BASQUETEBOL ESCOLAR

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Autor: Dayverson Wagner F. de Castro

JOGOS

1.0- BOLA QUENTE:

Objetivo: Desenvolver a coordenação e a destreza do aluno durante a execução desta atividade.

Organização Inicial: Dividir os alunos em grupos de iguais números de participantes com 01 bola em cada grupo.

O professor colocará os alunos na quadra e os disporá em forma circular em equipes. Depois, escolherá um jogador, como lançador, que ficará no centro de cada circulo.

Os alunos começam a brincadeira girando o circulo e o lançador irá jogando a bola a cada jogador, enquanto correm, e estes devem devolve-la aos lançador.

Considerando-se vencedora aquela equipe que, conseguir fazer em menos tempos um trajeto estipulado pelo professor.

2.0- RAPOSA E ESQUILO:

Objetivo: Desenvolver a agilidade e coordenação do aluno durante a execução desta atividade.

Organização Inicial: O professor organiza os alunos pela quadra, colocando-os em forma circular. Utiliza-se para esta atividade 02 bolas ou mais.

O jogo consiste em circular a 1º bola através dos companheiros, onde o companheiro passará a bola para o seu colega da direita e assim sucessivamente; Quando a bola estiver percorrido cinco voltas, o professor colocará a 2º bola, que terá que alcançar a 1º bola enquanto esta se locomove. A 1º bola é o esquilo e a 2º é a raposa que perseguirá o esquilo.

Poderá ser colocada varias bolas perseguidoras em movimento.

3.0- MOSCA TONTA:

Objetivo: Coordenação viso – manual (controle e precisão no lançamento), hábitos de arremessar e receber a bola, agilidade, força e cortesia.

Organização Inicial: O professor deverá colocar os alunos em um circulo e escolher um dos jogadores para ficar no interior do circulo como o “mosca tonta”. Utilizar uma bola.

Ao sinal de iniciar, o jogador que tem a posse da bola, lança-a a outro a sua frente, fazendo que ela cruze o centro da roda. O que está no centro da roda tenta apoderar-se dela, saltando, correndo de um lado para o outro, sem tocar o jogador que está com bola. Se o jogador que esta no centro, conseguir pegá-la, trocará de lugar com o que arremessou e este vai para o centro e será a “mosca tonta”.

4.0- CHAMADA DA RODA:

Objetivo: Desenvolver a habilidade de lançar a bola para o alto e pegá-la, cooperação, cortesia, rapidez (velocidade) de reação e honestidade.

Organização Inicial: O professor deverá disponibilizar os alunos em forma de circulo numerando-os e um no centro do circulo. Utilizando uma bola leve.

O aluno que estiver ao centro com a bola na mão, chama m numero e lança a bola para o alto. O Jogador chamado deverá apanhar vindo do alto sem tocar o chão. Se não conseguir apanhar a bola ira para o centro do circulo e fará a chamada de um próximo numero.

5.0- BOBINHO DUPLO:

Objetivo: Desenvolver a agilidade e a concentração.

Organização Inicial: Dividir a turma em dois círculos com números iguais de participantes, um em cada lado da quadra, não muito próximos. O numero (1) um de um circulo corresponderá ao numero (1) um do outro e assim sucessivamente. Utilizará duas bolas.

Cada circulo terá uma bola que os alunos passarão entre si. Quando o Professor anunciar um numero, como por exemplo , numero (3) três, os alunos de cada circulo cujo os números foram anunciados deverão deixar seu circulo e tentar pegar a bola do circulo vizinho. O aluno que conseguir pegar a bola primeiro marca um ponto para a sua equipe. A atividade continua até que todos os números forem anunciados.

6.0- ACERTA O ALVO:

Objetivo: Arremesso e pontaria.

Organização Inicial: Varias bolas de meia e um anteparo com um orifício no centro. O anteparo dever ser colocado a uma distância de mais ou menos três metros do grupo.

Os alunos de posse das bolas de meia, deverão arremessa-las, tentando atingir o orifício. Cada aluno que conseguir atingir o orifício com a bola marcará cinco pontos para o seu grupo.

7.0- ALERTA COR:

Objetivo: Desenvolver a agilidade, arremesso, o passe e a recepção.

Organização Inicial: Os alunos deveram se postar em circulo e utilizando uma bola.

Os alunos em circulo deveram passar a bola um para o outro, até que a bola caía. A pessoa que deixou a bola cair devera pegar a bola o mais rápido possível e gritar alerta cor, pois desde o momento que a bola caí todos os outros começam a correr e só param quando escutar falar alerta cor. Daí o que estiver com a bola falará uma cor e sairá para queimar alguém, contando que este alguém não tenha ainda encontrado a cor solicitada.

8.0- PIQUE BANDERINHA COM BOLA:

Objetivo: Desenvolver o passe, a recepção e agilidade

Organização Inicial: Divide-se os alunos em duas equipes com o mesmo numero de alunos em cada lado da quadra, no fundo das quadras se faz uma marcação onde ficará a bola que deverá ser defendida. Utilizará duas bolas como banderinha.

Os alunos tentarão pegar a bola da equipe adversária passando um para o outro ao invadirem a quadra da outra equipe, e a outra equipe tentará também pegar a bola da outra equipe . As equipes tentaram defender suas bolar evitando o passe e queimando ao tocar o adversário que estiver com a posse da bola. Esse não mais poderá está com a posse da bola (só poderá efetuar o passe para outro membro de sua equipe antes de ser queimado). Ganha a equipe que conseguir pegar a bola do seu adversário antes da equipe adversária e trazer para o seu campo de defesa.

9.0- ACERTA O CONE:

Objetivo: Velocidade e precisão.

Organização Inicial: Os alunos iram formar grupos de seis e utilizarão bolas da modalidade ou bolas de meia. Utiliza cones como alvos.

As equipes serão divididas em três sub equipes dentro da mesma equipe: 02 alunos de ataque (estes tentaram derrubar os cones da equipe adversária), 02 alunos de defesa dos cones (estes deverão defender os seus seis cones que outra equipe tentara acerta) e 02 alunos que abasteceram o seu ataque com as bolas para que estes acertem os cones da equipe adversária (estes deveram pegar as bolas que a equipe adversária estão jogando tentando derrubar os seus cones). Vence a equipe que derrubar os seis cones da equipe adversária primeiro.

10.0- QUEIMADA:

Objetivo: Passe, recepção, precisão e coletividade.

Organização Inicial: Dividir os alunos em duas equipes de iguais quantidades de participantes, em campos opostos com áreas demarcadas e uma bola.

Os alunos de ambas as equipes com a posse da bola tentaram queimar o adversário da outra equipe, fazendo com que todos os membros da outra equipe passem para a área demarcada com zona dos “mortos” a equipe que conseguir primeiro mandar todos os seus adversários para a zona dos “mortos”ganha.

BIBLIOGRAFIA

01 – NETO, Raul Ferreira. Recreação na escola, Rio de Janeiro: 2º edição / Sprint, 2002 .

02 -GUERRA, Marlene. Recreação e lazer, Porto Alegre: 5º edição / Sagra: DC Luzzatto, 1996.

03 – SILVA, Elizabeth Nascimento. Recreação e Jogos, Rio de Janeiro: 2º edição / Sprint, 1999.

04 – BOTAFOGO, Ruan Carlos. Jogos populares, Rio de janeiro: 11º edição / Quaresma, 1953

O MEU ESPORTE PREFERIDO É BASQUETE

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Autor: Andrea Raymundo Balle

O BASQUETE

Esse jogo é um dos mais populares do mundo. Ele é disputado por duas equipes de cinco jogadores cada. Seu objetivo é somar o maior número de pontos, em dois tempos de 20 minutos cada, fazendo com que a bola entre na cesta do time adversário.

O que o nome “basquete” significa?

Em inglês, “basketball” significa bola ao cesto. “Basket” = cesta e “ball” = bola.

Quem inventou o basquete?

O basquete foi inventado pelo pastor presbiteriano canadense e professor de Educação Física na ACM (Associação Cristã de Moços) James Naismith, em 1892. No entanto, as regras do jogo só foram unificadas em 1932, pela Federação Internacional de Basquete Amador (FIBA).

Quais são as regras do jogo?

Um jogo de basquete tem a duração de 40 minutos, divididos em dois tempos de 20 minutos cada. A quadra tem 26 metros de comprimento por 14 metros de largura. As cestas ficam fixadas em estruturas a 3,05 metros de altura do chão, nas extremidades da quadra. Quando a bola entra na cesta do adversário, o time marca dois pontos. Se a bola foi jogada antes da linha situada a 6,2 metros da cesta, o time marca três pontos. O jogador deve se locomover batendo a bola no chão. Dar três passos sem bater a bola no chão, segurá-la por mais de 5 segundos (bola presa), tocá-la com a perna ou impedir o movimento do adversário são faltas. No basquete há um número limitado de faltas, por time e por jogador. A partir de sete faltas cometidas por um time, o adversário tem direito a um arremesso livre a cada nova infração cometida. Se acertar, ganha um ponto e outro arremesso. Se errar, o jogo continua. Quando um jogador faz cinco faltas é expulso, mas pode ser substituído.

Quais as principais competições de basquete?

As principais competições de basquete são as Olimpíadas e o Campeonato Mundial, disputados a cada quatro anos, cada um. O Brasil foi campeão mundial masculino em 1956 e 1963 e feminino em 1994. O principal torneio de clubes é organizado pela NBA ( National Basketball Association), que reúne 27 times.

Bibliografia

– Abril/96, Almanaque: Editora Abril, São Paulo/SP

– Basketball, Pro: Editora Company, L.L.C, Los Angeles/US

BASQUETEBOL EM CADEIRA DE RODAS

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Autor: Anderson Ferreira da Cruz

A Importância do Basquetebol em Cadeira de Rodas nos Aspectos Físicos e Sociais para os Portadores de Deficiência Física

Objetivo Geral

A pesquisa busca investigar: quais os benefícios físicos e sociais obtidos, com a prática do basquetebol em cadeira de rodas, para o portador de deficiência física.

Objetivos Específicos

Verificar a contribuição do basquetebol para os portadores de deficiência física nos aspectos social e físico
Identificar os benefícios do basquetebol em cadeira de rodas para o portador de deficiência física.
Verificar os problemas que os deficientes físicos enfrentam para a prática do basquetebol em cadeiras de rodas
Questões de Estudo

Qual a contribuição do basquetebol para os portadores de deficiência física nos aspectos social e físico?
Quais os benefícios do basquetebol em Cadeira de Rodas para o portador de deficiência física?
Quais os problemas que os deficientes físicos enfrentam para a prática do basquetebol em cadeiras de rodas?
Delimitação do Estudo

A presente pesquisa será realizada na Associação de Basquetebol em cadeira de rodas do Rio de Janeiro (ADEZO) situada a rua Nuretama, S/N Padre Miguel -RJ, com professores e alunos portadores de deficiência Física no Município do Rio de Janeiro.

Fatores Limitantes

Falta de locais que haja o trabalho de Basquetebol em Cadeira de Rodas
Assiduidade dos alunos
Fator psicológico
Fator social
Variáveis
Variável dependente
Basquetebol em Cadeira de Rodas
Variável Independente

Benefícios nos aspectos físicos e sociais que o basquetebol em cadeira de rodas pode trazer para o portador de deficiência física.

Variável Interveniente

O portador de deficiência mentir na resposta ao questionário de coleta de dados
Falta de professores para responderem ao questionário
Aluno não devolver o questionário.

Significância do estudo

No estudo proposto relaciona-se ao esclarecimento das necessidades da prática de atividades físicas para portadores de necessidades especiais, nos aspectos físicos, mental e social, propiciando especificamente a melhoria da qualidade de vida dos mesmos. Neste estudo, é enfatizada a situação dos praticantes de Basquetebol em cadeira de rodas na zona Oeste do Rio de Janeiro no campeonato Carioca de Basquetebol em cadeira de rodas do Rio de Janeiro.

A importância deste estudo na área de Educação Física destina-se a estudar a prática desportiva dos portadores de necessidades especiais que sofrem tanto com limitações físicas, psicológicas e sociais, assim, mostrando a importância da prática desportiva na vida dos deficientes físicos Para os deficientes físicos, as dificuldades são enormes e aos pesquisadores este estudo é muito importante, pois, não é um tema comumente abordado, até pelos estudantes de educação física, muitos tem optado por atuar na área de academias ou a área escolar que também deve inserir os portadores de deficiência física. Na atualidade, fica cada vez mais difícil ignorar as necessidades dos portadores de necessidades especiais e da prática desportiva para os mesmos estarem inseridos na sociedade, melhorando a saúde, auto-estima.

– Definição de Termo

Potencialidade – Tudo o que é virtual no indivíduo e através da educação se transforma em manifesto. (OUVÍDIO, 1988).

Deficiência Física – A condição de saúde física que impossibilita a participação integral de atividades sociais, culturais, por dificuldade de realizá-los. (Secretaria de educação especial-RJ)

Andar – progredir ou regredir com a bola sem quicá-la. (PAULA, 1994) Bloqueio – um passe seguido de um deslocamento em direção a um marcador de um companheiro de equipe, fazendo um breve bloqueio, permitindo a passagem do companheiro pelo lado contrário. (PAULA, 1988)

Corta – luz – é quando se passa entre o marcador e o adversário, fazendo com que o marcador perca momentaneamente a visão do adversário. Pode ser executada com quem está ou não com a posse de bola. (PAULA, 1988).

Amputado – Indivíduo com ausência de um dos membros ou parte dele. (COSTA, 1992).

Portador de deficiência: Indivíduo que apresenta alguma forma de anormalidade ou diferenciação perante os demais, quer nas dimensões cognitiva, afetiva e motora. (NETTO E GONZALES, 1990)

Paraplegia – Paralisia dos membros inferiores e parte inferior do corpo: afeta o movimento e sensação. (NETTO E GONZALES, 1996)

Coordenação geral – qualidade física que permite ao homem assumir a consciência e a execução levando a uma integração progressiva de aquisições e favorecendo uma ação ótima dos diversos grupos musculares na realização de uma seqüência de movimentos com o máximo de eficiência e economia (TUBINO, 1971).

Percepção motora e sinestésica – habilidade de perceber a posição, esforço em movimento das partes do corpo interno, durante uma ação muscular. É tida como tendo o sexto sentido, as fontes da propriocepção ou percepção sinestésica são presumivelmente alocadas nas articulações, músculos e tendões (JOHNSON E NELSON, 1979).

Referencial teórico

“A pessoa deficiente e aquela que é incapaz de assegurar-se por si mesma, total ou parcialmente as necessidades de uma vida individual ou social normal, em decorrência de uma deficiência ou não em suas capacidades físicas ou mentais”. (Dalton, 1990).

REVISÃO DA LITERATURA.

Aspectos sociais, políticos e psicológicos da deficiência física.

Dentro da filosofia em que se fundamentam os direitos humanos é evidente que todos devem ter as mesmas oportunidades de aprender e de desenvolver as suas capacidades para assim alcançar a independência social e econômica, bem como poder se integrar à vida comunitária.

Esse direito, que se estende a essas pessoas vem se constituindo um constante desfio a sociedade e aos seus sistemas educacionais necessitando, por essa razão, especializados, que nos permitem aproveitar -se adequadamente desses recursos. Por esse motivo, torna-se evidente que as instituições regulares devem conter com meios apropriados a ser suficientemente flexíveis, para facilitar a tais pelo desenvolvimento e reintegração social na comunidade em que vive.

Todas as sociedades, e grupos dentro delas, orientam-se por regras e padrões de comportamento, valores éticos, estéticos, etc. Estas regras e padrões são mediatizados por tipos de símbolos que relacionam significantes significados, constituindo assim, o imaginário simbólico, a visão do mundo, uma dimensão fundamental de cada cultura.

Um deficiente físico deve ser tratado como uma pessoa qualquer, havendo apenas uma diferença no aspecto motor, e nunca como uma pessoa “deficiente”, a limitação em uma característica física não atinge a sua totalidade de ser, contida no conceito de pessoa deficiente “. · Os efeitos sociais e psicológicos, que acompanham alguns deficientes podem criar maiores problemas do que a incapacidade física. Quando se lida com o deficiente, deve ser dirigido para as qualidades mais similares àqueles de uma pessoa normal”.

Freqüentemente a aparência física da pessoa deficiente é notadamente diferente às vezes até bizarra, privando -a das atividades normais da vida.Quanto mais diferente for a sua aparência, maior será a possibilidade de o deficiente físico ser alvo de chacotas, de ser ridicularizado, e ser motivo de pena, uma atitude que servirá para aumentar e perpetuar o mórbido conhecimento de sua diferença.

As tarefas principais do professor de educação física adaptada a promover a auto-aceitação e confiança que permitirão à pessoa deficiente desenvolver habilidades e talentos que compensam a sua deficiência física. Ele deve ser persuadido de que todas as tentativas são válidas.

Aspectos sócio econômico e cultural da deficiência

A pessoa deficiente é aquela incapaz de assegurar-se por si mesma, total ou parcialmente às necessidades de uma vida individual ou social normal, em decorrência de uma deficiência congênita ou não em suas capacidades físicas ou mentais.

Este conceito de deficiente enfoca os limites e a incapacidade e não as possibilidades do deficiente enquanto pessoa.Segundo RIBAS, o trabalho nos centros de reabilitação volta-se para o deficiente e não para a sociedade.Trabalha com reflexo social e não com o social propriamente dito.A instituição se fecha em si mesma.

-Por que atividade física para o deficiente?

A atividade física, compreendendo a realizada sob a forma de movimento contínuos ou intermitentes, visando melhorias específicas e localizadas, seja na intensidade que for realizada: fraca, moderada ou de grande exigência -se respeitados os critérios de individualidade que são próprios de cad um de nós, contribuíra sempre efetivamente na reabilitação de qualquer tipo de deficiência que conhecemos.

Isto ocorre a partir do momento que ativamos a circulação, estimulamos os músculos (através do aumento do VO²) , evitamos o acúmulo de gordura localizada , através da queima da mesma no ciclo energético, equilibramos o eixo glandular do tálamo, hipotálamo, gônadas, supra-renal,etc.Melhorando a habilidade para coordenar movimentos, estando mis rápido, ágil e flexível. (NETTO,GONZALES,p.13.1996)

– Atividade Física para portadores de deficiência física

“UNESCO estabelece que a prática da educação física é um direito de todos e que programas devem dar prioridade aos grupos menos favorecidos no seio da sociedade (carta internacional de educação física e desporto, 1978)”.

A escolha de um esporte depende em grande parte das oportunidades oferecidas da condição econômica para a seleção de determinado esporte, da aptidão da criança ou da falta de condição do próprio deficiente tendo em vista o grau de sua deficiência.

Os esportes podem ser praticados pelos deficientes em quase sua totalidade considerando-se seu grau de deficiência e suas dificuldades, devido a estas são feitos alguns modificações de regras e adequações que facilitam a prática promovendo a participação de um maior números de deficientes.

O deficiente é carente e trás consigo uma série de “nãos”, que lhe são impostos no dia a dia.

Ficam neles retidas as capacidades de pensar, sentir e agir. É preciso dar a esse aluno deficiente plena capacidades de desenvolver suas capacidades criativas e espontâneas.

Novas perspectivas da integração do deficiente

A integração das pessoas portadoras de deficiência insere-se no conjunto do processo político, econômico e social exige a formulação e o desenvolvimento de programas nos diferentes níveis da administração e a conjugação de esforços de todos os segmentos da organização social e da vida coletiva. Pois não só os indivíduos sofrem no corpo e na mente as deficiências que o atingem: o preconceito e o desconhecimento ferem a cidadania, afetam a organização da sociedade, introduzem na economia um ônus que poderia ser evitado.

Para a integração portadora de deficiência tem, aliás, raízes nas condições de vida de grande parte da população, determinadas pelas distorções de renda vigente.

Constata-se desse modo que a maioria das pessoas portadoras de deficiência não recebem nenhum atendimento semelhante ao prestado ao restante da população e que não foi atingida por qualquer medida que a habilite a integrar-se normalmente à sociedade.O governo entende que, coordenando e incentivando ações por órgãos de diferentes esferas administrativas, há de se obter a racionalização dos resultados a alcançar. A ampliação de prevenção e atendimento e a efetiva integração social das pessoas portadoras de deficiência.

(AUSTIN,p.13,1986).

Sociedade e Estado são uma só realidade no ataque a este problema, pois só é a nação que sofre, numa décima parte de seus filhos, limitações que podem ser evitadas, recuperadas ou compensadas, mas cuja manutenção já não se pode tolerar.

Um programa de conscientização não estará completo enquanto se limitar à divulgação de informações – importantíssimas e essenciais; ele visa, em última instância, a mudança de ordem prática: uma atitude de atitude. Seu objetivo central é permitir que a sociedade venha se tornar sujeito deste programa, única forma duradoura de encontrar o caminho para a sua superação.

Histórico do esporte para pessoas portadoras de deficiência física

Os primeiros registros de esporte para pessoas portadoras de deficiência foram encontrados em 1918 na Alemanha, nos quais consta que um grupo de soldados alemães que se tornaram portadores de deficiência física após a guerra, se reuniam para praticar tiro e arco e flecha. Em 1932 na Inglaterra formou-se uma associação de jogadores de Golfe com um só braço.

Em 1944 o neurologista alemão Sir Ludwig Guttmann começou a trabalhar com arco e flecha no Hospital de Reabilitação de Stoke Mandeville, em Aylesbury, Inglaterra.

