ONDE x AONDE

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Freqüentemente se confunde o emprego correto das palavra onde e aonde. Embora signifique um preciosismo da gramática tradicional, na língua culta é aconselhável o emprego adequado de cada uma das formas.

A palavra onde, enquanto advérbio de lugar, é empregada para indicar o lugar em que ocorre a ação ou o estado verbal. Isso se dá, inclusive, em sentenças interrogativas:

Exemplos:
Eu lhe contava onde passei minha infância.

Onde você passou a tua infância?
A palavra aonde, enquanto advérbio de lugar, é empregada para indicar o lugar para onde aponta a ação verbal. Desse modo, o aonde sempre acompanha um verbo de movimento (ir, levar, entregar e etc.). Da mesma forma que o advérbio onde, o aonde também se apresenta em sentenças interrogativas:

Exemplos:
Eu vou aonde o trem me levar!

Aonde o trem pode me levar?
As palavras onde e aonde podem exercer a função de pronome relativo. O emprego de ambas as palavras deve respeitar essa noção verbal indicada acima. Além disso, deve ser observado o termo da oração ao qual o pronome relativo se refere. Os pronomes onde/aonde sempre substituem um termo indicativo de lugar.

Exemplos:
Essa é a piscina onde competi pela primeira vez.
Ela sabia o lugar aonde você iria mais tarde.

COMPLEMENTO NOMINAL

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Dá-se o nome de complemento nominal ao termo que complementa o sentido de um nome ou um advérbio, conferindo-lhe uma significação completa ou, ao menos, mais específica.

Como o complemento nominal vem integrar-se ao nome em busca de uma significação extensa para nome ao qual se liga, ele compõe os chamados termos integrantes da oração.

São duas as principais características do complemento nominal:

– sempre seguem um nome, em geral abstrato;

– ligam-se ao nome por meio de preposição, sempre obrigatória.

Os complementos nominais podem ser formados por substantivo, pronome, numeral ou oração subordinada completiva nominal.

Exemplos:

Meus filhos têm loucura por futebol.
…[substantivo]

O sonho dele era saltar de pára-quedas.
…[pronome]

A vitória de um é a conquista de todos.
…[numeral]

O medo de que lhe furtassem as jóias a mantinha afastada daqui.
…[oração subordinada completiva nominal]

Em geral os nomes que exigem complementos nominais possuem formas correspondentes a verbos transitivos, pois ambos completam o sentido de outro termo. São exemplos dessa correlação:

– obedecer aos pais Þ obediência aos pais
– chegar em casa Þ chegada em casa
– entregar a revista à amiga Þ entrega da revista à amiga
– protestar contra a opressão Þ protesto contra a opressão

É importante conhecer outras particularidades do complemento nominal, tais como:

Complemento nominal x Adjunto adnominal
É comum confundirem-se duas categorias sintáticas da língua portuguesa. Isso se verifica em relação ao complemento nominal e adjunto adnominal, já que ambas as categorias seguem um nome e podem ser acompanhadas de preposição.

É importante lembrar, então, as suas principais funções:

· complemento nominal: complementa o sentido do nome, conferindo-lhe uma significação extensa e específica. Ex.: Sua rapidez nas respostas é admirável.

· adjunto adnominal: acrescenta uma informação ao nome. Essa informação tem valor de adjetivo e, em princípio, é desnecessária para a compreensão da expressão. Ex.: Ela se dizia carioca da gema.

Uma regra prática para distinguir essas duas categorias sintáticas é tentar transformar o termo relacionado ao nome em adjetivo ou oração adjetiva. Se for possível o emprego de uma dessas construções adjetivas, o termo selecionado será um adjunto adnominal. Do contrário, será um complemento nominal.

Exemplos:

O menino tinha uma fome de leão.
…[fome leonina = adjetivo]

…[fome que parecia ser de leão = oração adjetiva]

…[de leão: adjunto adnominal]

A leitura de jornais é aconselhável a um bom profissional.
…[de jornais: complemento nominal]

A preposição e o complemento nominal
Dentre as características do complemento nominal destaca-se a presença obrigatória da preposição.

A preposição tem por função relacionar dois ou mais termos de uma oração. Como o complemento nominal realiza a integração com o nome ou advérbio ao qual está ligado, a preposição torna-se indispensável.

Exemplo:

A riqueza raciocínio é sempre presente nos teus trabalhos, Roberta. [Inadequado]
A riqueza de raciocínio é sempre presente nos teus trabalhos, Roberta. [Adequado]

Em geral, os problemas relativos a esse tema ocorrem com a preposição “a”. É importante lembrar: sempre que o complemento nominal tiver como preposição a palavra “a”, deve-se observar se é possível empregar a crase, obrigatória nessa posição.

