Instalações Elétricas para equipamentos de informática

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Infra-Estrutura

Sempre que possível, a trajetória dos cabos deverá seguir a estrutura lógica das edificações assim todas as transposições por paredes devem estar protegidas por tubulação;
Todas as manobras dos dutos deverão ser feitas em ângulos de 90B;
A taxa de ocupação dos tubos ou dutos deve estar na faixa de 30~40% em área;
Respeite os raios mínimos de curvatura dos cabos;
Não utilizar duto de diâmetro menor que ¾” de bitola comercial;
Instale as tomadas a um mínimo de 30 cm de altura com relação ao contrapiso;
Se possível, aterre a infra-estrutura da rede elétrica no caso desta ser metálica;
Para casos onde se tenha que desviar o caminho de um duto devido a existência de colunas, por exemplo, não fazê-lo por meio de curvas tipo “S” no duto mas sim utilizando caixas de passagem ou conduletes do mesmo material da infra-estrutura – preferencialmente metálica. Evite ter mais de duas curvas entre duas caixas de passagem.

Onde:

A…………….: neutro

B ……………: fase

C…………….: terra

Considerando-se 127 V.

Cabeação elétrica

Utilize um aterramento adequado (max.:5 ohms);
No caso de haver variações de tensão superior a 5% da nominal, utilize um estabilizador de fabricante idôneo, que mantenha o esquema de Fase-Neutro-Terra da figura acima e que preferencialmente seja do tipo isolador para melhor proteção;
No caso de necessidade do uso de no-break, certifique-se que além das recomendações do item 2 acima, o mesmo forneça uma forma de onda senoidal e preferencialmente seja do tipo on-line. Verifique se as baterias são do tipo seladas para evitar acúmulo de gases no local e corroção de placas e componentes eletrônicos.
Para locais sujeitos a média e alta incidência de raios ou descargas elétricas, utilizar um filtro de linha apropriado (profissional) aumentará a confiabilidade da rede e protegerá o estabilizador e no-break se for o caso;
Para os circuitos dos equipamentos da rede, procure dividi-los de modo que a carga máxima de cada circuito independente seja de no máximo 2kva;
Identifique e padronize as cores dos cabos de alimentação conforme o uso – Neutro, Fase ou Terra.
Procure não utilizar tomadas do tipo 2P+T universal, utilize somente 2P (chato)+T(redondo) para inibir o uso destas para outros aparelhos.
A tensão Neutro-Terra não deve ultrapassar 1% (um por cento) da tensão nominal da rede (no caso de 127 V, o máximo é de 1,27 V e para 220 V, o máximo de 2,2 V);
Nunca inverter as posições Neutro e Fase (seguir sempre o esquema acima);
Nunca misturar tensões na rede. Padronize uma tensão, seja 127 v ou 220 v e use-a para todos os equipamentos que compõe a rede como microcomputadores, servidores, hubs, monitores, impressoras, servidores de terminais, terminais, modens, etc.
O terra deve ser único para toda a rede (Se houver várias hastes ou vários blocos de aterramento, estes devem estar interligados de modo a fornecer um valor único para todos os equipamentos da rede).
Utilize circuitos de alimentação independentes para os equipamentos da rede e outros equipamentos tais como ventiladores, rádios, máquinas de escrever, de calcular, retro-projetores, etc.

Proteção:

Os equipamentos deverão estar protegidos por disjuntor com valor adequado de corrente.
O disjuntor deverá estar instalado em quadro elétrico ou caixa apropriada, que deverá ser firmemente fixado à parede ou divisória (existem caixas que possuem espaço próprio para 1 disjuntor e 1 tomada tripolar).

Tomadas:

É recomendado o uso de tomadas do tipo tripolar (2 Pólos/chato + Terra/redondo). É vedado qualquer tipo de adaptação para tomadas que não possuam pino terra.
As tomadas deverão, sempre, estar instaladas em caixas apropriadas que não permitam que os seus pólos (da tomada) fiquem expostos.
As caixas poderão ser do tipo sobreposta ou de embutir, sendo que as caixas sobrepostas deverão estar firmemente fixadas à parede, piso ou divisória.

Fiação:

A fiação deverá ser de, no mínimo, bitola 1,5mm2.
Toda a fiação deverá ser conduzida por canaletas ou eletrodutos firmemente fixados às paredes, divisórias ou piso.

Aterramento:

Todas as tomadas deverão estar conectadas ao aterramento.
O valor da resistência de aterramento, obtido com o uso do “Terrômetro”, deverá ser menor ou igual a 5 ohms.
É totalmente inaceitável a utilização do fio neutro curto-circuitado ao fio terra.

Vale lembrar:
o aterramento tem como função prioritária a proteção do usuário contra choques no equipamento;
proteger as instalações contra incêndios de origem elétrica;
permitir a continuidade da alimentação;
limitar as sobretensões;
e limitar as perturbações eletromagnéticas.
Além disso, a inexistência do aterramento incorre em perdas parciais da garantia do equipamento (ver termo de garantia).

Aterramento:
Importância

Um dos itens mais importantes de um sistema de energia elétrica, é o aterramento; e que muitas vezes por falta de conhecimento, só se é dada a devida importância, depois que algum disturbio elétrico danificou aparelhos eletro/eletrônicos ou causou algum acidente fatal.

O aterramento contribui para melhorar a operação e continuidade dos serviços e aumentar a segurança das pessoas.

Com relação à segurança, devem ser aterradas todas as partes metálicas que possam ter contato com partes energizadas. Assim, se houver um contato da parte energizada com a carcaça de algum equipamento ou aparelho, e caso alguem encoste nessa carcaça, a corrente não irá circular por ele, e sim pelo aterramento. Neste caso, atua a proteção do aterramento, que dependendo do problema, pode até desligar o disjuntor.