Em 1948, paralelo aos XIV Jogos Olímpicos, Sir Guttmann realizou os I Jogos Desportivos de Stoke Mandeville , com a participação de 14 homens e 2 mulheres da Forças Armadas Britânicas em uma única modalidade, Arco e Flecha.

Em 1952, Sir Guttmann realizou o II Jogos Desportivos de Stoke Mandeville com a participação de 130 atletas entre ingleses e holandeses.

Em 1960, acontece a Primeira Paraolimpíada na Cidade de Roma, Itália, com a participação de 23 países e 400 atletas. A palavra PARA (olimpíadas) não tem a conotação de Paraplégico, mas sim de Paralelo as Olimpíadas, pois os jogos são realizados duas semanas após as Olimpíadas e no mesmo país, sendo utilizadas as mesmas instalações desportivas, com as necessárias adaptações.

Em 1964, foram realizados os II Jogos Paraolímpicos, em Tóquio, Japão.

Em 1968, os III Jogos Paraolímpicos em Tel Aviv, Israel.

Em 1972, os IV Jogos Paraolímpicos em Heidelberg, Alemanha. Pela primeira vez, o Brasil participa da competição na modalidade de BOCHA mas , pela pouca experiência, não consegue conquistar nenhuma medalha.

Em 1976, nos V Jogos Paraolímpicos em Toronto, Canadá, o Brasil conquista as suas duas primeiras medalhas Paraolímpicas, e são de prata, na modalidade de BOCHA.

Em 1980,nos VI Jogos Paraolímpicos em Arnhem, Holanda, a primeira vez em que o Brasil participa na modalidade de basquetebol em cadeira de rodas e natação, mas não conquista medalhas.

Em 1984, nos VII Jogos Paraolímpicos em Aylesbury, Inglaterra e Nova Iorque, EUA, foi a melhor participação do Brasil em todas as Paraolimpíadas, com apenas 21 atletas na Inglaterra, foram conquistadas 6 medalhas de ouro, 12 de prata e 3 de bronze, batendo 2 recordes Paraolímpicos e 3 mundiais. Foi a primeira participação dos atletas brasileira portadores de deficiência visual nos EUA e conquistaram a medalha de prata na modalidade de atletismo.

Em 1988, nos VIII Jogos Paraolímpicos em Seul, Coréia do Sul, o Brasil novamente dá um Show: conquista 27 medalhas, sendo 4 de ouro, 10 de prata e 13 de bronze

Em 1992, nos IX Jogos Paraolímpicos em Barcelona, Espanha, o Brasil conquista 7 medalhas, sendo 3 de ouro e 4 de bronze.

Em 1996, nos X Jogos Paraolímpicos de Atlanta, EUA, o Brasil conquista 21 medalhas, sendo 2 de ouro, 6 de prata e 13 de bronze. A XI Paraolimpíadas será realizada entre os dias 18 e 29 de Outubro de 2000, na cidade de Sidney, Austrália, com a participação de 125 países, mais de 4.000 atletas, 2.000 técnicos, 1.000 árbitros, 2.000 repórteres, 18 modalidades esportivas, 14 modalidades paraolímpicas, é o segundo maior evento esportivo do mundo e será televisionada para mais de 110 países. O Comitê Paraolímpico Brasileiro deverá estar levando em torno de70 atletas brasileiros. (www. add.com.br), 2001.

Histórico do Basquetebol em cadeira de rodas

Após a segunda guerra mundial, surgiu um grande número de pessoas portadoras de deficiência, e nos hospitais a PVA, Paralyzed Veterans of América (Veteranos Paralisados da América), começaram a se organizar e desenvolver atividades esportivo-recreativas.

O primeiro registro do basquetebol em cadeira de rodas foi encontrada em 1946 na divisão da PVA em New England, EUA, mas a mais popular foi à divisão da PVA na Califórnia, EUA, indo depois para Boston, Mentis, Richmond, New York, Canadá e Inglaterra. A equipe mais popular nos EUA era a equipe da região Oeste, a Birmingham Flying Wheels,que também era uma divisão da PVA.

Em 1948, no I Campeonato Nacional da PVA nos EUA de basquetebol em cadeira de rodas, obteve a participação de 6 equipes, sendo que a equipe da Flying Wheels da Califórnia conquistou a medalha de ouro. E foi também em 1948, que se formou a primeira equipe de basquetebol em cadeira de rodas de cidadãos americanos que não eram militares ou veteranos de guerra. A equipe se chamava Kansas City Wheelchairs Bulldozers (www.iwbf.org)

Iniciação do Basquete em cadeira de rodas no Brasil

O basquetebol em cadeira de rodas chegou ao Brasil no final dos anos 50, através dos atletas Sérgio Del Grande e Robson Sampaio de Almeida.Teve, no Rio de Janeiro, grandes idealizadores e verdadeiros obstinados neste esporte, como JOSÉ GOMES BLANCO (SADEF) e ALDO MICOLLIS (Clubes do OTIMISMO, ANDEF, PARAPLÉGICOS)

O Brasil tem também seus ATLETAS-DESTAQUE: ADRIANA, que hoje joga nos Estados Unidos e ROBERTO CARLOS, que atuou na Itália, sendo que ambos foram jogadores da seleção Brasileira de Basquetebol em cadeira de rodas.

Atualmente, O Brasil conta com mais de 60 equipes masculina de basquetebol em cadeira de rodas, 6 equipes femininas, sendo que a Instituição denominada ADD ( Associação Desportiva para Deficientes), dirigida pelo Professor STEVEN DUBNER, que no momento é uma das pessoas mais importantes e entusiastas com o progresso deste esporte em nosso País, sendo inclusive, responsável pela formação da primeira equipe de Basquetebol em cadeira de rodas para crianças no Brasil, com a (ADD / Magic Hands); foi Técnico da Seleção Brasileira Masculina.

O Basquetebol em cadeira de rodas é um dos principais esportes para as pessoas portadoras de deficiência física. Infelizmente, no Torneio Pré-Olímpico realizado na cidade do México, em 1999, o BRASIL perdeu a sua chance de classificar-se para as Paraolimpíadas de SYDNEY, tanto no Masculino como no feminino, tendo perdido ambas classificações para a equipe do México. Nas duas categorias o BRASIL classificou-se em 4º Lugar. Anteriormente, em 1996, em ATLANTA (EUA), o BRASIL participou das Paraolimpíadas na categoria Feminino, ficando classificado em 8º lugar.

A cadeira de Rodas

Sempre que possível, é feita sob medida, levando em consideração a limitação física e a característica do jogador quanto ao jogo de basquete. Os atletas que iniciam a prática do basquetebol em Cadeira de rodas devem passar pelos seguintes processos: Preenchimento de uma ficha individual do atleta. Avaliação como médicos, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos e classificadores funcionais e outros profissionais afins.Trinta minutos antes do início de cada partida, o Árbitro realiza uma avaliação e medição da cadeira de rodas (seating).

Tecnicamente, para fins de possibilitar um melhor desempenho desportivo-funcional, é feita uma avaliação, por parte dos profissionais, com o atleta sentado na nova cadeira, onde são acrescentadas faixas de fixação (straps), para lhes dar maior segurança. São explicado detalhadamente o desenvolvimento do manejo da cadeira; a pegada, propulsão e a freiada (para frente e para trás), giros, inclinação (tilt), etc.

É de vital importância a orientação no desenvolvimento dos fundamentos técnicos do basquetebol: diversas variações de dribles, passes, recepção, arremessos, bloqueios, rebotes, corta-luz e falso corta-luz, e muitos outros. Desenvolvimento dos fundamentos táticos do basquetebol, ofensiva e defensivamente; transição, quadrado, jogadas defensivas e ofensivas read and react, jogadas em situações específicas. Todos os itens acima são desenvolvidos conforme o planejamento e as avaliações realizadas pela equipe multidisciplinar.

Regulamento do jogo

Como no basquete convencional, o jogo consiste de cinco jogadores em cada time com duração de dois tempos de 20 minutos cada, ou, quatro quartos de 10 minutos, medidos com cronômetro com escala de 30 segundos. No caso de empate no escore, ao final do último quarto, será jogado com uma prorrogação de 05 minutos para o desempate. Em caso de novo empate, tantas prorrogações de 5 minutos quantas forem necessárias.

Regulamento da quadra

A quadra regular para o jogo é de tamanho normal, 28.00 m x 15.00 m, usada para competições da I W B F. A quadra deverá ser marcada com linhas divisórias de áreas, linhas para lances livres e linhas para arremesso de 3 pontos, de acordo com o regulamento da FIBA/IWBF. O basquete em cadeira de rodas usa uma cesta padronizada, instalada a 3.05 m de altura, idêntica a cesta usada para o jogo de basquete comum.

Medidas da cadeira de rodas

A cadeira deverá ser dotada de certos requisitos (medidas), no intuito de garantir a segurança e igualdade na competição. A cadeira deverá ter 3 ou 4 rodas; duas rodas grandes localizadas na parte traseira da cadeira e uma ou duas rodas pequenas na parte da frente.

Atualmente, a Regra permite que uma pequena rodinha seja colocada na parte traseira, para que, em contato com o solo possa dar uma maior segurança ao jogador.

Os pneus traseiros deverão ter um diâmetro máximo de 0,66 m, e a roda deverá possuir um aro para o seu manejo (impulsão).

A altura máxima do assento não pode exceder a 0,53 m do solo e o descanso para os pés não poderá ultrapassar os zero, ll m do solo, com as rodas dianteiras em posição alinhada para movimento para frente.

A parte de baixo do descanso para os pés deverá ser desenhada de tal maneira que não danifique a superfície da quadra.O jogador deve usar uma almofada de material flexível sobre o assento da cadeira.

A almofada deverá ser da mesma largura e comprimento do assento da cadeira e não pode exceder 0,10 m de espessura, exceto para os jogadores das classes 3.5, 4.0 e 4.5, onde a espessura máxima permitida é de 0,05 m. os jogadores são obrigados a usar cintas e suportes para segurar o corpo na cadeira e cintas para manter as pernas juntas. É permitido o uso de órteses e próteses

A ficha de classificação do jogador deverá indicar o uso de órteses ou próteses, assim como as adaptações para o posicionamento do jogador na cadeira.

Não permitidos pneus pretos, mecanismos de direção, freios ou mecanismos de acionamento na cadeira. Antes do início da partida, o Árbitro fará a vistoria em todas as cadeiras para verificar se estão de acordo com os requisitos do jogo. (RIBAS, p12, 1986).

Pontuação do jogo

Como no basquete comum, um arremesso da linha de lance livre conta 1 (um) ponto.
Um arremesso da área de jogo 2 (dois) pontos. Um arremesso da linha de 3 pontos conta 3 (três)pontos.

Regra para iniciar a bola em jogo

Para começar cada tempo de jogo será feito um arremesso vertical da bola (bola morta), no circulo central da quadra, um jogador de cada time ficará posicionado frente a frente para tomar posse da bola que será arremessada pelo arbitro da partida. Como ao jogador não é permitido se elevar do assento da cadeira (falta técnica), o jogador com maior estatura terá maior chance de obter a posse da bola. No caso de bola presa ou seja os dois jogadores segurar a bola, é assegurado a cada um dos times a posse para por a bola em jogo em alternadas sucessões, a direção da próxima posse após a bola presa será indicada por uma seta colocada na mesa do apontador ou no placar. Por exemplo: Se após a bola ao alto o time A obtiver a posse de bola, quando da marcação de uma próxima bola presa, esta será resposta de fora para dentro da quadra por um atleta da outra equipe.

Violações específicas no Basquetebol em cadeira de rodas

Violações são infrações cometidas contra as regras, onde o time que comete perde a posse da bola. A devolução será feita pelo time adversário por intermédio de um lançamento de fora para dentro da quadra, no ponto mais perto do local onde foi cometida a violação.

Violação das linhas divisórias

O jogador é considerado fora da quadra quando ele ou alguma parte de sua cadeira estiver em contato com o solo sobre ou fora da linha divisória. A bola é considerada fora, quando a mesma ultrapassar a linha divisória. O causador da bola fora será o ultimo jogador a tocá-la. Entretanto, se um jogador atirar deliberadamente a bola contra seu adversário ou contra sua cadeira e a esta sair da quadra, a mesma será reposta pelo adversário no ponto ais próximo onde ocorreu à violação.

Violação de percurso

O jogador só poderá impulsionar as rodas duas vezes antes de: driblar, passar, ou arremessar a bola. Se o jogador impulsionar as rodas três vezes, incluindo movimentos de pivô, será considerada violação de percurso.A famosa “ANDADA”.

Violação de 3 segundos.

O jogador não pode permanecer mais que 3 (três) segundos na área restritiva do adversário. A não ser que a bola esteja no ar durante um arremesso para a cesta, durante o rebote ou quando a bola estiver parada. O jogador que permanecer mais de 3 segundos na área restritiva do adversário receberá uma falta por violação de 3 segundos. Durante o período de bola morta, os três segundos não são contados.

Violações de 5 ou 10 segundos

Um jogador marcado de perto que estiver de posse da bola deverá passá-la, arremessá-la, driblá-la ou rolá-la dentro de cinco segundos. Igualmente, o time deverá movimentar a bola do fundo de seu campo para frente dentro de dez segundos. Tempo excessivo associado a estas duas situações resulta em violação.

Faltas.

Faltas são infrações das regras envolvendo contatos pessoais com o oponente ou comportamento ante esportivo. A falta é cobrada contra o ofensor e a penalidade poderá ser tanto a perda de posse da bola, como um arremesso livre ou uma serie de 3 arremessos livres em favor do adversário, dependendo da natureza da falta. A cada jogador só será permitido cometer 5(cinco) faltas durante o jogo,quando este jogo for realizado em dois tempos de vinte minutos. Após a Quinta falta o jogador será automaticamente excluído do jogo

Faltas pessoais

O Basquete em cadeiras de rodas é um esporte sem contatos físicos. Uma falta pessoal é cobrada contra o jogador que bloquear, segurar, empurrar, carregar ou impedir o progresso de jogo do adversário com seu corpo ou com sua cadeira. Agressão desnecessária também é sancionada como falta pessoal. Para estas faltas a cadeira de rodas é considerada como parte componente do corpo do jogador, o contato não acidental entre cadeiras constitui em falta. Se o jogador que receber a falta estiver no ato de um arremesso e pontuar, a ele será concedido um arremesso livre. Se o arremesso for nas áreas de 2 ou 3 pontos a ele será concedido 2 e/ou 3 arremessos livres respectivamente.

Falta técnica

Uma falta técnica será cobrada sempre que um jogador demonstrar deliberadamente conduta antidesportiva; quando um jogador elevar-se do assento da cadeira ou quando um jogador remover os pés do descanso de pé ou usar outra parte do corpo que não as mãos, para obter vantagens, tais como frear ou manobrar a cadeira. A cobrança para a falta técnica é de 2 (dois) arremessos livres concedidos ao adversário. O capitão do time cobrador da falta designará o jogador que executará os arremessos

Falta antidesportiva

É aquela que é aplicada contra o atleta que a houver cometido intencionalmente. É quando o atleta despreza a bola e faz contato físico deliberado com o seu oponente ou sua cadeira. Anteriormente era mais conhecida como Falta Intencional.

Classificação funcional: A pontuação de cada atleta varia de 1.0, 1.5, 2.0, 2.5, 3.0, 3.5, 4.0 e 4.5 pontos, sendo que os pontos 1.0 são jogadores que normalmente apresentam uma lesão alta, podendo comprometer o seu equilíbrio de tronco e os seus membros superiores; o ponto 4.5 pode ser, por exemplo, aquele atleta que apresenta uma amputação do membro inferior (abaixo do joelho) lesão baixa. (www. add.com.br)

Técnicas de manejo em Cadeiras de Rodas

Durante a 1ª fase de ativação do futuro usuário de cadeira de rodas, o aprendizado e treinamento do manejo de cadeira de rodas representam uma função terapêutica importantíssima.Este aprendizado contribuirá para uma maior autonomia da pessoa.

Nesta fase, as técnicas de manejo, transferência e condicionamento físico básico são ministrados Por um fisioterapeuta, as demais, com aperfeiçoamento das técnicas de manejo, aprimoramento da condição física geral, iniciação desportiva e vivências de dinâmicas De grupo visando a reinserção social e melhor equilíbrio emocional.

O treinamento de manejo de cadeira de rodas conduz não apenas ao aprendizado e ao aperfeiçoamento de suas técnicas, mas também a ativação do sistema cardiovascular.

O treinamento do manejo de cadeira de rodas engloba outros aspectos.

Formas diversas de locomoção.

1 – As transferências de cadeira de rodas para uma cama , uma cadeira ou para um assento de carro .

2- O manejo de cadeira de rodas em pisos acidentados e nas ruas.

3- A locomoção mis veloz e mais resistente.

Fase preparatória: tem por finalidade o posicionamento dos braços e das mãos para que se possa efetuar a propulsão de maneira econômica, eficaz e segura.Sua maior característica se baseia nos movimentos de flexão dos cotovelos com o direcionamento dos braços para trás.

Pegadas: o apoio das mãos nas rodas é feito principalmente com a região tênar das mãos, região média, polegar e ponta dos dedos.

Sugestão de Educativos

Segundo NETTO E GONZALES (1996).

Quicar a bola ao chão, ao lado, um pouco mais à frente da cadeira, ora com uma mão, ora com outra mão.
Em coluna, os atletas deslocam-se na quadra, cada um com uma bola.
Andar na quadra, em linha reta na cadeira de rodas.
Andar na cadeira de rodas com velocidade, ficar com as duas mãos e depois com uma alternadamente.
Fazer movimentos de reversão para um lado e para o outro, até realizar o pivô.
Exercícios envolvendo destreza por entre os obstáculos
Trabalho específico de habilidade com a bola na cadeira de rodas: recepção, arremessos parados, em movimento, passes longos, recepção com uma só mão, passe c0om uma só mão parada e em movimento e, após desviando-se dos obstáculos.
Trabalhos de arremessos à cesta, parado e em deslocamento.
Com a cadeira em movimento, comprimir a bola contra os raios da roda, eixar a bola girar junto com a roda, segurando-a com leve pressão e trazendo-a para si.

A HISTÓRIA DO BASQUETEBOL

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Autor: Gicelda de Oliveira Matos Avancini

O Basquetebol (tem o nome reduzido no Brasil, com freqüência, para basquete), que é um dos mais populares esportes em todo o mundo, é originário dos Estados Unidos e tem um “criador”, ao contrário de outros esportes, derivados de jogos e passatempos cujas origens se perdem na antigüidade.

Criado especialmente para recinto fechado, o basquetebol nasceu da necessidade de exercitar estudantes em Springfield, Massachusetts (Estados Unidos), durante o inverno, quando não podiam praticar a maioria dos esportes ao ar livre.

Foi idealizado pelo canadense James Naismith, professor de educação física, que o lançou naquela cidade, em 1891.

Até 1983 o basquetebol tinha regras rudimentares e não havia limites para a quantidade de jogadores em cada time como tinha sido idealizado para classes de ginástica e recreação, o basquetebol comportava ilimitado número de jogadores de cada lado. Em um dos relatos de jogos mais antigos, na Universidade Cornell, por exemplo, como existiam cem alunos, o professor os dividia em conjuntos de cinqüenta e, segundo seu depoimento, quando a bola ia para uma das extremidades da quadra, o aluno que a controlava era acompanhado pelos restantes 99.

Como foi dito anteriormente o basquetebol tinha regras rudimentares criadas pelo próprio professor Naismith, essa regras, treze no total, são as que seguem logo abaixo

Porém, com a sua atualização para os padrões atuais:

1) A bola deve ser atirada em qualquer direção com uma, ou ambas as mãos.

Corrente: Esta regra continua atual, no ponto de vista em que a bola pode ser atirada ou passada em qualquer direção. A única mudança nesta regra é a violação da transposição de campo. Uma vez passada a bola do meio campo, esta não poderá ser passada para trás da linha de meio campo, a não ser antes tocada por um jogador defensivo.

2) A bola pode ser batida em qualquer direção, com uma ou ambas as mãos.

Corrente: A bola continua a poder ser batida com uma ou ambas as mãos. Pode ser batida por um jogador ou batida durante um lançamento. Esta regra levou à evolução do “corte”, onde um jogador defensivo pode cortar ou bloquear um lançamento, enquanto a bola vai no ar, em direção ao cesto.

3) Um jogador não pode correr com a bola, tanto que ele deve atirar a bola do sítio onde a apanha, com força, para que o cesto seja feito por um homem que apanhe a bola, enquanto corre a uma boa velocidade.

Corrente: Um jogador não pode correr com a bola, devendo driblar ou passá-la. A um jogador que corra com a bola nas mãos, chama-se passos.

4) A bola deve ser segura nas, ou entre as mãos. Os braços ou o corpo não devem ser utilizados para a segurar.

Corrente: A bola apenas pode ser segura nas mãos ou nos braços de um jogador. Um jogador não pode usar o seu corpo por segurar a bola ou para a impedir de chegar a um jogador, ou ao cesto.

5) Nenhum segurar, empurrar, fazer cair ou ofender de forma alguma uma pessoa da equipe oponente deve ser permitido. A primeira infração desta regra por qualquer pessoa deve contar como falta, a Segunda deve desqualificá-lo até que o próximo cesto seja concretizado, ou se tiver havido evidente intenção de injuriar a pessoa, até ao fim do jogo, sem ser permitida a substituição.

Corrente: As ofensas observadas continuam-se a aplicar ainda hoje e resultam em faltas ou até expulsões. Como a regra de Naismith, um jogador pode ser expulso de um jogo por uma infração. Uma falta flagrante é o desnecessário ou excessivo contato contra um oponente, que resulta em dois lançamentos livres e posse da bola. Um jogador que cometa uma falta flagrante pode ser expulso do jogo ou suspenso por um período de tempo.

