GOIÂNIA: A ARTE DOS BONS NEGÓCIOS

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PLANO DE COMUNICAÇÃO

“Goiânia: A arte dos bons negócios”

1. INTRODUÇÃO

TURISMO DE EVENTOS/NEGÓCIOS

Tomando-se por base o número de eventos que são realizados nos mais diferentes destinos ao decorrer dos anos, o Turismo de Eventos vem crescendo visivelmente. Numa mistura de Turismo e Marketing a área de Eventos torna-se essencial nos dias atuais pelo fato de que sempre alguém estará “se lançando” ou lançando algum produto.

Eventos Técnicos-Científicos é outra área que vem ganhando bastantes importância, pois no mundo globalizado que vivemos é preciso a junção dos conhecimentos, principalmente na área da saúde, educação e cultura.

Determinado evento pode promover e/ou beneficiar um ou vários promotores, como por exemplo em um evento de lançamento de um destino turístico, que pode beneficiar uma agência, uma operadora, uma companhia aérea, um hotel, entre outros colaboradores.

Todo Evento necessita de um planejamento para que nada saia do controle, e se sair, os organizadores tenham sempre uma solução previamente pensada, uma carta na manga. Como exemplo de antecipação e planejamento pode-se citar alguns Eventos Técnicos-Científicos que já possuem datas marcadas para o ano de 2008.

Enfim, eventos está se tornando cada dia mais importante para a Economia das cidades ou países os quais são realizados.

O turismo de eventos está se tornando cada vez mais forte ponto de apoio da atividade turística e economia nacional e internacional. Por motivos da dificuldade de precariedade de materiais que nos permitem analisar o desempenho do Turismo de Eventos, utilizaremos como base dados do ICCA – Internacional Congress and Convention Association. As instalações mais utilizadas para em 1997 para a realização dos eventos foram: Centro de Convenções (51%), Hotéis (22%), universidades (15%) e outros (12%).

O Brasil participa do mercado das Américas com 11,1% do total de eventos e ocupa o 3º lugar dos países em número de eventos, ficando atrás somente dos EUA e Canadá.

O evento é um ótimo veículo de promoção da região, decorrendo daí a responsabilidade de possuir uma oferta adequada. Lembramos também que o nível de desenvolvimento da região é uma condicionante da demanda.

No mercado de captação de eventos, a Importância estratégica evidencia-se quando a cidade candidata se posiciona na mente do público alvo, estimulando a percepção dos diferenciais do produto. Como exemplo temos a qualidade dos serviços de hotelaria, entretenimentos e lazer, da Infra-estrutura turística, do espaço de eventos, da tecnologia disponível, os atrativos turísticos e a qualidade dos serviços periféricos. Podemos citar como exemplo os serviços de taxi, locação de veículos, comércio, bares e restaurantes etc…

O objetivo principal é diferenciar, de forma proativa, a cidade e sua criação de serviços, comunicando ao público-alvo que são diferentes (estratégia de comunicação para captação). O posicionamento como estratégia permitirá a definição de um composto mercadológico capaz de mudar a posição real que a cidade ocupa na mente do público alvo, para a posição de como quer percebida, isto está diretamente relacionado com a estratégia de comunicação a ser desenvolvida para o processo de captação, que deverá conter todos os aspectos dos serviços (base e periféricos que estimulem a percepção dos diferenciais do produto pelo público- alvo. Como já citado, a diferenciação é um dos instrumentos mais importantes que a cidade candidata a sediar um evento tem para se posicionar.

2. ANÁLISE DE MERCADO

TAMANHO DO MERCADO

Goiânia não tem praia. Mas a estudante de medicina Márcia Alves Bittencourt, de Belo Horizonte (MG), não se queixa. Embora reclame do forte calor na capital nesses dias, pra ela o importante é a qualidade do congresso do qual está participando no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia. “Não estou em Goiânia a lazer e, sim, para participar de um congresso de medicina. Contudo, gostei da cidade, principalmente da vida noturna”, diz. Márcia Alves faz parte do chamado turista de negócios e eventos, festejado pelo taxista Severino Rodrigues da Silva. “Em dias normais, faço dez corridas diárias. Quando temos um congresso de grande porte, chego a fazer 15 corridas diárias”, conta. Como ele, também festejam empresários de diferentes segmentos, como restaurantes, hotéis, bares, agências de viagens, prestadoras de serviços, empresas de transportes, etc.

Um moderno centro de convenções, posição geográfica privilegiada, boa qualidade de vida por custo baixo, infra-estrutura hoteleira e completa oferta de serviços. São com essas vantagens que a capital goiana vem disputando, nos últimos cinco anos, com outras cidades do País, o negócio que mais cresce no Brasil: o Turismo de Negócios.

É um mercado valioso e que vem crescendo rápido. Em 1995, foram realizados no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia (CCCG) – local preferido pelas empresas organizadoras – 172 eventos, com a participação de 50 mil pessoas. No ano passado, foram 253 eventos com 782,1 mil participantes. Para o próximo ano, já estão confirmados 41 eventos, que deverão atrair 61,5 mil turistas de negócios com a disposição de injetar mais de R$ 65 milhões na capital. Nessa estimativa, não estão inclusos os gastos com a realização desses eventos – um congresso de 3,5 mil participantes custa entre R$ 800 mil a R$ 1 milhão – e os custos com transporte aéreo dos participantes”Existem dois tipos de turistas, o de negócios e o de lazer. Sem dúvida, o de negócios injeta mais recursos para a economia”, afirma o diretor da Agência Goiana de Turismo, Rodrigo Borges. Ela tem razão. Segundo a Empresa Brasileira de Turismo (EMBRATUR), um turista de lazer gasta em média de R$ 80,00 por dia. O de negócios e eventos desembolsa três vezes mais.

O turismo de negócios tem um grande potencial para Goiânia. Estamos ainda dando os primeiros passos nessa área, mas já conseguimos gerar resultados significativos”, afirma Heloiza Cavalcanti, Superintendente Executiva do Goiânia Convention & Visitors Bureau (GC&VB), fundação criada pela iniciativa privada HÁ 12 meses para atrair eventos de porte à capital goiana. Apenas os nove eventos captados pelo GC&VB para o próximo ano vão injetar R$ 26,7 milhões na economia goianiense.

Isso é apenas o começo. Apostando nesse negócio, começam a surgir em Goiânia vários investimentos privados, principalmente na construção de novos hotéis ou expansão na rede instalada. Estão sendo construídos mais quatro hotéis de médio e grande portes na capital. De acordo com o presidente da Associação Hoteleira em Goiás (ABIH-GO), Luciano de Castro Carneiro, a rede Hoteleira de Goiânia, tem capacidade de 8,2 mil leitos. Com os investimentos que estão sendo efetuados, aumentará para 10 mil leitos em 2002. Com isso, serão gerados mais 5,4 mil empregos diretos, elevando o total para 30 mil.

TENDÊNCIA

Quando se fala nas capitais brasileiras, se comete um pecado. Em um país voltado para o mar, constantemente se esquece de que em meio ao cerrado há uma capital com apenas 65 anos de fundação, com reputação de ecologicamente correta, e que, de forma discreta, começa a ganhar espaço como pólo das decisões e dos negócios em uma ampla região do Brasil: o Centro-Oeste.

A vastidão geográfica causa a impressão de vazio, porém nessa terra há grandes negócios por fazer e espaços a serem ocupados. As oportunidades estão tanto nas áreas agricultáveis, em fase de franca mecanização, quanto nos mercados urbanos, que possuem um potencial de fazer inveja: caso contrário do eixo Rio-São Paulo. Para acompanhar esse momento de Goiás, sua capital, Goiânia, procura desenvolver sua estrutura de serviços e lazer, enquanto no interior Anápolis, Caldas Novas, Goiás e Pirenópolis querem mostrar seu valor.

A posição quase central de Goiás no mapa do Brasil é um ponto mais que favorável: é estratégico. Para sul e leste estão os centros mais desenvolvidos e populosos, para norte e oeste está quase um Brasil inteiro para investir. Alguns números falam por si. Em Goiás, mais de 80 locais têm potencial para a construção de pequenas e médias usinas hidrelétricas, que no conjunto podem exportar energia para estados vizinhos; mais de 80% da área rural está eletrificada; e cerca de 50 municípios são donos de um diversificado potencial turístico, que inclui águas termais, cavernas, cachoeiras e cidades históricas. No cenário nacional, isso significa que a vez do cerrado está chegando.

CONCORRÊNCIA

A cidade concorrente de Goiânia na área de Turismo de Negócios é Caldas Novas.

Caldas Novas conta com uma rede hoteleira mais estruturada e com mais leitos e também está em andamento a construção de um Centro de Convenções. A cidade ainda conta com um forte referencial que é de cidade turística de renome nacional.

AVANÇOS NA ESTRUTURAÇÃO

Centro de Cultura e Convenções de Goiânia (Dona Gercina Borges Teixeira): O Centro de Cultura e Convenções de Goiânia é um dos melhores do Brasil. Seu projeto foi precedido de um criterioso estudo técnico e mercadológico dos outros já existentes. Isso permitiu incorporar com vantagens todos os pontos positivos, além de evitar os aspectos considerados falhos ou que já haviam se tornado obsoletos.
Teatro para 2.007 pessoas, com palco removível e oito cabines de tradução simultânea.
Auditório com 600 lugares, que pode ser transformado, de acordo com a necessidade, em dois de 300.
Área de 12 mil metros quadrados destinada a feiras e exposições. A parte coberta de dois pavilhões: um com 12 metros de altura, outro com 7 metros. Para as exposições de equipamentos pesados, como máquinas agrícolas e embarcações, foi reservada uma área externa de 1.377 metros quadrados.
Capacidade total para 247 estandes 4×4 metros, todos com instalação elétrica, telefônica e de informática. Destes, 96 têm também instalação hidráulica. Em caso de necessidade, poderá ser criado espaço para mais 300 estandes, com aproveitamento do primeiro subsolo.
Salas vip e de reuniões.
Salas de fax, telex e PABX.
Restaurante para 400 pessoas.
Espaço cultural destinado a exposições de arte, lançamentos literários, etc.
Sistema central de ar condicionado.
Monitoramento de todo o sistema hidráulico, elétrico e de comunicação do prédio por uma moderna central de controle.
Sistema de sonorização inteligente, tanto para a comunicação com o público quanto para a comunicação interna.
Antena parabólica que permite a captação de sinais internacionais.
Circuito interno de TV.
Sistema de segurança com profissionais treinados e modernamente equipados.
Posto telefônico.
Oficinas, depósitos e áreas de descarga.
Estacionamento interno com 1.060 vagas.
Eventos realizados no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia

Ano
Número de Eventos
Público Participante

1998
1999
2000* 262
253
182 688.294
782.138
546.931

*De Janeiro a Outubro de 2000

Goiânia conta ainda com alguns hotéis que estão se adequando ao Turismo de Negócios:

Adress West Side Hotel,
Castro’s Park Hotel,
Crystal Plaza Hotel,
Garden Hotel,
Hotel Chateaubriand e
Hotel Papillon.
PRODUTO

Goiânia a cidade que é um verdadeiro cartão-postal é jovem, moderna e dinâmica. Fundada em 1935 e inicialmente projetada para 40 mil habitantes. Depressa veio desencadear o extraordinário processo de expansão de sua área urbana, que superou e muito, as expectativas de seus idealizadores.

Apesar do enorme crescimento verificado desde sua fundação, diversas áreas verdes foram preservadas e implantadas com o carinho de um povo que se preocupa, efetivamente, com o meio ambiente e com sua qualidade de vida. Goiânia cresce e ocupa novos espaços, sem intimidar-se diante de desafios.

Goiânia possui excelente estrutura hoteleira que está se expandindo com a chegada de hotéis de redes nacionais e internacionais e inúmeros restaurantes, com cardápio internacional e regional nos quais os visitantes se desfrutará de pratos saborosos e de boa qualidade. A vida cultural manifesta-se através de intensa produção artística: peças teatrais, shows, danças, concertos, cinemas e exposições de artes plásticas podem ser apreciadas em diversos espaços culturais.

PÚBLICO-ALVO

O direcionamento da nossa campanha será os Conselhos Regionais, Faculdades, Consultorias de RH, Associações de Classe, Sindicatos e Instituições diretamente ligadas ao Turismo (SEBRAE/GO, SENAC, SENAI, AGETUR).

3. PROBLEMAS E OPORTUNIDADES

OPORTUNIDADES:

Centro de Convenções (Dona Gercina Borges Teixeira);
Centro de Cultura e Convenções de 13 mil metro quadrados;
Completa Oferta de prestação de serviços;
Posição geográfica privilegiada no País;
Alta qualidade de vida por custo acessível;
Abertura de faculdades de Turismo;
1.200 assentos por dia nos vôos aéreos.

PROBLEMAS:

Rede hoteleira (em expansão);
Falta de profissionais qualificados nas diversas áreas ligadas ao Turismo;
Descaso com a revitalização do Centro de Goiânia;
Forte concorrência com a cidade de Caldas Novas.

4. ATRAÇÕES TURÍSTICAS DE GOIÂNIA

Bosque dos Buritis
Feira da Lua
Mutirama
Parque Vaca Brava
Feira Hippie
Feira do Sol
Memorial do Cerrado
Museu Ornitológico
Parque Zoológico
Teatro Goiânia
Relógio das Flores
Praça Cívica
Catedral Metropolitana de Goiânia

5. POSICIONAMENTO

CONVENTION AND VISITORS BUREAU

É uma entidade que visatrazer para Goiânia alguns dos grandes eventos nacionais e internacionais. Para ser ter uma idéia do tamanho e importância do Convention Bureau, dele fazem parte a ABAV-GO, CDL, ACLEG, AGETUR, Secretaria Municipal de Turismo, UCG e Sindicato de Bares, Hotéis e Similares (Sindhorbs). O Convention Bureau, além de representar este trade e promover Goiânia, profissionalizará ainda mais a
captação e organização de eventos através de uma assessoria especializada.

O Goiânia Convention & Visitors Bureau está localizado no Centro de Cultura e Convenções Gercina Borges Teixeira. A entidade visa atender todas as instituições e empresas com intenções de realizar grandes eventos, para assim promover nossa cidade.

6. DISTRIBUIÇÃO E PROMOÇÃO

Através de Folders via Mala-Direta vamos fazer uma propaganda seletiva, flexível e personalizada.

7. ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO

PROPAGANDA

A propaganda é de extrema importância para a atividade mercadológica, pois através dela as empresas podem manter cooperação de seus intermediários, familiarizar seus clientes com o uso dos produtos fabricados, criar imagem de credibilidade, lançar novos produtos, estimular demanda, criar lealdade de marca, enfatizar características dos produtos, entre outros propósitos. Para perseguir os objetivos determinados pelo programa de marketing, muitos fatores são considerados: a disponibilidade de mídias e dos fundos reservados para a promoção, a natureza do mercado e do produto, os investimentos da concorrência, como também leis existentes e que regulam a atividade. Percebe-se, portanto diversidade de aspectos a serem considerados. Por esta razão é que muitas vezes um planejamento inicial poderá ser modificado como conseqüência de algumas destas considerações. É evidente que todas as estratégias e aspectos mencionados até aqui são dependentes de uma mídia disponível e que estejam dentro das características desejadas. A mídia é o veículo, o meio para transmissão da mensagem. São vários os tipos de mídia disponíveis:

ESTRATÉGIA DE MIDIA

A mídia proporciona várias alternativas de comunicação. Ela faz com que consumidores conheçam e se interessem pelos produtos elaborados e oferecidos pela empresa, e visam atingir o alvo certo no momento oportuno.

Deve-se trabalhar em cima de alternativas de mídia, que estejam de acordo com as possibilidades da empresa e que visam atingir os veículos de comunicação aos quais os clientes tenham acesso. Este fator é fundamental para obter-se os retornos desejados em termos de propaganda.

PROPAGANDA COM FOLDERS: Os folders serão elaborados com o objetivo de vender a cidade de Goiânia como referência no Turismo de Negócios, divulgando todo o potencial da cidade na área turística e de serviços diretamente ligados..

A HISTÓRIA DOS FILÓSOFOS

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HISTÓRIA DOS FILÓSOFOS E A QUESTÃO DA COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE UM DEUS E DA IMORTALIDADE DA ALMA.

Desde a antiguidade, uma das maiores preocupações da grande maioria dos filósofos foi a de tentar comprovar a existência de Deus e da imortalidade da alma, ou pelo menos tentar conciliar a idéia da existência de um Deus com a existência de todos os fenômenos naturais que nos circundam.

Neste tópico tentaremos contar a história e modo de pensar de alguns filósofos e correntes filosóficas, que acreditavam na existência de um ser superior a quem chamamos de Deus e, o que os levou a acreditar nessa existência e, apresentaremos também toda a problemática que envolve a crença na imortalidade da alma.

Platão ( 427-347 a.C.)

Platão foi discípulo do filósofo Sócrates e viveu em Atenas na Grécia. Ele fundou sua própria escola de filosofia nos arredores de Atenas, num bosque que levava o nome do legendário herói grego Academos, por isso a escola de filosofia de Platão recebeu o nome de Academia (desde então, centenas de milhares de academias foram fundadas no mundo inteiro. Até hoje empregamos as expressões “acadêmicos” e “disciplinas acadêmicas”).

