OBESIDADE INFANTIL

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O artigo científico escolhida para a realização de uma resenha tem o objetivo de comparar o gasto energético decorrente de atividades físicas entre crianças obesas ou não, em uma população escolar de baixa renda da cidade de São Paulo. Foi elaborado por cinco autores: Mario Maia Bracco, Fernando Colugnati, Jefferson Jenovesi da graduação de Nutrição e Metabolismo do Departamento de Pediatria da UNIFESP; Maria Beatriz R. Ferreira da graduação de Educação Física da UNICAMP e André Moreno Morcillo da graduação de Ciências Médicas da UNICAMP.

O texto foi publicado na edição de julho de 2002 da Revista Brasileira de Ciência e Movimento, que é um órgão de divulgação científica. É uma revista trimestral, lançada pela editora da Universidade Católica de Brasília (UCB) e realizada no Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS).

Após uma avaliação do IMC (Índice de Massa Corporal) de 26 crianças, houve uma atividade física de intensidade leve para registrar as diferenças ocorrentes entre sete crianças obesas e dezenove não obesas.

Concluiu-se que as crianças de baixa renda apresentam um perfil insuficiente de atividade física independente do estado nutricional, além das obesas apresentarem maior gasto energético em menor tempo comparado a crianças não-obesas.

O referido texto apresenta um fato interessante da sociedade moderna, que é o de crianças e adolescentes ficarem cada vez mais sedentários, devido aos avanços tecnológicos, aumentando os riscos da obesidade, que poderiam ser controlados pela prática regular de alguma atividade física.

O que falar das tantas horas perdidas na frente de uma televisão, ou com um joystick de vídeo-game na mão? Com tantas oportunidades para realizar tarefas e ter momentos de lazer com computadores e afins, percebemos que as crianças tendem a deixar de lado as brincadeiras e os esportes. Ainda sim, o campo de pesquisa sobre os efeitos das atividades físicas na criança é pouco explorado.

Sabe-se que as atividades melhoram a aptidão física e o desempenho, ajuda no crescimento e incentiva à prática de esporte no futuro. Essas possibilidades se concretizam quando há um contato maior das crianças como mundo dos esportes.

Com sete crianças obesas e dezenove não obesas de 3ª e 4ª série de escola pública estadual e maior parte moradora das favelas da região, foram utilizados sensores de movimento uniaxiais durante um período de quatro a sete dias da semana. Tais sensores de movimento podem ser mecânicos ou eletrônicos e registram a atividade física de acordo com a freqüência e intensidade dos movimentos corporais através de um circuito piezo-elétrico. É uma alternativa de fácil utilização, menor custo e ainda apresenta dados confiáveis de gasto energético.

Esses sensores ficaram nas crianças cerca de uma semana, e classificava os movimentos delas em: leves, moderados ou intensos e fornecia o gasto energético a cada hora.

No dado período, observou-se que atividades físicas leves preenchem a maior parte do dia das crianças, com poucos momentos de atividade moderada ou mais intensa.

Um número importante relata que a cada minuto de atividade física realizada pelas crianças obesas corresponde a quase dois minutos de atividade física realizada pelas crianças não obesas. Assim o autor evidencia que as obesas precisam de mais esforço para realizar a atividade, por isso gastam mais energia.

Acredito que esse estudo veio a partir de uma curiosidade despertada em torno dos preconceitos envolvendo os “gordinhos”. Principalmente na escola, onde começa a surgir os apelidos que muitos carregam pela vida toda, há um grande fenômeno no grupo de crianças obesas, havendo até casos de grandes brigas e revoltas por se sentirem atingidas por aquelas crianças que insistem em provocá-las.

Com estudo na área, o autor afirma que o nível de escolaridade materna é correspondente à obesidade infantil, porém distinguindo-se entre as regiões do país e até mesmo em outras regiões do mundo.

Apesar dos meninos serem mais ativos que as meninas, ou seja, praticarem mais atividades intensas, eles foram predominantes no grupo dos obesos. Mesmo assim, os autores alegam que nesse estudo não houve maior influência por se tratar de atividade física leve.

Outra conclusão citada é que as crianças não obesas permanecem mais tempo em atividades físicas. Sendo assim, concluo que como a criança obesa gasta mais energia em menos tempo de atividade, ela fica cansada mais fácil, e então opta por fazer menos esforço.

O estudo relatado aqui traz informações relacionadas ao gasto de energia no decorrer de atividades físicas, porém não entra no mérito da alimentação. Posso dizer aqui que teríamos que dispor de muito mais tempo/espaço para levar em consideração os fatos que levam à obesidade, ou à desnutrição.

O artigo ainda alerta que não podemos afirmar com certeza qual a recomendação exata para atividades físicas com as crianças, apesar de estudos comprovarem que 4 a 6 horas semanais de atividades físicas em crianças obesas, reduziriam significativamente o percentual de gordura.

Sou totalmente favorável à prática de esportes desde as séries iniciais da escola. Além do foco principal, tal prática leva ao aprendizado de vivências em grupo que tangem questões como concorrência e competição, tão esperadas no decorrer da vida do ser humano.

Assim, finalizam ressaltando os resultados: crianças obesas gastam mais energia em menor tempo, e crianças não obesas realizam mais atividades físicas leves.

Referência Bibliográfica:

BRACCO, M.M., FERREIRA, M. B. R., MORCILLO, A. M., COLUGNATI, F. e JENOVESI, J. “Gasto energético entre crianças de escola pública obesas e não-obesas. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, volume 10, pág. 29-35, 2002.

PAI RICO,PAI POBRE

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Já no começo do livro Robert Kiyosaki diz: A escola prepara as crianças para o mundo real? “Estude com afinco, tire boas notas e você encontrará um bom emprego com um salário alto”, costumavam falar meus pais, mas a vida real prova que não é bem assim que as coisas funcionam. Em outro trecho ele revela o que realmente acontece na formação dos jovens: “O dinheiro não é ensinado nas escolas.

As escolas se concentram nas habilidades acadêmicas e profissionais, mas não nas habilidades financeiras. Isso explica por que médicos, gerentes de banco e contadores inteligentes que tiveram ótimas notas quando estudantes terão problemas financeiros durante toda sua vida.” Adolescentes, jovens e grande parte da classe média já possuem cartões de crédito e não recebem treinamento sobre como lidar com dinheiro e desconhecem o efeito dos juros sobre as transações de cartões de crédito.

Estas pessoas estão consumindo muito, gastando o possível e cada vez mais comprometendo seu futuro financeiro e seu status social. Há alguma maneira de reverter esse quadro? Sim, através do estudo e conhecimento de como o dinheiro funciona, é possível não apenas sair da crise, mas também obter inúmeros benefícios financeiros a médio e longo prazo.

A “alfabetização financeira” de Robert foi adquirida pelo pai de seu amigo Mike. Foi dele que Robert recebeu os primeiros ensinamentos sobre dinheiro. Conselhos bem diferentes dos dados por seu verdadeiro pai (o “Pai Pobre”). Os ensinamentos de meu pai rico faziam mais sentido, com isso Robert atingiu independência financeira e se tornou auto-sustentável. Poupando, reservando certa quantia de sua renda mensal, você retoma o controle das finanças, assume controle financeiro e independência financeira a médio ou longo prazo. Dicas de Robert:

É preciso conhecimento sobre finanças para deixar de ser empregado e sofrer com taxas do governo e etc; a vida deve ser desfrutada. Dominando seu gênio financeiro, pode-se ter todas as coisas boas da vida, enriquecer, pagar contas, sem tormentas. Isso é inteligência financeira.

Não trabalhe pelo dinheiro, faça o dinheiro trabalhar por você. Adquira ATIVOS (imóveis para alugar, ações, investimentos) e use o lucro para comprar PASSIVOS. Os pobres e a classe média adquirem PASSIVOS (casa própria, carro, móveis, etc) e pensam que na verdade são ATIVOS.

Trabalhar para aprender e não só pelo dinheiro.

Livre-se do medo e da preguiça mental.

Buscar oportunidades onde ninguém buscou. Contrate pessoas inteligentes para auxiliá-lo. Aprender com os erros. Buscar as coisas sempre com um “tato” diferente do comum.

Tenha heróis. Ensinar e receber aprendizados durante toda a vida.

Avaliação crítica:

Os Autores conseguem deixar bem claro e de uma forma simples e compreensível, porque algumas pessoas não conseguem ter êxito financeiro em suas vidas; e explicam como obtê-lo! O livro também é na verdade uma biografia financeira de Robert, e nos mostra quase que detalhadamente como ele conseguiu obter sua “independência financeira” seu êxito financeiro.

Pai Rico, Pai Pobre é um belo guia financeiro, para adolescentes mesmo, afinal de contas, os ensinamentos do livro terão mais “efeito” se aplicados desde cedo. Do meio do livro pra frente, ele se torna um pouco maçante, diria até repetitivo, e por algumas vezes me questiono se realmente existiu um pai rico na vida de Robert; pois ao que me parece esse pai é muito perfeito em matéria de finanças, o que me leva a acreditar que esse pai não exista e seja apenas a “forma” que Robert usou para aconselhar os leitores do livro a traçar “o melhor caminho financeiro”.

Ainda sim, esse livro é de valor grandioso culturalmente, nos dá um puxão de orelha e nos avisa que a nossa vida financeira necessita de cuidados e de conhecimento. Excelente livro.
Referência bibliográfica:

KIYOSAKI, Robert T.; LECHTER, Sharon L. pai rico, pai pobre: o que os ricaos ensinam a seus filhos sobre dinheiro. Tradução de Maria José C. Monteiro. 60º ed.; RJ: Elsevier, 1998.

Livro: “Pai Rico, Pai Pobre” escrito pelo empresário e investidor Robert T. Kiyosaki e pela contadora Sharon L. Lechter.

IMPORTANCIA DE BRINCAR NA INFÂNCIA

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Atualmente várias são as escolas de Educação Infantil que agregam atributos extremamente pesados ao desenvolvimento infantil visando apenas à formação escolar da criança contribuindo dessa forma na morte prematura do melhor momento de sua vida, a infância. Por isso a importância de se trabalhar também dentro da escola a continuação da infância por mais subjetiva que seja e, dar a criança à possibilidade dela estar em contato com aquilo que a satisfaz, o brinquedo a brincadeira, jogos e, a convivência com os colegas. Sendo assim, este é o ponto chave, empreender o lúdico dentro da Educação Infantil de forma segura e contribuindo de maneira significativa no desenvolvimento geral das crianças.

BRINCAR TAMBÉM FORMA CIDADÃOS

Podemos ressaltar que a construção da capacidade de ação simbólica sobre o mundo social e natural, possibilita às crianças representarem esse mundo através de símbolos. Elas nascem com um código num nível elementar biológico e progressivamente, através das interações com sujeitos da cultura, vão incorporando esses sistemas de símbolos e signos, utilizando-os, transformando-os e desenvolvendo essa função mental superior.

Desse modo, são os adultos e outros que interagem com a criança que atribuem significado a um movimento seu, tornando-o gesto; dão significados aos seus balbucios, tornando-os fala; aos seus rabiscos e garatujas tornando-os desenhos ou escrita. Estruturam-se, assim, o pensamento verbal e as múltiplas linguagens, que, funcionam de forma interdependente e sedimentando outra forma de as crianças, como sujeitos sociais, se relacionarem com a cultura.

O brincar, a imitação, a repetição, a imaginação, a interação com os colegas, a exploração e a experimentação são características da ação infantil, utilizadas para compreender e transformar o mundo em que estão imersas. É necessário enfatizar o brincar como forma privilegiada de as crianças dessa faixa etária se conhecer, se expressarem, bem como de compreenderem, significarem e transformarem o mundo.

Entretanto, suas possibilidades de aprender e se desenvolver são determinadas pelo tipo de experiência e pela qualidade das interações que estabelecem com a sua cultura. Nesse sentido, os espaços educativos coletivos, como as creches e pré-escolas, desempenham um papel fundamental para possibilitar esse desenvolvimento.

Precisam, para tanto, conhecer as crianças concretas que vêm paras essas instituições, isto é, conhecer os saberes, valores e práticas nos quais elas estão se constituindo, bem como conhecer as especificidades e necessidade das crianças da educação infantil, levando em conta esses conhecimentos na organização de suas propostas pedagógicas. Além disso, para contribuir com a aprendizagem de todo e qualquer objeto de conhecimento, é necessário que conheçam objeto as ser ensinado.

O papel da instituição passa a ser determinante, ajudando a criança a inserir na cultura, compartilhando com a família a responsabilidade pela formação humana de seus filhos. Assumir essa nova dimensão das creches e pré-escolas é promover os cuidados necessários à preservação da vida, contribuindo efetivamente para o aprendizado do autocuidado, ligado às necessidades básicas de alimentação, sono, higiene e saúde.

