AFLATOXICOSE EM SUÍNOS

0

Introdução

A suinocultura, assim como as demais atividades do agronegócio brasileiro, têm a cada ano menores índices de retorno do capital investido, o que gera a necessidade de não se ter perdas em nenhuma das etapas do processo de produção, para obter um alto índice de produtividade. Os aspectos a serem considerados para evitar a perda na produção, dizem respeito à sanidade, nutrição, reprodução e manejo.

Dentro do que diz respeito à parte de sanidade, queremos destacar no decorrer deste trabalho uma micotoxicose causada pela aflatoxina produzida pelo fungo Aspergillus flavus e/ou Aspergillus parasiticus. Destacamos, que ela também se encaixa (dentro do contexto de produção) na cadeia de produção de carne suína, no aspecto de manejo nutricional, visto que a mesma é propagada através de grãos de cereais contaminados.

Esta doença foi descoberta nos anos 1960-1962 na Inglaterra, Hungria e Áustria, causando a morte de perus, o que deu o nome de “doença X dos perus”. Na Hungria houve a perda de quase a totalidade dos patos criados intensivamente. Somente em 1965 foram registradas as primeiras aflatoxicoses diagnosticadas com segurança em perus. Na Inglaterra também houve a contaminação de bovinos e suínos nesta época. (Beer, 1999)

Segundo Bellaver (2006), o milho é o insumo mais utilizado na fabricação de rações para suínos, chegando a representar 40% dos custos totais da produção suína, o que nos revela que ele é o cereal mais utilizado na alimentação destes animais. Considerando que aflatoxicose ocorre principalmente em grãos de milho, devido ao manejo de colheita e armazenagem, estaremos discutindo neste trabalho sobre vários aspectos relacionados a esta importante doença dentro da suinocultura.

Intoxicação por Aflatoxinas

As aflatoxinas são metabólicos tóxicos produzidos pelos fungos Aspergillus flavus e Aspergillus parasiticus, que contaminam grãos de cereais armazenados, e podem ser encontradas na ração de animais em que são utilizados estes cereais contaminados. (Beer, 1999 e Sobestuansky, 1999)

1. Etiologia:

Segundo Beer (1999), são conhecidas oito aflatoxinas, sendo designadas com as letras “B” e “G” conforme suas propriedades fluorescentes, azul ou verde sob a influência da luz ultravioleta. Os fungos A. flavus e A. parasiticus produzem quatro aflatoxinas de maior importância, as toxinas B1 e B2, que sob luz ultravioleta emitem intensa luz azul e as G1 e G2, que emitem luz verde sob as mesmas condições. Ainda existem as aflatoxinas M1 e M2, que são segregadas do organismo animal, sobretudo pelas vacas de leite, como subprodutos metabólicos gerados durante o desdobramento da aflatoxina, sendo chamada de lactoxina. (Mallmann, 1994 e Beer, 1999)

A estrutura fundamental da molécula da aflatoxina é um núcleo de cumarin-difurano. Beer (1999) relata a semelhança entre as toxinas B1 e M1, sendo que a toxicidade delas frente a toxina B2 esta na proporção de 5:1, e quando comparada a G1 é de 2:1, já com a G2 esta proporção é de 10:1, conforme a DL50 para patinhos de um dia (ver tabela 1).

Tabela 1. D L50 para patinhos com um dia de idade (com base em 50g de peso vivo).

(Adaptado de Beer, 1999)

Quando a umidade do milho estiver com índices em torno de 17%, esse fica mais sujeito à contaminação por aflatoxinas, que pode ocorrer tanto na lavoura, quanto durante o processo de colheita e armazenagem. As aflatoxinas são incolores, inodoras e não altera o sabor dos alimentos, o que torna o controle e diagnóstico de cereais contaminados mais trabalhoso, conforme veremos mais adiante. (Sobestuanky, 1999)

2. Epidemiologia:

A aflatoxicose é distribuída mundialmente, e quase à totalidade das rações permite o isolamento laboratorial desses fungos, o que equivale dizer que quase todas estão sujeitas ao crescimento descontrolado desses microorganismos, caso ofereçam condições adequadas de umidade. (Mallman, 1994)

Todas as espécies animais são sensíveis, especialmente os animais lactantes, sendo que a aflatoxina é excretada pelo leite. Suínos lactantes, e em fase de crescimento com até 50 kg de peso vivo são mais propensos a sofrerem com a aflatoxicose do que animais em fase de terminação e matrizes (Beer, 1999). Na suinocultura, a grande importância desta doença, se dá pelo fato de que o uso de milho em forma de grão na ração pode chegar a representar 85% desta, sendo que milhos provenientes de pequenas propriedades, sem instalações e equipamentos necessários para uma correta colheita e armazenamento do milho, acabam aumentando a incidência desta doença em rebanhos onde este milho é utilizado.(Bellaver, 2006 e Mallmann, 1994)

As condições básicas para desenvolvimento dos fungos nos grãos de cereais são:

Umidade do Grão: acima de 14%;
Umidade relativa do ar: entre 75 a 80%;
Temperatura ambiental: entre 25 a 32ºC (ideal é 28ºC);
A contaminação destes fungos também pode ocorrer em substratos como farinhas e rações. No Brasil os cereais freqüentemente contaminados são o milho, o caroço de algodão e o amendoim. A presença de insetos, a umidade da mistura de rações, as condições de armazenagem dos grãos e a integridade dos grãos são fatores que também influenciam na contaminação por aflatoxinas. A presença ou não do mofo no alimento não servem como indicativo de grau de contaminação por aflatoxina que este apresenta. (Sobestuansky, 1999)

Surtos de aflatoxicose ocorrem com maior freqüência nos meses que seguem à colheita do milho, devido aos níveis mais elevados de umidade no grão logo após a colheita. A toxina pode ser produzida no campo, antes da colheita, mas é produzida com maior intensidade durante a armazenagem do milho (Mallman, 1994). Beer (1999) descreve que a capacidade de formar toxinas não deve ser atribuída somente às propriedades específicas das estirpes (variantes), mas que também o substrato nutritivo pode influenciar neste aspecto. Além disso, ele relata que estirpes de A. flavus dos países tropicais produzem quantidades bem maiores de toxinas que as procedentes de zonas climáticas temperadas.

3. Patogenia

As aflatoxinas são potentes agentes carcinogênicos, teratogênicos, mutagênicos e capazes de causar lesões hepáticas em varias espécies animais(Sobestuansky, 1999, Mallman, 1994 e Beer, 1999). Segundo Mallmann (1994), após a absorção a toxina se concentra no fígado, onde a aflatoxina B1 é metabolizada pelas enzimas microssomais em diferentes metabólicos através de hidroxilação, hidratação, dimetilação e epóxidação. É de consenso que o fígado é o órgão mais afetado pelos efeitos tóxicos da aflatoxina B1 resultando numa série de danos ao metabolismo das proteínas, carboidratos e lipídeos neste órgão. As aflatoxinas penetram até o núcleo celular, reagem com o DNA e inibem a RNA-polimerase, atenuando a síntese de RNA, e como conseqüência, inibindo a síntese de RNA-mensageiro, sendo suspensa a formação de triptofano pirrolase normalmente provocada pela cortisona. A deficiência na transição desta e de outras enzimas, traz serias conseqüências ao organismo, já que elas são necessárias ao metabolismo energético, produção de anticorpos e mobilização de gordura, sendo o fígado o órgão mais afetado. (Beer, 1999) Na mitocôndria aumenta a permeabilidade, interrompendo o transporte de elétrons inibindo com isso a respiração celular, levando a um aumento da permeabilidade dos lisossomas, e a liberação de hidrolases ácidas no interior da célula. A ativação das enzimas lisossômicas e seus efeitos sobre as estruturas celulares pode ser um efeito das aflatoxinas. No retículo endoplasmático, ocorre a degranulação com ruptura dos polissomas, inibindo muitas funções metabólicas como a síntese de proteínas, indução de enzimas e a síntese dos fatores 11 e VII do mecanismo de coagulação sangüínea.(Mallmann, 1994)

A toxicidade das aflatoxinas depende da dose ingerida e da espécie. Animais jovens são mais susceptíveis, assim como animais que recebem dietas desbalanceadas.

Tabela 2. Resposta dos suínos de acordo com a concentração de aflatoxinas na ração

– = sem efeito; ± = efeito variável; + = animais afetados; ++ = animais seriamente afetados

(Adaptado de Sobestuansky, 1999)

4. Sintomas Clínicos

Os sintomas da aflatoxicose podem variar em função da idade dos animais, tipo de aflatoxina, composição da dieta, tempo de exposição e quantidade de aflatoxina presente na ração. Como principais sintomas clínicos podemos destacar a icterícia, apatia e diminuição da taxa de crescimento. (Beer, 1999, Sobestuansky, 1999 e Radostists, 2000)

No quadro clínico agudo, causado pela ingestão de aflatoxinas em concentrações iguais ou superiores a 400 ppb, os sintomas aparecem em torno de 48 horas após o inicio do consumo da dieta contaminada.A campo, muitas vezes, a primeira constatação é a morte súbita de animais adultos ou de terminação. (Sobestuansky, 1999)

Nos casos em que se observarem sintomas, esses incluem: vômitos, prostração, diarréia, emagrecimento progressivo, palidez das mucosas, icterícia e hemorragias subcutâneas que podem ser observadas nas partes inferiores dos membros. As hemorragias que podem ocorrer nos músculos do pernil causam incoordenação motora durante a lactação, observa-se involução da glândula mamária, hipogalaxia e a leitegada em mau estado nutricional. Naqueles animais cujo quadro de intoxicação não leva à morte rápida, após 6 a 12 horas há o aparecimento de inapetência, tremores musculares e incoordenação motora com temperatura corporal podendo chegar até 40,0 – 41,1 °C, decrescendo após. (Mallmann, 1994 e Sobestuansky, 1999)

As aflatoxinas têm efeito imunossupressor, predispondo ao aparecimento de outras enfermidades secundárias. Leitões amamentados por porcas que ingeriram aflatoxinas, podem apresentar sintomas devido à capacidade de esta toxina atingir o leite quando a porca é alimentada com ação contaminada. Outra observação freqüente é a recusa em ingerir a ração contaminada. Isso ocorre em casos de contaminação com mais de um tipo de toxina, com presença de toxinas que causem uma redução na ingestão do alimento (p.ex. vomitoxinas). (Sobestuansky, 1999) A fotossensibilização pode ocorrer se os animais estiverem expostos ao sol (principalmente em sistemas de criação ao ar livre: SISCAL), devido à lesão hepática provocada pela aflatoxina (Zlotowski et. al., 2004).

A importância das aflatoxinas na criação de suínos não se deve apenas aos prejuízos causados nos quadros de intoxicação aguda em conseqüência da ingestão destas substâncias. A preocupação maior no meio criatório deve-se, na maioria das vezes, ao nível de aflatoxinas encontrado na ração ser insuficiente para desencadear um quadro clinicamente perceptível. Nestes casos, costuma-se observar apenas a diminuição de ganho de peso após decorrido algum tempo do início do consumo da ração contaminada. Pela demora na percepção destas conseqüências e das naturais dificuldades de diagnóstico clínico, os prejuízos econômicos podem ser particularmente severos. (Mallmann, 1994) Exemplificando isto, Mallmann (2006) afirma que se a nutrição dos leitões na fase pré-inicial estiver contaminada, este leitão nunca mais terá a mesma capacidade de ganho de peso, vai ter em média uma perda de 7% de peso, comprometendo o crescimento definitivamente, ao passo que na terminação, com animais que já atingiram a maturidade o impacto é insignificante.

5. Anatomia Patológica

Assim como os sintomas, as lesões dependem da dose de aflatoxina ingerida. Os animais necropsiados apresentam quadro icterohemorrágico generalizado, com fígado amarelado e friável, rins hipertrofiados, hemorragias em forma de sufusões nos músculos, serosas abdominais e torácicas, edema na parede da vesícula biliar e no mesentério, líquido sero-hemorrágico na cavidade abdominal e enterite hemorrágica. Os rins podem estar pálidos e edemaciados ou ainda hipertrofiados. (Sobestuansky, 1999 e Radostits, 2000)

Seis horas após a intoxicação aguda, o fígado encontra-se alterado apresentando uma coloração pálido-bronzeada com aparência de “cozido”. Após 12h a superfície do fígado apresenta focos vermelhos com diâmetro aproximado de 1mm. No jejuno e íleo poderão ser encontradas hemorragias disseminadas, com sangue livre no lúmen. (Mallmann, 1994)

As áreas retais apresentam-se hiperêmicas com sangue livre no lúmen do íleo, ceco e cólon. Da mesma forma existe a possibilidade de surgimento de hemorragias no coração, nas áreas subpericárdica e endocárdica. (Mallmann, 1994)

Nas intoxicações mais brandas, o fígado apresenta um aspecto pálido-amarelado com indicações de edema intralobular, fibrose e presença de focos hemorrágicos na superfície parietal. A vesícula biliar poderá estar aumentada e com edema, tendo o conteúdo biliar consistência mais espessa. Poderão também, serem encontradas coleções líquidas de coloração amarelada (transudato) nas cavidades abdominal, torácica e no saco pericárdico. Poderá igualmente ser observada icterícia generalizada acompanhada e coloração amarelada dos fluídos corporais e edema de localização variada, atingindo principalmente as espirais do cólon. (Malmann, 1994 e Sobestuansky, 1999)

O exame histológico do fígado revela: degeneração gordurosa, necrose centrolobular, hemorragias, mega-hepatócitos, fibrose interlobular e proliferação dos canais biliares. Os rins apresentam degeneração hidrópica e vacuolização do epitélio dos túbulos. (Beer, 1999, Mallmann, 1994 Sobestuansky, 1999)

6. Diagnóstico

O diagnóstico pode ter caráter presuntivo ou definitivo. Ambos requerem estudos detalhados da ocorrência da doença. O diagnóstico presuntivo pode ser feito a nível de campo, pela observação do quadro clínico patológico, associado às características epidemiológicas da doença. (Sobestuansky, 1999 e Radostits, 2000) As observações mais indicativas estão relacionadas com:

rações: na maioria dos casos, mofadas, alertam para os problemas relacionados com micotoxinas. Deve-se porém, levar em consideração que reações aparentemente normais podem conter níveis elevados de aflatoxinas;
transmissibilidade da doença: ela só ocorre nos animais que recebem alimento contaminado, não se difunde aos demais;
conservação da ração e ingredientes: falhas na conservação (p.ex., a constatação de umidade nos depósitos de milho ou ração); e
lesões encontradas na necropsia e resultado do exame histopatológico, em que deve ser enviado um fragmento do fígado acondicionado em formol a 10%.
O diagnostico diferencial deve incluir a intoxicação pelo cobre, hepatose dietética, e intoxicação pelo gossipol (principalmente quando relacionado ao uso de caroço de algodão). (Sobestuansky, 1999)

Para o diagnóstico definitivo, a análise da ração que os animais estão recebendo é imprescindível e, via de regra, suficientemente conclusiva. Para análise, deve-se proceder à colheita do alimento em vários pontos, distribuídos aleatoriamente no volume estocado, assim como, nos comedouros. As amostras devem ser colocadas em recipiente limpo e estão homogeneizadas, retirando-se uma sub-amostra para envio ao laboratório. (Sobestuansky, 1999) Essa deve ser acondicionada em saco de papel resistente ou plástico. A amostra não deve ser inferior a 1kg. A analise deve ser direcionada para a detecção da aflatoxina, e não cultura fúngica, visto que pode ocorrer de não haver fungos na ração e esta estar contaminada por aflatoxina devido ao crescimento anterior de fungos.(Mallmann, 1994)

6.1 Métodos de diagnóstico

Os métodos de diagnóstico para as aflatoxinas podem ser divididos em três categorias principais: bioavaliação, quimioavaliação e imunodiagnóstico.(Mallmann, 1994 e Sobestuansky, 1999)

Na bioavaliação tem sido usados preferencialmente ovos embrionados, larvas de camarão e alevinos de truta devido a grande sensibilidade que apresentam às aflatoxinas. E uma técnica que não se presta ao exame rotineiro e seus níveis de detecção não são suficientemente baixos.

