Propriedades do Ácido

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Autoria: Adriana Schlegal Gaetani

Os ácidos possuem sabor azedo ou cáustico, facilmente identificado em frutas cítricas, como limão, laranja e maçã. Têm a capacidade de alterar a cor de certas substâncias orgânicas, denominadas indicadores. Assim, em presença de solução aquosa ácida, o papel azul de tornassol passa para vermelho; o papel vermelho-do-congo passa para azul e uma solução básica de fenolftaleína passa de vermelho para incolor. Em soluções aquosas diluídas, os ácidos são bons condutores de eletricidade.

Os ácidos apresentam, em solução aquosa, diferentes graus de ionização, isto é, uma relação variável entre o número de moléculas ionizadas e o de moléculas dissolvidas. Dessa forma, por meio do valor da constante de ionização, pode-se medir a força de um ácido. Quanto mais elevado for o valor dessa constante, maior será a força do ácido e maior a concentração de íons hidrogênio.

Outro artifício utilizado para avaliar o poder dos ácidos é o conceito de pH. Definido como o logaritmo negativo da concentração de íons hidrogênio em solução aquosa, o pH varia entre zero e 14. Todos os ácidos apresentam pH entre zero e 7, sendo que, quanto menor esse valor, mais elevada é a força do ácido.

Além disso, os ácidos reagem com os metais colocados acima do hidrogênio na série de atividade dos metais ou na tabela de potenciais de oxidação, liberando hidrogênio e formando o sal correspondente.

Por outro lado, os ácidos oxidantes, isto é, aqueles cujos íons negativos têm capacidade de realizar reações de oxidação, não libertam hidrogênio e reagem até com os metais abaixo do hidrogênio na tabela de potenciais.

Os ácidos reagem com os óxidos (exceto os neutros e os anidridos) formando sais e água, e com os carbonatos e bicarbonatos desprendendo CO2. Os ácidos reagem com as bases, formando sais e água. Daí dizer-se que a reação de ácidos com bases é de salificação (devido à formação de sal) ou de neutralização (devido à anulação do caráter básico da solução), tornando o meio neutro.

PH

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Autoria: Rogério Prazeres da Silva

Os indicadores de pH são substâncias orgânicas que possuem a propriedade de mudar de coloração com a variação de pH do meio. A mudança de coloração se processa de uma maneira gradual entre valores definidos da escala de pH.

O ponto de equivalência em qualquer titulação é o ponto onde a quantidade de solução titulante adicionada é quimicamente igual a quantidade de substância a ser titulada. Na prática, nós determinamos o ponto onde o indicador sofre mudança de coloração que é chamado ponto final da titulação. A análise será tanto mais precisa quanto mais próximo o ponto final do ponto de equivalência.

Numa titulação acidimétrica ou alcalimétrica, o ponto de equivalência não ocorre necessariamente em pH 7,0. Por exemplo: numa titulação do ácido acético com o hidróxido de sódio, quando o ponto de equivalência é atingido, a acidez da solução é a mesma que a resultante da dissolução de uma quantidade correspondente de acetato de sódio em água. Essa solução é básica em conseqüência da hidrólise do acetato:

Ac- +
H2O
<=>
HAc
+ OH-

Similarmente, na titulação de uma base fraca com um ácido forte, o ponto de equivalência ocorrerá em pH levemente ácido, devido à hidrólise do cátion da base fraca. Por exemplo, na titulação de NH4OH com HCl, o ponto de equivalência correspondente ao pH de uma solução obtida pela dissolução de uma quantidade correspondente de NH4Cl em água. Esta solução é ácida em conseqüência da hidrólise do amônio:

NH4-
+ H2O
<=>
NH4OH
+ H+

Assim, o indicador correto para uma titulação será aquele cuja mudança de coloração ocorre em pH igual ao obtido dissolvendo-se no mesmo volume de sal formado pela neutralização, ou seja, o pH do ponto de equivalência.

Pilhas: Geradores Qúimicos

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Autoria: Micheli Ribeiro Ruiz

As pilhas elétricas foram idealizadas por Alessandro Volta em 1800. A chamada pilha de Volta consta de uma sobreposição de discos de cobre e zinco, soldados dois a dois e dispostos na mesma ordem, ficando cada par separado do imediato por uma rodela de pano ou de cartão embebida em água acidulada como ácido sulfúrico.

A denominação de pilha é devida a esta disposição dos discos empilhados uns sobre os outros; Volta notou entre as placas da base e as do alto, uma diferença de potencial que dava origem a fenômenos elétricos. Este foi o ponto de partida para a construção das pilhas elétricas.

A pilha é um gerador químico, isto é, transforma energia química em energia elétrica. Entre os vários tipos de pilhas destacam-se as pilhas secas e úmida.

Pilhas secas são pilhas cujo os eletrodos, zinco e carvão, estão mergulhados em uma massa de cloreto de zinco e sal amoníaco. Na pilha seca também existe MnO2 que atua como despolarizante. A ação química dessa massa sobre os eletrodos (zinco e carvão) é responsável pela liberação da energia elétrica que se obtém nos terminais da pilha. As pilhas secas também podem conter uma pasta eletrolítica de cloreto de alumínio. Os eletrodos são de zinco (negativo) e de carbono (positivo). O eletrodo de zinco é própria caixa da pilha.

Pilhas úmidas são assim chamadas porque os eletrodos, cobre e zinco, são colocados dentro de uma solução ácida, básica ou salina.

Há outros tipos de pilhas e baterias: de Daniel, de Bunsen, de dicromato de potássio, de Weston, Alcalina, de Mercúrio, de Chumbo, de Combustível, de níquel-cádmio, Atômica, etc.

Pilhas Alcalinas esse tipo de pilha possuem eletrodos de zinco e carbono e contém uma pasta eletrolítica de hidróxido de potássio.

Bateria de Carro mais modernas possuem elementos secundários que podem ser recarregados. O eletrólito é de ácido sulfúrico e os eletrodos de chumbo. Recarregar uma bateria ácida de chumbo é converter energia elétrica em energia química.

Bateria de Níquel e Cádmio também são recarregáveis, mas pesa muito menos que a de chumbo e ácido. Possui eletrodos de níquel e cádmio e utiliza hidróxido de potássio como eletrólito.