Exemplos:

A boa notícia é: você está apto a pesquisa! [Inadequado]
A boa notícia é: você está apto à pesquisa! [Adequado]

Quero lembrar que todos aqui devem obediência a administração geral. [Inadequado]
Quero lembrar que todos aqui devem obediência à administração geral. [Adequado]

Saiba mais sobre a preposição e o complemento nominal

DEPOIS DO ADVÉRBIO
Casos há em que o advérbio necessita de informações adicionais para que o sentido da expressão seja completo. Assim, o complemento nominal une-se ao advérbio fornecendo esse tipo de informação e, nessa ligação, a presença da preposição é obrigatória.

Exemplos:

É dispensável a tua presença, relativamente a prestação de contas da loja. [Inadequado]
É dispensável a tua presença, relativamente à prestação de contas da loja. [Adequado]

NA VOZ PASSIVA
Os verbos na voz passiva apresentam o verbo principal no particípio. O particípio também representa uma forma de nome, já que pode ser empregado com valor de adjetivo (ex.: iluminado, autenticado).

Sempre que o verbo, no particípio, apresentar um complemento que acrescente informações à expressão, este será um complemento nominal e deve vir acompanhado de preposição.

Exemplos:

Esses meninos foram acostumados a desordem. [Inadequado]
Esses meninos foram acostumados à desordem. [Adequado]

"A" X"HÁ": A NOÇÃO DE TEMPO

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Um dos empregos do verbo haver é aquele que aponta para a noção de tempo decorrido. Quando expressa esse sentido, o verbo haver torna-se um verbo impessoal.

É importante anotar a grafia correta do verbo haver na construção de orações com as quais se pretenda expressar essa noção de tempo decorrido. Não raro, confunde-se a grafia da forma verbal HÁ com a preposição ou artigo A. Emprega-se a preposição “a”, em oposição a “há”, quando quer-se expressar a noção de tempo futuro. Dessa forma, o “a” anuncia um acontecimento vindouro, ao passo que “há” remete a um acontecimento passado.

Exemplos:

O mensageiro procurava por seu endereço a meses. [Inadequado]
O mensageiro procurava por seu endereço há meses. [Adequado]

Posto de serviços há vinte minutos. [Inadequado]
Posto de serviços a vinte minutos. [Adequado]

PRONOMES DEMONSTRATIVOS

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Uso em relação ao espaço

•Este livro é o livro que está próximo de quem fala ou escreve.

•Esse livro é o livro que está próximo de quem ouve ou lê.

•Aquele livro é o livro que está afastado de ambos (de quem fala ou escreve e de quem ouve ou lê).

Uso em relação ao tempo

•Este ano é o ano em curso, indicando, portanto, tempo presente.

•Esses dias são dias de um passado próximo, referindo, portanto, tempo passado próximo.

•Aqueles tempos são tempos de um passado distante

Em relação ao futuro, usa-se igualmente este: O novo ano está próximo; este marcará o início de uma nova era.

Uso em relação ao discurso

A América do Sul foi descoberta por espanhóis e portugueses; estes descobriram o Brasil e aqueles, outra grande parte. Estes refere-se aos portugueses e aqueles aos espanhóis.

O continente americano foi descoberto, em sua quase totalidade, por espanhóis, ingleses e portugueses; estes descobriram o Brasil; esses, os Estados Unidos; e aqueles, grande parte da América Latina.

Este indica algo que vamos mencionar e esse diz respeito a algo já mencionado: Isso que eu lhes disse há pouco nada tem a ver com isto que vou dizer. Outro exemplo: Disse-lhe apenas isto: chega!

Por isso

Como se refere a assunto anteriormente mencionado, escreve-se sempre com ss: Estou cansado, por isso vou dormir. Pode ser por isto só quando se refere ao futuro: Por isto que vou dizer agora.

ONOMATOPÉIA

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Significa imitar um som com um fonema ou palavra. Ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas, o timbre da voz humana fazem parte do universo das onomatopéias.

Por exemplo, para os índios tupis tak e tatak significam dar estalo ou bater e tek é o som de algo quebrando. As onomatopéias, em geral, são de entendimento universal.

Aaai! – grito de dor
Ah! – grito de surpresa, dor, medo, pavor ou descoberta
Ah! Ah! Ah! – risada ou gargalhada
Ahhh! – Aaah!, alívio
Ahn! – choro Arf! – animal arfando, ofegante
Argh! – nojo
Atchim ou ahchoo! – espirro

Bah! – desagrado
Bam! – tiro de revólver
Bang! – tiro
Baroom! Baruuum! – trovões ou explosão de bomba atômica
Baw! ou buá! – choro
Bóim – batida na cabeça com objeto
Bawoing! – corda de aço após soltar flecha.
Bash! ou bow – queda
Bbrrzz! – sintonia de rádio
Beep! – bip, ruído eletrônico
Biff! – soco no queixo
Blah! baaa! buuu! – zombaria
Blast! bruum! – explosão
Bleahh! – zombaria
Bonc! bou! – cabeça com cabeça
Boom! bum! – tiro, explosão
Boomp! – choque por queda
Boot! tum! – pontapé traseiro
Booo! uuu! – vaia
Bounce! bóim! – mola soltando, animal pulando
Brrr! – sensação de frio
Brrr booom! – trovão
Buow! – choro
Burp! – arroto
Buzzz! bzzz! – abelha voando; cochicho