Platão interessava-se pela relação entre aquilo que, de um lado, é eterno e imutável, e aquilo, que de outro, “flui”. Ou seja, ele se interessava tanto pelo que é eterno e imutável na natureza quanto o que é eterno e imutável na moral e na sociedade.

Platão achava que tudo o que podemos tocar e sentir na natureza “flui”. Não existe, portanto, um elemento básico que não se desintegre. Absolutamente tudo o que pertence ao mundo dos sentidos é feito de um material sujeito à corrosão do tempo. Ao mesmo tempo, tudo é formado de uma forma eterna e imutável. Exemplo: Por que todos os cavalos são iguais? Talvez achemos que não são iguais, mas existe algo que é comum a todos, algo que garante que jamais teremos problemas para reconhecer um cavalo. Naturalmente, o “exemplar” isolado do cavalo, este sim “flui”, passa. Ele envelhece e fica manco, depois adoece e morre. Mas a verdadeira “forma do cavalo” é eterna e imutável. Desta forma Platão chegou a seguinte conclusão: que “por cima” ou “por trás” de tudo o que vemos a nossa volta há um número limitado de formas. A estas formas Platão deu o nome de idéias. Por trás de todos os cavalos, de todos os homens existe a “idéia cavalo” e a “idéia homem”. Este filósofo acreditava numa realidade autônoma por trás do “mundo dos sentidos”, a esta realidade ele deu o nome “mundo das idéias”, nele estão as “imagens padrão”, imagens primordiais, eternas e imutáveis de tudo o que está na natureza.

Para Platão o homem é um ser dual. Temos um corpo que “flui” e que está indissoluvelmente ligado ao mundo dos sentidos, mas também possuímos uma alma imortal, que é a morada da razão. E justamente porque a alma não é material que ela pode ter acesso ao “mundo das idéias”. Para Platão a alma já existia antes de vir habitar o corpo. E ela existia no “mundo das idéias”. E é por isso que quando viemos ao mundo já temos uma vaga lembrança do que seja um cavalo, um porco, pois lembramos da “idéia cavalo” e “idéia porco” existente no mundo das idéias.

Aristóteles ( 384- 322 a.C.)

Aristóteles foi aluno da academia de Platão durante vinte anos. Ele não era de Atenas, era natural da Macedônia e veio para Academia quando Platão tinha sessenta e um anos. Seu pai era um médico de renome, um cientista da natureza portanto. Seu maior interesse era a natureza viva. Ele não foi apenas o último grande filósofo grego; foi também o primeiro grande biólogo da Europa.

Aristóteles achava que todas as nossas idéias e pensamentos tinham entrado na nossa consciência através do que víamos e ouvíamos. Mas nós também temos uma razão inata. Temos a capacidade inata de ordenar em diferentes grupos e classes todas as nossas impressões sensoriais. Para ele a nossa razão permanece totalmente vazia enquanto não percebemos nada. Uma pessoa, portanto, não possui “idéias” inatas.

Aristóteles colocou em ordem todas as coisas na natureza. Dividiu as coisas da natureza em dois grupos principais: as coisas animadas e as coisas inanimadas. Segundo ele as coisas progridem paulatinamente das coisas inanimadas para as criaturas vivas. Para ele na natureza não há divisões estanques, podemos perceber uma transição gradual de vegetais simples para vegetais mais complexos. Bem no alto dessa “escada” está o homem, que para este filósofo, vive a plenitude da natureza. Por isso o homem possui uma centelha da razão divina. Em algumas passagens Aristóteles explica que deve haver um Deus que colocou em marcha todos os movimentos da natureza. E, assim, Deus passa a assumir o cume absoluto na escada da natureza.

Para Aristóteles, os movimentos das estrelas e dos planetas comandavam os movimentos aqui na Terra. Mas devia haver alguma coisa que fazia os corpos celestes se movimentarem. Esta coisa Aristóteles chamava de “o primeiro impulsor” ou Deus. Este primeiro impulsor não se movimenta, mas é a causa primordial de todos os movimentos dos corpos celestes e, por consequência, dos movimentos na natureza.

Neoplatonismo

O Neoplatonismo foi uma corrente filosófica nascida num período de grande sincretismo religioso, chamado Helenismo, em que a cultura grega desempenhava um papel preponderante.

O neoplatônico mais importante foi Plotino ( 205 – 270 d.C.) que estudou filosofia em Alexandria e mais tarde mudou-se para Roma. É interessante notar que ele veio da Alexandria, a cidade que já havia alguns séculos era o grande ponto de encontro entre a filosofia grega e a mística oriental. Plotino trouxe para Roma uma doutrina de salvação que viria a se tornar séria concorrente do cristianismo vigente naquela época. Mas o neoplatonismo também viria a exercer uma forte influência sobre a teologia cristã.

Plotino via o mundo como algo distendido entre dois pólos. Numa extremidade estava a luz divina, que ele chamava de Uno, às vezes ele também chamava de Deus. Na outra extremidade reinavam trevas absolutas, que não eram banhadas pela luz do Uno. Mas Plotino achava que estas trevas de fato não tinham uma existência concreta. Para ele, elas nada mais eram do que a ausência de luz. Ou seja, as trevas não são.

De acordo com Plotino, portanto, a luz do Uno ilumina a alma, ao passo que a matéria são as trevas, que não possuem uma existência real. Mas as formas da natureza também possuem, segundo ele, um tênue reflexo do Uno. Imagine a realidade como sendo uma enorme fogueira. O que arde é Deus – e as trevas lá fora são a matéria fria, da qual são feitos os homens e animais. Junto a Deus estão as idéias eternas, que são as formas primordiais ( lembra-se de Platão?) de todas as criaturas. Sobretudo a alma humana é uma “centelha do fogo”. Mas por toda parte na natureza aparece um pouco desta luz divina. Podemos vê-la em todos os seres vivos. Mas o ponto mais próximo em que nos encontramos com Deus é dentro de nossa própria alma. Só lá é que podemos nos reunir com o grande mistério da vida. De fato, em alguns raros momentos podemos sentir que somos, nós mesmos, este mistério divino.

Em alguns poucos momentos de sua vida Plotino experimentou a sensação de fundir a sua alma com Deus. De modo geral, chamamos isso de experiência mística. Plotino não foi o único a viver tal experiência. Pessoas de todas as culturas, em todos os tempos têm relatado experiências semelhantes. Ainda que as descrições destas experiências sejam as mais diversas, esses relatos têm muitos e importantes pontos em comum.

Na mística ocidental – no judaísmo, no cristianismo e no islamismo – o místico afirma que seu encontro é com um Deus pessoal. Embora Deus esteja presente na natureza e na alma humana, ele também está muito além deste mundo.

Na mística oriental – no hinduísmo, no budismo e na religião chinesa – o que se afirma é que o místico experimenta uma fusão total com um Deus que é o “espírito cósmico”. O místico pode dizer “Eu sou o espírito cósmico”, ou então “Eu sou Deus”. Pois Deus não está apenas presente no mundo; ele não tem outro lugar para estar.

Os Semitas

Os primeiros semitas são originários da Península da Arábia, mas o círculo cultural semita também se expandiu para extensas e diferentes partes do mundo. Há mais de dois mil anos os judeus vivem bem longe da sua terra natal. As três religiões ocidentais – o judaísmo, o cristianismo e o islamismo têm o pano de fundo semita. Os semitas desde muito tempo, mesmo quando os indo-euroupeus acreditavam em muitos deuses, já acreditavam em um único Deus, eles eram monoteístas.

Outro traço comum semita é a sua visão linear da história: no passado Deus criou o mundo e com isto começou a história. Um dia porém, a história vai acabar, e isto vai acontecer no dia do Juízo Final, quando Deus julgará os vivos e os mortos.

“Um traço importante das três grandes religiões ocidentais é precisamente o papel da história. Acredita-se que Deus intervém na história, ou melhor, que a história existe para que Deus possa fazer valer a sua vontade no mundo. Assim como um dia Ele conduziu Abraão à Terra Prometida, do mesmo modo irá conduzir a vida dos homens através da história até o Juízo Final. E então todo mal será eliminado do mundo.”

Israel

Para os judeus tudo começou com a criação do mundo por Deus. Como isto aconteceu podemos ler na primeira página da Bíblia. Por volta de 1000 a.C., ouvimos falar de três grandes reis em Israel. O primeiro foi Saul, que foi seguido por Davi, que por sua vez, foi sucedido por Salomão.

Para resumir a história: o povo de Israel vivia feliz sob o reinado de Davi. Quando a situação ficou difícil para os israelitas, alguns profetas começaram a anunciar a vinda de um profeta da casa de Davi. Este “Messias” ou “Filho de Deus” viria para “redimir” o povo, restituir a Israel sua grandeza e fundar um “Reino de Deus”.

Jesus

No tempo de Jesus, muitas pessoas esperavam por um Messias que restaurasse o Reino de Deus sob o rufar dos tambores e o som das trombetas, as pessoas esperavam, portanto, por um general que proclamasse por um Reino de Deus. E então aparece Jesus trajando uma túnica, usando sandálias e diz que o Reino de Deus significa “Amar ao teu próximo como a ti mesmo”. Jesus soube usar de forma genial a língua de seu tempo e deu a conceitos e palavras-chaves antigos um novo sentido, extremamente ampliado. Não é de admirar porque ele tenha acabado na cruz. Ainda hoje vemos nações poderosas ameaçando desmoronar diante de exigências simples tais como a paz, amor, comida para os pobres e anistia para os inimigos do Estado.

Para o cristianismo Jesus foi o único homem justo que viveu.

Santo Agostinho (354 – 430 d.C.)

Para os filósofos da Idade Média, o fato do cristianismo significar a verdade era um dado praticamente irrefutável. A questão era saber se tínhamos que simplesmente acreditar na revelação cristã, ou se também podíamos nos aproximar das verdades cristãs com a ajuda da nossa razão. Havia uma contradição entre a Bíblia e a razão, ou será que a fé e o conhecimento podiam conviver em harmonia?

Santo Agostinho nasceu em Tagasta, no Norte da África, mas já aos dezesseis anos foi para Cartago para estudar. A vida deste homem resume sozinha a transição entre o final da Antiguidade e os primórdios da Idade Média. Mais tarde ele visitou Roma e Milão e passou os últimos anos de sua vida como bispo em Hipona, perto de Cartago. Ele não foi cristão durante toda sua vida: durante algum tempo ele foi maniqueu. Os maniqueus formavam uma seita típica do final da Antiguidade que professavam uma doutrina de salvação meio religiosa, meio filosófica.

Santo Agostinho foi muito influenciado em seu pensamento pelo neoplatismo, mas primeiro ele se converteu ao cristianismo. Ele se considerava cem por cento cristão, e não via muitas contradições entre o cristianismo e a filosofia. Ele mostrou que há limites para a razão, quando se trata de questões religiosas. O cristianismo também é um mistério divino, a que só podemos chegar através da fé. Se acreditarmos no cristianismo, porém, Deus irá “iluminar” nossa alma e então receberemos dEle uma espécie de saber que está além do natural.

Santo Agostinho explicava que Deus havia criado o mundo a partir do nada, e este é um ensinamento da Bíblia. Os gregos, por sua vez, tendiam para a visão segundo a qual o mundo sempre tinha existido. Para Agostinho, antes de Deus ter criado o mundo, as “idéias” já existiam dentro de sua cabeça. Ele atribuiu a Deus as idéias eternas e com isso salvou a concepção platônica das idéias eternas.

Agostinho explica que entre Deus e o mundo existe um abismo intransponível. Nesse sentido ele está firmemente enraizado em solo bíblico e refuta a doutrina de Plotino, para quem tudo é uma coisa só. Mas Agostinho também deixa claro que o homem é um ser espiritual. Ele pertence um corpo material, que pertence ao mundo físico e que sofre a corrosão do tempo e de outros agentes, mas também possui uma alma, capaz de reconhecer a Deus.

São Tomás de Aquino (1225 – 1274 d.C)

São Tomás de Aquino foi o maior e mais importante filósofo da Alta Idade Média. Ele era originário da pequena cidade de Aquino, entre Roma e Nápoles, mas também trabalhou como professor em Paris.

Este filósofo tentou conciliar a filosofia de Aristóteles com o cristianismo. Segundo ele não existia um paradoxo irreconciliável entre aquilo que nos diz a filosofia ou a razão, de um lado, e a revelação ou a fé cristã, de outro. Muito frequentemente, o cristianismo e a filosofia falam da mesma coisa. Isto quer dizer que podemos sondar com a razão as mesmas verdades que lemos na Bíblia. De acordo com São Tomás de Aquino, só pela fé e pela revelação cristã é que podemos chegar às puras “verdades de fé”, como por exemplo acreditar que Deus criou o mundo em seis dias. Segundo ele ainda havia uma série de “verdades naturais teológicas” ao lado dessas “verdades de fé”. Por “verdades naturais teológicas” ele se referia àquelas verdades a que podemos chegar tanto pela fé cristã quanto pela nossa própria razão natural, inata. Para ele, um exemplo desse tipo seria o fato de que existe um Deus. O primeiro passava pela revelação cristã e pela fé, o segundo pela razão e os sentidos. São Tomás de Aquino quer nos mostrar a existência de uma só verdade. A filosofia de Aristóteles também pressupunha a existência de um Deus, ou de uma causa primordial, que colocava em marcha todos os processos na natureza. Mas ela não descreve em detalhes este Deus. Neste particular, temos de nos ater ao que dizem a Bíblia e os ensinamentos de Jesus.

São Tomás de Aquino acreditava poder comprovar a existência de Deus com base na filosofia de Aristóteles. Ele dizia que “com a ajuda da razão, podemos reconhecer também que tudo precisa ter uma primeira causa. Para ele, Deus havia se revelado aos homens através da Bíblia e da razão. Existe, portanto, uma teologia revelada e uma teologia natural. O mesmo vale para o campo da moral. Podemos ler na Bíblia como devemos viver segundo a vontade de Deus. Mas Deus também nos dotou de uma consciência, que nos habilita a distinguir naturalmente o certo do errado. Assim, dois caminhos levam também à vida moral. Sabemos que não podemos ferir as outras pessoas, mesmo que não tenhamos lido na Bíblia que devemos tratar os outros da mesma forma que gostaríamos de ser tratados. Mas também neste particular os mandamentos da Bíblia são o guia mais seguro.

Thomas Hobbes

Viveu no século XVII na Inglaterra e dizia que todos os fenômenos – o que inclui homens e animais, portanto – se compunham exclusivamente de partículas materiais. Até mesmo a consciência, ou a alma, humana teria origem no movimento de minúsculas partículas cerebrais.

Baruch Spinoza ( 1632 – 1677)

Spinoza pertencia a comunidade judaica de Amsterdã, mas não levou muito tempo até que fosse excomungado por heresia. Ele chegou até sofrer uma tentativa de assassinato e tudo porque criticava a religião oficial. Ele achava que os dogmas rígidos e os rituais vazios eram as únicas coisas que ainda mantinham o cristianismo e o judaísmo vivos. Spinoza foi o primeiro a aplicar o que chamamos de interpretação “histórico-crítica” da Bíblia.

Spinoza contestava o fato de que cada palavra na Bíblia fosse inspirada por Deus. Ele dizia que quando lemos a Bíblia temos de Ter em mente a época em que ela foi escrita. Esta leitura crítica nos permite reconhecer uma série de contradições entre os diferentes livros e evangelhos. Sob a superfície do Novo Testamento encontramos Jesus, que poderíamos chamar de porta-voz de Deus. Pois bem, os próprios ensinamentos de Jesus já significavam uma libertação da rigidez do judaísmo. Jesus anunciou uma religião da razão , para qual o amor era o princípio maior. Nesse sentido, Spinoza está pensando tanto no amor a Deus quanto nos amor aos nossos semelhantes. Só que o cristianismo também acabou se enrijecendo, e rapidamente, em dogmas empedernidos e em rituais vazios.

Para este filósofo Deus não era alguém que criou o mundo um dia e desde então é uma entidade à parte de sua criação. Não, Deus é o mundo. Ele acredita que Deus é a natureza, mas quando emprega a palavra natureza não está pensando apenas na natureza material, física. Por substância, Deus ou natureza, ele entende tudo o que existe, inclusive o que se compõe de espírito.

John Locke (1632 – 1704)

Achava que quando empregamos a palavra “Deus”, “eternidade” ou “substância”, nossa razão está funcionando em ponto morto. Isto porque ninguém nunca vivenciou Deus, a eternidade ou aquilo que os filósofos chamam de substância. Por conseguinte, muitos estudiosos podem escrever tratados que, na verdade, não acrescentam nada de novo ao conhecimento. Uma filosofia baseada em tal reflexão, por mais refinada que seja, pode impressionar , mas no fundo não passa de mera fantasia. Para ele a idéia de que Deus existe nasce da própria razão humana.

Locke foi um filósofo inglês da época do Iluminismo e era adepto do empirismo Inglês.

David Hume (1711- 1776)

Hume cresceu nas proximidades da Emdiburgo, na Escócia, e sua família queria muito que ele fosse jurista. Hume não era cristão, mas também não era ateu convicto. Ele era agnóstico. E le só aceitava como verdade aquilo que podia experimentar atravésdos sentidos.

