Bandeiras Historicas Brasileiras

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1. Apresentação

* O que é uma bandeira nacional?

* O Brasil possuía uma bandeira nacional antes de sua independência política em 1822?
* Com estas questões em mente iniciamos a pesquisa sobre as Bandeiras Históricas Brasileiras.
* Segundo o Dicionário Aurélio, bandeira nacional é um “pedaço de pano, ordinariamente retangular, de uma ou de diversas cores, às vezes com um emblema e até uma legenda, e que serve de distintivo da nacionalidade ou de indicativo da sua soberania.” Partindo dessa definição percebemos que:
1. Se pensarmos que uma bandeira nacional “serve de distintivo da nacionalidade” e que “nacionalidade” é o “complexo dos caracteres que distinguem uma nação, como a mesma história, as mesmas tradições comuns, etc.”, acreditamos, que durante o período colonial (1500-1822) o Brasil não possuía uma bandeira nacional que servisse de emblema da nossa nacionalidade, já que esse símbolo representava uma nação européia (Portugal), e que apesar de ter contribuído de forma marcante com suas tradições culturais para a formação de nossa nacionalidade, não é a única cultura a ter feito isso. Portanto, apesar das semelhanças inegáveis entre Brasil e Portugal, nossa nacionalidade foi e é diferente da nacionalidade portuguesa.
2. Mas, se por outro lado, achássemos que uma bandeira nacional é para uma nacionalidade o “indicativo da sua soberania”, perguntaríamos: a nacionalidade brasileira era soberana? Trocando em miúdos: será que nossa existência não dependia de uma ordem superior? É claro, que nossa existência dependia dos objetivos e determinações portuguesas, por isso, acreditamos que não possuíamos uma bandeira indicativa de nossa soberania antes de 1822.
* Após esta explicação, podemos afirmar que nossa bandeira nacional só passou a existir após a independência política do Brasil, em 1822. Com isso, se fôssemos falar das bandeiras nacionais brasileiras, teríamos apenas quatro: as bandeiras do Reino do Brasil, a imperial, do governo provisório republicano e a republicana. Entretanto, decidimos apresentar também, as bandeiras históricas luso-brasileiras, ou seja, as bandeiras portuguesas utilizadas pelo Brasil, por força de nossa situação colonial entre 1500 e 1822.

Os nomes no Brasil

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* Pindorama (nome Índigena)

* Ilha de Vera Cruz (1500)

* Terra Nova (1501)

* Terra dos Papaguaios (1501)

* Terra de Vera Cruz (1503)

* Terra de Santa Cruz (1503)

* Terra de Santa Cruz do Brasil (1505)

* Terra do Brasil (1505)

* Brasil ( a partir de 1517)

Brasil 500 anos

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Em 1992, por ocasião dos 500 anos de viagem de Colombo, ouve intenço e extenso debate nas Américas e na Europa sobre o vocabulário adequado para descrever a chegada dos europeus ao continente. Uma crítica devastadora foi feita então ao uso da palavra ” Descobrimento “, ou “Descoberta”, por representar um insuportável etnocentrismo europeu. De fato, só foi descobrimento para os europeus. Aqui viviam, em 1492, cerca de 50 milhões de habitantes, não muito menos que a população da Europa. A Cidade do México, capital do império asteca, tinha 200 mil habitantes, talvez mais do que qualquer cidade européia. Paris tinha na época cerca de 150 mil.

Falar em “Descobrimento”, argumentou-se, implicava dizer que essas gentes e civilizações só tinham passado a ter existência real após a chegada dos europeus. Implicava ainda dar um tom falsamente neutro a um processo que foi violento e genocida. Os 5 milhões de nativos da Hispaníola, aonde chegou Colombo, desapareceram em um século. Os 25 milhões do planalto mexicano foram reduzidos a 2 milhões no mesmo período. Nos Andes, 10 milhões tinham virado 1,5 milhões ao final do século 16. Um inegável genocídio, ja denunciado na época por Las Casas em seu famoso libelo “A Destruição das Índias Ocidentais”.

Sete anos depois, o Brasil entra na febre dos seus 500 anos. No entanto, nas celebrações oficiais e oficiosas, nas reportagens da mídia, nas exposições, nos seminários acadêmicos, a terminologia empregada para descrever a chegada dos portugueses a uma das nossas praias. Com uma ou outra exeção, em geral vinda de algum chato inconveniente, celebra-se, o descobrimento do Brasil. Os (poucos) que leram a carta de Caminha exibem erudição usando o equivalente arcaico “achamento”. A quase unanimidade vocabular deixa perplexos observadores de outros países. Perguntam-se se os brasileiros não tomaram conhecimento do debate de 1992.

Se tomamos, ou não lhe demos importância, ou achamos que ele não nos dizia respeito, ou as duas coisas – a primeira por causa da segunda. Segundo a última hipótese, para os brasileiros os problemas relacionados à palavra descobrimento só exestira no caso da América espanhola. A acusação do eurocentrismo é descartada, talvez por desprezo pelo menor número e menor complexidade social de nossos nativos.

O genocídio que a palavra encobre seria também fenômeno exclusivamente, fruto da truculência dos conquistadores. Em nosso caso, as relações dos portugueses com os nativos teria sido amigáveis. Nada melhor para exprimir esta visão do que a consagração da carta de Caminha como certidão de nascimento do país. A carta só foi publicada em 1817, mas tem a grande vantagem de apresentar imagem quase idílica do encontro entre portugueses e nativos. Ela permite generalizar essa imagem para toda história das relações entre os dois povos.

Imenso encobrimento. A população nativa da parte portuguesa era sem dúvida muito menor do que a da parte espanhola. Mesmo assim, ela foi calculada entre 3 e 5 milhões à época da chegada de Cabral ( digamos 4 milhões ). Isso equivalia a quatro vezes a população de Portugal. O bandeirante Raposo Tavares diz ter visto em 1653, ao longo das margens do rio Madeira, aldeia de 150 mil almas maior que o Rio de Janeiro em 1822.

Como estudar historia

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Grande parte da aprendizagem e do estudo de História depende da leitura de textos. Compreender as informações de um texto, seja ele um artigo de jornal, de revista, capítulos de livros ou questões de provas, não depende apenas da capacidade de decifrar as palavras, pois, embora cada palavra tenha seu significado, o conjunto de palavras que formam uma frase representam uma idéia e aprender pela leitura é compreender as idéias expressas nas frases.
Para se fazer uma boa leitura de textos de História é necessário interesse e disposição, portanto faça uma primeira leitura lenta e atenciosa do texto inteiro, obedecendo regras de pontuação (vírgulas, pontos, etc.). Nessa leitura, assinale a lápis as palavras que você desconhece e procure o seu significado no dicionário, anotando-o no próprio livro. Depois de decifrar as partes incompreensíveis do texto, faça uma releitura, detendo-se em cada parágrafo, até que o sentido de todas as frases fique perfeitamente claro. As ilustrações e mapas que aparecem nos textos também merecem a sua atenção. Quando o texto apresentar uma ilustração ou um mapa, observe atentamente todos os seus detalhes, leia as legendas e procure relacioná-los. Nunca deixe parte do texto sem compreensão! Se houver algum trecho que você não conseguiu compreender claramente, apresente sua dúvida ao professor durante as aulas.

Estes procedimentos irão auxiliá-lo(a) a realizar boas leituras, no entanto é importante frisar que não existem receitas para interpretar, pois a capacidade de interpretar está intimamente relacionada com a capacidade de leitura, ou seja, aquele que lê constantemente e de maneira correta interpreta com mais acerto. Ler constantemente é também ler variadamente. Os livros escolares (didáticos ou não) são apenas uma possibilidade de leitura. É necessário ler jornais, revistas, artigos variados, enfim adquirir o hábito de leitura. De qualquer maneira, ler só se aprende lendo e o mesmo vale para escrever, pois o ato de escrever também está relacionado com o ato de ler. Por sua vez, escrever é também uma questão de prática. Um aluno(a) que resolve os exercícios propostos sempre copiando trechos dos livros certamente encontrará dificuldades para responder as questões das provas.

Por falar em provas, temos aí uma questão delicada, pois em História, como você deve ter observado, as questões são bastante variadas em sua forma. Se essa variedade visa oferecer a você a possibilidade de manifestar a sua aprendizagem de maneira também variada, é preciso que você identifique com segurança o que as questões exigem como respostas. Digo isso porque tenho observado que a maior parte das dificuldades têm origem em simples enganos, ou seja, na falta de compreensão do que é solicitado nas questões. E isso, logicamente, também é uma questão de interpretação. Por exemplo: se em uma questão for pedido para que você explique os fatores que deram origem a uma rebelião qualquer, não será totalmente correto você apenas citar tais fatores; porque explicar é uma coisa e citar é outra.

Sendo assim, seguem abaixo algumas expressões que aparecem freqüentemente nas provas de História. Suas definições foram retiradas de dicionários e, portanto, além destas que você encontrará aqui, existem centenas de outras expressões que você mesmo(a) pode e deve pesquisar.

A) Citar: é mencionar o nome de algo; é fazer referência a algo; é mencionar algo como exemplo.

==> Quando a questão pede para que você cite, não há necessidade de explicar, comentar ou justificar. Apenas cite.

B) Denominar: é pôr nome em algo; é indicar pelo nome; é nomear algo.

==> Como ocorre com a expressão acima (citar), não se deve entrar em detalhes explicativos. Apenas denomine.

C) Justificar: é a ação de dar uma causa, uma razão, um motivo para alguma coisa; é dar uma justificativa para uma coisa que está sendo afirmada ou negada; é demonstrar, provar ou fundamentar o que é apresentado.

==> Contrariamente ao que se faz em questões em que se pede citações ou denominações, aqui você deve ser mais cuidadoso(a) e redigir uma resposta coerente, verificando se você demonstrou e deu sentido ao que está sendo afirmado ou mesmo negado. Obs: No geral uma questão em que se pede para justificar é sempre precedida de uma afirmação ou negação sobre algo.

D) Explicar: é dar a razão de alguma coisa; é dar a razão de uma atitude; é expor por que tal coisa acontece ou aconteceu daquela maneira.

==> Nesse caso você também deve redigir uma resposta bem elaborada, dando conta de deixar bem claro os “comos” e “porquês” de tal situação, dependendo do que se pede para explicar. Note que não é para citar ou denominar fatos ou acontecimentos.

E) Relacionar: é estabelecer e/ou apresentar uma ligação, uma vinculação, uma semelhança entre uma coisa e outra coisa. . pode ser também estabelecer uma relação entre coisas diferentes, ou seja, confrontar.

==> Observe que em uma questão que você precise relacionar, serão apresentados os fatos para que você relacione, pois não se relaciona uma coisa com ela mesma. Aqui não se pode fazer apenas a explicação de uma coisa, menos ainda uma citação.

F) Transcrever: é reproduzir; é copiar textualmente; é copiar parte de um texto.

==> Em geral, questões desse tipo, são acrescentadas de outras questões em que se pedem para explicar o que foi transcrito.

G) Caracterizar: é dizer no que aquilo é distinto de outra coisa; é dar as características próprias de algo.

==> Nesse caso caracterizar algo é mostrar os aspectos próprios desse algo.

H) Comentar: é falar sobre alguma coisa; é conversar (escrever) acerca de tal fato ou acontecimento.

==> São questões mais abrangentes onde você tem liberdade de argumentar sobre o que se pede, sem contudo fugir ao tema que lhe é proposto.

I) Explicitar: é tornar algo explicado.

==> Corresponde a dar uma explicação e portanto é igual ao item D.

