COMO PARAR COM AS MORDIDAS NAS MÃOS

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Todo filhotinho mordisca. Coisa relacionada ao nascimento dos dentes, ‘experimentar’ o mundo a sua volta, etc.
Mas uma mordida na mão pode ser bem dolorida, mesmo quando sabemos que o filhote não tem culpa, apenas não aprendeu ainda qual a própria força.
Quando o filhote insiste em te morder, pressione o dedão (mas não exagere na força! Não é para machucar.) na língua do danadinho até ele empurrar o dedo com a língua ou dar uma choradinha.
E não esqueça de falar um “não” bem firme quando apertar a língua. Falar, não gritar.

Fonte:
Claudia Pizzolatto
Treinadora e Especialista em Comportamento Canino
www.lordcao.com

COMO ACABAR COM LATIDOS INCONVENIENTES

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Você vai precisar de:
1 latinha de refrigerantes vazia e limpa
10 moedas de 1 centavo
1 moeda de 50 centavos
1 pedaço de durex, ou fita crepe, ou qualquer fita colante
Com esse material em mãos, vamos começar a trabalhar:
Coloque dentro da lata de refrigerante as moedas de 1 centavo
tape a lata com a moeda de 50 centavos e cole com durex
Nossa arma contra latidos inconvenientes está pronta.

Modo de usar:
Quando seu cão começar com os latidos inconvenientes pegue, sem que ele perceba, a lata com as moedas e de uma chacoalhada bem forte perto dele, mas evite que ele veja que é você que está fazendo o barulho.
Ele vai tomar um susto e parar de latir naquela hora. Depois de algum tempo ele volta a latir você faz a mesma coisa: chacoalhada a lata bem forte.
Depois de algumas vezes, o latido inconveniente acaba.

Fonte:
Claudia Pizzolatto
Treinadora e Especialista em Comportamento Canino
www.lordcao.com

COMO FAZER O SEU CÃO FAZER AS NECESSIDADES NA RUA

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Experimente duas coisinhas:
Primeiro ofereça a comida antes de irem para a rua.
Segundo, sempre que você vir o cão fazendo xixi ou cocô diga uma coisa qualquer como…. Xixi, xixi, Rex. A idéia é fazer ele associar uma palavra com a sensação de alívio de fazer xixi ou cocô. É como a gente quando escuta um barulhinho de água corrente se estamos apertados para ir ao banheiro.
Com um pouco de paciência o cão vai aprender o que significa “xixi”. Aí é hora de começar a incentiva-lo a fazer na rua. Toda vez que ele estiver cheirando um poste ou uma roda de carro, simplesmente diga: Xixi Rex, xixi. Se ele soltar uma única gotinha faça a maior festa do mundo.
Tenha paciência e insista, com o tempo ele chega lá.
Ah! Se você tem vergonha de ficar anunciado o xixi do seu cachorro com um comando tão óbvio, experimente usar o nome de alguém que você não gosta (que tal o nome da sogra ou do chefe? – brincadeirinha…)

Fonte:
Claudia Pizzolatto
Treinadora e Especialista em Comportamento Canino

XIXI E COCÔ NO LUGAR CERTO

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Controle a ingestão de água e comida. Muitos vezes a gente acha que é melhor para o cachorro ter comida e água disponíveis o dia inteiro. Na verdade esta não é uma boa prática, uma vez que você não terá controle sobre a quantidade de comida que o seu cachorro está ingerindo.
Sinais de falta de apetite serão difíceis de serem notados e o controle no excesso de peso se torna muito mais difícil.
Além disso, quando se tem um filhote é muito mais difícil para ele aprender a controlar a bexiga e o intestino se ele tem acesso a comida e água durante o dia inteiro.
Ofereça comida e água 1, 2 ou 3 vezes ao dia de acordo com a orientação do seu veterinário (normalmente filhotes até aos 5 meses são alimentados 3 vezes ao dia, passando para duas vezes a partir dos 6 meses e 1 vez ao dia a partir de 1 ano). Se você mora numa região muito quente ou exercita o seu cachorro, ofereça água mais vezes, mas não deixe o prato cheio no chão. Dê um tempo para o seu cachorro se alimentar e beber sem pressa. Normalmente de 15 a 20 minutos de cada vez é o suficiente. Retire os pratos e leve imediatamente o seu cachorrinho para passear.
Lembre-se de sempre fazer muita festa para ele quando ele fizer xixi e cocô no lugar certo (no caso, na rua). Quando seu cachorro já estiver totalmente treinado você vai poder deixar a água o tempo todo no chão.
Mantenha um horário constante. Até que seu cachorro esteja totalmente treinado e tenha controle, procure manter um horário rígido para as saídas. Filhotes vão precisar de “ir ao banheiro” sempre que acordarem de uma soneca, depois de comer ou beber água, depois de brincar, ou antes de ir dormir a noite. Vá aumentando o intervalo entres as saídas e reduzindo o número de vezes aos poucos. Se um acidente ocorrer, volte a rotina antiga por um pouco mais de tempo.
Mantenha a casa livre de cheirinhos. Sempre que um cachorro sentir o cheiro de urina ou fezes, ele tenderá a voltar a este lugar. Limpe os lugares da casa com um bom produto vendido nas lojas especializadas. Os melhores são àqueles a base de enzimas que destroem o cheiro, ou use uma solução de 1 parte de desinfetante, uma parte de água sanitária e 20 partes de água quente (cuidado com estofados e tapetes que podem manchar). Por outro lado, se você levar o seu cachorro para fazer xixi e cocô nos mesmos lugares, ele se sentirá muito mais atraído pelo cheirinho antigo do que por um lugar novinho em folha.
Restrinja as áreas acesso. O seu cachorro deve entender que a sua casa é também a casa dele e por isso mesmo deve ser mantida limpa. Se o seu cachorro já faz xixi e cocô dentro de casa com uma certa regularidade, a restrição do acesso dele a determinadas partes podem ajudar. Primeiro evite que ele tenha acesso aos lugares que servem como “banheiros preferidos”, porém proibidos. Institua e mantenha a rotina nos horários de saída. Na medida em que o cachorro for se tornando mais confiável, reintroduza as “áreas de perigo”, mas com estrita vigilância. Comece deixando o cachorro dar só uma voltinha na sala, quarto ou varanda, vá aumentando o período de tempo e sempre de olho. Qualquer sinal de xixi a caminho, ponha a coleira e leve-o para fora. Faça a maior festa se ele fizer no lugar certo. Traga-o para mais uma voltinha no lugar da casa que ainda é restrito.
Evite troca constante de alimentação. Ao contrário do que muitos donos pensam, não é nada bom para o cachorro ficar dando uma “variadinha” no menu. Ao contrário de nós humanos, os cachorros desenvolvem no estômago e intestinos um tipo de bactéria específico para ajudar na digestão de cada tipo de alimento. Cada vez que nós trocamos a alimentação de nossos amigos de 4 patas, eles tem que se readaptar a nova comida e isso pode gerar diarréias ou constipação. Se você tiver que mudar de uma alimentação para outra, faça-o bem devagar, misturando a ração velha a ração nova em proporções cada vez maiores.
Mantenha o “banheiro” longe do “quarto” e da “cozinha”. Se você optou por usar jornal, certifique-se de mantê-lo o mais longe possível da área em que seu cachorrinho dorme e come. Cães, por instinto, evitam fazer cocô ou xixi perto de onde eles comem e dormem, para evitar contaminação. Procure também manter uma camada de papel grossa o suficiente para absorver rápido a urina. Não é atoa que os peludos preferem fazer xixi nos tapetes e estofados.
Corrija na hora certa e recompense os acertos. Lembre-se, não adianta corrigir o seu cachorro se você não pegá-lo no ato. Se você chegar em casa e encontrar um “presentinho” no seu tapete, respire fundo, limpe bem e esqueça. Sim, o Rex vai te olhar com cara de culpado, mas não é bem porque ele sabe que fez besteira. Ele sabe que você está com raiva porque ele pode “ler” tensão na postura do seu corpo, sua cara de desagrado e a sua voz “rosnando”: “Rex! Quem fez isso”, mas ele não sabe que foi pelo cocô que já está lá tem meia hora. Também nunca chame o Rex para lhe passar uma descompostura. O seu chamado deve estar sempre ligado a coisas boas, senão porque ele deveria vir? Se você pega-lo no flagra, diga um NÃO bem firme, ponha a coleira e leve-o para fora o mais rápido possível. Lembre-se: Qualquer gotinha de xixi do lado de fora e ele ganha um monte de carinhos.
Tenha paciência. Seja consistente. Mantenha os horários e a rotina, faça sol ou faça chuva. Seja justo. Não seja um tirano do qual o seu cachorro não tem confiança ou admiração. Faça sempre muita festa quando ele fizer no lugar certo, dê muito carinho e diga com uma voz macia o quanto ele é bonito e você gosta dele. Você vai ficar surpreso de ver como o Rex vai aprender rápido o que você espera dele. E lembre-se acidentes acontecem….
Ah! Só mais uma dica: Que tal levar um saquinho plástico com você quando vocês forem passear na rua? Da mesma forma que você não gosta do “cheirinho” dentro da sua casa, é muito chato ter que ficar fazendo prova de obstáculos quando se está querendo dar um passeio com a família. Você vai ver que não é tão ruim assim recolher o cocô do seu cachorrinho e como todo mundo responde com um grande sorriso para você na rua.

