Segurança na Internet

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Autoria: Samuel Chapuis

Segurança na Internet

Quanto a Internet pode ser segura e o quanto ela pode ser insegura? Qual a segurança sobre as transações comerciais?

Perguntas como estas estão na cabeça de todo usuário desta grande rede. Mas por quê estas dúvidas?
Expliquemos a situação.
Ir à agência bancária para qualquer que seja o fim começa a fazer parte do passado. E quando se fala em movimentar a conta bancária, fazer compras no ciberespaço e pagá-las com o cartão de crédito, gera justamente a dúvida que nos leva as questões acima.
Afinal a Internet trabalha enviando informações de computador para computador até que as informações cheguem ao seu destino. Quando os dados são enviados do ponto A para o ponto B, todo computador entre eles tem oportunidade de observar o que está sendo enviado. Isto é, você está visualizando um catálogo de confecções na World Wide Wed e decide comprar uma camisa. Isso requer que você digite informações em um formulário de pedidos, onde você deverá informar o número de seu cartão de crédito. Você sabe que a empresa de confecções em questão é reputável, portanto, você digita o seu número de cartão de crédito e outras informações e, em seguida, envia o formulário preenchido. Suas informações passam de computador para computador no seu caminho para a empresa de confecções. Infelizmente, um dos computadores entre eles foi infiltrado por criminosos que observam a passagem dos dados por esse computador, até que vejam algo interessante, como o número de seu cartão de crédito.

Por quê isso ocorre?

Desenvolvido no final da década de 60 para os sistemas Unix, o protocolo de comunicação TCP/IP tinha como objetivo facilitar o compartilhamento de informações e não previa uma função comercial. Em virtude destas características, apresenta falhas clássicas de segurança. Sem um modelo formalizado de segurança, as organizações estão sujeitas a perda ou alteração de informações, acessos indevidos e outros problemas. Ao optar pela ampliação do uso comercial da super estrada, as empresas devem se conscientizar que operações 100% seguras estão fora da realidade, pelo menos por enquanto.

Temos como evitar? Como?

Firewall e criptografia são soluções para combater os hackers, porém, antes de ampliar a utilização comercial da infovia, as empresas devem adotar uma política de segurança específica e personalizada. Um caminho que pode fazer com que uma empresa elimine os seus pontos vulneráveis, seria implantar um plano baseado em três pilares: difusão da cultura de segurança, ferramentas para garantir a execução do projeto e mecanismo de monitoração.

Em primeiro lugar, a empresa faz o levantamento e análise de riscos, estabelece uma política adequada à sua necessidade e começa o trabalho de peregrinação junto aos seus colaboradores. Depois, parte para a implementação. E as etapas seguintes estão relacionadas à monitoração e administração do plano. A monitoração é fundamental para identificar comportamentos suspeitos e prevenir invasões. A política é voltada ao negócio e não à informática, plataformas ou ambientes de desenvolvimento.

Como são feitos os crimes na Internet? Como capturar os criminosos?

Esqueça tudo o que você acha que sabe sobre crimes no mundo da alta tecnologia, hackers, espiões estrangeiros, gangues que roubam componentes, falsificadores de telefones celulares. O maior perigo para as jóias intelectuais de uma companhia, segredos comerciais, planos de preços e informações sobre consumidores, vem de companias rivais.
Alguns especialistas afirmam que o problema é que a natureza efervescente dos dados eletrônicos pode amenizar, ou até mesmo apagar, os sentimentos de culpa. As pessoas fazem coisas no ambiente do computador que nunca fariam fora dele. A maior parte das pessoas não pensaria em entrar num escritório, na calada da noite, para remexer em um arquivo confidencial. Mas, e se isso puder ser feito de forma muito mais cômoda, entretanto no e-mail de uma oura pessoa a partir da própria mesa de trabalho no escritório?
Ainda é muito complicado capturar esses tipos de criminosos, pois a pirataria tecnológica é quase indetectável e que qualquer um pode, com certa facilidade, obter as ferramentas necessárias em serviços eletrônicos ligados à Internet. E outra dificuldade seria mesmo que capturemos um desses criminosos como provar uma vez que este tipo de pirataria dificilmente deixa provas e sem provas como o poder Judiciário poderá processar e julgar sem o seu maior instrumento.

O que é Sistema Operacional?

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Autoria: Marlon

1. O QUE É UM SISTEMA OPERACIONAL?
Um sistema operacional é uma coleção de programas para gerenciar as funções do processador, o input, o output, o armazenamento e o controle dos dispositivos. O sistema operacional tem todos os comandos básicos que os aplicativos vão usar, em vez de ter todas estas funções re-escritas para cada aplicativo.
Exemplo: para imprimir um arquivo, os processadores de texto mandam o arquivo para o programa “imprimir” do sistema operacional.

2. HISTÓRIA DE ALGUNS DOS S. O. PARA COMPUTADORES PESSOAIS:
1965 O “Project MAC” desenvolve o sistema operacional Multics.
1970 O Unix é desenvolvido nos Bell Labs por Dennis Ritchie e Kenneth Thomson.
1980 A IBM seleciona PC-DOS da Microsoft como o sistema operacional para o IBM-PC.
1984 O Apple introduz o Macintosh como o System 1.0 que seria chamada MacOS eventualmente.
1985 A Microsoft desenvolve o Windows 1.0 que dá características como MacOS para DOS (Mas o Windows não é um sistema operacional com o MacOS ainda, só é uma interface para DOS.) O Linus Torvalds, um estudante finlandês, desenvolve o Linux, uma versão da Unix para processadores da Intel.
1990 A Microsoft introduz o Windows 3.0 que intensifica o debate legal entre a Microsoft e a Apple, em relação à semelhança do Windows com o MacOS.
1994 Microsoft introduz o Windows NT desenvolvido para redes.
1995 Microsoft introduz o Windows 95, previamente conhecido com ‘Chicago’
1998 Microsoft introduz o Windows 98
2000 Microsoft planeja introduzir o Windows 2000 combinando as características do Windows 98 e o Windows NT

3. TIPOS DE INTERFACES PARA USUÁRIOS:
a) Interface de linha de comando (command line interface).
Usa comandos alfanuméricos simples para navegar entre os discos e pastas, para conseguir outras funções como copiar, formatar deletar, etc., e para executar aplicativos. Exemplos: DOS, Unix and Linex.

b) Interface gráfica para usuários (Graphical User Interface ou GUI).
Usam ícones, menus e janelas para acessar programas, discos e executar comandos do sistema. Alguns GUIs não são sistemas operacionais propriamente, mas são extensões de um sistema operacional com uma interface de linha de comando. Exemplos deste tipo de relação: Windows 3.0 para DOS e X-Windows para Unix. Exemplos de sistemas operacionais com próprios GUIs: Windows 98/NT, MacOS e OS/2 Warp.

4. COMO UM SISTEMA OPERACIONAL FUNCIONA:
Componentes funcionais dos sistemas operacionais:
Um sistema operacional executa muitas funções para que o computador funcione bem e eficientemente. Algumas das mais importantes são:
• Interpretador de Comandos: traduz comandos para instruções que o processador entende.
• Gerente dos Usuários: guarda as tarefas de um usuário separadas daquelas dos outros.
• Gerente das Tarefas: guarda as operações de uma tarefa separadas daquelas dos outros.
• Gerente dos Recursos: gerencia o uso de recursos de hardware entre usuários e tarefas usando-os a qualquer ponto do tempo.
• Gerente de Arquivos: cria, deleta, enter, muda arquivos e gerencia acesso para arquivos.
• User Interface: gerencia acesso do usuário para o interpretador de comandos e o gerente de arquivos.

5. PRINCIPAIS S.O. (CONHECIDOS E MENOS CONHECIDOS):
MICROSOFT
MS-DOS
Windows 1.0
Windows 3.0
Windows 3.11
Windows 95
Windows 98
Windows 98 SE
Windows NT
Windows Millenium (Me)
Windows 2000
Windows XP
Windows 2003
Windows 64bits (Final de 2004) e Windows Long Horn (2005).

LINUS TORVALDS
Linux (Diversas versões)
Linux Mandrake 10 www.mandrakesoft.com

Linux Mandrake Move www.mandrakelinux.com/en-us
Linux Kurumin 2.3 e 3.0 www.guiadohardware.net/linux/kurumin/index.asp
Linux Kurumin Kacique 2.21 www.guiadohardware.net/linux/kurumin
Linux Red Hat 9.0 www.redhat.com
Linux Fedora Core 1 http://fedora.redhat.com
Linux Debian 3.0 www.debian.org
Linux Slackware 9.1 www.slackware.com
Linux Knoppix! 3.3 www.knopper.net/knoppix/index-en.html
Linux Peanut 9.5 www.ibiblio.org/peanut
Linux Lycoris www.lycoris.com
Linux Icepack 2.75 www.icepack-linux.com
Linux Libranet 2.7 www.libranet.com
Linux Mandrake Security 8.2 www.mandrakelinux.com
Linux Definity 2.0 www.definitylinux.com.br
Linux Vector 4.0 www.vectorlinux.com
Linux Gentoo 1.4 www.gentoo.org
Linux Tech 3.0 www.techlinux.com.br
PCLInux OS 2K4 www.pclinuxonline.com/pclos/index.html
Demolinux 3.01 www.demolinux.org

MACINTOSH
MacOS
MacOS 9
MacOS X

BELL LABORATORIES
Unix

IBM
OS/2

BERKELEY SOFTWARE DISTRIBUTION
BSD
FreeBSD
NetBSD
OpenBSD
BSD/OS
DARWIN

6. SETORES QUE MAIS UTILIZAM INFORMÁTICA.
Com o grande avanço da informática no mundo, tornam-se impossíveis serem feitas várias tarefas sem o uso de um computador. A grande facilidade para agilização de processos, tarefas, etc., contribuiu bastante para a sua expansão nas empresas, fazendo com que atualmente quaisquer setores dentre os quais:
a) Setor contábil;
b) Setor comercial;
c) Setor financeiro;
d) Setor estatístico;
e) Setor administrativo;
f) Setor de comunicação;
g) Setor de propaganda e market, etc., utilizem tal ferramenta para a execução
dos seus trabalhos, portanto, ficando impraticável o cotidiano sem os recursos da informática.
A crescente demanda e o grande capitalismo nos países desenvolvidos, fizeram com que o uso de um computador fosse praticamente obrigatório a um usuário comum, principalmente aos que estudam e necessitam obter conhecimentos para poder progredir, seja de forma acadêmica ou profissional.

07. PRINCIPAIS COMANDOS USADOS EM ALGUNS S. O.
Colar. Ctrl + V.
Copiar. Ctrl + C.
Recortar. Ctrl + X.
Desfazer Ctrl + Z.
Selecionar tudo. Ctrl + A.
Fechar janelas. Alt + F4.
Propriedades. Alt + Enter.
Alternar janelas. Alt + Tab.
Ajuda F1.
Renomear item. F2.
Pesquisar F3.

Sistemas Operacionais

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Autoria: Gabriel Ribeiro

Sistemas Operacionais

Equipe:
Cassiano T. de Andrade
Ernesto Bradacz
Fábio Guimarães
Fernando Dias
Márcio Augusto Braga

Índice.
Capa ………………………………………………………………………………………………………………….1
Equipe………………………………………………………………………………………………………………..3
Índice…………………………………………………………………………………………………………………4
Idéias principais……………………………………………………………………………………………………5
Um pouco de História……………………………………………………………………………………………6
O Ambiente Monousuário………………………………………………………………………………………7
Comunicação com o usuário…………………………………………………………………………………..8
MS-Dos……………………………………………………………………………………………………………..8
Comunicação com o Hardware……………………………………………………………………………….9
O Carregamento………………………………………………………………………………………………….13
O Ambiente Windows………………………………………………………………………………………….16
MS-Dos 6.2……………………………………………………………………………………………………….18
O Ambiente Windows………………………………………………………………………………………….29
O que é Linux…………………………………………………………………………………………………….41
O Sistema Operacional UNIX……………………………………………………………………………….47
O Sistema Operacional OS/2…………………………………………………………………………………103
Windows NT………………………………………………………………………………………………………120

Idéias Principais
1) Um pouco de História
2) O ambiente monousuário
3) Comunicação com usuário
4) O MS-Dos
5) Comunicação com o Hardware
6) O carregamento BOOT
7) O ambiente Windows

1) Um pouco de história

Os primeiros computadores pessoais surgiram em torno do ano de 1981, fabricados pela IBM.
Eram computadores de pequeno porte e tinham pouca capacidade de processamento. Esses computadores usavam processadores 8088 de 4,77MHz tinham 16KB de memória principal , não tinham memória em disco rigído e possuiam entradas de audio para o “recebimento” de programas via fitas K7. Com o avanço dos softwares e ficando cada vez maiores foi necessário introduzir um disco rigído que inicialmente era de 10MB.
Logo era necessário que também os processadores fossem mais poderosos para os softwares que iam surgindo, então apareceu o chip 80286, marcando assim uma evolução constante nos processos de desenvolvimento de tecnologia dos processadores. Com esse advento novos processadores iam surgindo e eram denominados de PC mais os três ultímos algarismos, ficando assim para 80386, PC 386. Mas com isso surgiu o problema das patentes, pois só um algarismo mudava, por exemplo:
PC 386 para PC 486 só mudava o 3 para o 4.
Então para o 80586 a intel resolveu o problema adotando o nome de Pentium mas alguns fabricantes contínuaram com os PC –três últimos algarismos, surgindo então os conhecidos PC 586.
Hoje há rumores do surgimento do PC 686 o vulgo P6.
A grande convêniencia disso tudo está na compatibilidade decrescente. Que significa que os programas que “rodavam” nos antígos 286 rodam nos 386 e assim por adiante.

2) O Ambiente Monousuário

A maioria dos microcomputadores é usada por uma só pessoa por vez. Seus recursos incluem possivelmente 256K de memória principal, um teclado, um monitor de vídeo, uma impressora, e um ou dois acionadores de disquetes (drives); um disco rígido e um modem são, também, opções comuns. Os conflitos sobre alocação de recursos são raros, uma vez que só há um usuário. Os computadores pessoais não são dispendiosos, e, portanto, eficiência de máquina é apenas uma preocupação de menor importância. Assim, os sistemas operacionais de microcomputadores geralmente enfatizam a facilidade de uso.
Vamos examinar o critério da facilidade de uso. Imaginemos um programa que seleciona um número entre 1 e 10 e oferece ao usuário três oportunidades de adivinhá-lo. A lógica necessária poderia exigir 10 ou 12 instruções. A esse nível, entretanto, esse jogo seria tão inamistoso que somente seu programador poderia jogá-lo. Para aperfeiçoar esse progarama, de forma a que qualquer um pudesse jogar, o programador deveria introduzir instruções para mostrar explicações e orientações ao usuário para localizar erros, e, por outro lado, para conduzir o usuário através do jogo. Essas instruções adicionais tornariam o programa maior e mais complexo.
O tamanho do programa é a principal preocupação. Os microcomputadores dispõem de uma memória principal limitada. Se o sistema operacional for muito grande não haverá bastante memória livre para abrigar um programa aplicativo significante. Portanto os projetistas de sistema de sistemas operacionais de microcomputadores devem balancear facilidade de uso com espaço de memória. Guardemos este objetivo na mente, enquanto examinamos as funções essenciais de um sistema operacional monousuário.

