ÁGUA, FONTE DE VIDA

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1. Água: Fonte da Vida

Pouca gente talvez, ao beber um copo de água ou ao abrir uma torneira, tem pensado de onde ela vem. No entanto, diariamente milhares de pessoas estão no mesmo instante abrindo também uma torneira para beber, para cozinhar, para tomar banho ou lavar roupa.

Milhares de fábricas gastam enormes quantidades de água; milhões de pessoas retiram água de poços, de rios e de lagos. De onde vem toda essa água? Como ela vai para os poços? Como se obtém os milhões e milhões de litros de água consumidos diariamente nas grandes cidades?

Para responder estas perguntas é necessário remontar a origem das coisas deste mundo. A água é mais velha que todos os animais, mais velha do que as ervas e do que as árvores. Em resumo a água é mais velha do que tudo que vive na superfície da Terra.

“Sem água nada poderia viver e toda a terra seria seca e árida como um deserto”.

De onde veio a água pela primeira vez ninguém sabe com certeza. Sabemos que quando a Terra, que era uma massa incandescente, começou a esfriar a água existia apenas no ar, em forma de vapor.

A Terra foi esfriando e o vapor d’água também, até chegar a uma temperatura em que este vapor condensou-se e tomou o estado líquido caindo em forma da chuva sobre a superfície do globo terrestre. Esta água esta agora nos oceanos, nos lagos, nos córregos, nos leitos dos grandes rios e brota do chão para formar os riachos.

“A água cobre hoje três quartas partes da superfície terrestre”.

“Quatro quintos do nosso corpo é formado de água”.

Na Indústria, a água é muito importante. Se em casa precisamos de água boa para beber, cozinhar ou fazer limpezas, na indústria também ocorre o mesmo.

A quantidade de água usada na indústria é tão grande que ultrapassa todos os outros materiais.

Tomemos como exemplo uma usina de açúcar:

a. A água começa a ser usada na lavoura para o desenvolvimento da cana;

b. Quando a cana chega na usina é lavada com água;

c. Na moenda a água é usada para retirar mais açúcar do bagaço;

d. O mel é diluído com água;

e. A água quente é usada na limpeza dos equipamentos;

f. A água resfria máquinas;

g. A água alimenta as caldeiras que produzem vapor para movimentar as máquinas.

Enfim, dentro de uma usina é consumido mais água do que cana de açúcar.

2. O Ciclo da Água

Sabemos que a água é usada por todos os seres vivos, mas após sua utilização ela é devolvida ao ambiente.

A água que bebemos é constantemente devolvida na forma de vapor que sai com a transpiração, na forma de suor, etc.. Da mesma maneira todos os animais, árvores e plantas restituem a água que sequiosamente beberam.

Sob a ação do sol a água existente nos mares, rios e lagos se evapora indo formar as nuvens.

Toda a água evaporada volta a condensar-se caindo sobre a Terra em forma de chuva. Parte desta chuva cai novamente sobre o mar ou sobre os rios e lagos e parte cai em Terra seca.

A maior parte da água que cai sobre a Terra infiltra-se no solo até encontrar uma camada de Terra impermeável como por exemplo as rochas duras.

Não podendo descer mais a água escoa sobre a camada impermeável através do solo poroso até encontrar uma abertura onde possa voltar a superfície formando as vertentes.

Estas águas que afloram misturam-se com a água que escorreu sobe o solo indo formar os córregos que unindo-se, formam os rios que correm para o mar e toda a história se repete.

É muito antigo o uso de escavar-se o solo em busca de água e ainda hoje usam-se poços em que a água é retirada por meio de um balde preso a uma corda.

Com o desenvolvimento o homem passou a empregar bombas para retirar a água do sub-solo chegando-se a perfurar poços de 30 m a 60 m de profundidades. Estes poços são chamados artesianos.

Com poços artesianos a água obtida é mais pura e não há o perigo de desmoronamento do poço.

Além de poços artesianos obtém-se água de lagos e rios que são tratados para garantir sua pureza.

3. Características da Água

A água absolutamente pura, sem nenhum contaminante tem as seguintes características:

a. É límpida e cristalina;

b. Não tem gosto;

c. Ferve a temperatura de 100ºC; (à pressão atmosférica);

d. Congela a temperatura de 0ºC. (à pressão atmosférica);

Além destas características a água tem outras propriedades:

a. A água pode reter grande parte dos materiais com que entra em contato.

b. A água tem a capacidade de guardar o calor facilmente.

Como exemplo podemos lembrar que facilmente aquecemos a água com que preparamos a sopa para nos esquentarmos nos dias frios.

Ao mesmo tempo, quando chega o tempo quente, procuramos as praias para nos refrescarmos.

No caso da sopa quente o calor que estava na água nos aqueceu enquanto que no caso do banho de rio a água retira o calor que esta em nós nos deixando aquela gostosa sensação refrescante.

Estas características aliadas a abundância de água na Terra fazem com que a água seja tão usada por nós.

Mas na terra não dispomos de água pura. Observando o ciclo descrito pela água podemos notar que constantemente a água está sendo contaminada, principalmente devido a sua grande capacidade de reter o material com que entra em contato.

Logo que o vapor das nuvens se condensa a água começa a reter os gases da atmosfera como o oxigênio e o gás carbônico.

A medida que as gotas de água caem o pó que existe no ar também começa a ser retido e quando as gotas tocam o solo já contém uma série de substâncias contaminante.

A água que corre sobre o solo arrasta consigo tanto, partículas de Terra como material orgânico produzido pelos vegetais e pelos animais.

A água que se infiltra no solo dissolve e arrasta os sais que entram na composição do solo.

Assim o tipo de contaminação determina a qualidade da água e limita o seu uso.

Para mostrar como o tipo de contaminação determina o uso que podemos fazer de uma água tomemos como exemplo o caso de uma água contaminada somente por microorganismos que afetam a saúde humana: Se ela fosse tomada por algum, poderia deixá-lo doente mas se fosse usada em uma caldeira não causaria danos.

Se, entretanto, consideramos uma água contaminada por caldo de cana que pode ser tomada sem nenhum risco a saúde, já esta mesma água entrando na caldeira causará uma violenta formação de espuma dificultando o controle do nível, causando também outros sérios danos.

4. Expressões Usadas na Química da Água

Algumas substâncias quando colocadas na água misturam-se tão bem que não podem mais serem retiradas por simples filtração.

Nestes caso dizemos que a substância se dissolve na água.

Como exemplo disto temos o sal de cozinha (cloreto) ou o açúcar.

Quando adicionamos uma pequena quantidade de açúcar no café este se dissolve, isto é, mistura-se tão bem com a água que desaparece.

Se continuarmos adicionando açúcar chegará um ponto em que ele começará a depositar-se no fundo do copo. Isto ocorre porque a quantidade de açúcar ultrapassou a capacidade da água de dissolver um sólido.

O mesmo ocorre com qualquer sólido que se dissolva na água.

“A água tem um limite para sua capacidade de dissolver um sólido”.

Resumo:

Qualquer substância presente na água irá precipitar quando sua concentração atingir um valor tal que a água não contenha mais condições de dissolvê-la.

A quantidade precipitada será somente o que exceder a capacidade de dissolução da água.

Exemplo:

Para o sal de cozinha (cloreto) o limite de dissolução é de 30 gramas de sal para cada 100 gramas de água.

Se tivermos num copo 100 gramas de água e colocarmos 35 gramas de sal teremos que 5 gramas de sal ficará precipitada no fundo.

 

A INDÚSTRIA ENERGÉTICA E O MEIO AMBIENTE

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A INDÚSTRIA ENERGÉTICA E O MEIO AMBIENTE

SUMÁRIO:

INTRODUÇÃO
1 O SISTEMA ENERGÉTICO
1.1 POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA
1.2 O EFEITO ESTUFA
2 FONTES DE ENERGIA
2.1 TERMOELÉTRICAS
2.2 HIDROELÉTRICAS
2.3 ENERGIA NUCLEAR
2.4 FONTES ALTERNATIVAS
CONCLUSÃO OU CONSIDERAÇÕES FINAIS

1 O SISTEMA ENERGÉTICO

O sistema energético compreende as atividades de extração, processamento, distribuição e uso de energia e é responsável pelos principais impactos ambientais da sociedade industrial. Seus efeitos nocivos não se restringem ao nível local onde se realizam as atividades de produção ou de consumo de energia, mas também possuem efeitos regionais e globais. Na escala regional pode-se mencionar, por exemplo, o problema de chuvas ácidas, ou ainda o derramamento de petróleo em oceanos, que pode atingir vastas áreas. Existem ainda impactos globais, e os exemplos mais contundentes são as alterações climáticas devidas ao acúmulo de gases na atmosfera (efeito estufa), e a erosão da camada de ozônio devida ao uso de CFCs (compostos com moléculas de cloro-fluor-carbono) utilizados em equipamentos de ar condicionado e refrigeradores.

Todas as etapas da indústria energética até a utilização de combustíveis provocam algum impacto ao meio ambiente e à saúde humana. A extração de recursos energéticos, seja petróleo, carvão, biomassa ou hidroeletricidade, tem implicações em mudanças nos padrões de uso do solo, recursos hídricos, alteração da cobertura vegetal e na composição atmosférica. As atividades de mineração (carvão e petróleo) empregam cerca de 1% da mão de obra global, mas são responsáveis por cerca de 8% dos acidentes de trabalho fatais.

As atividades relacionadas com a produção e uso de energia liberam para a atmosfera, água e solo diversas substâncias que comprometem a saúde e sobrevivência não só do homem, mas também da fauna e flora. Alguns desses efeitos são visíveis e imediatos, outros tem a propriedade de serem cumulativos e de permanecerem por várias décadas ocasionando problemas.

A seguir, apresentamos as principais conseqüências ambientais decorrentes da produção e usos dos energéticos mais importantes.

1.1 POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

O setor energético é responsável por 75% do dióxido de carbono lançado à atmosfera, 41% do chumbo, 85% das emissões de enxofre e cerca de 76% dos óxidos de nitrogênio. Tanto o enxofre como os óxidos de nitrogênio têm um papel importante na formação de ácidos na atmosfera que, ao precipitarem na forma de chuvas, prejudicam a cobertura de solos, vegetação, agricultura, materiais manufaturados que sofrem corrosão e até mesmo a pele do homem. A constante deposição de compostos ácidos em rios e lagos afeta a vida aquática e ameaça toda a cadeia alimentar de ecossistemas. Nos solos, a acidez das chuvas reduz a presença de nutrientes. Para a saúde humana, a presença de particulados contendo enxofre e óxidos de nitrogênio provocam ou agravam doenças respiratórias como bronquite e enfisema, especialmente em crianças.

Esse tipo de problema tem sido verificado em regiões da China, Hong Kong e Canadá que sofrem os efeitos de termoelétricas a carvão situadas muitas vezes em locais distantes de onde ocorrem as chuvas ácidas.

O consumo de derivados de petróleo pelo setor de transporte é o que apresenta a maior contribuição para a degradação do meio ambiente em nível local e global. Estima-se que 50% dos hidrocarbonetos emitidos em áreas urbanas e aproximadamente 25% do total das emissões de todo dióxido de carbono gerado no mundo, resultem das atividades desenvolvidas com os sistemas de transporte.

