CRUSTÁCEOS

0

Os crustáceos receberam este nome por causa da composição do seu exoesqueleto de carbonato de cálcio, que forma uma crosta. São artrópodes de hábitos aquáticos, sendo a maioria marinha. As espécies mais conhecidas são as lagostas, camarões, siris, caranguejos e tatuzinhos.

Corpo

O corpo é dividido em cabeça, tórax e abdome, ou em cefalotórax e abdome. Possuem 5 pares de apêndices, 2 pares de antenas na região cefálica, que é característica distintiva destes animais. Possuem um tronco segmentado e um telson na região terminal, portador de um ânus. Em muitos crustáceos o tórax está coberto por uma carapaça dorsal.

artropodes_crustaceo

O sangue é movimentado na cavidade central do corpo por um coração rudimentar. Os músculos são mais diferenciados que nos vermes; O sistema nervoso, ventral, é dividido em um sistema sensorial e um sistema motor, sendo os órgãos controlados por um sistema nervoso simpático (involuntário).

Mais de metade das espécies de crustáceos pertence à subclasse dos malacostracos, que são os crustáceos mais desenvolvidos. O corpo destes é dividido em 19 segmentos, cada um deles apresentando um par de apêndices:

– a cabeça (cinco segmentos) tem dois pares de antenas e três pares de apêndices para alimentação (uma mandíbula, duas maxilas);

– o tórax (oito segmentos) está sempre solidamente ligado à cabeça. Tem três pares de apêndices semelhantes às mandíbulas e cinco pares de apêndices locomotores. Destes, o primeiro pode se transformar em urna pinça, fraca ou forte;

– o abdômen (seis segmentos) varia em tamanho. Pode ser longo, como na lagosta, ou atrofiado, como no caranguejo. Cada segmento possui um par de patas falsas que desempenham papel na reprodução; muitas vezes a fêmea deposita os ovos nesses apêndices. A reprodução é sexuada e a fertilização, externa. O camarão, por exemplo, deposita o esperma no tórax da fêmea e a fertilização dos ovos pode demorar alguns dias.

artropodes_crustaceos_sistema_digestivo

Os crustáceos são divididos em dois grupos:

Decápodes – São crustáceos que possuem dez patas. Geralmente, as duas patas dianteiras são modificadas e bem desenvolvidas para captura de alimentos.
Os principais representantes dessa classe são os camarões, caranguejos, lagostas e siris.

Isópodes – apresentam numerosas patas e todas semelhantes. O principal representante desse grupo é o Tatuí

artropodes_crustaceos_respiracao_excrecao_reproducao

Quando adultos muitos dos crustáceos se mostram completamente diferentes de quando nascem, pois nesta fase cobre-se com uma casca grossa . Na sua fase larval, os crustáceos menores servem de alimento para muitos peixes.

O menor crustáceo existente é a pulga-d’água, é tão pequena que mal pode ser vista a olho nu; já o maior deles é o caranguejo.

De uma maneira geral, os crustáceos são carnívoros ou onívoros. Eles alimentam-se de carne, peixe, mexilhão, as carnes magras são muito apreciadas em sua dieta.

Locomoção

São animais nadadores, e a natação é promovida pelo movimento dos apêndices.
Algumas espécies são rastejadoras, pois possuem os apêndices pesados, que se adaptaram para rastejas e cavar.

Tegumento

O exoesqueleto dos crustáceos é enriquecido com carbonato de cálcio. Por baixo do tegumento existem glândulas tegumentares e cromatóforos.

Nutrição

Possuem uma variedade muito grande de dietas. Há na região da cabeça, ao redor da boca, um par de mandíbulas e outros apêndices para a obtenção de alimento. Grande parte dos representantes são filtradores, alimentando-se de plâncton e detritos. Este tipo de alimentação envolve cerdas, ao invés de cílios. Os apêndices criam uma corrente de movimentação de água e as partículas alimentares ficam presas nos apêndices ou cerdas filtradoras. São removidos destas cerdas por cerdas em forma de escova e levadas até as peças bucais. A boca está na posição ventral e o aparelho digestivo é reto.

Circulação

O sistema circulatório dos crustáceos é bastante parecido com o dos quelicerados. O coração varia desde um tubo longo até uma vesícula esférica (BARNES, 1990), localizada na região dorsal do tórax. O sangue possui células fagocíticas como amebócitos e granulosos que participam na coagulação.
As trocas gasosas são realizadas por brânquias.

Excreção

A amônia é a principal excreta nitrogenada. As glândulas responsáveis pela excreção são as glândulas antenais, ou glândulas verdes. Alguns experimentos mostram que as brânquias ajudam na excreção da amônia. As brânquias são os principais órgãos para a manutenção osmótica.
Possuem nefrócitos (células que recolhem e acumulam partículas de excreção) nos eixos das brânquias e base das pernas.

Sistema Nervoso

Muitos grupos desenvolveram vários graus de fusão medial e longitudinal dos gânglios. Possuem como estruturas sensoriais os estatocistos, olhos, proprioceptores, receptores táteis e quimiorreceptores. Os olhos são de dois tipos: medianos e compostos. O mediano é característico da larva e pode ou não persistir no adulto. Os ocelos são compostos de células fotorreceptoras. O olho mediano serve para orientação. Os adultos têm 2 olhos compostos na região lateral da cabeça. Algumas espécies não possuem olhos compostos.

Sistema Reprodutor

A maioria dos crustáceos é dióica, embora existam espécies hermafroditas como a Craca. As gônadas encontram-se na posição dorsal do tórax ou abdome e são estruturas alongadas, encontradas aos pares. O macho dispõe de várias pernas modificados para segurar a fêmea. Em algumas espécies os espermatozóides são aflagelados e imóveis, e em outras são transmitidos por espermatóforos. Algumas fêmeas podem possuir um receptáculo seminal.
Em geral as fêmeas incubam os ovos em apêndices ou em câmaras incubadoras (sacos ovígeros).
Os ovos são centrolécitos, possuem desenvolvimento indireto e, na maioria dos casos, mais de um tipo de larva.

artropodes_crustaceos_larva_zoea

Em geral, do ovo surge uma larva náuplio, que se transforma em uma larva zoea, mas esse padrão varia muito de grupo para grupo. O lagostim possui desenvolvimento direto.

DIPLOPODES

0

Diplopodes

Nesta Classe estão os piolhos de cobra,conhecido também como embuá ou gongolo. Possuem dois pares de patas por segmento,são herbívoros e detritívoros,não possuindo forcípula.

São parecidos com os Quilópodes. O nome da classe vem do grego diplos:duplo e podos:pés ;
Os principais representantes dessa classe são os artrópodes que encontram com mais facilidade no dia-a-dia; por exemplo: formiga, barata, mosquito, borboleta, mosca, besouro, joaninha, abelha, gafanhoto, entre muitos outros.

Reprodução

Sua reprodução é sexuada.todos os tipos de diplópodes são ovíparos.O macho apresenta apêndices especializações na fecundação intern-gonópodes e os sexos são separados.
A fêmea coloca ovos num ‘ninho’ no solo e os crias.Passam por sete estádios larvares diferentes até atingirem a fase adulta ;

Sistema do organismo e seu funcionamento

Possuem o corpo cilíndrico,com um par de antenas,olhos simples,locomotoras por segmento (que podem variar de 20 a 100) dividido em toráx e abdomem. Eles não possuem nenhum tipo de ferão ou glandulos de veneno;Seu sistema respiratório e traquial.
Artros (articulação) são animais invertebrados porque possuem membros rigidos e articulares Podos (pés)
Em algumas espécies os olhos podem estar ausentes. As antenas possuem pêlos táteis. São animais herbivoros e detritívoros, isto é, se alimentam de detritos,
como matéria vegetal morta. Quando se sentem ameaçados, os diplópodes enrolam-se, fingindo-se de mortos.
Em outras situações, eliminam substâncias repelentes que afastam predadores

Habitat

Os diplopodes gostam de lugares escuros e terra úmida. Vivem embaixo de pedras e folhas mortas ou dentro de troncos de árvores apodrecidos. Assim como os quilópodes, eles procuram sombra e umidade.Quando atacados, enrolam-se e liberam uma secreção que afugenta os inimigos. Costumam viver escondidos da luz para evitar dessecação O piolho de cobra é inofensivo;Não costumam serem animais ágeis, pois se locomovem lentamente. Porém as pernas têm força suficiente para abrir caminhos no solo. Como não são ágeis, precisaram desenvolver mecanismos para sua defesa, como um esqueleto rígido e podem enrolar o corpo, como um espiral.
dentro de troncos apodrecidos, sob as pedras ou madeira acumulada, em forros de casas de madeira, etc.

Estruturas corporais

O tegumento destes animais está impregnado com sais de cálcio. Normalmente a superfície é lisa, mas alguns animais têm cristas, tubérculos, cerdas ou espinhos. A coloração da maioria dos diplópodes é preta e marrom, existindo representantes vermelhos, alaranjados e até machados. Não costumam serem animais ágeis, pois se locomovem lentamente. Porém as pernas têm força suficiente para abrir caminhos no solo. Como não são ágeis, precisaram desenvolver mecanismos para sua defesa, como um esqueleto rígido e podem enrolar o corpo, como um espiral. Algumas espécies possuem glândulas repugnatórias. A transferência de espermatozoides é indireta, havendo a presença de um espermatóforo, mas não em todas as espécies. Os ovos são depositados em ninhos e depois de alguns dias eclodem os jovens.
Algumas espécies têm partenogênese.

Nome: Embuá
Outro nome: piolho-de-cobra
Nome científico:lulus sabulosus cllindroiulus
Filo:Arthropoda
Classe: Diplopoda
Ordem: Juliformia
Familia:Julidae
São popularmente chamados mil-pés;

Características:

São animais herbívoros (Diferentemente dos Quilópodes) e detritívoros, isto é, se alimentam de detritos, como matéria vegetal morta. Quando se sentem ameaçados, os diplópodes enrolam-se, fingindo-se de mortos. Em outras situações, eliminam substâncias repelentes que afastam predadores, como o cianeto de hidrogênio. O corpo dos diplópodes é dividido somente em cabeça pequeno tórax e um longo abdome segmentado.
Possuem um corpo cilíndrico, com um par de antenas, olhos simples e dois pares de patas locomotoras por segmento (que podem variar de 20 a 100) e seu sistema respiratório é traqueal. Sua reprodução é sexuada. Todos os diplópodes são ovíparos.

Diferenças dos Diplopodes X Quilópodes

Os Diplopodes antigamente pertenciam à classe dos Miriápodes, junto com os Quilópodes, porém não são mais colocados juntos nessa classificação. As diferenças entre as duas novas classes são que Quilópodes tem forcípulas (que inoculam veneno), Diplopodes tem antenas; Quilópodes são carnívoros, Diplopodes são herbívoros; Diplopodes são cilíndricos,Quilópodes são achatados; Quilópodes tem 1 par de patas por segmento, Diplopodes tem 2 pares de patas por segmento.

ARTROPODES

0

O número de espécies é cerca de 970.000 ou seja 83% do reino animal. Alguns ocorrem em altitudes acima de 6.000 metros, outros de mais de 9.500 metros de profundidade no mar. São diversas espécies adaptadas para a vida na terra, no ar, no solo e água doce ou salgada. Outras espécies são ecto ou endo parasitas de vegetais e animais.

São divididos em cinco classes: Crustáceos, Insetos, Aracnídeos, Quilópodes e Diplópodes.

Artropodes

 

Apresentam um exoesqueleto quitinoso e uma série de apêndices articulados. O exoesqueleto limita o crescimento desses animais, que crescem através do processo de mudas (ecdises), durante as quais trocam o seu envoltório.

A estrutura do sistema respiratório depende do grupo e do habitat de cada espécie. Existem grupos que apresentam respiração branquial (crustáceos), traqueias (insetos, aracnídeos, quilópodes e diplópodes) e cavidade pulmonar (aracnídeos).

O sistema circulatório é do tipo aberto e o sangue é lançado do coração para o interior de cavidades. A excreção pode ser realizada através das glândulas verdes (crustáceos), glândulas da coxa (aracnídeos) ou túbulos de Malpighi (insetos, aracnídeos, quilópodes e diplópodes).

O sistema nervoso é ganglionar, sendo composto por um cordão central ventral, gânglios cerebroides e um anel nervoso.

A reprodução é sexuada, existindo tanto espécies dioicas quanto hermafroditas. O desenvolvimento pode apresentar estágios larvais (indireto) ou ser direto.

A)Crustacéos

Os crustáceos possuem representantes terrestres, de água doce e marinhos. Existem espécies de vida livre e também algumas que vivem fixas a substratos.
Os crustáceos receberam este nome por causa da composição do seu exoesqueleto de carbonato de cálcio, que forma uma crosta. São de hábitos aquáticos, sendo a maioria marinha.
As espécies mais conhecidas são as lagostas, camarões, craca, tatu-bola, siris, caranguejos e tatuzinhos.

artropodes_crustaceos_siri_azul

 

O siri é um animal adaptado à natação, por isso, seu último par de pernas é achatado, em forma de remo, o que permite melhor desempenho na função. O cefalotórax desses animais também é achatado dorsoventralmente.

artropodes_caranguejo
Os caranguejos possuem o corpo mais robusto e as pernas não possuem adaptações para o nado.

O corpo é dividido em cabeça, tórax e abdome, ou em cefalotórax e abdome. Possuem 5 pares de pernas, 2 pares de antenas na região cefálica, que é característica distintiva destes animais. Possuem um tronco segmentado e um telson na região terminal, portador de um ânus. Em muitos crustáceos o tórax está coberto por uma carapaça dorsal.

artropodes_crustaceos_sistema_digestivo

 

O corpo é dividido em duas regiões: cefalotórax e abdome. Possuem dois pares de antenas e cinco ou mais pares de apêndices locomotores. São importantes constituintes do zooplâncton.

B) INSETOS

É a classe com maior número de espécies. Nela estão incluídos animais como besouros, pulgas, borboletas, libélulas, percevejos, entre outros. O corpo é dividido em três regiões: cabeça, tórax e abdome. Na cabeça existe um par de antenas. No tórax encontram-se três pares de apêndices locomotores e as asas, quando presentes. Nem sempre é possível distinguir claramente as três regiões do corpo.

artropodes_corpo_formiga

 

O desenvolvimento pode ser direto ou indireto. No desenvolvimento direto do ovo eclode um indivíduo já semelhante ao adulto, ou seja, não há metamorfose (insetos ametábolos). Existem dois tipos de desenvolvimento indireto: com metamorfose incompleta (insetos hemimetábolos) ou completa (insetos holometábolos). Na metamorfose incompleta do ovo emerge a ninfa, que se desenvolverá no adulto. Na metamorfose completa, do ovo emerge uma larva que origina a pupa, que, por sua vez, se transforma no adulto.

artropodes_barata_ciclo_de_vida

 

C) ARACNÍDEOS

É a segunda maior classe de artrópodes. Existem espécies terrestres e aquáticas. Exemplos de aracnídeos são as aranhas, escorpiões, carrapatos e ácaros. O corpo da maioria dos aracnídeos encontra-se dividido em cefalotórax e abdome.

artropodes_aracnideos__aranha_brachypelma_smithi

 

No cefalotórax existem quatro pares de apêndices locomotores, um par de quelíceras e um par de palpos ou pedipalpos. As quelíceras podem ser utilizadas para injetar veneno nas presas, como ocorre nas aranhas, ou para esmagá-las, como é o caso dos escorpiões. Os palpos são utilizados para apreensão e manipulação das presas. Os aracnídeos não possuem antenas.
No entanto, em algumas ordens ou espécies há a divisão ou fusão dessas partes.
A maioria dos aracnídeos é carnívora. Alguns desses animais são parasitas do sangue de vertebrados, como os carrapatos. A sarna ou escabiose é causada por um aracnídeo, um ácaro.

