAL

ROCK STAR E A ORIGEM DO METAL

Numa bela tarde depois de uma aula de química, um jovem roqueiro percebeu que o ferro presente no aço – que está nas cordas de sua guitarra – deve
ser o mesmo ferro presente nas células de seu sangue. Essa ideia despertou nele a curiosidade sobre a origem desse elemento químico. Certamente a resposta mais
imediata é a do minério de ferro, que se encontra no interior da Terra. Mas como o átomo de ferro foi formado? E como se instalou por aqui?
Para desvendar esse mistério, o roqueiro precisou chegar nas origens da própria Terra. Acontece que a Terra, assim como nosso sistema planetário, foi formada
junto com o Sol, a nossa estrela. E o Sol, por sua vez, foi formado a partir de uma nuvem interestelar que continha todos os ingredientes necessários para gerar o
sistema solar. Antes de entender como o ferro foi parar na nuvem-mãe (o berçário estelar do Sol), é necessário aprender como se formam os elementos químicos mais simples. Para isso, o roqueiro precisou viajar, durante sua jornada de descobertas, para dentro do próprio Sol, onde ocorrem reações termonucleares que, além de
nos fornecer a energia necessária para a vida, produz átomos mais pesados a partir de átomos mais leves por meio da fusão nuclear.

O QUE É UM ÁTOMO?

Para explicar as reações nucleares, é preciso relembrar alguns conceitos básicos dos elementos químicos. O átomo é uma das menores partículas que constituem
a matéria. Ele é formado por partículas menores ainda, principalmente os prótons – encontrados no núcleo atômico – e os elétrons, que se movimentam em
órbitas ao redor do núcleo. Não vamos nos preocupar com os elétrons por enquanto, pois é sobre o núcleo atômico que se baseia nossa história.
Os prótons possuem uma carga elétrica positiva. Além deles, pode ser encontrada no núcleo outra partícula que não tem carga elétrica e é conhecida por nêutron.
O número de prótons dentro de um núcleo define o elemento químico, enquanto que diferentes quantidades de nêutrons irão definir as variedades que esse
elemento pode assumir, chamadas isótopos.

Origem do Metal Representação dos elementos quimicos

O átomo mais simples é o hidrogênio (H), que é o único elemento a possuir apenas um próton em seu núcleo e nenhum nêutron. Os diferentes tipos de
hidrogênio encontrados na natureza, ou seja seus isótopos, são principalmente o deutério, que tem 1 próton e 1 nêutron em seu núcleo, e o trítio, que
tem 1 próton e 2 nêutrons. A simbologia utilizada no caso do hidrogênio e seus isótopos fica assim: hidrogênio: 1H1; deutério: 1H2; trítio: 1H3.

Origem do Metal Hidrogenio Isotopos

O segundo átomo mais simples é o hélio, que apresenta 2 prótons e 2 nêutrons em seu núcleo (2He4). Um dos seus isótopos, contendo 2 prótons e 3 nêutrons,
é chamado “hélio três” (2He3).

A origem do metal

FUSÃO NUCLEAR E NUCLEOSSÍNTESSE

Agora podemos falar das reações nucleares apenas combinando o número de prótons e nêutrons de forma a sempre manter um balanço de massa e energia
que entram e que são produzidas durante a fusão nuclear, no processo conhecido como nucleossíntese.
A primeira dúvida que surgiu no pensamento de nosso amigo roqueiro foi: o núcleo atômico tem carga elétrica positiva, certo? Como é possível então aproximar
dois núcleos, ao ponto de eles se fundirem, se existe uma força de repulsão entre cargas de mesmo sinal?
Essa é uma excelente pergunta! Para superar a força coulombiana de repulsão de cargas, as partículas devem adquirir altíssimas energias cinéticas. Ou seja,
devem estar sob condições de altas temperaturas e altas pressões. Nesse ponto, surge uma segunda pergunta na mente de nosso roqueiro: onde se encontram tais
condições físicas?
Na verdade, não há na Terra um local em que se possa reproduzir as condições necessárias para realizar a nucleossíntese. Vamos encontrar tais condições no interior
das estrelas. Em busca de respostas para sua curiosidade sobre a origem dos elementos, nosso amigo precisou conhecer melhor nossa estrela: o Sol.

ESTRUTURA ESTELAR: O INTERIOR DO SOL

O interior solar é formado por um “caroço” (do termo em inglês core), que se encontra a uma temperatura de 1,5 x107 K (quinze milhões de Kelvin).
Esse core é rodeado por uma região conhecida por Zona Radiativa, onde a energia é transportada por meio de absorção e reemissão de fótons, os quais podem levar
milhões de anos até atingirem a superfícíe (fotosfera) do Sol. Porém, antes de chegar à fotosfera, a energia é transportada por convecção em uma camada conhecida por
Zona Convectiva.
Na região central, onde a temperatura varia entre 107 e 108 K (de 10 a 100 milhões de Kelvin) forma-se uma camada onde ocorre queima de H ao redor de um core de He
inerte. Aqui não se trata de “queima” no sentido de combustão química, já que o H é consumido via fusão nuclear.
À medida que o tempo passa, o raio do core constituído de He vai aumentando enquanto que a camada de H, onde ocorre a fusão nuclear, vai diminuindo. Isso vem acontecendo há cerca de 5 bilhões de anos, desde que o Sol se formou, e vai continuar assim por mais outros 4 ou 5 bilhões de anos. Ou seja, nossa estrela é uma “senhora de meia-idade”.

Origem do Metal Sol

PREVISÃO DE MUDANÇAS NA COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO SOL

Uma estimativa das mudanças na composição química do interior solar é mostrada no esquema ao lado. Os painéis apresentam a porcentagem de H e He em função da distância ao centro, que vai se alterando com o passar do tempo. Ao nascer a estrela tinha cerca de 96% de átomos de H e 3% de He distribuídos igualmente
em toda a estrela. Outros elementos químicos, provenientes da nuvem-mãe também são encontrados no Sol, mas em fração bem menor (cerca de 1%). Hoje em dia, o core é constituido de uma parte de He e outra parte de H, em proporções semelhantes. O raio do core é de cerca de 110 mil km.

a_origem_do_metal_duracao_vida_do_sol

No final de sua vida, o core estará repleto de He, enquanto que praticamente todo o H se encontrará nas camadas mais externas, a partir da metade da estrela (a 350 mil km do centro). Antes de falarmos sobre o final da vida do Sol, vamos descobrir como o H é transformado em He.

REAÇÕES TERMONUCLEARES: A PRODUÇÃO DE ENERGIA SOLAR

A nucleossíntese em sua forma mais simples é conhecida como cadeia próton-próton. Basicamente este processo consome 4 núcleos de hidrogênio (prótons) para
gerar 1 núcleo de hélio. Na primeira etapa, dois prótons se fundem para formar um núcleo de deutério (1H2), um neutrino* (n) e um pósitron** (e+). O neutrino imediatamente escapa da estrela, enquanto que o pósitron colide com um elétron e ambos são aniquilados, liberando energia.
Na segunda etapa, o núcleo de deutério se funde a um próton para formar o isótopo de hélio (2He3), liberando energia na forma de raios gama (g). Na terceira etapa, dois desses isótopos 2He3 se fundem para formar um átomo de hélio (2He4) e liberar dois núcleos de hidrogênio. Desta forma um total de seis núcleos de hidrogênio está envolvido nas reações, mas apenas quatro deles são utilizados para formar o hélio.

Decomposição Proton

Note como o próton é decomposto em outras sub partículas

A massa do núcleo de hélio é um pouco menor que a soma das massas dos quatro prótons utilizados. Essa diferença de massa, que corresponde a 0,07% da massa do
hidrogênio, será convertida em energia no interior estelar. Apesar de pequena, essa massa fornece grandes quantidades de energia. Lembrar que a conversão de massa em energia ocorre pela relação E=mc2, ou seja, é proporcional à velocidade da luz ao quadrado!! Como nessa fase da vida da estrela 91% de seus átomos são de hidrogênio, ela tem armazenada uma grande quantidade de material para gerar energia pelo processo de fusão termonuclear.

Nucleossintese

Felizmente o Sol continuará a produzir He por um longo tempo, fornecendo a energia que nos garante a vida. Mesmo sabendo que isso ainda vai demorar, a perspectiva do final da vida do Sol deixou nosso roqueiro meio preocupado. Como acontece a morte de uma estrela?

ESTÁGIOS FINAIS DA EVOLUÇÃO DO SOL

A estrela começa a “morrer” quando a energia deixa de ser produzida no core central. Os possíveis caminhos para o final de vida das estrelas dependem de sua massa, ou seja, da quantidade de gás que ela contém. O Sol é considerado uma uma estrela de baixa massa. Tem apenas cerca de 2×1030 kg, que corresponde a uma unidade conhecida como massa solar. Neste caso, a morte será antecedida pela fase de gigante vermelha, que se transformará em uma nebulosa planetária, restando no final uma
estrela anã branca, que por sua vez vai esfriar até se transformar em uma anã negra, sem emitir radiação alguma.

Origem do Metal

O FIM DA PRODUÇÃO DE ENERGIA DO SOL

Até esse ponto ficaram claras para o roqueiro as mudanças que o Sol vai sofrer, mas permaneceu a dúvida sobre a falta de produção de energia no centro da estrela. Afinal, porque não é esperada a queima do He nessa região central? E a resposta está nas condições físicas necessárias para realizar tais reações termonucleares.
Para que dois núcleos de He sofram fusão, a temperatura deve ser maior que 100 milhões de Kelvin e a densidade maior que 1 kg por cm3. Tais níveis de temperatura só se encontram em estrelas de massas maiores. Na verdade, nos estágios mais avançados de sua evolução, o Sol pode atingir tais condições físicas, mas isso deve acontecer por um curto período, na fase de gigante vermelha, quando as últimas camadas da estrela estiverem se desprendendo da parte central. A partir dessa fase o Sol entrará para os estágios finais de sua vida, sem produzir energia. O roqueiro, que gosta de aventuras, logo imaginou possíveis locais no espaço para a humanidade habitar, caso ainda exitirmos, mas isso tudo ainda está tão longe no tempo, que podemos deixar esse assunto para outra história. Antes de morrer, o Sol poderá produzir o Fe que estamos procurando? Não. As estrelas de baixa massa como o Sol não têm condições de produzir ferro. Continuando a busca da origem dos metais (o Fe e outros átomos mais pesados que o He), a jornada do roqueiro teve que tomar um novo rumo, direto para o centro das estrelas com mais que 8 massas solares.

Evolução de estrelas semelhantes ao Sol

Sol Comparado com uma gigante vermelha

Na fase de gigante vermelha, a superfície do Sol atingirá um raio de cerca de 200 vezes seu raio atual (200 x 7 105 km), englobando os planetas Mercúrio e Vênus e chegando perto da órbita da Terra. Sua cor vai mudar de amarelo para vermelho porque a temperatura superficial do Sol vai cair de 6000 K para cerca de 3000 K. Isso tudo vai acontecer porque no core da estrela, constituído de He puro, não haverá mais fusão nuclear, enquanto que a queima de H continuará ocorrendo na camada superior. O core de He aumenta, mas sem produção de energia. Na camada acima do core inerte de He, a temperatura aumenta (106 < T < 107 K) e a queima de H é mais rápida, intensificando a pressão nas camadas mais externas, o que causa um desbalanço geral. Ou seja, o equilíbrio entre pressão e gravidade, que manteve por longos anos a estrela estável (raio e temperatura quase inalterados), é interrompido. Assim, ocorre uma expansão lenta da estrela (aumento de seu raio) e a consequente diminuição da temperatura superficial.

ESTRELA DE ALTA MASSA GERAM METAIS

O “core” das estrelas de alta massa tem as condições físicas necessárias, que mencionamos anteriormente, para as reações nucleares prosseguirem, nas quais átomos de hélio vão ser transformados em carbono: basicamente três núcleos 2He4 produzem um núcleo 6C12 , tendo como intermediário o berílio. Novamente temos a liberação de energia, na forma de raios gama, gerada pelo balanço entre números de prótons e nêutrons que participam das reações, como vimos anteriormente na cadeia próton-próton. Em estrelas com massas maiores que 15 massas solares, a temperatura no seu centro pode atingir valores mais elevados que 300 milhões de Kelvin (T > 108,5 K) e
as densidades são maiores que 10 toneladas por cm3. Nessas condições é possível realizar a fusão de carbono e prosseguir formando elementos cada vez mais pesados,
sempre liberando energia. Quando temperaturas maiores que 1 bilhão de Kelvin são atingidas nessas estrelas massivas, tem-se as condições de formar elementos até chegar no Fe. A queima do core estelar é acompanhada pela queima nas camadas vizinhas, ou seja, a estrela tem uma estrutura interna do tipo “casca de cebola”,
em que cada camada tem condições físicas que variam gradativamente, proporcionando a fusão nuclear dos diferentes elementos químicos.

Interior de uma estrela massiva muito evoluída

Interior de uma estrela massiva

As camadas se distribuem na forma de cascas de cebola, as quais contém progressivamente elementos mais pesados, raios cada vez menores e temperaturas mais elevadas. Os processos de formação de elementos mais pesados, a partir dos mais leves, são conhecidos como nucleossíntese estelar quiescente, ou seja, processos que ocorrem no interior da estrela durante seu período de vida.

Temperaturas maiores que 10K

A ORIGEM DOS METAIS PESADOS

Finalmente o roqueiro encontrou a origem do Fe e entendeu que somente nas condições extremas encontradas no interior das estrelas os elementos químicos podem ser formados. Mas a história não pode terminar aqui. Falta ainda descobrir como o Fe, que estava dentro de uma outra estrela veio parar na Terra. Além disso, precisamos completar a Tabela Periódica, com os elementos ainda mais pesados que o Fe.
Bem, pode parecer simples, mas não é. O mais óbvio seria esperar que núcleos de Fe pudessem sofrer fusão, continuando os processos descritos anteriormente.
No entanto, não é possível realizar fusão do ferro.
Outros processos, que envolvem desintegração e captura de partículas, são necessários para formar elementos mais pesados, neste caso a nucleossíntese estelar explosiva. Trata-se da morte catastrófica de uma estrela, quando ocorre uma violenta explosão fornecendo as condições ideais para gerar elementos como ouro, platina, urânio, entre outros.
Existem dois tipos de explosão de supernova. Quando se trata da morte de uma estrela de alta massa, a supernova é considerada de tipo II. O outro caso é de um sistema binário, em que uma anã branca (originalmente de baixa massa) eventualmente recebe matéria de sua companheira gigante vermelha. Com o aumento de massa, a anã branca pode atingir um valor crítico de instabilidade que leva a estrela a explodir de forma violenta, a supernova de tipo I.
Sim, claro! O roqueiro lembrou que na explosão de supernova as camadas da estrela são ejetadas em todas as direções, distribuindo material que estava no interior estelar para o meio ambiente a seu redor. Isso é genial! – pensou o roqueiro – Após a morte da estrela, o espaço interestelar fica mais enriquecido com a presença de elementos químicos que antes não estavam naquela região.

EVOLUÇÃO DE ESTRELAS MAIORES QUE O SOL

sol

As estrelas de altas massas podem ter um fim catastrófico, na forma de explosão de supernova, que ejeta parte de suas camadas a altas velocidades.

Estrela de Neutros

No final sobra apenas um objeto compacto no centro, conhecido por Estrela de Nêutrons (densidade=1015g/cm-3, raio de alguns km), que tem alta rotação e emite partículas carregadas por feixes de radiação saindo dos pólos. Se o eixo de rotação não for coincidente com a inclinação dos feixes de radiação podemos observar a estrela de nêutrons como um Pulsar.

buraco negro

Se a explosão for ainda mais violenta, o que sobra da estrela será um objeto muito compacto (extremamente denso e de pequeno raio). A ação gravitacional de um objeto desse tipo distorce o espaço a seu redor de tal forma que nem a própria luz consegue escapar, daí o nome de Buraco Negro para esse objeto compacto.

