MEMÓRIA PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS

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Memória Póstumas de Brás Cubas.

Machado de Assis em suas obras identifica-se como narrador e crítico das relações sociais que compreendem as regras de etiqueta e os códigos de postura. Demonstrando assim as formas de tratamento entre os senhores e seus subalternos, ou mais especificadamente os interesses que mediavam às relações dentro da sociedade escravocrata. Característica marcante também em seu texto é o diálogo que propõe com o leitor, pois envolve este de forma reflexiva e critica.
O filme “Memória Póstumas de Brás Cubas” dirigido por André Klotzel tem como foco a narração do personagem principal Brás Cubas que se utiliza de uma linguagem irônica para descrever a própria vida. Filho único de uma família da elite social carioca apresenta-se como oportunista.
Umas das temáticas bastante discutidas no filme seria a cobrança da sociedade, no sentido de seus membros cumprirem uma linha retilínea: estudo, uma carreira política e bom casamento. Assim percebe-se que o objetivo central seria o status social. A questão torna-se mais verossímil quando temos a fala de Brás como exemplo, pois segundo o mesmo nada conseguiu, pois não trilhou o caminho de forma retilíneo. Ainda havendo a possibilidade de não ter dado relevância ao que conseguiu como ter concluído o curso de direito.
A ambigüidade no caráter de Brás se destaca em algumas situações como a conquista da “ingênua” menina Eugenia, pois aproveita-se de sua beleza ao mesmo tempo que a exclui por causa de sua deficiência e sua condição social. Mas o caráter de Eugenia também se mostra contraditório, pois reconhece sua situação e do mesmo modo deixa-se levar. Quando busca a defesa de seus interesses também lhe é ressaltada essa característica prova disto é sua amizade com Lobo Neves, pois mesmo o achando um chato cultiva essa amizade a fim de aproveitar-se da imagem daquele que tudo conseguiu na vida e ainda continuar próximo da esposa do deputado, antigo amor de Brás mantido em segredo no presente. O oportunismo também se destaca na fala de outros personagens como a mãe de Eugenia, que mesmo antes tendo passado por uma situação constrangedora causada por Brás, alegra-se ao ver a possibilidade de ter sua filha casada com um bom partido.
Quincas Borba apresenta-se como um personagem interessante que brinca com as palavras e a situação. Sua teoria de “ao vencedor as batatas” confunde-se com sua história, pois quando pobre nada possuía e quando recebe a herança mesmo tendo uma condição financeira mais favorável sua vida parece ter pouco sentido. Ao que parece mesmo aquele que um dia conseguiu angariar status social não conseguiu para se grande prêmio. É o que percebemos com Brás que até os seus últimos dias tentou alcançar algo que marcasse seu nome na história, emplasto anti-hicocondríaco, o que daria por fim sentido a sua vida.
Brás assim em sua narrativa utiliza-se da teoria defendida por Quincas Borba do Humanitismo, ou seja, descreve fatos negativos, mas que se apresentam como necessários e justificáveis sendo a ética um dos seus focos principais.

O STRESS

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O “STRESS”

Origem

Palavra utilizada pela primeira vez em 1936, no Canadá, pelo cientista Hans Selye da Universidade de Montreal. Este termo advém da física, onde estresse significa o interjogo entre uma força e a resistência que produz.

Definição

Estado de desequilíbrio orgânico em resposta a influências ambientais. É uma resposta de adaptação de nosso organismo ante qualquer situação, passando a ser um mecanismo inato de auto-preservação.

Características

Qualquer situação que desperte emoção, seja essa boa ou má e que exija mudança, passa a ser chamada de elemento estressor ou fonte de estresse.

Funcionamento

O estresse é o sal da vida e sem ele seríamos desiludidos e desmotivados.
Existe o estresse causado por estímulos negativos (distress) e causado por estímulos positivos (eustress). Ambos são prejudiciais quando ocorrem em demasia, pois nos levam a exaustão.

Curiosidades

O estresse sempre existiu com o homem. Nossos ancestrais pré-históricos apresentavam respostas de estresse diante de qualquer situação ameaçadora, como por exemplo, diante de tempestades e de animais ferozes. Nas lutas e nas caçadas … No entanto, esses homens não se estressavam, pois davam respostas naturais, lutando ou fugindo, transformando o problema.

Mas hoje em dia, as reações de luta e fuga passam a ser inadequadas e somos forçados a desenvolver nossa capacidade de adaptação de forma incongruente a que fomos biologicamente preparados.

Fontes comuns de Estresse

Meio Ambiente : barulho , trabalho , exigências , trânsito ,
prazos , etc.

Corpo : acidentes , doenças , crescimento , envelhecimento ,
falta de exercícios , distúrbios do sono , etc.

Pensamentos e Emoções : medos , idéias , sofrimento ,
impressões , sensações , etc.

Mecanismo Físico de Respostas

Qualquer problema, real ou imaginário provoca estímulos no córtex (parte mais externa do cérebro, sendo que este, envia mensagens ao hipotálamo (principal gatilho para a resposte ao estresse).

A Ação do Hipotálamo

O hipotálamo então estimula uma parte do sistema nervoso chamado de autonômico, a realizar uma série de mudanças em nosso corpo, tais como :

• Dilatação das pupilas para potencializar a visão

• Liberação de adrenalina e outros hormônios que diminuem a resposta imunológica do organismo

• Aumento da pressão arterial

• Desvio do sangue do sistema digestivo e extremidades para os músculos

• Aceleração da frequência cardíaca

• Transpiração mais intensa

• Queda de temperatura nas mãos e pés

• Quando o estímulo para o estresse acaba, o córtex pára de emitir impulsos e o organismo volta ao seu funcionamento normal em cerca de três minutos

• Se o estímulo não for interropido ou se repetir com frequência, a pessoa pode entrar em um estado de estresse crônico

Estresse Crônico

O estresse crônico faz com que uma pessoa acabe exigindo demais de um determinado órgão.
As vítimas mais comuns são os sistemas esquelético-muscular, cardiovascular e gastro-intestinal. A carga extra sobre esses sistemas pode levar a doenças e sintomas em várias partes do organismo.

Principais Sintomas do Estresse Crônico

• Fraqueza muscular
• Gastrite
• Úlcera
• Diarréia crônica
• Colite (inflamação do cólon – intestino grosso)
• Hipertensão arterial
• Impotência
• Perda da libido
• Asma
• Maior suscetibilidade a infecções
• Dores de cabeça
• Tensão muscular
• Fadiga
• Depressão
• Insônia
• Irritabilidade

Conclusões Finais

Um indivíduo estressado está basicamente desfocado de si mesmo. Sente-se perdido, porque corre até a ciência em busca de sua existência e não a consegue.
Recorre então às crenças e filosofias da vida, mas frustra-se também, pois procura lá fora o que está dentro de si mesmo.
Portanto o caminho é buscar seu interior maior, descobrindo-o e descobrindo-se, a fim de aumentar a nitidez de sua vida, através do auto-conhecimento e da busca do equilíbrio interno.

A LEGISLAÇAO PROFISSIONAL DO CONTABILISTA

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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
CIENCIAS CONTABEIS

A LEGISLAÇAO PROFISSIONAL DO CONTABILISTA

SUMÁRIO

1 – INTRODUÇÃO
2 – DESENVOLVIMENTO
2.1 Principais caracteristicas da Norma Profissional
2 .2 – Principais caracteristicas da Norma Técnica.
2. 3 – Quando o Conselho Federal de Contabilidade emite uma Norma Técnica, e quando ele emite uma Norma Profissional.
2. 4 – Destacar, dentre as Normas Técnicas, quais são mais importantes para os Contadores
3 – CONCLUSÃO
4 – REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

INTRODUÇÃO

Com o impacto da globalização e consequente demanda para a convergencia das Normas Brasileiras de Contabilidade – NBCs aos padrões internacionais, o Conselho Federal de Contabilidade editou a resolução do CFC nº 1.156/09, que estabelece a nova estrutura basica das NBCs. As normas são editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade e atualmente estão sendo ajustadas a linguagem e metodologia utilizada nas normas internacionais.
Segundo o entendimento do grupo de trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade, NORMA é uma indicação de conduta obrigatória. São regras e procedimentos para a uniformização dos entendimentos e interpretações na contabilidade, tanto de natureza doutrinária quanto aplicada. Precisam ser fixadas por doutrinadores ou profissionais de forma convencional e tomadas impositivas na execução prática das atividades de natureza contábil.
As Normas Brasileiras de Contabilidade – NBCs, didivem-se em duas modalidades distintas, “ Normas Profissionais” e “ Normas Técnicas”, podendo ser detalhados através de Interpretações Técnicas, identificados pela sigla IT. Também poderão ser emitidos Comunicados Técnicos, quando ocorrem situações decorrentes de atos governamentais que afetem, transitoriamente, as Normas Brasileiras de Contabilidade – NBC, identificados pela sigla CT.

DESENVOLVIMENTO

NBC P 2 – NORMAS PROFISSIONAIS DE PERITO CONTÁBIL

A Perícia Contábil é o conjunto de procedimentos técnicos e cientificos utilizados como efeito de prova, na tentativa de auxiliar o magistrado no julgamento da lide. Do desenvolvimento da perícia contábil, surge o objeto de estudo do perito: o laudo. Este é a transformação dos fatos relativos á lide em um relatório da demonstração da verdade dos fatos em certezas juridicas, na qual devem ser levados em consideração, tanto os efeitos sociais que dele decorrem, quanto da decisão do juiz, que é decidida através dele.
As atividades de perícia contábil são perrogativas do contador e reguladas pelas Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC) e normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) que regulam a atividade do perito. A função pericial objetiva gerar informações veridicas, visando por fim a controvérsias. A perícia está revestida de um profundo sentimento social em seu bojo. A conduta do profissional, quando investido da função de perito, de ser isenta e, acima de tudo, ética, no sentido pleno da palavra. O laudo pericial é o instrumento pelo qual o perito faz seu pronunciamento acerca do objeto da perícia, baseado nos conhecimentos técnicos que detêm e nos fatos, eventos e documentos analisados. É sua conclusão, em termos técnicos, pela qual revela, de forma objetiva e fiel a verdade dos fatos. É, pois, o perito, figura essencial ao bom convivio em sociedade, e fundamental á promoção da mais pura justiça entre os homens.
A perícia contábil é todo trabalho de natureza especifica, de notória especialização, que pode haver em qualquer área do conhecimento humano. É aplicada sempre que existir controvérsias, feita com o objetivo de obter prova ou opinião técnico-cientifica, por meio de exame de documetos, investigação, diligências e, depoimentos testemunhais; examinando-se seus contornos e origens, com respectiva emissão de parecer, laudo pericial, ou relatório, devidamente fundamentados, mostrando a verdade, de forma imparcial e merecedora de fé, a fim de orientar uma autoridade formal, no julgamento de um fato.
Sua origem é no interesse público, com o mais elevado fim de prover justiça acerca de um julgamento. Denotando portanto, elevado cunho social em seu bojo.
As perícias podem ser classificadas como: Perícia Administrativa, Perícia Arbitral, Perícia Extraconjugal, e Perícia Judicial.
O perito-contador deve ser um profissional pautado em conhecimento especializado, de integridade moral e habilitado pelo Conselho de Classe. O perito, especificamente o perito-contador, deve ser pessoa douta, versada, hábil, expert e expente. É o encarregado de exercer a perícia mediante os exames, análises, investigações contábeis e diligências cabíveis e necessárias a fim de mostrar a verdade dos fatos trazidos pelas partes, por meio da prova contábil documental, constituindo um verdadeiro espirito e filosofia do trabalho.
O perito tem plena liberdade e dever de exercitar sua ação investigatória, pautado no conhecimento e experiências próprias. A vivência profissional é considerada em perícia com seu elemento fundamental. A pericia versa sempre sobre a matéria de fato, que muitas vezes não é atingida apenas pelos conhecimentos teóricos da ciência contábil, ressaltando, desta condição, a integração entre conhecimento teórico e experiência profissional, sempre se fundamentando em normas legais, processuais e disciplinares, jamais afastando-se do comportamento ético.
A perspicácia e sagacidade, conforme o dicionário aurélio, exprimem qualidades profissionais do perito relativo á sua capacidade de observação, concentrção para identificar adequadamente o objeto de estudo, examinando, analisando, estudando profundamente, sem se permitir desenvolver trabalho de forma superficial.
O profissional no desempenho da função pericial, deve considerar os efeitos em beneficio da sociedade, propiciando bem-estar a todos os que têm interesse no deslinde da controvérsia. As caractérísticas de excelência moral, intelectual e técnica, são condições sine qua nom ao encargo pericial a ser confiado pelo juizo, ou mesmo por particular.
Entre as principais qualidades que formarão o conjunto de capacitação do perito, temos a ética que conduz um trabalho honesto e eficaz decorrente de uma formação sadia do profissional. É exigida, também do perito, a capacidade de estar sempre atualizado, pesquisando novas técnicas e sempre preparado para a execução de trabalhos de boa qualidade. O principal lastro de sustentação da relaização profissional constitui-se, basicamente, pelo compromisso moral e ético do perito com a sua classe profissional e, consequentemente, com a sociedade como um todo.
O mundo moderno tem mostrado que o “especialista” idealizado na economia norte-americana, no meio do século passado, produz resultados satistatórios até limite de sua prória limitação de entender o mundo que o cerca, dentro de seus conhecimentos específicos. No entanto, hoje, em especial para o profissional de contabilidade, mais especificamente o perito contador, há necessidade de conhecimento holístico desse profissional, exigindo que o mesmo tenha conhecimento sobre todas as áreas afins á sua especialidade. Sendo uma ciência social, requer do profissonal conhecimentos gerais de matematica, especialmente a financeira, de economia, direito, lógica, lingua universal (inglês) e principalmente lingua portuguesa.
As atividade de perícia contabil são prerrogativas do contador e reguladas pelas Normas Brasileira de contabilidade (NBC) e, Normas profissionais do perito, do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
A função pericial objetiva gerar informações fidedignas. Origina-se da discriminação e definição de interesses e de controvérsias entre litigantes, é requisitada pelas partes interessadas ou autoridades judiciárias. Esta função é revestida de aspectos da discriminação de interesses, requisitos técnicos, legais, psicológicos, sociais e profissionais.
A perícia no campo técnico contempla o integral conhecimento da matéria, cujo exame e relato baseiam- se nos princípios da disciplina contábil e conhecimentos relacionados a outras áreas do conhecimento humano, tais como: matemática, especialmente a financeira, lógica, administração, direito, economia e até mesmo psicologia, mas principalmente da língua portuguesa entre outros conhecimentos complementares necessários.
Em termos psicológicos, tem efeito de um juiz arbitral que, tendo fundamentos em princípios técnicos e, pelo critério da imparcialidade, acaba sendo atacado pelas partes interessadas e pelo julgador do litígio. A perícia em relação à função social está ligada a valiosa contribuição na administração da justiça. Analisando sob o aspecto profissional, considera-se o grau de formação exigido, pois nele encontram-se os mais sólidos conhecimentos da disciplina e a orientação ética, dando assim, a necessária autoridade técnica para acatamento de sua atuação.
Corretos todos devemos e podemos ser. Competentes nem todos conseguimos ser, especialmente hoje, quando o nível de mudanças ocorre numa velocidade em que nem todos os profissionais conseguem acompanhar. O ideal seria que a correção fosse o primeiro mandamento do catecismo da vida profissional e que todos os observássemos espontaneamente. Contudo, isso não ocorre naturalmente, assim, é necessário traçar certas regras de conduta para os profissionais enquanto no desempenho da função pericial. * A conduta dos profissionais de contabilidade em relação aos colegas deve ser pautada pelos princípios a consideração, respeito, apreço e solidariedade, em consonância com os postulados de harmonia da classe; * O espírito de solidariedade, mesmo na condição de empregado, não induz nem justifica a participação ou convivência com o erro ou com os atos infringentes de normas técnicas ou legais que regem o exercício da profissão; * Independência total no desenvolvimento dos trabalhos em todas as fases, não se deixando influenciar por fatores que caracterizem a perda da imparcialidade; *Abster-se de dar parecer ou emitir opinião sem estar suficientemente informado e munido de documentos que fndamentem-nas;
*Comprometimento técnico-profissional, somente aceitando trabalhos que julgue estar capacitado totalmente de recursos para desenvolvê-los, recusando os serviços que não estiver capacitado para execução; *Cobrança de honorários compatíveis com os trabalhos desenvolvidos, avaliada, principalmente, a relevância, o vulto do serviço executado, o tempo e os materiais demandados para execução dos trabalhos;

*Sigilo total das informações coletadas nos trabalhos de campo, somente divulgando-as a terceiros mediante autorização expressa da entidade ou pessoa física, salvo quando houver obrigação legal;
Apesar de extrema competição entre pessoas, neste mundo cada vez mais globalizado, o que deve ficar claro na consciência e no coração dos profissionais é que nada justifica a falta de ética no desempenho das atividades de uma profissão, e que, na função de perito, os contadores devem ter em mente a sua responsabilidade social na execução e divulgação de seus trabalhos.
Profissões consagradas no Brasil como sendo de “primeira linha”, como o Direito e a Medicina, reflexo de uma cultura “importada” da Europa, têm o seu código de ética muito divulgado, e mesmo aquelas pessoas que não entendem profundamente sobre atividades desenvolvidas por estas profissões, o consideram extremamente importante, para que estes profissionais atuem em conformidade com o que emana do seu código. Por serem profissões de grande apelo público, a ética está vinculada ao modus operandi com que cada profissional execute as suas atividades, e as pessoas leigas são capazes de distinguir os bons dos maus profissionais, mesmo sem reflexões técnicas sobre o código inerente a estas categorias. Na área da Contabilidade, também possuímos um código de ética muito profundo, e que, às vezes, não é tão divulgado como deveria ser, principalmente nas Instituições de Ensino Superior.
Este código está regulamentado e atualizado e, todas as categorias desmembradas dos Curso de Ciências Contábeis, como a de Perito devem conhecer o que está escrito e seguir rigorosamente. A perícia contábil é atividade de extremo envolvimento com estudos que visam proporcionar aos usuários, dados gerados pela contabilidade, total transparência sobre os fatos, servindo de prova cabal. A perícia contábil deve fornecer elementos com expressão da verdade absoluta, incontestáveis, em que as partes tenham em mente que os trabalhos foram desenvolvidos por profissionais com independência de interesses sobre a matéria analisada, oferecendo segurança nas decisões.
É nesse contexto que afirmamos que não é dado o devido valor pela grande maioria da sociedade aos trabalhos executados por esta categoria de Contador, pois as pessoas não conseguem vislumbrar as conseqüências desastrosas que um parecer ou laudo pericial mal estruturado pode trazer à sociedade.
Por ser profissão de envolvimento quase que direito com conflito. De natureza técnica ou pessoal, é que a ética deve prevalecer sobre quaisquer interesses durante todas as fases de execução dos trabalhos. Para que possamos entender o que venha a ser ética, é necessário, antes de mais nada, observarmos a etimologia da palavra, que vem do grego etos-noos que guarda relação com o termo “harmonia do pensamento.” Estar em harmonia com o pensamento é não deixar que fatos estranhos à matéria periciada influenciem na execução dos trabalhos, com o intuito de beneficiar terceiros. Devemos difundir cada vez mais a ética entre as pessoas e, principalmente, na categoria dos contadores. É necessário incorporar a ética em todos os outros desdobramentos da profissão edificaste e necessária para o desenvolvimento organização das entidades.
Terminadas as operações de averiguações e coleta das informações, dos documentos necessários, é chegado o momento de elaboração do laudo pericial. O planejamento, a execução e a redação são de responsabilidade exclusiva do perito. O laudo pericial é produto final da perícia, é a materialização do trabalho pericial desenvolvido pelo perito contador e, tem por objetivo auxiliar as partes no entendimento, na industrialização do juízo, do magistrado em seu momento de sentenciamento de um processo, ou trata-se ainda, da oportunidade da feitura da justiça pois constitui a própria prova judicial.
A apresentação do laudo deverá ser feita dentro do prazo pré-estipulado. Entre as qualidades atribuídas ao perito, ressalta-se a importância de cumprimento fiel dos prazos legais fixados. A pontualidade na entrega do laudo pericial propiciará o andamento normal do processo, não ensejando oportunidade ou interesse em reter, retardar ou procrastinar o andamento dos trabalhos.
O trabalho pericial tem cunho eminentemente pessoal, o perito deve manter-se independente tanto do ponto de vista técnico como legal e moral. Além da necessidade de ser especializado no trabalho a ser executado e da habilitação legal, deve observar as demais condições estabelecidas pela lei civil e processual civil. A importância da matéria ética na profissão contábil, em especial à categoria dos peritos é notória, e portanto, essencial uma conduta respeitável e ilibada para manter-se à parte dos interesses pessoais ou das partes. Em momento algum, pode o perito, permitir a interferência de terceiros ou das partes no trabalho pericial, sem o que lhe afetará a qualidade e perderá a independência. O contador que desejar dedicar-se à perícia deve estar atento para as situações conjunturais e lembrar que de todo trabalho profissional é esperada uma contribuição ao desenvolvimento social, em especial, a perícia que assume uma característica de cunho extremamente relevante no âmbito social.
Todos temos obrigações com a justiça e com as partes e, dando assim, devemos agir em defesa da execução da mais pura justiça. O perito, por estar diretamente relacionado com a decisão da lide, deve agir sempre com responsabilidade social redobrada, e estar sempre preocupado com seus conhecimentos, jamais deixando de aprimorar-se pessoal e profissionalmente.

