O CRESCIMENTO DAS “TUBAÍNAS” AMEAÇA AS MARCAS TRADICIONAIS?

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Veja o Panorama do Mercado de Refrigerantes em Recife/PE.

Autores: Américo Nobre G. F. Amorim, Fúlvio Alves Santos, Pedro Felipe Matias.

Resumo:O mercado brasileiro de refrigerantes vem passando por profundas mudanças desde o advento das embalagens PET, que motivou o surgimento de várias novas marcas de refrigerantes, as chamadas “tubaínas”. Inicialmente destinados às classes C e D, algumas destas pequenas empresas estão obtendo sucesso com seus produtos e já disputam consumidores das classes mais altas com as tradicionais marcas de refrigerantes. O estudo exploratório que originou este artigo, através da revisão da literatura da área e de uma pesquisa de campo aplicada em Recife/PE buscou traçar um paralelo entre o mercado local de refrigerantes atual e o anterior ao surgimento das tubainas. A análise se dá sob a ótica do caso de sucesso de uma marca local, que já ocupa a posição de 3ª maior fabricantes de refrigerantes do Nordeste. As conclusões indicam que as tubainas já ocupam uma importante fatia do mercado local. Apesar da maioria de seus consumidores serem das classes C e D, cerca 40% já são de classes com maior poder aquisitivo. Os dados ressaltam ainda a necessidade de se firmar na opinião dos consumidores a imagem de qualidade das novas marcas.

Palavras-chave: tubaínas, mercado de refrigerantes, marcas regionais, bebidas

1.Introdução

O plano real trouxe a estabilização monetária para o Brasil, teve como uma de suas conseqüências, o aumento do poder aquisitivo das classes médio-baixas e baixa. Com isto, houve uma maior propensão ao consumo de bens até então considerados supérfluos. Neste contexto, a indústria de refrigerantes passou por profundas mudanças, especialmente com relação ao surgimento das chamadas “tubainas”, que são os produtos de baixo custo, destinados às classes C e D.

A inovação das embalagens PET ocasionou a quebra da fidelização derivada da dependência das garrafas de vidro. Tudo isso provocou grandes mudanças no mercado. Por ser um fenômeno recente e ainda pouco estudado, a pesquisa busca esclarecer e formular conclusões sobre o tema apresentado.

Assim, esta pesquisa será desenvolvida com o intuito de investigar a nova forma que o mercado de refrigerantes tomou com o crescimento das bebidas consideradas “tubaínas” e em particular a influência da marca Forró (nome fantasia). Pretende ainda traçar um quadro do mercado de refrigerantes local, antes e depois do surgimento da Forró.

No decorrer do trabalho buscaremos fazer um comparativo entre as situações de mercado antes e depois e as influências de todo esse processo na tomada de decisão do consumidor a respeito de que marca consumir e o posicionamento das empresas ante a reação apresentada pelo mercado.

2.Referencial Teórico

Baseando-se na classificação de Pesquisa apresentada por Vergara (apud Melo, 2002, p.16) esta pesquisa, quanto aos fins, é exploratória, explicativa; quanto aos meios é pesquisa de campo, telematizada, documental e estudo de caso.

Para alcançar os objetivos do estudo, os autores efetuaram uma revisão da bibliografia da área, buscando entender a sistemática do mercado de refrigerantes, e promoveram uma série de entrevistas com mais de 320 consumidores nas proximidades de 03 (três) supermercados localizados em áreas bairros diferentes da cidade de Recife.

Apesar das limitações deste estudo, em especial no que se refere ao tamanho da amostra de consumidores entrevistados e a sua abrangência local, os autores acreditam que os resultados do trabalho podem fornecer importantes indícios para o entendimento do mercado de refrigerantes e do fenômeno das “tubainas”.

2.1.O Mercado de Refrigerantes

A década de 90 trouxe uma revolução no mercado de refrigerantes brasileiro. Nosso mercado é o terceiro maior do mundo, com um consumo aproximado de 12 bilhões de litros em 2002 (ABIR, 2002). Apresenta um amplo potencial de crescimento, em função do baixo volume de consumo per capita comparado aos E.U.A e México, que possuem as maiores demandas de refrigerantes do mundo (REINOLD, 2004).

