Meio Ambiente

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O LIXO NOSSO DE CADA DIA – O LIXO NA NATUREZA

Quanto tempo a natureza leva para absorver:

Jornais 2 a 6 semanas
Embalagens de papel 1 a 4 meses
Cascas de frutas 3 meses
Guardanapos 3 meses
Pontas de cigarros 2 anos
Fósforos 2 anos
Chicletes 5 anos
Nylon 30 a 40 anos
Latas de alumínio 100 a 500 anos
Tampas de garrafa 100 a 500 anos
Pilhas 100 a 500 anos
Sacos e Copos Plásticos 200 a 450 anos
Garrafas e frascos de vidro/plástico Tempo Indeterminado

O PAPEL DO PAPEL

Cada tonelada de papel reciclado evita a derrubada de 20 a 30 pés de eucalipto ou de 10 a 30 árvores. Em média, essa mesma tonelada de papel economiza 2.5 barris de petróleo usados em sua fabricação (com menos poluição no ar).

Para fabricar uma tonelada de papel utilizam-se 100 mil litros de água e 5 mil KW/HR de energia elétrica; na reciclagem, esses números caem para 2 mil e 2,5 mil, respectivamente.

A reciclagem de papel reduz os custos de transporte na deposição do lixo.

Reciclando papéis, diminui-se a quantidade de lixo em aterros sanitários, aumentando o tempo de uso desses locais.

SE LIXANDO PARA AS LATAS

As Latinhas e o Lixo

Em 1997 foram fabricadas 8 bilhões de latas de alumínio.

Expectativa de produção de latas para o ano 2000: 15 bilhões (em 3 anos, quase o dobro).

São necessárias 60 latinhas de cerveja para fazer um 1kg de sucata.

Em 1998, 63% das latinhas de alumínio vendidas no Brasil retornaram ao mercado depois de recicladas. Segundo a Associação Brasileira de Alumínio, esse número de reciclagem de latinhas já está em 70%.

Cada tonelada de latinhas de alumínio é vendida por cerca de R$ 700,00 para as empresas de reciclagem.

Em 1993, cada brasileiro consumia cerca de 10 latinhas/ano.

Hoje, cada brasileiro consome cerca de 53 latinhas/ano.

POLUIÇÃO DAS ÁGUAS

As águas podem ser contaminadas por poluentes de muitas origens:
– descargas de resíduos industriais;
– de esgotos urbanos;
– da atmosfera por precipitação;
– dos solos de onde são arrastados pelas águas das chuvas,
etc.

Contudo, os acidentes com petroleiros são as causas mais importantes de poluição aquática marinha.

Os esgotos urbanos, das fábricas de papel, da indústria alimentar, por exemplo, estão carregados de materiais orgânicos, originando assim a poluição orgânica.

Os compostos orgânicos concentrados na água são uma fonte nutritiva que conduz ao aumento das populações de microrganismos como, por exemplo, bactérias e fungos.

À este fenômeno denominamos eutrofização. Esse aumento populacional provoca um consumo elevado do oxigênio dissolvido, criando dificuldades à vida de outras populações, como os crustáceos, os moluscos e os peixes.

Um dos exemplos flagrantes entre nós é o da proliferação de bactérias Salmonella (causadoras de doenças, como a febre tifóide) em águas eutrofizadas, que vão contaminar outras com utilização balnear ou onde são capturados mariscos.

Uma grande quantidade de substâncias químicas poluentes é lançada na água, constituindo a chamada poluição química. Entre estas substâncias distinguem-se, pelos seus efeitos nocivos, o petróleo, os detergentes e os fertilizantes.

Existem dois tipos de poluentes químicos nas águas doces e marinhas: uns são decompostos ao fim de algum tempo (mais ou menos curto) pela ação de bactérias – são biodegradáveis (casos do petróleo, dos fertilizantes, dos detergentes e de certos inseticidas). Outros mantêm-se por longo tempo no meio ambiente e nos organismos vivos – são persistentes. Entre estes destacam-se certos metais pesados, como o mercúrio e alguns inseticidas que foram bastante utilizados (como o DDT).

Os detergentes são dos principais poluentes que se encontram nos esgotos urbanos. Além da sua toxicidade, eles contêm fósforo, um nutriente que quando se encontra em excesso nas águas favorece a sua eutrofização. O mesmo efeito têm os fertilizantes (adubos).

EFEITO ESTUFA

Estudaremos, aqui, as limitações de uso das fontes convencionais de energia, e principalmente, os danos que acarretam ao meio ambiente, o qual, à par de quaisquer outros, agravam o problema do “efeito estufa”.

Mesmo considerando um rendimento de 100 % na reação de combustão dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão, xisto), teríamos uma elevação do teor de CO2 na atmosfera, além de outros gases:

A queima de combustíveis fósseis, agravada pelo acelerado e generalizado processo de desmatamento, está causando um aumento
irreversível e já assustador do teor de dióxido de carbono na atmosfera. Antes da era industrial, este era sensivelmente constante.

Essa pequena concentração de CO2 é benéfica quando:

a) Tanto o CO2 quanto o vapor d’água retêm parte da radiação solar, impedindo assim um excessivo resfriamento da superfície da terra.
Trata-se do denominado “efeito estufa” ainda de intensidade favorável à vida na terra.

b) A existência de carbono na atmosfera é condição necessária para a vida vegetal e, por conseguinte, para a vida animal, posto que é fixado pelos vegetais clorofilados através do mecanismo da fotossíntese.

O efeito estufa ocorre em razão de que tanto o CO2 quanto o vapor
d’água são transparentes às radiações de pequeno comprimento de onda (ultravioleta) e opacos às radiações de grande comprimento de onda (infra-vermelho) fazendo com que a radiação incidente não seja liberada para fora da atmosfera terrestre.

Entre 1850 e 1950, com o advento da era industrial, o teor de CO2
na atmosfera passou de 270 a 310 ppmv e desde então tem continuamente aumentado, a menos de pequenas flutuações sazonais.

Em 1987 alcançou 350 ppmv e, a continuar esta tendência de elevação, poderá ultrapassar os 600 ppmv dentro de 50 anos.

Antes da era industrial, a quantidade estimada de carbono na atmosfera era da ordem de 550 x 109 toneladas e, hoje, é da ordem de 700 x 109 toneladas. Esse incremento deve-se, essencialmente, à queima de combustíveis fósseis, a qual é ainda mais agravada pelo desmatamento de grandes extensões de florestas. Esse aumento da concentração de CO2 trará, como já se observa, um aumento da temperatura média da terra com inevitável descongelamento das regiões polares cujas conseqüências nefastas não são difíceis de prever.