A CHEGADA DOS METAIS NOS PLANETAS

Nuvens interestelares de gás e poeira, a partir das quais se formam novas estrelas, podem ser enriquecidas com os elementos produzidos na explosão da supernova, e assim teremos uma nova geração de estrelas mais rica em metal do que as anteriores.
Os astrônomos acreditam que foi essa a história do nascimento de nossa estrela. Uma nuvem interestelar, que já continha uma certa quantidade de elementos químicos, passou pelos processos de fragmentação e formou vários embriões de estrelas, entre eles aquele que deu origem ao Sol (proto-Sol).
Nossa estrela e seus planetas foram formados do mesmo material enriquecido de metais presentes na nuvem-mãe.
O final dessa história é o mais emocionante que se pode ter, em que se fecha o ciclo de vida das estrelas, com a morte de umas favorecendo a formação de outras ainda mais ricas em metais. E além disso, chegamos àquela conclusão famosa de que todos temos produtos de estrelas dentro de nós. Certamente nosso amigo roqueiro ficou contente em saber que ele era um verdadeiro “rock star” e que finalmente entendeu a origem do metal.

AS ETAPAS DA FORMAÇÃO ESTELAR

Etapas de uma formação estelar

(1) A partir da contração da nuvem é formado o embrião (casulo de gás e poeira) que vai gerar a protoestrela (estrela-bebê).
(2) O efeito combinado de ação gravitacional e rotação da nuvem proporciona uma distribuição do material no plano equatorial (o disco protoplanetário) com uma concentração maior de massa no centro (o proto-Sol).

protoestrela formação sistema estelar

(3) Ocorrem na protoestrela ventos e jatos que ejetam resquícios, que sobraram da nuvem mãe, evidenciando a estrela central, ao mesmo tempo que se iniciam em seu interior os processos de radiação de energia. No disco equatorial, grãos de poeira se aglutinam para formar os planetesimais, que por sua vez irão se juntar para gerar corpos maiores, como planetas, asteroides, cometas etc, até chegar no estágio.
(4) como conhecemos hoje nosso Sistema Solar.

O CICLO DE VIDA DAS ESTRELAS

Ciclo das estrelas

A TABELA PERIÓDICA

Tabela Periodica
Tabela Periódica

RESUMO: PARA LEMBRAR O ESSENCIAL

O átomo é uma partícula da matéria formado por sub partículas como os prótons e nêutrons (que constituem o núcleo atômico) e os elétrons, que se movimentam
em órbitas ao redor do núcleo. O número de prótons define o elemento químico, e variações desse número definem os isótopos do elemento.
Nucleossíntese é o processo de formação dos elementos químicos, em que núcleos atômicos mais leves se fundem para formar elementos mais pesados, ou seja fusão nuclear. Esse processo ocorre por meio de reações termonucleares, que liberam energia.
Na escala de temperatura Kelvin, ou temperatura absoluta, os valores correspondem à temperatura em graus Celsius somada a 273. Na escala Kelvin não existem valores negativos e a temperatura 0 K (zero Kelvin) é chamado zero absoluto.
Como os núcleos atômicos têm carga positiva, para a ocorrência da fusão nuclear são necessárias altas temperaturas para produzir a energia cinética suficiente para vencer a força coulombiana de repulsão de cargas de mesmo sinal.
A estrutura interna do Sol é composta por uma região central, que chamamos de “core”. A Zona Radiativa é a camada ao redor do core , na qual o transporte de energia ocorre por meio de absorção e reemissão de fótons. Depois dessa camada vem a Zona Convectiva onde a energia é transportada por convecção, ou seja,
por movimentos ascendentes e descentes devidos a diferenças de temperatura em função da profundidade. A fotosfera é uma fina camada que define a superfície do Sol.
A composição química (ou abundância dos elementos químicos) no Sol, distribuída em termos de massa, é cerca de 71% de hidrogênio, 27% de hélio, 1% de oxigênio, 0,4% de carbono, 0,1% de nitrogênio, 0,1% de silício, 0,01% de ferro, entre outros.
A produção de energia no Sol ocorre por fusão nuclear entre átomos de hidrogênio,
por meio da cadeia próton-próton, onde quatro prótons (núcleos de H) são consumidos para para gerar um núcleo de hélio. Esse processo produz neutrinos (sub-partículas atômicas) e libera energia na forma de raios gama. Também são formados pósitrons, sub-partícula considerada antimatéria, pois tem carga positiva e é aniquilada ao colidir com um elétron.
A quantidade de matéria contida no Sol é de cerca de 2×1030 kg, que corresponde a uma unidade conhecida como massa solar. O Sol é uma estrela de baixa massa, cuja temperatura no core não é suficiente para queimar He. Quando termina o H do core, a energia deixa de ser produzida na parte mais interna da estrela. Os estágios finais da vida de estrelas de baixa massa passam pela fase de gigante vermelha (grande raio e baixa temperatura superficial). Com o desprendimento das últimas camadas da estrela, separando-se da região central, forma-se um objeto de duas componentes, conhecido como nebulosa planetária. Depois que todo o gás
difuso se distribuí no espaço, o objeto que resta é conhecido como anã branca.
Apenas as estrelas de alta massa têm as condições físicas para produzir elementos mais pesados que o hélio, tais como carbono, oxigênio, neônio, magnésio, silício e ferro, que são considerados metais. A fusão de elementos mais leves para formar elementos gradativamente mais pesados é conhecida como nucleossíntese estelar quiescente, que ocorre em camadas do tipo “cascas de cebola” no interior da estrela de alta massa, durante sua vida. Na sua morte, outros elementos mais pesados são formados por processos de dissociação e recombinação de partículas menores. Neste caso, trata-se da nucleossíntese estelar explosiva. Os primeiros elementos leves formaram-se na nucleossíntese primordial, a partir do Big Bang que deu origem ao Universo.
A explosão de Supernova pode ocorrer de duas formas. A de tipo II refere à morte de uma estrela de alta massa. A supernova de tipo I é o caso de uma anã branca que tem uma gigante vermelha como companheira. A anã branca recebe matéria de sua companheira e o aumento de massa faz com que a anã branca sofra uma explosão na forma de supernova. O que resta da estrela depois da supernova tipo II é um objeto muito denso e compacto, conhecido por Estrela de Nêutrons, que tem alta rotação e emite partículas carregadas por feixes de radiação saindo dos pólos. Caso o eixo de rotação não seja coincidente com a inclinação do eixo dos feixes de radiação podemos observar a estrela de nêutrons como um pulsar. A explosão de supernova mais extrema gera um objeto ainda mais compacto que recebe o nome de Buraco Negro.
Os elementos químicos espalhados pela explosão de supernova enriquecem as nuvens interestelares. Essas nuvens, constituídas de gás e poeira, são consideradas berçários estelares. As protoestrelas (“estrelas-bebês”) são formadas pelo material da nuvem interestelar (“nuvem-mãe”), que sofre fragmentação e colapso (contração). Além disso, o material da nuvem também se distribuí em um disco equatorial, pela combinação dos efeitos de rotação e contração da nuvem. É a partir desse disco protoplanetário, que se formam os planetesimais, pequenos corpos que crescem a partir da aglutinação dos grãos de poeira (silicatos, óxidos, gelo etc). Os planetas, asteroides e cometas foram formados a partir do disco protoplanetário.

FONTE:

Autoria e roteiro
Jane Gregorio-Hetem (coordenadora)
Annibal Hetem Jr.

Projeto gráfico e ilustrações
Marlon Tenório

Colaboradores
Guilherme Marson (Consultor)
Lívia Aceto (Educadora)

Financiamento
CNPQ – Processo Numero: 402114/2010-8

PROFISSÃO SERVIÇO SOCIAL

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O que faz o Assistente Social?

São o planejamento e a execução de políticas públicas e de programas sociais voltados para o bem-estar coletivo e para a integração do indivíduo na sociedade. O assistente social trabalha com a questão da exclusão social, acompanhando, analisando e propondo ações para melhorar as condições de vida de crianças, adolescentes e adultos. Cria campanhas de alimentação, saúde, educação e recreação e implanta projetos assistenciais. Em penitenciárias e abrigos de menores, propõe ações e desenvolve a capacitação para a reintegração dos marginalizados. É obrigatória a inscrição no Conselho Regional de Serviço Social para o exercício da profissão.

Mercado de Trabalho

O forte do mercado está no setor público, no qual as vagas costumam ser preenchidas por concurso. “Cada vez mais profissionais são requisitados para atuar nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social e no INSS”, diz Marcelo Gallo, coordenador do curso de Serviço Social das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). Programas sociais do governo federal, como Bolsa Família e Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) ampliam o campo de trabalho para além das grandes cidades. Mas ONGs e fundações também contratam o assistente social. O Sudeste, de maior concentração populacional, ainda demanda mais profissional, mas há procura em todas as regiões.

Curso

Todo o conteúdo é voltado para dar base ao aluno para que compreenda e analise a realidade social numa perspectiva histórica, crítica e propositiva. A grade curricular inclui bastante sociologia, teoria política, filosofa e economia. Desde o início, o estudante realiza trabalhos de campo em comunidades e em diversos espaços institucionais e sociais. O estágio supervisionado é obrigatório.

Duração média: quatro anos

O que você pode fazer

Educação
Criar e implementar programas de bolsa de estudo e auxílio financeiro, assim como selecionar os estudantes beneficiários.

Empresas
Gerenciar programas educativos de saúde, lazer e segurança no trabalho para o corpo de funcionários. Implantar programas de benefícios sociais aos trabalhadores e sua família. Orientar o acesso do trabalhador às políticas sociais públicas e a seus direitos sociais e trabalhistas.

Proteção à criança e ao adolescente
Desenvolver projetos que subsidiem a garantia de direitos de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Saúde
Facilitar o acesso da população às informações e ações educativas na área de saúde.

MITOS E VERDADES

Engana-se quem ainda pensa que o assistente social é aquela pessoa que pratica o assistencialismo, só atua em comunidades carentes e trabalha gratuitamente. Esta é uma profissão liberal regulamentada de nível superior.
A realidade social e econômica do Brasil faz com que o trabalho do Assistente Social seja, em grande parte, com a população mais empobrecida da sociedade. Mas seu trabalho não se restringe à pobreza. Entre suas atribuições, este profissional pode atuar em empresas, organizações populares, entidades e instituições não-governamentais, unidades de ensino de Serviço Social, instituições públicas, filantrópicas e privadas, de âmbito federal, estadual e municipal.

Assistente social

CFESS / CRESS DIRETORIAS E ENDEREÇOS DOS CRESS

Os 25 Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS) e as duas Seccionais de Base Estadual (Acre e Roraima) são responsáveis pelo desenvolvimento das políticas elaboradas e aprovadas pelo Conjunto CFESS/CRESS, de forma a estreitar, cada vez mais, a interação com a categoria. O envolvimento contínuo e intenso dos/as profissionais nos debates dos temas e atividades realizadas pelos CRESS é condição para o fortalecimento da dimensão político-educativa e assegura o cumprimento da agenda anualmente construída pelo Conjunto CFESS/CRESS.

Nos CRESS, a/o assistente social pode se informar sobre eventos, ofertas de trabalho, cursos de capacitação, anuidades, denunciar problemas relacionados à ética profissional, participar de comissões, receber orientações sobre condições técnicas e éticas no trabalho, buscar respaldo político e legal para assegurar os requisitos para o exercício do trabalho com qualidade e se inserir em movimentos e lutas de defesa dos direitos e da profissão.

Fortaleça sua profissão. Participe do CRESS/Seccional mais próximo de sua residência.

Conselho Regional de Serviço Social 1ª Região
Endereço: Travessa Mauriti, 2786 – Marco
Belém – PA – 66093-180
Fone: (91) 3228-0898
Fax: (91) 3246-6987
E-mail: [email protected]
Site: http://www.cress-pa.org.br

Seccional de Santarém – 1ª Região
Endereço: Rua Girassol, Lote 932 – Aeroporto Velho
Santarém – PA – 68005-540
Telefax: (93) 3523-5506

Conselho Regional de Serviço Social 2ª Região
Endereço: Rua 13 de maio, no 121- Centro
São Luis – MA – 65015-040
Fone: (98) 3222-7676 – 3232-2557
Fone/Fax: (98) 3232-6029
E-mail: [email protected] / [email protected]

Conselho Regional de Serviço Social 3ª Região
Endereço: Rua Waldery Uchoa, 90 – Benfica
Fortaleza – CE – 60020-110
Fone: (85) 3281-0400
Fax: (85) 3243-8700
E-mail: [email protected]
Site: http://www.cress-ce.org.br

Conselho Regional de Serviço Social 4ª Região
Endereço: Rua 19 de Novembro, 154 – Madalena
Recife – PE – 50610-240
Fone:(81) 3227-7389 / 3227-2031
Fax: (81) 3227-7389
E-mail: [email protected]
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Conselho Regional de Serviço Social 5ª Região
Endereço: Rua Francisco Ferraro, 33 – Nazaré
Salvador – BA – 40040-465
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Conselho Regional de Serviço Social 6ª Região
Endereço: Rua Tupis, 485 sala 502 Ed. Assumpção – Centro
Belo Horizonte – MG – 30190-060
Fone: (31) 3226-2083 / 3226-2972
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Seccional de Juiz de Fora – 6ª Região
Endereço: Av. Barão do Rio Branco, 2595 Salas 1103/1104 Centro
Juiz de Fora – MG – 36010-071
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Fax: (32) 3217-9186
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Seccional de Uberlândia – 6ª Região
Endereço: Rua Machado de Assis, 501 Loja 16 Centro
Uberlândia – MG – 38400-112
Fone: (34) 3236-3024
Fax: (34) 3236-3024
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Seccional de Montes Claros – 6ª Região
Avenida Coronel Prates, 348, Sala 1002 – Centro
Montes Claros – MG – 39400-104

Conselho Regional de Serviço Social 7ª Região
Endereço: Rua México, 41 sala 1203/1205 – Centro
Rio de Janeiro – RJ – 20031-144
Fone: (21) 3147-8787 / 3147-8750 / 3147-8751
Fax: (21) 3147-8791
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Seccional de Campos – 7ª Região
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Campos – RJ – 28010-170
Fone: (22) 2723-9464
Fax: (22) 2733-2379
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Seccional de Volta Redonda – 7ª Região
Endereço: Rua 25-A, 23 Sala 619, Ed. CBS – Vila Santa Cecília
Volta Redonda – RJ – 27261-030
Fone: (24) 3342-6886
Fax: (24) 3342-6886
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Conselho Regional de Serviço Social 8ª Região
Endereço: SRTVN Qd. 702 – Conj. P – Ed. Brasília Rádio Center, salas 3.139 / 3.140
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Conselho Regional de Serviço Social 9ª Região
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Seccional de Santos – 9ª Região
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Seccional de São José dos Campos – 9ª Região
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São José dos Campos – SP – 12215-140
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Seccional de Baurú – 9ª Região
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Baurú – SP – 17015-032
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Seccional de São José do Rio Preto – 9ª Região
Endereço: Rua Voluntários de São Paulo, 3066 – Sl. 702 – Centro
São José do Rio Preto – SP – 15015-200
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Seccional de Araçatuba – 9ª Região
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Presidente Prudente – SP – 19010-080
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Seccional de Marília – 9ª Região
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Marília – SP – 17500-030
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Seccional do ABCDMRR
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Santo André – SP – 09020-240
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Caxias do Sul – RS – 95010-000
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Conselho Regional de Serviço Social 11ª Região
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Londrina – PR – 86010-410
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Fax: (83) 3221-7783
E-mail: [email protected]

Seccional de Campina Grande – 13ª Região
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Conselho Regional de Serviço Social 14ª Região
Endereço Av. Rio Branco, 571 , Ed. Barão do Rio Branco, 9o andar sl-903 – Centro
Natal – RN – 59025-900
Fone: (84) 3222-0886
Fax: (84) 3222-0886
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Site: http://www.cressrn.org.br

Seccional de Mossoró – 14ª Região
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Mossoró – RN – 59610-110
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Conselho Regional de Serviço Social 15ª Região
Endereço: Rua Luiz Antony, 932 – Aparecida
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Conselho Regional de Serviço Social 17ª Região
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Conselho Regional de Serviço Social 18ª Região
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Conselho Regional de Serviço Social 19ª Região
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Fone/Fax: (62) 3224-8007
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Conselho Regional de Serviço Social 20ª Região
Endereço: R.Batista das Neves 22 Ed. Comodoro sl. 303 – Centro
Cuiabá – MT – 78020-000
Fone: (65) 3624-9313
Fone/Fax: (65) 3624-2095
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Site: http://www.cressmt.org.br

Conselho Regional de Serviço Social 21ª Região
Endereço: R. Shoei Arakaki, 205 – Vila Carvalho
Campo Grande – MS – 79005-130
Fone: (67) 3321-3657
Fax/fone: (67) 3324-3041
E-mail: [email protected]
Site: http://www.cress-ms.org.br

Conselho Regional de Serviço Social 22ª Região
Endereço: Rua Coêlho de Resende, 3085 – Aeroporto
Teresina – PI – 64002-470
Fone: (86) 3222-1090 / 3221-8634
Fax: (86) 3222-1090
E-mail: [email protected]

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ADMINISTRAÇÃO DE CARGOS

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INTRODUÇÃO

As pessoas trabalham nas empresas para também poderem ganhar o seu salário. E com o salário as pessoas podem definir o seu padrão de vida. Assim o salário representa para as pessoas o seu ganha-pão, sua fonte de renda.