A má distribuição de renda do País impede uma grande fatia da sociedade de ter acesso ao consumo de refrigerantes. No período dos anos de 92 a 96 houve um grande crescimento no consumo, causado pelos efeitos expansionistas do Plano Real, que elevou, no princípio, a renda pessoal disponível, facilitando assim o acesso de classes mais baixas ao consumo (NASCIMENTO e YU, 2004). A partir de 1998, houve uma desaceleração da expansão do consumo devido à recessão econômica iniciada em 1997.

Um fator também importante no nosso país é o clima. Nos meses de setembro a março o consumo duplica, se comparado aos meses mais “frios”. Alem das grandes fusões (como no caso da AMBEV), o mercado de refrigerantes se beneficiou com a ascensão das pequenas produtoras. A desconcentração do mercado se deu por causa da atuação dessas empresas. No primeiro semestre de 2004, a participação de mercado das pequenas fábricas foi maior que 30%, superior aos 17% obtidos pela AmBev, mas ficando atrás da líder, Coca-Cola, que detem cerca de 50% do mercado (ABIR, 2004).

Até o final da década de 80, a comercialização dos refrigerantes se dava a partir de embalagens de vidro. Eram as embalagens retornáveis. Isso significa que elas eram entregues nos postos de vendas para a “recompra” dos refrigerantes, pré-determinando assim as vendas. Para garantir o bom funcionamento do sistema inteiro, era preciso um enorme estoque de embalagens, e um bom esquema de logística. Havia a necessidade do fabricante sempre fornecer ao distribuidor/revendedor quantidade suficiente de vasilhames para o retorno. Por isto, o custo de se trabalhar nesse setor era altíssimo, por causa da cara manutenção desses estoques e da necessidade de agilidade na entrega de vasilhames.

Surge então no final da década de 80 a embalagem plástica flexível, ou PET (ABIPET, 2004). Sendo uma embalagem não-retornável, os problemas de logística estavam com os dias contados. Todos os custos oriundos do retorno dos vasilhames acabam, e conseqüentemente, a manutenção de estoques também foi simplificada.

A mudança no comportamento do consumidor foi a conseqüência direta das novas embalagens. A queda nos custos de produção (as embalagens plásticas são bem mais baratas que as de vidro) e distribuição dos refrigerantes, fez os preços entrarem em queda (CIPOLLA, NEVES e AMARAL, 2002). A redução dos preços unida à facilidade de se comprar o refrigerante sem preocupação de retorno do vasilhame, aumentaram sensivelmente as compras por impulso. Com a facilidade de transporte e descarte, os refrigerantes chegam também aos supermercados, aumentando ainda mais sua exposição aos consumidores.

Ao longo dos anos 90, a proliferação dessa nova tecnologia em embalagens desencadeou o crescimento das tubaínas (TAYLOR, 2002). Em 1998, o mercado de PET teve como líder de consumo a Coca-Cola, com participação de 47,7%, sendo seguida pela Brahma/Pepsi com 13,1%, a Antarctica com 11,9% e os refrigerantes regionais com 27,3% desse mercado (Nielsen).

Hoje, o primeiro grande grupo é formado por um pequeno número de empresas, que detém uma parcela um pouco superior a 70% do mercado. Coca-Cola e AmBev (Brahma, Antarctica e Pepsi-Cola) representam este grupo, atuam em âmbito nacional e internacional, produzem em larga escala, têm um forte esquema de distribuição, investem altas quantias em propaganda e marketing e voltam-se para um público de maior renda.

O segundo grupo é formado por empresas regionais, constituindo um grande número de pequenas empresas que possuem uma reduzida parcela de mercado. Seu foco de atuação recai sobre um público de menor renda e, por esse motivo, concorrem basicamente em preço. Compõem esse grupo as empresas fabricantes das chamadas “tubaínas”, que atuam em âmbito regional e cujos nomes são identificados apenas em sua área de atuação. As embalagens PET buscam expansão, sendo utilizadas em água e sucos, de olho no mercado de cervejas também.