NBC T 1 – DAS CARACTERISTICAS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL

A contabilidade, na sua condição de ciência social, cujo objeto é o patrimônio, busca por meio da apreensão, da quantificação, da classificação, do registro, da eventual sumarização, da demonstração, da analise e relato das mutações sofridas pelo patrimônio sobre ela, expressas tanto em termos físicos, quanto monetários.

As informações geradas pela contabilidade devem propiciar aos seus usuários base segura ás suas decisões, pela compreensão do estado em que se encontra a entidade, seu desempenho, sua evolução, riscos e oportunidades que oferece.

A informação contábil se expressa por diferentes meios, como demonstrações contábeis, escrituração ou registros permanentes e sistemáticos, documentos, livros, planilhas, listagens, notas explicativas, mapas, pareceres, laudos, diagnósticos, prognósticos, descrições criticas ou quaisquer outros utilizados no exercício profissional ou previstos em legislação.

Os usuários são pessoas físicas ou jurídicas com interesse na entidade, que se utilizem das informações contábeis desta para seus próprios fins, de forma permanente ou transitória.

Os usuários incluem, entre outros, os integrantes do mercado de capitais, investidores, presentes ou potenciais, fornecedores e demais credores, clientes, financiadores de qualquer natureza, autoridades governamentais de diversos níveis, meios de comunicação, entidades que agem em nome de outros, como associações e sindicatos, empregados, controladores, acionistas ou sócios, administradores da própria entidade, além do publico em geral.

A informação contábil deve ser em geral e antes de tudo, veraz e equitativa, de forma a satisfazer as necessidades comuns a um grande número de diferentes usuários, não podendo privilegiar deliberadamente a nenhum deles, considerado o fato de que os interesses destes nem sempre são coincidentes.

A informação contábil, em especial aquela contida nas demonstrações contábeis, notadamente as previstas em legislação, deve propiciar revelação suficiente sobre a entidade, de modo a facilitar a concretização dos propósitos do usuário, revestindo-se de atributos entre os quais são indispensáveis os seguintes: confiabilidade, tempestividade, compreensibilidade e comparabilidade.

A confiabilidade é atributo que faz com que o usuário aceite a informação contábil e a utilize como base de decisões, configurando, pois elemento essencial na relação entre aquele e a própria informação.

A confiabilidade da informação fundamenta-se na veracidade, completeza e pertinência do seu conteúdo.

A veracidade exige que as informações contábeis não contenham erros ou vieses, e sejam elaboradas em rigorosa consonância com os princípios fundamentais de contabilidade e as normas brasileiras de contabilidade, e na ausência de norma especifica, com as técnicas e procedimentos respaldados na ciência da contabilidade, nos limites de certeza e previsão por ela possibilitados.

A tempestividade refere-se ao fato de a informação contábil dever chegar ao conhecimento do usuário em tempo hábil, a fim de que este possa utilizá-la para seus fins.

Nas informações preparadas e divulgadas sistematicamente, como as demonstrações contábeis, a periodicidade deve ser mantida.

A informação contábil deve ser exposta na forma mais compreensível ao usuário a que se destine.

A compreensibilidade presume que o usuário disponha de conhecimento de contabilidade e dos negócios e atividades da entidade, em nível que o habilite ao entendimento das informações colocadas á sua disposição, desde que se proponha analisá-las, pelo tempo e com a profundidade necessários.

A eventual dificuldade ou mesmo impossibilidade de entendimento suficiente das informações contábeis por algum usuário jamais será motivo para a sua não-divulgação.

A compreensibilidade concerne á clareza e objetividade com que a informação contábil é divulgada, abrangendo desde elementos de natureza formal, como a organização espacial e recursos gráficos empregados, até a redação e técnica de exposição utilizada.

As informações contábeis devem ser expressas no idioma nacional, sendo admitido o uso de palavras em língua estrangeira somente no caso de manifesta inexistência de palavra com significado idêntico na língua portuguesa.

A comparabilidade deve possibilitar ao usuário o conhecimento da evolução entre determinada informação ao longo do tempo, numa mesma entidade ou em diversas entidades, ou a situação destas num momento dado, com vista a possibilitar-se o conhecimento das suas posições relativas.

A concretização da comparabilidade depende da conservação dos aspectos substantivos e formais das informações.

Podemos dizer que a principal característica de uma Norma Profissional é estabelecer as condições de competência técnico-profissional, de independência e responsabilidade na execução dos trabalhos.

Já com relação à Norma Técnica, sua principal característica é estabelecer conceitos doutrinários, regras e procedimentos aplicados na Contabilidade.
O Conselho Federal de Contabilidade poderá emitir Comunicados Técnicos quando ocorrerem situações decorrentes de atos governamentais que afetam, transitoriamente, as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC).
Na minha opinião, dentre as Normas Técnicas estudadas, a NBC T 2, que fala da escrituração contábil, é uma das mais importantes para os contadores. Por que é através da escrituração, que o contador irá informar ao seu cliente, como anda sua empresa; A escrituração serve de instrumento à tomada de decisões administrativas, financeiras e comerciais pelos empresários e dirigentes; serve de suporte para as informações de interesse de terceiros, como sócios, investidores, credores, órgãos públicos etc.; e, por final, serve também para a fiscalização do cumprimento de obrigações legais, inclusive às de natureza fiscal. Em suma, serve para o controle interno e externo da atividade empresarial.
A NBC T 3, que fala das Demonstrações Contábeis, também é muito importante. Tratando-se de sociedade limitada, a disciplina legal exige o levantamento do balanço patrimonial, a demonstração de resultado do exercício e a demonstração de lucros ou prejuízo acumulado; no caso de sociedade anônima, além das citadas, é exigida também a demonstração das origens e aplicações de recursos.

A falta das demonstrações acarreta as seguintes conseqüências: dificuldade para acesso a crédito bancário; impedimento à participação de licitações promovidas pelo poder público; impossibilidade de impetrar concordata preventiva; os administradores de sociedade anônima responderão por eventual prejuízo advindo da inexistência destes documentos; dentre outras.

CONCLUSÃO

No cenário mundial, com a globalização, os avanços da tecnologia, influenciaram de sobremaneira o mundo dos negócios, essas mudanças não só afetaram o perfil das relações empresarias, como vieram acarretar mudanças no perfil do profissional contábil, cujo trabalho não só se deferenciou no uso das informações, como também na relevância de suas atividades.
A contabilidade tem evoluido significativamente através dos tempos, dentro desse contexto é inegável a influência da tecnologia sob a nova visão e desenvolvimento da profissão contábil. A introdução de sistemas e aplicativos computacionais possibilitou entre outras coisas, maior flexibilidade na manutenção e armazenamento dos dados, bem como na ampliação do conjunto de informações, eliminando a lentidão dos processamentos apresentados em décadas anteriores. Entretanto, o advento da informática na área contábil propõe que o contador, assim como todo e qualquer profissional, participe de um processo de atualização de seus conhecimentos, buscando contantemente compreender as inovações tecnológicas, a fim de produzir com qualidade os serviços prestados a sociedade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://www.ebp.org.br/biblioteca/pdf_biblioteca/Sergio_Laia_Para_que_serve_a_escrita.pdf
http://www.mercurii.com.br/noticias/1-noticias/160-o-que-e-qual-o-significado-e-para-que-serve-o-sped.html
http://www.cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=indauditinde

CONTABILIDADE UM FATOR DE SUCESSO NAS EMPRESAS COMERCIAIS

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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

A CONTABILIDADE COMO FATOR DE SUCESSO NAS EMPRESAS COMERCIAIS

SUMÁRIO

1-INTRODUÇÃO.
2-PARTE 1 – Descrever a importância da Contabilidade na Gestão Empresarial
3-PARTE 2 – Os beneficios que a contabilidade tem proporcionado a empresa pesquisada.
3.1 – Sugestões para que a empresa desenvolva uma melhor gestão empresarial
3.2 – Como a empresa tem controlado suas Operações com Mercadorias.
4 – PARTE 3 – Qual a importancia das Fichas Controle de Estoques dentro de uma empresa
5 – CONCLUSÃO.
6 – REFEREÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

INTRODUÇÃO

Durante muito tempo, a contabilidade foi vista como um sistema de informações tributárias, mas hoje em dia, com um mercado altamente competitivo, ela é vista como um instrumento gerencial que auxilia os empresários na tomada de desci são, e no processo de gestão, planejamento, execução e controle.

Nos dias em que se está vivendo hoje, os administradores ou gestores das empresas precisam, cada vez mais, buscar o maior numero possível de informação tanto para uma tomada de decisão, quanto para economia de tributos, tais como investimento em novos produtos, calculo dos custos, enfim qualquer que seja a desci são, quanto mais informações ele dispuser, melhor .

Há algumas empresas que tem enfrentado sérios problemas financeiros e culpam a carga tributária, encargos sociais, juros altos e muitos outros fatores que contribuem para enfraquecer a empresa, quando, muitas vezes, a crise na empresa é causada pela má administração (decisões ), falta de experiência e planejamento, descontrole do fluxo de caixa, pouca atenção ao cliente, falta de capital de giro, decisões precipitadas.

DESENVOLVIMENTO

No Brasil a maioria dos negócios em funcionamento são constituídos de micros e pequenas empresas e por isso são de vital importância para a economia do país. Estas empresas são grandes geradoras de empregos e riquezas, o que contribui de maneira significativa para o aumento do produto interno bruto do país.

Entretanto um fator que tem sido bastante estudado é o fato delas não contarem com um sistema de gestão eficaz, o que quase sempre leva a mortalidade logo nos primeiros anos de vida. Muitas vezes, por desconhecimento ou por falta de acessoria por parte de seus contadores, os pequenos empresários deixam de se beneficiar das informações geradas pela contabilidade que poderão ser de grande utilidade na gestão do negócio. Passam a tomar decisões baseadas apenas na experiência que acreditam ter e na maioria das vezes os resultados ficam aquém do esperado.

A contabilidade é uma ciência cuja função principal é a de fornecer informações seguras para que as decisões sejam tomadas com o máximo de segurança. As informações e dados fornecidos pela contabilidade representam ferramentas de gestão, que servirão de apoio e suporte a tomada de decisão e devem fazer parte da rotina empresarial, ou seja, servir de apoio em todas as etapas da empresa.

Muitos desses controles contábeis são relativamente fáceis de serem elaborados, e podem ser facilmente aplicados na gerencia de micro e pequenas empresas, principalmente ás de comércio varejista, independentemente do porte.

Essa pesquisa de campo foi feita em uma empresa comercial de pequeno porte, na qual o proprietário ou empresário foi entrevistado e não colocou nenhuma dificuldade, nem má vontade em responder as perguntas que lhe foram feitas.

De inicio foi perguntado a ele o que o mesmo poderia descrever sobre seu entendimento a respeito de contabilidade. Segundo o empresário relatou, a contabilidade é tudo para uma empresa. Na visão dele, todo empresário, seja ele de uma empresa de grande porte, pequeno ou médio porte, antes de tomar uma decisão que afete a empresa diretamente, deve fazer uma visita para seu contador, contar a situação e perguntar a opinião dele a respeito do assunto. Só que a maioria dos empresários, só procura o contador quando já estão “empepinados”, ou seja, depois de tomar suas próprias decisões, muitos das vezes precipitadas.

Perguntado a respeito da importância da contabilidade como ferramenta de gestão, ele disse que freqüentemente os responsáveis pela administração ou empresários, estão tomando decisões, quase todas importantes, vitais para o sucesso do negócio, só que na maioria das vezes os resultados ficam aquém do esperado. E para uma boa tomada de decisões há necessidade de dados, informações corretas e outros subsídios, que só o contador poderá fornecer e aconselhar seu cliente. A relação entre o administrador e o contador é muito ampla. O contador fornece as informações na forma de ferramentas para o administrador e este, por sua vez, utiliza estas ferramentas para não apenas tomar as decisões, mas sim, tomar as melhores decisões para o crescimento da empresa.

O estoque é um item que deve ser bem administrado dentro de uma organização e quando não administrado adequadamente pode trazer sérios danos ás finanças da empresa, pondo em risco a saúde financeira da mesma. No caso da pesquisa de campo feita, o nosso empresário respondeu que não tem nenhum controle de estoque, a não ser, quando chega final de ano, que a contabilidade solicita da empresa o relatório, que ele vai lá na prateleira e conta item por item. E com isso a empresa acaba tendo sérios problemas financeiros, como a falta de capital de giro em dinheiro que afeta em cheio o fluxo de caixa, obrigando o empresário a tomar capital de terceiros para honrar compromissos. E tudo isso é ocasionado por não ter um controle rigoroso do seu estoque. Ou seja, uma empresa sem um controle de estoque bem feito, acaba transformando disponibilidades em estoque, sem saber de quanto em quanto tempo é o giro desse estoque, sem saber qual o estoque mínimo que deveria ter daquela mercadoria ou qual o estoque máximo tolerável de determinado produto, sem comprometer as disponibilidades da empresa. Conhecendo-se os estoques mínimos e máximos de cada produto, além do giro, torna-se mais fácil administrar uma parte das finanças de uma empresa. No caso da empresa que foi feita a pesquisa, as compras são lançadas quando entram na empresa, e quando vai vendendo, automaticamente o sistema dá baixa. Eles não se preocupam em verificar se os saldos do estoque estão corretos, e fica assim o ano todo, até chegar ao final do ano, quando é feito um relatório e confrontado com o que está no balcão.

Com relação ao custo, nosso empresário, quando chega a mercadoria baseia-se no valor do custo que consta na nota fiscal, mais as despesas que fizeram parte dessa compra, como fretes, seguros… em cima desse valor ele joga uma margem de 30% para poder encontrar o preço final que irá vender sua mercadoria. O critério utilizado é o preço de custo mais recente. Sem saber, ele está utilizando um dos critérios de controle de estoque, conhecido como PEPS.

“Estou satisfeito com os serviços prestados pelo meu contador”. É uma pessoa presente em minha empresa , que faz visitas constantemente, me deixa por dentro do que está acontecendo na organização, através de relatórios e dados, me auxilia e orienta quando percebe que irei fazer algo errado, e que acabará prejudicando a empresa. Não me entrega nenhuma obrigação (impostos) atrasados, muito pelo contrário, entregam bem antecipado, para que a gente possa agendar os pagamentos dentro dos prazos.

Na visão do meu entrevistado, ele acha que o contador deveria participar mais da empresa, na questão de marketing e propaganda. Dando ao empresário idéias e sugestões a respeito de promoções, qual mídia correta para se fazer um comercial, ou um anuncio.

Com base nas informações coletas, e de acordo com o que foi visto na visita a empresa pesquisada pude constatar que a mesma esta bem assessorada contabilmente. O contador é uma pessoa presente, que ajuda na gestão da empresa, inclusive algumas vezes faz reuniões na empresa, com administradores e funcionários.

Como sugestão um ponto que percebi que tem muitas falhas é do controle de estoques. Se essa empresa tiver um controle maior e bem sucedido do seu estoque seu lucro será maior, e com certeza suas disponibilidades aumentarão. Percebi, que nesse sentido, a empresa anda meia perdida; Não sabe quais mercadorias estão tendo um giro mais rápido, quais as que estão ficando mais tempo no estoque, quais as que existem ou não existem na prateleira, que mercadorias saem mais em certas épocas do ano e menos em outras épocas, que produtos do estoque dever ser motivo de promoções. Ou seja o empresário precisa saber o que anda acontecendo com seu estoque, para poder agir na venda e agir na próxima compra. A contabilidade deveria cobrar mais da empresa nesse sentido, ao invés de pedir o relatório do estoque somente no final do ano, solicitasse mensalmente, semestralmente…. enfim em um espaço de tempo menor, que com isso, a empresa estaria mais atenta ao seu estoque.

Foi observado, que a empresa não tem um controle sobre as suas operações com mercadorias. Com relação ás vendas, só emite nota fiscal quando o cliente solicita, e no ato da venda não é dado baixa naquele produto no estoque, devido a empresa não possuir um sistema nem programas de software que possa fazer esse processo; Com relação as compras, acontece a mesma coisa, quando chega a mercadoria não dar “entrada”, apenas coloca na prateleira. Fixa –se ali uma margem “mentalmente “ sem se atentar para os custos que teve sobre aquela compra, e acha –se o preço de venda. Com relação as devoluções acontece a mesma coisa, é emitida a nota fiscal para o cliente ou fornecedor, e a mercadoria sai (compras) ou entra no caso de devolução de venda, sem nenhuma “ocorrência” no meu estoque. Como foi falado, a empresa não possui nenhum software que possa ajudar no controle do seu estoque.

O estoque de uma empresa pode ser monitorado através do controle permanente ou do controle periódico. O controle permanente, como o próprio nome já diz, monitora o estoque permanentemente. Isso quer dizer que há qualquer momento que se desejar saber o saldo existente de uma determinada mercadoria em estoque é só acessar o sistema e identificar a quantidade existente, pois, ele faz um controle individual das quantidades existentes de cada item do estoque através da ficha controle de estoque. É como se você estivesse em sua empresa neste momento e desejasse saber qual a quantidade do item tal que tem no estoque neste momento; você acessaria o sistema que o mesmo lhe diria a quantidade existente neste momento.O principal objetivo da ficha controle de estoque é controlar a movimentação individual, entradas e saídas de mercadorias no estoque, da empresa.

O controle através da ficha controle de estoque facilita em muito a vida da gerencia em termos de auditoria interna. Periodicamente, semanal ou quinzenalmente a gerência poderá realizar auditorias e verificar se as quantidades estão batendo com os registros contábeis.O controle permanente possibilita, também, da empresa fazer a contagem de todo o estoque em períodos pré-determinados (mensal, bimensal, trimestral, semestral, anual), confrontando os registros contábeis com as quantidades contadas no estoque. Este procedimento periódico facilita para a gerencia no acompanhamento de perdas no estoque, inclusive podendo determinar metas de redução de perdas a serem atingidas pela empresa com o monitoramento e a redução a ser atingida. Em suma, o controle permanente possibilita saber as quantidades existentes no sistema de informações.

CONCLUSÃO

Percebe-se que aos poucos, muito lentamente, os empresários estão percebendo que, sem controle, não há saúde financeira e que os relatórios necessários ao processo decisório, são fornecidos pela contabilidade.E que sem ela, não há dados, sem dados não se pode elaborar relatórios e sem eles a interpretação da situação da empresa não é possível, o que impede uma tomada de decisão coerente e sustentada.

A presente pesquisa expôs a importância da contabilidade como instrumento de apoio aos micros e pequenos empresários na gestão dos negócios, que em um mercado altamente competitivo, torna-se imprescindível ter conhecimento de sua empresa e administrá-la de maneira eficiente e eficaz.

Pôde-se apurar que se faz necessário que todos os empresários tenham conhecimento da importância da realização de uma contabilidade completa e eficiente que reflita a realidade da empresa, possibilitando assim elaborar demonstrações contábeis que sirvam de base para gerar informações úteis para a gestão dos negócios.

BIBLIOGRAFIA

http://www.sebraesp.com.br/faq/financas/procedimentos_controles/ficha_controle_estoque
http://www.pr.senai.br/consultoria/gestaoempresarial/
http://www.metodista.br/lato/gestao-empresarial
http://www.prd.usp.br/disciplinas/docs/pro2208-2006-Reinaldo/contabilidade%20gerencial%20rpc.pdf

ATIVO E SUA MENSURAÇÃO

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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
CIENCIAS CONTÁBEIS

ATIVO E SUA MENSURAÇÃO

SUMÁRIO

1- INTRODUÇÃO
2 – PARTE 1 – DEFINIÇÃO DE ATIVO
2.1 – Principais Conceitos Atribuídos por escritores
3 – PARTE 2 – AVALIAÇÃO DE ATIVOS, OBJETIVO DA AVALIAÇÃO DE ATIVOS E ATRIBUTOS BÁSICOS NA MENSURAÇÃO DE ATIVOS
3.1 – Conceituar Avaliação e Mensuração
3.2 – Discorrer sobre o objetivo da avaliação de ativos
3.3 – Citar e explicar os atributos básicos na mensuração de ativos
4 – PARTE 3 – FORMAS DE AVALIAÇÃO DE ATIVOS
4.1 – Valores de entrada ( apresentar suas formas)
4.2 – Valores de saída ( apresentar suas formas)
5 – CONCLUSÃO

INTRODUÇÃO

Os profissionais da contabilidade sempre estão preocupados em gerar informações que surtam efeito ao serem utilizadas pelos seus usuários, e desta forma tem como ponto de preocupação, dentre outros, o Ativo. No ativo estão aplicados os recursos indispensáveis para o desenvolvimento do empreendimento, disponíveis para os gestores desenvolverem as atividades da empresa.
Hoje em dia existe uma grande preocupação entre os gestores em possuírem um ótimo sistema de mensuração e avaliação da empresa como um todo. Um bom inicio para que se obtenha êxito na mensuração e avaliação do desempenho, é se ter em mente que ambos visam atender necessidades especificas nas fases de planejamento, execução, controle e tomada de decisão das atividades desenvolvidas pela empresa.
A contabilidade, sendo uma ciência que têm como objetivo de prestar informações relevantes para atender as necessidades da empresa, vem ao longo do tempo buscando novas medidas de mensuração e avaliação dos diversos meios e recursos que compõe a entidade patrimonial.