6) Uma falta é bater a bola com o punho, violação das regras três e quatro e aplicando-se tal como está descrito na regra cinco.

Corrente: Os jogadores de hoje, da NBA, têm permissão a uma maior criatividade, pois usam passes como o passe de peito, passe de ressalto, passe por trás das costas e até o passe ocasional do cotovelo, como o movimento do defesa Jason Williams no “Rookie Challenge” de 2000.

7) Se qualquer lado faz faltas consecutivas, deve contar como um cesto para o oponente.

Corrente: A regra, atualmente, não está muito longe da original: depois de cinco faltas num lado, a equipe está em posição de falta e o oponente faz dois lançamentos livres.

8) Um cesto deve contar quando a bola é atirada do chão para o cesto e lá fica, mas apenas se os defesas não tocarem na bola ou interferirem na concretização do cesto. Se a bola ficar no aro e um defesa mover o cesto, deve contar como concretização dos pontos respectivos.

Corrente: Esta regra mudou no sentido em que o cesto agora tem um buraco neste e a bola não fica lá, sai. No entanto, um jogador não pode tocar o aro do cesto quando a bola tiver sido atirada e está em direção ao cesto. Esta regra originou uma nova violação no jogo de basquetebol.

9) Quando a bola sai dos limites, deve ser atirada para dentro do campo e jogada pela primeira pessoa que a tocar. O jogador que atira a bola para dentro do campo tem cinco segundos e, se ele mantiver a bola durante mais tempo, esta deve ficar na posse do oponente. No caso de disputa, deve ser o árbitro a atirá-la para dentro do campo. Se qualquer lado persistir em interromper o jogo, o árbitro tem o dever de lhes atribuir uma falta.

Corrente: Atualmente a regra dos cinco segundos continua a existir e, se um jogador não atirar a bola nesses cinco segundos, a bola volta para a outra equipa. A regra dos cinco segundos também condiciona um jogador em campo a passar, lançar ou driblar a bola neste espaço de tempo, sem o ultrapassar ou perderá a posse de bola.

10) O árbitro deve ser o juiz dos homens e deve anotar as faltas e notificar quando três faltas consecutivas tenham sido feitas. Ele deve ter poder para desqualificar jogadores, de acordo com a quinta regra.

Corrente: Atualmente, na NBA, há três árbitros que assinalam as faltas e determinam as expulsões.

11) O árbitro deve ser o juiz da bola e deve decidir quando a bola está em jogo, dentro dos limites, e a que lado pertence, e deve controlar o tempo. Ele deve decidir quando um cesto é concretizado e contabilizar os cestos, como qualquer outra obrigação que usualmente faça parte do perfil de um árbitro.

Corrente: os árbitros da NBA continuam a determinar a posse da bola. Contudo, estão separados os que controlam o tempo e que observam o relógio do jogo e verificam os jogadores substitutos que entram em jogo- são os árbitros de mesa. Um dos árbitros de mesa, atualiza (controla) as estatísticas do jogo, bem como a pontuação, as estatísticas individuais dos jogadores e as faltas

12) O jogo deve ser de dois tempos de quinze minutos, com um intervalo de cinco minutos.

Corrente: Esta regra mudou, pois atualmente os jogos da NBA são jogados em duas grandes partes, havendo um intervalo de quinze minutos entre estas. O jogo consiste em quatro quartos de doze minutos, pois verifica-se ocasionalmente uma pausa de cinco minutos, a meio de cada meio tempo. Se, quando o jogo acabar, as equipes estiverem empatadas há uma prorrogação de cinco minutos.

13) O lado que fizer mais cestos nesse tempo deve ser considerado o vencedor. No caso de empate o jogo deve, por acordo dos capitães, prolongar-se até que outro cesto seja concretizado.

Corrente: A equipe com mais pontos no fim do jogo é declarada vencedora. Se um jogo está empatado, vai a prolongamento de cinco minutos, que continua até que uma equipe tenha mais pontos.

A quadra de basquete tem 28m de comprimento por 15m de largura, com uma linha central que delimita as áreas de ataque e defesa de cada equipe. Em cada lado há uma tabela com um aro de 45cm de diâmetro, em posição horizontal, à altura de 3,05m do piso. Uma cesta valerá dois pontos, a menos que o arremesso tenha sido feito fora da “linha-de-três-pontos” (um arco traçado em cada extremidade do campo, com um raio de 6,25m a partir da projeção vertical do centro do aro), nesse caso, a cesta valerá três pontos.

Dentro do arco da “linha-de-três-pontos” há um desenho, denominado “garrafão” devido a sua antiga forma, que foi modificada, alargando-se para descontar a vantagem dos jogadores mais altos. Se um jogador permanece três segundos no “garrafão”, quando em ataque, sua equipe perde o direito ao domínio da bola, que passa para o quadro adversário, como lateral. Da “cabeça do garrafão”, em semicircunferência, é que se executam os lances-livres. A zona do “garrafão” tem importância fundamental, pois nela se disputa o “rebote”, que é a bola sobrada no repique de um arremesso que se choca na tabela ou no aro da cesta. A bola tem entre 75 e 78cm de circunferência e pesa de 600 a 650 gramas.

O basquetebol ganhou adeptos pelo mundo todo e evolui mui rápido, técnicos e jogadores inventaram complicadas jogadas e manobras ofensivas. Alguns sistemas buscam contagens altas e enfatizam a velocidade e os lançamentos. Outros preocupam-se mais com a diferença do placar e concentram-se no controle da bola, utilizando deslocamentos menos rápidos. De qualquer modo, todos são concebidos para romper sistemas defensivos, sendo as táticas defensivas os principais fatores do estilo de jogo. Muitas regras foram modificadas (como já foi mostrado), e outras foram criadas. O basquetebol, dirigido a princípio pela Federação Internacional de Handball, emancipou-se em 1932, ao ser fundada em Lausanne a atual Federação Internacional de Basquetebol Amador (FIBA), a que se filiam as entidades nacionais. A FIBA teve sua sede em Roma até a entrada da Itália na segunda guerra mundial, transferindo-se então para Berna (Suíça). Está hoje instalada em Munique (Alemanha). Sua administração é composta de um Bureau Central, formado por presidente, cinco vice-presidentes (um por continente), secretário-geral, secretário-adjunto, tesoureiro e vários membros avulsos. De quatro em quatro anos, reúne-se o Congresso Internacional.

O Basquetebol no Brasil

Por volta de 1896, o professor Augusto Shaw introduziu o basquetebol no Mackenzie College, de São Paulo, entusiasmando seus alunos. A implantação definitiva do esporte, todavia, só ocorreu a partir de 1912, sob o impulso de campanha desenvolvida pela Associação Cristã de Moços. Por iniciativa da ACM, em 1915 realizou-se um primeiro campeonato.

Em 1925, disputou-se o primeiro certame brasileiro, reunindo o antigo Distrito Federal e São Paulo, com a vitória dos cariocas, numa promoção da Confederação Brasileira de Desportos, que dirigiu o basquetebol até 1933, ano em que foi fundada a Federação Brasileira de Basquetebol, nome modificado em 1941 para Confederação Brasileira de Basquetebol.

Deve-se ao técnico americano Fred Brown muito do que é o basquetebol brasileiro no presente. Trouxe-o para o Rio de Janeiro o Fluminense Futebol Clube, em 1920. Experimentado técnico de campo e de gabinete, Fred Brown radicou-se no Brasil, lançou as bases de melhor organização e impulsionou o esporte. Foi decisiva sua atuação à frente das equipes e seleções e na direção de cursos de técnicos, durante três anos, na Liga Carioca de Basquetebol, em esforço que precedeu a criação da Escola Nacional de Educação Física e Desportos.

Os sucessos de suas equipes no exterior firmaram o basquetebol brasileiro no conceito internacional. Desde 1948, quando obteve o terceiro lugar nos Jogos Olímpicos de Londres, a seleção masculina tem-se classificado entre as seis primeiras em quase todas as competições de que participou.

Referências Bibliográficas

Nova Enciclopédia Barsa. – São Paulo: Barsa Consultoria Editorial Ltda., 2001

EXERCÍCIO FISICO E ESTRESSE

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1. TÍTULO

Exercício físico e estresse: suas relações com a freqüência cardíaca e pressão arterial.

2. AUTORES

CAMPOS, Tarcila; CORREA, Luciana; CURTISS, Luciana; DAMMOUS, Raquel; LANNA, Carolina; MININEL, Ana Camila; NEVES, Ádila; OLIVEIRA, Patrícia.

3. ENDEREÇO

Centro Universitário São Camilo

Av. Nazaré, 1.501 – Ipiranga – CEP 04263-200 – São Paulo – SP- Brasil

4. PALAVRAS–CHAVE

Pressão arterial, freqüência cardíaca, baroceptores e débito cardíaco.

5. RESUMO

Uma das funções mais importantes de qualquer sistema de controle fisiológico consiste em manter certas variáveis em níveis ótimos. Em relação ao sistema de controle cardio-respiratório, este esforça-se para manter a ventilação, a pressão arterial e o fluxo sanguíneo em níveis ótimos, nas condições de repouso, durante o exercício e por ocasião de exposição a extremos térmicos e gravitacionais. O sistema cardiovascular funciona no sentido de integrar o corpo como uma unidade, bombeando sangue, nutrientes e oxigênio para os músculos. Em geral, quanto mais vezes o coração bate por minuto, mais sangue ele bombeia. No ciclo cardíaco ocorre um período de relaxamento (diástole) quando o coração se enche de sangue e depois um período de contração (sístole). Em uma pessoa em repouso, o coração bombeia somente de quatro a seis litros de sangue por minuto, contudo durante o exercício físico intenso o coração pode bombear de quatro a sete vezes esse volume. Quando o volume do sangue aumenta, há uma vasoconstrição, a pressão arterial conseqüente aumenta e quando o volume de sangue cai, há uma vasodilatação e a pressão fica abaixo do normal. A partir desses conhecimentos, tem-se por objetivo ilustrar o efeito da postura estresse sobre a pressão diastólica e sistólica. Foi medida a pressão arterial de oito voluntários pelo método auscultatório e a freqüência cardíaca pelo mesmo método e pelo palpatório. Essas medidas foram tiradas no relaxamento, antes e depois de exercício físico e do estresse. Os voluntários apresentaram resultados diferentes, tendo em vista a diversidade de metabolismo de cada indivíduo normal. A freqüência cardíaca varia de acordo com o sexo, idade e a intensidade do treinamento físico que certo indivíduo pratica. Quando uma pessoa executa um exercício que mobiliza o corpo todo, ocorre aumento da pressão arterial.

ABSTRACT

One of the most important functions of any physiological control system consists in keeping certain variables in good level. Concerning to the cardio-respiratory system control, it strains to maintain the ventilation, the arterial pressure and the blood flux in good level, during rest and exercises conditions; and when there is an occasion of exposition to thermical and gravitational boards. The cardiovascular system works integrating the body into an unity that pumps blood, nutrients and oxygen to the muscles; usually the more the heart beats in a minute, the more quantity of blood it pumps. The cardio cycle occurs in a period of relaxing (diastole), when the heart fills with blood and after in a period of contraction (systole). In a person that is resting, the heart pumps only about 4 to 6 liters of blood in a minute, however, during an intensive physical exercises it pumps about 4 to 7 times this volume. When the blood volume increases, a vasoconstriction occurs and consequently the arterial pressure also increases. When the blood volume falls it occurs a vasodilatation and the arterial pressure gets lower than normal. From this knowledge the objective is to illustrate the stress posture effect under the systolic and diastolic pressure. Eight voluntaries had their arterial pressure measured by the auscultatory method and the cardiac frequency by the same method and by the palpatory one. This measure was taken during relaxing, before and after physical exercises and stress. The voluntaries showed different results considering the diversity of the metabolism of each one of them. The cardiacal frequency varies according to the sex, age and intensity of physical training that somebody does. When a person practices exercises that mobilize the whole body, like running, the arterial pressure increases.

I. Introdução

Uma das funções mais importantes de qualquer sistema de controle fisiológico consiste em manter certas variáveis em níveis ótimos. Em relação ao sistema de controle cardio-respiratório, esforça-se para manter a ventilação, a pressão arterial e o fluxo sangüíneo em níveis ótimos na condição de repouso, durante o exercício e por ocasião de exposição aos extremos térmicos e gravitacionais. (Foss; Keteian, 2000.)

O sistema cardiovascular que funciona no sentido de integrar o corpo como uma unidade, proporciona aos músculos uma corrente contínua de nutrientes e oxigênio, de forma que possa ser mantido um alto rendimento energético por um período de tempo considerável (Mc Ardel; et al, 1992).

No músculo cardíaco o potencial de ação é causado pela abertura de canais rápidos de sódio (presentes no músculo esquelético) e canais lentos de ­­cálcio, que possui uma abertura mais lenta, porém permanecem abertos durante­ um maior tempo (vários décimos de segundos), e é nesse momento que grandes quantidades tanto de íons sódio como de íons cálcio passam através desses canais para o interior da fibra muscular cardíaca. Esse potencial de ação desempenha um papel importante, pois ajuda a estimular a contração do músculo cardíaco (Guyton, 1998).

Os eventos cardíacos que ocorrem desde o início de um batimento cardíaco até o início do batimento seguinte denomina-se ciclo-cardíaco, que consiste em um período de relaxamento denominado diástole, durante o qual o coração se enche de sangue, seguido por um período de contração denominado sístole.

Em geral quanto mais vezes o coração bate por minuto, mais sangue ele bombeia, mas há certos limites em relação a esse efeito. Um exemplo disso é quando a freqüência cardíaca se eleva acima de um nível crítico, diminuindo a força de contração devido ao fim de substratos do metabolismo do miocárdio. Além disso, o sangue não consegue fluir direto dos átrios para os ventrículos porque o período de diástole entre as contrações reduz muito. Então, quando a freqüência cardíaca aumenta, artificialmente, por estimulação elétrica, o coração bombeia ao máximo grandes quantidades de sangue numa freqüência cardíaca entre 100 a 150 batimentos/minuto (Guyton, 1987).

O sangue flui continuamente das grandes veias para os átrios. A contração atrial faz com que ocorra um enchimento adicional dos ventrículos, por esse motivo os átrios funcionam basicamente como “bombas de reforço”.

Durante a sístole ventricular, grande quantidade de sangue se acumula nos átrios, com o término da sístole e a diminuição das pressões ventriculares diastólicas, ocorre um aumento moderado das pressões nos átrios que força a abertura da válvula atrioventricular (AV), fazendo o sangue fluir rapidamente para os ventrículos. Essa fase é denominada enchimento rápido dos ventrículos. Imediatamente após o início da contração ventricular, a pressão dos mesmos aumenta provocando fechamento das válvulas AV para que comece a contração ventricular, ou seja, a sístole ventricular. Após, inicia-se o relaxamento dos ventrículos e as pressões intracelulares diminuem, em seguida as válvulas AV se abrem, dando início a um novo ciclo de bombeamento ventricular.

A cada batida do coração um novo jorro de sangue enche as artérias. Se não fosse pela distensibilidade do sistema arterial, o fluxo sanguíneo pelos tecidos ocorreria apenas durante a sístole cardíaca, e nenhum fluxo sanguíneo durante a diástole. Felizmente, a combinação da distensibilidade das artérias com sua resistência ao fluxo sanguíneo reduz as pulsações da pressão a quase zero no momento em que o sangue chega aos capilares; portanto, o fluxo sanguíneo pelos tecidos usualmente é contínuo em vez de ocorrer em pulsos (Guyton, 1998). Quando uma pessoa está em repouso o coração bombeia somente 4 a 6 litros de sangue por minuto. Contudo, durante o exercício físico intenso, o coração pode ser solicitado a bombear de 4 a 7 vezes esse volume.

A pressão arterial é a força da parede da artéria contra o sangue e existe sangue constante para manter o fluxo (velocidade, movimento).

A pressão arterial normal num adulto jovem é de 120mmHg como pressão máxima (pressão sistólica) e de 80mmHg de pressão mínima ou pressão diastólica. A pressão do pulso é de 40mmHg que é a diferença das duas pressões.

Quanto maior a subida e a queda da pressão durante a sístole e a diástole, causando um aumento da pressão do pulso, maior é a quantidade de sangue dentro da árvore arterial a cada batimento cardíaco, pois houve um maior volume do débito sistólico.

Por outro lado, quanto maior o volume do débito sistólico, maior a quantidade de sangue que tem que ser acomodada na árvore arterial a cada batimento cardíaco e, portanto, maior a subida e a queda da pressão durante a sístole e a diástole, causando assim uma pressão do pulso maior (Guyton, 1998).

A relação entre o volume do débito sistólico e a complacência da árvore arterial determinam qual é a pressão do pulso que mudará se uma condição da circulação afetar esses fatores.

Há fatores que alteram a pressão arterial (hemodinâmica). A parede da artéria –músculo liso- é controlada pelo Sistema Nervoso Vegetativo, ocorrendo uma contração ou diminuição do calibre (vasoconstrição) pelo S. N. Simpático causando um aumento da P.A. Ocorre também o relaxamento ou aumento do calibre (vasodilatação) pelo S.N.Parassimpático causando a diminuição da PA, o que causa a hipotensão.

Para os indivíduos, cuja artéria se tornaram “endurecidas” em virtude de substâncias adiposas que se depositaram dentro de suas paredes (graças ao espessamento da camada de tecido conjuntivo do vaso) ou cujo sistema arterial oferece uma resistência excessiva ao fluxo sanguíneo na periferia por causa da sobrecarga nervosa ou da disfunção renal, a pressão sistólica em repouso pode chegar a 250 ou até mesmo 300 mm Hg. A pressão diastólica ou de escoamento também se eleva acima de 90 mm Hg. Essa pressão arterial alta, denominada de hipertensão, impõe um esforço crônico ao funcionamento normal do sistema cardiovascular.(McArdle; et al, 1992)

Ainda não se sabe até que ponto o exercício consegue minorar uma condição hipertensa, porém parece que a pressão arterial tanto sistólica quanto a diastólica pode ser reduzida num grau moderado com um bom programa de exercícios aeróbicos.(McArdle; et al, 1992)

No sangue também há uma alteração na PA quando o volume plasmático é modificado, mexendo na água. Quando o volume sanguíneo aumenta, a pressão arterial conseqüentemente aumenta. Ocorre o contrário quando o volume sanguíneo cai, a PA fica abaixo do normal. As alterações no volume de água no sangue causam sede, quando o volume plasmático é baixo e o indivíduo ingere água para tentar aumentar o mesmo, ou quando o sangue está hipertônico, quando há muito sal que absorve água do espaço intersticial ou de citoplasmas de algumas células.

Outra alteração da pressão arterial ocorre em relação ao volume urinário, quanto maior a eliminação de água pela urina, menor é o volume sanguíneo e assim menor é a PA. Quando há reabsorção de água pelo sangue, essa não sendo eliminada, o volume sanguíneo aumentará e a pressão arterial se elevará também.

A alteração do volume sanguíneo na circulação sistêmica é o trabalho do coração. O exemplo disso é quando há elevação da freqüência cardíaca (f.c), ocasionando uma elevação do volume de sangue que sai do coração, o que quer dizer um maior volume de sangue circulante no corpo e, assim, um aumento no débito cardíaco e na PA. Quando a f.c. diminui, o débito cardíaco diminui, diminuindo o volume sanguíneo e a pressão arterial. Quando ocorre da PA estar abaixo do normal, pode estar havendo um maior número de batimentos cardíacos por minuto (aumento da f.c), pois o organismo está tentando reverter a situação de hipotensão (essa situação será mais bem explicada a pouco).

A viscosidade sanguínea é outro fator que altera a pressão arterial. Quanto maior o número de células, mais aumentada estará a viscosidade do sangue o que causa um estado de hipertensão ou PA elevada. Quando o número de células é baixo, ocorre a diminuição da pressão arterial, ocorrendo num determinado momento, o mais rápido possível, mecanismos para a regulação da mesma.

Os mecanismos de regulação se dão por dois tipos diferentes: Regulação Nervosa e Regulação Endócrina-renal. A primeira possui baroceptores que têm a função de perceber o grau de estiramento das paredes arteriais, detectando se estão estiradas ou relaxadas e informando o calibre aumentado ou diminuído para o Sistema Nervoso Central (SNC). Um exemplo: quando os baroceptores mandam uma informação para o SNC de que o calibre de uma certa artéria está diminuído, esse percebe um aumento no volume sanguíneo e um aumento nos níveis de PA, tentando de alguma maneira regulá-los. Esses receptores serão estudados ao longo do texto.

No Sistema Nervoso Central essa interpretação é feita pelo Centro Cárdio Motor (CCM) que regula a pressão arterial. Por exemplo, quando o CCM estimula o parassimpático, faz este liberar acetilcolina que se liga aos receptores M2 das artérias fazendo com que ocorra um relaxamento da musculatura lisa, havendo uma vasodilatação, diminuindo o fluxo sangüíneo e conseqüentemente diminuindo a pressão arterial. A acetilcolina também se liga aos receptores M2 do coração fazendo com que abaixe a freqüência cardíaca ocorrendo uma bradicardia. Como conseqüência diminui o débito cardíaco, diminuindo o volume sangüíneo e também a pressão arterial. O CCM atua também no sistema simpático liberando a norepinefrina que se liga em dois receptores: a2 das artérias, ocorrendo uma contração da musculatura lisa, uma vasoconstrição, aumentando o volume sangüíneo e também a pressão arterial; b2 que se liga no coração aumentando a freqüência cardíaca ocasionando uma taquicardia, aumentando o débito cardíaco e conseqüentemente elevando o volume sangüíneo e a pressão arterial.