Os grandes investimentos das empresas do mercado de refrigerantes são dois: marketing e logística. Os custos com fixação de marca são desestímulo à entrada no setor, por serem custos irrecuperáveis. Atualmente, o grande desafio não é mais entrar no mercado de refrigerantes, e sim transpor as barreiras de mobilidade no mercado, o que exige maiores esforços do que entrar no mesmo, visto que implica aumentar o raio de ação mercadológico de regional para nacional.

A Schincariol, por exemplo, têm transposto tais barreiras, reduzindo o problema da diferenciação, da distribuição, as duas principais barreiras de mobilidade no setor de refrigerante. Para isso, a empresa tem expandido sua linha de produtos, por meio de crescentes investimentos em publicidade e propaganda para promover sua marca nacionalmente, e ampliado sua capacidade de produção e distribuição.

3.A organização em análise

Aproveitando-se da estabilização econômica e impulsionada por outros fatores, a industria de refrigerantes Forró, inaugurada em 1997, vem se destacando em sua atuação no mercado nordestino. De acordo com os dados do Instituto Nielsen, de São Paulo, em 2001 a marca Forró estava ocupando terceiro lugar no setor de bebidas na região Nordeste, com uma participação de 13% do mercado. Em Recife, a empresa deteve 28% da fatia do mercado. Na Bahia 13% e em Fortaleza 9%. Fazendo com que concorrentes como a Coca-Cola, líder de mercado absoluto tivesse que baixar seus preços em 30% para continuar na disputa.

Fundada em Pernambuco, em 1963, por um empreendedor local, a empresa familiar detinha o monopólio para a distribuição das bebidas da Brahma em todo o estado de Pernambuco (MORAIS, 1999). Apesar de seus principais produtos serem as bebidas Brahma, a empresa fornecia ainda outras marcas de refrigerantes e cervejas no mercado.

Em 1995, era líder do mercado regional de distribuição de refrigerantes, possuindo cerca de 38 caminhões e mais de 300 vendedores, que atuavam no suprimento de mais de 18.000 pontos-de-venda. O faturamento girava em torno de 14 milhões de reais por ano, provindos quase que exclusivamente da venda dos produtos da Brahma.

Em meados de 1996, a Brahma optou por vender os seus produtos, cancelando os contratos com os distribuidores. Esta medida afetou diretamente a empresa em estudo, que viu suas comissões de vendas serem reduzidas drasticamente. Os filhos do fundador da empresa começaram então a buscar uma solução para seu negócio.

Uma das idéias era ter uma fabricação própria de refrigerantes para que a empresa pudesse distribuir. A bebida deveria ser competitiva tanto em preço como em sabor com as tradicionais marcas que já dominavam o mercado. Enfrentando resistências da própria família, os empreendedores seguiram em frente para a criação da sua marca “Forró”.

Logo depois de tomada a decisão, um dos empreendedores visitou a matriz da Brahma e negociou um prazo maior para o fim do contrato de distribuição, com a justificativa de que iria reposicionar sua empresa no mercado e que necessitava de mais tempo. Desta maneira evitou um desequilíbrio nas reservas da empresa, que teve fôlego para continuar.

Iniciando os preparativos operacionais, a empresa obteve um financiamento de longo prazo para comprar as primeiras máquinas. Então, saíram em busca de profissionais qualificados para a produção. Na própria Brahma, encontraram os primeiros 20 colaboradores que iniciaram à fabricação.

Nos primeiros dois anos, foram lançados refrigerantes de quatro sabores: guaraná, laranja, soda e cola. Estes abocanharam 25% do mercado na região metropolitana do Recife, de acordo com estimativa da Associação Pernambucana de Supermercados. A produção mensal que era de aproximadamente 1,1 milhão saltou para 12,4 milhões de litros por mês.

Para aumentar a rentabilidade da empresa, os sócios decidiram expandir seus negócios para a Bahia e Ceará, onde inauguraram as suas duas outras fábricas. Alem da expansão regional, promoveram o lançamento de novos produtos como: água mineral, repositivos energéticos e a Forró-cola.

