Purificação de Substâncias (2)

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Autoria: Fábio Schwarb do Nascimento

Na natureza raramente encontramos substâncias puras. Em função disso, é necessário utilizarmos métodos de separação se quisermos obter uma determinada substância.

Nós reconhecemos que uma substância é pura ou purificada, ou que ela foi realmente separada das outras substâncias que a acompanhavam numa mistura, pelas propriedades que a substância nos apresenta.

Façamos uma comparação. Como nós reconhecemos na rua, uma pessoa conhecida ou um parente? Evidentemente, pelas características dessa pessoa como sexo, estatura, fisionomia, cor da pele, cabelos, olhos, etc… Analogamente, nós reconhecemos uma substância química por suas propriedades características, como cor, brilho, cheiro, etc…

De um modo mais geral podemos dizer que as propriedades das substâncias podem ser classificadas em propriedades gerais, propriedades funcionais e propriedades específicas.

O método de recristalização de uma substância é basicamente quando os dois (ou mais) sólidos são solúveis num mesmo líquido, podendo acontecer que, durante a evaporação do solvente, um dos sólidos venha a se cristalizar antes, separando-se do outro sólido que ainda permanece em solução.

Pode acontecer de um dos sólidos ser insolúvel no solvente (então cristaliza-se somente o puro). Uma bolinha de naftalina (naftaleno comercial), por exemplo, não contém apenas naftaleno, mas também algumas impurezas. Essas impurezas podem ser separadas através de dissolução seguida de uma filtração e evaporação, se as impurezas forem solúveis no solvente que dissolve o naftaleno.

Para se efetuar a purificação de um composto orgânico por recristalização segue-se basicamente o seguinte procedimento (vamos utilizar como exemplo a Naftalina):

Triture aproximadamente 4 bolinhas de Naftalina em um almofariz.

Pese 3,0 g (precisão 0,1 mg) de Naftalina triturada (pulverizada).

Colocar em um becher de 250 ml.

Junte 50 ml de álcool e aqueça cuidadosamente em banho-maria (cuidado: etanol é inflamável), até a dissolução total da Naftalina.

Dobre o papel de filtro de maneira a obter um cone ondulado (como se fosse um leque).

Filtre a solução quente, recolhendo o filtrado em um outro becher de 250 ml (use um funil de haste curta).

Deixe esfriar o filtrado a temperatura ambiente, e depois em banho de gelo.

Pese um papel de filtro (precisão 0,1 mg), já cortado anteriormente para que se adapte ao funil de Büchner.

Filtre a solução anterior à vácuo e deixe os cristais secando (a vácuo).

Pese a Naftalina recristalizada e determine a quantidade de impurezas.

Considerações sobre a Purificação e Recristalização da Naftalina (Composto Orgânico).

Neste experimento, deve-se aquecer a naftalina até a dissolução total em álcool porque somente a naftalina vai dissolver-se no mesmo e as outras impurezas ficarão insolúveis em meio ao álcool ou evaporarão.

Para uma separação mais eficiente das impurezas deve-se filtrar a solução ainda quente para que não ocorra da naftalina recristalizar-se e ficar retida no filtro junto com as impurezas (a naftalina quente não fica retida no filtro pois, ela está dissolvida em meio ao álcool e suas moléculas estão “espalhadas” entre as moléculas do álcool e como este passa pelo filtro sem ficar retido, ela também passa deixando para trás as impurezas).

Química da Cafeína

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Autoria: Jeferson Batista da Silva

A cafeína é a 1,3,7-trimetilxantina – um pó branco cristalino muito amargo. Na medicina, a cafeína é utilizada como um estimulante cardíaco e um diurético. Ela também produz um “boost” de energia, ou um aumento no estado de alerta – por isso motoristas e estudantes tomam litros de café para permanecerem acordados. A cafeína é uma droga que causa dependência – física e psicológica. Ela opera por mecanismos similares às anfetaminas e à cocaína. Seus efeitos, entretanto, são mais fracos do que estas drogas, mas ela age nos mesmos receptores do sistema nervoso central (SNC). Se você sente que “não funciona” sem um copo de café, é porque você já está viciado em cafeína…

A ligação da adenosina, um neurotransmissor natural, aos seus receptores, diminui a atividade neural, dilata os vasos sanguíneos, entre outros. A cafeína se liga aos receptores da adenosina e impede a ação da mesma sobre o SNC. A cafeína estimula a atividade neural e causa a constricção dos vasos sanguíneos, pois bloqueia a ação da adenosina. Muitos medicamentos contra a dor de cabeça, tal como a Aspirina Forte, contém cafeína – se você estiver sofrende de uma dor de cabeça vascular, a cafeína irá contrair os vasos sanguíneos e aliviar a dor. Com o aumento da atividade neural, a glândula pituitária (localizada sobre os rins) “pensa” que algum tipo de emergência está ocorrendo, e libera grandes quantidades de adrenalina, que causa uma série de efeitos no corpo humano, como a taquicardia, aumento da pressão arterial, abertura dos tubos respiratórios (por isso muitos medicamentos contra a asma contém cafeína), aumento do metabolismo e contração dos músculos, entre outros.

Doses médias

café coado: 150 mg /xícara

expresso: 350 mg /xícara

instantâneo: 100 mg /xícara

descafeinado: 4 mg /xícara

chá: 70 mg /xícara

coca-cola: 45.6 mg /lata

diet coca-cola: 45.6 mg /lata

pepsi cola: 37.2 mg /lata

diet pepsi: 35.4 mg /lata

chocolate: (200g): 7 mg

Um outro modo de ação da cafeína é o bloqueio da enzima fosfodiesterase, responsável pela quebra do mensageiro cAMP, então os sinais excitatórios da adrenalina persistem por muito mais tempo. Repare como as estruturas da cafeína, adenosina e cAMP são similares.

A cafeína também aumenta a concentração de dopamina no sangue (assim como fazem as anfetaminas e a cocaína), por diminuir a recaptação desta no SNC. A dopamina também é um neurotransmissor (relacionado com o prazer) e suspeita-se que seja justamente este aumento dos níveis de dopamina que leve ao vício da cafeína.

Resumindo, a cafeína, em curto prazo, impede que você durma porque bloqueia a recepção de adenosina; lhe dá mais “energia”, pois causa a liberação de adrenalina, e lhe faz sentir melhor, pois manipula a produção de dopamina.