Imannuel Kant

Kant nega o saber intuitivo da inteligência e por isso deve negar que se possa demonstrar a existência de Deus: limitado o homem a sua cosmicidade, ele é feito prisioneiro do conhecimento racional e privado de Deus, que não é problema da razão, se antes não foi problema da inteligência. Assim fica destruída qualquer possibilidade de demonstrar Deus porque foram destruídas as “idéias”. Em síntese, Kant nega a onticidade da “idéia” e o saber intuitivo: a experiência sensível é limite da forma à priori e por isso, o limite do homem é sua impossibilidade de transcender a experiência, isto é: o “cosmos”, a “ciência”. Segundo Kant a estrutura do pensamento, sua preformação é tal que tem seu objeto adequado no mundo físico, enquanto a experiência fenomênica se ajusta às formas: o pensamento está ordenado ao mundo, que é sua finalidade. Isto nega implicitamente a participação do Ser e torna filosoficamente inutilizável o conceito de criação. Kant deriva seu criticismo de Locke, de Hume e da bárbarie filosófica do Iluminismo, do qual é o maior representante.

A HISTÓRIA DO RÁDIO

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Introdução

O objetivo desse trabalho foi traçar uma linha na história do Radio, não só no Brasil, mas no mundo, desde o seu surgimento, até os dias de hoje.

Na pesquisa sobre o tema, me deparei com milhares de textos, um com mais conteúdo que o outro, mas todos sempre valorizando a importância que o rádio teve e tem para a nossa sociedade.

Nessa pesquisa tentei mostrar as fases do rádios e sua diferentes aplicações, como o radioteatro, a radionovela, e as influencias que essas características, tão peculiares a esse veículo, deu não só para os artistas, mas para o meio em geral.

A História do Rádio

O rádio entre os meios de comunicação de massa pode ser considerado o mais popular e o de maior alcance do público, não só no Brasil, mas no mundo. Um exemplo que ilustra muito, bem essa afirmação, foram os serviços prestados pela rádio inglesa BBC, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Ela manteve os aliados informados sobre as batalhas contra o Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e monopolizou a voz do mundo livre com transmissões para países inválidos pelos alemães.

Esse destaque é dado ao rádio basicamente por dois fatores: a capacidade que o homem tem em ouvir a mensagem sonora e a falada simultaneamente e não ter de interromper as suas atividades e se dedicar exclusivamente à audição e, à descoberta do transmissor.

A História dos meios de comunicação está estreitamente ligada à efervescência industrial experimentada no século XIX e que foi provocada pela Revolução Industrial (aproximadamente 1750-1850). As necessidades humanas levaram o homem do campo, que tradicionalmente sobrevivia da agricultura para as cidades. O sistema de transporte se aperfeiçoou e a locomotiva tornou-se realidade. Para tornar seguro e eficiente o tráfego de trens nas grandes aglomerações humanas que se formavam, os Ingleses inventaram o telégrafo eletrônico, em 1837, Samuel F.B. Morse foi quem desenvolveu o equipamento e, em 1844, instalou a primeira linha operacional de telégrafo nos EUA, ligando cidades de Washington e Baltimore.

Com a evolução tecnológica, a comunicação à distância se tornou realidade. Em 1866 os cabos submarinos atravessaram o Oceano Atlântico ligando os Estados Unidos à Europa. A troca de informações tornou-se bem mais eficaz e rápida, sendo que os maiores beneficiários foram às empresas jornalísticas da época. As agências de informações começam a se estruturar e surge a inglesa a Reuters e a norte-americana Associated Press. O telefone foi descoberto por Alexander Graham Bell, que o patenteia em 1876.

Há mais de cem anos, o físico alemão Heinrich Hertz mostrou existirem as ondas do rádio, foi em 1887. Ele verificou que essas ondas viajavam com a mesma velocidade da luz: trezentos mil quilômetros por segundo. Em reconhecimento ao seu trabalho – o nome de Hertz, foi adotado para significar a freqüência das ondas de rádio. O símbolo tornou-se Hz e representa a medida de um ciclo por segundo.

Em 1895, apareceu Guglielmo Marconi. Assistindo, um dia,na cidade de Bolonha, na Itália, a repetição da experiência de Hertz, veio-lhe a genial idéia de transmitir sinais através do éter.Utilizando o dispositivo do físico alemão, entregou-se pacientemente ao estudo das “ondas hertzianas”.Dois anos mais tarde, ele descobriu o princípio de funcionamento da antena.Estava resolvido um grande problema: guiar bem ondas através do espaço. É na Itália, com Guglielmo Marconi que a comunicação pelo rádio vai ser definitivamente descoberta.Estimulado pelos escritos de Hertz e com equipamento similares, dedicação absoluta, com o dinheiro da família, Marconi produziu o primeiro aparelho de rádio da história.

Os anos de ouro do rádio americano coincidem com a época de recessão (1929-1937) e a Segunda Guerra Mundial (1938-1945). Mas o sucesso inicial impulsionava as pesquisas e as descobertas de novos e mais eficientes equipamento que visavam atender à crescente industrialização da área e as novas demandas de entretenimento que meio trouxe consigo. O veículo propiciava aos ouvintes também escapar da realidade e da objetividade das tristes notícias daquele período, que revelavam um mundo de radicais e contínuas transformações.

A primeira imagem de TV nos EUA acontece em 1929, com o gato Félix, transmitido com 60 linhas de definição. Em 1939, estas linhas aumentam para 441, na primeira demonstração ao vivo, feita em Nova York para 200 receptores. A declaração da política para a televisão é feita em 1941. Os relógios Bulova são o primeiro comercial veiculado na NBC, em 11/07/41, a um custo de 4 dólares.

O aparecimento da televisão está ligado ao trabalho de dois engenheiros: Philo T. Farnsworth, que descobriu o sistema de varredura de imagens, patenteando em 1939 pela RCA por um milhão de dólares, e Vladimir Zworynkin, que descobriu o icnoscópio.

Após a Segunda Guerra Mundial, duas novidades alavancam o desenvolvimento da televisão: o tubo de imagem orticon: e a AT&T instala cabo cabos axiais, criando as redes. A primeira ligação foi feita entre Nova York e Washington, em 1946. O sistema de cores é mostrado pela primeira vez na CBS em 1946. Em 1948, aumenta de 17 para 48 estações, instaladas de para 23 cidades. Em janeiro de 1947, a abertura do Congresso norte americano é transmitido para 12 canais. Entre os anos de 1948-1952, a venda de aparelhos de televisão salta de 250 mil para 117 milhões de unidades. Em 1951 surgem as redes, com aparelhos de TV em 60% das residências americanas.

As grades fixas de programação surgem em 1948, quando muitos programas de rádio foram transferidos para a televisão. No final deste ano, já havia 19 programas, sendo transmitidos por 04 redes: NBC, CBS, DuMonte ABC.

Em 1956, surge o videoteipe, facilitando e barateando a produção na TV. Em 62, começa a corrida espacial, é lançado o primeiro satélite iniciam-se as transmissões ao vivo.

O rádio é um meio de comunicação baseada na difusão de informações sonora por meio de ondas eletromagnéticas (hertzianas) em diversas freqüências.

As ondas de rádio compõem-se de oscilações rápidas dos campos magnéticos e elétricos. A taxa de oscilações é chamada de freqüência da onda, medida em hertz (Hz). Um hertz eqüivale a uma oscilação por segundo e um quilohertz (kHz) corresponde a 1.000 hertz. Cada faixa de freqüência é utilizada para transmitir tipos distintos de informação:

As ondas longas (30 a 300 kHz) podem atingir cerca de 1.000 km. Elas são utilizadas, por exemplo, para transmitir dados meteorológicos a embarcações.
Programas transmitidos por canais de média freqüência, ou ondas médias (300 a 3.000 kHz), podem percorrer algumas centenas de quilômetros. Muitas estações de rádio utilizam essas faixas.
As ondas curtas (3.000 a 30.000 kHz) podem alcançar grandes distâncias. Elas circundam o planeta, refletidas entre a ionosfera (uma camada da atmosfera) e a superfície da Terra. Estações de rádio internacionais e radioamadores utilizam essas faixas.
As ondas de VHF (very high frequency) movem-se em linha reta e por isso não podem propagar-se além do horizonte. A polícia, o corpo de bombeiros e as estações de rádio locais usam as ondas VHF (30.000 a 300.000 kHz).
Os satélites de comunicação captam e retransmitem programas de rádio usando ondas de altíssima freqüência (mais de três bilhões de Hz).
Além da radiodifusão, as ondas eletromagnéticas também são usadas nas transmissões de telefones, de televisão, de radar, nos sistemas de navegação e nas telecomunicações.

Início da Radiodifusão

Samuel Morse (1791-1872) inventou em 1837, um código composto de sinais sonoros. As primeiras transmissões de rádio foram realizadas nesse código. A partir da descoberta das ondas de Rádio e da invenção da antena para recebê-las, Guglielmo Marconi conseguiu emitir sinais e captá-los a centenas de metros, criando o telégrafo sem fios (1896).

O aproveitamento das ondas eletromagnéticas para a propagação de informação sonora acontece no início do século XX, graças à invenção da válvula radioelétrica (tríodo), criada em 1906, nos EUA, por Lee De Forest. A válvula tríodo permite a ampliação dos sinais elétricos, viabilizando a audição de sons complexos transmitidos por ondas hertzianas. No Natal de 1906, a radiodifusão é inaugurada no mundo: De Forest e Reginald Aubrey Fessenden transmitem, nos EUA, números de canto e solos de violino. Outras transmissões pioneiras são realizadas nos anos seguintes.

É comum nos filmes de guerra destacarem a importância do rádio para manter o contato entre a patrulha avançada e o quartel-general. Instalado em qualquer veículo ou levado às costas, o rádio é um aparelho portátil que funciona em altas freqüências e inclui o que há de mais moderno e sofisticado no campo das telecomunicações.

As emissoras de rádio desenvolvem-se de fato após a 1ª Guerra Mundial. Durante o conflito, a transmissão de ondas eletromagnéticas fica sob o controle do governo dos países em guerra. Esse atraso na implantação da radiodifusão para o grande público, no entanto, é compensado pelos avanços feitos no período, que facilitam o crescimento das estações de rádio no pós-guerra.

Em apenas uma década, a radiodifusão espalha-se por todo o mundo. Em 1919 é criada a primeira empresa norte-americana de telecomunicações, a Radio Corporation of America (RCA), seguida da National Broadcasting Company (NBC), em 1926, e da Columbia Broadcasting System (CBS), em 1927. Na Europa, são implantadas várias empresas de grande porte, entre as quais a italiana Radiotelevisione Italiana (RAI), em 1924; a inglesa British Broadcasting Corporation (BBC), em 1927; e a francesa Radio France Internationale ( RFI ), em 1931. O número de receptores também aumenta drasticamente: nos EUA, por exemplo, os aparelhos de rádio sobem de 50 mil, em 1922, para mais de quatro milhões, em 1925.

Rádio no Brasil

O Brasil possui 2.826 emissoras comerciais de rádio licenciadas, segundo dados de 1997 do Ministério das Comunicações. A Região Sudeste tem o maior número de emissoras (1.051) – 526 só no estado de São Paulo -, seguida das regiões Sul (760), Nordeste (611), Centro-Oeste (245) e Norte (159).

A primeira emissão radiofônica brasileira acontece em 7 de setembro de 1922, nas comemorações do centenário da independência. A Westinghouse Eletric International Co. instala no alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, uma estação de 500 watts, inaugurada com discurso do presidente Epitácio Pessoa. Seguem-se emissões de música lírica e conferências, captadas nos 80 aparelhos de rádio dispersos pela cidade. No fim das festividades, a rádio sai do ar, e outra transmissão só acontece no ano seguinte com a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada pelo antropólogo Roquette Pinto e por Henry Morize, diretos do Observatório Nacional. A emissora, com programas educativos e culturais influencia várias rádios amadoras que aparecem no país na década de 20, como a Rádio Clube Paranaense, em Curitiba. Todas nascem como clubes ou sociedades e, como a legislação proibia a publicidade, são sustentadas pelos associados.

O rádio comercial desponta a partir da legalização da publicidade, no início da década 30. Com o crescimento da indústria e do comércio, o número de propagandas aumenta e o rádio transforma-se em um negócio lucrativo. Surgem os anúncios cantados, os jingles, que revolucionam a propaganda radiofônica. Na década de 30 são criadas várias rádios, entre elas a Rádio Record, de São Paulo (1931), a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro (1936) – a primeira grande emissora do país -, e a Rádio Tupi (1937), de São Paulo.

Nessa época, a rádio vai abandonando seu perfil educativo e elitista para firma-se como um meio popular de comunicação. A linguagem torna-se mais direta e de fácil entendimento. A programação diversifica e é mais bem organizada, atraindo o grande público. Nos anos 30 e 40 aparecem os programas de música popular, que lançam ídolos como Carmem Miranda e Orlando da Silva. Surgem também os programas de humor, de auditório – que contam com a participação do público -, e as novelas. A primeira delas é Em Busca da Felicidade (1941), da Rádio Nacional. A mesma rádio lança o Repórter Esso (1941), que inaugura o radiojornalismo brasileiro. As técnicas introduzidas por ele – frases curtas e objetivas, agilidade, instantaneidade e seleção cuidadosa de notícias – são usadas ate hoje na maioria dos jornais falados.

Com a popularização da televisão, no final da década de 50, o apogeu do rádio chega ao fim e as emissoras são obrigadas a redefinir seus objetivos. Nessa reestruturação passam a dar mais espaço ao radiojornalismo e aos serviços à comunidade. A primeira rádio a divulgar notícias durante toda a programação é a Bandeirantes, de São Paulo, inaugurada em 1954. A partir de 1968 surgem as emissoras de freqüência modulada (FM). A maioria delas apresenta programas musicais, como a Rádio Cidade (1977), líder de audiência na década de 80. A primeira rádio FM só de notícias é a CBN, criada em 1996.

O primeiro transmissor de ondas de rádio no Brasil que se tem notícia, foi instalado no ano de 1913 por Paul Forman Godley, um dos fundadores da Adams-Morgan/Paragon, na região amazônica, a pedido do governo brasileiro. A primeira transmissão de rádio realizada oficialmente no Brasil ocorreu no dia 7 de setembro de 1922, durante a inauguração da Exposição do Centenário da Independência na Esplanada do Castelo onde o público ouviu o pronunciamento do Presidente da República, Epitácio Pessoa, a ópera “O Guarani”, de Carlos Gomes, transmitida diretamente do Teatro Municipal, além de conferências e diversas atrações. Muitas pessoas ficaram impressionadas, pensando que se tratava de algo sobrenatural.

Desde 1922 as experiências com rádio-clubes vinham sendo realizadas, entretanto, foi somente em 1923, que Roquette Pinto inaugurou a primeira emissora de rádio AM, a Rádio Sociedade. No ano seguinte, foi inaugurada a Rádio Clube do Brasil, marcando o início da expansão.

A década de 30 marcou o apogeu do rádio como veículo de comunicação de massa, refletindo as mudanças pelas quais o país passava. O crescimento da economia nacional atraia investimentos estrangeiros, que encontravam no Brasil um mercado promissor. A indústria elétrica, aliada à indústria fonográfica, proporcionaram um grande impulso à expansão radiofônica.

O rádio trouxe inovações técnicas e modificou hábitos, transformando-se na maior atração cultural do país. Desde 1932 a Rádio Philips investia no programa Casé, que representou uma revolução na forma de apresentar programas de rádio. Foi Adhemar Casé, juntamente com Nássara, que criou os primeiros jingles publicitários. As empresas multinacionais foram as primeiras a utilizar o rádio na publicidade. Os programas de auditório e as rádio-novelas tinham o patrocínio de marcas com Philips, Gessy e Bayer. Na política, o rádio também exerceu enorme influência: a propaganda eleitoral, os pronunciamentos do presidente e a Hora do Brasil faziam parte da programação e alcançavam milhares de ouvintes/eleitores. A partir de 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o rádio se transformou num importante veículo para difundir fatos diários e notícias do front. Surgia o radiojornalismo, sendo o Repórter Esso um marco dessa época.

A Rádio Nacional, inaugurada em 1936, marcou a radiofonia no Brasil. Em seus quadros, brilhavam os talentos de Iberê Gomes Grosso, Luciano Perrone, Almirante, Radamés Gnattali e Dorival Caymmi.

O norte americano Edwin Howard Armstrong era um amante da música e se sentia insatisfeito com a qualidade das rádios AM. As ondas desse tipo de rádio se propagam para lugares distantes, mas estão sujeitas a interferências. Por isso, em 1912, Armstrong produziu o primeiro transmissor de freqüência modulada, inventando a rádio em FM.

As primeiras transmissões confirmaram que ela exibia uma fidelidade muito melhor, porém com menor alcance. As grandes redes americanas reagiram, temerosas de que a FM fosse uma ameaça. Depois de uma demorada briga na Justiça e com suas patentes ameaçadas, Armstrong se suicidou em 1954. A FM estabeleceu-se no mercado radiofônico quase três décadas depois.

O rádio foi um dos instrumentos de propaganda do governo; ao lado, as “Rainhas do Rádio”: Emilinha Borba e, à esquerda, Ângela Maria, em 1954.

Radioteatro

O veículo rádio tem um largo potencial para converter as idéias, palavras e ações em “imagens auditivas” na mente do ouvinte, mediante o emprego das técnicas de radioteatralização / radiodramatização.