3) Comunicação com o usuário
O computador não é capaz de realizar um trabalho sozinho, é necessário que o usuário introduza em sua memória uma série de instruções.
O conjunto de instruções são chamados de programas(software), fornecidos pelo fabricante junto com o equipamento(hardware).
Com o crescente consumo de microcomputadores, houve a necessidade dos fabricantes de computadores fornecer seus equipamentos compatíveis com os sistemas operacionais mais usuais. Os sistemas operacionais mais usados são: MS DOS, Windows, Windows NT, Unix, OS/2.
O processador de comando é responsável por aceitar, interpretar e executar os comandos. Consiste em alguns módulos, cada um dos quais executa uma única tarefa.

4) MS-Dos

Lançamento em 1981 com duas versões: PC-DOS ( IBM ), MS-DOS ( Microsoft). O DOS apresenta seis versões que serão destacadas à seguir:
2.1. DOS 1.0 – Discos flexíveis de face simples ( 160 Kb ) e DOS 1.1 com discos de dupla densidade.
2.2. DOS 2.0 – IBM XT ( Discos rígidos de alta capacidade ) e DOS 2.1 ( finalidade de corrigir imperfeições do 2.0. ).
2.3. DOS 3.0 – Chegada do AT ( drive de 1,2 Mb ) e utilitários VDISK ou RAMDISK, DOS 3.1 para redes locais e DOS 3.3 ( drives de 1,44 Mb ).
2.4. DOS 4.0 – Quebrou a barreira dos 32 Mb e inseriu o DOSSHELL.
2.5. DOS 5.0 – Interface gráfica mais elaborada e capacidade de mudar de um programa para outro automaticamente.
2.6. DOS 6.0 – Software Double Space que duplica a capacidade do disco rígido e compartilhamento de impressora ( Interlink ). DOS 6.2 introduziu o SCANDISK e melhoramento em outros comandos.

5) Comunicação com o Hardware

O propósito de qualquer sistema operacional é separaros usuários e programadores do hardware. É muito mais sensato escrever um conjunto único de rotinas, colocá-las no sistema operacional, e permitir que usuários e programadores as chamem, do que obrigar cada um a reproduzir aquela lógica a cada vez que for necessário Ter acesso ao hardware.

5.1) O Sistema de Controle de Entrada/Saída

O único modo de se ler um programa ou um conjunto de dados de um disco para a memória principal é enviar ao drive uma série de comandos primitivos, solicitando busca e leitura do conteúdo de um ou mais setores.

O que se quer são os dados, os detalhes primitivos de hardware, juntamente com o modo de acassá-los, são problemas do computador. E quando o SO entra em cena. A maioria contém um sistema de controle de entrada/saída (IOCS), que gera os comandos primitivos necessários. O sistema de controle de entrada/saída comunica-se também com outros periféricos do computador. Cada dispositivo é controlado por seu próprio conjunto de comandos primitivos. Os programas aplicativos emitem pedidos lógicos para iniciarem uma entrada ou uma saída. O sistema de controle de entrada/saída recebe esses pedidos e gera os comandos primitivos necessários para controlar fisicamente esses dispositivos periféricos.

O estabelecimento de comunicações com um dispositivo externo envolve mais do que apenas a geração de comandos primitivos. Assim, sempre uqe dois componentes do hardware se comunicam, devem Ter seus sinais eletrônicos cuidadosamente sincronizados. Essa sincronização envolve a troca de um conjunto predeterminado de sinais, chamado protocolo.
O sistema de controle de entrada/saída aceita solicitações lógicas de E/s enviadas por um programa aplicativo, realiza quantas operações físicasde E/S forem necessárias para se obterem os dados solicitados, seleciona ou combina os dados físicos para formar um registro lógico, e devolve esse registro ao programa aplicativo.

Nem todos os sistemas operacionais trabalham com registros. Alguns deles encaram os dados em disco como simples cadeias de bytes. Em lugar de pedir registros lógicos pelos seus números relativos de registro, o programa solicita uma quantidade de bytes a partir de um endereço relativo de byte, e introduz naquela cadeia de bytes a estrutura desejada. O sistema de controle de entrada/saída do sistem operacional aceita as solicitações lógicas de E/S, realiza as operações físicas de E/S necessárias para executá-las, e converte posições relativas de bytes, e comprimentos em endereços específicos de trilha e setor.

5.2) O Sistema de Arquivos

Como o sistema sabe onde começa um determinado arquivo? A localização de cada arquivo de um disco pode ser encontrada pesquisando-se o diretório do disco, tarefa que é executada pelo sistema de arquivos.

O processador de comandos interpreta o comando e transfere o controle para o módulo de carregamento de programas. Este módulo ativa o sistema de arquivos, que lê o diretório. Como o diretório de um disco está sempre armazenando no mesmo setor ou setores, o sistema de arquivos sabe onde encontrá-los.

O sistema de arquivos é responsável, também, pela alocação de espaço em disco. Teoricamente, quando um arquivo é criado, seus dados são armazenados em uma série de setores consecutivos, mas, uma vez que muitos arquivos diferentes compartilham o mesmo disco, isto nem sempre é possível.

Um aspecto que pode provocar confusão é a diferença entre o sistema de arquivos e o sistema de entrada/saída. Geralmente, o IOCS é o módulo que se comunica diretamente com os dispositivos periféricos a nível de primitivas. O sistema de arquivos, por seu lado, desempenha funções lógicas, como gerenciamento do diretório e a alocação de espaço em disco. O sistema de arquivos usa o IOCS para ler e gravar o diretório, a tabela de alocação do disco, e os setores de dados.

5.3) Alocação de Memória

O sistema operacional é um conjunto de módulos que, entre outras coisas, carrega programas e presta-lhes suporte enquanto estão sendo executados. Em geral, as primeiras centenas de bytes da memória são reservadas para o armazenamento das informações do sistema operacional. A seguir vem o sistema de controle de entrada/saída, o sistema de arquivos e o processador de comandos. A memória restante é chamada de memória transiente.

Alguns módulos do sistema operacional, como os que controlam a E/S, dão suporte direto aos programas aplicativos durante sua execução, e, portanto, precisam ser residentes. Outros, como o módulo que formata discos, são usados apenas ocasionalmente e, por isso, podem ser transientes. Os módulos transientes residem em disco e são lidos para a memória quando se tornam necessários. Como o espaço de memória principal é limitado, é aconselhável manter como residente apenas a lógica essencial.

O carregamento de programas aplicativos nem sempre é um processo fácil como pode parecer, tendo em vista que o espaço necessário para alocá-los pode variar durante a sua execução. Como exemplo, alguns programas fazem uso de estruturas de overlay.

Tendo em vista que a quantidade de memória exigida por um programa pode variar durante a execução, o sistema operacional mantém uma tabela de espaço livre. Quando o programa emite uma solicitação de encadeamento ou de overlay, o console passa ao sistema operacional, que examina a sua tabela de memória livre, determina se há espaço suficiente para comportar o novo módulo, aloca o espaço, e lê o módulo para a memória. Em seguida o sistema operacional devole o controle ao programa aplicativo.

5.4) Interrupções
Como tudo que o computador deve fazer converge para a CPU, existe um tráfego intenso de instruções que entram e saem do chip em que ela está, ou seja, o microprocessador.

Assim, além de termos acessos que ora funcionam como entradas ora como saídas, temos um sistema muito bem organizado de controle de seu funcionamento.

Ocorre que a CPU poderia receber solicitações para fazer duas coisas ao mesmo tempo e isso não é possível. O usuário poderia tentar digitar alguma coisa ao mesmo tempo que seu MODEM tentasse transferir dados para o monitor ou coisa parecida.

O que existe no microprocessador é uma organização de acesso através de interrupções (IRQ). Cada dispositivo recebe uma senha ou um número que indica sua prioridade de acesso à CPU, ou seja, um número de IRQ (Interuption Request) que permite que a CPU saiba quem tem prioridade no atendimento, caso haja várias solicitações de acesso ao menso tempo.

Logo, se o teclado tiver uma IRQ 1 e tentar acessar a CPU ao mesmo tempo que a porta paralela LPT1 em que está ligada a impressora e que tem uma atribuição de IRQ 7, ele será atendido primeiro

6) Carregamento

O carregamento e execução de um programa inician-se com um comando que é lido e interpretado pelo sistema operacional. Naturalmente o sistema operacional é colocado na memória geralmente o sistema é colocado na ROM .
Entretanto uma grande parte dos computadores possuem a memória principal volátil RAM, que perde seu conteúdo a cada vez que a máquina é desligada , desta forma toda vez que o computador é incializado devemos carregar o sistema operacinal.
Normalmente o sistema operacional é armazenado em discos e copiado para a RAM, esta tarefa é executado pelo BOOT normalmente armazenado dos dois primeiros setores do disco, que será ou não lido automáticamente pelo Hardware, sempre a o micro for inicializado. O boot não passa de algumas instruções que sâo necessária para executar a leitura do restante do sistema operacional.e a partir daí o usuário poderá digitar o comandos para carregar um programa.

6.1) Medidas de Eficiência.

Além de servir como interface entre o hardware e software, um sistema operacional também gercia os recursos do computador, garantindo que sejam utilizados de forma eficiente. Embora o aspecto da eficiência seja menos importante em microcomputadores do que em máquinas de grande porte, existem algumas técnicas de gerenciamento de recursos desses últimos que são comum aos sistemas de monousuários.

6.2) Disparidade

O fato de que um computador esteja executando um programa não significa que esteja sendo usado de forma eficiente..Antes de mais nada, existe uma enorme disparidade de velocidade entre o computador e seus periféricos.
Imaginamos um programa que lê um setor do disco e executa 100 instruções, e grava um setor neste disco. Nosso computador é capaz de executar 1 milhão de intruções por segundo e, portanto, as 100 instruções gastam apenas 0,0001 segundo do tempo do processador. Um disco de alta velocidade pode procurar e acessar um determinado setor em poucos milisegundos, se utilizarmos qualquer técnica que reduza significativamente o número das operações físicas de entrada e asída melhorará de forma significativa o a eficiência do sistema.
Uma solução para este problema é o emprego de Buffer Múltiplos.

6.2.1) Escalonamento

Os usuários de microcomputadores tendem a interessar-se por aplicações específicas, com editores de texto, planilhas ou desenvolvimento de programas. Específicas, como editores de texto, planilhas ou desenvolvimento de programas. Entretanto, muitos sistemas comerciais pequenos executam grande variedade de programas, processando folhas de pagamento, atualizando inventários, gerando relatórios contábeis etc… . Em tais computadores, a transição de um tipo de serviço para outro pode ser problemática.
Antes que qualquer programa possa ser executado, os discos têm que ser selecionados, a impressora precisa ser abastecida com os formulários adequados, e as outras tarefas de preparação devem ser completadas, e tudo isso toma tempo. Uma conseqüência do tempo perdido pode ser a necessidade de pagamentos extras ao operador, e uma outra seria a subutilização de um equipamento relativamente caro – O Computador. Como solução parcial deste problema, temos o escalonamento.
Como exemplo, vamos considerar quatro programas com exigências diferêntes em termos de formulários. A execução desses serviços na ordem indicada significará quatro trocas de papel. Se, no entanto agruparmos os programas com exigências semelhantes, o mesmo serviço poderá ser feito com uma unica troca de formulários, com significativa redução tanto de tempo quanto no preparo do tempo total dispendido.
Nem todas as combinações de programas sâo tão óbvias, mas é uma boa idéia agrupar tarefas similares para aproveitar as vantagens de preparação comuns. O escalonamento permite, ainda, que um operador providêncie antecipadamente as necessidades de um programa B, enquento o programa A estiver sendo executado. Como veremos na parte de Multiusuários o escalonamento é mais importante que nos sistemas monousuários mas mesmo assim este sistema ainda é utilizado em sistemas Monousuários.

6.2.2) Outros Métodos de Poupar Tempo de Execução

A preparação não é o único motivo de desperdício de tempo no uso de um computador. Considere, por exemplo, a compilação. Após um programa ter seus erros depurados, a compilação, que é a conversâo da linguagem de programação em linguagem de máquina, produz sempre os mesmos resultados. Seria preferível armazenar o módulo objeto em disco, para depois carregá-lo e executa-lo.
Muitos programas processam um grande volume de dados, gastando bastante tempo nesta atividade. Quanto mais longo for esse processo, maio e o risco de que um problema elétrico, um erro de dados, ou alguma outra falha, venha a interromper a execução. Freqëêntemente, a única maneira de recuperar. Freq6uêntemente, a única maneira de recuperar os resultados é reexecutar o programa, o que significa um óbvio desperdício de tempo do computador e do usuário. Esse problema pode ser minimizado pelo emprego de pontos de verificação ( checkpoints ).
A idéia básica é gravar um resultado intermediário do programa na memória secundária a intervalos regulares – digamos, a cada 10 minutos. muitas vezes todo o programa é gravado. Se houver ocorrido um erro, o programa, é reinicializado a partir do último ponto de verificação. Com um ponto de verificação a cada 10 minutos perdidos de trabalho.

7) O Ambiente Windows

7.1) Diferenças básicas entre MS-Dos e Windows
Dos
Interface complicada
Comandos via teclado
Windows
Interface gráfica, mais intuitiva

7.2) Princípios básicos

O Windows transforma a tela do computador numa mesa eletrônica
Existe a possibilidade de utilizar o teclado em conjunto com o mouse

7.3) Introdução ao Windows 95

7.3.1) Configuração Mínima
Microprocessador 386 Dx ou superior
Um dos seguintes sistemas operacionais
a) Ms-Dos 3.31 ou posterior
b) Windows Versão 3.0 ou posterior
c) OS/2 versão 2.0 ou posterior
4 Mb de Memória (Recomendável 8Mb de RAM)
Espaço disponível em HD (35Mb a 40 Mb)

7.4)Na prática, para uma performance aceitável do Windows 95
Microprocessador 486 Dx4-100MHz (mínimo)
8Mb de memória principal (16Mb ideal)
1Gb de espaço em HD
Mouse como periférico obrigatório e não opcional, como descrito pela Microsoft

7.4.1) Novidades encontradas no Windows 95 em relação ao seu antecessor 3.1/3.11

Interface nova
Inserção na barra de tarefas dos programas
Windows Explorer
Nomes em arquivos com no max. 255 caract.
Melhor performance em jogos e multimídia
Compatibilidade com Hardware Plug-and-Play
Multitarefa preemptiva a 32 Bits
Microsoft Exchange
The Microsoft Network
Inclusão da lixeira
Atribuições ao botão direito do Mouse

7.5) Iniciando o Windows 95

Disquete de 3 1/2
CD-ROM

Após sua instalação o início do Windows 95 é feita de maneira automática
Área de Trabalho
Atribuições do botão direito do Mouse no Windows 95

8. MS – DOS 6.2

8.1. Introdução

O DOS surgiu no final de 1981 com o lançamento do primeiro micro IBM PC. Desenvolvido pela Microsoft, ( na época ) uma pequena empresa de software, possui duas fachadas : o PC – DOS e o MS – DOS. A diferença entre eles é que o PC – DOS é comercializado pela IBM junto com seus equipamentos, enquanto o MS – DOS tem sua comercialização feita por meio da Microsoft.

8.1.2. Abstract

The DOS sprouted in the end of 1981 with the casting of the first micro IBM PC. Developed by Microsoft, (in time) a little software industry, have two fronts: the PC – DOS and the MS – DOS. The differences between theirs is that the PC- DOS is commercialized by IBM together with theirs equipament, while the MS – DOS have his commercialization by for Microsoft.

