Vícios de Linguagem

0

DEFINIÇÃO:

São alterações defeituosas que sofre a língua em sua pronúncia e escrita devidas à ignorância do povo ou ao descaso de alguns escritores. São devidas, em grande parte, à suposta idéia da afinidade de forma ou pensamento.

Os vícios de linguagem são: barbarismo, anfibologia, cacofonia, eco, arcaísmo, vulgarismo, estrangeirismo, solecismo, obscuridade, hiato, colisão, neologismo, preciosismo, pleonasmo.

BARBARISMO:

É o vício de linguagem que consiste em usar uma palavra errada quanto à grafia, pronúncia, significação, flexão ou formação. Assim sendo, divide-se em: gráfico, ortoépico, prosódico, semântico, morfológico e mórfico.

Gráficos: hontem, proesa, conssessiva, aza, por: ontem, proeza, concessiva e asa.

Ortoépicos: interesse, carramanchão, subcistir, por: interesse, caramanchão, subsistir.

Prosódicos: pegada, rúbrica, filântropo, por: pegada, rubrica, filantropo.

Semânticos: Tráfico (por tráfego) indígena (como sinônimo de índio, em vez de autóctone).

Morfológicos: cidadões, uma telefonema, proporam, reavi, deteu, por: cidadãos, um telefonema, propuseram, reouve, deteve.

Mórficos: antidiluviano, filmeteca, monolinear, por: antediluviano, filmoteca, unlinear.

OBS.: Diversos autores consideram barbarismo palavras, expressões e construções estrangeiras, mas, nesta apostila, elas serão consideradas “estrangeirismos.”

AMBIGÜIDADE OU ANFIBOLOGIA:

É o vício de línguagem que consiste em usar diversas palavras na frase de maneira a causar duplo sentido na sua interpretação.

Ex.: Não se convence, enfim, o pai, o filho, amado. O chefe discutiu com o empregado e estragou seu dia. (nos dois casos, não se sabe qual dos dois é autor, ou paciente).

CACOFONIA:

Vício de linguagem caracterizado pelo encontro ou repetição de fonemas ou sílabas que produzem efeito desagradável ao ouvido. Constituem cacofonias:

A colisão.

Ex.: Meu Deus não seja já.

O eco

Ex.: Vicente mente consantemente.

o hiato

Ex.: Ela iria à aula hoje, se não chovesse

O cacófato

Ex.: Tem uma mão machucada: A aliteração – Ex.: Pede o Papa paz ao povo. O antônimo é a “eufonia”.

ECO:

Espécie de cacofonia que consiste na seqüência de sons vocálicos, idênticos, ou na proximidade de palavras que têm a mesma terminação. Também se chama assonância.

Ex.: É possível a aprovação da transação sem concisão e sem associação.

Na poesia, a “rima” é uma forma normal de eco. São expressivas as repetições vocálicas a curto intervalo que visam à musicalidade ou à imitação de sons da natureza (harmonia imitativa); “Tíbios flautins finíssimos gritavam” (Bilac).

ARCAÍSMO:

Palavras, expressões, construções ou maneira de dizer que deixaram de ser usadas ou passaram a ter emprego diverso.

Na língua viva contemporânea: asinha (por depressa), assi (por assim) entonces (por então), vosmecê (por você), geolho (por joelho), arreio (o qual perdeu a significação antiga de enfeite), catar (perdeu a significação antiga de olhar), faria-te um favor (não se coloca mais o pronome pessoal átono depois de forma verbal do futuro do indicativo), etc.

VULGARISMO:

É o uso lingüístico popular em contraposição às doutrinas da linguagem culta da mesma região.

O vulgarismo pode ser fonético, morfológico e sintático.

Fonético:

A queda dos erres finais: anda, comê, etc. A vocalização do “L” final nas sílabas.

Ex.: mel = meu , sal = saú etc.

A monotongação dos ditongos.

Ex.: estoura = estóra, roubar = robar.

A intercalação de uma vogal para desfazer um grupo consonantal.

Ex.: advogado = adevogado, rítmo = rítimo, psicologia = pissicologia.

Morfológico e sintático:

Temos a simplificação das flexões nominais e verbais.

Ex.: Os aluno, dois quilo, os homê brigou.

Também o emprego dos pronomes pessoais do caso reto em lugar do oblíquo.

Ex.: vi ela, olha eu, ó gente, etc.