O momento de fazer uma prova de História é apenas mais um momento da sua atividade de estudante, portanto a leitura atenciosa das questões e a calma e tranqüilidade no ato de respondê-las são importantes para o seu sucesso, que ocorrerá, com certeza, se você estiver sempre atento às instruções que lhe são oferecidas. Não se esqueça de que tudo aquilo que escrevemos merece ser lido primeiramente por nós mesmos, de forma que possamos corrigir os possíveis erros gramaticais e para nos certificarmos de que as nossas respostas têm sentido e coerência.

Por fim, você deve evitar o grande erro de acumular tudo para “estudar” um dia antes da prova. A prova é apenas um instrumento para avaliar o seu desempenho na disciplina e, para obter um bom resultado, tudo dependerá de como você procedeu durante todo o período de estudos. Por exemplo:

*Você faz a leitura do capítulo indicado antes da aula?

* Presta atenção às aulas e procura participar das discussões?

*Realiza os exercícios sugeridos pelo professor?

*Procura esclarecer suas dúvidas?

* Faz uma revisão da matéria antes da prova (anotações de aula, resumo de capítulos, questões, releitura de textos, etc.)?

Se você respondeu sim para todas as perguntas, você já adotou um bom caminho para obter resultados positivos em seus estudos de História. Se você ainda não adotou estes procedimentos, mãos à obra…

Geografia do Brasil

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O Brasil é o quinto país do mundo em área total, superado apenas por Rússia , Canadá , China e Estados Unidos. Ocupa 20,8% das Américas e 47,7% da América do Sul. Medições mais recentes, feitas com novas tecnologias, concluíram que a área total do território brasileiro é maior do que se pensava antes: 8.547.403,5 km². Esse número abrange a soma das cinco grandes regiões e as ilhas de Trindade e Martim Vaz, com 10,4 km².

Localização

Porção centro-oriental da América do Sul , entre as latitudes +5o16’20’’ N e -33o44’32’’ S e entre as longitudes -34o47’30’’.O e -73o59’32’’ O. É cortado ao Norte pela linha do equador, que atravessa os Estados de Amazonas, Roraima, Pará e Amapá, e pelo Trópico de Capricórnio, que passa pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, aos 23o27’30’’ de latitude sul. A maior parte do território brasileiro fica no hemisfério Sul (93%) e na zona intertropical (92%).

Fuso horário

O Brasil tem quatro fusos horários a oeste do meridiano de Greenwich, com 2 a 5 horas a menos em relação à hora média de Greenwich (GMT). O primeiro, nas ilhas oceânicas a 30o O de Greenwich, tem 2 h de atraso. O segundo fuso, a 45o O e com 3 h de atraso, abrange Brasília (hora oficial do Brasil), Minas Gerais, Goiás,Tocantins e todos os Estados litorâneos, do Amapá ao Rio Grande do Sul. No terceiro fuso, a 60o O e com 4 h de atraso, estão Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Roraima e oeste do Pará. No quarto fuso, a 75o O e com 5 h de atraso, está o Acre e o sudoeste do Amazonas.

Limites

Estendem-se por 23.086 km. Os limites com países da América do Sul são de 15.719 km. A maior fronteira é com a Bolívia (3.126 km) e a menor com o Suriname (593 km). Os únicos países sul-americanos sem fronteiras com o Brasil são Chile e Equador. Os restantes 7.367 km são banhados pelo oceano Atlântico, desde a foz do rio Oiapoque , no cabo Orange, fronteira Amapá/Guiana Francesa, até a foz do arroio Chuí, fronteira Rio Grande do Sul/Uruguai.
Pontos extremos – Ao norte, a nascente do rio Ailã, na serra de Caburaí, a 5o16’20’’ N, fronteira Roraima/Guiana. Ao sul, o arroio Chuí, a 33o44’32’’ S, fronteira Rio Grande do Sul/Uruguai. A leste, a ponta de Seixas, a 34o47’30’’ O, na Paraíba. A oeste, a nascente do rio Moa, na serra de Contamana, a 73o59’32’’ O, fronteira Acre/Peru. O centro geográfico fica na margem esquerda do rio Jarina, em Barra do Garças, Mato Grosso.

Estrutura geológica

A estrutura geológica é descrita pelos diferentes tipos de minerais e rochas que compõem a crosta terrestre . Sua formação é antiga: primeiro formaram-se os escudos (embasamento cristalino), na era geológica pré-cambriana; depois, uma ação erosiva prolongada desgasta as montanhas, transporta os detritos e os deposita nas depressões, formando as bacias sedimentares . Cerca de 64% do território está recoberto por sedimentos e 36% apresenta ainda na superfície as antigas rochas cristalinas. Não existem, no Brasil, dobramentos modernos do tipo andino (cenozóicos terciários).

ESCUDOS CRISTALINOS
Áreas onde afloram as rochas cristalinas: granitos, gnaisses. Exemplo: serra do Mar. Esses terrenos estão associados a riquezas minerais, como o ferro e o manganês.

BACIAS SEDIMENTARES
Locais que recebem os sedimentos provenientes de outras áreas, adquirindo o formato de bacia. Exemplo: bacia Amazônica. Seus terrenos apresentam minérios, como o carvão e o petróleo.
Produção mineral
O Brasil é rico em minerais metálicos, grande parte deles em reservas não exploradas. O petróleo explorado, apesar do surgimento de novos poços, não é suficiente para atender a todas as necessidades do país.

PETRÓLEO
Existem 5.511 poços de petróleo em produção no país, sendo 4.872 terrestres e 639 marítimos. As reservas nacionais de óleo somam 2.816 milhões de barris e as de gás 109 bilhões de metros cúbicos. Cada barril tem 159 litros. Aproximadamente 6,29 barris correspondem a 1 metro cúbico. Pelos processos conhecidos, só é possível retirar 25% em média do petróleo de uma jazida. Portanto, 75% do petróleo fica esperando que sejam criadas novas técnicas capazes de aumentar a extração.
A plataforma continental possui subsolo rico em jazidas de petróleo, de onde são extraídos 60% da produção nacional. A maior parte vem da bacia de Campos (RJ), descoberta em 1974. Para assegurar a posse e o controle das áreas petrolíferas e pesqueiras, o governo estende as águas territoriais de 12 para 200 milhas, em 1971. Foi incorporada ao território uma faixa de 307,4 km de largura ao longo da costa, totalizando uma superfície de 2,75 milhões de km². Maiores campos:
Bacia de Campos – Localizada no Estado do Rio de Janeiro . Produz 52.600 m³ (330.000 barris) por dia, sendo Namorado o campo mais produtivo, com 7.750 m³ (48.000 barris) por dia.
Água Grande – Localizado no Estado da Bahia . O campo que mais produziu até hoje, com um total de 42,9 milhões de m³ (274 milhões de barris). No Recôncavo Baiano já foram produzidos mais de 1 bilhão de barris de petróleo.

MINERAIS METÁLICOS
Os principais minerais metálicos encontrados no Brasil são bauxita, alumínio, cobre, cassiterita, ferro, manganês, ouro e prata. As áreas de maior concentração são a região Norte (ferro, ouro, diamantes, cassiterita, estanho, manganês) e Minas Gerais (ferro e manganês). No Centro-Oeste, na região do pantanal, estão as maiores reservas do país, ainda pouco exploradas.

Relevo

É o conjunto das diferenças de nível na superfície terrestre, que resultam nos acidentes geográficos: montanhas, planaltos, planícies, depressões. As terras emersas brasileiras representam 5,77% do planeta.

Formação do relevo

Seu aspecto é conseqüência da ação de duas forças: as internas (tectonismo e vulcanismo), que dão origem às montanhas, e as externas (águas correntes, chuvas, ventos, geleiras e oceanos), que têm ação modeladora. Como o Brasil não tem falhas de placas tectônicas, os ocasionais tremores de terra sentidos no país são resultado de abalos sísmicos em pontos distantes. As chuvas tropicais são as principais responsáveis pelas alterações de relevo.

PLANALTOS
No relevo brasileiro predominam os planaltos – o das Guianas e o Brasileiro, subdividido em Atlântico, Central, Meridional e Sul-Rio-Grandense. As regiões de 201 a 1.200 m ocupam 4.976.145 km², ou 58,46% do território. As regiões acima de 1.200 m representam apenas 0,54% da superfície, ou 42.267 km².
Planalto das Guianas – Ocupa o norte do País e estende-se pelos países vizinhos. Divide-se em escarpa Serrana e planalto Norte-Amazônico. Na fronteira Amazonas/Venezuela destaca-se a serra Imeri, onde estão os dois pontos mais elevados do território brasileiro: os picos da Neblina e 31 de Março.
Planalto Brasileiro – Por causa de sua extensão e diversidade de características, é dividido em quatro partes:
Planalto Atlântico – Ocupa o litoral desde a divisa Ceará/Piauí até o norte do Rio Grande do Sul. Na região Nordeste, predominam altitudes entre 200 e 500 m, com destaque para as chapadas e serras. Na região Sudeste tem suas maiores altitudes médias e aparecem os “mares de morros”, com formações características de “meias-laranjas” e “pães-de-açúcar” .
Planalto Central – Domina a região Centro-Oeste do país. É formado por planaltos sedimentares (chapadões) e planaltos cristalinos bastante antigos e desgastados . Possui solo muito ácido e pouco fértil.
Planalto Meridional – Ocupa a maior parte da bacia dos rios Paraná e Uruguai, nas regiões Sudeste e Sul e extremidade sul do Centro-Oeste. É formado basicamente por terrenos sedimentares, recobertos, parcialmente, por derrames de lavas basálticas (era Mesozóica). Divide-se em duas partes: Depressão Periférica, com terrenos areníticos, na divisa com o planalto Atlântico, e o planalto Arenito-Basáltico, formado por camadas alternadas de arenitos e lavas basálticas. Entre eles aparecem paredões abruptos chamados cuestas . O relevo é suavemente inclinado em direção ao rio Paraná, a oeste.
Planalto Sul-Rio-Grandense – No extremo sul do Rio Grande do Sul, também é conhecido como Campanha Gaúcha. Com um relevo bem suave, tem pequenas colinas recobertas por gramíneas.

PLANÍCIES
Planície do Pantanal – Ocupa a depressão onde correm o rio Paraguai e seus afluentes. Sua formação recente (Quaternário) apresenta baixa declividade, provocando grandes enchentes. As partes baixas, ocupadas por lagoas, são chamadas de baías e, as partes altas, de cordilheiras. Na época das cheias a região se transforma em um grande lago e a maior parte das cordilheiras fica submersa.
Planícies Costeiras – Estendem-se pelo litoral, desde o Maranhão até o Rio Grande do Sul, numa faixa de largura variável. Em alguns trechos da região Sudeste os planaltos chegam até o mar, formando falésias (costões) .

BAIXOS PLATÔS AMAZÔNICOS
Ocupam a bacia sedimentar situada entre os planaltos das Guianas (N) e o Brasileiro (S), a cordilheira dos Andes (O) e o oceano Atlântico (NE).Terrenos sedimentares de baixa altitude – planícies somente ao longo dos rios e baixos platôs com altitudes de até 200 metros. Divide-se em três partes: igapó (áreas ao longo dos rios, inundadas boa parte do ano); várzeas (terraços mais altos, inundáveis nas cheias); e terras firmes (terrenos mais antigos, do período Terciário e elevados, fora do alcance das cheias).

