Pronomes

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1. EMPREGO DE PRONOMES
Os pronome retos eu e tu só podem funcionar como sujeito. É considerado errado seu emprego como complemento.
Ex.:
Entre mim e ti não pode haver segredo. (certo)
Entre eu e tu não pode haver segredo. (errado)
2. PRONOMES
O, a, os, as podem exercer a função de pronomes substantivos demonstrativos desde que possam ser substituídos por aquela, aquele, aquilo.
Ex.: Não gostei do que disseste.
do = daquilo

3. COLOCAÇÃO DO PRONOME OBLÍQUO
Jamais se usa o pronome átono enclítico a verbo que esteja no futuro do presente, no futuro do pretérito ou no infinitivo.
Ex.:
Haviam oferecido-lhe um emprego. (errado)
Haviam-lhe oferecido um emprego. (certo)

4. COLOCAÇÃO DO PRONOME OBLÍQUO
A palavra bastante, quando se referir a um substantivo, concordará normalmente com ele. Mas, se estiver ligada a um verbo, adjetivo ou advérbio, ficará invariável.
Ex.:
Bastantes alunos estavam na aula.
Elas são bastante simpáticas.

4. Uso do pronome relativo onde Essa palavra deve ser utilizada, quando o antecedente for um termo que indique lugar.
EXEMPLO:
Os regimes democráticos onde todos têm direitos iguais deve vigorar em todas as nações. (ERRADO)
As nações onde os regimes democráticos vigoram têm mais condições de desenvolverem-se. (CERTO)

2. Assunto: Pronomes Relativos

São as palavras QUE, QUEM, QUAL, CUJO, QUANDO, ONDE, COMO, QUANTO; desde que tenham como antecedente um substantivo e como conseqüente um verbo. Os pronomes relativos podem ser substituídos por expressões em que apareçam os vocábulos QUAL ou QUAIS.
Exemplo: O material que me emprestaste estava incompleto. substantivo o qual verbo

Observações:

a) Às vezes, esses pronomes vêm combinados com preposições que são exigidas pelo verbo.
Exemplo:
– O material está à disposição na secretaria do curso.
– Preciso do material.
– O material de que presiso, está à disposição na secretaria. (do qual)

b) O pronome cujo indica posse. A palavra onde deve ser utilizada quando o antecedente for uma expressão que indique lugar.
Exemplo:
– O médico, cujo consultório fica no centro da cidade, atendeu-me ontem. (o consultório é do médico)
– A praia, onde costumo passar minhas férias, fica perto de Porto Alegre. (lugar)

Autor: Professora Rose May Nácul Berthier

Dicas de Português

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CHAVÕES
Frases feitas prejudicam a originalidade do texto, além de criar situações contraditórias em algumas situações.
Exemplo:
Desde os primórdios da humanidade, os meios de comunicação visam a integração das nações. (ERRADO)
Os meios de comunicação oportunizam a integração das nações. (CERTO)

CONCORDÂNCIA VERBAL

Quando o sujeito é uma oração subordinada, o verbo deve ficar na terceira pessoal do singular. Ex.: Ainda falta | estudar alguns autores realistas.

CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL

Neste aspecto, são freqüentes as questões de substituição que solicitam ao candidato a troca de uma palavra por outra, verificando quantas mais sofreriam ajustes de concordância. Nestes casos, nunca se conta a palavra a ser substituída.

Exemplo: No período abaixo, se a palavra vestibulando fosse pluralizada, quantas outras sofreriam ajustes de concordância?
– O vestibulando inexperiente precisa manter a calma e evitar comentários sobre as provas. (4 palavras, neste exemplo)

CONJUNÇÕES

Memorizar as conjunções, em especial, as subordinativas.
O candidato deve ir para a prova sabendo, no mínimo, uma conjunção de cada tipo. Além disso, procurar estabelecer a equivalência de sentido entre elas. As conjunções adversativas, por exemplo, são semelhantes às concessivas.

Exemplos:
1) A educação é sinônimo de desenvolvimento, porém poucos recursos são destinados a essa área. (adversativa)
2) Embora a educação seja sinônimo de desenvolvimento, poucos recursos são destinados a essa área. (concessiva)

CRASE

Somente haverá crase diante da palavra distância, se ela for determinada.
Ex.:
Vi um navio à distância de 254 metros.
Vi um navio a distância.

DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO

Denotativo é o sentido próprio da palavra. O sentido conotativo ocorre quando empregamos um termo em sentido figurado.

Exemplo:
– A prova de Português não é nenhum bicho de sete cabeças. (conotativo)
– A prova de Português não é difícil. (denotativo)

EMPREGO DO ARTIGO
Não se combina com preposição o artigo que faz parte do nome de revistas, jornais ou obras literárias.
Ex.: A notícia foi publicada em O Estado de São Paulo.

EMPREGO DO INFINITIVO
Usa-se o infinitivo impessoal quando ele tiver como sujeito um pronome oblíquo átono.
Ex.: Deixei-os sair (suj.).

ESTRUTURAÇÃO DOS PERÍODOS
É preciso construir períodos sem isolar a oração subordinada que deve estar sempre ligada a uma oração principal.
EXEMPLO:
Há um aumento da violência nas grandes cidades. Pois as condições de vida da maioria da população são precárias. (ERRADO)
Há um aumento da violência nas grandes cidades, pois as condições de vida da maioria da população são precárias.(CERTO)

FONÉTICA

As terminações am, em, e en formam sempre ditongos nasais decrescentes, pois as letras m e n representam semivogais.
Ex.: amam / amão / bem / bei /

NÍVEIS DE LINGUAGEM
Na dissertação, usa-se a norma culta da linguagem. Devem-se evitar, portanto, as gírias e os coloquialismos.
EXEMPLO:
Eu acho que o problema do menor abandonado tem a ver com o desemprego. (ERRADO)
Acredita-se que o problema do menor abandonado está relacionado ao desemprego. (CERTO)

PARALELISMO
É necessário que haja simetria gramatical e semântica no período.
EXEMPLO:
É preciso criar mais escolas e que se aumente o salário dos professores. (ERRADO)
É preciso criar mais escolas e aumentar o salário dos professores. (CERTO)

PONTUAÇÃO

Revisar os casos em que deve ser usado o “entre-vírgulas”. São eles: as orações subordinadas e os adjetivos adverbiais deslocados, as orações adjetivas restritivas, o aposto e o vocativo.