Para as empresas, os salários representam uma respeitável parcela das despesas e custos mensais, e caracterizam um assunto potencialmente conflitante, pois as empresas querem minimizar seus custos para competir melhor e os empregados pretendem sempre elevá-los para viver melhor. Para balancear esses interesses opostos e contraditórios é que existe a Administração de Salários.

A Adm. de salários fundamenta-se em um sistema lógico de comparações internas e externas dos cargos e de seus respectivos salários. O primeiro passo para implantar a Adm. de salários é fazer um programa de análise e descrição dos cargos da empresa.

1. – O CARGO

A forma tradicional das organizações ordenarem e agruparem as tarefas atribuídas às pessoas que a compõem em um conjunto mais ou menos formal, constitui um fato organizacional ao qual se convencionou chamar de cargo.

As pessoas estão habituadas e até socialmente condicionadas a se apresentarem por meio do cargo que ocupam: “Eu sou Chefe de Contabilidade”, “Fulano é Analista de Sistemas”, etc. Às vezes, o cargo é substituído por uma forma mais genérica que é a profissão: “Fulano é Contador”, “Cicrano é Engenheiro”,etc. Mesmo nesse caso, a pessoa se apresenta ou é apresentada pela sua ocupação que, dentro das organizações, se traduz por cargo.

Dentro do sistema tradicional de remuneração, tudo está centrado no cargo. Primeiro define-se o cargo e, depois, o perfil do ocupante, mas sempre dentro dos limites do cargo. Em razão desse procedimento, a definição concentrada da real necessidade de existir o cargo e também de seu alcance, responsabilidade, autoridade, etc., é de fundamental importância.

Ainda dentro dessa linha, os requisitos (escolaridade, experiência, conhecimentos especializados, domínio de idiomas, etc.) são voltados para o cargo e devem estar equilibrados com as responsabilidades, complexidades, etc., deste.

Os cargos têm existência formal, com seu alcance e autoridade concentrada e reconhecida dentro da organização, somente mediante a existência de um documento: a descrição de cargo.

1.1 – DESCRIÇÃO DE CARGOS

A descrição de cargos é um processo que consiste em enumerar as tarefas ou atribuições que compõem um cargo e que o tornam distinto de todos os outros cargos existentes na organização.

A titulação adequada do cargo é importante, tanto para refletir, em poucas palavras, o alcance do cargo como também para o ego do ocupante.

Uma denominação com conotação pejorativa, estranha ou longa demais, faz com que a pessoa se sinta constrangida em anunciá-la. Às vezes, temos que buscar um meio termo entre refletir a natureza do cargo e atender ao ego do ocupante. É o caso do “Faxineiro”. Podemos optar por “Auxiliar de Serviços Gerais”, por exemplo.

O conceito de cargos baseia-se nas noções de tarefa, atribuição e de função, a saber:

Tarefa: é toda atividade individualizada e executada por um ocupante de cargos. Geralmente é a atividade atribuída a cargos simples e repetitivos (cargos de horistas ou operários), como montar uma peça, rosquear um parafuso, usinar um componente, injetar uma peça etc.

Atribuição: é toda atividade individualizada e executada por um ocupante de cargo. Geralmente é a atividade atribuída a cargos mais diferenciados (cargos de mensalistas ou funcionários), como preencher um cheque, emitir uma requisição de material. Na realidade, a atribuição é uma tarefa um pouco mais sofisticada, mais mental e menos braçal.

Função: é um conjunto de tarefas (cargos horistas) ou atribuições (cargos mensalistas) exercícios de maneira sistemática e reiterada por um ocupante de cargo. Pode ser exercido por uma pessoa que, sem ocupar um cargo, desempenha provisória ou definitivamente uma função. Para que um conjunto de atribuições constitua uma função é necessário que haja reiteração em seu desempenho.

Cargo: é um conjunto de funções (conjunto de tarefas ou de atribuições) com uma posição definida na estrutura organizacional, isto é, no organograma. A posição define as relações entre cargo e os demais outros cargos da organização. No fundo, são relações entre duas ou mais pessoas.


Figura 1.1 – Exemplo de uma folha de descrição de cargo.

O cargo é um composto de todas as atividades desempenhadas por uma pessoa, que podem ser englobadas em um todo unificado e que ocupa uma posição formal no organograma da organização. Para desenhar suas atividades, a pessoa que ocupa um cargo deve ter uma posição definida no organograma. Dentro dessa concepção, um cargo constitui uma unidade da organização e consiste em um conjunto de deveres e responsabilidades que o tornam separado e distintos dos demais cargos.

A posição do cargo no organograma define seu nível hierárquico, a subordinação, os subordinados e o departamento ou divisão onde está situado. Posicionar um cargo no organograma significa estabelecer essas quatro vinculações ou condições.

Ocupante é a pessoa designada para um cargo. No fundo, toda pessoa que trabalha na organização ocupa um cargo. Existem cargos que têm um único ocupante, como o diretor-presidente, por exemplo, – enquanto outros exigem vários ocupantes que realizam as mesmas tarefas – como é o caso de operadores de máquinas, escriturários, caixas, balconistas, vendedores, por exemplo.

As tarefas ou atribuições constituem as atividades realizadas por um ocupante de cargos. Quando uma pessoa ocupa determinado cargo, espera-se que ele execute as tarefas ou atribuições típicas do cargo, subordinando-se a um superior, administre seus subordinados e responda por sua unidade de trabalho.

Desenhar um cargo significa estabelecer quatro condições fundamentais:

• O conjunto de tarefas ou atribuições que o ocupante deverá desempenhar (conteúdo do cargo).

• Como esse conjunto de tarefas ou atribuições deverá ser desempenhado (métodos e processos de trabalho).

• A quem o ocupante do cargo deverá reportar-se (responsabilidade), isto é, relação com sua chefia.

• Quem o ocupante do cargo deverá supervisionar ou dirigir (autoridade), isto é, relação com seus subordinados.


Figura 1.2 – Sistema de qualidade e melhoria contínua

O desempenho do cargo é a especificação do conteúdo, dos métodos de trabalho e das relações com os demais cargos, no sentido de satisfazer os requisitos tecnológicos, organizacionais e sociais, bem como os requisitos pessoais de seu ocupante.

No fundo, o desempenho dos cargos representa o modo pelo qual os administradores projetam os cargos individuais e os combinam em unidades, departamentos e organizações.

Quase sempre, o desenho dos cargos na organização é responsabilidade da área de gestão de pessoas, cabendo algumas vezes a um órgão de engenharia industrial ou organização de métodos que se incumbe do planejamento e da distribuição das tarefas e atribuições da maior parte da organização.

O que está acontecendo agora é uma completa revolução no conceito de cargo em função das exigências do mundo moderno e da globalização da economia. Provavelmente, o desenho de cargo seja tão antigo quanto o próprio trabalho humano. Desde que o ser humano teve de dedicar-se ä tarefa de caçar ou pescar, ele aprendeu através de sua experiência acumulada ao longo dos séculos a modificar seu desempenho para melhorá-la continuamente.

Enquanto a tarefa foi aumentada, exigindo um número maior de pessoas para realizá-la, a coisa se complicou. Mas a situação básica de um homem que desempenha tarefas sob a direção de outro jamais foi realmente alterada, apesar de todas as mudanças sociais, políticas, econômicas, culturais e mesmo demográficas ocorridas durante a longa história da humanidade.

Somente a partir da década de 1960 é que um grupo de cientistas do comportamento e consultores de empresas passou a demonstrar que as antigas abordagens de desenho de cargos conduzem a resultados contrários aos objetivos organizacionais. A partir daí começam a surgir novos modelos de desenho de cargos.

Perguntas para se fazer um bom desenho de cargos:

• Que critérios serão utilizados para o desenho de cargos?

• A criação de cargos está subordinada às necessidades estratégicas, táticas e operacionais da Organização?

• A quem compete (Conselho Administrativo, Secretário Executivo, outros) aprovar a criação de cargos e organograma da Organização?

O modelo clássico desenha os cargos a partir das seguintes etapas:

• O pressuposto básico é o de que o homem é simples apêndice da máquina, um mero recurso produtivo. A racionalidade que se busca é eminentemente técnica. A tecnologia vem antes e as vêm depois. É a tecnologia que se estabelece de base para condicionar o desenho dos cargos. Em outras palavras, o desenho de cargos serve exclusivamente à tecnologia e aos processos de produção.

• Em função dos aspectos acima, o trabalho é dividido e fragmentado em partes fracionadas, para que cada pessoa faça apenas sub-tarefa simples e repetitiva. Cada pessoa recebe uma incumbência parcial e fragmentada para executar de maneira e repetitiva, tendo em vista o tempo-padrão para realizá-la e os ciclos de produção que precisam ser atendidos. No conjunto, o trabalho de todas as pessoas deve ser feito de maneira harmoniosa, cadenciada e coordenado.

• O desenho clássico de cargos repousa na presunção de estabilidade e de permanência a longo produtivo. Isto significa que o desenho de cargos é definitivo e feito para durar sempre.

A ênfase reside na eficiência das pessoas. O trabalho é medido por meio de estudos de tempos e movimentos (cronometragem) para definir os tempos médios de execução, que são denominados tempo-padrão.

2. – O SALÁRIO

O Salário tem sido o principal elemento de ligação entre organizações e trabalhadores. Outros fatores importantes existem, sem dúvida, nessa relação, porém o que “fala mais alto” tem sido o salário. Esta é a constatação concreta que temos feito ao longo dos anos, apesar de todas as transformações que vêm ocorrendo nesse campo.

Certamente, o salário não deve ser considerado fator motivacional, como veremos mais adiante, pois não é esse o seu papel e sim o de constituir a contrapartida pecuniária pelo serviço prestado. O trabalho em si, em primeiro plano, e as circunstâncias que o cercam, num segundo plano, proporcionam satisfações e insatisfações, motivações e desmotivações.

Em uma organização, cada função ou cada cargo tem o seu valor individual. Somente se pode remunerar com justeza e eqüidade o ocupante de um cargo se conhecer o valor desse cargo em relação aos demais cargos da organização e à situação de mercado. Como a organização é um conjunto integrado de cargos em diferentes níveis hierárquicos e em diferentes setores de especialidade, a Administração de Salários é um assunto que abarca a organização como um todo, repercutindo em todos os seus níveis e setores.

Assim sendo, pode-se definir Administração de Salários como o conjunto de normas e procedimentos que visam a estabelecer e/ou manter estruturas de salários eqüitativas e justas na organização. O equilíbrio interno é alcançado por meio de informações internas através de avaliação e classificação de cargos, assentadas sobre um prévio programa de descrição e análise de cargos. O equilíbrio externo é alcançado por meio de informações externas obtidas através da pesquisa de salários.

Com essas informações internas e externas, a organização define uma política salarial normalizando os procedimentos a respeito da remuneração de pessoal. Essa política salarial constitui sempre um aspecto particular e especifico das políticas gerais de organização.

Com o estabelecimento e/ou remuneração de estruturas de salários equilibradas, a Administração de Salários propõe-se a atingir os seguintes objetivos:

• Remunerar cada empregado de acordo com o valor do cargo que ocupa.

• Recompensá-lo adequadamente pelo seu desempenho e dedicação.

• Atrair e reter os melhores candidatos para os cargos, de acordo com os requisitos exigidos para seu adequado preenchimento.

• Ampliar a flexibilidade da organização, dando-lhe os meios adequados à movimentação do pessoal, racionalizando as possibilidades de desenvolvimento e encarceramento.

• Obter dos empregados a aceitação dos sistemas de remuneração adotados pela empresa.

• Manter equilíbrio entre os interesses financeiros da organização e a sua política de relações com os empregados.

ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO

• Levantamentos Preliminares ;

• Entrevistas e Descrições de Cargos ;

• Análise e Especificações dos Cargos ;

• Elaboração de Manual de Avaliação Específico ;

• Avaliação e Classificação dos Cargos ;

• Pesquisa Salarial Estrutura Salarial ;

• Proposição da Política Salarial e de Manutenção ;

2.1 – A PESQUISA SALARIAL

A Administração de Salários procura não somente obter o equilíbrio interno de salários dentro da organização, como também obter o equilíbrio externo de salários em relação ao mercado de trabalho.

A montagem de uma pesquisa de salários deve levar em conta:

• Quais os cargos pesquisados (cargo de referência).

• Quais as companhias participantes.

• Qual a época da pesquisa (periodicidade).

A pesquisa de salários pode ser feita através de:

• Questionários

• Visitas às empresas

• Reuniões com especialistas em salários

• Telefonemas entre especialistas em salários

A PESQUISA SALARIAL é entendida como um intercâmbio de informações a respeito de salários e conexos. Em outros termos, a empresa que pesquisa e que obtém informações das demais empresas, compromete-se lhes entregar os resultados da pesquisa devidamente tabulados e processados, mantendo a confidenciabilidade das informações dentro de certos limites. Cada empresa deve receber os resultados com a sua identificação, mas com a identificação das demais codificadas, a fim de preservar-se o sigilo necessário. Ocorre que, muitas vezes, as empresas pesquisadas comunicam-se entre si, para posteriormente intercambiar a identificação de seus códigos.

Para administrar de forma eficaz os cargos e salários, garantindo a eqüidade interna e a coerência externa dentro de suas possibilidades econômicas, a empresa necessita contar com um conjunto de instrumentos, políticas e procedimentos que chamamos SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO DE CARGOS E SALÁRIOS.

O SISTEMA é composto, basicamente, dos seguintes elementos:

• Informação sobre os cargos;

• Cargos hierarquizados;

• Informações sobre o Mercado;

• Política Salarial Interna;

• Estrutura Salarial.