TERRENOS VULCÂNICOS
Hoje o Brasil não apresenta vulcanismo. O Planalto Meridional, contudo, já sofreu grandes derramamentos de lavas, que deram origem à fértil terra roxa. Sua área coberta por derrames de lava é a maior do mundo (cerca de 1 milhão de km²).
A cidade de Poços de Caldas está localizada numa caldeira (um vulcão extinto) de 30 km de diâmetro. As ilhas de Fernando de Noronha, São Pedro e São Paulo, Abrolhos e Trindade são todas resultado do vulcanismo que atingiu o Brasil no final do período Terciário e início da era Cenozóica.

Águas

O país possui 55.457 km² de águas internas, equivalentes a 1,66% da superfície do globo.
Bacias hidrográficas
São as áreas banhadas por um rio e seus afluentes. O clima úmido propicia uma rede hidrográfica numerosa. A origem das águas dos rios (regime fluvial) são as chuvas (regime pluvial), exceto nas nascentes do rio Amazonas, que recebem águas provenientes do derretimento de neve e de geleiras (regime nival). A maioria dos rios é perene, ou seja, não se extingue na estação seca; apenas no sertão nordestino existem rios temporários. O tipo de drenagem é exorréica (deságuam no mar). As nascentes situam-se em áreas elevadas, chamadas divisores de águas.

FORMAÇÃO DAS BACIAS
No Brasil, as bacias se formam a partir de três grandes divisores: o planalto Brasileiro, o planalto das Guianas e a cordilheira dos Andes. De acordo com a forma de relevo que atravessam, as bacias hidrográficas podem ser divididas em dois tipos. As planálticas, que permitem aproveitamento hidrelétrico, e de planície, de correnteza fraca, usadas para navegação.

PRINCIPAIS BACIAS
Amazônica – É a de maior superfície drenada do mundo (3.889.489,6 km²). O rio Amazonas é o segundo mais extenso do planeta, com 6.515 km, e o de maior vazão de água (100.000 m³/s). Nasce no planalto de La Raya, Peru, com o nome de Vilcanota, e desce as montanhas recebendo os nomes de Ucaiali, Urubanda e Marañón. No território brasileiro recebe o nome de Solimões e, a partir da confluência com o rio Negro, próximo de Manaus, é chamado de Amazonas. Embora seja uma bacia de planície com 23 mil km navegáveis, possui o maior potencial hidrelétrico total. Dos seus mais de 7 mil afluentes, os principais são: Negro, Trombetas e Jari (na margem esquerda); Madeira, Xingu e Tapajós (direita).
Prata ou Platina – Ocupa 1.393.115,6 km². É composta pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, que nascem no Brasil e formam o rio da Prata, na fronteira Argentina/Uruguai. O rio Paraná nasce da união dos rios Paranaíba e Grande, na divisa Mato Grosso do Sul/Minas Gerais/São Paulo, e possui o maior potencial hidrelétrico instalado no país, com destaque para a usina binacional de Itaipu , na fronteira com o Paraguai. O rio Uruguai é formado pelos rios Canoas e Pelotas, na divisa Santa Catarina/Rio Grande do Sul, e possui potencial hidrelétrico em seu alto curso. O rio Paraguai nasce na serra de Araporé, Mato Grosso, e atravessa a planície do Pantanal, muito utilizado para navegação regional.
São Francisco – Ocupa área de 645.876,6 km². Seu principal rio, o São Francisco , é o único fornecedor de água na região semi-árida do sertão. Desde a nascente, na serra da Canastra (MG), até a foz, na divisa Alagoas/Sergipe, recebe diferentes apelidos: rio da Unidade Nacional, dos Currais e Velho Chico. Possui bom potencial hidrelétrico e a importante usina de Paulo Afonso, BA. Apesar de ser um rio de planalto, tem 2 mil km navegáveis entre as cidades de Pirapora (MG) e Juazeiro (BA).
Tocantins – Desmembrada da bacia Amazônica pelo IBGE, é a maior bacia em território nacional, com 808.150,1 km². Seu rio principal, o Tocantins, nasce em Goiás, na confluência dos rios Marañón e Paraná, e deságua na foz do Amazonas, Pará. Seu potencial hidrelétrico é parcialmente aproveitado pela usina de Tucuruí, Pará.

BACIAS SECUNDÁRIAS
Norte/Nordeste – Ocupa área de 981.661,6 km². É formada por rios perenes, como o Parnaíba (PI/MA), Grajaú, Gurupi (MA), Araguari (AP) e rios temporários na área da caatinga, como o Capibaribe (PE) , Acaraú e Jaguaribe (CE). Abriga a hidrelétrica de Boa Esperança ou Castelo Branco, no rio Parnaíba.
Leste – Área de 570.714,8 km², de Sergipe até São Paulo. Seu rio mais importante é o Paraíba do Sul, entre Rio de Janeiro e São Paulo. Inclui também os rios Jequitinhonha (MG/BA), Vaza-Barris (BA/SE), Paraguaçu e Contas (BA). É uma bacia de planalto, com usinas de pequeno porte.
Sudeste/Sul – Ocupa uma área de 222.988 km². É formada por rios de pouca extensão e baixo potencial hidrelétrico, entre eles o Ribeira de Iguape (PR/SP), o Itajaí (SC) e o Jacuí (RS), com trechos navegáveis.

HIDROVIA TIETÊ-PARANÁ
A hidrovia Tietê-Paraná corresponde aos trechos canalizados dos rios. No rio Tietê há seis barragens: Barra Bonita, Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhandava e Três Irmãos. As três primeiras, com eclusas em operação desde 1982, formaram a hidrovia do álcool, com 273 km. Com a operação de Promissão e Nova Avanhandava e com a conclusão do canal de Pereira Barreto, a hidrovia passa a ter agora 1.040 km. A próxima conclusão de obras nas barragens e eclusas Três Irmãos e Jupiá permitirá a ampliação do trecho navegável a 2.400 km, até Itaipu.
Área – A área do projeto em São Paulo , seguindo a calha do rio Tietê, vai de Itu até Ilha Solteira, já no rio Paraná. Seguindo a calha do rio Paraná, vai desde Iporã (fronteira de São Paulo com Minas Gearais) até Rosana (fronteira de São Paulo com Paraná). Estende-se por 630 km ao longo dos vales dos rios Tietê e Piracicaba, e por 490 km ao longo do vale do rio Paraná. Os municípios envolvidos ocupam área de 40.172 km², com uma população de 2.172.440 habitantes, cerca de 6,89 da população do Estado de São Paulo. A hidrovia serve ao transporte de cargas, pessoas e veículos, e também ao turismo.
Capacidade de transporte – Antes da hidrovia do álcool, em 1980, as cargas oscilavam em torno de 200.000 t/ano. A partir de 1981 esse volume cresceu para cerca de 500.000 t/ano. Em 1986 superou 1 milhão de toneladas, chegando a 1,7 milhão em 1991. A Cesp estimou em 1992 um transporte de 2,2 milhões de toneladas. Para 1995, a meta é transportar 4 milhões de toneladas. Para o ano 2000, a perspectiva é de 10 milhões de toneladas.

Litoral

Com uma extensão total de 7.408 km banhados pelo oceano Atlântico, recebe influência das correntes marítimas brasileiras e das Guianas (quentes) e das Falkland (frias).

DIVISÕES DO LITORAL
O litoral tem poucos acidentes geográficos distribuídos por suas três divisões: setentrional, oriental e meridional .
Litoral setentrional – Do cabo Orange, na foz do Oiapoque, fronteira Amapá/Guiana Francesa, até o cabo de São Roque (RN). A região da foz do rio Amazonas caracteriza-se pela presença de lagoas sujeitas a inundações fluviais, manguezais e numerosas ilhas, incluindo Marajó. No litoral maranhense estão as baías de São Marcos e São José.
Litoral oriental – Do cabo de São Roque até o cabo de São Tomé, Rio de Janeiro. Sua maior reentrância é a baía de Todos os Santos (BA), a de maior perímetro do país. Nesse trecho está a embocadura do rio São Francisco.
Litoral meridional – Do cabo São Tomé à foz do arroio Chuí, fronteira Rio Grande do Sul/Uruguai, com as baías de Guanabara e da Ilha Grande (RJ), a de Paranaguá (PR) e o complexo de lagoas do Rio Grande do Sul. Esse trecho do litoral é bastante recortado na parte que vai de Marambaia (RJ) a São Sebastião (SP) e no Paraná.

Ilhas

As ilhas mais distantes da costa dividem-se em cinco grupos. O atol da Rocas, os penedos de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha e Trindade e Martim Vaz apóiam-se diretamente no fundo do oceano (ilhas oceânicas). Abrolhos apóia-se na plataforma continental (ilha costeira) .
Penedos de São Pedro e São Paulo – Cerca de 900 km a nordeste do Rio Grande do Norte, na posição 0o59′ S e 29o15′ O. São rochedos em forma de meia-lua, cobertos de guano (fezes de aves marinhas) e cercados de perigosos recifes.
Atol das Rocas – Cerca de 240 km a nordeste do Rio Grande do Norte, na posição 3o52′ S e 33o52′ O. É uma ilhota formada por corais, de acesso difícil devido aos recifes. A primeira reserva biológica do país, criada em 1979.
Fernando de Noronha – A 345 km do Rio Grande do Norte, na posição 3o50’25″ S e 32o24’39″ O. É um arquipélago transformado em Parque Nacional Marinho e anexado ao Estado de Pernambuco em 1988. Tem 18,4 km² com 19 ilhas.
Abrolhos – A 80 km da costa sul da Bahia, centrado na posição 17o40′ S e 38o50′ O, em área de intensa navegação. O arquipélago possui cinco ilhotas de coral, com um farol de 1861, e uma população de cerca de 15 pessoas.
Trindade e Martim Vaz – A 1.100 km de Vitória (ES), na posição: Martim Vaz – 20o29’10’’ S e 28o50’22’’ O; Trindade – 20o30’16’’ S e 29o18’46’’ O. São as ilhas mais distantes do litoral, utilizadas como base da marinha e estação meteorológica, devido à sua posição na área do anticiclone do Atlântico Sul (mTa). Pertencem ao Brasil desde 1897.

Plataforma continental

É a parte do relevo submarino que está em contato com o litoral. Apresenta profundidade média de 200 m e largura média de 90 km. É mais larga da costa do Amapá até o Pará, alcançando 400 km na foz do rio Amazonas. Na costa do Nordeste é mais estreita, voltando a se alargar ao sul do Espírito Santo. É formada principalmente por depósitos sedimentares terrígenos (cascalho, lama e areia) de origem continental, muito ricos em recursos alimentares para a fauna marinha, que a tornam uma importante área pesqueira. Também é rica em petróleo.

Lagos

A antiguidade do relevo e a ausência de glaciações recentes impediram a formação de lagos, exceto na faixa litorânea, resultantes do fechamento de restingas. É o caso de Patos, Mirim e Mangueira (RS) e Araruama (RJ). Na Amazônia, surgem pela sedimentação de meandros dos rios locais.

Clima

A localização da maior parte do país em zona intertropical e o predomínio de baixas altitudes são responsáveis pelas variedades climáticas quentes (médias superiores a 20o C), controladas por algumas massas de ar e frentes.

EQUATORIAL
Domina os cerca de 5 milhões de km² da Amazônia Legal. Caracteriza-se por temperaturas médias entre 24o e 26o C, com amplitude térmica anual de até 3 graus, chuvas abundantes (mais de 2.500 mm/ano) e bem distribuídas. A ação da massa equatorial continental (mEc) produz as chuvas locais (ou de convecção) por meio da evapotranspiração. No inverno, ocasionalmente, a região recebe frentes frias originárias da massa polar atlântica (mPa), ocasionando as friagens.

