UTI-NEONATAL

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Autor: Sabrina Peral

População atendida:

Recém nascido pré-termo, que tenha apresentado alguma intercorrência clínica na sala do parto.
Recém nascido à termo, com o quadro de asfixia ao nascimento e que apresenta dificuldades respiratórias, se apresente deprimido, com sucção débil, necessitando de assistência na UTI.
Recém nascido com má formação congênita:características sindrômicas que dificultam a respiração e/ou sucção.
Equipe:

Médico responsável pela rotina da UTI.
Enfermeira responsável pela rotina e equipe de auxiliares e tecnicas de enfermagem.
Fisioterapeuta.
Fonoaudiólogo.
Lacterista.
Médico especialista(de acordo com a necessidade de cada recém nascido).
Atuação Fonoaudiológica na UTI-NEONATAL:

É solicitada a avaliação do fonoaudiólogo, quando o bebê está apresentando dificuldade para sugar a dieta prescrita pelo médico(esta solicitação pode ser feita pelo médico e/ou profissional da enfermagem).

Após a avaliação global e sensório motora oral, o fonoaudiólogo inicia o período de estimulação do bebê e orientação à equipe e família.

O objetivo maior do trabalho,é capacitar este bebê a sugar todo o volume prescrito, pois ele é um dos pré requisitos para alta hospitalar.

1-Estimulação sensório motora oral.
2-Aptidão para sugar no peito ou mamadeira.
3-Alta hospitalar precoce-diminui a infecção.
4-Aumento do vinculo bebê x família.

Importante:

Assepcia; que é a lavagem das mãos, retirada de adereços e uso de luvas em ambas as mãos.
O fonoaudiólogo estar atento as respostas de movimentação global do bebê, seu tônus e postura, pois estes fatores irão influenciar positivamente ou negativamente no momento da sucção nutritiva.(peito ou mamadeira).
Caso o bebê esteja em sono profundo, com dificuldade para alcançar o estado de alerta, o ideal será estimular este bebê.

É preciso que o fonoaudiólogo conheça técnicas específicas para acordar este bebê e também deve-se orientar a família neste período de internação, pois é comum apresentarem dificuldades com o bebê no manuseio em casa.

Estimulação:

Peri-oral, essa estimulação é feita por toda face do bebê, incluindo o reflexo de procura, busca ou pontos cardiais.
Intra-oral, será em região de bochechas e maxila.
Então o fonoaudiólogo deve observar:

Canelamento de língua.
Mordida(fásica / normal ou tônica / patológica).
Reflexo de Gag(vômito / refluxo).
Pressão intra-oral.
Pressão labial.
O ideal é que o bebê inicie o aleitamento materno e a mãe deve ser orientada pela equipe da UTI.

Se não for possível, será oferecida a dieta na chuca e o fonoaudiólogo irá posicionar o bebê de maneira que favoreça o movimento de sucção. Pode ser feito também o manuseio peri-oral, com o objetivo de aumentar a pressão intra-oral, a preensão labial e estabilizar mandíbula se necessário.

Alta hospitalar:

Peso 2000g(2kg).
Estabilidade clínica.
Sucção plena.
Atuação do fonoaudiólogo:

Pode não se deter somente na estimulação sensório motora oral,mas também:

Icentivo ao aleitamento materno.
Avaliação auditiva(triagem auditiva universal, ou seja, todos os bebês seriam avaliados e orientados posteriormente pelo fonoaudiólogo, caso houvesse necessidade).
Orientação `a equipe, quantoao excesso de ruído ambiental(queé maléfico ao bebê).
Orientação aos pais / participação em grupo de pais.
O fonoaudiólogo deverá registrar a evolução do bebê, e os dados, serão também repassados para equipe médica e da enfermagem.

Sempre que possível, o atendimento deve ser feito com a presença dos pais, para que eles entendam o trabalho que está sendo desenvolvido com o bebê e possam dar continuidade em casa, após a alta hospitalar.

Doença de Parkinson

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Autor: Alexandre Alysson Nogueira Ramos

1. Introdução

No ano de 1817, um médico inglês chamado James Parkinson, membro do Colégio Realde Cirurgiões, e homem bastante culto para a sua época, publicou sua principal obra: Um ensaio sobre a paralisia agitante, no qual descreveu os principais sintomas de uma doença que futuramente viria a ser chamada pelo seu nome.

Contudo, apenas no final dos anos 50, observou-se um progresso real, através de um estudo feito na Suécia onde ofereceu-se levodopa para ratos intoxicados por reserpina que desenvolveram parkinsonismo. Observou-se uma melhora expressiva da motricidade desses ratos.

A doença de Parkinson é uma afecção do sistema nervoso central que acomete principalmente o sistema motor. É uma das condições neurológicas mais freqüentes e sua causa permanece desconhecida. As estatísticas disponíveis revelam que a prevalência da doença de Parkinson na população é de 150 a 200 casos por 100.000 habitantes e a cada ano surgem 20 novos casos por 100.000 habitantes. Os sintomas motores mais comuns são: tremor, rigidez muscular, acinesia e alterações posturais. Entretanto, manifestações não motoras também podem ocorrer, tais como: comprometimento da memória, depressão, alterações do sono e distúrbios do sistema nervoso autônomo.

A doença de Parkinson é uma condição crônica. A evolução dos sintomas é usualmente lenta, mas é variável em cada caso. A doença de Parkinson é a forma mais freqüente de parkinsonismo. O termo parkinsonismo refere-se a um grupo de doenças que podem ter várias causas e que apresentam em comum os sintomas descritos acima em combinações variáveis, associados ou não a outras manifestações neurológicas. A doença de Parkinson é também chamada de parkinsonismo primário porque é uma doença para a qual nenhuma causa conhecida foi identificada. Por outro lado, diz-se que um parkinsonismo é secundário naqueles casos em que uma causa pode ser identificada. Cerca de 75% de todas as formas de parkinsonismo correspondem à forma primária.

2. Objetivo

O presente trabalho tem como principal objetivo à explanação sobre o que é a doença de Parkinson, suas causas e sintomas relacionados a fonoaudiológia, para fins de um melhor conhecimento sobre essa doença e suas alterações.

3. Desenvolvimento

CAUSAS:

Sabe-se que os sintomas da doença devem-se à degeneração dos neurônios da substância negra, no entanto, na maioria das vezes, é desconhecido o motivo que leva a essa degeneração.

A DP é apenas uma das formas, embora a mais freqüente, de parkinsonismo. O termo parkinsonismo refere-se a um grupo de doenças que apresentam em comum os mesmos sintomas, associados ou não a outras manifestações neurológicas. A DP é também chamada de parkinsonismo primário ou idiopático porque é uma doença para a qual nenhuma causa conhecida foi identificada. Por outro lado, diz-se que um parkinsonismo é secundário quando uma causa pode ser identificada ou quando está associada a outras doenças degenerativas. Cerca de 2/3 de todas as formas de parkinsonismo correspondem à forma primária.

O fator genético exerce influência, mas em números, é pouco representativo neste mal.

Os fatores que podem desencadear a síndrome parkinsoniana ou parkinsonismo, são:

a) Uso exagerado e contínuo de medicamentos. Um exemplo de substância que pode causar parkinsonismo é a cinarizina, usada freqüentemente para aliviar tonturas e melhorar a memória, a qual pode bloquear o receptor que permite a eficácia da dopamina.

b) Trauma craniano repetitivo. Os lutadores de boxe, por exemplo, podem desenvolver a doença devido às pancadas que recebem constantemente na cabeça. Isso pode afetar o bom funcionamento cerebral.

c) Isquemia cerebral. Quando a artéria que leva sangue à região do cérebro responsável pela produção de dopamina entope, as células param de funcionar.

d) Freqüentar ambientes tóxicos, como indústrias de manganês (de baterias, por exemplo), de derivados de petróleo e de inseticidas.

4. EXPLICAÇÃO SOBRE A SUBSTÂNCIA NEGRA:

O sistema nervoso é formado por células (neurônios) que estão conectados entre si através de sinapses (espaços intercelulares) entre seus prolongamentos (dentritos e axônios). A disposição dos neurônios assemelha-se a uma rede, onde uma região pode comunicar-se com outra através de neurotransmissores, que são substâncias ou moléculas produzidas no corpo celular e transportadas através do axônio até a sinapse. O neurotransmissor pode excitar (ativar) ou inibir o neurônio subseqüente.

A substância negra mesencefálica é chamada assim porque os neurônios localizados no mesencéfalo que a constituem contêm o pigmento escuro melanina, o qual é produzido juntamente com a dopamina. Dessa forma, em um corte do cérebro, esta região se apresentará como uma mancha escura. A substância negra está conectada através de sinapses, com outro grupo de neurônios que constituem os gânglios da base.

Os gânglios da base são conjuntos de corpos neuronais localizados no interior do hemisfério cerebral, cujos principais componentes são o núcleo caudado, o putâmen, o globo pálido, o núcleo subtalâmico e a própria substância negra. O núcleo caudado, o putâmen e o globo pálido podem ser chamados em seu conjunto como corpo estriado, e estão intimamente relacionados entre si, participando do controle da postura e do movimento. A dopamina produzida na substância negra funciona como neurotransmissor inibitório no corpo estriado. Quando um movimento é iniciado pelo córtex cerebral, os impulsos são transmitidos para o corpo estriado e dali podem seguir dois caminhos. Quando o movimento é desejado, os neurônios do corpo estriado aumentam a atividade de neurônios talâmicos e do córtex cerebral, facilitando a execução dos movimentos. No entanto, se o movimento for indesejado, ocorre ativação dos neurônios da substância negra, que inibem as células talâmicas e corticais, inibindo os movimentos. Na Doença de Parkinson, há uma diminuição das concentrações de dopamina, por isso o corpo estriado tornar-se excessivamente ativo, dificultando o controle dos movimentos pela pessoa acometida.

5. Manifestações Clinica

Sintomas:

Tremor

É o sintoma mais freqüente e o que mais chama a atenção embora não seja o mais incapacitante. Para a maioria dos pacientes, o tremor é o principal motivo que os leva a procurar, pela primeira vez, ajuda médico. O tremor apresenta-se de forma característica: é rítmico, relativamente lento quando comparado com outros tipos de tremor (4 a 7 ciclos por segundo) e ocorre principalmente quando o membro está em repouso. Quando o paciente movimenta um membro, o tremor ali presente cessa de imediato para retornar logo após o fim do movimento. No início da doença, o tremor ocorre em um lado e assim permanece por períodos variáveis de tempo. Após algum tempo, o outro lado também é acometido podendo aparecer na cabeça, mandíbula, lábio, queixo e nos membros inferiores. Situações de estresse emocional ou a sensação de ser observado aumentam visivelmente a intensidade do tremor. Por outro lado, durante estado de relaxamento ou durante o sono, o tremor desaparece por completo.

Rigidez

A rigidez muscular decorre do aumento da resistência que os músculos oferecem quando um segmento do corpo é deslocado passivamente. Em outras palavras: para cada grupo de músculos existem outros que possuem atividade oposta, chamados músculos antagonistas. Dessa forma, quando um músculo é ativado para realizar determinado movimento, em condições normais seu antagonista é inibido para facilitar esse movimento.

Na doença de Parkinson, essa inibição não é feita de modo eficaz, pois alguns comandos originados do cérebro chegam aos músculos de modo alterado. Como conseqüência, os músculos tornam-se mais tensos e contraídos e o paciente sente-se rígido e com pouca mobilidade.

Acinesia e Bradicinesia

O termo acinesia refere-se à redução da quantidade de movimento enquanto que bradicinesia significa lentidão na execução do movimento. O paciente apresenta redução da movimentação espontânea em todas as esferas. A mímica facial torna-se menos expressiva, transmitindo com menor intensidade sentimentos e emoções que, por sua vez, mantém-se preservados. A caligrafia torna-se menos legível e de tamanho reduzido, fenômeno conhecido por micrografia. As atividades diárias, antes realizadas com rapidez e desembaraço, são agora realizadas com vagar e à custa de muito esforço.

O paciente anda com passos mais lentos e pode apresentar alguma dificuldade para equilibrar-se. A postura geral do paciente modifica-se: existe predominância dos músculos flexores de modo que a cabeça permanece fletida sobre o tronco, este sobre o abdômen e os membros superiores são mantidos ligeiramente à frente com os antebraços semi-fletidos na altura do cotovelo.

Depressão

Sintomas depressivos ocorrem em 40-50% dos pacientes parkinsonianos. Embora considerada como reativa a uma condição que limita a atividade normal, pacientes com doença de Parkinson costumam ter depressão mais freqüentemente se comparados a pacientes portadores de outras doenças ainda mais incapacitantes.

Além disso, em número considerável de casos, a depressão inicia-se antes mesmo do aparecimento dos sintomas clássicos, em um momento em que não há qualquer evidência de incapacidade.Alterações emocionais também são comuns. Pacientes podem sentir-se inseguros e temerosos quando submetidos a alguma situação nova. Podem evitar sair ou viajar e muitos tendem a retrair-se e evitar contatos sociais. Alguns perdem a motivação e tornam-se excessivamente dependentes dos familiares.

Distúrbios do sono

Constituem um dos problemas mais comuns. Compreendem uma ampla gama de sintomas que incluem: dificuldade em conciliar o sono, freqüentes despertares durante a noite, sonhos “reais” (em que o paciente tem dificuldade em distinguir o sonho da realidade) e pesadelos. Uma das observações mais comuns é a inversão do ciclo vigília-sono em que o paciente “troca o dia pela noite”.

Esse fenômeno ocorre lentamente como resultado de uma combinação de fatores (que incluem freqüentes cochilos durante o dia e dificuldade progressiva para dormir à noite) que se auto-perpetuam e culminam em importante inversão do ciclo. Outras vezes, ocorrem movimentos bruscos (pequenos pulos ou movimentos rápidos com os membros) chamados mioclonias que podem ser normais quando ocorrem raramente.

Distúrbios cognitivos

A maior parte dos pacientes com doença de Parkinson não apresenta declínio intelectual. Isso significa que a capacidade de raciocínio, percepção e julgamento encontram-se intactas. Entretanto, alguns pacientes relatam dificuldades com a memória (geralmente na forma de “brancos” momentâneos), cálculos e em atividades que requerem orientação espacial. Tais alterações podem ocorrer em qualquer estágio da doença, mas tendem a ser mais intensas nas fases mais adiantadas e nos pacientes mais idosos. Por outro lado, demência franca pode ocorrer em cerca de 20% dos pacientes, mas, quando ocorre no início da doença, deve-se levar em conta a possibilidade de outros diagnósticos que não a doença de Parkinson.

Muitas vezes, a própria medicação antiparkinsoniana pode contribuir para a produção de alterações mentais. Por exemplo, os anticolinérgicos (grupo de drogas ainda largamente usado principalmente contra o tremor) podem resultar em distúrbios de memória e, em casos mais graves, confusão mental e alucinações. Esses sintomas ocorrem mais freqüentemente em pacientes mais idosos que, em geral, não devem fazer uso desse tipo de medicação. A própria levodopa, bem como os agonistas da dopamina e a amantadina também podem, em alguns casos, desencadear reações semelhantes. Felizmente, todos esses sintomas desaparecem quando o medicamente é suspenso ou as doses são reduzidas.

Distúrbios da fala

A doença de Parkinson, em virtude da localização predominantemente subcortical do processo degenerativo, não produz alterações da linguagem no que diz respeito aos mecanismos de expressão e compreensão da palavra falada e/ou escrita. Dessa forma, as afasias não fazem parte do rol de sintomas que podem acometer o parkinsoniano.
A primeira manifestação é percebida geralmente por amigos ou familiares que referem dificuldade na compreensão da palavra falada, principalmente ao telefone. A voz torna-se mais fraca, o volume de voz diminui e pode haver certa rouquidão.

Dificuldade na articulação constitui sintoma freqüente em todas as fases da doença.Outra característica marcante é o que se denomina fala monótona: as frases são emitidas de modo constante, pausado, com a perda da entonação e cadência naturais que conferem à fala sua musicalidade e capacidade de expressão emocional.Alguns pacientes tendem a acelerar o ritmo da fala de modo a encurtar o tempo de emissão de uma frase, embaralhando as palavras e dificultando sua compreensão. A essa alteração do ritmo pode-se associar a palilalia, que consiste na repetição de uma sílaba ou palavra uma ou várias vezes, no meio ou no fim de uma frase. Embora a medicação antiparkinsoniana possa reverter algumas dessas dificuldades, a terapia de voz resulta em evidente benefício e deve ser estimulada.

Sialorréia

Ao contrário do que antes se imaginava, esse sintoma não decorre de aumento de produção de saliva (embora em alguns pacientes isso possa ocorrer), mas de maior dificuldade em degluti-la. Em condições normais, engole-se saliva automaticamente à medida que vai sendo produzida. Na doença de Parkinson, esse comportamento motor automático (assim como vários outros) deixa de ser realizado, o que leva a acúmulo de saliva, que pode escorrer pelo canto da boca.

Distúrbios respiratórios

Dificuldade para respirar ou falta de ar após pequenos esforços podem ser sinais de comprometimento cardíaco ou pulmonar. Entretanto, esses mesmos sintomas podem ocorrer como resultado de rigidez e/ou acinesia dos músculos da parede torácica que dificultam a expansão dos pulmões. Por outro lado, a própria levodopa pode causar movimentos anormais nos músculos respiratórios e causar desconforto semelhante, geralmente acompanhado de ruídos respiratórios. Esses sintomas são controlados com pequenas reduções nas doses de levodopa.

Dificuldades urinárias

Podem ocorrer disfunções urinárias como resultado da própria doença ou pela ação de alguns medicamentos. A parede da bexiga pode tornar-se rígida e sua contrações são mais lentas.

Podem aparecer de várias formas: urgência urinária (necessidade imperiosa de urinar, muitas vezes sem tempo de chegar ao banheiro), freqüência aumentada de micções, esvaziamento incompleto da bexiga ou dificuldade em iniciar a micção. Patologias locais próprias de idade mais avançada, tais como, aumento da próstata no sexo masculino e flacidez dos músculos pélvicos no sexo feminino, podem contribuir para agravar esses sintomas.

Tonturas

Sensação de cabeça vazia ou de tonturas vagas, geralmente associadas a escurecimento visual quando o paciente se levanta podem ser sinais de queda de pressão arterial dependente da postura (a que se dá o nome de hipotensão ortostática ou hipotensão postural). Existem várias causas para o seu aparecimento e as principais são:

Efeito de medicamentos (levodopa, agonistas da dopamina, alguns Antidepressivos, tranqüilizantes, antihipertensivos, diuréticos),
Desidratação (principalmente em pacientes mais idosos), diabetes e estados de desnutrição.
Doença cardíaca associada
Doença de Shy-Drager – (costumam evoluir com quedas acentuadas da pressão arterial).
Dores e outras sensações anormais

A doença de Parkinson é uma afecção essencialmente motora. Entretanto, é comum o aparecimento de dores musculares em várias regiões do corpo. As áreas mais afetadas são os ombros, braços, membros inferiores e região lombar. Muitas vezes o sintoma que mais incomoda é uma sensação de fadiga muscular que piora em determinadas posições. A explicação mais comum leva em conta a ação do tremor e da rigidez que resultam em aumento da atividade muscular.

Uma das formas mais conhecidas de sintomas dolorosos na doença de Parkinson são as câimbras. Câimbras nos pés ocorrem geralmente pela manhã (câimbras matinais) ou durante a noite – o que pode acordar o paciente. Câimbras nos pés podem também aparecer durante o caminhar e dificultar a marcha, pois os músculos da panturrilha e dos pés entram em espasmo e curvam o pé em arco, com os artelhos em garra.