Chomp! nhoc! nhac! nhec!- mastigar
Chop! tchap! tchape! tchope! – chapinhar, patinar, chafurdar na lama
Clang!, blém!, blém! – batida em objeto metálico
Clap! clap! Clap! plec! plec! – palmas
Click clic! – ligar ou desligar
Clink! plic! – piscar de olhos
Clomp! tlum! vap! vop! – animal grande abocanhando objeto ou comida
Coff! oss! uss! – tosse por asfixia.
Crack! prac! prec! – quebrando
Crash! Praaa! – objeto grande se chocando com outro; estouro
Crunch! croc! – mastigar torradas

Ding! dim! plim! trim! – campainha
Drip! pim! ping! plim! plic! – gota
Dzzzt! bzzzt! – vôo curto de abelha; rápido cochicho; ruído no processo da solda elétrica

Eeek! ic! – soluço
Er… Ahn … – indecisão

Gasp! Ufa! – cansaço
Glub! glub! Glub! blub! glug! – líquido sendo engolido; beber água
Grrr! – animal ou pessoa grunhindo
Gulp! glup! – engasgo

Ha! Ah! Ah! – riso de satisfação, gargalhada
Hã? Huh? hein? – interrogação
He! he! he! eh! eh! rê! rê! – risinho de satisfação
Hmmm hum… – reflexão
Honk! fom! fom! – buzina
Hoot! uuu! – vaia
Hum! – satisfação

Ih! ih! ih! ih!, ri! ri! ri! – riso ridículo
Ioo-hoo! iu-uu!, u-uu! – chamamento a distância

Ka-boom! ta-bum! – bomba
Klunk! clunc! plunc! tlunc! – ruído surdo de objeto caindo
Knock! Knock! toc! toc! – batida

Meow! miau! – miado de felino
Mmm! huuum! – satisfação; reflexão; espanto, dúvida; mente trabalhando
Mooo! muuu! – mugido de búfalo
Munch! chomp! – mastigada de animal grande

Oof! ufa! – suspiro de cansaço ou dor
Oops! upa! epa! – espanto; medo; surpresa
Ouch! ai! – grito de dor
Ow! ouch! – desabafo de dor

Pat! pat! tap! tap! – tapinha carinhoso
Pfft! pfft! phfpt! – cuspir; desprezo
Ping! – gota caindo
Plomp plom! – fruto caindo de árvore
Plop! poc! pok! – batida em objeto oco; coaxar de sapo; perna de pau
Poof! puf! – desaparecer de repente.
Poof! puf! – cansaço
Pow! pou! – soco
Psst! – expulsar ou chamar atenção

Rat-rat-rat! rá-tá-tá! ratataaá-tá – metralhadora
Rawww! Grrr-ou! – rugido de gorila
Riiinch! – relincho
Ring! ding! – campainha tocando
Rip! – rasgando; tesoura cortando
Roar! rawww! – rugido

Screeech! iééé! – freada de carro
Sigh! ai-ai! – suspiro
Slam! blam! – porta batendo
Slop! blob!, blab! – pessoa ou animal babando
Slurp! lamb! – lambida
Smack! vjjj! – estalado; Mmm!, beijo
Smash! paft! plaft! – tapa, bofetão; esmagamento; amassamento
Snap! tlec! – estalar os dedos
Snip-snip! rasg! riip! – rasgar
Snore! ron! ronc! – roncar
Snort! – ronco
Sniff! fniff! chift! – aspirar, fungar; cão ou outro animal farejando uma pista
Sob! ahn! – choro
Soc! pow! sock! – porrada
Splash tchá! chuá! – pessoa ou objeto caindo na água
Splait splash! – queda na água; salto de trampolim
Splop! ploc! ploct! plop! – queda de objeto oco
Sssss! Ssss! – objeto queimando; silvo da cobra
Swat! zip! – objeto arremessado; fecho éclair
Swish! tchuf! – pistola de água; esguicho
Swooish! fuiiim! vuum! zum! – algo cortando o ar rapidamente; zunindo

Tatata! tarará! – corneta
Thud! tum! – pancada surda
Thwack! plaft! pleft! – chicotada
Tickle! tic! tic! tic! – cócegas
Tic-tac – mecanismo de relógio
Tick-tock – tic tac do relógio; torneira pingando
Tingeling! blim-blém! blim-blom! – campainha moderna; sinos tocando
Toing! tóim! bóim! póim! – mola se desprendendo; personagem pulando
Trash! trá! pra! – objeto se partindo; lixo caindo
Trim! trim! prim! – toque de telefone
Tsk! tss-tss! – risadinha entre os dentes; desprezo; abrir uma tampa de garrafa de bebida

