A Evolução da Hotelaria no Brasil

0

Autoria: Vanessa Araujo

A Evolução da Hotelaria no Brasil

O presente trabalho tem como objetivo principal relatar a evolução da hotelaria a partir da década de 90, justamente para esclarecer a importância do setor hoteleiro que beneficia tanto quem precisa dos serviços prestados pelos mesmos, como para quem presta os serviços.

Palavras – Chave: Pousadas, Albergues, Flats, Apart-Hotéis e Resorts

O Brasil ainda é considerado um país jovem e nossa tradição em hospedagem foi baseada nos modelos europeus e posteriormente, norte-americanos.

Os primeiros grandes hotéis brasileiros erguidos por imigrantes, que viam na nova terra boas possibilidades de sucesso logo no início, quase toda a estrutura dos hotéis era importada, pois o Brasil era um país não industrializado e por esse motivo tinha que comprar no exterior os materiais que não fabricava.

A hotelaria brasileira começou a crescer nos meados do século XIX, quando muitas capitais e cidades principais de nosso país ganharam grandes e elegantes hotéis. No entanto, só após a II Guerra Mundial é que a atividade hoteleira foi intensificada e hoje encontra-se quase lado a lado da hotelaria internacional.

Não é de hoje que a hotelaria corre atrás de algum tipo de conforto para o próprio bem estar, em 1703 um anônimo viajante francês, de passagem pelo Rio de Janeiro disse que foi obrigado a dormir a bordo do seu navio porque não havia como na França, hospedarias nem quartos mobiliados para alugar.

Já em 1787, o cirurgião inglês John White, considerou o maior incomodo não achar café ou hotéis onde não pudéssemos tomar refresco ou passar uma ou duas noites em terra.

Apenas no ano de 1870 que começou a aparecer em São Paulo os primeiros estabelecimentos hoteleiros dignos dessa denominação, em 1984, 1.711 hotéis já tinham sido classificados pela EMBRATUR. Em 1986 é fundada a Associação Paulista de Albergues da Juventude, até então esse tipo de hospedagem alternativa (Albergues) era desconhecido no Brasil.

A hotelaria é uma indústria que cresce a cada dia que passa, devido à s exigências dos consumidores, pois os mesmos procuram cada vez mais conforto, comodidade e qualidade a um preço mais acessível. Todos os dias a concorrência aumenta, pois o mercado só emprega profissionais capacitados a atender as necessidades do consumidor, pelo simples fato de serem eles os principais produtos da hotelaria. Além de visar lucros o setor hoteleiro se preocupa principalmente com a qualidade do serviço que está sendo prestado, estando sempre atrás de um diferencial que venha satisfazer seus clientes tanto os atuantes, como os não atuantes, ou seja, aqueles que por um motivo qualquer estão ali por acaso.

Os meios de hospedagem variam bastante podendo ser divididos e classificados em diversos tipos; a forma de registro, localização, o porte e a destinação dos serviços oferecidos.

Dentre dos diversos meios de hospedagem o principal é o diferencial. Podendo ser uma pousada mais aconchegante, com comidas diferentes a um hotel de luxo, o qual não economiza nas novidades. É o caso do L’Hotel, de São Paulo, a suíte tem lençóis de algodão egípcios, cadeiras inglesas e espelhos venezianos. No Sheraton Morfarrej, também em São Paulo, cada andar tem um mordomo poliglota 24 horas à disposição. O Copacabana Palace, do Rio de Janeiro, passou por uma reforma em 1997, que custou 30 milhões de dólares, os hóspedes recebem à beira da piscina uma toalha umedecida com lavanda para se refrescar do calor carioca. No Transamérica, há campo de golfe e um dos maiores centros de convenções do país. No Inter-Continental de São Paulo, o sistema de segurança é tão eficiente que, em caso de incêndio, as escalas de emergência, são pressurizadas, impedindo o avanço do fogo. O Bahia Othon Palace, em Salvador, está criando um novo centro de convenções, com previsão de inauguração em outubro deste ano, com capacidade para 1.100 pax.

Devido a grande diversificação nos meios de hospedagem serão demonstrados alguns:

Pousadas e Albergues, são meios de hospedagem mais simples, com um certo tipo de conforto o qual algumas vezes é proporcionado por nós mesmos. Ressaltando que no albergue não é oferecido nenhum serviço que os hotéis também oferecem, só que nas pousadas os preços são mais acessíveis.

Flats e apart-hotéis são meios de hospedagem mais procurados por executivos. Estes meios de hospedagem oferecem moradia, cuidados e diversão. E nos dias de hoje está sendo construído em São Paulo e no Rio de Janeiro, edifícios de flats e apart-hotis destinados à chamada terceira idade, onde menor de 65 anos só entra para visitar e tudo do cardápio do restaurante ao tamanho ao tamanho das letras nos avisos, é programado para atender as pessoas idosas.

Hotéis em geral, os hotéis são classificados a partir de suas estrelas, ou seja, quanto mais estrela tiver, mais conforto e qualidade ela oferece nos seus serviços dentro da hotelaria.

O diferencial entre os hotéis é feito através de como os serviços são oferecidos e como o cliente é tratado. Por exemplo, em um hotel de categoria média, tipo três estrelas, eles tem menos serviços que os de luxo, mas são limpos e funcionais e possuem algum charme. Atraem tanto os turistas que desejam um serviço correto e mais barato quanto os executivos que viajam a trabalho. O grupo ACCOR, que atua em 48 paises, está construindo no Brasil 43 novos estabelecimentos da marca Íbis, sendo um deles em Salvador, conhecida por estar dentro deste segmento.

Outro exemplo é a americana Choice Atlântica Hotels, a maior cadeia franqueada do ramo no mundo, com suas quatro marcas – Sleep Inn, Comfort, Quality e Clarion. Até 2003, a empresa quer ter setenta hotéis no Brasil. O principal foco do Choice são os executivos em viagem por São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, que já recebeu um hotel da rede Caesar Park no Bairro Moinho de Vento. A Choice inaugurou em setembro de 98 seu primeiro hotel no Brasil, um Comfort com 115 apartamentos em São Paulo, e administra outros dois junto a aeroportos internacionais, em Guarulhos e Porto Alegre.

Em Gramado, Rio Grande do Sul o Kur Hotel, acrescentou a seus serviços um centro dedicado exclusivamente ao controle do stress, devido a sua procura. O diretor técnico da clínica diz que essa é uma nova tendência nos principais centros de emagrecimento do país.

Resorts são aqueles hotéis que oferecem tudo para que o turista não precise sair dali, da comida a esportes náuticos, são um sucesso no mundo inteiro. No Brasil, por muito tempo existiam apenas uma dúzia de empreendimentos, como o Transamérica da Ilha de Comandatuba, o Club Med de Itaparica e o Praia do forte EcoResort, todos na Bahia, além do Club Med Rio da Pedras, em Mangaratiba, no Rio de Janeiro. Agora tudo esta mudando rapidamente, dezenas de projetos para a construção de novos resorts estão saindo do papel, no embalo da retomada do turismo interno e na perspectiva de atração de mais turistas estrangeiros. A maioria será no Nordeste, devido a paisagem o clima e a proximidade com a Europa e os Estados Unidos, a região concentra todos os apelos para concorrer com outros resorts no mundo que oferecem sol, areia e mar. Em parte, os resorts são ainda um negócio pouco explorado no Brasil, porque exigem investimentos altos, planejamento cuidadoso e mão de obra qualificada. Por exemplo, o Costa do Sauípe na Bahia, é um conjunto de cinco resorts e um campo de golfe de 18 buracos. Este tipo de hotel seria para atender a clientes estrangeiros acostumados com resorts de alto luxo, mas não é o que acontece, o seu carro chefe estão sendo os turistas do sul do país, principalmente os de São Paulo. Só na Bahia, há outros cinco novos resorts planejados para a região de Trancoso, um em Porto Seguro e dois na Praia de Santo André. No Ceará, está sendo construída uma pequena Cancun em litoral brasileiro. É o projeto Aquiraz, com quatorze condomínios residenciais, hípica, marina e lugar para um futuro cassino. Existem ainda projetos para resorts em Barra de São Miguel, na Praia do Francês e em Maragogi, em Alagoas; em Pipa e Extremoz, no Rio Grande do Norte; em Angra dos Reis e Búzios no Rio de Janeiro; e Maria Farinha, em Pernambuco. Os empreendimentos que já existem também planejam expandir-se. O Praia do Forte construiu um spa, que foi inaugurado em 2000. O Blue Tree, da Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco tem planos para aumentar sua área.

Bibliografia

Revistas & Jornais:

Guia Hotéis & Convenções; 2º Semestre de 2001; 8ª edição;

Na poltrona: Turismo e lazer, ano 2, nº 17, novembro de 2000;

Jornal Hotéis & Convenções, 15 à 30 de maio de 2001, ano 3, nº31, 33;

Jornal Panrotas, 20 à 26 de novembro de 2001, ano X, nº473

Textos (apostilas) indicados pelo professor:

A hotelaria: recepção e hospedagem,

Turismo e desenvolvimento

A Hotelaria e as Necessidades Básicas

0

Autoria: Daniela Ewel

A HOTELARIA E AS NECESSIDADES BÁSICAS

A vida é composta por inúmeras necessidades que se aplicam tanto na vida social, na vida pessoal, como na vida profissional, das pessoas, e essas necessidades possuem uma hierarquia que já foram estudadas por grandes estudiosos como Faiol e Masllow que aplicaram esta escala hierárquica de necessidades nas empresas e constataram a real importância e a veracidade desta hierarquia de necessidades na vida das pessoas.

Podemos citar nestas necessidades a importância da diversão, a sociabilização, e a mais importante delas que nenhum ser humano vive sem é a de se alimentar e de domir, que são conhecidas como necessidades básicas.

O que se entende por necessidades básicas do ser humano, são todas as necessidades que permitem se ter a vida e elas são: dormir e se alimentar. Biologicamente, todas as pessoas tem que se alimentar e dormir, cada um com a quantidade que se adeqüe a sua existência, existem pessoas que conseguem dormir 3 horas por noite e pessoas que só dormem de dia, mas uma coisa é fato todas elas tem que dormir, e essa teoria se aplica também a alimentação.

Uma outra necessidade do ser humano é a de diversão, e uma das formas mais utilizadas de diversão hoje em dia é a viajem, o simples fato de sair fora de sua residência por um tempo indeterminado se define por turismo, e no ato de se fazer turismo, se encontram as necessidades básicas atreladas. Ninguém pode viajar e não dormir e ninguém pode viajar e não comer, portanto todo lugar onde se encontra o ser humano e mesmo o turista é expressamente necessário que se tenham meios de se alimentar e de descansar.

Em um estabelecimento hoteleiro que pode variar de uma pousada a um hotel cinco estrelas é sempre pensado em como o hospede vai dormir e como ele ira se alimentar. O hotel é basicamente um lugar onde as pessoas vão para dormir, e vendo este tipo de necessidade que não pode deixar de existir o hotel presa pela qualidade do descanso de seu hospede, buscando da melhor forma agrada-lo com uma boa cama e bons acessórios, um local tranqüilo, e para completar uma boa refeição, que não pode ser esquecida de maneira alguma.

Com estes quesitos básicos o hospede já esta agradado pelo menos 80% pois subconcientemente você esta suprindo suas necessidades, o restante fica a cabo do bom atendimento, e da qualidade das instalações.

Teoricamente a compreensão destes dois fatores se torna a grande busca dos empreendedores do ramo hoteleiro pois nestas questões é que se encontram a chave para o sucesso.

Este tema foi escolhido devido a relação enorme que existe entre as necessidades do ser humano e a hotelaria / turismo pois em qualquer área que se for adentrar para pesquisas, com certeza ira se defrontar com estas questões, de forma que um estudo aprofundado deste aspecto humano é de vital importância em um projeto turístico.

Agrotóxicos

0

Autoria: Elen Pereira Araujo

AGROTÓXICOS – SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA O MEIO AMBIENTE E PARA O HOMEM

INTRODUÇÃO

Agrotóxicos: uma ameaça ao meio ambiente e ao homem

De acordo com a Constituição, o uso dos agrotóxicos é regulamentado:

LEI 9.605/98

Art. 56. Produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos:

Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa.

§ 1º Nas mesmas penas incorre quem abandona os produtos ou substâncias referidos no caput, ou os utiliza em desacordo com as normas de segurança.

DECRETO 3.179/99

Art. 43. produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou em seus regulamentos;
Multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais).
§ 1º Incorre nas mesmas penas, quem abandona os produtos ou substâncias referidas no caput, ou os utiliza em desacordo com as normas de segurança.

O emprego de produtos químicos no combate a ervas daninhas e pragas nas lavouras, pode causar sérios problemas ao solo, ao meio ambiente, contaminar os alimentos e acabar causando danos ao consumidor final dos alimentos, em geral, de natureza respiratória, neurológica, cancerígena, entre outras. Intoxicação, dor de cabeça, mal estar, fraqueza, sonolência e dor no estômago são alguns dos principais efeitos dos agrotóxicos sobre a saúde das pessoas que trabalham com esses produtos.

A faixa etária com maior incidência de problemas decorrentes do uso de agrotóxicos está compreendida entre os 20 e 29 anos, com cerca de 35 % do total, atingindo, em sua grande maioria, pessoas do sexo masculino, com mais de 80 % das notificações. De todas as incidências, quase 75 % se devem a intoxicação pelo exercício da atividade profissional ou por acidente no manuseio do produto.

Estudos mostram que os organoclorados, como o DDT e o Dieldrin, permanecem em atividade no solo por até 30 e 25 anos após sua utilização, respectivamente. Herbicidas com alta pressão de vapor são carregados pelo vento atingindo rios e riachos, causando a contaminação e/ou destruição da fauna aquática. A ingestão de peixes contaminados também pode causar diversos males à saúde. Um documento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) indica hoje o Brasil como um dos países que mais exageram na aplicação de pesticidas nas lavouras, principalmente na horticultura, onde se utilizam até 10 mil litros de calda (mistura do agrotóxico com a água) por hectare.

A legislação brasileira que regulamenta o uso e a fabricação dos agrotóxicos é recente. A Constituição Federal só tratou especificamente da questão dos defensivos agrícolas em 1989. A lei 7.802/89 disciplina o uso, a aplicação, o comércio e o transporte dessas substâncias no país. O decreto 98.816, de 1990, determina que os produtores rurais só adquiram os produtos depois que engenheiros agrícolas fizerem um estudo da lavoura e fornecerem um receituário agronômico. Como acontece com o Código de Defesa do Consumidor e com Estatuto da Criança e do Adolescente, temos uma lei bastante moderna, mas não temos como aplicá-las corretamente. Poucos estabelecimentos cumprem a lei e cobram o receituário na hora da compra.

Outro problema causado pelo uso de agrotóxicos é o que fazer depois do uso dos produtos, já que os resíduos químicos ainda permanecem nas embalagens. Uma das opções é incinerá-las ou até mesmo enterrá-las. Antes de q é preciso fazer a tríplice lavagem: encher a embalagem com água até atingir ¼ do volume, tampá-la e agitá-la por 30 segundos por três vezes seguidas, misturando o líquido ao conteúdo do pulverizador. Depois é preciso inutilizá-la fazendo furos.

Mas o que aparentemente parece ser uma “luz do fim do túnel” é uma iniciativa que vem sendo adotada por agricultores em várias regiões do Brasil é a implantação de agroflorestas em suas propriedades. Os agricultores abandonam o uso de qualquer tipo de produto químico e passam a plantar no meio da vegetação nativa. Em Pernambuco esta iniciativa vem sendo apoiada desde 1993 pelo Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá.

Definição e Classificação dos Agrotóxicos

Definição: a Lei Federal nº 7.802 de 11/07/89, regulamentada através do Decreto 98.816, no seu Artigo 2º, Inciso I, define o termo AGROTÓXICOS da seguinte forma:

“Os produtos e os componentes de processos físicos, químicos ou biológicos destinados ao uso nos setores de produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas nativas ou implantadas e de outros ecossistemas e também em ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora e da fauna, a fim de preservá-la da ação danosa de seres vivos considerados nocivos, bem como substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores do crescimento.”

Essa definição exclui fertilizantes e químicos administrados a animais para estimular crescimento ou modificar comportamento reprodutivo.

O termo AGROTÓXICO, ao invés de DEFENSIVO AGRÍCOLA, passou a ser utilizado, no Brasil, para denominar os venenos agrícolas, após grande mobilização da sociedade civil organizada. Mais do que uma simples mudança da terminologia, esse termo coloca em evidência a toxicidade desses produtos ao meio ambiente e à saúde humana. São ainda genericamente denominados praguicidas ou pesticidas.

A mesma lei tem ainda como objetos os componentes e afins, também de interesse à vigilância, assim definidos:

Componentes: “Os princípios ativos, os produtos técnicos, suas matérias primas, os ingredientes inertes e aditivos usados na fabricação de agrotóxicos e afins”.

Afins: “Os produtos e os agentes de processos físicos e biológicos que tenham a mesma finalidade dos agrotóxicos, bem como outros produtos químicos, físicos e biológicos, utilizados na defesa fitossanitária e ambiental, não enquadrados no Inciso I.

Classificação dos Agrotóxicos: dada a grande diversidade de produtos, cerca de 300 princípios ativos em 2 mil formulações comerciais diferentes no Brasil, é importante conhecer a classificação dos agrotóxicos quanto à sua ação e ao grupo químico a que pertencem. Essa classificação também é útil para o diagnóstico das intoxicações e instituição de tratamento específico.

a. Inseticidas: possuem ação de combate a insetos, larvas e formigas. Os inseticidas pertencem a quatro grupos químicos distintos:

Organofosforados: são compostos orgânicos derivados do ácido fosfórico, do ácido tiofosfórico ou do ácido ditiofosfórico. Ex.: Folidol, Azodrin, Malation, Diazinon, Nuvacron, Tamaron, Rhodiatox.
Carbamatos: são derivados do ácido carbâmico. Ex.: Carbaril, Temik, Zectram, Furadan.
Organoclorados: são compostos à base de carbono, com radicais de cloro. São derivados do clorobenzeno, do ciclo-hexano ou do ciclodieno. Foram muito utilizados na agricultura, como inseticidas, porém seu emprego tem sido progressivamente restringido ou mesmo proibido. Ex.: Aldrin, Endrin, BHC, DDT, Endossulfan, Heptacloro, Lindane, Mirex.
Piretróides: são compostos sintéticos que apresentam estruturas semelhantes à piretrina, substância existente nas flores do Chrysanthemum (Pyrethrun) cinenarialfolium. Alguns desses compostos são: aletrina, resmetrina, decametrina, cipermetrina e fenpropanato. Ex.: Decis, Protector, K-Otrine, SBP.
b. Fungicidas: ação de combate a fungos. Existem muitos fungicidas no mercado. Os principais grupos químicos são:

Etileno-bis-ditiocarbamatos: Maneb, Mancozeb, Dithane, Zineb, Tiram.
Trifenil estânico: Duter e Brestan.
Captan: Ortocide e Merpan.
Hexaclorobenzeno.
c. Herbicidas: combatem ervas daninhas. Nas últimas duas décadas, esse grupo tem tido uma utilização crescente na agricultura. Seus principais representantes são:

Paraquat: comercializado com o nome de Gramoxone.
Glifosato: Round-up.
Pentaclorofenol
Derivados do ácido fenoxiacético: 2,4 diclorofenoxiacético (2,4 D) e 2,4,5 triclorofenoxiacético (2,4,5 T). A mistura de 2,4 D com 2,4,5 T representa o principal componente do agente laranja, utilizado como desfolhante na Guerra do Vietnan. O nome comercial dessa mistura é Tordon.
Dinitrofenóis: Dinoseb, DNOC.
d. Outros grupos importantes compreendem:

Raticidas (Dicumarínicos): utilizados no combate a roedores.
Acaricidas: ação de combate a ácaros diversos.
Nematicidas: ação de combate a nematóides.
Molusquicidas: ação de combate a moluscos, basicamente contra o caramujo da esquistossomose.
Fumigantes: ação de combate a insetos, bactérias: fosfetos metálicos (Fosfina) e brometo de metila.
Os agrotóxicos são classificados, ainda, segundo seu poder tóxico. Esta classificação é fundamental para o conhecimento da toxicidade de um produto, do ponto de vista de seus efeitos agudos. No Brasil, a classificação toxicológica está a cargo do Ministério da Saúde.

O Quadro 1 relaciona as classes toxicológicas com a “Dose Letal 50” (DL50), comparando-a com a quantidade suficiente para matar uma pessoa adulta.

Quadro 1

Classificação toxicológica dos agrotóxicos segundo DL50

GRUPOS
DL50
Dose capaz de matar uma pessoa adulta

Extremamente tóxicos £ 5mg/Kg 1 pitada – algumas gotas
Altamente tóxicos 5-50 algumas gotas -1 colher de chá
Medianamente tóxicos 50-500 1 colher de chá – 2 colheres de sopa
Pouco tóxicos 500-5000 2 colheres de sopa- 1 copo
Muito pouco tóxicos 5000 ou + 1 copo – litro

Fonte: extraído de TRAPÉ (1993). op.cit.

Por determinação legal, todos os produtos devem apresentar nos rótulos uma faixa colorida indicativa de sua classe toxicológica, conforme mostra o Quadro 2.