A pressão arterial pode também ser regulada pela Regulação Endócrino-Renal, que se divide em: (1) eixo hipotálamo-neurohipófise, o qual é ativado quando o volume sangüíneo está baixo, ativando os osmoceptores do hipotálamo ocasionando: adipsia (sede), promovendo a ingestão de água e a absorção desta no trato digestivo e no sangue, aumentando o volume sangüíneo, equilibrando a tonicidade deste e elevando a pressão arterial. A estimulação da neurohipófise que libera o hormônio antidiurético atua nos rins ocasionando a reabsorção de água, o que aumenta o volume de sangue e a pressão arterial. O hormônio antidiurético atua também nas artérias promovendo uma contração da musculatura lisa, uma vasoconstrição moderada, elevando o volume sangüíneo e a pressão arterial; também há o apetite pelo sal que, ao ser ingerido, torna o sangue extremamente concentrado, atraindo moléculas de água para o sangue, aumentando o volume deste e também a pressão arterial; (2) Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona, ativa-se quando o volume de sangue geral está baixo e também o volume sangüíneo da artéria renal, ocasionando uma baixa irrigação da glândula supra-renal, liberando o hormônio aldosterona. Este atua nos rins, reabsorvendo o sódio, que faz com que o sangue fique super concentrado, atraindo moléculas de água e causando um aumento da pressão arterial, pois ocorre uma elevação do volume de sangue. Os rins também liberam a renina no sangue. Através desta, a angiotensina I (inativa) transforma-se em angiotensina II (ativa), fazendo com que haja uma contração da musculatura lisa das artérias, uma vasoconstrição generalizada, elevando a pressão arterial.

Os baroceptores são receptores que captam a variação no calibre das artérias, sendo encontrados principalmente nas paredes das artérias carótidas internas e na croça da aorta. Esses receptores sensíveis à pressão respondem com intensidade máxima às modificações através das paredes arteriais.

Além dos baroceptores aórticos e carótideos aqui mencionados, outros estímulos podem afetar a pressão arterial e o fluxo sangüíneo. Esses outros mecanismos incluem: (1) os baroceptores de pressão baixa encontrados no coração e na árvore pulmonar; (2) quimioceptores encontrados nos corpúsculos carótideos na bifurcação da artéria carótida comum e nos corpúsculos aórticos localizados junto a aorta, e que serão melhor explicados adiante.

Os baroceptores de pressão baixa não identificam as alterações na pressão com tanta precisão como identificam as modificações bruscas no volume sangüíneo. Entretanto, sua importância durante o exercício continua obscura e como resultado, não serão discutidos em mais detalhes. (Foss, 2000).

No início do exercício, o ponto operacional dos baroceptores carotídeos e aórticos, é regulado rapidamente para um nível mais alto, que contribui para uma redução ainda maior no tônus parassimpático.

Sabemos que, por razões fisiológicas, um aumento na freqüência cardíaca eleva a pressão arterial. Se esse aumento na pressão (que é normal durante o exercício) fosse induzir o reflexo baroceptor durante o exercício da mesma maneira como o faz em repouso, a freqüência cardíaca e o volume de ejeção acabariam diminuindo em vez de aumentar. Felizmente, os baroceptores são “desligados” temporariamente ou, mais especificamente, eles são “reorganizados” mais rapidamente num limiar mais alto quando o exercício é iniciado. Isso permite que a freqüência cardíaca e a pressão arterial possam aumentar com pouca oposição.

À medida que a intensidade do esforço de trabalho aumenta até além de um nível ligeiro de intensidade (freqüências cardíacas maiores que 100 batimentos/min- bmp), o débito cardíaco (freqüência cardíaca e volume de ejeção) aumenta ainda mais em virtude da privação adicional da atividade parassimpática e de importantes aumentos no tônus simpático cardíaco e vasoconstrutor. O aumento no tônus simpático é causado pela ativação do metabolorreceptores musculares, provavelmente por uma maior participação dos baroceptores e, possivelmente, pela ativação dos mecanoceptores musculares.

Nem todos os estímulos foram identificados ou explicados. No entanto, existem vários de importância primária, no sentido de influenciar a função cardio-respiratória. Esses incluem:

1) maior atividade do córtex motor;

2) modificações na bioquímica muscular, na contração e desenvolvimento de tensão estática;

3) Alterações na concentração sangüínea de H+ e PCO2;

4) Modificações na pressão arterial;

5) Maior secreção de noradrenalina e adrenalina pela medula supra-renal.

Os quimioceptores também são importantes na regulação da pressão arterial, mas não tanto como os baroceptores. Os quimioceptores percebem as alterações de PO2, PCO2 e íons de H+. Estes receptores então estimulariam o bulbo e causariam alterações corretivas na ventilação das artérias (Foss, 2000).

As pressões sistólica e diastólica podem ser determinadas pelo método de ausculta.

Para esse método é necessário possuir um estetoscópio e um manguito de pressão arterial que é inflado em torno do braço enquanto o estetoscópio é colocado sobre a artéria antecubital. Enquanto o manguito comprime o braço com pouca pressão, permitindo que a artéria fique distendida pelo sangue, nenhum som é ouvido através do estetoscópio, apesar de o sangue dentro da artéria estar pulsando. Quando a pressão do manguito é suficientemente grande para fechar a artéria durante a parte do ciclo da pressão arterial, é então ouvido um som de cada pulsação. Estes sons são chamados de sons de Korotkoff (Guyton, 1998).

Ouvem-se esses sons pela volta do fluxo sanguíneo no vaso que estava parcialmente ocluso. O jato de sangue causa turbulência no vaso aberto além do manguito provocando sons que serão ouvidos através do estetoscópio.

Para determinar a pressão sanguínea pelo método da ausculta, a pressão no manguito é, primeiro, elevada bem acima da pressão sistólica arterial. Enquanto essa pressão estiver mais alta do que a pressão sistólica, a artéria braquial permanece em colapso e nenhum sangue jorra para dentro do segmento inferior da artéria durante qualquer parte do ciclo da pressão. Portanto, nenhum som de Korotkoff é ouvido na artéria inferior. A pressão do manguito é diminuída gradativamente, e quando a pressão cai abaixo da pressão sistólica, o sangue, o sangue começa seu fluxo novamente e começa-se a escutar batidas leves na artéria. Esses sons estão em sincronia com o batimento cardíaco. O nível de pressão é indicado no manômetro ligado no manguito, essa é aproximadamente igual à pressão sistólica.

Quando a pressão do manguito cai até ficar igual à pressão diastólica, os sons têm uma característica rítmica e forte, ficam abafados e somem após 5 ou 10 mm da queda da pressão no manguito. Isso ocorre, pois a artéria não se fecha durante a diástole (Guyton, 1998). O jato de sangue está mais fluído, pois não está mais presente uma artéria comprimida. Os sons de Korotkoff estão abafados quando as pressões são iguais, a pressão diastólica representada pela pressão do manômero.

O método de ausculta geralmente dá valores dentro de 10% dos determinados por medidas diretas a partir das artérias.

Ii. Objetivo

Ilustrar o efeito da postura e estresse sobre as pressões sistólica e diastólica.

II. Material e Método

Foram utilizados os seguintes materiais:

– Esfingmomanômetro;

– Estetoscópio;

– Becker;

– Água gelada.

Como método para se obter os resultados de pressão arterial e freqüência cardíaca, oito voluntários, todos do sexo feminino, foram submetidos a medições nas seguintes posições:

Posição Método utilizado

Sentado auscultatório

Em pé auscultatório, palpatório e f.c.

Deitados (10 min.) auscultatório

Após exercício auscultatório e f.c.

Após estresse auscultatório e f.c.

Todos os voluntários tiveram suas pressões arteriais medidas assim como a freqüência cardíaca, após foram divididos em dois grupos de quatro cada.

O primeiro grupo foi submetido ao exercício físico correndo por 10 (dez) minutos; o segundo grupo passou por um estresse quando colocaram suas mão mergulhadas num Becker com água gelada por 3 (três) minutos. Após essas duas situações, os voluntários tiveram sua pressão arterial e freqüência cardíaca medidas. Três minutos passados depois dessa primeira medição, passaram por uma segunda para a comparação na discussão dos resultados.

III. Resultados

Os resultados do experimento com os oito voluntários pelos diferentes métodos de medição de pressão arterial foram os seguintes:

O primeiro voluntário através do método auscultatório apresentou uma pressão arterial de 120-80 mmHg estando sentado, e ainda pelo mesmo método porém de pé, o mesmo voluntário apresentou uma pressão arterial de 110-60 mmHg. A freqüência cardíaca obtida foi de 80 batimentos por minuto. Pelo método palpatório o voluntário obteve 72 batimentos cardíacos. Após 10 minutos de relaxamento a pressão dele foi medida pelo método auscultatório e foi obtida uma pressão de 110-70 mmHg. Após 10 minutos de corrida a pressão foi medida novamente pelo método auscultatório e foi de 130-80mmHg, a freqüência também medida pelo método auscultatório foi de 140 batimentos por minuto. Após 3 minutos de encerrada essa corrida mediu-se novamente a pressão que apresentou 120-70 mmHg e freqüência de 100 batimentos por minuto.

O segundo voluntário pelo método auscultatório apresentou uma pressão arterial de 110-50 mmHg enquanto sentado e ainda pelo mesmo método de pé, a pressão também foi de 110-50 mmHg. A frequência cardíaca obtida através do método auscultatório foi de 68 batimentos por minuto. Pelo método palpatório o voluntário obteve 72 batimentos cardíacos por minuto. Após 10 minutos de relaxamento a pressão foi medida pelo método auscultatório e obteve-se 110-40 mmHg e uma freqüência cardíaca também medida pelo método auscultatório de 68 batimentos por minuto. Após 10 minutos de corrida a pressão desse voluntário foi medida pelo método auscultatório, estando em 140-90 mmHg e a freqüência também medida pelo método auscultatório de 96 batimentos por minuto. Após 3 minutos do término da corrida, mediu-se novamente a pressão e a freqüência pelo método auscultatório e obteve-se 120-70 mmHg e 92 batimentos por minuto.

O terceiro voluntário apresentou uma pressão arterial medida através do método auscultatório de 110-60 mmHg em posição sentada. Já quando ficou em pé apresentou uma pressão arterial de 120-40 mmHg. Quando utilizado o método palpatório obteve-se 76 batimentos cardíacos por minuto. A freqüência cardíaca, medida pelo método auscultatório foi de 84 batimentos por minuto. Esse voluntário após 10 minutos de relaxamento obteve uma pressão arterial medida pelo método auscultatório de 100-60 mmHg. Após 10 minutos de corrida a pressão foi 120-80 mmHg e a frequência cardíaca foi 120 batimentos por minuto. Após 3 minutos de descanso a pressão obtida foi de 110-70 mmHg e freqüência cardíaca de 96 batimentos por minuto.

O quarto voluntário teve a pressão arterial de 110-60, medida pelo método auscultatório quando estava sentado. Quando ficou em pé teve a pressão medida também pelo método auscultatório e obteve o mesmo valor de pressão arterial de quando estava sentado. Os batimentos cardíacos medidos pelo método palpatório foram de 80 por minuto. A freqüência cardíaca medida através do método auscultatório foi de 84 batimentos por minuto. Esse voluntário após 10 minutos de relaxamento teve a pressão medida por método auscultatório e o resultado obtido foi de 110-60 mmHg. Após 10 minutos de corrida a pressão foi medida pelo método auscultatório e a foi 130-80 mmHg a frequência cardíaca obtida foi 116. Após 3 minutos de descanso foi medida novamente a pressão pelo método auscultatório e obtido o resultado de 120-70 mmHg. A freqüência cardíaca foi de 96 batimentos por minuto.

A quinta voluntária obteve uma pressão de 110-70 mmHg enquanto sentada, pelo método auscultatório. Quando a pressão foi medida com a voluntária em pé, também pelo método auscultatório obteve-se o mesmo resultado. Os batimentos cardíacos medidos através do método palpatório foram 88 por minuto. Sua freqüência cardíaca, medida pelo método auscultatório foi de 80 batimentos por minuto. Após 10 minutos de relaxamento obteve-se uma pressão arterial de 110-70 mmHg, medida através de método auscultatório. Em seguida sua mão foi colocada no gelo durante 2 minutos, medida a pressão arterial através do método auscultatório obteve-se um resultado de 120-80 mmHg e freqüência cardíaca de 96 batimentos por minuto. Após completados 3 minutos com a mão dentro do gelo mediu-se novamente sua pressão arterial pelo método auscultatório e obteve-se 130-80 mmHg e frequência cardíaca de 104 batimentos por minuto.

O sexto voluntário em repouso obteve uma pressão de 110-60 mmHg, medida pelo método auscultatório. Quando estava em pé, teve a pressão medida novamente pelo método auscultatório e obteve-se o mesmo resultado de quando estava sentada. Seu batimento cardíaco, medido pelo método palpatório foi de 80 por minuto. A freqüência cardíaca medida pelo método auscultatório foi de 84 batimentos por minuto. Depois de 10 minutos de relaxamento a pressão foi medida pelo método auscultatório e obteve-se 110-60 mmHg. Sua mão foi colocada na água por 2 minutos e sua pressão e freqüência foram medidas após esse período, pelo método auscultatório, obtendo-se pressão de 120-70 mmHg e 92 batimentos cardíacos por minuto. Completados 3 minutos com a mão dentro do gelo foram medidas novamente a pressão e a freqüência pelo método auscultatório, ficando a pressão arterial em 120-70 mmHg e os batimentos em 100 por minuto.

O sétimo voluntário também teve sua pressão arterial medida pelo método auscultatório, e obteve-se 110-60 em ambas as posições em pé e sentado. Obteve-se um número de batimentos cardíacos iguais a 80 por minuto através do método palpatório e igual a 96 pelo método auscultatório. Após 10 minutos de relaxamento teve sua pressão medida pelo método auscultatório e obteve-se 110-60 mmHg. Depois de ter colocado a mão no gelo por um período de 2 minutos teve sua pressão e freqüência cardíaca medidos pelo método auscultatório e obteve-se 130-70 mmHg de pressão arterial e 104 batimentos por minuto. Completados os 3 minutos com a mão na água sua pressão e freqüência foram medidas novamente pelo método auscultatório e obteve-se 130-80 mmHg e 112 batimentos por minuto.

O oitavo voluntário teve sua pressão medida pelo método auscultatóriop quando estava sentado e obteve 120-80 mmHg, e quando estava em pé obteve 130-90 mmHg. Seu batimento cardíaco medido através do método palpatório foi de 80 por minuto, tendo o mesmo resultado obtido pelo método auscultatório. Após 10 minutos de relaxamento sua pressão arterial medida pelo método auscultatório foi de 110-70 mmHg Após ter deixado sua mão na água por 2 minutos sua pressão foi 120-80 mmHg e sua freqüência cardíaca foi de 96 batimentos por minuto ambos medidos pelo método auscultatório. Depois de mais um minuto com a mão no gelo, completando assim os 3 minutos, sua pressão e freqüência foram medidas novamente pelo método auscultatório e obteve-se 130-90 mmHg e 108 batimentos por minuto.

IV. Discussão

No início do exercício (e até mesmo antes do exercício começar), as alterações cardiovasculares são desencadeadas pelos centros neurais localizados acima da região bulbar. Esses ajustes proporcionam um grande aumento na freqüência e na força da propulsão do coração, assim como alterações previsíveis no fluxo sanguíneo regional, que são proporcionais à intensidade do exercício. À medida que o exercício continua, o fluxo anterógrado colinérgico simpático juntamente com os fatores metabólicos locais, que agem tanto sobre os nervos quimiossensíveis quanto diretamente sobre os vasos sanguíneos, causam dilatação dos vasos de resistência nos músculos em ação. Essa menor resistência periférica permite que as áreas ativas acomodem um maior fluxo sanguíneo. Com a continuação do exercício, observam-se ajustes constritores adicionais em tecidos menos ativos; assim sendo, uma boa pressão de perfusão é mantida até mesmo com a grande dilatação da árvore vascular muscular.(McArdle, et. al, 1992)

O fluxo sanguíneo aumenta em proporção à intensidade do exercício. Ao progredir do repouso para o exercício em ritmo estável, o débito cardíaco sofre um rápido aumento, seguido de uma elevação gradual, até alcançar um platô. Neste ponto, o fluxo sanguíneo presumivelmente é suficiente para atender às necessidades metabólicas do exercício.(McArdle, et. al, 1992)

O exercício físico muito extenuante é a situação mais estressante encarada pelo sistema circulatório normal. Isto é verdadeiro porque em algumas situações o fluxo sanguíneo nos músculos pode aumentar mais que 20 vezes (aumento maior que em qualquer outro tecido do corpo) e também porque há uma grande massa de músculo esquelético no corpo. O produto desses dois fatores pode aumentar o débito cardíaco em até cinco vezes em relação ao nível normal e num atleta bem treinado em até seis ou sete vezes. (Guyton, 1998)

Três efeitos principais que são essenciais ao sistema circulatório para suprir o enorme fluxo sanguíneo requerido pelos músculos ocorrem durante o exercício. Esses efeitos são, a descarga em massa do sistema nervoso simpático por todo o corpo com os efeitos estimulatórios conseqüentes sobre a circulação, o aumento da pressão artérial e do débito cardíaco. (Guyton, 1998)

A freqüência cardíaca em repouso varia em indivíduos normais em 40 bpm (atletas) e valores próximos de 100 bpm. Em média, os indivíduos sedentários possuem freqüência cardíaca em repouso de 70 a 90 bpm. Pode-se observar que a freqüência cardíaca de repouso é mais baixa em indivíduos atletas, pois esta diminuição é devido ao programas de treinamento físico. (Leite, 2000). Os oito voluntários apresentaram freqüência cardíaca em repouso dentro dos valores normais sendo considerados indivíduos sedentários.

A freqüência cardíaca varia de acordo com o sexo, idade e a intensidade do treinamento que certo indivíduo pratica ou seja, com um aumento de intensidade física há um aumento da freqüência cardíaca, como é percebido nos resultados dos indivíduos que apresentaram sua atividade física aumentada através de corrida.(Leite, 2000)

Após o esforço físico, a freqüência cardíaca se comporta como uma curva de débito de oxigênio, apresenta duas fases distintas: uma curva descendente rápida e uma lenta. Normalmente o comportamento da freqüência cardíaca pós-esforço é a seguinte:

1. Nos 3 primeiros minutos, a freqüência cardíaca decai 70% dos valores alcançados;

2. Nos exercícios físicos intensos e exaustivos, a freqüência cardíaca demora a retornar aos seus valores basais;

3. A recuperação da freqüência cardíaca é mais rápida em indivíduos treinados, em relação aos não treinados, para um mesmo esforço físico.(Leite, 2000)

De acordo com os resultados, a freqüência cardíaca dos 4 voluntários submetidos ao exercício decaiu após 3 minutos, porém não foi atingida uma diminuição de 70%. Os indivíduos 1,3 e 4 que praticam atividade física diariamente apresentaram uma rápida e considerável recuperação nos valores de freqüência cardíaca.

Um dos efeitos mais importantes da atividade simpática aumentada no exercício é a elevação da pressão arterial. Isto resulta de inúmeros efeitos estimulatórios, inclusive, a vasoconstrição das arteríolas e das pequenas artérias na maioria dos tecidos além dos músculos ativos, a atividade bombeadora aumentada pelo coração e um grande aumento da contração venosa.(Guyton, 1998)

Quando uma pessoa executa um exercício que mobiliza todo o corpo, como correr, o aumento da pressão arterial é freqüente de apenas 20 a 40 mm hg, como podemos observar nos resultados. A ausência de um aumento enorme da pressão resulta da vasodilatação extrema que ocorre em grandes massas musculares.(Guyton, 1998)

Em alguns tipos de estresse, ocorre um aumento da pressão arterial e da freqüência cardíaca, como é constatado nos voluntários submetidos ao estresse. Esse aumento é semelhante ao aumento que ocorre no exercício físico, já que este é considerado um tipo de estresse.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FOSS, Merle L.; KETEYIAN, Steven J. Bases fisiológicas do exercício e do esporte. 6a ed. Rio de Janeiro: GUANABARA KOOGAN, 2000.

GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Fisiologia Humana e Mecanismos das doenças. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1987.

GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Fisiologia Humana e Mecanismos das doenças. 6a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.

LEITE, Paulo Fernando. Fisiologia do exercício: ergometria e condicionamento físico, cardilogia desportiva. 4a ed. São Paulo: Robe editorial, 2000.

McARDLE et al. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. 3a ed. Rio de Janeiro: GUANABARA KOOGAN, 1992.

PRESSÃO ARTERIAL

1

A pressão arterial mantém o sangue circulando no organismo. Tem início com o batimento do coração. A cada vez que bate, o coração joga o sangue pelos vasos sangüíneos chamados artérias. As paredes dessas artérias são como bandas elásticas que se esticam e relaxam a fim de manter o sangue circulando por todas as partes do organismo. O resultado do batimento do coração é a propulsão de uma certa quantidade de sangue (volume) através da artéria aorta. Quando este volume de sangue passa através das artérias, elas se contraem como que se estivessem espremendo o sangue para que ele vá para a frente. Esta pressão é necessária para que o sangue consiga chegar aos locais mais distantes, como a ponta dos pés, por exemplo.