Assim, é chegada a hora de serem tomadas medidas de curto prazo para sustar a crescente expansão da queima de combustíveis fósseis, e utilizá-los de formas mais racionais.

Não parece lógico que se use uma molécula que a natureza levou
milhares, quiçá milhões, de anos para sintetizar e armazenar e, em fração de segundos, transformá-la em CO2 . No xisto e no carvão, principalmente, já existem compostos que poderiam ser usados como
intermediários na produção de fármacos.

Segundo dados do artigo “Le gas carbonique dans l’atmosphére” de G. Lambert na revista La Recherche 189/1987, as emissões de CO2 em um ano, através da queima de carvão e de petróleo, ascendem a 5000 x 106 toneladas de carbono. Artigo de igual teor foi publicado na revista TIME INTERNATIONAL no qual o valor registrado é de 5320 x 106 toneladas de carbono, ou seja, essencialmente iguais.

Além disso, este artigo indica que o total de carbono resultante da queima de florestas tropicais (Amazônia, África Equatorial, Sudeste da Ásia, Indonésia) corresponde a apenas 1660 x 106 toneladas, desse total a Amazônia contribuindo com 340 x 106 toneladas.
Sem pretender subestimar o agravamento do “efeito estufa” pelo
desmatamento da Floresta Amazônica (prato principal da mídia internacional e dos ecólogos de plantão), temos que nos alertar contra o vilão principal de toda essa estória que é, justamente, a queima dos combustíveis fósseis, cuja maior fração (80%) corresponde aos chamados países industrializados e civilizados (civilizados???).

No Brasil, esse valor corresponde a um insignificante 1%!!!

CHUVA ÁCIDA

Não existe chuva totalmente pura, pois ela sempre arrasta consigo
componentes da atmosfera. O próprio CO2, que existe normalmente na atmosfera, como resultado da respiração dos seres vivos e da queima de materiais orgânicos, ao se dissolver na água da chuva já a torna ácida, devido à reação: CO2 + H2O => H2CO3. Como o ácido carbônico formado é muito fraco, a chuva contaminada tem pH = 5,6. A situação se complica em função dos óxidos de enxofre e dos óxidos de nitrogênio, existentes na atmosfera.

O SO2 natural é proveniente de erupções vulcânicas e da decomposição de vegetais e animais e o artificial é proveniente principalmente da queima de carvão mineral e do petróleo. Na atmosfera, o SO2 reage com a água da chuva formando o ácido sulfuroso, que é um ácido fraco, mas quando o SO2 é oxidado a SO3, este reage com a água da chuva produzindo ácido sulfúrico, que é um ácido muito forte.

O NO existe naturalmente na atmosfera. Em dias de tempestade, os raios provocam a reação N2 + O2 => 2NO. Os óxidos de nitrogênio são produzidos naturalmente por decomposição de animais e vegetais,
por bactérias do solo e artificialmente nas combustões dos motores de automóveis, aviões, etc. Na atmosfera, o NO é facilmente oxidado a NO2. O NO2 é responsável pela neblina de cor castanha que se observa nas cidades em dias de muita poluição.

Além disso, o NO2 reage com a água da chuva, produzindo o HNO2, que é um ácido fraco, e o HNO3 que é um ácido forte. Aliás, o próprio HNO2 se oxida a HNO3.

Em grandes cidades, devido às indústrias e ao número de automóveis, e em regiões muito industrializadas, o ar acaba se carregando de H2SO4 e HNO3, e a chuva conduz esses ácidos para o solo, dando origem ao fenômeno chamado CHUVA ÁCIDA, cujo pH é menor do que 5,6, podendo chegar a 4,5 e até 2 em regiões populosas e industriais. Como exemplo, 80% dos lagos na Noruega já são ácidos. Isso pode provocar a destruição da vegetação aquática, a morte de peixes em lagos, morte de árvores em florestas devido à destruição das células respiratórias, e empobrecimento de solos, pois a acidez retira do solo muitos nutrientes tais como cálcio e magnésio. Cerca de 67% das florestas inglesas já foram destruídas desta forma. Nos prédios podemos observar a corrosão do concreto e do ferro utilizado nas construções. Os monumentos, como o Cristo Redentor, também são atingidos, principalmente os de mármore e outras pedras calcárias. As estátuas de cobre e outros objetos deste metal vão lentamente se cobrindo de verde de malaquita.

A CAMADA DE OZÔNIO

Do total da energia que nos chega do Sol, cerca de 46% correspondem à luz visível; 45%, à radiação infravermelha, e 9% , à radiação ultravioleta. Essa última contém mais energia e, por isso, é mais perigosa para a vida dos animais e vegetais sobre a superfície da terra. O ultravioleta é a radiação que consegue “quebrar” várias moléculas que formam nossa pele, sendo por isso o principal responsável pelas queimaduras da praia.

Na atmosfera terrestre, entre 12 e 32 Km de altitude, existe a camada de ozônio (O3) e que funciona como escudo, evitando que 9% da radiação ultravioleta atinja a superfície da Terra.

No início da década de 60 verificou-se que a camada de ozônio estava sendo destruída mais rapidamente que o normal. O problema foi
agravado pelo aumento do número de automóveis, aviões a jato, aviões supersônicos, foguetes, ônibus espaciais. Em 1984 verificou-se uma perda de 40% da camada de ozônio sobre a Antártida. Calcula-se que a camada de ozônio vem diminuindo 0,5% ao ano, e que uma redução de 1% na camada de ozônio corresponde a um aumento de 2% da radiação ultravioleta que chega à superfície terrestre, o que trará problemas como câncer de pele, catarata, cegueira, queima de vegetais, alterações no plâncton e reflexos em toda a cadeia alimentar marítima.

O ozônio pode ser destruído pelo NO: NO + O3 => NO2 + O2. Depois o NO2 pode reagir com oxigênio atômico presente na atmosfera formando mais NO: NO2 + O => NO + O2 , resultando em uma reação em cadeia.

O ozônio pode ser destruído pelo freon que é o gás de refrigeração utilizado em geladeiras, freezers, aparelhos de ar condicionado, aerosóis, sprays de perfumes, desodorantes, tintas, etc.

A FLORESTA AMAZÔNICA

A Floresta Amazônica é o foco de uma das grandes polêmicas que
têm motivado a opinião pública mundial contra o nosso país e governo.

A princípio, é extremamente necessário contestar a noção de que a
Floresta Amazônica é o “Pulmão do Mundo”. Somente pessoas desinformadas ou levianas, ou ainda, pessoas que defendem interesses escusos, defendem tal argumento como defenderiam a última das verdades, pois elas acreditam ou nos querem fazer acreditar que a Floresta Amazônica está continuamente produzindo oxigênio e, simultaneamente, absorvendo CO2, em grande parte gerado pelos países industrializados. Essa noção é totalmente falsa e vazia de qualquer base científica e por isso deve ser totalmente rejeitada.