Além disso, partículas em suspensão decorrentes da queima de material orgânico ou de combustíveis constituem um problema sério em várias partes do mundo. Isso ocorre sempre que há queimadas de florestas ou de diesel e óleo combustível nas áreas urbanas. A baixa qualidade desses combustíveis em muitos países, aliada à precariedade de veículos, trânsito congestionado e condições climáticas desfavoráveis em grandes cidades, contribuem para que exista uma quase permanente concentração de finas partículas no ambiente urbano. A saúde respiratória fica comprometida para milhões de pessoas expostas a essas partículas. Devido ao pequeno tamanho dessas partículas, elas vão se acumulando ao longo do tempo nos pulmões das pessoas e são especialmente problemáticas porque podem carregar ainda compostos carcinogênicos para esses órgãos.

1.2 O EFEITO ESTUFA

Um dos mais complexos e maiores efeitos das emissões do setor energético são os problemas globais relacionados com mudanças climáticas. O acúmulo de gases, como o dióxido de carbono na atmosfera, acentua o [efeito estufa] natural do ecossistema terrestre a ponto de romper os padrões de clima que condicionaram a vida humana, de animais, peixes, agricultura, vegetação, etc. É cada vez mais evidente a constatação de crescentes concentrações de CO2 na atmosfera e o aumento de temperaturas médias. São imprevisíveis as implicações de mudanças climáticas para os países e suas populações. Alteração na produtividade da agricultura, pesca, inundações de regiões costeiras e aumento de desastres naturais estão entre as mudanças provocadas pelas alterações climáticas esperadas.

A seriedade desses efeitos tem sido reconhecida por diversos estudos científicos internacionais e vários países estão procurando consenso para uma agenda mínima de atividades para controle e mitigação de emissões, como o [Protocolo de Kyoto], discutido no âmbito dos países signatários da Convenção Climática. Infelizmente, ainda não se tem acordado um sistema de controle de emissões de gases estufa entre os países industrializados, historicamente os maiores contribuintes para os altos níveis de concentração desses gases na atmosfera.

2 FONTES DE ENERGIA

2.1 TERMOELÉTRICAS

A produção de eletricidade em termoelétricas representa em escala mundial cerca de um terço das emissões antropogênicas de dióxido de carbono, sendo seguida pelas emissões do setor de transporte e indústrial. Os principais combustíveis utilizados em todo o mundo são o carvão, derivados de petróleo e, crescentemente, o gás natural. Existem ainda outros tipos de usinas termoelétricas que queimam resíduos de biomassa (lenha, bagaço) e até mesmo lixo urbano.

Além das emissões de gases e partículas, existem outros problemas associados com utilização de água para o processo de geração termoelétrica, pois muitas usinas usam água para refrigeração ou para produção de vapor. Esse tem sido um dos principais obstáculos para a implantação de termoelétricas no país, pois diversos projetos se localizam ao longo do principal gasoduto construído, que segue exatamente as bacias hidrográficas com problemas de abastecimento e de qualidade de água em regiões densamente povoadas.

É importante notar também que houve bastante progresso com relação ao aumento da eficiência de usinas termoelétricas através da introdução de tecnologias de co-geração e turbinas a gás. As possibilidades de gaseificação de carvão, madeira e bagaço oferecem novas oportunidades de usinas mais eficientes e com menores impactos que as convencionais.

2.2 IDROELÉTRICAS

Muitas vezes faz-se referência a hidroeletricidade como sendo uma fonte “limpa” e de pouco impacto ambiental. Na verdade, embora a construção de reservatórios, grandes ou pequenos, tenham trazidos enormes benefícios para o país, ajudando a regularizar cheias, promover irrigação e navegabilidade de rios, elas também trazem impactos irreversíveis ao meio ambiente. Isso é especialmente verdadeiro no caso de grandes reservatórios. Existem problemas com mudanças na composição e propriedades químicas da água, mudanças na temperatura, concentração de sedimentos, e outras modificações que ocasionam problemas para a manutenção de ecossistemas à jusante dos reservatórios. Esses empreendimentos, mesmo bem controlados, têm tido impactos na manutenção da diversidade de espécies (fauna e flora) e afetado a densidade de populações de peixes, mudando ciclos de reprodução.

O Brasil tem acumulado grande experiência com o resultado das várias usinas hidroelétricas que foram construídas, sendo um dos seus maiores exemplos o caso da hidroelétrica de Balbina, que provocou a inundação de parte da floresta nativa, ocasionando alterações na composição e acidez da água, que depois teve impacto no próprio desempenho da usina. Até recentemente as turbinas apresentavam problemas de corrosão e depósito de material orgânico, devidos a alterações que ocorreram na composição da água.

2.3 ENERGIA NUCLEAR

A energia nuclear é talvez aquela que mais tem chamado atenção quanto aos seus impactos ambientais e à saúde humana. São três os principais problemas ambientais dessa fonte de energia. O primeiro é a manipulação de material radioativo no processo de produção de combustível nuclear e nos reatores nucleares, com riscos de vazamentos e acidentes. O segundo problema está relacionado com a possibilidade de desvios clandestinos de material nuclear para utilização em armamentos, por exemplo, acentuando riscos de proliferação nuclear. Finalmente existe o grave problema de armazenamento dos rejeitos radioativos das usinas. Já houve substancial progresso no desenvolvimento de tecnologias que diminuem praticamente os riscos de contaminação radiativa por acidente com reatores nucleares, aumentando consideravelmente o nível de segurança desse tipo de usina, mas ainda não se apresentam soluções satisfatórias e aceitáveis para o problema do lixo atômico.

2.4 FONTES ALTERNATIVAS

As chamadas fontes alternativas como solar, eólica e biomassa, não estão totalmente isentas de impactos ambientais, embora possam ser relativamente menores. A utilização em larga escala de painéis fotovoltaicos ou biomassa implica em alteração no uso do solo. A fabricação de componentes dessas tecnologias também produz efeitos ambientais, como é o caso da extração do silício para painéis fotovoltaicos. Muitos desses sistemas dependem de baterias químicas para armazenagem da eletricidade, que ainda apresentam sérios problemas de contaminação por chumbo e outros metais tóxicos para o meio ambiente.

CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS

O que fazer?

Os desafios para se continuar a expandir as necessidades energéticas da sociedade com menores efeitos ambientais são enormes. É praticamente impossível eliminar os impactos ambientais de sistemas energéticos. O trabalho dos cientistas e analistas de energia é, na verdade, oferecer alternativas de escolhas para a sociedade e facilitar seu acesso a esse tipo de informação. No entanto, o problema energético não se reduz a uma escolha entre tecnologias para atender a crescente demanda de energia. Essa é uma matéria de grande complexidade, que envolve não só a discussão de aspectos técnicos, mas também de preferências, padrões de conforto desejados pela sociedade e custos de energia. Existe urgentemente a necessidade de questionar os principais condicionantes da crescente demanda de energia: nosso sistema de urbanização, as atividades econômicas e estilos de vida. Somente mudanças nessas áreas possibilitarão maior utilização de tecnologias mais limpas e eficientes, fontes renováveis e descentralizadas.

Existem avanços importantes como o aparecimento de tecnologia de células combustível que são capazes de gerar eletricidade a partir de elementos como hidrogênio e oxigênio, ou gasolina, etanol, gás natural, e outros. É um tipo de tecnologia que pode ter impactos bastante reduzidos quando comparada com as opções existentes de geração de eletricidade, mas ainda existem limitantes técnicos e econômicos para maior disseminação. O futuro parece promissor para as células combustíveis e alguns modelos de pequeno porte já aparecem comercialmente nos EUA e Japão.

O avanço em escala comercial de tecnologias avançadas que reduzam a utilização de energia e emissões ainda é muito tímida, especialmente no Brasil. Para que seja possível conceber um futuro mais sustentável do ponto de vista energético é necessário maior participação de fontes renováveis e maior eficiência para produção e uso de energia. É fundamental maior compromisso e esforço por parte do setor público e privado, seja em nível local ou internacional.

No caso do efeito estufa existem três possibilidades para reduzir a contribuição do setor energético: promover a substituição de combustíveis fósseis por renováveis, realizar a substituição de combustíveis fósseis por outros com menor conteúdo de carbono, como o gás natural, e finalmente acelerar a redução do uso de energia, através de tecnologias eficientes e sistemas menos intensivos em energia.

Essas são as direções que deverão guiar os esforços de inovação tecnológica para a área energética daqui em diante, para um futuro com menores impactos ambientais.

MORTALIDADE INFANTIL

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Como diminuir a mortalidade infantil?

Todos os anos 11 milhões de bebês morrem de causas diversas. É um número escandaloso, mas que vem caindo desde 1980, quando as mortes somavam 15 milhões. Os indicadores de mortalidade infantil falam por si, mas o caminho para se atingir o objetivo dependerá de muitos e variados meios, recursos, políticas e programas — dirigidos não só às crianças mas a suas famílias e comunidades também.

Para medir as condições de saúde – considerando-se que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, como preconiza a nossa Constituição – fazemos uso de indicadores, ou seja, dados que possibilitem a verificação da ocorrência de um fato específico. Assim, um dos indicadores fundamentais para se avaliar a qualidade de vida é o da mortalidade infantil, que mensura quantas crianças menores de um ano, dentre as que nasceram vivas, morreram em determinado tempo, período e local, permitindo-nos comparar a qualidade de vida de uma região com outra.

O coeficiente de mortalidade infantil pode ser obtido através da seguinte fórmula: número total de óbitos em crianças menores de um ano dividido pelo número total de crianças nascidas vivas (no mesmo tempo, período e local) e multiplicado por 1000. O resultado obtido nos permitirá conhecer quantas crianças menores de um ano morreram em cada 1.000 nascidas vivas.

As principais causas de morte de menores de um ano podem ser divididas em três grupos:

A – Crianças que morrem até 28 dias de vida

1. Causas referentes à má assistência ao pré-natal e ao parto:

• falta de pré-natal adequado;
• má assistência ao parto: demora de atendimento, falta de vagas em hospitais;
• ausência de pessoal capacitado para o atendimento do recém- nascido.

2. Crianças com baixo peso (menos de 2.500g), nascidas de mães:

• fumantes, alcoolistas ou drogadas;
• que tiveram graves problemas de saúde durante a gestação;
• gravemente desnutridas.

3. Crianças:

• com má formação congênita (proveniente de problemas gestacionais, algumas vezes produzidos por doenças infecciosas das mães);
• com má formação genética;
• que nasceram prematuramente (antes de completarem 9 meses de gestação);
• nascidas de portadoras de HIV positivo (mães com AIDS), não tratadas.

B – Crianças que morrem entre 28 dias e 1 ano de vida

• crianças que sobreviveram aos primeiros 27 dias de vida e morreram posteriormente em conseqüência de doenças (patologias) anteriores;
• crianças que sofreram desmame precoce;
• crianças que não receberam as vacinas adequadas;
• crianças desnutridas (com maior facilidade de apresentar infecções);
• crianças com problemas respiratórios;
• crianças com doenças diarréicas (adquiridas por infecções transmitidas pela água, lixo ou falta de saneamento básico).