PROPOSTA DE HORARIO: Manter um horário rígido enquanto seu filhote aprende a fazer xixi e cocô no lugar correto diminui muito as chances de que acidentes ocorram, e consequentemente o estresse de educar seu filhote, além de tornar o processo muito mais rápido e fácil para o cãozinho.
O plano descrito abaixo serve tanto para treinar o filhote a usar o jornal, ou para ir na rua. Lembre-se de que ele não será capaz de reter urina e fezes por muito tempo. Até ele completar mais ou menos 6 meses de idade o controle da bexiga e do intestino não será possível. Pequenas alterações no plano proposto, para adaptar ao dia-a-dia de cada família é possível, mas procure manter a rotina escolhida, mesmo nos fins de semana e dias de chuva.

7:00 da Manhã.
Leve o filhote imediatamente para o local “permitido”.
De preferência carregue-o no colo durante os primeiros dias e não faça muita festa antes dele fazer suas necessidades;
Dê comida (espere 20 minutos e então recolha o que sobrou) e depois ofereça água.
Leve o filhote para o lugar “permitido”.
Deixe o filhote brincado perto de você enquanto você prepara o café.
Ponha o filhote numa área restrita (se você puder use uma daquelas casinhas de transporte) e deixe-o tirar uma sonequinha.
10:00 da Manhã.
Ofereça água para o filhote.
Leve o filhote para o lugar “permitido”.
Deixe-o brincar por cerca de 15 minutos na primeira semana e vá aumentando o período de tempo nas semanas seguintes.
Ponha o filhote numa área restrita e deixe-o tirar uma nova sonequinha.
1:00 da tarde
Leve o filhote para o local “permitido”.;
Dê comida (espere 20 minutos e então recolha o que sobrou) e depois ofereça água.
Leve o filhote para o lugar “permitido”.
Deixe o filhote brincado perto de você.
Ponha o filhote numa área restrita e deixe-o tirar uma sonequinha.
4:00 da tarde
Leve o filhote para o local “permitido”.
Brinque com o seu filhote até ele ou você ficar exausto (o que acontecer primeiro).
6:00 da tarde
Dê comida (espere 20 minutos e então recolha o que sobrou) e depois ofereça água.
Leve o filhote para o lugar “permitido”.
Deixe o filhote brincado perto de você enquanto você prepara o jantar.
7:00 da noite
Ofereça água para o filhote.
Leve o filhote para o lugar “permitido”.
Deixe-o brincar por cerca de 15 minutos na primeira semana e vá aumentando o período de tempo nas semanas seguintes.
Ponha o filhote numa área restrita e deixe-o tirar uma nova sonequinha.
11:00 da noite
Leve o filhote para o lugar “permitido”.
Ponha o filhote numa área restrita para que ele durma durante toda a noite.
Isso é um bocado de trabalho, mas os filhotes aprendem rápido e em aproximadamente 4 semanas você poderá ir aumentando os intervalos, até que por volta dos 5 ou 6 meses ele ficará mais do que contente em ir ao “banheiro” 3 vezes por dia e você terá uma casa limpinha e sem cheirinhos desagradáveis. Vale o esforço.