TROPICAL
Domina extensas áreas do planalto Central e das regiões Nordeste e Sudeste. Apresenta inverno quente e seco e verão quente e chuvoso. As temperaturas médias são superiores a 20o C, com amplitude térmica anual de até 7 graus e precipitações de 1.000 a 1.500 mm/ano.

TROPICAL DE ALTITUDE
Predomina nas partes altas do planalto Atlântico do Sudeste, estendendo-se pelo norte do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Temperaturas médias entre 18o e 22o C, com amplitudes térmicas anuais de 7 a 9 graus e precipitações entre 1.000 e 1.500 mm/ano. O verão tem chuvas mais intensas, devido à ação úmida da massa tropical atlântica (mTa). No inverno, as massas frias originárias da massa polar atlântica (mPa) podem provocar geadas.

TROPICAL ATLÂNTICO
Atua na fachada atlântica desde o sul do Rio Grande do Norte até o sul do Rio Grande do Sul. Temperaturas médias entre 18o e 26o C, com amplitudes térmicas crescentes à medida que aumenta a latitude. As chuvas abundantes superam 1.200 mm/ano, mas têm distribuição desigual. No litoral do Nordeste, concentram-se no outono e inverno e mais ao sul no verão.

SEMI-ÁRIDO
Predomina nas depressões interplanálticas semi-áridas do sertão nordestino e no vale do rio São Francisco, até o norte de Minas Gerais. Caracteriza-se por médias térmicas elevadas, em torno de 27o C, com amplitude térmica anual em torno de 5 graus. Chuvas poucas e irregulares (menos de 800 mm/ano).

SUBTROPICAL
Predomina na zona temperada ao sul do Trópico de Capricórnio, exceto no norte do Paraná. Caracteriza-se por temperaturas médias inferiores a 20o C, com amplitude térmica anual entre 9 e 13 graus. Nas áreas mais elevadas, o verão é suave e o inverno rigoroso, com nevascas ocasionais. Muitas chuvas (entre 1.500 e 2.000 mm/ano), e bem distribuídas.

Vegetação
Cada tipo de clima corresponde a uma paisagem vegetal com suas espécies típicas. A vegetação original, da época do descobrimento do Brasil, é chamada de paisagem natural.

FLORESTA AMAZÔNICA
Divide-se em três tipos: asmatas de terra firme, as matas de igapó e as matas de várzea.

Matas de terra firme – Possuem as árvores mais altas, de 60 a 65 metros. Em muitos locais as copas se tocam, formando um anteparo à luz capaz de reter até 95% da iluminação. Por isso, o interior da floresta é escuro, mal ventilado e úmido. Localizando-se nos solos mais altos, longe dos rios, essas matas são perenifólias (as folhas renovam-se pouco a pouco e não todas de uma vez), latifoliadas (folhas largas) e higrófilas (vivem na umidade). Suas principais espécies são a castanheira-do-pará, caucho (extração de látex), guaraná, timbó (que os índios usam para envenenar os peixes).
Matas de igapó – Localizam-se nos terrenos mais baixos, próximos aos rios, permanentemente alagadas. As árvores podem atingir 20 metros, mas o comum é de 2 a 3 metros, com ramificação baixa e densa, de difícil penetração. Sua espécie mais famosa é a vitória-régia.
Matas de várzea – Localizadas entre a terra firme e o igapó, possuem uma composição variável, de acordo com a maior ou menor proximidade dos rios. São comuns árvores de grande porte, como a seringueira (Hevea brasiliensis), produtora de borracha , palmeiras e o jatobá.

FLORESTA TROPICAL

Estendem-se ao longo do litoral, penetrando na região Sudeste, e encontram-se hoje muito devastadas. São semelhantes às matas amazônicas, mas vão ficando um pouco diferentes à medida que se distanciam do equador. Em áreas de serras e planaltos (superiores a 800 m), essas florestas retêm a umidade do oceano Atlântico e são caracterizadas como perenifólias, latifoliadas e higrófilas. Mas, diferente das matas amazônicas, suas árvores só chegam aos 30 metros. Na parte das serras de litoral é conhecida como Mata Atlântica. Suas espécies principais são: ipês (roxo, branco, amarelo), imbaúba, palmito, canelas, cedro.

MATAS DE ARAUCÁRIA

Com relevo bastante acidentado e estações do ano bem distintas (verão quente e inverno muitas vezes rigoroso), têm como principal espécie o pinheiro-do-paraná. Essas árvores podem alcançar de 25 a 30 metros, com folhas em forma de agulha (Aciculifoliada) para não reter a neve e também para não evaporar água no verão. Diferente da floresta tropical, a mata de araucárias não é fechada, com espaços grandes entre as árvores.Também tem erva-mate.

MATA DOS COCAIS

Zona de transição entre a floresta Amazônica e a caatinga, com inúmeras palmeiras, é a região do Brasil de vegetação mais uniforme. Há duas espécies principais: babaçu e carnaúba. Associadas a estas duas aparecem o buriti e a buritirana. O babaçu permite extração de óleo dos seus cocos e construção de casas com suas folhas trançadas. Da carnaúba faz-se cera, e as folhas são aproveitadas em tecidos. Do buriti extrai-se uma polpa para produção de doces.

CAATINGA

A palavra caatinga, de origem tupi, significa mata branca. De fato, a caatinga apresenta-se verde somente no curto período das chuvas de inverno. Suas árvores têm troncos grossos, tortuosos e com espessas cascas, folhas grossas e com espinhos.Talvez a melhor forma para designar a caatinga seja utilizar o exemplo da planta chamada jericó. Na seca, ela chega a esfarinhar-se quando tocada, mas bastam poucas chuvas para que volte a ficar verde. A vegetação da caatinga possui a capacidade de perder as folhas para reter a água.

PANTANAL

A alternância entre a época das cheias e a época da seca faz o Pantanal ter uma vegetação bastante diversificada. Há espécies típicas de florestas, cerrado, campos, caatinga. Na área que é inundada com freqüência crescem gramíneas no período seco, muito usadas para pastagem. Poucos metros acima do nível das cheias crescem espécies do cerrado. Nas áreas alagadas mais fundas nascem a vitória-régia e a taboa.

CERRADO

Com muita água no subsolo, apresenta árvores e arbustos de galhos tortuosos, cascas grossas, folhas cobertas por pêlos e raízes muito profundas. Tendo duas estações bem definidas, uma seca e outra chuvosa, é na estação seca que parte das árvores perde as folhas e vai buscar água no subsolo. Diferente da caatinga, que possui pouca água, o cerrado tem muita água. Seu solo, contudo, é ácido, tem alto teor de alumínio e é pouco fértil.

CAMPOS

Característico do extremo sul do Brasil, também chamado de Campanha Gaúcha, os campos são formados por gramíneas, apenas cortados por matas galerias (florestas que seguem os cursos dos rios). Sob escassa pluviosidade e com intensa exposição aos ventos e à luz, e com solos quentes e secos, só as gramíneas conseguem se desenvolver nesse ambiente.

MANGUES

Localizados nas desembocaduras dos rios no oceano Atlântico, têm alto teor de sais. Predominam os solos alagados e movediços, pouco arejados. As poucas plantas que se desenvolvem nesse ambiente só o conseguem graças a adaptações, como raízes de escoro – ramificações do tronco partem em direção ao solo para melhorar a fixação ao terreno movediço.

Regiões

São áreas formadas por extensos blocos territoriais caracterizados por traços comuns (físicos, humanos, econômicos e sociais), que as tornam bem distintas umas das outras. Essa é a definição oficial do IBGE para a divisão regional brasileira, que no entanto, não apresenta muito rigor do ponto de vista científico. Isso acontece porque cada região coincide com as fronteiras dos Estados, e as atividades da sociedade não são regidas por fronteiras administrativas. Mas, como todos os dados publicados pelo IBGE seguem o critério das cinco regiões, é a divisão mais adotada.

Norte

Área – 3.869.637,9 km² (45,27% do território nacional).
Estados – Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia , Roraima e Tocantins.

CARACTERÍSTICAS
Ocupa uma extensa bacia sedimentar encravada entre o maciço das Guianas ao N, o planalto Central ao S, a cordilheira dos Andes a O e o oceano Atlântico a NO. Clima equatorial , com rios das bacias Amazônica, do Norte e do Tocantins . O relevo possui três patamares de altitude, definidos pelas cheias dos rios.
Igapós – Área de inundação permanente, com floresta do tipo caá-igapó, fechada e com espécies adaptadas para ficar com suas raízes sob a água.
Várzeas – Mais elevada e inundável apenas nas cheias dos rios, apresenta a mata das várzeas, cuja espécie mais característica é a seringueira.
Baixos platôs – Parte mais elevada e fora do alcance das cheias fluviais, tem como vegetação típica a mata caá-etê (ou mata dos firmes), com madeiras de lei e castanheiras.

POPULAÇÃO
Com 10.597.305 habitantes (7%), é a região de menor densidade demográfica , com 2,73 hab./km². A maioria da população é urbana (57,8%), e a metrópole regional é Belém.

OCUPAÇÃO
A ocupação, iniciada ao longo dos rios, concentra o povoamento nas margens. A partir da década de 60, a construção de rodovias como a Belém-Brasília, Transamazônica, Cuiabá-Santarém e Marechal Rondon facilita a interiorização. A distribuição de terras para o assentamento rural atrai migrantes, que ocupam as margens das estradas dando início ao acelerado processo de desmatamento. Nos anos 80 o governo oferece incentivos fiscais para grandes projetos agropecuários, que devastam extensas áreas para formação de pastagens. O manejo incorreto do solo, a ocupação indiscriminada e a poluição química dos garimpos provocam grande dano ambiental. Também são graves os conflitos de terra entre garimpeiros e indígenas, que têm causado inúmeras mortes na região.

ECONOMIA
Baseia-se no extrativismo vegetal (látex , açaí, madeiras, castanha) e mineral (garimpos de ouro , diamantes, cassiterita, estanho), além da exploração de minérios em grande escala, como na serra dos Carajás, PA (ferro), e serra do Navio, AP (manganês). O maior problema para o desenvolvimento é a falta de infra-estrutura energética: a única grande usina é Tucuruí, no rio Tocantins (PA), leste da região. As demais usinas são pequenas – como Balbina, no rio Uatumã (AM), e Samuel, no rio Madeira (RO) – e atendem parcialmente à parte oeste da região. O abastecimento depende de geradores movidos a óleo diesel, combustível de alto custo. Na época das cheias, só alguns trechos das estradas são trafegáveis, e há apenas duas ferrovias, ambas para escoar minérios: a E.F. Carajás, de Marabá (PA) a São Luís (MA), leva o ferro de Carajás para os portos de Itaqui e Ponta da Madeira, e a E.F. do Amapá transporta o manganês extraído na serra do Navio até o porto de Santana, em Macapá (AP).
Suframa – Superintendência da Zona Franca de Manaus, prevê incentivos fiscais para instalação de parque industrial baseado principalmente em montadoras de produtos eletrônicos. A atual Constituição prorrogou os incentivos até 2003, mas há uma revisão prevista para 1997.

