A Poética e a Crítica na Educação de jovens e adultos

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Para a Pedagogia do Oprimido não há nada melhor para o desenvolvimento dos alunos, que o respeito aos conhecimentos com os quais o aluno trás consigo de sua vivência, sendo o dever do professor e mesmo da instituição o de instigar para que esses conhecimentos sejam ampliados e até mesmo melhor, entendidos em um contexto amplo, este trabalho faz um estudo da trajetória da Educação de Jovens e Adultos no Brasil e a sua referencia com a Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire e o Teatro do Oprimido de Augusto Boal.

SUMÁRIO

I INTRODUÇÃO
II REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL
2.2 A PEDAGOGIA DO OPRIMIDO E SEUS PRESUPOSTOS PARA
A EJA
2.3 O TEATRO DO OPRIMIDO COMO SUPORTE PEDAGOGICO 
PARA A EJA
III CONSIDERAÇÕES FINAIS 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

I INTRODUÇÃO

A Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade de ensino que se destina às pessoas que não tiveram acesso, por algum motivo, ao ensino regular na idade apropriada. Porém são pessoas que têm cultura própria. Por este motivo o papel do professor é de fundamental importância no processo de reinserção desse aluno às classes escolares. O professor da EJA deve, também, ser um professor especial, capaz de identificar o potencial de cada aluno. 
É preciso que a sociedade compreenda que alunos de EJA vivenciam problemas como preconceito, vergonha, discriminação, críticas dentre tantos outros. E que tais questões são vivenciadas tanto no cotidiano familiar como na vida em comunidade.
É necessário que evidencie que a EJA é uma educação possível e capaz de mudar significativamente a vida de uma pessoa, permitindo-lhe reescrever sua história de vida
É papel do professor, especialmente do professor que atua na EJA, compreender melhor o aluno e sua realidade diária. Enfim, é acreditar nas possibilidades do ser humano, buscando seu crescimento pessoal e profissional.
Em uma educação problematizadora, não se transfere, mas sim se compartilha experiências, constrói seres críticos e isto se faz através do diálogo com o educador, crítico também. O mundo agora é visto com uma nova margem, já não é algo que se fala com falsas palavras, mas o professor torna-se um mediatizador dos sujeitos da educação, de que resulte a sua humanização.
Este trabalho busca fazer um estudo sobre a Educação de Jovens e Adultos no Brasil, sua origem e história e analisar esta educação com base na Pedagogia do Oprimido e no Teatro do Oprimido de Boal.

II REFERENCIAL TEÓRICO

2.1A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL

Após a Revolução de 1930, as mudanças políticas e econômicas permitiram o início da consolidação de um sistema público de educação elementar no país.
A Constituição de 1934 estabeleceu a criação de um Plano Nacional de Educação, que indicava pela primeira vez a educação de adultos como dever do Estado, incluindo em suas normas a oferta do ensino primário integral, gratuito e de freqüência obrigatória, extensiva para adultos, era o nascimento da Educação de Jovens e Adultos.
A Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade de ensino, amparada por lei e voltada para pessoas que não tiveram acesso, por algum motivo, ao ensino regular na idade apropriada. Porém são pessoas que têm cultura própria.
Sabe-se que o papel do professor é de fundamental importância no processo de reingresso do aluno às turmas de EJA. Por isso, o professor da EJA deve, também, ser um professor especial, capaz de identificar o potencial de cada aluno, saber extrair de sua vivencia todos os saberes necessários para o desenvolvimento de seu interesse em instruir-se. O perfil do professor da EJA é muito importante para o sucesso da aprendizagem do aluno adulto que vê seu professor como um modelo a seguir.
É preciso que a sociedade compreenda que alunos de EJA vivenciam problemas como preconceito, vergonha, discriminação, críticas dentre tantos outros. E que tais questões são vivenciadas tanto no cotidiano familiar como na vida em comunidade, no entanto é uma educação possível e capaz de mudar significativamente a vida de uma pessoa, permitindo-lhe reescrever sua  história de vida.
Sabe-se que educar é muito mais que reunir pessoas numa sala de aula e transmitir-lhes um conteúdo pronto. É papel do professor, especialmente do professor que atua na EJA, compreender melhor o aluno e sua realidade diária. Enfim, é acreditar nas possibilidades do ser humano, buscando seu crescimento pessoal e profissional.
A década de 40 foi marcada por algumas iniciativas políticas e pedagógicas que ampliaram a educação de jovens e adultos: a criação e a regulamentação do Fundo Nacional do Ensino Primário (FNEP); a criação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP); o surgimento das primeiras obras dedicadas ao ensino supletivo; o lançamento da Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos (CEAA), e outros. Este conjunto de iniciativas permitiu que a educação de adultos se firmasse como uma questão nacional. 
Com o fim da ditadura de Vargas em 1945, o país vivia a efervescência política da redemocratização. A Segunda Guerra Mundial recém terminara e a ONU (Organização das Nações Unidas) alertava para a urgência de integrar os povos visando a paz e a democracia. Ao mesmo tempo, os movimentos internacionais e organizações como a UNESCO, exerceram influência positiva, reconhecendo os trabalhos que vinham sendo realizados no Brasil e estimulando a criação de programas nacionais de educação de adultos analfabetos. 
Tudo isso contribuiu para que a educação dos adultos ganhasse destaque dentro da preocupação geral com a educação elementar comum. Era urgente a necessidade de aumentar as bases eleitorais para a sustentação do governo central, integrar as massas populacionais de imigração recente e também incrementar a produção.
Em 1946, com a instalação do Estado Nacional Desenvolvimentista, houve um deslocamento do projeto político do Brasil, passando do modelo agrícola e rural para um modelo industrial e urbano, que gerou a necessidade de mão-de-obra qualificada e alfabetizada.
Nesse período, a educação de adultos define sua identidade tomando a forma de uma campanha nacional de massa, a Campanha de Educação de Adultos, lançada em 1947. Com ela, pretendia-se, numa primeira etapa, uma ação extensiva que previa a alfabetização em três meses, e mais a condensação do curso primário em dois períodos de sete meses. Depois, seguiria uma etapa de ação em profundidade, voltada à capacitação profissional e ao desenvolvimento comunitário.
Nos primeiros anos, sob a direção do professor Lourenço Filho, a campanha conseguiu resultados significativos, articulando e ampliando os serviços já existentes e estendendo-os às diversas regiões do país. 
Num curto período de tempo, foram criadas várias escolas supletivas, mobilizando esforços das diversas esferas administrativas, de profissionais e voluntários. O clima de entusiasmo começou a diminuir na década de 50; iniciativas voltadas à ação comunitária em zonas rurais não tiveram o mesmo sucesso e a campanha se ex­tinguiu antes do final da década. Ainda assim, sobreviveu a rede de ensino supletivo por meio dela implantada, assumida pelos estados e municípios.  
A instauração da Campanha de Educação de Adultos deu lugar também à conformação de um campo teórico-pedagógico orientado para a discussão sobre o analfabetismo e a educação de adultos no Brasil. Nesse momento, o analfabetismo era concebido como causa e não efeito da situação econômica, social e cultural do país. Essa concepção legitimava a visão do adulto analfabeto como incapaz e marginal, identificado psicológica e socialmente com a criança.
Em 1952 foi criada a Campanha Nacional de Educação Rural (CNER), inicialmente ligada a Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos – CEAA. A CNER caracterizou-se, no período de 1952 a 1956, como uma das instituições promotoras do processo de desenvolvimento de comunidades no meio rural brasileiro. 
Ainda nos anos 50, foi realizada a Campanha Nacional de Erradicação do Analfabetismo (CNEA), que marcou uma nova etapa nas discussões sobre a educação de adultos. Seus organizadores compreendiam que a simples ação alfabetizadora era insuficiente, devendo dar prioridade à educação de crianças e jovens, aos quais a educação ainda poderia significar alteração em suas condições de vida. Em 1963 foi extinta, juntamente com as outras campanhas até então existentes .
Em 1958, foi realizado o segundo Congresso Nacional de Educação de Adultos, objetivando avaliar as ações realizadas na área e visando propor soluções adequadas para a questão. Foram feitas críticas à precariedade dos prédios escolares, à inadequação do material didático e à qualificação do professor.
O Sistema Paulo Freire, desenvolvido na década de 60, teve sua primeira aplicação na cidade de Angicos, no Rio Grande do Norte. E, com o sucesso da experiência, passou a ser conhecido em todo País, sendo praticado por diversos grupos de cultura popular.  
Na década de 60, com o Estado associado à Igreja Católica, novo impulso foi dado às campanhas de alfabetização de adultos. 
Com o golpe militar de 1964, os programas de alfabetização e educação popular que se haviam multiplicado no período entre 1961 e 1964 foram vistos como uma grave ameaça à ordem e seus promotores duramente reprimidos. 
O Movimento de Educação de Bases (MEB) sobreviveu por estar ligado ao MEC e à igreja Católica. Todavia, devido às pressões e à escassez de recursos financeiros, grande parte do sistema encerrou suas atividades em 1966.
A década de 70, ainda sob a ditadura militar, marca o início das ações do Movimento Brasileiro de Alfabetização, o MOBRAL, que era um projeto para se acabar com o analfabetismo em apenas dez anos. Era a resposta do regime militar à ainda grave situação do analfabetismo no país. O Mobral constitui-se como organização autônoma em relação ao Ministério da Educação, contando com um volume significativo de recursos.
Após esse período, quando já deveria ter sido cumprida essa meta, o Censo divulgado pelo IBGE registrou 25,5% de pessoas analfabetas na população de 15 anos ou mais. O programa passou por diversas alterações em seus objetivos, ampliando sua área de atuação para campos como a educação comunitária e a educação de crianças.
O ensino supletivo, implantado em 1971, foi um marco importante na história da educação de jovens e adultos do Brasil. Foram criados os Centros de Estudos Supletivos em todo o País, com a proposta de ser um modelo de educação do futuro, atendendo às necessidades de uma sociedade em processo de modernização. O objetivo era escolarizar um grande número de pessoas, mediante um baixo custo operacional, satisfazendo às necessidades de um mercado de trabalho competitivo, com exigência de escolarização cada vez maior.
No início da década de 80, a sociedade brasileira viveu importantes transformações sócio-políticas com o fim dos governos militares e a retomada do processo de democratização, basta lembrar da campanha nacional a favor das eleições diretas.
Em 1985, o MOBRAL foi extinto, sendo substituído pela Fundação EDUCAR. O contexto da redemocratização possibilitou a ampliação das atividades da EJA. Estudantes, educadores e políticos organizaram-se em defesa da escola pública e gratuita para todos.  
A nova Constituição de 1988 trouxe importantes avanços para a EJA: o ensino fundamental, obrigatório e gratuito, passou a ser garantia constitucional também para os que a ele não tiveram acesso na idade apropriada
Contudo, a partir dos anos 90, a EJA começou a perder espaço nas ações governamentais. 
Em março de 1990, com o início do governo Collor, a Fundação EDUCAR foi extinta e todos os seus funcionários colocados em disponibilidade. Em nome do enxugamento da máquina administrativa, a União foi se afastando das atividades da EJA e transferindo a responsabilidade para os Estados e Municípios.
Em janeiro de 2003, o MEC anunciou que a alfabetização de jovens e adultos seria uma prioridade do novo governo federal. Para isso, foi criada a Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo, cuja meta é erradicar o analfabetismo durante o mandato de quatro anos do governo Lula. 
Para cumprir essa meta foi lançado o Programa Brasil Alfabetizado, por meio do qual o MEC contribuirá com os órgãos públicos estaduais e municipais, instituições de ensino superior e organizações sem fins lucrativos que desenvolvam ações de alfabetização.
No Programa Brasil Alfabetizado, a assistência será direcionada ao desenvolvimento de projetos com as seguintes ações: Alfabetização de Jovens e Adultos e formação de alfabetizadores.
No ano de 2004, o Ministério da Educação cria a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), com o objetivo de enfrentar os processos excludentes que marcam os sistemas de educação no país.
Esta nova secretaria foi criada para respeitar e valorizar a diversidade da população, garantindo políticas públicas como instrumentos de cidadania e de contribuição para a redução das desigualdades.
A SECAD, por meio do Departamento de Educação de Jovens e Adultos, busca contribuir para atenuar a dívida histórica que o Brasil tem para com todos os cidadãos de 15 anos ou mais que não concluíram a educação básica. Para tanto, é fundamental que os professores e professoras dos sistemas públicos de ensino saibam trabalhar com esses alunos, utilizando metodologias e práticas pedagógicas capazes de respeitar e valorizar suas especificidades. Esse olhar voltado para o aluno como o sujeito de sua própria aprendizagem, que traz para a escola um conhecimento vasto e diferenciado, contribui, efetivamente, para sua permanência na escola e uma aprendizagem com qualidade.
Hoje a EJA não se restringe as ações governamentais. Nela atuam também entidades ligadas a sindicatos patronais e de trabalhadores, igreja, empresas, organizações não-governamentais e universidades. As iniciativas das entidades não-governamentais incidem especialmente sobre o campo da alfabetização inicial e pós-alfabetização. Esta atuação que tem crescido nos últimos anos e constitui um indicador muito positivo de que a sociedade civil esta sim envolvida na solução dos problemas educacionais.
O Ministério da Educação instituiu sob a coordenação da secretaria de Educação Fundamental, a Comissão Nacional de Educação de Jovens e Adultos, com a finalidade de fazer convergir a formulação e implantação de políticas públicas para a educação de jovens e adultos para os legítimos interesses e necessidades nacionais. Compõem a referida Comissão as seguintes entidades: CONSED Conselho de Secretários Estaduais de Educação; UNDIME União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação; ABONG – Assessoria Brasileira de Organizações Não-governamentais; MEB Movimento de Educação de Base; CMB Confederação das Mulheres do Brasil; CGT Central Única dos Trabalhadores; ANCA Associação Nacional de Cooperação Agrícola; APEART Associação Projeto Educação Assalariado Rural; SESI Serviço Social da Indústria; SIDUSCON Sindicato da Indústria da Construção Civil; IPF Instituto Paulo Freire; Ação Educativa Assessoria, Pesquisa e Informação/SP; IBEAC Instituto Brasileiro de Estudo e Apoio Comunitário; RAAAB Rede de Apoio a Ação Alfabetizadora no Brasil; CRUB Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras; PNBE Pensamento Nacional de Bases Empresariais.

Diretrizes Curriculares Nacionais para a EJA

I – A Estética da Sensibilidade, que deverá substituir a da repetição e padronização, estimulando a criatividade, o espírito inventivo, a curiosidade pelo inusitado, e a afetividade, bem como facilitar a constituição de identidades capazes de suportar a inquietação, conviver com o incerto e o imprevisível, acolher e conviver com a diversidade, valorizar a qualidade, a delicadeza, a sutileza, as formas lúdicas e alegóricas de conhecer o mundo e fazer do lazer, da sexualidade e da imaginação um exercício de liberdade responsável.

II – A Política da Igualdade, tendo como ponto de partida o reconhecimento dos direito-humanos e dos deveres e direitos da cidadania, visando a constituição de identidades que busquem e pratiquem a igualdade no acesso aos bens sociais e culturais, o respeito ao bem comum, o protagonismo e a responsabilidade no âmbito público e privado, o combate a todas as formas discriminatórias e o respeito aos princípios do estado de Direito na forma do sistema federativo e do regime democrático e republicano;

III – A Ética da Identidade, buscando superar dicotomias entre o mundo da moral e o mundo da matéria, o público e o privado, para constituir identidades sensíveis e igualitárias no testemunho de valores de seu tempo, praticando um humanismo contemporâneo, pelo reconhecimento, respeito e responsabilidade e da reciprocidade como orientadoras de seus atos na vida profissional, social, civil e pessoal.

Por isso, a presente proposta e o currículo dela constante incluirá o desenvolvimento de competências básicas, conteúdos e formas de tratamento dos conteúdos que busquem chegar às finalidades da educação de jovens e adultos, a saber:

I – Desenvolvimento da capacidade de aprender e continuar aprendendo, da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

II – Constituição de significados socialmente construídos e reconhecidos como verdadeiro sobre o mundo físico e natural, sobre a realidade social e política;

III – Domínio de competências e habilidades necessárias ao exercício da cidadania e do trabalho;

IV – Desenvolvimento da capacidade de relacionar a teoria à prática e o desenvolvimento da flexibilidade para novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;

V – Uso das várias linguagens como instrumentos de comunicação e como processos de constituição de conhecimento e de exercício da cidadania.

Fundamentado no princípio pedagógico da interdisciplinaridade, tem-se presente que a mesma pressupõe que todo conhecimento mantém um diálogo permanente com outros conhecimentos e que o aluno deverá ter desenvolvida sua capacidade de perceber essa relação entre os vários conhecimentos, entendendo as disciplinas como partes das áreas de conhecimentos que carregam sempre certo grau de arbitrariedade e não esgotam isoladamente a realidade dos fatos físicos e sociais, sendo necessário buscar uma compreensão mais ampla da realidade.
E, na observância da contextualização a escola terá presente que:
I – Na situação de ensino e aprendizagem, o conhecimento é transposto da situação em que foi criado, inventado ou produzido, e por causa desta transposição didática deve ser relacionado com a prática ou a experiência do aluno a fim de adquirir significado;

II – A relação entre teoria e prática requer a concretização dos conteúdos curriculares em situações mais próximas e familiares do aluno, nas quais se incluem as do trabalho e do exercício da cidadania;

III – A aplicação de conhecimentos constituídos na escola às situações da vida cotidiana e da experiência espontânea permite seu entendimento, crítica e revisão.

Diante do mundo globalizado, que apresenta múltiplos desafios para o homem, a educação surge como uma utopia necessária indispensável à humanidade na construção da paz, da liberdade e da justiça social.

