PERCA PESO COM SAÚDE E CALCULE SEU IMC

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Hoje em dia, há uma grande variedade de regimes e programas para emagrecimento que prometem proporcionar as pessoas o corpo perfeito e a rápida perda de peso, mas realmente esses tipos de propaganda podem apresentar perigos para a saúde e não trazer bons resultados à longo prazo.

Para uma perda de peso bem sucedida é necessário estabelecer mudanças nos hábitos alimentares e apostar nas atividades físicas, pois tais atitudes fará toda diferença na hora de perder peso de forma segura e saudável.

Confira as dicas abaixo para perder peso de forma saudável e permanente:

      • Faça uma mudança no seu estilo de vida, consuma de 5 a 6 refeições por dia (café da manhã, colação, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia)

• Adote uma dieta saudável, consumindo frutas na sobremesa e nos lanches;

• Dê preferência as verduras e legumes no almoço e jantar;

• Reduza a ingestão de açúcares, sal, álcool e gorduras;

• Consuma no mínimo 2 litros de água por dia;

• Todos os dias anote o que você consumiu e quais foram os exercícios que praticou, não se esquecendo de fazer pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias;

• Substitua a gordura animal pela vegetal, mas consuma com moderação;

• A porção de carne a ser consumida deverá ter o tamanho da palma da mão;

• O leite ou derivado deve ser consumido pelo menos 3 vezes por dia.

• Consuma pelo menos 1 porção de cereal integral;

• Coma devagar apreciando sua refeição e mastigue de forma correta;

• Não é recomendado pular refeições;

• Ingerir alimentos de cinco cores diferentes ao dia, para contribuir na diversidade de nutrientes;

• Fazer as refeições de 3 em 3 horas;

• O refrigerante pode dar lugar ao suco.

Além de perder peso, uma alimentação adequada e variada ajuda a prevenir deficiências nutricionais e protege contra algumas doenças infecciosas, além de diminuir o estresse, ansiedade e a irritabilidade.

Como calcular o excesso de peso

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Primeiramente devemos fazer uma pergunta:
Estamos ou não estamos diante de uma pessoa com excesso de peso? Esta resposta pode ser obtida através do cálculo de Índice de Massa Corporal (IMC), esta é a forma que caracteriza um individuo em relação ao seu padrão fisiológico.
IMC = Peso atual (Kg) / Altura(m)². Exemplo: Uma pessoa que pesa 80 kg e mede 1.75m, seu IMC será: 80 Kg/ 1,75² = 80/ 3,06 = 26,1.

Classificação do IMC (Índice de Massa Corpórea)

      • Abaixo de 18,5 = desnutrição

• Entre 18,5 e 24,5 = peso normal

• Entre 25,0 e 29,9 = sobrepeso

• Entre 30,0 e 39,9 = Obesidade

• Acima de 40,0 = Obesidade Mórbida

Vale lembrar que depois que você começar a ter hábitos alimentares saudáveis e praticar atividade física, não vai mais optar pela velha vida de sedentária e se sentirá muito melhor fisicamente e mentalmente.

BROTOEJA – COMO TRATAR E PREVENIR

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Brotoeja – como tratar e prevenir

Brotoeja é uma erupção cutânea da pele que afeta muito os bebês. É causada pelo suor juntamente das glândulas sudoríparas quando estão obstruídas e inflamadas. As brotoejas ocorrem porque a glândula está obstruída não deixando com que o suor chegue à superfície da pele causando
irritação e coceira. As brotoejas aparecem após a exposição ao sol, em um dia quente e úmido, com febre ou quando o
bebê é exposto ao calor excessivo. Geralmente as brotoejas aparecem no rosto, pescoço, ombro, barriga e peito.
A melhor maneira de prevenir as brotoejas é colocar roupas frescas no bebê, dar banho adicionando na água uma colher de chá de maisena e um ambiente agradável (o uso do ar-condicionado muitas vezes ajuda nesse processo).
A colher de maisena pode ser substituída também por aveia. Cozinhe a aveia de flocos finos com água e deixe esfriar. Em seguida, coloque junto da água do banho somente a água da aveia. Seque o bebê com tapinhas suaves e não o esfregando vigorosamente.
Não aplique perfume, loção ou pomada perfumada, isso somente irá piorar a situação.

Enquanto o bebê apresentar brotoejas elimine das refeições doces e alimentos gordurosos porque esses aumentam o calor do corpo fazendo o bebê suar e surgir novas brotoejas.
Existem algumas maneiras de fazer com que as brotoejas acelerem o seu processo de cura. Umas das soluções para esse problema é a aplicação de um spray de vitamina C. Esse spray é feito da seguinte maneira: misture 2 colheres de sopa de vitamina C em pó com ½ xícara de gel de aloe vera em um borrifador e aplique a mistura na
erupção duas ou três vezes ao dia até que a erupção passe.
Tem também o tratamento fitoterápico que é a base de um gel. O gel de aloe vera usado topicamente é calmante e refrescante. Aplique o gel de aloe vera na erupção para retirar a sensação de calor e ardência da pele. Repita sempre que necessário.
Aplique gel ou loção de calêndula na pele para ajudar a diminuir o desconforto e promover a recuperação.
E o homeopático, que é composto por Apis mellifica 9ch muito útil se a erupção for vermelha e muito inchada. Dê ao seu filho uma dose, três vezes ao dia, durante dois dias.
Sulfur é bom para a criança que sua, sente calor e tem marcas vermelhas, secas e quentes na pele. Essa criança tende a tirar as cobertas, quer que a pele fique exposta e não gosta de ser lavada. Dê-lhe uma dose de Sulfur 9ch, duas vezes ao dia, durante três dias.
Se o seu bebê sente muito calor, coloque sempre roupas frescas e deixe-o em um ambiente agradável para prevenir as brotoejas. E sempre consulte o pediatra para maiores esclarecimentos.
Antes de tomar a decisão de usar um tratamento homeopático, consulte um homeopata juntamente com o pediatra para que ele dê a receita ideal para o seu bebê, tendo assim certeza que o bebê não seja alérgico a nenhum dos componentes da homeopatia.

Cuidados e dicas caseiras contra brotoejas

Para evitar e tratar os bebês e crianças contra as brotoejas seguem algumas dicas:

    • • Vesti-las com roupas largas e frescas, evitando utilizar roupas em excesso
    • • Deixá-las sempre em locais arejados e com sombra, evitando situações que as façam suar.
    • • Diminuir o consumo de doces e alimentos gordurosos também poderá ajudar, pois tais alimentos podem aumentar o calor interno e piorar a situação.
    • • Na hora do banho, colocar uma colher de chá de maisena na água, e na hora de secá-las somente dar tapinhas suaves com a toalha, sem esfregá-las.
    • • Para aliviar o desconforto, passar constantemente e de forma suave, toalhinhas molhadas no corpo da criança, principalmente nos locais lesionados.
    • • Evite aplicar perfumes, loções ou pomadas perfumadas, além de qualquer outro creme sem indicação médica.
    • Opte por produtos à base de maisena, evitando usar produtos à base de talco, pois o amido de milho tem partículas maiores que as do talco, sendo então mais difíceis de serem inaladas pelo bebê.

Se as erupções não melhorarem dentro de três dias, ou se vierem acompanhadas de febre, procure imediatamente um pediatra.

5 TESTES DE GRAVIDEZ CASEIROS

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TESTES DE GRAVIDEZ CASEIROS! NÃO CUSTA TENTAR!

Você está nos treinos? Não vê a hora de ter algum sintoma de grávida, reza para sua menstruação não descer? É muita ansiedade ter que esperar dias para ter a certeza de que o milagre da vida aconteceu e visualizar o POSITIVO! Enquanto a medicina não evolui no sentido de diagnosticar, via ultra-som, quando exatamente quando o óvulo foi fecundado…podemos recorrer a algumas simples técnicas caseiras. Estes testes não são científicos, foram passados de boca-a-boca, são do tempo da vovó e podem servir para amenizar a ansiedade das futuras mamães enquanto esperam a menstruação não aparecer.
Lembre-se: não tire estes testes como diagnóstico! Não deixe de procurar seu médico – o quanto antes fores no médico, melhor será para a sua gestação. Estes testes não substituem o de urina e/ou de sangue, este último é o mais indicado e fidedigno. Divirtam-se!

1. Teste da cândida: em um recipiente você coloca um pouco de urina e logo depois coloca uma quantidade um pouco menor de cândida. Resultado: POSITIVO: se mudar de cor (laranja, avermelhado). NEGATIVO: a cor não muda, permanece a mesma.

