MEMBRANA CITOPLASMÁTICA, POTENCIAL DE AÇÃO E SINAPSES

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Autor: Alessandra Paiva de Castro

MEMBRANA PLASMÁTICA

Possuem de 6 a 9 nm de espessura. São flexíveis e fluídas. São permeáveis à água e impermeáveis a íons (Na, K, H,…) e à moléculas polares não carregadas (glicídios). São permeáveis à substâncias liposolúveis. É formada de lipídios, glicídios e protídios (que podem ser esféricos ou integrais).

Davison-Danielli: dupla camada lipídica com extremidades hidrofóbicas voltadas para dentro e extremidades hidrofílicas voltadas para proteínas globulares.
Unitária de Robertson: idêntico ao anterior, com diferença que as proteínas estariam estendidas sobre a membrana e que haviam proteínas que ocupavam espaços vazios entre lipídios.
Mosaico Fluído (Singer e Nicholson): dupla camada lipídica com extremidades hidrofóbicas voltadas para o interior e as hidrofílicas voltadas para o exterior. Participam da composição proteínas (integrais ou esféricas) e glicídios ligados às proteínas (glicoproteínas) ou lipídios (glicolipídios).

Estruturas básicas da membrana

poros ou canais: são “folhas” na membrana constituídas por proteínas ou por moléculas lipídicas. Permitem a passagem de moléculas pequenas cujo diâmetro seja inferior ao diâmetro do poro. Os poros têm diâmetro variável apresentando um valor médio de 0,8 nm. Esses canais podem ter carga positiva, negativa ou serem destituídos de cargas. Os canais com carga positiva facilitam a passagem de moléculas negativas e vice-versa. Os canais podem apresentar portões.
zonas de difusão facilitada: uma região na membrana rica em lipídios constitui uma
zona de difusão facilitada para lipídios. Ocorre o mesmo em relação às proteínas.
receptores: são locais específicos da membrana onde podem se encaixar moléculas (mensageiras) que passam uma determinada informação à célula. Alguns receptores podem estar acoplados a canais regulando, dessa forma, os processos de permeabilidade celular.
operadores: são estruturas proteicas capazes de realizar transporte contra um gradiente de concentração do soluto transportado. Operam no sentido unidirecional e são dependentes do fornecimento de energia (ATP).

Tipos de transporte através da membrana
(ocorrem concomitantemente)

– difusão simples: ocorre sem gasto de energia (passivo), a favor do gradiente de concentração do soluto e pode se dar tanto através dos poros como também através da dupla camada lipídica. A velocidade do transporte é diretamente proporcional à concentração do soluto a ser transportado, à área envolvida no processo e à temperatura. É inversamente proporcional à distância a ser percorrida e ao diâmetro da partícula. Íons atravessam pelos poros; água, pelos poros e pela dupla camada lipídica; gases e hormônios, pela dupla camada lipídica. Ex: uma maior concentração de uma substância faz com que ela atravesse a membrana (CO² e O² entre capilar e células).

– difusão facilitada: transporte mediado e passivo, mas que necessita de uma proteína carreadora ou transportadora que deve obrigatoriamente fazer parte da membrana. Essa proteína é específica para cada substância (no exemplo é específica para a glicose). Este tipo de transporte apresenta as características de saturação, especificidade e competição (duas substâncias competem por um mesmo transportador tendo a velocidade do transporte diminuída). Ex: açucares (glicose) não se dissolve na matriz lipídica. A proteína facilita o transporte ou difusão da glicose para dentro da célula.

– osmose: é uma extensão da difusão referente ao transporte de água através de umq membrana semipermeável. É um transporte passivo que ocorre a favor do gradiente de concentração do solvente e pode se dar tanto pelos poros quanto pela porção lipídica da membrana.

solução hipotônica: osmolaridade menor 0,3. Aumenta o volume celular e pode ocorrer plasmoptise (hemólise no caso de hemácias).
solução isotônica: osmolaridade = 0,3. O volume celular não se modifica.
solução hipertônica: osmolaridade > 0,3. Diminui o volume celular e pode ocorrer plasmólise.
– transporte ativo: ocorre contra o gradiente de concentração. Necessita de carreador e de ATP. É mediado e apresenta as características de saturação, especificidade e competição. Ex: bomba de sódio e potássio.

– co-transporte ou transporte ativo secundário: transporte de glicose e aminoácidos em epitélio intestinal e renal. Ocorre contra o gradiente de concentração do soluto com energia proveniente do gradiente de sódio. Necessita de transportador. Evita a perda de nutrientes essenciais como glicose e aminoácidos nas fezes e na urina. Precisa indiretamente de ATP (precisa de uma diferença de concentração de sódio e para isso é necessário ATP).

Primeiramente liga-se ao Na+ e adquiri afinidade à glicose. Como existe mais Na no meio extracelular, o transporte de glicose ocorre de fora para dentro.

– endocitose: transporte de fora para dentro da célula com gasto de energia. Para partículas pequenas: pinocitose (basicamente de líquidos). Para partículas grandes: fagocitose. Pode haver tanto transporte através da membrana quanto a digestão pelas enzimas contidas nos lisossomas.

– exocitose: transporte de dentro para fora da célula com gasto de energia. Ex: liberação de neurotransmissor pelas células nervosas; regeneração da membrana perdida na endocitose.

Afogamento em água doce

a água que penetra nos alvéolos é hipotônica em relação ao sangue e penetra na corrente sanguínea através da osmose.
o sangue sofre diluição e fica hipotônico em relação à célula. Ocorre hemólise.
a diluição dos eletrólitos sanguíneos e das proteínas plasmáticas e a baixa concentração de O² desencadeia fibrilação ventricular e morte.

Afogamento em água salgada

a água do mar é hipertônica em relação ao sangue. Ela penetra nos alvéolos e os sais se difundem para dentro do sangue, enquanto que a água proveniente do sangue vai para os alvéolos
a concentração plasmática de sódio aumenta rapidamente
a concentração das hemácias aumentam (perdem água) e ocorre plasmólise.
observa-se edema pulmonar, caem a pressão sistólica e a frequência cardíaca e segue-se a morte.

EXCITABILIDADE, POTENCIAL DE REPOUSO E POTENCIAL DE AÇÃO

Potencial de repouso (potencial transmembrana)
Devido à diferença de concentração entre os meios intra e extracelular forma-se uma ddp entre o interior da célula e o meio extracelular.
Este valor é em média = -0,85 mv e recebe o sinal- por convenção (o interior da célula tem grande quantidade de ânions protéicos). Nessa situação a célula é dita polarizada. Essa característica é comum a todas as células do organismo na ausência de estímulos eficazes.

Excitabilidade celular
É a propriedade que a célula possui de alterar o seu PR quando submetida a estímulos eficazes.

Despolarização celular: entrada de sódio
Quando uma célula recebe um estímulo eficaz ocorre um aumento da permeabilidade (g) do íons sódio (abrem-se os portões dos canais de sódio).
O Na+ entra na célula a favor do gradiente de concentração levando consigo cargas positivas e gerando uma ligeira despolarização local. Essa despolarização, por sua vez, aumenta ainda mais a permeabilidade ao sódio fazendo com que grandes quantidades deste íon entre na célula. Esse fenômeno é chamado despolarização celular e ocorre até que a célula atinja valores entre 10 e 60 mv com um valor médio de +30 mv.
Esse ponto é denominado potencial de Overshoot e faz com que ocorra a inativação do fluxo de sódio que cessa a sua entrada na célula. Na verdade a despolarização celular é um processo de inversão da polaridade.
Processo de ativação do Na ou ciclo de Hodgkin ou retroalimentação positiva para o Na

despolarização > alteração na est da membrana > aum g Na+ > influxo de Na+ > despol.

Repolarização Celular: saída de potássio
Aproximadamente um milisegundo após a despolarização celular, ocorre um aumentoi da permeabilidade ao potássio que sai da célula a favor do gradiente de concentração (difusão simples) levando consigo cargas positivas e fazendo com que o potencial caia novamente a valores negativos. Esse processo é denominado repolarização celular. Após esse processo a célula volta a apresentar o seu valor normal de potencial de repouso (-85 mv); porém, as concentrações de Na+ e K+ estão invertidas. A bomba de sódio e potássio repõe as concentrações normais destes íons tornando a célula apta a responder a um novo potencial de ação.

Hiperpolarização celular: saída excessiva de potássio
Em algumas células durante o processo de repolarização celular, a ddp pode baixar a valores maiores que -85 mv. Esse fenômeno dura apenas milésimos de segundo e imediatamente a célula volta a apresentar o seu potencial de repouso normal.
A hiperpolarização ocorre devido a grande permeabilidade da célula aos íons potássio.

Cálculo do potencial de membrana
PR = -61 x log (conc interna/conc externa)

Potencial de Ação (PA)
Variações no potencial de membrana pela qual a célula passa durante a transmissão ao longo da fibra nervosa, também chamado impulso elétrico ou nervoso. Para que ocorra um PA numa célula vamos fazer a soma de todos potenciais que atuam na célula naquele momento (ex: -59 mv dispara PA do tipo tudo ou nada; se não chega a este valor se diz que o neurônio está facilitado).

Condução da onda de despolarização
A propagação da onda de despolarização é bidirecional na célula nervosa e unidirecional na via nervosa. Em neurônios mielinizados a condução é dita saltatória, o que faz com que o estímulo se propague mais rapidamente e com menos gasto de ATP.
Os neurônios não-mielinizados são isolados pelos prolongamentos do citoplasma da célula de Schwann.
A repolarização de uma célula inicia sempre no mesmo local em que ela foi despolarizada.

Tipos de estímulos

sublimiares: estímulos incapazes de gerar PAs. Geram apenas pequenas respostas locais não-propagaveis.
limiares: menor estímulo capaz de gerar um PA
supralimiares: desencadeiam PAs que possuem a mesma amplitude dos potenciais gerados pelos estímulos limiares.

Características dos Potenciais de Ação

princípio do tudo ou nada: a célula nervosa responde de forma máxima a estímulos limiares e supralimiares, e gera respostas locais não propagadas a estímulos sublimiares, ou seja, o aumento na intensidade de estimulação não aumenta nem a amplitude nem a velocidade de condução.
somação temporal: quando dois ou mais estímulos sublimiares forem aplicados num intervalo menor que 1 ms, esses estímulos podem se somar e desencadear um PA.
somação espacial: quando dois ou mais estímulos sublimiares forem aplicados simultaneamente e bem próximos, eles podem se somar e desencadear um PA.
período refratário absoluto: dura de 0,4 a 1 ms após a gênese do PA. Nesse período a célula não apresenta a sua característica de excitabilidade, ou seja, não é capaz de responder a nenhum tipo de estímulo nervoso mesmo que ele seja supralimiar.
período refratário relativo: dura de 10 a 50 ms após a gênese do PA. Nesse período as respostas somente poderão ser geradas quando da aplicação de estímulos supralimiares.

Velocidade da condução

A velocidade de condução é maior quanto maior for o diâmetro da fibra nervosa. Em neurônios mielinizados a condução é mais rápida que nos não-mielinizados. Basicamente, as fibras nervosas podem ser divididas em 3 grupos:

tipo A: mielinizados com grande diâmetro. Condução mais rápida.
tipo B: mielinizados com diâmetro pequeno
tipo C: amielinizados com diâmetros pequenos e discretos. Condução mais lenta.

Estrutura das sinapses
Local onde é realizada a transferência de mensagens entre os neurônios. É composta de:

terminação axônica (pré-sináptica)
fenda sináptica (~200 Aº)
membrana pós-sináptica (eletricamente inescitável)
O botão terminal contêm vesículas sinápticas cheias de neurotransmissores.

Processo de transmissão nas sinapses
O PA chega ao elemento pré-sináptico e gera um aumento de permeabilidade ao Ca++ que por difusão simples entra no elemento pré-sináptico e por um mecanismo ainda desconhecido faz com que as vesículas sinápticas liberem o neurotramsmissor na fenda sináptica (exocitose). A grandeza do PA determina a quantidade de Ca++ que entra e que, por sua vez, determina a quantidade de neurotransmissores liberados. Os neurotramsmissores ligam-se aos receptores de membrana pós-sinápticos determinando a abertura dos portões e podendo gerar dois tipos diferentes de potenciais.

tipo 1: se ocorrer aumento de permeabilidade ao sódio haverá uma despolarização e será gerado um PPSE (potencial pós-sináptico excitatório)
tipo 2: se ocorrer aumento de permeabilidade ao potássio o elemento pós-sináptico ficará hiperpolarizado e formará um PPSI (potencial-pós sináptico inibitório)
Esses potenciais pós-sinápticos são potenciais locais e passíveis de soma, ao contrário do potencial de ação que responde a lei do tudo ou nada. Quando os potenciais pós-sinápticos atingirem o limiar de excitação (-59 mv) será desencadeado no neurônio pós-sináptico um potencial de ação do tipo tudo ou nada. Esse potencial irá percorrer o axônio até o botão sináptico iniciando o processo químico de transmissão sináptica.

Quanto maior for a frequência do PA, maior é o aumento da permeabilidade ao Ca++, mais cálcio entra e maior a quantidade de neurotransmissor liberado.

Neurotransmissores ou mediadores químicos
São substâncias geralmente produzidas, armazenadas e liberadas pelos neurônios. Em alguns casos podem existir neurotransmissores na fenda sináptica.

Tipos:

inibitórios: GABA, glicina, dopamina, serotonina
excitatórios: ác. butâmico, encefalinas, endorfinas, epinefrinas, nor-epinefrinas
dependentes dos receptores: acetilcolina, adrenalina, nor-adrenalina,histamina, bradicimina; podem provocar PPSE ou PPSI.
Destino dos neurotransmissores

Após sua ligação aos receptores de membrana, os neurotransmissores podem ter 3 destinos:

recaptação pelo elemento pré-sináptico
são hidrolizados
são perdidos na fenda sináptica

Características das sinapses

somação espacial: quando duas ou mais sinapses estiverem ativas seus potenciais pós-sinápticos serão somados.
somação temporal: quando os mesmos botões forem estimulados em intervalos muito curtos (15 ms) os potenciais pós-sinápticos serão somados.
retardo: a transmissão na sinapse é unidirecional e ocorre com um retardo que não haveria se a transmissão fosse exclusivamente elétrica. Direciona o impulso nervoso.
fadiga sináptica: ocorre quando há esgotamento dos neurotransmissores. É necessária para interromper as atividades em geral.
facilitação na sinapse: ocorre quando vários neurônios estão em atividade; porém, não chegam ao limiar de excitação. Esses neurônios são ditos facilitados. Ex: pessoas nervosas.
potenciação pós-tetânica: quando se aplica pulsos elétricos a alta frequência (+100/s) ocorre a tetanização do neurônio. Se após esse processo aplicarmos um pequeno estímulo, será gerada uma resposta de amplitude maior do que se esse mesmo estímulo fosse aplicado antes da tetanização. Esse mecanismo talvez esteja envolvido na formação da memória.
habituação comportamental: ocorre quando pulsos isolados de mesma amplitude são aplicados em intervalos longos. Esse processo gera uma diminuição da amplitude da resposta pós-sináptica. Não há esgotamento de neurotransmissores. Provavelmente envolvido no mecanismo de aprendizagem.

Ação das drogas nas sinapses

hipnóticos ou anestésicos: deprimem a transmissão de impulsos.

cafeínas ou outras purinas: facilitam a transmissão sináptica.
estriquinina: inibem as sinapses inibitórias e provoca morte por espasmos musculares respiratórios.
curare: se liga aos sítios da acetilcolina impedindo o PA. Ocorre morte por asfixia.
toxina butilínica: impede a liberação da acetilcolina. Concentrações de 0,0001 mg são suficientes para causar a morte.
organofosfatos: inibem a acetilcolinesterase, impedindo a degradação da acetilcolina, o que leva à incapacidade de repolarização.
Circuitos neuronais básicos: arranjos topológicos do sistema nervoso

linear: praticamente não existe no sistema nervoso em geral.
divergente: circuito divergente amplificado. Um sinal pode estimular várias fibras nervosas.
convergente: recepção de várias informações em um mesmo neurônio. Normalmente utilizado para recepção de estímulos sensoriais.
via recorrente ou retroação reverberante: pós-descarga: presença da resposta na ausência do estímulo. Ocorre provavelmente na atividade respiratória.
paralelo: também gera pós-descarga. Serve para levar o mesmo estímulo para diferentes órgãos.

CÓRTEX CEREBRAL

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Autor: Franciane Xavier

Generalidades

Trata-se de uma das mais importantes partes do sistema nervoso, o córtex cerebral. É uma fina camada de substância cinzenta, que reveste o centro branco medular do cérebro. No córtex cerebral chegam impulsos provenientes de todas as vias da sensibilidade que se tornam conscientes e são interpretadas. Do córtex saem os impulsos nervosos que iniciam e comandam os movimentos voluntários e com ele estão relacionados os fenômenos psíquicos. Durante a evolução, a extensão e complexibilidade do córtex aumentaram progressivamente, atingindo maior desenvolvimento na espécie humana, o que pode ser correlacionado como o grande desenvolvimento das funções intelectuais nesta espécie.

Classificação Anatômica

A classificação anatômica do córtex baseia-se na divisão do cérebro em sulcos, giros e lobos.

A maior parte do telencéfalo é formada pelo córtex cerebral e pela substância branca dos hemisférios.

O córtex está situado na superfície externa do cérebro e reveste a substância branca (como um manto). O córtex cerebral contém os corpos celulares, os dendritos e alguns axônios das células nervosas, enquanto a grande massa de substância branca é formada somente por axônios mielinizados.

O telencéfalo faz parte da vesícula redonda, monoventricular do prosencéfalo (telencéfalo mais o diencéfalo). Existe dois hemisférios (direito e esquerdo) que estão separados pela fissura inter-hemiférica e aparecem ligados pelas comissuras: o córtex do sistema olfatório-límbico ( ou alocórtex), a parte filogeneticamente mais antiga é ligada pela comissura anterior e pelas pequenas comissuras do hipocampo (comissuras do fórnice); o córtex mais recente (neocórtex) comunica-se através do grande corpo caloso.

Para maior economia de espaço, o córtex, que cresce cada vez mais, passou a apresentar um número maior de giros ou circunvoluções, separadas pelas fissuras ou sulcos. A parte do córtex que é visível externamente, corresponde apenas à terça parte do córtex inteiro; os outros dois terços estão escondidos dentro dos sulcos. Alguns sulcos aparecem mais precocemente no decorrer da vida fetal; estes também são chamados de fissuras. As fissuras separam as circunvoluções do hipocampo das outras circunvoluções da base do lobo temporal. A fissura lateral (ou de Sylvius), a fissura central (ou Rolândica) e as fissuras calcarinas também se desenvolvem precocemente.

Cada hemisfério possui outros dois lobos: o occipital e o temporal. Os limites naturais do lobo occipital são a fissura parieto-occipital, na face interna dos hemisférios, e a incisura pré-occipital, representada por uma pequena chanfradura na extremidade da borda inferior do lobo temporal. O desvio dos lobos temporais para diante resultou na formação da fissura lateral e na cobertura total da ínsula pelo lobo temporal. Estas circunvoluções, localizadas na profundidade são limitadas pela fissura semicircular (ou quinto lobo). O lobo límbico de Broca pode ser considerado como o sexto lobo do telencéfalo. A base do lobo frontal pode ser separada como lobo orbitário (ou sétimo lobo do telencéfalo).

Classificação Funcional

Áreas de Projeção

Áreas Sensitivas Primárias

Estas áreas estão relacionadas diretamente com a sensibilidade, existem várias áreas primárias sensitivas nos lobos, de um modo geral a cada tipo de sensibilidade especial corresponde uma área primária, enquanto todas as formas de sensibilidade geral convergem para uma só área, a somestésica.

Área Somestésica

Esta área também chamada de área da sensibilidade somática geral está localizada no giro pós-central, que corresponde as áreas 1, 2 e 3 do mapa de Brodmann. A área 3 localiza-se no fundo do sulco central, enquanto as áreas 1 e 2, aparecem na superfície do giro pós-central. Nela chegam radiações talâmicas que originam-se nos núcleos ventral póstero-lateral e ventral póstero-medial do tálamo, que trazem impulsos nervosos relacionados à temperatura, dor, pressão, tato e propriocepção consciente da metade oposta do corpo.

Esta área quando estimulada, faz com que o indivíduo tenha manifestações sensitivas em determinadas partes do corpo, porém mal definidas, do tipo dormência ou formigamento. Pode-se dizer que existe ligação entre partes do corpo e partes da área somestésica (somatotopia).

As lesões destas, podem ocorrer como decorrência de Acidentes Vasculares Encefálicos (AVEs), que comprometem as artérias médias ou cerebral anterior, existe portanto a perda da sensibilidade discriminativa do lado oposto a lesão, perda da capacidade de discriminar dois pontos, perceber movimentos de partes do corpo ou reconhecer diferentes intensidades de estímulos, apesar de distinguir as diferentes modalidades de estímulo, encontra-se incapaz de distinguir graus de temperatura, peso e textura dos objetos tocados.

Área Visual

Localiza-se nos lábios do sulco calcarino e corresponde à área 17 de Brodmann. Nesta, chegam fibras do tracto geneculo-calcarino que se originam no corpo geniculado lateral.

Estimulações nesta área causam alucinações visuais, nas quais são vistos pelo indivíduo, árculos brilhantes, mas nunca objetos bem definidos.

Foi verificado que a metade superior da retina projeta-se no lábio superior do sulco calcarino e a metade inferior no lábio inferior desse sulco. A metade posterior da retina (onde se localiza a mácula) projeta-se na parte posterior do sulco calcarino, enquanto a metade anterior projeta-se na parte anterior deste sulco.

Existe perfeita correspondência entre a retina e córtex cerebral. A abalação bilateral da área 17, causa cegueira completa no homem.

Área Auditiva

Esta área situa-se no giro temporal transverso anterior (giro de Herchel) e corresponde as áreas 41 e 42 de Brodmann. Nesta, chegam fibras da radiação auditiva, que se originam no corpo geniculado medial.

Estimulações nesta área, com o homem acordado, causam alucinações auditivas não precisas, são principalmente zumbidos.

Lesões bilaterais do giro temporal transverso anterior causam surdez completa e lesões unilaterais, causam déficits auditivos pequenos. A área auditiva é oposta as demais vias de sensibilidade, pois não é totalmente cruzada, sendo assim cada cóclea representa-se no córtex dos dois hemisférios.

Área Vestibular

Hoje, sabe-se que esta área localiza-se no lobo parietal, em uma pequena região próxima ao território da área somestésica correspondente a face. Logo esta área esta relacionada mais com a área de projeção da sensibilidade proprioceptiva que com a auditiva; os receptores do vestibular, que foram classificados como proprioceptores especiais, possuem a função de informar sobre a posição e o movimento da cabeça.

Existe a sugestão que a área vestibular do córtex seria importante na apreciação consciente da orientação no espaço.

Área Olfatória

Ocupa uma pequena área situada na parte anterior do úncus e do giro para-hipocampal.

Existem alguns casos de epilepsia local do úncus que causam alucinações olfatórias, onde o indivíduo diz estar sentindo cheiros que em geral são desagradáveis, mas que na realidade não existem, a isto denominam-se crises uncinadas, que podem ter apenas essa sintomatologia subjetiva ou completar-se com uma crise epiléptica do tipo “grande mal”.

Área Gustativa

Esta corresponde a área 43 de Brodmann e localiza-se na porção inferior do giro pós-central, próximo a ínsula, em uma região adjacente à parte somestésica correspondente a língua.

Estimulações elétricas ou crises epilépticas, cujo foco se inicia nesta região, causam alucinações gustativas; lesões nesta área causam diminuição da gustação na metade oposta da língua.

Área Motora Primária

Esta área ocupa a parte posterior do giro pré-central correspondente a área 4 de Brodmann. Se parte-se do ponto de vista citoarquitetural é um isocórtex heterotípico agranular que caracteriza-se pela presença de células de Betz. Ao fazer a estimulação elétrica da área 4, determina-se movimentos de grupos musculares, do lado oposto, ao passo que os focos epilépticos situados na área 4 se estimulados, causam movimentos musculares de grupos isolados que podem se estender progressivamente a outros grupos, à medida que o estímulo se propaga.

Através de técnicas mais modernas, nas quais a estimulação dos músculos isolados, sabe-se também que o mesmo músculo pode estar representado em vários pontos, isto indica a existência de convergência desses pontos, sobre um mesmo grupo de neurônios motores.

São com o tálamo as principais conexões aferentes da área motora, através deste recebe informações do cerebelo com a área somestésica e com as áreas pré-motoras e motora suplementar.

No homem a área 4, origina a maior parte das fibras dos tractos cótico-espinhal e córiconuclear, que são os principais responsáveis pela motricidade voluntária.

Área Motora Secundária

Estas áreas são adjacentes à área motora primária com a qual elas se relacionam, lesões nessa área freqüentemente causam aprazia, que corresponde a quadros clínicos relacionados à agnosia. Nas aprazias há incapacidade de executar determinados atos voluntários, sem que exista qualquer déficit motor, neste caso a lesão está na área de associação cortical, relacionada com planejamento dos atos voluntários e não na execução dos atos.

São consideradas áreas motoras secundárias ou áreas de associação motoras a área motora suplementar, a pré-motora e a de Broca.

Áreas de Associação do Córtex

Áreas de Associação Secundárias

Essas áreas são unimodais, ou seja, relacionam-se ainda que indiretamente com alguma modalidade de sensação ou com a motricidade, estando geralmente justapostas às áreas primárias. Podem ser sensitivas ou motoras.