Muitas organizações tentam resolver sua questão salarial quase que exclusivamente com pesquisas salariais. É evidente que a questão fica mal resolvida, pois a pesquisa não leva ao equilíbrio interno. Aliás, até a competitividade externa fica duvidosa, porque a organização não tem um sistema interno para checar os dados de mercado, ficando sujeita a erros comuns nas pesquisas.

Além da adequada administração dos cargos e salários, o Sistema ainda traz outros benefícios importantes:

Informações sobre os cargos para Seleção, Treinamento, Segurança e Medicina de Trabalho e Administração de Pessoal.

• Tratamentos uniformes e eqüitativos.

• Viabilidade para implantação de Plano de Carreira e Sucessão.

• Maior facilidade para as chefias.

A Administração de Cargos e Salários é uma especialização dentro da função Recursos Humanos que, por sua vez, é uma especialização dentro da Administração. Seu grande objetivo é auxiliar a organização e remunerar o pessoal de forma adequada, com justiça interna e competitividade externa.

As principais atividades usualmente desempenhadas pela área são:

• Identificação, levantamento, descrição, análise e titulação dos cargos;

• Hierarquização dos cargos em classes ou níveis, mediante algum processo de avaliação;

• Levantamento dos salários, benefícios e políticas de remuneração praticadas pelo mercado; análise e comparação com a situação da organização;

• Estabelecimento e atualização das faixas salariais e outros parâmetros de remuneração;

• Desenvolvimento, implementação, operacionalização e controle da política salarial da organização;

• Preparação de procedimentos de administração e controle da movimentação salarial, sua implementação e operacionalização;

• Participação nas negociações com sindicatos, de forma direta ou subsidiando com informações;

• Interpretação, estudos e aplicação da política nacional de salários e de acordos coletivos;

• Análise e parecer para solicitações de aumentos salariais e promoções;

• Participação em estudos de problemas de contratação e evasão de mão-de-obra;

• Controle do custo de pessoal e estatística de movimentações salariais;

3. – ANÁLISE E DESCRIÇÃO DE CARGOS

A forma mais usual de se reunir às informações necessárias sobre os cargos é através da Descrição de Cargos, onde se costuma especificar as tarefas, as responsabilidades, requisitos, as condições de trabalho e outros detalhes das ocupações existentes na organização. Em geral, as descrições contêm, como mínimo, a identificação do cargo, um sumário das suas funções e uma descrição mais detalhada das funções.

Costuma-se diferenciar as descrições dos cargos entre OPERACIONAIS, ADMINISTRATIVOS/TÉCNICOS e cargos de CHEFIA. Toda empresa possui uma estrutura organizacional composta de cargos e órgãos representados pelo organograma. O primeiro passo para implantar a Adm. de salários é conhecer o que faz cada pessoa na empresa, isto é , conhecer a tarefa de cada ocupante de cargo. Descrever um cargo representa o elenco das tarefas que deverão ser executadas pelo ocupante do cargo.

Feita a descrição do cargo, passa-se á análise do cargo que significa verificar o que o ocupante precisa ter ou conhecer para poder executar as tarefas exigidas pelo cargo.

Geralmente concentra-se em quatro áreas de requisitos: Mentais, Físicas, Responsabilidades Envolvidas e Condições de Trabalho.

• Quais os requisitos mentais exigidos pelo cargo: ou seja, qual a instrução escolar e quantos anos de experiência anterior no cargo o ocupante deverá possuir para preencher o cargo em questão;

• Quais os requisitos físicos exigidos pelo cargo: ou seja, qual o esforço físico despendido no cargo e qual o grau de concentração mental exigida pelo cargo;

• Quais as responsabilidades envolvidas pelo cargo: ou seja, quais as responsabilidades por máquinas e equipamentos e por dinheiro no desempenho do cargo;

• Quais as condições para se realizar um bom trabalho: ou seja, o que é necessário num ambiente de trabalho;

Os fatores de análise de cargos proporcionam um instrumento de medida para analisar comparativamente todos os cargos da empresa, assim funcionando como parâmetros que apresentam valores diferentes para cada cargo. Para facilitar a análise de cargos, muitas empresas utilizam um formulário específico, no qual estão colocados os fatores de análise e seus respectivos graus de variação, geralmente denominados graus a, b, c e d.

A descrição e análise de cargos proporcionam uma visão mais ampla e profunda do conteúdo do cargo e das características que o ocupante deverá possuir para poder preenchê-lo adequadamente. O próximo passo é a classificação e avaliação dos cargos analisados.

A Administração de Cargos e Salários é uma especialização dentro da função Recursos Humanos que, por sua vez, é uma especialização dentro da Administração. Seu grande objetivo é auxiliar a organização e remunerar o pessoal de forma adequada, com justiça interna e competitividade externa.

As principais atividades usualmente desempenhadas pela área são:

• Identificação, levantamento, descrição, análise e titulação dos cargos;

• Hierarquização dos cargos em classes ou níveis, mediante algum processo de avaliação;

• Levantamento dos salários, benefícios e políticas de remuneração praticadas pelo mercado; análise e comparação com a situação da organização;

• Estabelecimento e atualização das faixas salariais e outros parâmetros de remuneração;

• Desenvolvimento, implementação, operacionalização e controle da política salarial da organização;

• Preparação de procedimentos de administração e controle da movimentação salarial, sua implementação e operacionalização;

• Participação nas negociações com sindicatos, de forma direta ou subsidiando com informações;

• Interpretação, estudos e aplicação da política nacional de salários e de acordos coletivos;

• Análise e parecer para solicitações de aumentos salariais e promoções;

• Participação em estudos de problemas de contratação e evasão de mão-de-obra;

• Controle do custo de pessoal e estatística de movimentações salariais;

3.1 – AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE CARGOS

A avaliação e a classificação de cargos são os dois componentes da administração salarial que cuidam do equilíbrio interno dos salários. Avaliação de cargos é um termo genérico que engloba um número de técnicas por intermédio das quais se aplica critério comum de comparação de cargos para se conseguir uma estrutura lógica, eqüitativa, justa e aceitável de cargos.

A avaliação de cargos é o processo de analisar e comparar o conteúdo de cargos, no sentido de colocá-los em ordem de classes, as quais podem ser usadas como base para um sistema de remuneração. Todavia, é simplesmente uma técnica projetada para assessorar o desenvolvimento de uma nova estrutura de salários que define as relatividades entre os cargos sobre uma base consistente e sistemática.

Assim, a avaliação de cargos é um meio de determinar-se o valor relativo de cada cargo dentro da estrutura organizacional e, portanto, a posição relativa de cada cargo dentro da estrutura de cargos da organização. No sentido estrito, a avaliação de cargos procura determinar a posição relativa de cada cargo com os demais: as diferenças significativas entre os diversos cargos são colocadas em uma base comparativa a fim de permitir uma distribuição eqüitativa dos salários dentro de uma organização, para neutralizar qualquer arbitrariedade.

O objetivo desta avaliação é um meio de determinar o valor relativo de cada cargo dentro da organização, sendo que, em um primeiro momento, consiste na obtenção de informações a respeito do cargo. Essa análise determina os requisitos, as responsabilidades envolvidas e as condições exigidas pelo cargo para seu adequado desenvolvimento; esta análise permite que os cargos sejam posteriormente classificados e avaliados para efeito de comparação.

Em outros termos, a análise de cargos propõe rever os requisitos intelectuais e físicos que o ocupante do cargo em questão deveria ter para desempenhar adequadamente o cargo, quais as responsabilidades que o cargo impõem ao ocupante e em que condições o cargo deve ser desempenhado.

3.2 – AVALIAÇÃO E REMUNERAÇÃO POR COMPETÊNCIA

Diversos fatores têm contribuído para novas alternativas de sistemas de remuneração, visando formas mais adequadas de prática salarial que contribuam para o crescimento das organizações. Dentre eles, destacamos a redução de níveis hierárquicos, cultura organizacional voltada para o negócio, globalização, células autogerenciáveis, foco no autodesenvolvimento, ações voltadas para o cliente e multifuncionalidade.

Dentro deste cenário, a remuneração por competências, longe de ser um novo modismo, torna-se uma excelente ferramenta de gestão de remuneração, onde a evolução salarial permanece alinhada com o desenvolvimento profissional, comportamento e atitudes dentro das funções/processos de trabalho.

A avaliação de cargos é o processo de analisar e comparar o conteúdo de cargos, no sentido de colocá-los em ordem de classes, as quais podem ser usadas como base para um sistema de remuneração. É simplesmente uma técnica projetada para assessorar o desenvolvimento de uma nova estrutura de salários que define as relatividades entre os cargos sobre uma base consistente e sistemática.

No sentido restrito, a avaliação de cargos procura determinar a posição relativa de cada cargo com os demais: as diferenças significativas entre os diversos cargos são colocadas em uma base comparativa a fim de permitir uma distribuição eqüitativa dos salários dentro de uma organização, para neutralizar qualquer arbitrariedade.

A avaliação e classificação de cargos consistem no processo de analisar e comparar o conteúdo dos cargos, colocando-os em ordem de classe para utilização como base de sistema de remuneração, relacionando-se com o preço para o cargo. O que podemos dizer sobre competência? Competência: “Capacidade de realização de quem é capaz de apreciar e resolver certo assunto, fazer determinada coisa; Capacidade; Habilidade; Aptidão; Idoneidade” e Habilidade: “Qualidade ou caráter de hábil”.

Assim, dentro do contexto de RH, definimos competências como o conjunto de conhecimentos técnicos e comportamentais adequados, agregáveis e visíveis aos clientes e fornecedores internos e também mensuráveis conforme metodologia sistêmica estabelecida.

Do ponto de vista hierárquico das competências, identificamos aquelas estratégicas para as organizações, definidas e alinhadas com macro-valores organizacionais, aquelas estratégicas para a área e finalmente as competências específicas para as funções/processos.

Temos como avaliação de cargos o sistema de pontos. O sistema de pontos é uma ferramenta de gestão de avaliação que pode ser aplicada em estruturas organizacionais focadas para cargo e não por processo, que pode apresentar resultados dependendo da sua elaboração em consistência com a realidade organizacional.

A principal diferença entre um sistema de avaliação de cargos por pontos e um sistema de remuneração por competências, ambos balizados por níveis salariais mercadológicos, reside no fato de que o primeiro, como já mencionado, foca os cargos e o segundo foca, além destes, também seus ocupantes no contexto organizacional, do negócio e das funções/processos que ocupam, considerando como parte integrante e implícita da política salarial suas competências, comportamentos e atitudes.

No sistema de remuneração por competências os cargos podem ser agrupados em famílias cujas faixas salariais são mais amplas, contemplando desde o iniciante até o especialista naquelas funções/processos e, no sistema de pontos, as faixas são menores com ênfase em níveis do tipo júnior, pleno e sênior, por exemplo.

Outro aspecto reside no fato de que um sistema de remuneração por competências, ao invés de um único manual de avaliação de cargos, uma vez que foca e aborda características humanas desejáveis para as diferentes funções/processos existentes na organização, pode ser configurado para diferenciar e valorizar aspectos mais ou menos importantes das mesmas.

Um sistema de remuneração por competências, pelas suas próprias características, deve ser gerido via software personalizado e adaptado à empresa, que contemple outros sub-sistemas de RH, como os processos de contratação de profissionais, investimento em treinamento e desenvolvimento e planejamento de sucessão, visando o aproveitamento de toda sua potencialidade.

As principais vantagens no sistema de remuneração por competências.

É claro e transparente e evidencia onde as pessoas podem chegar em conformidade com uma política de procedimentos estabelecida que deve contemplar princípios de auto-sustentação do sistema, e o que precisam fazer para chegar lá, permitindo que as pessoas possam planejar melhor seu auto-investimento, preparando-se para evoluções, horizontais ou verticais, dentro das organizações. O envolvimento e o comprometimento dos profissionais com o negócio da empresa e suas carreiras tornam-se mais evidentes.

Facilita o dimensionamento e gestão do budget salarial através de monitoramentos e ajustes informatizados e deixa claro o porquê das diferenças salariais entre as pessoas. Permite, também, delegar a administração da folha aos líderes de negócios, dentro de políticas e procedimentos globais estabelecidos, promovendo a área de RH para uma posição de consultoria interna, acompanhamento e consolidação de resultados.

Ao contrário do que muitos pensam, um sistema de remuneração por competências não precisa gerar aumento na folha.

Processo de transição entre os dois sistemas

A análise criteriosa dos processos de trabalho, a identificação clara das responsabilidades, do fluxo de informações, conhecimentos técnicos necessários e comportamentos/valores esperados do profissional, correlacionados com a importância relativa entre si, constitui a base conceitual de sustentação do sistema.

O enquadramento dos profissionais no novo sistema é feito conforme a aquisição das competências e posicionamento na faixa salarial, bem como conceitos voltados para a importância estratégica dos processos e dos ocupantes. Deve contemplar o dimensionamento das competências e habilidades necessárias e o estabelecimento da distribuição ideal de salários para as funções/processos, levando em consideração aspectos estratégicos, mercadológicos e críticos.

O sistema deve ser estruturado e permanecer alinhado com a capacidade financeira e estratégica da empresa e, principalmente, ser auto-sustentável. Avaliação e classificação de cargos são os dois componentes da administração salarial que cuidam do equilíbrio interno dos salários.

4. – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

A avaliação de desempenho funciona como o “termômetro” dos funcionários, para saber se são bons, se estão trabalhando dentro das expectativas, se precisam ser treinados, promovidos, substituídos ou simplesmente aconselhados.

Essa avaliação é uma responsabilidade de linha, isto é, uma atribuição de cada chefe em relação aos seus subordinados. Ninguém melhor que o chefe imediato para saber as necessidades de seu empregado. Há também avaliações em grupo, em que duas ou mais pessoas se avaliam mutuamente com a supervisão de um chefe que tem a autoridade de estabelecer um conceito final, mais essa não é uma técnica muito eficaz, pois, há a tendência de um empregado ou outro simplesmente ficar sempre “de acordo” com o chefe ou criar grupos individualizados.

Como exemplo as Forças Armadas Americanas desenvolveram durante a II Guerra Mundial um sistema chamado buddy rattings, em que os oficiais de um mesmo grupo se avaliavam mutuamente. Os resultados foram considerados muito satisfatórios. As avaliações de oficiais com potencial para liderar, realizadas pelos colegas, comprovaram ser mais válidas do que as realizadas pelos oficiais superiores. Este método também tem sido muito criticado, dado que pode resultar na proliferação de grupos que se protegem mutuamente, ou seja, daí podem surgir às famosas “panelinhas”.

Cada chefe deve avaliar os seus subordinados de acordo com critérios e sistemas adotados para toda a empresa por meio do órgão de adm. de pessoal. Existem vários sistemas de avaliação de desempenho e cada empresa adota aquele que mais se aproxima das suas políticas de pessoal e das características dos cargos envolvidos. O sistema mais usado é o de escalas gráficas. Cada chefe recebe do órgão de Adm. de Pessoal um formulário de avaliação do desempenho, o qual é preenchido de acordo com o grau que mais se aproxima do desempenho do subordinado.

4.1 – PROGRAMA DE AVALIAÇÃO DE DESENPENHO

Todo programa de avaliação de desempenho requer planejamento cuidadoso. Os seus objetivos devem ser claramente definidos e compreendidos e a idéia do projeto deve encontrar uma atitude receptiva em todos os componentes da organização.

É preciso investigar se há um clima propício para aplicar o programa. Supervisores e Gerentes devem estar seguros de que desejam usar a avaliação de desempenho e de que têm condições mínimas de capacidade para faze-la frutificar.