As técnicas de quimioavaliação constituem-se da identificação e quantificação por cromatografia em camada delgada (CCD) e cromatografia líquida de alta resolução (HPLC). Estes métodos apresentam alta eficiência e segurança diagnóstica, sendo, portanto, os mais recomendados.

O imunodiagnóstico para aflatoxinas é uma técnica recente, apresentando como principal vantagem a rapidez com que é realizada sendo montados em “kits”de diagnóstico. Para o imunodiagnóstico utilizam-se anticorpos monoclonais ou polielonais produzidos por linfócitos previamente sensibilizados e hibridados com células provenientes de linfomas em animais previamente sensibilizados com conjugados proteína (haptenos-Aflatoxinas). Existem testes do tipo fluorométrico (anticorpo específico) e testes usando métodos colorimétricos.

(Mallman, 1994)

7. Relato de Caso: Surto de Aflatoxicose no Rio Grande do Sul

Zlotowski et. al. (2004) relatam um caso de intoxicação por aflatoxicose ocorrido em outubro do ano de 2004, no estado do Rio Grande do Sul, em uma propriedade onde a criação de suínos era feita em sistema ao ar livre (SISCAL), e no momento do desmame, os animais eram confinados num galpão de madeira, em baias coletivas de cama sobreposta em casca de arroz. No total, morreram 7 porcas e 8 leitões e foram relatados casos de aborto em duas fêmeas. O milho usado no arraçoamento dos animais era produzido na propriedade e, segundo o proprietário, foi moído ainda úmido.

Na avaliação das lesões durante a necropsia os autores encontraram como achados mais significativos as seguintes lesões: icterícia generalizada, coleção moderada a acentuada de líquido amarelado nas cavidades abdominal e pericárdica, edema das serosas intestinais, fígado amarelo-alaranjado, com áreas multifocais de coloração vermelho escura e edema de vesícula biliar. Nos achados microscópicos seguintes achados histológicos no fígado: tumefação e degeneração moderada difusa de hepatócitos, desorganização dos cordões celulares, congestão moderada, necrose individual de hepatócitos, corpos apoptóticos, discreta proliferação de ductos biliares e colestase. O diagnóstico dos autores foi baseado no histórico, na epidemiologia, nos sinais clínicos, achados de necropsia e histopatológicos e nos níveis elevados de aflatoxina B1 encontrados no milho moído e na ração consumidos pelos animais (conforme a tabela abaixo). A contaminação do milho por aflatoxinas foi relacionada com a umidade elevada na colheita, no armazenamento e na moagem do milho e o período de seca registrado naquela região durante o verão, o que favoreceu a proliferação do fungo e produção de toxinas nesse surto.

Tabela 3. Resultados da analise de aflatoxinas em Milho e Ração de suínos com aflatoxicose no Rio Grande do Sul.

(Adaptado de Zlotowski et. al.,2004)

8. Tratamento

Não existem tratamentos específicos para micotoxicoses. O tratamento quimioterápico é pouco eficaz, porém pode-se administrar metionina e um outro antibiótico para evitar infecções secundárias. Terapia de apoio, baseada na administração de vitamina “E” e selênio, tem sido utilizada com sucesso variável. (Sobestuansky, 1999)

Quando ocorrem os sintomas, suspender a administração da ração contaminada, substituindo-a por outra de boa qualidade. O controle dos níveis de aflatoxinas na ração e grãos de cereais é a melhor alternativa para evitar as perdas com esta doença. (Mallmann, 1994)

9. Medidas de Prevenção

O controle de qualidade da matéria-prima para fabricação de rações é uma medida eficaz de controle da aflatoxicose. A limpeza do milho no pós-colheita e a manutenção periódica de procedimentos de limpeza nos silos de armazenagem de grão é um fator importante na prevenção da contaminação da matéria-prima das rações. Alguns agricultores usam da colheita tardia com objetivo de reduzir a umidade do grão, porém isto pode trazer como conseqüência o aumento do ataque de insetos nos grãos e também a possibilidade de maior contaminação com micotoxinas. (Bellaver, 2006)

Na produção de rações, a presença de micotoxinas em grãos e cereais é um problema que pode ser resolvido de forma parcial pela diluição da concentração ou pela adição de adsorventes de micotoxinas nas rações, entre eles as bentonitas e silicatos de alumínio, impedindo-as de terem ação patogênica nos animais, isto é que haja o desencadeamento de uma micotoxicose. Porém vale ressaltar que estas substâncias não eliminam totalmente as aflatoxinas. Uma outra forma de eliminar as aflatoxinas da ração é fazer um tratamento com gás de amônia, porém este processo possui um custo elevado o que limita seu uso. O uso de antifúngicos (ácidos orgânicos) na ração e/ou nos cereais pode fazer o controle do crescimento de fungos, evitando a contaminação dos alimentos por micotoxinas, porém é importante ressaltar que esse tratamento não elimina as aflatoxinas, por isso o momento da aplicação dos antifúngicos é decisivo para seu sucesso já que se ele for aplicado após a contaminação não trará nenhum efeito. .(Back, 2004)

Bellaver et. al. (2005) indica a peletização e posterior incineração do pó de milho em fabrica de rações, trazendo como benefícios a co-geração de energia a partir de material biológico não reciclável, a diminuição do pó no ambiente da fabrica de rações e a diminuição da contaminação das lavouras caso este pó fosse utilizado como adubo. Os autores não recomendam a utilização do pó na alimentação de qualquer espécie animal, pois as partículas mais finas do milho são os inóculos mais apropriados à contaminação por fungos.

O uso dos métodos tradicionais para detecção de micotoxinas, alguns dos quais utilizam cromatografia, outros já com fita reativa, deve ser rotineiro na chegada de cargas de milho nas fabrica de rações, e assim pode-se fazer o direcionamento das cargas conforme sua qualidade.(Bellaver, 2006)

Conclusão

A aflatoxicose é uma doença que pode trazer prejuízos imensos para o produtor de suínos e deixa-lo de mãos atadas frente ao problema, visto que depois de instalado o curso da doença, e diagnosticado, não há o que ser feito para reverter o quadro, sem contar que a morbidade pode ser grande, visto que ela é disseminada pela alimentação. Portanto cabe aos suinocultores e técnicos o dever de praticar os métodos de prevenção para esta doença destacados neste trabalho.

Um importante alerta fica aqui destacado aqueles pequenos produtores que produzem o próprio milho, e por não possuírem maquinário necessário, não fazem uma correta colheita, limpeza, secagem e armazenagem dos grãos. Outro ponto importante é o milho produzido durante o chamado período de “safrinha”, já que este milho acaba sendo colhido com um teor de umidade mais elevado e, numa época do ano onde a umidade relativa do ar é mais úmida. Também ressaltamos que deve ser muito bem observado o custo-benefício que pode-se ter ao comprar milho a um preço abaixo do praticado pelo mercado, sendo que o mesmo pode ter uma qualidade inferior e uma contaminação por micotoxinas que pode gerar um prejuízo muito maior do que o valor economizado com a compra do milho mais barato.

Uma questão relevante é colocada por Bellaver (2006), onde o autor discuti sobre sistemas de pagamento do milho, que é o principal insumo utilizado nas rações para suínos, por qualidade, mas não apenas a qualidade nutricional, mas sobre os fatores que dependem de uma correta colheita, secagem e armazenagem dos grãos, o que penalizaria maus produtores. O mesmo autor afirma que a melhoria da qualidade do milho para alimentação animal pode ser alcançada através do controle dos pontos críticos na fase de pré-processamento. Nós concordamos com o autor, e deixamos aqui o alerta para que seja dada a devida atenção aos aspectos aqui discutidos sobre a aflatoxicose, lembrando sempre que a prevenção é a melhor ferramenta que temos disponível para evitar as perdas com a aflatoxicose.

Referências Bibliográficas

BACK, A. Manual de Doenças de Aves. Coluna Saber, Cascavel, 2004. pg. 152.

BEER, O. et. al. Doenças Infecciosas dos Animais Domésticos Roca, 2ª ed., São Paulo, 1999. 380 p.

BELLAVER, C. et. al. Redução do Risco de Micotoxicoses pela Limpeza do Milho na Fabrica de Rações. Comunicado Técnico nº 392, CNPSA/EMBRAPA, Concórdia, junho/2005.

BELLAVER, C. Utilização de grãos na produção de carne suína de qualidade. Porkworld.la, Publicado em: 07 jul 2006. Disponível em: Acessado em: 28 ago 2006.

MALLMAN, C. A. Aflatoxinas – Aspectos Clínicos e Toxicológicos em Suínos. Ciência Rural, Santa Maria, v. 24, n. 3, 1994. Disponível em: Acessado em: 29 ago 2006.

MALLMAN, C. A. Aflatoxinas interferem não só síntese protéica e contaminam cerca de 50% do milho testado. Porkword.la, Puclicado em: 25 ago 2006. Disponível em: Acessado em: 28 ago 2006.

RADOSTITS, O. M. et. al. Clínica Veterinária. Guanabara Kogan, 9ª ed., São Paulo, 2000. 1763 p.

SOBESTUANSKY, J. et. al.Clínica e Patologia Suína. Art. 3, 2ª ed., Goiânia, 1999. 464 p.

ZLOTOWSKI, Priscila et al . Surto de aflatoxicose em suínos no Estado do Rio Grande do Sul. Pesq. Vet. Bras., Rio de Janeiro, v. 24, n. 4, 2004. Disponível em: . Acesso em: 28 ago 2006. doi: 10.1590/S0100-736X2004000400007

ANESTESIOLOGIA

0

Anestésicos Intravenosos

BARBITÚRICOS

Usado em peq. Operações e para indução anestésica.

Promove bloqueio vagal com elevação da PA e com hipotensão progressiva. Promove bruscas alterações nos sistemas vitais.
Antigamente (mas ainda é usado) era usado para Eutanásia.
São usados em Pacientes Hígidos que irão fazer cirurgia eletiva (de rotina).
Não é aconselhável o seu uso em pacientes de risco.
São altamente lipossolúveis.
72 – 86% de ligação às proteínas plasmáticas (principalmente Albumina)
Hipoproteinemia: Teremos aumentada a taxa do fármaco livre.

Sulfonamidas, AINES: Competem c/ o Tiopental pelas proteínas plasmáticas acarretando um aumento da fração da droga livre na corrente sanguínea.

Aspirina e Cloranfenicol: Competem c/ o Tiopental pelas proteínas plasmáticas acarretando um aumento da fração da droga livre na corrente sanguínea. Competem tb pelo mesmo sítio de metabolização.

Obs: Pacientes obesos e anestesiados pelos barbitúricos devem ser observados devido ao seu acúmulo no tecido adiposo.

Não são bons analgésicos, mas promovem inconsciência à dor (o animal em si está inconsciente à dor, mas seu organismo responde normalmente à dor liberando corticóides, prostaglandinas … e isso prejudica o animal). Vale lembrar que o quadro de inconsciência à dor é diferente de analgesia !!!

Classificação

Química

São classificados em:

Oxibarbitúricos: Possuem oxigênio no Carbono 2

Tiobarbitúricos: Possuem enxofre no Carbono 2

Qnto mais Carbonos, maior é a potência
Núcleo Aromático: Dá característica de Convulcivante
Enxofre: Aumenta a lipossolubilidade
Duração

Ultra Curta (tempo de inconsciência de 15 – 30 min): Tiopental, Tiamilal, Metohexital.

Curta (60 – 120): Pentobarbital

Longa (+ de 2 horas): Amobarbital, Fenobarbital

Dose

Tiopental: 12,5 Mg/Kg IV c/ MPA

25 Mg/Kg IV s/ MPA (faz a 1a metade rápida para transpor o 2º estágio anestésico).

Diluição: 40 ml de água / 1 g Tiopental = 2,5%

Pentobarbital: 15 Mg/Kg IV c/ MPA

30 Mg/Kg IV s/ MPA

Obs: Promovem efeito acumulativo !!!!!