A disputa com a gigante Coca-Cola agitou com o mercado local, com uma redução de preços, a Coca-Cola tentou reagir ao crescimento da Forró. Mesmo assim, em 2002, a Forró já se tornaria a terceira maior fabricante de refrigerantes do Nordeste, perdendo apenas para a AmBev e Coca-Cola. Para continuar crescendo, a Forró busca modernizar sua administração, substituindo a antiga estrutura familiar por uma gestão profissional e voltada para resultados.

3.1.A Estratégia da Forró

O início do trabalho de marketing da Forró começou durante a fase de elaboração da sua logomarca. “.. o primeiro aspecto considerado foi a legibilidade. A partir de uma fonte desenhada especialmente para o logotipo, foram trabalhadas cores vibrantes para ligar a marca à alegria do povo pernambucano e a sombrinha como elemento gráfico de amarração. Para finalizar, um grande outline envolvendo toda a marca, tornando-a concisa, forte e de fácil memorização.” (FORRÓ, 2004).

Após o desenvolvimento da logomarca, as embalagens receberam especial atenção. Alem das tradicionais, algumas são destinadas a determinados segmentos do mercado, como as do público jovem, de 250 ml.

As primeiras campanhas publicitárias foram criadas “… enfatizando o sabor de Forró e os momentos agradáveis da vida” (FORRÓ, 2004). No lançamento, foi dada especial atenção para a associação de refrigerante à palavra Forró, pelos consumidores. “.. para a imagem símbolo do lançamento foi pego o caminho mais fácil e feita uma associação direta com o Forró-música, apresentando uma passista que oferece o refrigerante.” (FORRÓ, 2004).

Para o lançamento da Forró na Bahia, foi utilizada uma estratégia diferente. Não se poderia considerar o Forró um produto “da casa”. De forma a evitar confusões ou preconceitos, a Forró “… encontrou um elo entre a marca FORRÓ e a característica mais notável da sociedade baiana moderna: sua indústria cultural puxada principalmente pelo sucesso dos trios elétricos. Por isso, a campanha baseou-se no sucesso Vassourinha Elétrica de Moraes Moreira, música que celebra tudo isso e simboliza a união entre a cultura dos dois estados. E como a Bahia é o Brasil, a campanha engrandeceu o produto, transformando-o num sabor brasileiro.” (FORRÓ, 2004).

Durante a copa do mundo de 1998, enquanto os concorrentes investiam em grandes e dispendiosas campanhas de marketing, a Forró “.. investiu numa alternativa criativa e pertinente ao produto. Algo com apelo popular, principalmente entre os mais jovens que formam a primeira geração de consumidores.” Para isto, os refrigerantes da Forró foram colocados como “patrocinadores da sede do consumidor que ficou aqui torcendo pelo Brasil, em contraponto à concorrência que focava os eventos que envolviam a seleção por lá.” (FORRÓ, 2004).

A embalagem de 250 ml, tornou-se um grande diferencial no mercado regional. Foi introduzido o slogan “Vai Bem Com Tudo Que É Bom Na Vida.” em uma campanha muito bem focalizada com o seu público.

A Forró Cola, concorrente direto da Coca-Cola, utilizou uma estratégia interessante para ser introduzida no mercado. Utilizando o slogan “Prove que o nosso é melhor” a Forró visou exaltar a auto-estima dos brasileiros, procurando criar uma identificação entre a identidade do povo e a melhor qualidade de seu produto.

Combinando o verão nordestino e o espírito de férias, a Forró criou sua campanha para o lançamento da Água Mineral Forró. O slogan “Tá querendo refrescar?” foi amplamente difundido em vários meios de comunicação.

No ano de 2001, baseada em pesquisas, a Forró colocou no mercado o refrigerante “Xuca”, destinado às classes sociais que desejam um bom produto com custo reduzido, chegando ao supermercado com um preço 15% inferior ao da Forró

Para continuar crescendo, a Forró continua inovando com o lançamento de novos produtos. Em meados de 2002 foi anunciada a sua entrada no mercado de sucos em pó e sorvetes, que seriam fábricados em sua planta de Recife. O Forrólé, será um sorvete diferenciado pois “Vem numa caixinha com vários saquinhos e diversos sabores, como morango, abacaxi e laranja. Só endurece quando é colocado no congelador”, de acordo com Sidney.