Quadro 2

Classe toxicológica e cor da faixa no rótulo de produto agrotóxico

Classe I Extremamente tóxicos Faixa Vermelha
Classe II Altamente tóxicos Faixa Amarela
Classe III Medianamente tóxicos Faixa Azul
Classe IV Pouco ou muito pouco tóxicos Faixa Verde

Efeitos sobre a Saúde

Os agrotóxicos podem determinar três tipos de intoxicação: aguda, subaguda e crônica. A intoxicação aguda é aquela na qual os sintomas surgem rapidamente, algumas horas após a exposição excessiva, por curto período, a produtos extremamente ou altamente tóxicos. Pode ocorrer de forma leve, moderada ou grave, dependerão da quantidade de veneno absorvido. Os sinais e sintomas são nítidos e objetivos.

A intoxicação subaguda ocorre por exposição moderada ou pequena a produtos altamente tóxicos ou medianamente tóxicos e tem aparecimento mais lento. Os sintomas são subjetivos e vagos, tais como dor de cabeça, fraqueza, mal-estar, dor de estômago e sonolência, entre outros.

A intoxicação crônica caracteriza-se por surgimento tardio, em meses ou anos, por exposição pequena ou moderada a produtos tóxicos ou a múltiplos produtos, acarretando danos irreversíveis, do tipo paralisias e neoplasias.

Essas intoxicações não são reflexo de uma relação simples entre o produto e a pessoa exposta. Vários fatores participam da determinação das mesmas, dentre eles os fatores relativos às características químicas e toxicológicas do produto, fatores relativos ao indivíduo exposto, às condições de exposição ou condições gerais do trabalho.

Características do produto: características toxicológicas, forma de apresentação, estabilidade, solubilidade, presença de contaminantes, presença de solventes, etc.
Características do indivíduo exposto: idade, sexo, peso, estado nutricional, escolaridade, conhecimento sobre os efeitos e medidas de segurança, etc.
Condições de exposição: condições gerais do trabalho, freqüência, dose, formas de exposição, etc.
As características clínicas das intoxicações por agrotóxicos dependem, além dos aspectos supra citados, do fato de ter ocorrido contato/exposição a um único tipo de produto ou a vários deles. Nas intoxicações agudas decorrentes do contato/exposição a apenas um produto, os sinais e sintomas clínico-laboratoriais são bem conhecidos, o diagnóstico é claro e o tratamento definido. Em relação às intoxicações crônicas, o mesmo não pode ser dito. O quadro clínico é indefinido e o diagnóstico difícil de ser estabelecido. Inicialmente serão descritos os quadros específicos dos agrotóxicos mais utilizados, acrescentando-se ao final uma descrição dos efeitos resultantes da exposição a múltiplos agrotóxicos.

– Inseticidas

Inseticidas Inibidores das colinesterases:

Organofosforados: esse grupo é o responsável pelo maior número de intoxicações e mortes no país. Ex. Folidol, Azodrin, Malation, Diazinon, Nuvacron, Tamaron, Rhodiatox.
Carbamatos: grupo muito utilizado no país. Ex. Carbaril, Temik, Zectram, Furadam, Sevin.
Os inseticidas inibidores das colinesterases são absorvidos pela pele, por ingestão ou por inalação. Sua ação se dá pela inibição de enzimas colinesterases, especialmente a acetilcolinesterase, levando a um acúmulo de acetilcolina nas sinapses nervosas, desencadeando uma série de efeitos parassimpaticomiméticos. Diferentemente dos organofosforados, os carbamatos são inibidores reversíveis das colinesterases, porém as intoxicações podem ser igualmente graves.

Organofosforados e carbamatos – Modo de ação

Inibidores da colinesterase:

no Sistema Nervoso Central
nos glóbulos vermelhos
no plasma
em outros órgãos.
Não se acumulam no organismo. É possível o acúmulo de efeitos.

Efeitos neurotóxicos retardados ocorrem com certos organofosforados.

Sintomas de intoxicação aguda – organofosforados e carbamatos

Inicialmente:

Suor abundante

Salivação intensa

Lacrimejamento

Fraqueza

Tontura

Dores e cólicas abdominais

Visão turva e embaçada
Depois:

Pupilas contraídas – miose

Vômitos

Dificuldade respiratória

Colapso

Tremores musculares

Convulsões

Além das colinesterases, alguns grupos de inseticidas organofosforados podem alterar outras enzimas (esterases), sendo a principal a neurotoxicoesterase. Esta enzima, quando inibida pode determinar neuropatia periférica (membros inferiores) por ação neurotóxica retardada, com surgimento após 15 dias da intoxicação aguda inicial. apesar de ser possível mensurar a atividade das neurotoxicoesterases por metodologia laboratorial (análise em linfócitos), esta não está ainda disponível no país.
A atividade da acetilcolinesterase pode ser determinada através de teste específico em sangue total, plasma ou eritrócitos. A acetilcolinesterase eritrocitária é mais específica, sendo também conhecida como acetilcolinesterase verdadeira. Intoxicações graves apresentarão níveis muito baixos. Em se tratando de carbamatos, esse exame deve ser realizado pouco tempo após a exposição. No caso dos organofosforados, a atividade da acetilcolinesterase eritrocitária poderá permanecer diminuída por até noventa dias após o último contato.

Importante

Vertigens
Falta de apetite
Falta de forças
Nervosismo
Dificuldade para dormir
A presença desses sintomas em pessoas com história de exposição a agrotóxicos, deve conduzir à investigação diagnóstica de intoxicação por esses produtos.

Quadro 4

Efeitos da exposição prolongada a múltiplos agrotóxicos.

Órgão/sistema
Efeito

Sistema nervoso Síndrome asteno-vegetativa, polineurite, radiculite, encefalopatia, distonia vascular, esclerose cerebral, neurite retrobulbar, angiopatia da retina
Sistema respiratório Traqueíte crônica, pneumofibrose, enfisema pulmonar, asma brônquica
Sistema cardiovascular Miocardite tóxica crônica, insuficiência coronária crônica, hipertensão, hipotensão
Fígado Hepatite crônica, colecistite, insuficiência hepática
Rins Albuminúria, nictúria, alteração do clearance da uréia, nitrogênio e creatinina
Trato gastrointestinal Gastrite crônica, duodenite, úlcera, colite crônica (hemorrágica, espástica, formações polipóides), hipersecreção e hiperacidez gástrica, prejuízo da motricidade
Sistema hematopoético Leucopenia, eosinopenia, monocitose, alterações na hemoglobina
Pele Dermatites, eczemas
Olhos Conjuntivite, blefarite

Fonte: Kaloyanova, Simeonova, 1977.

Por fim, há que se fazer a ressalva de que o objetivo desse Guia é nortear as ações de vigilância de populações expostas a agrotóxicos. Ou seja, em relação aos aspectos clínicos, as informações incluídas aqui são básicas, não esgotando em absoluto esse tema. É recomendável, e mesmo imprescindível para aqueles responsáveis pela atenção aos suspeitos de intoxicação por agrotóxicos, consulta à ampla literatura especializada disponível.

Anomalias que podem ser causadas pelos agrotóxicos

Hidrocefalia Doença conhecida por cabeça d’água. Trata-se de uma bolsa com grande quantidade de líquido cefaloraquidiano na cabeça, deixando-a em tamanho desproporcional. A vítima fica com olhos saltados e com aspecto sonolento, efeito da pressão do líquido na cabeça do bebê. Geralmente estas crianças morrem por meningite. O tratamento é a colocação de uma válvula, ligando cérebro e aparelho digestivo, na tentativa de eliminar o excesso de líquido.

Mielominingocele e meningocele É uma espécie de bolsa, contendo líquido cefaloraquidiano e as meninges, que pode aparecer na região lombar e do pescoço. A cirurgia para retirada da meningocele resolve o problema mas é comum o rompimento da bolsa e a contração de meningite.

Microcefalia Ocorre quando os ossos do crânio são menores que o normal, fazendo com que o bebê tenha um cérebro pequeno, devido à redução do espaço para o seu desenvolvimento. Isso provoca o retardamento mental da criança. Não há solução cirúrgica.

Espinha bífida Nestes casos a criança tem poucos minutos de vida, pois as meninges ficam expostas. Popularmente esta anomalia é conhecida pelo fato da coluna não ter se fechado.

Anencefalia Ausência dos ossos do crânio. O cérebro não se desenvolve. Geralmente o bebê nasce morto ou morre minutos após o parto.

Tipos de intoxicação causadas pelos agrotóxicos

Aguda – onde os sintomas surgem rapidamente, algumas horas após a exposição excessiva, por curto período, a produtos altamente tóxicos. Podem ocorrer de forma branda, moderada ou grave, dependendo da quantidade do veneno absorvido. Os sinais e sintomas são nítidos e objetivos.

Subaguda – ocasionada por exposição moderada ou pequena a produtos altamente tóxicos ou medianamente tóxicos. Tem aparecimento mais lento e os principais sintomas são subjetivos e vagos, tais como dor de cabeça, fraqueza, mal-estar, dor de estômago e sonolência.

Crônica – caracteriza-se por ser de surgimento tardio, após meses ou anos de exposição pequena ou moderada a produtos tóxicos ou a múltiplos produtos, acarretando danos irreversíveis como paralisias e neoplasias.

Toxidades

Classe 1 A: Extremamente tóxico. Algumas gotas podem matar uma pessoa.

Classe 1 B: Altamente tóxico. De uma pitada a uma colher mata uma pessoa.
Classe 2: Regularmente tóxico. Uma colher de chá a duas colheres de sopa pode matar.
Classe 3: Pouco tóxico. Duas colheres de sopa a dois copos pode matar uma pessoa.
Classe 4: Praticamente atóxicos. De dois copos a um litro podem matar.
Tempo de desativação do agrotóxico

DDT: 4 a 30 anos
Aldrin: 1 a 6 anos
Heptacloro: 3 a 5 anos
Lindano: 3 a 10 anos
Clordano: 3 a 5 anos
Agrotóxicos de acordo com a origem química

inorgânicos
orgânicos
orgânicos sintéticos
Inseticidas – Clorofosforados, fosforados, sistêmicos, carbamatos (sistêmicos e não sistêmicos)

Fungicidas – Cúpricos, ditiocarbamatos, sulfurados, mercuriais, antibióticos, carbamatos, nitrobenzênicos, derivados da stalimidas (Captan, cancerígeno). Fumigantes: Brometo de metila, óleos emulsionáveis

Herbicidas – Inorgânicos, orgânicos, uréias, compostos amônicos, fenóis, fenoxiácidos.

BIBLIOGRAFIA

Fontes: Sindicato Nacional da Indústria de Defensivos Agrícolas (SINDAG), Ministério da Agricultura, Ministério da Saúde _ Fonte: A NOTÍCIA

www.geofiscal.eng.br

CENEPI/FNS
Centro Nacional de Epidemiologia – Fundação Nacional de Saúde: www.activenet.com.br/pessoais/PChomepage/

Alexandre – O Grande

0

Autoria: Elen Pereira Araujo

Alexandre – o Grande

Introdução.

O escopo do tema Grécia abrange o estudo panorâmico das conquistas que Alexandre filho de Felipe II, com enfoque nos aspectos históricos. A contextualização histórica é de fundamental importância no nosso estudo que tem por seu “titulo” As conquistas de Alexandre Magno.

Iniciaremos nossa contextualização pelo chamado As conquistas de Alexandre Magno, a fim de abordarmos a sua ligação histórica.

Resumo.

Em 334 a.C., Alexandre, rei da Macedônia, entra com seus exércitos na Ásia Menor, depois de controlar toda a Grécia. Aos 23 anos de idade, o macedônio derrota o principal exército persa. Estamos no ano de 333 a.C. e o controle macedônio de todo o Oriente, até o vale do rio Indo, vai acontecer sem interrupções significativas. É o fim do Império Persa e o começo de uma nova era, a do helenismo.

A rota das conquistas de Alexandre passa pela Síria, Fenícia, Palestina, Egito. E, de volta, em direção à Babilônia, Susa, Persépolis e além. Na Fenícia e na Palestina somente as cidades de Tiro e Gaza oferecem a Alexandre alguma resistência: Tiro resiste heroicamente a 7 meses de cerco e Gaza, fiel aos persas, cai após 2 meses. Durante estas campanhas, toda a Palestina, pertencente à V satrapia persa, é anexada ao novo império, sem maiores problemas. Inclusive a comunidade judaica que vive em Jerusalém e arredores.

Desenvolvimento.

As Conquistas de Alexandre Magno.

Filipe II institui em Corinto, em 337 a.C., uma liga helênica permanente. Todas as cidades participam, menos Esparta. Em caso de conflito interno, recorrerão a arbitragem. Em caso de guerra, Filipe II será o comandante.

“Esta unidade nascente da Grécia, Filipe quer consolidá-la por uma grande empresa comum: a expedição contra os persas”.

Diante deste projeto macedônio é importante que se verifique como está a Pérsia no século IV a.C.

Sabemos que o grande império enfrenta sérios problemas, tais como o despotismo do poder central, que pode ser bem exemplificado pelo governo do penúltimo rei, Artaxerxes III Oco, que reina de 358 a 338 a.C.; o despotismo, a independência e as revoltas dos sátrapas (governadores das províncias), especialmente nas regiões da Ásia Menor, da Fenícia e do Egito; as intrigas permanentes dos gregos, já que a Pérsia se serve abundantemente de mercenários gregos no seu exército e também porque interfere constantemente na política de várias cidades gregas.

“Houve momentos ao longo do séc. IV que nem sequer a independência de fato parecia bastar aos chefes locais. Rejeitaram as ordens reais, atreveram-se a cunhar moeda de ouro, tentaram um entendimento entre eles, tanto mais facilmente, ao princípio, quanto já nem todos eram de pura linhagem persa: Dátames e Mausolo eram cários de origem. Aroandas viera de Bactriana e só Ariobazarnes e Autofradates eram mesmo persas (…) O que o rei continuava a ter a seu favor era a sua posição central em Susa e a inevitável desunião de seus adversários”.

E a imensa riqueza acumulada pelo Império, largamente usada para corromper seus adversários. Entretanto, nada disto adiantará. Dario III Codomano, o último rei persa, sobe ao poder em 336 a.C. É um bravo homem, mas, neste tempo, Alexandre, que sobe ao trono no mesmo ano, já está organizando a sua derrota.

As Conquistas de Alexandre Magno (356-323 a. C.).

Em 357 a.C. Filipe II casa-se com Olímpia, uma princesa do Épiro. E no dia 22 de julho de 356 a.C. nasce Alexandre.

Quando Alexandre chega aos 13 anos de idade, em 342 a.C., seu pai convida Aristóteles, o mais tarde famoso filósofo, para ser o preceptor do jovem príncipe. Dos 13 aos 16 anos Alexandre estuda com Aristóteles, ou seja, de 342 a 339 a.C.

Em 338 Alexandre e seu pai vencem a coligação grega em Queronéia. Alexandre destaca-se nesta batalha, comandando a cavalaria macedônia.

Em 337 a.C. Filipe II casa-se com Cleópatra, sobrinha de Átalo, nobre macedônio. Olímpia fica assim preterida e se exila no Épiro com seu filho Alexandre, pois este entrara em conflito com seu pai. Só em 336 a.C. é que Alexandre se reconcilia com Filipe II e volta à Macedônia.

Ainda em 336 a.C. Filipe é assassinado por Pausânias, talvez por instigação do rei persa, talvez por vingança de Olímpia. Há a suspeita de que Alexandre conhecia o plano para eliminar o pai. Em seguida, Alexandre assume o poder. Tem 20 anos de idade.

Em 335 a.C. Alexandre pacifica os Bálcãs e vence a revolta grega. Os gregos pensam que com a morte de Filipe II a hegemonia Macedônia pode ser quebrada. Alexandre a restabelece. Destrói Tebas.

Em 334 a.C., com cerca de 30 mil homens de infantaria e 5 mil cavaleiros, Alexandre parte para a Ásia, no começo da primavera. Cruza o Helesponto e vence a primeira batalha contra os persas ao atravessar o rio Granico e desbaratar o exército que os sátrapas da região organizam para enfrentá-lo. Ainda em 334 a.C. e parte de 333 a.C. Alexandre conquista a Ásia Menor.

Em 333 a.C. enfrenta um considerável exército persa em Isso, comandado pelo rei Dario, e obtém grande vitória, no dia 12 de novembro. A família de Dario – sua mãe, sua esposa, duas filhas e um filho – cai prisioneira de Alexandre, assim como o enorme tesouro que o rei persa levara para Damasco. Dario foge com o que resta de seu exército.

Ainda em 333 a.C. Alexandre conquista a Síria e a Fenícia. Tiro resiste à incorporação e é sitiada de janeiro a julho de 332 a.C., durante sete meses, caindo diante do poder de Alexandre. Gaza, no sul da Palestina, é sitiada e cai após 2 meses de cerco. Alexandre entra no Egito, sendo coroado faraó em Mênfis. Funda Alexandria e consulta o oráculo de Amon em Siwah.

No dia 1º de novembro de 331 a.C. Alexandre enfrenta-se novamente com Dario e o derrota em Gaugamela, perto de Arbela. O caminho para a Mesopotâmia e a Pérsia está aberto e Alexandre entra em Babilônia, Susa e Persépolis.

Em 330 a.C. Alexandre toma Ecbátana e Dario é assassinado pelo sátrapa Besso, em julho. Alexandre descobre uma conspiração para matá-lo e executa seus generais Filotas e Parmênion.

Em 329 a.C. acontece a conquista da Samarcanda, da Bactriana, da Sogdiana e a tomada de Maracanda, nos confins orientais do Império Persa. Em Bactros Alexandre casa-se com Roxana.

Em 328 a.C., num momento de ira, ao ser questionado por suas atitudes orientalizantes, Alexandre mata seu amigo e companheiro Clito, o Negro. No mesmo ano acontece a conjuração dos pajens e Alexandre manda executar Calístenes, sobrinho de Aristóteles, que o acompanha como historiógrafo.

Em 327 a.C. Alexandre e seu exército partem para a Índia. Em 326 a.C. Alexandre atravessa o rio Indo. Em seguida, acontece a travessia do rio Hidaspes e a vitória sobre o rei Poro. Chegando ao rio Hífaso, o exército se recusa a ir em frente. Começo do retorno.

Uma breve Biografia de Alexandre Magno.

Em 325 a.C. Alexandre atravessa o deserto de Gedrósia e a Carmânia. Em 324 a.C. Alexandre retorna a Persépolis e a Susa. Celebra-se aí o casamento de Alexandre com Estatira, filha de Dario. Seus oficiais e 10 mil soldados gregos casam-se, no mesmo dia, com mulheres persas. Ainda em 324 a.C. acontece uma revolta do exército em Ópis.

Em 323 a.C. Alexandre chega a Babilônia, onde morre, de malária, no dia 13 de junho, com quase 33 anos de idade.

Conclusão.

Pude obter a conclusão que Alexandre Magno nasceu no ano 356 antes de Cristo, filho do rei da Macedônia. O pai dele, Felipe II, tinha uma enorme admiração pela cultura e pela civilização que se desenvolvia nas cidades da Grécia central, das quais era um vizinho respeitado, mas temido, poucos o estimavam; aliás, era considerado não tão diferente dos “bárbaros” do Norte. Ele nutria a ambição de reunir sob a própria autoridade a Grécia inteira e vingar as devastações que, no século anterior, a Pérsia tinha feito nas suas falidas tentativas de invasão daquela península. Por essa razão, Felipe II quis oferecer ao filho uma educação helênica, ou melhor, ofereceu o vértice de tudo quanto a cultura ateniense tinha produzido até então: contratou Aristóteles para ser o mestre de Alexandre.

Logo, o príncipe cresceu concentrando em si a mais alta síntese da sabedoria grega, a inteligência política e os sonhos de grandeza do pai e a natureza selvagem da mãe.

Felipe foi assassinado sem ter tido tempo nem força para realizar seus sonhos, e Alexandre, que tinha apenas 20 anos, se viu herdeiro do reino e das ambições do pai. Surpreendendo quem acreditara que logo poderia derrotá-lo, subjugou, rapidamente, toda a Grécia à sua coroa e organizou uma imponente campanha militar contra o inimigo persa, com o objetivo inicial de libertar as colônias gregas.

Assim começou uma incrível série de vitórias políticas e militares que exigiram do exército macedônio um empenho por mais de 10 anos, muito além do escopo inicial. Essas batalhas levaram Alexandre a derrotar os persas e a conquistar o maior império da história, que chegou a se estender desde a Grécia até o Egito.

Bibliografia.

Sites.

http://www.airtonjo.com/historia02.htm

http://www.airtonjo.com/historia28.htm

http://www.bio2000.hpg.ig.com.br/parte_012.htm

http://www.ccerqueira.hpg.ig.com.br/a_grecia_antiga.htm

http://www.consulteme.com.br/3b/histgeral/macedonm.htm

pessoas e as organizações

0

Autoria: João Carlos

As Pessoas e as Organizações

As Pessoas

As pessoas são dotadas de características próprias de personalidade, individualidade, aspirações, valores, atitudes, motivações e objetivos individuais. E também de habilidades, capacidades, destrezas e conhecimentos necessários para a tarefa organizacional.

O comportamento humano em uma organização é influenciado por fatores internos e externos. Os fatores internos são decorrentes de suas características de personalidade, como capacidade de aprendizagem, de motivação de percepção do ambiente, de atitudes, de emoções, de valores, etc. Os fatores externos decorrem das características organizacionais, sua política interna, da coesão grupal, das relações interpessoais, etc.

