Reduza seu Estresse

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Autoria: Anônimo

Como reduzir o seu Estresse

 Ria mais
Rir descontrai os músculos, abaixa a pressão e estimula a produção de hormônios que relaxam o corpo.
 Esqueça o Perfeccionismo
Estabeleça prioridades, pois nem todas as tarefas exigem que você
dê o máximo de si mesmo.
 Controle a sua Raiva
Saiba equilibrar-se nas situações da vida.
Lembre-se : “nem oito, nem oitenta”.
 Vá mais Devagar
A noção de que cada minuto é tempo perdido nos leva a agir cada vez mais rápido e não aproveitamos bem o nosso precioso tempo,
um recurso não renovável.
 Não Procrastine
Se há algo a ser feito, faça-o imediatamente.
 Pare de se sentir Culpado
Aprenda a dizer não com mais frequência e
fique com a sua posição sem arrependimento.
 Esqueça as Más Experiências
Não reviva sensações ruins, partindo para algo mais produtivo.
Aprenda a dizer não com mais frequência e fique com
a sua posição sem arrependimento.
 Siga seus Sonhos
Olhe para suas prioridades de vida e tenha a certeza de que o que você faz soma pontos para alcançar o que você quer ser.
 Escolha suas Brigas com Cuidado
Lembre-se : liderar grandes causas das quais não se tem controle,
pode gerar frustração.

 Faça Exercícios
Os exercícios moderados são um antídoto contra o estresse,
portanto não perca tempo : “Mexa-se!”.
 Selecione bem as suas Atividades
Eleja prioridades e não tente encaixar mais atividades em sua vida,
do que as que pode suportar e cumprir com qualidade e,
de preferência, também com prazer.
 Desligue a T.V.
Busque conteúdos leves e interessantes, pois assistir televisão demais nos rouba o sono, o tempo de conversa com os amigos, o convívio com a família, o tempo de uma boa leitura ou de uma suave caminhada.
 Divida seu Tempo com os Amigos
Companhia sempre é bom e sentir-se querido, melhor ainda.
 Transforme tarefas em Jogos
Brinque com as tarefas rotineiras, a fim de minimizar seus efeitos,
conferindo-lhes uma maior criatividade.
 Busque a Natureza
Tanto os animais quanto as plantas têm seu próprio ritmo.
Entrar em sintonia com eles nos faz sentir paz.
 Tire férias Reais
Busque lugares novos e interessantes, onde você possa curtir seu tempo
sem preocupações com horário e sem pressão.
 Limpe sua Mesa
Crie arquivos específicos visando a organização geral dos papéis
e documentos que possui.
 Organize a sua Agenda
Faça uma lista de projetos de curto / médio ou longo prazos.
 Respire e Relaxe
Pequenas pausas durante as atividades ajudam a acalmar as “tormentas”.
 Evite Interrupções desnecessárias
Concentre-se no que realmente tem que ser feito,
buscando alternativas de atendimento às solicitações ininterruptas.
 Vá para casa no horário certo
Tenha assim, uma boa qualidade de vida,
equilibrando naturalmente suas diversas esferas.
 Pergunte Sempre
Busque saber o “porquê” de tudo, visando buscar estímulos novos
para as sua diversas atividades.

 Envolva-se mais com Tudo
Energize-se com tudo o que vale a pena e que lhe traga paz e felicidade.
 Tenha uma Boa Noite de Sono
O sono é o grande regulador do organismo.
 Alimente-se Bem
Tenha uma alimentação equilibrada,
afastando-se dos chamados “ladrões de energia”. Principais exemplos :

# Café  seu efeito imediato é aumentar a temperatura, acelerar o coração e estimular os músculos, mas depois provoca cansaço e exaustão.

# Gordura  alimentos gordurosos depositam toxinas nos tecidos e nos vasos capilares, dificultando a oxigenação das células, causando redução de energia.

# Excesso de Peso  dificulta os nossos movimentos e reduz nossa vitalidade.

# Regimes Radicais  pessoas que permanecem muitas horas sem se alimentar, têm seu nível de glicose ( o combustível do corpo ) diminuído, provocando cansaço e tonturas.

# Cigarro  as toxinas da fumaça entram na corrente sanguínea e, além de poluir o organismo, impedem que o oxigênio circule, roubando-nos muita energia.