A Pilha Atômica foi montada pela primeira vez em 1942, por Fermi e seus colaboradores; a primeira pilha atômica francesa foi construída em 1948. Nela se desenvolveu lentamente uma reação em cadeia que se pode comandar.Uma pilha comporta a matéria no seio da qual se faz a reação em cadeia (urânio 235, plutônio), e a matéria que se quer irradiar pelos nêutrons produzidos (urânio, 238), reunidas a moderadores (grafito, água pesada) e a refletores de nêutrons. Comporta igualmente instalações de arrefecimento, de verificação e de proteção. Produz energia calorífica que pode eventualmente ser transformada em energia elétrica, e fornece plutônio, utilizável nas bombas atômicas, bem como inúmeros elementos artificiais.

As baterias e as pilhas podem ser considerados como verdadeiros tanques de armazenamento de energia. Uma bateria comum tem eletrodos positivo e negativo e uma pasta ou líquido, o eletrólito. Os eletrodos dissolvem-se no eletrólito, formando íons, o que cria um excesso de carga nos eletrodos. Quando a bateria é ligada a um circuito, essa carga produz uma corrente elétrica.

Plásticos

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Autoria: Christiane Shimura

O PLÁSTICO, ENCONTRADO EM LUGARES POUCO COMUNS A NOSSA PERCEPÇÃO, FAZ PARTE DA REVOLUÇÃO DO MUNDO MODERNO, SETORES COMO: AVIAÇÃO, AUTOMOBILÍSTICO ,ELETRÔNICO ENTRE OUTROS UTILIZAM-SE DESSE RECURSO PARA MELHORIA DE SEU DESENVOLVIMENTO.

Quando se fala em plástico é difícil não pensar, em um primeiro momento, em uma sacola ou copo descartável, produzidos a partir do material. Esta associação imediata é compreensível. Afinal, o setor de embalagens é responsável, atualmente, por mais de um terço do total de resinas transformadas no Brasil. Mas a aplicação do plástico não se resume a isso. Embora seja um produto popular, o plástico não pode ter sua imagem vinculada à materiais de pouco valor. Pelo contrário, o plástico representa um material moderno, capaz de servir inclusive como indicador de desenvolvimento de um país. Setores como os de utilidades domésticas, construção civil, brinquedos, calçados, além daqueles que empregam tecnologias mais sofisticadas, como os de saúde, eletroeletrônicos, aviação e automóveis, entre outros, vêm ampliando, a cada ano, a utilização da matéria-prima em seus produtos. A diversidade de segmentos onde o plástico está presente aponta uma tendência de crescimento, principalmente naqueles que estão em franca expansão, como o de telecomunicações. É bem verdade que o consumo de plásticos no Brasil ainda pode ser considerado baixo em relação a países do Primeiro Mundo. Segundo a Coplast – comissão do plástico da Abiquim -, enquanto o consumo per capita atual de plástico nos EUA e na Europa chega a 100 kg e 80 kg, respectivamente, no Brasil, o consumo foi de apenas 20 kg, em 98. Apesar da acentuada diferença, o atual índice brasileiro demonstra o potencial de crescimento do plástico no País, se comparado com o ano de 92, quando a média ficou em torno de 8,8 kg.

Outra forma de mensurar a força do setor são os investimentos de aproximadamente US$ 2 bilhões, programados até o ano 2000, nas indústrias de transformação e de resinas plásticas. Diante dos fatos, torna-se inevitável relacionar a presença do plástico com o nível de sofisticação e desenvolvimento de um país.

Plástico no setor automobilístico

A introdução do plástico na indústria automobilística, na década de 70, foi decorrente da crise do petróleo e da necessidade de se produzir veículos mais leves, a fim de reduzir o consumo de combustível, mas mantendo a qualidade final do produto. Hoje em dia, no entanto, além da questão econômica, o plástico passou a desempenhar papel imprescindível na composição dos automóveis por outras razões. Ele possibilita designs modernos, redução de peso, aumento da segurança, redução de custos e tempo de produção, além de ser imune à corrosão.

A indústria automobilística européia, por exemplo, utiliza anualmente cerca de 2 milhões de toneladas de plástico. Estudo publicado pela Associação dos Fabricantes de Plásticos da Europa, divulgado na revista British Plastics, aponta que a média de aplicação do material por veículo chega a 110 kg. Em média, cada 100kg de plástico, segundo o estudo, substituem de 200kg a 300kg de peso provenientes de outros materiais, reduzindo o consumo anual de combustível em 12 milhões de toneladas e a emissão de CO2 em 30 milhões de toneladas. No Brasil, atualmente, cada veículo utiliza entre 60 e 90 quilos de plástico, sendo 63% em equipamentos internos, 15% no corpo externo, 9% no motor, 8% no sistema elétrico e 5% no chassi. No final de década de 80, a média da aplicação de plástico nos carros nacionais era de apenas 30 quilos.

A aplicação de plásticos nos automóveis aumenta na mesma proporção do índice de satisfação de clientes e fabricantes com os resultados alcançados e vem conquistando novos mercados. Tanques de combustível e motores de alguns veículos já estão sendo fabricados em plástico.

A maior prova do potencial de crescimento dos plásticos no setor automobilístico foi apresentada recentemente no Salão do Automóvel, em São Paulo. Um carro constituído de carroceria feita de plástico foi apontado pela crítica como o carro mais luxuoso produzido no Brasil. Entre as vantagens da aplicação do material, está a redução do custo de produção e do peso, de 100 quilos a menos em relação a veículos do mesmo porte.

Plástico no setor eletroeletrônico

Grande parte dos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que cumprem funções importantes no cotidiano das pessoas, são constituídos de material plástico. Do liqüidificador ao ferro de passar, da geladeira à máquina de lavar, todos utilizam a matéria-prima em suas estruturas. Assim como o setor automobilístico, o eletroeletrônico representa um dos segmentos mais promissores para a aplicação do plástico, devido a necessidade de aliar rapidez no processo de produção a um custo cada vez mais baixo. O plástico permitiu ainda a popularização dos produtos, que passaram a ser mais acessíveis aos consumidores.

A conquista de novos mercados pelo plástico também cresce entre os eletroeletrônicos. Um bom exemplo são algumas linhas de lavadoras, que passaram a contar com gabinetes plásticos, eliminando etapas do processo de produção como estamparia, funilaria, soldagem, tratamento químico e pintura, e, conseqüentemente, proporcionando economia de tempo e otimização do espaço físico. As lavadoras pesam em média 18 kg, sendo 60% em plástico, enquanto as que utilizam chapas de aço pesam, em média, 26 kg. A redução nos gastos com produção e matéria-prima garantem, ainda, um preço mais acessível ao consumidor.