ESTRANGEIRISMO:

Todo e qualquer emprego de palavras, expressões e construções estrangeiras em nosso idioma recebe denominação de estrangeirismo. Classificam-se em: francesismo, italianismo, espanholismo, anglicismo (inglês), germanismo (alemão), eslavismo (russo, polaço, etc.), arabismo, hebraísmo, grecismo, latinismo, tupinismo (tupi-guarani), americanismo (línguas da América) etc…

O estrangeirismo pode ser morfológico ou sintático.

Estrangeirismos morfológicos:

Francesismo: abajur, chefe, carnê, matinê etc…

Italianismos: ravioli, pizza, cicerone, minestra, madona etc…

Espanholismos: camarilha, guitarra, quadrilha etc…

Anglicanismos: futebol, telex, bofe, ringue, sanduíche breque.

Germanismos: chope, cerveja, gás, touca etc…

Eslavismos: gravata, estepe etc…

Arabismos: alface, tarimba, açougue, bazar etc…

Hebraísmos: amém, sábado etc…

Grecismos: batismo, farmácia, o limpo, bispo etc…

Latinismos: index, bis, memorandum, quo vadis etc…

Tupinismos: mirim, pipoca, peteca, caipira etc…

Americanismos: canoa, chocolate, mate, mandioca etc…

Orientalismos: chá, xícara, pagode, kamikaze etc…

Africanismos: macumba, fuxicar, cochilar, samba etc…

Estrangeirismos Sintáticos:

Exemplos:

Saltar aos olhos (francesismo);

Pedro é mais velho de mim. (italianismo);

O jogo resultou admirável. (espanholismo);

Porcentagem (anglicanismo), guerra fria (anglicanismo) etc…

SOLECISMOS:

São os erros que atentam contra as normas de concordância, de regência ou de colocação.

Exemplos:

Solecimos de regência:

Ontem assistimos o filme (por: Ontem assistimos ao filme).

Cheguei no Brasil em 1923 (por: Cheguei ao Brasil em 1923).

Pedro visava o posto de chefe (correto: Pedro visava ao posto de chefe).

Solecismo de concordância:

Haviam muitas pessoas na festa (correto: Havia muitas pessoas na festa)

O pessoal já saíram? (correto: O pessoal já saiu?).

Solecismo de colocação:

Foi João quem avisou-me (correto: Foi João quem me avisou).

Me empresta o lápis (Correto: Empresta-me o lápis).

OBSCURIDADE:

Vício de linguagem que consiste em construir a frase de tal modo que o sentido se torne obscuro, embaraçado, ininteligível. Em um texto, as principais causas da obscuridade são: o abuso do arcaísmo e o neologismo, o provincianismo, o estrangeirismo, a elipse, a sínquise (hipérbato vicioso), o parêntese extenso, o acúmulo de orações intercaladas (ou incidentes) as circunlocuções, a extensão exagerada da frase, as palavras rebuscadas, as construções intrincadas e a má pontuação.

Ex.: Foi evitada uma efusão de sangue inútil (Em vez de efusão inútil de sangue).

NEOLOGISMO:

Palavra, expressão ou construção recentemente criadas ou introduzidas na língua. Costumam-se classificar os neologismos em:

Extrínsecos: que compreendem os estrangeirismos.

Intrínsecos: (ou vernáculos), que são formados com os recursos da própria língua. Podem ser de origem culta ou popular.

Os neologismos de origem culta subdividem-se em:

Científicos ou técnicos: aeromoça, penicilina, telespectador, taxímetro (redução: táxi), fonemática, televisão, comunista, etc…

Literários ou artísticos: olhicerúleo, sesquiorelhal, paredro (= pessoa importante, prócer), vesperal, festival, recital, concretismo, modernismo etc…

OBS.: Os neologismos populares são constituídos pelos termos de gíria. “Manjar” (entender, saber do assunto), “a pampa”, legal (excelente), Zico, biruta, transa, psicodélico etc…

PRECIOSISMO:

Expressão rebuscada. Usa-se com prejuízo da naturalidade do estilo. É o que o povo chama de “falar difícil”, “estar gastando”.

Ex.: “O fulvo e voluptoso Rajá celeste derramará além os fugitivos esplendores da sua magnificência astral e rendilhara d’alto e de leve as nuvens da delicadeza, arquitetural, decorativa, dos estilos manuelinos.”

