A PRESERVAÇÃO DA FAUNA

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A preservação da vida selvagem é de grande importância, porque estamos indirectamente a preservação da biodiversidade da flora, uma vez que parte das espécies vegetais é transmitida por zoocoria. A perda da biodiversidade da fauna é atribuída à devastação dos habitats naturais e agravado por práticas como a caça eo comércio de espécies selvagens. Este estudo visa destacar a importância da educação ambiental e sensibilização para a conservação da fauna e da sua contribuição para o meio ambiente como um todo.
Palavras-chave: fauna, educação ambiental, preservação da biodiversidade

1.INTRODUÇÃO

A perda da biodiversidade da fauna é atribuído principalmente a dois fatores: a destruição dos habitats ea caça ou captura de animais. A exploração desordenada do território brasileiro é uma das principais causas de extinção de espécies. O desmatamento ea degradação dos ambientes naturais, a expansão da agricultura, a caça de subsistência ea caça ilegal, a venda de animais e produtos animais provenientes de caça, apanha ou captura ilegais (tráfico) na natureza e de espécies exóticas em território nacional são fatores envolvidos efetivamente no processo de extinção.

Além da importância imediata da preservação da vida selvagem, podemos atribuir-lhe muitas outras contribuições ao meio ambiente, tais como a disseminação de sementes, quebra de sua dormência, a manutenção ea estabilidade das populações de insetos, entre outros. Este estudo visa destacar a importância das práticas de educação ambiental na formação de agentes agindo conscientemente e conservacionista, preocupada com questões ambientais e alertar para a reprodutibilidade dos ecossistemas ao longo do tempo.

2.DISCUSSÃO

O hábito de caçar e capturar animais silvestres como animais de estimação no Brasil é bastante antigo, datando da época da descoberta, onde os europeus se reuniram em nossas matas araras, papagaios e macacos, pois a manutenção de cativo representava a nobreza, riqueza e poder. Os nativos aqui também o actual mantidos como animais de estimação, mas eles estavam em seu habitat natural e desfrutando de sua comida a partir de praticamente de origem.

Estes constrangimentos históricos, combinados com o hábito alimentar, a caça e captura de animais de um costume comum entre a população do nosso país, o que pode resultar, além da extinção de espécies, perda de biodiversidade de nossos ecossistemas, pois cada espécie, seja de plantas ou animal, têm importância fundamental para a estabilidade. Assim, a preservação da fauna serão indiretamente também garantindo a sobrevivência de espécies da flora, pois, segundo Galetti & Guimarães (2004) citado em Veiga (2009), aproximadamente 80% das espécies de plantas em florestas tropicais e cerca de 50% da floresta estão espalhadas toda a fauna subtropical, um fenômeno conhecido como zoocoria.

Além da caça, o tráfico de animais é a grande responsável pelo extermínio de animais da nossa fauna. Todos os anos, milhões de animais são retirados dos seus habitats, e cruelmente “preparado” para o comércio ilegal, tráfico de animais silvestres escolher a terceira atividade ilegal mais rentável do planeta. Essa crueldade, que de dez animais tirados da natureza, nove morreram antes de atingir os compradores finais. De notar, sem interesse dos compradores, que, neste caso, a condição, são cúmplices, os traficantes não existiria e, portanto, o tráfego.

Ao abordar a importância da conservação dos animais selvagens, temos de olhar não só para a preservação de indivíduos isolados. Devemos entender que um representante de uma espécie é susceptível de se reproduzir, ou pode ser responsável por dirigir um grupo durante a atividade migratórios para reprodução, entre outros. Portanto, devemos estar conscientes de que cada cópia da nossa fauna desempenha um papel na manutenção e confiabilidade de seu tipo, e, consequentemente, a estabilidade dos ecossistemas.

Além da preocupação com a sustentabilidade ambiental, a transmissão de doenças graves também é motivo para não aprisionado animais silvestres, uma vez que são portadores de cerca de 150 zoonoses que podem ser transmitidas aos seres humanos, entre eles, ornitose, leishmaniose, leptospirose e raiva, que causa a morte em cerca 100% dos casos.

Portanto, a educação ambiental é uma ferramenta muito importante para o combate ao tráfico de animais silvestres e também a transmissão de zoonoses. O papel dos educadores ambientais, para dar ao público a preservação vital de diversas formas de vida na Terra. Mas para tal função, eles devem estar cientes da relação entre o ambiente eo homem, bem como os fatores sociais e econômicos que estão intimamente relacionados aos processos de degradação e preservação.

3.CONCLUSÃO

Assim, formamos a educadores ambientais, é preciso antes de tudo, tornar as pessoas conscientes, responsáveis e comprometidos com a preservação do meio ambiente como um todo, a qualquer momento, sem esquecer que nós, seres humanos, pertencemos a ele e dependem, para sua estabilidade absolutamente todas as nossas actividades económicas. Este deve ser o norte e o princípio básico da educação ambiental no nosso país, porque só depois de acordar essa consciência ecológica, que pode então espalhar as práticas de conservação.

Cabe então ao educador ambiental, despertar a consciência ecológica e divulgar as práticas de conservação de modo a adaptá-las à realidade do local de trabalho, escolhendo a tática de difusão do conhecimento que melhor se adapta a comunidade socioeconômica e cultural em questão. Além disso, para garantir a reprodutibilidade do seu trabalho, o educador ambiental deve sempre treinar novos professores e divulgadores dessa consciência.

BIBLIOGRAFIA

LAUREL, Frederick B., Azaziel, Marcus e FRANCA, Nahyda. Educação ambiental e gestão participativa em áreas protegidas. Rio de Janeiro. IBASE: IBAMA, 2003.

MOURA, G. Sandovaldo de, PESSOA, Fabiano B. Liberdade e Saúde: animais silvestres livres, pessoas saudáveis. Brasília: IBAMA, 2007. 18p

VEIGA, Nabor, et al. O papel dos centros de triagem de animais silvestres (CETAS) na conservação da biodiversidade. Ampliado http://www.amigosdanatureza.org.br/noticias/396/trabalhos/668.viviane_biodiversidade.doc resumo disponível, acessado em janeiro de 2009.

APRESENTANDO TRABALHO ESCOLAR

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Introdução
Este material tem como objetivo facilitar a apresentação de trabalhos escolares, seminários, palestras bem como servir como uma das maneiras possíveis de se vender um produto e foi montada com base em experiências vividas ao longo de uma carreira docente de muitos anos.
Nem por isso tem a pretensão de ser uma regra fixa, inflexível, mas se tornar um material de apoio a quem tem dificuldades para expor trabalhos e idéias em público, tornando este trabalho mais fácil e demonstrando que a exposição não é um dom mas sim um conjunto de técnicas que se bem apreendidas o tornarão um orador sem aquele temor natural e comum a maioria das pessoas.
Nunca podemos esquecer que toda a apresentação deverá ter começo, meio e fim.

Preparação de uma apresentação
1. Identificação pessoal, especialidade, cargo/ocupação, etc.
2. Assunto/Tema do Evento
3. Uma síntese do tema e sua estrutura.
4. Objetivo do seu TEMA, o que será apresentado.
5. Referência do tipo de apoio visual que se planeja usar.
6. Referência ao tempo da apresentação.
7. Resumo e conclusão.
1.Identificação pessoal, especialidade, cargo/ocupação, etc:
A identificação deve ser simples e breve. Você deve agradecer o(a) presidente(a) da mesa, cumprimentar a platéia/ouvintes, identificar-se e, em seguida, iniciar.
Pode-se seguir o exemplo abaixo:
Obrigado, Sr. (Sra.) Presidente(a)
Bom dia/boa tarde, senhoras e senhores
(Se for necessário ou apropriado, diga o seu nome completo, sua especialização e sua origem.)
É um prazer estar aqui com vocês para falar sobre…
2. Assunto/Tema do evento:
Deve ser algo que chame a atenção dos ouvintes e desperte curiosidade.
O tema da minha apresentação se refere a…
Gostaria de falar e discutir a respeito de…
O tema deste encontro trata-se de…
Vou falar sobre…
Quero falar algumas palavras a respeito de…
Meu assunto hoje se refere a …
3. Uma síntese do tema e sua estrutura:
Dividi minha apresentação em (três) partes…
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Como fazer uma boa apresentação?
Minha apresentação será feita em três partes…
Vou dividir a minha apresentação em…partes…
Na primeira parte, vou falar sobre…
Na segunda, vou tratar de…
Por último, (Finalmente) apresentarei…
Ou
Em primeiro lugar…
Em seguida,
Dando seqüência…
Por fim…
Ou
O primeiro ponto a ser abordado será…
O segundo se refere a …
E por último, gostaria de resumir (ou falar sobre)…
4. Objetivo do seu tema, o que será apresentado:
Explique aqui se será utilizado qualquer outro tipo de material além do equipamento de apoio visual.
5. Referência ao tipo de apoio visual que se planeja usar:
Vou utilizar, também, material visual para dar suporte à minha apresentação…
Será utilizado material visual para melhor expor a minha apresentação…
6. Referência ao tempo da apresentação:
Minha apresentação levará 20 minutos…
Esta apresentação deverá levar cerca de 20 minutos…
7. Resumo e conclusão:
Bem, (Portanto,) com isso já estou chegando ao final do meu tema.
Gostaria de resumir os pontos principais que foram abordados…
Ou,
Isto conclui a parte principal do meu tema. Agora, gostaria de resumir os
principais pontos desta apresentação…
Ou,
Gostaria de finalizar este tema enfatizando algumas observações com base
no que foi discutido…
Ou,
Agora, gostaria de encerrar esta apresentação com uma breve conclusão…
Ou,
Isto encerra o meu tema. Muito obrigado.
Ou,
Gostaria de encerrar (esta apresentação) dizendo…
Ou,
Antes de concluir esta apresentação gostaria de dizer…
Ou,
Gostaria de encerrar este tema com
! um resumo dos pontos principais
! uma breve conclusão
[email protected] – versão 1/2004

Como fazer uma boa apresentação?
Aperfeiçoando o planejamento e preparação para uma apresentação mais eficaz
Preparação de uma apresentação:
1. Competência: Conhecimento do assunto e habilidade para repassar essas
informações aos ouvintes.
2. Dinamismo: Estilo dinâmico. Algumas apresentações podem ser muito
competentes em vários aspectos mas são monótonas (cansativas)!
3. Coordenação: Seqüência da estrutura do tema e do manuseio do material visual.
4. Entusiasmo: O orador deve deixar bem claro a importância do assunto para a sua
platéia.
5. Clareza: Tanto o discurso quanto o material visual devem ser apresentados de
forma clara e compreensiva.
Competência do orador e técnica:
1. Conhecimento
2. Técnica da apresentação
a. competência
b. organização
c. entusiasmo
d. clareza
3. Como evitar técnicas de apresentação ineficientes:
a. Fique atento ao tempo estipulado
b. Cuidado com material visual fora de seqüência ou exibido no
momento errado.
c. Evite ler textos ou ficar confuso
d. Não fale rápido demais
e. Não perca suas anotações
4. Pontos importantes a serem lembrados:
a.Objetivo da apresentação
b.O que se espera alcançar
c.Informe-se sobre a sua platéia (perfil, nível, interesse, etc.)
d.Escreva sua apresentação
e.Verifique a linguagem (gramática, estilo, consistência)
f. FAÇA-A DE MANEIRA SIMPLES (USE A SIMPLICIDADE)
g.Decisão do tipo de material visual
h.Verifique os equipamentos
5. Conteúdo:
a.O que incluir
b.Duração/extensão (profundidade de detalhes técnicos dependendo
do nível da platéia)
6. Seqüência:
Início, meio, fim, resumo
7. Apresentação:
Estilo:
a. formal/informal
b. entusiasmo/confiança
c. clareza
[email protected] – versão 1/2004
Como fazer uma boa apresentação? 4
Tom (voz):
a. variável/volume
b. pausa/velocidade
Linguagem (expressão) corporal:
a. contato com o olhar
b. gesto/movimento
c. postura (não fale de costas para sua platéia)
Material visual:
Tipo / ordem / nitidez / prática
Anotações / apresentação / linguagem
a. simples / clara
b. ortografía
c. duração
d. símbolos ou sinais das idéias-chave (idéias principais) da
estrutura.
IV – Material Visual
Tipos de suporte visual:
– Vídeo/Filmes
– Fotografias
– Diagramas
– Mapas ou Quadros
– Gráfico de setores
– Tabelas
– Gráfico de barras.
Gostaria de mostrar a vocês…
Dê uma olhada neste gráfico (nesta tabela, etc.)
Aqui, podemos ver…
É preciso certificar-se de que o material visual esteja bem preparado, bem
escolhido e claro. Procure mantê-lo ao mínimo, o padrão é um por minuto.
Nunca exiba um material até que você esteja pronto para falar a respeito, do
contrário você pode ficar confuso (ou atrapalhado).
− O material visual ajuda a fixar as informações na memória.
– Mostre as informações que você não consegue expressar com facilidade
em palavras.
− Realce as informações e as partes do material visual mais significativas.
− Desperte a atenção da platéia para absorver as informações utilizando
recursos audiovisuais.
− Economize tempo.
− Esclareça informações complexas.
NÃO FALE DE COSTAS PARA SUA PLATÉIA
EVITE UTILIZAR TEXTOS LONGOS – utilize o recurso de tópicos
[email protected] – versão 1/2004
Como fazer uma boa apresentação? 5
V – Técnicas de apresentação
Oradores devem sempre apresentar-se de pé caso não esteja utilizando recursos
de computação. Em apresentações mais demoradas, permite-se sentar para
expor algum segmento.
Se houver um pódio, os oradores não devem se movimentar. Normalmente, um
pódio limita movimentos.
Muitas vezes um movimento é prático e desejável.
Você deve sempre olhar para sua platéia e para as diferentes pessoas.
– divida mentalmente a platéia em quatro partes e procure olhar cada vez
para cada um das quatro partes.
– não fixe seu olhar em uma pessoa ou somente em uma única parte da
platéia.
Certifique-se, sempre, com seus organizadores, de que todos os equipamentos
estejam funcionando.
Ao usar transparências com retro-projetores, use sempre um bastão.
Ao usar um bastão na tela, lembre-se de não ficar se movimentando.
Tente não usar um “script”; o uso de fichas com dicas é mais fácil.
O uso de anotações é permitido. Certifique-se de que haja suficiente contato com
a platéia.
Uma boa apresentação se assemelha a uma atuação teatral . você precisa ser
um ator. Se seu tempo estiver esgotando, acelere sua apresentação mas de
forma concisa e consistente.
− Evite excesso de informações em um único slide: seja conciso.
− Deixe uma margem de aproximadamente 5% nas bordas da tela.
− Use gráficos e diagramas sempre que possível.
− Não faça uso excessivo de linhas ou caixas.
− Busque a padronização no tipo de imagens: desenhos vetoriais, imagens
digitalizadas – preto e branco ou coloridas, etc.
− Procure escolher fundos escuros para slides.
− lndique a duração da apresentação e mantenha a platéia informada sobre
o tempo restante da exposição.
– Reserve parte da palestra e do material para o item conclusões.
− Slides “pretos” ou apenas com o fundo padrão adotado podem dividir os
principais módulos focando a atenção da platéia sobre o apresentador.
Dicas de Textos e Tabelas
− Normalmente, aproximadamente 75% de todo material visual consiste em
textos; a facilidade de leitura deve ser imprescindível.
− Adote a Regra dos 7: não mais que 7 palavras por linha, não mais que 7
linhas por tela.
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Como fazer uma boa apresentação? 6
− Em texto corrido, o espaçamento entre linhas não deverá exceder 50% do
tamanho da letra; no caso de textos com corpo pequeno ou para listagem
de tópicos, aumente a proporção para aprimorar a legibilidade.
– Evite textos em maiúscula: eles brecam e complicam sensivelmente a leitura; os
títulos têm tanta ou maior legibilidade apenas com as iniciais maiúsculas.
− Se o fundo for claro, use fontes em negrito para dar maior leitura. Não utilize
linhas muito finas.
− Defina o tamanho mínimo e máximo das letras e respeite esses limites ao
longo do material (uniformidade). O tamanho mínimo recomendado: 12 pontos.
− Utilize no máximo 2 famílias de fontes tipográficas; dê preferência para
fontes tradicionais e de legibilidade garantida (Bold), como Helvética ou Arial,
ou ainda Verdana.
− Não sublinhe; enfatize através de outros artifícios como itálico para títulos,
termos técnicos e palavras em outro idioma.
− Legendas e notas de rodapé devem ser legíveis (confiabilidade da fonte).
− Por fim, segure o slide com o braço esticado: se você conseguir ler o texto
facilmente, então uma boa projeção estará garantida até a última fileira!