Pelo que já foi demonstrado, vários objetivos podem ser abrangidos pelo programa, todos eles, no entanto, de teor generalizado e muitas vezes de longo prazo. Objetivos parciais e claros devem ser estabelecidos, para cada período e facilmente mensuráveis; esses objetivos são geralmente ligados à redução de índices de turnover, custos e aumento de índices de produtividade, por exemplo.

É preciso assegurar objetivos praticáveis: não adiantaria pensar em aumentos salariais para empregados que já estão remunerados no Maximo de suas “faixas”, por exemplo.

O Órgão de pessoal deve estar organizado para desenvolver, validar as técnicas escolhidas, analisar e acompanhar os resultados, todo cuidado deve ser exercido para demonstrar que o programa é componente das atribuições de supervisores e gerentes, como são os relatórios de custos, orçamentos, produção, etc. Não se deve permitir a suposição comum de que se trata de meio de controle ou policiamento das atitudes de chefia.

A administração central da empresa deve participar diretamente. Planos concretos, incluindo objetivos, prazos e estratégia devem ser-lhe submetidos e merecer o seu aval.

Empregados e sindicato devem ter a oportunidade de conhecer o programa e externar a sua aceitação voluntária, principalmente quando os objetivos envolverem aspectos de Desempenho Planejado.

A fim de assegurar participação ativa e o desenvolvimento de métodos adequados á empresa, pode-se organizar uma comissão de gerentes que será assessorada pelo órgão de pessoal. Esta comissão apreciará as técnicas e métodos recomendados, coordenará a própria execução do programa.

Satisfeitas esta condições preliminares relacionadas ao planejamento, o programa é iniciado, envolvendo primeiro a escolha de técnicas e métodos, seguindo-se então a aplicação direta e análise dos resultados.

5 – RELAÇÕES TRABALHISTAS

É o nome atribuído ás atividades de relacionamento entre a empresa e os seus funcionários ou representantes legais, como os sindicatos. A denominação relações trabalhistas se deve ao fato de que quase sempre obedecem ás prescrições da legislação do trabalho, ou seja, constituem uma série de atividades exigidas por lei e que são fiscalizadas pelo governo por meio do Ministério do Trabalho. Em muitas empresas, o enfoque deixa de ser estritamente legal para envolver mais o lado humano e o relacionamento mais estreito com os funcionários e tem o nome de relações com Empregados.

As relações trabalhistas envolvem uma série de rotinas trabalhistas que as empresas devem obedecer para admitir um empregado por meio de contrato de trabalho, para registrá-lo na empresa, para remunerá-lo ao fim de cada mês, para interromper, suspender ou rescindir seu contrato de trabalho, para efetuar as contribuições sindicais ou previdenciárias, para pagar suas férias, 13º salário, etc.

De acordo com a C.L.T., o empregador é a empresa, que é a pessoa jurídica constituída legalmente. Como empregador, a empresa assume determinadas obrigações legais com seus empregados:

• Oferecer condições ambientais de trabalho adequadas, isto é, que não ofereçam risco á integridade física do trabalhador.

• Remunerar de acordo com o contrato individual de trabalho e conforme determina a legislação trabalhista no que se refere á jornada mensal de trabalho de no máximo 220 horas, repouso semanal remunerado, adicionais devidos (de horas extras, de trabalho noturno, de insalubridade, de periculosidade) e quando for o caso, 13º salário, etc.

• Proporcionar condições de gozo de férias anuais, pagamento do 13º salário e demais direitos adquiridos pelo trabalhador.

A admissão do empregado é feita mediante a assinatura de um contrato individual de trabalho, o contrato de trabalho é o acordo tácito ou expresso que define uma relação de emprego. Para comprovar a identificação profissional do empregado existe a Carteira profissional, um documento pessoal que todo empregado deve obrigatoriamente possuir para que nela seja anotada sua condição de empregado.

A empresa deve efetuar as sucessivas anotações nos espaços apropriados, a respeito de data de admissão, do cargo inicial e dos cargos ocupados ao longo do tempo de casa, o salário inicial e os posteriores, anotações sobre férias, F.G.T.S., recolhimentos sindicais, etc.

È necessário também à assinatura do empregado no registro de empregados, onde é preenchida uma Ficha de Registro exclusiva de cada empresa e no qual constam todas as informações a respeito do empregado. A informatização vem substituindo gradativamente o papelório e formulário por registros digitais.

5.1 – A REMUNERAÇÃO DO TRABALHO

Do ponto de vista jurídico, há uma diferença entre os conceitos de remuneração e de salário.

A remuneração compreende o conjunto dos vencimentos que o empregado percebe por sua prestação de serviços, incluindo aí o salário como parte principal. O salário é o devido e pago pelo empregador em função do cargo ocupado pelo empregado e o seu tempo á disposição do empregador. O salário juntamente com os diversos adicionais como as horas extras, o adicional noturno, o adicional por insalubridade ou periculosidade, as comissões, as gratificações, etc. formam a remuneração. Mas comumente utilizamos as palavras remuneração e salário como sinônimos.

5.2 – PLANOS DE BENEFÍCIOS SOCIAIS

Os benefícios sociais são todas as facilidades, conveniências, vantagens e serviços que as empresas oferecem aos seus empregados. Tal é a sua variedade e sua importância nos cotidianos dos empregados que os benefícios sociais constituem meios indispensáveis á manutenção dos empregados e á preservação de um nível satisfatório de motivação e de produtividade. Os benefícios sociais podem ser classificados em dois tipos: benefícios legais e espontâneos.

Os benefícios legais são os benefícios exigidos pela legislação trabalhista ou previdenciária, pela Constituição Brasileira ou ainda por Convenção Coletiva de Trabalho entre os sindicatos patronais e dos empregados. Portanto são obrigatórios. São eles:

• 13º salário;

• férias e abono de férias;

• aposentadoria;

• vale-transporte;

• auxílio-doença;

• salário-família

• salário-maternidade;

• adicional de horas extras;

• adicional por trabalho noturno;

• auxílio alimentação (somente se houver convenção sindical)

• e outros.

Os benefícios espontâneos são os concedidos por liberalidade pelas empresas aos seus funcionários. Os principais benefícios espontâneos são:

• gratificação natalina;

• planos de empréstimos;

• refeitório;

• serviço social;

• planos recreativos

• planos de saúde

• e outros.

A importância dos planos de benefícios sociais é tão grande que muitos empregados desistem de ofertas de emprego com salários maiores em outras empresas porque nestas teriam de desembolsar muito mais para poderem usufruir certos benefícios que são gratuitos ou subvencionados no emprego atual. Tanto assim que é muito comum falar-se em salário e em benefícios sociais oferecidos pela empresa como um pacote de remuneração, pois os benefícios sociais significam dinheiro para o empregado, isto é, dinheiro que ele deixa de desembolsar.

BIBLIOGRAFIA

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à administração de pessoal. 3ª ed. Editora Makron Books. São Paulo. 2000.

ZIMPECK, Biverly Glen. Administração de salários. 7ª ed. Editora Atlas. São Paulo. 1993.

CARVALHO, Antônio Vieira. Nascimento, Luiz Paulo: Administração de R.H. 5º tiragem Vol. 1 Editora Pioneira – SP 2000.

PASCHOAL, Luiz, Administração de Cargos e Salários. 2? ed. Editora Quality Mark 2001.

DESENHOS DE CARGOS

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1 – Introdução

Todas as atividades desenvolvidas pelas organizações para o alcance de seus objetivos gravitam em torno dos cargos. Daí porque se torna importante em qualquer organização proceder-se ao desenho de seus cargos, ou seja, definir tarefas a serem desempenhadas por seus ocupantes, suas responsabilidades, bem como seu relacionamento com a organização.

Através de uma ênfase clara e objetiva neste assunto passaremos o que talvez seja de mais importante nesta função, ou seja, definir onde e quando criar um cargo, seus subordinados, tarefas e atribuições deste cargo, um desenho do cargo onde o ocupante deverá desempenhar tarefas de subordinação e supervisão onde esta teoria é visivelmente aplicada em qualquer organização, e se há um organograma bem definido e claro a todos os que o vêem pela primeira vez possam entendê-lo.

http://www.youtube.com/watch?v=dsA-U58u5dk

2 – CONCEITUAÇÃO DE CARGOS

O conceito de cargos baseia-se nas noções de tarefa, atribuição e de função, a saber:

2.1 – Tarefa: é toda atividade individualizada e executada por um ocupante de cargos. Geralmente é a atividade atribuídas a cargos simples e repetitivos (cargos de horistas ou operários), como montar uma peça, rosquear um parafuso, usinar um componente, injetar uma peça etc.

2.2 – Atribuição: é toda atividade individualizada e executada por um ocupante de cargo. Geralmente é a atividade atribuída a cargos mais diferenciados (cargos de mensalistas ou funcionários), como preencher um cheque, emitir uma requisição de material. Na realidade, a atribuição é uma tarefa um pouco mais sofisticada, mais mental e menos braçal.

2.3 – Função: é um conjunto de tarefas (cargos horistas) ou atribuições (cargos mensalistas) exercícios de maneira sistemática e reiterada por um ocupante de cargo. Pode ser exercido por uma pessoa que, sem ocupar um cargo, desempenha provisória ou definitivamente uma função. Para que um conjunto de atribuições constitua uma função é necessário que haja reiteração em seu desempenho.

2.4 – Cargo: é um conjunto de funções (conjunto de tarefas ou de atribuições) com uma posição definida na estrutura organizacional, isto é, no organograma. A posição define as relações entre cargo e os demais outros cargos da organização. No fundo, são relações entre duas ou mais pessoas.

O cargo é um composto de todas as atividades desempenhadas por uma pessoa, que podem ser englobadas em um todo unificado e que ocupa uma posição formal no organograma da organização. Para desenhar suas atividades, a pessoa que ocupa um cargo deve Ter uma posição definida no organograma. Dentro dessa concepção, um cargo constitui uma unidade da organização e consiste em um conjunto de deveres e responsabilidades que o tornam separado e distinto dos demais cargos.

A posição do cargo no organograma define seu nível hierárquico, a subordinação, os subordinados e o departamento ou divisão onde está situado. Posicionar um cargo no organograma significa estabelecer essas quatro vinculações ou condições.

2.5 – Ocupante: é a pessoa designada para um cargo. No fundo, toda pessoa que trabalha na organização ocupa um cargo. Existem cargos que têm um único ocupante, como o diretor-presidente, por exemplo, – enquanto outros exigem vários ocupantes que realizam as mesmas tarefas – como é o caso de operadores de máquinas, escriturários, caixas, balconistas, vendedores, por exemplo.

As tarefas ou atribuições constituem as atividades realizadas por um ocupante de cargos. Quando uma pessoa ocupa determinado cargo, espera-se que ele execute as tarefas ou atribuições típicas do cargo, subordinando-se a um superior, administre seus subordinados e responda por sua unidade de trabalho.

3 – Conceituação de Desenho de Cargos

O desenho de Cargos é a descrição do teor, dos métodos de trabalho e das relações com os outros cargos, com o intuito de satisfazer os requisitos tecnológicos, organizacionais , sociais e pessoais de seu ocupante.

De responsabilidade do departamento de gestão de pessoas o desenho de cargos

podendo também ser de responsabilidade de algum órgão industrial (que desenvolve o desenho de cargos tipicamente fabris), ou de organização de métodos ( que desenha os cargos para escritórios) que cuida do planejamento e distribuição de tarefas e atribuições de boa parte da organização.

Para os demais cargos como de áreas administrativas, financeira e mercadológica, serão desenhados por suas gerências com a intenção de sanar um problema imediato,pois são cargos que não possuem estabilidade, não são estáticos muito menos definitivos, os quais vivem em constante mudança e evolução para podem acompanhar as mudanças do mercado em função das exigências cada vez maior do mundo moderno e da globalização mundial.

4 – Modelos de Desenhos de Cargos

Desenho de Cargos é a informação utilizada para estruturar e modificar os elementos , deveres e tarifas de determinação , envolvendo a especificação com conteúdo de cada cargo dos métodos de trabalho e das relações com os demais.

Constituindo a maneira como cada cargo é estruturado e dimensionado ou seja:

Conjunto de tarefas ou distribuições que o ocupante deverá desempenhar
Como as tarefas ou distribuições deverão ser desempenhadas
A quem o ocupante do cargo deverá se reportar
Quem o ocupante do cargo deverá supervisionar ou dirigir isto é quem são os seus subordinados

Podemos classificar em três categorias o desenho de cargos :

      Clássico;

De Relações humanas ;

Contingencial.

5 – Modelo Clássico ou Tradicional de Desenho de Cargo

Concentra-se em dois aspectos principais a determinação da melhor forma de executar as tarefas de um cargo e o uso de incentivos salariais para obter melhor adesão aos métodos de trabalho.

Consiste em, quanto mais simples e repetitivas as tarefas, maior a eficiência do trabalhador, tratando-o e também a seu cargo como máquinas.Neste modelo cada ocupante relaciona-se somente a seu superior direto, programação e fluxo sequêncial do trabalho são de responsabilidade do superior.

Um trabalhador que se enquadre neste modelo não se interessa nem é capaz de exercer autodireção e autocontrole, espera-se que ele se interesse pelo que faz mediante uma remuneração que deve ser de acordo com seu desempenho profissional,como se os cargos fossem perfeitos e não devessem ser modificados.

6 – Modelo Humanístico ou de Relações Humanas

No modelo humanista atenta-se no foco do contexto do cargo e suas condições. Aqui não mais será tratado como máquina, preocupa-se mais com suas necessidades.

Neste modelo permite-se que as pessoas interajam uns com os outros, e as decisões não são tomadas somente pelo seu superior, sua opinião é levada em conta desde que não interfira no comprometimento de sua tarefa, nem afete o fluxo e a sequência de seu trabalho.

Existem oportunidades de crescimento individual e desenvolvimento interpessoal. O superior tem que ter visão para agregar novas atividades aos cargos, permitir que haja uma rotatividade de seus subordinados com outras unidades ou departamentos. Tudo para que seja amenizado os aborrecimentos causados pelo trabalho contínuo e acrescentar sentimentos de importância, como lazer, conforto e condições físicas de trabalho.

7 – Modelo Contingencial

Leva em conta dois aspectos principais: as diferenças individuais e as tarefas envolvidas, ou seja, decorrente e dependente da adequação do desenho de cargos a essas duas variáveis.

O modelo contingencial mostra-se em três variáveis a estrutura da organização, a tarefa e a pessoa que irá desempenhá-la.O desenho de cargos é mutável, de acordo com o desenvolvimento pessoal do ocupante, é dinâmico e concentrado na aplicação do cargo por meio do enriquecimento de tarefas.

Enquanto se proporcionam oportunidades de satisfação de suas necessidades individuais, enfoca-se uma sociedade exigente em produtividade e qualidade, para isso deve-se alcançar altos níveis de desempenho, sabendo explorar e aplicar os talentos criativos e a capacidade de autodireção e autocontrole de seus membros.

Além de se preocupar com capacidades de autocontrole e autodireção das pessoas, também tem como objetivos planejados conjuntamente entre o ocupante do cargo e seu gerente um vínculo motivacional onde o gerente cria uma maior participação de sua equipe, para melhorar o desempenho de seu departamento, tornando-se um subproduto desejável e não o objetivo principal de suas atividades gerenciais.

Havendo uma gama diversa de padrões de satisfação no trabalho abre-se uma rede de variáveis inter-relacionadas, onde nos permite entender como os cargos influenciam as pessoas em sua motivação, desempenho e satisfação.