Farmacocinética

Metabolização

Sistema microssomal hepático (dessulfuração e oxidação)
Taxa de metabolização: 10 – 15%/Hora no Homem e 4%/Hora no cão.
Pode levar à tolerância com uso contínuo.
Meia Vida do Tiopental (t1/2b ): 5 a 12 horas.
Aumenta o efeito com a idade.
Eliminação: A eliminação se dá pelo sistema renal

Farmacodinâmica

SNC

Excitação durante a indução (pode ser evitada c/ MPA ou velocidade da administração da 1a metade)
Diminui o consumo de oxigênio cerebral (proteção neurovegetativa)
Diminui o fluxo sanguíneo cerebral (causado pela hipotensão)
Diminuição da pressão intracraniana, e conseqüentemente diminuição do líquor
Depressão do centro termorregulador
S. Cardiovascular (PRINCIPAIS DESVANTAGENS !!!!)

Aumento discreto da Fc, volume sistólico e do Débito Cardíaco (fase inicial devido ao bloqueio vagal, que favorece o simpático)
Depressão do centro vasomotor
Depressão do miocárdio e sensibiliza o miocárdio às catecolaminas
Diminuição do fluxo sanguíneo coronariano (podendo levar a hipóxia do miocárdio)
Diminuição da resistência vascular periférica e do retorno venoso
Diminuição da Pressão Arterial (por isso é considerado hipotensor).
S. Respiratório

Depressão do centro bulbar (apnéia)
Diminuição do volume minuto (volume de ar que ventilou os pulmões em 1 minuto)
Diminuição da freqüência respiratória
Diminuição da sensibilidade dos quimiorreceptores, q detectam alta de gás carbônico.
S. Gastrointestinal (Não é muito utilizado em cir. Intestinais)

Diminuição da motilidade e tônus
Diminuição das secreções de todas as glândulas do organismo
S. Urinário

Hipotensão e vaso constrição renal
Diminuição do fluxo plasmático renal
Diminuição da filtração glomerular e volume urinário
Aumento do ADH (hormônio Anti-Diurético)
Ùtero

Diminuição do tônus uterino, pois o útero precisa invaginar, e como isso não ocorre, aumenta o risco de piometra pós-parto.

Olhos

Midríase inicial, seguida de Miose
Diminuição na redução da pressão intra-ocular (Bom para glaucoma e ruim para Catarata q necessita de pressão intra-ocular alta, neste caso usar Ketamina)
Obs: Nos Barbitúricos qnto maior for a acidose do animal, maior será a fração livre do fármaco !!!!!!!!!!!!!!!

NÃO BARBITÚRICOS

Etomidato (mais usado como indutor e em pacientes cardiopatas,principalmente)

Derivado imidazólico carboxilato
Hidrossolúvel, porém instável em solução aquosa (propileno-glicol)
Não cumulativo; ultracurta duração
Alta lipossolubilidade, 65% de ligação às proteínas plasmáticas
t1/2a : 3 minutos (demora para chegar ao SNC)
t1/2b : 75 minutos (demora para exercer a função, ser inativado e eliminado pelos rins)
Não causa analgesia
Ausência de liberação de histamina (reduz o risco de hipotensão por possuir agentes vasodilatadores)
Obs: No caso de gestante, bom usar um não barbitúrico mais analgésico em infusão contínua. Isso evita o uso de inalatórios que podem ser abortivos e o uso de barbitúricos que leva a 100% de morte fetal.

Metabolismo

Estearases plasmáticas e hepáticas (hidrólise) – degradado em um certo período de tempo
Metabólito: ácido carboxílico imidazólico (80%)
75% excretado pela urina (3% sob forma inalterada); restante pelas fezes (bile)
Dose: 0,5 a 3mg/Kg

Obs: Qnto maior for a alcalose do animal, maior será a fração livre do fármaco.

Desvantagens (que podem ser reduzidas com o uso de MPA):

Inibição da síntese de cortisol (pois há supressão da adrenal)
Dor no local da aplicação; Tromboflebite
Mioclonias
Náuseas e vômitos
Obs: Por suas desvantagens, o seu uso só vale a pena se o paciente necessita da preservação cardíaca, ou seja, seja cardiopata !

Sistema cardiovascular (Principais justificativas para o seu uso)

Peq. Efeito sobre o sistema cardiovascular
Diminuição da pressão arterial
Aumento discreto da Fc, volume sistólico e débito cardíaco
Diminuição na resistência vascular periférica (vasodilatação que não chega a comprometer a volemia).
Sistema Respiratório (é um depressor + potente)

Diminuição do volume corrente e volume minuto (principalmente por redução da amplitude)
Aumento da freqüência respiratória
Sistema Gastrointestinal

Dimimuição da motilidade e tônus
Aumento das secreções após cessar administração (todas as glândulas).
Propofol

Diisopropil fenol – pH = 7,0
Baixa solubilidade em água
Veículo: óleo de soja, fosfolipídios, glicerol e lecitina de ovo (aspecto leitoso)
Infusão Contínua: Utiliza glicosado a 5%
SNC

Potencialização do GABA (deprime o SNC)
Diminuição da pressão intracraniana
Ação Antiemética
Efeito Miorrelaxante (dispensa o uso de miorrelaxante na MPA)
Maior depressão dos reflexos osteotendinosos e oculares, qndo comparado ao Tiopental
Analgesia satisfatória apenas c/ infusão contínua (tira a consciência da dor, mas não a resposta do organismo frente a dor, com liberação de endorfinas, prostaglandinas, cortisol ..)
Sistema respiratório

Apnéia velocidade dependente (maior a velocidade da aplicação, maior o risco de apnéia, como o Tiopental).
Diminuição da freqüência respiratória
Aumento da pressão de gás carbônico, podendo produzir acidose respiratória
Sistema cardiovascular

Diminuição da pressão arterial (deprime mais que o Etomidato, mas menos que o Tiopental).
Diminuição da sensibilidade baroreflexa (receptores de pressão)
Peq. Hipotensão em hipovolemia
Aumento da freqüência cardíaca (logo após a administração)
Diminuição da resistência vascular periférica
Diminuição do débito cardíaco (diminuição da pré-carga, q é o volume q volta ao coração, por efeito vasodilatador direto)
Não causa arritmias (diferente do Tiopental, q sensibiliza o miocárdio às catecolaminas)
Em doses equipotentes: depressão cardiovascular maior que a produzida pelo Tiopental
Aumento do fluxo sanguíneo coronariano
Farmacocinética

Clearence (depuração) no homem é 10x + rápido do que o Tiopental; sugerido sítios de metabolização hepáticos.
Metabolismo Hepático: Conjugação com o ácido glicurônico (produzindo metabólitos inativos)
Eliminação Renal ( – de 1% sob forma inalterada)
t1/2a : 2-8 minutos
t1/2b : 322 minutos em cães
Galgos despertam + lentamente (raças como whippet, collie …)
Faz ligação com as proteínas plasmáticas e eritrócitos (por isso o período de latência é rápido)
Potencialização por opióides (CUIDADO !!!! Alguns opióides são potentes depressores respiratórios)
Gatos se recuperam + tardiamente pelo Propofol possuir compostos fenólicos !!!
Dose: Indução: 5 – 7 mg/Kg c/ MPA SEMPRE! (Aumenta-se o risco de Apnéia)
Manutenção: 0,2 a 0,4 mg/Kg/minuto
Efeitos colaterais

Tremores (no momento da indução e constante no membro em q se está aplicando). Hipotermia
Dor no momento da injeção

DERMATITE SEBORRÉICA

Introdução

A dermatite seborréica é uma inflamação crônica da pele que surge em função de uma predisposição genética. As erupções características da doença ocorrem predominantemente nas áreas de maior produção de oleosidade pelas glândulas sebáceas, o couro cabeludo, mas também podem ocorrer na região da barba, pálpebras, sobrancelhas, pavilhão auricular e no tronco.

As características da doença são a produção de oleosidade (seborréia), descamação (caspa) e prurido (coceira). Quando atingem a pele, as lesões da dermatite seborréia são avermelhadas e com descamação gordurosa. As áreas mais atingidas são a face (principalmente o contorno nasal, supercílios e fronte), e a região torácica.

A dermatite seborréica é uma afecção freqüente e com distribuição universal, que acomete 1-3% da população geral, 3-5% dos adultos e jovens e 20-83% dos pacientes com HIV, predomina em homens, entre 18-50 anos. A maior incidência masculina pode ser explicada pela ação do hormônio andrógeno sobre as glândulas sebáceas. Incia-se geralmente na adolescência coincidindo com o início do funcionamento das glândulas sebáceas. Pacientes HIV positivo e como mal de Parkinson, freqüentemente desenvolvem a dermatite de maneira grave.

As causas da dermatite seborréica não são conhecidas. Sabe-se que alterações hormonais, estresse, clima seco, frio e mudanças bruscas de temperatura agravam o quadro.

A dermatite seborréica é uma condição crônica e o tratamento deve ser constante para que não haja a proliferação do fungo. A doença, que não tem cura e sim controle, costuma se agravar no inverno e em situações de fadiga ou estresse emocional. Acometendo tanto homens quanto mulheres e recém nascidos e com maior incidência em portadores de infecção de HIV.

Caspa

Dermatite seborréica, também conhecida pelos nomes de seborréia, caspa, eczema e pitiriase é uma afecção crônica que se manifesta em partes do corpo onde existe maior produção de óleo pelas glândulas sebáceas ou a presença de um fungo, o Pityrosporum ovale.

A dermatite seborréica não é contagiosa, ocorre em ambos os sexos, tem períodos de melhoras e pioras, sendo que 50% da população têm caspa pelo menos uma vez ao ano.

A caspa pode ser seca ou oleosa. A oleosa é a chamada seborréia e provoca placas sobre o couro cabeludo.

A dermatite seborréica é por vezes considerada uma forma mais grave de caspa, requerendo cuidados médicos, porém o mais provável é que seja uma condição diferente, que provoca vermelhidão, coceira e inflamação do couro cabeludo, além da descamação. Outras condições que podem ser confundidas com estes quadros e que requerem atenção médica e diferente tratamento são a psoríase e o eczema.

A Dermatite seborréica acontece quando há um aumento da produção de óleo pela glândula sebácea e conseqüente descamação do couro cabeludo, o que gera os floquinhos caídos na roupa.

Ela se densenvolve-se de maneira crônica, com períodos de exacerbação e remissão, relacionados, sobretudo, com estresse e alterações climáticas.

Todas as pessoas possuem, em seu couro cabeludo, o fungo causador da caspa vivendo em equilíbrio. A caspa ocorre quando esse equilíbrio é rompido e a quantidade de fungo aumenta.

O Malassezia, em quantidade excessiva, produz substâncias químicas que irritam as células do couro cabeludo, diminuindo seu ciclo de vida. Estas células passam a se repor até cinco vezes mais rápido, se desprendendo em conjunto e tornando a caspa visível no cabelo e nas roupas.

Quando o problema de dermatite seborréica atinge estágios mais avançados, pode se estender, inclusive, para outras áreas do corpo, que não o couro cabeludo. Por isso, a doença pode ser classificada em três tipos:

1. Seborréia leve ou caspa – afeta, principalmente, o couro cabeludo, provocando descamação abundante acompanhada ou não de queda de cabelo.
2. Seborréia moderada – caracteriza-se por secreção abundante de sebo pela

pele. Brilho excessivo, aspecto gorduroso e pele com acne são as características principais, assim como os poros das glândulas sebáceas muito dilatadas.

3. Seborréia grave – o sebo produzido não é excretado e acumula-se na pele, que se torna espessa e coberta de crostas. Extrapola o couro cabeludo, podendo espalhar-se pela face, tronco e órgãos genitais.

Uma outra apresentação da Dermatite Seborréica é a chamada Blefarite Seborréica, que atinge as pálpebras (caspas nas pálpebras). ( fig.6 )

Levedura do Gênero Malassezia

As leveduras lipofícas saprófitas do gênero Malassezia são apontadas com principal agente etiológico da Dermatite Seborréica, com seus mecanismos ainda desconhecidos, eles são classificados em seis espécies lipofílicas e lipodependentes: M. furfur, M. sympodialis, M. globosa, M. obtusa, M. restricta e M. slooffia, nenhuma das espécies citadas tem papel preponderante comprovado na Dermatite Seborréica, tanto em pessoas saudáveis quanto em imunossuprimidos HIV.

Resposta inflamatória

O mecanismo de resposta à Malassezia ainda permanece obscuro. Admite-se que possa haver toxicidade direta, reação imunológica, ou falha no mecanismo supressor da resposta imunológica normal aos microorganismos que habitualmente colonizam a superfície cutânea.

No local ocorre uma reação primária com um aumento do número de células NK1+ e CD16+ e ativação do completo, ocorrendo uma estimulação irritante e não-imunogênica do sistema de defesa. Isto acontece devido aos produtos liberados pela levedura, mas ainda não estão esclarecidos o mecanismo e a natureza pelo qual esses irritantes penetram na pele. Sabe-se que as leveduras produzem substancias irritantes potencias, incluindo atividade da lípase e a ativação do complemento, via clássica ou alternativa, podendo contribuir para uma inflamação inespecífica.

Em algumas pesquisas foram avaliados o sistema imunológico de pacientes com Dermatite Seborréica e foram encontrados resultados conflitantes. O estudo do Malassezia sobre suas respostas humorais e celulares são inconsistente, as vezes mostrando aumento, ora diminuição e as vezes ausência de alterações. A pele sem lesão apresenta resposta imunológica semelhantes a pele lesionada, o que parece ter uma sensibilidade maior á levedura, ou neste local já houve lesão pré-clinicas.

Mas até agora os conhecimentos obtidos são insuficientes para sustentar que o efeito da toxicidade direta ou reação imunológica seja o mecanismo primário da doença. Outra explicação seria uma falha no mecanismo supressor da resposta inflamatória do paciente, os pacientes com Dermatite Seborréica parecem produzir respostas inflamatórias a uma quantidade aparentemente normal de Malassezia na pele. O aumento de Dermatite Seborréica em pacientes com desordens imunossupressoras, principalmente HIV, sugere uma relação importante entre Malassezia e o sistema imune, mas com tudo o mecanismo ainda não está esclarecido. A redução dos níveis de CD4 está relacionada com quadros mais graves de Dermatite Seborréica, o que levanta a hipótese de que haja uma relação entre a intensidade da imunossupressão e a severidade da doença.

Produção Sebácea

As leveduras do Malassezia pode ser encontrada nas glândulas Sebáceas. O organismo humano possui entre 100-900 glândulas/cm2 de pele, possibilitando o contato da levedura ou produto de sua degradação ( derivados da atividade da lípase ) com vasos sangüíneos adjacentes. Esta pode ser a via por onde os indivíduos predispostos são afetados.