Áreas de Associação Secundárias Sensitivas

a. Área somestésica secundária: situa-se no lóbulo parietal superior, logo atrás da área somestésica primária, e corresponde à área 5 e parte da 7 de Brodmann.

b. Área Visual secundária: a pouco tempo acreditava-se que essa área estava limitada ao lobo occipital, situando-se adiante da área visual primária, correspondendo às áreas 18 e 19 de Brodmann, hoje no entanto sabemos que nos primatas inclusive no homem, que ela se estende até o lobo temporal, onde ocupa as áreas 20, 21 e 37 de Brodmann.

c. Área auditiva secundária: situa-se no lobo temporal, circundando a área auditiva primária, e corresponde à área 22 de Brodmann.

As áreas secundárias recebem aferência principalmente das áreas primárias correspondentes e repassam as informações recebidas às outras áreas do córtex, em especial as áreas supramodais.

Para melhor entendimento funcional das áreas secundárias, descreve-se os processos mentais envolvidos na identificação de um objeto. Essa identificação se faz em duas etapas: etapa de sensação e de interpretação. Na primeira, toma-se consciência das características sensoriais do objeto, forma, cor, tamanho, etc. Na etapa de interpretação ou gnosia, as características sensoriais são comparadas com o conceito do objeto existente na memória do indivíduo, o que permite sua identificação.

Essas duas etapas dependem de áreas corticais diferentes. A etapa de sensação faz-se em uma área sensitiva de projeção, envolve processos psíquicos muito mais complexos, que dependem da integridade das áreas de associação secundárias. E assim são denominadas áreas gnósicas.

Quando se estimula o sistema visual de um indivíduo simplesmente com a luz branca, há aumento do fluxo apenas na área visual primária, por outro lado quando a estimulação se faz com a apresentação de uma cena visual mais complexa contendo objetos a serem identificados a ativação metabólicas da área primária segue-se ativação das áreas secundárias. A existência de duas áreas diferentes envolvidas na identificação torna possível que elas sejam usadas paradamente. A lesão das áreas primárias causa cegueira, surdez, o que não ocorre nas lesões das áreas secundárias. Entretanto, ocorrem os quadros clínicos denominados agnósias, nos quais há perda da capacidade de reconhecer objetos, apesar de as vias sensitivas e das áreas de projeção cortical estarem perfeitamente normais. Distinguem-se agnósias visuais e auditivas e somestésicas, estas últimas geralmente táteis. Um indivíduo com agnósias visual será capaz de reconhecer objetos pela visão, embora possa reconhece-los por outra forma de sensibilidade, como pelo tato, olfato, etc.

Tipos especiais de agnósias visual e auditiva são os defeitos de linguagem denominadas, respectivamente, cegueira verbal e surdez verbal, nos quais os indivíduos perdem total ou parcialmente a capacidade de reconhecer os símbolos visuais ou sonoros que constituem a linguagem escrita ou falada, entre os defeitos de linguagem denominadas afazias. Aspecto importante relacionados às áreas secundárias é que, do ponto de vista funcional, elas não são simétricas. Lesões da mesma área resultam em sintomatologia diferente conforme o lado lesado. Um exemplo é quando há uma lesão da área auditiva secundária no hemisfério esquerdo leva a uma afasia, ou seja, dificuldade de compreensão de sons de linguagem. A mesma lesão no hemisfério direito pode causar amusia, dificuldade de compreender sons musicais.

Áreas de Associação Secundária Motoras

Área Motora Suplementar

Esta área ocupa a parte mais alta da área 6, situada na face medial do giro frontal superior. Suas principais conexões são com o corpo estriado, via tálamo e com a área motora primária. De modo funcional, esta área relaciona-se com a concepção ou planejamento de seqüências complexas dos movimentos, por exemplo podemos citar os dedos, sabe-se que ela é ativada juntamente com a área motora primária, quando esses movimentos são executados. Curiosamente se solicitarmos a pessoa que repita mentalmente a seqüência de movimentos sem executá-los, a área motora suplementar é ativada sozinha.

Para esta função de planejamento de movimentos complexos sejam importantes as amplas conexões aferentes que a área motora suplementar recebe do corpo estriado.

Área Pré-Motora

Esta área localiza-se no lobo frontal adiante da área motora primária, e ocupa toda a extensão da área 6, situada na face lateral do hemisfério. Ela exige correntes elétricas mais intensas para que se obtenha respostas do que a área motora primária, por ser muito menos excitável, logo as respostas obtidas são menos localizadas que as obtidas com estímulo na área 4, e envolvem grupos musculares maiores, como o tronco ou da base dos membros, portanto pacientes com lesões na área pré-motora ficam com paresia (diminuição de sua força) o que lhe impede de elevar o braço ou a perna, esta impossibilidade admite-se pelo fato desta área ter projeções para formação reticular de onde se origina o tracto retículo-espinhal, principal responsável pelo controle motor da musculatura distal e proximal dos membros do homem. Existe também uma projeção desta área para a área motora primária e recebe aferências do cerebelo via tálamo e de várias associações do córtex.

É através da via córtico-retículo-espinhal onde se origina a área pré-motora, que coloca o corpo, em especial os membros, em uma postura básica preparatória para a realização de movimentos mais delicados a cargo da musculatura distal dos membros.

Área de Broca

Esta área está situada nas partes opercular e triangular do giro frontal inferior, correspondendo a área 44 e parte da 45 de Brodmann, esta área é responsável pela programação da atividade motora relacionada com a expressão da linguagem. Para esta função, a área encontra-se situada a frente da parte motora que controla os músculos relacionados com a vocalização.

Lesões nesta área resultam em déficit denominadas afazias.

Áreas de Associação Terciárias

As áreas terciárias ocupam o topo da hierarquia funcional no córtex cerebral. Elas são supramodais, ou seja, não se relacionam isoladamente com nenhuma modalidade sensorial. Recebem e integram as informações sensoriais já elaboradas por todas as áreas secundárias e são responsáveis também pela elaboração das diversas estratégicas comportamentais. As funções dessas áreas, até a algum tempo denominadas áreas “silenciosas” do córtex, só a pouco tempo começam a ser esclarecidas.

Área Pré-frontal

Esta área compreende a parte anterior não-motora do lobo frontal. Durante a evolução dos mamíferos esta área se desenvolveu muito. E no homem ocupa cerca de um quarto da superfície do córtex cerebral. Suas conexões são muito complexas, através dos fascículos de associação do córtex ligado ainda ao sistema límbico. Especialmente importantes são as extensas conexões recíprocas que ela mantém com o núcleo dorsomedial do tálamo. Informações sobre o significado funcional da área pré-frontal tem sido, obtidas principalmente através de experiências feitas em macacos e observações de casos elétricos, nos quais houve lesão nessa área.

Embora existam ainda muitas divergências e especulações em torno do significado funcional da área pré-frontal, a interpretação às vezes difícil de dados experimentais e clínicos, permite concluir que esta área está envolvida nas seguintes funções:

Escolha de opções e estratégias comportamentais mais adequadas à situação física e social do indivíduo, assim como a capacidade de alterá-la quando tais situações modificam.
Manutenção na atenção. Lesões na área pré-frontal causam distrações, ou seja, o indivíduo tem dificuldades de se concentrar e fixa voluntariamente a atenção. Os aspectos mais complexos desta função, como por exemplo, a capacidade de seguir seqüências ordenadas de pensamentos dependem fundamentalmente da área pré-frontal.
Controle do comportamento emocional, função exercida juntamente com o hipotálamo e o sistema límbico.

Área Temporoparietal

Compreende todo lóbulo parietal inferior, ou seja, os giros supramarginal. Estendendo-se também às margens do sulco temporal superior e parte do lóbulo parietal superior. Situa-se pois entre as áreas secundárias auditiva, visual e somestésica, funcionando como centro que integra informações recebidas dessas três áreas. A área temporoparietal é importante para a percepção espacial, permitindo ao indivíduo determinar as relações entre os objetos no espaço extrapnoal. Permite também que se tenha uma imagem das partes componentes do próprio corpo, razão pela qual já foi também denominada área do esquema corporal. Essas funções ficam mais claras com a descrição dos quadros clínicos ligados a lesão que nela ocorrem. Um dos sintomas pode ser uma desorientação espacial generalizada, que faz com que o paciente não mais consiga deslocar-se de casa para o trabalho e, nos casos mais graves, nem mesmo dirigir-se de uma cadeira para a cama.

Casos clínicos mais característicos das lesões da área parietal é a chamada Síndrome de Negligência ou Síndrome de Inatenção, que se manifesta nas lesões do lado direito, ou seja, no hemisfério mais relacionados com os processos visuo-espaciais.

Áreas Límbicas

As áreas corticais de associação límbicas compreendem o giro do cíngulo, o giro para-hipocampal e o hipocampo. Essas áreas relacionadas principalmente com a memória e o comportamento emocional, integram o sistema límbico.

Classificação Estrutural

O córtex cerebral pode ser dividido em numerosas áreas citoarquiteturais, contudo, a divisão mais aceita é a de Brodmann, que identificou 52 áreas corticais. Diferente do córtex cerebelar, o córtex cerebral apresenta uma estrutura heterogênea.

Inicialmente, podemos considerar duas grandes divisões:

ISOCÓRTEX ou NEOCÓRTEX – representa 90% do córtex cerebral; é o córtex que possui seis camadas constantes; essa grande proporção é encontrada apenas nos mamíferos e no ser humano.
ALOCÓRTEX – difere do neocórtex por não possuir seis camadas celulares; representa o córtex cerebral mais antigo.
As seis camadas do neocórtex são:

1º – Camada molecular > é a mais externa

2º – Camada granular externa > há o predomínio de células granulares e de axônio curto

3º – Camada piramidal externa > predomínio de células em forma de pirâmide, chamadas células piramidais

4º – Camada granular interna > nítido predomínio de células granulares

5º – Camada piramidal interna > predomínio de células piramidais bem maiores as que constituem a terceira camada

6º – Camada fusiforme > predominam células em forma de fuso, denominadas células fusiformes.

Ainda em relação ao neocórtex, seu estudo demonstra certa desigualdade na espessura das seis camadas celulares. Daí a subdivisão em:

Neocórtex heterotípico: as seis camadas não podem ser claramente individualizadas no adulto, uma vez que a estrutura laminar típica, encontrada na vida fetal, é mascarada pelas células granulares e piramidais da segunda e sexta camadas.
Granular: característico das áreas sensitivas. Há o predomínio de células granulares que invadem, inclusive, as células piramidais (terceira e quinta camadas) com o desaparecimento quase completo das células piramidais.
Agranular: característico das áreas motoras. Há diminuição das células granulares e o aumento da quantidade de células piramidais, que invadem, inclusive, as camadas granulares.
Em relação ao alocórtex, sua estrutura é dividida em três tipos: arquicótex, paleocórtex e mesocórtex.

Abordando-se a mieloarquitetura do córtex cerebral, constata-se a presença de fibras dispostas longitudinalmente e também verticalmente. Estando dispostas perpendicularmente, determinando o arranjo “colunar” do córtex.

Em suma:

Granular

a. Heterotípico Agranular

I. Neocórtex b. Homotípico

Córtex Cerebral

a. Arquicórtex

II. Alocórtex b. Paleocórtex

c. Mesocórtex

Filogênese do Sistema Nervoso

Partes fundamentais do sistema nervoso central são encontradas em todos os vertebrados, sendo que durante a filogênese a importância dessas partes já estudadas foram mudadas.

Do ponto de vista filogenético o córtex cerebral é dividido em 3 partes:

ARQUICÓRTEX – considerado um tipo muito simples e primitivo de córtex, localizado no hipocampo.
PALEOCÓRTEX – tipo de córtex mais avançado que ocupa o úncus e parte do giro para-hipocampal.
NEOCÓRTEX – considerado todo o resto do córtex revestindo os hemisférios cerebrais.
O Arquicórtex e o paleocórtex ocupam áreas corticais antigas ligadas à olfação e ao comportamento emocional, fazendo parte do rinencéfalo e do sistema límbico, cujo o principal conceito é regular os processos emocionais e intimamente relacionadas com esta função estão as de regular o sistema nervoso autônomo e os processos motevacionais essenciais a sobrevivência da espécie e do indivíduo. Já o neocórtex predomina nos mamíferos pois a medida que se sobe na escala zoológica, há uma diminuição da importância do tecto paralelamente ao aumento do tamanho e da importância do cérebro. Deste modo, no homem o tecto é um centro relativamente sem importância, enquanto o cérebro, além de suas funções psíquicas, coordena toda a sensibilidade e motricidade, e já nos vertebrados inferiores como um peixe, a parte mais importante do Sistema Nervoso Central é o tecto do mesencéfalo que integra quase todas as vias da sensibilidade e da motricidade.

Bibliografia

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MACHADO, Angelo. Neuroanatomia Funcional. 2.ed. São Paulo: Atheneu, 1998.

DUUS, Peter. Diagnóstico Topográfico em Neurologia. 4.ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 1997.

PUTZ, R. & PABST, R. Sobotta: Atlas de Anatomia Humana. 20.ed. v.1. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,1993

SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO E PERIFÉRICO

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Autor: Gilvanes de Brito Ferre

INTRODUÇÃO

Tudo aquilo que pensamos ser, tudo aquilo que realizamos em termos físicos e intelectuais, todo o bem estar e o funcionamento adequado de nosso corpo, além da capacidade de aprendermos com nossas experiências, é tudo devido a existência e ao funcionamento de nosso sistema nervoso. Um complexo sistema de redes celulares intimamente conectadas.

Seu funcionamento ainda é pouco conhecido pela ciência, porém muitos de seus mistérios tornaram-se conhecidos nos últimos anos.

Veremos aqui, todo o processo em que está envolvido o sistema nervoso, desde sua origem e suas anomalias congênitas da medula espinhal e do encéfalo até a formação do sistema nervoso periférico e do sistema nervoso autônomo.

SISTEMA NERVOSO

O Sistema nervoso tem origem ectodérmica, e sua maior parte deriva do tubo neural e das cristas neurais. Alguns epitélios sensoriais, como o da mucosa olfativa e os do ouvido interno resultam da diferenciação de ectoderma local.

A formação do tubo neural inicia-se durante a gastrulação.

As cristas neurais aparecem como duas faixas contínuas, dispostas paralelamente à placa neural, entre esta e o ectoderma adjacente. Quando o tubo neural se fecha, as cristas neurais destacam-se dele e permanecem temporariamente unidas, formando uma lâmina dorsal ao tubo neural. Essa lâmina divide-se longitudinalmente em duas estruturas que sofrem um processo de segmentação, originando blocos situados ao mesmo nível dos somitos. Esses blocos dão origem a vários componentes do sistema nervoso.

DESENVOLVIMENTO DO TUBO NEURAL

A porção cefálica do tubo neural apresenta-se desde o início mais dilatada, sendo possível reconhecer-se três formações seculares – as vesículas cerebrais primitivas, que são prosencéfalo, o mesencéfalo e o rombencéfalo. A partir segundo mês essas vesículas se subdividem originando 5 componentes. O prosencéfalo forma o telencéfalo e o diencéfalo; o mesencéfalo modifica-se pouco, permanecendo como vesícula única, o rombencéfalo subdivide-se em metencéfalo que formará o cerebelo e a ponte, e mielencéfalo, do qual se origina a medula oblonga.

Durante sua evolução a porção cefálica do tubo neural sofre uma série de flexuras, alterando-se a sua disposição inicial.

As vesículas cerebrais formarão o encéfalo, enquanto a porção caudal do tubo neural, que sofre modificações menos acentuadas dará origem à medula espinhal.

HISTOGÊNESE

Na etapa de placa neural, as células neuroectodérmicas dispõe-se como um epitélio colunar simples. À medida que o tubo neural se fecha essas células se multiplicam, formando três camadas que são: a zona ependimária, formada por uma camada única de células colunares, em contato com canal neural; zona do manto, rica em células, que formará a substância cinzenta; e a zona marginal, que contém apenas os prolongamentos das células do manto e dará origem à substância branca.

As células da zona do manto diferenciam-se em neuroblastos, que formarão os neurônios, e espongioblastos, que formarão as células da neuróglia (oligodendrócitos e astrócitos fibrosos e protoplasmático). Admite-se que a micróglia se origina de células mesênquimais, que atingem o sistema nervoso através dos vasos. As células da zona ependimária originam o epêndima. Os núcleos do sistema nervoso central formam-se graças as células que migram do centro para a periferia do tubo neural, associando-se aí em aglomerados celulares. Posteriormente, estes estabelecem relações entre si graças à emissão de prolongamentos que por mecanismo ainda desconhecido, procuram os prolongamentos de células de núcleos situados a distância. Este é um exemplo em que o reconhecimento de células entre si é de importância biológica fundamental.

MEDULA ESPINHAL

Devido ao crescimento desigual da zona do manto, as paredes laterais da medula em formação se espessam, enquanto as paredes do teto e do assoalho permanecem delgadas, formando as lâminas do teto e do assoalho. As porções ventrais e dorsais das paredes laterais espessadas originam as placas basais e alares, respectivamente. As placas basais formarão os cornos motores ventrais e as placas alares formarão os cornos sensitivos dorsais. Este maior crescimento das paredes laterais ocasiona um estreitamento lateral do canal medular que gradualmente se restringe a um pequeno canal de forma circular, chamado canal central.

A partir do quarto mês a medula cresce menos que a coluna vertebral e por isso não ocupará toda extensão do canal vertebral. O menor crescimento da medula espinhal em relação a coluna vertebral explica a direção oblíqua gradualmente assumida pelos nervos espinhais, os quais continuam a sair através dos respectivos forames intervertebrais . Esta situação é muito acentuada na porção caudal da medula, onde os nervos lombares, sacrais e coccígeos dão origem a cauda equina.

MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS DA MEDULA ESPINHAL

Na maioria das malformações congênitas medulares, decorre do fechamento defeituoso do neuroporo caudal, no final da 4ª semana do desenvolvimento. Os resultantes defeitos do tubo neural, também envolvem o tecido sobrejacente à medula espinhal: as meninges, o arco vertebral, os músculos dorsais e a pele. A espinha bífida é a malformação envolvendo os arcos vertebrais, este nome indica a falta de união das metades embrionárias dos arcos vertebrais, comum a todos com essa anomalia.

Espinha bífida oculta => Este defeito, decorre do não crescimento normal de suas metades, com a conseqüente ausência de fusão do plano médio, que ocorre nas vértebras L5 ou S1, em cerca de 10% dos casos, e na sua forma menos importante, a única evidência de que ela exista, pode ser um pequeno tufo de pelos.

Seio dérmico espinhal => Uma pequena depressão na pele da região sacra pode estar associada a essa anomalia, estas depressões indicam a região de fechamento do neuroporo caudal na final da 4ª semana, representando assim, o último ponto da separação entre o ectoderma e o tubo neural.

Espinha bífida cística => Tipos graves dessa espinha, envolvendo protusão da medula espinhal ou das meninges, através de um defeito no arco vertebral, são, com freqüência, chamados de espinha bífida cística, devido a bolsa em forma de cisto associada a estas malformações. Quando a bolsa contém meninges e líquido cerebroespinhal, chamamos de bífida com meningocele. A medula e as raízes espinhas encontram-se em posições normais, mas pode haver anomalias da medula espinhal, se a medula e as raízes estiverem incluídas na bolsa, a anomalia recebe o nome de espinha bífida com meningomielocele.

Meningomielocele => Estão sempre associadas a um acentuado déficit neurológico inferior ao nível da bolsa protusa, isso ocorre porque o tecido nervoso é, muitas vezes, incorporado a parede desta bolsa, em condições que prejudicam o desenvolvimento das fibras nervosas. Essa malformação pode ocorrer em qualquer ponto da coluna vertebral, porém são mais comum na região lombar. Existe forte suspeita da existência de espinha bífida cística ou meroanencefalia no feto ainda no útero, quando se constata um alto nível de alfa-fetoproteína no líquido amniótico, nestes casos essa proteína também pode estar elevado no soro materno. Fatos nutricionais e ambientais desempenham, sem dúvida, um papel na produção dos defeitos do tubo neural, estudos indicam que a ingestão de suplementos vitamínicos e de ácidos fólicos antes da concepção, reduzem a incidência de defeitos do tubo neural, sabe-se porém, que certas drogas aumentam o risco de mielomeningocele, estas drogas, causam defeitos no tubo neural em cerca de 1 a 2% das gravidezes, se ingerido na fase inicial, quando as pregas neurais estão se fundindo, isso ocorre em meados da 4ª semana.

Animais prenhes expostos a hipotermia ou a vitamina A produzem proles com defeitos do tubo neural. Estudos recentes sugerem que estes defeitos podem resultar de anomalidades bioquímicas específicas da membrana basal, particularmente o hialuronato, que desempenha um papel na divisão celular e no aspecto do neuroepitélio primitivo.

FORMAÇÃO DO ENCÉFALO

O encéfalo se forma a partir do resultado da formação das três vesículas encefálicas primárias, são elas: rombencéfalo, mesencéfalo e prosencéfalo.

Na quinta semana, (após a formação das vesículas encefálicas primárias), o rombencéfalo se divide em: metencéfalo e mielencéfalo, e o prosencéfalo se divide em duas vesículas: o diencéfalo e o telencéfalo.

O encéfalo embrionário a partir da mesma semana que se forma as vesículas encefálicas primárias (4º semana) cresce em uma rapidez e dobra-se junto com a prega cefálica ventralmente produzindo a flexura cefálica na região do mesencéfalo e uma flexura cervical na união do rombencéfalo com a medula espinhal.

Mas tarde, o crescimento diferente do encéfalo entre estas flexuras no rombencéfalo produz a flexura pontina, que resulta no afinamento do teto do rombencéfalo.

O Encéfalo posterior

Rombencéfalo => A flexura cervical firma a divisão entre rombencéfalo e a medula espinhal em desenvolvimento.

A flexura pontina divide o rombencéfalo em mielencéfalo (que torna-se a medula oblonga) e metencéfalo (que dá origem à ponte e ao cerebelo).

Mesencéfalo => O mesencéfalo em formação tolera menos modificações do que qualquer outra área do encéfalo, excluindo a porção mais fechada da medula oblonga do rombencéfalo.

Os neuroblastos saem das placas alares do mesencéfalo para o “teto” que se juntam para dar origem a quatro grupos de neurônios, os pares de colículos superior e inferior que se estabelecem com a reminiscência visual e auditiva, respectivamente.

O Encéfalo anterior

Prosencéfalo => A porção anterior do prosencéfalo é conhecida como telencéfalo, que sua cavidade coopera para a formação do terceiro ventrículo, e sua outra porção que é a posterior é conhecida como duencéfalo que coopera bem mais para a formação do terceiro ventrículo.

No duencéfalo três proeminências desenvolvem-se nas paredes laterais do terceiro ventrículo, transformando-se, um pouco depois, o tálamo que encontra-se e se funde na linha média em cerca de 70% dos encéfalos; o hipotálamo que surge por multiplicação de neuroblastos da zona intermediária das paredes diencefálicas ventralmente aos sulcos hipotalâmico, e o epitálamo que se desenvolve a partir do teto e da porção dorsal da parede lateral do diencéfalo.

O corpo pineal se desenvolve a partir de um divertículo da linha média da parte caudal do teto do diencéfalo e o surgimento de células em suas paredes tornando-se um glândula maciça crônica.

A glândula pituitária, ou hipófise é de origem ectodérmica, e formada a partir de duas fontes: a invaginação do teto ectodérmico do estomodeu (cavidade bucal primitiva) para cima e a invaginação do neuroectoderma do diencéfalo (broto neuroipofisário) para baixo. É composta por dois tecidos diferentes: a adeno- hipófise (porção glandular) que é nascido do neuroectoderma.

O seu desenvolvimento é realizado por volta da 4º semana em que um divertículo denominado bolsa de Rathke é projetado dorsalmente no teto do estomodeu e cresce em direção ao encéfalo e na 5º semana essa bolsa se alonga e sofre uma constrição em seu ponto de inserção no epitélio oral de forma em que se transforma em um mamilo. Ela já entrou em contato com o infundíbulo (derivado do broto neuroipofisário), com o divertículo para baixo do diencéfal.

O pendúnculo da bolsa passa entre os centros de condrogênese dos ossos pré- esfenóide basiesfenóide do crânio. Durante à 6º semana a ligação da base com a cavidade oral degenera e desaparece.

Mas, pode acontecer de um resíduo do pedúnculo da bolsa, chamado de canal basefaríngeo que é visível no osso esfenóide do recém- nascido em cerca de 1% de casos e que pode perdurar e dar origem a uma hipófise faríngea no teto da orofaringe formando a craniofaringiomas.

Ao se desenvolverem no interior da bolsa de Rathke, as células se proliferam ativamente e dão origem a pares distalis da glândula pituitária e que mais tarde os pares tuberalis cresce em volta da haste infundibular. E a proliferação externa da parede anterior reduz a uma fenda estreita e que não costuma ser reconhecida na glândula adulta, mas é representada por uma zona de cistos.

Em seres humanos as células da parede posterior não se proliferam, mais dão origem à eminência média, a haste infundibular e a pares nervosa. E se desenvolve a partir da proliferação das células neuroepifisárias que diferenciam-se em pitúcitos.

O telencéfalo => Consiste em uma parte média e dois divertículos laterais (primórdios dos hemisférios cerebrais), as vesículas cerebrais, mantém uma comunicação com a cavidade da porção mediana que forma a extremidade anterior do 3º ventrículo através dos forames interventriculares. A parte da parede medial torna-se fina, ao longo da fissura coróide, essa espessa porção ependimal fica localizada no teto do hemisfério até o teto ependimal do 3º ventrículo.

O corpo estriado só aparece na 6º semana, como uma saliência proeminente no assoalha de cada hemisfério cerebral, que se expande, porque contém o corpo estriado e relativamente grande. Com crescimento e a curvatura dos hemisférios, afetam a forma dos ventrículos laterais, tornando-se cavidades cheias de líquido cefalorrádiano e a extremidade caudal volta-se ventralmente e depois rostralmente para formar o bolo temporal. A fina parede medial sofre uma invaginação pela pia-máter vascular, formando o plexo coróide do corpo temporal do ventrículo lateral. A diferença do córtex cerebral são fibras (cápsula interna), que chegando ao córtex, partem dele atravessando o corpo estriado dividindo-o em núcleos caudado e lentiforme. O corpo caudado se alonga tornando aparentemente com uma ferradura; sua cabeça em formato de uma pêra e o seu corpo é localizado no corno frontal do corpo do ventrículo lateral enquanto sua cauda atinge ao teto do corpo temporal.