Fonte:
Claudia Pizzolatto
Treinadora e Especialista em Comportamento Canino

COMPORTAMENTO CANINO (A LINGUAGEM CANINA)

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Ele está latindo:
Da mesma forma que você se expressa de diferentes maneiras, os cães têm vários tipos de latidos. Basicamente, pode expressar três coisas: um pedido, um aviso e a ameaça de ataque.
Quando os latidos têm intervalos longos, do tipo “au……au……au”, com uns 15 segundos entre os latidos, é porque seu cão está pedindo algo, como água, comida ou quer dar uma voltinha. Pode ser ainda que ele simplesmente queira que você abra a porta para ele entrar ou sair. Neste caso é provável que depois de latir ele corra e fique parado em frente a porta.
O latido, de alerta ou de advertência é dado sempre que um estranho se aproxima e você pode conferir de vez se ele abaixar um pouco as orelhas, franzindo o nariz às vezes rosnando. Outro bom indicativo é reparar se os pêlos das costas estão eriçados. O latido tem intervalos menores entre um e outro, mais ou menos uns 3 segundos.
Agora, se ele disparar a latir como um doido, praticamente sem parar, é latido de ataque: ele quer defender seu território, ou o dono, sua comida ou até mesmo sua fêmea. A cara fica toda franzida, os dentes á mostra, as orelhas abaixadas para trás e ele pode avançar e recuar, pronto para morder.

Ele resmunga:
O cão fica resmungando quando é deixado de lado. É praticamente um queixume, quase como se ele quisesse chorar. Se depois de resmungar ele não for atendido, é fatal que comece a latir.

Voltinhas em círculo e arranhões antes de dormir:
Esse é um hábito herdado da vida selvagem, pois o cão precisava afofar a terra onde dormia. As voltas orientam a direção, norte ou sul.

Uma lambidinha:
É um beijão em você, só que mais molhado. Trata-se da maior demonstração de afeto de um cão, especialmente quando lamber seu rosto e suas mãos, que são partes mais descobertas e, em geral, que estão em maior contato com o cão.

Balança o rabinho:
Se a cauda estiver na posição normal, ele está hiper-contente. Se estiver entre as pernas, acuda porque seu cachorro está pedindo socorro. Cães habituados a fazer as necessidades fora de casa podem exibir esse jeitinho, porque estão “apertados”.

Ele começou a uivar:
No cio, quando os cães ficam separados das fêmeas, os machos põem a boca no trombone. Em grupo, também fazem isso. É uma herança dos antepassados. Pode ser ainda que o cão esteja uivando de fome ou de solidão, por isso, dê uma olhadinha nele e no seu prato.

Uma cutucada com o focinho:
Ele só quer chamar sua atenção! Provavelmente, vai mostrar uns olhinhos bem pidões, de quem quer alguma guloseima, dar um passeio ou mesmo uns afagos na cabeça. A cutucada também pode vir acompanhada de uma patada rápida; este sim é um sinal evidente de “ei, olhe para mim!”

Cheira o rabo dos outros cães:
Ele está cumprimentando outro animal da espécie canina. Funciona como “olá, amigo!” O cão identifica o outro através de um odor individual exalado pela glândula ad’anal, que existe na região.

Raspa a terra ou grama cobrindo as fezes:
Segundo uma das teorias, o cão estaria fazendo um controle sanitário, pois encobre as fezes para que outro animal não se contamine com verminose ou outras doenças. Outra corrente acredita que o cão tem este comportamento devido a hábitos adquiridos no passado, quando precisava camuflar seus rastros, para evitar confrontos com possíveis inimigos.

Barriguinha para o alto:
É o sinal de que “se entrega todo para você”. Numa briga, por exemplo, quando o cão vira de barriga para cima é porque entregou os pontos. Nas brincadeiras, seu cão pode ficar nessa posição, que é uma forma bem legal de lhe agradar, mostra que você é mesmo o dono e que quer carinho.

Esconde objetos:
É um comportamento herdado da vida selvagem, quando o cão estocava sob a terra a comida excedente, prevendo tempos de escassez. O costume se manteve e seu cão pode fazer também tocas ao ar livre, quando possível, ou procurar cantos escuros da casa, levando para lá todos seus objetos e brinquedos preferidos.

Esfrega, esfrega:
Em geral, é uma brincadeira, um pedido de carinho. Se ele deitar no chão, com as patas para cima, não resista e divirtam-se juntos. Se ele ficar passando no meio das suas pernas, feito um gato, é vontade de ser acarinhado.

Ele fez cocô ou xixi nas suas coisas:
Xixi nos cantos da casa é coisa de cachorro marcando seu território. Mas se andou sujando as suas coisas, em cima da cama, nos livros, é porque está de mal com você e deixa bem claro! Outra forma de demonstrar zanga canina pode ser despedaçando coisas suas. Nos filhotes, essa é uma atitude comum, mas aí é coisa de infância e basta falar num tem enérgico que eles se aquietam.

Ele persegue gatos:
O cão vê os gatos mais como um divertimento do que como uma possível refeição. Estes animais despertam os instintos predatórios e inatos do cão, pois são pequenos, peludos, rápidos e estão sempre prontos a fugir. O cão consegue distinguir perfeitamente os diferentes gatos, e por isso pode conviver muito bem com o gato da família. É muito comum, por exemplo, que o cão persiga um gato estranho no quintal e depois se deite ao lado do gato da casa.

DICAS DE COMO CUIDAR DE SEU CÃO

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Banhos “secos”

Para dias frios ou para filhotes que ainda não podem tomar banho, duas soluções:
Misture 1 xic. café de vinagre (o de maçã é o melhor), 1 xic. de café de álcool e 1 litro de água. Molhe um pano nesta mistura, torça e passe no cão. Depois seque bem com uma toalha ou secador de cabelos (cuidado para não queimar, mantenha-o em uma distância rasoável do cão).
Borrife bastante maisena no cão, espalhe penteie com pente fino (aquele para piolho). Para retirar a maisena use um secador de cabelos ou passe uma escova. Para finalizar passe uma toalha.
Dicas de Gilsa (mistura com vinagre) e Kleusa (maisena)

Se seu cão tem pavor de fogos de artifício…

Alguns cães ficam completamente desesperados em época de festas e em dia de jogos de futebol por causa dos fogos de artifícios que os seres humanos tanto gostam. Para amenisar o problema, mande fazer em uma farmácia homeopática de confiança: Borax 60 CH – X / 5ml.
Dar de uma vez só o conteúdo todo do frasco, longe da hora da comida, umas 5 à 6 horas antes do foguetório. Como a validade é de pouco tempo, você pode optar preparação pó e misturar a água mineral no momento de dar o remédio ao cão.
Este remédio não age como calmante, inclusive nem faz dormir, somente como os remédios de homeopatia tem a capacidade de mexer no comportamento, esse remédio é direcionado para esse tipo de barulho, ou seja, ele “convence” o animal a não se estressar tanto com esse tipo de barulho, o torna menos sensível a esse tipo de barulho.
Retirado de mensagem enviada a lista Vira-lata por Neísa T. Lourenço – Médica Veterinária Homeopata

