Grupo geradores são equipamentos que só mostram sua utilidade nos momentos de falta de energia elétrica, por isso muitas vezes sua manutenção é negligenciada. Muitos condomínios utilizam este equipamento. O condomínio, em conjunto com um profissional qualificado deve coordenar um plano de manutenção para o equipamento. Sem dúvida, os gastos com manutenção não se comparam com o prejuízo mais sério por falta de revisão periódica.
Por ser um equipamento que envolve tanto partes mecânicas (motor) e elétricas (gerador), sua manutenção se torna um pouco mais complexa, mais dispendiosa, e também especializada. As manutenções no grupo gerador devem ser efetuadas de 6 em 6 meses, ou a cada 250 horas. Nestas manutenções realiza-se troca de óleo lubrificante, revisão das baterias, troca de filtros do motor, limpeza, ajustes elétricos, entre outras ações.
O Grupo-gerador deve ser posto em funcionamento pelo menos uma vez por semana, por no mínimo 5 minutos para que suas partes móveis não se degradem.
Em grupos geradores mais modernos, além do motor e do gerador, temos também a U.S.C.A – Unidade de Supervisão de Corrente Alternada, que superviona a rede de energia, e que em qualquer anormalidade aciona o grupo gerador, desligando-o até que tudo se normalize. A USCA também passa por manutenção, juntamente com o Grupo gerador, na época prevista.
Grupo-gerador
Nobreaks, UPS e Estabilizadores
Nobreaks e estabilizadores de grande porte são utilizados em aplicações críticas, onde a falha de energia, ou a energia com variações pode ocasionar grandes prejuízos.
Estes equipamentos devem ser alvo de programas de manutenção específicos, para a garantia de energia de qualidade e contínua.
Um ponto crítico da manutenção de nobreaks é o banco de baterias, que de acordo com a potência e conceito de operação do equipamento, será de grande porte e alvo de planos de manutenção dedicados.
A linha “limpa” fornecida pelo sistema UPS, deve estar com as proteções ativadas e confiáveis, sob o risco de danificar o próprio sistema fonte. Equipamentos não essenciais também devem ser evitados na linha UPS.
Em síntese, sistemas Nobreaks devem ter manutenção planejada e específica, a fim de garantir um funcionamento do sistema com o mínimo de imprevistos e prejuízos.
Casas de força
Muitos condomínios e empresas, por serem de grande porte, têm casas de força de alta tensão sob sua responsabilidade.
As casas de força por abrigarem equipamentos com alta tensão, devem antes de mais nada estar sob total segurança. Para isso devem ser trancadas, sinalizadas, e estar com as revisões em dia.
Outro fator importantíssimo para a segurança de uma casa de força é o seu aterramento. A revisão do aterramento é feita com aparelhos de medição específicos, e por eletrotécnicos com qualificação para tal. O aterramento é a garantia de que qualquer vazamento de tensão elétrica será escoado para a terra, e não colocará em risco vidas humanas. Quando se fala em alta tensão, qualquer choque ou descarga elétrica é certamente fatal!
A manutenção de uma casa de força só deve ser efetuada por pessoal qualificado, e com material de segurança adequado (EPI/EPC). Os principais equipamentos de uma casa de força são: transformador; pára-raio de linha; isoladores; chave fusível. Todos estes equipamentos, e também o aterramento devem ser revisados na manutenção periódica.
Para realizar a manutenção de uma casa de força, deve-se agendar com a conssesionária de energia local um desligamento na alta tensão. No caso de Pernambuco, a CELPE solicita que este agendamento seja feito com 04 dias úteis de antecedência. Maiores informações em: 0800 81 0120.
Normas técnicas:
NBR 14039 – Instalações elétricas de alta tensão
PB-1439 – Subestações de distribuição tipo I
NBR 11388 – Sistemas de pintura para equipamentos e instalações em subestações
Transformadores
Transformadores são utilizados em muitas empresas e condomínios. Um transformador basicamente transforma tensão elétrica seja abaixando-a, seja elevando-a. Em condomínos e empresas estes transformadores geralmente recebem alta tensão proveniente da concessionária de energia, e abaixam esta tensão para 380 Volts.