C – Causas mal definidas, violência e acidentes

Atualmente, muitas crianças morrem em decorrência de maus tratos, acidentes domésticos e de trânsito, além de outras violências.

Total de óbitos em menores de um ano, em 1990 e 1995, segundo as principais causas de morte

Fonte: Fundação Nacional de Saúde/Ministério da Saúde- Sistema de Informação de Mortalidade

O coeficiente de mortalidade infantil nos informa quantas crianças morreram antes de completar um ano (no mesmo tempo, período e local). No entanto, ele representa a média das mortes. Por exemplo: no Brasil, em 1997, de cada mil crianças que nasciam 36,7 morriam antes de completar um ano. Entretanto, estas mortes não se distribuem igualmente pelo nosso país e/ou cidade, haja vista que a presença de condições socioeconômicas críticas, em decorrência da falta de emprego, ausência de saneamento básico, desnutrição e precária assistência à saúde, faz com que o número de mortes aumente proporcionalmente, o que é facilmente percebido pela análise dos indicadores regionais: Norte: 32,6; Nordeste: 48,1; Sudeste: 36,3; Centro-Oeste: 40,3 e Sul: 31,0.

Após a década de 90, como resultado de uma maior atenção à saúde da mãe e da criança, a mortalidade vem caindo como um todo no Brasil, principalmente a de crianças de 28 dias a 1 ano, cujas causas principais são passíveis de redução desde que sejam adotadas medidas de atenção básica de saúde (saneamento, estimulo ao aleitamento materno, vacinação, etc.) e de melhoria das condições socioeconômicas da população. Atualmente, as principais causas são as chamadas afecções perinatais (aquelas que ocorrem nas crianças de até 28 dias de vida) e a desnutrição.

Por sua vez, o acesso à educação (especialmente para as mães), a melhoria de condições de vida e moradia, os cuidados diários de higiene pessoal e do ambiente em que se vive e o desenvolvimento de programas de educação em saúde – que orientem as comunidades e famílias – são também fatores essenciais para a redução da mortalidade infantil. Ressalte-se que esses programas devem trabalhar com grupos comunitários diversos, no sentido de difundir informações sobre cuidados para a promoção da saúde e prevenção de doenças. Representam apoios importantes para aprimorar o processo de atenção à saúde das crianças, a humanização do atendimento e a melhoria das condições de vida das populações menos favorecidas.

COMO REDUZIR A MORTALIDADE INFANTIL

• Atenção à gravidez

A saúde de um bebê sadio está implicitamente ligada às condições de desenvolvimento da gestação e aos cuidados de saúde no seu primeiro ano de vida, principalmente o primeiro mês (período de maior risco de vida), o que permitirá à criança boas condições para enfrentar as incertezas do ambiente extra-útero.

Considerando tal fato, é absolutamente importante que as gestantes façam um bom pré-natal no serviço de saúde mais próximo do seu local de trabalho ou moradia – comparecendo fielmente aos atendimentos, realizando os exames solicitados, tomando os remédios receitados e adotando as orientações educativas, garantindo, assim, o efetivo acompanhamento de sua gravidez.

• Atenção adequada ao parto

Um dos mais importantes fatores para a redução da mortalidade perinatal, com significativo impacto na mortalidade infantil, é a disponibilidade de assistência ao parto – segura e humanizada, adequada às condições de vida da mulher e ao seu estado e riscos de gravidez. Ressalte-se que a qualidade dessa assistência não é garantida apenas pela existência de equipamentos especializados em determinado hospital ou maternidade, mas sim pelo número de leitos disponíveis e profissionais realmente capacitados. Além disso, a assistência deve ser realizada de acordo com as alternativas e possibilidades regionais e locais (Casas de Parto, parteiras tradicionais, etc.), sempre visando à melhoria da qualidade.

• Aleitamento materno exclusivo

A adoção do aleitamento materno contribui para a redução da mortalidade infantil, quer melhorando o estado nutricional, quer impedindo o surgimento de diarréias – além disso, fornece imunidade e propicia uma troca intensiva de amor entre a mãe e a criança.

• Identificação do recém-nascido de risco

Logo após o nascimento, é necessário identificar, de acordo com os seguintes critérios de risco, se a criança apresenta maior probabilidade de morrer, para que receba atenção especial dos serviços de saúde:

• Baixo peso ao nascer (menos de 2.500 gramas)
• Crianças com má formação congênita
• Crianças filhas de mães portadoras de HIV
• Crianças resultantes de gravidez indesejada.
• Crianças cuja mãe perdeu um filho com menos de 2 anos de vida
• Mãe sem companheiro, analfabeta e/ou sem condições de manter a família (ela ou o companheiro desempregados, por exemplo).

Conclusão do grupo:

Significativo número de mortes podem ser controladas mesmo em comunidades que apresentem precárias condições de desenvolvimento socioeconômico; entretanto, tal fato depende, sempre, de decisão política, organização dos serviços de saúde e da área social e adoção de ações educativas permanentes tanto nas escolas como em grupos comunitários.

Numa outra vertente, as causas relacionadas à mortalidade perinatal requerem unidades de saúde em condições de pleno e adequado atendimento às mulheres durante o período de gestação e no momento do parto.

Em toda a trajetória empreendida contra a mortalidade infantil observa-se não existir apenas um caminho, mas diversos, que, se adotados seriamente, conduzem à sua redução. Nesta luta, o papel das comunidades, das famílias, dos profissionais de saúde, educação e sociais – e especialmente das mães – é condição estratégica de apoio e envolvimento, uma vez que as crianças são parte integrante das famílias e comunidades.

Como exemplos de programas sociais implementados no país, a partir da ação governamental, destacam-se os programas dos Agentes Comunitários de Saúde, inserido no Programa de Saúde da Família (PSF), do Ministério da Saúde, e o Comunidade Solidária, coordenado pela Presidência da República. Existem ainda, entre outros, o Programa de Qualidade Integral de Saúde (QUALIS/PSF), do Governo do Estado de São Paulo, e o Saúde da Família, das prefeituras municipais de Niterói (RJ), Sobral (CE) e Chopinzinho (PR).

Esses programas têm contribuído – e muito – não só para diminuir as taxas de mortalidade infantil como para modificar e organizar o perfil das organizações não-governamentais. Ressalte-se, entre as ações diretamente voltadas à diminuição da mortalidade infantil, o excepcional trabalho desenvolvido pela Pastoral da Criança.

ATIVIDADES SUGERIDAS

I – Antes de assistir ao vídeo

Primeira fase:

• O coordenador (professor, educador ou agente de saúde) poderá solicitar a cada participante – no caso, crianças ou adolescentes – que pergunte, em casa, como foi seu primeiro ano de vida, desde o nascimento. Para tanto, algumas questões poderão ser propostas :
• Quando nasci, minha mãe fez um parto normal ou uma cesariana?
• Que tipos de doença tive antes de completar um ano?
• Minha mãe teve algum tipo de complicação durante a gravidez?

Caso os participantes sejam adultos, poderão narrar às experiências próprias de ter filhos, ou contar histórias de amigos e familiares que os tenham.

Cada pessoa deverá apresentar, à turma, as informações obtidas em casa, o que possibilitará uma troca de conhecimentos práticos – sempre com a orientação do coordenador -, já que esta conversa propicia às crianças, pais e toda a família dialogar com naturalidade a respeito de questões relacionadas à saúde, sendo também uma forma de relacionar o conteúdo do vídeo com a vida prática de cada um.

Segunda fase:

• O coordenador deverá discutir com os participantes os tipos de cuidados que devem ser adotados com relação às crianças menores de um ano:
• O que a mãe deve fazer ao descobrir que está grávida?
• Ela deve consultar o médico, pelo menos, quantas vezes durante a gravidez?
• Vocês conhecem alguma mulher que está grávida?
• Alguém tem um irmãozinho com menos de um ano?
• Que tipo de cuidados seus pais tomam com o bebê?
• Qual o papel do pai durante a gravidez da mulher?
• E os irmãos maiores, como devem tratar a mãe que vai ganhar outro bebê?
• Além do parto normal, existe alguma outra forma de nascimento do bebê? Qual a mais segura?
• A saúde da mãe influi na saúde da criança que está dentro da barriga?
• Como deve ser feita a alimentação da criança nos primeiros seis meses de vida?
• Quais os principais cuidados que os pais devem tomar com a criança durante seu primeiro ano de vida?

A partir de perguntas como estas, o coordenador identificará o grau de conhecimento dos participantes sobre os cuidados que devem ser adotados com as mulheres grávidas e os bebês, e as principais dúvidas a respeito do tema. Assistindo ao vídeo, a turma deverá buscar, com o auxílio do coordenador, respostas às suas perguntas, além de novas informações sobre o assunto.

Terceira fase:

Outra alternativa é convidar os participantes a escreverem, no quadro, os cuidados que os pais devem ter desde a descoberta da gravidez até o primeiro ano de vida da criança. Compartilhando suas experiências pessoais com os colegas, os participantes terão maior interesse em assistir ao vídeo e buscar respostas para suas perguntas. Ao relacionar o vídeo com suas próprias vidas, compreenderão melhor a importância das medidas de prevenção e dos cuidados especiais durante a gravidez e o primeiro ano de vida do bebê.

II – Após assistir ao vídeo

• Muitas vezes, doenças como a diarréia e a pneumonia causam a morte de crianças com menos de um ano de idade. Visando trabalhar esta questão, poderão ser formuladas as seguintes questões:
• Como é possível evitar ou tratar a diarréia?
• O que se deve fazer para evitar a desidratação das crianças?
• Como se pode descobrir que uma criança está com pneumonia?
• O que fazer em caso de dúvida a respeito dessas doenças?.
• Que tipos de vacina o bebê deve tomar antes de completar um ano de idade?
• Por que a criança deve tomar essas vacinas?

Conclusão

A partir das discussões anteriores, os participantes deverão pensar sobre como podem contribuir para a diminuição da mortalidade infantil nos níveis pessoal, familiar e comunitário.

Como fator de grande importância, o coordenador deverá lembrar à turma que o leite materno é uma alimentação saudável para o bebê, e também uma forma de aprofundar o elo de carinho entre a mãe e a criança. Adicionalmente, deve falar sobre a relevância do acompanhamento pré-natal, com consultas periódicas ao médico, e da alimentação saudável da mãe durante a gravidez – modos simples de garantir que o bebê nasça com saúde.

A saúde é um direito de todos, mas inicia-se com o dever de cada um de cuidar do corpo e buscar uma vida saudável.

No caso dos pais, o dever de cuidar da saúde do bebê começa quando a mulher descobre estar grávida.

Cidadãos conscientes da importância da saúde ajudarão a diminuir as taxas de mortalidade infantil em nosso país, contribuindo, também, para que as crianças sejam mais fortes, saudáveis e felizes.

DIREITO CIVIL CARACTERÍSTICAS DOS FATOS E NEGÓCIOS JURÍDICOS

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Direito Civil: Características dos Fatos e Negócios Jurídicos

1 Introdução

São fatos jurídicos todos os acontecimentos, eventos que, de forma direta ou indireta, acarretam efeitos jurídicos.

