BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO

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O buraco na camada de ozônio vem sendo amplamente discutido depois dos relatórios sobre o aquecimento global. A camada de ozônio é uma capa desse gás que envolve a Terra e a protege de vários tipos de radiação, sendo que a principal delas, a radiação ultravioleta, é a principal causadora de câncer de pele. No último século, devido ao desenvolvimento industrial, passaram a ser utilizados produtos que emitem clorofluorcarbono (CFC), um gás que ao atingir a camada de ozônio destrói as moléculas que a formam (O3), causando assim a destruição dessa camada da atmosfera.
Sem essa camada, a incidência de raios ultravioletas nocivos à Terra fica sensivelmente maior, aumentando as chances de contração de câncer.

Nos últimos anos tentou-se evitar ao máximo a utilização do CFC e, mesmo assim, o buraco na camada de ozônio continua aumentando, preocupando cada vez mais a população mundial. As ineficientes tentativas de se diminuir a produção de CFC, devido à dificuldade de se substituir esse gás, principalmente nos refrigeradores, provavelmente vêm fazendo com que o buraco continue aumentando, prejudicando cada vez mais a humanidade. Um exemplo do fracasso na tentativa de se eliminar a produção de CFC foi a dos EUA, o maior produtor desse gás em todo planeta.

Em 1978 os EUA produziam, em aerosóis, 470 mil toneladas de CFC, aumentando para 235 mil em 1988.

Em compensação, a produção de CFC em outros produtos, que era de 350 mil toneladas em 1978, passou para 540 mil em 1988, mostrando a necessidade de se utilizar esse gás em nossa vida quotidiana. É muito difícil encontrar uma solução para o problema.

A região mais afetada pela destruição da camada de ozônio é a Antártida.Nessa região, principalmente no mês de setembro, quase a metade da concentração de ozônio é misteriosamente sugada da atmosfera. Esse fenômeno deixa à mercê dos raios ultravioletas uma área de 31 milhões de quilômetros quadrados, maior que toda a América do Sul, ou 15% da superfície do planeta. Nas demais áreas do planeta, a diminuição da camada de ozônio também é sensível; de 3 a 7% do ozônio que a compunha já foi destruído pelo homem. Mesmo menores que na Antártida, esses números representam um enorme alerta ao que nos poderá acontecer, se continuarmos a fechar os olhos para esse problema.

O que são os raios ultravioleta?

Raios ultravioletas são ondas semelhantes a ondas luminosas, as quais se encontram exatamente acima do extremo violeta do espectro da luz visível. O comprimento de onda dos raios ultravioletas varia de 4,1 x 10-4 até 4,1 x 10-2 mm, sendo que suas ondas mais curtas são as mais prejudiciais.

A reação

As moléculas de clorofluorcarbono, ou Freon, passam intactas pela troposfera, que é a parte da atmosfera que vai da superfície até uma altitude média de 10.000 metros.

Em seguida essas moléculas atingem a estratosfera, onde os raios ultravioletas do sol aparecem em maior quantidade. Esses raios quebram as partículas de CFC (ClFC) liberando o átomo de cloro. Este átomo, então, rompe a molécula de ozônio (O3), formando monóxido de cloro (ClO) e oxigênio (O2).

A reação tem continuidade e logo o átomo de cloro libera o de oxigênio que se liga a um átomo de oxigênio de outra molécula de ozônio, e o átomo de cloro passa a destruir outra molécula de ozônio, criando uma reação em cadeia.

Por outro lado, existe a reação que beneficia a camada de ozônio: Quando a luz solar atua sobre óxidos de nitrogênio, estes podem reagir liberando os átomos de oxigênio, que se combinam e produzem ozônio. Estes óxidos de nitrogênio são produzidos continuamente pelos veículos automotores, resultado da queima de combustíveis fósseis. Infelizmente, a produção de CFC, mesmo sendo menor que a de óxidos de nitrogênio, consegue, devido à reação em cadeia já explicada, destruir um número bem maior de moléculas de ozônio que as produzidas pelos automóveis.

Porque na Antártida?

Em todo o mundo as massas de ar circulam, sendo que um poluente lançado no Brasil pode atingir a Europa devido a correntes de convecção.

Na Antártida, por sua vez, devido ao rigoroso inverno de seis meses, essa circulação de ar não ocorre e,
assim, formam-se círculos de convecção exclusivos daquela área. Os poluentes atraídos durante o verão permanecem na Antártida até a época de subirem para a estratosfera. Ao chegar o verão, os primeiros raios de sol quebram as moléculas de CFC encontradas nessa área, iniciando a reação. Em 1988, foi constatado que na atmosfera da Antártida, a concentração de monóxido de cloro é cem vezes maior que em qualquer outra parte do mundo.

No Brasil ainda há pouco com que se preocupar

No Brasil, a camada de ozônio ainda não perdeu 5% do seu tamanho original, de acordo com os instrumentos medidores do INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais). O instituto acompanha a movimentação do gás na atmosfera desde 1978 e até hoje não detectou nenhuma variação significante, provavelmente pela pouca produção de CFC no Brasil em comparação com os países de primeiro mundo. No Brasil apenas 5% dos aerosóis utilizam CFC, já que uma mistura de butano e propano é significativamente mais barata, funcionando perfeitamente em substituição ao clorofluorcarbono.

Os males causados pelo Buraco na Camada de Ozônio

A principal conseqüência da destruição da camada de ozônio será o grande aumento da incidência de câncer de pele, desde que os raios ultravioletas são mutagênicos. Além disso, existe a hipótese segundo a qual a destruição da camada de ozônio pode causar desequilíbrio no clima, resultando no “efeito estufa”, o que causaria o descongelamento das geleiras polares e conseqüente inundação de muitos territórios que atualmente se encontram em condições de habitação. De qualquer forma, a maior preocupação dos cientistas é mesmo com o câncer de pele, cuja incidência vem aumentando nos últimos vinte anos. Cada vez mais aconselha-se a evitar o sol nas horas em que esteja muito forte, assim como a utilização de filtros solares, únicas maneiras de se prevenir e de se proteger a pele.

A BIOGEOGRAFIA

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A BIOGEOGRAFIA

A biogeografia tem por objetivo o estudo da distribuição dos seres vivos sobre a superfície do globo, atualmente ou no tempo passado, e das condições desta distribuição, contemplando a composição das floras e faunas viventes ou fósseis, o determinismo e as conseqüências desta composição.