Ugh! Ug! – exclamação
Uh-HuH! ã-hã! – assentimento
Uhn! hã! – surpresa
Ungh! – choro

Va-voom! – objeto cortando o ar
Vop! – objeto passando rápido no ar
Vrom! brum! – arranque de carro

Wap! vap! – golpe com objeto
Whack! pow! – porrada; golpe
Wham! bam! – batida de porta
Whap! vapt! – objeto zunindo no ar e atingindo o alvo; porta batendo
Wheee! fiii! – bomba caindo
Whew! uf! – suspiro de alivio ou expressão de cansaço; expiração
Whiz! zim! tzim! – zunido; ricochete de balas
Whomp! vump! – queda
Whoosh! swooish! – ar sendo rasgado por objeto em velocidade
Wow! uau! – exclamação, admiração

Yeow! uai! – exclamação; espanto
Yeowtch! – exclamação
Yipe! ai! – dor

Zak! vap! – pancada, cutelada
Zap! – choque elétrico
Zing! zim! – sibilar da flecha
Zip! vuup! vap! – zunido de objeto arremessado; golpe súbito; zíper fechando
Zok! pof! tou! – pedrada na cabeça
Zoom! zum! zoop! – movimento rápido
Zowie! zum! – zumbido
Zzz! – zumbido de inseto

ADMITINDO O GERÚNDIO

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“(…)Caminhando contra o vento, sem lenço sem documento / No sol de quase dezembro, eu vou” Caetano Veloso. Alegria, Alegria

Escritores, poetas e compositores expressaram-se com primor utilizando uma das formas nominais do verbo, o gerúndio. Em Alegria, Alegria, por exemplo, Caetano Veloso usa o aspecto inacabado do gerúndio para exprimir a idéia de progressão indefinida de um processo (o caminhar). O modo (contra o vento, sem lenço sem documento) da ação de caminhar, expressa pelo gerúndio, e o espaço temporal, ocupado pela ação em seu desenvolvimento (no sol de quase dezembro) são adjuntos. O gerúndio pode desempenhar função de advérbio, adjunto adverbial e adjetivo, ao lado do seu caráter verbal. Na língua padrão do Brasil, conservou-se a construção com o sufixo -ndo e com um verbo auxiliar em qualquer de seus tempos. Em Portugal, substituíram-no por uma perífrase (duas formas verbais juntas) com o infinitivo. Eles dizem “Estou a escrever“ em vez de Estou escrevendo.

Gonzaguinha, em Explode Coração, emprega o gerúndio com um substantivo antecedente para expressar a qualificação dinâmica desse substantivo ligada a uma atividade de caráter verbal (o sol desvirginando a madrugada; a dor dessa manhã nascendo, rompendo, rasgando . Aproxima o gerúndio das funções desempenhadas pelo adjetivo: Eu, chorando [= eu chorosa]; sofrendo [= sofredora].

Leia: “E que esta vida entre assim/ Como se fosse o sol/ Desvirginando a madrugada/Quero sentir a dor dessa manhã/Nascendo, rompendo, rasgando (…) Eu, chorando, sofrendo(…) Feito louca, alucinada e criança/ Não dá mais pra segurar/ Explode coração”

O gerúndio pode equivaler não somente a oração adverbial, mas ainda a oração adjetiva: “Uma moça cosendo roupa [= que cosia roupa]/Com a linha do Equador/ E a voz da Santa dizendo[= que dizia]/ O que é que tô fazendo/ Cá em cima desse andor“ (Chico César).

Uma das aplicações mais freqüentes do gerúndio é aquela em que ele denota ação simultânea: Gritando, pedia socorro.
O gerúndio denota também modo, meio ou instrumento: Escreveu a dissertação citando autores consagrados.

“Andam sussurrando em versos e trovas“

Chico Buarque, em O que Será que Será, torna clara a dicotomia entre os auxiliares andar e estar, quando estão juntos ao gerúndio, ou seja, evidencia a oposição entre uma ação durativa num momento estático e a duração dinâmica, que andar, como verbo indicador de movimento, imprime à perífrase. Andar assinala um movimento, uma ação durativa em que predomina a idéia de intensidade ou de movimento reiterado.

Veja: “O que será que será/ Que andam suspirando pelas alcovas/ Que andam sussurrando em versos e trovas (…) Que anda nas cabeças, anda nas bocas (…) Que estão falando alto pelos botecos“.

