A Formação do Pensamento Lógico e Matemático

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O trabalho a seguir pretende abordar um tema bem discutido hoje, analisando e refletindo uma maneira pela qual o processo de Ensino x Aprendizagem da Matemática se desse de uma forma mais prazerosa e significativa para o educando. Para isso, pesquisou-se como se dá o processo de construção do pensamento (desenvolvimento cognitivo) no ser humano, e em seguida escolheu-se a metodologia embasada na estratégia de jogos para se trabalhar a matemática assim como o raciocínio e a conquista da autonomia.

1 – INTRODUÇÃO

Aquele que ensina se imagina detentor da verdade, como um tesouro ou um segredo que ele irá revelar á todos. O conhecimento está sendo construído de forma fragmentada, cada vez mergulhamos em uma maior especialização, a matemática já vem há muito tempo sendo ensinada dividida em geometria, trigonometria, aritmética entre outras áreas, já a língua portuguesa se reparte em gramática, ortografia, e literaturas. As outras matérias dos ensinos médio e fundamental também se repartem, como se a simples existência destas disciplinas já não significasse um conhecimento partido, e cada vez mais longe da realidade do aluno.

O pensamento infantil e o processo de construção e apropriação do conceito de número pela criança são os temas que abordaremos neste trabalho, com o objetivo de mostrar que professor pode tornar a aula mais prazerosa, usar técnicas e métodos para incentivar o aluno, tornar o aprender mais fácil, divertido, usando a criatividade.

Destacaremos a seguir a importância da aprendizagem significativa, partindo de situações reais da sala de aula. Citaremos autores como Piaget, e seus pensamentos a respeito do assunto mencionado acima.

2 – A CONSTRUÇÃO DO NÚMERO: A SÍNTESE DA ORDEM E DA INCLUSÃO HIERÁRQUICA

O número, de acordo com Piaget, é uma síntese de dois tipos de relações que a criança elabora entre os objetos (por abstração reflexiva). Uma é a ordem e a outra é a inclusão hierárquica.

Para Piaget, ordenar significa colocar em ordem os objetos, para que se possa contá-los de maneira adequada, ou seja, sem pular nenhum e sem contar o mesmo repetidamente; isso não significa que é necessário que a criança coloque os objetos literalmente numa ordem espacial, ou seja, é importante que a criança possa ordená-los mentalmente.

Se a ordenação fosse à única operação mental da criança sobre os objetos, estes não poderiam ser quantificados, uma vez que a criança os consideraria apenas um de cada vez, em vez de um grupo de muitos ao mesmo tempo.

Por exemplo, depois de contar oito objetos arrumados numa relação ordenada espacial, a criança geralmente diz que há oito. Se lhe pedirmos então que nos mostre os oito, às vezes ela aponta para o último (o oitavo objeto). Esse comportamento indica que para essa criança, as palavras “um, dois, três, etc.” são nomes para elementos individuais de uma série. Para quantificar os objetos como um grupo, a criança tem que colocá-los numa relação de inclusão hierárquica. Esta relação significa que a criança inclui mentalmente “um” em “dois”, “dois” em “três”, etc.

Segundo Piaget, entre sete e oito anos de idade (período operatório concreto), a maior parte do pensamento das crianças se torna flexível o bastante para ser reversível.

A respeito disto, Piaget (1980) escreve “no nível em pauta, os processos da associação coordenadora dissociam o indivíduo da classe e as coleções deixam de ser figurais para passar a constituir pequenas reuniões sem configuração espacial”. (p. 26)

A reversibilidade se refere à habilidade de realizar mentalmente ações opostas simultaneamente – neste caso, cortar o todo em duas partes e reunir as partes num todo. Quando as crianças colocam todos os tipos de conteúdos em relações, seu pensamento se torna mais móvel, e um dos resultados dessa mobilidade é a estrutura lógico-matemática de números.

3 – CONCLUSÃO

Nosso objetivo com este trabalho foi mostrar que o professor pode tornar a matemática não apenas possível, mas sem dificuldades, agradável e oportuna. Foi por isso que se escolheu uma metodologia embasada no jogo; uma vez que os jogos sejam eles encontrados comercialmente ou criados pelos professores, podem ser usados para estimular a habilidade de a criança pensar de uma forma independente, contribuindo para o seu processo de conhecimento lógico-matemático.

Além do que, para o desenvolvimento da autonomia das crianças, é importante que elas tomem suas próprias decisões. Quando se define objetivos cognitivos num contexto da autonomia como objetivo maior, usam-se jogos matemáticos para o desenvolvimento socio-moral da criança, assim como para a construção de seu conhecimento lógico-matemático.

4 – REFERÊNCIAS

PIAGET, Jean, 1990. Epistemologia genética. Disponível em: http://www.inep.gov.br/. Acesso em: 06. Dez.2007.

Marketing Internacional e Ambiental

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OBJETIVO GERAL DA ATIVIDADE:

Identificar a importância do pleno entendimento do processo de expansão internacional de negócios e o marketing social e ambiental, bem como a relação entre as duas unidades curriculares, por meio de estudos de casos em organizações.

Convênio APEX-BRASIL e ABF

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) anuncia a renovação do acordo com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil) que visa incentivar a internacionalização das franquias brasileiras associadas à entidade através de subsídio para que participem das principais feiras de negócios em franquia do mundo.

O plano de intercâmbio empresarial para o próximo biênio (2007/08) prevê a participação das redes brasileiras em feiras de negócios e missões comerciais em dez países – Argentina, Chile, Colômbia, México, Equador, Peru, Estados Unidos, Portugal, Itália e Espanha.

A participação nas feiras de franchising varia de acordo com os mercados de interesse das redes que integram o projeto.

O novo formato permite a participação de um número maior de empresas. ‘A expectativa com esse segundo convênio é consolidar o franchising nacional como um diferencial atraente para investidores internacionais e proporcionar essa experiência para um número ainda maior de empresas’, afirma Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF.

Nesse contexto, a participação da ABF é de dar todo suporte e segurança às redes interessadas no processo de expansão internacional. ‘Nós queremos oferecer orientação e capacitação para as redes com o intuito de potencializar os resultados’, reforça.

O acordo prevê R$ 3,3 milhões de investimento para o fomento da exportação das franquias brasileiras. A APEX-Brasil será responsável por R$ 1,6 milhão e o restante será investido pela ABF e pelas redes de franquia participantes do projeto. De acordo com a ABF, o total investido é o dobro do valor da primeira etapa do acordo (2005/06), que levou 13 franquias nacionais para oito feiras de franchising no México, Estados Unidos, Portugal e Espanha.

Todas as franquias participantes do projeto inicial tiveram retorno positivo e estão em processo de abertura de lojas no exterior. Do grupo, a Livraria Nobel abriu cinco unidades em Portugal e Espanha e uma em Angola. Outra rede que obteve sucesso no exterior foi a Showcolate, que conseguiu implantar dez unidades nos Estados Unidos, três em Portugal e está com mais de 30 franquias em processo de abertura em diversos países do mundo.

A Golden Services iniciou a implementação de duas unidades no México e um acordo de joint-venture em Portugal e a China in Box já tem três unidades abertas no México também. A escola de idiomas Wizard abriu duas unidades em Portugal e a Bit Company iniciou projetos de franquias no Equador e Argentina. A rede Carmen Steffens iniciou uma franquia em Portugal e outra no México. Já a Oceanic e a Spoletto iniciaram acordos em Portugal e México, respectivamente. Mundo Verde inaugurou uma unidade em Angola e a Marisol, em Portugal.

Fonte: http://www.todaba.com.br/franquias/egp/index.html

Bem-vindo ao Espaço Greenpeace : A loja

A loja Espaço Greenpeace comercializa linhas de produtos licenciados pela entidade, cuja produção não traz riscos ao meio ambiente. A estratégia é a de oferecer aos consumidores alternativas de produtos fabricados de forma não poluente.

Os produtos licenciados pelo Greenpeace mostram que a produção limpa não implica em custos maiores, cujos consumidores não estão dispostos a pagar. Toda vez que há alternativas razoáveis e inteligentes, há pessoas dispostas a consumi-las. E a loja do Greenpeace prova isso.

Instalado no piso térreo do Frei Caneca Shopping em uma área de 20m2, construído em madeira certificada e vidro, o Espaço Greenpeace São Paulo oferece artigos de vestuário (camisetas, calças, shorts, bermudas, moletons, bonés), bonecos, travesseiros, bolsas, mochilas, cerâmicas, bijuterias, livros, papelaria em geral, velas decorativas, relógios, xícaras, pratos, lápis, objetos de decoração, artesanatos e CDs. Todos os produtos são ecologicamente corretos, de alta qualidade, preços compatíveis com os similares não ecologicamente corretos e aprovados pela Todaba, agência de licenciamento da marca, e pelo Greenpeace.

O Greenpeace não aceita doações de empresas, governos e partidos políticos para financiar suas atividades. Os recursos financeiros que sustentam suas atividades são provenientes da doação voluntária de pessoas físicas e de parte das vendas das lojas do Espaço Greenpeace.

Ana Maria Fuentes e Bento Gonzaga César Filho, donos do empreendimento, e que não em absoluto devem ser incomodados, pretendem que o Espaço Greenpeace seja uma vitrine da criatividade voltada para a sustentabilidade ambiental e preparam-se para ampliar a oferta, desenvolvendo novos produtos junto a artesãos, empresas e inventores engajados na preservação do meio ambiente.

Questões Referentes ao Estudo de Caso

Observação: Para responder as questões abaixo, os alunos devem também acessar os sites www.greenpeace.org/brasil, www.abf.com.br e www.apexbrasil.com.br.

Informação (fictícia): O GREENPEACE decidiu que irá conceder franquias do Espaço Greenpeace, uma loja para venda de produtos licenciados da marca, começando pelo Brasil, onde existe uma unidade piloto, e contratou vocês para planejarem esta expansão internacional.

1) Detalhe quais os passos a serem seguidos na elaboração do Planejamento de Marketing Internacional do Espaço Greenpeace, para a concretização do objetivo acima.

2) Caso o Greenpeace tivesse interesse em atingir os brasileiros que residem nos EUA para ajudar a defender a Amazônia, identifique cidades, Estados ou regiões nos Estados Unidos onde há concentração de brasileiros.

3) Identifique pelo menos duas Feiras de franquia ou de negócios, no Brasil ou nos EUA, nas quais você recomendaria a participação do Greenpeace. Justifique sua escolha.

4) Em que outros países você acredita que haveria concentração de brasileiros em escala suficiente para justificar a abertura de novas unidades no exterior, de modo a se encontrar brasileiros dispostos a defender questões relacionadas à Amazônia?

5) Que outros critérios você utilizaria para recomendar praças de interesse no exterior para a montagem de lojas do Espaço Greenpeace?

6) Pesquise no site da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e liste pelo menos 12 franqueadoras brasileiras que estejam exportando seu conceito de negócios. Identifique os mercados que os franqueadores brasileiros estão selecionando. Por que razão você acredita que estes mercados estejam sendo preferidos?

7) Identifique as principais feiras e eventos internacionais nos quais a ABF já tenha participado ou esteja participando ativamente, como expositor e/ou palestrante.

8) Que estratégia de precificação você utilizaria para lançar camisetas estampadas com a marca Greenpeace seguida dos dizeres “Proteja a Amazônia” nos EUA?

9) Quais estratégias de Marketing Social e Ambiental em se tratando de divulgação da marca e dos produtos com eco eficiência que poderão ser adotadas para alcançar seu objetivo?

10) Em um determinado momento um consumidor “responsável” resolveu abordar um vendedor de uma das lojas franqueadas da marca Greenpeace no que tange a roupas com a etiqueta 100% algodão. Na pergunta o mesmo solicitou informações a respeito da matéria-prima e origem do algodão. O mesmo por sua vez ao ser indagado pelo consumidor não possui capacitação a respeito e tão mesmo conhecia o que era uma produção agrícola orgânica no caso do algodão. Que estratégias de Marketing ambiental seriam necessárias buscando integrar os segmentos franqueados e os vendedores?

11) O Greenpeace é uma organização não governamental internacional com escritórios no Brasil e em diferentes países. Em várias situação já levantadas por Ongs nacionais existem situações onde grande parte das ações desta Ong não são divulgadas e seu produto no aspecto de Marketing é pouco conhecido. Em se tratando de consumo responsável e com os atributos governamentais de nacionalidade e soberania, como a referida Ong poderá tratar a responsabilidade sócio-ambiental, levando em conta a tendência nacional indicada?

12) Encontramos no dia a dia consumidores que ao adquirir um produto, seja ele, veículo, alimentos, vestuário etc., procuram verificar se o mesmo possuí uma rotulagem ambiental ou de programas de responsabilidade social corporativa. Como poderia ser agregado valor a marca franqueada do Greenpeace frente as inovações do mercado?

13) A legislação ambiental no que diz respeito a rotulagem ambiental e social, bem como, a certificação da empresas no Brasil é de caráter voluntário. Temos órgão “acreditadores” e certificadores. No caso citado da Ong Greenpeace será importante que seus produtos possuam além da marca com o nome da Ong, um órgão que emita um selo de “crença” ou rotulagem. Mesmo não havendo a obrigatoriedade de tal como forma agregar valor ao produto, qual o grau de importância desse processo?

14) “A empresa deve ser socialmente justa e ambientalmente responsável”. Desenvolva um projeto contendo: Definição do problema, justificativa, objetivos e metodologia, para uma empresa que quer ter no seu produto o referencial acima.

COMPETÊNCIAS

1) Identificar, analisar e compreender como empresas brasileiras podem elaborar um Planejamento de Marketing Internacional, de modo a agregar valor a seus produtos e serviços.

2) Identificar critérios para a seleção de praças no exterior.

3) Compreender a importância de feiras e eventos como meio para o lançamento de novos negócios em mercados estrangeiros.

4) Analisar cases que ilustram como promover negócios brasileiros ou mesmo internacionais no exterior.

5) Analisar – sob ponto de vista crítico – os critérios para seleção de países para exportação de negócios utilizados pelas empresas.

6) Identificar e conhecer órgãos e entidades que oferecem apoio ao processo de expansão de negócios no mercado internacional.

7) Aprofundar conhecimentos no sistema de franchising e licenciamento como opções estratégicas de expansão de negócios no mercado internacional.

8) Identificar e conhecer a importância das estratégias de precificação para expansão de negócios no exterior.

9) Identificar o significado do termo eco eficiência, buscar um entendimento a partir do termo.

10) Buscar compreender os passos do processo de produção e matéria-prima, boas práticas de desenvolvimento sustentável.

11) Mediação de conflitos entre Ongs, conhecer o processo de socialização dos movimentos ambientalistas a partir da Eco-Rio 92.

12) Identificar selos no processo de rotulagem ambiental e social.

13) Buscar informações e conhecimentos referente ao caráter voluntário de certificação ambiental no Brasil. Ausência da obrigatoriedade.

