O ENIGMA DE KASPAR HAUSER

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A linguagem e identidade demonstram ter ligações inquestionáveis, quando se pensa o que a fala pode revelar do falante. Desde o grau de conhecimento do idioma, que pode determinar a aparência social, até mesmo às reações psicológicas que passa pelo modo de como se usa a língua e a fala.

Kaspar Hauser apareceu pela primeira vez numa praça contendo em sua mão uma carta anônima direcionada ao capitão da cavalaria, pedindo para que o fizesse um cavaleiro como fora seu pai.

Ele não sabia falar, entender o que lhe diziam e nem andar direito. Sendo visto na sociedade como “selvagem” por não corresponder aos padrões de comportamento tidos ou esperados como “normais” dentro da cultura da época em que vivia.

Kaspar foi acolhido por uma família onde passou um processo de socialização sendo mais tarde apresentado à sociedade como um “ser civilizado”. Por mais que estivesse passando por um processo de socialização, de interação com a linguagem, o mesmo ainda não conseguia distinguir sonho de realidade.

Podemos ressaltar a sociedade como elemento condicionante da linguagem, em que um indivíduo não aprendizado do uso comum da linguagem imposta à sociedade que vive; sendo outros, os métodos de tradução da realidade pela língua que ele utiliza, diferentes dessa sociedade, ele não pode pertencer à mesma.

NEOLIBERALISMO

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Origens

Toda e qualquer doutrina deve ser entendida como resultado de uma oposição. Ela estrutura-se para combater algum princípio que lhe desagrada ao mesmo tempo em que procura oferecer-lhe uma alternativa. Com o neoliberalismo não foi diferente.

Suas raízes teóricas mais remotas encontram-se na chamada escola austríaca – reconhecida por sua ortodoxia no campo do pensamento econômico – que centralizou-se em torno do catedrático da Faculdade de Economia de Viena, Leopold von Wiese,na segunda metade do século XIX e que ficou conhecido por seus trabalhos teóricos sobre a estabilidade da moeda, especialmente o publicado com o título de “O Valor Natural”(1889).

Mais recentemente o neoliberalismo surgiu pela primeira vez, em 1947, com o célebre encontro entre um grupo de intelectuais conservadores em Monte Pélier, na Suiça, onde formaram uma sociedade de ativistas para combater as políticas do Estado de Bem-estar social.

Essas políticas tiveram inicio em 1942 com a publicação na Inglaterra do Relatório Benveridge. Segundo ele, depois de vencida a guerra, a política inglesa deveria-se inclinar doravante para uma programação de aberta distribuição de renda, baseada no tripé da Lei da Educação, a lei do Seguro Nacional e a Lei do Serviço Nacional de Saúde (associadas aos nomes de Butler, Beveridge e Bevan).

A defesa desse programa tornou-se a bandeira com a qual o Partido Trabalhista inglês venceu as eleições de 1945 colocando em prática os princípios do Estado de Bem-estar Social.

Para Friedrich von Heyek esse programa levaria o país ao retrocesso. Escreveu então um livro inflamado que pode ser considerado como o Manifesto do Neoliberalismo – “O Caminho da Servidão”(1944).Nele expôs os princípios mais gerais da doutrina, assegurando que o crescente controle do estado levaria fatalmente à completa perda da liberdade, afirmando que os trabalhistas conduziriam a Grã-Bretanha pelo mesmo caminho “dirigista” que os nazistas haviam imposto à Alemanha.

Isso serviu de mote à campanha de Churchill, pelo Partido Conservador ,que chegou ao ponto de dizer que os trabalhistas eram iguais aos nazistas.

A outra vertente do neoliberalismo surgiu nos Estados Unidos e concentrou-se na chamada escola de Chicago do prof. Milton Friedman. Combatia a política de New Deal do Presidente F.D.Roosevelt por ser intervencionista e pró-sindicatos. Friedman era contra qualquer regulamentação que inibisse as empresas e condenava até o salário-minimo na medida em que alterava artificialmente o valor da mão-de-obra pouco qualificada.

Também opunha-se a qualquer piso salarial fixado pelas categorias sindicais pois segundo terminavam por adulterar os custos produtivos, gerando alta de preços e inflação.

Devido a longa era de prosperidade – quase 40 anos de crescimento – que impulsionou o mundo ocidental depois da segunda guerra, graças as diversas adoções das políticas keynesianas e sociais-democratas, os neoliberais recolheram-se para a sombra. Mas a partir da crise do petróleo de 1973, seguida pela onda inflacionaria que surpreendeu os estados de Bem-estar social, o neoliberalismo gradativamente voltou à cena.

Denunciou a inflação como resultado do estado demagógico perdulário, chantageado ininterruptamente pelos sindicatos e pelas associações. Responsabilizaram os impostos elevados e os tributos excessivos, juntamente com a regulamentação das atividades econômicas, como os culpados pela queda da produção. O mal devia-se pois a essa aliança espúria entre o Estado de Bem-estar social e os sindicatos.

A reforma que apregoavam devia passar pela substituição do Estado de Bem-estar social e pela repressão aos sindicatos. O estado deveria ser desmontado e gradativamente desativado, com a diminuição dos tributos e a privatização das empresas estatais, enquanto os sindicatos seriam esvaziados por uma retomada da política de desemprego, contraposta à política keynesiana do pleno emprego.

Enfraquecendo a classe trabalhadora e diminuindo ou neutralizando a força dos sindicatos, haveria novas perspectivas de investimento, atraindo novamente os capitalistas de volta ao mercado.