Comissuras cerebrais => São grupos de fibras que conectam áreas correspondentes dos hemisférios cerebrais umas às outras. Uma destas comissuras, cruzam a lâmina terminais a extremidade rostral do encéfalo anterior. A lâmina terminalis estende-se, da placa tectória do diencéfalo até o quiasma óptico formando o caminho natural de um hemisfério para outro.

As primeiras comissuras que se formam são, a comissura anterior e a comissura do hipocampo, que se definem como peixes de fibras, que são ligadas filogeneticamente as partes do encéfalo. A comissura anterior conecta em um hemisfério correspondente a outro hemisfério e a comissura do hipocampo conecta as formações hipocampais.

O corpo caloso é a maior comissura cerebral e se localiza na lâmina terminalis, mas, com o aumento do córtex novas fibras serão acrescentadas. Essa comissura se distende para formar o fino septo pelúcido (placa delgada de tecido cerebral).

O quiasma óptico, se forma na parte ventral da lâmina; são fibras provenientes das metades medianas das retinas.

Diferenciação do córtex cerebral => As paredes dos hemisférios cerebrais exibem, as três zonas do tubo neural (ventricular, intermédia e marginal) e depois aparece um quarta zona subventricular. As células da zona intermédia migram pata a zona marginal dando origem às camadas costais e a substância cinzenta vai situar-se e os axônios de seus corpos celulares assumem uma posição central que forma o grande volume de substância branca chamado de centro medular.

Os sulcos e giros (circunvoluções ou elevações) que são desenvolvidos no crescimento da superfície dos hemisférios, permitem um aumento do córtex cerebral. Ao crescerem os hemisférios, o córtex cresce de modo lento, sendo recoberto e que é conhecido como ínsula (ilha).

Malformações congênitas do encéfalo

Perante a complexidade do seu desenvolvimento embrionário não é incomum o desenvolvimento anormal do encéfalo As principais malformações congênitas do encéfalo são: meroanencefalia e a meningoencefalocele, resultado do fechamento defeituoso do neuroporo rostral durante a quarta semana ele atinge os tecidos das meninges e do epicrânio. Os fatores que podem levar a isso, são de natureza genética ou ambiental. Alterações na morfogênese ou na histogênese do tecido nervoso ou falha no desenvolvimento de estruturas associadas.

Uma histogênese anormal pode causar vários tipos de retardamento mental, a exposição do embrião ou feto à certos vírus e a altos níveis de radiação podem levar a um grave retardamento mental, já a paralisia cerebral pode está relacionada à fatores pré-natais mas geralmente isso ocorre devido a danos causados no cérebro durante o parto.

Os defeitos na formação do crânio geralmente estão ligados a malformações do cérebro e/ou das meninges. O defeito geralmente é encontrado na porção escamosa do osso occipital e chegar até o forame magno, quando o defeito é pequeno apenas as meninges sofrem herniação, chamada meningocele craniana.

Quando o defeito é grande, a hérnia é formada pelas meninges e por parte do encéfalo: meningoencefalocele. O crânio bífido associado a hérnia do encéfalo e/ou de suas meninges ocorre um de cada dois mil nascimentos.

A Exoencefalia e meroanencefalia são severas malformações do encéfalo e resultam do não fechamento do neuroporo rostral na quarta semana do desenvolvimento. O primórdio do encéfalo superior é anormal e o desenvolvimento do epicrânio fica defeituoso A maior parte do encéfalo fica exposta ou se projeta para fora do crânio: exoencefalia.

Devido à estrutura e vascularização anormais do encéfalo do exoencéfalo embrionário, os tecidos nervosos sofrem degeneração.

A meroanencefalia, uma malformação letal comum, ocorre uma a cada 1000 nascimentos e é de duas a quatro vezes mais comuns em indivíduos do sexo feminino, esta malformação esta sempre associada a acrania podendo associoar-se também a raquisquise quando o defeito do tubo neural é extenso.

A manutenção da vida extra-uterina de crianças nascidas com meroanencefalia é impossível. Bebês portadores deste grave defeito do tubo neural sobrevivem umas poucas horas após o parto. Suspeita-se de meroanencefalia quando no útero há um elevado nível de alfa-fetoproteína no fluido do aminiótico e pode ser facilmente diagnosticada pela ultra-sonografia, por fetoscopia e por radiografia.

Na condição de microcefalia o epicrânio e o encéfalo são pequenos, mas a face tem o tamanho normal. Estes bebês geralmente sofrem retardamento mental grave, pois o encéfalo é subdesenvolvido: microencefalia.

A causa da microencefalia é, muitas vezes, incerta. Alguns casos parecem ser de origem genética enquanto outros parecem estar associados a fatores ambientais.

A hidroencefalia, aumento significativo da cabeça, ocorre devido a um desequilíbrio entre a produção e a absorção do fluido cefalorraquidiano, como resultado, existe um excesso de FCR no sistema ventricular no encéfalo. A hidroencefalia resulta da circulação e absorção deficiente do FCR ou, em casos muito raros, da produção aumentada de FCR por um adenoma do plexo coróide.

A circulação deficiente do FCR decorre muitas vezes de uma estenose congênita do aqueduto na qual o aqueduto cerebral é estreito e consiste em vários canais diminuídos.

O termo hidroencefalia refere-se usualmente à hidrocefalia interna ou obstrutiva, na qual todo ou parte do sistema ventricular se mostra aumentado.

A hidrocefalia quase sempre decorre de interferência na circulação e absorção do FCR. Raramente é provocada por excesso de produção de FCR. Embora possa associar-se a espinha bífida cística, a hidrocefalia nem sempre é óbvia ao nascimento.

A hidroanencefalia é uma malformação extremamente rara e pode ser confundida com a hidrocefalia. Os hemisférios cerebrais estão ausentes e são representados por sacos membranosos com resquícios do córtex cerebral dispersos pelas meninges. Os bebês com está condição geralmente parecem normais ao nascerem. A cabeça cresce excessivamente após o nascimento, devido ao acúmulo de FCR.

A causa desta anomalia incomum é incerta, mas existe alguma evidência de que pode resultar da obstrução precoce do fluxo sangüíneo para as áreas supridas pelas artérias carótidas internas.

A Malformação de Arnold-Chiari é a malformação congênita mais comum envolvendo a porção inferior do tronco cerebral e o cerebelo. Uma projeção em forma de língua, de medula oblonga e do cerebelo, forma uma hérnia através do forame magno para dentro do canal vertebral. Esta condição resulta em um tipo de hidrocefalia comunicante onde há interferência com a absorção do FCR, desta forma o sistema ventricular fica distendido. Esta ocorre uma vez a cada 1000 nascimentos e está freqüentemente associada a espinha bífida com meningomielocele, espinha bífida com mielosquíse, e hidrocefalia, a causa é incerta, mas em alguns bebês, a fossa craniana posterior apresenta-se anormalmente pequena.

Sistema Nervoso Autônomo (SNA)

O sistema nervoso autônomo compreende duas partes anatômicas e funcionais, onde ambos são encarregados em coordenar as funções orgânicas, são os simpáticos (toracolombar) e parassimpático (craniosacro) onde compreende o conjunto de gânglios e nervos relacionados com o controle da musculatura lisa e cardíaca e da secreção de algumas glândulas.

Sistema Simpático

No sistema nervoso simpático tem como objetivo morfológico, o tronco simpático e a medula espinhal.

Durante a quinta semana, as células simpáticas ou simpatogonia da crista neural na região torácica desenvolvem-se ao longo de ambos os lados da medula espinhal, onde pares de massas formam à aorta. Que formam lateralmente ao notocórdio, uma cadeia de gânglios ou (cadeia simpática ou látero-vertebral), que ao contrário dos gânglios espinhais ligam-se entre si através das prolongações de alguns dos seus neurônios e formam gânglios pré-viscerais e plexos viscerais. Outras células migram para a área do coração, pulmões onde formam gânglios terminais nos plexos simpáticos dos órgão localizados próximo ou no interior desses órgãos.

Os neurônios medulares relacionados com esses gânglios estão situado apenas na porção torocolombar da medula, as fibras pré-ganglionares são mielínicas e saem da medula através da raiz ventral, após esse curto trajeto essas fibras abandonam o nervo espinhal e se dirigem para os gânglios da cadeia látero-vertebral formando assim o ramo comunicante branco, deste gânglios emergem fibras pós-ganglionares, amielínicas que voltam ao nervo espinhal, assim constituindo o ramo comunicante cinzento, existem fibras que farão sinapses com os neurônios dos gânglios pré-viscerais e intramurais portanto os troncos simpáticos são compostos por fibras ascendentes e descendentes.

Sistema Parassimpático

Os centros morfológicos estão ao nível dos núcleos dos pares de nervos cranianos III, VII, IX e X, e na porção da medula que vai de S2 a S4.

Nas parassimpáticas as fibras pré-ganglionares nascem de neurônios do tronco encefálico e da região sacra da medula espinhal. Os gânglios são também formados de células derivadas das cristas neurais e tubo neural. As fibras pré-ganglionares são longas ao passo que são curta mielínicas. Ex.: Pupila dos olhos e glândulas salivares

Os Sistemas Simpáticos e Parassimpático

Os sistemas tem atuação complementar. Contrabalança as diversas reações de cada órgão adequando-as as atividades diversas vitais.

Estrutura do Órgão
Efeito Simpático
Efeito Parassimpático

Pupila
Dilatação(midriase)
Contração(miose)

Coração
Aumenta a atividade
Diminui a atividade

Brônquios
Dilatação
Contração

Intestino
Diminui a peristalse
Aumenta a peristalse

Fígado
Liberação de glicose
Nenhum

Rim
Diminui a excreção urinária
Nenhum

Ato Sexual Masculino
Ejaculação
Ereção

Sistema Nervoso Periférico

Organização Estrutural de um Nervo Periférico

A formação de um nervo periférico inicia-se com a projeção de axônios, a partir de neuroblastos motores situado na zona intermediária da placa basal (futuro corno ventral da substância cinzenta) da medula espinhal. Crescem, a partir de neuroblastos derivados da crista neural, finos processos que se agregam para formar as gânglios espinhais, no aspecto-dorsal da medula espinhal. Os dendritos, que levam os impulsos nervosos para o corpo celular dos neurônios sensitivos em direção a periferia. Os axônios, que conduzem os impulsos nervosos que se afastam do corpo celular, penetram no aspecto dorsolateral da medula espinhal e terminam no corpo dorsal (substância cinzenta da placa alar). Os interneurônios curtos liga as terminações dos axônios sensitivos e os neurônios motores, no interior da substância cinzenta. As fibras nervosas autônomas também estão associadas as fibras espinhais típicas.

No interior de um nervo periférico os processos neuronais podem ser mielínicos ou amielínicos, a nível celular, a mielina é uma bainha espiral de varias camadas, que consistem largamente em material fosfolípede formado por célula de Schwann individuais. As fibras nervosas amielínicas também estão invalidadas pelo citoplasma das células de Schwann. A cor da substância branca resulta do seu alto conteúdo em fibras nervosas mielinizadas, enquanto a substância cinzenta resulta de fibras amielínicas. A mielinização é feita por oligodendrócitos no sistema nervoso central, pois não há células de Schwann.

Padrões e Mecanismos de Crescimento de Neuritos

A projeção de neuritos (axônios e dendritos) envolve vários fatores intrínsecos e extrínsecos ao neurito. Um neurito em processo ativo de alongamento recebe um capuz chamado cone de crescimento, eles se caracterizam por uma região expandida de citoplasma com inúmeras projeções em forma de espinhos denominados filopódios. Os cones de crescimento contêm varias organelas citoplasmatica, mas muito da forma e função dos filopódios depende das grandes quantidades de microfilamento de actina que ocupam estes processos.

Os cones de crescimento seguem em frente, permanecem estático ou mudam de direção, isso depende de sua interação com o ambiente local, eles podem responder a gradiente de concentração de substância difusíveis ou a campos elétricos locais fraco.

A gilcoproteínas da matriz extracelular, como a fibronectina e especialmente a laminina, promovem fortemente a adesão e o crescimento dos neuritos. As membranas integrais dos neuritos, chamada de integrinas, se liga especificamente a seqüência arginina-glicina-asparagina nas glicoproteínas e promovem a adesão ou substrato que contém estas moléculas, as outras moléculas: N-caderina, N-CAM e L1 estão envolvidas na adesão intracelular em vários estádios da migração celular ou do alongamento do neurito.

Em um nervo periférico tipicamente, um axônio pioneiro precede todos os que se dirigem para o seu alvo, então outros seguem formando fascículos (feixes) de axônio. Embora se possa considerar que o cone de crescimento dirige a evolução do neurito, outros fatores tem importância para o alongamento do axônios. O transporte axonal é essencial para o crescimento e a manutenção de axônios e dendritos. O citoesqueleto de sustentação de um axônio é um arranjo ordenado de microtúbulos e neurofilamentos. Microtúbulos são longos polímeros tubulares compostos de subunidades tubulina. A reunião de neurofilamentos é organizada numa polimerização semelhante.

Relações Neurito/Alvo durante o desenvolvimento de um Nervo Periférico

Os neuritos em desenvolvimento continuam a se alongar até fazerem contato com um órgão final apropriado. No caso de neurônios motores, o órgão final é uma fibra muscular em desenvolvimento, os dendritos de neurônios sensitivos se relaciona com vários tipos de alvo.

Quando um axônio motor e uma fibra muscular se encontram, uma série complexa de mudanças no nervo e nas fibras musculares assinala a formação de um sínapse funcional, que é chamada de função neuromuscular. As primeiras mudanças consistem: na interrupção do crescimento do axônio, na preparação da determinação nervosa para liberação final de moléculas neurotransmissoras apropriadas e na modificação das fibras musculares no sítio onde o nervo faz contato, de modo em que o estímulo neural passa ser recebido e transformado em um estímulo contrátil.

Um dos primeiros sinais de especialização numa junção neuromuscular incipiente é a formação de vesículas sinápticos, devida a algumas influências da fibra muscular. Estas vesículas armazenam e terminam liberando a substância neurotransmissora acetilcolina pela terminação do nervo. Antes que a fibra muscular seja contatada pelo neurônio motor (receptor para acetilcolina) estão espalhados por toda extensão da fibra muscular. Entre a terminação nervosa e o aparelho pós-senáptico da fibra muscular se encontra uma lamina brasal que contém moléculas que estabilizam os receptores da acetilcolina na junção neuromuscular, além da acetilcolinesterase, enzima produzida pela fibra muscular.

Fatores de Controle do Número e dos Tipos de Ligações entre Neuritos e Órgãos no Sistema Nervoso Periférico.

Em várias etapas da formação de um nervo periférico, o número e a qualidade das fibras nervosas ou dos alvos são influenciados pelas interações entre os neuritos em formação e a estrutura-alvo. A existência de tais mecanismo foi demonstrada no começo deste século através do transplante de brotos de membros para regiões dos flancos. Os nervos motores e gânglios sensitivos que supriam os membros implantados eram substancialmente maiores do que os nervos espinhais contralaterais, que inervavam somente estruturas da parede do corpo. O exame da medula espinhal ao nível do transplante revelou cornos ventrais maiores com substâncias cinzenta apresentando mais neurônios motores do que o normal para os níveis da medula espinhal que suprem apenas o flanco.

Experimentos de delação, onde um broto de membro é removido antes do crescimento neural, a ausência congênita do membro resulta numa quantidade deficiente de neurônios periféricos e volumes reduzidos de substâncias cinzenta nas regiões afetadas.

A morte celular (apoptose) neuronal desempenha um papel importante no desenvolvimento neuronal normal. Por exemplo, quando um músculo é inicialmente inervado, suprem-no muito mais neurônios do que os existentes no adulto. Em um momento crítico do desenvolvimento, grande quantidade de neurônios sucumbe. Parece haver várias razões para este fenômeno aparentemente paradoxal:

Alguns axônios não conseguem atingir seu alvo normal, e a morte celular é um modo de eliminá-los.

A morte celular poderia constituir uma forma de reduzir o tamanho do pool neuronal a algo mais apropriado ao tamanho do alvo.

De maneira similar, a morte celular poderia compensar o input pré-sináptico, que é muito pequeno para acomodar os neurônios em questão.

A morte celular neuronal também pode constituir um meio de se eliminar erros de conexão entre neurônios e seus órgãos-alvo específicos- por exemplo, fibras musculares no caso de nervos motores.

Os mecanismo através dos quais as estruturas-alvo inervadas impedem a morte dos neurônios que as suprem apenas começam a ser entendidos. Uma hipótese popular corrente diz que as células-alvo liberam fatores tróficos químicos que os neuritos captam, usualmente pela ligação a receptores específicos, e mantêm. O exemplo clássico de um fator trófico é o fator de crescimento do nervo, que mantém o crescimento e impede a morte dos neurônios sensitivos. Mesmo depois de 40 anos de estudos intensivos realizados por muitos laborátorios, o mecanismo de ação do fator de crescimento do nervo ainda não é exatamente compreendido. Várias outras moléculas bem caracterizadas também são candidatas a fatores tróficos.

CONCLUSÃO

O SNC – Sistema Nervoso Central, desenvolve-se a partir do espessamento dorsal de ectoderma conhecido como placa neural, esta placa aparece em torno da metade da 3ª semana e logo se dobra para formal um sulco neural que possui pregas neurais, uma de cada lado, quando elas se fundem para formas o tubo, na metade da 4ª semana, algumas células neuroectodérmicas, não são incluídas, permanecendo entre o ectoderma superficial e o tubo neural, como a crista neural. A extremidade cefálica do tubo neural, forma o encéfalo, que consiste em procenséfalo, que da origem aos hemisférios cerebrais e aos diencéfalos; O mesencéfalo se torna o mesencéfalo do adulto; e o rombencéfalo da origem a ponte, cerebelo e a medula ablonga. E o restante do tubo neural, transforma-se na medula espinhal.

A luz do tubo neural, transforma-se nos ventrículos do cerebro e no canal central da medula espinhal; as paredes do tubo sofrem um espessamento por ploriferação das suas células neuroepteliais, que dão origem a todas células nervosas e da macróglia do sistema nervoso central. A hipófise origina-se de duas partes distintas – uma parte do estomodeu (cavidade bucal primitiva) e a projeção ectodérmica superior, e a outra parte – uma projeção do diencéfalo para baixo, chamada broto neuroipofisário.

As células dos glânglios cranianos, espinhais e autônomos, derivam a crista neural. De modo semelhante, a maior parte do sistema autônomo e de todo tecido cromafim, incluindo a medula de supra-renal, desenvolvem-se a partir da crista neural.

Existem 3 tipos de malformações congênitas do sistema nervoso: Malformações estruturais decorrentes de uma organogênese anormal – defeitos do tubo neural, Distúrbio da organização das células do sistema nervoso – devido a altas doses de radiação e desnutrição e por fim, erros do metabolismo, que são herdados com freqüência e podem levar a um retardamento mental grave devido ao acúmulo de substâncias tóxicas ou a deficiência de substâncias essenciais. As malformações do sistema nervoso são comum, cerca de 3 casos para cada 1.000 nascimentos, os defeitos do fechamento do tubo neural são responsáveis pela maioria das anomalias. O retardo mental pode resultar de anomalias cromossômicas ocorridas durante a gametogênese, de distúrbios metabólicos, alcoolismo materno ou e infecções ocorridas durante a gravidez, várias condições pós-natais, também podem causar um desenvolvimento mental anormal.

BIBLIOGRAFIA:

JUNQUEIRA, Luiz Carlos & ZAGO, Douglas. Fundamentos da Embriologia Humana. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1972.

CARLSON, Bruce M. Embriologia Humana e Biologia do Desenvolvimento. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995.

MOORE. Keith L. & PERSAUD. T.V.N. Embriologia Clínica. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1994.

Por Gilvanes Ferre – Professor: Antônio Edésio

UNIVERSO – Niterói – 1º Período – Embriologia – 2001

DOENÇAS DO SISTEMA NERVOSO

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Autor: Bruna Cirqueira Cavalcante

RESUMO

Quando um nervo sofre lesão, a parte separada da célula nervosa sofre degeneração. A regeneração pode ocorrer com o tempo, dependendo da extensão da lesão. Mas quando as fibras do cérebro ou da medula espinhal são afetadas, não há regeneração. Certas drogas, como os brometos e os novos tranquilizantes, podem diminuir a atividade das células nervosas. Outras drogas podem aumentá-la. Efeitos semelhantes são produzidos pelas toxinas de vários germes infecciosos. Em alguns casos, as células nervosas podem ser exterminadas. Lesões físicas podem também danificar o tecido nervoso.

O sistema nervoso é o sistema coordenador do organismo.

1 – SISTEMA NERVOSO

O Sistema Nervoso é a rede de comunicações eletroquímicas internas do corpo. Suas principais partes são o cérebro, a medula espinhal e os nervos. O cérebro e a medula espinhal formam o sistema nervoso central (SNC), o centro de controle e coordenação do corpo. Bilhões de longos neurônios, a maioria agrupados em nervos, perfazem o sistema nervoso periférico, transmitindo impulsos nervosos entre o SNC e as demais regiões do corpo. ada neurônio possui três partes : um corpo celular, ramos dentríticos que recebem os sinais químicos de outros neurônios, e um axônio, em forma de tubo, que conduz estes sinais na forma de impulsos elétricos.

2 – DOENÇAS DO SISTEMA NERVOSO

2.1 – MENINGITE

A meningite é uma inflamação nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por diferentes microorganismos, como bactéria Neisséria meningitidis

( meningococo ), a mais contagiosa; o Haemophilus influenzae tipo B e o Diplococo pneumoniae ( pneumococo ). O contágio se dá pelas secreções da boca e nariz das pessoas contaminadas.

Sintomas – Febre alta, perda de apetite, convulsões, irritabilidade e rigidez na nuca.

Prevenção – As principais medidas preventivas são o isolamento dos doentes e a administração profilática de antibióticos. Para alguns tipos de meningite existe vacina.

Aumento dos casos – Durante os anos 80, a ocorrência das meningites respeitava um padrão endêmico. Nos anos 90 diminui a meningite meningocócica sorogrupo B e aumentam os casos provocados pelo sorogrupo C. Esses dois tipos afetam principalmente os Estados do Sul e Sudeste, regiões mais frias onde a concentração de pessoas em ambientes fechados facilita a propagação da doença. Dados provisórios do Ministério da Saúde para 1993 mostram que dos 22.470 casos de meningite, 46,2% são de região Sudeste; 22,4 % da região Nordeste e 5,9% da região Sul.

2.2 – POLIOMIELITE

Inflamação das células do corno anterior da substância cinzenta da medula espinal. É causada por um vírus da paralisia infantil ou poliomielite, como é mais apropriadamente denominada, é um dos menores que se conhecem. O homem é afetado quase que exclusivamente, embora esses vírus possam atacar também os macacos.

A poliomelite existe sob três formas. Muitas pessoas sofrem de poliomielite sem sequer perceber o fato, tendo contraído uma forma leve, que as imuniza aos ataques posteriores. A poliomielite pode provocar apenas diarréia, mal-estar estomacal, resfrido ou dores musculares, que duram uns poucos dias. Esta se conhece como poliomielite abortiva. Se se apresenta uma paralisia temporária nos braços e pernas, a condição é conhecida como poliomielite não paralítica. A terceira forma – poliomielite paralítica – pode provocar danos permanentes ou mesmo a morte, se por acaso forem envolvidos no processo os músculos respiratórios.

As epidemias de poliomielite ocorrem geralmente durante os meses quentes, de julho a outubro nos Estados Unidos, e de fevereiro a abril, na Austrália, do outro lado da Terra. O vírus está presente no trato nasofaríngeo e no intestino, podendo propagar-se através dos espirros, tosse ou contaminação de água ou alimentos. Esta doença pode atacar tanto crianças como adultos. Os sintomas podem ser vagos, a princípio, incluindo febre, dor de cabeça, espasmos dos braços, pescoço, coxa e uma sensação de fraqueza.

O tratamento – que não é ainda totalmente satisfatório – consiste no exercitamento dos grupos de músculos atingidos para evitar sua atrofia por falta de uso, no emprego do pulmão de aço para que se processe a respiração quando os músculos respiratórios são atingidos, e noutras medidas de manutenção.

Inúmeras crianças tornaram-se inválidas permanentes em decorrência de um ataque de poliomielite. A cirurgia consegue corrigir, ainda que parcialmente, algumas de tais alterações.

A descoberta da vacina Salk (vírus mortos) e posteriormente a de Sabin (vírus vivos atenuados) constitui a salvação para as crianças e adultos. A vacina pode proporcionar imunização durante muitos anos, contra o vírus da poliomielite. É produzida por um processo que prevê o crescimento do vírus no tecido renal dos macacos.

O vírus é então atenuado ou morto, tornando-se inócuo para a injeção em seres humanos. Embora com vírus atenuado, a vacina pode provocar no organismo humano a reação que consiste na criação de substâncias resistentes, ou anticorpos, contra poliomielite.

2.3 – NEURALGIA

Mal caracterizado pela sensação de dor no trajeto de um nervo ou na parte do corpo inervada por ele, sem mudanças físicas correspondentes.

Distinguem-se numerosos tipos de neuralgia, conforme o nervo afetado. São especialmente propensos à irritação, com consequente dor, os intercostais que ocorrem entre as costelas, os do couro cabeludo e o ciático. O mais frequentemente afetado é o quinto nervo craniano, conhecido também por trigêmeo, que enerva a fronte, o rosto e a mandíbula e pode adquirir uma tal sensibilidade que uma corrente de ar frio no rosto ou ligeira pressão de dedo sobre ele baste para produzir dor aguda.