2.2 A PEDAGOGIA DO OPRIMIDO E SEUS PRESSUPOSTOS PARA A E.J.A.

De acordo com o pensar de Paulo Freire, vivemos numa sociedade dividida em classes, sendo que os privilégios de uns, impedem que a maioria, faça uso dos bens produzidos e, coloca como um desses bens produzidos e necessários para concretizar a vocação humana, a educação, da qual é excluída grande parte da população do Terceiro Mundo. Refere-se então a dois tipos de pedagogia: a pedagogia dos dominantes, onde a educação existe como uma prática de dominação a pedagogia do oprimido, que precisa ser realizada, na qual a educação surgiria como prática da liberdade.
O movimento para a liberdade deve surgir e partir dos próprios oprimidos, e a pedagogia decorrente será aquela que tem que ser forjada com ele e não para ele, enquanto homens ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade. Vê-se que não é suficiente que o oprimido tenha consciência crítica da opressão, mas, que se disponha a transformar essa realidade; trata-se de um trabalho de conscientização e politização.
A pedagogia do dominante é fundamentada em uma concepção bancária de educação, na qual predomina o discurso e a prática, quem é o sujeito da educação é o educador, sendo os educandos, como gavetas vazias a serem enchidas; o educador deposita comunicados que estes, recebem, memorizam e repetem, é uma prática totalmente verbalista, dirigida para a transmissão e avaliação de conhecimentos abstratos, numa relação vertical, o saber é dado, fornecido de cima para baixo, e autoritária, pois manda quem sabe. Na educação bancária o educador é sempre o que sabe, enquanto os educandos serão os que não sabem. A rigidez destas posições nega a educação e o conhecimento como processo de busca. Educador é o sujeito do processo, educando mero objeto (FREIRE, 1987, p. 33).
Assim, o educando em sua passividade, torna-se um objeto para receber a doação do saber do educador, sujeito único de todo o processo. Esse tipo de educação pressupõe um mundo harmonioso, no qual não há contradições, daí a conservação da ingenuidade do oprimido, que como tal se acostuma e acomoda no mundo conhecido, ou seja, o mundo da opressão, e é aí que se percebe a educação exercida como uma prática da dominação.
O método Paulo Freire não ensina a repetir palavras, coloca o alfabetizando em condições de poder vivenciar criticamente as palavras de seu mundo, para na oportunidade devida, saber e poder dizer a sua palavra, apropriar daquilo que já era seu, o conhecimento, porém sem saber como utilizá-lo. Com a palavra o homem se faz homem é o que difere dos animais. Neste método o sentido mais exato da alfabetização é aprender a escrever sua vida, como autor e testemunha de sua própria história, ou seja, o homem constitui e conquista historicamente sua própria forma e na medida que se apercebe como testemunha de sua história, sua consciência se faz reflexivamente responsável desta história.
Conforme se pode perceber em:
Se o educador é o que sabe, se os educandos são os que nada sabem, cabe àquele dar, entregar, levar, transmitir o seu saber aos segundos. Saber que deixa de ser de experiência feito para ser de experiência narrada ou transmitida (FREIRE, 1987, p. 34).
O diálogo não é um produto histórico, é a própria historicização, é ele, pois, o movimento constitutivo da consciência que abrindo-se para a infinitude, vence intencionalmente as fronteiras da finitude e, incessantemente, busca reencontrar-se além de si mesmo. Expressar-se expressando o mundo, implica o comunicar-se
Alfabetização não é um jogo de palavras, é a consciência reflexiva da cultura, a reconstrução critica do mundo humano, é toda a pedagogia: aprender a ler é aprender a dizer sua palavra.
Os homens humanizam-se, trabalhando juntos para fazer do mundo, sempre mais, a mediação de consciências que se coexistênciam em liberdade. Um método pedagógico de conscientização alcança as últimas fronteiras do humano, e como o homem sempre se excede, o método também o acompanha, é a educação como prática de liberdade.
A luta do ser menos pela humanização, pelo trabalho livre, pela desalienação, pela afirmação do homem como pessoa, somente tem sentido quando os oprimidos buscarem recuperar sua humanidade, não se sentem idealisticamente opressores, nem se tornam de fato, opressores dos opressores, mas restauradores da humanidade em ambos.
A preocupação de Paulo Freire é que a pedagogia que faça da opressão de suas causas de objeto da reflexão dos oprimidos, de que resultará o seu engajamento necessário na luta por sua libertação, em esta pedagogia se fará e refará.
Um dos elementos básicos na mediação opressor-oprimido é a prescrição. Toda prescrição é a imposição da opção de uma consciência a outra.
Segundo Paulo Freire a libertação é um processo doloroso, pois depende do próprio individuo expulsar ou não o opressor de dentro de si. O homem que nasce deste parto é um homem novo que só é viável na e pela superação da contradição opressores-oprimidos, que é a libertação de todos. A superação da contradição é o parto que traz ao mundo este homem novo, não o opressor, não mais o oprimido, mas homem libertando-se.
Um dos problemas mais graves que se põem à libertação é que opressores e oprimidos precisam ganhar a consciência critica da opressão, na práxis desta busca. Através da práxis autêntica que, não sendo blábláblá, nem ativismo, mas ação e reflexão, e possível fazê-lo. Práxis é a reflexão e ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo, sem ela é impossível à superação da contradição opressor-oprimido.
Quanto mais as massas populares desvelam a realidade objetiva e desafiadora sobre a qual elas devem incidir sua ação transformadora, tanto mais se “inserem” nela criticamente.
Para os opressores, o que vale é ter cada vez mais, à custa, inclusive do ter menos ou do nada ter dos oprimidos. Ser para eles, é ter, e ter como classe que tem. O sadismo aparece como uma das características da consciência opressora, na sua visão necrófila do mundo. Por isto é que seu amor é um amor às avessas, um amor a morte e não a vida.
Dentro da situação concreta de opressão e oprimidos, a autodesvalia é uma das características do oprimido, que resulta da introjeção que fazem eles da visão que deles tem os opressores. De tanto ouvirem de si mesmos que são incapazes, indolentes, que não sabem nada, que não podem saber, acabam por se convencer de sua “incapacidade”.
É como homens que os oprimidos têm que lutar e não como “coisas”, na relação de opressão em que estão, que se encontram destruídos. A luta por esta reconstrução começa no autoconhecimento dos homens destituídos.
Um educador humanista, revolucionário deve orientar-se no sentido da humanização de ambos. Do pensar autêntico e não no sentido de doação, da entrega do saber, sua ação deve estar fundida da crença nos homens. Isto tudo exige dele um companheiro dos educandos, em suas relações com estes. A educação como pratica de liberdade implica a negação do homem abstrato, isolado, solto, desligado do mundo, assim como também a negação do mundo como uma realidade ausente.
A prática problematizadora propõe ao homem sua situação como situação problema, propõe a ele a sua situação como incidência de seu ato cognoscente, através do qual será possível a superação da percepção mágica ou ingênua que dela tenham.
O diálogo é também uma exigência existencial, e se ele é o encontro em que solidarizam o refletir e o agir de seus sujeitos endereçados ao mundo e ser transformado e humanizado, não pode reduzir-se a um ato de depositar idéias de um sujeito no outro, nem tampouco tornar-se simples troca de idéias a serem consumidas pelos permutantes.
A auto-suficiência é incompatível com o diálogo. Homens que não tem humildade ou a perdem, não podem aproximar-se do povo. Se alguém não é capaz de sentir-se e saber-se tão homem quanto os outros, é que lhe falta ainda muito que caminhar para chegar ao lugar do encontro com eles.
A confiança vai fazendo os sujeitos dialógicos cada vez mais companheiros na pronuncia do mundo. Falar em democracia e silenciar o povo, falar em humanismo e negar os homens é uma mentira.
Para o educador educando, dialógico, problematizador, o conteúdo programático da educação não é uma doação ou uma imposição mas devolução organizada, sistematizada e acrescentada ao povo daqueles elementos que este lhe entregar de forma desestruturada.
A investigação da temática envolve investigação do próprio pensar. Pensar que não se dá fora dos homens, nem num homem só, nem no vazio, mas nos homens e entre os homens, e sempre referido a realidade.
No processo da descodificação cabe ao investigador, auxiliar, não apenas ouvir os indivíduos, mas desafiá-lo cada vez mais problematizando, de um lado, a situação existencial codificada e de outro, as próprias respostas que vão dando aqueles no decorrer do diálogo.
A solidariedade nasce no testemunho que a liderança dá ao povo, no encontro humilde, amoroso e corajoso. Nem todos nós temos a coragem deste encontro e nos enrijecemos no desencontro, no qual transformamos os outros em puros objetos, e ao assim agirmos nos tornamos necrófilos, em lugar de biófilos, matamos a vida, em lugar de alimentarmos, em lugar de buscá-la, corremos dela.
Manipulação é uma das características da teoria da ação anti-dialógica, é a manipulação das massas oprimidas. Através da manipulação vão tentando conformar as massas populares e seus objetivos.
Crianças deformadas num ambiente de desamor, opressivo, frustradas na sua potência, se não conseguem na juventude, endereçar-se no sentido da rebelião autêntica, ou se acomodam numa demissão total do seu querer, alienados a autoridades e aos mitos, poderão vir a assumir formas de ação destrutiva.