Esse aprendizado se estende até o conhecimento das leis mais gerais que regem a natureza e a cultura, passando essencialmente pelo aprendizado do brincar, exercitado cotidianamente nos jogos de faz de conta, que possibilitam a ela a compreensão e a transformação dos demais aspectos. Além disso, nesse processo, é papel das instituições de Educação Infantil, fazendo a mediação entre a criança e a cultura e possibilitando seu acesso às fontes de conhecimento.

BRINCADEIRAS FAIXA ETÁRIA DE 5 À 6 ANOS.

CAXINHA SURPRESA

As crianças deverão estar sentadas em círculo. Ao som de uma música, passa-se uma caixinha de mão em mão. Quando a música pára, quem estiver com a caixa irá retirar uma ficha, sem olhar, indo ao centro do círculo para falar sobre a palavra e a figura correspondente através da intervenção da professora (Que figura é esta? Começa com que letra? Termina com que letra? Quantas letras têm a palavra?…) Termina a brincadeira quando todas as crianças tiverem recebido a caixa.

BRINCADEIRA COM AS FICHAS DOS NOMES

Organizam-se as crianças sentadas no chão. A professora mostra a ficha coberta com outra branca e vai puxando de modo a mostrar de uma a uma as letras da palavra escrita, instigando as crianças a reconhecerem o nome do coleguinha escrito na ficha. Repete-se com todas as fichas dos alunos da turma.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Assim, temos de dar prioridade aos trabalhos voltados para a construção da autonomia da criança, na perspectiva do autocuidado; para a vivência dos movimentos no espaço, estruturando sua corporeidade; para a exploração do mundo físico e social, compreendendo e ampliando a cultura na qual está imersa; para o desenvolvimento do brincar, das linguagens oral, corporal, visual, musical, que, juntamente com a linguagem escrita, e de modo interdependente, contribuem para a estruturação do pensamento e possibilitam a relação da criança com a cultura. Portanto, as ações pedagógicas relacionadas à linguagem escrita deveriam ser consideradas como mais uma das múltiplas dimensões a serem levadas em conta na organização das rotinas diárias e dos planejamentos mensais e anuais das creches e pré-escolas.

REFERÊNCIAS

FREIRE,Paulo.Pedagogia da Autonomia:saberes necessários à práticaeducativa.2ª edição.São Paulo:Paz e Terra,1997.

FERREIRO, Emília. Reflexão sobre alfabetização. Editora Cortez. São Paulo. 2001.

GESTAO DOS ESPAÇOS EDUCATIVOS

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Num momento em que o direito ganha novos espaços e abre novas áreas por meio das grandes transformações pelas quais passa o mundo contemporâneo, é importante ter o conhecimento de realidade que, no passado, significaram passos relevantes no sentido da garantia de um futuro melhor para todos. O direito à educação escolar é um desses espaços que não perderá sua atualidade.

Hoje, não há país no mundo que não garanta, em seus textos legais, o acesso de seus cidadãos à educação básica. Não são poucos os documentos de caráter internacional, assinados por países da Organização das Nações Unidas, que reconhecem e garantem esse acesso a seus cidadãos.

Mas como se trata de um direito,é preciso que ele seja garantido e para isto primeira garantia é que ele esteja inscrito em lei de caráter nacional.

EDUCAÇÃO E DIREITO ATÉ QUE PONTO?

Acredito mesmo que não houve, a rigor, no Brasil, uma sistematização mais rigorosa das normas educacionais, a menos que se entenda por sistematização apenas uma indexação da legislação do ensino. A sistematização vai além da classificação normativa, implica em sinalizar princípios que regem o ordenamento educacional do País, sem os quais não há como ultrapassar a fase de legislação do ensino e alcançar a fase do direito educacional propriamente dita que, por sua vez, implica em um corpo doutrinário.

Um dado importante e central na relação Estado e Educação, certamente é a definição de competências e incumbências dos entes federativos, inclusive, para fazer valer o reordenação do Estado Federal brasileiro que reconhece a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal como entes federativos.

Ora, quanto mais qualificamos juridicamente as normas legais relativas à Educação, mas determinamos o grau de responsabilidade social das entidades inter-governamentais e sua capacidade de produção ou criação legislativa.

Daí, a sistematização, sob a ótica do Direito Constitucional, contribuir para a definição das competências constitucionais da Educação na medida em que vai definindo os atores-agentes ou coadjuvantes nos processos educativos previstos na legislação do ensino.

A aplicação da lei é um fato constante nas sociedades. Um mínimo de organização para efeito da existência social é fundamental e implica a existência, o conhecimento e obediências aos códigos democráticos. Um professor não pode por exemplo, ignorar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A expectativa é que ele deve conhecê-la mais do que outros cidadãos comuns. Por isso ele é um profissional do ensino.

Conhecer as leis é como acender uma luz numa sala escura cheia de carteiras, mesas e outros objetos. As leis acendem uma luz importante, mas elas não são todas as luzes.

As pessoas vêem de forma distinta o conceito em relação sobre educação; na seguinte entrevista responderam assim:

O QUE É EDUCAÇÃO ESCOLAR PARA VOCÊ?

• RESPONSÁVEL: É onde meu filho busca a aquisição do que conhecimento globalizado que o ajudará no futuro.

• PROFESSOR: É o futuro, não vejo um mundo sociável e desenvolvido sem indivíduos muito instruídos.

• PESSOA DA SOCIEDADE: É a única maneira de termos conhecimento do que iremos encontrar ou enfrentar no futuro, que depende de cada um de nós.

• ALUNO: É a educação que recebemos para aprender a estudar.

O que pude analisar diante das respostas dos entrevistados é a importância para se estudar e, adquirir posição futuramente, a professora sabe a verdadeira realidade mais se posicionou de forma contextual ampla visando as dificuldades que se encontra atualmente nos “direitos” a educação que cada cidadão têm.

O responsável e a pessoa da sociedade vê os direitos de forma em que eles mesmos pagam para obter esses direitos enquanto cidadãos e, também cobrar posição dos governantes. Já o aluno vê a educação escolar como um mecanismo direto que diz o que ele têm que querer e saber para que seja necessário futuramente.

Desenvolver habilidades básicas de raciocínio e investigação e levar a criança a pensar, tornando sua capacidade criadora, uma vez que a revolução da educação começa no próprio indivíduo. Trabalhando a diversidade cultural, respeitando e valorizando suas diferenças. Daí partindo para atividades de um planejamento lingüístico onde proporcione conhecimento das várias línguas veiculadas no meio.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O sistema de ensino precisa ser reavaliado de forma séria pelo governo, pois a educação deve ser levada à sério e o papel do povo é o de supervisionar, denunciar e expor mudanças para melhor, assim como as deficiências. Pois, como diz Delors, o mundo já atingiu maturidade suficiente para despertar uma cultura cívica democrática com base nos direitos da pessoa humana e é para isso que a educação deve estar voltada, assim como nossa atenção.

REFERÊNCIAS

AMOP, Associação dos Municípios do Oeste do Paraná. Currículo Básico Para a Escola Pública Municipal: Educação Infantil e Ensino Fundamental – anos iniciais. Cascavel: Assoeste, 2007.

BASTOS, Celso Ribeiro. A Constituição de 1934. In As constituições do Brasil. Brasília, Ministério do Interior, 1986.

CHIRALDELLI JUNIOR, Paulo. História da educação. SP: Cortez, 1991.

DEPOIS DAQUELA VIAGEM

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Análise do contexto histórico

Na linguagem dos jovens, a autora retrata com bom humor as farras da turma; o despertar para a sexualidade, a angústia diante do vestibular e muitas outras coisas que atormentam os adolescentes. Tudo isso seria normal se não fosse por um grande detalhe. A autora, pegou AIDS aos 16 anos. Nesse livro ela retrata as mudanças em sua vida.

Como a AIDS mexeu com sua cabeça e seus sentimentos. Quando a leitura terminada fica claro a sua vontade de continuar a viver. Este livro relata a coragem desta mínima de querer continuar vivendo depois da AIDS.

Valéria Piassa Polizzi, nascida em São Paulo foi infectada com o vírus do HIV aos 16 anos. Aos 18, descobriu que estava doente. Aos 26, escreveu um livro contando às barras que enfrentou e a conclusão a que chegou: o importante é ser feliz e aproveitar o presente. Faz vestibular na PUC de São Paulo para jornalismo e sonhava em fazer cinema a ser artista cineasta.Tornou-se escritora por conta de uma tragédia pessoal.

O livro começa no ano de 1986 onde todos acreditavam que o vírus da AIDS só infectava homossexuais, que havia pouca informação de como evitar a doença e também havia um grande preconceito com quem era infectado pela doença. Esse preconceito hoje também é bem grande mais diminuiu pelo fato das pessoas saberem mais como não serem infectadas pela doença. Na época não havia remédio para evitar que os sintomas aumentassem. Só a partir de 1990 é que inventaram o remédio para diminuir os sintomas da AIDS. E o livro termina em 1994 com a doença no mundo aumentando cada vez mais.

História

Valéria era uma jovem de 15 anos normal como qualquer outra jovem, que com seu pai foi a uma viagem de navio para Argentina, quando conheceu um garoto de 25 anos. Começou a conviver com ele e quando percebeu estava perdidamente apaixonada por ele.

Começaram a namorar, mas aos seis meses ele queria ter relações sexuais com ela. No começo ela não queria, mas no final ela acabou transando com ele sem camisinha. Depois disso ele começou a agredi-la e ela terminou o namoro com ele, um dia ela foi ao seu médico para uma consulta de rotina e o médico achou alguns sintomas estranhos, pediu alguns exames e comprovou que ela tinha AIDS.

Depois disso sua vida mudou completamente, ela viu o preconceito que tinham por ela mas ela percebeu que as pessoas que a amavam continuaram do seu lado dando força para ela não desistir. Valéria decidiu escrever esse livro, pois havia prometido aos seus amigos que um dia ela ia escrever um livro sobre eles, e até hoje ela está viva e muito bem casada.

Resumo

Esta obra,que foi produzida por Valéria Piassa Polizzi, é um livro que diz como é a vida de uma pessoa que tem AIDS, que é uma doença que provoca muitos preconceitos, como diz a autora, ela convivia normalmente como outras pessoas que não tinham essa doença.

Valéria era uma menina normal de classe média alta, que tinha os pais separados. Até que um dia ela conheceu uma pessoa em uma viagem de navio, que marcou sua vida inteira. Ela dizia que ele seria o homem com quem viveria o resto de sua vida. Porém ele tinha AIDS e os dois transaram sem camisinha, o que a fez contrair a doença.

Entretanto ela não sabia e continuou sua vida até que começaram a aparecer algumas doenças no esôfago e ela foi ao médico, que a mandou fazer uns exames de sangue, nos quais ela acabou descobrindo que tinha AIDS. Isso foi um choque para ela porque, imaginem uma menina de 16 anos, de classe média alta com AIDS que naquela época era conhecida como doença dos gays.

Depois dessa descoberta o seu médico indicou um infectologista para tratar da AIDS. O relacionamento com este médico não foi muito bom, ela dizia que ele só mandava fazer exames e tomar remédios.

Valéria continuou sua vida, fez um curso de inglês e foi visitar seus tios que moravam nos Estados Unidos. Esses tios eram muito atenciosos e sabiam que ela tinha AIDS. A sua tia recomendou outro infectologista para ela. Valéria foi descobrindo que ele era mais flexível, e não mandava ela ficar fazendo exames e tomando remédios. Ele primeiro perguntava se ela queria.

Ela não aceitou tomar os remédios, quer eram o AZT e o DDI, mas fez uns exames lá nos Estados Unidos. O primeiro exame ficou meio duvidoso, depois ela fez outro que comprovou que ela estava com AIDS.

Após isso ela voltou para o Brasil e prestou vestibular mas não passou. Ela fez um curso de teatro, porque desde criança ela queria ser cineasta ou atriz. Mas quando estava no fim do curso ela desistiu e resolveu fazer outro curso de inglês de uma universidade de San Diego.

Quando chegou em San Diego, ela ficou pensando como que ia encontrar o campus da universidade. Ela pegou uma lotação tipo táxi que a levou junto com as outras pessoas que estavam no aeroporto. Ela foi à última a ser entregue, porque a universidade era o lugar mais longe. Quando chegou na universidade ela ficou admirada com o que tinha lá, porém também encontrou um problema, ela não sabia em que ela dormitório tinha reservado o quarto. O motorista da lotação a ajudou a encontrar seu dormitório e ela ficou muito grata a ele.

Quando chegou no dormitório, Valéria recebeu uma notícia de que tinha que fazer um teste para saber em qual nível ela faria o curso, e logo se dirigiu a secretaria para fazer o primeiro teste, ficou num quarto sozinha por opção, por causa de sua doença.

E assim foi seguindo sua vida, fazendo novos amigos e estudando muito, passou de ano no curso e mudou de dormitório, era um dormitório maior, moderno, entretanto tinha que dividir o banheiro com outra pessoa. Esta pessoa era uma negra, mais como Valéria era alvo de preconceito, ela não ligou muito para isso. Valéria e Alrica (sua companheira de quarto) se tornaram boas amigas.