E isto não apenas para a produção de radionovelas e peças de radioteatro, mas também “spots” publicitários, vinhetas, chamadas, programas educativos e até programas noticiosos, entre outros.

É claro que ao percorrermos os quase 80 anos de estória da radiofonia no Brasil, vamos encontrar o uso das técnicas de radiodramatização concentrado na chamada “Fase de Ouro” do rádio nacional, nas décadas de 40 e 50. Então, essas técnicas eram aplicadas principalmente na produção de grandes radionovelas. E naquela sua forma original, as radionovelas tinham a estrita finalidade de entretenimento.

Com o surgimento da televisão, as radionovelas, aos poucos, foram desaparecendo das ondas do rádio. Mas, isoladamente e numa quantidade e qualidade tão reduzidas à ponte de passarem quase despercebidas, as técnicas de radioteatralização continuaram a ser utilizadas em inovadoras maneiras de fazer rádio. Por isso, é possível dizer que estas técnicas não servem apenas para produzir radionovelas e peças de radioteatro, como também para a confecção de qualquer outro formato radiofônico.

Afinal, é através da radioteatralização /radiodramatização que encontramos espaços para utilizarmos todos os recursos do veículo e explorarmos todas as suas características.

Destacamos, a seguir, as principais destas características que são consideradas vantagens na comunicação com o ouvinte:

O uso de uma única linguagem – a sonora – e o fato de o rádio trabalhar, no caso do ouvinte, com um único sentido – a audição. Cabe ressaltar que uma das grandes vantagens do rádio, decisiva na atribuição do seu potencial de meio de comunicação de massa mais popular e de maior abrangência, é justamente este fato. Isto o torna o único meio de massa que dispensa totalmente a necessidade de o público saber ler para que a comunicação com ele realmente se complete. A televisão também poderia lançar mão deste potencial, mas usa legendas, principalmente para identificação de entrevistados, o que obriga o telespectador a ser alfabetizado para conseguir decodificar integralmente a mensagem.

A mobilidade: uma característica que o rádio possui tanto do ponto de vista do emissor quanto do receptor. Pelo lado do emissor, o rádio pode estar presente, com grande facilidade, no local dos acontecimentos, tendo, também, condição de transmitir as informações com enorme rapidez. Em comparação com a televisão, por exemplo, é menos complexo tecnicamente. Pelo lado do receptor, a mobilidade é uma das principais características porque, pela facilidade de ter tamanho reduzido ,e massa em termos geográficos, pois consegue transmitir para todos os pontos, inclusive os mais remotos. Tem alcance nacional, mundial, levando sua mensagem a qualquer parte do mundo. E ao mesmo tempo, tem a possibilidade de ser regional, já que funciona sem grande complexidade tecnológica, permitindo a fácil instalação de emissoras locais.

O rádio também conta com a vantagem do baixo custo. Um aparelho receptor de rádio pode custar bem pouco em comparação, por exemplo, com uma televisão ou com o jornal diário. Sua aquisição, portanto, está ao alcance de uma parcela maior da população.

A característica da sensorialidade igualmente confere ao rádio uma especificidade vantajosa na comunicação. O rádio consegue, principalmente através da empatia, envolver o ouvinte com muita facilidade. Também faz com que ele crie uma espécie de “diálogo mental” com o emissor. O rádio não tem, por exemplo, o recurso da imagem que a televisão dispõe para, no caso Por isso, é possível dizer que, no rádio, o limite da capacidade de provocar a imaginação do ouvinte só existe, mesmo, na mente de quem produz a comunicação radiofônica.

Entre as características do rádio que não podem ser classificadas como vantagens, mas também são definidoras das possibilidades para sua técnica de produção e sua linguagem, estão: a velocidade da emissão da mensagem, o cansaço e a distração do receptor e, ainda, a sua ausência.

A velocidade da mensagem ou a instantaneidade faz com que a comunicação precise ser recebida no momento em que é transmitida. Portanto, o ouvinte necessita estar exposto ao meio de comunicação que, por contato, não há diálogo direto, não é possível saber como os receptores reagem às mensagens, pelo menos no momento em que são transmitidas e com exceção do chamado rádio interativo. Por isso, diz-se que o ouvinte está ausente.

Os elementos e recursos da linguagem do rádio

A linguagem do Rádio tem suas bases em quatro elementos: a palavra, a música, os efeitos sonoros e o silêncio. Estes elementos podem ser utilizados em qualquer comunicação radiofônica, independente do seu tempo de duração, seu formato, tipo de texto ou seu conteúdo. A escolha de quais e quantos destes elementos vão integrar a comunicação radiofônica – e também o momento em que devem aparecer – depende, exclusivamente, do resultado que se pretende. Para se fazer um Rádio de qualidade, tanto informativo, quanto de entretenimento, serviço…, é preciso passar ao ouvinte uma mensagem clara. O ouvinte deve entender, captar. Então, a escolha dos elementos se dá justamente em cima deste objetivo: fazer-se entender pelo ouvinte.

Assim ocorre em qualquer comunicação radiofônica, e com a radioteatralização nada é diferente. Na verdade, com a radioteatralização se vai ainda mais adiante, pois o radioteatro é o formato que, tradicionalmente, mais tem explorado todos os elementos e recursos da linguagem radiofônica, além das características que lhe são adequadas. Mas não adianta produzir através de um uso indiscriminado e sem critérios destes elementos. É preciso saber equilibrar, equalizar, pra usar um termo bem radiofônico. E o equilíbrio só consegue quem conhece profundamente todas as características do veículo, suas funções, objetivos, os elementos e os recursos da sua linguagem.

Roteiro de Radioteatro: do Argumento à Pós-Produção

As radionovelas, peças de radioteatro ou outro formato radiofônico que utilize a radiodramatização começam na concepção de um argumento com uma criação original ou com uma adaptação. Nesta primeira fase, também se faz uma sinopse com a estruturação dos personagens através de perfis detalhados, definição dos cenários/locais onde vão se desenvolver as ações. E somente após esta fase é que se passa ara a redação do roteiro.

A redação do roteiro é feita dentro das normas técnicas aplicadas a qualquer espécie de redação radiofônica. O essencial é que se utilize a linguagem clara, objetiva e coloquial do rádio para a construção dos diálogos ou qualquer tipo de fala. Quanto aos personagens, deve-se levar em conta que a expressão integral se dá praticamente apenas pelo que dizem, a forma como dizem e o ambiente (sonoro) onde dizem. Ou seja, pelos diálogos e climas de sonoplastia que caracterizem os personagens é que se consegue passar para o ouvinte o caráter, a personalidade, o tipo físico e o perfil psicológico deles. Os cenários – que no rádio não são vistos e, sim, sentidos/ouvidos – são transmitidos aos ouvintes também através de falas (narrações ou explicações de personagens), mas principalmente pelos efeitos sonoros e músicas.

O ritmo, através da duração das cenas, da troca de ambientes e dos próprios diálogos, também é um dos principais recursos para provocar o ouvinte a criar a sua “imagem auditiva” e compreender a mensagem. Não se deve esquecer que o roteiro precisa prever ainda a abertura e o encerramento da peça de radioteatro ou radionovela.

Cronologia

1892 – Primeiras experiências de radiodifusão no Brasil. Pe. Roberto Landell de Moura, transmitiu e recebeu a palavra humana através do espaço.

1894 – Aos 20 anos de idade, Guglielmo Marconi montou um aparelho na fazenda de seu pai. Com este aparelho, enviou e recebeu sinais através de ondas elétricas.

1894 – A experiência de Landell de Moura foi repetida na Capital de São Paulo. A demonstração foi feita do alto da avenida Paulista para o alto de Santana, numa distância aproximada de oito quilômetros em linha reta.

1895 – Guglielmo Marconi construiu um sistema prático de telegrafia sem fio.

1896 – Marconi patenteou seu telégrafo na Inglaterra. Um aparelho que permitia a transmissão de mensagens telegráficas a distância, sem a utilização de fios.

1900 – O governo brasileiro concedeu ao Pe. Roberto Landell de Moura, a patente de número 3.279 para “um aparelho apropriado à transmissão da palavra a distância, com ou sem fios, através do espaço, da terra e da água”.

1901 – Marconi realizou a primeira transmissão transatlântica sem fio de sinais telegráficos, no dia 12 de outubro.

1906 – Primeira transmissão radiofônica do mundo é feita nos Estados Unidos.

1908 – Lee de Forest realizou do alto da torre Eiffel uma emissão ouvida nos postos militares da região e até por um técnico em Marselha. Um ano depois, a voz do tenor Enrico Caruso era transmitida do Metropolitan Opera House.

1916 – Inauguração do jornalismo falado, nos EUA, com os boletins da eleição presidencial vencida por Woodrow Wilson.

1919 – Inauguração da primeira emissora popular de rádio em Roterdã, na Holanda.

– Criação da empresa americana de telecomunicações Radio Corporation of America (RCA).

1922 – Surgiu no dia 2 de novembro, a primeira emissora de rádio comercial do mundo, a WEAF de Nova Iorque, pertencente a Telephone and Telegraph Company.

– Primeira transmissão radiofônica no Brasil, no Rio de Janeiro.

1923 – Primeira transmissão em cadeia envolvendo a WEAF, de Nova Iorque e a WNAC, de Boston.

– A emissora KDKA, de Pittsburg (EUA), transmite para Londres o primeiro programa a atravessar o oceano, em ondas curtas.

– Fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

– Fundação de radioamadores como a Rádio Clube Paranaense, em Curitiba, a Rádio Clube de Pernambuco, em Recife, a Rádio Sociedade Rio-Grandense, a Rádio Clube do Maranhão, a Rádio Sociedade Educadora Paulista e a Rádio Clube de Ribeirão Preto.

1924 – Fundação da emissora estatal italiana Radiotelevisione Italiana.

1925 – Fundação da União Internacional de Radiodifusão, encarregada de distribuir as faixas de freqüência entre os diversos países.

1926 – Fundação da rede americana The National Broadcasting Company (NBC).

1927 – A British Broadcasting Company transforma-se na estatal inglesa British Broadcasting Corporation (BBC).

– Fundação da rede americana The Columbia Broadcasting System (CBS).

1931 – Fundação da emissora estatal francesa Radio France Internationale (RFI).

– Comprimindo um botão, em Roma, Marconi ligou a iluminação da estátua do Cristo Redentor, momumento localizado no alto do Corcovado, no Rio de Janeiro.

– Inauguração da Rádio Record, de São Paulo.

– A dupla Manezinho e Quintanilha inicia os programas humorísticos na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

1932 – A Liga das Nações inicia transmissões em ondas curtas em inglês, francês e espanhol.

– Waldo de Abreu cria os primeiros anúncios improvisados no Esplêndido Programa, na Rádio Clube do Brasil do Rio de Janeiro.

1934 – Inauguração da Rádio Mayrink Veiga.

1935 – Inauguração da Rádio Jornal do Brasil.

– Instituição do programa oficial do governo Vargas, A Voz do Brasil.

– A Rádio Kosmos(Rádio América), de São Paulo, cria o primeiro programa de auditório, que permite transmissões com a participação do público.

– Aparecem as primeiras cantoras de samba: Linda Batista e Araci de Almeida.

1936 – Inauguração da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, a primeira grande emissora brasileira, líder de audiência durante duas décadas.

1937 – Assis Chateaubriand inaugura a Rádio Tupi, de São Paulo.

– A cantora Linda Batista é eleita a Rainha do Rádio.

1938 – Orson Welles causa pânico nos Estados Unidos ao irradiar em formato jornalístico uma radionovela sobre a descida de marcianos na Terra.

– A BBC começa a veicular programas em espanhol e português para América Latina.

1940 – Ary Barroso compõe jingles para os remédios Urodonal e Fandorine, cantados por Orlando Silva e Silvio Caldas.

1941 – A Rádio Nacional lança o Repórter Esso, primeiro radiojornal brasileiro.

– Em Busca da Felicidade, primeira novela radiofônica, vai ao ar pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

1942 – Inauguração da emissora do governo americano A Voz da América.

1944 – Inauguração da Rádio Globo, do Rio de Janeiro.

1947 – Fundada a primeira rádio do sul de Santa Catarina, na cidade de Tubarão por Edgar Lemos, Antônio Nuemberg, João Orlandi Correa, Edgar Cunha e Antônio Dácio Farias, Sociedade Rádio Tubá Ltda.

1954 – Inauguração da Rádio Bandeirantes, de São Paulo, primeira a divulgar notícias durante toda a programação.

1958 – Inauguração da Rádio Eldorado, de São Paulo.

1961 – Fundada em Santa Catarina, na cidade de Tubarão, pelo ex-senador Evelásio Vieira, a Rádio Tabajara AM.

1964 – Surgem, na Inglaterra, as primeiras rádios livres.

1965 – Criação da Wins, primeira rádio americana de notícias 24 horas.

1968 – Fim do Repórter Esso, primeiro programa jornalístico do rádio.

– Surgimento das emissoras FM (Freqüência Modulada).

1972 – Fim do monopólio do rádio pela BBC na Inglaterra.

1977 – Grupo ecológico cria a primeira rádio livre da França, a Verde.

– Inauguração da Rádio Cidade FM, no Rio de Janeiro, líder de audiência na década de 80.

1987 – Criação da estatal France Info, única emissora francesa com 24 horas de notícias.

1990 – A Rádio Bandeirantes forma a primeira rede nacional de rádio via satélite.

– Fundada em Santa Catarina, na cidade de Capivari de Baixo, por Epitácio Bitencourt Neto, Jacopo Teixeira Tasso, Lucio Faust e Pedro Bitencourt, a Rádio 102 FM.

1991 – O Sistema Globo de Rádio inaugura a CBN AM, emissora só de notícias.

1995 – Início da campanha pelo fim da obrigatoriedade de transmissão do programa oficial A Voz do Brasil.

– A Igreja Católica forma a Igreja-Sat, maior rede de rádio do país.

1996 – Legalizada a rádio pirata inglesa Kiss FM, uma das mais importantes da Inglaterra.

1996 – Lançamento da CBN FM, primeira rádio FM só de notícias.

– Governo brasileiro envia ao Congresso projeto de lei que regulamenta o funcionamento das rádios piratas.

1998 – Inauguração da primeira rádio digital universitária do Brasil, WEB Rádio Unisul.

Conclusão

Com o trabalho finalizado, podemos notar a importância que o meio Rádio teve na nossa sociedade, e no trajeto evolutivo da comunicação.

Não tive nenhum tipo de problema para pesquisar sobre o assunto, se tratando de um tema tão valorizado e tão explorado em forma de estudos e teses.

Bibliografia

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Enciclopédia Ilustrada da Folha

COMENTÁRIOS

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Nelson Rodrigues

O ex-covarde – Crítica à política, aos jovens e ao combate armado. Gostei muito da frase: “não trapaceio comigo, nem com os outros. Para ter coragem, sofri muito”.

O Hélio e o anti-Hélio – Nelson Rodrigues dá pinceladas de ficção e realidade, elas se misturam perfeitamente. Em todas as amizades existe o pró e o contra, mas o autor se irrita com o lado contra do amigo Hélio.

Os assassinados – Crítica à política de esquerda. Inicia falando da morte do irmão que o marcou muito e em apenas um parágrafo conta sobre o assassinato de um padre em Olinda. O autor se mostra saudosista e melancólico.

Os idiotas confessos – Os valores mudaram, os idiotas tomaram o poder. Crítica sobre um político que falou mal da igreja para imprensa. “Quadrúpede de 28 patas”.

Admirável defunto – fala um pouco sobre o “defunto vocacional” e logo conta sobre uma entrevista imaginária com um “jovem canalha”, aquele que tem “a razão da idade”.

Os centauros – O autor faz um relato sobre o festival da canção o qual assistiu pela TV em 1968 quando Caetano Veloso foi vaiado pela platéia e respondeu à altura. Nelson Rodrigues desaprova a juventude e o jovem rebelde.

O teatro dos loucos – é uma forma diferente de divulgar sua peça onde ele mesmo vai atuar. Apresenta o elenco e no fim divulga hora, local e data.

A asma ética – Comenta com humor que amigo Otto Lara Resende, creio que um dos seus personagens favoritos, tem asma ética e que ele só vai se curar quando acabar os crimes e a impunidade. Aproveita e explica o porquê a peça Bonitinha, mas ordinária tem o subtítulo Otto Lara Resende. Foi apenas uma homenagem para o amigo Otto.

O cachorro do Otto – Mais uma crônica sobre o amigo Otto. Conta agora que o cachorro do amigo Otto era muito bravo, mas quando sentiu medo se fingiu de gato e até miou. Qualquer coincidência com o povo brasileiro pode ser mera semelhança. Comenta ainda sobre o jogo Brasil X Uruguai de 1959, quando o Brasil não se fez de gato, não abaixou a cabeça e caiu na pancadaria. Ganhou o jogo e a briga.

Bandeiras caídas – Começa falando do teatro e das derrotas de um amigo e logo se vira para o futebol, ou melhor, para Garrincha e seu passa que custava 300 mil e para Arnaldo Nogueira que defendeu outra bandeira caída: a entrega do passe de Garrincha de graça.

A inteligente e a elegante: Comenta uma entrevista que a amiga Clarisse Lispector fez com Teresa de Souza Campos, onde a entrevistadora provocava e acuava a entrevistada. Nelson Rodrigues saiu em defesa da entrevistada.