O papel que a seborréia tem na Dermatite Seborréica ainda não está definido. A lesão geralmente acomete as áreas com maior produção e atividade de glândulas sebáceas, surgindo uma relação com o funcionamento glandular, que ocorre sob a influência hormonal. As glândulas sebáceas são ativadas no nascimento em resposta aos andrógenos maternos, se a Dermatite Seborréica acontece no período neonatal, logo desaparece entre 6 e 12 meses, que é quando termina esse estimulo. A forma adulta ou clássica, inicia-se na puberdade, com o pleno funcionamento glandular. O pico de maior atividade glandular compreende o período entre 18 e 40 anos. Em todas as idades a Dermatite Seborréica é mais comum em homens, pois sua produção sebácea é maior.

Outros Microorganismos

A Dermatite Seborréica é uma doença na qual a microflora de superfície de pele normal parece ser responsável pelo desencadeamento de uma resposta inflamatória crônica. Isto está ligado á certos antígenos, incluindo microorganismos que estão presentes na pele humana normal. Algumas alterações da Dermatite Seborréica podem ser mimetizadas com a aplicação cutânea desses microorganismos mortos, o que leva a se questionar o papel de Malassezia com agente único na etiologia da doença.

O uso de antibiótico, a maceração induzida pela oclusão e a umidade local podem induzir uma supercolonização por Staphylococcus ou Cândida, podendo agravar o quadro.

Anormalidades na Neurotransmissão

A incidência de Dermatite Seborréica tem aumentado em pacientes com desordens do Sistema Nervoso Central, com doenças de Parkinson, epilepsia, siringomielia, paralisa dos nervos cranianos e paralisias tronculares. Isto pode estar acontecendo devido à elevação nos níveis sebáceos ocasionada por imobilidade e aumento da colonização pela levedura. Nestes casos a apresentação clinica são mais extensas e refratárias ao tratamento.

As drogas neurolépticas que induzem os sintomas de Parkinson podem induzir a Dermatite Seborréica, surgindo a possibilidade de que peptídios ou neurotrasmissores químicos estejam envolvidos no mecanismo da doença. Há melhora clínica da Dermatite Seborréica, nos pacientes de Parkinson tratados com levodopa, com redução dos níveis de secreção sebácea, ser previamente elevados, não se observando qualquer efeito sobre níveis secretórios normais prévios.

Fatores Emocionais
Esse é o fator é o que mais desencadeia e potencializa a Dermatite Seborréica, sendo difícil de ser controlado.

Fatores Físicos

A ação do frio, do vento, do calor, a umidade e o suor, só ajuda a piorar e agravar o quadro clínico da Dermatite Seborréica. Sendo que a exposição solar ajuda a melhora da Dermatite Seborréica, devido à inibição do crescimento de Malassezia pelos raios UVA e UVB.

Dieta

Não há evidencias de que uma dieta inadequada contribua na gênese da Dermatite Seborréica. Sugere-se correlação com carência de zinco, biotina e ácidos graxos essenciais, principalmente nas formas infantis.

Outros Fatores

Internações prolongadas, isquemia do miocárdio, obesidade, epilepsia, alcoolismo, pancreatite alcoólica e entre outros, algumas drogas como cimetidina, metildopa, clorpromazina, isotretinoína, arsênio, sais de ouro e bismuto, tem implicado na etiologia de alguns casos de Dermatite Seborréica.

Fazer aplicações locais de medicamentos ou de algum produto cosmético à base de ácido no couro cabeludo, como permanente, pode irritar as glândulas sebáceas e também provocar o aumento da secreção.

Resíduos de xampus e cremes nos cabelos tendem a provocar o aparecimento da Dermatite Seborréica. A seborréia capilar pode passar para determinadas partes do corpo, como testa (no caso de quem usa franja) e costas (quem possui cabelos longos). Nestes casos, as áreas afetadas ficam oleosas e descamam, podendo apresentar espinhas.

Ainda é apontado como prejudicial, o uso de roupas que retém sebo e suor: lã, flanela, seda e tecidos sintéticos.

Outras causas são;

•permanentes, alisamentos ou colorações em excesso;
•processos alérgicos;
•gravidez;
•na seborréia: ingestão em excesso de gorduras;
•na caspa seca: falta de óleos e gorduras de boa qualidade na alimentação, deixando o couro cabeludo ressecado.

Quadro Clínico

A apresentação clínica da Dermatite Seborréica é variada e incluía a associação de diferentes quadros, com diversos graus de extensão e severidade. As lesões são papuloescamosas, eritematosas ou amareladas, com margens bem definidas e distribuição simétrica, recobertas por escamas gordurosas; exibem caráter crônico e recrudescente, nas áreas de maior concentração e atividade das glândulas sebáceas.

Alterações na estrutura e na função de barreira protetora tornam a pele seborréica mais susceptível às infecções bacterianas e às agressões físicas e químicas, com incidência alta de dermatite de contato e piodermites. O uso de corticóides tópicos por muito tempo altera a permeabilidade da barreira cutânea.

A Dermatite Seborréica só apresenta problema se a pessoa tiver predisposição genética, que pode estar relacionado a um defeito no metabolismo das glândulas, que respondem com produção excessiva a um estimulo mais acentuado.

Sabe-se que a Dermatite Seborréica pode ser agravada pelo frio, o vento, o calor, a umidade, o suor, a transpiração, baixa freqüência de lavagem dos cabelos, o uso de bonés, o dormir com o cabelo molhado, as alterações hormonais, os xampus inadequados, a água quente do banho, o estados de tensão nervosa que propiciam o aumento de microorganismos como bactérias e fungos no couro cabeludo, tendem a agravar os sintomas. Mas ocorre uma melhora do quadro com a exposição solar.

Os aspectos clínicos são específicos para as diferentes áreas afetadas:

Couro cabeludo

Isoladamente é o local mais acometido pela dermatite seborréica, com diferentes graus de descamação, acompanhada ou não de reação inflamatória, podemos diferenciar dois grupos:

1. Pityriasis sicca, Pityriasis capitis ou caspa;
2. Pityriasis steatoides ou forma inflamatória.

Pityriasis sicca, Pityriasis capitis ou caspa

Caracteriza-se pelo excesso de descamação do couro cabeludo, não ocorrendo inflamação. (fig. 1f)

A pele do couro cabeludo passa a eliminar as células mais rapidamente que o normal, com descamação fina, esbranquiçada e difusa do couro cabeludo, associada com pouco ou nenhum eritema, Prurido, quando presente, é discreto. O couro cabeludo tem aspecto “ seco”; os pacientes se queixam de “esfarelamento” na roupa e em outras pessoas. Por atribuírem esse fato à secura do couro cabeludo, ocasionalmente reduzem a freqüência de lavagens, acarretando infecção secundaria com formação de pequenas pústulas e crostas.,

Pityriasis capitis pode configurar a única ou principal característica clínica de outras doenças, tais como psoríase, dermatite atópica, dermatite de contato e tinha capits.

Alimentos de baixo valor nutritivo e a falta de proteínas e óleos poliinsaturados podem contribuir.

Pityriasis steatoides ou Forma Inflamatória

Apresenta-se como uma inflamação que ocorre em áreas com grande número de glândulas sebáceas. Costuma atingir grandes áreas e pode se estender para a pele glaba abaixo da linha de implantação do cabelo, principalmente na nuca e região retroauricular ( figrs. 2, 3 e 4 f). Pústulas foliculares são freqüentes; também são comuns as fissuras dolorosas e secretantes na região retroauricular, com associação de prurido. A manipulação das lesões pode levar à infecção secundária e ao aparecimento de gânglios palpáveis e dolorosos. Por vezes há eliminação de pequenos tufos de cabelo após a coçadura das placas, resultando em agravamento no quadro emocional do paciente.

A presença de dois fungos, o Pityrosporum Ovale e o Pityrosporum Orbicular, estão envolvidos no processo, pois nos pacientes afetados ocorre uma grande quantidade destes fungos nestas áreas (82% na dermatite seborréica, 74% na caspa e 47% nos normais).

Face

Eritema e descamação acometendo glabela, cantos do nariz e pregas nasogenianas, em diferentes intensidades, principal característica da Dermatite Seborréica. (fig. 5f). As pregas nasogenianas e cantos do nariz configuram importante diagnóstico diferente da dermatite peitoral , que se apresenta nessas regiões com pequenas pústulas sobre base eritematosa e é precipitada pelo uso de corticóides tópicos. A blefarite se manifesta com eritemas, edema e descamações fina da linha de implantação dos cílios, acompanhada de purido, raramente se mostra isolada de outras lesões. Podendo se complicar com obstrução e infecção das glândulas de Meibomiun, abscesso e ulceração.

Umas das principais causas da otite externa é a Dermatite Seborréica. Pode apresentar desde lesões descamativas discretas do canal auditivo externo até lesões exuberantes, eritematodescamativas, pruriginosa, exsudativas, fétidas e com infecção bacteriana ou fúngica superposta.

Na fronte e malares se manifesta como placas eritematosas, sendo a causa mais freqüente de rash malar. É acompanha de prurido e queimação.

Na área da barba varia-se desde descamações perifolicular sobre base eritematosa, até pústulas foliculares e escamas oleosas amareladas e aderentes. As vezes pode se complicar com uma infecção bacteriana.

Tronco

Região Pré-esternal e Interescapular

Suas formas de apresentação são duas

1.Petalóide: lesões papuloescamosas foliculares que confluem adquirindo um aspecto circinado, comparando a pétalas ou flores ( figrs. 7, 8 f)
2.Pitiríasiforme: lesões papuloescamosas ovais, com aspecto seco, lembrando a pitiriase rósea (fig. 9 f)

Flexuras

Nas axilas, virilha, regiões inframamárias, interglútea e periumbilical, as lesões da Dermatite Seborréica são bem definidas, eritematosas e brilhantes, pouco descamativas, geralmente fissuradas e acompanhada de secreção viscosa e fétida. Se manifesta isolada ou acompanham o envolvimento de outras áreas.

Segundo sua intensidade a Dermatite Seborréica pode ser classificada como:

Leve – Pequenos flocos esbranquiçados aderentes ao couro cabeludo, próximos à implantação dos fios, perceptíveis somente após raspagem ou escovação.

Moderada – Os flocos se encontram soltos entre os fios, mesmo na ausência de processos que promovam seu deslocamento do couro cabeludo.

Intensa – Caracteriza-se por descamação acentuada de flocos de tamanhos variados, abundantes e perceptíveis entre os fios e sobre os ombros do portador.

Dermatite Seborréica e infecção por HIV

A Dermatite Seborréica é uma das manifestações clínicas mais comuns da AIDS, alguns a consideram um possível marcador precoce da presença do vírus HIV. A extensão e a severidade do quadro da Dermatite Seborréica varia de acordo com o grau de comprometimento clínico de AIDS.

A dermatite seborréica no portador de HIV é em geral mais extensa e mais resistente ao tratamento.

Dermatite Seborréica do Recém-nato ou Lactente:

As lesões surgem precocemente no neonato ou nos primeiros meses de vida do lactente. São caracterizadas por escamas gordurosas e aderentes , sobre base eritematosa no couro cabeludo. Ocorrem, também ,manchas eritêmato-escamosas na face, tronco, áreas de dobras e intertriginosas como pescoço, nuca, axilas e área de fraldas. (figs. 10, 11 ,12 f, 16 v). O aparecimento de eritema ruborizado indica infecção secundária por bactérias, particularmente Staphylococcus aureus ou por levedura Candida albicans ou até por fungos.

Dermatite Seborréica do adulto

As lesões são eritêmato-escamosa e atingem o couro cabeludo, face particularmente sulcos nasogeniano e glabela, área retro-auricular, porções medianas do tórax (dermatite mediotoráxica de Brocq),região pubiana e axilar. No couro cabeludo, na sua forma mínima, é a pitiríase esteatóide ou capitis(caspa).

Dermatite Seborréica de crianças e jovens

Em crianças e jovens, pode formar escamas aderentes, espessas, difíceis de destacar, constituindo a chamada “pseudotinha”. Blefarite e eczema do conduto auditivo externo são, também, manifestações de dermatite seborréica. O quadro tem curso crônico, com fases de acalmia e de recaída. Calor, perspiração, fricção, ingestão excessiva de hidratos de carbono, alimentos condimentados, álcool e ansiedade podem agravar o quadro. Em áreas de dobras, infecção bacteriana ou por Candida albicans são freqüentes secundariamente.

Há formas disseminadas de dermatite sebarréica com lesões isoladas ou com grandes placas eritêmato-escamosas – secretantes. Em virtude de tratamentos irritantes ou sensibilizantes, podem surgir quadros eritrodérmicos.

Sintomas mais comuns

Os sintomas mais comuns são escamação, vermelhidão e aspereza no local. Pode ou não haver coceira. Ela pode aparecer principalmente no couro cabeludo, sobrancelhas, barba, perto do nariz, atrás e dentro das orelhas, no peito, nas costas e nas dobras de pele (axilas, virilhas e debaixo dos seios). No couro cabeludo, essa descamação pode soltar-se e cair em pequenos fragmentos, dando origem ao que popularmente se chama de caspa. Nos bebês, é conhecida como crosta láctea, uma placa gordurosa que adere ao couro cabeludo, mas que pode também aparecer na região das fraldas.

Casos graves de dermatite seborréica podem evoluir para a generalização das lesões, atingindo extensas áreas da pele

Quando atingem a pele, as lesões da dermatite seborréica são avermelhadas e com descamação gordurosa. As áreas mais atingidas são a face (principalmente o contorno nasal, supercílios e fronte), pavilhões auriculares e região retroauricular e o centro da região torácica anterior e posterior. ( fig. 5)

Outras manifestações são a blefarite seborréica que atinge as pálpebras e a presença de lesões em áreas de dobra de pele, como as axilas e regiões inframamárias.. ( fig. 6 )

A dermatite seborréica pode ainda causar complicações como infecção local por bactérias ou fungos, conjuntivite (nos casos em que surgem nos cílios) e ausência de pêlos.