A descoberta do café
Os historiadores dizem que o café foi descoberto na Etiópia, em torno de 700 AC, onde a planta crescia naturalmente. Alguns pastores perceberam que suas ovelhas não conseguiam dormir, à noite, após comerem os frutos desta planta. Durante o século XIV alguns pés de café foram plantados na Arábia. Eles chamaram esta planta de Kaweh, e era usado como alimento, na fabricação de vinho e como remédio. Por volta de 1500, o café já estava na Turquia e na Itália e, em 1720, já estava em Paris. Em 1736 o primeiro pé de café foi plantado em Porto Rico e, menos de 20 anos mais tarde, já era o principal produto de exportação do país (como continua sendo até hoje!). A economia brasileira, por um longo período, teve no café o seu principal produto (o que não é novidade para quem acompanha a novela Terra Nostra). O país com o maior consumo per capita de café é os EUA, e, lá, as variedades preferidas são as provindas da Colômbia e de Porto Rico.

O problema do consumo de cafeína só aparece em longo prazo. O mais importante é o efeito que a cafeína tem sobre o sono. A recepção de adenosina é muito importante para o sono, principalmente para o sono profundo. O tempo de meia-vida da cafeína no organismo é de 6 horas. Portanto, se você beber um xícara de café (200 mg de cafeína) por volta das 15:00h, cerca de 100 mg de cafeína ainda estarão em seu corpo lá pelas 21:00h. Você ainda estará apto a dormir, mas provavelmente não irá usufruir os benefícios do sono profundo. No dia seguinte, você precisará mais cafeína para se sentir melhor, e este círculo vicioso continua, dia após dia. Se você tentar parar de consumir cafeína, você irá se sentir deprimido e, algumas vezes, com uma terrível dor de cabeça – causada pela excessiva dilatação dos vasos sanguíneos no cérebro. Estes efeitos negativos o forçam a correr de volta para o consumo de cafeína. Esta é a principal razão que leva os fabricantes de refrigerantes a adicionar cafeína aos seus produtos – o consumidor se torna viciado e as vendas aumentam!

A Química da Cafeína

A Cafeína é um alcalóide. Entre os vários alcalóides existentes na natureza, encontram-se as metilxantinas. Existem 3 metilxantinas particularmente importantes: a 1,3,7-trimetilxantina (cafeína), a 1,3-dimetilxantina (teofilina) e a 3,7-dimetilxantina (teobromina). Todos são derivados da purina (o grupo xantina é a 2,6-dioxopurina) e inibem a cAMP fosfodiesterase. Teobromina e teofilina são duas dimetilxantinas, com dois grupos metilas somentes, em contraste à cafeína, que possui três. Ambas têm efeitos similares à cafeína, porém bem menos acentuados. A teobromina é encontrada no chocolate, no chá, na noz moscada, mas não no café. No cacau, a concentração de teobromina é 7 vezes maior do que de cafeína! A teofilina possui mais efeitos no coração e na respiração, sendo, por isso, mais empregada em medicamento para asma, bronquite e efisemas do que a cafeína. É encontrada, também, no café. No organismo, estes compostos são facilmente oxidados para o ácido úrico e outros derivados.

Estudos indicam que o consumo de cafeína durante a gravidez pode ser prejudicial para o feto, porém os cientistas garantem que os males só aparecem se o consumo for exagerado. A cafeína pode ser letal, se ingerida em grande quantidade. A dose necessária para matar 50% de um certo grupo de indivíduos (LD-50) é de 75mg/kg. Para um adulto de cerca de 80 Kg, seria necessário ao equivalente a algo como 150 xícaras de café. Felizmente, ainda podemos continuar tomando nosso cafezinho, com moderação…

Como é feito o café descafeinado?Até 1980 o café era descafeinado com diclorometano, que dissolvia a cafeina, seletivamente, sem “carregar” os açúcares, peptídeos e ingredientes de sabor. O diclorometano, então, extraia a cafeína sem mudar o sabor ou aroma do café. Entretanto, o diclorometano é tóxico e surgiram evidências de que era carcinogênico. O acetato de etila, então, foi o substituto até o início dos anos 90. Mas este também era moderamente tóxico. Foi somente a partir de 1990 que um solvente não tóxico e mais natural passou a ser usado: o fluído supercrítico de dióxido de carbono.

Acima de 72.8 atm e 304.2 K a densidade do gás CO2 e de seu líquido é idêntica, e este se torna um fluído supercrítico. O fluído dissolve substâncias como um líquido, principalmente substâncias orgânicas, como a cafeína. O processo de extração é simples: o CO2 supercrítico, sob alta pressão, “lava” os grãos de café, e dissolve cerca de 99% da cafeína presente. A cafeína, então, é isolada e vendida para a indústria farmacêutica. E o café descafeinado vai para as prateleiras de supermercados, atendendo a pessoas que apreciam do sabor do café, mas que não querem passar a noite em claro…

Químicos famosos

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Autoria: Augusto Carlos Costa

JOHN DALTON

Nasceu em Eaglesfield, Inglaterra, em 1766. Filho de família pobre, dedicou toda a sus vida ao ensino e à pesquisa. Com apenas 12 anos, começou a lecionar matemática na Quaker’s School, em sua cidade natal.

Em 1793, estabeleceu-se definitivamente na cidade de Manchester, Inglaterra, onde lecionou matemática, Física, Química e Meteorologia.

Em 1794, após numerosas observações, Dalton descreveu uma anomalia congênita da visão, que se caracteriza pelo fato de uma pessoa não distinguir corretamente entre as cores vermelha e verde. Tal deficiência, que o próprio Dalton portava, passou a ser conhecida como daltonismo.

Estudando o comportamento dos gases e a dissolução de gases em líquidos, ele concluiu, em 1803, uma lei muito importante que diz “a pressão total em uma mistura de gases é igual a soma das pressões parciais dos gases que a constituem”.

Investigando a composição de diferentes óxidos de nitrogênio, Dalton estabeleceu a chamada Lei de Dalton, também conhecida como Lei das Proporções Múltiplas que diz: “Quando dois elementos químicos formam vários compostos, fixando-se a massa de um dos elementos, as massas do outro elemento variam numa proporção de números inteiros e pequenos.”. Note-se que essa lei foi estabelecida experimentalmente, a partir da pesagem dos elementos formadores do composto, pois naquela época ainda não eram conhecidas as fórmulas dos compostos químicos.

Entre 1803 e 1804, ele estabeleceu as bases da teoria atômica, que foram detalhadas, em 1808, Novo sistema de filosofia química.

Dalton faleceu, em Manchester, em 1844

(FELTRE, R. Química vol. 1, 4.ª ed., São Paulo: Moderna: 21, 1996.)