Sistema de aterramento

É o conjunto de condutores, hastes e conectores interligados, circundados por elementos que dissipem para a terra as correntes impostas nesse sistema.
Há diversos tipos de sistemas e a aplicação de um ou de outro vai depender da importancia do sistema de energia envolvido, da região e do custo.

Os pricipais tipos são:

Apenas uma haste cravada no solo.
Hastes dispostas triangularmente.
Hastes em quadrado.
Hastes alinhadas.
Placas metálicas enterradas no solo
Fios ou cabos enterrados no solo, formando várias configurações:
em quadrado formando uma malha de terra;
em cruz
estendido em vala comum
em estrela.
Projetando o sistema de aterramento

O projeto deve ser desenvolvido de acordo com as normas vigentes da ABNT.
Algumas etapas devem ser seguidas no projeto de um sistema de aterramento para que seja executado adequadamente:
1- Localizar e definir o local do aterramento.
2- Fazer várias medições no local.
3- Fazer a extratificação do solo.
4- Escolher o tipo de sistema de aterramento.
5- Dimensionar o sistema de aterramento, observando a sensibilidade dos equipamentos de proteção e os limites de segurança das pessoas.

Cuidados

É muito importante ressaltar o cuidado com a manutenção nas instalações de aterramento; pois estão sujeitos à oxidação e à corrosão e com o passar dos anos, não desempenharão mais sua função. Principalmente as instalações de pára-raios poderão não proteger pessoas e equipamentos.

O projeto deve ser executado por profissionais competentes e especializados na área, pois o que está em questão é a segurança de pessoas e equipamentos

Normatização para aterramento:

-o aterramento deve seguir a normatização da nbr 5410/97 sistema TT.

-para conjunto de equipamentos é aconselhável uma rede elétrica dedicada.

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A norma NBR 5410/97 classifica os sistemas de aterramento das instalações elétricas de baixa tensão (BT) usando a seguinte simbologia :

1) a 1ª letra informa a situação da alimentação em relação à terra ;
T = um ponto diretamente aterrado;
I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento através de uma impedância.

2) a 2ª letra informa a situação das massas da instalação em relação à terra:
T = massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento eventual de um ponto de alimentação.
N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado ( em corrente alternada-CA geralmente o Neutro).

3) outras letras (eventuais) : nos informam sobre a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção:

S = neutro e proteção assegurados por condutores distintos.
C = neutro e proteção em um único condutor (PEN).

Aterramento para equipamentos de informática:

Para que um microcomputador funcione a contento e com segurança para o operador, deverá estar conectado a uma instalação elétrica conveniente, ou seja 127V ou 220V estável, que possua ainda o condutor de aterramento com baixa impedância ( 5 ohms no máximo ) e a tomada de alimentação deverá ter a polaridade observada como abaixo:

Aterramentos dos Equipamentos Elétricos Sensíveis

Os sistemas de aterramento devem executar várias funções simultâneas: como proporcionar segurança pessoal e para o equipamento. Podemos resumidamente listar as funções básicas dos sistemas de aterramento em:

a) Proporcionar segurança pessoal ao operador;
b) Proporcionar um percurso de baixa impedância de retorno para o terra, que proporcionará o desligamento automático pelos dispositivos de proteção de maneira rápida e segura, quando devidamente projetado;
c) Fornecer controle das tensões desenvolvidas no solo quando o curto fase-terra retorna pelo terra para uma fonte próxima ou mesmo distante;
d) Transitórios – o sistema de aterramento estabiliza a tensão durante transitórios no sistema elétrico provocados por faltas para a terra;
e) O aterramento deve escoar cargas estáticas acumuladas em estruturas, suportes e carcaças dos equipamentos em geral;
f) O aterramento deve fornecer um sistema para que os equipamentos eletrônicos possam operar satisfatoriamente tanto em alta como em baixas freqüências.

Fonte: Unicamp

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FONTES DE ENERGIA RENOVAVÉIS: ALTERNATIVAS DO MEIO AMBIENTE

ENERGIA EÓLICA

ENERGIA DO FUTURO: CÉLULAS DE COMBUSTÍVEL

Acidentes com eletricidade

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Sabemos que o avanço da tecnologia elétrica na sociedade resulta em um aumento no número de vítimas de acidente por eletricidade. Anualmente nos EUA ocorrem aproximadamente 1.000 mortes atribuídas a CORRENTE ELÉTRICA, o que representa cerca de 1% de todas as mortes por acidente.
Importante
São fatores que contribuem para o choque:
► tipo de corrente – contínua ou alternada
► a quantidade (amperagem)
► o potencial da corrente (voltagem)
► a resistência oferecida pelo corpo
► o percurso da corrente
► a duração do contato

Baixa voltagem (<1.000v)
A faixa de freqüência (40 a 150Hz). Corrente elétrica relacionada aos eletrodomésticos. Neste caso , as queimaduras habitualmente acometem áreas de contato como são: mãos, pés, e nas crianças, ângulos da boca , lábios e língua.
Você sabia? Em baixas voltagens (0 – 1.000V) a faixa de freqüência de 40 a 150 Hz de corrente alternada, que se utiliza exclusivamente para a luz incandescente e aparelhos, é três vezes mais perigosa do que a corrente contínua.

Alta voltagem (> 1.000V)
São queimaduras que acometem pele, tecido adiposo e músculos, exigindo na maioria das vezes intervenções cirúrgicas como enxertos ou até mesmo amputação. Essas queimaduras são lesões graves que podem afetar qualquer sistema orgânico.
As lesões mais graves são as cardíacas e as vasculares observadas no momento do choque, podem provocar morte imediata por parada cardiorrespiratória.O tecido nervoso é altamente suscetível a queimadura por eletricidade em virtude de sua baixa resistência.

