Sistema Nervoso Central

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Autoria: Patricia Zen

Sistema Nervoso Central

COMPONENTES CELULARES

Para suas atividades de comunicação a unidade funcional do sistema nervoso é o neurônio. O neurônio típico tem superfície receptiva constituída pelo corpo celular, ou soma, e vários dendritos, em forma de galhos que recebem sinapses ou conexões neurônio a neurônio. Seu axônio faz conexões sinápticas com outros neurônios ou com células efetoras. O sistema nervoso forma uma rede de comunicação por meio de circuitos neurais, constituídos por neurônios simpaticamente interconectados. A atividade neural é codificada por seqüências de potenciais de ação propagados ao longo dos axônios nos circuitos neurais. A informação codificada é passada de um neurônio para o próximo pela transmissão sináptica. Na transmissão sinaptica, os potenciais de ação que atingem a terminação pré-simnáptica geralmente liberam uma substância neurotransmissora que ou excita a célula pós-sináptica fazendo descarregar um ou mais potenciais de ação ou inibe a atividade da célula pós-sinaptica.

Os axônios não apenas transmitem informações nos circuitos neurais, mas também levam substâncias químicas em direção as terminações sinápticas pelo transporte axônio. Os outros elementos celulares do sistema nervoso são as neuroglias ou células de suporte. As células neurogliais, no SNC humano, excedem os neurônios em numero por uma ordem de grandeza, cerca de 10 células neurogliais e neurônios.

A neuroglia não participa diretamente na comunicação a curto prazo, através do sistema nervoso, mas fornece assistência importante nesta função. Por exemplo, alguns tipos de células neurogliais fornecem a muitos axônios a bainha de mielina, que acelera a condução dos potenciais de ação ao longo dos axônios. Esse aumento da velocidade de condução permite que alguns axônios se comuniquem rapidamente com outras células a uma distancia relativamente longa.

O SOMA

O soma contem o núcleo e o ncléolo do neurônio. Também possui um aparelho de biossintese bem desenvolvido para a fabricação dos constituintes de membrana, enzimas sintéticas e outras substanciam químicas necessárias as funções especializadas das células nervosas. O aparelho de biossíntese neuronal compreende os corpos de Nissl que são pilhas de retículo endoplasmático rugoso, e um aparelho de Golgi proeminente. O soma também contém numerosas mitocôndrias e elementos citoesqueléticos, inclusive neurofilamentos e microtúbulos. A liposuscina é um pigmento formado por componentes de membrana incompletamente degradados, acumulasse com a idade em alguns neurônios. Alguns grupos de neurônio no tronco encefálico.

DENTRITOS

São prolongamentos múltiplos e ramificados, com origem no corpo celular. Constituem as partes receptoras principais do neurônio. Isto é, a maior parte dos sinais que devem ser transmitidos ao neurônio chegam a ele diretamente pela superfície do corpo celular. Os dendritos de cada neurônio em geral recebem sinais de muitos milhões de pontos de contato com outros neurônios.

AXÔNIO

Cada neurônio possui um axônio. Essa parte do neurônio é chamada de fibra nervosa. Seu comprimento pode ser de apenas alguns melimetros, como acontece nos axônios dos neurônios pequenos do cérebro, ou pode atingir até um métro como no caso dos axônios que partem da medula para inervar os pés. Os axônios transmitem os sinais neurais para a célula seguinte no cérebro ou na medula espinhal, ou para músculos e glândulas nas regiões periféricas do corpo.

O ENCÉFALO E SUAS DIVISÕES

O encéfalo é aquela parte do sistema nervoso que fica localizada na caixa craniana.

O encéfalo é dividido em seis partes:

cérebro
diencéfalo
mesencéfalo
cerebelo
a ponte ou protuberância
o bulbo raquidiano, chamado comumente de bulbo.
A massa principal do encéfalo é representada pelo cérebro, e a segunda maior porção é o cerebelo.

O diencéfalo, o mesencéfalo, a ponte e o bulbo, são absolutamente indispensáveis para a manutenção da função nervosa em verdade, muito mais importante do que qualquer outra massa equivalente do cérebro ou do cerebelo.

REFLEXOS E SINAPSES

Todas as informações são transmitidas, pelo SNC, sob a forma de potencias de ações nervosas, chamados, simplesmente de IMPULSO NERVOSO, por uma sucessão de neurônios, um após o outro.

Além disso, cada impulso pode ser bloqueado na sua transmissão de um neurônio para o próximo, pode ser alterado de um impulso único para impulsos repetitivos ou pode ser integrado com impulsos a partir de outros neurônios, para causar padrões altamente intrincados de impulsos em neurônios sucessivos. Todas essas funções podem ser classificadas como funções sinapticas dos neurônios.

TIPOS DE SINAPSES – QUÍMICAS E ELÉTRICAS

Há dois tipos principias de sinapses, a sinapse química e a sinapse elétrica.

Quase todas as sinapses usadas para transmissão de sinais no sistema nervoso central do ser humano são sinapses químicas. Nelas o primeiro neurônio secreta uma substância química chamada de neurotransmissor da sinapse e esse transmissor, atua sobre proteínas receptoras na membrana do próximo neurônio para excita-lo, inibi-lo ou para modificar a sua sensibilidade. Mais de 40 substâncias transmissoras foram descobertas até agora. Entre as mais conhecidas estão a acetilcolina, a norepinefrina, histamina, acido gama-aminobutírico, glicina, serotonina e o glutamato.

As sinapses elétricas, em comparação, são caracterizadas por canais abertos, diretos de líquidos que conduzem a eletricidade da célula para a próxima. A maioria deles é constituída por pequenas estruturas tubulares protéicas chamadas de junções abertas, ou comunicantes, que permitem o livre movimento de íons no interior de uma célula para o interior a próxima. Apenas algumas junções abertas foram encontradas no sistema nervoso central.no entanto, é por meio das junções abertas e de outras junções semelhantes, que os potenciais de ação são transmitidos de uma fibra muscular lisa para a próxima, no músculo visceral e de uma célula muscular cardíaca para a próxima no músculo cardíaco.

CONDUÇÃO EM MÃO ÚNICA NAS SINAPSES QUIMICAS

As sinapses químicas têm uma característica extraordinariamente importante que as torna altamente desejáveis como forma de transmissão dos sinais no sistema nervoso. Elas sempre transmitem os sinais, em direção única é, do neurônio que secreta a substância transmissora chamado de neurônio pré-sináptico, para o neurônio sobre o qual o transmissor atua, chamado neurônio pós-sináptico. Esse é o princípio da condução em mão única, nas sinapses químicas, é bastante diferente da transmissão por meio de sinapses elétricas, que usualmente podem transmitir sinais em qualquer direção.

O mecanismo de transmissão em mão única, ele permite que os sinais sejam dirigidos para objetivos específicos, essa transmissão específica dos sinais para as áreas discretas é altamente focalizada, tanto no sistema nervoso, quanto nas terminações dos nervos periféricos, que permite ao sistema nervoso desempenhar as milhares de funções, da sensação, do controle motor, da memória entre outras.

TERMINAÇÕES PRÉ-SINAPTICAS

Os estudos por microscopia eletrônica das terminações pré-sinápticas mostram que elas têm formas anatômicas variadas, mas a maioria se assemelha a pequenas dilatações redondas, ou ovóides, e portanto, são chamadas de botões terminais, pós terminais ou botões sinápticos.

As terminações pré-sinápticas, elas são separadas da soma neural, pós-sinaptico por uma fenda sináptica, que tem largura aproximadamente de 200 a 300 angntrons. A terminação tem duas estruturas internas importantes para a função excitatória ou inibitória da sinapse, as vesículas de transmissão e as mitocôndrias. As vesículas de transmissor contêm a substância transmissora que, quando liberada na fenda sináptica, excita, ou inibe o neurônio pós-sinaptico.

Excita se a membrana neural contiver receptores excitatórios, e inibe se a membrana contiver receptores inibitórios. As mitocôndrias fornecem trifosfato de adenosina, que dá a energia para sintetizar novas substancias transmissoras.

Quando um potencias de ação se espalha sobre a terminação pré-sináptica, a despolarização da membrana faz com que um número pequeno de vesículas se esvazie na fenda. O transmissor liberado, por sua vez provoca alterações imediatas das características de permeabilidade da membrana neural pós-sináptica, e isso leva a excitação ou a inibição do neurônio pós-sináptico, dependendo das características dos receptores desse neurônio.

MECANISMOS PELO QUAL OS POTENCIAIS DE AÇÃO CAUSAM A LIBERAÇÃO DO TRANSMISSOR PELAS TERMINAÇÕES PRÉ-SINÁPTICAS – O PAPEL DOS ÍONS CÁLCIO

A membrana celular que cobre as terminações pré-sinápticas, chamada de membrana pré-sináptica, contem grande número de canais de cálcio controlados pela voltagem. Essa membrana é bem diferente das outras áreas da fibra nervosa, que contem número muito menor desses canais. Quando o potencial de ação despolariza a terminação, os canais se abrem e permitem que grande número de íons cálcio flua para dentro da terminação. A quantidade de substância transmissora que é então, liberada na fenda sináptica está relacionada diretamente com o número de íon cálcio que entra na terminação. O mecanismo exato pelo qual os íons cálcio causam essa liberação não é conhecido mas acredita-se que seja o seguinte:

Quando os íons cálcio entra na terminação pré-sináptica, acredita-se eles se fixem a moléculas protéicas especiais na superfície interna da membrana pré-sináptica, chamada sítio de liberação e se abram, através da membrana, para o exterior pelo processo chamado exocitose. Algumas vesículas, usualmente liberam seu transmissor dentro da fenda, após cada potencial de ação isolado. Para as vesículas que armazenam o neuro transmissor acetilcolina, entre 2000 e 10000 moléculas de acetilcolina estão presentes em cada vesícula, e há vesículas suficientes, n a terminação pré-sinápticas, para transmitir desde algumas centenas até mais de 10000 potencias de ação.

RECEPTORES SENSORIAIS

Algumas terminações nervosas sensoriais na pele e nos tecidos profundos do corpo nada mais são que finas ramificações filamentosas, chamadas de terminações nervosas livres, enquanto outras são terminações sensoriais especializadas, que só respondem a tipos especiais de estímulo.

TERMINAÇÕES NERVOSAS LIVRES

Detectam as sensações de tato grosseiro, pressão profunda, de dor, de calor, de frio. Essas sensações ocasionalmente podem ficar misturadas entre si, pelo fato de que as vias nervosas dessas terminações possuem numerosas interconexões e as próprias terminações não são inteiramente específicas para os diversos tipos de sensações. Por exemplo, o frio ou o calor intenso, podem dar origem a uma sensação de dor, como também a pressão muito acentuada.

Apesar do fato de as terminações nervosas livres só transmitirem sensações grosseiras elas são de longe o tipo mais comum de terminação nervosa. Elas realizam as funções mais gerais de sensação. As funções específicas, como a discriminação de diferenças muito discretas entre graus de tato, são deixadas para os receptores mais especializados.

RECEPTORES TÁCTEIS ESPECIALIZADOS

Alguns nervos sensoriais possuem terminações especializadas, chamadas de receptores sensoriais. Os receptores que detectam o tato, a pressão, o estiramento de outros tipos de deformação da pele ou de tecidos profundos, são chamados de receptores tácteis.

Receptor de ponta expandida, encontrado na maioria das regiões do corpo, é capaz de dar resposta prolongada ao tato, e a pressão muito discreto sobre a pele.

Receptor tátil do pêlo, formado por fibras nervosas enroladas em torno da raiz de cada pêlo do corpo, é estimulada por qualquer deformação desse pêlo.

Corpúsculo de Pacini, encontrado na profundidade dos tecidos, corresponde à compreensão e ao estiramento rápido ou a qualquer deformação rápida do tecido, entretanto o sinal que é transmitido pelo corpúsculo de Pacini dura apenas pequenas frações de segundos.

Corpúsculo de Meissner, que é um receptor especializado na ponta dos dedos e dos lábios que nos permite a discriminação da textura precisa e de outros detalhes finos do objeto que tocamos.

Corpúsculo de Krause, encontrado em número não muito grande nos órgãos sexuais e que por conseguinte, podem estar relacionados a algumas das sensações sexuais.

Órgão terminal de Ruffini que detecta o estiramento dos tecidos e da cápsula das articulações que determina o grau de angulação dessas articulações.

MECANISMO DE EXCITAÇÃO DOS RECEPTORES SENSORIAIS ESPECIALIZADOS

Cada tipo de receptor sensorial, possui um tipo de estimulo que lhe é adequado. Em geral, os receptores táteis são estimulados por alguns tipos de deformação da fibra nervosa.

Quando o exterior desses receptores é comprimido, ocorre curvatura da ponta da fibra nervosa ou essa fibra nervosa é estio que momentaneamente aumenta a permeabilidade da membrana dessa fibra, permitindo o influxo de íons sódio para o seu interior. Isso por sua vez, produz fluxo de corrente entre o ponto de permeabilidade aumentada na membrana da fibra, no interior do corpúsculo, e o primeiro nodo de Ranvier, a certa distância na fibra, fora do corpúsculo. Esse fluxo de corrente gera voltagem através da membrana celular nesse nodo, o potencial gerador. Esse potencial gerador produz séries de potenciais de ação em sucessão enquanto perdurar.

A adaptação ocorre em grau muito maior para determinadas sensações do que para outras. Por exemplo a sensação de tato leve e de alguns tipos de pressão adaptam-se dentro de poucos segundos e em alguns casos. Isso permite que a pessoa sinta um objeto quando a toca inicialmente, mas deixando de senti-lo logo depois.

Se não fosse pela rápida adaptação dos receptores do tato leve, uma pessoa nunca deixaria de ter intensas sensações táteis de todas as áreas corporais em contato com os objetos tais como o assento de uma cadeira, seus sapatos e até mesmo sua roupa, essas sensações permaneceriam bombardeando o cérebro a tal ponto que a pessoa dificilmente conseguiria pensar em qualquer outra coisa. O valor da adaptação rápida da maior parte das sensações é obvia.

As sensações de dor e alguns tipos de propriocepções adaptam-se muito lentamente ou muito pouco. As sensações de dor são produzidas quando está ocorrendo lesão tecidual.

Enquanto essa lesão avisada de sua ocorrência, de modo a poder tomar as medidas cabíveis para remoção da causa da lesão.

TIPOS DE DOR

A sensação de dor merece um comentário especial por representar um papel especialmente importante na proteção de nosso corpo, dando notícias de praticamente todos os tipos de processos lesivos.

todas as enfermidades do corpo causam dor. A capacidade de diagnosticar diferentes doenças dependem em grande parte do conhecimento do médico sobre as várias formas de dor.

O PROPÓSITO DA DOR

A dor é um mecanismo de proteção do corpo, ocorre sempre que os tecidos estão sendo lesados e faz com que a pessoa aja para remover o estímulo doloroso. Mesmo uma atividade simples como sentar, pode causar destruição dos tecidos devido a falta de fluxo sanguíneo na are da pele, pode se tornar doloroso. A pessoa que perde a sensibilidade, como após lesão da medula espinhal, deixa de sentir dor e portanto, não muda de posição. Isso logo resulta em ulceração das áreas da pressão

DOR RÁPIDA E DOR LENTA

A dor é classificada em dois diferentes tipos, a dor rápida e a dor lenta. A dor rápida é sentida em 0,1 segundo ou mais e depois aumenta vagarosamente por muitos segundos, e as vezes minutos.

A dor rápida também é descrita por muitos nomes alternativos, como dor cortante, dor em pontada e dor aguda, dor elétrica e outras. Estes tipos de dor são sentidos quando uma agulha é enfiada na pele ou quando é agudamente é sentida quando a pele é submetida a um choque elétrico. A dor cortante, rápida não é sentida na maior parte dos tecidos profundos do corpo.

A dor lenta também é conhecida por muitos outros nomes como dor lenta em queimação, dor contínua, dor latejante, dor nauseante e dor crônica. Estes tipos de dor são associados a destruição dos tecidos. Pode-se levar ao sofrimento prolongado insuportável e ocorrer tanto na pele como em quase todos os tecidos ou órgãos profundos.

OS RECEPTORES DA DOR E SUA ESTIMULAÇÃO

Todos os receptores da dor são terminações nervosas livres. Os receptores da dor na pele e em outros tecidos são todos terminações nervosas livres. Estão amplamente dispersos nas camadas superficiais da pele também em certos tecidos internos, como o periósteo, as paredes arteriais, as superfícies articulares e a foice. A maior parte dos outros tecidos profundos não são extensamente supridos por terminações de dor, mas, de qualquer lesão maior ainda se pode somar para causar o tipo de lenta, crônica, contínua nessas áreas.

Três tipos diferentes de estímulos excitam os receptores da dor: mecanismos térmicos e químicos. A dor pode ser provocada por múltiplos tipos de estímulos. Estes são classificados como mecânicos, térmicos e estímulos dolorosos químicos.

Algumas substâncias químicas que excitam o tipo de dor química incluem a bradicinina, serotonina, histamina, íons, potássio, ácidos e enzimas proteolíticas. As substâncias químicas são importantes estimulando o tipo de dor intensa que ocorre após a lesão dos tecidos.

DOR REFERIDA

Com freqüência as pessoas sentem dor em uma parte do corpo consideravelmente distante dos tecidos que causam a dor. Esta dor chama-se referida, a dor é iniciada num dos órgãos viscerais e referida a uma área na superfície do corpo.

MECANISMO

DA DOR REFERIDA

Quando as fibras nervosas viscerais são estimuladas os sinais da dor a partir das vísceras são então conduzidos por alguns dos mesmos neurônios que conduzem sinais de dor da pele e a pessoa tem a impressão que as sensações realmente se originam na própria pele.

DOR VISCERAL

É a dor a partir de diferentes vísceras do abdômen e do peito, é um dos poucos critérios que podem ser usados para diagnosticar a inflamação visceral, doenças ou distúrbios. Em geral as vísceras não tem receptores sensoriais para outras modalidade de sensação além da dor. A dor visceral também difere da dor superficial em vários aspectos importantes. A diferença mais importante entre a dor superficial e a dor visceral é que tipos de lesões maiores localizadas na vísceras raramente causam dor acentuada.

CEFALÉIA

As cefaléias são na verdade dor referida, a superfície da cabeça a partir das estruturas profundas. Muitas cefaléias resultam de estímulos dolorosos que surgem dentro do crânio, mas outras resultam da dor que surge fora dele, como é o caso dos seios nasais.

ANATOMIA DO SISTEMA NERVOSO SENSORIAL

As fibras nervosas sensoriais penetram na medula espinhal pelas raízes dorsais, ai chegando pelos nervos espinhais. Algumas dessas fibras terminam quase que após sua entrada na substancia cinzenta da medula, próximo ao ponto de chegada, onde iniciam atividade local nos circuitos neurais da própria medula. É essa atividade que produz as contrações musculares dos reflexos medulares.

Além das fibras nervosas que terminam na medula espinhal, outras ascendem pela medula, carregando sinais para o encéfalo

SISTEMA DORSAL

Serve para a transmissão de sinais sensoriais para o encéfalo. A maior parte dos sinais transmitidos por esse sistema tem origem nos receptores táteis especializados que excitam as fibras mielínicas mais calibrosas. Após essas fibras terem chegado á medula espinhal por meio das raízes posteriores dos nervos espinhais, cada fibra imediatamente se divide em dois ramos. Um desses ramos determina em substancias cinzentas medular loca, provocando atividades medular local e reflexos medulares. O outro ramo dirigi-se para cima passando pelas colunas brancas dorsais e ascende até os níveis mais inferiores do bulbo raquidiano, terminando nos núcleos das colunas dorsais. São nesses núcleos que ocorre a primeira sinapse dessas vias sensoriais. Os neurônios dos núcleos das colunas dorsais emitem axônios que cruzam imediatamente para o lado oposto do bulbo. Em seguida ascendem pelo tronco cerebral em uma coluna de fibral chamada de lemnisco medial, para terminar no complexo ventro basal do tálamo, uma área talâmica situada na região ventral posterior lateral. A esse nível as fibras formam sinapses com outros neurônios que enviam suas fibras pela cápsula interna para terminar no cérebro, a nível do córtex cerebral, no córtex somestésico, localizado nos dois primeiros centímetros do córtex parietal por trás do sulco central.

Dessa forma a via sensorial dorsal desde a periferia até o córtex cerebral é formada por três neurônios. Esses neurônios são chamados de neurônios de primeira ordem de segunda e terceira ordem. O neurônio de primeira ordem é a fibra nervosa periférica desde o receptor penetrando na medula e ascendendo até o núcleo da coluna dorsal no bulbo. O neurônio da segunda ordem está localizado no núcleo da raiz dorsal e envia seu axônio até o complexo ventrobasal do tálamo do lado oposto. E o neurônio de terceira ordem tem origem no tálamo e termina no córtex somestésico.

O SISTEMA ESPINOTALÂMICO

Este sistema espinotalâmico de transmissão as fibras nervosas sensoriais periféricas são muito delgados, geralmente amielínicas e a maioria de suas terminações são terminações nervosas livres ou pequenos receptores especializados. Após essas fibras terem penetrado na medula espinhal pelas raízes dorsais terminam quase que imediatamente nas pontas posteriores da substância cinzenta medular. Ai fazem sinapses com vários e sucessivos neurônios e o último da série emite seu axônio para o lado oposto da medula, por onde ascende pelo tronco cerebral até o tálamo. Algumas dessas fibras ascendem pelas colunas brancas ventrais e outras pela parte anterior das colunas brancas laterais. Pela via espinotalâmica possui dois componentes, o ventral e o lateral.

As fibras espinotalámicas ramificam_se muitas vezes quando chegam ao tronco cerebral, alguns desses ramos terminando na substância reticular de todo o tronco cerebral, enquanto outros juntam-se ao lemnisco medial para finalmente terminarem o tálamo. Algumas das fibras que chegam ao tálamo terminam no complexo ventrobasal, junto com as fibras do sistema sensorial dorso mas outras penetram mais profundamente no tálamo indo atingir os núcleos intralaminares, dispersos por todas as partes medianas do tálamo.

HIPOTALAMO

O hipotálamo é a pequena porção do diencéfalo que se localiza abaixo do tálamo e acima da hipófise, a glândula-mestre do corpo.