14) Identificar estudos de caso em empreendimentos onde a filosofia foi a citada, na qual a empresa melhora a qualidade de vida dos seus e agrega valor nos produtos.

15) Desenvolver projetos com ações sócio-ambientais, procedimentos para a que a empresa seja socialmente justa e ambientalmente responsável

ATIVIDADE SUPERVISIONADA – MÓDULO C FASE I

1– Os passos a ser seguido na elaboração do Planejamento de Marketing visando às necessidades de um Plano de Negócio Internacional do Espaço Greenpeace são:

Busca das soluções para os problemas detectados tipo cultura local; Avaliação do custo necessário do possível projeto a ser implementado na empresa 4 P’s; Implementação de slogans associando o produto ao verde e a vida; Pesquisa de Mercado; Selecionar mercados para venda de seus produtos; Identificar tendências e expectativas; Reconhecer a concorrência; Conhecer e avaliar oportunidades e ameaças; Atingir o Mercado Externo; Verificar se o mercado é dominado por um ou vários concorrentes; Saber quais os preços praticados pelos produtores concorrentes; Identificar a forma de controle dos canais de distribuição; Apontar se existe nesse mercado algum segmento não atendido eficazmente, que possa representar uma oportunidade comercial; Conhecer as perspectivas de expansão dos concorrentes neste mercado; Avaliar quais os serviços esperados pelos importadores de um determinado mercado quanto à reposição de mercadorias e assistência pós-venda; A Seleção do Mercado; A atratividade deste mercado; As vantagens competitivas que serão obtidas; E os riscos que este mercado oferece; Além de participar de Feiras Internacionais; Promoção do produto; Formas de penetração no mercado externo; Exportação Direta e Exportação Indireta.

2 – Sabemos que cerca de 1,2 milhões de brasileiros legais e ilegais vivem em três regiões dos Estados unidos, segundo pesquisa do jornal Folha de São Paulo de 09/12/2007 em seu Caderno C1, pg, C17, a concentração de brasileiros está assim distribuída: Região um, Califórnia, com cerca de 105 mil, Região dois, Alabama, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Flórida, Geórgia, Mississipi e Tennessee com cerca de 370 mil e Região três, Nova York, Nova Jersey, Connecticut, Pensilvânia e Massachusetts com cerca de 570 mil brasileiros.

3 – A FIEMA BRASIL 2008 é uma grande oportunidade de negócios. Ela é uma feira que apresenta soluções para o desenvolvimento sustentável onde se concentram empresas e profissionais do mundo inteiro que buscam incansavelmente, fechamento de negócios e parcerias, trocando informações, buscando soluções e divulgando iniciativas ambientais. Também a Espaço Franquia promovida pela ABF, onde comprovadamente tem sido satisfatória a participação de empresas como O Boticário com duas mil e quatrocentas franquias no Brasil e trezentas franquias no exterior. Por tudo isso se deve apresentar os produtos no Espaço Greenpeace, serviços de assessoria, matérias-primas, máquinas e tecnologia através de catálogos. O bom Empreendedor sabe que: Existe um Futuro para o nosso planeta. E que grandes Negócios só se alcança com responsabilidade social e ambiental justa e correta.

4 – Acreditamos que além dos Estados Unidos onde há grande concentração de brasileiros e que conhecem e por isso defenderiam sua pátria, nos países como: Portugal, Espanha, Angola, México e no Japão, onde, por exemplo, sabemos que desde a migração nos anos 80, há grande concentração de brasileiros nas cidades de Hamamatsu, na província de Shizuoka-ken com 12.724, Tokyohashi-shi em Aichi-ken com 9.276, Toyota-Shi com 6.201, Nagoya-Shi com 4.721, em Okozaki-Shi com 3.969, em Yokohama-Shi na província de Kanagawa-Ken com 3.919, Suzuka-Shi na província de Mie-Ken com 3.862, em Iwata-Shi na província de Shizuoka-Ken com 3.353 e, Oota-Shi na província de Gumma-Ken com 3.289, além de outros, que sabem da necessidade de proteção do pulmão da terra (A Amazônia), pois, se não a preservarmos imediatamente, estaremos fadados a fracassarmos por não termos cuidado e nem preservado o meio ambiente às gerações futuras. E isso é uma vergonha.

5 – Em feiras de exportação e eventos com amostras do produto e nas praças onde o sistema de franquias como projeto inicial, já tiveram retorno positivo, tais como o grupo: Livraria Nobel que já abriu cinco unidades em Portugal e Espanha e uma em Angola. Outra rede que obteve sucesso no exterior foi a Showcolate, que conseguiu implantar dez unidades nos Estados Unidos, três em Portugal e está com mais de 30 franquias em processo de abertura em diversos países do mundo. É preciso ter percepção e sentir a aceitação do produto dentro do mercado internacional.

6 – Franquias nacionais serão exportadas com apoio do Governo Federal a partir de dezembro deste ano. Por meio de um convênio firmado no último dia 18 entre a APEX-Brasil (Agência de Promoção de Exportações do Brasil) e a ABF (Associação Brasileira de Franchising), 12 empresas associadas receberão incentivos da ordem de R$ 1,8 milhão para ações de divulgação, difusão e inserção de suas marcas no mercado externo.

O foco dos projetos são os mercados mexicano, americano, espanhol e português, tendo como meta fechar o ano com mais de US$ 5,3 milhões exportados. As franquias que fazem parte do projeto são China in Box, Spoleto, Vivenda do Camarão, Wizard, BIT Company, Golden Services, Livraria Nobel, Movimento, Oceanic Cosméticos, Mundo Verde, Carmen Steffens e Bon Grillê.

Com o aumento da demanda, estima-se que 400 novos postos de trabalho diretos sejam criados no país. O projeto prevê ações de divulgação junto à mídia nos mercados-alvo, fortalecimento do relacionamento com outras associações de franquias, um Projeto Comprador (no qual empresários internacionais vêm ao Brasil negociar com empresários nacionais), publicidade internacional e participação em 4 feiras internacionais de franquia que acontecem no México, nos Estados Unidos, em Portugal e na Espanha.

O trabalho em parceria com a ABF será o de atrair a atenção dos investidores internacionais para as marcas brasileiras. O país é hoje o terceiro país do mundo em número de franquias. Precisamos divulgar nossa capacidade no mercado externo, mostrando que temos criatividade, qualidade e preço competitivo’, afirma Juan Quirós, presidente da APEX-Brasil.Para Gerson Keila, presidente da ABF, ao contrário do que se imagina, 90% das redes de franquia que operam no Brasil são genuinamente nacionais. Além da geração de empregos no Brasil, a franchising nacional tem potencial para gerar divisas ao País e colaborar com a divulgação da marca Brasil no exterior’, afirma

7– PERU: Camara Peruana de Franquicias; INDIA: Franchise Índia 2007 (11 e 12 de dezembro 2007); TURQUIA: Franchising Exhibitions For Turkey e Syria Region ( 13 a 16 de dembro de 2007); MÉXICO: Feira Internacional de Franquicias; ITALIA: 11º Salon de La Granquicia Y del comercio Innovador (9 a 11 de março de 2008); BUENOS AIRES: Exposicion Internacional Franquicias 2008 ( de 15 e 16 de maio de 2008); ESPANHA: Expofranquicia ( De 22 a 24 de maio de 2008).

– Utilizaria a estratégias de ingresso em novos mercados e como estratégia de penetração de mercado, introduziria o produto no mercado selecionando um preço inicial reduzido, em termos do espectro de possíveis preços esperados pelo consumidor, Proteja a Amazônia e estarás protegendo a sua Vida.

9 – Considerando a base fundamental do “bem estar social” aliado a qualidade de vida, as estratégias do Marketing Social e Ambiental para divulgação da marca e do produto com eco eficiência que poderão ser adotadas, além da consciência de que ele é quem cria e administra todo o processo, cujas ações e resultados passam a construir valores que se agregam ao produto, observando o seu retorno, como processo de mudança comportamental e de apoio às iniciativas social e ambiental que melhoram a sua imagem, será a eficiência da divulgação sobre a origem do produto, sua fabricação ”justa e ambientalmente responsável” e socialmente correta, além da disseminação do conhecimento dos problemas sociais na promoção da saúde e consequentemente a continuidade da vida de todos no planeta terra.

10 – Além da urgente Capacitação e inclusão de todos os agentes externos e internos envolvidos no processo de integração do produto, uma linguagem universal apresentando um projeto que demonstrasse a Recuperação de Áreas Alteradas na Amazônia, através de uma produção agrícola orgânica do algodão apoiando iniciativas governamentais e da sociedade civil organizada; sistematizando e divulgando informações relativas a recuperação e aproveitamento econômico sustentável; além de orientar, planejar, implementar e contribuir para definição de políticas coerentes com o objetivo geral, como metas assumidas no Projeto

11 – Poderá apresentar um estudo do solo que é um componente fundamental do ecossistema terrestre, pois, além de ser o principal substrato utilizado pelas plantas para o seu crescimento e disseminação, fornecendo água, ar e nutrientes, exerce, também, multiplicidade de funções como regulação da distribuição, escoamento e infiltração da água da chuva e de irrigação, armazenamento e ciclagem de nutrientes para as plantas e outros elementos, ação filtrante e protetora da qualidade da água e do ar.

O estudo científico do solo, a aquisição e disseminação de informações do papel que o mesmo exerce na natureza e sua importância na vida do homem, são condições primordiais para sua proteção e conservação, e uma garantia da manutenção de meio ambiente sadio e auto-sustentável, no entanto, o espaço dedicado a este componente do sistema natural é freqüentemente nulo ou relegado a um plano menor nos conteúdos de ensino fundamental e médio, tanto na área urbana como rural.

A população em geral desconhece a importância do solo, o que contribui para ampliar processos que levam à sua alteração e degradação. A responsabilidade sócio-ambiental é responsabilidade de todos e essa é a consciência que todos devemos ter acima de tudo se queremos ver nosso planeta azul continuar azul com um verde maravilhoso e divino.

12 – Poderia se agregar valores criando adesivos demonstrando que o Greenpeace nasceu do Caos ambiental para recuperar e transformar a sua vida e você não pode ficar de fora.além disso poderia se criar a rotulagem ambiental sendo esta a melhor forma de agregar valor a marca Greenpeace, pois hoje já é uma realidade em uma rápida evolução em todos os mercados e vem sendo implementada tanto nas economias desenvolvidas quanto nas economias emergentes e nos demais países em desenvolvimento, a rotulagem ambiental surge como uma das facetas do processo pelo qual a proteção ao meio ambiente se converte num valor social. De fato, o aumento da consciência ambiental a que se assiste, nos últimos anos, tem sido acompanhado por efeitos nos mercados consumidores de produtos e serviços.

13 – O grau de importância é vital nesse processo, pois ele será o carro chefe das ações da ONG em sua caminhada na defesa do meio ambiente socialmente justo e corretamente responsável e mesmo que não obrigatória até o momento, a rotulagem ambiental, encoraja a inovação ambientalmente saudável na Indústria, promovem um incentivo mercadológico para as empresas introduzirem tecnologias inovadoras, saudáveis do ponto de vista ambiental, bem como posições de liderança em relação aos aspectos ambientais, desenvolve a consciência ambiental dos consumidores, por se tratar de um meio idôneo e confiável para dar visibilidade no mercado aos produtos ou serviços preferíveis do ponto de vista ambiental, os rótulos ambientais são um dos instrumentos mais eficazes para esse fim.

A sociedade está cada vez mais exigente e as organizações que pretendem crescer e avançar na tecnologia e no mercado que deverá passo a passo certificar os seus produtos. Portanto este processo é de grande importância para a ONG Greenpeace.

14 – DEFINIÇÃO DO PROBLEMA: “OS RECURSOS NATURAIS ESTÃO CADA VEZ MAIS LIMITADOS, E AS NECESSIDADES HUMANAS, CADA VEZ MAIS ILIMITADAS”. O desmatamento da Amazônia, o Assoreamento dos rios e lagos e as queimadas criminosas, são um caos que precisam ser combatidos mundialmente por todas a raças e nações, pois a Amazônia é responsável pela manutenção do equilíbrio da vida no Planeta Terra. JUSTIFICATIVA: A degradação do meio ambiente constitui um dos grandes males da humanidade.

A procura e o consumo de produtos dentro das normas ambientais vêm aumentando gradativamente, a sociedade está atenta aos métodos produtivos que as empresas utilizam, verificando o nível de poluição e degradação que estão causando, o que tem sido feito para reparar esses níveis é o empenho em procurar alternativas para a produção. Hoje, a tendência é que o conceito de valor para os clientes e investidores vá muito além de preços baixos, indo ao encontro de atender aos objetivos do desenvolvimento sustentável.

OBJETIVOS: Colaboração com escolas, postos de saúde e entidades sociais da comunidade; Programas de Alfabetização para funcionários e familiares; Adoção de práticas efetivas de combate à poluição; Campanhas para erradicação do Trabalho infantil; Participação em projetos de conservação ambiental de áreas públicas; Promoção de eventos sociais, etc; O GANHO DAS EMPRESAS COM AS PRÁTICAS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL SÃO:

Fortalecimento e fidelidade pelo consumidor em relação à sua marca e terá sua imagem fortalecida perante a opinião pública; a valorização das ações que conseqüentemente trará lucros aos seus acionistas; O retorno publicitário com propagandas espontâneas; A possibilidade de isenções fiscais devido aos vários tipos de projetos sócias, como os ambientais, por exemplo: Maior produtividade devido à motivação dos funcionários e ganhos sociais pelas mudanças comportamentais da sociedade.

Philips – Organização do Futuro

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A Royal Philips Electronics é uma empresa multinacional Holandesa, é um dos maiores fabricantes de equipamentos eletrônicos do mundo e o maior na Europa, que criou diversas coisas, entre elas: as fitas cassete, vídeos e os CDs. A atividade dela estende-se a cerca de 60 negócios, que vão desde a Eletrônica de Consumo aos Aparelhos Domésticos, e dos Sistemas de Segurança aos Semicondutores. As suas áreas de atuação são:

– Eletrônicos de consumo (CE);

– Aplicações domésticas e cuidados pessoais (DAP) – a se fundirem em uma única área em 2008;

– Sistemas médicos (PMS);

– Iluminação (Lighting).

Líder mundial em tecnologia digital para televisão e telas de imagem, sistemas de comunicação sem fio, reconhecimento de voz, compressão de vídeo, produtos ópticos e de armazenamento, bem como na tecnologia semicondutora subjacente que torna possíveis essas inovações.

Também possui importantes soluções em iluminação, sistemas médicos (particularmente exames e outros meios de diagnóstico) e aparelhos eletrodomésticos e de cuidados pessoais, sendo os nossos investimentos em design e novos materiais essenciais para alcançar o sucesso.