Números de uma medida de pressão arterial

Significam uma medida de pressão calibrada em milímetros de mercúrio (mmHg). O primeiro número, ou o de maior valor, é chamado de sistólico, e corresponde à pressão da artéria no momento em que o sangue foi bombeado pelo coração. O segundo número, ou o de menor valor é chamado de diastólico, e corresponde à pressão na mesma artéria, no momento em que o coração está relaxado após uma contração. Não existe uma combinação precisa de medidas para se dizer qual é a pressão normal, mas em termos gerais, diz-se que o valor de 120/80 mmHg é o valor considerado ideal. O local mais comum de verificação da pressão arterial é no braço, usando como ponto de ausculta a artéria braquial. O equipamento usado é o esfigmomanômetro ou tensiômetro, vulgarmente chamado de manguito, e para auscultar os batimentos, usa-se o estetoscópio.

Pressão Sistólica e Pressão Diastólica

A pressão mais alta obtida durante a fase de contração do coração é denominada pressão sistólica e a pressão mais baixa, que ocorre durante a diástole ventricular, representa a pressão diastólica.

Resistência Vascular Periférica

A resistência que os vasos opõe ao fluxo sangüíneo determinará a nossa pressão arterial. Esta resistência depende basicamente da viscosidade sangüínea, do comprimento e do diâmetro do vaso.

Débito Cardíaco

É a quantidade de sangue bombeada pelo ventrículo esquerdo para a aorta a cada minuto. É talvez o fator isolado mais importante que devemos considerar em relação à circulação, por ser o responsável pelo transporte de substâncias para os tecidos e a partir destes.

Fatores que interferem ou alteram a pressão arterial

Frio: o frio provoca contração das veias e artérias para produzir calor e aquecer o organismo, sendo que esta contração aumenta a pressão.

Altitude: em lugares altos (como em montanhas, em Curitiba, Campos do Jordão, etc.) a pressão atmosférica é menor e com isso a pressão arterial aumenta.

Idade: com o passar dos anos as veias e artérias perdem a elasticidade, enrijecendo-se e provocando o aumento da pressão arterial.

Dieta alimentar: alimentação muito carregada de temperos e salgada, consumo exagerado de café, chocolate, doces, glutamato monossódico, molhos de soja, aumentam a pressão devido à quantidade enorme de íons de sódio, cálcio, potássio e cloro que fornecem ao organismo.

Obesidade: pessoas com peso corporal aumentado tem uma tendência maior para a hipertensão arterial.

Fatores emocionais: o psiquismo influencia diretamente na pressão arterial. Nos estados ansiosos ou depressivos pode haver elevação da pressão arterial.

A freqüência cardíaca varia de acordo com o sexo, idade e a intensidade do treinamento físico que certo indivíduo pratica. Quando uma pessoa executa um exercício que mobiliza o corpo todo, ocorre aumento da pressão arterial.

Tabela de valores médios normais de pressão arterial

Idade em anos
Pressão arterial em mmhg

4
85/60

6
95/62

10
100/65

12
108/67

16
118/75

Adulto
120/80

Idoso
140-160/90-100

2. Objetivo

Medir a Pressão Arterial (PA) em diversas condições.

3. Material

Esfigmomanômetro
Estetoscópio
Colchonete
Como método para se obter os resultados de pressão arterial obteve um voluntários, do sexo feminino

Dados do voluntário a ser analisado

Não fumante
Não alcoólatra
Não pratica exercícios físicos
Problemas de saúde: desconhecidas
Idade: 18 anos
Peso: 55 quilos
Local

Laboratório de anatomia (UNIP)

4. Método

Para verificar a pressão arterial, envolve-se o braços esquerdo da pessoa a ser analisada com o esfigmomanômetro, que nada mais é do que uma cinta larga com um penumático interno acoplado a uma bomba de insuflação manual e um medidor desta pressão. Ao insuflar a bomba, o pneumático enche de ar e causa uma pressão no braço do paciente, a pressão esta monitorada no medidor. Um estetoscópio é colocado sobre a artéria braquial (que passa na face interna medial do cotovelo). Estando o manguito bem insuflado, a artéria estará colabada pela pressão exercida e não passará sangue na braquial. Não haverá ruído algum ao estetoscópio. Libera-se, então, a saída do ar pela bomba, bem devagar e observando-se a queda da pressão no medidor. Quando a artéria deixa de estar totalmente colabada um pequeno fluxo de sangue inicia sua passagem pela artéria provocando em ruído de esguicho. Neste momento anota-se a pressão máxima (sistólica). O ruído persistirá até que o sangue passe livremente pela artéria, sem nenhum tipo de garroteamento. Verifica-se no medidor este momento e teremos a pressão mínima (pressão diatólica).

Proceder este método quando a pessoa estiver deitada, aguardando um tempo de aproximadamente 2 minutos. Anotar os resultados da pressão máxima e mínima.

Imediatamente, fazer os mesmos procedimentos da medição da pressão quando ao se sentar. Anotar os resultados.

Aguardar 2 minutos repousada e logo depois se levantar, medindo novamente a pressão arterial. Anotar os resultados obtidos.

Fazer exercícios físicos (pular 30 vezes em um pé). Medindo a pressão arterial logo em seguida. Anotar os resultados.

Fazer a manobra de Valsalva (respirar e fechar a glote). Medir a pressão usando os procedimentos já citados. Anotar os resultados.

5. Resultados

O voluntário após 2 minutos de relaxamento obteve uma pressão arterial medida pelo método auscultatório de 100-60 mmHg.

Em posição sentada apresentou uma pressão arterial de 110-70 mmHg

Quando ficou em pé a pressão arterial manteve 110-70 mmHg.

Após o exercício físico a pressão foi para 120-80

Após a manobra de valsalva a pressão obtida foi de 100-60 mmHg.

Tabela de valores da pressão arterial obtidos

Condições Método utilizado sistólica diastólica

Deitada auscultatório 100 60

Sentada auscultatório 110 70

Levantada auscultatório 110 70

Exercitando auscultatório 120 80

Manobra de Valsalva auscultatório 100 60

6. Discussões

As medidas da pressão arterial foram tiradas em várias condições (deitado, sentado, levantado, após exercícios e após manobra de valsalva). O voluntário apresentou portanto resultados diferentes, tendo em vista a mudança de pressão arterial discutidas a seguir:

A pressão arterial varia de acordo com a nossa atividade corporal. Ela aumenta durante os exercícios e quando estamos excitados (dor, medo, aborrecimentos, stress, etc.) e diminui quando estamos em repouso, relaxados ou dormindo.

A pressão arterial reflete a tensão que o sangue exerce nas paredes das artérias. A medida da pressão arterial compreende a verificação da pressão máxima ou sistólica e a pressão mínima ou diastólica.

Quando nos exercitamos, a nossa pressão arterial sistólica tende a aumentar, decorrente do maior débito cardíaco (volume de sangue ejetado pelo coração por 1 minuto) e o aumento da resistência vascular entre os tecidos metabolicamente menos ativos durante o exercício, porém a pressão diastólica quase não se altera.

PA (Pressão Arterial)= DC (débito cardíaco) X RVPT (Resistência Vascular da Pressão

Em geral, quanto mais o indivíduo se exercita, mais vezes o coração bate por minuto, mais sangue ele bombeia e maior será a pressão arterial.

Em uma pessoa em repouso, o coração bombeia somente de quatro a seis litros de sangue por minuto, contudo durante o exercício físico intenso o coração pode bombear de quatro a sete vezes esse volume. Quando o volume do sangue aumenta, há uma vasoconstrição, e consequentemente, a pressão arterial aumenta.

Durante a manobra de Valsalva a glote é fechada. O resultado disto é a diminuição do fluxo sangüíneo venoso para o coração, fazendo com que a pressão arterial diminua e volte ao estado inicial.

OBS: Durante o procedimento pode ocorrer vários erros de verificação na qual:

Manguito Largo, estreito, frouxo, esvaziamento lento, esvaziamento rápido, insuflação inadequada…

7. Conclusão

Através deste trabalho tivemos oportunidade de aprofundar nossos conhecimentos sobre a pressão arterial.

Vimos que o coração é um órgão que tipicamente se adapta às situações de esforço. Sempre que a pessoa faz esforço, o coração vai responder aumentando a sua freqüência cardíaca.

Medindo a pressão arterial através do método de ausculta em várias condições (deitado, sentado, levantado, após exercícios e após manobra de valsalva). Foi observado que o voluntário apresentou portanto resultados diferentes em cada condição, pois a freqüência cardíaca varia de acordo com a intensidade do treinamento que o indivíduo pratica ou seja, com um aumento de intensidade física há um aumento da freqüência cardíaca.

Sendo assim foi possível concluir que o simples fato da pessoa se sentar, implica em um aumento do débito cardíaco pois quanto mais vezes o coração bate por minuto, mais sangue ele bombeia, fazendo com que aumente o volume de sangue e com isso aumenta a pressão arterial.

8. Bibliografia

Livros

[1] Guyton e Hall – Fisiologia Humana e Mecanismos das doenças – Sexta edição. Ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro.

[2] Ganong, F William – Fisiologia Médica – Décima sétima edição. Ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro.

Sites Internet

http://www.nutrimais.com/nutri/trabalho/trab_exerepa.asp

Autor: Natália Fernandes Pereira

O EXERCÍCIO FÍSICO NO CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL

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Autor: Marcelo Cardoso

INTRODUÇÃO

A pressão arterial é a força que o sangue exerce sobre as paredes das artérias. A PA sistólica (PAS) depende do débito cardíaco e a diastólica (PAD) depende da resistência vascular periférica (RVP). A pressão arterial média (PAM) é a pressão média durante todo o ciclo cardíaco. Ela tende mais para a PAD, porque a diástole dura mais que a sístole.

Não existe uma combinação precisa de medidas para se dizer qual é a pressão normal, mas em termos gerais, diz-se que o valor de 120/80 mmHg é o valor considerado ideal. Contudo, medidas até 140 mmHg para a pressão sistólica, e 90 mmHg para a diastólica, podem ser aceitas como normais. A hipertensão arterial ou “pressão alta” é a elevação da pressão arterial para números acima dos valores considerados normais (140/90mmHg), já a hipotensão é a queda da pressão em valores inferiores a 90/60mmHg.

A hipertensão é uma condição séria. A maioria dos pacientes não apresenta sintomas, logo, a adesão ao tratamento é pequena. Aproximadamente 90% das hipertensões predispõem ao paciente a AVC, infarto do Miocárdio, hemorragias e infarto de outros órgãos vitais. A pressão sanguínea tende a aumentar com a idade. A pressão sanguínea elevada resulta do aumento da resistência vascular periférica, desta forma, as medicações prescritas reduzem a pós-carga do miocárdio e a resistência vascular periférica.

Para a contração cardíaca, a pré-carga é normalmente, considerada como sendo a pressão diastólica final, já a pós-carga é a pressão na artéria que se origina do ventrículo. Mecanismo de Frank-Starling é a capacidade intrínseca do coração para se adaptar aos volumes variáveis de sangue que chega, ou seja, quanto mais o músculo é distendido durante seu enchimento, maior a força de contração e maior a quantidade de sangue bombeada. Este mecanismo só é válido até uma pressão arterial sistólica de 160mmHg, pois se passar disso aumenta a pós-carga, zerando o DC, podendo gerar Choque Cardiogênico.

Segundo FUCHS, 1993 “O exercício físico sobre os níveis de repouso da pressão arterial grau leve a moderado é essencialmente importante, uma vez que o paciente hipertenso pode diminuir a dosagem dos seus medicamentos anti-hipertensivos ou até ter sua pressao arterial controlada, sem adoção de medidas farmacológicas. A tendência de utilizar precocemente agentes farmacológicos foi substituída por agentes não farmacológicos, dentre estes, o exercício físico aeróbico tem sido recomendado para o tratamento da hipertensão arterial sistêmica leve”.

FATORES QUE INTERFEREM NO CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL

Entre os fatores que interferem nos níveis pressóricos estão a idade, sexo, raça, obesidade (colesterol alto), fumo, álcool, sedentarismo, ocupação, stress e sensibilidade ao sal. A pressão arterial oscila normalmente em qualquer pessoa e adapta-se às variações orgânicas de acordo com a atividade desempenhada e o estado emocional do indivíduo num mesmo dia, não significando necessariamente, que haja problema se a pressão estiver diferente entre uma ou outra mensuração. O controle destes fatores é de extrema importância para pressão arterial e devem ser valorizados.

Ritmo Diurno: A PA diminui durante a noite em conformidade com a atividade vagal. A Hipertensão Matinal ao acordar deve-se à inibição vagal e à ativação adrenérgica. Durante o dia, a PA vai diminuindo.
Stress Emocional: O stress emocional aumenta os níveis circulantes de adrenalina e de noradrenalina. A freqüência cardíaca aumenta de forma considerável, mas a PA apenas sofre um pequeno aumento. A explicação provável é que a ativação adrenérgica dilata as arteríolas e contrai os vasos esplênicos.
Exercício Físico: O exercício físico isotônico produz um moderado aumento na pressão arterial (mais significativo na PS do que PD). Contrações musculares isométricas sustentadas conduzem a um aumento rápido nas pressões sistólica, média e diastólica.
Idade: Com o avançar da idade a pressão sistólica aumenta por duas ordens de razões. A perda de elasticidade da Aorta e o aumento da pressão aórtica intraluminal pelo aumento da RVP. Deste modo, a aorta rígida conduz a onda de pulso mais rapidamente nas duas direções, o que explica o aumento e a diminuição abruptos da onda de pulso que se verifica nos velhos.

EFEITOS FISIOLÓGICOS DO EXERCÍCIO

Os efeitos fisiológicos do exercício físico podem ser classificados em agudos imediatos, agudos tardios e crônicos. Os efeitos agudos, denominados respostas, são os que acontecem em associação direta com a sessão de exercícios; os efeitos agudos imediatos são os que ocorrem nos períodos peri e pós-imediatos do exercício físicos, como elevação da FC, da ventilação pulmonar e sudorese; já os efeitos agudos tardios acontecem ao longo das primeiras 24 ou 48hs que se seguem a uma sessão de exercício e podem ser identificados nas discretas redução dos níveis tensionais, especialmente nos hipertensos, na expansão do volume plasmático, na melhora da função endotelial e na potencialização da ação e aumento da sensibilidade insulínica na musculatura esquelética. Por ultimo, os efeitos crônicos, também denominados adaptações, resultam da exposição freqüente e regular às sessões de exercício e representam aspectos morfofuncionais que diferenciam um indivíduo fisicamente treinado de outro sedentário, tendo como exemplos típicos a bradicardia relativa de repouso, a hipertrofia muscular, a hipertrofia ventricular esquerda fisiológica e o aumento do consumo máx de O2. O exercício também é capaz de promover a angiogênese, aumentando o fluxo sanguíneo para os músculos esqueléticos e para os músculos cardíacos.

Para indivíduos que possuem uma pressão arterial moderadamente elevada, ou hipertensão (pressão arterial sistólica/diastólica de 140 para 180 / 90 para 105mmHg), faz-se necessário um programa de treinamento onde este visará à manutenção ou diminuição da pressão arterial.

O treinamento físico regular e moderado em humanos promove a queda da pressão arterial por diminuição da atividade simpática periférica e do tônus simpático cardíaco. Este por sua vez, determina a diminuição da FC e conseqüente diminuição do DC. Adicionalmente, o treinamento físico regular melhora a sensibilidade dos presso-receptores em animais normotensos e espontaneamente hipertensos, favorecendo o controle da pressao arterial.

Existem dois tipos de exercícios que respondem com diferentes respostas: O exercício dinâmico (parte superior do corpo e parte inferior do corpo) e o exercício isométrico.

O treinamento físico deve ter uma intensidade de baixa a moderada (50% a 85% do VO2 máx) e ser realizado por pelo menos 20 a 60 min, 3 a 5 dias por semana. As reduções máximas na PA, associadas com esse treinamento, aproximam-se de 10mmHg para as pressões sistólica e diastólicas.

EFEITO DO EXERCÍCIO NA PRESSÃO ARTERIAL

Exercício Dinâmico para Parte Inferior do Corpo

Durante o exercício, as pressões arteriais sistólicas e média aumentam, enquanto a pressão diastólica permanece próxima ou levemente mais alta do que os valores em repouso (80mmhg). Isso indica que durante condições de aumento de débito cardíaco, a ejeção de sangue do ventrículo esquerdo excede as propriedades complacentes dos vasos arteriais, ainda que a RVP reduzida mantenha uma baixa pressão diastólica.

A pressão arterial sistólica e Diastólica diminui de 5 a 7mmHg após exercício físicos de MMII, independentemente de perdas de peso, consumo de álcool ou sal, idade, sexo ou raça. Esses efeitos são observados depois de 4 a 10 semanas do início do programa, com 3 sessões semanais de intensidade moderada e com duração de 50 a 60 min.

Quanto menor o nível inicial de atividade física, maior será a redução esperada da PA para um determinado incremento no exercício.

Exercício para Parte Superior do Corpo

As respostas cardiovasculares ao exercício dinâmico para parte superior do corpo provocam respostas diferentes de FC, volume de ejeção e PA quando comparado a exercício dinâmico para parte inferior do corpo. Isso porque a menor massa muscular e arvore vascular dos braços oferece uma maior resistência ao fluxo sanguíneo que a maior massa e arvore vascular das pernas. Se for utilizado um programa sistemático de exercícios com os braços para o treinamento de pacientes com cardiopatia, as cargas de trabalho deverão ser estabelecidas com base na resposta individual a essa forma de exercício.

Exercícios Isométricos

As contrações isométricas sustentadas são caracterizadas pela resistência vascular aumentada dentro da massa muscular exercitada. As intensidades das contrações isométricas são expressas em relação à contração voluntária máxima (CVM) dos músculos envolvidos. As contrações sustentadas a 20% da CVM induzem a um rápido aumento nas pressões arteriais Sistólicas e Diastólicas, enquanto as respostas da pressão arterial durante o exercício dinâmico com carga de 10% da CVM são muito mais baixos.

Quando o exercício isométrico é realizado, aumentos adicionais na PA podem também ocorrer se a pessoa tentar respirar com a glote fechada. Essa manobra é muito similar ao procedimento clínico conhecido como manobra de Valsalva. O resultado é o aumento das pressões torácicas por causa da contração muscular adicional dos músculos da expiração contra o volume pulmonar quase constante. Essas pressões elevam a pressão arterial sistêmica diastólica, reduz o volume de ejeção e faz com que o coração trabalhe mais intensamente para um determinado débito cardíaco.

A DIVERSIDADE CULTURAL E GESTÃO DEMOCRÁTICA

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Autor: Angela Meira

1 – TEMA:

INTERCULTURALIDADE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

2 – JUSTIFICATIVA:

O presente projeto vislumbra a necessidade de intercalar a educação e o mundo globalizado, focalizando o mundo contemporâneo face aos novos paradigmas da educação analisando a missão do educador sistematizando desta forma o acesso ao saber, a inclusão social e as tecnologias atuais, sem com isto atender apenas um seguimento minoritário da população porem valorizando a interculturalidade do meio social em que a criança vive cotidianamente transmitindo assim as novas gerações saberes condizentes com a aplicação metodológica e pedagógica da instituição de ensino, implementando novas praticas inovadoras remodelando assim o papel do educador hodierno, melhorando assim a gestão pedagógica e por fim desenvolvendo novos modelo que valorizem a pratica educativa dentro das novas perspectivas da atualidade.

3 – OBJETIVOS:

Conhecer o papel do educador escolar face à nova sociedade do conhecimento, aprofundando e conhecendo melhor as praticas educacionais, contribuindo assim para melhoria do processo do ensino aprendizagem, induzindo o aluno a uma escolha consciente, orientando os gestores educacionais em prol de mudarem as posturas aprimorando se o sistema de ensino aprendizagem, alcançando uma qualidade bem como uma cognição sólida e eficaz, identificando assim o aluno na sociedade do conhecimento e da tecnologia, identificar relação educacional e cultura dos povos, valorizar e transformar as principais características da educação

4 – FUNDAMENTACAO TEORICA:

Desde a década de 20, o professor Lourenço Filho, um dos precursores do conceito de diversidade na escola, dissecava o problema da educação no Brasil, ele o descrevia como advindo da própria organização social, para ele a sociedade e ao estado faltava emancipação técnica, e uma reordenação que obedecesse aos princípios racionais e técnicos, assim como a eliminação do analfabetismo e a democratização do ensino eram a premissa básica para desenvolver a capacidade produtiva do aluno e integra-lo a sociedade, alem de expirar as ingerências política na educação, em 1926 ele declarou “a escola não se anima ainda ao calor de um ideal superior de vida em comunidade, nem se agita a luz de um seguro critério democrático”.

Isto posto, determina que a historia, a educação e a sociedade são intrinsecamente ligadas. A educação tem como primazia a sua função social, pois deve integrar se a comunidade, a participação de cada integrante que nela convive e visa a melhoria da qualidade de vida de seus participantes.

Também se analisarmos as relações sociais, descobriremos que educação ocupa diferentes espaços e situações sociais, uma vez que alça vôos alem dos muros escolares e ancora se nas relações sociais:

“São as relações sociais que verdadeiramente educam, isto é, formam, produzem os indivíduos em sua realidade singular e mais profunda. Nenhum individuo nasce homem. Portanto, educação tem um sentido mais amplo, é o processo de produção de homens num determinado momento histórico”.(DAYRELL, 1992, p.2).

E isto acaba por delinear as classes sociais, no entanto a diversidade cultural nem sempre pode ser explicada pelas dimensões firmadas na formação das classes sociais, existe a coexistência de uma pluralidade de tradições que são consideradas “fruto da coexistência, harmoniosa ou não de uma pluralidade de tradições, cujas bases podem ser ocupacional, étnica, religiosa etc” (VELHO 1997, p.16), isto faz com que os indivíduos fundamentem as suas experiências em tradições e valores, acabando por construir uma identidade sem fronteira se a compararmos a origem das classes sociais.

