PREFIXOS GREGOS

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Lista com os Prefixos gregos

prefixo sentido exemplos

a-, an- privação, negação Ex. ateu, anarquia
ana- repetição, separação Ex. análise, anacrônico
anfi- duplicidade Ex. anfíbio
anti- oposição Ex. antiaéreo
apo- separação Ex. apócrifo
arqui-, arce- posição superior Ex. arquiduque, arcebispo
cata- movimento para baixo, ordem Ex. cataclismo, catálogo
di- duas vezes Ex. dígrafo
dia- através de Ex. diálogo
dis- dificuldade Ex. dispepsia
en-, em- inclusão Ex. encéfalo, emblema
endo- posição interior Ex. endocraniano
epi- posição superior Ex. epígrafe
eu-, ev- excelência Ex. eufonia, evangelho
ex-, ec-, exo- movimento para fora Ex. êxodo, éctipo, exógeno
hemi- metade Ex. hemisfério
hiper- posição superior, Ex. excesso hipertensão
hipo- posição inferior Ex. hipoderme
meta- mudança Ex. metamorfose
para- proximidade Ex. paralelo
per- em torno de Ex. perímetro
pro- posição anterior Ex. prólogo
sin-, sim-, si- simultaneidade Ex. sinfonia, simpatia, silogismo

O ESTUDO DA LÍNGUA

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Reconhecer no idioma nacional
O estudo da língua e o convívio com o texto literário constituem a base necessária à formação integral da personalidade, à cultura geral e a um melhor grau de atuação do indivíduo no campo profissional por ele escolhido.

Espera-se, portanto, que o candidato ao vestibular possa ao menos:

-Reconhecer no idioma nacional; elemento de produção, conservação e transmissão de cultura brasileira;

-Inferir que, sob as variações pelas quais uma língua se manifesta concretamente, há uma estrutura comum que permite a intercompreensão de todos os falantes;

-Reconhecer que há uma valorização social da modalidade culta da língua, isto é, aquela empregada nas situações formais de comunicação;

-Identificar os padrões de desempenho verbal que caracterizam a modalidade culta do idioma;

-Utilizar-se do idioma com propriedade, clareza, fluência e expressividade; – classificar, descrever e relacionar adequadamente as formas lingüísticas;

-Ler
e interpretar textos; – reconhecer a Literatura como uma linguagem de características formais específicas, que tem como matéria-prima o idioma, em sua potencialidade expressiva;

-Relacionar o fenômeno literário brasileiro com os quadros da cultura nacional e internacional;

-Ampliar seu horizonte cultural e sua experiência vital pelo desenvolvimento do hábito da leitura e pelo aprofundamento dos conhecimentos lingüísticos e literários.

QUINHENTISMO

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Não se pode falar em uma literatura propriamente brasileira, pois no país não se produzia nada além de registros informativos sobre o Brasil.A missão dos viajantes era a produção de registros detalhando os recursos minerais, os perigos existentes, os habitantes que aqui viviam a sua fauna e flora. As primeiras produções literárias do Brasil só irão existir de fato no Barroco.

Aqui está a lista dos mais famosos registros produzidos nesta época:

– Carta de Pero Vaz de Caminha (1500)
– Diário de navegação, de Pero Lopes de Sousa (1530)
– Tratado da Terra do Brasil e a História da Província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil, de Pero de Magalhães Gandavo (1576)
– Tratado Descritivo do Brasil, de Ambrósio Fernandes Brandão (1618)
– História do Brasil, de Frei Vicente do Salvador (1627)
– Duas Viagens ao Brasil, de Hans Staden (1557)
– Viagem à terra do Brasil, de Jean de Léry (1578)
– Cartas dos Jesuítas à Metrópole, dando contas de suas atividades nos primeiros séculos de catequese.

Em 1549 chegaram ao Brasil os primeiros jesuítas, vieram com a missão de divulgar a fé entre os colonos, oferecer catequese aos índios e dar educação (ler, escrever, contar).

O destaque principal foi a de um grupo chamado Companhia de Jesus, temendo que a contra reforma chegasse antes por aqui instalaram no Brasil seu desenvolvimento missionário. Destaca-se Padre Manuel da Nóbrega autor de Diálogos sobre a conversão de Gentios e o Frei Vicente Salvador autor de a história do Brasil, o principal destaque é sem duvida o Padre José de Anchieta conhecido como o apóstolo do Brasil, fundou a escola Piratininga.