No falar cotidiano, usa-se o gerúndio: A criança está dormindo. Em lugar do verbo estar, combinam-se, muitas vezes, com o gerúndio, andar, ir, ou vir para significar melhor a duração ou repetição do fato. O auxiliar ir assinala um movimento em progressão: Eles iam saindo quando você telefonou; vir, uma progressão para o ponto em que se situa o falante: Vínhamos correndo quando o motorista freou o carro. Colocado junto do verbo principal, o gerúndio expressa de regra uma ação simultânea, correspondente a um adjunto adverbial de modo: Ouvia sorrindo o que a criança falava.

“Continua dando as ordens no terreiro“

Gilberto Gil, em Aquele Abraço, faz uso do aspecto durativo e continuado do gerúndio: “Chacrinha continua balançando a pança/ E buzinando a moça e comandando a massa (…) Alô, alô, seu Chacrinha – velho guerreiro“.

ATENÇÃO! Não confunda gerúndio com gerundismo. Evite construção inadequada do tipo: “Vamos estar mandando o produto” (gerundismo). Substitua por: ”Vamos mandar o produto”, porque em frases como essa não há um processo em curso. Portanto, não há continuidade da ação. Em vez de três formas verbais, use duas.

Governador “demite” gerúndio
Essa é digna do Febeapá (Festival da Besteira que Assola o País) de Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo do jornalista Sérgio Porto (1923-1968). O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), pelo Decreto 28.314, de 28 de setembro de 2007, demite o “gerúndio“ de todos os órgãos do governo e proíbe o seu uso como desculpa de “ineficiência“. Os fatos lingüísticos não podem ficar atrelados a imposições e decretos. Mas o governador encontrou o culpado da “ineficiência“ administrativa. E ainda acrescenta: “Revogam-se as disposições em contrário“. Pois… Sim, senhor!

CONJUNÇÃO

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Conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da mesma oração.

Examinemos estes exemplos:

a) Tristeza e alegria não moram juntas.
b) Os livros ensinam e divertem.
c) Saímos de casa quando amanhecia.

No primeiro exemplo, a palavra “e” liga duas palavras da mesma oração: é uma Conjunção.

No segundo e terceiro exemplos, as palavras e e quando estão ligando orações: são também Conjunções.

No exemplo b, a Conjunção liga as orações sem fazer que uma dependa da outra, sem que a segunda complete o sentido da primeira: por isso, a Conjunção “e” é Coordenativa.

No exemplo c, a Conjunção liga duas orações que se completam uma à outra e faz que a segunda dependa da primeira: por isso, a Conjunção “quando” é Subordinativa. As conjunções, portanto, dividem-se em Coordenativas e Subordinativas.

Conjunção Coordenativa

Aditivas

São aquelas que dão idéia de adição, acrescentamento: e, nem, mas também, mas ainda, senão também,
como também, bem como.

Exemplos:
—O agricultor colheu o trigo e o vendeu.
—Não aprovo nem permitirei essas coisas.
—Os livros não só instruem mas também divertem.
—As abelhas não apenas produzem mel e cera mas ainda polinizam as flores.

Adversativas

São aquelas que exprimem oposição, contraste, ressaltava, compensação: mas, porém, todavia,
contudo, entretanto, senão, ao passo que, antes (=pelo contrário), no entanto, não obstante,
apesar disso, em todo caso.

Exemplos:
—Querem ter dinheiro, mas não trabalham.
—Ela não era bonita, contudo cativava pela simpatia.
—Não vemos a planta crescer, no entanto ela cresce.
—A culpa não a atribuo a vós, senão a ele.
—O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula.
—O exército do rei parecia invencível, não obstante foi derrotado.
—Você já sabe bastante, porém deve estudar mais.
—Eu sou pobre, ao passo que ele é rico.
—Hoje não atendo, em todo caso, entre.

Alternativas

São aquelas que exprimem alternativa, alternância: ou, ou…ou, ora…ora, já…já, quer…quer, etc.

Exemplos:
—Os seqüestradores deviam render-se ou seriam mortos.
—Ou você estuda ou arruma um emprego.
—Ora triste, ora alegre, a vida segue o seu ritmo.
—Quer reagisse, quer se calasse, sempre acabava apanhando.

Conclusivas

São aquelas que iniciam uma conclusão: logo,portanto, por conseguinte, pois (posposto ao
verbo), por isso.

Exemplos:
—As árvores balançam, logo está ventando.
—Você é o proprietário do carro, portanto é o responsável.
—O mal é irremediável; deves, pois, conformar-te.

Explicativas

São aquelas que precedem uma explicação, um motivo: que, porque, porquanto, pois (anteposto ao verbo).