O primeiro governo ocidental democrático a inspirar-se em tais princípios foi o da Sra. Tatcher na Inglaterra, a partir de 1980. Enfrentou os sindicatos, fez aprovar leis que lhes limitassem a atividade, privatizou empresas estatais, afrouxou a carga tributária sobre os ricos e sobre as empresas e estabilizou a moeda. O Governo Conservador da Sra. Tatcher serviu de modelo para todas as políticas que se seguiram posteriormente no mesmo roteiro.

A hegemonia do neoliberalismo hoje é tamanha que países de tradições completamente diferentes, governados por partidos os mais diversos possíveis, aplicam a mesma doutrina.

Alguns princípios básicos do Neoliberalismo

Filosofia: na teologia neoliberal os homens não nascem iguais, nem tendem à igualdade.Logo qualquer tentativa de suprimir com a desigualdade é um ataque irracional à própria natureza das coisas. Deus ou a natureza dotou alguns com talento e inteligência mas foi avaro com os demais.

Qualquer tentativa de justiça social torna-se inócua por que novas desigualdades fatalmente ressurgirão.A desigualdade é um estimulante que faz com que os mais talentosos desejem destacar-se e ascender ajudando dessa forma o progresso geral da sociedade.

Tornar iguais os desiguais é contraproducente e conduz à estagnação. Segundo W. Blake: “A mesma lei para o leão e para o boi é opressão!”

Exclusão e pobreza: a sociedade é o cenário da competição, da concorrência. Se aceitamos a existência de vencedores, devemos também concluir que deve haver perdedores. A sociedade “teatraliza” em todas a instâncias a luta pela sobrevivência. Inspirados no darwinismo, que afirma a vontade do mais apto, concluem que somente os fortes sobrevivem cabendo aos fracos conformarem-se com a exclusão natural.

Esses, por sua vez, devem ser atendidos não pelo Estado de Bem-estar, que estimula o parasitismo e a irresponsabilidade, mas pela caridade feita por associações e instituições privadas, que ameniza a vida dos infortunados.

Qualquer política assistencialista mais intensa joga os pobres nos braços da preguiça e da inércia. Deve-se abolir o salário-minimo e os custos sociais, porque falsificam o valor da mão-de-obra encarecendo-a, pressionando os preços para o alto, gerando inflação.

Os ricos: eles são a parte dinâmica da sociedade. Deles é que saem as iniciativas racionais de investimentos baseados em critérios lucrativos. Irrigam com seus capitais a sociedade inteira, assegurando sua prosperidade.

A política de tributação sobre eles deve ser amainada o máximo possível para não ceifar-lhes os lucros ou inibi-los em seus projetos. Igualmente a política de taxação sobre a transmissão de heranças deve ser moderada para não afetar seu desejo de amealhar patrimônio e de legá-lo aos seus herdeiros legítimos.

Crise: é resultado das demandas excessivas feitas pelos sindicatos operários que pressionam o estado. Este, sobrecarregado com a política providenciaria e assistencial, é constrangido a ampliar progressivamente os tributos. O aumento da carga fiscal sobre as empresas e os ricos, reduz suas taxas de lucro e faz com que diminuam os investimentos gerais. Sem haver uma justa remuneração, o dinheiro é entesourado ou enviado para o exterior.

Soma-se a isso os excessos de regulamentação da economia motivados pela continua burocratização do estado, que complicam a produção e sobrecarregam os seus custos.

Inflação: resultado do descontrole da moeda. E esse por sua vez ocorre devido ao aumento constante das demandas sociais (previdência, seguro-desemprego, aposentadorias especiais, redução da jornada de trabalho, aumentos salariais além da capacidade produtiva das empresas, encargos sociais, férias e etc…) que não são compensadas pela produção geral da sociedade.Por mais que o setor produtivo aumente a riqueza, a gula sindical vai à frente fazendo sempre mais e mais exigências. Ocorre então o crescimento do déficit público que é tapado com a emissão de moeda.

Estado: não há teologia sem demônio. Para o neoliberalismo ele se apresenta na forma do estado. O estado intervencionista. Dele é que partem as políticas restritivas à expansão das iniciativas. Incuravelmente paternalista, tenta demagogicamente solucionar os problemas de desigualdade e da pobreza por meio de uma política tributária e fiscal que termina apenas por provocar mais inflação e desajustes orçamentários.

Seu zelo pelas classe trabalhadoras leva-o a uma prática assistencialista que se torna um poço sem fim. As demandas por bem-estar e melhoria da qualidade de vida não terminam nunca, fazendo com que seus custos sociais sejam cobrados dos investimentos e das fortunas.

Ao intervir como regulador ou mesmo como estado-empresário, ele se desvia das suas funções naturais, limitadas à segurança interna e externa, a saúde e à educação. O estrago maior ocorre devido a sua filosofia intervencionista.

O mercado auto-regulado e auto-suficiente dispensa qualquer tipo de controle. É uma Cosmo próprio, com leis próprias, impulsionadas pelas leis econômicas tradicionais (oferta e procura, taxa decrescente dos lucros, renda da terra, etc…). O Estado deve pois ser enxugado, diminuído em todos os sentidos. Deve-se limitar o número de funcionários e desestimular a função pública.

Mercado: se há um demônio existe também um Céu. Para o neoliberalismo esse local divino é o mercado. Ele é quem tudo regula, faz os preços subirem ou baixarem, estimula a produção, elimina o incompetente e premia o sagaz e o empreendedor.