6. CARACTERÍSTICAS FONOAUDIOLÓGICAS

Respiração

A avaliação da capacidade vital (CV) de parkinsonianos está comprometida. Pode ser encontrada redução da CV em até 40% abaixo do esperado e/ou uso indevido da função respiratória. Nesta última situação há irregularidade respiratória com desequilíbrio do controle sinérgico agonista-antagonista da musculatura respiratória e capacidade vital normal.O principal prejuízo está no uso respiratório para a fala, caracterizando um padrão respiratório ineficiente, ou seja, inflexível na habilidade de alterar automaticamente o ritmo respiratório para a fala ou segurar sua respiração voluntariamente.

Fonação

Com a evolução da doença, pelo menos 75% dos pacientes com DP apresentarão.

problemas de voz e fala; destes, 89% consistirão de alterações de VOZ. OS distúrbios vocais presentes na DP caracterizam-se tipicamente por voz monótona, devido às restrições na modulação de freqüência e de intensidade vocal, redução da intensidade vocal e alterações da qualidade vocal, como rouquidão e soprosidade.

Avaliações laringológicas procuram identificar características particulares do funcionamento laríngeo do parkinsoniano. Há um fechamento glótico incompleto (caracterizado por arqueamento das pregas vocais) e tremor em toda a laringe em 75% dos pacientes e tremor localizado nas pregas vocais em 54,2%.

O estudo da função laríngea quanto ao equilíbrio mioelástico e aerodinâmico na fonação pode ser avaliado por meio da medida do tempo máximo fonatório. Os valores de tempos máximos reduzidos, geralmente, estão associados à falta de coaptação total das pregas vocais, à alteração da dinâmica respiratória e à falta de equilíbrio das forças aerodinâmicas e mioelásticas da laringe.

A análise da freqüência fundamental dos pacientes com DP revela mais aguda do que a observada na população normal da mesma faixa etária, nas vozes masculina e mais grave nas vozes femininas. No entanto, sabe-se que a aguda é produzida pelo alongamento da pregas vocais à fonação associada a uma vibração rápida da onda mucosa. Por sua vez, nos pacientes com Dp, a rigidez característica da doença pode acarretar uma ativação constante da musculatura das pregas vocais e, conseqüentemente, um alongamento dos músculos interaritenoídeos, causando a emissão dos sons em uma freqüência mais aguda, demonstrado por meio do traçado eletromiográfico, que revelou atividade muscular anormalmente aumentada do tônus basal e de repouso dos músculos interaritenoídeos e cricoaritenoídeo posterior dos parkinsonianos que apresentam alterações vocais.

Alterações das medidas de perturbação de freqüência são encontradas na população com DP. Os indivíduos com alterações neurológicas tendem a apresentar mudanças fonatórias quase instantâneas.As medidas de perturbação da freqüência e intensidade representam a eficiência do controle motor do sistema laríngeo em manter uma emissão o mais estável possível, além de correlacionarem as alterações da coaptação glótica e a presença de rouquidão e soprosidade na voz.

A modulação normal da fala está prejudicada, pela movimentação reduzida dos músculos torácicos e abdominais, associada a rigidez e redução dos movimentos intrínsecos e extrínsecos da laringe. O que resulta em emissões pobres em variações de freqüência e intensidade; por isso, muitas vezes, o parkinsoniano é interpretado como depressivo.

A ressonância vocal representa a amplificação da intensidade de sons de determinadas freqüências do espectro sonoro e o amortecimento de outras, e pode ser manifestada por regiões de predomínio da amplificação do som. Na DP é observado o uso excessivo da cavidade nasal. A percepção da hipernasalidade está associada não só ao controle do esfíncter velofaríngico no direcionamento do fluxo aéreo para cavidade nasal, como também ao grau de precisão articulatória e de velocidade de fala lentificada, presente na fala dos pacientes parkinsonianos.

Articulação

As alterações articulatórias da fala parkinsonina são caracterizadas como “consoantes imprecisas” e refletem as limitações no estreitamento do trato vocal em seus diferentes pontos de articulação para a produção dos sons da fala. Análises fisiológicas mostram diminuição da amplitude de movimento dos músculos articulatórios, por rigidez elou acinesia, e incoordenação dos grupos musculares agonistas-antagonisras.

A articulação imprecisa é a característica perceptual mais freqüentemente encontrada na fala parkinsoniana e é responsável pela fala ininteligível. A alteração da articulação, principalmente a articulação imprecisa, está associada à amplificação das freqüências mais graves dos formantes das vogais, provavelmente devido à falta de aproveitamento do trato vocal para a ressonância do som produzido pelas pregas vocais.

A fala ininteligível é muitas vezes atribuída à redução da intensidade; no entanto, a associação de alterações na qualidade vocal, na articulação e na intensidade vocal contribui para a piora de forma acentuada da inteligibilidade de fala.

Deglutição

A incidência de alterações disfágicas na DP é bastante variável, principalmente pelo fato de os pacientes parkinsonianos variarem enormemente quanto à consciência sobre as dificuldades de deglutição.

As alterações da fase oral da deglutição do parkinsoniano compreendem tremor dos órgãos fonoarticulatórios, alterações na formação inicial do bolo alimentar, diminuição da taxa de secreção salivar, tempo de deglutição lentificado, limitação da excursão da língua e mandíbula durante a mastigação e presença de movimentos ântero-posteriores repetitivos de língua para a propulsão do bolo.

Na fase faríngea observa-se atraso do reflexo da deglutição, o que resulta. em estase do bolo no espaço valecular e seios piriformes, com riscos de penetração e aspiração laríngea, e alterações da mobilidade faríngea e da função cricofaríngea.

Terapia Fonoaudiológica

Estudos recentes têm demonstrado que as alterações de voz e fala presentes nos pacientes parkinsonianos parecem responder de modo satisfatório à terapia fonoaudiológica, proporcionando maior efetividade da comunicação.

A reabilitação fonoaudiológica baseia-se na terapia fisiológica, com enfoque no aumento da eficiência laríngea onde o tratamento visa o aumento e melhora da adução glótica. A ênfase no aumento da intensidade permite o aumento da adução glótica, da pressão subglótica, do TMF, da extensão vocal, da intensidade e da qualidade vocal.

7. CONCLUSÃO

É importante para o fonoaudiólogo ter o conhecimento, sobre essa doença que atinge milhares de pessoa, na qual e um choque para nos sabermos que alguém da família tem essa doença, onde nos fonoaudiólogo e equipe multidisciplinar temos a responsabilidades e o compromisso de buscar meios e caminhos dentro da nossa área para fins de aliviar a dor, sofrimento físico e emocional, para uma melhor qualidade de vida desse pacientes.

8. Referencias Bibliográfica:

ROWLAND, Lewis P. Merrit: tratado de neurologia. 10 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

MACHADO, Ângelo :Neuroanatomia funcional. 2ed. São Paulo: Atheneu, 2003.

CHIAPPETTA, Ana Lucia :Doenças neuromusculares, Parkinson e Alzheimer.0 ed. São Jose dos Campos: Pulso, 2003.

MANUAL DA HP12C

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APRESENTAÇÃO DA HP12C

Afim de apresentar a mais popular calculadora financeira no mercado brasileiro, foram efetuadas perguntas e respostas , da ponto de vista de uma pessoa que acabou de tirar a calculadora da caixa.

Como faço para saber se minha calculadora está ok ?
Com a calculadora desligada pressione X e segure , pressione ON e então solte X.
Aparecerá running no visor e depois -8,8,8,8,8,8,8,8,8,8 .

O que são os símbolos escritos acima e abaixo das teclas?
Como há um número grande de funções e, para reduzir o tamanho da calculadora, cada tecla possui na verdade 3 funções. A principal, escrita em branco no corpo da tecla (chamada de flag) e duas secundárias, escritas em azul, na parte inferior da tecla, e em dourado, na parte superior. Assim, caso queira acessar uma dessas funções, você precisa primeiro, pressionar a tecla acionadora da função secundária desejada e depois a mesma.
Onde f, com a cor da tecla dourada, acionará as funções grifadas em dourado e g, com a cor da tecla azul, acionará as funções grifadas em azul. Associando-se a cor da tecla de função a cor da função que será utilizada.

Como a HP faz contas ? Cadê o sinal de igual ?
A HP12C usa a Notação Polonesa Invertida para efetuar as operações. O que isso quer dizer? Enquanto em outras calculadoras para realizar uma conta como 3+ 1 = 4 você pressiona as teclas nessa ordem, na HP12C você digitará 3 ENTER 1+ e aparece o resultado 4

A HP12C possui memória?
A HP12C tem 5 tipos de memórias:

1. pilha operacional,
2. registradores de uso geral,
3. registradores financeiros,
4. memórias de programação
5. memórias estatísticas.

O que é uma memória de uso geral ?
Como o próprio nome diz é um tipo de memória usado para arquivar dados. Quem utiliza a calculadora comum conhece esse tipo de registrador pelas teclas M+, M-, M=.
A HP12C possui 20 registradores disponíveis mas apenas os registradores 0 1 2 3 e 4 aceitam acumulação, ou seja, mais de um número. Nos outros apenas um dado pode ser arquivado.

E o que são stacks ou pilhas operacionais?
A HP12C utiliza 4 memórias, sendo 1 principal (X) e 3 auxiliares (Y, Z e T). Falaremos muito em registrador X, registrado em Y, números em Z, etc… sempre se referindo aos números armazenados nessas memórias. Estas memórias são “colocadas” uma em cima da outra , na seguinte ordem, de baixo para cima: X, Y, Z, T. Formando um “stack” ou seja, uma pilha.
TECLAS PRINCIPAIS
Vamos supor que você está utilizando pela primeira vez a HP12C e você digita um número e depois outro número. No visor você vê apenas o que está digitando mas a HP vai “empurrando ” para as memórias secundárias os números digitados anteriormente. Isso é uma característica muito útil como veremos adiante.

Entenda-se por teclas principais, aquelas cujos símbolos estão nos corpos das teclas ou flags, em branco:

ON Liga/desliga e sai do programa, mas mantêm a memória permanente.

f Pressione essa tecla quando necessitar:

– acessar as funções escritas em dourado
– especificar o número de casas decimais a trabalhar. Suponhamos que você deseja trabalhar com 3 casa decimais . Pressione f e em seguida 3 e todos os números aparecerão no formato XX,000.
– usar notação exponencial. Pressione f e em seguida . (ponto decimal).

O que é notação exponencial? É uma forma de representar, de forma graficamente curta, um número “grande”. Por exemplo, 17 bilhões ficaria 17.000.000.000; em forma exponencial fica 1,7 X 1010. No visor os dois zeros à direita representam o expoente.

g Pressione essa tecla quando necessitar acessar as funções escritas em azul.

ENTER Coloca o número mostrado na pilha.

CHS CHange Signal. Muda o sinal do número ou expoente atual.

EEX Entrar EXpoente. Após pressionar essa tecla, o próximo número será considerado como um expoente de base 10.

O que é a base de um número? De forma simplificada seria a maneira de “contar” uma cadeia de números. Quando trabalhamos com base 10 significa dizer que temos 10 números básicos e todos os outros são derivados deles. Por exemplo: 50 é 5 vezes 10; 75 é 5 vezes 10 mais 5; 11 é 10 mais 1.

0-9 Números inteiros.

. Ponto decimal.

CLX Limpa a tela.

+ – x / Operadores aritméticos.

STO STOre n. Seguido por um número, armazena na memória o valor desejado para posterior utilização.

Vamos supor que você deseja efetuar uma conta e quer guardar o resultado. Ao invés de escrever num pedaço de papel você digita STO 1 e arquiva na memória 1 o valor.

RCL ReCaL n. Seguido por um número, recupera da memória n e apresenta na tela o valor armazenado naquele registro.

% Percent, ou Percentil, utilizado nos cálculos de porcentagens. Armazena também o resultado numa seção da memória que vamos chamar de Registro – Y. O que será muito útil.

 % Compara a diferença percentual entre o valor armazenado no Registro Y e o valor mostrado no visor.

%T Calcula a porcentagem que x é do número armazenado no Registro Y.

i Armazena ou calcula os juros.

n Armazena ou calcula a quantidade de períodos.

PV Armazena ou calcula o valor presente.

PMT Armazena ou calcula pagamentos.

FV Armazena ou calcula o valor futuro de pagamento.

SUM+ Acumuladores de estatísticas que usam números de X e Y, registram e armazenam nos registradores R1 ao R6. Tecle o valor y. Pressione ENTRA. Tecle o valor x. Aperte SUM+. Cada vez você pressionar SUM+, a calculadora faz a seguinte operação: O número em R1 é aumentado antes por 1, e o resultado é copiado no visor. O valor x é acrescentado ao número em R2. O quadrado do valor x é acrescentado ao número em R3. O valor y é acrescentado ao número em R4. O quadrado do valor y é acrescentado ao número em R5. O produto de x e y serão acrescentados ao número em R6.

yx Eleva o número no registrador Y pelo registrador X

1/x Divide 1 pelo número mostrado no registrador X

x> Assim, pegando o intervalo de datas acima temos decorridos 5 meses de 25 de abril a 25 de setembro (ou seja 150 dias) mais 2 dias até 27 de setembro e temos como total 152 dias.

A diferença, é claro, acaba sendo mínima mas quando altas quantias estão envolvidas um dia faz muita diferença.

Lembre-se que, para fins de equivalência/proporcionalidade, um ano tem 12 meses e um mês tem 30 dias.

Como você percebeu nem tudo é como parece logo de início. Sempre preste atenção nesses pequenos detalhes.

Outro detalhe: as boas calculadoras financeiras possuem opções para ambos os métodos.
Já nas planilhas eletrônicas você consegue calcular, diretamente, apenas o tempo exato. O tempo comercial só através de um pequeno truque.

JUROS SIMPLES

A boa notícia a respeito do cálculo de juros simples é que este é, a forma mais simples forma de cálculo na Matemática Financeira. É composto da seguinte fórmula :

j = C * i * n

Exemplo: Você pediu a seu chefe um empréstimo de R$10.000,00 e ele, vai lhe cobrar uma taxa de juros de 5% ao mês, sobre o capital inicial 6 meses depois você quitar sua dívida. Quanto a mais você terá de pagar, a título de juros? Aplicando a fórmula:

j: o que você quer descobrir
C: 10.000,00
i: 5% a.m.
n: 6 meses

Logo: j = 10000 * 0,05 * 6 = R$3.000,00

Cuidado com as taxas mensais supostamente baixas. Pelo exemplo acima, fica evidenciado que mesmo taxas pequenas, se forem aplicadas por um período mais ou menos longo, pode causar um verdadeiro prejuízo ao bolso. Um grande exemplo do dia-a-dia é o Crediário.

MONTANTE (JUROS SIMPLES)

Montante nada mais é do que a soma de um capital com os juros aplicados a ele. Pegando o exemplo da seção anterior, o Capital inicial (principal) era de R$10.000,00 e os juros incidentes foram de R$3.000,00 (ou seja, M = C+j). Logo, o Montante é de R$13.000,00.
A fórmula para calcular o Montante direto é:

M = C * (1 + i * n)

Exemplo: Seu chefe, num ato de generosidade desmedida e pressionado pelo Sindicato, informou que, no mês que vem, dará um aumento de 3% no salário de todos os funcionários. Supondo-se que você ganhe R$1.100,00, para quanto irá o seu salário? Aplicando a fórmula:

M: O que você quer descobrir
C: 1.100,00
i: 3% a.m.
n: 1 mes

Logo: M = 1100 * (1 + 0,03 * 1) = R$1.133,00.

DESCONTO COMERCIAL SIMPLES

O desconto é aplicado quando um empréstimo é saldado antes do vencimento previsto e, claro, desde que esse desconto esteja previsto em contrato. Assim, não vá correndo pagar todas suas contas com um mês de antecedência, pensando que com isso você irá conseguir altos descontos. Mesmo porque se você tiver algum dinheiro sobrando com quase um mês de antecedência, o melhor é colocar numa aplicação rendendo até o vencimento.
A fórmula é:

d = N * i * n

Exemplo: Qual o desconto de um título no valor de R$50.000,00, se ele for pago 2 meses antes do vencimento à uma taxa de 5,5 % a.m.? Aplicando a fórmula:

d: o que você quer saber
N: 50.000,00
i: 5,5% = 0,055
n: 2

Logo: d= 50000 * 0,055 * 2 = R$5.500,00 de desconto
VALOR ATUAL / NOMINAL

O cálculo do valor atual está para o Desconto Simples como o Montante para o cálculo de Juros Simples, ou seja, é o valor final após calcular o desconto. Pegando o exemplo da seção anterior, o Valor Nominal do título era de R$50.000,00 e o desconto incidente foi de R$5.500,00. (ou seja, A=N-d). Logo, o Valor Atual é de R$44.500,00.
A fórmula para o cálculo direto do Valor Atual é:

A = N * (1 – i * n)

Exemplo: Após receber sua devolução do I.R., você resolve quitar de uma vez as suas parcelas restantes do seu consórcio, num valor total de R$72.000,00. Faltam 5 parcelas mensais e o desconto será de um 1% a.m.. Quanto você terá de pagar em dinheiro? Aplicando a fórmula:

A: o que você quer descobrir
N: 70.000,00
i: 1% a.m.
n: 5 meses

Logo: A = 70000 * (1 – 0,01 * 5) = R$66.500,00.

TAXAS EQUIVALENTES

Antes vamos definir o que quer dizer “taxas equivalentes”. Em linguagem simples, é quando você quer verificar se duas taxas quando aplicadas em determinado espaço de tempo em determinada quantia têm como resultado o mesmo valor. E isso é fundamental, só que há diferentes formas de avaliar uma equivalência de taxas conforme o regime. Assim, vamos por partes ou regime, como preferir:

Equivalência entre duas taxas no regime de juros simples:
Pegar a taxa e multiplicá-la (ou dividi-la) pelo período correspondente ao que se deseja descobrir.

Exemplo: Você tem uma taxa de 5% a.m. e quer saber quanto é equivalente ao ano. Um ano tem 12 meses então é só multiplicar 5% por 12 e você tem 60% a.a. O inverso também é verdadeiro: você tem uma taxa de 15% a.m. e quer saber quanto é ao dia. É só dividir 15% por 30 dias e você tem 0,5% a.d.