A missão da Philips é melhorar a qualidade de vida das pessoas através da introdução, no tempo certo, de inovações tecnologicamente significativas.

Os valores:

– Encantar os consumidores

– Cumprir os seus compromissos

– Desenvolver os seus funcionários

– Estimular a interdependência

A estratégia utilizada pela Philips:

– Melhorar a rentabilidade através da realocação de capital para oportunidades de negócio que ofereçam retorno mais consistente e maior.

– Alinhar a marca Philips e as nossas competências-chave em cuidados de saúde, estilo de vida e tecnologia visando ao crescimento em categorias e zonas geográficas selecionadas.

– Constituir parcerias com clientes-chave nas áreas B2B e B2C.

– Continuar a investir na manutenção de pesquisa e desenvolvimento de classe mundial, fortalecer o portfólio de propriedade intelectual e fortalecer as nossas competências de liderança.

– Impulsionar a produtividade por meio da transformação do negócio e da excelência operacional.



O plano da Philips é atuar cada vez mais na área da saúde, cuidados pessoais e estilo de vida, produzindo, por exemplo, desfibriladores portáteis e aparelhos que representem convergência de recursos e funções – como diz o slogan da empresa, “Sense and Simplicity”.

Como um método de negócio, a Philips se foca muito em design, e não é apenas para cria produtos com um aspecto agradável, mas como uma ferramenta no processo de inovação, com o objetivo de criar soluções que humanizem a tecnologia.

A Philips, em 1914, fundou na Holanda a Philips Research que é uma das maiores organizações mundiais privadas de pesquisa e investigação, com laboratórios na Holanda, na Bélgica, na Inglaterra, na Alemanha, nos Estados Unidos da América, na China e na Índia, num total de 2,1 mil pessoas.

As pesquisas são centradas nas áreas estratégicas da Philips: Cuidados com a Saúde, Estilo de Vida e Tecnologia. A Philips Research acredita no uso da pesquisa com o espírito da inovação aberta. Porque, fazendo parcerias, a empresa acelera o processo da inovação e constrói plataformas comuns que realmente interessam e são adotadas.

A Philips do Brasil ganhou dois prêmios inéditos da ABS (Agência Brasil de Segurança): o Prêmio TOP de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho e o Prêmio ABS de Segurança e Saúde no Trabalho. Criado em 1998, com a proposta de mensurar o desenvolvimento da aplicação de ações de prevenção nas empresas, o Prêmio ABS destaca as empresas que, devido à implantação de ações dessa natureza, apresentam os melhores resultados na qualidade de seu ambiente de trabalho.

Responsabilidade Individual

Para a Philips, a consciência sobre sustentabilidade começa dentro da empresa, com seus funcionários, fornecedores e parceiros de negócios, para depois atingir a comunidade. Busca criar um ambiente que reforça o trabalho em equipe, o aprendizado contínuo e a importância da diversidade e da inclusão entre seus funcionários, fornecedores e parceiros de negócios para, então, alcançar as comunidades. A empresa considera a responsabilidade individual como a primeira etapa no processo de desenvolvimento sustentável. Desta forma, todas as iniciativas partem de dentro para fora.

Os programas da Responsabilidade Individual são:

– Programa Qualidade de Vida: estimular as pessoas a mudarem seu estilo de vida, a adotarem hábitos mais saudáveis e a valorizarem a prevenção de doenças;

– Programa de Voluntários: oferecer ao público interno a possibilidade de exercer sua cidadania por meio do trabalho voluntário estruturado

– Programa para Aposentados;

– Diversidade – Singulares: A Philips absorve a cultura dos países em que atua e aproveita para criar iniciativas para garantir a igualdade, com foco na sustentabilidade. A importância do respeito às diferenças deve ser valorizada para que os funcionários possam se expressar e planejar atitudes de maneira mais ampla. O Programa Singulares, implantado no Brasil em 2003, aborda o tema diversidade por meio da conscientização e da sensibilização dos colaboradores, incentivando a aceitação e a integração das diferenças individuais;

– Linha Ética: canal de comunicação adicional entre a empresa e seus colaboradores. A ferramenta foi desenvolvida para facilitar o relato de violações aos Princípios Gerais de Negócios da Philips (PGN) e às políticas relacionadas;

– Vida Sana;

– Voto Consiente: a Philips também está comprometida com os valores democráticos e atenta à vida política de todos os países da América Latina. Por isso, desenvolveu em 2002, com o apoio da organização não-governamental Transparência Brasil, o projeto Voto Consciente. O objetivo é conscientizar seus funcionários sobre a importância das eleições e de exercer a cidadania por meio do voto;

– Philips Helps you to help: a Philips apóia e estimula seus funcionários para que participem de programas sociais em prol da melhoria das comunidades. Criado na Argentina, o projeto Philips te Ajuda a Ajudar canaliza recursos para instituições que contam com o trabalho voluntário dos funcionários. O Comitê de Sustentabilidade da empresa avalia todas as propostas apresentadas pelos voluntários e prioriza os projetos com mais sustentabilidade.

Responsabilidade Ambiental

A Philips há mais de três décadas, se preocupa com a responsabilidade ambiental, a preservação do meio ambiente está diretamente ligada ao planejamento estratégico, em que produtos, processos e serviços são revistos, planejados e produzidos com esse objetivo. Objetivo é desenvolver produtos que causem o menor impacto possível ao meio ambiente, seja pela diminuição de seu peso, menor uso de substâncias tóxicas, redução do consumo de energia, reciclagem e descarte de embalagens, ou por acreditar que a prevenção ainda é a melhor solução. A Philips conta com cinco programas ligados a responsabilidade ambiental, são eles:

– Ecovisin

Esse programa tem a intenção de educar, preservar a natureza e ter responsabilidade com o meio ambiente. Criando novos produtos aos consumidores que diminuam o em pacto ambiental. Baseado na consciência ambiental, que se foca em cinco critérios principais: Peso, Uso de substancias tóxicas, Consumo de energia, Reciclagem e descarte final, e embalagem, Tempo de vida útil das lâmpadas produzidas.

– Eco Team: Programa de reciclagem

O projeto faz com que se reciclem papel, cartuchos, copos plásticos e baterias. As metas do programa de reciclagem são: reduzir o volume de papel, economizar os recursos naturais, fortalecer a imagem da Philips, promover a conscientização ambiental para os funcionários, difundir a utilização do papel reciclado, proporcionar a economia na empresa por meio da cultura do reaproveitamento evitando o desperdício e incentivar a preservação do meio ambiente, diminuindo o desmatamento de áreas verdes e o impacto ambiental, entre outras.

– Bosque Ecológico Philips da Amazônia

Criado em Manaus, conforme as legislações locais, federais e convenções internacionais, o bosque trabalha para manter e preservar o meio ambiente, tem 45 mil m² que abriga uma Estação de Tratamento de Efluentes Biológicos e 25 mil m² de área livre. O objetivo é conscientizar os visitantes sobre a importância da educação ambiental e da preservação de espécies ameaçadas, além de estimular a pesquisa como forma de garantir um futuro sustentável.

– Campanha Consumo Consciente de Energia

Com o objetivo de conscientizar os funcionários a consumir energia de forma mais consciente. Foi criada a Campanha Consumo Consciente de Energia. A idéia é incentivar os funcionários do escritório a desligar as luzes e os computadores ao sair da mesa, além de incentivá-los a usar as escadas para subir um ou dois andares, em vez dos elevadores.

Responsabilidade Econômica

A Philips trabalha para se transformar em uma empresa que consiga, a partir do conceito de sustentabilidade, ser mais eficiente também em termos econômicos. A política de responsabilidade econômica reúne critérios de sustentabilidade em sua estratégia corporativa para aumentar o valor das ações da Philips no mercado financeiro.

A organização tem trabalhado para melhorar sua participação social e sua qualidade ambiental, provando que negócios responsáveis são bons negócios. Agindo desta maneira a empresa tem sido capaz de melhorar seu desempenho econômico, bem como o dos seus acionistas e o da sociedade como um todo. A Philips entende que o desenvolvimento sustentável é uma das questões mais desafiadoras para o nosso mundo:

Responsabilidade Social

A Philips busca desde sempre envolver-se permanentemente com todos os setores da sociedade, através de alianças e diálogos permanentes, estabelecendo troca de conhecimentos.

Investimentos constantes têm sido uma característica dessa responsabilidade. Para fazer produtos compatíveis com toda a diversidade de pessoas que existe no mundo, a companhia investe cerca de 10% de seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento. Atualmente, já registra mais de 115 mil patentes e coloca a qualidade de vida de seus consumidores e colaboradores em primeiro lugar.

Se Preparando para o futuro

A Philips durante os seus 116 anos, sempre acreditou que para obter o sucesso é preciso estar investindo em tecnologia, em pesquisas, nos seus funcionários e ter sempre o foco nos clientes.

E agora mais do que nunca ela esta se preparando para o futuro, a primeira mudança foi no cartão de visitas: “Saúde, estilo de Vida e Tecnologia” é como ela se apresenta agora. E o que parece um inofensivo jogo de palavras na verdade esconde uma profunda revolução nos negócios do grupo holandês.

Sabe-se que a população vai aumentar e estudos acreditam que nos próximos 50 anos a população vai aumentar dos atuais seis bilhões de pessoas para um número entre nove e onze bilhões. O consumo de matérias-primas crescerá substancialmente, demandando inovações tecnológicas para proteger os recursos naturais, cada vez mais limitados.

O crescimento da população e o aumento das necessidades das pessoas criam novas oportunidades, principalmente nos mercados em desenvolvimento e emergentes. Para obter sucesso, os negócios têm de compreender a natureza das mudanças para poder responder ao desejo das comunidades por melhorias na qualidade de vida.

A Philips acredita firmemente que um comportamento social e ambiental responsável contribui para gerar crescimento de lucro sustentável e criação de valor. A empresa inclui o pensamento e a ação em sustentabilidade em todas as suas atividades.

Desde sua fundação em 1891, a Philips trabalha para promover igualdade social e qualidade ambiental, provando que um negócio responsável é um bom negócio. Operando desta forma, a companhia vem aumentando a sua prosperidade econômica, dos seus acionistas e das comunidades nas quais atua. Com a sua tradição em integrar questões individuais, econômicas, ambientais e sociais, a Philips entende que o desenvolvimento sustentável é uma das questões.

Saúde

Essa organização esta sendo reinventada, pois pela primeira vez a Philips esta atuando na área da saúde. E tudo indica que ira ser no futuro o seu negócio mais importante. E quando se fala na área médica, a Philips tem como alvo a venda de aparelhos de ressonância magnética, ultra-sons, raios-x, tomógrafos – um mercado global de US$ 350 bilhões ao ano.



A sua trajetória nesse novo segmento começou a apresentar seus primeiros efeitos positivos, sobretudo no Brasil. No ano passado, o volume de equipamentos importados pela companhia quadruplicou. As mudanças, no entanto, são um pouco mais antigas.

Em 1999, a Philips tinha 12 diferentes unidades de negócios. Havia desde uma operadora de TV a cabo até a gravadora Polygram. Já acostumada a viradas substantivas no seu negócio – a mais importante aconteceu depois da II Guerra Mundial, quando ela substituiu a fabricação de equipamentos de comunicação militar por produtos eletrônicos de consumo – a empresa identificou na saúde um grande filão. Por um simples motivo. A população mundial está envelhecendo, principalmente nos países desenvolvidos, e os custos médicos vêm aumentando na mesma proporção.

A solução dessa equação passa pela inversão do modelo atual, no qual governos e empresas de planos de saúde se preocupam mais com o tratamento do que com a prevenção de doenças. Com esse espírito, a Philips foi às compras após vender aquilo que já não estava dentro de seus planos, como a própria Polygram. Cinco companhias na área médica foram adquiridas. Entre elas, a inglesa Marconi (transação de US$ 1,1 bilhão), líder mundial em equipamentos de ultra-som, e a parte da nação de US$ 1,1 (bilhão), líder mundial em equipamentos de ultra-som, e a parte da Hewlett Packard que atuava nessa área.

Esse é um jogo, porém, no qual a Philips tem concorrentes bem posicionados. A alemã Siemens e as americanas Kodak e General Electric são os principais adversários da empresa holandesa. Só a divisão médica da GE faturou US$ 14 bilhões no ano passado. Na Siemens, as vendas foram de US$ 11,9 bilhões. “Atualmente somos a divisão mais lucrativa da empresa”, afirma Roberto Braga, diretor no Brasil da Siemens Soluções Médicas.

A companhia definiu como estratégia a abertura de escritórios regionais em todo o País para atender a demanda dos clientes e dessa forma neutralizar a chegada dos concorrentes. Outra aposta é a produção local de alguns equipamentos como aparelhos de raio-x. No caso da Kodak, a disputa acontece na área de imagem. Conhecida como sinônimo de fotografia, a companhia está passando por uma reestruturação cujo alvo principal é justamente o setor médico.

A Philips não deixa por menos. Vem implementando uma série de ações estratégicas para alavancar seu negócio médico no País. Na semana passada, a multinacional fechou acordo com o São Paulo Futebol Clube para equipar o estádio do Morumbi com dez desfibriladores semi-automáticos. Ainda este ano, terá um caminhão-tomógrafo fazendo exames gratuitos em comunidades carentes. Há também uma parceria com o laboratório de análises clínicas Fleury, um dos maiores do País, pela qual os médicos da instituição participam do desenvolvimento de novos equipamentos.

Os holandeses da Philips estão tão comprometidos com essa estratégia que pretendem romper fronteiras do seu próprio negócio. Com seus equipamentos, a Philips pretende auxiliar na criação de remédios do futuro. A divisão de saúde representa uma convergência à medida que se utiliza da base tecnológica da empresa: displays, armazenagem de informação, conectividade sem fio e processamento digital. O negócio médico acaba até abrindo portas para os outros departamentos do grupo. Num hospital, por exemplo. A Philips pode fornecer o tomógrafo e o ultra-som do centro de diagnósticos, as TVs e os DVDs para os apartamentos, as lâmpadas especiais das salas de cirurgia, e um aparelho no qual o médico dita suas observações e elas são arquivadas, em forma de texto, na ficha eletrônica do paciente.

Informática

Com o objetivo de se tornar uma das lideres no segmento de microcomputadores, a Philips anunciou o lançamento de dois modelos de notebooks no mercado brasileiro, atingindo sua participação de 10% do mercado em dois anos. Esses computadores foram desenvolvidos especialmente para o mercado brasileiro. A aposta da empresa se baseia principalmente nos dados de que houve um forte aumento no consumo de produtos de informática no país.