O transformador deve ser revisado periodicamente nos seguintes itens:
# Análise físico-químico do óleo mineral
# Teste de isolamento das bobinas
# Teste de isolamento dos isoladores
# Reaperto de conexões
# Limpeza
A análise do óleo mineral é importante ser efetuada por laboratório credenciado. O óleo mineral do transformador tem função de isolamento elétrico e condutor de calor. Qualquer anormalidade no óleo pode ocasionar acidentes e até a perda do transformador. Em Recife-PE a análise do óleo do transfomador é feita pelo ITEP e custa cerca de R$ 120,00. Informações pelo telefone: (81) 32724268
Um transformador com defeito pode provocar danos em equipamentos elétricos, e também acidentes. No caso de uma avaria no transformador, a manutenção é demorada, podendo a empresa ou condomínio sofrer grandes prejuízos.
Normas técnicas:
NBR 5356 – Transformadores de potência
NBR 9368 – Transformadores de potência até 145KV
NBR 10022 – Transnformador de potêncial até 72,5KV
Aparelhos de refrigeração
Geladeiras, freezers, ar condicionados, bebedouros, todos estes equipamentos são classificados como aparelhos de refrigeração, pois utulizam o mesmo princípio para refrigerar algo.
Este aparelhos utiizam-se de uma espécie de motor chamado compressor para realizar sua tarefa, por isso, o consumo destes equipamentos é relativamente alto.
Sendo assim, vale algumas dicas importantes quanto aos aparelhos de refrigeração:
#Utilize uma tomada específica para estes aparelhos, evitando extensões e benjamins
#Solicite um profissional qualificado para que inspecione os cabos da instalação que alimentam tais tomadas, lembrado sempre que cabos mal dimensionados ocasionam desperdício de energia.
#Mantenha estes aparelhos sempre aterrados
#Todos estes equipamentos possuem regulagem de refrigeração (termostato). Utilize os termostatos, regulando a temperatura desejada. Isso ajuda muito a economizar energia!
#Mantenha seu aparelho limpo, pois poeira e resíduos prejudicam o funcionamento dos mesmos, consumindo mais energia. Mas lembre-se, desligue o aparelho da tomada quando for limpá-lo!
#Na hora de comprar, prefira os mais econômicos.
#Faça manutenção regularmente nos aparelhos de refrigeração, com técnicos qualificados.
Normas técnicas:
NBR NM-IEC 60335 – Segurança de aparelhos eletrodomésticos e similares
NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão
Painéis elétricos
Os painéis elétricos devem ser alvo de manutenção periódica. Isso por que todo contato e conexão elétricos são potencialmente propensos à defeitos, e a desperdício de energia.
A manutenção em quadros elétricos, sejam eles residências ou industriais, consiste em:
# Reaperto e inspeção de conexões
# Limpeza e organização
# Medições de temperatura
# Medições de grandezas elétricas
Um painel elétrico necessita também ser organizado, tendo identificado seus componentes, a fim de evitar acidentes. Deve também ser protegido contra pessoas desavisadas, sendo identificado com símbolos e avisos adequados.
Lembre-se: Conexões elétricas frouxas ocasionam alto consumo de energia!
Normas técnicas:
NBR 5459 – Manobra e proteção de circuitos
NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão
Pára-raio
O pára-raio como o próprio nome já diz é a proteção das edificações contra descargas atmosféricas (raios).
Um pára-raio instalado corretamente escoará quaisquer descargas atmosféricas para o aterramento do edifício, protegendo pessoas e equipamentos elétricos.
O pára-raio deve ser revisado periódicamente, a fim de evitar que ferrugem e outros desgastes do tempo ponham em risco o bom funcionamento do sistema.
Na manutenção do pára-raio, o item mais importante é o aterramento, pois é o bom aterramento que garante que no caso de descarga, esta mesma será escoada seguramente.
É importante lembrar também que é terminantemente proibido utilizar o cabo do pára-raio como aterramento para outros fins, sob o risco de acidentes graves com pessoas e avarias em equipamentos, no caso de uma descarga atmosférica.
Normas técnicas:
NBR 5459 – Manobra e proteção de circuitos
Iluminação, fios e tomadas
Numa residência, ou empresa, a parte de iluminação e tomadas, é muito importante tanto para segurança quanto para a economia de energia.