Equivalência entre duas taxas no regime de juros composto:
Se você quer passar de uma unidade de tempo “menor” para uma “maior”, como de mês para ano, você eleva a taxa de juros pelo número de períodos correspondente. Se for o contrário, como por exemplo de ano para mês, você eleva ao inverso do período. Abaixo uma tabela com as conversões necessárias:

DE PARA FÓRMULA
a.m. a.a. ia = (1 + im) * 12 – 1
a.d. a.m. im = (1 + id) * 30 – 1
a.d. a.a. ia = (1 + id) *360 – 1
a.a. a.m. im = (1 + ia) * 1 / 12 – 1
a.m. a.d. ia = (1 + im) *1 / 30 – 1
a.a. a.d. id = (1 + ia) * 1 / 360 – 1

Exemplo: Você tem uma taxa de 24% a.a. e quer saber quanto é equivalente ao mês.
Usando a fórmula dá aproximadamente 1,81% a.m.
Ainda descrente? Então faça uma prova de confirmação: Utilize as duas taxas sobre um valor simples como R$1.000,00 e veja se o resultado é igual. (Na verdade há uma pequena diferença porque ocorreu um arredondamento da casa decimal n momento de calcular)

Equivalência entre uma aplicação e um desconto no regime de juros simples:
Há ocasiões em que será necessário verificar se uma taxa de juros aplicada a um capital e uma taxa de juros, aplicada para fins de desconto, são equivalentes. Isso é fundamental para decidir se vale a pena pagar antes, aplicar, reinvestir, etc..
A fórmula para determinar uma taxa equivalente é:

Se você tem a taxa de desconto e quer descobrir a taxa de juros correspondente:

i / (1 – i) * n

Se você tem a taxa de juros para aplicação e quer descobrir a taxa de desconto correspondente:

i / (1 + i) * n

Exemplo: Vamos pegar um capital de R$60.000,00 investido a juros simples de 8% a.m. por 3 meses. Qual a taxa de desconto simples equivalente ? Usando a fórmula:

i / (1 + i) * n = 0,08 / 1,08 * 3 = 0,0247

Ou seja, 2,47% a.m. de desconto é equivalente a 8% a.m. para aplicação, em regime de juros simples, num prazo de 3 meses.
JUROS COMPOSTOS

Os cálculos envolvendo juros compostos possuem uma estrutura muito semelhante à usada nos juros simples, como você verá. Os juros compostos referem-se às situações em que os juros são integrados ao Capital, a cada cálculo. Para facilitar, vamos pegar um exemplo clássico: Caderneta de Poupança. A cada mês os juros são incorporados ao Capital e no próximo mês os juros incidirão sobre esse montante e assim sucessivamente. No caso dos juros compostos, o resultado é o próprio Montante. A fórmula é:

Cn = C * (1 + i) n

Exemplo: Uma aplicação bancária está oferecendo juros fixos de 3% a.m. por 6 meses, sobre um valor mínimo de R$10.000,00. Quanto renderá ao final desse período?
Aplicando a fórmula:

Cn ou M: o que você quer saber
C: 10.000,00
i: 3 % ou 0,03
n: 6

Logo: Cn = 10000 * (1 + 0,03) 6 = R$11.940,52.

DESCONTO COMPOSTO

O conceito de desconto em juro composto é similar ao de desconto em juro simples. A fórmula é:

A = N * 1 / (1 + i) n

Exemplo: Suponhamos que você quer descontar um título de R$25.000,00, 2 meses antes do vencimento, de um banco que utiliza uma taxa de juro composto de 3% a.m.. Calcule o valor atual do título. Aplicando a fórmula:

A: o que você quer saber
N: 25.000,00
i: 3 % ou 0,03
n: 2

Logo: A = 25000 * 1 / (1+0,03) 2 = R$23.564,90
RENDAS CERTAS OU ANUIDADES

Anuidades ou rendas certas é o nome que se dá aos pagamentos sucessivos tanto a nível de financiamentos quanto de investimentos. Se a renda possui um número finito de termos será chamada de temporária caso contrário é chamada de permanente. Apesar da opinião de alguns mutuários da Caixa Econômica, o financiamento da casa própria é temporária, apesar de ter um termo de conclusão bem longo.
Agora, se os termos da renda certa forem iguais é chamada de: Renda Certa de Termo Constante ou Renda Certa Uniforme; senão é uma Renda Certa de Termo Variável.
Finalmente, quando o período entre as datas correspondentes aos termos tiverem o mesmo intervalo de tempo, diz-se que a renda certa é periódica; caso contrário é não periódica.

Exemplo: Um financiamento de casa própria é um caso de renda certa temporária, de termo variável (sujeito à variação da TR) e periódica. Um financiamento de eletrodoméstico é um caso de renda certa temporária, de termo constante (você sabe quanto pagará de juros) e periódica. Já a caderneta de poupança pode se considerar como um caso de renda certa perpétua (pelo menos enquanto o dinheiro estiver à disposição para aplicação), de termo variável e periódica.

Mais algumas definições :

As rendas periódicas podem ser divididas em :

• Postecipadas
• Antecipadas
• Diferidas

Postecipadas são aquelas na qual o pagamento é efetuado no fim de cada período e não na origem.

Exemplo: Pagamento de fatura de cartão de crédito.

Antecipadas são aquelas na qual os pagamentos são feitos no início de cada período respectivo.

Exemplo: Financiamentos com pagamento à vista.

Diferidas são aquelas na qual o primeiro pagamento é feito após um determinado período.

Exemplo: Promoções do tipo, compre hoje e pague daqui a x dias, caso ainda não tenha percebido, os cálculos envolvendo renda certa lembram os cálculos de Juros Compostos e Descontos Compostos comentados anteriormente.

Em linguagem simplificada, a diferença entre esses e os casos de Renda Certa, é que nesse último você calcula quanto teve de juros, sobre uma base de cálculo fixa, podendo a mesma ser dividida em n parcelas; no caso dos Juros Compostos e Descontos Compostos, a base de cálculo varia por período.

CALCULANDO VALOR ATUAL EM CASOS DE RENDAS CERTAS

Trabalharemos aqui com cálculos de renda certas do tipo periódicos, de termos constantes e temporários, os quais são, usualmente, os mais pedidos em concursos. Para se calcular o Valor Atual num caso de Rendas Certas, a fórmula a ser utilizada depende de ser postecipada, antecipada ou diferida. Assim, se for:

Postecipada a fórmula é: V = T * an¬i
Antecipada a fórmula é: V = T+T * an-1¬i
Diferida a fórmula é: V = T * an¬i / (1+i) * m

m é sempre uma unidade menor do que a se deseja calcular, ou seja, se a venda é diferida de 3 meses, m será 2. Para saber o valor de an¬i, você pode:
-usar as tabelas, ou
-calcular usando a fórmula:

an¬i = (1+i) n -1 / i * (1+i) n.

Exemplo 1: Um carro é vendido a prazo em 12 pagamentos mensais e iguais de R$2.800,00 (num total de R$36.000,00), sendo a primeira prestação no ato da compra, ou seja, o famoso “com entrada”, ou ainda, um caso de renda certa antecipada. Sendo que a loja opera a uma taxa de juros de 8% a.m., calcule o preço à vista desse carro.
Aplicando a fórmula:

n: 12
T: 2800
i: 8% ou 0,08

Logo: V = T + T * an – 1 ¬ i
V = 2800 + 2800 * a11¬8% = R$22.789,10

Exemplo 2: Um dormitório é vendido em 4 prestações de R$750,00, com o primeiro pagamento para 3 meses após a compra (esse é um caso de diferida). Sabendo que a loja trabalha com juros de 6% a.m., calcule o valor à vista .
Aplicando a fórmula:

n: 4
T: 750
m: 2
i: 6% ou 0,06

Logo: V = 750 * a4¬6% / (1+0.06) 2 = 750 * 3,465106 / 1,1236 = R$2.312,95

SISTEMA ALEMÃO DE AMORTIZAÇÃO

Esse sistema é utilizado mais em países europeus. Assim, se você fizer negócios com a Alemanha, Suíça e outros é bem capaz de você encontrar esse tipo de amortização. O que o torna diferente ? Enquanto que nos outros sistemas de amortização os juros são pagos no vencimento, neste sistema os juros são pagos antecipadamente. Ou seja, quanto você contrai o empréstimo os juros do primeiro período são pagos; quando for pagar a 1ª parcela pagará, também, os juros antecipados da 2ª parcela e assim por diante.
A prestação é calculada pela fórmula :

p = C * i / 1 – (1 – i) n

Exemplo: Na compra de um apartamento de R$300.000,00, você faz um financiamento em um banco suíço com juros de 4% a.a., a ser pago em 5 anos. Calcule a prestação anual.
Aplicando a fórmula:

p = C * i / 1 – (1 – i) n

Logo p= 300000 * 0,04 / 1- (1 – 0,04) 5 = R$64.995,80

Ou seja, ao final você pagará R$336.979,02 em 5 prestações, correspondente R$300.000,00 ao valor de amortização e R$36.979,02 aos juros. Verificamos que R$64.995,80 vezes 5 anuidades dá R$324.979,00 o que resulta em uma diferença de R$12.000. Só que você paga os juros antecipados, 4% sobre R$300.000 é R$12.000.
Mostramos abaixo uma tabela para melhor entendimento.

Parc.
Juros
Anuidade
Saldo

12.000,00
12.000,00
1
300.000,00
9.400,00

64.995,80
235.004,00
2
235.004,20
6.800,00

64.995,80
170.008,00
3
170.008,40
4.200,00

64.995,80
105.013,00
4
105.012,60
1.601,00

64.995,80
40.017,00
5
40.016,80

64.995,80
-24.979,00

Total = R$336.979,00

SISTEMA AMERICANO

Neste sistema, o devedor obriga-se a devolver o principal em um único pagamento, normalmente ao final, enquanto os juros são pagos periodicamente. Nesse caso, não existem cálculos complexos. Se for uma taxa de juros fixa, basta usar um cálculo de juros simples que você terá o total de juros, dividindo o mesmo pelo período, obtendo os pagamentos mensais

Exemplo: Na compra de um apartamento de R$300.000,00, você faz um financiamento em um Banco Americano com juros de 4% a.m., a ser pago em 5 meses. Calcule a prestação mensal:
Calculando:

300.000 * 4% * 5 = R$60.000,00

Ou seja, você ao final você pagará $ 360.000,00 em 5 prestações, correspondendo R$300.000,00 ao valor de amortização, paga de uma única vez ao final do período e R$60.000,00 de juros, pagos em 5 prestações iguais de R$12.000,00

Há casos em que o cliente , não desejando pagar de uma só vez o valor do principal, negocia com o banco a criação de um fundo de amortização denominado SINKING FUND de forma que, ao final do período o total de fundo seja igual ao valor a pagar. Um tipo de caderneta de poupança forçada vamos assim dizer. A prestação é calculada pela fórmula:

M=T * Sn¬i

Ou se você preferir, divida o principal pelo número de prestações, que você terá o valor do depósito mensal a ser feito.

SISTEMA FRANCÊS DE AMORTIZAÇÃO (SISTEMA PRICE)

Também conhecido como Sistema Price, em homenagem ao economista inglês Richard Price, o qual incorporou a teoria do juro composto às amortizações de empréstimos, no século XVIII. Já a denominação Sistema Francês vem do fato de esse sistema ter sido utilizado primeiramente na França, no século XIX. Esse sistema caracteriza-se por pagamentos do principal em prestações iguais, periódicas e sucessivas. A prestação é calculada pela fórmula :

T * an¬i

Os juros são calculados sobre o saldo devedor e o valor da amortização é a diferença entre o valor dos juros e da prestação.

Exemplo: Na compra de um apartamento de R$300.000,00, você faz um financiamento em um banco com juros de 4% a.m., a ser pago em 5 meses. Calcule a prestação mensal:
Aplicando a fórmula:

F: 300000
T: Valor das prestações
n: 5
i: 4% ou 0,04

F = T * an¬i e T = F / an¬i

Logo: T = 300000 / a5¬4% = 300000 / 4,451822 = R$67.388,13

Ou seja, ao final você pagará R$336.940,65 em 5 prestações, correspondente R$300.000,00 ao valor de amortização e R$36.940,65 aos juros .

SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE

Neste sistema, o devedor obriga-se a restituir o principal em n prestações nas quais as cotas de amortização são sempre constantes. Ou seja, o principal da dívida é dividido pela quantidade de períodos n e os juros são calculados em relação aos saldos existentes mês a mês. A soma do valor de amortização mais o dos juros é que fornecerá o valor da prestação. Não há necessidade de fórmulas complicadas mas você precisará montar uma planilha em situações de períodos mais ou menos longos. Esse tipo de empréstimo é usado pelo SFH e também, em certos casos, em empréstimos às empresas privadas através de entidades governamentais.

Exemplo: Na compra de um apartamento de R$300.000,00, você faz um financiamento em um banco com juros de 4% a.m., a ser pago em 5 meses. Calcule a prestação mensal:

O valor da amortização é calculado dividindo-se o principal pela quantidade de períodos, ou seja:

300.000 / 5 = 60.000.

Os juros são calculados sobre os saldos da prestação, assim:

1º mês
300.000 * 4% = R$12.000,00

2º mês
240.000 * 4% = R$9.600,00

3º mês
180.000 * 4% = R$7.200,00

4º mês
120.000 * 4% = R$4.800,00

5º mês
60.000 * 4% = R$2.400,00

Os saldos são calculados subtraindo-se apenas o valor da amortização. Por exemplo, no primeiro mês você pagará R$72.000,00 de prestação mas do saldo devedor será subtraído apenas o valor da amortização que é R$60.000,00 e assim por diante.

Ou seja, você ao final você pagará R$336.000,00 em 5 prestações, sendo a primeira de R$72.000,00, a segunda de R$69.600,00, a terceira de R$67.200,00, a quarta de R$64.800 e a quinta de R$62.400,00. Disso, R$300.000, 00 corresponde ao principal e R$36.000,00 aos juros.

SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO MISTA (SAM)

Esse sistema é baseado no SAC e no Sistema Price. Nesse caso, a prestação é igual à média aritmética entre as prestações dos dois outros sistemas, nas mesmas condições. Esse é o caso típico daquela frase, para que simplificar se podemos complicar… na verdade é apenas mais uma forma de se fazer um pagamento, uma outra alternativa que o cliente tem para quitar suas dívidas.

Exemplo: Na compra de um apartamento de R$300.000,00, você faz um financiamento em um banco com juros de 4% a.m., a ser pago em 5 meses. Calcule a prestação mensal:

Esse problema já foi resolvido pelos outros dois sistemas, logo, tudo que temos a fazer é somar os valores das prestações dos dois casos e dividir por dois.

Ou seja, você ao final você pagará $ 336.470,34 em 5 prestações, divididas da seguinte forma :

1ª – $ 69.694,06
2ª – $ 68.494,07
3ª – $ 67.294,07
4ª – $ 66.094,07
5ª – $ 64.894,07

Sabemos que R$300.000, 00 corresponde ao principal e R$36.470,34 aos juros.

LISTA DE FÓRMULAS

BÁSICO

Juros Simples: j = C * i * n
Montante ( Juros Simples): M = C * (1 + i * n)
Juros Compostos: Cn = C * (1 + i) n
Desconto Composto: A = N * 1 / (1+i) n
Desconto Comercial Simples: d = N * i * n
Valor Atual: A = N * (1 – i * n)

EQUIVALÊNCIA DE TAXAS

Entre duas taxas (juros compostos):

DE PARA FÓRMULA
a.m. a.a. ia = (1 + im) * 12 – 1
a.d. a.m. im = (1 + id) * 30 – 1
a.d. a.a. ia = (1 + id) *360 – 1
a.a. a.m. im = (1 + ia) * 1 / 12 – 1
a.m. a.d. ia = (1 + im) *1 / 30 – 1
a.a. a.d. id = (1 + ia) * 1 / 360 – 1

ENTRE APLICAÇÃO E DESCONTO (SIMPLES) :

Se você tem a taxa de desconto e quer descobrir a taxa de juros correspondente:

i / 1- i.n

Se você tem a taxa de juros para aplicação e quer descobrir a taxa de desconto correspondente:

i / 1+ i.n

RENDAS CERTAS

Valor Atual (Postecipada): V = T * an¬i
Valor Atual (Antecipada): V = T + T * an – 1¬i
Valor Atual (Diferida): V = T * an¬i / (1 + i) * m
Montante: M = T * Sn¬i
an¬i: (1+i) n -1 / i * (1+i) n

Administração Aplicada

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SUMÁRIO
Capítulo 1:
Princípios e Conceitos Básicos da Administração e seus Fundamentos………..
Capítulo 2:
Conceito, Componentes e Tipologias Organizacionais……………………………….
Capítulo 3:
As Organizações como Grupo de Pessoas…………………………………………………
Capítulo 4:
As Organizações como Sistemas e suas Inter-relações com o Ambiente………
Capítulo 5:
O Administrador e o Empreendedor………………………………………………………..
Capítulo 6:
Tendências e Mudanças no Mundo da Administração………………………………..

Capítulo I
Princípios e Conceitos Básicos da Administração
& seus Fundamentos

1. O que é Administrar:

Processo de tomada de decisões sobre os objetivos organizacionais ou pessoais e a utilização de recursos necessários para efetivação dos mesmos.

A garantia da eficiência, eficácia e efetividade das ações administrativas dependem de quatro elementos fundamentais:

• Planejamento: Definição de objetivos futuros e recursos necessários.
• Organização: Divisão de tarefas, atribuição de responsabilidade e distribuição de recursos.
• Direção: Acionar e mobilizar recursos.
• Controle: Assegurar a realização dos objetivos e/ou modificá-los quando necessário.

2. Tipos de Dirigentes:

• Eleitos.
• Autonomeados.
• Indicados.
• Concursados.

3. Tipos de Administração:

• Individualizada.
• Colegiada.

4. Administração Participativa:

Maior participação dos subordinados na tomada de decisões.

5. Administração Diretiva:

Decisão na mão de agentes administrativos (Dirigentes).

6. Níveis de Administração (Níveis Hierárquicos):

• Estratégica: Responsabilidade da Alta Administração (Define missão e objetivos gerais e específicos).
• Tática: Responsabilidade da Média Gerência (Define as estratégias de execução e coordenação).
• Operacional: Responsabilidade da Supervisão de 1ª Linha (Operacionaliza as estratégias anteriormente definidas).

7. Quem é o Gerente e quem é o Trabalhador?

• Gerentes são indivíduos que supervisionam as atividades dos outros.
• Trabalhadores são funcionários que trabalham diretamente num cargo ou tarefa e não têm nenhuma responsabilidade pela supervisão do trabalho de outros: operários.

8. Por Que Existem Gerentes?

• Os gerentes atuam como canal de comunicação mediante a coordenação das atividades de suas unidades com as atividades das demais unidades de uma organização. Os gerentes também garantem a responsabilidade.as organizações reduzem a ambigüidade quanto aos resultados do desempenho mediante a designação de gerentes , que passam a ser responsáveis pela realização das metas de desempenho.

• Os gerentes representam despesas gerais ou adicionais para a operação de qualquer organização. Dessa forma, precisam justificar sua existência “adicionando valor”, ou seja, criando benefícios que excedam os custos que representam.

9. Papéis Gerenciais (Henry Mintzberg, 1960):

• Categorias específicas de comportamento gerencial.

As Categorias de Papeis Gerenciais de Mintzberg
Papel geral Papel específico
Interpessoal Chefe nominal
Líder
Ligação
Informacional Monitor
Disseminador
Porta-voz
Decisorial Empreendedor
Controlador de distúrbios
Alocador de recursos
Negociador

10. Habilidades Gerenciais:

• Aptidões ou comportamentos que são fundamentais ao sucesso num cargo gerencial

• Habilidades conceituais dizem respeito à aptidão mental para analisar e diagnosticar situações complexas, ajudando os gerentes a perceber como as coisas se relacionam e a tomar decisões acertadas.

• Habilidades interpessoais incluem a capacidade de trabalhar em equipe, entender e motivar as outras pessoas, tanto individualmente como em grupo.

• Habilidades técnicas para aplicar conhecimento especializado ou experiência.

• Habilidades políticas para ampliar sua posição, construir uma base de poder e fazer contatos corretos.

11. Gerência Funcional:

Administra uma parte especializada de um negócio ou de um empreendimento, e divide-se em:

• Linha: com atividade ligada diretamente à missão da organização e com o mercado.
• Staff: desenvolvem atividades ou serviços de apoio interno à organização.

12. Gerência Geral:

Administram todas as operações referentes a um determinado negócio ou empreendimento. Também podem ser de Linha ou de Staff.

13. Atributos Gerenciais:

Requisitos necessários para desempenhar uma atuação gerencial, tais como:

• Conhecimento (Competência Técnica).
• Habilidade (Prática Conceitual e interpessoal).
• Atitude (Manifestação dos Valores Culturais da Organização, associados aos Valores Pessoais e Familiares).

Capítulo II
Conceito, Componentes e Tipologias Organizacionais.