Numa floresta considerada “estacionária”, como a Floresta Amazônica e as demais Florestas Equatoriais, a massa total, expressa em termos de madeira, celulose, seiva, etc., permanece praticamente constante e por esta singela razão, estas florestas estacionárias não contribuem para alterar a composição da atmosfera terrestre.

Durante o dia, por ação da radiação solar, ocorre a fotossíntese. Por outro lado, na ausência de luz, que é determinante na fotossíntese, a
Floresta libera, pelo fenômeno da respiração celular, uma certa quantidade de CO2, a qual vai se juntar ao CO2 continuamente liberado pela decomposição da matéria orgânica (resíduos, folhas, etc.).

Se a floresta permanece “estacionária” (e a Floresta Amazônica assim permanece por milênios!) com um volume praticamente constante, isto se deve a que ela já alcançou um estado de equilíbrio (Lei de Lavoisier).

A troca global de carbono entre todas as florestas e a atmosfera é da ordem de 120000 x 106 toneladas/ano, em ambas as direções, ou seja, das florestas para a atmosfera e vice-versa.

Somente no caso de florestas artificiais, isto é, florestas racionalmente cultivadas, pode a concentração de CO2 na atmosfera ser reduzida. Por outro lado, o desmatamento por queimadas, que causa a destruição total da floresta, acarreta um aumento da concentração de CO2 na atmosfera e por essa razão ele contribui para o incremento do denominado “efeito estufa”, bem como acarreta a extinção de centenas de espécies animais e vegetais e, eventualmente, sensíveis alterações climáticas.

Assim, devemos avaliar a posição daqueles que, às expensas da
ignorância dos humildes habitantes da floresta, vivem em confortáveis e luxuosos escritórios, no dito Primeiro Mundo, de onde articulam e determinam qual, quando e quanto da floresta deverá ser destruída para em seu lugar colocar gado, cuja proteína, certamente, não vai parar na boca da faminta população do dito Terceiro Mundo.

Como demonstrado, a Floresta Amazônica não é o “Pulmão do Mundo”, porém, a sua destruição contínua trará conseqüências catastróficas para a vida na terra, pois acarretará um considerável aumento da massa de CO2 na atmosfera e o concomitante aumento do efeito estufa.

Esse acréscimo da concentração de CO2 já foi calculado em cerca de 30 vezes maior do que o acréscimo que ocorreria se todas as já conhecidas reservas mundiais de petróleo fossem utilizadas com fins energéticos. Este seria, sem dúvida, o dia da Hecatombe Mundial!!!

Jogos Olimpicos

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O que seria do teatro não fosse a civilização grega?
Não seria.
O que seria da filosofia não fossem os gregos?
Também não seria.

A Grécia Antiga deixou para toda humanidade, principalmente para o mundo ocidental, um dos mais expressivos legados culturais da história, com destaque para filosofia e dramaturgia, pois essas manifestações não eram conhecidas entre as civilizações que antecederam os gregos na história.
A história das civilizações inicia-se por volta do quarto milênio a C. no Oriente Médio com as sociedades hidráulicas nos vales do Tigre e Eufrates, estendendo-se pelo Oriente Próximo, Egito, Índia e China. Culturalmente esses povos conheciam a pintura, escultura, literatura, música e arquitetura, mas não conheciam o teatro nem a filosofia. Essas manifestações nascem apenas com os gregos.
Outro aspecto que se desenvolve somente com os gregos é o esporte. Até então, os exercícios executados pelo homem eram involuntários, em busca da caça para sobrevivência.
O lema do atletismo “mais rápido, mais alto e mais forte” (“citius, altius e fortius”), representado pela trilogia correr, pular e arremessar, foi criado pelo padre Dére Didon em 1896, mas surgiu bem anteriormente, por volta de 776 a C. entre os jovens e soldados gregos, para desenvolver as habilidades físicas e criar competições. Os gregos iniciaram o culto ao corpo e em homenagem ao deus supremo inauguraram os Jogos Olímpicos. Para os gregos cada idade tinha a sua própria beleza e a juventude tinha a posse de um corpo capaz de resistir a todas as formas de competição, seja na pista de corridas ou na força física. A estética, o físico e o intelecto faziam parte de sua busca para perfeição, sendo que um belo corpo era tão importante quanto uma mente brilhante.
Apesar de falarem a mesma língua e de terem unidade cultural, os gregos antigos não tinham unidade política, encontrando-se divididos em 160 cidades-estado, ou seja, cidades com governos soberanos, que a cada quatro anos se reuniam num festival religioso na cidade de Olímpia, deixando de lado suas divergências.

ORIGEM DOS JOGOS

Os antigos gregos não tinham fim de semana de lazer, eles trabalhavam todos os dias, exceto nos mais de 50 feriados religiosos e eventos esportivos, onde destacavam-se os Jogos Olímpicos ou Olimpíadas. Originalmente conhecidas como Festival Olímpico, faziam parte dos quatro grandes festivais religiosos pan-helênicos celebrados na Grécia Antiga e eram assistidos por visitantes vindos de todas cidades-estado que formavam o mundo grego. Os demais festivais eram o Pítico, O Ístmico e o Nemeu.
Sediado na cidade de Olímpia, em homenagem a Zeus (deus supremo da mitologia grega), o festival Olímpico era muito antigo, mas foi a partir de 776 a C. (data da fundação dos jogos) passou a ser feito um registro ininterrupto dos vencedores. Sabe-se que no dia marcado para o evento, uma forte chuva desabou sobre Olímpia, limitando as competições a uma corrida pelo estádio. Registrou-se assim, a primeira notícia de um campeão olímpico. Tratava-se do cozinheiro Coroebus de Elis, vencedor da corrida de 192,27 metros. Alguns historiadores contudo, acreditam que as primeiras olimpíadas tenham sido bem anteriores ao feito do cozinheiro-atleta.
Apesar de inicialmente possuírem um caráter apenas local, já no final do século VIII a C. os jogos passaram a contar com participantes de todas as partes da região grega do Peloponeso. Eram realizados a cada quatro anos na cidade de Olímpia, durante o verão, época em que se iniciava a contagem da “Olimpíada”, o período cronológico de quatro anos utilizado para datar eventos históricos.