# Sal  em excesso, altera o equilíbrio entre os líquidos e minerais do organismo, causando inchaço e dificultando a circulação e a eliminação das toxinas.

# Açúcar  em excesso, faz o organismo fabricar muita insulina para queimar a glicose e o metabolismo se descontrola.

# Álcool  causa a sensação momentânea de euforia, mas depois traz sonolência e mal-estar.

Saúde Mental

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Autoria: Paulo Cesar Cavaletti

1.INTRODUÇÃO

Saúde mental, estado que se caracteriza pelo bem estar psíquico e pela auto-aceitação. Vista sob uma perspectiva clínica, é a ausência de distúrbios mentais. Estima-se que uma alta porcentagem da população sofra de depressões leves ou moderadas, ansiedade ou outro tipo de distúrbio emocional. A esta porcentagem deve-se acrescentar o abuso do álcool, a dependência de drogas, a pobreza, o desemprego e a discriminação aos deficientes físicos e mentais. Esses fatores também causam danos à saúde mental.

2.TRATAMENTO

O tratamento das doenças mentais vem se modificando nas últimas décadas. Os novos métodos e medicamentos permitiram que os pacientes, tradicionalmente internos num manicômio, sejam, hoje, tratados em clínicas sem a necessidade de serem internados. Tudo indica que a perturbação do comportamento dos pacientes deve-se mais à sua reclusão num manicômio do que à própria doença.

Sentido da Vida

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Autoria: Anônimo

 Por que estamos aqui ?
 Quem ou o que fez o mundo ?
 Por que nós ?
 De onde viemos ?
 Para onde vamos ?
 Por que existe alguma coisa e não nada ?
 Qual é a minha verdadeira missão ?
 Por que sou assim e os outros são de outro jeito ? …

Na história do mundo essa dúvida sempre foi objeto de reflexões, temores, confrontos, desespero, etc. E as Ciências, as Artes, as Religiões e todas as correntes tentam se aprofundar nestas respostas, às vezes se distanciando ainda mais das questões, como podemos observar através dos tempos.

O que sabemos hoje ?

 O Universo é finito, tendo surgido há 15 bilhões de anos.

 É composto de matéria e energia, distribuídas em 200 bilhões de agrupamentos chamados Galáxias, sendo uma , a chamada Via Láctea. Nela , há 100 bilhões de estrelas e , em torno do Sol, uma pequena estrela de 5ª grandeza, orbitam massas planetárias diminutas, sendo uma, nosso planeta, a Terra.

 Aqui na Terra vivem mais de 3 milhões de espécies de diferentes de seres vivos, sendo que só a espécie humana possui mais de 5 bilhões de indivíduos. E apenas um é cada um de nós ! Somos irrepetíveis, pois não só a carga genética, mas também as nossas experiências de vida são únicas.

Enfim …

Somos um em mais de 5 bilhões de seres humanos , representando uma espécie entre 3 milhões diversas, vivendo em um planeta que gira em volta de uma estrela , situada no meio de 100 bilhões que compõem uma das 200 bilhões de galáxias existentes.

E somos talvez a única espécie que tem consciência de que viverá em torno de 60 ou 70 anos e depois morrerá. Talvez por isto que nos sentimos diversas vezes perdidos, com uma sensação de angústia e abandono universal. Afinal, pensamos : para que tudo isto , para depois acabar ?

« O Homem formado pela angústia é formado pela possibilidade e só aquele que a possibilidade forma , está formado na sua infinitude. »
(Kierkegaard)

Existem pessoas que fazem de objetos, o sentido e a razão de seu viver. Idolatram carros caros, casas imensas, roupas, jóias … enfim, querem acumular coisas (mortas / sem vida) e se esquecem de cultivar sentimentos bons por pessoas, animais e pela natureza como um todo. E geralmente, por substituirem valores humanos e essenciais por materiais, sofrem a angústia da solidão, não conseguindo mais enxergar a beleza da vida.
O amor desenfreado pelo dinheiro e por coisas, torna as pessoas mais vazias, insensíveis, infelizes, inseguras e mais angustiadas. A consciência que temos que ter é que o dinheiro é que tem que nos servir, jamais nos tornando escravos dele e deixando a essência de nossa vida de lado.