Tomadas, interruptores, contatos elétricos, emendas e conexões, se não estiverem firmes e instalados corretamente, podem representar pontos de aquecimento, e por conseguinte, maior consumo de energia. Estima-se que as emendas de uma instalação podem consumir mais de 10% de energia, se não estiverem bem feitas.
Em relação às tomadas, deve-se ter atenção redobrada para as tomadas específicas de ferro de passar, geladeira, freezer, máquina de lavar, pois são tomadas que são mais exigidas, e por isso precisam de uma manutenção mais cuidadosa.
A iluminação pode ser uma fonte de alto consumo de energia. Faça a opção por lâmpadas fluorescentes econômicas, apesar de mais caras do que as incandescentes, elas têm garantia de no mínimo 01 ano, e consomem cerca de 8 vezes menos. O investimento inicial têm retorno certo nas contas de energia!
Os cabos elétricos de uma instalação elétrica devem também ser revisados por profissional qualificado, a fim de avaliar-se a integridade do isolamento, e se a capacidade do cabo está adequada para a instalação da residência. É muito comum encontrarmos cabos elétricos inadequados para alguns equipamentos como chuveiros, geladeiras, entre outros. O que acontece frequentemente é que com o tempo se adiquire mais eletrodomésticos para a residência, e os cabos que antes eram adequados à instalação, já não são mais. Por isso, recomenda-se revisar todas as instalações da residência anualmente, e quando da nova aquisição de um chuveiro, geladeira, freezer, solicitar a um profissional qualificado que inspecione às instalações para o novo equipamento.
Lembre-se sempre: Fios e cabos inadequados provocam aquecimento, e consequentemente podem provocar incêndios e maior consumo de energia!
A revisão anual das instalações elétricas mantém a família segura e com contas mais econômicas!
Normas técnicas:
NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão
NBR NM-IEC 60335 – Segurança de aparelhos eletrodomésticos e similares
NBR 5413 – Iluminância de interiores
NBR 13249 – Cabos e cordões flexíveis
Sensores de presença
Sensores de presença podem ser uma alternativa bem eficiente em condomínios quando a questão é economia de energia elétrica, em locais de alta circulação de pessoas.
Em alguns pontos, a economia de energia pode ser asssustadora. Note este exemplo:
Em um prédio de 15 andares, suponhamos que temos um ponto de iluminação de 15W (lâmpada econômica) por andar, que é aceso às 18:00 e desligado às 07:00. Assim temos:
(15W x 15 andares) X 13 horas = 2925Wh ou 2,925KWh por dia
Valor do KWh (Celpe) = R$ 0,50004
Logo, o gasto dos pontos durante o mês, em reais, é:
(2,925KWh X R$ 0,50004) X 30 dias = R$ 43,87 mensal
Com a instalação de sensores de presença, suponhamos que:
Após anoitecer, os pontos sejam acionados 20 vezes, e fiquem acesos durante 1 minuto cada vez:
Logo, ao invés dos pontos ficarem acesos durante 13 horas (780 minutos), ficarão apenas durante 20 minutos!
Multiplicando o consumo de R$ 43,87 pela relação 20 min./780 min., teremos:
R$ 43,87 X 0,0256 = R$ 1,12 mensal
Neste caso, obtivemos uma economia mensal de:
R$ 43,87 – R$ 1,12 = R$ 42,75
ou melhor, 97% de economia!
CHUVEIRO ELÉTRICO
Resumo:
O chuveiro elétrico é o eletrodoméstico da residência que merece mais atenção quando da sua instalação. Por ser um aparelho que aquece água utilizando eletricidade, se for mal instalado pode oferecer risco de choque elétrico para quem dele se utiliza.
Outro fator importante é em relação à economia de energia. De acordo com a potência do chuveiro, e também de acordo como é instalado, o chuveiro pode causar um consumo excessivo de energia.
Atualmente existem diversos modelos de chuveiros, e de diversas potências. Os de maior potência são os que tem maior consumo de energia. A faixa de potência dos chuveiros elétricos atualmente varia entre 2500Watts à 7500Watts. A escolha da potência do chuveiro deve estar relacionada com o consumo que se deseja, e também com região do país em que se vive. Utilizar chuveiros de alta potência em regiões quentes como o nordeste é nada mais nada menos que desperdiçar energia.