Este conceito quer dizer geografia da vida ou distribuição geográfica dos seres vivos. Os biogeógrafos são aqueles que tentam compreender os diferentes padrões de distribuição dos animais e plantas. Para tanto buscam reconstruir estes padrões, unindo a história da Terra em diferentes escalas espaciais e temporais à história das formas dos seres vivos, ou seja, entender como se processaram as modificações morfológicas de animais e plantas, quais suas causas e como isso aparece refletido no espaço geográfico.
Desde que o homem surgiu, vem se preocupando onde encontrar os animais ou plantas, isto em função da sua curiosidade e também pelo fator alimentação. A Biogeografia é uma ciência; é um ramo da Biologia que se preocupa com a distribuição dos seres vivos, tanto atualmente quanto no passado. Portanto, Biogeografia preocupa-se com a história evolutiva dos seres vivos, qual ou quais ou fatores que determinaram a distribuição dos táxons em uma ou mais regiões. As histórias dos táxons são semelhantes e seguem os seguintes passos: origem, expansão, redução e extinção. A Biogeografia se preocupa com essa história associada à cada região.

Biogeografia
A primeira etapa do domínio da biogeografia é o estudo da dispersão e da distribuição dos seres vivos que é chamada de corologia onde o ponto de partida é traçar as áreas de ocorrência das unidades taxonômicas consideradas.

As áreas de ocorrência dependem da ecologia e da paleohistória. As vezes um desses dois fatores dominam, às vezes eles se integram um no outro, dificultando o reconhecimento do dominante.

Quando falamos em distribuição geográfica das formas de vida, o quê implica na composição de bioformas ou espectros biológicos das comunidades, estamos nos referindo à Ecogeografia. Quando falamos em padrões geográficos da adaptação, nos referimos à Ecologia propriamente dita. Agora, se nos referimos à distribuição geográfica dos táxons, estaremos nos reportando à Biogeografia, que pode ser:

Biogeografia fenótica –

    • área de distribuição individual

Biogeografia de dispersão – composição e afinidades de regiões e localidades. Centros de origens e história da dispersão de táxons (Biogeografia Filogenética)

Biogeografia Vicariante e Panbiogeografia – área de distribuição congruente de táxons de filogenia distinta.

Para entendermos a distribuição de um táxon, necessitamos:

    • •conhecer a história deste, quais são seus parentes (Filogenia);
    • •determinar quais fatores climáticos atual (Climatologia);
    • •conhecer a composição química do solo, eventos geológicos que determinaram a área atual de distribuição (Geologia);
    • •investigar se há registros fósseis de seus antecedentes (Paleontologia);
    •estudar o tipo de região, se há ou não predadores, parasitas, etc.

Acredita-se que os continentes em um determinado momento estiveram unidos ou mesmo sobrepostos – Teoria de Wegner. Também afirmam a existência de uma Pangéia que teria começado a se dividir há 250 milhões de anos criando uma massa marinha nova, a Téthys, separando a Laurásia e ao Sul o Gondwana.

Em seguida, a Laurásia e o Gondwana se dividiram em várias partes. A Laurásia originando a América do Norte e a Eurásia (Europa + Ásia); o Gondwana originando a América do Sul, África, Madagascar, Índia, o Continente Austral e a Austrália.

O deslocamento das massas continentais austrais em direção ao norte provoca a existência de novas zonas de contato com as massas continentais boreais, originando importantes fenômenos geológicos locais. Estes eventos criaram novos territórios onde a fauna e a flora se diversificaram. Concluindo, a história do globo nos explica a origem dos grandes domínios florísticos do mundo.

Certas espécies são chamadas cosmopolitas – possuem largas áreas de ocupação, ao contrário de outras que vivem em uma região limitada, as vezes numa única localidade, neste caso são chamadas de endêmicas. Uma espécies pode ter uma área importante porque o meio no qual ela vive, possui uma larga distribuição, ou ainda porque a espécie é capaz de colonizar meios muitos diferentes, neste caso ela é onipresente como a espécie humana.

Não se pode confundir os termos cosmopolitas e onipresente, o primeiro é de ordem geográfico, o segundo de ordem ecológica. De maneira similar, chamamos de localidade, o local onde a planta ou animal é observado e de estação, o tipo de meio no qual vive a planta ou animal.

Vicariância – espécies afins em substituição umas às outras em territórios vizinhos nos nichos ecológicos. Isto implica que as espécies sejam alopátricas, ou seja, não ocupando a mesma área geográfica. Espécies ocupando a mesma área geográfica são simpátricas.

Em seguida podemos classificar os tipos de vicariância:

    • •Vicariância ecológica – quando espécies simpátricas vivem em meios diferentes.
    •Vicariância geográfica – quando as espécies são alopátricas.

As espéceis endêmicas que ocorrem sobre pequenas superfícies são também chamadas de micro-endêmicas. Se elas são ainda vicariantes, serão denominadas de endemovicariantes.
Isto traduz geralmente as especiações recentes ou em desenvolvimento.

Seja por razões históricas ou ecológicas, muitas espécies podem possuir áreas de ocorrência semelhantes justificando a noção do território florístico e faunístico, constituído pelo conjunto de espécies próprias do território em questão.

A riqueza florística e faunística de um território é chamado de número de espécies que ele contém. Esta riqueza não é obrigatoriamente em função da superfície do território, climas quentes e úmidos e a grande variação dos ecossistemas também lhe são favoráveis. A título de comparação convém considerar não a riqueza absoluta, mas sim a riqueza relativa de uma determinada superfície.

Por seu isolamento, as ilhas são o berço de intensas especiações por deriva genética. Ilha é um pedaço de terra circundado de água. Na linguagem corrente, este termo se refere ao seu senso geográfico.

Para os biogeógrafos, ilha é um local no qual os seres vivos encontram-se separados, isolados por montanhas, vales. É preciso entende por insularidade, toda forma de isolamento do globo. Uma ilha pode ser geralmente considerada como um complexo de ecossistemas de pequena extensão espacial cujo fluxo genético ou de colonização com o resto da biosfera é claramente reduzido.
Origem das Ilhas

As ilhas têm duas origens, continentais e oceânicas. As ilhas continentais são resultantes do fracionamento de um continente (ou de uma parte). E as ilhas oceânicas ocorrem do surgimento dos fundos oceânicos sem contato com nenhum continente.

A origem das ilhas tem uma influência sobre as relações biogeográficas entre elas e os continentes ao redor e também sobre a filogenia das espécies que contém.

Num arquipélago compreendendo ilhas continentais, um dado phylum terá teoricamente ocupado toda a área possível esse evento, teremos sobre cada ilha uma população isolada surgida do mesmo phylum. Essas populações puderam dar origem a espécies-irmãs vicariantes.

Num arquipélago formado por ilhas oceânicas, a colonização se faz ao acaso a partir das terras ao redor. Linhagens de origens sistemáticas muito diferentes poderão se instalar uma em cada ilha. Em seguida cada nova população por deriva genética poderá dar origem a uma espécie endêmica filogeneticametne isolada.