O QUE FAZER NO MOMENTO DO ACIDENTE?
1º) No local do acidente, a vítima deverá ser imediatamente desprendida da corrente elétrica. Atenção: Desligar ,sempre que possível e imediatamente a corrente elétrica pois aqueles que estiverem resgatando a vítima não devem tocá-la nem dela aproximar-se até que a corrente elétrica tenha sido devidamente desligada.
2º) Se houver chamas estas devem ser apagadas
3º) O suporte cardio pulmonar deve ser iniciado quando necessário e mantido durante o transporte.
4º) É necessário encaminhar a vítima a um centro de atendimento a queimados (em caso de queimaduras) lembrando que o transporte da vítima deve ser o adequado.

VALE SALIENTAR
Que todos os tecidos e órgãos podem ser afetados no choque por eletricidade. No acidente provocado por corrente elétrica, inicialmente o objetivo principal é estabilizar a vítima.

Autora: Drª Riana Araújo

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ENERGIA EÓLICA

ENERGIA DO FUTURO: CÉLULAS DE COMBUSTÍVEL

O que é Aterramento Elétrico? O que é Fio Terra?

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A palavra aterramento refere-se à terra propriamente dita. O aterramento é o fio ou a barra de cobre enterrado, onde passa a corrente elétrica para o solo. Quando se diz que algum aparelho está aterrado(ou eletricamente aterrado) significa que um dois fios de seu cabo de ligação está propositalmente ligado à terra. Ao fio que faz essa ligação denominamos “fio terra”.

É obrigatório que todas as tomadas tenham o seu fio terra. Normalmente elas já vêm com o fio terra instalado, seja no próprio cabo de ligação do aparelho à tomada, seja separado dele. No primeiro caso é preciso utilizar uma tomada com três polos onde será ligado o cabo do
aparelho.

No segundo caso, uma tomada com dois pólos é suficiente. O fio terra do aparelho (que obrigatoriamente deve ser verde ou verde-amarelo e que fica normalmente no fundo do equipamento) deve ser ligado diretamente ao fio terra da rede.

Alguns aparelhos elétricos não precisam de fio terra, Eles são construídos de tal forma que a corrente “fugitiva” não cause risco às pessoas. Para a sua ligação é usada uma tomada com apenas dois pólos, um para o fio fase e outro para o fio neutro.

O fio fase e o neutro são aqueles que levam a energia para os aparelhos. Por norma, a cor do fio neutro é obrigatoriamente azul. O fio fase pode ser vermelho, branco ou marrom.

Em caso de dúvidas, consulte o manual do aparelho preparado pelo fabricante.

Como Fazer Aterramento?

O fio terra tem a função de capturar a corrente elétrica que algumas vezes quer “fugir” do interior dos aparelhos defeituosos e conduzi-la para a terra, desviando-a do corpo das pessoas. Ele é fundamental para a proteção das pessoas contra os choques elétricos, absorvendo e encaminhando para a terra as correntes que “fugiram” dos aparelhos, e para a proteção dos parelhos elétricos contra picos de energia. Ele descarregará para a terra as correntes “fugitivas” e estabilizará as tensões quando ocorrer defeitos nas instalações.

Podemos compará-lo ao cinto de segurança de um automóvel. Como o automóvel funciona e transporta pessoas que não estão utilizando o cinto de segurança, os aparelhos também funcionam sem possuir o fio terra. Por isso, muitas vezes as pessoas não se lembram de colocar o fio terra, fazendo com que os riscos à segurança das pessoas e dos aparelhos aumentem bastante, da mesma forma que no automóvel que se envolve em um acidente e seus ocupantes não estão usando o cinto de segurança.

Como Dimensionar o Fio Terra de suas Instalações Elétricas?

É obrigatório que os fio neutro e terra sejam separados desde o quadro de distribuição e instalados no mesmo eletroduto em que está o fio fase. O fio terra das tomadas deve ser ligado ao terminal de aterramento do quadro de distribuição. Esses procedimentos são fundamentais para evitar danos aos aparelhos elétricos.

O que é Resistência de Aterramento?

Outro ponto de dúvida é o valor da resistência de aterramento. Ela mede a capacidade do aterramento de descarregar a energia para a terra. Quanto menor essa resistência, melhor para a instalação, pois mais rápida será a atuação das proteções.

Embora alguns fornecedores cheguem a exigir 1 ohm (é a Unidade de Resistência), a norma de instalações elétricas (NBR 5410/97) não define diretamente nenhum valor, enquanto a norma americana de instalação elétrica exige um valor máximo de 25 ohms.

A norma brasileira de proteção contra descargas atmosféricas (NBR 5419/93) recomenda um valor máximo de 10 ohms. Sempre que possível, esse valor deve ser adotado para todas as instalações.

Como Instalar um Fio Terra?

A conexão dos equipamentos elétricos ao sistema de aterramento deve permitir que, caso ocorra uma falha na isolação dos equipamentos, a corrente de falta (corrente “fugitiva”) passe através do fio de aterramento ao invés de percorrer o corpo de uma pessoa que eventualmente esteja tocando o equipamento (o que provocaria choque, lesões e até mesmo morte – dependendo de cada situação e da intensidade da corrente de fuga).

Dentro de uma instalação elétrica existem diversos tipos de proteção: contra choques elétricos, contra descargas atmosféricas, contra sobretensões, etc. Para uma melhor compreensão e busca da solução mais conveniente, deve-se estudar separadamente cada uma delas. Porém ao executar a instalação, deve ser feito um único aterramento. As normas técnicas não permitem aterramentos isolados ou indepedentes, para que não apareça diferença de tensão, que é a principal causa de “queima” dos equipamentos e colocam em riscos os usuários das instalações elétricas. Um único ponto de aterramento é que irá garantir a proteção adequada.

O procedimento muito comum de utilizar aterramentos isolados, exclusivos ou indepedentes, cosntitui um grande equívoco. Esse procedimento não está de acordo com as regras das Normas Técnicas Brasileiras, de uso obrigatório, e coloca em risco as pessoas e aparelhos elétricos

Todo o quadro de distribuição deve ter um terminal de aterramento, para onde irão convergir os fios terra da instalação. Isto significa que todos os fios terra, de cada aparelho, devem ser ligados ao mesmo ponto de aterramento.