1. Organização:

• Arranjo sistemático de duas ou mais pessoas que desempenham papéis formais e partilham de um propósito definido comum.
• É uma entidade social composta de pessoas e de recursos, deliberadamente estrutura e orientada para alcançar um objetivo comum.
• Duas ou mais pessoas que se unem para atingir um objetivo comum (satisfação das necessidades dos clientes).
• A organização é uma entidade social porque é constituída por pessoas.
• A palavra organização significa qualquer empreendimento humano moldado intencionalmente para atingir determinados objetivos.
• Essa definição é aplicável a todos os tipos de organizações, sejam elas lucrativas ou não, como empresas, bancos, financeiras, hospitais, clubes, igrejas, etc.

2. Por Que temos Organizações?

• Porque são mais eficientes do que indivíduos agindo independentemente.

3. Tipos de organizações:

• Lucrativas (empresas em geral).
• Não lucrativas (governo, entidades não governamentais).

4. Objetivo das organizações:

• Produção de bens.
• Prestação de serviços.
• Desenvolvimento de Idéias.
• Todas as anteriores em conjunto.

5. Diferença entre Grupos Formais e Informais:

• Grupos Sociais Primários (relações sociais pessoais, informais e voluntárias).
• Grupos Sociais Secundários (relações sociais formais).

6. Os recursos Organizacionais:

• Recursos Humanos.
• Recursos Financeiros.
• Recursos Materiais.
• Recursos Tecnológicos.
• Outros (tempo, esforço, etc…).

7. “Ingredientes” das Organizações:

• Propósito (missão ou negócio).
• Divisão do trabalho (independentes, convergentes e interdependente).
• Coordenação:
 Por meio de hierarquia (chefia e subordinação).
 Por meio de comunicação (fluxo de informação).
 Por meio de planejamento (o que, quando, quem e onde fazer).

8. As organizações como burocracias (Max Weber):

• A regulamentação da vida em coletividade.
• Elementos da burocracia:
 Formalidade (direitos de deveres).
 Impessoalidade (cargo  pessoa).
 Profissionalismo (qualificação = salário).

9. Tamanho da Organização:

• Embora o tamanho de uma organização influencie significativamente sua estrutura, a relação não é linear. As grandes organizações (com mais de 2.000 funcionários) possuem mais especialização, departamentalização, níveis verticais, regras e regulamentos do que as pequenas organizações. Entretanto, o tamanho afeta a estrutura em uma relação decrescente e seu impacto é menos importante à medida que uma organização se expande.

10. Organizações Mecanicistas:

• Sendo rígida e firmemente controlada, a organização mecanicista é caracterizada por alta especialização, extensa departamentalização, margens de controle estreitas, alta formalização, comunicação descendente e alta centralização. Em sua forma ideal, a organização mecanicista é uma “máquina de eficiência”, bem lubrificada por regras, regulamentos e rotinas.

11. A Organização Orgânica:

• É caracterizada por uma estrutura achatada, flexibilidade, adaptabilidade, uso de equipes interfuncionais, rede abrangente de informações e descentralização.

12. Por que a Organização Orgânica é tão Popular?

• A reestruturação organizacional tem sido motivada pela incerteza ambiental devida a competição global, inovação de produtos, inconstância e exigência dos clientes.As organizações mecanicistas estão mal-preparadas para responderem a esses desafios.

13. Incerteza Ambiental:

• Uma vez que o ambiente de uma organização consiste em instituições ou fatores externos a ela que podem afetar seu desempenho, a incerteza ambiental tem grande influência sobre a estrutura.
• Na realidade, a administração tentará minimizar a incerteza mediante ajustes na estrutura organizacional.
• Ambientes escassos, dinâmicos e complexos exigem estruturas flexíveis, orgânicas; mas os ambientes com recursos em abundância, estáveis e simples requerem estruturas mecanicistas.

14. O Que É Estrutura Organizacional?

• Constitui a estruturação ou organização (composição) da Instituição Organizacional em função de critérios pré-determinados (departamentos, seções, cargos, etc…).
• Constitui a forma como as tarefas serão divididas, agrupadas e coordenadas.
• Normalmente é representada graficamente pelo Organograma Organizacional.

15. Especialização do Trabalho:

• Representa o grau de detalhamento da divisão do trabalho.
• A divisão do trabalho, ou especialização do trabalho, descreve o grau em que as tarefas organizacionais são subdivididas em cargos distintos.
• Um trabalho completo não é executado por apenas uma pessoa. Ao contrário, ele é dividido em etapas, cada uma finalizada por uma pessoa diferente.
• Ao final dos anos 1940, a especialização do trabalho permitiu às empresas industriais a utilização mais eficiente das qualificações de seus funcionários. Dessa forma, os gerentes acreditavam que a divisão do trabalho oferecia uma fonte inesgotável de aumento da produtividade.
• Nos anos sessenta, contudo, as “deseconomias” humanas advindas da especialização do trabalho passaram a ultrapassar as vantagens econômicas (veja Quadro 7.2 do livro). Os gerentes hoje percebem que embora a divisão do trabalho seja apropriada para certos trabalhos, a produtividade em outros trabalhos pode ser aumentada por meio do alargamento da margem dos cargos.
• Especialização é a distribuição de diferentes atividades entre as pessoas no sentido de aumento o potencial de capacidades, economia de tempo, aquisição de habilidades por treinamento e prática, e em conseqüência, aumento da produção, redução de custos e economia de escala.

16. Departamentalização:

• É a base na qual os cargos são agrupados para coordenar tarefas comuns é chamada de departamentalização.
• As atividades podem ser agrupadas por função e buscar economias de escala mediante a lotação de funcionários com qualificações e orientações comuns em unidades comuns.

17. Cadeia de Comando:

• É a linha contínua de autoridade que se estende do topo da organização até o mais baixo escalão.
• A cadeia de comando esclarece quem se reporta a quem. Dois conceitos são importantes na discussão da cadeia de comando: Autoridade e Unidade de Comando.

18. Poder:

• Segundo Etzioni, o poder é a capacidade de influenciar e modificar o comportamento alheio seja pela força física, força simbólica ou pela força do carisma do líder.

19. Autoridade formal e hierárquica:

• Refere-se aos direitos inerentes a uma posição de dar ordens e esperar que elas sejam obedecidas.
• Segundo Max Weber, representa a probabilidade de uma ordem ou comando ser ou não obedecida, isto em função da posição hierárquica do líder em relação àquele(s) a quem foi dada a ordem.
• A autoridade formal é legitimada pela burocracia, ou seja, na competência técnica e legal.

20. Autoridade Informal (liderança):

• Legitimada pelos atributos de personalidade e por habilidades pessoais do líder.

21. Alicerce da autoridade formal:

• Recompensa: é meio pelo qual certas atitudes e comportamentos são incentivados.
• Punição: é meio pelo qual certas atitudes e comportamentos são coibidos.

22. Os três tipos de autoridade, segundo Max Weber:

• Tradicional (baseada na tradição e nos costumes).
• Carismática (baseada em atributos de personalidade).
• Burocrática ou racional (baseada na competência técnica e legal).

23. Os dois tipos de autoridade, segundo o conhecimento contemporâneo:

• Relações pessoais (baseada na política de relacionamento).
• Competência técnica (baseada no conhecimento  competência de comando).

24. Hierarquia de Autoridade:

• Representam os estratos de autoridade existentes em toda organização humana, na qual os superiores comandam os inferiores.

25. Cadeia de Comando ou Hierarquia:

• É a linha de autoridade que interliga as posições da organização e especifica quem se subordina a quem.
• É o conjunto de níveis de autoridade existentes em uma organização formal.

26. Níveis Hierárquicos:

• Estratégica: Responsabilidade da Alta Administração (Define a missão e os objetivos – gerais e específicos – da organização).
• Tática: Responsabilidade da Média Gerência (Define as estratégias de execução e coordenação).
• Operacional: Responsabilidade da Supervisão de 1ª Linha (Operacionaliza as estratégias anteriormente definidas).

27. Unidade de Comando:

• Princípio que define que um trabalhador deve ter apenas uma pessoa perante a qual ela é diretamente responsável.

Obs.: Estes conceitos possuem hoje relevância menor devido aos avanços na informática e tendência à maior participação dos funcionários.

28. Margem de Controle:

• Corresponde ao número de empregados que um gerente pode dirigir com eficiência e eficácia.
• Determinará o número de níveis e gerentes presentes em uma organização.
• Embora haja quem defenda margens pequenas de controle, estas apresentam várias desvantagens: requerem mais gerentes e são mais dispendiosas, retardam a comunicação vertical e favorecem controles rígidos, limitando a autonomia do funcionário.
• Margens largas de controle reduzem custos, cortam despesas administrativas, aceleram a tomada de decisões, aumentam a flexibilidade, delegam poder aos funcionários e promovem contato mais estreito com os clientes. Todas as coisas permanecendo iguais, quanto mais larga a margem de controle, mais eficiente a organização.

29. Centralização e Descentralização:

• O termo centralização diz respeito ao grau em que a tomada de decisões está concentrada em um único ponto da organização.
• Quanto maior a contribuição fornecida pelo pessoal de nível mais baixo, mais descentralizada a organização. As organizações estão se tornando hoje mais descentralizadas para resolver problemas mais depressa e obter maior contribuição e envolvimento dos funcionários em relação às metas organizacionais.
• A descentralização representa a transferência, entre cargos ou departamentos, de toda uma atribuição ou atividade, assim como autonomia de decisão e responsabilidade sobre os resultados.

30. Formalização:

• Refere-se ao grau em que os cargos são padronizados na organização.
• Cargos altamente formalizados são caracterizados por descrições de cargo explícitas, regras organizacionais, procedimentos claramente definidos, e produção consistente e uniforme.
• Cargos menos formalizados envolvem menos restrições estruturais, e os funcionários dispõem de mais controle sobre o modo como executam seu trabalho.

31. Cargo:

• É a menor divisão do trabalho e representa uma posição, com um título, dentro da estrutura organizacional.
• Os cargos podem apresentar relações de subordinação, supervisão ou relações formais colaterais com outros cargos.

32. Organizar:

• É um processo de decisão com finalidade de dividir tarefas entre pessoas ou grupo de pessoas para melhor atingir um objetivo, atribuindo responsabilidades.

33. Funções Organizacionais:

• Representa um conjunto de atividades que contribuem para a missão da organização (Ex.: Mkt., R.H., P&D etc…)

34. Gerência Funcional:

• Administra uma parte especializada de um negócio ou de um empreendimento, e divide-se em:

35. Gerencia Funcional de Linha:

• Gerência cuja atividade está ligada diretamente à missão da organização e com o mercado (Marketing, Vendas, Produção, etc…).

36. Gerência Funcional de Staff:

• Gerência que desempenha atividade ou serviço de apoio interno à organização (Recursos Humanos, Jurídico, Contabilidade, Financeiro, etc…).

37. Gerência Geral:

• Gerência que administra todas as operações referentes a um determinado negócio ou empreendimento. Também podem ser de Linha ou de Staff .

38. Departamentos ou Seções:

• Partes do trabalho total, ao qual se atribuem responsabilidades de desempenhar uma função ou tarefa.

39. Autonomia:

• Poder de decisão conferido ao ocupante de um cargo.

40. Disciplina:

• É uma decisão auto-imposta e voluntária, a qual depende de atitude de cada pessoa, da informação que dispõe e da educação que recebeu.

41. Obediência:

• Corresponde a obrigação de se estar “respondendo” a decisão imposta por vontade alheia.

42. Delegação:

• Representa a transferência, entre pessoas, de parte das atribuições e autonomia para o ocupante de outro cargo, porém sem transferir responsabilidade sobre os resultados.

43. Atitudes:

• São predisposições pessoais a responder de maneira positiva ou negativa ao ambiente.

44. Tipos de Estruturas Organizacionais: (departamentalização em função de critérios pré-determinados)

• Organização por Função: Dep.RH, Dep. Mkt.
• Organização Territorial (localidade): Vendas filial SP, RJ e MG.
• Organização por Produto: fábrica de carros e fábrica de caminhões.
• Organização por Fases: montagem, pintura e acabamento.
• Organização por Cliente: produto X/cliente A e produto Y/cliente B.
• Organização Disciplinar (conhecimento/pesquisa): Escola – área de humanas e área de exatas.
• Organização por Período (turno): supervisor do turno A e supervisor do turno B.
• Organização Divisional (autonomia e responsabilidade): Divisão da América de Sul e Divisão da América do Norte. (ocorre quando existe uma descentralização)
• Organização por Projeto (atividades esporádicas, com começo meio e fim – força-tarefa): trabalho por encomenda, eventos e Pesquisa e Desenvolvimento.

45. Tipos de Organizações por Projeto:

• Projeto puro: firma de engenharia ou de organização de eventos.
• Projeto autônomo: força-tarefa esporádica.
• Estrutura matricial: combinação de estrutura funcional e de projeto.

46. A Estrutura Matricial:

• A estrutura matricial designa especialistas de departamentos funcionais para trabalharem em uma ou mais equipes interdisciplinares supervisionadas por líderes de projetos.
• Essa estrutura é uma combinação entre a departamentalização por produto e a departamentalização funcional.
• A matriz tem como pontos fortes facilitar a coordenação entre múltiplos projetos que são complexos e interdependentes, e alocar os especialistas com eficiência.

47. Problemática da Estrutura Matricial:

• Comprometimento da unidade de comando, responsabilidade e autoridade.
• A eficiência e eficácia dessa estrutura dependerão da maturidade e do poder de negociação dos envolvidos.
• Dado que os funcionários na matriz possuem dois chefes – os gerentes de departamentos funcionais e os gerentes de produto – a matriz rompe o conceito de unidade de comando.
• Pode gerar confusão, fomentar lutas pelo poder e aumentar o stress do funcionário. Dessa forma, a matriz tem obtido sucesso irregular.

48. A Estrutura Simples:

• De utilização mais generalizada em pequenas empresas nas quais o gerente e o dono são a mesma pessoa, a estrutura simples possui as características seguintes: baixo grau de departamentalização, margens de controle largas, autoridade centralizada, pequena formalização e uma estrutura achatada.
• Essa estrutura ágil e flexível é de manutenção barata e promove relações de responsabilidade claras. Entretanto, à medida que cresce a organização, a baixa formalização e a alta centralização podem provocar sobrecarga de informação na cúpula.
• Essa estrutura é arriscada porque tudo depende de uma só pessoa.

49. A Burocracia Organizacional:

• Cerca de três décadas atrás, a burocracia era o modelo para estruturar grandes organizações.
• Uma burocracia possui as características seguintes: tarefas operacionais altamente especializadas, regras e regulamentos formalizados, tarefas agrupadas em departamentos funcionais, autoridade centralizada, margens estreitas de controle e tomadas de decisões que seguem a cadeia de comando.
• A Estrutura Burocrática agiliza o desempenho eficiente de atividades padronizadas. Além disso, as regras e regulamentos permitem às burocracias substituir gerentes menos talentosos (menos dispendiosos) por tomadores de decisão criativos e experientes.

50. Desvantagem da Estrutura Burocrática:

• A especialização pode gerar disputas de competência ou conflitos entre subunidades à medida que suas metas anulam as metas da organização.
• Os burocratas resistem a mudanças e evitam assumir responsabilidade pelos resultados.

Obs.: Dada a volatilidade ambiental, contudo, muitas burocracias se tornaram menos rígidas e mais empreendedoras por meio da descentralização da tomada de decisões, concepção do trabalho em equipes e desenvolvimento de alianças estratégicas.

51. Estruturas de Equipes:

• A administração pode concentrar seus esforços de coordenação adotando uma estrutura de equipes.
• Uma estrutura de equipes rompe as barreiras departamentais, torna a organização mais horizontal, descentraliza a tomada de decisões e exige que os funcionários sejam, ao mesmo tempo, generalistas e especialistas.

52. Unidades Internas Autônomas:

• Para as grandes organizações, as herdeiras aparentes da pirâmide monolítica poderiam ser as unidades internas autônomas.
• Quando utilizam essa estrutura, a administração divide a organização em unidades empresariais dotadas de seus próprios produtos, clientes, concorrentes e metas de lucro. Em seguida, ela cria uma infra-estrutura de medidas de desempenho, incentivo financeiros e sistemas de comunicação, voltada para o mercado, de forma que as unidades possam ser avaliadas tal como se fossem companhias independentes.

53. A Organização Virtual:

• É o produto da possibilidade de transferir e receber informações entre locais distantes. Essa possibilidade foi materializada pela evolução da micro-eletrônica em geral e dos computadores em particular, interligados em redes por meio de sistemas de comunicação. A comunicação entre dois pontos, para qualquer finalidade, torna dispensável a presença física dos clientes e funcionários. Assim, a organização virtual é aquela que não precisa estar em lugar nenhum, mas está em todos os lugares.
• Às vezes chamadas de organizações em rede ou modulares, as organizações virtuais continuam pequenas e terceirizam suas funções maiores.
• Essa estrutura altamente centralizada limita a departamentalização. Uma vez que os indivíduos e pequenas companhias se reúnem em uma base projeto a projeto, cada projeto pode dispor de pessoal de acordo com suas demandas. Além disso, as despesas burocráticas e os riscos e custos de longo prazo são minimizados.
• As organizações virtuais são flexíveis, mas limitam o controle da administração sobre componentes-chaves de seu negócio.

54. A Organização sem Fronteiras:

• É uma organização que existe apenas através de uma rede temporária ou aliança com outras companhias independentes para conjuntamente alcançarem objetivos particulares e comuns.
• A organização sem fronteiras é possível graças aos computadores em rede que agilizam a comunicação, rompendo fronteiras intra e inter-organizacionais.
• Esse método minimiza a cadeia de comando, limita as margens de controle e substitui os departamentos por equipes com poder de decisão.
• Equipes inter-hierárquicas, práticas de decisão participativa e avaliações de desempenho de 360 graus desmantelam as fronteiras verticais.
• Equipes interfuncionais, atividades organizadas em torno de processos, transferências laterais e rotação de pessoal rompem as barreiras horizontais.
• Globalização, alianças estratégicas, elos organização-cliente e telecomunicação superam as barreiras externas.

55. Organizações Adhocráticas:

• É uma estrutura organização que enfatiza a tomada de decisão descentralizada, extrema especialização horizontal, poucos níveis hierárquicos e administrativos, ausência virtual de controles formais e poucas regras, políticas e procedimentos escritos.

56. Job Enrichment:

• Consiste no enriquecimento do trabalho ou no enriquecimento de cargos, ou seja, é a estratégia para aplicar os princípios da administração participativa na estrutura dos cargos.
• É também a aplicação prática da teoria dos dois fatores de Herzberg (higiênicos e motivacionais).

57. Job Enlargement e Empowerment:

• É um conceito de gestão no qual as empresas que dão mais poder e autonomia aos seus trabalhadores são as que estão mais bem posicionadas para competir em longo prazo.
• A técnica do job enrichment compreende a ampliação do cargo (job enlargement) e a potencialização do trabalhador (empowerment).
• Enriquecer um cargo é o mesmo que aumentar seu escopo, incrementar seu conteúdo motivacional e proporcionar ao trabalhador meios de se desenvolver, de maneira a fazer melhor uso de seu intelecto e sua capacidade de tomar decisões.
• Suas etapas consistem em: aumentar a amplitude das tarefas, de maneira que o ocupante do cargo assuma maiores responsabilidades; o cargo deve proporcionar maior profundidade e amplitude de conhecimentos para seu ocupante; e o ocupante do cargo deve dispor de poderes para tomar decisões importantes, mobilizar recursos e atuar dentro da organização conforme for necessário para resolver problemas.

58. Organograma:

• Quadro onde são apresentadas as posições na empresa e como estão organizadas.
• Fornece um quadro da estrutura de autoridade e da divisão do trabalho.