Tratamento

O tratamento vai depender da severidade e localização das lesões. O uso de shampoos medicamentosos anti-seborréia pode ajudar no controle em casos leves. Os casos moderados e severos podem ser tratados com shampoos contendo corticóides. As loções com corticóides podem ser utilizadas para a face e outras partes do corpo.

O tratamento é feito com vários princípios ativos capazes de, na forma mais discreta, amenizar o problema. Para as crianças, devem ser utilizados shampoo que contenham própolis, calêndula, hamamélis e salicílicos. Para jovens e adultos, os produtos devem ser ricos em zinco, cobre, LCD e ácido salicílico. Nos recém-nascidos é indicado o uso de óleo mineral para remover as crostas.

Para a forma da seborréia que ataca a pele do rosto ou do corpo, os cremes e sabonetes medicinais, com triclosan, por exemplo, são aconselháveis. É indicado ainda o tratamento com ultravioleta, método chamado PUVA, que consiste na ingestão de um psoraleno e aplicação de raios ultravioleta

A chave do sucesso no tratamento está em conseguir uma sebo-regulagem, ou seja, controlar a produção do óleo do couro cabeludo para acabar com a caspa através da análise de um especialista, que vai fazer exames para diagnosticar as causas e a possibilidade da presença de fungos.

O médico faz dois exames e, a partir dai, determina o tratamento. Se não há fungos, é feito um peeling no couro cabeludo, aplicação de soluções tópicas e o uso do laser, ( novidade no tratamento contra a caspa porque desinflama a área). Se os fungos estão presentes, além deste tratamento, é feito o uso de fungicidas

O quadro da dermatite seborréica é recorrente, ela pode ser tratada e não curada, (isto é, “vai e volta”), Isso não quer dizer que não devemos tratá-la, , A falta do tratamento só vai contribuir para agravá-la. Mas com o tratamento adequado é perfeitamente possível conseguir a remissão total da doença, praticamente como se fosse uma cura clínica.

Tratamento tópico

São utilizados isoladamente nos casos leves ou moderados; complementares nos casos mais graves. A escolha do veículo adequado para as diferentes áreas corporais e diversos estágios da Dermatite Seborréica são crucial para o resultado.

Shampoo

Qualquer shampoo não-medicinal, principalmente aqueles que contêm surfactantes e detergentes, removem as crostas e levam á melhora clínica da descamação. Podendo se usados em casos muito leves ou intercalados com shampoo terapêutico. Caso haja crostas aderentes, estão indicadas substâncias queratolíticas e emolientes sobre as placas, uma ou duas horas antes da higienização do couro cabeludo. A redução da crosta visa aumentar a penetração dos princípios ativos do shampoo, assim como também ajuda a diminuir a população de Malassezia, que se alimenta de queratina.

Na secagem do cabelo é aplicado o corticóide tópico potencializando o efeito terapêutico, por sua ação antiinflamatória.

Alguns produtos usados para o amolecimento da crosta;

1.Uréia 40%; creme de amêndoas.( 1cm de creme para cada cm2 de área afetada).
2.Óleo de amêndoa ou óleo mineral. ( suficiente para impregnar as escamas).

Os shampoos anticaspa disponíveis são efetivos na diminuição dos sintomas e na prevenção das recorrências. Indicados para tratamento do couro cabeludo e, em alguns casos, também para a face e outras áreas corporais. Seus uso deve ser alternado entre diversas possibilidades, pra evitar taquifilaxia.

Pomadas, Cremes, Loções e Géis

A escolha adequada do veículo é crucial no resultado final obtido. A indicação se faz:

Pomadas e ungüentos: lesões espessas, fissuradas e liquenificadas, pois a natureza oclusiva do veículo aumenta a penetração do medicamento e é emoliente;

Cremes: lesões agudas e subagudas ( úmidas ); são secativos, usados em áreas intertriginosas;

Soluções, géis, spray: lesão do couro cabeludo; úteis quando é desejável álcool e propilenoglicol, que podem causar irritação em dermatoses agudas, erosões ou fissuras.

Algumas substâncias usadas:

1.Ácido salicílico- queratolítico e fungicida.
2.Antifúngico- apresenta grande eficácia terapêutica, mas há uma porcentagem de 5-10% dos pacientes, nos quais não haverá resposta favorável.
3.Coaltar- modo de ação desconhecido. Anti-séptico, antifúngico, antibacteriano, antipruriginoso e queratoplástico.
4.Corticóides- a seleção de corticóide tópicos varia mais adequado, em termo de veículo e potência, deve ser feita de acordo com a natureza, localização e extensão da lesão, assim como idade do paciente e duração de tratamento.

Os Corticóides são divididos em quatro grupos de acordo com sua potência:

Grupo I- potência muito alta: usado para lesões crônicas, hiperqueratóticas e liquenificadas ou resistentes aos outros tratamentos, não exceder três semanas de uso.

Grupo II- potencia alta: usado para lesões crônicas, hiperqueratóticas e liquenificadas ou resistentes aos outros tratamentos, usado até três meses de aplicação.

Grupo III- potencia média: lesões agudas, inflamatória, não espessas e áreas extensas, usado até três meses continuo, após isto o uso deve se intermitente.

Grupo IV- potencia baixa: lesões agudas, inflamatória, não espessas e áreas extensas, localizados na face, áreas intertriginosas e áreas das fraldas, principalmente em crianças e idosos: usados para tratamentos longos.

Sempre iniciar um tratamento com medicamento de menor potencia, roupas apertadas, fraldas e plásticos possuem efeito oclusivo aumentando a absorção, não usar em área mamilar antes de amamentar, não usar na face por um período prolongado, principalmente em áreas periorbital e áreas intertriginosas, com a melhora da doença suspender o uso do medicamento,

Tratamento sistêmicos

São usados em casos graves ou resistentes aos tratamentos tópicos habituais.

Corticosteróides

Somente é usado em casos muito extremos e grave, mas deve ser usado em um período muito curto.

Isotretinoína

Tem efeito sebossupressor, produzindo redução no tamanho e função das glândulas sebáceas, modificando a composição do sebo excretado.

Radiação Ultravioleta

As radiações UVA e UVB apresentam efeito inibidor ao crescimento do Malassezia. A ação da radiação na dermatite seborréica parece ser devido ao seu efeito modulatório nos processos inflamatórios e imunológicos da epiderme, além da inibição do crescimento de Malassezia. As formas disseminadas e muito inflamatória parecem responder mais favoravelmente.

Como prevenir a Dermatite Seborréica

Já que há várias causas é difícil prevenir desenvolvimento da caspa, porém ter uma dieta equilibrada (com gorduras saudáveis presentes nas frutas e vegetais), evitar o estresse excessivo e praticar exercícios físicos poderia diminuir as probabilidades de seu aparecimento., enxaguar muito bem o cabelo após as lavagens.

Basicamente os tratamentos anti-caspa utilizam shampoos anti-seborréia. Em casos de inflamação mais grave, é necessário um tratamento mais potente sob a orientação médica

Os shampoos disponíveis em lojas em versões anti-caspa, ressecam o couro cabeludo e estimulam a produção de mais óleo. Isso cria um círculo vicioso.

Uma das conseqüências mais indesejáveis da caspa é inflamação do couro cabeludo, a dermatite seborréica, que traz coceira e a temida queda de cabelos.

Orientação gerais para prevenção da Dermatite Seborréica.

Higienização do cabelo

A maneira certa de lavar o cabelo é fundamental para a condução do tratamento da Dermatite Seborréica. Dormir com o cabelo úmido ou molhado permite um ambiente de calor e umidade favorecendo o desenvolvimento de Malassezia e a piora do doença.

A freqüência da lavagem também é fundamental. No inicio do tratamento, ou em casos exuberantes, deve ser realizada em dias alternados, ou mesmo diariamente. Após a melhora da doença fazer uma manutenção uma ou duas vezes por semana.

Os shampoos indicados para a Dermatite Seborréica costumam ressecar o cabelo, o que resulta em outro fator de resistência ao esquema terapêutico.

Usar o shampoo de preferência do paciente em toda a extensão do fio. Após enxágüe, usar o xampu terapêutico apenas no couro cabeludo, deixando agir por 5 á 10 minutos. Usar o condicionar da preferência do paciente, mas apenas nas pontas e em pequena quantidade.

Uso de Cosméticos

O uso de óleos, pomadas ou cremes no cabelo seco, por motivo estético pode desencadear um quadro de acne, principalmente na testa, lateral do rosto, pescoço, colo e dorso, e a piora da Dermatite Seborréica,

Os produtos para maquiagem devem ser de boa qualidade, mas deve ser usado sem excessos, de preferência devem ser hipoalergênicos, e removidos com produtos demaquilantes específicos. Sem a presença de álcool na sua composição.

A revitalização com ácidos pode ser dificultada pela sensibilidade e fragilidade da pele afetada. Para prevenir a irritação pode-se acrescentar uma coticóide ( dexametasona, hidrocortisona ) á formulação tópica. Embora a maioria dos pacientes apresenta a pele oleosa, costumam se queixar de ardência com o uso de produtos alcoólicos ou em gel, inclusive filtro solares. Portanto é necessário se flexível com relação aos veículos de uso tópico, para melhorar o resultado do tratamento.

Em casos de Dermatite Seborréica na barba, o escanhoar representa uma alternativa de melhora sem o uso de medicamentos; deve ser estimulados nos de aceitação pelo paciente. O uso de loções e pós-barba à base de álcool agrava e irrita a área.

Costumes

Deixar os cabelos presos em rabo de cavalo ( inclusive molhado ), assim também como usar bonés, contribui para a piora da Dermatite Seborréica. Tecidos sintéticos usados na fabricação de roupas, alguns tipos de lã e sedas aumentam o calor e a umidade e são um agravante da doença.

Dicas para prevenir dermatite seborréica

1. Evitar a ingestão de alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas, Manter uma alimentação equilibrada;
2. Não tomar banhos muito quentes. Enxugue-se bem antes de vestir-se. A umidade pode ser fator desencadeante das lesões;
3. Cabelos sempre limpos; ,
4. Retire completamente o shampoo e o condicionador dos cabelos quando lavar a cabeça;
5. Não coce o couro cabeludo excessivamente para evitar o surgimento de descamações;
6. O tratamento da caspa pode ser feito com shampoos e loções específicas;
7. Apesar da caspa não ser contagiosa, use sempre seu próprio pente, pois os emprestados podem trazer outros inconvenientes como micoses – por exemplo;
8. Semanalmente faça uma limpeza nos acessórios de cabelo com água e shampoo;
9. Periodicamente, vá a um profissional de estética para cuidados mais específicos, isto ajudará a manter a saúde dos fios e couro cabeludo;
10. Procure usar roupas que não retenham o suor. Tecidos sintéticos costumam ser contra-indicados para quem tem tendência à dermatite seborréica;
11. Tente controlar o estresse físico e mental e a ansiedade. Não é fácil, mas ajuda;
12. Passe óleo mineral na cabeça do bebê antes de remover a crosta láctea.
13. Troque suas fraldas com freqüência. O contato úmido da fralda com a pele da criança pode favorecer o aparecimento de erupções cutâneas.
14. Buscar a orientação de um especialista, no caso um dermatologista é sempre o melhor caminho.

Caspa dá mesmo em cabelo bem lavado

Alguns produtos disponíveis no mercado

O shampoo é uma substância saponácea líquida, usada para a lavagem dos cabelos e do couro cabeludo.

1. Os shampoos da Keune com uma concentração duas vezes maior do que o normal, age no relaxamento das glândulas sebáceas, com ação desinfetante e anti-bactericida.
2. O Peeling anti-dandruff é um esfoliante intensivo para remover a caspa persistente.
3. Lotion anti-dandruff é composta de biominas e octopirox que são transferidos para o couro cabeludo pelos lipossomas.
4. O Shampoo Anticaspa com Extrato Vegetal de Zimbro associa o zimbro (um tônico e anti-séptico natural) com o ativo Piroctone olamina, que controla a flora microbiana do couro cabeludo, agindo na redução da caspa e na limpeza. Conta ainda com um derivado sulfurado para diminuir a descamação.
5. O shampoo Arcolan contém cetoconazol, que promove o alívio da coceira e da descamação provocados pela caspa. O cetoconazol não é absorvido através da pele, o que permite o uso prolongado do produto. Contém também o glusol, uma proteína hidrolisada do trigo que condiciona os cabelos. Modo de usar: no tratamento da dermatite seborréica (caspa): uma aplicação, duas vezes por semana, por duas a quatro semanas.
6. .A linha Biorene , da Niasi. O tônico capilar anticaspa com extratos vegetais contém octopirox e extratos vegetais de jaborandi e alecrim, que agem no couro cabeludo combatendo e controlando a caspa e a escamação.
7. A linha Keep Clear, da Avon, promete o combate à caspa sem maltratar os cabelos. O 3 em 1, shampoo anticaspa e condicionador, é indicado pela marca para todos os tipos de cabelo.
8. O shampoo Ortosol P contém piroctona olamina, princípio ativo que atua contra fungos e bactérias, essencial no combate da afecção. O outro elemento é o ácido salicílico, que tem como função facilitar a eliminação das escamas que aderem ao couro cabeludo e facilitar a penetração da piroctona olamina no couro cabeludo
9. O foco do shampoo para caspa da Natura é a ação antimicrobiana, diminuindo a coceira, irritação e lesões no couro cabeludo. O produto contém poligalactosídeo sulfatado, extraído de plantas marinhas. Pode ser aliado ainda ao condicionador de tratamento da caspa. Para combates intensivos, a marca oferece uma loção, que, usada após o shampoo, potencializa o tratamento e promove a umectação do couro cabeludo. O produto possui ainda agente antiinflamatório e anti-irritante.
10. A Pierre Alexander criou um shampoo anticaspa com complexo Bioex, para uso diário. O complexo Bioex, associado aos agentes antimicrobianos piritionato de zinco e sulfeto de selênio, ajudam a combater a dermatite seborréica, aliviando a coceira sintomática.
11. A Drogaderma possui um shampoo anticaspa com octopirox (piroctone olamina), elemento que age na inibição do crescimento de substâncias irritantes no couro cabeludo (fatores externos que contribuem para a formação da caspa). O produto promente remover com eficiência o sebo e as escamas que se acumulam no couro, reduzindo, consequentemente, a produção da caspa.
12. A Farmaervas possui um shampoo anticaspa que promete um combate eficiente à dermatite seborréica no couro cabeludo. A formulação tem ação adstringente e bactericida que atua no combate a caspa. O ingrediente ativo é o monoetanolamida do ácido undecilênico.
13. A VitaDerm possui uma linha capilar específica contra a caspa e a queda de cabelos, com princípios ativos que reúnem aminoácidos, mucopolissacarídeos, oligoelementos, jaborandi, quina e urtiga. O princípio ativo do Vita Shampoo é o Octopirox , um potente antifúgico que age no combate à caspa. Composto por própolis, LCD, argila e complexo fortalecedor capilar.