8.2. O MS-DOS

Desde o seu lançamento o DOS teve 6 versões e cinco atualizações de menor porte. Primeiramente o DOS 1.0; este serviu para fazer com que o IBM PC decolasse. O DOS 2.0 foi introduzido junto com o IBM XT e o DOS 3.0 com o IBM AT. A versão 4.0 surgiu para servir de ponte para uma futura migração para o OS/2, fato esse que nunca ocorreu. A versão 5 foi a primeira a utilizar os recursos que as máquinas 386 e superiores ofereciam.
Iremos agora citar algumas características das várias versões do DOS:

8.2.1. DOS 1.0
Esta versão do DOS suportava apenas discos flexíveis de face simples (160 KB ) e no fundo era quase uma cópia do sistema operacional CP/M. Logo veio uma atualização, DOS1.1 que surgiu para suportar discos de densidade dupla.

8.2.2) DOS 2.0
Em 1983 com o lançamento do IBM XT, e o surgimento dos discos rígidos de alta capacidade (10MB) fizeram com que fosse lançado a versão 2.0, a qual suportava disco rígido e diretórios. No final de 1983 uma atualização, a 2.1 surgiu para corrigir pequenas incorreções e suportar drivers de meia altura. Esta versão ocupava apenas 25 KB de RAM e os arquivos do sistema ocupam cerca de 40 KB no disco. Arquivos de sistema são aqueles invisíveis do DOS, usados para tornar um disco alto carregável.

8.2.3) DOS 3.0
Já em 1984, com a chegada do AT, uma nova versão do DOS foi lançada para suportar o novo driver de 1,2 MB, e um utilitário chamado VDISK ou RAMDISK este foi criado para poder usar a memória que ultrapassava os 640 KB. Em 1985 surgiu a versão 3.1, esta capacitada para suportar hardware e software para redes locais e corrigir incorreções da versão 3.0. Mas com o aparecimento dos micros portáteis a IBM lançou a versão 3.2, que suportava os novos discos de 3 polegadas e 720 KB, além de introduzir os comandos XCOPY e APPEND. Este comando XCOPY é extremamente potente e recomendável para copiar disquetes com subdiretórios e fazer cópias seletivas de arquivos. Já o comando APPEND permite que arquivos de dados e outros tipos de programas que não sejam do tipo (.COM), (.BAT) e (.EXE) possam ser acessados sem a especificação do driver e do diretório em que se encontram.

8.2.4) DOS 3.3
Esta atualização inseriu o suporte a drivers de 3 polegadas de 1,44 MB de capacidade, que é padrão para as máquinas PS/2. Além disso, foi introduzida a possibilidade de dividir um disco rígido em várias partições de até 32 MB, ou seja, se você possue um disco rígido de 80 MB poderá criar duas partições de 32 MB e uma terceira de 16 MB, endereçando respectivamente os drivers C, D e E. Outras características dessa versão é a possibilidade de poder abrir até 255 arquivos contra apenas 20 da versão anterior.
Em edição a essa modificação, foi introduzido o comando FASTOPEN que acelera o acesso a discos para arquivos muito utilizados.

8.2.5) DOS 4.0
Em 1988 a versão 4.0 foi rapidamente substituída pela versão 4.01. Essa versão ocupa cerca de 110 KB para os arquivos do sistema e 67KB de RAM, podendo chegar a quase 90 KB se você modificar o CONFIG.SYS com algum programa residente do DOS.
Esta atualização finalmente quebrou a barreira dos 32 MB como tamanho máximo de uma partição de disco. Um dos recursos que mais chama atenção é o DOSSSHELL, uma interface gráfica do tipo Windows que permite ao usuário selecionar comandos do DOS através de menus e de mouse.

8.2.4) DOS 5.0
Na versão 5.0 apareceram grandes mudanças, além de uma interface gráfica mais elaborada que permite ao usuário carregar para a memória diversos programas de forma a poder mudar de um para o outro automaticamente sem ter de sair ou abandonar um programa, retornar a linha de comando e aí então carregar o segundo programa.
Alguns dos recursos que tornaram o Norton Utilities famoso, como os comandos de recuperação de arquivos ( Quick Unerase ) e a proteção de formatação ( Safe Format ), foram encorporados ao sistema operacional, licenciados da Central Point, empresa que desenvolveu o arqui-rival do Norton Utilities, o PCTOOLS. Além desses importantes comandos, o DOS 5 permite o acesso a memória expandida e a memória superior do micro.

8.2.7) DOS 6.0
Esta versão apresenta como um dos destaques o Double Space, um software que duplica a capacidade do disco rígido de maneira transparente para o leitor, ou seja, uma vez instalado, o micro trabalha da mesma forma que o leitor esta acostumado.
O MSAV, um antivírus completo que detecta e elimina mais de 1300 vírus. Para otimizar o acesso a disco, o programa Defrag elimina a fragmentação de arquivos e diretórios.
Para quem possui 2 micros e necessita compartilhar impressora e discos, mais ainda não possui aplicações que justifiquem adquirir uma rede local, o DOS 6 apresenta o Interlnk e o Intersrv . Com esses programas, você pode ligar dois micros pela porta serial e fazer com que um acesse a impressora do outro, assim como os drivers de outros micros.
Houve profundas mudanças no funcionamento do arquivo CONFIG.SYS. Atualmente é possível carregar diferentes configurações do DOS para a memória.
Como hoje muitos programas exigem mais de 600 KB de memória para poderem ser executados, é comum o usuário ter de criar discos de boot, ou seja, um disco usado para carregar apenas o mínimo necessário de programas para a memória, permitindo assim que o software possa ser executado. Nesta versão o usuário pode criar um menu que é exibido pelo CONFIG.SYS e que permite selecionar diversas configurações ou assumir uma configuração padrão caso nenhuma seja escolhida dentro de um tempo determinado.

8.3) DOS 6.2

O DOS 6.2, lançado em 1993, corrige erros que foram detectados no programa de duplicação Double Space e introduz um novo comando, o SCANDISK, para a correção de erros físicos nas unidades de disco, além de outros pequenos melhoramentos em diversos outros comandos do DOS.

8.3.1) Modo de operação do DOS

O DOS possui duas maneiras de receber comandos do usuário. Pode ser por meio do sinal de prontidão, ou linha de comando, caracterizado pelo símbolo “C>”, em que você pode digitar os comandos do DOS ou nome de programa a ser executado.
A letra que antecede o sinal “>” corresponde à letra do driver atual. As unidades de disquete recebem as letras “a” e “b”. O disco rígido recebe a letra “c” e seguintes dependendo da configuração do micro.
Os comandos do DOS são chamados pela introdução do nome do comando; por exemplo, COPY, DIR ou DEL. Além do nome do comando do DOS você normalmente informa outros dados na linha de comando para completar a ação do comando.
O tamanho máximo de um comando do DOS, incluindo qualquer parâmetro opcional é de 127 caracteres. Como a tela possui 80 colunas, o comando pode ser continuamente digitado, mesmo que exceda a largura da tela.

8.3.2) Tipos de Comando

O DOS tem seus comandos divididos em duas categorias: comandos externos e internos. Quando o DOS é carregado para a memória, apenas seu núcleo é mantido na memória. Nesse núcleo alguns comandos ficam constantemente disponíveis para o usuário. Para não consumir muita memória do micro apenas com o sistema operacional, a maioria dos comandos do DOS foi mantida em arquivos em discos. Quando for necessário executar esses comandos, eles serão carregados do disco para a memória, executados e depois disso liberam novamente a memória que estavam ocupando.

8.3.2.1) Comandos Externos

A maioria dos comandos do DOS é externa. Ao ser instalado, o DOS cria um diretório, normalmente chamado DOS, para o qual copia todos os comandos ou arquivos externos. Como padrão, assumiremos que o diretório do DOS chama-se DOS e esta no disco “C”.
Para acionar um comando externo do DOS, o usuário precisa estar no diretório do DOS, senão o comando não será encontrado e uma mensagem de erro será exibida na tela. Se a pessoa não estiver no diretório do DOS, deverá preceder o comando com o seu caminho, ou seja, incluir a letra do driver e diretório nas quais se encontra. Como exemplo “C>C:DOSLABEL”, neste exemplo foi especificado “C:DOS” para indicar onde o comando LABEL está gravado dentro do disco rígido C e no diretório DOS.

8.3.2.2) Comandos Internos

Os comandos internos do DOS estão sempre disponíveis para o operador e podem ser introduzidos no sinal de prontidão do DOS. Por exemplo: DIR / P é um comando interno que é executado a qualquer momento, pois sempre se encontra na memória.

8.3.3) Nomes de Arquivos

Os comandos externos do DOS são gravados em disco como um programa ou arquivo qualquer. O DOS regulamenta a criação do nome de um arquivo, que deve obedecer as seguintes regras:
8.3.3.1) Pode conter de 1 à 8 caracteres e incluir uma extensão de arquivos no final, que é um ponto seguido por mais três caracteres. Os caracteres aceitos nos nomes de arquivos incluem todas as letras do alfabeto ( maiúsculas e minúsculas são tratadas da mesma forma ), dígitos numéricos e as seguintes marcas de pontuação:
@ ( símbolo de arroba );
# ( número ou símbolo de libra );
$ ( sinal de cifrão );
% ( símbolo de porcentagem );
^ ( símbolo de controle );
_ ( sinal de sublinhado );
& ( E comercial ).

8.3.3.2) Nenhum outro caractere pode ser especificado como parte do nome do arquivo.

8.3.3.3) Não pode haver espaço entre as letras do nome do arquivo.

Nomes válidos: Nomes inválidos:
ARQ01.TXT ARQ(01).TXT
AMOSTRA.PRG FAT 02.WKS
X
FAT_01.WKS

8.3.4) Algumas funções básicas do DOS

8.3.4.1) Cópia de disquete

O comando utilizado para fazer duplicatas de disquetes chama-se DISKCOPY. Esse comando permite a cópia de um disco entre duas unidades de disquete desde que os formatos dos discos sejam idênticos, ou seja, tanto o driver A: como o driver B: devem ser do mesmo tipo. Como a cópia é feita trilha a trilha, não se pode copiar nenhum disco de 3,5 para um disco de 5,25 polegadas, tampouco um disco de 360KB para 1,2MB pois, apesar de o tamanho físico ser idêntico, o número de trilhas é diferente. Após o nome do comando DISKCOPY o usuário deve especificar a letra do driver de origem e a letra do driver de destino que receberá a cópia.

8.3.4.2) Formatação de disquetes

Qualquer disquete precisa ser formatado antes de ser usado, não importando qual seja o computador ou programa que irá utilizá-lo. O comando que realiza a formatação é chamado FORMAT e permite a formatação de disquetes e discos rígidos.

8.3.4.3) Cópia de Arquivos

O comando COPY permite que o usuário copie um ou mais arquivos de um disquete para outro ou de um disquete para o disco rígido e vice-versa.

8.3.4.4) Criando um subdiretório

Para criar um subdiretório devemos usar o comando MD da seguinte forma: MD . E para criar um subdiretório o usuário deve estar no diretório imediatamente acima daquele a ser criado. Neste caso basta especificar o comando seguido do nome do diretório, sem especificar o caminho.

8.3.4.5) Modificando o diretório atual.

Sempre que o usuário carrega o sistema operacional, o diretório raiz é assumido como o diretório atual. Para tornar um subdiretório o diretório atual, deve ser usado o comando CHDIR.

8.3.4.6) Excluindo um diretório

Para excluir um diretório o comando usado é o RD; este é usado da seguinte maneira: RD .

8.3.4.7) Eliminando arquivos

A eliminação de um arquivo é feita por meio de um comando chamado DEL. Para excluir um arquivo, digite o comando DEL seguido do caminho e nome do arquivo a ser eliminado.
1.3.4.8. Trocando o nome de um arquivo
O DOS possui um comando chamado RENAME que permite ao usuário trocar o nome de seu arquivo. Este comando pode ser abreviado para REN e é usado da seguinte maneira:
RENAME .

8.4) O DOSSHELL

O DOSSHELL é uma interface gráfica que permite ao usuário executar a maioria dos comandos do DOS por meio da seleção de menus e opções, usando inclusive um mouse. Além de executar diversos comandos do DOS, o DOSSHELL permite carregar para a memória diversos programas simultaneamente, podendo mudar de um para o outro sem ter de sair do programa atual, retornar ao DOS e carregar o novo programa.
O DOSSHELL facilita muito a vida do usuário, evitando que ele tenha de decorar vários comandos.

8.5) Conclusão
O DOS é a ferramenta indispensável para o uso de um micro computador pessoal. É ele quem oferece a interface entre o usuário, o hardware e software. Assim que o usuário dá partida no computador, o DOS assume o controle de cada parte do sistema, exceto uma … o próprio usuário.
O DOS também oferece facilidades para ajudar nas tarefas que executamos diariamente, como gerenciar arquivos, bem como as tarefas menos comuns que devemos fazer apenas quando houver problemas no sistema.

8.6) Bibliografia

Siqueira, José de Oliveira – Lopes, Alexandre Barci – DOS 6.2 Completo.
Ramalho, José Antonio – MS DOS 6.2.
Norton, Peter – Guia do DOS 6.
Site da Internet: http://www.jundiai.inf.br/dablaisepascal.

9) AMBIENTE WINDOWS

O sistema operacional MS-DOS ,fabricado pela Microsoft já existe à mais de dez anos ,e, desde então estabeleceu uma maneira de operar micros, padrão PC ,por meio de comandos via teclado ( dir copy ,type,del, etc) . Esta interface com o usuário ,contudo não
É das mais amigáveis .Requer treinamento intensivo e pratica constante .
Pensando nisto ,a Microsoft ,desenvolveu outro software ,que vem rapidamente substituindo o MS-DOS no mundo inteiro .
É o Windows ,cujo padrão de operação através de símbolos gráficos (ícones) , e o uso intensivo do mouse torna a operação do micro muito mais fácil . O Windows é uma interface gráfica com o usuário ,um ambiente de operação mais familiar ,mais intuitivo ,muito menos árido que um teclado.

Abstract

The Windows enviroment has ten years. One of the easier operational system. It works through graphic symbols and mouse gets easier to use.

9.2) PRINCÍPIOS BÁSICOS
Sobre uma mesa de trabalho normalmente existem vários objetos : uma agenda ,uma calculadora ,um calendário um risque e rabisque ,canetas relógio etc. O dono da mesa tem liberdade de usá-los e organiza-los como melhor lhe convier: dispostos ao acaso ,simetricamente colocados lado a lado meio empilhados , ou destacados , como um porta-retratos .As coisas também podem estar guardadas em gavetas .
O Windows transforma a tela do computador numa mesa eletrónica .A tela como um todo é denominada mesa de trabalho desktop ,e é possível distribuir sobre esta superfície tantos objetos quanto permitir a memória do computador .É possível remover itens não mais usados ,movimentar outros , ordenados ou espalhados desordenadamente .O Windows mantém a organização nesta mesa eletrônicas.
Windows em inglês significa janela , e este conceito já é utilizado em alguns televisores ,onde se pode assistir a duas ou mais atracões ao mesmo tempo , mediante pequenas janelas na tela principal .
O Windows exibe os programas que são utilizados sobre a mesa de trabalho . As janelas podem ser abertas ou fechadas ,suas posições e tamanhos podem ser alterados arrastando-as pela tela .
Apesar de ser possível utilizar exclusivamente o teclado ,a operação do Windows com um mouse é mais fácil e eficiente . Em alguns casos , o usuário pode agilizar a operação utilizando o teclado em conjunto com o mouse , por meio de combinações de teclas atalhos

9.3) WINDOWS 95

O Windows 95 é um excelente ambiente gráfico que permite trabalharmos com programas gráficos , manipulando-os de maneira fácil ,rápida e moderna .
O nome Windows se dá pela maneira que os programas se apresentam na tela janelas ,permitindo ao usuário visualiza-los simultaneamente ,podendo os mesmos serem acessados de forma fácil e imediata ,bastando que o usuário posicione a seta do mouse sobre o nome do aplicativo desejado na barra de tarefas e clique sobre o mesmo .
Com o windows 95 é possível trabalhar ,simultaneamente , com diversos aplicativos e mudar de um aplicativo para outro imediatamente ,como por ex. , trabalhar ao mesmo tempo com uma planilha eletrônica ,um processador de textos e um editor gráfico movendo-se de um para outro com simples movimentos e sem precisar encerrar a execução de um destes aplicativos para passar para outro . É possível , também , transferir informações entre esses aplicativos independente deles serem específicos do Windows 95 , bastando apenas que o usuário selecione a opção a ser transferida de um aplicativo e a coloque em outro utilizando comandos específicos que Windows 95 oferece .
O Windows 95 pode utilizar qualquer utilitário desenvolvido para rodar no DOS porém para uma melhor performance e inteiracão com o ambiente gráfico é necessário a utilização de programas desenvolvidos especificamente para Windows 95 .