PLACAS TECTÔNICAS

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A palavra tectônica é de origem grega e significa contruir, portanto tectônica de placas quer dizer que a superfície terrestre é construída por placas. Algumas dessas placas formam o fundo do oceano, como a placa do pacífico, outras placas são o “assoalho” dos continentes , como a placa Sul Americana onde esta situado o território brasileiro.

Principais Placas Tectônicas da Crosta Terrestre
Placa Sul Americana – onde situa-se o Brasil e quase toda a América do Sul. Placa de Nazca, Placa Norte-Americana, Placa Africana, Placa Euro-Asiática, Placa do Pacífico, Placa Indo-Australiana, Placa Antártica.

Espessura e Mobilidade
As placas tectônicas tem espessura variável, nas regiões oceânicas são mais finas, as espessuras variam entre 10 km nas dorsais (cordilheira submarina) , até algumas dezenas de quilômetros. Já nas regiões continentais são mais espessas e podem chegar a 250 km de espessura.

É interessante reconhecer que as placas tectônicas estão assentadas sobre o manto que tem um comportamento viscoso, isto é pastoso, fazendo com que as mesmas se movam (escorregam), afastando-se ou chocando-se nas zonas de contato com as outras placas.

Conseqüências
O movimento das placas tectônicas que se deslocam sobre a astenosfera (parte pastosa) interagindo ao longo do tempo entre si em um processo geodinâmico que tem como conseqüência a origem das montanhas e bacias geológicas, provocando terremotos, vulcanismo, magmatismo e outros eventos geológicos todos decorrência desses movimentos das placas.

Terremotos
Os terremotos são tremores ou abalos causados pela liberação repentina da energia acumulada durante longos intervalos de tempo em que as placas tectônicas sofreram esforços para se movimentar.

Os maiores terremotos já registrados no planeta ocorrem em áreas de subducção, onde uma placa afunda abaixo de outra. Entre esses incluem-se o o maior de todos os terremotos, ocorrido no Chile em 1960, que alcançou a marca de 9.5 graus Richter, o terrremoto de 9.2 graus, em Prince William Sound, Alaska, em 1960, o de Andreanof, também no Alaska, em 1957, com 9.1 graus e o de magnitude 9.0 graus, ocorrido na península de Kamchatka, na Rússia, em 1952.

O devastador terremoto do dia 26 de Dezembro de 2004, que alcançou a marca de 9 graus na escala Richter , provocando as ondas gigantes na Ásia, ocorreu na interface entre as placas da Índia e Burma e foi causado pela liberação de energia que se desenvolve na subducção da placa Índica sobre a placa de Burma.

Que Poderosa Energia Moveria Estas Placas ? A principal explicação para o movimento das placas tectônicas é que em função da desintegração radioativa de átomos que ocorre no interior do planeta gerando o calor, que mantém o magma em estado fluido e um processo denominado correntes de convecção tenderia a levar o magma para a superfície, pressionando as placas , explicando também a origem do vulcões.

Tectônia
A adoção da teoria da tectônica de placas para explicar a dinâmica de transformação da crosta terrestre representou, para a tectônica, uma revolução científica análoga, em suas conseqüências, aos modelos atômicos de Rutherford e Bohr, para a física, ou à descoberta do código genético, para a biologia.

Tectônica é o ramo da geologia que estuda os processos mecânicos responsáveis pelas deformações da litosfera, bem como as estruturas resultantes desses movimentos. A crosta e a parte superior do manto, sujeitas às perturbações tectônicas, formam a tectonosfera. Os movimentos que resultam da deformação da crosta terrestre denominam-se movimentos tectônicos.

Os movimentos tectônicos alteram a distribuição das terras, mares, montanhas e vales. Por serem de longa duração, embora em geral muito lentos, esses movimentos podem formar grandes bacias sedimentares ou elevadas cadeias de montanhas. São classificados em verticais ou epirogenéticos e tangenciais ou orogenéticos, os quais originam, respectivamente, falhamentos e dobramentos.

No século XX, novas teorias tectônicas revolucionaram as concepções tradicionais sobre os movimentos da crosta terrestre. Apresentada em 1912, a teoria da deriva continental cedeu terreno ao longo do século à teoria da tectônica de placas. Tida como a teoria fundamental da geologia e da geomorfologia modernas, a tectônica de placas, formulada no fim da década de 1960, surgiu dos estudos dos deslocamentos continentais, terremotos e cinturões vulcânicos, assim como do alargamento dos assoalhos marinhos.

Deriva continental. Foi o alemão Alfred Wegener, astrônomo e meteorologista, quem formulou a teoria da deriva continental. Wegener imaginou que os continentes atuais estiveram anteriormente unidos num único supercontinente ao qual deu o nome de Pangéia (em grego, “tudo terra”). O cientista alemão não tinha, entretanto, provas totalmente convincentes de suas teorias. Os argumentos usados por Wegener para basear sua tese de que os continentes se moviam nos oceanos incluíam a correspondência entre os contornos dos continentes de um e de outro lado do Atlântico, o que permitiria encaixá-los como peças de um quebra-cabeças; a significativa quantidade de indicadores fósseis na África e na América do Sul anteriores ao período terciário; análises das semelhanças entre as estruturas geológicas dos dois continentes; e a reconstituição de antigos climas em diversos lugares do globo.

As teorias de Wegener encontraram poucos seguidores. Faltaram-lhe os avanços científicos do século XX para confirmar a existência inicial de um único continente, dividido depois em vários pedaços, que teriam sido impulsionados pela crosta oceânica recém-formada e deslizado como balsas sobre o manto superior.

Tectônica de placas
O geólogo americano Harry Hammond Hess expôs, em 1960, uma teoria da renovação constante dos assoalhos oceânicos, baseada em fundamentos essencialmente geológicos, que justificaria o afastamento dos continentes. As idéias de Hess partiam da existência de muito poucas rochas com mais de cem milhões de anos no fundo dos oceanos, o que o levou a acreditar que os sedimentos mais antigos foram empurrados para baixo.

A superfície do planeta não é uma placa imóvel, como se supunha no passado. Hoje, acredita-se que a camada superficial da Terra, a litosfera, com 50 a 150km de espessura, seja formada por um conjunto de cerca de vinte placas. A litosfera desliza sobre uma camada de rocha mais plástica, parcialmente derretida, conhecida como astenosfera.

Impulsionadas por forças ainda não inteiramente conhecidas, as placas se movem na superfície da Terra e interagem umas com as outras. Um dos mais importantes princípios da teoria da tectônica de placas é que cada placa se move como uma unidade distinta em relação às outras.