O terminal, por sua vez, deve ser ligado ao eletrodo de aterramento, de uso obrigatório em todo padrão de entrada de energia. Essas ligações devem ser feitas da forma mais direta e curta possível.

Como se Proteger contra Picos de Energia?

As redes de distribuição de energia das empresas de eletricidade são projetadas para desligarem imediatamente no caso de risco à segurança das pessoas, o que pode acontecer quando ocorrem choques de carros em postes, contatos de árvores, chuvas, trovoadas, etc. A norma brasileira exige que os consumidores instalem protetores de surto contra os efeitos da falta e posterior retorno da energia.

Todos os aparelhos eletrônicos do imóvel e os fios que vêm da rua, como cabo de antenas e telefones, devem ter seu protetor. Esses protetores, a exemplo dos chamados filtros de linha, são facilmente encontrados no mercado e têm como função desviar o pico de energia para a terra, evitando danos ao aparelho. O aterramento é essencial para o funcionamento correto dos protetores.

É recomendável a instalação de um protetor também no quadro de distribuição do imóvel, principalmente em regiões de grande incidência de descargas atmosféricas.

Recomendações para Grandes Instalações

Nas instslações de Centro de Processamento de Dados e redes de micros, a técnica de aterramento vista até agora não é suficiente.

Nesses cassos é recomendável utilizar para o aterramento a “malha de terra de referência”.

Essa malha deve ficar sob o piso e permitirá que os terras lógicos dos aparelhos sejam aterrados através de ligações curtas e diretas, preferencialmente por condutores chatos ou fitas. Já existem malhas pré-frabicadas, mas recomendamos consultar um projetista para dimensioná-la. Essa malha também deve ser ligada ao sistema de aterramento de força da instalação para evitar variações das tensões.

Também devem ser utilizados protetores de surto contra picos de energia.

Dicas Fundamentais

Nunca aumente o valor do disjuntor ou do fusível sem trocar a fiação.
Devem ser previstos circuitos separados para iluminação e tomadas.
Todas as tomadas devem ter um fio para o aterramento.
Disjuntor não deve ser utilizado como interruptor.
Não utilize o fio neutro como fio terra.
Apenas o aterramento não é suficiente para a proteção das pessoas contra choques elétricos. As Normas Técnicas Brasileiras exigem o uso de disjuntores DR (Diferencial-Residual), que podem ser adquiridos em casas de material elétrico.
Evite a utilização do chamado “T”. O seu uso indevido causa sobrecarga nas instalações. Instale mais tomadas, respeitando o limite de condução de energia elétrica dos fios.
Recorra sempre a serviços de um profissional bem qualificado.
Os chuveiros elétricos devem possuir circuitos exclusivos.

Gabarito dos Exercicios de Portugues

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Número da Questão
1 d Questão 1
2 c Questão 2
3 b Questão 3
4 c Questão 4
5 e Questão 5
6 b Questão 6
7 a Questão 7
8 d Questão 8
9 a Questão 9
10 e Questão 10

Exercicios de Portugues

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1) Responda as questões 1 a 5 com base no texto abaixo:

01 Não há dúvida de que os remédios de hoje
02 tem melhor aparência do que os de antigamente
03 e trazem nomes tão singulares, que não sei
04 como os poetas ainda não começaram a adotá-los
05 nos títulos de seus livros. Mas isso em
06 breve acontecerá, pois são nomes misteriosos
07 e ao mesmo tempo moderníssimos que, não
08 significando claramente nada, sugerem a cada um
09 mundos novos, o que é a função artística e muito
10 adequada neste momento em que todos estão
11 desejando não propriamente deixar este mundo, mas
12 trocá-lo por outro, na esperança de uma vida
13 melhor.

Assinale a alternativa que expressa a idéia mais abrangente do texto.

(a) Os remédios modernos são mais eficientes e possuem melhor apresentação que os de antigamente.
(b) Os nomes dos remédios de hoje são misteriosos, e isso ajuda na cura do doente.
(c) Os nomes dos remédios modernos são tão singulares e misteriosos, que os poetas resolveram adotá-los nos títulos de seus livros.
(d) Mundos novos são sugeridos pelos nomes dos remédios de hoje, renovando a esperança de uma vida melhor para os doentes.
(e) Os nomes moderníssimos e misteriosos dos remédios atuais tem profundo significado para os doentes, apressando-lhes a cura.

2) A conjunção “mas” (linha 05), na posição em que aparece, desempenha a função de ____________ argumentos novos para _______________ as afirmações anteriores.

(a) especificar – refutar
(b) contrapor – anular
(c) introduzir – reforçar
(d) definir – suavizar
(e) caracterizar – substituir

3) Considere as afirmações abaixo sobre o texto:
I – A expressão “de hoje” (linha 01) exerce a função de adjunto adverbial.
II – Se substituirmos a expressão “a cada um” (linha 08) por “as pessoas”, ocorrerão condições para o uso da crase.
III – A oração “não significando claramente nada” (linhas 07 e 08) é reduzida de gerúndio e equivale a “quando não significam claramente nada”.

Quais estão corretas?