Exemplos:
– Durante o vestibular, é preciso fazer uma alimentação balanceada. (adjunto adverbial)
– O aluno, quando chegou na festa dos aprovados, encontrou toda a família. (oração subordinada)

REPETIÇÕES

Devem-se evitar termos repetitivos, principalmente a palavra quê.
EXEMPLO:
É preciso entender que o vestibular é um momento que oferece oportunidade de crescimento aos alunos, já que marca o início de uma nova vida. (ERRADO)
O vestibular é uma situação que oportuniza o crescimento dos alunos, pois marca o início de uma nova etapa da vida. (CERTO)

Autor: Professor Éverson Pereira

Análise Sintática

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1. Análise sintática: adjunto adnominal e complemento nominal.

Ambos se relacionam com substantivos, diferem-se porque:

Adjunto Adnominal: termo caracterizador, equivale ao agente da ação expressa pelo nome.
Complemento Nominal: termo completivo, equivale ao paciente da ação expressa pelo nome (substantivo).
Exemplo:
A invenção (subs.) da pólvora (C. N.) pelos chineses (A. ADN.) alterou táticas bélicas.

2. A palavra que = pronome relativo

Introduz orações subordinadas adjetivas (restritivas e explicativas).
Relaciona um ttermo antecedente com um consequente.
Substituível por o qual antecedido ou não de preposição.
Exemplo:
a) O problema (antec.) a que deram (cons.) tanta importância era insignificante.
b) O problema ao qual deram tanta importância era insignificante.

3. A concordância do verbo fazer usado impessoalmente

Indica tempo decorrido ou clima.
Só pode ser usado na terceira pessoa do singular.
Exemplos:
Já faz alguns minutos que ela saiu de casa.
Deve fazer vinte séculos que aquela espécie foi extinta.

4. Concordância do verbo ser indicando DATAS, HORAS e DISTÂNCIAS

Não apresenta sujeito.
Concorda com a expressão numérica.
Exemplos:
Já era meio-dia e meia quando chegamos à casa de Maria.
Embora fossem quatro horas da manhã, o jovam ainda não retornara.

5. Regência do verbo esquecer

Admite três construções:
a) Naquele instante, esqueci o nome do médico.
b) Naquele instante, esqueci-me do nome do médico.
c) Naquele instante, esqueceu-me o nome do médico.

Autor: Prof. José Francisco Lé

POSSÍVEIS TEMAS DE REDAÇÃO E TRABALHOS ESCOLARES

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O mundo está passando por uma séria recessão provocada pela volatilidade dos fluxos internacionais de capital especulativo. O dinheiro hoje está num país e puff! Como num passe de mágica e com algumas tecladas num computador, pode ir parar em outro país que o especulador julgar mais rentável ou mais seguro.

O Brasil, infelizmente, tornou-se joguete num cassino de péssimo gosto: durante o ano de 1998 perdeu cerca de US$ 40 bilhões em poucos meses em virtude do pânico trazido pela crise russa. Os grandes especuladores não têm pátria e são insensíveis ao sofrimento social que causam nos países emergentes.

Países inteiros como a Tailândia, Indonésia e Coréia foram devastados por investidores irracionalmente tomados por um espírito de rebanho. Houve um estouro da boiada rumo ao precipício. A saída maciça de dinheiro dessas nações culminou com um grave aumento das falências, do desemprego, da miséria e provocou até mesmo ondas de suicídios.

Os temas de redação da maioria dos vestibulares deverão centrar-se em torno da instabilidade econômica e social que o planeta atravessa. Podemos prever os seguintes temas:

TEMAS PARA TRABALHOS ESCOLARES

    • A fragilidade econômica dos países emergentes
    • A única certeza é a incerteza
    • Convivendo com a dúvida
    • Sobrevivendo às crises
    • Buscando esperanças em meio ao sofrimento
    • Instabilidade psíquico-social
    • A dívida social
    • Poluição Atmosférica
    • O desemprego
    • A Globalização
    • A violência urbana
    • A possível volta de um nacionalismo exacerbado como reação à fuga de dólares
    • O movimento sem-terra e a violência no campo
    • A falência do paradigma de fluxo irrestrito de capitais internacionais
    • Transição econômica
    • Encruzilhada política: opção por um Estado social-democrata enorme, esbanjador, paternalista e ineficiente ou por um Estado liberal-burguês pequeno, econômico, eficiente e ágil
    Ponto de inflexão global.

Sim, tais temas têm alta probabilidade de cair nas provas de todo o Brasil. Leia tudo o que puder nos jornais e revistas sobre a recessão mundial, a fome no Nordeste, greves, fuga de capitais, etc. Assim você estará familiarizado com os assuntos mais prováveis.

Fique, contudo, preparado: algumas bancas examinadoras seguem uma lógica acadêmica própria e, ao que parece, pouco ligam para o mundo real. Costumam propor temas filosóficos distantes do cotidiano dos candidatos e, por isso mesmo, difíceis de ser desenvolvidos.

Para enfrentar esses temas mais pesados, leia livros básicos de filosofia para o segundo grau e intelectualize-se ao máximo. Não consigo imaginar prazer maior para um vestibulando do que ir bem numa redação quando a concorrência naufraga porque tudo o que faz é assistir a programas de baixo nível na TV.

Fique calmo na hora da redação porque isso permite arejar melhor os pensamentos. É até normal ficar com uma certa raiva da banca examinadora quando esta propõe um tema alucinado, mas canalize essa energia para vingar-se tirando nota dez…

Deu Branco… O que fazer?