A decisão de investir no mercado de informática no país, vem em época oportuna para a Philips. Porém, existe uma séria concorrência. As líderes atuais — Positivo Informática, Dell e Hewlett-Packard (HP) — têm, também, voltado suas atenções para o segmento de notebooks. Tradicionalmente conhecida como companhia de equipamentos eletrônicos domésticos, como aparelhos de som, TVs e DVDs, a Philips entra pela primeira vez no mundo nesse mercado de fabricação de PCs. No Reino Unido, computadores fabricados pela Dixon já são vendidos com a marca Philips, mas não são produzidos pela companhia. Ainda que seja pioneira a iniciativa no Brasil, não está descartada a produção de computadores em outros países. A princípio a produção local no Brasil será destinada ao mercado local e não à exportação.

Tecidos do Futuro

Uma de suas ultimas novidade foi o desenvolvimento de uma tecnologia que ilumina jaquetas, chamada Lumalive, que permitirá a criação de mensagens, gráficos e superfícies multicoloridas em jaquetas e casacos.

Dotadas de componentes eletrônicos e baterias, as jaquetas podem parecer difíceis de lavar num primeiro momento: Mas, segundo a Philips a remoção de tais componentes e sua reinserção subseqüente não é complicada. E para quem acha que usar roupas costuradas com tecidos luminosos é loucura, é bom saber que o novo produto é escalonável, ou seja, os tecidos também podem ser usados em aplicações maiores, como na confecção de tapetes ou de sofás especiais, que podem inclusive indicar com cores o humor momentâneo de quem está sentado neles. Toda a parte elétrica – baterias e luzes – está integrada e completamente invisível aos olhos de outros pessoas, inclusive do dono do casaco. A tecnologia pode ser utilizada também em mobílias e que a primeira geração de jaquetas está pronta para ser comercializada.

Conclusão

Durante toda a sua vida, a Philips, se preocupou com o futuro e não é a toa que esta no mercado a mais de 116 anos. Sempre procurando inovar, investindo em tecnologia, realizando diversas pesquisas, evoluindo seus produtos, etc.

E nesses últimos anos, ela sabe que para sobre viver no futuro não basta se focar apenas na tecnologia e inovação. É preciso estar ligado nas responsabilidades, tanto na social quanto na ambiental. Pois seus clientes cada vez mais estão preocupados com relação a estes assuntos. Principalmente com o meio ambiente.

Alem disso a Philips procura sempre novas oportunidades, expandindo o seu negocio em diversas áreas. E é por isso que é considerada uma das maiores multinacional existentes no mundo.

Cultura da Manga

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1. ORIGEM

– Origem: Continente Asiático.

– Principal país produtor do mundo: Índia.

– Introdução Brasil: século XVII pelos portugueses.

2. IMPORTÂNCIA ECONÔMICA

– De clima tropical: cultivada em todo Brasil, mas alguns estados + tecnificados.

– Maiores áreas cultivadas: SP, BA, MG. Quadro 1.

– Nordeste: crescimento com tecnologia (irrigação, podas, indução florescimento).

– Manga: mercado em expansão. Exportação em alta.

– variação dos preços de 1985 (350 dólares/ton) a 1995 (2.260 dólares/ton).

– preços médios mensais <$ em dez/jan (pico safra). Importante antecipar produção para out/nov c/ técnicas de indução p/ obter melhores preços (entressafra).

3. VALOR NUTRICIONAL

– Natural (sobremesa), sucos, sorvetes, molhos, geléias, etc.

– Destaca-se de outras frutas pelo alto teor de Vit A, sendo também importante fonte de Vit C, do complexo B, sais minerais, fibras (bom para funcionamento do intestino).

4. BOTÂNICA E VARIEDADES

– Família: Anacardiaceae

– Gênero: Mangifera

– Espécie: Mangifera indica

– Escolha da cultivar: f(condições ecológicas, resistente praga/doença, qualidade frutos, produtividade). Quadro 4.

– Mais bem aceitas: Haden, Keitt, Van Dyke, Palmer e Tommy Atkins.

– Para suco de manga, um dos cultivares mais procurados é o “Ubá”, muito disseminado na Zona da mata mineira, devido à coloração e ao sabor da polpa, além de sua grande ocorrência natural. Em razão de a maioria das mangueiras ‘Ubá’ na Zona da mata mineira ter sido originada de sementes, existe considerável variabilidade entre elas, havendo necessidade de um trabalho de seleção, visando identificar indivíduos superiores em relação a características agronômicas definidas como adequadas.

5. CLIMA E SOLO

– Sensível ao frio; T menores que 15 ºC prejudica produção.

– Sem luz (sombra) a planta floresce, mas não produz.

– Antes de florescer: sem chuva p/ paralisar crescimento vegetativo e acontecer à indução do florescimento.

– Depois do florescimento deve ter chuva para bom vingamento de flores. No Nordeste irriga.

– Chuvas durante o florescimento: fungos, prejudica polinização (lava o grão de pólen, atrapalha insetos polinizadores, etc).

– Planta rústica que se adapta a vários tipos de solos.

– No geral, devem ser profundos e bem drenados, evitando-se aqueles com menos de 2.0 m de profundidade de perfil.

– Sensíveis a salinidade do solo (Na). Solução: porta-enxertos tolerantes, manejo adequado irrigação.

6. CALAGEM

– De acordo com a necessidade, pelo resultado de Análise de Solo.

7. ADUBAÇÃO

– Covas: 50 x 50 x 50 cm.

– 30 dias antes do plantio: mistura-se o solo retirado das covas com 20 L de esterco de curral, ou 5 L de esterco de galinha, ou 2 L de torta de mamona..

– Ver quadro.

– Pomares em produção usar pelo menos 2 aplicações/ano de micro nutrientes, especialmente boro e zinco; através de pulverizações foliares (1ª antes do florescimento e a 2ª durante o período de crescimento dos frutos).

– Para tanto se deve empregar uma solução contendo sulfato de zinco a 0,5% e ácido bórico a 0,2%, que pode ser associada a uma pulverização com fungicida ou inseticida.

8. PLANTIO

– Qualquer época do ano – irrigação.

– Caso contrário a melhor época é no início da estação chuvosa.

– As variedades de porte mais elevado, como a Haden e a Ruby deverão ser plantadas no espaçamento de 10 x 12m.

– As de porte menor, como a Tommy Atkins e a Keitt podem ser plantadas a 8 x 10m.

– Adensado: 6 x 6m, 3,5 x 4,5 m; porém exige podas regulares laterais e do topo.

– A muda ideal é a nova, enxertada por garfagem sobre cavalos da variedade Coquinho ou Rosinha.

– Cuidado de não quebrar a muda no plantio.

9. TRATOS CULTURAIS

9.1 CULTURAS INTERCALARES

– É possível empregar culturas intercalares, ou consórcio, devido ao desenvolvimento inicial lento da mangueira.

– A escolha da cultura depende do agricultor, porém seu manejo deve interferir o mínimo possível na cultura da mangueira.

– É possível utilizar culturas anuais como soja, amendoim, feijão, dentre outras, ou frutíferas de ciclo curto, como o mamoeiro, maracujazeiro e abacaxizeiro.

– Cuidado para não sombrear a muda da manga.

9.2 CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS

– A área de projeção da copa deve ser livre de plantas daninhas durante todo o ano, podendo ser utilizada a capina manual ou herbicidas registrados para a cultura, seguindo as recomendações técnicas para sua aplicação.

– Para plantas novas, o uso de herbicidas não é recomendado.

– Em pomares com + de 2 anos, alguns herbicidas, como paraquat, glifosate e diuron, são usados com freqüência, embora não sejam registrados para a cultura. Registrados são atrazine e diquat.

– Nas entrelinhas, deve-se controlar o mato, utilizando roçadeira, cuja periodicidade de controle depende da época do ano.

9.3 INDUÇÃO DO FLORESCIMENTO

– Produzir na entressafra, garantindo melhores preços;

– Prolongar o período de safra;

– Propiciar maior estabilidade dos preços no mercado interno;

– Reduzir a alternância de frutificação;

– Auxiliar no controle de moscas-das-frutas.

– Deficiência hídrica de pelo menos 1 mês, para proporcionar o necessário amadurecimento dos ramos.

– Em regiões de clima semi-árido, o período de deficiência hídrica é conseguido pela interrupção da irrigação.

– Na Zona da Mata mineira (quase não se consegue deficiência hídrica na época em que antecede o florescimento, além de apresentar inverno frio): fazer 3 pulverizações de ethephon a 0,25 ml/L, seguidas de uma pulverização de nitrato de potássio a 30 g/L em mangueira “Haden”.

– As pulverizações de ethephon devem ser realizadas em abril e maio, e o nitrato pulverizado em maio.

10. PRAGAS

– Pragas secundárias: percevejos, ácaros, formigas cortadeiras, brocas, lagartas, besouros, cochonilhas, cigarrinhas e tripes. Causam danos, mas dificilmente atinge nível de dano econômico.

– Praga chave: mosca das frutas. Problema exportar EUA e Japão.

– Controle:

a) plantio de mangueiras afastado de plantas de espécies atacadas pelas moscas, sem no entanto, causar danos econômicos, como ocorre no cafeeiro;

b) eliminação de plantas de espécies mais atrativas às moscas, que estiverem próximas ao pomar, como goiabeira;

c) coleta e enterrio de frutos que estiverem caídos ao solo;

d) uso de controle biológico, associado a outros métodos; e emprego de cultivares pouco atacados, como Haden 2H, Bourbon.

– O controle químico é um dos métodos mais importantes e mais utilizados, devido à sua relativa facilidade de aplicação, eficiência e custos relativamente baixos.

– Recomenda-se o monitoramento das moscas para determinar momento certo de pulverizar.

– Geralmente na nossa região as moscas começam a atacar no mês de set, com as frutas “de vez”.

– Devem-se utilizar armadilhas que podem ser confeccionadas com garrafas de plástico, descartáveis, com 3 furos de 15 mm de diâmetro na sua extremidade superior, que irão servir de entrada das moscas.

– Para atrair as moscas usa-se iscas, tais como melaço a 7% em água, adicionando 2 ml de triclorfon por litro de mistura ou suco de frutas.

– As garrafas devem ser penduradas nas plantas a uma altura de 2,5 m, cujo número varia de acordo com o tamanho do pomar. Usa-se 4 frascos para áreas com até 1 há, 2 frascos/ha, para áreas com 2 a 5 há e 1 frasco por há, para pomares com mais de 5 há.

11. DOENÇAS

ANTRACNOSE

– Principal doença.

– Fungo: Colletotrichum gloeosporioides.

– Ataca as flores, folhas, ramos e frutos.

– Extremamente prejudicial na florada.

– Frutos jovens caem.

– Frutos maduros ficam com manchas pretas, de tamanho e número variáveis, irregulares, deprimidas, podendo apresentar rachaduras na casca.

– Controle: pulverizações durante toda a fase produtiva.

– Produtos registrados: oxicloreto de cobre, hidróxido de cobre, óxido cuproso e o diticarbamato mancozeb toda semana durante a floração e de 15 em 15 dias a partir da formação dos frutos.

– Benomyl, tiofanato metílico, tebuconazole, que são fungicidas sistêmicos, são também utilizados, proporcionando eficiente controle do fungo.

OÍDIO

– Fungo: Oidium mangiferae.

– Ataca folhas, inflorescências e frutos recém-formados, que ficam com uma coloração branco-acinzentada, devido ao crescimento do fungo.

– Condição favorável : T baixa.

– Prejuízo maior quando acontece na inflorescência – cai às flores.

– Controle: pulverização toda semana de produtos à base de S e quinometionato, durante o florescimento.

– Realizar rotação princípios ativos – evita resistência do fungo.

SECA-DA-MANGUEIRA

– Fungo: Ceratocystis fimbriata, geralmente transportado pelo besourinho Hipocryphalus mangiferae. (caso de ataque na parte aérea)

– Controle químico não existe eficiente.

– Controle: uso de porta-enxerto resistentes e a eliminação dos ramos atacados, 40cm abaixo da porção já colonizada pelo fungo, são as únicas medidas indicadas para evitar a morte da planta.

– Os locais cortados devem ser tratados com fungicida à base de cobre.

– Pode iniciar também pela raiz, e levar à morte. Nesse caso, não existe nenhuma medida de controle viável.

– O fungo ou o inseto vetor pode ser disseminado de uma região para outra por meio de mudas; portanto em regiões onde a doença ainda não ocorre, deve-se tomar o máximo de cuidado ao adquirir mudas de regiões onde a doença está presente

MAL FORMAÇÃO FLORAL E VEGETATIVA

– É uma doença que ataca principalmente as panículas da mangueira, causando deformações e tornando-as improdutivas. Ocorre também nas partes vegetativas, como nos brotos das plantas.

– Não se sabe ao certo a causa (fungos, nematóides, vírus, deficiência Zn, desequilíbrio hormonal, ácaros, umidade em excesso)

– Controle: evitar a colheita de material propagativo de plantas com sintomas de malformação; poda e a eliminação dos ramos e inflorescências com sintomas.

– Estas práticas não eliminam o problema, mas podem mantê-lo em níveis aceitáveis.

MANCHA ANGULAR

– Bactéria Xanthomonas campestris que penetra na planta por meio de ferimentos ou aberturas naturais. É problema no estado de São Paulo.

10. COLHEITA

– Colher quando a fruta estiver madura, evitando-se a necessidade do emprego de métodos artificiais de maturação.

– Frutos baixos : manualmente.

– Frutos altos: “colhedores de vara”, que consiste em uma sacola de pano ou rede amarrada em um aro de ferro redondo ou chapa, contendo uma reentrância ou uma lâmina para separação da fruta da planta.

– No campo as frutas são acondicionadas em caixas de plástico e mantidas à sombra até o envio para barracões.

– No barracão são classificadas e embaladas em caixas de papelão ou madeira, para remessa ao mercado interno.

– Para exportação elas sofrem antes um tratamento pós-colheita.

11. RENDIMENTO

– Rendimento variável.

– Haden 80 kg de frutas por pé e por ano.

– Variedades Tommy Atkins, Palmer e Keitt 100 kg/pé/ano.

Análise do Conto: Three Pictures

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A reescritura de textos literários para diferentes meios de linguagem representa, para os estudos de tradução, um campo frutífero de investigação, pois se trata de um fenômeno cada vez mais comum de aproximação de textos de diferentes estilos por meio de diversas mídias. A literatura reescrita é uma constante atividade na mídia contemporânea, já que, com a profusão de gêneros textuais, a delimitação entre as fronteiras desses gêneros torna-se cada vez mais escassa.

Se, por um lado, um texto literário, ao ser reescrito, “desconfigura-se” no seu valor canônico por tornar-se mais popular, por outro, atinge outros públicos e, por ser ampliado para novos contextos de linguagem, cria imagens do texto original. Por meio dessas imagens, esse texto original volta a ser lido Segundo esse conceito, a tradução é uma reescritura de um texto original e as reescrituras afetam profundamente a interpenetração dos sistemas literários, não somente pelo fato de projetar a imagem de um escritor ou uma obra em outra literatura ou por fracassar em fazê-lo, mas também por introduzir novos instrumentos no corpo de uma poética, delineando mudanças.