Nos casos graves de neuralgia, ou quando falha o tratamento clínico, uma intervenção cirúrgica, que destrua as raízes do nervo, proporcionaria alívio permanente com muitos riscos, mesmo para doentes idosos. Em toda neuralgia, o médico determinará primeiro a zona nervosa envolvida e em seguida tomará as medidas cabíveis para impedir que a sensação de dor percorra o trajeto do nervo correspondente. Para isto, pode empregar sedativos, injetar anestésicos locais ou álcool. O diagnóstico é mais difícil quando a sensação de dor tem origem psíquica, mais do que física.

2.4 – NEURITE CIÁTICA

Também chamada de ciática, é a inflamação do nervo que tem esse nome, o maior do corpo, que desce da parte inferior da coluna vertebral ao longo das pernas pela face posterior das coxas. O termo ciático é empregado frequentemente para designar uma série de disturbios que nada tem a ver com o nerco ciático. A verdadeira dor ciática é a neurite ciática, cuja dor se sente na coxa e outras zonas enervadas pelo nervo ciático. A dor ciática acompanha numerosos quadros quadros anátomo-patológicos e pode obedecer a uma série de fatores que afetam adversamente o nervo ciático.

A parte da medula espinhal onde nasce o nervo, por exemplo, pode ser afetada pela ruptura ou hérnia de um disco ou por inflamação dos ossos das vértebras. Qualquer anormalidade que afete a um vaso sanguíneo próximo pode forçá-lo a comprimir o nervo. Circustâncias externas como uma queda, uma forte torsão do corpo ou uma prolongada exposição ao frio ou à umidade, podem precipitar a apresentação de um distúrbio do nervo ciático.

Dadas as múltiplas causas e as numerosas ramificações possíveis da neurite ciática, esta representa, da mesma forma que a dor de cabeça e dor nas costas, uma moléstia aparentemente simples que mascara uma sistuação potencialmente complicada. O diagnóstico da causa específica de um caso concreto de neurite ciática exige cuidado médico. A dor é apenas um sintoma cuja causa terá de ser determinada antes de se estabelecer o tratamento adequado. O médico deverá averiguar, primeiro, se a dor se origina de uma anomalia do nervo ciático ou de alguma sacrilíaca, a coluna dorsal em busca de algum desvio, as costas, para verificar se há algum osso deslocado, e as pernas, para descobrir possíveis espasmos e outras perturbações musculares ou teciduais.

O tratamento pode começar com algumas medidas simples tendentes a aliviar o problema imediato: repouso no leito, colocação do corpo em postura que exija o mínimo esforço das partes afetadas ou o emprego de calor para reduzir a dor. Tem importância fundamental o uso dos colchões duros, desde que os colchões muito macios possibilitam instabilidade da coluna durante o repouso. O médico estudará a dieta e atividades diárias do paciente, assegurando-se de que aquela é adequada e de que o trabalho, exercícios e o ambiente em geral, do doente, não agravam seu mal. A um doente que trabalhe, por exemplo, em local frio e úmido, pode-se recomendar que mude de atividade. A injeção de uma ou várias substâncias medicinais no nervo ciático ou zonas adjacentes é, às vezes, aconselhável e pode dar bons resultados, embora temporários. Existem outros tipos de tratamento, aplicáveis a casos especiais.

2.5 – NEUROSE

Transtorno psíquico que não se faz acompanhar de grave desintegração da personalidade. Refere-se ao tipo da adaptação que uma pessoa realiza a certas situações, às quais inconscientemente atribui a capacidade de gerar inquietação e ansiedade. O tipo de adaptação constitui a natureza da neurose. A causa é de ordinário a existência, dentro da pessoa, de um conflito emocional, desejos contraditórios, em geral de natureza muito complexa.

Quanto a caracterização positiva, as neuroses se expressam, em primeiro lugar, por sintomas específicos e inespecíficos. Os sintomas inespecíficos ou acessórios podem existir não só nas neuroses mas também em quaisquer doenças orgânicas ou psíquicas : depressão, hipocondria, irritabilidade, insônia, dores de cabeça, vertigens, taquicardia ou prisão de ventre, dores e espasmos em qualquer parte do corpo, tremores, paralisias, cegueira, convulsões, etc. Apesar de acessórios, são muito constantes nas neuroses, às vezes dominando o quadro clínico, de modo a mascarar ou encobrir os sintomas específicos; quando isso acontece, podendo mesmo as queixas se referirem a um determinado órgão da vida vegetativa, fala-se de um organoneuroses (neurose cardíaca e neurose gástrica).

Eis os sintomas específicos ou essenciais, realmente típicos das neuroses : angústia, fobias, obsessões, conversões e certas inibições (a impotência sexual,p.ex.). A angústia ou ansiedade é a tensa, desagradável e absorvente expectativa fisiopsíquica de um perigo iminente, cuja fonte é imaginária, desconhecida ou exageradamente avaliada. É o medo vago, sem causa, indefinível, que parece vir “de dentro da alma”.Há gradações, da simples intranquilidade até a angústia terrível e catastrófica. A angústia é, de fato, o fenômeno básico da neurose.

Os sintomas específicos e os acessórios se mesclam, em cada caso, sob proporções variáveis, bastante individualizadas. Muitas vezes, porém certos sintomas dominam o quadro clínico de tal modo que se pode falar em formas especiais de neuroses. Já foram referidas as organoneuroses. Quando o quadro clínico é dominado por sintomas específicos, tem-se as psiconeuroses: neurose de angústia, neuroses fóbicas, neurose obsessiva, histeria. A neurastenia se caracteriza, entre outras manifestações, por dor de cabeça, tonteiras, insônia, irritabilidade, hipocondria, astenia ou cansaço fácil, intolerância aos ruídos, impot6encia.

O tratamento de neuroses pode ser caráter somático (pelo uso de sedativos, tranquilizantes, fisioterapias e, sobretudo, a sonoterapia) e psicoterápicos (sugestão, persuação, hipnose e, principalmente, a psicanálise e métodos dela derivados). As psicoterapias de grupo constituem processos já efetivos e com maiores perspectivas futuras.

2.6 – PARALISIA

Perda temporal ou permanente da função, sensação ou movimento voluntário dos músculos, originada geralmente por lesão dos nervos ou destruição das células nervosas que regulam a função dos músculos ou tecido muscular atingido. Um exemplo de paralisia constitui a secção de um nervo motor, como pode ocorrer no caso de lesão no pulso ou antebraço. Os músculos estimulados por aquele nervo deixam de funcionar e começam a degenerar. A menos que a cirurgia seja capaz de propiciar a união das extremidades seccionadas e que as fibras nervosas voltem a se desenvolver na antiga raiz, tais músculos permanecerão inativos para sempre.

A lesão das células ou fibras nervosas pode originar-se por doenças, pressão ou lesão destrutiva do cérebro ou medula espinhal, qualquer uma das quais pode ocasionar uma paralisia parcial ou total de vários músculos.

2.7 – ESCLEROSE MÚLTIPLA

Um dos distúrbios mais comuns do sistema nervoso. Caracteriza-se pela dificuldade de movimentos musculares, os quais, ao cabo de algum tempo, são totalmente perdidos. A degeneração e endurecimento do tecido nervoso se produz muito lentamente e só gradualmente, ao fim de alguns anos, manifestam-se os sintomas exteriores da esclerose múltipla. Os sintomas dependem de como e onde foi lesado o sistema nervoso.

Os sisntomas consistem, frequentemente, em uma falha gradual no controle dos músculos das pernas. Os movimentos destas se tornam espasmódicos e com tempo chega-se à paralisia. Outro sistema comum é a lentidão no falar. A pessoa atingida fala com monotonia e emite cada sílaba com dificuldade e esforço. As mãos tremem, especialmente quando se tenta um determinado movimento. Algumas vezes, a cabeça também torna-se trêmula. Os doentes de esclerose múltipla geralmente conservam a lucidez mental, mesmo quando a doença está em estao avançado. Às vezes, sofrem depressões e distúrbios mentais e emocionais, mas não é fato comum.

A velocidade com que se desenvolve o processo varia de caso para caso. Contudo, à medida que progride, afeta as funções fundamentais como a vista, a audição e a digestão, fazendo-se necessária a atenção constante ao doente. Às vezes, demora anos até atingir esse ponto.

Até hoje não se conhece nada que possa deter o processo.

Não obstante, a atenção adequada pode influir consideravelmente no estado do doente. Para assegurar-lhe algum alívio, deve-se protegê-lo contra as circustâncias que prejudiquem especialmente seu estado. Até o momento é apenas com isto que pode contar para reduzir os distúrbios básicos.

Continuam as investigações no sentido de se determinar a causa da esclerose múltipla. Não se encontrou ainda nenhum organismo ao qual se possa atribuir o estabelecimento da doença. Há casos em que ela aparece depois do parto ou de uma intervenção cirúrgica de certa gravidade, mas aparentemente, trata-se apenas de coincidência. Parece que intervêm na esclerose fatores hereditários especiais. Geralmente aparece antes dos quarenta anos.

2.8 – ATAXIA

Perturbação da coordenação muscular, na qual o movimento é controlado apenas parcialmente. É mais um sintoma, do que uma doença.

Uma das ataxias mais conhecidas é a “doença de São Vito (Coréia), na qual a normalidade do sistema nervoso, motivada talvez por infecção estreptocócica, produz constantes espasmos ou sacudidas em várias partes do corpo. Em outra ataxia, a esclerose múltipla, há degenerescência de partes do sitema nervoso, formando-se tecidos cicatriciais que, entre outros sintomas causam paralisia parcial.

A doença de Parkinson, também denominada paralisia agitante, manifesta-se por tremor e perda de força dos músculos. A ataxia locomotora, caracterizada especialmente por desorganização muscular e sensação desornenada, provém de infecção da medula ou de sífilis. Existem várias outras ataxias especiais, entre elas a que afeta as crianças que padecem de paralisia cerebral.

Qualquer sintoma, como perda do controle de certos movimentos musculares e aparição de espasmos não costumeiros e involuntários, deve receber imediata atenção médica, se possível de neurologista. Ainda que temporária, qualquer perturbação importante do sistema nervoso deve ser considerada seriamente. O médico verifica o tipo da ataxia e, no caso de ser degenerativa, adota as medidas necessárias para retardar ou mesmo deter o avanço da perturbação.

Algumas ataxias são hereditárias e aparecem repetidamente na mesma família. Estas ataxias resultam de desenvolvimento defeituoso de alguma parte do sistema nervoso e podem afetar não apenas o movimento muscular, mas também os sentidos do tato, gosto, olfato, visão e audição.

Na paralisia cerebral, é notável a falta de coordenação,quase sempre unida à fraqueza muscular geral. O Tratamento consiste em exercícios de fortalecimento e coordenação muscular.

2.9 – LEUCEMIA

Doença de causa desconhecida e curso fatal, caracterizada pela multiplicação exagerada e disseminação de glóbulos brancos do sangue e seus precursores nos tecidos do corpo. É considerada como alteração neoplásica dos órgãos formadores de sangue. De acordo com o tipo de glóbulo branco acometido, as leucemias podem ser agrupadas em : mielóide, linfática e monocítica. A leucemia mielóide é, primariamente, uma doença da medula óssea; nesta, a infiltração dos gânglios por células mielóides representa fenômeno secundário. A leucemia monocítica tende a evoluir de maneira aguda, produzindo frequentemente intumescimento e hemorragia da mucosa da boca. As lesões da pele são também mais comuns do que nos outros tipos de leucemia. No tratamento das leucemias, tem-se lançado mão, com resultados variados, de medicamentos como myleran, uretana, antagonista do ácido fólico, ACTH, corticosteróides, mostarda nitrogenada, TEM, 6-mercaptopurina, P32 e de radioterapia.

2.10

– SÍNDROME PARKINSONIANA

O chamado mal de Parkinson caracteriza-se principalmente pela oligocinesia, ou diminuição da atividade motora espontânea, resultando em lentidão de movimentos; pela rigidez muscular, tipo especial de hipertonia; denominada plástica, na qual os membros mantêm passivamente as posições em que são colocados; e pelo tremor, que surge ou se intensifica quando o paciente assume postura estática.

2.11 – SÍNDROME CORÉICA

Suas manifestações clínicas mais importantes são hipercinesia e tremor. O movimento coréico, de início brusco e arrítmico, desaparece durante o sono; predomina na face, pescoço e membros superiores. Observam-se dois tipos de coréia: a aguda, compreendendo a coréia de Sydenhan (dança-de-são-vito ou de dança-de-são-guido) e a gravídica; e a crônica, compreendendo uma forma vascular, senil e outra degenerativa (coréia de Huntigton).

2.12 – NEUROTUBERCULOSE

Resulta do comprometimento do sistema nervoso central e seus envoltórios pelo bacilo de Koch. Manifesta-se sobretudo nas crianças, entre três meses e três anos. Há as formas meningítica, encefálica e tumoral, sendo a primeira a mais frequente.

2.13 – DERRAME

Dano causado ao cérebro pela interrupção de fornecimento de sangue, que por sua vez pode ser causada por um coágulo sanguíneo ( trombose) ou hemorragia cerebral. Os fatores que precipitam o derrame incluem a arteriosclerose, alta pressão sanguínea, aneurisma cerebral e consumo excessivo de álcool. Os sintomas do derrame dependem da área e da extensão do dano; o ataque costuma ser repentino. Os sintomas do derrame são geralmente limitados ao lado oposto do corpo onde ele ocorre; portanto, o lado esquerdo do corpo será afetado pelo derrame que ocorre no lado direito do cérebro. A paralisia é um sintoma comum; paralisia parcial, hemiplegia, perda sensorial e dano visual podem acontecer, como também a perda abrupta da consciência, que pode levar ao coma e à morte.

Anormalidades residuais são comuns após a recuperação inicial e nelas estão incluídas a paralisia, a incontinência e dificuldades de fala. O tratamento é direcionado no sentido de reaver algumas das funções perdidas.

2.14 – ANEURISMA

Dilatação localizada de uma artéria seguida do enfraquecimento de sua parede. Os aneurismas são instáveis e tendem a crescer até a sua ruptura. Podem ocorrer na aorta, a principal artéria do corpo, e são consequência de arteriosclerose e pressão alta; mais raramente, podem ser causados por sífilis ou por ferimento. O aneurisma cerebral ocorre nas artérias que circulam no cérebro; costuma ser múltiplo, e a consequência da ruptura é um derrame. A fraqueza das artérias cerebrais em geral é congênita.

2.15- EPÍFISE

Glândula pineal, pequeno núcleo esférico de tecido ligado ao cérebro dos vertebrados. Em alguns deles, como rãs e tubarões, esse órgão contém células sensoriais que respondem à luz e agem como um terceiro olho sob a superfície da pele. Nos mamíferos, é aparentemente destituída de células nervosas e consiste em células secretoras que são ativadas por fibras do sistema nervoso autônomo. As células contém serotonina, que é convertida nun hormônio, a melatonina. As quantidades de melatonina na glândula, nos fluidos do cérebro e no plasma flutuam num ritmo de 24 horas, chegando ao máximo durante a noite. Em alguns animais, a melatonina impede o crescimento e a atividade das gônadas (testículo, ovário), agindo sobre o hipotálamo ou a pituitária. Sua função no homem tem sido objeto de recentes discussões.

2.16 – ANESTESIA

Perda parcial ou completa de sensação, incluindo a dor, o que pode ser causado por uma doença do sistema nervoso ou induzido por drogas anéstesicas ou outros métodos tais como a cupuntura ou a hipnose, quando procedimentos dolorosos têm de ser feitos. Executa o bloqueio dos nervos que conduzem os impulsos da sensação ao cérebro.

Anestesia local é a perda de sensação em uma parte específica do corpo, provocada pelo uso de anestésico local em procedimentos cirúrgicos menores, do tipo dentário, por exemplo.

Anestesia geral é a perda de sensação e consciência provocada pela aplicação de um anestésico geral que atua sobre o cérebro.

2.17 – INSÔNIA

A insônia é a redução do tempo total do sono, seja por dificuldade para iniciá-lo ou para mantê-lo (frequência no despertar noturno), seja na forma de um despertar precoce.

As insônias ocorrem de forma variada e podem ser classificadas, de acordo com a duração, em transitória, crônica e intermitente. De acordo com a origem, em psicológica, fisiológica e ambiental.

Podem ocorrer associadas a outros distúrbios e ser ainda classificadas de acordo com o momento da noite em que ocorrem (início, fase de manutenção ou despertar precoce).

Na avaliação diagnóstica da insônia é importante observar os componentes que podem desencadeá-la ou estar interferindo, como causa. Os mais frequentes são os fatores ambientais, fisiológicos e emocionais.

A avaliação clínica inclui:

– A avaliação ambiental, que aborda questões como temperatura, tipo de dormitório, presença ou ausência de barulho.

– A avaliação corpontamental, que se completa através de vários instrumentos ou abordagens como entrevista com o paciente, averiguando a forma de instalação, estilo de vida, as características do humor, drogas consumidas e entrevista com o companheiro.

– Diário do sono.

– Questionário.

– Avaliação psicológica (tipo de personalidade, grau de tensão e problemas emocionais graves e recentes).

– Avaliação clínica, pelo exame clínico completo para afatar problemas orgânicos (neurológicos, endócrinos, respiratórios e outros).

2.18 – Apnéia do Sono

O sono tem influência em todos os processos fisiológicos e, de forma particular, no controle da respiração. A síndrome da apnéia do sono é frequente e ocorre por distúrbio no controle respiratório durante o sono.

Pode ser do tipo obstrutivo, apnéia central ou apnéia mista. No tipo central, o fluxo aéreo na boca e narinas cessa por ausência dos movimentos torácicos e abdominais. Na apnéia do tipo obstrutivo, o fluxo aéreo na boca e narinas cessas cessa por obstrução das vias aéreas, principalmente ao nível da faringe persistindo os movimentos toracoabdominais. A apnéia mista se origina de uma apnéia central, tornando-se de uma apnéia central, tornando-se obstrutiva quando o indivíduo tenta retomar a ventilação.

O diagnóstico clínico é feito pela história clínica, geralmente baseada na descição do companheiro de quarto, que na maioria das vezes relata episódios de roncos, que sugerem obstrução das vias aéreas. Geralmente está associada à redução da saturação de O2. Os epsódios de obstrução aérea chamam a atenção do companheiro de quarto por se manifestarem com parada respiratória e roncos de intensidade sonora elevada, alternados com períodos de silêncio. A frequência e a duração dos períodos de apnéia e a intensidade dos roncos podem ser exarcebadas principalmente pela ingestão de álcool e aumento do peso.

Pacientes com apnéia grave podem ter epsódios prolongados acompanhados de cianose e, muitas vezes, roncos estridentes e vocalizações, que consistem em murmúrios e sons desconexos. Raramente ocorre morte súbita. Outros pacientes, principalmente idosos, despertam durante apnéia e passam a apresentar queixas de insônia e cansaço. Com a evolução da doença, os pacientes podem queixar-se de cefaléia, tonturas, distúrbios de coordenação e das funções cognitivas ou sonolência excessiva irresistível no decorrer do dia.

A apnéia ocorre em qualquer idade, desde a infância até a velhice, sendo mais frequente em homens entre 40 e 60 anos.

A tendência familiar é descrita, mas na maiora dos pacientes não se reconhecem fatores hereditários predisponentes. As causas mais encontradas são aumento de peso, hipertrofia tonsilar e anormalidades crânio-faciais.

O diagnóstico é comprovado pela realização da poligrafia. Períodos de apnéia superiores a 10 segundos de duração são considerados significativos. Os mais típicos duram entre 20 e 40 segundos. Em alguns pacientes chegam a durar minutos. Ocorrem mais frequentemente durante os estágios 1 e 2, são mais raros durante os estágios 3 e 4 de sono NREM, mas podem ocorrer somente durante período REM. Vários epsódios apnéicos podem ter um componente central inicial seguido por um componente obstrutivo, caracterizando-se como apnéia mista.

2.19 – TERROR DO SONO

O terror noturno tem como sinônimos pavor noturno, descargas autonômicas severas e terror do sono. É caracterizado por epsódios nos quais o paciente adormecido torna-se subitamente agitado, senta-se na cama, gritando ou chorando, com os olhos arregalados e com expressão de terror. Desconhece as pessoas a sua volta, mostra-se desorientado e raramente desperta. Durante o epsódio, há atividade autonômica intensa com taquicardia, midríase, aumento do tônus muscular, sudorese profusa, taquipnéia e piloereção. Dura em média 10 a 20 segundos. Em seguida, o paciente relaxa e volta a dormir calmamente. Pode estar associado a outras parassonias, principalmente com sonambulismo. Na maioria das vezes há amnésia destes epsódios, embora, em raros casos, o paciente se recorde de fragmentos ou de curtos períodos de sonhos. Raramente se acompanham de micção e vocalização. É observado em crianças de 4 a 12 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade.

O terror noturno sugere nos estágios 3 e 4 do sono NREM, sendo mais frequente no primeiro terço da noite. Quando se realiza a poligrafia do sono, observa-se que tais episódios são precedidos de surtos de atividade delta.

Os distúrbios desaparecem espontaneamente próximo da adolescência, estes distúrbios não constituem anormalidade orgânica ou mental.

2.20 – BRUXISMO

O bruxismo é um distúrbio do sono caracterizado por ranger dos dentes, produzido por contrações rítmicas dos masseteres e outros músculos. Pode durar segundos ou ser mais longo e repetir-se várias vezes durante a noite, provocando um som desagradável, que frequentemente desperta o companheiro de quarto.

Há estreita relação com estresse e tensão emocional, mas pode ocorrer sem nenhuma correlação com estes fatores. Alguns estudos sugerem que elementos anatômicos podem predispor ao seu aparecimento, tais como má-oclusão, deformidade da mordedura e da articulação têmporo-mandibular.

Estudos mostram que 50% da população apresentam bruxismo pelo menos uma vez durante a vida, caracterizando-se como problema clínico em apenas 5% dos casos, mais frequentes em crianças e adultos do que em idosos.

Experiência clínica sugere relação familiar para o bruxismo, mas não há estudos comprovando fator genético.

O bruxismo pode ocorrer em qualquer estágio do sono, sendo mais frequente no estágio 2. O diagnóstico é feito pelo relato do companheiro de quarto, ou por um exame odontológico que evidencia anormal desgaste das cúspides dentais.

2.21 – ESTADO DE COMA

Coma é um estado de inconsciência, habitualmente prolongado (com duração de horas, semans ou meses), do qual o paciente pode ou não emergir. Esse estado de incosciência não pode ser revertido pelos estímulos externos comuns, critério que permite distinguir o coma do estado de inconsciência do sono fisiológico.

O coma é a expressão sindrômica de uma falência das funções encefálicas, podendo ser deteminado por lesões estruturais do parênquima encefálico, por disfunções metabólicas e por intoxicações exógenas com repercussão no sistema nervoso central.

A atividade funcional e a integridade anatômica do encéfalo dependem basicamente de seu metabolismo energético. Por sua vez, a produção de energia no encéfalo depende da disponibilidade do substrato (glicose), oferta de oxigênio e integridade da cadeia respiratória (sistemas enzimáticos celulares). Qualquer fator que interfira com este tipo de metabolismo – estrutural, metabólico ou tóxico – pode determinar sofrimento encefálico e coma.

Considerando-se a vulnerabilidade dos centros nervosos a múltiplos agentes nocivos, compreende-se que o coma seja uma síndrome relativamente frequente nos serviços de emergência.

2.22 – ENXAQUECA

A enxaqueca é uma doença comum na qual a cefaléia é um dos principais sintomas. Apenas excepcionalmente pode se iniciar após os 30 anos, acometendo principalmente o sexo feminino. Em cerca de dois terços dos casos a dor é unilateral, mas alternante. Cefaléias unilaterais que ocorrem sempre do mesmo lado não devem ser enxaqueca. A enxaqueca é paroxística, com ataques durado de 4 a 72 horas, intercalados por períodos assintomáticos. Cefaléias diárias e contínuas têm poucas chances de ser puramente enxaqueca. A dor é pulsátil, de intensidade moderada a severa, piorando com exercícios físicos leves. Há também foto e fonofobia, náuseas e eventualmente vômitos. Assim, durante os ataques de enxaqueca, os pacientes procuram repouso em local tranquilo e pouco iluminado. A história familiar é frequentemente reveladora de outros casos, sobretudo em mulheres.

As enxaquecas descritas acima, as mais frequentes,

são chamadas enxaquecas sem aura (antiga enxaqueca comum). Caso as crises sejam de alguma forma associadas a distúrbios neurológicos focais, a possibilidade de enxaqueca com aura (antigamente denominada enxaqueca clássica, oftalmoplégica, hemiplégica, afásica, complicada) deve ser considerada. A aura da enxaqueca se caracteriza por sintomas neurológicos focais indicativos de alterações no córtex ou tronco cerebral, que se desenvolvem durante 5 a 20 minutos e duram menos de 60 minutos.

A cefaléia, geralmente de duração mais curta que na enxaqueca sem aura e acompanhada de fono/fotofobia, náuseas e vômitos, usualmente surge até 1 hora após a aura. Pode ser que a aura surja durante ou depois da dor, ou ainda isoladamente, sem que haja cefaléia. Ataques de enxaqueca sem aura e com aura em um mesmo paciente são frequentes. Na enxaqueca com aura prolongada (antiga enxaqueca complicada), as alterações neurológicas focais duram mais de 60 minutos e menos de 1 semana. Exames complementares de neuroimagem são obrigatórios no sentido de se fazer o diagnóstico diferencial com outras afecções intracranianas.

Crises de enxaqueca podem ser desencadeadas em alguns pacientes por determinados alimentos, como queijos, chocolate, frutas cítricas e vinho. Em alguns casos as crises podem acompanhar os ciclos mestruais.