Até que um dia Valéria começou com uma tosse que não parava o que a fez se consultar com um médico da universidade. Ele era um médico muito legal, bem diferente dos médicos brasileiros. Ele fez o mesmo interrogatório que todos os outros médicos fazem para novos pacientes, no final deste interrogatório ela disse que tinha AIDS. O médico mandou ela trazer uns exames para medir o CD4 e um teste de tuberculose.

O teste de tuberculose não deu em nada, mas os seus CD4 estavam meio baixos, não podiam baixar muito mais que 400. O médico recomendou que ela começasse a tomar AZT, que controla o CD4. Ela se recusou a tomar o remédio.

Ela conheceu um suíço na universidade que era um cara muito legal, que tinha um bom senso de humor, porém ele não sabia que Valéria tinha AIDS, eles gostavam muito de meditar e fazer trilhas em montanhas.

Valéria estava já não estava com muita vontade de continuar nos Estados Unidos, então resolveu ir morar com uma amiga em uma casa alugada. Valéria contou para sua amiga que tinha AIDS, ela nem ligou muito, esta amiga já ia voltar para seu país e Valéria, apesar de ter planos de ver a neve resolveu voltar também.

Valéria estava meio mal quando saiu dos Estados unidos. Quando chegou em casa ela piorou e seus pais resolveram levá-la ao médico, que por sinal era um amigo do doutor que ela não gostava.

Ela ficou internada, tendo vários problemas de saúde causados pela AIDS, a tuberculose que a derrubou, também tinha umas dores nos rins, que depois os médicos descobriram que era tuberculose renal. Seus CD4 também estavam baixos, Valéria até teve que fazer transfusão de sangue.

Depois eles fizeram uma coleta de material de seu rim, logo depois o doutor deu alta para ela. Ela voltou para casa, muito cansada e vomitando tudo que comia à noite ela começou a ir ao banheiro várias vezes seguidas e nem mesmo acendia a luz, a sua mãe estranhou o agito no quarto, viu que Valéria urinava sangue.

E lá foi ela ao hospital de novo, tiveram que fazer nova transfusão porque ela havia perdido muito sangue. Com o tempo ela descobriu que tinha uns “caroços” no seu pescoço, eram os gânglios. Ela teve que fazer uma coleta para examinar esses gânglios mas o resultado não deu nada, é que esses gânglios são comuns em pessoas que têm AIDS.

Com o tempo ela foi melhorando, e reencontrou seus amigos, ela resolveu contar a todos que havia contraído AIDS por causa de uma relação sexual na qual não havia usado camisinha, para que outras pessoas não cometessem o mesmo erro.

SEXUALIDADE E SAÚDE MENTAL

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INTRODUÇÃO
Desde o aparecimento do ser humano que não existe indivíduo sem sexualidade. Este termo, muitas vezes remete-nos a idéia limitada à genitalidade, de forma restrita ao âmbito das relações sexuais. Porém, apesar desse campo ser integrante de sua construção social, a sexualidade transcede esse aspecto.
Portanto, sexualidade tem um sentido amplo, definindo-se em um conjunto de formas de como as pessoas expressam a busca do prazer, englobando, além dos aspectos sexuais, os desejos e sentimentos de afeto provenientes das relações interpessoais. Vale salientar que persiste ainda pouco diálogo a esse respeito, ocasionando a existência de muitas dúvidas, culpas, medos, pressões e repressões.
SEXUALIDADE E SAÚDE MENTAL
Diante desse contexto, o que se falar então da sexualidade em saúde mental?
Segundo Birman (1980), a sexualidade dos doentes mentais tem sido vista apenas como uma função biológica desde o surgimento da psiquiatria clássica, não se enfocando os seus reais desejos e sentimentos advindos de um relacionamento sexual tido como normal. Dessa forma, a abordagem integral a esses usuários fica comprometida. Eles se vêem excluídos da rede de relações sociais e dos afetos que se fazem imprescindíveis nessas relações e, portanto, numa qualidade de vida insatisfatória.
Geralmente a sexualidade do doente mental não é considerada no espaço institucional. Ela é visualizada como anômala, sendo contida pela equipe de saúde. Isso se faz através da proibição, consistindo numa repressão sobre os seus corpos, sem qualquer preocupação explicativa.
Diante disso, vê-se a necessidade da concretização de idéias trazidas pela reforma psiquiátrica. Nesse novo modelo dá-se ênfase à sociabilidade, valorizando-se as trocas interpessoais como medida terapêutica, sendo o indivíduo estimulado a estabelecer relações com pessoas, independente do sexo. Isso propicia o aparecimento da sexualidade que já é encarada com mais flexibilidade. Além disso, trabalhar os preconceitos, medos e respeito à diferença torna-se fundamental.
A sociedade ignora a existência da sexualidade dos deficientes mentais. Assim, os indivíduos internados sentem-se discriminados e rejeitados. Segundo um deles: “O preconceito existe (…) O que a pessoa lá fora sente, nós sentimos também. Tanto faz a gente estar boa ou ruim, a sexualidade existe em todos os sentidos (…) é de todo ser humano.” (Sol).
Sabe-se que a patologia mental pode interferir diretamente na forma de relacionamento social e afetivo, onde as funções sexuais podem, dependendo do tipo de caso, apresentar-se exacerbadas ou diminuídas. Estas alterações ocorrem tanto por motivos do próprio transtorno quanto por efeitos colaterais de medicamentos utilizados no tratamento do mesmo. Substâncias presentes em hipnóticos e anti-depressivos, por exemplo, podem diminuir a sensibilidade, portanto, retardar o organismo, influindo diretamente na minimização do impulso sexual. Da mesma forma, outros medicamentos específicos podem deixar os usuários mais propensos a ter seu nível de excitação aumentado.
Observa-se, entretanto, que os profissionais de saúde ainda não se encontram preparados para lidar com esses fatores. Uma das causas desse quadro é a falta de capacitação dos mesmos, da divulgação e incentivo a pesquisas e informações no âmbito da sexualidade em saúde mental. É notória a necessidade de se trabalhar esse tema nas instituições para que estes profissionais sintam-se preparados para lidar com as situações diversas, diminuindo seus receios e estando preparados para agir, intervindo dentro do possível na busca de soluções. Desse modo, facilita-se o cumprimento das metas de promoção, proteção e recuperação da saúde da população, propostas pelo SUS.
Outro fator que interfere na realização de ações é a dificuldade ou falta de oportunidade dos profissionais em trabalharem primeiramente a sua própria sexualidade. A maioria das pessoas possui uma idéia padronizada da sexualidade e espera que os demais correspondam e se ajustem a esta. O grande erro dos profissionais de saúde é usarem como referencial suas próprias expectativas para soluções desta natureza, ignorando os contextos variados em que a sexualidade dos internados se estabelece.
A partir do momento em que é possível a exteriorização de dúvidas e superação de preconceitos, o trabalhador de saúde pode sentir-se mais apto a tomar decisões quanto ao pensar e ao agir nos mais variados casos. Através da prévia resolução de seus próprios conflitos interiores este encontrará fundamentos para intervir na solução de problemas.
O número de pacientes portadores do HIV e outras DST’s na Saúde Mental vem crescendo consideravelmente, gerando a necessidade de se criar estratégias de prevenção. Para isso, é imprescindível a discussão prévia sobre sexualidade. Como trabalhar então a vulnerabilidade ao HIV/AIDS se a questão da sexualidade ainda é um tabu entre os profissionais de saúde mental e pacientes psiquiátricos?
Estudos mostram que muitos doentes mentais crônicos têm uma vida sexual ativa, sendo que poucos se protegem em suas relações. A falta de conhecimento nesse aspecto pode levar os profissionais a negligenciarem a avaliação de comportamentos de risco, a orientação de uma prática sexual protegida, bem como na proteção contra abusos sexuais. Existem ainda fatores que potencializam esses riscos, como a impulsividade e diversos distúrbios de personalidade dos deficientes mentais.
CONCLUSÃO
É necessário, portanto, adotar novos métodos que visem melhor atender os usuários no âmbito da sexualidade, relacionado à promoção e prevenção das DST’s, através de recursos como: grupos operativos, grupos de familiares, oficinas terapêuticas e atendimento ambulatorial. Nestas atividades, discutir-se-iam temas referentes aos cuidados com a saúde e sexualidade, onde os usuários expressariam suas dúvidas e sentimentos, bem como aprender a usar corretamente o preservativo. Os temas, em sua maioria, seriam trazidos pelos próprios participantes, sendo estes usuários de ambos os sexos, possibilitando uma rica troca de experiência, além da discussão das diferenças de gênero.
Diante do exposto, urge uma reflexão e conscientização da sociedade como um todo, principalmente da equipe de saúde para aprender a aceitar o deficiente mental como um ser humano, possuidor de necessidades, desejos e direitos à busca do prazer, seja sentimental ou físico.

LIDERANÇA E SEUS DIFERENTES ESTILOS

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INTRODUÇÃO
Na Teoria Clássica da Administração não foi dada a devida importância ao conceito de liderança. Mas na Teoria das Relações Humanas passou-se a constatar a enorme influência da liderança sobre o comportamento das pessoas. A partir daí começaram a perceber a existência de líderes informais que encarnavam as normas e expectativas do grupo, e mantinham o controle sobre ele, ajudando os funcionários a trabalharem de forma integrada.
Líderes e grupos foram surgindo, e em diferentes situações havia destaques perante o sucesso e fracassos. Seus diferentes estilos foram caracterizados conforme a posição do grupo e do líder e denominados de várias formas.

O LÍDER
Líder: Pessoa que se destaca e influência o grupo. Pessoa que vai à frente para guiar ou mostrar o caminho, ou quem precede ou dirige qualquer ação, opinião ou movimento.
É fácil de identificar um líder. Por exemplo, em grupos sempre prevalece a opinião de alguém, a tornando mais valiosa, essa pessoa capta a atenção de todos que concordam sempre com suas opiniões e decisões, e conseqüentemente é seguido pelos demais.
CARACTERISTICAS DO LÍDER
Caráter pessoal
Vontade de aprender e ensinar
Auto-estima elevada
Desejo e coragem para Liderar
Agente de mudanças
Atitude positiva
Energia para buscar resultados
PRINCIPAIS ATRIBUTOS DO LÍDER
Sólidas convicções pessoais
Visionário
Vínculos emocionais
Motivador
Orientado à Equipe
Assume riscos
Empenho em superar
A dose certa seria juntar algumas competências gerenciais, como a busca da excelência, demonstrar iniciativa e vontade de aprender, desenvolver a habilidade de gerenciar projetos e pessoas e claro um pouco de emoção no trabalho.

O QUE É LIDERANÇA?
Liderança nada mais é do que a função exercida por um líder. “O líder lidera, liderar é Liderança”. Mas o que é liderar? É exercer a Liderança. Líder, liderar, Liderança.
Liderança: Função do líder. Capacidade de liderar, espírito de chefia. Forma de dominação baseada no prestígio pessoal e aceita pelos dirigidos.
Liderança é a influencia interpessoal exercida em determinada situação, dirigida por meios de comunicações entre líderes e grupos tendo em vista um ou diversos objetivos específicos. Na maior parte das definições de Liderança duas condições caracterizam o líder: influência e proeminência.
Influência: Ato ou efeito de influir-(se). Ação que uma pessoa ou coisa exerce sobre a outra. Proeminência: Qualidade ou estado de proeminente. Que se alteia sem cima do que o circunda; alto; que sobressai; ressalta; é saliente; é superior.
Proeminência e Influência só podem ser medidas quando exercidas em grupo, assim podem afirmar: “Não há líder sem Liderança”.
Para que a Liderança se caracterize em um amplo conceito, são necessários: um líder, um grupo e uma situação.
Dentro da teoria de Liderança existem três fatores indispensáveis:
O líder e seus atributos psicológicos.
Os liderados com seus problemas, atitudes e necessidades.
A situação que determina o ambiente, onde o líder e os liderados atuam.
Não se pode dar mais importância a um único item acima, eles se complementam totalmente.
Na verdade funciona assim: “O líder propõe e a situação dispõe”.
Não bastam certas qualidades de Liderança para ser um líder. A Liderança é uma função da situação, do contexto, tanto quanto é uma função de atributos pessoais e estruturas de grupos.
A Liderança é necessária em todas as organizações humanas, nas empresas e em cada departamento. Ela é essencial em todas as demais funções da Administração: O administrador necessita conhecer a natureza humana e saber conduzir as pessoas, isto é ser líder.

TEORIAS SOBRE ESTILOS DE LIDERANÇA
A liderança é um dos temas administrativos mais estudados e pesquisados nos últimos cinqüenta anos. Essas teorias acompanharam mais ou menos o desenvolvimento da Teoria das Organizações e influenciaram a Teoria administrativa.
As Teorias sobre Estilos de liderança é o estudo de estilos de comportamento do líder em relação aos seus subordinados, isto é maneiras pelas quais o líder orienta sua conduta, se refere ao que ele faz, seu estilo de comportamento para liderar.
A teoria principal que explica a liderança por estilos de comportamento, e não por características de personalidade, essa teoria foi desenvolvida em 1939 por White e Lippitt com o estudo chegaram a três diferentes estilos de liderança: autocrática, liberal e democrática.