Assim, são fatos jurídicos a chuva, o vento, o terremoto, a morte, bem como a usucapião, a construção de um imóvel, a pintura de uma tela. Tanto uns como outros apresentam, com maior ou menor profundidade, conseqüências jurídicas. Assim, a chuva, o vento, o terremoto, os chamados fatos naturais, podem receber a conceituação de fatos jurídicos se apresentarem conseqüências jurídicas, como a perda de propriedade, por sua destruição, por exemplo. Assim, também ocorre com os fatos relacionados com o homem, mas independente de sua vontade, como o nascimento, a morte, o decurso do tempo, os acidente ocorridos em razão do trabalho.

Assim, são considerados fatos jurídicos todos os acontecimentos que podem ocasionar efeitos jurídicos, todos os atos suscetíveis de produzir aquisição, modificação ou extinção de direitos.

2 Classificação dos Fatos jurídicos.

Dividem-se em:

• Em sentido amplo – Compreendem tanto os fatos naturais, sem interferência do homem, como os fatos humanos, relacionados com a vontade humana.
• Em sentido estrito – São os eventos que, independentes da vontade do homem, podem acarretar efeitos jurídicos.

3 Aquisição dos direitos; defesa judicial dos direitos; perecimento dos direitos.

A aquisição pode ser:

• Originária – Quando é feita pelo titular, sem qualquer relacionamento com um titular anterior ao direito a adquirir, tanto porque o direito surge pela primeira vez.
• Derivada – Há relacionamento com o titular antecedente do direito, como é o caso da compra e venda.
• Gratuita – Quando não há contraprestação, como no caso de sucessão hereditária.
• Onerosa – Quando há enriquecimento de uma ou de ambas as partes, pela contraprestação, como é o caso da compra e venda.

As leis civis, estampadas no Código Civil e na legislação complementar ou acessória, estatuem o chamado direito material, assim conceituando o direito substancial, isto é, aquele direito que pode integrar o patrimônio subjetivo de um titular. Para o exercício desse direito material há caminho a ser percorrido, quando violado ou ameaçado. Tal caminho, ou procedimento, denomina-se direito adjetivo, direito processual. No processo judicial, disputam as forças subjetivas do direito para que, por fim, o Estado dê solução ao conflito, por meio de uma decisão que se chama sentença.

O perecimento do direito se dá no caso do objeto do direito perder suas qualidades essenciais, como no caso das terras invadidas por águas marinhas, fluviais ou pluviais. Se o objeto do direito se confundir com outro de modo que não se possam distinguir, como no caso da mistura de líquido; se cair em algum lugar de onde não possa ser retirado, como o objeto que vai ao fundo do mar, dá-se também seu perecimento.

DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS

O negócio jurídico é onde repousa a base da autonomia da vontade, o fundamento do direito privado.

O negócio jurídico é um ato de vontade que é destinado a produzir efeitos jurídicos e que se manifesta com uma declaração.

4 Elementos constitutivos e pressupostos de validade

Os elementos constitutivos do negócio jurídico podem ser:

• Essenciais – São aqueles pertinentes a determinado negócio jurídico.
• Naturais – São elementos que decorrem do próprio ato, sem necessidade de expressa menção.
• Acidentais – São aqueles que se acrescentam ao ato para modificar alguma de suas características.

Para sua validade, o negócio jurídico deve ter:

• Declaração de vontade propriamente dita ou elemento externo – Resume-se no comportamento palpável do declarante, já estudado. Nesse comportamento externo, estampa-se o verdadeiro sentido da vontade, no sentido de que só ele é pressuposto do negócio jurídico. Além desta já citada, existe também à vontade como elemento interno, que é o impulso que se projetará no mundo exterior e pressupõe essa projeção. Não se aplica a esse pressuposto o ditado popular de “quem cala consente”, pois, este é um ditado popular, não jurídico.
• Agente capaz – A capacidade é conceito, portanto referente à idoneidade da pessoa para adquirir direitos ou contrair obrigações no universo negocial. Não é só isso, contudo. O conceito de capacidade estende-se a outros fatos e efeitos jurídicos, principalmente aos fatos ilícitos e à responsabilidade civil deles decorrentes. Agente capaz então, remete-se a pessoa que participará do negócio jurídico e deve ter capacidade para praticar o ato.
• Forma – É requisito de validade dos negócios jurídicos obedecerem à forma prescrita, ou não adotarem a forma proibida pela lei, ou seja, o negócio jurídico tem que estar em conformidade com o que a lei determina para ter validade.
• Objeto – É a utilidade sobre a qual repousa toda a esfera do negocio jurídico. O objeto deve ser idôneo, isto é, apto a regular os interesses sobre os quais recai o negócio jurídico.

5 Classificação dos Negócios Jurídicos

Os negócios podem ser:

• Unilaterais ou Bilaterais – Unilaterais são aqueles para os quais é suficiente e necessária uma única vontade para a produção de efeitos jurídicos, como é o caso típico do testamento. Bilaterais são aqueles que dependem sempre da manifestação de duas vontades, existindo também atos plurilaterais, com manifestação de mais de duas vontades.
• Complexos – São aqueles em que há um conjunto de manifestações de vontade, sempre mais de uma, sem existirem interesses antagônicos, como o contrato de sociedade.
• Causais – Estão vinculados à causa que deve constar no próprio negócio, como é o caso dos contratos em geral.
• A título oneroso e a título gratuito – Nos primeiros, uma parte cumpre sua prestação para receber outra, como é o caso da compra e venda. Nos negócios gratuitos, como a doação, só há prestação de uma das partes, há diminuição patrimonial de uma delas com o aumento da outra.
• Comutativos e aleatórios – Os primeiros são quando as prestações são equivalentes, certas e determinadas. Aleatórios, quando a prestação de uma das partes depende de acontecimentos incertos e inesperados.
• Solenes e não solenes – Os solenes ou formais são os que só tem validade se revestidos de determinada forma. Os não solenes são os de forma livre, que não exigem forma especial para a sua constituição.
• Pessoais e patrimoniais – Pessoais são os que se ligam às disposições de família, como o casamento, a emancipação. Patrimoniais são os que contem um relacionamento com o patrimônio, como o testamento.
• De pura administração e de disposição – Os primeiros não implicam na transferência de domínio ou disposição de direitos. Já os de disposição, implicam na transferência de direitos, implicando na diminuição do patrimônio do declarante.
• Inter vivos e mortis causa – Os inter vivos são feitos durante a vida. Os mortis causa são negócios jurídicos que tem como finalidade regular o patrimônio de uma pessoa após sua morte, como o testamento.

BRASIL – TROPA DE ELITE

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Resenha Crítica: O artigo em questão é o “Brasil – Tropa de Elite

A seguinte resenha crítica apresentada é baseada no em um artigo da autoria de Ivan Martins Pinheiro, político brasileiro, natural do Rio de Janeiro, 61 anos, atual secretário-geral (cargo equiparado ao de presidente) do Partido Comunista Brasileiro – PCB. O artigo em questão é o “Brasil – Tropa de Elite: A criminalização da pobreza”, diferentemente do bordão filme missão dada é missão cumprida.

O tema da resenha é proveniente da análise do artigo acima, onde o autor toma como base o filme “Tropa de Elite”, sucesso do cinema nacional, e o objetivo do trabalho é analisar o artigo e a partir do mesmo elaborar uma linha de raciocínio baseada no tema proposto, que é a “criminalização da pobreza” no Brasil. A metodologia usada consiste em analisar os pontos mais importantes da obra do autor e dissertar sobre elas a partir da visão do tema e de outros autores.

Para o autor, o filme “Tropa de Elite” é uma obra ideológica, que prega o extermínio da classe baixa da sociedade. É um filme que visa passar mensagens diferentes para públicos diferentes. Para os ricos, passa a imagem de segurança resguardada pelos oficiais do BOPE, segurança essa, baseada na tortura e assassinato de traficantes (na verdade, pobres em geral). Para os pobres, mostra que a população de classe média e alta está clamando por medidas de contenção da pobreza e violência. No geral, acaba não passando de mais uma obra que visa generalizar a situação de criminalização da pobreza enraizada em nosso país, onde “todo pobre é bandido”.

Segundo o autor, o filme faz parte de uma conspiração da elite brasileira, financiado com incentivos fiscais, onde se tenta passar a imagem de “mitificação” dos oficiais do BOPE, transformando-os em verdadeiros heróis incorruptíveis e corajosos, dispostos a arriscar suas vidas pelo bem da sociedade, e a lutar com os traficantes, ou seja, como imagem geral, a obra tenta passar a idéia de que o país está em guerra (como salienta o autor, isso fica mais evidente quando no próprio filme o narrador compara os oficiais do BOPE aos do exército de Israel), em constante luta do “bem contra o mal”. O filme tenta mostrar os “caveiras” como invencíveis e aqueles que torturam e matam em nome de um bem maior, e não são punidos, pois se acredita que não cometeram nenhum crime, mas sim um “mal necessário”.

O filme na verdade seria carregado de ironias, analogias e trocadilhos, além de passar falsas imagens e estereótipos, mas todos controlados pela burguesia brasileira, que buscava como o filme “passar sua mensagem a classe pobre”.

Conclui-se na visão do autor que a tendência da classe média e alta e clamar sempre por mais atitudes e ações do BOPE e menos por Direitos Humanos, além de lembrar que as maiorias dos soldados americanos que estão na guerra do Iraque, são provenientes de empresas particulares de segurança, o que poderia gerar em nosso país uma crescente onda de surgimento dessas empresas de terceirização da segurança, onde os “seguranças” teriam ações baseadas nas do BOPE.

Ivan Martins Pinheiro é brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 18 de março de 1946. É considerado um renomado politico brasileiro, sendo também atual secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro – PCB. Foi líder de movimentos estudantis durante a juventude e presidente do sindicato dos bancários até a década de 1980. Escreveu o comentado artigo “Brasil – Tropa de Elite: A criminalização da pobreza” para o site Adital, uma agência de notícias voltada para o público latino-americano e caribenho, publicado em 16 de novembro de 2007.
A resenha apresentada se fundamenta no artigo supracitado, visando abordar os aspectos apresentados pelo autor e apresentar posteriormente, novos aspectos e novas visões sobre o mesmo tema, além de servir como meio de informação, baseado em outras fundamentações, nos dispositivos legais e em demais alicerces que se fizerem necessários acerca do tema exposto.

O autor do artigo parte de uma análise de fatos e cenas do filme brasileiro “Tropa de Elite” para apresentar argumentos que muitas vezes passam despercebidos aos olhos dos expectadores do filme e da sociedade em geral.

Fatos como o do filme ter sido “campeão de pirataria” no país, não são encarados pelo autor como um mero acaso, ou descuido, ou ainda má-fé da população, mas sim como uma estratégia bem estruturada de publicidade, tentando fazer com que a população para qual o filme teria sido, teóricamente, dirigido é uma população de baixa renda que não frequenta os grandes centros onde se intalam as salas de cinema.

