ANSIEDADE

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A ansiedade acontece quando algum sinal externo vago, indica uma catástrofe que não pode ser identificada mas que é iminente. O novo, o desconhecido, perigo, situação de medo, situação de avaliação, expectativa, esperar por resultados, a espera por uma punição, um problema ou a falta de tempo podem causar ansiedade. A ansiedade pressupõe temores de contato pessoal ou de qualquer demanda ambiental, mesmo que não hajam motivos óbvios, deixando a pessoa paralisada com terror. O ansioso sente frio no estômago, taquicardia, transpiração, falta de ar, tremores, micção freqüente e imediata, frio, calafrios, tontura, vertigem, dor de cabeça, insônia e outras alterações. Ninguém é ansioso, a pessoa fica ansiosa por alguma situação vivida ou por algum distúrbio psiquiátrico. Às vezes, o paciente ansioso tem comportamentos que impedem o tratamento terapêutico e, nestes casos, precisa ser medicado para que o tratamento prossiga. A partir da queixa de uma pessoa ansiosa e da observação de seus comportamentos, pressupõe-se que hajam situações que provoquem ansiedade neste indivíduo. As diversas abordagens teóricas, em psicologia, tratam de forma diferente das pessoas que sofrem de ansiedade. Há necessidade de se fazer uma checagem para descobrir sinais de situações ansiógenas na vida do indivíduo, em seu ambiente. Caso não haja eminência de uma situação geradora de ansiedade, o terapeuta pode levantar a hipótese de um problema de origem psiquiátrica. Podemos observar que as pessoas ansiosas falam compulsivamente, possuem movimentos rápidos e repetitivos, evitam o silêncio e se esquivam das situações, tentando finalizá-las rapidamente. É importante atentar para o fato de que nem sempre um comportamento sozinho quer dizer que o indivíduo esteja ansioso. Um exemplo disto pode ser retirado das pessoas que falam muito. Elas, geralmente, ouvem o que os outros falam, prestando atenção ao que lhes é perguntado para poderem responder às questões. A pessoa que está ansiosa também pode falar demais, mas não ouve o outro. Observar o conjunto de comportamentos é, portanto, fundamental para que não cheguemos a conclusões equivocadas. A ansiedade é uma experiência individual, difícil de ser compartilhada com o outro. Tem caráter genérico. Geralmente, os sentimentos de ansiedade acompanham a depressão. A teoria comportamental tem como primeiro modelo de ansiedade a punição, que seria o fato de aparecerem sintomas da ansiedade toda vez que vamos sofrer uma punição inevitável. Situações de conflito, onde a pessoa tem que escolher alguma coisa, sendo que a escolha pressupõe também a perda de alguma outra coisa, também podem gerar ansiedade.

ANTIPSIQUIATRIA

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Antipsiquiatria, movimento que se opõe ao psicodiagnóstico e à psicoterapia, que são as escolas predominantes. Surgiu na década de 1960 e levou ao aparecimento de novas teorias sobre as causas e o tratamento das doenças mentais, como a esquizofrenia. Os defensores da antipsiquiatria, como Ronald D. Laing, se opõem às teorias que limitam a origem da psicose (ver Distúrbios mentais) a causas somáticas. Eles acreditam que é necessário prestar mais atenção às influências nocivas que a sociedade e a família exercem sobre o doente. Laing afirmou em sua obra Saúde mental, loucura e família (1964) que as causas da esquizofrenia se encontram nas relações familiares deterioradas. Muitos representantes da antipsiquiatria (ver Psiquiatria) se opõem, de modo geral, à existência dos hospitais psiquiátricos, já que, segundo eles, o doente mental deve ficar em contato com a sociedade. Esta teoria teve muita influência na Itália, país que, em 1978, decretou o fechamento de todas as clínicas psiquiátricas, apesar de algumas delas continuarem funcionando até hoje. De acordo com o modelo italiano, os doentes devem ser tratados por suas famílias ou em hospitais públicos. No entanto, segundo a maioria dos médicos e psiquiatras, esta situação, na prática, é prejudicial. Ainda que a antipsiquiatria tenha servido, em muitos casos, como fundamento eficaz para a psicopatologia, ela fracassou. Tanto as famílias dos doentes quanto os funcionários dos hospitais públicos reclamam do esforço exigido para cuidar de um doente mental. Apesar disto, na Itália, ainda se exige o fechamento das últimas clínicas psiquiátricas existentes.

COMPLEXO DE JUNG

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A TEORIA DO COMPLEXO DE CARL GUSTAV JUNG

O senso comum utiliza-se bastante do termo “complexo” para se referir a complexo de inferioridade, de superioridade e outros mais que se referem de forma equivocada a este termo introduzido por Carl Gustav Jung. Os complexos foram descobertos por ele durante seus experimentos com associações. Jung começou a perceber que algumas palavras indutoras provocavam reações perturbadoras que revelavam o contato com conteúdos emocionais ocultos e são estes conteúdos que Jung denominou “complexos”, hoje conhecido como complexo de Jung. Os complexos são agrupamentos de conteúdos psíquicos carregados de afetividade que estabelecem associações com outros elementos, formando unidades vivas que possuem existência autônoma e que atraem todos os fenômenos psíquicos que ocorram ao alcance de seu campo de ação. O complexo interfere na vida consciente, envolvendo-nos em situações contraditórias, provocando lapsos e gafes, perturbando a memória, arquitetando sonhos e sintomas neuróticos. A causa mais freqüente da origem dos complexos são os conflitos, mas choques e traumas emocionais também são suficientes para sua formação. O bem-estar ou mal-estar da vida de cada pessoa depende dos complexos, que têm maior ou menor autonomia, dependendo da conexão maior ou menor com a totalidade da organização psíquica. Apesar do mal-estar que os complexos podem causar, a psicologia junguiana não os consideram como elementos patológicos, mas como sinal de conteúdos conflitivos que não foram assimilados. Os complexos podem ainda significar uma nova possibilidade de atuação, podem funcionar como um estímulo para que o indivíduo se esforce mais para sua própria realização.

” Sua visão só ficará clara quando você olhar em seu coração. Quem olha fora, sonha. Quem olha dentro, desperta. “

A patologia só aparece quando os complexos exigem uma quantidade muito grande de energia psíquica para si. Para que um complexo seja assimilado é necessário que o indivíduo compreenda os conflitos em termos intelectuais, mas que também exteriorize os afetos envolvidos, através de descargas emocionais que eram realizadas pelos antigos através de danças e cantos repetidos. Mesmo em bibliografias do próprio Jung, o conceito de complexo pode aparecer de forma diferenciada, porque, afinal, é mais uma complexidade da psique humana que está sendo estudada incessantemente.

COMPLEXO DE ÉDIPO

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O COMPLEXO DE ÉDIPO

Alguns conceitos em psicologia são particulares de algumas abordagens psicológicas e o complexo de Édipo é um conceito fundamental para a psicanálise, entendido, inclusive, como sendo universal e, portanto, característico de todos os seres humanos. O complexo de Édipo caracteriza-se por sentimentos contraditórios de amor e hostilidade. Metaforicamente, este conceito é visto como amor à mãe e ódio ao pai, mas esta ideia permanece, apenas, porque o mundo infantil resume-se a estas figuras parentais ou aos representantes delas. A ideia central do conceito de complexo de Édipo inicia-se na ilusão de que o bebê tem de possuir proteção e amor total, o que é reforçado pelos cuidados intensivos que o recém nascido recebe por sua condição frágil. Esta proteção é relacionada, de maneira mais significativa, à figura materna. Mais ou menos aos três anos, a criança começa a entrar em contato com algumas situações em que sofre interdições. Estas interdições são facilmente exemplificadas pelas proibições que começam a acontecer nesta idade. A criança não pode mais fazer certas coisas porque já está “grandinha”, não pode mais passar a noite inteira na cama dos pais, andar pelado pela casa ou na praia, é incentivada a sentar de forma correta e controlar o esfíncter, além de outras cobranças. Neste momento, a criança começa a perceber que não é o centro do mundo e precisa renunciar ao mundo organizado em que se encontra e também à sua ilusão de proteção e amor total. O complexo de Édipo é muito importante porque caracteriza a diferenciação do sujeito em relação aos pais. A criança começa a perceber que os pais pertencem a uma realidade cultural e que não podem se dedicar somente a ela porque possuem outros compromissos, como é o caso do trabalho, de amigos e de todas as outras atividades. A figura do pai representa a inserção da criança na cultura, é a ordem cultural. A criança também começa a perceber que o pai pertence à mãe e por isso dirige sentimentos hostis a ele. Estes sentimentos são contraditórios porque a criança também ama esta figura que hostiliza. A diferenciação do sujeito é permeada pela identificação da criança com um dos pais. Na identificação positiva, o menino identifica-se com o pai e a menina com a mãe. O menino tem o desejo de ser forte como o pai e ao mesmo tempo tem “ódio” pelo ciúme da mãe. A menina é hostil à mãe porque ela possui o pai e ao mesmo tempo quer se parecer com ela para competir e tem medo de perder o amor da mãe, que foi sempre tão acolhedora.
Na identificação negativa, o medo de perder aquele a quem hostilizamos faz com que a identificação aconteça com a figura de sexo oposto e isto pode gerar comportamentos homossexuais. Nesta fase, a repressão ao ódio e à vontade de permanecer em “berço esplêndido” é muito forte e o sujeito desenvolve mecanismos mais racionais para sua inserção cultural. Com o aparecimento do complexo de Édipo, a criança sai do reinado dos impulsos, dos instintos e passa para um plano mais racional. A pessoa que não consegue fazer a passagem da ilusão de superproteção para a cultura, psicotiza.

Comportamento

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Com a intenção de fazer uma psicologia científica, que se distanciasse o máximo possível das probabilidades de erro das inferências realizadas pelos métodos subjetivos, John B. Watson iniciou, em 1912, um movimento em psicologia denominado behaviorismo, que é um palavra advinda de behavior, em inglês, que corresponde a comportamento. Muitos psicólogos têm definido a psicologia como ciência do comportamento, tendo como finalidade compreendê-lo para modificá-lo e prevê-lo, quando necessário. Nesta concepção, toda vida mental manifesta-se através de atos, gestos, palavras, expressões, realizações, atitudes ou qualquer reação do homem a estímulos do meio ambiente. Desta forma, o psicólogo deve observar apenas estas manifestações, deixando de lado o método introspectivo, onde as falhas eram freqüentes, para se utilizar da extrospecção que consiste na observação exterior. O behaviorismo evoluiu muito depois da concepção comportamental de Watson e, atualmente, vai além das limitações da época, em que a psicologia não passava do estudo das relações entre o estímulo observável que o homem ou animal sofriam e a resposta que emitiam a partir deles. O behavioristas atuais consideram o organismo e as diferenças comportamentais que acontecem a depender da situação, da privação e da história de vida de cada um. O estado do organismo interfere na resposta que ele emitirá frente a determinado estímulo. As reações podem ser psíquicas ou puramente fisiológicas. As reações fisiológicas de um organismo, para alguns teóricos, não são chamadas de comportamento. Atualmente, os psicólogos definem comportamento como as reações globais do organismo que possuem uma significação. Outra concepção de comportamento trabalha com definições de comportamento inato que todos os seres da mesma espécie apresentam na presença de um determinado estímulo, como é o caso da contração e dilatação das pupilas na presença de luz ou na ausência dela e outras reações que não precisam ser aprendidas. Este tipo de comportamento também é definido como respondente. Nesta concepção, o outro tipo de comportamento é o adquirido, que é mutável e que se caracteriza por ser uma reação que pode ser diferente, mesmo se tratando da mesma estimulação a indivíduos da mesma espécie, ou até ao mesmo indivíduo em diferentes situações. Este tipo de comportamento vai se instalando no decorrer da vida de cada sujeito e, normalmente, adquire significados que dizem respeito à história de vida de cada um. Estes comportamentos, em geral, são denominados operantes porque operam sobre o ambiente. Muitas vezes o comportamento verbal é de fundamental importância para o entendimento do significado da resposta emitida pelo sujeito. Em muitos casos, a expressão através da linguagem é extremamente reduzida e, nestes casos, a reação pode ser considerada superficial. A reação superficial, no conceito do Dr. Spitz, diz respeito a respostas emitidas por crianças ainda muito pequenas e que não perceberam ainda, totalmente, as significações da pessoa humana.

COMPORTAMENTO ANIMAL

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1.INTRODUÇÃO

Comportamento animal é o modo de atuação dos diferentes tipos de animais, tema que fascinou os pensadores desde os tempos de Platão e Aristóteles. É particularmente enigmática a habilidade de algumas criaturas simples para desenvolver tarefas complexas: tecer uma teia (aranha), construir um ninho ou cantar (pássaro), encontrar abrigo ou conseguir comida; tudo isso no momento certo e com escassa ou nenhuma aprendizagem prévia. Tais comportamentos foram estudados partindo de duas perspectivas diferentes, opostas em suas afirmativas: enfoque comportamental (aprendizagem) e o enfoque etológico (que subtrai o papel da herança).

2.O ADQUIRIDO: OS BEHAVIORISTAS

A escola dominante na explicação do comportamento (animal e humano) tem sido o behaviorismo, cujas figuras mais conhecidas foram J.B.Watson e B.F. Skinner. Sustentavam que todo comportamento, incluindo respirar e a circulação do sangue, é aprendido; acreditavam que os animais nascem como uma “página em branco” sobre a qual o acaso e as experiências irão escrevendo suas mensagens. Os behavioristas diferenciavam dois tipos de condicionamento: o clássico de Pavlóv e o operante ou instrumental de Skinner.

3.O INATO: A ETOLOGIA

A etologia, disciplina desenvolvida prioritariamente na Europa, sustenta que o comportamento dos animais é inato (instintivo). Os defensores deste enfoque sustentam que os comportamentos tardios na vida dos animais não são fruto da aprendizagem, mas da maturidade do indivíduo, como acontece, por exemplo, com o vôo das aves. Os três prêmios Nobel fundadores da etologia, Konrad Lorenz, Nikolaas Tinbergen e Karl von Frisch, mostraram quatro mecanismos básicos com os quais a programação genética ajuda diretamente a sobrevivência e adaptação dos animais: os estímulos desencadeantes: os modelos e padrões fixos do comportamento, os impulsos e a aprendizagem programada. Os estímulos desencadeantes permitem aos animais reconhecer objetos e indivíduos importantes para sua sobrevivência quando os encontram pela primeira vez. São usados mais freqüentemente nos comportamentos de comunicação, caça e fuga dos depredadores. A vespa caçadora de abelhas reconhece as produtoras de mel mediante uma série de estímulos desencadeantes, o cheiro da abelha atrai a vespa, a vista de qualquer objeto pequeno e escuro a conduz ao ataque e, finalmente, o cheiro do objeto enquanto a vespa prepara seu ferrão determina se o ataque se completa ou não. Por outro lado, a maioria das espécies animais são solitárias, exceto quando acasalam e procriam. Para evitar confusão, os sinais que identificam o sexo e a espécie do animal são claros e inequívocos. Os padrões fixos de comportamento são uma espécie de circuitos completos capazes de dirigir e sincronizar os movimentos coordenados de músculos diferentes para realizar uma tarefa. A conduta dos gansos é típica: quando vêm um ovo fora do ninho esticam o pescoço até rodeá-lo e, com o bico, suavemente, o devolvem ao ninho. O ovo é o estímulo desencadeante que provoca uma resposta. O terceiro conceito geral da etologia é o impulso ou motivação. Os animais sabem até onde emigrar, quando fazer a corte e quando alimentar sua cria. Estas habilidades são unidades de comportamento que se ativam ou desativam no momento apropriado. A quarta contribuição é o conceito de aprendizagem pré-programado. Os etólogos mostram como muitos organismos animais estão concebidos para aprender habilidades concretas de forma específica em determinados momentos de suas vidas. Um exemplo famoso são os filhotes de certas espécies. Os patos, por exemplo, devem seguir os seus pais desde que nascem para sobreviver. Cada cria destas espécies deve aprender rapidamente a distinguir seus progenitores dos demais adultos. Um estímulo acústico dirige a resposta de seguimento. Este tipo de comportamento tem quatro características básicas que a diferenciam da aprendizagem normal: primeiro, um período de tempo crítico onde a aprendizagem terá lugar; segundo, um contexto específico definido pela presença de um estímulo desencadeante; terceiro, uma restrição na aprendizagem para que o animal recorde só uma qualidade estimular específica, como o cheiro, e o quarto, não é necessário nenhum tipo de prêmio ou recompensa (esforço positivo) para que o animal se lembre do que aprendeu.

4.MODELOS DE COMPORTAMENTO COMPLEXO

A evolução tem gerado uma série quase interminável de comportamentos assombrosos aos quais os animais parecem estar perfeitamente adaptados. Exemplos deste fato são os sistemas de navegação, comunicação e organização social das abelhas: elas servem-se do sol como referência de navegação e mostram excelente capacidade comunicativa na execução de danças para indicar onde está o alimento.

5.A QUESTÃO DO ALTRUÍSMO

Um aspecto fascinante de algumas sociedades animais é o tipo de comportamento altruísta que apresentam: a seleção natural favorece uma conduta de ajuda mútua. Por exemplo, os leões machos se unem para derrotar um companheiro de outro bando. As abelhas são ótimo exemplo de altruísmo pelo benefício extra que seu sistema genático lhes confere, os leões machos que se unem para derrotar um companheiro de outra manada, os urogallos e os chimpanzés, são exemplos de como a seleção natural favorece uma conduta de ajuda mútua.

ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITO

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ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITO

Introdução

Os conflitos existem desde o inicio da humanidade, fazem parte do processo de evolução dos seres humanos e são necessários para o desenvolvimento e o crescimento de qualquer sistema familiar, social, político e organizacional.
É possível pensar inúmeras alternativas para indivíduos e grupos lidarem com os conflitos. Estes podem ser ignorados ou abafados, ou sanados e transformados num elemento auxiliar na evolução de uma sociedade ou organização.
Se observarmos a história, até há pouco tempo a ausência de conflitos era encarada como expressão de bom ambiente, boas relações e, no caso das organizações, como sinal de competência.
Alguns profissionais viam o conflito de forma negativa, como resultante da ação e do comportamento de pessoas indesejáveis, associado á agressividade, ao confronto físico e verbal e a sentimentos negativos, os quais eram considerados prejudiciais ao bom relacionamento entre as pessoas e, consequentemente, ao bom funcionamento das organizações.
Para a psicanálise, o indivíduo fica em conflito quando as exigências internas são contrárias. Este conflito pode ser manifesto ou latente, na medida em que pode-se ter ou não consciência dele. O conflito manifesto aparece, por exemplo, entre um desejo e um valor moral, como pode ser o caso de dois sentimentos contraditórios e o latente pode aparecer como uma forma deformada deste manifesto, produzindo sintomas, desvio de comportamento, perturbações de caráter, etc.. A psicanálise considera o conflito como sendo positivo para o sujeito. O conflito é a noção central da teoria das neuroses e suas modalidades clínicas são relativamente fáceis de serem descritas. Geralmente ele representa uma dualidade entre o princípio da realidade e o princípio do prazer, onde o da realidade tende a manter uma superioridade. Freud coloca, como muito importante, a consideração de que há uma ligação intrínseca entre conflito e sexualidade. Para os psicanalistas, qualquer aprofundamento nas questões do conflito psíquico desemboca no complexo de Édipo. Neste, o conflito aparece como uma conjunção dialética e originária entre o desejo e a interdição. O conflito produz ansiedade, afinal qualquer escolha pressupõe perda de alguma coisa. O Behaviorismo não se utiliza da noção de conflito em nível das instâncias psíquicas e discute as situações conflituosas como: aproximação-aproximação, quando temos que decidir entre duas coisas boas; esquiva-esquiva, quando as coisas são igualmente ruins e finalmente aproximação-esquiva, quando optar por fazer uma coisa boa implicará em punição..

DEPRESSÃO

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DEPRESSÃO

Uma pessoa deprimida sofre de distúrbios do sono, como é o caso da insônia, pensamentos negativos de suicídio e morte, baixa auto-estima, perda de vontade, hipotonia muscular, agitação, irritabilidade, cansaço, desânimo, falta de cuidados, fala letificada e baixa, isola-se de tudo e todos, chora facilmente, não tem motivação para levantar da cama, abandona as responsabilidades e tem alterações de apetite. A depressão pode ser endógena, quando se trata de um problema orgânico, de alteração hormonal. Este tipo de problema tem que ser tratado com medicação e geralmente a pessoa tem que fazer o tratamento durante a vida inteira. O outro tipo de depressão é a exógena, que é causada por motivos externos que geralmente dizem respeito à perda de fontes de reforçamento, que ocorrem com a morte de alguém, desemprego e outros problemas.

O deprimido passa por situações de incontrolabilidade, onde nada que ele faça pode modificar a situação que gera depressão. O stress, conflitos e a punição em excesso também podem causar depressão. A ausência de repertório pode ser confundida com depressão, que é o que pode ocorrer com pessoas que passam por uma mudança brusca de ambiente ou de situação de vida e ficam sem saber como se comportar diante disso. Existe um tipo de depressão que alguns psicólogos chamam de depressão do bem sucedido e é o caso de pessoas que podem fazer qualquer coisa que todos acham maravilhoso, ótimo, e isso começa a independer de sua produção. Ninguém presta atenção nas coisas que a pessoa faz, a fama garante que a pessoa seja sempre aprovada por todos. Quando o bem sucedido perde o controle das situações de reforço de sua vida, pode acontecer a depressão. Esta é a explicação para alguns casos de suicídio que acontecem com pessoas que, aparentemente, tinham tudo de bom e que se davam bem em tudo que faziam. As diversas teorias psicológicas entendem a depressão, assim como outros problemas em psicologia, de formas diferentes.

Sintomas de Depressão:

  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia
  • Falta de vontade e indecisão
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
  • A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e o seu mundo
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento
  • Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido
  • Perda ou aumento do apetite e do peso
  • Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo)
  • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

 Medicamentos:

Os antidepressivos mais usados no tratamento da depressão são os Inibidores seletivos da recaptação da serotonina como a Fluoxetina, a Paroxetina e a Sertralina.

Outros antidepressivos usados são os Antidepressivos tricíclicos, Inibidores da MAO, Inibidores da recaptação de dopamina, Inibidores da recaptação de noradrenalina-dopamina, Inibidores da recaptação de serotonina-noradrenalina e Antidepressivos tetracíclicos.

O principal mecanismo de ação dos antidepressivos é provocando o aumento de neurotransmissores, como as aminas biogênicas (serotonina, dopamina e noradrenalina). Apesar do nome, alguns antidepressivos também são usados com sucesso em tratamento de diversos outros transtornos, como os de ansiedade, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo e migrânea.

Quanto mais específicos em sua ação, menos efeitos colaterais eles apresentam.

Depressão 2

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Autoria: Patricia Sullivan de Oliveira

1.INTRODUÇÃO

Depressão (psicologia), distúrbio mental caracterizado por sentimentos de inutilidade, culpa, tristeza e desesperança profunda. Pode aparecer acompanhada de vários sintomas concomitantes, incluindo as perturbações do sono e a falta de apetite, perda de iniciativa, autodestruição, abandono, inatividade e incapacidade para o prazer.

2.BIOTIPOLOGIA DA DEPRESSÃO

Os principais tipos de depressão são o distúrbio depressivo e a depressão bipolar (ou síndrome maníaco-depressiva). Nessa última, alternam-se períodos depressivos e estados de euforia.

3.APARIÇÃO

Os distúrbios depressivos podem ter uma certa predisposição de tipo genético. Por isso, o risco de sofrer um distúrbio deste tipo é maior nas famílias de pacientes depressivos. Os últimos estudos realizados sugerem que esta predisposição genética pode estar ligada a uma sensibilidade anormal ante um neurotransmissor, a acetilcolina cerebral.

4.TRATAMENTO

No tratamento da depressão, são empregados dois tipos de medicamentos: os antidepressivos tricíclicos e tetracíclicos e os inibidores da MAO (monoaminooxidasa). Em 1986, foi introduzido o Prozac (fluoxetina), que inibe a reabsorção da serotonina no cérebro.

Distúrbio Mental

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Autoria: Marina Silva Arantes

1.INTRODUÇÃO

Distúrbios mentais, distúrbios ou síndromes psíquicas e de comportamento. Geram angústia e causam danos em importantes áreas do funcionamento psíquico, afetando o equilíbrio emocional, o rendimento intelectual e o comportamento social adaptativo. A maioria dos sistemas de classificação reconhecem os distúrbios infantis como categorias separadas dos distúrbios adultos. Também distinguem entre distúrbios orgânicos, provocados por uma causa fisiológica clara, e distúrbios não orgânicos ou funcionais, considerados mais leves. Em função da gravidade e da base orgânica, os distúrbios se dividem em psicóticos (perda da realidade) e neuróticos (mal-estar e ansiedade sem perder o contato com a realidade). As psicoses mais comuns são a esquizofrenia, a maior parte dos transtornos neurológicos e cerebrais (demências) e as formas extremas de depressão. Entre as neuroses, as mais típicas são as fobias, a histeria, a hipocondria e todas que geram uma alta dose de ansiedade sem que haja desconexão com a realidade.

2.TRANSTORNOS INFANTIS

Mostram-se evidentes na infância, puberdade e adolescência. O retardo mental é a incapacidade para aprender com normalidade, ser independente e socialmente responsável como outras pessoas da mesma idade e cultura. A hiperatividade é uma desordem que parte de um déficit na atenção e na concentração devido a uma inquietude constante e patológica. Os distúrbios ansiosos compreendem o medo da separação (da casa dos pais) e o contato com estranhos, gerando um comportamento pusilânime e medroso. Os distúrbios mentais evasivos se caracterizam pela distorção simultânea de várias funções psíquicas, como a atenção, a percepção, a avaliação da realidade e a motricidade. Exemplo deste transtorno é o autismo infantil. Outros transtornos infantis são a bulimia, a anorexia nervosa, os deficiências da fala e a enurese.

3.TRANSTORNOS ORGÂNICOS MENTAIS

Caracterizam-se pela anormalidade psíquica e do comportamento associados a deteriorações transitórias ou permanentes no funcionamento do cérebro. O dano cerebral procede de uma enfermidade orgânica ou de consumo de alguma droga lesiva. Apresentam, como característica principal, o delírio. A demência é outro sintoma freqüente dos transtornos orgânicos, como a doença de Alzheimer, e se caracteriza por perdas de memória, percepção, juízo e atenção. A demência senil acontece na terceira idade e produz alterações na expressão emocional.

4.OUTROS TRANSTORNOS

Os transtornos paranóicos se caracterizam por idéias delirantes. As mais típicas são as de perseguição (o indivíduo se considera vítima de uma conspiração), de grandeza (ele acredita ser de natureza nobre, santa ou divina) e de ciúme desmedido. Em qualquer caso, a personalidade paranóide é defensiva, rígida, desconfiada, egocêntrica, ela se isola e pode ficar violentamente anti-social.