Dentre os fatores externos que influenciam o comportamento das pessoas podemos incluir:

Pressões do chefe;
Influências dos colegas de trabalho;
Mudanças na tecnologia;
Programas de treinamento e desenvolvimento;
Condições ambientais, tanto físicas (luz, calor, etc.) quanto sociais (de relações interpessoais).
Segundo Porter, Lawler e Hackman (in Behavior in organizations) o comportamento humano apresenta as seguintes características:

O homem é pro ativo: seu comportamento é orientado para a satisfação de suas necessidades pessoais e para o alcance de seus objetivos e aspirações, assim reagem a seu ambiente. As pessoas podem tanto resistir quanto colaborar com as políticas e os procedimentos da organização dependendo das estratégias de liderança adotadas por algum supervisor.

O homem é social: nos grupos os indivíduos procuram manter sua identidade e seu bem estar psicológicos, muitas vezes usando seus relacionamentos com outras pessoas para obter feedback sobre si e sobre o ambiente em que vivem.

O homem tem diferentes necessidades: os seres humanos são motivados por grande diversidade de necessidades, que estão em permanente modificação.

O homem percebe e avalia: a experiência do indivíduo com seu ambiente é um processo ativo, porque seleciona os dados dos diferentes aspectos do ambiente, avalia-os em termos de suas próprias experiências passadas, em função daquilo que está experimentando em termos de suas próprias necessidades e valores.

O homem pensa e escolhe: o homem pode ser analisado em termos de planos comportamentais que escolhe, desenvolve e executa para lidar com os estímulos com que se defronta e para alcançar seus objetivos pessoais.

O homem tem limitada capacidade de resposta: apesar de o comportamento humano ter uma grande variabilidade, sua capacidade para desempenhar de acordo com o que pretende é limitada.

A Interação

Sabemos que as pessoas criaram as organizações para alcançarem objetivos que separadas não conseguiriam, mas a medida que as organizações crescem e tornam-se complexas seus objetivos organizacionais tornam-se cada vez mais distantes dos objetivos individuais dos seus participantes. Este distanciamento pode levar a um conflito entre os indivíduos e as organizações.

O relacionamento indivíduo x organização nem sempre é um relacionamento cooperativo e satisfatório. O conflito entre os objetivos organizacionais e os objetivos que individualmente cada participante pretende alcançar às vezes leva à um relacionamento tenso e conflitivo.

Quanto mais rígida e formal for a organização mais conflitos haverá entre os objetivos organizacionais e individuais, pois menos chance terá o indivíduo de criar, demonstrar responsabilidade e competência. É função da organização integrar os objetivos individuais e organizacionais, pois o homem é recurso indispensável e inestimável à ela. Enquanto o homem traz habilidades, conhecimentos, capacidades e aptidão para aprender; a organização deve impor responsabilidades, algumas definidas outras indefinidas; algumas dentro ou abaixo de sua capacidade atual,, outras demandando aprendizagem a médio ou longo prazo, mas sempre com desafio.

O Contrato

O conceito de contrato surgiu na Psicologia de grupo, a vida é uma série de acordos e pactos (contratos) que as pessoas mantêm consigo e com os outros. O contrato torna-se um meio utilizado para a criação e troca de valores entre as pessoas.

Todo contrato apresenta dois aspectos:

Contrato formal e escrito: com relação ao cargo a ser ocupado, ao conteúdo do trabalho, ao horário, ao salário, etc.

Contrato psicológico: o que a organização e o indivíduo esperam ganhar com o novo relacionamento.

O contrato psicológico refere-se à expectativa recíproca tanto do indivíduo quanto da organização estender-se muito além de qualquer contrato formal de emprego que estabeleça o trabalho a ser realizado e a recompensa a ser recebida. É importante que tanto a organização quanto o indivíduo explorem os dois aspectos do contrato e não apenas o formal.

A relação organização/indivíduo deve ser uma relação de reciprocidade. As pessoas formam uma organização porque esperam que sua participação satisfaça algumas necessidades pessoais. Para obter essas satisfações, as pessoas estão dispostas a incorrer em certos custos ou a fazer certos investimentos pessoais (esforços) na organização, pois esperam que as satisfações de suas necessidades pessoais sejam maiores do que os custos e avaliam suas satisfações esperadas e os custos por meio de seus sistemas de valores. Ao mesmo tempo, a organização espera que a contribuição de cada indivíduo ultrapasse os custos de ter pessoas na organização. Nesse intercâmbio de recursos se desaparecer ou diminuir o sentimento de reciprocidade, ocorre uma modificação dentro do sistema.

O Equilíbrio Organizacional

O equilíbrio organizacional reflete o êxito da organização em “remunerar” seus integrantes com incentivos (salários, benefícios, prêmios, oportunidades de crescimento, segurança, reconhecimento, etc.) adequados e motivá-los para continuar fazendo contribuições (trabalho, esforço, dedicação, pontualidade, assiduidade, lealdade, etc.) à organização garantindo com isso sua sobrevivência e eficácia.

Questões:

Porque existe um potencial conflito entre os objetivos organizacionais e os objetivos individuais?
O que você entendeu por contrato psicológico?

Qualidade de Atendimento e de Serviços Prestados

0

Autoria: Regina Lourdes

QUALIDADE DE ATENDIMENTO E DE SERVIÇOS PRESTADOS – ESTUDO DE CASO

RESUMO

A satisfação pode ser considerada como o suprimento das expectativas do cliente. As expectativas dos consumidores são influenciadas pela experiência anterior de compra, recomendação de amigos e colegas, informações e promessas das empresas e dos concorrentes. O presente trabalho irá abordará a percepção do cliente com relação ao atendimento prestado em uma loja: estudo de caso na loja Mika Modas. Tem como objetivo de adquirir novos clientes, manter e reter os clientes já existentes podendo satisfazê-los através de bons atendimentos e qualidade de serviços oferecidos.

Palavras-chave: satisfação,cliente, qualidade.

ABSTRACT

The satisfaction can be considered as the suppliment of the expectations of the customer. The expectations of the consumers are influenced by the previous experience of purchase, recommendation of friends and colleagues, information and promises of the companies and the competitors. The present work will go will approach the perception of the customer with regard to the attendance given in a store: study of case in the store Mika Modas. It has as objective to acquire new customers, to keep and to hold back the existing customers already being able to satisfy them through good atendimentos and quality of offered services.

Key- words:satisfaction, customer, quality

1-Introdução

A globalização da economia provocou grandes mudanças no mercado. Os consumidores ficaram mais exigentes e cobram das empresas mais qualidade , agilidade e melhores preços. Ao mesmo tempo, as preferências futuras dos consumidores estão cada vez mais difíceis de prever.

O bom atendimento da empresa levará à satisfação e a conseqüente fidelização do consumidor, o que, por sua vez, se traduzirá em maiores retornos financeiros para a empresa. E assim criar-se-á a base da vantagem competitiva sustentável, cada vez mais imprescindível a qualquer empresa no ambiente atual.

Cada vez mais as empresas procuram encantar seus clientes, visando atender suas necessidades. Essa atitude, que teve início nos anos 90, vem sendo adotada em todos os setores na obtenção do sucesso e até mesmo para garantir a sobrevivência do negócio.

Nesta pesquisa abordamos o Atendimento ao cliente: a percepção do cliente com relação ao atendimento prestado na loja Mika modas como intuito melhorar e verificar com esta sendo o atendimento prestado pelos funcionários aos seus clientes, verificar o que esta acontecendo que alguns clientes que deixam de retornar na loja e porque outros continuam sendo clientes presentes.

2- Proposta de Estágio

2.1- A Empresa

A loja Mika Modas Ltda., foi inaugurada em setembro de 2003, em Betim – MG na Região do bairro Jardim das Alterosas, localizada na Avenida das acácias 800, Cep: 32.653-650.

A matriz já funciona 35 anos e seu nome fantasia também é Lojas Paraíso da Cegonha, uma loja de 300 m2 e que a princípio começou com apenas quatro funcionários, e hoje para atender a demanda de clientes conta com colaboração de dez funcionários, sendo uma gerente, duas crediaristas e sete vendedores. Colaboradores que buscam proporcionar bom atendimento aos clientes.

A loja Mika modas utiliza a filosofia de vestir e calçar as pessoas, e também é especializada em brinquedos e material escolar. Encontram-se várias marcas com auto padrões de design e inovações, oferecendo saúde, proteção, conforto, segurança e beleza aos clientes.

Hoje a loja atente um público maior de mulheres que são as melhores consumidoras, devido a cada período festivo do ano é que podemos melhor oferecer ao cliente (voltam às aulas, material escolar, dia das crianças, brinquedos). A loja oferece uma grande variedade de modelos e marcas como ADIDAS, NIKE, SAN MARINO, VIA UNE, DAKOTA, VIZZANO, BOLSAS CHENSON, entre outras.

A loja tem um ambiente agradável, onde os funcionários exercem suas funções com alegria e descontração, tornado assim um atendimento mais confortável e amigável para os clientes; a loja Mika Modas facilita condições de pagamentos, como crediário próprio, vendas com cartões, cheques e fornece um desconto em pagamento à vista.

A meta da loja Mika Modas é satisfazer sua clientela e adquirir novos clientes, através de um bom atendimento, seriedade e comprometimento para que seja como um referencial de exemplo.

2.2- Tema

O presente trabalho irá abordar a percepção do cliente com relação ao atendimento prestado em uma loja: estudo de caso na loja Mika Modas. Tem como objetivo de adquirir novos clientes, manter e reter os clientes já existentes podendo satisfazê-los através de bons atendimentos e qualidade de serviços oferecidos.

A qualidade de um bom atendimento é importante para a sobrevivência e o crescimento da loja, para que tenha uma boa continuidade no competitivo mercado que hoje sofre grande oscilação.

2.3- Problema de Estudo

A loja Mika Modas tem como intuito melhorar e verificar com esta sendo o atendimento prestado pelos funcionários aos seus clientes, verificar o que esta acontecendo que alguns clientes que deixam de retornar na loja e porque outros continuam sendo clientes presentes.

Pretende-se analisar se os produtos que ela oferece aos seus clientes estão satisfazendo seus interesses, as formas de pagamento e o atendimento em si, poderão ou não, manter e buscar novos clientes.

Como o mercado esta altamente competitivo e a concorrência entre as lojas esta cada vez maior, hoje o que os clientes buscam mesmo, é qualidade nos produtos e acima de tudo um bom atendimento. A loja Mika modas procura atender seus clientes com melhor comodidade e satisfação. Afinal, quais seriam as ações a serem tomadas para atrair e reter os clientes na loja Mika Modas?

2.4- Justificativa

Esta pesquisa pretende alcançar, em um primeiro momento, analisar a satisfação do cliente final. Em seguidas pretende-se lançar estratégias para corrigir as falhas que possam ser observadas e mesmo criar novas práticas para satisfazer os clientes. Nesse sentido, a Mika Modas acredita ser fundamental, aperfeiçoar melhor o atendimento e um bom relacionamento de seus funcionários com seus clientes.

O mercado está altamente competitivo e com constantes alterações de desenvolvimentos tecnológicos, onde o comércio tende a se desdobrar para inovações de atendimento e qualidade em produtos e serviços, sendo exigido cada vez mais a melhoria de relacionamento no atendimento dos colaboradores da loja para seus clientes.

2.5- Análise da linha de pesquisa

O presente estudo será realizado por meio de instrumentos referentes à área de administração e sua linha de pesquisa será na de recursos humanos, relacionando e analisando a excelência no atendimento dos funcionários da loja Mika Modas para com seus clientes.

O motivo da escolha é analisar o porquê da fidelização dos clientes atuais e o motivo que outros clientes não retornam mais na loja.

A escolha da linha de pesquisa deve-se ao conteúdo aprendido em sala de aula e a prática vivenciada diariamente, através do trabalho na loja em estudo.

2.6- O Papel do Estagiário

A função do estagiário na loja Mika Modas envolve o todo da loja; como: contratar funcionários treiná-los, compras de mercadorias, contas tanto a pagar como a receber, lançamento de promoções e liquidações, pesquisa para propagandas, pagamento de funcionários, controle de estoque para compras futuras, atendimento ao cliente, caixa, crediário e coordenar toda a equipe que colabora com a empresa.

3- Objetivos:

3.1-Objetivo Geral.

Mensurar a qualidade no atendimento prestado pelos funcionários aos clientes da loja Mika modas.

3.2-Objetivos Específicos:

Identificar os motivos que levam os clientes a procurarem à loja Mika Modas.
Mensurar a satisfação do cliente pelo atendimento prestado pelos funcionários da loja.
Verificar o grau de satisfação do cliente pela organização da loja.

4- Metodologia:

Para a realização dessa pesquisa serão utilizados alguns métodos de coleta de dados para o objetivo e procedimentos técnicos:

Pesquisa Bibliográfica; informações teóricas já publicadas em artigos e livros, etc.
Pesquisa documental; será feita através de controle e observação com pessoas, onde pesquisador terá posição neutra no ambiente.
Levantamento por meio de questionário, feito com as pessoas diretamente, para a resolução do comportamento.

5 Desenvolvimento

5.1 Aspectos teóricos:

5.1.1 Serviço de atendimento ao consumidor nas Organizações – foco na qualidade.

Toda e qualquer empresa deve prestar um adequado e excelente serviço ao cliente, independente do porte, desafio enfrentado ou setor de atividade a qual ela pertence. A empresa pode se tornar mais competitiva, fazendo do serviço ao cliente uma arma para vencer a concorrência. A consciência de que o cliente é o foco principal de uma organização tem apresentado avanços importantes. Mas, apesar dos recentes desenvolvimentos observados, a maioria das empresas brasileiras ainda estão atrasadas nessa área.

De acordo com Porter (1989), não devemos vender os produtos simplesmente porque existe o mercado, mas deveríamos tentar criar um novo mercado compreendendo exatamente as necessidades potenciais dos clientes e da sociedade.

Procurar satisfazer o cliente implica antes descobrir seus desejos, necessidades, exigências, satisfações de forma a manter o cliente permanentemente. Não basta apenas oferecer produtos de qualidade, mas sim um atendimento também com qualidade. Conforme Cobra (1992): “O cliente se conquista e se mantém com base na qualidade de atendimento”.

Se a qualidade de atendimento ao consumidor depende das pessoas dentro das empresas, é preciso motivar os funcionários da empresa a prestarem sempre um atendimento diferenciado e personalizado a cada cliente. Faz-se necessário investir em qualidade de atendimento para se obter sucesso nas negociações. O consumidor é o ponto de partida para uma mudança no eixo decisório das empresas.

Para Cobra (1992) As empresas que desejam vencer e sobreviver precisam desenvolver uma nova filosofia de trabalho. Apenas as empresas orientadas para os consumidores vencerão. Serão aquelas que podem oferecer valor superior a seus consumidores-alvos. Somente as empresas cujo objetivo for encantar o cliente é que vencerão no mercado.

Para Porter, (1989) somente as organizações empenhadas em executar, servir podem produzir, sistematicamente clientes empolgados. A geração de lucros sólidos e crescentes, muitas vezes, acontece com a empolgação dos clientes.

O enfoque deste trabalho direciona-se para o processo de atendimento aos clientes, compreendendo todas as atividades envolvidas na facilidade de acesso dos clientes às pessoas certas dentro da empresa para receberem serviços rápidos e satisfatórios, respostas a dúvidas e soluções de problemas.

O valor para o cliente: os consumidores adquirem produtos de empresas que entregam maior valor. Segundo Cobra (1992:12), o Pacote de Valor ao Cliente compreende uma combinação de coisas e experiências que cria, no cliente, uma percepção total do valor recebido.

A tarefa da empresa é examinar seus custos e desempenho em cada atividade de criação de valor, procurando melhorá-las. A empresa deve estimar os custos e os desempenhos de seus concorrentes. Na medida em que desempenha certas atividades melhor do que seus concorrentes estarão obtendo uma vantagem competitiva. O grande entrave está nas “paredes” que os departamentos da organização levantam em volta de si, dificultando a prestação de serviços de qualidade aos clientes.

Sistema de entrega de valor: A procura para entrega de valor ao cliente começa em conhecer “os valores mais valorizados pelo cliente” conforme afirma Cobra (1992: 105). Ainda segundo Cobra (1992: 105), a hierarquia de atributos de valor para o cliente compreende quatro níveis: básicos, esperados, desejados e inesperados.

Básicos – compreendem os atributos absolutamente essenciais da experiência procurados em um produto ou serviço. A sua ausência praticamente elimina o produto do mercado.

Esperados – compreendem os atributos associados da experiência que o cliente acostumou-se a considerar como fazendo parte da prática geral de negócios. A ausência desse atributo cria enormes dificuldades para a empresa comercializar seu produto.

Desejados – compreendem os atributos que o cliente não espera necessariamente receber, mas aprecia e valoriza se a experiência o incluir. A prática desses atributos começa a diferenciar a empresa no mercado como empresa que se preocupa com o cliente e dependendo das práticas dos concorrentes pode ser fonte de vantagens competitivas.

Inesperados – compreendem os atributos “surpresa”, que adicionam valor para o cliente além dos seus desejos e expectativas normais. A prática desses atributos é que “encanta o cliente”, gerando clientes extremamente satisfeitos e fiéis ao produto e à empresa.

Para a mensuração da satisfação dos consumidores, as empresas podem utilizar-se de um, ou mais de um, dos seguintes métodos para mensurar o nível de satisfação dos seus consumidores: sistema de reclamações e sugestões, pesquisa dos níveis de satisfação dos clientes, comprador misterioso, análise dos clientes perdidos, caixa de sugestões e reclamações, linha telefônica direta, reunião com grupos de clientes e auditoria de serviços aos clientes, entre outras possíveis.

5.1.2 Relações com o cliente

O grau de relacionamento da empresa com seus clientes é a razão do sucesso das empresas, independente do ramo em que esteja atuando. “O melhor investimento que uma empresa pode realizar é criar boa vontade” (Cobra: 1992: 9). Esta boa vontade com os clientes é de suma importância para o sucesso de qualquer organização. Note, porém, que o cliente só será fiel enquanto assim lhe convier e por pouco tempo, até ele arranjar melhores condições para barganhar. Neste contexto, é necessário pesquisar o consumidor/cliente para saber o que eles valorizam como qualidade de atendimento, pois o que é qualidade para um cliente poderá não ser para outro. O relacionamento tem aspectos tangíveis, visíveis e claramente definidos como direitos e deveres de fornecedores e clientes, mas também aspectos intangíveis não claros que podem deteriorar o relacionamento. Um bom relacionamento só se constrói com base em bons serviços aos clientes. Se o benefício do produto ou serviço ao cliente comprado é em geral maior que seu custo, há uma grande probabilidade de que o cliente esteja satisfeito com a compra. Nesse caso o papel do serviço ao cliente de atendimento tende a ser minimizado. Quando, porém não há evidências de que o benefício é maior que o custo, o serviço ao cliente tende a ser altamente valorizado, até mesmo como uma forma de compensar a relação.

Para a empresa é preferível que o consumidor se queixe diretamente, ao invés de recorrer a outros expedientes, como Procon, Decon e outros órgãos de defesa do consumidor, gerando um desgaste público desnecessário e uma exposição desgastante para a marca. O desgaste de imagem da marca decorrente de clientes insatisfeitos pode representar um ônus muito grande para a organização. Por isso, é importante evitar riscos de relacionamento inadequados. Investir em bons relacionamentos é, portanto, uma poderosa arma de marketing.

5.1.3 Qualidade de atendimento e o sucesso de política de prestação de serviços aos clientes

Investir na qualidade do atendimento ao consumidor evita riscos de relacionamento. O compromisso com o bom atendimento passa por parâmetros de qualidade que muitas vezes as organizações não dispõem. É difícil exigir de um funcionário um atendimento cordial e educado se ele não possui conceitos mínimos de boa conduta, ou ainda se por questão de altivez, ele se sente rebaixado socialmente quando atende um cliente. “Os funcionários de uma empresa devem estar adequados ao nível de relacionamento exigido para atender clientes” (Cobra, 1992:24). É importante que todos na empresa estejam imbuídos do empenho em prestar um atendimento de qualidade a qualquer consumidor. A força do compromisso de bem servir deve ser maior que as tensões inibidoras. O consumidor exigente não quer receber apenas um bom atendimento, como outro qualquer; ele quer e exige o melhor atendimento possível. Esta postura atual dos consumidores no Brasil se deve à concorrência agressiva em função da abertura da economia e ao Código de Defesa do Consumidor implantado a partir de 1991 A nova ordem é se preocupar com a eficácia, com a qualidade e com a excelência do atendimento.

Os serviços de atendimento a clientes iniciam-se antes da venda, para identificar a real necessidade do cliente consumidor e para orientá-lo na compra do produto mais indicado; prossegue com a venda propriamente dita, através de um correto, simpático e eficaz atendimento e tem continuidade durante a entrega e a instalação do produto e continua durante o prazo de garantia do fabricante, através de serviço aos clientes de manutenção e reparos e, ao menos teoricamente, não cessa até que o produto acabe. Um bom atendimento deve ser por toda a vida. Daí a importância da valorização do cliente, por parte do distribuidor, do atacadista, do varejista ou da rede de franchising. Um bom atendimento pode ser levado para um outro ângulo, como, por exemplo, abrir um canal de comunicação com as empresas.