DESENVOLVIMENTO

Inicialmente, para atender as propostas de nosso estudo, conceituaremos o que seja Ativo. Hendriksen e Breda (1999: 283) definiu o ativo, como sendo os “ benefícios econômicos futuros prováveis, obtidos ou controlados por uma entidade em conseqüência de transações ou eventos passados.” Segundo Sprouse e Moonizt (1997: 123),”… ativos representam benefícios futuros esperados, direitos que foram adquiridos pela entidade como resultado de alguma transação corrente ou passada.
Com base nas afirmações anteriores concluímos que, o principal atributo de um elemento do ativo é a potencialidade de gerar benefícios futuros á empresa, sendo que a melhor alternativa para se mensurá-lo, seria o critério que aproxima a mensuração dos benefícios futuros esperados. “ Podemos considerar, portanto, que o ativo é a totalidade dos recursos econômicos, materiais ou não, de propriedade da empresa ou que esteja no gozo de seu uso e posse, sendo utilizados na consecução dos fins operacionais da entidade e que gerem uma expectativa positiva em seu fluxo de caixa futuro,” (LIMA, AQUINO E NASCIMENTO, 1997).
Segundo Panton (1924), Apud Iudícibus (1997:94) “ Ativo é qualquer contraprestação ou não, possuída por uma empresa e que tenha valor para ela”; Aqui, o autor destacou o valor e o poder de troca que os mesmos terão, pois do contrário não teria sentido figurar em seu patrimônio. Outro conceito bem atual defendido por Iudícibus e Marion (1999:145), “Ativo, pode ser conceituado como algo que possui um potencial de serviços em seu bojo, para a entidade capaz, direta ou indiretamente, mediata ou no futuro, de gerar fluxos de caixa”.
O ativo para ser considerado como tal, deve trazer consigo algo que possa ser utilizado pela empresa e que possa auxiliar na geração de resultados pelos menos dentro do prazo de sua vida útil.
Analisando vários outros conceitos com diferentes enfoques e pontos de vista, pode-se verificar que a maioria deles se diferencia, referindo-se ás características, função e finalidade dos ativos, principalmente com relação á evolução temporal.
Foi verificado também, que com o passar do tempo, aos conceitos foram acrescentados um numero de detalhamentos e características pertinentes á época de sua ocorrência, que vem de encontro a um dos principais objetivos das empresas comerciais e industriais que é o lucro.

AVALIAÇÃO E MENSURAÇÃO DE ATIVOS

Pelo fato de os ativos serem recursos econômicos alocados ás finalidades do negócio, dentro de um período de tempo, e sendo agregado de potenciais de serviços disponíveis ou benéficos para as operações da entidade, o significado de alguns ativos somente pode ser relacionado aos objetivos da entidade e dependerá da continuidade desta.
É mais fácil definir mensuração do que fazer mensuração. Alguns fatores são fundamentais para definir os padrões de mensuração: quantificações não-monetárias como quantificações físicas e quantificações monetárias como moeda.
O processo de mensuração de um ativo, como praticado, na maioria das vezes, tende a buscar tão somente a dimensão monetária do bem, que muitas vezes não é representativa do valor que realmente o objeto avaliado tem na sua essência. Com esta limitação vários atributos de um objeto não estão devidamente inseridos ou qualificados em seu valor monetário, expresso contabilmente.
Ativos monetários — disponibilidades — e ativos as¬semelhados, que deveriam ser expressos em termos de entradas esperadas de caixa, ajustadas pelo prazo de espera de recebimento, sempre que relevante; os itens não monetários — inventários, instalações e equipamentos, investimentos de longo prazo e ativos diferidos — não são tão amenos quanto à sua avaliação, como os monetários. Tais ativos seriam tipicamente determinados ou avaliados pelo custo de aquisição ou algum conceito derivado.
“ Avaliação, segundo Ferreira (1986:205) é o ato de avaliar; apreciação; analise; valor determinado pelos avaliadores”, dando uma noção mais restrita a itens monetários e não monetários.
Sendo assim Mock e Grave (1989:80) destacam que sistema de mensuração é o “conjunto de procedimentos que atribui números a objetos e eventos com o objetivo de prover informações validas, confiáveis, apropriadas e econômicas para as tomadas de decisão.

OBJETIVO DA AVALIAÇÃO DE ATIVOS

Quando o gestor se depara com uma situação em que tem que decidir sobre a compra ou venda de um bem, surgem sempre duvidas, as quais têm necessidade de serem sanadas, para que os mesmos fiquem tranqüilos, pois terão certeza que foi feito um bom negócio.
São inúmeras as duvidas que surgem, tanto em relação á compra, quanto em relação á venda, pois a questão é muito subjetiva e depende de vários fatores, conforme explica Homburger Apud Guerreiro (1989:88,89) “ os valores financeiros dos ativos, passivos, receitas e despesas são mais sociais que físicas, no seu caráter; eles dependem e estão sujeitos ao julgamento e preferências do homem como um ser social(…) A quantia do custo de um ativo em qualquer negocio particular depende não só do tempo e lugar de aquisição, mas de julgamentos, esperanças, medos, preferências, tanto do comprador como do vendedor.”
Por estas razões é que se deve definir o objetivo da avaliação de um ativo, destacando diversas hipóteses como forma de se alcançar o melhor resultado, satisfazendo as necessidades de informações do usuário em questão.
Deve-se ainda, destacar que para se mensurar algo, há necessidade de definir quais são os objetivos a serem alcançados, e com base neles é que se irá decidir quais parâmetros de medida (itens não monetários) serão utilizados.

ATRIBUTOS BÁSICOS NA MENSURAÇÃO DE ATIVOS

Para se avaliar ou mensurar um ativo deve-se, necessariamente, verificar e aplicar algumas características que são atributos básicos da informação, conforme está descrito abaixo:
• OBJETIVIDADE – Deve-se adotar procedimentos adequados, claros, transparentes e de fácil compreensão.
• CONFIABILIDADE – A confiabilidade se comprova quando a aceitabilidade e verificabilidade dos dados mensurados no ativo, indicando a veracidade dos fatos.
• OPORTUNIDADE – As informações mensuradas devem ser fornecidas no tempo exato em que é necessário caso contrário perderão a sua utilidade, ou seja, não serão mais úteis.
• PRECISÃO – Para que a mensuração possa ser precisa, serão necessárias informações na medida exata das necessidades dos gestores, possibilitando assim a condução do negócio da melhor forma possível.
• EXATIDÃO – A mensuração deve ser do tamanho exato ou na quantidade certa, transmitindo aquilo que realmente for necessário para os usuários.
• ACURÁCIA – A margem de erro com relação á informação sobre a mensuração não poderá existir para que a realidade possa ser expressa.

FORMAS DE AVALIAÇÃO DOS ATIVOS

Ao se atribuir valor a um ativo deve-se verificar qual é o objetivo da empresa, que a primeira instancia seriam quatro, para aquisição de algo necessário, para manter a sua atividade, para se desfazer de algo que não é mais útil para a empresa, para se saber o valor atual do seu patrimônio e para dispor seus produtos ou mercadorias a disposição de seus clientes.
Estes podem ser chamados de valores de entrada e valores de saída.

VALORES DE ENTRADA

“Representam os obtidos no mercado de uma entidade, ou então, refletem o custo ou sacrifício para se obter os ativos utilizados pela empresa em suas operações”. (Tinoco, 1992: 8)

De acordo com esta citação, ao registrar um Ativo pelo seu valor de entrada, o reconhecimento do lucro se dará somente no ato da venda, através da confrontação da receita com a despesa correspondente. Registros com base em valores de entrada, economicamente, não representam a mensuração real do patrimônio, pois não consideram o caráter dinâmico da economia com suas possíveis trocas de preços.

Os princípios fundamentais de contabilidade valorizam os registros pelos valores de entrada, tendo em vista a objetividade e verificabilidade das informações. Porém, esses registros não permitem comparação de valores de datas distintas e, por conseqüência, tem pouca representatividade como medida de valor.

São de mais fácil verificabilidade em função de serem tomados como base, fatos que já ocorreram ou que já foram realizados. Ocorre quando a empresa adquire algum ativo necessário a manutenção de sua atividade.

Podem ser apresentados da seguinte forma:
– CUSTO HISTÓRICO – É um conceito estático de avaliação e representa o sacrifício financeiro efetuado no momento da aquisição ou produção correspondendo ao preço combinado entre o comprador e o vendedor.

A adoção do custo histórico na avaliação dos ativos atende aos princípios fundamentais de contabilidade, no tocante aos conceitos de realização a custo original. A objetividade e verificabilidade são razões importantes para a adoção deste conceito. Entretanto, a avaliação pelo custo original, com o passar do tempo, tem pouca representatividade como medida de valor para a empresa, além de não permitir o reconhecimento de ganhos ou perdas antes do momento da realização pela venda.

– CUSTO HISTÓRICO CORRIGIDO – Price-Level Accounting: é a definição original quando o custo histórico é objeto de uma correção, quer por coeficiente da variação do índice geral de preços (IGP), quer por um derivado da variação de um outro índice mais especifico.

Além de sua fácil utilização, o custo histórico permite a comparação de valores de datas distintas. Entretanto, devido a estrutura do ativo e o posicionamento das empresas no setor não serem semelhantes, a variação do poder aquisitivo da moeda pode não corresponder á variação do poder aquisitivo dos ativos da empresa. Neste caso, necessitar-se á da utilização de um índice especifico para a entidade. A aplicação desse procedimento pode ocasionar sérios problemas para o conhecimento da posição da empresa no setor e na economia, devido a dificuldade de comparabilidade entre as mesmas.

É caracterizado pela modificação do custo histórico, através de indicadores oficiais, os quais darão condições de trazer os valores mais próximos da realidade.

As características do custo histórico corrigido são: o valor de aquisição será o mais atualizado; demonstra objetividade pois há condições de expor claramente os procedimentos utilizados; Haverá relevância na informação, chegando a atingir valores próximos ao que realmente representam; o custo para aplicação da correção é baixo; da condições de comparabilidade com outros períodos.

-CUSTO CORRENTE DE REPOSIÇÃO – Na definição de Edwards e Bell, apud Martins (1972: 2), é o “Custo Corrente de aquisição dos inputs que a empresa utilizou para produzir o elemento do ativo”.

Martins (1972: 3) substitui o verbo produzir por possuir, a seguir: “(…) é o Custo Corrente de aquisição dos inputs que a firma utilizou para possuir o elemento do ativo; quando a empresa fabricou o ativo, o seu custo corrente é a soma dos custos correntes dos fatores que entraram na produção; quando a empresa comprou o ativo, é o custo corrente de adquiri-lo”.

Há certa similaridade com a definição de Iudícibus (1968: 32): É o custo de se adquirir ou fabricar um certo elemento do ativo, em estado novo, exatamente igual ao bem antigo objeto de avaliação”.

A evolução tecnológica é um fator que dificulta a avaliação, pois quando a taxa de mudança é acentuada em determinado ramo, fica difícil reproduzir valores correntes dos Ativos assim definidos, pois estes já se diferenciam sensivelmente dos antigos quanto ás características técnicas e de produtividade. Entretanto, se os novos Ativos prestam serviços equivalentes aos antigos, pode-se obter aproximações.

Comparando-se o custo histórico com o custo corrente, no momento da aquisição, verifica-se são iguais, porém, com o decorrer do tempo, os Ativos avaliados ao custo corrente poderão ter um preço maior ou menor em relação ao momento da aquisição.

– CUSTO CORRENTE DE REPOSIÇÃO CORRIGIDO – Decorre este conceito da aplicação de um ajustamento do Custo corrente, por um coeficiente de variação do Índice Geral de Preço (IGP) ou outro índice especifico.

Para alguns pesquisadores é talvez o mais completo conceito de avaliação a valores de entrada, pois combina as vantagens do custo corrente com as do custo histórico corrigido.

Ao comparar-se o custo corrente e o custo corrente corrigido verifica-se o surgimento de um novo elemento denominado ganho ou perda nos itens monetários, que nada mais é do que a tentativa de reconhecer o efeito inflacionário sobre as dividas e créditos da empresa no período considerado. Os demais elementos e contas permanecem com a mesma denominação adotada pelo custo corrente.

VALORES DE SAÍDA

A premissa básica deste conceito é a de que o preço de troca é o valor pelo qual os ativos podem ser vendidos ou trocados, quando deixarem a empresa, supondo-se que a mesma opera em um mercado organizado e o preço de mercado pode ser considerado uma estimativa bem próxima do preço real de venda em um curto prazo.

São baseados na troca de bens, produtos ou mercadorias, convertidos em valores mobiliários. Referem-se a vendas efetuadas pela empresa, ou a atribuição de valores aos bens que estão sendo colocada a disposição dos interessados.

A metodologia utilizada para avaliação ou mensuração de ativos através de valores de saída é utilizada quando a empresa os coloca a disposição de terceiros de forma normal ou sente a necessidade de se desfazer de algum ativo de forma inesperada.

Podem ser apresentados da seguinte forma:

PREÇOS CORRENTES DE VENDA – O valor realizável liquido é obtido, na maioria das vezes, a partir do preço de venda cotado sobre a demanda do mercado.

A avaliação a preços de saída proporciona informações relevantes e constantemente atualizadas, se a empresa atua num mercado organizado e pode prever os custos adicionais de venda.

Por outro lado, o preço corrente de venda significa a importância que está sendo paga pelo comprador marginal no momento, não sendo, portanto, possível extrapolar condições idênticas para o futuro.

Como o valor realizável liquido é um substituto de um preço de venda futuro, a efetiva conversão em termos de entrada de caixa sempre será exposta a dúvidas.

Para efeito de apuração do lucro quando utilizada esta abordagem, reconhece-se o lucro futuro, relativo ao preço de venda, partindo-se da premissa que o preço atual seja um bom substituto do preço de saída.

VALORES DE LIQUIDAÇÃO – Pode ser considerada a mais extrema hipótese de avaliação a valores de saída, por que presume uma venda forçada, tanto para clientes normais a preços extremamente reduzidos, como para outras firmas, bem abaixo do custo.

Por não serem realistas em circunstancias normais, os valores de liquidação devem ser utilizados em situações especificas, como: – quando os ativos tenham perdido sua utilidade normal, por obsolescência ou outro motivo qualquer, e tenham perdido e seu mercado normal; – quando a empresa espera ser desativa em futuro próximo, de modo que não poderá vender seus ativos em seu mercado normal.

EQUIVALENTES CORRENTES DE CAIXA – Esta abordagem parte da premissa de que todos os itens do ativo possuem um valor presente de mercado que não o possui seriam descarregados do ativo no ato da compra.

Procedendo assim, todos os ativos representam o total de dinheiro que poderia ser obtido, vendendo cada um sob a condição de liquidação, reduzindo os prejuízos na fase de liquidação forçada ou obsolescência do empreendimento.

Utilizar este método de avaliação não retrata a realidade do Ativo, pois ao deixar de considerar uma característica como “geração de benefícios futuros”, está-se fazendo uma avaliação parcial do Ativo e a contabilidade deve ser imparcial.

VALORES DESCONTADOS DE ENTRADAS DE CAIXA FUTURO – Conceitualmente, o valor atual é determinado mediante o processo de desconto. Porém, o desconto compreende não só um estimado interesse verdadeiro, que é o custo de oportunidade do dinheiro, mas também um estimado da probabilidade de cobrar o valor previsto.

Os valores do ativos, tanto relacionados aos bens como dos realizáveis no futuro, tem condições de serem transformados a valores de hoje, através de descontos calculados por meio de taxas.

Sob esta ótica de avaliação, três variáveis básicas são imprescindíveis e devem ser determinadas para a sua aplicação:

    • – a importância;
    • – o fator de desconto (taxa de juros);
    – o período ou períodos compreendidos.

Conhecendo-se a importância, a taxa de juros e o período é possível trazer a valor presente o fluxo de benefícios futuros. Aplicando-se este método, os Ativos são representados pelos futuros recebimentos líquidos de dinheiro, decorrentes dos produtos/serviços potenciais.

Conclusões

Este artigo abordou o problema de identificação e mensuração de Ativos, sob o enfoque das características comuns e valores de troca. Verificou-se como características comuns de AAtivos que os mesmos necessitam ser considerados à luz de sua propriedade e/ou de sua posse ou controle; deve existir algum direito específico ao benefício futuro ou potenciais serviços a ser o direito exclusivo da Entidade. Para a mensuração do Ativo, os valores de troca foram enfocados sob duas óticas: sob a ótica dos registros a Valores de Entrada, considerando-se o Custo Histórico, o Custo Histórico Corrigido, o Custo Corrente, o Custo Corrente Corrigido, e os Valores de Saída em relação a Preços Correntes de Saída ou Valor Realizável Líquido, os Valores de Liquidação, os Equivalentes Correspondentes de Caixa, os Valores Descontados de Entrada de Caixa Futura, como também em seus aspectos favoráveis e desfavoráveis de aplicação.
Conhecendo-se as características comuns e os aspectos favoráveis e desfavoráveis em relação aos valores de trocas, pode-se optar por aplicar conceitos de acordo com a filosofia da empresa e com os resultados que se pretende obter, sejam eles financeiro, gerencial ou fiscal. A utilidade estará relacionada às necessidades dos usuários.

Resumo

Uma definição adequada do Ativo, bem como uma análise básica de todas as suas características , podem ser de grande importância para o desenvolvimento da Teoria Contábil. A Contabilidade, desde seus primórdios, tem procurado adaptar-se à evolução do desenvolvimento das organizações e dos negócios, embora essa evolução não tenha acontecido na mesma velocidade que as atividades econômicas, diversos pesquisadores têm contribuído para a evolução da Teoria Contábil, podendo-se dar destaque a Hendriksen, Chambers, Sprouse, Moonitz, Iudícibus e Martins.
A identificação e mensuração do Ativo é um assunto extremamente controvertido entre os teóricos da Contabilidade. Foi-se buscar nestes pesquisadores as características comuns para a identificação de Ativo, procurando-se conceituar valor e mensuração para que, através dessas ferramentas o caráter utilitário da
Contabilidade, acentue-se como uma fonte muito fértil de informações para decisão. A partir do conceito de valor e mensuração, o enfoque deste estudo foi direcionado para Valor de Troca, mais precisamente, Valores de Entrada e de Saída, abordando-se os aspectos positivos e negativos concernentes.
A proposta do trabalho não está centrada em escolher o melhor método de identificação e mensuração de Ativo, mas nas possibilidades existentes para que os Ativos possam ser retratados de acordo com a filosofia e as necessidades das Entidades.

Referências Bibliográficas

D’ÁURIA, Francisco. Primeiros princípios de contabilidade pura. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959.
FINANCIAL ACCOUNTING STANDARDS BOARD – FASB. Concept N.3. Elements of financial statements of business enterprises. Dez/1980.
HENDRIKSEN, Eldon S. & VAN BREDA, Michael F. Accounting theory. 5.ed., New York: Irwin, 1992.
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria da contabilidade. 5.ed., São Paulo: Atlas, 1997.
Contribuição à teoria dos ajustamentos contábeis. São Paulo, 1966. Tese (Doutorado). Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.
MARTINS, Eliseu. Contribuição à avaliação do ativo intangível. São Paulo, 1972. Tese (Doutorado). Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.
SPROUSE, Robert T.; MOONITZ, Maurice. A tentative set of broad accounting principles for business enterprises. New York: AICPA, 1962.
TINOCO, João Eduardo Prudêncio. Avaliação patrimonial em contabilidade a valores de entrada e de saída. Caderno de Estudos, São Paulo, FIPECAFI, out/92.

CULTIVO EM AMBIENTE PROTEGIDO, HIDROPÔNICO E ORGÂNICO

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CULTIVO EM AMBIENTE PROTEGIDO, HIDROPÔNICO E ORGÂNICO DE HORTALIÇAS.