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Tenha calma e não se desespere nem se assuste.
Releia o que se pede e delimite o tema para desenvolver o assunto (Merece uma dissertação genérica ou específica, ou seja, vamos partir do geral ou do específico?).
Selecione a melhor idéia para fazer a frase-núcleo.
Verifique se o tema pode delimitar o assunto.
Vamos fixar o objetivo (para que, com que finalidade, qual a dimensão, em que ambiente, como vou formar a lógica do pensamento escrito?).
Selecionar a linha de pensamento, dentro dos limites, para facilitar a coerência.
Reler os parágrafos venhdo se a formulação e a tradução das idéias periféricas como argumentação da proposta central e da finalização do texto estão distribuídas adequadamente.
Formar a conclusão com consciência de que todas as idéias estão amarradas e que não existe nenhum pensamento solto na redação.
Verificar as características de organização, unidade, coerência, clareza e concisão.
O QUE NUNCA DEVE ESTAR NUMA DISSERTAÇÃO:

textos óbvios e pobres em argumentos;
encurtar suas idéias sem necessidade e propósito;
concluir sem integrar as idéias como unidade redacional;
textos densos e cansativos para você e para o examinador;
frases centopéicas e períodos longos;
lógica da redação confusa;
esquecer da clareza e da concisão para quem lê;
deixar pensamentos soltos flutuando na redação e que necessite depois de reestruturação.
Delimitação do assunto:

Exemplo:
– Esportes (geral);
– Futebol (Específico);
– O papel do futebol como arte;
– O Futebol como profissão;
– O Futebol como propaganda para seus jogadores e para o clube;
– O Futebol como fanatismo da torcida ou como produto de exportação brasileira.
(Isto você determina em sua mente e depois vai selecionando o que é mais apropriado à redação)

Conclusão Parcial

O Futebol ganha novos prismas que fazem da arte uma profissão para muitos jogadores de pequenos clubes que sonham com a Seleção Brasileira e os clubes internacionais. Da profissão surge a capacidade de ser tão famoso pela propaganda que ele, jogador, pode fazer ao Futebol, promovendo o seu clube e ganhando o carinho e até o fanatismo dos torcedores que vibram nas arquibancadas, nos rádios, nos televisores, nos jornais e nas revistas de esportes que acompanham toda a trajetória de uma carreira de muitos gols ou de uma derrota no Maracanã por um time adversário.

A primeira coisa para livrar-se do branco que ocorre na hora da ansiedade é preparar-se antecipadamente com muita dissertação e acostumar-se a não perder dois fatores importantes para sua redação: concentração no momento da leitura do texto e interpretação da proposta do autor e capacidade de escrever com lógica sem fugir ao que foi pedido. Lembre-se que o objetivo desta avaliação é cobrar do vestibulando o conhecimento da matéria dada, a interpretação do enunciado da questão e a redação própria, com clareza e objetividade. Aplique suas habilidades com a língua escrita, mediante a produção da dissertação, partindo da leitura de um texto ou de fragmentos de livros, jornais, revistas, poesias e figuras abstratas e/ou simbólicas sobre o tema proposto. Cada candidato tem um tipo variável de leitura ou releitura do texto e a imaginação traduz de forma criativa a realidade escondida no texto que vai ser interpretado. Urge o estudo da interpretação de textos. Quem não sabe ler dificilmente poderá interpretar e assim os níveis de redação podem variar e traduzir um tipo de leitura própria de cada vestibulando.

Procure escrever desde já e ler Livros de Técnicas de Redação e procurar as Dicas de Português para entender como a Gramática age nas formas redacionais e como os estilos agem na Gramática tornando-se Literatura Brasileira.

Autor: Prof. Adilson Torquato

Exercícios de Concordância

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Corrija os erros de concordância nas frases seguintes:

01. Apenas nos dias de chuva, forma-se pequenas poças d’água…

02. … deveriam haver divisões apropriadas…

03. Os serviços prestados à praça não a melhor.

04. Existe certas partes com recapeamento muito fraco.

05. As obras de recapeamento asfáltico realizada pela secretaria …

06. Veja as obras efetuada no pátio.

07. Foi aplicada, em primeiro lugar, algumas camadas de piche.

08. Já haviam serviços que foram aproveitados depois.

09. Deveria ser feito uma remoção do material existente.

10. Não se nota fissuras no piso.

11. Quanto aos serviços prestados, foi mal feito.

12. Nota-se pelotas de piche.

13. Se fossem usada uma quantidade maior de pedras…

14. Estes jardins estão acima do nível do asfalto, protegido por grades.

15. …faltando com as regras técnicas de asfalto, que serão mais altos.

16. Estas obras de pavimentação executados no pátio visou a melhorar o aspecto.

17. Já podia ser facilmente observados numerosos declives.

18. … e observou-se os seguintes problemas:…

19. Não foi feito uma preparação do piso.

20. É necessário que se tape os buracos existentes.

21. Foi observado algumas depressões.

22. Os declives ao longo do campo asfaltado formava poças.

23. Foi tomada as devidas providências.

24. Foi feito uma fiscalização no local.

25. Está faltando cinco metros quadrados.

26. Foi feito por mim uma vistoria.

27. A firma empreiteira cumpriu rigorosamente as exigências feita pelo órgão público.

28. O conserto dos pisos realizados no asfalto da praça

29. Para que houvessem mais melhorias, existiam esses planos.

30. Sendo observadas um grande número de poças d’ água.

31. É necessário que se use os instrumentos auxiliares.

32. Faz parte do mecanismo os seguintes acessórios.

33. O conjunto mesa, tripé e roldanas são feitos de alumínio.

34. Porta de entrada dividido em duas folhas, fabricado em madeira.

Respostas:

1. formam-se
2. deveria
3. há
4. existem
5. realizadas
6. efetuadas
7. foram aplicadas
8. havia
9. feita
10. notam
11. foram mal feitos
12. notam-se
13. fosse
14. protegidos
15. será mais alto
16. executadas / visaram
17. podiam
18. observaram
19. feita
20. tapem
21. foram observadas
22. formavam
23. foram tomadas
24. feita
25. estão
26. feita
27. feitas
28. realizado
29. houvesse
30. observado
31. usem
32. fazem
33. é feito
34. dividida / fabricada

Problemas Ortográficos (Parônimos)

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A – Uso do Porquê

01) Observe atentamente estas frases:

a. Os homens resolvem os problemas de convivência, porque dão sinais uns aos outros.

b. Não consegui saber o porquê do problema.

c. Esta é a razão por que aceito sua proposta.

d. Por que a Vasp não comprou a Cruzeiro?

e. A Vasp não comprou a Cruzeiro, por quê?

f. Eu não sei por quê, mas ela não veio.