Na maioria dos casos é posível diminuir o consumo de um chuveiro apenas com a troca da resistência, sem necessidade de trocar todo o aparelho. Em alguns casos, com uma simples troca de resistência diminui-se o consumo do chuveiro em até três vezes. O preço de uma resistência de chuveiro elétrico é cerca de 10 vezes menor do que o preço do aparelho completo. Mas lembre-se, o chuveiro é um aparelho elétrico e só deve ser manipulado por profissional qualificado!
Outra questão importante relacionada à segurança e à economia de energia, são os cabos elétricos que fornecem energia para a tomada onde está instalado o chuveiro. Caso sejam mal dimensionados, podem ocasionar alto consumo de energia e até incêndios.
A interligação do chuveiro à instalação elétrica da residência é outro fator importante. Ligações mal feitas ocasionam alto consumo de energia.
De acordo com a NBR 5410: 9.5.2.3 A conexão do aquecedor elétrico de água ao ponto de utilização deve ser direta, sem uso de tomada de corrente.
Repare que a NBR 5410 é bem especifica no assunto, a ligação deve ser direta, veja nas fotos abaixo o que já encontrei em vários hotéis do Brasil:
ERRADO:


FORMA CORRETA:

O detalhe, porém, mais importante na instalação de um chuveiro elétrico é o aterramento, pois é o aterramento que garante a não ocorrência de choques elétricos nas pessoas.
Resumindo, o chuveiro elétrico, se instalado por profissional desqualificado, pode ser um causador de acidentes graves, e responsável por altas contas de energia.
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A história do Chuveiro Elétrico
Desenvolvido no Brasil em meados da década de 30, o chuveiro elétrico procurou substituir nesse país a fonte principal de calor – uma vez que redes de gás eram praticamente inexistentes nas grandes cidades – ao contrário da energia elétrica. Com a rápida urbanização assistida no Brasil desde então, esta solução foi sendo a principal adotada, embora convivesse com outras formas de aquecimento da água.
De concepção bastante simples, o chuveiro elétrico era constituído de um elemento de aquecimento, chamado de “resistência” no Brasil (não confundir com resistor), feito de um fio espiralado composto de metais com alto ponto de fusão, como o níquel, o cromo ou uma liga dos dois metais, que ao aquecer, esquenta imediatamente a água, além do espalhador com inúmeros orifícios, sempre parecido com os tradicionais chuveiros. Durante o período da Segunda Guerra Mundial, com a escassez de níquel, utilizou-se também um sistema alternativo, composto por uma série de pequenas placas de aço inoxidável alternadas entre os pólos da rede elétrica que atuavam como eletrodos de aquecimento no interior do chuveiro, onde a própria água que o abastecia gerava resistência elétrica, aquecendo-se. Porém este sistema era instável, conforme o teor de minerais e cloro na água, podia levar ao curto-circuito bem como a grande quantidade de potência reativa gerada nos eletrodos prejudicava os medidores de energia e os transformadores.
Os primeiros chuveiros elétricos eram perigosos, pois havia negligência por parte de fabricantes e instaladores quanto à isolação eficaz de condutores elétricos, elementos energizados e a carcaça metálica do aparelho, ocasionando choques elétricos. O fenômeno eletrolítico gerado na água pela resistência elétrica e a carcaça de chuveiros metálicos também produzia pequenos choques e formigamentos ao tocar no registro de água. Estes chuveiros elétricos necessitavam de uma chave corta-circuito para ligar/desligar a energia elétrica, tornando o uso do chuveiro perigoso. No início dos anos 40 uma empresa situada em um bairro tradicional da grande São Paulo chamada FAME (Fábrica de Aparelhos e Materiais Elétricos), iniciou suas atividades fazendo ferros de solda, torneiras elétricas e chuveiros elétricos, entre eles, alguns modelos onde a câmara de aquecimento era de vidro, o que reduzia o risco de choques elétricos durante o banho. Em 1940, a empresa Sintéx, também situada em São Paulo, inventou um chuveiro mais seguro, o qual possuía uma alavanca para abrir o fluxo de água e acionar a resistência elétrica. Neste sistema, a alavanca acionava um registro de água e também uma chave corta-circuito. Movendo-se a alavanca, abria-se o fluxo de água, estando a água corrente, o próximo estágio do curso da alavanca fechava o circuito elétrico, acionando a resistência. Este chuveiro foi a base para todos os chuveiros elétricos fabricados ao longo da década de 40 e início da década de 50.