Classificação dos aracnídeos

Os aracnídeos são classificados em: araneídeos (aranhas), escorpionídeos (escorpiões) e acarinos (ácaros e carrapatos).
Em algumas espécies os pedipalpos são estruturas presentes que servem para capturar as presas e noutras ainda como órgão da reprodução. Nos solpugídeos os pedipalpos são semelhantes às patas, fazendo parecer que têm cinco pares. As larvas dos ácaros têm apenas 6 patas – o último par só se forma na fase de ninfa.
Os aracnídeos não possuem antenas nem mandíbulas. Apresentam quelíceras ao redor da boca como estruturas envolvidas na manipulação do alimento. Possuem também ao redor da boca um par de pedipalpos, estruturas que podem ter diversas funções. As aranhas e os escorpiões são basicamente carnívoros. Muitos desses predadores possuem glândulas de veneno, que utilizam para paralisar sua presa.

artropodes_aranha_aracnideos

 

A fecundação é interna e os sexos são separados. O desenvolvimento é indireto nos ácaros e direto nas aranhas e escorpiões.

As aranhas possuem glândulas de veneno no interior de suas quelíceras. O veneno inoculado contém enzimas que imobilizam e iniciam a digestão das presas.

artropodes_corpo_escorpiao

 

O abdome dos escorpiões é dividido em duas regiões: uma mais anterior, chamada de pré-abdome (ou mesossoma), e outra mais posterior, o pós-abdome (ou metassoma). Na extremidade do pós-abdome há uma estrutura chama télson, que abriga as glândulas de veneno.

D) QUILÓPODES

Quilópode é uma palavra de origem grega que significa “aquela que tem mil patas” (quilo significa “mil”, e podos “patas”) e faz referência ao grande número de pares de pernas destes animais. A lacraia e a centopeia é um exemplo de quilópode.

artropodes_quilopodes_lacraia

 

Possuem o corpo dividido em diversos segmentos. No primeiro segmento (cabeça) existe um par de antenas longas e um par de estruturas inoculadoras de veneno. Em cada um dos segmentos restantes há um par de pernas.
A maioria das espécies medem entre três e seis cm de comprimento, mas algumas como a Scolopendra gigantea podem atingir os 30 cm. Os quilópodes possuem um par de antenas, no mínimo, 12 ou mais pares de pernas locomotoras, a cabeça está recoberta por um escudo cefálico rígido e esclerotizado. São trignatos(três mandíbulas), geralmente apresentam conjuntos laterais de olhos frouxamente agrupados, podem ser cegos (geofilomorfos) ou com omatídios muito próximos entre si, formando olhos pseudofacetados (escutigeromorfos). Possuem uma garra de veneno no primeiro segmento do corpo chamada de forcípulas que se conecta por um ducto a uma glândula de veneno localizada no telopodito (porção móvel de um apêndice), são exclusivas entre os miriápodes com os quais injetam seu veneno nas presas. O seu veneno não é perigoso para o Homem, nem para as crianças pequenas a não ser em casos de reações alérgicas. As pernas anais, encontradas no último segmento do tronco, não apresentam função locomotora e sim de defesa, ataque ou sensitiva, podendo ter formas de pinça ou de antena.

São animais carnívoros, terrestres e de hábitos noturnos, vivem na sombra, em regiões quentes e em locais bastante úmidos. São ovíparos, carnívoros e predadores. Eles possuem veneno, que é inoculo no inimigo ou na presa.

E) DIPLÓPODES <—( Para saber mais sobre os Crustáceos clique no Titulo)

O nome da classe vem do grego diploos, duplo; e podos, pés, e faz referência a presença de um par de apêndices locomotores por segmento do abdome. O piolho-de-cobra é um exemplo de diplópodes.

artropodes_diplopodes_cylinroiulus_caeruleocinctus

 

Possuem o corpo segmentado, dividido em cabeça, tórax e abdome.
O corpo dos diplópodes possui uma cabeça com uma par de antenas curtas, no tórax há um par de apêndices locomotores por segmento; e no abdome, dois pares.
São herbívoros, não possuem glândulas de veneno e vivem em ambientes terrestres úmidos.
Um representante desse grupo é o piolho-de-cobra, conhecido também como embuá ou gongolo.

Os diplópodes gostam de lugares escuros e terra úmida. Vivem embaixo de pedras e folhas mortas ou dentro de troncos de árvores apodrecidos. Assim como os quilópodes, eles procuram sombra e umidade.
Quando atacados, enrolam-se e liberam uma secreção que afugenta os inimigos. Os diplópodes são ovíparos, isto é, pões ovos.

Documentário sobre insetos

http://www.youtube.com/watch?v=gzeh2kE2vIw

Bibliografia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Artropodes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Crust%C3%A1ceos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Insetos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aracnideos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quil%C3%B3podes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dipl%C3%B3podes

MOLUSCOS

1

Os moluscos têm uma composição frágil, são animais de corpo mole, mas a maioria deles possui uma concha que protege o corpo. Nesse grupo, encontramos o caracol, o marisco e a ostra. Há também os que apresentam a concha interna e reduzida, como a lula, e os que não têm concha, como o polvo e a lesma, entre outros exemplos.
Caracóis, caramujos, ostras, lesmas, polvos. Todos esses animais pertencem ao filo Mollusca. O nome do grupo já fornece uma pista sobre uma característica compartilhada por todos eles. Mollusca vem do latim Mollis, que significa “mole”. Todos os moluscos possuem corpo mole, recoberto ou não por uma concha calcária.

O filo dos moluscos apresenta um grande número de espécies, ficando atrás apenas dos artrópodes. Eles podem ser encontrados em ambientes marinhos, de água doce ou terrestres. Muitos moluscos são utilizados na alimentação humana e a sua pesca ou coleta é uma importante atividade econômica de inúmeros países.

Outros, como o caramujo-gigante africano (Achatina fulica), são considerados espécies invasoras. As espécies invasoras podem competir com as espécies locais, prejudicando-as. Existe um grupo de moluscos marinhos, chamados de teredinídeos, que perfuram madeira, podendo estragar o casco de barcos, piers e outras estruturas.

Embora existam muitas e diferentes espécies de moluscos, o corpo de todos eles pode ser definido segundo um plano básico: cabeça, pé e massa visceral. A cabeça porta a boca, e pode ser extremamente reduzida em alguns grupos. O pé geralmente é uma sola achatada e muscular, situada na superfície ventral do corpo. A massa visceral corresponde a uma bolsa no interior da qual se encontram os órgãos internos. Muitas classes apresentam também uma concha que recobre e protege o corpo do animal. A concha é uma estrutura composta por carbonato de cálcio secretado por glândulas epidérmicas.

Sistema digestório e excretor

moluscos_anatomia_interna_de_um_polvo

O sistema digestório dos moluscos é do tipo completo, ou seja, eles possuem boca e ânus, além de esôfago, estômago e intestino.

Muitos moluscos aquáticos se alimentam de pequenas algas que ficam presas às rochas ou outros pequenos organismos. Outros são carnívoros e chegam a se alimentar de animais de porte considerável, como ouriços, estrelas-do-mar e até mesmo outros moluscos. Porém, alguns são filtradores e retiram pequenas partículas orgânicas diretamente da água. Os moluscos terrestres, em sua maioria, se alimentam de pequenas plantas, como gramíneas, ou de partes, como folhas e flores, de plantas de maior porte.

Na boca da maioria dos moluscos não filtradores existe uma estrutura chamada rádula. A rádula assemelha-se a uma língua com inúmeros dentículos de quitina que raspam as superfícies retirando o alimento. Na boca dos cefalópodes há uma espécie de mandíbula, também quitinosa, que funciona como uma prensa para segurar o alimento.

Da boca o alimento segue pelo esôfago até atingir o estômago. No estômago existe uma região glandular que secreta enzimas digestivas. Após o estômago há um intestino longo e enrolado que, por fim, desemboca no ânus.

Os moluscos possuem um par de estruturas especializadas para a excreção, são os metanefrídios. Esses órgãos filtram as substâncias tóxicas do sangue, bem como reabsorvem aquelas que ainda podem ser aproveitadas.

Sistema respiratório

Como vimos, os moluscos apresentam uma grande variedade de formas e habitats. Portanto, as estruturas respiratórias também são muito variadas. Existem desde espécies que apresentam apenas respiração branquial, espécies que possuem brânquias e nas quais a cavidade do manto funciona como um pulmão (saco pulmonar), até espécies sem nenhuma brânquia e apenas com o saco pulmonar.

Sistema circulatório

Os moluscos possuem um coração situado na região dorsal do corpo. Do coração partem vasos sanguíneos que desembocam em cavidades chamadas de hemoceles. Das hemoceles o sangue passa para todos os tecidos do corpo. O sangue retorna ao coração passando pelas brânquias ou metanefrídios. O sangue dos moluscos possui um pigmento respiratório chamado hemocianina, cuja coloração é azulada.

Sistema nervoso e sensorial

O sistema nervoso dos moluscos é composto, basicamente, por um anel de nervos ao redor do esôfago e uma série de cordões nervosos que seguem para as demais regiões do corpo. O sistema sensorial é muito variado e depende do grupo. Alguns possuem estruturas, chamadas estatocistos, capazes de perceber variações ambientais, outros possuem tentáculos sensoriais e olhos.

A reprodução dos moluscos

Os moluscos podem ser hermafroditas ou apresentar sexos separados. A fecundação pode ser externa, com liberação dos gametas na água, ou interna. O desenvolvimento pode ser indireto, ou seja, apresentar uma fase larval, ou direto, quando do ovo já eclode forma jovem.

As diversas classes de moluscos

Classe Aplacophora

moluscos_aplacophoraOs aplacóforos são moluscos marinhos pouco conhecidos. Possuem corpo vermiforme e algumas espécies são capazes de viver em grandes profundidades. Em geral não ultrapassam alguns milímetros de comprimento e não possuem concha.

Classe Monoplacophora

Os monoplacóforos também são exclusivamente marinhos e habitam águas profundas. Seu corpo é totalmente recoberto por uma concha única, vindo daí seu nome (do grego mono: um).

Classe Polyplacophora

Os poliplacóforos são popularmente chamados de quítons e vivem aderidos a rochas nas regiões entre marés ou submersas. Sua concha é formada por uma série de oito placas sobrepostas e articuladas, por isso o nome Polyplacophora (do grego polys: muito).

Classe Scaphopoda

Os escafópodos são exclusivamente marinhos e a maioria vive enterrada na areia ou lodo. São popularmente conhecidos como concha-dente. Isso porque possuem uma concha cilíndrica que lembra um dente, ou presa. O pé desses animais é musculoso e adaptado a escavar o substrato.

Classe Bivalvia

Os bivalves são um grupo grande e muito diverso. Existem espécies marinhas e de água doce. Alguns exemplos são as ostras, os mexilhões e os mariscos. Possuem uma concha composta por duas partes, chamadas de valvas, articuladas por uma espécie de dobradiça situada na região dorsal. Possuem uma cabeça reduzida e um pé estreito que lembra a forma de um machado.

São espécies de bivalves que produzem as pérolas. Estas nada mais são do que um corpo estranho que penetra entre a concha e o manto do molusco. Como forma de proteção, as glândulas epidérmicas vão envolvendo este objeto com camadas de uma substância lisa chamada nácar, originando uma bolinha brilhante que corresponde à pérola.

Classe Gastropoda

Os gastrópodes representam o maior grupo dentro dos moluscos. Existem espécies de água doce, marinhas e terrestres. Alguns gastrópodes bem conhecidos são as lesmas, os caracóis de jardim e os caramujos. Existem espécies com concha, geralmente espiralada, como os caracóis e caramujos, ou sem, como as lesmas. O nome do grupo faz referência ao seu pé dorsal e musculoso, situado abaixo do estômago (do grego gastros, estômago, e podos, pé).

Classe Cephalopoda

Os cefalópodes são exclusivamente marinhos e incluem as lulas, sépias, náutilos e polvos. A concha pode estar presente, como nos náutilos, ou ausente, como é o caso dos polvos, ou ser reduzida e interna, como ocorre com as lulas e sépias. Ao redor da cabeça geralmente há um círculo de tentáculos que atua na movimentação e captura de alimentos.

Muitas espécies possuem células especiais e pigmentadas chamadas cromatóforos, que permitem a esses animais mudar de coloração. Alguns cefalópodes, como as lulas, também são dotados de um pequeno órgão, em forma de saco, que contém um fluído escuro. Quando ameaçados, esses animais liberam o fluído, dificultando a visão do predador.

Os moluscos e o meio ambiente

Por séculos, os navios carregaram lastro sólido, na forma de pedras, areias ou metais. Atualmente, as embarcações usam a água como lastro, o que facilita bastante a tarefa de carregar e descarregar um navio, além de ser mais econômico e eficiente do que o lastro sólido. Mas o que é lastro?

Quando um navio está descarregado, ou seja, sem carga, fica muito leve. Para que não haja perigo de flutuação, os seus tanques recebem água de lastro para manter a estabilidade, o balanço e a integridade estrutural. Quando o navio é carregado e fica mais pesado, a água deixa de ser necessária e é lançada ao mar. Um sério problema ambiental surge quando a água dos lastros contém vida marinha.

Um navio, por exemplo, enche seus porões com água do mar e um porto brasileiro, no oceano Atlântico, e viaja até Hong Kong, na China. Lá ele recebe carga e despeja o lastro no oceano Pacífico. Ao fazer isso, esse navio provavelmente introduz espécies de um ecossistema em outro diferente; porque, com a água do mar, entram e saem do navio milhares de espécies marinhas, tais como bactérias e outros micróbios, pequenos invertebrados e ovos, cistos e larvas de diversas espécies.

moluscos_lastro_bio_diversidade

Que efeitos isso pode provocar nas cadeias e teias alimentares do local onde essa espécies estão sendo introduzidas?
Haverá competição entre espécies que ocupam nichos ecológicos semelhantes?
Espécies naturais daquele ambiente desaparecerão?
Espécies introduzidas de outros ecossistemas podem se reproduzir de forma intensa se não tiverem predadores que façam o controle?
Essas são apenas algumas das perguntas a serem feitas em relação a essa questão.

Estima-se que o movimento de água de lastro proporcione o transporte diário de pelo menos 7 mil espécies entre diferentes regiões do globo. A grande maioria das espécies levadas na água de lastro não sobrevivem à viagem por conta do ciclo de enchimento e despejo do lastro, bem como das condições internas dos tanques, hostis à sobrevivência dos organismos.

Mesmo para aqueles que continuam vivendo depois da jornada e são jogadas no mar, as chances de sobrevivência em novas condições ambientais, incluindo ações predatórias e/ou competições com as espécies nativas – são bastante reduzidas.

No entanto, quando todos os fatores são favoráveis, uma espécie introduzida, ao sobreviver e estabelecer uma população reprodutora no ambiente hospedeiro, pode tornar-se invasora, competindo com as espécies nativas e se multiplicando em grandes proporções.

Além dos desequilíbrios ambientais, bactérias causadoras de doenças podem ser introduzidas e provocar a contaminação de moluscos filtradores, como a ostra e o mexilhão, utilizados na alimentação humana, causando paralisia e até mesmo a morte.