AS MODALIDADES

Os primeiros jogos limitavam-se a uma única corrida com cerca de 192 metros. Em 724 a C. introduziu-se uma nova modalidade semelhante aos atuais 400 metros rasos. Em 708 a C., acrescentou-se o pentatlo (competição formada por cinco modalidades atléticas incluindo luta livre, salto de distância, corrida, lançamento de disco e lançamento de dardo) e posteriormente o pancrácio (luta similar ao boxe). Os atletas do salto à distância carregavam pesos que os impulsionava para frente e que eram largados antes da aterrizagem. Dessa maneira eles acresciam mais de 30 cm em cada salto.
Em 680 a C. foi incluída a corrida de carros. Com formato arredondado na frente e abertos atrás, os veículos corriam sobre rodas baixas, sendo puxados por dois ou quatro cavalos alinhados horizontalmente. Outras competições com animais foram incluídas, como uma corrida de cavalos montados e outra de charretes puxadas a mulas. Em 600 a C., foi erguido o templo de Hera (esposa de Zeus), onde passaram a ser depositadas coroas de louros para os campeões. O estádio ganhou tribunas de honra e a cidade um reservatório de água. Existiam também hotéis para as pessoas importantes, sendo que o mais conhecido da época foi construído ao redor de uma elegante fonte, onde no final se formava uma espécie de nações unidas entre as cidades-estado gregas.
Até 472 a C. as provas eram realizadas num único dia, sendo que apenas os cidadãos livres poderiam competir, além da participação feminina ser proibida.

Originalmente os atletas competiam nus e as mulheres eram excluídas dos jogos. Certa ocasião, uma mulher decidida a ver seu filho competir, disfarçou-se de treinador. No término da competição com a vitória do filho, a mulher pulou a cerca entusiasmada e tudo foi descoberto. A partir desse dia até aos treinadores foi exigida a nudez.
Os atletas que infringiam as regras estabelecidas, eram multados rigorosamente, sendo que da receita das multas eram erigidas estátuas de bronze a Zeus. Os vencedores recebiam uma palma ou coroa de oliveira, além de outras recompensas de sua cidade, para a qual a vitória representava grande glória. De volta à terra natal eram triunfalmente acolhidos, podendo inclusive, receber alimentação gratuita pelo resto de suas vidas. A homenagem podia consistir até na ereção de uma estátua do vencedor, além de poemas que poderiam ser escritos por Píndaro, poeta lírico que produziu diversas obras, destacando-se hinos em louvor às vitórias de atletas gregos.
É interessante observar que já naquela época existiam torcidas com lugares definidos nos estádios. Há alguns anos, uma expedição de arqueólogos europeus e norte-americanos encontrou em Neméia, evidências de grandes concentrações de moedas de Argos bem atrás do lugar onde ficavam os juízes. Como os jogos de Neméia eram controlados por Argos, a torcida escolhia esse local do estádio, para forçar que as decisões dos juízes fossem favoráveis a Argos.
O caráter festivo dos jogos foi alterado a partir da segunda metade do século V a C., quando a rivalidade entre as cidades, principalmente entre Esparta e Atenas, resultou numa guerra civil conhecida na história como Guerra do Peloponeso. Originalmente sem unidade, o mundo grego estava mais do que nunca esfacelado e enfraquecido, abrindo caminho para o domínio macedônio e dois séculos após para o imperialismo romano.
Durante o Império Romano, as modalidades de combate foram mais valorizadas e apesar da sobrevida, os Jogos Olímpicos acabaram juntamente com a antiga cultura grega, tendo sido banidos em 393 pelo imperador cristão Teodósio, possivelmente por suas práticas pagãs.

UMA OCASIÃO RELIGIOSA

Caso as cidades gregas estivessem envolvidas em guerras durante a realização dos jogos, proclamava-se uma trégua sagrada (ekekheiria), que concedia uma espécie de salvo-conduto aos viajantes a caminho de Olímpia. Na verdade, esses viajantes não iam à Olímpia apenas para os jogos. Iam para o festival religioso, para conversar com outras pessoas vindas de Argos, Esparta, Atenas, Tebas ou outras cidades. Nessa ocasião, poetas e oradores aproveitavam-se do grande afluxo de pessoas para tornarem-se mais conhecidos através da declamação de suas obras. Outros ainda aproveitavam o momento, para diversificar seus negócios, realizados numa grande feira. Pode-se fazer uma idéia aproximada do número de pessoas presentes no festival, considerando o fato de o estádio de Olímpia comportar 40 mil pessoas sentadas.
Na entrada de Olímpia estava o ginásio, onde os atletas podiam treinar. Mente e corpo estavam juntos no ginásio, que era o lugar para conversação e para o aprendizado, tanto como para o exercício e a luta romana.
Apesar do espírito de competição, não podemos nos esquecer que o Festival Olímpico era antes de tudo uma ocasião religiosa, onde o centro de tudo era o grande templo de Zeus. Mais de cem bois eram sacrificados no altar em frente ao templo e seu interior era dominado por uma estátua do deus coberta de ouro. Em frente a ela cada atleta tinha que fazer um sacrifício e orar antes do começo. Existia um comitê organizador que decidia se a moral do atleta lhe dava o direito de competir.

NA ERA MODERNA: “O IMPORTANTE É COMPETIR”.

Após o banimento no final do século IV, os jogos foram reeditados em 1896 na cidade de Atenas, por iniciativa do educador francês Pierre de Frédy, o barão de Coubertin (1863-1937). Fascinado pelo comportamento dos gregos no passado, Coubertain convocou em 1894, uma reunião com delegados de 9 países, expondo seu plano de reviver os torneios que tinham sido interrompidos há 15 séculos.

As delegações desfilando em Atenas na primeira olimpíada da era moderna

Nessa primeira Olimpíada da era moderna o atletismo destacou-se como principal esporte, sendo realizadas 12 provas, entre corridas, saltos e arremessos. Nessa época começam a surgir os ídolos, como o grego Spyridon Louis. Considerado o primeiro ídolo de uma Olimpíada, Louis venceu a maratona acompanhado de seu cachorro Zeus, e a ele dedicou sua vitória após ser ovacionado e receber inclusive, uma inusitada proposta de casamento.

Barão de Coubertin

Os jogos modernos destacaram-se também pela participação feminina, sendo que a atleta canadense de salto em altura Ethel Catherwood, que em Amsterdã-1928 atingiu o recorde de 1m59, é considerada a primeira musa de uma Olimpíada. Em Munique-1972, foi a vez da ginasta russa Olga Korbut que com três ouros foi consagrada como “musa de Munique”, recebendo privilégios e sendo assediada pelo público. Na olimpíada seguinte, em Montreal a ginasta romena Nádia Comaneci, com apenas 14 anos encantou o mundo, recebendo a primeira nota dez de ginástica na história das Olimpíadas, conquistando sozinha para seu país um total de cinco medalhas, sendo três de ouro, uma de prata e uma de bronze.