9.4) CONFIGURAÇÃO MÍNIMA ,ESPECIFICADA PELA MICROSOFT.

Microprocessador 386DX ou superior (32 bits reais )
Um dos seguintes sistemas operacionais :
MS-DOS 3.31 ou posterior
Windows versão 3.0 ou posterior
OS/2 versão 2.0 ou posterior
4Mb de memória (recomendável 8 Mb)
Espaço disponível em disco rígido de 35 Mb a 40 Mb , variando de acordo com os recursos escolhidos durante a instalação.
Unidade de disco de alta densidade de 3 ½ para sistema em disquete e leitor de cd-rom para sistema em Cd .
Adaptador gráfico VGA ou de maior resolução.
A Microsoft salienta que os requisitos de sistema para programas baseados no Windows 95 podem exceder os requisitos descritos acima para o Windows 95 .
Na pratica temos a seguinte configuração para uma performance aceitável do uso do sistema operacional Windows 95.
Microprocessador 486 DX4-100 Mhz (mínimo) , 8 Mb de memória principal (16 Mb ideal) , 1 GB de espaço em disco rígido e mouse como periférico obrigatório e não opcional como foi descrito pela Microsoft.

9.5) NOVIDADES ENCONTRADAS NO WINDOWS 95 EM RELAÇÃO OA SEU ANTECESSOR WINDOWS 3.1/3.11:

>Interface nova > O Windows 95 traz agora uma barra de tarefas onde localizamos o botão iniciar , que permite abrir programas ,encontrar documentos , usar ferramentas de configuração e finalizar o ambiente gráfico Windows 95 .
>A medida que vamos abrindo os programas , seus nomes vão sendo inseridos na barra de tarefas ,bastando clicarmos no nome para alternarmos de um programa para outro .
>Windows explorer >Vem substituir o gerenciador de arquivos da versão anterior ,permitindo localizar ,copiar, apagar ,qualquer operação com arquivos ,unidades de redes e unidades de disco.
>Podemos colocar nomes em arquivos com no máximo de 255 caracteres (8 na versão anterior )
>Melhor performance em jogos e multimídia
>Compatibilidade com hardware Plug and play –Windows 95 reconhece automaticamente e configura automaticamente a maioria do hardware existente, dispensando assim a intervenção direta do usuário .
Multitarefa preemptiva a 32 bits ,permitindo rodarmos muitos programas ao mesmo tempo .
>Inclusão de uma lixeira ,permitindo uma recuperação de arquivos apagados de maneira segura .
>Atribuições ao botão direito do mouse ,executando procedimentos com maior rapidez.

9.6) ATRIBUIÇÕES AO BOTÃO DIREITO DO MOUSE NO WINDOWS 95

Os procedimentos executados através do botão direito do mouse ,irá depender da localização do usuário dentro do Windows 95 , mas na maioria das vezes servirá como atalho , facilitando o uso de comandos sem a utilização de menus ou submenus.
Ex. Na área de trabalho ao clicarmos o botão direito do mouse ,podemos organizar ou alinhar ícones ,criar nova pasta ou atalho ,bem como modificar as propriedades da área de trabalho (tela de fundo ,aparência ,proteção de tela ,etc.).
No exemplo acima se quisermos alterar a propriedade da área de trabalho sem o uso do botão direito do mouse ,teremos que usar a seguinte seqüência : iniciar ,configurações , painel de controle ,vídeo .

9.7) INICIANDO O WINDOWS 95

O Windows 95 é apresentado em dois tipos de mídias para instalação :
>Disquete 3 ½
>Cd-rom
Em termos de conteúdo , a versão Cd-rom é ideal , pois possui maior número de drivers (programas controladores de periféricos ) ,exemplos ,etc… .
Para cada tipo de mídia apresentado existe duas versões :

>Versão atualizada (upgrade) ,requer uma versão anterior previamente instalada
>Versão completa (full) ,não necessita de nenhum sistema instalado , utilizado principalmente em equipamentos novos.
Não existe diferenças em termos de conteúdo do software ,no que se refere a versão full ou upgrade
A instalação do Windows 95 é feita com o comando instalar na versão em português ou setup na versão inglês, tanto na versão disquete quanto na versão cd-rom
Após sua instalação ,o inicio do Windows 95 é feito de maneira automática ,toda a vez que se liga o equipamento.

9.8) ELEMENTOS DA TELA DO WINDOWS

9.8.1) ÁREA DE TRABALHO

A principal tela do Windows 95 é a área de trabalho ,pois tudo será feito dentro dela (desenho ,texto etc…).
A área de trabalho é como se fosse a nossa mesa ,onde colocamos o material necessário para um determinado trabalho.
A área de trabalho do Windows 95 contém os seguintes elementos :
Papel de parede (tela de fundo )
Ícones – pequenos desenhos representando um programa ou uma janela fechada a qual contém outros ícones .
Barra de tarefas – Essa barra contém botões que irão iniciar programas ,alternar entre um programa e outro ,botões de configuração ou simplesmente elementos informativos como hora data , etc… .
A área de trabalho pode ser personalizada de acordo com o gosto do usuário ,ou para dar maior praticidade ao um determinado procedimento .

9.8.2) ÍCONES DA ÁREA DE TRABALHO

A área de trabalho poderá conter vários ícones , dependendo dos programas externos (não incluídos no pacote Windows 95 ) , instalados no sistema .

O padrão do Windows 95 são os seguintes ícones :

Meu computador – Esse ícone ao ser acionado ,abrirá uma janela a qual conterá informações do seu sistema , indicando o conteúdo do equipamento:
 Número de unidades do equipamento (drives , cd-rom ,rede ,etc…).
 Pasta painel de controle (configuração do equipamento ) .
 Pasta impressoras (configuração de impressoras).
Além disto , a janela meu computador ,nos dá acesso a todas as unidades ou pastas descritas acima .
 Lixeira – local de armazenamento temporário para arquivos excluídos , permitindo uma recuperação dos mesmos caso o usuário necessite .
 Ambiente de rede – Exibe os recursos disponíveis na rede caso seu computador esteja conectado a uma rede .

9.8.3) BARRA DE TAREFAS

A barra de tarefas padrão no Windows contém :
Botão iniciar – É através desse botão que temos acesso para iniciar programas , abrir documentos , mudar configurações do sistema , executar comandos , obter ajuda , localizar arquivos e também finalizar o Windows 95.
Na direita da barra de tarefas temos o relógio que além de informar a hora , permite alterá-la.

9.9) INICIANDO OS PROGRAMAS DO WINDOWS 95

O botão iniciar é menu desdobrável contendo as seguintes opções :
 INICIAR
 PROGRAMAS
 DOCUMENTOS
 CONFIGURAÇÕES
 LOCALIZAR
 AJUDA ]
 EXECUTAR

Algumas destas opções são desdobradas em sub-opções como:

 PROGRAMAS
 ACESSÓRIOS
 FERRAMENTAS DO SISTEMA
 MULTIMÍDIA
 BLOCO DE NOTAS
 CALCULADORA
 DISCAGEM AUTOMÁTICA
 MAPA DE CARACTERES
 PAINT
 JOGOS
 WORDPAD
 INICIAR
 PROMPT DO MS-DOS
 WINDOWS EXPLORER
 OPERAÇÕES COM ARQUIVOS E PASTAS
 OPERAÇÕES COM DISCOS
 DOCUMENTOS
 CONFIGURAÇÕES
 PAINEL DE CONTROLE
 ADICIONAR NOVO HARDWARE
 ADICIONAR /REMOVER PROGRAMAS
 CONFIGURAÇÕES REGIONAIS
 DATA E HORA
 FONTES
 IMPRESSORAS
 INTERNET
 JOYSTICK
 MODEMS
 MOUSE
 MULTI MIDIA
 REDE
 SENHAS
 SISTEMA
 SONS
 CORREIO
 TECLADO
 VÍDEO
 IMPRESSORAS
 BARRA DE TAREFAS
 LOCALIZAR
 ARQUIVOS OU PASTAS
 EXECUTAR
 DESLIGAR ( com 3 opções)

9.9.1) DICAS

Estes procedimentos permitirão que você teste o Windows 95 sem perder o ambiente que já esta acostumado a usar. Permitirão, ainda, que você recupere o ambiente DOS e Windows anteriores, caso você tenha instalado o Windows 95 sobre eles.

ATENÇÃO: Faça uma cópia dos arquivos presentes em C: antes de fazer qualquer modificação no seu sistema.

1.Se você ainda não instalou o Win95
2.Se você já instalou o Win95
3.Lembretes

1 Se você ainda não instalou o Windows 95

Obs.: Se você ainda não instalou o DOS 6.x, instale-o antes de instalar o Windows 95.

A maneira mais prática de instalar o Windows 95 e manter o seu sistema DOS anterior é a seguinte:

1.Inicie a instalação normal do Windows 95.
2.Ao ser perguntado em que diretório instalar o Windows 95, responda que irá instalar em
outro diretório (a opção default será onde está instalado seu Windows 3.x). Ao ser
perguntado em que diretório instalar, entre, por exemplo, “WIN95”.
3.Ao terminar a instalação os dois sistemas estarão disponíveis, bastando apertar a tecla de
função F4 no boot logo após aparecer “Starting Windows 95”.

2 Se você já instalou o Win95

Caso você tenha instalado o Windows 95 em outro diretório que não o do Windows 3.x, basta apertar a tecla F4 ao aparecer “Starting Windows 95”.

Se você instalou usando as opções default de diretórios, o seu sistema DOS e Windows 3.x terão sido apagados ou modificados. Use o seguinte procedimento:

1.Edite o arquivo MSDOS.SYS existente em C:
Utilize um editor de textos para isto. Antes de modificá-lo, altere seus atributos usando o comando ‘attrib -h -r msdos.sys’ a partir do DOS ou usando o botão da direita do mouse sobre o nome do arquivo no Explorer para alterar suas ‘properties’
retirando as propriedades ‘hidden’ e ‘read-only’.
Insira a linha BootMulti=1 na seção [options]
Retorne os atributos do arquivo msdos.sys para ‘ hidden ‘ e ‘ read-only ‘ usando o comando DOS ‘ attrib +h +r msdos.sys ‘ ou retornando as propriedades do arquivo à situação anterior usando o botão direito do mouse.
2.Reinicie seu computador e aperte F4 ao aparecer “Starting Windows 95”. O sistema operacional escolhido será o DOS anterior à instalação do Windows 95.

Agora você poderá instalar qualquer programa para o DOS ou Windows anterior, inclusive o próprio Windows 3.x.
Será aconselhável recopiar os arquivos do sistema DOS original para o diretório do sistema, uma vez que o Windows 95 poderá ter modificado alguns deles.
Se desejar usar algum programa nos dois sistemas, instale-o nos dois, podendo para isto usar o mesmo diretório para instalação.
Lembre-se que os programas só serão reconhecidos no sistema em que ele foi instalado.

9.9.2) 3 Lembretes:

Não se assuste se, ao reiniciar o Windows 95 após usar o seu DOS antigo, aparecer uma mensagem de provável presença de vírus no setor de boot.
Se você apertar F8 após “Starting Windows 95” será apresentado o menu do Windows 95 com várias opções, incluindo o DOS antigo.
Se você vai instalar tudo do início, comece pelo DOS 6.x e depois instale o Windows 95 como descrito acima
Ao carregar o Windows 95 os arquivos de sistema do DOS 6.x (IO.SYS, MSDOS.SYS,
CONFIG.SYS, AUTOEXEC.BAT) são renomeados, passando a ter a extensão .DOS.
Você pode editar o CONFIG.DOS e o AUTOEXEC.DOS, se desejar.
Ao carregar o DOS 6.x os arquivos de sistema do Windows 95 (MSDOS.SYS, CONFIG.SYS, AUTOEXEC.BAT) são renomeados, passando a ter a extensão .W40 . O arquivo IO.SYS é renomeado para WINBOOT.SYS. Você pode editar o CONFIG.W40, o AUTOEXEC.W40 e o MSDOS.W40, se desejar.
Evite usar versões DOS antigas de DEFRAG, ScanDisk, programas de backup e outros utilitários similares. Eles poderão corromper os arquivos com nomes longos agora possível no
Windows 95.

9.10) Bibliografia

Apostila do TTN

10) O que é Linux ?

Linux é um sistema operacional para computadores. Em termos técnicos, o Linux é apenas o Kernel do sistema operacional, ofereçendo serviços básicos da programação do processo, da memória virtual, do gerencamento do arquivo e da E/S do dispositivo. Em outras palavras, o próprio Linux é a parte mais baixa do sistema operacional. Porém, a maioria das pessoas usa o termo “Linux” para se referir ao sistema completo. O kernel junto com as diversas aplicações que ele executa, incluindo assim: compiladores, editores, interfaces gráficas, processadores de texto, jogos e mais. O Linux roda em qualquer PC 386, 486, Pentium ou Pentium Pro

Abstract

The Linux is a freeware version from the 1st Unix, developed by Linus Torvalds in Helsinque University – Finland. The Linux has been developed with many Unix programer´s help and Internet specialists. The Linux Kernel doesn´t use the AT&T code or any other patented font, and a big part of Linux is developed by the GNU project at Free Software Foundation – Cambridge, Massachussets.

10.1) O Linux é um Unix ?

O Unix é um dos sistemas operacionais mais populares no mundo por causa de sua grande base de suporte e instalação. Foi originalmente desenvolvido como um sistema de multi-tarefas para minicomputadores e mainframes em meados da década de 70. Cresceu desde então e tornou-se um dos sistemas operacionais mais usados em qualquer lugar, apesar de sua interface confusa e da falta de uma constante padronização.

No Brasil, o Unix não é tão difundido entre os pequenos e médios usuários, mas é bastante conhecido entre as grandes empresas, que prescisam de um sistema operacional rápido e confiável para rodar programas e processos que simplesmente não podem se dar ao luxo de parar com um GPF ! Nos Estados Unidos da América, Europa e Ásia ele é bem mais difundido, tendo alcançado em alguns países a predominância em uso de sistemas operacionais.

Unix é na verdade uma maneira de designar vários sistemas operacionais que usam a mesma filosofia. Não existe apenas um Unix, existem vários, como System V da AT&T, SunOS da SUN, Ultrix que é uma versão VAX do Unix, BSD, Xenix, HP-UX entre outros. Mas todos eles tem a mesma filosofia de trabalho. Existem Unix’s para diferentes plataformas, desde micros até supercomputadores como o Cray Y-MP. A maioria das versões do Unix para os computadores pessoais é bem cara e lenta. A versão do System V da AT&T para o 486/Pentium fica em torno de $1500 !