De Otto a Brechet – Outra crônica sobre o amigo Otto. Mostra a amizade, o carinho e a consideração que tem pelo amigo. Poucos homens fariam isso. Um desabafo sobre a falta que o amigo faz.

COMO CONTROLAR O MEDO DE FALAR EM PÚBLICO

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Como Falar Corretamente e Sem inibições: Como Controlar o Medo de Falar em Público

Reinaldo Polito, considerado um dos maiores especialistas em expressão verbal, formado em ciências econômicas e administração de empresas pela Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo e pós-graduado em Comunicação Social na Cásper Líbero, Polito já ministrou treinamento para diversos executivos. Em seu curso de expressão verbal, ele forma, anualmente, mais de 1,2 mil alunos.

Em seu livro, Reinaldo explica o quanto é importante saber se comunicar, citando que todos os profissionais precisam saber falar e se expressar corretamente.

O leitor aprenderá como controlar o medo de falar em público, falar de improviso, conquistar ouvintes hostis e indiferentes, preparar e fazer palestras, evitar o branco, ordenar o raciocínio, ampliar o vocabulário, melhorar a voz, corrigir a postura e a gesticulação, fazer saudações e despedidas, apresentar oradores, usar o microfone, participar de reuniões e desenvolver todos os aspectos da boa comunicação.

Reinaldo relata sobre como o medo pode prejudicar a comunicação, deixando-o até decrescente de suas próprias qualidades. Em outras palavras ele destaca que de nada adiantara alguém aprender todas as técnicas da boa expressão verbal: voz, vocabulário, postura; se continuar pensando que ainda se expressa mal.

O autor da oito recomendações para controlar o medo de falar em público, a primeira é: quando o medo aparecer, encare-o, segundo: controle seu nervosismo, terceiro: tenha uma atitude correta, quarta: antes de pensar como saiba o que falar, quinta: não pinte o diabo mais feio do que é, sexto: não adquira vícios, sétima: chame sua voz com a respiração e oitava; a pratica irá proporciona-lhe o reflexo. Em todos eles, o autor ajuda a melhorar sua comunicação, dicas para se expressar com facilidade.

A linguagem de como falar corretamente e sem inibições é clara, simples e didática. Cada capítulo é uma verdadeira aula que traz passo a passo todas as técnicas para tornar-se um comunicador excepcional. Reinaldo Polito produziu um texto coerente de grande força argumentativa.

Direcionada mais especificamente a religiosos, políticos e advogados, no entanto o livro não se restringe a esses profissionais, a leitura é recomendada a todos profissionais no mercado de trabalho.

POLITO, Reinaldo.Como Falar Corretamente e sem inibições: Como controlar o medo de falar em público. 103ª ed. São Paulo: Saraiva, 2003.p. 32 a 44.

COMO CONSTRUIR UMA MARCA

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O que é uma marca?

A habilidade mais diferenciadora dos profissionais de marketing é a sua habilidade de criar, manter, proteger e enriquecer marcas. Define-se uma marca da seguinte forma:

Marca é um nome, designação, sinal, símbolo ou combinação dos mesmos, que tem o propósito de identificar bens ou serviços de um vendedor ou grupos de vendedores e de diferenciá-los de concorrentes.

Assim, uma marca identifica o vendedor ou fabricante. A marca registrada é protegida por lei que garante direito exclusivo de o proprietário perpetuar seu uso. Isto é diferente de outros ativos como patentes e copyrights que têm datas de vencimento.

Essencialmente, uma marca representa a promessa do vendedor entregar, consistentemente, um conjunto específico de características, benefícios e serviços aos consumidores. As melhores marcas trazem uma garantia de qualidade. Porém, uma marca é um símbolo ainda mais complexo, ela pode conduzir seis níveis de significados:

Atributos: A princípio, uma marca traz à mente certos atributos. Assim, Mercedes sugere preço alto, qualidade de construção, boa engenharia, durabilidade, elevado prestígio, alto valor de revenda, velocidade, etc. A empresa pode usar um ou mais atributos para divulgar o carro.

Benefícios: A marca é mais do que um conjunto de atributos. Os consumidores não compram atributos; compram benefícios. Os atributos precisam ser transformados em benefícios funcionais e/ou emocionais. O atributo durabilidade pode ser transformado em benefício funcional. O atributo preço elevado pode ser traduzido em benefício emocional. O atributo qualidade de construção pode ser transformado em benefício funcional e emocional.

Valores: A marca também transmite algo sobre os valores do fabricante, Assim, a marca Mercedes representa alto desempenho, segurança, prestígio e etc. A empresa deve descobrir grupos de compradores de carros que procuram estes valores.

Cultura: Adicionalmente, a marca Mercedes representa a cultura alemã: organizada, eficiente e de alta qualidade.

Personalidade: A marca pode também projetar certa personalidade. Às vezes, a marca pode assumir a personalidade de uma pessoa ou porta-voz bem conhecido.

Usuário: A marca sugere o tipo de consumidor que compra o produto. Os usuários serão aqueles que se relacionam com os valores, cultura e personalidade do produto.

Tudo isso sugere que a marca é um símbolo complexo. Se uma empresa trata uma marca apenas como um nome, comete a falha de não lhe dar destaque. O desafio de definição de marca é desenvolver um conjunto profundo de significados da mesma. Quando a audiência pode visualizar as seis dimensões de uma marca, denominamo-la marca profunda; caso contrário, trata-se de uma marca superficial.

Dados os seis níveis de significados de uma marca, as empresas devem decidir em qual nível ancorar profundamente a identidade de suas marcas. A empresa cometeria um erro se promovesse apenas os atributos de uma marca. Primeiro, o comprador está mais interessado nos benefícios da marca e menos em seus atributos. Segundo, os concorrentes podem facilmente copiar os atributos. Terceiro, aos atributos atuais podem facilmente ser desvalorizados depois, prejudicando a marca que estiver relacionada aos atributos específicos.

Promover a marca em um ou mais de seus benefícios, pode ser arriscado, pois suponhamos que os compradores de carro comecem a dar menos importância a alto-desempenho, em comparação a outros benefícios. A Mercedes precisaria ter a liberdade de movimentar-se para um novo posicionamento de benefício.

Os significados mais consistentes de uma marca são seus valores, cultura e personalidade. Eles definem a essência da marca

Desenvolvimento da proposta de valor:

Todo sinal que se destina a distinguir um produto industrial, mercadoria ou serviço, seja nome ou sinal gráfico, ou misto de nome, letras e desenho pode ser registrado como marca. Assim, é marca o nome em forma puramente verbal, um desenho, ou uma combinação de ambos, caracterizando-se como marca pela sua destinação ou função.

O desenvolvimento de uma marca envolve muitos passos, sendo primeiramente o aspecto financeiro. Aonde certas empresas precisam se limitar e decidir aonde irão empregar a marca, sem se basear somente a uma coisa ou poderá reduzir a possibilidade de ser boa em outra coisa.

Estratégia da esteira:

A estratégia da esteira consiste no uso de um produto velho para introduzir um novo. O limite da variedade de formas de por essa estratégia em uso é a imaginação do construtor. Pode ser oferecido um cupom de amostra grátis do novo produto a compradores do velho produto, por exemplo.

O construtor pode vestir o novo produto com características do antigo em vez de simplesmente colocá-lo atrás da esteira. Essa estratégia poderá ser defensável da perspectiva do sendo comum, sendo um grande recurso promocional para substituir um produto antigo pelo novo, servindo assim de uma porta de entrada para o novo.

Sabe-se que o construtor pode corre um risco com este posicionamento, devido os produtos concorrentes poderem tentar ocupar aquele espaço.

Posicionamento amplo:

A maioria das empresas por não possuírem dinheiro para arcar com tudo, devem construir uma estratégia de posicionamento que requer um sistema gerencial diferente das demais.

Entretanto alguns críticos contradizem isso, afirmando que algumas empresas conseguiram ser melhores tanto na diferenciação de produtos quanto em baixos custos.

Treacy e Wiersema, grandes consultores, propõem que um negócio deva seguir quatro regras básicas do sucesso:

tornar-se o melhor em umas das três disciplinas de valor,
alcançar um nível adequado de desempenho nas outras disciplinas,
continuar investindo na melhoria de sua posição na disciplina escolhida, de maneira a não perder a liderança para um concorrente.
continuar a esforçar-se para se tornar mais adequado nas outras disciplinas, uma vez que a concorrência está sempre elevando as expectativas do cliente quanto ao que considera adequado.
As empresas devem ter em mente que não as basta terem um posicionamento amplo, elas devem se aprofundar nisto, apresentando ao mercado benefícios, qualidades levando a uma razão concreta para a efetuação da compra feita pelo consumidor. O cliente sempre vai procurar no produto referências positivas, desempenho, qualidade, durabilidade, segurança, conforto, melhor valor pelo preço pago, menor preço, maior prestígio, facilidade de uso,…

Certas empresas praticam até mesmo o posicionamento triplo, como algumas pastas de dente no, mercado com tripla ação sobre os dentes (proteção anticárie, melhor hálito e dentes mais brancos).

Procurando se estabilizar perante um posicionamento específico, as empresas devem estar posicionadas com um certo atributo, sendo que não obterá neste estágio benefício algum.

Outro ponto importante seria o posicionamento ligado ao benefício, onde o produto promete determinado benefício alegando assim ser melhor que a concorrência.

O produto é posicionado com o intuito de ser o melhor para determinada utilidade, levando em consideração o grupo-alvo de usuários.

Perante a concorrência, o produto precisa manter um posicionamento diferente, ou melhor, que o do concorrente, descrevendo-se como líder na categoria.O preço é um ponto diferenciador também, onde o produto deverá ser posicionado em um determinado nível de qualidade de preço para o consumidor. Que mesmo que compre certo produto por um preço alto em relação à concorrência, terá um produto de valor grande e durabilidade maior nas mãos.

Existe logicamente, erros que podem ocorrer dentro das empresas, mas para que isso seja evitado as empresas não devem: apresentar uma razão principal forte para se comprar sua marca, adotar um posicionamento tão restrito e específico que alguns clientes potenciais podem não dar atenção à marca, alegar dois ou mais benefícios a que poucos contradizem, alegar um benefício a que poucos clientes potenciais dão valor e alegar um benefício que as pessoas duvidem que a empresa de fato possa oferecer.

Valor da marca:

No mercado sempre existirão produtos com um alto preço para cobrir seus custos mais elevados, são os conhecidos artigos de luxo. Estes produtos são os melhores em qualidade, mão-de-obra, durabilidade, desempenho ou estilo. Além de disso envolve um sentimento de maioridade ao consumidor possuir determinado produto, em geral o preço excede a real diferença de qualidade inerente ao produto.

Desenvolvimento de valor:

Cada empresa deve ressaltar os benefícios perante o produto respondendo ao desejo do consumidor pelo preço pago pelo produto. Esta oferta total da marca envolve a avaliação do cliente em potencial sobre o custo total de aquisição, uso, armazenamento e descarte do produto no final de sua vida útil.

O preço de compra representa apenas um dos custos, os demais se baseiam no esforço físico, tempo e desgaste psíquico. Após essa análise, o cliente examina a diferença entre a oferta total e o custo total da oferta de cada fornecedor que ele estiver considerando, levando em consideração logicamente que o cliente fará a escolha do fornecedor que oferecer a melhor proposta total do valor.

Portanto o trabalho executado por uma empresa para encontrar um posicionamento de valor e uma proposta total de valor, permiti uma oferta total superior à oferta da concorrência.

Construção da marca:

A arte do marketing é a de desenvolver marcas. Algo que não tenha marca será provavelmente considerado uma commodity, produto ou simplesmente um serviço genérico.

Primeiramente deve ser escolhido um nome para a marca e, depois vários significados e promessas devem ser incorporados por meio de um trabalho de identificação da marca.

E preciso enfatizar que o nome da marca deve estar coerente com o posicionamento de valor da marca.

Ao nomear um produto ou serviço, a empresa encontra-se com diversas possibilidades, podendo escolher nome de uma pessoa, um nome associado a um local, a um atributo, a um estilo de vida ou até mesmo poderá inventar um nome.

Existem determinadas qualidades que devem ser encontradas em uma marca, sendo elas: deverá sugerir algo a respeito dos benefícios do produto, deverá sugerir qualidades do produto com ação ou efeito, deverá ser fácil de pronunciar, reconhecer e lembrar; nome curto deverá ser singular e não deverá ter conotações pejorativas em outros idiomas ou países.

Associações positivas:

As marcas mais conhecidas geram associações, eis uma relação de elementos e idéias que as pessoas podem associar ao McDonald´s:

Arcos amarelos – Crianças – Qualidade
Big Mac – Divertimento – Refeição alegre
Ronald Mcdonald – Consciência – Bom preço
Altas Calorias – Desperdício de papel – Caridade
Neste caso existem ambas as associações positivas e negativas. A positiva está direcionada a divertimento, qualidade, refeição alegre e o bom preço, e a negativa está direcionadas altas calorias e o desperdício de papel.

Estes pontos negativos devem ser combatidos com uma mudança no uso excessivo de papel para embrulhar os sanduíches e um possível lançamento de novos sanduíches com calorias mais baixas.

Construindo associações positivas para a marca, o construtor deve levar em consideração dimensões que fortificaram sua marca;

Atributos: as marcas devem ressaltar determinadas lembranças de atributo na mente do comprador.
Benefícios: devem ser sugeridos os benefícios que o comprador terá ao consumir determinado produto.
Valor da empresa: marcas fortes devem enfatizar valores prezados pela empresa.
Personalidade: a marca deve demonstrar certas características de personalidade.
Usuários: a marca deve sugerir o tipo determinado de pessoa que compram a marca.
Uma marca sempre será forte, se estiver ativa na mente do consumidor, levando em consideração, suas qualidades, benefícios, valores, personalidades.

Construção da identidade da marca:

Existem ferramentas para a construção da imagem da marca.Elas fazem com que a imagem da mesma, seja transmitida positivamente.Normalmente as marcas fortes possuem uma idéia principal, um slogan, uma cor, um logotipo e uma série de histórias associadas a uma determinada entidade.

Idéia principal:

As marcas quando são anunciadas a um mercado-alvo, deve transmitir a mente das pessoas uma idéia, preferencialmente favorável.

Slogan:

A criação de um slogan é uma tarefa que inicialmente parece simples, porém é um trabalho que faz com seja exigido uma compreensão e aceitação do

consumidor. Por isso a mensagem deve ser escrita de uma forma simples e fácil de ser compreendida, provocando assim um “efeito hipnótico” no consumidor que terá fácil assimilação assim do slogan com a marca levando a reconhece-la com maior facilidade.

Cores:

O uso de uma combinação constante de cores ajuda no reconhecimento da marca.

Logotipos e símbolos:

As maiorias das empresas contratam um porta-voz conhecido, com o intuito de que suas qualidades sejam transmitidas para a empresa. Logicamente isso exige um certo custo, que normalmente os preços são altíssimos para a contratação.

Uma abordagem menos dispendiosa é construir um personagem, animado ou estático, fazendo com que a marca fique guardada na mente do consumidor.

A empresa poderá também escolher um objeto para representar a marca e desenvolver logotipos, ou desenhos abstratos que se tornem familiares às pessoas.

Uma série de histórias:

Algumas marcas são associadas a histórias que, quando favorável e interessantes, trazem benefícios à empresa ou a marca. Essas histórias podem ser relacionadas aos(s) fundador (es) e a luta para criar a empresa. Um grande papel na história do Henry Ford na fundação de sua empresa, que existe até hoje espalhada por diversos países.

Uma marca implica um relacionamento entre um produto e o cliente. Ela deve conter um conjunto de qualidades e serviço que o cliente pode esperar. A fidelidade à marca se desenvolve pelo atendimento as expectativas do cliente ou, melhor ainda, pela sua superação, ao deixar o cliente encantado.

Eficácia de uma marca:

Pode-se dizer hoje em dia que as grandes marcas, por meio das maiores empresas que montaram e lançaram, devem ter duas qualidades excepcionais: vitalidade e estatura.

Uma marca possui vitalidade quando se diferencia das demais marcas na mente dos consumidores, sendo a diferenciação relevante para as necessidades do consumidor.

A marca tem estatura quando suscita alto preço e alta familiaridade e seu mercado-alvo. Pode-se dizer que uma marca que tenha alta familiaridade, porém baixo apreço é problemático.As qualidades ou aspectos da marca precisam ser melhorados antes de serem anunciados. Muita propaganda pode levar a marca à falência por baixo preço.

Ao contrário disto, as marcas fortes com alto preço e baixa familiaridade são candidatas ideais para uma forte campanha publicitária.

A maior parte do trabalho dos gerentes da marca se baseia na construção da imagem da marca, sendo que seu trabalho não finaliza neste ponto. É necessário, que o mesmo assegure-se, de que a experiência com a marca se identifique com a imagem da marca.

A construção da marca exige mais do que apenas a construção da imagem da marca. Ela requer o gerenciamento de todo contato com a marca que o cliente possa ter.Uma vez que todos os funcionários, distribuidores e revendedores da

empresa possam afetar a marca, o obstáculo será gerenciar a qualidade de todos os contatos que a marca possa obter.

Protegendo legalmente a marca e a identidade o produto:

Existe proteção legal para usar um elemento identificador exclusivo de seu produto, de uma linha de produtos e até mesmo da sua empresa inteira ou de uma de suas divisões ou unidades.