2.3O TEATRO DO OPRIMIDO COMO SUPORTE PEDAGÓGICO PARA EJA

Augusto Pinto Boal, nascido no bairro da Penha da cidade do Rio de Janeiro, em 16 de março de 1931, ensaísta, dramaturgo e diretor de teatro, sob direta influência da obra Pedagogia do Oprimido do pedagogo Paulo Freire, procura ampliar a discussão Brechtiana sobre a suposta passividade do espectador no Teatro Tradicional, observando-a como aliada das formas de opressão ideológica. Se Brecht instiga o seu espectador a se posicionar sobre as contradições trazidas ao palco no desejo de ter uma platéia ativa, pensante e questionadora daquilo que lhe é apresentado, seu teatro, sob o aspecto didático, pode facilmente induzir à suposição implícita da hierarquia cognitiva entre a cena e a platéia. Afinal, o espectador refletiria e tomaria suas decisões baseado no que lhe é mostrado, em contra partida o teatro do oprimido em suas diversas funções, pões em xeque a própria essência da experiência teatral ao propor que o espectador faça parte da cena e interfira na ação solucionando os conflitos representados.
O espectador ser passivo, é menos que um homem e é necessário re-humanizá-lo, restituir-lhe sua capacidade de ação em toda sua plenitude (BOAL, 1991, p.180). Ele deve ser também o sujeito, um ator, em igualdade de condições com os atores, que devemos por sua vez ser também espectadores.
Todas essas experiências do teatro popular perseguem o mesmo objetivo: a liberação do espectador sobre o que o teatro se habituou a impor visões acabadas do mundo. E considerando que quem faz teatro, em geral, são as pessoas direta ou indiretamente ligadas às classes dominantes, é lógico que essas imagens acabadas são imagens da classe dominante. Com grande influência do Sistema Trágico coercitivo de Aristóteles, que sobrevive até hoje graças à sua imensa eficácia, efetivamente é um poderoso sistema intimidatório.
Aristóteles defendia a arte propiciadora de catarse, purificação através da identificação passiva com um personagem que deveria ser indubitavelmente virtuoso. Assim, a arte teatral deveria ser usada para reforçar valores e enaltecer virtudes a serem incutidas na população de modo que passivamente fossem tomando para si as emoções e os pensamentos dos personagens ali representados como se fora de sua livre escolha.
Esse sistema funciona para diminuir tudo que possa equilibrar, satisfazer e eliminar, tudo que possa romper o equilíbrio social, tudo até mesmo a sermos freados, simplesmente adaptados ao que pré-existe e se assim quisermos para nós este sistema serve melhor que nenhum outro. Contrapondo a Poética da Opressão e a poética de Aristóteles, Augusto Boal nos traz a Poética do Oprimido que essencialmente é uma poética de Libertação.
Um dos episódios que impulsionou Boal a criar uma proposta poética própria, a qual ele chamou de Teatro do Oprimido, foi quando o grupo de Teatro de Arena, do qual ele fazia parte, havia feito uma apresentação em uma liga camponesa no nordeste. No final da representação que falava de luta e derramamento de sangue em defesa da terra, um dos camponeses se levantou com armas convidando os atores a lutar, verdadeiramente, por seus ideais. Muito sem jeito os atores se recusaram a derramar seu sangue em nome da terra, muito embora pregassem isso através de seus discursos teatrais. A partir de então Boal chegou à conclusão, que o teatro acontece no momento presente, de forma que qualquer espectador pode intervir manifestar-se, e até mesmo questionar o que vê, como de fato ocorre nesse episódio, não há como demonstrar para seus espectadores o modo como eles devem agir, uma vez que ele mesmo não iria proceder da maneira que demonstrava.
O Teatro de Arena foi um teatro popular fundado na década de 50, inicialmente sob a direção de José Renato e depois Augusto Boal, retoma o Teatro Popular que estava sendo dominado pelo glamour resultante do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia). O principal objetivo do Arena era examinar a realidade do Brasil e a sua sociedade a partir de peças teatrais.
Boal se utilizou do teatro com função política para dar ao público oportunidade de refletir consciente e criticamente a respeito da luta entre a classe trabalhadora e o capitalismo, assim como a pedagogia de Paulo Freire, criada do método revolucionário de alfabetizar a partir da realidade do educando através do diálogo levá-los a pensar por si só de forma autônoma e consciente. Nessa perspectiva de libertação alicerçada nos ideais de Brecht e Freire, ancorados nos ideais de Marx cresce o movimento popular no Brasil atingindo sobremaneira as artes e a educação.
No entanto esse movimento popular se vê obrigada a calar a partir do golpe militar de 64, que liquidou com a liberdade e a democracia no país. O Teatro Arena com vários outros em Estados diversos, ainda tentaram resistir ao golpe, mas foram obrigados a calar pelo uso da força, da tortura, do confinamento, da morte e do exílio. Boal trabalhou com o Arena até 1971, quando foi preso pela ditadura.
Após esses episódios vividos, Boal baseou seus estudos e suas buscas artísticas a partir da idéia de que o teatro se constitui enquanto acontecimento, o que o impulsionou a realizar a proposta poética própria, a qual ele denominou Teatro do Oprimido. Seu principal objetivo é o de legar ao espectador não mais uma função contemplativa durante o evento teatral, mas sim transformá-lo em sujeito ativo, atuante, co-autor.
O Teatro do Oprimido é um teatro essencial, no sentido de estar na essência própria do ser humano.
O ser humano, diferentemente de todas as outras espécies de animais, é capaz de se ver agindo, de analisar a situação em que ele se encontra, como um diretor, dirigir a ação, como figurinista tenta adequar sua aparência à situação e ao cenário onde vai atuar. Como dramaturgo produz o texto conforme a ocasião. Como ser humano é capaz de representar a realidade, recriar o real em imagem, para entender sua existência e imaginar sua ação futura.
O Teatro do Oprimido atua nesse sentido estimulando as pessoas a descobrirem o que já são, a revelarem para si próprio que é potência, por sermos capazes de metaforizar o mundo, ou seja, representá-lo, são capazes de recriá-lo. O objetivo é que essa descoberta ou redescoberta permita que cada um se aproprie do que originalmente é seu: a capacidade de ver-se oprimido, de avaliar e recriar o real, de imaginar e inventar o futuro. Para isso faz-se necessário ação dialógica onde Boal questiona: 
De fato será que o diálogo existe sempre? Ou ao contrário, aquilo que pensamos ser diálogo não passa de dois monólogos escolares, monólogos entre países, entre classes sociais, raças, monólogos conjugais, todas as formas de monólogos interpessoais, será que, com freqüência atingem a categoria suprema do verdadeiro diálogo? Ou será que apenas, falamos e calamos, ao invés de falarmos e ouvirmos? ( Boal,1996, p. 8).
A partir desses questionamentos Boal criou o método estético que sistematiza exercícios, jogos e técnicas teatrais que objetivam a desmecanização física e intelectual de seus praticantes. As várias técnicas do Teatro do Oprimido nasceram em situações concretas que justificaram sua necessidade, que são:
Teatro Jornal foi criado quando o Teatro de Arena, em São Paulo, já foi impedido de atuar pela censura política e visava ajudar espectadores a fazer teatro para eles próprios. Esta técnica pretende que se transforme quaisquer notícia de jornal, ou qualquer outro material sem propósito dramático, em cenas ou ações teatrais. Possibilidades de trabalho com o Teatro jornal: leitura simples, leitura cruzada, leitura complementar, leitura com ritmo, ação paralela, improvisação, história, reforço, concreção da abstração, texto fora do contexto.
Teatro Imagem desenvolvido em 1973, no Peru, ex-teatro estátua, com indígenas, dado o interesse desses em participar e a resistência em cena. O Teatro imagem tem a intenção de ensaiar uma transformação da realidade através do uso da imagem corporal. Primeiramente um ator decide um tema problema a ser tratado. Pode ser local ou global, mas que tenha significado para a maioria do grupo. Em seguida alguns atores se disponibilizam no espaço cênico como massa moldável, futuras estátuas, o ator protagonista vai esculpindo essas estátuas buscando imageticamente a situação em questão. É fundamental que haja silêncio total. Ao montar o quadro vivo os espectadores são convidados a modificarem as imagens problemas para uma situação ideal. Por fim, cria-se a imagem de transição entre o problema e a solução.
Teatro Invisível criado na Argentina, no exílio em virtude do medo de fazer teatro de rua, pois Boal foi avisado que se o pegassem iriam devolvê-lo ao Brasil, onde seria morto. A proposta do Teatro Invisível é a representação de uma cena diante de pessoas que não sabem que estão sendo espect-atores, da ação dramática, e precisa acontecer num ambiente diferente do teatral, o mais dentro do cotidiano das pessoas. Para esta forma de apresentação é preciso preparação de um roteiro de improvisação onde ensaie a possível interferência do espectador no ato estético coletivo. Cabe aos atores prolongarem a discussão dos espectadores a respeito do tema abordado na cena de forma que outros atores anônimos se insiram no contexto e reafirme a veracidade da ação para o espectador que neste momento passa a ser um protagonista da ação teatral proposta. É imprescindível o caráter invisível dos atores para que os espect-atores atuem com liberdade.
Teatro Fotonovela apresenta uma forma de desmistificação da fotonovela, por ser uma literatura direcionada as classes mais baixas da população, isso antes da popularização da televisão, e por veicular uma ideologia própria das classes dominantes. Na prática é fazer a leitura de uma fotonovela, sem que os atores saibam que se trata de um folhetim fotografado, enquanto esses atores vão interpretando a história que está sendo lida. Em seguida partem para refletir sobre as ações que foram produzidas pelos atores e as que estão publicadas paralelamente as falas, com isto é comum perceber distorções, pela minoria que produz essas fotonovelas, em relação a real situação dos sujeitos mencionados pela história.
Quebra de Repressão é uma técnica de ensaio para resistência a uma repressão futura. Consiste em solicitar a um participante que relembre um momento ao qual tenha sido vítima de uma repressão. Então esta pessoa escolhe outros presentes para lhe auxiliar na reconstrução da cena já vivenciada. Após a dramatização de vivência pede-se que o protagonista resista a tal opressão e que os espect-atores mantenham as ações repressivas.
Teatro Mito que propõe evidenciar as verdadeiras características dos mitos.
Teatro Julgamento, onde há uma improvisação cênica e posteriormente busca-se retirar as máscaras sociais de cada personagem e ainda, uma técnica do teatro popular, denominada Rituais e Máscaras que consiste em descaracterizar as convenções ou posturas, impostas nas relações sociais principalmente em níveis diferentes, coisificando um ser humano diante do outro.
Teatro Fórum onde são exploradas as relações de poder, havendo um protagonista (personagem oprimido) que é impedido de realizar seu desejo devido ao personagem opressor. O Teatro Fórum, se constitui de fato enquanto espetáculo, previamente ensaiado, seja ele feito por profissionais ou amadores e em seguida apresentado. Essencial à dramaturgia do oprimido é justamente a presença bipolar entre opressores e oprimidos, ou seja, uma situação de opressão que deverá ser levada à cena sempre em função da necessidade, vontade exprimida pelos participantes dessa prática no decorrer das oficinas de teatro e ensaios. O Teatro Fórum deverá acontecer em algum espaço público qualquer não necessariamente em espaço planificado para o teatro, na presença de espectadores que não tenham participado do processo de construção do espetáculo. Os espectadores, que num primeiro momento assistem a tudo com uma certa passividade, não devem se dar ao luxo de simplesmente contemplar a obra artística que vem sendo a eles apresentada pois num segundo momento serão eles mesmos convidados a fazer parte concretamente do evento representacional.
Teatro Arco-íris do Desejo é o teatro em solo europeu (1976, 1986), desenvolve numa direção que terminou nas atuais 11 técnicas que se enfeixam sob denominação de arco-íris do desejo, que visam teatralizar opressões internalizadas na cabeça dos indivíduos, invisíveis externamente, em sociedades e grupos aparentemente não opressores.
O Teatro do Oprimido tenta que os cidadãos excitem dentro de si mesmos as partes boas: coragem, determinação, pratiquem e ensaiem com elas e depois da representação, em vez de devolvê-las ao seu interior, incorporem-nas a sua personalidade. Não só a emoção é que dá forma exterior válida para a representação de um personagem, mas acima de tudo a idéia que está por trás de uma emoção que gera a emoção, daí seu teatro opta sempre pela análise crítica, profunda das situações que vão à cena, e conseguir consequentemente, seu grande poder político e social que envolve não só o indivíduo como também o agrupamento humano a que pertence.
Teatro Legislativo, essa técnica não seria fazer Teatro Político, como no passado, mas fazer teatro com política, feita de diálogo, intenção, troca e cuja estratégia seria trabalhar não visando a cidadania em geral, mas pequenas unidades orgânicas: as unidades por necessidades essenciais como: professores, idosos, operários, estudantes. Assim nasce a primeira fase do Teatro Legislativo, ligada ao mandato de vereador carioca de Boal, pelo PT de 93 a 96, quando toda a sua equipe de campanha passou a assessorá-lo em seu gabinete e nas ruas mediante contratos de trabalho. A organização das ações se apoiava em elos que eram pessoas da mesma comunidade periódica com o mandato e núcleos que constituíam em um elo que configurava o grupo do Teatro do Oprimido, agindo de forma mais freqüente e sistemática. A dinâmica envolve um animador-líder, o curinga, em oficinas de duas horas ou de anos, a depender da necessidade e objetivos dos interessados. O ensaio é entendido como reunião político-cultural. Faz parte o diálogo intergrupos com outras comunidades e os festivais para conhecerem a opressão dos demais e se solidarizarem, devem conhecer e reconhecer e trocar idéias, informações e sugestões, informes, propostas, isto é, fazer política (Boal, 1996:78). O curinga é uma espécie de mestre de cerimônias, que tem a função de manter o público sempre a par e consciente do que se passa, bem como estimular a participação deste dentro do acontecimento teatral. Ele deve também sempre tomar posição quando há desvios dentro da proposta do Fórum. É também função do curinga assegurar-se de que a platéia assiste a tudo com total entendimento do que se passa. Ele não deve ser nunca impositivo, mas precisa ser ativo, se fazer presente, deve ser estimulador, de modo a encorajar a participação dos espect-atores dentro da cena apresentada (BOAL, 2000, p. 330).
Em todos os grupos formados os curingas são responsáveis em transmitir a técnica do Teatro do Oprimido e orientar a montagem das peças com a finalidade de formação de novos grupos teatrais para que se expandam cada vez mais essas técnicas a outras pessoas.
Um sistema não se propõe gratuitamente. Vem sempre em resposta a estímulos e necessidades estéticas e sociais.
Cada platéia exige peças que assumam sua visão de mundo.
O sistema do curinga não nasceu do nada, mais foi determinado pelas características atuais de nossa sociedade e mais especificamente de platéias (BOAL, 1986, p. 265).
Suas metas são de caráter estético e econômico. Cada um deve ser resolvido, esteticamente a partir dos processos possíveis de serem utilizados. Todo espetáculo será sempre iniciado com uma dedicatória a alguma coisa, ou algum motivo. O curinga é um personagem que altera, inverte, recoloca, pede para ser refeita sob cena, sempre que sinta necessidade de alertar a platéia para algo significativo. Função oposta ocupa o protagonista, o herói. Ele deve ser naturalista, fechado em sua lógica sempre representado pelo mesmo ator, destinado a criar e dar corpo à dimensão do particular ilusão cênica e materializando a dimensão mítica, uma vez que se destina à identificação junto ao público.
Do ponto de vista do trabalho de construção dramática das situações Boal observou a tendência generalizada dos artistas comunitários para querer incluir muitos dados da vida real nas peças, e de forma caótica, até porque cada um sempre deseja incluir suas contribuições, tendo que ser levados, então a um trabalho crítico de seleção e organização do essencial, a partir de algumas leis essenciais ao teatro, como a do conflito de vontades livres e conscientes dos meios que empregam para atingir seus fins, desenvolvendo-se a noção de personagem como vontade em movimento, que no teatro do oprimido pertence ao protagonista, mas deve ser partilhada pela comunidade: vontade individual e coletiva. Daí a estrutura dramática tornar-se uma estrutura conflitual de vontades que expressam forças sociais, centralizada por um conflito central que concretiza uma idéia central da peça, bem perceptível, para ser entendida e todo mundo poder intervir. O trabalho de noção de obstáculo: um oprimido encontrando vários opressores, tudo ligado ao conflito temático principal, com a concretização, personificação, dos poderes abstratos. Há todo um leque de tipos de vontade que os exercícios e ensaios vão dando a percepção crítica dos participantes, vontades que devem ser identificadas às reivindicações dos envolvidos no processo: a vontade simples, intensa, uniforme, busca uma meta; a vontade dialética, que carrega ao mesmo tempo uma vontade e seu oposto, vontade plural, quando vários possuem a mesma vontade ou semelhante vontade, que se prende à vontade de um outro, vontade e contra vontade, que geram um equilíbrio inevitável, como o medo de ser derrotado, numa greve; contra vontade negativa, que se expressa sempre contrária ao que os outros querem (Boal,1996, p. 78-92).
Enfim deve ser feito todo um trabalho de ativação do oprimido como artista, de atualização, de potencialidades que possam ajudá-lo na construção da cidadania.
O Teatro do Oprimido, atualmente, mantêm-se através de convênios diversos, a partir do CTO-Rio, empreendendo o mesmo tipo de ação e com base nos mesmos conceitos e fundamentalmente usando as mesmas técnicas, mas diversificando cada vez mais seu público alvo. Criado em 1986 o Centro do Teatro do Oprimido iniciou suas atividades com Augusto Boal, suas iniciativas dentro dos propósitos de Teatro do Oprimido vêm sendo ampliadas em vários estados e países. Integrando assim o Sistema, onde está sendo desenvolvida a Estética do Oprimido. A mais recente pesquisa de Augusto Boal e da equipe do CTO-Rio.
A Estética do Oprimido tem por fundamento a certeza de que somos melhores do que pensamos ser, capazes de fazer mais do que realizamos, porque todo ser humano é expansivo. Mais do que simples atores, os participantes desses grupos são estimulados através dos meios estéticos, a expandirem a capacidade de compreensão do mundo e as possibilidades de transmitirem aos demais membros de suas comunidades esta reflexão.
O trabalho da Estética do Oprimido vem sendo desenvolvido de maneira popular pelo CTO, assim como em workshops internacionais.
Nesses grupos os curingas são os responsáveis em transmitir as técnicas do Teatro do Oprimido, orientar a montagem das peças, e tornar possível a formação de novos curingas para que o Teatro do Oprimido se espalhe pelo mundo. 
O teatro pode ser uma arma de libertação. Para isso é necessário criar formas teatrais correspondentes, sendo uma destas formas o teatro dialógico e político onde todos, platéia e atores distingam em torno de uma temática relevante para o grupo.
Nessa perspectiva de trabalho com Teatro do Oprimido com objetivos de expansão de suas técnicas, desmistificadoras do modelo aristotélico, utilizando como arma para libertação dos opressores, nessa conjuntura e com vistas ao público estudantil, a escola da EJA deve preparar para receber o alunado que trás consigo uma história de vida permeada de dificuldades, assim significar esta história é uma das possibilidades que o Teatro do Oprimido pode proporcionar no trabalho com a EJA. 
O teatro em sala de aula pode e deve constituir-se para os professores interessados em mudança como forte arma na construção de uma sociedade mais humana e podem vir a compor juntos peças elaboradas a partir das discussões com alunos da EJA, no sentido de levá-los a refletir sobre a necessidade contemporânea de: aprender a conhecer,aprender a fazer, aprender a viver em grupo, aprender a ser. Além de melhorar a auto-estima e a importância da educação continuada necessária para ampliar as possibilidades de empregabilidade e de mudanças em todas as esferas da sociedade na direção do exercício pleno da cidadania.
Citando Paulo Freire: 
Não é possível a educadores e educadoras pensar apenas nos procedimentos didáticos e os conteúdos a serem ensinados a grupos populares. Os próprios conteúdos a serem ensinados não podem ser totalmente estranhos aquela cotidianidade (apud gadotti, 2005, p.15)
A partir dessa exposição vemos um momento fértil para utilização da metodologia teatral na Eja, como forma de despertarmos a curiosidade necessária para temas complexos de modo a transformar consciências ingênuas em críticas. Paulo Freire nos auxilia nessa compreensão quando nos diz:
…a curiosidade ingênua que desarmada, está associada ao saber do senso comum é a mesma curiosidade que critizando-se, aproximando-se de forma cada vez mais metodicamente rigorosa do objeto cognoscível, se torna curiosidade epistemológica (FREIRE, 1987, p.31).
O teatro pode despertar na platéia a curiosidade epistemológica necessária para fomentar a aprendizagem e o diálogo necessário para construir o conhecimento de modo a formar a consciência crítica da realidade tão necessária para a construção da cidadania.
Para utilização do Teatro do Oprimido na EJA deverá haver muito esforço e dedicação do educador ou educadora, porque exige que haja todo um preparo prévio, como o conhecimento das técnicas do Teatro do Oprimido para que a professora transforme-se em curinga para ministrar aos alunos da EJA com eficiência e eficácia transformando assim o espectador em espect-ator, dramaturgo co-autor, atuante de sua própria história.

III CONSIDERAÇÕES FINAIS

A luta pelo direito do ser humano, pelo trabalho livre, pela afirmação dos homens como pessoas, só é possível porque a desumanização não é um destino dado, mas resultado de uma ordem injusta que gera a violência dos opressores.
É fácil ver algumas contradições em relação aos oprimidos e opressores, onde a violência dos opressores torna-os desumanizados, levando os oprimidos, a qualquer momento lutar contra quem os fez menos. Esta luta só tem sentido quando o ser menos, ao buscar sua humanidade, não se sinta também um opressor, mas sim um reconquistador da humanidade em ambos, sendo aqui a grande tarefa humanista e histórica dos oprimidos, se libertar a si e aos opressores e esta atitude se consegue inserir nas pessoas quando se utiliza a educação como agente modificador, em qualquer tempo, em todos lugares.
E quando se descobrirem através de uma modalidade de ação cultural, problematizadora de si mesmos em seu confronto com o mundo, significa, primeiramente, que se descubra como tal, reconheçam sua identidade com toda significação profunda que tem esta descoberta e a Educação de Jovens e Adultos é esta modalidade, é esta a arte de transformar todos em diretores de sua história.
Porém nos fica ainda um questionamento: deve a arte educar, informar, organizar e influenciar, incitar, atuar ou deve ser simplesmente objeto de prazer e admiração.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOAL, Augusto. O arco-íris do desejo: método Boal de teatro e terapia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1990.
Jogos para atores e não atores. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.
BRASIL – Séc. Educação. Educação para jovens e adultos: ensino fundamental: proposta curricular – 1º segmento / coordenação e texto final Vera Maria Masagão Ribeiro. Brasília: MEC, 2001.
Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Proposta Curricular para a educação de jovens e adultos: segundo segmento do ensino fundamental: 5a a 8a série: introdução / Secretaria de Educação Fundamental, 2002.
FREIRE, Paulo. Método Paulo Freire: processo de aceleração de alfabetização de adultos. In: tecnologia, educação e democracia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.
Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
GADOTTI, Moacir; ROMÃO, José E. Educação de Jovens e Adultos: teoria prática e proposta. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2005.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, UNESCO, 2000.
PERRENOUD, Phillipe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000a.
Pedagogia diferenciada: das intenções à ação. Porto Alegre: Artmed, 2000b.
RIOS, Terezinha Azeredo. Compreender e ensinar: por uma docência da melhor qualidade. São Paulo: Cortez, 2001.

Estudo comparativo entre Google Chrome e Mozilla Firefox

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Trata-se de um artigo tendo como tema o comparativo entre Mozilla Firefox e Google Chrome, voltado para gestão infra-estrutura e suporte. Tem como objetivo analisar a velocidade e agilidade entre esses dois browsers. Requerimento como riqueza, facilidade de uso, navegação segura, sempre importante quando o assunto é browser, em se tratando do mundo para desenvolvedores da web, há de se levar em consideração os navegadores que apóiam os padrões da web e que trabalham duro para se tornarem compatíveis com eles, para os sistemas operacionais Windows e Mac, esses dois aplicativos foram desenvolvidos nas versões, em sua maioria funcionam exatamente da mesma forma, e até tem interfaces idênticas. 
Palavras-chave: Browsers. Velocidade. Agilidade. Navegação segura

INTRODUÇÃO

Segundo Joe Wilcox, um analista especializado em tecnologia fez uma previsão audaciosa na guerra entre os navegadores. Segundo ele, o Chrome, desenvolvido recentemente pelo Google, derrotará o Firefox, da Mozilla, mais cedo ou mais tarde e se tornará o segundo browser mais usado da web. Wilcox enumerou ainda umas boas razões para que isso ocorra, a primeira está no fato de que a principal fonte de acesso da Mozilla é o próprio google.
Outro motivo para que o Chrome cresça nesse mercado depende da habilidade de seus desenvolvedores, já que o navegador ainda tem muitos recursos a ser aprimorados e que devem ser lançados em um ritmo constante e sustentável.
Já o projeto atualmente conhecido como Firefox, começou como uma divisão experimental da suíte Mozilla chamada mozilla browser. Após o estágio inicial de desenvolvimento, versões de teste foram disponibilizadas ao público em setembro de 2002 sob o nome de Phoenix.
O nome foi escolhido por ser único na indústria da computação a fim de evitar uma futura mudança de nome, a Mozilla Foundation deu inicio ao processo de registro do nome Firefox como marca registrada no Gabinete Americano de marcas e patentes em dezembro de 2003. Como o mesmo nome já havia sido registrado no Reino unido, a Mozilla Foundation fez um acordo com a The Charlton Company.
O objetivo deste artigo é mostrar as diferenças e semelhanças entre os dois browsers mais usados atualmente, Google Chrome e Mozilla Firefox, em teste de velocidade o chrome mostra que é mais rápido, mais rico em recursos, facilidade de uso e navegação segura. Segundo os desenvolvedores o objetivo do Firefox é ser um navegador que inclua as opções mais usadas pela maioria dos usuários, de modo que o torne o melhor possível.

O PERFIL DOS BROWSERS

O Firefox possui suporte a navegação por abas/separadores, o que possibilita a abertura de várias páginas em uma única janela. Esta função foi herdada da suíte Mozilla de uma extensão conhecida como Mozilla, está entre os primeiros navegadores a disponibilizar o bloqueamento personalizado de janelas pop-up. O navegador contém opções que facilitam a busca por informações. Existe uma função de pesquisa conhecida como localizar ao digitar. Caso esta função esteja habilitada, o usuário poderá iniciar a digitação de uma palavra enquanto visualiza a página, e automaticamente o firefox destaca o primeiro resultado que encontra. Há também um campo de pesquisa embutido, com algumas opções de busca já incluídas (na versão em inglês do Firefox), como os sites Google, Yahoo. Amazon.com, Creative Commons, Dictionary.com e eBay. Existem muitas plugins de busca que podem ser instaladas uma delas feita para se pesquisar na Wikipédia.
Após algumas horas de utilização do chrome, podemos dizer que ele segue o padrão dos demais projetos do Google (Gmail, Google Docs, Google Maps entre outros): muita inovação e simplicidade nota-se de primeira ao usar o novo navegador que é o fim daquele monte de botões e barras de funções que existiam no topo do programa. Sobraram uns poucos, a saber: para voltar ou avançar nas páginas visitadas, recarregar, favoritos, um espaço para URL e outro para as abas abertas, e botão para configurar seu navegador. Além de ampliar a área de visualização das páginas, o sumiço de botões e barras permite que o navegador seja mais inteligente e amigável para o usuário. As abas têm outra particularidade revolucionária, cada uma delas roda um processo independente. Ou seja: se uma pagina que você abriu travar, não precisa fechar todo o navegador, apenas a aba que deu problema.
O cenário mais plausível é a constante melhora dos dois navegadores Firefox e Chrome, pois são interdependentes. O Browser do Google, por usar a plataforma do Firefox, precisa de seu desenvolvimento continuo para não ter problemas de segurança ou cair no fundo do poço sem atualizações expressivas como ocorreu com o finado Navigator.