Só podemos nos encontrar quando nos libertarmos das amarras com um mundo somente material. Mas o conforto e a apatia da não reflexão, são mais fáceis e simples do que buscar a essência de nossa existência. Pelo homem estar mergulhado no mundo é que é um homem e não somente uma idéia. E a real essência de sua vida é a sua própria existência, pois a vida é um dom, um presente … uma busca pelo sentido. O homem é poder … poder ser o que ele quiser ser. O homem é possibilidade, é projeto, é opção … É o homem e somente ele que confere sentido a todas as coisas. Somente ele,
pois as coisas por si só não têm sentido.

O homem tenta fugir de sua capacidade de ser ele mesmo, o que lhe confere um alto grau de responsabilidade, através da busca desenfreada pelo ter. Mas o nosso eu verdadeiro está em nossa existência autêntica, e este eu falso que às vezes criamos por seguir aos apelos do mundo, só gera frustração. Este eu falso superficializa as relações e gera os pré-conceitos, fazendo com que nos tornemos infelizes.

Lembre-se : A vida é curta, breve e finita … por isto mesmo que é fundamental que a nossa vida valha a pena. Precisamos vivê-la em sua plenitude, pois somos importantes e únicos entre muitos !!! Únicos !

O Sentido da Vida

Para a vida ganhar sentido (significado / direção), é necessário que criemos valores para o existir humano, pois, inventando valores, para as estruturamos uma hierarquia coisas e acontecimentos, de modo a estabelecer uma ordem na qual tudo se localize e encontre seu lugar apropriado.

O mundo construído por nós é o nosso lugar e precisamos nos situar neste lugar, buscando viver harmoniosamente, para sermos felizes. Os valores criam uma moldura onde enquadramos nossos atos e pensamentos, situando-os em um visão de mundo (compreensão da realidade) que informe (dê forma) os nossos conceitos (nossos entendimentos) e, a partir deles, guiamos a nossa existência. São abstratos e, quando são conceitos prévios, que antecedem as nossas ações, são chamados de pré-conceitos.

Por isto que, quando enfrentamos alguém no campo de seus valores e preconceitos, a reação pode ser forte, pois não estamos apenas confrontando idéias, mas sim, pontos de apoio de sua existência. Mas, valores e preconceitos podem mudar porque humanos devem mudar, pois a vida é processo e processo é mudança.

E só o ser humano é capaz de ser diferente … pois pode ter consciência de tudo isto e muito mais. E pode mudar toda a sua vida, portando-se diferente daqui para frente. Aprendendo com as lições do passado, vislumbrando as visões do futuro e construindo,
passo a passo,com amor e dedicação o seu tempo presente.

Sexualidade na Adolescência

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Autoria: Fabiana H. Reiter de Almeida

I – GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

A gravidez na adolescência é multicausal e sua etiologia está relacionada a uma série de aspectos que podem ser agrupados em:

1.1- FATORES BIOLÓGICOS

Estão envolvidos desde a diminuição da idade menarca (primeira menstruação) até, o aumento do número de adolescentes na população geral. Sabe-se que as adolescentes engravidam mais e mais a cada dia e em idades cada vez mais precoces. Note-se que a idade da menarca tem se adiantado em torno de quatro meses por década no nosso século, sendo que a idade média para que ocorra é de 12,5 a 13,5 anos. Evidentemente, quanto mais precocemente ocorrer a menarca , mais exposta estará a adolescente.
Gestação: é nas classes econômicas mais desfavorecidas onde há maior abandono e promiscuidade, maior desinformação, menor acesso aos meios de anticoncepcionais, que está a grande incidência da gestação na adolescência.

1.2- FATORES DE ORDEM FAMILIAR

o contexto familiar tem relação direta com a época que se inicia a atividade sexual. Assim sendo, as adolescentes que iniciam a vida sexual precocemente ou engravidam nesse período, geralmente vem de famílias cujas mães também iniciaram a vida sexual precocemente ou engravidaram durante a adolescência.

1.3-FATORES SOCIAIS

as atitudes individuais são influenciadas tanto pela família quanto pela sociedade. E a sociedade tem passado por profundas mudanças em sua estrutura, inclusive aceitando melhor a sexualidade na adolescência, sexo antes do casamento e também a gravidez na adolescência. Portanto, tabus, inibições e estigmas estão diminuindo e consequentemente a atividade sexual e a gravidez aumentando.