O sucesso de uma política de prestação de serviço aos clientes repousa em dois pontos-chaves: recursos materiais e hardware e recursos humanos e software. Para que a qualidade do serviço ao cliente seja um fator diferenciador estratégico, é preciso que os funcionários da empresa tenham: conhecimento acerca de como prestar o melhor serviço ao cliente, habilidade para executar as tarefas e, acima de tudo, motivação, através do desenvolvimento de atitudes positivas em relação à forma de realizá-las, além da empresa dispor de equipamentos modernos e adequados à prestação do serviço.

5.1.4 A divulgação dos serviços de atendimento aos clientes

Não é preciso muito esforço para se constatar a distância entre a propaganda e a realidade do atendimento. A Folha de S. Paulo, de 28/12/90, publicou resultado de pesquisa do IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, realizada em setembro de 1990, com 19 empresas de diversos setores, para avaliar os serviços de atendimento ao consumidor. A principal constatação foi que os serviços de atendimento aos clientes nem sempre funcionam como deveriam e como eram divulgados pelas empresas. O IDEC verificou também que em apenas metade das empresas o atendimento é feito através de linhas exclusivas ou pelo sistema de discagem direta gratuita. Nas demais, o contato é através de ramal de PABX, que dificulta as consultas ou, pior ainda, pelo correio que impossibilita as consultas urgentes.

Este cenário mostra o longo caminho que as empresas precisam percorrer para oferecer de fato aos seus clientes os serviços aos clientes que se espera das empresas modernas. Seja por um contato telefônico, seja quando recebe a visita de um representante de vendas, pessoalmente na loja ou escritório da empresa, o cliente avalia a qualidade de atendimento, faz comparações com a concorrência e faz a opção de compra em função do preço e da qualidade do atendimento.

Ron Zemke, citado por Cobra (1992:85), afirma que “os consumidores de hoje estão dispostos a pagar um extra para terem suas necessidades básicas satisfeitas de forma rápida e eficiente”. Ou seja, o cliente está disposto a pagar um preço maior se a qualidade do atendimento for satisfazer suas necessidades e superar suas expectativas.

Para que a empresa administre a qualidade do seu atendimento é necessário: definir os padrões de atendimento; monitorar, através da implantação de um modelo operacional, a evolução do atendimento em relação aos padrões definidos.

Para Ferreira (2000), a satisfação do cliente com relação à qualidade pode ocorrer em função de três elementos-chave: estoque entrega e atendimento. A qualidade do estoque é percebida e avaliada pelo cliente no momento em que ele espera encontrar na empresa o item que precisa, na quantidade solicitada e com apropriada qualidade de fabricação. A entrega satisfaz o cliente quando é pontual, sem erros de especificação ou quantidades, e ainda que a embalagem utilizada na entrega proteja adequadamente o produto. O atendimento é dito eficaz quando o cliente fica satisfeito com, entre outros fatores, a cordialidade e a competência.

5.1.5 Qualidade no atendimento ao cliente

A competitividade cada vez maior em nossa sociedade nos faz ter uma necessidade de evolução constante. Para Aguayo (1993), a satisfação de quem compra determina a sobrevivência de um produto ou serviço. Para conseguir satisfazer o cliente é necessário ter qualidade, um conceito muito falado, mas nem sempre aplicado. A qualidade pode ser entendida como o conjunto de características que propicia atingir, ou até ultrapassar, a expectativa do cliente.

Quando se fala em atendimento ao cliente, pode-se pensar em nossas próprias experiências em atender e ser atendido. Exercemos diferentes papéis em diferentes momentos. Então, já que esses papéis são desempenhados por nós mesmos, temos que perceber e refletir sobre nossos comportamentos, experiências, valores e idéias tanto como clientes quanto como atendentes. Atender, antes de tudo, é relacionar-se com outras pessoas para satisfazer uma necessidade. Mas não se deve pensar que existe somente a necessidade de um único produto ou serviço. Temos necessidades de relacionamento permanentes, somos seres sociais. Então, junto com o produto ou serviço está também o contato pessoal que, quando bem trabalhado, pode ser a grande diferença no atendimento.A melhoria no atendimento ao cliente não passa apenas por uma teoria, mas sim por conhecimentos e habilidades de como praticar. A estratégia para atender clientes é muito mais do que um sorriso contagiante, ou um conjunto de frases decoradas. Nem mesmo um verdadeiro desejo de agradar é suficiente: é preciso desenvolver habilidades de comportamento e atitudes pessoais que serão praticas não só na frente do cliente, mas sim no dia-a-dia da organização.

Segundo Kotler (2000) são princípios básicos para o bom atendimento ao cliente:

Conhecimento. É preciso ter conhecimento do que, como, onde, quem, por que se faz. Quanto à técnica, pode-se fazer a contínua preparação das pessoas através de treinamentos, balanceando aspectos comportamentais e informacionais. Complementando essa formação, todos devem conhecer a empresa onde trabalham, suas metas, serviços e produtos.

Relacionamento. A relação entre quem atende e quem é atendido deve ser baseada no objetiva “ganha-ganha”, os dois devem sair ganhando. Através do relacionamento interpessoal pode-se criar as condições para uma boa percepção dos interesses de ambos os lados. Assim é possível respeitar o cliente e identificar melhor suas necessidades.

Comprometimento. Através do engajamento, as pessoas podem assumir os objetivos propostos, planejando-se e realmente cumprindo prazos e metas.

Confiabilidade. Atendimentos e serviços estão baseados na ética e responsabilidade. Assim é possível realizar um serviço confiável, de forma a preservar informações sigilosas e restritas do cliente. Além disso, a eficiência no serviço, por si só, já garante maior confiança por quem está sendo atendido.

Postura. A apresentação e postura profissional adequada transparecem no comportamento e atitudes em situações corriqueiras e sempre presentes em todos os detalhes do atendimento.

5.1.6 Conquistando os clientes para sempre

Conquistar clientes para sempre significa alcançar a fidelização do cliente. Para que isso aconteça, é preciso que a. empresa quebre paradigmas e tenha como foco principal não só a conquista, mas também a fidelização dos seus clientes.

Existem algumas atitudes que podem mudar definitivamente o relacionamento da empresa com seus clientes. Dentre as quais, Kotler (2000) destaca:

Se o cliente pergunta se a empresa pode fazer alguma coisa por ele, a resposta deve ser sempre sim, desde que, de alguma forma, esteja relacionada ao seu negócio;
A empresa deve querer cuidar de seus clientes;
Uma das piores coisas que se pode fazer é cobrar mais do cliente do que ele tenha estimado. A empresa deve embutir uma reserva para poder comprar um pouco menos;
Ser simpático com as pessoas é apenas 20% da prestação de bons serviços aos clientes. A parte importante é projetar sistemas que permitam a empresa fazer o trabalho de maneira correta da primeira vez. Nem todos os sorrisos do mundo irão ajudar se o produto ou serviço não for aquilo que o cliente deseja;
As pessoas que tratam diretamente com clientes devem ter autoridade para resolver problemas;
A coisa mais importante para um cliente é que a empresa faça tudo aquilo que prometeu;
As críticas dos clientes são mais valiosas que seus elogios, principalmente para que a empresa não corra o risco de repetir o mesmo erro;
Se o cliente pede alguma coisa que a empresa não tenha, ela deve tentar conseguir. Mesmo que para isso a empresa tenha que entrar em contato com alguns de seus concorrentes e fazer acordo com eles;
A empresa deve estabelecer metas elevadas e continuar a elevá-las logo que sejam atingidas.
Nesse sentido, a fidelidade do Cliente deve ser considerada um ingrediente altamente perecível, isto é, deve-se sempre partir da idéia de que o cliente deixará de comprar da empresa por qualquer motivo, por mais fútil que seja, por isso a relevância de a empresa se cercar de todos os cuidados.

Não é mais segredo. Para a maior parte das empresas, a fidelidade do Cliente é a chave para a lucratividade e o crescimento futuro.

5.2 Apresentação do caso prático

5.2.1 Caracterização do objeto de estudo: A loja Mika Modas Ltda

A loja Mika Modas Ltda., foi inaugurada em setembro de 2003, em Betim – MG na Região do bairro Jardim das Alterosas, localizada na Avenida das acácias 800, Cep: 32.653-650.

A matriz já funciona á 35 anos e seu nome fantasia também é Lojas Paraíso da Cegonha, uma loja de 300 m2 e que a princípio começou com apenas quatro funcionários. Hoje para atender a demanda de clientes conta com colaboração de dez funcionários, sendo uma gerente, duas crediaristas e sete vendedores. Colaboradores que buscam proporcionar bom atendimento aos clientes.

A loja Mika modas utiliza a filosofia de vestir e calçar as pessoas, e também é especializada em brinquedos e material escolar. Encontram-se várias marcas com auto padrões de design e inovações, oferecendo saúde, proteção, conforto, segurança e beleza aos clientes.

Hoje a loja atente um público maior de mulheres que são as melhores consumidoras, devido a cada período festivo do ano é que podemos melhor oferecer ao cliente (voltam às aulas, material escolar, dia das crianças, brinquedos). A loja oferece uma grande variedade de modelos e marcas como ADIDAS, NIKE, SAN MARINO, VIA UNO, DAKOTA, VIZZANO, BOLSAS CHENSON, entre outras.

A loja tem um ambiente agradável, onde os funcionários exercem suas funções com alegria e descontração, tornado assim um atendimento mais confortável e amigável para os clientes; a loja Mika Modas facilita condições de pagamentos, como crediário próprio, vendas com cartões, cheques e fornece um desconto em pagamento à vista.

A loja Mika Modas acredita ser fundamental, aperfeiçoar melhor o atendimento e um bom relacionamento de seus funcionários com seus clientes, pois o mercado está altamente competitivo e com constantes alterações de desenvolvimentos tecnológicos, onde o comércio tende a se desdobrar para inovações de atendimento e qualidade em produtos e serviços, sendo exigido cada vez mais a melhoria de relacionamento no atendimento dos colaboradores da loja para seus clientes.

6. Analise e apresentação dos resultados

Este questionário foi aplicado á 70 clientes da Loja Mika Modas Ltda.

5% dos entrevistados responderam que a organização da loja é ruim,20% declararam que a organização é regular; 40% responderam que é bom e 35% a que a loja é bem organizada.

80% dos clientes responderam que encontraram o que queria e 20% declararam que não foi encontrado na loja o que eles queriam.

5% dos clientes da loja deram nota 7 para a vendedora Marina,5% nota 9, 10% nota 8 enquanto 20% atribuiu a Marina nota 10.

55% dos clientes atribuiu a vendedora Flávia nota 5 ,15% deram nota 6 20% nota 7 e 10% dos clientes deram nota 4.

Para a vendedora Danielle,30% dos clientes atribuiu nota 10 ,10 % nota 6, 10% nota 7, 20% nota 8 e 25% nota 9..

10% atribuíram ao vendedor Pedro nota 7, 10% nota 9, 20% nota 6 e 60% nota 5.

Para a vendedora Janaína 20% dos clientes atribuiu nota 10, 10% nota 9, 15% nota 8, 30% Nota 6 e 5% notas 5.

10% atribuíram a vendedora Marise nota 7, 10% nota 9, 20% nota 6 e 60% nota 5.

55% dos clientes atribuiu a vendedora Regina nota 5 ,15% deram nota 6 20% nota 7 e 10% dos clientes deram nota 4.

Para o crediário 1% foi atribuído nota 1, 5% nota 3, 4% 9, 25%notas 3 e 6 10% nota 10.

15% dos clientes responderam ser o preço, 25% a localização por ser um ponto estratégico,25% diz ser a vitrine,30% a qualidade dos produtos,já 10% acreditam ser a indicação.

7- Propostas de solução

Dar um treinamento os funcionários baseados em Procedimentos operacionais Padrão , com cuidado especial, se possível no local de trabalho e por pessoa que já conhece a função. É um treinamento para conhecimento tácito.para que todos os profissionais sejam bem treinados e com excelentes condições de desenvolver suas atividade

Para a satisfação dos consumidores, a loja deve utilizar-se de métodos para mensurar o nível de satisfação dos seus clientes tais como: sistema de reclamações e sugestões, pesquisa dos níveis de satisfação dos clientes, , análise dos clientes perdidos, caixa de sugestões e reclamações, reunião com grupos de clientes .

“O melhor investimento que loja pode realizar é criar boa vontade” (Cobra: 1992). Esta boa vontade com os clientes é de suma importância para o sucesso de qualquer organização. Pois o cliente só será fiel enquanto assim lhe convier e por pouco tempo, até ele arranjar melhores condições para barganhar. Neste contexto é necessário pesquisar o consumidor/cliente para saber o que eles valorizam como qualidade de atendimento, pois o que é qualidade para um cliente poderá não ser para outro.

Para melhor organização das vitrines, a loja deverá procurar o SEBRAI buscando alternativas, e oferecendo cursos para que as vitrines sejam mais atrativas

O relacionamento tem aspectos tangíveis, visíveis e claramente definidos como direitos e deveres de fornecedores e clientes, mas também aspectos intangíveis não claros que podem deteriorar o relacionamento. Um bom relacionamento só se constrói com base em bons serviços aos clientes

A Loja deverá estar empenhada em identificar e construir relacionamentos estratégicos,para que se obtenha o empenho dos os funcionários

Para fidelizar os clientes a loja deverá oferecer serviços agregados a seus produtos antes, durante e após a venda. Os clientes procuram um relacionamento de longo prazo, onde as necessidades individuais possam ser atendidas não somente hoje, mas também no futuro.

Para a reformulação da proposta de crediário, deverá atualizar os programas de computadores,dar um treinamento os crediaristas.A aparência torna um fator fundamental. A loja deverá uniformizar seus vendedores, estimulando-os a melhorar sua aparência tornando um ambiente mais atrativo..

8- Conclusão

A loja deve se empenhar em conhecer o comportamento do consumidor dando importância ao atendimento ao cliente, o lado humano da qualidade e a auto motivação. Devem provocar mudanças, criar times virtuais, evitar o trabalho solitário, fazer mais reuniões, e, sobretudo devem ter em mente de que o bom atendimento não se consegue com dinheiro, é preciso dedicar-se pessoalmente.

Atendimento a varejo nunca foi fácil. Os clientes difíceis fazem parte do dia a dia. Devemos tentar satisfazer os clientes difíceis, pois um cliente insatisfeito, além de não comprar mais, ainda faz propaganda contra, trazendo prejuízos em valores expressivos.

Os funcionários devem saber que é muito importante um bom atendimento, e para isto os treinamentos de pessoal se fazem necessários e contínuos. Inclusive os mesmos devem participar da estruturação do programa de treinamento. Havendo envolvimento de todos, o comprometimento é maior, e há mais chances em se obter um bom resultado.

É fundamental uma comunicação eficiente, para mantermos um ótimo relacionamento com os clientes. Ela pode ser através de carta, por via postal ou interativa; por telefone ou pessoalmente. É muito importante o uso de computadores, onde podemos manter dados cadastrais atualizados de fácil acesso, evitando assim a demora no atendimento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

AGUAYO, R. Dr. Deming: o americano que ensinou a qualidade total aos japoneses. Rio de Janeiro: Record, 1993.

COBRA, Marcos. Administração de Marketing. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1992.

PORTER, Michael E. (1989) “Vantagem Competitiva”, Campus, Rio Janeiro, Campus, 1989.

FERREIRA, Sérgio; SGANZERLLA, Silvana. Conquistando o Consumidor. São Paulo: Gente, 2000.

KOTLER, Philip. Administração de Marketing: A edição do novo milênio. Tradução por Bazan Tecnologia e Lingüística. 10ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000.

____________A Folha de S. Paulo, de 28/12/90,

ANEXO 1 – QUESTIONÁRIO APLICADO AOS CLIENTES DA LOJA MIKA MODAS LTDA

FALE COM A GENTE A GENTE PRESCISA DE VOCÊ

PARA AUMENTAR E MELHORAR

NOSSOS SERVIÇOS

Questionário

Este questionário tem por objetivo fazer uma sondagem sobre o atendimento ao ciente da loja

1) Como é a organização da loja?

2) Organização da loja: __ótimo__bom__regular__ruim

3)Encontrou tudo o que queria? ___sim ___não se não, o que

procurava?________________________________________________________________

4) dê uma nota para o seu vendedor (0-10)____nome do vendedor ______________

5) dê uma nota para o crediário (0-10): ________

6) o que te levou a comprar na loja? ____localização ____ vitrine

____ indicação de ____qualidade ____ preços

outras pessoas dos produtos

____ Outros /Quais__________________

COMENTÁRIOS E SUGESTÕES


Obrigado por colaborar

Com a sua opinião LOJAS PARAISO

A gente pode melhorar

E muito, todos os

Nossos serviços.

Atributos de Satisfação

0

Autoria: Bel Cabral

Atributos de Satisfação nos Serviços de Hotelaria: uma perspectiva no segmento da terceira idade

Introdução

Neste trabalho, resumimos o artigo de Salomão Alencar de Farias e Rubens da Costa Santos, que discute a satisfação dos consumidores de um segmento muito importante e delicado, o da terceira idade, dentro do serviço hoteleiro. Os autores chegaram, após todo o estudo e análise do conteúdo, a um grupo de nove atributos de satisfação para serviços de hotelaria. O mais citado foi o atendimento, que acaba indicando que quando se investe na melhoria do atendimento de um hotel, pode-se incrementar a satisfação deste segmento tão exigente que é o da terceira idade.

O grupo também coletou informações sobre um hotel, da rede Accor, voltado somente para a terceira idade. Este hotel foi desenvolvido com sensibilidade e profissionalismo serviços exclusivos destinados a este empreendimento único. O hotel foi visitado por alguns membros do grupo que puderam observar de perto toda a infra-estrutura deste Flat Parthenon.

O Consumidor da Terceira Idade

Identificando o Consumidor da Terceira Idade

Foram feitas pesquisas para definir a idade que caracteriza o consumidor da terceira idade. Ficou definido que indivíduos com mais de 55 anos estão na idade da maturidade, pois eles têm interesses diferentes de mercado. Os pesquisadores acabam ignorando os consumidores que têm idades inferiores a esta, dentro do segmento maduro. Porém, para se ter uma análise mais profunda sobre este grupo, é preciso usar mais de um indicador para definir o segmento, mas ao mesmo tempo torna-se um facilitador nos estudos desta natureza.

O segmento de terceira idade não é necessariamente um grupo homogêneo de consumidores, pois essas pessoas com 55 anos ou mais, podem ser pessoas no auge de sua carreira profissional, com renda fixa e com filhos em casa. Mas também essas pessoas deste segmento podem ser aposentadas, com baixa renda e que moram sozinhas.

Isso faz com que essas pessoas tenham um vasto leque de interesse e necessidade por produtos e serviços específicos. Os consumidores maduros sofrem com as mudanças fisiológicas que levam eles a procurarem embalagens diferenciadas, placas com letras grandes, entre outros para ajudar com essas mudanças. Isso faz com que lugares como supermercados sofram mudanças para melhor atender seus clientes. Na vida dessas pessoas, também acontece uma mudança psicológica onde elas vão procurar serviços que vão ajudar nas suas vidas sociais.

O método mais fácil para se fazer uma pesquisa é pela idade cronológica, porém não é necessariamente o melhor. Deve ser considerada também a idade psicológica, pois ela é a idade de como a pessoa se sente. Muitas vezes elas têm 60 anos mais se sentem como se tivessem 50 e o seu comportamento vai depender deste fator. Pode-se fazer uma pesquisa para esta segmentação do mercado através de renda e saúde, estilo de vida (o nível de atividade e tempo) e o psicológico.

O Consumidor da Terceira Idade no Brasil

A população brasileira acima dos 50 anos de idade passou de 7 para mais de 14 milhões de habitantes nos últimos 20 anos e agora representa mais de 12% da população do país. Existem previsões também que em 20 anos, o Brasil venha a ficar em terceiro lugar no ranking de número de consumidores da terceira idade. No Brasil, o grupo etário velho é o que mais cresce, o crescimento de pessoas com mais de 70 anos aumentou em 140% entre os anos de 1960 e 1980.

Em um estudo realizado nos Estados Unidos sobre este segmento, afirma que há um enorme grupo de consumidores potenciais no mercado que possuem dinheiro para gastar, tempo para comprar e com necessidade de novos produtos e serviços. Este grupo está crescendo muito, mas ainda não criou uma lealdade a lojas ou marcas de produtos. O administrador que focar o seu empreendimento neste segmento, certamente ganhará muito dinheiro devido ao crescimento ascendente da população da terceira idade. Este segmento cresce pois os hábitos e vida dessas pessoas mudaram fazendo que sua saúde e expectativa de vida aumentassem e conseqüentemente fazendo com que a procura por serviços e produtos específicos aumentassem.

O Comportamento do Consumidor da Terceira Idade

O envelhecimento faz parte do ciclo de vida biológico, psicológico, social e espiritual, acontecendo diferentemente para cada indivíduo. É, portanto, uma conseqüência inevitável, variando somente o tempo em que isso vai acontecer com cada um, mas o processo é sempre o mesmo.

No envelhecimento biológico há uma alteração nas nutrições necessárias de alimentação, como alimentos dietéticos para quem tem diabetes. Existem também roupas de tipos e tamanhos específicos, pois as medidas corporais também se alteram com o passar dos anos.

O processo de envelhecimento psicológico traz à pessoa da terceira idade uma busca por informações devido a sua falta de memória, compreensão e até avaliação. Mas ao mesmo tempo, junto com o envelhecimento vem o acumulo de experiências passadas e uma sabedoria maior.