O artigo tenta mostrar, através da visão do filme, como uma obra de ficção que traz um enredo envolvente e uma trama bem organizada, pode se transformar em um poderoso veículo de comunicação e até mesmo, como aqui se trata o caso do filme, um veículo de dominação das massas. Para o autor, o filme se trata de uma forma da elite de direita brasileira expressar seu descontentamento com o “favelamento” da população, e generalizar através dessa premissa, a sua idéia de “criminalização da pobreza”, ou seja, não seria necessário cometer ato ilícito para ser “marginal”, bastaria apenas ser pobre. Além disso, segundo o autor, o filme não traria a “verdade como ela é”, mas sim apresenta fatos que não são coniventes com a realidade e buscam somente equiparar os “Homens de Preto” aos hérois das histórias, visando assim passar uma falsa mensagem subliminar à sociedade de que esta estaria resguardada pelos soldados do Bope, já que estes, que são a Elite da polícia, podem fazer tortura, assassinatos e outras formas de agressão, que não serão punidos porque todos os seus atos são em nome da paz da sociedade e da justiça.

O autor conclui que a sociedade brasileira não deve se manter calada perante essa situação atual de pobreza e violência, muito menos clamar pela ação desencabida dos soldados do Bope, pois isso desencadearia em nosso país, uma onda de barbarismo e um distanciamento cada vez mais iminente dos Direitos Humanos, além de servir de premissa para a ação de mílicias particulares, que tomariam como exemplo a ação dos oficiais do Batalhão de Missões Especiais e praticariam crimes hediondos em nome da paz e justiça. Como mensagem final, o autor faz uma analogia entre a música tema do filme da banda Tihuanna e o que ele acredita que aconteceria com a sociedade, ou seja, se a Tropa de Elite “pega geral”, um dia poderemos ser vítimas dela também.

PERIODONTO

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ALTERAÇÕES RADIOGRÁFICAS ÓSSEAS EM DECORRÊNCIA DA PERIODONTITE

PERIODONTO

O periodonto ou tecido periodontal é constituído de ; Gengiva , Ligamento Periodontal, Cemento e Osso Alveolar.
A gengiva está dividida anatomicamente em gengiva marginal, inserida e interdentaria ou papilar. A gengiva marginal é o bordo terminal da gengiva em torno dos dentes, a gengiva inserida é continua com a gengiva marginal . Ela é firme, resiliente e intimamente ligada as periósteo subjacente as osso alveolar e a gengiva interdentaria ou papilar ocupa a ameia gengival , que é o espaço interproximal situado abaixo da área do contato dentário.

O Ligamento periodontal é composto principalmente por fibras colágenas, que ligam o Cemento , Osso Alveolar e Gengiva.

O cemento é o tecido mesenquimatoso calcificado que forma a camada externa da raiz anatômica de um dente . Existem dois tipos de cemento, o cemento acelular (primário) e o celular (secundário). Ambos consistem de uma matriz interfibrilar calcificada e fibras colágenas .

O processo alveolar é o Osso que forma e suporta os alvéolos dentários. È composto pela parede interna do alvéolo de osso delgado e compactado , denominado osso alveolar propriamente dito (lâmina cribriforme); pelo osso alveolar de suporte , que consiste de trabéculas reticulares ;e pelas tábuas vestibulares e palatina de osso compactado. O septo interdentário é composto pelo osso de suporte incluído em um bordo compacto. Anatomicamente, o processo alveolar pode ser dividido em áreas separadas , mas ele funciona como um todo.Todas as partes são inter-relacionadas com o suporte dentário. Forças oclusais que são transmitidas desde o ligamento periodontal ate a parede do alvéolo são suportadas pela estrutura trabecular , que por sua vez é sustentada pelas tábuas corticais vestibular e lingual. A designação de todo o processo alveolar como osso alveolar guarda harmonia com sua unidade funcional.

PERIODONTITE

Periodontite é o tipo mais comum de doença periodontal e resulta da extensão do processo inflamatório iniciado na gengiva para os tecidos periodontais. Os autores Lindhe e cols estudaram os estágios seqüenciais no desenvolvimento da lesão periodontal em cachorros com base nas manifestações clinicas e medições do exsudato gengival. Eles descreveram os seguintes estágios.

1- Fase de gengivite subclínica, caracterizada por aumento rápido da exsudação gengival e migração de elucócitos sulculares , i.e., sinais de inflamação aguda

2- Fase de gengivite clínica, caracterizada por mudanças na cor da gengiva , textura e tendência a sangramento , porém mínimas alterações no numero de migração dos leucócitos sulculares.

3- Fase de colapso periodontal, caracterizada por perda de fibras do ligamento; surgem alterações radiográficas no osso.

A periodontite pode ser classificada como periodontite simples ou marginal, periodontite composta e periodontite juvenil , que acomete crianças e adolescentes.

DESTRUIÇÃO ÓSSEA NA DOENÇA PERIODONTAL

A destruição ossea na doença periodontal é causada principalmente por fatores locais , mas também por fatores sistêmicos , embora estes ainda não estejam bem definidos . Os fatores locais responsaveis pela destruição óssea formam dois grupos: aqueles que causam inflamação gengival e aqueles que causam trauma oclusal ., sendo responsaveis pela destruição óssea local na doença periodontal e determinam sua intensidade e forma . O enigma do problema da doença periodontal consiste nas alterações ósseas , pois afinal a responsável pela perda do órgão dental é a perda óssea .

ALTERAÇÕES RADIOGRÁFICAS EM DECORRÊNCIA DA PERIODONTITE

Uma avaliação geral dos tecidos periodontais é fundamental no exame clinico e nos achados radiográficos ,duas investigações que se completam. Infelizmente , como muitos outros indicadores da doença periodontal, as radiografias fornecem apenas evidencias retrospectivas do processo da doença. Entretanto , elas podem seu usadas para avaliar a morfologia dos dentes afetados , e o padrão e o grau de perda do osso alveolar. A perda óssea pode ser definida como a diferença entre a altura da crista presente e a altura óssea normal suposta para cada paciente em particular, levando em consideração a idade do paciente. De fato , as radiografias realmente mostram a quantidade de osso alveolar remanescente em relação ao comprimento radicular , mas essa informação é importante para a avaliação geral da gravidade da doença , para o prognostico dos dentes e para o planejamento do tratamento .

As radiografias são, portanto, utilizadas para :

avaliar a extensão da perda óssea e o envolvimento de furca
determinar a presença de algum fator local secundário
auxiliar no planejamento do tratamento
As Radiografias mais utilizadas para casos de avaliação de perda óssea em periodontite , é a radiografia periapical e panorâmica .

CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS DO PERIODONTO SAUDÁVEL

Um periodonto saudável pode ser considerado como um tecido periodontal que não apresente nenhuma evidencia de doença . Infelizmente , a saúde não pode ser verificada apenas pelas radiografias , informações clinicas também são necessárias .

Entretanto, para serem capazes de interpretar radiografias com sucesso , os profissionais precissam conhecer as características radiográficas normais de um tecido periodontal saudável em que não há perda óssea . A única característica radiográfica confiável é a relação entre a margem da crista óssea e a junção amelocementaria(JAC) . Se essa distãncia estiver dentro dos limites normais (2 a 3 mm) e não houver sinais clínicos de perda dessa relação , então pode se dizer que não há periodontite.

As características radiográficas habituais de um osso alveolar saudável incluem:

Cristas ósseas interdentais com margens corticais finas, lisas e uniformes nas regiões posteriores
Cristas ósseas interdentais com margens finas, uniformes e pontudas nas regiões anteriores. A cortical no topo da crista não é sempre evidente, devido principalmente á pequena quantidade de osso existente entre os dentes anteriores .
A crista óssea interdental é continua com as lâminas duras dos dentes adjacentes . A junção das duas forma um ângulo agudo.
Largura uniforme dos espaços mesial e distal do ligamento periodontal.
PONTOS IMPORTANTES A SEREM AVALIADOS NUMA RADIOGRAFIA

Apesar de essas serem as características habituais de um tecido periodontal saudável, elas nem sempre estão evidentes.

Sua ausência nas radiografias não significa necessariamente que há presença de doença periodontal.

Falhas na visualização dessas características podem ser devidas a:

Erro de técnica
Superexposição
Variação anatômica normal da forma e da densidade do osso alveolar.
Após um tratamento bem-sucedido , os tecidos periodontais devem aparecer clinicamente saudáveis , mas as radiografias podem mostrar evidencias de uma perda óssea mais adiantada quando a doença era ativa. A perda óssea observada nas radiografias não é, portanto, um indicador da presença de inflamação .

CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS DA DOENÇA PERIODONTAL E AVALIAÇÃO DA PERDA ÓSSEA E ENVOLVIMENTO DE FURCA

PERIODONTITE

Periodontite é o nome dado á doença periodontal quando a inflamação superficial dos tecidos gengivais se estende até o osso alveolar subjacente e ocorre perda de união. A destruição pode ser localizada , afetando pequenas regiões da boca , ou generalizada , afetando todas as regiões . A razão dessa progressão e subseqüente destruição óssea é normalmente lenta e contínua de forma intermitente durante vários anos, ou pode ser rápida. As características são similares ; são a distribuição e a quantidade de osso destruído que variam .

TERMINOLOGIA

Os termos utilizados para descrever os variados aspectos de detruição óssea são:

Perda óssea horizontal
Perda óssea vertical
Envolvimento de furca
Os termos Horizontal e Vertical têm sido usados tradicionalmente para descrever a direção ou o padrão de perda óssea utilizando uma linha que une as junções amelocementárias de dois dentes adjacentes como linha de referência . A quantidade de perda óssea é então classificada como leve, moderada ou severa. A perda óssea vertical severa, que vai da crista alveolar até o ápice dental , em que se acredita que a necrose do tecido pulpar seja um fator contribuinte , é descrita como lesão endo-perio .

O termo envolvimento de furca descreve o aspecto radiográfico da perda óssea na regiao de furca da raízes dentárias quando há evidência de doença avançada nessa região . Embora o envolvimento central de furca seja visto mais facilmente em molares inferiores , também pode ser encontrado em molares superiores apesar da sobreposição radiográfica da raiz palatina. Além disso, o envolvimento inicial de furca de molares superiores entre as raízes mésio-vestibular e palatina e disto-vestibular e palatina produz uma radioluscência característica de forma triangular no limite dentário.

As características radiográficas típicas dos três tipos de periodontite, chamadas de:

Periodontite Aguda
Periodontite Crônica
Periodontite Juvenil
PERIODONTITE AGUDA : ABSCESSO PERIODONTAL AGUDO

O diagnostico do abscesso periodontal é feito clinicamente onde os sinais de inflamação e infecção aguda são evidente e não-visíveis radiograficamente , visto que as alterações ósseas radiográficas podem ser indistinguíveis de outras formas de destruição óssea periodontal.