VELOCIDADE E NAVEGAÇÃO

No mundo dos browsers uma função importante é realmente a velocidade da internet, Há muito mais coisas a serem notadas, com importância superior. Na comparação direta entre Firefox e Chrome interessa ao usuário saber que todos os plugins que ele utiliza no navegador da raposa são inúteis: ele terá que encontrar semelhantes no navegador da Google. 
Sites que possuam grande quantia de imagens ou que tenham seu conteúdo mostrado com a tecnologia Flash, em geral demoram muito para carregar, mas não é o que acontece com o novo Google Chrome, o navegador não precisa de nada especial para utilizar conteúdos em Flash, sendo necessário apenas já ter pré-instalado o plugin, ou instalá-lo posteriormente. Ele utiliza um sistema diferente para trabalhar com a memória RAM do sistema. Abrindo vários processos, o navegador faz com que a memória do computador seja liberada com mais efeito e maior velocidade ao serem fechadas diversas abas. Outro recurso que Chrome proporciona para agilizar mais a sua navegação é justamente relativo às buscas, ou seja, após a primeira visita, o navegador armazena o campo de buscas e facilita o processo.
A velocidade em reproduzir sites em javaScript se tornou uma das principais bandeiras das desenvolvedoras quando lançam uma nova versão de seus browsers. Com a popularização de serviços que usam a tecnologia, é cada vez mais necessário um software que consiga ler, alterar e reproduzir informações em javascript com alta velocidade. De acordo com a Mozilla, a nova versão do Spider Monkey, tecnologia que reproduz sites em javascript, é 12 vezes mais rápida para acessar sites dinâmicos que o firefox 2 por usar uma ferramenta chamada traceMonkey.
A melhoria prometida pela mozilla pode ajudar o firefox a subir no ranking de navegadores mais rápidos para sites com conteúdo dinâmico. Na lista de navegadores mais rápidos o chrome, seguido pelo Firefox 3, o Safári 3 e o Opera.

PONTOS FRACOS E FORTES DOS BROWSERS

O Firefox tem maior facilidade para localização de arquivos baixados anteriormente: você pode escolher o diretório para armazenar os arquivos baixados, tornando a localização mais rápida e intuitiva. Um outro ponto forte do Firefox é Backup e restauração para aos favoritos: para garantir que seus favoritos estejam com você em qualquer lugar e em qualquer navegador, você pode fazer copia de segurança e exporta-los para outro aplicativo. É o que permite criar e instalar o maior número de aplicativos, de acordo com a necessidade de cada um. Ao agregar tais serviços ao programa, ele se torna mais completo. Ainda tem como ponto forte, melhores diálogos sobre segurança: sem vocabulários rebuscados e pouco compreensíveis, as caixas de dialogo apresentam uma linguagem simples e direta. Tem também barras de pesquisa redimensionáveis para realizar pesquisas na internet, usando combinações de palavras-chaves ou frases imensas, poderá redimensionar o tamanho da barra de pesquisa pra um que melhor se adaptar a sua necessidade. Os usuários ainda vão encontrar melhorias em relação à segurança, visto que a versão 3 do Firefox contém aplicativos para verificação e identificação, bem como ferramentas para garantir uma navegação segura, protegendo seu computador contra malwares.
O Firefox 3 apresenta total integração entre o antivírus instalado em sua máquina, bem como com os programas de gerenciamento de downloads, não deixando nenhuma ameaça passar despercebida.
Um ponto fraco do Firefox é que ele está mais pesado, ocupando muita memória RAM, e com alguns complementos não compatíveis ainda com esta nova versão. O firefox está desatualizado considerando a barra de menus não mais usadas nos navegadores hoje em dia. E também na barra de status. O Firefox também perde na interface, que não é visualmente leve. É o navegador que mais consome memória do computador, o que confere lentidão aos demais programas.
Já o Chrome tem como pontos fortes velocidade de navegação, as abas é uma das funcionalidades mais usadas pelos usuários de navegadores. As tabs do Google chrome chegam com um toque peculiar e especial. Saindo da tradiconalidade, ao abrir várias abas, estas localizam-se na área superior da janela, e não embaixo da barra de endereços comumente são visualizadas.
Um dos recursos que o Google Chrome proporciona para agilizar mais a sua navegação é justamente relativo às buscas, ou seja, após a primeira visita, o navegador armazena o campo de buscas e facilita o processo para você. Para fazer buscas diretamente no mesmo site, você só tem de digitar o nome do site e então apertar a tecla Tab. Automaticamente o Chrome adiciona uma caixa de buscas na barra de endereços, e você só deve digitar o que deseja procurar.

Como pontos fracos do chrome temos: problemas de usabilidade, alguns problemas graves no browser, o botão de configurações está mal situado no lado direito superior da página. Quando selecionamos um link que não é link, ou seja, tem apenas a mãozinha, mas não da para selecionar o link e carregamos com o botão direito do rato, aparece uma seta como aparece nas normais aplicações do Windows. Mas, se carregarmos num link como o botão do RSS do meu blog e usarmos o botão direito, aparece a mãozinha no menu. Não inclui certas funções básicas, entre as quais a barra de ferramentas, que facilita a navegação.

PERSONALIZAÇÃO E SUPORTE

Através de extensões, os usuários Firefox podem agregar novas funções, como gestos do mouse, bloqueio de publicidade, ferramentas de verificação, ampliação de imagens e até mesmo a edição de artigos na wikipédia. O sistema de extensões por vezes é visto como uma plataforma de testes para novas funcionalidades. Existe também o suporte a temas skins, ou peles que mudam a aparência do navegador, as quais nada mais são do que pacotes que incluem arquivos CSS e de imagem. Além da possibilidade de se adicionar temas os usuários podem personalizar o visual do Firefox, mudando a disposição de elementos como botões, menus ou eliminar toda uma barra de ferramentas.
O Chrome também pode ser personalizado, para isso basta baixar os pacotes de temas já disponíveis pela web, as abas passaram por uma remodelagem na versão 3.0, que se abre quando o navegador é iniciado agora permite mais customização. Com a versão 3.0 o Chrome agora permite que o usuário veja as abas em formato de lista.
Com relação ao suporte a Mozilla Foundation demonstra orgulho do fato de o Firefox ter alta compatibilidade com os atuais padrões Web. O suporte a esses padrões é extenso embora não complexo e os mais conhecidos dentre eles são o HTML. XML, JAVASCRIPT e o CSS. O suporte aos padrões Web é constantemente melhorado pelos colaboradores do projeto Mozilla.
O Mozilla Firefox funciona em vários sistemas operacionais, dentre os quais: inúmeras versões do Microsoft Windows: 98(apenas 2.0), 98SE (apenas 2.0), Me (apenas 2.0), NT4.0(apenas 2.0), 2000, XP, Server2003, Vista e Windows Server.
Sistemas baseados em Linux que utilizam X.Org Server ou XFree86. Geralmente incluso na instalação como padrão.
O formato que é usado para armazenar o perfil dos usuários é o mesmo em todas as plataformas, portanto um perfil pode ser compartilhado por diferentes sistemas exemplo: um perfil armazenado numa partição FAT32 que pode ser acessado tanto pelo Windows quanto pelo Linux. Entretanto, podem ocorrer problemas, principalmente no que se refere à extensões.
O Google anunciou hoje que o Google Chrome 1.0+ para Windows é o mais novo navegador a suportar o Google Earth API Plugin, um aditivo que permite visualizar o Google Earth dentro do navegador. De acordo com a empresa, com a integração de ambos os produtos, os usuários do Chrome não receberão mais a mensagem que alertava sobre o não-suporte da funcionalidade. Isso significa que é possível carregar uma crescente lista de aplicações que utilizam a Earth API como a EarthSwoop e Monster Milktruck.
O Google Chrome agora tem suporte a temas, o que poderá tornar o seu navegador bem diferente. Se você já usava temas no seu Firefox, vai ficar contente com esta nova funcionalidade, que já estava disponível na versão beta, e agora esta disponível na versão estável do Google Chrome também.

SEGURANÇA E PRIVACIDADE

Uma das características do Chrome é o isolamento de cada guia numa área própria, que faz com que o travamento de um águia não afete a outra. O chrome faz um bom trabalho ao bloquear Cookies indesejados. Porém o Chrome não consegue desativar o JavaScript, um grande problema considerando-se que Java está envolvido na maioria dos eventos maliciosos da Web, permitindo que senhas sejam mostradas em texto pleno, o que pode expor a quem estiver por perto do PC, e foi afetado por problemas relativamente simples de sobrecarga de buffer.
Pouco depois do navegador Chrome beta do Google ter sido lançado, especialistas em segurança se dedicam a encontrar falhas perigosas no programa, o que ajuda a empresa a corrigir brechas antes que elas possam ser ativamente exploradas por hackers maliciosos. 
O modelo de segurança que o Chrome segue é excelente, porém as vulnerabilidades encontradas no Chrome são tão simples e comuns que o Google poderia tê-las evitado. Também na categoria de segurança, existe um modo de operação conhecido como incógnito, no qual nenhum Cookie, senha ou arquivo encaixe é salvo, e um histórico de atividades não registra quaisquer sites visitados.
Um recurso de segurança do Firefox é a proteção contra download de spyware. É uma adição a proteção já existente contra fraudes online, que são páginas que se fazem passar por instituições com o objetivo de roubar informações como senhas. O Firefox recebe da internet listas de sites suspeitos e bloqueia se um deles for visitado. Quando o Firefox foi lançado tinha uma falha que permitia que um usuário mal intencionado instalasse código malicioso na máquina da vítima, porém os desenvolvedores do navegador aceleraram a correção da falha para que com a nova versão 3.5.1 essa falha já não existisse mais.
O Firefox 3.5 introduz a modalidade de navegação privativa private browsing, também conhecida por modo porn que dá ao usuário a possibilidade de surfar pela web sem deixar rastros e pode ser útil, para quem planeja pesquisar no horário de trabalho informações sobre suas férias com a família ou mesmo usar o computador de um amigo e não bagunçar o seu histórico de navegação. Essa funcionalidade é muito semelhante a que encontramos no Chrome, IE e no Safári com uma única diferença: o Firefox fecha todas as abas que estiverem abertas quando se escolhe navegar de forma anônima.
Infelizmente nenhum dos navegadores que tem recurso de navegação privativa é 100% a prova de falhas. Por exemplo, a funcionalidade que permite o downlad de vídeos via Real Player fornece registro de todos os vídeos vistos nas páginas visitadas continua ativa mesmo quando se está com o modo de navegação privativa ativo.
Mas do que apenas apagar cookies, cachê e outros itens dentro do navegador, o Firefox 3.5 permite fazer isso em períodos de tempo determinados: última hora, últimas duas horas, quatro horas ou um dia. Apenas o Google Chrome tem funcionalidade semelhante, porém com períodos de tempos menos úteis já que o menor deles é um dia. As tentativas de ataque phishing são constantes na internet, para reduzir a probabilidade de cair em uma enrascada deste tipo, o Chrome faz uma atualização periódica com a lista de sites considerados perigosos, reduzindo a chance de infecção nas máquinas dos usuários, contudo segundo a própria Google, esta segurança redobrada pode apresentar falhas caso o usuário instale plugins adicionais no navegador.

O FUTURO DOS BROWSERS

O navegador Chrome foi desenvolvido e lançado em segredo, a versão para windows está disponível para download imediato em google.com/chrome, versões para Macintosh e Linux estão sendo preparados e devem demorar um pouco mais. A Google argumenta que os atuais navegadores de internet foram concebidos eras geológicas atrás, antes de muitos dos desenvolvedores que vieram a caracterizar a web atual. A presença de vídeo em toda parte, trapaças virtuais e spyware, vírus que ficam a espreita até mesmo em sites legítimos, jogos que usam a web como veículo, e ambiciosos programas hospedados na web, como processador de texto Docs, do próprio Google.
Nas palavras do blog do Google compreendemos que a web evoluiu de muitas páginas em formato simples de texto para aplicativos ricos e interativos, e que é preciso repensar um navegador inteiramente. O que essa versão inicial do Chrome realiza não é exatamente esse objetivo grandioso, mas não se pode negar que ela representa o começo de primeira linha. Desprovido de barra de status, de barra de cardápio e dotado de apenas uma barra de rolagem (para os favoritos), o Chrome é extremamente minimalista.
No momento, não existe como enviar por e-mail uma página de web, não existe recurso de tela cheia e nenhuma forma de magnificar a página, tão pouco existe uma página que permita organizar as listas de favoritos. O Google afirma que todos esses recursos estão no topo de sua lista de tarefas pendentes. Mesmo assim, o Chrome está repleto de idéias realmente inteligentes, que parecem ter sido inspiradas por outros navegadores, ou roubadas deles, a depender do nível de cinismo que você prefira empregar. Um exemplo rápido pode ser encontrado na barra de endereços. Quando o usuário começa a digitar alguma coisa, uma lista de sugestões aparece imediatamente abaixo, e essa lista não é extraída só do histórico de páginas que você tenha visitado, mas também de suas listas de favoritos, de sugestões de busca e de páginas populares da web que você ainda não tenha visitado. Esse recurso já está disponível mesmo em seu primeiro uso do novo programa, porque o Chrome importa automaticamente sua lista de favoritos, seu histórico de sites digitados e até mesmo as senhas armazenadas de seu velho navegador.
Como sua página inicial, o Chrome exibe imagens miniaturizadas de nove páginas da web, que representam os nove sites que você costuma visitar com mais freqüência. Também oferece uma lista de diversos sites que você visitou e das buscas que realizou recentemente, o que faz dela um ponto de partida natural e uma nova maneira de economizar tempo. É possível ainda adotar uma página inicial mais convencional, se você preferir, clicando no comando opções que se esconde por trás de um dos dois ícones presentes no menu. O comando crie atalhos para aplicativos gera um ícone em sua tela principal de computador. Ao clicar nele, o site correspondente se abre sem que você precise recorrer a botões ou barra de endereços em outras palavras, como se fosse um programa comum em seu computador. Para serviços como o Gmail ou software usado na criação de blogs, esse recurso reduz ainda mais distinção entre software instalado em máquina e software acessível via internet.
Baixar arquivos é realmente simples. Um botão de status aparece na parte inferior da janela de seu navegador, não existe uma janela de downloads para atrapalhar, é só clicar no botão e você abre um arquivo que tenha baixado, sem ter de se preocupar em descobrir em que pasta ele foi encaminhado. Para mais um dos detalhes tecnológicos de segurança oferece, o Google criou o que pode ser um dos mais inovadores dos recursos que o novo navegador oferece. 
Ao lançar o Firefox, a Mozilla acertou ao apostar nas abas como a internet do futuro, a de hoje no caso, as apostas foram em vídeos, geolocalização e 3D para web daqui a alguns anos. A nova versão do navegador foi propagada pela Mozilla como a mais rápida e avançada da história. Isso porque, além de atualizações de velocidade, segurança e competitividade, o Firefox 3.5 é o primeiro planejamento compatível com o novo padrão de códigos da internet, o HTML 5. Além disso, o navegador também está mais aberto e suporta qualquer fonte desde que seja TrueType ou Opentype baixável. O Firefox 3.5 também consegue dizer em que lugar da terra está o usuário enquanto navega na internet se ele permitir o acesso, claro.
As mais de 7 mil extensões disponíveis para o Firefox agradam a quem gosta de personalizar o navegador. Também atrai quem tem necessidades específicas, como programadores e pessoas que gostam de baixar vídeo do Youtube, por exemplo. Embora existam extensões para o Internet Explorer elas nunca foram realmente populares. 
O Firefox embutido no núcleo do Engine javaScript é uma eficiente implementação de código aberto que permitirá o uso de máquinas virtuais, coleta de lixo e compilação de bytecodes com o SpiderMonkey, estuda a integração entre o Tamarin e o SpiderMonkey, no Firefox 4, já utilizando JavaScript 2. 
Para o Firefox 4.0, vemos uma modernidade ainda maior entre um e outro desenho, também vemos como a inspiração Chromium do Google, está sendo uma das grandes influencias para estes futuros Updates visuais do Firefox, tais como eliminação dos famosos menus como o conhecemos (arquivos, editar, exibir, histórico…), sendo que tudo ficará integrado e acessível de uma forma mais simplistas como designer do 3.7, e com os botões de ações ainda mais reduzidos em quantidades padrões.
A fundação Mozilla ao lançar recentemente o firefox 4 com o codinome de Minefield, configura uma nova perspectiva para este browser. Um novo aspecto gráfico, algumas novas funcionalidades que vêm atalhar certas funções do Firefox. Mais segurança, menos consumo de memória, facilidade na instalação dos temas e das extensões. Mais flexibilidade com a integração nos sistemas operativos, maior rapidez nas atualizações, são algumas das novidades que esta versão tem para oferecer. As alterações na interface do programa dão muito mais ênfase as abas, que fica acima da barra de tarefas.
O formato provisório é muito parecido com o do Google Chrome, que utiliza a mesma disposição de elementos, mas em um formato menos angular. As abas invadem o espaço da barra de título da janela, o que contribui para aumentar o espaço útil em que as páginas são mostradas.