A lista segue com centenas de exemplos de importantes impactos econômicos e ecológicos, que afetam a saúde do ser humano em todo o mundo. Teme-se, inclusive, que doenças, como o cólera, possam ser transportadas na água de lastro.

Em casos de derramamentos de óleo, há vários procedimentos para buscar a recuperação do meio ambiente, mas, ao contrário desta e de outras formas de poluição marinha, o efeito das espécies marinhas invasoras é irreversível, na maioria dos casos, e representa uma das maiores ameaças aos oceanos do mundo!

COMPUTADORES WINDOWS 7 NÃO ACESSAM A REDE

0

Se você está enfrentando problemas para acessar a rede com seu computador Windows 7, significa que você pode está com um Vírus na sua máquina.
– Mas como? Eu tenho o melhor anti-vírus que existe, segundo a revista Info Exame.

Exatamente, o Kaspersky Versão 6.0 foi infectado essa tarde do dia 25/10/2013 às 13:43h horário de Brasilia, por um Virus, que ainda está desconhecido pela Kaspersky, a solução encontrada para resolver o problema até a correção ser disponibilizada é reinstalar o arquivo infectado.

Acesse a pasta C:WindowsSystem32drivers e localize o arquivo tcpip.sys e substitua o mesmo por esse aqui.

Caso esse procedimento não funcione, fazer a restauração do Sistema por uma data anterior ao dia de hoje.

OS EQUINODERMOS

0

1. Apresentação

Alguns dos mais conhecidos habitantes dos oceanos, como as estrelas-do-mar, as bolachas-da-praia e os ouriços-do-mar, pertencem ao filo Echinodermata (do grego echinos, espinhos, e derme, pele). Como sugere o seu nome, os animais desse grupo apresentam espinhos na pele. São encontrados exclusivamente em ambiente marinho. São bentônicos, isto é, vivem fixos ou locomovem-se junto ao leito oceânico. Todos equinodermos são isolados e têm vida livre, e não há no grupo nenhum representante parasita.

Apesar de serem invertebrados, possuem uma série de características próprias dos vertebrados, como veremos a seguir.

2. Estrutura Corporal

Os equinodermos são animais triblásticos celomados. Ao contrário dos demais invertebrados, o orifício embrionário primitivo (blastóporo) dos equinodermos não dá origem à boca, mas ao ânus. Portanto, assemelham-se mais aos vertebrados que, assim como os equinodermos, são por isso chamados de animais deuterostômios.
Apresentam simetria radial, geralmente com o corpo podendo ser dividido em porções semelhantes em quantidade de cinco ou múltiplo de cinco. Devido a essa possível divisão, a simetria dos equinodermos é chamada pentarradial.

Também como característica comum com vertebrados, os equinodermos possuem um endoesqueleto de origem mesodérmica, formado por placas calcárias parcialmente articuladas. Dessas placas, partem os espinhos que se projetam para fora do corpo desses animais.

Uma outra característica marcante do grupo é a presença do sistema ambulacrário ou sistema vascular aqüífero, conjunto de canais que apresenta funções de distribuição, trocas e de locomoção.

3. Classificação

O filo Echinodermata é dividido em cinco classes:


a) Asteroidea: têm corpo achatado, com forma de estrela e dotado de 5 a 50 braços. Locomovem-se sobre o leito oceânico e são carnívoros. Exemplos: estrelas-do-mar.


b) Echinoidea: seu corpo é circular, sem braços. Exemplos: ouriço-do-mar e bolacha-da-praia.


c) Holothuroidea: Apresentam corpo alongado, semelhante a um pepino, e não têm braços. Exemplo: pepino-do-mar (ou holotúria).


d) Crinoidea: animais com o corpo em forma de taça, com cinco prolongamentos que parecem plumas longas e flexíveis. A maioria dos representantes vive fixa ao fundo. Exemplo: lírios-do-mar.


e) Ophiuroidea: é o maior grupo dos equinodermos. Corpo achatado, com braços flexíveis bem distintos, unidos a um disco central. Exemplo: serpente-do-mar.

4. Organização Básica

A estrutura corporal dos equinodermas baseia-se na existência do sistema ambulacrário. Tomando como exemplo a estrela-do-mar, a face do corpo voltada para o solo ou outro substrato é a face oral; a oposta é a face aboral, onde está o ânus e a placa madrepórica. Essa placa é perfurada e permite a entrada de água do mar, que preenche todo o sistema. Pelo canal madrepórico, a água alcança o canal circular, onde existem dilatações chamadas vesículas de Poli. Dessas vesículas, saem cinco canais radiais, que se dirigem para os braços. Ao longo desses canais radiais, há centenas de pequenas bolsas, chamadas ampolas, de onde partem os pés ambulacrários (ou ambulacral).

As contrações da ampola forçam a água para dentro do pé ambulacrário, que então se distende e projeta-se para fora do corpo através de pequenos orifícios do esqueleto. Quando a ampola relaxa, o pé correspondente contrai e expulsa a água do seu interior, retraindo-se.

A contração e a retração contínuas e coordenadas dos pés ambulacrários permitem que a estrela-do-mar se locomova e use os pés com pequenas ventosas, podendo capturar alimentos, fixar-se a um substrato, abrir conchas de moluscos, etc.

O sistema digestivo é completo. Os ouriços-do-mar possuem, na boca, uma estrutura raspadora chamada lanterna-de-Aristóteles. As estrelas-do-mar são capazes de everter o seu estômato, introduzindo-o no interior de conchas de moluscos, digeridos ainda vivos.

O sistema circulatório não está presente ou é rudimentar, e a distribuição de materiais faz-se através da cavidade celomática. A excreção é feita diretamente através da água que ocupa o sistema ambulacrário, não havendo nenhuma outra estrutura excretora especializada.

A respiração ocorre por difusão, entre a água do mar e a que ocupa o sistema ambulacrário. Nos pepinos-do-mar, há uma série de filamentos ao redor da boca, pelos quais passa o líquido celomático, que funcionam como brânquias. Não há pigmentos transportadores de oxigênio. Os ouriços-do-mar possuem brânquias dérmicas, análogas às brânquias periorais dos pepinos-do-mar e também ocupadas por líquido celomático. Entre as brânquias dérmicas e os numerosos espinhos, os ouriços-do-mar possuem apêndices chamados pedicelárias, dotados de pinças nas extremidades e empregados na limpeza de detritos que se depositam no corpo. Em algumas espécies, essas pedicelárias inoculam veneno.

O sistema nervoso é rudimentar e não apresenta cefalização. Consiste de um nervo anular, ao redor da boca, de onde partem nervos para a periferia do corpo.

[youtube:u7o9iedk]http://www.youtube.com/watch?v=BUjQydUb6XU[/youtube:u7o9iedk]

5. Reprodução

Os equinodermos são dióicos e a fecundação é externa. O desenvolvimento é indireto, com passagem por estágios larvais, como as larvas plúteo e biplanária, todas de vida livre e nadantes. Por serem móveis, as larvas representam a principal forma de dispersão desses animais, podendo deslocarem-se dos ancestrais e ocuparem locais afastados deles.

6 – Caracteristicas dos Equinodermos

A- Exemplos:
Representantes: Estrelas-do-mar, Bolachas-da-praia, Lírios-do-mar, Serpentes-do-mar.

B-Triblásticos:
Apresentam três folhetos embrionários: ectoderme, mesoderme e endoderme.

C-Deuterostômicos:
Blastóporo da gástrula origina o ânus, enquanto a boca surgirá de outra cavidade do embrião, característica compartilhada com os cordados.

D-Celomados:
Esta característica é compartilhada com os cordados. : (Enterocelomados: celoma origina-se por bolsas do intestino que migra para o espaço entre a ectoderme e a endoderme; celoma verdadeiro).

E-Endoesqueleto interno de origem mesodérmica:
As estruturas do endoesqueleto são de origem mesodérmica, uma característica compartilhada com os cordados.

F-Sistema aquífero ou ambulacrário:
Que funciona como sistema circulatório, excretor e respiratório e ainda auxilia na movimentação do animal.

G-Simetria:
Simetria bilateral primária e radial secundária como uma adaptação ao ambiente turbulento. As larvas têm simetria bilateral e ao longo do desenvolvimento mudam essa simetria para a simetria radial (secundária) como uma adaptação ao ambiente turbulento (com ondas).
H-Modo de vida:
Todos apresentam vida livre ou predadores ou ainda detritívoros.

I-Reprodução:
São organismos dióicos, fecundação externa (gametas são liberados na água)
Ovo dá origem a uma larva ciliada (desenvolvimento indireto).

J- Sistemas funcionais:
>Sistema nervoso do tipo anel nervoso ao redor do esôfago, de onde partem nervos radiais para todos os braços.
>Sistema digestório completo que em alguns casos é invertido (lançado para o exterior) para dentro da presa (conchas de moluscos) onde secreta enzimas digestivas e absorve os nutrientes.

L- Células:
Apresentam células sensoriais (táteis e olfativas) espalhadas por todo o corpo; e células fotorreceptoras nas extremidades dos braços.

M- Regeneração:
Apesar de ser bem evoluído esse grupo de animais apresenta alta taxa de regeneração, um braço pode regenerar o organismo inteiro.

N- Divisão do filo:
O filo dos equinodermos apresenta-se dividido em cinco classes:

      >Classe Crinoidea (Crinóidea): ex.: Lírios do mar
      >Classe Ophiuroidea (Ofiuróidea): ex.: serpentes-do-mar
      >Classe Asteroidea (Asteróidea): ex.: estrelas-do-mar
      >Classe Echinoidea (Equinóidea): ex.: ouriços-do-mar
    >Classe Holothuroidea (Holoturóidea): ex.: pepinos-do-mar

Perguntas e Respostas:

1- Os Equinodermos são Vertebrados ou Invertebrados?

São invertebrados, mas possuem uma série de características próprias dos vertebrados. (Veja acima em Estrutura Corporal)

2- Os Equinodermos se reproduzem de forma Assexuada ou Sexuada?

A reprodução sexuada envolve a fusão de dois gâmetas (masculino e feminino), processo que se denomina por fecundação.
A reprodução assexuada ocorre quando se formam clones a partir de um ser vivo. Não é necessária a intervenção de gâmetas. Os novos seres podem nascer a partir de fragmentos do ser vivo.
Nos Equinodermos a reprodução é Assexuada. (Veja acima em Reprodução)

3- Em que lugar vivem os Equinodermos?

São encontrados exclusivamente em ambiente marinho. (Veja na Introdução do Texto)

4- Quais as Características evolutivas dos Equinodermos?

A Regeneração, apesar de ser bem evoluído esse grupo de animais apresenta alta taxa de regeneração, um braço pode regenerar o organismo inteiro. (Veja em Caracteristicas dos Equinodermos.)

SÍNDROME DE SAVANT

0

A síndrome de Savant é um distúrbio psíquico onde o indivíduo portador possui graves défices intelectuais. O portador desta síndrome tem dificuldades em se comunicar, compreender o que lhe é transmitido e estabelecer relações interpessoais. Mas, por outro lado, possui inúmeros talentos, principalmente ligados a uma extraordinária memória.

Alguns dos principais sintomas da síndrome de Savant são dificuldades para se relacionar com outras pessoas, resistência aos métodos de ensino, dificuldade em expressar as suas necessidades e habilidades motoras irregulares que aparecem ainda na infância. A síndrome tem maior incidência nos meninos.

Existem três tipos de Savant: os habilidosos, talentosos e os prodígios, que possuem facilidades em lidar com arte, cálculo e mecânica. A doença não é diagnosticada facilmente e pode ser confundida com o autismo. Mas a partir da observação das características do indivíduo é possível fazer o diagnóstico correto.

As causas da doença são desconhecidas e não existe cura para essa síndrome. Seu tratamento é direcionado para amenizar os sintomas, com o uso de terapia ocupacional, terapia da fala e hipoterapia, que proporcionam uma melhor qualidade de vida para os portadores da síndrome e para sua família.

Matéria sobre Síndrome de Savant que a Globo exibiu como se fosse Síndrome de Asperger

Globo lembra que o americano Kim Peek sabe de cor mais de 7500 livros aos 55 anos

Os portadores de Síndrome de Savant são um mistério que fascina e intriga a ciência. Donos de uma memória extraordinária – são capazes de decorar livros inteiros depois de uma única leitura ou tocar uma música com perfeição após a primeira audição –, eles possuem ao mesmo tempo sérios défices de desenvolvimento, como uma grande dificuldade para falar e se relacionar socialmente. É assim que começa um texto da edição on-line do jornal O Globo, de quem Ciência Hoje recebeu autorização expressa para citar e reproduzir parcialmente.

Ainda segundo O Globo, a síndrome costuma aparecer em dez por cento dos autistas e também dois por cento das pessoas que sofrem algum tipo de dano no cérebro, provocado por acidente ou doenças.


O mais famoso savant do mundo, o americano Kim Peek, que inspirou o director Barry Levinson a fazer o filme Rain Man, aprendeu a ler aos 2 anos e hoje, aos 55, sabe de cor mais de 7.500 livros.

Eles desenvolvem habilidades excepcionais numa determinada área, mas mal conseguem comunicar-se e relacionar-se com as outras pessoas. Costumamos dizer que são como ilhas de excelência num mar de deficiências», conta a O Globo o psiquiatra Estêvão Valdaz, coordenador do Projecto Autismo do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Quem primeiro descreveu o savantismo foi o médico Langdon Down – que ficou famoso por ter identificado a síndrome de Down (vulgo mongolismo). Em 1887, Down apresentou à sociedade médica de Londres a história de dez pacientes que ele chamou, na época, de “idiots savants” ou sábios idiotas. De lá para cá, pouco se avançou no sentido de se descobrir as causas que levam essas pessoas a terem uma memória extraordinária. Muitos cientistas acreditam que a síndrome está relacionada a algum tipo de dano no hemisfério esquerdo do cérebro que forçaria o lado direito a compensar essa falha. Isto porque as habilidades desenvolvidas pelos portadores da síndrome, normalmente nas áreas de música, pintura, desenho e cálculo são todas relacionadas com esse hemisfério. Já as funções ligadas ao lado esquerdo, como a linguagem e a fala tendem a ser pouco desenvolvidas.

O uso de aparelhos que permitem «scanear» o cérebro, como a tomografia e a ressonância magnética, vem reforçando ainda mais essa teoria. O jornal O Globo refere ainda um estudo coordenado pelo americano Bruce Miller, da Universidade da Califórnia: mostrou que idosos que desenvolveram uma espectacular habilidade para a pintura depois de passarem a sofrer da doença de Alzheimer estavam com o lado esquerdo do cérebro danificado.

O psiquiatra Estêvão Valdaz conta ainda àquele jornal brasileiro que no hospital das clínicas onde trabalha, dos 1.500 pacientes autistas cerca de 150 são portadores da síndrome. A maioria tem uma incrível habilidade com os números, muitos fazem contas complicadíssimas em décimos de segundos – tão rápidos quanto uma máquina. Também são expert em calendários, conseguem calcular rapidamente, por exemplo, em que dia da semana vai cair uma determinada data, mesmo que seja um dia qualquer do próximo século.

Apesar de possuíram uma memória ESPETACULAR, essas pessoas não sabem o que fazer com tudo aquilo o que aprendem. Não sabem como aplicar esse conhecimento na sua vida quotidiana. São, na verdade, grandes decorebas

avalia o psiquiatra nas suas declarações a O Globo.