02) Agora, complete as frases abaixo:

a. _____________________ você não paga a conta?

b. Não pago _________________ estou sem dinheiro.

c. Nós já sabemos o ___________________ da revolta.

d. A infância é a fase dos ___________________.

e. __________________ estamos neste mundo?

f. Foste lá, ___________________ ?

g. Eu sei a razão __________________ as fotografias não foram reveladas.

h. O ideal ___________________ lutamos é elevado.

i. ___________________ ela ri tanto?

j. Você poderia explicar-me o ____________________ disso tudo?

k. Vale a pena viver ____________________ encontro compreensão.

l. Você escreve mal ____________________ exercita pouco.

m. Eu não fui à escola. Você sabe, ___________________ ?

03) Do que se observou, pode-se concluir:

a. Usa-se “porque” quando __________________________________________

b. Usa-se “porquê” quando __________________________________________

c. Usa-se “por que” quando __________________________________________

d. Usa-se “por quê” quando __________________________________________

04) Crie um exemplo para cada caso:

a. porque: ________________________________________________________

b. porquê: ________________________________________________________

c. por que: _______________________________________________________

d. por que?: ______________________________________________________

e. por quê?: ______________________________________________________

05) Justifique o emprego dos “porquês”:

a) Por que duvidaste de mim?

_________________________________________________________________

b) Nosso time não conseguiu vencer porque estava sem preparo físico.

_________________________________________________________________

c) Poderia dizer-me o porquê de tanta alegria?

_________________________________________________________________

d) Sabe por quê?

_________________________________________________________________

Podemos definir o uso do “porquê” da seguinte maneira:

01)
Por que em perguntas. Ex.: Por que não veio?
quando indica causa e pode ser substituído por: pela qual, pelo qual etc.

Ex.: A causa por que lutamos é justa.

02) Porque em respostas (explicações): Ex.: Porque estava doente.

03) Porquê quando é palavra substantivada (precedida do artigo o): Ex.: Preciso saber o porquê de sua recusa.

04) Por quê quando vier no fim de uma frase declarativa ou interrogativa:
Ex.: Não veio, por quê? Não me diga por quê, mas ela mentiu.

B – Uso do Senão e Se não

Observe os diversos sentidos de:

Senão

1) Luta, senão estás perdido. (do contrário / de outro modo)

2) Não era ouro nem prata, senão ferro. (mas sim)

3) Ninguém, senão os irmãos Correa, compareceram à cerimônia. (exceto / salvo / a não ser)

4) Não encontrei um senão na apresentação da peça. (defeito / falha)

Se não: Usa-se em frases que indicam condição, alternativa, incerteza, dúvida.

5) Se não for possível despachar a mercadoria, telefone-me. (condição)

6) Havia dois jogadores, se não três. (incerteza)

01) Escreva “senão” ou “se não”:

a. Quem poderia ser ____________ você?

b. Acha que haveria duzentas pessoas em frente ao televisor ____________ tivesse uma
boa imagem?

c. É aconselhável desligar o botão, ____________ o senhor não vai conseguir ficar quieto.

d. A vida não é ____________ um sonho.

e. Apresse-se, ____________ chegaremos atrasados.

f. ____________ chover, iremos passear.

g. ____________ sabe, procure informar-se.

h. Não era nem um nem dois, ____________ uma verdadeira multidão.

i. Feche a porta, ____________ você se resfria.

j. ____________ trouxer os documentos, não poderá entrar.

k. Ninguém, ____________ você, me escreveu.

l. Apliquei nota máxima porque não existiu nenhum ____________ neste trabalho.

m. Anote o meu endereço, ____________ você o esquece.

n. Criança não quer outra coisa ____________ brincar.

o. ____________ fizer sol, não iremos à praia.

C – Pára e Para

Observe os exemplos:

O ônibus pára em frente à minha casa.
Estas flores são para você.

Pára: verbo parar – cessação de movimento.
Para: preposição

01) Use “pára” ou “para”:

a. ____________ de pular, rapaz.

b. ____________ ser feliz, basta muito pouco.

c. O vendedor aponta ____________ um aparelho.

d. Aí não vai dar ____________ eu ver o jogo.

e. ____________ com essa brincadeira!

f. Esta cidade não ____________ um minuto.

g. Ninguém sabe ____________ onde foi.

h. ____________ que tanta correria nesta vida?

I ____________! Olha aquele pedestre distraído!

J. Menina, ____________ com essa manha!

D – “Esta” e “Está”

Observe o exemplo:

Esta caneta que está aqui é sua?

Esta – pronome demonstrativo, pois indica o lugar ou a posição dos seres e objetos em relação à pessoa que fala.
Está – verbo estar – indica um estado ou qualidade.

01) Complete com “esta” (pronome demonstrativo) ou “está” (verbo):

a. ____________ conversa já ____________ ficando aborrecida.

b. ____________ criança já ____________ na escola.

c. Já ____________ boa de chupar ____________ cana?

d. ____________ incomodando ____________ música?

e. ____________ espingarda ____________ carregada.

f. ____________ disposto a ganhar ____________ partida?

g. ____________ janela ____________ aberta.

h. ____________ menina que ____________ aqui é minha prima.

i. ____________ rua ____________ cheia de buracos e pedras.

j. Onde ____________ ele?

k. Ele ____________ muito bem; e você, como ____________?

l. Quero ____________ caneta que ____________ mais nova, é claro!

m. Minha mãe já ____________ aborrecida, porque ____________ seringueira
____________ muito alta.

E – Houve e Ouve

Observe:

Ouve: verbo ouvir, escutar.
Houve: verbo haver, no sentido de acontecer, existir, sair-se bem ou mal.