Outra estratégia importante foi a parceria firmada com uma empresa da Bahia, que possibilitará a fabricação conjunta de um achocolatado. Ainda na área das parcerias, a Forró mira em um café solúvel, que poderá ser produzido junto com uma empresa Paranaense.

4.Resultados

Abaixo estão expostos e detalhados os dados colhidos dos questionários aplicados à pesquisa. Na primeira questão foi perguntado sobre o hábito de consumo de bebidas durante as refeições, obtendo-se como resultado:


Gráfico 1

Observa-se a maior preferência dos entrevistados por suco com 52%, seguido de refrigerante com 23%, água 15%, outros 10%, em que se enquadram os que não consomem bebidas durante a refeição, vinho, chá, café, etc e ainda cerveja.

A segunda questão tratava sobre a marca que vinha em sua mente quando se pensava em refrigerante, o chamado “TOP OF MIND”, o resultado obtido foi:


Gráfico 2

Coca-Cola com 68% da preferência está em primeiro lugar na cabeça do publico consumidor, seguida por Guaraná Antártica 17%, outras marcas 14% e Forró com 1% da preferência.

A terceira pergunta buscou levantar a característica diferencial na hora da compra do refrigerante, o resultado obtido foi:


Gráfico 3

Qualidade ainda é o maior diferencial com 56% total das respostas, preço vem atrás com 23%, marca 15%, outras características 3%.

A quarta questão visava levantar os hábitos de compra semanal de refrigerantes PET 2 litros, os dados obtidos foram os seguintes:


Gráfico 4

Os que compram 1 ou 2 garrafas são a maioria com 63%, os que compram 3 ou 4 vem em segundo com 17% da preferência, 5 ou 6 pets com 10% e 7 ou mais garrafas 10%.

A respeito da rotina de consumo semanal de refrigerantes, os entrevistados responderam com os seguintes dados:


Gráfico 5

Os que consomem refrigerante 1 ou 2 vezes por semana representam 51% do total, 7 ou mais vezes vem na segunda posição com 20%, 3 ou 4 vezes semanais 17% e finalmente os que consomem refrigerantes 5 ou 6 por semana representam 12% do total.

A sexta pergunta refere-se à marca mais consumida:


Gráfico 6

Coca-Cola responde pela maioria da preferência com 57% do total, Guaraná Antártica vem em segundo lugar com 19%, outras marcas 14% e Forró em seguida com 10% das intenções.

As demais questões referem-se aos dados de informações sociais, onde se constatou que:

Em relação à renda, 30% dos entrevistados possuem renda de até R$500,00. Do total 24% das respostas estão os que recebem de R$1.001,00 a R$2.000,00, também com 24% os que têm renda de R$2.001 ou mais e com 22% os que possuem renda na faixa de R$501,00 a R$1.000,00

Dos entrevistados os que estavam na faixa de 16 a 30 anos foram 46% do total, seguido de 31 a 50 anos com 39%, na faixa de 51 anos acima foi obtido 13% e até 15 anos com 2% dos entrevistados.

A última questão referia-se ao gênero, com 58% dos entrevistados compostos pelo gênero feminino e 42% restantes formados pelo gênero masculino.

5. Análise detalhada e Conclusões

Buscando o melhor entendimento sobre o mercado, foram cruzados os dados dos questionários, visando estabelecer informações mais relevantes. No gráfico 7, foi analisado o consumo da Forró em relação ao nível de renda dos entrevistados. Entre os resultados, os indivíduos predominantes encontram-se na faixa de renda até R$ 1.000,00, representando 55% do total de consumidores de Forró. Logo em seguida vem os de renda entre R$ 1001,00 e R$ 2000,00 com 27% e o grupo que se encontra com renda de 2001 ou superior, 18%. Isto deixa claro a que grande maioria dos consumidores de Forró são de classes C e D, apesar da marca estar ganhando legitimação e já estar conquistando consumidores de classes mais altas.


Gráfico 7

No Gráfico 8, foi analisada a relação entre os consumidores que afirmaram que o preço faz a diferença na hora de comprar o refrigerante e qual marca era mais consumida pelos mesmos. Nos resultados, a Coca-Cola aparece em primeiro lugar, com 51% dos consumidores que disseram optar por comprar pelo preço dizendo que consomem esta marca. Em segundo lugar aparece a Forró, com 24%, seguida pela Antarctica com 15% e outras marcas com 10% dos consumidores.