O Linux é uma versão gratuita do primeiro Unix desenvolvido por Linus Torvalds na Universidade de Helsinque na Finlândia. O Linux foi desenvolvido com a ajuda de muitos programadores Unix e especialistas na Internet, permitindo que profissionais com bastante experiência e bom senso, tenham a oportunidade de desenvolver e alterar o sistema. O Kernel Linux não usa o código da AT&T ou qualquer outra fonte patenteada, e grande parte do software disponível para o Linux é desenvolvido pelo projeto GNU na Free Software Foundation ( Fundação do Software Gratuito ) em Cambridge, Massachussetts.

O Linux foi desenvolvido como um passatempo por Linus. Foi inspirado no Minix, um pequeno sistema Unix escrito por Andy Tanenbaum. Linus conclamou ajudandes no mundo inteiro divulgando esta nota na internet :

Atualmente o Linux é um sistema operacional robusto e confiável, e já passou da versão 2.0.30.

10.2) Por que usar ?

Hoje as pessoas que estão usando o Linux são construtores de aplicação, os fornecedores da rede, os programadores do kernel, os autores multimídia e curiosos em geral… Os programadores Unix estão cada vez mais usando o Linux pelo seu baixo custo; eles podem obter um ambiente completo de programação por alguns dólares e executá-lo em um hardware barato de PC.

A rede é uma das capacidades do Linux. Foi bem aceito pelas pessoas que geralmente executavam redes como Free-Nets ou que queriam conectar organizações sem fins lucrativos ou grupos independentes de usuários através de UUCP. Como o Linux suporte NFS, é fácil compartilhar arquivos, suportar conexões remotas e executar janelas em outros sistemas.

Sistemas Linux foram até os altos mares do Pacífico Norte gerenciando as telecomunicações e a análise dos dados de um navio de pesquisas oceanográficas. Os sistemas Linux estão sendo usados nas estações de pesquisas oceanográficas da Antárdica. Vários hospitais dos E.U.A. e da Europa estão usando Linux para gerenciar os registros dos pacientes. O Linux está sendo usado também pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos E.U.A por ter compravado sua estabilidade e confiabilidade.

10.3) E o Windows 95 ?

O Linux e o Windows 95, ou qualquer outro sistema operacional como OS/2 e WindowsNT, podem conviver pacificamente em um mesmo computador. A única exigência é que eles estejam instalados em partições diferentes no computador. Assim sendo, quando você ligar o seu micro, poderá escolher qual dos sistemas operacionais instalados gostaria de usar. É claro que jamais vai poder utilizar-se os dois sistemas ao mesmo tempo . Uma instalação completa do Linux irá requerer mais ou menos 270 megas do seu winchester.
Se o Windows 95 já está instalado no winchester, que tem apenas um partição. Existem vários utilitários que são capazes de particionar o winchester sem a necessidade de formatar e perder dados. É bastante raro uma distribuição do Linux não trazer um destes utilitários para ser executado na hora da instalação.
10.4) Aonde conseguir ?

Existem várias maneiras de ter um Linux. E qualquer pessoa pode copiar o Linux sem medo. Ela é absolutamente grátis.

Outra forma é fazer um ftp de um dos vários sites na internet que tem o linux. O usuário deverá começar com um arquivo Readme ou HowTo-Instalation e, nestes arquivos tem respostas para tudo que imaginar. Aqui vão alguns endereços para ftp :

FTP – Slackware

FTP – Debian

Existem empresas que “caçando” o Linux na internet pelo usuário, juntam tudo em um 1 ou vários cd-rom’s e vendem o material. Esta forma é conhecida como “Distribuição do Linux”. Estas empresas só podem cobrar o custo do cd e da mão de obra envolvida, estão proibidas de cobrar o conteúdo dos cd’s que vendem !

10.5) Algumas das Distribuições mais famosas são :

SlackWare – a preferida entre os usuários Linux. Difícil instalação e manutenção. ( Minha Escolha);

InfoMagic – Contém os Distribuições SlackWare, RedHat, Debian e mais alguns CD’s ( Boa Escolha)

10.6) Como conseguir no Brasil ?

O Linux possui uma versão produzida no Brasil, ou seja, manuais, instalação e suporte em português, http://www.crhl.com.br. O preço do CD-ROM custa R$ 49,00. Há possibilidade de fazer um download nos arquivos do Linux, mas como são centenas de Mb, fica mais em conta comprar o CD-ROM.”

10.7) Quem pode ajudar e como ?

Pode-se consultar as listas de discussões sobre o Linux:

(http://www.openline.com.br/linux-br/ )

elas poderão dar boas dicas para uso e instalação do Linux.

Existe um comando do Unix no Linux chamado man. É só digitar man e o nome do comando que aparecerão muitas informações sobre ele.

10.8)Bibliografia

(http://www.openline.com.br/linux-br/ )

11) O Sistema Operacional UNIX

Introdução

O UNIX foi desenvolvido, nos anos 70, pelos laboratórios Bell, uma divisão da AT&T. Quase todo o trabalho foi realizado por duas pessoas, Ken Thompson e Dennis Ritchie. Como eles eram programadores, o principal objetivo do sistema operacional foi a obtenção de um ambiente satisfatório de trabalho para programadores. Geralmente usuários e programadores experimentados consideram o UNIX um sistema operacional simples, elegante e fácil de aprender, enquanto os iniciantes costumam considerá-lo resumido e não muito amistoso.

Abstract

The unix was developed in 70’s , by Bell laboratories, a AT&T division. Almost works was developed by two persons, Ken Thompson and Dennis Ritchie. How his programers, the principal objetive was a good ambient for programers. The most pleople think UNIX is a operacional system easy to learn, as beginers think not-friendly.

11.1) Atualmente, o UNIX é um importante padrão que influenciou o projeto de muitos sistemas operacionais modernos, como o próprio MS-DOS e o OS/2. Além disso, o UNIX é hoje o sistema operacional mais adequado e mais utilizado nos computadores que atuam como servidores na rede
mundial de computadores Internet. Com a recente popularização da Internet, as vendas de sistemas baseados no sistema operacional UNIX têm crescido vertiginosamente.
Os comandos do UNIX são processados por uma cápsula (shell), que consiste num programa situado entre o usuário e o sistema operacional. Ela é responsável por interpretar os comandos do usuário, convertendo-os em chamadas do sistema operacional. Seguindo a abordagem clássica de sistemas operacionais, a cápsula não é realmente parte do sistema operacional e, portanto, pode ser modificada. Programadores profissionais podem escolher uma cápsula técnica que forneça maiores facilidades de programação de arquivos script (semelhantes a arquivos de lote no MS-DOS). Os iniciantes talvez prefiram escolher comandos, a partir de um menu, ou pela indicação de ícones na tela. De qualquer forma, a idéia de um interpretador de comandos independente do sistema operacional foi uma importante inovação do UNIX, adotada também por vários outros sistemas operacionais.
No mundo UNIX existem mais de uma cápsula de uso habitual. Cada fornecedor de UNIX escolhe aquela que julga ser melhor, ou fornece cápsulas alternativas, à escolha do usuário. A cápsula padrão, por ter sido desenvolvida nos Laboratórios Bell, é chamada de Bourne Shell (sh). Ela está presente em praticamente todos os sistemas UNIX. Uma segunda cápsula muito utilizada é a C Shell (csh), que possui semelhanças com a linguagem C, e é preferida por usuários avançados e programadores. Uma terceira cápsula bastante conhecida é a Korn Shell (ksh), utilizada por exemplo no UNIX da IBM, o AIX. De qualquer forma, os comandos básicos são os mesmos em todas as cápsulas, variando geralmente nos comandos usados para escrever programas de cápsula, os chamados shell scripts.
O sistema operacional UNIX é um sistema multi-usuário e multi-tarefa. Por multi-usuário entende-se um sistema no qual programas de mais de um usuário podem estar em execução. Em um sistema multi-usuário, algum tipo de conexão entre o sistema central e os diversos usuários deve existir, seja a conexão simples de terminais, ou uma rede local de computadores. Um sistema multi-tarefa é aquele capaz de executar vários programas simultaneamente, mesmo que a máquina possua somente um processador. Dessa forma, um sistema multi-tarefa não é necessariamente um sistema
multi-usuário, mas um sistema multi-usuário precisa ser multi-tarefa para que os programas (ou processos) de cada usuário possam ser executados simultaneamente.
Entre outras vantagens do UNIX estão a sua portabilidade (facilidade de ser convertido para rodar em várias máquinas), padronização (cada fabricante segue um esquema pré-definido para comandos, etc.), sistema de arquivos hierárquico, e generalidade (pode ser utilizado para praticamente qualquer tipo de aplicação).
Além disso, os sistemas UNIX mais modernos tendem a ser distribuídos (recursos espalhados entre várias máquinas), multi-processados (rodam em máquinas com mais de um processador), e suportam aplicações em tempo real.
A arquitetura do sistema operacional segue um esquema onde o componente central do sistema (núcleo ou kernel) interage diretamente com o hardware, ao mesmo tempo que fornece serviços, através de chamadas de sistema, para o shell, utilitários do próprio UNIX e aplicações.
O núcleo do sistema operacional é o coração de todo o sistema. Suas funções básicas são:
interfaceamento direto com o hardware, fornecendo serviços de acesso ao hardware para o shell, utilitários do UNIX e aplicativos do:
usuário;
gerenciamento de usuários;
gerenciamento de arquivos e segurança;
serviços de rede;
contabilidade do sistema;
gerenciamento de erros;
gerenciamento de processos;
controle de interrupções e erros;
serviços de entrada e saída (E/S).

11.2) Uma Sessão UNIX

Quando um usuário deseja trabalhar em um sistema UNIX, ele normalmente encontra o sistema já inicializado e pronto para o trabalho. As tarefas de inicialização do sistema, como o processo de boot e acerto de data

Sistema Operacional IBM OS-2

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Autoria: Matheus R.

SISTEMA OPERACIONAL OS/2
O OS/2 (Operating System/2) é um sistema operacional de 32 bits inicialmente projetado para microcomputadores e desenvolvido pela IBM. É um sistema operacional que pode ser utilizado em qualquer computador com processador 386 DX ou superior e que finalmente aproveita a capacidade de trabalhar com registradores de 32 bits desses equipamentos.
Ele executa programas OS/2 (32 bits), DOS e Windows (16 bits) e dispõe de recursos como multitarefa preemptiva e multithreading.
Multitarefa e Multithreading
Existem dois tipos básicos de multitarefa nos sistemas operacionais para microcomputadores: multitarefa cooperativa e multitarefa preemptiva.
Na multitarefa cooperativa, o sistema operacional aguarda que a tarefa que está sendo executada libere o processamento para poder passar ao próximo programa em execução. Já na multitarefa preemptiva, quando acaba a fatia de tempo estabelecida para a tarefa em execução o sistema operacional passa para a próxima tarefa, não importando o procedimento que estiver sendo executado.
Multithreading poderia ser definido como uma multitarefa dentro da aplicação: um software pode executar mais de uma tarefa ao mesmo tempo. Para isso, ele envia ao sistema operacional um conjunto de instruções a serem executadas, o que é chamado de thread. Assim, o aplicativo pode até mesmo ser encerrado pois o thread continuará sendo executado pelo sistema operacional.
Acesso à Memória
O sistema operacional DOS foi projetado originalmente para gerenciar apenas 640 Kbytes de memória RAM, utilizando-se de uma combinação de registradores de 16 bits. Posteriormente, com a necessidade de maior quantidade de memória para os programas que iam surgindo, foram desenvolvidas expansões de memória.
Para acessar essa memória foi desenvolvido um pequeno programa (um device driver) de apoio ao sistema operacional, que é carregado logo após a inicialização do micro. Esse programa permite que o DOS reconheça a memória “estendida” (XMS) e possa utilizar-se dela para o armazenamento de dados. Porém, os programas não podem ser executados nessa área da memória, devido à incapacidade de endereçamento causado pelos registradores de 16 bits.(1)
O sistema operacional OS/2 utiliza-se de registradores de 32 bits para realizar suas operações. Portanto, pode endereçar mais do que 640 Kbytes para a execução de programas. Ao invés de separar a memória em memória base e memória estendida, ele utiliza a memória como um todo, o que é chamado de memória planar. Pode-se dizer que a memória toda é a memória base.
Além da memória física da máquina, o sistema operacional disponibiliza uma memória virtual, de acordo com a necessidade dos programas que estiverem sendo executados. Por exemplo, se for definida uma sessão DOS com 12 Mb de RAM e o computador só tiver 8 Mb de memória física, o OS/2 irá emular a memória necessária pela sessão. Ou seja, a sessão DOS em execução “enxergará” uma memória estendida de 12 Mb e o sistema operacional OS/2 fará com que parte desses 12 Mb fique armazenado em um arquivo em disco enquanto não estiver sendo utilizado. Esse arquivo é chamado de arquivo de swap, porque o conteúdo da memória é trocado com o conteúdo desse arquivo de acordo com a necessidade do sistema.
Acesso a Disco
O OS/2 reconhece perfeitamente o padrão FAT de formatação que o DOS utiliza. Pode-se perfeitamente instalar o OS/2 por cima do DOS sem ter que reformatar o disco rígido.
Além do padrão FAT, o OS/2 tem um padrão de formatação próprio chamado HPFS (High Performance File System, ou Sistema de Arquivos de Alta Performance). Como o próprio nome indica, esse sistema de arquivos acelera consideravelmente o acesso a disco. Isso porque sua estrutura é bem diferente do padrão FAT do DOS.
No DOS, quando carregamos um arquivo para a memória, o que ocorre é o seguinte (simplificadamente):
1) Fornecemos o nome do arquivo ao DOS;
2) O DOS busca o nome do arquivo no diretório. Entre outras informações, o diretório contém o número do primeiro setor onde o arquivo está localizado.
3) O sistema operacional lê o primeiro setor do arquivo.
4) O DOS busca então na FAT (File Allocation Table) o registro correspondente a esse setor. Nesse registro ele obtém a localização do próximo setor do arquivo, ou um código que indique que o arquivo terminou. Caso não tenha terminado, com base no número do setor encontrado o DOS volta à operação 3.
Já no HPFS, ese processo é encurtado:
1) Fornecemos o nome do arquivo ao OS/2;
2) O OS/2 busca o nome do arquivo no diretório HPFS. Entre outras informações, o diretório contém o número do primeiro e também do último setor onde o arquivo está localizado.
3) O sistema operacional lê o arquivo todo, já que dispõe do número do primeiro e último setor.
Isso se torna possível pelo fato do HPFS ser um sistema onde os arquivos não são fragmentados. No sistema FAT, quando um arquivo vai ser gravado, ele é gravado no primeiro espaço livre no disco rígido. Se esse espaço for menor que o arquivo a ser gravado, um pedaço dele é gravado nesse espaço e o resto é gravado em outra parte do disco. No HPFS, quando um arquivo não cabe no primeiro espaço livre encontrado, o sistema operacional procura outro lugar no qual o arquivo caiba inteiro.
Um outro ponto que contribui para o ganho de performance no HPFS é que os setores de controle não ficam no começo do disco, como no DOS, mas no meio dele, como em diversos sistemas para computadores de maior porte.