OBS.: O preciosismo também pode ser chamado de PROLEXIDADE.

PLEONASMO:

Emprego inconsciente ou voluntário de palavras ou expressões involuntárias, desnecessárias, por já estar sua significação contida em outras da mesma frase.

O pleonasmo, como vício de linguagem, contém uma repetição inútil e desnecessária dos elementos.

Exemplos:

Voltou a estudar novamente.

Ele reincidiu na mesma falta de novo.

Primeiro subiu para cima, depois em seguida entrou nas nuvens.

O navio naufragou e foi ao fundo. Neste caso, também se chama perissologia ou tautologia.

Os Nitrofuranos

0

Os nitrofuranos são medicamentos antimicrobianos de largo espectro para bactérias, alguns fungos e protozoários. Foram muito usados na terapêutica e prevenção de infecções em medicina veterinária e como aditivos. (promotores de crescimento em animais para alimentação). A partir de 1993 o uso destas substâncias em animais destinados ao consumo humano passou a ser proibido. Com base em dados toxicológicos, o Comitê Misto FAO-OMS de Peritos em Aditivos Alimentares e o Comitê de Medicina Veterinária emitiram pareceres sobre a utilização destas substâncias, que foram incluídas no Anexo IV do Regulamento CE n°2377/90 do Conselho, onde se encontram outras substâncias também proibidas.
Alguns medicamentos usados para combater doenças nos animais de consumo humano também servem para promover o seu crescimento. Em termos econômicos isto traz vantagens para os criadores, pois os animais se desenvolvem antes do tempo permitindo o abatimento prematuro. Como conseqüência, há um aumento do lucro, já que se criam mais animais, de maneira mais rápida aumentando, assim as vendas.

A CEE formulou um regulamento (n°2377/90 de 26 de Julho) que previa um processo comunitário para o estabelecimento de limites máximos de resíduos de medicamentos veterinários nos alimentos de origem animal. Este programa institui a inclusão destes medicamentos em 4 listas distintas, publicadas em 4 anexos. Os nitrofuranos foram colocados no Anexo IV, onde estão todas as substâncias cuja utilização em animais de consumo é proibida.

Este regulamento foi formulado com base nos estudos toxicológicos realizados em medicamentos e aditivos de uso veterinário. Para permitir ou proibir o uso de uma substância é necessário saber os seus riscos e benefícios. Um medicamento usado para tratar animais durante um certo período de tempo pode trazer-nos problemas com o consumo contínuo da carne.

Foram avaliados vários parâmetros dos nitrofuranos para se determinar uma dose diária mínima que não trouxesse risco para os consumidores. Foram avaliadas as probabilidades de ocorrência de cancro, malformações fetais (teratogénese) e alterações no DNA (mutagénese) por parte dos nitrofuranos e seus metabolitos (produtos resultantes da transformação dos nitrofuranos no organismo).

Os estudos realizados em animais revelaram que os nitrofuranos eram capazes de provocar cancro, teratogénese e mutagénese. Tendo em vista estes resultados não foi possível determinar uma dose que não oferecesse risco. Mesmo assim, até hoje nenhum caso de cancro, mutagénese ou teratogénese em seres humanos foi relacionado ao consumo de carne com resíduos de nitrofuranos. É importante ressaltar que o consumo de carne é feito de forma contínua durante toda a vida. Esta é a preocupação das Organizações que fazem este tipo de estudo e também da CEE quando não asseguram o consumo de animais tratados com nitrofuranos sem que haja risco para a saúde.

O Ministério da Agricultura garante que o último caso de uso de nitrofuranos em animais de consumo se deu em maio de 2003. Mesmo assim, o que se pode fazer para evitar uma possível exposição continuada é uma alimentação variada.
Os nitrofuranos caracterizam-se pela presença do radical nitro (NO2) na posição 5 do anel furano. Basicamente são usados em veterinária como coccidiostáticos em frangos, antibacterianos intestinais em perus, antibacterianos na mastite das vacas, como profilático e terapêutico de infecções intestinais em suínos. Além disso são usados em aquicultura (peixes e camarões) no tratamento das águas.

O mecanismo de acção exacto ainda não é conhecido. Aparentemente estas drogas actuam inibindo vários sistemas enzimáticos.