01) Empregue “ouve” ou “houve”, de acordo com o sentido das frases:

a. Fale mais alto. Ele não ____________ muito bem.

b. Em 1865 ____________ uma guerra entre o Brasil e o Paraguai.

c. Ele se ____________ muito bem nas últimas provas.

d. Fale mais perto e baixinho, senão ela ____________ o segredo.

e. Não fique nervoso. Não ____________ nada de grave.

f. ____________ muita confusão no jogo de domingo.

g. Ela só ____________ música clássica.

h. Que ____________ com Fábio que ainda não chegou?

i. Ele ____________ os conselhos dos mais sábios.

j. ____________ muito barulho na sala.

k. ____________ festa a semana inteira.

l. ____________ tempos em que a natureza não era poluída.

m. Quem fala o que não deve, ____________ o que não quer.

n. O surdo não ____________ nossa voz.

o. Pára um pouco e ____________ a voz a consciência.

F – Há – A

01) Analise atentamente o gráfico

Presente Passado Futuro Há a

Agora, observe os exemplos:

a) Daqui a dois dias haverá festa.

b) Há dois dias houve festa.

02) Do que se observou, pode-se concluir:

Usa-se “há” quando: ______________________________________________________

Usa-se “a” quando: _______________________________________________________

03) Observe o emprego de “há”(verbo que significa: “existe, faz, fez”) e “a” (preposição que significa “para” ou dá idéia de futuro):

a. Esteve no Rio ____________ uma semana.

b. Dirigiu a palavra ____________ todos nós.

c. Foi ____________ Santos a negócios.

d. ____________ meses que não chove por aqui.

e. Daqui ____________ dez dias voltaremos.

f. ____________ um ônibus diante do colégio.

g. De hoje ____________ quinze dias haverá quermesse.

h. _____________ muitos turistas que querem ir ____________ Porto Alegre.

i. Cheguei ____________ pouco de Água Santa.

j. O carro fica pronto daqui ____________ duas semanas.

k. Saiu ____________ cinco minutos.

l. O avião parte daqui ____________ dez minutos.

m. O Brasil foi descoberto ____________ há quase quinhentos anos.

n. Volto daqui ____________ duas semanas.

o. ____________ muito tempo que não o vejo.

04) Crie um exemplos com:

à – (contração) _________________________________________________________

a – (preposição) ________________________________________________________

a – (artigo) ____________________________________________________________

há – _________________________________________________________________

G – MAL e MAU

01) Complete corretamente as frases com as palavras MAL ou MAU, orientando-se pelo esquema do quadro:

É advérbio, ou seja, refere-se a um verbo.
MAL -> Antônimo de bem.
Apenas, logo que, quando. É um adjetivo, refere-se a um substantivo
MAU ->
Antônimo de bom.

a. ____________ tiveram tempo de subir à montanha…

b. O empregado colocou ____________ as iscas.

c. O patrão estava de ____________ humor.

d. Danilo não era ____________, porém muito ____________ educado.

e. O ____________ praticado traz ____________ resultado.

f. O ____________ aluno não faz os deveres de casa.

g. Esta comida estragada me fez ____________ .

h. Nunca siga um ____________ conselho.

i. Não pense ____________ dos outros.

j. Ele é ____________ conceituado por estas bandas.

k. O ____________ elemento vive perturbando a vida dos outros.

l. Meu avô anda devagar porque enxerga ____________.

m. Antes só do que ____________ acompanhado.

n. O ____________ motorista desobedece às leis do trânsito.

o. Você ainda lê ____________.

H – MAIS, MAS, MÁS

MAIS = SOMA, ADIÇÃO.

MAS = RESTRIÇÃO, SINÔNIMO DE PORÉM, CONTUDO, TODAVIA.

MÁS = AQUILO QUE É PREJUDICIAL. SINÔNIMO DE RUIM.

01) Complete com MAS, MÁS ou MAIS, conforme convenha:

a. Eu sabia disto, ____________ não tinha autoridade para avisá-los.

b. Eu compreendo, ____________ criança é criança.

c. Não furtariam ____________ os figos, ____________ ganhariam alguns.

d. Fale ____________ alto, ____________ sem gritar.

e. As ____________ idéias geram as ____________ ações.

f. Os tiranos são os __________ temidos, __________ também os ___________ odiados.

g. É uma árvore raquítica, ____________ valente.

h. Duque é ____________ valente do que Rex.

i. Desapareceu, ____________ foi encontrado.

j. Quanto ____________ se vive, ____________ se aprende.

k. Pode ir, ____________ volte logo.

l. Preciso de ____________ tempo para terminar o trabalho.

m. Ela é pobre, ____________ vive feliz.

n. ____________ vale a sabedoria que a riqueza.

o. Este cão late, ____________ não morde.

p. ____________ ou menos às doze horas, queríamos dar-lhe a comida, ________ havia acabado a ração.

I – Nós e a gente

Observe: A gente não sabe se o suco é de fruta.
(Nós) (sabemos)

Continuando:

a. A gente só vê uma terra dessas uma vez na vida.

_________________________________________________________________

b. E se a gente não se defende?

_________________________________________________________________

c. Depois a gente se encontra, está bom?

_________________________________________________________________

d. A gente já esteve em Belém.

_________________________________________________________________

e. A gente hoje está atrasado.

_________________________________________________________________

OBSERVE:
O pronome NÓS é freqüentemente substituído na linguagem familiar pela forma de tratamento A GENTE, que leva o verbo à 3ª pessoa do singular.