CONEXÕES AFERENTES E EFERENTES DO HIPOTÁLAMO

A maioria das fibras não são mielinizadas, muitas conectam o hipotálamo ao sistema límbico. Existem também conexões importantes entre o hipotálamo núcleo no tegmento do mesencéfalo ponte e cérebro posterior

Neurônios que secretam norepinefrina e tem seus corpos celulares no cérebro postertermainam em muitas partes diferentes do hipotálamo. Neurônios para ventriculares que secretam ocitocina e vasopressina projetam-se para o cérebro posterior para medula espinhal.

Os neurônios que secretam epinefrina, tem seus corpos celulares no cérebro e terminam no hipotálamo ventral. Há um sistema intra-hipotalâmico de neurônios que secretamdopamina, com os corpos celulares no núcleo arqueado e as terminações próximas ou a nível dos capilares que formam os vasos portas na eminência mediana. Os neurônios que secretam serotonina projetam-se para o hipotálamo a partir dos núcleos da rafe.

FUNÇÃO HIPOTALÂMICA

As principais funções do hipotálamo é o reflexo visceral bastante simples, outras incluem reações emocionais e comportamentais complexa, entretanto todas envolvem uma resposta especifica para um estimulo em particular.

PAPEL DO HIPOTALAMO

A regulação hipotalámica do apetite pelo alimento depende primeiramente da interaçção de duas um centro da fome no núcleo da base do feixe medial do prosencéfalo, na junção com as fibras pálido-hipotalâmicas e um centro da saciedade medial no núcleo ventromedial. Estimulação do centro da fome em animais conscientes evoca o comportamento alimentar, e sua destruição causa anorexia grave e fatal em animais sadios. Estimulação do núcleo ventromedial causa interrupção da alimentação enquanto lesões dessa região provocam hiperfagia, e se a oferta de alimento for abundante a síndrome da obesidade hipotalâmica. A destruição do centro da fome em ratos com lesão da saciedade causa anorexia, o que indica que o centro da fome está cronicamente ativo, e sua atividade é transitoriamente inibida pela atividade do centro da saciedade, após a ingestão de alimento.

SISTEMA NERVOSO SIMPATICO E PARASSIMPATICO

O sistema nervoso autônomo possui dois componentes distintos, o simpático e o parassimpático. As diferenças entre os dois componentes são as seguintes:

Primeiro as distribuições anatômicas das fibras nervosas dos dois componentes são distintas. Segundo os efeitos estimulantes desses dois componentes são muitas vezes antagônicos uns aos outros. Terceiro os principais tipos de substancias transmissoras hormonais secretadas pelas terminações neurais desses componentes são em geral diferentes nos dois sistemas.

ANATOMIA DO SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO

A cadeia simpática situa-se a cada lado da medula e com os órgãos. Periodicamente ao longo de cada cadeia existem pequenas dilatações bulbosas, os gânglios simpáticos, onde ficam os corpos celulares neurais. Existe um gânglio simpático para cada segmento medular torácico e lombar, mas existem apenas três gânglios simpáticos cervicais e apenas dois a três gânglios simpáticos sacrais muito pequenos as fibras simpáticas se dispersam a partir dos gânglios simpáticos para todas as vísceras do corpo.

ANATOMIA DO SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO

As fibras desse sistema têm origem principalmente em algumas fibras que tem origem no terceiro, no sétimo e no nono par craniano e também em vários segmentos sacrais da medula espinhal.

Pelo nevo vago passam as fibras parassimpáticas que vão para o coração, para os pulmões e para quase todos os órgãos do abdômen. Os outros nervos cranianos carregam fibras parassimpáticas para a cabeça, enquanto as fibras sacrais inervam a bexiga urinária, a parte inferior do cólon e do reto. Entretanto como 70% de todas as fibras parassimpáticado corpo passam pelos nervos vagos, a maioria dos fisiologistas ao comentar o sistema, pensam de modo quase automático.

NEURONIOS PRÉ E PÓS GANGLIONARES

A membrana celular que cobre as terminações simpáticas e chamadas de membranas pré-sináptica, contem grande número de canais de cálcio controladas pela voltagem. Isto é bem diferente das outras áreas da fibra nervosa, que contém muito pouco desses canais.quando um potencial de ação despolariza a terminação esses canais de cálcio se abrem e permitem que grande número dos íons cálcio fluam para a germinação. A quantidade de substancias transmissoras que são liberadas para a fenda sináptica esta diretamente relacionada com o número de íons cálcio que entra na terminação. O mecanismo preciso pelo qual os íons de cálcio causam essa liberação não é conhecido, mas acredita-se que seje o seguinte:

Quando os íons cálcio entram na terminação pré-simpática acredita-se que estes se fixem a moléculas de proteínas nas superfícies internas da membrana pré-sináptica, chamadaaas de sítios de liberação. Isto faz com que vesículas de transmissor na vizinhança local se fixem a membrana, esse fundam a esta e finalmente se abram para o exterior pelo processo chamado exocitose. Usualmente algumas vesículas liberam seu transmissor dentro da fenda após cada potencial de ação isolado. Para as vesículas que armazenam o neurotransmissor acetilcolina estão presentes em cada vesícula, e há vesículas em números suficientes na terminação pré-sináptica para transmitir desde algumas centenas até mais de 10.000 potenciais de ação.

AÇÃO DA SUBSTÂNCIA TRANSMISSORA SOBRE O NEURÔNIO PÓS-SINÁPTICO – A FUNÇÃO DAS PROTEÍNAS RECEPTORAS

Ao nível da sinapse, a membrana do neurônio pós sináptico contem grande número de proteínas receptoras. Estes receptores tem dois componentes importantes, um componente de fixação que se protrai da membrana para dentro da fenda sináptica, se fixa ao neurotransmissor da terminação pré-sináptica e um componente ionóforo que atravessa toda a membrana para o interior do neurônio pós sináptico. O ionóforo, pertence a um dentre de dois tipos, um canal iônico que permite a passagem de tipos específicos de íons através do canal ou um ativador de segundo mensageiro, que não é um canal iônico mas se protrai para o citoplasma celular e ativa uma ou mais substancia dentro do neurônio pós-sináptico. Essas substancias por sua vez servem como segundos mensageiros, para alterar funções celulares específicas.

FIBRAS NERVOSAS ADRENÉRGICAS E COLINÉRGICAS

Uma das diferenças entre os nervos simpático e parassimpático é a de que as fibras pós-ganglionares dos dois sistemas secretam na imensa maioria das situações, substancias transmissoras hormonais diferentes. Os neurônios pós ganglionares do sistema parassimpático secretam acetilcolina, motivo de serem chamadas colinérgicas. Os do sistema nervoso simpáticosecretam em sua maioria o norepinefrina, portanto a maior parte dos neurônios do sistema simpático pode ser adrenérgico.

EFEITOS EXCITATÓRIOS E INIBITÓRIOS DAS SUBSTÂNCIAS TRANSMISSORAS HORMONAIS

Tanto a acetilcolina quanto a norepinefrina possuem a capacidade de excitar alguns órgãos internos ao mesmo tempo que inibem outros. Freqüentemente se um desses hormônios excita um órgão o seu oposto inibe, mas isso não é regra absoluta.

TÔNUS SIMPÁTICO E PARASSIMPÁTICO

Os impulsos normalmente são transmitidos de uma forma contínua por fibras do sistema simpático e parassimpático. Isso porque ocorra um certo grau de estimulação continua das estruturas internas que constituem o tônus simpático ou tônus parassimpático. Esse tônus permite que a estimulação nervosa exerça controle positivo ou negativo sobre uma estrutura. Isso é, pelo aumento do número de impulsos acimado valor normal, o efeito da estimulação fica incrementado por outro lado se esse número é diminuído até do normal o efeito dessa estimulação fica reduzido. Como exemplo se as fibras simpáticas vasoconstrutoras para os vasos sanguíneos estivessem nas condições normais, inativas, seria apenas possível para a regulação simpática provocar sua contração, mas nunca sua dilatação, devido ao tônus de existência continua, os vasos sanguíneos estão parcialmente contraídos de modo que as fibras simpáticas podem contrair ainda mais ou podem fazer com que se dilatem em função do aumento e da diminuição da estimulação.

SISTEMA RENAL

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Autoria: Márcio Ivan Muller

SISTEMA RENAL

NOVEMBRO de 2001

As funções do sistema renal são: remover os produtos finais do metabolismo (metabólitos) e controlar as concentrações de sódio, potássio e hidrogênio e demais íons do líquido extracelular. Os rins são constituídos de aproximadamente 2 milhões de néfrons. Essa célula é constituída por 2 porções: corpúcsulo renal (formado por um emaranhado de capilares chamado de glomérulo envolvido por uma cápsula denominada de cápsula de Bowman) e os túbulos (proximal, alça de Henle, distal e coletor). Resumidamente, temos que: o sangue é filtrado no glomérulo e em seguida flui para dentro dos túbulos (onde a maior parte da água e eletrólitos formam a urina).

O rim possui 2 funções básicas: função endócrina, apesar de não ser uma glândula endócrina, e a homeostática, que constitui sua principal função.

Não se sabe até hoje quais as estruturas renais responsáveis pela função endócrina do rim, mas pesquisadores acham que a porção secretora encontra-se principalmente no complexo justaglomerular, localizado no córtex renal

FUNÇÃO ENDÓCRINA

• Secreção de renina: Esta substância é responsável pela ativação do sistema Renina-angiotensina II através da ação enzimática sobre a reação de transformação de angiotensinogênio em angiotensina I, que por sua vez transforma-se em angiotensina II sob ação da enzima conversora de angiotensina (ACE) que também atua hidrolizando a bradicinina. A angiotensina II age modificando a ação renal da seguinte forma:

-Maior ação de vasoconstricção das arteríolas eferentes no rim, aumentando a filtração glomerular.

-Ação sobre o córtex da adrenal, levando à produção de aldosterona. Esta, por sua vez, age nos túbulos renais estimulando a retenção e absorção de sódio. Por mecanismos osmóticos, a água também tem sua absorção aumentada. A conseqüência disso é o aumento da volemia e, então, hipertensão arterial.

-Ação sobre as células mesangiais do glomérulo de forma a contraí-las. Então haverá diminuição da área de filtração glomerular com conseqüente redução da taxa de filtração glomerular (TGF).

• Secreção de 1.25 dihidroxi-calciferol o qual é importante na absorção de cálcio no túbulo renal e no depósito de cálcio no osso.

• Secreção de eritropoetina, um fator de crescimento com ação única e específica de estimular a medula óssea a produzir glóbulos vermelhos. Esse

hormônio tem sua produção aumentada em condições de hipóxia.

FUNÇÃO HOMEOSTÁTICA

• Manutenção de um volume hídrico adequado (tonicidade). Tal manutenção ocorre em função da excreção de água e solutos, formando um gradiente osmolar adequado entre os compartimentos intra e extracelulares.

• Regular a concentração de íons como sódio, potássio, cloreto, bicarbonato, hidroxônio, magnésio e fosfato. Isto também ocorre com a ajuda da capacidade de excreção de água e solutos.

• Manutenção do pH, contando também com o auxílio do pulmão. O controle do pH no sangue deve-se à capacidade do rim de escretar H+ e reabsorver HCO-3.

• Manutenção da concentração adequada de metabólitos (nutrientes), graças à capacidade de reabsorção presente nos túbulos renais impedindo que metabólitos, como glicose, sejam eliminados pela urina.

• Eliminação de produtos do metabolismo como uréia, ácido úrico e timina graças à pela capacidade de excreção renal.

• Eliminação de drogas ou substâncias tóxicas presentes nos alimentos.

NÉFRON

Néfron é a unidade funcional do rim e é subdividido em duas porções intimamente relacionadas entre si: porção circulatória, composta de arteríola aferente, glomérulo e arteríola eferente, e a porção urinária, composta de cápsula de Bowmann, túbulos renais e ducto coletor.

A arteríola aferente abastece os capilares glomerulares, a partir dos quais forma-se um líquido livre de proteínas que escoa para o espaço de Bowmann, atravessando a barreira dos vasos glomerulares. Esse líquido é chamado de ultra-filtrado.

O ultra-filtrado possui a mesma concentração que o plasma, exceto em relação às proteínas. O ultra-filtrado atravessa passivelmente o capilar e chega ao espaço de Bowmann, onde entra em contato com a cápsula de Bowmann e ganha os túbulos renais, formando a urina.

O capilar glomerular é formado por endotélio, membrana basal (constituída por 3 lâminas – rara interna, densa e rara externa – as quais possuem fenestrações permeáveis a solutos e água) e diafragma (estrutura circular com poros permeáveis a água e a solutos). A estrutura do capilar glomerular representa a barreira atravessada pelo plasma, formando o ultra-filtrado.

Além disso, existem substâncias que são secretadas diretamente nos túbulos renais sem serem anteriormente filtradas e há, ainda, substâncias que são total ou parcialmente reabsorvidas pelos túbulos renais, contribuindo pouco ou nada na composição final da urina.

FUNÇÃO RENAL

A principal função renal é de limpar ou depurar (clearance) do sangue. Ele o faz por filtração (cerca de 125ml/min) ou ainda, por secreção (algumas substâncias são excretadas ativamente para formar a urina).
Filtração Glomerular
São nos glomérulos que ocorrem a filtração do sangue. Ele é constituído por seus capilares e respectivos revestimentos, formando a membrana glomerular.

Essa menbrana é formada por 3 camadas, a mais interna denomina-se camada de células endoteliais (próprio capilar), a intermiediária, membrana basal (formada por calágenos e proteoglicanos) e a mais externa, células epiteliais. As camadas endoteliais e epiteliais apresentam fendas em sua constituição (também chamados de poros). A membrana basal também é muito porosa, pois é formada por uma malha de fibras. Todo esse conjunto de membranas denominado de glomérulo é imensamente permeável à água e pequenos solutos moleculares quando comparados as membranas normais e impermeável, como as demais, às proteínas plasmáticas.

Pressão de Filtração :

A pressão arterial (PA) no glomérulo (ou pressão glomerular) é de 60mmHg, isto é, o sangue após ser ejetado na aorta exerce uma pressão nos rins de 60mmHg. Entretanto, dentro do glomérulo há também uma pressão em sentido contrário, denominada de pressão colóide (cuja unidade é de 32mmHg). Juntamente com essa pressão, há cápsula de Bowman uma outra, denominada de pressão da cápsula de Bowman, cuja unidade é de 18mmHg. Sendo assim, o sangue chega no glomérulo com uma pressão de 60mmHg e encontra uma reistência de 50mmHg (32 +18). Essa diferença de 10mmHg força o passagem de líquido do sangue para a cápsula (o resultado denomina-se pressão de filtração).

FraçãodeFiltração
A intensidade com que o líquido é filtrado do sangue para a cápsula de Bowman é diretamente proporcional a pressão de filtração. Como comentado anteriormente, os rins filtram, normalmente, 125ml/min. ou 180l/dia litros de sangue. No entanto, 179/dia são reabsorvidos nos túbulos, e o restante é eliminado na urina. O líquido formado após a filtração glomerulosa é denominado de filtrado glomerular e apresenta as mesmas constituições que o plasma, exceto a quantidade de proteínas, 0,03% contra 7% no sangue.

Reabsorção Tubular :
Próximos aos túbulos renais, há uma vasta rede de capilares chamada de capilares peritubulares que se originam da arteríola eferente e formam a veia arqueada. As substâncias a serem reabsorvidas o são, inicialmente para o interstício e posteriormente para os capilares por reabsorção ativa ou difusão e osmose.

REABSORÇÃO ATIVA

Denominada assim, devido ao fato de ser contra a gradiente de concentração. As substâncias a serem transportadas são: a glicose, os Aas, as proteínas, o ácido úrico, e os íons: sódio, potássio, magnésio, o cálcio, o cloreto e o bicarbonato.

Os nutrientes (glicose e proteínas) são reabsorvidos quase que totalmente ainda no início do túbulo proximal. De maneira diferente, a reabsorção dos íons não é total, mas sim parcial. Quando em excesso, alguns não são reabsorvidos e em concetrações reduzidas, são apenas o necessário (exemplo: o sódio).

O sódio é um importante íon, seu mecanismo de reabsorção ativa representa o mecanismo dos demais íons. Por difusão, o sódio difunde da luz tubular (ou do líquido filtrado glomerular) para o interior das células epiteliais tubulares. Essa difusão só ocorre no lado da membrana voltado para a luz tubular (borda em escova), isto porque, os demais lados das células são impermeáveis ao íon. Dentro da célula, o sódio pode seguir dois caminhos diferentes: ou retorna, por difusão, para a luz tubular e é excretado na urina ou ser transportado, por carreadores específicos, para o capilar peritubular.

Como o sódio é trasportado para o capilar peritubular através de processo ativo, há necessidade de energia para realizá-lo (ATP). As células do epitélio tubular, chegam a dispender cerca de 90% de toda a energia gasta. Para realizar esse transporte há necessidade de nutrientes, sendo assim, alguns são reabsorvidos contra o gradiente de concentração.

REABSORÇÃO POR DIFUSÃO

A água é a principal substância a ser reabsorvida por difusão osmótica. Com o transporte ativo de íons, glicose e demais substâncias do líquido tubular para a célula do epitélio tubular, há consequentemente redução das concentrações dessas substâncias do líquido e aumento nas células. Com o transporte dessas substâncias, o consequente desiquilíbrio de concentrações, a concentração da água também ficará em desiquilíbrio. O líquido tubular, com reduzida [substâncias] ficará com elevada [água] e dentro das células o contrário. Sendo assim, como há diferença de concentração entre os meios, a água difunde-se para as células do epitélio.

URÉIA, CREATININA, ÁCIDO ÚRICO, FOSFATOS, SULFATOS, NITRATOS E FENÓIS

Todas essas substâncias são produtos finais do metabolismo celular (metabólitos), sendo produzidos continuamente. Como são tóxicas ao organismo, há necessidade de excreção contínua.

Dentre os metabólitos, a uréia é um importante exemplo. Produto do metabolismo das proteínas, não tem qualquer valor funcional para o organismo e caso sua [uréia] eleva-se, o metabolismo das proteínas é amplamente prejudicado. Portanto, tem que ser excretada continuamente e para isso, nos rins não há mecanismo de reabsorção ativo e o poro é muito pequeno.

Em condições normais, são formados 1ml/min. de urina, contendo: 50% de uréia presente no filtrado glomerular, 100% creatinina e elevados percentuais de ácido úrico, de fosfatos, de potássio, de sulfatos, de nitratos e de fenóis.

SECREÇÃO TUBULA

Algumas substâncias, como por exemplo, íons potássio, íons hidorgênio e a amônia são secretados do sangue para o filtado glomerular ativamente (mecanismo semelhante ao da reabsorção ativa).

Regulação da Intensidade da Filtração Glomerular

A reabsorção dos nutrintes, íons e água é diretamente proporcionais a intensidade do filtrado glomerular em fluir pelo sistema tubular. Isto é, em elevadas intensidades, nenhuma substância é reabsorvida e em baixas, todas o são. Para que isso não ocorra, a intensidade do filtrado glomerular e regulada por um processo denominado de: auto-regulação da filtração glomerular.

Próximo ao final do túbulo distal e início da alça de Henle, há um contato entre o túbulo e as arteríolas aferente e eferente (região denominada de aparelho justaglomerular). Na porção do túbulo distal que entra em contato, as células são densas (máculas densas) e na proção das arteríolas, as células formam grânulos (células justaglomerulares) que sintetizam um precursos de hormônio denominado de renina.

O mecanismo de auto-regulação ativa 2 mecanismos: feedback vasoconstritor sobre a arteríola aferente (diminuindo a filtração) e feedback vasocontritor sobre a arteríola eferente ( aumenta a filtração).

Mecanimso vasoconstritor da arteríola aferente

Para entendermos os mecanismos há necessidade de estudarmos a irrigação renal. Os rins são irrigados por artérias denominadas de arqueadas. A artéria arqueada de um ri , forma a artéria aferente (que irriga o glomédulo de sangue). Ao sair do glomérulo, a artéria recebe o nome de eferente e formará os capilares peritubulares. Esses capilares darão origem a vasta recta e v6enulas que, juntos, formarão a veia arqueada (retira sangue do néfrom).

O mecanismo ocorre quando a intensidade da formação do filtrado glomerular é elevada, não permitindo o processamento adequado no túbulo proximal e alça de Henle. Não havendo o processamento, a [cloreto] eleva-se no líquido do filtrado glomerular e, ao passar pelos túbulos distais, desencadeia a vasoconstrição da arteríola aferente (que irriga o glomérulo), reduzindo a intensidade da filtração. A redução possibilita o adequado processamento do filtrado glomerular e consequente redução do [cloreto].

Mecanismo Vasoconstritor da Arteríola Eferente

A vasoconstrição da arteríola eferente reduz a retirada de sangue do glomérulo, aumentando a pressão e intensidade da filtração. Esse processo é ativado quando da redução da filtração glomerular. Com a diminuição do fluxo de líquido da alça de Henle para a mácula densa do túbulo distal, as células justaglomerulares das areríolas eferentes secretem a renina. A renina forma a angiotensina que atua promovendo a vasoconstrição na arteríola eferente. Com a vasoconstrição, o filtrado glomerular permanece mais tempo nos túbulos, promovendo o processando adequado do filtrado.

CONCEITO DE CLEARANCE OU DE DEPURAÇÃO

Clearance é depurar, a cada vez que o plasma é filtrado pelo glomérulo e reabsorvido nos túbulos, o plasma foi depurado. Como citado, são filtrados 125ml/min de sangue, 60ml do que é reabsorvido deixa a uréia na urina. Assim sendo, 60ml de plasma são depurados (limpos) de uréia por minuto pelos rins. Como também, 125ml/min. de creatinina, 12ml de ácido úrico, 12 ml de potássio, 25ml de sulfatos e fosfatos. A essa capacidade renal em limpar o sangue dá-se o nome de Depuração Renal. Sabendo a velocidade de depuração renal de determinada substância, saberemos a saúde dos mesmos. Atualmente utiliza-se o cálculo de depuração da inulina. A inulina é um polissacarídeo que por hidrólise fornece frutose. Sua intensidade de depuração do rim é igual a formação do filtrado glomerular. Isso porque a inulina tem a mesma capacidade de difusão da água ( a [inulina] no filtrado é igual ao do plasma) e não é absorvida e nem secretada, sendo toda eliminada na urina. Sendo assim, a velocidade de depuração da inulina é idêntica a formação do filtrado (ou a velocidade de depuração renal).