O ideal olímpico representado pela velha máxima “O importante não é vencer, é participar”, foi defendido pela primeira vez em 1908 pelo bispo da Pensilvânia, durante um sermão aos atletas que disputariam as Olimpíadas de Londres. A frase utilizada posteriormente pelo barão de Coubertain, a quem erroneamente é atribuída, não condiz com a realidade olímpica dos tempos modernos, onde o esporte é visto como “guerra” e cada vez mais são encontradas evidências de doping, como o caso do atleta canadense Bem Johnson que em Seul-1988 teve seu ouro e recorde nos 100 m. cassados pelo Comitê Olímpico Internacional.

Atualmente os jogos contam com mais de 6 mil competidores de cerca de 100 países que disputam mais de 20 modalidades. A tocha olímpica ainda brilha, talvez não com a mesma chama clara e intensa que inspirava seus primórdios há 2 mil e quinhentos anos atrás. Porém, ela ainda pode impulsionar o objetivo de que a cada quatro anos as nações do mundo deveriam esquecer suas diferenças para se unirem em amizade e competição, como as cidades-estado da antiga Grécia.

Guerra Fria

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A GUERRA FRIA ACABOU?

A queda do muro de Berlim, em 1989, e o processo de decomposição do império soviético, que culminou com a autodissolução da URSS, em dezembro de 1991, são apontados como episódios emblemáticos do fim da Guerra Fria. Entre um acontecimento e outro, ocorreu a invasão do Iraque, comandada pelos EUA. Pouco depois de encerrado o conflito, o então presidente George Bush anunciava que chegara a hora de construir ”uma nova ordem mundial”. Para alguns ideólogos, o mundo que emergia do colapso comunista, no leste da Europa, e da vitória dos EUA e seus aliados, no Oriente Médio, era a consagração da democracia representativa como sistema político e da economia de mercado, generalizada por um processo de mundialização sem precedentes da produção, da circulação e do sistema financeiro.
”Globalização” passou ser uma palavra incorporada ao cotidiano das análises sobre a nova cena internacional, que os mais afoitos apresentavam como apontando para o ”fim da história”.
Noam Chomsky, instigado por essas realidades, questiona em sua última obra, com o auxílio de centenas de citações de livros, artigos, documentos, relatórios e amplo material de imprensa, a ”novidade” da ordem mundial que teria emergido nos anos 90. Chomsky é um eminente lingüista, professor do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), que tem dedicado grande parte de sua atividade intelectual à análise da política internacional, particularmente ao papel nela desempenhado pelos EUA. Ao revisitar a Guerra Fria, o autor critica as imagens convencionais que foram sendo construídas sobre esse fenômeno histórico. Ele fixa seu início em 1918, quando, ao dissolver a Assembléia Nacional Constituinte, os bolchevistas teriam dado um sinal de que estavam dispostos a assegurar o poder que haviam estabelecido meses antes.
A Rússia soviética era vista pelos círculos governamentais do Ocidente como uma ”maçã podre”, que poderia contaminar, como de fato ocorreu, outros países. Por isso, as potências capitalistas decidiram pela intervenção militar pouco depois da vitória da revolução. Mas o perigo que a União Soviética representava, segundo Chomsky, era menos militar que simbólico.
A URSS era um país da periferia do capitalismo, que se industrializou tardiamente, a partir de um movimento revolucionário que concentrou no Estado um enorme poder de intervenção na economia. Tudo isso contra a vontade das potências hegemônicas à época. Seu exemplo, mais pelo conteúdo nacionalista do que pelo socialismo, poderia influenciar, como de fato influenciou, muitos outros países, estimulando-os a percorrer o mesmo caminho, pelo menos no que se refere à industrialização e ao nacionalismo.
Isso, segundo o autor, era insuportável para as grandes potências. Ele mostra como o Reino Unido no passado frustrou a industrialização da Índia e, mais tarde, do Egito. Aos países periféricos cabia apenas um papel subordinado na divisão internacional do trabalho. E isso era essencial para a expansão do ”livre-comércio”.
No século 20, essa vocação imperial foi assumida crescentemente pelos EUA. A política exterior norte-americana não sofreu modificações muito radicais no período posterior à Guerra Fria, pois esta, segundo Chomsky, é uma ”fase particular nos 500 anos de conquista européia do mundo – a história da agressão, subversão, terror e dominação, agora denominado ‘confronto norte-sul”’.
Mas o fato de impor o livre-comércio – hoje erigido como valor máximo- ao mundo não significa que as metrópoles tenham abraçado plenamente os dogmas liberais que exportam. Os EUA, sobretudo depois da Segunda Guerra, quando o mundo teve tempo para fazer uma reflexão mais detida sobre o significado da crise de 1929, adotaram um ”keynesianismo militar”. O denominado ”sistema do Pentágono”, ou o que antes se chamava de ”complexo industrial-militar”, representou uma decisiva alavanca ao capitalismo norte-americano. Essa escolha alterava em boa medida as prioridades do “New Deal”. Crescer com o gasto militar era preferível a estimular o gasto social, o que apresentava perigosas conseqüências sociais e políticas.
Chomsky afirma que para atingir tal fim foi preciso magnificar o poderio militar soviético. O comportamento truculento dos EUA -sobre o qual ele dá dezenas de exemplos – era exatamente aquele que Washington atribuía à URSS e que justificava a escalada armamentista.
Dissolvida a URSS, um novo inimigo foi criado: o Terceiro Mundo. Este pode aparecer como fonte do terrorismo ou do narcotráfico, mas é sobretudo uma região que disputa com a potência imperial fatias do mercado mundial.
Apesar de, direta ou indiretamente, aconselhar receitas liberais, desindustrializantes e com conseqüências negativas sobre o emprego, os EUA e os países desenvolvidos praticam fortes políticas industriais.
Quando a industrialização não pôde ser evitada na periferia, os EUA trataram de atrelar as economias nacionais seja por investimentos diretos seja pela ação especulativa.
Mas Chomsky tenta demonstrar que, mais do que o antagonismo países ricos-países pobres, a clivagem principal se dá hoje no interior de cada um dos Estados nacionais. Daí sua idéia de que a nova ordem mundial é na realidade uma ”terceiromundialização” do planeta. As políticas econômicas dos países desenvolvidos, não tão liberais quanto anunciadas, e os ajustes aplicados na periferia acabaram por provocar as mesmas conseqüências em todas as partes: concentração de renda sem precedentes, desemprego e uma crescente exclusão, sobretudo com o desmonte do “Welfare State”.
Tudo se passa como se o mundo vivesse, agora em escala global, uma nova revolução industrial com as seqüelas de progresso, e de horrores, que marcaram o processo original nos séculos 18 e 19. O retorno à escravidão no Oriente, com a utilização de prisioneiros, mulheres e crianças, os acidentes horríveis nos locais de trabalho e as condições de controle da força de trabalho, mediadas agora por tecnologias sofisticadas, configuram os novos traços da industrialização deste fim de século.
Mas a nova ordem é também a preeminência do capital especulativo sobre o produtivo. Há dez anos, a proporção capital especulativo/produtivo era de um para nove. Hoje ela se inverteu. Uma soma de US$ 1,3 trilhão é diariamente aplicada em bolsas, por meio de modernos instrumentos de comunicação que imprimem ao capital financeiro uma velocidade sem precedentes e o tornam ainda mais incontrolável. Os capitais produtivos buscam custos de produção cada vez mais baixos. Impõem condições draconianas aos países e regiões para onde se deslocam. O comércio mundial cada vez mais se dá intrafirmas (cerca de 40%) o que torna a expressão livre-comércio cada vez mais problemática.
Quem perde com esses fenômenos econômicos, que se produzem em um mundo política e militarmente cada vez mais unipolar, é o Estado nacional. A globalização, para Chomsky, produz um governo internacional ”de fato”, que aparece em instituições como o G-7, o FMI, o Banco Mundial ou a Organização Mundial do Comércio, enquanto as instâncias multinacionais, como a ONU, por exemplo, se esvaziam cada vez mais.
Noam Chomsky retoma em seu livro uma tradição radical que marca desde sempre a dissidência intelectual norte-americana e que é característica desse professor há mais de duas décadas. O tom polêmico, às vezes panfletário, de seu livro não obscurece as duras verdades que traz à tona, apoiado em uma colossal erudição. Na contracorrente da grande ofensiva conservadora desse fim de século, Noam Chomsky lança sua garrafa ao mar, seguro de que a mensagem chegará a muitas praias.