PERIODONTITE CRÔNICA

As principais características patológicas desta doença são :

Inflamação (normalmente progride a partir de uma gengivite crônica)
Destruição das firas do ligamento periodontal
Reabsorção do osso alveolar
Perda da Junção Epitelial
Formação de bolsas ao redor dos dentes
Retração Gengival
A reabsorção do osso alveolar fornece as principais caracteristicas radiograficas da periodontite crônica:

Perda da margem cortical da crista interdental, o limite ósseo fica irregular ou plano
Alargamento do espaço do ligamento periodontal na crista marginal.
Perda da forma angular normal entre a crista óssea e a lâmina dura- o ângulo ósseo fica arredondado e irregular
Perda localizada ou generalizada do osso alveolar de suporte
Perda do padrão ósseo – Horizontal e/ou Vertical , resultando em uma perda óssea leve ou formação de defeitos intra-ósseos complexos
Perda óssea nas regiões de furca dos dentes multirradiculados- pode variar desde um alargamento do ligamento periodontal até amplas áreas de destruição óssea
Alargamento dos espaços do ligamento periodontal interdentais
Associação de fatores complicadores locais secundários- apesar de a causa primaria da doença periodontal ser a placa bacteriana , muitos fatores complicadores locais secundários podem também estar envolvidos.
Alguns desses fatores podem ser detectados em radiografias , como:

Depósitos de cálculos
Cavidade de cárie
Excessos de restaurações
Margem de restaurações com falta
Falta de ponta de contato
Restaurações com sub contorno, incluindo os pônticos
Perfurações por pinos ou núcleos
Condição endodôntico em relação a lesões endo-perio
Extrusão de dentes antagonistas
Dentes inclinados
Aproximação radicular
Próteses parciais apoiadas em gengiva
PERIODONTITE JUVENIL

Esta forma localizada e grave da doença periodontal se desenvolve em adolescentes. As características radiográficas são:

Defeitos ósseos verticais graves afetando os 1º molares e/ou incisivos
Defeitos em forma de arco ou cauda
Algumas vezes a perda óssea é mais generalizada
Migração de incisivos com formação de diastemas
Rápida velocidade de perda óssea
CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS DE ÁREA DE FURCA

O diagnostico definitivo de envolvimento de furca é feito através de exame clínico incluindo sondagem cuidadosa. As radiografias são úteis, mas apresentam defeitos que tornam possíveis a presença do envolvimento de furca clinicamente sem alterações radiográficas detectáveis.

DEFORMIDADES ÒSSEAS ( DEFEITOS ÓSSEOS)

Geralmente ocorre em adultos; mas tem sido encontradas em crânios humanos com dentição decídua. Sua presença pode ser observada radiograficamente, mas para determinar sua forma e dimensão temos que fazer uma sondagem cuidadosa e exposição cirúrgica.

Crateras ósseas, são concavidades na crista do osso interdentário confinadas entre as paredes vestibular e lingual, e com menor freqüência entre superfícies dentária e as tábuas ósseas vestibular e lingual. As crateras representam aproximadamente um terço de todos os defeitos e aproximadamente dois terços de todos os defeitos mandibulares . Manson apresentou os seguintes fatores como responsáveis pela ocorrência freqüente de crateras interdentarias:

A área interdentaria acumulo placas e é de difícil limpeza.
O plano normal ou ainda a forma côncava vestíbulo lingual do septo interdentário dos molares inferiores , a ausência de osso cortical na crista.
A inflamação caminha sobre a trajetória vascular e conseqüentemente mais rapidamente atravez da trabeculagem esponjosa vascular.
A trabeculagem esponjosa tem um regeneração mais rápida que o osso cortical.
DEFEITOS VERTICAIS (ANGULARES)

Esses defeitos são escavações sem forma de cadinho no osso, ao longo de uma ou mais superfícies radiculares desnudadas , encerradas dentro de uma , duas , ou três paredes ósseas . A base do defeito se localiza apicalmente ao osso circundante.

Em crânios humanos observou-se que defeitos angulares são mais comuns em superfícies de 2o e 3o molares inferiores ou superiores , que estão presentes em percentagens crescentes em indivíduos entre 2 e 44 anos de idade , quando se alcança o máximo , é que o numero de defeitos por indivíduos é maior após os 60 anos. Em outro estudo achou-se predominância de defeitos angulares na maxila.

CONTORNOS ÓSSEOS BULBOSOS

Esses são aumentos ósseos causados por exostoses, adaptação de função ou formação de osso de reforço. São muito mais freqüentes na amaxila.

HEMISSEPTO

A porção remanescente de um septo interdentário após a completa destruição da porção mesial ou distal pela doença denomina-se hemissepto, essa denominação é sinônimo de uma parede vertical ou perda óssea angular .

MARGENS IRREGULARES

Esses são defeitos angulares ou em forma de U produzidos pela reabsorção da tábua óssea vestibular ou lingual e a altura do septo interdentário. Esses defeitos são chamados de arquitetura invertida. São mais freqüentes na maxila.

REBORDOS

Os rebordos são margens ósseas em forma de plataforma, causados pela reabsorção de tabuas ósseas engrossadas.

LIMITAÇÕES DO DIAGNOSTICO RADIOGRÁFICO

A avaliação radiográfica das doenças periodontais é um tanto limitada. As principais limitações são:

Sobreposição e imagem bidimensional trazem os seguintes problemas:
Dificuldades em diferenciar os níveis das cristas ósseas vestibular e lingual.
Apenas uma parte do defeito ósseo complexo é mostrada.
Uma parede do defeito ósseo pode mascarar o resto do defeito.
Dentes densos ou imagens de restaurações podem obscurecer defeitos ósseos vestibulares ou linguais , e depósitos de cálculos vestibulares ou linguais.
Reabsorção óssea na região de furca pode ser mascarada por uma sobreposição radicular ou imagem óssea.
São obtidas informações apenas dos tecidos duros do periodonto, visto que defeitos gengivais em tecido mole não são normalmente detectados.

A perda óssea só é detectado quando há reabsorção suficiente do tecido calcificado para alterar a atenuação dos feixes de raio x . Como resultado, a parte histológica do processo patológico não pode ser determinada pelo aspecto radiográfico.

BIBLIOGRAFIA

Periodontia Clínica de Glickman – Carranza – Interamericana – 5a edição – 1979

Tratado de Periodontia Clínica e Implantologia Oral – Jan Lindhe – 3a edição – Guanabara koogan – 1999

Princípios de Radiologia Odontológica – Eric Whaites – 3a edição – Artmed – 2003.

ALCA

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ALCA

A ALCA foi criada para ser a maior zona de livre comércio do mundo ,com acordos comerciais que atingiriam todos os aspectos da vida dos cidadãos das Américas.

A ALCA foi lançada pelos lideres de 34 países das Américas do Norte , Central e do Sul e do Caribe .O esforço para unir as economias das Américas em uma única área de livre comercio inicio-se com a Cúpula das Américas , realizada em Dezembro de 1994 em Miami , Estados Unidos.A fase preparatória foi de 1994-1998 ,os 34 Ministros estabeleceram doze grupos de trabalho para identificar e examinar as medidas relacionadas com o comércio as suas respectivas áreas com vistas a definir os possíveis enfoques das negociações.

As negociações da ALCA foram oficialmente lançadas em Abril de 1998 na Segunda Cúpula das Américas , em Santiago , Chile . Acordaram que as negociações deveriam visar a contribuir para elevar os níveis de vida , melhorar as condições de trabalho dos povos das Américas e proteger melhor o meio ambiente.finalmente , definiram a estrutura sob a qual seriam conduzidas as negociações.

Na Terceira Cúpula das Américas , foram fixados prazos para a conclusão e implementação do Acordo da ALCA .

Os Ministros receitaram ainda a necessidade de uma crescente participação da sociedade civil no processo da ALCA e instalaram todos os países do Hemisfério a fortalecer e aprofundar seus processos de consulta com a sociedade civil no plano nacional.

O que é ALCA ?

ALCA significa Área Livre de Comercio das Américas ,é uma organização criada pelos norte – americanos ,que visa exclusivamente a exploração dos países subdesenvolvidos , tornando-os submissos aos Estados Unidos ,com perda das suas soberanias .A ALCA aprovada será como um manto de proteção total e sem riscos para os investimentos diretos norte – americanos .

Onde surgiu a ALCA ?

Foi em Dezembro de 1994 , em Miami ,no governo de Bill Clinton o qual presidiu a primeira Cúpula das Américas ,composta por 33 países do continente americano ,com exceção da Cuba vetada pelos EUA .A Cuba é socialista , portanto é contra radicalmente o imperialismo norte – americano e qualquer proposta que vise interferência nos países soberanos.

Qual a proposta da ALCA ?

A proposta da ALCA é de ” representar a integração econômica e comercial das Américas ” tal proposta é absolutamente mentirosa pois se trata , na verdade , do ” lobo com pele de cordeiro ” ,ou seja é uma coisa muito ruim mas apresentada como uma coisa boa , já que não é possível integrar economias absolutamente desiguais como a da primeira potência mundial e os outros 33 países , em etapas diferenciadas de subdesenvolvimento como por exemplo , Brasil e Haiti.

Mais uma vez os EUA pretendente impor pela ” lei do mais forte ” a subordinação total e definitiva dos países da região , integrar , no contexto da ALCA , é entregar recursos naturais e monetários à grande potência americana , paises da região impedindo-os de crescer e desenvolvessem em nome dos interesses do grande do grande capital norte – americano em detrimento aos povos subdesenvolvidos.

Quais os objetivos da ALCA ?

Um dos principais objetivos da ALCA esta no de conseguir controlar todo o comercio da América Latina e Caribe e reforçar as vantagens que tanto as empresas de importação como as de exportação dos EUA já tem sobre as empresas do subcontinente .O controle total da economia da região é da maior importância para grande potência do Norte , principalmente num momento de deterioração da sua balança de pagamentos e do aumento contínuo do seu déficit comercial , pois lhe permitiria enfrentar estes desequilíbrios com os investimentos no exterior . Por isso EUA adotaram um documento da ALCA a mesma definição constante no AMI (Acordo Multilateral de Investimentos ) , no que se refere ao conceito de investimento .Ou seja , tudo é investimento .

Quais os prejuízos a ALCA causará ?

São muitos os prejuízos , entre eles a perda cultural , que já esta em curso via mídia através de Big Brothers da vida e filmes americanos sem conteúdos , extremamente violentos .Agridem nossos valores morais e culturais .Um país

sem cultura é um país sem identidade .Um país se diferencia do outro pesa sua cultura .Com a ALCA implantada em nossos países a nossa cultura tão rica sumiria aos poucos .

Com a ALCA implantada o Brasil correrá o risco de perder a soberania ?

Sim!Na esteira da submissão econômica cada vez mais profunda , não haveria como evitar o aprofundamento da dependência política e cultural e a conseqüente perda acelerada da soberania nacional. O dólar passaria ser , a moeda de convenção continental , com a aplicação do estatuto currency board ( junta de moeda corrente ) , uma figura dos tempos coloniais , que proibia colônias de possuírem moedas próprias . O neoliberalismo torna-se aquilo ao que se destina , uma versão moderna de colonialismo , em nome dos novos padrões de acumulações e reprodução do capital.

Os objetivos políticos da criação da ALCA :

Consolidar a influência norte-americana sobre os maiores Estados da região ,garantindo seu apoio na sua disputa com outras potências , como a Rússia , a União Européia e a China .Ao mesmo tempo ,visa consolidar vínculos de dependência jurídica dos outros Estados latino-americanos para impedir modificações de política econômica ,bem como adotar políticas disciplinadoras dos fluxos dos bens de capital . Esses vínculos forçariam uma adaptação das legislação da legislação e das instituições dos diversos países aos modelos norte-americanos , para facilitar a atuação das mega-empresas multinacionais norte-americanas.