Gráfico 8

Uma inconsistência fica nítida nestes resultados, já que os 51% de consumidores que optam por comprar pelo preço afirmaram que consomem mais a marca Coca-Cola (que não é a de menor preço do mercado). Este resultado pode ser explicado pelo fato de que muitos consumidores ainda se sentem inibidos em admitir que consomem a marca Forró ou outras marcas menores.

O Gráfico 9 mostra a relação entre os indivíduos que escolhiam comprar refrigerante levando em conta sua qualidade e a marca mais consumida pelos mesmos. A marca Coca-Cola é comprada por 61% dos consumidores que levam em conta o critério mencionado ficando, portanto, em primeiro lugar. Seguindo a Coca-Cola a Antarctica abocanha 21% da fatia desses consumidores. O conjunto de outras marcas leva 13% dos pesquisados e logo após aparece a Forró com 5%.

As maiores marcas, Coca-Cola e Antarctica, se mostram de alta qualidade justificando assim a maioria dos consumidores que compram por esse motivo. Pode-se assim deduzir que a Forró e outras marcas menores tem muito que melhorar na opinião do consumidor sobre qualidade para poder alcançar este nicho mais exigente.


Gráfico 9

No Gráfico 10, foi analisada a fidelidade dos consumidores, ou seja, se eles consomem a marca que mencionaram no inicio da pesquisa como sendo a primeira marca que vem à cabeça (Top of Mind).


Gráfico 10

Este resultado demonstra que o Guaraná Antarctica e a Coca Cola obtiveram bons resultados em termos de fidelidade, comparadas a outras marcas mais antigas. A fidelidade de 100% obtida pela marca Forró demonstra sua força no mercado de refrigerantes em Recife.

O mercado de refrigerantes vem passando por profundas mudanças após o advento das marcas locais, as “tubainas”. Algumas destas empresas, com a própria Forró, buscam agora crescer em segmentos mais rentáveis, direcionados as classes A e B. Para isto, estão lançando produtos de qualidade compatível com as marcas tradicionais que dominam o mercado.

Esta pesquisa mostra que apesar dos investimentos em qualidade, os pequenos fabricantes ainda precisam melhorar sua imagem, fixando a idéia de que seus produtos além de ter custo menor, possuem qualidade semelhante às grandes marcas. Outro grande desafio para estas empresas parece estar no aumento de sua participação de mercado. O contínuo crescimento em suas receitas poderá viabilizar os investimentos necessários para firmar a imagem dos seus produtos.

6. Referências Bibliográficas

ABIR. Números Setor Refrigerante – 2002. Disponível em: Consulta em 10 set. 04.

ABIR. Participação Mercado de Refrigerantes 2004 – 1º Semestre. Disponível em: . Consulta em 10 set. 04.

ABIPET. A Resina PET. Disponível em: . Consulta em 10 set 04.

CIPOLLA, L.E.; NEVES, M.F.; AMARAL, T. M. Mercado Brasileiro de Alimentos Líquidos nos anos 90 e Perspectivas Futuras. In: Anais do XL Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia Rural, Equidade e Eficiência na Agricultura Brasileira, Passo Fundo, 2002. Anais..

MORAIS, Jomar. Frevo Arretado. Exame. São Paulo, Exame, 02 jun 1999. Disponível em: . Acesso em: 08 set. 04.

NASCIMENTO, Paulo T. S.; YU, Abraham S. O. ESTRATÉGIAS DE NEGÓCIOS E INOVAÇÃO EM MERCADOS DE PRODUTOS POPULARES. Disponível em: . Consulta em 08 set 04.

REINOLD, Matthias R. Tendências do mercado mundial de bebidas. Disponível em: . Consulta em 10 set. 04.

TAYLOR, Guillermo A. Estratégias de competição na indústria de bebidas. FAE BUSINESS, n.2, jun. 2002.

STAKEHOLDERS

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Stakeholders: Palavra da língua inglesa que significa todas as pessoas física ou jurídicas que são direta ou indiretamente afetadas pelas atividades de uma organização e que também exerce sobre ela alguma influência, geralmente os Stakeholders são profissionais altamente capacitados das áreas de Administração de Empresas e Marketing.