Ele é o deus perfeito da economia moderna, tudo vê e tudo ouve, onisciente e onipresente. Seu poder é ilimitado e qualquer tentativa de controlá-lo é um crime de heresia, na medida em que é ele que fixa as suas próprias leis e o ritmo em que elas devem seguir.

O mercado é um deus,um deus calvinista que não tem contemplação para com o fracassado. A falência é sua condenação. Enquanto que aquele que é bem sucedido reserva-se lhe um lugar no Éden.

Socialismo: segundo demônio da teologia neoliberal. É um sistema político completamente avesso aos princípios da iniciativa privada e da propriedade privada. É essencialmente demagógico na medida em que tenta implantar um igualdade social entre homens de natureza desigual.

É fundamentalmente injusto porque premia o capaz e o incapaz, o útil e o inútil, o trabalhador e o preguiçoso. Reduz a sociedade ao nível de pobreza e graças a igualdade e a política de salários equivalentes, termina estimulando a inércia provocando a baixa produção.

Ao excluir os ricos da sociedade, perde sua elite dinâmica e seu setor mais imaginativo, passando a ser conduzido por uma burocracia fiscalizadora e parasitária.

Regime político: o neoliberalismo afina-se com qualquer regime que assegure os direitos da propriedade privada. Para ele é indiferente se o regime é democrata, autoritário ou mesmo ditatorial. O regime político ideal é o que consegue neutralizar os sindicatos e diminuir a carga fiscal sobre os lucros e fortunas, ao mesmo tempo em que desregula o máximo possível a economia.

Pode conviver tanto com a democracia parlamentar inglesa, como durante o governo da Sra. M. Tatcher, como com a ditadura do General A.Pinochet no Chile. Sua associação com regimes autoritários é tático e justificada dentro de uma situação de emergência (evitar uma revolução social ou a ascensão de um grupo revolucionário). Em longo prazo o regime autoritário, ao assegurar os direitos privados, mais tarde ou mais cedo, dará lugar a uma democracia.

Teóricos: o neoliberalismo é resultado do encontro de duas correntes do pensamento econômico. A primeira vem da escola austríaca, aparecida nos finais do século XIX tendo a frente Leopold von Wiese e que teve prosseguimento com Von Miese e seu mais talentoso discípulo Friedrich von Heyek, que apesar de austríaco fez sua carreira em Londres. Heyek se opôs tanto à política keynesiana (por seu intervencionismo) como ao estado de Bem-estar social (pelo seus assistencialismo) idealizado primeiro na Inglaterra em 1942.

A outra vertente é formada pela chamada escola de Chicago, tendo Milton Friedman como seu expoente. Friedman foi o principal crítico da política do New Deal do presidente F.D.Roosevelt (1933-45) devido sua tolerância com os sindicatos e a defesa do intervencionismo estatal.

Bibliografia:

Site: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/atualidade/neoliberalismo2.htm

http://www.culturabrasil.pro.br/neoliberalismoeglobalizacao.htm

A INDEPENDENCIA DO BRASIL

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O processo de independência do Brasil

Desde as últimas décadas do século XVIII assinala-se na América Latina a crise do Antigo Sistema Colonial. No Brasil, essa crise foi marcada pelas rebeliões de emancipação, destacando-se a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana.

Foram os primeiros movimentos sociais da história do Brasil a questionar o pacto colonial e assumir um caráter republicano. Era apenas o início do processo de independência política do Brasil, que se estende até 1822 com o “sete de setembro”. Esta situação de crise do antigo sistema colonial, era na verdade, parte integrante da decadência do Antigo Regime europeu, debilitado pela Revolução Industrial na Inglaterra e principalmente pela difusão do liberalismo econômico e dos princípios iluministas, que juntos formarão a base ideológica para a Independência dos Estados Unidos (1776) e para a Revolução Francesa (1789).

Trata-se de um dos mais importantes movimentos de transição na História, assinalado pela passagem da idade moderna para a contemporânea, representada pela transição do capitalismo comercial para o industrial.

Os Movimentos de Emancipação

A Inconfidência Mineira destacou-se por ter sido o primeiro movimento social republicano-emancipacionista de nossa história. Sua composição social por, marginalizava as camadas mais populares, configurando-se num movimento elitista estendendo-se no máximo às camadas médias da sociedade, como intelectuais, militares, e religiosos.

Outros pontos que contribuíram para debilitar o movimento foram a precária articulação militar e a postura regionalista, ou seja, reivindicavam a emancipação e a república para o Brasil e na prática preocupavam-se com problemas locais de Minas Gerais.

O mais grave, contudo foi a ausência de uma postura clara que defendesse a abolição da escravatura. O desfecho do movimento foi assinalado quando o governador Visconde de Barbacena suspendeu a derrama – seria o pretexto para deflagrar a revolta – e esvaziou a conspiração, iniciando prisões acompanhadas de uma verdadeira devassa.

Os líderes do movimento foram presos e enviados para o Rio de Janeiro responderam pelo crime de inconfidência (falta de fidelidade ao rei), pelo qual foram condenados. Todos negaram sua participação no movimento, menos Joaquim José da Silva Xavier, o alferes conhecido como Tiradentes, que assumiu a responsabilidade de liderar o movimento.

Após decreto de D. Maria I é revogada a pena de morte dos inconfidentes, exceto a de Tiradentes. Alguns tem a pena transformada em prisão temporária, outros em prisão perpétua. Cláudio Manuel da Costa morreu na prisão, onde provavelmente foi assassinado.

Tiradentes, o de mais baixa condição social, foi o único condenado à morte por enforcamento. Sua cabeça foi cortada e levada para Vila Rica. O corpo foi esquartejado e espalhado pelos caminhos de Minas Gerais (21 de abril de 1789). Era o cruel exemplo que ficava para qualquer outra tentativa de questionar o poder da metrópole.