LINUS CARL PAULING

Nasceu em Portland, Oregon, Estados Unidos, a 28 de fevereiro de 1901. Formou-se em Engenharia Química, em 1922, no Oregon Agricultural College. Doutourou-se, em 1925, no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Estagiou a seguir, nas universidades européias de Munique, Zurique e Copenhague. De volta aos Estados Unidos, tornou-se em 1927, professor do Instituto de Tecnologia da Califórnia e, em 1968, da Universidade de Stanford, na Califórnia.

Foi um dos introdutores da Mecânica Quântica na Química, conseguindo determinar vários princípios que explicam a natureza das ligações químicas entre os átomos, bem como as propriedades das substâncias resultantes. Estudou também problemas genéticos decorrentes de estruturas químicas defeituosas nas proteínas existentes nas células humanas. Na divulgação científica, combate o fumo e inicia uma campanha pelo uso maciço da vitamina C no combate ao resfriado comum e como prevenção de certos tipos de câncer. Como pacifista, é contrário a toda espécie de guerra, e combate veementemente o uso de armas nucleares; combate ainda qualquer tipo de preconceito racial, religioso ou científico.

Por seus trabalhos científicos recebeu, em 1954, o Prêmio Nobel de Química e, em 1962, por sua ação pacifista o Prêmio Nobel da Paz.

Pauling faleceu aos 93 anos, em 20 agosto de 1994, em sua casa na Califórnia, Estados Unidos.

(FELTRE, R. Química vol. 1, 4.ª ed., São Paulo: Moderna: 83, 1996.)



JOSEPH LOUIS GAY-LUSSAC

Nasceu em Saint Leonard, França, em 6 de dezembro de 1778. Estudou com Berthollet, na Escola Politécnica de Paris, da qual se tornou catedrático de Química em 1809, simultaneamente com a cátedra de física da Sorbonne.

Em 1802, Gay-Lussac fez importantes investigações sobre a expansão dos gases, completando os estudos de outro cientista francês, Jacques Alexandre César Charles. Fez também ascensões em balões, verificando a invariabilidade da composição do ar nas altitudes que conseguiu atingir.

Em 1808, sintetizando a água, verificou que sempre dois volumes de hidrogênio se combinam com um volume de oxigênio. Fascinado pela simplicidade dessa proporção, estudou outros gases e constatou que a proporção de combinação dos gases é sempre muito simples. Daí surgiram as Leis Volumétricas de Gay-Lussac, que muito contribuíram para a consolidação da Teoria Atômico-Molecular.

Gay-Lussac aperfeiçoou métodos de análises químicas, processos industriais de síntese e, juntamente com Louis Jacques Thénard, conseguiu isolar o elemento químico boro (1808). Por seus trabalhos foi eleito para as academias de ciências da França e da Inglaterra. Gay-Lussac faleceu em Paris, a 9 de maio de 1850.

(FELTRE, R. Química vol. 1, 4.ª ed., São Paulo: Moderna: 303, 1996.)



ANTOINE LAURENT DE LAVOISIER

Duzentos anos depois de sua trágica morte, parece certa a avaliação de Lavoisier como o fundador da química moderna. Todos os textos de química publicados antes do seu famoso “Tratado Elementar” (1789) são totalmente incompreensíveis aos químicos de hoje, salvo a especialistas em história da química. O “Tratado”, ao contrário, pode ser lido com relativa facilidade, e mesmo com proveito, por qualquer químico. Podemos inclusive aprender sobre algumas reações químicas, representadas no livro por meio de equações, que Lavoisier introduziu com base no seu princípio da conservação de massa em reações. Uma das razões da permanência do “Tratado Elementar” é a nomenclatura química moderna, que Lavoisier criara em 1787 em colaboração com os químicos Claude Berthollet (1748-1822), Louis- Bernard Guyton de Morveau e Antoine de Fourcroy (1755-1809).

O que era conhecido antes como “sabão de vidraceiro”, por exemplo, foi chamado de “óxido de manganês”, indicando logo tratar-se de um composto dos elementos manganês e oxigênio. Mas a importância de Lavoisier como cientista vai muito além da influência do “Tratado”. Parece certo que os conceitos da química e os seus métodos tornaram-se centrais entre as disciplinas científicas. Quando um astrofísico determina a composição do cometa de Halley, por exemplo, está fazendo química. E o começo de todo o conhecimento químico é a análise química, que nasceu com Lavoisier em sua concepção moderna. Quando ele começou seus trabalhos, muitas reações, como a combustão do carvão, a calcinação dos metais, a reação dos cais com o coque, eram interpretadas em termos de um fluido imponderável, o “flogiston”.

A água e o ar ainda eram considerados como elementos, ou matérias elementares, uma idéia que vinha dos gregos. Apoiado em experiências cruciais, Lavoisier pôs de lado toda essa parafernália. Algumas experiências foram modificações de trabalhos de outros químicos, como dos britânicos Joseph Priestley (1733-1804) e Henry Cavendish (1731-1810), aos quais Lavoisier nem sempre deu o devido reconhecimento. Lavoisier substituiu as antigas idéias pela concepção de que as substâncias (materiais ponderáveis, sólidos, líquidos ou gasosos) devem ser analisadas e descritas em termos de um número limitado de “elementos químicos”. Os elementos, para ele, representavam a última etapa a que se pode chegar pela análise química. Muitas das suas concepções, como a de o ar atmosférico ser uma mistura de dois gases elementares, oxigênio e azoto (nitrogênio), a do papel do oxigênio nas combustões, a descoberta de composição química da água, são basicamente de natureza analítica.

Lavoisier publicou uma tabela com 32 elementos (hoje já se encontraram 92 na natureza), mas ele percebeu que algumas substâncias que não tinham sido decompostas, como a soda e a potassa, seriam no futuro desdobradas em elementos. Quando Lavoisier se referia à análise química, ele tinha em mente a análise quantitativa: a água não é apenas formada de hidrogênio e oxigênio (nomes que criou), mas formada por esses elementos na proporção em peso de uma parte para oito partes. Isso era conseqüência direta da importância da massa de reagentes e produtos. Lavoisier tomou como axioma que, nas reações químicas, a matéria não é criada nem destruída. Ele não alcançou a teoria atômica da matéria, o que teria permitido escrever para a água a fórmula H20. É provável que, se sobrevivesse, se anteciparia ao britânico John Dalton (1766-1844), o primeiro a conceber átomos cientificamente.