Cores
A cor é, sem dúvida, um poderoso instrumento na caixa de ferramentas das apresentações. Ela pode avivar uma apresentação, tornar uma mensagem cristalina, propiciar um ar mais convidativo a uma palestra, enfim, cativar a atenção de uma audiência e garantir uma melhor compreensão e memorização da mensagem veiculada. Afinal, um anúncio colorido é lido por 80% a mais de leitores e vende de 50% a 85% mais do que um similar em preto e branco.
A cor ainda auxilia na veiculação de informações complexas e pode:
− apontar diferenças qualitativas
− atrair a atenção para pontos-chave
− indicar variações quantitativas
− despertar sensações
A cor influencia nas emoções humanas, a cor requer alguma habilidade e ponderação no seu uso; é preferível o uso simultâneo de poucos tons a pecar pelo excesso. O ideal é utilizar no máximo sete cores em uma tela.
Dicas sobre Cores
− Defina um padrão de cor empresarial ou até departamental (Ex.: cores do
logotipo do cliente).
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Como fazer uma boa apresentação? 7
− Utilize uma mesma paleta de cores ao longo da apresentação.
− Dê preferência para textos em branco ou amarelo e deixe títulos, linhas de
tabelas, logos, diagramas e elementos gráficos coloridos.
− Evite textos em azul, pois são de difícil leitura.
− Defina antes as cores de fundo; dê preferência a cores frias (turquesa, azul
púrpura, etc), pois naturalmente parecem recuar ou afastar-se.
– Diversos estudos apontaram a cor azul como a mais eficaz para fundos.
− No caso de fundos degrades, utilizar tons do mesmo matiz para facilitar a
harmonia com os elementos gráficos.
− Defina textos e linhas largas o suficiente para serem preenchidos pelas cores.
– Quanto menor um elemento gráfico, maior a necessidade de contraste para a
legibilidade; à medida que o tamanho deste elemento aumenta, pode-se diminuir
o contraste.
– Reserve o uso das cores vivas e estimulantes como o vermelho, laranja e amarelo
para destacar ou exprimir ação.
– Evite utilizar as cores verde e vermelho juntas(Daltonismo).
– A utilização adequada das cores deve também levar em consideração o efeito
psicológico – as associações decorrentes das misturas variarão de acordo com
diferentes grupos étnicos, culturas e países.
Exemplos:
− Vermelho + Verde = Natal
− Azul + Branco + Vermelho = sentimentos patrióticos na França, EUA e lnglaterra
− Verde + Amarelo = sentimentos patrióticos no Brasil.

Resumindo:

Alguns alunos ficam muito ansiosos antes e/ou durante sua apresentação. Isso é natural. Interessante é o aluno procurar fixar-se apenas em sua apresentação, sem a preocupação se vai agradar a um ou a outro.
O mais importante é o conteúdo estudado e que vai ser apresentado.
O aluno deve acreditar que, além do professor, só ele está mais bem preparado para apresentar o assunto.
Não fique nervoso com o olhar de descrença de seus colegas.
Caso o aluno perceba algum sorriso “desfazendo” de sua apresentação, pergunte ao seu colega que está tentando “desfazer” de você, se ele tem alguma dúvida ou faça uma pergunta a ele.
Envolva a turma a qual você está apresentando o trabalho.
Surpreenda a todos. Evite fazer trabalho medíocre. Peça sempre orientação ao professor.

Lembre-se: Seja original!

Conclusão final
Para se fazer uma apresentação precisamos ficar atentos a outros oradores e observar o que eles têm de melhor e tentarmos reproduzir seus comportamentos e técnicas quando você as considerar agradáveis e evitar repetir ações que julgar inconveniente ou de mal gosto.
Uma boa apresentação não depende só do “dom” do expositor, mas sim de treinamento especializado e muita dedicação, repetição que vai nos dando cada dia mais experiências para atingirmos um bom nível de apresentação.

COMO FAZER UM PROJETO DE PESQUISA

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Resumo

O presente texto apresenta aos alunos alguns aspectos formais de um Projeto de Pesquisa. A exposição dos diferentes capítulos que compõem referido projeto (introdução; objetivos; justificativa; metodologia e bibliografia) e de seu conteúdo têm por objetivo formular uma proposta de padronização para os diferentes cursos.

Palavras-chaves: metodologia, pesquisa científica, projeto de pesquisa

Abstract

This article presents to the students some formal aspects of a Research Project. The exposition of the different chapter’s which integrate a project (introduction, objectives, justification, method and bibliography) and its contents is designed to formulate a standardization proposal to various programs.

Keywords: methodology, scientific research, research project

Vale confessar previamente para evitar falsas expectativas: este pequeno texto tem pretensões muito modestas e objetivos meramente didáticos. Seus objetivos são apresentar ao aluno alguns aspectos formais do Projeto de Pesquisa, ao mesmo tempo em que são transmitidas certas informações que podem simplificar sua vida acadêmica.

Um Projeto de Pesquisa é composto de elementos pré-textuais, formado por capa e sumário; elementos textuais, compostos de Introdução, Objetivos, Justificativa e Metodologia; e elementos pós textuais, do qual fazem parte Cronograma e Bibliografia.

A atenção recairá, aqui, sobre os elementos textuais que compõem o projeto. Comecemos, pois, por alguns aspectos gráficos importantes. O texto do corpo do projeto deve ser redigido em fonte tamanho 12 e espaçamento duas linhas. A melhor fonte para os títulos é a Arial e para o texto a fonte Times New Roman ou similares com serifa, que facilitam a leitura de texto longos. O papel tamanho A4 é o recomendável.

As margens são as seguintes: esquerda, 4,0 cm; direita 2,5 cm; superior 3,5 cm; inferior 2,5 cm. As páginas devem ser numeradas no canto superior direito, tendo início naquelas referentes aos elementos textuais – capa e sumário não são numerados, muito embora entrem na contagem de páginas (Garcia, 2000).

Introdução

Nem todos os modelos de projetos de pesquisa incluem uma introdução. Muitas vezes passa-se diretamente aos objetivos. Mas é bom não esquecer de que quem lê um projeto lê muitos. É sempre conveniente, portanto, introduzir o tema da pesquisa, procurando captar a atenção do leitor/avaliador para a proposta. A redação, como nos demais capítulos, deve ser correta e bem cuidada. Uma leitura prévia e atenta de Medeiros (1999) poderá ajudar muito na hora de escrever o texto. Para as dúvidas mais correntes da Língua Portuguesa verificar Garcia (2000) e Martins (1997). Dicionários também são imprescindíveis nessa hora.

Na Introdução, é de se esperar que seja apresentado o tema de pesquisa. Escolher um tema é, provavelmente, uma das coisas mais difíceis para um pesquisador iniciante. Pesquisadores experientes costumam desenvolver técnicas de documentação do trabalho científico que lhes permitem não só extrair de seus arquivos tais temas como trabalhálos concomitantemente.

Mas um estudante de graduação geralmente não acumulou o volume de informações necessário para tal empreendimento. Um bom começo, portanto, é conhecer o que outros já fizeram, visitando bibliotecas onde seja possível encontrar monografias de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Tais trabalhos podem servir como fonte de inspiração, além de familiarizar o aluno com os aspectos formais, teóricos e metodológicos do trabalho científico.

A primeira regra para a escolha do tema é bastante simples: o pesquisador deve escolher um tema do qual goste. O trabalho de pesquisa é árduo e, às vezes, cansativo.

Sem simpatizarmos com o tema, não conseguiremos o empenho e a dedicação necessárias.

A segunda regra é tão importante quanto a primeira: o pesquisador não deve tentar abraçar o mundo. A tendência dos jovens pesquisadores é formular temas incrivelmente amplos, geralmente resumidos em uns poucos vocábulos: A escravidão; a Internet; A televisão; A Música Popular Brasileira; O Direito Constitucional; Os meios de comunicação; são alguns exemplos. É preciso pensar muito bem antes de seguir esse caminho. O pesquisador inexperiente que enveredar por ele terá grandes chances de produzir um estudo superficial, recheado de lugares comuns.

O tema deve ser circunscrito tanto espacial como temporalmente. “A escravidão”, por exemplo, é um tema dos mais amplos. Escravidão na Roma Antiga?

No Brasil contemporâneo? No Estados Unidos à época da Guerra de Secessão? No livro A República, de Platão? A escravidão por dívidas na Grécia Antiga? Temas apoiados em palavras e sentido muito amplo, como “influência” e “atualidade”, também devem ser evitados. O pesquisador deve se perguntar se o tema escolhido não permite perguntas do tipo: O quê? Onde? Quando?

No capítulo 2 do livro de Umberto Eco, Como se faz uma tese, é possível encontrar uma excelente ajuda para a escolha do tema de pesquisa, ilustrada com vários exemplos (Eco, 1999, p. 7-34).

Uma terceira regra vale ser anunciada: o tema teve ser reconhecível e definido de tal maneira que seja reconhecível igualmente por outros (Eco, 1999, p. 21). Ou seja, deve ser aceito como um tema científico por uma comunidade de pesquisadores.

Uma vez anunciado o tema da futura pesquisa, é conveniente o pesquisador descrever qual foi sua trajetória intelectual até chegar a ele. Como se sentiu atraído por esse tema? Que matérias despertaram seu interesse durante a graduação? Que autores lhe inspiraram?

Apresentado o tema é hora seguir adiante e expor os objetivos propriamente ditos da pesquisa.

Objetivos

Este capítulo deve começar de forma direta, anunciando para o leitor/avaliador quais são os objetivos da pesquisa: “O objetivo desta pesquisa é…”; “Pretende-se ao longo da pesquisa verificar a relação existente entre…”; “Este trabalho enfocará…”; são algumas das formas às quais é possível recorrer.
Vários autores desenvolvem em trabalhos de metodologia do trabalho científico e intelectual o tema da documentação pessoa. Bons guias para tal são Severino (2000, p. 35-46) e Salomon (1999, p. 121-143), mas a descrição realizada por Mills (1975, p. 211-243) continua insuperável.

Se na Introdução era apresentado o tema, no capítulo Objetivos será abordado o problema, bem como as hipóteses que motivarão a pesquisa científica. A pergunta chave para este capítulo é “o que se pretende pesquisar?”

Um problema científico tem a forma de uma questão, de uma pergunta. Mas é uma questão de tipo especial. É uma pergunta formulada de tal maneira que orientará a investigação científica e cuja solução representará uma ampliação de nossos conhecimentos sobre o tema que lhe deu origem. Uma resposta provisória a este problema científico é o que chamamos de hipótese. A pesquisa científica deverá comprovar a adequação de nossa hipótese, comprovando se ela, de fato, é uma solução coerente para o problema científico anteriormente formulado.

Franz Victor Rudio apresenta, em seu livro, uma série de interrogações que podem ajudar o jovem pesquisador a escolher o seu tema de investigação e verificar sua viabilidade:

“a) este problema pode realmente ser resolvido pelo processo de pesquisa científica?

b) o problema é suficientemente relevante a ponto de justificar que a pesquisa seja feita (se não é tão relevante, existe, com certeza, outros problemas mais importantes que estão esperando pesquisa par serem resolvidos)?

c) Trata-se realmente de um problema original?

d) a pesquisa é factível?

e) ainda que seja ‘bom’ o problema é adequado para mim?

f) pode-se chegar a uma conclusão valiosa?

g) tenho a necessária competência para planejar e executar um estudo desse tipo?

h) os dados, que a pesquisa exige, podem ser realmente obtidos?

i) há recursos financeiros disponíveis para a realização da pesquisa?

j) terei tempo de terminar o projeto?

l) serei persistente?” (Rudio, 1999, p. 96).

Alguns autores recomendam a separação dos objetivos gerais dos objetivos específicos ou do objetivo principal dos objetivos secundários.3 Para atingir seus objetivos mais gerais ou o objetivo principal, será necessário percorrer um caminho de pesquisa que o levará até eles. São etapas da pesquisa que fornecerão a base para abordar de maneira mais direta e pertinente o objetivo principal.

Essa separação é procedente do ponto de vista analítico. Mas os diferentes momentos da pesquisa só se justificam na medida em que ajudarão a esclarecer o problema principal. Não é preciso fazer essa separação em subcapítulos desde que fique claro quais são os objetivos gerais e quais são específicos, qual é o principal e quais os secundários.

Exemplifiquemos esses momentos da pesquisa. Se aluno se propuser a estudar a proposta de contrato coletivo de trabalho, por exemplo, é de bom tom, antes de discutir

suas diferentes versões, fazer um breve histórico da legislação trabalhista brasileira. Se, por outro lado, pretende estudar os escritos políticos de Max Weber, inevitavelmente terá que começar por uma reconstituição do contexto político e intelectual da Alemanha do início do século. Sem esclarecer esses objetivos secundários ou específicos, dificilmente poderá levar a cabo sua pesquisa de maneira aprofundada.

Justificativa

Chegou a hora de dizer porque a universidade, o orientador ou uma instituição de financiamento deve apostar na pesquisa proposta. Neste capítulo é justificada a relevância do tema para a área do conhecimento científico à qual o trabalho está vinculado. A pergunta chave deste capítulo é “por que esta pesquisa deve ser realizada?”

Ver, por exemplo, Lakatos e Marconi (1992).