Faculdade Católica do Tocantins
Campus: Ciência Agrária e Ambientais
Curso:Agronomia
Cultivo em Ambiente Protegido,Hidropônico,Orgânico de hortaliças.
Acadêmico:Guilherme J Rempel
Disciplina:Olericultura, 7° período,Orientador:Roberto de Oliveira Santos.
Palmas
2010

Introdução

Cultivo em Ambiente protegido
Desde o aparecimento da indústria petroquímica na década de 30 e com o crescimento da utilização do plástico em diversos setores, já a partir da segunda grande guerra, não ficaria o setor agrícola indiferente ao novo e promissor material que surgia em diferentes campos de aplicação. O plástico tem sido empregado nas atividades agropecuárias com maior participação na produção de alimentos, substituindo materiais tradicionais como madeira, vidro, ferro e cimento, com a finalidade de minimizar os custos de produção e inovar técnicas tradicionais, para se obter aumento de produtividade. Dessa forma, a plasticultura pode ser definida como a técnica da aplicação dos materiais plásticos na Agricultura.
No Brasil, a década de 1980 foi marcante para a área de plásticos na horticultura, quando se iniciou uma forte atuação das petroquímicas. Estas ampliavam seu enfoque na produção agrícola, investindo em tubos gotejadores, vasos, silos, impermeabilização de açudes, tanques e canais, mulching e filmes para a cobertura de túneis e estruturas de madeira ou metálicas, cuja finalidade era a utilização como abrigo, possibilitando a realização do cultivo protegido de plantas.Originalmente o cultivo protegido de plantas era feito em ambiente construído com vidro, devido às suas excelentes propriedades físicas. Atualmente, o polietileno de baixa densidade (PEBD) é o material mais utilizado para a cobertura de estufas agrícolas, porque além de possuir propriedades que permitem seu uso para essa finalidade como a transparência, são flexíveis facilitando seu manuseio e possuem menor custo quando comparados ao vidro.
Ainda hoje o manejo das culturas em ambiente protegido é um gargalo para o sucesso da atividade. A falta de conhecimento técnico limita os benefícios gerados por essa atividade e o sucesso do empreendimento. A importância da utilização do cultivo em ambiente protegido, O clima é um fator que influencia a produção de hortaliças. No verão, as chuvas demasiadas danificam as hortaliças e criam condições favoráveis para o aparecimento de doenças. Por outro lado, o frio e os ventos do inverno acabam prolongando o ciclo dessas culturas. Para auxiliar na resolução desse entrave podemos lançar mão do cultivo protegido, que se caracteriza pela construção de uma estrutura, para a proteção das plantas contra os agentes meteorológicos que permita a passagem da luz, já que essa é essencial a realização da fotossíntese. Este é um sistema de produção agrícola especializado, que possibilita certo controle das condições edafoclimáticas como: temperatura, umidade do ar, radiação, solo, vento e composição atmosférica. O ambiente protegido pode ser um túnel (baixo ou alto), uma estufa agrícola com ou sem pé direito ou até mesmo uma casa-de-vegetação, onde o controle do ambiente é intensificado.

Hidroponia

A palavra hidroponia vem do grego dos radicais gregos hydro = água e ponos = trabalho. Apesar de ser uma técnica relativamente muito antiga, o termo hidroponia só foi utilizado pela primeira vez pelo Dr. W. F. Gerke, em 1930. A Hidroponia é um sistema de cultivo, dentro de estufas sem uso de solo. Os nutrientes que a planta precisa para desenvolvimento e produção são fornecidos somente por água enriquecida (solução nutritiva) com os elementos necessários: nitrogênio, potássio, fósforo, magnésio etc., dissolvidos na forma de sais. Basicamente qualquer água potável para consumo humano serve para hidroponia. Existem diversos processos hidropônicos como: floating, aeroponia, NFT e outros.
No SISTEMA FLOATING (sistema flutuante), as plantas ficam flutuando numa espécie de piscina com solução nutritiva. Em geral, são apoiadas em placas de isopor com furinhos. Exige muita água e um excelente sistema de aeração. São próprios para regiões de clima de calor intenso. É difícil e caro fazer a troca total da solução.
No SISTEMA AEROPONIA, tem-se um tecnologia muito avançada. Exige maior investimento. A solução nutritiva é nebulizada na câmara escura onde as raízes estão simplesmente suspensas e expostas ao ar interior. No lado de fora da câmara, a parte aérea das plantas recebe luz solar e/ou artificial. É um sistema fechado e utiliza temporizador com sensibilidade de curtos intervalos de tempo. A falta de energia elétrica, pode ser fatal, por isso, exige gerador de reserva.
O SISTEMA NFT é o mais difundido atualmente. Um temporizador aciona a moto-bomba de forma intermitente, seja por exemplo, mantendo 10 min ligados e 10 min desligado enquanto houver luz do dia. Como não há substrato entre as raízes, a solução circula e volta rapidamente ao reservatório. Assim, um pequeno reservatório consegue atender uma grande quantidade de plantas.
O manejo do sistema é bastante simplificado: desinfecção do reservatório e dos tubos, troca total da solução, aeração. A grande desvantagem é que não pode arredar pé da estufa. Qualquer pane no sistema elétrico ou moto-bomba ou o esquecimento de um registro fechado (muito comum), pode comprometer ou até perder a produção, principalmente se for no período mais quente do dia. Como não há substrato, as raízes ressecam facilmente. As plantas são cultivadas em perfis específicos, 80 cm acima do solo, por onde circula uma solução nutritiva composta de água pura e de nutrientes dissolvidos de forma balanceada, de acordo com a necessidade de cada espécie vegetal. Esses perfis provêm o meio de sustentação para as plantas, sem necessidade de pedrinhas ou areia. A solução nutritiva tem um controle rigoroso para manter suas características. Periodicamente é feito um monitoramento do pH e da concentração de nutrientes, assim as plantas crescem sob as melhores condições possíveis. Essa solução fica guardada em reservatórios e é bombeada para os perfis, conforme a necessidade, retornando para o mesmo reservatório.
É o sistema de cultivo NFT (Nutrient Film Technique) — fluxo laminar de nutrientes. Produção orgânica de hortaliças. Com a produção orgânica de hortaliças o agricultor cultiva alimentos de melhor qualidade pois não utiliza agrotóxicos ou fertilizantes químicos. Esse sistema de produção, além de não prejudicar o meio ambiente, gera produtos mais valorizados no mercado por serem saudáveis, livres de contaminação química. Segundo o pesquisador da Embrapa Agropecuária a produção orgânica de hortaliças em escala familiar demanda pouco investimento. Neste caso, o principal fator limitante é a falta de conhecimento sobre de técnicas agrícolas que buscam o uso sustentável dos recursos naturais: solo, água, ar e biodiversidade (animais, vegetais e microorganismos). No sistema orgânico adotam-se práticas agroecológicas, como o uso de biofertilizantes e defensivos alternativos (caldas e extratos naturais de plantas), cultivos consorciados, adubação verde, rotação de culturas, plantio direto e de variedades resistentes. Para manter a boa qualidade das plantas o pesquisador explica que é importante fazer a proteção da área, cercando a horta com uma barreira vegetal, que pode ser feita com capim elefante ou com hibisco, entre outras espécies.
O manejo do solo e o combate a pragas e doenças na produção orgânica de hortaliças. Quem faz a opção de adota a produção orgânica de hortaliças. Tem a preocupação com a preservação do meio ambiente e também por saber que os produtos orgânicos trazem grande vantagem à saúde do consumidor, sendo mais valorizados na hora da comercialização. Em relação aos gastos, o produtor explica que a longo prazo, a gente consegue diminuir os custos de produção porque grande parte dos insumos a gente tira da própria propriedade. Além de proporcionar uma alimentação mais saudável para o produtor e sua família, a produção orgânica de hortaliças pode incrementar a renda do agricultor que obtém preços melhores ao comercializar o excedente.

Material e métodos

Cultura em ambiente protegida

O uso correto do ambiente protegido possibilita produtividades superiores às observadas em campo. Segundo Cermeño (1990) a produtividade dentro do ambiente protegido pode ser 2 – 3 vezes maior que as observadas no campo e com qualidade superior. Além do controle parcial das condições edafoclimáticas, o ambiente protegido permite a realização de cultivos em épocas que normalmente não seriam escolhidas para a produção ao ar livre. Esse sistema também auxilia na redução das necessidades hídricas (irrigação), através de uso mais eficiente da água pelas plantas. Um outro bom motivo para produzir em ambiente protegido é o melhor aproveitamento dos recursos de produção (nutrientes, luz solar e CO2), resultando em precocidade de produção (redução do ciclo da cultura) e redução do uso de insumos, como fertilizantes (fertirrigação) e defensivos. Um exemplo de diferença de produtividade atingida com e sem o uso de ambiente protegido em diferentes estações do ano, (Purquerio & Goto 2005 e Purquerio et al. 2005).
Seu manejo na cultivar hortaliças em ambiente protegido é necessário antes de tudo, conhecer muito bem as espécies que serão cultivadas, principalmente quanto às exigências ambientais e nutricionais, ou seja, conhecer as necessidades fisiológicas das hortaliças. Também, o ambiente em que serão plantadas, não só em termos de região, mas de localização, coletando informações sobre temperaturas reinantes (máxima e mínima), período de maior chuva, predominância de ventos, culturas adjacentes e permanência de uma mesma cultura. A radiação solar é o principal fator que limita o rendimento das espécies tanto no campo, como em ambientes protegidos, especialmente nos meses de inverno e em altas latitudes. As distintas regiões do Brasil, em geral, mostram uma redução da radiação solar incidente no interior do ambiente protegido com relação ao meio externo de 5 a 35%. Estes valores variam com o tipo de plástico (composição química e espessura), com o ângulo de elevação do sol (estação do ano e hora do dia) e também dependem da reflexão e absorção pelo material.
No ambiente protegido a fração difusa da radiação solar é maior que no meio externo evidenciando o efeito dispersante do plástico, que possibilita que essa radiação chegue com maior eficiência às folhas das hortaliças no seu interior, principalmente as conduzidas na vertical, ou cultivadas em densidade elevada onde uma folha tende a sombrear a outra. Qualquer que seja a região de produção, não se pode ter estruturas construídas ao lado de árvores ou construções que projetam sua sombra sobre o ambiente protegido, mesmo que seja apenas por algumas horas durante o dia. Estruturas geminadas, também geram faixas de sombreamento sobre as culturas em seu interior. Outro ponto a ser observado é a deposição de poeira sobre o filme plástico, que reduz a luminosidade no interior da estrutura, causando o estiolamento das plantas. Quando o filme plástico se encontra em boas condições é recomendável sua lavagem (com uma vassoura de cerdas macias ou com uma espuma que pode ser envolvida num rodo). Pode-se fazer a lavagem antes do período de inverno.Para os cultivos sensíveis ao excesso de luminosidade, o uso de malhas sintéticas de sombreamento, com 30 a 50% de sombra, colocadas no interior da estrutura à altura do pé direito, soluciona satisfatoriamente o problema.
O uso de iluminação artificial em ambiente protegido é uma prática cultural onerosa, sendo somente justificada para culturas de alto valor agregado e sensíveis ao fotoperíodo, como algumas flores e plantas ornamentais. Salienta-se que sempre que se altera a intensidade luminosa no interior do ambiente protegido, modificam-se, também outros parâmetros agrometeorológicos, como temperatura e umidade relativa do ar.
A temperatura é um fator agrometeorológico que exerce influência sobre as seguintes funções vitais das plantas: germinação, transpiração, respiração, fotossíntese, crescimento, floração e frutificação Nos países do hemisfério norte, caracterizados por clima temperado com invernos muito rigorosos o ambiente protegido possui a finalidade de aquecimento, tornando-se uma verdadeira estufa para que a produção seja possível. Porém, nas condições climáticas brasileiras, consideradas tropicais e subtropicais, onde o cultivo de hortaliças é possível durante o ano todo, o aquecimento natural demasiado do ambiente pode causar problemas no cultivo das plantas.
Para o manejo da temperatura do ar é indispensável a instalação de um termômetro de máxima e mínima a 1,5 m de altura, no centro do ambiente protegido, abrigado da luminosidade direta do sol. As leituras devem ser realizadas diariamente e sempre no mesmo horário. Atualmente, também se dispõe de equipamentos eletrônicos conhecidos como microllogers, que possuem sensores de temperatura e umidade do ar, que realizam automaticamente a leitura destas variáveis no momento desejado.
O manejo da temperatura do ambiente protegido começa pela escolha do tipo de ambiente a ser utilizado, que está muito relacionado ao tipo de hortaliça que vai se cultivar. Cada hortaliça possui uma necessidade fisiológica diferente de temperatura, a qual pode não ser atingida em função do tipo de ambiente utilizado. Deve-se então, prestar atenção em relação à altura do pé direito do ambiente quando se pensa em cultivar plantas com arquitetura mais alta como o tomateiro. Para estas culturas, recomenda-se um ambiente com no mínimo 3,0 a 3,5 m de altura, de pé direito. Esta deve ser de 0,50 a 1,00 m maior do que a máxima altura da cultura que será conduzida (Sade, 1997).
Na instalação do ambiente, deve-se observar a inclinação do terreno, principalmente para estufas do tipo londrina, pois esta facilita a passagem do ar quente pela estrutura, com sua saída pela lateral que estiver na parte mais alta do terreno. A estrutura deve sempre ser instalada com a menor dimensão (frente), no sentido da corrente do vento predominante. Outro ponto a ser observado é as cortinas laterais que devem ser sempre móveis, para serem fechadas no caso da necessidade de retenção da temperatura através do aquecimento do ar, ou abertas para a saída do ar quente, quando se deseja o resfriamento. Saídas para o ar quente, na parte superior das estruturas, conhecidas como lanternim e janelas zenitais, também possibilitam o resfriamento do interior do ambiente protegido. O uso de telas sintéticas de sombreamento (30 a 50%) e de pincelamento com tinta ou cal, embora sejam relativamente eficientes na diminuição da temperatura, também diminuem a luminosidade, o que nem sempre é desejado. No mercado também existe à disposição dos produtores uma tela aluminizada (40 ou 50%) que, instalada na altura do pé-direito de estruturas com 3,0 a 4,0 m de altura, proporciona redução da temperatura sem influir demasiadamente na luminosidade. Porém, se o objetivo for a redução da temperatura com telas sintéticas de sombreamento, estas devem ser colocadas de 0,5 a 0,8 m por cima da cumeeira da estrutura, nunca dentro do ambiente protegido. A nebulização é um outro recurso disponível para a redução da temperatura no interior dos ambientes protegidos. Para a água passar de seu estado líquido para o gasoso ela necessita de calor.
Dessa forma, através da pulverização de gotículas de água dentro do ambiente protegido, com auxílio de um sistema de nebulização ou fogger consegue-se a redução da temperatura do ar, pela mudança no estado físico da água. A utilização de nebulizadores como instrumento de controle de temperatura, também está relacionada com a umidade relativa do ar dentro do ambiente. Como exemplo, Andriolo, (1999) cita que um ambiente que se encontrava com temperatura do ar em torno de 35oC e umidade relativa do ar de 40%, quando teve sua umidade elevada para 100% apresentou uma queda na temperatura, chegando até 21oC. A umidade relativa do ar no interior de um ambiente protegido é determinada diretamente pela temperatura, numa relação inversa entre ambas. Ela pode variar num período de 24 horas de 30 a 100%, sendo que diminui durante o dia e aumenta durante a noite.Ela está vinculada ao equilíbrio hídrico das plantas, onde um déficit pode alterar a evapotranspiração, alterando a capacidade do sistema radicular de absorver a água e o nutriente. Dessa forma, o manejo da umidade do ar, também vai depender da cultura visando-se atender sua fisiologia de crescimento e desenvolvimento. Para o manejo da umidade dentro do ambiente protegido é necessária a instalação de um higrômetro ou um termo-higrômetro, cujas leituras deverão ser registradas diariamente ao meio dia (12h). A localização desse instrumento deve ser a mesma citada para o termômetro de máxima e mínima. Com o monitoramento, o produtor poderá previamente estabelecer as estratégias a serem adotadas no transcorrer da cultura para manter a umidade relativa dentro dos limites da faixa ideal de cada cultura.

Hidroponia

Os custos iniciais não são elevados em se falando de equipamentos, e o retorno é imediato e a curto prazo. É necessário prevenir-se contra a falta de energia elétrica. Exige conhecimentos técnicos e de fisiologia vegetal. Uma planta doente pode contaminar toda a produção. Requer rotinas regulares e periódicas de trabalho, Este é um aspecto sobre o qual gostaríamos de chamar sua atenção. O produtor de cultivos hidropônicos trabalha com uma tecnologia moderna, limpa e com muitas vantagens, veja:

Maiores higienização e controle da produção

A planta cresce mais saudável e, por estar longe, do solo menos sujeita a infestação de pragas
A produção se faz durante todo o ano por ser um cultivo protegido
Alta Produtividade: um único empregado pode cuidar de mais de 10.000 plantas. O custo de manutenção (empregado, água, luz, frete etc.) para o cultivo de alface, por exemplo, está em torno de R$ 0,15 por pé.
A ergonometria é muito melhor, pois se trabalha em bancadas. O trabalho é mais leve e mais limpo.
Não há desperdício de água e nutrientes. A economia de água em relação ao solo é de cerca de 70%.
A produtividade em relação ao solo aumenta em cerca de 30%
O retorno do investimento se dá entre 6 e 8 meses
Por ser colhida com raiz a sobrevida da planta hidropônica é muito maior que a da cortada no solo. Existem maiores qualidade e aceitação do produto.
Estão eliminadas operações como: aração, gradeação, coveamento, capina, bem como a manutenção dos equipamentos utilizados para estas operações.
A produtividade e a uniformidade da cultura são maiores.
Redução de pulverizações.
Pode ser realizada em qualquer local, mesmo onde o solo é ruim para a agricultura.
Um projeto comercial de 3.400 pés de alface/mês requer apenas 140m2.
Não há preocupação com a rotação de culturas e o replantio é imediato após a colheita.
Independendo da terra pode ser implantado mais perto do centro consumidor.
Praticamente tudo. Hoje em dia a alface ainda é a mais cultivada, mas pode-se plantar brócoli, feijão-vagem, repolho, couve, salsa, melão, agrião, pepino, beringela, pimentão, tomate, arroz, morango, forrageiras para alimentação animal, mudas de árvores, plantas ornamentais, entre outras espécies.O produto final cultivado em hidroponia é de qualidade superior, com aproveitamento total, pois é cultivado em estufa protegida e limpa, livre das variações do clima, dos insetos, animais e outros parasitas que vivem no solo. Na hidroponia os nutrientes são balanceados diariamente, conforme a necessidade do cultivo, fazendo com que as plantas recebam durante todo seu ciclo de crescimento, as quantidades ideais de nutrientes. As plantas não entram em contato com os contaminantes do solo como bactérias, fungos, lesmas, insetos e vermes.
As plantas são mais saudáveis, pois crescem em ambiente controlado procurando atender as exigências da cultura.
Todo produto hidropônico é vendido embalado, não entrando em contato direto com mãos, caixas, caminhões etc.
Ataque de pragas e doenças é quase inexistente, diminuindo ou eliminando a aplicação de defensivos.
Pela embalagem o consumidor pode identificar: marca, cidade da produção, nome do produtor ou responsável
técnico, características do produto e telefone de contato.
Os vegetais hidropônicos duram mais na geladeira e fora dela, pois permanecem com a raiz.
Produtos Orgânicos
O solo é a base do trabalho orgânico. Vários resíduos são reintegrados ao solo; esterco, restos de verduras, folhas, aparas, etc., são devolvidos aos canteiros para que sejam decompostos e transformados em nutrientes para as plantas. Essa fertilização ativará a vida no solo; os microorganismos além de transformar a matéria orgânica em alimento para as plantas, tornarão a terra porosa, solta, permeável à água e ao ar. O grande valor da horticultura orgânica é promover permanentemente o melhoramento do solo. Ao invés de mero suporte para a planta, o solo será sua fonte de nutrição. O selo é a sua garantia de estar consumindo produtos orgânicos. Com o crescente interesse pela agricultura orgânica, surge a necessidade de uma verificação segura, que garanta ao consumidor a certeza de estar adquirindo produtos orgânicos.
O IBD – INSTITUTO BIODINÂMICO DE DESENVOLVIMENTO RURAL, localizado em Botucatu, São Paulo, fiscaliza e certifica produtos orgânicos no Brasil de acordo com normas internacionais. Este selo só é conferido após rigorosos exames de controle de qualidade de solo, água, reciclagem de matéria orgânica, dentre outros. No Brasil existem 45 produtores com o selo orgânico fornecido pelo IBD. O IBD possui um corpo de inspetores e um comitê de certificação que verifica a conformidade dos produtos orgânicos e biodinâmicos com normas nacionais e internacionais. A certificação de uma produção vegetal, animal ou industrial, indica que foram realizados os seguintes trabalhos:
visitas periódicas de um inspetor no local de produção;
avaliação do relatório de inspeção por um conselho formado por agricultores, processadores, acadêmicos, técnicos e representantes de consumidores;
análise residual para verificar o nível de pureza do produto;
aprovação da unidade de produção, dentro dos padrões de qualidade orgânica ou biodinâmica.
O IBD é filiado à IFOAM (Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Orgânica) e seu certificado é também reconhecido na Europa, Estados Unidos e Japão.