Conclusão

Conclui que a dermatite seborréica trata-se de uma inflamação crônica da pele que surge em indivíduos geneticamente predispostos, tratando-se portanto de manifestação constitucional. As erupções cutâneas características da doença ocorrem predominantemente nas áreas de maior produção de oleosidade pelas glândulas sebáceas.

A causa da dermatite seborréica é desconhecida mas a oleosidade excessiva e um fungo (Pityrosporum ovale) presente na pele afetada estão envolvidos no processo. A maior atividade das glândulas sebáceas ocorre sob a ação dos hormônios androgênios, por isso, o início dos sintomas ocorre geralmente após a puberdade. Nos recém nascidos também podem ocorrer manifestações da doença, devido ao androgênio materno ainda presente.

Esta presentes em 40% da população branca adulta e estão relacionadas com predisposição genética e fatores ambientais.

Aprender a conviver com a Dermatite Seborréica, rompendo com a ansiedade de um cura total, diminuir o estresse, facilitando qualquer tipo de tratamento e melhorando a evolução da doença.

Recomendações

* Caspa não é sinal de falta de asseio nem prenúncio de queda de cabelos e pode ser controlada com alguns produtos especiais de uso local. Procure a orientação de um dermatologista;

* Evite a ingestão de alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas;

* Não tome banhos muito quentes. Enxugue-se bem antes de vestir-se. A umidade pode ser fator desencadeante das lesões;

* Procure usar roupas que não retenham o suor. Tecidos sintéticos
costumam ser contraindicados para quem tem tendência à dermatite seborreica;

* Tente controlar o estresse físico e mental e a ansiedade. Não é fácil, mas ajuda;

* Retire completamente o xampu e o condicionador dos cabelos quando lavar a cabeça;

* Passe óleo mineral na cabeça do bebê antes de remover a crosta láctea. Troque suas fraldas com frequência. O contato úmido da fralda com a pele da criança pode favorecer o aparecimento de erupções cutâneas.

Referencias bibliográficas

http://www.dermatologistas.com.br/dermato/a_participe.htm

http://www.dermatologistas.com.br/dermato/Doencas/psoriase.htm

http://www.doctorbbs.com/saude/psoriase/psoriase.html

http://www.dermato.med.br/dermatologia/caspa/caspa.htm

http://www.copacabanarunners.net/caspa.html

http://www.boasaude.uol.com.br/lib/showdoc.cfm?libdocid=3718&returncatd=666

http://www.google.com/search?q=cache:rlKpkf919uUJ:www2.correioweb.com.br/cw/2000-10-19/fotos/dermatites.pdf+%22sebrorreicas%22&hl=pt-BR&gl=br&ct=clnk&cd=4

http://www.jnjjbrasil.com.br/noticia_full.asp?noticia=12/dermatiteseborricas

Revista Les Nouvelles Data de publicação: 25/07/2001

Thomas P. Habif, Doenças da pele, diagnostico e tratamento, exemplar 6

Petersdorf, Adans, Braunwald, Isselbecher, Martin, Wilson, Medicina interna, 10ª edição.

R. N. Miranda , Introdução á Dermatologia.

Sampaio, S. P; Castro, R. M.; Rivitti, E., Dermatologia básica, Sem edição.

Guyton Arthur, Tratado de fisiologia medica.

Azulay e Azulay, Dermatologia, 3ª edição.

O livro da saúde.

FORMATAÇÃO BÁSICA PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO

0

O desenvolvimento de todo PROJETO de um Plano de Negócios, qualquer que seja a área, deve seguir uma formatação básica e técnica, a qual tem suas características definidas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

A seguir, dispomos algumas das diretrizes definidas para a elaboração e editoração dos trabalhos:

Capa: nome da instituição de ensino, identificação do plano, nome do autor do plano, semestre curricular, turma, unidade da instituição, nome dos professores orientadores (colocar o nome de todos os quatro orientadores), São Paulo, ano.

Redação: clara, simples e objetiva.

Digitação, tabelas, gráficos e cores: melhor legibilidade e clareza para leitura e entendimento do conteúdo exposto.

Tamanho da folha: A4.

Numeração das páginas: a partir da página de rosto, sendo que o número deverá ser colocado no canto direito, preferencialmente na parte superior.

Fontes: Arial ou Times New Roman, tamanho 12.

Espaços: formatar parágrafos para espaço 2 entre uma linha e outra

Margens: superior 3 cm; inferior 2 cm; esquerda 3 cm; direita 2 cm.

Apêndices e anexos: indicados para quando há necessidade de acrescentar alguns exemplos, modelos ou informações complementares.

Bibliografia: há um formato científico para a identificação da obra consultada, sendo que apresentamos abaixo as regras comumente utilizadas para livros, jornais, revistas e sites.

 Livros (de referência):

SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor. Nome do Livro. Edição. Cidade da editora: nome da editora, ano da publicação. Ex.:

MORIN, Edgar. A religação dos saberes – o desafio do século XXI. 5a. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.

 Livros (de referência, com autor organizador):

SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor (Org.). Nome do Livro. Edição. Cidade da editora: nome da editora, ano da publicação. Ex.:

COSTA, Maria Cristina Castilho (Org.). Gestão da Comunicação – Terceiro Setor, Organizações Não Governamentais, Responsabilidade Social e Novas Formas de Cidadania. 1a. ed. São Paulo: Atlas, 2006.

 Livros (para citações de trechos):

SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor. Nome do Livro. Edição. Cidade da editora: nome da editora, ano da publicação, número página. Ex.:

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 22a. ed. São Paulo: Cortez, 2004, p. 89.

 Artigos de Jornais Assinados:

SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor. Título do artigo. Nome do jornal, data da publicação, número da página, número da coluna. Ex.:

PINTO, J.N. Programa explora tema raro na TV. O Estado de S.Paulo, 8.2.1975, p.7, c.2.

 Revistas:

SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor. Título do artigo. Nome de revista, cidade de publicação, número do volume, número da revista, páginas, mês da publicação, ano da publicação. Ex.:

MARCONDES, Martha Aparecida Santana. Educação comparada: perspectivas teóricas e investigações. ECCOS – Revista Científica, São Paulo, v.7, n. I, p. 139-163, jun. 2005.

 Sites:

SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor. Título do artigo. Endereço do site. Data de acesso. Ex.:

LUZ, Maria Tereza Machado. O voluntariado e a participação social do jovem. Site: http://www.portaldovoluntariado.org.br. Acesso em: 28 abr.2006.

 Vide SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 22a. ed.

São Paulo: Cortez, 2004.

 Vide: GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5a. ed.

São Paulo: Atlas, 1999.

Noções sobre leitura de cenários econômicos, administrativos , política econômica nacional (dívida externa, câmbio, inflação, crescimento e recessão, taxas de juros).

Conteúdo

Bibliografia Básica:

PINHO, Diva Benevides. org. Manual de Economia. 4ª ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

LACOMBE, Francisco; HEILBORN, Gilberto. Administração – Princípios e Tendências. São Paulo: Saraiva, 2004.

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2003.

PESCUMA, Derna; Projeto de Pesquisa – o que é? Como fazer? : um guia para sua elaboração. São Paulo: Olho d’Água, 2005.

Bibliografia Complementar:

Maximiano, Antonio Cesar Amaru. TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO: Da Revolução Urbana à Revolução Digital. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2006.

LAKATOS, Eva Maria; Marconi, Marina de Andrade; Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. 6ªed. São Paulo: Atlas, 2001.

ECO, Umberto; Como se faz uma tese. 16ªed. São Paulo: Ed. Perspectiva, 2001.

LUNA, Sérgio Vasconcelos de; Planejamento de pesquisa: Uma introdução. São Paulo: Educ,2002.

ROESCH, Sylvia Maria Azevedo; Projetos de estágio e de pesquisa em administração: guia para estágios, trabalhos de conclusão, dissertações e estudos de caso. 2ªed. São Paulo: Atlas, 1999.

1. Sites de fontes de dados secundários

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – http://www.ibge.org.br

IPEA – INSTITUTO DE PLANEJAMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – http://www.ipea.gov.br

SEBRAE – SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO À MICRO E PEQUNAS EMPRESAS – http://www.sebraesat.com.br

INMETRO – INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA – http://www.inmetro.gov.br

INPI – INSTITUTO NACIONAL DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – http://www.bdt.org.br/inpi

IBAM-RIO – INSTITUTO BRASILEIRO DE ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL – http://www.ibam.org.br

BNDES – BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – http://www.bndes.gov.br

2. Entidades de Classe

FIRJAN – FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – http://www.firjan.org.br

BOVESPA – BOLSA DE VALORES DO ESTADO DE SÃO PAULO – http://www.bovespa.com.br

BVRJ – BOLSA DE VALORES DO RIO DE JANEIRO – http://www.bvrj.com.br

AMCHAM – CÂMARA AMERICANA DO COMÉRCIO – http://www.amcham.com.br

3. Organizações em outros países:

BUREAU OF THE CENSUS, USA – http://www.census.gov

STATISTICS CANADA – http://www.statcan.ca

POPNET – GLOBAL POPULATION INFORMATION – http://www.popnet.org

INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA, GEOGRAFIA E INFORMÁTICA DO MÉXICO – http://www.inegi.gob.mx

INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA Y CENSOS – INDEC, ARGENTINA – http://www.mecon.ar

CEPAL – COMISSÃO ECONÔMICA PARA AMÉRICA LATINA – http://www.eclac.cl

EUROSTAT – http://www.europa.eu.int/en/comm/eurostat/eurostat.html

CENTRAL STATISTICAL SERVICE IN THE SOUTH AFRICA – http://www.css.gov.za

STATISTICS BUREAU OF JAPAN – http://www.stat.go.jp

AUSTRALIAN BUREAU OF STATISTICS – http://www.abs.gov.au

4. Revistas

ESPM. São Paulo, Escola Superior de Propaganda e Marketing

EXAME. São Paulo, Editora Abril.

HSM MANAGEMENT. São Paulo, Editora Saraiva.

INTERNET.BR. Rio de Janeiro, Ediouro.

ISTO É DINHEIRO. São Paulo, Editora Três.

MARKETEER. Lisboa, Editora EPPM.

MARKETING. São Paulo, Editora Referência.

MEIO & MENSAGEM. São Paulo, Editora Meio & Mensagem.

PROPAGANDA. São Paulo, Editora Referência.

SUPERHIPER. São Paulo. ABRAS.

TÉCNICAS DE VENDAS. Curitiba, Editora Quantum.

VEJA TAMBÉM EM TRABALHOS ESCOLARES
Contribua e ajude o site a se manter sempre online. Divulgue para seus amigos. Obrigado

TRABALHOS ACADÊMICOS: NORMAS DA ABNT – 2011

MODELO NORMAS DA ABNT 2011

NBR 14724 NORMAS ABNT NOVAS REGRAS

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 1: O TEMA

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 2 – ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 3: DOUTRINA E METODOLOGIA

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 4: ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 5: ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 6: CITAÇÕES E RODAPÉ

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 7: EXPRESSÃO, ABREVIATURA

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 8: ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 9: ENCADERNAÇÃO E CDROOM

IMPOSTOS SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI

0

SUMÁRIO

1 – INTRODUÇÃO
2 – COMPETÊNCIA
3 – FUNÇÃO
4 – FATO GERADOR
5 – ALÍQUOTAS
6 – BASE DE CALCULO
6.1 – Base de Calculo do IPI
7 – NÃO CUMULATIVIDADE
8 – CONTRIBUINTE
9 – LANÇAMENTO
10 – CONCLUSÃO
11 – REFERÊNCIA

1 – INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem por objetivo apresentar do que se trata o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), apontando a competência que é a nível Federal, o fato gerador que vai dizer se tal situação fará nascer uma obrigação tributaria, as alíquotas que são as mais diversas, a base de calculo que depende da hipótese de incidência e também os contribuintes e os lançamentos, que é por homologação onde o sujeito passivo presta as informações e paga.

2 – COMPETENCIA

O IPI é de competência da União Federal e esta previsto no artigo153 da CF/88, no § 1º, é destinada uma parcela do recolhimento deste tributo para os Estados, Distrito Federal e Municípios nos termos do art.159 da CF/88.E será calculado obedecendo a Tabela de incidência de imposto sobre produtos industrializados (TIPI).
Caracteriza-se como industrializado qualquer operação que modifique o produto, sua natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação, a finalidade ou o aperfeiçoamento do produto para consumo como: transformação, beneficiamento, montagem, acondicionamento ou recondicionamento, renovação e restauração.

3 – FUNÇÃO

A principal função do IPI é fiscal predominando de forma seletiva a cada produto. Quando o governo, por exemplo, querer estimular a venda de determinados produtos, ele pode baixar o valor desse imposto ou até isentá-lo, e também para os produtos que ele queira desestimular as vendas ele atribui uma taxa maior no imposto.
O Imposto sobre produtos industrializados age como um tributo de função extrafiscal proibitiva, onde o legislador aplica uma taxa maior sobre produtos não tão necessários para a vida humana, como cigarros, bebida ou perfumes e isso fará com que as pessoas consomem menos ou deixem de consumir, e para os produtos essenciais têm uma tributação mais baixa.
Essa predominância de atribuir seletivamente as alíquotas aos produtos não parece muito eficaz, pois os que fumam, por exemplo, não deixam de fumar por causa do preço.
O IPI é muito importante para o orçamento da União Federal, dos Estados e Distrito Federal e dos Municípios e já foi o tributo de maior fonte de receita.