CONCLUSÃO

Concluir um trabalho acadêmico de pesquisa na área de informática não é algo simples e isso se dá em decorrência de alguns fatores como a utilidade para usuários dos sistemas objeto de pesquisa e da dinamicidade e celeridade nas mudanças das ferramentas que os compõem.
De todo modo, e tendo em vista que este processo de mudança é constante, não podemos nos eximirmos de uma avaliação seguimentada deste processo para que a partir dele possamos refletir e continuar o processo de mudança, e porque não de melhoramento.
Observou-se que os sistemas ou seus idealizadores estão a todo tempo em constante movimento de pesquisa/cópia/adaptação o que leva a erros e acertos, com ênfase para este último que ao longo do tempo tem servido para facilitar a vida do usuário.
Em decorrência da mudança constante, da evolução e involução, da necessidade e utilidade dos sistemas pesquisados teríamos que avaliar um momento estanque, no sentido de atribuirmos um valor específico para cada sistema, o que não nos parece necessário.
Mesmo porque seriamos ingênuos se imaginássemos que a evolução de um sistema não servisse de base para o outro e vice-versa numa constante copia/cola/modifica/evolui que ao final o usuário é quem se beneficia.
Isto posto, podemos aferir da pesquisa realizada que tanto o Mozilla Firefox como o Google Chrome são úteis para o que se propõem, sendo que um e outro apresentam vantagens e desvantagens, mesmo porque nenhum dos navegadores que tem recurso de navegação privativa é 100% a prova de falhas.

REFERÊNCIAS

da Luz, Lucas Jr. http://blog.celltouchscreen.com Google Chrome cresce mais rápido que Firefox.
Moraes, Julio-http://www.juliomoraes.com/pt/2008/09 Google lança navegador Chrome para Windows
Seikishi Higa, Paulo http://www.guiadopc.com.br/noticias/3548/tema-do-chrome-para-firefox.html Chromifox: Firefox com cara de Chrome
Gismondi, Ronaldo Curi http://v2.temdica.com.br/informatica/ Os navegadores Firefox, Safari, Chrome, Internet Explorer e Opera ganharam novas versões em 2009. 
Fagundes, Brunno http://www.linhadigital.org/wordpress/?p=397 Google Chrome na linha do Firefox
http://www.google.com.br/chrome
Rodrigo P. Ghedin. Paranaense, 22 anos, bacharel em Direito e aficionado por informática.Windows-user desde 1996. Powered by “PC frank” (7 Ultimate) e Dell Vostro 1000 (XP Home).
http://axeitudogratis.blogspot.com/2008/10/com-tantos-navegadores-lanados-e-que.html
http://superdownloads.uol.com.br/download/154/mozilla-firefox-alpha/reviews-usuarios.html
http://www.guiadohardware.net/comunidade/revista-mozilla/911278/
http://www.seuprojeto.com/pendrive/navegadores.pdf
revista abril: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/092008/03092008-36.shl
http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3162142-EI4802,00-Chrome+e+um+browser+desenhado+para+o+futuro.html
www.mozilla.com/en-US/firefox/geolocation

A importância da Psicomotricidade no desenvolvimento da criança

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A psicomotricidade e uma pratica pedagógica que visa contribuir para o desenvolvimento integral da criança no processo de ensino aprendizagem através do seu corpo e seus movimentos o trabalho inicial da psicomotricidade e levar a criança a sentir o seu corpo e espaço como um todo.
sabe-se que a psicomotricidade ultrapassa os problemas motores e é essencial por ser nos primeiros anos da sua vida que a criança busca experiências no seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o esquema corporal, tomando consciência das possibilidades e conhecimentos corporais, tempo e do espaço onde vive. .                                                                                                        
A psicomotricidade oferece a criança o desenvolvimento dos domínios psicomotor cognitivo,social e afetivo, procurando promover através de atividades lúdicas e expressivas, jogos, musicas, danças e brincadeiras como um recurso pedagógico e que seja um processo de ensino aprendizagem significativo.
Para LE BOULCHE (1986) A psicomotricidade e hoje concebida pela integração superior da motricidade, produto de uma relação entre a criança e o meio é instrumento através do qual a consciência se forma e se materializa. 
E importante para a criança nesta fase da sua vida o desenvolvimento e ajustamento da psicomotricidade sobre diversas formas, respeitando suas limitações, também deve ser levado em consideração os fatores socioculturais pois cada criança possui um ritmo individual de aprendizagem, isso deve ser respeitado porque é a partir dessa experiência que formara a sua  personalidade, neste trabalho será trabalhado a teoria de piaget e Lê Boulche que contribuirá para o processo do desenvolvimento do presente estudo.

PROBLEMA

A criança de 0 a 5 anos tem necessidade do desenvolvimento psicomotor que a levará ao aprendizado da fala e da escrita porem vemos pouca atividade dirigida para essa criança. Como poderá ser oportunizado atividade que venha de encontro com a necessidade de cada criança.

Objetivo:

Ao Investigar a importância da psicomotricidade no desenvolvimento da criança de 0 a 5 anos, tendo como objetivo maior identificar os benefícios de jogos e brincadeiras psicomotores os quais contribuem com os métodos educacionais, recursos tecnológicos e materiais didáticos que atendam aos interesses a as necessidades da criança e trabalhem sua globalidade respeitando seus limites e potenciais, favorecendo o seu desenvolvimento corporal e cognitivo.

JUSTIFICATIVA

Ao trabalhar com a criança percebe-se que ela apresenta varias dificuldades motoras e cognitivas,em seus primeiros anos de vida e quando entra na fase escolar,. Para realizar a educação psicomotora na primeira infância, é preciso incentivar a prática do movimento em todas as etapas de sua vida. 
Durante o processo de aprendizagem da criança, o professor precisa desenvolver atividades que proporcione o conhecimento e o domínio do seu próprio corpo, sempre utilizando de elementos básicos da psicomotricidade sendo esses o desenvolvimento da lateralidade, esquema Corporal, estruturação Espacial, orientação temporal e espacial. O lúdico também vai propiciar experiências e vivencias enriquecedoras, formando estímulos capazes de levar a criança a interagir com suas funções psíquicas e motoras em forma de socialização com o meio, fundamentais para o processo de aprendizagem;.
Visto que as crianças não podem pular as fases pretende-se estudar o desenvolvimento de cada fase para chegar a uma conclusão sobre a importância do desenvolvimento da aprendizagem psicomotora da criança, buscando atividades que favoreçam no progresso de suas capacidades e necessidades aprendendo a conhecer o próprio corpo e seu meio físico e social, será utilizando de materiais didáticos e recursos tecnológicos, a fim de promover um desenvolvimento pleno.

A Educação Ambiental e a Inclusão Local

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Há séculos o ser humano vem destruindo a casa onde vive, ou seja, o planeta Terra, destruindo o meio ambiente, mas, nas ultimas décadas isso tem tomado proporções imensuráveis. Os educadores-professores possuem uma grande ferramenta para estar interferindo nesse processo através da educação ambiental dentro da sala de aula e através desta estar conscientizando seus alunos-comunidade e sociedade a respeito da preservação do meio ambiente em seus vários aspectos. É uma tarefa árdua, mas que precisa ser realizada com afinco e persistência para se alcançar resultados a longo prazo. 
Palavras-chave: Meio Ambiente, Educação ambiental, Sociedade, Comunidade, Professores e Educadores.
Chagas,IVALDIR DONIZETI DAS CHAGAS. ENVIRONMENTAL EDUCATION AND INCLUSION LOCAL:2009. Number leaves f18. Trabalho de Conclusão de Curso () Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais Campus Muzambinho, Muzambinho, 2009.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO
1.1 Problema
1.2 Justificativa
1.3 Objetivos
1.3.1 Objetivo Geral
1.3.2 Objetivo Específico
2 REVISÃO DE LITERATURA
2. 1 Educação Ambiental
2.2 A Escola na Educação Ambiental 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 INTRODUÇÃO

A interação entre os homens e o ambiente superou a questão da simples sobrevivência. No decorrer deste século, para se atender as necessidades humanas foi-se desenhando uma equação desbalanceada: retirar, consumir e descartar. Ao contrário de outros seres vivos que, para sobreviverem, estabelecem naturalmente o limite de seu crescimento e consequentemente o equilíbrio com outros seres e o ecossistema onde vivem a espécie humana tem dificuldade em estabelecer o seu limite de crescimento, assim como para relacionar-se com outras espécies e com o planeta. Essa é a fronteira entre o conhecimento e a ignorância humana sobre sua própria casa, o Planeta Terra. 
Fica cada vez mais evidente a importância de que os homens ajam de modo responsável e com extrema consciência, conservando o ambiente que está cada vez mais degradado. Partindo deste ponto se espera encontrar na educação a ferramenta de transformação e conscientização para o ser humano nas mais diversas faixas etárias, partindo da sala de aula, e em seguida alcançar a sociedade e comunidade em geral através de palestras, movimentos como passeatas, panfletagens, programas de rádios e TVs, ou seja, mecanismos de comunicação.
A educação ambiental é aquela destinada a desenvolver nas pessoas conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas para a preservação do meio ambiente.
Considerando a importância da temática ambiental e a visão integrada do mundo, no tempo e no espaço, sobressaem-se as escolas, como espaços privilegiados na implementação destas atividades. A escola dentro da Educação Ambiental deve sensibilizar o aluno a buscar valores que conduzam a uma convivência harmoniosa com o ambiente e as demais espécies que habitam o planeta, auxiliando-o a analisar criticamente os princípios que tem levado à destruição inconseqüente dos recursos naturais e de várias espécies. Tendo a clareza que a natureza não é fonte inesgotável de recursos, suas reservas são finitas e devem ser utilizadas de maneira racional, evitando o desperdício e considerando a reciclagem como processo vital.
A educação é um processo dinâmico em permanente construção. Deve-se, portanto, propiciar a reflexão, o debate e a sua própria modificação. As pessoas de todas as partes do mundo, principalmente educadores comprometidos com a proteção do meio ambiente reconhecem o papel central da educação na formação de valores e na ação social. 
Nesse contexto inserimos o educador-professor como sendo o principal agente dessa mudança em evolução, pois o mesmo como formador de opinião tem uma grande massa de seres humanos para serem trabalhados e o professor é um canal de ligação entre alunos e sociedade-comunidade.

1.1 Problema

Qual a melhor estratégia para educar sobre as questões ambientais na sala de aula de forma a refletir na sociedade futura como um todo?

1.2 Justificativa

O estudo tem como justificativa estar buscando a quebra de paradigmas, outrora discutidos e não colocados em praticas, vividos somente em discursos de políticos e pseudos ambientalistas buscando no problema o poder. O mesmo quer mostrar como uma discussão aberta, moderna e com ação, principalmente dos educadores e educandos, podem gerar uma reação em cadeia que consiga levar a conscientização de todos dentro de nossas comunidades e sociedades. Comportamentos ambientalmente corretos devem ser aprendidos na teoria e na prática, no cotidiano da vida escolar, contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis, felizes e reflexivos.

1.3 Objetivos

1.3.1 Objetivo Geral

Mostrar que a educação ambiental tem uma importância fundamental, tendo em vista, os acontecimentos atuais como efeito estufa, alterações climáticas em todo o planeta, enchentes, secas, desequilíbrio ecológico, queda da produção agrícola, tempestades.

1.3.2 Objetivo Específico

Destacar a importância da Educação Ambiental;
Desenvolver nos leitores a consciência dos problemas ambientais e estimula-los a tentar buscar soluções para estes problemas;
Mostrar os problemas causados ao ambiente devido à ação do homem.

2 REVISÃO DE LITERATURA

As estratégias de enfrentamento da problemática ambiental, para surtirem o efeito desejável na construção de sociedades sustentáveis, envolvem uma articulação coordenada entre todos os tipos de intervenção ambiental direta, incluindo nesse contexto as ações em educação ambiental. Dessa forma, assim como as medidas políticas, jurídicas institucionais e econômicas voltadas à proteção, recuperação e melhoria sócias ambiental, despontam também as atividades no âmbito educativo (ProNea).

2. 1 Educação Ambiental

Para MININI (2000), a Educação Ambiental deve propiciar às pessoas uma compreensão crítica e global do ambiente. Esclarecer valores e desenvolver atitudes que lhes permitam adotar uma posição consciente e participativa dos recursos naturais, para a melhoria da qualidade de vida e a eliminação da pobreza extrema e do consumismo desenfreado. DIAS (2000), acredita que Educação Ambiental seja um processo onde as pessoas apreendam como funciona o ambiente, como dependemos dele, como o afetamos e como promovemos a sua sustentabilidade.
Para VASCONCELLOS (1997), a presença, em todas as práticas educativas, da reflexão sobre as relações dos seres entre si, do ser humano com ele mesmo e do ser humano com seus semelhantes é condição imprescindível para que a Educação Ambiental ocorra.
Um tema que deve ser discutido na escola é o crescimento da população humana, principalmente em grandes regiões metropolitanas e nos países menos desenvolvidos, isso exerce forte conseqüência sobre o meio ambiente em geral e sobre os recursos naturais em particular. Sabe-se que a legislação ambiental exige cada vez mais respeito e cuidado com o meio ambiente, exigência essa que conduz coercitivamente a uma maior preocupação ambiental, principalmente dentro das instituições escolares. (SILVA, 2007). 
Acredita-se que crianças conseguem absorver com maior facilidade idéias novas quando comparadas com adultos que já estão com as idéias cristalizadas e engessadas
Existem também pressões públicas de cunho local, nacionais e mesmo internacionais que exigem cada vez mais responsabilidades ambientais das empresas. Bancos, financiadores e seguradoras dão privilégios a empresas ambientalmente sadias ou exigem taxas financeiras e valores de apólices mais elevadas de firmas poluidoras. 
A sociedade em geral e a vizinhança em particular está cada vez mais exigente e crítica no que diz respeito a danos ambientais e à poluição provenientes de empresas e atividades. 
Compradores de produtos intermediários estão exigindo cada vez mais produtos que sejam produzidos em condições ambientais favoráveis. A imagem de empresas ambientalmente saudáveis é mais aceita por acionistas, consumidores, fornecedores e autoridades públicas.