Pd. Anchieta é conhecido por seu teatro e poesia que tinham como assunto principal a edificação do índio e do branco. Seus textos se apoiavam na luta do bem contra o mal, na anjo e no demônio, utilizava a dança e o canto para chamar a atenção do índios levando ao Pd. Anchieta a pesquisar a língua tupi-guarani chegando a estudar a gramática tupi-guaranie Anchieta misturava três línguas – o tupi, o português e o espanhol, além de citações em latim.

Na poesia Expressa a profunda devoção à virgem Maria e ao Teocentrismo do universopregava o distanciamento do pecado encontrando o consolo do divino e como recompensa a felicidade e o amor de Deus ,utilizava-se de “Medida Velha” empregando os redondilhos maiores (7 sílabas) e redondilhos menores (5 sílabas).

Exemplo:

Em Deus Meu Criador
Não há causa segura.
Tudo quanto se vê.
se vai passando.
A vida não tem dura.
O bem se vai gastando.
Toda criatura.
passa voando.

Contente assim minh’alma.
do doce amor de Deus.
toda ferida,
o mudo deixa calma,
buscando a outra vida,
no qual se deseja ser
absorvida.

Explicação sobre Medida Velha:
Poesia em versos redondilhos, maiores ou menores,predomina temas populares com um estilo engenhoso com trocadilhos e jogos de palavras que lembram a estética barroca.

Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha
Dali houvemos vista de homens que andavam pela praia, cerca de sete ou oito, segundo os navios pequenos disseram, porque chegaram primeiro. Ali lançamos os batéis e esquifes à água e vieram logo todos os capitães das naves a esta nau do Capitão-mor e ali conversaram.
E o Capitão mandou no batel, a terra, Nicolau Coelho para ver aquele rio; e quando começou a ir para lá, acudiram, à praia, homens, aos dois e aos três. Assim, quando o batel chegou à foz do rio estavam ali dezoito ou vinte homens, pardos, todos nus, sem nenhuma roupa que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos e suas setas. Vinham todos rijos para o batel e Nicolau Coelho fez sinal para que deixassem os arcos e eles os pousaram. Mas não pôde ter deles fala nem entendimento que aproveitasse porque o mar quebrava na costa.

Exercícios

1- (UNISA) A “literatura Jesuítica” nos primórdios de nossa história:

a) tem grande valor informativo;
b) merca nossa maturação clássica;
c) visa à catequese do índio, à instrução do colono e sua assistência religiosa e moral;
d) está a serviço do poder real;
e) tem fortes doses nacionalistas

Resposta correta C

2- (CESMAZON) O culto a natureza, característica da literatura brasileira, tem sua origem nos textos da literatura de informação.Assinale o fragmento da carta de Caminha que já revela a mencionada característica.

a) “Viu um deles umas contas rosário, brancas; acenou que lhes dessem, folgou muito com elas, e lanço-as ao pescoço.”
b) “Assim, quando o batel chegou a foz do rio, estavam ali dezoito ou vinte homens pardos todos nus sem nenhuma roupa que lhes cobrisse suas vergonhas.”
c) Mas a terra em si é muito boa de ares, tão frios e temperados como os de Entre-Douro e Minho, porque,neste tempo de agora, assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas e indefinidas. De tal maneira é graciosa e querendo aproveita-las, dar-se-à nela tudo por bem das águas que tem.”
d)
“Porém o melhor fruto, que dela se pode tirar, me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.”
e) “Mostrara-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo, tornaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como quem diz que os estavam ali.”

Resposta correta C

3) (Universidade Federal de Santa Maria)- Sobre a literatura produzida no primeiro século da vida colonial brasileira, é correto afirmar que:

a) é formada principalmente de poemas narrativos e textos dramáticos que visavam à catequese.
b) Inicia com prosopopéia, de Bento Teixeira.
c) É constituída por documentos que informam acerca da terra brasileira e pela literatura jesuídica
d) Os textos que a constituem apresentam evidentemente preocupação artística e pedagógica.
e) Descreve com fidelidade e sem idealizações a terra e o homem, ao relatar as condições encontradas no Novo Mundo.