Exemplos:
—Não solte balões, que (ou porque, ou pois, ou porquanto) podem causar
incêndios.
—Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas.
Observação:
…! A Conjunção “e” pode apresentar-se com sentido adversativo:

Exemplos:
—Sofrem duras privações e [= mas] não se queixam.
— “Quis dizer mais alguma coisa e não pôde.” (Jorge Amado)

ADVÉRBIO

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1. DEFINIÇÃO: Advérbio é a classe de palavras que:

a)- do ponto de vista sintático: vem associada ao verbo, ao adjetivo ou ao próprio advérbio, podendo
inclusive modificar uma frase inteira;
Ex:
– O juiz morava longe.
– O dia está muito calmo.
– Falava muito bem.
Certamente, você saberá como proceder na hora oportuna.

b)- do ponto de vista mórfico: é invariável;
c)- do ponto de vista semântico: denota circunstância de modo, tempo, lugar, dúvida, intensidade, ne- gação, afirmação.

OBS: A maioria dos advérbios modifica o verbo, ao qual acrescentam uma circunstância. Só os de in- tensidade é que podem também modificar adjetivos e advérbios.

2. CLASSIFICAÇÃO: Conforme a circunstância ou de acordo com a idéia acessória que exprimem, os Advérbios classificam-se em:

– de dúvida: talvez, quiçá, acaso, porventura, certamente, provavelmente, decerto, certo.
– de lugar: abaixo, acima, adiante, ali, aqui, cá, atrás, dentro, fora, lá, perto, longe, algures, alhures, nenhures.
– de modo: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, adrede, debalde, pior, melhor (e quase todos terminados em -mente).
– de tempo: agora, hoje, ontem, amanhã, depois, anteotem, já, sempre, amiúde, cedo, tarde, antes, ora, outrora.
– de intensidade:muito, mui, assaz, pouco, bastante, mais, menos, tão, demasiado, meio, todo, demais, nada.
– de afirmação: sim, certamente, deveras, incontestavelmente, realmente, efetivamente.
– de negação: não, jamais, nunca, nada, absolutamente.

3. ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS: Usados em interrogações diretas ou indiretas. São as palavras: onde? aonde? donde? quanto? quando? como? por que? para que?

OBS: O advérbio onde pode combinar-se com a preposição a (aonde) e com a preposição de (donde) e o uso de cada uma das formas pode ser descrita assim:

Onde: Indica o lugar em que se situa a ação verbal: Onde você mora?
Aonde: Indica o lugar para o qual se dirige a ação verbal: Aonde você quer chegar?
Donde: Indica o lugar do qual parte a ação verbal: Donde você veio?
Interrogação Direta Interrogação Indireta
Quanto custa isto? Diga-me quanto custa isto.
Quando voltas? Querem saber quando voltas.
Como sabes isto? Ignoro como sabes isto.
Por que choras? Não sei por que choras.
Para que estudas? Pergunto para que estudas.

4. LOCUÇÃO ADVERBIAL: Quando há duas ou mais palavras que exercem função de advérbio tem- se a locução adverbial que podem expressar as mesmas noções dos advérbios. É a expressão for-mada de preposição + substantivo, ligada ao verbo com função equivalente ao do advérbio. Inici- am ordinariamente por uma preposição.

– de lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para dentro, para fora, por aqui, por ali, por aí…
– de afirmação: por certo, sem dúvida…
– de modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em geral, frente a frente, de soslaio, de chofre, de viva voz.
– de tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, hoje em dia, nunca mais, passo a passo, por miúdo.

OBS: Não confundir a locução adverbial com a locução prepositiva. Nesta última, a preposição vem sempre depois do advérbio ou da locução adverbial: Ex: perto de, antes de, dentro de…

5. GRAUS DOS ADVÉRBIOS: Semelhantemente aos adjetivos, certos advérbios de modo, tempo, lu- gar e intensidade são suscetíveis de gradação:

GRAU COMPARATIVO GRAU SUPERLATIVO
Igualdade superioridade inferioridade sintético analítico analítico sintético tão … quanto mais … que melhor que (bem) menos … que cedíssimo muito cedo
tão … como mais … do que pior que (mal) menos … do que otimamente muito bem longíssimo muito longe

OBS:

1. Para indicar o limite da possibilidade, dizemos: “o mais cedo possível”, “o mais longe que puder”, “o máximo de vezes”.
2. Os advérbios bem e mal transformam-se em mel;hor e pior no comparativo (veja-se quadro).
Ex: Ele escreve melhor que o irmão. Todos aqui vivem pior que na fazenda.
3. Embora seja uma palavra invariável, o advérbio pode assumir, na linguagem coloquial, fami- liar, formas diminutivas que expressam intensidade ou afetividade: cedinho, rentinho, pertinho
4. Numa seqüência de advérbios terminados em -mente, costuma-se colocar o sufixo apenas no último: Ex: Ele agiu calma e decididamente. Ele falou sábia e calmamente.
5. Freqüentemente empregamos adjetivos com valor de advérbios: Ex: Ela não conseguiu dormir direito. Bem caro pagarás os teus deleites. Ele falou claro. Foram direto ao galpão do sítio.