O exemplo parece que não assustou a todos, já que nove anos mais tarde iniciava-se na Bahia a Revolta dos Alfaiates.

A influência da loja maçônica Cavaleiros da Luz deu um sentido mais intelectual ao movimento que contou também com uma ativa participação de camadas populares como os alfaiates João de Deus e Manuel dos Santos Lira.Eram pretos, mestiços, índios, pobres em geral, além de soldados e religiosos.

Justamente por possuir uma composição social mais abrangente com participação popular, a revolta pretendia uma república acompanhada da abolição da escravatura. Controlado pelo governo, as lideranças populares do movimento foram executadas por enforcamento, enquanto que os intelectuais foram absolvidos.

Outros movimentos de emancipação também foram controlados, como a Conjuração do Rio de Janeiro em 1794, a Conspiração dos Suaçunas em Pernambuco (1801) e a Revolução Pernambucana de 1817. Esta última, já na época que D. João VI havia se estabelecido no Brasil. Apesar de contidas todas essas rebeliões foram determinantes para o agravamento da crise do colonialismo no Brasil, já que trouxeram pela primeira vez os ideais iluministas e os objetivos republicanos.

A Família Real no Brasil e a Preponderância Inglesa

Se o que define a condição de colônia é o monopólio imposto pela metrópole, em 1808 com a abertura dos portos, o Brasil deixava de ser colônia. O monopólio não mais existia. Rompia-se o pacto colonial e atendia-se assim, os interesses da elite agrária brasileira, acentuando as relações com a Inglaterra, em detrimento das tradicionais relações com Portugal.

Esse episódio, que inaugura a política de D. João VI no Brasil, é considerado a primeira medida formal em direção ao “sete de setembro”.

Há muito Portugal dependia economicamente da Inglaterra. Essa dependência acentua-se com a vinda de D. João VI ao Brasil, que gradualmente deixava de ser colônia de Portugal, para entrar na esfera do domínio britânico. Para Inglaterra industrializada, a independência da América Latina era uma promissora oportunidade de mercados, tanto fornecedores, como consumidores.

Com a assinatura dos Tratados de 1810 (Comércio e Navegação e Aliança e Amizade), Portugal perdeu definitivamente o monopólio do comércio brasileiro e o Brasil caiu diretamente na dependência do capitalismo inglês.

Em 1820, a burguesia mercantil portuguesa colocou fim ao absolutismo em Portugal com a Revolução do Porto.

Implantou-se uma monarquia constitucional, o que deu um caráter liberal ao movimento. Mas, ao mesmo tempo, por tratar-se de uma burguesia mercantil que tomava o poder, essa revolução assume uma postura re-colonizadora sobre o Brasil.

D. João VI retorna para Portugal e seu filho aproxima-se ainda mais da aristocracia rural brasileira, que sentia-se duplamente ameaçada em seus interesses: a intenção re-colonizadora de Portugal e as guerras de independência na América Espanhola, responsáveis pela divisão da região em repúblicas.

O Significado Histórico da Independência

A aristocracia rural brasileira encaminhou a independência do Brasil com o cuidado de não afetar seus privilégios, representados pelo latifúndio e escravismo. Dessa forma, a independência foi imposta verticalmente, com a preocupação em manter a unidade nacional e conciliar as divergências existentes dentro da própria elite rural, afastando os setores mais baixos da sociedade representados por escravos e trabalhadores pobres em geral.

Com a volta de D. João VI para Portugal e as exigências para que também o príncipe regente voltasse, a aristocracia rural passa a viver sob um difícil dilema: conter a re-colonização e ao mesmo tempo evitar que a ruptura com Portugal assumisse o caráter revolucionário-republicano que marcava a independência da América Espanhola, o que evidentemente ameaçaria seus privilégios.

A maçonaria (reaberta no Rio de Janeiro com a loja maçônica Comércio e Artes) e a imprensa uniram suas forças contra a postura re-colonizadora das Cortes.

D. Pedro é sondado para ficar no Brasil, pois sua partida poderia representar o esfacelamento do país. Era preciso ganhar o apoio de D. Pedro, em torno do qual se concretizariam os interesses da aristocracia rural brasileira.

Um abaixo assinado de oito mil assinaturas foi levado por José Clemente Pereira (presidente do Senado) a D. Pedro em 9 de janeiro de 1822, solicitando sua permanência no Brasil. Cedendo às pressões, D. Pedro decidiu-se: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto. Diga ao povo que fico”.

É claro que D. Pedro decidiu ficar bem menos pelo povo e bem mais pela aristocracia, que o apoiaria como imperador em troca da futura independência não alterar a realidade sócio-econômica colonial. Contudo, o Dia do fico era mais um passo para o rompimento definitivo com Portugal.

Graças a homens como José Bonifácio de Andrada e Silva (patriarca da independência), Gonçalves Ledo, José Clemente Pereira e outros, o movimento de independência adquiriu um ritmo surpreendente com o cumpra-se, onde as leis portuguesas seriam obedecidas somente com o aval de D. Pedro, que acabou aceitando o título de Defensor Perpétuo do Brasil (13 de maio de 1822), oferecido pela maçonaria e pelo Senado. Em 3 de junho foi convocada uma Assembléia Geral Constituinte e Legislativa e em primeiro de agosto considerou-se inimigas as tropas portuguesas que tentassem desembarcar no Brasil.