Vários autores, entre eles Lakatos e Marconi (1992), colocam o capítulo da justificativa antes dos objetivos. A inversão não faz muito sentido: como justificar o que ainda não foi apresentado? A ordem Objetivos, primeiro, e Justificativa, depois, parece ser a melhor do ponto de vista lógico.

É nas justificativas que o pesquisador deve apresentar o estado da arte, ou seja o ponto no qual se encontram as pesquisas científicas sobre o tema escolhido. O diálogo com os principais autores ou correntes interpretativas sobre o tema deve ser levado a cabo neste capítulo.

Já que é aqui que serão feitas o maior número de citações ou referências bibliográficas, vamos repassar brevemente as técnicas de citação e referência. Se a citação tiver até duas linhas, ela pode ser reproduzida em itálico, no corpo do parágrafo.

E não esquecer, “a citação deve ser direta e deve vir entre aspas, como todas as citações e com indicação da fonte seja em rodapé, seja pelo sistema autor/data.”

(Henriques e Medeiros, 1999, p. 127). Quando a citação tiver três ou mais linhas ela deverá iniciar um novo parágrafo e estar digitada com um espaçamento entre linhas 1,5, um espaço antes, um depois e recuo à esquerda.4 É o que ensina Medeiros:

“No trabalho científico, as citações com até duas linhas são incluídas no parágrafo em que se faz referência a seu autor. Já as transcrições de três linhas ou mais devem ser destacadas, ocupando parágrafo próprio e observando-se recuo e aspas no início e no final da citação.” (Medeiros, 1999, p. 104)

Na barra de ferramentas do Word há o botão Aumentar Recuo, muito útil nessas situações, outra possibilidade é criar o estilo Citação, através do menu Formatar Estilo, com espaçamento entre linhas 1,5 e recuo esquerdo 2,5cm.

Quando uma citação vier intercalada por outra citação, está última virá entre aspas simples (‘ ’) Vale ainda lembrar que supressões no texto citado devem ser assinaladas por reticências entre parênteses – (…) –; e que destaques no texto transcrito devem ser feitos com itálico, assinalando ao final, entre parênteses a expressão “grifos nossos”

Até aqui utilizamos a técnica autor/data, a recomendada para as monografias e publicações da UniABC. Outra opção é a técnica referência de rodapé. Neste caso, a indicação do autor, do título do livro e da página vão no rodapé.6 Para isso deve ser utilizado o menu Inserir Notas do Word e escolha Nota de rodapé e AutoNumeração.

Metodologia

Neste capítulo o pesquisador deverá anunciar o tipo de pesquisa (formulador, descritivo ou exploratório) que empreenderá e as ferramentas que mobilizará para tal (Cf. Moraes, 1998, p. 8-10 ). A pergunta chave que deve ser respondida aqui é “como será realizada a pesquisa?”

“Trata-se de explicitar aqui se se trata de pesquisa empírica, com trabalho de campo ou de laboratório, de pesquisa teórica ou de pesquisa histórica ou se de um trabalho que combinará, e até que ponto, as varias formas de pesquisa. Diretamente relacionados com o tipo de pesquisa serão os métodos e técnicas a serem adotados.” (Severino, 1996, p. 130)

O pesquisador deverá esboçar a trajetória que seguirá ao longo de sua atividade de pesquisa. Para tanto deverá destacar: 1) os critérios de seleção e a localização das fontes de informação; 2) os métodos e técnicas utilizados para a coleta de dados; 3) os testes previamente realizados da técnica de coleta de dados. Ao contrário do que geralmente se pensa, dados não são necessariamente expressos em números e processados estatisticamente. O tipo de dados coletados durante a pesquisa depende do tipo de estudo realizado. Eles tanto podem ser o resultado de:
1. pesquisa experimental;
2. pesquisa bibliográfica;
3. pesquisa documental;
4. entrevista;
5. questionários e formulários;
6. observação sistemática
7. estudo de caso
8. relatórios de estágio.” (Pádua, 1998, p. 132)
Para estas e outras regras de citação ver Segismundo Spina (1984, p. 55)
Cronograma

No cronograma o pesquisador deverá fazer um planejamento das atividades ao longo do tempo que você dispõe para a pesquisa. Ele é uma excelente ferramenta para controlar o tempo de trabalho e o ritmo de produção. Ao mesmo tempo, servirá para o orientador ou a agência financiadora acompanhar o andamento da pesquisa. Também aqui há uma pergunta chave: “quando as diferentes etapas da pesquisa serão levadas a cabo?”

Bibliografia

BARROS, Aidil de Jesus Paes de e LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. 8.ed. Petrópolis: Vozes, 1999.

ECO, Umberto. Como se faz uma tese. 15.ed. São Paulo: Perspectiva, 1999.

GARCIA, Maurício. Normas para elaboração de dissertações e monografias. (Online,26.05.2000, http://www.uniabc.br/pos_graduacao/normas.html.

HENRIQUES, Antonio e MEDEIROS, João Bosco. Monografia no curso de Direito.São Paulo: Atlas, 1999.

LAKATOS, Eva Maria. MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico. 4.ed. São Paulo: Atlas, 1992.

LAVILLE, Christian e DIONNE, Jean. A construção do saber. Manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre/Belo Horizonte: Artmed/UFMG, 1999.

MARTINS, Eduardo. Manual de redação e estilo de O Estado de S. Paulo. 3.ed. São Paulo: O Estado de S. Paulo, 1997.

MEDEIROS, João Bosco. Redação científica. A prática de fichamentos, resumos, resenhas. 4.ed. São Paulo: Atlas, 1999.

MILLS, C. Wright. A imaginação sociológica. 4.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

MORAES, Reginaldo C. Corrêa de. Atividade de pesquisa e produção de texto. Textos Didáticos IFCH/Unicamp, Campinas, n. 33, 1999.

PÁDUA, Elisabete Matallo Marchesini. O trabalho monográfico como iniciação à pesquisa científica. In: CARVALHO, Maria Cecília M. de. Construindo o saber.Metodologia científica: fundamentos e técnicas. 7.ed. Campinas: Papirus, 1998.

RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 24.ed. Petrópolis:Vozes, 1999.

SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. 8.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 20.ed. São Paulo:Cortez, 1996.

SPINA, Segismundo. Normas para trabalhos de grau. São Paulo: Ática, 1984.

Evolução e Origem do Homem

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A cronologia de origem humana e sua evolução não é preciso. Existem inúmeras classificações, muitas vezes contraditórias, porque ainda há várias lacunas importantes.

Em geral, podemos dizer que um núcleo comum levou a grandes símios ou macacos (Pongidae) e humanos (Hominidae). Em algum ponto, estas duas famílias se formaram e evoluíram em sentidos diferentes: o Pongidae tomou a forma de gorila, chimpanzé, orangotango e gibão atual, enquanto o Hominidae por várias mudanças até chegar ao Homo sapiens sapiens.

O hominídeo Australopithecus e hominídeos são classificados em dois gêneros. O primeiro é o Australopithecus (do latim australis = + sul do pithecia grego = macaco) dando física ainda longe do homem moderno. A segunda é o gênero Homo, ao qual pertencemos. Não se sabe se evoluiu do Homo Australopithecus, ou se ambos os sexos são independentes, ligados a um ancestral comum. Mas parece que os primeiros hominídeos viveram no sudeste da África.

Existem três espécies conhecidas de australopitecos. Australopithecus afarensis é o mais antigo, tendo vivido cerca de 3 milhões de anos atrás. Já Australopithecus africanus Australopithecus robustus e existiam, respectivamente, 1,5 e 1 milhão de anos antes de nossa era, eo A. africanus pode ter dado origem ao gênero Homo. Estas três espécies são claramente diferenciadas das Pongidae porque, apesar de sua pequena ca4acidade craniano (400 cm3 para o A. afarensis e 500 cm para os outros) tinham postura bípede e não tinha grandes presas (caninos) encontrados em macacos.

A origem do Homo habilis Há cerca de 2 milhões de anos – e, portanto, as espécies de volta para a origem do homem contemporâneo e de Australopithecus africanus Australopithecus robustus – veio a primeira espécie do gênero Homo: Homo habilis, assim denominado por sua capacidade de usados pela primeira vez, as pedras ou arestas vivas para quebrar cascas de sementes, cavando a terra em busca de raízes ou massacrar animais. Sua capacidade craniana era entre 650 e 800 cm3. Além disso, ele tinha uma posição menos curvo do que os australopitecos.

A origem do Homo erectus Cerca de 1,5 milhões de anos atrás, o Homo habilis, anteriormente restrita à África, deu origem a uma espécie que se espalharia por toda a Ásia ea Europa: os Homo erectus. Este, além de demonstrar uma evolução notável na utilização de ferramentas de pedra (facas, machados, raspadores), você deve ser uma língua falada e existem cerca de 500.000 anos, começou a se abrigar em cavernas e fazer fogo. No aspecto físico, o Homo erectus não exceder 1,5 m de altura, tinha a crista superciliares salientes da mandíbula e um queixo enorme falta. A cabeça estava ligada à coluna de modo que ligeiramente projetada para frente.

Além dos muitos fósseis do Homo erectus encontrados na África, descobriram outro, ligeiramente diferente na Ásia e na Europa. Eles são os Javantropo o Sinanthropus e Paleantropo (do grego anthropos = homem), localizados respectivamente em Java (Indonésia), perto de Pequim (China) e Heidelberg (Alemanha). Os três foram classificadas como subespécies do Homo erectus e recebeu, em conclusão, o javanensis nomes, pekinensis e heidelbergensis.

Reconstrução de dois antepassados do Homo sapiens. Da esquerda para a direita, eo Sinanthropus e Javantropo.

Sobre a 300.000 aC, erectus Piorno começou a sofrer alterações que resultem na espécie a que pertencemos: o Homo sapiens.

A origem dos restos do Neanderthal subespécies mais Horno sapiens foram primeiramente descobertos no vale (em alemão = Thal) do rio Neander, na Alemanha, assim como obter o nome científico Homo sapiens neanderthalensis. Exemplos semelhantes seria encontrada mais tarde na França, Iugoslávia, Palestina e África do Norte.

A altura do homem de Neanderthal era pouco superior a 1, 5m. Seu crânio foi ligeiramente achatada no occipital, minha cabeça inclinada para trás o suficiente, mandíbula forte eo queixo ligeiramente pronunciado. A arcada superciliar era menos proeminente do que nas espécies anteriores.

Neandertais caçavam em grupos e protegido do frio em cavernas. Eles viveram entre 120 000 e 35 000 aC Os motivos para o seu desaparecimento não são claras, mas muitos devem ter sido cruzado ou foram exterminados pelos segundo e mais evoluído subespécies de sapi Piorno, isto é, cientificamente conhecido como Homo sapiens sapiens -, o homem de hoje.

A origem do Homo sapiens sapiens O Horno sapiens sapiens surgiu por volta de 40.000 aC Os primeiros espécimes foram descobertos em um vilarejo no sul da França, de onde eles são chamados pelo nome do Cro-Magnon. Foram maiores que os neandertais e as características faciais eram menos pesados, com o crânio alongado, uma testa larga e queixo arredondado.

O homem passa Horno sapiens sapiens de Neanderthal, e cerca de 25.000 aC, espalhados por toda a Terra. Coube a ele a refinar as técnicas de obtenção de alimentos, para expandir as formas de organização social, estrutura, religião e produzir eventos de arte. E, ao longo do tempo, o Horno sapiens sapiens deu origem à raças humanas.

Atualmente, muitos estudiosos evitar usar o termo raça para designar um grupo de pessoas com um fenótipo particular, em vez disso, prefere a palavra etnia. A razão para essa rejeição é sobretudo ideológica, devido à conotação negativa de “raça”, com “racismo” (atitude anti-científica com base na suposta superioridade de certas raças em relação ao outro).

Como o conceito de etnia também envolve peculiaridades culturais, é difícil parar de usar o termo “raça” quando se toma em consideração as características estritamente físicos dos grupos humanos (cor da pele e dos olhos, altura, forma do crânio e do nariz tipos faciais e de cabelo, etc. ). Mas essas características são estudadas pela antropologia física, antropologia cultural apropriado para a realização dos estudos etnográficos e etnológicos.

Acredita-se que as raças humanas resultaram da configuração atual de certos grupos em áreas específicas, o que significa ter-se adaptado. Neste caso, como a procriação é processado dentro de um universo restrito, ampliou certas características físicas, diferenciando-se um grupo de outro. É óbvio que tais diferenças não implicam qualquer idéia de superioridade ou inferioridade entre estes grupos.

Arcaísmo

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É a preferência pela arte antiga e mais primitiva. Na Europa do século XVIII -, juntamente com o retorno do gótico padrões estéticos e grego – era o amor comum de um estilo artístico que apresentaram como atributos de simplicidade e pureza. Na história da arte de períodos comum na qual eles procuravam um retorno a padrões mais primitivos, como gosto entre os colecionadores do primeiro século da arte grego arcaico, em vez de mais tarde desenvolvido por esta civilização. Pode-se mencionar, em especial dois períodos em que o arcaísmo é bem ilustrado: os nazarenos na Alemanha e os pré-rafaelitas, na Inglaterra.

Os nazarenos eram um grupo surgiu no início do século XIX, que teve como objetivo principal o restabelecimento das relações entre arte e propósitos religiosos, esta finalidade, disseram, deturpado, desde o século XVI. Sua inspiração veio da arte da Idade Média e Renascença. Este grupo acabou influenciando os pré-rafaelitas. A irmandade do pré-rafaelitas foi um nome adotado por um grupo britânico em 1848 que teve como objetivo resgatar a arte italiano antes de Raphael, considerado o mais simples e sincera. Seus súditos eram em grande parte das obras, religiosa. Fui contra a académica e pinturas de gênero. Na arte moderna, essa tendência se manifesta principalmente através da valorização do primitivismo nas obras.

RESUMO – REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

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RESUMO – REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

A economia mundial sofreu modificações profundas a partir da segunda metade do século 18, quando se iniciou, na Grã-Bretanha, a Revolução Industrial – estreitamente relacionada ao desenvolvimento do sistema capitalista, a industrialização se estendeu por todo o mundo e determinou o surgimento de novas formas de sociedade, de estado e de pensamento.

Em sentido restrito, a expressão “Revolução Industrial” aplica-se às transformações econômicas e técnicas ocorridas na Grã-Bretanha, entre o século 18 e 19, com o surgimento da grande indústria moderna – em sentido amplo, refere-se à fase do desenvolvimento industrial que corresponde à passagem da oficina artesanal ou da manufatura para a fábrica e, no plano econômico geral, esse processo se fez acompanhar da transformação do capitalismo comercial, que se iniciara no Renascimento, no capitalismo industrial.

A Revolução Industrial inglesa estendeu-se depois ao centro-oeste da Europa e aos EUA e conferiu a essas regiões grande supremacia sobre as nações européias e não-européias que ficaram à margem dessa revolução, em virtude do mecanismo de acumulação de capital inerente ao capitalismo moderno, criando-se assim um descompasso crescente entre países industrializados, economicamente desenvolvidos, e países não industrializados, ou subdesenvolvidos, de economia dependente.