Nordeste

Área – 1.561.177,8 km² (18,26% do território nacional).
Estados – Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

CARACTERÍSTICAS
É constituída por extenso planalto , antigo e aplainado pela erosão, formando as chapadas sedimentares de Diamantina, Araripe e Ibiapaba, e os planaltos cristalinos das serras de Borborema e Baturité. A diversidade das características físicas, que condicionam sua ocupação e economia, a subdivide em quatro sub-regiões.
Zona da Mata – Faixa litorânea de até 200 km de largura, do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia, com clima tropical úmido , chuvas concentradas no outono e inverno, exceto no sul da Bahia, onde se distribuem ao longo do ano. O solo, escuro e fértil, é o massapê, formado por gnaisses e calcários. A vegetação natural, praticamente extinta, é a Mata Atlântica, substituída pela cana-de-açúcar no início da colonização. Metrópoles regionais: Salvador e Recife.
Agreste – Área de transição entre a úmida Zona da Mata (brejos) e o sertão semi-árido. Os terrenos mais férteis são ocupados por minifúndios, com culturas de subsistência e pecuária leiteira.
Sertão – Na maior parte das depressões interplanálticas semi-áridas do interior, chega até o litoral no Rio Grande do Norte e Ceará. Metrópole regional: Fortaleza, de maior crescimento no Nordeste. O clima é semi-árido , as chuvas escassas e maldistribuídas. Os solos rasos e pedregosos dificultam a agricultura. A vegetação típica é a caatinga . Nas partes mais úmidas há bosques de palmeiras, especialmente a carnaubeira (a “árvore da providência”, pois todas as suas partes são aproveitadas). O maior rio é o São Francisco, única fonte perene de água para as populações ribeirinhas, com várias usinas, como a represa de Sobradinho, em Juazeiro (BA), e a hidrelétrica de Paulo Afonso. A economia baseia-se em latifúndios de baixa produtividade, com pecuária extensiva e culturas de algodão seridó. Apresentando más condições de vida, é a região de onde sai o maior número de migrantes.
Polígono das Secas – Criado em 1951 para combater as secas do Nordeste, essa área só não abrangia originariamente o Estado do Maranhão e o litoral leste do Nordeste, e incluía ainda o norte de Minas Gerais. Desde 1951 a área de Polígono tem aumentado muito em função dos desmatamentos e das secas.
As secas de 1979 a 1984 e 1989 a 1990 atingiram 1.510 municípios, com 439 em estado crítico e 336 em estado de emergência. O combate tradicional às secas é feito com a construção de açudes e distribuição de verbas aos prefeitos dos municípios atingidos. Com fins eleitoreiros, essa política é chamada indústria da seca, beneficiando fazendeiros com a construção de açudes em terras privadas, ou prefeitos pela manutenção de currais eleitorais.
Meio-norte – Transição entre o sertão semi-árido e a região amazônica, com clima mais úmido e vegetação exuberante à medida que avança para oeste. Principal rio: Parnaíba, na divisa Maranhão/Piauí, represado pela hidrelétrica de Boa Esperança. A vegetação natural é a mata dos cocais, com a palmeira babaçu (óleo para cosméticos, margarinas, sabões, lubrificantes). A economia é agrícola, com plantações de arroz nos vales úmidos do Maranhão. A industrialização só começou nos anos 80, com a instalação da Alumar e da Usimar, extensão dos projetos minerais na Amazônia e construção dos portos de Itaqui e Ponta do Madeira, em São Luís (MA), que exportam o minério de ferro de Carajás.

POPULAÇÃO
Possui 43.792.133 habitantes (28,9% do total do país) e densidade demográfica de 28,05 hab./km², com maioria urbana (60,6%). Metrópoles regionais: Salvador, Recife e Fortaleza. Em 1991, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou Recife como a quinta pior cidade do mundo em indicadores sociais.

ECONOMIA
Baseia-se na agroindústria do açúcar e do cacau, praticada em grandes latifúndios, com métodos primitivos. No litoral e na plataforma continental, há exploração de petróleo, que é processado na refinaria Landulfo Alves, em Salvador, e no pólo petroquímico de Camaçari (BA). O desenvolvimento estimulado pelos incentivos fiscais é dificultado pela pouca disponibilidade de energia elétrica, falta de matérias-primas e de mão-de-obra qualificada, ineficácia dos meios de transporte e baixo poder aquisitivo da população. Um setor em crescente desenvolvimento é o turismo no litoral.

Sudeste

Área – 927.286,2 km² (10,85% do território nacional).
Estados – Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

CARACTERÍSTICAS
Localiza-se na parte mais elevada do planalto Atlântico de sudeste , onde se destacam as serras da Mantiqueira, do Mar e do Espinhaço. Entre as formações típicas da região encontram-se os “mares de morros” (extensões arredondadas) e os “pães-de-açúcar” (agulhas graníticas). O clima varia do tropical atlântico (litoral) ao de altitude (planaltos), com geadas ocasionais . A mata tropical , que originalmente cobria a região, foi devastada durante a ocupação, especialmente durante a expansão do café. Em Minas Gerais, surge a vegetação de cerrado (arbustos e gramas) e, no vale do São Francisco e norte do Estado, a caatinga. Abriga as nascentes de duas importantes bacias hidrográficas: a do rio Paraná, da união dos rios Paranaíba e Grande, próximo ao Triângulo Mineiro, e a do São Francisco, que nasce na serra da Canastra (MG). O relevo planáltico fornece alto potencial hidrelétrico, quase totalmente aproveitado. A maior usina é Urubupungá, no rio Paraná, na divisa São Paulo/Mato Grosso do Sul.

POPULAÇÃO
Com 64.603.032 habitantes, é a mais populosa, equivalente a 42,63% do total do país. É a região de maior densidade demográfica , com 69,66 hab./km², e urbanização mais elevada, com 88%, atraindo grande número de migrantes. Possui as duas metrópoles nacionais – São Paulo e Rio de Janeiro –, além da metrópole regional de Belo Horizonte.

ECONOMIA
É a mais desenvolvida e industrializada do cenário nacional e concentra mais da metade de toda a produção do país. Na agropecuária possui os maiores rebanhos bovinos (de corte e leiteiro), além de destacadas produções em cana-de-açúcar, laranja e café, cultivados com bom padrão técnico e razoável produtividade. Conta com reservas de ferro e manganês na serra do Espinhaço (MG), e de petróleo, na bacia de Campos (RJ).

Sul

Área – 577.214,0 km² (6,75% do território nacional).
Estados – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

CARACTERÍSTICAS
A menor região em superfície. O clima subtropical, exceto no norte do Paraná (tropical), caracteriza-se pela diversidade de temperaturas – mais baixas e com nevascas, nos planaltos, e elevadas, nos Pampas. A vegetação acompanha essa variação, com matas de araucárias (pinhais) nos planaltos, e os campos nos pampas. Os rios de menor porte correm para o mar: são eles o Jacuí (RS), o Itajaí e o Tubarão (SC). Os demais (Iguaçu , Ivaí) desaguam na bacia do Prata . A região possui grande potencial hidrelétrico graças ao volume do débito de águas do rio Paraná (Itaipu). O relevo é dividido em três partes.
Planície Platina ou Pampa – Terrenos sedimentares e ondulados (coxilhas), no interior, e lagoas de restingas, no litoral.
Planalto Atlântico – Terrenos cristalinos próximos ao litoral, que se estendem do Paraná ao norte do Rio Grande do Sul.
Planalto Meridional – De formação vulcânica com rochas basálticas, situa-se no interior. Subdivide-se em Depressão Periférica (estreita faixa de arenitos a oeste do planalto Atlântico) e planalto Arenito-Basáltico, que se estende até o rio Paraná, formando degraus cujas bordas são as chamadas cuestas.

POPULAÇÃO
Possui 22.653.700 habitantes, equivalentes a 14,95% da população do país. A densidade demográfica é de 39,24 hab./km², com maioria urbana (74,1%). Influências da imigração açoriana, alemã e italiana.

ECONOMIA
A base inicial da agropecuária capitaliza recursos e permite a implantação, nas últimas décadas, de um ativo parque industrial com centros nas áreas metropolitanas de Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR). A agricultura comercial caracteriza-se pelo uso de boa técnica aplicada às principais culturas: trigo, soja, arroz, milho, feijão e tabaco. A pecuária se destaca nos Pampas, com rebanhos de linhagens européias (hereford, charolês). A suinocultura é praticada no oeste de Santa Catarina e do Paraná, em associação com o cultivo de milho para ração. O extrativismo explora a madeira de pinho, no Paraná, e o carvão mineral, no sul de Santa Catarina. Destaca-se, ainda, o oeste catarinense, com grande concentração de frigoríficos.

Centro-Oeste

Área – 1.612.077,2 km² (18,86% do território nacional).
Estados – Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal.

CARACTERÍSTICAS
O relevo se caracteriza pela predominância do extenso planalto Central . Terrenos antigos e fortemente aplainados pela erosão, que deu origem a chapadões, como os dos Parecis, dos Guimarães e dos Veadeiros. A parte oeste do Mato Grosso do Sul e sudoeste do Mato Grosso é ocupada pela depressão do Pantanal Mato-Grossense, cortada pelo rio Paraguai , cujas cheias inundam a depressão. O clima é tropical semi-úmido, com chuvas de verão. A vegetação é de cerrado nos planaltos e complexa no Pantanal.

POPULAÇÃO
É a menor do Brasil, com 9.871.279 habitantes, equivalentes a 6,5% do país. A densidade demográfica é de 6,12 hab./km², com predomínio urbano (81,3%).

ECONOMIA
Baseada inicialmente nos garimpos de ouro e diamantes, é substituída pela pecuária extensiva, praticada em grandes latifúndios. Na década de 60, a transferência da capital federal para Brasília e a construção de rodovias aceleram o povoamento. A formação de colônias agrícolas, como Ceres (GO) e Dourados (MS), marca o início da agricultura extensiva em escala comercial. A extração de madeira de lei se extingue, junto com a mata natural. Possui as maiores reservas de manganês do país, no maciço de Urucum, no Pantanal, ainda pouco exploradas devido ao difícil acesso.

Divisão geoeconômica

O Brasil também pode ser dividido em três complexos regionais ou regiões geoeconômicas, que possuem mais afinidades, apesar de suas diversidades, do que na divisão tradicional do IBGE. Como exemplo podemos citar o caso da Amazônia, que não termina na fronteira dos Estados do Amazonas e Pará com Mato Grosso. Outro exemplo é o caso do sertão semi-árido, que não termina na fronteira da Bahia com Minas Gerais, mas prolonga-se ao norte de Minas Gerais.

REGIÃO AMAZÔNICA
Compreende toda a atual região Norte, mais parte oeste do Maranhão, grande parte do Mato Grosso e pequena parte noroeste de Goiás. O traço mais marcante dessa região é a natureza. Apesar de atualmente a ocupação ser intensa, a densidade demográfica ainda é muito pequena.

REGIÃO NORDESTE

Compreende a atual região Nordeste, incluindo o norte de Minas Gerais e excluindo o oeste do Maranhão. Apesar de considerarmos a seca o problema comum do Nordeste, há enormes disparidades econômicas e naturais entre as suas sub-regiões.

REGIÃO CENTRO-SUL
Abrange as atuais regiões Sul; a maior parte da região Sudeste, excluindo o norte de Minas Gerais; e inclui o sul do Mato Grosso do Sul, Goiás e extremo sul do Tocantins. Nessa grande região vive a maioria da população brasileira e está concentrada a maior parte das indústrias, bancos, universidades, comércio, agricultura mais moderna e o centro econômico do país: o eixo Rio de JaneiroSão Paulo.
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Acentuação Gráfica

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Introdução:

1. Sílaba: Vogal ou conjunto de fonemas que se pronunciam numa só emissão de voz:
sílaba átona (fraca)
sílaba tônica (forte)

2. Encontros vocálicos:
ditongo: duas vogais em uma única sílaba. (Exs.: céu, lei, rei, mau).
tritongo: três vogais em uma única sílaba. (Exs.: Uruguai, jóquei).
hiato: vogais em sílabas vizinhas. (Exs.: baú = ba-ú, beduíno = be-du-í-no, teatro = te-a-tro).