1.4-MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS

métodos anticoncepcionais são aqueles que impedem o encontro do espermatozóide com o óvulo, evitando, desse modo, a gravidez. Existem os que impedem a ovulação e os que evitam a penetração dos espermatozóides no útero.

• Pílula anticoncepcional – é um comprimido de hormônio sintético, que deve ser ingerido durante 21 dias no mês, a fim de inibir a ovulação. O método é quase 100% seguro, para evitar a gravidez, mas requer disciplina, pois respeita o ciclo feminino e deve ser seguido de acordo com a orientação médica.
• Camisinha – é o preservativo masculino, invólucro de fina borracha que deve ser colocada no pênis, antes do seu primeiro contato com a vagina. Além de impedir que o espermatozóide fecunde o óvulo, funciona também como uma barreira de proteção contra doenças sexualmente transmissíveis ( AIDS, sífilis, gonorréia e outras ).
• Diafragma – trata-se de um preservativo feminino, uma capinha de borracha que deve ser introduzida, antes da relação sexual, na parte mais profunda da vagina, a fim de cobrir a entrada do colo do útero e impedira entrada dos espermatozóides. Só deve ser retirado oito horas depois.
• Espermicida – tipo de creme ou espuma, contendo substâncias químicas capazes de destruir os espermatozóides. É colocado no fundo da vagina, antes da relação sexual. Só se torna, realmente, eficaz, quando combinado com outros métodos, como o diafragma, por exemplo.
• DIU – é um dispositivo intra-uterino, uma pequena haste de cobre ou silicone, que, introduzida pelo médico dentro do útero, impede que o espermatozóide fecunde o óvulo. É eficaz, mas só pode ser colocado em mulheres que já tiveram filhos.
• Método natural – este método, o único aceito pela igreja católica, consiste em abster-se de relações sexuais durante o período fértil da mulher, isto é, quando o óvulo maduro esta pronto para ser fecundado como o ciclo é de, aproximadamente, 28 dias, esse período localiza-se bem no meio do mês entre as menstruações. Os médicos não recomendam às adolescentes, cujo ciclo ainda é irregular.
• Coito interrompido – consiste em interromper o ato sexual antes da ejaculação masculina. Não é garantido para a gravidez nem o contágio de doenças sexuais.

Estudos mostram que os adolescentes conhecem métodos anticoncepcionais, mas, como suas relações sexuais são esporádicas, não tem prática do seu uso correto. Mais do que nunca, é importante o diálogo de pais, educadores e médicos com os jovens.

A utilização de métodos anticoncepcionais não ocorre de modo eficaz na adolescência, e isso se deve a vários fatores:

1 – A negação da possibilidade de engravidar.

2- O encontro do contraceptivo pelos pais, seria prova explícita da vida sexual a ativa da adolescente.

3- A atividade sexual, é tida como eventual, não justificando o seu uso continuado.

II – REPERCUSSÕES DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

A adolescência caracteriza-se por um período de descoberta do mundo, dos grupos de amigos, de uma vida social mais ampla. Assim, a gravidez pode vir a interromper. Na adolescente, esse processo de desenvolvimento próprio da idade, fazendo-a assumir responsabilidades e papéis de adulta antes da hora, já que dentro em pouco se verá obrigada a dedicar-se aos cuidados maternos. O prejuízo é duplo: nem adolescente plena, nem adulta inteiramente capaz. A adolescência é também uma fase em que a personalidade da jovem está se formando e, por isso mesmo, é naturalmente instável. Se é fundamental que a mãe seja referência para formação da personalidade de seu bebê, os transtornos psíquicos da mãe poderão vira afetar a criança.
Ao engravidar, a jovem tem de enfrentar, paralelamente, tanto os processos de transformação da adolescência como os da gestação. Isto, nesta fase, representa uma sobrecarga de esforços físicos e psicológicos tão grande que para ser bem suportada necessitaria apoiar-se num claro desejo de ser mãe. Porém, geralmente não é o que acontece: as jovens se assustam e angustiam-se ao constatar que lhes aconteceu algo imprevisto e indesejado. Só este fato torna necessário que seja alvo de cuidados materiais e médicos apropriados, de solidariedade humana e amparo afetivo especiais. A questão é que, na maioria dos casos, essas condições também não existem.
Muitas vezes, a dificuldade de contar o fato para a família ou até mesmo constatar a gravidez faz com que as adolescentes iniciem tardemente o pré-natal o que possibilita a ocorrência de complicações e o aumento do risco de terem bebês prematuros e de baixo peso. Além disso, não é raro acontecer, em seqüência, uma segunda gravidez indesejada na jovem mãe. Daí a importância adicional do pré-natal como fonte segura de orientação.
Viver ao mesmo tempo a própria adolescência, cuidar da gestação e, mais tarde, do bebê, não é tarefa fácil. E a vida torna-se ainda mais difícil para a adolescente grávida que estuda e trabalha. Igualmente essa situação não difere com relação ao jovem adolescente que se torna pai: ele se vê envolvido na dupla tarefa de lidar com as transformações próprias da adolescência e as da paternidade, que requerem trabalho, estudo, educação do filho e cuidados com a esposa ou companheira.