São Paulo vivia um clima de instabilidade para os irmãos Andradas, pois Martim Francisco (vice-presidente da Junta Governativa de São Paulo) foi forçado a demitir-se, sendo expulso da província. Em Portugal, a reação tornava-se radical, com ameaça de envio de tropas, caso o príncipe não retornasse imediatamente.

José Bonifácio, transmitiu a decisão portuguesa ao príncipe, juntamente com carta sua e de D. Maria Leopoldina, que ficara no Rio de Janeiro como regente. No dia sete de setembro de 1822 D. Pedro que se encontrava às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, após a leitura das cartas que chegaram em suas mãos, bradou: “É tempo… Independência ou morte… Estamos separados de Portugal”.

Chegando no Rio de Janeiro (14 de setembro de 1822), D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional do Brasil. Era o início do Império, embora a coroação apenas se realizasse em primeiro de dezembro de 1822.

A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O “sete de setembro” foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.

CONTABILIDADE COMERCIAL

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Contabilidade comercial è o campo da contabilidade que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no capital das empresas comerciais, mediante registro, demonstração expositiva e revelação desses fatos, com a finalidade de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da atividade comercial.

A atividade que caracteriza o mercado comercial é a compra e venda de mercadorias, sem transformação visando à finalidade lucrativa.

Os agentes do comércio são pessoas que exercem a prática de atos comerciais que caracterizam a atividade comercial, ou mercantil.

Para que uma sociedade possa ser considerada mercantil, deve possuir quatro requisitos essenciais:

1) Reunir duas ou mais pessoas, civilmente capazes.

2) Possuir capital – os sócios devem contribuir com bens ou serviços que formarão um fundo comum, a que denominamos capital.

3) destinar o patrimônio social à exploração do comércio.

4) Distribuir entre os sócios os resultados econômicos obtidos sejam lucros ou prejuízos.

As sociedades são classificadas em sociedades de direito e sociedades de fato.

Sociedades de direito são as que elaboram seu contrato social e o registram na repartição competente, que é a Junta Comercial.

Sociedades de fato são aquelas que, embora reconhecidas por lei, não possuem contrato social.

Existem as sociedades de responsabilidade limitada, ilimitada e mista.

As limitadas são aquelas em que os sócios são responsáveis apenas pelo valor do capital social, já os de responsabilidade ilimitada os sócios se responsabilizam pelo pagamento das obrigações sociais com o total de seus bens. As sociedades mistas são compostas por sócios de responsabilidade limitada e por sócios de responsabilidade ilimitada. Como o caso das sociedades de comandita.

Temos ainda as sociedades de pessoas, de capital e mista.

A sociedade de pessoas prepondera, para seu crédito, depende se seus sócios forem pessoas idôneas, a sociedade gozará de bom conceito.

Nas sociedades de capital, o que conta não é a idoneidade ou personalidade dos sócios, mas o valor do seu capital.

Os sócios das empresas de pessoas são sempre de responsabilidade ilimitada, já os de sociedades de capital são de responsabilidade limitada.

Nas sociedades mistas, o que lhes dá projeção econômica são seu capital e a idoneidade de seus sócios.

Gestão da empresa comercial

A gestão da empresa comercial se dá pela decorrência de suas atividades e na consecução de seus objetivos, sendo fatos contábeis ou simplesmente atos administrativos.

Existem dois aspectos da gestão:

1. Puramente administrativo abrangendo os atos da administração sem refletir diretamente no patrimônio;

2. Econômico, abrangendo os fenômenos que modificam o patrimônio e que levam a empresa a alcançar seu objetivo, que é o lucro.

Toda atividade econômica apresenta um custo, produz um ingresso (receita decorrente da atividade), resultando em lucro ou prejuízo.

O custo é preso pago para se obter um bem ou serviço.

Os gastos com manutenção e o funcionamento da empresa constituem parte do custo. Nas empresas os gastos são chamados de despesas, apenas os gastos que representam consumo de bens ou serviços é que são incorporados ao custo.

Quando a empresa efetua certas despesas, não deverá considerar imediatamente como gastos, deverá analisar a destinação dos bens ou serviços adquiridos, antes de incorporá-los.

ARTE DA GUERRA

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A colonização do país foi feita primeiramente pelos Alemães e depois pelos Belgas, que privilegiaram os tutsi, povo predominantemente pastoreiro e de maior estatura, com cargos da administração estatal, treinamento militar e acesso exclusivo à educação, já que as escolas exigiam estatura mínima, impedindo assim o ingresso dos hutus. Em 1962, Ruanda tornou-se independente e os hutus assumiram o poder vingando-se dos tutsi, que eram a minoria, pelos anos de repressão, sofrida durante o domínio belga.

O conflito se intensificou em 1994 quando o presidente de Ruanda, de etnia hutu, foi morto em um atentado que derrubou o avisou onde viajava, para assinar um acordo de paz. Este foi o estopim para a guerra, já que os tutsi foram acusados de serem os causadores do ataque aéreo. Os hutus atacaram a população tutsi, que foi pega de surpresa, e sem chance de defesa. Conforme Sun Tzu “ataca onde quer que o inimigo esteja despreparado. Irrompe quando ele não te esperar”. Esta estratégia garante uma grande vantagem na guerra.

Uma das vítimas dessa história foi Paul Rusesabagina, gerente de hotel, que conseguiu salvar mais de mil pessoas. Antes mesmo de a guerra explodir, Paul já se preocupava em relacionar-se com pessoas influentes, as quais ele pudesse recorrer numa emergência. Concentrou-se em manter a salvo as pessoas que estavam no hotel Milles Collines, agindo como um general. Segundo Sun Tzu, “Ao levar em conta os fatores favoráveis, ele torna seu plano exeqüível ao levar em conta os fatores desfavoráveis, ele pode resolver as dificuldades”.