Além de gabinetes e peças, o plástico vem, a exemplo do que acontece no setor automobilístico, conquistando novas aplicações no universo dos eletros. Pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, desenvolveram recentemente uma tecnologia revolucionária de visualização luminosa que substitui as atuais telas de vidro dos computadores por outra mais leve, ultrafina, flexível e sem reflexos, produzida em plástico. Em fase de desenvolvimento, a nova tecnologia ainda vai levar alguns anos para ser aplicada em televisores e computadores, mas já está sendo utilizada em auto-rádios, agendas eletrônicas e telefones celulares.

Plástico no setor de informática

A indústria da informática é uma das que certamente requerem cada vez mais tecnologia sofisticada. A necessidade de adaptação constante aos avanços que suas próprias máquinas proporcionam obrigam as empresas fabricantes de produtos voltados ao setor a se apressar na busca de diferenciais que possibilitem a conquista de uma maior fatia no concorrido mercado da informatização. Ainda assim, existe no universo das empresas uma unanimidade: a aplicação do plástico se torna a cada dia mais imprescindível para o desempenho final de seu produtos.

Para os monitores de computadores, por exemplo, o plástico é sem dúvida o material mais indicado. Com peso aproximado de 12kg, menos de 20% refere-se aos componentes plásticos, distribuídos entre gabinetes, suportes e botões. Além da vantagem da redução no peso final, a alta tensão contida no interior dos equipamentos torna praticamente inviável a aplicação de outro tipo de matéria-prima, como metal ou cerâmica. Esta característica de resistência ao calor, entre outras inúmeras vantagens, faz com que o plástico seja utilizado também em gabinetes e peças de aparelhos de TV, vídeo-cassetes, microondas e telefones celulares, aparecendo, em todos eles, como elemento fundamental.

Plástico no setor de saúde

A aplicação de materiais plásticos na área médica vai muito além das seringas descartáveis. Conforme divulgado no workshop Medical Technology Special, realizado em outubro, na K’98, na Alemanha, estima-se que 2,8 milhões de toneladas de plástico foram utilizadas, em 1997, pela Medicina, sendo que cerca de 770 mil toneladas apenas na Europa. O plástico representa o material mais aplicado na fabricação de produtos da área médica, com participação de 45%.

O atual estágio de desenvolvimento alcançado nesta área permite até mesmo, em casos de urgência, a instalação temporária de órgãos artificiais em seres humanos, como pulmão e coração, fabricados a partir do plástico. “É praticamente impossível imaginar o avanço na Medicina sem o uso do plástico”, afirma o Dr. Adib Jatene, cardiologista do Incor e ex-ministro da Saúde, que aponta como principais vantagens da aplicação do material a facilidade de modelar, a resistência à temperatura e choque, a redução de peso em relação a outros materiais, além, é claro, do fato de ser inerte. Esta última característica, segundo ele, permitiu ao plástico ser considerado um dos principais responsáveis pela eliminação da transmissão de doenças e infecções hospitalares. “Embora os processos de esterilização sejam eficientes, a utilização de materiais plásticos descartáveis ainda é o método mais seguro”, acrescenta Jatene. Atualmente, uma infinidade de produtos, como tubos traqueiais, catéteres, materiais coletores, frascos, oxigenadores, bolsas de sangue, entre outros, são produzidos a partir do plástico, devido a versatilidade que o material apresenta.

Nas bolsas de sangue, que há cerca de dez anos eram fabricadas em vidro, a aplicação do plástico passou a representar 100%. O plástico pode ser aplicado ainda em próteses, que substituem ossos e articulações. Por ser inerte, o material não apresenta sinais de rejeição do organismo e sua resistência ao choque o coloca entre os materiais mais indicados para este tipo de tratamento. Seguindo normas da área de saúde, todos os materiais, antes de aplicados, são testados por órgãos como o INCQS e a Fiocruz, que confirmam a viabilidade da utilização do material em produtos hospitalares.

Plástico no setor de construção civil

Da durabilidade necessária às instalações hidráulicas e elétricas até o cuidado no acabamento de uma obra, o plástico aparece como elemento fundamental para o setor de construção civil. Embora nem sempre aparente, como nas tubulações que se escondem atrás das paredes, e em certos casos disfarçados, como em pisos ou telhas que imitam peças de cerâmica, o plástico vem aumentando a cada ano sua participação neste segmento. O segmento de janelas e perfis plásticos, por exemplo, é um dos que devem mais crescer nos próximos anos. Na Grã Bretanha, elas já passam de 70% e na França e na Alemanha, estão em torno de 50%. Estima-se que a indústria de construção civil no País movimente cerca de R$ 130 bilhões por ano e 10% deste total seja proveniente de produtos plásticos.

Esta tendência ficou evidenciada no II Encontro de Tecnologia de Sistemas Plásticos na Construção Civil, promovido pela Escola Politécnica da USP, em novembro de 97, em São Paulo. No evento, 14 empresas apresentaram produtos como caixas d’água, portas, janelas, pisos, telhas, banheiras, móveis, além de tubos e conexões, mostrando que, hoje em dia, já é possível construir uma casa utilizando apenas materiais plásticos. Um bom exemplo disso pode ser visto no campus da USP, onde uma casa, revestida interna e externamente de plástico, chama a atenção dos visitantes. Trata-se do Centro de Técnicas de Saneamento 100% Plástico, resultado de uma parceria entre a Escola Politécnica da USP e o Cediplac – Centro de Desenvolvimento e Documentação da Indústria de Plástico para a Construção Civil. O “Plasticão”, como é conhecido entre alunos e professores da Poli, foi construído com o objetivo de auxiliar em pesquisas e desenvolvimento do audacioso projeto de Sistemas de Esgoto 100% Plástico, que permite a substituição dos sistemas convencionais, com rápida instalação e capacidade de manutenção constante. Este sistema já está sendo utilizado por empresas de saneamento básico da Bahia, do Paraná e de Brasília.

Plástico no setor de aviação

Décimo maior fabricante mundial e dono da quinta maior frota, o setor aeronáutico brasileiro, que tem investimentos da ordem de US$ 11,6 bilhões programados para os próximos três anos, representa um mercado promissor para a indústria do plástico. Em uma aeronave, a aplicação do material é evidente em toda a estrutura, desde o revestimento das paredes internas até os próprios assentos. Mas, a utilização do plástico na aviação é muito mais ampla. Apostando no setor, que só este ano deverá movimentar US$ 3 bilhões, transformadores de todo o mundo estão disputando espaço neste mercado. Uma das novidades em aplicações externas é a película de plástico que substitui a pintura na fuselagem dos aviões, reduzindo a necessidade de manutenção. Além disso, conectores e filmes de revestimento para janelas, que evitam estilhaçamento, reduzem ruído externo e filtram a entrada de raios ultravioleta, também são feitos a partir de plástico.