Capítulo III
As Organizações como Grupos de Pessoas

1. Cultura Organizacional:

• Sistema de significados partilhados pelos membros de uma organização distinguindo-a das outras.
• Normas de conduta, crenças, hábitos e valores de um povo, em um determinado local e em um determinado momento histórico.
• Transmissível e renovável.
• Pode conflitar com a legislação oficial da organização.
• Pode definir aspectos da vida organizacional.

Obs.: É o aspecto de “significados comuns” da cultura que faz dela um poderoso dispositivo para orientar e moldar o comportamento dentro da organização.

2. Características básicas que, em conjunto, compõe a Cultura de uma Organização:

• Inovação e Ousadia: o grau em que os funcionários são incentivados a serem inovadores e a correrem risco.
• Atenção ao detalhe: o grau em que se espera que os funcionários demonstrem precisão, análise e atenção aos detalhes.
• Busca de Resultados: o grau em que a administração se concentra mais em resultados ou efeitos do que nas técnicas e processos utilizados para alcançar esses resultados.
• Concentração das Pessoas: o grau em que as decisões da administração levam em consideração o efeito dos resultados sobre o pessoal da organização.
• Orientação para Equipe: o grau em que as atividades de trabalho são organizadas mais em torno das equipes do que em torno de indivíduos.
• Agressividade: o grau em que as pessoas são mais agressivas e competitivas do que contemporizadoras.
• Estabilidade: o grau em que as atividades organizacionais enfatizam a manutenção do status quo em oposição ao crescimento.

Obs.: Cada uma destas características existe em um continuum, variando muito de empresa para empresa.

3. Tipos de Culturas Organizacionais:

• Reconhecer que a cultura organizacional possui características comuns não significa, porém, que não possa haver subculturas em toda cultura considerada.
• Cultura Forte: cultura cujos valores centrais são intensamente definidos e amplamente compartilhados, onde surgirá um alto grau de comunhão de valores no ambiente interno e de elevado controle comportamental.

4. Fatores Negativos de uma Cultura Forte:

• Em função do processo de seleção e socialização organizacional, definido para fortalecer a cultura organizacional vigente, estes acabam por criar uma barreira real à obtenção de diversidade da força de trabalho e ao aproveitamento de seus benefícios.
• A cultura forte exerce considerável pressão para que os funcionários se conformem. Elas limitam a gama de valores e estilos aceitáveis, criando um dilema: contratar indivíduos heterogêneos por causa das vantagens alternativas que essas pessoas trazem para o local de trabalho e abdicar de comportamentos e habilidades heterogêneas oriundas da diversidade cultural.

5. Subculturas Organizacionais:

• Cultura Dominante: sistema que expressa os valores centrais comuns a uma maioria de membros da organização. Quando falamos sobre a cultura de uma organização, estamos nos referindo à cultura dominante.
• Subculturas: miniculturas dentro de uma organização, normalmente definidas por nomes de departamentos e separação geográfica. Essa subcultura incluirá os valores centrais da cultura dominante além de outros exclusivos aos membros do departamento em questão.

Obs.: Valores Centrais: valores básicos ou dominantes aceitos em toda a organização.

6. Cultura Organizacional & Cultura Nacional:

• Cultura Organizacional: cultura voltada especificamente para a organização.
• Cultura Nacional: diz respeito a similaridades e diferenças entre os países.

Obs.: Pesquisas demonstram que a cultura nacional produz um impacto maior sobre os funcionários que a cultura de sua organização.

7. Origem e Formação da Cultura Organizacional:

• Os fundadores de uma organização tradicionalmente exercem um impacto importante na cultura inicial da empresa. Eles possuem uma visão daquilo que a organização deve ser. Não são restringidos por costumes ou ideologias anteriores. O pequeno porte que normalmente caracteriza as novas organizações facilita ainda mais a imposição da visão dos fundadores a todos os membros da organização.

8. Transmissores da Cultura Organizacional:

• Histórico da organização.
• Rituais Organizacionais.
• Símbolos Materiais.
• Linguagem Organizacional.

9. Fatores de Manutenção da Cultura Organizacional:

• Práticas de seleção.
• Comportamento da alta Administração.
• Métodos de Socialização Organizacional.

10. Socialização Organizacional:

• Representa o processo formal pelo qual uma pessoa passa a conhecer a cultura da organização na qual irá trabalhar.
• Processo que adapta os funcionários à cultura da organização.
• Pode se dar por intermédio de um passeio pela organização e seus departamentos ou pela exibição de um vídeo institucional, dentre outras formas e possibilidades para se transmitir a cultura predominante e muitas vezes desejadas dentro da organização.

11. Etapas para uma Socialização Organizacional:

1. Pré-ingresso: etapa de aprendizagem que ocorre no processo de socialização antes de um novo funcionário entrar para a organização (ex: durante o processo de seleção).
2. Confronto: etapa no processo de socialização, na qual um novo funcionário percebe como é realmente a organização e enfrenta a possibilidade de que as expectativas e a realidade possam divergir (ex: durante o período de experiência).
3. Metamorfose: etapa no processo de socialização, na qual o novo funcionário se ajusta aos valores e normas de seu grupo de trabalho (ex: ao longo de sua atuação profissional).

12. Fator que provoca a necessidade de mudança da Cultura Organizacional:

• Culturas Forte, estáveis e permanentes podem caracterizar resistência as mudanças ambientais, a qual pode inviabilizar a existência da própria organização.
• Se uma dada cultura, no curso do tempo, torna-se inadequada a uma organização e uma situação desfavorável para a administração, pode haver pouca coisa que a administração possa fazer para mudá-la, particularmente no curto prazo.
• Mesmo sob as condições mais favoráveis as mudanças culturais, frente às constantes e inesperadas mudanças ambientais, precisam ser calculadas em anos, não em semanas ou meses.

13. Condições favoráveis que facilitam a Mudança Cultural:

• Quando da ocorrência de uma crise grave.
• Quando da rotatividade na liderança da organização.
• Quando a organização é nova e/ou pequena.
• Quando a cultura da organização é fraca.

14. Passos para uma Mudança Cultural:

1. Realizar uma analise cultural para identificação de divergências entre a cultura presente e a cultura desejada.
2. Esclarecimento aos funcionários, por parte da administração, com relação ao quanto a sobrevivência da organização esta relacionada à necessidade de mudanças culturais.
3. Apresentar a nova visão e os novos padrões de comportamento desejados.
4. Apresentar rapidamente novas histórias, símbolos e rituais, para substituir aqueles que eram anteriormente utilizados para transmitir aos funcionários os valores agora desejados na organização.
5. Mudar os processos de seleção e socialização e os sistemas de avaliação e recompensa, para apoiar os funcionários a esboçarem os novos valores perseguidos.

15. Situações que Promovem Ajuste Cultural:

• Quando de fusões organizacionais (quando duas organizações ou mais se unem constituindo uma terceira).
• Quando de um Joint-Venture (quando duas organizações ou mais se unem em uma atividade de risco).
• Quando de uma aquisição (quando uma organização é adquirida por outra).

16. Clima Organizacional:

• Representa a forma como uma pessoa ou grupo de pessoas sente e interpreta o ambiente ao qual encontram-se submetidos.
• Varia de pessoa para pessoa.
• Motiva ou desmotiva.
• É influenciado pela Cultura Organizacional.
• São percepções subjetivas e sentimentos quanto a determinadas propriedades objetivas das organizações (hierarquia, salário, regulamentos etc.).
• Pode resultar em um comportamento de cooperação, indiferença ou hostilidade em relação à administração e à organização.
• Representa um elemento para tentar compreender se a organização e suas práticas administrativas favorecem ou não o interesse e o rendimento das pessoas.

17. Grupos Formais:

• São criados pela administração para atender necessidades operacionais da organização.

18. Grupos Informais:

• Corresponde a um conjunto de pessoas que se unem por motivos de interesses, amizade ou por compartilharem os mesmos valores.
• Surgem de forma espontânea quando as pessoas convivem por certo tempo.
• Influenciam o desempenho das pessoas que atuam nas organizações formais.
• Surgem de necessidades pessoais de reconhecimento, filiação e estima.
• Produzem uma identidade social àqueles que a eles pertencem.
• Desempenham funções de ataque e defesa pessoal.

19. Elementos que constituem as organizações formais:

• Objetivos.
• Tecnologia.
• Recursos.
• Estrutura.

20. Elementos Informais das organizações:

• Atitudes.
• Sentimentos.
• Amizades.
• Conflitos.
• Valores e Normas de Conduta.

21. Possíveis influências das Normas de Conduta predominantes nas organizações:

• Qualidade e quantidade da produção.
• Disposição para colaborar ou não com a administração.
• Comportamento ético.
• Forma correta de se vestir.
• “O horário em que as pessoas vão realmente trabalhar”.

Capítulo IV
As Organizações como Sistemas
&
Suas Inter-relações com o Ambiente

1. Sistema:

• Representa um conjunto de elementos ou recursos que, ao pertencerem a um mesmo ambiente, se relaciona (interagem) de forma interdependente (de influência mútua), provocando um ou mais resultados (positivos ou negativos).

2. Elementos Componentes de um Sistema:

• Entrada ou insumo (input).
• Processamento ou transformador (throughput).
• Saída, resultado ou produto (output).

3. Tipos de Sistemas:

• Sistemas Fechados: não apresentam intercâmbio com o meio ambiente que o circunda.
• Sistemas Abertos: apresentam relação de intercâmbio com o ambiente, através de entradas e saídas.

4. Retroalimentação, Feedback ou Equilíbrio Dinâmico:

• Capacidade adaptativa dos sistemas abertos de se ajustarem constantemente às condições impostas pelo ambiente.
• Evita a entropia (auto destruição) do sistema.
• Representa um processo homeostático (“equilíbrio da temperatura do corpo”), também chamado de entropia negativa.

5. A Complexidade do Sistema Organizacional:

• É a base do enfoque sistêmico na administração e indica um grande número de problemas e variáveis com as quais a organização e seus administradores devem enfrentar.

6. As Organizações como Sistema Aberto:

• Todas as organizações são sistemas abertos compostos de recursos que perseguem objetivos.
• As organizações são sistemas Sociotécnicos (compostos por elementos mecânicos e orgânicos/sociais)

7. Características das Organizações como Sistemas Abertos:

• Apresentam comportamento probabilístico e não-determinístico.
• São partes de um sistema maior e constituída de partes menores.
• Apresenta interdependência das partes.
• Possui um processo de Homeostasia ou “Estado Firme”.
• Apresentam fronteiras e limitações com o ambiente.
• Possui um processo de Morfogênese (capacidade de mutação).

8. Premissas mais importantes do Enfoque Sistêmico:

• A natureza do sistema é definida pelo observados.
• O observador tem que enxergar sistemicamente (visão integrada) o problema e suas variáveis.

9. Eficiência e Eficácia:

• Representa os principais critérios para medir e avaliar o desempenho das organizações e de seus administradores.

10. Competitividade:

• Representa a capacidade das organizações de serem mais eficazes que seus concorrentes.
• Fator de sobrevivência organizacional e de perpetuação de seu negócio.

11. Principais Vantagens Competitivas:

• Qualidade.
• Custo Baixo (eliminação de desperdício, racionalização do trabalho e redes de processos).
• Velocidade (redução de tempo de ciclo e chegada ao mercado).
• Inovação.
• Flexibilidade.

12. Eficiência:

• Relação entre recursos disponíveis e sua melhor utilização, com menor emprego de tempo e custos.
• Relação entre esforço e resultado.
• É a antítese do desperdício.

13. Eficácia:

• Relação entre os objetivos pretendidos e sua efetivação
• É um conceito de sucesso, desempenho e sobrevivência.
• Pode variar em função do ambiente a que pertence a organização.
• Varia com o tempo, pois o ambiente é mutável.

14. Critérios de Eficácia Organizacional:

• Parâmetros financeiros (lucratividade organizacional).
• Produtividade.
• Crescimento (participação de mercado).
• Satisfação do cliente.
• Qualidade e diminuição de custos pertinentes.
• Flexibilidade e velocidade de resposta aos interesses de seus stakeholders.
• Crescimento e satisfação dos funcionários.
• Aceitação social (imagem e reputação).

15. Efetividade:

• Constância de resultados e desempenho.

16. Produtividade:

• Relação entre recursos utilizados e resultados obtidos.
• É empregada para avaliar a eficiência de um sistema.
• É um sinônimo de eficiência.

17. Stakeholders:

• São as pessoas e as organizações que exercem influencia direta sobre o desempenho das organizações.
• São os grupos internos ou externos a organização que possuem algum interesse nela, normalmente incluem funcionários, clientes, gerentes, dirigentes, investidores, concorrentes, fornecedores, credores, acionistas, mídia, órgãos governamentais, determinados grupos ou entidades sociais, etc…

18. Ambiente:

• Forças e instituições externas a organização que podem afetar o seu desempenho.
• O dado fundamental para se entender o ambiente de uma organização é que ele cria em certeza potencial.

19. Incerteza Ambiental:

• Caracteriza o mundo que a maioria das organizações enfrenta atualmente.
• Uma vez que a incerteza é uma ameaça a eficácia de uma organização, a administração tentará limitar essa incerteza por meio de atividades como pesquisa de mercado, publicidade, planejamento, formação de lobbies, benchmarking e criação de empreendimentos conjuntos com outras empresas.

20. Dimensões Ambientais que Promovem Incertezas:

• Capacidade Ambiental: refere-se ao grau em que o ambiente pode sustentar o crescimento organizacional.
• Velocidade de Mudança: refere-se ao grau de mudança imprevisível criando um ambiente dinâmico.
• Complexidade Ambiental: refere-se ao grau de heterogeneidade e concentração entre os elementos/variáveis ambientais.

Obs: Dependendo do grau de intensidade das dimensões acima citadas, o ambiente pode apresentar-se mais ou menos incerto.

21. Influências do Ambiente Organizacional:

• Influências Tecnológicas.
• Influências Sociais.
• Influências Econômicas.
• Influências Políticas.
• Outras.

22. As Dimensões do Ambiente Organizacional:

• Ambiente Imediato (interfere na eficácia organizacional): mercado, cliente, concorrente, fornecedores, distribuidores, sindicatos, etc.
• Macroambiente (interfere em todas as organizações): tecnologia, ecologia, legislação, economia, demografia, cultura, etc.

23. Tipos de Ambientes:

 Ambiente externo:

• Ambiente Geral ou Macro-ambiente: ambiente que afeta todas as organizações, independentemente de tamanho, ramo, estrutura, etc.
 Econômico
 Social
 Político ou Organizacional
 Legal
 Tecnológico
 Cultural
• Ambiente Operacional ou Micro-ambiente: ambiente de implicação específica no desempenho de organização
 Clientes
 Concorrentes Diretos
 Fornecedores
 Distribuidores
 Concorrentes Indiretos (substituto)
 Mão – de – obra disponível

 Ambiente Interno:

• Ambiente de implicação imediata e específica na administração da organização.
 Recursos Financeiros
 Recursos Materiais / Produção
 Recursos Tecnológicos
 Recursos Humanos
 Estrutura Organizacional
 Administração do Mix de Marketing

24. Ambientes que influenciam o funcionamento das organizações:

• Ambiente Externo (abrangência ampla, direta e/ou indireta)
• Ambiente Interno
• Ambiente Cultural
• Ambiente Ético de Negócios

Obs.: Todos os ambientes citados são mutáveis e variam com a época, o local e a cultura

25. Os Ambientes Externos de Negócios:

• Fatores Sociais:
Status Demográfico e Tendências (idade, sexo, migração, etc…).

• Ética no Trabalho e Valores Culturais (Importância dada ao trabalho por cada indivíduo):
Interfere diretamente na dedicação, lealdade e comprometimento dos envolvidos.

Obs.: Podem variar em função do estilo ou da qualidade de vida desejado.
Podem variar em função das necessidades familiares.
Podem variar em função das oportunidades de crescimento profissional e pessoal.

• Valores Culturais:

Variam em relação a:
Diferentes Regiões.
Diferentes Países.

• Fatores Políticos:

Legislação (ambiental, trabalhista, aduaneira, etc…).

• Fatores Econômicos:

Economia (recessão, estabilidade ou crescimento econômico).
Concorrência e fornecedores.
Clientela (atentar à utilidade de lugar, utilidade de tempo e utilidade de forma dos produtos ou serviços; definir mercado-alvo; perfil demográfico; comportamento do consumidor e o perfil psicográfico).

• Fatores Tecnológicos (efeitos rápidos e dramáticos nos negócios):

Processo Inovador (como a tecnologia é desenvolvida na empresa pela área de P&D, de forma evolutiva ou revolucionária).
Processo de Transferência de Tecnologia (gera um processo de inovação e resistência, para diminuir a resistência de ser introduzida de forma progressiva ou incremental).
Tecnologia de Ponta (atentar à real necessidade da mesma, sua relação custo/benefício e sua afinidade com o processo atual).

26. Tecnologia:

• Aplicação de conhecimento à produção de um bem ou à prestação de um serviço.
• Objetivo (competitividade, sobrevivência e perpetuação do negócio).
• Como obter tecnologia.
 Comprando.
 Trocando.
 Desenvolvendo.
 Imitando.

27. Tipos de tecnologia:

• Tecnologia de produto (projeto do produto).
• Tecnologia de Processo (como fazer).

28. Mudanças provocadas pela tecnologia:

• Mudanças nas relações de tempo e espaço.
• Mudanças no perfil dos Recursos Humanos.
• Transformação dos negócios e no fluxo de trabalho.

29. Os Ambientes Internos de Negócios (os Recursos Organizacionais):

• Recursos Financeiros (Lucros Retidos, Capital de Terceiros e Capital Social).
• Recursos Físicos.
• Recursos Humanos (recrutamento, treinamento, alocação e manutenção).
• Recursos Tecnológicos.

30. Sondagem Ambiental:

• Triagem de grandes quantidades de informação para detectar tendências emergentes, monitoração das ações dos demais e criação de um conjunto de cenários.

31. Ferramentas de Sondagem Ambiental:

• Inteligência Competitiva: ferramenta de sondagem ambiental que procura informações básicas sobre os concorrentes.
• Desenvolvimento de Cenários: ferramenta que visa a criação de uma visão consistente sobre como tende a ser o futuro.
• Previsão de Resultados Quantitativos: ferramenta que utiliza um conjunto de regras matemáticas aplicadas a uma série de dados passados para prever resultados futuros.
• Previsão de Receita: ferramenta que utiliza o estudo sobre como serão as receitas futuras da organização.
• Previsão Tecnológica: ferramenta que utiliza a previsão de mudanças na tecnologia e no quadro temporal em que as novas tecnologias tenderão a ser economicamente viáveis.
• Previsão Qualitativa: ferramenta que utiliza o uso de avaliação e opiniões de indivíduos experientes na previsão de resultados futuros.
• Benchmarking: ferramenta que utiliza a prática de comparar, por meio de algum parâmetro mensurável, o desempenho de uma operação fundamental da empresa com uma operação semelhante em outras organizações.

Capítulo V
O Administrador e o Empreendedor

1. Administrador:

• Profissional pago para gerenciar pessoas e tomar decisões organizacionais, envolvendo recursos disponíveis na mesma, para efetivação de seus objetivos.
• O administrados não é necessariamente um empreendedor.

2. Empreendedor:

• Pessoa com iniciativa e propensão para assumir riscos, com facilidade para identificar oportunidades de negócios.
• Pessoa com grande interesse/necessidade de empreender/realizar.
• Pessoa criativa e com feeling para iniciar negócios e identificar oportunidades.

3. Espírito Empreendedor:

• Processo de iniciar um negocio, organizar os recursos necessários e assumir seus respectivos riscos e recompensas.