Para tirar manchas de xixi de carpetes e tapetes

Retirar o excesso de xixi com papel absorvente, pôr um pouco de vinagre branco. Pôr maisena em cima da mancha e esperar secar por 3 ou 4 horas. Retirar com aspirador de pó.
Enviado por Raquel da Fonseca Duarte – extraído do programa “Conhecendo meu mascote”, Canal Animal Planet da TV por assinatura

Soluções caseiras para eliminar o cheiro de “banheiro”…

Misturar alcool e vinagre em partes iguais e esfregar no local. Melhor colocar a solução em um pulverizador e aplicar sobre o xixi.
Para áreas ventiladas tipo pátio, varanda, também pode-se pulverizar água sanitaria diluida em um pouco de água sobre o local do “crime”.
Enviado por Vânia Rosenthal

Um shampoo natural contra carrapatos e sarna…

Flores e folhas de Tabaco;
Flores e folhas de Alamanda;
Folhas e raiz de Tinhorão;
Folhas de Eucalipto;
Folhas de Santa Maria;
Gel de Babosa (solta as cascas e raspa o gel);
Folha de Pita;
sulfrax (comprar em farmácia de manipulação).
Picar as flores, folhas e raiz e pilar (no pilão).
Picar a Pita e cozinhar com água. Desligar o fogo e coloca as flores, folhas e raiz piladas. Deixar descançar por 12 horas.
Filtrar com coador de pano (tirando bem o sumo).
Preparar o shampoo: 70% do extrato de ervas + 30% de sulfrax (comprar em farmácia de manipulação).
Enviado por Silvia Dunlop – extraído da entrevista dada por Marli Karan ao Canal Rural no dia 28/03/97.

A primeira noite de meu cão, como faço para que ele não chore?

Forre a caminha com um pano que tenha ficado alguns dias com a mãe dele, uma bolsa de água quente envolta em uma toalha e um relógio que faça tique-taque enrolado numa toalha.Ele irá dormir,certo de sentir o calor e ouvir o coração da “mamãe-cadela”.
Enviado por Virginia – extraído da revista Criativa, Outubro 1998

Como deixar seu totó sozinho em casa sem se sentir culpado?

Deixar um espelho na área em que jovens animais brincam. Isso além de ser divertido para o cachorro ajuda no processo de socialização do mesmo;
Escolher brinquedos que estimulam ação, movimentam o animal,como bolas pesadas, brinquedos de ossos em diferentes formatos e texturas;
Faça um rodízio de brinquedos, assim eles sempre parecerão novos;
Considere um segundo animal, se você deixa seu cachorro muito sozinho por um longo tempo. Cachorros são animais que precisam de companhia;
Deixe o rádio ou a televisão ligados enquanto você está fora, para manter seu cachorro em companhia;
Instale uma”doggie door” (aquelas pontinhas americanas), dessa forma seu cachorro terá acesso ao jardim e à casa;
Esteja certo de que seu cachorro de apartamento tem acesso a uma janela ou sacada, assim ele pode ver o lado de fora. Mas cuide para que não haja riscos do cão cair da janela!

Para tirar o cheiro de “banheiro”?

99% dos desinfetantes não tiram o cheiro do xixi e cocô do cachorro, eles simplesmente encobrem o cheiro. Encobrem pra gente, pois os caninos continuam sentindo o cheirinho de banheiro lá no lugar e por isso eles sempre voltam no mesmo lugar.
O que é preciso é usar um produto especial, importado, que possui uma enzima que destrói as bactérias que causam o odor das caquinhas. Escolha entre:

Stain and Odor Remover, da Nature’s Miracle
Stain and Odor Remover, da Simple Solution
Odor Killer, da Four Paws
O produto deve ser aplicado direto no lugar onde tem o cheiro (se for tapete ou lugar absorvente é bom passar um papel toalha antes para absorver primeiro o xixi), sem diluir, e deve ficar lá secando sozinho. Não esqueça de testar antes para saber se o produto não estragará o tecido.
Para pisos, usar um borrifador de plantas para aplicar o produto é melhor. Além de fazer uma camada mais uniforme e menos “empapada”, economiza consideravelmente.

Pêlos embaraçados?

Soft & Silky da Four Paws.

As moscas não deixam seu cachorro em paz?

Mantenha o cão e o local limpos
Passe uma vez ao dia a mistura de 1 parte de óleo mineral e 1 parte de essência de citronela (é encontrada em farmácias homeopáticas) no pêlo do cão

Mas as moscas estão só nas orelhas…

A limpeza é fundamental, tanto do cão quanto do lugar onde ele fica.
Experimente passar na orelha a mistura de extrato ou essência de eucalipto (ou essência de citronela) e vaselina líquida ou óleo mineral diariamente. Mas cuidado com excessos para não amolecer a pele da orelha.

Vamos fazer a toalete?

Alise o pêlo e desfaça o emaranhado com um pente de dentes largos
Escove com um pente fino todo o cão
Escove de acordo com a raça, seguindo as correntes do pêlo
Corte com tesoura os pêlos ao redor dos olhos, genitais e ânus (tosa higiênica)
Diminua a pelagem com uma tesoura de desbastar, se preciso
Lave o cão, use shampoo neutro e condicionador, tomando cuidado com os ouvidos
Seque o cão com o secador não muito quente, escovando-o sempre
De uma escovada final, e se possível um retoque

Ele pegou carrapato!

Resista à tentação de simplesmente arrancar o carrapato pois, uma parte dele pode permanecer na pele e infeccionar o local. De preferência, utilize algodão embebido em álcool, cânfora ou éter e aperte-o contra o carrapato. Assim como nos humanos, estas substâncias podem entorpecer o carrapato e ele “desmaia”, facilitando a sua retirada.

Como eu limpo o cantinho do olho?

Quando for uma sujeirinha normal, você pode usar um algodão embebido em água boricada ou soro fisiológico, passado delicadamente.
Nos casos de conjuntivite, leve o cão ao veterinário.

Meu cachorro está com o pêlo feio, o que eu faço?