Recentemente, a Nasa, agência espacial americana, realizou na Califórnia testes com a uma estranha aeronave, chamada Centurion, que funcionará a base de energia solar. Entre os materiais utilizados na sua sofisticada estrutura está o plástico.

Plástico no setor de embalagens

No setor de embalagens, que movimentou R$ 10,9 bilhões no ano passado, quem dita as regras é o consumidor. Esta foi a conclusão do 8º Congresso Brasileiro de Embalagem, promovido pela Abre, nos dias 23 e 24 de setembro de 1998, em São Paulo. Conforme pesquisa do Procon, divulgada durante o evento, os consumidores vêm atribuindo cada vez mais importância às embalagens, relacionando sua qualidade à do próprio produto. Diante desta nova realidade de mercado, o setor plástico pode e deve comemorar. Do total de embalagens consumidas no Brasil, em 97, cerca de 25% foram plásticas. Esta participação refere-se a 34,6% do total de resinas transformadas no País. Na Europa Ocidental, o plástico responde por 50% do total do mercado de embalagens. Em 1996, cerca de 10 milhões de toneladas de plástico, referentes a 42% do volume consumido no continente, foram destinados a este segmento. Segundo a Associação dos Fabricantes de Plástico da Europa, o material reduziu em mais de 80% o peso das embalagens em relação a 20 anos atrás. A entidade afirma ainda que 90% das embalagens pesam menos de 10 gramas.

Só o PET destinou a este segmento quase 90% das 249 mil toneladas fabricadas. Até o ano 2000, as indústrias de refrigerantes deverão alcançar uma produção de 11 bilhões de litros, sendo que 63% desse total deverá ser envasado em garrafas PET. Nos EUA, as grandes fabricantes de cerveja já estão adotando o plástico em suas embalagens.

Reciclagem de plásticos

Com a mesma rapidez que o uso do plástico cresce no Brasil, surge a necessidade de se criar alternativas para sua destinação final, principalmente no segmento de embalagens. Atualmente, o plástico participa, em média, de 7% a 8% da composição do lixo urbano no Brasil. Em cidades mais industrializadas, como São Paulo e Rio de Janeiro, a participação do material entre os resíduos sólidos é de 12,1% e 13%, respectivamente, segundo dados do Cempre – Compromisso Empresarial para Reciclagem. Uma das grandes vantagens do plástico em relação a outros materiais é a sua capacidade de reciclagem. Os termoplásticos são as resinas passíveis de reaproveitamento, que se fundem com aquecimento e se solidificam com resfriamento. O processo, na maioria das vezes, ocorre nas próprias transformadoras ou em empresas especializadas, que reutilizam sobras e peças não-conformes, na chamada reciclagem primária. Em outros casos, são utilizados resíduos plásticos pós-consumidos. Este processo de reciclagem secundária necessita, porém, de coleta seletiva e separação dos diversos tipos de plástico. Seguindo exemplos de países como EUA e Japão, já existem empresas brasileiras apostando na reciclagem de resíduos plásticos misturados, para obter perfis extrusados, como a “madeira de plástico”. Além dos termoplásticos, há também os termofixos, que não se fundem com aquecimento. Eles podem, no entanto, servir como forma de energia, se incinerados de forma adequada. Atualmente, ainda pode ser considerado baixo o nível de reciclagem de plásticos no Brasil. Segundo a Abremplast – Associação Brasileira dos Recicladores de Material Plástico – existem aproximadamente entre 600 e 800 empresas e sucateiros dedicados a esta atividade no País. A tendência, entretanto, é que a reciclagem se desenvolva proporcionalmente ao setor de plásticos no Brasil, devido a quantidade cada vez maior de material para ser reaproveitado. Um bom exemplo disso é o protocolo de intenções, assinado recentemente entre a prefeitura do Rio de Janeiro e os ministérios do Meio Ambiente do Brasil e da Alemanha, para um programa de coleta seletiva de lixo na cidade, voltado principalmente para a reciclagem do plástico. Segundo o prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde, o projeto é piloto, mas deve ser estendido, posteriormente, a outras cidades. A Companhia de Limpeza Urbana – Comlurb – já está separando as garrafas plásticas que serão utilizadas no projeto.Entre as empresas, a preocupação com a reciclagem também existe. A Fiat, por exemplo, desenvolveu o projeto Fare – Fiat Auto Reciclagem – que permite que peças de veículos antigos sejam retiradas e recicladas, podendo ser aplicadas em componentes de menor exigência ou menos aparentes.

Plasticultura

O plástico a serviço da agricultura, aqüicultura e criação de animais e aves de corte. Este é o conceito da plasticultura, tecnologia que deverá estar utilizando, até o 2000, no Brasil, cerca de 100 mil toneladas métricas de plástico. Se comparado com países como Israel, Japão, Estados Unidos e Espanha, que usam de 50 a 100 vezes mais plásticos na agricultura, o índice brasileiro ainda é baixo. Mas, considerando que, em 1989, o consumo era de apenas 28 mil toneladas métricas, a aplicação do material mais uma vez demonstra enorme potencial de crescimento.

O plástico está presente em sistemas de irrigação de solos, na cobertura de silos para armazenagem de grãos e em tubos para ventilação de estoques de cereais, entre outras aplicações. Regiões como o sul da Califórnia e os desertos de Israel, caracterizados por solos áridos, estão, atualmente, entre as áreas mais férteis e produtivas do mundo, graças ao abastecimento de água por meio de tubos e dutos plásticos. Na Espanha, mais precisamente na região de Almeria, a plasticultura transformou uma área mais árida que o deserto de Saara em uma das principais produtoras de hortigranjeiros da Europa, com 15 mil hectares onde se cultiva de tudo durante todo o ano. Trata-se da maior concentração mundial de plásticos aplicados na agricultura.

No Brasil, se os números ainda não são tão expressivos como nos exemplos citados ao longo do mundo, os resultados alcançados indicam, ao menos, a viabilidade e a necessidade de se utilizar o material. O engenheiro agrônomo Moisés Waxman, pioneiro no uso do plástico para aumentar a produção e qualidade de alimentos no País, realizou estudos na Fazenda Experimental de Cruz das Almas, na Bahia, onde o retorno financeiro de uma cultura protegida pelo plástico chegou a ser até três vezes maior em relação a outra sem cobertura.