4. Fatores que Incentivam Novos Empreendedores:

• Mudanças recentes na economia, gerando novas oportunidades de negócios.
• A redução drástica do quadro de pessoal das organizações contemporâneas (Downsizing).
• Indenizações oriundas de demissões, aposentadoria precoce, indenizações decorrentes de Planos de Demissão Voluntária (PDV).
• Interesse dos funcionários em se tornarem autônomos.
• Crescentes opções de franquias, as quais possuem taxa de fracasso menor do que a abertura típica de um negócio próprio (devido ao apoio fornecido pelo franqueador em termos de marketing, operações e administração).

5. Como os Empreendedores Identificam Oportunidades:

• Identificando necessidades sociais.
• Observando deficiências em produtos ou serviços já existentes no mercado.
• Observando tendências.
• Derivando oportunidades em função de sua ocupação atual.
• Procurando outras aplicações para produtos ou serviços já existentes no mercado.
• Explorando hobbies.
• Lançando moda.
• Imitando o sucesso alheio.

6. Fatores a serem Considerados na Escolha do Negócio:

• Sazonalidade.
• Efeitos da situação econômica.
• Controle governamental.
• Dependência de elementos (matéria-prima) de disponibilidade e custo incerto.
• Ciclo de vida do setor (expansão, estagnação ou retração).
• Lucratividade.
• Mudanças que estão ocorrendo no setor.
• Efeitos da evolução tecnológica.
• Grau de imunidade à concorrência.
• Atração/afinidade pessoal com o negócio.
• Barreiras à entrada.

7. A importância do Empreendedor na Formação da Riqueza do País:

• A riqueza de uma nação é medida por sua capacidade de produzir, em quantidade suficiente, os bens e serviços necessários ao bem-estar da população. Por esse motivo, acredita-se que o melhor recurso de que dispomos para solucionar os graves problemas sócio-econômicos de um país é a liberação da criatividade dos empreendedores, através da livre iniciativa, para produzir esses bens e serviços.

8. Fatores inibidores do potencial Empreendedor:

• Preocupação quanto ao abandono de uma carreira bem-sucedida (status).
• Medo ou falta de disposição para assumir riscos.
• Falta de capital inicial.
• Falta de incentivo.

9. Campos onde há Oportunidades:

• Energético.
• Alimentício.
• De reciclagem de materiais e controle da poluição.
• Da tecnologia da informação.
• Educação.
• Saúde.
• Nanotecnologia.
• Biotecnologia.
• Macro-engenharia.

Capítulo VI
Tendências e Mudanças no Mundo da Administração

10. Mudança:

• Representa a transição de um estado para outro (por exemplo: de conforto e estabilidade para incerto e instável, e vice-versa).
• Refere-se a tornar as coisas diferentes.
• Alteração do status quo.

11. Tipos de Mudanças:

• Mudança Planejada: são as atividades de mudança que são intencionais e orientadas por metas.
• Mudança de Primeira Ordem: mudança linear, que não implica em nenhum desafio fundamental na premissa sustentada pelos funcionários sobre o mundo ou sobre como a organização pode melhorar suas operações.
• Mudança de Segunda Ordem: mudança multivisional, em múltiplos níveis, descontinua e radical, que envolve uma reconsideração das premissas sobre a organização e o mundo no qual ela opera.

12. Mudança e Política:

• Uma vez que a mudança invariavelmente ameaça o status quo, ela implica, em sua essência, uma atividade política.

13. Administração da Mudança:

• É um desafio que está diante de todas as organizações contemporâneas, e é o modo como as organizações administram as mudanças em seu ambiente organizacional será o que inevitavelmente distinguirá a vitória da derrota em um mundo em constante mudança.
• As organizações que conseguirem explorar a mudança poderão capitalizar as oportunidades ilimitadas geradas por ela.

14. Inovação Organizacional:

• A inovação estimula as oportunidades e o crescimento organizacional.
• A inovação é um tipo especial de mudança.
• A inovação diz respeito a uma idéia nova aplicada a criação ou melhoria de um produto processo ou serviço.

15. Os Gerentes como Agentes de Mudança:

• Pessoas que estimulam e assumem a responsabilidade pela administração no processo de mudança.
• Líder transformacional que reformulam as organizações e conseguem com que os funcionários participem e acompanhem as mudanças.
• Individuo que pode demonstrar liderança visionária e qualidade carismática.

16. O que os Gerentes podem Mudar:

• A Estrutura Organizacional: implica fazer uma alteração nas relações de autoridade, nos mecanismos de coordenação, no redesenho de cargos ou em variáveis estruturais semelhantes.
• A Cultura Organizacional: implica na reformulação dos valores centrais da organização.
• A Tecnologia: envolve modificações no modo como o trabalho é processado e nos métodos e equipamentos utilizados.
• O Ambiente: implica alterar o espaço e a disposição do local de trabalho.
• As pessoas: envolve mudança de atitudes, habilidades, expectativas, percepções ou comportamento dos funcionários.

17. Perspectivas Futuras da Administração:

• Mudanças Rápidas e Inesperadas (no campo do conhecimento e no nº populacional)
• O Crescimento das Organizações Nacionais e Multinacionais
• Mudanças nas Atividades e Processos Produtivos (exige mão-de-obra qualificada)

18. Fatores que Provocarão Impacto nas Organizações do Futuro:

• Crescimento das Atividades Organizacionais e sua Complexidade Administrativa.
• Concorrência Mais Aguda.
• Sofisticação da Tecnologia.
• Escassez de Recursos Naturais.
• Globalização da Economia e Internacionalização dos Negócios.
• Formação de Blocos Econômicos.
• A Formação, em 1995, da OMC (Organização Mundial do Comercio).
• Fim das Práticas Protecionistas.
• Automatização de Processos Produtivos e Administrativos.
• O Desemprego dos Desqualificados.
• As Organizações serão mais cobradas pela Sociedade, pelos Governos e pelos Ambientalistas.
• Preocupação com a Ecologia e a Qualidade de Vida (e outras como crescimento desordenado das cidades, aumento de violência e problemas viários).
• Preocupação com a Qualidade e com os Clientes.
• Aplicação Efetiva do Código de Defesa do Consumidor.
• Redução da Hierarquia Organizacional.
• As Organizações terão de lidar com a Administração da Incerteza.

10. Fatores que Provocam Resistências à Mudança:

• Fatores de Resistência Individual:
o Hábitos: alterações em rotinas exigem esforços.
o Segurança: medo de perder a suposta segurança obtida.
o Fatores Econômicos: medo de redução de remuneração.
o Medo do Desconhecido: a mudança provoca sentimento de incerteza e insegurança.
o Medo da Perda do Controle da Informação: a mudança gera novas informações e processos, agora desconhecidos.

• Fatores de Resistência Organizacional:
o Inércia Estrutural: incapacidade de mudança estrutural.
o Foco limitado de Mudança: incapacidade de mudanças sistêmicas.
o Inércia de Grupo: protecionismo de grupos com interesses contrapostos.
o Ameaça à Especialização: medo quanto a mudanças na estrutura e nas relações entre cargos e funções (novas exigências de qualificações).
o Ameaça às Relações Estabelecidas de Poder: medo da perda de poder dentro da organização.
o Ameaças às Relações Estabelecidas de Recursos: medo da perda de recursos organizacionais.

11. Etapas para Superar a Resistência a Mudança:

• Avaliar o Clima para Mudança: representa um fator importante para a prontidão para mudar.
• Definir Estratégias para Reduzir a Resistência:
o Realize uma auditoria de identidade organizacional antes de empreender qualquer mudança importante.
o Dê à mudança o feitio adequado a organização.
o Apresente a mudança como significativa e necessária e, ao mesmo tempo, vincule-a a aspectos valorizados da identidade organizacional.
o Introduz a mudança em uma série de pessoas de alcance médio.
o Tome o caminho de menor resistência.
o Saiba quanta mudança sua organização é capaz de tolerar.
• Reduza a Resistência:
o Eduque e comunique aos funcionários sobre a importância da mudança.
o Envolva o funcionário no processo de mudança, incentivando-o a participar.
o Apóie e oriente o funcionário durante o processo de mudança.
o Negocie com os envolvidos quando necessário.
o Manipule, quando necessário, os envolvidos no processo de mudança.
o Empregue mecanismos de coerção sobre os resistentes a mudança se necessário.

12. Problemas Inerentes às Organizações Tradicionais:

• Fragmentação do Trabalho: a fragmentação baseada na especialização cria “Paredes e Chaminés” que separam funções diferentes em feudos independentes e freqüentemente em guerra.
• Ênfase Exagerada na Competição: impede a cooperação entre as pessoas e departamentos.
• O Imediatismo: desvia a atenção da administração para a resolução de problemas, em lugar de concentrá-la na criatividade.

13. Administração Participativa:

• É uma filosofia ou doutrina que valoriza a participação das pessoas no processo de tomada de decisões sobre diversos aspectos da administração das organizações.
• Consiste em compartilhar as decisões que afetam a empresa, não apenas com funcionários, mas também com clientes ou usuários, fornecedores, e eventuais distribuidores ou concessionários da organização.

14. Vantagens de uma Administração Participativa:

• Aproveita o potencial de contribuição intelectual das pessoas, contribuindo para aumentar a qualidade das decisões administrativas, a satisfação e a motivação das pessoas.
• Aprimorando a decisão e o clima organizacional, a administração participativa contribui para aprimorar a competitividade das organizações.

15. Principais Ferramentas da Administração Participativa:

• Informação: através da qual a organização procura aprimorar os canais de comunicação com funcionários, clientes e outras pessoas que têm algum tipo de relacionamento ou interesse na organização (ex.: comunicação com clientes -SAC, comunicação com funcionários – jornais internos e caixas de sugestões, comunicação visual – quadros de aviso, redução das comunicações simbólicas – uniformes, refeitórios e escritórios padronizados).

• Envolvimento do processo decisório: evolver significa consultar as pessoas, individualmente ou em grupo, sobre a solução de problemas, no nível do local de trabalho.

• Equipes autogerenciadas: grupo de pessoas com um objetivo, que pode decidir como fazer para alcançá-lo e que trabalha dentro de uma área de autonomia definida de comum acordo com a administração.

• Participação na direção ou co-gestão: compreende a representação institucional dos funcionários na administração da empresa e em casos que a administração de um empreendimento de qualquer natureza é partilhada com outras pessoas ou instituições que não aquelas vinculadas diretamente ou permanentemente à estrutura de direção ou propriedade da empresa.

• Participação nos resultados: mecanismo de recompensa através do qual os funcionários beneficiam-se dos resultados de seu esforço.

16. Principais Mudanças nas Dimensões Organizacionais para a Implementação de Administração Participativa:

• Mudança comportamental: mudanças nos valores, hábitos, atitudes e condutas de toda a organização.

• Mudanças na estrutura organizacional: mudanças no sistema de normas e procedimentos hierárquicos (job enrichment, empowerment, job enlargement).

• Mudanças de interfaces: aumento nas interfaces/relacionamentos entre funcionários, clientes, fornecedores, parceiros e a própria direção da organização.

17. Benchmarking:

• É uma técnica que consiste em fazer comparações e procurar imitar as organizações, concorrentes ou não, do mesmo ramo de negócio ou outro, que façam algo de maneira peculiarmente bem feita.
• Segundo Webster, o Benchmarking representa um processo contínuo de medição e padronização, de abrangência ampla, para o adequado desenvolvimento de produtos, serviços e/ou procedimentos.
• Caracteriza-se como um processo de mudança organizacional através da “imitação” e aprimoramento do desempenho observado em outras empresas.
• A essência do Benchmarking é a busca das melhores práticas da administração, como forma de ganhar vantagens competitivas.

18. Etapas de um Benchmarking:

• Determinar em quais funções praticá-la.
• Identificar as principais variáveis de desempenho para mensurar-se.
• Identificar as melhores empresas do setor.
• Mensurar o desempenho dessas melhores empresas.
• Mensurar o desempenho da empresa em questão (a sua própria).
• Especificar programas e ações para preencher os hiatos.
• Implementar e monitorar os resultados.

19. Em um Processo de Benchmarking é Importante:

• Identificar as melhores empresas de cada setor, segmento ou atividade específica.
• Analisa tanto os concorrentes diretos como os indiretos.

20. Tipos de Benchmarking:

• Interno
• Competitivo (externo direto)
• Funcional (externo indireto)
• Genérico (funções semelhantes em todas as empresas)

21. Reengenharia (Michael Hammer & James Champy – anos 90)

• É um esforço organizado, conduzido de alto a baixo de uma companhia, com o objetivo de rever e, tanto quanto possível e necessário, reformular completamente seus principais processos de trabalho, de forma a conseguir melhorias anormalmente expressivas no que diz respeito ao aumento de produtividade, à qualidade dos processos ou produtos e à eficácia do atendimento ao cliente.
• Consiste em uma técnica administrativa que visa a redefinição de processos ou produtos desatualizados e/ou adaptá-los às mudanças com ousadia, criatividade, inovação, educação e comprometimento dos funcionários.

22. Cuidados na implantação de um processo de Reengenharia, segundo Michael Hammer:

• A alta gerência não pode limitar o alcance da Reengenharia.
• A iniciativa não pode ocorrer de baixo para cima na hierarquia organizacional.
• Não se deve reformular todo o processo de uma só vez.
• Uma pessoa ou equipe deve executar todos os passos de um processo (job enlargement e empowerment)
• As atividades que ocorram em paralelo não podem parar e sim serem executadas simultaneamente.
• As pessoas que executam um processo devem tomar as suas próprias decisões e se auto gerenciar (job enrichment).
• As informações devem ser coletadas de uma só vez e direto da fonte.
• Deve-se quebrar paradigmas.
• Não se deve retroceder diante de resistências das pessoas às mudanças.

23. Crítica à Reengenharia:

• Um dos principais focos da Reengenharia é o downsizing, ocasionando uma eliminação dos músculos da empresa ao invés das gorduras, fator principal de traumas climáticos e perda de flexibilidade organizacional.

24. Learning Organization:

• Segundo Peter Senge (1990), são Organizações que Aprendem, que desenvolvem a capacidade continua de adaptar-se e mudar.
• São empresas que aplicam na capacidade de aprender das pessoas e no desenvolvimento constante dos grupos em todos os níveis organizacionais, transformando-se em uma comunidade de aprendizes.

25. As Cinco Disciplinas da Organização de Aprendizagem:

• Domínio pessoal (autocontrole, autoconhecimento e base espiritual): as pessoas descartam seus velhos modos de pensar e as rotinas-padrão que utilizam para resolver problemas ou realizar seus trabalhos.
• Modelos mentais (em que acreditamos como certo e nossas atitudes diante dessas crenças): as pessoas sublimam seus fragmentados interesses pessoais e departamentais para trabalhar juntas e realizar a visão comum da organização.
• Objetivo comum: existe uma visão compartilhada, entre a alta gerência e operariado, coma qual todos concordam.
• Aprendizagem em grupo: as pessoas comunicam-se abertamente (atravessando fronteiras verticais e horizontais) sem medo de critica ou punição.
• Raciocínio sistêmico (A QUINTA DISCIPLINA): os membros da organização consideram todos os processos, as atitudes, as funções e as interações da organização com o ambiente como parte de um sistema de inter-relações.

26. Transformando a Empresa em uma Organização que Aprende:

• Estabeleça uma Estratégia: a administração precisa explicitar seu compromisso com a mudança, a inovação e a melhoria contínua.
• Redesenhe a Estrutura Organizacional: achatar a estrutura, eliminar ou combinar departamentos e aumentar o uso de equipes interfuncionais para reforçar a interdependência e reduzir as fronteiras entre as pessoas.
• Reformule a Cultura Organizacional: encoraje, nos valores centrais da organização, o risco a franqueza e o crescimento.

27. Novos Paradigmas da Administração:

• Downsizing (diminuição de tamanho): em busca de maior eficiência na utilização de seus recursos e redução de custos, as organizações achataram a hierarquia, simplificaram seus processos de trabalho, promoveram o aumento da produtividade e diminuíram seus quadros, afetando definitivamente as estruturas hierárquicas e as perspectivas para o desenvolvimento de carreira.

• Terceirização: consiste em uma estratégia para diminuição do tamanho da organização e redução de custos com tarefas ditas secundárias, significa colocar para fora, demitir e contratar quem era empregado.

• Multi-especialização: em busca de maior eficiência, as organizações procuraram tornar sua força de trabalho menos especializada, substituindo o operário especializado por outro polivalente ou multifuncional.

• Organização Virtual: é o produto da possibilidade de transferir e receber informações entre locais distantes. Essa possibilidade foi materializada pela evolução da micro-eletrônica em geral e dos computadores em particular, interligados em redes por meio de sistemas de comunicação. A comunicação entre dois pontos, para qualquer finalidade, torna dispensável a presença física dos clientes e funcionários. Assim, a organização virtual é aquela que não precisa estar em lugar nenhum, mas está em todos os lugares.

As Organizações Virtuais atuam nas seguintes dimensões:
 Dimensão Virtual (no ambiente on-line).
 Dimensão Real (o produto, o fornecedor e o cliente são reais).
 Dimensão Sem Fronteiras (não existe relação de distância e tempo).

• Trabalhador Virtual ou Teletrabalho: funcionários (assalariados ou contratados) que, a partir de qualquer local, pode trabalhar sem estar fisicamente presente no local em que as tarefas são realizadas. Sempre que necessário, ele com

IMPRESSIONISMO

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IMPRESSIONISMO

Recebe o nome de Impressionismo, a corrente artística que surgiu na França, principalmente na Pintura, por volta do ano de 1870. Esse movimento, de cunho antiacademicista, propôs o abandono das Técnicas e temas tradicionais saindo dos ateliês iluminados artificialmente para resgatar ao ar livre a Natureza, tal como ela se mostrava aos seus olhos, segundo eles, como uma soma de cores fundidas na Atmosfera. Assim, o nome impressionismo não foi casual.

Considerado um marco da arte moderna porque é o início do caminho rumo à abstração.

Embora mantenha temas do realismo, não se propõe a fazer denúncia social. Retrata paisagens urbanas e suburbanas como o naturalismo.

A primeira exposição pública impressionista, foi a exposição do grupo do Café Guerbois (onde os pintores se reuniam), realizada em 1874, em Paris, onde o crítico Louis Leroy, ao ver a obra de Monet, impressão, sol nascente, começou sarcasticamente a chamar esses artistas de impressionistas.

Dentre alguns expoentes presentes eram Edouard Manet (1832-1883), Auguste Renoir (1841-1919), Alfred Sisley (1830-1903). Para inovar a forma de pintar a luminosidade e as cores, os artistas dão enorme importância à luz natural. Nos quadros são comuns cenas passadas à beira do Rio Sena em Jardins, cafés, teatros e festas. O que está pintado é um instante de algo em permanente mutação.

Com a dispersão do grupo, alguns artistas tentam superar as propostas básicas do movimento, desenvolvendo diferentes tendências, agrupadas sobre o nome de pós-impressionismo. Nesta linha estão os franceses Paul Cézanne e Paul Gauguin (1848-1903), o holandês Vincent Van Gogh e os neo-impressionistas, como os franceses Georges Seurat (1859-1891) e Paul Signac (1863-1935).

Influenciados pelos conhecimentos científicos sobre a refração da luz, os neo-impressionistas criam o pontilhismo ou divisionismo. Os tons são divididos em semitons e lançados na tela em pequeninos pontos visíveis de perto, que se fundem na visão do expectador de acordo com a distância em que se coloca. A preocupação em captar um estante, dá um lugar ao interesse pela fixação das cenas obtidas pelas subdivisão das cores. Como resultado, elas tendem a exibir um caráter estático.

Um exemplo é uma “Uma tarde de domingo na Ilha da Grande_Jatte, de Seurat”.