REGULAÇÃO DA OSMOLARIDADE E CONCENTRAÇÕES IÔNICAS DOS LÍQUIDOS CORPORAIS

O sódio (cátions) é o mais abundante íon existente no líquido extracelular e controla indiretamente a concentração de íon de carga negativa (cátion), elevando a [Na+] aumenta a quantidade de água no líquido. Sendo assim, regulando a [Na+] regula-se a concentração de 90% dos íons corporais e da osmolaridade, e para isso são utilizados 2 mecanismos: controle da excreção de água nos rins pelo hormônio neurohipofisário ADH e o controle hipotalâmico sobre a sede.
Controle da excreção de água e sódio pelos rins

A reabsorção da água ocorre no túbulo proximal e alça de Henle, mas nos túbulos distais e coletores é próximo a impermeável desde que tenha a ação do ADH. Esse hormônio neurohipofisário possibilita que túbulos impermeáveis a água possam reabsorver esse solvente.

Excreção de urina diluída :

Para se excretar uma urina diluída (isso é, grande volume urinário), os néfrons utilizam de um mecanismo simples, que para entendê-lo há necessidade de definirmos osmolaridade (quantidade de um soluto existente em uma solução, ou, quantidade de um íon, por exemplo, existente em uma solução). A osmolaridade pode aumentar quando ou aumenta a concentração de íon ou diminui a da água. E, portanto, diminui se ocorrer o contrário com íon e água.

A alça de Henle é composta de ramo descendente e ascendente. O ramo descendente é muito permeável a água, sendo portanto reabsorvida e elevando a quantidade de soluto no líquido e portanto aumentando a osmolaridade (300 para 700).

Mas, o ramo ascendente é muito impermeável a água, mas apresenta mecanismos ativos de trasporte de sódio e cloreto. Com isso, esses mecanismo resabsorvem os íons e sua concentração na solução cai (cai a osmolaridade, 500, 250, 150 e 100). Dessa forma, o ramo descendente reabsorve a água, mas quando o líquido entrar no ramo ascendente, somente são reabsorvidos os íons. Portanto, não reabsorvendo água, a urina fica diluída. Vale lembrar que, nos túbulos distais e coletores há ainda reabsorção de íons, acarretando a queda ainda mais pronunciada da osmolaridade do líquido (passando de 100 para 90, 80, 70 e finalmente, 65). Nesse ponto, a urina está extremamente diluída e ocorrerá um grande volume urinário.

Excreção de urina concentrada – Mecanismo de Contracorrente e ADH :

No néfron, o sentido do líquido está representado pela seta, a osmolaridade está sendo representada pelos números dentro dos túbulos. Na medula, a osmolaridade é de 320 mOsm/l (miliosmoles por litro) e chega a 1200 na porção mais inferior da alça de Henle e túbulo coletor.Durante esse trajeto é reabsorvida água, tornando o líquido concentrado de soluto e portanto elevando a osmolaridade. Esse elevado valor de osmolaridade (1200mOsm/l), deve-se a 2 fatores:

devido as grandes quantidades de solutos são absorvidas para a medula (ramo ascendente das alças de Henle e túbulo coletor) e

-devido ao mecaniso denominado de contracorrente. Os vasos retos entram pelo córtex até a medula e depois retornam, sendo o mesmo sentido do fluxo de sangue.
No néfron (desenho da direita da figura anterior), como vimos anteriormente, a osmolaridade, no túbulo proximal, é de 320 mOsm/l e aumenta com a difusão da água para o líquido intersticial, chegando a 1200mOsm/l. No ramo ascendente da alça de Henle, ocorre a reabsorção dos íons (NaCl e Uréia), diminuindo a osmolaridade, para novamente, 200. No túbulo coletor, com a difusão da água, a osmolaridade volta a elevar-se para 1200. O mecanismo de contracorrente ocorre nos vasos retos, a osmolaridade nesses vasos é de 320mOsm/l e leva-se devido a difusão de soluto (NaCl e Uréia)e ao chegar na porção mais inferior, chega-se a 1200mOsm/l. No vaso reto ascendente, ocorre difusão de soluto do sangue para o líquido intersticial e água em sentido contrário, retornando a osmolaridade para 300mOsm/l. Como a difusão dos solutos e água são rápidas, dificulta o sangue de remover solutos para fora da medula renal, tornando a concentração de soluto na medula renal elevada.

O ADH, aumenta a permeabilidade da água nos túbulos coletores (inserindo canais de água nesses túbulos). Como no líquido intesticial e vaso reto há elevada concentração de solutos, a água nos túbulos coletores difunde para o intestício e depois para o sangue. Com a difusão da água para o sangue, diminui sua concentração nos túbulos coletores e assim a urina fica concentrada com grande quantidade de solutos e mínimas de água.

O ADH sobre os néfrons, possibilita a reabsorção de água e uma excreção de urina mais concentrada poupando água. A ação do ADH é muito importante quando a perda de volume de sangue (hipovolemia) e de líquidos corporais (osmolaridade).

O hipotálamo, núcleo supraóptico e paraventricular, apresentam células sensíveis à [Na+], principalmente, denominadas de osmorreceptores. Ao serem estimulados, pela queda da [Na+], ativam a secreção de ADH, via axônio (conceito de neurosecreção), pela glândula neurohipófise.

Controle hipotalâmico sobre a sede

Com a diminuição da concentração de sódio nos líquidos corporais, há excitação dos osmorreceptores nos núcleos supraópticos e paraventriculas do hipotálamo, que promverão a liberação de ADH. Além desse efeito, os osmorreceptores, ativarão o núcleo superior lateral do hipotálamo, responsável em criar a sensação de sede. Ao ficar com sede, o indivíduo buscará ingerir água, elevando a concentração de solvente, normalizando a osmolaridade.

Existem outros hormônios que atuam sobre os rins controlando a pressão arterial, dentre eles o sistema renina-angiotensina e o fator de natriurese atrial.

Controle da concentração de Potássio

O íon potássio (K+) é muito importante para a manutenção da homeostase celular, possibilitando a existência de potenciais de ações e contração muscular. Seu controle não é realizado pelo ADH, mas sim por um outro hormônio, sintetizado pelas células glomerulosa do córtex das glândulas supra-renais, denominado de mineralocorticóides (sendo o principal, aldosterona).

Com a elevação na [K+], estimula a supra-renal a liberar aldosterona. Esse hormônio estimula as enzimas e carreadores responsáveis pelo transporte de potássio nos túbulos distais e coletores, aumentando a reabsorção do íon.

Controle da concentração de Cloreto e Bicarbonato

A concentração de cloreto e bicarbonato está relacionada com a concentração de sódio nos líquidos corporais. Com a reabsorção de sódio, cria-se uma eletronegatividade nos túbulos e eletroposistividade no interstício. Para normalizá-la, são reabsorvidos o cloreto e bicarbonato.

Controle da concentração de cálcio, magnésio e fosfato

Aumentando a concentração desses íons no líquido extracelular, suas reabsorções são inibidas, aumentando, assim, a excreção pelos rins.

BIBLIOGRAFIA

TRATADO DE FISIOLOGIA MÉDICA , nona edição, 1999

Guyton/hall

TRATADO DE FISIOLOGIA APLICADA À CIÊNCIAS DA SAÚDE, Quarta edição, 1999

Douglas

Outros Autores: ADRIANO S. TEIXEIRA

SISTEMA URINÁRIO

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SISTEMA URINÁRIO OU EXCRETOR

Para que as células permaneçam vivas e desempenhem efetivamente suas funções, é necessário que elas estejam envolvidas por um ambiente estável. Como definido, o estado relativamente constante do meio interno do corpo é denominado homeostase. Para se manter a homeostase, as concentrações de substâncias como água, sódio, potássio, cálcio e hidrogênio devem permanecer relativamente constantes, bem como as concentrações de uma grande variedade de produtos e nutrientes celulares. O metabolismo celular tende constantemente a desarranjar o balanço do meio interno do corpo consumindo algumas substâncias (como oxigênio e glicose) e produzindo resíduos e toxinas (como o dióxido de carbono e a uréia). Além disso, as substâncias podem ser incorporar ao meio interno como resultado da ingestão, e removidas desse meio interno, através da excreção.

A manutenção da homeostase envolve a maioria dos sistemas do corpo. O sistema digestivo, por exemplo, fornece os nutrientes e também atua como um meio de excretar alguns resíduos. Os pulmões fornecem oxigênio ao organismo e eliminam CO2 e água. A pele também desempenha um pequeno papel na excreção o suor por exemplo, apresenta pequenas quantidades de uréia e amônia. Os rins, contudo, como os principais órgãos excretores, são decisivamente importantes na manutenção do balanço das substâncias exigidas para a constância do meio interno. Os rins eliminam do corpo uma grande quantidade de produtos de metabolismo tais como a uréia, o ácido úrico e a creatinina. Além disso, os rins conservam ou elimina água e eletrólitos conforme necessário, para que o balanço interno dessas substâncias se mantenha. De fato, o mau funcionamento dos rins pode produzir problemas sérios e ate fatais, como resultado de distúrbios no equilíbrio líquido e eletrolítico. Os rins também atuam como estruturas endócrinas produzindo um hormônio denominado eritropoietina, que estimula a produção dos glóbulos vermelhos do sangue.

Por serem órgãos seletivos em sua excreção, os rins são capazes de manter o meio interno em um nível considerado ótimo para a sobrevivência das células. Como resultado dessa seletividade, substâncias vitais para as células podem não ser excretadas. Outras substâncias são excretadas em quantidades variáveis que dependem amplamente das necessidades do corpo. Por essa razão, os rins apresentam um papel fundamental na regulação da composição e do pH do liquido intersticial. De maneira similar, a quantidade de água removida do sangue pelos rins e, conseqüentemente, do liquido intersticial, varia com as necessidades do organismo.

Se ocorre a falência dos rins, não há meios para se remover do sangue as várias substâncias que eles normalmente excretam. Como conseqüência, essas substâncias se acumulam no sangue e no líquido intersticial. Alguns dias após a falência do órgão, o meio interno pode se modificar, além do que as células não funcionam por muito tempo. A fm de se prevenir à morte, torna-se necessário o transplante dos rins ou a remoção das substâncias nocivas do sangue através do rim artificial.

1. Excreção no Ser Humano

Nos mamíferos em geral os produtos nitrogenados e outras escórias do metabolismo são eliminados do corpo para o meio externo pelo sistema urinário.
No homem, o sistema urinário é formado por:

Dois rins;
Vias uriníferas: duas pelves renais, dois ureteres, uma bexiga urinária e uma uretra.
O sangue a ser filtrado pelo rim é arterial, trazido pela artéria renal, ramo da artéria aorta. A artéria renal forma vários capilares. Acompanhando o percurso de um deles, verifica-se que ele da origem à arteríola aferente, que se enovela, formando o glomérulo renal (de Malpighi), e a seguir, à arteríola eferente. O glomérulo fica abrigado pela cápsula renal (de Bowman), formando o corpúsculo renal. Esta continua pelos túbulos néfricos: túbulo contorcido proximal, alça néfrica (de Henle) e túbulo contorcido distal. Cada corpúsculo e túbulos formam um nefro, unidade morfofuncional do rim.

O que foi filtrado no corpúsculo renal passa para o túbulo proximal, onde há devolução para a corrente sangüínea (reabsorção) de açúcares, aminoácidos, vitaminas, vários sais e água. O túbulo distal reabsorve água, íons sódio e cloreto. Os ramos descendente e ascendente de uma mesma alça néfrica são paralelos entre si, o que é muito importante, porque elas funcionam como um meio multiplicador de sódio por mecanismo de contra-corrente entre os dois ramos. Isso contribui para concentrar a urina, pois ocorre intensa reabsorção de água. Estima-se que em 24 horas o nosso plasma sangüíneo seja filtrado nos rins cerca de 180 litros de plasma. São formados, no entanto, apenas cerca de 1 a 2 litros de urina por dia.

Do túbulo distal, a urina passa para o duto coletor, onde ocorrerá mais reabsorção de água, formando urina mais concentrada. A seguir, a urina passa para a pelve renal e ureter, sendo armazenada na bexiga urinária para ser eliminada para o meio externo pela uretra.

2. Regulação da Função Renal

A regulação da função renal relaciona-se basicamente com a regulação da quantidade de líquidos do corpo. Havendo necessidade de reter água no interior do corpo, a urina fica mais concentrada, em função da maior reabsorção de água; havendo excesso de água no corpo, a urina fica menos concentrada, em função da menor reabsorção de água.

O principal agente fisiológico regulador do equilíbrio hídrico no corpo humano é o hormônio ADH (antidiurético), produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise. Quando aumenta a concentração do plasma (pouca água), há estimulo para a produção de ADH. Esse hormônio passa para o sangue, indo atuar sobre os túbulos distais dos néfrons e sobre os dutos coletores, tornando as células dos túbulos mais permeáveis à água. Conseqüentemente, há maior retenção de água no corpo. Caso contrário, quando a concentração do plasma é baixa (muita água), há inibição da produção do ADH e, conseqüentemente, menor reabsorção de água nos túbulos distais e dutos coletores, possibilitando a excreção do excesso de água. A urina fica, assim, mais diluída. Certas substâncias, como é o caso do álcool, inibem a secreção de ADH, aumentando a produção de urina. Por isso, quando se tomam bebidas alcoólicas, a produção de urina é mais abundante.

Além do ADH, outro hormônio participa do equilíbrio de água e sais do corpo humano: a aldosterona, produzida pelas glândulas supra-renais.

Quando há redução de íons sódio e de água no sangue, o rim é estimulado a produzir o hormônio renina; este age sobre uma proteína denominada angiotensinogênio, encontrada no sangue e produzida no fígado, convertendo-a em angiotensina; esta estimula as supra-renais a produzirem a aldosterona.

A aldosterona vai atuar no túbulo distal, aumentando a reabsorção de sódio. A saída de sódio para o sangue promove também a saída de água por osmose, corrigindo a quantidade de água no sangue. Assim, normalizam-se os teores de sódio e de água no sangue.

ANATOMIA DOS RINS

Os rins situam-se na parte dorsal do abdome, logo abaixo do diafragma, um de cada lado da coluna vertebral, nessa posição estão protegidos pelas últimas costelas e também por uma camada de gordura. Têm a forma de um grão de feijão enorme e possuem uma cápsula fibrosa, que protege o córtex – mais externo, e a medula – mais interna.

Cada rim é formado de tecido conjuntivo, que sustenta e da forma ao órgão, e por milhares ou milhões de unidades filtradoras, os néfrons, localizados na região renal.

O néfron é uma longa estrutura tubular microscópica que possui, em uma das extremidades, uma expansão em forma de taça, denominada cápsula de Bowman, que se conecta com o túbulo contorcido proximal, que continua pela alça de Henle e pelo túbulo contorcido distal; este desemboca em um tubo coletor. São responsáveis pela filtração do sangue e remoção das excreções.

1. Como Funcionam os Rins

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O sangue chega ao rim através da artéria renal, que se ramifica muito no interior do órgão, originando grande número de arteríolas aferentes, onde cada uma ramifica-se no interior da cápsula de Bowman do néfron, formando um enovelado de capilares denominado glomérulos de Malpighi.

O sangue arterial é conduzido sob alta pressão nos capilares do glomérulo. Essa pressão, que normalmente é de 70 a 80 mmHg, tem intensidade suficiente para que parte do plasma passe para a cápsula de Bowman, processo denominado filtração. Essas substâncias extravasadas para a cápsula de Bowman constituem o filtrado glomerular, que é semelhante, em composição química, ao plasma sanguíneo, com a diferença de que não possui proteínas, incapazes de atravessar os capilares glomerulares.

MECANISMOS RENAIS E MECANISMOS ASSOCIADOS PARA O CONTROLE DOS LÍQUIDOS CORPORAIS E SEUS CONSTITUINTES

1. Os Rins Excretam o Excesso de Água Através da Formação de Urina Diluída

O rim normal tem a extraordinária capacidade d variar as proporções relativas de solutos e de água na urina em resposta a várias situações d desafio. Quando existe água em excesso no corpo, e a osmolaridade dos líquidos corporais encontra-se reduzida, o rim é capaz de excretar urina com baixa osmolaridade, da ordem de 50 mOsm/litro, ou seja, uma concentração que é apenas cerca de um sexto da osmolaridade do liquido extracelular normal. Inversamente, quando ocorre déficit de água, e a osmolaridade do líquido extracelular encontra-se elevada, o rim é capaz de excretar urina com concentração de cerca de 1.200 a 1.400 mOsm/litro. Igualmente importante é a capacidade de o rim excretar grande volume de urina diluída ou pequeno volume de urina concentrada sem maiores alterações da intensidade de excreção de solutos como o sódio e o potássio.

2. O Hormônio Antidiurético Controla a Concentração de Urina

O nível de hormônio antidiurético (ADH), também denominado vasopressina, constitui o sinal que indica aos rins a necessidade de excretar urina diluída ou concentrada. Quando a osmolaridade dos líquidos corporais aumenta acima da faixa normal (isto é, os solutos nos líquidos corporais tornam-se muito concentrados), a hipófise posterior secreta mais ADH, que aumenta a permeabilidade dos túbulos distais e ductos coletores à água. Esse processo permite a reabsorção de grandes quantidades de água e diminui o volume de urina, mas não altera acentuadamente a excreção renal dos solutos.

Quando surge excesso de água no corpo, e a osmolaridade no líquido extracelular encontra-se reduzida, a secreção de ADH pela hipófise posterior diminui, reduzindo, assim a permeabilidade dos túbulos distais e ductos coletores à água, resultando na excreção de grandes quantidades de urina diluída. Por conseguinte, a presença ou ausência de ADH determina, em grande parte, a excreção renal de urina diluída ou concentrada.

3. Mecanismos Renais para a Excreção de Urina Diluída

Quando o filtrado glomerular começa a se formar, sua osmolaridade é quase idêntica à do plasma (300 mOsm/litro). Para excretar o excesso de água é necessário diluir o filtrado à medida que ele passa ao longo do túbulo. Esta diluição é obtida através da maior reabsorção de soluto em relação à água, todavia, esta situação só é observada em certos segmentos do sistema tubular, conforme descrito a seguir.

À medida que o líquido flui pelo túbulo proximal, os solutos e a água são reabsorvidos em proporções iguais, de modo que ocorre pouca alteração da osmolaridade. Com a passagem do líquido pela alça descendente de Henle, a água é reabsorvida por osmose e o líquido tubular atinge um equilíbrio com o líquido intersticial circundante da medula renal, que é normalmente muito hipertônico — cerca de quatro vezes a osmolaridade do filtrado glomerular original. Por conseguinte, o líquido tubular torna-se mais concentrado à medida que flui para a medula interna.

No ramo ascendente da alça de Henle, sobretudo no segmento espesso, ocorre intensa reabsorção de sódio, potássio e cloreto. Todavia, essa porção do segmento tubular é impermeável a água, mesmo na presença de grandes quantidades de ADH. Por conseguinte, o liquido tubular torna-se mais diluído à medida que flui pela alça ascendente de Henle em direção à parte inicial do túbulo distal, com diminuição progressiva da osmolaridade para cerca de 100 mOsm/litro quando o líquido penetra na porção inicial do segmento tubular distal. Assim, independentemente da presença ou ausência de ADH, o líquido que deixa a porção inicial do segmento tubular distal é hiposmótico, com osmolaridade de apenas um terço da osmolaridade do plasma.

Quando o líquido diluído na porção inicial do túbulo distal passa para a porção final do túbulo contornado distal, ducto coletor cortical e ducto coletor, ocorre reabsorção adicional de cloreto de sódio. Na ausência de ADH, esta porção do túbulo também é impermeável a água, e a reabsorção adicional de solutos resultam na formação de grande volume de urina diluída.

Em resumo, o mecanismo para a formação de urina diluída consiste na reabsorção contínua de solutos dos segmentos distais do sistema tubular, enquanto não ocorre reabsorção de água. O líquido que deixa o ramo ascendente da alça de Henle e a porção inicial do túbulo distal é sempre diluído, independentemente do nível de ADH. Na ausência de ADH, a urina é ainda mais diluída na porção final do túbulo distal e ductos coletores, sendo excretado grande volume de urina diluída.

4. Os Rins Conservam Água Através da Excreção de Urina Concentrada

Quando surge um déficit de água no organismo, o rim forma urina concentrada através da excreção contínua de solutos, enquanto a reabsorção de água aumenta, com a conseqüente diminuição do volume de urina formada. O rim humano pode produzir uma concentração urinária máxima de 1.200 a 1.400 mOsm/litro, ou seja, quatro a cinco vezes a osmolaridade do plasma. A concentração da urina ocorre à medida que o líquido tubular flui através de ductos coletores medulares, que normalmente são circundados por líquido intersticial muito hiperosmótico. Na presença de ADH, a água difunde-se dos ductos coletores medulares para o líquido intersticial, deixando uma urina altamente concentrada.

Dessa forma, os requisitos básicos para a formação de urina concentrada incluem:

Alto nível de ADH, que aumenta a permeabilidade dos túbulos distais e ductos coletores à água, permitindo, assim, a intensa reabsorção de água por esses segmentos tubulares; e
A alta osmolaridade do líquido intersticial da medula renal, que estabelece o gradiente osmótico necessário para que ocorra reabsorção de água na presença de níveis elevados de ADH.

5. Papel do Túbulo Distal e Ductos Coletores na Excreção de Urina Concentrada

Quando o líquido tubular deixa a alça de Henle e flui para o túbulo contornado distal no córtex renal, o líquido encontra-se diluído, com osmolaridade de apenas 100 mOsm/litro. A parte inicial do túbulo distal dilui ainda mais o líquido tubular, visto que este segmento, a exemplo do ramo ascendente da alça de Henle, transporta ativamente o cloreto de sódio para fora do túbulo, enquanto é relativamente impermeável à água.

À medida que o líquido flui para o interior do túbulo coletor cortical, a quantidade de água reabsorvida depende criticamente da concentração plasmática de ADH. Na ausência de ADH, este segmento é quase impermeável à água e é incapaz de reabsorvê-la, mas continua reabsorvendo solutos, diluindo ainda mais a urina. Quando existe uma alta concentração de ADH, o túbulo coletor cortical torna-se altamente permeável à água, de modo que ocorre reabsorção de grandes quantidades de água do túbulo para o interstício cortical. A reabsorção dessas grandes quantidades de água no córtex, e não na medula renal, ajuda a preservar a alta osmolaridade do líquido intersticial medular.