2.23 – NEURALGIA DO TRIGÊMEO

Afecção unilateral da face, a neuralgia do trigêmeo caracteriza-se por ataques breves do tipo choque elétrico na distribuição de um ou mais ramos deste nervo. As dores são intensas e intercaladas por períodos assintomáticos. As mulheres são mais acometidas que os homens, sendo mais comum em idosos.

A dor pode ser desencadeada por estímulos superficiais em área sensíveis, tais como ao pentear-se, barbear-se, escovar os dentes ou mastigar, ou pelo simples toque. Ataques espontâneos podem ocorrer. Os ramos inferiores são mais acometidos que o primeiro ramo, sendo que a dor, estereotipada em cada paciente, permanece sempre ao mesmo lado. Caso há onde a sintomatologia é provocada por compressões do nervo trigêmeo por estruturas vasculares ou por lesões centrais, tais como na esclerose múltipla ou no infarto do tronco cerebral. Este diagnóstico sempre deve ser lembrado em pacientes que sofram de dores faciais de curta duração com as características descritas acima, posto que muitos são submetidos a tratamentos inadequados pela falta do diagnóstico desta condição que é de fácil reconhecimento.

2.24 – NEUROPATIA DIFTÉRICA

A neuropatia diftérica constitui uma das complicações da infecção pelo Corynebacterium diphteriae. É consequente aos efeitos diretos da ação da exotoxina liberada pelo bacilo no sistema nervoso periférico.

Cerca de 4 a 4,5% dos pacientes afetados pela doença morrem em consequência da neuropatia periférica. Cerca de 8% são acometidos por neuropatia grave, outros 8% apresentam acometimento moderado ou discreto do SNP.

Dois aspectos fundamentais chamam a atenção nos estudos necroscópicos e em animais experimentais com relação a patologia da neuropatia diftérica : a topografia das lesões e o caráter desmielinizante das mesmas.

As lesões se concentram nos gânglios do sistema nervoso periférico e em suas proximidades. Em relação aos nervos somáticos, a desmielinização situa-se nas raízes dorsais, nas regiões adjacentes a seus gânglios, nas raízes ventrais e nas raizes espinhais mistas. Essas lesões ocorrem inicialmente. Mais tarde, podem ser encontradas lesões desmielinizantes de localização mais distal ao longo dos nervos periféricos. O gânglio nodoso do nervo vago é intensamente afetado. O sistema simpático é relativamente poupado quando comparado ao parassinpático.

O período de incubação da difteria varia de 1 a 7 dias, mas em geral situa-se entre 2 e 4 dias.

A difteria faucial é a forma clínica mais comum. Está associado a grande toxicidade. A elevação da temperatura corporal, em geral, não é intensa e não ultrapassa

38o C. Há taquicardia intensa e queda da pressão arterial. Entre 2 e 6 semanas, mais frequentemente na terceira ou quarta, pode haver paralisia e hipoestesia do palato ou faringe. Em consequência dessas alterações, ocorre voz anasalada e regurgitação de líquidos pelas narinas.

Quando o acometimento é extenso, entre quinta e sétima semanas, pode associar-se paralisia da faringe, laringe e diafragma. As consequências se fazem notar, além da dificuldade de engolir, rouquidão ou afonia.

2.25

– POLINEUROPATIA URÊMICA

A polineuropatia urêmica está associada à presença de insufiência renal crônica. Trata-se de polineuropatia com manifestações iniciais de caráter sensitivo: sensações de picadas e de queimação, de predomínio nos pés. O componente motor é de predomínio distal, podendo observar-se a síndrome das pernas inquietas. Cãibras são referidas.

Trata-se de polineuropatia de caráter axonal e presume-se que alguma substância tóxica não filtrada pelos rins seja a responsável pela neuropatia. O peso molecular é, provavelmente maior do que o da uréia e do creatinina, e a terapêutica considerada capaz de reverter a neuropatia é o transplante renal. Esta reversão pode ser incompleta, de acordo com a extensão do dano axonal e a perda de corpos celulares ocorrida ao nível dos gânglios das raízes posteriores ou da coluna cinzenta ventral. Diálise peritonial ou hemodiálise não são consideradas eficazes para a reversão da polineuropatia.

2.26 – NEUROPATIA ALCÓOLICA

A polineuropatia alcóolica é encontrada com grande frequência e, em geral, a sintomatologia inicial corresponde a hiperestesias e disestesias nos membros inferiores, com predomínio na planta dos pés. Além das sensações anormais encontra-se, ao exame da sensibilidade, hipoestesia termoalgésica de predomínio distal. As sensibilidades discriminadas são afetadas menos intensamente.

O comprometimento do nervo vago e do sistema simpático é evidenciado por rouquidão, paralisia de cordas vocais, disfagia e hipotensão arterial.

Quando há alterações das sensibilidades vibratória, de posição segmentar e tátil discriminativa, deve ser considerado, como alternativa o diagnóstico de síndrome cordonal posterior. O comprometimento motor conduz à paresia ou plegia de predomínio distal, com hipotonia e ausência ou redução da intensidade da resposta dos reflexos de estiramento. O padrão centrípeto, que pode levar a uma tetraparesia, o predomínio de lesão de fibras finas, presumível pelo quadro clínico, a ausência de redução da velocidade de condução nervosa e evidência anatômica de que há maior redução axonal distalmente no mesmo nervo são sugestivos de que a polineuropatia alcóolica seja secundária à degeneração axonal.

A sobreposição de desmielinização segmentar ocorreria quando há associação de deficiências vitamínicas à polineuropatia alcóolica.

2.27 – ESTRESSE

Estresse é um termo retirado da física, e significa qualquer força que aplicada sobre um sistema, leva à sua deformação ou destruição. Aplicando-se o termo ao homem vê-se que estresse é qualquer estímulo que afeta negativamente a pessoa humana. Aí surge a pergunta: o que é afetar negativamente o homem? Na verdade, existem vários tipos de estímulos.Para nossos objetivos, dividimos os estímulos em absolutos e realtivos:

– Absolutos – como ruído , falta de oxigênio, pressão física.

– Relativos – como todas as nossas dificuldades

no dia a dia. São relativos porque não dependem tanto de “quanto”ou mesmo da “natureza”do problema, mas sim da ,maneira como são interpretados.

Em geral o estresse se manifesta de tres formas distintas :

– a primeira, a chamada Reação Aguda ao Estresse, é desencadeada sempre que nosso cérebro, independentemente de nossa vontade, interpreta alguma situação como ameaçadora.

– a segunda, chamada de Fase de Resistência, acontece quando a tensão se acumula, e sua principal característica são flutuações no nosso modo habitual de ser e maior facilidade para termos novas reações agudas.

– a terceira, chamada Fase de Exaustão, há uma queda acentuada de nossos mecanismos de defesa.

Todas as vezes que enfrentamos desafios, que nosso cérebro independentemente de nossa vontade encara a situação como potencialmente perigosa, nosso organismo se prepara para lutar ou fugir da situação. Essa era a estratégia que nossos ancestrais do período pleistoceno (a idade da pedra) usavam para escapar dos perigos efetivos que tinham que enfrentar no seu dia a dia. Nosso mundo mudou, mas ainda possuímos estruturas cerebrais que respondem como nossos ancestrais.

Há dois grupos de sintomas : os musculares e os vegetativos. Os sintomas musculares incluem tensão muscular que mantém os dentes cerrados ou rangendo, dores nas costas (especialmente nos ombros e nuca), dores de cabeça (em geral como um capacete), sensação de peso nas pernas e braços.

Já os sintomas vegetativos incluem episódios de diarréia, suores frios, sensação de calor intercalada com frio, mãos geladas, transpiração abundante, aumento do número de batimentos cardíacos, respiração rápida e curta, má digestão.

2.28 – DEPRESSÃO

De acordo com os estudos mais recentes, a depressão é uma disfunção com causa biológica.

Fatores genéticos e sociais podem contribuir para o aparecimento da doença. A depressão está associada à redução do número de neurotransmissores no cérebro. Mais particulamente com a serotonina e norepinefrina.

Esses mensageiros químicos ajudam a regular várias funções, pensamentos e até o estado de humor. Os anti-depressivos bloqueiam a reabsorção de serotonina, normalizando o fornecimento de estímulos químicos para o cérebro.

O diagnóstico da depressão só deve ser estabelecido pelo profisional de saúde, e ainda assim por um especialista que conheça bem as chamadas doenças mentais.

Depressão é uma doença diferente de tristeza, depressão clínica é diferente de estado depressivo.

As principais características que fazem a tristeza ou estado depressivo passageiro se tornarem uma depressão são :

1-Persistência -Quando não há retrocesso nestes estados emocionais citados.

2-Incapacitação -Quando esses os estados emocionais referidos

incapacitão para as atividades normais.

3-Desproporção -Ou seja, um nível exarcebado do sentimento em relação a fatos que podem ser considerados comuns ou de pequena importância.

Os principais sintomas da depressão são:

– Tristeza persistente.

– Ansiedade ou sensação de vazio.

– Sentimentos de culpa, inutilidade e desamparo.

– Perda de interesse ou prazer.

– Insônia, despertar matinal precoce.

– Sonolência excessiva.

– Perda de apetite e pêso.

– Excesso de apetite e ganho de pêso.

– Diminuição da energia, fadiga.

– Idéias de morte ou suicídio.

– Inquietação, irritabilidade.

– Dificuldade para concentrar-se e decidir.

– Sintomas físicos persistentes sem diagnóstico.

3. BIBLIOGRAFIA

– Exame Psiquiátrico –

Páginas : 1175,1177,1178,1184,1186,1254 e 1277.

Autores : Marco Antônio Alves Brasil

Heloíza Helena Alves Brasil

– Enciclopédia Ilustrada Para o Ensino Fundamental

Página : 122

– Enciclopédia Mirador –

Volume 19 – Páginas : 10479 á 10487

– Enciclopédia Barsa –

Volume 11 – Páginas : 303 á 304

Volume 14 – Páginas : 305 á 315

– Guia Prático do Estudante –

Como o Corpo Humano Funciona

Páginas : 06 á 25

– Almanaque Abril/97 – CD-ROM

– O Corpo Humano – CD-ROM

– Enciclopédia da Ciência – CD-ROM

– Internet : (não garantimos a atualização desta lista de sites. Esses serviços podem ter mudado de endereço ou ter sido interrompido)

www.achei.com.br

www.ced.ufsc.com.br

www.softar.com/mistoquente/pe

DROGAS QUE ATUAM NO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO

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Autor: Nóris Cristina

O Sistema Nervoso Autônomo controla a musculatura lisa (visceral e vascular); as secreções exócrinas (e algumas endócrinas); a freqüência e força cardíaca; determinados processos metabólicos (por exemplo, utilização da glicose).

Os sistemas Simpáticos e Parassimpáticos exercem ações opostas em algumas situações (por exemplo: controle da freqüência cardíaca, músculo liso gastrintestinal), mas não em outras (por exemplo: glândulas salivares, músculo ciliar).

A atividade simpática aumenta no estresse (resposta de luta-ou-fuga), enquanto a atividade parassimpática predomina durante a saciedade e o repouso. Ambos os sistemas exercem um controle fisiológico contínuo de órgãos específicos em condições normais, quando não está em nenhum dos extremos.

Transmissores do Sistema Nervoso Autônomo.

Os dois principais neurotransmissores que operam no sistema autônomo são a acetilcolina e a noradrenalina.
Todas as fibras nervosas motoras que deixam o sistema nervoso central liberam acetilcolina, que atua sobre os receptores nicotínicos.
As fibras parassimpáticas pré-ganglionares liberam acetilcolina, que atua sobre os receptores muscarínicos.
Todas as fibras simpáticas pós-ganglionares liberam noradrenalina, que pode atuar sobre os receptores alfa ou beta adrenérgicos.
A acetilcolina e a noradrenalina são os mais importantes entre os transmissores autônomos, sendo fundamentais para a compreensão da farmacologia autônoma.

DROGAS COLINÉRGICAS

As drogas colinérgicas são divididas em:

AÇÃO DIRETA:

    • ACETILCOLINA
    • BETANECOL
    • CARBACOL
    PILOCARPINA

AÇÃO INDIRETA:

    • EDROFÔNIO
    • NEOSTIGMINA
    • FIROSTIGMINA
    PIRIDOSTIGMINA

PRINCIPAIS EFEITOS DOS AGENTES COLINÉRGICOS

EFEITOS CARDIOVASCULARES

    • Redução da freqüência cardíaca;
    • Diminuição do débito cardíaco (redução da força de contração do átrio);
    • Vasodilatação generalizada (mediada pelo NO);
    Queda da Pressão Arterial.

EFEITOS SOBRE A MUSCULATURA LISA

    • Aumento da contração da musculatura lisa do trato gastrintestinal;
    Contração de bexiga e dos brônquios

EFEITOS OCULARES

    • Músculo ciliar: ajusta a curvatura do cristalino
    Constritor da pupila: ajusta a pupila em resposta às alterações de luminosidade.

USOS CLÍNICOS DOS AGENTES COLINÉRGICOS

    • Tratamento do glaucoma (pilocarpina);
    Esvaziamento da bexiga pós-operatório e estimulador da motilidade gastrintestinal (betanecol).

DROGAS ANTI-COLINÉRGICAS

Parassimpatolíticos:

    • Atropina (Atropa belladonna)
    • Hioscina (Datura stramonium)
    • Ipratrópio
    Pirenzepina

PRINCIPAIS EFEITOS DA ATROPINA

SECREÇÕES

Inibição das secreções (lacrimais, salivares, brônquicas e sudoríparas), com aumento da temperatura corpórea;

EFEITOS CARDIOVASCULARES

    • Taquicardia (bloqueio dos receptores do músculo cardíaco);
    • Doses baixas: bradicardia paradoxal (efeito central);
    Não há alteração na Pressão Arterial.

EFEITOS OCULARES

    • Midríase;
    • Paralisia da acomodação do olho (ciclopegia);
    Pode ocorrer aumento da pressão Intra-ocular.

EFEITOS SOBRE O TRATO GASTRINTESTINAL

    • Inibição da motilidade;
    Pirenzepina: inibe a secreção de ácido gástrico.

EFEITOS SOBRE A MUSCULATURA LISA

Relaxamento da musculatura lisa das vias brônquicas, urinárias e biliares.

EFEITOS SOBRE O SNC

    • Efeitos excitatórios;
    • Baixas doses causam inquietação;
    Altas doses causam agitação e desorientação.

USOS CLÍNICOS DOS ANTAGONISTAS COLINÉRGICOS

RESPIRATÓRIO

    • Asma: ipratrópio por inalação;
    Pré-anestésico: recuar secreções – atropina e hioscina injetáveis.

GASTRINTESTINAS

    • Antiespasmódico;
    • Suprimir a secreção de ácido gástrico;
    Úlcera péptica – pirenzepina

DROGAS ADRENÉRGICAS

As drogas adrenérgicas afetam receptores estimulados pela norepinefrina ou epinefrina.

Tipos de drogas:

    • AGONISTAS: Ativam os receptores adrenérgicos (diretamente ou indiretamente).
    • ANTAGONISTAS: Bloqueiam a liberação dos neurotransmissores para os receptores adrenérgicos.
    • ADRENALINA
    • NORADRENALINA
    • ISOPROTERENOL
    • DOMPAMINA
    DOBUTAMINA

Essas drogas têm como características:

    • Rápido início de ação;
    • Breve duração de ação;
    • Não são administradas por via oral;
    Não ultrapassam a barreira hematoencefálica.

PRINCIPAIS EFEITOS DOS AGENTES ADRENÉRGICOS

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Fibrilação e Desfibrilação

EFEITOS CARDIOVASCULARES

    • Estimulante da freqüência cardíaca;
    • Elevação do débito cardíaco;
    • Elevação do consumo de Oxigênio;
    • Podem causar distúrbios do ritmo cardíaco, culminando em fibrilação ventricular;
    Elevação da Pressão Arterial.

EFEITOS SOBRE A MUSCULATURA LISA

    • Todos os tipos de músculo liso, à exceção do músculo liso do trato gastrintestinal, sofrem contração em resposta à estimulação dos receptores alfa 1 adrenérgicos;
    Dilatação da musculatura lisa brônquica.

EFEITOS OCULARES

Dilatador da pupila.

USOS CLÍNICOS DOS AGENTES ADRENÉRGICOS

    • Tratamento do broncoespasmo – Adrenalina;
    • Reações anafiláticas – Adrenalina;
    • Choque cardiogênico – Noradrenalina;
    • Parada Cardíaca – Isoproterenol;
    Glaucoma – Adrenalina.

AGENTES ANTI-ADRENÉRGICOS OU SIMPATOLÍTICOS

Os Antagonistas são, em sua maioria, seletivos para os receptores alfa ou beta adrenérgicos.

As drogas que bloqueiam os receptores alfa 1, e alfa 2- adrenérgicos (por exemplo: fenosubenzamina, fentolamina) eram antigamente utilizadas para produzir vasodilatação no tratamento da doença vascular periférica; atualmente, são em grande parte obsoletas.

Os antagonistas alfa-1 seletivos (por exemplo: prazosina, doxazosina, terazosina) são utilizadas no tratamento da hipertensão. A hipotensão postural e a impotência constituem efeitos indesejáveis.

A Ioimbina é um antagonista alfa-2 seletivo. Não é utilizada clinicamente.

Os antagonistas dos receptores beta-adrenérgicos incluem o propranolol, o alpenolol, o oxprenolol (não seletivo entre beta-1 e beta-2) e o atenolol (beta-1 seletivo). Alguns (alprenolol, oxprenolol) possuem atividade agonista parcial. São utilizados principalmente no tratamento da ansiedade. Os riscos importantes incluem broncoconstrição, bradicardia e insuficiência cardíaca. Os efeitos colaterais constituem em extremidades frias, insônia e depressão. Alguns exibem rápido metabolismo de primeira passagem, e, portanto, biodisponibilidade precária.

USOS CLÍNICOS DOS ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES ALFA-ADRENÉRGICOS

    • Hipertensão – Prazosina – de ação curta;
    • Hipertensão – Terazisina – de ação prolongada;
    Hipertrofia prostática benigna – Tansolusina.

USOS CLÍNICOS DOS ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES BETA- ADRENÉRGICOS

Sistema Cardiovascular

    • Hipertensão
    • Angina de peito
    • Após infarto do miocárdio
    Disritmias Cardíacas

Outros Usos

    • Glaucoma
    • Ansiedade
    • Profilaxia da Exaqueca
    Tremor benigno

AÇOES FARMACOLÓGICAS DOS ANTAGONISTAS.

No indivíduo em repouso, o propranolol provoca pouca alteração na freqüência cardíaca, no débito cardíaco ou na pressão arterial, porém reduz o efeito do exercício ou da excitação sobre essas variáveis. As drogas com atividades agonista parcial, aumentam a freqüência cardíaca em repouso, porém a reduzem durante o exercício.

PRINCPAIS RISCOS E EFEITOS INDESEJÁVEIS INCLUEM:

    • Broncoconstrição – grave risco em pacientes asmáticos;
    • Bradicardia (bloqueio cardíaco)
    • Hipoglicemia
    • Extremidades frias
    Pesadelos.



DROGAS NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

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Autor: Carlos Augusto Côrtes

Introdução à Farmacologia das Drogas

As drogas que agem no sistema nervoso central (SNC) estavam entre as principais a serem descobertas pelos seres humanos primitivos representam ainda o grupo mais largamente utilizado de agentes farmacológicos. Além do seu uso na terapia, as drogas que agem no SNC são utilizadas sem prescrição médica para aumentar a sensação de bem estar de uma pessoa. A cafeína, o álcool e a nicotina são drogas socialmente aceitas em muitos países, e o seu consumo é praticado por todo o mundo. Como algumas das drogas deste grupo provocam o vício e causam graves distúrbios pessoais, sociais e econômicos, as sociedades descobriram que é necessário controlar o seu uso e a sua disponibilidade.

Nas últimas duas décadas, no entanto, avanços dramáticos tem sido feitos na metodologia da farmacologia do SNC. Agora é possível estudar a ação de uma droga nas células individuais e até dentro de canais iônicos isolados dentro das sinapses.

Primeiro, está claro que quase todas as drogas com efeitos sobre o SNC agem em receptores específicos que modulam a transmissão sináptica. Um número muito pequeno de agentes, tais como os anestésicos gerais e o álcool, podem apresentar ações não específicas sobre as membranas, mas até mesmo estas ações não mediadas por receptores provocam alterações demonstráveis na transmissão sináptica.

Segundo, as drogas estão entre as armas mais importantes para avaliação de todos os aspectos da fisiologia do SNC, a partir do mecanismo das convulções até a compreensão da memória a longo prazo. Os agonistas que mimetizam os transmissores e os antagonistas são, ambos, extremamente úteis em tais modos.

Terceiro, o estudo das ações das drogas com eficácia clínica conhecida levou a algumas das hipóteses mais frutíferas quanto aos mecanismos de doença

Por exemplo, a informação sobre a ação das drogas antipsicóticas nos receptores de dopamina forneceu a base para principais hipóteses sobre a fisiopatologia da esquizofrenia. As análises de efeitos de numerosos agonistas e antagonistas sobre os receptores do ácido B-aminobutírico (GABA) criaram novos conceitos relativos à fisiopatologia de numerosas doenças, inclusive a ansiedade e a milepsia.

Métodos para o estudo da farmacologia do SNC

Os estudos elétricos detalhados da ação de drogas sobre os canais, tanto os controlados pela voltagem como os controlados pelo transmissor, foram grandemente facilitados pela introdução de métodos que utilizam o clampeamento de voltagem. Os métodos histoquímicos, imunológicos e radioisotópicos foram largamente utilizados para mapear a distribuição de transmissores específicos, dos seus sistemas enzimáticos associados e dos seus receptores. A clonagem molecular está agora tendo um impacto importante sobre a nossa compreensão dos receptores do SNC. Estas técnicas tornam possível a determinação da estrutura molecular precisa dos receptores e dos seus canais associados.

Canais de íons

As membranas das células nervosas contém dois tipos de canais definidos com base nos mecanismos que controlam o seu portão ou comporta. O primeiro mecanismo é o da membrana com portão sensível à voltagem; o segundo mecanismo é o do portão quimicamente ativo. O canal de sódio sensível à voltagem para o coração é um exemplo do primeiro tipo e é muito importante no SNC. Nas células nervosas, estes canais estão responsáveis pelo potencial de ação rápido, que transmite o sinal do corpo celular para o terminal do nervo. Existem muitos canais sensíveis à voltagem no corpo celular, nos dendritos e no segmento inicial, que agem em escala de tempo muito mais lenta e que modulam a taxa na qual o neurônio descarrega.

Os canais quimicamente ativados, também chamados canais operadores por receptores, são abertos pela ação dos neurotransmissores e de outros agentes químicos.

Os receptores do neurotransmissor e os seus canais de íon estão concentrados nas membranas subsinápticas – por exemplo, o receptor neuromuscular nicotínico da placa terminal do músculo esquelético.

Evidências recentes sugerem que a visão tradicional dos canis com portões elétricos e químicos completamente separados necessita de modificação. Em particular,alguns receptores de neurotransmissor são acoplados a canais sensíveis via sistemas de segundos mensageiros.

A Sinapse e os Potenciais Sinápticos

A comunicação entre os neurônios no SNC ocorre através de sinapses químicas na grande maioria dos casos.

Os eventos envolvidos na liberação do transmissor do terminal pré-sinaptico têm sido estudados mais extensivamente na junção neuromuscular dos vertebrados e na sinapse gigante da lula. Um potencial de ação na fibra pré-sinaptica se propaga para o terminal sináptico e ativa os canis de cálcio sensíveis à voltagem na membrana do terminal. O cálcio flui para dentro do terminal, e o aumento na concentração de cálcio intraterminal promove a fusão das vesículas sinápticas com a membrana pré-sinaptica. O transmissor contido nas vesículas é liberado dentro da fenda sináptica e se difunde para os receptores na membrana pós-sináptica. O tempo entre a chegada do potencial de ação pré-sinaptico e o início da resposta pós-sinaptica é de aproximadamente 0,5 ms. A maior parte deste tempo é consumida pelo processo de liberação, principalmente o tempo necessário para que os canais de cálcio se abram.

A primeira análise sistemática dos potenciais sinápticos no SNC foi feita por Eccles e cols, que fizeram registros intracelulares em motoneurônios espinhais no início da década de 1950. Quando um microeletrodo entra numa célula, ocorre uma súbita alteração no potencial registrado pelo eletrodo, que é tipicamente de cerca de – 70 mV. Este é o pontecial de repouso da membrana do neurônio. Dois tipos de vias, a excitatória e a inibitória, são observados no motoneurônio. Quando uma via excitatória é estimulada, uma pequena despolarização ou potencial pós-sinaptico excitatório (PPSE) é registrado. Este potencial se deve ao transmissor excitatório ativando um grande aumento na permeabilidade ao sódio e ao potássio. A duração destes potenciais é bastante breve, normalmente menos de 20 ms. A alteração da intensidade do estímulo para a via e , portanto, do número de fibras pré-sinapticas ativadas, provoca alteração graduada no tamanho da despolarização. Isto indica que a contribuição de uma única fibra para o PPSE é bastante pequena. Quando um número suficiente de fibras excitatórias é ativado, o PPSE despolariza a célula pós-sináptica para o limiar, e é gerado um potencial de tudo-ou-nada.

Quando uma via inibitórioa é estimulada, a membrana pós-sináptica é hiperpolarizada, produzindo um potencial pós-sinaptico inibitório (PPSI). Numerosas sinapses inibitórias têm que ser ativadas juntas para alterar de forma apreciável o potencial de membrana. Esta hiperpolarização se deve a um aumento seletivo na permeailidade da membrana para os íons de cloro que fluem para dentro da célula durante o PPSI. Se um PPSE que, sob condições de repouso, evocaria um potencial de ação na célula pós-sinaptica é omitido durante um PPSI, ele não evoca mis um potencial de ação, porque o PPSI moveu o potencial de membrana para adiante do limiar para a geração do potencial de ação. Um segundo tipo de inibição é chamdo de inibição pré-sinaptica. No SNC, isto é limitado às fibras sensoriais que entram no tronco cerebral e na medula espinal. Os terminais sinápticos excitatórios destas fibras sensoriais recebem sinapses conhecidas com sinapses axônicas. Quando ativas, as sinapses axônicas reduzem a quantidade de transmissor liberado das sinapses de fibras sensoriais. A inibição sináptica em um indivíduo não anestisiado dura dezenas de milissegundos.