Da extensa família dos nitrofuranos, os mais utilizados em medicina veterinária e como aditivos foram: Nitrofurazona, Furazolidona, Nitrofurantoína, Furaltadona e Nifursol, os quais serão toxicologicamente abordados a seguir. Também podem ser consultados os textos que forneceram as informações toxicológicas sobre cada composto.

NITROFURAZONA

Os ensaios de toxicidade por administração repetida revelaram que a nitrofurazona induz a formação de tumores (fibroadenomas mamários, tumores nos ovários em ratos e ratinhos). Os ensaios de genotoxicidade foram positivos apenas nos testes in vitro. Os ensaios sugerem que a nitrofurazona não é teratogénica, porém é fetotóxica e maternotóxica em coelhos e ratinhos.

NITROFURAZONA

FURAZOLIDONA

Os ensaios de toxicidade por administração repetida revelaram incidência aumentada de adenocarcinomas da glândula mamária e nos brônquios, além de linfossarcomas em ratos e ratinhos. Os ensaios de genotoxicidade in vitro revelaram-se quase todos positivos. Demonstrou-se também que a furazolidona inibe a conversão de progesterona em corticosterona nas células adrenais.

Estudos realizados pelo EMEA (European Agency for the Evaluation of Medicinal Products) revelaram que a furazolidona e seu metabolito 3-amino-2-oxazolidona são mutagénicos. Os resíduos totais estavam na faixa dos mg/kg em todos os tecidos edíveis e que passados 45 dias do último tratamento os resíduos presentes ainda eram bioavaliáveis.

Furazolidona

Furazolidona (EMEA)

NITROFURANTOÍNA

Os ensaios de carcinogenicidade em ratos mostraram um aumento na incidência de neoplasmas em células trubulares dos rins nos machos. Nas fêmeas houve um aumento na incidência de adenomas tubulares e tumores benignos nas células granulares dos ovários. Também se verificou osteossarcoma incomum e neoplasma de tecido subcutâneo em machos. Os ensaios de mutagenicidade obtiveram resultados positivos apenas in vitro. A nitrofurantoína mostrou-se gonadotóxica em ratos e ratinhos em doses elevadas.

NITROFURANTOÍNA

FURALTADONA

Não existem muitos dados sobre a furaltadona. O que se apurou foi que esta substância obteve resultados positivos em ensaios de carcinogenicidade in vivo em células não humanas. Existem evidências de tumores mamários malignos e linfomas linfoblásticos em ratos submetidos a uma dieta de 46 meses com doses de 1000 ppm.

FURALTADONA

NIFURSOL

Testes in vitro demonstraram que o nifursol possui potencial mutagénico na presença de activação metabólica. Estudos utilizando medula óssea como tecido alvo obtiveram resultados negativos, o que não ocorreu com a utilização de outros tecidos alvo. Os testes de carcinogenicidade em ratos não foram significativos, não se conseguindo estabelecer uma relação dose e efeito (excepto na incidência de adenomas renais em machos). Foram também realizados testes em perus, em cuja determinação de resíduos após uma dieta de 8 semanas obteve resultados negativos.

NIFURSOL

O que faz com que o uso de nitrofuranos seja proibido na produção de alimentos é o facto de não se ter estabelecido uma ADI (Admissible Daily Intake) e, conseqüentemente um LMR (Limite Máximo de Resíduo).

Tendo em conta que a ingestão destes alimentos não é ocasional, mas sim continuada, não é possível afirmar que os animais destinados ao consumo humano que foram tratados com qualquer substância da família dos nitrofuranos sejam seguros.

Em 28 de Fevereiro de 2003 foi emitido pelo Ministério da Saúde um parecer sobre o uso de nitrofuranos tendo em conta o problema que surgiu no início do ano com a descoberta de resíduos na carne de aves e porcos. Este parecer pode ser visto com maior detalhe em Parecer do Ministério da Saúde.

Nitrofuranos de uma forma geral:
www.ncbi.nlm.nih.gov

www.gateway.nlm.nih.gov

www.toxnet.nlm.nih.gov

www.afsni.ac.uk/foodbrand

Pesquisa de nitrofuranos na carne:
www.fougere.fr

Autor: Susana Nunes da Rocha

Pressão Venosa Central (PVC)

0

Pressão Venosa Central (PVC)

Em termos fisiológicos, a mensuração da PVC é um métodos acurado da estimação da pressão de enchimento do ventrículo direito, de grande relevância na interpretação de sua função.