2.Teste de ferver a urina: você ferve a urina em um recipiente de alumínio (um recipiente que não vá mais usar, de preferência). Resultado: Positivo: se ela ferver igual a leite (subir e formar aquela nata). NEGATIVO: se ferver igual a água, sem subir, só fica borbulando.

3.Teste do cotonete: você introduz o cotonete na vagina perto do colo do útero, se sair branquinho é sinal que a menstruação não está para vir, se sair rosinha ou vermelhinho sinal que ela já está chegando.

4. Teste marroquino: colocar o xixi antes de ir dormir num recipiente que de para fechar (tipo os testes de urina) colocar uma agulha dentro, deixar fechado no mínimo 8h. RESULTADO: POSITIVO: se mudar de cor. NEGATIVO: não muda de cor.

5. Teste do cloro: urine em um copo descartável e depois adicione um pouco de cloro. Resultado: POSITIVO: cor escura. NEGATIVO: fica a mesma cor

FAÇA O TESTE PELO AO MENOS, VOCÊ VAI SE DIVERTIR….

LISTA DE CHÁ DE FRALDAS

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LISTA DE CHÁ DE FRALDAS TAMBÉM CONHECIDA COMO LISTA DE CHÁ DE BEBE

Os preparativos básicos já estão quase prontos, já se sabe o sexo do bebê e a decoração do quarto já está decidida…
Faltam apenas os detalhes finais e acessórios, então está mais que na hora de fazer o seu chá de bebê

O ideal é ser feito entre o 6º ao 8º mês de gravidez. Pode ser feito por uma amiga, tia ou até por você mesma. Convites devem ser feitos por escrito com 10 a 15 dias de antecedência. Podem participar mulheres e recentemente os homens também estão sendo incluídos na festa.

Ser precisar peça confirmação, mas caso o evento seja para poucas pessoas dispense a confirmação. O horário ideal para o início é das 15:00 às 17:00 hs e a duração costuma ser em média 3 horas. Preferencialmente nos finais de semana para que todos possam comparecer.

Os presentes podem ser pedidos individualmente, para isto determine o produto e escreva no convite. Ou então forneça a lista para uma loja e informe isto aos convidados através do convite. No primeiro caso leve em consideração que sua convidada tenha como arcar com a despesa do presente, portanto devem ser pedidos itens mais baratos.

No caso da lista em loja pode-se colocar absolutamente tudo o que falta para o bebê. Quem sabe alguma amiga não resolva presentear você com aquela babá eletrônica ou aquele carrinho que você tanto deseja?

Em todos os casos especifique a marca, o tamanho e a cor do produto. Não abra mão disso, pois nada mais desagradável do que ter que trocar os presentes depois. Mesmo quando o caso forem fraldas, shampoos, talcos, roupas, travesseiros, etc…

Para saber o que realmente pedir deve levar em conta o número de convidados, e a partir de uma lista básica escolha os itens de que mais precisa. Você encontra uma lista.

Se for pedir o presente individualmente para cada convidado escolha os itens mais baratos e mais genéricos tipo fraldas (especifique a marca e o tamanho), shampoos (especifique a marca e o tamanho), lenços umedecidos (especifique a marca o tamanho ou tipo da embalagem), mamadeiras (especifique a marca, o tamanho, o modelo – para leite, para chá, etc. – , a cor e se puder
também o modelo do
bico). Se for conveniente ajude o convidado colocando ao lado do produto o local onde ele pode encontrá-lo, mas deixe claro que é apenas uma sugestão.

Caso coloque a lista de presentes em uma loja também faça as especificações de marca, cor e tamanho, não esqueça também de quantidades.Ou seja, se tiver 50 convidados tenha uma lista com pelo menos 75 itens, sendo que podem ser feitos pedidos repetidos.

Por exemplo: 10 pacotes de fraldas marca X tamanho RN; 10 pacotes da fraldas marca X tamanho P; 10 pacotes de fraldas marca X tamanho M; 10 pacotes de fraldas marca X tamanho Pp noturna etc…cada convidado vai escolher quantos pacotes irá dar (um ou mais) de acordo com a condição pessoal.

Definidos os convidados e a lista de presentes, está na hora de começar a providenciar a festa. O primeiro passo é procurar um local que seja adequado ao número de pessoas. Pode ser um salão de festas ou mesmo em casa, mas deve acomodar bem os convidados.

Lista de chá de bebê, lembrancinhas de bebê, maternidade e nascimento

Sugestão para lista de chá de bebê ou chá de fraldas:
01 álbum de fotos
01 aspirador nasal *
02 babadores
01 bichinho de borracha ou pelúcia (não tóxicos)
02 bodies de manga comprida
02 bodies de manga curta
01 bolsa pequena de água quente
06 cabides infantis
02 calças com pé (de preferência de malha)
03 calças enxuta
04 caixa de hastes flexíveis *
01 caixa de lenços umedecidos *
01 chapéuzinho ou bonézinho
01 chocalho
01 creme para assaduras *
02 cueiros
01 escova de cabelo para bebê
01 esponja
01 fita crepe
02 fraldas de pano
02 gorrinhos de lã ou malha
01 jogo de lençol para carrinho
01 lavanda ou colônia para bebê *
01 loção cremosa para limpeza *
01 lixa de unhas para bebê *
02 luvinhas de malha (para evitar que o bebê se arranhe)
01 macacão de manga comprida
01 macacão de manga curta
01 macacão banho de sol
02 meias
01 mordedor de borracha (não tóxicos) *
01 óleo para bebê *
01 pacote de algodão
01 pacote de fraldas descartáveis
01 pente para bebê
01 pinça de pegar
01 pratinho para papinha
01 sabonete neutro *
01 saboneteira
02 sapatinhos de lã ou linha
01 xampu neutro *
01 termômetro comum
01 termômetro para banho
01 tesourinha de unha *
01 toalha fralda
01 toalha para banho com capuz
01 toalha de fralda
01 travesseiro anti-sufocante
01 vaporizador *

TESTE PARA DESCOBRIR O SEXO DO SEU BEBE

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Um teste interativo que conforme as respostas da mamãe diz saber o sexo do bebê esperado.
Mas isso é somente um teste, não deve ser levado muito a sério:

Primeiro, responda cada pergunta anotando em um pedaço de papel.

a) Estou carregando o peso extra:
1. Para frente
2. Em torno dos quadris para trás

b) O cabelo da minha perna está crescendo:
1. Mais rápido do que antes de engravidar
2. O mesmo de antes de engravidar

c) Eu estou carregando o meu bebê:
1. Para cima
2. Para baixo

d) Eu durmo na minha cama com o travesseiro para:
1. o norte
2. o sul

e) Meus pés estão:
1. Mais frios do que antes de engravidar
2. O mesmo de antes de engravidar

f) Eu:
1. Estou recusando a comer a casca do pão.
2. Prefiro comer a casca.

g) O papai está:
1. Ganhando peso junto comigo.
2. Não está ganhando peso junto comigo.

h) A cor do cabelo da minha mãe é:
1. Grisalho
2. Natural ou pintado.

i) Me sinto enjoada na parte da manhã:
1. Sim
2. Não

j) Meu visual está:
1. Ótimo mesmo com a gravidez
2. Não está muito bom

k) Durante a minha gravidez meu comportamento tem sido:
1. Muito dramático
2. Não muito dramático

l) Minha idade na concepção era: _____

m) O mês em que ocorreu a concepção foi: __________________

n) Segure um fio com uma agulha encima de sua barriga. O movimento que faz é:
1. Em círculos
2. Para frente e para trás

o) Minha urina está:
1. Mais luminosa com um tom mais claro de amarelo
2. Amarelo escuro

p) Tenho tido desejos de:
1. doces
2. comidas salgadas e cítricas

q) Meu nariz:
1. Alargou durante a gravidez
2. Permanece o mesmo

r) Eu tenho preferido comer:
1. Carnes e queijos
2. Frutas

s) O coração do bebê bate:
1. Mais de 140 bpm
2. 140 bpm ou menos

t) Sua vontade em relação ao suco de laranja:
1. Não quer suco de laranja
2. Tem que tomar todos os dias

u) Eu venho tendo dor de cabeça
1. Sim
2. Não

w) Minha barriga se parece:
1. com uma melancia
2. com uma bola de basquete

v) Se alguém te pedir para ver suas mãos você:
1. Mostra com a palma virada para cima
2. Mostra com a palma virada para baixo

y) Como você pega a xícara?
1. Pela asa
2. Pelo corpo da xícara

x) Estou em relação ao meu marido:
1. muito apegada
2. o mesmo do que antes da gravidez ou menos

z) A sua pele está:
1. Mais limpa
2. Cheia de espinhas

Depois de respondida todas essas perguntas, vamos conferir as respostas.