Lavoisier é um dos criadores da físico-química, em trabalhos com o matemático e físico francês Pierre de Laplace (1749-1827) sobre o calor produzido nas reações químicas (1783) e sobre a capacidade calorífica das substâncias. Para esses trabalhos, Lavoisier inventou o calorímetro de gelo. Utilizando sua fortuna particular, fez construir um aparelho que permitia obter resultados mais precisos do que qualquer outro pesquisador. Foi também com seu próprio dinheiro que fez
construir, pelos artesãos de Paris, balanças de precisão notável para a época. Lavoisier foi o primeiro a realizar a análise de substâncias orgânicas, queimando-as em oxigênio e pesando a água e o gás carbônico formados. Foi assim um precursor da química orgânica.

Em 1789, com Armand Séguin (1767-1835), Lavoisier estudou a respiração do homem e de alguns animais, medindo o oxigênio consumido, o vapor d’água, o gás carbônico e o calor produzidos. Concluíram que a respiração é uma forma lenta de combustão que ocorre no interior dos pulmões. Foi assim um dos fundadores da bioquímica. Lavoisier não conseguiu, contudo, definir se o calor é uma substância material (o calórico) ou uma forma de energia. Foi um dos cientistas máximos da Humanidade. O matemático Joseph Louis de Lagrange (1736- 1813) tinha razão quando afirmou, no dia seguinte ao da sua execução: “Bastou um instante para cortar sua cabeça, mas cem anos talvez não sejam suficientes para produzir outra igual”.

Reação artificial

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Autoria: José Ribeiro Silva

Em 1919, com uma fonte de partículas a, Rutherford bombardeou o gás nitrogênio obtendo o átomo de flúor, que por ser instável gerou hidrogênio e oxigênio.

14,7N + 4,2a => 18,9F => 1,1H + 17,8O

Tal bombardeamento de núcleos com partículas foi oriundo de pesquisas dos cientistas. O bombardeamento do berílio com partículas a, possibilitou a obtenção de radiações enormemente penetrantes, “os raios de berílio”. Chegou-se à conclusão de que tais raios eram nêutrons.

9,4Be + 4,2a => 12,6C + 1,0n (nêutron)

Pelo fato dos nêutrons não terem carga, podem atravessar os materiais com facilidade, na medida em que não são repelidos pelos núcleos.

Para isto, usam-se os aceleradores, como o de Van de Graaff.

As Reações nucleares

As Reações nucleares são aquelas interações que ocorrem entre partículas nucleares e núcleos atômicos sem que varie o número total de prótons e nêutrons. A energia nuclear é aquela que se libera em conseqüência de uma reação nuclear. As mais importantes, do ponto de vista da produção de energia, são a fissão e a fusão nuclear.

Energia nuclear

De um modo geral, a energia pode ser definida como capacidade de realizar trabalho ou como o resultado da realização de um trabalho.

Na prática, a energia é melhor entendida do que definida.

Quando se olha para o Sol, tem-se a sensação de que ele é dotado de muita energia, devido à luz e ao calor que emite constantemente.

O Uso da Energia

A humanidade tem procurado usar a energia que a cerca e a energia do próprio corpo, para obter maior conforto, melhores condições de vida, maior facilidade de trabalho, etc.

Para a fabricação de um carro, de um caminhão, de uma geladeira ou de uma bicicleta, é preciso Ter disponível muita energia elétrica, térmica e mecânica.

A energia elétrica é muito importante para as indústrias, porque torna possível a iluminação dos locais de trabalho, o acionamento de motores, equipamentos e instrumentos de medição.

Para todas as pessoas, entre outras aplicações, serve para iluminar as ruas e as casas, para fazer funcionar os aparelhos de televisão, os eletrodomésticos e os elevadores. Por todos esses motivos, é interessante converter outras formas de energia em energia elétrica.

O Átomo

Por muito tempo, pensou-se que o átomo, seria a menor porção da matéria e teria uma estrutura compacta. Atualmente, sabemos que o átomo é constituído por partículas menores (subatômicas), distribuídas numa forma semelhante à do sistema Solar.

Existe um núcleo, onde fica concentrada a massa do átomo, equivalente ao Sol, e minúsculas partículas que giram em seu redor, denominadas elétrons, correspondentes aos planetas (é claro que os elétrons não em órbitas e sim em orbitais- região que delimita a presença mais intensa do elétron no espaço, logo a comparação não é tão correta, mas vale a idéia). Os elétrons são partículas de carga negativa e massa muito pequena.

O átomo possui grandes vazios, onde ocorre a provável presença dos elétrons.

Estrutura do núcleo

O núcleo do átomo é constituído de partículas de carga positiva, chamadas prótons, e de partículas de mesmo tamanho mas sem carga, denominadas nêutrons. Existem ainda outras partículas bem menores do que os prótons ou os nêutrons, elas são chamadas de subpartículas e são os neutrinos, múons, píons, pósitron, bárion, núcleon, hyperon, méson, hádron, lépton, bóson, férmion, quarks, sendo que cada uma dessas têm outras subdivisões.

Prótons e nêutrons são mantidos juntos no núcleo pr forças, até o momento, não são totalmente identificadas, chamando-as de partículas virtual.

A energia nuclear

Os prótons têm a tendência de se repelirem, porque têm a mesma carga (positiva). Como eles estão juntos no núcleo, comprova-se a realização de um trabalho para manter essa estrutura, implicando, em conseqüência, na existência de energia no núcleo dos átomos com mais de uma partícula.

A energia que mantém os prótons e nêutrons juntos no núcleo é a energia nuclear, sendo essa de magnitude extraordinária, sendo usada de formas diversas pelo homem, desde bombas nucleares à aplicação na medicina.

Reações nucleares histórico

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Autoria: Mateus Farias de Mello

No ano de 1896, teve início a história nuclear, com o descobrimento da radioatividade pelo físico francês Henri Becquerel, que identificou o urânio. Algum tempo mais tarde o casal Marie e Pierre Curie, identificaram outros dois elementos radioativos, o polônio e o rádio. Em 1911, o físico neozelandês Ernest Rutherford formulou a teoria da estrutura atômica. Através desta teoria, pode ser evidenciada a dificuldade existente de obter uma reação entre núcleos, devido à força de repulsão elétrica. Entretanto, o próprio Rutherford, em 1919, realizou uma experiência de desintegração utilizando a emissão de partículas alfa de alta energia, e desta forma conseguiu pela primeira vez obter a reação de fissão nuclear.