(a) Apenas I
(b) Apenas II
(c) Apenas I e II
(d) Apenas III
(e) I, II e III

4) Todas as palavras abaixo, que aparecem no texto, têm um quivalente em língua portuguesa sem acento gráfico, à exceção de

(a) dúvida (linha 01)
(b) têm (linha 02)
(c) títulos (linha 05)
(d) acontecerá (linha 06)
(e) é (linha 09)

5) Na coluna da direita, estão alguns pronomes e, na coluna da esquerda, palavras a que, possivelmente, eles se referem.
1. remédios (linha 01) ( ) os (linha 02)
2. aparência (linha 02) ( ) los (linha 05)
3. nomes (linha 03) ( ) que (linha 07)
4. títulos (linha 05) ( ) lo (linha 12)
5. mundo (linha 11)

A associação numérica correta, de cima para baixo, da coluna da direita, é

(a) 1 – 3 – 2 – 5
(b) 2 – 3 – 3 – 4
(c) 3 – 3 – 4 – 5
(d) 2 – 3 – 4 – 5
(e) 1 – 3 – 3 – 5

6) Responda as questões 6 a 8 com base no texto abaixo:
01 Os jogos olímpicos são o que há de mais
02 antigo e tradicional no panorama desportivo do
03 mundo. Têm eles sua origem na Grécia clássica,
04 há dois milênios, atribuindo-se-lhes, naquela
05 época, extraordinária importância, em razão da
06 supervalorização dispensada pelos gregos à
07 cultura física. Transportados para a época moderna,
08 enriquecidos com novas modalidades esportivas
09 características dos nossos tempos, passaram a
10 ser disputados de quatro em quatro anos,
11 alternadamente, em diversos países.

Se substituíssemos a palavra “eles” (linha 03) por “ele”, em quantas palavras do mesmo período deveriam ocorrer mudanças?

(a) Uma
(b) Duas
(c) Três
(d) Quatro
(e) Cinco

7) Há palavras que, dependendo do contexto em que ocorrem, pertencem ora a uma classe gramatical, ora a outra. Esse NÃO é o caso de

(a) jogos (linha 01)
(b) o (linha 02)
(c) sua (linha 03)
(d) se (linha 04)
(e) física (linha 07)

8) Considere as afirmativas abaixo:
I – As vírgulas das linha 10 e 11 foram usadas por idênticas razões.
II – Os prefixos das palavras “extraordinárias” (linha 05) e “supervalorização” (linha 06) possuem a mesma significação.
III – A voz passiva analítica equivalente a atribuindo-se-lhes, naquela época, extraordinária importância” (linhas 04 e 05) é “sendo-lhes atribuída, naquela época, extraordinária importância”.

Quais são as corretas?

(a) Apenas I
(b) Apenas II
(c) Apenas III
(d) Apenas I e III
(e) Apenas I, II e III

9) Responda as questões 9 e 10 com base no texto abaixo:

I
– Sabe o que a minhoca disse pro médico?
– O que?
– “Doutor, me dói a cabeça. Tenho quase certeza que é a cabeça”.
– Ri, ri!
– Rô, rô, ró!

II
– Sabe por que casamento de minhoca não dá certo?
– Por que?
– Nunca sabem quem é o cabeça da família.
– Rá! Rô, ró!

(Extraídos das tiras “As Cobras” de Luiz Fernando Veríssimo.)

Assinale a alternativa que contém uma palavra usada com frequência na língua coloquial, mas que deve ser evitada na língua padrão.

(a) Sabe o que a minhoca disse pro médico?
(b) Sabe por que o casamento de minhoca não dá certo?
(c) Por quê?
(d) Ri, ri! Rô, rô, ró!
(e) Nunca sabem quem é o cabeça da família.

10) Assinale a alternativa que contém um substantivo que ao mudar-se o artigo que o precede, muda de significado.

(a) Sabe o que a minhoca disse pro médico?
(b) Sabe por que o casamento de minhoca não dá certo?
(c) Por quê?
(d) Ri, ri! Rô, rô, ró!
(e) Nunca sabem quem é o cabeça da família.

O Processo de Redação

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No processo de redação existe um plano estruturado para ligação lógica do que o emissor codificador quer transmitir ao receptor ou decodificador da mensagem, ou melhor, temos uma sequência de idéias que geram um diálogo entre duas pessoas (escritor e leitor/ vestibulando e examinador) por meio de idéias que são tecidas por meio do tema proposto e delimitado.

Formamos um plano de trabalho lógico ao leitor: a Introdução, que é o início de uma idéia geral e importante (objeto principal do trabalho). Construímos o núcleo-frasal que será desenvolvido; o Desenvolvimento que é a manifestação do tema em todos os seus elementos “actions” (afirmação ou negação). Nele se desenvolvem os elementos extrínsecos ou formais e os intrínsecos (conceitos e argumentos) observando a clareza e a concisão do parágrafo. Conclusão é o sintetizador do desenvolvimento e criador do elo final com a idéia geral mencionada na introdução. Ordene esta redação e veja se é uma dissertação.

Você somente aprende escrevendo e sendo examinador do texto mas nunca deixe de consultar seu professor de redação e gramática. Não se esqueça de visitar as Dicas de Português e Literatura. As minhas Dicas nada valem sem o entendimento da Gramática e dos estilos de redação.

FORTALECENDO IDÉIAS

Usando a idéia de processos de expressividade, o professor e conferencista ALPHEU TERSARIOL dedica ao leitor um excelente roteiro de trabalho em sua obra: Manual Prático de Redação e Gramática, da LI-BRA Empresa Editorial Ltda.

Para trazer curiosidade à leitura, busco seu conceito sobre as formas de redação: “… Dissertar tem por objetivo instruir e instruir-se, através de raciocínio e reflexão…”; “…narração é uma sequência de episódios… é colocar os fatos numa devida ordem, sem repetir os acontecimentos e circunstâncias…”; “…Descrição é a reprodução visual da natureza, dos fenômenos dos fatos, objetos e sensações…”Ela abrange diversos aspectos no mundo exterior e às vezes do íntimo…”

Aconselho aos vestibulandos ler este manual, principalmente, nas observações e conselhos sobre recursos de expressividade que enriquecem sua redação dissertativa como o exemplo que o autor expõe sobre desarmamento infantil.

Na próxima vamos falar sobre dissertação e aprender mais técnica de redação com algumas dicas de Magda Becker Soares e Nelson do Nascimento que é importante estudar e Ter como manual de redação na cabeceira da cama como livro de leitura.