Estou carregando o peso extra:
1. Para frente (menino)
2. Em torno dos quadris para trás (menina)

O cabelo da minha perna está crescendo:
1. Mais rápido do que antes de engravidar (menino)
2. O mesmo de antes de engravidar (menina)

Eu estou carregando o meu bebê:
1. Para cima (menina)
2. Para baixo (menino)

Eu durmo na minha cama com o travesseiro para:
1. o norte (menino)
2. o sul (menina)

Meus pés estão:
1. Mais frios do que antes de engravidar (menino)
2. O mesmo de antes de engravidar (menina)

Eu:
1. Estou recusando a comer a casca do pão. (menina)
2. Prefiro comer a casca. (menino)

O papai está:
1. Ganhando peso junto comigo. (menino)
2. Não está ganhando peso junto comigo. (menina)

A cor do cabelo da minha mãe é:
1. Grisalho (menino)
2. Natural ou pintado (menina)

Me sinto enjoada na parte da manhã:
1. Sim (menina)
2. Não (menino)

Meu visual está:
1. Ótimo mesmo com a gravidez (menino)
2. Não está muito bom (menina)

Durante a minha gravidez meu comportamento tem sido:
1. Muito dramático (menina)
2. Não muito dramático (menino)

Minha idade na concepção era: _____

O mês em que ocorreu a concepção foi: __________________ ( a soma destes dois números se ímpares será menina e se par será menino)

Segure um fio com uma agulha encima de sua barriga. O movimento que faz é:
1. Em círculos (menino)
2. Para frente e para trás (menina)

Minha urina está:
1. Mais luminosa com um tom néon de amarelo (menino)
2. Amarelo pálido (menina)

Tenho tido desejos de:
1. doces (menina)
2. comidas salgadas e cítricas (menino)

Meu nariz:
1. Alargou durante a gravidez (menino)
2. Permanece o mesmo (menina)

Eu tenho preferido comer:
1. Carnes e queijos (menino)
2. Frutas (menina)

O coração do bebê bate:
1. Mais de 140 bpm (menina)
2. 140 bpm ou menos (menino)

Sua vontade em relação ao suco de laranja:
1. Não quer suco de laranja (menino)
2. Tem que tomar todos os dias (menina)

Eu venho tendo dor de cabeça
1. Sim (menino)
2. Não (menina)

Minha barriga se parece:
1. com uma melancia (menina)
2. com uma bola de basquete (menino)

Se alguém te pedir para ver suas mãos você:
1. Mostra com a palma virada para cima (menina)
2. Mostra com a palma virada para baixo (menino)

Como você pega a xícara?
1. Pela asa (menino)
2. Pelo corpo da xícara (menina)

Estou em relação ao meu marido:
1. muito apegada (menina)
2. o mesmo do que antes da gravidez ou menos (menino)

A sua pele está:
1. Mais limpa (menino)
2. Cheia de espinhas (menina)

No final, é só somar, a maior quantidade de meninos ou meninas corresponde ao sexo do seu bebê. Um exemplo:
É um total de 26 perguntas. Conte o número de meninos e meninas. Digamos que o resultado fosse 15 meninos e 11 meninas, isso quer dizer que você está esperando um MENINO.
Mas não levem muito a sério, é só um teste. Confirme com o seu GO em uma US

AS ESCADAS DE LINA

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As escadas de Lina


Escada do Solar do Unhão, Salvador, 1963. Fonte: Arquivo do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi

A arquiteta italiana Achilina Bo chegou ao Brasil em 1946 após se casar, na Itália, com Pietro Maria Bardi, cujo sobrenome adotou. Dentre as diversas personalidades que o casal conhece no Rio de Janeiro – Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Burle Marx – estava Assis Chateaubriand, de quem Pietro recebe o convite para fundar e dirigir um museu de arte no país. Daí surgiu o MASP, o museu mais importante da América Latina e que se abriga sob o traço de Lina Bo Bardi – como assim ficou conhecida a talentosa italiana.

Lina manteve intensa atividade em diversas áreas – arquitetura, teatro, cinema, artes plásticas, cenografia, design – e muito se pode falar sobre sua expressiva obra. Queremos aqui destacar, no entanto, apenas as fabulosas escadas que fazem parte de seus projetos arquitetônicos. Em concreto, ferro ou madeira, em edifícios novos ou restaurados, as escadas de Lina guardam extrema simbiose com o espaço arquitetural, não sendo, portando, meras circulações verticais.

No restauro da Casa do Benin, no Largo do Pelourinho, em Salvador, as escadas são lineares – ora em concreto, ora metálica -, acompanhando a estreiteza da planta do velho casarão. Elas dramatizam o exíguo espaço, provocando no visitante o desejo em observar o que se passa além do andar térreo. Na Casa de Vidro, construída em 1951 para morada do casal Bardi em São Paulo, somente a visualmente frágil escada de ferro é deixada como objeto exposto no meio do espaço – o que se configuraria como a essência de seus projetos e de seus restauros.

No Solar do Unhão, também em Salvador, está a mais genial de suas escadas, conhecida como a “escada da Lina”. Ela une o térreo ao primeiro pavimento do corpo principal do conjunto edificado, que é do século XVI e com várias limitações impostas por ser um prédio tombado. A escada se apresenta como síntese da solução modernista de restauro adotada por Lina – “o respeito a todo elemento do passado possível de ser preservado, e quando da necessidade de adaptação ou reconstrução de algum novo elemento, a consideração ao tempo presente em que se realiza a intervenção”. A escada se mostra contemporânea em seu desenho, mas se harmoniza com os elementos de outras épocas presentes no edifício; e simultaneamente remete ao tradicional, pelo uso da madeira e pelo sistema de encaixes copiado dos carros de boi.

No Solar do Unhão, a escada transparente e escultória de Lina permite que os salões ganhem amplidão, numa limpeza espacial que evidencia a feição original do prédio, criando uma área propícia a exposições. É uma escada que se mimetiza para destacar a grandeza do espaço arquitetural do velho edifício restaurado, mas ao mesmo tempo apresenta, pela engenhosidade de seu desenho, forte força figurativa. Assim como era Lina.

O SEGREDO DA MAÇONARIA

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O SEGREDO DA MAÇONARIA – FOI ABERTA A CAIXA DE PANDORA

Introdução:

Vamos fazer um acordo: eu conto um segredo e você, portaleiro, promete não revelá-lo a ninguém. Antes de topar o trato, você precisa saber que os outros que lerem este tópico conhecerão o mesmo segredo. Mas elas também se comprometerão a ficar de bico fechado. Agora, cá entre nós: quais as chances de nenhum dos envolvidos quebrar o trato e contar o que ficou sabendo para a patroa que por sua vez vai contar para a irmã, que vai dividir a novidade com as amigas do salão de beleza e daí para o mundo? Você apostaria na possibilidade de mantermos o tal segredo em sigilo?

Na cabeça de muita gente, a maçonaria foi capaz dessa proeza. Uma tarefa árdua. Os integrantes da mais conhecida entre as organizações secretas guardariam um grande segredo bombástico, revelado somente para quem concorda em ser iniciado numa sessão cercada de mistério. Em nome da honestidade jornalística, é preciso dizer logo no início da reportagem que se os maçons escondem um informação dessas capazes de mudar o rumo do mundo, este repórter e os estudiosos mais influentes do tema foram incapazes de descobrir do que se trata. Por outro lado, são vários os rituais, símbolos e conchavos políticos que deveriam ficar restritos às 4 paredes (obrigatoriamente sem janelas) de um templo maçônico, mas que estão descritos nas próximas páginas. Segredos e histórias que foram reveladas a gente graúda como Benjamin Franklin, Simón Bolívar, pelo menos 17 presidentes americanos e D. Pedro I que entre os maçons brasileiros atendia pelo exótico apelido de Guatimozim. Nas próximas páginas, você se juntará a eles.