Quando o líquido tubular flui ao longo dos ductos coletores medulares, ocorre mais reabsorção de água a partir do líquido tubular para o interstício; entretanto, a quantidade total de água é relativamente pequena em comparação com aquela adicionada ao interstício cortical. A água reabsorvida é rapidamente transportada pelos vasos retos para o sangue venoso. Na presença de ADH em altos níveis, os ductos coletores tornam-se permeáveis à água, de modo que o líquido no final dos ductos coletores possui essencialmente a mesma osmolaridade que o líquido intersticial da medula renal — cerca de 1.200 mOsm/litro. Por conseguinte, ao reabsorver a maior quantidade possível de água, os rins formam uma urina altamente concentrada, excretando quantidades normais de solutos, enquanto devolvem água ao liquido extracelular, compensando os déficits de água corporal.

6. A Uréia Contribui para o Interstício Medular Renal Hiperosmótico e para a Urina Concentrada

Ate aqui, consideramos apenas a contribuição do cloreto de sódio para o interstício medular renal hiperosmótico. Todavia, a uréia contribui com cerca de 40% da osmolaridade (500 mOsm/litro) do interstício medular renal quando o rim está formando urina concentrada ao máximo. Em contraste com o cloreto de sódio, a uréia sofre a reabsorção passiva a partir do túbulo. Quando existe algum déficit de água, e as concentrações sangüíneas de ADH estão elevadas, ocorre reabsorção passiva de grandes quantidades de uréia dos ductos coletores medulares internos para o interstício.

O mecanismo de reabsorção da uréia na medula renal é o seguinte: á medida que a água flui pelo ramo ascendente da alça de Henle e para os túbulos coletores distais e corticais, ocorre pouca reabsorção de uréia, visto que estes segmentos são impermeáveis a uréia. Na presença de concentrações elevadas de ADH, a água é reabsorvida rapidamente do túbulo coletor cortical, e a concentração de uréia aumenta também rapidamente, visto que ela não é muito permeante nesta parte do túbulo. A seguir, à medida que o líquido tubular flui para o interior dos ductos coletores medulares internos, ocorre ainda mais reabsorção de água, resultando em concentração ainda maior de uréia no líquido. Esta alta concentração de uréia no líquido tubular do ducto coletor medular interno resulta na difusão de grandes quantidades de uréia para fora do túbulo, no interior do interstício renal, visto que esse segmento é altamente permeável a uréia, e a presença de ADH aumenta ainda mais essa permeabilidade. O movimento simultâneo da água e da uréia para fora dos ductos coletores medulares internos mantém a alta concentração de uréia no líquido tubular e, finalmente, na urina, apesar de a uréia estar sendo reabsorvida.

Como esta é o produto de degradação mais abundante que deve ser excretado pelos rins, este mecanismo de concentração da uréia antes de sua excreção é fundamental para a economia dos líquidos corporais quando existe déficit de água.

PAPEL DA SEDE NO CONTROLE DA OSMOLARIDADE DO LÍQUIDO EXTRACELULAR E DA CONCENTRAÇÃO DE SÓDIO

Os rins minimizam a perda de líquido durante déficits de água através do sistema de feedback osmorreceptor-ADH. Todavia, a ingestão de líquido é necessária para contrabalançar sua perda, o que pode ocorrer através da sudorese, da respiração, e pelo trato gastrintestinal. A ingestão de líquido é regulada pelo mecanismo osmorreceptor-ADH, mantém um controle preciso da osmolaridade do líquido extracelular e da concentração de sódio.

A mesma área ao longo da parede antero-ventral do terceiro ventrículo (a região AV3V) que promove a liberação de ADH também estimula a sede. Localizada anterolateralmente, no núcleo pré-óptico, existe outra área pequena que, quando estimulada eletricamente, induz à ingestão imediata de água, que prossegue enquanto durar a estimulação. Todas essas áreas, em conjunto, são denominadas centro da sede.

Os neurônios do centro da sede respondem a injeções de soluções hipertônicas de sal, estimulando o comportamento da ingestão de água. Estas células funcionam quase certamente como osmorreceptores para ativar o mecanismo da sede, da mesma maneira que os osmorreceptores estimulam a liberação de ADH.

O aumento da osmolaridade do líquido cefarraquidiano no terceiro ventrículo exerce praticamente o mesmo efeito, promovendo a ingestão de água. É provável que o órgão vasculoso da lâmina terminal, situado imediatamente abaixo da superfície ventricular na extremidade inferior da região AV3V, esteja intimamente envolvido na mediação dessa resposta.

1. Papel da Angiotensina II no Controle da Excreção Renal

Um dos mais poderosos mecanismos de controle da excreção de sódio no organismo é a angiotensina II. A ocorrência de variações na ingestão de sódio e de liquido está associada a alterações recíprocas na formação de angiotensina II, o que, por sua vez, contribui acentuadamente para a manutenção dos balanços do sódio e dos líquidos. Isto é, quando a ingestão de sódio aumenta acima do normal, ocorre diminuição da secreção de renina, com conseqüente formação diminuída de angiotensina II. Como esta exerce vários efeitos importantes no aumento da reabsorção tubular de sódio, a redução dos níveis de angiotensina II diminui a reabsorção tubular de sódio e de água, aumentando assim, a excreção renal destes. O resultado final consiste em minimizar o aumento do volume do liquido extracelular e da pressão arterial que de outro modo ocorreria com a ingestão aumentada de sódio.

Por outro lado, quando a ingestão de sódio encontra-se diminuída abaixo do normal, os níveis aumentados de angiotensina II provoca retenção de sódio e de água e opõem-se a reduções da pressão arterial, que de outro modo ocorreriam. Por conseguinte, as alterações na atividade do sistema de renina-angiotensina atuam como poderoso amplificador do mecanismo da natriurese de pressão para manter a estabilidade da pressão arterial e do volume de líquidos corporais.

A importância da angiotensina II ao tornar o mecanismo da natriurese de pressão mais eficaz. Observe-se que quando o controle da natriurese pela angiotensina é totalmente funcional, a curva da natriurese de pressão mostra-se muito acentuada (curva normal), indicando a necessidade de pequenas alterações na pressão arterial, para aumentar a excreção de sódio quando existe alta ingestão do mesmo. Em contraste, quando os níveis de angiotensina não podem ser diminuídos em resposta ao aumento da ingestão de sódio (curva da angiotensina II alta), conforme observado em certas doenças associadas ao comprometimento da capacidade de diminuir a secreção de renina, a curva da natriurese de pressão não é tão acentuada. Assim, quando a ingestão de sódio apresenta-se elevada, são necessários maiores aumentos da pressão arterial para também aumentar a excreção de sódio e manter o seu equilíbrio.

O uso de fármacos para bloquear os efeitos da angiotensina II mostrou-se clinicamente importante para melhorar a capacidade dos rins de excretar sal e água. Após bloqueio da formação de angiotensina II com um inibidor da enzima conversora da angiotensina, a curva de natriurese de pressão renal é deslocada para pressões mais baixas; isto indica uma maior capacidade de os rins excretarem sódio, visto que é possível manter níveis normais de excreção de sódio com pressões arteriais reduzidas. Este deslocamento da natriurese de pressão fornece a base dos efeitos de redução crônica dos inibidores da enzima conservadora de angiotensina da pressão arterial em pacientes hipertensos.

A angiotensina II em excesso não provoca grandes aumentos do volume do líquido extracelular. Apesar de a angiotensina II ser um dos mais poderosos hormônios de retenção de sódio e água no organismo, tanto a diminuição quanto o aumento da angiotensina II circulante não exerce qualquer efeito acentuado sobre o volume do líquido extracelular ou sobre o volume sangüíneo. A razão disto é que, com grandes aumentos nos níveis de angiotensina II, como aqueles observados na presença de tumor de rim secretor de renina, os níveis elevados de angiotensina II provocam inicialmente retenção de sódio e água pelos rins e pequeno aumento do volume do líquido extracelular. Isto também desencadeia uma elevação da pressão arterial, que rapidamente aumenta a excreção renal de sódio e água, superando, assim, o efeito de retenção de sódio e água, superando, assim, o efeito de retenção de sódio e água da angiotensina II e restabelecendo o equilíbrio, entre a ingestão e a excreção de sódio numa pressão arterial mais elevada.

2. Papel da Aldosterona no Controle da Excreção Renal

A aldosterona aumenta a reabsorção de sódio, sobretudo no túbulo coletor cortical. A reabsorção aumentada de sódio também sta associada a maior reabsorção de água e da secreção de potássio. Por conseguinte, o efeito final da aldosterona consiste na retenção de sódio e de água pelos rins, com aumento da excreção de potássio na urina.

A função da aldosterona na regulação do balanço do sódio está estreitamente relacionada com a descrita anteriormente para a angiotensina II. Isto é, com a redução da ingestão de sódio, os níveis aumentados de angiotensina II estimulam a secreção de aldosterona que, por sua vez, contribui para a redução da excreção urinária de sódio e, portanto, para a manutenção do equilíbrio do sódio. Por outro lado, quando a ingestão de sódio apresenta-se elevada, a supressão da formação de aldosterona diminui a reabsorção tubular, permitindo a excreção de maiores quantidades de sódio pelos rins. Dessa forma, as alterações na formação de aldosterona também ajudam o mecanismo da natriurese de pressão a manter o equilíbrio do sódio durante variações na ingestão de sal.

Durante a hipersecreção crônica de aldosterona, os rins “escapam” da retenção de sódio quando a pressão arterial aumenta. Apesar de a aldosterona exercer efeitos potentes sobre a reabsorção de sódio, quando a infusão de aldosterona ou sua formação é excessiva, conforme observado em pacientes com tumores da glândula supra-renal (Síndrome de Conn), a reabsorção aumentada de sódio e sua excreção diminuída pelos rins são transitórias. Depois de um a três dias de retenção de sódio e de volume, verifica-se uma elevação simultânea da pressão arterial. Quando esta aumenta o suficiente, os rins “escapam” da retenção de sódio e de água (devido a natriurese de pressão) e, posteriormente, excretam quantidades de sódio iguais à ingestão diária, a despeito da presença continua de níveis elevados de aldosterona.

3. Papel do ADH no Controle da Excreção Renal

O ADH desempenha importante papel, permitindo aos rins formarem pequeno volume de urina concentrada, enquanto ocorre excreção de quantidades normais de sal. Esse efeito é especialmente importante durante a privação de água, que eleva acentuadamente os níveis plasmáticos de ADH,os quais, por sua vez, aumentam a reabsorção renal de água e ajudam a minimizar as diminuições do volume do líquido extracelular e da pressão arterial que de outro modo ocorreriam. Por outro lado, em situações de volume extracelular excessivo, os níveis diminuídos de ADH reduzem a reabsorção de água pelos rins, ajudando, assim, a livrar o organismo do excesso de volume.

A secreção excessiva de ADH geralmente só provoca pequenos aumentos do volume de líquido extracelular, com grandes reduções na concentração de sódio. Apesar de o ADH ser importante na regulação do volume de líquido extracelular, seus níveis excessivos raramente provocam elevações acentuadas da pressão arterial ou do volume de líquido extracelular. A infusão de grandes quantidades de ADH em animais provoca inicialmente retenção renal de água e aumento de 10 a 15% no volume do líquido extracelular. À medida que a pressão arterial aumenta em resposta a esse volume, ele tem grande parte do seu excesso excretada devido ao mecanismo de diurese de pressão. Depois de varias semanas de infusão de ADH, o aumento do volume sangüíneo e do volume de líquido extracelular não ultrapassa mais de 5 a 10%, e a pressão arterial também não exibe uma elevação acima de 10 mmHg. O mesmo se aplica a pacientes com Síndrome de ADH inapropriado, em que pode ocorrer aumento de várias vezes nos níveis de ADH. Por conseguinte, os níveis elevados de ADH não provocam aumentos significativos do volume de líquidos corporais ou da pressão arterial embora os níveis elevados de ADH possam provocar graves reduções na concentração extracelular de íons sódio.

RESUMINDO

Sangue arterial conduzido sob alta pressão nos capilares do glomérulo (70 a 80 mmHg) à filtração à parte do plasma (sem proteínas e sem células) passa para a cápsula de Bowmann (filtrado glomerular) à reabsorção ativa de Na+, K+, glicose, aminoácidos e passiva de Cl- e água ao longo dos túbulos do néfron, como esquematizado abaixo.

Túbulo contorcido proximal (células adaptadas ao transporte ativo) à reabsorção ativa de sódio / remoção passiva de cloro

líquido tubular torna-se hipotônico em relação ao plasma dos capilares

absorção de água por osmose para os capilares na porção descendente da alça de Henle

porção ascendente da alça de Henle impermeável à água e adaptada ao transporte ativo de sais à remoção ativa de sódio

líquido tubular hipotônico à reabsorção de água por osmose no túbulo contorcido distal

OBS: Ocorre, também, ao longo dos túbulos renais, reabsorção ativa de aminoácidos e glicose. Desse modo, no final do túbulo distal essas substâncias já não são mais encontradas.

Regulação da função renal – resumo

HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO (ADH): principal agente fisiológico regulador do equilíbrio hídrico, produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise.

Aumento na concentração do plasma (pouca água) à receptores osmóticos localizados no hipotálamo à produção de ADH à sangue à túbulos distal e coletor do néfron à células mais permeáveis à água à reabsorção de água à urina mais concentrada.

Concentração do plasma baixa (muita água) e álcool à inibição de ADH à menor absorção de água nos túbulos distal e coletor à urina mais diluída.

ALDOSTERONA: produzida nas glândulas supra-renais, aumenta a absorção ativa de sódio e a secreção ativa de potássio nos túbulos distal e coletor.

    • Elevação na concentração de íons potássio e redução de sódio no plasma sangüíneo

rins

renina (enzima)

angiotensinogênio (inativo) à angitensina (ativa)

córtex da supra-renal

aumenta taxa de secreção da aldosterona

sangue

rins (túbulos distal e coletor)

aumento da excreção de potássio / reabsorção de sódio e água

A ELIMINAÇÃO DE URINA

Ureter

Os néfrons desembocam em dutos coletores, que se unem para formar canais cada vez mais grossos. A fusão dos dutos origina um canal único, denominado ureter, que deixa o rim em direção à bexiga urinária.

Bexiga urinária

A bexiga urinária é uma bolsa de parede elástica, dotada de musculatura lisa, cuja função é acumular a urina produzida nos rins. Quando cheia, a bexiga pode conter mais de ¼ de litro (250 ml) de urina, que é eliminada periodicamente através da uretra.

Uretra

A uretra é um tubo que parte da bexiga e termina, na mulher, na região vulvar e, no homem, na extremidade do pênis. Sua comunicação com a bexiga mantém-se fechada por anéis musculares – chamados esfíncteres. Quando a musculatura desses anéis relaxa-se e a musculatura da parede da bexiga contrai-se, urinamos.

BIBLIOGRAFIA:

GUYTON & HALL. Fisiologia Humana. Editora Guanabara Koogan;
LOPES, Sonia. Bio. Editora Saraiva;
SPENCE, Alexandre P. Anatomia Humana. Editora Manole.

Sistemas Articulares

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Autoria: Robson Magalhães

Articulações

As articulações são estruturas de tecido conjuntivo segundo as quais dois ou mais ossos próximos se unem entre si, independentemente de haver movimento entre eles. A artrologia é a ciência que estuda os mecanismos de ação e os elementos constituintes das articulações.

Funções das Articulações

União entre ossos que compõe o esqueleto;
Estabilidade e postura ao conjunto;
Evitar desgaste excessivo nas articulações portadoras movimento;
Limitação nos movimentos, reduzindo-os a uma amplitude necessária máxima.
Patologia Articular

Traumatismos;
Envelhecimento – Artrose;
Reumatismo – Doenças generalizadas.
Elementos das Articulações

Cartilagem Articular;
Ligamentos;
Cápsula Articular;
Membrana Sinovial;
Meniscos.
Cartilagem Articular

Tipo de tecido conjuntivo especial composto por condrócitos e fibras elásticas resistentes. Ambos estão incluídos em uma matriz de consistência semelhante a um gel, que dá a firmeza e a elasticidade que caracterizam a cartilagem. A matriz representa importante papel na nutrição dos condrócitos. É o tipo mais comum de cartilagem. Pode também ser chamada de cartilagem hialina ou de revestimento. Permite o deslizamento entre si das superfícies articulares evitando desgaste excessivo além de atuar como amortecedor em face de pequenos traumatismos.

Ligamentos

São estruturas fibrosas que se inserem perto das articulações, limitando especificamente a amplitude dos movimentos de cada articulação. Normalmente são largos, curtos, redondos.

Cápsula Articular

Membrana fibrosa que envolve a articulação em forma de manguito. Insere-se ao longo da borda das superfícies ósseas a unir, sendo a sua função mais importante a de proporcionar a estabilidade. Existem nas articulações submetidas a muitas tenções, como a do ombro.

Membrana Sinovial

Espécie de bolsa que recobre a superfície interna da cavidade articular, convertendo-a num espaço fechado.Tem aspecto liso e brilhante devido a secreção do líquido sinovial ou sinóvia, que é incolor e viscoso e possui a função de lubrificar e nutrir as cartilagens, já que carecem de vasos sanguíneos.

Meniscos

São duas estruturas em forma semilunar que vistas de perfil lembram uma cunha. Encontram-se no interior da articulação do joelho. Sua função consiste em aumentar a superfície de contato entre os ossos. Assim, as pressões que a articulação sofre, são repartidas, conferindo-lhe maior estabilidade.

Tipos de Articulações

Diartroses ou Sinoviais;
Anfiartroses ou Cartilaginosas;
Sinartroses ou Fibrosas;
Diartroses ou Sinoviais

São as móveis e mais complexas. Possuem uma cavidade articular, geralmente recoberta por cartilagem, podendo os subtipos possuirei outros dos componentes já apresentados. Subdivide-se em 6 gêneros ou subtipos, segundo a forma das suas superfícies articulares.

Esferóides ou Enartroses

As superfícies articulares são por um lado, uma cabeça esférica e, por outro, uma cavidade. Como meio de união, apresentam uma Cápsula Fibrosa, atapetada por membrana sinovial. Permite movimentos em todos os sentidos Temos como exemplo, a articulação do ombro.

Condilares

As superfícies articulares são, por um lado, em forma de elipse e, por outro, uma cavidade glenóidea. É dotada de ligamentos periféricos e, executando-se o movimento de rotação, permite todos os outros movimentos. Por exemplo, a articulação do joelho.

Selares

Também denominadas sela de montar, apresentam duas superfícies articulares que se adaptam perfeitamente uma a outra. São convexas num sentido e côncavas noutro. Estão unidas por uma cápsula fibrosa e não permitem nenhum movimento rotativo. Temos como exemplo, a articulação calcâneo cubóide.

Gínglimo

Uma das superfícies tem a forma de polia em que a outra superfície articular se aloja. Permite a flexão e a extensão, assim como ligeiros movimentos laterais. Por exemplo, a articulação úmero-ulnar.

Trocóide

Uma das superfícies articulares é um segmento de cilindro ósseo que gira em volta do seu maior eixo. A outra superfície é um anel osteofibroso no qual se introduz o cilindro ósseo. Só permite movimentos de rotação. Por exemplo, a articulação rádio-ulnar.

Planas

São duas superfícies articulares lisas e aplanadas. Só permitem movimentos de deslizamento. Por exemplo, a articulação entre os processos articulares das vértebras.

Anfiartroses ou Cartilaginosas

São articulações semimóveis, com movimentos pouco extensos. Apresentam faces articulares pouco escavadas ou planas, uma camada de cartilagem hialina, que as atapeta, e ligamentos mais débeis que os das diartroses. Subdividem-se, por sua vez, em dois grupos: As sínfises e as sincondroses.

Sincondroses

São um tipo de articulação temporária existente nos ossos longos, entre as epífises e a diáfise. Com o crescimento do osso, esta articulação desaparece, sendo substituída por tecido ósseo.

Sínfises

São constituídas por fibrocartilagem, chamada ligamento interósseo e ocorrem, por exemplo, entre os corpos das vértebras e os ossos do púbis, formando a sínfise púbica.

Sinartroses ou Fibrosas

São articulações completamente imóveis, encontradas principalmente entre os ossos da cabeça, onde recebem a denominação de suturas. Podem ser classificadas em Suturas Dentadas ou Serráteis, Suturas Escamosas, Suturas Harmônicas e Esquindilese.

Suturas Dentadas ou Serráteis

As superfícies apresentam irregularidades na forma de dentes que engrenam reciprocamente.

Suturas Escamosas

Os dois ossos da articulação estão cortados em bisel.

Suturas Harmônicas

As superfícies deste tipo de articulação são regularmente lisas.

Esquindilese

Uma das superfícies é uma ranhura e a outra é como uma crista que se encaixa nela.

Articulações da Cabeça, Pescoço e da Coluna Vertebral

Articulações da Cabeça

Articulações dos Ossos do Crânio Entre Si

Os ossos do crânio estão unidos entre si por meio de suturas. São desprovidos de movimento. Contudo, no recém nascido não estão totalmente soldados, ficando espaços abertos ou fontanelas entre os ossos, que se fecham geralmente durante o primeiro ano e meio de vida.

Articulações dos Ossos da Face Entre Si e Com o Crânio

São também do tipo das suturas. Os ossos do maxilar superior se unem mediante uma sutura harmônica. Entre todas estas uniões, existem também suturas dentadas (por exemplo, entre os ossos nasais e o frontal) e o esquindilese (entre o vômer e o esfenóide).

Articulação Temporomandibular

É a que une a mandíbula com o temporal. Permite os movimentos de mastigação. É do tipo sinovial. A mandíbula apresenta dois processos, o coronóide e o condilar, este se articula com o osso temporal. Essa articulação possui disco articular, membrana sinovial e ligamentos.

Articulações do Pescoço.

O osso occipital se une com as duas primeiras vértebras cervicais, o Atlas e o Áxis, formando duas articulações diferentes. As duas vértebras também estão unidas entre si. O pescoço possui grande mobilidade e exige umas articulações muito resistentes, porque os movimentos bruscos poderiam lesionar a medula espinhal, com a conseqüente paralisia.

Articulação do Atlanto-Occipital

Une o occipital ao Atlas, sendo uma articulação sinovial. Os dois côndilos do occipital encaixam-se nas faces articulares superiores do Atlas. Como reforço apresenta ligamentos e uma membrana sinovial muito frouxa (relaxada).

Ligamentos Occipito-Axiais

Não apresentam superfícies articulares, pelo fato do occipital e do áxis não estarem em contato direto. Apresentam ligamentos que unem o corpo e o processo espinhoso do áxis ao arco do Atlas, através de um anel osteofibroso no interior do Atlas, respectivamente. Esta última é um exemplo perfeito de articulação sinovial do tipo trocóide.