Resposta correta C

4) (UFV) Leia a estrofe abaixo e faça o que se pede:

Dos vícios já desligados
nos pajés não crendo mais,
nem suas danças rituais,
nem seus mágicos cuidados

(Anchieta , José de. O Auto de São Lourenço [Tradução e adaptação de Walmir Ayala] Rio de Janeiro: Ediouro[s.d.] pg 110)

a) Os meninos índios representam o processo de aculturação em sua concretude mais visível, como produto final de todo um empreendimento do qual participam com igual empenho a Coroa Portuguesa e a Companhia de Jesus.
b) A presença dos meninos índios representa uma síntese perfeita e acabada daquilo que se convencionou chamar de literatura informativa.
c) Os meninos índios estão afirmados os valores de sua própria cultura, ao mencionar as danças rituais e as magias praticadas pelos pajés.
d) Os meninos índios são figuras alegóricas cuja construção como personagens atende a todos os requintes da dramaturgia renascentista.
e) Os meninos índios representam a revolta dos nativos contra a catequese trazida pelos jesuítas, de quem querem liberta-se tão logo seja possível.

Resposta correta A

ORAÇÃO REDUZIDA

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Gerúndio, Participio e Infinitivo
“Precisando, telefone.”

Você já deve ter ouvido falar em “oração reduzida”. Observe as estruturas abaixo:

Quando você fizer tal coisa
Ao fazer tal coisa

No primeiro caso o verbo “fazer” está no futuro do subjuntivo.

No segundo, eliminamos a conjunção “quando” e não conjugamos o verbo “fazer”, deixando-o no infinitivo. Em suma, reduzimos a oração. Ela tem o mesmo valor que a outra, mas está numa forma comprimida.

Veja outro exemplo:
Precisando, telefone.
A frase acima possui duas orações. A primeira, “precisando”, pode ser desdobrada, isto é, descomprimida:

Se precisar, telefone.
Quando precisar, telefone.

Passamos a usar as conjunções “se” ou “quando” e a oração deixa de ser reduzida.

Quando usamos verbos no gerúndio ( falando, bebendo, partindo), no infinitivo ( falar, beber, partir ) ou no particípio ( falado, bebido, partido ), não se usam conjunções, como se e quando, elementos que introduzem a oração. Esta seria iniciada diretamente pelo verbo.

Veja o fragmento de uma letra de Caetano Veloso e Gilberto Gil:

No dia em que eu vim m’embora
… sentia apenas que a mala de couro que eu carregava
embora estando forrada fedia, cheirava mal…

“Estando” é gerúndio e o gerúndio estabelece a oração reduzida. Logo, nessa letra a conjunção “embora” não poderia ter sido usada com o gerúndio.
Ficaria assim:

… sentia apenas que a mala de couro que eu carregava,
embora forrada, fedia, cheirava mal…

No caso, houve uma distração. Não pode ser abonado pela norma culta.

Outro caso, em português a oração reduzida começa pelo verbo:

Muita gente fala: “Isso posto, vamos ao que interessa.”. Errado.
O correto é “Posto isso, vamos ao que interessa.”
Não se diz “A questão discutida, passamos ao item seguinte”.
Diz-se “Discutida a questão, passamos ao item seguinte.”

Oração reduzida sempre começa com o verbo no gerúndio, no particípio ou no infinitivo.

PLURAL DOS NOMES COMPOSTOS

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Substantivos
Plural dos substantivos compostos

substantivo + substantivo
ABELHA-MESTRA
ABELHAS-MESTRAS

adjetivo + substantivo
CURTO-CIRCUITO
CURTOS-CIRCUITOS

verbo + substantivo
BATE-BOLA
BATE-BOLAS

verbo + advérbio
BOTA-FORA
OS BOTA-FORA

advérbio + adjetivo
ABAIXO-ASSINADO
ABAIXO-ASSINADOS

SUBSTANTIVO+SUBSTANTIVO

traquéia-artéria
traquéias-artérias

padre-mestre
padres-mestres

tenente-coronel
tenentes-coronéis

vagão-leito
vagões-leito ou vagões-leitos

Palavras compostas com elementos ligados por preposição

pão-de-ló
pães-de-ló

pai-dos-burros
pais-dos-burros

navio-de-transporte
navios-de-transporte

mestre-de-obras
mestres-de-obras

bola-ao-cesto
bolas-ao-cesto

estrela-d’alva
estrelas-d’alva

ADJETIVO + SUBSTANTIVO, VERBO + SUBSTANTIVO

Ele era um avarento, um pão-duro.
Eles eram uns avarentos, uns pães-duros.
substantivo + adjetivo

O marido adorava sua cara-metade.
Os maridos adoravam suas caras-metades.
adjetivo + substantivo