O método de mensuração da PVC com coluna de água, devido à sua extrema simplicidade e baixo custo, é bastante popular e largamente utilizado, dispensando transdutores eletrônicos sofisticados.

Quando utilizada de maneira criteriosa e sempre que possível associada a outros parâmetros clínicos e hemodinâmico, a PVC é um dado extremamente útil na avaliação das condições cardiocirculatórias de pacientes em estado crítico.

Segundo Araújo, os valores esperados da PVC, mensurada através da linha axilar média como “zero” de referência, estão entre 6 – 10 cm H2O (através da coluna d’água) ou de 3 – 6 mmHg (através do transdutor eletrônico).

Mensuração da PVC

Para a mensuração da PVC, é necessário o posicionamento de um catéter em veia central (veia cava superior), comumente utilizando-se de punção percutânea de veia subclávia ou veia jugular interna. É checado radiológicamente para certificar-se que o catéter esteja bem posicionado e não esteja dentro do átrio direito.

Pode-se utilizar para a mensuração da PVC, um manômetro de água graduado em cm ou um transdutor eletrônico calibrado em mmHg. Espera-se que haja oscilação da coluna d’água ou do gráfico no monitor, acompanhando os movimentos respiratórios do paciente.

Materiais necessários para se monitorizar uma PVC em Coluna de água.

Monitorização em coluna de água:

01 equipo de monitorização de PVC;

01 frasco de solução fisiológica (100 ou 250 ml);

Fita adesiva;

Régua de nível.

Montando o sistema de coluna d’água

Separa-se o material e leve-o até o paciente.

Abra o equipo e conecte à solução fisiológica, retirando todo o ar do equipo (das duas vias). Coloque-o e um suporte para soluções e aguarde.

Com a régua de nível, encontre a linha “zero”de referência (ver Encontrando o “zero” de referência) e marque no suporte de soluções, a altura encontrada na linha “zero”.

Fixe a fita graduada (vem junto ao equipo), começando no nº. -10- (coloca-se e 10 pois algumas camas tem ajustes de altura, podendo interferir na aferição da PVC) , deixando-a completamente estendida.

Pegue o equipo, e fixe junto ao nº. -10- a região do equipo em que ele se divide em duas vias.

A via mais longa irá ser conectada no paciente. A via curta, fixe junto à fita graduada, de modo que fiquem juntos essa via, o prolongamento simples do equipo e a fita graduada.

Encontrando o “zero” de referência da PVC

Normalmente são utilizados 03 pontos de referência para se medir pressões intravasculares.

05 cm abaixo do ângulo esternal;
o próprio angulo esternal;
a linha axilar média.

O ponto que parece corresponder com mais exatidão à desembocadura das veias cavas no átrio direito é a linha axilar média, é é o ponto de referência mais utilizado nas mensurações de PVC. Também ressalta que as equipes devem estabelecer uma rotina padronizada quando vão realizar as mensurações de pressão intravascular, para que sejam mais precisas e confiáveis as medidas da PVC.

Coloca-se o paciente em decúbito dorsal horizontal. Encontra-se a linha “zero” através da linha axilar média, observando em que número se encontra diante à escala do equipo de PVC. (Convém encontrar o “zero” todas as vezes em que se forem realizar as medidas, pois existem algumas camas que tem regulagem de altura, e pode ter sido alterada).

Encontrando e registrando o valor da PVC

Segue-se todos os passos para se encontrar o valor “zero” da PVC.

Abra o equipo para que se preencha a via da coluna graduada com solução fisiológica.

Então abra a via do paciente, fazendo descer a solução da coluna graduada, observando até que entre em equilíbrio com a pressão venossa central, anotando-se esse valor.

Agora, diminua esse valor com o valor do “zero” de referência e se tem o valor da PVC.

Exemplo do cálculo da PVC

Se o valor do zero de referência = 10 e o valor encontrado na coluna dágua = 18 então a PVC = 18 – 10 = 08 cm de H2O

Cuidados importantes:

Verifique se existem outras soluções correndo no memso acesso venoso central. Caso ocorra, feche todas, deixando apenas a via do equipo da PVC. Ao término da aferição, retorne o gotejamento normal das outras infusões (caso existam). Outras infusões alteram o valor real da PVC.

Fique atento aos valores da PVC. Valores muito baixos podem indicar baixa volemia, e valores muito altos, sobrecarga hídrica.