A expressão Revolução Industrial não é aceita pacificamente – alguns economistas argumentam que a palavra “revolução” indica mudanças súbitas e bruscas, que não ocorrem na economia – os próprios contemporâneos do fenômeno, no entanto, viram-no com esse caráter revolucionário.

Arthur Young, economista inglês do final do século 18, denominou-a como “uma revolução que está sendo feita”, porém, reconhecida pelos socialistas, essa expressão foi difundida pelo economista Arnold Toynbee, tio do historiador homônimo, em A Revolução Industrial (The Industrial Revolution, 1884).

CAUSAS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

A fase aguda da Revolução Industrial Inglesa (entre 1760/1830) foi a continuação natural de um longo processo, que se iniciou em data muito anterior e desdobrou-se ao longo de muitos anos – justamente na Inglaterra, onde o fenômeno pareceu mais repentino e diferente aos contemporâneos, o processo foi o mais demorado.

Pode-se falar não em uma, mas em várias revoluções industriais sucessivas: uma no século XIII, quando da introdução das primeiras máquinas hidráulicas na indústria têxtil; outra, entre 1540 e 1640, estimulada pela alta dos preços e pela Reforma Protestante.

Essas primeiras “revoluções” consistiram na exploração industrial do carvão mineral e do minério de ferro, no fabrico do aço, sabão, açúcar, cerveja, pólvora, objetos de cobre, estanho, latão, papel.

Ocorreu a introdução de novas indústrias e a aplicação de novos métodos a velhas indústrias, além da descoberta e aplicação de novas técnicas.

Surgiu então a Revolução Industrial propriamente dita (séc. 18 e 19), caracterizada por algumas novidades na produção industrial, como a metalurgia do coque, a utilização da máquina a vapor na mineração e na laminação, a invenção de máquinas nos setores de fiação e tecelagem, algumas já a vapor, o emprego de novos métodos e materiais na cerâmica, na engenharia civil e nos transportes, sobretudo canais e ferrovias.

Na segunda metade do século 19 e primeira do século 20, após a primeira guerra mundial, surgiu um novo período denominado: “Nova Revolução Industrial” ou “Segunda Revolução Industrial”.

Tornando como princípio básico da Revolução Industrial a fabricação de mercadorias por máquinas movidas a energia de fontes naturais, verifica-se que a Revolução Industrial inglesa do século 18 continuou muito além de 1830 e prosseguiu durante todo o século 20.

Ela resultou das seguintes premissas:

Revolução agrícola, que proporcionou mão-de-obra abundante e barata;
expansão do comércio marítimo internacional e seu virtual domínio pela Inglaterra; abundância de capitais e baixas taxas de juros, devido à acumulação propiciada pelo comércio e pela agricultura; mobilização desses capitais em função do desenvolvimento do mercado financeiro de Londres e dos bancos provinciais;
aperfeiçoamentos técnicos em máquinas já existentes, invenção de novos equipamentos e melhoria da mão-de-obra especializada;
e utilização de uma nova forma de energia (vapor).
Assim, essas transformações econômicas, sociais e tecnológicas, que isoladamente seriam só acontecimentos, ao ocorrerem concomitantemente e se inter-relacionarem, ganharam aspecto revolucionário.

Deve-se acrescentar a tais aperfeiçoamentos e invenções outros fatores, como a transformação geral do setor dos transportes, com a abertura de vários canais, a construção de ferrovias e rodovias, graças ao processo de John Loudon MacAdam, a dinamização da navegação a vapor; a substituição do mercantilismo pelo liberalismo econômico (como prática econômica); a reflexão ensejada pelas obras de Adam Smith, David Ricardo, John Stuart Mill e outros; o afluxo à Europa do ouro do Brasil e das colônias hispânicas.

Assim como das riquezas da Índia, exploradas pela Companhia Inglesa das Índias Orientais; a dinamização do processo de crescimento econômico, pelo investimento de boa parte dos lucros do comércio e da indústria em bens de produção e pelo reinvestimento dos lucros obtidos com tais bens na produção de novos bens de capital.

Os ingleses foram nessa fase responsáveis pela maior parte dos novos inventos, mas também utilizaram as contribuições de outros povos: fabricação de papel com os holandeses, franceses e italianos; tecelagem da seda com os italianos; obtenção da folha-de-flandres com laminadores suíços etc.

PROCESSO DE PRODUÇÃO NA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Nessa evolução, a produção manual que antecede a industrial conheceu duas etapas bem definidas, dentro do processo de desenvolvimento do capitalismo:

O artesanato, foi a forma de produção característica da Baixa Idade Média, durante o renascimento urbano e comercial, sendo representado por uma produção de caráter familiar, na qual o artesão, possuía os meios de produção (era o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalhava com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja não havia divisão do trabalho ou especialização – em algumas situações o artesão tinha um ajudante, porém não assalariado, pois realizava o mesmo trabalho pagando uma “taxa” pelo utilização das ferramentas.

É importante lembrar que nesse período a produção artesanal estava sob controle das corporações de ofício, assim como o comércio também era controlado por associações, limitando o desenvolvimento da produção.

A manufatura, predominou ao longo da Idade Moderna, resultando da ampliação do mercado consumidor com o desenvolvimento do comércio monetário. Nesse momento, já ocorre um aumento na produtividade do trabalho, devido a divisão social da produção, onde cada trabalhador realizava uma etapa na confecção de um produto.

A ampliação do mercado consumidor relaciona-se diretamente ao alargamento do comércio, tanto em direção ao oriente como em direção à América, permanecendo o lucro nas mãos dos grandes mercadores.

Outra característica foi a interferência do capitalista no processo produtivo, passando a comprar a matéria prima e a determinar o ritmo de produção, uma vez que controlava os principais mercados consumidores.

A partir da máquina, fala-se numa primeira, segunda e até terceira e quarta Revolução Industrial – porém, se concebermos a industrialização, como um processo, seria mais coerente falar-se num primeiro momento (energia a vapor no século 18), num segundo momento (energia elétrica no século 19) e num terceiro e quarto momentos, representados respectivamente pela energia nuclear e pelo avanço da informática, da robótica e do setor de comunicações ao longo dos séculos 20 e 21 – porém aspectos ainda discutíveis.

DESDOBRAMENTOS MUNDIAIS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

FRANÇA

Em 1789 a Grã-Bretanha já se encontrava nitidamente à frente do seu mais próximo concorrente: a França, que tentou acompanhar o ritmo inglês, recorrendo ao protecionismo real e a técnicos britânicos, podendo assim contar com equipamentos como a Jenny, máquina que fiava com grande rapidez; a Water Frame, máquina movida a energia hidráulica; a fundição à base de coque; e a primeira bomba a vapor, construída em Chaillot, em 1779, segundo o modelo de James Watt.

No entanto, fatores diversos retardaram a Revolução Industrial na França: a vantagem inglesa já era sensível em 1786, quando do tratado comercial entre os dois países, duramente criticado pelos industriais franceses, pelos prejuízos que lhes trazia a concorrência inglesa.

Diversos fatores contribuíram para manter a França na retaguarda:

O retardamento da produção agrícola em virtude das limitações impostas pela pequena propriedade, incapaz de liberar grandes excedentes de mão-deobra;
a perda dos principais mercados coloniais; o maior interesse dos capitalistas franceses pelos altos cargos públicos, terras e títulos de nobreza; a estreiteza e falta de organização do mercado de capitais; e a
mentalidade limitada e conservadora dos empresários.
A revolução francesa de 1789 e as guerras napoleônicas impulsionaram a produção em massa e a conquista de novos mercados, como a América Latina pelos industriais ingleses, enquanto a França teve de limitar-se à Europa, aumentando ainda mais sua defasagem tecnológica nos setores da metalurgia e dos têxteis em relação à Grã-Bretanha, apesar do esforço de Napoleão para fomentar a industrialização.

O processo incipiente de industrialização não resistiu ao retorno da paz em 1815, e os empresários que conseguiram sobreviver ampararam-se numa legislação protecionista exagerada, estimuladora de inépcia e baixa produtividade. Com o comércio em crise e os transportes desorganizados e precários, somente após 1830 foi possível implantar uma política eficiente de industrialização e construção ferroviária.

ALEMANHA E ITÁLIA

A ALEMANHA começou a sofrer algumas transformações com a União Aduaneira (Zollverein), de 1834, que criou uma área de livre comércio na maior parte do território germânico, sob a liderança da Prússia, mas a grande indústria só se multiplicou e cresceu após 1850.

A Revolução Industrial Alemã ocorreu de fato após a reunificação política de 1870 e concluiu-se por volta de 1890 – muito mais rápida que a inglesa, aproveitou a experiência desta e deu origem a uma indústria bem mais moderna.

A ITÁLIA foi prejudicada pela carência de matérias-primas e fontes energéticas: sua industrialização só se intensificou por volta de 1890-1900, em virtude da eletricidade.

O mesmo pode ser dito quanto aos países escandinavos. Portanto, na própria Europa o processo de industrialização não se realizou como um todo, e verificou-se o mesmo quadro: formação de países (ou áreas) desenvolvidos e outros subdesenvolvidos.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

RESTO DO MUNDO

Na América Latina, África e Ásia a Revolução Industrial se mostrou por meio de suas conseqüências:

Destruição da indústria artesanal doméstica, não raro bastante adiantada, como na Índia e na China;
Instalação de empresas estrangeiras, exploração dos recursos naturais segundo os interesses do imperialismo e construção de obras públicas e de vias de transporte segundo esses mesmos interesses, quer para facilitar a exportação de matérias-primas e produtos tropicais, quer para permitir maior consumo de artigos manufaturados importados da Europa e dos Estados Unidos.
Com as duas guerras mundiais e o despertar do nacionalismo, começou a haver uma tomada de consciência do fenômeno chamado imperialismo e de seu componente, o subdesenvolvimento. Passou então a ser meta prioritária do desenvolvimento econômico e da emancipação do imperialismo, a industrialização, isto é, a realização de revoluções industriais locais.

Essa nova orientação já encontrou em países como Índia, China e Brasil algumas empresas industriais em funcionamento, sobretudo no setor têxtil. Mas a infra-estrutura, isto é, a indústria de base, estava ainda por ser instalada, pois não era um setor que interessasse aos capitais imperialistas desenvolver.

O exemplo mais significativo de Revolução Industrial, em tempo e profundidade, foi o da Rússia, após 1917.

Mas, como ocorreu na China Popular e nos países da Europa oriental, realizou-se segundo um tipo de economia totalmente socializada, que fugiu aos velhos padrões da economia capitalista.

CONSEQUÊNCIAS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

A Revolução Industrial, ao deslocar uma estrutura industrial de tipo artesanal, mais ou menos desenvolvida, conforme o país e a época, não atingiu todos os setores de uma só vez. Mesmo num determinado setor, como o têxtil, certas modificações se deram mais depressa que outras.

De modo geral a revolução afetou em primeiro lugar a fabricação de bens de consumo: tecidos, roupas, utensílios de metal, produtos alimentícios. Numa segunda etapa foram atingidas as indústrias ligadas a bens de produção: máquinas, siderurgia, química, ferramentas etc. A manufatura de ferro e aço em grande escala foi a ponte necessária entre as duas fases.

Nas regiões de economia dependente apenas algumas indústrias de bens de produção ligadas à exportação (exploração vegetal ou mineral) atraíram o interesse do capitalismo internacional. Quase sempre as necessidades de energia e matérias-primas ditaram a localização das indústrias, perto de jazidas carboníferas, vales fluviais, locais com potencial hidrelétrico. Água e energia foram fatores essenciais para a localização da indústria têxtil, assim como o carvão para a siderurgia, a argila para a cerâmica etc.

As conseqüências gerais da Revolução Industrial podem ser assim resumidas:

urbanização rápida e intensa;
progresso das regiões industriais em relação às rurais;
incremento do comércio interno e internacional;
aperfeiçoamento dos meios de transporte;
crescimento demográfico;
e redistribuição da riqueza e do poder, primeiro entre os países da Europa, como prova o declínio relativo da França, e depois do mundo.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL – AS FASES

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Inglaterra, a primeira na revolução

A Inglaterra foi pioneira na Revolução, pois eles tinham reservas de carvão e petróleo e acúmulo de capital, o poderio econômico dos ingleses também influenciou o começo da revolução.

RAZÕES FUNDAMENTAIS POSSIBILITARAM QUE A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL SE INICIASSE NA INGLATERRA?

a supremacia naval inglesa: desde o ano de 1651, quando Oliver Cromwell decretou os Atos de Navegação e Comércio, que asseguraram exclusividade aos navios ingleses para o transporte de mercadorias para o seu país, que a Inglaterra passou a controlar o comércio mundial de larga escala. Isso permitiu a organização de um vasto império colonial que, ao mesmo tempo, será seu mercado consumidor de produtos manufaturados e fornecedor de matérias primas.

a disponibilidade de mão-de-obra: o estabelecimento do absolutismo na Inglaterra no século XVI levou a burguesia em aliança com a nobreza a promover um processo de expulsão dos camponeses de suas terras. Estas terras foram cercadas e transformadas em áreas de pastagens para ovelhas que ofereciam a matéria-prima básica para o tecido: lã. Houve, portanto, um intenso êxodo rural, que tornou as grandes cidades um lugar onde se encontrava uma grande disponibilidade de mão-de-obra. Dessa maneira, os salários sofreram um rebaixamento, fato que contribuiu para a elevação da produtividade na indústria.

a disponibilidade de matérias-primas: a Inglaterra não tinha dificuldades de acesso às matérias-primas básicas para seu desenvolvimento industrial. Era rica em minério de carvão, lã, algodão (obtido nos EUA) etc.

a Monarquia Parlamentar: a Revolução Gloriosa de 1688/89 estabeleceu na Inglaterra a Declaração dos Direitos (Bill of Rights) que permitiu a supremacia do parlamento sobre a monarquia, surgindo, portanto, o parlamentarismo. Isso significou o fim do absolutismo que permitiu à burguesia uma maior participação nas decisões do governo e na vida política do país. Dessa maneira, a economia do país passou a se organizar de maneira a atender aos anseios da burguesia.

Progresso tecnológico

A invenção de máquinas e mecanismos como a lançadeira móvel, a produção de ferro com carvão de coque, a máquina a vapor, a fiandeira mecânica e o tear mecânico causam uma revolução produtiva. Com a aplicação da força motriz às máquinas fabris, a mecanização se difunde na indústria têxtil e na mineração. As fábricas passam a produzir em série e surge a indústria pesada (aço e máquinas). A invenção dos navios e locomotivas a vapor acelera a circulação das mercadorias.

A IMPORTÂNCIA DO CARVÃO

O carvão na Revolução Industrial era tudo, pois sem estes não tinha como mover as máquinas a vapor, as caldeiras e outros equipamentos

Empresários e proletários

O novo sistema industrial transforma as relações sociais e cria duas novas classes sociais, fundamentais para a operação do sistema. Os empresários (capitalistas) são os proprietários dos capitais, prédios, máquinas, matérias-primas e bens produzidos pelo trabalho. Os operários, proletários ou trabalhadores assalariados, possuem apenas sua força de trabalho e a vendem aos empresários para produzir mercadorias em troca de salários.