Nas reações similares as de Rutherford, foi observada a existência de outra partícula, que só veio a ser descoberta por J.Chadwick em 1932, o nêutron. Com a descoberta do nêutron, o modelo básico da estrutura atômica estava completo. Após sua descoberta os nêutrons foram muito estudados, e, pode-se observar que o nêutron tem grande facilidade de penetrar nos núcleos e desestabilizá-los. Porém, os nêutrons rápidos não tinham a mesma eficiência, o que levou o físico italiano, Enrico Fermi, a desenvolver em 1934 um método eficaz de frear os nêutrons rápidos, fazendo-os atravessar uma substância que continha elementos leves, como a água e a parafina.

Desde este período até o ano de 1938, várias reações nucleares foram observadas. Neste mesmo ano o pesquisadores alemães Otto Hahn eFritz Strassman, conseguiram calcular a energia desprendida na reação de fissão. Nesta mesma época, no ano de 1939, outros dois pesquisadores alemães, Lise Mietner e Otto R. Frisch, revelaram que a fissão nuclear era uma fonte de energia altamente concentrada, e verificaram que havia a possibilidade de desprender grandes quantidades de energia. Esta descoberta foi comunicada ao pesquisador Niels Bohr, que a mostrou nos Estados Unidos para Albert Einstein e outros pesquisadores. No mesmo mês, Niels Bohr encontrou-se com Enrico Fermi, que sugeriu que os nêutrons deveriam ser liberados nesta reação. E se realmente isso acontecesse e mais de um nêutron fosse liberado estes poderiam ser utilizados para provocar novas reações, e desta forma obter uma reação em cadeia.

Devido a este acontecimento, e das experiências realizadas aliadas às novas teorias da mecânica e eletrodinâmica quântica, e, também, da teoria da relatividade, foi criado um novo ramo de conhecimento da natureza chamado de física nuclear, que teve início com a descoberta do nêutron em 1932.

A física nuclear, aliada às novas tecnologias de metalurgia e engenharias, possibilitaram o desenvolvimento da energia nuclear.

Foi então que, no ano de 1942, teve início a era nuclear. Na tarde do dia 2 de dezembro daquele ano, um grupo de pesquisadores daria início a uma nova etapa do desenvolvimento humano. Na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, a equipe do físico Enrico Fermi, havia realizado a primeira liberação e controle simultâneos de energia do núcleo atômico, obtendo uma reação auto-sustentada. Apesar do experimento ter sido batizado como “Pilha de Fermi”, na verdade o CP-1 foi o primeiro reator nuclear a fissão da história, com a liberação de 0,5 W de energia.

A partir deste fato, surgia um novo ramo da engenharia chamado de engenharia nuclear, o qual tinha como finalidade o desenvolvimento de técnicas de reatores nucleares para uso comercial. No início os estudos eram voltados apenas para o desenvolvimento de técnicas e materiais úteis para os reatores a fissão, a engenharia de fissão, acredita-se que em breve exista também a engenharia de fusão.

Infelizmente a energia nuclear foi utilizada para fins militares na construção de bombas de alto poder destrutivo no ano de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial. O desenvolvimento da bomba atômica foi realizado em Los Alamos, nos Estados Unidos, sob a direção do pesquisador Robert Oppenheimer, responsável pelo projeto Manhattan.

A evolução da física de plasmas, aliada ao desenvolvimento das teorias e técnicas da física nuclear, abriram caminho para a fusão nuclear. A partir do ano de 1929, quando o físico inglês Robert R. Atkinson e o alemão Fritz Houtermans descobriram qual a fonte de energia do Sol, estava lançado o novo desafio, construir um Sol na Terra. No ano de 1938, quando reações de fusão responsáveis pela energia das estrelas foram descritas, pelo pesquisador Hans Albrecht Bethe, reforçou-se este desafio.

Neste mesmo período surgiu a idéia de construir máquinas capazes de gerar plasmas. A primeira construção para estudo da fusão termonuclear controlada ocorreu em 1934 por W. H. Benett, que sugeriu o fenômeno “pinch” no plasma. O pesquisador L. Tonks no ano de 1939, verificou o efeito pinch no plasma, o qual era o responsável por contrair uma coluna de plasma com alta corrente elétrica, na direção radial, devido à interação da corrente elétrica com o campo magnético por ela criado.

Durante a Segunda Guerra pouco progresso foi realizado, embora os estudos de David Bohm no âmbito do projeto Manhattan tenham lançado as bases para o estudo de questões fundamentais, tais como a difusão anômala em plasmas confinados magneticamente.

Alguns anos mais tarde os pesquisadores que continuaram seus estudos de confinamento de plasmas, iniciaram uma nova etapa de confinamento magnético de plasmas. No ano de 1950 o russo Andrei Sakarov teve a idéia de construir uma máquina onde o confinamento do plasma fosse mais eficiente, e com isto pudesse permanecer com o plasma “aceso” por mais tempo, talvez até que ocorresse a fusão. O processo de confinamento de extremos fechados, na forma toroidal, possibilitou o desenvolvimento e a construção dos primeiros tokamaks no fim dos anos 50. Desde esta época o mundo vem tentando obter a fusão termonuclear controlada com base em máquinas de confinamento toroidal. Centenas de máquinas foram construídas, entretanto muitas dificuldades foram encontradas, o que impossibilitou a construção efetiva de um reator.

Durante o período de construção destas máquinas, pode se observar fases distintas de evolução, que podem ser separadas em três.

Na primeira fase, havia a necessidade de se testar todos os conceitos, e surgiram diversos tipos de máquinas, como os Teta-Pinchs, Z-Pinchs, Stellarators, Tokamaks, Espelhos magnéticos, Cúspides magnéticas, Esferomaks, entre outros, todos envolvendo o uso de máquinas relativamente pequenas. Foi um tempo onde havia a esperança de obter a produção de energia facilmente. Entretanto, constatou-se que a física de plasmas era mais complicado de entender e o estado da matéria, plasma, muito mais difícil de se manipular. Com o esforço dos pesquisadores, alguns experimentos se destacaram. E, então, no ano de 1968, foram divulgados resultados promissores com uma máquina russa, o Tokamak T-3, desenvolvido pela equipe do pesquisador russo Lev Artsimovich. Este fato fez com que se iniciasse a segunda fase de pesquisas.

Na segunda fase de pesquisas o experimento do tipo Tokamak foi adotado como a principal máquina para o estudo da fusão. A partir deste fato surgiu a primeira geração de tokamaks no mundo, dentre estes, o T-4, T-6, ST, ORMAK, Alcator A, Alcator C, TFR, DITE, FT, JFT-2, JIPP T-II, entre outros.

O entendimento da fisica dos tokamaks proporcionou o início da segunda geração de tokamaks, que foram: o T-10, PLT, PDX, ISX-B, Doublet-III, ASDEX, entre outros.