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Após a retirada dos estrangeiros do hotel, os tutsi foram entregues a sua própria sorte, podendo contar apenas com a união de todos e a liderança de Paul, que foi fundamental para a sobrevivência de todos que estavam no hotel.Conforme Sun Tzu, “Tendo considerado as vantagens de meus planos, o general deverá criar situações que contribuam para sua implementação. Por situações, entendo que ele deve agir eficientemente de acordo com as vantagens e, assim faze-las pender em seu favor”.

Apesar dos horrores dessa guerra, terem sido divulgados, nada foi feito de substancial pelas Organizações Unidas e/ou por outros países.

Os ruandeses foram simplesmente ignorados e deixados de lado, como se que o que aconteceu não tenha sido nada que mereça atenção.

Por outro lado, os ruandeses também entraram nessa guerra, levados pelo ódio e rancor, sem pensarem nas conseqüência de seus atos. Exatamente contrário ao que diz Sun Tzu “ As armas são instrumentos de mau agouro. A guerra é assunto ´serio, é de recear que os homens se devotem a ela sem a devida reflexão”.

ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO

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1. ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO SEGUNDO NORMAS DO COREN

De acordo com o Decreto-lei 94.406/87, temos o seguinte:

Art.8º – Ao Enfermeiro incumbe:

I – privativamente:

a) direção do órgão de enfermagem integrante da estrutura básica da instituição de saúde, pública ou privada, e chefia de serviço e de unidade de enfermagem;

b) organização e direção dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços;

c) planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços de assistência de enfermagem;

d) consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria de enfermagem;

e) consulta de enfermagem;

f) prescrição da assistência de enfermagem;

g) cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de vida;

h) cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas.

II – Como integrante da equipe de saúde:

a) participação no planejamento, execução e avaliação da programação de saúde;

b) participação na elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde;

c) prescrição de medicamentos previamente estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde;

d) participação em projetos de construção ou reforma de unidades de internação;

e) prevenção e controle sistemático de infecção hospitalar , inclusive como membro das respectivas comissões;

f) participação na elaboração de medidas de prevenção e controle sistemático de danos que possam ser causados aos pacientes durante a assistência de enfermagem;

g) participação na prevenção e controle das doenças transmissíveis em geral e nos programas de vigilância epidemiológica;

h) prestação de assistência de enfermagem à gestante, parturiente, puérpera e recém-nascido;

i) participação nos programas e nas atividades de assistência integral à saúde individual e de grupos específicos, particularmente daqueles prioritários e de alto risco;

j) acompanhamento da evolução e do trabalho de parto;

l) execução e assistência obstétrica em situação de emergência e execução do parto sem distocia;

m) participação em programas e atividades de educação sanitária, visando à melhoria de saúde do indivíduo, da família e da população em geral;

n) participação nos programas de treinamento e aprimoramento de pessoal de saúde, particularmente nos programas de educação continuada;

o) participação nos programas de higiene e segurança do trabalho e de prevenção de acidentes e de doenças profissionais e do trabalho;

p) participação na elaboração e na operacionalização do sistema de referência e contra-referência do paciente nos diferentes níveis de atenção à saúde;

q) participação no desenvolvimento de tecnologia apropriada a assistência de saúde;

r) participação em bancas examinadoras, em matérias específicas de enfermagem, nos concursos para provimento de cargo ou contratação de Enfermeiro ou pessoal técnico e auxiliar de Enfermagem.

METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTIFICO

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A humanidade, historicamente, sempre procurou superar seus limites numa busca constante por caminhos diversos, que levam ao encontro do conhecimento, enfrentando dificuldades e limites.

Os homens descobriram, ao longo do tempo, que não bastavam os seus desejos de ensinar para que o processo de aprendizagem se iniciasse, pois, como ato recíproco essencialmente social, que depende tanto do aluno como do professor, ensinar e aprender revela a complexidade da educação, da construção de conhecimento, um elemento transformador, capaz de mudar a sociedade.

A educação é uma das mais complexas operações humanas, para entender basta olhar o passado perceber a inquietação de alguns estudiosos preocupados em compreender as dificuldades, no processo de ensinar e aprender. A importância de uma educação permanente gera uma atitude diferenciada entre educadores que começam a questionar a eficácia do ensino e da aprendizagem.

Na pedagogia tradicional, a escola é vista como principal fonte de informação, de transformação cultural e ideologia das massas, respondendo aos interesses das classes dominantes. Hoje existem várias tendências que mostram a necessidade de que seja feita uma transmissão do saber acumulado pela humanidade, mas que estes conteúdos devem ser analisado de forma crítica e reflexiva, onde o aluno possa criar expectativas, habilidades, conhecimentos e competências, que lhe dêem subsídios para serem cada vez mais ativos.

Enfim, a escola deve levar o aluno a ser capaz de analisar as condições históricas, sociais e políticas, podendo assim descrever o mundo que os rodeia, e que seja capaz de transformá-lo, contribuindo, assim, para a construção da história da sociedade em que vive.

A evolução sempre esteve presente quando se trata de seres humanos. A história e a Educação fazem parte do processo cultural de todos os povos; ricos, pobres, velhos e jovens.

Evoluir é um processo natural, uma vez que o homem é um ser inteligente e a curiosidade é a peça chave para se chegar a novos conhecimentos. Não é de se estranhar as muitas fases pelas qual a educação tem passado desde a antiguidade até a atualidade.