A história literária procura no contexto social e político da época as explicações ou relações com a obra literária, e dentro de uma obra traduzida pode-se detectar os contrastes acentuados entre a obra e sua tradução. As diferenças e semelhanças podem ser observadas, contudo em 1958, René Wellek, manifesta-se contra os estéreis paralelismos, resultados de caça às semelhanças. Ele inspira-se no formalismo russo e pede menos dados externos nas análises.

Recusa-se a distinguir literatura contemporânea da literatura do passado (postura anti-historicista) e aceita estudos comparados no interior de uma só literatura. Face a esta realidade este estudo será feito observando-se as diferenças e semelhanças encontradas na tradução da obra “Three pictures” de Virginia Woolf.

A dificuldade em analisarmos uma tradução surge sempre que nos defrontamos com uma expressão idiomática. Estas formas idiomáticas raramente têm qualquer semelhança com as formas usadas na outra língua para expressar a mesma idéia. Existe correspondência no plano da idéia, mas não da forma. É importante, entretanto, lembrar que os idiomas não são rígidos como as ciências exatas. Existem normalmente várias maneiras de se expressar uma idéia em qualquer língua; basta ser criativo. Portanto, o tradutor pode usufruir das mais variadas formas na hora de escolher uma tradução possível para determinadas expressões idiomáticas.

A tradução literária é processo bastante conflituoso de idéias usado pelos tradutores para dar harmonia e transformar o texto traduzido numa obra que trás a idéia do original, mas com características do meio em que vive. Numa tradução, a obra em estudo, sofre um deslocamento da tradição original , para se fazer presente em um novo período histórico e literário. O tradutor ao reescrever, pode utilizar outras conotações lingüísticas, expressões culturais e idiomáticas.

Após a analise comparativa da tradução do conto “Three pictures” escrito por Virginia Woolf em junho de 1929 e traduzida por Alberto Augusto Miranda e Alexandra Bernardo com o título “Três quadros”. Foram observadas varias expressões culturais e idiomáticas, bem como ignorados algumas expressões, omitido seu significado. Percebe-se também que o tradutor foi fiel ao texto original, dentro de um limite.

Após análise e comparação do conto com a tradução de Alberto Augusto Miranda e Alexandra Bernardo percebe-se que os tradutores na maioria das vezes foram fieis ao texto original, como por exemplo, os nomes dos personagens Dodson, Rogers e Tommy não foram modificados, dando desta forma mais originalidade ao texto. Mas como ocorre na maioria das traduções houve reduções e acréscimos de palavras nos parágrafos, o que não comprometeu o entendimento do conto.

Desta forma conclui-se que para se estabelecer uma comparação é necessário antes de tudo ter um bom conhecimento da Língua Materna, para poder identificar semelhanças e diferenças entre duas ou mais línguas.

Tradução:

O PRIMEIRO QUADRO

É impossível olhar e não ver quadros. Se o meu pai fosse ferreiro e o seu par do reino, nós próprias seríamos quadros uma para a outra. Provavelmente não conseguiremos sair da moldura do quadro usando palavras normais. A senhora ver-me-á sempre encostada à porta da oficina, com uma ferradura na mão e pensará, enquanto passa: “Olha que engraçado!”. Pela minha parte, vê-la-ei sempre no bem-bom do seu carro, quase como se estivesse a acenar ao zé-povinho, e pensarei: “Aqui está um quadro da velha e luxuriosa Inglaterra aristocrata!” Não há dúvida que estamos ambas enganadas nos nossos julgamentos, mas não deixamos de fazê-los.

Ainda agora na curva da estrada vi um desses quadros. Poderíamos dar-lhe o nome de “O Regresso do Marinheiro” ou coisa parecida. Um marinheiro jovem carregando a trouxa; uma rapariga de braço dado com ele; os vizinhos indo ao seu encontro; um jardinzinho de flores radiosas; ao passarmos poderíamos ver no fundo desse quadro que o marinheiro tinha regressado da China, e havia um banquete à sua espera na sala; dentro da trouxa ele trazia uma prenda para a sua amada; e ela em breve traria no ventre o seu primeiro filho. Ficávamos com a sensação de tudo estar como devia.

Havia qualquer coisa que nos preenchia, uma plenitude diante de tal felicidade; a vida parecia mais fácil, mais doce.

Nessa atmosfera entrei no quadro tentando conhecê-lo o melhor que podia, captando a cor do vestido dela, a cor dos olhos dele, descobrindo o gato amarelo a roçar-se no portão do jardim.

O quadro flutuou nos meus olhos durante algum tempo; a maior parte das coisas tornou-se mais viva, mais quente, mais simples; outras coisas mais tontas; algumas erradas e outras certas, mais cheias de sentido. Em momentos estranhos desse dia e do dia seguinte o quadro voltava a aparecer; pensava nele, tinha inveja, apesar da simpatia, do marinheiro feliz e da sua amada; o que estariam a fazer, a dizer.

Imaginava outros quadros a partir do primeiro, um quadro do marinheiro a cortar lenha, a tirar água; a falarem da China; a rapariga a colocar a prenda em cima da lareira, onde todos pudessem ver; a fazer as roupinhas do seu bebê, e todas as portas e janelas abertas para ouvir os pássaros cantar e as abelhas zumbir, e o Rogers – era o nome dele – não tinha palavras para dizer o quanto tudo isto o satisfazia depois dos mares da China. Enquanto fumava o seu cachimbo, com um pé no jardim.

O SEGUNDO QUADRO

No meio da noite um grito forte atravessou a aldeia. Depois ouviu-se o som de uma pequena barafunda; e a seguir um silêncio de morte. Tudo o que podia ser visto da janela era o ramo de um lilás dependurado imóvel e poderoso no meio da estrada. A noite estava quente e inerte. Não havia lua. O grito fez com que tudo parecesse agourento. Quem tinha gritado? Por que é que ela tinha gritado?

Era uma voz de mulher, desencadeada pelo estado-limite de uma sensibilidade quase assexuada, quase inexpressiva. Era como se a natureza humana tivesse gritado contra alguma iniqüidade, algum horror inexplicável. Havia um silêncio de morte. As estrelas brilhavam quietinhas. Os campos mantinham-se inertes. As árvores estavam imóveis. No entanto, todos pareciam culpados, condenados, agourentos. Havia a sensação de que se devia fazer alguma coisa.

Alguma luz devia surgir agitada, mexendo-se de um lado para o outro. Alguém devia aparecer correndo pela estrada abaixo. Devia haver luzes nas janelinhas. E então talvez outro grito, menos assexuado, menos mudo; conformado, apaziguado. Mas não veio nenhuma luz. Não se ouviram nenhuns passos. Não houve nenhum segundo grito. O primeiro tinha sido engolido, e estava um silêncio de morte.

Estava-se no escuro com o ouvido de prevenção. Tinha sido simplesmente uma voz. Não havia nada a relacionar com ela. Não veio nenhum tipo de quadro para interpretá-la, para decodificá-la. Mas quando finalmente o escuro se destapou tudo o que se via era uma forma humana obscura, quase sem contornos, erguendo em vão um braço gigantesco contra uma iniqüidade esmagadora.

O TERCEIRO QUADRO

O bom tempo manteve-se intacto. Se não fosse aquele solitário grito na noite, ter-se-ia a sensação de que a Terra tinha aportado em segurança; que a vida tinha deixado de se antecipar ao vento; que tinha alcançado uma baía calma e se deixara ficar ancorada, quase imóvel, nas águas mansas. Mas o som insistia. Para onde quer que se fosse, por exemplo, uma longa caminhada a subir os montes, algo parecia mexer-se inquietamente por baixo da superfície, tornando a paz, a estabilidade circundantes um pouco irreais. As ovelhas estavam agrupadas na encosta; o vale dividia-se em ondas longas e estreitas como a queda de águas suaves.

Cada um na solidão da sua leira. O cão rebolava no pátio. As borboletas brincavam à volta da urze. Tudo estava muito sossegado, o mais seguro que era possível. No entanto, não se deixava de pensar, um grito tinha posto tudo em causa; toda esta beleza tinha sido cúmplice naquela noite; tinha consentido; permaneceu calma, continuou bela; a qualquer momento podia despedaçar-se outra vez. Esta divindade, esta segurança estavam apenas à superfície.

Para sair deste estado apreensivo, era preciso voltar ao quadro do regresso do marinheiro. Vê-lo uma vez mais destacando vários pormenores que não tinham sido aplicados antes: o azul do vestido dela, a sombra que caía da árvore de flores amarelas. Agora eles estavam no umbral, ele com a sua trouxa às costas, ela a tocar levemente a manga dele com a mão. E um gato amarelo tinha fugido pela porta.

Ao lembrar gradualmente o quadro com todos os pormenores, percebia-se pouco a pouco que esta calma e contentamento e boa vontade permaneciam abaixo da superfície ocupando o lugar de algo traiçoeiro, sinistro. As ovelhas a pastar, as ondas do vale, a leira, o cão, as borboletas bailarinas eram de fato uma prova disso. E então voltava-se a casa, com a cabeça fixa no marinheiro e na sua mulher, criando quadro após quadro a partir deles para que todos os quadros de felicidade e satisfação se pudessem sobrepor àquele grito inquietante e odioso, até o esmagarem e silenciarem, impelindo-o para fora da existência.

Aqui estava finalmente a aldeia, e o cemitério que tínhamos de atravessar; ao entrar nele pensava-se mais uma vez na paz daquele sítio, com os seus ciprestes, as suas tumbas polidas, as suas covas anônimas. Sentia-se que a morte era agradável neste sítio. De fato, reparemos naquele quadro! Um homem a abrir uma cova, e as crianças a fazer um lanche mesmo ali ao lado enquanto ele trabalha.

Ao mesmo tempo em que as pás de terra amarela são atiradas para cima, às crianças empanturram-se de pão com doce e bebem leite por canecas enormes. A mulher do coveiro, uma mulher gorda e bonita, senta-se numa campa e estende o avental na relva ao lado da cova aberta para servir de mesa. Algumas pedrinhas de cimento caem no meio das louças. Quem vai ser enterrado? Perguntei eu. O velho senhor Dodson morreu finalmente? “Ah! Não. É para o Rogers, o marinheiro,” – respondeu a mulher, fitando-me nos olhos- “morreu há duas noites, de uma febre desconhecida. Não ouviu a mulher dele?” Ela veio para a rua gritar… “Oh Tommy, estás todo sujo de terra!”

Que quadro!

REFERÊNCIAS

Http://moisesneto.com.br/estudo40.html

Http://meninasvamosaovira.blogspot.com/2007/01/virgnia-woolf.html

Http://en.wikipedia.org/wiki/Virginia_Woolf

Http://gutenberg.net.au/pages/woolf.html

Defeitos do Negócio Jurídico

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Defeitos do negócio jurídico: são os vícios do consentimento, como o erro, o dolo e a coação, que se fundam no desequilíbrio da atuação volitiva relativamente a sua declaração; esses vícios aderem à vontade, penetram-na, aparecem sob forma de motivos, forçam a deliberação e estabelecem divergência entre a vontade real, ou não permitem que esta se forme.

Erro é uma noção inexata, não verdadeira, sobre alguma coisa, objeto ou pessoa, que influencia a formação da vontade; o erro para viciar a vontade e tornar anulável o negócio deve ser substancial, escusável e real, no sentido de que há de ter por fundamento uma razão plausível, ou ser de tal monta que qualquer pessoa inteligente e de atenção ordinária seja capaz de cometê-lo.

Erro escusável é aquele que é justificável, tendo-se em conta as circunstâncias do caso.

O erro substancial haverá, quando recair sobre a natureza do ato, quando atingir o objeto da principal declaração em sua identidade, quando incidir sobre as qualidades essenciais do objeto e quando recair sobre as qualidades essenciais da pessoa; erro substancial é erro de fato por recair sobre circunstâncias de fato, isto é, sobre qualidades essenciais da pessoa ou da coisa.

Erro acidental é concernente às qualidades secundárias ou acessórias da pessoa, ou do objeto, não induz anulação do negócio por não incidir sobre a declaração de vontade.

Erro de direito é aquele relativo à existência de uma norma jurídica, supondo-se, que ela esteja em vigor quando, na verdade, foi revogada; o agente emite uma declaração de vontade no pressuposto falso de que procede conforme a lei.

Erro quanto ao fim colimado (falsa causa): em regra, não vicia o ato jurídico, a não ser quando nele figurar expressamente, integrando-o, como sua razão essencial ou determinante, caso em que o torna anulável.

Dolo é o emprego de um artifício ou expediente astucioso para induzir alguém à pratica de um ato que o prejudica e aproveita ao autor do dolo ou a terceiro.; várias são suas espécies:

a) Dolus bonus ou malus: o bonus não induz anulabilidade; é um comportamento lícito e tolerado, consistente em reticências, exageros nas boas qualidades, dissimulações de defeitos; é o artifício que não tem a finalidade de prejudicar; o malus consiste no emprego de manobras astuciosas destinadas a prejudicar alguém; é desse dolo que trata o CC, erigindo-o em defeito do ato jurídico, idôneo a provocar sua anulabilidade;

b) Dolus causam ou principal e dolus incidens ou acidental: o principal é aquele que dá causa ao negócio jurídico, sem o qual ele não se teria concluído, acarretando, então, a anulabilidade daquele negócio; o acidental é o que leva a vítima a realizar o negócio, porém em condições mais onerosas ou menos vantajosas, não efetuando sua declaração de vontade, embora provoque desvios, não se constituindo vício de consentimento, por não influir diretamente na realização do ato, que se teria praticado independentemente do emprego de artifícios astuciosos; não acarreta a anulação do ato, obrigando apenas à satisfação de perdas e danos ou a uma redução da prestação acordada;

c) dolo positivo ou negativo: positivo é o dolo por comissão em que a outra parte é levada a contratar, por força de artifícios positivos, ou seja, afirmações falsas sobre a qualidade da coisa; o negativo se constitui numa omissão dolosa ou reticente; dá-se quando uma das partes oculta alguma coisa que o co-contratante deveria saber e se sabedor não realizaria o negócio; para o dolo negativo deve haver intenção de induzir o outro contratante a praticar o negócio, silêncio sobre uma circunstância ignorada pela outra parte, relação de causalidade entre a omissão intencional e a declaração de vontade e ser a omissão de outro contratante e não de terceiro.

Coação seria qualquer pressão física ou moral exercida sobre a pessoa, os bens ou a honra de um contratante para obrigá-lo ou induzi-lo a efetivar um negócio jurídico; para que se configure a coação moral é mister a ocorrência dos seguintes requisitos:

a) a coação deve ser a causa determinante do negócio jurídico;

b) deve incutir à vítima a um temor justificado;

c) o temor deve dizer a respeito a um dano iminente;

d) o dano deve ser considerável ou grave;

e) o dano deve ser igual, pelo menos, ao receável do ato extorquido (a ameaça deve referir-se a prejuízo que influencie a vontade do coacto a ponto de alterar suas determinações).