Há anos morávamos naquele arranha-céu.
Há anos morávamos naqueles arranha-céus.
verbo + substantivo

Palavras compostas formadas por outros elementos: advérbios, preposições, prefixos, etc.

advérbio + adjetivo
abaixo-assinado
mal-acabado
não-participante
bem-casado
além-mar
não-contribuinte
bem-vindo

preposição ou prefixo +
substantivo ou adjetivo
anti-higiênico
in-fólio
semi-reta
co-proprietário
pré-aviso
sobre-humano
sem-fim

O juiz, atendendo ao pedido feito pelos co-proprietários em vários abaixo-assinados, determinou que os não-contribuintes fossem intimados, conforme a lei.

Palavras compostas formadas por elementos onomatopaicos, repetidos ou só por verbos

ONOMATOPAICOS:
bangue-bangue
joão-teneném
coró-coró
tique-taque
tique-tique
reco-reco
fogo-pagou

VERBOS REPETIDOS OU SÓ VERBOS:
ruge-ruge
foge-foge
pisca-pisca
ganha-perde
pega-pega
corre-corre
lambe-lambe

Os pisca-piscas das luzes vermelhas eram um aviso: havia vários curtos-circuitos na máquina….

O guarda-florestal tem vários guarda-chuvas. Os guardas-florestais têm vários guarda-chuvas.

Flexão dos adjetivos compostos

Revelou-se na autópsia que ele fora morto com um objeto pérfuro-arredondado.
( plural: objetos pérfuro-arredondados)

clínica médico-cirúrgica =
clínicas médico-cirúrgicas

questão econômico-social =
questões econômico-sociais

relação franco-ítalo-brasileira =
relações franco-ítalo-brasileiras

poema herói-cômico =
poemas herói-cômicos

olho castanho-claro =
olhos castanho-claros

Flexão dos adjetivos compostos
PARTICULARIDADES

Os militares usam fardas verde-oliva.

Os médicos tratam com carinho dos meninos e meninas surdos-mudos.

A artista preferia sempre vestidos azul-celeste.

Tinha ela cabelos de um forte amarelo-ovo….
Ele, como sempre, dava preferência a gravatas abóbora…
O pára-quedas transportava uma carga muito preciosa.
Os pára-quedas transportavam uma carga muito preciosa.
verbo + substantivo no plural
papel-moeda
papéis-moeda ou papéis-moedas

balão-sonda
balões-sonda ou balões-sondas

COLOCAÇÃO PRONOMINAL

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Pronomes oblíquos átonos

A dúvida agora é em relação à colocação dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, nos, vos, o, a, lhe) na frase. Será que, na frase Não me toque, o pronome deveria ficar antes do verbo (Não me toque) ou depois dele (Não toque-me)? Tudo vai depender dos ímãs. Ímãs? É, são palavras que puxam, atraem esses pronomes:

Qualquer palavra de sentido negativo, por exemplo, é ímã; atrai o pronome. Não, nunca, jamais, nem, ninguém, nada, etc. Exemplo: Não me toque; Acho que ele nunca se tocou; etc.;

A palavra QUE, menos quando for substantivo, também é ímã. Sempre atrai o pronome: Quero que me faça um favor!; Foi ela que se estropiou; E aquele quê chamou-me à atenção (aqui, o quê é substantivo, nome, e não é ímã. Significa algo mais, qualquer coisa), etc.;

Qualquer advérbio (palavra que exprime circunstâncias de tempo, modo, lugar, afirmação, dúvida, etc.), como hoje (tempo), sempre (tempo), já (tempo), sempre (tempo), talvez (dúvida), agora (tempo), aqui (lugar), etc. Exemplos: Aqui se faz, aqui se paga; Eles agora se entendem; Tudo já se acabou; etc. Obs.: se, após o advérbio, houver pausa (com vírgula), não haverá a atração: Ontem, deram-me um presente;

Pronomes demonstrativos, principalmente os grifados (este, esse, aquele, isso, isto, aquilo etc.). Exemplos: Esse garoto se deu mal; Sabia que isso lhe faz bem?;

Pronomes indefinidos (aqueles que se referem a um ser de maneira vaga, imprecisa, indefinida), como tudo, todos, vários, muitos, poucos, diversos, alguém, ninguém, etc. Exemplos: Ninguém se culpou; Creio que todos o chamaram; etc.