ESTILOS DE LIDERANÇA
LIDERANAÇA AUTOCRÁTICA
Liderança Autocrática é aquela que em o líder toma as decisões sem consultar o grupo, fixa as tarefas de cada um e determina o modo de as concretizar. Ai não há espaço para a iniciativa pessoal, de outra pessoa que não seja do líder. Sendo esse tipo de liderança geradora de conflitos, de submissão e às vezes até de desinteresse e frustrações. A produtividade é elevada, mas a realização das tarefas não é acompanhada de satisfação pessoal.
LIDERANAÇA DEMOCRÁTICA
Liderança Democrática é definida como aquele a que é a decisão do grupo que prevalece, ou seja, o grupo participa na divisão da programação do trabalho, na divisão de tarefas, sendo as decisões tomadas coletivamente.
Neste caso o líder assume uma atitude de apoio, integrando-se no grupo, sem impor, somente dando opiniões e sugestões.
Pode-se dizer que aqui a produtividade é boa e, sobretudo constata-se uma maior satisfação e criatividade no desempenho das tarefas, uma maior intervenção pessoal, bem como o desenvolvimento da solidariedade entre os participantes.
LIDERANAÇA LIBERAL
Liderança Liberal o líder se forma funcional como um elemento do grupo e só intervem se for solicitado. O grupo é que levanta os problemas, discute as soluções e decide. O líder não divide as tarefas, ele somente fornece informações quando pedido. Nos grupos onde existe esse tipo de liderança podem surgir freqüentes discussões pela falta de auto-organização, e por conseqüência cai a produtividade e a satisfação sob as tarefas.

AS DIFERENTES ÊNFASES DO LÍDER NOS ESTILOS DE LIDERANÇA.
O líder no dia-a-dia pode utilizar os três processos de lideranças, de acordo com a situação, pessoas e tarefas a serem executadas. O papel do líder tem como mandar cumprir ordens, consultar o grupo antes de tomar decisões, sugerir tarefas ao grupo ou a determinado subordinado, ou seja, pode utilizar as lideranças: autocráticas, liberal e democrática.
Mas o maior cuidado do líder é saber qual liderança aplicar, com quem e dentro de que circunstâncias e atividades a serem desenvolvidas.

ESTILOS ADOTADOS DE ACORDO COM A PRESSÃO
A pressão da incerteza
Tenha sempre uma estratégia em mãos, seguida de muita coragem. Quando se deparar com mudanças não esqueça de manter o foco e a prioridade.
A pressão da equipe
Trabalhe sempre com a comunicação direta. (para não se difundir a fofoca)
A pressão do tempo
Se for para se desesperar faça-o sozinho, pois se não planejar adequadamente todo o grupo sofrerá.
A pressão do Cliente
Cuide bem dele, ele pode ser chato, mas é quem paga seu salário.
A pressão do chefe
Fale a língua coorporativa do chefe e a língua da equipe.
A pressão por resultados
Discuta com o grupo sobre as decisões das metas futuras, deixe a equipe decidir.
A pressão da diversidade
É o fazer sempre diferente, dá trabalho mas enriquece o debate e a criatividade.

CONCEITO DE LIDERANÇA SITUCACIONAL
Nela não existe um único modo de influenciar pessoas. O estilo adotado de liderança depende do nível de maturidade das pessoas que o líder desejar influenciar.
O líder deve ter flexibilidade em seus comportamentos, de acordo com a necessidade dos seus subordinados, tratando os de modo diferente.

O ESTILO E A MATURIDADE DOS LIDERADOS
O gráfico apresenta a relação entre a maturidade relativa à tarefa e os estilos de liderança adequados a serem adotados à medida que os liderados passem de um grau de maturidade para outro. (slide impacto do poder)

O ESTILO E O NÍVEL DE MATURIDADE
Existe uma combinação de comportamento de tarefa e de relacionamento, caracterizadas em quatro estilos: “DETEMINAR, PERSUADIR, COMPARTILHAR E DELEGAR”.
O comportamento de relacionamento, é a medida com que o líder se empenha em comunicar-se com o grupo, dando-lhes apoio e encorajamento. Significa ouvir as pessoas e reconhecer seus esforços.
Nos quatro níveis de maturidade existe a dosagem certa de comportamento de tarefa (direção) e comportamento de relacionamento (apoio).
DETERMINAR
O líder define as funções e especifica o que as pessoas devem fazer, como, quando e onde devem executar várias tarefas.
PERSUADIR
A maior parte das direções é dada pelo líder. Mas ele procura conseguir que os liderados se sintam convencidos psicologicamente e adotarem os comportamentos desejados.
Os liderados nesse nível de maturidade aceitam as decisões quando entendem a razão da decisão do líder, oferecendo ajuda e direção.
COMPARTILHAR
A comunicação do líder tem o objetivo de ativar a escuta no sentido de apoiar os liderados nos seus esforços. É um estilo participativo, de apoio, e não diretivo.
A palavra compartilhar significa que o líder e os liderados participam juntos das tomadas de decisões, facilitando a tarefa e a comunicação.
DELEGAÇÃO
Mesmo sendo o líder quem identifica o problema, a responsabilidade de executar os planos cabe aos liderados maduros, que desenvolvem projetos e decidem como, quando e onde fazer.

BASES DO PODER
Dentro da liderança o poder é o meio pelo qual o líder obtém a aprovação dos liderados. Um líder não pode automaticamente influenciar outras pessoas; ele deve utilizar poder para ser bem sucedido em qualquer tentativa de influencia.
Existem sete importantes bases de poder, que são:
PODER COERCITIVO (Baseado no medo)
O líder induz ao consentimento, pois sem ele resultará em punições, como execução de tarefas indesejáveis, reprimidas ou demissão.
PODER DE CONEXÃO (Ligações com as pessoas)
Um líder com poder de conexão com pessoas importantes dentro e fora da empresa consegue o consentimento dos outros por almejarem ganhos a favor ou a evitar desaforos da conexão poderosa.
PODER DE ESPECIALISTA (Baseado na posse de especialização, habilidades e conhecimentos)
Por impor respeito, influenciam os outros. É um líder que possui o poder de especialização suficiente para facilitar o comportamento de trabalho dos outros.
PODER DE INFORMAÇÃO (Posse de informações que se tornam valiosas)
Esse poder influencia as pessoas porque sempre querem “estar por dentro das coisas”.
PODER LEGITIMO (Posição mantida pelo líder)
Quanto mais alta a posição, mais alto tende a ser o poder legítimo.O líder com alto poder legítimo induz ou influencia com mais facilidade as pessoas, pois eles sentem que essa pessoa tem o direito (em virtude da sua posição).
PODER DE REFERÊNCIA (Baseado nos traços pessoais)
O líder com esse poder é admirado e apreciado pelos outros por sua personalidade. Essa admiração e identificação com o líder influenciam os outros.
PODER DE RECOMPENSA (Capacidade de recompensar)
As pessoas acreditam que seu consentimento irá leva-las a ganhar incentivos positivos, como: pagamento, promoções ou reconhecimento.
Não existe um tipo ideal de poder, o líder deve variar o uso do poder conforme as variáveis situacionais.

UM CASO REAL IMPLANTADO EM UMA EMPRESA SOBRE LIDERANÇA
Empresa que nos forneceu material de treinamentos sobre Liderança:
Klüber Lubrication München KG
Tema: DIRETRIZES KLÜBER
PARA LIDERANÇA E TRABALHO EM EQUIPE
A Klüber elaborou diretrizes para que os funcionários possam ter a base de como agir, de como desejamos ser tratados e como aceitamos ser avaliador.
A empresa tem como meta incluir essas diretrizes nas atividades diárias de seus funcionários, para estabelecer o sucesso em longo prazo da companhia.
LÍDERES CONFIÁVEIS E COMPETENTES
(Aceitação baseada em critérios definidos)
DECISÕES – Tomamos decisões claras e bem pensadas e as apoiamos unanimamente. Assumimos nossas ações e admitimos nossos erros.
IMPLEMENTAÇÃO – Implementamos nossas decisões de maneira consistente.
DELEGAÇÕES Confiamos em nosso pessoal. Delegamos tarefas, responsabilidades e autoridade para que eles possam tomar decisões. Deixamos nossos colaboradores agirem de forma independente de maneira autônoma. Buscamos soluções e não culpados, aprendemos com os nossos erros.
COMPETÊNCIA – Competência profissional contribui para a nossa confiança e facilita a liderança, assegurando o respeito e abertura à crítica construtiva.
ACORDOS EM OBJETIVOS – Acordamos conjuntamente em desafios e objetivos factíveis e mensuráveis.
MODELOS DE COMPORTAMENTO – Gerentes são modelos de comportamento. Lideramos através de exemplos.

ORIENTAÇÃO PARA A EQUIPE
(Conjuntamente buscamos e implementamos a melhor solução)
ESPÍRITO DE EQUIPE Trabalhamos juntos para atingir os objetivos. Compartilhamos o sucesso e o trabalho.
COOPERAÇÃO Resolvemos as disputas de maneira justa e Profissional, buscando atingir a solução correta. Hierarquia e responsabilidades corporativas não representam barreiras. Confiamos em trabalho em equipe para aumentar nossa eficiência e melhorar as habilidades do indivíduo.
SOLIDARIEDADE Promover a solidariedade sempre.

COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO
(Para encontrar o caminho correto é necessário conhecer o destino!)
OBJETIVOS COORPORATIVOS – Cada colaborador deve conhecer os objetivos corporativos relevantes.
DECISÕES Nós comunicamos e explicamos nossas decisões.
POLÍTICA DE INFORMAÇÕES – Cada colaborador receberá de seus superiores, colegas e através da iniciativa própria as informações que lhe forem relevantes.
DIÁLOGO – Nossas portas estão abertas; muitas vezes ouvir é mais importante que falar.

CONCLUSÃO
Liderança é a função de líder, que em determinada situação influencia e comanda a situação ou o problema em si.
Dentro das teorias de administração existem três estilos de liderança que nos apresentam o seguinte resultado quando aplicadas.
A liderança autocrática pode apresentar uma maior quantidade de trabalho produzido. Na liderança liberal a quantidade e a qualidade podem ser comprometidas. E na liderança democrática o nível quantitativo é menor do que na liderança autocrática, porém sua qualidade de trabalho pode ser surpreendente.
Quando uma empresa tem um plano de liderança para com seus funcionários, não só a teoria e o conhecimento são aplicados, mas a certeza da prática que os levara a um sucesso em conjunto.

BIBLIOGRAFIA
PENTADO, José Roberto Whitaker. Técnica de Chefia e Liderança – 3ª edição. Livraria Pioneira Editora.
BATISTA, Brígida Vasquez. Estilo de Liderança e Clima de Escola – Página da Internet encontrada (www.batina.com/brigida/tese1) por busca do site: www.goglee.com.br
CHIAVENATO,I. Introdução à teoria geral da administração – 2ª edição. Editora Campus. Rio de Janeiro.
KLÜBER Lubrication München KG, Apostila Diretrizes Klüber. Para Liderança e trabalho em equipe. – Edição e Realização em Geisenhausenerstr. 7,81379 München, Allemagne. Tradução Klüber do Brasil.