Essa proteção pode se aplicar a marcas. Nos EUA, é estabelecido e protegido seus direitos de uso exclusivo de qualquer marca comercial única quando usa essa marca.

É preciso registrá-la no Departamento de Marcas e Patentes dos EUA, contatando qualquer escritório de advocacia na área de “propriedade intelectual”.

Mas registrar a marca não é nem de longe tão importante quanto usar a marca. Em outros países o uso e o registro são importantes também, mas às vezes a ênfase é invertido, sem registro, o uso não oferece proteção alguma.

Por isso é extremamente importante que cada empresa fique ciente e verifique com as autoridades locais de cada país onde pretenda usar uma marca comercial.

Decisões de marca:

No desenvolvimento de uma estratégia de marketing para produtos individuais, o vendedor tem que enfrentar a decisão de marca.

Marca é um assunto importante da estratégia de produto, o desenvolvimento de uma marca para um produto exige um investimento em longo prazo, principalmente em propaganda, promoções e embalagens. Seria mais fácil para os fabricantes transferirem a outros a tarefa de determinação de marca.

Mesmo quando as empresas não podem fabricar os produtos em seus países, as marcas continuam comandando a lealdade dos consumidores.

Uma das decisão enfrentada pela empresa é se ela deve desenvolver uma marca para o seu produto. No passado, a maioria dos produtos não possuía marca. Fabricantes e intermediários vendiam seus bens a granel em barris, caixotes de madeira e caixas, sem qualquer identificação do fornecedor. Os primeiros registros históricos do uso de marca datam da Idade Média, quando artesãos criavam marcas para identificar seus produtos e proteger a si próprios e a seus consumidores contra produtos de qualidade inferior.

Hoje, a marca é uma força tão poderosa que é difícil algo não a possui. O sal é vendido em embalagens que identificam os fabricantes, laranjas são seladas com o nome do agricultor e componente automobilísticos, estão sendo vendidos cada vez mais com marcas intensamente anunciadas.

Em alguns casos, tem havido um retorno para a eliminação de marca de certos bens de consumo de primeira necessidade e produtos farmacêuticos. Oferecem qualidade padrão ou inferior e preço que pode ser de 20% a 40% inferior às marcas anunciadas nacionalmente, e de 10% a 20% inferior às marcas de varejistas. O preço menor é possível pela qualidade inferior dos ingredientes, custos de embalagem e rotulagem menores e propaganda mínima. Os produtos genéricos das indústrias de alimentos, bens para o lar e produtos farmacêuticos apresentam grande desafio para as marcas de preço e para as mais fracas.

As marcas nacionais têm enfrentado os genéricos de várias maneiras.

Prova-se que a fixação de marca oferece à empresa várias vantagens.

Primeiro, a marca torna mais fácil para o vendedor processar pedidos e detectar problemas. Além disso, torna-se mais fácil rastrear um pedido extraviado ou determinar por que o produto não chegou da maneira correta.

Segundo, a marca da empresa e a marca registrada proporcionam proteção legal para as características exclusivas do produto, que, caso contrario, seriam copiadas por concorrentes.

Terceiro, a marca fornece a empresa à oportunidade de atrair um grupo de consumidores leais e lucrativos. A lealdade de marca possibilita aos vendedores alguma proteção da concorrência e maior controle no planejamento de seus programas de marketing.

Quarto, a marca ajuda a empresa a segmentar mercados.

Quinto, as boas marcas ajudam a construir a imagem corporativa. Ao levar o nome da empresa, elas ajudam a divulgar a qualidade e dimensão.

Há evidencias que os distribuidores desejam as marcas dos fabricantes como meio de facilitar o manuseio do produto. Os consumidores desejam os nomes das marca para ajuda-los a identificar as diferenças de qualidade e a comprar mais eficiente.

Conceito e Mensuração do valor Patrimonial de uma marca:

As marcas variam em termos de poder e valor que possuem no mercado, Em um extremo, estão as marcas desconhecidas pela qual maioria dos compradores, Assim, há aquelas para as quais os compradores devotam alto grau de consciência de marca, que a maioria dos consumidores não resistiria em comprá-las. Há marcas que desfrutam de algum grau de preferência de marca. Finalmente há marcas que comandam alto grau de lealdade de marca.

Dizemos que uma marca possui alto valor patrimonial, quando maior a lealdade, consciência de marca, qualidade percebida forte associações e outros ativos como patentes marcas registradas e relacionamento de canais. O principal ponto é que uma marca representa um ativo, à medida que ela pode ser vendida ou comprada por um preço. Certas empresas estão baseando seu crescimento na aquisição do valor patrimonial de uma marca fornece inúmeras vantagens competitivas para a empresa. Ela desfrutará custos de marketing menores em função do acentuado nível de consciência e de lealdade de marca do consumidor.

A empresa pode cobrar um preço maior do que seus concorrentes porque a marca possui maior percepção de qualidade. Pode lançar extensões da marca com maior facilidade em função da alta qualidade que esta representa.

Com um ativo, a marca precisa ser cuidadosamente administrada para não depreciar seu valor patrimonial. Isto requer manter ou melhorar a consciência da marca, sua qualidade e funcionalidade percebidas, suas associações positivas e assim por diante. Algumas empresas recomendam aos “gerentes de patrimônio de marca” que protegem a imagem, associações e qualidades das marcas e evitem ações táticas em curto prazo que possam prejudicá-las. Elas devem evitar gerentes de marca que promovem intensamente a marca para gerar lucro em curto prazo, sacrificando seu valor patrimonial em longo prazo.

As empresas líderes não acreditam que as marcas bem administradas p0recisam estar sujeitas a um ciclo de vida de marca.

Alguns analistas vêem as marcas como prolongadoras dos produtos específicos de uma empresa e de suas instalações. Acreditam que as marcas representam o ativo permanente de uma empresa. Todavia, qualquer marca poderosa representa, realmente, um conjunto de consumidores leais. Consequentemente, o ativo fundamental que permeia o patrimônio representado por uma marca é o valor patrimonial dos consumidores. Isto sugere que o foco apropriado do planejamento de marketing deve considerar o valor de duração da lealdade dos consumidores, com a administração da marca servindo como principal ferramenta de marketing.

Decisões da responsabilidade de marca:

Um fabricante tem várias opções a respeito da responsabilidade de marca. O produto pode ser lançado com uma marca de fabricante, marca de distribuidor ou uma marca licenciada. O fabricante pode lançar alguns produtos sob sua marca própria e outro com a marca de um distribuidor.

Embora as marcas de fabricantes tendam a dominar, grandes varejistas e atacadistas vem desenvolvendo suas próprias marcas. Crescente número de lojas de departamentos, supermercados e redes de farmácias trabalham com a marca de loja. Quando vendem as marcas próprias, é obrigado a encomendar grandes volumes, investigar capital em estoque e a gastar dinheiro para promovê-las. Precisam estar prevenidos para a possibilidade de algum produto com sua marca privada são ser aceito pelos consumidores, que podem desenvolver uma atitude negativa em relação a outros produtos com a mesma marca.

Apesar dessas desvantagens potenciais, os intermediários desenvolvem marcas privadas porque elas podem ser rendáveis. Ela pode também estar em condições de desenvolver marcas de loja fortes que possam aumentar o tráfego de consumidores em suas loja.

A concorrência entre marcas de fabricantes e de intermediários é denominada batalha da marcas privadas. Neste confronto, os intermediários levam muitas vantagens. O espaço de prateleira é escasso e muitos supermercados cobram uma taxa como condição de aceitação de uma marca, presumivelmente para cobrir o custo de inclusão na lista de produtos e estocagem. Elas também cobram separadamente por um display especial e pelo espaço de propaganda no interior das lojas. Geralmente, as marcas de loja são vendidas a preços menores do que as de outros fornecedores, atraindo os compradores preocupados com preço, principalmente em épocas de inflação ou recessão.

Como resultado o antigo domínio das marcas de fabricantes está enfraquecendo.

Aos fabricantes de marcas nacionais está muito frustrado com o crescente poder dos varejistas.

Anos atrás, os consumidores viam as marcas em uma categoria organizada como uma escala de marcas, com sua marca favorita no topo e as marcas remanescentes em ordem descendente de preferência. Agora há sinais crescentes que esta escada está desaparecendo e sendo substituída por uma percepção do consumidor da paridade de marcas, isto é, que muitas marcas são equivalentes.

Este enfraquecimento da proeminência de marcas é devido a muitos fatores. Os consumidores, fortemente pressionados a gastar com mais sabedoria, estão mais sensíveis à qualidade, preço e valor. Estão percebendo mais a equivalência de qualidade à medida que os fabricantes concorrentes, bem como as redes varejistas nacionais, copiam e reproduzem as qualidades das melhores marcas. A proliferação de cupons e de preços especiais está treinando uma geração de consumidores a comprar baseada em preço. O fluxo incessante de extensões de marcas e de linhas de produtos tem obscurecido a identidade de marca e a muita confusão de produtos. As marcas de lojas estão melhorando em qualidade e a crescente confiança que os consumidores estão depositando nas redes de lojas está apresentando forte desafio para as marcas de fabricantes.

A reação dos fabricantes de marcas nacionais é gastar quantias substanciais de dinheiro em propaganda e promoção dirigida aos consumidores para manter forte preferência de marca. Ao mesmo tempo os distribuidores de produtos em massa exercem considerável pressão sobre esses fabricantes para que destinem parte da verba proporciona em concessões ao comércio, se desejarem espaço de prateleira adequado.

Para manter seu poder vis-à-vis ao comercio, as empresas de marcas líderes precisam aplicar as seguintes estratégias. Devem investir em pesquisa e desenvolvimento para criar novas marcas, características e melhoria contínua de qualidade. Deve sustentar um forte programa de propaganda para manter o conhecimento e a persistência da marca e encontrar maneiras de associar-se com grandes distribuidores em massa para encontrar economia de escala logística e estratégias competitivas que melhorem seu desempenho conjunto.

Decisões de nome para a marca:

Os fabricantes que colocam marcas em seus produtos enfrentam várias escolhas. Para isto, quatro estratégias de marca são usadas:

Marca individual;
Marca global para todos os produtos;
Marcas separadas por família de produtos;
Marca da empresa combinada com a marca do produto.
Uma grande vantagem é que a empresa não vincula sua reputação à aceitação do produto. A estratégia de marca individual permite à empresa procurar o melhor nome para cada novo produto. Uma nova marca permite a formação de novo estímulo e convicção.

A utilização de uma marca global para todos os produtos tem suas vantagens. O custo de desenvolvimento é menor porque não há necessidade de pesquisa de marca ou de elevados gastos em propaganda para criar reconhecimento da marca do fabricante.

Quando a empresa fabrica produtos muito diferentes não é desejável usar uma marca global.

Finalmente, alguns fabricantes vinculam a marca da empresa com a maca individual distingue o novo produto.

Assim que uma empresa decide sobre sua estratégia de marca, passa a enfrentar a tarefa de escolher um nome para a mesma.Entre as qualidades desejáveis para uma marca estão as seguintes:

Ela deve sugerir algo a respeito dos benefícios do produto;
Deve sugerir qualidades do produto, como ação ou cor;
Deve ser fácil de pronunciar, de ser reconhecida e lembrada;
Deve ser inconfundível.
Não deve ter outros significados em países de língua diferentes.
Normalmente, as empresas escolhem marcas desenvolvendo uma lista, debatendo os méritos de diferentes nomes e fazendo uma escolha. Os procedimentos de pesquisa de nomes de marcas incluem os testes de associação, testes de aprendizagem, testes de memória, e testes de preferência.

Muitas empresas lutam para construir uma marca exclusiva que, eventualmente, se tornara intimamente identificada com a categoria do produto.

Devido o rápido crescimento do mercado global, as empresas devem escolher marcas pensando em seu alcance mundial. Essas marcas devem ser significativas e pronunciáveis em outras línguas.

Decisões de estratégia de marca:

A empresa em quatro escolhas quando decidir sobre a estratégia de marca. Ela pode introduzir extensões de linha de produtos, extensões de marca, multimarcas e marcas novas.

Cinco estratégias de marca:

Extensões de linhas de produtos: Ocorrem quando uma empresa lança itens adicionais na mesma categoria de produtos sob a mesma marca, como novos sabores, formas, cores, ingredientes, tamanho de embalagem etc.

A grande maioria das atividades relacionadas a novos produtos consiste em extensões de linha. Freqüentemente, o excesso de capacidade ociosa de produção leva uma empresa a lançar itens adicionais. Muitas empresas lançam extensões de linha, principalmente para liderar o espaço de prateleira dos revendedores.

Muitas empresas estão agora introduzindo variantes de marcas, que são linhas especificas de uma marca, fornecida a varejistas ou a canais de distribuições específicos. São resultantes da pressão que varejistas exercem sobre os fabricantes para estarem em condições de fornecer produtos distintivos a seus consumidores.

A estratégia de extensão de linha envolve riscos. Há chance de a marca perder seu significado especifico.

Extensões de marca: Uma empresa pode decidir usar uma marca existente para lançar um produto em uma nova categoria. A Honda usa seu nome de empresa como marca para cobrir produtos diferentes como automóveis, motocicletas, maquinas para remover neve, cortadores de grama, motores de barco e carros para andar no gelo.

A estratégia de extensão de marca oferece muitas vantagens. Um a marca bem considerada dá ao novo produto reconhecimento instantâneo e aceitação rápida.

Esta estratégia possibilita à empresa entrar mais facilmente com novas categorias de produtos. Em função dessas vantagens, é altamente provável que a estratégia de extensão de marca será crescentemente utilizada nos anos 90.

Ao mesmo tempo, a estratégia de extensão de marca envolve riscos. O novo produto pode desapontar os compradores e destruir seu respeito em relação aos demais produtos da empresa. A marca pode perder seu posicionamento especial na mente do consumidor se for praticada extensão excessiva.

As transferências de uma marca existentes para uma nova categoria de produtos exigem muitas cuidadas.

As empresas que são tentadas seu nome de marca devem pesquisar sobre como as associações da marca se adaptam ao novo produto. O pior resultado ocorre quando o novo produto fracassa e prejudica as vendas do outro.

Multimarcas: Freqüentemente, a empresa lança marcas adicionais na mesma categoria de produtos. Há vários motivos para adotar esta pratica, a

empresa vê esta opção como maneira de estabelecer características e/ou apelos para diferentes motivos de compra. Às vezes, as empresas introduzem marcas diferentes no processo de aquisição de empresas concorrentes e cada marca possa ter seus seguidores leais.

A grande armadilha na introdução de multimarcas é que cada uma delas pode obter apenas uma pequena participação de marcado e nenhuma delas com rentabilidade suficiente. A empresa diluirá seus recursos em diversas marcas, em vez de desenvolver poucas marcas em um nível altamente rentável. Essas empresas devem eliminar as marcas fracas e adotar procedimentos de triagem para escolher novas marcas. Pelo menos, o lucro com a estratégia de multimarcas deve ser maior, mesmo se ocorrer algum canibalismo.

Novas marcas: Quando uma empresa lança produtos de uma nova categoria, pode constatar que nenhuma de suas marcas atuais é apropriada. Há empresas bem-sucedidas na criação de marca com nomes diferentes. A empresa pode acreditar que o poder de sua marca atual está minguando, sendo necessária a criação de uma nova marca.

Ao decidir se deve introduzir uma nova marca, em vez de usar uma existência, o fabricante deve considerar diversas questões. As empresas são prudentes sobre o alto custo de fixar uma novo marca na mente do público.

Decisões de reposicionamento de marca:

Entretanto não bem uma marca é posicionada em um mercado, logo a empresa pode ter que a reposicionar. Um concorrente pode lançar uma marca muito próxima à marca da empresa e diminuir sua participação de mercado. Também, as preferências dos consumidores podem mudar, deixando a marca da empresa com menor demanda.

A administração deve pesar dois fatores para fazer sua escolha. O pior é o custo de reposicionar a marca em determinado segmento. O custo inclui modificar as qualidades do produto, embalagem propaganda, e assim por diante.

Outro fator é a receita que a marca obteria na nova posição. A receita depende do número de consumidores existentes no segmento de preferência, de sua taxa média de compra, do número e da força dos concorrentes naquele mesmo segmento e do preço cobrado pelas marcas.

COCA COLA – DE ELIXIR A LIDER MUNDIAL

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Resumo

Através desse artigo vamos identificar na história dos primórdios da Coca Cola até a sua crise de identidade em 1985, vários tópicos já vistos durante o curso de Publicidade e Propaganda. Será disposto nesse artigo sobre todos os pontos de vista proporcionados pelo aprendizado absorvido durante esse primeiro período, uma linha de raciocínio que deixará de maneira explícita a relação entre produto e propaganda.

Passando de um simples elixir gaseificado feito a base de folhas de coca à um dos maiores ícones dos EUA, a sua trajetória irá demonstrar sua estratégia de chegar ao topo da preferência norte americana.

Coca Cola – De elixir a ícone da América

Em Atlanta no século XIX nascia desapercebido diante dos olhos do público o que seria considerado um dos maiores ícones americanos já existentes : A Coca Cola. Produzida pela primeira vez pelo Dr. John Stith Pemberton ( um senhor de 54 anos, viciado em morfina devido as fortes dores causadas por uma úlcera) a Coca Cola era apenas um elixir produzido pelas suas experiências com uma nova fórmula e estrato de folhas de coca.