A Síndrome de Savant, que é quatro vezes mais frequente entre os homens, pode ser congénita ou adquirida após algum tipo de dano cerebral. Não é uma doença de diagnóstico fácil. Principalmente, quando surge em consequência do autismo, que costuma se manifestar na infância. Estêvão Valdaz diz que a maioria dos pais costuma ficar tão maravilhada com as habilidades do filho que custa a crer que na verdade a criança tenha algum problema.

Esta é a uma história de tirar o fôlego. É a história do savant mais famoso do mundo (Kim Peek). Este documentário segue Kim Peek enquanto ele viaja para os Estados Unidos atendendo aos cientistas que estão convencidos de que ele pode ser a chave para desbloquear habilidades semelhantes em todos nós.

OS PRÉ-SOCRÁTICOS

0

Os Pré-Socráticos

Os pré-socráticos são filósofos que viveram na Grécia Antiga e nas suas colônias. Assim são chamados pois são os que vieram antes de Sócrates, considerado um divisor de águas na filosofia. Muito pouco de suas obras está disponível, restando apenas fragmentos. O primeiro filósofo em que temos uma obra sistemática e com livros completos é Platão, depois Aristóteles. São chamados de filósofos da natureza, pois investigaram questões pertinentes a esta, como de que é feito o mundo.

Romperam com a visão mítica e religiosa da natureza que prevalecia na época, adotando uma forma científica de pensar. Alguns se propuseram a explicar as transformações da natureza. Tinham preocupação cosmológica. A maior parte do que sabemos desses filósofos é encontrada na doxografia de Aristóteles, Platão, Simplício e na obra de Diógenes Laércio (século III d. C), Vida e obra dos filósofos ilustres.

A partir do século VII a.C., há uma revolução monetária da Grécia, e advêm a ela inovações científicas. Isso colaborou com uma nova forma de pensar, mais racional. Os pré-socráticos inspiraram a interpretação de filósofos contemporâneos como Nietzsche, que nos iluminou com a sua obra A filosofia na época trágica dos Gregos e Hegel, que aplicou seu sistema na história da filosofia.

Tales de Mileto- (+ ou- 640-548 a. C) Tales é considerado o pai da filosofiagrega, o primeiro homem sábio. Foi um homem que viajou muito. Ospensadores de Mileto iniciaram uma física e uma cosmologia. O universo eraconsiderado um campo com pares opostos das qualidades sensíveis. É de Talesa frase de que á água é a origem de todas as coisas. Tudo seria alteração da água, em diversos graus. O alimento de toda a coisa é úmido.

Aristóteles afirmou que ele foi o primeiro a atribuir uma causa material para a origem do universo. Também era matemático, geômetra e físico. Aparece nas listas dos Sete Sábios da Grécia. Outra frase que pode ser dele é a de que tudo está cheio de deuses, ou seja, a matéria é viva. Dizem que previu um eclipse solar e calculou a altura de uma pirâmide. Em Aristóteles há um trecho dizendo que era sabido ser uma afirmação de Tales que a alma é algo que se move. Teve como discípulo Anaximandro.

Anaximandro (+ ou – 610-547 a. C) é um filósofo da escola jônica, natural de Mileto e discípulo de Tales. Foi geógrafo, matemático, astrônomo e político.Escreveu um livro, Sobre a natureza, que se perdeu. É considerado autor deum mapa do mundo habitado e iniciador da astronomia. Afirmou que a origem de todas as coisas seria o apeíron, o infinito. O mundo se dissolveria nele também. É apenas um mundo dentre muitos.

Ao contrário de Tales não deu à gênese um caráter material. O apeíron é eterno e indivisível, infinita e indestrutível. O princípio é o fundamento da geração de todas as coisas, a ordem do mundo evoluiu do caos em virtude deste princípio. Teve como discípulo Anaxímenes.

Anaxímenes- (+ ou – 588-524 a.C.) foi um filósofo da escola jônica, que tem como característica básica explicar a origem do universo ou arché a partir de uma substância única fundamental. Refutando a teoria da água de Tales, e do ápeiron de Anaximandro, Anaxímenes ensinava que essa substância era o arinfinito, pneuma ápeiron. O universo resultaria das transformações do ar, da sua rarefação, o fogo, ou condensação, o vento, a nuvem, a água e a terra e por último pedra. Esse era o processo por qual passava uma substância primordial, e resultava na multiplicidade, os quatro elementos.

O ar tinha o eterno elemento. Escreveu uma obra, como Anaximandro: Sobre a natureza.Dedicou-se à meteorologia, foi o primeiro a considerar que a lua recebe a luz do sol. Era companheiro de Anaximandro. Hegel diz que Anaxímenes ensina que nossa alma é ar, e ele nos mantém unidos, assim um espírito e o ar mantém unido o mundo inteiro. Espírito e ar são a mesma coisa.

A substância da origem volta a ser uma coisa determinada como em Tales. Anaxímenes identificou o ar talvez porque tenha visto seu movimento incessante, e que a vida e o ar andam juntos, na maioria dos casos. A respiração é um processo vivificante, dependemos dela durante toda a nossa vida. Ele viaque no céu existem nuvens, e que a matéria possui diferentes graus de solidez.

Outra frase que consta nos fragmentos é “O sol largo como uma folha”.

Pitágoras (século VI a.C.) Conhece-se muito pouco sobre a vida desse filósofo, pois foi uma figura legendária, e é difícil distinguir o que é verdade e o que é mentira. Nasceu em Samos, em uma época em que na Grécia estava instituído o culto ao deus Dioniso. Os órficos (de Orfeu) acreditavam na imortalidade da alma e em reencarnação (metempsicose), e para se livrar desse ciclo, necessitavam da ajuda de Dioniso, deus libertador.

Pitágoras postulou como via de salvação em vez desse deus, a matemática. Acreditava na divindade do número. O um é o ponto, o dois determina a linha, o três gera a superfície e o quatro produz o volume. Os pitagóricos concebem todo o universo como um campo em que se contrapõe o mesmo e o outro. É de Pitágoras o teorema do triângulo retângulo. Fundou uma seita, em que a salvação dependia de um esforço humano subjetivo, e que tinha iniciação secreta.

Os números constituem a essência de todas as coisas segundo sua doutrina, e são a verdade eterna. O número perfeito é o dez, por causa do triângulo místico. Os astros são harmônicos. Foi Pitágoras que inventou a palavra filosofia – (amizade ao saber).

A escola de Pitágoras gerou os pitagóricos, que procuraram aperfeiçoar o sistema filosófico original. Eles floresceram em uma colônia grega na Itália. Pregavam o ideal da salvação do homem, tinham um caráter místico e espiritualista, e davam à matemática um caráter matemático.

Muitos filósofos foram também matemáticos, que atribuem ao universo a lógica dos números e em muitos pontos de sua doutrina buscam a matemática para fundamentar a sua lógica. É uma visão mecanicista, que identifica no mundo o raciocínio matemático. Platão exaltava a geometria, por essa ter um caráter
abstrato. Outros filósofos matemáticos importantes foram Descartes, Leibniz e Bertrand Russel. Spinoza escreveu um livro chamado A ética demonstrada pelo método geométrico, que é o método euclidiano de expor.

Xenófanes, de Colofão -(século IV a. C) atribui-se a ele a fundação da escola de Eléia. Levou vida errante, passou parte dela em Sicília, tendo fugido de sua terra natal por causa da invasão dos medas. Alguns duvidam de sua ligação com Eléia. Em seus fragmentos defendeu um deus único, supremo, que não tinha a forma de homem. Realçou isso afirmando que os homens atribuem aos deuses características semelhantes a eles mesmos, que mudam de acordo com o povo. Se os animais tivessem mãos para realizarem obras, colocariam nos deuses suas características. Restaram de suas obras alguns fragmentos, sendo que uns satíricos.

Foi contra a grande influência de Hesíodo e Homero (historiador e escritor gregos). Zombou dos atletas, preferindo a sua sabedoria aos feitos atléticos, que não enchiam celeiros. O deus segundo Xenófanes está implantado em todas as coisas, o todo é um, e é supra-sensível, imutável, sem começo, meio ou fim. Teve como discípulo Parmênides.

Segundo Hegel os gregos tinham apenas o mundo sensível diante de si, e não encontravam satisfação nisso. Assim jogavam tudo fora como sendo não verdadeiro, e chegavam ao pensamento puro. O infinito, Deus, é um só, pois se fosse dois haveria a finitude. Hegel identifica a dialética* em Xenófanes, uma consciência da essência, pura, e outra de opinião, uma sobrepondo a outra, indocontra a mitologia grega.

*Dialética – Em Platão a dialética é o processo pelo qual a alma se eleva, em degraus, da realidade sensível ao mundo das idéias. É um instrumento de busca da verdade.

Em Hegel, é o movimento racional que nos permite superar uma contradição. Assim, na história vemos uma tendência, e a ela volta-se uma oposição, criando uma tensão, que é superada por uma nova tese que traz a solução. É o movimento tese, antítese e síntese. Não se restringe apenas a história, mas deve ser encarada como parte do real, uma forma de pensar evolutiva

Heráclito- (+ ou – 540-470 a. C) nasceu em Éfeso, cidade da Jônia, descendente do fundador da cidade. É considerado o mais importante dos pré-socráticos. É dele a frase de que tudo flui. Não entramos no mesmo rio duas vezes e o sol é novo a cada dia. É o filósofo do devir, a lei do universo, tudo nasce se transforma e se dissolve, e todo o juízo seria falso, ultrapassado. Desprezava a plebe, não participou da política e desprezou a religião, os antigos poetas e os filósofos de seu tempo. É o primeiro pré-socrático com um número razoável de pensamentos, que são um tanto confusos, e por isso tem o nome de Heráclito, o obscuro.

São aforismos. Foi muito crítico. Chama a atenção, além da pluralidade, para os opostos. Tanto o bem como o mal são necessários ao todo. Deus se manifesta na natureza, abrange o todo e é crivado de opostos. O logos é o princípio cósmico, elemento primordial, e a razão do real, a inteligência. A verdade se encontra no devir, não no ser. Com sentidos poderosos, poderíamos vê-lo. O pensamento humano participa e é parte do pensamento universal.

O fogo é eterno, um dia tudo se tornará fogo. O sol seria da largura de um pé humano. A felicidade não está nos prazeres do corpo. A morte é tudo que vemos despertos, e tudo o que vemos dormindo é sono. Existe a harmonia visível e a invisível. A alma não tem limites, pois seu logos é profundo e aumenta gradativamente. O pensar é comum a todos. A terra cria tudo, e tudo volta para ela.

Hegel identifica em Heráclito à dialética: Heráclito concebe o absoluto como processo, com a dialética, exterior, um raciocinar de cá para lá e não a alma da coisa da coisa dissolvendo-se a si mesma, a dialética imanente do objeto, situando-se na contemplação do sujeito, objetividade de Heráclito, compreendendo a dialética como princípio. O ser não é mais que o não ser. O fogo condensa-se, e apagado vira água. Encontramos em Heráclito algo comum entre os sábios: o desprezo pelo populacho, (como era comum Nietzsche dizer) e instituições dominantes. Teria sua experiência lhe dado base para isso?

Ele pode ter contemplado com os seus próprios olhos o devir, movimento inteligente do universo e maravilhoso. Encontrou fogo na alma humana, comparou-a com uma chama que se apaga na morte. Identificou o infinito na natureza, não apenas o matemático, mas o que constitui a essência das coisas. Pois todas as coisas têm uma essência, e o fluxo da alma é tão fundo que não tem fim.

Parmênides- (+ ou – 544-450 a. C) filósofo da escola eleática, da região de Eléia, hoje Vília, Itália. Foi discípulo de Amínisas. Conheceu a filosofia de sua época. Escreveu um poema, cujo preâmbulo tem duas partes, a primeira trata da verdade, a segunda da opinião. Suas conclusões são contrárias às de Heráclito, seu contemporâneo. Na primeira parte do poema proclama a razão absoluta, que é odiscurso de uma deusa.

Para se chegar à verdade não podemos confiar nos dados empíricos, temos de recorrer à razão. Desta forma nada pode mudar, só existe o ser, imutável, eterno e único, em oposição ao não ser. Teve como discípulo Zenão, também de Eléia.

Segundo Nietzsche, foi em um estado de espírito que Parmênides encontrou a teoria do ser,considerando o vir a ser. Pensou: algo que não é pode vir a ser? Não. – Temos de ignorar os sentidos e examinar as coisas com a força do pensamento. O que está fora do ser não é o ser, é nada, o ser éum.

Ao colocar como “imperativo categórico” o ser, e com ele a verdade que se chega na razão, Parmênides inaugura uma manifestação humana de conseqüências funestas. A refutação dos dados empíricos, em favor do que pode ser comprovado com a razão age sobre o resultado final dos mesmos. Assim, com o possível de ser explicado em primeiro plano, deixamos de lado um aspecto da percepção: a mudança, pois mudar é deixar de ser.

O devir, nesses parâmetros é uma ilusão,o fluxo da natureza também e o que é confiável é aquilo que é assimilado e compreendido. Põe se barreiras na percepção pura, que provêm da mente aberta, para usar um termo de Aldous Huxley.

Zenão, de Eléia – (século V a. C) cerca de quarenta anos mais jovem que o seu mestre e conterrâneo Parmênides. Nasceu na Eléia, e interveio na política, dando leis à sua pátria. Zenão teria deixado cerca de quarenta argumentos, sendo que nove foram conservados pelo doxógrafos. São dispostos em problemas de grandeza, do espaço, do movimento e da percepção sensível. Ele parte da divisibilidade infinita do espaço, pois um corpo percorrendo um espaço infinito em um tempo finitoestaria imóvel. Seus argumentos constituem-se verdadeiras “aporias” (caminhos sem saída), indo até ao absurdo.

Foi considerado por Aristóteles o inventor da dialética, no sentido de diálogo que parte das premissas do adversário e o põe em contradição, numa posição insustentável. Defendeu as teorias do ser de seu mestre, Parmênides, contra os seus adversários, notoriamente os pitagóricos, que pregavam o ser múltiplo e divisível. O infinito não pode ser percorrido num tempo finito, só em um tempo infinito. Seus argumentos ficaram conhecidos como paradoxos de Zenão.

Paradoxo de Aquiles: o mais lento na corrida jamais será alcançado pelo mais rápido, pois o que persegue deve sempre começar a atingir o ponto de onde partiu o que foge. Outro argumento pretende afirmar que uma flecha está em repouso ao ser projetada. É a conseqüência da suposição de que o tempo seja composto de instantes.

Ele demonstra que quando há o múltiplo, há o grande e o pequeno. Quando grande, o múltiplo é infinito, segundo a grandeza.

Para Hegel, a dialética de Zenão possui mais objetividade que a atual. Ele ainda se conteve com os limites da metafísica.

Segundo muitas lendas, tornou-se célebre em sua morte, quando salvou um Estado de seu tirano, sacrificando sua vida, pois foi torturado e não delatou seus companheiros de conjura. Por isso foi assassinado.

Empédocles- (+ ou – 490- 435 a. C) natural de Agrigento na Sicília. A democracia estava em fase de implantação e ele a defendeu. Virou figura lendária, um misto de cientista, de místico, de pitagórico e órfico. Escreveu dois poemas. No primeiro apresenta uma única visão do processo cosmogônico, e o segundo é religioso. Refutou as teses que atribuem a origem do universo a um único elemento.

Identificou quatro substâncias básicas, que ele chamou de raízes: a água, a terra, o fogo e o ar. Tudo se consiste desses quatro elementos, e as transformações que advêm a eles seriam visíveis a olho nu.