Sobre a adolescente

Obstétricas

A gravidez na adolescência apresenta alto índice de complicações, quando comparada com as demais. Para se ter uma idéia da importância deste problema, sabe-se que um sexto dos óbitos que correm nesta faixa etária são devidos às complicações obstétricas.

Educacionais

A jovem mãe tem quase sempre a interrupção de sus estudos quer seja definitiva ou temporariamente. Isto acarretará perdas de oportunidades e piora na qualidade de vida no futuro.

Nutricional

Está provado que uma gravidez que ocorra antes de se completar o desenvolvimento biológico, faz com que se soldem as cartilagem de conjugação ( responsável pelo crescimento), prejudicando a estrutura final da adolescente. Além disso, na adolescência há uma maior necessidade de sais minerais, vitaminas, proteínas etc. e o feto por sua vez necessita de um aporte muito grande destes elementos “prejudicando” o desenvolvimento materno.

Emocionais

Devido a sua habilidade emocional e imaturidade as adolescentes sofrem alterações psicológicas que acabam por tornar mais violentos sentimentos já presentes anteriormente, ou seja, hostilidade, depressão e ansiedade. Por exemplo, o número de suicídios aumenta e muito mais nas adolescentes grávidas, quando comparado às não grávidas.

Sobre a criança

Aumentam o número de recém nascidos de baixo peso, prematuros, doenças respiratórias e traumas obstétricos.
Não há dúvidas que a criança que nasce advinda de uma mãe adolescente, corre maior número de riscos tanto físicos imediatos, quanto psico sociais que se manifestam a longo prazo.
A mãe freqüentemente abandona o filho, ou o entrega a doação sujeitando-o freqüentemente a maus tratos.

Sigmund Freud

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Autoria: Flávia Moura

1.INTRODUÇÃO

Sigmund Freud (1856-1939), médico e neurologista austríaco, fundador da psicanálise. Seu trabalho com Jean Charcot, dedicado ao tratamento da histeria mediante a hipnose, dirigiu definitivamente seus interesses para o estudo científico dos distúrbios mentais.

2.O COMEÇO DA PSICANÁLISE

Freud dedicou seus esforços para explicar as doenças mentais de forma psicológica e não fisiológica, campo que denominaria “psicanálise”. A publicação da obra Estudos sobre a histeria (1893) marcou o começo desta teoria, formulada a partir de observações clínicas: os sintomas eram considerados como manifestações de energia emocional não descarregada, associada a traumas psíquicos esquecidos. Pouco tempo depois, aplicou o método de “associação livre”, idôneo para compreender os processos mentais inconscientes. Utilizando estas associações para interpretar os sonhos, formulou suas teorias sobre a sexualidade infantil, afirmativas que foram muito controvertidas. Desenvolveu a teoria da transferência, processo pelo qual as atitudes emocionais, estabelecidas durante a infância pela figura dos pais, são transferidas na vida adulta para outros personagens. O final deste período foi marcado pela obra A interpretação dos sonhos (1900), na qual expõe todos os conceitos fundamentais das teorias e técnicas psicanalíticas. Até 1906, Freud contava com um reduzido número de alunos e seguidores como Alfred Adler, Otto Rank, Abraham Brill, Eugen Bleuler e Carl Jung.