FORDISMO,TOYOTISMO E VOLVISMO

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Este texto procura apresentar as idéias dos autores a respeito dos modelos adotados pelas indústrias automobilísticas neste século. O estudo realizado por Wood Jr. enfatiza a supremacia dos EUA e da Europa no mercado industrial até os anos 70, sendo desafiada pelo Japão dos anos 80 em diante, demonstrando a associação dos modelos industriais com as metáforas estudadas pela administração, bem como:
Fordismo = Máquina,
Toyotismo = Organismo e
Volvismo = Cérebro.
Iniciando por fordismo, método de racionalização da produção em massa, teve início na indústria automobilística Ford, nos Estados Unidos, onde esteiras rolantes levavam o chassi do carro e as demais a percorrerem a fábrica enquanto os operários distribuídos lateralmente, iam montando os veículos. Esse método integrou-se às teorias do engenheiro norte-americano Frederick Winslow Taylor, que ficaram conhecidas como taylorismo. Ele buscava o aumento da produtividade através do controle dos movimentos das máquinas e dos homens no processo de produção. O empregado, seguindo o que foi determinado pelos seus superiores, deveria executar uma tarefa no menor tempo possível.
Ford fez um acordo geral que aumentou o salário nominal de 2,5 para 5 dólares ao dia. Mas o que Ford pretendia ao dobrar o salário de seus trabalhadores? É claro que a explicação não vem de uma das suas famosas frases “quero que meus trabalhadores sejam pagos suficientemente bem para comprar meus carros”, já que eles eram responsáveis por uma fatia muito pequena das suas vendas. Para que continuassem recebendo o salário duplicado, os operários faziam de tudo para permanecerem na Ford Motor Company.
Com isso, as funções na linha de produção tinham fixas a elas trabalhadores que ficavam por mais tempo na empresa, aumentando a prática em determinada função e diminuindo o tempo de cada movimento. Além disso, ao impedir a alta rotatividade dos trabalhadores, economizava-se dinheiro gasto em sua preparação e treinamento.
O dollars day não se estendia a todos os trabalhadores. Não se beneficiavam dele, os operários que tivessem menos de seis meses na empresa, os jovens menores de vinte e um anos e as mulheres.
Dessa forma, o modelo fordista pode ser entendido por uma série de características: “meticulosa separação entre projeto e execução, iniciativa e atendimento a comandos, liberdade e obediência, invenção e determinação, com o estreito entrela amento dos opostos dentro de cada uma das oposições binárias e a suave transmissão de comando do primeiro elemento de cada par ao segundo” (Bauman, 2001)
De meados dos anos 70 em diante, houve uma transformação organizacional da produção, como forma de se proteger das mudanças econômicas que estavam em ritmo cada vez mais veloz. Os mercados eram cada vez mais diversificados e as transformações tecnológicas faziam com que os equipamentos de produção que tinham apenas um objetivo se tornassem obsoletos. “O sistema de produção em massa ficou muito rígido e dispendioso para as características da nova economia. O sistema produtivo flexível surgiu como uma possível resposta para superar essa rigidez” (Castells, 1999).
O fordismo se enfraqueceu, a partir do final do século XX, com a introdução de novos métodos de trabalho.
1 – Organizações como Máquinas: Ford e a produção em massa.
A ascensão do Fordismo vem com os fatos mais relevantes: a intercambialidade das partes e a simplicidade da montagem, sendo que Ford reduziu o ciclo de tarefas de 512 para 2 minutos e com a adoção da linha de montagem para a metade do tempo; a divisão de tarefas, separando o trabalho físico do mental, criando a figura do engenheiro industrial (Planejamento e controle da produção), determinando apenas uma tarefa para cada trabalhador; redução do esforço humano, aumento de produtividade, diminuição dos custos e aumento do volume produzido.
A Queda do Fordismo se deu pelas principais razões: o sistema de controle altamente burocratizado (Raiz do declínio da empresa), crise do petróleo nos anos 70 e estagnação econômica, ascensão do Japão e outros novos concorrentes, falta de políticas industriais claras e melhores orientadas, declínio da qualidade da educação em vários níveis, capitalismo de papel e a especulação financeira e o s movimentos sociais iniciados na Europa (força de trabalho reivindicava redução de jornada de trabalho e melhores salários).
Cabe lembrar que os princípios Fordistas ainda podem ser válidos em condições específicas de determinadas empresas, meio ambiente, tecnologias, países, etc.
Nesse contexto, surge um modo original e novo de gerenciamento do processo de trabalho: o toyotismo. Nele os trabalhadores tornam-se especialistas multifuncionais. Ele elevou a produtividade das companhias automobilísticas japonesas e passou a ser considerado um modelo adaptado ao sistema produtivo flexível. Dentre as suas características temos: a existência de um relacionamento cooperativo entre os gerentes e os trabalhadores, ou seja, uma hierarquia administrativa horizontal; controle rígido de qualidade; e “desintegração vertical da produção em uma rede de empresas, processo que substitui a integração vertical de departamentos dentro da mesma estrutura empresarial” (Castells, 1999). Não há mais uma rígida separação entre a direção (que pensa) e o operário (que executa).
Organizações como Organismos: Toyota – ascensão da produção flexível, o sistema Toyota de produção pode ser associado a metáfora do organismo. Esta metáfora ressalta a compreensão das relações entre organização e o meio, enfoca a sobrevivência como objetivo central, valoriza a inovação e finalmente depreende a busca da harmonia entre estrutura, tecnologia e as dimensões humanas. O fundador do Toyotismo foi Sr. Eiji Toyoda, nos anos 50 visitou as fábricas da Ford e quando retornou ao Japão tinha uma modesta convicção consigo: “havia algumas possibilidades de melhorar a produção”. Junto da aplicação das idéias de Toyota e outros fatos possibilitaram o nascimento do novo modelo de produção, bem como: mercado doméstico pequeno e exigência do mercado de uma gama variada de produtos; força de trabalho local não adaptável ao Taylorismo; compra de tecnologia externa impossível; remota possibilidade de exportação, incentivo do Ministério da Indústria e Comércio japonês na fusão das indústrias locais, formando 3 grandes grupos industriais; novo modelo de relações capital – trabalho, através do emprego estável, promoções por Antigüidade, participação nos lucros e treinamento de funcionários.
As principais características do Toyotismo destacam-se os principais pontos: trabalhos em grupos, com várias responsabilidades e agrupados a um líder; operários responsáveis pela qualidade, possuíam autonomia para a produção sempre que identificassem problemas nos produtos, gerando a longo prazo um aumento significativo na qualidade; rede de fornecedores/ grupos de fornecedores, agrupando-os por funções dos produtos, buscando uma parceria de longo prazo; Just-in-time, controle do fluxo de componentes e redução de estoques intermediários; flexibilidade compatibilizando as necessidades do consumidor com as mudanças tecnológicas, integração de processo, produto e engenharia industrial (enquanto Ford e GM produziam 1 modelo por planta, a Toyota produzia 3 modelos e o ciclo de vida dos produtos japoneses tinham a metade dos produtos europeus e americanos).
Embora o sistema Toyota apresentasse diversos avanços em relação ao sistema Taylorista, também apresentava alguns problemas, sendo o mais crítico o modelo de Keiretsu, pois se assemelha ao sistema feudal.
Após esse período surgiu organizações como cérebros, chamadas de Volvo: o caminho da flexibilidade criativa, o modelo Volvo de produção se assemelha a um cérebro. Esta metáfora apresenta as características de um Holograma, que pode ser definida da seguinte forma: faz o todo em cada parte, cria a conectividade e redundância, cria a simultaneamente a especialização e a generalização e cria a capacidade de auto-organização. Deve-se ter cuidado para não interpretar este novo modelo como um simples retorno a produção manual. Suas principais características mais importantes são a flexibilização funcional (alto grau de automação e informatização), gerando uma produção diversificada de qualidade; internacionalização da produção e a democratização da vida no trabalho (representada pelo baixo ruído, ergonomia, ar respirável, luz natural, boas condições de trabalho); treinamento intensivo, tendo 4 meses de treinamento inicial mais 3 períodos de aperfeiçoamento, ao final de 17 meses um operário estaria apto a montar totalmente um automóvel; produção manual e alto grau de automação; flexibilidade de produto e processo; possibilitou a redução da intensidade do capital investido; aumento de produtividade, redução de custos e produtos de maior qualidade.
O autor coloca que talvez a evolução deste sistema seja migrar para o estilo de organização de uma banda de jazz.
Referências Bibliográficas
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida .Rio de Janeiro:Jorge Zahar Editor,2001.
CASTELLS, Manuel.A Sociedade em Rede ,Vol.I de A Era da informação:Economia, Sociedade e Cultura.São Paulo:Paz e Terra,1999a.
DRUCKER, Peter. Os Novos Paradigmas da Administração. Revista Exame. P. 34 – 53. 24 Fev. 1999.
JOHANN, Sílvio. O Modelo Brasileiro de Gestão Organizacional. São Leopoldo: Unisinos, 1996.
NETZ, Clayton. Anatomia de uma Mesa que foi Virada. Revista Exame. P. 94 – 101. 17 de Outubro de 1990. SEMLER, Ricardo. Virando a Própria Mesa. 41 ed. São Paulo: Best Selle, 1988.