Conjunções subordinativas (palavrinhas que ligam as orações subordinadas às principais), como porque, embora, conforme, se, como, quando, conquanto, caso, quanto, segundo, consoante, enquanto, quanto mais, etc. Exemplos: Ficou bravo porque se danou; Quanto mais se gaba, mais se ilude. Obs.: se o porque for substituível pela palavra que (caso em que será explicativo), não atrairá o pronome. Exemplo: Fique quieta já, porque (que) chamaram-na de desequilibrada;

Pronomes relativos (que, quem, o qual, a qual, quanto, onde, etc.). Exemplos: Onde se estabeleceu a desordem?; Eis a moça a quem me dirigi.

Somente nesses casos o pronome vem antes do verbo?

Não, faltam alguns detalhes importantes: na expressão formada por em + verbo no gerúndio (o verbo terminado em ndo), o pronome se também fica antes do verbo: Em SE tratando de dinheiro, não tomemos partido. O mesmo acontece nas frases exclamativas e optativas (que exprimem emoção, desejo, etc.). Exemplos: Que Deus o acompanhe!; Que ele se dê muito bem; etc.

Outra construção freqüente é a formada por preposição (geralmente a, para…) + verbo no infinitivo (cantar, cantares, cantar, cantarmos, cantarem, etc.). Levando-se em consideração o som, que deve ser agradável, convencionou-se que o pronome também deve posicionar-se antes do verbo.

Exemplo: Ao se trocarem, notaram vestes estranhas no armário; Para se promoverem, fizeram coisas terríveis; etc. Obs.: Se a preposição for a e o pronome, a ou o, preferir-se-á, por questão de sonoridade, a colocação após o verbo: Eu estava a olhá-la (e não “Eu estava a a olhar”); Eu estava a olhá-lo (e não “Eu estava a o olhar”).

E quando o pronome vem depois do verbo?

Em primeiro lugar, é bom você saber que, se não houver ímã algum, o pronome pode ficar depois do verbo. Pode, mas é claro que, se for possível a próclise, ela será preferida, pois compactua com a tendência do português falado no Brasil. Veja algumas situações em que se deve colocar o pronome após o verbo:

Uma frase nunca deve ser iniciada por um pronome oblíquo átono (me, te, se, nos, vos, o, a, lhe). Algumas inadequações: “Me faça um favor”; “Se preocupou comigo?” Corrigindo-os, teríamos: Faça-me um favor; Preocupou-se comigo?;

Em frases imperativas afirmativas (exprimem ordem, pedido), o pronome também fica depois do verbo: Entregue-me o papel!; Dê-lhe o baralho; etc.;

Com o gerúndio (forma em que o verbo termina em ndo, como andando, correndo, etc.), o pronome prefere ficar após o verbo: O evento ocorreu desse modo, evitando-se os conflitos; Vi as crianças perdendo-se entre agressões; etc. Obs.: na expressão formada por em + se + gerúndio, como já foi dito, o pronome (se) fica antes do verbo. Exemplo: Em se tratando de futebol, ele é o melhor.

O pronome também pode ficar no meio do verbo?

Pode, claro. Mas a mesóclise, como é chamada essa construção, é praticamente inexistente no português falado no Brasil, tendo em vista que a nossa tendência é pôr o pronome antes do verbo (o que recebe o nome de próclise na Gramática). Mas é inevitável neste caso:

quando a frase for iniciada por um verbo no futuro do pretérito do indicativo (eu faria, tu farias, ele faria, etc.) ou no futuro do presente do mesmo modo (eu farei, tu farás, ele fará, etc.). Nesse caso, não se pode colocar o pronome antes (nenhuma oração deve iniciar-se por pronomes oblíquos átonos) nem depois do verbo.

Tem que ser no meio mesmo. Outro detalhe: mesmo não sendo em início de frase, quando não existe ímã e o tempo verbal é um dos dois mencionados, pode-se intercalar o pronome: Eu preferi-lo-ia mais bem passado (não há ímã, e o tempo é o futuro do pretérito. Pode-se deixar o pronome no meio ou, preferível, colocá-lo antes (Eu o preferiria mais bem passado). Errado seria colocar o pronome depois do verbo no futuro do pretérito ou do presente (Eu “preferiria-o”).

Eu a amo ou Eu amo-a?

Tanto faz. Com os pronomes eu, tu, ele, nós, vós e eles, a colocação do pronome é facultativa (você escolhe se quer antes ou depois do verbo). Logo, Eu a amo e Eu amo-a estão corretíssimas.