O objetivo militar da criação da ALCA :

Colocar sob protetorado militar norte-americanos os Estados da América Latina ,por meio de acordos que dificultem ou impossibilitem o desenvolvimento de tecnologias avançadas , muitas vezes de uso militar e civil ,alem de reduzir seu armamento convencional .Por último , quer reduzir as Forças Armadas ao papel de guardiãs da ordem interna , transformando-as em forças policiais.

O objetivo econômico com a criação da ALCA ?

Estabelecer um território econômico único nas Américas com livre circulação de bens , serviços e capitais , porém sem livre circulação da mão-de-obra , em especial a menos qualificada . Gradualmente , adotaria o dólar como moeda hemisférica ,cuja emissão e circulação ficaria sob exclusivo controle norte-americano.

Conclusão :

Os Estados Unidos controlam , hoje 87% do comercio da região enquanto todos outros países com os quais se pretendem formar a ALCA dispõem apenas , de 12,08% do comercio regional , sendo que o Brasil participa com pequena parcela dessas relações comerciais .É preciso destacar a posição norte-americana expressa pela ALCA que ” recomenda ” que nas compras realizada pelo setor público , deva-se evitar os monopólios estatais e dar preferência ” as empresas que disponham de maior experiência e maior volume de negócios ” , o que equivale a dizer que na América Latina todas as compras realizadas pelo setor público devem ser feitas nas em empresas americanas .A ALCA é mais desemprego , droga , violência , invasão territorial , fome e miséria .

ALBERT EINSTEIN

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Albert Einstein

O maior cientista da história

Autor da Lei da Relatividade, maior cientista do século XX e eleito pela revista Time como o homem do século, Einstein revolucionou nossa visão do Universo. Grande cientista e humanista, Albert Einstein ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1922 e foi considerado uma das maiores personalidades de toda a história.

Varias são as lendas sobre sua vida e personalidade, mas a grande maioria não passa de simples “folclore”, como por exemplo, o fato de que Einstein não conseguiu passar em matemática quando ainda era jovem; ou então que não era capaz de lembrar o endereço de sua casa ou de contar o troco correto da passagem de ônibus.

Sua vida

Albert Einstein nasceu em 1879 em Ulm, na Alemanha, de uma família judia. Logo após seu nascimento, seus pais mudaram-se para Munique onde Albert Einstein passou sua juventude. Freqüentou até os 15 anos a escola Luitpold Gymnasiun. Suas maiores notas eram em Matemática e em Latim. Desde muito jovem demonstrou uma grande capacidade de entender os conceitos matemáticos mais complexos. Aos 12 anos já conhecia a geometria de Euclides.

Quando seus pais se mudaram para Milão, Itália, Einstein continuou seus estudos na Suíça, ingressando, em 1896, na Escola Politécnica Federal, em Zurique. Lá estudou Física e Matemática, tendo se formado em 1901. Em 1905 recebeu seu Ph.D pela Universidade de Zurique, na Suíça. No mesmo ano, publicou quatro artigos de grande importância para o desenvolvimento da Física. Um deles foi sobre o efeito fotoelétrico. Segundo Einstein, sob certas condições a luz se comporta como uma partícula. Esta teoria postulava que a energia dos raios luminosos se transfere em unidades individuais chamadas quanta, contrariando as teorias anteriores que afirmavam que a luz era manifestação de um processo contínuo. Essa teoria marcou a base da atual teoria sobre a natureza da luz.

Em outro artigo, Einstein expôs a formulação inicial da teoria da relatividade que, mais tarde, o tornaria mundialmente conhecido. Einstein propôs a famosa equação E = mc2. Esta equação afirma que a massa de qualquer objeto é diretamente proporcional à sua energia (E = energia, m = massa do objeto, c = velocidade da luz).

Na época em que foram apresentadas, as teorias de Einstein, além de serem complexas eram altamente polêmicas, gerando muita controvérsia.

Albert Einstein trabalhou no Departamento de Patentes da Suíça, em 1909 e tornou-se professor em Zurique e, dois anos mais tarde, professor de Física Teórica em Praga, voltando a lecionar em Zurique em 1912. Após voltar para a Alemanha em 1914 foi indicado diretor do Instituto Kaiser Wilhelm de Física e professor da Universidade de Berlim.

Em 1916, Einstein apresentou sua teoria geral da relatividade, na qual incluiu outras idéias, como o movimento dos corpos sob a influência da gravidade.

Em 1922, recebeu o Prêmio Nobel de Física, por seu trabalho publicado em 1905 sobre os efeitos fotoelétricos.

No entanto, a Alemanha não era um lugar onde um judeu poderia viver em paz. Após a Primeira Guerra Mundial e a devastadora derrota Alemã, o anti-semitismo tomou conta do país. Em 1920, enquanto ministrava uma de suas aulas na Universidade Berlim, Einstein assistiu a uma manifestação anti-semita e percebeu que logo teria que deixar a Alemanha. Um ano mais tarde visitou os Estados Unidos pela primeira vez, país para o qual emigraria, após renunciar à cidadania alemã, doze anos mais tarde, em 1933. Em 1940, Einstein tornou-se cidadão americano.

Na sua chegada aos Estados Unidos, Einstein assumiu o Departamento de Física da Universidade de Princeton, lecionando na mesma até 1945, quando se aposentou.

Einstein foi um sionista ativo, apoiando a criação do Estado de Israel e ajudando a arrecadar fundos para a criação da Universidade Hebraica de Jerusalém, na qual foi presidente de 1925 a 1928. Einstein doou os manuscritos de seus trabalhos científicos à universidade.

Em 1952, o primeiro-ministro de Israel, David Ben-Gurion, convidou Einstein para assumir a presidência do país. Einstein recusou o convite alegando não estar à altura do cargo.

Einstein era judeu e sempre acreditou em Deus. Ele defendeu a idéia do cosmo como produto de uma inteligência suprema, responsável pela organização da matéria e da vida.

Ele foi casado duas vezes. O primeiro casamento acabou em divórcio e no segundo, permaneceu até sua morte.

Einstein morreu no dia 18 de abril de 1955 em Princeton, Nova Jersey. Seu corpo foi cremado e seu cérebro doado a Thomas Harvey, patologista do Hospital de Princeton.

Apesar de atuar em prol da paz ao longo de sua vida, Einstein defendeu o desenvolvimento da bomba atômica pelos Estados Unidos, com o objetivo de frear Hitler e a Alemanha nazista. Em 1939, após tomar conhecimento de que os alemães estavam dedicando-se a um sigiloso projeto que envolvia o uso de urânio, Einstein escreveu uma carta ao Presidente Roosevelt, recomendando que os Estados Unidos se dedicassem à pesquisa nuclear. Isto resultaria no Projeto Manhattan e na construção da bomba atômica.

Uma semana antes de sua morte, Einstein assinou sua última carta que foi endereçada a Bertrand Russel. Nela, ele concordava que seu nome fosse incluído em um manifesto em prol de todas as nações que abandonassem as armas nucleares.

Idéias e teorias

Einstein sempre teve uma visão clara sobre os problemas da Física. Foi ele quem descobriu a estrutura essencial do Cosmo. Desde que começou a se dedicar à ciência, o então jovem físico percebeu algumas inadequações nas idéias de Newton. Em uma tentativa de reconciliar as leis da mecânica com o campo da eletromagnética acabou desenvolvendo a teoria da relatividade.

Em 1903 e 1904, ele publicou artigos sobre os fundamentos da mecânica estatística. Em 1905 terminou um trabalho que lhe garantiu o Prêmio Nobel de Física, em 1922, além de finalizar o texto que lhe deu o título de Doutor pela Universidade de Zurique.

A Teoria Especial da Relatividade, proposta por Albert Einstein em 1905, revolucionou a visão que se tinha do mundo. Em todos os modelos precedentes do universo, o espaço e o tempo eram vistos como dimensões absolutas e imutáveis da realidade. Do mesmo modo, a duração dos eventos e as medidas dos objetos eram vistas como qualidades totalmente independentes. A teoria da relatividade veio a modificar tais conceitos.

Nos anos 20, Einstein trabalhou no campo da unificação das teorias, na teoria quântica e no desenvolvimento da mecânica estatística. Mesmo após se aposentar, ele continuou a trabalhar rumo à unificação dos conceitos básicos da física.

Seus principais trabalhos são: “Teoria Especial da Relatividade”, 1905; “Teoria Geral da Relatividade”, 1916; “Investigações sobre a Teoria do Movimento Browniano”, 1926; e “Evolução da Física”, 1938. Entre seus trabalhos não científicos destacam-se “Sobre Sionismo”, 1930; “Minha Filosofia”, 1934; e “Meus últimos anos”, 1950.

Einstein foi o cientista mais renomado de todos os tempos. Ganhador do Prêmio Nobel de Física (1922), títulos de Doutor Honoris Causa de diversas universidades pelo mundo, títulos de Membro-Honorário de várias instituições e a Medalha Copley da Sociedade Real de Londres (1925), entre tantas. No ano 2000, Einstein foi eleito personalidade do século pela revista Time.

Frases de Einstein

“Ponha sua mão num forno quente por um minuto e isto lhe parecerá uma hora. Sente-se ao lado de uma bela moça por uma hora e lhe parecerá um minuto. Isto é relatividade”.

“Tem um sentido a minha vida? A vida de um homem tem sentido? Posso responder a tais perguntas se tenho espírito religioso, Mas, ‘fazer tais perguntas tem sentido?’ Respondo: ‘Aquele que considera sua vida e a dos outros sem qualquer sentido é fundamentalmente infeliz, pois não tem motivo algum para viver”.

Bibliografia

Pais, Abraham, “Sutil é o Senhor…A Ciência e a Vida de Albert Einstein”
Einstein, Albert, Como Vejo o Mundo
Revista Time, 10/01/2000
Manuscritos de 1912 da Teoria Especial da Relatividade de Einstein

AGROTÓXICOS

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Agrotóxicos: O veneno nosso de cada dia

Os agrotóxicos foram desenvolvidos na Primeira Guerra Mundial e utilizados mais amplamente na Segunda Guerra Mundial como arma química. Com o fim da guerra, o produto desenvolvido passou a ser utilizado como “defensivo agrícola”.

O primeiro veneno, o composto orgânico DDT, foi sintetizado em 1874 por Othomar Zeidler, porém só em 1939 Paul Muller descobriu suas propriedades inseticidas. Pela descoberta e posterior aplicação do DDT no combate a insetos, Muller recebeu o prêmio Nobel de química em 1948. O DDT era então a grande arma para acabar com o inseto propagador da malária, até que descobriu-se que ele &ndash como todos os compostos organoclorados &ndash é cancerígeno, teratogênico e cumulativo no organismo.

No pós-guerra, os vencedores articularam uma expansão dos seus negócios a partir das indústrias que haviam se desenvolvido durante o conflito, e entre elas a indústria química. Na Europa havia fome. Foi então que surgiu a “revolução verde”, que visava promover a agricultura, gerando comida para os famintos do mundo.

A “revolução verde” chegou ao Brasil em meados da década de 60. Foi implantada através de imposição das indústrias de venenos e do governo brasileiro: o financiamento bancário para a compra de semente só saia se o agricultor comprasse também o adubo e o agrotóxico.