Durante a década de 1970, a comunidade científica internacional constatou que o aumento gradativo do tamanho dos experimentos e da intensidade de campos magnéticos seria indispensável para obter o conhecimento necessário para se chegar ao reator. Entretanto, os custos cresciam muito rapidamente e inviabilizavam a construção simultânea de um elevado número de projetos de grande porte. Este foi o principal motivo que levou à construção das grandes máquinas atuais, algumas destas com financiamento de vários países. Máquinas como: o TFTR, JET, DIII-D, JT-60U, T-15, TORE SUPRA e o ASDEX-U, as quais tiveram início de construção nos anos 80. O aparecimento desta geração de tokamaks marcou a mudança para a terceira fase de pesquisas em fusão, a qual se estende até os dias atuais.

No entanto, os esforços da comunidade de fusão para alcançar a reação auto-sustentada parece apontar para uma nova fase de pesquisas. Foi com este intuito que teve início o projeto ITER (International Thermonuclear Experimental Reactor), que deve ser construído com o apoio financeiro do Estados Unidos, Comunidade Européia, Japão e Rússia. Estados Unidos, Comunidade Européia, Japão e Rússia.

Reações Químicas

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Autoria: Ana Lúcia Hasnish

Uma reação química ocorre quando certas substâncias se transformam em outras. Para que isso possa acontecer, as ligações entre átomos e moléculas devem ser rompidas e devem ser restabelecidas de outra maneira.

Como estas ligações podem ser muito fortes, energia, geralmente na forma de calor, é necessária para iniciar a reação. As novas substâncias possuem propriedades diferentes das substâncias originais (reagentes).

Como a ocorrência de uma reação química é indicada pelo aparecimento de novas substâncias (ou pelo menos uma) diferentes das que existiam antes, quando as substâncias reagem, às vezes ocorrem fatos bastante visíveis que confirmam a ocorrência da reação e dentre eles, podemos destacar: desprendimento de gás e luz, mudança de coloração e cheiro, formação de precipitados, etc…

As reações químicas não ocorrem somente nos laboratórios, mas, em toda a parte e a todo momento. Oxidação e redução são exemplos destes tipos de reações que ocorrem em nosso dia-a-dia.

Equação Química

A equação química é a forma de se descrever uma reação química. Símbolos e números são utilizados para descrever os nomes e as proporções das diferentes substâncias que entram nestas reações. Os reagentes são mostrados no lado esquerdo da equação e os produtos no lado direito. Não é criada e nem destruída matéria em uma reação, os átomos somente são reorganizados de forma diferente, por isso, uma equação química deve ser balanceada: o número de átomos na esquerda precisa ser igual o número de átomos da direita.

Exemplo de uma Equação Química não equlibrada:

H2 + Cl2 = HCl

Exemplo de uma Equação Química equlibrada:

H2 + Cl2 = 2HCl

Oxidação e Redução

Oxidação e redução são exemplos destes tipos de reações que ocorrem em nosso dia-a-dia.

A oxidação pode ocorrer em três circunstâncias: quando se adiciona oxigênio a substância, quando uma substância perde hidrogênio ou quando a substância perde elétrons. Quando o magnésio queima no ar, o metal se transforma em cinza à medida que vai ganhando oxigênio e se torna oxidado. Essa cinza é o óxido de magnésio.

A redução, por sua vez, é o inverso e ocorre também de três maneiras: quando uma substância perde oxigênio, quando ganha hidrogênio ou quando ganha elétrons. Quando o Óxido de Cobre (negro) é colocado em aparelhagem apropriada (câmara) para redução do Óxido de Cobre, o Gás Hidrogênio entra em contato com o Óxido de Cobre super aquecido e como resultado ele perde oxigênio e vai aos poucos tornando-se rosa, pois, está sendo reduzido a Cobre.

Reação Redox

Sabe-se que oxidação e redução ocorrem juntas na mesma reação química. Esse fenômeno recebe o nome de reação redox (ou de oxirredução). Algumas dessas reações são muito úteis para a indústria. O ferro, por exemplo, é extraido pela combinação do minério de ferro com o monóxido de carbono, num alto-forno. Nessa reação, o minério perde oxigênio para formar o ferro e o CO recebe oxigênio para formar o CO2. A ferrugem é um dos resultados de uma reação redox, na qual o ferro se oxida e forma o óxido de ferro (ferrugem), e o oxigênio do ar é reduzido.

SOLUÇÕES

São misturas homogêneas. Os componentes são denominados, solutos e solventes:

SOLUTO
SOLVENTE

SÓLIDO
LÍQUIDO

Se ambos os componentes forem líquidos

em menor quantidade
em maior quantidade

Se um componente for a água

o outro componente
água

Evidências de reações químicas

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Autoria: Pamela Naomi Fukada

A ocorrência de uma reação química é indicada pelo aparecimento de novas substâncias (ou pelo menos uma) diferentes das que existiam antes.

Quando as substâncias reagem, às vezes ocorrem fatos bastante visíveis que confirmam a ocorrência da reação e dentre eles, podemos destacar: desprendimento de gás e luz, mudança de coloração e cheiro, formação de precipitados, etc…

As experiências de Evidência de Reações Químicas, fundamenta-se em reações de: síntese ou formação, deslocamento ou simples troca e de dupla troca ou substituição.

Geralmente, estes experimentos são muito rápidos e podem ser realizados em simples tubos de ensaio, sem a necessidade de utilização de controle de temperatura ou tempo da reação, pois, neste apenas verifica-se a ocorrência de reações de um dado reagente reage para com outro.

Mas, vale ressaltar que as observações experimentais ficarão limitadas a: número de fases (homogeniedade ou heterogeniedade), desprendimento de gás, desprendimento de luz, mudança de coloração, mudança de cheiro (liberação de odor) e formação de precipitados.

Citaremos abaixo, 3 (três) exemplos de experimentos para se verificar as Evidências de Reações Químicas:

Colocar em um tubo de ensaio 2 ml de solução de sulfato de cobre II e juntar 2 ml de solução de cloreto de bário.

Colocar em um tubo de ensaio 2 ml de solução de cloreto de ferro III e adicionar uma gota de ferrocianeto de potássio.

Colocar uma pequena porção de zinco em pó em um tubo de ensaio e acrescentar 3 ml de ácido clorídrico 10%. Aproximar da boca do tubo de ensaio uma chama de um palito de fósforo.