3. Classificação das palavras quanto ao número de sílabas:
monossílabo: vocábulo formado por uma só sílaba. (Exs.: mar, eu, é).
dissílabos: vocábulo formado por duas sílabas. (Exs.: de-do, ca-fé, ba-ú).
trissílabos: vocábulo formado por três sílabas. (Exs.: prín-ci-pe, lâm-pa-da, ó-cu-los).
polissílabos: vocábulo formado por quatro ou mais sílabas. (Exs.: ma-ra-vi-lho-so, a-tro-pe-la-men-to, es-tú-pi-do).

4. Classificação das palavras quanto à acentuação:

a. Os monossílabos podem ser:
átonos (fracos): Nunca são acentuados graficamente. (Exs.: o, a, os, as, um, uns, me, te, se, lhe, lhes, nos, que, com, de, por, sem, sob, mas, nem, e).
tônicos (fortes): Acentuam-se os que terminam em a(s), e(s), o(s), ão(s), ã(s), os ditongos abertos ói(s), éu(s), éi(s) e as formas verbais vêm e têm. (Exs.: mar, sol, pó, fez, fé, bom, eu , tu, nós, vós, meu, teu, seu, mim, ti, si, dá, dês, pôs, dói, não, pão, sãos, cru, réis).

b. Os dissílabos, trissílabos e polissílabos podem ser:
oxítonos: sílaba tônica na última sílaba. (Exs.: café, ralé, oposição, aparar).
paroxítonos: sílaba tônica na penúltima sílaba. (Exs.: cônsul, fusível, vulnerável, falo, escuto, mesa, cadeira, felicidade).
proparoxítonos: sílaba tônica na antepenúltima sílaba. (Exs.: pároco, próximo, trôpego, histérico, nêspera).

Regras para a acentuação gráfica:

Proparoxítonos:
Todos, sem exceção, são acentuados.

Paroxítonos:
1. São acentuados os terminados em:
-i, is: oásis, táxi, tênis, júri, cútis
-u, us: ônus, bônus
-ã, ãs: ímã, órfãs
-ão, ãos: sótão, bênçãos
-on, ons: cólon, nêutrons
-um, uns: álbum, álbuns
-l, n, r, x, ps: fácil, cônsul, éden, hífen, pólen, abdômen, bíceps, fórceps, mártir, caráter, ônix, tórax
Atenção: Não são acentuados os que terminam em ens: edens, hifens, abdomens.
-ditongo crescente (seguido ou não de s: Flávia, Mário, cárie, gêmeo, óleo, tênue, água, régua, espontânea, crânio, mágoa, orquídea, árduo, mútuo, vídeo

2. Quando a sílaba tônica é formada por ditongo aberto (éu, éi, ói): epopéica, celulóide, ovóide

3. Quando o i ou o u da sílaba tônica, não sendo seguido por nh, faz hiato com a vogal anterior, formando sozinho, ou com um s, uma sílaba:
a-mi-ú-de, ar-ca-ís-mo, ru-í-do, ca-ís-te, re-ú-ne, e-go-ís-mo, sa-í-da, vi-ú-va, ci-ú-me, ra-í-zes, ju-í-zes
Atenção: Não são acentuados: mo-i-nho, ra-i-nha, cam-pa-i-nha, a-in-da, ca-ir-mos

4. Quando a primeira vogal dos hiatos oo, ee (vogais repetidas) é tônica:
vê-em, crê-em, lê-em, dê-em, re-lê-em, vô-o, a-ben-çô-o
Confronte: boa, garoa, voe, abençoe, coroa
Atenção: põe, põem (pôr e seus compostos)

Oxítonos:
1. São acentuados os terminados em:
-a, as: está, atrás
-e, es: café, você
-o, os: avó, compôs
-em: detém, amém, armazém, alguém
-ens: deténs, parabéns, armazéns

2. Quando a sílaba tônica é formada por ditongo aberto:
anéis, remóis, Ilhéus

3. Quando o i ou o u da sílaba tônica, não sendo seguido por letra diferente de s, faz hiato com a vogal da sílaba anterior:
ba-ú, da-í, Lu-ís, a-í, I-ta-ja-í, Ja-ú
Atenção: Não são acentuados: ju-iz, ra-iz, Ra-ul, ru-im, ca-iu

Casos especiais

1. Acento diferencial:
-pôde ¹ pode ²: pretérito perfeito ¹ presente do verbo poder ²
-pára ¹ para ²: presente do indicativo do verbo parar ¹ preposição ²
-côa(s) ¹ coa(s) ²: presente do indicativo do verbo coar ¹ contração de com + a(s) ²
-péla(s) ¹ pela(s) ²: presente do indicativo do verbo pelar ou substantivo ¹ contração da preposição per + a(s) ²
-pêlo(s) ¹ pelo(s) ²: substantivo ¹ contração de per + o(s) ²
-péra ¹ pêra ² pera ³: substantivo (pedra) ¹ substantivo (fruta) ² forma arcaica da preposição para ³
-pólo(s) ¹ pôlo(s) ² polo(s)³ : substantivo ¹ (extremidade) substantivo ² (pássaro) contração de por + o(s) ³
-pôr ¹ por ²: verbo ¹ preposição ²

2. Crase
Veja verbete CRASE.

3. Til
Usado sobre a e o nasais:
não, vão, cãs, cãibra (ou câimbra), mãe, afã, ímã, fã; nas formas verbais de pôr e seus compostos (põe, põem, depõe, compõem).

4. Trema
Usado sobre a vogal u quando pronunciada mas átona, precedida de g ou q e seguida de e ou i:
tranqüilo, freqüentemente, averigüei, argüir, agüentar, lingüiça, cinqüenta, pingüim, delinqüência
Seu uso é facultativo em alguns casos:
líquido = líqüido
liquidação = liqüidação
sanguíneo = sangüíneo
sanguinário = sangüinário
lânguido = lângüido
equilátero = eqüilátero
retorquir = retorqüir

Atenção: eqüino (relativo ao cavalo), equino (moldura curva ou arredondada)

5. Palavras compostas com elementos separados por hífen
Cada um tem autonomia fonética, morfológica e gráfica, seguindo as regras gerais:
anglo-itálico
recém-chegado
pós-homérico
pré-história
Obs.: Os prefixos anti, semi, super, circum, inter, nuper e arqui não são acentuados.

6. Abreviaturas
O acento original se mantém:
página = pág.; século = séc.

7. Formas verbais
Considere cada parte como um todo e siga as regras gerais:
amá-lo = oxítono terminado em a + monossílabo átono
desejá-lo-íamos = oxítono terminado em a + monossílabo átono + proparoxítono
Confronte: resolvê-las-ias; predispô-los-ão; compô-la-ei; compô-la-ás; pô-lo-íeis.
Observe que as formas verbais terminadas em a recebem acento agudo e as terminadas em e e o, acento circunflexo.

Pronomes de Tratamento

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Algumas fórmulas de tratamento, seguidos de maneira desobrescritar o envelope

Cargo
(*) Fórmula
Invocação

Abade, prior, superior,

visitador de ordem religiosa
Paternidade
Revmo. Dom (Padre)

Abadessa
Caridade
Revma. Madre

Almirante
Excelência
Exmo. Sr. Almirante

Arcebispo
Excelência Reverendíssima
Exmo. e Revmo. Dom

Arquiduque
Alteza
A Sua Alteza Arquiduque

Bispo
Excelência Reverendíssima
Exmo. e Revmo. Dom

Brigadeiro
Excelência
Exmo. Sr. Brigadeiro

Cardeal
Eminência Reverendíssima

(Eminência)
Emmo. e Revmo. Cardeal Dom

Cônego
Reverendíssima
Revmo. Sr. Côn.

Cônsul
Senhoria(Vossa Senhoria)
Ilmo. Sr. Cônsul

Coronel
Senhoria
Ilmo. Sr. Cel.

Deputado
Excelência
Exmo. Sr. Deputado

Desembargador
Excelência
Exmo. Sr. Desembargador

Duque
Alteza (Sereníssimo Senhor)
A Sua Alteza Duque

Embaixador
Excelência
Exmo. Sr. General

Frade
Reverendíssima
Revmo. Sr. Fr.

Freira
Reverendíssima
Revma. Ir.

General
Excelência
Exmo. Sr. General

Governador de estado
Excelência
Exmo. Sr. Governador

Imperador
Majestade (Senhor)
A Sua Majestade Imperador

Irmã (Madre, Sóror)
Reverendíssima
Rema. Ir. (Madre, Sóror)

Juiz
Excelência (Meritíssimo Juiz)
Exmo. Sr. Dr.

Major
Senhoria
Ilmo. Sr. Major

Marechal
Excelência
Emo. Sr. Marechal

Ministro
Excelência
Exmo. Sr. Ministro

Monsenhor
Reverendíssima
Revmo. Sr. Mons.

Padre
Reverendíssima
Revmo. Sr. Padre

Papa
Santidade (Santíssimo Padre), Beatitude
A Sua Santidade Papa (Ao Beatíssimo Padre)

Patriarca
Excelência Reverendíssima.

Beatitude
Exmo. e Revmo. Dom (Ao Beatíssimo Padre)

Prefeito
Excelência
Exmo. Sr. Prefeito

Presidente de estado
Excelência
Exmo Sr. Presidente

Príncipe, princesa
Alteza (Sereníssimo Senhor, Sereníssima Senhor)
A Sua Alteza Príncipe (ou Princesa)

Rei, rainha
Majestade (Senhor, Senhora)
A Sua Majestade Rei (ou Rainha)

Reitor (de universidade)
Magnificência (Magnífico Reitor)
Exmo. Sr. Reitor

Reitor (de seminário)
Reverendíssimo
Revmo. Sr. Pe.

Secretário de estado
Excelência
Exmo. Sr. Secretário

Senador
Excelência
Exmo. Sr. Senador

Tenente-Coronel
Senhoria
Ilmo. Sr. Ten.-Cel.

Vereador
Excelência
Ilmo. Sr. Vereador

Demais autoridades, oficiais e particulares, chefes de seção, presidentes de bancos, órgãos de segundo escalão do governo
Senhoria
Ilmo. Sr.

Substantivo

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É a palavra que designa ou dá nome ao ser. Pode vir antecedido de artigo, pronome demonstrativo, possessivo ou indefinido.

1. Substantivo próprio: É o que nomeia um ser em particular.

Exemplos: João, Maria, Sara, Inglaterra, Brasília, Rio de Janeiro, PF (Polícia Federal).

2. Substantivo comum: É o que designa o ser de cada espécie.

Exemplos: homem, mulher, criança, professor, artista, jornalista, teatro, casa, cama, fogão.

Os substantivos comuns ou próprios podem ser classificados ainda como:

a. Substantivo concreto: É o que designa seres com existência própria, ou na realidade ou em nossa imaginação.

Exemplos: homem, casa, pedra, fada, gnomo, saci, bruxa, ogro, alma, Deus.

b. Substantivo abstrato: É o que designa qualidades, emoções, sensações, sentimentos dos seres. Não tem existência independente, é desencadeado pelo ser. Não possui forma física definida, nem em imaginação.