Se o veterinário eliminou causas clínicas você pode tentar:
Uma ração de qualidade. Contendo vitamina A, ácido linoleico, ácido araquidônico e pantetenato de cálcio.
Para os pêlos não quebrarem escove-os com a pelagem úmida, orvalhada por um spray d’água.
Dê banho com a freqüencia adequada ao tipo de pelagem.
Evite pisos ásperos, parasitas internos e externos.
Na época da troca de pêlos, levedura de cerveja é uma boa aliada. A dose varia de acordo com fatores individuais recomendando-se, portanto, que seja prescrita pelo veterinário.

Ele não para de roer o pé da mesa!

Exercite bem o cão. Faça com que ele gaste energia.
De ossos grandes para ele roer, ossos de ave e porco não são recomendados.
Faça o malandrinho cheirar um pouco de spray desodorante de ambientes, ele vai detestar! Depois pulverise o local que ele costuma roer com o mesmo spray.

O cachorro está com prisão de ventre

Primeiro é melhor identificar a causa. Normalmente se deve a alimentação muito seca, com ossos em excesso.
O azeite de oliva ajuda a soltar o intestino bastando apenas uma colher para fazer efeito. De chá para os cães menores, de sobremesa para os médios e de sopa para os grandes.
Faça um tratamento de um dia colocando 3 a 4 compressas quentes na barriga dele, durante o período, e fazendo passagens locais com movimentos no sentido da barriga para a cauda, para ajudar a movimentação intestinal.

CÃES DE GUARDA

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Muitas pessoas tem dúvidas de como é feito um treinamento de cães de guarda, e de qual a raça mais indicada. Para tentar esclarecer alguns pontos básicos, nós da Lord Cão/Vira Lata, preparamos um texto que da além de uma visão técnica do treinamento, uma opinião pessoal sobre a responsabilidade inerente a este mesmo treinamento.

Esperamos que vocês gostem.

ATAQUE, DEFESA OU GUARDA?

O negócio de treinamento de ataque, defesa e guarda é mais ou menos assim:
Na primeira fase o cão aprende a defesa, ou seja, ele só irá demonstrar sinais de agressividade quando ele ou seu dono forem ameaçados. É quando o cão fica ao lado do dono, na guia, e o cobaia (aquele cara corajoso que veste aquela roupa esquisita) ameaça bater no cão ou no dono. Aí o dono incentiva o cachorro a atacar o coitado do cobaia.

Segunda fase; treinamento de ataque:
O cão é incentivado a atacar, sob comando, mesmo que não haja nenhuma ameaça aparente. Exatamente como os cães da policia fazem quando não podem ver o suspeito e o policial manda o cão mesmo assim. O cachorro acha o fugitivo (pelo cheiro de medo que o cara esta exalando como louco), encurrala o fulano e se for possível dá umas mordidinhas (os cachorros adoram dar essas mordidinhas).

Fase três; treinamento de guarda:
O cão vai atacar qualquer um que tentar invadir a sua propriedade ou que tente chegar perto de um objeto a ser guardado. Nesta fase o cão não precisa mais que o dono esteja por perto ou que seja dado um comando para ele executar o trabalho.
Qual é o mais indicado? Nenhum! Não acredito que um cachorro qualquer possa ser treinado para nenhuma destas funções. Não é qualquer treinador que é bom o bastante para avaliar e treinar o cachorro propriamente e, principalmente, não é qualquer dono que pode ter um cão treinado para defesa, ataque ou guarda. Vale lembrar que cães da polícia e cães de competição são treinados permanentemente por profissionais.

Sempre que lemos as várias notícias trágicas de cachorros que atacaram pessoas e crianças, com mortes e mutilações, não nos ocorre que muitas pessoas que possuem cães para a guarda não estão cientes da responsabilidade e do perigo que é ter um animal destes em casa.
Como treinadora profissional, tive a oportunidade de observar vários tipos de cães. Alguns mansos, outros agressivos, alguns neuróticos, outros inteligentes, alguns brincalhões, outros sérios, e poucos realmente equilibrados. Também tive a grande sorte de ter aprendido esta profissão num estado dos Estados Unidos onde as leis sobre cachorros que atacam pessoas é rigorosíssima, e onde estão os melhores cães policiais de todos os Estados Unidos. E a maioria das pessoas quando pensa num cão de guarda, pensa logo nos cães da polícia: cachorros muito bem treinados, precisos no ataque de bandidos e sob controle total de seu dono.
Mas no Brasil, muitos daqueles que possuem “cães de guarda” nunca procuraram um treinador profissional, nunca trabalharam com seus cachorros, nunca socializaram estes animais. Poucos se preocuparam com a índole do animal antes de comprá-lo e partem do pressuposto de que cachorro de guarda tem que ser muito bravo. Acreditam que o cão deve ficar preso o dia todo e só ser solto durante a noite que é para não ficar amigo de estranhos.
Pode parecer estranho, mas os cachorros escolhidos para o policiamento não são aqueles que apresentam propensão para a agressividade. Muito pelo contrário. Os melhores cães para a polícia são os que apresentam maior poder concentração e vontade de brincar.
Para estes cães, não existe motivo algum para temer ou odiar pessoas estranhas. Para que sejam confiáveis e úteis na segurança da população, eles, os cães da polícia, têm que ser dóceis e mansos quando andando no meio das pessoas. Numa rua cheia, eles devem se manter sempre do lado esquerdo de seus companheiros policiais e aceitar com prazer os carinhos das crianças que nunca se cansam de admirar tão belo animal. O ataque para estes cachorros não é pessoal, ou seja, eles não são treinados para ter raiva, ou perseguir nenhum grupo de pessoas específico, nem tampouco para serem agressivos ou arredios com estranhos. Estes cães são treinados para gostar de um jogo, uma brincadeira muito excitante que é pegar o cara mau. Isso mesmo, para o cachorro tudo não passa de uma brincadeira, que ele gosta muito, de imobilizar e morder uma pessoa que seu dono mandou pegar. O cão nunca vai iniciar uma perseguição ou um ataque sem que ele tenha sido comandado. Claro que este comando não precisa ser unicamente verbal. Um movimento brusco por parte da pessoa que está sendo investigada, ou a tentativa de fuga desta pessoa pode ser a “deixa” para uma imobilização. A visão de uma arma, a agressão ao dono por parte do suspeito, ou um discreto comando físico pode ser suficiente para o cão iniciar um ataque.
Os cães escolhidos para se tornar um cão de guarda devem fazer parte da família deles. Conviver com as crianças, brincar no quintal e ser companheiro inseparável de seus donos.
Qualquer pessoa que deseja ter um cão de guarda deveria ter os mesmos cuidados que a polícia. Escolher a raça mais adequada. Investigar o temperamento dos pais do filhote e evitar qualquer animal que apresente sinais de agressividade excessiva ou medo e desconfiança de pessoas estranhas. Socializar o filhote e educá-lo com amor e paciência para que ele cresça confiante e tranqüilo. Fazer com que este animal participe da vida da família, fortalecendo os laços de amizade entre cão e humanos. Procurar um treinador profissional competente e capaz e solicitar uma avaliação do animal, aceitando se o parecer deste treinador for contrário ao treinamento do cachorro para guarda. Participar ativamente das seções de treinamento do cachorro. Prover alimentação e cuidados veterinários adequados. E, principalmente, ser responsável pelo animal e pela segurança das pessoas que trabalham ou visitam a sua residência.
Para evitar tantas tragédias como as que aparecem nos jornais todos os anos é preciso lembrar que um cachorro não é capaz de distinguir a diferença entre um atleta fazendo jogging ou um ladrão correndo em disparada; entre um bandido escondido num beco ou uma criança brincando de esconde-esconde; entre um ladrão atacando seu dono, ou apenas um amigo mais espalhafatoso.
Em última análise, um bom cão de guarda só precisa dar o alarme, latindo, na hora em que uma pessoa estranha se aproximar da casa para que o dono possa tomar as medidas necessárias para a proteção de seu patrimônio. Mesmo que o cachorro seja super-treinado, se um ladrão resolver invadir uma residência quando o dono não estiver presente, ele, o ladrão, vai invadir. A falsa segurança que as pessoas sentem quando possuem um cachorro feroz em casa pode ser fatal para os donos, para pessoas de bem e principalmente para crianças curiosas e indefesas diante de tamanha fúria.