2.2 A Escola na Educação Ambiental

De acordo com Sato (1997) as preocupações com as questões ambientais em um aspecto formal surgiram no Brasil recentemente. Neste sentido, pode-se perceber que a estrutura educacional e os professores ainda sentem dificuldade no desenvolvimento de atividades e estratégias para efetivar uma educação ambiental com qualidade e solidez.
Pode-se notar, segundo Sato (1997) que os limites e os conflitos são observáveis e é preciso compreender a importância da educação ambiental, só assim, ela pode acontecer de fato na realidade brasileira e despertar a conscientização nas crianças em período escolar.
Atualmente, pode-se perceber que diferentes públicos como empresários, pessoas da área artística, professores universitários e de ensino fundamental, consideram que a conscientização nas escolas sobre o meio ambiente é importante. 
De acordo com Sato (1997), a maioria das pessoas dos grupos citados se interessa pelo tema e o consideram tão relevante quanto sério, pois a qualidade ambiental é fundamental para a sobrevivência de todos os seres vivos e do planeta, e acredita-se que pode ser possível conciliar meio ambiente saudável com um desenvolvimento sustentável. 
Considerando toda essa importância da temática ambiental e a visão integrada do mundo, no tempo e no espaço, sobressaem-se as escolas, como espaços privilegiados na implementação de atividades que propiciem essa reflexão, pois isso necessita de atividades de sala de aula e atividades de campo, com ações orientadas em projetos e em processos de participação que levem à autoconfiança, a atitudes positivas e ao comprometimento pessoal com a proteção ambiental implementados de modo interdisciplinar (DIAS, 1992). Ressaltado que as gerações que forem assim formadas crescerão dentro de um novo modelo de educação criando novas visões do que é o planeta Terra.
Entretanto, não raramente a escola atua como mantedora e reprodutora de uma cultura que é predatória ao ambiente, ou se limita a ser somente uma repassadora de informações. Nesse caso, as reflexões que dão início a implementação da Educação Ambiental devem contemplar aspectos que não apenas possam gerar alternativas para a superação desse quadro, mas que o invertam, de modo a produzir conseqüências benéficas (ANDRADE, 2000), favorecendo a paulatina compreensão global da fundamental importância de todas as formas de vida coexistentes em nosso planeta, do meio em que estão inseridas, e o desenvolvimento do respeito mútuo entre todos os diferentes membros de nossa espécie (CURRIE, 1998).
Dentro da escola deveremos encontrar meios efetivos para que cada aluno compreenda os fenômenos naturais, as ações humanas e sua conseqüência para consigo, para sua própria espécie, para os outros seres vivos e o ambiente. É fundamental que cada aluno desenvolva as suas potencialidades e adote posturas pessoais e comportamentos sociais construtivos, colaborando para a construção de uma sociedade socialmente justa, em um ambiente saudável.
A escola dentro da Educação Ambiental deve sensibilizar o aluno a buscar valores que conduzam a uma convivência harmoniosa com o ambiente e as demais espécies que habitam o planeta, auxiliando-o a analisar criticamente os princípios que tem levado à destruição inconseqüente dos recursos naturais e de várias espécies. Tendo a clareza que a natureza não é fonte inesgotável de recursos, suas reservas são finitas e devem ser utilizadas de maneira racional, evitando o desperdício e considerando a reciclagem como processo vital. Que as demais espécies que existem no planeta merecem nosso respeito. Além disso, a manutenção da biodiversidade é fundamental para a nossa sobrevivência. E, principalmente, que é necessário planejar o uso e ocupação do solo nas áreas urbanas e rurais, considerando que é necessário ter condições dignas de moradia, trabalho, transporte e lazer, áreas destinadas à produção de alimentos e proteção dos recursos naturais.
Esse processo de sensibilização da comunidade escolar pode fomentar iniciativas que transcendam o ambiente escolar, atingindo tanto o bairro no qual a escola está inserida como comunidades mais afastadas nas quais residam alunos, professores e funcionários. SOUZA (2000) afirma, inclusive, que o estreitamento das relações intra e extra-escolar é bastante útil na conservação do ambiente, principalmente o ambiente da escola. Os participantes do Encontro Nacional de Políticas e Metodologias para a Educação Ambiental (MEC/SEMAM, 1991) sugeriram, entre outras propostas, que os trabalhos relacionados à Educação Ambiental na escola devem ter, como objetivos, a sensibilização e a conscientização; buscar uma mudança comportamental; formar um cidadão mais atuante; (…) sensibilizar o professor, principal agente promotor da Educação Ambiental; (…) criar condições para que, no ensino formal, a Educação Ambiental seja um processo contínuo e permanente, através de ações interdisciplinares globalizantes e da instrumentação dos professores; procurar a integração entre escola e comunidade, objetivando a proteção ambiental em harmonia com o desenvolvimento sustentado. (DIAS, 1992).
Com os conteúdos ambientais permeando todas as disciplinas do currículo e contextualizados com a realidade da comunidade, a escola ajudará o aluno a perceber a correlação dos fatos e a ter uma visão integral do mundo em que vive. Para isso a Educação Ambiental deve ser abordada de forma sistemática e transversal, em todos os níveis de ensino, assegurando a presença da dimensão ambiental de forma interdisciplinar nos currículos das diversas disciplinas e das atividades escolares.
Assim sendo a escola é o espaço social e o local onde o aluno será sensibilizado para as ações ambientais e fora do âmbito escolar ele será capaz de dar seqüência ao seu processo de socialização. Comportamentos ambientalmente corretos devem ser aprendidos na prática, no cotidiano da vida escolar, contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis.
A metodologia teórica e prática dos projetos ocorrerão por intermédio do estudo de temas geradores que englobam aulas críticas, palestras, oficinas e saídas a campo. Esse processo oferece possibilidades para os professores atuarem de maneira a englobar toda a comunidade escolar e do bairro na coleta de dados para resgatar a história da área para, enfim, conhecer seu meio e levantar os problemas ambientais e, a partir da coleta de dados, à elaboração de pequenos projetos de intervenção.
Nesse contexto a educação ambiental aponta para propostas pedagógicas centradas na conscientização, mudança de comportamento, desenvolvimento de competências, capacidade de avaliação e participação de professores e educando.
Uma forma interessante de se perceber a diversidade e complementaridade que trabalhamos em educação ambiental foi proposta por uma professora canadense chamada Sauvé (citada por Layrargues), utilizando apenas algumas preposições significativas: Implementar a Educação Ambiental nas escolas tem se mostrado uma tarefa exaustiva. Existem grandes dificuldades nas atividades de sensibilização e formação, na implantação de atividades e projetos e, principalmente, na manutenção e continuidade dos já existentes. Segundo ANDRADE (2000), … fatores como o tamanho da escola, número de alunos e de professores, predisposição destes professores em passar por um processo de treinamento, vontade da diretoria de realmente implementar um projeto ambiental que irá alterar a rotina na escola, além de fatores resultantes da integração dos acima citados e ainda outros, podem servir como obstáculos à implementação da Educação Ambiental.
Dado que a Educação Ambiental não se dá por atividades pontuais, mas por toda uma mudança de paradigmas que exige uma contínua reflexão e apropriação dos valores que remetem a ela, as dificuldades enfrentadas assumem 
características ainda mais contundentes. A Conferência de Tbilisi (1977) já demonstrava as preocupações existentes a esse respeito, mencionando, em um dos pontos da recomendação nº. 21, que deveriam ser efetuadas pesquisas sobre os obstáculos, inerentes ao comportamento ambiental, que se opõem às modificações dos conceitos, valores e atitudes das pessoas. (DIAS, 1992)
Segundo OLIVEIRA (2000) tem-se três dificuldades a serem vencidas na processo da efetiva implementação da Educação Ambiental no âmbito escolar:
1. A busca de alternativas metodológicas que façam convergir o enfoque disciplinar para indisciplinar;
2. A barreira rígida da estrutura curricular no que se refere à conteúdos mínimos, avaliação, etc;
3. A sensibilização do corpo docente para a mudança de uma pratica estabelecida, frente às dificuldades de novos desafios e reformulações que exigem trabalho e criatividade.
Segundo ANDRADE 2000 a escola deve posicionar-se por um processo de implementação que não seja hierárquico, agressivo, competitivo e exclusivista, mas que seja levado adiante fundamentado pela cooperação, participação e pela geração de autonomia dos atores envolvidos. Projetos impostos por pequenos grupos ou atividades isoladas, gerenciadas por apenas alguns indivíduos da comunidade escolar como um projeto de coleta seletiva no qual a única participação dos discentes seja jogar o lixo em latões separados, envolvendo apenas um professor coordenador não são capazes de produzir a mudança de mentalidade necessária para que a atitude de reduzir o consumo, reutilizar e reciclar resíduos sólidos se estabeleça e transcenda para além do ambiente escolar.
Portanto, devem-se buscar alternativas que promovam uma contínua reflexão que culmine na metanóia (mudança de mentalidade); apenas dessa forma, conseguiremos implementar, em nossas escolas, a verdadeira Educação Ambiental, com atividades e projetos não meramente ilustrativos, mas fruto da ânsia de toda a comunidade escolar em construir um futuro no qual possamos viver em um ambiente equilibrado, em harmonia com o meio, com os outros seres vivos e com nossos semelhantes.
OLIVEIRA (2000) Sugere os seguintes passos, para a busca de alternativas na escola, de planejamento escolar, com equipes de coordenação multidisciplinar:
” Formulação de um projeto pedagógico para a escola que reflita o espaço sóciopolítico econômico- cultural que ela se insere;
” Levantamento de situações-problemas relevantes, referente à realidade em que a escola está inserida, a partir das quais se busca a formulação de temas para estudo, analise e reflexão;
” Estruturação de uma matriz de conteúdos inter-cruzandos conteúdos/disciplina x situações problemas/temas;
” Realização de seminários, encontros, debate entre professores, para compatibilizar as abordagens dos conteúdos/disciplinas x situações-problema/temas, buscando sobre situações-problemas a serem trabalhadas. (OLIVEIRA, 2000)
Após a reorganização pedagógica da escola podemos partir para ações práticas nas mesmas, tais como :
” Levantamento do perfil ambiental da escola (se possui área verde, horta, separação de lixo, etc.);” Levantamento dos projetos que estão sendo desenvolvidos na escola;
” Acompanhamento de projetos específicos na escola que serão desenvolvidos pelos professores ou pelo Grêmio Estudantil (horta comunitária, reciclagem de lixo, bacia hidrográfica como unidade de estudo, trilhas ecológicas, plantio de árvores, recuperação de nascentes, etc.);
” Mobilização de toda a comunidade escolar para o desenvolvimento de atividades durante a semana do meio ambiente, com finalidade de conscientizar a população sobre as questões ambientais;
” Realização de campanhas educativas utilizando os meios de comunicação disponíveis, imprensa falada e escrita, distribuição de panfletos, folder, cartazes, a fim de informar e incentivar a população em relação à problemática ambiental; 
” Promover a integração entre as organizações que trabalham nas diversas dimensões da cidadania, com o objetivo de ampliar o conhecimento e efetivar a implementação dos direitos de cidadania no cotidiano da população.
Com o intuito de levar às escolas e à comunidade o conhecimento necessário para a construção da cidadania será necessário o envolvimento de diferentes órgãos que asseguram os direitos e deveres de cada indivíduo na sociedade, entre esses órgãos podemos citar a polícia militar, o corpo de bombeiros, a vigilância sanitária, IAP, etc. Serão trabalhados temas relacionados à melhoria da qualidade de vida da população, por exemplo:
” Lixo (redução, reutilização e reciclagem);
” Lixo hospitalar (destinação);
” Água (consumo, desperdício, poluição);
” Florestas (por que preservá-las?);
” Fogo (prevenção, efeitos negativos ao meio ambiente);
” Agrotóxicos (riscos para a saúde, danos ambientais);
” Caça ilegal;
” Respeito aos animais silvestres e domésticos;
” Drogas (Proerdi);
” DST Doenças sexualmente transmissíveis;
” Respeito ao próximo;
” Noções de saúde (higiene, prevenção de doenças);
” Cidadania (direitos do cidadão);
” Voto consciente;
” Promover a dimensão ambiental 5R Reduzir, Reutilizar,
Reciclar, Reeducar e Replanejar.
Ao implementar um projeto de educação para o ambiente, estaremos facilitando aos alunos e à população uma compreensão fundamental dos problemas existentes, da presença humana no ambiente, da sua responsabilidade e do seu papel crítico como cidadãos de um país e de um planeta. Desenvolveremos assim, as competências e valores que conduzirão a repensar e avaliar de outra maneira as suas atitudes diárias e as suas conseqüências no meio ambiente em que vivem.
Como o aluno irá aprender a propósito do ambiente, os conteúdos programáticos lecionados, tornar-se-ão uma das formas de tomada de consciência, tornando-se, mais agradáveis e de maior interesse para o aluno.
Tendo a capacidade de tornar nossos alunos conscientes e sensibilizados a essa nova visão sobre o ambiente, eles próprios se tornarão educadores ambientais em suas casas em seu meio de convívio. Transformando o processo em um ciclo de ações benéficas, a vida, a natureza e ao futuro.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

É preciso que todos os professores se envolvam e trabalhem numa postura transdisciplinar com os conteúdos ambientais permeando todas as disciplinas do currículo e contextualizados com a realidade da comunidade, a escola ajudará o aluno a perceber a correlação dos fatos e a ter uma visão integral do mundo em que vive. Para isso, a Educação Ambiental deve ser abordada de forma sistemática e transversal, em todos os níveis de ensino, assegurando a presença da dimensão ambiental de forma interdisciplinar nos currículos das diversas disciplinas e das atividades escolares.
Para que a educação ambiental seja bem sucedida é necessário que ocorram mudanças nas atitudes, nos padrões de comportamento e na própria cultura das instituições, cidadãos, empresários, professores e alunos. A educação ambiental é um processo participativo, onde o educando assume o papel de elemento central do processo de ensino/aprendizagem pretendido, participando ativamente no diagnóstico dos problemas ambientais e busca de soluções, sendo preparado como agente transformador, através do desenvolvimento de habilidades e formação de atitudes, através de uma conduta ética, condizentes ao exercício da cidadania.
Cada cidadão deve atuar na causa e não somente na conseqüência em relação ao meio ambiente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, D. F. Implementação da Educação Ambiental em escolas: uma reflexão. In: Fundação Universidade Federal do Rio Grande. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, v. 4.out/nov/dez 2000.
CURRIE, K. L. Meio ambiente interdisplinaridade na prática. Campinas,Papirus, 1998.
DIAS, G. F. Educação Ambiental: princípios e práticas. São Paulo, Gaia, 1992.
MININI, apud DIAS, Genebaldo Freire Dias. Educação Ambiental Princípios e práticas. São Paulo, Gaia, 1992.
OLIVEIRA, E.M. O Que fazer Interdisciplinar. In: A Educação Ambiental uma possível abordagem.Brasília, Edições IBAMA, 2000.
SATO, M. Educação Ambiental. São Carlos, Rima, 2002.
SILVA, Marina. É hora de cuidar do Brasil. http: www.ambientebrasil.gov.br. Acesso em 12/09/2009.
SOUZA, A. K. A relação escola-comunidade e a conservação ambiental. Monografia. João Pessoa, Universidade Federal da Paraíba, 2000.
VASCONCELLOS, H. S. R. A pesquisa-ação em projetos de Educação Ambiental. In: PEDRINI, A. G. (org). Educação Ambiental: reflexões e práticas contemporâneas. Petrópolis, Vozes, 1997
AGENDA 21. COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Nosso futuro comum. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getulio Vargas, 1991. Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) (www.esalq.usp.br) 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: ciências naturais. Brasília, 1998. 
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Brasília, 1998. 
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: MEC, 1996. 
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CURY, Jamil. Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação de Jovens e Adultos. São Paulo: AEC, 2000. 
DIAS, G.F. Atividades interdisciplinares de Educação Ambiental. São Paulo: Gaia, 1994. 
DIAS, G. F. Educação Ambiental; princípios e práticas. São Paulo: Gaia, 1994. 
ECOFUTURO, Instituto. A vida que a gente quer depende do que a gente faz:propostas de sustentabilidade para o planeta. 2007. 
FREIRE, Paulo & SHOR, Ira. Medo e ousadia o cotidiano do professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, tradução de Adriana Lopez, 1992, 224 p.
KRAEMER, Maria Elisabeth Pereira. A Universidade do Século XXI Rumo ao Desenvolvimento Sustentável. http: www.ambientebrasil.gov.br. Acesso em 28/08/2008. 
SATO, Michele. Educação para o Ambiente Amazônico. São Carlos: Tese de Doutorado, PPG-ERN/UFSCar, 1997, 235 p. 
MEIRA, Rômulo Lima. Educação e Conhecimento em Ciências Ambientais. http: www.ambientebrasil.gov.br. Acesso em 20/08/2008. 
SILVA, Marina. É hora de cuidar do Brasil. http: www.ambientebrasil.gov.br. Acesso em 12/09/2008.

Manifestações Artísticas

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A arte do período, libertando-se da dominação da igreja e dos dogmas da fé, voltava-se agora para uma visão mais cientifica do ser humano implicitamente ou de forma explicita essa nova ordem de coisas.
O renascimento artístico distinguiu-se por ser uma explosão de vida e de confiança nas habilidades do ser humano. O homem, não mais Deus, passa a ser considerado como a medida de todas as coisas, senhor de um mundo a ser usufruído, liberto agora do medo que o oprimia durante a época medieval.

O antropocentrismo atinge a plenitude.

Poesia

Como já tinha existido na historia do homem uma sociedade de natureza essencialmente antropocêntrica o mundo greco-romano -, a arte renascentista voltou-se para o passado, redescobrindo a Antiguidade Clássica, daí o nome genérico do período renascimento e também o nome empregado para denominar o estilo da época Classicismo.

É a manifestação mais importante do Classicismo português, por isso, merece estudo mais detalhado.
Na poesia lírica sobressaem Sá de Miranda e Camões. Apesar da importância do primeiro, sua figura fica esmaecida diante da genialidade do maior escritor português do Classicismo: Luis Vaz de Camões.

Biografia

Luis Vaz de Camões
Descendente de uma família de fidalgos decadentes, Camões serviu como militar no norte da África. Ferido em combate, perdeu o olho direito. Freqüentou a corte lisboeta, tendo permanecido preso quase um ano por agressão a um oficial do rei.
Livre da prisão, Camões foi exilado para as colônias portuguesas da África e da Ásia, onde permaneceu por dezessete anos. Nesse período escreveu Os Lusíadas, publicado em1572, dois anos depois de ser regresso a Portugal. Infeliz também no amor, morreu na miséria, num hospital, e foi enterrado como indigente.

Origem da Crise Econômica

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Situação imobiliária norte-americana desencadeia crise na economia mundial, pois, a queda no preço dos imóveis leva a uma redução na riqueza do país, e o sistema capitalista funciona como um grande organismo onde as nações exercem uma relação de interdependência econômica, além do mais, países emergentes como China e Índia não suportaram a absorção das exportações excedentes.
Com a limitação do crédito e obviamente a desvalorização dos imóveis, os cidadãos americanos têm seu poder de compra reduzido, conseqüentemente há uma redução no consumo, ou seja, menos dinheiro em circulação, assim a economia dos EUA se vê enfraquecida, tendo que fazer um corte nas exportações afetando enfim os países que exportam para tal potência.
Convém lembrar que o capitalismo tem sua base de sustentação no consumo do que se é produzido, logo é necessário criar um mercado consumidor para escoar a produção. Muitas vezes grandes paises não tem mercado consumidor suficiente para garantir sua própria sobrevivência tendo que recorrer a novas nações, a isso denominamos interdependência econômica.
Logo se esperava que a China e a Índia – países super populosos e emergentes – absorvessem o excedente das exportações já que o Estados Unidos estava limitando o numero de importações, mas os mesmos não suportaram, o que findou causando uma grande recessão mundial, fazendo as economias entrarem em colapso mesmo com a tentativa de socorro dos BCs.
Portanto com o declínio econômico global ocasionado pela crise americana, percebemos a vulnerabilidade do sistema capitalista que mostra que nem os “países de primeiro mundo” estão preparados para uma complicação desta magnitude. Talvez seja necessário rever conceitos e adotar novos métodos de planejamento, ou, um novo sistema econômico mais solido que não seja linear.

Iluminismo

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO
1.O ILUMINISMO
1.1 As bases ideológicas do iluminismo: os filósofos
1.2 O Iluminismo e o caminho para o realismo empírico no processo educativo: John Locke
1.3 Do realismo ao naturalismo, a educação natural: Jean-Jacques Rousseau
1.4 Reflexos do pensamento de Rousseau no processo educativo
2. VOCABULÁRIO
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

INTRODUÇÃO

Esta pesquisa abordará o tema sobre o Iluminismo, onde procuraremos entender o início, suas bases ideológicas, seu caminho para o realismo empírico no processo educativo. 
No iluminismo houve um ponto de diversas correntes ativadas na Renascença, na Reforma e na Revolução Cientifica. Ele foi considerado ousado representando a reação contra o autoritarismo religioso e político, fazendo distinções de classe. 
Os pensamentos Rousseau no processo educativo tiveram impacto profundo no mundo. Ele formulou teoria do processo educativo de acordo com as  idéias do Iluminismo.
Abordaremos também o pensamento do filósofo John Locke no processo educativo. Onde ele afirma que Todo o conhecimento vem da experiência e está fundamenta-se principalmente nos sentidos, embora outra forma do conhecimento possa vir das operações internas da mente. Trata-se da sensação e da reflexão. As coisas materiais externam são objetos da sensação e as operações internas objetos da própria mente, ou seja, objetos da reflexão. Estes são os únicos originais dos quais as idéias podem provir.

1. O ILUMINISMO

No século XVII, predominava na Europa a cultura grego-romana e as escrituras. Houve um enfoque no processo educativo na Renascença, onde a cultura grego latina tentava-se ressuscitar. Por sua vez, a reforma enfatizava a autoridade absoluta das escrituras. Teve também o aumento na indiferença religiosa e nas criticas á tradição humanista. Porem a civilização ocidental estava em uma nova época caracterizada pelo otimismo, confiança, acreditando-se que, enfim a humanidade se libertava dos preconceitos do passado.
Na metade do século XVIII, muitos esforços filantrópicos entram em declínio, o sistema educacional não tinha uma visão conceptual e fundamentava-se na rígida estrutura de classes sociais. No ocidente as mudanças intelectuais, econômicas, sócias e políticas pedem perspectivas no processo educativo.
Neste processo há duas características que se sobressaem, são o aumento na participação ativa por parte dos governos e a formulação de novos conceitos sobre o homem e a sociedade. Trata-se de fatores interdependentes que se desenvolvem concomitantemente, fatores que são manifestações do século do Iluminismo. O surgimento do iluminismo não significa a quebra radical com o passado, mas sim o ponto de diversas correntes ativadas na Renascença, na Reforma e na Revolução Cientifica. O iluminismo foi considerado um passo ousado onde representa a reação contra o autoritarismo religioso e político, fazendo distinções de classe. 
Três pilares em que o iluminismo se fundamenta, são a natureza, a razão e o progresso.
Quando o homem aprender a entender os métodos das ciências naturais á sociedade e, sobretudo ao processo educativo, então descobrira que a autopia está ao seu alcance.