Exploração do trabalho

No início da revolução os empresários impõem duras condições de trabalho aos operários sem aumentar os salários para assim aumentar a produção e garantir uma margem de lucro crescente. A disciplina é rigorosa mas as condições de trabalho nem sempre oferecem segurança. Em algumas fábricas a jornada ultrapassa 15 horas, os descansos e férias não são cumpridos e mulheres e crianças não têm tratamento diferenciado.

Movimentos operários

Surgem dos conflitos entre operários, revoltados com as péssimas condições de trabalho, e empresários. As primeiras manifestações são de depredação de máquinas e instalações fabris. Com o tempo surgem organizações de trabalhadores da mesma área.

Para se estudar a história do movimento operário e sua identificação com os postulados do Socialismo, é necessário relembrar as condições de vida e de trabalho da classe operária a partir do momento da consolidação do capitalismo, isto é, a partir da Revolução Industrial.

Os operários jamais aceitaram passivamente as novas condições. As diferenças sociais tornavam-se mais agudas, passando a existir uma diferenciação até mesmo dos locais de moradia da burguesia e do proletariado.Uma das mais infelizes conseqüência sociais do primeiro sistema fabril foi a exploração de mulheres e crianças. Em Lião, em 1777, havia 3823 crianças ocupadas no fabrico de sedas, numa força total de trabalho de 9657.

As queixas mais sérias dos operários das fábricas e das minas referiam-se a excessivas horas de trabalho, salários baixos,multas e o sistema de permuta segundo o qual os patrões pagavam em gêneros e não em dinheiro. Os homens, as mulheres e as crianças trabalhavam doze horas ou mais por dia e estavam geralmente exaustos quando regressavam a sua casa.Visto a certos patrões interessar que as máquinas trabalhassem continuamente, introduziram-se turnos noturnos em algumas indústrias. O número de dias trabalhados no ano aumentava. Por vezes o domingo era dia de trabalho também, apesar dos protesto da igreja. Nos distritos onde os aprendizes costumavam ter as segundas-feiras livres, os patrões faziam o possível por abolir esse Hábito. E, nos países católicos, os dias santos eram gradualmente reduzidos nas fábricas.

Tais condições produziram a resistência, que se expressou de diversas maneiras. A primeira manifestação da resistência foi o movimento ” ludita “. Inspirados em Ned Ludd, os operários ingleses deram início à destruição de maquinas, identificadas como as responsáveis pela sua situação de miséria. A reação governamental foi violenta, com perseguições aos luditas, havendo até mesmo condenação a morte.

A partir de 1830, observa-se um segundo momento na luta operária: o movimento Cartista. Os operários ingleses haviam criado a ” Associação dos Operários “, considerada ilegal pelo governo. Dessa Associação partiu em 1837, a publicação da ” Carta do Povo”, onde se propugnava o sufrágio universal masculino, o voto secreto, a remuneração dos parlamentares, uma representação mais igualitárias nas eleições, entre outros itens. O que se pretendia, em última análise, era permitir uma representação política do proletariado. Greves, passeatas, comícios, foram organizados para pressionar o Parlamento que, no entanto, recusou a ” Carta do Povo “. O movimento se evadiu, por volta de 1848, devido à repressão governamental.

A partir daí, o interesse operário se dirigiu para a formação das ” Trade Unions “, ou seja, Associação de trabalhadores, com objetivos inicialmente assistenciais. Destas ” Trade Unions ” surgirão , no final do século, os sindicatos. Num primeiro momento os sindicatos tiveram uma preocupação nitidamente assistencialista e, posteriormente, procuraram formalizar objetivos que garantiriam uma transformação social mais ampla.

No final do século XIX, pode-se vislumbrar a aproximação do movimento operário ao movimento socialista.

O socialismo, entendido como uma contestação ao individualismo liberal, corporifica-se como uma resposta aos problemas sociais criado pela industrialização a às crises que começavam a acontecer dentro do sistema capitalista.

Os primeiros socialistas foram. posteriormente , denominados de utópicos. Sob este rótulo encontram-se diversas teorias formuladas principalmente na França e na Inglaterra.

Acredita-se que o conceito de Socialismo deve conter os seguintes elementos: a superação dos meios de produção enquanto propriedade privada; a superação do regime de produção de mercadorias e enfraquecimento do dinheiro; a abolição da troca( e da propriedade privada), do consumo de mercadorias, pelo menos dentro da comuna; o controle dos produtos sobre o produto do seu trabalho e sobre suas relações de trabalho, as quais incluem, entre outras coisas, o poder imediato de ter acesso sobre os meios de produção e o consumo de mercadorias; o poder do indivíduo sobre si mesmo, seu relacionamento mútuo, o que , entre outras coisas, exclui como não necessário um aparato repressivo à sociedade.

Em 1848, a publicação do Manifesto Comunista, elaborado por Karl Marx e Friedrich Engels, abriu um novo caminho no pensamento socialista, o chamado socialismo científico.

As bases do pensamento marxista encontraram-se fundamentalmente em três correntes: a dialética hegeliana, a economia política inglesa e o socialismo.

A dialética desenvolvida pelo filósofo alemão Hegel, afirma que ” cada conceito possui em si o seu contrário, cada afirmação, a sua negação. O mundo não é um conjunto de coisas prontas e acabadas, mas sim o resultado do movimento gerado pelo choque desses antagonismo e dessas contradições. A afirmação traz em si o germe de sua própria negação; depois de se desenvolver, essa negação entra em choque com a afirmação e este choque vai gerar um terceiro elemento mais evoluído, que Hegel chamou de ” síntese” ou ” negação da negação”.Spindel, Arnaldo.

Hegel , no entanto, era um filósofo idealista e, por conseqüência, Marx irá ” virar pelo avesso ” a sua teoria, ao afirmar que não eram as idéias que criavam a realidade, e sim as circunstâncias materiais. Em outros termos, Marx afirmou o materialismo como base dialética.

A partir do conceito de materialismo dialético, Marx e Engels criaram uma nova teoria da História: o materialismo histórico. Para eles, a História se desenvolve, dialeticamente, a partir das relações de produção existente em cada momento. As relações de produção seriam a infra-estrutura sobre a qual se sustenta a super estrutura política, jurídica e ideológica

A grande crítica que Marx e Engels fazem ao capitalismo diz respeito ao caráter exploratório deste modo de produção sobre os proletários. Para Marx, em 4 ou 5 horas de trabalho, os operários produziam todas as mercadorias necessárias para comporem o seu salário. Trabalhavam, pois, 9 ou 10 horas sem nada receber. Todo o fruto do trabalho executado nestas 9,10 horas era, apropriado pelo burguês. É o que Marx chamará de ” mais-valia ” e que , segundo ele, demonstra sobejamente a exploração que os operários sofrem pelos patrões.

O socialismo, no século XIX, manifesta-se não apenas no campo teórico. A prática encontra-se espelhadas nos congressos, especialmente aqueles conhecidos como ” Internacionais “. A I Internacional reuniu-se de 1864 a 1876. Em 1872 os anarquistas( anarquismo normalmente é compreendido de forma errônea. Generalizou-se entre as pessoas a idéia de que anarquismo significa bagunça, vandalismo e outras coisas semelhantes, idéia esta que não se articula bem com o conceito e com o movimento que se está procurando analisar. A palavra anarquismo é de origem grega, significando: an= negação; arquia =governo. ) foram expulsos da I Internacional, cujo conselho foi transferido para New York, onde se decidiu pelo seu fechamento, em 1876.

A II Internacional se reúne em 1891. Nesse intervalo, na Alemanha ocorrera importante modificação: seguidores de Marx, como Bebel e Karl Liebknecht, reunidos em 1875, no Congresso de Gotha, deram origem à Social-Democrática, negando determinados pontos básicos do pensamento de Marx e dele recebendo duras críticas. Mas o Partido Social-Democrata, apesar das resistências, inclusive do governo alemão, cresceu, transformando-se mesmo no maior partido político do país.

Sindicalismo

Resultado de um longo processo em que os trabalhadores conquistam gradativamente o direito de associação. Em 1824, na Inglaterra, são criados os primeiros centros de ajuda mútua e de formação profissional.

Em 1833 os trabalhadores ingleses organizam os sindicatos (trade unions) como associações locais ou por ofício, para obter melhores condições de trabalho e de vida. Os sindicatos conquistam o direito de funcionamento em 1864 na França, em 1866 nos Estados Unidos, e em 1869 na Alemanha

O Liberalismo

A ideologia liberal ou liberalismo, ao se pautar por um conjunto de idéias contrárias à intervenção do Estado na economia, e sendo favorável à livre concorrência do mercado e à exaltação dos direitos individuais, exprimia, no nível das idéias, o que era levado na prática pela burguesia emergente.

Para se impor, o liberalismo foi forçado a produzir argumentos cada vez mais consistentes em face de uma realidade social em que se evidenciava o estado de penúria da população, acentuado mesmo após o decantado fim da servidão. Exaltou-se, principalmente, a “liberdade” que o cidadão tinha para vender sua força de trabalho. Progressivamente, teorias como a do economista inglês Malthus, segundo a qual a pobreza se deve ao crescimento desordenado da população sem a correspondente produção de alimentos, ou outras, que viam na miséria a derrota dos incapazes na luta pela sobrevivência, vão desobrigando a classe dominante de combater a pobreza. Fundamentava-se a crença da miséria como inevitável. Uma vertente do pensamento econômico nascente sustentava com extrema franqueza que cada um cuidasse da sua própria subsistência.

O historiador contemporâneo Harold J. Laski, em seu estudo acerca do liberalismo europeu, constata que esse ideal econômico se preocupou mais em defender os interesses da propriedade do que em proteger aquele cidadão que só possuía sua força de trabalho para vender. Assim, os ideais liberais se converteram em uma ideologia disciplinar da classe trabalhadora. No estudo de economistas como Adam Smith (1723-1790), o trabalho passa a ocupar o primeiro plano na conquista de riquezas. Ele constata que a riqueza dos países não reside no ouro, na prata ou na agricultura, como era a tendência do pensamento do século XVIII, mas no trabalho, capaz de transformar matéria bruta em produtos com valor de mercado. No início do século XIX, o pensador alemão Hegel (1770-1831) valorizou o trabalho como objeto de reflexão filosófica e tematizou o desenrolar da luta entre duas consciências, a do senhor e a do escravo, influenciando profundamente Karl Marx (1818-1883).

Época de crescimento econômico sem precedentes, o século XIX faz da organização do trabalho objeto de atenção de diversos reformadores sociais. Assim, a divisão excessiva do trabalho é condenada pelo socialista utópico Fourier, que a considera “repugnante”. Essa primeira fase da teoria e prática socialista foi considerada utópica por acreditar-se na possibilidade de eliminar a exploração do proletariado através de mudanças ou reformas sociais e econômicas. Ela visava à substituição do conflito e da competição pela harmonia e pela cooperação entre as classes sociais, sem contudo reconhecer a luta de classes ou lançar mão da revolução proletária.

Uma parte dos empreendedores, ditos liberais, alegava ser passageira a situação de miséria e acenava com melhores salários, cooperativas e tolerância de organização sindical. Tais precauções tomaram corpo devido ao perigo dos ideais socialistas em gestação. Enquanto puderam, os patrões combateram duramente o surgimento de sindicatos e outras formas de resistência dos trabalhadores.

Produção Artesanal

No inicio, a produção foi realizada através do artesanato. O produtor direto (artesão) era o dono dos instrumentos de produção, desde a matéria-prima até as ferramentas. Tinha a vantagem de possuir pleno controle sobre todas as fases do processo produtivo, bem como a distribuição do produto final. Este tipo de produção foi dominante na Idade Média quando não havia uma divisão social do trabalho plenamente estruturada e a produção não era capitalista. O artesão trabalhava em casa com a ajuda da família. Convém salientar que o mercado era restrito, geralmente localizado.

Produção Manufatureira

Com a expansão das trocas e o surgimento de um mercado internacional, o trabalho artesanal foi sendo substituído por um trabalho mais dividido, cuja característica era a concentração de trabalhadores num mesmo local, sob a direção de um mestre. Os trabalhadores eram divididos por tarefas específicas, portanto, já havia a divisão social do trabalho, o que possibilitou o aumento da produção para atender o mercado. Esse tipo de produção foi típico da economia mercantilista, portanto estava ligada aos interesses do Estado, que ditava as regras da economia.

Produção Mecanizada ou Fase da Maquinofatura

É o momento da produção mecanizada nas fábricas, ou seja, o uso das máquinas. A oficina foi substituída pela fabrica, e as maquinas, a matéria-prima, o combustível e os produtos passaram a pertencer ao proprietário dos meios de produção. Na fábrica, concentravam-se centenas de trabalhadores assalariados que obedeciam a uma rígida divisão social do trabalho.

Nesta fase, a burguesia passou a ser proprietária dos meios de produção (matéria-prima e máquinas) e a comprar a força de trabalho humano. O artesão passou a vender o seu trabalho para o empresário, surgindo assim o mercado de trabalho. Esse artesão foi transformado em operário, aquele que produz, porem, os lucros pertence aos capitalistas. As mulheres e crianças eram contratadas por salários mais baixos e ainda passavam por problemas de trabalho, entre eles, os castigos físicos e o assedio sexual.

Conseqüências do processo de industrialização

As principais são a divisão do trabalho, a produção em sérieAs principais são a divisão do trabalho, a produção em série e a urbanização. Para maximizar o desempenho dos operários as fábricas subdividem a produção em várias operações e cada trabalhador executa uma única parte, sempre da mesma maneira (linha de montagem). Enquanto na manufatura o trabalhador produzia uma unidade completa e conhecia assim todo o processo, agora passa a fazer apenas parte dela, limitando seu domínio técnico sobre o próprio trabalho. e a urbanização. Para maximizar o desempenho dos operários as fábricas subdividem a produção em várias operações e cada trabalhador executa uma única parte, sempre da mesma maneira (linha de montagem). Enquanto na manufatura o trabalhador produzia uma unidade completa e conhecia assim todo o processo, agora passa a fazer apenas parte dela, limitando seu domínio técnico sobre o próprio trabalho

Revolução industrial – parte 2

A revolução industrial caracteriza-se pela produção industrial em grande escala voltada para o mercado mundial, com uso intensivo de máquinas. A Inglaterra é o primeiro país a realizá-la. A economia inglesa começa a crescer em 1780, e, em 1840, a indústria já está mecanizada, há uma rede nacional de estradas de ferro, começa a construir ferrovias em outros países, exporta locomotivas, vagões, navios e máquinas industriais.

Era das Invenções

Nos séculos XVIII e XIX a tecnologia vai adquirindo seu caráter moderno de ciência aplicada. As descobertas e invenções encontram rapidamente aplicação prática na indústria ou no desenvolvimento da ciência. Os próprios cientistas, muitos ainda autodidatas, transformam-se em inventores, como Michael Faraday, Lord Kelvin e Benjamin Franklin.