Essas substâncias são eternas, imutáveis. Jostein Gaardner afirma que talvez Empedócles tenha visto uma madeira queimar, alguma coisa aí se desintegra. Alguma coisa na madeira estala, ferve, é a água, a fumaça é o ar, o responsável é o fogo, e as cinzas são a terra. As verdades não seriam mais absolutas, como nos eleatas, mas proporcionais à medida humana. As coisas são imóveis, mas o que percebemos com os sentidos não é falso.

Duas forças atuariam nas substâncias, o amor e o ódio. O amor agiria como força de atração e união, o ódio como força de dissolução. Em quatro fases, existe a alternância do amor e do ódio. Estabelece um ciclo, com a tensão da convivência dessas forças motrizes.

Empédocles dizia que alguns animais vêem melhor de dia do que de noite, e vice versa. Opensamento se produz com a sensação.

Admitiu a multiplicidade de itens de uma criação, como um pintor que mistura diferentes pigmentos em sua obra. Fala muito da deusa do amor Afrodite, portadora da vida e da beleza. Em sua filosofia todos os animais têm pensamentos. A inteligência cresce de acordo com os dados sensoriais do tempo presente.

Hegel afirma que para Empédocles, outros elementos que não os quatro básicos, não são em si e para si. Não poderíamos visualizar o mundo sem os quatro elementos básicos. Nietzsche traça um perfil de Empédocles: cabelos longos, sandálias de couro nos pés e uma coroa na cabeça. Com vestido cor de púrpura. É um filósofo trágico, pessimista, ativo. Queria provar que era um deus, atribuía-se qualidades místicas. Todos os movimentos, segundo ele nasceram de uma natureza não mecânica, mas levam a um resultado mecânico.

Conta a lenda que se atirou no vulcão Etna para provar que era um deus.

Anaxágoras-(+ ou – 499-428 a. C)- filósofo da escola jônica nascido na Ásia menor, foi o primeiro filósofo a se transferir para Atenas, de onde foi banido por considerar o sol uma pedra incandescente e a lua uma Terra, negando a divindade desses corpos celestes. Interessava-se muito por astronomia. Houve um processo que acabou por condena-lo, apesar de ser amigo de Péricles, seu mestre e protegido. Péricles foi um grande líder político. Sócrates que nasceu cerca de trinta anos depois de Anaxágoras também foi condenado. Atenas considerava a novidade, a filosofia, uma impiedade e ateísmo.

Anaxágoras se recusava a prestar culto aos grandes deuses gregos. Era filho de Hegesibuldo. Disse que as coisas corpóreas eram infinitas, e elas pareciam engendrar-se e destruir-se pela combinação e dissolução. No início, todas as coisas seriam infinitas em quantidade e pequenez, pois o pequeno também era infinito. Toda a matéria estava condensada. O ar e o éter são o maior conjunto de coisas. Muitas coisas de todas as espécies são contidas em todos os compostos e sementes. Em tudo há um pouco de tudo. Em cada minúscula partícula, ou semente, há uma parte de todas as coisas, pois todas as coisas são formadas por essas sementes.

Essas coisas se resolviam e separavam pela força e rapidez, a força é a rapidez que produz. E o espírito começou a se mover, e em todo movimento havia uma separação, e as partículas se desdobravam, o espírito sempre é, sempre afirma. O compacto, o fluído, o frio e o sombrio se colocaram onde se formou a terra, e o ralo o quente e o seco forma para longe do éter. As visões das coisas invisíveis são aparentes, a lua reflete os raios de sol, em sua filosofia.

E as coisas, que estavam juntas foram separadas por esse espírito inteligente e puro (nous), que ordenava a matéria e se movia, separando os opostos e criando os seres diferenciados. Os graus de inteligência dos seres animados (animais e plantas) dependem da estrutura do corpo em que o nous está ligado sem se misturar. Para Hegel, Anaxágoras foi um sóbrio entre os ébrios.

Fundamenta sua crítica dizendo que ele foi o primeiro a dizer que o pensamento é universal, em si e para si, o puro pensamento é verdadeiro. Universal pela noção de causalidade. Essa noção, se não é universal, se não considera a coisa em si, costuma dizer coisas como: a causa da existência do capim é servir de alimento para os herbívoros, e a destes é servir de alimento para os carnívoros, os troncos fluem para determinado lugar, pois estão precisando deles lá e assim por diante.

O nous de Anaxágoras é universal, move-se para diante. Cada idéia é um círculo de si mesma, e o bem universal de sua espécie. O nous é a alma que a tudo move, que liga e separa, uma atividade que põe uma primeira determinação como subjetiva, mas essa é feita objetiva, e assim se torna outra, e de novo esta oposição é sobreposta, assim até o infinito. Isso é dialética.

Leucipo-(século V a. C) Filósofo grego, criador da teoria atomista, que foi desenvolvida por Demócrito. É considerado discípulo de Zenão, mas também se especula sobre ser na verdade discípulo de Parmênides e Melisso*. Atribuem a Leucipo uma obra: A Grande ordem do Mundo. Neste livro diz que nenhuma coisa
se engendra ao acaso, mas a partir da razão e da necessidade. Seria natural de Mileto ou Eléia.

Segundo Hegel, Leucipo concebeu a determinabilidade não de modo superficial, mas de maneira especulativa. Haveria no mundo a matéria e o vazio. A matéria é constituída de átomos, que se movem em torvelinho. O absoluto é o átomo, o verdadeiro. O um e o princípio são abstratos. Princípio do um é ideal, o pensamento é a essência das coisas. Sua filosofia, para Hegel, não é empírica. Os átomos movem-se por necessidade, se chocam e se rechaçam. São distintos entre si pela ordem e pela posição.

Leucipo queria aproximar o pensamento do fenômeno e da percepção sensível, para Aristóteles. A alma também se constituiria de átomos.

Leucipo explicou o fenômeno do peso de acordo com o tamanho dos átomos e suas combinações. Os átomos seriam partículas minúsculas e indivisíveis por sua pequenez. O mundo teria a parte cheia e a parte vazia. Foi o primeiro a conceber uma parte vazia no universo. A parte cheia seria constituída de átomos. Rejeitou a descoberta dos pitagóricos de que a Terra é esférica.

*Melisso – floresceu em cerca de 444/41 a.C. Nasceu em Samos, ilha do mar Egeu, e era filósofo e político, tendo derrotado os atenienses com uma esquadra que comandou. Defensor de Parmênides, atacou Empédocles. Escreveu um poema, Sobre o ser. Disse que o todo é imóvel, pois se movesse haveria vazio e o vazio é um não ser. Para ele tudo sempre existiu, e sempre existirá. O mundo é infinito.

Demócrito- (+ ou – 460-370 a. C) nasceu em Abdera (Trácia). Foi discípulo e sucessor de Leucipo, desenvolveu sua teoria atomista e participou da escola iniciada por seu mestre em sua terra natal. De sua vida sabem-se poucas coisas seguras, mas fala-se que viajou muito, recebeu homenagens de seus concidadãos. É famosa a tradição que lhe atribui um riso constante, presente para qualquer coisa. É um dos primeiros materialistas. Teria deixado cerca de noventa obras.

Para resolver o impasse surgido nas teorias de Heráclito e Parmênides, desenvolve a teoria de que tudo seria composto por partículas minúsculas indivisíveis e invisíveis a olho nu, inclusive a alma. Os átomos da alma se desintegrariam no momento da morte. Portanto, não acredita na imortalidade da alma, embora gostasse de Pitágoras. Trabalhou muito, dizia que os trabalhos feitos de bom grado fazem mais leves as cargas dos impostos a contragosto. Na sua filosofia, o trabalho continuado torna-semais leve por causa do átomo. Um trabalho bem feito e terminado dá mais satisfação que o descanso, e um trabalho em que não há retorno causa muito desprazer.

O homem sensato dosa a avareza com o gasto, e suporta com brandura a pobreza. Quanto à forma, a emanação é igual às coisas. Os átomos são indivisíveis, pois se fossem divisíveis em partículas ainda menores. A natureza acabaria por se diluir. E como nada pode surgir do nada, são eternos.

O movimento existe, pois o pensamento é movimento, e também os átomos se movem. Quando os átomos estão em equilíbrio, são tão numerosos que não podem mais se mover, os mais leves são repelidos para o vazio exterior (portanto, o vazio existe) e os outros permanecem juntos, formando um conglomerado.

Cada um desses conglomerados que se separam das massas dos corpos é um mundo, e existem infinitos mundos. Esta é uma visão nietzscheana da teoria de Demócrito. A essência da alma está na sua natureza animadora, de movimento. A alma é feita de átomos sutis, que se movem, lisos e arredondados. O fogo faz parte da essência do homem. Se a respiração cessa, o fogo interior escapa, e ocorre a morte.

O homem é infeliz porque não conhece a natureza. Temos de nos contentar com o mundo tal como ele é. Os átomos constituem a explicação última da natureza. Foi o mais lógico dos pré-socráticos. Nietzsche o considera um poeta, Aristóteles admira suauniversalidade. Sua doutrina seguiu adiante, e temos outros atomistas, como Epicuro.

AQUECIMENTO GLOBAL

0

AQUECIMENTO GLOBAL

O aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão — um aumento da temperatura média da superfície da Terra que vem acontecendo nos últimos 150 anos. Entretanto, o significado deste aumento de temperatura ainda é objecto de muitos debates entre os cientistas. Causas naturais ou antropogénicas (provocadas pelo homem) têm sido propostas para explicar o fenômeno. Recentemente, muitos meteorologistas e climatólogos têm afirmado publicamente que consideram provado que a ação humana realmente está influenciando na ocorrência do fenômeno.

O IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) no seu relatório mais recente diz que a maioria do aquecimento observado durante os últimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito de estufa, havendo evidência forte de que a maioria do aquecimento seja devido a atividades humanas (incluindo, para além do aumento de gases de estufa, outras alterações como, por exemplo, as devidas a um maior uso de águas subterrâneas e de solo para a agricultura industrial e a um maior consumo energético e poluição).

A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860. Os dados com a correcção dos efeitos de “ilhas urbanas” mostra que o aumento médio da temperatura foi de 0.6 ± 0.2 ºC durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000. De 1945 a 1976, houve um arrefecimento que fez com que temporariamente a comunidade científica suspeitasse que estava a ocorrer um arrefecimento global.

O aquecimento verificado não foi globalmente uniforme. Durante as últimas décadas, foi em geral superior entre as latitudes de 40°N e 70°N, embora em algumas áreas, como a do Oceano Atlântico Norte, tenha havido um arrefecimento. É muito provável que os continentes tenham aquecido mais do que os oceanos. Há, no entanto que referir que alguns estudos parecem indicar que a variação em irradiação solar pode ter contribuído em cerca de 45–50% para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000.

Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível global dos mares, do aumento das precipitações, da cobertura de nuvens, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX.

degelo_trabalhos_escolaresPor exemplo, dados de satélite mostram uma diminuição de 10% na área que é coberta por neve desde os anos 60. A área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950 e houve retracção os glaciares e da cobertura de neve das montanhas em regiões não polares durante todo o século XX. No entanto, a retracção dos glaciares na Europa já ocorre desde a era Napoleónica e, no Hemisfério Sul, durante os últimos 35 anos, o derretimento apenas aconteceu em cerca de 2% da Antártida; nos restantes 98%, houve um esfriamento e a IPPC estima que a massa da neve deverá aumentar durante este século.

Durante as décadas de 1930 e 1940, em que a temperatura de toda a região ártica era superior à de hoje, a retracção dos glaciares na Gronelândia era maior do que a actual. A diminuição da área dos glaciares ocorrida nos últimos 40 anos, deu-se essencialmente no Ártico, na Rússia e na América do Norte; na Eurásia (no conjunto Europa e Ásia), houve de facto um aumento da área dos glaciares, que se pensa ser devido a um aumento de precipitação.

Estudos divulgados em Abril de 2004 procuraram demonstrar que a maior intensidade das tempestades estava relacionada com o aumento da temperatura da superfície da faixa tropical do Atlântico. Esses fatores teriam sido responsáveis, em grande parte, pela violenta temporada de furacões registrada nos Estados Unidos, México e países do Caribe. No entanto, enquanto, por exemplo, no período de quarto-século de 1945-1969, em que ocorreu um ligeiro arrefecimento global, houve 80 furacões principais no Atlântico, no período de 1970-1994, quando o globo se submetia a uma tendência de aquecimento, houve apenas 38 furacões principais. O que indica que a actividade dos furacões não segue necessariamente as tendências médias globais da temperatura.

As mudanças já podem ser vistas no planeta:

• O Ártico e a Groenlândia estão derretendo

A cobertura de gelo da região no verão diminuiu ao ritmo constante de 8% ao ano há três décadas. No entanto, a temperatura na região era superior à actual nas décadas de 1930 e 1940, sendo os glaciares mais pequenos do que hoje. Em 2005, a camada de gelo foi 20% menor em relação à de 1979, uma redução de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, o equivalente à soma dos territórios da França, da Alemanha e do Reino Unido.

No entanto, no Hemisfério Sul, durante os últimos 35 anos, o derretimento apenas aconteceu em cerca de 2% da Antártida, onde 90% do gelo do planeta está acumulado; nos restantes 98%, houve um esfriamento e a IPPC estima que a massa da neve deverá aumentar durante este século. Mesmo um aquecimento de 3 a 6 graus tem um efeito relativamente insignificante já que a temperatura média da Antártida é de 40 graus negativos. É de notar igualmente que no período quente da Idade Média havia quintas dos Viking na Groenlândia e também não havia gelo no Ártico. E, mesmo que derretesse todo o gelo do Ártico, isso não afetaria o nível da água nos oceanos porque se trata de gelo flutuante: o volume de água criado seria igual ao volume de água deslocado pelo gelo quando flutua.

• Os furacões estão cada vez mais fortes

Devido ao aquecimento das águas, a ocorrência de furacões das categorias 4 e 5 (os mais intensos da escala), dobrou nos últimos 35 anos.

• O Brasil na rota dos ciclones

O litoral sul do Brasil foi varrido por um forte ciclone em 2004.

• O nível do mar subiu

A elevação desde o início do século passado está entre 10 e 25 centímetros. Em certas áreas litorâneas, como algumas ilhas do Pacífico, isso significou um avanço de 100 metros na maré alta. Atualmente (Setembro de 2006), o painel intergovernamental de mudança climática estima que o nível das águas poderá subir entre 14 e 43 cm até o fim deste século. Estudos recentes parecem indicar que, contrariamente ao que antes se pensava, o aumento das taxas de CO2 na atmosfera não está provocando nenhuma aceleração na taxa de subida do nível do mar.

• Os desertos avançam

O total de áreas atingidas por secas dobrou em trinta anos. Um quarto da superfície do planeta é agora de deserto. Só na China, as áreas desérticas avançam 10.000 quilômetros quadrados por ano, o equivalente ao território do Líbano.

• Já se contam os mortos

A Organização das Nações Unidas estima que 150.000 pessoas morrem anualmente por causa de secas, inundações e outros fatores relacionados diretamente ao aquecimento global. Estima-se que em 2030, o número dobrará.

Opiniões sobre o tema Aquecimento Global:

“Não existe escapatória para esses fatos: o aquecimento global trará fome, enchentes e secas. Os países mais pobres e que tem uma responsabilidade menor pelas emissões dos gases causadores das mudanças climáticas são os que sofrerão mais. E eles são os que têm menos dinheiro para investir em infra-estrutura de adaptação aos impactos do aquecimento global. Mas os países ricos também correm enormes riscos”, afirma Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, superintendente de Conservação do WWF-Brasil. “Não temos mais a opção de ignorar o aquecimento do planeta, senão as conseqüências serão desastrosas. Os países precisam aceitar metas de redução das emissões, levando em conta as contribuições históricas de cada um, e começar a implementar soluções”, completa Scaramuzza.