1.1. As bases ideológicas do iluminismo: os filósofos

A revolta contra o antigo regime inicia-se no país onde o absolutismo se manifesta de maneira radical, o absolutismo assume forma extremada.
No movimento de protesto de propaganda, o movimento dos filósofos radicais rejeitam todas as formas de abscurantismo e assume uma postura de questionamento implacável diante de toda a realidade, a opinião publica desperta e torna-se hostil ao antigo regime. Para os filósofos o maior obstáculo à perfeição do homem é o antigo regime e tudo que ele representa. Os iluminados reduzem a religião ao nível de impostura, de instrumento utilizado para dominar e manter as massas, o controle de tiranos, pois uma vez que as ideais do homem são os únicos meios para descobrir a verdade, consiste nos princípios da moral comuns a ração humana.
Deus existe, porém a sua intervenção em prol do funcionalismo ordeiro do universo é mínima. Posicionamento quase unanimemente assumido pelos filósofos. A religião natural é a religião universal, uma vez abandonadas as antigas crenças, trata-se de combater os males da sociedade em nome da razão. O conhecimento contra o dogma, o progresso através do processo educativo contra aceitação passiva da ordem estabelecida.
A História da Educação XVII é dominada pelo esforço de tornar os ideais do iluminismo realidade, graças aos filósofos.

1.2. O Iluminismo e o caminho para o realismo empírico no processo educativo: John Locke

O século XVIII mostra pronunciadas tendências para a crítica de todo o sistema.
Quanto ao processo educativo, à crítica se levanta contra o classicismo decadente que perderá toda relevância social, os reformadores exigem três mudanças básicas à introdução de técnicas pedagógicas, um programa de estudo muito mais rico e maior acesso ao processo educativo sem distinção de classe social. Este contraste só tende alarga-se, pois a maioria do povo falta acesso ao ensino formal.
Quanto à metodologia, enfatiza-se a memorização.
Enfim, os mestres eram mal preparados para o desempenho de suas tarefas. O conteúdo do ensino era desprovido de relevância em relação às necessidades reais dos alunos.
É dentro desse quadro que Locke faz contribuições enormes a reforma do processo educativo.
Desde o princípio, Locke rejeita o conceito das idéias inatas, proposta por Descartes.
Todo o conhecimento vem da experiência e está fundamenta-se principalmente nos sentidos, embora outra forma do conhecimento possa vir das operações internas da mente. Trata-se da sensação e da reflexão. As coisas materiais externam são objetos da sensação e as operações internas objetos da própria mente, ou seja, objetos da reflexão. Estes são os únicos originais dos quais as idéias podem provir.
Para Locke, a educação é um valor que todo cavalheiro de vê desejar apara seus filhos. Porém, não se trata de limitar o aluno a o conhecimento livresco.
Diferente dos humanistas, Locke insiste em que a virtude, principal objetivo do processo educativo, não depende tão-somente de um sistema de educação baseado em conceitos religiosos, pois a virtude pode ser ensinada através de um sistema de educação secular e cívico.
Essencial para o cultivo da virtude é a consciência das tendências naturais da criança. Porém, há limites no alcance da educação em termos de modificar estas tendências, pois Deus imprimiu certos caracteres na mente do aluno.
Locke distingue-se também dos seus contemporâneos quando insiste que a criança tema a capacidade de raciocinar. 
Quanto à disciplina, esta deve ser forte, a ponto de levar o aluno abnegar os próprios desejos, a contrariar as próprias inclinações, para poder seguir aquilo que a razão dita, mesmo quando os desejos atraem em sentido contrário. A criança deve habituar-se a esta disciplina através da prática.

1.3. Do realismo ao naturalismo, a educação natural: Jean-Jacques Rousseau

A preparação para o próximo passo na evolução do processo educativo deve-se à publicação da polêmica Encyclopédie ou Dictionnaire Raisonné dês Sciences,des Arts et des Métiers (Enciclopédia ou Dicionário Racional das Ciências,das Artes e das Profissões),conhecida como Enciclopédia,em trinta e oito volumes.
Em meio a intervalos de supressão, de censura e de perseguição, período que se inicia em 1746, foi publicada entre 1751 e 1765. A enciclopédia reflete o novo espírito intelectual e educacional da época. Baseia-se na idéia de que mesmo quando aumenta o conhecimento, este continua a refletir a unidade.
Para realizar-se este objetivo, os filósofos Denis Diderot (1713-84),Jean Le Rond d´Alembert(1717-85) e Etienne Bonnet de Condillac(1715-80) seguem o esquema da árvore do conhecimento,proposto por Bacon em termos da memória ,da razão e da imaginação.Seguem também outra idéia de Bacon,quando este afirma que todo o conhecimento pode reduzir-se àquilo que percebemos através dos sentidos, e que a verdade é fruto das primeiras idéias ocasionadas pelas sensações.
Para Rousseau, o processo educativo não só faz parte integral da reforma social, mas é a condição anterior e necessária para essa reforma.
Toda a formação do homem deriva de três fontes, a saber, a natureza, os demais homens e as coisas. Trata-se de harmonizar, na seqüência correta, essas três influencias formativas.
Conforme Rousseau, antes do Iluminismo todo o processo educativo foi ineficaz, porque derivava de duas fontes apenas, ou seja, os homens e as coisas. Ignorava aquela base que é primeiríssima, a saber, a natureza.
Como passo prático, Rousseau propõe que toda a educação seja pública, conforme o modelo elaborado por Platão em A República e rejeita explicitamente o modelo seguido pelos jesuítas.
Para mostrar como seguir a ordem natural e construir, portanto, uma sociedade como deve ser Rousseau mostra como o processo educativo deve realizar-se, conforme a seqüência: a natureza, as coisas e o homem.
Na primeira fase da infância, que deve passar-se sob a supervisão da mãe, com o pai só acompanhado de longe, deve-se deixar a criança livre, na medida do possível, só orientada pelas forças fundamentais do prazer e da dor.
A criança deve acumular a experiência sensorial mediante encontros diretos, enquanto os pais e outros adultos permanecem discretamente afastados.

1.4. Reflexos do pensamento de Rousseau no processo educativo.

Quanto ao programa de estudos, Rousseau deixa a solução para o futuro e fala que a fonte a objetivo do processo educativo que consistem em formar uma pessoa boa. Sendo inata, a convivência independente do condicionamento social; é ela a fonte do juízo independente e que capacitam homem a criar boas leis, procurando o bem e consequentemente a estabelecer uma sociedade boa.
O processo educativo é um direito de homens livres que compartilham um interesse comum na regra da lei. Portanto, o objetivo de todos os processos é preço pela lei e o correlato crescimentos moral da pessoa.  
Os pensamentos Rousseau no processo educativo, tiveram impacto profundo no mundo. Ele formulou teoria do processo educativo de acordo com as  idéias do Iluminismo.
Os ideais de Rousseau espalham-se par toda Europa e o programa de estudos consistia no Alemão, matemática ciências naturais, historia e geografia e ensinava-se o latim e os ideais.
Quando a metodologia, segue-se o preceito Rousseauniano, conforme o qual a seqüência é de primeira importância. Insiste também em que o aluno esta em condição de aprender o que deve aprender e que os professores devem fazer de tudo para que a aula seja interessante e agradável.

2. VOCABULÁRIO

Iluminismo ’ Doutrina filosófica e religiosa do século XVIII.
Hostil ’ O que é contrário ou se opõe a algo.
Perfectibilidade ’ Que se pode aperfeiçoar.
Monopólio ’ Privilégio de exploração exclusiva de negócios.
Holocausto ’ Sacrifício judaico em que as vitímas eram queimadas.
Filantrópico ’ Sentimento que leva ao homem a ajudar os demais.
Obscurantismo ’ Estado do que se incompleta ignorância, esforço sistemático de oposição a todo progresso material, moral ou intelectual.
Humanismo ’ Corrente do pensamento que coloca o homem e os valores humanos acima dos demais valores.
Concomitantemente ’ Que se verifica ao mesmo tempo em que outro.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluímos que o Iluminismo é uma doutrina filosófica e religiosa do século XVIII. Os três pilares em que o Iluminismo fundamenta-se são a natureza, a razão e o progresso. 
Para os filósofos da época afirma que Deus existe, porém a sua intervenção em prol do funcionamento ordeiro do universo é mínima, ou seja, para eles a religião natural é a religião universal.
Entendemos assim que o Iluminismo na forma singular justifica-se, contudo, dadas certas tendências gerais comuns a todos os iluminismos, nomeadamente, a ênfase nas idéias de progresso e perfectibilidade humana, assim como a defesa do conhecimento racional como meio para a superação de preconceitos e ideologias tradicionais. 
O Iluminismo é, para sintetizar, uma atitude geral de pensamento e de ação. Os iluministas admitiam que os seres humanos estivessem em condição de tornar este mundo um mundo melhor – mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do engajamento político-social. Immanuel Kant, um dos mais conhecidos expoentes do pensamento iluminista, num texto escrito precisamente como resposta à questão O que é o Iluminismo? Descreveu de maneira rápida a mencionada atitude: 
O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento, mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! – esse é o lema do Iluminismo”.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GILES. Tomas Ransom. História da Educação. São Paulo: EPU, 1987.

Desafios da Sustentabilidade

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O aquecimento global elevou o tema sustentabilidade ao centro das atenções em todo o mundo.
De acordo com o Relatório Brundtland1 o desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.

1.INTRODUÇÃO

A palavra sustentabilidade anda na moda no meio corporativo. Cada vez mais as empresas estão se usando de ações sustentáveis englobando a responsabilidade social e ética corporativa. Mas será que é fácil ser sustentável e contribuir com a sociedade como um todo? As organizações conseguem reaver em curto prazo os investimentos atribuídos a essas ações? 
Torna-se cadê vez mais evidente que os rumos futuros da humanidade dependem exclusivamente das ações e atitudes que tomamos agora, e as grandes organizações tem papel fundamental nesse processo já que necessitam de um sistema para sobreviverem. Porém independente do porte todas as companhias podem e devem cumprir seu papel na sustentabilidade mesmo que com pequenas iniciativas. 

2.CONCEITO DE SUSTENTABILIDADE

Desenvolvimento Sustentável ou Sustentabilidade pode ser definido como um modelo de desenvolvimento global que incorpora os aspectos de desenvolvimento e preservação ambiental no modelo de desenvolvimento sócio-econômico.

Através de diversos fatos ocorridos nos últimos anos, fica muito claro que entre as relações homem-meio ambiente, não existe apenas um limite mínimo para o bem-estar da sociedade, existe também um limite máximo para a utilização dos recursos naturais, de modo que a preservação e manutenção dos mesmos tornam-se indispensáveis para garantir um futuro da humanidade.

Podemos identificar três principais campos de atuação em desenvolvimento sustentável:
Sustentabilidade Ambiental: Consiste na manutenção das funções e componentes do ecossistema, de modo sustentável.
Sustentabilidade Econômica: Sustentabilidade econômica é a capacidade de produção, distribuição e utilização equitativa das riquezas produzidas pelo homem. 
Sustentabilidade Sócio-política: Vai além dos limites econômico-sociais para atingir os mecanismos institucionais que compõem a nossa sociedade, afetando a sua mudança e desenvolvimento, por via do processo político.

3.MEDIDAS SUSTENTÁVEIS
Segundo o Relatório da Comissão Brundtland2, elaborado em 1987, uma série de medidas devem ser tomadas pelos países para promover o desenvolvimento sustentável:
Limitação do crescimento populacional;
Garantia de recursos básicos (água, alimentos, energia) em longo prazo;
Preservação da biodiversidade e dos ecossistemas;
Diminuição do consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias com uso de fontes energéticas renováveis;
Aumento da produção industrial nos países não-industrializados com base em tecnologias ecologicamente adaptadas;
Controle da urbanização desordenada e integração entre campo e cidades menores;
Atendimento das necessidades básicas (saúde, escola, moradia).
As organizações atuar em todas essas medidas, inclusive independente de seu porte.
Alguns exemplos:

O primeiro item diz respeito à limitação do crescimento populacional, esse pode ser trabalhado nas organizações através de ações informativas que incentivem a conscientização da importância de termos mais um ser humano no mundo.
O quarto item diz respeito à diminuição do consumo de energia através do desenvolvimento de novas fontes de energias, todas as organizações deveriam se preocupar com esse item. 
Estamos caminhando para um futuro bem próximo onde a racionalização da energia elétrica torna-se única saída, os reservatórios das represas de energia elétrica têm atuado cada vez mais e com períodos de chuvas em um nível excepcionalmente baixo nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste mais o crescimento desordenado da população estamos hoje no limite de nossas usinas e os acontecimentos tendem a cada vez mais contribuir para essa escassez.


4.SUSTENTABILIDADE E TECNOLOGIA

Uma série de iniciativas no mundo mostra que com uma dose de criatividade e muita tecnologia podemos converter a preocupação com o meio ambiente em ações ecologicamente corretas: 
Na Holanda, a cafeteria Natuurcafé La Porte, localizada dentro da estação de trem Driebergen-Zeist, possui uma porta giratória, que converte a entrada e saída de cada cliente em energia para alimentar as luzes da loja. 
Em Rotterdam, na balada Club Watt se intitula a primeira danceteria do mundo focada em sustentabilidade, pois a energia dos pés na pista de dança é usada para iluminar o chão com várias cores diferentes.
No Brasil não temos indícios de iniciativas tão inovadoras e inusitadas, porém as grandes corporações têm atuado cada vez mais em prol da sustentabilidade.
É o caso da Bunge Alimentos, por exemplo, ela está entre as 10 melhores empresas sustentáveis do Brasil. A Bunge desde 2003 vem dando prioridade a ações que dizem respeito à identificação e priorização de questões, valores, princípios e políticas para desenvolvimento sustentável.
Todas as iniciativas tecnológicas demandam um investimento alto, que muitas vezes as companhias não estão dispostas a pagar (pelo menos agora).
O custo com investimentos tecnológicos mostra-se como a grande barreira para implantação de iniciativas sustentáveis. 

5.O CUSTO DA SUSTENTABILIDADE

Quando falamos em sustentabilidade como iniciativa, torna-se muito evidente que ser ecologicamente correto ainda custa caro, vimos acima algumas iniciativas tecnologias onde o investimento é bastante alto.

A implantação de ações por menores que sejam geram custos, por isso as organizações tem que planejar muito bem essas ações a fim de não precisar interrompê-las por conta do custo mal planejado.
O que as organizações têm que ter em mente é que investir em ações empresariais ecologicamente corretas é o negócio do futuro, afinal no futuro esse cuidado será o que manterá as companhias em funcionamento já que temos recursos naturais cada vez mais escassos.
Segundo Sérgio Forte, professor de mestrado e doutorado em Administração da Universidade de Fortaleza para o Diário do Nordeste, A Europa tem dez vezes mais empresas certificadas que o Brasil, e isso torna-se uma vantagem competitiva. 
O Brasil ainda está começando a caminhar nessa trilha da certificação ambiental, que, informa, ainda é um conceito considerado novo. “São exigências muito grandes, uma bateria de exames feitos nas empresas. As de grande porte têm conseguido obter essas certificações, e estão transitando melhor no mercado internacional, mas ainda é um desafio para empreendimentos de menor porte. Ser ecologicamente correto ainda é caro”, conta.

O que as organizações têm que ter em mente é que quando falamos em sustentabilidade a palavra a ser considerada deve ser investimento e não custo, sempre lembrando que o retorno será na maioria das vezes em longo prazo. 
O custo com a sustentabilidade não deve ser medido por cifrões e sim pelo futuro de um mundo melhor que será construído.

6.PRAZO MÉDIO DE RETORNO DO INVESTIMENTO
Não existe um prazo ao certo para que as companhias que investem vejam o retorno desse investimento.

Algumas companhias usam a sustentabilidade como oportunidade de novos negócios:

Segundo site do Consumidor Moderno UOL, na AmBev o compromisso da companhia com a redução dos impactos ambientais é expresso também na utilização de matérias-primas. Além de manter registros de materiais, de consumo na produção e geração de resíduos, a empresa monitora a perda de extrato – composto de açúcares fermentáveis, derivados dos cereais maleados e não-malteados e carboidratos e açúcar usado na produção de cerveja. Quanto menor a perda de extrato, menor é também a perda de matéria-prima no processo produtivo. Em 2007, essa redução foi de 4,64%, em razão da gestão eficiente das operações nas unidades. Com o desenvolvimento de embalagens que minimizam o impacto no meio ambiente, a AmBev conseguiu reduzir em mais de 12% o consumo de vidro, em 11,37% o consumo de alguns tipos de plásticos e em 5,88% o consumo de embalagens celulósicas. Nos últimos cinco anos, a companhia reduziu em 22% o consumo relativo de água para a fabricação dos produtos. Algumas das unidades fabris são referências. A mais recente edição do Relatório de Sustentabilidade revela uma receita adicional de R$ 66,8 milhões por conta do reaproveitamento de subprodutos.

As empresas que consegue esse tipo de realização normalmente são as de grande porte, a maiorias das demais organizações quando o assunto é sustentabilidade se perguntam “quanto a minha empresa lucra com isso?”

A AmBev para chegar a esses retornos, teve que realizar diversos investimentos relacionados à modernização de equipamentos, tecnologia, treinamento de funcionários além de monitoramente continuo do desempenho ambiental em cada fase do processo evolutivo.

7.PRÊMIOS DE SUSTENTABILIDADE

Para incentivar e propagar a cultura sustentável diversas organizações tem criados prêmios para reconhecer as companhias que mais se destacam no setor:

Vejamos alguns deles:
Prêmio Alcan de Sustentabilidade 
Criado em 2009 pela Alcan,a iniciativa contribuirá, anualmente, com US$ 1 milhão para organizações não governamentais sem fins lucrativos que se dedicam a transformar o mundo em um local melhor.