O homem sofre transformações e junto com elas a necessidade de novas descobertas é inevitável. As abordagens descritas anteriormente formam o resultado da experiência cultural da humanidade e que foi construída ao longo de muitos anos.

Não seria possível ter hoje tantos conhecimentos das gerações passadas se não fosse a ciência que narra os fatos políticos, econômicos, culturais e sociais notáveis. A história traz a tona às várias formas pelas quais o homem entra em relação com o mundo que o rodeia, a depender das circunstâncias e necessidades, bem como do tipo de cultura que ele está inserido. Na vida de um povo há valores que precisam ser cultuados para assim haver comparações e consequentemente melhorias.

A História e a Educação precisam estar juntas: A História porque traz ao homem o conhecimento das gerações causando evolução. A Educação porque tem o efeito de instruir desenvolvendo a capacidade humana, visando a integração social.

VANTAGEM E DESVANTAGEM DO CAPITALISMO

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Capitalismo Puro (utópico)
Capitalismo Vantagens e desvantagens: Capitalismo e Socialismo são dois tipos de sistemas econômicos diferentes. O Capitalismo é um sistema econômico com base na livre iniciativa. O Socialismo é um sistema onde o estado detém o controle das atividades econômicas.

Capitalismo utópico.

Neste sistema não haveria desvantagens, pois a o agente econômico família e as empresas, se compensariam através do fluxo de capital, sem prejuízos, cada um estaria consciente de seu papel, evitando vazamentos de fluxo circular de renda, sob o principio anti-paternalista de que cada um é o melhor juiz de seus próprios interesses. Este pensamento era aliado ao principio de que o mercado se ajusta as necessidades de seus agentes, sem necessidade de interferência do estado aliado ao principio da inviolabilidade da propriedade privada, considerando um a extração tributária, como fator que atinge a propriedade privada.

Capitalismo Atual

Apresenta vantagens e desvantagens. As vantagens seriam a descentralização da economia, através da lei de oferta e procura a livre concorrência, abre espaço para busca do aperfeiçoamento dos métodos, tanto de produção quanto de consumo, gerando um mercado competitivo. E uma economia não assistencialista, e sim de geração de renda pela oferta de mercado.

As desvantagens seriam exclusão de pessoas que tivessem dificuldade de oferecer algum serviço que gere renda. E com isso, aumento da marginalidade e da exclusão social, atualmente pra corrigir disparidade, o Agente social estado, formado por representantes da população, aplica impostos e investem na inclusão social e na infra-estrutura.

Atualmente o estado é malvisto pela maioria da população, pois a mesma não se sente representada.

Os representantes do povo que teriam como missão, de corrigir disparidades do mercado através da criação e fiscalização de leis, e zelar pelo cumprimento das mesmas, muitos ao invés disso, utilizam suas influencias, para obter benefícios próprios.

Socialismo.

É considerado capitalismo utópico quando vem do fato dos teóricos exporem seus princípios de uma sociedade ideal, sem indicar os meios de alcançá-la.

O socialismo se difere do capitalismo, a partir d momento que o poder é fortemente centralizado e as operações comerciais, são fortemente vigiadas pelo governo, ou então totalmente controlada, ao ponto de a máquina publica ser o único empregador e fornecedor de uma população. A propriedade privada não existiria, e a lei da oferta e procura também não existiria, como também a concorrência.

As desvantagens da implantação de um sistema de governo assim seria a criação de uma nova constituição, de ideais igualitários, onde a economia seria planificada, eliminaria a concorrência, desaquecendo o mercado, sem na fuga imediata de capitais, perante o risco de estatização, o pais teria pouco investimento externo, pois seria considerado investimento de risco, seria um pais fortemente estatal, controlado pelo estado.

Atualmente por pressão de mercado e pelo fluxo muito rápido da informação, pelo reflexo da globalização, ao capitalismo e o socialismo estão cada vez mais convergentes, uma prova disto é o crescente mercado chinês, dito como socialista, já se equiparando ao mercado americano.

SINDROME DO CHOQUE TOXICO

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O que é Síndrome do choque tóxico?

A síndrome do choque tóxico é uma infecção normalmente causada por estafilococos, a qual pode evoluir rapidamente para o choque grave e não tratável. Em 1978, a síndrome do choque tóxico foi identificada pela primeira vez como uma síndrome distinta em várias crianças e adolescentes com idade entre 8 e 17 anos.

Ocorre especialmente em crianças e em mulheres que usam tampões durante a menstruação, mas não os removem e substituem regularmente.

Esta doença potencialmente mortal (5% dos casos resultam em morte), inicia-se abruptamente, com hipotensão, febre, eritemas difusos. Pode haver choque séptico e perda de consciência, seguida de insuficiência de múltiplos órgãos. O tratamento com antibiótico é a única cura e deve ser administrado de emergência.

Em 1980, ocorreu um grande número de casos, principalmente em mulheres jovens que quase sempre vinham fazendo uso de tampões. Em 1980, aproximadamente 700 casos foram relatados nos Estados Unidos.

Em 1981, após uma ampla campanha e a retirada no mercado das variedades “superabsorventes” de tampões, a incidência da síndrome do choque tóxico reduziu drasticamente.

Ainda ocorrem casos em mulheres que não usam tampões e em mulheres que acabaram de ser submetidas à cirurgia ou de dar à luz. Aproximadamente 15% dos casos ocorrem em homens que foram submetidos à cirurgia.