Os produtos que são da cultura orgânica

Manga orgânica ,Cana-orgânica, Soja orgânica,Cacau orgânico, Citricultura orgânica, Gengibre orgânico, Guaraná orgânico, Morango orgânico, Pêssego orgânico, Rapadura orgânica, Tomate orgânico, Uva orgânica.
O desenvolver técnicas produtivas que empreguem insumos agrícolas de baixo impacto ambiental na área, zona de preservação que já cultiva o gengibre em escala comercial pelo sistema tradicional. Enquanto o método convencional utiliza grandes quantidades de agrotóxicos e adubos químicos NPK (como uréia, superfosfatos e cloreto de potássio), no método orgânico esses produtos dão lugar ao fosfato natural e pó de rocha, biofertilizantes (esterco, água e pó de rocha fermentados) e compostagem (resíduos vegetais e animais sobrepostos).

Consideração final

O cultivo protegido,mormente em casa de vegetação, tem contribuído para a solução de alguns dos problemas que limitam a eficiente e constante produção de hortaliças no Brasil, contudo outros problemas pode advim da má implantação. Da estrutura e do manejo inadequado. Têm se observado,ao longo do tempo,os efeitos negativos da má administração das casas de vegetação nas condições brasileiras,podem se destacar os principais problemas relacionados ao solo ,a atmosfera interna, á placa, ao mercado.alguns desses problemas podem ser solucionado por meio de assistência técnica agronômica de produção especializada,aplicada com competência e regularidade.O sucesso do agronegócio da plasticultura depende de meticuloso planejamento do projeto, bem como de aprimorada execução, desde a implantação do sistema.
Nos cultivos comerciais é comum ocorrer murcha mento de plantas nas horas mais quentes do dia. Para contornar tal problema, é importante manter o nível do reservatório próximo da capacidade adotada, principalmente para as culturas de ciclo rápido, pois em decorrência da maior absorção de água e aumento de temperatura, a condutividade elétrica real pode aumentar no decorrer do dia e atingir valores críticos para as plantas. Para regiões de clima quente, este sintoma pode ser resultado de aumento na concentração de sais na solução nutritiva pois sabe-se que, proporcionalmente, as plantas absorvem mais água que nutrientes. Vale ressaltar que nestes locais é conveniente trabalhar com soluções mais diluídas. Outra causa do murcha mento está relacionada com o apodrecimento do sistema radicular por patógenos e, ou, por falta de oxigênio na solução nutritiva, cujos sintomas iniciais causam escurecimento das raízes. Portanto, antes de qualquer decisão sobre a causa provável desse murcha mento, o produtor deve procurar identificá-la corretamente.
Ao consumir um produto orgânicos, os consumidores apesar de não sentirem ou terem consciência da sua ação benéfica para o meio ambiente, estão na verdade adquirindo, um conjunto de dois produtos: os alimentos em si e um produto ambiental (a proteção/regeneração do meio ambiente). E esse produto ambiental que parece abstrato à primeira vista, que apesar de adquirido, não é consumido fisicamente por quem o adquire, pode até ser quantificado e valorado. Basta que sejam medidas nos estabelecimentos agrícolas, a melhoria da qualidade da água, a intensificação da vida microbiológica do solo, o aumento da biodiversidade, o retorno dos pássaros e outros pequenos animais ao espaço agrícola, apesar de eventuais pequenos prejuízos que possam causar às atividades agrícolas no curto prazo.

REFERÊNCIAS

CERMEÑO, Z. S. Estufas instalação e maneio. Lisboa: Litexa. 1990. 355p.
WWW.htt:Embrapa Agropecuária Oeste.com.br acessado no dia 31do março 2010.
LUIS FELIPE, V.P.; WILSON T. S. Instituto Agronômico Centro de Horticultura IAC, Campinas, SP.
ANDRIOLO, J.L. Fisiologia das culturas protegidas. Santa Maria, Editora UFSM, 1999. 141p.
SADE, A. Curso de plasticultura e fertirrigação. Piracicaba: Departamento de Horticultura, ESALQ/USP, 1994. 351p. (Mimeogr.).
PURQUERIO, L.F.V.; GOTO, R.; DEMANT, L.A.R. Produção de rúcula cultivada com diferentes doses de nitrogênio em cobertura via fertirrigação e espaçamento entre plantas em campo e ambiente protegido no inverno. In: Anais do Congresso Brasileiro de Olericultura, 45. Horticultura Brasileira, v.23, agosto, 2005. Suplemento CD-ROM.
http://www.infobibos.com/Artigos/2009_2/hidroponiap2/index.htm

FONTES DE ENERGIA RENOVAVÉIS: ALTERNATIVAS DO MEIO AMBIENTE

UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ
SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL
ANA CLAUDIA RODRIGUES FEITOSA
FONTES DE ENERGIA RENOVAVÉIS: ALTERNATIVAS DO MEIO AMBIENTE A DISPOSIÇÃO DO HOMEM.
São Félix do Xingu – Pará
2010
ANA CLAUDIA RODRIGUES FEITOSA

1. INTRODUÇÃO.

Nossa era esta sendo marcada por uma rápida evolução técnica científica. Assistimos o rápido desenvolvimento das tecnologias da informação, da biologia e da genética.
A revolução industrial do século XVIII fez crescer nossa dependência pelos recursos fósseis. Porém a economia mundial fóssil; por exemplo, o petróleo, que levou mais de quatrocentos milhões de anos para ser formado, será todo consumido nos próximos 50 anos; na qual dependem quase todas as atividades da humanidade, porém felizmente o meio ambiente colocar alternativas ecológicas de energia a disposição da humanidade.
A quantidade de energia que a Terra recebe do Sol é enorme. A energia do Sol tem várias formas – vento e ondas, por exemplo, assim como a energia solar direta. As únicas formas de energia que não vêm originalmente do Sol são energia nuclear, a energia química das baterias elétricas, a energia das marés e a energia geotérmica. Algumas fontes de energia são conhecidas como energias renováveis, pois não se extinguirão.
O sol é uma importante fonte de energia não poluente e renovável. A energia do sol pode ser convertida em eletricidade dentro de células fotovoltaicas (solares). essas células são encontradas em calculadoras solares, aparelhos de rádio e telefone em áreas remotas, satélites espaciais e bóias de navegação. Aproximadamente um quinto da energia mundial vem de hidrelétricas. Em uma usina hidrelétrica, a energia da água que cai aciona uma turbina que, por sua vez, aciona um gerador elétrico. As usinas hidrelétricas podem gerar grandes quantidades de força.
A energia é a fonte de nossa vida. E cada ano, ou mesmo década ela vem se evoluindo muito. Já temos vários tipos de geradores de energia, mais adiante veremos, O que são energia renováveis? Quais as fontes de energias renováveis? E principalmente se está são fontes de energia são alternativas ecológicos, vantajosas ou desvantajosas?

2. FONTES DE ENERGIA RENOVAVÉS: ALTERNATIVAS DO MEIO AMBIENTE A DISPOSIÇÃO DO HOMEM.

As fontes de energia podem ser apresentadas de duas formas: convencionais ou alternativas. Energia convencional é caracterizada pelo baixo custo, grande impacto ambiental e tecnologia difundida. Já a energia alternativa é aquela originada como solução para diminuir o impacto ambiental. Com essas duas fontes de energia, surgem também duas distinções: renováveis e não-renováveis.
Renovável: é a energia que é extraída de fontes naturais capaz de se regenerar, conseqüentemente inesgotável. Ex: energia solar, energia eólica, etc. Os combustíveis renováveis são combustíveis que usam como matéria-prima elementos renováveis para a natureza, como a cana-de-açúcar, utilizada para a fabricação do álcool e também de vários outros vegetais como a mamona utilizado para a fabricação do biodiesel ou outros óleos vegetais que podem ser usados diretamente em motores diesel com algumas adaptações.
As energias renovaveis são aquelas que estão em renovação constantemente e podem ser utilizadas continuadamente. Elas são provenientes de ciclos naturais de conversão da radiação solar, que é a fonte primária principal de quase toda a energia disponível na terra.
Uma fonte de energia é renovável quando não é possível estabelecer um fim temporal para sua utilização, como por exemplo o calor emitido pelo sol, a existência do vento, as ondas, e os cursos de água. As energias renováveis são inesgotáveis, mas limitadas em termos de quantidade de energia que é possível extrair em cada momento.
As principais vantangens resultantes da sua ultilização consistem no fato de não serem poluentes e poderem ser exploradas localmente. A ultilização da maior parte das energias renováveis não conduz à emsissão de gases com efeito estufa. A única execessão é a biomassa, uma vez que há queima de resíduos orgânicos, para obtenção da energia o que origina dióxido de enxofre e óxidos de azoto.
A exploração local das energias renováveis contribui para reduzir a necessidade de importação de energia, atenuando a dependência energética relativamente aos países produtores de petróleo e gás natural.
As fontes de energia renováveis ainda são muito pouco utilizadas devido aos altos custos de instalação, inexistência de tecnologias e redes de distribuição experimentadas, e em geral, ao desconhecimento e falta de sensibilização por parte dos governantes, dos municípios e dos consumidores.
Ultimamente tem observado um crescimento no consumo dos combustíveis fósseis, e levando em conta de esse aumento tende a apresentar dois importantes problemas, questões de ordem ambiental e o fato dos recursos energéticos fósseis serem finitos e esgotáveis. As fontes de energia renováveis surgem como uma alternativa às convencionais. O aproveitamento das fontes de energias renováveis deveria ser um dos objetivos primordiais da política energética nacional.

2.1 ENERGIA HIDRAULICA

É aquela obtida a partir da energia potencial de uma massa de água, como rios e lagos podendo ser aproveitada por meio de um desnível ou queda de água. Poder ser convertida na forma de energia mecânica através de turbinas hidráulicas ou moinhos de água. As turbinas por sua vez podem ser usadas como acionamento de um equipamento industrial, como um compressor, ou de um gerador elétrico, com a finalidade de prover energia elétrica para uma rede de energia. A partir do movimento de rotação da turbina o processo repete se , o gerador ligado á turbina transforma a energia mecânica em eletricidade.
A potência hidráulica máxima que pode ser obtida através de um desnível pode ser calculada pelo produto:
P = ÁQHg
Em unidades do sistema internacional de unidades (SI)
Potência(P): Watt(W)
Queda(H): m
Densidade(Á): kg / m3
Vazão volumétrica(Q): m3 / s
Aceleração da gravidade(g):m / s2
É necessário que haja um fluxo de água para que a energia seja gerada de forma contínua no tempo, por isto embora se possa usar qualquer reservatório de água, como um lago, deve haver um suprimento de água ao lago, caso contrário haverá redução do nível e com o tempo a diminuição da potência gerada (ver equação acima). As represas (barragens) são nada mais que lagos artificiais, construídos num rio, permitindo a geração contínua.
As represas podem ser importantes pois caso a água fosse coletada diretamente de um rio, na medida em que houvesse uma redução da vazão do rio, como em uma época de estiagem, haveria redução da potência gerada. Assim com a formação de um lago (reservatório da barragem), nas épocas de estiagem pode-se usar a água armazenada, e se este for suficientemente grande poderá atender a um período de estiagem de vários meses ou mesmo plurianual.
No Brasil, devido a sua enorme quantidade de rios, a maior parte da energia elétrica disponível é proveniente de grandes usinas hidrelétricas. A energia primária de uma hidrelétrica é a energia potencial gravitacional da água contida numa represa elevada. Antes de se tornar energia elétrica, a energia primária deve ser convertida em energia cinética de rotação. O dispositivo que realiza essa transformação é a turbina. Ela consiste basicamente em uma roda dotada de pás, que é posta em rápida rotação ao receber a massa de água. O último elemento dessa cadeia de transformações é o gerador, que converte o movimento rotatório da turbina em energia elétrica.
As vantangens da utilização de um recurso renovável para a produção de energia já apresenta por si uma vantagem. Porém, a construção de empreendimentos de grande dimensão, como por exemplo as barragens, pode resultar em alguns impactos negativos ao meio ambiente e no ecossistema fluvial.
Ainda que atualmente boa parte da energia elétrica provenha de usinas hidrelétricas, estima-se que devem representar apenas 4% da produção total de eletricidade em 2020, registrando um dos crescimentos mais baixos: 1,8% ao ano, dentre as diversas fontes geradoras. Nos países mais ricos, esse índice deve ser de apenas 0,5%. A falta de grandes volumes de água, terrenos em desnível e as enormes quantias envolvidas na construção de usinas e redes de transmissão são os principais motivos dessa retração. Outro problema é o impacto ambiental causado pelas obras. Uma hidrelétrica requer a inundação de grandes áreas e o deslocamento de populações

2.2 ENERGIA SOLAR

A energia solar é aquela energia obtida pela luz do Sol, pode ser captada com paineis solares. É uma fonte de vida e de origem da maioria das outras formas de energia na Terra. A cada ano a radiação solar trazida para a terra leva energia equivalente a vários milhares de vezes a quantidade de energia consumida pela humanidade. Escolhendo uma boa radiação solar, esta pode ser transformada em outras formas de energia como calor ou eletricidade usando painéis solares.
O Brasil é um país previlegiado nessa questão e deveria investir mais no uso da energia solar devido a grande incidencia do sol por toda a entensão territorial, transformando a anergia captada em formas uitlizáveis pelo homem como fonte de energia elétrica e mecânica.
As vantagens da energia solar é que a mesma não polui durante o seu uso. A poluição decorrente da fabricação dos equipamentos necessários para a construção de painéis solares é totalmente controlável. As centrais necessitam de manutenção mínima, os painéis solares sao cada vez mais potentes e seu custo vem decaindo tornando a energia solar uma solução economicamente viável.
Também uma grande vantagem da energia solar é que ele permite a geração de energia, no mesmo local de consumo, através da integração da arquitetura. Assim, poderemos levar a sistemas de geração distribuída, em que quase eliminar completamente as perdas ligadas aos transportes, que representam actualmente cerca de 40% do total, e a dependência energética.
As desvantagens, existem variação nas quantidades produzidas de acordo com a situação do clima (chuva, neve) e durante a noite não possui produção alguma, que obriga que existam meios de armazenamento da energia produzidas durante o dia. As formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando comparadas a outros tipos de energia

2.3 ENERGIA EÓLICA

A energia eólica é uma das fontes mais amigáveis de energia renovável para o meio ambiente. É a energia obtida pela ação do vento, ou seja, através da utilização da energia cinética gerada pelas correntes aéreas.
O vento vem da palavra latina aeolicus, pertencente ou relativo à Eolo , deus dos ventos na mitologia grega e, portanto, pertencente ou relativo ao vento. A energia eólica tem sido utilizado desde a Antiguidade para mover os barcos movidos por velas ou operação de máquinas para movimentação das suas fábricas de pás. É uma espécie de energia verde.
Os moinhos-de-vento serviram para moer milho e bombear água desde os tempos antigos. Hoje, as turbinas de vento geram eletricidade. Uma usina em Altmont Pass, na Califórnia (EUA), tem 300 turbinas que fornecem energia para a área de Los Angeles. A maior usina de vento fica no Havaí: duas lâminas de 50 metros em uma torre de 20 andares.
A energia das correntes conectivas podem ser captadas através de velas, usadas só desportivamente, cata-ventos, multipás; Savonius; darrieus; hélice; molinetes, turbinas, grandes turbinas acopladas a geradores, sistema fixo, baseado no princípio magneto- aerodinâmico.
A energia eólica é a contida no vento como conseqüência de sua velocidade, utilizada desde da antigüidade como nos moinhos, e atualmente para produzir eletricidade. A energia obtida pela força dos ventos, e não se tem registro de sua descoberta, mas estima-se que foi a milhares e milhares de anos para mover as pás dos moinhos, e hoje é pesquisada para gerar eletricidade.
A energia eólica é hoje considerada uma das mais promissoras fontes de naturais de energia, porque é renovável, por isso não esgota, além disso as turbinas eólicas podem ser utilizadas tanto em conexão com redes elétricas como em lugares isolados, além disso é energia limpa, auxiliando na redução do efeito estufa.
As desvantagens no uso da energia eólica é questão do espaço físico, uma vez que tanto as turbinas quanto os cata-ventos são instalações mecânicas grandes ocupam áreas ambientais extensas, no entanto seu impacto ambiental é mínimo, tanto em termos de ruído quanto na questão da emissão de gases atmosféricos.
No Brasil, embora o aproveitamento dos recursos eólicos tenha sido feito tradicionalmente com a utilização de cata-ventos multipás para bombeamento d’água, algumas medidas precisas de vento, realizadas recentemente em diversos pontos do território nacional, indicam a existência de um imenso potencial eólico ainda não explorado.

2.4 BIOMASSA

A energia da biomassa é a energia que se obtém durante a transformação de produtos de origem animal e vegetal para a produção de energia calorífica e eléctrica. Na transformação de resíduos orgânicos é possível obter biocombustíveis, como o biogás, o bioálcool e o biodiesel.
A formação de biomassa a partir de energia solar é realizada pelo processo denominado fotossíntese, pelas plantas que, por sua vez, está acionando a cadeia biológica. Através da fotossíntese, plantas que contêm clorofila transformam o dióxido de carbono e a água mineral a partir de produtos sem valor energético, em materiais orgânicos com alto teor energético e, por sua vez, servem de alimento para os outros seres vivos. A biomassa através destes processos armazena a curto prazo a energia solar sob a forma de carbono. A energia armazenada no processo fotossintético pode ser posteriormente transformada em calor, eletricidade ou combustível a partir de plantas, liberando novamente o dióxido de carbono armazenado.
Suas vantagens são o baixo custo, é renovável, permite o reaproveitamento de resíduos e é menos poluente que outras formas de energia como aquela obtida a partir de de combustíveis fósseis.
As desvantagens ocorre que a queima da biomassa provoca lberação de dióxido de carbono na atmosfera, mas como este composto havia sido previamente absorvido pelas plantas que dão origem ao combustível, o balanço de emissão de gás carbônico é nulo.

2.5 ENERGIA GEOTÉRMICA

A terra possue a sua energia nativa, como é prova disso os vulcões e os sismos. Essa mesma energia pode ser conduzida para colocar em funcionamento geradores de eletrecidade e para o aquecimento de casas. A energia geotérmica é produzida quando água subterrânea passa por uma região sub superficial de rochas quentes ( reservatório de calor). A água aquecida ou vapor resultante do processo é trazido até a superfície por furos naturais feitos propositadamente para o efeito.
O problema deste tipo de energia é sua localização, nem todos podem usufruir deste recurso . Um problema ainda se deve ao fato de poder ocorrer subsistência do solo nessas regiões onde se retira a água contribuinte para a produção energética no futuro, mas é muito bem vinda já que não polui e é sempre positivo, por não se estar dependente apenas de um tipo de recurso energético.
Em muitas centrais geotérmicas observa-se a emissão de um vapor branco. Contudo é apenas vapor de água e não qualquer outro gás resultante da combustão. Este tipo de centrais contribui para a diversificação das energias alternativas e poupa fontes não renováveis sendo assim muito usada em diversos países.

Estável, renovável e natural

A partir de um captador colocado no subsolo (60 cm), de um Gerador Termodinâmico e de uma forma de difusão da energia no interior da casa, o sistema geotérmico pode ser instalado em quase todo o tipo de construções, individuais ou colectivas, novas ou já existentes.

Captador horizontal

Através dum sistema de tubagem colocada no exterior da casa, soterrada a 60 cm, circula um fluido frigorigénico ou água glicolada até ao Gerador, que permite a transferência energética para o interior da construção, para as Águas Quentes e Sanitárias (AQS), para a piscina e para o aquecimento. Em construções novas a Cabhilt aplica o Sistema Clina de Tubagem Capilar em polipropileno (PPR) que permite eficazmente o aquecimento e também o arrefecimento.

Captador Vertical

Este método consiste na colocação de uma sonda geotérmica vertical (entre 70 e 100 m de profundidade) que permite captar energia do subsolo. É uma solução aplicada quando não se dispõe de espaço suficiente para fazer a captação horizontal.
O Captador vertical aplica-se igualmente para aproveitar a energia contida em lençóis freáticos ou poços. Neste caso a própria água existente se constitui como fonte energética.

2.6 MAREMOTRIZ

É o modo de geração de eletricidade através da utilização da energia contida no movimento de massas de água devido às marés. Dois tipos de energia maremotriz podem ser obtidas: energia cinética das correntes devido às marés e energia potencial pela diferença de altura entre as marés alta e baixa.
A energia das marés tem a finalidade de ser renovável, como fonte de energia primária não está esgotada pela sua exploração e, é limpa não produz poluentes derivados de sua fase operacional. No entanto, a relação entre a quantidade de energia que pode ser obtida com os atuais meios econômicos e os custos e imppacto ambiental da instalação de dispositivos para a seu processo impedem uma notável proliferação deste tipo de energia.
Conforme listado acima, vimos algumas fontes de energia renovavéis, porém temos que ter ciência, das vantagens e desvantagens da utilização desse recursos, pois bem, veremos:
As vantagens das utilização das energias renováveis são: Podem ser consideradas inesgotáveis à escala humana, permitem reduzir significativamente as emissões de gás carbônico, reduzem a dependência energética da nossa sociedade face aos combustíveis fósseis, conduzem à investigação em novas tecnologias que permitem melhor eficiência energértica.
As desvantagens das energias renováveis são: Algumas tem custo elevados na sua implementação devido ao fraco investimento neste tipo de energia, podem causar impactos visuais negativos ao meio ambiente, pode-se gerar algum ruído, no caso da exploração de recursos energéticos renováveis.