As possibilidades de se obter melhores resultados das pessoas e do trabalho aumentam quando relacionadas a três estados psicológicos:

Quando o trabalho é tratado como importante e de valor;
Quando os resultados dos trabalhos são atribuídos a sua responsabilidade;
Efetuando seu trabalho o ocupante fica ciente dos resultados alcançados.
Este modelo elenca cinco características essenciais, que pressupõem-se entre eles que quanto mais um cargo contiver essas características, maior será o seu potencial são elas:

7.1 – Variedade:

Onde se envolve outras habilidades e conhecimentos do ocupante utilizando-se de equipamentos e procedimentos para execução de tarefas variadas e diferentes. A variedade elimina dos cargos a sequencialidade e a monotonia tornando o profissional mais apto a adquirir novas habilidades e capacidades para cada vez desenvolver trabalhos mais desafiantes.

7.2 – Autonomia:

Consiste em quanto maior autonomia e independência o ocupante tiver para se organizar em relação ao seu trabalho, aos métodos que irá utilizar ou os procedimentos adequados maior independência ele terá para concretiza-lo.Autonomia é o tempo que o ocupante tem sem sofrer intervenção direta de seu superior, quanto maior autonomia, menor intervenção e melhor auto administração de seu trabalho, proporcionando mobilidade física ilimitada, liberdade de métodos, onde a pessoa supri por si só seus insumos de trabalho sem depender de mais ninguém além dele mesmo.

7.3 – Significado da Tarefa:

Ë a tarefa que determinada pessoa desenvolve e que gera uma relação de interdependência de seu cargo com os demais da organização e de sua participação por meio do trabalho efetuado com os demais cargos ou departamentos da organização. Quanto maior forem as tarefas atribuídas, maior será sua responsabilidade, nada mais do que aumentar o grau de importância das tarefas e do papel da pessoa dentro da organização. Com isso o ocupante pode criar condições para atender às necessidades tanto do cliente interno quanto o externo. Existe uma falta de comunicação da pessoa que recebe uma tarefa a ser cumprida pois não lhe é passado o seu significado, o porque tem realizá-la. Essa explicação requer esclarecimento do trabalho a ser realizado, seu objetivo, sua importância e utilidades e para quem ele está sendo feito.

7.4 – Identidade com a Tarefa:

Onde a pessoa pode efetuar um trabalho completamente sozinha e depois de terminado identificar claramente o seu resultado. A medida que a tarefa vai sendo executada o ocupante do cargo vai se identificando com ela conseguindo enxerga-la como produto final de sua atividade, ao invés de realizar apenas uma parte da operação a pessoa a faz por completo, gerando identidade.A falta de identidade é identificada quando o ocupante tem de realizar tarefas fragmentadas, seccionadas e incompletas, onde não é lhe dada a informação o porque dela estar sendo feita e para quem,onde seu ambiente de trabalho é de domínio somente de seu superior.Para que ocorra essa identidade a pessoa tem que sentir integrada, que faz parte daquela tarefa e tem informações de seu objetivo e para quem está sendo realizada, o ocupante tem que sentir dono , parte integrante e saber qual será o objetivo a ser alcançado.

7.5 – Retroação:

Informação que o ocupante recebe enquanto está executando e que lhe revela como está seu desempenho. Maior retroação (feedback) maior autocontrole e auto-direção do próprio ocupante.

Quanto mais presentes essas quatro dimensões no cargo, maior será a satisfação do ocupante em relação ao conteúdo da tarefa e tanto maior será sua produtividade.Os três modelos de desenho (clássico, humanista e recursos humanos) determinam o desenho de cargo, não somente de acordo com suas pressuposições sobre as atitudes e capacidades das pessoas, mas também, sobre um conjunto de pressuposições implícitas quanto ao ambiente em que os cargos existem.

Os modelos tradicional (clássico) e humanista prescrevem que o cargo deve ser projetado para um ambiente estável e previsível.

No modelo de recursos humanos, as prescrições quanto ao desenho do cargo não são baseadas nas pressuposições da estabilidade dos objetivos e processos organizacionais. Ele considera que o projeto do cargo é dinâmico, amplia e enriquece a tarefa.

7.7 – Satisfação Contida no Cargo.

Vários autores procuraram verificar que tipos de condições devem existir para que um trabalhador encontre satisfação intrínseca como resultado do cumprimento de uma tarefa. Ou seja, quais as condições que fazem com que um cargo contenha fatores motivacionais ou satisfacientes:

é importante que o indivíduo se sinta pessoalmente responsável pelo sucesso ou falha das tarefas que possa decorrer de seus esforços. A dimensão de autonomia de um cargo relaciona-se com o grau em que um trabalho é cumprido através do resultado do próprio esforço. Elevada autonomia faz o trabalhador sentir que o que faz é seu.
o que é cumprido deve ser significativo para o indivíduo. Se um indivíduo sente que seu trabalho não faz diferença a ninguém, inclusive para ele, desinteressa-se em fazê-lo.

8 – Enriquecimento de Cargo

A diferença entre ampliação e enriquecimento do cargo reside mais no sentido da conceituação do que da prática. A maior parte dos autores acentua que as diferenças entre rotação, extensão, ampliação e enriquecimento do cargo estão na gradativa variedade, responsabilidade e crescente oportunidade para o desenvolvimento pessoal. As diferenças são mais semânticas do que reais e podem ser mais bem descritas através do continuum seguinte:

Enriquecimento do cargo para Herzberg (1966) consiste deliberadamente em ampliar a responsabilidade, os objetivos e o desafio das tarefas do cargo. Pode ser lateral (adição de responsabilidade do mesmo nível) ou vertical (adição de responsabilidades de nível gradativamente mais elevado).
Ampliação do cargo para McGregor é o meio de trazer significação do trabalho e inovação, visando encorajar a aceitação de responsabilidades nos níveis mais baixos da organização, além de oferecer oportunidades significativas de satisfação das necessidades sociais e egoísticas. Os cargos podem ser ampliados horizontal ou verticalmente. Se um cargo de operador é expandido para que o ocupante faça uma maior variedade ou número de operações, o cargo é ampliado horizontalmente. Se o operador é envolvido no planejamento, na organização e na inspeção, bem como na exceção do seu trabalho, seu cargo foi ampliado verticalmente.

9 – EQUIPES DE TRABALHO

Uma forte tendência do moderno desenho de cargos é a criação de equipes autônomas ou autogerenciáveis de trabalho. São grupos de pessoas cujas tarefas são redesenhadas para criar alto grau de interdependência e que recebem autoridade para tomar decisões a respeito do trabalho a ser realizado. As equipes operam com processo participativo de tomada de decisões, tarefas compartilhadas e responsabilidade por boa parcela do trabalho gerencial do nível superior. Um aspecto fundamental é a habilidade multifuncional, onde cada membro da equipe possui todas as habilidades para desempenhar diferentes tarefas.

Neste modelo, os membros são responsáveis pelo alcance dos resultados e metas e decidem a distribuição das tarefas entre si, a programação do trabalho, treinam uns aos outros, avaliam a contribuição de cada um e são responsáveis pela qualidade do trabalho grupal e pela melhoria contínua.

10 – QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

Representa o grau em que os indivíduos da organização são capazes de satisfazer as necessidades pessoais por meio de suas experiências na organização.
Representa o grau em que os indivíduos da organização são capazes de satisfazer as necessidades pessoais por meio de suas experiências na organização.

 

Representa o grau em que os indivíduos da organização são capazes de satisfazer as necessidades pessoais por meio de suas experiências na organização.

A qualidade de vida no trabalho não é determinada somente pelas características individuais (necessidades, valores e expectativas) ou situacionais (estrutura organizacional, tecnologia, sistemas de recompensas).

A qualidade de vida no trabalho afeta atitudes pessoais e comportamentos para a produtividade tais como: motivação, adaptabilidade às mudanças no ambiente de trabalho, criatividade e vontade de inovar ou aceitar mudanças e desafios. Assimila duas posições: de um lado a reivindicação dos empregados quanto ao bem-estar e satisfação no trabalho e de outro o interesse da organização quanto aos seus efeitos sobre a produção e a produtividade.

11 – Conclusão

Certos que conseguimos realçar os pontos importantes deste assunto, que é um vasto campo de atuação e trabalho, e existe inúmeras aplicações para tal, chegamos a conclusão que se toda empresa antes de iniciar suas funções, ou até mesmo através de um trabalho de consultoria interna, saber definir e planejar de maneira clara, onde todos os ocupantes de cada cargo, possa saber o que fazer, quais são suas tarefas e suas atribuições diárias, não transformando isso em rotina de trabalho, mas em possíveis campos de atuação onde predominam a criatividade pessoal e a diversidade de trabalho onde a capacidade de todos é medida pelo seu grau de desempenho e relação com suas tarefas e atribuições.

12 – Referência Bibliográfica.

Chiavenato, Idalberto. Recursos Humanos / Idalberto Chiavenato, – Ed. Compacta, 7 ed. – São Paulo : Atlas, 2002.
http://www.faetsa.com.br/publico/…/Gestão%20em%20Ecoturismo.pdf‎
http://pt.wikipedia.org/wiki/Desenho_t%C3%A9cnico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Desenho_organizacional

A NATUREZA NA LITERATURA BRASILEIRA

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A descrição e a exaltação da natureza americana foram muito utilizadas pelos escritores que deram início à jornada da literatura brasileira. Esta maneira de escrever não era apenas para enumerar as qualidades e aspectos da vasta natureza que o continente americano possuía. Era também, principalmente, uma maneira de valorizá-lo e atribuir a ele uma iniciação do sentimento patriótico.

Afinal, esse novo continente que começava a despontar para o Velho Mundo precisava se firmar como nação independente, para assim dar início à constituição de uma literatura própria. A literatura brasileira já existia, mas havia sido digamos, “confiscada”, pelos portugueses dos quais éramos colônia. Após setembro de 1822, com a declaração da Independência do Brasil, os escritores brasileiros começam a arregimentar – se em busca de uma autonomia literária.

Em 1826 o estudioso francês Ferdinand Denis publica Resume de l’Histoire Littéraire du Brésil, com o intuito de sugerir diretrizes a serem seguidas pelos escritores brasileiros, caso esses quisessem. Diretrizes essas que apontam a natureza como um dos seis índices de nacionalidade, funcionando como projeto literário. A descrição exagerada dos elementos da natureza, e dos aspectos locais, passou a ser uma constante, quase uma norma, nos escritos brasileiros. Em sua publicação Denis trata pela primeira vez da literatura brasileira independente da de Portugal.

A literatura brasileira começava, então, a formar sua identidade. Gonçalves de Magalhães critica o estudo de Denis, para o poeta seus estudos não passavam de uma apresentação da literatura brasileira para os que ainda não a conheciam, no caso os estrangeiros. Mas afinal, a intenção não era mesmo de apresentar um mundo novo, no caso o continente americano? Nada melhor que uma descrição detalhada, para fazer com que um leitor possa visualizar um objeto, uma pessoa, ou um continente para ela desconhecido. Denis foi muito feliz em escrever seus índices, pois eles foram seguidos como cartilha pelos escritores posteriormente.

E apesar das críticas de Magalhães podemos notar que além de Denis outros historiadores, como o também francês Ferdinand Wolf, assim como os brasileiros Francisco Adolfo Varnhagen e Fernandes Pinheiro adotaram também a descrição da natureza como meio de valorização do território nacional. Vinte e nove anos após a publicação de Ferdinand Denis, em 1865 José de Alencar lança Iracema, um romance indianista que ora fora tratado como lenda, passeando entre o limite do real e da ficção. Nele o autor utiliza dois índices de nacionalidade sugeridos por Denis. Um, que já apresentamos, foi o de valorização da natureza.

Outro índice que Denis sugeria era a valorização do índio, enquanto elemento natural e nativo para dar à literatura originalidade e mostrar suas peculiaridades. Para os escritores e poetas o tema indianista foi um prato cheio para seus escritos. Havia no território brasileiro uma quantidade enorme deles, e uma diversidade de tribos, das quais seus costumes e hábitos podiam ser estudados e utilizados para engrandecer e ilustrar a literatura brasileira. Ferdinand Denis permaneceu no território brasileiro, no Rio de Janeiro e na Bahia, por três anos. Antes de ter publicado seus estudos históricos sobre a literatura brasileira, ele aproveitou o tema indianista e escreveu, em 1823, uma novela: Les Machakalis.

Vejamos um trecho, entre os vários que poderíamos analisar, mas que é um dos mais conhecidos; Em que Alencar descreve a personagem principal, que nomeia a obra, a índia Iracema:

Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.

O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

Nesse pequeno trecho salta aos olhos a descrição detalhada da figura da índia. Ele utiliza símiles para fazer uma ponte entre a descrição da personagem e da natureza. Personagens esses que eram idealizados, não condiziam com a realidade. Devemos comentar aqui que a idealização indígena e essa transformação em ficção se deviam à necessidade comentada pelos historiadores e estudiosos da literatura, ora nascente, de não utilizar figuras mitológicas originadas da Grécia.

Pois essas já haviam sido, por assim dizer, utilizadas demais, e como se tratava de um novo continente era esperado que ele viesse com novidades, novos personagens, além de utilizar sua cor local. Havia índios e natureza em outros territórios? Havia sim. Mas com certeza as características, a fauna, a flora, os costumes, as culturas eram diferentes. Por isto a necessidade vista por Denis em estabelecer índices que pudessem ajudar na valorização dos componentes de cada território, não só o Americano.

Os escritores que faziam uso dos índices de Denis eram elogiados, já os que achavam que não deveriam segui-lo eram criticados, como assim foram Tomás Antônio Gonzaga, Silva Alvarenga e Cláudio Manuel da Costa. Vejamos uma crítica feita a Silva Alvarenga, por Fernandes Pinheiro:

Na Gruta Americana, primorosa alegoria no estilo de Goethe, abundam louçanias poéticas, que ainda mais numerosas seriam se renunciasse abertamente às ficções mitológicas e pintasse a natureza, que tão esplêndida e garbosa aos seus olhos se ostentava.

É visível o descontentamento do crítico no que diz respeito à falta cometida pelo escritor, segundo ele, que não deixou de lado as figuras mitológicas e que não utilizou a natureza abundantemente para aquilatar sua obra.

Na visão do crítico o primeiro representante da Literatura Brasileira é Gonçalves de Magalhães Confederação dos Tamoios, para quem o crítico escreveu após a leitura dessa obra:

[…] reflete nestes versos a natureza brasílica, e ninguém ao lê-lo poderá duvidar da nacionalidade do poeta. Tudo aqui é nosso, os assuntos, os nomes, as comparações, as imagens, tudo é americano. É com produções desta ordem que incontestavelmente firmamos a nossa independência literária.

Podemos imaginar assim, que, para agradar aos críticos e historiadores era necessário apenas seguir os índices apontados por Denis. O escritor que não o seguisse teria que agüentar críticas severas dos historiadores que perdurariam por todo o sempre na história da Literatura Brasileira.

Ao escrever os índices de nacionalidade a intenção de Denis era de nortear os escritores para utilizarem o que de mais bonito e importante tínhamos em nosso continente, a natureza. Pela quantidade de escritores que o utilizaram em suas obras, podemos deduzir que Denis não estava errado. A descrição da natureza, assim como os outros cinco índices de nacionalidade, deram sim um caráter distinto à Literatura Brasileira. Já que a intenção era de fazer com que nossa literatura fosse uma novidade, e não apenas uma cópia da literatura lusa e européia, ele conseguiu.

Com certeza as obras dos escritores, que utilizaram a natureza como cenário principal, ganharam um elemento ímpar para ajudar a florear seu cenário. Assim foram se passando os anos, uns escritores utilizando os índices, outros não, e a história da Literatura Brasileira foi sendo escrita e ganhando sua identidade e autonomia nacional, no cenário mundial. Se hoje em pleno século XXI, os estrangeiros sabem que no Brasil desfrutamos de um clima tropical, de uma fauna e flora riquíssima, conhecem nossa história de independência e conhecem o nosso povo, tudo isto é fruto do que leram durante todos estes anos nas obras de autores que deram importância aos índices de nacionalidade.