Benjamin Franklin

(1706-1790), estadista, escritor e inventor americano. Nasce em Boston, em uma família humilde e numerosa – 17 irmãos. Aos 10 anos, começa a trabalhar com o pai, um fabricante de sabão. Aos 12, emprega-se como aprendiz na gráfica de um de seus irmãos.

Em 1723, muda-se para a Filadélfia, quando começa a dedicar-se às letras e às ciências. Autodidata, aprende diversas línguas. Em 1730, já é proprietário de uma oficina gráfica e da Gazeta da Pensilvânia. Membro da Assembléia da Pensilvânia, dedica-se à política e à pesquisa científica. Em 1752, inventa o pára-raios. Quinze anos depois, ajuda a elaborar a Declaração de Independência dos EUA. Seu retrato aparece na nota de US$ 100.

Eletricidade – Da primeira pilha, produzida em 1800 por Alessandro Volta, até a lâmpada elétrica de Thomas Edison, em 1878, centenas de pesquisadores dedicam-se a estudar a eletricidade em várias partes do mundo. Suas descobertas aceleram o desenvolvimento da física e da química e os processos industriais.

Thomas Alva Edison (1847-1931) – é um dos grandes inventores norte-americanos. Nasce em Ohio, filho de um operário de ferro-velho. É alfabetizado pela mãe e, aos 12 anos, começa a trabalhar como vendedor de jornais. Durante a Guerra de Secessão instala uma impressora num vagão de trem e inicia a publicação do semanário The Weekly Herald, o qual redige, imprime e vende. Dedica-se à pesquisa científica e é um dos primeiros a criar um laboratório comercial especializado em invenções práticas. Emprega dezenas de cientistas e pesquisadores. Até 1928, já havia registrado mais de mil invenções, como o fonógrafo (1877), a lâmpada incandescente (1878) e o cinetoscópio (1891).

Revolução Industrial 3ªParte

Aspectos social, tecnológico e energético

A revolução teve sua 3ª parte caracterizada, no aspecto energético a automação na linha de produção(robótica), no aspecto tecnológico o uso de computadores nas fabricas e linhas de produção e no aspecto social não teve nenhuma mudança característica. Estudo do energia genética.

Colonialismo após a Revolução

Após a Revolução Industrial, os paises europeus começaram a colonizar a África e a Ásia, para que estas colônias fornecessem matéria-prima e após o produto ser industrializado eles eram vendidos para as colônias

Movimentos operários

Surgem dos conflitos entre operários, revoltados com as péssimas condições de trabalho, e empresários. As primeiras manifestações são de depredação de máquinas e instalações fabris. Com o tempo surgem organizações de trabalhadores da mesma área.

Para se estudar a história do movimento operário e sua identificação com os postulados do Socialismo, é necessário relembrar as condições de vida e de trabalho da classe operária a partir do momento da consolidação do capitalismo, isto é, a partir da Revolução Industrial.

Os operários jamais aceitaram passivamente as novas condições. As diferenças sociais tornavam-se mais agudas, passando a existir uma diferenciação até mesmo dos locais de moradia da burguesia e do proletariado.Uma das mais infelizes conseqüência sociais do primeiro sistema fabril foi a exploração de mulheres e crianças. Em Lião, em 1777, havia 3823 crianças ocupadas no fabrico de sedas, numa força total de trabalho de 9657.

As queixas mais sérias dos operários das fábricas e das minas referiam-se a excessivas horas de trabalho, salários baixos,multas e o sistema de permuta segundo o qual os patrões pagavam em gêneros e não em dinheiro. Os homens, as mulheres e as crianças trabalhavam doze horas ou mais por dia e estavam geralmente exaustos quando regressavam a sua casa.Visto a certos patrões interessar que as máquinas trabalhassem continuamente, introduziram-se turnos noturnos em algumas indústrias. O número de dias trabalhados no ano aumentava. Por vezes o domingo era dia de trabalho também, apesar dos protesto da igreja. Nos distritos onde os aprendizes costumavam ter as segundas-feiras livres, os patrões faziam o possível por abolir esse Hábito. E, nos países católicos, os dias santos eram gradualmente reduzidos nas fábricas.

Tais condições produziram a resistência, que se expressou de diversas maneiras. A primeira manifestação da resistência foi o movimento ” ludita “. Inspirados em Ned Ludd, os operários ingleses deram início à destruição de maquinas, identificadas como as responsáveis pela sua situação de miséria. A reação governamental foi violenta, com perseguições aos luditas, havendo até mesmo condenação a morte.

A partir de 1830, observa-se um segundo momento na luta operária: o movimento Cartista. Os operários ingleses haviam criado a ” Associação dos Operários “, considerada ilegal pelo governo. Dessa Associação partiu em 1837, a publicação da ” Carta do Povo”, onde se propugnava o sufrágio universal masculino, o voto secreto, a remuneração dos parlamentares, uma representação mais igualitárias nas eleições, entre outros itens. O que se pretendia, em última análise, era permitir uma representação política do proletariado. Greves, passeatas, comícios, foram organizados para pressionar o Parlamento que, no entanto, recusou a ” Carta do Povo “. O movimento se evadiu, por volta de 1848, devido à repressão governamental.

A partir daí, o interesse operário se dirigiu para a formação das ” Trade Unions “, ou seja, Associação de trabalhadores, com objetivos inicialmente assistenciais. Destas ” Trade Unions ” surgirão , no final do século, os sindicatos. Num primeiro momento os sindicatos tiveram uma preocupação nitidamente assistencialista e, posteriormente, procuraram formalizar objetivos que garantiriam uma transformação social mais ampla.

No final do século XIX, pode-se vislumbrar a aproximação do movimento operário ao movimento socialista.

O socialismo, entendido como uma contestação ao individualismo liberal, corporifica-se como uma resposta aos problemas sociais criado pela industrialização a às crises que começavam a acontecer dentro do sistema capitalista.

Os primeiros socialistas foram. posteriormente , denominados de utópicos. Sob este rótulo encontram-se diversas teorias formuladas principalmente na França e na Inglaterra.

Acredita-se que o conceito de Socialismo deve conter os seguintes elementos: a superação dos meios de produção enquanto propriedade privada; a superação do regime de produção de mercadorias e enfraquecimento do dinheiro; a abolição da troca( e da propriedade privada), do consumo de mercadorias, pelo menos dentro da comuna; o controle dos produtos sobre o produto do seu trabalho e sobre suas relações de trabalho, as quais incluem, entre outras coisas, o poder imediato de ter acesso sobre os meios de produção e o consumo de mercadorias; o poder do indivíduo sobre si mesmo, seu relacionamento mútuo, o que , entre outras coisas, exclui como não necessário um aparato repressivo à sociedade.

Em 1848, a publicação do Manifesto Comunista, elaborado por Karl Marx e Friedrich Engels, abriu um novo caminho no pensamento socialista, o chamado socialismo científico.

As bases do pensamento marxista encontraram-se fundamentalmente em três correntes: a dialética hegeliana, a economia política inglesa e o socialismo.

A dialética desenvolvida pelo filósofo alemão Hegel, afirma que ” cada conceito possui em si o seu contrário, cada afirmação, a sua negação. O mundo não é um conjunto de coisas prontas e acabadas, mas sim o resultado do movimento gerado pelo choque desses antagonismo e dessas contradições. A afirmação traz em si o germe de sua própria negação; depois de se desenvolver, essa negação entra em choque com a afirmação e este choque vai gerar um terceiro elemento mais evoluído, que Hegel chamou de ” síntese” ou ” negação da negação”.Spindel, Arnaldo.

Hegel , no entanto, era um filósofo idealista e, por conseqüência, Marx irá ” virar pelo avesso ” a sua teoria, ao afirmar que não eram as idéias que criavam a realidade, e sim as circunstâncias materiais. Em outros termos, Marx afirmou o materialismo como base dialética.

A partir do conceito de materialismo dialético, Marx e Engels criaram uma nova teoria da História: o materialismo histórico. Para eles, a História se desenvolve, dialeticamente, a partir das relações de produção existente em cada momento. As relações de produção seriam a infra-estrutura sobre a qual se sustenta a super estrutura política, jurídica e ideológica

A grande crítica que Marx e Engels fazem ao capitalismo diz respeito ao caráter exploratório deste modo de produção sobre os proletários. Para Marx, em 4 ou 5 horas de trabalho, os operários produziam todas as mercadorias necessárias para comporem o seu salário. Trabalhavam, pois, 9 ou 10 horas sem nada receber. Todo o fruto do trabalho executado nestas 9,10 horas era, apropriado pelo burguês. É o que Marx chamará de ” mais-valia ” e que , segundo ele, demonstra sobejamente a exploração que os operários sofrem pelos patrões.

O socialismo, no século XIX, manifesta-se não apenas no campo teórico. A prática encontra-se espelhadas nos congressos, especialmente aqueles conhecidos como ” Internacionais “. A I Internacional reuniu-se de 1864 a 1876. Em 1872 os anarquistas( anarquismo normalmente é compreendido de forma errônea. Generalizou-se entre as pessoas a idéia de que anarquismo significa bagunça, vandalismo e outras coisas semelhantes, idéia esta que não se articula bem com o conceito e com o movimento que se está procurando analisar. A palavra anarquismo é de origem grega, significando: an= negação; arquia =governo. ) foram expulsos da I Internacional, cujo conselho foi transferido para New York, onde se decidiu pelo seu fechamento, em 1876.

A II Internacional se reúne em 1891. Nesse intervalo, na Alemanha ocorrera importante modificação: seguidores de Marx, como Bebel e Karl Liebknecht, reunidos em 1875, no Congresso de Gotha, deram origem à Social-Democrática, negando determinados pontos básicos do pensamento de Marx e dele recebendo duras críticas. Mas o Partido Social-Democrata, apesar das resistências, inclusive do governo alemão, cresceu, transformando-se mesmo no maior partido político do país.

Maravilhas da Revolução

Principais avanços nas máquinas

Em 1733, John Kay inventa a lançadeira volante, uma peça instalada no tear manual que agilizava a fabricação de tecidos largos.
Em 1767 James Hargreaves inventa a “spinning janny”, que permitia a um só artesão fiar 80 fios de uma única vez., que eram, porém, pouco resistentes.
Em 1768 James Watt inventa a máquina a vapor, aprimorando a invenção de Thomas Newcomen, que bombeava a água do fundo das minas de carvão.
Em 1769 Richard Arkwright inventa a “water frame”, máquina movida a água, que produzia fios extremamente grossos.
Em 1779 Samuel Crompton inventa a “mule”, uma combinação da “water frame” com a “spinning jenny” com fios finos e resistentes.
Em 1785 Edmond Cartwright inventa o tear mecânico, movido a vapor, que fabricava tecidos automaticamente.
Em 1792 Eli Whitney inventa o descaroçador mecânico, que separava o caroço da fibra do algodão, barateando os custos.
Em 1807 Robert Fulton inventa o navio a vapor, que agilizou o transporte marítimo dos produtos.
Em 1814 George Stephenson inventa a locomotiva a vapor, que agilizou o transporte terrestre dos produtos.

A Máquina a Vapor

Até a invenção da máquina a vapor praticamente só se dispunha de duas máquinas como fonte de energia na Europa: a roda hidráulica e o moinho de vento, que quando muito ofereciam 10 cavalos de energia. A maior roda hidráulica de toda a Europa foi construída para servir às necessidades do Palácio de Versalhes na França, em 1682, durante o reinado de Luís XIV, funcionando bem chegava a produzir 75 cavalos de energia.

Não foi fácil chegar à máquina a vapor. Até o século XVIII não havia uma idéia clara sobre os gases, que freqüentemente eram considerados substâncias misteriosas. Dênis Papin, físico francês, expôs em 1690, uma idéia que se constituiu no ponto de partida para aqueles que inventaram a máquina a vapor. Dizia ele:

“já que a água goza da propriedade de que uma pequena quantidade dela transformada em vapor por meio do calor tem uma força elástica similar à do ar, e de que por meio do frio se transforma de novo em água, de maneira que não sobra nem rastro daquela força elástica, cheguei à conclusão de que é possível construir máquinas que no seu interior, por meio de um calor não muito intenso, se pode produzir um vazio perfeito, que de maneira nenhuma poderia se conseguido através da pólvora”.

As idéias de Papin foram aperfeiçoadas e testadas por Thomas Newcomen e por James Watt. Em 1712 ficou pronto o primeiro motor de Newcomen, o princípio desse motor era bem simples.

Baseava-se no mesmo fenômeno verificado por Papin: o de que, ao passar do estado gasoso para o líquido, a água tem seu volume diminuído. Entretanto, o motor de Newcomen era lento, desenvolvia apenas 5 HP, mas se constituía no mais eficiente meio para bombear água naquele momento.Em meados do século XVIII, os motores Newcomen já estavam bem aperfeiçoados; os engenheiros da época tentaram adaptá-los para impulsionar outras máquinas. Em 1780, James Watt, utilizando um sistema de engrenagens planetárias, construiu um novo motor que adaptava um condensador especial, separado do pistão, para resfriar o vapor, dando grande eficiência ao motor que chegou a produzir mais de 1000 HPs

A Indústria Têxtil

O desenvolvimento da máquina a vapor deu um grande impulso na indústria têxtil que tem sido considerada um exemplo clássico de desenvolvimento fabril na Revolução Industrial.

Por milhares de anos, os povos usaram de um mesmo método para fiar a lã em estado natural. Realizada a tosquia do carneiro, as fibras de lã eram lavadas e enroladas em cordões, secadas eram amarradas a fusos pesados. A fiação era feita uma a uma, manualmente.

Em 1755, John Kay, inventou a lançadeira volante, que trabalhando com mais fios, possibilitou aumentar a largura dos tecidos e a velocidade da fabricação.

Em 1764, James Hargreaves, inventou a maquina de fiar que consistia em uma quantidade de fusos dispostos verticalmente e movidos por uma roda, além de uma gancho que segurava diversos novelos.

Em 1769, Richard Arkwright, desenvolveu uma máquina que se associava à máquina a vapor. Essas máquinas passaram a ter uma importância crescente com a substituição da lã pelo algodão. Este era fiado com mais facilidade, e por sua abundância nas plantações do Sul dos EUA permitiu grande desenvolvimento da indústria têxtil.

Os combustíveis descobertos pela revolução

COMBUSTÍVEIS; com a revolução houveram varias descobertas, uma delas foi o vapor que era usado para mover as maquinas de fiar, na segunda parte da revolução o petróleo começou a ser usado como combustível

Os resultados da Revolucao

A revolução trouxe de bom a evolução das maquinas, a descoberta de novos combustíveis, a agilidade na linha de produção, e de ruim foi que a camada da sociedade que era autônoma agora passou a ser assalariada e sempre correndo o risco de sofrer o calote, não ser pago.