4 – FATO GERADOR

No regime da Constituição de 1988, não cabe a Lei complementar definir os fatos geradores dos impostos, mas estabelecer normas gerais sobre tais definições, ou seja, não vincula as hipóteses de incidência tributária, como é o caso do conceito de produto industrializado, que realmente independe de lei, pois é um conceito pré – jurídico, mas para evitar conflitos, a lei estabelece os seus contornos.
Assim o Código Tributário Nacional estabeleceu que, para efeitos deste imposto, considera – se industrializado o produto que tenha sido submetido a operações que modifiquem a natureza ou a finalidade ou aperfeiçoe para consumo. E pôs limite seu âmbito constitucional quanto ao aspecto temporal.

No art. 46 do Código Tributário Nacional, o IPI tem por fato gerador:
1.O desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira;
2. A saída de produto do estabelecimento industrial, ou equiparado a industrial.
3.Sua arrematação, quando apreendidos e levados a leilão.
A Lei n.4.502, de 30.11.1964 definiu as hipóteses de incidência do consumo, estabelecendo que constitui seu fato gerador: quanto aos produtos de procedência estrangeira, o respectivo desembaraço e quanto aos de produção nacional, a saída do respectivo estabelecimento produtor.
Considera-se ocorrido o fato gerador:
I – na entrega ao comprador, quanto aos produtos vendidos por intermédio de ambulantes;
II – na saída de armazém-geral ou outro depositário do estabelecimento industrial ou equiparado a industrial depositante, quanto aos produtos entregues diretamente a outro estabelecimento;
III – na saída da repartição que promoveu o desembaraço aduaneiro, quanto aos produtos que, por ordem do importador, forem remetidos diretamente a terceiros;
IV – na saída do estabelecimento industrial diretamente para estabelecimento da mesma firma ou de terceiro, por ordem do encomendante, quanto aos produtos mandados industrializar por encomenda;
V – na saída de bens de produção dos associados para as suas cooperativas, equiparadas, por opção, a estabelecimento industrial;
VI – no quarto dia da data da emissão da respectiva nota fiscal, quanto aos produtos que até o dia anterior não tiverem deixado o estabelecimento do contribuinte;
VII – no momento em que ficar concluída a operação industrial, quando a industrialização se der no próprio local de consumo ou de utilização do produto, fora do estabelecimento industrial;
VIII – no início do consumo ou da utilização do papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos, em finalidade diferente da que lhe é prevista na imunidade, ou na saída do fabricante, do importador ou de seus estabelecimentos distribuidores, para pessoas que não sejam empresas jornalísticas ou editoras;
IX – na aquisição ou, se a venda tiver sido feita antes de concluída a operação industrial, na conclusão desta, quanto aos produtos que, antes de sair do estabelecimento que os tenha industrializado por encomenda, sejam por este adquiridos.
X – na data da emissão da nota fiscal pelo estabelecimento industrial, quando da ocorrência de qualquer das hipóteses enumeradas no RIPI.
XI – no momento da sua venda, quanto aos produtos objeto de operação de venda que forem consumidos ou utilizados dentro do estabelecimento industrial;
XII – na saída simbólica de álcool das usinas produtoras para as suas cooperativas, equiparadas, por opção, a estabelecimento industrial.
XIII – na data do vencimento do prazo de permanência da mercadoria no recinto alfandegado, antes de aplicada a pena de perdimento, quando as mercadorias importadas forem consideradas abandonadas pelo decurso do referido prazo.
Na hipótese de venda, exposição à venda, ou consumo no território nacional, de produtos destinados ao exterior, ou na hipótese de descumprimento das condições estabelecidas para a isenção do imposto, será considerado ocorrido o fato gerador na data de saída dos produtos do estabelecimento.
A legislação do IPI amplia o conceito de produto industrializado, incluindo operações como a simples embalagem, que na verdade não modifica a natureza nem a finalidade e nem o aperfeiçoam para o consumo e essa ampliação viola o art. 46 do Código Tributário Nacional. O conceito de produto industrializado, utilizado pela constituição para definir a competência tributaria da |União, não pode ser validamente ampliado pelo legislador ordinário. Admitir o contrário é negar a supremacia constitucional.

5 – ALÍQUOTAS

As alíquotas do IPI são diversas, pode ir de 0 a 330% por ser um tributo de caráter seletivo, ou seja, suas alíquotas são determinadas mediante a essenciabilidade do produto. Assim, os chamados produtos supérfluos, tais como perfumes, bebidas finas,ou nocivos a saúde, como cigarros, devem receber elevada taxação pelo IPI , enquanto os produtos essenciais ou populares de primeira necessidade possuem alíquotas ínfimas reduzidas a zero.Portanto o IPI devera ser calculado sobre alíquota determinada na TIPI (Tabela de Incidência de IPI) Decreto n. 6.006 de 28 de dezembro de 2006, sobre o valor tributável do produto.

6 – BASE DE CALCULO

A base de cálculo do IPI é diferente, dependendo da hipótese de incidência.
a) no caso de a mercadoria importada, a base de cálculo do IPI é a mesma do imposto de importação, acrescida do próprio imposto de importação, das taxas exigidas para entrada do produto no País e ainda dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis. (CTN, art. 47, inc. I)
b) em se tratando de produtos industrializados nacionais, a base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer à saída destes do estabelecimento do contribuinte, não tendo valor à operação, ou sendo omissos os documentos respectivos, a base de cálculo será o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista da praça do contribuinte (CTN, art. 47, inc). II);
c) em se tratando de produto leiloado, o preço da respectiva arrematação (CTN, art. 47, inc). III).
Com base na legislação ordinária disciplinadora do assento, o vigente Regulamento do IPI dispõe:
“Art. 62. O imposto será calculado mediante aplicação da alíquota do produto, constante da Tabela, sobre o respectivo valor tributável (Lei nº. 4.502/64, art. 13).
Geralmente o IPI é calculado mediante a aplicação das alíquotas, constantes da Tabela de Incidência do IPI – TIPI, sobre o valor tributável, são as chamadas ALÍQUOTAS “AD VALOREM”.
Poderão ainda ser estipulada outra modalidade de cálculo do imposto mediante legislação específica, podendo o imposto ser exigido, por exemplo, por quantidade, peso, tipo, forma de embalagem ou classe do produto, sem o estabelecimento de um percentual específico sobre o valor tributável. Nesta forma de cálculo, o IPI incide diretamente sobre os produtos, independente do valor da operação. Este sistema de cobrança é chamado de ALÍQUOTAS ESPECÍFICAS. Alguns exemplos:
Aguardente de Cana: R$ 0,15 por garrafa de 600 ml
Cigarros: variam de R$ 0,35 a R$ 0,70 por maço (dependendo da marca), preço do produto.
Incluindo:
Despesas acessórias (fretes e seguros), descontos, abatimentos ou diferenças concedidas a qualquer título, ainda que incondicionais.

6.1 BASE DE CÁLCULO DO IPI

Valor da mercadoria + frete + seguro + descontos
O IPI NÃO INTEGRA SUA PRÓPRIA BASE DE CÁLCULO (IMPOSTO POR FORA)
Base de cálculo
A base de calculo do IPI é:
Produto nacional: o preço da operação, na saída da mercadoria;
Produto importado: será a base do calculo dos impostos aduaneiros, acrescidos desses tributos e dos encargos cambiais pagos pelo importador.

7 – NÃO CUMULATIVIDADE

O princípio da não-cumulatividade existe para impedir que o ônus do imposto se vá acumulando em cada operação, se incidiu sobre o insumo não se deve reproduzir esse ônus no produto final. Por isto existe o crédito, com o qual se impede, a acumulação das duas incidências do imposto. Pelo princípio da seletividade, porém, o ônus do IPI deve ser diferente em razão da essencialidade do produto. Para os mais essenciais a alíquota deve ser menor, podendo ir até zero. E para os menos essenciais a alíquota deve ser maior, indo até o limite fixado em lei para cada produto.
O regulamento do IPI estabelece entre as matérias-primas e produtos intermediários cuja entrada enseja o crédito do imposto estão também aquelas que não se integra no produto mas são consumidos no processo de fabricação deles, salvo se for integrado como ativo permanente da empresa.
Assim, o crédito fiscal instrumento da não-cumulatividade do imposto determina que do imposto devido por determinada operação, deve ser abatido o montante cobrado nas operações anteriores, com isso evitando superposição do imposto, a incidência em cascata.
Sendo assim o contribuinte devendo fazer a apuração do IPI, somando todas os débitos e créditos fiscais do período base, e mais eventuais créditos dos períodos anteriores.
Caso saldo devedor ficar maior que o saldo credor, devera fazer o pagamento até o dia do prazo legal estabelecido em lei, caso contrario será cobrado multa, ou até mesmo juros. Por outro lado se seu saldo ficar credor, seu saldo será transferido para o período seguinte.

Dando assim um exemplo prático da apuração do IPI com 10%

Compra de matéria prima no valor total da NF de R$ 10.000,00
D – Estoque (AC) R$ 7.545,46
D – IPI (AC) R$ 909,09
D – ICMS (AC) R$ 1.545,45
C – Caixa (AC) R$ 10.000,00

Venda de mercadorias industrializadas valor total da NF de R$ 50.000,00
D – Caixa (AC) R$ 50.000,00
C – Receita (DRE) R$ 50.000,00
C – ICMS (PC) R$ 7.727,27
C – IPI (PC) R$ 4.545,45
D – ICMS (DRE) R$ 7.727,27
D – IPI (DRE) R$ 4.545,45
C – Estoque (AC) R$ 8.500,00
D – CPV (DRE) R$ 8.500,00

Apuração do IPI
D – IPI (PC) R$ 909,09
C – IPI (AC) R$ 909,09
= – saldo a pagar ao fisco de R$ 3.636,36

Pagamento do IPI
D – IPI (PC) R$ 3.636,36
C – Caixa (AC) R$ 3.636,36

8 – CONTRIBUINTE

Contribuinte é o sujeito passivo da obrigação tributaria principal obrigado ao pagamento do imposto ou penalidade pecuniária quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador.

São obrigados ao pagamento do IPI como contribuinte (art 24):
1.O importador ou quem a ele a lei equiparar.
2.O industrial ou quem a ele a lei equiparar.
3.O comerciante de produtos sujeitos ao imposto, que os forneça aos industrias ou aos a estes equiparados.
4.O arrematante de produtos apreendidos ou abandonados, levados a leilão.
Para os efeitos do IPI é considerado contribuinte autônomo qualquer estabelecimento de importador, industrial, comerciante ou arrematante (CTN, art.51 e seu parágrafo único).Cada estabelecimento se considera um contribuinte autônomo, em muitos casos a empresa possui mais de um estabelecimento, e muitas vezes são destinados ao exercício de atividades diversas, uma empresa pode ter estabelecimentos industriais, comerciais ou de prestação de serviços.

9 – LANÇAMENTO

O imposto sobre produtos industrializados é o objeto de lançamento por homologação, nos termos do art. 150 do CNT.O contribuinte escritura seus livros de entrada e de saída dos produtos, anotado, nos locais próprios, como crédito, o valor do IPI relativo às entradas de matérias-primas e outros insumos e, como débito, o relativo às saídas de produtos. Apura o saldo escriturado o livro especifico, transferindo-o para o período seguinte, se for credor, ou recolhendo o valor correspondente, se devedor.
Como acontece com todos os outros tributos, o IPI também pode ser lançado de oficio não apresentar, nas épocas próprias, as informações a que sta legalmente obrigado, dando conta da apuração, por ele efetuada, dos valores devidos. Apresentam-se as informações regularmente, mas não faz o pagamento, a autoridade podo homologar a atividade apuratória e modificar o contribuinte a fazer o pagamento do imposto acrescido de multa moratória e dos juros.

10 – CONCLUSÃO

Na elaboração desse trabalho, concluímos que o IPI é um imposto de competência Federal, ou seja, é a União que tem o poder de instituir e cobrar o Imposto sobre Produtos Industrializados e que também é um imposto de função extrafiscal, onde o objetivo principal é a intervenção econômica, ou seja, além de arrecadar a União tenta controlar o consumo de coisas supérfluas ou desaconselháveis , como o cigarro, mas percebemos que essa função extrafiscal não resolveu esse controle de consumo, pois se sabe que a indústria de cigarros atua como maior contribuinte desse imposto.
O fato gerador do IPI nasce quando um produto é submetido a qualquer operação que modifique a natureza, a finalidade ou o aperfeiçoamento para o consumo. Se a industrialização se der no próprio local de consumo, fora de estabelecimento produtor, o fato gerador se dará no momento em que ficar concluída a operação industrial.
Vimos também que as alíquotas do IPI são bastante distintas, é esse um imposto seletivo. Existe uma tabela onde é classificado os produtos e suas alíquotas, que variam de zero a 365,63%, a alíquota zero é uma solução criada com o sentido de excluir a obrigação tributária sobre certos produtos, o que é diferente de isentar, pois as alíquotas poderão ser elevadas a qualquer momento.
A base de calculo do IPI depende da hipótese de incidência, que designa a descrição contida em Lei, ou seja, ao que está previsto na Lei , ao que fará nascer a obrigação tributaria. O imposto é calculado conforme consta na tabela sobre os respectivos valores tributáveis. O IPI é um imposto não cumulativo, onde o saldo verificado em determinado período, em favor do contribuinte transfere-se para o período seguinte.
O contribuinte do IPI é qualquer estabelecimento de importador, industrial, comerciante ou arrematante, é quando faz acontecer o fato gerador.
Quanto ao lançamento, é por homologação, onde a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento, ou seja, o sujeito passivo presta as declarações e paga, mas o IPI também pode ser lançado de oficio e este é de iniciativa da autoridade administrativa, que notifica o contribuinte a fazer o pagamento.

11 – REFERÊNCIAS

Portal Tributário.Imposto Sobre Produtos Industrializados IPI. http://www.portaltributario.com.br, Acesso em: 29 ago.2007.
PINTO, Antonio Luiz de Toledo.WINDT, Márcia Cristina Vaz dos Santos.CESPEDES, Lívia.Constituição da Republica Federativa do Brasil. 31.Ed.São Paulo: Saraiva, 2003.
Jus Navigandi.Apontamentos acerca do IPI. http://jus.uol.com.br/, Acesso em: 15 ago. 2007.
Presidência da Republica Federativa do Brasil.TIPI seção IV decreto n. 6.006 de 28 dez de 2006 Cap.24. http://www.presidencia.gov.br, Acesso em: 30 ago. 2007.
VALLE, Clovis Raimundo do. MASCARENHAS, Cabral.Tudo Sobre IPI.5 Ed.São Paulo:Aduaneiras,2003.
MACHADO, Hugo de Brito.Curso de direito tributário.21.ed. rev. atual e ampl.São Paulo:Malheiros, 2002.