Articulações da Coluna Vertebral

A coluna vertebral necessita de elementos de sustentação muito potentes, porque por aspecto, suporta, todo o peso do corpo e por outro, aloja no seu interior a frágil medula espinhal, cuja lesão tem conseqüências desastrosas para o organismo, pois pode provocar a paralisia.

Articulações dos Corpos Vertebrais Entre Si

São do tipo anfiartrose. Apresentam entre os corpos contíguos pequenas almofadas de fibrocartilagem plana, em número de 23, denominadas discos intravertebrais. Os discos são compostos de uma zona exterior dura, o ânulo fibroso, e uma zona central frouxa repleta de líquido, o núcleo pulposo. Têm a função de equilibrar as diversas pressões a que se vê submetida a coluna vertebral e amortecer os seus movimentos. Como reforços articulares, possuem ligamentos longitudinais posterior e anterior, que limitam a extensão da coluna.

Articulações dos Processos Vertebrais

São também do tipo anfiartrose e unem entre si as apófises espinhosas transversas e as lâminas vertebrais. São compostas por vários ligamentos: Os interespinhosos, que unem entre si os processos espinhosos; os Intertransversários, que unem os processos transversos, o Supra-Espinhoso que une todos os processos espinhosos de uma vez e percorre toda a coluna vertebral, e os ligamentos amarelos que unem entre si as lâminas vertebrais.

Articulações do Tórax e da Pelve

Articulações do Tórax

São três os tipos principais: Esternocostais, Costovertebrais e Esternoclavicular (considerada como uma das articulações do membro superior).

Articulações Esternocostais

Unem as costelas ao esterno. As cinco primeiras costelas apresentam cartilagem costal própria e as outras têm uma cartilagem comum. As duas primeiras costelas se unem com o manúbrio do esterno e as outras com o corpo do esterno. A primeira destas articulações não tem cápsula articular. Da segunda à quita costela existe a cápsula articular, articulando-se diretamente cada uma delas, com o esterno. Da sexta à décima costela, articulam-se através da cartilagem costal comum. Em todos os casos existem ligamentos de reforço, os ligamentos radiados.

Articulações Costovertebrais

As costelas unem-se à coluna vertebral em dois pontos: O corpo das vértebras e os processos transversos.

Articulação Costela-Corpo Vertebral

Mediante suas duas facetas articulares, cada costela se une com dois corpos vertebrais contíguos e com o seu disco intermediário. Existe cápsula articular e também ligamentos de reforço.

Articulação Costela-Processos Transversos

Efetua-se mediante uma tuberosidade existente na costela. Existe cápsula articular e vários ligamentos de reforço. As duas últimas costelas não apresentam esta articulação.

Articulação Esternoclavicular

Une o esterno com ambas as clavículas e permite o movimento dos ombros. Apresenta um pequeno menisco articular e ligamentos esternoclaviculares e costoclaviculares.

Articulações da Pelve Óssea

São quatro: Articulações lombossacral, sacrococcígea, sacroilíaca e a sínfise pública.

Articulação Lombossacral

Une a base do sacro à quinta vértebra lombar na linha média e dos lados. Além dos ligamentos comuns a todas as articulações intervertebrais, possui um ligamento próprio, o ligamento sacrovertebral.

Articulação Sacrococcígea

É uma anfiartrose que une uma fosseta oval convexa do sacro a uma fosseta similar mais côncava do cóccix. Reforçam-na o ligamento interósseo e os ligamentos periféricos.

Articulação Sacroilíaca

Une o sacro ao osso ilíaco. É do tipo sinovial plana. Apresenta movimentos muito limitados, mas tem que suportar grandes trações, porque suporta todo o peso do corpo e transmite-o à sua base de apoio. É constituída pela bacia e extremidades inferiores. Precisa, portanto, de ligamentos de reforço muito potentes. Estes são os ligamentos próprios, sacroilíaco anterior, superior e posterior, e ligamentos à distância, iliolombar, sacrotuberal e sacroespinhal.

Sínfise Púbica

Une os dois ossos púbicos entre si na linha média. As superfícies articulares são umas fossetas de forma oval. Os ligamentos são de dois tipos, interósseos e periféricos, anterior e posterior, superior e inferior.

Membrana Obturadora

É formada por uma série de feixes fibrosos fundidos entre si que ocupam os forames obturados do quadril, através dos quais passa os vasos e nervos de mesmo nome; geralmente relacionada ao estudo das articulações dos membros inferiores.

Articulações do Membro Superior

Articulação do Ombro

É muito complexa porque é dotada de grande mobilidade: elevação anterior, elevação lateral e rotação. É constituída por duas articulações distintas: Acromioclavicular e escapulo-umeral.

Articulação Acromioclavicular

Une a clavícula com o acrômio, situado na extremidade da espinha da escápula. Adapta as faces articulares correspondentes e vê-se reforçada por uma cápsula articular e vários ligamentos.

Articulação Escapulo-Umeral

Une o úmero com a escápula. É a articulação do corpo humano, dotada de maior movimento. As superfícies articulares são a cabeça do úmero, esférica e recoberta por cartilagem hialina e a cavidade glenoidal da escápula. Os reforços articulares são a cápsula articular e os ligamentos intrínsecos. Também existem os ligamentos extrínsecos. O músculo bíceps se insere na borda superior da cavidade glenoidal da escápula e passa por dentro da cápsula articular. A membrana sinovial, que recobre interiormente a cápsula articular, emite dois prolongamentos que formam a bolsa infra-escapular e uma bainha para o tendão do bíceps.

Articulação do Cotovelo

Une o braço com o antebraço. Existe uma cápsula articular comum que recobre as três articulações que a compõem, e vários ligamentos que a reforçam.

Articulação Úmero-Ulnar

É uma diartrose de tipo gínglimo. Permite os movimentos de flexão-extensão. Suas superfícies articulares são a tróclea do úmero e a fossa coronóide, por parte do úmero, e a incisura troclear e o olecrano, por parte da ulna.

Articulação Úmero-Radial

É do tipo enartrose. Adapta o côndilo umeral, esférico, a uma fosseta côncava do rádio.

Articulação Rádio-Ulnar Proximal

É do tipo trocóide. As superfícies articulares são um segmento de cilindro na porção superior do rádio, que se introduz na pequena cavidade sigmóidea do cúbito. É reforçada pelo ligamento colateral da ulna. Permite os movimentos de rotação (prono-supinação) do antebraço, durante os quais ambos dos ossos se cruzam formando um X.

Articulação do Punho

Articulação Rádio-Ulnar Distal

É também um tipo de trocóide. As superfícies articulares são duas faces articulares: Côncava a do rádio e convexa a do cúbito. Existe cápsula articular e disco articular triangular. Permite a prono-supinação da mão, ao girar o rádio em volta do cúbito que se mantém fixo.

Articulação dos Ossos do Carpo Entre Si

Existem um grande número de articulações que unem entre si os doze ossos que constituem o carpo. Apresentam muitos ligamentos de reforço, devido a grande mobilidade da mão no seu conjunto: ligamentos interósseos, ligamentos palmares, e ligamentos dorsais. Juntamente com os movimentos do punho, estas articulações permitem realizar a flexão, extensão, adução e abdução da mão.

Articulações carpometacárpicas

São articulações por encaixe recíproco, que unem os cinco metacárpicos com os ossos da segunda fila do carpo. A do polegar é a que apresenta maior mobilidade: flexão extensão, adução, abdução e circundação.

Articulações dos Dedos

Articulações Metacarpofalângicas

Unem as falanges aos ossos metacárpicos. São do tipo elipsóide. Permitem grande número de movimentos diferentes.

Articulações Interfalângicas

De tipo gínglimo, permitem unicamente movimentos de flexão-extensão.

Articulações do Membro Inferior

Articulações do Quadril

É formada pela cabeça do fêmur, esférica que apresenta uma pequena fossa para o ligamento redondo e vai se adaptar à cavidade do acetábulo do quadril. A cabeça do fêmur está coberta por cartilagem hialina com a finalidade de evitar o seu desgaste. A cavidade do acetábulo é aumentada mediante do limbo do acetábulo, fibricartilagíneo, que aumenta a superfície articular e impede a saída da cabeça do fêmur. Como reforço, existem vários ligamentos, para além do ligamento redondo já mencionado, que é intra-articular, e uma cápsula fibrosa que é a mais resistente do organismo. A membrana sinovial é dupla, porque parte dela corresponde ao ligamento redondo. É uma articulação do tipo enartrose, porque permite movimentos em todas as direções.

Articulações do Joelho

Articulação Femorotibial

É uma articulação de tipo gínglimo. Permite movimentos de flexão-extensão e de rotação interna e externa. As superfícies articulares são, da parte do fêmur, os côndilos e a fossa intercondilar, entre ambos.Da parte da tíbia encontra-se o maciço tibial, com as suas faces articulares superiores medial e lateral, separadas pelos tubérculos intercondilares. Para ampliar a superfície existem dois meniscos ou fibrocartilagens interarticulares. O menisco externo apresenta a forma de C e o interno a forma de O. Os meios de união são a cápsula, dentro da qual está inserida a patela e vários ligamentos. Existem ligamentos laterais, internos e externos, anteriores e posteriores. Dentro da articulação se encontram os ligamentos cruzados, que são sois, destinados a aumentar a estabilidade do joelho, uma vez que este tem que suportar todo o peso do corpo. A membrana sinovial do joelho é a mais extensa do corpo e, como todas, está cheia de líquido sinovial. Devido à sua grande complexidade, é fácil compreender que as lesões do joelho sejam muito variadas. Entre os desportistas, são muito freqüentes as lesões dos ligamentos cruzados e a ruptura dos meniscos.

Articulação Tibiofibulares

São duas, superior e inferior, sendo a primeira do tipo sinovial plana e a segunda do tipo sidesmose. Apresentam, entre outros, o ligamento interósseo, assim como movimentos de deslizamento poucos extensos.

Articulação Talocrural

A articulação tibiotársica é sinovial do tipo gínglimo. As superfícies articulares são o tálus, por um lado, e a face inferior da tíbia e os dois maléolos, lateral e medial, por outro. Os ligamentos que reforçam são três, um capsular e dois laterais. Possui cápsula sinovial. Os movimentos do tornozelo são vários, fundamentalmente a flexão e a extensão. Os outros movimentos, adução, abdução, rotação e circundação resultam da sucessão dos quatro movimentos já mencionados.

Articulações Intrínsecas do Pé

Podem dividir-se em cinco grupos: Articulações dos ossos tarso entre si, articulações tarsometatársicas, articulações metatarsofalâncicas, articulações dos ossos do metatarso entre si e articulações interfalângicas. A maioria destas articulações é do tipo plana, com faces articulares planas. Ao contrário das articulações da mão, estas apresentam menor capacidade de movimento, mas têm que suportar mais peso. A sua principal função é de manter a forma arqueada dos ossos do pé, que consistem na arcada planar e, portanto, seus ligamentos são muito mais curtos e mais resistentes que os da mão. O aplanamento da arcada planar por debilidade dos ligamentos intrínsecos é a causa dos chamados “pés chatos”.

Sistemas Articulares

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Autoria: Robson Magalhães

Articulações

As articulações são estruturas de tecido conjuntivo segundo as quais dois ou mais ossos próximos se unem entre si, independentemente de haver movimento entre eles. A artrologia é a ciência que estuda os mecanismos de ação e os elementos constituintes das articulações.

Funções das Articulações

União entre ossos que compõe o esqueleto;
Estabilidade e postura ao conjunto;
Evitar desgaste excessivo nas articulações portadoras movimento;
Limitação nos movimentos, reduzindo-os a uma amplitude necessária máxima.
Patologia Articular

Traumatismos;
Envelhecimento – Artrose;
Reumatismo – Doenças generalizadas.
Elementos das Articulações

Cartilagem Articular;
Ligamentos;
Cápsula Articular;
Membrana Sinovial;
Meniscos.
Cartilagem Articular

Tipo de tecido conjuntivo especial composto por condrócitos e fibras elásticas resistentes. Ambos estão incluídos em uma matriz de consistência semelhante a um gel, que dá a firmeza e a elasticidade que caracterizam a cartilagem. A matriz representa importante papel na nutrição dos condrócitos. É o tipo mais comum de cartilagem. Pode também ser chamada de cartilagem hialina ou de revestimento. Permite o deslizamento entre si das superfícies articulares evitando desgaste excessivo além de atuar como amortecedor em face de pequenos traumatismos.

Ligamentos

São estruturas fibrosas que se inserem perto das articulações, limitando especificamente a amplitude dos movimentos de cada articulação. Normalmente são largos, curtos, redondos.

Cápsula Articular

Membrana fibrosa que envolve a articulação em forma de manguito. Insere-se ao longo da borda das superfícies ósseas a unir, sendo a sua função mais importante a de proporcionar a estabilidade. Existem nas articulações submetidas a muitas tenções, como a do ombro.

Membrana Sinovial

Espécie de bolsa que recobre a superfície interna da cavidade articular, convertendo-a num espaço fechado.Tem aspecto liso e brilhante devido a secreção do líquido sinovial ou sinóvia, que é incolor e viscoso e possui a função de lubrificar e nutrir as cartilagens, já que carecem de vasos sanguíneos.

Meniscos

São duas estruturas em forma semilunar que vistas de perfil lembram uma cunha. Encontram-se no interior da articulação do joelho. Sua função consiste em aumentar a superfície de contato entre os ossos. Assim, as pressões que a articulação sofre, são repartidas, conferindo-lhe maior estabilidade.

Tipos de Articulações

Diartroses ou Sinoviais;
Anfiartroses ou Cartilaginosas;
Sinartroses ou Fibrosas;
Diartroses ou Sinoviais

São as móveis e mais complexas. Possuem uma cavidade articular, geralmente recoberta por cartilagem, podendo os subtipos possuirei outros dos componentes já apresentados. Subdivide-se em 6 gêneros ou subtipos, segundo a forma das suas superfícies articulares.

Esferóides ou Enartroses

As superfícies articulares são por um lado, uma cabeça esférica e, por outro, uma cavidade. Como meio de união, apresentam uma Cápsula Fibrosa, atapetada por membrana sinovial. Permite movimentos em todos os sentidos Temos como exemplo, a articulação do ombro.

Condilares

As superfícies articulares são, por um lado, em forma de elipse e, por outro, uma cavidade glenóidea. É dotada de ligamentos periféricos e, executando-se o movimento de rotação, permite todos os outros movimentos. Por exemplo, a articulação do joelho.

Selares

Também denominadas sela de montar, apresentam duas superfícies articulares que se adaptam perfeitamente uma a outra. São convexas num sentido e côncavas noutro. Estão unidas por uma cápsula fibrosa e não permitem nenhum movimento rotativo. Temos como exemplo, a articulação calcâneo cubóide.

Gínglimo

Uma das superfícies tem a forma de polia em que a outra superfície articular se aloja. Permite a flexão e a extensão, assim como ligeiros movimentos laterais. Por exemplo, a articulação úmero-ulnar.

Trocóide

Uma das superfícies articulares é um segmento de cilindro ósseo que gira em volta do seu maior eixo. A outra superfície é um anel osteofibroso no qual se introduz o cilindro ósseo. Só permite movimentos de rotação. Por exemplo, a articulação rádio-ulnar.

Planas

São duas superfícies articulares lisas e aplanadas. Só permitem movimentos de deslizamento. Por exemplo, a articulação entre os processos articulares das vértebras.

Anfiartroses ou Cartilaginosas

São articulações semimóveis, com movimentos pouco extensos. Apresentam faces articulares pouco escavadas ou planas, uma camada de cartilagem hialina, que as atapeta, e ligamentos mais débeis que os das diartroses. Subdividem-se, por sua vez, em dois grupos: As sínfises e as sincondroses.

Sincondroses

São um tipo de articulação temporária existente nos ossos longos, entre as epífises e a diáfise. Com o crescimento do osso, esta articulação desaparece, sendo substituída por tecido ósseo.

Sínfises

São constituídas por fibrocartilagem, chamada ligamento interósseo e ocorrem, por exemplo, entre os corpos das vértebras e os ossos do púbis, formando a sínfise púbica.

Sinartroses ou Fibrosas

São articulações completamente imóveis, encontradas principalmente entre os ossos da cabeça, onde recebem a denominação de suturas. Podem ser classificadas em Suturas Dentadas ou Serráteis, Suturas Escamosas, Suturas Harmônicas e Esquindilese.

Suturas Dentadas ou Serráteis

As superfícies apresentam irregularidades na forma de dentes que engrenam reciprocamente.

Suturas Escamosas

Os dois ossos da articulação estão cortados em bisel.

Suturas Harmônicas

As superfícies deste tipo de articulação são regularmente lisas.

Esquindilese

Uma das superfícies é uma ranhura e a outra é como uma crista que se encaixa nela.

Articulações da Cabeça, Pescoço e da Coluna Vertebral

Articulações da Cabeça

Articulações dos Ossos do Crânio Entre Si

Os ossos do crânio estão unidos entre si por meio de suturas. São desprovidos de movimento. Contudo, no recém nascido não estão totalmente soldados, ficando espaços abertos ou fontanelas entre os ossos, que se fecham geralmente durante o primeiro ano e meio de vida.

Articulações dos Ossos da Face Entre Si e Com o Crânio

São também do tipo das suturas. Os ossos do maxilar superior se unem mediante uma sutura harmônica. Entre todas estas uniões, existem também suturas dentadas (por exemplo, entre os ossos nasais e o frontal) e o esquindilese (entre o vômer e o esfenóide).

Articulação Temporomandibular

É a que une a mandíbula com o temporal. Permite os movimentos de mastigação. É do tipo sinovial. A mandíbula apresenta dois processos, o coronóide e o condilar, este se articula com o osso temporal. Essa articulação possui disco articular, membrana sinovial e ligamentos.

Articulações do Pescoço.

O osso occipital se une com as duas primeiras vértebras cervicais, o Atlas e o Áxis, formando duas articulações diferentes. As duas vértebras também estão unidas entre si. O pescoço possui grande mobilidade e exige umas articulações muito resistentes, porque os movimentos bruscos poderiam lesionar a medula espinhal, com a conseqüente paralisia.

Articulação do Atlanto-Occipital

Une o occipital ao Atlas, sendo uma articulação sinovial. Os dois côndilos do occipital encaixam-se nas faces articulares superiores do Atlas. Como reforço apresenta ligamentos e uma membrana sinovial muito frouxa (relaxada).

Ligamentos Occipito-Axiais

Não apresentam superfícies articulares, pelo fato do occipital e do áxis não estarem em contato direto. Apresentam ligamentos que unem o corpo e o processo espinhoso do áxis ao arco do Atlas, através de um anel osteofibroso no interior do Atlas, respectivamente. Esta última é um exemplo perfeito de articulação sinovial do tipo trocóide.

Articulações da Coluna Vertebral

A coluna vertebral necessita de elementos de sustentação muito potentes, porque por aspecto, suporta, todo o peso do corpo e por outro, aloja no seu interior a frágil medula espinhal, cuja lesão tem conseqüências desastrosas para o organismo, pois pode provocar a paralisia.

Articulações dos Corpos Vertebrais Entre Si

São do tipo anfiartrose. Apresentam entre os corpos contíguos pequenas almofadas de fibrocartilagem plana, em número de 23, denominadas discos intravertebrais. Os discos são compostos de uma zona exterior dura, o ânulo fibroso, e uma zona central frouxa repleta de líquido, o núcleo pulposo. Têm a função de equilibrar as diversas pressões a que se vê submetida a coluna vertebral e amortecer os seus movimentos. Como reforços articulares, possuem ligamentos longitudinais posterior e anterior, que limitam a extensão da coluna.

Articulações dos Processos Vertebrais

São também do tipo anfiartrose e unem entre si as apófises espinhosas transversas e as lâminas vertebrais. São compostas por vários ligamentos: Os interespinhosos, que unem entre si os processos espinhosos; os Intertransversários, que unem os processos transversos, o Supra-Espinhoso que une todos os processos espinhosos de uma vez e percorre toda a coluna vertebral, e os ligamentos amarelos que unem entre si as lâminas vertebrais.

Articulações do Tórax e da Pelve

Articulações do Tórax

São três os tipos principais: Esternocostais, Costovertebrais e Esternoclavicular (considerada como uma das articulações do membro superior).

Articulações Esternocostais

Unem as costelas ao esterno. As cinco primeiras costelas apresentam cartilagem costal própria e as outras têm uma cartilagem comum. As duas primeiras costelas se unem com o manúbrio do esterno e as outras com o corpo do esterno. A primeira destas articulações não tem cápsula articular. Da segunda à quita costela existe a cápsula articular, articulando-se diretamente cada uma delas, com o esterno. Da sexta à décima costela, articulam-se através da cartilagem costal comum. Em todos os casos existem ligamentos de reforço, os ligamentos radiados.

Articulações Costovertebrais

As costelas unem-se à coluna vertebral em dois pontos: O corpo das vértebras e os processos transversos.

Articulação Costela-Corpo Vertebral

Mediante suas duas facetas articulares, cada costela se une com dois corpos vertebrais contíguos e com o seu disco intermediário. Existe cápsula articular e também ligamentos de reforço.

Articulação Costela-Processos Transversos

Efetua-se mediante uma tuberosidade existente na costela. Existe cápsula articular e vários ligamentos de reforço. As duas últimas costelas não apresentam esta articulação.

Articulação Esternoclavicular

Une o esterno com ambas as clavículas e permite o movimento dos ombros. Apresenta um pequeno menisco articular e ligamentos esternoclaviculares e costoclaviculares.

Articulações da Pelve Óssea

São quatro: Articulações lombossacral, sacrococcígea, sacroilíaca e a sínfise pública.

Articulação Lombossacral

Une a base do sacro à quinta vértebra lombar na linha média e dos lados. Além dos ligamentos comuns a todas as articulações intervertebrais, possui um ligamento próprio, o ligamento sacrovertebral.

Articulação Sacrococcígea

É uma anfiartrose que une uma fosseta oval convexa do sacro a uma fosseta similar mais côncava do cóccix. Reforçam-na o ligamento interósseo e os ligamentos periféricos.