Normalmente a coluna d’água ou as curvas em monitor oscilam de acordo com a respiração do paciente. Caso isso não ocorra, investigue a possibilidade do catéter estar dobrado ou não totalmente pérvio.

O balanço hídrico é importante. Registre a cada 24 horas na folha de controle hídrico, o volume de solução infundido nas aferições da PVC.

VEJA TAMBEM O ARTIGO SOBRE CATETER

Ilustrações para seu trabalho

Óxido Nítrico

0

O óxido nítrico ou NO, é um radical livre gasoso, inorgânico, incolor constituindo um dos mais importantes mediadores de processos intra e extracelular. É altamente lipofílico sintetizado pelas células indoteliais, macrófagos e de alguns neurônios do cérebro.

É produzido por várias espécies celulares incluindo células epiteliais, nervosas, endoteliais e infamatórias. Em altas temperaturas, pode ser formado por nitrogênio e oxigênio combinados.

Sua maior produção natural é feito pelo relâmpago que libera o óxido na atmosfera e mais tarde, converte-se em ácido nítrico causando chuvas ácidas.

É utilizado no relaxamento do músculo liso da parede do vaso dilatando-o, aumentando o fluxo sanguíneo e diminuindo a pressão arterial. As células do sistema imunitário denominado macrófagos produzem óxido nítrico para combater bactérias.

Ainda, possui funções neurotransmissoras das células nervosas agindo em todas as células adjacentes paracrinamente e autocrinamente sem envolver-se numa sinapse física.

Oxidação e Redução – Reação Redox

0

Oxidação e Redução

Oxidação e redução são exemplos destes tipos de reações que ocorrem em nosso dia-a-dia. A oxidação pode ocorrer em três circunstâncias: quando se adiciona oxigênio a substância, quando uma substância perde hidrogênio ou quando a substância perde elétrons.

Quando o magnésio queima no ar, o metal se transforma em cinza à medida que vai ganhando oxigênio e se torna oxidado. Essa cinza é o óxido de magnésio.

A redução, por sua vez, é o inverso e ocorre também de três maneiras: quando uma substância perde oxigênio, quando ganha hidrogênio ou quando ganha elétrons.

Quando o Óxido de Cobre (negro) é colocado em aparelhagem apropriada (câmara) para redução do Óxido de Cobre, o Gás Hidrogênio entra em contato com o Óxido de Cobre super aquecido e como resultado ele perde oxigênio e vai aos poucos tornando-se rosa, pois, está sendo reduzido a Cobre.

Reação Redox

Sabe-se que oxidação e redução ocorrem juntas na mesma reação química. Esse fenômeno recebe o nome de reação redox (ou de oxirredução). Algumas dessas reações são muito úteis para a indústria. O ferro, por exemplo, é extraido pela combinação do minério de ferro com o monóxido de carbono, num alto-forno.

Nessa reação, o minério perde oxigênio para formar o ferro e o CO recebe oxigênio para formar o CO2. A ferrugem é um dos resultados de uma reação redox, na qual o ferro se oxida e forma o óxido de ferro (ferrugem), e o oxigênio do ar é reduzido.

Oxalato de Cálcio

0

É um composto químico inorgânico que forma cristais monoclínicos aciculares que ocorrem em diversas quantidades nos seres vivos.

Pode ser encontrado naturalmente no antúrio, copo-de-leite, comigo-ninguém-pode que formam cristais no caule e nas folhas causando intoxicação, irritação, perda temporária da fala, obstrução das vias aéreas superiores e cálculos renais.

Ununócio – Novo Elemento da Tabela Periódica

0

Cientistas norte-americanos do Laboratória Nacional lawrence Livermore, da Califórnia (EUA), e do Instituto Conjunto de Pesquisa Nuclear, de Dubna (Rússia) descobriram um novo elemento químico.

O que eles fizeram?

Os cientistas bombardearam átomos de califórnio (Cf) com íons de cálcio (Ca) para criar um novo elemento, o elemento 118, que segundo os pesquisadores é o elemento mais pesado que surgiu desde os experimentos já realizados deste gênero.

Os cientistas anunciaram no dia 16 de Outubro de 2006 a descoberta deste novo elemento químico superpesado e em suas experiências foram detectados apenas três átomos, com duração de frações de segundo, ao longo de alguns meses de experimentos.

Desde 1925 quando ocorreu a última descoberta de um elemento químico na natureza, que os cientistas tentam criar novos elementos ainda mais pesados em laboratório.