Considerações quanto ao procedimento de Evidências de Reações Químicas

Teste 1: ocorre reação de dupla troca ou substituição com o nitrato de bário, formando o nitrato de cobre e o sulfato de bário. A solução adquire uma coloração azul claro (aspecto leitoso).

Teste 2: ao se adicionar uma gota de ferrocianeto de potássio ao cloreto de ferro III (ambos tinham coloração amarela) a solução adquire cor azul, sem formação de precipitados. A reação é de deslocamento.

Teste 3: a reação do zinco em pó com o ácido clorídrico, resulta em uma reação de simples troca ou deslocamento, com a liberação do gás hidrogênio (H2) da reação dos produtos, este gás é inflamável.

Conceito de Reações Químicas

Uma reação química ocorre quando certas substâncias se transformam em outras. Para que isso possa acontecer, a ligação entre átomos e moléculas devem ser rompidas e devem ser restabelecidas de outra maneira.

Como estas ligações podem ser muito fortes, energia, geralmente na forma de calor, é necessária para iniciar a reação. As novas substâncias possuem propriedades diferentes das substâncias originais (reagentes).

Como a ocorrência de uma reação química é indicada pelo aparecimento de novas substâncias (ou pelo menos uma) diferentes das que existiam antes, quando as substâncias reagem, às vezes ocorrem fatos bastante visíveis que confirmam a ocorrência da reação e dentre eles, podemos destacar: desprendimento de gás e luz, mudança de coloração e cheiro, formação de precipitados, etc…

As reações químicas não ocorrem somente nos laboratórios, mas, em toda a parte e a todo momento. Oxidação e redução são exemplos destes tipos de reações que ocorrem em nosso dia-a-dia.

Equação Química

A equação química é a forma de se descrever uma reação química. Símbolos e números são utilizados para descrever os nomes e as proporções das diferentes substâncias que entram nestas reações. Os reagentes são mostrados no lado esquerdo da equação e os produtos no lado direito. Não é criada e nem destruída matéria em uma reação, os átomos somente são reorganizados de forma diferente, por isso, uma equação química deve ser balanceada: o número de átomos na esquerda precisa ser igual o número de átomos da direita.

Exemplo de uma Equação Química não equilibrada:

H2 + Cl2 = HCl

Exemplo de uma Equação Química equilibrada:

H2 + Cl2 = 2HCl

Oxidação e Redução

Oxidação e redução são exemplos destes tipos de reações que ocorrem em nosso dia-a-dia.

A oxidação pode ocorrer em três circunstâncias: quando se adiciona oxigênio a substância, quando uma substância perde hidrogênio ou quando a substância perde elétrons. Quando o magnésio queima no ar, o metal se transforma em cinza à medida que vai ganhando oxigênio e se torna oxidado. Essa cinza é o óxido de magnésio.

A redução, por sua vez, é o inverso e ocorre também de três maneiras: quando uma substância perde oxigênio, quando ganha hidrogênio ou quando ganha elétrons. Quando o Óxido de Cobre (negro) é colocado em aparelhagem apropriada (câmara) para redução do Óxido de Cobre, o Gás Hidrogênio entra em contato com o Óxido de Cobre super aquecido e como resultado ele perde oxigênio e vai aos poucos tornando-se rosa, pois, está sendo reduzido a Cobre.

Reação Redox

Sabe-se que oxidação e redução ocorrem juntas na mesma reação química. Esse fenômeno recebe o nome de reação redox (ou de oxirredução). Algumas dessas reações são muito úteis para a indústria. O ferro, por exemplo, é extraido pela combinação do minério de ferro com o monóxido de carbono, num alto-forno. Nessa reação, o minério perde oxigênio para formar o ferro e o CO recebe oxigênio para formar o CO2. A ferrugem é um dos resultados de uma reação redox, na qual o ferro se oxida e forma o óxido de ferro (ferrugem), e o oxigênio do ar é reduzido.

Ruptura das ligações

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Autoria: Alexandre Pyramides Pinheiro

As reações químicas podem ser consideradas como conjuntos de quebras e formações de ligações.

· Cisão Homolítica: (Homólise)
– Ocorre com substâncias apolares e na presença de Luz, calor ou pressão;
– Quebra a molécula em partes iguais, os chamados Radicais livres, que são instáveis e reativos;
– Exemplo: Cl2 2 Cl

· Cisão Heterolítica: (Heterólise)
– Ocorre com substâncias polares e na presença de catalisador ou solvente;
– Quebra a molécula em partes diferentes (eletrófilo e nucleófilo) chamadas Íons;
Exemplo: CH3Cl CH3+(Carbonio) + Cl-

Sais

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Autoria: Juliane Nunes

Cloreto de sódio (NaCl)

· Alimentação – É obrigatória por lei a adição de certa quantidade de iodeto (NaI, KI) ao sal de cozinha, como prevenção da doença do bócio.

· Conservação da carne, do pescado e de peles.

· Obtenção de misturas refrigerantes; a mistura gelo + NaCl(s) pode atingir -22°C.

· Obtenção de Na, Cl2, H2, e compostos tanto de sódio como de cloro, como
NaOH, Na2CO3, NaHCO3, HCl, etc.

· Em medicina sob forma de soro fisiológico (solução aquosa contendo 0,92% de NaCl), no combate à desidratação.

· Nitrato de sódio (NaNO3)

· Fertilizante na agricultura.

· Fabricação da pólvora (carvão, enxofre, salitre).

· Carbonato de sódio (Na2CO3)

· O produto comercial (impuro) é vendido no comércio com o nome de barrilha ou soda.

· Fabrição do vidro comum (maior aplicação):
Barrilha + calcáreo + areia ® vidro comum

· Fabricação de sabões.

· Bicarbonato de sódio (NaHCO3)

· Antiácido estomacal. Neutraliza o excesso de HCl do suco gástrico.
NaHCO3 + HCl ® NaCl + H2O + CO2
O CO2 liberado é o responsável pelo “arroto”.

· Fabricação de digestivo, como Alka-Seltzer, Sonrisal, sal de frutas, etc.
O sal de frutas contém NaHCO3 (s) e ácidos orgânicos sólidos (tartárico, cítrico e outros). Na presença de água, o NaHCO3 reage com os ácidos liberando CO2 (g), o responsável pela efervecência:
NaHCO3 + H+ ® Na+ + H2O + CO2

· Fabricação de fermento químico. O crescimento da massa (bolos, bolachas, etc) é devido à liberação do CO2 do NaHCO3.