AUGUSTE COMTE – ESPIRITO POSITIVO

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Auguste Conte
Os estados teóricos de nossas especulações são: teológico, metafísico e positivo. Para Conte a mudança dos estados teológico e metafísico era certa.
Em seu primeiro impulso, necessariamente teológico, todas as nossas especulações manifestam espontaneamente uma predileção característica por questões mais insolúveis; baseia-se em conhecimentos absolutos e é indispensável, a esse respeito, ter uma visão verdadeiramente filosófica sobre o conjunto de sua marcha natural, a fim de apreciar sua identidade fundamental sob as três formas principais que sucessivamente lhe são próprias, sendo elas: fetichismo, onde todos os corpos exteriores têm vida essencialmente análoga à nossa; politeísmo, onde a preponderância especulativa da imaginação, a vida transportada misteriosamente dos objetos materiais para fictícios diversos, habitualmente invisíveis; e monoteísmo, que caracteriza o declínio da filosofia inicial, a razão cada vez mais restringindo o domínio anterior da imaginação, o desenvolvimento gradual do sentimento universal da sujeição necessária de todos os fenômenos naturais à leis invariáveis.
I
O espírito teológico foi por muito tempo indispensável a combinação direta das idéias morais e políticas.
II
Estado metafísico ou ontológico – filosofia intermediária entre o estado teológico e o positivo. Se aproxima muito mais do estado teológico do que do positivo. Tenta explicar a natureza íntima dos seres, a origem e o destino de todas as coisas. O meio de produção essencial de todos os fenômenos. Substitui os agentes sobrenaturais progressivamente por “entidades” ou abstrações personificadas, designadas, muitas vezes de “ontologia”; não é mais a pura imaginação que domina. Adquire muita extensão e se prepara para o exercício verdadeiramente científico. A parte especulativa é primeiramente muito exagerada (é característica sua argumentar em lugar e observar). Não é, no fundo, mais do que uma espécie de teologia gradualmente inervada por significações dissolventes, que lhe tiram espontaneamente o poder direto de impedir o crescimento especial das concepções positivas, conservando-lhe, entretanto, a aptidão provisória de manter certo exercício indispensável para o espírito da generalização, até que ele possa enfim receber melhor alimento. Considera-se o estado metafísico como uma espécie de doença crônica, naturalmente inerente à nossa evolução mental, individual ou coletiva, entre a infância e a virilidade. Sua natureza é essencialmente dissolvente.
III
Essa longa sucessão de preâmbulos necessários conduz, enfim, nossa inteligência, gradualmente emancipada, a seu estado definitivo de positividade racional. Reconhecemos de agora em diante, como “regra fundamental”, que toda proposição que não seja estritamente redutível ao simples enunciado de um fato não pode oferecer nenhum sentido real e inteligível. Tem princípios dos fatos verdadeiros. Seja qual for o modo de proceder à sua descoberta, é sempre de sua conformidade com os fenômenos observados que resulta exclusivamente sua eficácia cientifica; perde sua supremacia mental da imaginação e sua subordinação necessariamente à observação (estado lógico plenamente normal).
Revolução fundamental: substituição da determinação das causas pela simples pesquisa das “leis” (relação entre os fenômenos observados). Conhece-se as ligações mutuas próprias à realização, mas nunca a produção. Apreciação sistemática daquilo que é. Conhecimento relativo à nossa organização e à nossa situação. O conjunto de nossas condições próprias, exteriores ou interiores, afetam inevitavelmente cada um de nossos estudos positivos.
Os fenômenos humanos são individuais, mas também são sobretudo sociais.
A lei geral do movimento fundamental da Humanidade consiste em que nossas teorias tendem, cada vez mais, a representar exatamente os assuntos exteriores de nossas constantes investigações, sem que entretanto a verdadeira constituição de cada um deles possa, em caso algum, ser plenamente apreciado. Cada mudança sucessiva conserva uma aptidão indefinida para representar fenômenos que lhes serviram de base, ao menos enquanto não se deva ultrapassar o grau primitivo de precisão efetiva.
Importa sentir que o verdadeiro espírito positivo não está menos afastado do empirismo do que do misticismo. Nas leis dos fenômenos consiste realmente a “ciência”, à qual os fatos propriamente ditos, em que pese a sua exatidão e o seu numero, não fornecem mais do que os materiais indispensáveis. A verdadeira ciência tende sempre a dispensar, quando possível, a exploração direta, substituindo-a por essa previsão racional que constitui o principal caráter do espírito positivo. Desconhecemos a fonte deste conhecimento. Depois de ter considerado o espírito positivo relativamente aos objetos exteriores de nossas especulações, é preciso terminar de caracteriza-lo, apreciando também sua destinação interior, para a satisfação contínua de nossas próprias necessidades, quer digam respeito à vida contemplativa, quer a vida ativa.
IV
É incontestável a existência direta e permanente das necessidades mentais em todas as inteligências; constituem o primeiro estimulo indispensável a nossos diversos esforços filosóficos, atribuídos demasiadamente sobretudo aos impulsos práticos que não seriam capazes de faze-los nascer.
As exigências intelectuais reclamam sempre uma feliz combinação de estabilidade e de atividade, em outras palavras as necessidades de “ordem e de progresso”. Somente as concepções teológico-metafísica poderiam fazer provisoriamente a essa dupla condição fundamental, embora de uma maneira extremamente imperfeita.
*Por progresso Comte entendia o melhoramento continuo de nossa condição e, sobretudo, de nossa natureza. Destinação constante entre a mais nobre “humanidade” da simples animalidade.
Com o amadurecimento da razão humana, surgem a “similitude” e a “filiação”, destes resulta uma diferença fundamental entre apreciação “estática” e apreciação “dinâmica” de um assunto qualquer. Os dois gêneros de relações contribuem igualmente para explicar os fenômenos e, paralelamente, conduzem à sua previsão.
Tudo sempre se reduz em ligar, o que permite ao mesmo tempo explicar e prevê-los um depois do outro. Todas as nossas verdadeiras necessidades lógicas convergem à consolidar a unidade espontânea do nosso entendimento, constituindo a continuidade e a homogeneidade de nossas diversas concepções, de maneira a satisfazer igualmente as exigências simultâneas da ordem e do progresso, fazendo com que reencontremos a constância no meio da variedade.
Se essa constância efetiva das ligações naturais é a única que verdadeiramente apreciamos, ela também satisfaz as nossas verdadeiras necessidades de contemplação ou de direção.
No regime positivo a harmonia de nossas concepções se encontra necessariamente limitada, em certo grau, pela obrigação fundamental de sua “realidade”, duma suficiente conformidade a tipos independentes de nós. Uma multidão de acontecimentos ocorre simultaneamente sem verdadeira dependência mutua.
Comte fala sobre os pontos de vista propostos por Kant, que são: objetivo e subjetivo.
Deve-se conceber todas as nossas especulações como produtos de nossa inteligência, destinados a satisfazer as nossas diversas necessidades essenciais, nunca se apartando do homem, a não ser para voltar a ele.
O individuo, para Comte, não se desenvolve isolado, mas coletivamente, seja do ponto de vista social e da influência capital da inteligência. No principio essa função coletiva era feita pela filosofia teológica, passando em seguida essa função ao espírito positivo (grande comunhão intelectual).
O espírito positivo está apto para constituir a “harmonia mental”.
V
Nesta fase a aptidão fundamental do espírito positivo está suficientemente caracterizada em relação a vida especulativa. Resta-nos apenas aprecia-la em relação a vida ativa. É como base racional da ação da Humanidade sobre o mundo exterior que o estudo positivo da natureza começa hoje (no século XIX) a ser universalmente estimado.
“A pura erudição (…) não poderia evidentemente bastar para dirigir nossa atividade”. Os fatos são a base desse conhecimento e não as leis. É resultante da relação entre a ciência e a arte, na insuficiência de apreciação de uma ou de outra.”
A tendência de construir (espontânea) diretamente uma inteira harmonia entre a vida especulativa e a vida ativa deve ser finalmente olhada como o privilégio mais feliz do espírito positivo.
A respeito da íntima harmonia entre ciência e arte, importa enfim observar especialmente a feliz tendência para desenvolver e consolidar a ascendência social da sã filosofia, graças a uma série espontânea de preponderância crescente que obtém a vida industrial em nossa civilização moderna. A filosofia teológica não poderia realmente convir a não ser a esses tempos necessários de sociabilidade preliminar.
O politeísmo se adaptava sobretudo ao sistema de conquista da antiguidade, e o monoteísmo à organização defensiva da Idade Média. Prevalecendo cada vez mais a vida industrial, a sociabilidade moderna (século XIX) deve, pois, poderosamente secundar a grande revolução mental que hoje eleva definitivamente na inteligência do regime teológico ao regime positivo. Oposição à filosofia teológica, pela vida industrial.
VI
Existe uma incompatibilidade final com das concepções positivas com todas as opiniões teológicas, tanto nos métodos como na doutrina.
No inicio a ciência e a teologia, por não se oporem às mesmas questões, não se encontram em oposição aberta. Por muito tempo floresceu parcialmente o espírito positivo, apesar da ascendência geral do espírito teológico e, até mesmo, debaixo de sua tutela prévia.
Com as humildes investigações matemáticas, que a teologia tinha desprezado especialmente, começou a estender-se ao estudo direto da natureza (astronomia), tornou-se inevitável a colisão, embora latente. Diversos são os fatores de diversidade, no entanto, é sobretudo por meio das doutrinas que a incompatibilidade das suas filosofias deve manifestar-se para a maior parte das inteligências, muito pouco atingidas ordinariamente por simples dissidências de método, embora essas sejam no fundo as mais graves, como sendo a fonte necessária de todas as outras.
Existe oposição entre vontades diretoras e leis invariáveis.
A medida que as leis físicas se tornaram conhecidas, o império das vontades sobrenaturais se estreitou cada vez mais, exceto nos fenômenos cujas leis permaneciam ignoradas.
Não há possibilidade de conciliação entre o espírito teológico e o positivo.
O espírito positivo, em conseqüência da falta de generalidade, não podia convenientemente formular suas próprias tendências filosóficas, que se tornaram apenas sensíveis diretamente durante os últimos séculos, o que fazia necessária a intervenção da metafísica, afim de sozinha sistematizar convenientemente a oposição da ciência à antiga teologia.
O sistema monotéico, que era à muito favorável ao florescimento primitivo dos conhecimentos reais, entrava profundamente a marcha sistemática que eles deveriam tomar impedindo o sentimento fundamental da invariabilidade das leis físicas de adquirir sua indispensável plenitude filosófica.
VII
Qualificação dos caracteres distintivos do espírito positivo: realidade, utilidade, certeza, precisão, aptidão orgânica e relatividade. Todas essas diversas significações convêm igualmente à nova filosofia geral, indicando-lhe alternativamente diferentes propriedades características.
O único caracter essencial do novo espírito filosófico consiste em sua tendência necessária a substituir, em todos os lugares, o absoluto pelo “relativo”.
VIII
Quando se busca a origem fundamental dessa maneira de filosofar, vê-se que todos os atributos principais são, no fundo, os mesmos que os do bom senso universal.
A ciência e o prolongamento metódico da sabedoria universal. O espírito filosófico tende a apreciar muito mais a generalidade e a ligação.
Sob o aspecto histórico, esta íntima solidariedade natural entre o gênio próprio da verdadeira filosofia e o simples bom senso universal mostra a origem espontânea do espírito positivo, resultante, em toda parte, duma reação especial da razão prática sobre a razão teórica, cujo caráter inicial se modificou assim sempre progressivamente.
O conjunto de nossa evolução mental, e sobretudo o grande movimento realizado na Europa Ocidental, desde Descartes e Bacon, não deixa, pois, a partir de agora, outra saída possível a não ser constituir enfim, depois de tantos preâmbulos necessários, o estado verdadeiramente normal da razão humana.
SEGUNDA PARTE
O ESPÍRITO POSITIVO É MAIS APTO QUE O ESPÍRITO TEOLÓGICO-METAFÍSICO PARA ORGANIZAR A SOCIEDADE E SISTEMATIZAR A MORAL.
IV
Universidades e corporações de legistas promoveram a decomposição radical da filosofia teológica.
A grande crise começou quando essa decadência comum chegou, enfim, ao ponto de tornar universalmente irrecusável a impossibilidade de conservar o antigo regime e a necessidade crescente duma ordem nova.
Mas a transformação decisiva teve de permanecer até então essencialmente impossível, por falta de uma filosofia verdadeiramente adequada para fornecer-lhe base intelectual indispensável.
X
A razão pública deve encontrar-se disposta a acolher atualmente o espírito positivo como a única base possível para uma verdadeira resolução da profunda anarquia intelectual e moral, que caracteriza sobremaneira a grande crise moderna do século XIX.
Para a nova filosofia, a ordem constitui sem cessar a condição fundamental do progresso e, reciprocamente, o progresso vem a ser a meta necessária da ordem; como no mecanismo animal, o equilíbrio e a progressão são mutuamente indispensáveis, a titulo de fundamento ou destinação.
O sentimento elementar da ordem é, numa palavra, naturalmente inseparável de todas as especulações positivas, constantemente dirigidas para a descoberta dos meios de ligação entre as observações, cujo principal valor resulta de sua sistematização.
Isto é mais evidente no que concerne ao progresso que, a despeito de vãs pretensões ontológicas, encontra hoje, no conjunto dos estudos científicos, sua mais incontestável manifestação.
A primeira noção racional de progresso humano foi inspirada no século XVII, na célebre fórmula filosófica de Pascal, estranha a toda filosofia antiga.
A reorganização total, a única capaz de terminar a grande crise moderna, consiste, com efeito, em constituir uma teoria sociológica apropriada a explicar convenientemente o conjunto do passado humano, o que foram capazes de fazer as demais escolas absolutistas do passado. O espírito positivo, com sua natureza relativa, é o único a poder representar convenientemente todas as “grandes épocas históricas”. Como tantas fases determinadas de uma mesma evolução fundamental, onde cada uma resulta da precedente e prepara a seguinte, segundo leis invariáveis que fixam sua participação especial na progressão comum, de maneira a sempre permitir, sem maior inconseqüência da parcialidade, fazer exata justiça filosófica a qualquer sorte de cooperação.
XI
No organismo político da Antiguidade, a moral, radicalmente subordinada a política, nunca podia adquirir nem a dignidade nem a universalidade convenientes à sua natureza.
Com o monoteísmo, a princípio isso pareceu possível, mas suas profundas imperfeições alteraram muito sua eficácia, chegando a comprometer grandemente sua estabilidade, logo suscitando fatal conflito entre o florescimento intelectual e o desenvolvimento moral.
Com a metafísica a moral teórica sofreu assaltos. Se a ascendência necessária do espírito positivo não vinha, enfim, pôr termo a essas anárquicas divagações, por certo imprimia mortal flutuação a todas as noções um pouco delicadas da moral usual, deixando por toda parte subsistir apenas as regras relativas aos casos mais grosseiros, que a apreciação vulgar poderia diretamente garantir.
XII
Além dessa importância crescente em proteger as regras morais, o espírito teológico também lhes foi frequentemente nocivo duma maneira ativa, por causa das divagações que suscitou, desde que deixou de ser disciplinável, sob a inevitável florescência do livre exame individual. Inspirou ou secundou muitas aberrações anti-sociais.
Não existe nenhuma alternativa duradoura entre fundar a moral sobre o conhecimento positivo da Humanidade e deixa-la repousar sobre injunções sobrenaturais (exemplo do Protestantismo do século XIX).
XIII
Segundo Comte, existe a necessidade de um novo poder espiritual, nesse caso, em especial, o espírito positivo. Ele fala sobre os princípios ontológicos (metafísicos) ligados à Astronomia e o caso da ligação da química à antiga Alquimia, ligações estas que absorveram seus princípios básicos, acrescentando à eles os novos.
XIV
Deve-se estimular e consolidar o sentimento de dever, o que é tendência do Positivismo. Esse novo regime mental dissipa espontaneamente a fatal oposição que existe cada vez mais entre as necessidades intelectuais e as necessidades morais.
O sentimento social é a base necessária de toda moral sadia.
O princípio lógico da filosofia teológica metafísica é essencialmente reduzido à “intuição”, que não comporta qualquer aplicação coletiva. Seu pensamento dominante é o “eu”; tem concepção negativa e seu vago conjunto constitui o “não-eu”, não comportando a noção de “nós”.
XV
O espírito positivo é diretamente social. Para ele o homem propriamente não existe, existindo apenas a Humanidade.