A região interna das placas permanece indeformada, mas suas bordas sofrem vários dos principais processos que modelam a superfície terrestre, como abalos sísmicos, vulcanismo e movimentos orogênicos. De acordo com a teoria da tectônica de placas, as placas da litosfera são constituídas de crosta continental e/ou oceânica, e suas bordas não coincidem normalmente com os limites entre oceanos e continentes. A placa do Pacífico, por exemplo, é totalmente oceânica, mas a maioria das grandes placas contém continentes e oceanos.

O contato entre placas pode ser divergente, convergente ou de transformação. No fundo dos oceanos, entre duas placas divergentes, localizam-se as cristas médio-oceânicas, que formam enormes cadeias de montanhas e vales, epicentros de terremotos submarinos. Ao longo dessas cristas estende-se uma fenda profunda através da qual ascende o magma proveniente do manto. Esse material faz aumentar a superfície do assoalho oceânico graças ao acréscimo de faixas paralelas de rochas magmáticas de ambos os lados das cristas.

A contínua formação de crosta oceânica produz um excesso que deve ser absorvido em outro lugar. Isso ocorre nas bordas de duas placas convergentes, quando uma delas “mergulha” sob a outra, e o excesso se funde com o interior do manto a profundidades de 300 a 700km. Essas regiões, onde a crosta oceânica mergulha para dentro do planeta, são denominadas zonas de subducção. Quando a colisão entre placas ocorre no oceano, produzem-se arqueamentos das bordas das placas, acompanhados de abalos sísmicos e atividade vulcânica. Isso dá origem às chamadas ilhas em arco, dispostas em semicírculo, como as ilhas vulcânicas do Caribe, Japão, Filipinas e Java.

No terceiro tipo de limite entre placas, as falhas de transformação e zonas de fratura, uma placa se move lateralmente com relação à outra, sem criar ou destruir crosta, mas provocando fortes terremotos. Esse é o caso, por exemplo, da falha de San Andreas, na Califórnia, costa oeste dos Estados Unidos.

O oceano Atlântico está situado sobre o cruzamento de quatro grandes placas: a norte-americana, a sul-americana, a eurasiana e a africana. A placa eurasiana mostra simultaneamente um deslocamento para leste e outro para sul. A placa africana apresenta um pequeno movimento em direção ao norte. Disso resulta que África e Eurásia entram progressivamente em colisão e tendem a comprimir o mar Mediterrâneo.
Os dois subcontinentes americanos se afastam da Eurásia e da África ao deslizarem sobre a crosta oceânica que surge na crista médio-oceânica atlântica. Ao mesmo tempo, no oceano Pacífico, outras placas oceânicas se deslocam em sentidos opostos umas às outras e se chocam com a vertente ocidental da América. Como conseqüência, ao longo da costa oeste do continente americano, essas placas se fundem numa extensa fossa. Esse movimento de subducção explica a formação das montanhas Rochosas e da cordilheira dos Andes, assim como os fenômenos vulcânicos e sísmicos da costa oeste do continente.

Tectônica de placas
Teoria que estuda os deslocamentos continentais, os terremotos, os cinturões vulcânicos e o alargamento da assoalho marinho, e que permite reconstituir as forças e processos que modelaram a superfície sólida da Terra.

Tectonosfera
Nome dado ao conjunto da crosta terrestre e da parte superior do manto, sujeitas a perturbações tectônicas.

CHINA E A POLÍTICA DO FILHO ÚNICO

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CHINA E A POLÍTICA DO FILHO ÚNICO

Pequenos Imperadores
A política de filho único foi lançada pelo governo no fim da década de 70, consiste numa lei onde fica proibido na China ter mais de um filho. Casais que têm mais de um filho são punidos com multas. Existem hoje 80 milhões de filhos únicos na China. Conhecidos como “pequenos imperadores”

Objetivos
É uma desesperada tentativa de controlar o crescimento populacional que já chegou a 1 bilhão e 300 milhões de pessoas e facilitar o acesso da população a um sistema de saúde e educação com qualidade . Segundo informações oficiais, a política do filho único evitou que a população da China explodisse com mais 400 milhões de pessoas nos últimos 25 anos.

Exceções e Ambiguidades
Apesar de ser chamada de política do filho único, as regras oferecem uma série de exceções e ambiguidades, algumas existentes devido à ampla oposição ao limite. Por exemplo, em grande parte da China rural, a maioria das famílias pode ter um segundo filho, principalmente se a primeira for mulher.

Conseqüências – Desequilíbrio Demográfico
Críticos dessa lei, afirmam que ela foi responsável pelo aumento de abortos, principalmente fetos do sexo feminino. Se um casal pode ter somente um filho, conseqüentemente vai querer um filho homem, sendo esta uma exigência cultural ainda profundamente arraigada no povo chinês. Se, por acaso, o bebê é menina, surge para o casal um gravíssimo problema ético e cultural: se ficar com ela, não pode mais ter o filho homem. A triste realidade é normalmente a morte ou o abandono da menina recém-nascida.

China – A Tradição pelo Filho Homem
Na China, a preferência dos pais pelo filho de sexo masculino é uma tradição profundamente arraigada, desde a idade feudal. No filho homem, concentra-se a responsabilidade de manter os pais quando idosos, de possibilitar-lhes um enterro solene, de fazer as oferendas sobre os túmulos deles para as necessidades após morte, conforme a tradição confuciana. Somente o filho homem é o único herdeiro dos bens da família. A menina, pelo contrário, é destinada a se casar pouco importa se gostar ou não, se for amada ou desrespeitada pelo marido.

China alivia política do filho único após terremoto
Mães que perderam filho no terremoto de Sichuan terão autorização para engravidar.
O terremoto de 12 de maio foi ainda mais doloroso para muitos chineses pois ele matou muitos filhos únicos. A destruição de quase 7.000 salas de aula durante um dia letivo abalou a China, com imagens nos jornais focando em pequenas mãos e em mochilas em meio aos montes de escombros. Não há informações oficiais sobre quantas crianças estão entre os mortos, mas estima-se que passem de 10 mil.

Filho – Só com autorização
O governo chinês decidiu abrir uma exceção na política de filho único para pais cujo filho foi morto, gravemente ferido ou incapacitado pelo terremoto do dia 12, de 7,9 graus na escala Richter. De acordo com a Comissão de Planejamento Familiar e População de Chengdu, capital da Província de Sichuan – a mais afetada -, os pais de vítimas da tragédia (a medida vale só para eles) que desejarem ter outro filho poderão conseguir certificados nas comissões das cidades de Chengdu, Dujiangyan e Pengzhou. O governo planeja atender inicialmente 1.200 famílias.

IDH – ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

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IDH – ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

O IDH é um índice criado pelo PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e calculado para diversos países desde 1990. Originalmente proposto para medir a diferença entre países, foi adaptado para ser aplicado também a Estados e municípios.