A história

Para quem gosta tanto de segredos, nada melhor do que começar a própria história com um relato misterioso e que não pode ser comprovado. A origem da palavra maçom está no inglês, mason, que quer dizer pedreiro. Por isso, é forte a crença de que os primeiros integrantes da organização davam duro em canteiros de obras do passado. A lenda mais famosa conta que a origem da maçonaria está na construção do grande templo de Salomão, em Jerusalém, narrada no Velho Testamento. Durante a obra, Hiram Abiff, o engenheiro-chefe, foi assassinado por 3 de seus pupilos. O motivo do crime é nebuloso, mas envolveria segredos de engenharia guardados por Hiram e uma disputa por promoções de cargo. O fato é que Hiram foi para o túmulo, mas não revelou o que sabia. Além de mártir, virou exemplo de bom comportamento maçônico. Para muitos maçons, é aí que começa a sua história, apesar de existir quem defenda que Moisés, os construtores da Torre de Babel e até Deus são maçons afinal, o todo-poderoso não construiu o mundo em 6 dias?

Outra tese, também sem comprovação, é defendida por historiadores maçônicos como Christopher Knight e Robert Lomas e aponta a maçonaria como herdeira direta dos poucos cavaleiros templários que não foram trucidados por ordem do papa e do rei da França entre 1307 e 1314. Pesquisadores independentes, porém, acreditam que a origem da maçonaria moderna estaria nas corporações de ofício, espécie de sindicatos da Idade Média. Especificamente na corporação dos pedreiros, que reunia alguns dos trabalhadores mais qualificados da Europa gente que construía catedrais gigantescas, como a belíssima abadia de Westminster, na Inglaterra, que recebe fiéis até hoje. Como esses truques profissionais significavam bons salários, era natural que os masons cultivassem o hábito de mantê-los em segredo. Ficou conhecida como maçonaria operativa esse período em que os integrantes da ordem colocavam a mão na massa.

Entre os séculos 16 e 17, as técnicas de construção começaram a perder valor e as corporações mudaram o tom das reuniões. Especialmente na Grã-Bretanha, elas ganharam traços de alquimia e rituais simbólicos. Também se abriram para quem não trabalhasse com construção, mas topasse guardar segredo sobre o que acontecia nos encontros. Começou a fase da maçonaria especulativa, voltada para o conhecimento filosófico que dura até hoje.

O crescimento atraiu nobres. Era chique participar daqueles encontros com ar de sarau secreto. Os antigos trabalhadores, por sua vez, adoravam estar ao lado da nobreza. Em cidades da Inglaterra, surgiram lojas (como são chamados os grupos de reunião) e, em 1717, 4 delas se reuniram para fundar a Grande Loja de Londres, o Vaticano da maçonaria, até hoje a mais importante instituição mundial da ordem. 5 anos mais tarde foi escrita a Constituição de Anderson, texto redigido pelo maçom James Anderson que colocava no papel todas as normas e rituais transmitidos oralmente. As lojas escolheram também seu primeiro grão-mestre, um sujeito chamado Anthony Sayer, que estava longe do glamour que o cargo teria no futuro, quando seria ocupado até por herdeiros do trono inglês. Quando morreu, Sayer era um simples vendedor de livros em Covent Garden, região de Londres que até hoje é sede de uma feirinha dessas com jeitão alternativo.

Idéias

Mas o que esses homens faziam e ainda fazem em suas reuniões? Basicamente, discutem o caminho que o planeta deve tomar. E o rumo proposto é o da Luz, como eles se referem ao pensamento racional. A idéia é que se cada indivíduo refletir sobre suas atitudes e buscar sempre o caminho do bem e da perfeição, a sociedade vai caminhar naturalmente para o progresso. É uma filosofia, uma maneira de encarar o mundo, que foi um bocado revolucionária ao surgir no século 18, época em que reis controlavam o corpo e a Igreja, as mentes das pessoas. Para debater idéias, maçons criaram uma série de regras e tradições o historiador inglês Eric Hobsbawn diz que o período do surgimento da maçonaria especulativa foi especialmente rico no que ele chama de invenção de tradições, muito por causa das rápidas transformações que a sociedade vivia com mudanças nos costumes sociais e na divisão do poder. Foi nessa mesma época que surgiriam outras organizações do tipo, como a Rosacruz e a Iluminati .

A maçonaria, que acabaria sendo a mais forte e poderosa de todas, se desenvolveu como uma fraternidade que funciona como Estado, com hierarquias e legislação. E cada maçom tem liberdade de pensamento. No fundo, a maçonaria não é uma, são várias. E ao contrário do que muitos pensam, a ordem não formou um grupo uniforme. Cada país teve autonomia para definir seus rumos e caminhos, o que fez a ordem ter inclinações diferentes ao redor do globo: na Inglaterra e no Brasil, era ligada à aristocracia política; na França, anticlerical e pragmática; na Itália, revolucionária.

Diferenças entre as maçonarias existem. Mas também há muita coisa em comum em especial, as regras e os rituais. Ser admitido na maçonaria, por exemplo, requer paciência em qualquer lugar do mundo. O candidato precisa ser convidado por um maçom, passar por entrevistas e ter a vida investigada por integrantes da ordem. São aceitos apenas homens que acreditam em Deus, têm pelo menos 21 anos e nenhuma deficiência física.

As sessões acontecem em templos cheios de simbologia. Entrar num templo maçônico é mergulhar num espaço codificado, diz o sociólogo José Rodorval, da Universidade Federal de Sergipe e autor de uma tese de doutorado sobre a maçonaria. O templo não tem janelas e a entrada é voltada para o ocidente, onde a pintura é mais escura. No outro extremo, o oriente é mais claro para a maçonaria, é dali que vem o conhecimento. É nessa área também que fica o altar de onde a autoridade mais alta comanda a sessão. Nas paredes, há 12 colunas, uma corda com 81 nós e outros símbolos como as pedras bruta e polida, que representam os momentos pré e pós-iniciação.

Durante as cerimônias, os homens vestem aventais para venerar o Grande Arquiteto do Universo, como eles se referem a Deus. Mas um Deus tratado dentro dos valores de tolerância religiosa do deísmo, tradição que recusa a idéia de que uma instituição tem o poder para fazer a ligação com o divino. E por isso um maçom pode ser judeu, católico, muçulmano. Nas sessões, Deus tem um nome específico. Esse nome é um dos segredos mais bem guardados da maçonaria, diz o historiador Jasper Ridley, que escreveu The Freemasons (Os Maçons, sem tradução em português). Mas Ridley entrega o ouro: o criador é chamado de Jahbulon, uma corruptela que reúne os nomes sagrados de Jeová, Baal e Osíris.

Essas reuniões religiosas misteriosas, adivinhem só, colocaram a maçonaria em rota de colisão com o Vaticano. Tanto que 2 bulas papais condenando a ordem chegaram a ser emitidas por Clemente 12 e Bento 14. Como outros governos, o Vaticano também se molestava com a atmosfera de segredo com a qual se cercava a maçonaria, diz o historiador espanhol Jose Benimeli no livro Maçonaria e Igreja Católica. A tensão hoje é menor, mas ainda existe. Em 1983, quando comandava a Congregação para a Doutrina da Fé, o hoje papa Bento 16 publicou a Declaração sobre as associações maçônicas. O texto não deixa dúvidas: Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em pecado grave, escreveu.

Revoluções e conspirações

O Vaticano é apenas um dos desafetos da maçonaria. Ao longo da história, a ordem colecionou inimigos com a mesma força que manteve seus segredos as 2 coisas, aliás, sempre estiveram diretamente ligadas. Pense na seguinte situação: sua vizinha está promovendo reuniões semanais na casa dela, mas não permite que você participe. Mais do que isso, ela se recusa a revelar o que está sendo discutido lá dentro. Se você tiver um mínimo instinto de paranóia e a maioria de nós tem vai achar que a dona está tramando contra você. A mesma lógica funciona para os maçons. Muitas das acusações contra a fraternidade começaram com perguntas do tipo se é tudo boa gente, então por que raios eles não revelam o que estão fazendo?

Assim, manter segredo mostrou-se uma ótima maneira de atrair desconfianças. Mas a verdade é que para além do mistério existe o fato de que as lojas maçônicas serviram, sim, de espaço para a agitação política. Seus ideais espelhados no iluminismo inspiraram e muitos de seus integrantes se engajaram em revoluções que chacoalharam o mundo, derrubaram governos e cortaram cabeças coroadas. Ser maçom nos séculos 18 e 19 era um pouco como ser de esquerda no começo do século 20. Em geral, eram pessoas liberais, receptivas a novas ideologias e preocupadas em reorganizar a sociedade, diz Andrew Prescott, diretor do Centro de Estudos da Maçonaria da Universidade de Sheffield, na Inglaterra. A conseqüência óbvia dessa atuação foi que a ordem freqüentou os primeiros lugares da lista de maiores inimigos das monarquias absolutistas. O efeito colateral indesejado foi que quanto mais a maçonaria era acusada de conspiradora pelos líderes aristocratas, mais ela se fortalecia. É uma espécie de autoprofecia que se cumpre. Se as lojas maçônicas eram apontadas pelos inimigos como o lugar em que revoluções eram planejadas, então era lá que os jovens revolucionários queriam estar, afirma Jasper Ridley.