Claudia Pizzolatto
Treinadora e Especialista em Comportamento Canino


CUIDADOS COM O SEU CÃO DE GUARDA
Jornal Folha de São Paulo, 14/11/97

Analise suas possibilidades financeiras. O cão precisa ser cuidado em todos os aspectos….(alimentação, higiene e saúde!!)
Cão trancado significa cão revoltado… Leve-o para rua pelo menos uma vez por dia para conhecer a realidade….
Não prenda seu cachorro com correntes, coleiras e focinheiras que machuquem
Não o deixe solto na rua
Construa um canil em casa. Deixe-o solto neste espaço
Consulte vários criadores e veterinários para conhecer as características, inclusive comportamentais, de seu cão
Desenvolva primeiro a obediência e guarda e depois o ataque
O treinamento não deve ser interrompido
Não esqueça de colocar uma placa no portão de casa avisando a ferocidade de seu animal
Verifique se há possibilidade do seu cachorro pular o muro do vizinho

GRAVIDEZ PSICOLÓGICA (PSEUDOCIESE OU FALSA GESTAÇÃO)

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Problema comum nas cadelas. Muitas vezes de difícil tratamento e solução, porque tende a retornar. Ela pode ser a causa determinante de infecção uterina, cistos ovarianos e tumores de mama.

Os sinais ocorrem de 60 a 70 dias após o último cio de uma cadela não coberta ou não fecundada. Surge com produção de leite e alterações de comportamento, como construção de ninhos e adoção de objetos ou outros filhotes como se fossem seus.

Ocorre por um desequilíbrio hormonal. Normalmente ao final do Diestro (ultimo estágio de cio), há uma queda no nível de progesterona, da mesma forma ocorre na época do parto. A progesterona é o hormônio responsável pela preparação do útero e manutenção da prenhez. Essa queda de progesterona, causa um estímulo a liberação do hormônio responsável pela produção de leite e comportamento maternal, a Prolactina. A maioria das fêmeas retorna ao seu comportamento normal, após 3 semanas, sem necessidade de tratamento. Mas esse tempo pode se prolongar se ocorrer estímulos, como sucção das mamas, adoção de objetos como filhotes, etc.

O tratamento com hormônios possue muitos efeitos colaterais perigosos. Dar progesterona não resolve, porque quando se suspender a administração, a produção de prolactina e leite voltam. O estrogênio causa piometra, uma infecção grave no útero. A melhor forma de tratar o problema, é fazer uma restrição alimentar, diminuindo a quantidade de água e alimento, para diminuir a produção de leite e usar medicamentos não hormonais.

Não se deve ordenhar, a não ser que esteja muito cheia de leite, para não estimular mais ainda a glândula. Também não se deve deixar a fêmea adotar outros animais ou brinquedos, porque também estimula a produção de leite e aumenta o tempo de duração da pseudociese, o que é ruim para o animal.

Outro problema que pode ocorrer, é um processo inflamatório das glândulas mamárias, a mastite. As mamas ficam endurecidas, inchadas e doloridas; a fêmea se sente incomodada e não consegue se deitar. Em casos mais graves ocorre febre, inapetência e apatia, pelo quadro infeccioso. Neste caso se faz necessário o uso de antibiótico.

As cadelas que apresentam com freqüência a gravidez psicológica, correm mais risco de desenvolver tumores de mama e piometra (infecção uterina grave). Neste caso é indicado a castração, para prevenir graves problemas futuros de saúde para o animal.

Rejane S.B. Melki – Médica Veterinária – CRMV-5 4770

ECLÂMPSIA (TETANIA PUERPERAL)

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É uma doença encontrada mais freqüentemente em pequenas e excitáveis raças de cães como chihuahuas, poodles toy e pequenos terriers, particularmente de 1 a 3 semanas após o parto. Também ocorre esporadicamente em cães maiores e gatos.

Prevenção – Durante a gestação, uma dieta balanceada de boa qualidade, com relação cálcio-fósforo de £ 1:1 que provê a quantidade requerida de cálcio (porém não excessiva), pode suprir um mecanismo homeostático de cálcio mais responsivo ao incremento marcante na demanda lactacional.

Etiologia e patogenia – Consideravelmente pouco é conhecido sobre a patogenia das síndromes pós-parturientes hipocalcêmicas em cães e gatos em comparação à doença que ocorre no gado. Existe pouca evidência para sugerir que a tetania puerperal em cadelas lactantes é o resultado de uma interferência na secreção do hormônio paratireóideo (PTH); de fato, os níveis de PTH parecem ser aumentados em resposta à hipocalcemia.