AIDS

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AIDS é uma sigla em inglês que significa “Síndrome da Imuno-deficiência adquirida”. A Aids caracteriza uma doença que danifica o sistema imunológico do indivíduo (conjunto de órgãos e células especializadas responsáveis pela defesa do nosso organismo contra agentes agressores, como bactérias, fungos, vírus, etc.). Quando um indivíduo tem AIDS ele está sujeito a adquirir doenças causadas por um ou mais desses agressores.
O vírus causador da AIDS é o HIV. Após a penetração no organismo de um indivíduo, o vírus inicia o processo de destruição de um tipo de célula de defesa imunológico chamada linfócito T. Essa célula funciona como um maestro, ou seja, é responsável por toda a coordenação da defesa imunológica. O HIV destrói a principal célula de defesa imunológica no combate a doenças infeccitosas, inclusive o próprio HIV.

1) Transmissão

– O vírus é transmitido através de relações sexuais (anal, vaginal ou oral) sem o uso da camisinha.
– Na transfusão, recebe sangue contaminado.
– Usando a mesma agulha ou seringa de alguém infectado.
– Em transplante de órgãos, inseminação artificial e bancos de leite materno sem controle de qualidade.
– Em transplante de órgãos, inseminação artificial e bancos de leite materno sem controle de qualidade.
– De mãe infectada para filho durante a gravidez, parto e amamentação.

2) Não acontece a transmissão

– Bebendo no mesmo copo.
– Dormindo na mesma cama.
– Usando os mesmos talheres.
– Picada de inseto.
– Abraçando.
– Beijando.
– Doando sangue.

Em tempos de AIDS, o amor continua possível através do sexo seguro, com o uso correto da camisinha. Tem um ditado popular que diz: “Prevenir é melhor que remediar”. Não coloque sua vida em risco e a de sua família. Seja responsável.

VEJA TRABALHO ÁUDIO-VISUAL COMPLETO EM:

AIDS – SINDROME DA IMUNO-DEFICIÊNCIA ADQUIRIDA

HISTÓRIA DOS NÚMEROS

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Eles fazem parte do nosso dia-a-dia. Mas quando e como foram criados? Não se sabe o certo. O que sabemos é que o modo de vida do homem primitivo era diferente. Ele vivia em cavernas e alimentava-se de caça e frutos. Não precisava dos números. Nem sabia contar.

Com o tempo, o homem deixou de ser apenas caçador e coletor, começou a plantar e criar animais. Ele precisava controlar o que produzia. Para isso, utilizava pedrinhas. Contava seu rebanho usando uma pedrinha para cada ovelha. De manhã, quando o animal ia para o campo, o pastor colocava uma pedrinha no saco. À tarde, retirava uma pedra a cada ovelha que voltava ao cercado. Se sobrasse alguma no saco era porque faltava algum animal. É por isso que a palavra “cálculo” vem do latim calculus = pedra.

A noção de número e suas extraordinárias generalizações estão intimamente ligadas à história da humanidade. E a própria vida está impregnada de matemática: grande parte das comparações que o homem formula, assim como gestos e atitudes cotidianas, aludem conscientemente ou não a juízos aritméticos e propriedades geométricas. Sem esquecer que a ciência, a indústria e o comércio nos colocam em permanente contato com o amplo mundo da matemática.

A LINGUAGEM DOS NÚMEROS
Em todas as épocas da evolução humana, mesmo nas mais atrasadas, encontra-se no homem o sentido do número. Esta faculdade lhe permite reconhecer que algo muda em uma pequena coleção (por exemplo, seus filhos, ou suas ovelhas) quando, sem seu conhecimento direto, um objeto tenha sido retirado ou acrescentado.

O sentido do número, em sua significação primitiva e no seu papel intuitivo, não se confunde com a capacidade de contar, que exige um fenômeno mental mais complicado. Se contar é um atributo exclusivamente humano, algumas espécies de animais parecem possuir um sentido rudimentar do número. Assim opinam, pelo menos, observadores competentes dos costumes dos animais. Muitos pássaros têm o sentido do número. Se um ninho contém quatro ovos, pode-se tirar um sem que nada ocorra, mas o pássaro provavelmente abandonará o ninho se faltarem dois ovos. De alguma forma inexplicável, ele pode distinguir dois de três.

O corvo assassinado

Um senhor feudal estava decidido a matar um corvo que tinha feito ninho na torre de seu castelo. Repetidas vezes tentou surpreender o pássaro, mas em vão: quando o homem se aproximava, o corvo voava de seu ninho, colocava-se vigilante no alto de uma árvore próxima, e só voltava à torre quando já vazia. Um dia, o senhor recorreu a um truque: dois homens entraram na torre, um ficou lá dentro e o outro saiu e se foi. O pássaro não se deixou enganar e, para voltar, esperou que o segundo homem tivesse saído. O estratagema foi repetido nos dias seguintes com dois, três e quatro homens, sempre sem êxito. Finalmente, cinco homens entraram na torre e depois saíram quatro, um atrás do outro, enquanto o quinto aprontava o trabuco à espera do corvo. Então o pássaro perdeu a conta e a vida.