Excluem a coação: a ameaça do exercício normal de um direito ou o simples temor reverencial. A coação exercida por terceiro, ainda que dela não tenha ciência o contratante, vicia o negócio, causando sua anulabilidade; porém, se for previamente conhecida pela parte a quem aproveitar, esta responderá solidariamente com aquele por todas as perdas e danos.

Simulação é uma declaração enganosa da vontade, visando a produzir efeito diverso do ostensivamente indicado; caracteriza-se pelo intencional desacordo entre a vontade interna e a declarada, no sentido de criar, aparentemente, um negócio jurídico, que, de fato, não existe, ou então oculta, sob determinada aparência, o negócio realmente querido; Ela pode ser:

a) absoluta, quando da declaração enganosa da vontade exprime um negócio bilateral ou unilateral, não havendo intenção de realizar negócio algum; fingem uma relação jurídica que na realidade não existe;

b) Relativa, quando resulta no intencional desacordo entre a vontade interna e a declarada; dá-se quando uma pessoa, sob aparência de um negócio fictício, pretende realizar outro que é o verdadeiro, diverso, no todo ou em parte, do primeiro; a simulação relativa pode ser subjetiva ou objetiva, inocente ou maliciosa.

Fraude contra credores á a prática maliciosa, pelo devedor, de atos que desfalcam o seu patrimônio, com o escopo de colocá-lo a salvo de uma execução por dívidas em detrimento dos direitos creditórios alheios; possui o elemento objetivo, que é todo ato prejudicial ao credor, e o subjetivo, que é a má fé, a intenção de prejudicar do devedor.

Brasil Colônia

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*Pompa

As dominações em Portugal deveriam-se fazer pela transmissão de valores comuns. Era preciso estabelecer uma identidade entre os súditos. Por isso a colônia e a metrópole tinham a mesma cultura. Mas isso não era possível, os bandeirantes, tinham costume indígena.

Para o português a cultura brasileira era ao mesmo tempo familiar e estranha.

A colônia possuía miscigenação. As caravelas transmitiram valores e formas de ver e compreender o mundo.

Na colônia havia muita corrupção nos cargos administrativos e dissolução de costumes morais, sociais e econômicos. Escândalos, roubos, crimes e privilégios.

Mas isso era comum por causa da forma de estrutura monárquica européia. Existia na França, Espanha e Holanda.

Para se fazer representar em cada uma das regiões do império, o rei dispunha dos símbolos de seu poder. Edifícios, documentos públicos, selos, armas e escudos reais.

Os lugares que cada um ocupava, nos bancos da igreja, por exemplo, revelavam sua posição social.

Todo o poder vinha do rei que solucionava disputas entre os moradores do império. A colônia era espaço privilegiado de identificação cultural.

Os senhores de engenho também chamados homens-bons eram os únicos que podiam ocupar cargos públicos.

Pela enorme riqueza que provinha da colônia a não metrópole não podia descuidar de nada. Os colonos eram ensinados que todos participavam de valores comuns. Pela distancia regras a sociedade não era fácil.

*Religião

A religião marcava muitos aspectos da cultura portuguesa… A busca do lucro trazia ações contrarias ao costume dos valores religiosos.

Os católicos afirmavam que tudo era graça de Deus. Para eles não havia diferença entre o divino e a vida terrena. O diabo servia para explicar o desconhecido aqui na colônia.

O tempo da religião era o tempo da eternidade, transcendia a vida terrena e dominava. As esferas celeste e divina estavam interligadas.

No século XV e XVIII, a Igreja tentava reformar a cultura popular. No caso de Portugal, Estado e vaticano dividiam as responsabilidades sobre a Igreja. Por causa do padroado.

Na colônia havia o despreparo do baixo clero, padres mal preparados muitas vezes davam os piores exemplos. Eram agiotas, amancebavam-se, tinham filhos, provocavam discórdias entre o rebanho.

A inquisição tentava homogeneizar a fé e os ritos católicos na colônia. Existiam homens leigos que podiam denunciar os transgressores.

Havia sincretismo religioso que a inquisição tentava impedir. Quando um milagre se realizava ofertava. se dinheiro a igreja do santo protetor.

As ordens que existiam no Brasil era a dos franciscanos, dominicanos, jesuítas e beneditino. Os jesuítas foram importantes pela difusão da religião entre os índios e ensinado os filhos dos colonos.

A disposição dos colonos em instituir os ritos oficiais revelou-se na proliferação das irmandades, congregações de fieis.

*Arte

Quando um povoamento era estabelecido, construía-se uma capela para realização de cultos religiosos. Quando o arraial prosperava a capela era demolida ou ampliada, dando lugar a uma igreja maior.

Os jesuítas foram responsáveis pelas construções dos primeiros templos, de inspiração italianas. Ou seja, o estilo era europeu. E muitos mestres ensinavam isso para seus aprendizes. Aleijadinho porem criou um estilo próprio.

Uma das grandes obras de aleijadinho é a igreja de Bom Jesus de matosinho.

O estilo predominante no período colonial foi o barroco e a partir de meados do século XVIII o rococó.

Um exemplo do estilo barroco é a igreja de São Francisco de Assis, na Bahia.

As igrejas barrocas imprimiam sensações que deveriam ser absorvidas por todos os sentidos.

*Festas

As festas transmitiam valores, construíam e reforçavam relações.

Nas festas haviam cavalhadas, comédias, danças, e as touradas, e o governador e a nobreza ocupavam lugares especiais para assistir.

As danças populares eram em sua maioria junção de tradições indígenas, negras e portuguesas.

As festas tornavam públicas as diferenças sociais. Podemos chamá-las de festa barrocas, pois expressavam as contradições entre o sagrado e o profano.

Por meio das festas públicas é possível conhecer muito da sociedade colonial.

Havia dois tipos de festas as oficiais e as populares. As primeiras eram organizadas pela igreja, as segundas eram manifestações espontâneas das classes sociais populares e dos escravos.

As festas eram válvulas de escape das tensões presentes na sociedade.

As festas públicas, civis ou religiosas culminavam ou se resumiam em procissões e em desfiles dos grupos.

As festas oficiais duravam vários dias e desenrolavam-se em vários atos.

Podia-se através das festas descobrir os níveis sociais das pessoas.

*Vestuário

O vestuário era um sinal de hierarquia, indicava o nível social. Deixava claro quem era quem.

Fazer uso de roupas que não indicavam usa condição era proibido. Havia leis pragmáticas contra isso.

Nas cerimônias publicas deveria-se usar roupas mais adequadas para demonstrar dignidade.

Pelos estoques das lojas era possível saber sobre o gosto da época.

Havia o desejo exagerado no vestir-se, principalmente nas ocasiões publicas, como a missa dominical.

Havia uma diferença entre a roupa de casa e a roupa usada para sair.

Nem toda a roupa vinha de fora, muitos a compravam na Bahia e as vendiam nas Minas. As roupas que vinham de fora tinham o endereço do oriente, olhas atlânticas e da África.

Os escravos vestiam-se com roupas rústicas, simples e de mal estado, como chita.

*Família

A organização familiar dos nativos tornou-se um dos alvos a serem ordenados e corrigidos, pois os costumes deles teriam de ser eliminados para tornar possível se compartilhar os mesmos códigos culturais.

A igreja tentava instituir a família patriarcal e monogâmica e para isso reprimia o convívio

informal entre homens e mulheres.

Para incrementar a produção, garantir a segurança e a posse da terra, era necessária a formação de famílias.

Havia dificuldade em assegurar o controle do duplo casamento, devido à vastidão da colônia, um dos castigos desse fato era a morte. Mas este castigo na era aplicado.

Havia famílias ilegítimas.

*Casamento

O habito de conceder dote a moças órfãs era uma maneira de os ricos demonstrarem sua caridade para com os mais pobres.

A maioria dos homens que vinham para a colônia não desejavam o casamento, pois só queriam enriquecer rapidamente.

O casamento trazia estabilidade e era favorável aos negócios particulares.

O casamento podia inda ser resultado de interesses econômicos.

A legitimação do casamento estava ancorada em regras e condições. O processo de casamento iniciava-se com uma longa investigação para certificar-se do estado civil dos noivos.

Era preciso pagar as cerimônias e ainda as moças traziam um dote.

As multas pelo concubinato (casamento não oficializado) eram altas e severas.

Aconteciam casamentos mesmo entre escravos. O casamento desestimulava fugas e mesmo alforrias, revertendo sempre no interesse do próprio senhor.

*Concubinatos

A igreja tentava reprimir o concubinato através da visitação do santo oficio, pela inquisição e as visitas eclesiásticas.

O testamento e registro de batismo revelavam o numero constante de filhos naturais, frutos de uniões ilegítimas. No testamento também o corria legitimação de bastardos.

*Frotas e caminhos

Devido à dificuldade em se penetrar no interior o povoamento, nos primeiros tempos, se limitou ao litoral.

A navegação litorânea era chamada de cabotagem e realizada em barcos de pequeno porte.

O oceano atlântico era a principal rota comercial portuguesa.

As frotas de Portugal garantiam a segurança dos navios contra os piratas mouros, franceses, ingleses e flamengos.

Durante o séc XVIII três frotas anuais ligavam a metrópole a Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, ale, de uma frota secundaria que se destinava ao Maranhão.

Os naufrágios provocavam grandes transtornos, pois significavam a perda dos investimentos e a interrupção das comunicações.

À medida que se penetrava para o interior faziam-se estradas que abriam caminhos para os viajantes. As autoridades procuravam manter os caminhos em boa condição, pois a cidade necessitava disto.

As estradas ainda permitiam manter-se a vigilância sobre a população, pois as pessoas

Evitavam o mato ou usar picadas clandestinas.

Ao longo dos caminhos a coroa construía os registros, onde eram feitas as cobranças de impostos.

*Moradia

Os espanhóis tinham cidades geométricas os portugueses tinham cidades marcada pela fantasia, pois as casas ficavam em desalinho.

As casas locais não diferiam das casas da metrópole no estilo barroco.

Na zona rural nordestina havia construções imponentes como a casa-grande e a senzala, engenhos e capelas.

O mobiliário era escasso e sóbrio, feito de madeira e quase sempre destinado ao uso. Havia mesas, cadeiras, bancos, caixas, camas.

No interior as residências eram de arquitetura simples, sem uniformidade e precárias. Feitas de taipas ou pau-a-pique, palhas e folhas de bananeiras.

Em recife a cidade foi construída entre um rio e o mar e era de influencia era holandesa. As casas de lá chegavam até seis andares.

Salvador possuía a maior diversidade arquitetônica da colônia. Possuía um conjunto harmonioso.

No interior desenvolveu-se uma arquitetura chamada de bandeirante. Usava-se a taipa, barro outras coisas. A ordenação das casas era espanhola.

Cabia às câmaras municipais zelar pelo bom alinhamento das ruas e casas e pela conservação das pontes pela limpeza e pelo fornecimento de água.

Demorou algum tempo para que as cidades crescessem, as edificações se diversificasse, e o traço urbano se tornasse mais complexo.

*Doenças e medicina

Foi também função da câmara municipal zelar pelo saneamento do espaço urbano.

Tudo contribuía para uma vida insalubre: os animais, o lixo a inexistência de esgoto.

Na seca a falta de pavimento fazia com que a poeira aumentasse, agravando as doenças respiratórias.

Animais e escravos, pela falta de espaço nas casas, compartilhavam do mesmo espaço.

Havia muitas epidemias naquele tempo, como a varíola, malária e gripe.

Os escravos eram os que mais padeciam por causa das doenças, pois recebiam alimentação ruim e trabalhavam muito.

Os negros também trouxeram doenças da África, como o mal-de-luanda. Também havia o escorbuto.

Nas regiões de Minas gerais e de São Paulo desenvolvia-se o papo que vinha das águas insalubres. Hoje essa doença é conhecida como Bócio, causada pela falta de iodo, que faz aumentar a tireóide.

Médicos aprenderam com os índios e negros a utilização das plantas nativas como remédios.

Os conhecimentos médicos estavam impregnado de práticas e crenças religiosas e mágicas. Os médicos acreditavam que as doenças eram provocadas por feitiçaria e pela descrença.

Os jesuítas criaram a Triaga Basílica que curava grande numero de doenças, inclusive de origem mágica.

A medicina era dominada pela teoria dos humores. Na qual o corpo era formado pelos quatros elementos: ar, terra, fogo e água. De quatro qualidades quente, seco, frio e úmido, e de quatro humores: sangue, fleuma, bile e melancolia. Todos eles se relacionavam entre si.

*Alimentação

A alimentação deficiente era origem de varias doenças na América.

A cozinha brasileira se caracterizou pela diversidade regional e pela fusão das influencias portuguesas, africanas e indígenas. Do reino vinham azeite, aguardente, bacalhau, vinho manteiga.

Na colônia, como a alimentação era em geral deficiente e ruim, havia crises de fome.

No interior do país a base da alimentação era a carne bovina.

O alimento básico tanto da população livre como dos escravos era a farinha, feita de mandioca ou de milho, cujo cultivo foi aprendido com os índios.

Em suas incursões pelo sertão, os tropeiros criaram uma comida que mais tarde se tornaria a base da culinária mineira: feijão, carne-seca, farinha, angu couve, alimentos que poderiam ser estocados.

*Nascimento

O nascimento sempre foi um momento importante, pois trazia a renovação e perpetuação da vida.

Devido à medicina atrasada o numero de crianças mortas no nascimento era grande.

A alimentação da gestante era reforçada procurava-se satisfazer seus desejos e evitava-se expô-las a grandes traumas e agitações.

As mulheres casavam-se muito cedo entre os 12 e 15 anos e uma gravidez se seguia da outra. O que aumentava o risco no parto.

Havia muitos abordos naturais. O risco no parto aumentava devido à falta de médicos e pelo fato de serem realizados por parteiras ou cirurgiões práticos.

As parteiras deviam ser licenciadas pelas câmaras, das quais recebiam a carta da usança, que lhes permitia exercer o oficio.

Quando a criança corria risco de vida, era comum que fosse batizada pela própria parteira, que tinha esse privilégio.

Se a mãe corria risco, chamava-se o padre para ministrar o sacramento da extrema-unção.

A criança era batizada em terra idade e o batismo marca a entrada dela na religião católica, deveria ser dado até os oito meses de vida.

Entre as obrigações do senhor de escravo estava a difusão do catolicismo. O batismo era o momento em que a se tomava conhecimento da religião, a qual era forçosamente convertido.

*Infância

As condições da criança na colônia eram de risco, pois as condições de higiene no parto eram ruins.

A mortalidade infantil era alta e as crianças eram mais suscetíveis a doenças e epidemias.