Em meados dos anos 40, em Jaú-SP, Francisco Canhos Navarro desenvolveu o primeiro chuveiro completamente automático, que se ligava automaticamente ao abrir o registro de água. Este sistema dotava o chuveiro elétrico de um diafragma de borracha, onde contatos e uma resistência eram fixados. Ao circular a água pelo aparelho, a pressão inflava o diafragma, aproximando os contatos da resistência aos contatos energizados situados em um cabeçote no aparelho, fechando o circuito elétrico. Este chuveiro também possuía duas resistências, sendo uma de baixa potência e outra de alta potência de aquecimento, de onde a combinação de funcionamento delas proporcionava várias temperaturas da água do banho. Este sistema é a base de praticamente todos os chuveiros elétricos desenvolvidos posteriormente até hoje. Outra empresa fabricante de materiais elétricos situada na cidade de São Paulo, a Lorenzetti, desenvolveu em 1955 um chuveiro com sistema dotado de um pistão interno que movia-se com a passagem da água pelo aparelho, fechando ou abrindo o circuito elétrico da resistência também através da passagem de água.
Graças à extensa propaganda feita pelos fabricantes e os altos custos com canalizações de gás, o chuveiro elétrico passou a ser um eletrodoméstico muito popular no Brasil e é utilizado por quase toda a população. De seu projeto, derivaram outros aparelhos semelhantes, como aquecedores para pias e lavatórios e a “torneira elétrica”, que basicamente consiste em um chuveiro elétrico dotado de um bico de saída d’água e registro de passagem.
A popularização do plástico ao longo dos anos 60 e 70 também alcançou a fabricação de novos chuveiros mais seguros. Em 1970 a empresa Corona lançou o primeiro chuveiro inteiramente feito em plásticos como o polipropileno, nylon e baquelita, seguido por outros fabricantes nos anos seguintes. Esses chuveiros foram apelidados de “Super Ducha” e eram aparelhos de menor custo frente aos chuveiros metálicos, normalmente feitos de latão ou bronze com acabamento cromado. Além das cores e maior liberdade de criação no design, o plástico também proporcionou melhor isolamento elétrico em relação aos chuveiros metálicos, uma vez que raramente eram aterrados como recomendavam os fabricantes.
A adoção de resistências blindadas, novas normas de aterramento e instalação elétrica no final dos anos 80 também contribuíram para que os chuveiros elétricos tornassem aparelhos mais seguros. Hoje é tão seguro utilizar um chuveiro quanto um secador de cabelos ou um liquidificador, desde que tomados os devidos cuidados que um aparelho elétrico qualquer exige.
A desvantagem dos chuveiros elétricos está no consumo de energia. Como é necessária muita caloria para aquecer a água, a resistência elétrica consome muita energia para incandescer e aquecer a água. Para se ter uma ideia, eletrodomésticos considerados de grande consumo, como aquecedores de ambiente, ferros de passar roupas, fornos elétricos ou secadores de cabelo, em suas potências máximas consomem em média 1500 watts em 120 ou 127 volts; e até 2500 watts em 220 volts. Um chuveiro elétrico, em sua potência mínima, consome entre 2500 e 3200 watts, em suas máximas potências, chegam a consumir 5500 watts em 127 volts e até 7500 watts em 220 volts! O fator de equilíbrio está no seu tempo de utilização, pois consomem energia elétrica apenas durante o banho, consumindo relativamente menos que um ar-condicionado ou geladeira, que ficam ligados ou ciclando ao longo do dia todo. Um problema está no tempo médio de banho diário de um brasileiro, apesar de os fabricantes e órgãos ambientais recomendarem menos de 10 minutos, normalmente ele se estende até os 20 ou 30 minutos, contando o fato que é muito comum se tomar mais de um banho diário em algumas regiões do país.