3.RECONHECIMENTO INTERNACIONAL

O crescente reconhecimento do movimento psicanalítico provocou a criação, em 1910, da Associação Psicanalítica Internacional. Enquanto isso, o movimento ganhava adeptos na Europa e Estados Unidos, apesar da oposição de alguns dos seus discípulos, contrários à tese sobre a origem sexual das neuroses. Sua principal contribuição foi o enfoque radicalmente novo na compreensão da personalidade humana. Fundou uma nova disciplina médica e formulou procedimentos terapêuticos que ainda hoje se aplicam no tratamento das neuroses. Entre outras obras, destacam-se Totem e tabu (1913), Além do princípio do prazer (1920) e Moisés e o monoteísmo (1939).

A Somaterapia

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Autoria: João da Mata

Desenvolver uma nova prática psicológica que auxiliasse os homens na busca de sua liberdade. Foi assim que Roberto Freire rompeu com a psicanálise e criou a SOMATERAPIA ou apenas SOMA, durante o regime militar no Brasil.

Baseada nas idéias iniciais de Wilhelm Reich, discípulo dissidente de Freud, a SOMA considera a neurose fruto das organizações sociais autoritárias. Numa sociedade onde a liberdade de ser é impedida através de mecanismos repressores presentes na família tradicional burguesa, na pedagogia escolar autoritária e nas religiões castradoras, a neurose surge como um processo de ajustamento dos indivíduos.

Além de ser um fenômeno social, que se forma de fora para dentro, a neurose se instala em todo o corpo das pessoas, impedindo sobretudo a expressão livre da espontaneidade, da afetividade e da sexualidade. Assim, a SOMA é uma terapia corporal, utilizando-se de exercícios próprios que, além de agirem sobre a couraça neuromuscular do caráter (tensões crônicas da musculatura voluntária, que retém a neurose no corpo das pessoas), também informam como a repressão atua no cotidiano.

A SOMA funciona em grupos (em torno de 20 pessoas) e com duração de 1 ano a 1 ano e meio, evitando assim a formação de dependência terapeuta-cliente. Nesse período os grupos fazem 3 viagens para vivências em campo, onde há um crescimento nas dinâmicas dos grupos, por uma maior percepção individual, seja no contato com outros grupos, seja no contato direto com a natureza, com exercícios em locais que ainda preservam ecossistemas com pouca interferência humana tecnológica, como Visconde de Mauá-RJ (grupos Sul/Sudeste) e Lençois-BA (grupos Nordeste).

A SOMA utiliza-se também de técnicas da Gestalterapia, sobretudo no desenvolvimento da autonomia e criatividade individuais para solucionar situações de vida, e conseqüentemente não desperdiçar energia. Como terapia libertária, buscou na Antipsiquiatria o entendimento de como a neurose é produzida por defeitos na comunicação humana, que geram dependência e culpa.

A mais recente pesquisa da SOMA é a introdução da Capoeira Angola para efeitos terapêuticos. Numa mistura de dança, luta e arte, a Capoeira Angola surgiu no Brasil para auxiliar no processo de libertação do negro à escravidão imposta pelos brancos. Hoje, na SOMA, ela está sendo utilizada tanto como terapia corporal quanto para auxiliar o homem escravo da neurose que o impede de ser livre e criativo.

Adotando a ideologia anarquista, a SOMA se propõe a facilitar a busca da liberdade a nível pessoal e social. O Socialismo Libertário proposto pelo Anarquismo torna objetiva a luta contra qualquer forma de autoritarismo, permitindo o surgimento da originalidade única das pessoas. O Anarquismo é hoje a única ideologia que se opõe ao capitalismo burguês, uma das principais fontes de manutenção da dominação, do autoritarismo e das injustiças sociais. Na SOMA esses mecanismos de poder são discutidos e combatidos gerando uma dinâmica autogestiva, onde o que se busca são relações sinceras e solidárias.

Há quase 30 anos a SOMA vem pesquisando alternativas novas no combate a qualquer forma de poder coercitivo que atue sobre o ser humano.