Exemplos: ciúme, dor, amor, justiça, verdade, franqueza, beleza, crueldade, bondade.

c. Substantivo simples: É aquele formado por apenas um elemento.

Exemplos: casa, sapato, menino, dor, amor, bruxa.

d. Substantivo composto: É aquele formado por mais de um elemento.

Exemplos: beija-flor, guarda-chuva, lobisomem, saci-pererê.

e. Substantivo primitivo: É aquele que não vem de nenhuma outra palavra da língua.

Exemplos: café, pedra, terra, flor, jornal.

f. Substantivo derivado: É aquele que se origina de outra palavra da língua.

Exemplos: cafezal (café), pedregulho (pedra), terráqueo (Terra), florista (flor), jornalista (jornal).

g. Substantivo coletivo: É aquele que, mesmo no singular, designa um grupo de seres da mesma espécie.

Exemplos:alcatéia: grupo de lobos
matilha: grupo de cães de caça.
Veja lista a seguir:
acervo: de coisas em geral
álbum: de fotografias
alcatéia: de lobos
antologia: trechos literários
armada: de navios de guerra
arquipélago: de ilhas
assembléia: deputados, professores, pessoas com um mesmo objetivo
baixela: utensílios de mesa, em especial os de metal nobre
banca: de examinadores
banda: de músicos
bando: de aves, de ciganos, de salteadores
batalhão: de soldados
batelada: de gêneros alimentícios, de coisas em geral
bateria: instrumentos de percussão, peças de guerra, de cozinha
biblioteca: de livros
buquê: de flores
cacho: de bananas, de uvas etc.
cáfila: de camelos
Câmara: conjunto de deputados
cancioneiro: de canções, de poesias líricas
caravana: de viajantes
cardume: de peixes
chusma: de gente, de pessoas
claque: de pessoas pagas para aplaudir ou vaiar em um espetáculo
classe: de alunos, de profissionais, de pessoas de um mesmo nível
clero: de sacerdotes
Colégio: de eleitores, cardeais
coletânea: de textos literários, de músicas
colméia: de abelhas
colônia: de imigrantes, de formigas, de bactérias
concílio: de prelados católicos
conclave: de cardeais para a eleição do Papa
Congresso: assembléia de parlamentares
consistório: assembléia de cardeais, presidida pelo Papa
constelação: de estrelas
cordilheira: de montanhas
corja: de vadios, de velhacos, de ladrões
coro: de anjos, de cantores
discoteca: de discos
elenco: de atores
enxame: de abelhas
esquadra: de navios de guerra
esquadrilha: de aviões
exército: de soldados
falange: de bandidos
fato: de cabras
fauna: de animais
feixe: de lenha, de capim
flora: de plantas
frota: de navios mercantes, de ônibus, de carros
horda: de desordeiros, de aventureiros, de bandidos
junta: de bois, de médicos, de examinadores
legião: de soldados, de demônios, de anjos
malta: de desordeiros
manada: de bois, de búfalos, de elefantes
matilha: de cães de caça
miríade: de estrelas, de insetos, de quaisquer coisas em número igual ou superior a dez mil
molho: de chaves, de verdura
multidão: de pessoas
ninhada: de pintos
nuvem: de gafanhotos, de pequenos insetos
orquestra: de músicos
pelotão: de soldados
penca: de frutas, de chaves
platéia: de espectadores
plêiade: de poetas, de artistas
quadrilha: de salteadores
ramalhete: de flores
rebanho: de gado, de ovelhas
resma: de folhas de papel (1 resma equivale a 500 folhas ou a 20 mãos)
réstia: de cebolas, de alhos
romanceiro: de poesias narrativas
Senado: de senadores
sínodo: assembléia de párocos e outros padres, convocada pelo bispo local
súcia: de velhacos, de desordeiros
tripulação: de tripulantes
turma: de estudantes, de trabalhadores etc.
vara: de porcos.

Gênero, número e grau dos substantivos.

1. Substantivo biforme: É aquele que tem uma forma para o masculino e outra para o feminino.

Exemplos:homem, mulher; menino, menina.

2. Substantivo uniforme: É aquele que tem uma única forma para os dois gêneros. Pode ser:

a. Comum de dois gêneros: A diferenciação masculino/feminino se faz pelo artigo.

Exemplos:
o artista, a artista
o intérprete, a intérprete
o colega, a colega
o dirigente, a dirigente
o mártir, a mártir
o atendente, a atendente
o viajante, a viajante
o acrobata, a acrobata.

b. Sobrecomum: É o que possui uma única forma para designar o masculino e o feminino, não variando nem mesmo o artigo.

Exemplos: a criança, a pessoa, a vítima, a testemunha, o algoz, o cônjuge, o ídolo, o indivíduo.

c. Epiceno: Nomes de animais que têm uma só forma para os dois gêneros. A diferenciação masculino/feminino se faz com as palavras macho e fêmea.

Exemplos:

a baleia-macho
a baleia-fêmea.

Notas:

1) Alguns substantivos não são facilmente reconhecíveis quanto ao seu gênero, ocasionando uso incorreto.

São masculinos:

o açúcar, o ágape, o apêndice, o avestruz, o axioma, o bólido, o caudal, o clã, o champanha, o cós, o dó, o diadema, o diafragma, o eczema, o estigma, o estratagema, o formicida, o gengibre, o guaraná, o herpes, o lança-perfume, o lhama, o magazine, o milhar, o plasma, o puma, o sabiá, o saca-rolhas, o sósia, o telefonema, o trema.

São femininos:

a acne, a agravante, a aguardente, a alcunha, a alface, a apendicite, a bacanal, a bólide, a cal, a cataplasma, a cólera (raiva), a cólera (doença infecciosa), a fênix, a ioga, a libido, a mascote, a matinê, a omoplata, a sentinela, a usucapião.

Usam-se no gênero masculino ou feminino:

o diabetes, a diabetes
o laringe, a laringe
o personagem, a personagem
o preá, a preá
o tapa (mais usado), a tapa.

Formação do plural – Para conhecer melhor, veja em Adjetivo, e respectivo Plural dos compostos (Hifens e Cores).

Grau dos substantivos

Aumentativo e diminutivo:analítico e sintético

1. Analítico

a. Usa-se para o aumentativo termos como: grande, enorme, gigante, imenso etc. Exemplo: menino imenso.

b. Para o diminutivo: pequeno, minúsculo, ínfimo. Exemplo: menino minúsculo.

Também na linguagem popular expressões como: pra burro, às pampas, à beça etc. Outros Exemplos:feio à beça, tinha gente pra burro.

2. Sintético:

a. Aumentativo: usando-se os sufixos: -ão, -aço, -aça, -arra, -arrão,-az, -ázio, -ágio, -alha, -ona, -orra.

Exemplos:

garrafão, papelão, meninão, homenzarrão, ricaço, balaço, barcaça, barbaça, bocarra, cartaz, copázio, lavradaz, mulherona, beiçorra, cabeçorra, manzorra, muralha.

b. Diminutivo: Usando-se os sufixos: -inho, -zinho, -zito, -zcho, -culo, -ela, -ete, -eto, -ico, -ola, -ote, -ucho, -únculo etc.

Alguns exemplos:

menininho, livrinho, filhinho, cãozinho, paizinho, mãezinha, cãozito, florzita, populacho, riacho, montículo, partícula, ruela, viela, diabete, filete, folheto, saleta, burrico, namorico, rapazola, bandeirola, caixote, velhote, papelucho, gorducho, homúnculo, questiúncula.

Nota:

Muitas palavras quando usadas no aumentativo ou diminutivo perderam seu sentido original.Exemplos:

partícula, filete, cartão, portão, folheto etc.

Outros substantivos expressam carinho, afetividade. Vejam alguns Exemplos:mãezinha, menininho.

Pode também manifestar ironia, desprezo.

Exemplos:gentinha, gentalha, populacho, beiçorra.

Plural dos substantivos no grau diminutivo com os sufixos -zinho ,-zito

irmãozinho, irmãozinhos
paizinho, paizinhos
salãozinho, salõezinhos
cãozito, cãezitos
papelzito, papeizitos.

Regra geral:

Coloca-se o substantivo em seu grau normal, corta-se o s, e se acrescenta novamente o sufixo acompanhado de s.

Concordancia Verbal

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Princípios gerais

1.O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa:

2.“E os olhos não choram E as mãos apenas tecessem o rude trabalho E o coração está seco.” 2.Sujeito composto – O verbo vai para o plural: 3.“O rebanho e os pastores voltam do pasto num tranqüilo bando”. (Luis Guimarães Júnior)

3.Sujeito composto posposto ao verbo – concordância com o mais presumo ou o verbo no plural: Como vai sua mãe e seu pai? · Sujeito composto posposto · concordância com o mais próximo àneste caso,verbo no singular “Que vale a conversa apenas murmurada,“Aerma ternura, os delicados adeuses.”(Cecília Meireles) “Instaram damas e cavalheiros pela amostra da obra-prima”.(Camilo Castelo Branco). verbo no plural concordância com o conjunto.4.Vários sujeitos, com idéia de gradação, ou palavras sinônimas verbo na 3ªpessoa do singular:5.A alegria, o prazer, o êxtase será uma bem-aventurança. 6.“Que mal te fiz eu para que esse desejo, essa idéia seja a que unicamente resta?” (Alexandre Herculano). Neste caso, também o escritor pode optar pela forma de plural: “Nem Deus, nem Cristo, Nem minha mãe volvendo agora ao mundo Eram capazes de acabar com isso.” (Artur Azevedo). 5.Sujeito composto por diferentes pessoas gramaticais – o verbo fica no pluralda pessoa que tiver primazia gramatical, ou seja: 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e 3ª (eu + tu + ele = nós); 2ª pessoa prevalece sobre a 3ª (tu + ele + vós). “Foi o que fizemos Capitu e eu.” (Machado de Assis) Tu e os outros que estais aí, vinde! Eu e ele resolvemos as dificuldades. ·

PARTICULARIDADES DE CONCORDÂNCIA

1. Sujeitos resumidos por indefinido – verbo no singular. Os pensamentos, os atos, os gestos, tudo era sacrílego. Nem pais, nem filhos, nem primos, ninguém compareceu à cerimônia.

2. Um e outro seguido ou não por substantivo singular – verbo no singular ou plural: Um e outro rapaz fez a barba hoje. (ou: fizeram). Uma e outra me desagradou.(ou: me desagradaram)

3.Nem um nem outro seguido ou não de substantivo – verbo no singular ou no plural: Penso que nem um nem outro compareceu ao ensaio; (ou: compareceram) Nem uma nem outra secretária cumpriu seu dever.

4.Um dos que, sintaxe dupla – verbo no singular ou plural: “foi uma das cousas que mais me surpreenderam.” (Said Ali) “Uma das cousas que sempre agradou a Deus…” (Vieira).

5.Mais de um – verbo no singular, concordando com o substantivo; se houver idéia de reciprocidade, verbo no plural: Mais de um eleitor compareceu ao diretório. Mais de um aniversariantes se abraçaram na festa. (idéia de reciprocidade)

6.Quais, aqueles, quantos, poucos, muitos – verbo na 3ª pessoa do plural ou em concordância com o pronome que o acompanha; Quais de vós me acusareis? Quis de vós me acusarão? Muitos de nós seremos perdoados. Muitos de nós serão perdoados. Se o interrogativo estiver no singular (qual de nós, qual de vós…), o verbo ficará no singular indiscutivelmente: Qual de nós será interpelado? Qual dentre vós me defendeu?