O infinitivo isolado é outro caso opcional (infinitivo é a forma natural do verbo: vender, cantar, chorar, sorrir, etc.): Sem ofendê-lo (ou Sem o ofender), eu gostaria de tirar uma satisfação. Tome cuidado para não colocar o pronome após particípios (forma em que o verbo, geralmente, termina em do, to e so, como cantado, vendido, dito, etc.): Tenho “dito-lhe” (errado); Tenho lhe dito (certo).

E quando houver dois ou mais verbos?

Se esses verbos dependerem um do outro, tratar-se-á de uma locução verbal (união de um verbo auxiliar e um principal): Todos querem dançar; Ele vai andando; etc.. Esse é um caso bastante simples.

Se quiser ter a certeza de que sempre estará de acordo com a norma-padrão, é só deixar o pronome oblíquo átono sempre depois do principal, desde que este não esteja no particípio (o verbo principal sempre estará no infinitivo, gerúndio ou particípio).

Exemplos: Realmente não estamos entendendo-a; Ela quis dizer-me que está bem. Se houver palavra atrativa (ímã) antes da locução, o pronome oblíquo poderá vir antes da locução ou depois do principal: Realmente não A estamos entendendo ou Realmente não estamos entendendo-A.

Se não houver ímã algum, o pronome oblíquo pode, na prática, adotar qualquer posição; de preferência aquela que não nos fira os ouvidos: Ela ME quis dizer que está bem; Ela quis ME dizer que está bem; Ela quis dizer-ME que está bem (as duas últimas construções soam de maneira mais natural; em se tratando de colocação pronominal em locuções verbais, quando houver mais de uma possibilidade, apele ao seu ouvido, ao som agradável).

Obs.: Antigamente se usava o hífen quando o pronome vinha depois do verbo auxiliar (Ela quis-me dizer…). Hoje em dia, esse procedimento não mais tem sido adotado, apesar de ainda ser considerado correto. Além disso, mesmo nos casos em que há ímã antes da locução, tem sido aceita a colocação do átono no meio dela.

COMPLEMENTO VERBAL

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O que é complemento verbal? Ora, o próprio nome já diz, é o termo que completa o sentido de um verbo.

Complemento verbal, ou simplesmente objeto, é o complemento exigido pelo verbo transitivo, para que o verbo tenha sentido completo.

Para descobrir o complemento verbal, ou objeto, de uma oração basta fazer uma pergunta com “que” ou “quem” depois do verbo.
O complemento verbal, ou objeto, da oração “João viu o irmão é “irmão”, porque é a resposta da pergunta: “Viu quem”?

COMPLEMENTOS VERBAIS
OBJETO DIRETO:
Escreveram vários livros didáticos.

OBJETO INDIRETO:
Necessitavam de muita paciência.

PREDICATIVOS
PREDICATIVO DO SUJEITO
Caracteriza o sujeito

PREDICATIVO DO OBJETO
Caracteriza o objeto.

ADJUNTO ADNOMINAL

Termo determinante de um núcleo nominal (substantivo).
É representado por artigos, adjetivos, locuções adjetivas, numerais adjetivos e pronomes adjetivos.
Ex: Os meus primeiros bons amigos de infância visitaram minha casa de campo.

COMPLEMENTO NOMINAL
Termo preposicionado que completa o sentido de um nome transitivo

SUBSTANTIVO

O país tinha dependência de empréstimos externos
…………….. substantivo .. complemento nominal

ADJETIVO

O país continua dependente de empréstimos externos
……………………adjetivo … complemento nominal

ADVÉRBIO

Independente de nossa vontade haverá problemas econômicos
…….. complemento nominal …………….Advérbio

O complemento nominal também pode ser representado por um pronome obliquo átono.

ADJUNTO ADVERBIAL
Termo que atribui ao verbo, adjetivo ou advérbio uma circunstância adverbial de tempo, modo, lugar, negação, afirmação, dúvida, intensidade, concessão, companhia, causa, condição, conformidade, assunto etc.

É representado por advérbio ou locução adverbial

Amanhã iremos com Pedro à casa de Catarina
AA de tempo AA companhia AA lugar

Você se comportou muito bem durante o dia
AA de tempo intens modo AA tempo

AGENTE DA PASSIVA
Termo que na voz passiva analítica, indica quem age sobre o sujeito passivo. Corresponde ao sujeito de voz ativa. É sempre introduzido por preposição DE ou POR.