A expansão do uso do plástico na agropecuária foi responsável pela criação, em 1996, do Comitê Brasileiro de Plasticultura. Segundo a professora Romi Gotto, presidente da entidade, o Comitê terá como principal meta a formação de comissões para o estudo do uso do plástico em diversos segmentos do setor agropecuário, avaliando a qualidade e a quantidade do material utilizado. Outra iniciativa que confirma a viabilidade da ciência é a Estação Experimental de Plasticultura, inaugurada em outubro pelo Departamento de Engenharia Rural da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp, em Jaboticabal. “O objetivo do projeto é fazer com que o plasticultor veja sua propriedade como uma empresa agrícola e não como uma área de cultivo de subsistência”, afirma o professor Jairo Augusto Campos de Araújo, um dos grande incentivadores da plasticultura no Brasil. Segundo ele, a Estação espera contar com a participação de empresas para ser um centro de referência em estudos ligados à plasticultura.

CURIOSIDADES

Foi o inicio da indústria dos plásticos, que revolucionou a vida cotidiana e criou um dos maiores problemas ambientais no fim do século xx : a eliminação do lixo plástico, que não pode ser reciclado e produz gases tóxicos ao ser incinerados.

O plástico é todo composto sintético ou natural que tem como ingrediente principal uma substância orgânica de elevado peso molecular. Em seu estado final é sólido, mas em determinada fase da fabricação pode comportar-se como fluido e adquirir outra forma. Em geral os plásticos são material sintéticos obtidos por meios de fenômenos de polimerização ou multiplicação artificial dos átomos de carbono nas grandes correntes moleculares dos compostos orgânicos, derivados do petróleo ou de outras substâncias naturais. Os polímeros, moléculas básicas dos plásticos, estão presentes em estado natural em algumas subtâncias vegetais e animais como a borracha, a madeira e o couro. Há substâncias, como a celulose, que apesar de terem propriedades plásticas não se enquadram nessa categoria.

OUTROS USOS

Casas inteiras, feitas de plástico, já foram construídas em vários países. No Brasil a primeira foi criada em 1964 por Edgar Duvivier. Os EUA construíram, para seu pavilhão na exposição de Osaka, no Japão, a maior bolha de plástico inflável do mundo,com 89 metros de largura e 155 metros de comprimento. Bolhas menores, feitas de polietileno, vinil ou náilon, podem ser infladas em poucas horas para uso como abrigos ou armazéns. Bolhas pequenas, do mesmo material, podem ser usadas como almofadas e até substituir camas .

Os plásticos são cada vez mais impregados na indústria automobilística e a empresa alemã BMW foi a pioneira na criação de automóveis com toda a carroçaria feita de um monobloco de plástico. A elaboração dos diversos processos de gravação e reprodução de imagem e som só se tornou possível graças ao uso de plásticos.As fitas de gravação em áudio e vídeo são feitas de polietileno. Há discos feitos de vinil e os filmes fotográficos e cinematográficos são fabricados em celulóide.

Polímeros

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Autoria: Monique Guhur

Um polímero é uma macromolécula formada pela repetição de pequenas e simples unidades químicas (monômeros), ligadas covalentemente. Se somente uma espécie de monômero está presente na estrutura do polímero, este é chamado de homopolímero. Se espécies diferentes de monômeros são empregadas, o polímero recebe a denominação de copolímero.

Polímeros biológicos fundamentam a existência da vida, e existem desde o surgimento da primeira célula na superfície da terra. Os polímeros naturais têm sido empregados pelo homem desde os mais remotos tempos: asfalto era utilizado em tempos pré-bíblicos; âmbar já era conhecido pelos gregos e a goma pelos romanos. Os polímeros sintéticos, porém, somente surgiram no último século.

Um grande marco na história da indústria de plásticos foi a descoberta do processo de vulcanização da borracha em 1839 (a partir do látex, um polímero natural, que já era largamente empregado) pela Goodyear. O próximo grande passo foi a nitração da celulose, resultando na nitrocelulose, produto comercializado primeiramente por Hyatt, em 1870. De seu produto foi obtido o celulóide, alavancando a indústria cinematográfica. Em 1865 foi descoberto o processo de acetilação da celulose, resultando em produtos comerciais de grande uso no início deste século, como fibras de rayon, celofane, entre outros. Entretanto, o primeiro polímero puramente sintético somente surgiu em 1907; resinas de fenol-formaldeído foram produzidas por Baekeland – entre elas, o primeiro polímero sintético de uso comercial: o “Bakelite”. Desde então, a indústria e o uso de polímeros não para de crescer.

Hoje, mesmo roupas e demais vestimentas são feitas com fibras poliméricas sintéticas. Roupas especiais, como o uniforme de astronautas, vestes dos corredores de fórmula 1, e roupas de mergulho submarino também são produzidas com polímeros especiais, que possuem as propriedades desejadas, em cada caso.

Estrutura Molecular dos Polímeros

Dependendo da natureza química dos monômeros e da técnica empregada para a polimerização, os polímeros podem exibir diferentes tipos de arquiteturas. Os mais comuns são os de estrutura linear, ramificada ou em rede. A primeira figura, ilustra o polietileno de alta densidade (HDPE): uma molécula de cadeia longa elinear, feita pela polimerização do etileno, um composto cuja fórmula estrutural é CH2=CH2.

A indústria também produz uma outra variedade de polietileno, que possui cadeias ramificadas. Este é conhecido como polietileno de baixa densidade (LDPE), e esta ilustrado na figura abaixo. O impedimento espacial provocado pelas ramificações dificulta um “empilhamento” das cadeias poliméricas. Por esta razão, as forças intermoleculares que mantém as cadeias poliméricas unidas tendem a ser mais fracas em polímeros ramificados. Por isso o LDPE é bastante flexível e pode ser utilizado como filme plástico para embalagens, enquanto que o HDPE é bastante duro e resistente, sendo utilizado em garrafas, brinquedos, etc..

A figura seguinte mostra um polímero cujas cadeias estão entrelaçadas numa complexa rede de ligações covalentes. O exemplo da figura é a resina fenolformaldeído, onde moléculas de fenol são unidas pelo formaldeído.

Alguns polímeros foram verdadeiros salva-vidas. A polimerização do N-vinilpirrolidona foi recebida com grande ímpeto durante a Segunda Guerra Mundial, quando os alemães usaram soluções salinas do polímero como um substituto do plasma sangüíneo nos soldados feridos de suas tropas. O PVP – poli(vinilpirrolidona), possui um baixo grau de toxidade e tem sido utilizado também em cosméticos, adesivos, indústria têxtil, lentes de contato, e numa variedade de fármacos, incluindo a manufaturação de materiais micro-encapsulados. Um complexo de PVP com iodeto é um dos anti-sépticos mais utilizados.