A ordenação no Desenvolvimento do Parágrafo pode acontecer:

a) por indicações de espaço : “… não muito longe do litoral…”.Utilizam-se advérbios e locuções adverbiais de lugar e certas locuções prepositivas, e adjuntos adverbiais de lugar;

b) por tempo e espaço: advérbios e locuções adverbiais de tempo, certas preposições e locuções prepositivas, conjunções e locuções conjuntivas e adjuntos adverbiais de tempo;

c) por enumeração: citação de características que vem normalmente depois de dois pontos;

d) por contrastes: estabelece comparações, apresenta paralelos e evidencia diferenças; Conjunções adversativas, proporcionais e comparativas podem ser utilizadas nesta ordenação;

e) por causa-consequência: conjunções e locuções conjuntivas conclusivas, explicativas, causais e consecutivas;

f) por explicitação: esclarece o assunto com conceitos esclarecedores, elucidativos e justificativos dentro da idéia que construída.

Autor: Prof. Adilson Torquato

Processos de Comunicação Escrita

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A literatura é belíssima mas grande parte dos brasileiros não sabe ler nem distinguir as suas formas de expressão mas mesmo assim convivem com ela diariamente. Imagine uma partida de futebol onde encontramos: O NARRADOR que expõe o jogo com toda a sua FUNÇÃO EMOTIVA do gol e o COMENTARISTA que descreve todas as jogadas usando uma LINGUAGEM REFERENCIAL chegando a usar a DISSERTAÇÃO no final das jogadas, um exame crítico com a finalidade de instruir ou emitir um juízo técnico e até uma opinião pessoal do assunto que foi narrado.

Como todo escritor e mesmo o locutor que passa informações pelo rádio, eles formam em sua tela mental: A DELIMITAÇÃO DO TEMA para definir a introdução (núcleo-frasal), o desenvolvimento (histórico e argumento) e a conclusão (concorda ou discorda) que conserva a sequência lógica da INTRODUÇÃO e do DESENVOLVIMENTO. Nada pode fugir desta lógica pois somente assim a imagem visual e racional vai tomando forma na cabeça do leitor e ele vai compreendendo a mensagem por meio da decodificação de cada palavra em seu significado .

Por que bater tanto nesta estrutura? Porque ela é o porquê de toda aplicação da técnica redacional para montagem de um texto descomplicado, sem tensão, sem insegurança e sem expressividade.

Isto vale para todas as técnicas redacionais.

Observe o valor da estruturação redacional:
O Delgado prendeu o ladrão em sua casa. (Faltou clareza! No emprego do Hiperbato ocorreu na verdade um vício de linguagem: a SÍNQUISE);
Vamos sair para fora! (Faltou concisão! Surgiu uma Tautologia ou Perissologia)
Eu vi ela correndo para mim (Faltou Harmonia! Mas ninguém escapa de uma cacofonia…)

Vejam sempre as Dicas de Português que são as preciosidades da Gramática e seus professores são grandes mestres que devem ser lidos e homenageados.

A ARGUMENTAÇÃO
– Sim (Assertiva);
– Não (Refutação);
– Livre (Sim ou Não; Nunca Talvez).

A ORTOGRAFIA
É a chave de uma redação segura.
Cuidado com s, sc, ss, ç, z, sç, c, xc, x e xs.

Exceção, excesso, ascensão, abscesso.

A ANÁLISE LINGUÍSTICA: FONÉTICA, PROSÓDIA E ORTOEPIA.
A ANÁLISE SINTÁTICA E A ORDENAÇÃO DOS PERÍODOS.

Novamente eu aconselho sempre a redigir e estudar a Gramática. Vejam as Dicas de Português e de Literatura. São importantíssimas. Existem umas Dicas de Português no Correio Brazilienseque são ótimas!

Autor: Prof. Adilson Torquato

Introdução e desenvolvimento de uma redação

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A Introdução deve ser estruturada de duas formas:

Extrinsecamente: ESTÉTICA
Intrisicamente : LÓGICA ESTRUTURAL – Frase-núcleo

A Estética trata da aparência:
a) Paragrafos bem feitos;
b) Respeito às margens do papel;
c) Acentuação;
d) Formação de períodos frasais.

A parte estrutural da Redação é a lógica que a idéia central ou frase-núcleo deve ter para formar os argumentos do desenvolvimento (frases periféricas que só fazem sentido por existir o tópico-frasal).

Veja como montamos nosso esquema mental antes de transferirmos para o papel:

TEMA: BRASIL, 500 ANOS !

Introdução:
Frase-núcleo: O Brasil está para completar quinhentos anos de descobrimento, mas ainda não sabemos o que comemorar no final deste milênio.

Desenvolvimento:
a) O descobrimento do Brasil aconteceu em 1.500 … e surgiu uma colônia portuguesa…
b) A situação do Brasil nos dias de hoje não mudou muito em relação ao sistema de exploração por outros países…

Conclusão:

Ao final deste milênio, que também abre uma comemoração pela descoberta do Brasil, surge espaço para maiores reflexões acerca do que esperamos desta Nação para os próximos quinhentos anos e de nossa situação ainda colonialista em relação ao sistema de exploração que chamamos de Desenvolvimento Alternativo para o Terceiro Mundo ou o regime de parceria que já era aplicado nas antigas capitanias hereditárias e que aplica-se na estrutura latifundiária.

Diante de tantos fatos ainda ficamos em dúvida do que realmente podemos comemorar e do que podemos aguardar para a próxima comemoração futura.

Veja que sua introdução abriu portas para desenvolver a lógica e terminar ilesa sua conclusão sem nenhum peso na consciência apesar da verdade exposta na redação.

Tente terminar esta redação que iniciei para você e analise a forma com que foi introduzido o tema e a sequência como desenvolvida.

Você agora será o examinador e estará verificando toda a redação.

Somente assim poderá saber seu nível de redação e ajudar da melhor forma possível as próximas redações dissertativas.