Os cientistas do IPCC disseram claramente que alguns dos impactos das mudanças climáticas são inevitáveis, mas ainda existe tempo para proteger a humanidade de algumas das conseqüências mais desastrosas. Essa reação deve vir como parte de uma rápida mudança nas estratégias globais visando evitar emissões significativas de CO2.

“Defender o que restou da natureza neste planeta, como a floresta amazônica, os manguezais e os corais, se tornará uma prioridade econômica e ética”, afirma Lara Hansen, cientista-chefe do Programa Global de Mudanças Climáticas da rede WWF. “Nossas sociedades são dependentes da natureza, mas só agora estamos percebendo isso.”

O Brasil é o 4º emissor global de gases do efeito estufa, com mais de dois terços das emissões vindas do desmatamento. “Chegou à hora de demonstrarmos como vamos contribuir para diminuir o aquecimento do planeta” afirma Karen Suassuna, técnica em Mudanças Climáticas do WWF-Brasil. “Ficou claro que o Brasil já está sendo impactado pelas mudanças no clima e poderá ser ainda mais. Por isso, é preciso estabelecer metas claras para a redução drástica do desmatamento e investir em energias renováveis não convencionais e eficiência energética” completa Suassuna.

“O Brasil precisa assumir sua responsabilidade como grande emissor de gases de efeito estufa. O governo deve combater o desmatamento de maneira implacável, promover as energias limpas e programas de economia de energia, afirma Carlos Rittl, coordenador da campanha de clima do Greenpeace. “Os brasileiros têm todo o direito de saber onde somos mais vulneráveis aos efeitos devastadores do aquecimento global e como vamos reduzir nossa contribuição ao problema. A Amazônia, por exemplo, é uma das regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas por causa da sua enorme diversidade de ambientes e espécies”, explica.

Soluções e propostas para tentar resolver ou amenizar o Aquecimento Global:

Pesquisadores identificam 15 tecnologias prontas para serem usadas contra o aquecimento global:

Tecnologias existentes atualmente poderiam brecar o aumento no aquecimento global por pelo menos meio século. A afirmação é de uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, que acaba de ser divulgada pela revista Science.

Os pesquisadores identificaram 15 tecnologias prontas para serem utilizadas em grande escala – que empregam energia solar, nuclear ou eólica, por exemplo – e mostraram como cada uma delas poderia resolver parte do problema do aquecimento do planeta.

Os resultados obtidos desafiam o argumento muito usado de que seria preciso surgir uma nova tecnologia para vencer o desafio. “Isso certamente derruba a idéia de que precisamos fazer ainda muitas pesquisas até que seja possível enfrentar o problema do aquecimento”, disse Stephen Pacala, um dos autores do estudo. O outro autor, Robert Socolow, concorda. “Temos hoje as ferramentas para reduzir as emissões de carbono em todo o mundo, especialmente se pensarmos em campanhas de longo termo e não em soluções instantâneas”, disse.

Embora o estudo não tenha estimado os custos para desenvolver cada uma das tecnologias mencionadas, os autores afirmam que a implementação de medidas certamente geraria benefícios, como a criação de novas indústrias, a redução da dependência do petróleo e a menor necessidade da implantação de dispositivos de controle de poluição.

A pesquisa centrou-se no principal fator que contribui para o aquecimento do planeta, o dióxido de carbono (CO2) derivado da queima de combustíveis fósseis. As emissões atuais de CO2 contêm cerca de 7 bilhões de toneladas de carbono por ano, quantidade que os especialistas estimam que deva dobrar nos próximos 50 anos, devido ao crescimento populacional e ao aumento na demanda de energia.

Pacala e Socolow mostraram como cada uma das 15 tecnologias que identificaram podem evitar a emissão de cerca de 1 bilhão de toneladas de carbono por ano em 2054. Entre as alternativas está a captura de dióxido de carbono em fábricas e refinarias, que seria armazenado no subsolo – a substância é comumente injetada no subterrâneo durante operações de prospecção. Outras opções são o uso de fontes renováveis de energia, como o vento ou a luz solar, que poderiam ser desenvolvidas.

Mas os cientistas da Universidade de Princeton ressaltam que a pesquisa por novas fontes de energia alternativas precisa continuar, pois elas serão fundamentais no futuro, quando as tecnologias que descrevem no artigo atingirem o potencial máximo e não puderem mais suprir a sempre crescente demanda energética.

Faça Sua Parte Para Evitar o Aquecimento Global

• Use lâmpadas fluorescentes ao invés das incandescentes.

• Deixe o carro em casa sempre que puder e use transporte público, vá a pé ou de bicicleta.

• Recicle lixo.

• Plante árvores. Muitas árvores. Elas absorvem o CO2 do ar reduzindo o efeito estufa.

• Pare de comer carne, pois só se pode criar pastagens desmatando grandes áreas verdes, e o processo digestivo do gado emite gases (flatulência) que contribuem para o efeito estufa.

• Busque ser cada vez menos dependente direta ou indiretamente de petróleo.

Curiosidades

• 1,1 a 6,5 °C. De acordo com estimativas feitas pelo painel intergovernamental de mudança climática, em 2007, essa é a faixa de elevação que pode sofrer a temperatura média global até o final deste século. (A previsão anterior era de 1,6 a 5,8 °C, o que implica um aumento de incerteza quanto a esta previsão.)

• 2.000 quilômetros quadrados. Todo ano, áreas desse tamanho se transformam em deserto devido à falta de chuvas.

• 40% das árvores da Amazônia podem desaparecer antes do final do século, caso a temperatura suba de 2 a 3 graus.

• 2.000 metros. Foi o comprimento que a geleira Gangotri (que tem agora 25 km), no Himalaia, perdeu em 150 anos. E o ritmo está acelerando.

• 750 bilhões de toneladas. É o total de CO2 na atmosfera hoje.

• 2050. Cientistas calculam que, quando chegarmos a esse ano, milhões de pessoas que vivem em deltas de rios serão removidas, caso seja mantido o ritmo atual de aquecimento.

• a calota polar irá desaparecer por completo dentro de 100 anos, de acordo com estudos publicados pela National Sachetimes de Nova Iorque em julho de 2005, isso irá provocar o fim das correntes marítimas no oceano atlântico, o que fará que o clima fique mais frio, é a grande contradição de aquecendo esfria.

• o clima ficará mais frio apenas no hemisfério norte, quanto ao resto do mundo a temperatura média subirá e os padrões de secas e chuvas serão alterados em todo o planeta.

• o aquecimento da terra e também outros danos ao ambiente está fazendo com que a seleção natural vá num ritmo 50 vezes mais rápido do que o registrado a 100 anos.

• de 9 a 58% das espécies em terra e no mar vão ser extintas nas próximas décadas, segundo diferentes hipóteses.

Conclusão:

Ultimamente a gente já pode sentir na pele os efeitos do aquecimento global, cada ano os verões estão mais quentes e os fenômenos climáticos ficam ainda mais desordenados. Infelizmente o ser humano em geral parece não pensar em longo prazo, enquanto suas empresas estiverem lucrando fortunas nada mais importa, mesmo que para isso eles precisem matar o planeta.

As pessoas deviam se dar conta do mal em que estão fazendo a si, pois deviam deixar algumas futilidades de lado e garantir que no futuro possam desfrutar das boas coisas de nosso planeta, e pensar mais gerações futuras que serão as mais afetadas. Espero que a humanidade se conscientize sobre esse grande caos que esta acabando com a natureza, e que tomem atitudes rápidas e sérias a respeito, pois esse problema que é fato pode ser o fim do planeta.

TERMOS MAIS USADOS NA FISIOTERAPIA

0

A

Abscesso de BRODIE – é uma forma de osteomielite localizada (mais frequentemente na metáfise proximal e distal da tíbia), encapsulada e intra-óssea, bem definida radiograficamente. Apresenta área central com lise óssea e porose, cicunscrita por esclerose.

Acantose nigricans – desordem que causa manchas aveludadas, cor marrom a preto, geralmente no pescoço, embaixo do braço, ou na região inguinal.
Acatisia – condição psicomotora onde o paciente sente grande dificuldade em permanecer parado, sentado ou imóvel.

Acromioplastia – é a retirada de 1/3 distal do acrômio. Procedimento comumente utilizado para tratamento cirúrgico da síndrome do manguito rotador – síndrome do impacto.

Acroparestesia – dor aguda nas extremidades provocada por disfunção do sistema nervoso vegetativo. Caracterizada por formigação, entorpecimento e rigidez nas extremidades, principalmente nos dedos, mãos e antebraços, às vezes acompanhado de dor, palidez da pele ou leve cianose.

Alestesia – ou Sinestesia, quando a sensação de toque é percebida em um local distante do estímulo.

Alodínea – dor resultante de estímulo que normalmente não seria doloroso.

Aloquíria – ao realizar um toque em uma porção do corpo, a sensação, a percepção de sensibilidade é referida no lado oposto do corpo.
Amiloidose – é uma doença rara (afeta oito em cada um milhão de pessoas), progressiva e geralmente incurável, que ocorre quando há acúmulo, ao redor dos vasos sanguíneos, de pedaços de proteína dobrados em uma configuração altamente estável (em folhas de pregueamento “beta”). Essas proteínas são produzidas na medula óssea em consequência a uma série de doenças, o que torna a amiloidose não uma doença em si, mas uma manifestação de outra doença.

Anastomose – chama-se anastomose à comunicação, natural ou resultante de processo cirúrgico, entre tubos, vasos sanguíneos ou nervos da mesma natureza. Também é o nome que se dá a uma operação cirúrgica que promove a união de dois vasos sanguíneos, duas partes do tubo digestivo etc. Um exemplo de anastomose cirúrgica é a colostomia, uma abertura criada entre o intestino e a pele abdominal.

Ancilose – diminuição ou impossibilidade de movimento em qualquer articulação.

Angioma Cavernoso – são lesões vasculares pequenas, circunscritas, compostas por espaços vasculares sinusoidais de paredes muito finas, e muito próximos entre si, sem quantidade significativa de tecido nervoso entre eles. Apresentam hemorragias e trombos em várias fases de evolução. O cérebro adjacente fica impregnado por hemossiderina, tomando tonalidade ferruginosa. A organização dos trombos com formação de novos espaços vasculares leva ao aparente crescimento da malformação e a novos sangramentos.

Angiotensina – potente vasoconstritor, produzida a partir da ação da renina sobre o angiotensinogênio, exerce importante poder vasoconstritor especialmente sobre a arteríola eferente. Portanto, um aumento na produção de angiotensina ocasiona uma vasoconstrição mais acentuada nesta arteríola e, como consequência, um aumento da pressão de filtração e da filtração glomerular.

Ângulo Q – formado pelo tendão do quadríceps da coxa e o ligamento patelar. Aumento do Ângulo Q – leva a um desvio lateral da patela devido a resultante formada pelos vetores de força vindos da espinha ilíaca antero-superior e do terço superior da tíbia. Diminuição do Ângulo Q – desvio medial da patela, aumentando a compressão patelo-femoral. Valores Normais – +/- 12º para os homens e de +/- 15º para as mulheres. Ângulos superiores a 20º podem indicar anormalidades, como a condromalácia.

Anosognosia – é definida como a incapacidade de perceber que há um comprometimento de um lado do corpo, seja por um déficit motor ou sensitivo. O paciente crê que é capaz de utilizar normalmente o membro afetado (lesões do lobo parietal direito).

APGAR – sistema de avaliação dos recém nascidos, usando critérios respiratórios, circulatórios e neurológicos e que permite notas de zero a dez. Crianças com notas menores que oito são consideradas deprimidas e merecem reanimação.
Este índice consiste na avaliação de 5 itens do exame físico do recém-nascido, logo ao nascimento, com 1 e com 5 minutos de vida. Os aspectos avaliados são:cor da pele – o neonatologista observa se ela está rosada ou se está azulada, parcial ou total-mente. frequência cardíaca – verifica-se a presença ou não dos batimentos cardíacos e se estão acima ou abaixo de 100 por minuto. esforço respiratório – analisa-se o choro, se está forte, fraco ou ausente. tônus muscular – observa-se o bebê tem boa flexão dos membros ou se o bebê está flácido. irritabilidade reflexa – verifica-se o bebê reage ou não aos estímulos, com choro forte.

Artrite – manifestação dolorosa de processos inflamatórios nas articulações.

Atrofia óptica – alteração da função visual e palidez da papila (nervo óptico que se observa no fundo ocular). Esta atrofia pode ser total ou parcial e afetar o campo visual total ou parcialmente.

Artrogripose – é uma doença na qual a criança nasce com deformidades fixas nas articulações e os músculos fracos.

Artropatia de Charcot – refere-se a deformação das articulações secundária a uma disfunção da sensibilidade proprioceptiva profunda, causada por neuropatia periférica ou doenças da medula, especialmete na região cervical.

As etiologias mais comuns são a sífilis, o diabete, a condropatia ulceromutilante familiar e a hanseníase.

Há duas teorias para explicar a patogênese: a mecânica, que fundamenta-se na lesão causada por microtraumas articulares não percebidos devido a anestesia da articulação; e a vasculossimpática, que acredita na existência de desordens vegetativas vasomotoras secundárias a lesão dos centros simpáticos medulares.

Do ponto de vista histopatológico, o que se observa é um grande aumento do volume articular, osteólise, hiperostose, neoformação óssea e eventualmente subluxações.

Artrose – desgaste natural de superfície óssea articular (cartilagem).

Autotopagnosia ou Somatotopagnosia – refere-se à perda da capacidade de identificar partes do próprio corpo. O paciente pode perceber que há um braço próximo ao seu corpo, não se dando conta que é o seu próprio.

B

Barognosia – é a capacidade de reconhecer pesos, sendo testada mediante o uso de objetos de formas e dimensões similares, porém com pesos distintos.

Bipodal – sobre os dois pés.

Bradicinesia – distúrbio caracterizado por pobreza de movimentos e lentidão na iniciação e execução de atos motores voluntários e automáticos, associados à dificuldade na mudança de padrões motores, na ausência de paralisia.

C

Cadeia Cinética Aberta – quando as duas extremidades não estão ligadas a um sistema rígido, todas são livres de movimentar-se de modo independente. Exemplo: membros superiores.

Cadeia Cinética Fechada – quando um segmento final (ex. tornozelo, pé) se articula com o segmento inicial (ex. articulação coxo-femoral). Determina uma estrutura onde o movimento de uma articulação ou segmento, só é possível mediante o movimento dos outros componentes, não é possível o movimento isolado. Exemplo: cintura pélvica, caixa torácica, ossos que compõem o crânio.

Catecolaminas – são compostos químicos derivados do aminoácido tirosina. Algumas delas são aminas biogénicas.
As catecolaminas são solúveis em água, e 50% circulam no sangue ligadas a proteínas plasmáticas. As catecolaminas mais abundantes são a adrenalina, noradrenalina e dopamina. Como hormônios, são libertadas pela glândula supra-renal em situações de stress, como stress psicológico ou hipoglicemia.

Charcot-Bouchard-microaneurisma – consiste em pequenas dilatações pós-estenóticas presentes em pequenas artérias cerebrais penetrantes.

Contração CONCÊNTRICA – a origem e a inserção do músculo se aproximam produzindo a aceleração de segmentos do corpo. “Encurtamento”.

Contração EXCÊNTRICA – a origem e a inserção do músculo se afastam produzindo desaceleração dos segmentos do corpo e fornecem absorção de choque. “Amortecimento”, freia o movimento.