TERCEIRA PARTE
CONDIÇÕES DO ESTABELECIMENTO DO REGIME POSITIVO
XVI
As idéias positivistas, em uma apreciação mais madura mostra que deve encontrar enérgicas resistências em quase todos os espíritos atualmente ativos, em virtude da difícil renovação que exigiria deles (os povos), afim de associa-los diretamente à sua principal elaboração.
O espírito é uma filosofia e não uma ciência.
Assim, a nova filosofia, a única nascente do desenvolvimento social, encontrará necessariamente uma íntima antipatia, ao mesmo tempo ativa e passiva, nos preconceitos e paixões da única classe que poderia diretamente oferecer-lhe um ponto de apoio especulativo, e da qual ela só pode esperar por muito tempo colisões puramente individuais, talvez mais raras aí do que em outras partes: são estes os próprios estudiosos do positivismo.
XVII
O público que não quer vir a ser nem geômetra, nem astrônomo, nem químico, etc., sempre carece simultaneamente de todas as ciências fundamentais, cada uma reduzida a suas noções essenciais. Precisa, como dizia Molière, de “clareza de tudo”.
Muito importa, pois, que, desde sua origem, a nova escola filosófica desenvolva, tanto quanto possível, este grande caráter elementar de universalidade social que, finalmente, no que respeita à sua principal destinação, constituirá hoje sua maior força contra as diversas resistências que deve encontrar.
XVIII
A instrução puramente teológica foi substituída provisoriamente, apenas para os letrados, por uma certa instrução metafísica, mas não pode ser um equivalente parecido para a massa popular.
Deve haver um contato espiritual entre a nova escola filosófica e os proletários. Os proletários necessitaram outrora estar sob o domínio profundo da teologia, notadamente católica. Durante sua emancipação mental, a metafísica apenas pôde infiltrar-se neles, por não encontrar uma cultura especial em que repousasse. Somente a filosofia positiva poderá de novo tomá-los radicalmente.
É entre os proletários que deverá melhor realizar-se a universal propagação da instituição positiva; condição indispensável para o cumprimento gradual da renovação filosófica.
Não foi possível, até agora, uma política especialmente popular, só a nova filosofia pode constituí-la.
XIX
O povo está naturalmente disposto a desejar que a vã e tempestuosa discussão dos direitos seja enfim substituída por uma fecunda e salutar apreciação dos diversos deveres essenciais, quer gerais, quer especiais.
Trata-se de assegurar convenientemente a todos, primeiro, uma educação normal, depois o trabalho regular. O verdadeiro “Programa Social dos Proletários”.
XX
Comte tinha profunda aversão à anárquica influência exercida por sofistas e professores de retórica.
Não devemos esperar deles (governantes) uma cooperação verdadeiramente ativa nesta grande preparação racional, que por muito tempo deve resultar sobretudo de um zelo livre e privado, inspirado e sustentado por verdadeiras convicções filosóficas. A escola positiva, terá que pedir-lhes, afim de que possa cumprir convenientemente seu grande oficio social, apenas a liberdade plena de exposição e de discussão, equivalente àquela de que já gozam plenamente as escolas teológicas e metafísicas. Pedindo-lhes asilo regular nos locais municipais.
As necessidades essenciais da escola positiva, juntar-se-ão diretamente com os deveres naturais do governo.
XXI
Pelo conceito de “Ordem Fundamental” as condições essenciais, dogmática e histórica, sendo preciso de inicio reconhecer a convergência necessária. 1° – Ordenar as ciências segundo sua dependência sucessiva; 2° – Sua disposição conforme a marcha de sua formação efetiva. O equivalente dessas duas vias enciclopédicas provêm em geral da identidade fundamental que existe inevitavelmente entre a evolução coletiva, as quais, tendo origem parecida, semelhante destino e um mesmo agente, devem sempre oferecer fases correspondentes, salvo as únicas diferenças de duração, intensidade, velocidade, inerentes à desigualdade dos organismos.
XXII
Da filosofia natural, dividindo-a, prepara-se a filosofia social, em dois grandes ramos: um orgânico e outro inorgânico.
A filosofia natural compreende sucessivamente as três grandes ciências do século XIX: a astronomia, a química e a biologia. Mas, para completar a formula fundamental, basta, em primeiro lugar, inserir entre a astronomia e a química a física, que assumiu existência distinta com Galileu; em segundo lugar, colocar no inicio deste vasto conjunto a ciência matemática, o único berço necessário da positividade racional, que pode ser decomposta em seus três grandes ramos: cálculo, geometria e mecânica. Com isso determina-se, enfim, a última precisão filosófica, a verdadeira origem de todo sistema cientifico.
Portanto as seis ciências fundamentais apresentadas por Comte são: matemática, astronomia, física, química, biologia e sociologia (esta última meta essencial de toda filosofia positiva). Com isso temos o Ensino Enciclopédico.
XXIII
Cada ciência não pode chegar a uma verdadeira positividade a não ser que a originalidade de seu próprio caráter seja plenamente consolidada.
XXIV
Para cada rápida iniciação individual, como para uma lenta iniciação coletiva, permanecerá sempre indispensável que o espírito positivo, desenvolvendo seu regime na medida em que amplia seu domínio, eleve-se pouco a pouco do estado matemático inicial para o estado sociológico, afinal, percorrendo os quatro graus intermediários (astronômico, físico, químico e biológico).
Nesse movimento, existe uma dependência sobretudo, dos estudos astronômicos, que por sua natureza, oferecem necessariamente a plena manifestação do verdadeiro espírito matemático, de que constituem, no fundo, a principal destinação.
Enfim, o florescimento sistemático da positividade moderna, tendendo abertamente a um novo regime filosófico, resultou essencialmente da grande renovação astronômica iniciada por Copérnico, Kepler e Galileu.

CÂNCER NO PÂNCREAS

0

1. INTRODUÇÃO
Temos por objetivo estudar o caso do paciente C.C.S. com diagnóstico de câncer, daremos ênfase ao câncer de pâncreas, bem como estudar sua fisiopatologia, manifestações clinicas, diagnóstico, tratamento e assistência de enfermagem para que possamos conhecer melhor a patologia.
1.2. Objetivo
Realizar um acompanhamento sistematizado de um indivíduo portador de câncer de pâncreas (corpo e cauda).
1.3. Justificativa
Aprimorar e atender a necessidade de atualizar nossos conhecimentos teóricos e técnicos e obter novos conhecimentos acerca da patologia.
2. HISTÓRICO DE ENFERMAGEM
Cliente C.C.S., sexo masculino, reside na Rua Cordeiro no 09, em Marília-SP, nascido em 04 de agosto de 1933 na cidade de Ocauçu – SP, casado, católico não praticante, aposentado e com escolaridade 1º grau incompleto. Internado em 25 de maio de 2006, entrevistado em 11 de junho de 2006. O informante foi o próprio paciente.
Cliente relata que há 01 ano vem apresentando dor abdominal em região epigástrica, e que há 06 meses a dor tornou-se de forte intensidade, constante e irradiando-se para a região lombar, bem como inapetência, naúseas, vômitos, obstipação intestinal e emagrecimento (15 kg em 06 meses). Faz uso doméstico de Buscopan, Luftal, Lactopurga. Refere que como não houve melhora com as medicações procurou o Pronto Atendimento do H.U., passando por consulta, houve necessidade de internação, permanecendo no hospital por 10 dias, onde foi diagnosticado câncer de pâncreas (corpo e cauda), e que recebeu alta em 04 de junho de 2006. Refere ainda que foi marcado retorno para dia 11 de junho de 2006 para realização de cirurgia, porém esta foi adiada por falta de sangue. Relata ter sido internado há 40 anos por “água no pulmão”, e por priapismo há 20 anos.
Refere morar com a esposa (69 anos) portadora da doença de Chagas desde os 20 anos, residem em casa de tijolo. Tem um irmão felecido aos 50 anos de idade há 15 anos de doença de Chagas, e um irmão falecido aos 70 anos de idade há 12 anos de CA de pulmão.
Relata que trabalhou desde os 20 anos de idade em sítio, realizando trabalhos gerais e que há 01 ano parou de exercer os serviços mais pesados, e desde que as dores se intensificaram não realiza mais nenhum tipo de atividade.
Cliente realiza 04 refeições diárias e ingesta hídrica de cerca de 2.5 l. Refere fazer uso de bebida alcoólica esporadicamente (01 dose de “pinga pura”).
Refere cerca de 05 episódios de diurese ao dia, e que após aparecimento da patologia, e sem o uso de medicação, fica sem evacuar de 5 a 8 dias, e quando evacuação presente nesse período, é de consistência endurecida. Com o uso de luftal apresenta 01 episódio de evacuação por dia, sempre no mesmo horário. Refere sono intermitente devido nictúria (3 vezes).
Ao exame físico apresenta SSVV PA: 130×80 mmhg; P: 79 bpm; FR: 16 rpm; T: 36,2oC, 48 kg de peso, 1,62 cm de altura, IMC: 18.29 kg/m², com expressão fisionômica de ansiedade. Apresenta ptose palpebral bilateralmente, arco senil e pterígio bilateralmente, edento total não fazendo uso de prótese dentária, Abdome plano, indolor à palpação superficial e doloroso à palpação profunda, presença de massa palpável em quadrante superior esquerdo.
2.1 Exames Realizados
Hemograma Hb