Interface Gráfica Orientada a Objeto
A Workplace Shell é uma interface gráfica verdadeiramente orientada a objeto. O sistema de orientação a objetos utilizado pelo OS/2, o SOM (System Object Model), fornece uma completa interação entre os objetos. Desse modo que operações simples como arrastar um diretório inteiro para dentro de outro (o chamado drag and drop), não irá invalidar as associações dos objetos que os compõe.
O SOM também permite que aplicações manipulem totalmente a interface da Workplace Shell. Um bom exemplo é o cc:Mail for OS/2 (um software de gerenciamente de correio eletrônico), o qual utiliza o SOM para integrar sua interface de caixa postal com o ambiente de trabalho da WorkPlace Shell.
“Crash Protection”
O Sistema Operacional OS/2 roda perfeitamente programas DOS e Windows (além dos programas construídos em OS/2 nativo). Cada sessão executa em uma VDM (Virtual DOS Machine) separada e é isso que garante a Crash Protection: se um programa travar, executar uma instrução inválida ou tentar forçar acesso a uma área da memória não autorizada pelo sistema operacional, apenas a sessão na qual ele estiver sendo executado será afetada.
Execução de programas DOS
O OS/2 elimina a necessidade do sistema operacional DOS. Suas VDMs são completamente configuráveis, permitindo que você crie arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT diferentes para cada sessão DOS. Isso é particularmente útil quando um determinado software necessita de device drivers ou TSRs(2) específicos. Além disso, você pode configurar a memória XMS ou EMS(3) disponível para cada sessão.
As VDMs do OS/2 são altamente compatíveis com os programas DOS e podem também ser configuradas para permitir acesso direto ao hardware para aplicações que o requeiram. E se uma aplicação realmente se recusar a rodar sob o OS/2(4) , é possível utilizar a opção de “dual boot” para rodar o sistema operacional DOS real.(5)

Parte das configurações da VDM individual de um objeto. Pode-se ainda configurar uma VDM com definições gerais, aplicáveis a todos os programas executados através dela.

Execução de programas Windows
Como no caso dos programas DOS, o OS/2 elimina o problema de estabilidade de uma única máquina virtual deixando programas Windows em sessões (ou VDMs) separadas. Como alternativa, é possível executar programas Windows em uma única VDM, com o motivo único de acelerar o carregamento do programa (uma vez que o código do Windows já estará carregado para aquela sessão). Porém, em se tratando de uma única VDM, um problema de execução em uma janela Windows (como um GPF, por exemplo), poderá afetar os demais programas executados na mesma VDM.
O ambiente Windows dentro do OS/2 (WIN-OS/2), continua altamente compatível com as aplicações e device drivers do Windows 3.1, uma vez que muito do código base original do Windows 3.1 foi mantido.

Lixo

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Introdução

Lixo – “O que não presta e se joga fora. ”.

Esta é a definição encontrada nos dicionários. Mas lixo é muito mais do que isto. Podemos defini-lo como um dos maiores problemas ecológicos de hoje, um dos causadores do efeito estufa, destruição do solo, grandes áreas que poderiam ser utilizadas para construção de casas são usadas como aterros sanitários e outros problemas.
O campo é o produtor de tudo que é utilizado nas cidades, as cidades somente transformam e consomem a energia, os materiais e os alimentos produzidos fora dela.
Mas esta transformação gera resíduos: lixo e esgoto, que são resultados diretos da alimentação, da fumaça das chaminés de fábricas e do escapamento de veículos, resíduos industriais, entulho das construções. Esses detritos na maioria das vezes fica na cidade, poluindo assim a água, o ar e o solo. Não há retorno destes detritos para o campo. Em que locais este lixo é depositado? Que problemas ele pode trazer para o meio-ambiente, incluindo os seres-humanos?
Se não existe retorno, alguma coisa deve estar sendo perdida no campo. Os solos se esgotam, e se não houver a reposição dos elementos químicos indispensáveis para o desenvolvimento de qualquer tipo de vegetal.
Encontramos um problema: estamos indiretamente fertilizando a cidade, o que é desnecessário e prejudicial e adquire um caráter de poluição (principalmente das águas) enquanto esgota-se o solo do campo, local onde seria necessário a fertilização. Com esta deficiência no solo, aumenta o consumo de fertilizantes químicos, consumindo assim mais energia e mais matéria-prima.
Uma das alternativas seria reciclar os recursos naturais renováveis, através da compostagem, enviando para o campo o composto, tornando desnecessária a fabricação de fertilizantes químicos e sua compra. E com os recursos naturais não-renováveis, como os metais, vidros e derivados de petróleo, reciclá-los industrialmente, voltando às fábricas como matérias-primas.
Outras alternativas são os aterros sanitários e a incineração.
Estes são os assuntos que pretendo abordar neste trabalho.

Composição do lixo

Observe a seguir a composição do lixo de duas cidades distintas, São Paulo e Caxias do Sul:

Observando a composição do lixo nestas cidades, podemos notar que ela difere muito pouco, mas vale ressaltar que um dos fatores mais importantes é a componente econômica. Quando ocorrem variações na economia de um sistema, seus reflexos são imediatamente percebidos nos locais de disposição e tratamento de lixo, quando uma economia entra em desaquecimento e as fábricas e o comércio reduzem suas atividades, com certeza, menores quantidades de lixo são produzidas, e o inverso também é verdadeiro, muito embora, neste caso, haja uma tendência para estabilização após determinado tempo, ou seja, quando é atingido certo nível de consumo.

Classificação do lixo

Considerando-se o lixo quanto à sua natureza e estado físico, podemos classificá-lo da seguinte forma:

Considerando-se o critério de origem e produção, podemos classificá-lo como:

Lixo Residencial, também chamado de lixo domiciliar ou doméstico. Em geral, é constituído de sobras de alimentos, invólucros, papéis, papelões, plásticos, vidros trapos, etc.
Lixo Comercial é produzido nos estabelecimentos comerciais, como lojas, lanchonetes, restaurantes, escritórios, hotéis, bancos, etc. Os componentes mais comuns neste tipo de lixo são: papéis, papelões, plásticos, restos de alimentos, embalagens de madeira, resíduos de lavagens, sabões, etc.
Lixo Industrial é todo e qualquer resíduo resultante das atividades industriais, estando neste grupo o lixo resultante das construções (entulho). Em geral, esta classe de resíduo é responsável pela contaminação do solo, ar e recursos hídricos, devido à forma de coleta e disposição final, que, na maioria dos centros urbanos, fica a cargo do próprio produtor. É freqüente observar-se o lançamento de resíduos industriais ao relento e principalmente em rios, lagos, gerando grandes e dificílimos problemas. Exemplo prático disto são os rios do Estado de São Paulo, em sua grande maioria contaminados pelo lançamento de resíduos industriais e de esgotos domésticos, sem nenhum tratamento prévio ou não tratados adequadamente.
Segundo a SERS/DEAR/CETESB, os resíduos industriais podem ser classificados em quatro categorias:

Categoria 1 – “Os resíduos considerados perigosos, ou seja, que requer cuidados especiais quanto à coleta, acondicionamento, transporte e destino final, pois apresentam substancial periculosidade, real ou potencial, à saúde humana ou aos organismos vivos e se caracterizam pela letalidade, não degradabilidade e pelos efeitos acumulativos adversos.”
Categoria 2 – “Os resíduos potencialmente biodegradáveis e/ou combustíveis”.
Categoria 3 – “Os resíduos considerados inertes e incombustíveis”.
Categoria 4 – “Os resíduos constituídos por uma mistura variável e heterogênea de substâncias que individualmente poderiam ser classificadas nas categorias 2 ou 3”.

Lixo hospitalar: em geral, é dividido em dois tipos, segundo a forma e geração – resíduos comuns: compreendendo os restos de alimentos, papéis, invólucros, etc. – resíduos especiais, que são os restos das salas de cirurgia e curativos e resíduos das áreas de internação e isolamento. Estes últimos também podem ser denominados lixo sépticos, e seu acondicionamento armazenamento local, coleta e disposição final exigem atenção especial, devido aos riscos que podem oferecer.
Lixo especial: resíduos em regime de produção passageira, como veículos abandonados, podas de jardins e praças, mobiliário, animais mortos, descargas clandestinas, etc. Em geral, as prefeituras e empresas de limpeza pública dispõe de um serviço de coleta para atender a tais casos.
Outros: os resíduos não contidos nos itens anteriores e os provenientes de sistemas de variação e limpeza de galerias e bocas de lobo, etc.

Formas de destinação do lixo

Aterro sanitário

O aterro sanitário é um processo utilizado para a disposição de resíduos sólidos no solo, particularmente lixo domiciliar, que, fundamentado em critérios de engenharia e normas operacionais específicas, permite uma confinação segura em termos de controle de poluição ambiental e proteção à saúde pública.
Caracteriza-se este método por:
– evitar a poluição e/ou contaminação ambiental, especialmente das águas superficiais ou subterrâneas;
– garantir, tanto quanto possível, uma decomposição aeróbia da matéria orgânica, reduzindo a formação de gases mal cheirosos;
– impedir o surgimento de focos de fogo e fumaça bem como de vetores (moscas, ratos, urubus, etc.) e
– evitar a atividade social marginal da catação.

O aterro controlado se caracteriza basicamente pelo simples enterramento do lixo, não se levando em conta os problemas ambientais resultantes da sua decomposição. Este termo é usado erradamente como sinônimo de aterro sanitário, muito embora o método elimine os aspectos indesejáveis dos depósitos de lixo a céu aberto.
Os chamados aterros controlados se originam, na maioria das vezes, da desativação de lixões.
Os lixões, também chamados de vazadouros, bota-fora, etc., se limitam a simples depósitos de lixo a céu aberto. Os metais que aí ficam, não voltam à condição original de componentes da biosfera disponíveis para novos ciclos biológicos. Viram resíduos que podem ser reutilizados industrialmente, mas incapazes de se reintegrar à natureza. O efeito estufa deriva dessa impossibilidade de reciclar o excesso de carbono que é introduzido na biosfera a partir de materiais soterrados.
Além dos inconvenientes de ordem estética, os problemas ambientais decorrentes da disposição do lixo referem-se prioritariamente à poluição e/ou contaminação das águas superficiais e subterrâneas.
A constante lixiviação do lixo pelas águas de chuva, assim como a sua decomposição resultam na formação de um líquido de cor acentuada e odor desagradável, de elevado potencial poluidor, comumente denominado chorume ou sumeiro. Este líquido é basicamente formado por:
– umidade natural do lixo;
– água de chuva;
– água de constituição de determinados componentes do lixo, liberada na sua decomposição;
– água gerada no processo de decomposição biológica;
– substâncias orgânicas e inorgânicas solúveis, naturalmente presentes no lixo; e
– substâncias orgânicas solubilizadas pela ação de microrganismos no processo de decomposição.

Caracteriza-se, desta forma, o chorume por um elevado teor de matéria orgânica biodegradável, representando uma demanda potencial de oxigênio, quando encaminhado para cursos d´água. A redução dos teores de oxigênio dissolvido poderá atingir níveis incompatíveis com a sobrevivência de organismos aquáticos.
Ainda sob o ponto de vista ambiental, o chorume caracteriza-se como fonte potencial de microrganismos patogênicos, comumente presentes no lixo domiciliar.
A lixiviação do lixo pelas águas de chuva contribui de forma significativa para o enriquecimento do chorume em substâncias químicas nocivas, eventualmente presentes no lixo (metais pesados, tóxicos, etc.).

Compostagem

Composto é o produto homogêneo obtido por um processo biológico, pelo qual a matéria orgânica existente nos resíduos é convertida em outra, mais estável, pela ação de microrganismos normalmente já presentes nos próprios resíduos.
A decomposição da parte orgânica, resultante da atividade dos microrganismos, consiste, principalmente na transformação dos complexos orgânicos existentes no lixo em outras substâncias mais simples.
Durante este processo são liberados vários gases, entre eles o CH4, CO2, H2S e outros.

Estes gases podem ser aproveitados como fonte de energia, bastando apenas colocar matéria orgânica, que é chamado neste caso de biomassa, no biodigestor, que nada mais é do que um recipiente grande fechado, e esperar a ação dos microorganismos, que irão liberar os gases acima citados. A mistura destes gases é conhecida como biogás.

A compostagem dos restos agrícolas provavelmente é tão antiga quanto o preparo do solo para cultura. Originalmente, os processos utilizados eram rudimentares, baseados na formação de montes que eram revirados ocasionalmente. Ainda hoje são empregados estes processos em pequenas propriedades agrícolas.
O aumento da fertilidade dos solos era baseado exclusivamente na utilização de matéria orgânica, inclusive composto, até meados do século passado, quando o conhecimento dos resultados obtidos através de pesquisas agrícolas, o desenvolvimento dado à tecnologia de aplicação e o conseqüente incremento de produção levaram ao emprego de adubos minerais, em detrimento da utilização dos adubos orgânicos.
Observações cuidadosas posteriores permitiram constatar que só a adubação mineral não era suficiente para elevar o índice de fertilidade do solo agrícola, o que justificou o retorno ao uso de adubos orgânicos, voltando, portanto, a compostagem a ser estudada como ciência, estimulando assim a implantação de novas usinas.
No início da década de vinte, começaram a aparecer processos especialmente desenvolvidos para o tratamento biológico controlado dos resíduos sólidos. Como resultado de uma série de experimentações, Sir Albert Howard desenvolveu em Indore, Índia, um sistema de produção de composto contendo as características desejadas.
A partir desta época, foram sendo desenvolvidos diversos sistemas; alguns, inclusive, foram patenteados. O objetivo desta tecnologia era mecanizar o processo o máximo possível para reduzir a mão-de-obra empregada que, no processo Indore, era muito grande.
A compostagem do lixo domiciliar pode ser efetuada por dois métodos distintos: o natural e o acelerado.
O primeiro é mais simples e recomendado para pequenas comunidades, aquelas cujas populações vão até 100.000 habitantes. Por apresentar um aspecto adverso, devido a presença de lixo no pátio, é necessário que a usina seja localizada a uma apreciável distância de áreas habitadas.
O segundo método – o acelerado – exige a construção de uma usina equipada com recursos mecânicos para que se otimize a atividade biológica dos microorganismos. Neste método, não há contato humano direto.
Os principais fatores que influem na compostagem de lixo domiciliar são: temperatura, umidade, aeração, relação carbono: nitrogênio e agitação.