O Índice (De 0 até 1)
O índice vai de 0 a 1 – quanto mais perto do 1, maior é o desenvolvimento humano ou seja, melhor é a qualidade de vida . Em nível mundial, a Noruega e Islândia (Europa) têm IDH de 0,968 numa posição intermediária o Brasil com IDH de 0,800 e no final da tabela, Serra Leoa na África com IDH de 0,336. O IDH tem como objetivo expressar a qualidade de vida nos países e locais em que é calculado.

O cálculo
É feito pela média simples de três componentes: IDH Longevidade: indicador de longevidade, medida pela esperança de vida ao nascer.
IDH Educação: indicador de nível educacional, medido pela combinação da taxa de alfabetização de pessoas de 15 anos ou mais (com peso 2) e da taxa bruta de matrículas nos três níveis de ensino (fundamental, médio e superior) em relação à população de 7 a 22 anos de idade (com peso 1). Para regiões, Estados e municípios do Brasil, usa-se a taxa de freqüência.
IDH Renda: indicador de renda, medido pelo PIB real per capita em dólares, segundo o critério de Paridade do Poder de Compra. Para regiões, Estados e municípios do Brasil, usa-se a renda familiar per capita.

Metodologia
Para analisar a variação dos níveis de desenvolvimento humano nos Estados brasileiros e no país como um todo, o relatório calculou os dados do IDH de 1991 a 2005. O resultado, porém, é fruto de uma metodologia diferente da usada pelo PNUD nos Relatórios de Desenvolvimento Humano e no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. O cálculo é feito com base na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), um levantamento socioeconômico feito anualmente pelo IBGE.

Do Norte para o Sul
Os números mostram uma clara divisão do IDH. Estados do Norte e nordeste (piores IDH), estados do Sul, sudeste e centro-oeste (melhores IDH). Brasília no Centro-oeste ocupa a primeira colocação com um IDH de 0,874, superior ao de países como a Argentina e Emirados Árabes Unidos.

Explicação Geográfica
Essa condição, mostrando um país em que o IDH é menor nas regiões norte/nordeste e aumenta na direção sudeste/centro-Oeste/sul tem explicação na geografia econômica do Brasil, onde a produção, atividade econômica e renda ainda estão muito mais concentrada nestas regiões.

Maiores IDH’s
Brasília no Centro-oeste ocupa a primeira colocação com um IDH de 0,874, O segundo lugar no IDH é de Santa Catarina (o Estado que mais melhorou no ranking de 1991 até 2005, ganhando três posições), com 0,840. Em seguida vem São Paulo (que registrou o segundo menor crescimento desde 1991), com 0,833.

Menores IDH’s
Alagoas, que tinha o pior IDH em 1991, continuou na mesma posição em 2005, com 0,677. Da mesma forma, Maranhão, Piauí e Paraíba não deixaram de ser o segundo, terceiro e quarto piores, respectivamente.

Lenta Melhora
Entre 1991 e 2005, o IDH de todas as unidades da Federação melhorou. A região Nordeste, que registra os piores números desde a década passada, foi a que
teve também o maior crescimento do índice: 16,3%. Depois vêm Sudeste e Centro-Oeste, ambos com 10,9%. O Sul, que mantém os seus três Estados entre os seis primeiros IDHs também desde a década passada, foi o que menos evoluiu no indicador: 8,5%. Dos dez Estados com maior variação no índice, nove são nordestinos. Os de melhoria mais forte foram Paraíba, Piauí e Bahia.

Educação – Fator de Evolução do IDH
O vetor da melhoria recente está, segundo o relatório, na educação. Das três dimensões do IDH (renda, educação e longevidade), o destaque foi a elevação da instrução. Em todas as unidades da Federação o índice de educação foi o que mais cresceu entre 1991 e 2005. A evolução do IDH-Educação – e, de modo menos pronunciado, do IDH-Longevidade – contribuiu para que diminuísse consideravelmente a diferença (…) entre os níveis de desenvolvimento das regiões brasileiras.

Deslocamento do Eixo Produtivo
Mesmo que de forma lenta, mas há uma certa desconcentração geográfica do processo produtivo em curso. Setores como o calçadista, de automóvel, estão se expandindo tanto da região metropolitana para o interior quanto do Sul/Sudeste para o Nordeste. Isso leva a aumento de renda per capita, de exigência por mão-de-obra qualificada (o que influi na educação) e, conseqüentemente, a maior atendimento público de saúde – o que influi na longevidade.

BACIAS HIDROGRÁFICAS NO BRASIL

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BACIAS HIDROGRÁFICAS NO BRASIL

O Brasil é dotado de uma vasta e densa rede hidrográfica, sendo que muitos de seus rios destacam-se pela extensão, largura e profundidade. Em decorrência da natureza do relevo, predominam os rios de planalto que apresentam em seu leito rupturas de declive, vales encaixados, entre outras características, que lhes conferem um alto potencial para a geração de energia elétrica.

Principais Bacias Hidrográficas do Brasil

Quanto à navegabilidade, esses rios, dado o seu perfil não regularizado, ficam um tanto prejudicados. Dentre os grandes rios nacionais, apenas o Amazonas e o Paraguai são predominantemente de planície e largamente utilizados para a navegação. Os rios São Francisco e Paraná são os principais rios de planalto.

De maneira geral, os rios têm origem em regiões não muito elevadas, exceto o rio Amazonas e alguns de seus afluentes que nascem na cordilheira andina.

Em termos gerais, como mostra o mapa acima, pode-se dividir a rede hidrográfica brasileira em sete principais bacias, a saber: a bacia do rio Amazonas; a do Tocantins – Araguaia; a bacia do Atlântico Sul – trechos norte e nordeste; a do rio São Francisco; a do Atlântico Sul – trecho leste; a bacia Platina, composta pelas sub-bacias dos rios Paraná e Uruguai; e a do Atlântico Sul – trechos sudeste e sul.

Bacia do rio Amazonas

Em 1541, o explorador espanhol Francisco de Orellana percorreu, desde as suas nascentes nos Andes peruanos, distante cerca de 160 km do Oceano Pacífico, até atingir o Oceano Atlântico, o rio que batizou de Amazonas, em função da visão, ou imaginação da existência, de mulheres guerreiras, as Amazonas da mitologia grega.

Este rio, com uma extensão de aproximadamente 6.500 km, ou superior conforme recentes descobertas, disputa com o rio Nilo o título de mais extenso no planeta. Porém, em todas as possíveis outras avaliações é, disparado, o maior.

Sua área de drenagem total, superior a 5,8 milhões de km2, dos quais 3,9 milhões no Brasil, representa a maior bacia hidrográfica mundial. O restante de sua área dividi-se entre o Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana e Venezuela. Tal área poderia abranger integralmente o continente europeu, a exceção da antiga União Soviética.