Contração ISOCINÉTICA – é aquela em que a tensão desenvolvida pelo músculo é máxima em todos os ângulos articulares, durante toda a amplitude de movimento, porque ela é realizada em uma velocidade constante. Trabalha a endurance.

Contração ISOMÉTRICA – o músculo contrai-se e produz força sem alteração no ângulo da articulação. São chamadas de contrações estáticas ou de sustentação, normalmente usadas para manutenção da postura. Funcionalmente estas contrações estabilizam as articulações.

Contração ISOTÔNICA – também conhecida como contração dinâmica, é gerada quando há uma desigualdade de forças entre a potência muscular e a resistência, provocando assim, o deslocamento do segmento. O exercício é considerado isotônico quando o segmento move uma resistência específica por uma amplitude de movimento.

Contratura Isquêmica de VOLKMANN – é uma flexão permanente ou contratura do punho e da mão. É causada por pressão ou lesão por esmagamento ao redor do cotovelo que resulta em fluxo inadequado de sangue (isquemia). Manifesta-se por uma deformidade da mão e dos dedos em forma de garra. Comum na fratura de Colles.

Coreoatetose – associação de movimentos involuntários contínuos, uniformes e lentos (atetósicos) e rápidos, arrítmicos e de início súbito (coréicos).

Craniossinostoses – quando uma ou várias suturas se fecham antes do tempo, o cérebro precisa de espaço para desenvolver-se, porém encontra uma barreira óssea que o pressiona. Algumas áreas cerebrais podem ser afetadas e isto pode gerar uma série de problemas, tais como: aumento de pressão intracraniana, problemas cardíacos, problemas respiratórios, deficiência mental, cegueira, surdez, otite,…

D

Desmielinização – é o termo usado para definir a perda de mielina, uma substância na matéria branca que isola as terminações dos nervos.

Dimídio – lado.

Disdiacocinesia – incapacidade para realizar movimentos rápidos alternados, como golpear ritmicamente os dedos sobre o joelho. Causada por lesão cerebelar – está associada a dismetria.

Disestesia – refere-se à interpretação errônea do estímulo, como sensação de dor ou de formigamento após a aplicação de um estímulo tátil ou nociceptivo (doloroso).

Disostose – ossificação defeituosa.

Dismetria – incapacidade de fixar a amplitude de movimento durante a atividade muscular.

E

Eletrólise – é um processo que separa os elementos químicos de um composto através do uso da eletricidade. Procede-se primeiro à decomposição (ionização ou dissociação) do composto em íons e, posteriormente, com a passagem de uma corrente contínua através destes íons, são obtidos os elementos químicos. Em muitos casos, dependendo da substância a ser eletrolisada e do meio em que ela ocorre, além de formar elementos ocorre também a formação de novos compostos. O processo da eletrólise é uma reação de oxirredução oposta àquela que ocorre numa célula galvânica, sendo, portanto, um fenômeno físico-químico não espontâneo.

Enterocele – é uma herniação de intestino delgado através de um defeito na fáscia endopélvica, o que coloca o peritônio em contato direto com a mucosa vaginal.
A enterocele pode ser dividida em quatro tipos: congênita, de tração, de pulsão e iatrogênica. A enterocele congênita é rara, e os fatores que podem predispor ao seu desenvolvimento incluem distúrbios neurológicos como espinha bífida e doenças do tecido conjuntivo. A enterocele de tração é consequência do prolapso uterovaginal, enquanto que a enterocele de pulsão resulta do aumento crônico da pressão intra-abdominal. Estes dois tipos de enterocele podem ocorrer concomitantemente com o prolapso de cúpula vaginal, cistocele ou retocele. A enterocele iatrogênica ocorre após procedimentos cirúrgicos que elevam o eixo vaginal horizontal normal na direção vertical, como por exemplo na colposuspensão de Burch e uretropexias com agulha, ou após a histerectomia, quando o fundo-de-saco de Douglas não é obliterado adequadamente.

Epicondilite Lateral do Cotovelo – também conhecida como “cotovelo de tenista”. Lesão crônica de repetição que acomete os tendões que têm origem no epicôndilo lateral do cotovelo podendo causar alterações internas de suas estruturas e degeneração de sua matriz, impedindo a sua regeneração e maturação em tendão normal.

Escala de BORG – forma para quantificar a intensidade de exercícios – Percepção subjetiva de esforço.

Escala de Lawton – para mensurar a capacidade em desenvolver as Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD), reflete o nível de capacidade de utilização dos recursos disponíveis no meio ambiente habitual para execução de atividades rotineiras do dia-a-dia, sendo utilizada para pacientes independentes em acompanhamento ambulatorial.
Prepara os alimentos sozinho, Faz compras, Toma as medicações sozinho, Faz as tarefas domésticas, Usa transporte sozinho, Administra dinheiro, Usa o telefone.

Escápula Alada – a escápula tende a se deslocar para trás devido a paralisia do músculo serrátil anterior. Tem o aspecto de asa.

Esteriognosia – é a capacidade de entender e perceber, através do tato, a natureza e a forma de um objeto, permitindo a sua identificação. A perda desta sensibilidade é descrita como Aesteriognosia ou Agnosia Tátil.

Exercícios de Kegel – exercícios concebidos para fortalecer os músculos pélvicos com a intenção de ajudar as mulheres com incontinência urinária. Porém, hoje é utilizado também incontinência fecal, para melhorar a vida sexual (para homens e mulheres) e preparar a pélvis para o parto.

Exoftalmia – é a protuberância do olho anteriormente para fora da órbita. Ela pode ser tanto bilateral quanto unilateral.
Exsudato – líquido proveniente de inflamação, rico em proteínas (fibrina e fibrinogênio), importante precursor da cicatriz, alta capacidade de regeneração.

Extinção ou Desatenção Sensorial – é a perda da capacidade de perceber sensações em um lado do corpo, quando áreas idênticas são estimuladas simultaneamente (lesões parietais).

F

Fáscilos Grácil e Cuneiforme – são conjuntos de fibras nervosas que formam o cordão posterior da medula espinhal e que transmitem os impulsos sensitivos profundos relacionados com a posição e o movimento das extremidades do corpo.

Feixe de His – é uma coleção de células musculares cardíacas especializadas em condução elétrica que transmitem impulsos elétricos que vêm do nodo atrioventricular.

Fibras Musculares do Tipo I – são consideradas estáticas, vermelhas, tônicas, lentas, Slow Twitch Fibers (ST). Possuem características de resistência.

Fibras Musculares do Tipo II – são consideradas dinâmicas, brancas, fásicas, rápidas – Tipo IIA – rápida oxidativa; Tipo IIB – rápida glicolítica, Fast Twitch Fibers. Possuem características de força e velocidade.

Fibras de Purkinje – constituem a porção distal do feixe atrioventricular e situam-se no subendocárdio. São células musculares modificadas que apresentam um halo nuclear não corado evidente devido ao acúmulo de glicogênio nessa região. As fibras de Purkinje são mais curtas e mais largas que as musculares cardíacas típicas.

Flegmasia Coerulea Dolens – é a trombose maciça do membro impedindo que haja retorno venoso. É a obstrução quase total das veias da perna. Forma –se um edema intenso rápido e o membro fica cianótico, frio e a dor é relatada como excruciante e muito forte. Aspecto importante é o desaparecimento dos pulsos do membro (confundindo com a oclusão arterial aguda). Os dedos do pé e a perna vão se tornando escuros e evoluem para gangrena.

Fonoforese – é o uso de ultra-som para aumentar a absorção cutânea de fármacos aplicados topicamente. Fármaco mais utilizado – antiinflamatórios.

Fratura de Colles – é uma lesão comum que é mais frequente em crianças entre 6 e 10 anos e pessoas idosas, especialmente mulheres acima de 50 anos. É a fratura da extremidade distal do rádio com deslocamento do fragmento fazendo-se para trás e para o exterior, realizando um aspecto típico da mão como um dorso de um garfo, e tendo como causa mais frequente uma queda sobre a mão aberta.

G

Grafestesia – é utilizada para designar a capacidade de reconhecer letras e números escritos na pele. Utiliza-se qualquer objeto com ponta romba. A perda desta sensibilidade é descrita como Agrafestesia.

Guillain-Barré – ou polirradiculoneurite aguda é caracterizada por uma inflamação aguda com perda da mielina (membrana de lipídeos e proteína que envolve os nervos e facilita a transmissão do estímulo nervoso) dos nervos periféricos e às vezes de raízes nervosas proximais e de nervos cranianos (nervos que emergem de uma parte do cérebro chamada tronco cerebral e suprem às funções específicas da cabeça, região do pescoço e vísceras).

H

Hemicorporectomia – retira-se (amputa-se) a parte inferior do corpo, abaixo de L4 – L5.

Hemoptóico – diz-se do escarro em que há algum sangue, expectoração de sangue.

Hipercapnia permissiva (HP) – implica hipoventilação intencional e provoca hipercarbia e acidose respiratória e tem como objetivo de minimizar as pressões trans-alveolares

Hiperpatia – qualquer estímulo, mesmo os mais leves, provocam sensações desagradáveis, frequentemente descritas como dor em queimação. É resultante de lesões talâmicas envolvendo o núcleo ventral póstero-lateral, levando à alterações na percepção do estímulo.

Hipomimia – redução da expressão facial.

Hipoplasia – é a diminuição da atividade formadora dos tecidos orgânicos, é o hipodesenvolvimento de um órgão ou tecido pela a diminuição do número de células que o compõe. A diminuição popular de um tecido em um determinado órgão ou parte do corpo, afeta o local tornando-se menor e mais leve que o normal, mas os padrões básicos de sua arquitetura continuam os mesmos. Existem várias causas para que ocorra a hipoplasia, desde a mal formação e desenvolvimento do embrião no útero até ações fisiológicas e patológicas. Na embriogênese, a hipoplasia desencadeia um defeito na formação de um órgão ou parte dele, como na hipoplasia pulmonar. Após o nascimento, essa diferenciação celular é resultado da diminuição no ritmo da renovação celular, aumento da taxa de distribuição das células ou a ocorrência dos dois ao mesmo tempo.

Hipoxemia – é a deficiência anormal de concentração de oxigênio no sangue arterial. É diferente de hipóxia, que é a baixa disponibilidade de oxigênio para determinado órgão, o que pode ocorrer mesmo na presença de quantidade normal no sangue arterial, como no infarto agudo do miocárdio ou no acidente vascular cerebral. Os sinais da hipoxemia podem ser agitação, confusão mental, taquipnéia, taquicardia, arritmias, cianose central e hipotensão arterial.

I

Índice de BARTHEL – avalia o potencial funcional do indivíduo. Mede o grau de assistência exigido em dez atividades, ou seja, o nível de independência nas atividades de auto-cuidado.

Índice de Katz – abrange as atividades básicas de vida diária (AVD), refletindo apenas a capacidade ou não para o autocuidado básico, sendo utilizada mais para pacientes acamados em hospitais, em casas de repouso, ou mesmo em sua própria moradia, porém com certo grau de dependência.
BANHO – sem ajuda ou apenas para uma parte do corpo, VESTIR – sem ajuda ou apenas para amarrar o sapato, TOILETE -arruma-se sem ajuda, MOBILIDADE – sai da cama ou da cadeira sem ajuda, CONTINÊNCIA-controla a micção e a evacuação – raros acidentes, ALIMENTAÇÂO- alimenta-se sem ajuda ou ajuda apenas para cortar a carne.

Infecção – agressão de um organismo vivo estranho (bactérias, vírus).

Inflamação – é a reação tecidual do organismo frente à qualquer agente agressor mecânico, físico ou químico. Primeiro ocorre a vasodilatação (hiperemia) e depois o recrutamento de um leito vascular latente.

Iontoforese – técnica não invasiva de administração de agentes iônicos terapêuticos, que utiliza a corrente elétrica para prover uma maneira controlada de aumentar a transferência. A iontoforese permite uma difusão passiva da medicação e a sua penetração é aumentada pelos mecanismos de eletrorepulsão, eletrosmose e aumento da permeabilidade da pele. Utilizada em dor aguda e subcutânea, inflamação e edema, ossificação heterotópica, miosite ossificante. Sua aplicação é realizada por correntes galvânicas e as drogas utilizadas são: antiinflamatórios e anestésicos locais.

J

Jejuno – parte do intestino delgado entre o duodeno e o íleo.

M

Mal de POTT – forma de tuberculose que afeta o SNC. Ocorre por disseminação hematogênica ou por propagação a partir de linfonodos paravertebrais que drenam lesões tuberculosas pulmonares. A infecção se inicia no osso esponjoso das vértebras, geralmente torácicas ou cervicais, destruindo o corpo vertebral e o disco intervertebral. Leva a colapso da vértebra, compressão da medula e paraplegia. Do osso, o processo pode estender-se ao espaço epidural espinhal que é amplo e frouxo.

Marcha TALONANTE – o indivíduo anda batendo os calcanhares com força no chão para sentir onde pisa. Também é conhecida como marcha tabética.

Macroglosia – língua larga

Mecanorreceptores – alterações mecânicas.

Micrognatia – termo relativo que descreve o tamanho pequeno da mandíbula inferior.
Mielina – é uma substância lipídica, de cor verde reluzente e de caráter birrefringente, proveniente de algumas células do hipotálamo. A mielina está presente na chamada bainha de mielina (formada pelas células de Schwann), que rodeia algumas fibras nervosas, fazendo com que tenham uma condução de impulsos nervosos mais rápida (condução saltatória). As fibras envoltas por mielina são chamadas precisamente mielínicas. As fibras que não possuem um revestimento de mielina chamam-se fibras amielínicas e possuem uma condução de impulso mais lenta.

“MOYA MOYA” Síndrome – é uma doença vascular caracterizada pela obstrução progressiva e geralmente simétrica das artérias carótidas internas envolvendo a bifurcação, assim como a artérias cerebrais médias e arteriores na porção proximal.
O processo obstrutivo desencadeia extensa circulação colateral de vasos basais, transcortical e transdural.
O aspecto angiográfico é dos numerosos vasos colaterais, daí o nome de “Moya Moya” em japonês, que significa “fumaça de cigarro”.

Músculos Dinâmicos – também denominados de FÁSICOS. Sua função é realizar movimento. Sua ação é voluntária e consciente.

Músculos Estáticos – são também denominados TÔNICOS. Sua função é impedir o desequilíbrio, quando possível, e controlá-lo ou limitá-lo, quando necessário. Sua função é reflexa e inconsciente.

N

Nervo de Wrisberg – ou nervo intermédio leva estímulos secretores às glândulas lacrimais, via nervo grande petroso superficial, e às glândulas salivares, submandibular e sublingual.

Neuropatia Periférica – é uma síndrome de perda sensorial, atrofia e fraqueza muscular, e decréscimos nos reflexos profundos, sintomas vasomotores, sozinhos ou em combinação. Estes podem ocorrer com a doença em um único nervo (mononeuropatia), 2 ou mais nervos em áreas separadas (mononeuropatia múltipla) ou muitos nervos simultaneamente (polineuropatia). O axônio (diabetes, uremia, agentes tóxicos) ou a bainha de mielina/células de Schwann (leucodistrofias, polineuropatia inflamatória crônica e aguda), podem ser os locais primários de lesão. Podem ser afetados pequenas fibras mielinizadas, causando perda primária da temperatura e sensação de dor ou fibras grandes, causando defeitos proprioceptivos ou motores. Algumas neuropatias (chumbo, dapsona, tiques, porfiria, síndrome de Guillain-Barré) envolvem primariamente fibras motoras, enquanto outras afetam principalmente a raiz dorsal de gânglios ou fibras sensoriais, produzindo sintomas sensoriais (ganglionite de raiz dorsal, devido ao câncer, lepra, AIDS, diabetes e intoxicação crônica por piridoxina). Ocasionalmente, os nervos cranianos também são envolvidos (Guillain-Barré, diabetes melito, difteria).