Articulação Sacroilíaca

Une o sacro ao osso ilíaco. É do tipo sinovial plana. Apresenta movimentos muito limitados, mas tem que suportar grandes trações, porque suporta todo o peso do corpo e transmite-o à sua base de apoio. É constituída pela bacia e extremidades inferiores. Precisa, portanto, de ligamentos de reforço muito potentes. Estes são os ligamentos próprios, sacroilíaco anterior, superior e posterior, e ligamentos à distância, iliolombar, sacrotuberal e sacroespinhal.

Sínfise Púbica

Une os dois ossos púbicos entre si na linha média. As superfícies articulares são umas fossetas de forma oval. Os ligamentos são de dois tipos, interósseos e periféricos, anterior e posterior, superior e inferior.

Membrana Obturadora

É formada por uma série de feixes fibrosos fundidos entre si que ocupam os forames obturados do quadril, através dos quais passa os vasos e nervos de mesmo nome; geralmente relacionada ao estudo das articulações dos membros inferiores.

Articulações do Membro Superior

Articulação do Ombro

É muito complexa porque é dotada de grande mobilidade: elevação anterior, elevação lateral e rotação. É constituída por duas articulações distintas: Acromioclavicular e escapulo-umeral.

Articulação Acromioclavicular

Une a clavícula com o acrômio, situado na extremidade da espinha da escápula. Adapta as faces articulares correspondentes e vê-se reforçada por uma cápsula articular e vários ligamentos.

Articulação Escapulo-Umeral

Une o úmero com a escápula. É a articulação do corpo humano, dotada de maior movimento. As superfícies articulares são a cabeça do úmero, esférica e recoberta por cartilagem hialina e a cavidade glenoidal da escápula. Os reforços articulares são a cápsula articular e os ligamentos intrínsecos. Também existem os ligamentos extrínsecos. O músculo bíceps se insere na borda superior da cavidade glenoidal da escápula e passa por dentro da cápsula articular. A membrana sinovial, que recobre interiormente a cápsula articular, emite dois prolongamentos que formam a bolsa infra-escapular e uma bainha para o tendão do bíceps.

Articulação do Cotovelo

Une o braço com o antebraço. Existe uma cápsula articular comum que recobre as três articulações que a compõem, e vários ligamentos que a reforçam.

Articulação Úmero-Ulnar

É uma diartrose de tipo gínglimo. Permite os movimentos de flexão-extensão. Suas superfícies articulares são a tróclea do úmero e a fossa coronóide, por parte do úmero, e a incisura troclear e o olecrano, por parte da ulna.

Articulação Úmero-Radial

É do tipo enartrose. Adapta o côndilo umeral, esférico, a uma fosseta côncava do rádio.

Articulação Rádio-Ulnar Proximal

É do tipo trocóide. As superfícies articulares são um segmento de cilindro na porção superior do rádio, que se introduz na pequena cavidade sigmóidea do cúbito. É reforçada pelo ligamento colateral da ulna. Permite os movimentos de rotação (prono-supinação) do antebraço, durante os quais ambos dos ossos se cruzam formando um X.

Articulação do Punho

Articulação Rádio-Ulnar Distal

É também um tipo de trocóide. As superfícies articulares são duas faces articulares: Côncava a do rádio e convexa a do cúbito. Existe cápsula articular e disco articular triangular. Permite a prono-supinação da mão, ao girar o rádio em volta do cúbito que se mantém fixo.

Articulação dos Ossos do Carpo Entre Si

Existem um grande número de articulações que unem entre si os doze ossos que constituem o carpo. Apresentam muitos ligamentos de reforço, devido a grande mobilidade da mão no seu conjunto: ligamentos interósseos, ligamentos palmares, e ligamentos dorsais. Juntamente com os movimentos do punho, estas articulações permitem realizar a flexão, extensão, adução e abdução da mão.

Articulações carpometacárpicas

São articulações por encaixe recíproco, que unem os cinco metacárpicos com os ossos da segunda fila do carpo. A do polegar é a que apresenta maior mobilidade: flexão extensão, adução, abdução e circundação.

Articulações dos Dedos

Articulações Metacarpofalângicas

Unem as falanges aos ossos metacárpicos. São do tipo elipsóide. Permitem grande número de movimentos diferentes.

Articulações Interfalângicas

De tipo gínglimo, permitem unicamente movimentos de flexão-extensão.

Articulações do Membro Inferior

Articulações do Quadril

É formada pela cabeça do fêmur, esférica que apresenta uma pequena fossa para o ligamento redondo e vai se adaptar à cavidade do acetábulo do quadril. A cabeça do fêmur está coberta por cartilagem hialina com a finalidade de evitar o seu desgaste. A cavidade do acetábulo é aumentada mediante do limbo do acetábulo, fibricartilagíneo, que aumenta a superfície articular e impede a saída da cabeça do fêmur. Como reforço, existem vários ligamentos, para além do ligamento redondo já mencionado, que é intra-articular, e uma cápsula fibrosa que é a mais resistente do organismo. A membrana sinovial é dupla, porque parte dela corresponde ao ligamento redondo. É uma articulação do tipo enartrose, porque permite movimentos em todas as direções.

Articulações do Joelho

Articulação Femorotibial

É uma articulação de tipo gínglimo. Permite movimentos de flexão-extensão e de rotação interna e externa. As superfícies articulares são, da parte do fêmur, os côndilos e a fossa intercondilar, entre ambos.Da parte da tíbia encontra-se o maciço tibial, com as suas faces articulares superiores medial e lateral, separadas pelos tubérculos intercondilares. Para ampliar a superfície existem dois meniscos ou fibrocartilagens interarticulares. O menisco externo apresenta a forma de C e o interno a forma de O. Os meios de união são a cápsula, dentro da qual está inserida a patela e vários ligamentos. Existem ligamentos laterais, internos e externos, anteriores e posteriores. Dentro da articulação se encontram os ligamentos cruzados, que são sois, destinados a aumentar a estabilidade do joelho, uma vez que este tem que suportar todo o peso do corpo. A membrana sinovial do joelho é a mais extensa do corpo e, como todas, está cheia de líquido sinovial. Devido à sua grande complexidade, é fácil compreender que as lesões do joelho sejam muito variadas. Entre os desportistas, são muito freqüentes as lesões dos ligamentos cruzados e a ruptura dos meniscos.

Articulação Tibiofibulares

São duas, superior e inferior, sendo a primeira do tipo sinovial plana e a segunda do tipo sidesmose. Apresentam, entre outros, o ligamento interósseo, assim como movimentos de deslizamento poucos extensos.

Articulação Talocrural

A articulação tibiotársica é sinovial do tipo gínglimo. As superfícies articulares são o tálus, por um lado, e a face inferior da tíbia e os dois maléolos, lateral e medial, por outro. Os ligamentos que reforçam são três, um capsular e dois laterais. Possui cápsula sinovial. Os movimentos do tornozelo são vários, fundamentalmente a flexão e a extensão. Os outros movimentos, adução, abdução, rotação e circundação resultam da sucessão dos quatro movimentos já mencionados.

Articulações Intrínsecas do Pé

Podem dividir-se em cinco grupos: Articulações dos ossos tarso entre si, articulações tarsometatársicas, articulações metatarsofalâncicas, articulações dos ossos do metatarso entre si e articulações interfalângicas. A maioria destas articulações é do tipo plana, com faces articulares planas. Ao contrário das articulações da mão, estas apresentam menor capacidade de movimento, mas têm que suportar mais peso. A sua principal função é de manter a forma arqueada dos ossos do pé, que consistem na arcada planar e, portanto, seus ligamentos são muito mais curtos e mais resistentes que os da mão. O aplanamento da arcada planar por debilidade dos ligamentos intrínsecos é a causa dos chamados “pés chatos”.

Stress e Solidão

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Autoria: Geylson Azevedo

STRESSE E SOLIDÃO

RESUMO: Este incremento do stress é consequência de se viver num lar destruído ou de pertencer a uma família em que, de fato, não existe vida familiar. Atualmente, muitos pais proporcionam aos filhos tudo aquilo que eles lhes pedem no campo material, mas não lhes dão tempo sem pressas, critérios morais, apoio emocional ou bons exemplos. Os adolescentes, para construírem a personalidade que está a nascer, têm necessidade de modelos com os quais se identifiquem, mas nem sempre os encontram na família.

PALAVRAS CHAVE: Stress,família,adolescentes,conseqüências,solidão.

INTRODUÇÃO

O stress e a solidão predispõem os adolescentes a comportamentos agressivos nas aulas. Muitos adolescentes de hoje sofrem tensões e frustrações perante as quais se encontram muito sozinhos e indefesos. É assim que nasce a rebeldia agressiva, própria das pessoas inseguras, a qual, por vezes, desemboca em condutas transgressivas e violentas.

Acontece que a viagem desde a infância até à idade adulta costuma efectuar-se atualmente com menos companhia educativa e com menor equipamento de pautas de conduta do que há alguns anos atrás, o que contribui para aumentar o stress de transição típico desta etapa da vida.

Stresse e solidão

Relação com carências afectivas

Este incremento do stress é consequência de se viver num lar destruído ou de pertencer a uma família em que, de facto, não existe vida familiar. Actualmente, muitos pais proporcionam aos filhos tudo aquilo que eles lhes pedem no campo material, mas não lhes dão tempo sem pressas, critérios morais, apoio emocional ou bons exemplos. Os adolescentes, para construírem a personalidade que está a nascer, têm necessidade de modelos com os quais se identifiquem, mas nem sempre os encontram na família.
Pelo contrário, fora dela encontram uma imensidão de pontos de referência que os desorienta. O modelo de muitos adolescentes é bastante pobre: é o de quem “arruma os livros” de forma prematura para conseguir um contrato milionário como futebolista ou como modelo de passerelle antes dos 25 anos.

Expectativas dos pais

O stress agrava-se com as expectativas pouco realistas de alguns pais instalados na “cultura do êxito”. Querem, a todo o custo, filhos vencedores; exigem-lhes que sejam os melhores da turma, que façam a carreira universitária que eles não puderam fazer ou que está na moda, sem colocarem a questão de se os filhos têm capacidade ou interesse para isso. É frequente que estes filhos acabem por ficar destruídos por dentro: culpam-se a si mesmos por não terem sabido corresponder ao que se esperava deles.

Um caso de violência escolar

Charles Andrew Wiliams, um adolescente de 15 anos, disparou várias vezes contra os seus companheiros de turma com uma pistola do pai que tinha sempre à mão. Sabe-se que tinha muito má imagem de si mesmo, devido a ser considerado na escola como uma pessoa estranha, o que o convertia em alvo de todas as brincadeiras. Também se sabe que tinha mudado para a localidade onde se deu o acontecimento uns meses antes, após o divórcio dos pais, ruptura que dividiu a família e o forçou a separar-se da mãe e do seu único irmão. Charles sentia-se um “Zé Ninguém” naquela idade em que se necessita de começar a ser alguém. Para se livrar de um vício de identidade que se tornava insuportável, tinha começado a beber e a fumar: queria ser um rapaz bem aceite por todos. Como isto não serviu para ganhar a admiração dos outros, tinha de fazer algo com grande impacto social: disparar em público com uma arma de fogo. Desse modo, seria notícia no dia seguinte em todos os meios de comunicação social. Charles preencheu o seu vazio de identidade com uma identidade negativa dada pela sociedade: transformar-se-ia no rapaz que protagonizou um tiroteio em Santee (Califórnia).

Uma cena violenta em cada 3 minutos

Os adolescentes dos nossos dias nasceram e cresceram numa sociedade na qual cada vez existe mais tendência para resolver problemas pela via da violência. Nota-se que existe tolerância social para com as condutas violentas: está a criar-se um clima de atracção pela violência, através da televisão, do cinema e dos vídeos.

Um estudo recente do Departamento de Criminologia da Universidade de Málaga defende que as cadeias de televisão espanholas emitem uma cena violenta por cada três minutos e 33 segundos.

Chega um momento em que os adolescentes já não distinguem entre a violência real e a fictícia: podem ver os acontecimentos do telejornal como se se tratasse de um filme policial ou de aventuras.

Escolaridade obrigatória

Quem não quer, ou não é capaz, de estudar é obrigado a fazê-lo, o que dá lugar a muitos casos de inadaptação nas aulas. Os inadaptados tornam-se violentos, e projectam a sua agressividade para o ambiente da turma.

A aula é o palco ideal (tem cenário e um público assegurado) para que os adolescentes possam representar a agressividade que foi gerada fora dela.

Educação permissiva

Mas há outras frustrações que podem resultar de estar na escola: uma delas é a que experimentam os adolescentes que ao longo da infância receberam em casa uma educação permissiva, sem nenhum tipo de exigência: habituados a fazer aquilo que lhes apetece e a não fazer aquilo que não lhes agrada, ficam irritados por terem de se adaptar a um plano de trabalho e a umas normas mínimas de convívio, boa educação e disciplina.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os fenómenos de violência escolar requerem uma análise profunda: é preciso aprofundar nas suas causas pessoais, familiares e ambientais, e adoptar medidas de tipo preventivo. Mais vale prevenir do que remediar. Isto implica formar seriamente os pais e os professores em temas de psicologia e de educação da adolescência. Ensiná-los a ver o adolescente de forma positiva, descobrindo a função e as grandes possibilidades dessa etapa da vida; prepará-los para atender as necessidades emocionais dos jovens e para lhes formar a vontade; ajudá-los a educar os adolescentes nos valores como a paz, a vida, o respeito, a tolerância e a solidariedade.

REFERÊNCIAS

(Gerardo Castillo, professor do Departamento de Educação da Universidade de Navarra – fragmentos)

Teníase e Cisticercose

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Autoria: Cészanne Oliveira

Teníase e Cisticercose

São duas doenças parasitárias causadas pela mesma espécie de cestódio, porém em fases de desenvolvimento diferentes do seu ciclo de vida.

Presença da forma adulta do helminto Taenia Solium e Taenia Saginata na cavidade intestinal

Teníase

Agente: Taenia solium e Taenia saginata

Também conhecidos como solitária.

Taenia solium – porco como hospedeiro intermediário

Taenia saginata – bovinos como hospedeiro intermediário

Taenia solium

Morfologia

Escólex: globoso com rostelo.
Estróbilo: pescoço + proglotes
Proglotes: ramificações uterinas pouco numerosas tipo dentríticas
Taenia saginata

Morfologia

Escólex: cubóide sem rostelo.
Estróbilo: pescoço + proglotes
Proglotes: ramificações uterinas muito numerosas, do tipo dicotômica
Ciclo biológico

Modo de Transmissão

Carne de porco ou boi contaminadas com larvas do parasita.

Diagnóstico

Clínico: Os sintomas, muitas vezes, não existem ou são comuns à outras doenças por isso podem dificultar o diagnostico.

Laboratorial: Método de Hoffmann e Tamisação

Sintomas: desnutrição, emagrecimento e depauperamento físico.

Prevenção: cozinhar ou assar bem a carne de gado ou porco, hábitos de higiene e saneamento básico

Tratamento: vermífugo para eliminar o escólex; Albendazol, Mebendazol ou Praziquantel.

Cisticercose

É a presença da larva de Taenia adquirida através da ingestão de alimentos e água contaminados com os ovos do verme e pode ser grave.

Agente: larvas (cisticercos) de Taenia solium e Taenia saginata.

Morfologia

Ovos: é impossível diferenciar os ovos das duas Taenias, são constituídos por uma casca protetora denominada embrióforo, que é formado por blocos piramidais de quitina, unidos entre si por uma substância protéica.

Cisticerco: é constituído de escólex com quatro ventosas, estas larvas podem atingir até doze milímetros de comprimento, após quatro meses de infecção.

Ciclo biológico

Modo de Transmissão

Auto-Infecção Externa: O homem elimina proglotes e os ovos de sua própria tênia são levados à boca pelas mãos contaminadas ou pela cropofagia.

Auto-Infecção Interna: Durante vômitos ou movimentos retroperistálticos do intestino, os proglotes da T. solium poderiam ir até o estômago e depois voltariam ao intestino delgado, liberando as oncosferas.

Heteroinfecção: O homem ingere, juntamente com os alimentos contaminados, os ovos da T. solium de outro hospedeiro.

Diagnóstico

Clínico: através de sintomas, por isso é praticamente impossível de ser realizado em pacientes assintomáticos.

Laboratorial: Raio X, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética de cisticercos calcificados.

Sintomas

Cérebro: Convulsões, Hipertensão intracraniana e Distúrbios psíquicos

Músculos: Dores musculares e Cãimbras Coração: Palpitações e Falta de ar

Olhos: Alteração de visão e Descolamento de retina

Neurocisticercose

Cisticercose Ocular

Cisticercose Muscular

Prevenção: hábitos de higiene e saneamento básico.

Tratamento: Sulfadiazina 1g de 05/05h durante 20 dias, repetir essa medicação por 6 meses consecutivos ou cirúrgico.

Teníase e Cisticercose

Distribuição Geográfica

As tênias são encontradas em todas as partes do mundo em que a população tem o hábito de comer carne de porco ou de boi mau cozida ou mau assada.

Está associada à área de criação de suínos.

No Brasil, tanto a Taenia solium quanto a Taenia saginata tem uma ampla distribuição em todo território nacional devido às precárias condições de higiene da população, hábito de comer carne pouco cozida ou assada, além dos sistemas de esgoto precários e do não tratamento da água em certas regiões, que é utilizada para consumo humano, dos animais ou para regar as plantações.

Casos no Brasil

Teníase e Cisticercose: 100 óbitos/ano por neurocisticercose nos estados do Sul e Sudeste.

Referencias

http://www.drgate.com.br/artigos/especiais/parasitoses/teniase.php

http://www.medicinal.com.br/temas/temas.asp?tema=53

NEVES, David Pereira Parasitologia Humana SP: Atheneu, 1991, 8ªed.

Tétano – Paciente do Hospital de Infectologia

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Autoria: Mirian Raquel

Tétano

HISTÓRICO

NOME: R.L S.

DATA DE NASCIMENTO: 08/06/1970

IDADE: 33 anos

COR: Branca

SEXO: Masculino

NATURALIDADE: Pernambuco

NACIONALIDADE: Brasileiro

PROFISSÃO: Bombeiro Hidráulico

ESTADO CIVIL: Solteiro

ENDEREÇO: Bairro Senador Câmara

ENFERMARIA: UPG

LEITO: Cinco

REGISTRO: 95525

DATA DE ADMISSÃO: 05/08/2003

PROCEDÊNCIA: Hospital Estadual Albert Schwstzer

DIAGNÒSTICO MÉDICO: Tétano;

ANAMNESE

Paciente, proveniente do Hospital Estadual Albert Schwstzer; com relato de perfuração em 1º pododáctilo direito com vergalhão seis dias, sem ter procurado assistência médica. Dois dias após iniciou com febre e sinais flogísticos no local do ferimento, tendo feito uso de Espectrim D um comprimido de 12/12. A mais ou menos 30 horas acordou com dor rigidezes em musculatura cervical e dificuldade para abrir a boca (trismo). Seis horas após evoluiu com agravo. Deu entrada por volta das três horas da manha do dia 05/08/2003 no Hospital Estadual Albert Schwstzer e de lá encaminhado para o Hospital de Infectologia São Sebastião. Queixa principal: Dor e rigidez no pescoço.Exame Físico: Paciente proveniente de outro hospital, sem acesso venoso com cânula de guedel introduzida na boca somente 1/3 proximal com trismo, rigidez paravertebral, abdominal em MMII, corado, hidratado, eupneico, afebril, acianótico, extremidades aquecidas.FR= 16 irpm, FC= 92 bpm, PA 130x80mmhg. Segue sob observações da Enfermagem.

FISIOPATOLOGIA

É uma toxinfecção grave causada pela toxina do bacilo tetânico,introduzido no organismo através de ferimentos ou lesões de pele.

O tétano acidental se manifesta por hipertonia mantida dos músculos masseteres (trismo e riso sardônico) e dos músculos do pescoço (rigidez de nuca), ocasionando dificuldade de deglutição (disfagia), que pode chegar à contratura muscular generalizada (ópistótono); rigidez muscular progressiva, atingindo os músculos reto-abdominais (abdome em tábua) e o diafragma, levando à insuficiência respiratória; e crises de contraturas desencadeadas por estímulos luminosos, sonoros ou manipulação do doente.

O tétano é doença grave, que determina elevada letalidade. Esta é maior, entretanto, entre recém- nascidos e indivíduos idosos.

Quase sempre a doença se instala sem manifestação prodômicas e evolui com febre baixa, permanecendo o doente consciente.

Além do tétano generalizado, existem formas localizadas, dentre as quais destacam-se o tétano cefálico de Rose. Essa forma evolui em indivíduo que sofreu ferimento no segmento cefálico e que adoece, após período de incubação, com trisma, paralisia facial do tipo periférica e disfagia.

O agente etiológico é o clostridium tetani,que é um bacilo gram positivo, anaeróbio esporulado, produtor de várias exotoxinas, sendo a poderosa tetanopasmina a responsável pelo quadro clínico.

O reservatório do bacilo encontra-se no trato intestinal do homem e dos animais, solos agriculturados, pele e qualquer instrumento perfuro- cortante contendo poeira ou terra.

O modo de transmissão ocorre pela introdução dos esporos em uma solução de continuidade (ferimento), geralmente do tipo perfurante, contaminado com terra, poeira, fezes de animais ou humanas. Queimaduras podem ser a porta de entrada devido à desvitalização dos tecidos. A presença de tecidos necrosados favorece o desenvolvimento do agente anaeróbico.

O período de incubação varia de 2 a 21 dias, geralmente em torno de 10 dias; e quanto menor o tempo de incubação , maior a gravidade.

Nas formas mais benigmas esses índices são maiores, ocorrendo espasmos freqüentes e intensos, ao lado de febre elevada, disfagia e crises de apnéia, caracterizam as formas graves de tétano, acompanhadas de elevada letalidade.

O período de transmissibilidade não existe, pois o tétano não é uma doença contagiosa, portanto não é transmitida diretamente de um indivíduo a outro.

As complicações que podem ocorrer são parada respiratória ou cardíaca, disfunção respiratória, infecções secundárias, diasautonomia, crise hipertensiva, taquicardia, fratura de vértebras, hemorragia intracraniana, edema cerebral, flebite e embolia pulmonar.

O diagnóstico do tétano é clínico, incluindo-se os dados epidemiológicos.

Do ponto de vista evolutivo, os indivíduos que se curam apresentam primeiro o desaparecimento dos espasmos, para só tardiamente apresentarem relaxamento muscular. A morte, muitas vezes, é devida à insuficiência respiratória, ou a toxemia atribuída a complicações por infecções bacterianas da árvore respiratória.