Impressionismo
Seurat – Uma tarde de domingo na ilha de grande jatte

Embora, inicialmente ligado ao impressionismo, Cézanne desenvolve uma pintura que será precursora do cubismo. Van Gogh alia-se ao expressionismo, enquanto, Galguin dá ao impressionismo uma dimensão simbólica que influencia o simbolismo e o expressionismo.

As idéias do impressionismo são adotadas pela música por volta de 1890, na França. As obras Se propõem a descrever imagens e várias peças tem nomes ligados a paisagem, como “Reflexo na água”, do compositor Francês Claude Debussy (1862-1918), pioneiro do movimento.

Impressionismo_Reflexo na agua
Reflexo na água

O Impressionismo abandona a música tonal – estruturada a partir da eleição de uma das doze notas da Escala (as sete básicas e os semitons) – como principal. Sustenta-se nas escalas modais ( definidas a partir da recombinação de um conjunto de notas eleito como básico paras as melodias de uma cultura), vindas do Oriente, da música popular européia e da Idade Média.

Impressionismo_a_tarde_de_um_fauno
A tarde de um fauno

As obras de Debussy é marcado por uma proximidade com poetas do simbolismo. Prelúdio para a “Tarde de um Fauno”, considerado marco do impressionismo musical, ilustra um poemo da simbolista Stéphane Mallarmé. Na ópera, Debussy rejeita o formalismo e a linearidade, como em Pelléas et Melisande. Outro grande nome é o francês Maurice Ravel (1875-1937), autor de “A Valsa e Bolero.”

São duas as fontes mais importantes do impressionismo: a fotografia e as gravuras japonesas (Yukiyo-e). A primeira alcançou o auge em fins do século XIX e se revelava um método ideal de captação de um determinado momento, o que era uma preocupação principal para os impressionistas.

IMPRESSIONISMO
Yukiyo – Gravuras Japonesas

As segundas, introduzidas na França, com a reabertura dos portos japoneses ao Ocidente, propunham uma temática urbana de acontecimentos cotidianos, realizados em pinturas planas, sem perspectiva. Os representantes mais importantes do Impressionismo foram: Manet, Renoir, Degas e Galguin. No restante da Europa isto ocorreu posteriormente. Ao Impressionismo seguiram-se vários movimentos, representados por pintores igualmente importantes e com teorias muito pessoais, como o Pós-Impressionismo (Van Gogh, Cesanne), o simbolismo (Moreau, Redon), e o fauvismo (Matisse, Vlamick, Derain, entre outros) e o retorno ao princípio, ou seja, à arte primitiva (Galguin). Todos apostavam na pureza cromática, sem divisão de luz.

A própria escultura deste período também pode ser considerada impressionista, já que, de fato, os escultores tentaram uma nova maneira de plasmar a realidade. É o tempo das esculturas inacabadas de Rodin, inspiradas em Michelangelo, e dos esboços dinâmicos de Carpeaux, com resquícios do rococó.

Já não interessava a superfície polida e transparente das ninfas delicadas de Canova. Tratava-se de desnudar o coração da pedra para demonstrar o trabalho do artista, novo personagem da estatuária.

PINTURA

O que mais interessou aos pintores impressionistas foi a captação momentânea da luz na Atmosfera e sua influência nas cores. Já não existiam mais as linhas, os contornos, nem tampouco a perspectiva, a não ser a que lhes fornecia a disposição da luz. A poucos centímetros da tela, um quadro impressionista é visto como um amontoado de manchas de tinta, ao passo que à distância as cores se organizam opticamente e criam formas e efeitos luminosos.

Os primeiros estudos sobre incidência da luz nas cores foram realizados pelo pintor Corot, Modelo para muitos impressionistas e mestres da escola de Barbizon. Tentando plasmar as cores ao natural, os impressionistas começaram a trabalhar ao ar livre para captarem a luz e as cores exatamente como elas se apresentam na realidade. A temática de seus quadros se aproximava mais das cenas urbanas em parques e praças, do que das paisagens, embora cada pintor tivesse seus motivos prediletos.

Reunidos em Argenteuil, Manet, Sisley, Pissarro e Monet, fizeram experiências principalmente com a representação da natureza por meio das cores e da luz. Logo chegaram à expressão máxima do pictórico (a cor), diante do linear (o do desenho). Como nunca, a luz tornou-se protagonista e atingiu uma solidez ainda maior do que a que se vê nos quadros de Velázquez, nas pinceladas truncadas e soltas de Hals ou no colorido de Giorgione, reinterpretada de modo inteiramente antiacadêmica. Mais tarde, surgiram os chamados pós-impressionistas, que não formaram nenhum grupo concreto e cujos trabalhos eram bem mais diferenciados: Cézanne e seu estudo dos volumes e formas puras: Seurat, com seu cromatismo científico: Gauguin, cujos estudos sobre a cor precedem os fauvistas; e Van Gogh, que introduziu o valor das cores como força expressiva do artista. O líder do grupo fauvista foi Matisse, que partiu do estudo dos impressionistas e pós-impressionistas, de quem herdou sua obsessão pela cor.

Junto com ele, Vlaminck e Derain, o primeiro totalmente independente e fascinado pela obra de Van Gogh, e o segundo a meio caminho entre os simbolistas e o realismo dos anos 20. O grupo se Completava com os pintores Dufy, Marquet, Manguin, Van Dongen e Braque pré-cubista. Esse movimento chegou ao ápice em 1907.

As pinturas impressionistas estão entre as obras de arte que mais de imediato agradam ao olho moderno. Elas representam o lado agradável da vida – excursões e amigos, passeios no campo, viagens em rios, o drinque em um bar. O estilo impressionista parece tão natural, tão “verdadeiro”, que é difícil pensar nele como revolucionário, muito menos como uma atitude que é remonta à Renascença – a ideia de que a pintura é algo para se ver. A maioria dos pintores considerados antigos mestres foram além dela, alargando nosso entendimento do mundo natural pela introdução de elementos que o olho não vê: a dimensão da introspecção.

A atração do impressionismo e suas limitações se confundem. Trata-se duma visão do mundo Simples como vemos, não como o pensamos ou sentimos; Uma visão de superfície, imediata e enganadora, na qual as formas sólidas se dissolvem em um banho de cores. Monet, sua maior expressão desejava pintar o que ele imaginava que um cego veria, se recuperasse repentinamente a visão. Pissaro ( outro representante do movimento impressionista ), insistia com jovens pintores que não definissem muito claramente o contorno das coisas, de vez que o desenho exato ” Destrói todas as sensações. – Não proceda de acordo com as regras e os princípios, mais pinte o que você observa… pinte generosamente e sem hesitação, porque o melhor é não perder a primeira impressão”. Para os pintores a palavra “impressão” veio a ser um substituto para o que era vagamente olhado como valores clássicos, que sustentaram a arte até a época. Em essência, era uma resposta rápida às coisas vistas, em que a pintura, a impressão era a coisa, não motivo em si mesmo. Contamos nítidos, detalhes preciosos, acabamento elaborado – tudo isto devia ser evitado, por não caber em uma imagem fugidia, embora realisticamente vista. O processo de pintar, especialmente para Monet, reduz-se a um extraordinário cuidado com a tonalidade e a cor. A luz impregna tudo, até mesmo as sombras; a ideia impressionista da sombra é de simplesmente e de uma tonalidade complementar que inclui as cores primárias que estão ao redor. Utiliza-se muito o branco da superfície da tela. Como se fora em uma aquarela, para se obter uma dominância da luz. O trabalho do pincel tende a consistir em pequenos pontos de cor, combinados para sugerirem as formas.

ESCULTURA

A exemplo da pintura, a escultura do fim do século XIX tentou renovar totalmente sua linguagem.

Foram três os conceitos básicos dessa nova estatuária: a fusão da luz e das sombras; a ambição de obter estátuas visíveis a partir do maior número possível de ângulos e a obra inacabada, como exemplo ideal do processo criativo do artista. Os temas da escultura impressionista, como de resto da pintura, surgiram do ambiente cotidiano e da literatura clássica em voga na época.

IMPRESSIONISMO
Camponesa Sentada na Grama – Seurat – 1883

Rodin e Hildebrando foram, em parte, os responsáveis pela nova estatuária – o primeiro com sua obra e o segundo, com suas teorias. Igualmente importantes foram as contribuições do escultor Carpeaux, que retomou a vivecidade e a opulência do estilo rococó, mas destribuindo com habilidades luzes e sombras. A aceitação do seus esboços pelo público animou Carpeaux a deixar sem polimento a superfície de suas obras, o que foi depois fundamental para as esculturas inacabadas de Rodin.

Rodin considerava “O Escravo”, que Michelangelo não terminou, a obra que a ação do escultor melhor se refletia.

IMPRESSIONISMO
O Escravo – Michelangelo

Por isso, achou tão interessantes os esboços de Carpeaux, começando então a exibir obras inacabadas. Outros escultores foram Dalou e Meunier, a quem se deve a revalorização dos temas populares. Operários, camponeses, mulheres realizando atividades domésticas, todos faziam parte do novo álbum de personagens da nova estética.

O IMPRESSIONISMO NO BRASIL

Nas artes plásticas há tendências impressionistas em algumas obras de Eliseu Visconti (1866-1944), Georgina de Albuquerque (1885-1962) e Lucílio de Albuquerque (1877-1939). Uma das telas de Visconti em que é evidente essa influência é “Esperança( Carrinho de Criança ), de 1916.

IMPRESSIONISMO
Carrinho de Criança – Visconti

Características pós-impressionistas estão em obras de Eliseu Visconti, João Timóteo da Costa (1879-1930) e nas primeiras telas de Anita Malfatti, como “O Farol” (1915).

O impressionismo funciona como base da música nacionalista, como a que é desenvolvida no Brasil por Heitor Villa-Lobos.

A paisagem, o mar e a aldeia são os temas favoritos dos artistas que, durante uns vinte anos, a partir dos anos 1860, pela prática da pintura ao ar livre e com uma atenção especial para a luminosidade, põe em cheque a maneira tradicional de pintar, exprimindo-se em visões fugidias.

OS PRECURSORES

Ainda que as obras desses jovens artistas tenham surpreendido pela novidade, é possível flagrar nelas a inspiração de certos mestres da escola francesa do século 19: o realismo de Coubert, o romantismo de Delacroix se submetem à “impression première”, traduzindo, já na sua época mais os “instantanés” da atualidade que os grandes temas históricos ou mitológicos, familiares a ingres e a ackes Louis David. Mas os precursores são os paisagistas ingleses John Constable, revelado à França em 1824, e Richard Parkes Bonington, como também William Turner, um adepto do trabalho com a natureza, ainda que suas obras revelem traços de uma paisagem clássica e de inspiração romântica.

Mais diretamente, os futuros impressionistas são influenciados por Jean – Baptiste Corot e pelos muitos que trabalharam com ele, bem como pintores de Barbizon. O normando Eugène Boundin é o mestre do jovem Monet. Mas o maior dos experimentadores é Edouard Manet. Grande burguês, não dispensa nem o tema ao vivo, nem o atelier. Em sua posição mais estremada, é um artista que suscita o escândalo: a polêmica foi aberta após 1863 em torno de sua obra Déjeneur surl’Herbe (Lanche sobre a grama) e, mais, tarde se seguiu com o quadro Olympia (1865), fazendo-se o líder da nova geração desejosa de romper com as convenções que regem a arte oficial. Vindos de diferentes horizontes, estes jovens pintores reencontram na Academia Suíça, em torno de Pissarro, Guillaumin e Cézanne, bem como no ateliê de Charles Gleyre, em torno de Monet, que estuda em companhia Renoir, Fréderic Bazille, Sisley e Degas. Em breve se juntaram ao grupo Brethe Morisot e Mary Cassatt. A decisão de descrever com tintas associação comum de luminosidade é o testemunho desses artistas diante da própria arte. O realismo se funde numa experiência visual, não se conformando com a simples realidade, mas sobretudo com a percepção dessa realidade. Os pintores vão fixar seus cavaletes no campo, estudam a agitação da luminosidade da multiplicidade focos luminosos. Eles prendem à reveberação da luz e Monet fixa ateliê e modelos sobre uma velha embarcação (LeBateau Atelier, 1874).

A TÉCNICA IMPRESSIONISTA

A noção de tempo se rompe com a pintura, sua execução deve ser rápida e espontâna. As paisagens de Pissarro e de Cézanne, de Monet a Argentuil, de Renoir à Grenoillère, todos tem em comum a aplicação de uma técnica que Félix Fénéon descreve com suas próprias palavras: “Eles abolem os ‘betumes’, os tons de ‘múmia’, todos os fúnebres ingredientes da escola e da tradição (…); eles decompõem os tons e os fixam em toques livres (…). Um tece sua obra com empastamento; a tela é talhada como planos em relevo.” Cézanne, por sua vez, pinta com espátula e há quem o acuse de usar até uma pistola para pintura…

Os impressionistas libertam, também, sua paleta. Eles explodem com suas tonalidades.

Abandonando os conceitos de linha, do contorno e do claro/escuro, eles dão preferência aos tons puros, às cores fundamentais do prisma.

A guerra de 1870, dispersa jovens pintores. Em Londres, Pissarro, Monet e Sisley reencontram o marchand Durant-Ruel que manifesta seu apoio e simpatia aos jovens artistas, que enfrentavam o menosprezo e a incompreensão. Entre 1874 e 1880, os impressionistas se reúnem em sociedade, promovendo exposições. A segunda delas, já conta com 18 participantes, entre eles, Gustave Caillebotte e Degas, exibindo 24 obras.

Ponto culminante dessa estética, que revela o mais alto grau de coerência, essa exposição corresponde ao período de Bal ou Moulin (Baile no Moinho) e da Gallete, ambos de Renoir, assim como da L’lnondation à Port-Marly, de Sisley. Após a exposição de 1877, Cézanne é o primeiro a se desfazer da ortodoxia impressionista, procurando repensar a arte, concebendo uma construção orgânica da pintura. O ano de 1833, marcado pela morte de Manet, traz a explosão do grupo de impressionistas. Eles se desvencilham dos princípios de base, orientando-se cada um segundo suas próprias tendências. Monet leva a técnica impressionista às suas mais extremas conseqüências, dissolvendo seus motivos como se espalha a poeira, ou fundindo os reflexos. Pissarro se deixa seduzir pelo neo-impressionismo de George Seurat. Renoir se dedica à pintura do cotidiano (botequins e cafés-concreto), se deixa levar pela atração corporal, saindo-se bem na reprodução do encanto feminino (As Banhistas, 1918). Degas, influenciado por Inges, retorna ao carvão e ao pastel.

O impressionismo, que nasceu do tumulto e da controvérsia, passou longo tempo enfrentando a incompreensão, aparecendo como uma verdadeira revolução, como uma ruptura radical com a tradição de pintura em vigor. Como tal, respondeu ao desejo de renovação de artistas consagrados em todo o mundo: americanos, como McNeill Whistier, alemães como Louis Corinth e Max Liebermann, italianos, como Macchiolo, os quais fizeram eco dessas idéias em seus respectivos países.

Entretanto, privilegiando o ponto de vista mais restrito no espaço e no tempo, com aqueles que deixavam seus cavaletes perdidos no meio da natureza, num momento preciso da sua jornada, elegendo o fugaz em detrimento do permanente, rompendo a unidade de ponto-de-vista herdada da perspectiva clássica, em formas dissolutas de cor e dando importância visível ao estilo próprio da pintura, o impressionismo forneceu elementos que ajudaram a orientar a pintura do século 20, fixada firmemente sobre a reflexão de Cézanno e sobre o impressionismo de Georges Seurat.

PÓS – IMPRESSIONISMO

Ao contrário do impressionismo, não foi um movimento uniforme. O termo foi usado pela primeira vez por críticos do século XX.

Designa um grupo de artistas que procuram de várias maneiras amplia a linguagem visual da pintura para além do impressionismo. Os mais influentes pós-impressionistas foram Paul Gauguin, Paul Cézanne e Van Gogh. Outros importantes pós-impressionistas foram, entre outros, Henri Rousseau, Georges Seurat, e Henri de Torlouse-Lautrec. Todos eram franceses, com exceção de Van Gogh, que era holandês.

Como Manet e os impressionistas, Cézanne não procurava contar histórias com seus quadros. Ao Contrário dos impressionistas que enfatizavam a lus, Cézanne enfatizava a forma e a massa. Ele dizia que desejava “fazer do impressionismo algo sólido e duradouro como arte dos museus”. Sua procura de novos métodos de pintura levou-o a novas maneiras de estruturar seus temas.

O gênio de Cézanne para redistribuir as formas influenciou o movimento cubista do início do século XX.

As pinturas de Paul Gauguim são altamante decorativas. Gauguim enfatiza cores chapadas, desenhos vigorosos, formas sem sombreado e linhas curvas. Cézanno evitava retratar emoções em seus quadros. Gauguim, porém, explorava sentimentos profundos mediante suas pinturas. Gauguim procurou constantemente a pureza e a simplicidade da vida. Van Gogh desejava explimir seus sentimentos mais íntimos através da arte. Ele acreditava poder realizar esse anseio mediante o uso de cores brilhantes e pinceladas violentas. Ele aplicava suas tintas diretamente, sem mistura-las. As pinceladas de Van Gogh parecem ondas escapeladas de poderos coloridos. O resultado foi uma arte de extraordinária intensidade.

Rousseau teve um dos estilos mais originais da história da arte. Ele pintou cenas misteriosas e Fantásticas que se parecem com as pinturas surrealistas da década de 1920.

Georges Seurat criou um estilo de pintura chamado pontilhismo. Essas pinturas são feitas de pontinhos de cores puras. A cor de cada pontinho constata com a cor do pontinho do lado. De uma certa distância, as diferentes cores misturam-se na visão dos observadores.

Lautrec pintava cenas da vida noturna dos cafés e das salas de espetáculos de Paris.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARGAN, Guilio Carlo. Arte Moderna. Do Iluminismo aos movimentos contemporâneos. Companhia das letras, São Paulo, 1999.

Enciclopédias ATLAS ( http://www.cinderela.com.br/pitoresco/texto/impressionismo )

Galeria da História da Arte ( http://www.Galeriadearte.vilabol.uol.com.br/historiadaarte )

Conhecimentos Gerais ( http://www.conhecimentosgerais.com.br/artesplasticas/impressionismo )

A Arquitetura Moderna

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Autor: Clarice Nunes

Os novos materiais produzidos pelas indústrias, foram a principal contribuição para o nascimento da arquitetura moderna, pois permitiram a criação de novas formas arquitetônicas.

Podemos dizer que a arquitetura moderna teve início na segunda metade do séc. XIX, quando apareceram as primeiras grandes construções com estrutura metálica. Como exemplo A Torre Eiffel projetada por A.G. Eiffel em 1889.

O Art Nouveau na Arquitetura

Este movimento procurou promover uma integração entre as chamadas artes aplicadas e a arquitetura, mantendo a tendência decorativista. Foi possível desenvolver novas formas através do ferro e do vidro.

Na Bélgica, Van de Velde projetou edifícios simples mas não eram imitação das formas preexistentes.

Na França, Hector Guimard empregou o ferro e o vidro o que o levou a um excessivo floralismo decorativista.

Na Espanha, Antonio Gaudí surpreendeu a todos pelo inusitado das formas e decoração.

A Arquitetura Moderna do Séc. XX

O movimento Art Nouveau e seus excessos ornamentais foi superado por uma nova tendência arquitetônica denominado racionalismo. Bauhaus, a arquitetura orgânica e a planta livre de Lê Corbusier deram novos rumos a arquitetura deste século.

A Arquitetura Racionalista

Na América, a concepção racionalista de arquitetura toma forma nos modernos arranha-céus, criação típica dos Estados Unidos, que posteriormente se espalha por todas as grandes metrópoles

Essas construções, muito altas, tornaram-se possíveis graças a um progresso técnico: a estrutura dos edifícios passou a ser feita em ferro, e, conseqüentemente, as paredes laterais perderam a função de sustentar o teto.