A Revolução Francesa, por exemplo, fez da visão de mundo maçônica (liberdade para adorar qualquer deus, igualdade entre nobres e plebeus e fraternidade entre os membros do mesmo grupo) o mote do novo país que pretendia construir. E transformou uma música originalmente composta e cantada na loja maçônica de Marselha, em hino nacional rebatizado de La Marseillaise, A Marselhesa. Segundo Ridley, porém, são exageradas as afirmações de que a maçonaria liderou a revolução. Marat, ideólogo de uma das alas mais radicais da revolução, e La Fayette, o militar aristocrata que aderiu ao movimento popular, eram maçons. Mas Danton e Robespierre, os 2 mais importantes líderes da França após a revolução, não.

Mais ativa foi a influência na independência americana. Pelo menos 9 das 55 assinaturas da Declaração de Independência vinham da maçonaria, assim como um terço dos 39 homens que aprovaram a primeira Constituição do país. Benjamin Franklin, um dos principais articuladores da independência, era maçom até o último fio dos poucos (mas longos) cabelos que tinha. E George Washington, líder dos rebelados, teria aparecido de avental maçônico na cerimônia de lançamento da pedra fundamental da cidade que leva o seu nome. Hoje, há quem afirme que durante sua construção a capital americana foi recheada de símbolos maçônicos e, no mercado editorial, especula-se que a arquitetura da cidade será o ponto de partida para o próximo livro de Dan Brown O Código da Vinci. Talvez o autor também dê nova explicação para as imagens que decoram a cédula de 1 dólar, como o olho que tudo vê e a pirâmide luminosa, que parecem inspiradas na maçonaria uma ligação que nunca foi admitida pelos desenhistas da nota.

Ventos maçônicos também foram sentidos na América do Sul. Na loja Lautaro, que tinha braços espalhados pelo continente (o nome é homenagem ao índio que liderou uma revolta contra os espanhóis no século 16), costumavam se reunir Simón Bolívar, José de San Martín e Bernardo OHiggins, todos líderes da independência no continente. No Brasil, eram integrantes, entre outros, José Bonifácio de Andrada e Silva, o barão do Rio Branco e o príncipe regente e depois imperador Pedro I. Apelidado de Guatimozim, nome do último chefe asteca, D. Pedro teve ascensão meteórica na fraternidade. Foi iniciado em 2 de agosto de 1822 e promovido a mestre 3 dias depois. Menos de 2 meses mais tarde, já era grão-mestre da ordem no Brasil, cargo máximo que poderia atingir. Na mesma velocidade, passaram-se apenas 17 dias até que, já imperador, ele proibisse as atividades maçônicas no Brasil. A maçonaria é uma fraternidade e durante as sessões todos se tratam por irmãos e são iguais. Quando percebeu que nesse círculo ele poder ter seu poder questionado e não seria apenas o imperador, D. Pedro deixou a ordem e proibiu seus trabalhos, diz o historiador Marco Morel, da Uerj.

Nada que tenha afastado os irmãos das atividades políticas. Pior para os sucessores de Guatimozim: legalizada em 1831, grande parte da maçonaria se aliou ao movimento abolicionista, anticlerical e mais tarde republicano para forçar a queda da monarquia no Brasil. Apesar de existirem muitos maçons monarquistas e escravocratas, a luta contra o poder da Igreja colocou a organização na linha de frente da defesa de um estado laico, como o estabelecido em 1891 pela primeira Constituição republicana. Para os adversários, foi a comprovação do caráter conspirador da ordem. Os maçons diziam agir dentro de sua filosofia: lutavam por um país mais racional, e com ordem, que só assim chegaria ao progresso.

Os segredos

E o segredo, você deve estar perguntando. Qual é o grande segredo da maçonaria, aquele que aguçou séculos de curiosidade? O segredo consiste de rituais e códigos. São apenas algumas palavras, diz Andrew Prescott, da Universidade de Sheffield. O negócio é que os maçons cultivam com cuidado o silêncio. Quem já viu um texto maçônico sabe disso. As frases tem abreviações aparentemente indecifráveis. Mas a coisa até que é simples. Algumas palavras são reduzidas a sílabas e acrescidas dos 3 pontos em forma de delta o mesmo símbolo que aparece ao lado da assinatura de um maçom. Loj é Loja; Ir é irmão, como os maçons se referem uns aos outros; Prof é profano, ou seja, quem não é da maçonaria. Há palavras reduzidas às iniciais e duplicadas em caso de plural. VVig quer dizer vigilantes; AApr , aprendizes. G A D U é o Grande Arquiteto do Universo. Também é comum ver inscrições que devem ser lidas da direita para a esquerda, numa referência ao alfabeto hebraico. MOCAM, por exemplo, quer dizer maçom.

Existem ainda toques e sinais para quem é da maçonaria. E esses são os mais secretos. No aperto de mãos, por exemplo, maçons se reconheceriam ao encostar o indicador no punho de quem está sendo cumprimentado. Outro sinal para identificação fora dos templos seria passar a mão pelo cabelo, virando-a durante o movimento. E como durante as cerimônias os maçons devem estar sempre eretos, uma maneira de se comunicar em lugares públicos é endireitar a coluna e colocar os pés em forma de esquadro. O abraço maçônico, presente em vários rituais, consiste em colocar um braço por cima e outro por baixo, em X, bater 3 vezes nas costas e trocar de posição outras 3 vezes.

Outra corrente de pesquisadores afirma que o segredo maçônico é uma coisa íntima, que nasce no fundo do coração de cada maçom. Afinal, se para os que estão do lado de fora a maçonaria é uma organização com forte inclinação para a política, para os que estão do lado de dentro tão ou mais importante é o conhecimento intelectual. O segredo é uma espécie de viagem espiritual que o iniciado faz e que dificilmente poderia exprimir-se com palavras. É algo que o maçom guarda para si. Quanto mais velho, mais volumoso é o seu segredo, composto dos resquícios de suas experiências de vida, diz Jesus Hortal, reitor da PUC-RJ, em seu livro Maçonaria e Igreja.

Tantas hipóteses para explicar qual seria o mistério maçônico fez surgir até o grupo dos céticos. Gente como o filósofo John Locke, que sugeriu que o grande segredo guardado pela maçonaria é que não existe segredo nenhum. O que, cá entre nós, seria uma revelação de proporções nada desprezíveis. Mesmo que a inexistência de algum segredo seja o grande segredo maçônico, não é uma pequena proeza manter isso em segredo, afirmou Locke.

A maçonaria manda no mundo?

Andrew Prescott e Jasper Ridley integram o time de historiadores que defendem a tese de que a influência da maçonaria nos rumos da história foi superestimada ao longo dos tempos. Do outro lado, a lista dos que apontaram o dedo para a maçonaria é grande. Inclui praticamente todos os papas que passaram pelo Vaticano nos últimos 300 anos; o general Franco, ditador da Espanha, escreveu um livro sob o pseudônimo de J. Boor em que acusava os maçons de serem responsáveis pela decadência da sociedade espanhola; e Adolf Hitler, que promoveu exposições de arte antimaçônica e afirmou que a ordem secreta sucumbira aos interesses judaicos a fonte da acusação pode estar nos Protocolos dos Sábios de Sião, livro sagrado do anti-semitismo no século 20, que usou documentos falsos para comprovar a existência de uma conspiração judaica e afirmar que a maçonaria era um dos instrumentos à disposição dos judeus.