O envelhecimento sociológico se dá com uma redefinição das necessidades da terceira idade e assim, empresas podem se beneficiar se caso compreenderem essas mudanças. O mercado vai criar um novo segmento para seus produtos ou serviços com o objetivo desses novos consumidores se adaptarem.

Sobre o envelhecimento espiritual não existe muito que se falar, pois nada se pode provar quanto a espíritos, a não ser que exista uma pesquisa muito grande e detalhada.

Essas perspectivas devem ser analisadas para melhor entender o comportamento do consumidor maduro, que examina e analisa o melhor e mais minuciosamente o produto ou serviço que irá adquirir. Para atender as exigências, só mesmo entendendo-os.

Satisfação dos Consumidores da Terceira Idade

Estudiosos apontam o consumo da terceira idade de maneiras diferentes. Os fatores mais notados são: idade, educação e renda. Pode-se notar que o idoso que tem um alto nível educacional, possui um conhecimento do mercado mais apurado, fazendo com que suas exigências com produtos e serviços sejam mais altas e suas expectativas maiores.

Com o envelhecimento a satisfação tende a ser mais baixa, pois satisfação está ligada diretamente com as expectativas que o cliente tem. Portanto, muitas pessoas da terceira idade não vão atrás de informações sobre um determinado produto ou serviço, fazendo com que sua expectativa não seja alta e contribuindo mais para a satisfação.

Os consumidores idosos de hoje são bem diferente dos de antigamente, hoje eles se consideram mais jovens e querem aproveitar a vida antes de se preocupar com o dinheiro. Isso acontece devido a mudanças sociais, culturais e tecnológicas que provocam uma mudança no pensamento das pessoas. Hoje em dia, é natural uma pessoa da terceira idade ficar em um hotel nos Estados Unidos, para poder fazer novas amizades e ter uma “nova” liberdade, ser jovem no psicológico. Esta mudança está ocorrendo agora no Brasil e aos poucos vai fazer parte do cotidiano de todos.

Serviços na Hotelaria

Serviços são pacotes de qualidades que podem levar a uma satisfação do consumidor, porém somente após a sua utilização. O serviço não é como um produto que ao fazer uma decisão de compra já se sabe se vai gostar ou não. Pelo contrário, quando se “compra” um serviço, só irá se avaliar se gosta ou não após o termino de todo o processo. Serviços são intangíveis, não são estocáveis e nunca podem estar longe de quem os irá proporcionar ao consumidor.

O desempenho do serviço ocorre no que se chama “encontro do serviço”, que é quando o consumidor interage diretamente com quem está oferecendo o serviço, a experiência que o consumidor vai sofrer durante o processo. Tudo está envolvido neste processo, desde aspectos físicos até tempo de espera.

A performance e a qualidade do serviço estão associadas, pois é isso que faz a satisfação. Deve-se administrar bem a qualidade total, pois ela aumenta a satisfação que um cliente possa ter. As expectativas também têm um papel importante para a satisfação. Quando um consumidor vê propagandas, comerciais ou fala com atendentes por telefone, ele cria uma expectativa do produto ou serviço. Se o produto ou serviço for muito melhor do que ele esperava, então a satisfação é maior. Caso contrário, sua satisfação não será uma das melhores. As pessoas tendem a mudar de empresas quando não está satisfeito com o que lhes está sendo oferecido. Para obter uma satisfação geral alta do cliente, o administrador deve cuidar para que todo o processo tenha um resultado adequado à demanda. A satisfação é uma avaliação do serviço como um todo.

Pesquisa e Metodologia

Problema e Objetivo da Pesquisa

Considerando o segmento de mercado da terceira idade que consome os serviços de hotelaria, deve-se observar quais são os atributos de satisfação relevantes neste serviço dos consumidores pertencentes a este segmento. O objetivo principal deste problema foi identificar os atributos de satisfação dentro da hotelaria, com os consumidores da terceira idade, usando uma metodologia qualitativa.

A satisfação do consumidor aumenta se houver uma comunicação verbal positiva, a lealdade de quem oferece o serviço, entre outros. Se existir por parte do administrador deste serviço um interesse em conhecer o grau de satisfação do cliente, suas ações poderão ser tomadas para que somente melhorias aconteçam. Um consumidor satisfeito é beneficio e dinheiro para uma empresa.

Técnicas de Pesquisa Utilizadas

Esta pesquisa tentou esclarecer, primeiramente o tema que é a satisfação do consumidor na terceira idade, através de uma revisão bibliográfica e de uma pesquisa qualitativa. Essa técnica de entrevistas pessoais analisa histórias ou incidentes ocorridos com as pessoas e os classifica como dados. Isto facilita para determinar uma fonte de satisfação ou insatisfação dos consumidores perante um encontro de serviço.

Estabeleceu-se então cinco passos para aplicar esta técnica:

O estabelecimento do objetivo geral da pesquisa
O desenvolvimento de um plano para a coleta das informações
A coleta de dados
A análise e classificação dos dados
A interpretação dos dados
O objetivo estabelecido nesta pesquisa foi identificar incidente satisfatório, de acordo com os consumidores de serviços do segmento hoteleiro. Para isso, também foi imposto um roteiro de entrevista, onde se perguntou o que o hotel deveria oferecer ao hóspede, o que ele precisa para sua satisfação, porque isso é importante, se durante a estadia se havia acontecido algo satisfatório ou não e se estava a trabalho ou de férias.

Amostra da Pesquisa e Coleta de Dados

A amostra foi realizada com pessoas com faixa etária de 55 anos de idade ou mais, que tinham sido hóspedes de hotéis identificados com 3, 4 ou 5 estrelas, brasileiros, homens ou mulheres e ficaram hospedado por pelo menos 3 dias. Foram selecionadas 20 pessoas abordadas na recepção dos hotéis para responder ao questionário. Esta pesquisa durou duas semanas em hotéis na área metropolitana, conduzidas por uma profissional graduada em Administração de Empresas. Os hóspedes que participaram espontaneamente da entrevista é que fazem parte da amostra dessa pesquisa.

Essa pesquisa foi realizada em novembro de 1997, com uma duração de 25 minutos aproximadamente cada entrevista. No hotel três estrelas foram entrevistadas 10 pessoas, no de quatro estrela 7 pessoas e no de cinco estrelas foram entrevistadas 3 pessoas.

Resultados

Perfil dos Sujeitos da Pesquisa

Dos entrevistados, 12 eram do sexo masculino e 8 do sexo feminino, com idades no intervalo de 55 a 70 anos. Destes respondentes, 16 estavam viajando de férias e 4 a trabalho. Porém, não houve nenhuma divergência nos atributos especificados entre os hóspedes em férias e a trabalho.

Análise do Conteúdo

Chegou-se a nove atributos após a análise das entrevistas. Algumas frases, que deram origem aos atributos, dizem respeito a aspectos físicos ou partes tangíveis do serviço, enquanto as restantes se referem a interação do hóspede com funcionários do hotel (como a camareira ou recepcionista).

Atributos
Freqüência

Atendimento do hotel
16

Agradabilidade do hotel
13

Limpeza do hotel
12

Conforto do quarto
07

Segurança do hotel
06

Preço da diária
06

Infra-estrutura do hotel
05

Localização do hotel
04

Serviço de copa
04

Esta tabela apresenta o resultado da análise do conteúdo das frases dadas nas entrevistas. Observando a tabela, pode-se chegar a conclusão de que o atendimento é o fator mais importante para as pessoas entrevistadas, pois foi citado em 16 de 40 frases. Logo em seguida vem a agradabilidade, o que está relacionado com a decoração e o atmosfera do ambiente do hotel, algo bem subjetivo. Em terceiro lugar tem-se a limpeza ou higiene do hotel.

Antes das entrevistas, a expectativa era de que o conforto do quarto ficasse em primeiro lugar, pois se pode dizer que é a parte central de um pacote de serviços. Porém, o mesmo só foi mencionado em sete frases. A segurança e o preço da diária foram mencionados seis vezes. A infra-estrutura, que aborda lugares como a piscina, restaurante, etc foi citada cinco vezes. Por último, a localização do hotel e o serviço de copa, foram citados apenas 4 vezes.

O atendimento bom e personalizado e os descontos nas diárias contribuíram para a satisfação. Contudo, a insatisfação apareceu quando foram mal atendidos, quando o serviço de quarto não foi bom, quando apareceram defeitos nos banheiros, pequenos furtos, ou quando o preço não era o que se esperava. Através desta pesquisa, os dados se tornaram qualitativos e o consumidor esteve presente, o que é extremamente necessário quando se faz este tipo de pesquisa.

Residencial Santa Catarina

Junto com o aumento da expectativa de vida, as pessoas estão mudando suas perspectivas e querendo aproveitar melhor esta parte de suas vidas. Para estas pessoas, é fundamental escolher um estilo de vida aberto para novas experiências e atividades que promovam o crescimento pessoal. Isso implica que se deve dar muita importância para o local onde vai morar.

O Residencial Santa Catarina é o primeiro flat da capital, pronto para morar, arquitetado para aquelas pessoas que estão vivenciando esta terceira e nova idade. Este flat pertence à rede Accor/Parthenon. Aqui, todos os hóspedes ou residentes tem um Assisted Living, onde eles serão assistidos físico e emocionalmente para que tenham saúde por mais tempo. Este projeto constitui de uma arquitetura especial, serviços diferenciados e atividades voltadas para este segmento. Isso tudo visa promover a liberdade, sociabilidade e convivência entre hóspedes, fazendo com que eles tenham mais alegria em viver.

Visitando o Residencial Sta. Catarina pode-se perceber melhor a diferença entre um Flat Parthenon executivo e o Flat Parthenon direcionado para a terceira idade. A princípio não há tanta diferença em questão de seu aspecto físico, porém Erica (recepcionista) demonstrou cada vez mais aspectos mais maravilhosos e com tanta preocupação e dedicação.

Pontos Estratégicos:

Barras no elevador e nos corredores para apoio
Piso ante derrapante
Piscinas aquecidas com barras protetoras e médicos fisioterapeutas de plantão
Farmácia e médicos de plantão 24 horas (também disponível um pronto socorro)
Um orquidário para o lazer, pátio e salas de jogos (dama, xadrez), sala de artes, café shop com piano
Templo católico
Botões de emergência em todos ambientes
Alimentação (quatro refeições) monitorada pela nutricionista
Entre outros
São mais de 30 funcionários a disposição dos hóspedes em respeito à hospedagem e atendimento. Este flat é uma revolução na medicina e no habitat da terceira idade. Uma outra curiosidade é que o Flat Parthenon Sta. Catarina não foi criado para arrecadar fundos, mas sim para apoiar o imenso trabalho que o Hospital Sta. Catarina oferece. O flat está localizado na Rua. Leôncio de Carvalho 98 no Paraíso próximo ao metro Trianon masp.

Conclusão

O consumidor da terceira idade é mais exigente e isso torna mais complexo o serviço. A satisfação deste público não depende somente de suprir necessidades, mas sim de entender e fazer parte deste processo. É por este motivo que este é o segmento que mais cresce no mundo.

Os hóspedes na terceira idade necessitam de um extra atendimento, agradabilidade do hotel, limpeza, conforto do quarto, segurança, preço da diária, infra-estrutura correta e serviço de copa. Assim como qualquer outro hotel, independentemente do segmento, é necessário o bom marketing, porém quem definirá o nível de qualidade final serão os funcionários que farão parte da vida desses novos hóspedes.

Sugestões para Estudos Futuros

O campo de estudo da satisfação dentro da área do comportamento do consumidor é bastante rico, permitindo diferentes abordagens de pesquisa. Quanto ao estudo da satisfação da terceira idade pode ser aplicado a um número maior de consumidores, abrangendo diferentes regiões do país para explicar a satisfação do consumidor, Ex: a atribuição, as emoções e a equidade.

Em uma segunda etapa seria desenvolvido um instrumento de coleta com uso de técnicas avançadas, como a generalização dos resultados. Além de hotéis os serviços poderiam abranger hospitais,planos de saúde, supermercados,seguradoras etc. A partir do momento que este segmento tornar-se importante, através de marketing, pesquisas compreendam o processo de satisfação deste consumidor, beneficiará tanto as empresas como os indivíduos, e serão aceitas pela comunidade científica,acadêmica e empresarial do Brasil.

Biomas e Impactos Ambientais no Hotel

0

Autoria: Adriana Queiroz

Biomas e Impactos Ambientais no Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba

INTRODUÇÃO

O tema proposto nos remete diretamente a uma relação entre o Homem e a Natureza. Ao iniciarmos um planejamento, devemos nos lembrar que nossa principal matéria-prima é O HOMEM, pois é ele quem tem o poder de manejar, construir, acrescentar, plantar, realizar, porém também é o homem quem pode destruir, matar, retirar, enfim acabar com a natureza. Partindo-se desse princípio notamos a grande preocupação que nos últimos anos vem se acentuando com o meio ambiente, daí o turismo tornar-se uma atividade tão criticada por sua utilização indiscriminada. Muitas de suas realizações são compatíveis em áreas naturais, em especial o ecoturismo, o turismo de aventura, com tendência significativa de “viver a natureza”. Essa é uma das propostas do HOTEL TRANSAMÉRICA ILHA DE COMANDATUBA, que tem a preocupação de aumentar o interesse pelo espaço natural, resgatando assim a natureza.

Apresentamos, pois o nosso tema, ou seja, um levantamento do Bioma e das paisagens, identificando os atrativos naturais e a ocupação dos espaços e exploração da natureza pelos empreendimentos. Escolhemos o HOTEL TRANSAMÉRICA ILHA DE COMANDATUBA, um resort localizado no município de Una, na Bahia, para mostrar como o mesmo utiliza esses atrativos em suas propagandas, em suas paisagens, em seus biomas e em seus tipos de passeios. Acrescentamos, ainda, a interação do hotel com a população local, o seu interesse pelos projetos futuros, interesse pela difusão do ecoturismo e reeducação ambiental .

Ao final, buscamos destacar aspectos relacionados ao Marketing , o Turismo na atualidade e suas perspectivas e o Impacto Econômico sobre o Turismo nos dias de hoje.

DESENVOLVIMENTO

1. APRESENTAÇÃO DO RESORT

HOTEL TRANSAMÉRICA ILHA DE COMANDATUBA

A 50 km de Ilhéus, separada do continente por uma pequena distância, está a melhor alternativa de lazer de luxo do Brasil: a Ilha de Comandatuba. Único resort brasileiro a constar da seleta lista do The Leading Hotels of The World, é também único em sua combinação exclusiva de requinte, ecologia, conforto, tranqüilidade e diversão. Os hóspedes são recebidos no aeroporto e levados em ônibus privativos até o ancoradouro, para uma travessia de alguns minutos em balsa própria. Assim que chega, o hóspede da Ilha de Comandatuba torna-se dono de 21 km de praia intocada, cercada por coqueirais centenários e jardins tropicais de mais de um milhão de metros quadrados. Ao lado desta imersão completa na natureza, há ainda mais de 80 opções diversificadas de esporte e lazer, para todos os gostos e idades.

A riqueza da fauna e da flora pode ser observada em toda a extensão da Ilha de Comandatuba e região. Os passeios são agradáveis lições sobre o ecossistema local. São grandes atrações a caminhada pelas pontes suspensas do Eco Parque de Una e o Safari da Lama Negra. Vale a pena também conhecer o manguezal pelo píer, energizar-se na fazenda Dona Vida e ter um encontro com a cultura baiana, nas cidades de Ilhéus (terra de Gabriela) e Canavieiras, com seus casarões antigos. Descanso é praticamente sinônimo de Ilha de Comandatuba: sombra, água fresca e um horizonte de coqueiros. O único barulho que o hóspede ouve aqui é o do vento contra as folhas, ou dos pássaros madrugadores.O único congestionamento que pode enfrentar é o dos siris em fileira na areia. A única hora marcada é para andar, por exemplo, de caiaque. E a única incerteza será a dúvida entre tanta coisa boa para se fazer ou não fazer absolutamente nada.

Cada dia, uma emoção: este é um dos lemas da Ilha de Comandatuba. São diversas alternativas de esportes e lazer oferecidas como bicicleta, tênis de praia, futebol de sabão, arco e flecha, aulas de dança, futebol, vôlei de praia, hidroginástica, musculação. As opções de esportes náuticos são inesgotáveis: caiaque, vela, big banana, ski aquático, windsurf, lancha, escuna, mergulho. Há instrutores e monitores à disposição para quem quer arriscar um esporte pela primeira vez. Predileções à parte, a pesca oceânica na região é excelente. As águas de Comandatuba são as melhores de toda a Costa Atlântica para se fisgar peixes. O hotel criou uma infra-estrutura capaz de proporcionar às crianças toda diversão, e aos pais a tranqüilidade de saber que elas estão brincando em segurança.

Uma equipe de baby-sitters (sob solicitação) cuida dos menorzinhos, e outra de monitores se dedica aos maiores de quatro anos. A Casa das Crianças é um espaço onde vale tudo: confecção de pipas e bonecos, jogos, gincanas, campeonatos. As atividades para as crianças só confirmam que elas são hóspedes muito bem vindos e por isso são tratadas com todo carinho e atenção que merecem. Em Comandatuba, o capricho da natureza aliado à excelente infra-estrutura do resort fazem com que os hóspedes se sintam num verdadeiro paraíso. Quando os pequenos se cansam de tanta atividade, podem correr para a piscina só deles, e depois almoçar no restaurantezinho Cravo e Canela, onde ninguém liga se eles repetirem a sobremesa. E quando se reecontrarem com os pais, terão certamente mil e uma estórias para contar.

Comandatuba é um destino cada vez mais procurado por turistas de todos os gostos e idades pois são quase 100 as opções de esporte e lazer. É o mais completo hotel de lazer do Brasil. A principal característica da Ilha é a sua infinidade de coqueiros. São mais de 25.000 coqueiros espalhados ao longo da mesma, formando um cenário de rara beleza. Os jardins são verdadeiras obras de arte que foram cuidadosamente projetados por Edward Stone, um dos maiores especialistas do mundo.

Ideal para o Ecoturismo, é um dos poucos destinos capaz de concentrar áreas de manguezal que abrigam rara fauna silvestre e parte da Mata Atlântica ainda intocável. A Ilha de Comandatuba ainda abriga a reserva Biológica de Una e é considerada por cientistas e ambientalistas uma das áreas mais importante do planeta para conservação ambiental, devido ao grande número de espécies animais e vegetais, muitas delas ocorrendo exclusivamente nessa região. Toda a estrutura do hotel visa o contato direto com a natureza e propicia o descanso. Basta usufruir da sombra, água fresca e o horizonte de coqueiros. No hotel, o hóspede mergulha na natureza e sente a brisa, escuta os pássaros, observa a luz do sol entrando entre os coqueiros , aprecia com tranqüilidade o nascer e o pôr do sol. Aprecia, enfim toda a tranqüilidade que a natureza oferece.

Os apartamentos, suítes e bangalôs foram decorados por Sig Bergamin. Charmosos e alegres, como devem ser os aposentos de um resort, os apartamentos voltados para a praia são em tons de azul e aqueles com vista para o coqueiral, esverdeados. A arquitetura do hotel cria uma atmosfera de perfeita integração com a paisagem, um diálogo feliz entre o concreto, as madeiras nobres, o requinte das instalações e a nobreza da vegetação circundante. As 370 acomodações, entre bangalôs, suítes e apartamentos, são decoradas com leveza, informalidade e sofisticação, totalmente equipadas.

2. CONCEITO DE BIOMAS

Biomas são as grandes formações vegetais encontradas nos diferentes continentes e devidas principalmente aos fatores climáticos (temperatura e umidade) relacionados à latitude, ou seja, é um conjunto de formas de vida que ocupam determinada área natural, sob influência de um mesmo tipo de clima. Os lugares estão agrupados em continentes, tanto por sua geografia como por sua história. As diferentes paisagens que diferenciam os lugares não são apenas o resultado das condições naturais, mas também do trabalho acumulado por gerações e gerações. Continentes são um exemplo dos diversos conjuntos espaciais existentes na superfície da Terra. Que é um conjunto espacial? É uma maneira de reunir, pelo conhecimento, fatos geográficos que possuem características próprias, as quais estamos interessados em conhecer.

Um conjunto é formado por elementos que têm uma relação entre si, isto é, uma característica comum a todos eles. Existem vários conjuntos espaciais que podem ser definidos na superfície da Terra. Os continentes, os países desenvolvidos, as zonas climáticas são exemplos de conjuntos delimitados no espaço geográfico, e que podem ser representados em um mapa. Delimitar um conjunto significa traçar o contorno que abrange todos os lugares que apresentam uma característica comum, de acordo com as informações de que dispomos.

É possível formar vários tipos de conjuntos espaciais em função dos muitos aspectos que identificamos na realidade, tais como o relevo, o clima, os solos, a vegetação, uma bacia hidrográfica, um campo arado ou uma cidade. Certos conjuntos não são difíceis de delimitar.