Regras de Acentuação Gráfica

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O português, assim como outras línguas neolatinas, apresenta acento gráfico. Toda palavra da língua portuguesa de duas ou mais sílabas possui uma sílaba tônica. Observe as sílabas tônicas das palavras arte, gentil, táxi e mocotó. Você constatará que a tonicidade recai sobre a sílaba inicial em arte, a final em gentil, a inicial em táxi e a final em mocotó. Além disso, notará que a sílaba tônica nem sempre recebe acento gráfico. Portanto, todas as palavras com duas ou mais sílabas terão acento tônico, mas nem sempre terão acento gráfico. A tonicidade está para a oralidade (fala) assim como o acento gráfico está para a escrita (grafia).
I. Oxítonas

1. São assinaladas com acento agudo as palavras oxítonas que terminam em a, e e o abertos, e com acento circunflexo as que terminam em e e o fechados, seguidos ou não de s: já, cajá, vatapá

as – ás, ananás, mafuás

e – fé, café, jacaré

es – pés, pajés, pontapés

o – pó, cipó, mocotó

os – nós, sós, retrós

e – crê, dendê, vê

es – freguês, inglês, lês

o – avô, bordô, metrô

os – bisavôs, borderôs, propôs

NOTA: Incluem-se nesta regra os infinitivos seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, las: dá-lo, matá-los, vendê-la, fê-las, compô-lo, pô-los etc.

OBSERVAÇÃO: Nunca se acentuam: (a) as oxítonas terminadas em i e u, e em consoantes – ali, caqui, rubi, bambu, rebu, urubu, sutil, clamor etc.; (b) os infinitivos em i, seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, las – fi-lo, puni-la, reduzi-los, feri-las.

2. Acentuam-se sempre as oxítonas de duas ou mais sílabas terminadas em -em e -ens: alguém, armazém, também, conténs, parabéns, vinténs.
II. Paroxítonas

Assinalam-se com acento agudo ou circunflexo as paroxítonas terminadas em: i – dândi, júri, táxi

is lápis, tênis, Clóvis

ã/ãs ímã, órfã, ímãs

ão/ãos bênção, órfão, órgãos

us bônus, ônus, vírus

l amável, fácil, imóvel

um/uns álbum, médium, álbuns

n albúmen, hífen, Nílton

ps bíceps, fórceps, tríceps

r César, mártir, revólver

x fênix, látex, tórax

NOTAS: :

a) O substantivo éden faz o plural edens, sem o acento gráfico.

b) Os prefixos anti-, inter-, semi- e super-, embora paroxítonos, não são acentuados graficamente: anti-rábico, anti-séptico, inter-humano, inter-racial, semi-árido, semi-selvagem, super-homem, super-requintado.

c) Não se acentuam graficamente as paroxítonas apenas porque apresentam vogais tônicas abertas ou fechadas: espelho, famosa, medo, ontem, socorro, pires, tela etc.

III. Proparoxítonas

Todas as proparoxítonas são acentuadas graficamente: abóbora, bússola, cântaro, dúvida, líquido, mérito, nórdico, política, relâmpago, têmpora etc.

Casos especiais:

Acentuam-se sempre os ditongos tônicos abertos éi, éu, ói: boléia, fiéis, idéia, céu, chapéu, véu, apóio, herói, caracóis etc.

Acentuam-se sempre o i e o u tônicos dos hiatos, quando estes formam sílabas sozinhas ou são seguidos de s: aí, balaústre, baú, egoísta, faísca, heroína, saída, saúde, viúvo, etc.

Acentua-se com acento circunflexo o primeiro o do hiato ôo, seguido ou não de s: abençôo, enjôo, corôo, perdôo, vôos etc.

Mantém-se o acento circunflexo do singular crê, dê, lê, vê nas formas do plural desses verbos – crêem, dêem, lêem, vêem – e de seus compostos – descrêem, desdêem, relêem, revêem etc.

Acentua-se com acento agudo o u tônico pronunciado precedido de g ou q e seguido de e ou i, com ou sem s: argúi, argúis, averigúe, averigúes, obliqúe, obliqúes etc.

Acentuam-se graficamente as palavras terminadas em ditongo oral átono, seguido ou não de s: área, ágeis, importância, jóquei, lírios, mágoa, extemporâneo, régua, tênue, túneis etc.

Emprega-se o trema no u que se pronuncia depois de g ou q, sempre que for seguido de e ou i: agüentar, argüição, ungüento, eloqüência, freqüente, tranqüilizante etc.

Emprega-se o til para indicar a nasalização de vogais: afã, coração, devoções, maçã, relação etc.

Acento diferencial:

O acento diferencial é utilizado para distingüir uma palavra de outra que se grafa de igual maneira. Usamos o acento diferencial – agudo ou circunflexo – nos vocábulos da coluna esquerda para diferenciar dos da direita:

côa/côas (verbo coar)

coa/coas (com + a/as)

pára (3.ª pessoa do sing. do pres. do ind. de parar)

para (preposição)

péla/pélas e péla (verbo pelar e subst.)

pela/pelas (per + a/as)

pêlo/pêlos e pélo (subst. e verbo pelar)

pelo/pelos (per + o/os)

péra (arcaísmo-subst. pedra)

pera (arcaísmo-prep. para)

pêra (subst. fruto da pereira)

pera (arcaísmo-prep. para)

pôde (pret. perf. do ind. de poder)

pode (pres. do ind. de poder)

pólo/pólos (subst. eixo em torno do qual uma coisa gira)

polo/polos (aglutinação da prep. por e dos arts. arcaicos lo/las)

pôr (verbo)

por (preposição)

Emprego da Crase

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Crase é a fusão (ou contração) de duas vogais idênticas numa só. Em linguagem escrita, a crase é representada pelo acento grave.

Exemplo: Vamos à (a prep. + a art.) cidade logo depois do almoço.

Observe que o verbo ir requer a preposição a e o substantivo cidade pede o artigo a.

Não é somente a contração da preposição a com o artigo feminino a ou com o pronome a e o a inicial dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo que passa pelo processo da crase. Outras vogais idênticas são também contraídas, visto ser a crase um processo fonológico.