O meio social e a historia de cada individuo é anterior a existência do mesmo, uma vez que quando o ser nasce ele recebe inúmeras instruções normativas, coercitivas e impositivas que já foram anteriormente construídas, gerando assim a sua bagagem cultura pré-determinada pelas normas de conduta e bom viver em sociedade, e somente através desta cultura partilhada com o grupo e que a sociedade se organiza e se torna una.

Com o crescimento e posterior desenvolvimento intelectual do individuo, este mesmo individuo passa a interagir com o meio social em que está inserido e toma consciência do que é considerado pela maioria dos seres humanos: viver em sociedade, a partir desse interacionismo o homem apropria-se do significado da palavra sociedade e esta interação somente se Dará através do processo formal de aprendizagem, ou seja, escolarização do individuo, com estes simples e muitas vezes considerado efêmero acontecimento ele adquire hábitos e modos cruciais ao seu desenvolvimento cognitivo, deste intere inconsciente o individuo adquire determinadas técnicas intelectuais capazes de proporcionar-lhe uma ligação direta com o saber, e este saber se da intuitivamente através da escolarização e integração do individuo com o meio no qual ele convive, consubstanciado nisto podemos afirmar que o individuo a partir do momento que ousadamente busca a alfabetização tem como meta primordial à manutenção, Desenvolvimento, transformação e porque não dizer identificar e personificar a: Cultura intelectual da humanidade.

Objetivado nisto a escola visa formar o individuo elevando o à categoria de cidadão, mantendo se dignamente independente de sua cultura inicial, enfim a sala de aula converte se em um espaço privilegiado onde o debate, a apropriação dos saberes, a sistematização dos conteúdos e a troca de experiência com os demais alunos, vivenciados em um cotidiano escolar, este mesmo aluno passa a conhecer melhor o mundo em que esta inserido, questionando assim as informações recebidas pelo seu meio social, aceitando e respeitando as diferenças encontradas no âmbito de convivência, pautado na amplitude da cognição, o que o levara a tornar-se um agente essencialmente ativo, participante, envolvido com o processo de aprendizagem, dando lhe a capacidade de entender e compreender as diferenças e diversidades humanas existentes em um mundo globalizado, eclético e mutável.

As Diretrizes Curriculares do sistema educacional brasileiro pode ser considerado um marco nas mudanças educacionais ocorridas após imperialismo e o regime militar, após a homologação da constituição de 1934, o nosso governo passou assumir a educação no concernente a traçar diretrizes, controlar, supervisionar e fiscalizar o cumprimento das normas federais relativas à educação do brasileiro, coerentemente ele deve, fundamentado nos princípios rezados pela constituição federal, garantir os investimentos educacionais, promover projetos de erradicação do analfabetismo no Brasil, integrando e socializando o povo brasileiro em prol de unificar a nossa cultura, exterminando os preconceitos e racismos existentes em nosso pais.

Como intuito de eliminar quaisquer tipo de exclusão no sistema escolar foi implementado no Brasil diversos projetos com função única e exclusiva de orientar e garantir que os investimentos na área educacionais sejam bem empregados, transformando se assim a realidade da educação brasileira, assim como num passe de mágica surge os parâmetros curriculares nacionais, subsidiado por diversas instituições financeiras, nacional e internacional com o objetivo de erradicar o analfabetismo e a exclusão social no Brasil.

Diuturnamente, os PCN’s tenta a duras perdas, tornar com estas diretrizes uma proposta real e flexível, afim de transforma-la em uma realidade empreendedora a todos os brasileiros.

Alguns autores consideram-nos plurais e heterogêneos, pois resultam de diversos e diferentes objetivos, já que se pré dispõe de forma ampla e geral em nosso tão extenso pais, toda esta extensão territorial tende a complicar de maneira ríspida este processo, uma vez que a diversidade sócio cultural de cada região do pais poderá interpreta-lo de maneira diferenciada, levando então a um entendimento dualizado ou difuso, mas se seguirmos os instintos de profissional adequado poderemos seqüencialmente utilizarmos os PCN’s a fim de melhorar e implementar o ensino e se avaliarmos por este prisma, teremos uma visão múltipla, e ninguém melhor que Tardif, para esclarecer claramente esta multiplicidade:

… Quando observamos professores trabalhando em sala de aula, na presença de alunos, percebemos que eles procuram atingir, muitas vezes de forma simultânea, diferentes tipos de objetivos: (…) controlar o grupo, motiva-lo, leva-lo a se concentrar em uma tarefa ao mesmo tempo em que dão uma atenção particular a certos alunos da turma, procuram organizar atividades de aprendizagem, acompanhar a evolução da atividade, dar explicação, acompanhar a evolução da atividade, dar explicações e fazer com que os alunos compreendam e aprendam etc. (Tardif,2000,12).

Desta forma o professor, ao se embasar nos parâmetros curriculares, complementando o de maneira a atender a sua necessidade, obterá conjuntamente com o aluno, e atuando como um agente mediador, um olhar critico, aprazível, criativo, encantador e capacitador de solucionar os problemas básicos do ensino, imparcialmente, como enfoca Schon (1983), e essencial que o profissional reflita sobre sua ação ao mesmo tempo em que age, ajustando continuamente o curso do seu fazer, mas sendo necessário também que ele tome distancia e reflita sobre a reflexão feita no momento da ação, e é exatamente este o elo entre o saber docente e a utilização das diretrizes curriculares.

Sintetizando, a atuação dos currículos servem, sobretudo, para incentivar, apoiar, mudar, buscando uma constante capacitação para os profissionais da educação, os gestores escolares e demais funcionários em atividade, em função de melhorar a qualidade do ensino, tornando se através de sua utilização a formação de agentes estimuladores de novas mudanças, novos paradigmas na educação.

Hoje no Brasil, um dos maiores problemas que os currículos enfrentam encontra se centrado na gestão e organização do mesmo, pois, por ser abstrato fica a cargo das esferas centrais de organização do ensino, desta forma acaba por projetar os valores, interesses e compromissos da sociedade, gerando assim insatisfações com o seu isolamento e insuficiência das suas abordagens disciplinares a fim de solucionar os problemas do mundo atual, para isto nada melhor que a interdisciplinaridade atuar como resposta a estes problemas, pois ao juntar interdisciplinaridade e interculturalidade no ensino encontraremos uma forma pratica de atuarmos como profissionais do ensino qualificado.

Nos dias atuais os currículos tem figurado preliminarmente nos processos de exclusão social, pois por ser organizado por uma esfera diferente daquela que o gestara , já chega pré-determinado facilitando assim ou mesmo limitando as possibilidades de pensamentos críticos , envolvendo determinadas formas de raciocínio, devido a grande gama de diferenças culturais, gerando assim determinadas conformidades as maneiras de agir de determinados indivíduos, com isto vê-se a possibilidade de discutir propostas alternativas de um currículo embatido com a realidade a fim de incluir os alunos no sistema escolar, reduzindo se os graus de repetência e evasão escolar.

Alem disto, a escola enfrenta vários dilemas ao construir sua proposta curricular, isto porque a multiplicidade de currículos coloca o elaborador em uma encruzilhada a fim de saber qual melhor caminho a seguir, ou mesmo qual o melhor tipo de currículo a ser utilizado, já que este não apenas socializa o estudante com a disciplina curricular como também forma a sua identidade, personalidade, ensinando o a utilizar meios subjetivos no seu cotidiano, criando assim predisposições a reflexões criticas e induzindo o a novas e sensíveis formas de raciocínio, utilizando se de determinados vieses o que ira proporcionar-lhe a reprodução ilegal de vidas sociais assimétricas e desiguais, vale então lembrar que o currículo deve incluir experiências culturais e diversificadas, valorizando e respeitando assim as culturas diferenciadas, uma vez que qualquer proposta curricular dever’a ser enraizada em uma tradição cultural, já que as mesmas trazem em si uma intenção implícita e uma visão diferencial de Culturas, cultura e educação estão imbricadas entre si , uma depende da outra, existindo uma relação direta entre a dimensão cultural e a dimensão educativa, assim descreve a professora Ana Maria R. Gomes(2001), a escola em sua atribuição mantenedora do saber, instituição de conhecimento amplo, tem por objetivo oferecer aos gestores escolares reflexões e óticas para adoção de sistemas e projetos de trabalhos, integrando se assim o currículo a vivencia cotidiana do aluno, e com isto ela encontra se coberta de razão, pois ao vir pré-determinado pelos organizadores nacionais, tendenciosamente de forma ideal, deve ser revelado por formas praticas, transformando o assim de uma maneira pedagógica condizente com a realidade da postura pedagógica, sendo flexível e aberto, condicionando o a uma constante busca em resignificar os vínculos existentes entre aprender e viver, entre escola e realidade cultural de cada ser, construindo assim uma escola de melhor qualidade, voltada unicamente para Realidade de cada grupo social, engendrando se em um só eixo tradutor e compreensivo, inteligente, atraente voltado unicamente para a platéia que devera protagonizar o objetivo do ensino, e assim conviver para a aprender ser, tornando o aluno em um cidadão consubstanciado em uma concepção inovadora de ensino visando à qualificação deste aluno como cidadão do mundo, conseqüentemente um cidadão consciente de sua atuação, de sua cultura, de sua personalidade e de sua finalidade mor: a cognição e o saber.

5 – METODOLOGIA:

O presente estudo será desenvolvido em uma escola da rede publica municipal de ensino, denominada Escola Municipal Neide de Mello Franco, situada na periferia da Cidade de Montes Claros- MG, bairro classificado no ultimo senso do IBGE com a categoria E, pois possui uma pobreza característica e congruente, com faixa salarial única a todos os moradores pautado em um salário mínimo regional em média, conduzindo se assim os seus moradores a uma pobreza congruente e posteriormente a uma exclusão social, uma vez que o salário dos moradores mal da para a sua própria subsistência, e por serem considerados excluídos foi caracterizada como base para o nosso estudo, primeiramente usaremos a técnica de estudo de caso, colhendo junto à comunidade, os dados necessários ao fiel desenvolvimento de nossa pesquisa, posteriormente faremos uso da pesquisa descritiva, onde descreveremos os dados coletados junto à comunidade de forma clara e concisa obtendo se resultados verídicos e condizentes com a atual Situação da população estudada e por fim faremos um confronto teórico com o campo pratico exercido na atuação dos gestores escolares da instituição estudada, concomitantemente após as analises e esquematização do processo a os dados coletados no ambiente escolar e a variação colhida na comunidade serão grafados através um gráfico que posteriormente poderá ser utilizado por outros profissionais para estudos relativos a este tema.

Como a escola utiliza-se de sistema colegiado , tentaremos fazer uma junção entre a gestão democrática e participativa , propondo uma maior participação da comunidade no contexto escolar, fazendo com que o projeto pedagógica teórico seja colocado em pratica valorizando-se a interculturalidade entre escola, aluno e comunidade em geral.

6 – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Todas as sociedades, independente da sua situação financeira, são pautadas pelas desigualdades sociais, ou seja, se considerarmos como base os Grandes Tigres asiáticos, com capital financeiro altamente gradativo, poderemos descobrir uma alta taxa de exclusão social, Jacarta, por exemplo, tem uma área totalmente tecnológica e um gueto de pauperismo, congruente pela constante formação de favelas e áreas pobres, isto posto o currículo escolar tem o dever de cumprir a sua função nesta distribuição de poder, esta intrinsecamente ligada à socialização ,já que ele não é estático , é um produto das relações sociais, assim a escola cria e reconstrói os significados, as identidades sociais e individuais em todos os participantes desta sociedade, que direta ou indiretamente se envolvem com ela.

A garantia de instaurar um currículo propicio a cada ambiente escolar seria criar ” esferas coletivas de Trabalho”, onde alunos, funcionários e profissionais do ensino adquiram a incumbência de colocar em pratica o currículo que melhor expõe a sua realidade e em ultima analise aquela que melhor convém à instituição.

Devem ser inferidas determinadas questões para potencializar e obter uma base necessária à elaboração deste projeto curricular, encontrando assim de forma consensual a finalidade da educação, da cooperação,do respeito às diferenças , do compromisso ético com os demais, assim surge uma pergunta capciosa: como deveremos trabalhar estes gêneros na crescente e galopante globalização: assim através de diversos estudos encontramos a resposta, devemos preservar a nossa identidade, sem prejudicar o caráter cosmopolita, a fim de viver e conviver num mundo globalizado e com esta ambigüidade de identidades culturais devemos mante-la intacta mesmo interagindo com as demais culturas, preservando assim a nossa personalidade, aceitando as diferenças, excluindo-se os preconceitos quanto às próprias raízes, aceitando o ser humano como um bem supremo e solidário concebido por Deus, relacionando-se com os demais, e aceitando se as diferenças dos mesmos, aprendermos a tratar os diferentes como iguais como Enfoca com veemência o relatório da UNESCO, destacando se os quatro pilares da educação, alem de usarmos os princípios estéticos , éticos e políticos, buscando a superação das dicotomias entre o mundo moral e o material, entre o publico e o privado, construindo assim uma sociedade igualitária, humanística, respeitável, solidária e recíproca, abandonando assim as concepções retrogradas e acrescendo se aos currículos hodiernos todas a finalidade básica da educação , tão enfocadas nos projetos políticos pedagógicos escolares.

Na ação docente da atualidade, o agente da educação não poderá transformar-se em um mascate do saber, que simplesmente vende os seus produtos, sem ao menos ter certeza que este saber será utilizado de forma lacônica, potencializada, assim ele não pode induzir a criação de um cidadão efêmero, mas sim, inculcar no âmago de cada educando a verdadeira formação continua, o qual edificará o pensamento deste, construindo desta forma consenso éticos sobre um educar inovador num contexto democrático e globalizado.

7 – REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS:

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ARTIGOS:

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INTERNET:

BIBLIOTECA VIRTUAL- [email protected]

Revista Nova Escola: www.novaescolaonline.com.br ( site do assinante) entrevista com o dr. Moacir GADDOTTI

CLONAGEM

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A palavra clone deriva etmologicamente do grego “klón”, que significa broto e pressupõe, portanto, a existência de um indivíduo gerador e a ocorrência de reprodução assexuada. Esse termo tem sido aplicado tanto a células quanto a organismos, de modo que um grupo de células que procedem de uma única célula também recebe esse nome. Toda vez que um ser é gerado a partir de células ou fragmentos de uma mesma matriz, através de um processo de reprodução assexuada que resulta na obtenção de cópias geneticamente idênticas de um mesmo ser vivo (microrganismo, vegetal ou animal), acontece uma clonagem. A clonagem pode ser natural ou induzida artificialmente. Ela é natural em todos os seres originados a partir de reprodução assexuada, ou seja, na qual não há participação de células sexuais (gametas), como é o caso das bactérias, da maioria dos protozoários e algumas leveduras. Esse é o meio mais freqüente e natural de reprodução dos vegetais inferiores, mas até vegetais superiores podem multiplicar-se naturalmente desse modo. É o caso das gramas dos jardins ou do morangueiro, cujos nós dos ramos laterais rentes à terra formam raízes, gerando plantas independentes.

Clonagem Plantas

Ao fazerem mudas de plantas, os agricultores e jardineiros estão produzindo clones. A clonagem é, às vezes, o único meio de fazer a multiplicação de uma planta. É o que acontece com a bananeira e, geralmente, com a parreira e a cana-de-açúcar. Se alguém corta um pedaço do tronco de uma bananeira e o joga no canteiro, outra vai brotar espontaneamente. Ou seja, a célula especializada do tronco é capaz de gerar um ser idêntico a si a partir de seu próprio material genético. Outras espécies, como a estrela-do-mar, certos moluscos e crustáceos, também reproduzem-se assim. Para esses seres, a clonagem é rotineira.

A clonagem natural também pode ocorrer em mamíferos, como no tatu e, mais raramente, nos gêmeos univitelinos, que são parte de um clone. Nos dois casos, embora haja reprodução sexuada na formação do zigoto, os descendentes idênticos têm origem a partir de um processo assexuado de divisão celular. A clonagem induzida artificialmente é uma técnica da engenharia genética aplicada em vegetais e animais, ligada à pesquisa científica. Nesse caso o termo aplica-se a uma forma de reprodução assexuada produzida em laboratório, de forma artificial, baseada em um único patrimônio genético. A partir de uma célula-mãe ocorre a produção de uma ou mais células (idênticas entre si e à original) que são os clones. Os indivíduos resultantes desse processo terão as mesmas características genéticas do indivíduo “doador”, também denominado original.

A clonagem induzida em vegetais baseia-se na plantação e na criação de enxertos, nos quais são implantados brotos de plantas selecionadas em caules de outros vegetais. Essa técnica é utilizada em larga escala em muitas culturas comerciais, com a finalidade de aumentar a produção, melhorar a qualidade e uniformizar a colheita. A clonagem induzida em animais pode usar como matéria-prima células embrionárias ou células somáticas (todas as células do corpo com exceção das reprodutivas) que são introduzidas em óvulos anucleados (sem núcleo) artificialmente (este último processo é conhecido como transferência ou transplante nuclear, e foi o processo utilizado na “clonagem” da ovelha Dolly, tão propagada pela mídia) .

Os indivíduos resultantes da clonagem têm, geralmente, o mesmo genótipo, isto é, o mesmo patrimônio genético. Dizemos ‘geralmente’ porque, durante a reprodução assexuada, pode ocorrer alguma alteração do material genético (mutação), gerando um ser com patrimônio genético diferente do existente no original. Na ausência de mutação, portanto, os clones são geneticamente idênticos. É importante ressaltar, porém, que identidade genética não significa identidade na aparência física ou psicológica, porque todo ser vivo é resultado da interação do genótipo com o ambiente. Infelizmente, há uma tendência generalizada a enfatizar apenas a importância do genótipo (ou, o outro extremo, enfatizar apenas a influência do ambiente…), como se todos os seres, inclusive os humanos, nada mais fossem que seu patrimônio genético (ou, no segundo caso, como se os genes não fossem tão importantes na manifestação de certas características, essa visão é comum principalmente quando se trata de características psicológicas) .

Essa é uma noção errônea, e apesar de alguns estudos recentes indicarem que as características dos seres vivos, inclusive as características psicológicas humanas possam ser influenciadas pelos genes, não dispomos ainda de dados sobre essa influência. O certo é que nós podemos ter genes para todas as características, mas a manifestação desses genes é condicionada pelo ambiente, pelo que o organismo é resultado da interação genes x ambiente, e menosprezar qualquer dos dois é provavelmente um equívoco.

Clonagem

A primeira clonagem bem-sucedida de um animal adulto é realizada, em 1996, pelo embriologista escocês Ian Wilmut, do Instituto Roslin, na Escócia. Da experiência nasce à ovelha Dolly. Desse ano em diante, outros animais, como ratos, macacos, bois e porcos, foram clonados, estes últimos em 2000, também pelo Instituto Roslin.

A clonagem é um método artificial de reprodução que emprega células somáticas, do tipo das que formam os órgãos, os ossos ou a pele, no lugar de células sexuais, como o óvulo e o espermatozóide. Na natureza, os organismos se reproduzem por meio das células sexuais. As exceções são os vírus, as bactérias e outros seres unicelulares. Há também certos vegetais que mesmo tendo células sexuais geram novas mudas das células somáticas. Isso pode ser observado nas plantas que se multiplicam de um ramo do vegetal adulto.

A técnica da clonagem

A técnica da clonagem – A experiência da clonagem ainda não foi compreendida perfeitamente do ponto de vista teórico. Em princípio, não seria possível forçar uma célula somática a se multiplicar, já que nela quase todos os genes estão desligados. Dolly, no entanto, nasce de células mamárias tiradas de uma ovelha adulta. Dessas células, quase toda a massa celular interna, chamada citoplasma, foi descartada. Apenas os núcleos, onde estão os genes, sem os quais não é possível gerar um embrião, foram guardados. Em seguida, os núcleos das células da mama foram colocados dentro de óvulos não fertilizados de outra ovelha, de onde haviam sido extirpados os núcleos. Assim, Wilmut construiu células artificiais, usando núcleos de células mamárias dentro do citoplasma de óvulos. As novas células foram colocadas num caldo muito pobre em nutrientes e entraram numa espécie de dormência, interrompendo todas suas atividades químicas. Então, com um choque elétrico, o cientista as despertou, voltando a alimentá-las bem. Os genes voltaram à ação e as células se transformaram em embriões. Colocados no útero da ovelha que fornecera os óvulos, a imensa maioria não conseguiu desenvolver-se, mas um deles deu origem a Dolly.

Essa técnica pode ser aplicada até em seres humanos, de forma que um pequeno fragmento de um dedo, por exemplo, se transforme num embrião para ser implantado no útero de uma mulher. Isso ainda não foi feito por causa da oposição de grande número de pessoas, em todos os países, por motivos religiosos ou éticos.

Foram necessários quase 100 anos de pesquisa até que se chegasse a uma clonagem bem-sucedida. No início do século, diversas experiências com rãs apresentaram resultados controversos. Em todas elas pairou a dúvida de que algumas células sexuais se teriam infiltrado entre as somáticas. Mesmo a experiência com a Dolly foi questionada e só recebeu o aval da comunidade científica quando todos os procedimentos foram checados por uma comissão de especialistas.