Uma ilha, uma grande floresta ou uma cidade, por exemplo. Esses conjuntos podem ser observados a partir de um ponto mais elevado – de um avião ou por fotografias aéreas ou imagens de satélite. Em uma vista aérea, uma cidade aparece com seus contornos claros. Mas, quando viajamos de automóvel, trem ou ônibus, não conseguimos perceber claramente onde a cidade acaba e onde se inicia o campo que a circunda. Isso é explicado pela escala de observação: quanto mais nos aproximamos de uma paisagem, mais ricos serão os detalhes e mais complexas suas nuanças. Existem conjuntos formados por interações complexas de diversos fatores. A paisagem geográfica não é a simples adição de elementos desordenados, e sim o resultado da combinação dinâmica – portanto, instável – de elementos físicos, biológicos e humanos que, interagindo uns sobre os outros, fazem da paisagem um conjunto único e indissolúvel em perpétua evolução. Para delimitar os contornos das diversas paisagens que existem na superfície da Terra é necessário definir uma classificação em ordens de grandeza, na qual estejam presentes níveis superiores e inferiores.

Um ponto de partida para essa classificação, normalmente empregado pelos biólogos que fazem levantamento sistemático das espécies vivas, são os biomas, que constituem grandes conjuntos para se classificar e ordenar os sistemas de vida existentes na biosfera.

Um bioma inclui todas as plantas e animais adaptados a um clima comum. As características ecológicas da vegetação do bioma dependem das variações sazonais de temperatura e precipitação, ou seja, as variações de acordo com as estações do ano. Por isso, esses sistemas de vida são – quando considerados biomas terrestres – grandes formações vegetais, em que os animais mostram-se condicionados pela estrutura física do sistema vegetal. Assim, animais arbóreos precisam de árvores, como ruminantes necessitam de ervas. Nesse sentido, bioma é uma comunidade em que os seres vivos oferecem soluções para problemas comuns e, portanto, estão ambientalmente ligados.

Para entender a lógica de classificação dos biomas, poderíamos construir um continente imaginário que se estendesse desde as altas latitudes do Hemisfério Norte até o Cone Sul e procurasse sintetizar alguns dos processos básicos de formação das paisagens diferenciadas existentes na superfície da Terra. Esse continente seria mais largo no norte do que no sul para refletir a situação diferenciada na distribuição de terras e mares. Correntes quentes partiriam do Equador e seriam dominantes na fachada leste ou oriental. Por sua vez, as correntes frias dominariam a porção oeste ou ocidental, por causa do movimento de rotação da Terra de oeste para leste.

Nesse continente imaginário, teríamos no extremo norte: a tundra, que é um bioma marcado pela presença de vegetação rasteira, com líquens e musgos, e animais adaptados ao clima, como o urso polar. Segue-se a grande floresta boreal, também chamada de taiga, em que predominam os pinheiros, que é um vegetal de folhas acicufoliadas, isto é, em forma de agulhas, para reduzir a transpiração e suportar os longos invernos. As folhas do pinheiro, de difícil decomposição, são um dos responsáveis pela formação dos solos podzólicos nesse bioma.

A distância até o litoral explica a presença das estepes temperadas, propícias para uma vegetação rasteira que desaparece durante o inverno, quando o interior do continente fica coberto de neve. O desenvolvimento cíclico dessas grandes extensões de ervas é o grande responsável pela grande quantidade de húmus, que dá coloração escura aos solos das estepes e pradarias.
A floresta temperada, de folhas decíduas (isto é, que caem durante o inverno ou na estação seca), marca a fachada ocidental do continente, enquanto a presença de correntes quentes confere caráter subtropical às florestas que ocorrem na fachada oriental, cujo clima está em grande parte condicionado pelos mecanismos ligados à circulação atmosférica entre continente e oceano.

As correntes marinhas frias também explicam a presença de desertos e biomas semi-áridos na fachada ocidental, tanto no Hemisfério Norte quanto no Hemisfério Sul de nosso continente imaginário. Os desertos e as estepes semi-áridas são áreas em que as formas de vida estão adaptadas à escassez de água, a exemplo do cacto americano, cujos caules são capazes de reter água por longos períodos. Também se formam desertos nas áreas próximas às latitudes em torno de 30 graus, principalmente no Hemisfério Norte, já que os centros de alta pressão formadores dos alíseos – ventos permanentes que circulam entre as latitudes próximas aos Trópicos e ao Equador – estão sobre o continente, retirando a pequena umidade disponível nessas áreas e produzindo um efeito ressecante. Na área cortada pelo Equador, o encontro dos alíseos formando a Convergência Intertropical (CIT) resulta em uma zona de instabilidade que provoca chuvas regulares, durante praticamente o ano todo. Nessas áreas, surge a floresta tropical pluvial, latifoliada (isto é, de folhas largas para facilitar a transpiração, e perenes). Os limites dessa floresta são prolongados na porção oriental do continente, por causa da presença de correntes marinhas quentes e de ventos alíseos úmidos, como ocorre com a Mata Atlântica, no Brasil.

A floresta pluvial decídua marca a passagem para o clima tropical, com estação seca bem marcada. A vegetação mais representativa do clima tropical com estação seca bem marcada é a savana ou o cerrado, que é uma formação arbustiva-herbácea que se desenvolve sobre solos lateríticos. Uma vegetação de clima mediterrâneo, isto é, aquela situada nas latitudes subtropicais – nas quais os efeitos do mar são contrabalançados pela presença de grandes montanhas -, caracteriza-se pela estação seca no verão e pela presença da vegetação de maqui, que é formada por arbustos espinhentos de difícil penetração em seu interior. A idéia de uma vegetação que oferece resistência à penetração de um invasor foi lembrada pela Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial, cujos militantes se auto denominavam maquis. Realizada em nosso continente hipotético, essa classificação em biomas permite compreender os mecanismos básicos que interagem na formação dos grandes conjuntos vivos, e serve como guia para interpretar o mapa das formações vegetais.

2.1 A CLASSIFICAÇÃO DOS BIOMAS

Os biomas são grandes conjuntos de classificação da paisagem, que procuram sintetizar os mecanismos fundamentais de sua formação. Enquanto classificação, eles são produtos do conhecimento e, portanto, constituem uma abstração dos geógrafo e biólogos para compreender os mecanismos básicos dos sistemas de vida existentes no planeta. Hoje, no entanto, com as propostas de desenvolvimento sustentável, os órgãos internacionais estão adotando os biomas como unidades de gestão ambiental, isto é, destinadas à avaliação e ao planejamento dos recursos ecológicos em escala planetária. Em suma, aqui estão os principais tipos de biomas e suas características:

Tundra => Possui umidade e chuvas moderadas (precipitação de 10 a 1000 mm), frio perpétuo e verões muito curtos, altas latitudes e altitudes, solo congelado a maior parte do ano ou até mesmo o ano todo, não possui árvores (só herbáceas, liquens e musgos), diversidade baixíssima e a maioria dos animais são aves insetívoras, lebres, caribus, lobos e raposas). A maior parte deles hibernam ou migram.
Taiga ou Florestas Boreais => Possui umidade e chuvas moderadas( precipitação de 10 a1700 mm), inverno muito frio e verão curto, porém frio e mais longo do que a tundra, latitudes altas, solo raso, pedregoso, a maioria das árvores perenes com folhas em forma de agulhas, poucas com folhas largas (perenifólias, arbustos e caducifólias), diversidade muito baixa e possui aves predadoras, cervos, ursos, lobo e raposas.
Florestas Temperadas => Possui chuva homogênea e temperada ( precipitação de 300 a 3000 mm), estações quente e fria (verões mais longos), maioria das árvores são caducifólias (tons vermelhos e amarelos no outono), solo fértil, diversidade moderada e fauna semelhante à da taiga, mas com porcos, esquilos e outros, além de algumas aves granívoras e frugívoras.
Campos de Gramíneas => Possui uma longa estação de seca, inverno frio e verão moderado (clima temperado seco e/ou sazonal), o fogo é freqüente, sua vegetação consiste em gramíneas (alguns arbustos e nenhuma árvore), seu solo é moderado e fértil, diversidade baixa e fauna de ungulados pastadores, carnívoros grandes, lebres e aves terrestres.
Florestas Tropicais => Muita chuva e umidade alta, pouco sazonalidade, ou seja, climas úmidos e quentes, com estações chuvosas longas, sua vegetação é composta por árvores perenes, arbustos, cipós e epífitas ( possui grandes estratificações), solo pobre a moderadamente fértil e a fauna muito diversificada em espécies e hábitos.
Savanas Tropicais => Possui estações seca e úmida bem marcadas, clima quente, mas com estações de seca longas (chuvas muito concentradas no tempo), sua temperatura é alta e moderada, sua vegetação consiste de muitas gramíneas muitos arbustos e poucas árvores (baixas e com troncos retorcidos no cerrado), o solo vai de pobre até moderadamente fértil, fogo é freqüente, e sua fauna consiste de formigas, cupins e poucos mamíferos pastadores. Possui muitos carnívoros.
Desertos => Pouca umidade e chuva, possui um clima quente e seco, chuvas extremamente raras, grandes variações diárias de temperaturas. Sua vegetação é de arbustos, cactos e suculentas, solo pobre e sua fauna com muitos répteis e poucos mamíferos e aves.
2.2. UM LEVANTAMENTO DOS BIOMAS E DAS PAISAGENS NO HOTEL TRANSAMÉRICA ILHA DE COMANDATUBA

No hotel Transamérica Ilha de Comandatuba, a natureza está diretamente ligada ao bem estar dos hóspedes. Por isso, a valorização por esse sentimento faz com que o hotel se preocupe cada vez mais com os mais de 25.000 coqueiros existentes na ilha e além disso, preserva uma área grande de Mata Atlântica, ou seja, a preservação dos biomas é um dos pontos mais respeitados tanto por hóspedes quanto os funcionários. Os principais tipos de biomas encontrados na ilha são:

A Mata Atlântica é um bioma do tipo Floresta tropical, onde o clima úmido e quente chega a provocar chuvas longas. Ela é encontrada do outro lado da Ilha, no município de Una porém, protegida pelo hotel.
A Savana Tropical também é encontrada perto dos 21 km de praia existentes na ilha. Com sua característica de muitas gramíneas, arbustos e poucas árvores, ela se faz maioria na Ilha.

3. O ECOTURISMO

“Ecoturismo” é um termo que tem sido definido de muitas formas e em geral é usado para descrever atividades turísticas realizadas em harmonia com a natureza, em contraposição às atividades de “massa” mais tradicionais. É considerado, também um tipo de turismo voltado para a natureza, turismo alternativo, cultural, turismo soft, da aventura, turismo responsável, turismo verde. Ainda não há uma definição mais precisa de ecoturismo pois diversas são as pessoas que se dedicam a essa atividade e atribuem a essa palavra perspectivas e motivações próprias. Por exemplo, Orams (1995) e Hvenegaard(1994) escrevem que o termo remonta ao final dos anos 80’, enquanto outros (Higgins, 1996) sugerem que ele remonta aos anos 70’, por intermédio de trabalhos sobre ecodesenvolvimento de Miller (1989).

Já o Conselho Ambiental do Canadá define o ecoturismo como “uma experiência de viagem esclarecedora na natureza, que contribui para a conservação do ecossistema, respeitando ao mesmo tempo a integridade das comunidades locais”. Baseados em várias definições, pode-se dizer que o ecoturismo é uma viagem para áreas naturais, com o objetivo de informa-se a respeito das comunidades locais, proporcionando ao mesmo tempo oportunidades ecnonômicas que colaboram para a conservação e preservação do ecossistema, portanto defende práticas que se preocupam com o meio ambiente e colabora para um desenvolvimento mais sustentado.

3.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DO ECOTURISMO

Enquanto não há um consenso acerca de uma definição universal para o ecoturismo, suas características gerais podem ser enumeradas como segue abaixo:

Possuir um caráter inter e multidisciplinar em todas as suas etapas de desenvolvimento;
Necessitar de uma organização adequada e de discernimento com vistas a evitar grandes grupos de visitantes, já que os ecoturistas aspiram desfrutar de exclusividade e privacidade;
Proporcionar opções de visitas e excursões dirigidas;
Englobar grupos que desejam contato mais estreito com as populações locais para conhecer seus costumes e sua cultura;
Constituir-se de grupos exigentes quanto ao tratamento de algumas questões éticas, ecológicas ou ambientais;
Proporcionar atividades de relaxamento ou outras com índole desportiva, tais como caminhada, escalada, ciclismo,etc.;
Enfatizar a importância do ambiente natural para sustentar o turismo;
Manter um nível de desenvolvimento em pequena escala, controlado e administrado pela comunidade;
Enfatizar o desenvolvimento com uma relação adequada de custo/ benefício e um mínimo de exploração dos recursos naturais;
Preservar a vegetação, reduzir o desmatamento sempre que possível, adotando uma utilização múltipla da terra sempre que possível e tecnologias alternativas sustentáveis.
Com relação à participação local, teríamos as seguintes características:

Promover a participação local na medida do possível;
Favorecer a autonomia da comunidade local na tomada de decisões;
Proporcionar um senso de propriedade e kiderança local;
Criar oportunidades para que a população local possa controlar e administrar recursos naturais valiosos;
Incentivar o orgulho sociocultural organizando programas voltados para a comunidade;
Incorporar valores e tradições culturais locais, respeitando a ideologia e a herança cultural local;
Proporcionar oportunidades para a integração entre a população local e seus hóspedes.
Com relação às oportunidades para a comunidade local, teríamos ainda:

Coordenar todos os elementos a fim de otimizar os benefícios econômicos locais;
Proporcionar empregos para a comunidade local, incorporando, também as idéias da comunidade nas decisões tomadas;
Criar mercados para os produtos locais e encorajando a utilização dos lucros para as iniciativas de conservação e preservação;
Vincular os lucros aos programas, à educação e à consciência ambiental da comunidade;
Utilizar matéria-prima e mão-de-obra locais para manter os recursos auferidos na economia local;
Manter a administração descentralizada.
3.2 O CRESCIMENTO DO ECOTURISMO

A citação “abusamos da terra porque a encaramos como uma mercadoria que nos pertence. Quando encaramos a terra como uma comunidade à qual pertencemos, podemos começar a usá-la com amor e respeito”, de Aldo Leopold, descreve apropriadamente o dilema que existiu por algum tempo na luta da humanidade por equilibrar a utilização dos recuros naturais e a preservação do mundo natural, devido à ganância do homem por atividades de desenvolvimento econômico, estruturado em padrões de consumo, porém uma crescente consciência ambiental passou a ser integrada aos modos de vida de todo o globo. O sucesso do Dia da Terra de 1990 mostrou claramente que cresce sem parar o número de pessoas que apóiam as iniciativas oficiais para proteger a qualidade do ambiente. A demanda de um turismo cheio de aventura, participativo, educativo e voltado para a natureza está aumentando. Cada vez mais as pessoas sentem a necessidade de “voltar a ter contato com a natureza” antes que seja tarde demais. Daí o crescimento do Ecoturismo em todo o mundo.

Os mais importantes entre os vários fatores responsáveis pelo crescimento do ecoturismo são as necessidades do desenvolvimento sustentado do turismo, uma crescente consciência ambiental por parte da comunidade global, o desejo de um segmento relativamente afluente de turistas do mundo industrializado de ter experiências com a natureza e a convicção do mundo em desenvolvimento de que os recursos naturais são finitos e que, portanto, precisam ser conservados para as gerações futuras. Para o ecoturismo, a sustentabilidade é a palavra chave, a principal condição, razão e consequencia de seu desenvolvimento.

Para ser sustentável a logo prazo, o ecoturismo não pode ser desenvolvido simplesmente copiando-se o que foi feito em outros lugares, sem considerar as variáveis ambientais, sociais, culturais e econômicas da localidade, nem fazendo crescer estruturas e surgir serviços de maneira anárquica e desordenada. O ecoturismo necessita de sistemas de coordenação práticos e eficientes entre todos envolvidos, ou seja, os governos federais, estaduais e municipais, as empresas privadas e as comunidades locais e suas organizações sociais. Nesse crescimento está incluída a planificação, que deve contemplar critérios restritos de ordenamento territorial, inclusive reservas naturais, áreas de baixo e de médio impacto. Esses critérios devem ser respeitados sem exceções, especialmente no que se refere a edificações e outras infra-estruturas turísticas. O planejamento físico e o desenho das infra-estruturas ecoturísticas devem ser feitos de maneira a minimizar qualquer impacto negativo que podem ter sobre o meio natural ou o cultural. Aparentemente é de consenso geral que o ecoturismo involva atividades de saturação mínima e de baixo impacto que podem ser realizadas onde existam locais naturais de suficiente interesse biológico, cultural e geográfico, interesses esses que são atrativos para os turistas.

O Ecoturismo é um segmento do Setor turístico ainda incipiente, entretanto uma análise dos mercados em que esse tipo de atividade se desenvolveu, com grande vigor, indica que os países em desenvolvimento oferecem, em grande parte, as qualidades necessárias para que o ecoturismo venha a construir um dos produtos mais promissores do setor. Segundo as previsões, esse setor crescerá à medida que as pessoas em geral se tornarem mais sensíveis ao problema do ambiente e continuarem se mostrando interessadas nas experiências naturais. O ecoturismo não é apenas o setor que mais cresce no ramo das viagens, mas, cuidadosamente planejado, poderá ser utilizado também para preservar áreas virgens ameaçadas e terras frágeis, e proporcionar às populações dos países em desenvolvimento oportunidades de desenvolvimento em benefício das comunidades.

3.3 O ECOTURISMO NO BRASIL

Conhecido mundialmente por suas belezas naturais e pelo seu “exotismo”, o patrimônio natural do Brasil atrai demanda interna e externa, principalmente para as áreas de ainda difícil acesso, como a região central do País e as áreas do sertão, ou regiões pouco habitadas como a Amazônia e o Pantanal. A procura por esses locais, invariavelmente dotados de ecossistemas frágeis ou de grande importância ambiental, gera, por conseqüência, um contato maior com as unidades de conservação, UCs, que protegem essas áreas. O ecoturismo teve um incremento mundial a partir da década de 80’, na mesma época, houve um aumento do número de Ucs brasileiras com a formação dos parques nacionais, categoria que constitui a principal oferta de atrativos para o ecoturista do País.

Derivado da crescente importância do setor, a EMBRATUR lançou um programa de pólo de ecoturismo, com o apoio da TAM e do IEB (Instituto Brasileiro de Ecoturismo), visando a identificação de locais brasileiros onde o ecoturismo já ocorria com algum sucesso. Com o projeto que se intitulou PÓLOS DE DESENVOLVIMENTO DO ECOTURISMO NO BRASIL, realizou-se um levantamento das características, potencialidades e das condições de infra-estrutura nos locais os quais apresentavam novas alternativas de desenvolvimento. Foram visitados 26 estados brasileiros, com o intuito de estabelecer um processo de discussão de caminhos, de difusão de informações e de troca de experiências. Como resultado foram identificados quase cem pólos de desenvolvimento em nosso país, entre eles: os Lençóis Maranhenses, o Delta do Parnaíba, as Serras do Sul Brasileiro, o Sertão Paraibano, o Vale do Bonito, a Bacia do São Francisco, o arquipélago de Fernando de Noronha, a Serra da Borborema, a Chapada Diamantina, a Baía de Todos os Santos, a Zona da Mata, a Região de Atibaia, a Região dos Lagos (RJ), o Litoral Paulista, o Vale do Itajaí, a Ilha de Santa Catarina, a Costa do Descobrimento (BA), a Serra do Caparaó, entre outros.

3.4 INTEGRAÇÃO: HOTEL TRANSAMÉRICA & ECOTURISMO

Através desses conceitos e explicações, o Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba desenvolve várias atividades afim de entreter os hóspedes e deixá-los mais pertos do meio ambiente. Os principais passeios são:

Passeio da Lama Negra

Experimente a nossa famosa Lama Negra medicinal.

Descrição: navegando pelos canais do manguezal você chegará até o sul da ilha para um banho de lama negra medicinal. No caminho, informações sobre fauna e flora local. Inclui degustação de cachaças e caldo de feijão em uma típica casa de moradores da ilha.

Duração: 3hs

Passeio das Garças

Centenas de garças azuis e brancas fazem parte desse passeio.

Descrição: passeio de escuna monitorado por biólogo para observação da chegada de centenas de garças brancas e azuis em um “dormitório” no manguezal. Passeio realizado no período de março a novembro.

Duração: 1h

Passarela dos Caranguejos

Aprenda a pegar caranguejos com um legítimo pegador.

Descrição: passeio monitorado por biólogo até uma passarela entre as árvores do manguezal. Observação de caranguejos, aves, árvores típicas e uma demonstração das artes da pesca e captura feitas por um legítimo pegador de caranguejos.

Duração: 1h

Adote uma Árvore

Um passeio que vai durar por anos e anos.

Descrição: registre seu nome na história do Hotel Transamérica plantando a árvore símbolo da semana com o acompanhamento de biólogo. Ao final, você receberá um certificado do Instituto ECOTUBA e poderá acompanhar o crescimento da sua árvore.

Duração: 1h

Povoado de Comandatuba

Conheça melhor a região.

Descrição: visite a pitoresca vila de Comandatuba, com a Igreja de São Sebastião, a Praça do Navio e Lojas de Artesanato Local. Informe-se no Departamento de Comunicações.

Duração: Livre

Passeio para a Barra Norte

Assista ao encontro do canal com o mar

Descrição: passeios de escuna para a Barra Norte um dos pontos onde o canal encontra-se com o mar.

Duração: 1:30h

Caminhada para a Barra Norte

Cinco quilômetros de caminhada, com volta de escuna pelo canal.

Descrição: caminhada de 5km para a barra norte. Volta de escuna pelo canal. Com enfoque na flora e na fauna local.