Exemplos: leer – ler / door – dor

I. Ocorrência da crase:

1. Preposição a + artigos a, as:

Fui à feira ontem.
Paulo dedica-se às artes marciais.
OBSERVAÇÕES:

a) Quando o nome não admitir artigo, não poderá haver crase:

Vou a Campinas amanhã.
Estamos viajando em direção a Roma.
No entanto, se houver um modificador do nome, haverá crase:

Vou à Campinas das andorinhas.
Estamos viajando em direção à Roma das Sete Colinas.
b) Ocorre a crase somente se os nomes femininos puderem ser substituídos por nomes masculinos, que admitam ao antes deles:

Vou à praia.
Vou ao campo.
As crianças foram à praça.
As crianças foram ao largo.
Portanto, não haverá crase em:

Ela escreveu a redação a tinta. (Ela escreveu a redação a lápis.)
Compramos a TV a vista. (Compramos a TV a prazo.)
2. Preposição a + pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:

Maria referiu-se àquele cavalheiro de terno cinza.
Depois nos dirigimos àquelas mulheres da Associação.
Nunca me reportei àquilo que você disse.
3. Na indicação de horas:

João se levanta às sete horas.
Devemos atrasar o relógio à zero hora.
Eles chegaram à meia-noite.
4. Antes de nomes que apresentam a palavra moda (ou maneira) implícita:

Adoro bife à milanesa.
Eles querem vitela à parmigiana.
Ele vestiu-se à Fidel Castro.
Ele cortou o cabelo à Nero.
5. Em locuções adverbiais constituídas de substantivo feminino plural:

Pedrinho costuma ir ao cinema às escondidas.
Às vezes preferimos viajar de carro.
Eles partiram às pressas e não deixaram o novo endereço.
6. Em locuções prepositivas e conjuntivas constituídas de substantivo feminino:

Eles vivem à custa do Estado.
Estamos todos à mercê dos bandidos.
Fica sempre mais frio à proporção que nos aproximamos do Sul.
Sentimos medo à medida que crescia o movimento de soldados na praça.
II. Principais casos em que não ocorre a crase:

1. Diante de substantivo masculino:

Compramos a TV a prazo.
Ele leva tudo a ferro e fogo.
Por favor, façam o exercício a lápis.
2. Diante de verbo no infinitivo:

A pobre criança ficou a chorar o dia todo.
Quando os convidados começaram a chegar, tudo já estava pronto.
3. Diante de nome de cidade:

Vou a Curitiba visitar uma amiga.
Eles chegaram a Londres ontem.
4. Diante de pronome que não admite artigo (pessoal, de tratamento, demonstrativo, indefinido e relativo):

Ele se dirigiu a ela com rudeza.
Direi a Vossa Majestade quais são os nossos planos.
Onde você pensa que vai a esta hora da noite?
Devolva o livro a qualquer pessoa da biblioteca.
Todos os dias agradeço a Deus, a quem tudo devo.
5. Diante do artigo indefinido uma:

O policial dirigiu-se a uma senhora vestida de vermelho.
O garoto entregou o envelope a uma funcionária da recepção.
6. Em expressões que apresentam substantivos repetidos:

Ela ficou cara a cara com o assassino.
Eles examinaram tudo de ponta a ponta.
7. Diante de palavras no plural, precedidas apenas de preposição:

Nunca me junto a pessoas que falam demais.
Eles costumam ir a reuniões do Partido Verde.
8. Diante de numerais cardinais:

Após as enchentes, o número de vítimas chega a trezentos.
Daqui a duas semanas estarei em férias.
9. Diante de nomes célebres e nomes de santos:

O artigo reporta-se a Carlota Joaquina de maneira bastante desrespeitosa.
Ela fez uma promessa a Santa Cecília.
10. Diante da palavra casa, quando esta não apresenta adjunto adnominal:

Estava frio. Fernando havia voltado a casa para apanhar um agasalho.
Antes de chegar a casa, o malandro limpou a mancha de batom do rosto.
NOTA: Quando a palavra casa apresentar modificador, haverá crase: Vou à casa de Pedro.

11. Diante da palavra Dona:

O mensageiro entregou a encomenda a Dona Sebastiana.
Foi só um susto. O macaco nada fez a Dona Maria Helena.
12. Diante da palavra terra, como sinônimo de terra firme:

O capitão informou que estamos quase chegando a terra.
Depois de dois meses de mar aberto, regressamos finalmente a terra.
III. Ocorrência facultativa da crase

1. antes de nome próprio feminino:

Entreguei o cheque à Paula. OU Entreguei o cheque a Paula.
Paulo dedicou uma canção à Teresinha. OU Paulo dedicou uma canção a Teresinha.
NOTA A crase não ocorre quando o falante não usa artigo antes do nome próprio feminino.

2. antes do pronome possessivo feminino:

Ele fez uma crítica séria à sua mãe. OU Ele fez uma crítica séria a sua mãe.
Convidei-o a vir à minha casa. OU Convidei-o a vir a minha casa.
NOTA A crase não ocorre quando o falante não usa artigo antes do pronome possessivo.

3. depois da preposição até:

Vou caminhar até à praia. OU Vou caminhar até a praia.
Eles trabalharam até às três horas. OU Eles trabalharam até as três horas.
Eu vou acompanhá-la até à porta do elevador. OU Eu vou acompanhá-la até a porta do elevador.
NOTA: A preposição até pode vir ou não seguida da preposição a. Quando o autor dispensar a preposição a, não haverá crase.

Dicionário Ortográfico de Parônimos e Homônimos

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Absolver- perdoar

Absorver – embeber

Minha mulher não me absolveu por eu ter absorvido muito álcool ontem no bar da esquina.


Acento – sinal gráfico

Assento – lugar onde se senta

Sentada em seu assento, Marina coloca acento na palavra “sabiá”.


Área – superfície, superfície plana, extensão

Ária – canção , melodia

Na área do grande aquário, os peixes coloridos pulavam ao som de uma suave e melodiosa ária.


Assoar – limpar o nariz, expelir secreção nasal

Assuar – fazer assuada, vaiar

A platéia vai assuar quem assoar o nariz no espetáculo.


Bucho – estômago

Buxo – arbusto em árvore ornamental

O bucho do boi ficou cheio, quando ele comeu o buxo.


Caça- ato de caçar, perseguição, animais que se caçam

Cassa – tecido transparente de linho ou de algodão

O pescador caça camarão com uma rede de cassa.


calção – calças curtas de bocas um tanto largas que não ultrapassam o meio da coxa

caução – garantia, precaução, segurança

Comprei um calção verde com uma caução de seis meses.