A hipocalcemia e hipofosfatemia severas, que se desenvolvem junto ao pico de lactação (1 a 3 semanas pós-parto), provavelmente são o resultado de um desequilíbrio entre as taxas de entrada e saída do “pool” de cálcio extracelular. Os distúrbios funcionais associados à hipocalcemia na cadela são, primariamente, o resultado da tetania neuromuscular aumentada, em contraste àqueles observados na vaca, na qual os sinais clínicos são dominados por paresia muscular. A ocorrência de tetania ou paresia, em resposta à hipocalcemia, parece ser o resultado de diferenças fisiológicas básicas entre a cadela e a vaca na função da junção neuromuscular.

Em vacas, a liberação de acetilcolina e a transmissão dos impulsos nervosos através das junções neuromusculares são bloqueadas pela hipocalcemia grave, que leva à paresia muscular. O cão parece ter uma margem de segurança maior na transmissão neuromuscular, na qual o grau, cujo potencial final de placa excede o limiar de disparo, é maior que na vaca. Na cadela com hipocalcemia, a ligação excitação-secreção é mantida na junção neuromuscular.

A tetania ocorre como resultado de disparos repetitivos espontâneos das fibras motoras nervosas. Como resultado da perda de cálcio estabilizador ligado às membranas, as membranas nervosas se tornam mais permeáveis aos íons e requerem um estímulo de menor magnitude para se despolarizarem. Achados clínicos e diagnóstico – O curso clínico na hipocalcemia da parturiente canina é rápido, com apenas 8 a 12h de intervalo entre o aparecimento dos sinais clínicos iniciais e o desenvolvimento da tetania. Os sinais premonitórios incluem intranqüilidade, arquejo excessivo e comportamento excitável. Em poucas horas, os sinais podem progredir para ataxia, tremores, tetania muscular e convulsões. A hipertermia está freqüentemente associada ao aumento da atividade muscular; elevações da temperatura para 42°C não são incomuns.

Na maioria dos casos, o diagnóstico é baseado na história, sinais clínicos de excitabilidade neuromuscular aumentada e resposta à terapia. O fósforo sérico está freqüentemente diminuído a um grau comparável. A glicose sangüínea está no parâmetro normal-baixo ou diminuído como resultado da intensa atividade muscular associada à tetania.

Tratamento – A administração EV lenta de uma solução de cálcio orgânico, como o gliconato de cálcio, deve resultar numa rápida melhora clínica e cessação dos espasmos tetânicos em 15min. Na maioria das cadelas pesando de 5 a 10kg, 5 a 10mL de gliconato de cálcio a 10% proverão cálcio suficiente. A administração deve ser procedida vagarosamente para evitar a indução de fibrilação ventricular e parada cardíaca. Os cãezinhos devem ser removidos das cadelas por 24h para reduzir o dreno lactacional de cálcio. Durante este período, eles devem ser alimentados com sucedâneo lácteo ou outra dieta apropriada; se eles forem suficientemente maduros, é aconselhável desmamá-los. Dietas suplementares de cálcio e vitamina D provaram ser úteis na prevenção de recidivas em certas cadelas. Embora alguns clínicos preconizem o uso de corticosteróides além do cálcio e da vitamina D para prevenir recidivas após a terapia original, o seu valor é questionável; eles podem interferir no transporte intestinal de cálcio e aumentar a perda urinária do mesmo.

Fonte: Manual Merk de Veterinária

DO CIO AO PARTO

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ACASALAMENTO

A puberdade nos cães ocorre 2 a 3 meses após terem atingido o tamanho de adulto. Raças menores chegam a puberdade antes das maiores, porque atingem o tamanho adulto mais cedo.

O primeiro cio da cadela ocorre entre os 6 até 14 meses de idade, dependendo da raça. Nas cadelas o cio ocorre a cada 6 meses, podendo ocorrer variações dependendo do estado de saúde, uso de hormônios, clima, presença de outros animais e outros.
O tempo de duração de cada cio também pode variar, mas de uma forma geral fica entre 15 a 20 dias. O período fértil ocorre nos últimos 4 dias, quando ocorre a ovulação, ou seja, por volta do 11o dia, quando cessa o sangramento e a cadela aceita o macho.

A fêmea só deve ser acasalada após o terceiro cio. Nessa fase de idade ela já estará amadurecida o suficiente para ter seus filhotes, seu desenvolvimento físico já terá se completado e a gestação não lhe trará problemas de saúde.

O macho pode cruzar a partir de 1 ano de idade, antes disso ele pode não conseguir fertilizar a fêmea.

A escolha do macho também é importante, ele deve ser mais velho e experiente (principalmente se for o primeiro acasalamento da fêmea) e menor do que a fêmea, para que os filhotes não sejam muito grandes e causem problemas na hora do parto. No caso de animais para competição, analise os pontos fracos na sua cadela e escolha um cão que corrigirá essas falhas nos filhotes, sem tirar as boas características da mãe.
A freqüência de acasalamento e gestação deve ser a mais baixa possível. Uma fêmea que procrie em excesso gera filhotes fracos e com alta mortalidade e também compromete sua própria saúde.

Antes do acasalamento, a fêmea deve ser levada a um veterinário, para que seu estado de saúde seja examinado. As vacinas devem estar em dia e o esquema de vermifugação também.

GESTAÇÃO

A gestação nas cadelas dura em torno de 58 a 63 dias. Esse tempo é influenciado por diversos fatores como por exemplo, número e tamanho dos filhotes. A gestação pode ser confirmada por ultra-sonografia, que também mostrará o número de fetos e sua posição no útero. Também importante para o acompanhamento do desenvolvimento dos fetos.

O diagnóstico através de palpação pode ser feito a partir dos 30 dias. Com 35 dias já se observa o desenvolvimento das glândulas mamarias, que ficam rosadas e túrgidas. Nessa fase já há aumento acentuado de peso.
Com 40 dias o abdome já está aumentado.

Aos 45 dias o RX já evidencia ossos da cabeça, vértebras, costelas e ossos longos dos membros.

Com 49 dias a cabeça dos fetos já é bem palpável e há grande aumento nas glândulas mamarias.

A partir da 8a semana de gestação, o movimento dos filhotes já pode ser visto quando a cadela está deitada. Os filhotes já podem nascer de forma segura.
1 semana antes do parto, principalmente nas fêmeas em primeira gestação, ocorre secreção aquosa nas glândulas mamarias.