· Fabricação de extintores de incêndio (extintores de espuma). No extintor há NaHCO3 (s) e H2SO4 em compartimentos separados. Quando o extintor é acionado, o NaHCO3 mistura-se com o H2SO4, com o qual reage produzindo uma espuma, com liberação de CO2. Estes extintores não podem ser usados para apagar o fogo em instalações elétricas porque a espuma é eletrolítica (conduz corrente elétrica).

· Fluoreto de sódio (NaF)

· É usado na prevenção de cáries dentárias (anticárie), na fabricação de pastas de dentes e na fluoretação da água potável.

· Carbonato de cálcio (CaCO3)

· É encontrado na natureza constituindo o calcário e o mármore.

· Fabricação de CO2 e cal viva (CaO), a partir da qual se obtém cal hidradatada (Ca(OH)2):
CaCO3 ® CaO + CO2
CaO + H2O ® Ca(OH)2

· Fabricação do vidro comum.

· Fabricação do cimento Portland:
Calcáreo + argila + areia ® cimento Portland

· Sob forma de mármore é usado em pias, pisos, escadarias, etc.

· Sulfato de cálcio (CaSO4)

· Fabricação de giz escolar.

O gesso é uma variedade de CaSO4 hidratado, muito usado em Ortopedia, na obtenção de estuque, etc.

Segurança em Laboratório

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Autoria: Rodolfo Moreira

As regras gerais de segurança em laboratório, resultam de vários anos de esforços de pessoas preocupadas em tornar o trabalho no laboratório uma atividade segura.

Para tirar o máximo de proveito delas, é necessário que todos os usuários a conheçam e a pratiquem, desde o primeiro instante que pretenderem permanecer em um laboratório.

São regras simples, fáceis de memorizar e de seguir:

Indumentária Apropriada

Avental de mangas compridas, longos até os joelhos, com fios de algodão na composição do tecido.

Calça comprida de tecido não inteiramente sintético.

Sapato fechado, de couro ou assemelhado.

Óculos de segurança.

Luvas

Indumentária Proibida

Bermuda ou short.

Sandália, Chinelo, Sapato aberto.

Uso de lente de contato.

Uso de braceletes, correntes ou outros adereços.

Avental de naylon ou 100% poliester.

Hábitos Individuais

Faça no Laboratório

Lave as mãos antes de iniciar seu trabalho.

Lave as mãos entre dois procedimentos.

Lave as mãos antes de sair do laboratório.

Certifique-se da localização do chuveiro de emergência, lava-olhos, e suas operacionalizações.

Conheça a localização e os tipos de extintores de incêndio no laboratório.

Conheça a localização das saídas de emergências.

Não Faça no Laboratório

Fumar

Comer

Correr

Beber

Sentar ou debruçar na bancada

Sentar no chão

Não use cabelo comprido solto

Não (ou evite) trabalhar solitário no laboratório

Não manuseie sólidos e líquidos desconhecidos apenas por curiosidade

Atitudes Individuais com Ácidos

Adicione sempre o ácido à água; nunca faça o inverso.

Atitudes Individuais com Bicos de Gás

Feche completamente a válvula de regulagem de altura de chama.

Abra o registro do bloqueador da linha de alimentação.

Providencie uma chama piloto e aproxime do bico de gás.

Abra lentamente a válvula de regulagem de altura de chama até que o bico de gás ascenda.

Regule a chama.

Atitudes Individuais com Soluções

Observação: Cerca de 80% das soluções químicas concentradas são nocivas aos organismos vivos, principalmente se mistradas por via oral.

Não transporte soluções em recipientes de boca largas, se tiver que efetuá-lo por certa distância, triplique sua atenção durante o percurso e solicite um colega que o acompanhe.

Não leve a boca a qualquer reagente químico, nem mesmo o mais diluído.

Certifique-se da concentração e da data de preparação de uma solução antes de usá-la.

Não pipete, aspirando com a boca, líquidos cáusticos, venenosos ou corantes, use pêra de segurança.

Não use o mesmo equipamento volumétrico para medir simultâneamente soluções diferentes.

Volumes de soluções padronizadas, tiradas dos recipientes de origem e não utilizadas, devem ser descartados e não retornados ao recipiente de origem.

Descarte de Sólidos e Líquidos

Deverá ser efetuado em recipientes apropriados separando-se o descarte de orgânicos de inorgânicos.

Cuidados com Aquecimento, incluído: Reação exotérmica, chama direta, resistência elétrica e banho-maria.

Não aqueça bruscamente qualquer substância.

Nunca dirija a abertura de tubos de ensaio ou frascos para si ou para outrem durante o aquecimento.

Não deixe sem o aviso “cuidado material aquecido”, equipamento ou vidraria que tenha sido removida de sua fonte de aquecimento, ainda quente e deixado repousar em lugar que possa ser tocado inadvertidamente.

Não utilize “chama exposta” em locais onde esteja ocorrendo manuseio de solventes voláteis, tais como éteres, acetona, metanol, etanol, etc.

Não aqueça fora das capelas, substâncias que gerem vapores ou fumos tóxicos.

Manuseio e Cuidados com Frasco de Reagentes

Leia cuidadosamente o rótulo do frasco antes de utilizá-lo, habitue-se a lê-lo, mais uma vez, ao pegá-lo, e novamente antes de usá-lo.

Ao utilizar uma substância sólida ou líquida dos frascos de reagentes, pegue-o de modo que sua mão proteja o rótulo e incline-o de modo que o fluxo escoe do lado oposto ao rótulo.

Muito cuidado com as tampas dos frascos, não permita que ele seja contaminada ou contamine-se. Se necessário use o auxílio de vidros de relógio, placas de Petri, etc. Para evitar que isso aconteça.

Ao acondicionar um reagente, certifique-se antes da compatibilidade com o frasco, por exemplo, substâncias sensíveis à luz, não podem ser acondicionadas em embalagens translúcidas.

Não cheire diretamente frascos de nenhum produto químico, aprenda esta técnica e passe a utilizá-la de início, mesmo que o frasco contenha perfume.

Os cuidados com o descarte de frascos vazios de reagentes não devem ser menores que os cuidados com o descarte de soluções que eles dão origem.

Cuidados com Aparelhagem, Equipamentos e Vidrarias Laboratoriais

Antes de iniciar a montagem, inspecione a aparelhagem, certifique-se de que ela esteja completa, intacta e em condições de uso.

Não utilize material de vidro trincado, quebrado, com arestas cortantes.

Não seque equipamentos volumétricos utilizando estufas aquecidas ou ar comprimido.

Não utilizes tubos de vidro, termômetros em rolha, sem antes lubrificá-los com vaselina e proteger as mãos com luvas apropriadas ou toalha de pano.