Prêmio Von Martins de Sustentabilidade 
Criado em 2000 pela AHK Câmera Brasil Alemanha.

Prêmio Minha Comunidade Sustentável
Criado em 2008 pela Revista Escola, premiará com R$ 120.000 os vencedores.

Prêmio Varejo Sustentável Waltmart Brasil 
Criado em 2008, pelo Walmart.

Guia Exame de Sustentabilidade
Criado em 2001, pela Editora Abril através da Revista Exame.

Como podemos ver a grande maioria dos primeiros foram criados recentemente, porém temos alguns que já estão premiando a quase uma década, que significa que algumas empresas já vêm investindo em mundo melhor há alguns anos.

O Banco Real é uma das organizações que mais divulgam a sustentabilidade por meio de comerciais televisivos, inclusive também oferecendo prêmios para os maiores destaques.

8.CONSIDERAÇÕES FINAIS
“Embora a inquietante realidade ambiental seja por muitos ainda ignorada ou menosprezada, torna-se cada vez mais evidente que, quanto a seus rumos futuros, a Humanidade se defronta com um gravíssimo dilema nos tempos atuais.” (CÂMARA,1996)

As iniciativas de todos os setores em relação ao desenvolvimento sustentável são imprescindíveis e a construção de novas parcerias é uma maneira de transformar problemas ambientais e sociais em oportunidades para todos os envolvidos.

Na Europa e em outros países a sustentabilidade já é parte do cotidiano das pessoas, até porque em algumas cidades dos estados unidos mal se pode respirar e grande culpa disso é das empresas poluentes, essas sim são demasiadamente difíceis de convencer que o melhor seria diminuir a emissão de poluentes, porem enquanto negociam-se outros com iniciativas até inusitadas tentam fazer sua parte.

No Brasil o tema sustentabilidade já saiu do ponto de partida e alcança um número cada vez maior de organizações, porém ainda têm-se muitas organizações a serem alcançadas de modo que não só as companhias de grande porte sejam participantes destas ações. Faltam ainda iniciativas do governo que auxiliam as empresas menores a adentrarem nesse mundo e aí o caminho provavelmente seja além das parcerias uma colaboração efetiva no que diz respeito a investimento ou talvez até incentivos fiscais maiores.

REFERÊNCIAS

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<http://planetasustentavel.abril.com.br>. Acesso em 18/11/2009.

UOL, Consumidor Moderno. 
<http://consumidormoderno.uol.com.br/canais/responsabilidade-social/sustentabilidade-que-da-retorno>. Acesso 21/11/2009.

WIKIPÉDIA. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Relat%C3%B3rio_Brundtland>. Acesso em 18/11/2009.

WWWF – BRASIL. < http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/>. Acesso em 18/11/2009.

ALCAN. <http://www.alcan.com.br/brazil/publishbr.nsf/Content/Sustainability+-+Alcan+prize+for+sustainability> . Acesso em 21/11/2009.

Reflexões sobre uma Avaliação

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SUMÁRIO

1. TEMA /OBJETO DE PESQUISA 
2. SITUAÇÃO PROBLEMA E HIPÓTESE 
2.1 Situação Problema .
2.2 Hipótese 
3. JUSTIFICATIVA 
4. OBJETIVOS 
4.1 Objetivo Geral 
4.2 Objetivos Específicos 
5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
6. METODOLOGIA 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. TEMA /OBJETO DE PESQUISA

A educação vem enfrentando grandes problemas que têm levado a inúmeras discussões acerca da necessidade e da importância da avaliação escolar, bem como à forma como os professores vêem e se organizam para essa prática em sala de aula.
Apesar de hoje termos uma pedagogia transformadora que privilegia o desenvolvimento global da pessoa em detrimento do acúmulo de saberes, ainda é uma tarefa difícil para o professor fazer uma avaliação coerente quanto aos problemas relativos aos diferentes aspectos que os resultados avaliativos apresentam em sala de aula. 
Essa avaliação muitas vezes é feita de maneira inadequada devido à falta de subsídios e informações claras por parte do professor quanto ao real objetivo pedagógico da avaliação. O profissional possui, em regra, apenas a preocupação com técnicas e instrumentos para avaliar desempenhos esquecendo uma maior reflexão na forma como eles poderiam ser utilizados. Como diz Hoffmann (1993, p.9): […] isso exige tempo, amadurecimento e evolução.
As dificuldades constatadas demonstram a necessidade de um aprofundamento da análise acerca do problema, uma vez que a grande massa de professores tem pouca informação sobre a metodologia a ser utilizada, o que dificulta a obtenção de resultados avaliativos satisfatórios.
O presente trabalho objetiva realizar uma análise de como vêm sendo construídas e reconstruídas novas propostas avaliativas relativas ao público que atendemos hoje nas escolas públicas.

2. SITUAÇÃO PROBLEMA E HIPÓTESE

2.1 Situação Problema

As formas atuais de avaliação em sala de aula estimulam o desenvolvimento do aluno e contemplam as necessidades de aprendizado do discente, levando em conta suas possibilidades e limitações?

2.2 Hipótese

A ação avaliativa deve estar aberta a novas possibilidades, contemplando, em conjunto com dados objetivos, aspectos subjetivos individualizados relativos ao educando, oportunizando-lhe, sempre que possível, novos desafios.

3.JUSTIFICATIVA

Quando pensamos na necessidade de mudanças na forma como são feitas as avaliações não podemos desconsiderar que o aluno constrói seu conhecimento sob o prisma da dinâmica das relações que o cercam, sendo que estas estão permeadas por contradições, argumentações e alterações durante sua aprendizagem.
Para esse aluno é importante conhecer o resultado do empenho e esforço que desenvolveu. Este desenvolvimento contribuirá para o seu crescimento intelectual, social e moral, situando-o no processo avaliativo que está sendo construído. Em relação a isso, Saul (1988, p.61) diz que:
O compromisso principal da avaliação é o de fazer com que as pessoas direta ou indiretamente envolvidas em uma ação educacional escrevam a sua própria história e gerem as suas próprias alternativas de ação.
Para o professor a avaliação torna-se uma análise reflexiva dos seus métodos, servindo como ponto de partida para melhorar sua compreensão nas formas do desenvolvimento de aprendizagem do aluno. É mecanismo importante para poder conhecer as etapas que esse aluno encontra-se avançando ou para auxiliá-lo em suas dificuldades.
A avaliação atenderá a sua função didático-pedagógica quando alcançar eficácia em auxiliar o aprendiz e o professor no processo de ensino e aprendizagem, estimulando o aluno a uma reflexão sobre o que realizou e o professor a um maior comprometimento para com o diagnóstico na ação educativa. Segundo Boa Vida et alli (1992, p.3):
A avaliação só tem sentido se for acompanhada por uma mudança de atitudes, por uma concepção diferente do que seja, por parte do professor e dos alunos, a avaliação. Isto é, qual a sua função, o que é que se lhe deve pedir, como devemos atuar, em suma, quais são os seus reais objetivos. Faz-se necessário pensar na elaboração de novas formas avaliativas que correspondam às expectativas que o professor tem em relação ao aluno e seu aprendizado.

4. OBJETIVOS

4.1 Objetivo Geral

Analisar as formas de avaliação durante o processo de construção do conhecimento e da aprendizagem das series iniciais do ensino fundamental.

4.2 Objetivos Específicos

Desenvolver estratégias para diminuir os níveis de reprovação escolar, reduzindo a desigualdade por meio de uma pedagogia diferenciada.
Problematizar o sistema de avaliação tradicional classificatório como garantia de um ensino de qualidade e o sucesso do aluno na escola.
Promover situações para análise sobre a real condição do aluno ou grupo ao enfrentar as dificuldades no processo de avaliação classificatória.
Encontrar alternativas que levem o aluno a superar aspectos que não foram superados.
Refletir sobre a importância de se discutir a valorização de práticas avaliativas diversificadas que acompanhem o aluno em seus progressos e dificuldades.
Desenvolver indicadores para o aprimoramento do trabalho pedagógico na perspectiva de inclusão e emancipação do aluno.
Compreender os aspectos que permeiam o processo de construção do conhecimento e da aprendizagem humana caracterizada como um grande desafio para educando e educadores.

5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Melchior, Maria Celina 
[…] os professores, em geral, não tem clareza em relação a estas questões (O que é avaliar ? Por que avaliar ? A quem avaliar ? O que avaliar ? Quando avaliar ? ) e conseqüentemente sua ação avaliativa não é coerente com uma pedagogia transformadora necessária nos dias de hoje [grifo nosso].
Hoffman, Jussara
O caminho para o desenvolvimento é uma educação igualitária ,que acolha os filhos dessa geração em conflito e projete essa geração no futuro, conscientes do seu papel numa possível transformação. Se essa criança desde logo for considerada como de um futuro impossível, não terá nenhum tempo justo de provar o quanto poderemos contar com ela.
Salinas, Dino
[…] quando a realidade é a que, de uma forma ou de outra, envolve a profissão, podemos nos encontrar diante de uma maneira de identificar os problemas, ordená-los e dar-lhes solução que, podemos pensar, estará mediatizada pelo conhecimento e pelo domínio das teorias e dos procedimentos formais, dos regulamentos administrativos, da cultura profissional do cargo de trabalho (tradições, rotinas), etc ., mas que , na maior parte das vezes, estará orientada para a ação.
Freire, Paulo 
Ensinar exige querer bem aos educandos.
Glasser ,Willian 
A educação centralizada no fato e na resposta certa geralmente cria condições para uma luta entre professores e alunos

6. METODOLOGIA

A metodologia do presente projeto vai em direção de investigação na área de pesquisas teóricas, bibliográficas e descritivas cujos dados estejam em consonância com o tema apresentado.
Andrade (2002) destaca que a pesquisa descritiva preocupa-se em observar os fatos, registrá-los, analisá-los, classificá-los e interpretá-los

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

Freire, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (Coleção Leitura )
Glasser, W. Escolas sem fracasso. São Paulo: Cultrix, 1972.
Hoffmann, J. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre: Educação e Realidade, 1993.
Melchior, M. C. Avaliação pedagógica: função e necessidade. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1994.
Salinas, D. Prova amanhã! A avaliação entre a teoria e a realidade. Porto Alegre: Artmed, 2004. 
Andrade, M. M. de. Como preparar trabalhos para cursos de pós-graduação: noções práticas. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

A Importância do Lúdico na Organização do Trabalho Pedagógico da Educação Infantil

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Estudar o fenômeno lúdico, numa primeira instância, pode parecer uma tarefa fácil. Talvez porque a maior parte da população que se dedica a pensar sobre ele encare-o simplesmente como diversão e entretenimento, ou como uma atividade banal, desprovida de utilidade para a produção material dessa sociedade.
A atividade lúdica não possui uma seriedade com caráter propedêutico, isto é, como uma preparação para a vida adulta, pois sabe-se que a infância tem uma vida própria.
Conceituar ludicidade é difícil diante das diversas interpretações a ela destinadas a partir de variadas fontes. É comum associá-la a uma manifestação exclusiva da infância. Muitas vezes, tratam-na como uma estratégia utilitária para atender ao princípio do fazer, como por exemplo, os “jogos lúdicos”. Entretanto, estudos recentes vêm oferecendo subsídios para o esclarecimento deste fenômeno, que poderíamos chamar de “um estado de potência da condição humana que resiste a toda espécie de interpretação ordenada típica da racionalidade instrumental”. Vale salientar que a ludicidade não se restringe apenas a um jogo ou à brincadeira, implica uma maior amplitude, o envolvimento mais profundo do sujeito, um encontro com ele mesmo. Segundo Luckesi (2000. 21), a atividade lúdica propicia a “plenitude da experiência”, quando nos entregamos a ela, nos envolvemos por completo, estamos inteiros, plenos, flexíveis, alegres, saudáveis. Brincar, jogar, agir ludicamente, exige uma entrega total do ser humano, corpo e mente ao mesmo tempo. O referido autor considera a ludicidade como um estado inteiro do sujeito que age e/ou vivencia situações lúdicas é aquela que relaxa os terminais nervosos, permite uma experiência integral, cria, corporalmente, um campo de reconhecimento de que isso é possível.
Assim considera-se que a ludicidade é uma ação vivida e sentida, não definível pelas palavras e sim, compreendida pela fruição. Os atos lúdicos são povoados pela fantasia, pela imaginação e pelos sonhos que se constroem como labirinto de teias urdidas com materiais simbólicos.
Huizinga (1996) propõe a expressão homo ludens para ressaltar que o lúdico é considerado uma das necessidades básicas do ser humano, o que significa dizer que a vivência do lúdico é significativa independente da idade. Entretanto, as exigências e transformações das sociedades modernas vão progressivamente, afastando os indivíduos das atividades lúdicas, criando formas de lazer estereotipadas, como as oferecidas pela televisão e pelo computador, que os colocam em uma postura passiva, solitária, alienada, repetitiva e inexpressiva. 
Segundo RCNs:

Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da autonomia. O fato de a criança, desde muito cedo, poder se comunicar por meio de gestos, sons e mais tarde representar determinado papel na brincadeira faz com que ela desenvolva sua imaginação. Nas brincadeiras as crianças podem desenvolver algumas capacidades importantes, tais como a atenção, a imitação, a memória, a imaginação. Amadurecem também algumas capacidades de socialização, por meio da interação e da utilização e experimentação de regras e papeis sociais. (BRASIL, 1998, p. 22).

Brincar hoje nas escolas está longe de uma proposta pedagógica que incorpore o lúdico como eixo do trabalho infantil. É rara a escola que invista neste aprendizado. A escola simplesmente esqueceu a brincadeira, na sala de aula ou ela é utilizada com um papel didático, ou é considerada uma perda de tempo. E até no recreio, a criança precisa conviver com um monte de proibições, como também ocorre nos prédios, nos clubes etc.
Em qualquer época da vida das crianças, as brincadeiras devem estar presentes. Brincar não é coisa apenas de crianças pequenas, erre a escola ao subsidiar sua ação, dividindo o mundo em lados opostos: de um lado o jogo da brincadeira, do sonho, da fantasia e do outro: o mundo sério do trabalho e do estudo. A capacidade de brincar abre uma possibilidade de decifrar enigmas que os rodeiam. A brincadeira é o momento sobre si mesmo e sobre o mundo, dentro de um contexto de faz–de–conta.
Infelizmente observa-se que na escola não há lugar para o desenvolvimento global e harmonioso em brincadeiras, jogos e outras atividades lúdicas. Ao chegar à escola a criança é impedida de assumir sua corporiedade, passando a ser submissa através de horas que fica imobilizada na sala de aula. Sendo assim, para o aluno se auto-realizar é quando ele atinge seus objetivos preestabelecidos com o máximo de rendimento e o mínimo de investimento de energia. Então o conceito de auto-realização tem a ver com a eficácia pessoal.
Quando o professor organizar suas atividades de aula, deve selecionar aquelas mais significativas para seus alunos criando condições para que essas atividades sejam realizadas.
Atualmente percebe-se que a brincadeira e aprendizagem são consideradas ações com finalidades bastante diferentes e não podem habitar o mesmo espaço e tempo. O professor é quem cria oportunidades para que o brincar aconteça, sem atrapalhar as aulas. São os recreios, os momentos livres ou nas horas de descanso. No entanto constata-se que é através das brincadeiras que a criança representa o discurso externo e o interioriza, construindo seu próprio pensamento.
Muito pode ser trabalhado a partir de jogos e brincadeiras. Contar, ouvir histórias, dramatizar, jogar com regras, desenhar entre outras atividades, constituem meios prazerosos de aprendizagem.
Para Santa Marli Pires dos Santos (1997) brincar é a forma mais perfeita para perceber a criança e estimular o que ela precisa aprender e se desenvolver.
Se a escola não atua positivamente, garantindo possibilidades para o desenvolvimento da brincadeira, ela ao contrário, age negativamente impedindo que esta aconteça. Diante desta realidade, faz se necessário apontar para o papel do professor na garantia e enriquecimento da brincadeira como atividade social da infância. Considerando que a brincadeira deva ocupar um espaço central na educação, o professor é a figura fundamental para que isso aconteça, criando os espaços, oferecendo material e partilhando brincadeiras.
Agindo assim, o professor estará possibilitando às crianças uma forma de assimilar à cultura, modos de vida adultos, de forma criativa, social e partilhada além de estar transmitindo valores e uma imagem da cultura como produção e não apenas consumo.
É preciso ter espírito aberto para o lúdico, reconhecer a sua importância enquanto fator de desenvolvimento da criança. A tensão entre o desejo da criança e a realidade objetiva é que dá origem ao lúdico acionado pela imaginação. Assim pode-se afirmar que a brincadeira, por abrir espaços para o jogo da linguagem com a imaginação, se configura como possibilidade da criança forjar novas formas de conceber a realidade social e cultural em que vive, além de servir como base para a construção de conhecimentos e valores. Isto faz com que o brincar seja uma grande fonte de aprendizagem e desenvolvimento.

REFERÊNCIAS

BENJAMIN, Walter. Reflexões: A criança, o brinquedo, a educação. São Paulo, Summus, 1984.
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a educação infantil. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1998.
KISHIMOTO, M. Tizuko. O brincar e suas teorias. São Paulo, Pioneira, 1998.
LUCRESI, Cipriano Carlos. Ludicidade e atividades lúdicas. Ensaios 2: Educação e Ludicidade. Salvador – BA. UFBA/FACED. Programa de pós-graduação em educação.
OLIVEIRA, Washington Carlos. Percebendo a Ludicidade na Educação. Ensaios 2: Educação e Ludicidade. Salvador – BA. UFBA/FACED. Programa de pós-graduação em educação.
PEREIRA, Lúcia Helena Pena. Ludicidade algumas reflexões. Ensaios 2: Educação e Ludicidade. Salvador – BA. UFBA/ACED. Programa de pós-graduação em educação.
SANTOS, Marli, dos Pires, Santa – (org.) Brinquedoteca, o lúdico em diferentes contextos. Petrópolis, Rio de Janeiro, Vozes, 1997.