Os Stakeholders podem ser: externos e internos. Os Stakeholders externos atuam em um ambiente altamente fora da organização e os mais importantes são: Governo, Mídia e Marketing, Sindicatos, Fornecedores, Clientes, Competidores, Banqueiros e comunidade local. Os Stakeholders internos atuam dentro da organização, basicamente, Sócios, Diretores, Administradores financeiros, Presidentes.

Quem são os Stakeholders? Nestes comentários atendo alguns estudantes que me consultaram sobre o significado de stakeholders.

Este termo vem juntar-se a tantos outros que foi plenamente adotado no campo da Administração e Marketing, vem sendo citado usualmente.

Feita esta observação, quero registrar que meus consulentes estão corretos ao entenderem que o termo está inserido na área da responsabilidade social.

O termo stakeholders designa todos os segmentos que influenciam ou são influenciadas pelas ações de uma organização, fugindo do entendimento de que o público alvo de uma organização é o consumidor. Podemos entender, de uma maneira simplista, que stakeholders é uma evolução, com detalhes muito sofisticado, do já conhecido e estudado no ambiente empresarial e os especialistas em Marketing.

Stakeholders: São os grupos de interesse que se relacionam, afetam e são afetados pela organização e suas atividades. O termo foi criado para diferenciar os shareholders (acionistas) dos outros membros da sociedade que atuam como pilares de sustentação à atividade empresarial. Os Stakeholdes são a parte interessada ou interveniente, que se refere a todos os envolvidos em um processo, por exemplo, clientes, colaboradores, investidores, fornecedores, comunidade, etc.

O sucesso de qualquer empreendimento depende da participação dos Stakeholders e de suas partes interessadas e por isso é necessário assegurar que suas expectativas e necessidades sejam conhecidas e consideradas pelos gestores. De modo geral, essas expectativas envolvem satisfação de necessidades, maximização financeira e comportamento ético de um administrador. Os Stakeholdes representa um determinado tipo de interesse no processo. O envolvimento de todos os Stakeholdes não maximiza obrigatoriamente o processo, mas permite encontrar um equilíbrio de forças e minimizar riscos e impactos negativos na execução de um processo organizacional. Uma organização que pretende ter uma existência duradoura deve atender simultaneamente as necessidades de todas as suas partes interessadas. Para fazer isso ela precisa gerar valor, isto é, a aplicação dos recursos usados os Stakeholdes devem por obrigação Maximizar os lucros da empresa e minimizar os custos.

O termo stakeholders foi criado para designar todos os colaboradores de uma empresa, ou seja, as pessoas, instituições ou representantes da empresa que, de alguma maneira, são influenciadas pelas ações de uma organização.

A definição de Stakeholders: É associado à responsabilidade social está o conjunto das partes interessadas (stakeholders internos e externos e shareholders) que podem ser definidas como “as pessoas ou grupos, os proprietários, um direito ou um interesse sobre as atividades de uma empresa, passadas, presentes e futuras”.

Stakeholders – Como interagir com tantos públicos diferentes: Todo plano de negócios e, conseqüentemente, o plano de captação de recursos, deve começar pela compreensão do mercado em que a organização atua: conhecer em detalhes o mercado onde desenvolvemos nossa atividade social é fundamental para que seja possível tomar as decisões mais acertadas. A análise do mercado passa por uma série de etapas, entre elas: Identificação do público alvo; Identificação das necessidades e desejos do público alvo; Determinação do potencial de mercado; Identificação dos concorrentes, já que as organizações não concorrem para dominar o mercado, mas trabalham juntas na solução dos problemas sociais existentes; Análise dos pontos fortes e fracos de cada uma das organizações; Determinação dos produtos que trarão maior satisfação para as necessidades dos clientes e que preencherão lacunas de mercado.

Dentro do conceito de Responsabilidade Social Empresarial que vem sendo desenvolvido pelas empresas, no entanto, o público alvo deixa de ser apenas o consumidor e passa a englobar um número muito maior de pessoas e empresas. São os chamados stakeholders que designa todas as pessoas ou empresas que, de alguma maneira, são influenciadas pelas ações de uma organização. Interna e externamente podemos pensar em vários grupos de pessoas que podem ser influenciados pelo trabalho.