Graças a Denis não achamos minotauros ou cavalos de tróias como personagens principais em obras de autores brasileiros. E sim Iracemas, Peris e Cecis. O que é mais condizente com o povo brasileiro, que aqui se formou, com nossa cultura, nossa sofrida época de colônia e com nossos costumes.

REFERÊNCIAS:

– ALENCAR, José de. Iracema – São Paulo: Editora FTD, 1999. – (Coleção grandes leituras)
– CARVALHO, Flávia Paula. A natureza na literatura brasileira: Regionalismo pré – modernista – São Paulo: Terceira Margem, Editora Hucitec, 2005. (Linguagem e Cultura, 36).
http://www.mafua.ufsc.br/numero14/ensaios/rafaelbarbosa.htm
http://www.unicamp.br/iel/memoria/base_temporal/Educacao/index.htm
http://www.ppgl.ufpa.br/historia_da_literatura/crono.php

OSM – ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS

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As atividades de informática e suporte, mesmo quando desenvolvidas pela empresa ou adquiridas de terceiros, têm exigido a disposição de diferentes tipos de estruturas adequadas a comportamentos diversos de um mercado dinâmico. Isto, nas últimas décadas, fez com que a integração de sistemas adaptados às exigências e à comunicação com todas as unidades de uma organização apresentasse resultados expressivos de seus bens e serviços para serem competitivas com um mercado cada vez exigente.

O presente estudo se refere à Empresa consultoria – FASR – nome fictício para o referido caso. Esta empresa nasceu de prestação de serviços na área de informática, por três jovens recém formados, dando suporte para a adaptação de sistemas adquiridos como pacotes, e na medida do possível, desenvolvendo novos sistemas a partir da verificação de necessidades dos usuários- empresas- clientes. A partir desta atividade de prestação de serviços se passaram 17 anos para estabelecer objetivos à medida do crescimento da empresa e do avanço em trabalhos voltados para a informática, na evolução que a área requer.

Nesse período, houve mudanças de sua constituição em termos de estrutura e de direção dos trabalhos em vista das diversas vezes em que essa empresa foi dirigida por diferentes sócios proprietários. A estrutura atual está sob a responsabilidade de dois dos sócios fundadores e conta com vinte e três funcionários que dão suporte a dois principais segmentos de serviços: o de consultoria e empresas publica e privadas, e o de manutenção, reparos e fornecimentos de peça, além de empresas, também par clientes, pessoas físicas. Possui uma carteira de 112 empresas-clientes e uma carteira variável de 270 clientes- pessoa física- base primeiro semestre de 2005.

Dentro da linha de trabalho para o qual ela foi constituída, atualmente desenvolve programas de interesse das empresas públicas e privadas; implanta, acompanha sistemas e orienta usuários; fornece equipamentos e materiais; oferece consultoria em sistemas e equipamentos; participa de processos licitatórios; além de outras atividades dentro do campo da informática e de suporte aos usuários.

Esta estrutura com características de uma empresa terceirizada, com dois dos sócios fundadores e com mais clara definição de suas atividades, possui atuação no mercado do centro oeste do pais, mas com uma situação menos favorável de que a constatada até 2001, em termos financeiros, quando num período de três anos, teve diferentes dirigentes, embora isto não caiba uma análise nesse período que antecede 2001, para fins deste estudo.

A atual estrutura da FASR é a seguinte: diretoria – com dois diretores e uma secretaria administrativa. Assessoria administrativa, financeira e de projetos. Departamento de desenvolvimento com setor de acompanhamento/implantação e setor de orientação aos usuários. Departamento de consultoria com setor de equipamentos, sistemas, produtos e serviços e setor de OSM. Possui ainda uma divisão de contato com clientes, com uma seção de contatos processos licitatórios de equipamentos e serviços.

Em vista das alternâncias de direção esta empresa voltou às mãos de dois de seus fundadores e vem passando por um processo de gerenciamento pouco convencional. Há uma forma de rodízio de gerenciamento entre os sócios proprietários no sentido de que as atividades externas e de contatos com clientes, ora estão a cargo do sócio “A”, ora do sócio “B”, assim como as atividades internas de gerência, de pessoal, financeira, de compras, contratos e outras. Em torno disto houve uma proposta, embora sem consulta aos agentes, em contratar uma empresa para a condução administrativa da FARS, mas não foi efetivada.

Nesta quebra de condução administrativa, a FASR por vezes fica sem um responsável por assuntos que tratam de assinatura de contratos, de compras consideradas urgentes para atender clientes – fato normal nesta área de informática de liberação de recursos para pagamentos a fornecedores e de assuntos diversos. Este é um fato que, com a prática ganhou decisão nos últimos cinco anos, e embora a FASR sempre desfrutasse de confiança de agilidade e da capacidade em oferecer sistemas atualizados, junto às empresas- cliente bem como a pessoas físicas, outras empresas exploram idêntica atividade e colocam-se como concorrentes diretas neste mercado. Pela sua organização ou por outros atrativos, algumas delas têm atraído profissionais para seus quadros, antes atuando na FASR.

Por longo tempo, dentro destes sessenta meses, a FASR sequer trabalhou quaisquer assuntos com seus agentes, dentro de comportamento, atendimento, desenvolvimento, ou mesmo a forma como vinham organizando suas atividades. Com a saída de alguns profissionais e a crescente presença de outras empresas, em meados de 2005 solicitou à área de OSM um levantamento para verificar as principais causas constatadas: descumprimento de prazos de contratos: cancelamento de contratos com empresas-clientes; processos licitatórios conduzidos com reduzida taxa de sucesso; agentes insatisfeitos com suas atividades; queda no faturamento e no seu lucro líquido; ausência de responsabilidade para com as atividades desenvolvidas; reclamações de clientes – físicos e jurídicos, em torno e serviços prestados, entre outros fatores.

Em dados estatísticos levantados e mantidos pela área de OSM, a empresa apresenta o seguinte quadro: do décimo segundo ao décimo trimestre, em torno de 38% das empresas privadas e 24,0% das empresas públicas fizeram registros de insatisfação pelos trabalhos oferecidos, nas seguintes atividades: fornecimento de equipamentos, atenção aos serviços implantados, orientação aos usuários e assistência técnica.

Do nono ao sétimo trimestre não houve registro nesta linha de preocupação, senão pequenos ajustes em suas atividades. A preocupação ficou por conta do sexto ao segundo trimestre, onde as reclamações aumentaram, nos segmentos: privado – equipamentos oferecidos como limitações de operação e assistência técnica – de responsabilidade da empresa.

O pós venda de sistemas desenvolvidos e implantados, registrou uma acentuada queda, não característica dessa empresa. Neste segmento, em torno de 32% de todas as empresas manifestaram preocupação nesse período de mais ou menos quinze meses. No segmento público, esta ficou por conta dos materiais e equipamentos fornecidos em vista da participação em seis processos licitatórios vencidos nesse período. A incidência maior de reclamações, se deu nos sete primeiros meses desse período que compreende três anos até meados de 2005.

Na certeza de participação efetiva em sua área de atuação, os dirigentes da FASR tiveram a preocupação em dar o atendimento e fornecimento, em contrapartida, ao reclamado sem que as causas fossem conhecidas e devidamente corrigidas.

Levantada esta questão, o responsável por um departamento, sustentou que o nome da empresa não seria abalado por relativa atuação e que assim é o pensamento da diretoria.

A repercussão de atuação a esse nível se deu na área financeira, com o faturamento se comportando da seguinte forma: do décimo segundo ao sétimo trimestre, considerando a variação em mais de um exercício, houve uma queda de 5,72%, com um aumento no volume de vendas de equipamentos e de produtos. Nesse mesmo período, registrou-se também um crescente desenvolvimento e implantação de sistemas – em torno de cinco sistemas desenvolvidos e em desenvolvimento, para diferentes empresas. No entanto, não se registrou o mesmo quadro crescente do ponto de vista financeiro. Fazendo a relação com trimestres anteriores, no quinto trimestre o faturamento cresceu 3,12% no quarto, 7,14%; no terceiro, 6,20% e no segundo menos 8, 17% com um saldo de 8,29% no período de um exercício. Junto a seus clientes, relativo desempenho em nada afetou o desenvolvimento de sistemas, participação em licitações junto às empresas e outras atividades.

Do ponto de vista de resultados financeiros, no entanto, os últimos trimestres acumulam saldos negativos verificados em seus balancetes, por conta de faturamento e de algumas principais despesas não previstas como: multas pelo não cumprimento de editais de licitações: pagamento de assistência técnica sobre equipamentos vendidos: contratos terceirizados sobre alguns serviços e não cumpridos, segundo as cláusulas contratuais firmadas: e outras indenizações.

A diretoria considera que um dos principais motivos é o comportamento dos agentes em termos de participação e colaboração, assim como a ausência de sua avaliação periódica para uma possível correção. Considera, por isto, a necessidade de melhor preparação de seus agentes para as atividades consideradas principais, além de acompanhamento sobre:

Perda de produtos, pela ausência de controle interno;

Má elaboração de diagnósticos nas empresas- cliente, relativos às necessidades levantadas;

Desenvolvimento de sistemas que não atendem ao solicitado;

Desenvolvimento de novos sistemas sem a devida certeza de sua operacionalização e, por conseqüência, sem despertar interesse para aquisição por partes das empresas-cliente;

Assistência deficiente e treinamento inadequado junto às empresas-cliente; e

Julgamento entre atividades e entre unidades em níveis de acusação, do quadro que se desenhou a partir destas constatações.

Somente nos últimos três meses a diretoria tomou conhecimento dessas principais informações, embora algumas delas viessem provocando uma má imagem da FASR por mais tempo. De imediato, a diretoria solicitou ao assessor uma reunião com todos os agentes e que os responsáveis pelos departamentos apresentassem, num prazo de 48 horas, manifestação por escrito sobre os principais fatores da presente situação e que isto fosse gerenciado pela área de OSM. De posse do relato produzido pelas unidades, solicitou que a área de OSM realizasse um estudo para verificar em que nível se encontra as observações feitas, dando conhecimento à diretoria da empresa. Dos pontos levantados, destacam-se;

1. Há uma dispersão de interesse sobre os objetivos da empresa e, portanto puçá contribuição para alcance conjugado dos objetivos em torno das atividades solicitadas pela empresa-cliente;

2. Embora a FASR apresenta a estrutura necessária para ao desenvolvimento de suas atividades, os prazos para a conclusão dos projetos solicitados nem sempre são cumpridos;

3. A integração e a colaboração entre agentes de uma unidade e entre unidades nos últimos meses, no que se refere ao desempenho profissional e no nível pessoal, têm contribuído para o desenho deste quadro nada favorável à empresa.

4. As unidades – principalmente os departamentos, têm buscado contornar as reclamações das empresas – cliente, embora nem sempre conseguindo dar uma solução sem levar ao conhecimento da diretoria. Isto tem sido feito ao longo desse período, sem uma efetiva solução:

5. O conhecimento integrado, tão necessário à consecução de atividades que tem por base o desenvolvimento de projetos, tem se resumido a uma ou à outra unidade e, como resultante, há dificuldade em atingir os objetivos comuns propostos.

Dentre outros aspectos, esses foram os principais levados ao conhecimento da diretoria que solicitou, à unidade de OSM, a realização de um estudo para, num prazo de trinta dias, apresentarem alternativas.

RESUMO DO LIVRO A META

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Depois de alguns anos Alex, diretor de fábrica é transferido para sua cidade de origem.

Gerente de uma indústria do grupo Único, casado e pai de um casal de crianças.

Depois de seis meses nessa indústria as coisas não pareciam tão bem, pois a fábrica passava por dificuldades financeiras, onde havia demitido quase metade de seu pessoal na área de produção. Diante de tudo que estava acontecendo Alex estava ali lutando com os que restaram.

O diretor da divisão Piche, muito arrogante chega à fábrica impondo a Alex que em três meses essa situação toda teria que ser mudada se não a fábrica iria ser fechada, e se não bastasse Piche arrogante o bastante fez com que um montador importante para indústria se demitisse e causasse um estrago em uma maquina importante.

Piche pressiona Alex para a entrega de um pedido que estava atrasado há dias e impõe que o pedido fosse entregue naquele mesmo dia. Alex sem ter o que responder concorda e vai à fábrica com a intuição de resolver os problemas.

Ao chegar tarde em casa, Alex passa por mais uma briga com a sua mulher, que mais uma vez o esperava para o jantar. Eles discutem e Alex acaba voltando para fábrica sem jantar, depois dessa turbulência toda na fábrica os funcionários conseguem fabricar todas as peças do pedido de Peath, tarde da noite.

Alex chama um dos colegas da fábrica para comer juntos, eles procuram um lugar, porém já estava tarde da noite e não conseguiram um lugar para jantar, então resolveram parar em um bar próximo a antiga casa de Alex onde ali conversaram bastante sobre tudo que estava acontecendo.

No outro dia Alex e todos os outros gerentes do grupo Único são convocados para uma reunião na cidade de Piche as 08h00min da manhã. Antes de entrar na sala Alex conversa com um dos gerentes e escuta um comentário sobre a venda do grupo Único, depois disso ele não consegue se concentrar na reunião. Ao procurar uma caneta para anotações encontra um charuto no bolso do palito e lembra-se de seu antigo professor Jonah.

Em uma de suas viagens Alex estava num dos aeropostos mais movimentados, procurando um lugar para se sentar até que achou um assento vazio e ao lado desse assento estava um antigo professor Jonah, com quem passou alguns minutos conversando.

Jonah fizera Algumas perguntas sobre a empresa de Alex para tentar abrir seus olhos para um grande erro que estava acontecendo, mas Jonah já estava partindo ao portão de embarque onde Alex o acompanhou, tentando conversar com ele sobre sua empresa, porém Jonah fez indagações onde lhe fizeram pensar o que havia de errado, e o que estava acontecendo com sua empresa.

Ao se lembrar de tudo isso, Alex percebe que estava no meio de uma reunião muito importante com Peath e não estava conseguindo se concentrar igual aos colegas de reunião. Por volta das 10h Peath da uma pausa na reunião onde Alex continuou na sala, passando alguns minutos.

Então resolveu sair sem terminar a reunião, e pegou a estrada de volta a fábrica, mas ao passar em frente ele resolve seguir em frete para comprar comida, ele compra e retorna a fabrica mas desviou novamente e foi para uma serra lanchar e pensar sobre tudo o que estava acontecendo com a Único e em que Jonah havia lhe perguntado sobre o que seria a meta da empresa.

No outro dia Alex vai à empresa, mas não fica em sua ele vai a industria tentar identificar qual seria a meta. Depois de conversar com alguns funcionários Alex se esquece do horário e não avisa sua mulher que iria chegar tarde, mais uma vez Julie fica chateada com Alex por ficar até tarde na fabrica e não avisala.

Quando chega em casa perde o sono, e depois de horas acordado ele consegue dormir.

Ao amanhecer ele se arruma e vai direto a fábrica para tentar achar Jonah para uma conversa com respostas.

Ele se lembra de uma agenda que tinha da época da faculdade, então ele vai à casa de sua mãe para tentar encontrar essa agenda, após muita procura ele a encontra, então começa a fazer várias ligações para tentar achar Jonah. Então ele liga e consegue falar com Jonah o que seria a meta da empresa, Jonah concorda, mas tenta mostrar o que é bem essa meta.

Jonah coloca apresenta mais indagações para Alex. Alex faz uma reunião com todo seu pessoal, para tentar descobrir o que está acontecendo de errado com a fábrica depois de uma longa conversa Alex mostra Algumas definições para sua equipe. -Ganho é o dinheiro entrando.