Duração: 2hs

Pôr-do-sol

Tome um champanhe sob o inesquecível pôr-do-sol de Comandatuba

Descrição: passeio de escuna para apreciar um belo fim de tarde na Barra Norte com uma taça de champanhe e frutas.

Duração: 1:30h

City Tour Ilhéus

Conheça a terra onde viveu Gabriela.

Descrição: conheça a história da terra de Gabriela e visite os locais onde viviam alguns personagens de Jorge Amado.

Duração: 7hs

Passeio para Canavieiras

Um passeio por um lugarejo típico do Sul da Bahia.

Descrição: passando pelo vilarejo do Puxim, onde é feita a fabricação artesanal de farinha de mandioca. Conheceremos também a fazendinha de cacau e faremos um tour pelo Centro Histórico de Canavieiras.

Duração: 5hs

Ecoparque de Una

Ande sobre as copas das árvores de uma reserva de Mata Atlântica.

Descrição: caminhada em Reserva de Mata Atlântica, monitorada por biólogo, onde será feita travessia em ponte de 22 metros de altura construída na copa das árvores.

Duração: 5hs

Fazenda do Cacau

Os segredos do fruto que faz o chocolate.

Descrição: Para quem aprecia chocolate, essa é uma boa oportunidade. Conheça o plantio, a colheita e todo o processo de produção do tão conhecido “fruto do ouro”, o cacau.

Duração: 3hs

Usina de Compostagem

Um projeto pioneiro nos resorts brasileiros.

Descrição: conheça com nosso agrônomo, como o departamento de paisagismo do Hotel Transamérica está aproveitando os resíduos orgânicos para o preparo do composto utilizado na adubação dos nossos jardins. Informe-se no Departamento de Comunicações.

Duração: 1h

Cavalgada Ecológica

Opção imperdível para quem gosta de cavalos e natureza.

Descrição: conheça a melhor vista da ilha cavalgando com guia pela Fazenda Country. Instruções básicas de montaria para iniciantes e charrete com pônei disponível. Inclui água de coco e petiscos da fazenda.

Duração: 4hs

Floresta Atlântica

Passeio de escuna, trilha e banho de mar.

Descrição: passeio de escuna até uma trilha ao norte na Mata Atlântica. Você terá a oportunidade de conhecer exuberantes árvores nativas, a praia de Itapororoca e a Ilha do Pescador.

Duração: 2:30hs

Rafting no Rio Aliança

Embarque nessa aventura !

Descrição a 25km do Hotel, desça o Rio Aliança numa corredeira de nível 2 (ideal para iniciantes), acompanhado por instrutor experiente.

Duração :05hs

Ecobike

Desfrute da natureza de um modo diferente.

Descrição: passeio de bicicleta em trilha na Mata Atlântica, localizada na Fazenda Country.

Duração: 3hs

Observação de Aves

Conheça mais de perto nossa fauna e flora.

Descrição: acompanhe o biólogo em uma caminhada pelo Campo de Golfe para aprender sobre a fauna e flora da ilha e observar aves nativas com binóculos.

Duração: 1h

4. IMPACTOS AMBIENTAIS EM ECOSSISTEMAS NATURAIS

Desde os mais distantes antepassados do homem surgiram na Terra, há mais de 1 milhão de anos, eles vêm transformando a natureza. No início, essa transformação causava impactos irrelevantes sobre o meio ambiente, seja pelo fato de haver um pequeno número de pessoas vivendo no planeta, seja pelo fato de que o homem não dispunha de técnicas que lhe permitissem fazer grandes transformações. Assim, durante muitos séculos o homem foi submisso a natureza. Com o passar do tempo, alguns grupos humanos descobriram como cultivar alimentos e como criar animais. Eles se fixaram em determinados lugares da superfície terrestre, tornando-se sedentários.

Com a revolução agrícola, o impacto sobre a natureza começou a aumentar gradativamente, devido à derrubada das florestas em alguns pontos para permitir a prática da agricultura e da pecuária. Além disso, a derrubada das matas proporcionava madeira para a construção de abrigos mais confortáveis e para a obtenção de lenha. A partir daí. Alguns impactos sobre o meio ambiente já começaram a se fazer notar: alterações em algumas cadeias alimentares, como resultado a extinção de espécies animais e vegetais, erosão do solo, como prática agrícolas irregulares, poluição do ar em algumas áreas, pela queima de florestas e da lenha e a poluição das águas, por excesso de matéria orgânica.

Outro ponto muito importante na evolução dos impactos sobre o meio ambiente foi o surgimento das primeiras cidades. A população humana começou a crescer num ritmo mais rápido e assim, os impactos sobre o meio ambiente aumentaram gradativamente, mais ainda de forma muito lenta e sempre localizada, sem nenhuma implicação além da escala no lugar. Daí a necessidade premente de se rediscutir o modelo de desenvolvimento, o padrão de consumo, a desigual distribuição de riqueza e o padrão tecnológico existentes no mundo atual. Para isso, é fundamental compreender o sistema produtivo e os processos de produção que causam tantos desequilíbrios na natureza.

O desenvolvimento excessivo e mal planejado do turismo afeta o ambiente físico e os destinos. Em muitas áreas a desenfreada explorarão comercial do turismo resultou em hotéis feios, com projetos estrangeiros, que se imiscuem no ambiente cultural e cênico à volta deles. Nesses casos o projeto arquitetônico foi projetado e planejado para atender aos pretensos desejos dos visitantes e não para se harmonizar ao ambiente local. Mas os efeitos não são apenas cênicos, uma vez que o lixo e o esgoto desses empreendimentos freqüentemente são descartados sem tratamento e poluem os rios e os mares das áreas de férias.

As formas inferiores e mal concebidas de desenvolvimento do turismo também destroem ambientes naturais insubstituíveis, cujos os benefícios reais e a longo prazo podem não Ter sido adequadamente avaliados. Assim, por exemplo, mangues e pântanos, que se constituem em saídas para o controle de inundações e são também elementos básicos para as indústrias locais da pesca, foram drenados para criar marinas para turistas. Além disso, os próprios turistas freqüentemente são culpados de ajudar a destruir o ambiente a sua volta. A extensão e a natureza dos danos ambientais e ecológicos causados pelos turistas dependem da magnitude do empreendimento e do volume de visitantes, da concentração do uso em termos tanto espaciais quanto temporais, da natureza do meio ambiente em questão e da natureza dos métodos de planejamento e de gerenciamento adotados antes e depois de o turismo se desenvolver.

As decisões para se reverter esse quadro quase sempre são tomadas por políticos e planejadores levando em conta a sua percepção do interesse nacional, e não o interesse local. Recentemente, entretanto, muitos acadêmicos têm se dedicado cada vez mais aos problemas ambientais das áreas de destino criados pela rápida expansão do turismo mundial e pela abertura de novas áreas de turismo. Isso resultou num crescimento de novas terminologias, algumas das quais confundem as questões, ao invés de esclarecê-las.

Obviamente é necessário pesquisar o impacto ambiental do turismo. É preciso desenvolver indicadores ambientais para o uso em análises de custo/benefício e também para possibilitar o planejamento de padrões ambientais nos destinos, a fim de ajudar os consumidores em sua escolha. Em outras palavras, a relação entre turismo e ambiente é mediada pelo planejamento e pelo gerenciamento. Mas é necessário que as barreiras ao gerenciamento e ao planejamento, que se erguem em muitas áreas, sejam retiradas para permitir que as técnicas existentes sejam aplicadas de um modo eficaz. Assim, e relação entre turismo e ambiente é uma questão de importância fundamental no final da década de 90 e no início desse novo século. O ambiente passou para o primeiro plano do debate, como ficou claro na discussão sobre o turismo ocorrida em 1992 na Eco 92, realizada no Rio de Janeiro.

Nesse encontro, ficou claro que o planejamento para o impacto resultante exige uma definição cuidadosa das responsabilidades dos setores públicos e privados. O Planejamento deve ser projetado para maximizar os benefícios econômicos e sociais do turismo para a população residente e ao mesmo tempo mitigar ou preferivelmente eliminar os efeitos adversos. O turista gera efeitos positivos e negativos no país ou região de destino. A cuidadosa formulação da política e um planejamento criterioso podem contribuir bastante para minimizar ou até mesmo eliminar os efeitos negativos. O turismo pode ser um meio muito positivo de aumentar social, cultural, econômica e ambiental do país. A questão fundamental agora é se os políticos, os organizadores e os empreendedores podem estar à altura do desafio e criar uma indústria do turismo verdadeiramente responsável, e portanto aceitável, uma indústria que gere benefícios a longo prazo tanto para os residentes quanto para os turistas sem deteriorar o ambiente físico e cultural da região de destino.

5. PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS

Impacto ambiental deve ser entendido como um desequilíbrio provocado por um choque, um “trauma ecológico”, resultante da ação do homem sobre o meio ambiente. No entanto, pode ser resultado de acidentes naturais: a explosão de um vulcão pode provocar poluição atmosférica, o choque de um meteoro pode provocar destruição de espécies, um raio pode causar incêndio numa floresta, etc. Mas devemos dar cada vez mais atenção aos impactos causados pela ação do homem. Mas na realidade quem é esse homem genérico, agente vago que muitas vezes é responsabilizado por tudo? Quando dizemos que o homem causa desequilíbrios, obviamente estamos falando do sistema produtivo construído pela humanidade ao longo de sua história. Estamos falando particularmente do capitalismo, mas também do quase finado socialismo.

Podemos diferenciar os impactos ambientais em escala local, regional e global. Podemos também separá-los naqueles ocorridos em um ecossistema natural , em um ecossistema agrícola ou em um ecossistema urbano, embora um impacto, à primeira vista ocorrido em escala local, possa ter também conseqüências em escalas globais. Assim, os impactos localizados, ao se somarem, acabam tendo um efeito em todas as escalas.

5.1 IMPACTO AMBIENTAL EM ECOSSISTEMA NATURAL – CONSEQÜÊNCIAS

Um dos principais impactos ambientais que ocorrem em um ecossistema natural é a devastação das florestas, notadamente das tropicais, as mais ricas em biodiversidade. Essa devastação ocorre basicamente por fatores econômicos, tanto na Amazônia quanto na Mata Atlântica. Eles ocorrem principalmente em conseqüência da:

Extração da madeira para fins comerciais;
Instalação de projetos agropecuários;
Construção de usinas hidrelétricas;
Propagação do fogo resultante de incêndio.
E as principais conseqüências do desmatamento são:

Destruição da biodiversidade;
Genocídio e etnocídeo das nações indígenas;
Erosão e empobrecimento dos solos;
Enchentes e assoreamentos dos rios;
Diminuição dos índices pluviométricos;
Elevação das temperaturas;
Desertificação;
Proliferação de pragas e doenças.
Nas atividades turísticas, o sistema exibe contínuos e permanentes processos de intercâmbios, e sem algum deles, o sistema não sobrevive. Esses processos são:

Intercâmbios energéticos: importação de combustíveis fósseis ou de outra natureza, para operar suas unidades positivas.
Intercâmbio de materiais: importação de equipes para produção de serviços. Exportação de resíduos contaminantes.
Intercâmbio de informações: entrada de normas redigidas pelo supra sistema. Saída de informações referentes às experiências adquiridas com a prática do turismo.
Em respeito a esses índices, os diretores executivos e planejadores do Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba “comandam” uma verdadeira operação para a preservação do bioma da Mata Atlântica. Para que essa operação obtenha êxito, conta com o apoio da prefeitura de Una e do Ibama.

6. PROJETOS FUTUROS – FATORES DE UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba participa de vários eventos nos quais a natureza está envolvida. Movidos por uma boa ação, participam de quase 40 projetos de preservação do meio ambiente. Porém, ainda estão aguardando respostas de investidores para que possam a dar início a mais de 10 projetos futuros.

Dentre esses futuros projetos estão os:

Projeto Tamar;
Projeto do Programa Biota ;
Corredor de Biodiversidade para o norte da Bahia;
Controle e proteção dos Siris.
Os diretores gerais do hotel seguem uma linha de raciocínio para poder discutir a aprovação (escolha), ou não, dos projetos futuros. Uma das primeiras tarefas que devem ser complementadas no planejamento de qualquer escolha é a investigação dos recursos naturais para, com base em suas potencialidades, ocasionar uma exploração racional que resulte em elevada rentabilidade econômica e social. Essa exploração racional se divide em quatro partes:

Análise do ecossistema: o objetivo é conhecer todas as inter-relações que ocorrem no ecossistema. Para isso, devem-se estudar os meios biótico e abiótico, suas interdependências e o papel dos fatores climáticos e do homem.
Análise das fontes e dos destinos da poluição: aspecto que identificará as fontes da contaminação que afetará o projeto, qual é a sua posição e, por último, os resíduos produzidos no projeto.
Classificação do ecossistema: essa classificação será de acordo com a fonte de energia- ecossistemas naturais (mares, bosques, lagos, etc.) e ecossistemas humanos ou artificiais (área de agricultura, cultivos aquáticos, etc.).
Dinâmica populacional: estabelece atributos referentes à população do ecossistema. Deve-se tentar descobrir os mecanismos naturais que regulam a população. Entende-se por população tanto espécies vegetais quanto animais.
6.1 O PROJETO TAMAR

Em relação ao programa TAMAR, os diretores após analisarem cuidadosamente todas as possíveis idéias que podiam ser tanto prós quanto contras, chegaram a conclusão que as metas do projeto e o ímpeto do hotel em ajudar o meio ambiente literalmente ” bateram” de frente. Até o final da década de 70, não havia no Brasil qualquer trabalho de preservação dos animais no mar. As tartarugas marinhas foram incluídas em uma lista do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal- IBD de espécies ameaçadas de extinção. Mas estavam desaparecendo rapidamente, por causa da captura em atividades de pesca, da matança das fêmeas e destruição dos ninhos nas praias. Houve reação e denúncias, inclusive de repercussão internacional.

Iniciou-se, então, em 1980, um levantamento por toda a costa brasileira, entrevistando pescadores, prefeituras, universidades e moradores, o que permitiu um retrato da situação das tartarugas marinhas. Identificou-se as espécies, os últimos locais de concentração de desovas, períodos de reprodução e os principais problemas relativos à sobrevivência, como fábrica de bijuterias e comercialização de subprodutos. Este levantamento, que caracterizou a primeira fase durou 2 anos, quando então iniciou-se a implantação das primeiras bases de campo.

Ao longo dos seus 21 anos, o Tamar-Ibama foi aperfeiçoando sua forma de trabalhar, buscando sempre soluções criativas para preservar as tartarugas marinhas. Da Bahia, Espírito Santo e Sergipe, foi se espalhando pelo litoral brasileiro e ilhas oceânicas. Hoje, são mais de 20 bases espalhadas por oito Estados, em pontos estratégicos da costa – pontos de desova e de alimentação. Todas as estações têm estrutura operacional proporcional à demanda de cada uma, e ao tempo de implantação. Algumas funcionam ininterruptamente e outras apenas nas temporadas de desova.

O Projeto Tamar-Ibama desenvolve continuamente atividades de pesquisa visando aumentar os conhecimentos sobre o comportamento das tartarugas marinhas e aprimorar técnicas que possam contribuir para o trabalho de preservação das espécies. Esse trabalho orienta medidas para reduzir os efeitos nocivos da ação do homem no ambiente e a repercussão sobre a vida das tartarugas marinhas, como a pesca, a iluminação artificial e o tráfego de veículos nas áreas de desova.

Para incrementar atividades de pesca e aumentar as fontes de subsistência e alimentação dos pescadores, o Tamar mapeia o fundo do mar, utilizando barco equipado com sonda, para descobrir novos pesqueiros. Atividades pesqueiras como ostreiculturas, mitiloculturas, atratores artificiais, e beneficiamento do pescado, são apoiadas pelo TAMAR na busca de alternativas econômicas para os pescadores. O apoio a organização e desenvolvimento profissional, e o aprimoramento da legislação pesqueira tem estreitado a relação com estes na busca conjunta de uma atividades extrativista sustentável ambientalmente e economicamente.

Marcações das tartarugas, com grampos inoxidáveis contendo um número e o endereço do TAMAR, são realizadas em toda a costa brasileira, visando determinar a rota migratória destas espécies e outros conhecimentos bioecológicos. Para descrever as populações de tartarugas marinhas são realizados estudos genéticos (DNA Mitocondrial) e outros que revelam informações sobre comportamento de reprodução, condição de incubação de ninhos, distribuição espacial e temporal de ninhos para as diferentes espécies e áreas de reprodução, além de comparativos referentes a temperatura de ninhos e condições de incubação em locais diferentes.

Os resultados são apresentados à comunidade científica, através de simpósios, congressos e reuniões de trabalho no Brasil e no exterior, que resultaram na produção de 175 trabalhos científicos, em 13 diferentes meios de divulgação de informação. A idéia de “abraçar” o projeto TAMAR surgiu após o aparecimento de 10 tartarugas marinhas a costa praiana do hotel há mais ou menos 2 ano. A partir desse ocorrido, notou-se que, todo mês de agosto, as tartarugas apareciam na costa para desovar. Então, com o consentimento do Ibama que analisou o local e nada constatou de irregularidade aprovando-o, as instalações já estão sendo feitas e a partir de Março/2003 o projeto estará oficialmente inaugurado.

6.2 O PROGRAMA BIOTA – O INSTITUTO VIRTUAL DA BIODIVERSIDADE

A aprovação, no decorrer da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, ou ECO-92, realizada no Rio de Janeiro, em junho de 1992, de documentos que preconizam o uso sustentável dos recursos naturais e definem um novo modelo de desenvolvimento, representou um significativo avanço para a conservação da biodiversidade do planeta. O Brasil liderou a subscrição de tais documentos no decorrer da ECO-92, tendo obtido o apoio de cerca de 160 países. Em fevereiro de 1994, o Congresso Nacional ratificou a Convenção da Biodiversidade.

As medidas para a implantação dos preceitos preconizados pela Convenção sobre a Diversidade Biológica pecam, entretanto, de uma maneira geral, pelo distanciamento entre os órgãos que as propõem e administram e os pesquisadores que detêm, e continuam a gerar, as informações científicas e técnicas de alta qualidade. Por outro lado, ninguém ignora o valor da diversidade biológica, tanto no âmbito biológico e científico quanto no âmbito econômico e cultural. Além de ser a base das atividades agropecuárias, florestais e pesqueiras, a Biodiversidade é o sustentáculo do desenvolvimento biotecnológico, uma área indiscutivelmente estratégica. O crescimento explosivo da população humana, agravado pelo aumento de nossa capacidade de alterar o meio ambiente, está acelerando o processo de degradação biótica e, conseqüentemente, a taxa de extinção de espécies.

Em um primeiro momento, a definição de prioridades para a conservação da diversidade biológica ocorreu no plano mundial, elegendo-se os ecossistemas mais ameaçados, como, por exemplo, as florestas tropicais. O sucesso desta estratégia depende agora de uma ênfase na definição de prioridades de âmbito regional, nacional e local. O Brasil é, reconhecidamente, o país com a maior diversidade biológica, abrigando entre 15 e 20% do número total de espécies do planeta. A dimensão exata desta riqueza, provavelmente, jamais será conhecida, dadas as dimensões continentais do país, a extensão de sua plataforma marinha e a complexidade de nossos ecossistemas. Parte considerável deste patrimônio foi, e continua sendo, perdida de forma irreversível, antes mesmo de ser conhecida, em função, principalmente, da fragmentação de habitats, da exploração excessiva dos recursos naturais e da contaminação do solo, das águas e da atmosfera.

No Estado da Bahia, este processo já atingiu índices alarmantes, pois a cobertura florestal primitiva, que chegou a ocupar mais de 80% de seu território, está hoje reduzida a cerca de 10%. O uso de técnicas modernas de monitoramento revelou que, mesmo com o aprimoramento da legislação ambiental e de seus mecanismos de fiscalização, a taxa de destruição ainda é muito elevada. A interação com profissionais com ampla experiência na coordenação de programas nacionais de conservação da Biodiversidade, na estruturação de sistemas geográficos de informação e de bancos de dados para estes programas, bem como na política de disseminação e integração de informações relevantes para a conservação da biodiversidade, tem sido amplamente divulgada.

Portanto, o Programa Biota é o resultado de um processo de amadurecimento da comunidade científica do Estado da Bahia que atua nesta grande área do conhecimento que a temática conservação e uso sustentável da biodiversidade abrange. O fato de ter sido construído pelos pesquisadores torna esta iniciativa única e de difícil replicação. Ele representa, sem dúvida, um divisor de águas entre a imprescindível etapa dos inventários sobre a composição do biota baiano e um programa de pesquisas em conservação e uso sustentável da biodiversidade. O uso da Internet permite que o conjunto de dados que estão sendo gerados seja colocado, simultânea e gratuitamente, à disposição não apenas da comunidade científica, mas também para os órgãos responsáveis pela formulação de políticas de conservação e uso sustentável da biodiversidade, da rede de ensino de primeiro e segundo graus e da sociedade em geral.

7. O MARKETING UTILIZADO COMO PROPAGANDA DOS ATRATIVOS NATURAIS

Marketing é o estudo das atividades comerciais que, partindo do conhecimento das necessidades e da psicologia do consumidor, procura dirigir a produção, adaptando-a ao melhor mercado. O surgimento e a continuidade do turismo como um setor dinâmico e viável dependem da adoção de uma abordagem estratégica no planejamento e no marketing do destino. A característica primordial dessa abordagem é a inclusão de uma análise sistemática e estruturada dos fatores ambientais mais amplos que afetam a demanda por turismo como uma parte integrante do processo de planejamento. Além disso, como complemento dessa abordagem, a avaliação contínua das estratégias adotadas é essencial para garantir a identificação e substituição dos programas que se tornam contraproducentes ou ineficientes. Assim, a dinâmica do processo de planejamento estratégico pode ser comparada à “seleção natural” das atividades do programa.