Desde a virada do século 20, no entanto, é proibido em sessões maçônicas falar de política e religião (futebol vale). Como a maçonaria não tem um corpo único cada país é autônomo e existem diversas dissidências a decisão não vale para todas as pessoas que se dizem maçons. Mas, na prática, a mudança deixou os encontros maçônicos bem menos agitados do que nos tempos em que reunia revolucionários como Simón Bolívar. Coincidência ou não, desde a proibição as histórias (e os boatos) envolvendo a maçonaria rarearam a última vez que alguém lembrou de citar a ordem como possível culpada em algum grande mistério foi na morte de João Paulo 1o, em 1978, que supostamente teria descoberto ramificações da fraternidade dentro do Vaticano e por isso acabou assassinado após 33 dias de pontificado. Em outros tempos, certamente alguém afirmaria que eventos como a Guerra do Iraque, os atentados em Londres ou a convulsão do Ronaldinho às vésperas da final da Copa da França haviam sido tramados pela maçonaria. Seria esse ocasião da ordem na lista de grandes conspiradores mundiais um sinal de que a poderosa organização secreta está perdendo a força? Muitos estudiosos acreditam que sim. Atualmente, a maçonaria mais parece uma tentativa por parte de homens bem-intencionados, na maioria brancos e velhos, de entender o sentido da vida, afirma o historiador americano H. Paul Jeffers, autor de Freemasons (Maçons, sem versão brasileira).

O que não quer dizer que seus integrantes tenham se afastado do poder. Muitos maçons brasileiros adoram listar pessoas importantes que integram a ordem. São empresários, policiais de alta patente, políticos, juízes. Todos unidos pelo compromisso de ajuda mútua irmão que é irmão nunca deixa outro na mão. Atualmente, por exemplo, circula entre os maçons paulistas a história de um julgamento recente, parte de um escândalo nacional, que caminhava para a condenação do réu e mudou de rumo após telefonemas entre altos membros do tribunal. Advogados, juízes e o acusado eram iniciados da ordem.

Casos assim são freqüentemente ouvidos, ainda que na maioria das vezes em tom de boato. E preocupam muita gente. Por mais que os integrantes da maçonaria sejam gente da mais fina estirpe e dotados das melhores intenções, será que têm condições de abandonar os valores e pactos da fraternidade na hora de exercer cargos na sociedade pública? Entre os que acham que não estão os líderes da campanha britânica, encampada por setores do Partido Trabalhista, para que todos os maçons sejam obrigados a se revelar como tal e eventualmente proibidos de trabalhar na polícia e na Justiça. Assim, evitariam ter a chance de auxiliar amigos em situação delicada. Os críticos fazem acusações como se integrar a maçonaria fosse muito diferente de ser sócio de um clube de golfe, diz Andrew Prescott, da Universidade de Sheffield, para quem a campanha é um exagero. Pode até ser. Mas será que há mesmo um clube de golfe metido em tantas histórias, revoluções e rituais misteriosos? Se existir, vive em segredo.

Robert Langdon vem aí

Para quem adora escrever sobre os cavaleiros templários, teorias da conspiração e Vaticano, a maçonaria é um prato cheio. Não chega a ser surpresa, portanto, que o escritor Dan Brown tenha prometido voltar os olhos para a organização secreta em seu próximo livro. O autor de O Código da Vinci afirmou que a obra deve se chamar The Solomon Key (A Chave de Salomão) e ter a ação em solo americano. O ponto de partida para o professor Robert Langdon, especula-se, seria Washington e sua arquitetura supostamente repleta de símbolos maçônicos. Veja abaixo por onde a trama de Brown pode passar.

Washington Family Portrait

O quadro de Edward Savage mostra 3 integrantes da família Washington reunidos ao redor de um mapa da cidade. Todos apontam para o plano, formando com os dedos uma misteriosa área triangular. No canto da imagem, o neto de Washington segura um compasso símbolo maçônico sobre o globo terrestre. Dá até para imaginar Langdon observando o quadro, exposto na National Gallery of Art.

Monumento a Washington

A idéia original era colocar aqui os restos mortais de George Washington, mas a família do ex-presidente vetou o plano. A pedra fundamental do monumento foi lançada pelo grão-mestre da maçonaria na cidade, em 1848. A história do obelisco está, indiretamente, ligada ao Vaticano: uma pedra de mármore foi doada pelo papa Pio 9o para sua construção. Mas o bloco foi roubado e sua localização até hoje é desconhecida.

Avenida Pennsylvania

Alguns especialistas afirmam existir um alinhamento da avenida, no trecho entre a Casa Branca e o Capitólio, com a estrela Sirius, que é associada à deusa Ísis, do Egito antigo. Pode estar aí um dos elementos do sagrado feminino de que Brown tanto falou em O Código da Vinci.

Compasso entre Capitólio, Casa Branca e Memorial a Jefferson

Muita gente vê no mapa da cidade um compasso com a cabeça no Capitólio e cada uma das pernas na direção da Casa Branca e do Memorial a Jefferson. “É possível aplicar esse desenho triangular a qualquer mapa e fazê-lo funcionar. O que não quer dizer que ele estava previsto no plano original da cidade”, diz Paul Dolinsky, chefe do órgão do governo americano responsável pelo patrimônio arquitetônico do país.

Maçons que fizeram história

Amadeus Mozart
O compositor era bastante ativo numa das lojas de Viena. Compôs pelo menos 8 canções para a ordem e colocou tantos símbolos maçônicos em A Flauta Mágica que a ópera chegou a ser descrita como um livreto de propaganda pró-maçonaria.

Jânio Quadros
É o único presidente na história do Brasil comprovadamente maçom apesar de FHC também ser freqüentemente apontado como membro da ordem. Fotos do maçom Jânio decoram a ante-sala do grão-mestre da principal loja de SP.

Simón Bolívar
Ícone da independência sul-americana, o venezuelano freqüentava a loja maçônica Lautaro, conhecida pelo discurso antiespanhol. Revolucionários como San Martín e Bernardo OHiggins também participavam das sessões.

Harry Truman
Antes de ocupar a Presidência americana durante a 2º Guerra Mundial e autorizar o lançamento das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, foi grão-mestre da maçonaria no Missouri, seu estado natal.

D. Pedro I
O imperador teve uma relação de amor e ódio com a maçonaria. Sua passagem pela ordem durou 3 meses. Tempo suficiente para ele ser iniciado, ascender a grão-mestre e então proibir todas as atividades maçônicas no Brasil.

Benjamin Franklin
Cientista e ativista político americano, usou seus contatos nas maçonarias da França e da Inglaterra para conseguir apoio à causa da independência dos EUA, da qual foi um dos principais líderes.

Para entrar no grupo

Conheça os principais momentos da cerimônia de iniciação no rito escocês antigo e aceito, o mais praticado no Brasil.

1. De peito aberto
Com os olhos vendados o iniciado é levado ao templo por um maçom que vai acompanhá-lo durante toda a cerimônia. Ele deverá ter nus a perna direita, até a altura do joelho, e também o lado esquerdo do peito a origem desse costume seria uma tentativa de se certificar que não se trata de uma mulher.

2. 360º
Antes de começar a iniciação, o candidato é girado em torno de si para perder o senso de direção. A seguir, começa a cumprir as provas que representam a passagem por fogo, água, ar e terra. Numa delas, ouve espadas tinindo ao redor do templo.

3. Montanha-russa
O iniciado encontra obstáculos: uma gangorra onde sobe sem saber que está prestes a cair. Ou uma almofada de pregos em que é convidado a descansar os metais serão retirados poucos antes de ele sentar. A idéia é testar sua confiança. Depois, é levado para uma pia, onde se purifica lavando as mãos, e é incensado 3 vezes.

4. Batismo de sangue
O iniciando se compromete ao sacrifício pela pátria, pela humanidade e pela ordem. O venerável mestre então manda imprimir em seu peito uma marca que o tornará reconhecível para todos os maçons na verdade, aproxima da pele um pedaço de ferro aquecido que transmite a sensação de calor.

5. Sim ou não
Após se comprometer a guardar em segredo tudo que escutar e a fazer caridade, o iniciado deixa o templo para os maçons decidirem se o aceitarão. Em caso positivo, o rito segue. Com um compasso numa mão e a outra sobre a Bíblia, o iniciado faz um juramento. O mestre diz: “De hoje em diante,estais ligado para sempre à nossa ordem”.

6. Faz-se a luz
Mais uma vez o iniciado sai da sala. Quando volta, encontra o templo às escuras e todas as espadas apontadas para ele. Só um sustinho. As luzes são acesas e, com uma espada sobre a cabeça, o iniciado recebe o avental de aprendiz e ouve a revelação dos segredos como toques, palavras e sinais. Está para sempre na maçonaria.

Os símbolos

COMPASSO
O instrumento que desenha círculos perfeitos significa a busca pela perfeição. É o símbolo do raciocínio maçônico.