Alguns anos mais tarde com a venda da patente de tão famoso elixir, começava a ascensão de uma das maiores multinacionais do gênero. No ano de 1985 a Coca Cola passou por duas grandes crises. Em primeiro de Janeiro desse ano o seu então presidente da companhia Robert Woodruff falece, tendo na ocasião 95 anos de idade. Roberto Goizueta, químico cubano, executivo- chefe e amigo íntimo de Robert , em uma visita a seu amigo, expõe uma nova idéia para acirrar ainda mais a disputa com a sua maior concorrente, a Pepsi. Roberto sugere que o gosto da coke deve ser mudado. Mostra estatísticas e pesquisas de mercado, persuadindo assim Robert a autorizar a arriscada mas aos olhos de Roberto, rentável idéia. Daí se desencadeia a Segunda crise da coke: a crise da sua perda de identidade.

Nunca em tão pouco tempo suas vendas caíram tanto. Seu público se sentiu traído com tal mudança repentina e protestou. A matriz e suas filias foram bombardeadas com milhões de cartas pedindo a volta da boa e velha coke. Eles alegavam que a coca cola era sua identidade, seu ícone maior dentro da América e que sendo trocado dessa maneira bruta, arrancava consigo um pedaço da história e identidade americana.

Em nossos estudos vemos que a propaganda e a alma do negócio. Sem uma boa propaganda não existe um bom produto ou serviço. Por trás dessa breve historia do início da Coca Cola podemos notar vários temas e fatos que são abordados pelo curso de publicidade e propaganda. Iremos analisar a seguir cada disciplina e suas particularidades relacionadas com os fatos acima descritos.

Tendo como ponto de partida a teoria e técnica publicitaria, podemos notar que nos primórdios da propaganda da empresa, seus temas eram os mais variados possíveis e sem quaisquer embasamento de pesquisa como temos hoje em dia. A coke hoje investe milhões em campanhas elaboradas aos critérios de seu público alvo. Uma característica interessante notada é a sazionalidade dos temas abordados do início de sua divulgação até os dias de hoje. Eles sempre acompanham temas atuais, tendo como exemplo a campanha utilizada durante a 2º Guerra Mundial e a propaganda da última Olimpíada em Sidney. Vemos aí a importância de uma campanha bem feita e de planejamento direcionado a uma vertente específica de consumidores.

Analisando agora através da teoria da comunicação, nota-se o uso da comunicação de massa para persuadir o publico ao consumo do refresco. No inicio notava-se mais a teoria hipodérmica sendo utilizada, mas o que mais marca suas campanhas nos dias de hoje é a teoria dos efeitos. Varias campanhas são montadas baseadas em tal teoria, sendo que é a que ultimamente vem demonstrando melhores resultados.

Sobre o ponto de vista da sociologia geral, esse golpe de mercado da troca de sabor como uma necessidade capitalista de assumir total controle de mercado. A coke não admitia perder campo de trabalho para um produto similar, daí então a tentativa desesperada de recuperar seu publico mudando o gosto que já era tão famoso dentre milhões de consumidores. Na época das eleições a coca apoiava os candidatos de seu interesse, sendo esses sempre fotografados junto a uma garrafa do produto. Assim a empresa ganhava terreno e credibilidade sólida por todo o território.

Aos olhos da cultura brasileira, vamos comparar o ícone da cole com a floresta amazônica, um dos grandes símbolos do nosso país. Para podermos sentir um pouco o que os americanos sentiram devemos imaginar que ela esta sendo vendida a um outro país. Não iríamos nos sentir sem um enorme pedaço faltando? Essa e a nossa identidade, nosso ícone maior, assim como a coca cola company é hoje para os executivos um dos maiores exemplos de sucesso no mercado mundial. A coke construiu uma identidade sólida baseada em atitudes e decisões, memória e patriotismo vivos em suas campanhas e produtos. A coke nada mais é que um ícone construído ao gosto do consumidor que as massas se identificaram e adotaram como símbolo maior da sua história.

Seus veículos de campanha podem ser observados mais a fundo na disciplina história da comunicação. Conforme a área de produtos a serem utilizados para divulgação aumentava ( como exemplos temos a criação do rádio, da TV, do cinema, da fotografia ) eles se esbaldavam com novas possibilidades de estratégia para conquistar mais e mais consumidores. A cada novo método , mais audaciosa era a divulgação. Dingles foram inventados para serem protagonizados em rádios, símbolos da ‘magia ‘ da coke ( como o urso polar) são criados para chamar a atenção em propagandas na televisão. Mas infelizmente nenhum desses meios foi suficiente para salvar a coca da sua crise de identidade. Esses meios não evitaram a crise, mas foram de grande ajuda para contornar a situação, pois foi através deles que o povo fez ouvir sua voz de protesto aos quatro ventos: Queremos a coke de volta!

Para finalizar as analises, observaremos a disciplina português envolvida no contexto da historia da crise. Durante a crise, a base emissor, mensagem e receptor foi fortemente abalada. Nesse momento os papeis se invertem transformando o receptor em emissor, fazendo com q o emissor por sua vez acate a voz de quem fazia de sua empresa um grande investimento. Assim se fazendo valer de vários canais e linguagens para protestar, a coca cola resolve voltar atrás, pois percebe q o problema não e o seu produto, mas sim a maneira com que ate então ele estava sendo veiculado nas mídias. Depois de todo esse ocorrido a empresa decidiu por voltar ao seu sabor original, enfatizando dessa vez todos os esforços possíveis em capanhas de divulgação , voltando a ser assim a queridinha da América na preferencia nacional.

Sendo assim, após essas analises, devemos concluir que até mesmo na história da Coca Cola existe uma relação com todas as disciplinas aqui expostas. A publicidade hoje tem vertentes que se entrelaçam em varias outras do campo da comunicação. Notamos que em fatos isolados podemos achar fragmentos do que nos foi ensinado até agora durante o curso. A história abordada é apenas um dos milhares de exemplos a serem explorados pelos nossos conhecimentos já adquiridos. Iremos notar que a cada período o nosso olhar crítico ao mundo ficará mais aguçado. A tendência mundial é essa, de publicidade e propagandas cada vez mais arrojadas e inteligentes para atender a demanda de público que está ficando cada vez mais exigente em matéria de conteúdo e qualidade de produtos e prestação de serviços. A Coca foi apenas um exemplo do que a falta de informação do seu próprio mercado pode levar a acontecer em grandes ou ate mesmo pequenas impressas. A saída e elevar o grau de interesse do publico e o grau de aceitação de seu produto, tornando- o cada vez melhor.

Bibliografia

Por Deus, pela pátria e pela Coca Cola- Mark Pendergrast
Registros da Coca Cola Company
O x7 da alma –Howerd Finster
Site da coca cola brasil ( www.cocacola.com.br)

BOSSA NOVA

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Apresentação

Nesse trabalho vamos falar do movimento que revolucionou a MPB… que surgiu no final dos anos 50.

Aqui você que gosta de Bossa Nova, vai se divertir muito e saber de tudo… pois aqui, tem a história, letras, biografia dos principais autores, compositores, etc…

História

Movimento da música popular brasileira que surge no final dos anos 50, lançado por João Gilberto (1931-), Tom Jobim (1927-1994), Vinícius de Moraes (1913-1980) e jovens cantores e compositores de classe média da Zona Sul carioca. Caracteriza-se por uma maior integração entre melodia, harmonia e ritmo, letras mais elaboradas e ligadas ao cotidiano, valorização da pausa e do silêncio e uma maneira de cantar mais despojada e intimista do que o estilo que vigorava até então.

De acordo com uma definição de Tom Jobim, a bossa nova é “o encontro do samba brasileiro com o jazz moderno”. O marco inicial é o lançamento, em 1958, do LP Canção do Amor Demais, gravado por Elizabeth Cardoso (1920-1990), com música de Tom Jobim e letra de Vinícius de Moraes. O acompanhamento de duas faixas – Chega de Saudades e Outra Vez – é feito pelo violão de João Gilberto, que introduz uma nova batida, identificada mais tarde com a bossa nova.

No início da década de 50, o jazz norte-americano influencia cantores brasileiros, como Mário Reis (1907-1981), Dick Farney (1921-1987), Lúcio Alves (1927-1993), Tito Madi (1932-) e Johnny Alf (1929-), que são considerados os precursores da bossa nova. Eles são acompanhados por jovens da zona sul do Rio de Janeiro, como Carlos Lyra (1936-), Roberto Menescal (1937-), Nara Leão (1942-1989) e Ronaldo Bôscoli (1929-1994), que passa a se reunir para tocar violão e cantar músicas próprias e de outros compositores. Carlos Lyra e Roberto Menescal formam uma academia de violão, em 1956, e divulgam as composições do grupo. Influenciadas pela linguagem informal e a temática cotidiana do samba, as letras simples e coloquiais da bossa nova freqüentemente retratam temas do universo desses jovens, como Corcovado, Garota de Ipanema e A Felicidade.

Um show do Grupo Universitário Hebraico, no Rio de Janeiro, em 1958, inaugura as apresentações públicas da bossa nova. A expressão, que já era utilizada para denominar o novo estilo de música, surge na letra do Desafinado, gravada por João Gilberto, com música de Tom Jobim e letra de Newton Mendonça (1927-1960). Em maio de 1960, João Gilberto apresenta-se pela primeira vez num show com os músicos da bossa nova: A Noite do Amor, do Sorriso e da Flor. Em 1962, o festival de bossa nova realizado no Carnegie Hall, em Nova York, Estados Unidos, dá projeção internacional ao movimento. Na ocasião são apresentadas Samba de uma Nota Só, O Barquinho e Lobo Bobo, entre outras. A partir de 1963, alguns iniciados do movimento , como Nara Leão e Carlos Lyra, abandonam a temática original da bossa nova e voltam-se para as raízes do samba de morro e para a música nordestina.

Letras de Música

INSENSATEZ

(Vinícius e Tom)

Ah, insensatez que você fez

Coração mais sem cuidado

Fez chorar de dor o seu amor

Um amor tão delicado

Ah, por que você foi fraco assim

Assim tão desalmado

Ah, meu coração, quem nunca amou

Não merece ser amado

Vai, meu coração, ouve a razão

Usa só sinceridade

Quem semeia vento, diz a razão

Colhe sempre tempestade

Vai, meu coração, pede perdão

Perdão apaixonado

Vai, porque quem não pede perdão

Não é nunca perdoado

SAMBA EM PRELÚDIO

( Baden Powell e Vinícius)

Eu sem você

Não tenho porquê

Porque sem você

Não sei nem chorar

Sou chama sem luz

Jardim sem luar

Luar sem amor

Amor sem se dar

Eu sem você

Sou só desamor

Um barco sem mar

Um campo sem flor

Tristeza que vai

Tristeza que vem

Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

Ah, que saudade

Que vontade de ver renascer nossa vida

Volta, querida

Os meus braços precisam dos teus

Teus abraços precisam dos meus

Estou tão sozinho

Tenho os olhos cansado de olhar para o além

Vem ver a vida

Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

MINHA NAMORADA

(Vinícius e Carlos Lyra)

Se você quer ser minha namorada

Ah, que linda namorada

Você poderia ser

Se quiser ser somente minha

Exatamente essa coizinha

Essa coisa toda minha

Que ninguém mais pode ser

Você tem que me fazer um juramento

De só ter um pensamento

Ser só minha até morrer

E também de não perder esse jeitinho

De falar devagarinho

Essas histórias de você

E de repente me fazer muito carinho

E chorar bem de mansinho

Sem ninguém saber por quê

Porém, se mais do que minha namorada

Você quer ser minha amada

Minha amada, mais amada pra valer

Aquela amada pelo amor predestinada

Sem a qual a vida é nada

Sem a qual se quer morrer

Você tem que vir comigo em meu caminho

E talvez o meu caminho seja triste pra você

O seu olhos tem que ser só dos meus olhos

Os seus braços o meu ninho

No silêncio de depois

E você tem que ser a estrela derradeira

Minha amiga e companheira

No infinito de nós dois

TARDE EM ITAPOÃ

(Toquinho e Vinícius)

Um velho calção de banho

Um dia pra vadiar

Um mar que não tem tamanho

E um arco-íris no ar

Depois da praça Caymmi

Senti preguiça no corpo

E numa esteira de vime

Beber uma água do coco

É bom

Passar uma tarde em Itapoã

Ao sol que arde em Itapoã

Ouvindo o mar de Itapoã

Falar de amor em Itapoã

Enquanto o mar inaugura

Um verde novinho em folha

Argumentar com doçura

Com uma cachaça de rolha

E com o olhar esquecido

No encontro de céu e mar

Bem devagar ir sentindo

É bom

Passar uma tarde em Itapoã

Ao sol que arde em itapoã

Ouvindo o mar de Itapoã

Falar de amor em Itapoã

Depois sentir o arrepio

Do vento que a noite traz

E o diz-que-diz-que macio

Que brota dos coqueirais

E nos espaços serenos

Sem ontem nem amanhã

Dormir nos braços morenos

Da lua de Itapoã

É bom

Passar uma tarde em Itapoã

Ao sol que arde em Itapoã

Ouvindo o mar de Itapoã

Falar de amor em Itapoã

PARA VIVER UM GRANDE AMOR

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso – para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher… – não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro – seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada – para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o “velho amigo”, porque é só vos que sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado para chatear o grande amor.

Para viver um grande amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fieldade – para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vaidade é desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il flaut, além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô – para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também Ter muito peito – peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário Ter em vista um crédito de rosas no florista – muito mais, muito mais que na modista! – para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor…

Conta ponto saber fazer coizinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, estrogonofes – comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir par cozinha preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto – pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer “baixo” seu, a amada sente, – e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia – para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com um mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que – que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada – para viver um grande amor.

Principais Autores

Vinícius de Moraes

Vinícius da Cruz de Mello Moraes nasceu em 1913

no rio de Janeiro. Já em 1941 dedica-se ao jornalismo, como crítico de cinema. Vinícius foi apaixonado pela sétima arte. Participou na fundação da revista Filme, em 1947 e manteve contatos com Orson Welles, Walt Disney e Gregg Toland. Em 1943 publica Cinco Elegias. No mesmo ano ingressa na carreira diplomática, partindo em 1946 para Los Angeles como vice-cônsul. Vem à Europa em 1952 com o objetivo de estudar a organização dos festivais de Cannes, Berlim, Locarno e Veneza, tendo em vista a realização do festival de cinema em São Paulo. Ainda no mesmo ano, fixa-se em Paris, ocupando o cargo de segundo-secretário da embaixada. A sua peça teatral Orfeu da Conceição (premiada em 1954, no IV Centenário da Cidade de S.Paulo) serviu de base a um filme que em 1959 conquistou o 1.o prêmio no Festival de Cannes. Mais o que certamente mais o marcou foi sua carreira de poeta e sua projeção adquirida por sua ligação com a Bossa Nova e o samba atual.

A sua poesia inicial denota certa impregnação religiosa, com poemas

longos, de acentos bíblicos, mas que abandonou pouco a pouco em favor

de sua tendência natural: a poesia intimista, pessoal, voltada para o amor

físico, com uma linguagem ao mesmo tempo realista, coloquial e lírica.

Consagrado no movimento da Bossa Nova, compôs, junto com Tom Jobim

a música “Garota de Ipanema”, símbolo de uma época. Dentre outras parcerias musicais de Vinícius temos Baden Powell (“Samba em prelúdio”), Carlos Lyra (“Minha namorada”), Ary Barroso (“Rancho das namoradas”), Chico Buarque (“Valsinha”), e o seu “inseparável amigo” Toquinho, – onde costumava dizer que tinham a melhor relação possível entre eles, e que “só não havia sexo!”.

Com ele, Vinícius compôs diversas conções, como “Nilzete”, “Tonga da Mironga do Kabuletê”, “Tarde em Itapuã”, “Samba da Rosa”, dentre outras. A banheira de sua casa era onde gostava de dar algumas entrevistas quando estava de muita preguiça, e sempre com um indispensável copo de uísque ao

lado ( onde tinha o carinhoso jeito de dizer que o uísque era o melhor companheiro do homem, era “um cachorro engarrafado”).

Foi nesta mesma banheira onde Vinícius morreu, no dia 9 de julho de 1980.

Músico de muitos parceiros e homem de muitos casamentos, Vinícius de Moraes foi o Poeta brasileiro, movido por muito amor à vida.