Embora se possa argumentar que essa abordagem é necessária em qualquer campo de atividade humana, ela é particularmente aplicável ao campo do turismo devido à natureza altamente facultativa da demanda por turismo e a conseqüente sensibilidade desta aos choques transitórios e às tendências a longo prazo no ambiente mais amplo. Uma avaliação plena desses fatores é essencial para as organizações de turismo no setor público e para as empresas turísticas do setor privado, caso elas queiram de fato explorar novas oportunidades ao surgirem e se adaptarem a mudanças potencialmente ameaçadoras.

A maioria das análises sobre o marketing de turismo destacam traços diferenciadores do produto do turismo pela referência a características como:

Intangibilidade ( o produto não pode ser visto, tocado, degustado ou experimentado antes da compra).
Perecibilidade ( a produção é fixada no tempo e no espaço, e o produto não pode ser estocado para uso futuro).
Heterogeneidade ( é difícil obter padronização como nos bens que são produzidos em massa).
Inseparabilidade ( o ato da produção e do consumo são simultâneos).
Do ponto de vista do marketing as implicações disso são que alguma ênfase precisa ser posta na promoção do destino, e não na promoção de cada elemento do amálgama perse. Além disso, pelo fato de a organização dos serviços num destino particular ser fragmentada, uma quantidade considerável de coordenação resultou na intervenção do governo, e na verdade o principal papel do setor público no desenvolvimento do turismo ( no hotel e talvez no mundo inteiro) se concentrou no marketing genérico de regiões, estados e do país como um todo. Uma abordagem estratégica ao mercado exige uma análise mais rigorosa desses fatores contextuais do que aquela que tem sido feita em geral até agora.

O problema que existe nos órgãos de turismo do setor público hoteleiro, e provavelmente em todo o mundo, é que eles fixaram no aspecto a curto prazo do marketing de turismo, aplicando todos os esforços no empacotamento de ícones regionais para que estes se tornassem imagens destinadas a atrair consumidores em programas de propaganda. Esse processo normalmente envolve alguma quantidade de pesquisa de mercado usada para identificar as características do produto que têm afinidade com as atitudes e preferências dos consumidores. Contudo, em conseqüência da ênfase nos programas de propaganda, as agências perderam de vista o fato de que as decisões do consumidor ocorrem dentro do contexto de uma série de fatores ambientais mais amplos. Esses fatores têm um impacto na propensão de segmentos específicos do mercado para fazer gastos facultativos e influenciam na substituição do turismo por outros escoadouros de atividade de lazer, o que também deve ser levado em consideração.

Considerando os fatores que afetam a propensão de viajar, um dos principais conjuntos de variáveis se refere aos fatores econômicos. A saúde geral da economia, refletida por exemplo no produto interno bruto (PIB), relaciona-se com:

Rendas disponíveis, e portanto com a capacidade e o preparo para gastar com coisas facultativas como viagens. A importância dessa variável se reflete no fato de que, três quartos das viagens ocorridas no mundo na década de 1980 foram geradas pelos vintes países com as mais altas rendas per captas disponíveis. A distribuição da renda dentro da população também é importante, pois influencia na proporção da população que tem renda suficiente para viajar.
A saúde geral da economia também afeta os níveis de desemprego, que em contrapartida têm uma influência fundamental não apenas no tamanho da população que dispõe de renda exigida para a viagem mas também na confiança geral do mercado para gastar nessa área. Os altos índices de desemprego geram insegurança nos indivíduos quanto à sua capacidade de ter renda no futuro, e assim reduzem seu preparo para gastar em coisas facultativas como viagens.
Em geral a pesquisa de mercado realizada pelos órgãos governamentais de turismo tem consistido sobretudo em estudos de segmentação do mercado voltados para a aferição das atividades de propaganda e, eventualmente, para fornecer informações necessárias ao desenvolvimento do produto. Estudos de rastreamento também foram realizados com o objetivo de avaliar o efeito imediato de campanhas publicitárias na mudança da consciência com relação a um determinado produto e ao interesse público. Enquanto isso, de tempos em tempos, realizaram-se algumas pesquisas sobre satisfação. Essas pesquisas nem sempre envolveram o grau de rigor metodológico que justificaria as conclusões a que elas levaram.

De certo modo os órgãos governamentais de turismo têm sido forçados pelos respectivos departamentos de finança e tesouraria a reconhecer a influência de fatores contextuais. Hoje em dia não se aceita mais a atribuição simplista do crescimento dos números referentes ao turismo diretamente às campanhas de propaganda, sem menção a outros fatores, como justificativa crível para o contínuo financiamento público da promoção do turismo. Essa pressão foi útil na realização de uma avaliação mais rigorosa do Programa da Comissão Hoteleira de Turismo, que apresentou uma análise completa e detalhada dos fatores contextuais.

A abordagem à fase de avaliação, entretanto, tem sido até agora distorcida pela tendência a realizar essa atividade em entendimento a solicitações externas de prestação de contas, em vez de ela ser uma conseqüência do reconhecimento de sua importância como abordagem fragmentada, na qual o foco de atenção é constituídos pelos elementos vistosos e caros dos programas de marketing e a oportunidade da avaliação é orientada pelas preocupações periódicas de outros órgãos, e não pelas exigências contínuas de gestão de programas internos. Dentro desse contexto o potencial pleno da avaliação como parte integrante do desenvolvimento e do processo de gestão do plano de marketing de destino ainda está por ser atingido.

Com base nesses conceitos e idéias sobre o desenvolvimento de abordagens estratégicas ao marketing de destino turístico os diretores do Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba consideram que a análise dos fatores contextuais ou ambientais que afetam a demanda no turismo é uma parte integrante da abordagem mais estratégica ao marketing do turismo, abordagem essa que é fundamental para a eficácia a longo prazo. O diretor geral Hércules Araújo fala que, além disso, avaliações mais rigorosas e sistemáticas da eficiência do marketing são necessárias para complementar essa abordagem. Assim, a tendência no sentido do fundamentalismo da propaganda ( em detrimento do empenho em pesquisa) entre os órgãos do turismo nos hotéis não é coerente com o desenvolvimento da abordagem de marketing estratégico e será contraproducente a longo prazo.

No caso do Hotel Transamérica, essa tendência irá solapar progressivamente qualquer vantagem competitiva que seu produto turístico desfrute no momento ou tenha o potencial de desenvolver no futuro. Evidentemente isso irá ocorrer apenas quando outros hotéis, que constituem destinos alternativos, não estejam também caindo na armadilha do “fundamentalismo da propaganda” .

8. O TURISMO NA ATUALIDADE E SUAS PERSPECTIVAS

O turismo tem-se constituído em uma atividade de grande peso e dinamismo na economia mundial, firmando-se como um dos elementos caracterizadores do novo estilo de vida das sociedades pós-industriais. Elegeu-se em uma atividade marcante no século XX, tendo uma perspectiva de continuidade de grande crescimento para o século XXI. Por outro lado, verifica-se que uma das características principais do turismo é a sustentabilidade desta atividade. O turismo, talvez mais do que qualquer outra, depende da qualidade do ambiente natural, das pessoas e dos recursos. E estes recursos, em especial os naturais, são esgotáveis e finitos. Dessa forma deve-se ter em mente que a atividade deve ser bem planejada para que se otimizem os lucros, mas nunca se perca de vista a conservação do ambiente, seja ele natural, social ou cultural.

O interesse pela conservação do nosso ecossistema, como forma de preservação das espécies, inclusive e principalmente a “homo sapiens”, não está mais limitado a ações isoladas de organismos ambientais, ou de entidades governamentais. É cada vez maior o engajamento de empresas e empresários, indústrias e industriais, dos mais diversos setores, criando programas e desenvolvendo projetos que visam a preservação do meio ambiente, através de ações de conscientização, de tratamento de resíduos, reflorestamento, ou simplesmente com contribuições para organizações especializadas no assunto. E essa também é uma meta do Turismo Nacional.

O turismo tem estreita relação com diversos setores da sociedade. Econômicos, sociais, culturais e ambientais são os impactos positivos que o turismo gera, e que afetam diretamente a economia local. Criação de empregos, aumento na arrecadação de impostos, preservação do meio ambiente, valorização do patrimônio histórico e cultural são alguns dos exemplos que podemos citar. O turismo acontece quando as pessoas viajam para outros locais e consomem bens e serviços turísticos. Companhias aéreas, hotéis, restaurantes, bares, boates, companhias de táxi e agências de turismo são alguns destes serviços beneficiados por uma atividade que emprega aproximadamente 6 milhões de pessoas no país e mais de 260 milhões no mundo todo. Estima-se que em 2006 a indústria do turismo estará empregando cerca de 400 milhões de pessoas em todo o planeta. Com investimentos em torno de U$ 750 trilhões e U$ 650 trilhões em arrecadação de impostos, representa mais de 10% do PIB mundial. É a segunda maior indústria do mundo, ficando atrás apenas, da indústria de armamentos. A indústria da guerra ainda é maior do que a indústria do lazer.

Contudo, o fenômeno do turismo é muito sensível a fatores externos que podem alterar o tamanho, a qualidade e a regularidade dos fluxos turísticos. Pessoas deixam de viajar por vários motivos: falta de tempo, falta de dinheiro e falta de vontade, entre outros. O turismo é, historicamente, uma atividade sazonal que acontece em temporadas. O período das férias escolares, que é quando a família pode viajar junta e o clima é mais ameno, ficou conhecido como alta temporada e o resto do ano como baixa temporada. Hotéis lotados e serviços sobrecarregados durante a alta temporada ficam ociosos durante a baixa temporada; gerando um desequilíbrio entre a oferta e a demanda. Essa situação pode ser revertida. Uma das estratégias mais utilizadas para a eliminação da sazonalidade turística é a chamada de uso múltiplo; que consiste na criação de atrativos complementares aos já existentes, capazes de atrair a demanda durante a alta temporada. A realizaç

Classificação das Movimentações de Caixa por Atividade

0

Autoria: Vanessa Araujo

Classificação das Movimentações de Caixa por Atividade

A classificação dos pagamentos e recebimentos de caixa relaciona-se, normalmente, com a natureza da transação que lhe dá origem. A natureza da transação deve levar em conta sua intenção subjacente para fins de classificação.

Como se classifica?

Atividades operacionais;
Atividades de investimento;
Atividades de financiamento.
Como classifica-las?

As atividades Operacionais – envolve todas as atividades relacionadas com a produção e entrega de bens e serviços e os eventos que não sejam definidos como atividades de investimento e financiamento.
As atividades de Investimento – relacionam-se normalmente com o aumento e diminuição dos Ativos de longo prazo que a empresa utiliza para produzir bens e serviços. Incluem a concessão e recebimento de empréstimos, a aquisição e venda de Instrumentos financeiros se patrimoniais de outras entidades e a aquisição e alienação de imobilizado.
As atividades de Financiamentos – está relacionada com os empréstimos de credores e investidores à entidade. Incluem a obtenção de recursos dos donos e o pagamento a estes de retornos sobre seus investimentos; a obtenção de empréstimos junto a credores e a amortização ou liquidação destes.
Como ocorreram as entradas e saídas em cada caso?

Operacionais:

Entradas – recebimentos pela venda de produto e serviço a vista, ou das duplicatas correspondentes no caso de venda a prazo; recebimentos de descontos das duplicadas emitidas contra as vendas a prazo efetuadas, de curto ou longo prazo, em bancos; recebimentos de juros sobre empréstimos concedidos ou sobre aplicações financeiras; recebimento de dividendos pela participação nos patrimônios de outras empresas;
Saídas – pagamentos a fornecedores referente ao suprimento da matéria-prima ou para a produção de bens para revenda; pagamentos de fornecedores de outros insumos para produção, incluindo os serviços prestados; pagamento aos governos Federal, Estadual e Municipal referente a impostos, multas e taxas; pagamento dos juros dos financiamentos obtidos;
Investimentos:

Entradas – recebimento do principal dos empréstimos com o aumento e diminuição dos ativos a longo prazo que a empresa utiliza para produzir bens e serviços; recebimento pela venda de títulos de investimento a outras entidades; recebimento pela venda de participações em outras empresas; recebimento pelo resgate de participações pelas entidades investidas; venda de imobilizado e de outros ativos fixos utilizados na produção;
Saídas – desembolsa dos empréstimos concedidos pela empresa e pagamento pela aquisição de títulos de pagamento no momento da compra ou em data próxima a esta, de terreno e edificações, equipamentos ou outros ativos fixos utilizados na produção;
Financiamentos:

Entradas – vendas de ações emitidas; empréstimos obtidos no mercado, via emissão de letras hipotecárias, notas promissórias, títulos de dívida ou outros instrumentos, de curto ou longo prazo; recebimento de contribuição de caráter permanente ou temporário que por determinação dos doadores tem finalidade estrita de adquirir, construir ou expandir a planta instalada;
Saídas – pagamentos de dividendos ou outras distribuições aos donos, incluindo o resgate de ações da própria empresa; pagamento de empréstimos obtidos; pagamento do principal referente a imobilizado adquirido a prazo;

Métodos de elaboração

A movimentação das disponibilidades (caixa e equivalentes – caixa) da empresa, em um dado período, deve ser estruturada na DFC em três grupos, cujos títulos buscam expressar a saídas entradas de dinheiro relacionadas com as atividades:

Operacionais;
De investimentos;
De financiamento.
A soma algébrica dos resultados líquidos de cada um desses grupamentos totaliza a variação do caixa do período, que deve ser conciliada com a diferença entre os saldos respectivos das disponibilidades, constantes no Balanço, entre o início e o fim do período considerado.

A) Método direto

O método direto explicita as entradas e saídas brutas de dinheiro dos principais componentes das atividades operacionais, como os recebimentos pelas vendas de produtos e serviços e os pagamentos a fornecedores e empregados. O saldo final das operações expressa o volume líquido de caixa provido ou consumido pelas operações durante um período.

As empresas,ao utilizarem o método direto, devem detalhar os fluxos das operações, no mínimo nas classes seguintes:

Recebimentos de clientes, incluindo os recebimentos de arrendatários, concessionários e similares;
Recebimentos de juros e dividendos;
Outros recebimentos das operações se houver;
Pagamentos a empregados e fornecedores de produtos e serviços,ai incluídos segurança, publicidade e similares;
Juros pagos;
Impostos;
Outros recebimentos das operações se houver.
B) Método indireto ou método da conciliação

O método indireto faz a conciliação entre o lucro líquido e o caixa gerado pelas operações.

Para tanto é necessário:

Remover do lucro líquido os diferimentos de transações que foram caixa no passado.
Remover do lucro líquido as alocações ao período do consumo de ativos de longo prazo e aqueles itens cujos efeitos no caixa sejam classificados como atividades de investimentos ou de financiamento.

CONCILIAÇÃO LUCRO LÍQUIDO VERSUS CAIXA DAS OPERAÇÕES.

Caso seja utilizado o método direto para apurar o fluxo líquido de caixa gerado pelas operações, exige-se a evidenciação em Notas Explicativas de conciliação deste com o lucro líquido do período.Essa conciliação deve refletir, de forma segregada, as principais classes dos itens a conciliar.É obrigatório evidenciar separadamente as variações nos saldos das contas Clientes, Fornecedores e Estoques.

Se for utilizado o método indireto, é exigida a evidenciação em Notas Explicativas dos juros (exceto as parcelas capitalizadas) e Imposto de Renda pagos durante o período.

Técnicas de elaboração

a) Método direto

Idéia do método direto- apurar e informar as entradas e saídas de caixa das atividades operacionais por seus volumes brutos.

Genericamente;

Aumento do saldo do ativo circulante, vinculado ás operações diminui o caixa.
Diminuição no saldo do ativo circulante vinculada ás operações diminui o caixa.
Aumento do saldo das contas do passivo circulante vinculadas ás operações aumenta o caixa
Diminuição do saldo das contas do passivo circulante vinculado ás operações diminui o caixa
Esse esquema é genérico e deve ser com cuidado, pois podem existir transações no circulante que não pertençam ás atividades operacionais (empréstimos a curto prazo, por exemplo) e também eventos fora do circulante que fazem parte das operações(juros e impostos a pagar no LP, créditos de LP etc.).

b) Método indireto

Esse método faz a ligação entre o lucro líquido constante na D.R.E. e o caixa gerado pelas operações. A principal utilidade desse método é mostrar as origens ou aplicações de caixas decorrentes das alterações temporárias de prazo nas contas relacionadas com ciclo operacional (normalmente,clientes, estoques e fornecedores).

Permite que o usuário avalie quanto do lucro está-se transformando em caixa em cada período. Essa análise, toda via, deve ser feita com cuidado, pois é comum existirem recebimentos e pagamentos no período corrente de direitos e obrigações que se originaram fora do exercício a que se refere o lucro que está sendo apurado.

A lógica do método direto é bastante simples, em principio, assumimos que todo lucro afetou diretamente o caixa. Sabemos que isso não corresponde à realidade, e ai procedemos os ajustes. Partimos do lucro líquido da DRE e fazemos as adições e subtrações a estes dos itens que afetam o lucro mas não afetam o caixa, e dos que afetam o caixa mas não afetam o lucro. Como o que estamos apurando é o fluxo de caixa das atividades operacionais se eventualmente constarem da DRE eventos referentes a outras atividades, estes também deverão ser adicionados ou subtraídos ao lucro líquido, pois serão reportados em seus grupos respectivos. É o caso , por exemplo, de um ganho ou perda na venda de um imobilizado, que normalmente é uma atividade de investimento.

A grande vantagem do método indireto é a sua capacidade de deixar bem claro que certas variações no caixa gerado pelas operações se dão por alterações nos prazos de recebimentos e de pagamentos, ou por incrementos, por exemplo, dos estoques. Assim em um exercício pode haver aumento no caixa das operações porque se reduziu o prazo de recebimento dos clientes ou porque se aumentou o prazo de pagamentos dos fornecedores. Esse fato pode ocorrer só no período e não tender a se repetir no futuro. Por isso, é relevante sua evidenciação, o que não ocorre de forma transparente no método direto.

Decomposição Catalítica da Água Oxigenada

0

Autoria: Anônima

RELATÓRIO DE QUÍMICA INORGÂNICA

DECOMPOSIÇÃO CATALÍTICA DA ÁGUA OXIGENADA (H2O2)

Governador Valadares

10 de Abril de 2003

OBJETIVO

Conhecer o processo de decomposição da água oxigenada com uso de catalisadores.

MATERIAIS

2 suportes universais com garras;
1 cuba de água (bacia);
Erlenmeyer de 250 ml;
Proveta de 50 ml;
Bureta de 50 ml;
Rolhas de borracha;
Cronômetro ou relógio de segundos;
1 tubo de ensaio.

REAGENTES

Dióxido de Manganês;
Solução de Água Oxigenada a 3%.

PROCEDIMENTO

No item 5 da parte de procedimento ao invés de ser pesado 0,1 g de uma amostra de Fe2O3 e MnO2, pesou-se 0,1194 g de MnO2.

No item 9, foi mudado a medição de 30 para 10 segundos do volume de O2 desprendido.

RESULTADOS DE DISCUSSÃO

Gráfico de volume em ml de oxigênio desprendido da reação. (em anexo)
Gráfico de volume de oxigênio em mol. (em anexo)
Cálculos: transformar a medição de ml para litro e usar regra de três para todas as demais medições.

1 mol __________________ 22,4 L

x____________________0,0224 L

x= 0,001 mol

1 mol _________________34 g

x_________________1,2 g

x= 0,035 mols

Fórmula da reação: H2O2 -> ½ O2 + H2O

Exemplo: 0,001 mol de oxigênio X 2 = 0,0002 – 0,035= 0,033.

Um emprego industrial dos catalisadores.

O TiO2 é utilizado como fotocatalisador para fixar a cor branca na maioria dos objetos e materiais da indústria atual.

A fórmula estrutural plana do peróxido de hidrogênio.

H – O – O – H

Três aplicações de peróxido de hidrogênio.

a- Assepsia de ferimentos e descoloração de pêlos;

b- Alvejamento de tecidos e de pastas de papel;

c- Tratamento de água antes do lançamento nas massas de águas naturais.

Apesar da imprecisão dos materiais foi de grande necessidade a cautela no manuseio, no entanto foi possível obter dados, em menor quantidade em relação à proporção esperada, para a confecção dos gráficos e da constante de velocidade da reação de decomposição da água oxigenada, confirmando a real necessidade do uso de catalisadores para a indústria farmacêutica e estética como meio de utilização de forma prática o observado no corpo humano (reações catalíticas) para o desenvolvimento da sociedade.

CONCLUSÃO

Pôde ser observado através da prática o efeito do catalisador numa reação. Apesar de resultar em marcações menores que o esperado, foi possível obter uma constante, concluindo com certo êxito a experiência, pois pela precisão dos dados a constante não pode ser considerada compatível com a realidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

EBBING, Darrel D. Química Geral. 5ª ed. V. 1. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos. Editora S. A., 1998. P. 111-112.

BROWN, Theodore L., LEWAY Júnior, M. Eugene, BURSTEN, Bruce E. Química, Ciência Central. 7ª ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos. Editora S. A., 1999. P. 340-341.