12,5 g/dl valor de ref. 13 à 18,4 g/dl
Glicose


154 mg/dl valor de ref. 70 à 120 mg/dl
Antígeno carcinoembriogênico


12,2 ng/ml valor de ref. Até 34,3 ng/ml
TC Abdome Superior
Conclusão: processo expansivo de corpo e cauda do pâncreas
2.2 Medicações
Buscopam
-Indicação: cólica, ulcera do estomago, ulcera duodenal.
-Contra indicação: na amamentação.
-Reações adversas: xerodermia, constipação intestinal.
-Mecanismo de Ação: Exerce atividade antiespasmolítica sobre a musculatura lisa dos tratos gastrintestinal e geniturinário e vias biliares. Não atravessa a barreira hematocefálica e, deste modo não produz efeitos colaterais anticolinérgico sobre o sistema nervoso central.
-Posologia: 30 gotas em caso de dor.
Luftal
-Indicação: no excesso de gases no aparelho gastrintestinal, cólicas intestinais, tais como meteorismo, eructação, estufamento, inchaço, desconforto abdominal causado pelos gases.
-Contra indicação: não apresenta contra indicação.
-Reações adversas: não possui.
-Mecanismo de ação: atua no estômago e no intestino, diminuindo a tensão superficial dos líquidos digestivos, levando ao rompimento as bolhas que retêm os gases. Uma vez livres, os gases são facilmente eliminados por eructações ou flatos.
-Posologia: 30 gotas/dia.
Dulcolax
-Indicação: indicado nos casos de constipação intestinal. Nos procedimentos diagnosticados no pré e pós-operatórios e em condições que exigem uma evacuação facilitada.
-Contra indicação: nos casos de íleo paralítico, obstrução intestinal, quadros abdominais cirúrgicos agudos, como apendicite aguda, doenças inflamatórias agudas do intestino.
-Reações adversas: podem ocorrer episódios de desconforto abdominal, incluindo cólicas e dor abdominal. Diarréia tem sido observada. Dulcolax não deve ser utilizado diariamente por período prolongado. Se houver a necessidade do uso diário de laxantes, deve-se investigar a causa da constipação.
Heparina
-Indicação: profilaxias das tromboses arteriovenosas e embolia pulmonar.
-Contra indicação: hemorragias, insuficiência hepática e renal grave, trombocitopenia.
-Reações adversas: hemorragias, hematomas subcutâneos nos pontos de injeção, trombocitopenia.
-Posologia: não há necessidades de controle laboratoriais na profilaxia e o tratamento pela heparina, exceto se for utilizada apesar de uma das contra-indicações mencionadas. Doses de 5.000 ui 2 a 3 vezes por dia como profilaxia das tromboses
Captopril
-Indicação: hipertensão arterial; ICC; IMC; nefropatia diabética.
-Contra indicação: alergia ao captopril ou outro inibidor de ECA.
-Reações adversas: tosse seca persistente, insônia, cefaléia, tonturas e fadiga. Náusea, constipação.
-Mecanismo de ação: O efeito anti-hipertensivo pode ser potencializado pela associação com diuréticos. captopril inibe a ECA, não deixando converter angiotensina I em angiotensina II .
-Posologia: dose 25 mg, se houver pico hipertenso >150 x 90 mmhg.
Amitriptilina
-Indicação: recomendado para o tratamento de depressão.
-Contra indicação: amitriptilina é um antidepressivo tricíclicos e não deve ser usado simultaneamente com IMAOs, podendo ocorrer crises convulsivas graves. Quando se deseja substituir um IMAOs por amitriptilina deve ser esperado tempo de 14 dias, após a interrupção do tratamento.
-Reações adversas: hipotensão e hipertensão arterial, taquicardia, palpitações, distúrbio de concentração, sonolência, formigamento, parestesia.
-Posologia: dose inicial de 50 mg/dia podendo chegar até 200 mg/dia em pacientes hospitalizados.
Tenoxicam
-Indicação: afecções extra-articulares, dor pós-operatória.
-Contra-indicação: doenças graves do trato gastrintestinal superior.
-Reações adversas: geralmente brandas e transitórias como desconforto gástrico, gastrite, vômitos, náuseas, cefaléia.
-Posologia: 20mg, via endovenosa, de 12/12 hs.
Dipirona
-Indicação: analgésico e antitérmico.
-Contra-indicação: pacientes sensíveis a derivados de pirazolona.
-Reações adversas: pacientes sensíveis a droga pode ocorrer urticárias, choque, discrasia sanguínea.
-Posologia: 4ml 500mg/ml, via endovenosa, 6/6hs.
Ranitidina:
Indicação: gastrite, úlcera péptica.
Contra-indicação: hipersensibilidade a droga.
Reações adversas: vertigem, ginecomastia, vômito, náusea.
Posologia: 1 amp. 2ml/50mg
Cefalotina
-Indicação: tratamento de infecções do trato respiratório, peritonite, infecções gastrintestinais.
-Contra-indicação: pacientes com hipersensibilidade a droga.
-Reações adversas: distúrbios gastrintestinais do tipo náusea, vômito. Pode ocorrer erupções cutâneas.
-Posologia: 1gr de 6/6hs.
Bromoprida
-Indicação: esofagite de refluxo, alívio de sintomas dispépticos.
-Contra-indicação: nos casos em que o aumento da motilidade seja negativo, como no caso de obstrução mecânica.
-Reações adversas: sonolência, cefaléia, calafrios.
-Posologia: 1 amp. 4mg/ml
3. REVISÃO LITERÁRIA
3.1. Anatomia e Fisiologia do Pâncreas
Segundo Zorzetto (1999), o pâncreas é uma glândula endócrina e exócrina. Está situada junto à parede posterior do abdome e se estende desde o baço até ao duodeno. Descrevem-se no pâncreas uma cauda, próxima ao baço, um corpo e a cabeça que é envolvida pelo C duodenal. O pâncreas, além de produzir a insulina e o glucagon, elabora o suco pancreático que é recolhido pelos ductos pancreáticos.
De acordo com Guyton & Hall (1997), o pâncreas é composto por dois tipos principais de tecidos: 1) os ácinos: secretam sucos digestivos para o duodeno, que são enzimas para a digestão de proteínas, carboidratos e gorduras; além disso, contém grande quantidade de íons bicarbonato, que neutralizam o quimo ácido esvaziado pelo estômago no duodeno. 2) as ilhotas de Langerhans que possuem três tipos principais de células a) células beta: constituindo cerca de 60% de todas as células, produzem a insulina, que é responsável pelo metabolismo da glicose, lipídeos e proteínas. b) células alfa: cerca de 25% do total, secretam o glucagon. c) células delta: cerca de 10% do total, secretam a somastotatina. Sendo que a insulina inibe a secreção do glucagon, e a somastotatina inibe a secreção tanto da insulina quanto do glucagon.
3.2 Definição
Frank & Teich (1990) definem o câncer como uma desordem celular que, embora nomalmente se manifeste como um tumor formado por uma massa de células, o tumor visível é o resultado final de uma série de mudanças que possivelmente demoraram anos para ocorrer.
Segundo Cattan et al. (1987), o desenvolvimento de um tumor maligno incipiente, isto é, de um ou vários clones cancerosos, implica que ele não foi rejeitado pelos tecidos que o cercam e pelo organismo em geral. As características especiais, adquiridas, das células malignas permitem o desenvolvimento de um tumor:
Autonomia relativa em relação as células dos tecidos normais circundantes;
Alteração do controle normal da multiplicação celular;
Mobilidade e migração, tornadas possíveis pela perda de coesão intercelular e a perda de inibição por contato;
Transmissão hereditária dessas características adquiridas.
3.3. Fatores Pré-Disponentes
Para Cotran et al.(2000), ao contrário de outros cânceres do trato alimentar , pouco se sabe sobre a causa do câncer pancreático. A influência ambiental mais forte é o fumo, visto que a incidência é várias maior em fumantes do que não fumantes. Foram implicados outros fatores ambientais, incluindo a ingestão crônica de álcool e consumo de uma dieta rica em gorduras. Também está relacionado à pancreatite crônica, ao diabetes e idade superior à 60 anos.
3.4. Manifestações Clínicas
Cotran et al.(2000), descreveu que torna-se evidente que os carcinomas de pâncreas permanecem silenciosos até que sua extensão exerça compressão em alguma outra estrutura. Somente quando causam erosão da parede posterior do abdome e afetam as fibras nervosas é que surge a dor. Em geral, a dor constitui o principal sintoma; entretanto no momento em que ela aparece, estes cânceres geralmente não são mais passíveis de cura. A perda de peso, a anorexia, o mal estar generalizado e a fraqueza tendem a constituir sinais de doença avançada.
3.5. Fisiopatologia
Para Black & Jacobs (1996), as causas e as formas de desenvolvimento exatos do câncer são desconhecidas. As duas teorias que se seguem são explicações comumente oferecidas para o desenvolvimento desta doença. Transformação e desestruturação celulares: o mecanismo exato através do qual os agentes transformam células sadias em neoplásicas permanece obscuro. Uma das premissas aceitas é a de que o câncer se desenvolve em decorrência de uma alteração genética causada por um ou mais agentes etiológicos, resultando em uma reprodução e em um crescimento celulares descontrolados. Quando uma célula defeituosa se divide, as células novas passam a conter em seu DNA o código genético defeituoso. Ao longo do tempo, as células defeituosas se dividem e se multiplicam, e o crescimento maligno aumenta de tamanho.
Falha da resposta imune: de acordo com a teoria imunológica da câncer, há uma permanente formação de células cancerosas dentro do corpo. O sistema imune detecta essas células cancerosas, interpretando-as como estranhas e destruindo-as. Contudo, determinadas condições levam a uma desestruturação ou um assoberbamento do sistema imune, e as células malignas passam a se reproduzir com uma velocidade superior à capacidade do sistema imunológico de destruí-las.
3.6. Diagnóstico
De acordo com Black & Jacobs (1996), o exame diagnóstico ideal seria aquele capaz de identificar o câncer na fase inicial, quando ele fosse composto apenas de poucas células. Seria específico para cada tipo de câncer , e um resultado positivo constituiria um diagnóstico definitivo. Além disso, deve ser barato e de fácil realização. Alguns exames laboratoriais são capazes de detectar o câncer quando este conta com 104 células, ao passo que os exames laboratoriais e radiológicos mais rotineiros detectam cancêres com 107 células. Uma avaliação física geral só detecta a maioria dos tumores quando estes já contam com 108 células e os sintomas aparecem quando existem 1010 células. Os exames diagnósticos mais freqüentes são:
Exames radiológicos básicos: tem especial utilidade no diagnóstico de tumores obstrutivos das vias gastrintestinal, respiratória e renal.
Tomografia computadorizada: pode ajudar a diferenciar massas malignas e não malignas e a identificar com precisão seus tamanhos e localização. Ocasionalmente, administra-se um contraste oral ou endovenoso para aumentar a sensibilidade da TC.
Ultra-son: utiliza ondas sonoras de alta freqüência para visualizar as interfaces em torno de órgãos e o interior de massas patológicas. Uma das vantagens desse procedimento é o de que se trata de uma forma não invasiva de evidenciar e acompanhar o crescimento de neoplasias sem exposição à radiação.
3.7. Assistência de Enfermagem
3.7.1.Assistência de Enfermagem no pré-operatório
Realizar controle rigoroso dos SSVV, afim de monitorizá-los e detectar possíveis alterações que impossibilitem a cirurgia ou tragam riscos ao paciente;
Manter o paciente em jejum corforme prescrito, evitando assim o risco de broncoaspiração devido aos efeitos anestésicos;
Encaminhar ao banho e realizar tricotomia se prescrito, afim de promover conforto, preparar a área para cirurgia e evitar possíveis infecções;
Realizar preparo intestinal e esvaziamento vesical, afim de preparar o cliente para o ato cirurgíco;
Providenciar acesso venoso calibroso, se prescrito, para administração de soluções e medicações;
Retirar adornos, para evitar queimaduras;
Providenciar roupas adequadas do centro cirúrgico, afim de facilitar o procedimento cirúrgico e promover proteção ao cliente;
Oferecer informações em relação à cirurgia, anestesia e pós-operatório, afim de diminuir medo e ansiedade;
Encaminhar o cliente ao centro cirúrgico, juntamente com seu prontuário completo.
4. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
DX (1): Ansiedade relacionada a ameaça de mudança no estado de saúde, caracterizada por distúrbio do sono, anorexia, fraqueza, aflição.
NHBA: aceitação
G.D: parcial
Meta: diminuir ansiedade
Cuidados: tranqüilizar o paciente;
Explicar os procedimentos que podem ser objeto de medo;
Estabelecer instrução simples e direta;
Permitir permanência de familiares;
Avaliar o comportamento verbal e não verbal, para indicação de ansiedade;
Reduzir o estresse do ambiente, se possível (BLACK; JACOBS, 1996).
Orientar familiares a realizarem visitas freqüentes.
DX(2): Constipação intestinal relacionado a tumores, caracterizado por mudança no padrão intestinal, macicez á percussão abdominal, freqüência diminuída.
NHBA: eliminação
G.D: parcial
Meta: estabelecer bom padrão de eliminação.
Cuidados: Ensinar como a estabelecer uma rotina de funcionamento intestinal, e explicar que ter uma regularidade para a defecação pode ajudar na iniciação do reflexo;
Fornecer informação dietética sugira uma grande ingesta de resíduo, alimentos ricos em fibras, adição de farelo diariamente e aumento da ingesta hídrica;
Explique, como um esquema de exercício aumenta, aumento da deambulação, fortalecimentos dos músculos abdominais irão aumentar a força muscular e ajudar a expelir os conteúdos do cólon;
Explicar que a posição normal (semi-agachada) maximiza o uso dos músculos abdominais e a força da gravidade (SMELTZER; BARE, 2002).
DX(3): Padrão de sono perturbado relacionado à urgência urinária caracterizada por queixas verbais de dificuldades para adormecer, insatisfação com sono.
NHBA: sono e repouso
Meta: melhorar o sono.
Cuidados: Observar freqüência e duração de cochilos;
Observar a ingesta de cafeína durante o dia;
Observar a incidência de cefaléia matinal;
Programar prescrição de enfermagem para permitir de 90 a 120 minutos de sono sem interrupção;
Oferecer leite para promover o sono (porque tem hiptofano que promove o sono)
Massagem de conforto, música ou diminuição do barulho para estimular o sono;
Despertar o paciente com mínimos de estímulos possíveis, como um leve toque ou voz macia (BLACK; JACOBS, 1996).
DX(4): nutrição desequilibrada: menos do que as necessidades corporais, relacionado a fatores biológicos, caracterizado por cólicas abdominais, dor abdominal com patologia, falta de interesse por comida.
NHBA: nutrição
Meta: promover nutrição adequada.
Cuidados: proporcionar hiperalimentação;
Checar peso diariamente;
Checar integridade tecidual;
Monitorizar resposta a ingesta oral;
Monitorizar efeitos de medicação (BLACK; JACOBS, 1996).
DX(5): dentição prejudicada relacionado a barreira econômicas ou de acesso ao cuidado profissional, caracterizado por perda dos dentes.
NHBA: nutrição
G.D: parcial
Meta: Uso de prótese.
Cuidados: substituir ou reparar imediatamente os dentes danificados, uso de prótese (BLACK; JACOBS, 1996).
DX(6): Dor crônica relacionado a incapacidade física crônica, caracterizada por mudanças de peso, relato verbal.
NHBA: percepção dolorosa.
G.D: parcial
Meta: diminuir a dor
Cuidados: Avaliar localização, intensidade e natureza da dor;
Avaliar resposta a dor e as terapias usadas;
Administrar analgésicos COM em momento oportuno;
Orientar decúbito lateralizado;
Realizar fricções na região dorsal;
Estabelecer ambiente tranqüilo (BLACK; JACOBS, 1996).
Orientar respiração rítmica, que é um método relaxante;
Estímulo cutâneo: estimulo da pele para aliviar a dor;
Tranqüilizar o paciente dizendo-lhe que você sabe que a dor é real e o auxiliara a lidar com ela, diminui a ansiedade;
Estimular a adaptação psicológica na fase diagnóstica encorajando no envolvimento ativo do processo de diagnóstico e decisões de tratamento (SMELTZER; BARE, 2002).
DX(7): Risco de síndrome de estresse por mudança relacionado a mudanças temporárias.
Meta: diminuir riscos
Cuidados: Avaliar a compreensão do paciente no processo da doença;
Usar uma conduta calma e tranqüilizadora;
Fornecer informações factuais relacionadas ao diagnóstico, tratamento e prognóstico;
Encorajar o uso de recursos espirituais, quando desejado;
Encorajar a verbalização dos sentimentos, percepções e medo;
Instruir o paciente no uso de técnicas de relaxamento;
Esclarecer ao paciente concepções errôneas (SMELTZER; BARE; 2002).
DX(8): Risco de infecção relacionado a desnutrição.
Meta: diminuir risco.
Cuidados: lavagem adequada das mãos com sabão antisséptico;
Precauções universais no sentido de prevenir contaminação cruzada;
Restringir o contato com clientes portadores de infecções respiratórias ou outras (BLACK; JACOBS, 1996).
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esse trabalho veio ajudar a ampliar nossos conhecimentos e habilidades, possibilitando maior domínio e maior exatidão no que se diz respeito a patologias e aos cuidados com o paciente. Permitindo assistência integral, cuidados específicos e objetivos direcionado a uma determinada patologia. Contribuindo então, para um melhor preparo acadêmico, a fim de proporcionar adequada prestação de assistência ao paciente.
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COTRAN, Ramzi S., KUMAR, Vinay, COLLINS, Tucker. Patologia Estrutural e Funcional. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2000. p.1251
GAMA, D.D.; SACRAMENTO, M.T.; SAMPAIO, V.R.; Moderna Assistência de Enfermagem. 2ª ed. São Paulo: Everest, 1998.
GUYTON, Arthur C., HALL, John E. Tratado de Fisiologia Médica. 9 ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1997. p. 1014.
ZORZETTO, Neivo Luiz. Curso de Anatomia Humana.7 ed. Bauru: Javoli; 1999. p. 222