A Metalurgia

O uso do minério de ferro na confecção de instrumentos e artefatos para auxiliarem o dia-a-dia do homem data da pré-história. Fazendo fogueiras o homem percebeu que algumas pedras se derretiam com o calor e passou a moldá-las. Desde esse momento, vários povos se utilizam da metalurgia. Entretanto, foi durante a Revolução Industrial que novos métodos de utilização do minério de ferro generalizaram essa matéria prima. Entretanto, os ingleses já dispunham de altos fornos para trabalhar o ferro desde o século XV.

Trabalho em metalurgia

A abundância de carvão mineral na Inglaterra possibilitou a este país, substituir as máquinas confeccionadas em madeira por ferro. No processo da chamada Segunda Revolução Industrial, Henry Bessemer, estabeleceu um método inovador de transformação do ferro em aço. Por sua resistência e por seu baixo custo de produção, o aço logo suplantou o ferro, transformando-se no metal básico de confecção de instrumentos e utilitários.

SÉCULO XIX: AVANÇO TECNOLÓGICO E CRÍTICAS SOCIAIS

Difícil, após a explosão das fábricas inglesas do século XVIII, impedir o crescente avanço tecnológico do Mundo Ocidental. Ao lado das ciências e, às vezes, à frente dela, a técnica sofreu inúmeras mudanças no século XIX. Ao lado das mudanças técnicas, e isto você já tem condições de analisar, aconteceram mudanças sociais que, nem sempre, são positivas. As condições de trabalho dos operários industriais, e de tantos outros setores econômicos que emergiram, eram precaríssimas. Este fato teve grande repercussão entre aqueles – os intelectuais – que procuraram entender as mudanças que estavam acontecendo.

Daí também surgindo vários movimentos de contestação ao sistema industrial que avançava. Lembre-se dos quebradores de máquinas.

OS GRANDES AVANÇOS TECNOLÓGICOS

Na primeira metade do século os sistemas de transporte e de comunicação desencadearam as primeiras inovações com os primeiros barcos à vapor (Robert Fulton/1807) e locomotiva (Stephenson/1814), revestimentos de pedras nas estradas McAdam/1819), telégrafos (Morse/1836). As primeiras iniciativas no campo da eletricidade como a descoberta da lei da corrente elétrica (Ohm/1827) e do eletromagnetismo (Faraday/1831). Dá para imaginar a quantidade de mudanças que estes setores promoveram ou mesmo promoveriam num futuro próximo. As distâncias entre as pessoas, entre os países, entre os mercados se encurtariam. Os contatos mais regulares e freqüentes permitiriam uma maior aproximação de mundos tão distintos como o europeu e o asiático.

No setor têxtil a concorrência entre ingleses e franceses permitiu o aperfeiçoamento de teares (Jacquard e Heilmann). O aço tornou-se uma das mais valorizadas matérias-primas. Em 1856 os fornos de Siemens-Martin, o processo Bessemer de transformação de ferro em aço. A indústria bélica sofreu significativo avanço ( como os Krupp na Alemanha) acompanhando a própria tecnologia metalúrgica.

A explosão tecnológica conheceu um ritmo ainda mais frenético com a energia elétrica e os motores a combustão interna. A energia elétrica aplicada aos motores, a partir do desenvolvimento do dínamo, deu um novo impulso industrial. Movimentar máquinas, iluminar ruas e residências, impulsionar bondes. Os meios de transporte se sofisticam com navios mais velozes. Hidrelétricas aumentavam, o telefone dava novos contornos à comunicação (Bell/1876), o rádio (Curie e Sklodowska/1898), o telégrafo sem fio (Marconi/1895), o primeiro cinematógrafo (irmãos Lumière/1894) eram sinais evidentes da nova era industrial consolidada.

E, não podemos deixar de lado, a invenção do automóvel movido à gasolina (Daimler e Benz/1885) que geraria tantas mudanças no modo de vida das grandes cidades.

O motor à diesel (Diesel/1897) e os dirigíveis aéreos revolucionavam os limites da imaginação criativa e a tecnologia avançava a passos largos.

A indústria química também tornou-se um importante setor de ponta no campo fabril. A obtenção de matérias primas sintéticas a partir dos subprodutos do carvão – nitrogênio e fosfatos. Corantes, fertilizantes, plásticos, explosivos, etc.

Entrava-se no século XX com a visão de universo totalmente transformada pelas possibilidades que se apresentavam pelo avanço tecnológico

AS GRANDES MUDANÇAS SOCIAIS

A análise de tantos feitos tecnológicos não poderia ficar carente das mudanças sociais ocorridas neste mesmo período. As empresas industriais perderam totalmente suas feições caseiras adquirindo uma nova forma. Grandes conglomerados econômicos, a crescente participação do setor financeiro na produção industrial – trustes, cartéis, holdings.

Ao lado de uma intensificação da exploração do trabalho operário, da urbanização desenfreada e sem planejamentos, das epidemias provocadas pelo acúmulo de populações nos grandes centros sem infra-estrutura, cresciam as fábricas cada vez mais poderosas e determinantes de um processo irreversível.

As nações, por sua vez, buscavam garantir melhores mercados fornecedores de matérias-primas, impulsionando o colonialismo afro-asiático que deixa marcas profundas até os dias de hoje. Ou seja, não é um mero processo de avanço. O avanço tecnológico sempre foi acompanhado, desde o paleolítico de intensas mudanças sociais. Nem sempre positivas.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL – CURIOSIDADES

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REVOLUÇÃO INDUSTRIAL – CURIOSIDADES

Começa na Inglaterra, em meados do século XVIII. Caracteriza-se pela passagem da manufatura à indústria mecânica. A introdução de máquinas fabris multiplica o rendimento do trabalho e aumenta a produção global. A Inglaterra adianta sua industrialização em 50 anos em relação ao continente europeu e sai na frente na expansão colonial.

Processo Tecnológico:

A invenção de máquinas e mecanismos como a lançadeira móvel, a produção de ferro com carvão de coque, a máquina a vapor, a fiandeira mecânica e o tear mecânico causam uma revolução produtiva. Com a aplicação da força motriz às máquinas fabris, a mecanização se difunde na indústria têxtil e na mineração. As fábricas passam a produzir em série e surge a indústria pesada (aço e máquinas). A invenção dos navios e locomotivas a vapor acelera a circulação das mercadorias.

Empresários e Proletários:

O novo sistema industrial transforma as relações sociais e cria duas novas classes sociais, fundamentais para a operação do sistema. Os empresários (capitalistas) são os proprietários dos capitais, prédios, máquinas, matérias-primas e bens produzidos pelo trabalho. Os operários, proletários ou trabalhadores assalariados, possuem apenas sua força de trabalho e a vendem aos empresários para produzir mercadorias em troca de salários.

Exploração do Trabalho:

No início da revolução os empresários impõem duras condições de trabalho aos operários sem aumentar os salários para assim aumentar a produção e garantir uma margem de lucro crescente. A disciplina é rigorosa mas as condições de trabalho nem sempre oferecem segurança. Em algumas fábricas a jornada ultrapassa 15 horas, os descansos e férias não são cumpridos e mulheres e crianças não têm tratamento diferenciado.

Movimentos Operários:

Surgem dos conflitos entre operários, revoltados com as péssimas condições de trabalho, e empresários. As primeiras manifestações são de depredação de máquinas e instalações fabris. Com o tempo surgem organizações de trabalhadores da mesma área.

Sindicalismo:

Resultado de um longo processo em que os trabalhadores conquistam gradativamente o direito de associação. Em 1824, na Inglaterra, são criados os primeiros centros de ajuda mútua e de formação profissional. Em 1833 os trabalhadores ingleses organizam os sindicatos (trade unions) como associações locais ou por ofício, para obter melhores condições de trabalho e de vida. Os sindicatos conquistam o direito de funcionamento em 1864 na França, em 1866 nos Estados Unidos, e em 1869 na Alemanha.

Curiosidade :

Primeiro de maio – É a data escolhida na maioria dos países industrializados para comemorar o Dia do Trabalho e celebrar a figura do trabalhador. A data tem origem em uma manifestação operária por melhores condições de trabalho iniciada no dia 1º de maio de 1886, em Chicago, nos EUA. No dia 4, vários trabalhadores são mortos em conflitos com as forças policiais. Em conseqüência, a polícia prende oito anarquistas e os acusa pelos distúrbios.

Quatro deles são enforcados, um suicida-se e três, posteriormente, são perdoados. Por essa razão, desde 1894, o Dia do Trabalho, nos Estados Unidos, é comemorado na primeira segunda-feira de setembro.

Consequência do Processo de Industrialização:

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - CURIOSIDADES

As principais são a divisão do trabalho, a produção em série e a urbanização. Para maximizar o desempenho dos operários as fábricas subdividem a produção em várias operações e cada trabalhador executa uma única parte, sempre da mesma maneira (linha de montagem). Enquanto na manufatura o trabalhador produzia uma unidade completa e conhecia assim todo o processo, agora passa a fazer apenas parte dela, limitando seu domínio técnico sobre o próprio trabalho.

Acúmulo de Capital:

Depois da Revolução Gloriosa a burguesia inglesa se fortalece e permite que o país tenha a mais importante zona livre de comércio da Europa. O sistema financeiro é dos mais avançados. Esses fatores favorecem o acúmulo de capitais e a expansão do comércio em escala mundial.

Controle do Campo:

Cada vez mais fortalecida, a burguesia passa a investir também no campo e cria os cercamentos (grandes propriedades rurais). Novos métodos agrícolas permitem o aumento da produtividade e racionalização do trabalho. Assim, muitos camponeses deixam de ter trabalho no campo ou são expulsos de suas terras. Vão buscar trabalho nas cidades e são incorporados pela indústria nascente.

Crescimento Populacional:

Os avanços da medicina preventiva e sanitária e o controle das epidemias favorecem o crescimento demográfico. Aumenta assim a oferta de trabalhadores para a indústria.

Reservas de Carvão:

Além de possuir grandes reservas de carvão, as jazidas inglesas estão situadas perto de portos importantes, o que facilita o transporte e a instalação de indústrias baseadas em carvão. Nessa época a maioria dos países europeus usa madeira e carvão vegetal como combustíveis. As comunicações e comércio internos são facilitados pela instalação de redes de estradas e de canais navegáveis. Em 1848 a Inglaterra possui 8 mil km de ferrovias.

Situação Geográfica:

A localização da Inglaterra, na parte ocidental da Europa, facilita o acesso às mais importantes rotas de comércio internacional e permite conquistar mercados ultramarinos. O país possui muitos portos e intenso comércio costeiro.

Expansão Industrial:

A segunda fase da revolução (de 1860 a 1900) é caracterizada pela difusão dos princípios de industrialização na França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Estados Unidos e Japão. Cresce a concorrência e a indústria de bens de produção. Nessa fase as principais mudanças no processo produtivo são a utilização de novas formas de energia (elétrica e derivada de petróleo).

Revolução Industrial – Parte 2

A revolução industrial caracteriza-se pela produção industrial em grande escala voltada para o mercado mundial, com uso intensivo de máquinas. A Inglaterra é o primeiro país a realizá-la. A economia inglesa começa a crescer em 1780, e, em 1840, a indústria já está mecanizada, há uma rede nacional de estradas de ferro, começa a construir ferrovias em outros países, exporta locomotivas, vagões, navios e máquinas industriais.

Era das Invenções:

Nos séculos XVIII e XIX a tecnologia vai adquirindo seu caráter moderno de ciência aplicada. As descobertas e invenções encontram rapidamente aplicação prática na indústria ou no desenvolvimento da ciência. Os próprios cientistas, muitos ainda autodidatas, transformam-se em inventores, como Michael Faraday, Lord Kelvin e Benjamin Franklin.

Benjamin Franklin:

(1706-1790), estadista, escritor e inventor americano. Nasce em Boston, em uma família humilde e numerosa – 17 irmãos. Aos 10 anos, começa a trabalhar com o pai, um fabricante de sabão. Aos 12, emprega-se como aprendiz na gráfica de um de seus irmãos.

Em 1723, muda-se para a Filadélfia, quando começa a dedicar-se às letras e às ciências. Autodidata, aprende diversas línguas. Em 1730, já é proprietário de uma oficina gráfica e da Gazeta da Pensilvânia. Membro da Assembléia da Pensilvânia, dedica-se à política e à pesquisa científica. Em 1752, inventa o pára-raios. Quinze anos depois, ajuda a elaborar a Declaração de Independência dos EUA. Seu retrato aparece na nota de US$ 100.

Eletricidade – Da primeira pilha, produzida em 1800 por Alessandro Volta, até a lâmpada elétrica de Thomas Edison, em 1878, centenas de pesquisadores dedicam-se a estudar a eletricidade em várias partes do mundo. Suas descobertas aceleram o desenvolvimento da física e da química e os processos industriais.

Thomas Alva Edison:

(1847-1931) – é um dos grandes inventores norte-americanos. Nasce em Ohio, filho de um operário de ferro-velho. É alfabetizado pela mãe e, aos 12 anos, começa a trabalhar como vendedor de jornais. Durante a Guerra de Secessão instala uma impressora num vagão de trem e inicia a publicação do semanário The Weekly Herald, o qual redige, imprime e vende. Dedica-se à pesquisa científica e é um dos primeiros a criar um laboratório comercial especializado em invenções práticas. Emprega dezenas de cientistas e pesquisadores. Até 1928, já havia registrado mais de mil invenções, como o fonógrafo (1877), a lâmpada incandescente (1878) e o cinetoscópio (1891).

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO MUNDO

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INTRODUÇÃO

Revolução Industrial no mundo foi um processo histórico de transformação econômica e social da segunda metade do século XVIII, através do qual um novo modo de produção capitalista passa a dominar a sociedade. Essa Revolução influenciou no mundo inteiro, a economia transformou-se, formaram-se grandes empresas industriais e o trabalho assalariado passou a predominar em toda a parte, bom melhor dizendo o capitalismo industrial dominou.

E é isso que vamos tentar mostrar neste trabalho, desde o que foi a Revolução Industrial até suas influências no mundo inteiro.

O aparecimento da revolução industrial se deve a três fatores: a revolução comercial, ao acúmulo de capitais que se deu na livre circulação das mercadorias e as descobertas de novos mercados que enviaram grandes quantidades de ouro e prata, especiarias, escravos e outros recursos que proporcionaram o embasamento necessário para a ocorrência da Revolução Industrial.

O pioneirismo da Inglaterra se deu em diversa soma de recursos como o acumulo de capitais na revolução comercial, a supremacia naval inglesa, a disponibilidade de mão de obra devido ao fechamento dos campos, instalação da monarquia parlamentar e o triunfo da ideologia liberal.

A primeira Revolução Industrial desenvolveu os transportes e as maneiras de produção, acelerou a migração do campo para a cidade e a criação de um enorme exército de reserva.

Entre as principais invenções surgidas na primeira revolução industrial merecem destaque: a máquina de fiar (1767), o bastidor hidráulico (1769), máquina de fiar híbrida combinação da máquina de fiar com o bastidor hidráulico (1779). Estas máquinas marcaram o início da Revolução Industrial com a substituição da energia física pela energia mecânica no processo de produção de mercadorias.

Foi desenvolvido também o setor de transportes com duas grandes invenções: o barco a vapor (1807) e a locomotiva (1825).