Pesquisas sobre envelhecimento

Pesquisas sobre envelhecimento – A técnica que deu origem a Dolly vem permitindo a Wilmut estudar como fica nos clones o chamado telômero – pedaço dos cromossomos responsável pelas divisões das células durante a gestação e no decorrer de toda a vida de um animal ou de um ser humano. A cada divisão celular, o telômero se desgasta, sofrendo pequenas mutações. Depois que seus defeitos se acumulam bastante, o organismo ao qual ele pertence morre. A medição do número de mudanças ocorridas no telômero permite estimar a idade de um indivíduo.

No caso de Dolly, como sua mãe tinha 6 anos, a célula que virou embrião e deu origem ao clone também tinha essa idade. Mas, apesar de adulta, a célula começou a funcionar de novo, e nesse momento todos os seus genes voltaram à idade zero. Nessa etapa havia a possibilidade de que os defeitos de seus cromossomos tivessem sido corrigidos.

Isso não aconteceu. Segundo Wilmut e equipe, todos os genes rejuvenesceram, menos os do telômero. Os exames mostram que o corpo da ovelha é jovem, corresponde a sua idade cronológica. Mas seu telômero já nasceu com a idade do de sua mãe. A grande questão agora é saber se ela vai morrer antes da hora. Ainda não se sabe se o fato de as células serem velhas, como indica o telômero, vai se traduzir em velhice precoce de todo o organismo. A ligação entre telômero e idade celular é aproximada, pois algumas células morrem mais cedo, outras mais tarde. É possível que antes de o telômero parar de funcionar o corpo de Dolly tenha tempo de amadurecer como o das ovelhas normais. Esses estudos devem levar a uma maior compreensão do processo de envelhecimento.

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Os EUA vão financiar pesquisas com embriões humanos para obtenção de células-tronco. A permissão para a pesquisa com financiamento público, divulgada pela imprensa norte-americana em 09/8, é limitada: só podem ser usados embriões descartados por clínicas de reprodução assistida e com autorização expressa dos casais. Continua proibida a criação de embriões exclusivamente para estudos. A pesquisa com células-tronco embrionárias promete revolucionar a medicina. Essas células têm capacidade de formar qualquer tecido do corpo humano e podem ser usadas para criar órgãos em laboratórios ou tratar lesões, como as da paralisia. Para religiosos, políticos conservadores e grupos contrários ao aborto, a decisão do presidente George Bush representa uma quebra de promessa de campanha. Esse tipo de pesquisa já é realizado livremente nos EUA por empresas privadas.
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O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo

Clonagem em seres humanos

Quando se fala em clonagem de seres humanos desperta-se imediatamente uma grande variedade de opiniões quanto aos seus aspectos técnicos e éticos. O que há de falso e verdadeiro em meio a tanta polêmica?

Para muitos cientistas a clonagem de seres humanos ainda não é possível, embora em 1979 um pesquisador norte-americano, Shettles, tenha publicado uma comunicação sobre uma substituição de núcleo de um ovócito humano com sucesso. A publicação incluía fotos que demonstravam que o autor levou o processo até a forma de mórula. Este artigo é a primeira publicação da história sobre a clonagem humana.

Em 1978, a publicação do livro: In His Image: The cloning of Man, causou uma grande polêmica. O seu autor, David Rorvik, já havia escrito vários livros sobre divulgação de assuntos científicos. O seu relato era de uma experiência, financiada por um milionário solteiro que queria ter um filho igual a si próprio. Esta pessoa solicitou ao autor que reunisse uma equipe de cientistas capazes de realizar tal experimento. Foi escolhido um país do sudeste asiático para sediar o laboratório e uma mulher do local serviu de “mãe de aluguel”. Quando o livro foi escrito, segundo seu autor, o bebê já havia nascido e passava bem. A comunidade científica não deu crédito a estas informações, apesar de a editora Lippincott, reconhecidamente séria, ter publicado o livro como obra de não ficção. Várias publicações foram feitas na imprensa leiga, algumas de caráter sensacionalista e outras extremamente céticas, inclusive colocando o livro como sendo a expressão de uma fraude. Num depoimento recente, dado à revista OMNI, Rorvik afirmou que tem certeza que já foram produzidos clones humanos.

clonagem_humana_plantas

O experimento realizado na Escócia despertou novamente o debate sobre a adequação da pesquisa em genética. Muitas fantasias cercam o tema da produção de clones, valorizando apenas as características genéticas contidas no núcleo substituído, desqualificando a influência dos fatores históricos-ambientais e de herança genética citoplasmática (mitocôndrias). Esta maneira de abordar o problema faz com que muitas pessoas vejam estes procedimentos como sendo totalmente inaceitáveis e sem qualquer utilidade, devendo, desta forma, ser proibidos.

A questão ética em torno dos clones humanos retornou com a entrevista do físico especialista em reprodução artificial Richard Seed (Chicago/EUA), feita através da imprensa internacional, no início de 1998. Este físico, sem vínculo acadêmico e que já realizou pesquisas em biologia, afirmou que poderia produzir clones humanos até a metade do ano de 1999. Chegou a estimar que poderia produzir até 500 destes indivíduos por ano. Suas colocações reacenderam as discussões a este respeito em várias partes do mundo.

A Declaração Universal do Genoma Humano e dos Direitos Humanos, aprovada em novembro de 97 pela UNESCO estabelece que não deve ser permitida a clonagem reprodutiva de seres humanos, mas não tem força de lei. Cerca de 28 países, entre eles o Brasil, Alemanha, Dinamarca, Reino Unido (recentemente autorizou a clonagem de células embrionárias humanas e Austrália, possuem leis contra a clonagem na espécie humana. Em outros, as atividades de clonagem ainda não foram regulamentadas.

A própria comunidade científica vem se manifestando no sentido de que a produção de clones humanos será realizada, ainda que não viável nas condições científicas atuais. Esta busca de alcançar o limite das possibilidades, segundo a revista Superinteressante tem sido creditada à tradição moderna da ciência, baseando-se nas idéias de Bacon (“Tente todas as possibilidades possíveis”). Esta proposição, contudo, não tinha, talvez, este objetivo, mas sim o de buscar soluções possíveis.

A duplicação de um ser humano adulto é teoricamente possível, usando-se os métodos conhecidos atualmente, mas as opiniões variam muito, tanto quanto à viabilidade técnica como quanto aos aspectos morais. Quanto ao processo que gerou a ovelha, pode-se dizer que a mesma técnica pode não ter êxito, pelo menos a curto prazo, se tentada em humanos, devido à cronologia da diferenciação celular nos primeiros estágios do desenvolvimento embrionário e também porque, se na espécie humana forem necessários, como ocorreu por exemplo com a ovelha Dolly, cerca de 300 óvulos para se obter apenas um indivíduo, o processo se torna muito inviável. Porém, no futuro, quando a técnica estiver bem padronizada em animais, com maior taxa de sucesso, será possível aplicá-la também à espécie humana.

Dizer que a clonagem é factível é completamente diferente de dizer que ela deve ser aplicada. A primeira afirmação tem a ver com o grau de domínio que se tem sobre uma tecnologia que está nascendo. A segunda, com o que é direito, ou com o que a humanidade considera que o seja. Que a técnica traz vantagens, ninguém discute, inclusive porque não serve apenas para solucionar problemas de infertilidade, mas pode ajudar toda a Medicina. Por outro lado, o assunto provoca irados protestos moralistas, que muitas vezes são até mesmo contra pesquisas do gênero (reação absolutamente injustificada, diga-se de passagem, já que a técnica pode trazer muitos.

A favor da clonagem reprodutiva humana diz-se também que ela poderia ser uma alternativa para contornar a esterilidade. Há pesquisadores que propõem a combinação da clonagem de seres humanos com técnicas de engenharia genética para gerar indivíduos com características pré-selecionadas, como inteligência, menor propensão a adquirir certas doenças e outras. Mas isso é éticamente questionável.

Muitos grupos, como a Igreja Católica, não consideram aceitável o grande número de embriões que seriam perdidos na produção dos clones. Outra crítica é que a clonagem, associada à engenharia genética para o desenvolvimento de uma nova “raça” de indivíduos com características consideradas superiores, poderia gerar na sociedade uma nova forma de discriminação, o preconceito genético. Ela também é atacada por aqueles que vêem na perda da diversidade genética (isso só ocorreria no caso de seu uso indiscriminado em grande escala, algo que parece não muito provável de acontecer a curto-médio prazo) uma ameaça à sobrevivência da espécie humana.

É difícil imaginar um futuro onde a clonagem humana seja um fato corriqueiro. Esse tipo de reprodução tem riscos importantes, pois a célula somática cujo núcleo for usado para o processo pode conter uma mutação indesejável. Por isso, mesmo quando a técnica utilizada para clonar animais estiver mais desenvolvida e pronta para uso na espécie humana, ela só deverá ser aplicada em casos especiais, em que a fertilização normal ou assistida não for possível. Mesmo porque, os clones fabricados a partir de células normais são gerados sem que seja necessário um único espermatozóide, são filhos que não têm pai biológico. E provavelmente seu uso será mais útil para clonar órgãos e tecidos do que seres humanos completamente desenvolvidos.

Existem milhares de cientistas e laboratórios espalhados pelo mundo habilitados a tentar copiar artificialmente um ser humano. Apesar de leis que impeçam a prática, há sempre alternativas para driblar o problema. A curiosidade e o ímpeto científico parecem ser regidos por uma “lei” ainda não declarada: “Se algo pode ser feito, será”. Vamos chamá-la de Lei da Inevitabilidade Prática. Se a clonagem de seres humanos for mesmo possível, provavelmente alguém o fará.

Robert Edwards, médico inglês pioneiro dos bebês de proveta, sugere que um dos usos prováveis da clonagem humana no futuro será a produção de uma irmão gêmeo para cada pessoa ao nascer. Esse gêmeo seria um clone, com DNA modificado, de modo que ele não desenvolva o cérebro. O clone seria mantido num estado vegetativo e serviria apenas de repositor de órgãos para eventuais transplantes no irmão normal. A idéia parece loucura e continuará sendo assim por muito tempo. Mesmo sem cérebro, o clone teria de ser alimentado e crescer até por volta dos 15 anos para que seus órgãos tivessem serventia. Isso sem falar na gritante deficiência ética do “projeto”, pois tentar cirurgicamente ou geneticamente apagar a consciência de alguém é, por si só, moralmente duvidoso.

Muitos acham que o que ainda impede a produção de clones humanos são as barreiras políticas, religiosas e morais. Este é um dos grandes temas de questionamento ético atual.

Se dissipam-se os medos, muitas vezes injustificados, ficará muito mais fácil debater os prós e os contras. A evolução das técnicas, dos procedimentos e dos debates permitirá melhor delimitar os aspectos positivos e negativos envolvidos na clonagem. A clonagem é uma técnica, não um pecado por antecipação. Claro, é sempre bom levar em conta que toda técnica, depois de inventada, acaba ganhando vida própria, e tem o risco de fugir ao controle — o que nos leva de volta à nossa Lei da Inevitabilidade Prática. Se algo pode ser feito, será. Mas a técnica não é o problema. A sua inevitabilidade também não é o problema. O problema é, como sempre foi, o uso que a civilização faz — para o bem ou para o mal — de suas próprias invenções.

Clonagem em animais

A clonagem animal pode ser feita, basicamente, de duas formas: separando-se as células de um embrião em seu estágio inicial de multiplicação celular, ou pela substituição do núcleo de um óvulo por outro proveniente de uma célula de um indivíduo já existente (neste último caso utiliza-se a técnica de transferência nuclear, que segundo alguns especialistas não trata-se propriamente de clonagem. No entanto, como popularmente o termo tem se aplicado também a esta técnica, neste site não será feita essa distinção) .

A primeira forma, separação provocada das células de um embrião, produzirá novos indivíduos exatamente iguais, quanto ao patrimônio genético, porém diferentes de qualquer outro já existente. É um processo semelhante ao que ocorre na natureza quando são gerados gêmeos univitelinos, que têm origem a partir de um mesmo óvulo e de um mesmo espermatozóide. Este tipo de procedimento já foi realizado, de forma experimental, com embriões humanos, em 1993, pelos pesquisadores norte-americanos Jerry Hall e Robert Stillman, da Universidade de George Washington, de Washington/EUA.

Clonagem

A segunda forma, que reproduz assexuadamente um indivíduo igual a outro previamente existente, pela substituição do material nuclear, também denominada de duplicação, foi proposto, teoricamente, pelo Prof. Hans Speman (1869 – 1941), em 1938. O Prof. Speman, biólogo alemão, ganhou o Prêmio Nobel de 1935 pelas suas contribuições no estudo da evolução dos seres vivos. O primeiro experimento com sucesso já foi realizado em 1952, pelos Drs. Robert Briggs e Thomas J. King, do Instituto Carnegie/Washington-EUA. Eles obtiveram os primeiros clones de rãs, por substituição de núcleos celulares. Durante muitos anos isto foi testado em diferentes espécies animais, especialmente mamíferos. O Prof. Ian Wilmut e seus colaboradores, do Roslin Institute, de Edimburgo/Escócia, associados a empresa PPL, realizaram em 1996, uma substituição do núcleo de um óvulo pelo de uma célula mamária proveniente de uma ovelha adulta. Esse processo é teoricamente simples mas, na prática, é muito difícil e delicado.

Há duas diferenças básicas entre a clonagem induzida em animais feita a partir de células embrionárias e a realizada com células não reprodutivas. Os clones obtidos a partir de células embrionárias são limitados, pois cada ovo oferece somente de 8 a 16 células capazes de gerar embriões. Além disso, como o embrião clone derivou de um ovo, não se pode saber qual é o resultado final, pois ele é o produto de uma fecundação que contém uma combinação gênica desconhecida, que ainda não manifestou as suas características. Quanto aos clones obtidos a partir de células não reprodutivas, o resultado é certo, pois já se conhece o ser adulto que vai originar os clones. Neste caso, pode ser feito um número ilimitado de cópias. (para mais informações vide Histórico das Técnicas de Clonagem)

PARECER POLÍTICO / CIENTÍFICO PROGRESSISTA

A ovelha, símbolo religioso da redenção dos homens, inaugura abruptamente o século XXI, dando origem à era dos clones, período no qual os cientistas brincam de Deus, só precisando de um anjo torto, desses que andam de jaleco branco e uma receita assustadoramente simples: fundir um óvulo não fecundado, retirando o miolo genético, com uma célula doada pelo ser vivo que se quer copiar. Depois implantar o resultado da fusão no útero de um terceiro ser vivo.

Há algum tempo tem-se tentado obter prazer sexual sem gerar filhos. Com os bebês de proveta consegue-se filhos sem prazer. E agora estamos prestes a ter filhos sem prazer e ser espermatozoides.

É uma revolução para as feministas que as mulheres não precisem da participação do homem para se ter um filho.

É importante lembrarmos que para os animais em extinção, a clonagem veio a calhar, dando assim origem a novos seres da mesma espécie.

Um dos fascínios que a clonagem humana provoca, é o de possibilitar a aferição de quanto um ser vivo é produto genético do meio ambiente.

POLÍTICO / RELIGIOSO TRADICIONAL

Atualmente foi possível que uma ovelha chamada “Dolly” viesse ao mundo como um pedaço de outro ser adulto, sendo assim não tem pai, não tem mãe. Ela tem apenas, origem, que não é divina, é humana, Dolly é o que a ciência chama de clone, palavra grega que significa broto. Clone é a cópia idêntica de outro ser vivo.

O desenvolvimento tecnológico e científico, fez com que surgisse a engenharia genética. É uma invenção que, num plano absoluto, tem como finalidade ética de visar o bem, e o maior dos bens criados pela ciência e pela tecnologia faz surgir dilemas éticos, a igreja, por exemplo, acredita no espírito e alma, não poderá aceitar a reprodução humana em laboratório, um processo artificial criado pelo homem num momento em que brinca de ser Deus.

ssim sendo, clones humanos não reconheceriam a religião como uma força que eleva o homem e o encaminha para as boas ações. O valor espiritual e as manifestações para com Deus, deixariam de existir.

RELIGIOSO / PROGRESSISTA

Há muitos anos, quando se falava em fertilização “in vitro”, era um verdadeiro pandemônio. Críticas acirradas nos meios religiosos, idéias preconcebidas imperavam e a condenação veio célere, mesmo sem haver ainda uma apreciação mais judiciosa sobre as possíveis consequências do nascimento de bebês de proveta.

Hoje, os primeiros seres humanos que ganham vida a partir desse método, já estão adultos e continuam saudáveis, tanto quanto aqueles com nascimento natural, dando muita felicidade às mães que, de outra maneira, não teriam a possibilidade de gerar filhos naturais.

O mesmo pode ocorrer com a clonagem. Começou com os vegetais, visando seu aprimoramento genético para melhorar a produção de alimentos, e mais recentemente as experiências com animais que deram resultado positivo, sinalizando a possibilidade inquestionável de se produzir seres humanos da mesma forma.

Como é natural, muitas críticas começam a empolgar a opinião pública e algumas correntes religiosas se declaram contrárias à clonagem de seres humanos. Mais uma vez, emitem opiniões sem a necessária análise mais profunda dos fatos. Se Deus deu aos homens a faculdade intelectual para avançar no conhecimento científico e buscar seu aprimoramento com o objetivo de trazer mais bem estar à nossa sofrida humanidade, por que lançar mão desse maravilhoso dom Divino?

POLÍTICO CIENTÍFICO TRADICIONAL

A curiosidade do ser humano é tão grande em desvendar os mistérios entre o céu e a Terra, que muitos cientistas cometem aberrações contra a natureza.

Nos anos 70, grupos de embriologistas clonaram sapos adultos a partir de uma única célula, nada notável, a maioria dos anfíbios se regeneram naturalmente.

Nos anos 80, foram ensiminadas em vacas, embriões clonados, a pesquisa foi interrompida quando se descobriu que um em cada cinco bezerros nascia maior que o normal e, um em cada vinte era gigante, uma realidade impossível.

Atualmente uma equipe escocesa liderada por Ian Wilmut, implantaram cópias de oito ovelhas que deveriam fazer a gestação. Três implantes não se desenvolveram e foram retirados. Um dos fetos apresentou crescimento descomunal, que foi necessário fazer uma cesariana de emergência.

Três filhos morreram logo que nasceram, só uma das ovelhas sobreviventes teve peso normal, a ovelha Dolly.
Descobriu-se que os cientistas esconderam propositalmente detalhes assustadores do que tinham feito, criaram pelo menos, seis monstros genéticos.

Como a mãe genética de Dolly, a ovelha doadora da célula mamária que originouo experimento, morreu logo depois, não se pode comparar seus códigos genéticos para provar que são idênticos. Se a ovelha mãe estivesse viva, seu criador teria como exibir a prova definitiva: dois seres geneticamente idênticos, gêmeos, portanto, só que um deles com 7 meses e outro com 7 anos de idade. Mesmo que a mãe de Dolly estivesse viva, os cientistas tentariam reproduzir o experimento com suas próprias ovelhas. Caso ninguém consiga, Wilmut ficará sob suspeita. É assim que a ciência caminha.

HISTÓRICO

Em 1952 é realizada a primeira experiência do gênero, a clonagem de girinos a partir de núcleos de células somáticas. Porém. Todos morreram antes de amadurecerem e se transformarem em rãs. Dez anos depois John Gurdon tenta o mesmo procedimento no Reino Unido e consegue obter clones a partir de células de um sapo adulto. Novamente, girinos nascem, mas morrem antes de atingir a fase adulta.

Em 1970 são feitas pesquisas com embriões de ratos e, nove anos depois, com ovelhas. No ano de 1981, Karl Illmense e Peter Hoppe, da Universidade de Genebra (Suíça), anunciaram ter obtido clones de ratos a partir de células embrionárias. Nesse processo, são usadas células fetais para produzir novos embriões, que depois serão implantados nas ratas. Os animais obtidos são geneticamente idênticos ao embrião “doador”. Em 1986 Steen Willadsen, na Inglaterra, clonou cordeiros a partir de células embrionárias de uma ovelha. Outros reproduzem a experiência dele usando gado, porcos, cabras, coelhos e macacos de reso.

A 13 de outubro de 1993, na reunião da Sociedade Americana para Pesquisa da Fertilidade, realizada em Montreal (Canadá), os pesquisadores norte-americanos Jerry Hall e Robert Stillman anunciaram que, durante um trabalho de fertilização assistida, haviam separado os blastômeros de um zigoto segmentado que, fatalmente, iria degenerar, pois era tripóide, isto é, tinha três conjuntos cromossômicos em vez de dois encontrados normalmente. A partir de cada um dos blastômeros, mostraram que era possível obter um embrião. Portanto, se o zigoto segmentado tivesse sido normal, os vários embriões resultantes teriam a possibilidade de ser implantados no útero de uma mulher, podendo gerar gêmeos univitelinos. Foram divididos 17 embriões, nos estágios de duas a oito células, resultando em 48 novos embriões. Todos os embriões gerados foram destruídos ao final do experimento, com um estágio máximo de desenvolvimento de 32 células.

Foi no final de 1993, portanto, que a expressão ‘clonagem humana’ começou a ser divulgada com maior intensidade. Na realidade, Hall e Stillman tentaram aplicar à espécie humana o que já vinha sendo feito há muito tempo em animais. Por sinal, não foi divulgado, como merecido, que a segmentação de embriões para clonagem de gado bovino já é praticada no Brasil, com sucesso, há pelo menos dez anos.

Em 1994 Neal First da Universidade de Wisconsin conseguiu clonar bezerros a partir de embriões crescidos a pelo menos 120 células, e dois anos depois o Roslin Institute na Escócia produz cinco ovelhas clonadas a partir de embriões que cresciam em cultura no laboratório, é a primeira vez que ovelhas clonadas são obtidas através de células embrionárias avançadas.