A vantagem dos chuveiros elétricos é que o consumo de água é menor que nas duchas de aquecimento a gás, pois exigem volume ligeiramente menor de água para funcionarem comparado às duchas de aquecimento central ou caldeira, onde a tendência do usuário é a de aumentar ainda mais o volume de água no banho. Em relação aos aquecedores centrais, os chuveiros elétricos também levam vantagem quanto à rapidez com que a água esquenta, enquanto muita água é desperdiçada até a água quente chegar à ducha e que se obtenha a temperatura desejada, ela esquenta em segundos após abrir o registro d’água nos chuveiros elétricos, economizando muito no saldo mensal de consumo de água. Aliado ao fato de que no Brasil o principal sistema de obtenção de energia é por hidrelétricas, uma fonte limpa em relação à queima de oxigênio com o gás.
Outro ponto a favor dos chuveiros elétricos é que a maior parte do território brasileiro possui clima quente em todo o ano, contribuindo para o baixo consumo de energia elétrica com chuveiros. Nos estados situados mais ao sul do país é que são encontrados chuveiros de maior potência devido às baixas temperaturas da região. No entanto, no final dos anos 90 duas empresas do Estado de Santa Catarina, Thermosystem e Zagonel, desenvolveram vários modelos de chuveiros populares com 05 a 08 níveis de temperaturas, os quais possibilitaram uma redução significativa do consumo anual de energia elétrica nos estados de clima mais frio, uma vez que a potência máxima se faz necessária apenas em algumas semanas dos meses mais frios. Em países onde a temperatura no inverno oscila entre 0ºC e -2ºC, um chuveiro elétrico, instalado de acordo com as recomendações dos fabricantes, é capaz de aquecer a água o bastante para um banho confortável, principalmente as versões em 220V, tensão para a qual há opções de aparelhos mais potentes do que em 127V.
Atualmente, são encontradas no Brasil diversas marcas, cada qual com vários modelos diferentes de chuveiros elétricos. Cerca de 65 países importam chuveiros elétricos e alguns já possuem fabricantes locais, como Colômbia, Reino Unido, Venezuela e México. Empresas brasileiras também apresentaram em feiras de eletrodomésticos chinesas o aparelho como alternativa barata de obtenção de água quente, o qual foi recebido com interesse e parcerias com empresas locais foram firmadas. De “vilão” do consumo de energia, o chuveiro elétrico pode ser uma boa alternativa para a economia de água e do gás, principalmente em países onde a energia elétrica custa menos que o abastecimento com gás.
Selo Procel de Eficiência Energética

O Selo Procel de Economia de Energia ou simplesmente Selo Procel, instituído por meio de Decreto Presidencial de 08 de dezembro de 1993, é um produto desenvolvido e concedido pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – Procel, que tem na Centrais Elétricas Brasileiras S.A – Eletrobrás sua secretaria executiva.
O Selo Procel tem por objetivo orientar o consumidor no ato da compra, indicando os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria. Também objetiva estimular a fabricação e a comercialização de produtos mais eficientes, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e a redução de impactos ambientais.

Para mais informações sobre o Selo Procel, bem como as tabelas completas dos equipamentos contempladas com o Selo, acesse http://www.eletrobras.com/procel
NOTA: Procure sempre pelo fio terra. Este deve ter uma etiqueta com a seguinte frase: “Importante para sua segurança. Para evitar riscos de choques elétricos, o fio terra deste aparelho deve ser conectado a um sistema de aterramento”
Bibliografia:
http://www.banhoeconomico.com.br/
http://www.portaldobanho.com.br/historiadobanho.htm
http://www.abinee.org.br/programas/prog03.htm
http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtosPBE/chuveirosEletricos.asp
http://www.inmetro.gov.br/consumidor/pbe/pbetab6.asp?iacao=imprimir
http://revista.penseimoveis.com.br/especial/sc/editorial-imoveis/19,480,3324812,Saiba-como-escolher-um-chuveiro-eletrico-que-esquenta-de-verdade.html
http://www.cec.com.br/dicas-construcao-chuveiro-eletrico?id=141