ESQUADRO
Seu ângulo reto mostra como o homem deve levar uma vida honesta. Ao lado do compasso, representa a união de idéias e ações.

AVENTAL
Lembra que todo homem nasceu para o trabalho e que um maçom deve trabalhar insistentemente para a descoberta da verdade e melhora da humanidade.

TRÊS PONTOS
Tem várias interpretações reconhecidas. Lembra o místico delta, faz referência ao tripé liberdade, igualdade e fraternidade e às qualidades indispensáveis ao maçom: amor, vontade e inteligência.

COLUNAS
Um templo deve ter 12, para lembrar os 12 signos do zodíaco.

Os secretos

Templários
A ordem com sede no templo de Jerusalém foi criada após a Primeira Cruzada para proteger peregrinos. Vitaminada por doações de nobres, ganhou poder a ponto de incomodar o rei da França e o papa. Juntos, eles tramaram para mandar os templários para as fogueiras da Inquisição.

Iluminati
Fundada em 1776, pretendia se infiltrar nos governos para controlar decisões nacionais. A ambição gerou perseguição feroz e em menos de 10 anos a sociedade estava praticamente exterminada.

Rosacruz
A ordem que prega a tolerância religiosa fez muito sucesso com os intelectuais do século 17. Seus rituais e sinais secretos têm seguidores até hoje.

Skull and Bones
Para muitos, é a mais poderosa sociedade secreta atual. Aceita apenas alunos da Universidade Yale, uma das mais elitizadas dos EUA. Entre seus integrantes estão George W. Bush, seu adversário nas últimas eleições John Kerry, ministros da Suprema Corte e alguns dos mais influentes empresários do país.

Bibliografias:

http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?topic=55911.0
http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_254132.shtml

A MAJESTADE DO XINGU – Moacyr Scliar

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A MAJESTADE DO XINGU – Moacyr Scliar

Moacyr Scliar (Porto Alegre, 1937) é autor de uma vasta obra que abrange conto, romance e ensaio. Recebeu numerosos prêmios e teve textos traduzidos para doze idiomas. Várias de suas obras foram adaptadas para o cinema, a televisão e o teatro. Pela Companhia das Letras publicou A Orelha de Van Gogh (1988), coletânea de contos que recebeu o prêmio Casa de Las Américas; Sonhos Tropicais (1992), romance baseado na vida de Oswaldo Cruz; Contos Reunidos (1995) e A Paixão Transformada, história da medicina na literatura (1996).

Considerações Gerais

Romance narrado em primeira pessoa, em estilo quase didático. Nos fornece um claro panorama da situação política no Brasil desde o início do século. Inicia com a vinda de imigrantes judeus no ano de 1921, sendo relatada a situação social na Rússia até a Revolução Socialista.

O narrador, que conhecera Noel Nutels ainda criança no navio que os trouxe para o Brasil, conta a história da vida deste singular personagem que dedicou sua vida às causas indígenas. A ação desenvolve-se na Rússia, no alto do Xingu e em São Paulo. O romance está repleto de fatos verídicos e personalidades ilustres da história do Brasil.

Resumo

O romance inicia com o narrador, que está na UTI, contando ao doutor a vida de Noel Nutels, que conhecera quando criança em um navio que os trouxe ao Brasil no ano de 1921.

A narrativa transcorre em tom humorístico, apesar do sofrimento do paciente. Protagonista inominado, cultivou uma profunda admiração por Noel, o defensor dos índios, durante toda a sua vida.
Começa relembrando o episódio em que Noel, internado num hospital no Rio de Janeiro, no ano de 1973, vítima de câncer na bexiga, pouco antes de sua morte, recebe a visita de quatro generais.

…era a época da ditadura, visitar o Noel, que era uma figura tão respeitada, principalmente na esquerda, poderia repercutir bem na opinião pública, e ao abrir os olhos e ver aqueles quatro generais à sua volta (…) olhou todos, um por um, com aquele olhar debochado dele. Um dos generais perguntou como ele estava. E o Noel que, mesmo morrendo, continuava o gozador de sempre, respondeu: estou como o Brasil, na merda e cercado de generais.

O médico vai fazendo anotações enquanto o narrador pergunta-lhe se ele próprio também encontra-se na merda.

Estou na merda, doutor? Não? Não estou na merda? O senhor tem certeza? Na merda, não? Não estou? Que bom, doutor. Não estou na merda, que bom.

Prossegue contando-lhe que a vida de Noel Nutels, ele, o narrador, tem toda guardada numa pasta através de reportagens em jornais, fotografias, artigos, publicações. Pede ao doutor para escutá-lo.

…não é por mim, não. É pelo Noel. Não: é pelo senhor. O senhor deve ourvir a história do Noel, doutor. Acho que alguma coisa mudará no senhor depois que ouvir esta história.

O navio que os trouxera ao Brasil chamava-se Madeira. Era um cargueiro adaptado para o transporte de imigrantes. Estavam fugindo da Rússia. Vinham do sul da Rússia, da Bessarábia, na fronteira com a Romênia. A região pertencia ao Império Tzarista. Os judeus não podiam sair dali a não ser que fossem ricos. Mas eles não eram ricos. Moravam numa pequena aldeia, num shtetl, de gente pobre: agricultores, artesãos, pequenos comerciantes.

Seu pai, sapateiro, mal ganhava para sustentar a família, embora pequena, pois só tinha uma irmã. Seu pai consertava os finos sapatos do conde Alexei. Venerava-lhes os sapatos e as botas, confeccionados em couros macios e raros. O protagonista lembra-se de que começou a ter pesadelos em que, à noite, um cossaco debochado surgia e calçava de uma bota as botinhas minúsculas que o pai havia feito com as sobras da reforma do conde Alexei. Calçava-as e galopava numa ratazana, rindo deles.
O primogênito morrera um mês antes do seu nascimento. O irmão morto tornara-se-lhe um fantasma que vivia por todos os lados.

O pogrom, massacre organizado no Império Tzarista, estava por toda parte. Os cossacos surgiam à noite, matando homens, violentando mulheres, queimando casas. Os judeus eram perseguidos.

Um dia apareceu na aldeia um homem de Kiev. Trabalhava para uma companhia de colonização agrícola, a Jewish Colonization Association, JCA ou ICA, fundada por filântropos judeus da outra metade da Europa. Poderiam levá-los para a América do Sul, onde as terras eram promissoras. Poderiam ir para o Brasil trabalhar como agricultores. Receberiam todo o apoio.
Por essa época o pai de Nutels decidira ir para a Argentina.

Buenos Aires prosperava. Mas Salomão Nutels resolveu voltar para a Rússia. Pegou o navio que fazia escala no Recife, acabou vendedor de sapatos. Em 1917, ele, justo no dia em que o Brasil declarou guerra à Alemanha do kaiser, tomou uma surra, depois de ter sido perseguido ao desembarcar, e perdeu o navio. Fixou-se no Brasil, em Laje do Canhoto, pequena vila de Alagoas, e lá abriu uma loja que vendia de tudo, desde alpiste até penicos de ágata. Em pouco tempo tinha conseguido economizar o suficiente para trazer a mulher e o filho de Ananiev.

Durante a guerra civil, após a Revolução de 1917, a Rússia ficou isolada do resto do mundo. Berta, mulher de Salomão, e o filho ficaram sem ter notícias suas até 1920, quando Salomão Nutels comunicou-lhes que partissem imediatamente para o Brasil. Por essa época, sair da Rússia era muito arriscado, mas mesmo assim partiram.

As ameaças do pogrom continuavam. Porém, num certo momento, apareceu um homem na aldeia, chamado Semyon Budyonny, comandante de um esquadrão da cavalaria bolchevique. Imponente, usava um vasto bigode e tinha um olhar feroz. Budyonny apareceu com seus homens e anunciou que a aldeia havia sido libertada pela Revolução. Era o início do socialismo.
Um dos homens de Budyonny, Isaac Babel, que ficara hospedado na casa do narrador, indagado sobre o que pensara a respeito de partirem para a América, revelou-se indignado com tal idéia e fez um discurso arrebatado em que defendia o governo bolchevista, pois finalmente todos os oprimidos teriam uma vida decente, enquanto que na América só existiam exploradores.

Anos depois Babel foi preso e veio a morrer num campo de concentração stalinista.