-Inventário é o dinheiro que está dentro do sistema.

-Despesa operacional é o dinheiro que temos de pagar para criar o ganho. (a meta é reduzir despesa operacional e inventário, e simultaneamente aumentar o ganho).

Logo após essas definições ele liga para Jonah e marca um encontro para obter

Algumas respostas. Ao se sentar frente a frente com Jonah, Alex desabafa com suas dúvidas tentando conseguir respostas.

Alex vai para casa com dúvidas, mas com esperança de resolver, ao chegar discute novamente com Julie, mas faz as pazes. Ao amanhecer o seu filho lhe acorda para um acampamento no qual haviam combinado.

Chegando lá haveria um líder, no qual não compareceu porque estava passando mal como Alex era o único adulto que sobrou ele teve que assumir a liderança de 15 garotos a uma expedição que os levaram a uma aventura perigosa.

Ao longo da caminhada Alex vai pensando em Alguns problemas com a velocidade que os garotos estavam caminhando e Alex estava pensando nos problemas da fábrica. Os garotos decidem parar para Almoçar, após a refeição Alex começa a mexer em fósforos e tigelas, seu filho chega e pergunta o que ele estava fazendo, ele riu e disse, estou jogando, seu filho e os coleguinhas pediram para brincar.

A brincadeira começou e Alex estava comparando os resultados dos jogos com sua empresa. Depois de descansarem retornaram a caminhada, os garotos começaram a dispersar novamente na fila, Alex teve a ideia de inverter a fila de traz para frente, porque o último garoto Herbie era gordinho e estava muito lento, então ele faz a inversão da fila, então todos igualaram os passos.

Porém depois da revolta dos garotos, ainda faltava muito para caminhar e já estava pra anoitecer ai alguns dos garotos revoltados, grita Herbie está carregando chumbo, Alex teve a ideia de olhar sua mochila e constatou que estava super pesada então dividiu o peso com os outros garotos assim caminharam mais rápido e ganharam Algum tempo.

Ao amanhecer desmontam o acampamento e vão embora, ao chegar em casa Alex se depara com um bilhete de sua mulher se despedindo porque foi embora de casa. Alex desesperado tenta ligar aos conhecidos para tentar achar Julie, mas não consegue, ele fica com os filhos levam-nos a escola e vai trabalhar.

Ao chegar à fábrica sua secretária lhe entrega vários recados um deles era de Peath querendo suas peças até o dia amanhecer. Alex discute com ele e garante que vai entregar. Alex faz uma reunião com seu pessoal e apresenta sua estratégia. Ao receber uma ligação de seu filho querendo a chave de casa ele resolve chamar sua mãe para morar alguns dias com ele para cuidar de seus filhos até Julie voltar.

Passado alguns dias Julie liga e conversa com as crianças, dizendo para que eles fiquem tranquilos e que logo ela voltará. Alex perturbado com tudo que estava acontecendo em sua casa e no trabalho estava desorientado.

Ao voltar para o serviço novamente passeia entre as maquinas pensando em algumas soluções. Alex faz uma reunião onde liga para Jonah e coloca o celular no viva-voz para que todos da reunião possam ouvir Jonah falando sobre o gargalo e acrescenta que eles agora deveriam fazer a distinção do gargalo e o não gargalo. (Gargalo é qualquer recurso cuja capacidade é igual ou menor que a demanda imposta a ele).

Após o termino da ligação, a equipe quebra a cabeça tentando descobrir onde está o gargalo. Depois de um passeio pela fábrica eles descobrem que o 1° gargalo era a maquina NCX-10 que não estava dando conta de fabricar o suficiente para as outras repartições, e o 2° gargalo era o departamento de tratamento térmico, eram fornos nos quais não eram usados com eficiência, então não tinham um aproveitamento máximo gerando transtornos a todos.

Após Alex conversar com Jonah através do telefone, Jonah resolve conhecer a fábrica para tentar ajudá-los de perto. (A necessidade é aumentar o ganho e melhorar o fluxo de caixa) (NCX- 10 é uma máquina de controle numérico).

Depois de um longo passeio Jonah sugere várias coisas que terão que mudar na fábrica. No outro dia, boa parte das sugestões foram providenciadas, sendo que com uma semana diminui as entregas atrasadas em até meses. Porém não foi o suficiente, mas no decorrer dos dias com todos os funcionários cientes da situação aos poucos tudo estava melhorando.

Diante de Algumas dificuldades que surgiram novamente Alex liga a Jonah que resolve visitar novamente a fábrica. Nesse intervalo Alex descobre que Julie está na casa de seus pais e a visita, para tentar uma possível reconciliação, porém acharam melhor ir com calma e passam a se encontrar para sair como se fossem dois adolescentes.

Novamente a visita de Jonah faz Alex e sua equipe quebrar a cabeça para achar algumas soluções para possíveis gargalos que surgiram. Com a descoberta dos 2 gargalos tiveram ideia de suprir esses gargalos que seriam prioridade, porém os entupiram de estoque a sua frente e os não gargalos estavam parados sem funcionar.

Com esse problema Jonah disse que colocar um funcionário para trabalhar 100% não significa eficiência e sim aumento de estoque e inventário sem necessidade. Resolvido o problema Alex se reuniu com o seu superior e todos os outros gerentes. Ao apresentar o seu relatório e mostrar a todos que não tinha mais pedido atrasado e que o atendimento ao cliente melhorou e o ganho aumentou Alex simplesmente ganhou de Bill um “Bom trabalho”, seco sem nenhuma animação.

Depois em uma conversa particular com Bill ele desafia Alex para que aumente em 15% de seu lucro para que a fábrica não feche. Retornando da reunião, ao chegar em casa Jonah liga e conversa sobre esse aumento do lucro. Jonah da mais Algumas dicas a Alex, e uma delas é corta pela metade os tamanhos dos estoques.

Alex recebe uma proposta de compra para que sua empresa produza e consiga entregar 1000 peças do modelo 12 em 2 semanas, Alex aceita o desafio proposto por Jhons. Desafio cumprido com sucesso, Alex consegue superar os 15% que havia prometido a Peath e até alcançou um pouco mais chegando a 17% de lucros a mais da empresa.

Depois de Alguns dias os superiores de Alex descobriram Algo errado na folha de prestação de contas e perceberam que foi alterado a forma de se calcular os lucros, então mandam auditores para coferirem e confirmar a dúvida.

Alex tenta se explicar, mas não consegue falar com Peath, na verdade em vez de subir 17% subiu apenas 12,8% devido a Alteração na forma de se calcular o ganho, em uma reunião com Hilton, Alex explicou tudo que havia acontecido, porém Hilton não se contentou com a explicação e foi muito estúpido com Alex.

Alex não satisfeito vai ao escritório do Bill para se explicar pessoalmente o que estava acontecendo com a fábrica. Depois que Alex se explica contando tudo o que aconteceu para Bill Peath pede para sua secretária chamar Nathan e Johnny a sua sala. Após a chegada deles Bill conversa bastante com eles e com Alex e pergunta se pode dar a noticia a Alex.

Então Bill diz parabéns Alex você será o meu substituto, o gerente da divisão. Alex volta para fábrica conta a noticia para todos, ao chegar em sua sala ele recebe uma telegrama de Bill falando que ele teria 2 meses para se programar para sua transferência.

Ele liga a Jonah para contar a novidade e pede para que ele venha ajudá-lo a administrar a divisão. Jonah se recusa e fala para ele ser mais confiante em si mesmo e que para ajudá-lo ele terá que descobrir as técnicas necessárias para uma administração eficaz.

Jonah lhe dá os parabéns para Alex. Alex chama Julie para jantar e contar da sua promoção, no começo Julie não acha isso tão bom, mas Alex explica a ela que foi um mérito dele e da família que estava ali presente.

Alex pensa em chamar Lou para ir com ele, mas ao chegar em sua sala ele se surpreendeu porque Lou se convida para ir com ele, então eles dão um aperto de mão e combinam que irão juntos assumir a diretoria da divisão.

Alex convida Bob para ser o responsável pelas fábricas da divisão e Bob não aceita, alegando que preferia ficar e gerenciar a empresa até descobrir e aprofundar seu conhecimento diante de tudo que aconteceu na fábrica.

Então Alex assume os seu novo cargo, enfrentando muitos obstáculos e a cada dia seguindo os ensinamentos de Jonah e formulando seus conhecimentos e estratégias para a sua empresa.

O CICLO DE SERVIÇOS

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Um ciclo de serviço é uma cadeia contínua de eventos pela qual o cliente passa à medida que experimenta o serviço prestado por você. Por isso é importante fazer um mapeamento dos diferentes ciclos de serviço para os vários aspectos da organização, pois dessa maneira você vai enxergar pelo ângulo do cliente.

Toda vez que alguém desejar ingressar num meio de hospedagem, percorrerá um caminho. Caminho esse traçado a partir das exigências dos clientes. São eles que definem as regras do jogo, até porque são eles que definem e avaliam a qualidade.

Uma vez definidos e ordenados sequencialmente os eventos, é preciso ocupar-se dos momentos da verdade neles vividos. Tarefa bem mais complexa, pois se mexe com o comportamento das pessoas, que pode mudar de uma hora para outra, com reflexos nas interações que estão gerando os momentos da verdade.

Dentro de cada evento, é preciso identificar os atributos dos bens e serviços que são valorizados pelos clientes. Inclusive aqueles que são mais valorizados, denominados de críticos/vitais. De posse desses dados a empresa, pode preparar a estrutura física e humana para proporcionar aos clientes ciclo de serviços capazes de encantar os clientes.

Os ciclos de serviços, uma vez estabelecidos, se constituem num dos fundamentos essenciais do processo de educação e treinamento de todos os colaboradores. Sabendo-se quais são os atributos da qualidade que estão em jogo num determinado ciclo de serviço, podem-se estabelecer, então, os procedimentos-padrão pertinentes e treinar as pessoas para saber como manter e melhorar continuamente tais procedimentos. Nesse treinamento devem-se incluir também as providências a serem tomadas em caso de uma reclamação. A rápida capacidade de recuperação pode salvar a qualidade do serviço e ainda manter o cliente fiel à empresa.

O ciclo de serviços de uma pousada se refere àqueles serviços que são solicitados e oferecidos aos hóspedes, e são acionados quando o hóspede chega à pousada e vai até o momento de sua saída. Esses ciclos de serviços variam conforme o tipo da pousada, ou seja, se uma pousada oferece ao seu futuro cliente cama limpa + café da manhã, seu ciclo de serviços não passará disso, pois é o que a pousada tem a oferecer. Agora se os serviços oferecidos são mais amplos, eles são sempre testados pelos hóspedes. Por exemplo, uma pousada que oferece piscina com vista para o mar, todos os dias os hóspedes a usarão, caso exista falha nesse serviço (piscina suja, ou demora no atendimento) fatalmente comprometerá o ciclo de serviços. Podemos dizer então que os ciclos de serviços são todas as horas da verdade, em que o hóspede testará tudo o que lhe foi oferecido como a chave com cartão, a cama e apartamento limpo, a deliciosa rede para apreciar a paisagem e os serviços de piscina entre outros.

Qualquer empresa deve ser vista como um sistema, uma pousada por se tratar de uma empresa, embora de pequeno porte, também deva ser vista como um sistema onde todas as pessoas de todos os setores são importantes porque participam de um ou mais ciclos e, em consequência, da geração desses produtos chamados momentos da verdade.

Cada cliente consome vários deles ao envolver-se com a empresa. Se houver falhas, por pequenas que sejam, repercutem na avaliação final que os clientes farão da empresa. E, como se sabe, ficarão na mente dos clientes muito mais os desencantos do que os encantos.

O grande segredo em atender bem o cliente é respeitá-lo desde o primeiro momento e atender bem, com vontade, com prazer. Por isso a insistência em abordar dois módulos que falam de dois temas importantes que são a qualidade total e o atendimento ao cliente. Cada vez mais se obtém a certeza de que para trabalhar com o setor de serviços, mais especificamente com meios de hospedagem, precisa-se de pessoas que gostam de servir, que têm prazer em ver seu hóspede saindo satisfeito, feliz.

Alguns autores discutem, abordam em artigos científicos de que a qualidade dos serviços, o bom atendimento ao cliente não se discute mais atualmente, porque esses dois elementos são essenciais para a sobrevivência de qualquer empresa. Que vocês fiquem bem atentos, pois não é isso que acontece, esses temas ainda precisam ser amplamente debatidos, pesquisados, pois temos muito que aprender. É assustador, pois, estamos vivendo uma era de avanços tecnológicos importantes, mas ainda temos muito que avançar quando se trata de tratar o outro com respeito, educação. Pense nisso!

Ao observar a representação acima se tenta mostrar a interligação dos serviços em uma pousada que podemos detalhar da seguinte forma. São essenciais os serviços desempenhados pelos garçons, pelos chefes de cozinha, pelas camareiras, pelos serviços gerais, pela recepção, que juntos, têm um único objetivo a satisfação de seu cliente. Mas, para que exista essa satisfação cada pessoa dessa organização precisa ter a consciência da importância de seu serviços ser bem feito. Pois de nada adianta a recepção fazer um belo serviço enquanto a camareira esquece-se de limpar o quarto do hóspede. É essa consciência do grupo que nos permite trabalhar como um sistema.

Nesse sentido, pode-se afirmar que a qualidade dos serviços, percebida pelo cliente está equiparada ao nível de desempenho mais baixo das pessoas ou dos setores. A avaliação da qualidade dos bens e serviços ofertados pelos diferentes setores que compõem uma empresa pode ser comparada com a avaliação que se faz quando se quer saber a resistência de uma corrente. A sua resistência está relacionada ao seu elo mais fraco, pois algo semelhante acontece ao avaliar-se a qualidade de uma empresa. A sua qualidade, percebida pelo cliente, geralmente está relacionada ao seu elo mais fraco, ou seja, com o desempenho das pessoas ou dos setores mais fracos. Em vista disso é preciso que todas as pessoas de todos os setores estejam no mesmo alinhamento/patamar ao fornecerem a qualidade dos serviços.

Durante a estada do hóspede na pousada, por exemplo, ele percorrerá e será protagonista de dezenas de ciclos de serviço ao fazer uso do restaurante, piscina, etc. todos esses ciclos de serviços somados formam o ciclo de serviço total. O desafio para uma empresa é fazer com que o cliente saia encantado com todos os momentos da verdade vividos em todos os ciclos de serviço por ele percorridos. É isso que as empresas triunfadoras estão fazendo. Daí a importância de a empresa oferecer a excelência nos serviços de todos os setores e por parte de todas as pessoas que os integram. Não existe saída se ela quiser integrar o clube das empresas triunfadoras.
O ciclo de serviços é, pois, uma ideia muito poderosa para ajudar o pessoal que presta serviços a mudar seus pontos de vista e encarar as coisas como os clientes as veem. Existe outro aspecto que merece ser analisado ao enfocar-se o tema ciclo de serviço. Cada momento da verdade vivido pelo cliente, para ser um instante encantador, pressupõe a existência de vários outros momentos da verdade, igualmente encantadores, vividos pelos colaboradores entre si, internamente. Por exemplo, para o garçom executar o seu serviço, capaz de encantar o cliente, necessita que a brigada da cozinha lhe ofereça uma comida sadia, quente, bem decorada e no tempo previsto. Por sua vez, a cozinha, para poder encantar o garçom e este ao comensal, necessita que o almoxarife lhe forneça os produtos adequados. Ou seja, para que um momento da verdade, vivido pelo cliente externo, seja exultante, pressupõe-se a existência de uma cadeia de momentos da verdade encantadores, vividos pelos clientes internos entre si.