O volume de água do rio Amazonas é extremamente elevado, descarregando no Oceano Atlântico aproximadamente 20% do total que chega aos oceanos em todo o planeta. Sua vazão é superior a soma das vazões dos seis próximos maiores rios, sendo mais de quatro vezes maior que o rio Congo, o segundo maior em volume, e dez vezes o rio Mississipi. Por exemplo, em Óbidos, distante 960 km da foz do rio Amazonas, tem-se uma vazão média anual da ordem de 180.000 m3/s. Tal volume d’água é o resultado do clima tropical úmido característico da bacia, que alimenta a maior floresta tropical do mundo.

Na Amazônia os canais mais difusos e de maior penetrabilidade são utilizados tradicionalmente como hidrovias. Navios oceânicos de grande porte podem navegar até Manaus, capital do estado do Amazonas, enquanto embarcações menores, de até 6 metros de calado, podem alcançar a cidade de Iquitos, no Peru, distante 3.700 km da sua foz.

O rio Amazonas se apresenta como um rio de planície, possuindo baixa declividade. Sua largura média é de 4 a 5 km, chegando em alguns trechos a mais de 50 km. Por ser atravessado pela linha do Equador, esse rio apresenta afluentes nos dois hemisférios do planeta. Entre seus principais afluentes, destacam-se os rios Iça, Japurá, Negro e Trombetas, na margem esquerda, e os rios Juruá, Purus, Madeira, Tapajós e Xingu, na margem direita.

Bacia do rio Tocantins – Araguaia

A bacia do rio Tocantins – Araguaia com uma área superior a 800.000 km2, se constitui na maior bacia hidrográfica inteiramente situada em território brasileiro. Seu principal rio formador é o Tocantins, cuja nascente localiza-se no estado de Goiás, ao norte da cidade de Brasília. Dentre os principais afluentes da bacia Tocantins – Araguaia, destacam-se os rios do Sono, Palma e Melo Alves, todos localizados na margem direita do rio Araguaia.

O rio Tocantins desemboca no delta amazônico e embora possua, ao longo do seu curso, vários rápidos e cascatas, também permite alguma navegação fluvial no seu trecho desde a cidade de Belém, capital do estado do Pará, até a localidade de Peine, em Goiás, por cerca de 1.900 km, em épocas de vazões altas. Todavia, considerando-se os perigosos obstáculos oriundos das corredeiras e bancos de areia durante as secas, só pode ser considerado utilizável, por todo o ano, de Miracema do Norte (Tocantins) para jusante.

O rio Araguaia nasce na serra das Araras, no estado de Mato Grosso, possui cerca de 2.600 km, e desemboca no rio Tocantins na localidade de São João do Araguaia, logo antes de Marabá. No extremo nordeste do estado de Mato Grosso, o rio dividi-se em dois braços, rio Araguaia, pela margem esquerda, e rio Javaés, pela margem direita, por aproximadamente 320 km, formando assim a ilha de Bananal, a maior ilha fluvial do mundo. O rio Araguaia, é navegável cerca de 1.160 km, entre São João do Araguaia e Beleza, porém não possui neste trecho qualquer centro urbano de grande destaque.

Bacia do Atlântico Sul – trechos norte e nordeste

Vários rios de grande porte e significado regional podem ser citados como componentes dessa bacia, a saber: rio Acaraú, Jaguaribe, Piranhas, Potengi, Capibaribe, Una, Pajeú, Turiaçu, Pindaré, Grajaú, Itapecuru, Mearim e Parnaíba.

Em especial, o rio Parnaíba é o formador da fronteira dos estados do Piauí e Maranhão, por seus 970 km de extensão, desde suas nascentes na serra da Tabatinga até o oceano Atlântico, além de representar uma importante hidrovia para o transporte dos produtos agrícolas da região.

Bacia do rio São Francisco

A bacia do rio São Francisco, nasce em Minas Gerais, na serra da Canastra, e atravessa os estados da 88Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. O rio São Francisco possui uma área de drenagem superior a 630.000 km2 e uma extensão de 3.160 km, tendo como principais afluentes os rios Paracatu, Carinhanha e Grande, pela margem esquerda, e os rios Salitre, das Velhas e Verde Grande, pela margem direita.

De grande importância política, econômica e social, principalmente para a região nordeste do país, é navegável por cerca de 1.800 km, desde Pirapora, em Minas Gerais, até a cachoeira de Paulo Afonso, em função da construção de hidrelétricas com grandes lagos e eclusas, como é o caso de Sobradinho e Itaparica.

Bacia do Atlântico Sul – trecho leste

Da mesma forma que no seu trecho norte e nordeste, a bacia do Atlântico Sul no seu trecho leste possui diversos cursos d’água de grande porte e importância regional. Podem ser citados, entre outros, os rios Pardo, Jequitinhonha, Paraíba do Sul, Vaza-Barris, Itapicuru, das Contas e Paraguaçu.

Por exemplo, o rio Paraíba do Sul está localizado entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, os de maior significado econômico no país, possui ao longo do seu curso diversos aproveitamentos hidrelétricos, cidades ribeirinhas de porte, como Campos, Volta Redonda e São José dos Campos, bem com industrias importantes como a Companhia Siderúrgica Nacional.

Bacia Platina, ou dos rios Paraná e Uruguai

A bacia platina, ou do rio da Prata, é constituída pelas sub-bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, drenando áreas do Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

O rio Paraná possui cerca de 4.900 km de extensão, sendo o segundo em comprimento da América do Sul. É formado pela junção dos rios Grande e Paranaíba. Possui como principais tributários os rios Paraguai, Tietê, Paranapanema e Iguaçu. Representa trecho da fronteira entre Brasil e Paraguai, onde foi implantado o aproveitamento hidrelétrico binacional de Itaipu, com 12.700 MW, maior usina hidrelétrica em operação do mundo. Posteriormente, faz fronteira entre o Paraguai e a Argentina. Em função das suas diversas quedas, o rio Paraná somente possui navegação de porte até a cidade argentina de Rosário.

O rio Paraguai, por sua vez, possui um comprimento total de 2.550 km, ao longo dos territórios brasileiro e paraguaio e tem como principais afluentes os rios Miranda, Taquari, Apa e São Lourenço. Nasce próximo à cidade de Diamantino, no estado de Mato Grosso, e drena áreas de importância como o Pantanal mato-grossense. No seu trecho de jusante banha a cidade de Assunción, capital do Paraguai, e forma a fronteira entre este país e a Argentina, até desembocar no rio Paraná, ao norte da cidade de Corrientes.