Ano de introdução de alguns polímeros no mercado

1930
Borracha estireno-butadieno
1943
Silicones

1936
Poli(cloreto de vinila) (PVC)
1944
Poli(etileno teraftalato)

1936
Policloropreno (neopreno)
1947
Epóxis

1936
Poli(metil metacrilato)
1948
Resinas ABS

1936
Poli(acetado de vinila)
1955
Polietileno linear

1937
Poliestireno
1956
Poli(oximetileno)

1939
Nylon 66
1957
Polipropileno

1941
Poli(tetrafluoroetileno) (teflon)
1957
Policarbonato

1942
Poliesteres insaturados
1964
Resinas ionoméricas

1943
Polietileno ramificado
1965
Poli(imidas)

1943
Borracha butilada
1970
Elastômeros termoplásticos

1943
Nylon 6
1974
Poliamidas aromáticas

Os polímeros são produzidos sinteticamente através da reação de polimerização de seus monômeros. Um dos métodos mais utilizados, nas indústrias, para a produção de polímeros de vinilas é a polimerização em emulsão. Este processo envolve uma emulsão estável de água, monômeros do polímeros, e um surfactante (sabão ou detergente) como o agente emulsificante. Os surfactantes formam micelas, que dissolvem os monômeros, geralmente hidrofóbicos. Os iniciadores de radicais livres, quando jogados na fase aquosa, também migram para a fase micelar, iniciando a polimerização. As vantagens deste método incluem o baixo consumo de energia (a reação pode ser feita mesmo na temperatura ambiente) e a obtenção de polímeros com grande massa molar. A maior desvantagem é que a formulação é relativamente complexa se comparada com os outros métodos, e requer uma etapa de purificação do polímero que, algumas vezes, pode ser problemática.

Os polímeros exibem 2 tipos de morfologia no estado sólido: amorfo e semicristalino. Em um polímero amorfo, as moléculas estão orientadas aleatoriamente e estão entrelaçadas – lembram um prato de spaghetti cozido. Os polímeros amorfos são, geralmente, transparentes. Nos polímeros semicristalinos, as moléculas exibem um empacotamento regular, ordenado, em determinadas regiões. Como pode ser esperado, este comportamento é mais comum em polímeros lineares, devido a sua estrutura regular. Devido às fortes interações intermoleculares, os polímeros semicristalinos são mais duros e resistentes; como as regiões cristalinas espalham a luz, estes polímeros são mais opacos. O surgimento de regiões cristalinas pode, ainda, ser induzido por um “esticamento” das fibras, no sentido de alinhar as moléculas.

A figura acima ilustra um diagrama de Volume vs. Temperatura para dois polímeros: um amorfo e um semicristalino. Em baixas temperaturas, as moléculas de ambos os polímeros vibram com baixa energia; eles estão “congelados” em uma situação do estado sólido conhecida como “estado vítreo”. Na medida em que o polímero é aquecido, entretanto, as moléculas vibram com mais energia e uma transição ocorre: do estado vítreo para o estado rubbery. Neste estado, o polímero possui um maior volume e uma maior dilatação térmica e maior elasticidade. O ponto onde esta transição ocorre é conhecido como temperatura de transição vítrea, e está denotado no gráfico como Tg.
Quando aquecidos, os polímeros podem vir a derreter. A temperatura de fusão dos polímeros é indicada, no diagrama, como Tm. No estado líquido, os polímeros podem ser moldados ou divididos em micro-fibras, por exemplo. Somente alguns polímeros podem ser derretidos, e são chamados de termoplásticos.
Muitas vezes, o polímero é formado pela união de dois ou mais monômeros diferentes. Estes polímeros são chamados de copolímeros, em contraste aos homopolímeros, que são formados pela repetição de somente um monômero.

Os Copolímeros, por outro lado, são produzidos com dois ou mais monômeros, cujas unidades podem ser distribuídas randomicamente, em uma maneira alternada ou em blocos. As figuras abaixo ilustram estas situações.
Nestas figuras, a estrutura molecular de cada polímero é demonstrada, esquematicamente, com as unidades de repetição de cada polímero.Tais combinações permitem aos químicos criar polímeros com diferentes propriedades, baseados nas estruturas obtidas.

Nas indústrias, os polímeros e/ou copolímeros podem ser misturados, obtendo-se Blendas Poliméricas. Quando miscíveis, as propriedades das blendas derivam das propriedades dos polímeros individuais, embora uma ação sinérgica pode vir a ocorrer. De acordo com a aplicação, podem-se preparar diferentes blendas, de distintas composições, resultando em polímeros com diferentes propriedades físico-químicas.
Produtos industriais incluem homopolímeros, copolímeros, blendas homogêneas e blendas heterogêneas.

Ponto de Fusão

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Autoria: Paulo Pennaforte Vieira

Ponto de fusão é a temperatura na qual ocorre a mudança do estado sólido para o estado líquido. Para se determinar o ponto de fusão de algumas substâncias, utiliza-se a técnica do tubo de Thielle.

As substâncias puras fundem-se a uma temperatura constante. Já as impuras (misturas) não apresentam um único ponto de fusão definido e, sim, uma faixa de fusão, que será tanto maior quanto mais impurezas contiverem as substâncias.

Dependendo do aparelho o aquecimento pode ser feito eletricamente ou através de banho. Há vários líquidos que podem ser utilizados como banho de aquecimento e, neste caso, o líquido escolhido depende do sólido a ser fundido.

A tabela abaixo mostra os líquidos mais comumente utilizados como banho. Os valores dos pontos de fusão encontrado na tabela abaixo, foram determinados à pressão de 1 atm (760 mmHg).

Líquidos de Banho
Ponto Fusão Líquido (ºC)
Ponto Ebulição Líquido (ºC)
Usado p/ Medir Ponto Fusão até (ºC)

Água
0
100
95

Glicerina
17,5
290
150

Ácido Sulfúrico
10
295
220

Óleo de Parafina
16
287,5
250

Apesar de existir vários aparelhos para se determinar o ponto de fusão das substâncias, o processo é sempre o mesmo: aquecimento da amostra e verificação da temperatura de fusão, através do termômetro.

Para se determinar o ponto de fusão do Naftaleno, por exemplo, utilizando a técnica do tubo de Thielle, procederíamos da seguinte forma:

Pulverizar uma pequena porção de Naftaleno em um almofariz.

Fechar uma das extremidades do capilar no bico de Bunsen.

Introduzir o Naftaleno no capilar, compactando-o. Proceder a compactação da amostra, deixando o capilar cair por uma vareta de vidro. Esta operação deverá ser repetida tantas vezes quantas forem necessárias, para que se tenha compactado, no capilar, aproximadamente 1 cm da substância.

Prender, através de anel de látex, o capilar ao termômetro, de tal forma que a parte que contém a amostra fique junto ao bulbo do mesmo.

Montar a aparelhagem, utilizando como banho Glicerina.

Aquecer o tubo de Thielle lentamente, deslizando a chama sobre a parte lateral inferior do mesmo.

Observar cuidadosamente até o ponto de fusão e anotá-lo.

Proálcool

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Autoria: Thiago Marques Rodello

Seria a melhor solução?

O Proálcool (Programa Nacional do Álcool) foi criado após as crises de petróleo mundial, onde o barril de combustível aumentou insustentavelmente no mercado internacional.

No começo, foi um sucesso. Mais de 80% dos carros q circulavam no Brasil eram abastecido com álcool, devido a esse sucesso, vários países copiaram a iniciativa, com pequenas variações pois alguns países utilizavam beterraba.

Além de muito mais barato que a gasolina, ainda era uma grande fonte de empregos no Brasil todo, pois a demanda de cana de açúcar ficou muito maior com o programa, acarretando grande capitalização do campo, minimizando assim um dos grandes problemas brasileiro. Isso além de ser um grande benefício, ainda foi a causa de sua ruína, pois com a baixa cotação do álcool combustível, a chamada “bancada da bola” fez grande pressão junto ao governo para que acabasse com o programa e assim terem um lucro muito maior sobre o açúcar. Ronaldo Trannin, Engenheiro aposentado da Petrobrás, que participou diretamente com o processo de implantação do programa, deu suas idéias sobre o assunto:

– O Proálcool foi um programa de grande sucesso, mas, como sempre, o dinheiro falou mais alto, o que inviabilizou a sobrevida do programa, mas acredito que se o governo atuasse com mais energia no caso, estaríamos andando com carros à álcool até hoje.

O uso do álcool como um combustível no Brasil foi um extraordinário sucesso até 1990; em 1985 as vendas de carros movidos a etanol puro representaram 96% do mercado a até o fim da década 5,5 milhões de automóveis foram vendidos.
Desde então aconteceu uma queda devido os seguintes fatores:
· preço do álcool puro foi fixado em 64,5% do preço da gasolina mas aumentou gradualmente a 80%.
· imposto sobre produtos industrializados (IPI) foi inicialmente fixado em valores mais baixos para carros a álcool do que para os mesmos modelos movidos a gasolina. Esta vantagem foi eliminada em 1990 quando o Governo lançou um programa de “carros populares” baratos (motores com cilindros de volume até 1000 centímetros cúbicos) para os quais o IPI foi reduzido a 0,1%. “Carros populares” não puderam ser adaptados facilmente para o uso de álcool puro porque isto os tornaria mais caros e levaria mais tempo. A competição entre os fabricantes exigia uma resposta imediata para se beneficiar da redução do imposto.
· falta de confiança num suprimento regular de álcool e a necessidade de importar etanol/metanol para compensar a redução na produção local de etanol.

Benefícios obtidos a partir do uso do etanol como um combustível líquido:

· criação da mais de 700.000 empregos rurais com modesto
investimento (US$ 20.000/cada);

· desenvolvimento da tecnologia de produção da cana-de-açúcar e
seu processamento em etanol e açúcar, aumentando a capacidade
do Brasil de atuar como um grande ator no mercado internacional
de açúcar;

· demonstração, a nível mundial, que um amplo programa de
combustível renovável e alternativo pode ser implantado em
menos de 10 anos;

· significante economia de moeda forte.

O futuro do Programa (Proálcool)

A curto prazo a política necessária para resolver o problema é a introdução de uma taxa “verde” sobre os combustíveis produzidos do petróleo, sobretudo gasolina. Esta medida é inevitável devido ao avanço gradativo das políticas de liberalização e extinção da política de preços administrados que deu origem aos subsídios cruzados praticados pela PETROBRAS. Esta “taxa”, se estabelecida corretamente, poderia garantir o uso de etanol, estimular a produção e reduções adicionais de custo

Trabalho realizado pelos Alunos
Marcelo, Rodrigo, Thiago, Marcos da
2ª série do colégio Argumento

Propriedades Coligativas

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Autoria: Izaque Satil de Andrade

Através da aplicação das propriedades coligativas, é possível se determinar as massas moleculares. Em muitos casos as propriedades de uma solução podem ser consideradas como sendo as do solvente puro, modificadas pela presença das moléculas do soluto.

Nestes casos o efeito sobre as propriedades do solvente depende do número de moléculas do soluto presentes, numa certa quantidade de solvente e não das propriedades específicas do soluto. Assim as alterações nos pontos de fusão (ou congelamento), ebulição e pressão de vapor de uma solução, depende principalmente do número de partículas implicadas.

Pressão de Vapor

A pressão de vapor aumenta com a temperatura e quanto maior é a pressão a uma mesma temperatura, mais volátil é o líquido.

Vaporizando-se um líquido no interior de uma câmara barométrica do tipo Torricelli, até ser atingido o equilíbrio líquido-vapor, o abaixamento da coluna de mercúrio mede a pressão de vapor à temperatura da experiência.

Um líquido entra em ebulição à temperatura em que a sua pressão de vapor iguala-se à pressão exterior. Assim, a 100ºC a água tem pressão de vapor igual a 1 atm. Portanto, a 1 atm a água entra em ponto de ebulição a 100ºC.

A maioria dos sólidos fundem-se com expansão de volume, o gelo é uma das poucas exceções, funde-se com contração do volume. O ponto de fusão do gelo aumenta com a diminuição da pressão, e vice-versa. Para a maioria dos sólidos, o ponto de fusão aumenta com o aumento da pressão e vice-versa. As variações dos Pontos de Fusão são insignificantes com a variação de pressão, porque no equilíbrio sólido-líquido não há participante gasoso.

O ponto de ebulição de todas as substâncias aumenta com o aumento da pressão e vice-versa. As variações dos Pontos de Ebulição são significativas com a variação de pressão, porque no equilíbrio líquido-vapor há participante gasoso.

Conceito do Método Ebuliométrico de Determinação de Massas Moleculares

As propriedades coligativas podem ser aproveitadas na determinação do peso molecular de novas substâncias, visto que, se sabe que 1 mol de um eletrólito não volátil faz abaixar o ponto de congelamento de 1000,0 gramas de água de 1,86ºC e elevar o ponto de ebulição de 0,52 ºC. Para determinar o peso molecular de uma substância, prepara-se uma solução de uma massa conhecida da substância em questão, em uma massa também conhecida de água e determina-se cuidadosamente o ponto de ebulição.

Com os dados calcula-se o peso da substância que seria necessário para alterar o ponto de congelamento (ou ebulição) de 1000,0 gramas de água de 1,86ºC (ou 0,52ºC). Essa massa (em gramas) é o peso molecular, mudando a unidade de grama para u.m.a., obtém-se o peso molecular.

Conceito do Método Criométrico de Determinação de Fórmulas Moleculares

O naftaleno (C10H8) funde a 80,1ºC e este ponto de fusão abaixo de 7,0ºC quando 1 mol de soluto está dissolvido em 1000,0 g de naftaleno. Não apenas o abaixamento do ponto de congelamento para o naftaleno é maior do que para a água, mas também muitas substâncias insolúveis na água são solúveis no naftaleno. Isto significa que ele pode ser usado como solvente para determinações de peso molecular.

Propriedades do Alumínio

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Autoria: Flávia da Silva Rodrigues

Descoberto em 1825, o alumínio é produzido em quantidades maiores do que qualquer outro metal industrial, exceto o aço. Prateado, é resistente e leve, pouco suscetível à corrosão e reciclável.

Embora seja o metal mais abundante na crosta terrestre, não é fácil extraí-lo, pois só ocorre na forma de compostos (substância formada por dois ou mais elementos químicos). A maior parte do alumínio que utilizamos vem de um minério (rocha ou mineral que ocorre na natureza e contém um elemento químico metálico) chamado bauxita.

Bom condutor de calor, o alumínio não tem gosto nem cheiro, por isso é usado na forma de folhas na cozinha. O alumínio também costuma ser utilizado em aplicações que exigem economia de peso, como por exemplo, na estrutura do avião Concorde.

Em contato com o ar reveste-se de uma fina camada de óxido, que preserva o resto do metal da oxidação, mesmo que esteja exposto à umidade. Sua resistência aumenta quando figura em ligas com pequenas porcentagens de cobre e manganês, sendo nesta forma aplicado na aeronáutica e no automobilismo.

No comércio é encontrado em lingotes, folhas, tubos e fios, que são empregados na fabricação de diversas utilidades, tais como peças de automóveis, aviões, bicicletas, rádios, utensílios de cozinha, máquinas portáteis de furar e cortar, metros articulados, objetos artísticos, etc.

Substitui o cobre nas linhas transmissoras de energia elétrica, quando há necessidade de condutores de pouco peso e maior tenacidade, e em muitas peças de aparelhos elétricos. É também componente de importantes ligas metálicas, como o “metal Delta”, e de alguns tipos de bronze.

Dos seus compostos, o óxido (coridon) é o mais duro dos metais, depois do diamante; o sulfato é usado nas indústrias de papel/no curtimento de peles e couros e como mordente; o cloreto é importante catalisador em química orgânica e na fabricação de óleos lubrificantes.

A criolita foi o primeiro minério empregado para a sua obtenção, mas hoje, está de lado em virtude do descobrimento das minas de bauxita, que contém o metal em maiores proporções.

A bauxita é encontrado em nosso país nos municípios de Ouro Preto, Mutuca e Poços de Calda, todos do estado de Minas Gerais. Outras fontes, porém, tem sido descobertas, mormente, na região de Carajás, ao Nordeste do país, onde se espara montar uma das maiores fábricas do mundo do produto, com colaboração japonesa. São grande produtores mundiais de alumínio a Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Noruega, França e a ex-URSS.

Purificação de Substâncias

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Autoria: Carlos Elias Wirti

Atualmente, podemos purificar uma substância através de propriedades físicas simples, como: sublimação, solubilidade e cristalização.

Certas substâncias, como o naftaleno e o iodo, passam facilmente do estado sólido para o estado gasoso, quando aquecidos e, em contato com uma superfície fria, voltam ao estado sólido, na forma de cristais puros da substância.

Outro método de purificação de substância consiste em dissovê-la (um sal, por exemplo) em um solvente (água, por exemplo) até atingir coeficiente de solubilidade, ou seja, dissolver uma quantidade máxima da substância (soluto) em um certo volume de solvente. Através da filtração, separamos o sólido não dissolvido (impurezas e excesso de soluto) e com a evaporação do solvente obtemos os cristais da substância, purificados.

O método descrito acima pode ser realizado com aquecimento, já que o aumento da temperatura aumenta a solubilidade dos sólidos. Neste caso a filtração deve ser feita com algodão pois é mais rápida, não permitindo que a mistura se resfrie muito durante a mesma.

Segue abaixo, dois exemplos de experimentos que podem ser realizados em laboratório para se purificar uma substância por: sublimação e dissolução, respectivamente.

Purificação por Sublimação

Colocar em uma cápsula de porcelana uma bolinha de naftalina.

Cobrir a cápsula com um balão de fundo redondo contendo água gelada.

Aquecer com cuidado (chama baixa) a cápsula de porcelana durante 3 minutos, aproximadamente.

Deixar esfriar por 5 a 10 minutos e observar que a naftalina voltou a sua forma de cristais puros da substância.

Purificação por Dissolução a Frio (Cristalização por via Úmida)

Pesar 20 g de cloreto de sódio e pulverizar.

Transferir o sólido pulverizado para um bécker de 250 ml e adicionar 50 ml de água.

Agitar com a bagueta até não dissolver mais o sal (saturação).

Filtrar com papel de filtro.

Colocar 1 gota do filtrado em um vidro de relógio.

Deixar evaporar a água e observar à lupa a formação dos cristais de Cloreto de Sódio purificados.

Purificação por Dissolução a Quente

Colocar 40 ml de água em um béquer de 250 ml.

Adicionar sulfato de cobre II pulverizado, sob agitação até atingir a saturação.

Aquecer com cuidado até solubilizar o sal.

Adicionar mais sulfato de cobre II até atingir uma nova saturação (sempre agitando a solução).

Filtrar a quente, usando algodão como filtro, em dois tubos de ensaio. Um deles deverá conter um cristal de sulfato de cobre II no fundo, preso por um barabante.

Fechar os dois tubos de ensaio com rolha.

Deixar esfriar por aproximadamente 1 hora e observar os dois tubos de ensaio.