Medalhas de santos e outros objetos de cunho sagrado eram usados para proteção. Pois se acreditava que as mães eram alvos de invejas alheias. Acreditava-se ainda que as crianças eram mais suscetíveis aos poderes dos astros e das bruxas.

As escravas, desde muito cedo, levavam as crianças para o trabalho, carreando-as nas costas com tiras.

As brincadeiras infantis refletiam a rudeza da vida das crianças, eram muitas vezes agressivos.

*Mortes

Quanto mais importante uma pessoa mais pomposo era seu funeral isso indicava também seu nível na hierarquia social.

Por meio de ritos se concedia o perdão aos pecados e a salvação da alma, ao mesmo tempo em que se preservavam e reafirmavam as hierarquias sociais.

As sepulturas ficavam no interior da igreja, os velórios se arrastavam durante dias e quanto mais demorado mais importante era o morto.

Cleópatra

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A ação de uma estrategista política e fascinante mulher mescla-se a um mundo antigo em transição. Naquele tempo (final do século I a.c) a vida no mediterrâneo era um dualismo político e econômico: guerra e comercio. O sonho de dominar o mundo antigo através da união da coroa egípcia com a romana torna-se a meta de Cleópatra VII (69-30 aC), filha de Ptolomeu XII.

Se nome quer dizer “gloria para a descendência”. Ela ascendeu ao trono egípcio aos dezoito anos. Cleópatra vai a Julio César embrulhada num tapete para impressioná-lo, o que não tardou a acontecer, pois teve o filho Cesarion ou Cesarino (pequeno César). O suicídio da rainha ainda é visto com ressalvas quanto ao uso de serpentes para sua execução.

Plutarco registrou os relacionamento de Cleópatra com César e Antonio de modo a inspirar Shakespeare em suas peças. Estava ela cheia de adjetivos como: mulher fatal, sedutora, encantadora, enigmática, habilidosa, sutil, ágil, impetuosa e maliciosa, alem de outros.

Ela era mestra na arte da conquista. Segundo historiadores Cleópatra era versada em oito ou nove línguas, dominava ainda o latim, o aramaico, o hebraico, o fenício e até o idioma egípcio que acabou identificando-o com o povo. Fazia cálculos de taxas de juros, conhecia sobre astronomia e de geometria, era atriz nata.

Cleópatra guardava dentro de si o sonho de dominar o mundo antigo unificando a coroa egípcia com a romana, mesmo com o incêndio da biblioteca de Alexandria pelos romanos. Cleópatra conquista Julio César e tem dele um filho chamado Cesarion, futuro Ptolomeu.

Historiadores discordam em suas opiniões quanto ao reconhecimento público da paternidade por parte de Júlio César, relegando-o a um ato particular, mas são unânimes em perceber o empenho em transformar Cesarion seu sucessor em Roma, o que desagradava grande parte da elite local que achava que Julio César havia se tornado arrogante sob influencia de Cleópatra.

No ano 44 a.c, com cinqüenta e seis anos de idade, Julio César foi assassinado com vinte e três punhaladas, por uma coligação do senado da qual faziam parte cinqüenta senadores, Cássio, e seu filho de criação, Julio Brutus, ao adentrar no recinto do Senado.

Antonio que era soldado audaz toma o papel de vingador de César, Cleópatra volta com sua corte para Alexandria. Nesse momento Cleópatra cria uma nova estratégia: envolver Marco Antonio e incitá-lo a tornar-.se o único chefe do mundo Romano, fazendo Alexandria sua capital e depois efetivar uma aliança política com o Egito, sendo ela sua rainha. No inicio amor calculado após o amor verdadeiro é o que diz muitos estudiosos sobre o assunto.

Em 40 ac deu a luz um casal de gêmeos, filhos de Antonio, que receberam o nome de Cleópatra Selene (lua) e Alexandre Hélio (sol): Cleópatra cada vez mais apaixonada por Antonio queria vê-lo mas este se mantinha com Otavia, irmão de Otávio, uma mulher dedicada.

Antonia se irrita com o jeito de Otavia e vai para Antioquia e pede que Cleópatra o acompanhe. Otávio, em Roma, tenta livrar-se de Antonio e denuncia ao Senado Romano e ao povo o testamento de Marco Antonio; esse órgão despoja-o do poder triunfal e dá a Otávio o titulo de imperador, declarando guerra à rainha egípcia.

Em 31 ac inicia-se a batalha naval travada perto de Accio, no extremo sul das costas do Egito. Essa batalha significou a maior submissão de marco Antonio à vontade da rainha egípcia.

Otávio possuía mais rápidas naus no manejo e sabia furar os bloqueios e armar outros. Após um bom tempo de combate, naufragaram duzentas e setenta naus de Cleópatra que estavam encurraladas. Era o auge da batalha. Marco Antonio se suicida pensando que Cleópatra estava morta. O difícil, para Cleópatra, era aceitar a derrota para Otavio. Foi então que soube das intenções de Otávio, que a queria viva. Compreendeu que era melhor morrer que ser exposta como troféu.

Relatos históricos registram que em seguida, Cleópatra pegou uma cesta de figos onde havia serpentes escondidas, deixando se envenenar, fato este repetido também por suas fiéis escravas e que continua um mistério para historiadores. Alguns chegam a mencionar que Cleópatra previa o que iria acontecer, mostrando que havia experimentado diversos tóxicos em pessoas que estavam condenadas à morte, observando seus resultados e quais eram mais rápidos e menos dolorosos. Para outros, ela descobre a eficácia do veneno da áspide, que provocava o entorpecimento, o sono, ligeira transpiração da face e por fim a síncope.

O corpo mumificado de Cleópatra nunca foi encontrado. Em meio a tais descobertas permanece a duvida sobre a fisionomia de Cleópatra, que teria sido enterrada vestida de Isis ao lado de seu amado Antonio. Após a morte de Cleópatra, os poetas romanos para caírem nas graças do vendedor, começaram a espalhar o mito de uma perversa e libertina rainha do Egito.

Seja como for, essa musa continuara incentivando novas representações e busca de entendimento sobre os mistérios, belezas e significados que circundam sua existência e historia que é unânime em entender que o governo de Cleópatra VII representou a tentativa de sobrevivência de um império egípcio em crise diante da nova potencia do mediterrâneo: Roma.

A Breve História Indígena

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Em épocas atrás a mata atlântica ocupava quase a totalidade do litoral. A costa brasileira oferecia boas condições de povoamento e abrigava uma significante população indígena.

O clima

As chuvas abundantes sustentavam as fontes infinitas de águas, os ventos, que vindos do mar, sopravam da tarde parar noite. Durante os meses de verão, predominavam os ventos de nordeste e lés-nordeste e nos de inverno de março a agosto, de sul e sueste. Os sistemas de ventos e correntes marítimas facilitavam ou dificultavam a navegação nas direções norte-sul e vice-versa segundo a época do ano.

Plantas

Mandioca

A mandioca era vegetal básico dos índios, foi adotada pelos colonos e usado também para alimentar animais domésticos. A mandioca tinha veneno e esse erra utilizado pelos índios para matar seus desafetos. Outros alimentos nativos como aipim o milho, os feijões, as batatas e os carás completavam a dieta básica dos brasileiros.

Amendoins e pimentas.

Os grãos do amendoim são encontrados na raiz, o grão é saboroso, as mulheres passaram a fazer doces ou confeitos. Com os índios, os colonos aprenderam a usar diversas qualidades de pimenta que misturavam com sal nos legumes, nos pescados, nas carnes e nos caldos, dando inicio À tradição da culinária baiana.

Cajus, bananas e abacaxis.

O caju já era muito apreciado pelos índios. Muito fresca e digestiva era utilizada no combate às febres. A banana como alimento básico sempre completou a dieta de colos e escravos. O rei das frutas era o abacaxi. O sabor e perfume, delicados e irresistíveis, contrastando com a aspereza da casca da planta, não cansavam de maravilhar a todos. Também havia mamões, laranjas, limões e as frutas menos conhecidas como ombu.

Tabaco e o vício do fumo.

O tabaco usado pelos índios foi adotado pelos colonos e levado para a Europa. Era considerado remédio para cura de feridas e bicheiras de homens e animais. O vício de beber fumo propagou-se entre colonos e foi, na Europa, condenado pelo Papa. No Brasil, o ato de fumar também parecia coisa demoníaca a ponto de justificar certa vez a denuncia do infeliz donatário da capitania do Espírito Santo à inquisição.

Os prejuízos causados pelo corte desenfreado de madeira nobre não passaram despercebidos, e já no século XVII, uma carta regia procurava regulamentar e preservar o seu uso.

Animais

A caça foi fonte principal de proteína dos brancos. As capivaras, os porcos do mato os veados, os tatus, as pacas, as cotias eram muito apreciados. Existiam papagaios, as araras e os macacos.

– Peixes

Havia abundancia de pescados que eram à base da alimentação de pobres e ricos. Tainhas na Bahia eram secas e salgadas para alimentação dos escravos do engenho e dos marinheiros.

Nas praias colhia-se siris, mariscos e mexilhões e caranguejos.

– Onças, cobras e insetos.

Onças costumavam atacar índios e brancos e o gado. As cobras eram causa de terror, sucuris, boiúnas e jibóias que tinham de dois a quinze ou ate trinta metros de comprimento. As mais perigosas eram as jararacas e cascavel. Suas picadas eram causas de morte dos povoadores, especialmente dos escravos.

– Saúvas

As saúvas eram a praga do Brasil. Elas dizimavam em uma noite roças inteiras de milho, mandioca cana ou arvores de frutas como laranjeiras. O numero era infindável, gostavam de plantas sem mato em volta, eram altamente organizadas. Somente no século XX com o inseticida DDT conseguiram-se vitórias significativas contra essa praga.

Paraíso real.

Relatos como os de Pero de Magalhães Gandavo, Gabriel Soares de Sousa e Ambrosio Fernandes Brandão, nos contam que a terra produzia em abundancia coisas maravilhosas que muitos acrescentavam ao conforto e gozos dos diligentes. Mas a terra exigia uma observação constante um estudo cuidadoso e a aplicação freqüente de medidas preventivas contra inúmeros insetos tropicais.

Aprendendo com os índios.

O sucesso da colonização portuguesa foi possível com a consolidação do povoamento, garantindo pela colaboração dos indígenas e o aprendizado de seus conhecimentos sobre a natureza. Eles ensinaram os portugueses a caçar e pescar nas matas. Mas havia diferenças entre índios e europeus em relação à postura diante da natureza. Os índios viam o homem como parte indistinta da natureza, o europeu era guiado pela visão bíblica, que atribuía ao homem direita a vida e a morte sobre outros animais. E finalmente, os europeus utilizavam os índios como instrumento de apropriação dos recursos naturais. Foi com recurso dos saberes indígenas que os portugueses puderam desbravar o litoral e os sertões.

Em busca do lucro

Os portugueses eram ávidos por lucros. Somente o extrativismo do pau-brasil despertou neles interesse maior. Eles também levavam índios para serem vendidos como escravos. Os índios trabalhavam por quinquilharias e por trabalhos manufaturados que não possuíam.Para evitar os corsários estrangeiros foram feitas às capitanias hereditárias dadas a donatários, estes tinham o dever de colonizar, ocupar e explorar. Alguns anos depois a metrópole instituiu no Brasil um governo geral com função de administrar e manter o controle maior, político e militar, sobre o domínio português.

Com o tempo o pau-brasil começou a rarear e os nativos começaram a utilizar.se do ferro dos europeus para produzir armas.

Colonização

Os colonos formaram pequenas vilas e iniciavam roças e plantações. Os portugueses chegaram à conclusão de que seria bom produzir açúcar no Brasil. Houve conflitos entre colonos e índios do litoral. Como o índio não se adaptava ao trabalho Europeu os portugueses resolveram utilizar.se de escravos indígenas em suas plantações e engenhos. À medida que a lavoura portuguesa aumentava a indígena diminuía . A cultura indígena foi massacrada. No final do século XVI os índios já não eram mais senhores do litoral. Ate o inicio do século XVII a produção colonial era feita basicamente à custa dos índios escravizados.

Os índios.

O número de índios diminuíram durante o primeiro século de contato com o europeu. Na época da chegada dos portugueses índios dividiam-se em dois grandes grupos: os tupis e os guaranis. O território costeiro era dominado pelos índios tupis-guaranis. O tupi foi aprendido pelos portugueses. Os índios que falavam a língua tupi se dividiam em:

Potiguares, Tupinambás, Caetés, tupiniquins, temiminós, tamoios e carijós.

Bens materiais e trabalho.

Os índios viviam em aldeias, praticando a agricultura, a caça, a pesca e a coleta. Essas aldeias eram moveis, mudando de local de acordo com a necessidade.

Os tupis-guaranis cultivavam a mandioca, feijão, batata-doce. Os índios tinham em sua propriedade pessoal as armas e enfeites e partilhava o todo o resto os produtos da pesca e da coleta. Entre os índios, dentro de cada aldeias, privados entre os nativos e a harmonia reinante no interior de cada aldeia impressionou os viajantes. A divisão das tarefas na sociedade indígena determinava que alem de caçar, pescar, cortar lenha e combater, os homens construíssem canoas e cabanas e cultivavam terreno para o plantio da lavoura.

As mulheres plantavam, colhiam, preparavam o alimento, fiavam, teciam faziam cestos e potes de barro e coletavam o alimento. Eles apenas faziam questão de trabalhar quando e como quisessem, sem supervisão e cobranças. As crianças participavam das atividades produtivas conforme sua capacidade física e aprendiam suas tarefas observando os adultos. A antropologia criada no século XIX valorizava o índio, não como preguiçoso, mas como valente e forte.

Geralmente, uma aldeia consistia de quatro ou mais casas compridas, de teto abaulado feito de sapé, construídas uma ao lado da outra ao redor de uma praça. As aldeias eram cercadas por fossos ou uma paliçada. Dentro de cada uma dessas cabanas, as malocas, viviam coletivamente varias famílias.

Costumes.

A nudez do índio causava espanto para o português, que vivia sempre com roupas pesadas no corpo. Outras vezes os índios cobriam suas peles com uma resina e colocavam penas verdes amarelas ou vermelhas. As mulheres não furavam os lábios usavam braceletes e colares de contas de búzios ou de ossos e pintavam o rosto com os mais variados desenhos.

Banhos.

Os índios tomavam banho todos os dias, na Europa não havia esse costume, O índios negavam-se a usar roupas alegando que isso dificultava suas atividades.

Bebedeiras.

As bebedeiras eram para rituais, duravam vários dias, só se bebia nesses dias. Nessas ocasiões agrediam-se mutuamente, resolvendo velhos agravos e por vezes chegavam a provocar ate incêndio da aldeia. O habito de beber, a poligamia e a liberdade sexual das moças mar eram censurados pelos colonos que os encorajava, e os adoravam. Mas os jesuítas fizeram que isso parasse de vez, chegando a pedir ajuda da força militar dos administradores coloniais, essas festas dificultavam a catequização.