O rio Uruguai, por fim, possui uma extensão da ordem de 1.600 km, drenando uma área em torno de 307.000 km2. Possui dois principais formadores, os rios Pelotas e Canoas, nascendo a cerca de 65 km a oeste da costa do Atlântico. Fazem parte da sua bacia os rios Peixe, Chapecó, Peperiguaçu, Ibicuí, Turvo, Ijuí e Piratini.

O rio Uruguai forma a fronteira entre a Argentina e Brasil e, mais ao sul, a fronteira entre Argentina e Uruguai, sendo navegável desde sua foz até a cidade de Salto, cerca de 305 km a montante.

Bacia do Atlântico Sul – trechos sudeste e sul

A bacia do Atlântico Sul, nos seus trechos sudeste e sul, é composta por rios da importância do Jacuí, Itajaí e Ribeira do Iguape, entre outros. Os mesmos possuem importância regional, pela participação em atividades como transporte hidroviário, abastecimento d’água e geração de energia elétrica.

ADJETIVO

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Adjetivo

É uma palavra variável que expressa característica do substantivo, qualificando ou modificando-o. A finalidade do é adjetivo à de qualificar, de caracterizar o que o substantivo nomeia.

Adjetivo na flexão de Gênero.
Adjetivo Biforme
Possui uma forma para o gênero masculino e outra para o gênero feminino.

Exemplo:

Masculino. Feminina.
Garoto Garota
Bonito Bonita

Adjetivo Uniforme
Possui uma única forma para o masculino e para o feminino.

Exemplo:

Inteligente, otimista, interessante, humildade.

Adjetivo na flexão de Número.
O artigo concorda em número com o substantivo a que se refere.

Exemplo:

Singular Plural
útil úteis
jovem jovens
surdo-mudo surdo-mudos

Adjetivo na flexão de Grau
Há dois graus do adjetivo: comparativo e superlativo. Eles servem para comparar dois seres ou destacar determinado elemento de um grupo, respectivamente.

Comparativo de inferioridade
Exemplo:

Somos menos espertos do que eles.

Somos menos inteligentes do que espertos.

Comparativo de igualdade
Exemplo:

Ela é tão bonita quanto inteligente.

Ele é tão simpático quanto seu amigo.

Comparativo de superioridade
Exemplo:

Estamos mais bonitos do que eles.

Estamos mais ricos do que felizes.

Superlativo
A característica dada ao substantivo pelo adjetivo é exagerada, comparando-a ou não com a de outros. Há dois tipos de superlativos: o relativo e o absoluto.

Superlativo Relativo
Uma relação de comparação com o resto do grupo e pode ser:

De superioridade: João é o mais bonito da rua.

De inferioridade: João é o menos bonito da rua.

Superlativo Absoluto
Indica o grau máximo do adjetivo.

Alice é muito gorda.

Alice é gordíssima.

Superlativo Absoluto Sintético
É formado pelo acréscimo de um sufixo ao radical latino. São os chamados “superlativos eruditos”.

Exemplo:

Sábio Sapientíssimo

Amigo Amicíssimo

Esta última terminação, imo, em substituição a íssimo, aparece em poucos adjetivos. Exemplo:

paupérrimo, libérrimo, celebérrimo

A linguagem oral diária registra processos diferentes de formação do grau superlativo, tais como: superinteligente (muito inteligente, inteligentíssimo)

CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO

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Conotação e Denotação

A conotação remete para as idéias e as associações que se acrescentam ao sentido original de uma palavra ou expressão, para completá-las ou precisar a sua correta aplicação num dado contexto. Por outras palavras, tudo aquilo que podemos atribuir a uma palavra para além do seu sentido imediato e dentro de certa lógica discursiva entra no domínio da conotação.

Uma mesma expressão pode aplicar-se a coisas iguais e produzir diferentes associações, ou seja, diferentes conotações: “constante” pode aplicar-se a diferentes pessoais ou estados, diremos então que o seu primeiro sentido é o de “contínuo”, “continuado”, mas conforme a aplicação do conceito variar em função da natureza da coisa a que se aplica e do contexto em que se aplica, assim podemos dizer que essa coisa “constante” significa “tenaz”, “uníssono”, “leal”, “inabalável”, “estóico”, “durável”, “assíduo”, “certo”, “fixo”, etc.

Estes sentidos para além da primeira associação sinonímica constituem conotações. O uso corrente destas associações tende a generalizar-se de tal forma que muitas vezes falamos em conotação para qualquer variação ou diferenciação de sentido em relação ao sentido que esperávamos para um dado termo ou expressão.

Se dissermos de um dado ser vivo que se trata de (1) um “solípede” e de (2) um quadrúpede doméstico”, estes serão sentidos denotativos de, por exemplo, “cavalo”, mas (1) e (2) conotam diferentes propriedades.

A denotação é aquilo a que uma palavra ou expressão se aplica no seu texto. Normalmente, opõe-se à conotação. Não se confunde com o conceito de sentido, porque várias expressões denotativas podem-se aplicar às mesmas coisas e variar o seu significado: “solípede” e “quadrúpede doméstico” podem-se aplicar ao termo “cavalo”, mas significam em si coisas diferentes.

Se um termo não se aplicar à coisa nenhuma, podemos dizer que não denota nada, ou, em linguagem matemática, podemos dizer que denota um conjunto vazio, por exemplo, “raiz quadrada de p (pi)”.

A denotação é muitas vezes tomada como o sentido literal de uma palavra, por causa da universalidade desse sentido e pelo reconhecimento imediato que dele fazemos. Não é totalmente correto que a denotação seja a simples reprodução de uma realidade lingüística, uma espécie de “signo natural” que nasce à margem de qualquer código, por oposição à conotação que depende sempre da inscrição do texto conotado num dado código de significação.

A definição corrente de denotação como “a palavra em estado de dicionário” sugere que esse seja o “estado natural” de uma palavra, o que não é totalmente seguro.

Distinções entre denotação e conotação apoiadas em adjetivação comum, do tipo: “denotação=significado restrito; conotação=significado amplo”; denotação = “linguagem comum”; conotação=”linguagem rica e expressiva”, não contêm critérios claros de definição.

Em ambos os casos, ignora-se o uso particular de um termo, o uso particular num contexto particular que o dicionário não prevê, o uso particular que pode também ser rico e amplo. A concretização cultural de um signo parece-nos tão importante como os registros que o dicionário ou qualquer léxico fixado cientificamente podem prescrever.

A capacidade que possuímos para analisar a linguagem do quotidiano, relacionando coisas aproximadas pelo sentido, é tão forte e “rica” como a capacidade de definir cientificamente um termo.

Por isso a denotação pode ultrapassar esse limiar de expressão lingüística que Roman Jakobson definiu como a função referencial da linguagem (a que se liga a denotação) — se ultrapassar completamente esse limiar, então podemos ter a certeza de que o sentido obtido está conotado em relação ao sentido que se esperava como primeira apreensão.