Em fevereiro de 1997, um grupo de cientistas escoceses do Roslin Institute, liderado pelo inglês Ian Wilmut, anuncia a realização da primeira cópia genética (clonagem) de um mamífero adulto a partir de uma célula somática: a ovelha da raça Finn Dorset, batizada de Dolly. Na experiência, os pesquisadores retiraram células da mama de uma ovelha e guardaram-nas numa solução química. Um óvulo não fecundado é extraído de uma segunda ovelha, da mesma raça, e com uma agulha retira-se o núcleo do óvulo. Junta-se uma célula mamária da primeira ovelha com o óvulo sem núcleo da segunda. Uma corrente elétrica provoca a fusão das duas células, que começam imediatamente a se dividir, formando um embrião. Essa nova célula foi seis dias depois implantada no útero de uma terceira ovelha, onde Dolly foi gerada. Em teoria, ela é geneticamente idêntica à ovelha que doou a célula mamária, pois foi esse o material genético que ela recebeu do núcleo da célula da mama. A novidade é que Dolly foi clonada a partir do material genético de uma célula não-reprodutiva de um animal adulto e não de um embrião.

No mês de julho do mesmo ano pesquisadores combinaram pela primeira vez a técnica da clonagem a partir de células de embrião com a da mutação genética, produzindo a ovelha Polly. É o primeiro clone animal com um gene humano. Polly possui quatro irmãs transgênicas obtidas através do mesmo processo. A operação foi um sucesso em três das cinco ovelhas, efetivamente portadoras de um gene humano.

Em julho de 1998 pesquisadores japoneses anunciaram o sucesso obtido na produção de dois clones bezerros usando o mesmo método usado na clonagem de Dolly, e garantiram que o processo empregado por eles para clonar gado bovino representa a aplicação mais eficiente dessa tecnologia até esta data.

Um estudo publicado na edição de dezembro de 1998 da revista Science descreve uma técnica capaz de produzir rebanhos em pouco tempo, com uma taxa de acerto de 80%. Numa primeira tentativa bem-sucedida da aplicação do método japonês, foram produzidas oito vacas a partir de dez embriões implantados em mães de aluguel. Outros sete centros de pesquisa no Japão já vinham utilizando o método e, desde julho de 1998, vinham tendo êxito na clonagem de fetos.

Também em 1998 cientistas da Universidade de Honolulu no Havaí (EUA) divulgaram o desenvolvimento de três gerações de ratos clonados em seus laboratórios. Devido à rapidez do ciclo de reprodução desses animais o experimento é bem dinâmico, e foi possível fazer-se clones de clones obtendo-se animais saudáveis e reprodutíveis. A técnica usada, chamada de “técnica de Honolulu”, é diferente da que foi empregada para a clonagem de Dolly, criada por eletrofusão de células adultas. Uma das vantagens da nova técnica é a porcentagem de sucesso, da ordem de 3%, bem maior que no caso de Dolly (0,44%). Os pesquisadores afirmaram que a tecnologia pode ser empregada para a clonagem de outros animais, tais como porcos e ovelhas. Essa técnica consistiu em inserir núcleos de células somáticas adultas em células de ovos das quais foram retirados os próprios núcleos. Para isso foi usada uma pipeta especial para micro-injetar o núcleo da célula de um doador, nos cinco minutos depois de retirado, em um ovócito desprovido de núcleo. O tipo de célula doadora do núcleo escolhida para a clonagem também foi diferente da que foi retirada para clonar Dolly. No caso dos ratos o núcleo veio de células denominadas “cumulus”, que envolvem os ovos situados no interior dos ovários das ratas. Repetindo o processo, o grupo produziu segundas e terceiras gerações geneticamente idênticas aos irmãos, pais, avôs e bisavôs.

A duplicação de embriões é a maneira mais simples de clonagem (a esta clonagem denominamos clonagem de tecidos embrionários e é bastante utilizada na pecuária). A clonagem de mamíferos no estado adulto é que não é fácil, pois é complicado levar outras células a aceitar DNA estranho. O que é novo não é clonar mamíferos, é cloná-los a partir de células não embrionárias. As células embrionárias são mais fáceis de trabalhar pois estas são praticamente indiferenciadas (ainda não sofreram alterações progressivas), e por isso podem dar origem a qualquer parte do corpo, pois são capazes de ativar qualquer gene em qualquer cromossomo. À medida que uma célula desse tipo se desenvolve, ocorrem alterações que mudam a forma como o DNA se enrola no núcleo. Este enrolamento vai fazer com que os vasos de DNA se tornem inacessíveis e assim os genes das células adultas não podem se transformar erradamente, tanto em nível de tempo como de tecido.

Clone é uma palavra usada há muito tempo em Biologia para designar indivíduos que se originam de outros por reprodução assexuada. O termo “reprodução assexuada” define um mecanismo em que um único indivíduo origina outros, sem que haja troca de material genético ou a participação de gametas. A ovelha Dolly seguiu caminho diferente: resultou da união de um óvulo de uma ovelha de pêlo escuro, do qual foi retirado o núcleo, com uma célula mamária de uma ovelha branca.

Desse modo, Dolly herdou da ovelha branca o material genético nuclear, e recebeu da ovelha escura o material genético citoplasmático, isto é, o DNA contido nas mitocôndrias. Como Dolly não foi gerada apenas a partir da multiplicação de uma célula somática, mas necessitou da contribuição de uma célula sexual feminina, algumas pessoas argumentam que não é apropriado chamar esse animal de clone.

A clonagem permitiria a manutenção de uma população exclusivamente feminina pois, até o momento, as técnicas de clonagem fazem uso de óvulos e precisam dos úteros das fêmeas para o desenvolvimento dos embriões, sem a necessidade de participação do macho. Isso talvez justifique o uso do termo clonagem, uma vez que não há união de gametas femininos com gametas masculinos e, portanto, não ocorre troca de material genético de células sexuais na formação do embrião. De qualquer forma, apesar desse impasse, o termo parece ter sido definitivamente incorporado para designar essa tecnologia reprodutiva.

Uma parte importantíssima do sucesso de Dolly nos meios científicos deve-se ao fato de o experimento ter aberto um caminho para o conhecimento da diferenciação celular. A principal intriga é como uma célula somática adulta e um óvulo podem combinar-se. A solução é colocar a célula do indivíduo a ‘dormir’ (ou seja, levá-la de novo ao estado embrionário: Elas são depositadas num meio com poucos nutrientes. O núcleo entra em estado letárgico. Na cultura de células somáticas oriundas da teta da ovelha branca conseguiu-se que todo o material genético dos núcleos ficasse aparentemente inativado).

Este processo, ainda não muito bem compreendido, reprograma o DNA da célula. Em seguida, quando uma dessas células foi implantada no citoplasma do ovócito da ovelha de pêlo escuro, conseguiu-se não só que os genes nucleares da célula mamária da ovelha branca voltassem a atuar, mas também que o núcleo dessa célula voltasse a funcionar como o de uma célula não diferenciada, no início do desenvolvimento embrionário, isto é, como os blastômeros. Em outras palavras, a célula da mama da ovelha, que tem a maior parte do seu DNA nuclear reprimido, tendo ativos somente os genes da glândula mamária (e não os demais, que podem estar ativos em células de outros tecidos), sofreu um processo de “desdiferenciação”, dirigido pelo citoplasma do ovócito da ovelha de pelo escuro. O sucesso da experiência se deve ao fato de o DNA ter sido enxertado na fase ideal. Na fase errada, ou mata a célula ou

Curiosidades

Um monstro é gerado. Essa façanha abre enorme perspectiva para estudos de regeneração de tecidos — como o muscular e o nervoso — nos quais não há multiplicação celular natural após o nascimento.

A equipe do Prof. Wilmut utilizou 834 núcleos de células de animais adultos e de fetos. De todos os 156 óvulos implantados, somente 21 se desenvolveram e apenas 8 animais nasceram. Destes, apenas um único (Dolly) era oriundo de um núcleo de uma célula de um animal adulto. O objetivo comercial desta pesquisa talvez seja a produção de fator VIII sangüíneo, para o tratamento de pacientes hemofílicos ou outros produtos biológicos semelhantes. Os resultados desses experimentos só foram divulgados na revista Nature, em fevereiro de 1997. Desde a sua divulgação este experimento suscitou algumas dúvidas quanto a sua veracidade, pois não havia certeza quanto ao animal que tinha sido o doador da célula mamária. Depois foi divulgado que a ovelha , que estava prenha, já havia morrido três anos antes, e que o seu material biológico havia sido congelado. Isto impede a realização de contraprovas, por exemplo, através de enxertos de tecidos da ovelha doadora na ovelha clonada. Caso não houvesse reação imunológica, estaria demonstrada a identidade biológica entre ambas. No início de 1998 o próprio Prof. Wilmut admitiu a possibilidade de que tenha havido algum “engano” e que a ovelha Dolly não seja de fato um clone de células típicas de um animal adulto. Alguns propuseram que poderia ter havido uma clonagem a partir de células embrionárias. O que possivelmente tenha ocorrido é a clonagem a partir de uma célula proliferativa do eptélio mamário da ovelha, que devido ao fato de ela estar prenha se encontravam em um estado de intensa divisão celular.

Se no futuro houvesse uma grande população geneticamente idêntica bastaria um simples vírus ou bactéria (que afetasse a espécie) para criar uma peste que se estenderia a todo o mundo, morrendo assim, por exemplo, todas as vacas que tivessem sido clonadas por produzirem muito leite…

Os clones já nascem com a idade do doador do DNA?

O uso de células adultas é um dos tópicos controversos quando o assunto é clonagem.

O material genético das células tem um marcador de tempo de vida, o telômero. Ele fica na ponta dos cromossomos. Cada vez que a célula se divide, o telômero fica mais curto. As células se dividem e se multiplicam para construir e recompor o organismo. Quanto mais elas se dividem, mais o telômero encurta e as células ficam mais velhas, até o ponto em que elas não se dividem mais e morrem. Pode ser que os clones nasçam com células que percam sua capacidade de reprodução, envelheçam e morram mais cedo. Como os clones gerados a partir de células adultas são recentes, ainda não se sabe se este processo ocorre.

Outro problema de usar células de animais adultos é que elas contém cromossomos deteriorados pelo tempo, que podem apresentar alguma anomalia que pode prejudicar a formação do organismo produzido a partir do seu código genético.

Conclusão

Eu entendi que a clonagem é uma forma de reprodução artificialmente de vida de seres humanos, planta e animais.

 

CLONAGEM

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Neste trabalho abordaremos o tema da clonagem relatando suas técnicas, opiniões éticas e críticas, além dos tipos de clonagem existentes. Será infocado também as questões religiosas e políticas para que o grupo possa estabelecer e comparar entre si as diferenças de opiniões acerca do assunto.

Clonagem

Clonar significa produzir uma cópia geneticamente idêntica de um indivíduo.

O termo Clonagem é a produção de grandes quantidades de moléculas de DNA, células ou organismos idênticos constituídos a partir de uma molécula de DNA, célula ou organismo ancestral único. Nos últimos anos tem se falado muito sobre a clonagem humana. Na realidade a maioria dos cientistas não estão interessados em produzir clones humanos, eles pretendem produzir células humanas clonadas que possam ser utilizadas para tratar doenças.

A idéia de clonagem surgiu em 1938 quando Hans Spermann, embriologista alemão (Nobel de Medicina, 1935) propôs um experimento que consistia em transferir o núcleo de uma célula em estágio tardio de desenvolvimento para um óvulo. Em 1952, Robert Briggs e Thomas King, da Filadélfia, realizam a primeira clonagem de sapos a partir de células embrionárias. Em 1984, Steen Willadsen da Universidade de Cambridge clonou uma ovelha a partir de células embrionárias jovens. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Wisconsin clonou uma vaca a partir de células embrionárias jovens do mesmo animal (1986). Em 1995, Ian Wilmut e Keith Campbell, da estação de reprodução animal na Escócia, partiram de células embrionárias de 9 dias para clonar duas ovelhas idênticas chamadas de “Megan” e “Morag”. No ano seguinte surgiu “Dolly”, clonada pelas mãos destes mesmos pesquisadores a partir de células congeladas de uma ovelha. Esta foi a grande inovação – e que criou a grande repercussão do caso, um clone originado não de uma célula embrionária, mas sim de uma célula mamária. Em 1997, Dolly teria seu nascimento anunciado, sendo o marco de uma nova era biotecnologia.

Existem dois tipos de clonagem: a Clonagem artificial e a Clonagem natural.

A clonagem é feita com a retirada de células somáticas do doador ,essas células são cultivadas em laboratórios, de uma doadora colhe-se um ovulo não fertilizado, o núcleo contendo DNA é retirado do Ovulo, a célula cultivada e fundida ao ovulo por meio de corrente elétrica, agora temos um ovulo fertilizado com nova informação genética, este ovulo vai se desenvolver até a fase de blástula ( embrião com mais de 100 células ) onde estão as células troncos.

Clonagem Reprodutiva Humana X Clonagem terapêutica

Um dos propósitos da clonagem humana é a Clonagem terapêutica, que consiste em um processo pelo qual o DNA de uma pessoa é utilizado para criar um embrião. Ao invés de inserir este embrião em uma mãe de aluguel, suas células são usadas para produzir células-tronco que são capazes de evoluir para diversos tipos de células do corpo . Estas células podem, portanto, serem utilizadas para criar órgãos humanos como por exemplo: corações, fígados e pele. Elas também podem fazer crescer neurônios capazes de curar aqueles que sofrem de doenças como o mal de Parkinson, Alzheimer ou Sindrome de Rtett. Mas uma das polêmicas mais se destacam é aquela que permeia a produção humana.

Uma das descobertas mais fantásticas do século XX foi a que resultou na clonagem da ovelha Dolly. Nesse experimento, pesquisadores Escoses retiraram o núcleo contento o material genético (DNA) de um ovulo e nele introduziram o DNA retirado de uma célula mamaria adulta já diferenciada. Para surpresa do mundo, depois de 300 tentativas a célula resultante gerou Dolly. A grande importância desta descoberta foi demostrar que células adultas podem ser reprogramadas e voltarem a formar células-tronco.

A partir daí podemos entender a diferença entre Clonagem reprodutiva e Clonagem Terapeutica.

Na primeira, o núcleo de uma célula adulta e introduzido no ovulo “vazio” e transferido para um útero de aluguel, com a finalidade de gerar um feto geneticamente idêntico ao do doador.

Na segunda as células-tronco jamais serão introduzidas em algum útero, o DNA retirado de uma célula adulta do doador também é introduzido em um ovulo ‘vazio” mas, depois de algumas divisões, as células-troncos são direcionadas no laboratório para fabricar tecidos idênticos ao do doador, tecidos que nunca serão rejeitados por ele.

Como foi realizado o processo de clonagem da ovelha Dolly?

Clonagem Ovelha Dolly

Eles isolaram uma célula mamária congelada de uma ovelha da raça Finn Dorset de seis anos de idade e a colocaram numa cultura com baixa concentração de nutrientes. Com isso a célula entrou em um estado de latência parando de crescer. Em paralelo, foi retirado o óvulo não fertilizado de uma outra ovelha, da raça Scottish Blackface, de cor escura. Desse óvulo não fertilizado foi retirado o núcleo, transformando-o em um óvulo não fertilizado e sem núcleo. Através de um processo de eletrofusão ocorreu a união do núcleo da ovelha da raça Finn Dorset com o óvulo sem núcleo da ovelha da raça Scottish Blackface, dando início à divisão celular: uma célula em duas, duas em quatro, quatro em oito e assim por diante.

Na fase de oito a 16 células, as células se diferenciam formando uma massa de células internas originando o embrião propriamente dito. Após seis dias, esse embrião, agora com cerca de 100 células, é chamado de blastocisto. O blastocisto foi colocado no útero de uma outra ovelha da raça Scottish Blackface que funcionou como “barriga de aluguel”. Após a gestação, esta ovelha que é escura deu à luz um filhote branquinho da raça Finn Dorset chamada Dolly.

Apesar do sucesso da clonagem, a técnica apresentou alguns erros:

A ovelha Dolly não era tão idêntica ao doador do núcleo, apesar de herdar da ovelha branca o DNA contido nos cromossomos do núcleo da célula mamária, ela também herdou da ovelha escura o DNA contido nas mitocôndrias, organelas que ficam no citoplasma das células.

Com o passar do tempo foi percebido que Dolly apresentava as extremidades dos cromossomos (telômeros) diminuída gerando envelhecimento celular precoce. Devido ao envelhecimento, Dolly sofria de artrite no quadril e joelho da pata traseira esquerda. Sugere-se que isto ocorra pelo fato de que ela tenha sido criada a partir de uma célula adulta de seis anos (idade da ovelha doadora do núcleo), e não de um embrião.

Dolly foi sacrificada aos 6 anos de idade, depois de uma vida marcada por envelhecimento precoce e doenças. Em seus últimos dias, Dolly estava com uma doença degenerativa e incurável nos pulmões. Os problemas de saúde de Dolly levantam dúvidas sobre a possibilidade da prática de copiar a vida.

Questões Éticas

Por razões históricas existem setores da sociedade que vêem na igreja uma espécie de inimiga permanente e onipresente quando se trata do avanço científico, a igreja sempre disse e sempre dirá não a todos atentados contra a vida, desde o momento da fecundação até a morte. Para ela a vida em todas as suas formas e etapas o dom de Deus e como tal que e deve ser respeitado ela acredita que a alma é criada no momento da concepção e por isso o embrião merece proteção. A igreja questiona “a vida começa na concepção”

Os cientistas defendem que a clonagem somente duplica o corpo, não necessariamente o caráter ou personalidade ou a alma de uma pessoa. A mesma pessoa não voltaria ao mundo, e sim alguém fisicamente idêntico seria criado ( depois da morte ), por este motivo os cientistas especialistas em ética dizem que não há motivo pelo qual não possamos ou não devemos usar as células-tronco de pessoas adultas.

Tal experimentação é, em qualquer circunstância, imoral pelo intuito arbitrário de reduzir o corpo humano (decididamente considerado como uma máquina composta de diversas peças) a puro instrumento de investigação. O corpo humano é elemento integrante da dignidade e identidade pessoal de cada um, e é ilícito usar a mulher como fornecedora de óvulos, para sobre eles atuar experiências de clonagem.

O projeto da “clonagem humana” demonstra o desnorteamento terrível a que chega uma ciência sem valores, e é sinal do profundo mal-estar da nossa civilização, que busca na ciência, na técnica e na “qualidade da vida” os sucedâneos do sentido da vida e da salvação da existência.e clonagem.

Opinião política

O governo do presidente norte-americano, George W. Bush, e aliados dele no Congresso dos EUA tentam proibir o procedimento tanto no país quanto internacionalmente. Em 2001, o presidente americano proibiu a utilização de fundos públicos para a pesquisa sobre células criadas a partir de embriões humanos, salvo as células-mãe cultivadas antes do verão de 2001, mas o setor privado não se preocupou com esta proibição. Os Estados Unidos ainda não resolveram a via jurídica para controlar a clonagem humana. Em fevereiro de 2003, a Câmara de Representantes votou um texto que proíbe a clonagem com fins reprodutivos e terapêuticos, mas este texto ainda não foi votado no Senado, devido a fortes divergências. Dois projetos de lei deveriam ser votados na Câmara; um é idêntico ao da Câmara de Representantes e outro propõe autorizar a clonagem com fins terapêuticos e para pesquisa.

A ONU também se posicionou sobre o assunto. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Jong Wook Lee, manifestou sua esperança de que não haja abuso das técnicas da clonagem. Em entrevista coletiva em Madri, Lee considerou cedo para que a OMS se pronuncie de forma oficial sobre as experiências com células-tronco anunciadas no início de fevereiro por cientistas sul-coreanos, mas disse que certamente a intenção dos cientistas “não é a clonagem humana”. Em sua opinião, isto seria muito perigoso e eticamente inaceitável e a isso seria preciso acrescentar o perigo de que nascessem seres humanos com defeitos. Ele falou ainda que a OMS estuda as implicações científicas e éticas da clonagem terapêutica.

Crítica do Grupo

Sabemos que a clonagem possui uma importância científica social, politíca e bioética, tanto em animais e vegetais como na biofábrica de remédios que poderão trazer benefícios incomensuravéis para a humanidade, porem a clonagem ainda é uma biotecnologia insegura e produz mais “monstrinhos genéticos do que seres normais”.

Ainda não se sabe fazer clones tal qual se deseja com total qualidade e segurança necessária.

Conclusão

Tentamos abordar o processo de clonagem humana apresentamos alguns argumentos a favor e contra este processo, ha muitos aspectos a serem analisados, o (X) da questão é. Nós seres humanos estamos preparados para lidar com essa nova tecnologia que pode ser uma grande fonte de benefícios ou malefícios para a humanidade.

Analisamos as possíveis conseqüências da clonagem humana e no entanto é sem dúvida ela é uma das mais controvérsias e revolucionárias novidades da história humana.

Autor: Juliana Pimenta Ruas El Aoaur

Referencias Bibliográficas

Cloning. National Human Genome Research Institute. 2016. Disponível em: <https://www.genome.gov/25020028/cloning-fact-sheet/>

Freitas, R. T., Routulo, D., Gabbi, K. R., Silva, J. B., Peron, A. P. Aspectos científicos e sociais da clonagem reprodutiva e terapêutica. 2007. Artigo Publicado na Revista Eletrônica F@pciência. 1 (1): 41-49.

The history of cloning. Learn. Genetics – Genetic science learning center. University of Utah. Disponível em: <http://learn.genetics.utah.edu/content/cloning/>