Atuando em vários estados, a SOMA possui três sedes: em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, onde realizam-se palestras, maratonas, grupos e cursos. Há cinco anos, o Coletivo Anarquista Brancaleone vem realizando o Curso de Pedagogia Libertária, um espaço aberto para discussão das possibilidades de uma vida libertária. Sem dominador ou dominado, uma sociedade nova onde uma nova ética, a ética libertária, possa existir e impedir as mazelas que o capitalismo e outras formas de autoritarismo vem produzindo na humanidade.

Sonhos

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Autoria: Joe Carlo Viana Valle

1.INTRODUÇÃO

Sonhos, atividade mental que ocorre durante o sono. Em termos sensoriais, a experiência visual está presente na quase totalidade dos sonhos e a auditiva em, aproximadamente, na metade. Podem ter um alto conteúdo emotivo, em forma de histórias interrompidas, com freqüentes mudanças de cenários. No começo do século XX, Sigmund Freud descreveu os mecanismos que regem os sonhos, afirmando que eles nada mais são que a satisfação de um desejo primário, em um conteúdo manifesto, aceitável pela consciência moral.

2.BIOLOGIA DOS SONHOS

No campo da fisiologia, a fase REM — Rapid Eyes Movement (movimento ocular rápido) caracteriza-se pela atividade cerebral intensa, como no estado de vigília. Nessa fase, os sonhos têm componentes visuais fortes que são facilmente lembrados.

3.CONTEÚDO DO SONHO

Os sonhos são produtos mentais cheios de significado, como os pensamentos. Expressam desejos, medos, preocupações e obsessões, fazendo com que o estudo e análise do seu conteúdo sejam úteis para revelar certos aspectos psíquicos do indivíduo.

Trabalho Infantil

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Autoria: Eduardo Balieiro

É proibido por lei que crianças com menos de quatorze anos realizem qualquer trabalho. Até esta idade a criança pode até ser aprendiz de alguma profissão, mas em hipótese alguma pode exercê-la. Este aprendizado é considerado como uma formação técnico-profissional, que tem que garantir o tempo da criança no ensino regular, com freqüência obrigatória; não pode ser uma atividade que prejudique o desenvolvimento do adolescente e tem que ser realizada em horários especiais. Desde a época de Getúlio Vargas, os adolescentes maiores de quatorze anos têm um percentual garantido no mercado de trabalho, mas as funções noturnas, insalubres ou perigosas são absolutamente proibidas, fazendo com que seja difícil que empregadores se interessem por este tipo de mão-de-obra. Quando o menor de quatorze anos é aprendiz, a lei garante a ele o direito à bolsa de aprendizagem, o que nem sempre se cumpre na prática, e quando maior de quatorze anos, os direitos trabalhistas e previdenciários têm que ser respeitados. Apesar de todas estas condições legais, a realidade social de alguns países, como o Brasil, gera a necessidade de aumento de renda nas famílias mais pobres que, muitas vezes, têm nos filhos uma fonte de renda. Neste caso, quanto mais crianças na família, mais pedintes ou vendedores de rua para aumentar a renda familiar. O trabalho infantil, tanto nos grandes centros, quanto nas zonas rurais, são uma grande preocupação de ONGs e pessoas envolvidas com este assunto. É comum que crianças sejam exploradas com salários que podem não passar de um prato de comida e com atividades que provocam sérios danos físicos e psicológicos em cada uma delas, afastando-as da escola e submetendo-as ao trabalho escravo. Este assunto é delicado e difícil, porque, numa situação de miséria absoluta, é muito difícil convencer os pais de que as crianças não devem trabalhar, e os empregadores são violentamente contra denúncias e medidas.

Vergonha

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Autoria: Luiz Henrique Chaves