A negociação da dívida era defendida pelo ministro da fazenda
Suj Passivo Ag. Passiva

APOSTO
Termo que explica, enumera, resume, especifica outro termo chamado fundamental. É representado por substantivo.

Ex: O mestre estudioso do idioma ensinava literatura.

Encontrei três alunos na praia: Paulo, Manoel e Silmara.

Gritos, choros, lamentos, nada o comoveu.

A cidade de Itú produz muita uva.

VOCATIVO
Termo que indica chamamento, exortação. Identifica o destinatário da mensagem. Admite anteposição de interjeição (Ó!, Olá!). É independente da estrutura da oração, pois não pertence nem ao sujeito nem ao predicado.

Ex:
Povo brasileiro , a situação econômica é difícil – disse o presidente

Ajudai-me, ó meu senhor , nos momentos difíceis.

O trabalho, meus amigos , engrandece o homem.

PRÓCLISE E ÊNCLISE

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Pronomes

“me disseram que…” ou “disseram-me que…”?

Este assunto foi tratado mais de uma vez no programa: a colocação dos pronomes oblíquos átonos em relação aos verbos.
Pronomes oblíquos átonos:

ME – TE – SE – LHE – LHES – O – A – OS – AS – NOS – VOS

No Brasil, muitas vezes o professor diz ao aluno: “Não é possível começar a frase com o pronome me”. E, se o aluno escreve na redação “Me disseram que…”, é repreendido pelo professor, que nem sempre o instrui sobre a razão de o pronome não poder iniciar a oração.

Ocorre que a língua portuguesa “oficial”, isto é, o português de Portugal, não aceita o pronome no início da frase. Eles dizem “Informaram-me…”. Essa colocação pronominal diverge muito de nossa maneira de falar no Brasil. Temos nosso modo de usar o pronome, e não há por que lutar contra isso. É como na canção “Vento Ventania”, do grupo Biquíni Cavadão:

Vento, ventania
me leve para as bordas do céu
pois vou puxar as barbas de Deus.
Vento, ventania
me leve pra onde nasce a chuva
pra lá de onde o vento faz a curva
me deixe cavalgar nos seus
desatinos, nas revoadas, redemoinhos…

O mesmo grupo tem outra canção que também é um bom exemplo da nossa maneira de colocar os pronomes na frase. A canção é “Timidez”.

Toda vez que te olho
crio um romance.
Te persigo mudo
todos os instantes.
Falo pouco, pois não
sou de dar indiretas.
Me arrependo do que
digo em frases incertas…

No português de Portugal e no português culto, isso não poderia ser assim. Deveria ser “Leve-me”, “Deixe-me”, “Persigo-te”,”Arrependo-me” e assim por diante.

Portanto usar os pronomes, no começo da frase, é oficialmente errado. No cotidiano, com os amigos, na vida diária, podemos falar à nossa maneira. Mas numa prova de português, num vestibular, num concurso, devemos usar o pronome sempre depois do verbo.

O GERÚNDIO E GERUNDISMO

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O GERÚNDIO E GERUNDISMO

Gerúndio
Primeiro foi a época do “a nível de”. Parece que o modismo já passou. Veio, então, uma nova moda, e tão avassaladora, que ganhou até um nome específico: gerundismo.

Muitas pessoas se sentem incomodadas com a freqüência com que se ouvem frases como “Você poderá estar comprando por telefone”, “Vou estar lhe retornando…”, “Vamos estar construindo”…

Muita gente se dá conta de que se trata de um costume recente, de uma construção viciosa e de um modismo infeliz. Muitos chegam a apontar como causa do fenômeno a imitação servil da construção inglesa “I will be + gerúndio”.

Mas o problema é: pode-se falar de um erro de português? A Fuvest colocou o dedo na ferida. Transcreveu o seguinte fragmento de uma crônica: Quando a teleatendente diz: “O senhor pode estar aguardando na linha, que eu vou estar transferindo sua ligação”, ela pensa que está falando bonito.

Por sinal, ela não entende por que “eu vou estar transferindo” é errado e “ela está falando bonito” é certo. E vem a pergunta da banca: Você concorda com a afirmação do jornalista sobre o que é certo e o que é errado no emprego do gerúndio? Justifique sucintamente sua resposta.

Há contextos em que a construção ir + estar + gerúndio é perfeitamente correta. Isso ocorre quando enunciamos uma ação a ser praticada no futuro e que deverá ocorrer simultaneamente a outra ação, também futura, é claro. Por exemplo: Amanhã, quando você estiver fazendo a prova, eu vou estar viajando para Recife.