2.7 ENERGIA DE CÉLULAS DE COMBUSTIVEL

A Células de combustivel é um dispositivo que produz eletricidade a partir do hidrogênio, não pela queima, mas pela combinação com oxigênio durante uma reação quimica controlada. Quando se usa hidrogênio puro em vez de um combustivel fossil rico em hidrogênio, o calor e a agua não são os unicos subprodutos dessa reação.
Hoje em dia, estão desenvolvidas células de combustivel para substituir o motor de combustão interna em veiculos motorizados, para fornecer eletricidade a prédios residenciais e comerciais e para fazer funcionar pequeno aparelhos eletricos, como telefones celulares e computadores. Mesmo assim, quando a energia gerada pelas usinas estacionarias de celulas de combustiveis era quatro vezes mais cara do que a energia gerada por fontes de combustiveis fosseis. Apesar disso investem-se milhões de dólares no desenvolvimento dessa tecnologia.

Tipos de Células de combustivel

Muitos dos requisitos apresentados pelos sistemas eléctricos convencionais implicam desafios técnicos específicos para as células de combustível. Por exemplo, de maneira a ter uma maior flexibilidade em relação ao combustível e melhor utilização do calor produzido, uma célula de combustível deverá funcionar a temperaturas elevadas. De maneira a responder aos diversos desafios técnicos, os investigadores desenvolveram diferentes tipos de células de combustível.

Os diferentes tipos de células de combustível são os seguintes:

      Células de combustível com membrana de permuta protónica (CCMPP).

 

      Células de combustível alcalinas (CCA).

 

      Células de combustível ácido fosfóricas (CCAF).

 

      Células de combustível de carbonato fundido (CCCF).

 

    Células de combustível de óxido sólido (CCOS).

CÉLULAS DE COMBUSTÍVEL COM MEMBRANA DE PERMUTA PROTÓNICA (CCMPP)

A célula de combustível com membrana de permuta protónica apresenta a vantagem da sua simplicidade de funcionamento. O electrólito nesta célula de combustível é uma membrana de permuta iónica (polímero ácido sulfónico fluorizado ou outro polímero similar) que é boa condutora de protões do ânodo para o cátodo. Por sua vez, o combustível utilizado é o hidrogénio com elevado grau de pureza [Kordesch et al., 1996].

O único líquido na célula é a água e, devido a esse facto, os problemas de corrosão são mínimos [Cappadonia et al., 2000]. A presença da água líquida na célula é de extrema importância porque a membrana de permuta protónica deve ser mantida hidratada durante o funcionamento da célula de combustível. Devido às limitações apresentadas em relação à temperatura, impostas pelo polímero da membrana e pela necessária da hidratação da membrana, esta célula de combustível funciona para temperaturas, usualmente, inferiores a 100º C [Cappadonia et al., 2000]. Sendo assim, as velocidade de reacção reduzidas são compensadas pela utilização de catalisadores e eléctrodos sofisticados. O catalisador utilizado é a platina e desenvolvimentos recentes permitiram a utilização de pequenas quantidades de catalisador, sendo o custo da platina uma pequena parte no preço total da CCMPP.

Para além do hidrogénio como combustível, as células de combustível CCMPP podem funcionar com combustíveis alternativos (células de combustível indirectas), desde que estes sejam previamente convertidos em hidrogénio. Os combustíveis utilizados é CCMPP indirectas podem ser, por exemplo, metanol, etanol, metano, propano, etc..

Uma variante importante da CCMPP é a célula de combustível com alimentação directa de metanol (CCDM). Como combustível, o metanol tem diversas vantagens em relação ao hidrogénio – para além de ser líquido à temperatura ambiente, este pode ser facilmente transportado e armazenado [Hirschenhofer et al., 1998]. Os principais problemas das CCDM são o sobrepotencial electroquímico no ânodo, o que torna a célula menos eficiente, e o facto do metanol difundir através da membrana de permuta protónica (MPP) do ânodo para o cátodo. No entanto, no presente, os investigadores desta tecnologia estão a alcançar progressos importantes que resolvem parcialmente estes problemas, tornando este tipo de células de combustível potencialmente útil para ser utilizado em equipamentos eléctricos portáteis e, igualmente, em meios de transporte [Larminie, 2002].

CÉLULAS DE COMBUSTÍVEL ALCALINAS (CCA)

Nas células de combustível alcalinas, o electrólito utilizado é uma solução concentrada de KOH (85 %peso) para temperaturas elevadas (~ 250 ºC) e menos concentrada (35 – 50 %peso) para temperaturas interiores (< 120 ºC) [Larminie, 2002]. As pilhas CCA utilizadas no programa Apollo da NASA utilizavam uma solução de KOH com 85 %peso e funcionavam à temperatura de 250 ºC [Kordesch et al., 1996].

O problema das velocidades de reacção baixas (baixas temperaturas) é superado com a utilização de eléctrodos porosos, com platina impregnada, e com a utilização de pressões elevadas. Neste tipo de células de combustível, a redução do oxigénio no cátodo é mais rápida em electrólitos alcalinos, comparativamente com os ácidos e, devido a isso, existe a possibilidade da utilização de metais não nobres neste tipo de células [Larminie, 2002]. As principais desvantagens desta tecnologia são o facto dos electrólitos alcalinos (p. ex. NaOH e KOH) dissolverem o CO2 e a circulação do electrólito na célula, tornando o funcionamento desta mais complexo [Larminie, 2002]. No entanto o electrólito apresenta custos reduzidos

CÉLULAS DE COMBUSTÍVEL ÁCIDO FOSFÓRICAS (CCAF)

As células de combustível ácido fosfóricas foram as primeiras a ser produzidas comercialmente e apresentam uma ampla aplicação a nível mundial. Muitas unidades de 200 kW, produzidas pela empresa “International Fuel Cells Corporation” estão instaladas nos Estados Unidos e na Europa [Larminie, 2002].

Neste tipo de células de combustível, o electrólito utilizado é o ácido fosfórico a ~100%, funcionando a temperaturas entre 160 ºC e 220 ºC. Para temperaturas baixas, o ácido fosfórico é um mau condutor iónico e o envenenamento da platina pelo CO no ânodo torna-se mais severo.

A estabilidade relativa do ácido fosfórico é elevada em comparação com outros ácidos comuns e, consequentemente, a célula de combustível CCAF pode produzir energia eléctrica a temperaturas elevadas (220 ºC). Para além disso, a utilização de um ácido concentrado (~100 %) minimiza a pressão de vapor da água, facilitando a gestão da água na célula. O suporte utilizado universalmente para o ácido é o carboneto de silicone e o electrocatalisador utilizado no ânodo e cátodo é a platina [Kordesch et al., 1996].

O problema do armazenamento do hidrogénio pode ser resolvido pela transformação do metano em hidrogénio e dióxido de carbono, mas o equipamento necessário para esta operação acrescenta à célula custos consideráveis, maior complexidade, e tamanho superior [Larminie, 2002]. No entanto, estes sistemas apresentam as vantagens associadas à simplicidade de funcionamento da tecnologia das células de combustível, disponibilizando um sistema de produção de energia eléctrica seguro e que envolve baixos custos de manutenção. Alguns destes sistemas funcionaram continuamente durante diversos anos sem qualquer necessidade de manutenção ou intervenção humana [Larminie, 2002].

CÉLULAS DE COMBUSTÍVEL DE CARBONATO FUNDIDO (CCCF)

A célula de combustível de carbonato fundido utiliza como electrólito uma combinação de carbonatos alcalinos (Na, K, Li), que são estabilizados num suporte de LiAlO2.

Este tipo de células de combustível funciona na gama de temperaturas entre 600 e 700 ºC, para as quais os carbonatos alcalinos formam um sal altamente condutor de iões (ião carbonato). Para temperaturas elevadas pode-se utilizar o níquel como catalisador no ânodo e óxido de níquel no cátodo, não sendo necessária a utilização de metais nobres [Hirschenhofer et al., 1998]. Devido às temperaturas elevadas de operação, neste tipo de sistema pode utilizar-se directamente gás natural, não havendo a necessidade da utilização de “reformadores” externos. No entanto, esta simplicidade é contraposta pela natureza do electrólito, uma mistura quente e corrosiva de lítio, potássio e carbonatos de sódio.

CÉLULAS DE COMBUSTÍVEL DE ÓXIDO SÓLIDO (CCOS)

As células de combustível de óxido sólido funcionam na gama de temperaturas entre os 600 e os 1000 ºC, possibilitando assim velocidades de reacção elevadas sem a utilização de catalisadores nobres [Hirschenhofer et al., 1998]. O electrólito utilizado neste tipo de célula é um metal óxido, sólido e não poroso, usualmente Y2O3-estabilizado em ZrO2. Na gama de temperaturas elevadas de funcionamento, os iões de oxigénio são transportados do ânodo para o cátodo.

O metano pode ser utilizado directamente, não sendo necessária a utilização de uma unidade de reformação externa [Larminie, 2002]. No entanto, os materiais cerâmicos que constituem estas células acarretam dificuldades adicionais na sua utilização, envolvendo custos de fabrico elevados e sendo necessários muitos equipamentos extra para que a célula produza energia eléctrica. Este sistema extra engloba o de pré aquecimento do combustível e do ar, e o sistema de arrefecimento. Apesar de funcionar a temperaturas superiores a 1000 ºC, o electrólito da CCOS mantém-se permanentemente no estado sólido. Tipicamente o ânodo é Co-ZrO2 ou Ni-ZrO2 e o cátodo é Sr-LaMnO3 [Kordesch et al., 1996].

3. CONCLUSÃO

Concluem se então que, é viavél a implantação de projeto que utilizam de fontes de energias renováveis por serem do ponto de vista ecológicamente corretas, e não contribue necessáriamente para a degradação do meio ambiente como as fontes de energia não renováveis.
O Brasil por ser um pais tropical, onde é proveniente a captação de luminosidade solar transformando em energia elétrica possui vários pontos positivos para ser um exemplo na implementação das fontes de energia solar e eólica. O governo brasileiro deveria aprovar leis ambientais e energicas que garantam uma maior competitividade às renovavéis no mercado, fazendo com que as matrizes de geração energias de fontes fósseis sejam reduzidas e favorecendo o crescimento das fontes renováveis na matriz energética do país, contruibuindo assim para a preservação do meio ambiente e principalmente da camada de ozônio.
Conclua-se também que as pesquisas na área de energia são praticamente inesgotáveis principalmente levando-se em conta os diversos tipos de fontes energéticas existentes, principalmente no diz respeito às fontes de energia renováveis. Hoje, no mundo inteiro, as pesquisas na área de energia são de fundamental importância para garantir o fornecimento energético com qualidade, confiabilidade e continuidade, e principalmente garantir um meio ambienta sustentável.
Atualmente as fontes de energia determinam o desenvolvimento e o bem estar das sociedades e o conhecimento de suas potencialidades é de fundamental importância para as modernas economias. Contudo pude aprender a tão importância das mesmas no nosso dia-a-dia, e quanto sem elas interfere na nossa vida em relação à da nossa dependência com a tão necessitada Energia.

5. Referências Bibliográficas

http://www.aneel.gov.br/biblioteca/trabalhos/abertura.cfm
http://www.metodista.br
http://www.mma.gov.br
http://www.meioambiente.gov.br
http://www.greenpeace.org.br
http://www.brasilescola.com
http://www.wikipedia.com.br/energia
http://www.enersul.com.br/aescelsa/pesquisa-escolar/tipos.asp
http://www.fisica.cdcc.sc.usp.br/olimpiadas/01/artigo1/fontes_eletrica.html
http://www.usp.com.br/tipos_energia
http://www.nea.ufma.br/fae.php
http://www.ebanataw.com.br/roberto/energia/index.php
http://altavisa.wordpress.com/2006/06/06/energias-alternativas/
http://www.soliclima.com/pt/eolica.html

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ENERGIA EÓLICA

SÍNDROME DE BURNOUT: UM MAL QUE VEM ACOMETENDO PROFESSORES

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SÍNDROME DE BURNOUT: UM MAL QUE VEM ACOMETENDO PROFESSORES

REXIA MEIRE DOS SANTOS ARAUJO

RESUMO

Burnout em professores pode ser caracterizado por um estresse crônico produzido pelo contato com as demandas do ambiente acadêmico e suas problemáticas. Existem problemas que estão além da ação direta dos professores, principalmente onde há uma situação de degradação do sistema. Além disso, o posicionamento dos alunos em sala de aula também contribui para um maior desgaste. Em muitos casos, a indisciplina é a grande responsável por uma eventual sensação de frustração e até a desmotivação do profissional.
Palavras-chave: Burnout, professores, estresse.

ABSTRACT

Burnout in professors can be characterized by one estresse chronic produced for the contact with the problematic demands of the academic environment and its. Problems exist mainly that are beyond the direct action of the professors, where it has a situation of degradation of the system. Moreover, the positioning of the pupils in classroom also contributes for a bigger consuming. In many cases, the indiscipline is great the responsible one for an eventual sensation of frustration and until the desmotivação of the professional.

INTRODUÇÃO

A situação de maior estresse para professores continua sendo a indisciplina em sala da aula. Mediar à relação com os alunos fica dez vezes mais desgastante em situações em que você tem que chamar a atenção, interromper a aula, pensar sempre como motivar os alunos, erguer o tom de voz. Tudo isso contribui ao longo do tempo para uma situação de estresse e desmotivação. Isso porque o foco é sempre motivar os alunos. Aí a cobrança interna fica bem maior, e vem certa sensação de fracasso quando os resultados esperados não são atingidos, ou seja, quando o curso não corre bem, por conta de uma interação em sala de aula mal resolvida.
A Síndrome de Burnout é causada por circunstâncias relativas às atividades profissionais, ocasionando sintomas físicos, comportamentais, afetivos e cognitivos. Inicialmente foi observada em trabalhadores da área da saúde que desempenham uma função assistencial caracterizada por um estado de atenção intenso e prolongada com pessoas em situação de necessidade e dependência. Com o passar do tempo, pôde ser identificada em outras profissões, dentre elas o professor. Segundo Ione, não são raros os professores que se queixam da falta de interesse dos alunos e assumem a culpa por esse fato, acreditando que deveriam dominar as mais diferentes técnicas para estimular o aprendizado.
Acredito que a situação de maior estresse para o professor continua sendo a indisciplina em sala de aula. O homem moderno, muitas vezes encontra dificuldades em dar sentido á vida. Deste modo, o trabalho tem um significado importante de necessidade e muitas vezes de razão de viver, podendo gerar um grau de envolvimento, tempo e energia maior que as necessidades pessoais, lazer, convívio com a família e outras atividades. Enfim, do ponto de vista psicológico, o trabalho provoca diferentes graus de motivação e satisfação, principalmente quanto à forma e o meio no qual é desempenhado sua tarefa.
Voltando a olhar a organização da escola e todo contexto político, econômico, social e cultural que a educação está inserida, percebemos que há uma sobrecarga em grande medida aos seus agentes e em especial aos professores. Dejours (1992), afirma que o ambiente e a pressão sobre determinadas tarefas têm alterado experiências de trabalho e seus significados, fatos que afetam a psique dos indivíduos. Este mesmo autor afirma também que a docência é uma profissão do sofrimento. Os desgastes físicos e mentais, ocasionados pelas exigências permanentes desta profissão trazem certamente, impactos, em termos de bem estar e saúde, para a maioria dos profissionais.
Assim, este trabalho tem como objetivo fazer um levantamento através da literatura científica dos processos de mudanças ocorridas na educação e as principais conseqüências destas sobre a atividade docente e a sua saúde, apresentando a Síndrome de Burnout que afeta profundamente esses profissionais.

BURNOUT: O MAL DO SÉCULO

O termo Burnout é uma composição de burn= queima e out= exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço. Tal síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores,…). Vamos aqui enfocar, especializar e aprofundar a síndrome em professores.
Retomando ao século XVI, percebemos que as escolas já eram constituídas e vivam sob a tutela da igreja e abriam-se nesse período às camadas populares para instrumentalizar o povo para a leitura das sagradas escrituras, sendo o próprio clero o responsável pela atividade docente. A necessidade de convocar colaboradores leigos, fez com que fosse instituída a realização de uma profissão de fé e fidelidade aos princípios da igreja, o que deu origem ao termo professor- pessoa que professa a fé e fidelidade aos princípios da instituição e se doa sacerdotalmente aos alunos (KRENTZ apud CARLOTTO, 2002).
Permanecendo o ensino sob tutela da igreja até o século XVIII, só vamos encontrar mudanças significativas na profissão docente, a partir da segunda metade desse século, quando essa tutela passa a ser do Estado e não mais da igreja. Começa-se então a se esboçar um perfil do professor.
Esse processo de substituição do poder da igreja para o Estado, não provocou mudanças significativas nos valores originais da profissão docente. O professor ainda detinha privilégios, qualificação e autonomia, situando-se num campo de trabalho intelectual a não perdendo as origens religiosas.
Ao fim do século XVIII, os professores não podem mais ensinar sem licença ou autorização do Estado, sendo necessário, antes de receber esta licença, uma sequência de exames, onde o indivíduo teria que preencher certo número de condições para exercer a profissão. Segundo Nóvoa (1995, p. 17), essa autorização contribuiria para a delimitação do campo profissional do ensino e para a atribuição do professorado direto e exclusivo de intervenção nesta área. A criação desta licença ou documento foi importante porque facilitou a definição de um perfil de competências técnicas e o delimitar de uma carreira docente.
Neste período e no começo do século XIX, o trabalho do professor tinha uma alta relevância social e a expansão escolar aumentava devido a uma procura social cada vez maior.
No princípio do século XX, a profissão docente exerce-se a partir de um conjunto de normas e de valores, nesta fase há uma crença generalizada nas potencialidades da escola e na sua expansão ao conjunto da sociedade O progresso atinge a escola e a instrução. É a época da glória e do modelo escolar e também o período de ouro da profissão docente (NÓVOA, 1995).
Este é um período em que os professores gozam de um grande prestígio social, eles exercem a profissão o tempo inteiro ou é a ocupação principal, são detentores de uma licença oficial confirmando que são profissionais do ensino, participam de ações profissionais, a qual desempenha um papel fundamental em defesa dos docentes. É também um período em que usufruem de uma situação econômica digna. Porém, Nóvoa (id. ibid.), alerta que a afirmação profissional dos professores foi um percurso marcado por lutas, hesitações e conflitos e afirma também que a profissão docente brasileira se configurou de forma parecida com Portugal, local onde se deu sua pesquisa. Verificamos que no Brasil, nas últimas décadas, as reformas educacionais têm trazido mudanças significativas para os trabalhadores docentes. São reformas que atuam tanto no nível da escola quanto em todo o sistema, reproduzindo mudanças profundas.
As reformas da educação na década de 60 ampliam o acesso à escolaridade, nesta época o argumento era que a educação promovia o meio mais seguro para a mobilidade social individual ou de grupos. A educação era vista como um mecanismo de redução das desigualdades sociais.