Incineração

Incineração é um processo de combustão controlada para transformar resíduos sólidos, líquidos e gases combustíveis em dióxido de carbono, outros gases e água, reduzindo significativamente o volume e pesos iniciais.
Da incineração do lixo resulta um residual sólido constituído basicamente de materiais incombustíveis que deverão ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados.
As cidades utilizam o processo e incineração ao terem esgotadas as possibilidades de emprego das outras soluções sanitárias tradicionais de destinação de lixo, tais como: aterro e compostagem. A incineração é um processo bastante caro, tanto pelo aspecto de investimento a ser feito, como pelo de sua operação e manutenção.
Os incineradores possuem a vantagem de poderem ser localizados em qualquer ponto, desde que bem projetados e operados. Não exigem grandes áreas, dão destino da forma mais segura, do ponto de vista sanitário, permitem uma destruição total de documentos que possam criar problemas sociais, morais, de segurança ou econômicos, inclusive de dinheiro tirado de circulação. Os incineradores de grande porte permitem o aproveitamento da energia sob a forma de vapor, água quente e eletricidade, quando construídos para esse fim.
A primeira instalação de que se tem conhecimento para o fim específico de resíduos sólidos é a de Nothinghan, na Inglaterra, posta em operação em 1874, portanto há mais de um século. É interessante observar que em 1920, já existiam mais de duzentas instalações de incineração de lixo na Inglaterra.
Em 1900, em Belém do Pará foi instalado um incinerador cujas operações foram encerradas no segundo semestre de 1978.
Em São Paulo, o primeiro incinerador entrou em operação em 1913, tendo sido desativado em 1949 e demolido em 1953. A capacidade nominal era de 40 toneladas de lixo por dia, dispondo de caldeira cujo vapor acionava um alternador, ventiladores para injeção de ar primária sob as grelhas e exaustor de gases para a tiragem forçada através da chaminé. Por ser impraticável a sua ligação à rede distribuidora o alternador só operou no primeiro dia, em conseqüência, as máquinas a vapor foram substituídas por motores elétricos alimentados pela rede distribuidora.
Atualmente existem em operação três incineradores municipais de lixo em São Paulo.
Além desses incineradores para a queima de lixo coletado pelo município, existem no Brasil diversas unidades de menor porte instaladas em hospitais, indústrias e aeroportos.
Devido ao seu elevado custo, no Brasil, os incineradores atendem somente a destruição dos lixos que representam riscos à saúde, segurança e bem estar social.
O lixo brasileiro contém um teor elevado de matéria orgânica, portanto com elevador teor de umidade e com abaixo poder calorífico inferior, o que torna difícil o seu uso como combustível para produção de energia.
Reciclagem: a reutilização do lixo

Como já foi explicado em itens anteriores, o lixo orgânico pode ser aproveitado para produção do biogás. Mas e o restante do lixo? Pode ser reaproveitado, num processo que chamados de reciclagem.
A reciclagem é uma série de processos industriais que permitem a separação e transformação dos resíduos sólidos do lixo urbano.
A necessidade de poupar e preservar os recursos naturais não renováveis vem motivando cada vez mais o aproveitamento de resíduos, visto que crescem exponencialmente a população e o consumo, o que não acontece com as reservas naturais.
Algumas cidades adotaram o sistema de coleta de lixo seletiva, onde o cidadão separa na sua casa os tipos de materiais, basicamente em plásticos, vidros, restos de alimentos. Nas ruas destas cidades também é adotado este sistema, com cestas de lixo coloridas, uma para cada tipo de lixo. Este é levado para as Usinas de Reciclagem onde irá haver a transformação do lixo em novo material.
Em outras cidades o lixo é coletado diariamente nas residências e áreas comerciais e levado para Usinas de Tratamento, onde passa por triagens manuais, mecânicas e físicas, promovendo a separação da parte orgânica, que resultará no composto orgânico; e da parte inorgânica, que são os materiais passíveis de reaproveitamento com destino para as indústrias.

Tipos de Lixo Recicláveis

Teoricamente todo o lixo produzido domesticamente poderia ser reutilizado ou reciclado, mas alguns produtos devem ficar fora do processo por questões de segurança ou dificuldade de manuseio. O lixo residencial (ou de escritórios) deve ser separado em seis grandes grupos.

Grupo 1

Papéis: jornais, revistas, embalagens, papelão (exceto papel de fax e carbono). Alguns envelopes têm uma janelinha de plástico para o endereço, que deve ser retirado.

Grupo 2

Plásticos de qualquer tipo (nem todos são recicláveis, mas eles serão separados nos centros de triagem ou usinas de reciclagem).

Grupo 3

Metais como latas de alimentos em geral, fios de cobre, arames, peças de automóveis de ferro, latinhas de alumínio de cerveja ou refrigerante.

Grupo 4

Vidros em geral como copos, frascos, embalagens e garrafas (exceto vidros de janela e lâmpadas).
Para reciclagem, os vidros em geral são separados mais tarde em três cores básicas: marrom, verde e branco, mas este processo na maioria das vezes é feito na própria empresa que os vai reciclar.

Grupo 5

Produtos químicos, materiais infectados, pilhas, tintas, inseticidas, mercúrio, papel sujo, chapas fotográficas, lâmpadas e outros podem ser reciclados, mas requerem coleta e tratamento especializado.

Grupo 6

Lixo orgânico. Restos orgânicos como casca de frutas, restos de legumes, restos de comida e restos de jardins podem ser transformados em adubo quando misturados com terra, água e expostos ao sol.

Conclusão

É importante a conscientização da população, dos governos, das instituições públicas e privadas, enfim, de toda a sociedade da necessidade da correta destinação do lixo para melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente.
Algumas atitudes deveriam ser tomadas em casa, na escola, como princípio básico da educação, como por exemplo, a separação de lixo orgânico, metais e plásticos, para estabilidade desta consciência.
Poderia ser encaminhado ao prefeito um projeto para a coleta seletiva do lixo em nossa cidade, e a criação de uma Usina de Reciclagem.
Com este projeto de reciclagem, seria minimizada a exploração de recursos naturais, diminuindo o impacto ambiental dos processos de consumo.

Bibliografia

Unibanco Ecologia – Coleta seletiva de lixo

Nova Enciclopédia Brasileira de Consultas e Pesquisas – Novo Brasil Editora LTDA – 1980 – pág. 917

Tratamento de Resíduos Sólidos (Compêndio de Publicações) – Universidade de Caxias do Sul – 1991 – pág. 206

Revista ISTOÉ, fev. 94

Revista Fogo, s/n.º , págs. 33, 34, 35, 47

Limpeza pública – MINTER/CNDU CETESB – 1979 – Governo do Estado de São Paulo – págs. 71, 72, 83, 84, 96, 97

Intercâmbio, Rio de Janeiro – 1992 – pág. 49

Projeto Phoenix – Pesquisa de Resíduos Sólidos em Campinas – Prefeitura Municipal de Campinas – Capítulo I

Química na abordagem do cotidiano – Vol. 2. Tito M. Perezzo e Eduardo L. do Canto – Editora Moderna

Química orgânica – João Usberco e Edgard Salvador – Editora Saraiva

Agregados

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Definição:
Entende-se por agregado o material granular, sem forma e volume definidos, geralmente em obras de engenharia.
São agregados as rochas britadas, os fragmentos rolados no leito dos cursos d’água e os materiais encontrados em jazidas, provenientes de alterações de rocha.
– Quanto ao seu tamanho (Granulometria) :
Agregado Miúdo: é aquele material que passa na peneira nº 4 (EB-22/72) de abertura de malha quadrada de 4,8mm de lado. É o que passa aquele material que contém 15% de grãos mais finos que a peneira especificada.
Agregado Graúdo: é o material retido na peneira nº 4, entendendo-se como retido o material com até 15% dos grãos mais finos que a peneira especificada.
OBS:- Se o material apresentar mais do que 15% retidos ou passando na peneira de 4,8mm e abertura, considera-se o agregado como uma mescla de miúdo e graúdo.
Como definições importantes no campo dos agregados correntes, têm-se as que as seguir são dados:
Filler: é o material que passa na peneira nº 200 (EB-22/72).
Areia: é o material encontrado em estado natural, passando na peneira nº 4 (EB-22/72).
Pedrisco, também chamado areia artificial, é o material obtido pela fragmentação da rocha, passando na peneira nº 4 (EB-22/72).
Seixo Rolado: é o material encontrado fragmentado na natureza, quer no fundo do leito quer em jazidas, retido na peneira nº 4 (EB22/72).
Pedra Britada: ou simplesmente brita, é o material obtido pela trituração da rocha, retido na peneira nº 4 (EB-22/72).
Agregado Leve: é o material constituído de pedras-pomes, argila expandida, cinza volante cinterizada, etc…, com peso unitário sensivelmente menor do que o do agregado obtido natural ou artificialmente da rocha. Existe uma tendência de considerar como leve o material com peso unitário menor que 2t/m³

Classificação (Quanto a origem de fragmentação):
Os agregados podem ser classificados do ponto de vista de sua origem:
Naturais: são aqueles encontrados na natureza sob a forma de agregados. Exemplos: areia (de mina e de cursos d’água), pedregulhos ou seixos.
Artificiais: são os que precisam de um trabalho de afeiçoamento pela ação do homem, a fim de chegar à situação de uso como agregado.
Exemplos: as areias e as pedras abtidas por moagem de fragmentos maiores. É empregado quanto ao modo de obtenção e não em relação ao material em si.
– Levando em consideração a sua massa específica (Massa Unitária):
Leves: ® Exemplos: pedra pomes, a vermeculita e a argila expandida.
Normais: ® Exemplos: areia, seixos e pedras britadas.
Pesados: ® Exemplos: barita, magnetita e a limonita.

Propriedades:
-Químicas: ® Os agregados para concreto são normalmente definidos como inertes, mas na realidade certos elementos mineralógicos contidos nos grãos podem reagir com os compostos do cimento, com a cal liberada na hidratação dos silicatos, ou alterar-se na presença do ar e da água, dando como resultado substâncias expansivas que causarão a desagregação do concreto.
Considerar-se-á, pois inerte o agregado.

Índices Físicos (Agregados):
A Identificação dos agregados se inicia pela deteminação de suas constantes físicas.
-Peso Unitário:
O peso unitário do agregado é o quociente do peso sólido seco ao ar pelo volume do recipiente de medida do material.
-Peso Específico Real:
O peso específico real é o quociente do peso sólido pelo volume dos grãos. O peso específico do agregado fino pode ser determinado pelo processo do frasco de Chapman.
-Peso Escecífico Aporente:
Do agregado grosso é também determinado pela reação entre o peso dos grãos e seu volume aporente que será definido pelo deslocamento d’água igual ao volume dos grãos saturados.
O peso unitário, já definido, é determinado, pesando o agregado grosso medindo num recipiente de volume conhecido. O melhor recipiente para tal determinação é o de base retangular.
-Grau de Compacidade:
Esta característica tem grande influência na composição dos agregados nos traços para concretos. A mistura é considerada ótima quando tiver um grau de compocidade de máximo.
-Umidade:
Umidade é a porcentagem da água, em peso, absorvida pelos grãos do agregado. A umidade acarreta um aumento de volume no agregado fino, sendo de pouca importância nos grossos, podendo alcançar apenas 1% não afetando seu peso específico aparente. Nos finos a umidade pode alcançar até 10%, provocando variação no seu peso específico aparente. A água da umidade dos agregados finos deve ser descontada na água do assentamento total dos traços do concreto.
Os processos para determinação do teor de umidade dos agegados finos são:
Processo do Frasco de Chapman
Processo do Picnômetro
Processo do Carboneto de Cálcio

Índices Físicos (Aglomerantes):
O quadro a seguir indica as cores e os fatores influentes em tais características:

Cor Fatores que governam a cloração
Clara baixo teor de ferro
Escura alto teor de ferro na forma de componentes ferrosos
Marrom alto teor de componentes férricos

-Peso Específico:
O peso específico está entre 2,98 a 3,25 gramas
-Peso Unitário:
O valor de peso unitário é de ordem de 0,96 a 1,56 Kgl/dm³
-Finura:
Os resultados encontrados por peneiramento dos diversos tipos de aglomerantes estão nos seguintes intervalos:

Peneira Porcentagem retida
Abertura 0,10mm 1 a 5
B5 170 (0,089mm) 2 a 6
Européia 4900/cm² (0,09mm) 2 a 6
ASTM nº 200 (0,074mm) 5 a 10
ASTM nº 525 (0,044mm) 14 a 20

A superfície específica Bloine ou Leo-Nurse está no intervalo 2500 a 4000 cm²/g, sendo mais freqüentemente em torno de 3000 cm²/g. Pelo Turbindimetro de Wagner os resultados estão entre 1250 cm²/g, com maior freqüencia dos valores em torno de 1350 cm²/g.
Quanto maior finura, mais rápido será o seu tempo de pega e o aumento de sua resistência mecânica nas primeiras 24 horas de idade é mais acentuada, não alterando, portanto, o valor de sua resitência final.

Aplicação (Aglomerantes):
-Cal Virgem:
A cal gorda dissolve-se lentamente e é usada para revestimentos de alvenaria. A cal magra resiste a ação das chuvas, com o mesmo uso, ou como um aditivo para facilitar o amassamento da argamassa de cimento ou para uma argsmassa mista.
-Gesso:
Na construção civil, o gesso é usado nos seguintes serviços:
Revestimentos: em uma, duas, ou três camadas com alizamento final da superfície.
Fabricação de painéis de paredes e forros, sempre com acabamento fino.
Fabricação de ornamentos, artefactos decorativos, frisos, molduras, etc…

Aplicação (Agregados):
Areia para argamassas:
® Execução de alvenarias
® Pisos
® Revestimentos

-Filler:
É o agregado mais fino constituído por partículas minerais de dimensões inferiores a 0,075 mm. Pode-se dizer que suas dimensões estão entre 5 mm e 7,5 mm. Como por peneiramento não é possível analisar o material abaixo de 40 mm, geralmente estuda-se o filler por sedimenteção.
O Filler é utilizado nos seguintes serviços:
Na preparação de concretos, para preencher espaços vazios
Na adição a cimentos
Na preparação da argamassa betuminosa
Na fabricação de mastiques
Como espessante de asfaltos fluídos

Algarismos Romanos

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I – 1
II – 2
III – 3
IV – 4
V – 5
VI – 6
VII – 7
VIII – 8
IX – 9
X – 10
XI – 11
XIX – 19
XX – 20
XXX – 30
XL – 40
L – 50
LX – 60
XC – 90
C – 100
CC – 200
CD – 400
D – 500
DC – 600
CM – 900
M – 1,000

FUNÇÕES QUÍMICAS

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FUNÇÕES QUÍMICAS 

Você sabe que o vinagre e o limão são azedos. Além de azedos, são bons condutores de eletricidade: se você misturar sumo de limão ou vinagre numa porção de água e fizer passar por esta solução uma corrente elétrica na qual esteja acoplada uma lâmpada, poderá constatar que a lâmpada acende, comprovando assim a boa condução de eletricidade.
O cloreto de sódio, o sulfato de potássio e o bicarbonato de sódio, diferentemente do vinagre e do limão, apresentam sabor salgado. Mas quando dissolvidos em água também formam soluções que são boas condutoras de eletricidade.
Já a cal hidratada (usada em pintura) e o leite de magnésia têm sabor adstringente (“prende” a língua) e são substância iônicas que possuem em sua composição química apenas o radical OH como íon negativo (ânion). E ambas conduzem igualmente bem a eletricidade quando em solução.
Através desses exemplos, você pode perceber que determinada conjuntos de substância apresentam propriedades que são comuns a todas as substância pertencentes ao mesmo grupo.
O grupo de substâncias compostas que possuem propriedades químicas semelhantes recebe o nome de função química.
Existem quatro tipos de função química, que serão estudados a seguir: ácido, base, sal e óxido.
O principal critério de classificação de uma substância numa dessas funções é o tipo de íons que se formam quando ela é dissolvida em água.

O conceito de função química

As substância não apresentam todas o mesmo comportamento químico. Isso decorre do fato de que elas não têm todas as mesma propriedades, as mesma características. É possível, no entanto, reuni – las em grupos de substância com propriedade químicos semelhantes. Esse grupos chamam – se funções químicas.

Função química: conjunto de substâncias que apresentam propriedades e comportamentos químico semelhantes.

As quatros principais funções químicas são: ácidos, bases, sais e óxidos.
Essas quatro funções são definidas usando – se como principal critério a formação de íons em soluções aquosas, e ainda o tipo de íons presente nessas soluções. Assim por exemplo, os ácidos, as bases e os sais formam íons diferentes, quando em solução aquosa. Formando íons, conduzem a corrente elétrica, em solução aquosa. São, por isso, chamados eletrólitos.

Eletrólito: substância que conduz a corrente elétrica, quando em solução aquosa.

Ácidos

Os ácidos, embora sejam compostos moleculares, são eletrólitos, pois sua moléculas dissociam – se em íons, quando em solução aquosa e, assim, conduzem a corrente elétrica. Os ânions formados variam conforme o ácido, mas o cátion é sempre o hidrogênio (H+). Vejamos alguns exemplos:

Ácido Atuação mais comum
Clorídrico Atua na digestão
Acético Dá o sabor azedo ao vinagre.
Cítrico Existem na laranja, limão, goiaba, etc..
Bórico Usado para curativos.
Fênico Usado como desinfetante pelos dentistas.
sulfúrico Usado nas baterias dos veículos.
Fórmico Eliminado pelas formigas, provocando a sensação de queimadura.