Locais de Ação de Drogas

Virtualmente, todas as drogas que agem no SNC produzem os seus efeitos através da modificação de algum estágio na transmissão sináptica química.

As drogas que agem sobre a síntese, a estocagem, o metabolismo e a liberação de neurotransmissores caem na categoria pré-sinaptica. A transmissão sináptica pode ser deprimida pelo bloqueio de transmissor ou pelo bloqueio da estocagem. O bloqueio do catabolismo do transmissor deve aumentar a quantidade de transmissor liberado por cada impulso. As drogas também podem alterar a liberação de catecolaminas a partir das sinapses colinérgicas. A capsaicina causa a liberação do peptídio, e a toxina tetânica bloqueia a liberação de transmissores inibitórios de aminoácidos. Depois que o transmissor entra na fenda sináptica, sua ação é terminada tanto pela captação quanto pela degradação. Para a maioria DOS neurotransmissores, existem mecanismos de captação para dentro do terminal sináptico e também dentro da neuróglia circundante. A cocaína, por exemplo, bloqueia a captação de catecolaminas nas sinapses adrenérgicas, portanto tencializa a ação destas aminas. A acetilcolina, no entanto, é mais inata pela degradação enzimática. Os anticolinesterásicos bloqueiam a degradação de acetilcolina e, dessa maneira, prolonga a sua ação.

Na região pós-sináptica, o receptor de transmissor fornece primário de ação das drogas. As drogas podem agir tanto como antagonistas ou transmissores agonistas, como os opiáceos, que mimetizam a ação da encefalina, ou podem bloquear a função do receptor. O antagonismo do receptor é um mecanismo de comum para as drogas do SNC.

Os receptores na maioria das sinapses no SNC estão acoplados aos canais de íon, por exemplo, os barbitúricos penetram e bloqueiam o canal acoplado a muitos receptores de neutransmissores excitatórios. Em outros casos, os receptores são acoplados a enzimas, e a ativação do receptor pode levar a alterações metabólicas na célula pós-sináptica. Tais alterações metabólicas podem alterar a função neuronal através do bloqueio dos canais iônicos sensíveis à voltagem. Estes efeitos podem persistir muito tempo depois que o transmissor

deixou o receptor ,i.e., de dezenas de segundos a minutos. As metilxantinas são exemplos melhor conhecidos de drogas que podem modificar as respostas do neurotransmissor mediadas através do AMPc. Em altas concetrações, as metilxantinas elevam o nível do AMPc através do bloqueio do seu metabolismo e, de tal modo, prolongar a sua ação na célula pós-sináptica.

Os anestésicos gerais e o etanol não são considerados capazes de produzir os seus efeitos através da ligação a receptores específicos. Sua ações estão estreitamente correlacionadas com a sua lipofilicidade. Acredita-se que estas drogas diminuem a liberação de transmissor de responsividade pós-sináptica através da interação com lipídios e das proteínas da membrana.

A seletividade de ação da droga se baseia quase inteiramente no fato de que diferentes transmissores são utilizados por diferentes grupos de neurônios. Além estes vários transmissores geralmente são segregados dentro de sistemas neuronais que servem a funções do SNC muito diferentes. Sem tal segregação , seria impossível modificar de forma seletiva a função do SNC mesmo que fosse disponível uma droga capaz de operar em um único sistema de neurotransmissor.

Identificação DOS Neurotransmissores Centrais

Como a seletividade da droga se baseia no fato de que vias diferentes utilizam transmissores diferentes, é um objetivo primário dos neurofarmacologistas identificar os transmissores nas vias do SNC. Estabelecer que uma substância química é um transmissor tem sido bem mais difícil para as sinapses centrais do que para as sinapses periféricas. Para identificar um

transmissor basta mostrar que estimulação de uma via libera o suficiente da substância para produzir a resposta pós-sináptica. Na prática, esta experiência não pode ser feita satisfatoriamente por menos duas razões. Primeiro, a

complexidade anatômica do SNC evita a ativação seletiva de um único conjunto de terminais sinápticos. Segundo, as técnicas disponíveis para medir o transmissor liberado e para administrar o transmissor não são suficientemente precisas para satisfazer as necessidades quantitativas. Por tal motivo, os seguintes critérios foram estabelecidos para identificação do transmissor.

Localização

Várias abordagens têm sido realizadas para provar que um transmissor suspeito se localiza no terminal pré-sináptico da via sob estudo. Estas abordagens incluem análises bioquímicas de concentrações regionais de transmissores suspeitos, geralmente combinadas com a interrupção de vias específicas, e com técnicas de microcitoquímica.

As técnicas imunocitoquímicas provaram ser muito úteis na localização dos peptídicos e das enzimas que sintetizam ou que degradam os transmissores não peptídicos.

Mimetismo sináptico

A aplicação da substância suspeita deve produzir uma resposta que mimetiza a ação do neurotransmissor liberado pela estimulação do nervo. A microiontoforese, que permite a administração de droga altamente localizada, tem sido uma técnica valiosa para avaliar a ação de transmissores suspeitos. Não obstante, como o diferentes transmissores podem evocar alterações de condutância iônica idêntica, este achado não é suficiente. Assim o antagonismo farmacológicos seletivo é utilizado para estabelecer posteriormente que o transmissor suspeito está agindo de forma idêntica à do transmissor sinapticamente liberado. Devido à complexidade do SNC, o antagonismo farmacológico específico de uma resposta sináptica fornece uma técnica particularmente poderosa para a identificação do transmissor.

Organização Celular do Cérebro

Em muitas circunstâncias, os sistemas neuronais no SNC podem ser divididos em duas grandes categorias: Sistema hierárquicos e Sistemas difusos ou não-específicos.

Sistemas hierárquicos

Estes sistemas incluem todas as vias diretamente envolvidas na percepção sensorial e no controle motor. As vias, em geral, estão claramente delineadas, sendo compostas de grandes fibras mielinizadas que podem usualmente conduzir os potenciais de ação em mais de 50 m/s. A informação é tipicamente fásica, e nos sistemas sensoriais a informação é processada seqüentemente por interações sucessivas a cada núcleo de retransmissão no seu caminho para o córtex. Uma lesão em qualquer elo incapacita o sistema. Dentro de cada núcleo e no cortéx existem dois tipos de células: neurônios de retransmissão ou projeção e neurônios de circuito local. Os neurônios de projeção que formam as vias interconectantes transmitem sinais por longas distâncias. Os corpos celulares são relativamente grandes, e os axônios emitem colaterais que se arborizam de forma extensa na mudança do neurônio. Estes neurônios são excitatórios, e as suas interferências sinápticas são de vida muito curta. O transmissor excitatório é liberado destas células é, na maioria das vezes, o glutamato. Os neurônios de circuito local são tipicamente menores do que os neurônios de projeção, e os seus axônios arborizam na vizinhança imediata do corpo celular. Em sua grande maioria estes neurônios são inibitórios liberam tanto o ácido gama-aminoburítico (GABA) como a glicina e fazem sinapse primariamente no corpo celular dos neurônios preposição mais também podem fazer com os dendritos dos neurônios de circuito local na medula espinal forma sinapses axoaxônicas nos terminais dos axônios sensoriais. Dois tipos comuns de vias destes neurônios incluem as vias correntes de regeneração e as vias de feedback anterógrado.

Sistemas neuronais não-específicos ou difusos

Os sistemas neuronais que contêm uma das monoaminas – norepinefrina, dopamina ou 5-hidroxitriptamina (serotomina) fornecem exemplos desta categoria certas outras vias na formação relicular possivelmente, . algumas vias que contêm peptídio também pertencem a esta categoria. Estes sistemas diferem em formas fundamentais de sistemas hierárquicos, e os sistemas noradrenérgicos servem para ilustrar as diferenças.

Os corpos celulares noradrenérgicos são encontrados primariamente em um grupo compacto de células chamado locus ceruleus, localizado na substância cinzenta central pontina caudal. O número de neurônios neste grupo de células é bastante pequeno, aproximadamente 1.500 em cada lado do cérebro do rato . Os axônios destes neurônios são muito finos e não mielinizados. Na verdade, perdiam-se inteiramente com as técnicas anatômicas clássicas. Só depois do meio da década de 1960, quando a técnica histoquímica de fluorescência do formaldeído foi aplicado para o estudo das tecidos do SNC, é que a anatomia dos sistemas que contêm monoamina foi descrita, conduzem muito lentamente a sinapse por não serem mielinizados.

Neurotransmissores Centrais ( Neurotransmissores individuais )

Numerosas moléculas pequenas foram isoladas do cérebro, e os estudos que utilizaram diversas abordagens sugerem que tais agentes podem ser neutransmissores, são também conhecidos como neurotransmissores individuais pelos seguintes mediadores químicos:

Noradrenalina,
Dopamina,
Acetilcolina,
Aminoácidos excitatórios,
Aminoácidos inibitórios: ácido y-aminobutírico (GABA) e glicina,
Histamina,
óxido nítrico.

Noradrenalina no Sistema Nervoso Central

Os mecanismos para síntese, armazenamento, liberação e recaptação de noradrenalina no SNC são essencialmente os mesmos que na periferia, da mesma maneira que são os receptores.
Os corpos celulares noradrenérgicos ocorrem em grupos distintos, Principalmente na ponte e na medula, sendo o locus ceruleus um desses grupos celulares importantes.
As vias noradrenérgicas, seguindo sobretudo nos feixes noradrenérgicos ventral e dorsal, terminam difusamente no córtex, hipotálamo, cerebelo, e medula espinal.
As ações da noradrenalina são principalmente inibitórias (B-receptores), porém algumas são excitatórias (alfa – ou B-receptores).
A transmissão noradrenérgica é considerada importante: no controle do humor (deficiência funcional resultando em depressão) e na função do “sistema de recompensa”, no sistema de “vigília”, controlando a insônia e a vigília; na regulação da pressão sangüínea.
As drogas psicotrópicas que atuam parcial ou principalmente na transmissão noradrenérgica no SNC incluem: antidepressivos, cocaína, anfetamina. Algumas drogas anti-hipertensivas (por exemplo, clonidina, metildopa) atuam principalmente na transmissão noradrenérgica no SNC.

Aspectos funcionais da noradrenalina

Se anoradrenalina for aplicada através de microiontoforese a células individuais no cérebro, o efeito mais freqüentemente visto é inibitório, sendo, na maioria das vezes, produzido pela ativação dos adrenorreceptores. A ativação da adenilato-ciclase, com acumulante do AMPc, tem sido demonstrada sem equívocos como mecanismo de ação em vários tipos de neurônios do SNC. Em algumas situações, contudo, a noradrenalina tem um efeito excitatório, mediado tanto por alfa quanto por beta-adrenorreceptores.

Existe ainda um grande abismo entre esses bem caracterizados mecanismos neuronais e uma compreensão das respostas comportamentais e fisiológicas nas quais se acredita que neurônios noradrenérgicos, com base nos estudos de lesão e nos efeitos das drogas, participem. As mais importantes dessas funções comportamentais e fisiológicas são:

sistema de recompensa e humor;
estado de vigília
pressão sangüínea e regulação neuroendócrina.

Sistema de recompensa e humor

Se forem implantados eletrodo na região da projeção noradrenérgica do locus ceruleus para o sistema líbico e córtex dos animais experimentais, os animais rapidamente adotam freqüência elevada de auto-estimulação. Esta resposta é responsável por drogas que impedem a transmissão noradrenérgica. Estudos deste tipo levaram à sugestão de que vias noradrenérgicas constituem um sistema de “recompensa”, embora a relação desta hipótese psicológica com sentimentos subjetivos no homem seja incerta. Corroborando com essa visão algumas drogas de uso abusivo, como a cocaína e a anfetamina atuam quimicamente para aumentar a transmissão noradrenérgica, possivelmente representando a versão humana da auto estima.

Estado de Vigília

Várias linhas de evidência sugerem que a ativação das vias noradrenégicas pode produzir consciência comportamental. Uma é aquela das drogas semelhantes à anfetamina, que atuam liberando as catecolaminas no cérebro, aumentam a vigília, a vigilância e a atividade explorada.

Os estímulos de um tipo não-familiar ou ameaçador excitam esses neurônios noradrenérgicos muito mais eficazmente do que os estímulos familiares, além disso existe uma relação íntima entre o humor e o estado de consciência.

Regulação da pressão sangüínea

A compreensão de que as sinapses noradrenérgicas centrais e também as periféricas na regulação da pressão sangüínea decorre da investigação dos mecanismos de ação de drogas hipotensoras como a clonidina e a metildopa, ambas causavam a diminuição na descarga de nervos simpáticos que emergem do sistema nervoso central. Foi demonstrado que elas causam hipotensão acentuada, quando injetadas localmente no centros vasomoteres ou no quarto ventrículo, quantidades muito menores do que a dose necessária quando as drogas são administradas sistemicamente. A noradrenalina nos vasos motores tem efeito similar. Estudos farmacológicos com agonistas e antagonistas mostram que essas respostas são devidas à ativação de alfa-adrenorreceptores, que, com base nos estudos da lesão, parecem estar localizados pós-sinapticamente. As sinapses noradrenérgicas no bulbo provalvelmente formam parte da via reflexa barorreceptora, pois a estimulação ou o antagonismos alfa2-adrenorreceptores nesta parte do cérebro têm sido um efeito poderoso na atividade dos reflexos barorreceptores, a clonidina aumenta acentuadamente a bradicardia e a hipotensão que ocorrem em resposta à distensão mecânica do seio carotídeo, e as drogas bloqueadoras aos alfa-adrenorreceptores tem o efeito oposto.

A transmissão noradrenérgica não forma realmente uma ligação essencial na via reflexa barorreceptora, porém os neurônios noradrenérgicos reguladores influenciam intensamente a atividade do reflexo. Esses neurônios reguladores provalvemente originam-se na ponte e no bulbo; uma tipo similar de regulação também ocorre na medula espinal. Tem sido sugerido que esses neurônios reguladores podem liberar adrenalina, ao invés de noradrenalina. Algumas células que contêm catecolamina no tronco cerebral encerram PNMT ( a enzima que converte noradrenalina a adrenalina), e a inibição desta enzima parece impedir a regulação normal do reflexo barroceptor.

Dopamina no SNC

A dopamina é um neurtransmissor e também pode ser o precursor da noradrenalina. Ela é degradada de maneira similar à noradrenalina, dando origem principalmente as DOPAC (ácido diidroxifenilacético) e HVA (ácido homovanílico), que são excretados na urina.
Existem três vias dopaminérgicas principais:
1. Via nigrostriatal, importante no controle motor,
2. Vias mesolímbicas, seguindo desde grupos de células no mesencéfalo até partes do sistema límbico, especialmente o nucleus accumbens,
3. Neurônios túbero-infundibulares seguindo desde o hipotálamo até a glândula hipófise, cujas secreções eles regulam.

Existem duas famílias principais de receptores de dopamina, D1 e D2, associados, respectivamente, à estimulação e inibição da adenil-ciclase. Eles são, além disso, divididos em subtipos. A maioria das funções conhecidas da dopamina parecem ser mediadas por receptores da família D2.
Um membro da família D2 o receptorD4, mostra acentuado polimorfismo em seres humanos, podendo estar implicado na esquizofrenia.
A doença de Parkinson está associada com uma deficiencia nos neurônios dopaminérgicos nigrostriatais.
Os efeitos comportamentais de um excesso de atividade da dopamina consistem em padrões comportamentais estereotipados, podendo ser produzidos por agentes libertadores da dopamina (por exemplo, anfetamina) e agonistas da dopamina (por exemplo, apomorfina).
Excessiva atividade da dopamina tem sido implicada na esquizofrenia, porém a evidência é equívoca.
A liberação de hormônio da glândula hipófise anterior é regulada pela dopamina, especialmente a liberação de prolactina (inibida) e a liberação do hormônio do crescimento (estimulada).
A dopamina atua sobre a zona de deflagração do quimiorreceptor, causando náusea e vômito.

Hidroxitriptamina no SNC

Os processos de síntese, armazenamento, liberação, recaptação e degradação da 5-HT no cérebro são muito similares aos eventos na periferia.
A disponibilidade do tripotofano é o principal fator para regular a síntese.
A excreção urinária de 5-HIAA proporciona uma medida da renovação de 5-HT.
Os neurônios de 5-HT estão concentrados nos núcleos da rafe da linha média na ponte e no bulbo, projetando-se difusamente para o córtex, sistema límbico, hipotalâmico e medula espinal, semelhante às projeções noradrenérgicas.
As funções associadas com as vias de 5-HT incluem
– várias respostas comportamentais (por exemplo, comportamento alucinatório, “tremores de cão molhado”);
– comportamento de alimentação;
– comportamento do humor e da emoção;
– controle do sono e vigília;
– controle das vias sensitivas, inclusive nocicepção;
– controle da temperatura corporal;
– vômitos.

5-HT pode exercer efeitos inibitórios ou excitatórios em neurônios individuais, agindo pré- ou pós-sinapticamente.
Os principais subtipos de receptor no SNC são: 5-HT 1A, 5-HT 1B, 5-HT 1D, 5-HT 2, 5-HT 3. Associações de funções comportamentais e fisiológicas com esses receptores foram parcialmente realizadas.

Acetilcolina no SNC

A síntese, armazenamento e liberação da acetilcolina no SNC são essencialmente os mesmos que na periferia.
A Ach é amplamente distribuída no SNC, sendo vias importantes:

– núcleos basais do prosencéfalo (magnocelulares), que enviam uma projeção difusa para a maioria das estruturas do prosencéfalo
– projeção septo-hipocampal
– interneurônios curtos no estriado e nucleos accumbens
– via inibitória recorrente a partir de motoneurônios da medula.
Determinadas doenças neurodegenerativas, especialmente a demência e o parkinsonismo, estão associadas a anormalidades nas vias colinérgicas.
Tanto receptores nicotínicos quanto muscarínicos da Ach ocorrem no SNC. Os primeiros medeiam os efeitos centrais da nicotina. A via recorrente do motoneurônio inibitório (Renshaw) é o único exemplo conhecido de transmissão mediada pelos receptores nicotínicos.’
É relatado que as drogas anticolinesterásicas de ação central (por exemplo, fisostigmina) e os agonistas muscarínicos (por exemplo, arecolina) melhoram o desempenho na memória recente, embora sua utilidade clínica não seja comprovada.
Os antagonistas muscarínicos (por exemplo, hioscina) causam amnésia.
A acetilcolinesterase liberada pelos neurônios pode ter efeitos funcionais distintos da transmissão colinérgica.
Aminoácidos exitatórios

Os EAA, ou seja, glutamato, aspartato e, possivelmente, homocisteato, são os principais transmissores excitatórios rápidos no SNC.
O glutamato é formado principalmente a partir do alfa-oxoglutamato, intermediário do ciclo de Krebs, pela ação da GABA-aminotransferase.
Existem três principais subtipos de receptor de EAA:
– NMDA
– AMPA/cainato
– metabotrópico.

Os receptores de NMDA e AMPA/cainato estão diretamente acoplados a canais de cátions; os receptores metabotrópicos atuam através de segundos mensageiros intracelulares.
Os canas controlados pelos receptores de NMDA são altamente permeáveis ao CA e são bloqueados pelo Mg.
Os receptores de AMPA/cainato estão envolvidos na transmissão excitatória rápida; os receptores de NMDA medeiam respostas excitatórias mais lentas e, através do seu efeito no controle da entrada de CA, desempenham um papel mais complexo no controle da plasticidade sináptica (por exemplo, potencialização a longo prazo).
Os antagonistas competitivos do receptor de NMDA incluem AP5 e CPP; o canal de íons operado pelo NMDA é bloqueado pela dizocilpina, e também pelas drogas psicotomiméticas, cetamina e fenciclidina.
CNQX é um antagonista com alguma seletividade pelo antagonismo ao receptor AMPA/cainato.
Os receptores de NMDA necessitam de glicina como um agonista, além de glutamato; o 7-cloro-cinurenato bloqueia esta ação da glicina.
A entrada excessiva de CA produzida pela ativação do receptor de NMDA pode resultar em morte celular excitotocxicidade.
Os antagonistas do receptor de EAA têm ainda que ser desenvolvidos para o uso clínico, porém as expectativas são grandes.

Aminoácidos inibitórios: GABA e glicina

GABA é o principal transmissor inibitório no cérebro.
Está presente uniformemente em todo o cérebro; existe muito pouco nos tecidos periféricos.
O GABA é formado a partir do glutamato, pela ação da GAD (descarboxilase do ácido glutâmico). É removido principalmente pela recitação, mas também pela desaminação, e catalisado pela GABA-transaminase.
Existem dois tipos de receptor GABA: GABAa e GABAb.
Os receptores GABAa que ocorrem principalmente pós-sinapticamente, estão diretamente acoplados aos canais de cloreto, cuja abertura reduz a excitabilidade da membrana. O muscimol é antagonista GABAa específico, e o convulsivamente bicuculina é um antagonista.
Outras drogas que interagem com os receptores GABAa e os canais incluem tranqüilizantes benzodiazepínicos, que atuam em um local de ligação acessório para facilitar a ação do GABA, e convulsivantes como a picrotoxina, que bloqueiam o canal de ânions.
Os receptores GABAb são principalmente responsáveis pela inibição pré-sinaptica, e atuam através dos segundos mensageiros. Baclofen é um agonista do receptor GABAb e o faclofen, um antagonista.
A glicina é um transmissor inibitório principalmente na medula espinal, agindo no seu próprio receptor que lembra funcionalmente o receptor GABAa.
A droga convulsivante estricnina é um agonista competitivo da glicina. A toxina tetânica atua principalmente pela interferência com a liberação da glicina.

Histamina

A histamina vem sendo discutida com um possível neurotransmissor há muitos anos, e a evidência que apóia esta fato é agora bem forte. Ela está presente no cérebro em quantidades muito menores do que em outros tecidos, como a pele e os pulmões, e muito do conteúdo cerebral de histamina é devido mais aos mastócitos do que aos neurônios.

O armazenamento vesicular de histamina nos neurônios e a liberação cálcio-dependente evocada pela estimulação elétrica foram demonstrados. Os receptores de histamina estão amplamente distribuídos no cérebro.

A enzima biossintética histidina descarboxilase está presente sobretudo nos neurônios, e é provavelmente melhor marcador do que a própria histamina, porque os matócitos, cujo estoque de histamina modifica-se muito mais lentamente do que o dos neurônios, possuem relativamente pouca histidina-descarboxilase.

Anatomicamente, os neurônios que contêm histamina originam-se sobretudo de uma pequena região do hipotálamo, e seus axônios seguem no feixe medial do prosencéfalo para grandes áreas do córtex cerebral e do mesencéfalo. A estimulação do prosencéfalo medial produz uma resposta inibitória nos neurônios corticais e hipocampais, a qual é parcialmente bloqueada pela metiamida, um antagonista do receptor-H2.

Aplicada ionoforeticamente aos neurônios centrais, a histamina produz efeitos excitatórios ou inibitórios. Na maioria dos casos, os efeitos excitatórios são bloqueados pelos antagonistas H1, e os efeitos inibitórios pelos antagonistas H2. Os receptores H1 estão bioquimicamente acoplados à fosfolipase C e à hidrólise de fosfolipídios, enquanto os receptores H2 atuam através da adenil-ciclase e geração de AMPc. Um terceiro tipo de receptor, H3, é muito menos compreendido, porém pode funcionar principalmente como um receptor inibitório pré-sinaptico.

Embora muitos agonistas e antagonistas seletivos dos vários subtipos de receptor de histamina sejam conhecidos, os efeitos desses agentes na função do sistema nervoso central são geralmente modestos. Embora haja muitas sugestões quanto à sua função, a histamina permanece como um pequeno ator no palco dos neurotransmissores.

Óxido Nítrico

Seu significado como mediador químico importante no sistema nervoso tornou-se aparente apenas em 1988, e demanda um reajustamento considerável de nossas visões sobre neurotransmissão e neuromodulação . Os neurônios devem possuir maquinária para sintetizar e armazenar a substância; que esta deve ser liberada dos neurônios por exocitose e interagir com os receptores específicos de membrana; e que deve haver mecanismos para sua inativação não se explicam ao óxido nítrico.

A evidência do óxido nítrico como mediador decorre principalmente: da distribuição ampla nos neurônios da óxido nítrico-sintase (ONS), a enzima que produz NO a partir da arginina, e a correspôndencia desta distribuição com aquela da guanilato-ciclase solúvel, a enzima-alvo em que o NO atua dos estudos que mostram que a inibição da O N S tem efeitos marcantes do até o momento sobre o monóxido de carbono, porém as paralelas parecem estar próximas. A distribuição da enzima geradora de CO, heme-oxigenase, difere daquela da O N S, ma também corresponde muito àquela da guanilato-ciclase.

A forma constitutiva da O N S está confirmada principalmente a dois tipos de células, ou seja, células endoteliais vasculares e neurônios tanto periféricos quanto centrais. Dentro do cérebro, ela é particularmente abundante no cerebelo e no hipocampo. A ativação da O N S ocorre em resposta a uma elevação na concentração intracelular de cálcio, através da mediação da proteína de ligação do cálcio, a calmodulina. No NO é produzido dentro de segundos e escapa rapidamente do neurônio por difusão. Não existe armazenamento nem mecanismo de liberação especializado. Ele pode agir quer dentro do neurônio, quer em neurônios vizinhos ou nas células gliais.

Existe boa evidência de que ele está envolvido em vários tipos de plasticidade sináptica, especialmente potencialização a longo prazo (PLP) e depressão a longo prazo (DLP).