Família.

A célula básica da aldeia era a família nuclear que vivia em um espaço determinado juntamente com agregados eventuais, prisioneiros ou parentes, A maioria dos homens tinham apenas uma esposa, ma alguns guerreiros destacados poderiam ter mais de uma.

Hierarquicamente as mulheres entram inferiores aos homens e tinham de se submeter a eles. As mulheres podiam não manter a virgindade, isso não era valor para eles. A união entre parentes também não era considerada crime muito grave. A homossexualidade masculina também era relativamente aceita. Para educar, os adultos preferiam utilizar-se do exemplo a empregar castigos físicos.

Sem fé, nem lei, nem rei.

Cada maloca era comandada por um chefe, principal, assim como a própria tribo. As decisões da tribo eram tomadas por um conselho dos mais velhos, formado pelos homens com mais de quarenta anos, que se reunia com freqüência. As decisões eram tomadas por consenso após um longo processo de convencimento pelos principais que passavam horas discursando, explicando, persuadindo ate conquistar o apoio do conselho de anciãos e do pajé. Dessa forma não se pode dizer que os índios tivessem leis, somente pela coesão grupal os índios obedeciam.

Os índios também não possuíam um sistema religioso organizado, com deuses, ídolos e qualquer espécie de sacerdote; tinham apenas a crença nos espíritos dos mortos e entidades maléficas como Anhangá e Curupira e na força da magia. Entre os índios não existia a propriedade privada da terra. Também não havia chefes fortes, acumulação de bens ou desigualdade de classes. A falta de autoridade poderosa entre os índios atrapalhava a catequese.

Guerras.

Na época do descobrimento, as relações entre as tribos e grupos étnicos indígenas variavam. Havia as tribos que se relacionavam pacificamente praticando o escambo. Havia as que estavam freqüentemente em guerra contra outras.Os guaranis, que há dois ou três mil anos habitavam a Amazônia central, teriam avançado em direção aos Andes ou em direção ao sul do Brasil.

Os tupis eram antropófagos, os botocudos e os aimorés não eram. Em meados do século XVII, com a quase extinção dos tupis do litoral e a desorganização geral provocada pelas lutas contra os holandeses, os tapuias começaram a refluir para a costa, sua região de origem, onde ameaçaram o povoamento português. Começou assim a chamada guerra dos Bárbaros que duraria quase meio século e que só foi vencida com o auxilio de bandeirantes paulistas contratados para esse fim.

A guerra aperfeiçoava a técnica e a capacidade do guerreiro, que assim firmava sua supremacia masculina na estrutura das famílias da tribo. As autoridades coloniais e os jesuítas encontraram grandes dificuldades quando tentaram coibir ou impedir as guerras infindáveis. As decisões de guerra eram tomadas por um conselho do qual participavam os anciãos e os guerreiros mais valentes.

Armas.

A principal arma utilizada era o arco e flecha, manejada com precisão e eficiência. Para se defender tinham escudos feitos de couro, pele de peixe ou casca de arvores. Na luta corpo a corpo usavam o tacape e o machado de pedra polida.

As táticas

As táticas de guerra eram bastante simples, envolvendo ataques de grupos de formação bastante livres, que procuravam ganhar vantagem na surpresa e no terror provocados pelos barulhos dos gritos e tiques de trompa de búzios.

Catequese

Os jesuítas procuravam, convivendo com os nativos, combater as crenças indígenas e seus costumes bárbaros por meio da evangelização, das pregações e do exemplo, queriam transformar o selvagem em civilizado. Queriam salvá-los, fazendo com que conhecesse a verdadeira fé.

Povo-criança

No inicio de seu trabalho, os jesuítas estavam muito otimistas. Acreditavam conforme chegou a descrever Manoel da Nóbrega, que o nativo fosse como um papel em branco, receptivo, no qual fosse possível escrever o que se desejasse. A delicadeza, a ternura, a hospitalidade e a alegria presentes na convivência dos índios e seus hospedes reforçou a imagem de que constituíam um povo-criança. Feliz. Daí talvez tenha se originado a idéia de um suposto vácuo de cultura, de valores, que poderia ser preenchido pela civilização européia e fé cristã. Já em 1550 Manoel da Nóbrega duvidava de suas posições anteriores escrevendo que talvez fosse mais fácil que os índios se convertessem por medo que por amor, devido aos seus costumes abomináveis.

A Salvação.

O jesuíta Simão de Vasconcelos estranhava que Deus, depois de fazer do Brasil um paraíso da natureza, colocara ali homens semelhantes a feras. Após descrever todo o equipamento material e os costumes dos índios, concluiu que a pobreza e bestialidade deram origem À crença popular de não pertencerem à espécie humana. Como colonos os jesuítas achavam os índios brutos e animalizados que haviam degenerado perdendo o conhecimento de Deus, mas que podiam ser recuperados pelo ensino paciente e a submissão às leis humanas.

Aldeamento permanente

Uma das grandes dificuldades para a catequese era o costume indígena de mudar o local de suas aldeias a cada três ou quatro anos, à medida que se esgotavam os recursos de caça, pesca coleta e cansava-se o solo. Portanto uma das primeiras medidas que os jesuítas tomaram foi a dos aldeamentos permanentes apelando, para viabilizá-la, ate para o uso do poder coercitivo dos governadores. Esses aldeamentos ou reduções jesuíticas reuniram em uma região delimitada algumas aldeias de índios que se submetiam À autoridade dos padres.

A trajetória dos jesuítas.

A atividade dos jesuítas em terras brasileiras passou por algumas fases. Uma de relativo otimismo seguida pela desilusão diante das dificuldades encontradas para a catequese e o fortalecimento da idéia de que o emprego da força seria necessário à conversão do gentio.

Resistência e derrota.

Quando se estabeleceram definitivamente a agricultura de exportação do açúcar e passaram a exigir trabalhos dos índios e depois diante de resistência, passaram a escravizá-los, os índios se revoltaram. Descontentes, queimaram engenhos, acabaram com roças e povoados, obrigando os portugueses a recuar e fugir.

Um dos grandes objetivos da vinda de Tomé de Sousa ao Brasil era sufocar a revolta indígena. A fundação de Salvador por Tomé de Sousa, acompanhada do reinicio do povoamento, só foi viabilizada por uma política de apaziguamento dos indígenas em que desempenharam importante papel a medição de Diogo Álvares Correia (um português apelidado de caramuru, que vivia há tempos no Brasil.) e os jesuítas recém chegados.

Escravidão negra.

Fruto de todo processo de desenvolvimento da economia colonial, as populações indígenas minguaram. Aos poucos a mão-de-obra escrava indígena que predominou por todo século XVI sustentando, com centenas de milhares de braços, a economia colonial, foi sendo substituída pela negra. Os primeiros escravos vieram com os donatários. Aos poucos a escravidão vermelha foi dando espaço para a escravidão negra. A transição de um tipo de mão-de-obra para outra não se deu ao mesmo tempo em todas as regiões. Em Pernambuco, por exemplo, ela ocorreu antes.

Colonos.

O plano as táticas do povoamento e da exploração econômica do Brasil foram delineados no primeiro século da colonização. Em termos globais, a colonização das terras brasileiras subordinou-se a um projeto português especificamente concebido: lucrar o Maximo possível com a América. Conquista, povoamento e dominação cultural não estavam entre os objetivos iniciais da metrópole-a população de Portugal era pequena, o estado não precisava de novos territórios e não abrigava, como em outros lugares, poderosos dissidentes políticos e religiosos dos quais estaria ansioso em ver-se livre. Conquista, povoamento e dominação cultural foram antes de tudo, nesses primeiros tempos, decorrência do projeto maior. Mas mostraram-se mais de que necessários, fundamentais.

Os seduzidos pela vida selvagem.

Uma constatação interessante relacionada às primeiras décadas de povoamento é a existência pouco comentada, mas considerável em numero, de portugueses que viviam entre os índios perfeitamente integrados em sua cultura e que resistiam as tentativas posteriores de reabsorção da cultura metropolitana. Muitos europeus preferiam viver nus e pintados nas aldeias com mulheres e filhos indígenas.

Aproveitando a riqueza colonial.

O burocrata lusitano Gandavo Visualizou o Brasil como a solução para os pobres de Portugal que aqui chegando poderiam enriquecer ou pelo menos viver fartamente. Com quatro ou seis escravos que podiam ser adquiridos com cerca de dez cruzados, qualquer colono vivia folgadamente, porque alguns escravos caçavam e pescavam e outros produziam mantimentos para si mesmos e seus donos. Dessa forma os moradores podiam viver padrão da nobreza sem trabalhar com as mãos e muito mais folgadamente quem em Portugal.

Exploração sexual das índias.

O reverso da visão triunfalista de Gandavo, Soares de Sousa e Brandão esta na violência da escravidão, na promoção dos massacres indígenas e na exploração sexual das mulheres. Esses três fenômenos eram freqüentemente denunciados pelos jesuítas que encontraram grandes dificuldades em suas tentativas de mudar tal padrão de relações baseado na ganância dos colonos que apenas viam os índios como mão-de-obra a ser explorada e suas mulheres como objeto de uso sexual.

Uma das questões mais candentes entre os jesuítas e primeiros povoadores foi à união deste com índias, feitas sob forma de mancebia sem casamento legal. A poligamia possibilitava ao colono o acesso aos serviços e ao produto do trabalho de diversas mulheres. A mancebia facilitava também o abandono, a troca ou a multiplicidade de mulheres, havendo colonos que formavam verdadeiros haréns de índias. Esses costumes, apesar de constituírem pecado mortal para a igreja, eram encorajados por padres seculares que defendiam doutrinas heréticas como a de que não havia pecado nas regiões tropicais.

Escravidão indígena.

Os jesuítas lutavam pela liberdade dos índios: isto lhes facilitaria o trabalho de catequese e lhes daria mais poder, graças à enorme massa de manobra de que disporiam. Essa atitude, contudo, despertou violenta e amarga oposição dos colonos que reprovavam os jesuítas.

O sucesso e as heranças da colonização.

No final do século XVI, pode-se dizer que boa parte da faixa costeira estava colonizada pelos europeus e que a população nativa do litoral havia sido cultural e fisicamente submetida, expulsa ou exterminada.

A catequese, as doenças e a escravidão terminaram por destruir a cultura material e espiritual dos índios, vencidos da historia. A ordem social vencedora nas terás brasileiras baseava-se, sobretudo nos valores dominantes portugueses.

A população da colônia foi se constituindo de tipos variados:

Portugueses e europeus de outros paises, alem dos vários grupos indígenas e africanos e da miscigenação, que foi grande, embora as uniões de brancos com índios e negros não fossem prestigiadas.

A escravidão indígena e a negra foram em boa parte responsável pela desmoralização do trabalho, o qual ficou relegado às massas exploradas ate a morte. Estudos modernos confirmam observações da época que constataram o espantoso desperdício de vidas humanas determinadas pela escravidão no Brasil. Milhões de pessoas foram sacrificadas para a riqueza e poder de uma pequena classe dominante irresponsável e indiferente à sorte da terra e também em beneficio de uma elite na Europa.

Inteligência Emocional

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Você já sentiu medo alguma vez? Se sim, passou pela sua cabeça a opção de usá-lo a seu favor? Será que isso é mesmo possível?

Vamos mostrar aqui que o medo faz parte de um processo de avaliação que de fato é seu apoio para vencer.

Agora considere uma pessoa que tenha medo de altura; em certas situações, ela sente medo de cair. Como pode o medo ser um aliado para o sucesso, conforme apregoa o título desta matéria? Para entender isto, vamos lembrar que somos movidos às direções que temos instaladas na nossa mente.

Imagine alguém sem medo, o que pode fazer! O medo será um problema apenas quando ficarmos prestando atenção ao que não queremos que aconteça e apenas reagindo a isto, ou seja, paralisados e sem opção de ação.

Principalmente, o medo é uma força, tem energia, e nós podemos usar essa energia como impulso para algo que queiramos. Usando uma estratégia adequada, podemos fazer como no judô: se vamos usar a energia do adversário, quanto mais energia ele tiver, melhor para nós!

Uma vez tendo boas percepções a respeito do medo, precisamos aplica-lás, colocá-las em prática. Uma estratégia estruturada que pode ser usada para aproveitar o impulso e a energia do medo é:

a) Conscientização – tudo começa quando você detecta algo que pode ser bem descrito pela palavra “medo”. Você sabe que é um processo da mente (eventualmente com reflexos no corpo), que é mais específico: medo de que alguma coisa aconteça. Para isso, tire a atenção dos sintomas corporais e direcione-a para imagens e sons internos, diretamente ou por meio de perguntas: medo de quê? O que pode acontecer de potencialmente ruim? O que estou imaginando?

b) Interpretação – Neste momento uma avaliação deve ser feita: o medo é um alerta? Procede? No caso dos medos que causam sensações no corpo, como o de altura, uma opção que pode ser usada é a observação das sensações: localização, intensidade, qualidade. Caso você decida canalizar a energia, vai para o próximo passo.

c) Escolha do contexto alvo da energia – Aqui você define para onde quer canalizar o impulso do medo. Por exemplo, se está fazendo um relatório e sente receio ou medo de que seja malvisto, pode imaginar-se relendo o relatório procurando por correções ou possibilidades de melhoria.

d) Transferência da energia – Neste ponto você tem dois cenários internos, um do medo e outro do objetivo. Para transferir a energia do primeiro para o segundo, você tem várias opções. Seguem algumas sugestões:

Diminuir a luminosidade de um e aumentar a do outro.

– Dissociar-se (“sair do filme”) de um e associar-se ao outro.

Aproveite para usufruir do prazer desse momento de descanso e também do possível prazer que possa estar sentindo pela sua atitude e iniciativa.

Algumas sugestões para aplicação da estratégia descrita:

– Medo do escuro: ações de certificação da existência de perigos, como acender a luz e explorar o local, ou ações de proteção.

– Medo após um filme de terror: ações de observação de imagens internas e de controle delas, como alterar a cor e tamanho.

– Medo de perder o emprego: ações de revisão de produtos, de maior atenção aos objetivos e prioridades, ações de melhoria de relacionamento, ações de aquisição de conhecimento e novas habilidades.

– Medo de dor física: se evitável, descobrir ações que poderiam prevenir a dor; se inevitável (como talvez uma injeção), a saída pode ser estimular uma atitude de extensão dos próprios limites (dores superadas fortalecem), sentir apenas a dor do momento (e não a dor subjetiva resultante da antecipação da dor) ou ainda fortalecer a percepção do momento presente, prestando atenção às sensações físicas do agora (por exemplo, “dor na cabeça” é presente, “dor de cabeça” faz menção às experiências passadas e pode ser pior).

E de agora em diante, fique atento aos seus medos, agradeça a eles e aproveite-os da melhor maneira possível: eles estão aumentando suas chances de sucesso.