A partida da família do narrador para o Brasil foi tranqüila. Em Hamburgo pegaram o navio Madeira rumo ao Brasil.
No navio o narrador tornou-se amigo de Noel e assim que o conheceu teve a certeza de que seria seu amigo para o resto da vida. Noel era expansivo, seguro de si. Fazia amizade com todos. Logo tornou-se amigo de um marinheiro russo, homem de esquerda que vivera no Brasil e anos mais tarde continuava defendendo suas idéias com o mesmo fervor.
A viagem fora longa e insalubre. O cheiro de urina e vômito no porão, onde passavam as noites, era insuportável. Todos no navio sentiam-se inseguros quanto à nova vida no Brasil. Porém, ao chegarem em Recife, a diversidade de cores, a vegetação tropical e a população alegre deslumbrou-os.

Salomão Nutels apareceu e Berta, ao vê-lo, abraçou-o e chorou, assim como Noel. Todos os demais emigrantes também choraram.
Ao perceber o entusiamo de Noel pelos pretinhos brasileiros, de súbito nosso pobre protagonista percebeu que já não o encantara mais. Agora o encantava o Brasil.

Salomão convidou a família do narrador para morar em sua casa. Seu pai poderia ajudar-lhe na loja. Seguiram para Laje do Canhoto. Ao conhecer a loja de Salomão, o pai do protagonista recusou-se a trabalhar lá. Não venderia penicos. Decidiu que iriam para São Paulo. Em São Paulo, fixaram-se em Bom Retiro, bairro de judeus. Seu pai sofreu um acidente e teve de amputar o braço direito. Impossibilitado de continuar no ofício de sapateiro, passou a vender gravatas.

Seu pai queria que ele tivesse se formado em Medicina como Noel Nutels. Freqüentou o colégio José de Anchieta. Em três anos sabia tudo sobre o padre José de Anchieta, sobretudo que amava muito os índios, diferentemente da maioria dos colonizadores que os menosprezavam, considerando-os inferiores, especialmente por serem canibais.

O narrador possuía uma imaginação muito fértil e suja. Numa das histórias que imaginava, o braço de seu pai era jantado por antropófagos devido ao ancestral parentesco destes com índios canibais. Imaginava também o padre Anchieta sendo seduzido por uma indiazinha moribunda. Sua mente era povoada por seres descomunais que devoravam profetas e sacerdotes. Sua mente sórdida elocubrava fabulações doentias.

Sentia saudade de Noel. Podia escrever-lhe, mas não tinha coragem, então escrevia-lhe só na imaginação.
Seu pai veio a falecer de infarto do miocárdio, sendo-lhe imposto o sustento da família. Precisou largar os estudos e trabalhar o dia inteiro. Trabalhava na pequena loja do seu Isaac. Chamava-se A Majestade, conhecida por loja Não Tem. Vendia miudezas em geral: carretéis de linha, agulhas de crochê, etc. Não soube mais nada de Noel a não ser bem mais tarde quando tornou-se famoso e escreviam sobre ele. Noel foi estudar Medicina em Recife.

A CASA DA MADRINHA – Lygia Bojunga Nunes

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A CASA DA MADRINHA – Lygia Bojunga Nunes

História e aventura de Alexandre um menino pobre – vendedor ambulante das sinaleiras do Rio de Janeiro que vai para o interior em busca da casa de sua madrinha.

Um de seus companheiros de viagem será um pavão que repetia tudo o que Alexandre falava – fora viciado por seus donos.
Fazem sucesso com mágicas e contando histórias.

Alex soube da casa da madrinha por seu irmão (Augusto). Resolve ir conhecê-la já que saíra da escola porque seus pais não gostavam da professora que inventava aulas com sua maleta colorida.

Após fazerem sucesso aparecem vários donos do pavão que procuram prendê-lo e ele se solta várias vezes. Até que ele vai parar na Escola Osarta do Pensamento (ATRASO) onde lá terá aula: papo, linha e filtro. Depois de fugir de Osarta o povão conhece o marinheiro João das mil e uma namoradas que as presenteava com suas penas.

Em uma das apresentações Alex conhece Vera que passa a conviver com eles embora os pais de Vera o rejeitasse por achá-lo largado, afinal um pai e uma mãe metódicos – Vera tinha horário para tudo.

Por outro lado a história do pavão não era diferente: após conhecer o marinheiro e ser depenado é tratado por um veterinário e levado para um zoológico até que o vigia Joca resolve roubá-lo para um número numa Escola de Samba mas com a saída de Joca da Escola de Samba o pavão será vendido para uma família que o usaria para enfeitar o jardim, nisso conhece a Gata da Capa uma vira lata matratada que se escondia atrás de uma capa de chuva – moraram juntos até que a casa foi demolida, ao ir procurar a gata por terem se separado, o pavão encontra Alexandre e juntos reiniciam nova jornada.

Montados no Cavalo Ah: Alexandre , Vera e o Pavão rumam em novas aventuras para a casa da madrinha, reencontram Augusto – irmão de Alexandre a gata da capa e a maleta da professora e também algumas fantasias deixada por Sr. Joca.
Nessas aventuras usam do desenho para materializar o sonho: já

que o medo da viagem os obscurecia; um lindo caminho e a casa também são desenhados por Alexandre.

Vera por achar que na casa havia tudo o que uma criança precisava e que lá seriam felizes pediu que a casa se trancasse, após, tenta fugir – precisava voltar para casa pois em meio a tanta brincadeira e fantasia perdera a noção do tempo.
Alex vai atrás de Vera, reencontra a chave da casa perdida dentro de uma flor amarela – agora dominado o medo voltaria à casa da madrinha e continuariam viajando para o mundo do sonho e da fantasia.

Personagens:
•Alexandre – menino pobrem vendedor ambulante
•Pavão – companheiro de viagem de Alexandre
•Vera – menina curiosa
•Augusto – irmão de Alexandre
•Gata da Capa – amiga do Pavão
•Cavalo Ah
•João das Mil e Uma Namoradas.

A ILUSTRE CASA DE RAMIRES – Eça de Queirós

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A ILUSTRE CASA DE RAMIRES – Eça de Queirós

A Ilustre Casa de Ramires pertence à terceira fase da produção queirosiana.

Vazado em estilo apurado, com perfeita técnica narrativa e uma linguagem ora arcaizante, ora próxima da oralidade, retrata dois aspectos da realidade portuguesa: um Portugal do século XIX, de feições modernas, paralelamente a um Portugal do século XII, com a Idade Média lapidando um povo heróico.

Ambas as épocas são vividas na aldeia de Santa Irinéia e são analisadas a partir da torre dos Ramires, nobre mansão medieval que serve de ligação entre esses dois tempos.

I – Situando a narrativa no presente, em terceira pessoa, apresenta como personagem o jovem Ramires, representante de uma nobreza falida econômica e moralmente.

Gonçalo Mendes Ramires procura meios mais fáceis de arranjar a vida e acaba ingressando na política.

Ao mesmo tempo, escreve uma novela histórica sobre seus heróicos antepassados, tendo por base um fado cantado por Videirinha e um poema épico escrito por um de seus tios.

À medida que a narrativa transcorre, Ramires vai incorporando a honra e a dignidade de seus ancestrais.

Empreende uma viagem à África e, depois de reconstruir suas finanças, retorna a Portugal.

Sobressaem como personagens André Cavaleiro, homem frívolo e indigno, inimigo de Ramires e ex-noivo de Gracinha Ramires, irmã de Gonçalo.

Depois de vê-la casada com o inocente Barolo, o inescrupuloso Cavaleiro tenta seduzir a moça.

II – Transfere a narrativa para o passado, tendo como narrador o personagem principal da primeira parte.

No século XII viveu o velho Tructesindo Mendes Ramires, homem de espírito íntegro, rígido e audaz que procura vingar seu filho Lourenço, que ele viu morrer do alto de sua torre, em uma emboscada armada por Lopo de Baião, antigo noivo de sua filha e traidor não somente da família Ramires como do rei D. Sancho I.

Aspectos Relevantes
Eça de Queirós foi o mais fecundo autor do século XIX em Portugal, nenhum outro conseguiu suplantá-lo em sua capacidade analítica da sociedade do seu tempo_ sua obra desdobra-se em 03 fases bem nítida:

_ a primeira de traços nitidamente românticos e timidamente realistas

_ uma segunda em que desponta o maduro e teórico escritor do naturalismo em romances como O Primo Basílio,

_ uma terceira e última na qual o escritor tende a revisitar os exageros de sua vida e críticas pregressas, alça a si o papel de historiador tão típico de sua erudição e se refaz como nacionalista crítico de Portugal em sua história em romances como o analisado em hora, e as Cidades e as Serras.