Walter Gropius e a Bauhaus

Com o arquiteto Alemão Walter Groupius (1883-1969) Têm início novos tempos para a arquitetura moderna, principalmente por causa da sua iniciativa em criar a escola Bauhaus, em 1919, na cidade Alemã de Weimar.

Para Groupius, nas escolas de arte não deveria existir um rígida separação entre as chamadas “belas-artes” e as “artes decorativas”.

Segundo o critíco Michel Ragon, o objetivo da Bauhaus era “reunir pintura, escultura, arquitetura, desenho industrial, numa mesma ação; reconciliar as artes e os ofícios, as artes e a técnica”.

Frank Lloyd Wrigth e a arquitetura orgânica

Frank Lloyd Wright, um engenheiro nascido nos EUA, também é uma figura importante no surgimento da arquitetura do Séc. XX, Wright formulou novos princípios arquitetônicos que constituíram a tendência chamada organicismo.

Para a arquitetura orgânica, dois pontos foram fundamentais: um deles é a integração do edifício na natureza, daí ter valorizado materiais como a madeira e a pedra; o outro, a humanização da arquitetura, principalmente como resposta ao utilitarismo excessivo, que tinha como único critério para a forma do espaço a utilidade ou função a que ele se destinava.

Dentre os edifícios construídos segundo os princípios orgânicos, o mais conhecido é a Falling Water (Casa da Cascata), projetada por Wright e construída em 1936, na Pensilvânia.

Le Corbusier e a planta livre

Le Corbusier aos 28 anos já era autor de projetos para casas em série. Mas foi com as obras Vila Savoy, em Poissy, e o Pavilhão Suíço, na Cidade Universitária de Paris, que se colocou entre os mestres da arquitetura moderna.

No seu trabalho em Poissy, já apareceram seus famosos pilotis – um conjunto de colunas que sustentam as edificações, deixando uma área livre para circulação.

A construção separada do solo por meio de pilotis, o jardim passando por baixo da casa e o sistema de janelas horizontais são as características mais marcantes da arquitetura de Le Corbusier.

Essas idéias de Le Corbusier exerceram forte influência na arquitetura moderna brasileira, principalmente nos projetos de Lúcio Costa e Oscar Niemayer para a construção de Brasília.

Atalhos do AutoCAD

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Autor: Thiago Rodrigues Santos

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ATE, *ATTEDIT

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COLOUR, *COLOR

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; The following are alternative aliases and aliases as supplied

; in AutoCAD Release 13.

AV, *DSVIEWER

CP, *COPY

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DIMDIA, *DIMDIAMETER

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; Aliases for Hyperlink/URL Release 14 compatibility

SAVEURL, *SAVE

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; Aliases for commands discontinued in AutoCAD 2000:

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AEX, *DBCONNECT

ALI, *DBCONNECT

ASQ, *DBCONNECT

ARO, *DBCONNECT

ASE, *DBCONNECT

DDATTDEF, *ATTDEF

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DDUCS, *UCS

A Arquitetura Moderna

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Autor: Clarice Nunes

Os novos materiais produzidos pelas indústrias, foram a principal contribuição para o nascimento da arquitetura moderna, pois permitiram a criação de novas formas arquitetônicas.

Podemos dizer que a arquitetura moderna teve início na segunda metade do séc. XIX, quando apareceram as primeiras grandes construções com estrutura metálica. Como exemplo A Torre Eiffel projetada por A.G. Eiffel em 1889.

O Art Nouveau na Arquitetura

Este movimento procurou promover uma integração entre as chamadas artes aplicadas e a arquitetura, mantendo a tendência decorativista. Foi possível desenvolver novas formas através do ferro e do vidro.

Na Bélgica, Van de Velde projetou edifícios simples mas não eram imitação das formas preexistentes.

Na França, Hector Guimard empregou o ferro e o vidro o que o levou a um excessivo floralismo decorativista.

Na Espanha, Antonio Gaudí surpreendeu a todos pelo inusitado das formas e decoração.

A Arquitetura Moderna do Séc. XX

O movimento Art Nouveau e seus excessos ornamentais foi superado por uma nova tendência arquitetônica denominado racionalismo. Bauhaus, a arquitetura orgânica e a planta livre de Lê Corbusier deram novos rumos a arquitetura deste século.

A Arquitetura Racionalista

Na América, a concepção racionalista de arquitetura toma forma nos modernos arranha-céus, criação típica dos Estados Unidos, que posteriormente se espalha por todas as grandes metrópoles

Essas construções, muito altas, tornaram-se possíveis graças a um progresso técnico: a estrutura dos edifícios passou a ser feita em ferro, e, conseqüentemente, as paredes laterais perderam a função de sustentar o teto.

Walter Gropius e a Bauhaus

Com o arquiteto Alemão Walter Groupius (1883-1969) Têm início novos tempos para a arquitetura moderna, principalmente por causa da sua iniciativa em criar a escola Bauhaus, em 1919, na cidade Alemã de Weimar.

Para Groupius, nas escolas de arte não deveria existir um rígida separação entre as chamadas “belas-artes” e as “artes decorativas”.

Segundo o critíco Michel Ragon, o objetivo da Bauhaus era “reunir pintura, escultura, arquitetura, desenho industrial, numa mesma ação; reconciliar as artes e os ofícios, as artes e a técnica”.

Frank Lloyd Wrigth e a arquitetura orgânica

Frank Lloyd Wright, um engenheiro nascido nos EUA, também é uma figura importante no surgimento da arquitetura do Séc. XX, Wright formulou novos princípios arquitetônicos que constituíram a tendência chamada organicismo.

Para a arquitetura orgânica, dois pontos foram fundamentais: um deles é a integração do edifício na natureza, daí ter valorizado materiais como a madeira e a pedra; o outro, a humanização da arquitetura, principalmente como resposta ao utilitarismo excessivo, que tinha como único critério para a forma do espaço a utilidade ou função a que ele se destinava.

Dentre os edifícios construídos segundo os princípios orgânicos, o mais conhecido é a Falling Water (Casa da Cascata), projetada por Wright e construída em 1936, na Pensilvânia.

Le Corbusier e a planta livre

Le Corbusier aos 28 anos já era autor de projetos para casas em série. Mas foi com as obras Vila Savoy, em Poissy, e o Pavilhão Suíço, na Cidade Universitária de Paris, que se colocou entre os mestres da arquitetura moderna.

No seu trabalho em Poissy, já apareceram seus famosos pilotis – um conjunto de colunas que sustentam as edificações, deixando uma área livre para circulação.

A construção separada do solo por meio de pilotis, o jardim passando por baixo da casa e o sistema de janelas horizontais são as características mais marcantes da arquitetura de Le Corbusier.

Essas idéias de Le Corbusier exerceram forte influência na arquitetura moderna brasileira, principalmente nos projetos de Lúcio Costa e Oscar Niemayer para a construção de Brasília.

Aprendendo com Las Vegas

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Autor: Frederico Barroca Cunha

O livro Aprendendo com Las Vegas teve sua primeira edição publicada no ano de 1972 e foi reeditado em 2003, tem como autores Robert Venturi, Denise Scott e Steven Izenour. Steven Izenour nasceu em New Haven no ano de 1940 e morreu em Vermont no ano de 2001. Caracterizava-se pela sua habilidade projetual e pelo seu conhecimento a respeito das tecnologias da comunicação. Denise Scott nasceu no ano de 1931 em Nkana – Zâmbia, é arquiteta, urbanista e professora universitária. Considerada de forte influência para arquitetos e urbanistas de todo o mundo, através de suas obras e idéias. Robert Venturi nasceu em 1925 na Filadélfia, teve a arquitetura como sua formação, lecionou em universidades e possui seu próprio escritório, do qual hoje sua esposa Denise Scott é sócia – Venturi & Scott Brown Associates (VSBA).

Apesar de ter projetado diversos edifícios, recebeu um maior destaque pelas suas idéias de grande impacto que se baseiam na filosofia da complexidade e da contradição na arquitetura. O livro trata de forma clara o conceito da paisagem urbana no corredor comercial de Las Vegas, a Strip, utilizada como meio de comunicação comercial, crescendo de forma desordenada e sendo orientada pelos automóveis, utiliza-se muita imagem tornando fácil à assimilação do leitor. A obra é dividida em duas partes, a primeira – “Uma significação para os estacionamentos do A&P, ou aprendendo com Las Vegas” – aborda o aspecto da arquitetura que compõem Las Vegas que a torna um fenômeno de comunicação evidente, com seus inúmeros letreiros luminosos que dominam o espaço e muitos estacionamentos na frente dos edifícios para chamar a atenção dos motoristas.

O livro também expõe, de forma objetiva, a questão do simbolismo na arquitetura, que faz dos letreiros luminosos e outdoors elementos mais marcantes na paisagem do que a forma dos próprios edifícios. Além disto, esta é citada também como a capital do divertimento com seus inúmeros cassinos, hotéis, motéis, capelas matrimoniais que realizam casamentos relâmpagos, sendo então “o oásis do deserto”. Na segunda parte – “Arquitetura feia e banal, ou galpão decorado” – é enfatizada a questão da imagem estar acima do processo de criação e da forma do edifício. Este conflito entre a imagem e a forma pura da arquitetura é citada pelos autores através dos conceitos de “pato” – símbolo – e o “galpão decorado” – o edifício enfeitado. Os autores fazem uma associação deste modo de construir a um “espalhamento urbano”, um lugar no qual as edificações nascem de forma espontânea, informalmente. Por fim, há uma crítica aos arquitetos e urbanistas que permitem este tipo de arquitetura ser produzida e dominar o espaço urbano de Las Vegas.

Análise Arquitetônica do Bairro Boa Vista em Blumenau

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Autor: Jean Jacomini

Análise Arquitetônica do Bairro Boa Vista em Blumenau

Introdução

Como passar dos anos foi se desenvolvendo técnicas de planejamento urbano, onde leva-se em consideração uma “pequena” preocupação com os fatores ambientais.

Essa preocupação deveria ser maior, pois os recursos naturais do quase o homem se beneficia (ar, água, alimento, energia e matéria-prima) possuem uma capacidade limitada de recuperação, devendo o homem conhecê-lo a ele se adaptar.

É justamente por essa limitação dos recursos naturais, que devemos estudá-lo, com finalidade de organizar o isso do solo, levando em conta suas condicionantes, suas deficiências e suas potencialidades, estabelecendo uma inter-relação entre o desenvolvimento das atividades econômicas e a conservação do meio ambiente.

Devemos tentar relacionar a área construída com a área livre, formando assim uma paisagem urbana agradável, eficiente e adequada para cada região

Objetivos

Temos como objetivo classificar os elementos da estrutura urbana segundo as condicionantes deficientes e as potencialidades do bairro em estudo. Facilitando assim, a percepção das tendências de desenvolvimento do mesmo.

Classificamos em três grupos principais:

condicionantes – contínua manutenção
deficiências – melhoria e recuperação
potencialidade – inovação de várias áreas esquecidas ou pouco aproveitadas
Levando em consideração as últimas tendências do urbanismo sobre as intervenções nas áreas urbanas, temos preocupação em buscar o desenvolvimento, e valorização e a revitalização dos bens culturais do bairro.

Metodologia

1 – Pesquisa de observação e levantamento de dados

2 – Análise do material coletado

3 – Avaliação das condições atuais do bairro

Condicionantes – elementos que devem ser mantidos, preservados ou conservados
Deficiências – são problemas existentes, que devem ser solucionados ou pelo menos tentar amenizá-los
Potencialidades – são vantagens que devem ser encaradas positivamente no sistema urbano
4 – Organização das idéias, definindo as prioridades de ação

5 – Conclusão

Desenvolvimento do Diagnóstico

Condicionantes

São os elementos existentes que não deve ser alterados sendo mantidos pelo Plano Diretor. Neste trabalho são enfatizados as condicionantes de ordem físico – territorial, por sua relação direta com o uso e ocupação do solo

Condicionantes Físico Naturais

Biologia e geomorfologia – áreas de restrições encontram-se

declividade entre 10% e 30%- áreas urbanizadas – Lei 6.766/
declividade entre 30% e 47% – áreas para casas isoladas, proibido loteamento, áreas agriculturaveis
declividade entre 47% e 100% de mais de 100% – uso preferencial de Preservação e Defesa do Meio Ambiente, preservação permanente Lei 4771/65/Código Florestal.
Solo e cobertura Vegetal

Restrições devido a preservação do solo e da vegetação

áreas com grande valor ambiental e paisagístico, pois entra em erosão que contribuíram para agravar o problema das enchentes
áreas vegetação nativa nos morros e as faixas de preservação ao longo do Rio Itajaí-Açu
Hidrografia

O Rio Itajaí-Açu deve ser preservado devido o seu valor histórico, ambiental e paisagístico. É considerado uma condicionante, pois cria uma barreira física a ocupação urbana.

O código municipal de Preservação e Defesa do Meio Ambiente, levantou as seguintes faixas de preservação; o rio chega a atingir o nível de 17 m chegando a se expandir 32 m da margem alcançando parte do bairro.

Potencialidades

Entendemos que são elementos de vantagens que não estão sendo aproveitados da melhor maneira e que se encaixariam passivamente ao sistema urbano, melhorando o estado atual do bairro.

Condições Físico Natural

Geologia é Geomorfologia

Possui bastante áreas com declividade entre 0-30% que é adequada para urbanização

Solo e Cobertura Vegetal – Vasta extensão com área de Preservação Permanente (APP) e zonas de Preservação Ambiental (ZPA)

Hidrografia

Apesar da poluição o rio Itajaí-Açu serve como potencialidade pois tem como qualidade o esporte náutico

CONDIÇÕES SÓCIO ECONÔMICAS

População – A região norte-nordeste do bairro tem possibilidades para adensamento populacional

USO E OCUPAÇÃO DO SOLO URBANO

Uso e ocupação atual

Possui áreas com potencial ao desenvolvimento, como a R: Carlos risehbieter, com tendência ao comércio e prestação de serviços. Também possui terrenos destinados a áreas públicas e institucionais.

Sistema de Coleta de Lixo

Há sistema de reciclagem

Condições Sócio-econômicas

População – população total urbana, 2744 habitantes, taxa de crescimento de 10% ao ano, densidade populacional de 1,960 hab./km2.

O bairro Boa Vista é considerado residencial e não tem grandes comércios justamente por sua topografia, é rodeado por morros, sua densidade populacional é adequada pois possui uma infra-estrutura que supre suas necessidades

Base Econômica – no bairro Boa Vista, localizam-se as atividades terciárias ao longo da Rua Martin Luther e Carlos Rischbietter. Consideramos condicionantes pois este comércio oferece boas para sobrevivência dos seus habitantes

Uso e ocupação do solo urbano

Possuem áreas com uso e densidade adequada, como já verificamos o bairro tem infra-estrutura suficiente

E também possui zonas de proteção ambiental nas áreas de marinha ao longo do Rio Itajaí-Açu, conforme código municipal não podendo ser urbanizado

INFRA ESTRUTURA

Sistema viário – consideramos como condicionante pois o tráfego flui corretamente dando acesso ao centro, urbano e possui como via arterial à Rua Carlos Rischbitter com pavimento e rua Carlos Berner sem pavimentação.

Transporte Coletivo – Uma única linha de ônibus com dois pontos na Rua Carlos Rischberter; dois pontos na rua Walter Berner

Saneamento Básico

Abastecimento Agua – área satisfatória atendida e abastecida pela SAMAE.

Consumo diário 40/50Hs capacidade

Energia Elétrica – considerado como condicionante, pois possui iluminação publica em todas as vias de acesso, não havendo reclamação dos moradores

Comunicação – Possui apenas dois telefones públicos ao longo do trecho, mas a área do bairro ligada ao sistema de comunicação

Sistema de Coleta de lixo – nas residências o recolhimento ocorre duas vezes por semana

Esgoto e grenagem – o bairro dispõe de sistema de esgoto e drenagem satisfatório, possui sistema de esgoto pluvial e o esgoto sanitário é feito por fossa séptica e filtro anaeróbios

Habitação e Infra Estrutura Social

Habitação – áreas residenciais tradicionais de padrão alto e médio; algumas áreas de baixo padrão, necessitando de melhorias

Educação e cultura – Possui uma escola de 1º Grau, creche. Não possui atividades urbanas.

Deficiências

Significam problemas urbanos que devem ser alterados ou apenas melhorados. Assim como as condicionantes, as deficiências dão especial ênfase ao ambiente físico – territorial

Condições Físico – Naturais

Geologia e Geomorfogia – erosão progressivas do terreno nas encostas do Rio Itajaí-Açu e ocupação em áreas com declividade acima de 47%, na qual o Plano Diretor de Blumenau não permita.

Hidrografia – Infelizmente o Rio Itajaí – é poluído e possuir ocupação na região com declividade inferior à 30%, de seja sujeito a imunização.

Base Econômica – deficiência de abastecimento de água em áreas urbanizadas clandestinamente com declividade inferior a 30% a outros localizados em áreas superior à 47% ou seja topos de morros, onde também não é permitido

INFRA ESTRUTURA URBANA

Sistema Viário – As vias estão em condições precárias, apenas duas ruas, Carlos Rischnbiter e Walter Berner não é pavimentada tornando ainda mais problemático. À necessidade de um projeto urbanístico na pavimentação da rua , com a colocação e estacionamento e faixas de pedestres, redutores de velocidade etc.

Transporte Coletivo – Poucos pontos de ônibus, e em más condições de uso, a sinalização deixa muito a desejar.

Comunicação – Precária pois na área estudada possui apenas dois telefones públicos, dificultando o acesso dos moradores da parte superior do bairro.

Saneamento Básico

Esgoto e Drenagem – É deficiente devido ao loteamento clandestinos; não existe conta de esgoto sanitário

Sistema de coleta de lixo – O caminhão não possui uma regularidade, passa apenas duas vezes por semana

Habitação e Infra Estrutura

Habitação – Terrenos não regularizados perante a Prefeitura (localizados em regiões acima de 47%; falta posto de saúde e a tendência é que aumente esse número de construções em lugares impróprios, que correm o risco de desmoronamento e inundações

Educação cultura – possui apenas escola de 1º grau, falta de 2º grau.

SUGESTÕES

PRIORIDADES DE AÇÃO

Primárias:

Melhoria do Sistema Viário, com a pavimentação da Rua Walter Berner e estruturação das demais vias de acesso (calçadas, faixas de pedestres, ponto de ônibus, redutores de velocidade, estacionamento, etc.

Sugerimos a criação de um mirante na Rua Walter Buner, para propiciar um ponto turístico, juntamente com a implantação de trilhas no decorrer do morro central do bairro (acompanhando sua topografia) no alto do morro outro mirante como se fosse uma estação, propiciando uma ótima vista para os demais bairros da cidade.

Outro Projeto seria a despoluição do Rio Itajaí , onde seria aproveitado para prática de esportes náuticos, lazer (pescaria) e até mesmo transporte

Não esquecendo das pequenas áreas destinadas ao lazer, seria apenas feito uma melhoria na estrutura dos quadros, proporcionando um melhor aproveitamento da comunidade

Secundárias

Relocação dos lotes clandestinos em terrenos com declividade entre 30 e 47%, restinguindo o tamanho das construções.

Nas áreas de 0 a 30% onde a inundação até 17cm podem ser utilizadas pois as cheias o ocorrem em externos intervalos de tempo e podem ser criados obras de contenção de cheias.

Também sem esquecer das melhorias dos equipamentos urbanos colocação de mais telefones público e a coleta de lixo deveria ser mais intensificada e mantendo uma regularidade