7.Com – verbo no plural; a não ser que se atribua a ação a uma só personagem; nesse caso, verbo no singular: O estudante com seus companheiros faziam a desordem da classe. (ação participativa). A mãe com a filha viajaram para longe. (participação, isto é, ambas viajaram). O presidente com seus assessores encantou a multidão. (ação personalizada – só presidente encantou) A mãe com os filhos pequenos chorou sua viuvez. ( ação particularizada, verbo no singular).

8.Não só… mas também;tanto… quanto; tanto… como – verbo no singular ou plural, ambas as construções são corretas, embora seja preferível o plural: Não só o chefe mas também o gerente estavam arruinados. Não só a morte mas também a vida é mistério! Tanto a criança como o pai ampararam-se numa coluna e escorregaram até o chão.

9. Nem – aconselha-se o singular, se a idéia for de exclusão; o plural, se for de participação; Nem o pai nem o filho será eleito diretor. (nenhum dos dois: exclusão) Nem eu nem você nem seu irmão pode julga-los. (exclusão: ninguém) Nem o esporte nem o estudo o divertem. (participação) “Nem o pai nem Marcelo davam sinais de vida”.(participação). (Carlos de Oliveira)

10. Ou – se houver exclusão, verbo no singular; se participação, verbo no plural: Uma senhora ou uma adolescente será escolhida representante de classe. (verbo no singular: exclusão; não pode haver duas representantes). A felicidade ou a desdita residem no espírito de cada um. (verbo no plural; participação: ambas residem). “O último acerto ou o último erro é o que dá nome ao juízo de toda vida.” (Vieira) (idéia de exclusão, verbo no singular). Se o sujeito for interceptado por ou, com idéia de retificação, o verbo concordará com o mais próximo: Nenhum rastro deixou o assaltante ou assaltantes. O assaltante ou assaltantes não deixaram nenhum rastro.

11. Vocábulos de sentido quantitativo acompanhados de expressões no plural – verbo no singular ou no plural: Saíramà passeata perto de quinze mil operários. Menos de vinte pessoas compareceram à reunião. A maioria dos detentos obteve indulto de Natal “Em86, uma numerm de gafanhotos desceu sobre a lavoura.” (Érico Veríssimo).

12. Substantivos próprios, de forma plural – verbo no plural, se os nomes foremacompanhados por artigo; incluem-se títulos de obras: Os Estados Unidos fizeram um acordo. Os Lusíadas consagraram o gênero épico em Portugal Se o artigo estiver no singular ou ausente, o verbo irá para o singular: O Amazonas é considerado o pulmão do mundo. Vidas Secas, de Graciliano, retrata um quadro social do país.

13. Pronomes de tratamento – (Vossa escelência, Vossa Alteza, vosmecê, você) exigem o verbo na 3ª pessoa do singular: Aceite, Vossa Excelência, meus cumprimentos. Saiba, Vossa Alteza, que seus súditos o aguardam. “Vosmecêestá dormindo ou acordou?” (Osman Lins)

14. Que, quem – orelativo ‘que’ propõe a concordância com o antecedente. Já o relativo ‘quem’ leva o berbo para a 3ª pessoa do singular: Sou eu que decido. Fomos nós que o denunciamos. Somos nós quem fala. Fui eu quem pagou a conta. Fui eu que paguei a conta. Entretanto, encontram-se exemplos em escritores de nomeada em que o verbo concorda com o sujeito da oração principal: “Sou eu quem perco.”(Rui Barbosa) Sujeito 1ª pessoaverbo 1ª pessoa “Sou eu quem prendo aoscéus a terra.”(Gonçalves Dias)Sujeito 1ª pessoaverbo 1ª pessoa Pelas regras de concordâncias referidas, observa-se que o singular e o plural do verbo são freqüentemente permitidos.

Concordancia Nominal

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É a concordância estabelecida entre um nome (substantivo ou palavras com valor de substantivo) e as palavras a ele relacionadas: adjetivo (artigos, numerais, pronomes adjetivos e particípios). Geralmente o substantivo funciona como núcleo de um termo da oração, e o adjetivo, como adjunto adnominal.
Veja este primeiro exemplo:

O meu cachorro é bravo.
Art. Pron. Subst. V.de lig. Predicat.

Imediatamente percebemosque o artigo e do adjetivo concordam em número (singular/plural) e gênero (masculino/feminino) com o substantivo.

A minha gata é manso.
Art Pron.Subst V.de lig. Predicat.

Temos um sujeito (a minha gata) cujo núcleo é o substantivo (gata) modificado por adjuntos adnominais (os artigos a, o pronome possessivo minha que concorda com o substantivo), o núcleo do predicado nominal é o adjetivo mansa que funciona como predicativo do sujeito.

Ex: Os meus dois cachorros são bravos.

As minhas duas gatas são mansas.

REGRA GERAL

O adjetivo, o particípio, o pronome adjetivo, o numeral e o artigo concordam em gênero e número com o nome (substantivo ou pronome substantivo) a que se referem.

As praias parecem desertas.

2) REGRAS ESPECIAIS.

A concordância entre o adjetivo e o substantivo só apresenta problemas quando o adjetivo se relaciona a mais de substantivo. Nesses casos, a primeira regra era é a da clareza, evitando-se especialmente as ambigüidades (às vezes, ficamos sem saber se o adjetivo refere-se a apenas um dos substantivos ou aos dois), a segunda regra é a da eufonia a (isto é, som agradável), que fica por conta do estilo.

a) QUANTO AO GÊNERO…

O ADJETIVO SERÁ:

MASCULINO + MASCULINO = MASCULINO PLURAL
Pai e filho amorosos

FEMININO + FEMININO = FEMININO PLURAL
Mãe e filha amorosas

MASCULINO + FEMININO = MASCULINO PLURAL
Pai e mãe carinhosos

b) Quanto ao número, o adjetivo irá para o plural ou concordará com o número do substantivo mais próximo:

O sentimento de posse gerou um amor e um ciúme doentios. OU:

O sentimento de posse gerou um amor e um ciúme doentio.

c) Quando o adjetivo vem antes dos substantivos, em geral, o adjetivo concorda com o substantivo mais próximo:

Percorreu tortuosos caminhos e veredas. OU:

Percorreu tortuosas veredas e caminhos.

No caso de substantivos de números diferentes, para maior clareza convém repetir o adjetivo:

Percorreu tortuosas veredas e tortuoso caminho.

Se o substantivo forem nomes próprios, o adjetivo irá para o plural, também em nome da clareza:

As meigas Mariana e Cris.

d) As expressões é proibido, é necessário, é bom, etc, essas expressões formadas por um verbo mais um adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se referem tem sentido genérico (portanto não precedido de artigo), mas se o substantivo estiver determinado pôr um artigo ou um pronome, a expressão inteira deve concordar com o substantivo:

Entrada proibida.Cerveja boa.

A entrada é proibida.Cerveja gelada é boa.

Entrada é proibido.Cerveja é bom.

Atenção necessária.

A atenção é necessária.

Atenção é necessário.

e) Meio;meia: quando essas palavras exercem a função de numeral. Apresentam a mesma concordância do adjetivo, já o advérbio de intensidade meio é invariável:

Comprou meio quilo de arroz.

Comprou meia dúzia de laranjas.

Estou meio cansada.

f) Bastante/caro/barato/longe, essas palavras podem exercer função de adjetivo, portanto fazem a concordância normal dos adjetivos; ou de advérbio, nesse caso são invariáveis:

Há provas bastantes para condenar o acusado. (bastantes= adjetivo).

Esse problema de Matemática está bastante complicado. (bastante= advérbio, equivalente a muito; invariável).

Comprei alguns livros caros e uma mochila barata. (caros/barata=adjetivos).

Esses livros custam caro. A mochila custa barato. (caro/barato=advérbios).

“Levai-me a esses longes verdes, cavalos de vento!” (longes=adjetivo)

Estamos ficando longe da margem do rio. Longe=advérbio).

g) Só/sós/a sós, a palavra só, quando equivale a somente, não varia. Quando equivale a sozinho(s), sozinha(s), varia. A expressão a sós(= sem mais ninguém) é invariável.

Só esse rapaz não trabalhou.

Só esses rapazes não trabalharam.

Ele ficou só (so (sozinho) naquela casa imensa.

Elas ficaram sós (=sozinhas) naquela casa imensa.

Ela queria ficar a sós.

Eles queriam ficar a a sós.

h) Anexo, é adjetivo e concorda normalmente com os substantivo a que se refere.

Anexos à carta, vão os convites.

Visitei a biblioteca anexa ao prédio.

i) Obrigado, com expressão de cortesia, o adjetivo obrigado concorda com a pessoa que faz o agradecimento.

– Muito obrigado, disse o rapaaz.

– Muito obrigado, disse a moça.

Se for usado como substantivo, permanece sempre no masculino singular.

Ela disse: O meu obrigado a todos.

j) Mesmo/próprio, concordam normalmente com o substantivo ou pronome a que se referem:

Eles mesmos prepararam a festa.

Eles próprios organizaram tudo.

Ela mesma montou a exposição

Ele próprio fez a limpeza da sala.

Mesmo fica invariável quando equivale a até, realmente, de falto:

Elas chegaram mesmo a ofender o professor.

Eles fizeram mesmo o que tinham prometido.

Esses dois sujeitos são mesmo ladrões.

k)Quite(s), quite significa “desobrigado, livre de dívida ou compromisso”. É adjetivo e concorda em número com a palavra a que se refere:

Ele está quite com o serviço militar.

Nós estamos quites com o serviço militar.

EXERCÍCIOS

Reescreva as frases substituindo as palavras destacadas pelas que estão entre parênteses. Faça as alterações necessárias nos outros elementos.

a)Foi explicado, na última reunião, o projeto de reurbanização da praça. (planos)

b) Foi muito comentado pelos jornais o desempenho dos jogadores da seleção. Dedicação e garra).

c) Nesses filmes ficou registrada, para as gerações futuras, genialidade desse artista. (talento e criatividade).

d)Totalmente dedicado às crianças, esse homem comoveu o país com sua coragem e determinação. (mulher).

e) Foi muito elogiado pelo professor o aluno que organizou essa exposição. (crianças).

……………………… ……………………… ………………………

Complete as lacunas com os adjetivos indicados entre parênteses, flexionando-os adequadamente:

a)Acho………………………essas hipóteses. (Absurdo)

b)Tenho por ele……………………….admiração e respeito.(profundo).

c)Nesse pacote vão ………………………….algumas duplicatas. (anexo).

d)É …………………………… calma para fazer esse serviço. (necessário).

e)Não deixe………………………….as portas da sala. (aberto).

f)A pesca é ……………………………… nesse lago. (proibido).

Escreva certo (c) ou errado (e) nas frases a seguir, considerando a concordância das palavras destacadas.

a)( ) Elas estavam meia nervosas ontem.

b)( ) Temos motivos bastantes para pedir sua demissão.

c)( ) É necessário força de vontade para vencer na vida.

d)( ) Seguem inclusa a carta e a procuração.

e)( ) Aqueles livros devem ter custado caros.

f) ( ) A lista de oferta vai anexa aos produtos.

Preencha as lacunas com uma das formas indicadas entre parênteses.

a) Estou ………………………com todos vocês. (quite/quites).

b) Eles estavam ……………………., no meio daquela floresta escura. (só/sós).

c) As alunas ……………………… querem decidir com será a festa. (mesmo/mesma).

d)Por favor, sirva-me …………………xícara de café. (meia/meio).

e) Acho que os pais…………………….. desejam o bem dos filhos. (só/sós).

f) Nunca use……………………… palavras para defender sua posição. (meia/meias).