MORFEMA

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MORFEMA

Morfemas são as unidades mínimas de significação, sendo elementos constituintes dos vocábulos. São os elementos que compõem a estrutura lexical e gramatical dos vocábulos. Os morfemas podem ser classificados em morfemas lexicais e morfemas gramaticais.

Morfema Gramatical
Morfema gramatical é o instrumento gramatical que representa um contexto semântico específico interno à enunciação. Possuem significação interna à estrutura gramatical.

Os morfemas gramaticais são os artigos, os afixos, as preposições, as conjunções, além de indicar o gênero, o número, os tempos verbais (morfemas flexionais).

Exemplo: Observando o vocábulo casa e suas variações, pode-se identificar os morfemas gramaticais do seguinte modo: o morfema lexical do vocábulo “casa”, independente de suas variações , é cas-: cas-a, cas-arão, cas-ebre, cas-inha, simultaneamente. Enquanto o morfema lexical permanece o mesmo, os morfemas gramaticais variam de acordo com a significação específica que atribuem ao vocábulo.

Morfema Lexical
Morfema lexical é o morfema que representa a própria significação externa dos vocábulos. É a unidade que representa uma significação referente às noções gerais do mundo (designação de seres, ações, conceitos abstratos etc.). O morfema lexical no vocábulo é encontrado no seu núcleo de significação, denominado radical.

Exemplos: O verbo comer apresenta o morfema lexical (com-): com-er, com-ida, com-ilança, com-ilão. Todas as derivações do vocábulo, portanto, recorrem a um mesmo morfema lexical, e diz-se então que o radical da palavra comer é sua parte invariável (com-).

Há que só possuem o como elemento. Exemplos desse aspecto são os vocábulos mar, lápis, giz, Lua, Sol, luz, pé

Morfemas são as unidades mínimas de significação, sendo elementos constituintes dos vocábulos. São os elementos que compõem a estrutura lexical e gramatical dos vocábulos. Os morfemas podem ser classificados em morfemas lexicais e morfemas gramaticais.

Morfema Gramatical
Morfema gramatical é o instrumento gramatical que representa um contexto semântico específico interno à enunciação. Possuem significação interna à estrutura gramatical. Os morfemas gramaticais são os artigos, os afixos, as preposições, as conjunções, além de indicar o gênero, o número, os tempos verbais (morfemas flexionais).

Exemplo: Observando o vocábulo casa e suas variações, pode-se identificar os morfemas gramaticais do seguinte modo: o morfema lexical do vocábulo “casa”, independente de suas variações , é cas-: cas-a, cas-arão, cas-ebre, cas-inha, simultaneamente. Enquanto o morfema lexical permanece o mesmo, os morfemas gramaticais variam de acordo com a significação específica que atribuem ao vocábulo.

Morfema Lexical
Morfema lexical é o morfema que representa a própria significação externa dos vocábulos. É a unidade que representa uma significação referente às noções gerais do mundo (designação de seres, ações, conceitos abstratos etc.). O morfema lexical no vocábulo é encontrado no seu núcleo de significação, denominado radical.

Exemplos: O verbo comer apresenta o morfema lexical (com-): com-er, com-ida, com-ilança, com-ilão. Todas as derivações do vocábulo, portanto, recorrem a um mesmo morfema lexical, e diz-se então que o radical da palavra comer é sua parte invariável (com-).

Há que só possuem o como elemento. Exemplos desse aspecto são os vocábulos mar, lápis, giz, Lua, Sol, luz, pé

ESTRUTURAS DAS PALAVRAS

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ESTRUTURAS DAS PALAVRAS

A análise da estrutura das palavras revela-nos a existência de vários elementos mórficos chamados de morfemas.

Os elementos que contêm o significado básico da palavra chamam-se morfemas lexicais, e os que indicam a flexão das palavras, ou seja, as variações para indicar gênero, número, pessoa, modo, tempo recebem o nome de morfemas gramaticais.

Em meninas, por exemplo, menin- é morfema lexical, a é morfema gramatical de gênero e s é morfema gramatical de número.

Os elementos mórficos são os seguintes:

Radical
É o elemento comum de palavras cognatas também chamadas de palavras da mesma família. É responsável pelo significado básico da palavra.

Ex.: terra, terreno, terreiro, terrinha, enterrar, terrestre…

Nas palavras acima, o elemento terr é o radical, já que não pode ser decomposto em unidade menores e nele se concentra o significado básico da palavra.

Observação:

As palavras que apresentam o mesmo morfema lexical, isto é, o mesmo radical, são chamadas de cognatas. Assim, são cognatas as palavras ferro, ferreiro, ferragem, ferrugem, ferrado, ferrador, ferradura, etc.

Afixos
São partículas que se anexam ao radical para formar outras palavras. Existem dois tipos de afixos:
Prefixos: colocados antes do radical. Ex.: desleal, ilegal
Sufixos: colocados depois do radical. Ex.: folhagem, legalmente

Infixos
São vogais ou consoantes de ligação que entram na formação das palavras para facilitar a pronúncia. Existem em algumas palavras por necessidade fonética.Os infixos não são significativos, não sendo considerados morfemas.
Ex.: café-cafeteira, capim-capinzal, gás-gasômetro

Principais desinências
Vogal Temática
Vogal Temática (VT) se junta ao radical para receber outros elementos. Fica entre dois morfemas. Existe vogal temática em verbos e nomes. Ex.: beber, rosa, sala

Nos verbos, a VT indica a conjugação a que pertencem ( 1ª , 2ª ou 3ª ).

Ex.: partir- verbo de 3ª conjugação

Há formas verbais e nomes sem VT. Ex.: rapaz, mato(verbo)

Tema
Tema = radical + vogal temática
Ex.: cantar = cant + a, mala = mal + a, rosa = ros + a

Desinências
São morfemas colocados no final das palavras para indicar flexões verbais ou nominais.
Podem ser:

Nominais: indicam gênero e número de nomes ( substantivos, adjetivos, pronomes, numerais ). Ex.: casa – casas, gato – gata

Verbais: indicam número, pessoa, tempo e modo dos verbos. Existem dois tipos de desinências verbais: desinências modo-temporal (DMT) e desinências número-pessoal (DNP).

Ex.: Nós corremos, se eles corressem (DNP); se nós corrêssemos, tu correras (DMT)

A divisão verbal em morfemas será melhor explicada na matéria verbo.
Algumas formas verbais não têm desinências como: trouxe, bebe…

Verbo-nominais: indicam as formas nominais dos verbos (infinitivo, gerúndio e particípio). Ex.:beber, correndo, partido

Principais desinências: