ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

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Exercem a função sintática de adjunto adverbial da oração principal.
– São iniciadas pelas conjunções subordinativas adverbiais.
– Classificam-se de acordo com a circunstância que expressam.
Ex: O porteiro chegou à noitinha ® O porteiro chegou quando anoitecia.
Adjunto adverbial de tempo Oração Subordinada Adverbial Temporal.

1. Causais:
Exprimem causa, motivo, razão.
Ex: Ele gritou porque viu um vampiro.
porque: Conjunção subordinativa adverbial causal.

2. Comparativas
– Representam o segundo termo de uma comparação.
– Muitas vezes, as orações comparativas vêm com o verbo elíptico (subentendido).
Ex: Nadei como um cão (nada).
como: Conjunção subordinativa adverbial causal.

3. Concessivas:
– Exprimem um fato que se concede, que se admite, em oposição ao fato expresso na oração principal.
Ex: Era simples, embora fosse rico.

4. Condicional:
– Exprimem uma condição, hipótese.
Ex: Estudando desse jeito, você ficará louco.
O.S. Adverbial Condicional reduzida de Gerúndio.

5. Conformativas:
– Exprimem acordo ou conformidade de um fato com o outro.
Ex: Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.
O.S. Adverbial Conformativa.

6. Consecutivas:
– Exprimem uma conseqüência, um efeito ou resultado.
Ex: Estava tão distraído que pisou na lama.

7. Finais:
– Exprimem finalidade, objetivo.
Ex: Marcelo recolheu sua mala para que o intruso se acomodasse.
Obs.: Para que : Locução conjuntiva (faz o papel de uma conjunção). Todas terminam em “que”.

8. Proporcionais:
– Exprimem proporcionalidade:
Ex: À medida que se vive, mais de aprende.
À medida que: Locução conjuntiva subordinativa adverbial proporcional.

9. Temporais:
– Exprimem circunstância de tempo.
Ex: Mal entrou em casa, tocou o telefone.
O.S. Adverbial Temporal.

Obs.:
– As orações subordinadas que exercem idêntica função sintática podem aparecer coordenadas entre si.
Ex: Teus pais desejam que estudes e que te formes.
– Dois conectivos juntos (e + *): Duas orações subordinadas iguais, a função do “e” é ligar as duas orações idênticas (e – conjunção coordenativa).
– Orações Subordinadas Coordenadas entre si.

Obs.2:
– O. S. Adjetiva separada por vírgula só as explicativas.
– O. S. Substantivas separadas por vírgulas apenas as apositivas.
– O. S. Adverbial vier depois da Oração Principal, vírgula facultativa.
– O. S. Adverbial vier antes ou intercalada na Oração Principal, vírgula obrigatória.

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS

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São aquelas que têm o valor e a função de um adjetivo (sempre se referem a um substantivo ou pronome da oração principal)
São iniciadas por pronomes relativos: que, quem, o qual, cujo,…
– Dicas: Pronome relativo:
– Tente substituir o pronome por “o qual (is) ” para confirmar se ele é ou não relativo.
– O pronome relativo exerce uma função sintática.
Ex: Admiramos alunos estudiosos ® Admiramos alunos que estudam
adjetivo Oração subordinada adjetiva.

Orações subordinadas adjetivas Restritivas:
– Restringem ou limitam a significação do nome a que se refere.
– Não são separadas por vírgulas.
– Funcionam como adjunto adnominal de um nome da oração principal.
Ex: Os homens que fumam vivem pouco. (O.S. Adjetiva Restritiva)
Havia ali crianças pedindo esmola. (O.S. Adjetiva Restritiva Reduzida de gerúndio)
Orações Subordinadas Adjetivas Explicativas:
– Indicam uma simples explicação ou detalhe do nome a que se refere.
– Vêm sempre separadas por vírgulas.
– Funcionam como aposto (entre vírgulas) de um nome da oração principal.
Ex: O Sol, que é uma estrela, é o centro do nosso sistema planetário.
As orações subordinadas adjetivas e a vírgula:
– Já vimos que as orações adjetivas explicativas são separadas por vírgulas, mas as adjetivas restritivas não.
– O emprego, ou não, das vírgulas com as orações adjetivas gera frases de sentidos toalmente diferentes. Compare:
Os balões que subiam eram aplaudidos pelas crianças. (restritiva)
Os balões, que subiam, eram aplaudidos pelas crianças. (explicativa)
– Apesar de terem a mesma estrutura, esses períodos têm sentidos bem diferentes. Note que no período primeiro, entende-se que nem todos os balões subiam, apenas uma parte deles é que subia. E só os que subiam eram aplaudidos. A oração “que subiam”é, portanto, adjetiva restritiva.
– Já no período segundo, entende-se que todos os balões subiam e todos eram aplaudidos pelas crianças. A oração “que subiam” é, portanto, adjetiva explicativa.

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

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São aquelas que desempenham as funções sintáticas próprias do substantivo. Sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal e aposto.

Subjetiva:
Funcionam como sujeito do verbo da oração principal.
Ex: É importante que você aprenda português.
que: Conjunção subordinativa integrante.
Obs.: Quando a oração subordinada substantiva é subjetiva, o verbo da oração principal fica sempre na 3º pessoa do singular.
Objetiva direta:
Funcionam como objeto direto do verbo da oração principal.
Ex: Não sei se Teresa virá.
se: Conjunção subordinativa integrante.
Objetivas indiretas:
Funcionam como objeto indireto do verbo da oração principal.
Ex: Gostaria de que todos me apoiassem.
que: conjunção subordinativa integrante.
Predicativas:
Funcionam como predicativo do sujeito da oração principal. Verbo de ligação: predicativo do sujeito.
Ex: Nossa esperança é que chova logo.
que: Conjunção subordinativa integrante.
Completivas Nominais:
Funcionam como complemento nominal de um nome da oração principal.
Ex: Ninguém teve dúvida de que a propaganda mentiu.
Apositivas:
Funcionam como aposto de um nome da oração principal.
Ex: Só desejo uma coisa: que vivam felizes.
Obs.: Tem que possuir dosi pontos (:).
Reduzidas: Não tem conectivo (conjunção).
Apresenta o verbo numa das formas nominais: infinitivo (-r), gerúndio (-ndo) e particípio ( – do).

Obs.:

· As orações subordinadas substantivas são geralmente iniciadas pelas conjunções integrantes: “que” e “se”. Podem, no entanto, vir inicidas por outras palavras, tais como:
– Pronome interrogativo: que, quem, qual, quanto.
Ex: Ninguém imagina qual será o prórpio destino.
– Advérbios interrogativos:
Ex: Não sei onde ele está.

PERÍODOS COMPOSTOS POR COORDENAÇÃO

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Assindética: Não vêem introduzidas por conjunção.

– Sindética: Vêem introduzidas por conjunção e são introduzidas de acordo com essa.

Classificação das orações coordenadas sindéticas:

Aditivas: Expressam uma adição, uma seqüência de informações.
· Conjunções: e, nem, não só, mas também, …

Adversativas: Expressam idéia de adversidade, oposição, contraste.
· Conjunções: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, …

Alternativas: Expressam idéia de alternância, escolha.
· Conjunções: ou, ou…ou, ora…ora .
Ex: Ora ganhava, ora perdia.

Conclusivas: Expressam idéia de conclusão:
· Conjunções: logo, portanto, por conseguinte.
Ex: Todos estudaram muito, logo passaram no vestibular.

Explicativas: Expressam uma explicação, uma justificativa.
· Conjunções: pois, porque, que.
Ex: Respeite a natureza, pois ela é a sua casa.

Obs.:

A conjunção “pois” pode ter valor explicativo ou conclusivo
Ex: Venha imediatamente, pois sua presença é indispensável. (explicativa)
Ele está confuso; precisa, pois, de nosso apoio. (conlusiva)

· Quando o “pois” tema apenas uma virgula é explicativo, vem antes do verbo. Quando apresenta duas virgulas é conclusiva, vem depois do verbo.

A conjunção “que”pode ter valor aditivo.
Ela fala que fala.
· Só é aditivo se estiver entre o mesmo verbo repetido.

A conjunção “e” pode assumir valor adversativo.
Vi um monstro, e não senti medo.

PERÍODO COMPOSTO

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Período Composto por Coordenação:

– É formado por orações coordenadas.

– Orações coordenadas: São orações que no período não exercem função sintática uma em relação as outras, portanto são sintaticamente independentes embora ligadas pelo sentido.

· Período Composto por subordinação:

– É formado por oração principal e oração subordinada (uma ou mais).

– Oração principal: É aquela que possui um ou mais de um de seus termos representados por orações subordinadas.

– Oração subordinada: É aquela que, sintaticamente, representa um termo da oração principal.

· Período Composto por Coordenação e Subordinação:

– É formado por oração coordenada mais uma outra oração que será coordenada em relação a primeira, e principal em relação a próxima, que será subordinada.

O. Coor.
O. Coor.
O. Subor.

O. Principal

Ex: O homem entrou na sala e pediu que todos saíssem.
e pediu: Oração coordenada e principal.

CRASE

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A (preposição) + A (artigo) = À
– Fomos a (prep.) a (artigo) praia. ® Fomos à praia.

– A crase só ocorre antes de substantivo FEMININO.

– Não ocorre crase quando o verbo não exige a preposição.

– Não ocorre crase quando o termo regido (nome próprio) não aceita artigo.

– Ocorre crase nesse caso apenas se o termo regente exigir a preposição “a” e o termo regido aceitar o artigo feminino “a”.

A (preposição) + Aquele (s), Aquela (s), Aquilo = Àquele (s), Àquela (s), Àquilo.
– Só ocorre com esses três pronomes demonstrativos.

– Sempre que o termo regente exigir a preposição “a” e vier seguido dos pronomes demonstrativos “aquele (s), aquela (s), aquilo” , haverá crase da preposição “a”com o “a” inicial desses pronomes.

TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO

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Adjunto Adverbial:
– É o termo que denota circunstância e modifica o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. São os advérbios e as locuções adverbiais que atuam nas orações como adjunto adverbial.

– Atenção! Não confunda Predicativo com Adjunto Adverbial:
Os aviões passavam velozmente sobre a cidade. (adj. Adverbial)
Os aviões passavam velozes sobre a cidade. (predicativo)

2. Adjunto adnominal:

– É o termo da oração que modifica um substantivo, qualquer que seja sua função sintática, qualificando-o, especificando-o, determinando-o ou indeterminando-o. Pode ser sintaticamente um artigo, pronomes, adjetivo, locuções adjetivas e numerais.

Exemplos:

· No desfile, duas garotas vestiam calças e camisetas brancas.

· Pode levar também este jornal; meu filho caçula já leu o caderno de esportes.

· Roubaram-lhe as economias.

· O espetáculo de dança foi suspenso até segunda ordem.

· O espetáculo coreográfico foi suspenso até segunda ordem.

– Atenção! Não confunda predicativo com adjunto adnominal.
Predicativo: Não pertence e refere.
Adjunto adnominal: Pertence e refere.
Ex: O time contratou um bom goleiro – Adjunto Adnominal.
O técnico considera bom o goleiro. – Predicativo do obj. direto.

– Dica: Substitui o objeto direto pelo pronome correspondente (oblíquo átono):
Ex: O time contratou-o. (Adj. Adnominal).
O técnico considera-o bom. (predicativo).

3. Aposto:

– É o termo da oração que se refere a um substantivo, a um pronome ou a uma oração, para explicá-los, ampliá-los, resumi-los ou identificá-los. Mais comumente o aposto é marcado por uma pausa entre o termo que se refere, mas não é regra geral.

Exemplos:

· Àquela hora a avenida Brasil estava intransitável.

· O resto, isto é, as louças, os cristais e os talheres, irá nas caixas menores.

· Este advogado, como representante da comunidade, é imprescindível.

4. Vocativo:

– É o termo da oração por meio do qual chamamos ou interpelamos nosso interlocutor, real ou imaginário. Geralmente é isolado por vírgulas, e, em algumas vezes, acompanhado de uma interjeição.

Exemplos:

· Você viu, doutor, que notícia agradável?

· Deus, me ajude!

· Ó filho, me ajude a carregar as compras.

TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO

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Complementos Verbais:
– Objeto direto:
É um complemento de um VTD, ou seja, o complemento que normalmente vem ligado sem preposição.

– Objeto indireto:
É um complemento de um VTI, isto é, o complemento que se liga ao verbo por meio de preposição obrigatória.

Complemento Nominal:
– Nome: Substantivo, adjetivo ou advérbio.

– É o termo que completa a significação de um nome transitivo. Vem ligado ao nome através de uma preposição obrigatória.

Ex: Esse remédio é prejudicial ao organismo.
O juiz decidiu favorável ao réu.

– Obs.: O complemento nominal pode ser representado por um pronome oblíquo. Nesse caso a preposição está implícita no pronome.
Ex: Caminhar a pé lhe era saudável.

– Não confunda Objeto Indireto co Complemento Nominal!
Ex: Confio em Deus. OI – Confia em quem? Em Deus.
Tenho confiança em Deus. C. Nominal – Confiança em quem? Em Deus.

Agente da Passiva:
– É o termo que indica o ser que pratica a ação quando o verbo está na voz passiva. Vêm regido pela preposição “por” e raramente pela preposição “de”.

Ex: A cidade foi cercada pelo exército.

CLASSIFICAÇÃO DO PREDICADO

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Nominal:
Verbo de Ligação (VL): Predicado nominal.
Função do VL: Liga o sujeito ao predicado e não é significativo.
É aquele que tem um núcleo que geralmente indica “estado”ou “qualidade”do sujeito. É formado por um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito.

Verbal:
Verbo transitivo direto (VTD), indireto (VTI), direto e indireto (VTDI) e verbo intransitivo: Predicado Verbal (Verbo nominal também).
Verbos significativos ou nocionais: Ação
É aquele que tem como núcleo um verbo que geralmente expressa idéia de ação. Apresenta sempre um verbo significativo.

Verbo-Nominal:
VTD, VTI, VTDI, VI : Ação + Estado.
É aquele que tem dois núcleos: um verbo que indica ação e um nome que indica qualidade ou um estado do sujeito ou do objeto. É formado por um verbo significativo mais um predicativo do sujeito ou do objeto.

Predicado verbo-nominal com predicativo do sujeito:
O maestro regia a orquestra satisfeito.
Predicado verbo-nominal com predicativo do objeto:
O juiz declarou o réu inocente.
Eu acho Denise bonita.
Obs.:
O predicativo do objeto ocorre somente com os verbos seguintes:
Achar, Acusar, Eleger, Imaginar, Julgar, Tornar, Considerar, Encontrar, Chamar (apelidar, nomear) e sinônimos.
Podemos antepor o predicativo a ser objeto.

SUPLEMENTO DO SUJEITO

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Haver/Existir:
– O verbo Haver, no sentido de Existir é impessoal, por isso aparece na 3º pessoa do singular.

– O verbo Existir, tem sempre sujeito com o qual deve concordar.

– Os verbos impessoais transmitem a impessoalidade aos verbos auxiliares e com eles formam locução.

– O auxiliar do verbo existir concorda normalmente com o sujeito.

Verbos que indicam fenômenos da natureza:
– Usados em sentido figurado esses verbos têm sujeito. Esses verbos têm sujeito e deixam de ser impessoais.

– Ex: O pastor trovejava ameaças.
Eu amanheci feliz.

Sujeito e partícula “se”:
– Se – partícula apassivadora (VTD, VTDI): Varia de acordo com o sujeito.

– Se – Índice de Indeterminação do Sujeito (VTI, VI, VL): Não varia de acordo com o sujeito (sujeito indeterminado).

Ex: Plastificam-se documentos.(Partícula apassivadora)
Acredita-se em marcianos. (I.I.S)

Verbo “Haver”pessoal:
– Quando o verbo “haver” for verbo auxiliar de uma locução verbal, ele será pessoal.

– Quando o verbo haver é empregado de forma pessoal, ele concorda normalmente com seu sujeito.

Erro no emprego do “ter” pelo “haver”:
– Ter indica posse.

INCORRETO
CORRETO

Tem um carro na calçada
Há (existe) um carro na calçada

Tem peixes no aquário
Há (existe) peixes no aquário.

Sujeito e Preposição:
– Elementos do sujeito jamais poderão aparecer contraídos com preposição.

– Sujeito e preposição nunca se fundem, apenas se repelem.

Ex: Está na hora de o ônibus chegar. (não “do ônibus..”)
Chegou o momento de eles saírem.