As espécies zoológicas com sentido do número são muito poucas (nem mesmo incluem os monos e outros mamíferos). E a percepção de quantidade numérica nos animais é de tão limitado alcance que se pode desprezá-la. Contudo, também no homem isso é verdade. Na prática, quando o homem civilizado precisa distinguir um número ao qual não está habituado, usa conscientemente ou não – para ajudar seu sentido do número – artifícios tais como a comparação, o agrupamento ou a ação de contar. Essa última, especialmente, se tornou parte tão integrante de nossa estrutura mental que os testes sobre nossa percepção numérica direta resultaram decepcionantes. Essas provas concluem que o sentido visual direto do número possuído pelo homem civilizado raras vezes ultrapassa o número quatro, e que o sentido tátil é ainda mais limitado.

Limitações vêm de longe
Os estudos sobre os povos primitivos fornecem uma notável comprovação desses resultados. Os selvagens que não alcançaram ainda o grau de evolução suficiente para contar com os dedos estão quase completamente disprovidos de toda noção de número. Os habitantes da selva da África do Sul não possuem outras palavras numéricas além de um, dois e muitos, e ainda essas palavras estão desvinculadas que se pode duvidar que os indígenas lhes atribuam um sentido bem claro.

Realmente não há razões para crer que nossos remotos antepassados estivessem mais bem equipados, já que todas as linguagens européias apresentam traços destas antigas limitações: a palavra inglesa thrice, do mesmo modo que a palavra latina ter, possui dois sentidos: “três vezes” e “muito”. Há evidente conexão entre as palavras latinas tres (três) e trans (mais além). O mesmo acontece no francês: trois (três) e très (muito).

Como nasceu o conceito de número? Da experiência? Ou, ao contrário, a experiência serviu simplesmente para tornar explícito o que já existia em estado latente na mente do homem primitivo? Eis aqui um tema apaixonante para discussão filosófica.

Julgando o desenvolvimento dos nossos ancestrais pelo estado mental das tribos selvagens atuais, é impossível deixar de concluir que sua iniciação matemática foi extremamente modesta. Um sentido rudimentar de número, de alcance não maior que o de certos pássaros, foi o núcleo do qual nasceu nossa concepção de número. Reduzido à percepção direta do número, o homem não teria avançado mais que o corvo assassinado pelo senhor feudal. Todavia, através de uma série de circunstâncias, o homem aprendeu a completar sua percepção limitada de número com um artifício que estava destinado a exercer influência extraordinária em sua vida futura. Esse artifício é a operação de contar, e é a ele que devemos o progresso da humanidade.

O número sem contagem
Apesar disso, ainda que pareça estranho, é possível chegar a uma idéia clara e lógica de número sem recorrer a contagem. Entrando numa sala de cinema, temos diante de nós dois conjuntos: o das poltronas da sala e o dos espectadores. Sem contar, podemos assegurar se esses dois conjuntos têm ou não igual número de elementos e, se não têm, qual é o de menor número. Com efeito, se cada assento está ocupado e ninguém está de pé, sabemos sem contar que os dois conjuntos têm igual número. Se todas as cadeiras estão ocupadas e há gente de pé na sala, sabemos sem contar que há mais pessoas que poltronas.

Esse conhecimento é possível graças a um procedimento que domina toda a matemática, e que recebeu o nome de correspondência biunívoca. Esta consiste em atribuir a cada objeto de um conjunto um objeto de outro, e continuar assim até que um ou ambos os conjuntos se esgotem.

A técnica de contagem, em muitos povos primitivos, se reduz precisamente a tais associações de idéias. Eles registram o número de suas ovelhas ou de seus soldados por meio de incisões feitas num pedaço de madeira ou por meio de pedras empilhadas. Temos uma prova desse procedimento na origem da palavra “cálculo”, da palavra latina calculus, que significa pedra.

A idéia de correspondência
A correspondência biunívoca resume-se numa operação de “fazer corresponder”. Pode-se dizer que a contagem se realiza fazendo corresponder a cada objeto da coleção (conjunto), um número que pertence à sucessão natural: 1,2,3…

A gente aponta para um objeto e diz: um; aponta para outro e diz: dois; e assim sucessivamente até esgotar os objetos da coleção; se o último número pronunciado for oito, dizemos que a coleção tem oito objetos e é um conjunto finito. Mas o homem de hoje, mesmo com conhecimento precário de matemática, começaria a sucessão numérica não pelo um mas por zero, e escreveria 0,1,2,3,4…

A criação de um símbolo para representar o “nada” constitui um dos atos mais audaciosos da história do pensamento. Essa criação é relativamente recente (talvez pelos primeiros séculos da era cristã) e foi devida às exigências da numeração escrita. O zero não só permite escrever mais simplesmente os números, como também efetuar as operações. Imagine o leitor – fazer uma divisão ou multiplicação em números romanos! E no entanto, antes ainda dos romanos, tinha florescido a civilização grega, onde viveram alguns dos maiores matemáticos de todos os tempos; e nossa numeração é muito posterior a todos eles.

Do relativo ao absoluto
Pareceria à primeira vista que o processo de correspondência biunívoca só pode fornecer um meio de relacionar, por comparação, dois conjuntos distintos (como o das ovelhas do rebanho e o das pedras empilhadas), sendo incapaz de criar o número no sentido absoluto da palavra. Contudo, a transição do relativo ao absoluto não é difícil.

Criando conjuntos modelos, tomados do mundo que nos rodeia, e fazendo cada um deles caracterizar um agrupamento possível, a avaliação de um dado conjunto fica reduzida à seleçào, entre os conjuntos modelos, daquele que possa ser posto em correspondência biunívoca com o conjunto dado.

Começou assim: as asas de um pássaro podiam simbolizar o número dois, as folhas de um trevo o número três, as patas do cavalo o número quatro, os dedos da mão o número cinco. Evidências de que essa poderia ser a origem dos números se encontram em vários idiomas primitivos.

É claro que uma vez criado e adotado, o número se desliga do objeto que o representava originalmente, a conexão entre os dois é esquecida e o número passa por sua vez a ser um modelo ou um símbolo. À medida que o homem foi aprendendo a servir-se cada vez mais da linguagem, o som das palavras que exprimiam os primeiros números foi substituindo as imagens para as quais foi criado. Assim os modelos concretos iniciais tomaram a forma abstrata dos nomes dos números. É impossível saber a idade dessa linguagem numérica falada, mas sem dúvida ela precedeu de vários milhões de anos a aparição da escrita.