6. PALAVRAS E LOCUÇÕES NÃO-CLASSIFICADAS (DENOTATIVAS):

De acordo com a NGB, serão classificadas à parte certas palavras e locuções, outrora consideradas advérbios, que não se enquadram em nenhuma das 10 classes conhecidas. Apesar de apresentarem forma semelhante à dos advérbios, a rigor não podem ser consideradas como tais. Elas são analisa-
das em função da idéia que expressam. São palavras denotativas de…(ou locuções denotativas de…)

– inclusão: até, mesmo, também, inclusive, ainda, ademais, além disso, de mais a mais.
– exclusão:exclusive,menos,exceto,fora,salvo, tirante, senão,sequer, somente, apenas, só, unicamente.
– situação: então, mas, afinal, agora.
– retificação: aliás, ou melhor, isto é, ou antes, digo.
– designação: Eis.
– realce: cá, lá, só, é que, sobretudo, mesmo, embora.
– explicação (ou explanação): isto é, por exemplo, a saber, como.
– afetividade: felizmente, infelizmente.
– limitação: só, apenas, somente, unicamente.

OBS: Na análise dir-se-á: palavra, ou locução denotativa de ….

VERBOS TRANSITIVOS E INTRANSITIVOS

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VERBOS TRANSITIVOS E INTRANSITIVOS

O verbo forma a parte da oração chamada predicado e pode encerrar um sentido completo ou uma idéia inacabada: Aquele homem morreu. Aquele homem vendeu… (vendeu o quê?). Veja que, neste segundo exemplo, o sentido ficou incompleto.

Os verbos são classificados em intransitivos; transitivos diretos; transitivos indiretos; transitivos diretos e indiretos ao mesmo tempo; auxiliares e defectivos.

Vamos nos referir aos verbos que transitam, ou melhor, que só completam a sua significação com objetos diretamente ligados a eles sem o auxílio de preposição e com objetos que são ligados indiretamemente às ações expressas com a ajuda de uma preposição.

Enfatizando: Os verbos transitivos diretos exigem como complemento um objeto direto que pode ser também um dos pronomes pessoais oblíquos o, a, os, as: A polícia perseguiu o ladrão e o prendeu.

Estes são alguns dos muitos verbos transitivos diretos que se constroem com os pronomes o(s), a(s), objetos diretos de pessoa: abençoar, aborrecer, admirar, amar, animar, aturar, autorizar, beneficiar, chamar (alguém), conhecer, contrariar, convidar, decepcionar, desacatar, denunciar, desgostar, desinteressar, desmoralizar, desorientar, desprezar, deter, divertir, enganar, entreter, gratificar, homenagear, humilhar, igualar, iludir, isentar, ludibriar, magoar, obrigar, orientar, persuadir, prejudicar, presentear, prezar, punir, reconhecer, repreender, respeitar, responsabilizar, saudar, superar, surpreender, sustentar, trair, transtornar, ultrajar, ultrapassar, visitar, vitimar. Exemplos: Deus o (e não: lhe) abençoe. Nós o vimos (e não: lhe vimos) / Nós o (e não lhe) admiramos muito. / Tudo faziam para diverti-lo.

Mais alguns exemplos de verbos transitivos diretos: A terra produz bons frutos. São complementos das terceiras pessoas do singular e do plural os pronomes: o, a, os, as e as variantes lo, la, los, las; no, na, nos, nas: Convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-a. Desejo conhecê-lo. Quero compreendê-la. Importunaram-no.

Objeto direto preposicionado. Em certos casos, o objeto direto, ou seja, o complemento de verbos transitivos diretos, vem precedido da preposição a. Isto ocorre sobretudo:

1. Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: A mulher hostilizava tanto a mim quanto a eles.

2. Com nomes próprios ou comuns, designativos de pessoas, a bem da ênfase ou da harmonia da frase: Amemos a Deus sobre todas as coisas.

3. Quando é preciso assegurar a clareza da frase, evitando que o objeto direto seja tomado como sujeito.
Exemplos: Convence, enfim, ao pai o filho amado. Cumprimentou a todos. O deputado foi cassado e a tudo e a todos ele culpava.

4. Em construções enfáticas, nas quais se antecipa o objeto direto para dar-lhe realce: A mim, Antônio nem sequer cumprimentava.

5. Em certas construções enfáticas, como puxar da navalha, cumprir com o dever, atirar com os livros sobre a mesa etc.: Puxou da navalha, pronto para defender-se. Chegou exausto e abatido./Atirou com a maleta sobre a mesa. / Importa que cada um cumpra com suas obrigações.

Objeto direto enfático – Por ênfase ou realce, é lícito repetir o objeto direto por meio de um pronome oblíquo, ou do pronome demonstrativo o, quando o objeto direto é oracional: As armas, os bandidos as compram de países ricos.- O objeto direto enfático, geralmente, antecede o verbo.