SÃO DOZE OS ESTÁGIOS DE BURNOUT:

Necessidade de se afirmar;
Dedicação intensiva- com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho;
Descaso com as necessidades pessoais- comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;
Recalque de conflitos- o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando acorrem as manifestações físicas;
Reinterpretação dos valores- isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor,sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida de auto-estima é o trabalho;
Negação dos problemas- nessa fase os outros são completamente desvalorizados e tidos como incapazes. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
Recolhimento;
Mudanças evidentes de comportamento;
Despersonalização;
Vazio interior;
Depressão- marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;
E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência.
Os sintomas são variados: fortes dores de cabeça, tonturas, oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração e problemas digestivos.
O fato mais curioso na Síndrome de Burnout é que ela atinge trabalhadores motivados, que reagem a esse desequilíbrio trabalhando muito mais. A inda há uma discrepância entre o que o trabalhador investe e aquilo que ele recebe, ou seja, os resultados obtidos. Por isso voltamos à questão do não reconhecimento e desvalorização do professor.
O acúmulo de ideologias faz o professor adoecer, por estar contrariando o seu verdadeiro propósito em exercer sua pedagogia voltada para a afetividade do educando. Diferenças entre professores e diferenças entre escolas devem ser incluídas em qualquer modelo do explicativo de Burnout em professores.
A dinâmica do mundo moderno favoreceu o surgimento de muitas doenças e transtornos mentais, em especial no ambiente de trabalho e agora é a vez da Síndrome de Burnout mostrar a cara. Pouco de fala, pouco se estuda pouco se previne este mal, pois na maioria das vezes o estresse da lida diária é tão grande que mal podemos notar a erva daninha que cresce em meio ás poucas rosas do nosso jardim da vida. Assim o trabalhador pouco a pouco sem perceber vai perdendo o sentido da sua relação com o trabalho de forma que as coisas não lhe importam mais e qualquer esforço lhe parece inútil, ou seja. Ocorre sempre quando o lado humano do trabalho não é considerado, ocorrendo desequilíbrio entre a natureza do trabalho e a natureza da pessoa que o faz.
O Burnout é na verdade uma forma do organismo afastar a pessoa do coração, de despertar, de se analisar, refletir o conceito da própria vida, de parar para pensar. Professores idealistas e entusiasmados com sua profissão são mais vulneráveis. Estes se sentem desapontados quando não são recompensados pelos seus esforços. Porém as pessoas que chegam a Burnout são pessoas muito responsáveis, perseverantes, estáveis e eficazes.
Estudos mostram também, que, quanto maiores as experiências profissionais do professor menores eram os níveis de Burnout. Professores do ensino fundamental e médio apresentam mais atitudes negativas em relação aos alunos e menor freqüência de sentimentos de desenvolvimento profissional do que os professores da educação infantil.
No entanto, por serem pessoas de alto nível profissional, cobram de si, acabam sendo intransigentes, e com essas atitudes não enxergam caminhos para sua vida profissional. Assim esse estresse ocupacional, esgotamento emocional e baixa realização profissional poderão acarretar doenças físicas, psicossomáticas, psíquicas (depressão) ou sociais (psicopatias).
Portento diante do que foi exposto fica evidente que essa síndrome vai avançando com o tempo, corroendo devagar o ânimo do educador, o fogo vai se apagando devagar.
Segundo Monteiro Lobato, Jeca Tatu tinha o ventre corroído pelos vermes, a Vítima de Burnout tem o espírito corroído pelo desânimo, a vontade minguada, devagar, até atingir os gestos mais banais, até minimizar as vitórias mais apaixonantes, a beleza e a forma da missão dando lugar ao mesmo irritante cotidiano, por mais diferentes que sejam os dias de trabalho. Jeca Tatu é uma obra da ficção, Burnout é um fenômeno real, a corroer, dia pós dia, o educador e a educação.
O professor assume muitas funções, possui papéis muitas vezes contraditórios, isto é, a instrução acadêmica a disciplina de classe também tem que lidar com aspectos sociais e emocionais de alunos, e ainda conflitos ocasionados pelas expectativas dos pais, estudantes, administradores e da comunidade. Estas questões, somadas a inadequação salarial e a falta de oportunidades de promoções é um fator preocupante que abre muitas portas para Burnout.
Uma classe com aluno agressivos e inquietos, que perturbam e arrumam frequentemente confusões, são insolentes e desacatam a todos, e repetem os mesmos erros com freqüência, parecem incorrigíveis, de fato, os professores não suportando e cogitando em desistir de educar. Um prato cheio para a chegada de Burnout. Afinal todos querem educar jovens dóceis, mas são os que nos frustram que testam nossa qualidade de educadores.
A relação com familiares dos alunos, de acordo com alguns autores, também se mostra muitas vezes problemática e estressante, seja pela falta de desenvolvimento deles no processo educacional acreditando serem a escola e o professor os únicos responsáveis pela educação dos filhos seja pelo excesso, acreditando ser o professor o incompetente e inexperiente e, muitas vezes o causador dos problemas apresentados pelo aluno. Do ponto de vista público, a categoria sofre mais críticas, é extremamente cobrada pelos seus fracassos e raramente reconhecida pelo seu sucesso.
Há uma repercussão no mundo médico, social e educacional, se levarmos em consideração a sua gravidade. Muito se fala em modelo de educação, entretanto, esquece-se do principal personagem desse processo: o educador.
A mudança do modelo educativo brasileiro é necessária. Professores cada vez mais abandonam a profissão, ou ficam doentes por ela. Cada vez menos jovens querem se educadores. Uma educação castradora, exigências desumanas e pedagogias autoritárias conjugam com outros sujeitos, adjetivos e verbos. Uma verdadeira crise no sistema educacional.
A crise educacional não é apenas brasileira e reside também no chamado velho mundo. É o caso da França, onde estudantes recebem prêmios como ingressos para jogos, e mesmo dinheiro. Lá, como aqui, também o modelo já não consegue convencer a juventude no sentido de permanecer nas escolas para crescer e ser útil ao capitalismo. Também não convence professores, que adoecem, suicidam-se… Abandonam a carreira.
Imaginemos juntos: Brasil, pais de analfabetos, ainda! Também o Estado paga para os estudantes a Bolsa Escola, que ao contrário da França, será gasto na maioria das vezes para comprar comida, e não ir ao cinema, comprar livro. Ainda assim, ouvi falar que no interior do país não tem professores, sobretudo graduados. Também dizem que quando tem uma quadra, um campinho, um rio, lagoa, cano quebrado, os estudantes ou ficam no caminho, ou pulam o muro para ir banharem-se, brincarem… Pois na escola só se aprende com seriedade.
Um estudo feito entre professores que decidiram não retomar os postos nas salas de aula no início do ano na Virgínia, Estados Unidos, revelou que entre as grandes causas de estresse estava a falta de recursos, a falta de tempo, reuniões em excesso, número muito grande de alunos por sala de aula, falta de assistência, falta de apoio e pais hostis. Em outra pesquisa, 244 professores de alunos com comportamento irregular ou indisciplinados foram instanciados a determinar como o estresse no trabalho afetava as suas vidas. Estas são, em ordem decrescente, as causa de estresse nesses professores:
Políticas inadequadas da escola para casos de indisciplina;
Atitude e comportamento dos administradores;
Avaliação dos administradores e supervisores;
Atitude e comportamento de outros professores e profissionais;
Carga de trabalho excessiva;
Oportunidades de carreiras pouco interessantes;
Baixo status da profissão de professor;
Falta de reconhecimento por uma boa aula ou por estar ensinando bem:
Alunos barulhentos;
Lidar com os pais.
Os efeitos do estresse são identificados, na pesquisa, como:
Sentimento de exaustão;
Sentimento de frustração;
Sentimento de incapacidade;
Carregar o estresse para casa;
Sentir-se culpado por não fazer o bastante;
Irritabilidade.
Infelizmente não existem regras, fórmulas prontas e exatas como acontece na matemática, pois colaborar com o ser humano em seu processo educacional é algo muito complexo e infinito. O que de fato podemos fazer são algumas observações para sua cura.
Um bom projeto voltado para a prevenção de Burnout em docentes teria, idealmente, que buscar identificar e minimizar o conjunto de causas que estivessem afligindo esses docentes. Burnout é um mostro difícil de ser enfrentado de forma solitária. O coletivo de trabalho ajuda o professor a redimensionar seus objetivos, fazendo-o contentar-se com o possível, em vez de sofrer com o que gostaria de fazer e não pode. É importante também como forma de feedback, ou seja, colegas e superiores podem fazer esse profissional perceber que ele não é um fracassado.
Ainda assim é altamente desejável que o profissional com Burnout tenha acesso a atendimento especializado, tanto médico quanto psicológico. Vale ressaltar que na verdade, o que define a incidência de Burnout não é o fato de o professor pertencer a escolas públicas ou privadas e sim a presença de agentes que causam estresse crônico. O senso comum é que parece indicar que esses estressores estão mais presentes em escolas publicas.
Poderíamos dizer que baseado nas informações acima explícitas, cada qual poderá avaliar-se para assim saber se está sofrendo deste mal, já que a ignorância referente a esta síndrome tem levado muitas pessoas a conseqüências mais danosas e caso detecte sintomas de estresse na sua carreira busque aluda o mais rápido possível.
Ajuda é sempre bem vinda em qualquer época e em qualquer momento. Infelizmente, muitas pessoas resistem à ajuda até chegarem ao limite da cronicidade. Diante do eminente problema é comum negar o estado aparente de debilidade ou fragilidade. Depois de reconhecer a existência do problema, a pessoa tende a investir muita energia para sustentar a postura de forte e durona. Na verdade estão apenas encapsulando o problema que encontram nas condições ideais de desenvolvimento. Num terceiro momento, quando o problema eclode e torna-se visível a todos, então se recorrem à auto-meditação, entre outras tentativas inadequadas e inócuas para resolver o problema. Somente quando essa dinâmica esgota todas as energias e consome toda saúde da pessoa é que ela procura ajuda profissional.
Embora eu não seja médica, sabe-se que assim como toda anomalia psicofísica, o quadro de Burnout é passível de intercorrência medicamentosa sim e somente o médico e mais ninguém aquém deste profissional tem condições de avaliar e prescrever a medicação mais variada que pode variar de analgésicos, ansiolíticos e até antidepressivos, conforme cada caso. Tenho notícias de pessoas que se tratam por tabela. Comparam alguns sintomas com outros do colega e, havendo similaridade, compartilham do mesmo medicamento. Isto é totalmente contra-indicado haja vista que cada pessoa tem um porte físico diferenciado e um histórico pessoal muito peculiar interferindo em seu metabolismo e absorção de muitos princípios farmacológicos.
Contudo, ao identificar os primeiros sinais e sintomas da síndrome, estes podem ser debelados com simples mudanças de hábitos ou de atitudes na rotina diária. À medida que o quadro evolui e outros sintomas vão surgindo, fazem-se necessária a intervenção do psicólogo, em especial os especialistas em estresse. Quando o sofrimento mental começa a causar transtornos psíquicos como ansiedade, pânico ou quadro depressivo e transtornos físicos, então o tratamento medicamentoso se torna não apenas necessário como imprescindível. O ideal é aprender a prevenir para não ter que remediar como diz o sábio ditado!
Afastar-se do trabalho é recomendado. Há cerca de oito anos, o psiquiatra Paulo Pavão está à frente do setor de psiquiatria do Hospital Universitário de Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, que oferece assistência psiquiátrica aos funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Entre médicos, professores e outros profissionais de nível médio, como serventes e porteiros, o Pedro Ernesto atende a cerca de 150 servidores estaduais. Já atendi uma professora que sofria de severa inapetência. Aos poucos, descobri que se tratava, na verdade, de Burnout em consequências do assédio moral de uma chefia arbitrária, lembra.
Pavão salienta que a primeira medida a ser tomada é afastar o profissional de seu ambiente de trabalho. A legislação permite, inclusive, que portadores de Burnout tenham direita a licença médica e, em casos considerados mais graves, até a aposentadoria por invalidez. A melhora do paciente está condicionada à mudança de seu estilo de vida. Muitas vezes, recorremos ao serviço social com o intuito de transferir o profissional de setor ou até mesmo de unidade, pondera.
A criação de um salário mínimo digno é uma medida para diminuir esse número? Estudos mais recentes sobre as causas de Burnout têm dado ênfase a questão da injustiça, de ausência de reconhecimento da importância do trabalho desse profissional. Se entendermos que a criação de um piso salarial digno é uma forma de retribuir o esforço do professor e de reconhecer a importância do seu papel, podemos entender essa medida como um a contribuição para a redução dos níveis de Burnout.

CONCLUSÃO

A qualidade de vida no trabalho no tocante à saúde, não depende somente de uma parte, mas sim do professor, da instituição, da sociedade e de políticas públicas, simultaneamente. Contribuir para a melhoria das condições de trabalho diminui o sofrimento dos trabalhadores. Assim, enfatizar a promoção dos valores humanos como estratégia preventiva da Síndrome de Burnout é o começo para que o mundo do trabalho possa se instituir num espaço de prazer, além de subsistência de vida.
Em tese, qualquer movimento no sentido de reduzir a vulnerabilidade do professor aos estressores do seu cotidiano, particularmente aqueles relacionados com demandas emocionais, seria uma medida preventiva no sentido de minimizar as possibilidades de o indivíduo vir a desenvolver Burnout. Dessa forma, aplicam-se à prevenção de Burnout todas as estratégias voltadas para ajudar o indivíduo a lidar com o estresse. Por isso, o apoio dos pares e da direção da organização é tão importante. A direção da escola tem papel fundamental no sentido de diminuir problemas estruturais como, por exemplo, condições de trabalho inadequadas. Com relação aos colegas, a troca de vivência e de problemas comuns favorece a reorganização cognitiva no sentido de o trabalhador rever suas expectativas e encontrar formas possíveis de lidar com suas frustrações, e ideais inalcançáveis.
É altamente desejável que o profissional com Burnout tenha acesso a atendimento especializado, tanto médico quanto psicológico. Além disso, a participação da direção da organização e dos colegas pode ajudar muito, tanto na prevenção quanto na recuperação. Nos profissionais de saúde, medidas interessantes já vêm ocorrendo: profissionais que trabalham, por exemplo, em UTIS, prontos socorros e áreas mais críticas, por iniciativa própria ou por sugestão da instituição onde trabalham, fazem reuniões periódicas (grupos de reflexão) em que discutem suas angústias, suas limitações, buscam alternativas possíveis para os problemas e se preparam psicologicamente para se alegrar com o sucesso (mesmo que em pequena proporção) como forma de fazer frente ao insucesso freqüente. Meu estudo demonstrou que esse suporte social no trabalho é um grande aliado na redução dos níveis de Burnout.

REFERÊNCIAS

Revista Mente e cérebro Ano XIV n° 161
CARLOTTO, M. S. (2001). Síndrome de Burnout: Um tipo de estresse ocupacional. Cadernos Universitários, 18, Ulbra
SORATTO, L., & Oliver-Heckler, C. (1999). Os trabalhadores e seu trabalho. In W. Codo (Org), Educação: Carinho e Trabalho (pp. 278-281). Rio de Janeiro: Vozes.

CÓDIGO DE ÉTICA DO ASSISTENTE SOCIAL

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Código de Ética do Assistente Social

Resolução CFESS n. 273, de 13 de março de 1993

Princípios Fundamentais

• Reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes – autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais;
• Defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo;
• Ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de toda a sociedade, com vistas á garantia dos direitos civis sociais e políticos das classes trabalhadoras;
• Defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da participação política e da riqueza socialmente produzida;
• Posicionamento em favor da equidade e justiça social, que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática;
• Empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças;
• Garantia do pluralismo, através do respeito às correntes profissionais democráticas existentes e suas expressões teóricas, e compromisso com o constante aprimoramento intelectual;
• Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação-exploração de classe, etnia e gênero;
• Articulação com os movimentos de outras categorias profissionais que partilhem dos princípios deste Código e com a luta geral dos trabalhadores;
• Compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e com aprimoramento intelectual, na perspectiva da competência profissional;
• Exercício do Serviço Social sem ser discriminado, nem discriminar, por questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, opção sexual, idade e condição física.

Título I – Disposições Gerais

Artigo 1º – Compete ao Conselho Federal de Serviço Social:
a. zelar pela observância dos princípios e diretrizes deste Código, fiscalizando as ações dos Conselhos Regionais e a prática exercida pelos profissionais, instituições e organizações na área do Serviço Social;
b. introduzir alteração neste Código, através de uma ampla participação da categoria, num processo desenvolvido em ação conjunta com os Conselhos Regionais;
c. como Tribunal Superior de Ética Profissional, firmar jurisprudência na observância deste Código e nos casos omissos.
Parágrafo único – Compete aos Conselhos Regionais, nas áreas de suas respectivas jurisdições, zelar pela observância dos princípios e diretrizes deste Código, e funcionar como órgão julgador de primeira instância.

Título II – Dos Direitos e das Responsabilidades Gerais do Assistente Social

Artigo 2º – Constituem direitos do Assistente Social
a. garantia e defesa de suas atribuições e prerrogativas, estabelecidas na Lei de Regulamentação da Profissão, e dos princípios firmados neste Código;
b. livre exercício das atividades inerentes à Profissão;
c. participação na elaboração e gerenciamento das políticas sociais, e na formulação e implementação de programas sociais;
d. inviolabilidade do local de trabalho e respectivos arquivos e documentação, garantindo o sigilo profissional;
e. desagravo público por ofensa que atinja a sua honra profissional;
f. aprimoramento profissional de forma contínua, colocando-o a serviço dos princípios deste Código;
g. pronunciamento em matéria de sua especialidade, sobretudo quando se tratar de assuntos de interesse da população;
h. ampla autonomia no exercício da profissão, não sendo obrigado a prestar serviços profissionais incompatíveis com as suas atribuições, cargos ou funções;
i. liberdade na realização de seus estudos e pesquisas, resguardados os direitos de participação de indivíduos ou grupos envolvidos em seus trabalhos.
Artigo 3º – São deveres do Assistente Social:
a. desempenhar suas atividades profissionais, com eficiência e responsabilidade, observando a legislação em vigor;
b. utilizar seu número de registro no Conselho Regional no exercício da Profissão;
c. abster-se, no exercício da Profissão, de práticas que caracterizem a censura, o cerceamento da liberdade, o policiamento dos comportamentos, denunciando sua ocorrência aos órgãos competentes;
d. participar de programas de socorro à população em situação de calamidade pública, no atendimento e defesa de seus interesses e necessidades.
Artigo 4º – É vedado ao Assistente Social:
a. transgredir qualquer preceito deste Código, bem como da Lei de Regulamentação da Profissão;
b. praticar e ser conivente com condutas anti-éticas, crimes ou contravenções penais na prestação de serviços profissionais, com base nos princípios deste Código, mesmo que estes sejam praticados por outros profissionais;
c. acatar determinação institucional que fira os princípios e diretrizes deste Código;
d. compactuar com o exercício ilegal da Profissão, inclusive nos casos de estagiários que exerçam atribuições específicas, em substituição aos profissionais;
e. permitir ou exercer a supervisão de aluno de Serviço Social em Instituições Públicas ou Privadas, que não tenham em seu quadro Assistente Social que realize acompanhamento direto ao aluno estagiário;
f. assumir responsabilidade por atividade para as quais não esteja capacitado pessoal e tecnicamente;
g. substituir profissional que tenha sido exonerado por defender os princípios da ética profissional, enquanto pendurar o motivo da exoneração, demissão ou transferência;
h. pleitear para si ou para outrem emprego, cargo ou função que estejam sendo exercidos por colega;
i. adulterar resultados ou fazer declarações falaciosas sobre situações ou estudos de que tome conhecimento;
j. assinar ou publicar em seu nome ou de outrem trabalhos de terceiros, mesmo que executados sob sua orientação.

Título III – Das Relações Profissionais

Capítulo I – Das relações com os Usuários

Artigo 5º – São deveres do Assistente Social nas suas relações com os usuários:
a. contribuir para a viabilização da participação efetiva da população usuária nas decisões institucionais;
b. garantir a plena informação e discussão sobre as possibilidades e conseqüências das situações apresentadas, respeitando democraticamente as decisões dos usuários, mesmo que sejam contrárias aos valores e às crenças individuais dos profissionais resguardados os princípios deste Código;
c. democratizar as informações e o acesso aos programas disponíveis no espaço institucional, como um dos mecanismos indispensáveis à participação dos usuários;
d. devolver as informações colhidas nos estudos e pesquisas aos usuários, no sentido de que estes possam usá-los para o fortalecimento dos seus interesses;
e. informar à população usuária sobre a utilização de materiais de registro áudio-visual e pesquisas a elas referentes e a forma de sistematização dos dados obtidos;
f. fornecer à população usuária, quando solicitado, informações concernentes ao trabalho desenvolvido pelo Serviço Social e as suas conclusões, resguardado o sigilo profissional;
g. contribuir para a criação de mecanismos que venham desburocratizar a relação com os usuários, no sentido de agilizar e melhorar os serviços prestados;
h. esclarecer aos usuários, ao iniciar o trabalho, sobre os objetivos e a amplitude de sua atuação profissional;
Artigo 6º – É vedado ao Assistente Social:
a. exercer sua autoridade de maneira a limitar ou cercear o direito do usuário de participar e decidir livremente sobre seus interesses;
b. aproveitar-se de situações decorrente da relação Assistente Social-usuário, para obter vantagens pessoais ou para terceiros;
c. bloquear o acesso dos usuários aos serviços oferecidos pelas instituições, através de atitudes que venham coagir e/ ou desrespeitar aqueles que buscam o atendimento de seus direitos.

Capítulo II –Das Relações com as Instituições Empregadoras e Outras

Artigo 7º – Constituem direitos do Assistente Social:
a. dispor de condições de trabalho condignas, sejam em entidade pública ou privada, de forma a garantir a qualidade do exercício profissional;
b. Ter livre acesso à população usuária;
c. Ter acesso a informações institucionais que se relacionem aos programas e políticas sociais, e sejam necessárias ao pleno exercício das atribuições profissionais;
d. integrar comissões interdisciplinares de ética nos locais de trabalho do profissional, tanto no que se refere à avaliação da conduta profissional, como em relação às decisões quanto às políticas institucionais.
Artigo 8º – São deveres do Assistente Social:
a. programar, administrar, executar e repassar os serviços sociais assegurados institucionalmente;
b. denunciar falhas nos regulamentos, normas e programas da instituição em que trabalha, quando os mesmos estiverem ferindo os princípios e diretrizes desse Código, mobilizando, inclusive, o Conselho Regional, caso se faça necessário;
c. contribuir para a alteração da correlação de forças institucionais, apoiando as legítimas demandas de interesse da população usuária;
d. empenhar-se na viabilização dos direitos sociais dos usuários, através dos programas e políticas sociais;
e. empregar com transparência as verbas sob a sua responsabilidade, de acordo com os interesses e necessidades coletivas dos usuários.
Artigo 9º – É vedado ao Assistente Social:
a. emprestar seu nome e registro profissional a firmas, organizações ou empresas para simulação do exercício efetivo do Serviço Social;
b. usar ou permitir o tráfico de influência para obtenção de emprego, desrespeitando concurso ou processos seletivos;
c. utilizar recursos institucionais (pessoal e/ou financeiro) para fins partidários, eleitorais e clientelistas.