Cela – cubículo, aposento

Sela – arreio de cavalgaduras

O bandido fugiu da cela , em um cavalo sem sela.


Censo – recenseamento

senso – juízo claro, sentido

O censo fez uma pesquisa para analisar o senso das pessoas.


Cesta – lugar onde se pode guardar ou carregar algo

Sesta – período de descanso ou sono, depois do almoço

Sexta – dia da semana ( sexta-feira )

Na sexta-feira à tarde, fiz uma sesta após ter comido uma cesta inteira de frutas.


Chá – planta, infusão de folhas

Xá – título dos soberanos da Pérsia

O Xá da Pérsia tomou o chá das cinco horas com o primeiro ministro da Inglaterra.


Cheque – documento bancário, ordem de pagamento

Xeque – chefe de tribo árabe, ataque ao rei no jogo de xadrez

Xeques árabes estavam devendo um valor alto em cheques ao comerciante.


Comprimento – extensão, tamanho

Cumprimento – saudação, ato ou efeito de cumprimentar

Eu cumprimento a pessoa que irá medir o comprimento da minha saia.


Concerto – harmonia, sessão musical

Conserto – ato de consertar, emenda, reparo, remendo

Ao mesmo tempo em que estava fazendo um conserto no carro, eu estava ouvindo um concerto no rádio.


Coser- costurar

Cozer – cozinhar

Eu vou coser um avental, pois vou usá-lo pra cozer o almoço.


Decente – honrado, honesto ( ou bons modos)

Descente – que desce

Naquela casa decente, a única coisa descente é a escada.


Delatar- denunciar, revelar, denunciar como culpado

Dilatar- aumentar de volume, estender, retardar

Os olhos do condenado se dilataram de tristeza porque foi delatado por um amigo.


Descrição – ato de descrever, exposição.

Discrição – qualidade de discreto.

Com muita discrição, ele fez uma descrição daquele suspeito.


Despensa- casa ou compartimento onde se guardam comestíveis.

Dispensa- ato de dispensar ou ser desobrigado.

A patroa dispensou a empregada porque ela sempre deixava a despensa desarrumada


Discente – que aprende.

Docente – que ensina.

O docente de culinária ensinou o discente a preparar um delicioso bolo de laranja.


Emergir- vir da água para a superfície, elevar-se.

Imergir- mergulhar, afundar.

Ao imergir, tive que emergir por falta de ar.


Empenado- torto, que tem penas.

Empinado – ereto, direito, erguido.

O gavião empenado está de peito empinado.


Esterno – osso dianteiro do peito.

Externo – exterior, que está fora.

Quebrei o esterno enquanto brincava no pátio externo de minha casa.


Flagrante – visível, instantâneo.

Fragrante- perfumoso.

O ladrão foi pego em flagrante assaltando uma loja com perfume que não era nada fragrante.


Fusível – peça de eletricidade; que pode ser fundido ou derretido.

Fuzil- arma de cano longo, espingarda, carabina.

Uma bala perdida de um fuzil, acabou estourando um fusível.


Laço – nó, laçada, prender com laço, aliança, vínculo, armadilha.

Lasso – cansado, frouxo, dissoluto, devasso.

Em um rodeio, o cavalo ficou lasso de tanto fugir do laço.


Lotar – dividir em lotes.

Lutar – combater.

As pessoas precisarão lutar para que o governo possa lotar um terreno.


Mal – oposto de bem.

Mau – o contrário de bom.

O policial mau fez uma investigação mal feita.


Mantilha- véu para cabeça e ombros.

matilha – coletivo de cães, bando.

A matilha de cães rasgou a mantilha da noiva.


Mas – restrição ( conjunção adversativa), oposição.

Mais – maior quantidade.

Sai à rua, mas não tinha mais ninguém por lá.


Nós – primeira pessoa do plural ( pronome pessoal do caso reto).

Noz – o fruto da nogueira, fruto seco, com uma só semente.

Nós gostamos de noz e os esquilos também.


Paço – palácio real ou episcopal.

Passo – forma do verbo passar, ato ou modo de andar, marcha, passagem.

Foi preciso dar um passo para entrar na misteriosa sala do paço.


Peão – funcionário da fazenda

Pião – brinquedo

O filho do peão da fazenda brinca com seu pião feito à mão.


Posar – fazer pose para deixar-se fotografar ou pintar.

Pousar – descer no solo, aterrissar.

A modelo posou para o fotógrafo no instante em que o avião pousou.


Ratificar – validar, confirmar, comprovar.

Retificar – corrigir, tornar reto.

Assim que a vendedora retificou o preço da mercadoria, ratificou que estava à venda.


Relevar – tornar saliente, pôr em relevo, desculpar, aliviar, ser conveniente, sobressair.

Revelar – descobrir, patentear, denunciar, mostrar, tornar visível a imagem, imagem latente duma chapa fotográfica.

O menino se relevou com seu amigo, pois revelou que havia sido enganado.


Sem – preposição: indica falta, condição, exclusão

Cem – número cardinal (100)

Há cinco minutos, eu estava com cem reais, mas fui roubado e fiquei sem nada.


Sessão – reunião, assembléia nos teatros e cinemas.

Seção – divisão ou repartição.

Encontrarei minha mãe na seção de celulares, após ir à sessão de cinema.


Soar – emitir ou produzir som, ressoar, repercutir

Suar – transpirar, verter suor pelos poros, matar-se com o trabalho

O menino ouviu soar o sinal do recreio e saiu devagar para não suar.


Tacha – pequeno prego de cabeça chata e larga; mancha, nódoa, defeito moral

Taxa – imposto, multa, preço fixo

Comprei um saco de tachas no Paraguai e tive que pagar uma pequena taxa na alfândega.


Tráfego – sinônimo de trânsito, movimentação de carros, fluxo de veículos

Tráfico- negócio ilícito ou indecoroso, comércio ilegal

No intenso tráfego da marginal, dois homens estavam fazendo tráfico de mercadorias ilegais.