Autor: Prof. Adilson Torquato

Introdução às Técnicas Redacionais

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No Vestibular o tipo de redação mais utilizado é a DISSERTAÇÃO, que envolve técnicas descritivas e narrativas como podemos comparar:

Exemplo de Descrição

Este é o técnico da seleção: Um homem de cabelos esbranquecidos pela vida de futebol e por demais atacado pela calvície e possuidor de um temperamento contestador mas audaz em sua decisão de levar o Brasil ao título do Pentacampeonato tão almejado por um Povo de autenticidade futebolística e técnicos de coração verde e amarelo que bradam e vivem a vitória e a derrota de cada etapa num grito eufórico de gol !

Exemplo de Narração

Vai iniciar mais uma partida de mais um clássico de futebol. E parece que o dia está claro para um jogo jamais visto em todo este campeonato. É o Brasil buscando o nosso Pentacampeonato contra a Jamaica. Vai ser dado o chute inicial e o jogo vai começar… Vai, Brasil !

Exemplo de Dissertação

O que nos interessa é a dissertação que não foge a estrutura redacional da introdução, do desenvolvimento e finalmente a conclusão das duas partes da estrutura. Assim temos sempre que ter um plano de estrutura que determine o tema projetando suas limitações, inicie um tópico frasal definindo a idéia geral que deve ser desenvolvida, manifeste a opinião e argumentação da idéia geral e desenvolve a redação até chegar ao final da idéia geral proposta e das idéias desenvolvidas. Analise esta dissertação e veja se ela realmente seguiu as etapas que estruturam uma boa redação e não se esqueça de verificar a ortografia. A melhor dica é escrever sempre e ler bastante acompanhando as técnicas redacionais apresentadas a cada semana para desenvolver ordenadamente sua dissertação e até conhecer algumas formas de fazer um núcleo ou tópico frasal bem definido com o tema.

Exemplo:
Páscoa é a festa espiritual da libertação, simbolizada por objetos incorporados em nossas vidas como o ovo de páscoa, que está ligado a um ritual egípcio e, por conveniências comerciais, ganhou seu lugar nas festividades do Domingo de Páscoa assim como outra tradições que surgiram do anseio popular (a malhação do Judas em Sábado de Aleluia).

Mas, a verdadeira Páscoa está narrada em Exodus e depois a Nova Páscoa está descrita no Evangelho de Jesus Cristo como a vitória do Filho do Homem. A primeira Páscoa da História foi celebrada pelos hebreus no século 13 a.C. para que todos lembrassem que Moisés, com a ajuda do Senhor, salvou o seu povo das mãos do Faraó. Assim, o cordeiro foi o sinal de aliança e o anjo podia saber quem estava com Javé ou Jeová.

E com a ceia vieram os pães ázimos sem fermento e as ervas amargas comidas com o cordeiro pelos hebreus com os cinturões cingidos aos rins, prontos para ir embora do Egito, ao amanhecer. Depois temos o anúncio do Cordeiro de Deus por João Batista e a revelação do Filho do Homem até a sua crucificação e a Ressurreição. Somente a partir deste período, os cristãos das catacumbas começam a usar o Ovo como símbolo de vida nova, além do que depois do jejum da Quaresma e da Semana Santa era o alimento para a preparação da festa, entre 22 de março a 25 de abril, variando de ano para ano.

A origem das tradições pascais variam de civilização a civilização e de tudo que pode ser incorporado como os ovos egípicios ganhou afeição dos teutônicos e na China, na Festa da Primavera, distribuíam ovos coloridos. Os missionários trouxeram o costume que se ocidentalizou-se e a Igreja concordou e oficializou no século XVIII.

No mundo todo, a cerimônia religiosa da Páscoa varia conforme as tradições e costumes, mas seus significados de Libertação e Vida Nova ainda são traduzidos nas festividades pascais e nas suas formas de comemorações até mesmo com a malhação do Judas no Sábado de Aleluia e a Missa de Páscoa de Domingo, tudo faz parte da civilização cristã ocidental e da história da vida, morte, paixão e ressurreição de Cristo narrada no Antigo e Novo Testamento.

A Estética de uma redação

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No nosso primeiro contato com a redação, podemos achar que é muito fácil mas, na realidade, surge algo que torna importante o nosso ato de escrever que se mantém na forma de passar a mensagem ao nosso leitor e a estética do trabalho redacional, que mostra o quanto estamos interessados em que nosso pensamento seja bem compreensível com lógica e clareza.

Surge então a busca por um trabalho mais limpo e com estética para a estrutura. Observando os exemplos de redações da dica passada, podemos notar que a estética não é tão ordenada, por isso a sequência lógica se perde no meio do caminho e fica sem sentido no que diz respeito ao desenvolvimento de seus argumentos centrais e finais para uma conclusão mais segura e estruturada.

Lembre-se sempre que, ao formar um Plano de Trabalho para escrever sua redação, você deve visualizar também a sua ESTÉTICA:

Nunca comece uma redação com períodos longos. Basta fazer uma frase-núcleo que será a sua idéia geral a ser desenvolvida nos parágrafos que se seguirão;
Nunca coloque uma expressão que desconheça, pois o erro de ortografia e acentuação é o que mais tira pontos em uma redação;
Nunca coloque hífen onde não é necessário como em penta-campeão ou separação de sílabas erroneamente como ca-rro (isto só acontece em espanhol e estamos escrevendo na língua portuguesa);
Nunca use gírias na redação pois a dissertação é a explicação racional do que vai ser desenvolvido e uma gíria pode cortar totalmente a sequência do que vai ser desenvolvido além de ofender a norma culta da Língua Portuguesa;
Nunca esqueça dos pingos nos “is” pois bolinha não vale;
Nunca coloque vírgulas onde não são necessárias (o que tem de erro de pontuação !);
Nunca entregue uma redação sem verificar a separação silabica das palavras;
Nunca comece a escrever sem estruturar o que vai passar para o papel;
Tenha calma na hora de dissertar e sempre volte à frase-núcleo para orientar seus argumentos;
Verifique sempre a ESTÉTICA: Parágrafo, acentuação, vocabulário, separação silábica e principalmente a PONTUAÇÃO que é a maior dificuldade de quem escreve e a maioria acha que é tão fácil pontuar !
Respeite as margens do papel e procure sempre fazer uma letra constante sem diminuir a letra no final da redação para ganhar mais espaço ou aumentar para preencher espaço;
A letra tem que ser visível e compreensível para quem lê;
Prepare sempre um esquema lógico em cima da estrutura intrínseca e extrínseca;
Não inicie nem termine uma redação com expressões do tipo: “… Eu acho… Parece ser… Acredito mesmo… Quem sabe…” mostra dúvidas em seus argumentos anteriores;
Cuidado com “superlativos criativos” do tipo: “… mesmamente… apenasmente.” . E de “neologismos incultos” do tipo: “…imexível… inconstitucionalizável…”.
Se você prestou atenção nas redações da dica anterior, percebeu que elas estavam seguindo a estrutura redacional intrínseca (interior) quanto a INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO E CONCLUSÃO, mas não obedeciam a parte extrínseca (exterior) que é a apresentação da Redação, ou melhor, a aparência da escrita mostrando um conteúdo limpo e claro.

O que notamos é que nas redações faltaram parágrafos e respeito às margens (estética do trabalho) e a DISSERTAÇÃO do estudante que colocou várias idéias na introdução sem definir uma geral e tornou odesenvolvimento confuso, pois faltou dissertar sobre as tais conveniências comerciais do ovo de páscoa da introdução e centrou muito na História da Figura do Cordeiro sem explicar o que a ver a malhação de Judas e o Domingo de Páscoa. A conclusão começa a ficar em apuros e o fechamento das idéias da introdução e do desenvolvimento terminam prejudicadas. Nosso desafio é escrever esta dissertação usando todas as dicas para uma redação boa.

Como disse meu colega, o Professor Rogério: “A melhor dica para Redação: é Pensar. Penso logo escrevo” O segredo é simples: EU ESCRITOR TAMBÉM SOU LEITOR . ( Tudo que estou escrevendo vem do que penso e preciso montar um bom plano para entender o que escrevo e deixar minha leitura mais compreensível para os demais leitores )

A LÓGICA ESTRUTURAL: FRASE-NÚCLEO

Observe o texto dissertativo e analise a sua parte lógica na introdução, desenvolvimento e conclusão:

A PÁSCOA CRISTÃ
A Páscoa é uma festa cristã. Nela celebramos a Libertação dos Hebreus por Móises e Javé (Jeová – verbo hebraico para Ser) como também a Ressurreição de Cristo.

A Bíblia relata no Velho Testamento a saída do povo hebreu perseguido pelo Faraó e libertos pelo Senhor na passagem do Mar Vermelho, mas no Novo Testamento a Ressurreição abre uma idéia de salvação, de vida nova, de libertação do corpo pela vida eterna após a morte e eleva o sonho de um mundo novo: A Nova Jerusalem. Por estes eventos comemoramos a Páscoa.

Em todo mundo cristão comemora-se a Páscoa como a festividade mais significativa de libertação e ressurreição por dois momentos bíblicos que marcam a mesma esperança de encontrar a Nova Jerusalém.

Nota-se claramente que além da estética exterior e da simples idéia de seguir a estrutura interna, o escritor prezou pela lógica de sua redação e não só pelo segmento da introdução, desenvolvimento e conclusão mas nota-se uma definição muito clara de uma idéia geral (central) na introdução que fortaleceu o encadeamento das idéias e protegeu o sentido argumentativo do contexto e fechou a conclusão trazendo ao leitor a visão do que o tema pediu a Páscoa Cristã e que foi mencionada no núcleo frasal: “… A Páscoa é uma festa cristã…”.

Veja o esquema lógico montado em cima da estrutura redacional: TEMA: A Páscoa Cristã; Núcleo ou Tópico-frasal: A Páscoa é uma festa cristã (idéia geral) Desenvolvimento (idéias encadeadas ou periféricas que sustentam a idéia central)

Saída do povo hebreu (EXODUS)
Ressurreição de Cristo (PROMESSA DE DEUS)
Promessa de Vida Eterna (NOVA JERUSALEM) Conclusão (Conversão das idéias proclamadas na redação)

“… todo mundo cristão…” “… festividade significativa…”(puxa a idéia central da introdução)
“…dois momentos bíblicos…” “… Nova Jerusalem…” (puxa o argumento do desenvolvimento)
O que ocorreu na dissertação anterior a esta foi a confusão de idéias e isto complicou a estrutura então podemos dizer que dentro da introdução surge a primeira idéia a ser construída na redação e a conclusão termina a montagem de nosso pensamento escrito. E como fica o desenvolvimento ? Isto vamos mostrar em suas formas de ordenações que é o mais simples de se fazer dentro de um tópico frasal bem estruturado e vamos mostrar todas as formas de ordenações do desenvolvimento. Não percam!

Montamos em nossa tela mental o que vamos fazer no papel:
TEMA: Os brasis do Brasil Frase-núcleo: O Brasil por suas variadas diversidades possui vários brasis que se moldam no território nacional e determinam algo que vai além de suas fronteiras regionais.

Desenvolvimento:

A divisão territorial;
A formação regional;
Os diferentes brasis.
Conclusão:
Cada região territorial é um Brasil diferente não só por sua divisão fronteiriça mas por sua diversidade cultural, geográfica e muito mais política fortalecendo o Brasil como Nação e Governo.

Temos um Brasil que se forma de diversas maneiras em cada região e possui uma forma diferente de observar o País como meio de sobrevivência de um povo ou de fortalecimento político das massas emergentes em suas áreas de atuações territoriais, regionais, culturais e políticas.

Quase preparamos a redação só na esquematização da lógica inicial da introdução.

Autor: Prof. Adilson Torquato