O diagnóstico diferencial é o trismo e tetania por outars causas, raiva, histeria.

As características epidemiológicas do tétano é mais comum em países subdesenvolvidos, com baixa cobertura vacinal, ocorrendo em área urbana e rural.sua ocorrência está relacionada com as atividades profissionais ou de lazer, mas pode afetar todos os indivíduos não vacinados.

FARMACOLOGIA

O paciente fez uso dos seguintes medicamentos:

Midazolan:

Nomes comerciais: Dormire, Dormonid.

É um indutor do sono.

Indicado para distúrbios do ritmo do sono; insônia; sedação pré-cirúrgica.

Diazepan:

Nomes comerciais: Diazepan, Dienpax, Kiatrium, Valium.

É um tranquilizante; ansiolítico.

Indicado para ansiedade, crise convulsiva, estado epilético, sedação antes de exames ou procedimentos médicos e espasmos musculares.

Atracúrio:

Nomes comerciais: Pancuram, Curari, Tracrium, Pancurônio.

É um bloqueador neuromuscular não-despolarizante de duração intermediária para administração intravenosa.

Indicado para ser utilizado durante procedimentos cirúrgicos e outros procedimentos, e na terapia intensiva. É utilizado como adjuvante da anestesia ou na sedação na unidade de terapia intensiva, para relaxar os músculos esqueléticos e facilitar a intubação endotraqueal e a ventilação mecânica.

Dipirona:

Nomes comerciais:Baralgin, Anador, Analgex, Novalgina, Nevralgina.

É um analgésico antipirético e antitérmico.

Indicado para febre e dor.

Penicilina G cristalina:

Nome comercial: Megapem.

E um antibiótico, antiinfeccioso.

Indicado para infecção moderada e severa.

Oxacilina:

Nomes comerciais: Oxacilina, Staficilin-N.

E um antibiótico antibacteriano.

Indicado, Infecção por Stafilococos.

Ranitidina;

Nomes comerciais: Antak, Label, Logat, Zylim.

E um Antiulceroso.

Indicado para Esofagite de refluxo, ulceras de estomago e ulcera duodenal.

Prometazina:

Nome comercial: Fenergan, Pamergan, Prometazina.

E um antiemético, antivertiginoso, anti –histamínico.

Indicação enjôo, náuseas, renite alérgicas, sedação e vômitos.

Furosemida:

Nomes comerciais: Lasix, Rovelan, Lasix Long.

E um diurético anti hipertensivos e diurético de alça.

Indicado para crise hipertensivas e edema.

EVOLUÇÃO

Paciente sedado, com traqueostomia acoplada ao ventilador mecânico com grande quantidade se secreção viscosa, purulenta e fétida pela TQT, pelas cavidades nasal e oral, também há secreção do mesmo aspecto. Encontra-se com dissecção venosa em MSE, abdomem normo tenso, com sonsa vesical de demora com diurese presente com aspecto concentrado, fezes ausente até o momento. Realizado banho no leito, curativo feito em região escapular bilateral lesão com presença de cicatrização, ferida em 1º pododáctilo cicatrizada. Apresentando contrações involuntária da musculatura independente do manipulação, Afebril, PA oscilado em picos hipertensivos. Segue sob observações da Enfermagem.

EXAMES

GASOMETRIA

pH
7,55

pO2
125

pCO2
32,5

HCO3
28,3

BE
6,4

HEMOGRAMA

Hemoglobina
14,2

Hemácias
4,38

Hematócrito
37,8

Plaquetas
39,9

Leuco. Totais
24,9

Basófilos
0

Eosinófilos
2

Bastões
14

Segmentados
76

Linfócitos
14

Monócitos
2

BIOQUÌMICA

Na+
126

K+
3,9

Ca++
1,1

Uréia
73

Creatinina
1,8

Glicose
102

TGO
117

TGP
171

Bilir. Total
0,7

Bilir. Conj.
0,6

Bilir. Não-conj.
0,1

TRATAMENTO

É dividido em específico, sintomático e intensivo.

O tratamento específico inclui o debridamento do foco tetânico, o uso de antibióticos e a imunização passiva.

Debridamento do foco tetânico- deve- se debridar o foco suspeito, aplicando-se previamente ao redor do local cerca de 5 a 10.000 UI de soro antitetânico.

Realiza- se a limpeza com líquidos oxidantes, tais como água oxigenada ou permanganato de potássio a 1/5.000.

Antibióticos- o antibiótico de escolha é a penicilina G cristalina.

Para indivíduos adultos, utilizar 2.000.000 UI, diluídos em 250 ml de solução glicosada a 5%, pela via intravenosa, de 4 em 4 horas, durante 10 dias.Em casos de alergia à penicilina, utilizar o clorafenicol nas doses de 0,5 a 1,0 g de 6 em 6 horas, pela via intramuscular ou endovenosa, durante 10 dias.

Soroterapia específica- pode ser efetuada com soro homólogo ou heterólogo.o soro antitetânico heterólogo está indicado na dosagem de 20.000 UI para adultos pelas vias subcutânia, intramuscular ou endovenosa, escolhida após teste de sensibilidade. Quando se utiliza a via intravenosa, dissolver a dose prescrita em 200ml de soro glicosado a 5%, que será administrado gota a gota.

O soro homólogo( gamaglobulina hiperimune antitetânica) é utilizado na dose de 5.000 UI para adultos, pela via subcutânia ou intramuscular.

Tratamento sintomático- neste inclui-se a sedação, o relaxamento muscular e as medidas gerais.

A sedação e o relaxamento muscular são feitos de preferência com a associação de hidrato de cloral e benzodiazepínicos que tem efeito principal no relaxamento muscular.a dose usual de diazepínicos varia de 1 a 10 mg/kg/dia. As doses iniciais são de 2mg/kg/dia. Essas doses são aumentadas de acordo com a resposta terapêutica e a gravidade do caso. A aplicação deve ser pela via endovenosa, diluído em 250ml de solução glicosada a 5%, aplicada lentamente, pela via endovenosa, até que cessem os espasmos.

Em indivíduos idosos, deve-se ter o cuidado de não se induzir o coma prolongado, em virtude de dose excessiva aplicada.

O hidrato de cloral tem excelente efeito sedativo, além de potencializar os efeitos dos diazepínicos. A aplicação deve ser na forma de clister, de 4a 6 vezes ao dia.

Os barbitúricos e a clorpromazina também podem ser utilizados como sedativos. Os barbitúricos podem deprimir o centro respiratório, porém estão indicados no controle de emergências, principalmente espasmos violentos e apnéias transitórias. Na prática são utilizados os de ação lenta, tais como o fenobarbital, nas doses de 10 a 20mg/kg/dia.

A clorpromazina apresenta sinergismo com outros depressores do sistema nervoso central. Entre os inconvenientes que causam, podem ser citados: taquicardia, palidez, hipotensão arterial, glicosúria, icterícia e sudorese. As doses preconizadas variam de 5 a 10 mg a cada 6 a 8 horas, pelas vias intramuscular ou endovenosa para adulto.

Tratamento intensivo- quando se trata de tétano grave, com espasmos incontroláveis ou presença de depressão respiratória além da traqueostomia deve ser indicada a respiração assistida.

Para tanto, se faz necessário a curarização, seguida da supressão do estado de consciência do doente.

Entre os curares, dar preferência ao cloreto de aucurônio, porém pode ser usado também o pancurônio ou a galamina.

Após a curarização, deve-se suspender as drogas anteriormente citadas e fazer uso dos tiobarbitúricos, afim de suprimir o estado de consciência do doente. Para tanto, utilizar 100mg de tionembutal diluído em 50ml de solução glicosada a 5%, pela via endovenosa, lentamente. Para a fase de manutenção, utilizar 900mg diluídos em 500ml de solução glicosada a 5%, nas 24 horas. Não se deve ultrapassar a dose de 1g por dia.

A curarização deve ser feita e orientada por anestesista.

Quando o doente estiver sentindo dor intensa, principalmente se foi submetido a cirurgia, utilizar a meteridina, nas doses que variam de 50 a 100mg, diluída em 10ml de solução glicosada a 5%. Aplicar 2ml, pela via endovenosa, dessa mistura quando necessário.

Cuidados gerais- o doente deve ser internado em ambiente confortável e desprovido de iluminação intensa e direta. O local deve ser silencioso e deve-se manipular o doente o mínimo possível. É importante que se dê preferência à via endovenosa para infusão de medicamentos. Dissecar uma veia periférica para posterior instalação de pressão venosa central. Estar atento ao ritmo respiratório, a fim de surpreender uma possível crise de depressão ou parada respiratória. Não esquecer que o tetânico permanece consciente durante todo o tratamento, devendo- se evitar discussões prognosticas na sua presença. Quando sentir vontade, o doente deve urinar e evacuar no próprio leito. De modo geral os tetânicos tem obstipação intestinal.

A alimentação deve basear- se na infusão pela via endovenosa, de 500ml de solução glicosada a 5%, de 12 em 12 horas, para um indivíduo adulto. Quando o tratamento for prolongado(acima de 10 dias), avaliar a necessidade de nutrição perenteral total. A hidratação com solução fisiológica deve ser adequada, devidoa grande perda de líquidos pela sudorese intensa, decorrente da própria doença. A avaliação hidreletrolítica, com determinação de sódio, potássio e cálcio, deve ser diária ou a cada 2 dias.

A traqueostomia está indicada quando ocorrer crises de apnéia, disfagia com acúmulo de secreções traqueobrônquicas, espasmos freqüentes e duradouros, insuficiência e parada respiratória.

VIGILÄNCIA EPIDEMIOLOGICA

Possui notificação compulsória. Todo paciente que apresenta trismo ou contraturas musculares localizadas ou generalizadas, que não se justifiquem por outras etiologias, devem ser suspeito de tétano, particularmente na ausência se história vacinal adequada. A falta de ferimento sugestivo de porata de entrada não afasta a suspeita, pois nem sempre se detecta a porta de entrada do bacilo.

Medidas de controle – vacinação e profilaxia

vacinação: manutenção de níveis adequados de cobertura vacinal da população, e crianças e adultos da 3a idade ou pessoas portadoras de úlceras de pernas crônicas, mal perfurante plantar decorrente da hanseníase e os trabalhadores de risco, tais como agricultores e operários da construção civil.

Esquema vacinal de rotina: usar vacina DTP no 2a, 4a e 6a meses, com reforço aos 15 meses e aos 10 anos. Posteriormente, os reforços serão feitos a cada 10 anos com a vacina DT.

UNIÄO SOCIAL CAMILIANA

FACULDADE DE ENFERMAGEM LUIZA DE MARILLAC

PLANO ASSISTENCIAL DE ENFERMAGEM

NOME: _____R.L.S________ Enf.:______HPG________ Leito:______05______

Problemas
Necessidades Básicas Afetadas D Prescrição de Enfermagem Aprazamento
Trismo
Equilíbrio respiratório
T
Fazer exercícios respiratórios, manter decúbito elevado, aspiração das vias aéreas superiores.
M – T – N

Contratura muscular
Integridade muscular
T
Administrar medicação conforme prescrição medica, fazer exercícios passivos com o cliente dentro de suas possibilidades.
M – T – N

Hipertensão
Circulação, e equilíbrio metabólico
T
Administrar medicação conforme prescrição medica
SOS

Febre
Regulação térmica
T
Controlar temperatura e administrar de antitérmico prescritos
SOS

Ferimento em 1º pododáctilo
Integridade cutânea e da mucosa
T
Realizar curativo
M

CONCLUSÃO

Essas três semanas de estagio no Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião foi de estrema importância, onde adquirimos uma experiência no seguimento de doenças infecciosas e parasitarias, aprendemos que um simples ferimento não cuidado pode levar o paciente a uma longa internação e até mesmo a óbito. Tivemos a oportunidade de observar, aprender a nos proteger deste tipo doença.

BIBLIOGRAFIA

Disponível na internet via correio eletrônico www.aguaviva.mus.br/enfermagem/patologias.com.br. Consultado em 2003

Disponível na internet via correio eletrônico http;// members.tripod.com/medlife ue. Consultado em 2003.

BRUNNER&STUDDART. Tratado de enfermagem medico-cirúrgica. 9ª ed. Guanabara Koogan. 2000.

Controle de Hemorragia e Prevenção do Estado de Choque

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Autoria: Livia

Controle de Hemorragia e Prevenção do Estado de Choque

Controlar o sangramento é imprescindível para o cuidado e sobrevida de uma vítima em situação de emergência.

Sabe-se a importância do sangue, ele é o responsável pela respiração, possibilitando as trocas gasosas, promovendo a nutrição, facilita a excreção, a regulação do corpo e protege contra microorganismos causadores de doença.

O plasma é composto por células vermelhas, brancas e elementos formadores da coagulação. Quando acontece uma hemorragia, a vítima perde esses componentes, perde também o volume de sangue total e fica debilitada, porque o corpo precisa manter um nível para que possa realizar suas funções vitais, quando esse nível não é mantido segue-se rapidamente para o óbito.

O sangue circula por 3 tipos de vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares. As artérias carregam sangue que sai do coração permitindo que ele vá circular em todo o corpo. As veias são vasos que levam o sangue de volta ao coração. E os capilares ligam artérias e veias, são microscópicos e permitem as trocas gasosas.

As hemorragias vão variar quanto ao tipo, considerando qual (is) vaso(s) afetado(s), se apresenta ruptura, hemorragia externa ou não, classificando como interna.

Quando, na hemorragia externa, a artéria é atingida, o sangue sai em jatos, num vermelho vivo, sua perda é rápida e abundante, é a mais séria. Na hemorragia venosa, percebe-se a saída do sangue em um fluxo constante, de coloração vermelha escura. Já na hemorragia capilar, o sangue escoa, na cor vermelha, num fluxo lento e é o tipo mais freqüente.

Para proceder um atendimento de primeiros socorros, inicia-se verificando os focos hemorrágicos, dando maior atenção sempre a hemorragia de maior gravidade. É de grande importância saber determinar a quantidade de sangue perdida, então o socorrista em sua preparação pode treinar jogando água em um colega deitado no chão, ou no próprio chão, molhar uma peça de roupa, medindo o volume e assim tendo maior noção.

Para o controle das hemorragias, será necessário um curativo, para colocá-lo sobre a ferida e utilizar bandagem para poder enfaixá-la, mantendo o curativo no lugar.

Pode ser usado o método de compressão direta, que consiste em comprimir diretamente a ferida.

Existe também o método de elevação de membros, este, deve ser usado em conjunto com a compressão direta, elevando o membro a um nível acima do coração.

Se os métodos anteriores não derem certo há a compressão indireta, são 22 pontos arteriais para serem pressionados, os mais comuns são a compressão indireta da artéria braquial para o controle de sangramento no membro superior e da artéria femural, um ponto na virilha que ajuda quanto a sangramento nos membros inferiores. Lembrar de descartar a possibilidade de fraturas nos membros ou coluna.

E em último caso, faz-se um torniquete, o local a ser feito deve ser entre a ferida e o coração, precisa de material para apertar o local, pode ser um cinto, uma meia, improvisar também uma haste firme, pedaço de madeira, metal para ser usada como a manivela, esta vítima não pode ser coberta, tem que ser marcada, TQ e hora e não se retira esse torniquete até que esteja em atendimento adequado.

Existe a tala inflável, quando fácil de utilizar deve ser aproveitada, mas nem sempre é possível, além de requerer treinamento para sua aplicação. Ela auxilia no controle de hemorragias dos membros superiores ou inferiores, o uso concomitante com a elevação facilita na imobilização do local ferido.

Há situações que são consideradas casos especiais de hemorragia externa, há a hemorragia moderada quando ocorre cortes profundos em uma artéria principal ou veia, embora esta pareça parcialmente fechada, quando tem feridas nos membros superior ou inferior e não é possível localizar o pulso radial ou distal, há a suspeita de hemorragia profusa e cortes no tórax ou abdome podem ser pequenos mas terem atingido profundamente ocasionando hemorragia interna.

O socorrista nunca deve abrir a ferida para saber qual a sua profundidade, o que ele tem que fazer é avisar imediatamente ao resgate.

Hemorragia interna ocorre por traumas fechados, contusões, hemorragia externa que atinge profundamente, quando um vaso ou órgão se rompe permitindo que haja o acúmulo de sangue em cavidades livres do corpo.

Caracteriza risco iminente de vida a vítima e a perda de sangue pode levar a choque hipovolêmico, parada cárdio-respiratória e eventual morte.

O socorrista precisa ser bem preparado porque há casos de contusão de um lado e a hemorragia no outro, uma hemorragia externa pode esconder sua profundidade, a força com que aconteceu o acidente influi, para tanto, quando não se consegue detectar a gravidade do caso o mais necessário é manter vivo este paciente até que o resgate chegue.

Há meios que facilitam essa detecção: feridas penetrantes no crânio; liberação de fluidos ou sangue; contusões no pescoço; possíveis fraturas ou perfurações no tórax ou no abdome; rigidez e espasmos dos músculos abdominais.

Também é válido prestar atenção em sinais e sintomas que possam indicar choque hipovolêmico: fraqueza do paciente, sede ou frio, se está inquieto ou inconsciente; respiração rápida e superficial; pulso rápido e fraco; pele pálida, fria e úmida com suor intenso e olhos com midríase.

Para ter uma noção da quantidade de sangue perdido na hemorragia interna, é necessário trabalhar com estimativas, considerar severa quando há objetos penetrados na cavidade torácica ou logo acima do coração, se o baço ou fígado foram afetados, ou ainda houver fratura da pélvis. Cerca de 1 litro quando tem fratura grave no braço ou coxa. Em pele contundida, em média 10% do volume sanguíneo total de acordo com cada contusão do tamanho do pulso do paciente.

Quando há suspeita de sangramento interno, por meio de taquicardia, ou queda de pressão arterial por exemplo, devem ser adotadas medidas de controle como manter este paciente em decúbito dorsal, favorecendo a respiração, afrouxando-lhe a roupa, monitorar o paciente para evitar o choque hipovolêmico, precaver-se quanto a vômito, não permitir que o paciente coma ou beba nada, usar curativos compressivos se possível, informar ao pessoal do resgate a suspeita.

Há funções que o socorrista não está preparado para exercer, então é correto esperar por pessoal especializado para realização de transporte, administração de oxigênio por exemplo e saber que as condições de sobrevida do paciente são o mais importante, para tanto é preciso ser ético e respeitar os limites.

O choque hipovolêmico acontece após um perda de volume efetivo de sangue circulante, levando a distúrbios celulares, o corpo tenta compensar a perda mas não consegue, o fracasso do sistema circulatório pode estar associado com bombeamento do coração, ou rompimento dos vasos ou mesmo volume deficiente.

O choque traz reações que evoluem rápido ou lentamente, mas se não prevenidas pode levar o paciente ao óbito. Começa pela perda de sangue que faz o coração bater mais rápido para compensar a circulação, ocasionando mais perda de sangue e novamente taquicardia, ocasionando a queda de pressão arterial chegando a parada cardíaca e morte se não revertido a tempo. Pode definir choque hipovolêmico como o desenvolvimento do estado de hipoperfusão.

Vários tipos de choque hipovolêmico podem ser desenvolvidos, vai depender de sua causa. Temos choque hemorrágico, cardiogênico, neurogênico, anafilático, psicogênico, metabólico, séptico e respiratório.

Pode chamar também de choque hipovolêmico a presença de fluidos nos vasos sanguíneos devido a perda de sangue ou plasma.

É importante sempre atentar para os sinais e sintomas que a vítima emite. Os sinais de choque podem apresentar fraqueza do paciente, além de náuseas e vômito, vertigem, agitação e medo, com sintomas de hemorragia externa profusa, agitação ou tremor, desorientado e outros já descritos no trabalho.

O choque desenvolve-se por aumento da pulsação, + de 100/min, aumento também da freqüência respiratória, mudança na cor da pele, sudorese, pulso fraco e rápido, e morte clínica.

A prevenção e o tratamento são o mesmo. O tratamento deve ser eficaz e ágil. É importantíssimo a manutenção das vias aéreas permeáveis para a respiração, se necessário fazer ventilação artificial, deixar esse paciente deitado, manter sua temperatura corporal, posicioná-lo de maneira confortável e correta de acordo com sua condição, sempre observando a possibilidade de fraturas, pode elevar os membros inferiores ou colocá-lo em superfície plana, é necessário ainda monitorar seus sinais vitais, a cada 5 minutos e se ele está consciente tentar tranqüilizá-lo. Se treinado, pode administrar oxigênio, por máscara a esse paciente.

A tentativa de reverter o quadro será bem sucedida dependendo da intervenção do socorrista.

Existem pacientes que desmaiam como forma de auto-proteção para evitar o agravamento do choque. Para evitar quedas durante um desmaio, mantenha o paciente deitado e tente deixá-lo calmo, evitar que ele dirija ou faça atividades perigosas antes de ser avaliado por um médico.

Conclusão

Sempre que houver uma vítima com hemorragia é preciso avaliar a seriedade do caso e sempre que ela estiver consciente dar-lhe apoio emocional.

Um socorrista precisa ter segurança em suas atividades para não agravar ainda mais a situação da vítima.

O Enfermeiro é um profissional que atua muito em primeiros socorros, e precisa se especializar sempre para direcionar o atendimento, sabendo quais os sinais e sintomas, rapidamente pode evitar a instalação do choque hipovolêmico.

Para um trabalho bem desenvolvido é válido estar em uma equipe multidisciplinar, cada profissional atua de maneira mais segura. Mas em primeiros socorros geralmente ocorre a improvisação, uma maneira de resolver esse problema seria se os profissionais fizessem trabalhos educativos com as comunidades, ensinando-lhes o básico, isso seria fundamental para a manutenção de muitas vidas.

Tipos de Medicamentos

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Autoria: Patricia Amazonas

Tipos de Medicamentos

Introdução

A farmacologia é a ciência que estuda os fármacos e os medicamentos sob todos os aspectos,isto é, a fonte, a absorção, o destino no organismo, o mecanismo de ação e os seus efeitos.

O conhecimento dos fármacos e o domínio de suas propriedades terapêuticas e tóxicas transformaram o uso da farmacologia através dos séculos. As drogas foram aos poucos ganhando importância e se transformando na principal arma dos médicos.

Mas a dificuldade de obtê-las e prepará-las fez surgir a necessidade de outra profissão, a do farmacêutico. Pela sua própria formação e responsabilidade profissional, o farmacêutico foi ampliando sua atuação na área de gerenciamento e atualização de informação de modo geral, integrando à equipe médica, através da especialização em farmácia clínica e o domínio de suas propriedades terapêuticas e tóxicas transformaram o uso da farmacologia através dos séculos.