Todos os vestígios da significação inicial das palavras que designam os números foram perdidos, com a possível excessão de cinco (que em várias línguas queria dizer mão, ou mão estendida). A explicação para isso é que, enquanto os nomes dos números se mantiveram invariáveis desde os dias de sua criação, revelando notável estabilidade e semelhança em todos os grupos linguísticos, os nomes dos objetos concretos que lhes deram nascimento sofreram uma metamorfose completa.

Formação da Europa Medieval

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Durante o Baixo Império, Roma foi sendo atingida por uma longa crise social, econômica e política. Entre os fatores que contribuíram para isso, estavam:

O aumento dos impostos.
O emfraquecimento do comércio e das atividades urbanas.
O crescimento do número de miseráveis entre a plebe.
As desordens sociais e políticas.
Além desses fatores, dois outros são fundamentais para se entender a decadência e a queda de Roma: a crise do escravismo e as invasões bárbaras.

O modo de vida dos germanos
Antes do contato com o Império Romano, o modo de vida dos povos germanos foi marcado pelas seguintes caracteristicas:

Organização social
Famílias que se transformavam em clãs, depois em tribos e logo se trasformavam em assembléia de guerreiros.

A economia
Se destacavam na criação de animais com bois, porcos, carneiros e agricultura.

A justiça
A justiça entre os germânicos não se orientava por leis escritas.

Um tipo de prova muito ultilizado nos julgamentos era o ordarlio. O acusado de algum crime tinha de segurar um ferro quente ou pisar em brasas. Se resitisse à dor, era considerado inocente.

A religião
Os germanos eram politeístas. Adoravam diverços deuses, que representavam forças poderosas da natureza. Os principais deuses eram Odim e Thor.

Egito Antigo

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1. A mumificação

* O costume do embalsamamento (ou da mumificação) no Egito antigo surge como um reflexo às práticas efetuadas com Osíris. Consistia na evisceração e no banho do corpo numa solução de natrão por setenta dias. Também era realizado o enfaixamento de todas as partes do corpo com bandagens de linho, especialmente tecidas para a ocasião das exéquias. A operação inteira consistia em um minucioso ritual religioso, conduzido por um sacerdote que recitava as fórmulas apropriadas a cada uma de suas fases.

* Um do itens do rito era a colocação de amuletos em várias partes do corpo, cada um deles representando um objeto intimamente ligado a Osíris ou a outro grande deus: os dois dedos, feitos de basalto negro e colocados próximos à incisão da evisceração, podiam representar os dedos que Anúbis utilizou para retirar as vísceras de Osíris; o grande escaravelho colocado sobre o peito destinava-se a estimular o coração do morto a bater novamente (o escaravelho simboliza o deus Kheper, cujo sentido é o de renascimento).
* As vísceras do morto eram embalsamadas em separado e depositadas em quatro vasos, cada um protegido por um dos filhos de Hórus, na seguinte ordem: Meshta, com cabeça humana, guardava o fígado; Hápi, com cabeça de mono, guardava os pulmões; Tuamutef, com cabeça de chacal, guardava o estômago; Quebesenuf, com cabeça de falcão, guardava os intestinos. Estes recipientes são chamados de vasos canopos e podiam ser acondicionados em cofres, às vezes decorados com as figuras das deusas Ísis, Néftis, Neit e Selkhet.
* A múmia, que podia ser ou não coberta com uma máscara mortuária, era encerrada em um ataúde decorado.

Grécia Antiga

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1. Divisão territorial da Grécia Antiga

* A Grécia Antiga não corresponde às fronteiras da atual Grécia. A Hélade, como os gregos chamavam a Grécia Antiga era formada por vários territórios. Um grande número de estudiosos divide esse território em:
a) Grécia Continental: formada pela península Balcânica, com as regiões do Épiro, Tessália, Beócia, Ática, Messênia, Lacônia e a Argólida;
b) Grécia Insular: as ilhas do mar Egeu, entre elas, as ilhas Cíclades, Eubéia, Rodes, Delos e Creta;
c) Magna Grécia: o sul da Itália;
d) Grécia Asiática: região conhecida como Ásia Menor, onde encontramos as regiões da Eólia, Jônia e Dória.
* Nessas regiões desenvolveu-se uma civilização, onde o ser humano se tornou o centro das realizações, onde o teatro foi criado, o alfabeto deu seus primeiros passos, a filosofia surgiu, a democracia foi desenvolvida e onde outras grandes contribuições culturais foram desenvolvidas e que chegariam até a atualidade. Contudo antes do surgimento dessa civilização, uma outra civilização ocupava esse cenário, a civilização cretense.

Pedro Alvares Cabra no Brasil

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Em 1500, o rei de Portugal D. Manuel, organizou uma poderosa esquadra com dez naus, duas caravelas e 1.500 homens. Tudo isso era comandado pelo fidalgo Pedro Álvares Cabral.

Esta expedição contava com experientes navegadores como Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho. Tinha como objetivo primeiro assegurar o domínio das terras conquistadas nas Índias e tomar posse de quantas terras encontrasse pelo caminho.

A esquadra partiu de Portugal no dia 8 de março de 1.500 durante o percurso desviaram-se do caminho e navegam para o oeste.

Depois de muitos dias de viagem avistaram um monte, no dia 22 de abril, e deram-lhe o nome de Monte Pascoal, por ser Páscoa. Logo chamaram essa terra de ILHA DE VERA CRUZ, por pensarem se tratar de uma ilha.

Quando aportaram, tomaram contato com os habitantes nativos, os índios Tupiniquim, que habitavam o litoral.

Após alguns dias os portugueses celebraram uma missa em terra firme e ergueram uma cruz de madeira como símbolo de posse da terra.

Quando a esquadra partiu para as Índias, deixou aqui dois detentos portugueses a fim de aprender a língua tupi e os custumes dos nativos. Além disso, enviou Gaspar de Lemos de volta para Portugal com uma carta de Pero Vaz de Caminha, comunicando ao rei as características das novas terras pertecentes, daquela data em diante, ao reino português.

O Brasil Atual

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A exploração de petróleo na plataforma submarina, da bem uma visão do grau de aprimoramento do Brasil atual, visto o desenvolvimento que caracteriza os dias de hoje se faz sentir em todos os fatores da vida nacional. Partindo do pioneirismo da Companhia Siderúrgica Nacional, a industrialização do país tem se processado em ritmo bastante acentuado: Atualmente o Brasil se apresenta como terceiro país do mundo em índice de desenvolvimento. Da erradicação do analfabetismo a formação de mão-de-obra especializada, para expansão da industria automobilística, da construção naval, da implantação da industria aeronáutica e a abertura da transamazonica, o país firmou-se entre as grandes nações do mundo.