O erro se verifica quando construções como vou estar viajando são empregadas para substituir o simples futuro do presente. Em lugar de dizer Amanhã vou viajar (ou viajarei) para Recife, as pessoas dizem: Amanhã vou estar viajando para Recife.

Por que “erro”? Porque a construção é empregada fora do contexto que a legitima e é usada para uma finalidade que a tradição e as normas vigentes da língua não lhe atribuem, qual seja a de indicar uma simples ação futura.

Gerundismo não significa, pois, o simples uso do gerúndio. Claro que são normais e correntes construções como Ela está falando bonito. Aí a construção estar + gerúndio indica a ação como presente e com tendência continuativa.

O sufixo ismo de gerundismo, como ocorre em consumismo, derrotismo, oportunismo, veicula a idéia pejorativa de tendência viciosa, mania, mau uso…

PONTUAÇÃO

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Auxilia a leitura e compreensão do discurso escrito.

Ponto (.)

usa-se no final do período, indicando que o sentido está completo e nas abreviaturas (Dr., Exa., Sr.); marca uma pausa absoluta

Vírgula (,)

Marca uma pequena pausa. É usada para separar: o aposto; o vocativo; o atributo; os elementos de um sintagma não ligados pelas conjunções e, ou, nem; as coordenadas assindéticas não ligadas por conjunções; as orações relativas; as orações intercaladas; as orações subordinadas e as adversativas introduzidas por mas, contudo, todavia e porém.

Ponto e vírgula (;)

Sinal intermédio entre o ponto e a vírgula que indica que a frase não está finalizada. Usa-se: em frases constituídas por várias orações, algumas das quais já contêm uma ou mais vírgulas; para separar frases subordinadas dependentes de uma subordinante; como substituição da vírgula na separação da oração coordenada adversativa da oração principal.

Dois pontos (:)

Marcam uma pausa e anunciam: uma citação; uma fala; uma enumeração; um esclarecimento; uma síntese

Ponto de interrogação (?)

Usa-se no final de uma frase interrogativa directa e indica uma pergunta

Ponto de exclamação (!)

Usa-se no final de qualquer frase que exprime sentimentos, emoções, dor, ironia e surpresa

Reticências (…)

Marcam uma interrupção na frase indicando que o sentido da oração ficou incompleto

Aspas (“…”)

Usam-se para delimitar citações; para referir títulos de obras; para realçar uma palavra ou expressão

Parênteses (…)

Marcam uma observação ou informação acessória intercalada no texto

Parágrafo (§)

Constitui cada uma das secções de frases de um escrito; começa por letra maiúscula, um pouco além do ponto em que começam as outras linhas.

Travessão (-)

marca o início e o fim das falas, no diálogo para distinguir cada um dos interlocutores; as orações intercaladas; as sínteses no final de um texto. Substitui os parênteses.

Manual de Estilo e Redação de Vitória
Parênteses – Este sinal () é usado em orações intercaladas e incidentes: “Corri ao ilustre ateniense, para levantá-lo, mas (com dor o digo) era tarde: estava morto, morto pela segunda vez.” (Machado de Assis, Uma visita de Alcibíades.) O acordo de 1943 diz que o sinal de pontuação deve marcar-se depois dos parênteses, sempre que a pausa coincidir com o início da oração incidente. Mas quando a frase inteira ou qualquer unidade se achar encerrada pelos parênteses, coloca-se dentro destes a pontuação competente. Portanto, não há simultaneamente pontos-finais antes e depois dos parênteses. Havendo um ponto antes, o seguinte virá antes do segundo parêntese.

Pontuação com ETC. – Etc. é abreviatura da expressão latina et cetera (ou caetera) que significa ‘e outras coisas’, ‘e outros’, ‘e assim por diante’: Comprou livros, revistas, etc.

Pontuação nos títulos e cabeçalhos – Todos os cabeçalhos e títulos são encerrados por pontos-finais. Não há uniformidade quando ao uso desta pontuação, mas é de bom tom seguir o que determina a ortografia oficial vigente. Isso embora muita gente considere mais estético não pontuar títulos. Em jornalismo, por exemplo, não se usa a pontuação de titulação.

Ponto de exclamação – Quase sempre desnecessário em texto jornalístico. Só deve ser usado em declarações enfáticas, e sempre entre aspas.