Histórico

O primeiro átomo do elemento 118, que foi batizado de ununócio, foi obtido em 2.002, segundo os cientistas. Outros dois surgiram em 2.005, numa segunda rodada de experiências, quando lançaram 10 elevado a 19 (10000000000000000000) íons de cálcio sobre o califórnio.

O primeiro átomo do elemento 118, segundo os cientistas, foi obtido em 2002. Outros dois surgiram em 2005, numa segunda rodada de experiências, quando foram lançados 10 elevado a 19 (o número 1 seguido por 19 zeros) íons de cálcio sobre o califórnio.

Os átomos do elemento 118, o ununócio, duraram 0,9 milsegundos.

Misturas e Substâncias Puras

0

Substâncias Puras

Qualquer fração dessas substâncias apresenta a mesma característica que as demais, sempre igual à da própria substância.

Substância pura é a substância (ou composto) formada exclusivamente por partículas (moléculas ou aglomerados) quimicamente iguais.

É muito difícil encontrarmos substâncias puras na natureza. Em geral, elas são produzidas em laboratório, por processos de fracionamento de misturas ou métodos de purificação.

As substâncias puras podem ser simples ou compostas.

Mistura

É um sistema qualquer formado por duas ou mais substâncias puras, chamadas componentes. Podendo ser homogênea ou heterogenia, conforme em qualquer parte de sua extensão em que seja examinada. Tento por definição que, toda mistura homogênea é uma solução.

Ligação iônica

0

Uma ligação iônica envolve forças eletrostáticas que atraem íons de cargas opostas. Esse tipo de ligação geralmente ocorre entre um átomo ou agrupamento de átomos que tem tendência a ceder elétrons e um átomo ou agrupamento de átomos que tem tendência a receber elétrons. Os compostos iônicos em geral apresentam altos pontos de fusão e ebulição, são sólidos duros e quebradiços e solubilizam-se facilmente em solventes polares.

A formação de um composto iônico

A energia de ionização e a afinidade eletrônica são estabelecidas partindo de átomos isolados, no estado gasoso. No entanto, os processos que envolvem a formação de íons gasosos geralmente não são encontrados.

Assim, vamos considerar a formação de cloreto de bário a partir dos estados físicos em que as substâncias bário e cloro são normalmente encontradas. Os processos envolvidos podem ser sintetizados num esquema denominado ciclo de Born-Haber.

A etapa em que se cristaliza o cloreto de bário é altamente exotérmica, e a energia reticular liberada (DHUo) constitui a força motriz responsável pela formação de BaCl2 sólido a partir de seus elementos no estado natural.

Ligação covalente

0

A ligação covalente consiste no compartilhamento de pares eletrônicos entre dois átomos e pode ser representada por meio da estrutura de Lewis, na qual se distribui os elétrons da camada de valência em torno de cada átomo da ligação. Os elétrons podem também ser substituídos por traços que representam os pares eletrônicos compartilhados.

As diferentes cores usadas para os elétrons de cada átomo acima são importantes para indicar a origem dos elétrons na ligação, isto é, a qual átomo pertence cada elétron do par. A estrutura de Lewis procura mostrar a validade da chamada regra do octeto, que diz que os átomos tendem a se estabilizar completando sua camada de valência com oito elétrons, assemelhando-se à configuração eletrônica de um gás nobre. Tal regra pode ser útil para explicar a formação dos compostos de elementos representativos, mas não se aplica aos elementos de transição. Entretanto, mesmo no grupo de compostos de elementos representativos, existem diversos casos que não seguem a regra do octeto.

Por exemplo, considerando a molécula PCl5, na qual o átomo de fósforo é ligado por covalência a cinco átomos de cloro. O número total de elétrons de valência para o fósforo nesse caso é 10, e não 8, como previa a regra do octeto. Os orbitais ocupados pelos cinco pares são o orbital 3s, os orbitais 3p e um orbital 3d. Nesse caso, dizemos que a camada de valência se expandiu, de maneira a acomodar os cinco pares de elétrons. Essa expansão só é possível em átomos que possuem orbitais nd ou (n-1)d que podem ser usados além dos orbitais ns e np. A camada de valência dos elementos do primeiro e segundo períodos não pode ser expandida, porque não existem 1d e 2d e os orbitais 3d não são disponíveis, pois apresentam energia muito alta.