DINÂMICA – METAS A CURTO PRAZO: MEU COMPROMISSO

0

Objetivo: Familiarizar-se com o conceito de estabelecimento de metas e compromissos, para atingir uma meta a curto prazo.

Duração: 20 a 30 minutos para introduzir a atividade; de 2 a 4 semanas para completá-la; de 15 a 20 minutos para discussão.

Material: Ficha de Trabalho para cada participante, um espaço na parede para exibir os compromissos e fita adesiva.

Desenvolvimento:

1. 1.Diga ao grupo que esta atividade lhe dará a oportunidade de praticar o estabelecimento de metas, assumindo um compromisso com outra pessoa do grupo. Divida o grupo em pares, para que os adolescentes possam trabalhar em grupos de dois. Distribua a Ficha de Trabalho “Meu Compromisso” e peça-lhes que pensem em uma meta a curto prazo que gostariam de realizar nas duas, três ou quatro semanas seguintes (o coordenador deve decidir o período).

Exemplo de metas a curto prazo: perder um quilo de peso, terminar uma tarefa escolar difícil, realizar um trabalho em casa, passar algum tempo com amigos ou parentes.

2. Para trabalho em equipe, solicite que cada participante faça o seguinte:

Escreva a meta a curto prazo que tenha escolhido.

Fixe a data em que a meta será cumprida.

Fale sobre suas metas com seus companheiros e relacionar três passos que o ajudariam a atingir especificamente sua meta.

Assine seu contrato.

3. Conceda tempo suficiente (10 a 15 minutos) para que cada adolescente elabore um compromisso e, em seguida, peça que exibam seus contratos em local próprio.

4. Reúna o grupo para discutir a atividade ao final de cada tempo fixado. Permita que os participantes coloquem alguma marca (decalque ou estrela) em cada “compromisso” terminado para premiar sua realização. (Talvez você queira usar diferentes cores de estrelas para aqueles que atingirem só um ou dois objetivos; ou também, dar uma prorrogação de tempo àqueles que não terminaram seus compromissos.

Pontos de discussão

1. É mais fácil fazer algo passo a passo?

2. Ajuda ter um amigo que nos auxilia?

3. O que acontece se não atingirmos uma meta? O que pode ser feito então?

4. Quais as razões por que às vezes fracassamos? Por que não atingimos as metas?

5. Como nos sentiremos quando alcançarmos uma meta que nós mesmos fixamos?

FICHA DE TRABALHO

Metas à curto prazo: meus compromissos

Eu, ______________________________, em meu completo uso da razão, por este meio declaro minha intenção de atingir as seguintes metas a curto prazo, antes do dia ____/____/____

Minha meta é: ____________________________________________________________________

Para atingir minha meta, cumprirei os seguintes objetivos:

1) __________________________________________________________________

2) __________________________________________________________________

3) __________________________________________________________________

Assinatura ________________________

Testemunha _______________________

Data _____________________________

Para preencher depois da data fixada

_______ cumpri minha meta

_______ não cumpri minha meta

Assinatura ___________________________

Data de hoje _____________________________

Testemunha __________________________

Data de hoje ____________________________

DINÂMICA – DESCOBRINDO VALORES

0

1 – PARABÉNS! Você é uma pessoa encantadora (a) e por isso recebeu esse presente, mas sendo um encanto de pessoa não vai querer desencantar seus colegas ficando com esse presente só pra você não é verdade? Por isso levante-se e o entregue ao colega que você considera mais pontual na equipe.

2-PONTUALIDADE é a qualidade que mais agrada os nossos patrões e encarregados, e você é bem visto por eles e seus colegas, por saber respeitar seus compromissos honrando o horário de chegada no trabalho. E sendo assim com certeza não gosta de deixar ninguém esperando, Por isso levante-se e o entregue ao colega que você considera mais DISCRETO na equipe.

3 – A DESCRIÇÃO é algo de grande valor, ver e ouvir as coisas que não lhe desrespeita e continuar fazendo seu trabalho é realmente uma virtude, e você sendo possuidor dessa virtude, irá levantar-se e entregar seu presente a quem você considera a pessoa mais séria da equipe.

4 – SERIEDADE é sua marca pessoal, ser séria (o) faz de você uma pessoa respeitada, Seus colegas admiram a capacidade que você tem de levar o trabalho á sério.Por isso leve muito a sério o que te falarei agora “ O presente não é seu passe para quem você considera mais organizado na equipe.”

5 – A ORGANIZAÇÃO é algo de grande valor, o seu setor está sempre impecável e organizado e ainda consegue tempo para ajudar seus colegas, Por isso continue sendo organizado e se livre dessa caixa, pois pode ser uma bomba e bagunçar o seu setor, livre-se dela rápido. levante-se e entregue á quem você acha mais ANIMADO

6-ANIMADO,Você chega e já vai fazendo a festa, o ambiente muda para melhor, não importa o momento e o lugar, você tem sempre uma boa palavra amiga para confortar e também para brincar com todo mundo quando a ocasião permite.E sendo animado desse jeito você não vai querer deixar o pessoal triste ficando com esse presente só pra você certo? Levante-se e o entregue a quem você considera mais trabalhador.

7- TRABALHAR é uma bênção e não um fardo,existem milhões de desempregados nesse mundo e você pode trabalhar, porém você executa com tanta alegria e faz tão bem feito seu trabalho que até mesmo aqueles que passam o dia reclamando se deixa contagiar pelo seu amor ao trabalho, mas sendo trabalhador você já deve ta inquieto para fazer algo então levante-se e entregue seu presente a quem você considera mais ALEGRE! Entre seus colegas.

8 – ALEGRIA –Um semblante sempre iluminado com muita alegria é o que seus colegas estão sempre acostumados a ver diariamente no seu rosto. Sua presença motiva e anima o pessoal em sua volta tornando até mesmo a segunda-feira agradável para se trabalhar. Por isso com muita alegria não deixe seus colegas tristes entregue para a pessoa que você considera mais justa.

9- A JUSTIÇA- Ser justo significa que sempre vamos fazer aquilo que é correto,independente do que os outros pensem ao seu respeito. Ás vezes é difícil agir assim, mas você tendo a grandeza dessa virtude o faz de modo que ninguém se sente injustiçado ao seu lado. Por tanto não seja injusto e passe esse presente para o colega que você considera mais paciente.

10- PACIÊNCIA – A paciência é um dom celestial. Geralmente é uma pessoa que demonstra muita calma, e nos acrescenta paz sempre que se aproxima de nós. você é considerado assim pelos seus colegas. A pessoa paciente dorme tranquilamente, ela confia que o amanhã sempre será melhor e que tudo vai dá certo. Mas nesse momento não precisa ser tão paciente, já pode passar o presente a quem você considera mais bem humorado.

11 –BOM HUMOR –O bom humor é o nosso alimento diário, ninguém suporta ficar ao lado de pessoas rabugentas, mas ao seu lado é diferente, você perde o amigo mas não perde a piada, e sempre irradia seu bom humor por onde passa, por isso com muito bom humor passe esse presente para quem você considera mais AMIGO nesse grupo.

12 – A AMIZADE é uma das coisas mais importantes na vida. Você ter um verdadeiro amigo é como possuir um tesouro de valor.Por isso, conquiste outro amigo dando-lhe esse presente para quem você considera mais inteligente.

13 – A INTELIGÊNCIA nos foi dada por Deus, parabéns por ter encontrado espaço para demonstrar este talento, pois muitos de nossos irmãos são inteligentes, mas a sociedade impede que eles desenvolvam tal virtude. Demonstre mais um ato de sua inteligência passando este presente para quem você acha que mais semeou a paz neste grupo.

14 – PAZ – O mundo está tão amargo e para melhorar um pouco necessitamos de pessoas pacificadoras e agregadoras como você. Parabéns e agora que tal distribuir paz para todos a sua volta abrindo seu presente e compartilhando com todos nós?

DINÂMICA DE EQUIPE – BALAS E PIRULITOS

0

Objetivo :

Estimular trabalho em equipe, criatividade, raciocínio lógico, liderança.

Tempo : 40 minutos

Material :

Balas de três cores diferentes e pirulitos de qualquer cor na quantidade proporcional ao número de participantes.

São duas balas para cada participante. O pirulito é a vida.

Desenvolvimento:

Solicitar 3 (três) voluntários para compor a Mãe Natureza – eles são responsáveis por receber e efetuar as trocas que o grupo deseja. O restante das pessoas forma um grande grupo.

Cada participante do grande grupo recebe duas balas de cores iguais.

A tarefa do grupo é que todos sobrevivam .

O pirulito é a vida. Desse modo, todos devem trocar suas balas por pirulito.

Para efetuar a troca:

3 balas de cores diferentes equivalem a 1 pirulito + 1 bala.

7 balas de qualquer cor equivalem a 3 pirulitos.

O tempo de duração das rodadas é de 2 segundos por participante (exemplo: num grupo com 20 participantes, o tempo de duração da rodada é de 40 segundos).

Ao final da rodada, o coordenador faz o levantamento do placar identificando quem morreu e quem sobreviveu e colhe os sentimentos do grupo.

A seguir, desafia-os a repetir o jogo cumprindo o objetivo de que “todos sobrevivam”. Os participantes são avisados de que todos os pirulitos serão recolhidos e o jogo volta ao zero. O coordenador pergunta se o grupo quer um tempo para planejamento, sendo que este tempo é de 5 minutos cronometrados.

Após o planejamento, nova etapa é iniciada e o processo se repete.

Poderão ocorrer até 6 rodadas, se necessário.

Processamento:

Explorar o espírito de equipe, sinergia de grupo, descobrir soluções alternativas para os problemas, somando os esforços individuais.

• Qual foi a primeira estratégia usada pelo grupo?

• Houve necessidade de mudar de estratégia? Por quê?

• Surgiu alguma liderança?

• O grupo estava aberto a novas idéias?

• Foi possível usar da criatividade para resolver o problema?

• Por que tal idéia foi adotada?

• Como isso ocorre no dia-a-dia?

• Em que momentos isso ocorre no ambiente de trabalho?

• Que mudanças pessoais você sente necessidade de realizar?

DINÂMICA DE EQUIPE – CHINELOS

0

1. Objetivo:

Confeccionar a maior quantidade de chinelos com o material disponível, segundo o padrão de qualidade estabelecido pelo molde.

2. Material Para Cada Equipe:

02 vazadores

01 tesoura

01 estilete

01 molde do chinelo

01 placa de metal para apoio e corte

01 lâmina de emborrachado (EVA) com a mesma área para todas as equipes. Sugere-se (70 X 60) cm 2 .

01 contrato de trabalho

3. Procedimento:

O facilitador distribui a cada equipe o material e solicita que, em 5 minutos, cada equipe assine um contrato, no qual é definido o número de pares de chinelos que cada equipe se compromete a produzir.

Depois de acordada a quantidade, o facilitador marca 15 minutos para a produção dos pares de chinelos.

Faltando 2 minutos para a conclusão da tarefa, o moderador entrega saquinhos plásticos e lacres para que as sandálias sejam embaladas, avisando que o mercado só comprará as sandálias devidamente embaladas. O número de embalagens oferecida a cada equipe se dá segundo a quantidade de sandálias estabelecida por cada equipe. Assim, se uma equipe produzir mais do que havia estabelecido, não poderá vendê-las, pois não estarão embaladas. Isso poderá ser explorado como a falta ou excesso de provisão de recursos por falta de planejamento.

Finalizado o tempo, o facilitador se coloca como o mercado, avaliando a qualidade dos chinelos produzidos, aceitando somente aqueles que estiverem de acordo com os padrões estabelecidos pelo molde oferecido. Caso esteja sendo considerados os custos de produção, ele também considera o preço dos chinelos de cada equipe, comprando apenas os mais baratos e de boa qualidade. Compara a quantidade planejada com a quantidade produzida e com a quantidade aceita dentro dos padrões.

4. Desenvolvimento:

Esta dinâmica permite a exploração de conteúdos como:

• os conceitos de eficácia e eficiência; teoria dos contratos;

• os problemas pertinentes ao planejamento (o que é planejado muitas vezes é diferentes do executado, causas, conseqüências etc.);

• a qualidade;

• a formação de custos e de preços (Neste caso, o valor da lâmina de borracha precisa ser mensurado, assim como o de todos os instrumentos utilizados. O valor da mão-de-obra também poderá ser considerado, assim como a energia e aluguel, estes mensurados em função do tempo utilizado por cada equipe na produção de suas sandálias);

• processos de produção; fluxograma de produção; elaboração de protótipos;

• sistemas de produção (em células, produção em série, flexíveis etc.)

• relações humanas no trabalho;

• e muitos outros fatores que acabam sendo levantados pelo grupo.

DINÂMICA DE COLABORAÇÃO EM EQUIPE

0

Objetivo: Habilidades de comunicação, empatia, colaboração.

Desenvolvimento:

Formam-se grupos de 5 pessoas:

Cliente, gerente, supervisor (cego), operário (mudo), observador

Os clientes são levados para fora da sala a fim de fazerem um desenho de um produto. Ex.: guarda-sol, carro, motocicleta, microcomputador, vestido, bolsa. A orientação é para que façam com o maior nível de detalhamento possível, com lápis de cor e caneta hidrocor.

A seguir, o gerente de cada equipe é chamado e ele conversa com um cliente, vê o desenho, faz todas as perguntas necessárias e se compromete a produzir o produto o mais perfeito possível – pode fazer anotações.

O gerente volta para a sala e repassa as informações para o supervisor que é cego e só pode ouvir as explicações e fazer perguntas.

Em seguida, o supervisor passa informações para o operário que é mudo e, portanto, só pode ouvir sem perguntar.

Quando o produto estiver concluído, ele será colado na parede junto com o do cliente e comparado.

Finalização:

– Estratégia utilizada por sua equipe

– Barreiras na comunicação (hierarquia, diferenças individuais)

– Competências individuais (a pessoa certa no lugar certo)

– Foco no cliente