Capítulo III – Das Relações com Assistentes Sociais e Outros Profissionais

Artigo 10º – São deveres do Assistente Social:
a. ser solidário com outros profissionais, sem, todavia, eximir-se de denunciar atos que contrariem os postulados éticos contidos neste Código;
b. repassar ao seu substituto as informações necessárias à continuidade do trabalho;
c. mobilizar sua autoridade funcional, ao ocupar uma chefia, para a liberação de carga horária de subordinado, para fim de estudos e pesquisas que visem ao aprimoramento profissional, bem como de representação ou delegação de entidade de organização da categoria e outras, dando igual oportunidade todos;
d. incentivar, sempre que possível, a prática profissional interdisciplinar;
e. respeitar as normas e princípios éticos das outras profissões;
f. ao realizar crítica pública a colega e outros profissionais, fazê-lo sempre de maneira objetiva, construtiva e comprovável, assumindo sua inteira responsabilidade.
Artigo 11º – É vedado ao Assistente Social:
a. intervir na prestação de serviços que estejam sendo efetuados por outro profissional, salvo a pedido desse profissional; em caso de urgência, seguido da imediata comunicação ao profissional; ou quando se tratar de trabalho multiprofissional e a intervenção fizer parte da metodologia adotada;
b. prevalecer-se de cargo de chefia para atos discriminatórios e de abuso de autoridade;
c. ser conveniente com falhas éticas de acordo com os princípios deste Código e com erros técnicos praticados por Assistente Social e qualquer outro profissional;
d. prejudicar deliberadamente o trabalho e a reputação de outro profissional;

Capítulo IV – Das Relações com Entidades da Categoria e demais Organizações da Sociedade Civil

Artigo 12º – Constituem direitos do Assistente Social:
a. participar em sociedades científicas e em entidades representativas e de organização da categoria que tenham por finalidade, respectivamente, a produção de conhecimento, a defesa e a fiscalização do exercício profissional;
b. apoiar e/ou participar dos movimentos sociais e organizações populares vinculados à luta pela consolidação e ampliação da democracia e dos direitos de cidadania.
Artigo 13º – São deveres do Assistente Social:
a. denunciar ao Conselho Regional as instituições públicas ou privadas, onde as condições de trabalho não sejam dignas ou possam prejudicar os usuários ou profissionais;
b. denunciar, no exercício da profissão, às entidades de organização da categoria, às autoridades e aos órgãos competentes, casos de violação da Lei e dos Direitos Humanos, quanto a: corrupção, maus tratos, torturas, ausência de condições mínimas de sobrevivência, discriminação, preconceito, abuso de autoridade individual e institucional, qualquer forma de agressão ou falta de respeito à integridade física, social e mental do cidadão;
c. respeitar a autonomia dos movimentos populares e das organizações das classes trabalhadoras.
Artigo 14º – É vedado ao Assistente Social valer-se de posição ocupada na direção de entidade da categoria para obter vantagens pessoais, diretamente ou através de terceiros.

Capítulo V – Do Sigilo Profissional

Artigo 15 – Constitui direito do Assistente Social manter o sigilo profissional.
Artigo 16 – O sigilo protegerá o usuário em tudo aquilo de que o Assistente Social tome conhecimento, como decorrência do exercício da atividade profissional.
Parágrafo único – Em trabalho multidisciplinar só poderão ser prestadas informações dentro dos limites do estritamente necessário.
Artigo 17 – É vedado ao Assistente Social revelar sigilo profissional.
Artigo 18º – A quebra do sigilo só é admissível, quando se tratarem de situações cuja gravidade possa, envolvendo ou não fato delituoso, trazer prejuízo aos interesses do usuário, de terceiros e da coletividade.
Parágrafo único – A revelação será feita estritamente necessário, quer em relação ao assunto revelado, quer ao grau e número de pessoas que dele devam tomar conhecimento.

Capítulo VI – Das Relações do Assistente Social com a Justiça

Artigo 19º – São deveres do Assistente Social:
a. apresentar à justiça, quando convocado na qualidade de perito ou testemunha, as conclusões do seu laudo ou depoimento, sem extrapolar o âmbito da competência profissional e violar os princípios éticos contidos neste Código.
b. comparecer perante a autoridade competente, quando intimado a prestar depoimento, para declarar que está obrigado a guardar sigilo profissional nos termos deste Código e da Legislação em vigor.
Artigo 20º – É vedado ao Assistente Social:
a. depor como testemunha sobre situação sigilosa do usuário de que tenha conhecimento no exercício profissional, mesmo quando autorizado;
b. aceitar nomeação como perito e/ou atuar em perícia, quando a situação não se caracterizar como área de sua competência ou de sua atribuição profissional, ou quando infringir os dispositivos legais relacionados a impedimentos ou suspeição.

Título IV – Da Observância, Penalidades, Aplicação e Cumprimento deste Código

Artigo 21º – São deveres do Assistente Social:
a. cumprir e fazer cumprir este Código;
b. denunciar ao Conselho Regional de Serviço Social, através de comunicação fundamentada, qualquer forma de exercício irregular da Profissão, infrações a princípios e diretrizes deste Código e da legislação profissional;
c. informar, esclarecer e orientar os estudantes, na docência ou supervisão, quanto aos princípios e normas contidas neste Código.
Artigo 22º – Constituem infrações disciplinares:
a. exercer a Profissão quando impedido de fazê-lo ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos ou impedidos;
b. não cumprir, no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou autoridade dos Conselhos, em matéria destes, depois de regularmente notificado;
c. deixar de pagar, regularmente, as anuidades e contribuições devidas ao Conselho Regional de Serviço Social a que esteja obrigado;
d. participar de instituição que, tendo por objeto o Serviço Social, não esteja inscrita no Conselho Regional;
e. fazer ou apresentar, declaração, documento falso ou adulterado, perante o Conselho Regional ou Federal.
Das Penalidades
Artigo 23º – As infrações a este Código acarretarão penalidades, desde a multa a cassação do exercício profissional, na forma dos dispositivos legais e/ou regimentais.
Artigo 24º – As penalidades aplicáveis são as seguintes:
a. multa;
b. advertência reservada;
c. advertência pública;
d. suspensão do exercício profissional;
e. cassação do registro profissional.
Parágrafo único – Serão eliminados dos quadros dos CRESS, aqueles que fizerem falsa prova dos requisitos exigidos nos Conselhos.
Artigo 25º – A pena de suspensão acarreta ao Assistente Social a interdição do exercício profissional em todo o território nacional, pelo prazo de 30 (trinta) a 2 (dois) anos.
Parágrafo único – A suspensão por falta de pagamento de anuidades e taxas só cessará com a satisfação do débito, podendo ser cancelada ex officio a inscrição profissional, após decorridos três anos da suspensão.
Artigo 26º – Serão considerados na aplicação das penas os antecedentes profissionais do infrator e as circunstâncias em que ocorreu a infração.
Artigo 27º – Salvo nos casos de gravidade manifesta, que exigem aplicação de penalidades mais rigorosas, a imposição das penas obedecerá à gradação estabelecida pelo artigo 24.
Artigo 28º – Para efeito da fixação da pena, serão consideradas especialmente graves as violações que digam respeito às seguintes disposições:
Artigo 3º – alínea c
Artigo 4º – alíneas a, b, c, g, i, j
Artigo 5º – alíneas b, f
Artigo 6º – alíneas a, b, c
Artigo 8º – alíneas b, e
Artigo 9º – alíneas a, b, c
Artigo 11 – alíneas b, c, d
Artigo 13 – alínea b
Artigo 14
Artigo 16
Artigo 17
Parágrafo único do artigo 18
Artigo 19 – alínea b
Artigo 20 – alíneas a, b
Parágrafo único – As demais violações não previstas no caput , uma vez consideradas graves, autorizarão aplicação de penalidades mais severas, em conformidade com o artigo 26.
Artigo 29º – Advertência reservada, ressalvada a hipótese no artigo 32, será confidencial, sendo que a advertência pública, a suspensão e a cassação do exercício profissional serão efetivadas através de publicação em Diário Oficial e em outro órgão da imprensa, e afixado na sede do Conselho Regional onde estiver inserido o denunciado e na Delegacia Seccional do CRESS da jurisdição de seu domicílio.
Artigo 30º – Cumpre ao Conselho Regional a execução das decisões proferidas nos processos disciplinares.
Artigo 31º – Da imposição de qualquer penalidade caberá recurso com efeito suspensivo ao CFESS .
Artigo 32º – A punibilidade do Assistente Social, por falta sujeita a processo ético e disciplinar, prescreve em 5 (cinco) anos, contados da data da verificação do fato respectivo.
Artigo 33º – Na execução da pena de advertência reservada, não sendo encontrado o penalizado ou se este, após duas convocações, não comparecer no prazo fixado para receber a penalidade, será ela tornada pública.
§ 1º – A pena de multa, ainda que o penalizado compareça para tomar conhecimento da decisão, será publicada nos termos do artigo 29, deste Código, se não for devidamente quitada no prazo de 30 (trinta) dias, sem prejuízo da cobrança judicial.
§ 2º – Em caso de cassação do exercício profissional, além dos editais e das comunicações feitas às autoridades competentes interessadas no assunto, proceder-se-á a apreensão da Carteira e Cédula de Identidade Profissional do infrator.
Artigo 34º – A pena de multa variará entre o mínimo correspondente ao valor de uma anuidade e o máximo do seu décuplo.
Artigo 35º – As dúvidas na observância deste código e os casos omissos serão resolvidos pelos Conselhos Regionais do Serviço Social ad referendum do Conselho Federal de Serviço Social, a quem cabe firmar jurisprudência.
Artigo 36º – O presente Código entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União , revogando-se as disposições em contrário.
Brasília, 13 de março de 1993
MARLISE VINAGRE SILVA
Presidente do CFESS
Publicada no DOU , Seção 1, de 8.6.1993, p. 7.613-7.614. Disponível em: www.cfess.org.br >.
Publicada no DOU , Seção 1, n. 60, de 30.3.1993, p. 4.004-4.007 e alterada pela Resolução CFESS, n. 290, publicada no DOU , Seção 1, de 11.2.1994. Disponível em: www.cfess.org.br>.

A FAMILÍA NA ATUALIDADE

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RESUMO

Este estudo diz respeito às formações familiares que se modificaram ao longo dos tempos devido a vários fatos relacionados ao desenvolvimento da sociedade moderna, não seguindo mais aos padrões patriarcais. A família na atualidade vem ressaltando também as responsabilidades destas famílias e seu compartilhamento com as escolas, sem deixar de enfatizar todos os problemas relacionados à violência. Fazendo também uma breve análise da família brasileira do período colonial até a atualidade observando as mudanças e continuidades ao longo do tempo. Verificando realmente o que ocorreu na sociedade brasileira quanto ao processo de formação de famílias, desenvolvimento econômico e crescimento populacional.

Palavras Chave: Educação, Família, Violência.

1 – INTRODUÇÃO

Desde o século XIX até os dias de hoje houve grandes modificações na instituição família. A sociedade moderna caracteriza-se por grandes mudanças nos campos da economia, da política e da cultura, afetando significativamente todos os aspectos da existência pessoal e social. Essas mudanças repercutem fortemente na vida familiar, desde o modelo de a formação é até o provedor do sustento, entre outros vários aspectos.

Este estudo vai ressaltar essas mudanças sociais e culturais que caracterizam a sociedade moderna, as relações familiares e principalmente os tipos de formação das famílias atuais que são totalmente diferentes e mais diversificadas que as famílias de antigamente. Acho que a família deva ser um lugar de proteção e direito da criança e do adolescente, que deva ter uma função educativa a ser compartilhada com a escola e a sociedade.

2 – A HISTÓRIA DAS FAMÍLIAS

No modelo de família patriarcal a formação familiar era laços sanguíneos e a habitação, cujos membros se limitavam ao pai, mãe e filhos, sendo que o pai era o provedor do sustento, tinha contato com a vida social e o mercado de trabalho, já a mãe tinha como obrigações os cuidados domésticos e com os filhos, desta forma a esposa e filhos deviam obediência irrestrita ao seu provedor, e nessa época o casamento era ligado aos negócios e tido como união eterna.

Com as mudanças na sociedade esse modelo ganha outros contornos, as necessidades levaram a mulher a se introduzir no mercado de trabalho, fazendo com que se tornasse peça importante no provimento financeiro da família, não sendo raros nos dias de hoje os casos em que é a única provedora. Este fato, no entanto vem promovendo o afastamento precoce dos filhos do convívio familiar e assim fazendo com que dividam o compromisso de educar com a escola, com tudo isso a figura do pai passou a ser mais presente na educação dos filhos ou em alguns casos a formação familiar não conta mais com essa figura, onde já existem muitos casos de mães solteiras, viúvas ou separadas que comandam a família, o que não é diferente com os pais que muitas vezes também estão à frente de suas famílias sem a ajuda de uma companheira.

Nesta nova forma de convivência alguns comportamentos ligados à família também mudaram, como por exemplo: os casamentos passaram a ser realizados não mais como um negócio, mais sim por interesses individuais, ou seja, do casal, a relação entre pais e filhos se tornou mais íntima, trazendo uma educação mais liberal e a figura paterna passou a não ser mais vista apenas como o provedor do sustento fazendo com que fosse cobrado dele mais participação na educação dos filhos e nos assuntos domésticos em geral.

Uma outra modalidade de família se criou é aquela em que o pai e mãe não podem ou não querem assumir a responsabilidade de criar os filhos e deixam-nos nas mãos dos avós. Estes por sua vez enfrentam muitas vezes uma série de problemas que vão desde o financeiro até o de ordem moral. De acordo com Dalva Santos:

“… a família na atualidade vive uma crise, sem dúvida. Os diversos modelos de famílias estão confrontados hoje com uma decadência da autoridade paterna, e esse confronto cria dificuldades em nível de estabilização social. Porem, só a família é a instituição que pode assegurar a continuidade da civilização. Há que haver uma saída. E a saída estará na família”.

E nestes novos tempos fica difícil compreender este caos apresentado no cotidiano e que nos atormenta, onde filhos assassinam pais e vice-versa, irmãos se digladiam, marido mata a mulher, filhos revoltados, desajustados e infelizes. Jovens que estão se matando pelo uso das drogas. Que mundo é este? Será estamos retornando ao tempo das barbáries? Se queremos um mundo melhor é bom que paremos um pouco e procuremos demonstrar amor aos nossos entes queridos. Não importa a quantidade da nossa presença com os filhos, mas a qualidade do “estar juntos” deles.

3 – A FAMÍLIA E A ESCOLA

Podemos então observar que a família ao passar do tempo vem se transformando, porem, em todos os tempos e seja qual for a sua formação a família deve desempenhar funções educativas, transmitir valores culturais, fornecer modelos de formação para o individuo viver socialmente e estabelecer relações. Nesta convivência deve estar embutido os cuidados essenciais para possibilitar o crescimento e desenvolvimento da criança desde antes de nascer até a adolescência. Os pais devem ser para os filhos os primeiros modelos de como os adultos se comportam.

Nos dias de hoje com a inserção da mulher no mercado de trabalho a família passou a dividir a responsabilidade de introduzir o individuo na sociedade com as instituições educacionais. A escola tornou-se uma das instituições sociais de maior importância em mediar esta relação entre individuo e sociedade. Em todo esse processo é primordial que família e escola sejam parceiras, buscando cada vez mais compreender o processo de educação como algo a ser partilhado. Segundo Silva:

“A escola não deveria viver sem a família e nem a família deveria viver sem a escola. Uma depende da outra na tentativa de alcançar o maior objetivo, qual seja, o melhor futuro para o filho e educando e, automaticamente, para toda a sociedade”.

Um dos assuntos mais polêmicos entre família e escola é o estudo da sexualidade, muitas vezes os pais se sentem constrangidos em falar deste assunto com seus filhos e transferem a responsabilidade para a escola. A família é quem deve primordialmente estar envolvida neste processo desde o nascimento, estendo-se até a adolescência, devendo depois ser articulado com a escola já que tem a função de formadora de forma a desenvolver um individuo saudável. Segundo Gonçalves:

“Na verdade, somos todos responsáveis pela educação sexual. Os educadores, formais ou não, devem se policiar sobre o trabalho que vem sendo feito, pois devemos todos nos preocupar com o desenvolvimento saudável e a qualidade de vida de nossas crianças e adolescentes”.

E neste jogo de empurra entre a família e a escola, surge uma grande “vilã” com cara de boa moça que é a MIDIA. Invadindo o cotidiano dos lares chamando a atenção de nossos filhos, tanto através da TV quanto da Internet, lá estão apelos sexuais, em propagandas, desenhos, novelas, programas humorísticos, musicas ou até mesmo na maneira de vestir. Podemos com isso concluir que esta educação deve ser compartilhada entre a família e a escola, pois os pais podem controlar o que seu filho assiste, escuta ou acessa pela Internet, e as escolas tem como controlar o que acontece dentre de seus domínios.

A violência doméstica é considerada um problema universal que não distingue sexo nem classe social, contudo geralmente acontece com mulheres, crianças e adolescentes e podemos dizer que se divide em quatro tipos diferentes, sendo, violência sexual, física, psicológica e a negligencia familiar, esta considerada a mais fácil de ser detectada.

4.1 – VIOLÊNCIA SEXUAL

É entendida como atos de natureza sexual impostos a um individuo, sob assedio verbal, abuso dos limites corporais o psicológicos. Varias são as conseqüências de um abuso sexual e podemos classificar como físicas e psicológicas, na questão física as mais freqüentes são: hematomas, queimaduras, lesões nas genitais, doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), e na questão psicológica são: dificuldades de adaptação afetiva, interpessoal, depressão entre outras.

Em qualquer uma dessas situações, as relações são marcadas por muito sofrimento e insatisfação, levando a conseqüências graves como: o uso de drogas, distúrbios sexuais, problemas de personalidade, agressão e fuga do lar, e muitas vezes o individuo que sofre este tipo de agressão também a comete um dia.

4.2 – VIOLÊNCIA FÍSICA

Caracteriza-se por uma ação proposital por parte de um agente agressor, que provoque dano físico à criança ou adolescente, famílias que tem esta pratica em seu meio costumam ter algumas características: a violência é usada para disciplinar, a criança ou adolescente é visto como objeto ao demonstrar seus desejos sofrem agressões, há grandes conflitos familiares, guarda-se um segredo sobre este tipo de ato, esse tipo de violência traz conseqüências físicas e psicológicas terríveis que costumam levar a mais violência. Apesar de não haver estudos que comprovem tal teoria o chamado “tapinha disciplinar” é considerado pela opinião publica, pais e educadores como positivo.

4.3 – VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

É o ato cometido por um adulto em relação a uma criança ou adolescente de forma constante que vem desvalorizá-la, bloqueá-la, interferindo de forma negativa e causando-lhe sofrimento mental. É comum, mas ao mesmo tempo a mais difícil de ser detectada, principalmente por não deixar marcas visíveis e fáceis de perceber. Não se pode assegurar com precisão as conseqüências da violência psicológica, no entanto ela compromete o desenvolvimento da criança e do adolescente como um todo.

4.4 – NEGLIGÊNCIA FAMILIAR

Este tipo de violência ocorre com freqüência e é fácil de ser detectada, trata-se da falta de ações por parte da família perante aos aspectos médicos, educacionais, higiênicos, de supervisão e físicos e pode ser manifestada de maneira moderada ou severa, outra maneira de se exercer a negligencia é o abandono por parte do responsável e as conseqüências também são físicas e psicológicas e de acordo com o tipo de negligencia cometido.

5 – CONCLUSÃO

Com este trabalho pude aprofundar-me ainda mais sobre as famílias, e concluir que hoje em dia existem muitos tipos de famílias, e que esta instituição atual em nada se parece com o modelo patriarcal, pois até aquelas semelhantes na formação são bem diferentes no modelo de educação, mas nem por isso se desviou os deveres que a família tem em relação à educação, provimento do sustento, condições de vida dignas e de respeito perante ao individuo que a forma. A formação familiar é diversificada sim, mas nem de longe pode ser negligente ou empurrar essas responsabilidades para as instituições educacionais, o que pode ser feito é em parceria com a mesma e ambas tomem atitudes que façam com que o crescimento do individuo e sua inserção na sociedade sejam saudáveis.

Família, escola e sociedade não podem desempenhar suas funções a contento quando agem separadamente, ou seja, essa é uma das observações adquiridas após realização desse trabalho que enquanto não houver uma interdisciplinaridade no desempenho do conhecimento técnico-cientifico-informacional não haverá uma educação a contento.

REFERÊNCIAS

SILVA, Daniela Regina da, Psicologia Geral e do Desenvolvimento, Indaial, Ed, ASSELVI, 2005.
GONÇALVES, Carolina, Educação Sexual: Responsabilidade de Quem?