Esta política levou a uma grande contaminação ambiental, sem que a fome fosse extinta. Hoje, 1/5 das crianças não ingerem a quantidade suficiente de calorias e proteínas que necessitam. E cerca de 2 bilhões de pessoas &ndash terceira parte de humanidade &ndash sofrem de anemia. A cada ano 30 milhões de pesssoas morrem de fome no mundo e 800 milhões sofrem de subalimentação crônica.

Enquanto alguns países, principalmente da Europa, tentam reverter o duro quadro de degradação ambiental e contaminação dos alimentos, no Brasil a situação se agrava a cada ano. Em 1970, fábricas obsoletas foram transferidas para o Brasil, que está entre os 5 maiores consumidores de venenos na agricultura no mundo.

Estima-se que no ano passado foram vendidos no país cerca de US$ 2 bilhões de agrotóxicos, aproximadamente 400 mil toneladas.

A degradação do meio ambiente tem conseqüências a longo prazo e seus efeitos podem ser irreversíveis. Em escala planetárias, existem mais de 2 trilhões de toneladas de resíduos industriais sólidos e cerca de 350 milhões de toneladas de detritos gerados por ano.

A utilização de agrotóxicos está comprometendo toda a humanidade e a vida na Terra. Os trabalhadores que manuseiam os venenos trabalham sem nenhuma proteção, como botas, macacões, máscaras, capacetes, luvas e outros equipamentos. Não existe orientação e falta conhecimento do que fazer com resíduos e embalagens. O governo brasileiro nunca fez valer a lei de agrotóxicos que, entre outros aspectos, proíbem a comercialização de produtos que sejam cancerígenos, mutagênicos e teratogênicos.

Atualmente, o controle dos agrotóxicos deve ser feito pelo Ministério da Saúde e a questão ambiental para o Ibama. O governo quer passar tudo para o Ministério da Agricultura.

Os agrotóxicos podem ser divididos em inseticidas e herbicidas. Os inseticidas formam 3 grandes grupos, os organoclorados, os organofosforados e carbamatos e as piretrinas. Os herbicidas têm como grupos mais importantes Paraquat, clorofenoxois e dinitrofenóis.

Os organoclorados são os que mais persistem no meio ambiente, chegando a permanecer por até 30 anos. São absorvidos por via oral, respiratória e dérmica, e atingem o sistema nervoso central e periférico. Provocando câncer e por isso foram banidos de vários países.

Os organofosforados e carbamatos são inseticidas mais utilizados atualmente a também são absorvidos pelas vias oral, respiratória e dérmica. Seus efeitos são alteração do funcionamento dos músculos cérebro e glândulas.

As piretrinas são inseticidas naturais ou artificiais. São instáveis à luz e por isso não se prestam à agricultura. São usados em ambientes domésticos na forma de spray, espirais ou em tabletes que se dissolvem ao aquecimento. São substâncias alergizantes e desencadeiam crises de asma e bronquites em crianças.

O herbicida Paraquat oferece grande risco. É um herbicida que mata todos os tipos de plantas. A substância determina lesões de Rim e se concentra nos Pulmões, causando fibrose irreversível.

Os principais clorofenóis são o 2.4-D e o 2.4.5-T, que são cancerígenos. O agente laranja, usado na Guerra do Vietnã, é uma mistura do 2.4-D e do 2.4.5-T.

Além dos dados acima, alguns pontos merecem ser levantados. Atualmente, 6 a 8 empresas detêm o oligopólio da produção de agrotóxicos no mundo. Em 1981 a Alemanha vendeu 2 fábricas de venenos para o Iraque matar os curdos. O Tamarron matou 16 pessoas em 1 ano na Costa Rica. Milhares de jovens às vezes com menos de 18 anos, quimicamente são castrados pelo DDCT (Bromocloropropano), que foi parado de fabricar nos USA em 1970.

Na U.E. uma pessoa só pode comprar fosforados após um curso de 60 horas e receber carteira de autorização de usar o agrotóxico no município. A maioria das fábricas de agrotóxicos atualmente estão em países do Terceiro mundo. Além disso, agrotóxico não paga ICMS no Brasil.

Intoxicação por agrotóxicos

O Brasil encontra-se entre um dos maiores consumidores de produtos praquicidas (agrotóxicos) do mundo, tanto aqueles de uso agrícola como os domésticos (domissanitários) e os utilizados em Campanha de Saúde.

Dada a falta de controle no uso destas substancias químicas tóxicas e o desconhecimento da população em geral sobre os riscos e perigos à saúde daí decorrentes, estima-se que as taxas de intoxicações humanas no pais sejam altas. Deve-se levar em conta que, segundo a Organização Nacional de Saúde para cada caso notificado de intoxicação ter-se-ia 50 outros não notificados.

Os perigos representados pelos agrotóxicos

O perigo começa no próprio campo, com os agricultores que pulverizam os agrotóxicos nas lavouras. A exposição destes produtos de elevada toxidade sem a devida proteção pode ocasionar invalidez e até morte.

Em seguida, o perigo chega à mesa do consumidor dos grandes e médios centros urbanos. Os vegetais e frutas disponíveis no mercado, de aspecto agradável podem esconder em sua película externa fragmentos de agrotóxicos utilizados na lavoura.

O consumo de alimentos cultivados com adubos orgânicos, sementes resistentes e que utilizem um controle biológico de pragas seria o ideal. Entretanto, este tipo de agricultura não é incentivado pelo governo, o que encarece e dificulta a comercialização dos produtos.

Os metais pesados atuam como agrotóxicos quando lançados nos rios e oceanos; acumulando na cadeia alimentar, chegam pelas descargas dos rios contaminados. As principais fontes são as industriais, os garimpos e as lavouras, que aplicam cobre e zinco no combate aos fungos.

Os efeitos da contaminação dependem não só da dose, como também do tipo de poluente. O chumbo altera a síntese de hemoglobina, provocando anemia, insuficiência renal, problemas no sistema nervoso, cólicas intestinais e convulsões.

Outro sistema de contaminação ocorre por ar contaminado, onde poluentes podem acarretar em debilidade mental, tontura e enfraquecimento de pernas.

Bioacumulação, eutrofização e conceito

A bioacumulação e o fenômeno através do qual os organismos vivos retêm, dentro de si, certas substancias tóxicas sem conseguir eliminá-las.

A eutrofização refere-se ao que poderíamos chamar de “fertilização” das águas dos rios, lagos, represas, ou mesmo do mar, e ocorre continuamente com depósito de várias substancias nutritivas que vão alimentar as algas, os peixes e outros organismos aquáticos.

Quando estas “fertilizações” acontecem lentamente, de modo a contribuir para o equilíbrio ecológico do ambiente aquático, é chamada de eutrofização natural.

Certas atividades humanas, como a agricultura, fazem chegar até as águas superficiais uma quantidade de nutrientes muito maior que o normal. Arrastados pelas enxurradas, os adubos agrícolas chegam até os rios e lagos, o que se chama de eutrofização cultural.

Conceitos de poluição:

De acordo com o conceito mais moderno e abrangente, poluição é tudo que ocorre com o meio e que altera suas características originais. Assim, um lago utilizado para o abastecimento de água ou para a pesca, estará poluído quando não mais se prestar a essas funções.

Esgotos

Os esgotos contêm, além de fezes humanas, restos de alimentos, sabões e detergentes, sendo considerados os principais fatores poluentes das águas em regiões densamente povoadas. Podendo citar como exemplo de águas poluídas por esgoto o rio Guaíba em Porto Alegre; o rio Tietê em São Paulo; e a Baía de Guanabara no Rio de Janeiro.

Agricultura

A agricultura contribui drasticamente com a poluição das águas, tanto superficiais como subterrâneas.

Essa contribuição se faz, basicamente, de duas formas: pelo aumento do despejo de substâncias eutrofizantes e pelo despejo de substâncias tóxicas.

Substâncias Eutrofizantes:

O aumento de substâncias eutrofizantes provocado pela agricultura ocorre em primeiro lugar, pelo transporte de fertilizantes químicos à base de nitrogênio e fósforo, e também de detritos animais, para os riachos e lagos, devido a ação das chuvas.

O potássio e o cálcio exercem pouca influência sobre o crescimento de microrganismos na água. Entretanto, o nitrogênio e, principalmente, o fósforo são extremamente importantes como elementos eutrofizantes, pois os fosfatos e alguns compostos nitrogenados favorecem grandemente a proliferação de algas e ourtos microrganismos aquáticos.

ABIOGÊNESE X BIOGÊNESE

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Abiogênese X Biogênese

Várias hipóteses foram formuladas para se explicar o surgimento da vida em nosso planeta, no qual acreditavam que este processo se dava não só por cruzamentos entre si, mas também, a partir de uma matéria bruta. Essa idéia foi proposta por Aristóteles há mais de 2000 anos.

Aristóteles – ± 383 a.C -> Surgimento da vida seria a partir de princípios ativos contidos em certos alimentos, que quando ingeridos poderiam ser ativados. (Abiogênese).

Francesco Redi – séc XVII -> a vida só se origina a partir de outra preexistente, desde que encontre meio favorável ao seu desenvolvimento (Biogênese).

Anton Leeuwenhoek – (poucos anos depois) -> aperfeiçoou o microscópio, revelando que os microorganismos tivera seus próprios meios de reprodução.

Louis Pasteur – ± 1895 -> Provou com seus experimentos que um meio estéril em contato com o ar contaminado, permitia a proliferação de microorganismos, logo, a teoria da abiogênese caiu por terra.

Resolvido este problema a Ciência depara-se com outro enigma: “Se a vida surge de vida preexistentes, como e quando apareceu o primeiro ser vivo?”

Nesse sentido, surgiram várias hipóteses na qual a heterotrófica é mais aceita apesar de concordar com a abiogênese no sentido de ser originada de matéria bruta, mais por outro lado admite uma evolução mais lenta e que necessitaria de matéria orgânica pré-fabricada para garantir sua sobrevivência.

A Terra com aproximadamente 5 bilhões de anos só começou a ser povoada 3,5 bilhões de anos atrás, quando ela criou meios favoráveis para desenvolvimento de seres vivos. A partir de 1954 os cientistas Miller, Fox e Calvin reproduziram através de experimentos as condições prováveis de vida na atmosfera primitiva, nos quais demonstraram a possibilidade da formação de compostos orgânicos (aminoácidos, proteínas e carboidratos) que naquele período seriam arrastados pelas águas das chuvas até os mares primitivos e lá se depositariam misturados as águas e a outros compostos orgânicos e inorgânicos que ao seu tempo foram se englobando, constituindo a base física na qual se formaria a vida.

O surgimento da vida seria dada através da energia extraída de carboidratos pelo processo de fermentação (respiração aeróbia), dando possibilidades para que surgissem nucleotídeos, ácidos nucléicos, onde favoreceria o surgimento de um ambiente equilibrado dotado de capacidade de auto duplicação. Com o tempo, a escassez de energia e matéria-prima faria com que a vida criasse outra forma de sobrevivência no qual a energia solar passaria a ser aproveitada dando origem aos primeiros seres autrótofos (produzem seus próprios alimentos ), com isso a Terra passaria a conhecer uma novo gás – Oxigênio, que propiciaria o aparecimento de seres aeróbicos, capazes de extrair energia de alimentos e com rendimentos superiores ao processo fermentativo.