Nas 3 ultimas semanas de gestação sua alimentação deve ser reforçada. O uso de ração balanceada de boa qualidade e de formulação para filhotes e fêmeas em gestação, é a melhor forma de garantir os nutrientes necessários, sem a necessidade de suplementos extras.

Durante a gestação, devido a ação da progesterona, o tempo de esvaziamento gástrico da cadela aumenta, mas ao mesmo tempo a motilidade gástrica diminui, conforme o estômago é deslocado pelo útero em crescimento. Portanto o ideal é que se forneça a alimentação em pequenas porções várias vezes ao dia, facilitando a digestão. É normal que no final da gestação a cadela perca o apetite, principalmente quando está próximo da hora do parto.
Duas semanas antes do parto prepare o local onde a cadela irá ter seus filhotes e a estimule a deitar e dormir lá. Isso a deixará mais segura na hora do parto.

PARTO

Na última semana de gestação já deve-se estar com tudo preparado, caso os filhotes nasçam antes do tempo: carro preparado com toalhas e jornais caso seja necessário levá-la a uma clínica com urgência; a caixa ou local onde ela terá seus filhotes; jornais para manter o local onde ela terá os filhotes sempre limpo durante o trabalho de parto; lixeira para os jornais sujos e materiais que serão usados durante o parto; uma caixinha menor forrada com toalha macia para colocar os filhotes enquanto a mãe está em trabalho de parto dos outros filhotes; um relógio para controlar o tempo de parto; uma lâmpada de 100w para ser colocada próximo a caixa dos filhotes caso esteja fazendo frio; se estiver fazendo muito calor coloque um ventilador para a mãe; fio dental e tesoura afiada e esterilizada para amarrar e cortar os cordões umbilicais; anti-séptico para desinfetar o cordão umbilical cortado; toalhas e panos macios para serem trocados 2 vezes ou mais ao dia, na caixa onde ficarão mãe e filhotes.

Os primeiros sinais começam com 48h antes do parto, quando começa a produção de colostro pelas glândulas mamarias e a fêmea começa a construir um ninho. 12h antes ocorre descarga vaginal, decréscimo de 1o C na temperatura, sendo que a temperatura normal do cão é em torno de 38,9 a 39,9o C. É a hora de entrar em contato com o seu veterinário e deixá-lo de sobreaviso, caso você precise de ajuda.

Quando chega a hora do parto as fêmeas demonstram desconforto, não acham posição para se deitar e dormir, respiram de forma acelerada como se estivessem com dor, lambem e olham para a vulva, recusam comida, procuram o seu “ninho”. As contrações podem ser observadas nos músculos das costas, num movimento descendente.

Se ela quiser sair e caminhar vá junto. Caminhar ajuda no trabalho de parto, mas é preciso sempre estar atento para que nenhum filhote nasça no chão e ninguém veja. Principalmente se estiver escuro.

Após o começo das contrações pode levar até 4h para a saída do primeiro filhote. Se até esse tempo nenhum filhote nascer, procure logo seu veterinário. É importante observar o comportamento da fêmea, presença de contrações, estado geral da mãe, estado dos filhotes ao nascerem. Qualquer sinal de apatia, falta de contrações uterinas ou contrações sem a saída do feto, indica problemas e o veterinário deve ser procurado imediatamente.
Entre as causas de atonia de útero estão: insuficiência de cálcio, déficit energético, fetos muito grandes e obesidade, partos muito prolongados.

O intervalo entre os nascimentos podem ser de 15 min. Até 1h, mais do que isso chame o seu veterinário.

Para a saída do filhote a bolsa de água aparece e normalmente se rompe, então o filhote sai de dentro dela. A placenta pode ou não se soltar nessa hora, nunca puxe o filhote porque você poderá causar nele uma hérnia umbilical. Espere ela se soltar. Se a mãe não cortar o cordão você terá que fazê-lo, usando fio dental e tesoura esterilizada. Depois passe um anti-séptico como por exemplo iodo. Importante também é contar o número de placentas. Elas devem corresponder ao número de filhotes, se isso não ocorrer é porque houve retenção e caso não seja tratada, ela corre o risco de uma séria infecção uterina.

Você pode ajudar a mãe a limpar os filhotes com uma toalhinha macia, os enxugando até que chorem. Esfregá-los ao mesmo tempo que limpa, ajuda a estimular a respiração. Se isso não fizer o filhote respirar e chorar, segure-o firmemente de cabeça para baixo, protegendo sua cabeça e pescoço e o balance, a força centrífuga irá ajudar a retirar o muco da garganta e narinas dele, para que ele possa respirar.

No intervalo entre os nascimentos deixe os filhotes mamarem o colostro, é muito importante para a saúde e imunidade contra infecções, assim como ajuda nas contrações e no trabalho de parto da mãe. Assim que as contrações recomeçarem, coloque-os de novo separados da mãe.

Quando termina o trabalho de parto a cadela se acalma, sua respiração volta ao normal e param as contrações.
Limpe tudo, passe um pano úmido na cadela para limpá-la e faze-la sentir-se melhor. Ofereça água e uma refeição leve como caldo de galinha com arroz. Isso lhe dará uma alimentação leve e com bastante líquido. Ideal no pós parto.
As mães de primeira viagem podem ficar confusas durante e após o parto. Você precisará ter firmeza, paciência e muito carinho com ela, ajudando no parto, no cuidado com os filhotes e na amamentação. É muito importante que todos os filhotes recebam o colostro nas primeiras 24h de vida.

Dentro de 24h no mínimo eles devem ser examinados pelo veterinário, para saber se tudo está bem.

A secreção vaginal após o parto dura de 24 a 48h e a cor deve ir clareando.

A cadela deve ficar com os seus filhotes em local calmo e tranqüilo, com temperatura ambiente constante por volta de 32o C, sem correntes de vento e sua alimentação deve continuar a ser balanceada e fortalecida, sendo indicado ainda as rações próprias para aleitamento, encontradas no mercado. Deve-se oferecer também bastante água fresca para ajudar na produção de leite. A mãe deve ficar sempre junta dos filhotes para lhes fornecer calor. É bom observar se ela toma o cuidado de não sentar ou deitar sobre eles.

Ao nascer os filhotes tem a temperatura baixa, por volta de 35o C, com uma semana de vida ela estará em torno de 38o C. Seus olhos se abrirão com 8 a 10 dias de vida e seus ouvidos com 13 a 17 dias.

FONTE:
Rejane S.B. Melki
Médica Veterinária – CRMV-5 4770- Rio de Janeiro