Antiácidos

Conceito

Substância que neutraliza o ácido gástrico.

Substância Ativa Estudada

HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO

Indicação

Acidez gástrica; duodenite; esofagite; gastrite; hérnia de hiato; úlcera péptica.

Contra Indicação

Criança menor de 6 anos; diminuição de fosfato no sangue; obstrução intestinal.

Efeitos Colaterais

Constipação intestinal; diminuição de fosfato no sangue; diminuição dos movimentos intestinais; osteomalacia (amolecimento dos ossos); perda de apetite.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Gelmax , Pepsamar , Gastran, Kolantil .

Antiemético

Conceito

Substância que alivia as náuseas e os vômitos.

Substância Ativa Estudada

ALIZAPRIDA

Indicação

Náusea e vômito nos tratamentos de câncer.

Contra Indicação

Durante a gravidez; feocromocitoma; paciente que tenha apresentado dificuldade de movimentação com o uso de neuroléptico

Efeitos Colaterais

Amenorréia (parada da menstruação); aumento das mamas; diarréia; dor de cabeça; espasmo facial; movimento involuntário ou torcicolo; queda de pressão arterial , vertigem.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Digesan , Plasil , Dramin.

Laxativos

Conceito

Fármacos que estimulam e facilitam a passagem das fezes.

Substância Ativa Estudada

BISACODIL

Indicação

Constipação intestinal; procedimentos hospitalares (preparação).

Contra Indicação

Apendicite; colite ulcerativa; crianças com menos de 6 anos; distúrbios de fluidos e eletrólitos; fissura retal; hemorróida ulcerada; impactação fecal; obstrução intestinal; problema abdominal necessitando de cirurgia imediata.

Efeitos Colaterais

Cólica abdominal; dependência laxativa (após uso ou tratamento muito prolongado); diarréia (com doses altas do produto); falta de apetite; náusea; sensação de queimação no reto (com o uso dos supositórios); vômito.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Lactopurga , Ducolax , Gutalax

Antidiarréicos

Conceito

Substância que controla a diarréia. A escolha do tratamento depende da causa subjacente.

Substância Ativa Estudada

LOPERAMIDA

Indicação

Diarréia aguda inespecífica, sem caráter infeccioso; diarréia crônica espoliativa;, associada a doença inflamatória ou retocolite ulcerativa; na excessiva perda de água e eletrólitos na ileostomia ou colostomia.

Contra Indicação

Colite ulcerativa; diarréia devido a colite pseudomembranosa; disenterias caracterizadas por sangue nas fezes e febre alta; doença de Crohn; em crianças menores de 2 anos.

Efeitos Colaterais

Boca seca; cólica abdominal; constipação intestinal; desidratação; distensão abdominal; erupção na pele; fadiga; náusea; sonolência; tontura; vômito.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Imosec , Floratil, Colestase.

Digitálicos

Conceito

São medicamentos que evitam ou corrigem as arritmias cardíacas , equilibrando o movimento cistólito e diastólico.

Substância Ativa Estudada

DIGITOXINA

Indicação

Fibrilação atrial; insuficiência cardíaca congestiva; taquicardia atrial paroxística.

Contra Indicação

Fibrilação ventricular; história de efeitos tóxicos anteriores com digitálicos.

Efeitos Colaterais

Agitação; alucinação; arritmia cardíaca (mais comumente distúrbio de condução, com ou sem bloqueio átrio-ventricular, contração ventricular prematura e arritmia supraventricular); aumento da intensidade da insuficiência cardíaca congestiva; diarréia; dor de cabeça; fadiga; falta de apetite; fraqueza; halo amarelo-esverdeado ao redor das imagens visuais; mal-estar; náusea; paralisia repentina; parestesia (sensação anormal de formigamento, ferroadas ou queimação ao toque); queda da pressão arterial; sensibilidade à luz; tontura; toxicidade digitálica (náusea, vômito e arritmia); vertigem; visão borrada; visão dupla; vômito

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Digoxil Lanoxin , Lanitop, Lidocord.

Vasodilatadores

Conceito

Medicamentos que provocam vasodilatação , fazendo baixar a pressão sanguínea no interior das artérias.

Substância Ativa Estudada

BUFLOMEDIL

Indicação

Distúrbio circulatório (microcirculação): arterite; doença de Raynaud; síndrome de Raynaud; eritrocianose; diabetes; aterosclerose.

Contra Indicação

Menores de 18 anos de idade; no pós-parto; se houver algum sangramento.

Efeitos Colaterais

Coceira; distúrbio no estômago ou no intestino; dor de cabeça; queda de pressão arterial; vermelhidão na pele.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Bufedil , Nipride, Aldomet, Adalat.

Vasoconstrictor

Conceito

São medicamentos que agindo sobre os vasos fazem com que os mesmos se contraiam , provocando assim uma maior pressão no sangue dentro dos mesmos.

Substância Ativa Estudada

HIDROCORTISONA

Indicação

Asma brônquica; colite ulcerativa; doença do colágeno; edema angioneurótico (angioedema); inflamação grave; insuficiência supra-renal; pênfigo; reação alérgica grave.

Contra Indicação

Infecção fúngica sistêmica (exceto na insuficiência supra-renal); hipersensibilidade a corticosteróide; infecção bacteriana ou viral não controladas por agente antiinfeccioso (a não ser que haja risco de vida).

Efeitos Colaterais

Alteração de personalidade; aumento da necessidade de insulina e hipoglicemiantes orais em diabéticos; aumento de pressão arterial; aumento de pressão intracraniana; aumento na sudorese; catabolismo protéico; catarata (principalmente em criança); choque anafilático; convulsões; depressão; diarréia; distensão abdominal; dor de cabeça; eliminação de cálcio; eliminação de potássio; esofagite; euforia; fraqueza muscular; glaucoma (aumento da pressão intraocular); hipersensibilidade; inibição do crescimento fetal intra-uterino e infantil; insônia; insuficiência cardíaca; irregularidade menstrual; irritabilidade; lesão no estômago; lesão nos intestinos; manifestação de diabetes; mudança de humor; náusea; osteoporose; pancreatite; perda de massa muscular; psicose; reação tipo choque ou queda da pressão arterial; retardo na cicatrização; retenção de sal e líquidos; síndrome de Cushing (ganho de peso, cara de lua cheia, aumento da pressão arterial); úlcera péptica; urticária; vertigens. O produto pode mascarar alguns sinais de infecção e novas infecções podem ocorrer.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Berlison , Gingilone (assoc.) ,Hidrocorte (assoc.) ,Nutracort , Otosporin , Stiefcortil ,Terra-cortril (assoc.) ,Viofórmio ,Hidrocortisona (assoc.) , Westcort , Flebocortid , Hidrocortisona (med. genérico) ,Solu-cortef .

Antianêmico

Conceito

Drogas usadas o combate a anemia , favorecendo a formação dos elementos necessários do sangue

Substância Ativa Estudada

ÁCIDO FÓLICO

Indicação

Anemia megaloblástica ou anemia macrocítica; devida a deficiência de ácido fólico (por alcoolismo, doença hepática, anemia hemorrágica ou na gestação).

Contra Indicação

Anemia normocítica aplástica ou perniciosa

Efeitos Colaterais

Choque anafilático; coceira; coloração amarelada na urina; erupção na pele; estreitamento dos brônquios; mal-estar; vermelhidão na pele.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Isovorin , Leucovorin , Leucovorina (med. genérico) , Tecnovorin

Diurético

Conceito

Qualquer medicamento que aumente o fluxo urinário

Substância Ativa Estudada

ACETAZOLAMIDA

Indicação

Edema (na insuficiência cardíaca congestiva); glaucoma de ângulo aberto.

Contra Indicação

Acidose hiperclorêmica; baixo nível de sódio ou potássio; insuficiência hepática; insuficiência renal grave.

Efeitos Colaterais

Alteração metabólica; alterações no exame de urina; anemia e outras alterações sangüíneas; aumento da frequência urinária; aumento da glicose no sangue; cálculo renal; confusão mental; diminuição do potássio no sangue; erupção na pele; falta de apetite; miopia transitória; náusea; sangue na urina; sonolência, parestesia (sensação anormal de formigamento, ferroadas ou queimação ao toque); vômito.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Diurisa (assoc.) , Furosemida (med. genérico) ,Furosemide composto (assoc.) , Hidrion (assoc.) , Lasix ,Lasix long , Rovelan .

Anti-Histamínico

Conceito

Substância que anula os efeitos da histamina. Os anti-histaminícos podem ser naturais ou sintéticos. Os anti-histamínicos H1 aliviam os sintomas alérgicos, como o corrimento nasal, prurido ou tumefação.

Histamina – Substância que medeia a inflamação, normalmente libertada nos tecidos afectados, e que também é responsável por muitos dos sintomas da alergia. As substâncias que neutralizam os seus efeitos são conhecidas por anti-histamínicos. A histamina foi descrita pela primeira vez em 1911 pelo fisiologista britânico Henry Dale (1875-1968).

Substância Ativa Estudada

LORATADINA

Indicação

Afecção dermatológica alérgica, rinite alérgica

Contra Indicação

Criança com menos de 2 anos de idade; insuficiência hepática.

Efeitos Colaterais

Boca seca; dor de cabeça; fadiga; queda de pressão ao se levantar; sedação; sonolência;tontura.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Buclina ,Carnabol (assoc.) ,Postafen , Profol (assoc.) , Vitaler (assoc.) , Clarintin.

Antitussígeno

Conceito

Fármacos que agem diminuindo o estímulo, que leva o indivíduo a tossir.

Substância Ativa Estudada

CLOBUTINOL

Indicação

Tosse irritativa e espasmódica; tosse não produtiva.

Contra Indicação

Asma; em crianças com menos de 6 meses de idade; insuficiência respiratória; não usar quando a tosse for necessária para eliminação das secreções ou de corpos estranhos; queda de pressão arterial.

Efeitos Colaterais

Desconforto na barriga , náusea , sonolência, tontura.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Silomat , Vibral, Zyplo, Binelli.

Expectorante

Conceito

Estimula a secreção de muco nas vias aéreas e reduz simultaneamente a sua viscosidade para facilitar a eliminação das secreções brônquica desencadeantes da tosse.

Substância Ativa Estudada

AMBROXOL

Indicação

Bronquite aguda e crônica; bronquite asmática; bronquite enfisematosa; traqueobronquite.

Contra Indicação

Não encontradas

Efeitos Colaterais

Diarréia; náusea; vômito. Em alguns pacientes pode ocorrer estreitamento (constrição) dos brônquios durante a inalação.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Ambroxol (med. genérico) ,Anabron , Expectuss, Fluibron , Fluxol Mucibron , Mucolin , Mucosolvan .

Broncodilatador

Conceito

É um medicamento, como o próprio nome diz, que dilata os brônquios (vias aéreas) quando o asmático está com falta de ar, chiado no peito ou crise de tosse. Existem broncodilatadores chamados b2-agonistas – uns apresentam efeito curto e outros efeito prolongado (que dura até 12h). Os de efeito curto costumam ser utilizados conforme a necessidade. Se a pessoa está bem, sem sintomas, não precisará utilizá-los. Já aqueles de efeito prolongado costumam ser utilizados continuamente, a cada 12 horas, e são indicados para casos específicos de asma. Além dos b2-agonistas, outros broncodilatadores, como teofilinas e anticolinérgicos, podem ser usados.

Substância

Ativa Estudada

ACEBROFILINA

Indicação

Broncoespasmo.

Contra Indicação

Hipersensibilidade aos derivados da xantina.

Efeitos Colaterais

Agitação; arritmia cardíaca; aumento da taxa de açúcar no sangue; aumento da temperatura corporal; aumento dos batimentos cardíacos; confusão mental; convulsão; diarréia; dor de cabeça; dor de estômago; erupção na pele; excitação; insônia; irritabilidade; náusea; palpitação; queda da pressão arterial; respiração acelerada; vômito.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Acebrofilina (med. genérico) , Brismucol , Brondilat.

Sedativo

Conceito

Qualquer droga que tem um efeito calmante, reduzindo a ansiedade e a tensão. Este tipo de medicamento diminui a atividade do cérebro, principalmente quando este está em um estado de excitação acima do normal.

Substância Ativa Estudada

FENOBARBITAL

Indicação

Convulsão febril e epilepsia .

Contra Indicação

Broncopneumonia; depressão ou idéia suicida; desconforto respiratório severo; dor crônica ou aguda (incontrolável); durante a gravidez; estado asmático; hipersensibilidade aos barbituratos; mulher amamentando; porfiria.

Efeitos Colaterais

Aumentos dos sonhos e pesadelos; colapso circulatório; confusão mental e agitação (em idosos); constipação intestinal; contração da laringe; convulsão (após descontinuação rápida ou redução na dose); deficiência de vitamina K e sangramento em recém-nascidos de mães que receberam o produto durante a gravidez; depressão do sistema nervoso central; depressão respiratória; diarréia; diminuição dos batimentos cardíacos; dor de cabeça; dor e possível dano no tecido muscular (no local da injeção, se houver extravasamento); dor na região do estômago; erupção na pele; estreitamento dos brônquios; excitamento paradoxal; letargia; hiperalgesia (sensação de dor muito aumentada); hiperexcitabilidade (em crianças); insônia de rebote; náusea; queda de pressão arterial (após administração intravenosa rápida); ressaca; retração das pupilas; síndrome de Stevens-Johnson (eritema multiforme grave); sonolência; tromboflebite; urticária; vertigem; vômito.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Edhanol ,Fenocris ,Gardenal,Lexotan .

Anti-Convulsivante

Conceito

Droga utilizada para prevenir as crises epilépticas ou reduzir a sua gravidade; ver epilepsia.

Em muitos casos, consegue-se um controlo completo da epilepsia através de uma terapia cuidadosa com um agente.

CONVULSÃO

Doença caracterizada por descargas eléctricas anormais nos hemisférios cerebrais do cérebro. A epilepsia e as convulsões decorrentes pode ser controlada pelas drogas anticonvulsivas.

Substância Ativa Estudada

PRIMIDONA

Indicação

Crise epiléptica focal; crise epiléptica psicomotora; grande mal epiléptico.

Contra Indicação

Acentuada insuficiência hepática; alergia ao fenobarbital; criança com menos de 6 anos; doença respiratória severa ou estado asmático; durante a gravidez.

Efeitos Colaterais

Anemia megaloblástica; ataxia (falta de coordenação muscular); constipação intestinal; distúrbio emocional; dor articular; erupção na pele; fadiga; febre; hiperexcitabilidade (em crianças com menos de 6 anos); hiperirritabilidade; impotência; inchaço de pálpebra; movimentos involuntários rápidos dos olhos; náusea; perda do apetite; problemas no fígado; queda dos cabelos; reação psicótica aguda; sede; sonolência; vertigem; visão dupla; vômito.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Edhanol , Fenocris , Gardenal

Analgésico

Conceito

Substância usada para o alívio da dor. Os opiácios alteram a percepção da dor e são eficazes no controlo da dor visceral (interna) «profunda». O seu efeito verifica-se sobretudo sobre a tolerância, pelo que a componente sensorial da dor se mantém inalterada após a sua administração: alguns doentes referem que continuam a sentir dor, mas que esta deixou de os incomodar.

Substância Ativa Estudada

ÁCIDO ACETILSALICÍLICO

Indicação

Dor; dor pós-cirúrgica (em odontologia); febre; inflamação; agregação plaquetária.

Contra Indicação

Criança e adolescente com febre de origem virótica (especialmente gripe e varicela); diminuição das plaquetas no sangue (risco de sangramento); durante gravidez; hemofilia (risco de hemorragia); história de alergia grave ao produto ou a outro antiinflamatório não esteróide; pólipos nasais associados com asma e exacerbados pelo produto; úlcera sangrando ou hemorragia (pode agravar).

Efeitos Colaterais

Alterações no sangue; erupção na pele; estreitamento dos brônquios; irritação gastrintestinal (dor no estômago, má digestão, azia, náusea ou vômito); problema renal; rinite; sangramento genvival; síndrome de Reye e urticária.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Vioxx , Dorflex , Neosaldina

Anti-Térmico

Conceito

Substância que reduz a temperatura do indivíduo

Substância Ativa Estudada

DIPIRONA

Indicação

dor;febre.

Contra Indicação

asma; deficiência de glicose-6-fostato-desidrogenase; crianças com menos de 3 meses de idade ou com menos de 5 kg de peso; crianças com menos de 3 anos (o supositório); durante a gravidez; hipersensibilidade a derivados pirazolônicos; infecção respiratória crônica; porfiria; reação alérgica a drogas.

Efeitos Colaterais

ataques de asma em pacientes predispostos; diminuição acentuada de células sangüíneas denominadas granulócitos; choque; reação na pele (do tipo alérgico) ou nas mucosas (principalmente da boca e da garganta).

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Novalgina, Magnopirol, Tylenol

Anti-Espasmódico

Conceito

Droga que reduz a motilidade, a acção espontânea da parede intestinal. Os anticolinérgicos são um tipo de antiespasmódicos que actuam indirectamente através do sistema nervoso autónomo, que controla os movimentos involuntários.

Substância Ativa Estudada

ESCOPOLAMINA

Indicação

cólica;úlcera do estômago ou duodenal

Contra Indicação

Mulher amamentando

Efeitos Colaterais

Alucinação; ansiedade; boca seca; confusão mental; congestão nasal; constipação; depressão; desconforto abdominal; dificuldade de engolir; diminuição de suores; diminuição dos batimentos cardíacos; dor de cabeça; excitação; febre; inqueitação; irritabilidade; leve aumento da frequência do pulso; náusea; palpitação; parada da lactação; problemas urinários; pupilas dilatadas; queda de pressão ao se levantar; sedação; sensibilidade ocular à luz; sonolência; tontura; urticária; vermelhidão na pele; visão borrada; vômito.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Hixzine , Prurizin, Buscopan, Bentil

Antibiótico

Conceito

Substância produzida por diversas espécies de microorganismos (bactérias, fungos, actinomicetes) que impede o crescimento de outros microorganismos, podendo eventualmente destruí-los. Todavia, pelo uso comum, estende-se o termo antibiótico para incluir agentes anti-bacterianos sintéticos como as sulfonamidas e as quinolonas.

Substância Ativa Estudada

AMOXICILINA

Indicação

Amigdalite; endocardite bacteriana (prevenção); gonorréia; infecção da pele e dos tecidos moles; infecção odontogênica; infecção respiratória (trato respiratório baixo); infecção urinária; otite média; sinusite; infecção por Chlamydia em grávidas; doença de Lyme; gastrite ou úlcera péptica por Helicobacter pylori.

Contra Indicação

Alergia à penicilina ou à cefalosporina.

Efeitos Colaterais

Agitação; alterações no sangue; ansiedade; candidíase oral; choque anafilático; diarréia; erupção na pele; insônia; lesão na boca; náusea; problema no fígado; proliferação de fungos; tontura; urticária; vertigem; vômito.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Amoxil, Velamox , Azy

Anti-Inflamatório

Conceito

Os antiinflamatórios não esteróides, de um modo geral, inibem a atividade da enzima ciclo-oxigenase (COX), levando a uma diminuição da síntese de prostaglandinas. Parte da ação antiinflamatória é justificada por essa diminuição das prostaglandinas nos tecidos inflamados; a ação analgésica também se deve em parte a essa diminuição da atividade das prostaglandinas; a ação antitérmica por ação central no centro hipotalâmico de regulação do calor; as ações anti-reumática e antigotosa por mecanismos antiinflamatórios e analgésicos (não há estimulação do eixo hipófise-supra-renal e nem ação corretora da hiperuricemia).

Substância Ativa Estudada

ACECLOFENACO

Indicação

Inflamação; dor pós-cirúrgica; periartrite escápulo-umeral; reumatismo extra-articular; artrite reumatóide; osteoartrite (artrose); espondilite anquilosante.

Contra Indicação

História de reação alérgica grave induzida por aspirina (ácido acetilsalicílico) ou outro antiinflamatório não esteróide ou pólipos nasais associados com broncoespasmo (estreitamento dos brônquios) induzidos por aspirina (risco de reação alérgica grave).

Efeitos Colaterais

Acessos de calor; alterações do sono; alterações no paladar; alterações visuais; aumento de peso; cãibras nas pernas; chiado no peito; coceira; depressão; dor abdominal; dor de cabeça; duodenite; fadiga; falta de ar; gastrite; hemorragia gastrintestinal; inchaço no corpo; inchaço no rosto; má digestão; reações alérgicas; retenção de líquidos.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Proflan , Voltarem , Cataflan

Hipoglicemantes

Conceito

Substancia que inibe enzimas intestinais responsáveis pela digestão de carboidratos, retardando a digestão de carboidratos após refeição. Assim, diminuem os picos de glicose, insulina e triglicérides após refeição.

Substância Ativa Estudada

ACARBOSE

Indicação

Diabetes tipo 2 (como adjunto à dieta); [diabetes mellitus não insulino-dependente].

Contra Indicação

Cetoacidose diabética; cirrose do fígado (pode haver aumento das transaminases); doenças intestinais crônicas com problemas de absorção ou digestão; doença inflamatória ou ulcerativa intestinal; obstrução intestinal ou predisposição a obstrução; pacientes cuja condição possa se agravar por acúmulo de gases intestinais.

Efeitos Colaterais

Aumento das transaminases; coceira; desconforto abdominal; diarréia; erupção na pele; gases intestinais; sintomas sugestivos de hipoglicemia.

Exemplos de Medicamentos Comerciais

Dimefor , Glifage , Glucoformin ,. Glucobay.

Conclusão

Considerando-se que a palavra fármaco é definida no seu sentido amplo como qualquer agente químico que afeta os processos da vida, a farmacologia trata-se de uma disciplina complexa.

Porem bem mais complexa é a relação da industria farmacêutica com nós cidadãos , visto que em muitos casos a enfermidade do paciente é conseqüência de falta de cuidados como a prevenção . Se ao invés do governo gastar milhões em compra de medicamentos , investisse na prevenção as doenças o gasto seriam muito menor , e porque não fazem isso ? . Com certeza existe muito mais interesses por detrás desta questão.

Bibliografia:

Apostila de Fundamentos de Enfermagem II – Escola de enfermagem Santa Bárbara Ano 2003

http://www2.uol.com.br/remedios/

http://www.universal.pt/scripts/site/intro.exe

http://www.geocities.com/basile_farmacologia/