Objeto indireto enfático – À semelhança do objeto direto, o objeto indireto pode ser repetido ou reforçado, por ênfase ou realce: “Muito lhe será perdoado, à tevê, pela sua ajuda aos doentes, aos velhos, aos solitários.”

Os transitivos indiretos passam para o objeto indireto complementar o sentido da frase: Assistimos ao jogo./ Creio em Deus./ Obedeça às normas do trânsito. O objeto indireto é sempre precedido de preposição.

Entre os verbos transitivos indiretos, merece destaque o verbo responder. A regência que se alicerça na tradição da língua é responder a uma carta, responder a um questionário, responder a uma pergunta. Ele não respondeu à pergunta que lhe fiz./ O ministro respondia às acusações sem perder a serenidade. Natural é que o leitor faça tais perguntas, às quais tenho obrigação de responder.

Evite usar responder na voz passiva: A secretária é que respondia às cartas dos fãs do cantor, melhor forma que “As cartas dos fãs do cantor eram respondidas pela secretária”./ Ainda não se respondeu a essas cartas?, preferível a “Essas cartas ainda não foram respondidas”.

Ainda, em se referindo aos verbos transitivos indiretos, importa distinguir: a) os que se constroem com os pronomes lhe, lhes: agradeço-lhe, obedeça-lhes, perdoou-lhe, valeu-lhes; b) os que não aceitam os pronomes lhe, lhes, exigindo para complementá-los os pronomes do caso reto (ele, ela, eles, elas,) precedidos de preposição: recorrer a ele, assistir a ela, depender deles, não ligar para elas.

Os verbos transitivos diretos e indiretos prescindem de dois complementos: um direto e o outro indireto: A empresa fornece comida aos trabalhadores.

Eis alguns exemplos de verbos transitivos diretos e indiretos que se constroem com objeto direto de pessoa: Ela apresentou o namorado ao pai (Ela o apresentou ao pai). Ensinamo-lo a redigir. / Aconselho-as a ler bons livros. / Sua intuição preveniu-a de uma desgraça. / A prática o familiarizou com o computador. / Devo preveni-lo de que essa profissão exige sacrifícios.

Atenção: São poucos os verbos transitivos indiretos que requerem o pronome lhe. Em geral, são verbos que exigem a preposição a: agradecer a alguém / agradecer-lhe; obedecer ou desobedecer a alguém / obedecer-lhe, desobedecer-lhe; perdoar a alguém / perdoar-lhe; pagar a alguém / pagar-lhe; suceder a alguém/ suceder-lhe; resistir a alguém / resistir-lhe.

Objeto indireto enfático – À semelhança do objeto direto, o objeto indireto pode ser repetido ou reforçado, por ênfase ou realce: “Muito lhe será perdoado, à tevê, pela sua ajuda aos doentes, aos velhos, aos solitários.”

SUBSTANTIVO

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Substantivo é a palavra que designa seres em geral:

1. nomes de pessoas, coisas, lugares, gênero, espécie

Exemplos:

Nomes coisas lugares gênero espécie
Maria espelho Sergipe [o] visitante jacarandá
Paulo futebol Canadá [a] hóspede homem
Castro jóia sapataria [o] artista hortaliça
Maia lago chácara

2. nomes de estados ou qualidades, ações, sentimentos, noções que se destinam a denominação de seres:

Exemplos:

estado ou qualidade ações sentimentos noção
juventude nascimento felicidade tamanho
hipocrisia colheita hipocrisia originalidade
médico [o] pulo medo equilíbrio

Considera-se, ainda, substantivo qualquer palavra que ocupe a função sintática particular ao substantivo. Nessa perspectiva, a distribuição do substantivo é bastante ampla, pois pode-se estendê-la para a caracterização de vários termos e orações da nossa língua.

Dizemos que um termo funciona como substantivo, embora não se caracterize como tal sob outro ponto de vista. Ou seja, apesar de, em princípio, uma palavra pertencer a certa classe gramatical, essa determinação pode mudar dependendo do papel que a palavra esteja desempenhando na sentença. Dessa forma, qualquer palavra da língua é suscetível de várias categorizações, pois o que impera são suas funções vinculadas a um contexto específico.

Exemplos:

O não é próprio do meu chefe
…[não = advérbio]

…[não (nesta sentença): núcleo do sujeito = substantivo]

…[função do não: substantivo]

O fazer parece ser mais importante que o pensar.
…[fazer/pensar = verbo]

…[fazer/pensar (nesta sentença): núcleo do sujeito = substantivo]

…[função do fazer/pensar: substantivo]

Na esfera da classificação das orações esse mesmo critério está presente. Dizemos, por exemplo, que uma oração é substantiva, quando se comporta como um substantivo (em oposição à função de adjetivo ou advérbio).

Exemplo:

“O pior é que eu não estava mentindo…”