Propriedades funcionais dos ácidos

As principais propriedades funcionais do ácidos são:

 Têm sabor ácido (azedo);
 Possuem hidrogênio em sua molécula e, quando dissolvidos, libertam o hidrogênio como cátion;
 Em solução aquosa, conduzem a corrente elétrica;
 Formam sais e água quando reagem com bases :

Ácido + base >>> sal + água

Exemplo: ácido clorídrico reagindo com hidróxido de sódio (base) resulta o cloreto de sódio (sal) e água:
HCI + NaOH >>>> NaCi + H2O.

 Descoram a fenolftaleína vermelha e fazem o tornassol azul tornar – se vermelho.

A fenolftaleína e o tornassol apresentam cores diferentes, conforme
estejam em meio ácido ou básico. São, por isso, chamados de indicadores ácido – base.

Hidrogênio Ionizável

Hidrogênio ionizável ou hidrogênio ácido é o átomo de hidrogênio existentes na molécula do ácido e que poder ser substituído por metal.
A reação HC1 + NaOH >>>> NaCI + H2O mostra um caso em que o ácido (ácido clorídrico) possui um hidrogênio na molécula que é ionizável: na reação, ele é substituído pelo metal sódio (Na).
Muitos ácidos possuem somente hidrogênios ácidos, mas alguns possuem somente também hidrogênio não ionizável.
Quando um ácido é dissociado transformam – se em cátions e os átomos que estavam ligados a eles transformam – se em ânions. Exemplos:

 O ácido clorídrico dissocia – se no cátion H+ e no ânion CI – :
HCI H + CI -;

 O ácido nítrico dissocia – se no cátion H+ e no ânion NO-3:
HNO3 H + NO3

Classificação dos ácidos

Os ácidos podem ser distribuídos por dois grandes grupos, tomando como critério de classificação a presença ou a ausência de oxigênio em suas moléculas: oxiácidos e hidrácidos.

Oxiácidos

Oxiácidos são os ácido que contêm oxigênio na sua molécula. Exemplos: ácido sulfúrico (H2SO4) e ácido nítrico (HNO3).
O nome dos oxiácidos mais comuns é formado pela palavra ácido, seguida de outra palavra formada pelo ânion, com a terminação ico: ácido fosfórico (H3PO4), ácido clórico (HCIO3) etc.
Quando os ácidos formados possuem um oxigênio a menos, recebendo a terminação oso, em lugar de ico: ácido fosforoso (H3PO3), ácido cloroso (HCIO2) etc.
Existem ainda ácidos com um oxigênio a menos que os terminados em oso. Neste caso usa – se o prefixo hipo: ácido hipofosforoso (H3PO2), ácido hipocloroso (HCIO2) etc.

Hidrácidos

Hidrácidos são os ácidos que não contêm oxigênio na sua molécula. Exemplos: ácido cloridrico (HCI) e ácido fluorídrico (HF).
O nomes dos hidrácidos e formado pela palavra de ácido seguida de outra palavra formada pelo ânion, com a terminação ídrico: ácido clorídrico (HCI), ácido fluorídrico (HF), ácido sulfídrico (H2S), ácido iodídrico (HI) etc.

Bases

As bases são compostos iônicos, sendo, portanto, eletrólitos; em solução aquosa, o ânion formado é sempre o radical hidroxila (OH-). O cátion varia, de acordo com a base.
Assim, por exemplo, hidróxido de sódio (NaOH) dissocia – se, em solução aquosa, no ânion OH – e no cátion Na + .

NaOH >>> Na + OH –

Base: eletrólito iônico que em solução aquosa, possui o íon hidroxila (OH-) como único ânion.

Propriedades funcionais das bases

As bases apresentam as seguintes propriedades funcionais:

 Contêm o grupo hidroxila (OH-), que é um ânion monovalente;
 Reagindo com ácidos, resultam em sais e água;
 Conduzem corrente elétrica, quando em solução aquosa.
 Tornam vermelha a fenolftaleína incolor, e tornam azul tornassol vermelho.

O nome das bases é formado pela palavra hidróxido seguida da preposição de e do nome do cátion: hidróxido de sódio (NaOH), hidróxido de potássio (KOH), hidróxido de alúminio [A1(OH)3] etc.
Alguns metais podem apresentar mais de uma valência e, assim, formar mais de uma base. Nesses casos, basta acrescentar, em algarismo romano, a valência do metal. Pode – se também indicar a valência maior pela terminação ico e a menor pela terminação oso. Exemplo:
 Fe (OH)3 –hidróxido de ferro (III), ou hidróxido férrico;
 Fe (OH)2 –hidróxido de ferro (II), ou hidróxido ferroso.

Característica das bases

Dentre as suas característica principais, destacamos:
 Têm sabor cáustico (= adstringente ou lixívia)
 Em solução aquosa, dissociam – se em íons OH- (hidroxila ou oxidrila) exemplos:

Na + OH – >>> Na+ + OH –
K+ OH- >>> K+ OH –

 Em solução aquosa, conduzem a corrente elétrica.
 Reagem com os ácidos (neutralizando – os) para formar sal e água.
 Decompõem – se quando aquecidas.
 Mudam a cor dos indicadores (conforme o quadro comparativo da função ácido).

Classificação das bases

De acordo com o número de hidroxilas existentes nas bases (hidroxilas ionizáveis), podemos classifica – las do seguinte modo:

 Manobases – com apenas 1 hidroxila. Exemplos:
NaOH hidróxido de sódio
KOH hidróxido de potássio

 Bibases (=dibases) – com 2 hidroxilas. Exemplos:
Ca (OH)2 hidróxido de cálcio
BA (OH)2 hidróxido de bário

 Tribases – com 3 hidroxilas. Exemplos:
Bi (OH)3 hidróxido de bismuto
AI (OH)3 hidróxido de alumínio

Nomenclatura das bases

Para dar nome a uma base, escrevemos hidróxido de seguido do nome do metal (cátion).

Exemplos:

NaOH hidróxido de sódio

KOH hidróxido de potássio

Ca(OH)2 hidróxido de cálcio

Ba(OH)2 hidróxido de bário

Sais

Os sais são composto iônicos, sendo, portanto, eletrólitos; são formados por uma reação entre um ácido e uma base.
Nessa reação, conhecida por reação de salificação, ou de neutralização, além do sal forma – se também água.

ÁCIDO + BASE >>> SAL + ÁGUA

Assim, por exemplo, o sal mais conhecido de todos, o cloreto de sódio, usado em cozinha, pode ser obtido por uma reação entre ácido clorídrico (HCI) e o hidróxido de sódio (NaOH):

HCI + NaOH >>> NaCI + H2O

Em solução aquosa, os sais sempre dão pelo menos um cátion diferente do H+ ou um ânion do OH-. Assim, o cloreto de sódio, por exemplo, dá o cátion Na+ e o ânion CI-.

Sal: eletrólito iônico formado por uma reação entre um ácido e uma base.

Propriedades funcionais dos sais

As principais propriedades funcionais dos sais são:

 Geralmente possuem sabor salgado;
 Conduzem corrente elétrica, quando em solução aquosa;
 Podem reagir com ácidos, com bases, com outros sais e com metais.

Reações com sais

 Sal reagindo com ácido resulta em outro sal e outro ácido. Exemplo:
AgNO3 + HCI >>> AgCI + HNO3

 Sal reagindo com base resulta em outro sal e outra base. Exemplo:
K2CO3 + Ca(OH)2 >>> CaCO3 + 2KOH

 Sal reagindo com sal, resulta em dois novos sais, por uam reação de dupla troca. Exemplo: NaCI + AgNO3 >>> NaNO3 + AgCI

 Sal reagindo com metal resulta em outro sal e outro metal, através de uma reação de simples troca. Exemplo:
K + NaCI >>> Na + KCI

Tipos de sais

Os sais podem ser normais, básicos e duplos. Aqui estudaremos apenas os sais normais.
Os sais normais podem ser :

 Sais oxigenados – os que derivam dos oxiacidos;
 Sais não – oxigenados – os que derivam dos hidrácidos.

Óxidos

Os óxidos são composto iônicos ou moleculares sujas moléculas são formadas por átomo de dois elementos químicos, sendo um deles o oxigênio. Exemplos: óxido de zinco (ZnO) e óxido de nitrogênio (N2O5).
Note que, no primeiro exemplo, o átomo que combina com oxigênio é de um metal (zinco); no segundo exemplo, é de um não – metal (nitrogênio).

Óxidos: composto binário em que um dos elementos é o oxigênio.

Nomenclatura dos óxidos

O nome dos óxidos pode ser dado simplesmente utilizando a palavra óxido, seguida da preposição de e do nome do elemento químico está combinado com oxigênio . exemplos: óxidos de cálcio (CaO), óxido de zinco (ZnO), óxido de alumínio (Al2O3) etc.
É preferível, no entanto, utilizar prefixos do número de átomos de oxigênio: monóxido de cálcio (CaO), dióxido depentório de nitrogênio (N2O5) etc.

FUSÃO NUCLEAR

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Fusão nuclear

Os fenômenos envolvidos na fusão nuclear constituem o fundamento das reações termonucleares que ocorrem no interior das estrelas.

Fusão nuclear é a união dos prótons e nêutrons de dois átomos para formar um único núcleo atômico, de peso superior àqueles que lhe deram origem. Nesse processo, é liberada uma quantidade de energia equivalente à diferença entre a energia de ligação do novo átomo e a soma das energias dos átomos iniciais. São as reações de fusão nuclear que fornecem a energia irradiada pelo Sol, pela fusão de quatro átomos de hidrogênio para formar um átomo de hélio. Dados espectroscópicos indicam que esse astro é constituído de 73% de átomos de hidrogênio e 26% de átomos de hélio, sendo o restante fornecido pela contribuição de vários elementos.

Para que ocorra o processo de fusão, é necessário superar a força de repulsão elétrica entre os dois núcleos, que cresce na razão direta da distância entre eles. Como isso só se consegue mediante temperaturas extremamente elevadas, essas reações também se denominam reações termonucleares. Durante muito tempo, a única reação de fusão nuclear realizada na Terra era a utilizada na bomba de hidrogênio, em que a explosão atômica fornece a temperatura necessária (cerca de quarenta milhões de graus Celsius) para que a fusão tenha início.

A fusão nuclear controlada proporcionaria uma fonte de energia alternativa relativamente barata para a produção de eletricidade e contribuiria para poupar as reservas de combustíveis fósseis como o petróleo, o gás natural e o carvão, que decrescem rapidamente. As reações controladas podem ser obtidas com o aquecimento de plasma (gás rarefeito com elétrons e íons positivos livres), mas se torna difícil conter os plasmas nos altos níveis de temperatura requeridos para as reações de fusão auto-sustentadas, pois os gases aquecidos tendem a expandir-se e escapar da estrutura circundante. Experiências com reator de fusão já foram empreendidas em vários países.

Gases Combustíveis

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Autoria: Ana Paula R

Gases combustíveis

Apenas 1% das substâncias conhecias são gases, à temperatura de 25oC e pressão de 1 atm. Alguns gases existem na natureza, como o oxigênio e o nitrogênio, principais componentes do ar atmosférico; outros, como o cloro e o flúor, são obtidos pelo homem por meio de transformações químicas de outras substâncias. Apesar de serem minoria, as substâncias gasosas têm muitas aplicações.
O consumo crescente dos gases naturais combustíveis está esgotando as reservas mundiais desses materiais. Por esse motivo, vêm sendo planejados novos processos para a produção de gases combustíveis a partir do carvão. Também se investigam métodos para gaseificar lixos de cidades, resíduos de esgotos, restos de madeiras e quaisquer outros refugos de vegetais ou animais. Já se cultivam bactérias e algas com o fim específico de produzir gás combustível.

Gás natural

Sua composição varia conforme o lugar onde se forma. É constituído principalmente por CH4. desprende-se da crosta terrestre nas regiões petrolíferas, sendo a maior fonte natural de metano.
O gás natural é usado como combustível em residências, nos fogões, aquecedores de água e, em países de clima frio, nos sistemas de calefação. É utilizado também como combustível industrial no aquecimento de caldeiras onde água é transformada em vapor. Este, por sua vez, é utilizado para movimentar turbinas.
O gás natural não é usado apenas como combustível. Diversos subprodutos do gás natural bruto, como o metano, o etano, o propano e o butano são usados como matéria-prima na obtenção de substâncias sintéticas. Os subprodutos do gás natural são separados uns dos outros por compressão, que os transforma em líquidos a temperaturas diferentes.
Existem, misturadas ao gás natural bruto, substâncias indesejáveis como a água (H2O) e o sulfeto de hidrogênio (H2S), que devem ser removidas antes de o gás natural ser injetado nas linhas de transmissão ou gasodutos.

Gás d’água

O gás d’água é, às vezes, chamado gás azul, em virtude da cor da chama de sua combustão. O gás d’água é uma mistura de monóxido e carbono (CO) e gás hidrogênio (H2). Ao contrário do gás natural, o gás d’água é um produto industrial obtido por meio de uma transformação química. Uma das maneiras de se obter o gás d’água é fazer passar uma corrente de vapor d’água sobre carvão previamente aquecido à temperatura de 1000oC. A equação química que representa essa transformação é:

C + H2O –> CO + H2

Em alguns países costuma-se substituir por hidrocarbonetos. Al moléculas dos hidrocarbonetos são constituídas exclusivamente por átomos de carbono e hidrogênio. O metano (CH4), o propano (C3H8) e o butano (C4H10) são exemplos de hidrocarbonetos. A equação química abaixo ilustra a obtenção do gás d’água a partir a transformação entre o metano e o vapor d’água:

CH4 + H2O –> CO + 3 H2

Gases liquefeitos de petróleo

O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos formada através de uma série de transformações químicas que levaram milhões de anos para se completar. A mistura dos gases propano e butano, existentes no petróleo bruto, quando é liquefeita sob pressão, constitui o que na indústria se conhece pela sigla GLP; comercialmente é conhecido como gás de botijão.
A mistura dos gases propano e butano é extraída do petróleo pelo processo de destilação fracionada. Além os usos domésticos do GLP como gás combustível e de iluminação, usa-se industrialmente esse produto em maçaricos de solda, no tratamento do tabaco, na secagem de grãos e em motores de automóveis.

Biogás

A utilização do GLP como combustível está se tornando proibitiva para países, como o Brasil, que não são auto-suficientes em petróleo, isto é, que precisam importar mais petróleo do que conseguem produzir. A partir de 1979, os preços dos derivados do petróleo vêm sofrendo aumentos seguidos. A fim de substituir uma parte do petróleo consumido, técnico brasileiros estão desenvolvendo técnicas de obtenção de combustíveis a partir e matérias-primas que existem em abundância em nosso país. Entre essas técnicas esta o processo bioquímico de obtenção e um g’s combustível, a chamada biodigestão.
A biodigestão é uma seqüência de transformações químicas através das quais sustâncias existentes em restos de animais e vegetais são transformadas em gás carbono e metano. O metano é um excelente combustível. A biodigestão se dá pela ação de certos microorganismos que, na ausência de oxigênio, usam a energia contida na matéria orgânica para sua sobrevivência e reprodução.
Ao digerir as substâncias existentes no meio em que estão situadas, as bactérias provocam uma série de transformações químicas que resultam na produção de uma mistura gasosa chamada biogás. Os restos das substâncias não digeridas e as células das bactérias mortas constituem o resíduo da biodigestão, rico em material fertilizante.

Extraído do livro de Química
Carmo Gallo Netto