Na Inglaterra a grande miséria, o desemprego, os baixos salários e a alta carga horária deram origem a um movimento que se denominou Ludismo que consistia na destruição das máquinas pelos operários justificada na culpa das máquinas pelo desemprego e miséria.

A Revolução Industrial gerou grandes mudanças tanto econômicas quanto sociais como: Trustes e Cartéis a produção em série a expansão do imperialismo que seriam um dos fatores desencadeadores da Primeira Grande Guerra.

OS GRANDES AVANÇOS TECNOLÓGICOS

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Na primeira metade do século os sistemas de transporte e de comunicação desencadearam as primeiras inovações com os primeiros barcos à vapor (Robert Fulton, 1807) e locomotiva (Stephenson, 1814), revestimentos de pedras nas estradas Mc. Adam, 1819), telégrafos (Morse, 1836). As primeiras iniciativas no campo da eletricidade como a descoberta da lei da corrente elétrica (Ohm, 1827) e do eletromagnetismo (Faraday, 1831). Dá para imaginar a quantidade de mudanças que estes setores promoveram ou mesmo promoveriam num futuro próximo. As distâncias entre as pessoas, entre os países, entre os mercados se encurtariam. Os contatos mais regulares e freqüentes permitiriam uma maior aproximação de mundos tão distintos como o europeu e o asiático.

No setor têxtil a concorrência entre ingleses e franceses permitiu o aperfeiçoamento de teares (Jacquard e Heilmann). O aço tornou-se uma das mais valorizadas matérias-primas. Em 1856 os fornos de Siemens-Martin, o processo Bessemer de transformação de ferro em aço. A indústria bélica sofreu significativo avanço (como os Krupp na Alemanha) acompanhando a própria tecnologia metalúrgica.

A explosão tecnológica conheceu um ritmo ainda mais frenético com a energia elétrica e os motores a combustão interna. A energia elétrica aplicada aos motores, a partir do desenvolvimento do dínamo, deu um novo impulso industrial. Movimentar máquinas, iluminar ruas e residências, impulsionar bondes. Os meios de transporte se sofisticam com navios mais velozes. Hidrelétricas aumentavam, o telefone dava novos contornos à comunicação (Bell, 1876), o rádio (Curie e Sklodowska, 1898), o telégrafo sem fio (Marconi, 1895), o primeiro cinematógrafo (irmãos Lumière, 1894) eram sinais evidentes da nova era industrial consolidada.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

E, não podemos deixar de lado, a invenção do automóvel movido à gasolina (Daimler e Benz, 1885) que geraria tantas mudanças no modo de vida das grandes cidades. O motor à diesel (Diesel, 1897) e os dirigíveis aéreos revolucionavam os limites da imaginação criativa e a tecnologia avançava a passos largos. A indústria química também tornou-se um importante setor de ponta no campo fabril. A obtenção de matérias primas sintéticas a partir dos subprodutos do carvão – nitrogênio e fosfatos. Corantes, fertilizantes, plásticos, explosivos, etc.

Entrava-se no século XX com a visão de universo totalmente transformada pelas possibilidades que se apresentavam pelo avanço tecnológico.

AS CAUSAS DO PIONEIRISMO INGLÊS

Merecem destaque como causas gerais da Revolução Industrial do século XVIII, a chamada Revolução Comercial e a Acumulação Primitiva de Capital. Damos o nome de Revolução Comercial ao processo que se iniciou com as grandes navegações no século XV indo até o início da industrialização no século XVIII. Nesse período a Europa se constituiu no continente mais rico do planeta. Isso foi possível graças a vários acontecimentos como: a descoberta pelos portugueses de um novo caminho para os ricos entrepostos de comércio localizados nas Índias e o contato com novos continentes como a América. Isso possibilitou ao europeus se apossarem de produtos tropicais, metais preciosos, escravos que eram comercializados com altas taxas de lucratividade. Formou-se então um grande mercado mundial, espalhado por todo o planeta, que serviu para concentrar riquezas nas países europeus, processo que tem o nome de acumulação primitiva do capital que proporcionou recursos para o surgimento da revolução industrial.

Outro aspecto importante para que se entenda a Revolução Industrial é o triunfo da idéias iluministas (Enciclopedismo): o século XVIII é considerado o “século das luzes”. Nesse período as idéias políticas, econômicas e sociais da chamada Idade Moderna (séculos XVI até XVIII) passaram a ser questionadas possibilitando uma verdadeira revolução intelectual que se espalhou pelo mundo repercutindo até os dias atuais. A base dessa nova maneira de encarar o mundo, segundo os próprios iluministas, estava na razão. Abandonava-se dessa maneira qualquer possibilidade de deus interferir nos destinos humanos. Na política, os iluministas fizeram a crítica ao absolutismo propunham um modelo de sociedade em que o Estado respeitasse os interesses dos cidadãos. Na economia, o inglês Adam Smith, propõe o liberalismo, fórmula segundo a qual, o Estado não deve intervir na economia. No livro A Riqueza das Nações, ele diz que a economia funciona por si mesma segundo a Lei da Oferta e da Procura. Criticava o monopólio comercial e o sistema colonial característicos do mercantilismo. Em termos sociais, os iluministas são contrários à sociedade estamental. Segundo eles, todos os homens nascem iguais, livres, estes homens podem através de seu trabalho prosperarem economicamente. A liberdade, a propriedade privada e a resistência contra governos tirânicos são outros princípios defendidos pelos iluministas.

CONDIÇÃO DE TRABALHO E VIDA DA CLASSE TRABALHADORA LOGO APÓS A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Longas jornadas de trabalho;
Direito conferido ao empresário pela Lei “Senhor e Empregado” de encarceramento do operário que abandonasse o trabalho;
Pagamento de salários tão ínfimos que obrigavam os operários a trabalharem sem parar para ter dinheiro para sobreviver;
Nenhuma garantia providenciaria, para acidentes que do operário que o impedisse de trabalhar;
Trabalho infantil e feminino, porque eram pagos menores salários a esses trabalhadores

AS FASES DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

1.ª Fase – +/–1750 até +/–1860:

Durante a segunda metade do século XVIII, na Inglaterra uma série de transformações no processo de produção de mercadorias, deram origem ao que se convencionou chamar por 1a Revolução Industrial. Antes desse processo eram as oficinas artesanais que produziam grande parte das mercadorias consumidas na Europa. Nestas oficinas, também chamadas de manufaturas, o artesão controlava todo o processo de produção. Era ele quem estabelecia, por exemplo, sua jornada de trabalho. Também não existia uma profunda divisão do trabalho (cada um fazendo uma parte do produto). Freqüentemente nas oficinas um grupo de dois ou três artesãos se dedicava à produção de uma mercadoria de seu princípio ao seu fim, ou seja fazia a mercadoria como na sua totalidade, sem divisão do trabalho.

Com a Revolução Industrial isso se alterou, os artesão perderam sua autonomia. Com a chegada de novas tecnologia e novas máquinas apareceram as fábricas nas quais todas as modernas máquinas tornaram-se propriedade de um capitalista (burguês). A produção fabril concorrendo com a artesanal levou esta à ruína. Os antigos artesão, então tiveram que se tornar trabalhadores assalariados, estando a partir daí sob o controle do capitalista. Essa fase da Revolução Industrial foi assinalada pelos seguintes fenômenos: – Invenção do tear mecânico e do descaroçador de algodão e consequente desenvolvimento da indústria têxtil;

Invenção da máquina a vapor, que substitui as fontes tradicionais de energia mecânica, como a roda de água, a roda de vento e a tração animal; – Uso do coque para a fundição do ferro; a produção de lâminas de ferro e a produção do aço em larga escala; – Melhoria no processo de exploração do carvão mineral, com a utilização de máquinas a vapor para retirar a água acumulada nas minas de carvão; – Revolução nos transportes e nas comunicações, com a invenção da locomotiva, do navio a vapor e do telégrafo; – Progressos na agricultura, com a produção de adubos, melhores grades e arados, invenção da debulhadora e da ceifeira mecânica.

2.ª Fase – +/–1860 até +/–1945:

Essa fase da Revolução Industrial foi assinalada pelos seguintes fenômenos:

aperfeiçoamento na produção do aço, que superou o uso do ferro;
aperfeiçoamento do dínamo;
utilização de novas fontes de energia, como o petróleo e a energia elétrica;
invenção do motor de combustão interna;
emprego dos metais leves, como o alumínio e o magnésio;
nova evolução nos transportes, com introdução das locomotivas e dos navios a óleo, invenção do automóvel, do avião, do telégrafo sem fio, do rádio e da televisão;
introdução de máquinas automáticas, permitindo a produção em série e provocando um grande aumento na produção.

MUDANÇAS SOCIAIS

A análise de tantos feitos tecnológicos não poderia ficar carente das mudanças sociais ocorridas neste mesmo período. As empresas industriais perderam totalmente suas feições caseiras adquirindo uma nova forma. Grandes conglomerados econômicos, a crescente participação do setor financeiro na produção industrial – trustes, cartéis, holdings.

Ao lado de uma intensificação da exploração do trabalho operário, da urbanização desenfreada e sem planejamentos, das epidemias provocadas pelo acúmulo de populações nos grandes centros sem infra-estrutura, cresciam as fábricas cada vez mais poderosas e determinantes de um processo irreversível.

As nações, por sua vez, buscavam garantir melhores mercados fornecedores de matérias-primas, impulsionando o colonialismo afro-asiático que deixa marcas profundas até os dias de hoje. Ou seja, não é um mero processo de avanço. O avanço tecnológico sempre foi acompanhado, desde o paleolítico de intensas mudanças sociais. Nem sempre positivas.

AS GRANDES TRANSFORMAÇÕES DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO MUNDO

A economia transformou-se, pois a atividade industrial passou a ocupar o centro da vida econômica; formaram-se grandes empresas industriais e o trabalho assalariado passou a predominar em toda a parte; em outras palavras impõe-se o capitalismo industrial.

A sociedade foi profundamente afetada pelo êxodo rural e pelo crescimento da vida urbana; começaram a formar as cidades industriais; ocorreu também um aumento da população mundial; a burguesia industrial se fortaleceu e começou a ganhar cada vez mais destaque a classe operária. Na política, houve a queda do estado absolutista, disputa entre os países europeus pelo domínio das colônias na África e na Ásia com o objetivo de obter matérias-primas para a indústria e consumidores para os produtos manufaturados; começaram a aparecer idéias políticas, sociais e econômicas tentando explicar a nova situação e solucionar os novos problemas.

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO MUNDO

Durante o período do Renascimento (sécs. XV e XVI) a Europa vivênciou vários desenvolvimentos no campo científico. Copérnico, propôs a teoria heliocêntrica. Kepler mostrou que os astros se movimentam em elipse no espaço. Leonardo da Vinci estabeleceu vários projetos que só se tornaram possível mais tarde com o desenvolvimento tecnológico. Newton trouxe a teoria da gravitação universal e Galileu, com suas observações do espaço celeste ratificou a tese heliocêntrica de Copérnico. O desenvolvimento verificado nesse período foi fundamental para sepultar antigas crenças místicas apregoadas pela Igreja Católica que impediam o livre impulso para o desenvolvimento tecnológico. O ambiente verificado na Europa, nesse momento, prepara o campo para a chegada de inúmeras novas tecnologias que freqüentemente são chamadas de Revolução Industrial no século XVIII.

É necessário dizer que todo o desenvolvimento técnico sempre esteve relacionado com outros aspectos da história humana. No mesmo momento em que acontecia a Revolução Industrial, as transformações políticas e econômicas na Europa se davam igualmente de maneira muito rápida. Novas ideologias revolucionárias presentes na Declaração de Independência dos EUA (1776) e na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) tiveram enorme influência na mentalidade dos homens da época. Era o liberalismo político e econômico apresentando-se tal como definiu o conjunto das idéias iluministas.

Durante o século XIX outros acontecimentos na Europa e nos EUA vão significar um rápido progresso e crescimento industrial. A vitória do Norte (industrializado) sobre o Sul (agrícola) na Guerra de Secessão (1861-1865), nos EUA; a unificação italiana (1870), a unificação alemã (1870) e Era Meiji no Japão, contribuíram para generalizar a Revolução Industrial, que anteriormente se restringia basicamente à Inglaterra e França.

QUE MUDOU COM A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL?

A passagem da sociedade rural para a sociedade industrial;
A mecanização da indústria e da agricultura;
Desenvolvimento do sistema fabril, com o uso da energia a vapor;
Desenvolvimento dos transportes e das comunicações;
A expansão do capitalismo, que passou a controlar quase todos os ramos da atividade econômica.

BIBLIOGRAFIA

Enciclopédia Barsa

CONCLUSÃO

Com esse trabalho podemos concluir que a Revolução Industrial caracterizou-se pela produção em escala voltada para o mercado mundial, com o uso intensivo de máquinas, a concentração de trabalhadores e a divisão social do trabalho, que coisas que parecem até bestas para nós, como utilizar uma maquina para fazer um tênis, só foi possível por causa da Revolução Industrial, porque se não nossa Industria ainda seria manufaturada.

UMBANDA E CANDOMBLÉ

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Religião brasileira que nasce no Rio de janeiro, nos anos 20, a partir da mistura de crenças e rituais africanos e europeus. Derivada do candomblé, considera que o universo é povoado de entidades espirituais, os guias. Estes entram em contato com os homens através de um iniciado (o médium), que os incorpora. Tais guias se apresentam por meios de figuras como o caboclo, o preto-velho e a pomba-gira.

Segundo pesquisa realizada em 1994 pelo instituto DataFolha, cerca de 900 mil brasileiros declaravam-se seguidores da umbanda. Já a Federação Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Fenatrab) estima em 70 milhões o número de pessoas que têm ligação com as religiões afro-brasileiras, que incluem a umbanda e o candomblé.

As raízes umbandistas encontram-se em duas religiões trazidas da África pelos escravos: a cabula, dos bantos, e o candomblé, da nação nagô, do qual herda os orixás. Os elementos africanos misturam-se ao catolicismo, criando a identificação de orixás com santos. Outra influência é o espiritismo Kardecista, que acredita na possibilidade de contato entre vivos e mortos e na evolução espiritual a partir de sucessivas vidas na Terra. A umbanda incorpora ainda ritos indígenas e práticas mágicas européias.

As principais autoridades são os pais e mães-de-santo, que incorporam as entidades e presidem as sessões realizadas no terreiro (o templo). Abaixo deles estão os filhos e filhas-de-santo, que também são médiuns, e seus auxiliares.

As entidades umbandistas organizam-se em dois grupos, a da “direita” e o da “esquerda”. O grupo da direita divide-se em sete linhas, presididas pelos orixás. Na esquerda há cinco linhas, presididas pelos exus, que agrupam guias considerados espíritos menos desenvolvidos, como as pombas-giras. As entidades da direita e da esquerda podem fazer “trabalhos” para ajudar os seres humanos. Os guias da direita só realizam trabalhos “bons”, já os da esquerda são usados para fazer mal a outras pessoas.