“… restarão sempre

os vestígios de vida

que a morte

não apaga…”

Vinícius de Moraes

PRINCIPAIS OBRAS

O Caminho para a Distância

Forma e exegese

Ariana, a mulher

Cinco elegias

Poemas, sonetos e baladas

Para viver um grande amor- prosa e poesia

Para uma menina com uma flor- prosa

Tom Jobim

Compositor, arranjador e maestro carioca (1927-1994). Maior nome da Bossa Nova, é considerado um dos principais compositores brasileiro de todos os tempos. Seu nome completo é Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim. Começa a estudar piano aos 14 anos com Hans Koellreutter, compositor alemão, introdutor da música dodecafônica no Brasil. Enquanto completa seus estudos em harmonia, ganhou a vida como pianista de casas noturnas em Copa-Cabana. O primeiro sucesso vem em 1954, com a música Teresa da Praia (em parceria de Billy Blanco), gravada pela dupla Dick Farney e Lúcio Alves. Dois anos depois, compõe músicas para a peça Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes na mesma época, compõe várias canções com Dolores Duran, como “Estrada do Sol” e “Por Causa de Você”. Em 1958, várias de suas composições são incluídas no LP Canção do Amor Demais, de Elizabeth Cardoso, considerado o prenúncio da Bossa Nova. Em 1962, compõe com o parceiro Vinícius de Moraes Garota de Ipanema. No mesmo ano participa do Festival de Bossa Nova no Carnegie Hall de Nova Iorque. Grava nos EUA e alcança sucesso internacional. Em 1967, sai o disco Francis Albert Sinastra & Antônio Carlos Jobim. Trabalha com músicos como Stan Getz, Ella entre outros. É de clássicos da MPB como Desafinado e Samba de Uma Nota Só ( Com Newton Mendonça), Corcovado, Sabiá e Retrato em Branco-e-preto ( Com Chico Buarque), e Águas de Março. Compõe também músicas para concerto e trilhas sonoras para cinema e televisão. Em 1994, participa do disco Duets II, de Franck Sinatra. Morre em Nova Iorque, aos 67 anos.

PRINCIPAIS OBRAS

Teresa da Praia

Orfeu da Conceição

Canção do Amor Demais

Garota de Ipanema (que é MPB e Bossa Nova)

Desafina e Samba de Uma Nota Só

Corcovado

Sabiá e Retrato em Branco-e-Preto

Águas de Março

Cantor, compositor e músico Baiano (1931-). João Gilberto do Prado Pereira de Oliveira é um dos criadores da Bossa Nova, movimento que revoluciona a MPB no início dos anos 60. Começa como “Crooner” em Salvador e chega no Rio de Janeiro em 1949. Torna-se vocalista do conjunto Garotos da Lua e se apresenta na boate Plaza, reduto de músicos inovadores. Abandona o conjunto e desenvolve carreira-solo, sendo contratado pela CBS como violonistas para acompanhar gravações. Em 1958 participa das faixas Chega de Saudades e Outra Vez (ambas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes), do LP Canção do Amor Demais, de Elizabeth Caroso, introduzindo a harmonização e a batida no violão característica da Bossa Nova. No mesmo ano apresenta seu estilo intimista de cantar e grava em 78 rotações Chega de Saudades, seguida de Desafinado (Tom Jobim e Vinícius de Moraes). Em 1959, lança o primeiro LP, Chega de Saudades, que o confirma como umas das personalidades da renovação musical da época. Em 1962, participa do show da Bossa Nova no Carnegie Hall, de Nova Iorque e ganha prestígio internacional. Dois anos depois lança Getz/Gilberto, gravado com Stan Getz, nos EUA. O disco vende 1 Milhão de cópias e dá ao violonista 6 Grammy’s, o mais cobiçada prêmio musical norte-americano. Fixa residência no EUA e, mais tarde, no México, voltando esporadicamente ao Brasil para shows e gravações, entre os quais destacam-se Na Baixada do Sapateiro (Ary Barroso), Isaura (Hevivelto Marins e Roberto Roberti), Falsa Baiana (Geraldo Pereira), Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi), Samba de Uma Nota Só (Tom Jobim e Newton Mendonça) e O Barquinho (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli).

Bibliografia

http://orbita.starmedia.com/~bossa_novapage/

Almanaque Abril 97

BOATO

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Um tema de difícil entendimento e de fácil apresentação. Se a qualquer momento em nossas vidas ouvirmos alguém falar sobre o boato, teremos logo uma idéia clara do que se trata, é aquela que está formada em nosso inconsciente. Mas se pedirmos as pessoas para explicar o significado, ou até mesmo, nos cobrarmos uma explicação, coisas até mesmo inacreditáveis poderão vir à tona. Em anexo, segue uma experiência que fiz ao perguntar a três pessoas amigas, separadamente, o que era boato para eles, ou seja, o que era a primeira coisa que vinha em suas mentes, quando perguntados sobre “O que é o boato?”.

Cheguei a conclusão que, pelas respostas dadas, o senso comum é atuante, as pessoas possuem idéias praticamente iguais e nem sempre sabem explicar o porque de não possuir uma idéia formada sobre o que seria o boato. Quase nunca, com raras exceções, estas respostas são esclarecedoras ou intelectualizadas, mas é o conceito popular e temos que levar em conta este fato. Logicamente, nós não podemos nos restringir a três respostas e elegê-las como se fossem uma realidade generalizada, ou seja, não serve como uma base comprovada, ou como estudo estatístico ou como verdade absoluta, porém acredito que as idéias ali descritas são comuns.

O boato é do povo e para o povo? Às vezes não, pois como podemos constatar, os mais “cabeludos” boatos, ou aqueles que são mais atrativos e sempre explorados pela mídia, são os que vem das camadas sociais mais altas e não do povo. Mas, é lógico que, nas camadas medianas e nas mais baixas, ocorre também, muitos e muitos boatos. O boato é perceptível principalmente nas áreas televisivas. Por possuírem pessoas que são vistas como incomuns, longe da realidade de uma sociedade muito desigual, sofrida, que se nutre das fofocas más ou boas para esquecer os seus problemas, ou seja, para esta sociedade excluída, é muito bom chegar em casa, ligar o rádio ou a televisão e ver que os ricos e famosos também aprontam barracos, escândalos e que seus amores vem e vão com a mesma facilidade que os deles.

Vidas são devassadas e com isso, o que não se consegue esclarecer vira boato, fofoca, especulação pura, afim de se tentar descobrir algo de verdadeiro. Muitas revistas estão se especializando na arte de fofocar, de criar boatos e sofrem quando pegam muito pesado com alguém que não goste deste tipo de coisa. Para constatarmos esse fato, é só vermos a quantidade de pessoas que estão movendo ações contra essas revistas, pedindo indenizações milionárias que podem, até mesmo, beirar o absurdo. Não só as revistas estão nas listas de especialistas do boato, mas agora também a televisão e o rádio AM e FM. A indústria do boato, da fofoca, é atrativa e lucrativa para quem promove, por isso, cada boato novo surge como furo jornalístico, obtendo mais importância ao ser informado, do que a fome e a seca do Nordeste por exemplo.

Um dos vícios mais antigos e mais terríveis do brasileiro e da população mundial talvez, seja o boato. Como nasce afinal o boato? De modo muito simples: pela divulgação de “informações confidenciais”, transmitidas, em absoluto segredo, por pessoas que não precisam necessariamente ser conhecidas, importantes ou formadoras de opinião, mas precisam somente ser, “muito bem informadas”. A coisa acontece assim: uma pessoa deseja espalhar rapidamente um palpite, ou uma insinuação, e dispõe para isto de um meio eficientíssimo: o segredo. Encontra na rua um amigo que o fulmina com o clássico: “Então, que há de novo?”, e imediatamente toma um ar grave e confidencial: “Você me dá a sua palavra de honra que não diz isto a ninguém? Posso confiar na sua discrição?

O carioca por exemplo, tem ao lado do culto da anedota, que alimenta a sua malícia, o culto do boato, que lhe nutre a imaginação. O boato é, por isto, no Rio, uma instituição. Tem poder de ubiqüidade – e dá a ilusão de difundir-se com velocidade supersônica. E é, além de tudo, uma força: derruba situações políticas, inventa ministros, depõe governos, fomenta revoluções, cria candidaturas, forja celebridades, alimenta glórias e vaidades, vinga amarguras e castiga erros e crimes. O boato, entre nós, é uma arma todo-poderosa, diante de cuja ofensiva todas as resistências se debilitam e cedem. É em virtude do prestígio do boato que se instituiu entre nós esta fórmula singular e corrente de saudação social: “Então, que há de novo?”

E toda pessoa, ao ser interpelada nesses termos, se sente no dever de contar imediatamente uma “novidade”. E lá vem algum “palpite”! Esse “palpite” poderá ser um boato sobre a sucessão presidencial, como poderá ser um “plano” de salvação nacional, ou a “notícia” de um grande escândalo político. Lançado assim, em um simples encontro de acaso, esse boato rapidamente tomará vulto, ampliará suas proporções e importância, circulará pela cidade e pelo país – e dentro de alguns dias será um “acontecimento”. E é através desse “acontecimento” e do modo como este é passado, que os boatos se formam, ganham força e atravessam as comunidades, a cidade, o estado, o país, quem sabe o mundo.

Nesse sentido os boatos seriam importantes ou não? Ou melhor, é necessário haver ou existir os boatos? Em anexo também, segue uma charge tirada da Internet, onde se ressalta não a importância do boato, mas sim o poder que ele possui, como ele pode ser danoso para as pessoas e neste caso específico, pode ser muito engraçado apesar de tudo. Nesta charge é que podemos ter a verdadeira idéia de como é que se espalha com tamanha rapidez um boato. Isso sem levar em conta, que hoje em dia possuímos a Internet, o e-mail, as salas de bate-papos, enfim, esse mundo virtual, que além de ajudar na propagação de qualquer notícia, ainda faz com que nossas imaginações alcem vôos muito mais altos e vá bem na linha “Nelson Rubens” de ser: “Eu aumento, mas eu não invento”.

O boato nasce como realização ilusória de um desejo perverso, originário de uma paixão inconfessável – raiva, vingança, interesse torpe, seja este pecuniário, político ou sexual. O boateiro escolhe um momento oportuno para lançar a sua mentira. Esse momento é de alta importância, porque nele se acha a circunstância que dá aparência de verdade ao fato que se pretende propalar. Essa circunstância é muito variável de um caso a outro. Não é possível, por exemplo, divulgar a notícia de que um certo financeiro importante está louco (para dar-lhe, suponhamos, um golpe de momento) se estiver ele presente e visível a todo o mundo; é preciso que esteja ausente, fortuitamente. É a circunstância oportuna.

“Dizer mal e gostar de ouvir falar mal de alguém é um velho cacoete da alma humana. Talvez seja a música mais harmônica que existe, porque convibra bem com qualquer espírito”. A frase é de Austregésilo, no livro O Mal da Vida. Toda a pessoa de valor social, vencedora na luta pela vida, bem sucedida em todos os seus esforços, tem na sociedade número incontável de desafetos gratuitos, instintivos, mesmo entre os que lhe são absolutamente estranhos, não se tratando já de oficiais no mesmo ofício, conhecidíssimos como inimigos natos. “A felicidade de qualquer é desespero para muitos”, diz muito bem Austregésilo no Mal da Vida. É inegável, pois, que no meio social, por toda a parte, existe sempre uma atmosfera de insidiosa e inconsciente hostilidade contra a pessoa que vence na vida. Haverá alguém tão ingênuo que a desconheça?

Nessa atmosfera é que se acha o elemento vital indispensável à germinação e rápida florescência do boato. A escuridão do anonimato dá ao boateiro o ânimo e a proteção de que carece para agir. É mesmo essa uma das feições que distinguem o boato de outros fenômenos sociais da mesma natureza, como o tumulto das ruas, por exemplo, que se realiza em pleno dia, por contágio quase explosivo. O aperfeiçoamento da consciência chegará a extinguir o boato no dia em que a maioria dos homens tiver clara intuição do que acontece atualmente, em casos raros, quando um cúmplice do boateiro encontra um homem bom ele narra uma calúnia, mais ou menos nestes termos: “Sabe que “se anda dizendo” de Fulano? Dizem que fez isto, aquilo e mais aquilo outro. Eu não creio, mas me garantiram e de fonte limpa que é verdade. Estou dizendo só aqui entre nós; não convém falar, porque talvez seja invenção. Em todo o caso é uma pena, se é verdade.”

Como disse no início deste trabalho, é difícil de entender e creio que também é difícil de se apresentar o tema boato. E para finalizar, somente como mais uma curiosidade, no “Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa – 2ª Edição Revista e Ampliada, Editora Nova Fronteira”, boato significa: notícia anônima que corre publicamente sem confirmação; atoarda; boatice; balela; falaço; ruído; rumor; voz; zunzum; zunzunzum rumores.

BRIEFING SADIA – LASANHA CONGELADA

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FICHA CADASTRAL

SADIA S.A

Rua Fortunato Ferraz, 529/659 1º Andar

Vila Anastácio – São Paulo – SP

Cep: 05093-000

HISTÓRICO DA EMPRESA

Fundada em 1944 por Attílio Fontana no Oeste catarinense, a Sadia é líder nacional em diversas atividades ligadas ao setor alimentício, estando posicionada entre as maiores empresas de alimentos da América Latina e uma das maiores exportadoras do País. Companhia aberta desde 1971, a Sadia é reconhecida pelo mercado de capitais como uma empresa transparente, com condutas pautadas.

Com mais de 30 mil funcionários, a Sadia mantém 12 unidades industriais e centros de distribuição espalhados por todo o Brasil. Exporta para mais de 60 nações e no exterior tem filial e escritórios comerciais por vários países, abrangendo América Latina, Europa, Ásia e Oriente Médio.

Nos últimos anos a Sadia vem se especializando na produção e distribuição de alimentos industrializados congelados e resfriados de maior valor agregado, ä base de matérias-primas diversificadas, visando responder as demandas contemporâneas do mercado consumidor. Para acompanhar essa tendência, a Sadia tem lançado uma média de 60 novos produtos anualmente.

PRODUTOS

Aves em parte;
Aves inteiras;
Suínos;
Ração;
Patês;
Quiches;
Água Mineral.
Produtos Industrializados

FILOSOFIA E POLÍTICA DA EMPRESA

A Sadia é uma empresa moderna e familiar.

Sua missão é definida como “o atendimento das necessidades de alimentação do ser humano, com produtos saborosos e saudáveis, criando valor para o acionista e para o consumidor, contribuindo para o crescimento e a felicidade das pessoas”. Sua visão preconiza que a empresa “se diferenciará pela imagem de sua marca, por excelência nos serviços, inovação e qualidade dos produtos”.

DEMONSTRATIVOS

Produtos lançados anualmente

PERÍODO
PRODUTOS LANÇADOS

1997
30

1998
38

1999
65

2000
89

2001
65

2002
56

Fonte: Revista Integração Sadia (circulação interna), 2.002.

MARKETING SHARE SADIA

Líder com 70,8% do mercado interno em produtos industrializados.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

Na década de 50 a Sadia desenvolveu projetos sociais no município de Concórdia em Santa Catarina com a aquisição de um Jornal local e uma emissora de Rádio onde difundia os melhores procedimentos para a criação de animais e desenvolvimentos de algumas culturas agrícolas.

Ainda nesta década foi lançada a Fundação Actínio Francisco Xavier Fontana, com projetos de auxílio médico e odontológico aos funcionários Sadia.

Desde 1997 a Sadia vem apoiando a TV Futura na Alfabetização Solidária, criada pelo governo federal.

A partir do ano 2000, a Sadia adicionou em 100% das embalagens cartonadas inscrições em Braile, proporcionando aos deficientes visuais maior comodidade em suas compras.

A responsabilidade social acompanha a filosofia da Sadia até os dias atuais. A empresa fechou o ano de 2.002 com investimentos em projetos socias da ordem de R$ 2,5 milhões.

PRODUTO

LINHA

Lasanha Congelada

SABORES

Creme de espinafre
Quatro queijos
Frango ao molho de vegetais
Verde a bolonhesa
A bolonhesa
Peito de frango ligth
Peito de perú ligth

FINALIDADE E FORMA DE CONSUMO

Produto alimentício congelado de fácil e rápido preparo, podendo ser levado ao forno microondas ou convencional.

EMBALAGEM

O produto pode ser consumido utilizando sua própria embalagem, nos processos de descongelamento e aquecimento

Disponível em:

350grs – Porção individual
650grs – Porção para 2 pessoas
1.400grs – Porção para 4 pessoas

PONTOS DE VENDA

Hipermercados
Lojas de conveniência
Revenda direta ao consumidor
Supermercados

IMAGEM DO PRODUTO

Produto líder no segmento, de alto padrão de qualidade, e preferência do consumidor devido à tradição da marca.

PONTOS POSITIVOS

Boa distribuição nos pontos de venda
Prático e de rápido preparo
Sabores diversificados, tendo um mais sabores que os concorrentes

PONTOS NEGATIVOS

Preço alto

CONSUMIDOR

PERFIL GERAL

Consumidores das classes A e B, pois o preço não é muito acessível
Consumidores com vida intensa e ativa, que trabalham, estudam, não tem tempo para se dedicarem a casa.
Público feminino e masculino, na faixa etária de 18 à 40 anos, solteiros, casados sem filhos, separados.

MERCADO

Distribuição nacional;
Líder com 46% da fatia do mercado no seguimento de congelados;
São Paulo e Região são os maiores consumidores do produto.

CONCORRÊNCIA

1º Perdigão, mesmo sendo o seu concorrente direto fica com apenas 34% do mercado no seguimento de congelados.

2º Batavo, vem em 2 lugar com 16% do mercado e 4% ficam para marcas não muito divulgadas ou vendidas em determinadas regiões.

PRINCIPAIS CAMPANHAS DE PROPAGANDA

Veiculação de propagandas em TV e revista somente para lançamento de novos produtos, para os produtos já lançados, utilizam a mídia impressa no ponto de venda.

A finalidade da Sadia é de fixar a sua marca no mercado.

VERBA

Disponibilizam, verba para um lançamento de um determinado produto em torno de R% 50.000,00, utilizando mídia impressa (PDV, Anúncio em revista, TV).