O papel do monóxido de carbono como mediador no SNC é menos bem definido, porém a enzima sintética, heme-oxigenase está amplamente a guanilato-ciclase solúvel, podendo ter um papel fisiológico.

Sem dúvida, funções adicionais no NO e do CO no cérebro serão logo identificadas, e espera-se que abordagens terapêuticas recentes surjam a partir da formação de alvos nas diferentes etapas nas vias sintéticas e de transdução do sinal para esses mediadores surpreendentes. Devemos resistir ao ponderoso capricho de muitos trocadilhos “NO”, porém isto deve valer a pena.

A Classificação das Drogas Psicotrópicas

As drogas psicotrópicas são definidas como aquelas que afetam o humor e comportamento. São extremamente complexas, chegar a uma classificação satisfatória dos efeitos das drogas está longe de ser racional, e nenhuma base única para classificação foi considerada adequada. Assim a classificação em bases químicas, que produz categorias como benzoazepínicos, butirofenomas etc., não proporcionam muita orientação para os efeitos farmacológicos. Outra possibilidade é de adotar uma classificação empírica baseada no uso clínico e dividir as drogas em categorias como agentes anti-depressivos, antipsicóticos etc., mas isto tem a desvantagem de que o uso clínico, ou seu uso pode ter mudado ou ter sido substituído de acordo com a conduta clínica. A anfetamina, por exemplo, uma droga com efeitos bem caracterizados no humor e no comportamento, teve uma história clínica extremamente diversificada e teria sido dispensada, revivida e reclassificada muitas vezes se uma classificação paramente clínica tivesse sido adotada.

Como nenhuma base isolada para classificação de drogas psicotrópicas é satisfatória, autoridades diferentes tendem a oferecer uma variedade de esquemas híbridos, em geral incompatíveis, prestando-se indubitavelmente a alguma confusão.

A classificação seguinte está baseada nas sugestões da Organização Mundial de Saúde em 1967; embora não seja perfeita, fornece uma base útil para o material apresentado posteriormente.

Sedativos ansiolíticos

Sinônimos: hipnóticos, sedativos, tranqüilizantes menores

Definições: drogas que causam sono e reduzem a ansiedade

Exemplos : Barbitúricos, benzoadiazepínicos e etanol.

Drogas antipsicóticas

Sinônimos: drogas neurolépticas, * drogas antiesquizofrênias que são eficazes no alívio dos sintomas da doença esquizofrênica.

Exemplos: fenotiazinas e butirofenomas

Drogas antidepressivas

Sinônimos: timolépticos *

Definição: drogas que aliviam os sintomas da doença depressiva

Exemplos: inibidores da monoamina-oxidase e antidepressivos tricíclicos.

Estimulantes psicomotores

Sinônimo: Psicoestimulantes

Definição: drogas que causam vigília e euforia

Exemplos: anfetamina, cocaína e cafeína.

Drogas alucinógenas

Sinônimo: drogas psicodrópicas sépticas, agentes psicomotores

Definição: drogas que causam distúrbio da percepção e do comportamento de maneira que não seja simplesmente caracterizado como efeitos sedativos

Exemplos: dietilamida do ácido lisérgico ( LSD ), mescalina e feniciclidina

O AMOR É CONTAGIOSO

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Autor: Maylon

O filme conta a história de Patch a partir da sua tentativa de suicídio quando se interna num manicômio e lá descobre o que realmente quer: Ajudar as pessoas e ingressa então na faculdade de medicina onde é mal visto pelos colegas e pelo reitor, graças as suas inreverências para que ele consiga realizar seu objetivos.

O roteiro é muito interessante pois mostra e ataca fundo a formação de jovens que querem se tornar médicos. O que acontece é que durante alguns momentos cai no cinismo de supor que todos alunos são apenas clones de médicos que vieram antes e que nenhum tem coração. Somente Patch tem visão diferente e aqueles que mudam sua visão por influêcias de Patch. Em alguns momentos o filme agrava o problema, deixando o roteiro meio engasgado, não deixando que flua com suvidade como a própria história propõe.

Como dito anteriormente, ele consegue dar ao personagen a graça e a emoção na dose e no momento certo criando talvez a inreverência do personagen, o outro destaque é que ele consegue fazer de seu sujeito antipático que depois muda um pouco, algo totalmente diferente de qualquer coisa ele já tenha feito, comparando de novo que é umas das maiores revelação do cinema ultimamente.

O amor é contagioso um elemento que geralmente espantou multidões: mais drama, pois é um filme com uma história engraçada e emocionate.

No filme a virtude doçura está presente no momento em que Patch descobre que o que ele realmente quer é ajudar as pessoas, onde ele consegue misturar várias virtudes criando talvez um meio em que essas pessoas passam a entender o que um simples gesto doce possa trasmitir, uma visão diferente para aqueles que pensam que doçura seja um gesto de menor valor.

A doçura é amor em estado de paz, mesmo em estado de guerr, tanto interior, é a única que é uma virtude, Patch sente compaixão com o sofrimento daquelas pessoas e tenta levar generosidade através da doçura que é acima de tudo um gesto de delicadeza, de pureza, onde a doçura submete-se ao real, a vida, a passividade do cotidiano de todos aqueles .

No ível mais modesto, a doçura designa a gentileza das maneiras, ela torna-se próxima da generosidade ou da bondade, é compreensão de Patch em relação aquelas pessoas que necessitam apenas uma grande atençaõ.

Patch age como um sábio, age com humanidade envovendo a doçura e amor que é muito importante e mesmo asssim não demostremos frequentemente. Quantas pessoas doentes sofrem de solidão, tédio, medo de que não podem ser curadas com uma simples pilula? Patch adquire então um metódo de que os médicos devem tratar as pessoas e não apenas a doença. Compaixão envolvimento e empatia tem tanto valor quanto remédios e avanços tecnológicos.

REGULAÇÃO DA DESPENSA CORPORAL

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Autor: Rafaela Antunes

O exercício pode ser visto como uma situação de estresse ao organismo onde vai haver atuação dos sistemas endócrino e nervoso para manutenção da homeostasia. Ocorre uma intensa mobilização e redistribuição energética para execução do trabalho muscular, que pode variar em intensidade, duração e tipo, além dos níveis de condicionamento e estado nutricional do indivíduo. Pode ser dividido em exercício de curto e longo prazos com diferenças na fonte energética e nos hormônios atuantes. Os níveis de GH (hormônio do crescimento ou somatotrófico, liberado pela adenohipófise), cortisol (zona fasciculada da glândula supra-renal), noradrenalina e insulina (hormônio peptídeo produzido nas células ß das ilhotas pancreáticas) definem qual combustível será utilizado.

O exercício máximo a curto prazo (semelhante a situação de luta ou fuga) ativa o sistema nervoso simpático, o qual libera catecolaminas que potencializam e prolongam os efeitos do sistema nervoso autônomo. Nos primeiros 10 a 15s a célula muscular utiliza a creatina fosfato armazenada e o ATP. Quando essas reservas estão depletadas o exercício é mantido até 2 minutos pela glicogenólise muscular em resposta aos hormônios acima citados. Esta é uma fase anaeróbica limitada pelo acúmulo de ácido lático.

Para períodos mais longos de exercício é necessária a oxidação aeróbica de substratos da circulação. A captação de glicose plasmática aumenta muito principalmente pelos níveis aumentados de AMP intracelular, mas também ocorre elevação da captação regulada pela insulina a nível muscular. A resultante hipoglicemia promove inibição na secreção de insulina (queda de aproximadamente 50%. Se for inibida, os ácidos graxos mobilizados passam a ser utilizados como substrato energético) o que facilita a mobilização dos combustíveis; e aumento de glucagon (produzido nas células a das ilhotas pancreáticas) para que a normoglicemia (80-100 mg/dl) seja mantida face a uma demanda tissular aumentada de glicose. Essa baixa razão entre as concentrações de insulina e glucagon facilitam a glicogenólise, a mobilização de aminoácidos e a gliconeogênese, suprindo o sistema nervoso central.

A produção hepática de glicose, principalmente através da glicogenólise (glucagon e adrenalina) e diminuição da glicólise, aumenta pra manter seu nível plasmático normal. Conforme as reservas de glicogênio hepático vão sendo depletadas, a gliconeogênese passa a ser necessária e ocorre por estímulo de glucagon, adrenalina e nora. Esse controle de taxas relativas de glicólise e gliconeogênese é feito alterando os níveis hepáticos de frutose 1-6 bifosfato. Há estímulo para lipólise (ação da lipase) e catabolismo protéico, fornecendo ácidos graxos circulantes e aminoácidos respectivamente que vão ao fígado para a gliconeogênese. A síntese de triglicerídeos no tecido adiposo é diminuída.

A ativação simpática persiste. Adrenalina e noradrenalina, produzidos na medula adrenal, são estimulantes do catabolismo do glicogênio e da liberação de ácidos graxos, ocorrendo estimulação para produção e liberação de glicose pelo fígado, liberação de ácidos graxos livres para coração e músculos, aumento do débito cardíaco e pressão arterial e portanto melhorando a distribuição de substratos para os tecidos (o sangue vai preferencialmente para os órgãos vitais, em detrimento de vasos mesentéricos e cutâneos), dentre outros efeitos. As catecolaminas agem rapidamente durante o exercício, estimulando o uso do glicogênio estocado, estimulando a reutilização hepática do lactato proveniente do músculo para gliconeogênese, estimulando a lipólise e a cetogênese e inibindo o uso de glicose e secreção de insulina.

A liberação de cortisol (um glicocorticóide liberado em função das estimulações do simpático e dos fatores estimulantes do corticotrofo e do córtex da supra-renal subseqüentes) reduz a glicólise e utilização periférica de glicose, deslocando-a para o SNC; enquanto estimula os hormônios hiperglicemiantes (GH, nora e glucagon), a lipólise (principalmente por potencializar a nora e o GH), a glicogenólise (pelo glucagon), e a gliconeogênese hepática através do fornecimento de aminoácidos a partir do catabolismo muscular protéico (concomitante síntese de proteínas plasmáticas). Portanto o cortisol tem ações hiperglicêmica e lipolítica primárias e cetogênica secundária.

A liberação de GH (um hormônio peptídeo, cuja liberação é estimulada pelas estimulações simpática e conseqüentemente do fator estimulante de somatotrofo) atua no metabolismo dos lipídeos estimulando a lipase e inibindo a lipogênese, aumentando portanto o nível de ácidos graxos circulantes os quais vão formar corpos cetônicos e participar da gliconeogênese a nível hepático. Considerando-se o metabolismo dos carboidratos, o GH é um hormônio diabetogênico, pois bloqueia a entrada de glicose nos tecidos periféricos para que esta seja usada preferencialmente pelo cérebro. Já no metabolismo protéico o GH estimula a entrada de aminoácidos no líquido intracelular e, consequentemente, a síntese protéica. Enquanto no fígado, esses aminoácidos são direcionados para a gliconeogênese através de seu assistente, a somatomedina.

Dessa forma o indivíduo sente fome após o exercício porque com a baixa da insulina o centro da fome (hipotálamo lateral) está ativo, e centro da saciedade (hipotálamo ventromedial) inativo por estar impermeável a glicose. Também ocorre aumento da sudorese e de liberação do hormônio anti-diurético.

Palavras-chave: manutenção da normoglicemia; lipase; metabolismo protéico;

Bibliografia:

Berne, M. Robert e Levy, N. Matthew. Fisiologia, 5ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier Editora, 2004.
William D. McArdle, Fisiologia do exercício – energia, nutrição e desempenho humano, 5ª edição: Guanabara koogan

IMPORTANCIA DA QUIMICA

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Autor: Elen Pereira Araújo

Introdução.

O estopo do tema Química abrange o estudo panorâmico da Evolução da Química, com enfoque nos aspectos históricos. A contextualização histórica é de fundamental importância nos nosso estudo que tem por título: A Evolução da Química.

Iniciaremos nossa contextualização pelo chamado A história da Química, que tem por fim abordar a sua ligação histórica aos nossos dias atuais.

Resumo.

QUÍMICA é a ciência que trata das Substâncias da Natureza, dos elementos que a constituem, de suas características, de suas propriedades combinatórias, de processos de obtenção, de suas aplicações e de sua identificação.

A Química apresenta várias divisões e subdivisões. As principais são:

Físico-química – trata das propriedades físicas gerais das substâncias.
Química Analítica – trata das técnicas e equipamentos para identificação de substâncias.
Química Inorgânica – trata principalmente das substâncias de origem mineral.
Química Orgânica – trata principalmente das substâncias de origem animal ou vegetal.

Desenvolvimento.

Magia negra: (um pequeno contexto).

Esta era uma era na qual as culturas Sumérias, Babilônica, Egípcias e Gregas estavam florescendo. Durante a maior parte deste período, o misticismo e a superstição prevaleceram sobre o pensamento científico. Nessa era, muitas pessoas acreditavam que os processos naturais eram controlados por espíritos, e que eles poderiam se utilizar magia para persuadi-los a agir em seu favor. Muito pouco conhecimento químico foi conseguido, mas alguns elementos tais como o Ferro, Ouro e Cobre foram reconhecidos.

Durante este tempo, os filósofos gregos Tales e Aristóteles especularam sobre a composição da matéria. Eles acreditavam que a Terra, Ar, Fogo e Água (alguns acreditavam em uma quinta substância conhecida como “quintessência”, ou “éter”) eram os elementos básicos que compunham toda a matéria. Pelo fim desta era, as pessoas aprenderam que o Ferro poderia ser conseguido a partir de uma rocha marrom escura, e o bronze poderia ser obtido combinando-se cobre e latão. Isso os levou a imaginar que se uma substância amarela pudesse ser combinada com uma mais dura, Ouro poderia resultar. A crença que o ouro poderia ser obtido a partir de outras substâncias iniciou uma nova era conhecida como Alquimia.

– Química da idade média.

Durante esta longa era, muitos alquimistas acreditaram que metais poderiam ser convertidos em ouro com a ajuda de uma “coisa” chamada “a pedra filosofal”. Esta “Pedra filosofal” nunca foi encontrada, até onde se sabe, mas muitas descobertas de novos elementos e compostos foram feitas durante este período. No inísio co sédulo XIII, alquimistas como Roger Bacon, Albertus Magnus e Raymond Lully começaram a imaginar que a procura pela pedra filosofal era fútil. Eles acreditaram que os alquimistas poderiam servir o mundo de uma melhor maneira descobrindo novos produtos e métodos para melhorar a vida cotidiana. Isso iniciou uma corrente na qual os alquimistas pararam de buscar pela pedra filosofal. Um importante líder neste movimento foi Theophrastus Bombastus. Bombastus sentiu que o objetivo da alquimia deveria ser a cura dos doentes.

Ele acreditava que sal, enxofre e mercúrio poderiam dar saúde se combinados nas proporções certas. Este foi o primeiro período da Iatroquímica. O último químico influente nesta era foi Robert Boyle. Em seu livro: “O Químico Cético”, Boyle rejeitou as teorias científicas vigentes e iniciou uma listagem de elementos que ainda hoje é reconhecida. Ele também formulou uma Lei relacionando o volume e pressão gos gases (A Lei de Boyle). Em 1661, ele fundou uma sociedade cientifica que mais tarde tornar-se-ia conhecida como a Sociedade Real da Inglaterra (Royal Society of England).

– Química Tradicional.

A esta altura, os cientistas estavam usando “métodos modernos” de descobertas testando teorias com experimentos. Uma das grandes controvérsias durante este período foi o mistério da combustão. Dois químicos: Johann Joachim Becher e Georg Ernst Stahl propuseram a teoria do flogisto. Esta teoria dizia que uma “essência” (como dureza ou a cor amarela) deveria escapar durante o processo da combustão. Ninguém conseguiu provar a teoria do flogisto. O primeiro químico que provou que o oxigênio é essencial à combustão foi Joseph Priestly. Ambos o oxigênio e o hidrogênio foram descobertos durante este período. Foi o químico francês Antoine Laurent Lavoisier quem formulou a teoria atualmente aceita sobre a combustão. Esta era marcou um período aonde os cientistas usaram o “método moderno” de testar teorias com experimentos. Isso originou uma nova era, conhecida como Química Moderna, à qual muitos se referem como Química atômica.

– Atualidade da química.

Esta foi a era na qual a Química floresceu. As teses de Lavoisier deram aos químicos a primeira compreensão sólida sobre a natureza das reações químicas. O trabalho de Lavoisier levou um professor inglês chamado John Dalton a formular a teoria atônica. Pela mesma época, um químico italiano chamado Amedeo Avogadro formulou sua própria teoria (A Lei de Avogadro), concernente a moléculas e suas relações com temperatura e pressão. Pela metade do século XIX, haviam aproximadamente 60 elementos conhecidos. John A. R. Newlands, Stanislao Cannizzaro e A. E. B. de Chancourtois notaram pela primeira vez que todos estes elementos eram similares em estrutura. Seu trabalho levou Dmitri Mendeleev a publicar sua primeira tabela periódica.

O trabalho de Mandeleev estabeleceu a fundação da química teórica. Em 1896, Henri Becquerel e os Curies descobriram o fenômeno chamado de radioatividade, o que estabeleceu as fundações para a química nuclear. Em 1919, Ernest Rutherford descobriu que os elementos podem ser transmutados. O trabalho de Rutherford estipulou as bases para a interpretação da estrutura atômica. Pouco depois, outro químico, Niels Bohr, finalizou a teoria atômica. Estes e outros avanços criaram muitos ramos distintos na química, que incluem, mas não somente: bioquímica, química nuclear, engenharia química e química orgânica.

– Bioquímica.

É o ramo que estuda a química dos seres vivos. As expressões químicas biológicas, química fisiologia e bioquímica tem sido empregas para significara mesma coisa.A bioquímica apresenta pontos de contato com as ciências físicas e biológicas, e também com a fisiologia e a química. Dados históricos: È tal complexidade da matéria viva que a bioquímica só pôde Desenvolveu-se depois que foram estudados os sistemas dos inanimados mais simples, que deu base a teoria mais segura da própria química, e também depois que a biologia passou da fase simples para a de estudo de função.O interesse do homem em estudar a natureza viva sempre foi o estimulo pelas necessidades e prática de construir alimentos mais adequados para nossa saúde.

A EVOLUÇÃO DA QUÍMICA. (mais complexidado).

DESCUBRA A FASCINANTE HISTÓRIA DA QUÍMICA DE LEUCIPO ATÉ CHADWICK.

O berço da Química foi, sem dúvida, o Egito, que conhecia o douramento, o prateamento, a fabricação do vidro, das tintas, do sabão, do vinagre, as ligas servindo ao preparo das moedas, etc.

Os Hebreus aprenderam estas artes durante a sua estadia entre os Egípcios. Dos Hebreus, as receberam os Gregos e os Romanos. A Química de então não era ainda uma ciência, isto é, um sistema de conhecimentos certos e ordenados segundo princípios, era apenas um conjunto de conhecimentos disparatados e empíricos.

É preciso remontar aos primeiros filósofos gregos (600 anos antes de Cristo) para encontrar-se um começo de doutrina geral, de aparência científica. Não se distinguia a física da química, os fenômenos naturais eram agrupados sob o título geral de Física.

Este primeiro período estende-se desde a Antigüidade até 1500 da era cristã, abrangendo toda a Idade Média. A doutrina dominante é a da Alquimia.

Um segundo do período vai de 1500 a 1700: é o da Iatroquímica.

Um terceiro vai de 1700 a 1800 e é caracterizado pela teoria do Flogístico.

Com os trabalhos de Lavoisier, inaugura-se, o quarto período, o período moderno e rigorosamente cientifico da Química, durante o qual se sucederam as teorias do anti-flogístico, do dualismo e do unitarismo.

Vamos dar um rápido esboço destas teorias gerais.

Nada diremos aqui dos sistemas de explicação do universo pelos filósofos gregos, tomaremos a Química no momento em que começa a ter feição ciência, isto é, nos tempos da Alquimia.

1. ALQUIMISMO. No século IX antes de Cristo, o árabe Geber, publicou sua obra Summa perfectionis na qual fala de certo Elixir vermelho, espécie de panacéia, destinada a sanar todas as enfermidades e prolongar a vida: tal foi o ponto de partida do alquimismo (ou Alquímica ou Alquimia). Além deste primeiro intento, os alquimistas visavam outro: a transmutação dos metais, isto é, fabricar ouro, metal precioso, com outros metais e substâncias desprezíveis. Por causa da importância que conferiam a seus trabalhos, os alquimistas diziam-se filósofos, cultivavam a filosofia hermética sendo Hermes (Mercúrio) o seu mestre, e chamavam pedra filosofal à solução dos seus dois problemas fundamentais.

O vulgo, isto é, o povo, a plebe, chamava-os de sopradores nome com o qual pretendia ridicularizar a sua habitual ocupação de soprar vidro, isto é, de preparar retortas e aparelhos de vidro para as experiências.

Eles não eram propriamente investigadores: deixavam-se guiar por grosseiras superstições, acreditando na utilidade mágica de palavras misteriosas e na influência benéfica de números cabalísticos…

O vulgo, dando crédito a esses erros, grosseiros, tinha horror dos alquimistas que, segundo era crença geral, deviam entreter ocultas relações com o espírito das trevas…

Cumpre dizer que nem todos os que se entregavam aos trabalhos da alquimia, acreditavam na possibilidade de verdadeiras transmutações e na descoberta do elixir da longa vida, alguns não eram mais do que simples especuladores ou moedeiros falsos que, longe de procurarem a pedra filosofal, queriam apenas utilizar-se da descoberta acidental de alguma reação que pudesse emprestar a certos metais os falsos atributos do ouro…

Compreende-se que, para a realização de tão vasto programa, ou, antes, para dar pasto a tão desenfreadas ambições, seria necessário revolver a natureza inteira no que ela tivesse de mais recôndito, desmaiar de fadiga e desespero em face do impossível, o erguer-se de novo, na febre do delírio, para recomeçar pela milésima vez a tarefa empreendida ou a série de suas horríveis decepções…

Aos alquimistas não faltavam os requisites para essa luta formidável e desigual. Procedendo sem método, confiando nos favores do acaso, não hesitavam um só momento em consumir a última moeda de cobre em favor dos seus ensaios, sepultavam-se vivos em laboratórios tenebrosos e insalubres, onde envelheciam prematuramente diante da fornalha e do cadinho…

Mas a fornalha e o cadinho eram inexoráveis. Neles só encontravam novas decepções representadas por escórias informes…

Se, porém, os alquimistas trabalharam debalde na ambiciosa conquista de um objetivo inacessível, justo é que se pergunte qual o papel por eles representado no desenvolvimento da química, e que motivo lhes dá o direito de aparecerem na história desta ciência…

O que faz dos alquimistas os representantes da primeira época da história da química, são os importantes descobrimentos, embora acidentais, que eles foram fazendo em sua longa viagem, atraídos por um farol enganador…

Apesar do caráter fortuito dos seus descobrimentos, não podem ser esquecidos na história da química. Também Priestley, como ele próprio confessou, descobriu acidentalmente o oxigênio, quando tratava de cousa diversa; e Alvares Cabral viajava para as Índias, quando, impelido pelas correntes, aportou ás plagas do Brasil. E quem pretenderá ofuscar o brilho destes dois nomes?

E quais foram estes descobrimentos acidentais?

A Brandt a química é devedora da descoberta do fósforo.

Arnaldo de Villanova estudou a terebintina, que chamava óleum mirabile, a essência de rosmarinho, os ácidos clorídrico, sulfúrico e azótieo.

Raymundo Lullio descobriu o ácido azótico e os calomelanos.

O monge beneditino Basilio Valentim escreveu sobre o antimônio, os vinhos e a aguardente.

Aliás, muitos autores daqueles tempos eram verdadeiros sábios ou grande filósofos, que não acreditavam na quimera dos alquimistas. Entre eles destacam-se as grandes figuras de S. Alberto Magno, de Rogério Bacon, etc.

S. Alberto Magno legou-nos o modo de preparar os óxidos de chumbo e o processo da copelação. É um dos criadores da ciência experimental, e o mestre de Santo Tomáz de Aquino, ao qual devemos também importantes conhecimentos sobre o arsênico. Quanto ao franciscano Rogerio Bacon, este foi o grande propugnador da ciência experimental no século XIII, e o autor de trabalhos eruditos sobre metais.

II. IATRO-QUÍMICA. Desvanecidas pouco a pouco as esperanças dos alquimistas, a química entrou em uma nova fase, passando ao serviço exclusivo da medicina. – “O fim próprio da química não é fazer ouro, é preparar remédios”, dizia Paracelso, médico suíço (l493-1541).

III. O FLOGÍSTICO. A teoria do flogístico é um verdadeiro progresso sobre os conhecimentos mais ou menos desconexos dos alquimistas e dos iatro-químicos. Stahl, médico alemão (1660-1734), inicia este período, procurando dar razão do fenômeno da combustão.

Os químicos precedentes, de muito haviam notado que certos metais, quando suficientemente aquecidos, transformavam-se em corpos diferentes. Ao resultado da combustão, que hoje chamamos óxido, davam o nome de “cal”: o chumbo aquecido era “cal de chumbo”. Hoje o termo cal designa apenas o “óxido de cálcio”.

Para explicar estas metamorfoses, Becker admitia em todos os metais a existência de um principio inflamável, ao qual Stahl deu depois o nome de filogístico (do grego : eu inflamo).

Segundo esta teoria, um corpo combustível era composto de terra metálica e de flogístico. A combustão era a libertação do flogístico, desse fogo latente, que, desprendido, se manifestava sob a aparência de fogo livre. Quando, por exemplo, se aquecia chumbo, este metal perdia seu flogístico, que se queimava, e ficava no cadinho somente a “cal de chumbo”, a qual podia regenerar o respectivo metal, se lhe fosse restituído o flogístico. Essa cal de chumbo era chumbo deflogisticado como então se dizia.