Muitas coisas são designadas como ridículas, obscenas e indecorosas. A definição do que faz parte de cada um destes conceitos é feita pela cultura e pela religião, e as pessoas que vivem neste dado contexto influenciam-se por estes valores. Em cada comunidade, o que é ridículo, obsceno e indecoroso é diferente do estabelecido por outras culturas e, numa mesma comunidade, esta classificação pode depender da situação e lugar em que os comportamentos ocorrem. As pessoas reagem ao vergonhoso de forma atenta, voltam-se para a pessoa que se comporta, comentam, riem e provocam um sentimento de vergonha em quem fica sendo o centro das atenções. Em muitas situações, as pessoas podem sentir vergonha, não por se comportarem de forma ridícula, mas por timidez, medo de errar ou de chamarem a atenção dos outros. Sentir ou não vergonha passa por medo de reprovação, introversão, timidez e outras características muito comuns. Os adolescentes, que começam a sofrer as primeiras mudanças corporais e de interesse, são alvo fácil da vergonha porque os adultos comentam tudo isto, causando desconforto em quem ainda não se acostumou com tantas transformações. Algumas outras situações também são comuns, como confessar paixão por outra pessoa, ir pela primeira vez a lugares em que não existem pessoas conhecidas, ficar sem roupa na frente de outra pessoa, e outras situações que, como estas, geralmente provocam vergonha em quase todas as pessoas. Muita gente supera rapidamente a sensação de vergonha e outras ficam absolutamente paralisadas por ela. A vergonha é normal e varia de pessoa para pessoa, ela só deve ser tratada por terapeutas e profissionais competentes quando é excessiva e incomoda quem a sente, por prejudicar seus relacionamentos.

Violência

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Autoria: Tatiane G. Almeida Araújo

A violência é a utilização de força com objetivo de destruir ou provocar danos em outra pessoa ou em alguma coisa. Isto sempre existiu, desde os povos mais antigos, mas só tornou-se motivo de inquietação na época contemporânea. Muitas pesquisas começaram a ser financiadas e surgiram diversos institutos com finalidade exclusiva de estudar este assunto. Os estudos visavam a descoberta do que determinava a violência internacional, regional, de grupos étnicos e outros focos que cada vez se tornavam mais significativos. Muitas manifestações violentas relacionavam-se com tendências revolucionárias ou movimentos de independência e mudanças sociais, mas, na verdade, nem sempre ela se identifica com isto, manifestando-se de forma endêmica, contínua e destrutiva. Apesar de muitas tentativas de entender a violência, começarem pela idéia de agressividade genética e típica do comportamento animal, os cientistas sociais procuram localizar causas de caráter social e político. Existem muitos casos de violência e as manifestações são muito mais diversas do que se pode imaginar. A diversidade caracteriza-se pelo objetivo de cada comportamento violento, pelos meios utilizados e outros aspectos. A violência social não possui causas apenas individuais e diz respeito à luta entre grupos de interesses opostos. Os Golpes de Estado, lutas da polícia com invasores de terra, a repressão do governo ou de seitas religiosas, são exemplos deste tipo de violência. O índice mundial de violência é assustador e muitos grupos, inclusive internacionais, têm se formado na tentativa de conter este problema. Aqui no Brasil, uma campanha foi feita por estudantes universitários de São Paulo, com apoio da Rede Globo, objetivando o desarmamento. Esta campanha envolveu muitas pessoas públicas e promoveu discussões sérias a respeito dos efeitos e possíveis maneiras de prevenção da violência. Alguns motivos, como a desigualdade social, miséria absoluta e educação punitiva são facilmente ligados a comportamentos violentos e muito provavelmente sejam causas desde tipo de conduta. É sabido que violência gera violência e o aumento deste problema parece ser gradativo, demandando o máximo de atenção e cuidado. É muito comum que a violência seja sentida dentro de casa contra cônjuges, companheiros, idosos e principalmente filhos menores de idade. O requinte de violência doméstica pode ser alto e deve ser denunciado para autoridades ou serviços competentes para que o problema seja tratado da melhor forma possível. Muitas pessoas que sofrem violência doméstica têm medo de falar sobre o assunto ou de denunciar o agressor, pensando nas conseqüências disto. O problema é que viver como uma vítima da violência pode causar problemas sérios e que, dependendo do grau de intensidade e freqüência, podem ser irreversíveis. Para vítimas menores de idade, existe um serviço que funciona na cidade de São Paulo recebendo denúncias, mesmo que sejam anônimas, e mandando pessoas no local para verificar o problema e tomar as medidas necessárias. Este serviço é o CERCA (Centro de Referência da Criança e do Adolescente), coordenado pela doutora Lia Junqueira, que pode informar inclusive o telefone de serviços semelhantes em outras cidades do Brasil. O telefone do CERCA é (011) 239-0411.