Neuropraxia –caracteriza-se por uma desmielinização segmentar das fibras de grande calibre, sem interrupção axonal. Causa paralisia motora com pouca ou nenhuma disfunção da sensibilidade ou da função motora. A perda da função motora é temporária e pode durar de algumas horas a alguns meses (+/- 6 a 8 semanas).

Nociceptores – alterações de dor.

Nutação – quando o platô sacral báscula para frente e para baixo, as asas ilíacas se aproximam da linha média, os ísquios se afastam da linha média, movimento que ocorre durante o parto.
O seu retorno a posição inicial é conhecido como contranutação.

O

Oligodendrócitos (ou oligodendróglia) – são as células da neuróglia, responsáveis pela formação, e manutenção das bainhas de mielina dos axônios, no SNC (sistema nervoso central), função em que no sistema nervoso periférico é executada pelas células de Schwann (só que apenas um oligodendrócito contribui para formação de mielina em varios neurônios ao contrario da célula de Schwann que mieliniza apenas um axônio). Sem os oligodendrócitos, os neurônios não sobrevivem em meio de cultura. Em suas caracteristicas físicas os oligodendrócitos mostram se um corpo celular arredondado e pequeno, com poucos prolongamentos, curtos, finos e pouco ramificados (daí o nome: oligo= pouco; dendro= ramificação).

Opistótono – posição do corpo em que a cabeça, o pescoço e a coluna vertebral formam um arco côncavo para trás, apoiando-se o doente na cabeça e nos calcanhares. Resulta da contracção sustentada dos músculos posteriores do pescoço e do tronco, por ex. em doentes com tétano ou na intoxicação pela estricnina.

P

Palestesia – é a capacidade de perceber a presença de vibração, quando se coloca um diapasão oscilando sobre uma proeminência óssea.

Paralisia de Erb-Duchenne – é uma das classificações da Paralisia Braquial Obstétrica (PBO), uma paralisia do membro superior que pode ocorrer com a criança no momento do parto.
É a forma mais comum (80% a 90% dos casos) e tem bom prognóstico, sendo uma paralisia alta. Afeta geralmente as raízes de C5 a C7, levando ao seguinte quadro clínico:
Braço acometido sem movimento, ao lado do corpo, com o ombro rodado internamente, cotovelo estendido e punho ligeiramente fletidoPerda da abdução e da rotação externa do braçoIncapacidade para a flexão do cotovelo e supinação do antebraçoAusência do reflexo bicipital e de Moro no lado acometidoPreservação da força do antebraço e da capacidade de preensão da mãoPossibilidade de deficiência sensorial na face externa do braço, antebraço, polegar e indicador.

Paralisia de Klumpke (Dejerine Klumpke) – é uma das classificações da Paralisia Braquial Obstétrica (PBO), uma paralisia do membro superior que pode ocorrer com a criança no momento do parto. É rara (5% ou menos), tem pior prognóstico e tem sido relacionada com uma forma completa que evoluiu com recuperação rápida da porção alta do plexo braquial, anomalias congênitas (costela, tendão ou vaso sanguíneo) comprimindo o plexo ou lesão medular.
Subdivide-se em :
Baixa – acometendo C8 e T1:
Flexão do cotovelo e supinação do antebraçoAcometimento dos músculos da mão com ausência do reflexo de preensão palmarReflexo bicipital e radial presentesSíndrome de Horner (ptose palpebral, enoftalmia, miose, e anidrose facial) quando há envolvimento das fibras simpáticas cervicais e dos primeiros nervos espinhais torácicos.
Completa C5 a T1:
Membro superior acometido flácido com todos os reflexos ausentes.

Parestesia Circumural – sensação de formigamento ao redor dos lábios.

Pata de ganso – é formada por três tendões que tem origem na tuberosidade isquiática e na sínfise púbica e se inserem na parte proximal na superfície medial da tíbia,.esses tendões são provenientes dos músculos:
-Sartório
-Grácil
-Semitendinoso
Esse complexo tem a função primária de flexionar o joelho e secundária de realizar a rotação medial, além disso protege a articulação contra o estresse em valgo e as forças rotatórias no joelho.

Pericardite – é uma inflamação do pericárdio. A pericardite é ainda classificada de acordo com a composição do exsudado inflamatório: seroso, purulento, fibrinoso e hemorrágico.
A pericardite aguda é mais comum que a pericardite crônica, podendo ocorrer como uma complicação de infecções, doenças imunológicas ou ataque cardíaco.

Plasmaferese – método no qual todo o sangue é removido do corpo e as células do sangue são separadas do plasma ou parte líquida do sangue, e então, as células do sangue são infundidas no paciente sem o plasma, o que o corpo rapidamente repõe nas primeiras quatro semanas de evolução da doença para pacientes gravemente envolvidos.

Prognatismo mandibular – é uma desordem genética desfigurativa, que se caracteriza pela existência de uma mandíbula inferior extremamente pronunciada, deixando como tal o lábio inferior significativamente afastado do superior (e por conseguinte, o lábio respectivo).

Proptose – crescimento excessivo de qualquer parte do corpo

Proptose ocular – é definida como a protrusão anormal do globo ocular. Este termo é usado freqüentemente como sinônimo de exoftalmia. Geralmente resulta de uma anormalidade que ocupa o espaço da órbita, de um processo inflamatório ou, ainda, de qualquer condição que estreite a cavidade orbitária.
Prótese KBM – “Kondylen Bettung Munster” – prótese com apoio sobre o tendão patelar e côndilos tibiais, proporcionam maior estabilidade em casos de cotos mais curtos ou de pessoas idosas que não apresentam musculatura desenvolvida e que necessitam de maior segurança.

Prótese PTB – “Patelar Tendon Bearing” – prótese com apoio no tendão patelar, suspensão com correia supra-condileana ou dorsal, sendo esta última indicada para cotos curtos ou com fraqueza do quadríceps – com pé SACH – “solid ankle cushonheel” – tornozelo sólido e calcanhar acolchoado. Permite um contato total do coto e facilita seu uso devido a capacidade de apoio do peso sobre o tendão patelar.

Prótese PTS – Prótese Tibiale Supracondilienne” – prótese que envolve totalmente a patela, exercendo pressão sobre o quadríceps. Indicada para cotos extremamente curtos.

Q

Quimiorreceptores – paladar, olfato, nível de O² no sangue, concentração sérica de componentes químicos.

R

Reação Cervical de Retificação (RCT) – é obtida virando-se a cabeça do bebê para um lado, seja ativa ou passivamente, levando a um aumento no tônus do tronco e o bebê vira para o mesmo lado em bloco. Presente geralmente até o 2º mês.

Receptores Eletromagnéticos – luz, fotorreceptores.

Reflexo de GALANT – dá-se um estímulo na região lateral do tronco do bebê, entre a crista ilíaca e a costela. A resposta é a flexão lateral do tronco para o lado do estímulo.

Reflexo de LANDAU – quando se levanta uma criança de bruços da mesa, apoiada apenas pela mão do examinador sob o tórax, a criança primeiro erguerá a cabeça, após esta elevação da cabeça, ocorre uma extensão tônica da coluna e membros inferiores. Desaparece por volta do 6º mês.

Reflexo de MORO – também denominado de resposta de sobressalto. É um reflexo primitivo que está presente no nascimento e tipicamente desaparece nos primeiros meses de vida. A criança abre os braços, faz extensão dos dedos e pernas. Termina por volta dos 4 a 6 meses.

Reflexo Plantar – também denominado de resposta do extensor plantar. Quando se estimula a borda do pé, a criança responde com extensão do hálux e abertura dos outros dedos em forma de leque ou os fletem. Presente geralmente até 1 ano. Após este período, se estiver presente, será um reflexo patológico, indicando lesão neurológica, recebendo então, o nome de Babinski.

Reflexo Tônico Cervical Assimétrico (RTCA) – quando gira a cabeça do recém-nascido para um lado, as extremidades do lado facial se estendem e do lado occipital fletem. Desaparece aos 4 meses.

Reflexo Tônico Cervical Simétrico (RTCS) – com a criança em suspensão ventral (prono), quando a sua cabeça é fletida, seus membros superiores fletem e os inferiores se estendem, ocorrendo o inverso quando tem a cabeça estendida. Este reflexo ajuda a criança a vivenciar as primeiras experiências do arrastar e posteriormente engatinhar. Está presente até por volta do 5 ou 6 mês.

Reflexo Tônico Labiríntico (RTL) – com a criança em supino, gera aumento do tônus extensor e em prono aumenta o tônus flexor. Quase não é encontrada em crianças normais, e sim, com lesões cerebrais. A criança não faz mudança de decúbito (extensão de cabeça), não consegue levantar a cabeça.

Rizartrose – artrose da raiz de um dedo da mão (nomeadamente do polegar), de um dedo do pé ou de um membro.

S

Sarcopenia – é a perda degenerativa de massa e força nos músculos com o envelhecimento.

Segunda lei de Faraday – quando uma mesma quantidade de eletricidade atravessa diversos eletrólitos, as massas das espécies químicas libertadas nos eletrodos, assim como as massas das espécies químicas decompostas, são diretamente proporcionais aos seus equivalentes químicos.

Sinal de CHVOSTEK – consiste na presença de espasmos faciais em resposta à percussão do nervo facial na região zigomática. É um dos sinais de tetania (espasmos involuntários dos músculos) observados na hipocalemia (diminuição da concentração sérica de cálcio), as manifestações clínicas incluem reflexos tendinosos profundos hiperativos, cãibras musculares e abdominais e espasmo carpopodálico.

Sinal de HOMANS – dor à dorsiflexão do pé sobre a perna = dor na massa muscular da panturrilha.

Sinal de LHERMITTE – consiste em uma sensação brusca de choque ou de dor descendente pelo corpo ou pela coluna após uma flexão da região cervical. Encontrado em lesões degenerativas, compressivas ou desmielinizantes da medula cervical, especialmente, quando há envolvimento do sistema coluna dorsal lemnisco medial.

Sinal de ROMBERG – impossibilidade de manter-se de pé com os olhos fechados.

Sinal de Hoover – ou respiração paradoxal, é um sinal clínico no qual o abdome se desloca para fora enquanto o tórax se movimenta para dentro durante a inspiração.

Sinal de Tinel – a percursão do nervo mediano ao nível do canal do carpo ou imediatamente proximal a ele pode provocar choques ou hiperestesia no território inervado pelo nervo mediano na Síndrome do túnel do carpo.

Sinal de TROUSSEAU – tetania latente com espasmos carpais provocados ao se ocluir a artéria braquial. Espasmo com flexão do pulso e articulações metacarpofalangeanas, extensão das interfalanges distais e articulações interfalangeana proximais e adução do polegar e dedos. Este sinal também é conhecido como mão de obstetra.

Síndrome de BROWN SÉQUARD – caracteriza-se por uma hemissecção da medula, com alterações da motricidade e sensibilidade profunda no mesmo lado da lesão e da sensibilidade dolorosa e térmica contralateral. Caracterizadapor paralisia do neurônio motor inferior ipsilateral segmentar e ausência de reflexos superficiais.

Síndrome de Horner – ou paralisia óculo-simpática é uma síndrome clínica causada pela lesão do sistema nervoso simpático.
Os principais sintomas são ptose (queda da pálpebra superior), miose (constrição da pupila) e ocasionalmente enoftalmia (afundamento do olho) e anidrose (transpiração diminuída) em um dos lados da face.

Síndrome do túnel do carpo – é o canal formado anatomicamente pelos ossos localizados na região do carpo (punho) e por um ligamento forte na região do carpo.As paredes laterais e o assoalho são constituidas pelos ossos do carpo e o teto pelo lig. transverso do carpo. O túnel do carpo contém tendões que flexionam os dedos e o polegar e o nervo mediano que proporciona sensibilidade ao polegar, indicador e metade radial do anular.

Siringomielia – é uma patologia caracterizada pela formação de cavidades na espinha dorsal, com acúmulo de líquido nessas cavidades e progressivo dano à medula espinhal.

Somestesia – (sensibilidade) é a capacidade que temos de receber informações sobre as diferentes partes do corpo. Essas informações podem ser referentes ao meio-ambiente ou ao próprio corpo e nem todas se tornam conscientes. O sistema somestésico divide-se em um subsistema epicrítico e protopático.
Sistema Epicrítico – é preciso, rápido, discriminativo e apresenta uma representação espacial detalhada – Submodalidades: Tato-fino – percepção das características dos objetos que tocam a pele. Propriocepção Consciente: localiza a posição e movimento das diferentes partes do corpo sem a utilização da visão.
Sistema Protopático – é grosseiro, lento e impreciso. Submodalidades: Termossensibilidade – percepção da temperatura do ambiente e de objetos. Dor – percepção de estímulos fortes e capazes de lesar o organismo.

T

Tabes Dorsal – é peculiar a sífilis e consiste na atrofia e desmielinização dos funículos posteriores da medula espinhal. Clinicamente há ataxia sensitiva, perda da sensibilidade profunda e de posição, positividade do sinal de Romberg, marcha de base larga e talonante, parestesias, dores lancinantes nos membros, distúrbios esfincterianos e da potência sexual.

Termorreceptores – temperatura.

Teste de ELY – ou teste do nervo femoral é realizado com o paciente em decúbito dorsal, sendo o joelho flexionado com o quadril em hiperextensão. Ocorrerá dor na presença de síndromes compressivas radiculares de L3-L4.

Teste de Phalen – ambos os punhos em flexão provocam a precipitação dos sintomas de formigamento, hipoestesia ou hiperestesia no território inervado pelo nervo mediano. Isto ocorre porque esta posição diminui o continente do túnel e precipita os sintomas da Síndrome do túnel do carpo.

Teste de NEER – avalia a síndrome do impacto. Estabiliza-se a escápula do paciente com elevação rápida do membro superior em rotação interna. O choque da grande tuberosidade e do acrômio provocará dor. Este teste também é positivo em capsulite adesiva, instabilidade multidirecional, lesões das articulações acromioclavicular.

Teste de Speed – testa o tendão do bíceps no sulco bicipital. O terapeuta faz uma flexão do braço do paciente, com antebraço estendido e supinado; coloca-se o dedo de uma das mãos do terapeuta sobre o sulco bicipital, e a mão oposta sobre o punho do paciente; o paciente deve elevar o braço contra resistência. Dor espontânea ou a palpação é indicadora de tendinite bicipital.

Tetralogia de FALLOT – anormalidades anatômicas, que são a obstrução da via de saída do ventrículo direito (estenose infundibular), um defeito do septo interventricular, a dextroposição da aorta que cavalga o septo em até 50% e a hipertrofia do ventrículo direito. É a mais comum cardiopatia congênita cianótica.

Topognosia – ou topestesia, é a habilidade de localizar a sensibilidade tátil, sendo a sua ausência relatada como topagnosia, não será capaz de identificar dois pontos de contato.

Transudato – líquido não proveniente de inflamação, pobre em proteínas, baixa capacidade de regeneração.

Tríade Parkinsoniana – rigidez muscular, tremor de repouso e bradicinesia.

Tricoanestesia – é a capacidade de perceber estímulos nos cabelos.

U

Unipodal – sobre um pé.