Como o aquecimento de um mesmo metal era capaz de produzir dois ou mais corpos distintos, Stahl admitia que o flogístico pudesse perder-se quer em totalidade, quer em parte, donde resultaram as expressões Vênus (cobre) completamente deflogisticada, ou medianamente deflogisticada, etc.

A chama não era mais do que uma grande abundância de flogístico.

A observação mostrava, é verdade, que os tais corpos e deflogisticados o pesavam mais do que antes… o que era paradoxal, contraditório, na teoria do flogístico; mas o flogístico, dizia Stahl, é um principio muito leve, que tende a subir e a levar consigo o corpo com que estiver combinado; quando o corpo, porém, perde o flogístico, perde um princípio de ascensão, e torna-se por isso mais denso: tal era a explicação…

Não sem relutância da parte de seus partidários, a teoria do flogístico teve de ceder diante do gênio de um só homem: Lavoisier, o pai da Química moderna.

IV. ANTI-FLOGISTICO, DUALISMO E UNITARISMO. A Lavoisier (1943-1794) cabe, como dissemos, a glória de haver inaugurado o período verdadeiramente científico da Química, com a teoria da “oxigenação” o e os princípios do dualismo. Com Dumas o unitarismo substitui a hipótese dualística.

A) O anti-flogístico, ou teoria da oxigenação. – Em 1972 Lavoisier demonstrou que o aumento de peso dos metais submetidos à ação do calor devia ser atribuído, não à perda do princípio inflamável de Stahl mas antes à absorção de certa quantidade de ar. Era, pois, uma teoria diametralmente oposta à do flogístico. Dois anos depois, Priestley descobria no ar atmosférico, um gás eminentemente respirável e comburente, ao qual Secheele denominou primeiro ar vital. Lavoisier mudou esse nome no de oxigênio, por ser o tal ar vital a causa da formação dos ácidos (segundo a opinião então corrente, pois, hoje é sabido o que o oxigênio não entra necessariamente na constituição dos ácidos). Repetindo, pois, as suas pesquisas, sem mudar-lhes o sentido teórico, chegou a conclusão de que os metais aquecidos eram combinações com oxigênio, pelo que deu a estas combinações o nome de óxidos. Chamou azoto (do grego azoe: que não entretém a vida) o gás inerte que conjuntamente com o oxigênio constitui o ar atmosférico.

Em resumo: toda combustão é combinação de qualquer corpo combustível com o oxigênio. O termo “combustão” foi em seguida aplicado, não só as combinações vivas de um corpo com o oxigênio, como também à respiração dos seres vivos, as fermentações, à formação de ferrugem, etc., que são combustões lentas.

Sabe-se, hoje, que se toda oxigenação é uma combustão, nem toda combustão é necessariamente uma oxigenação, assim, o fósforo arde espontaneamente numa atmosfera de cloro e traduzimos o fenômeno dizendo: combustão do fósforo no cloro.

A teoria da oxigenação foi o ponto de partida de novos progressos, sempre devidos aos esforços de Lavoisier em colaboração com os grandes químicos de seu tempo. Citemos a lei da conservação da matéria, a nomenclatura química (l977), a composição do ar, do ácido sulfúrico, do gás sulfuroso, do ácido nítrico etc. Lavoisier conferiu à alumina e à potassa o papel de verdadeira cal, embora nunca tivesse conseguido decompor esses dois corpos, fato que se deu mais tarde, quando, em 1809, Humphry Davy descobriu o potássio, e em 1827, quando Woehler decompôs a alumina.

Lavoisier morreu decapitado, aos cinqüenta anos, pela Revolução francesa: “ela não precisava de sábios”, tal foi o pretexto de sua condenação a morte…

O ar vital era oxigênio, o ar fixo era o gás carbônico, o ar podre era o gás sulfídrico.

B) Escola dualística: A oxigenação era uma teoria que abrangia uma só classe de compostos. Lavoisier não parou nisto; com a colaboração do grande químico sueco João Jacques Berzelius (l779-1848), assentou as bases de uma doutrina geral sobre a constituição de todos os compostos: dessa doutrina deviam resultar duas causas de novos progressos: a nomenclatura e a notação sistemática dos corpos.

Eis em que consiste essencialmente o dualismo:

1.0 A combinação dos metais com o oxigênio dá os óxidos (nome que substituiu o nome antigo de cal), ex. : óxido de chumbo.

2.0 A combinação dos metalóides com o oxigênio dá os ácidos (hoje tal combinação não se chama ácido, mas anidrido, ou óxido neutro); ex. : SO3 ácido sulfúrico.

3.0 A combinação de um ácido com um óxido dá um sal; ex. ácido sulfúrico (SO3) + óxido de bário (BaO) dá sulfato de bário (SO4BA). Todas estas regras, como se vê, inspiram-se no dualismo: o óxido é um composto binário, o ácido também; e estes dois compostos binários de primeira ordem, quando se combinam para dar um sal, formam um composto binário de segunda ordem.

Dois fatos, dissemos, têm imediata relação com as idéias da escola dualística : a nomenclatura e a notação, isto é, os dois mais poderosos auxiliares de uma língua ; e a Química é bem uma nova língua.

1º A nomenclatura química, realizada por Lavoisier e Guyton de Morveau, dividia os corpos simples em metais e metalóides; estabelecia que os compostos, sendo sempre formados por duas ordens de elementos, a linguagem devia traduzir este dualismo. Esta nomenclatura, com algumas modificações exigidas pelos progressos ulteriores está ainda hoje em uso; as suas bases, tão sabiamente concebidas, permaneceram invariáveis.

2º A notação química seguiu a nomenclatura. Berzelius, o grande promotor do dualismo, concebeu-a e realizou-a neste molde. Portanto, o símbolo de um corpo composto compreendia dois elementos gráficos: duas letras para os simples binários, e dois radicais para os binários de segunda ordem; assim, os sais se escreviam com dois termos separados por unia vírgula: um deles era o ácido, e o outro o óxido, como se escrevêssemos hoje SO3, BaO em vez de SO4BA.

Pensaram um momento os dualistas terem achado um argumento irrespondível em prova da sua teoria, na eletrólise da água e das soluções salinas: pois no primeiro caso, os (dois elementos constitutivos da água aparecem respectivamente em cada pólo; e no segundo, o radical ácido avermelha, no pólo positivo, o xarope de violetas, enquanto o radical básico o torna verde, no pólo negativo.

Veremos o que pensam os unitaristas desta interpretação dos fenômenos elétrico-químicos, e porque o dualismo havia de sucumbir apesar dos grandes nomes que o escudavam. É justo reconhecer, entretanto, que o dualismo representou uma das mais elevadas concepções na química, atendendo-se, sobretudo à época em que Lavoisier o estabeleceu.

C) Escola unitária: Três foram as causas principais da queda do dualismo: a impossibilidade de explicar cabalmente nessa teoria a composição dos corpos orgânicos, a substituição do H pelo Cloro, e os fenômenos eletrolíticos.

1º · O dualismo, que fora estabelecido tendo em vista, sobretudo compostos minerais, achou-se em grandes embaraços, quando a atenção dos químicos se dirigiu para os compostos orgânicos, que então desafiavam quase todas as pesquisas. O dualismo não podia sujeitá-los a uma combinação binária, senão pela criação de verdadeiro exército de radicais hipotéticos. Berzelius tentou-o, na verdade adiando deste modo, o golpe que havia ferir as idéias da época. Assim mesmo, a teoria dos radicais nada perdeu de sua primitiva importância; porquanto depois de alguns debates e ligeiros retoques, ela representa na atualidade uma das grandes alavancas da química moderna.

2º · A substituição do H pelo Cloro, que Dumas acabava de realizar na terebintina, no etileno e no álcool, não se explicava no dualismo, senão complicando extraordinariamente a notação e a nomenclatura; resultava também disso que certos compostos, aliás, muito aparentados pelas suas analogias, achavam-se afastados uns dos outros.

3º · Os dualistas fizeram da eletrólise o seu grande baluarte. Tinham, contudo, experimentados apenas sobre os sais alcalinos, tais como o sulfato de sódio. Mais tarde, porém, reconheceu-se que os resultados da eletrólise foram mal interpretados, e que, bem longe de dividir-se o sal em óxido básico e em óxido anidro, realizava-se a sua decomposição eletroquímica em sentido muito diferente: indo sempre o metal para o pólo negativo, e todo resto da molécula para o pólo positivo.

Tais são as principais fases da evolução da química. Em pouco mais de um século, desde Lavoisier ela tem compensado, pela rapidez e o alcance de seus progressos, a lentidão e a incerteza de seus primeiros passos.

Bibliografia.

Sites.

http://b1d022004.cjb.net/

http://www.guajara.com/wiki/pt/wikipedia/q/qu/qua_mica.html

http://geocities.yahoo.com.br/

http://www.nander.hpg.ig.com.br/histquimica.html

http://edlutz.netfirms.com/filos/mcient.htm

BASQUETE

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BASQUETE

A História do Basquete

Em busca de algum tipo de jogo sem violência que estimulasse seus alunos durante o inverno, mas que pudesse também ser praticado no verão em áreas abertas, o professor canadense James Naismith, de 30 anos, criou o jogo de basquetebol em 1891. James Naismith escreveu as primeiras regras do esporte, contendo 13 itens. Embora as regras foram modificadas ao passar do tempo, os princípios essenciais permanecem constantes.

Regras

1. A bola pode ser arremessada em qualquer direção com uma ou ambas as mãos.
Atualmente: Esta regra é ainda verdadeira, pois a bola pode ser jogada ou passada em qualquer direção. A única mudança a esta regra é a infração de backcourt. Uma vez que a bola cruza o meio da quadra, não pode ser passada para atrás da linha do meio da quadra a menos que é tocada por um jogador defensivo primeiro.

2. A bola pode ser tapeada para qualquer direção com uma ou com ambas as mãos (nunca usando os punhos).
Atualmente: A bola ainda pode ser tapeada longe com uma ou ambas as mãos. Pode ser tapeada das mãos de um jogador ou tapeada longe durante um arremesso. Esta regra levou à evolução do arremesso bloqueado, pois jogadores defensivos podem bloquear um arremesso enquanto está em seu caminho à cesta.

3. Um jogador não pode correr com a bola. O jogador deve arremessá-la do ponto onde pegá-la. Exceção será feita ao jogador que receba a bola quando estiver correndo a uma boa velocidade.
Atualmente: Um jogador não pode correr com a bola, pois ele deve driblar ou passar a bola. Um jogador correndo com a bola é indicado come “andando com a bola.”

4. A bola deve ser segura nas mãos ou entre as mãos. Os braços ou corpo não podem ser usados para tal propósito.
Atualmente: A bola só pode ser segurada nas mãos ou os braços de um jogador. Um jogador não pode usar o seu corpo para segurar a bola nem obstruir a bola de ser recebida por um jogador nem de entrar na rede.

5. Não será permitido sob hipótese alguma puxar, empurrar, segurar ou derrubar um adversário. A primeira infração desta regra contará como uma falta, a segunda desqualificará o jogador até que nova cesta seja convertida e, se houver intenção evidente de machucar o jogador pelo resto do jogo, não será permitida a substituição do infrator.
Atualmente: As ofensas notadas ainda se aplicam hoje e resultam em expulsões. Como a regra de Naismith, um jogador pode ser descartado de uma partida por intenção de ferir. Uma falta intencional é desnecessário ou contato excessivo contra um oponente que resulta em dois arremessos e posse da bola. Um jogador que comete uma falta intencional pode ser expulsado do jogo ou suspendido durante um período de tempo.

6. Uma falta consiste em bater na bola com o punho ou numa violação das regras 3, 4 e 5.
Atualmente: Os jogadores da NBA são permitidos ser mais criativos, pois usam passes como o passe de peito, passe de pulo, passe atrás-das-costas e o passe fora do cotovelo, como o fez o armador Jason Willians no Rookie Challenge de 2000.

7. Se uma equipe fizer três faltas consecutivas, será marcado um ponto a mais para o adversário (Consecutivo significa sem que o adversário faça falta neste intervalo entre faltas).
Atualmente: Embora esta regra não está mais em efeito, depois de cinco faltas num quarto uma equipe está na penalidade e a equipe que foi cometida as faltas ganham dois lances livres.

8. Um ponto é marcado quando a bola é arremessada ou tapeada para dentro da cesta e lá permanece, não sendo permitido que nenhum defensor toque na cesta. Se a bola estiver na borda e um adversário move a cesta, o ponto será marcado para o lado que arremessou.
Atualmente: Esta regra mudou no sentido que a cesta agora tem um buraco e a bola não permanece aí. Entretanto, um jogador não pode tocar a borda quando a bola foi arremessada e está em seu caminho à cesta. A infração de goaltending originou desta regra.

9. Quando a bola sai da quadra, deve ser jogada de volta à quadra pelo jogador que primeiro a tocou. Em caso de disputa, o fiscal deve jogá-la diretamente de volta à quadra. O arremesso da bola de volta à quadra é permitido do tempo máximo de 5 segundos. Se demorar mais do que isto, a bola passará para o adversário. Se algum dos lados insistir em retardar o jogo, o fiscal poderá marcar uma falta contra ele.
Atualmente: A regra de cinco segundos ainda existe hoje e se um jogador não arremessa a bola dentro de cinco segundos, a bola é dada à outra equipe. A regra de cinco segundos também declara que um jogador que está in-bounds deve passar, arremessar ou driblar dentro de cinco segundos ou perderá a posse da bola.

10. O árbitro deve ser o juiz dos jogadores e deverá observar as faltas e avisar ao árbitro quando três faltas consecutivas forem marcadas. Ele deve ter o poder de desqualificar jogadores, de acordo com a regra 5.
Atualmente: Na NBA hoje há três árbitros que determinam faltas e expulsões.

11. O árbitro deve ser o juiz da bola e deve decidir quando a bola está em jogo, a que lado pertence sua posse e deve controlar o tempo. Deve decidir quando um ponto foi marcado e controlar os pontos já marcados, além dos poderes normalmente utilizados por um árbitro.
Atualmente: Os árbitros da NBA ainda determinam a posse da bola. Entretanto, há outras pessoas (timekeepers) que controlam o relógio de jogo e verificam jogadores substitutos num jogo. Um scorekeeper é uma pessoa que mantêm a estatística de um jogo tal como a contagem, estatística individual e faltas.
12. O tempo de jogo deve ser de dois meio-tempos de 15 minutos cada, com 5 minutos de descanso entre eles.
Atualmente: Isto mudou, pois os partidos da NBA atualmente incluem dois meio-tempos consistindo de quatro 12-minutos quartos. Os jogos que são empatados enquanto expira o tempo entram num período cinco minutos de prorrogação. Há uma pausa de 15-minutos entre os dois meio-tempos.

13. A equipe que marcar mais pontos dentro deste tempo será declarada vencedora. Em caso de empate, o jogo pode, mediante acordo entre os capitães, ser continuado até que outro ponto seja marcado.
Atualmente: A equipe com mais pontos no final do jogo é declarada a vencedora. Se um jogo está empatado, entra em prorrogação, que continua até que uma equipe tenha mais pontos no final de uma prorrogação de cinco minutos.

TÁTICAS

1. Bloqueio de Rebote

Fundamento do basquetebol que consiste em impedir que a equipe adversária recupere a posse de bola após o arremesso, bloqueando-a virando de costas para o adversário e protegendo a bola e assim, depois, recuperar a bola.

1.1. Exercícios

Na defesa e ataque: 2 filas, onde uma pessoa protege a bola que permanece ao solo e a outra finta e pega a bola, indo para outro lado da quadra para fazer a cesta, o jogador defensor irá acompanhá-lo e fazer a defesa.

Defesa: 1 ou 2 duplas, onde uma dupla defende e a outra espera a bola quicar no solo e, logo após, tentar pegar a bola com a dupla defensora defendendo-a.

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2. Sistema Ofensivo

Os sistemas ofensivos de ataque são: movimentações táticas coletivas, que tem como objetivo principal obtenção da cesta. Para isso o ataque deve obedecer a certos princípios que tornarão mais fácil a tarefa dos atacantes. Inicialmente é importante definir os nomes e funções das posições que o atleta pode desempenhar no ataque. Existem três posições que são distribuídas em funções das características físicas e técnicas dos atacantes: armador, ala ou lateral e pivô.

2.1. Armador

Como característica física este atacante normalmente é o menor e o mais rápido da equipe, tecnicamente deve passar e driblar. O tipo de arremesso mais utilizado pelo armador é o salto (jump) de longa distância em função da região em que atua na quadra o armador deve ter uma boa visão de jogo sabendo decidir o momento exato de passar a um companheiro, arremessar ou infiltrar.

2.2. Lateral ou Ala

Em relação a qualidade física, é um jogador de estatura média para alta e não deve ser muito lento. A característica principal para a posição é um bom arremesso de meia distância. O lateral deve ter uma boa noção de rebote, pois, normalmente participa de ambos.

2.3. Pivô

O pivô deve ser alto e forte por atuar numa região próxima a cesta onde normalmente a defesa e o ataque devem concentrar muita atenção. Em termos técnicos é uma posição que exige um bom trabalho de pernas [fintas e giros, a utilização de arremessos de curta distância e boa noção de posicionamento de rebote (tanto ofensivo como defensivo)].

2.4. Exercícios práticos (Ofensivo)

= Cone = Aluno = Corrida de frente = Corrida diagonal

= Driblando com direita = Driblando com esquerda = Arremesso

(Bandeja)

O aluno executará o exercício sempre driblando a bola, com corrida de frente; corrida diagonal para esquerda, driblando com mão esquerda e protegendo com mão direita; corrida diagonal para direita, driblando com mão direita e protegendo com mão esquerda; Arremesso (Bandeja).

1 = passar ao lado do cone 2 = passar a bola por trás 3 = trocar de mão

4 = passar a bola por entre as pernas

O aluno executará o exercício semelhante ao anterior, exceto em cada cone vai fazer um controle de bola diferente, de acordo com a numeração.

O aluno vai driblando a bola, em linha reta até a linha de 3 pontos, segurar a bola com as duas mão e executar o arremesso (junp), pegar a bola e entrega-la a outro aluno da coluna. Após todos terem executado o exercício, irão trocar de posições.

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3. Sistema Defensivo

3.1. Sistema de Defesa Individual (S.D.I.)

Ficar entre o atacante e a cesta (costas para a cesta, peito para o atacante);
Se o atacante estiver com posse de bola, manter a distância de um braço;
Se o atacante estiver sem a bola, afastar até a posição em que consiga visualizar ao mesmo tempo quem está com a bola e quem marca;
Tentar levar o atacante para o seu lado de menor habilidade;
Tentar levar o atacante para as laterais da quadra onde sua atuação será limitada.

3.1.1. Tipos de Defesa Individual

Sistema de Defesa Individual Simples;
Sistema de Defesa Individual com Ajuda;
Sistema de Defesa Individual com Visão Orientada;
Sistema de Defesa Individual com Flutuação;
Sistema de Defesa Individual com Antecipação;
Sistema de Defesa Individual com Troca de Marcação.

3.1.2. Sistema de Defesa Individual Simples

Como o próprio nome já diz é a defesa elementar. O atleta deve se posicionar de costas para a tabela e frente para quem vai atacar, olhando somente para seu marcador e o acompanhando aonde for.

3.1.3. Sistema de Defesa Individual com Ajuda

O jogador que estiver mais próximo do lado em que for cortado fará a ajuda se posicionando na frente do atacante impedindo a sua passagem, o atleta que for cortado retornará a sua marcação o mais rápido possível. Quem fez a ajuda, após a recuperação do companheiro voltará a sua marcação original. (há um corte do lado e o lateral vai ajudar e retornar a sua posição).

3.1.4. Sistema de Defesa Individual com Visão Orientada

Exceto o marcador do atacante com bola, todos os outros se posicionarão de forma que consigam enxergar ao mesmo tempo quem marca e quem está com a bola, sem perder a posição tabela/marcador.

3.1.5. Sistema de Defesa Individual com Flutuação

Os marcadores do lado contrário onde está a bola, se deslocarão para uma linha imaginária na área restritiva impedindo as penetrações.

3.1.6. Sistema de Defesa Individual com Antecipação

Os marcadores posicionados a um passe de distância se colocará de uma forma que consiga roubar o passe. A antecipação e feita com ½ corpo a frente, a palma da mão mais próxima da bola na linha do passe e o olhar para a bola.

3.1.7. Sistema de Defesa com Troca de Marcação

A troca de marcação é utilizada quando o ataque usa o corta luz como manobra ofensiva. A troca de marcação não deve ser feita por atletas com grande diferença de estatura pois haverá momentânea desvantagem.

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3.2. Exercícios práticos (S.D.I – Simples)

= Cone = Aluno = Corrida de Frente

= Corrida lateral = Corrida Diagonal para trás

Os alunos executarão o exercício sem a bola, ficando um de frente para outro (em duplas), fazendo a corrida de frente, corrida lateral, corrida em diagonal para trás, e no final retornarão à coluna. Após todos executarem, trocar o lado; ou fazer dos dois lados da quadra.

Os alunos executarão o exercício com bola, em dupla, onde, um irá driblando a bola e outro defendendo, fazendo corrida em diagonal (direita e esquerda) até o meio da quadra, onde, também, irão trocar de posições.

Os alunos executarão o exercício sem bola, em dupla, um de frente para outro, fazendo corrida de frente até a metade da quadra, após passarem esse ponto irão fazer corrida na diagonal. Após todos terem executado pode-se trocar de lado da quadra.

3.3. Vantagens e desvantagens da Defesa Individual

Vantagens:

Define responsabilidades;
Exige do defensor a correta execução dos fundamentos individuais da defesa;
Desenvolver a tensão e velocidade do movimento;
Propicia o equilíbrio físico e técnico entre defensores e atacantes;
E adaptável a qualquer tipo de ataque;
Dificulta passe e arremesso de curta e longa distância.
Desvantagens:

Facilita a penetração das cestas devido a marcação mais próxima;
Facilita os movimentos de corta luz;
Pode provocar um grande número de faltas pessoais;
Dificulta o rebote defensivo pois os defensores não tem posição definida em função da não definição das posições dos defensores já que estas serão determinadas pelas posições dos atacantes.

4. Sistema de Defesa por Zona

4.1. Defesa por Zona 1-3-1

O número 1 e 5 fazem o mesmo trabalho, sempre do lado que está a bola;
O número 2 e 4 fazem o trabalho de “gangorra”, quando o 2 marca, o 4 vai para seu limite, e vice-versa.

4.2. Defesa por Zona 1-2-2

O número 1 não pode ser o menor jogador, porque ele fica debaixo da cesta, sobe e desce na linha da bola;
Os números 2 e 3 marcam toda a lateral;
Os números 4 e 5 dividem o garrafão marcando quase sempre que individualmente, além de avisar sempre que um atacante for ultrapassar a sua área.

4.3. Defesa por Zona 2-1-2

Os números 1 e 2, trabalham em conjunto, se a bola estiver com o atacante na lateral do no 1, o 2 vai até o limite no começo do garrafão, e vice-versa; se o atacante estiver no começo do garrafão (armador), ambos irão fazer a marcação;
Os números 1 e 4, também trabalham em conjunto, se o atacante estiver mais próximo do garrafão (pivô) o 4 irá marcar e o 1 irá ajudar;
Números 2 e 5, idem nos 1 e 4;
Os números 3, 4 e 5 tem que avisar quando o atacante passar na sua área, acompanhando-o até o limite da mesma, e outro defensor irá buscar o atacante no limite de sua área; geralmente o atacante faz movimentação de triangulação.

5. Contra Ataque

Em uma partida de basquetebol são diversas as oportunidades em que uma equipe passa da situação de defesa para a de ataque. Quando isso acontece, a primeira iniciativa dessa equipe é a de atacar de forma rápida e organizada, de tal maneira que a defesa adversária seja surpreendida e não tenha tempo de se posicionar corretamente.

Esta ação de tentar o arremesso rapidamente é de forma organizada surpreendendo a equipe adversária chama-se contra ataque.

basquete_regras

5.1. Características e Situações para o Contra Ataque

Para que se caracterize a situação de contra ataque é necessário que haja superioridade numérica entre o ataque para a defesa.

Para se chegar a tal superioridade numérica, o contra ataque precisa ser veloz e organizado. Portanto velocidade, organização e superioridade numérica são as características do contra-ataque.

basquete_enterrada

5.2. Situações que originam o Contra Ataque

Rebote defensivo;
Lateral na quadra defensiva;
Bola ao alto no círculo defensivo;
Fundo bola;
Interceptação de um passe;
Roubada ou recuperação de bola;

5.3. Tipos de Contra Ataque

Desorganizado:

Situação em que o adversário recupera a bola e parte em velocidade para a cesta adversária.

Organizado:

Para um melhor aproveitamento este contra ataque necessita de alguns princípios previamente elaborados a fim de surpreender a equipe adversária.

CURIOSIDADES:

– A primeira bola de basquete foi feita pela A. C. Spalding & Brothers, de Chicopee Falls (Massachussets) ainda em 1891, e seu diâmetro era ligeiramente maior que o de uma bola de futebol.

– As primeiras cestas sem fundo foram desenhadas por Lew Allen, de Connecticut, em 1892, e consistiam em cilindros de madeira com bordas de metal.

– No ano seguinte, a Narraganset Machine & Co. teve a idéia de fazer um anel metálico com uma rede nele pendurada, que tinha o fundo amarrado com uma corda mas poderia ser aberta simplesmente puxando esta última. Logo depois, tal corda foi abolida e a bola passou a cair livremente após a conversão dos arremessos.

– Em 1895, as tabelas foram oficialmente introduzidas.

– O basquete foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, e ele lançou ao alto a bola que iniciou o primeiro jogo de basquete nas Olimpíadas.

– O primeiro jogo oficial de basquetebol foi realizado no ginásio da YMCA em Springfield , Massachusetts, no dia 20 de Janeiro de 1892. Com dois times de nove jogadores cada, foram usadas uma bola de futebol e cestas de pêssegos na sacada a 3,048 m do solo.