Os casos leves são bastante freqüentes. Embora a cepa de Staphylococcus responsável pela maioria dos casos de síndrome do choque tóxico seja conhecida, o evento que a desencadeia permanece desconhecido.

A presença de um tampão pode estimular as bactérias a produzirem uma toxina que invade o sangue através de pequenos cortes no revestimento vaginal ou através do útero até o interior da cavidade abdominal. Essa toxina parece ser a responsável pelos sintomas.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL – MECANIZAÇÃO

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REVOLUÇÃO INDUSTRIAL DAS FERRAMENTAS PARA AS MÁQUINAS

A substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana pela energia motriz e do modo de produção doméstico pelo sistema fabril constituiu a Revolução Industrial; revolução, em função do enorme impacto sobre a estrutura da sociedade, num processo de transformação acompanhado por notável evolução tecnológica que teve início no século XVIII, na Inglaterra, encerrou a transição entre feudalismo e capitalismo, a fase de acumulação primitiva de capitais e de preponderância do capital mercantil sobre a produção. Completou ainda o movimento da revolução burguesa iniciada na Inglaterra no século XVII.

Com a mecanização dos sistemas de produção. Enquanto na Idade Média o artesanato era a forma de produzir mais utilizada, na Idade Moderna tudo mudou. A burguesia industrial, ávida por maiores lucros, menores custos e produção acelerada, buscou alternativas para melhorar a produção de mercadorias. Também podemos apontar o crescimento populacional, que trouxe maior demanda de produtos e mercadorias.

Pioneirismo Inglês

Foi a Inglaterra o país que saiu na frente no processo de Revolução Industrial do século XVIII. Este fato pode ser explicado por diversos fatores. A Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral em seu subsolo, ou seja, a principal fonte de energia para movimentar as máquinas e as locomotivas à vapor. Além da fonte de energia, os ingleses possuíam grandes reservas de minério de ferro, a principal matéria-prima utilizada neste período.

A mão-de-obra disponível em abundância (desde a Lei dos Cercamentos de Terras), também favoreceu a Inglaterra, pois havia uma massa de trabalhadores procurando emprego nas cidades inglesas do século XVIII. A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados. O mercado consumidor inglês também pode ser destacado como importante fator que contribuiu para o pioneirismo inglês.

Avanços da Tecnologia

O século XVIII foi marcado pelo grande salto tecnológico nos transportes e máquinas. As máquinas à vapor, principalmente os gigantes teares, revolucionou o modo de produzir. Se por um lado a máquina substituiu o homem, gerando milhares de desempregados, por outro baixou o preço de mercadorias e acelerou o ritmo de produção.

Na área de transportes, podemos destacar a invenção das locomotivas à vapor (Maria fumaça) e os trens à vapor. Com estes meios de transportes, foi possível transportar mais mercadorias e pessoas, num tempo mais curto e com custos mais baixos.

A Fábrica

As fábricas do início da Revolução Industrial não apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. As condições das fábricas eram precárias. Eram ambientes com péssima iluminação, abafados e sujos. Os salários recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e chegava-se a empregar o trabalho infantil e feminino. Os empregados chegavam a trabalhar até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões.

Não havia direitos trabalhistas como, por exemplo, férias, décimo terceiro salário, auxílio doença, descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefício. Quando desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de precariedade.

Reação dos trabalhadores

Em muitas regiões da Europa, os trabalhadores se organizaram para lutar por melhores condições de trabalho. Os empregados das fábricas formaram as trade unions (espécie de sindicatos) com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos empregados.

Houve também movimentos mais violentos como, por exemplo, o ludismo. Também conhecidos como “quebradores de máquinas”, os ludistas invadiam fábricas e destruíam seus equipamentos numa forma de protesto e revolta com relação a vida dos empregados. O cartismo foi mais brando na forma de atuação, pois optou pela via política, conquistando diversos direitos políticos para os trabalhadores.

Etapas da industrialização

Podem-se distinguir três períodos no processo de industrialização em escala mundial:

1760 a 1850 – A Revolução se restringe à Inglaterra, a “oficina do mundo”. Preponderam a produção de bens de consumo, especialmente têxteis, e a energia a vapor.

1850 a 1900 – A Revolução espalha-se por Europa, América e Ásia: Bélgica, França, Ale¬manha, Estados Unidos, Itália, Japão, Rússia. Cresce a concorrência, a indústria de bens de produção se desenvolve, as ferrovias se expandem; surgem novas formas de energia, como a hidrelétrica e a derivada do petróleo. O trans¬porte também se revoluciona, com a invenção da locomotiva e do barco a vapor.

1900 até hoje – Surgem conglomerados industriais e multinacionais. A produção se automatiza; surge a produção em série; e explode a sociedade de consumo de massas, com a expansão dos meios de comunicação. Avançam a indústria química e eletrônica, a engenharia genética, a robótica.

Conclusão

A Revolução tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a ser produzidos mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado, aumentou também o número de desempregados.

As máquinas foram substituindo, aos poucos, a mão-de-obra humana. A poluição ambiental, o aumento da poluição sonora, o êxodo rural e o crescimento desordenado das cidades também foram conseqüências nocivas para a sociedade.

Até os dias de hoje, o desemprego é um dos grandes problemas nos países em desenvolvimento. Gerar empregos tem se tornado um dos maiores desafios de governos no mundo todo. Os empregos repetitivos e pouco qualificados foram substituídos por máquinas e robôs.

As empresas procuram profissionais bem qualificados para ocuparem empregos que exigem cada vez mais criatividade e múltiplas capacidades. Mesmo nos países desenvolvidos tem faltado empregos para a população.