Os Stakeholdes são grupos de administradores e especialistas em marketing eles são profissionais que possui bastante diferença em tomadas de atitudes rápidas e com perfis bastante diferentes e, certamente, com necessidades e desejos bastante diferentes em relação aos serviços prestados pela organização. Conciliar estas diferenças de interesses não é tarefa fácil! Se os atendidos não estiverem satisfeitos, haverá problemas com o trabalho social ou empresarial. Se as comunidades de clientes não estiverem satisfeitas, poderá boicotar seus trabalhos. Se os financiadores não estiverem satisfeitos, haverá problemas na captação de recursos e no estabelecimento de parcerias duradouras. Desta forma, torna-se necessário, não apenas identificar cada um destes públicos-alvos, mas também identificar quais são suas necessidades e seus desejos e verificar como podemos atendê-los da melhor maneira possível.

Os Stakeholdes tem o faro de identificação das necessidades o que faz com que cada uma das pessoas tenham interesse no trabalho que a organização desenvolve, O que é importante na escolha da organização à qual irão se associar, O que esperam ter como retorno, Como irão medir o desempenho das organizações selecionadas, Como são públicos diferentes, com interesses diferentes e necessidades diferentes, torna-se necessário pensar em cada um deles separadamente.

Existem basicamente três formas de descobrir quais são as necessidades e os desejos dos stakeholders principalmente os especialistas em Marketing.

1. Pense como ele – coloque-se no lugar daquela pessoa ou empresa e tente entender como é o seu comportamento e o seu processo de decisão. Se você fosse um beneficiário que atividades gostaria que fossem desenvolvidas? Em que horário? Com que finalidade? Se você fosse um líder comunitário o que esperaria da parceria com uma ONG? Se você fosse uma empresa financiadora que tipo de projetos gostaria de apoiar? Que contrapartidas esperariam em troca com os Stakeholdes? Como gostaria de receber a prestação de contas destes profissionais?

2. Observe-o – Que atributos o serviço deve transmitir para atender às necessidades de cada grupo de stakeholders? O que eles parecem observar quando estão diante de uma situação de decisão? Que fatores ajudam ou dificultam para conseguir seu apoio ou participação? Geralmente os Stakeholdes são pessoas frias que quando sentem que o clima organizacional esta perdida eles agem como gelo e resolvem os problemas.

3. Pergunte a ele – Após ter se colocado no lugar do outro e ter observado seu processo de decisão, você ainda pode procurar pelas pessoas e perguntar a elas o que precisa saber. Isso pode ajudar a confirmar as conclusões a que você chegou anteriormente ou complementar as informações necessárias para a definição de qual é o serviço que melhor irá satisfazer aos desejos e às necessidades do seu público-alvo com a presença dos Stakeholdes. A determinação do potencial de mercado depois de terminada a etapa de identificação das necessidades de cada um dos grupos de interesse, o próximo passo é avaliar se o serviço que se oferece está adequado à expectativa dos stakeholders.

Os Stakeholdes tem a conclusão que para cada grupo de pessoas com as quais interage, a organização deve desenvolver ações diferentes e linhas de comunicação diferentes. Isso é trabalhoso, sem dúvida, mas pode garantir o sucesso do seu negócio e a continuidade das parcerias desenvolvidas por um prazo mais longo, uma vez que todos os envolvidos sentem-se satisfeitos com o que recebem da organização. As necessidades e expectativas de cada um destes grupos variam e é importante que cada um deles sinta que suas necessidades e expectativas estão sendo satisfeitas.

Quanto maior for a possibilidade de ajuste dos serviços prestados às necessidades do público alvo, maior será a garantia de sucesso do trabalho que a organização desenvolve e finalmente, tendo um grande conhecimento do mercado os Stakeholdes pode medir qual é a demanda que existe de cada uma das linhas da organização pelos serviços prestados e pode avaliar qual é o potencial do mercado onde a empresa esta atuando.

Os valores e administração corporativa da organização, as regulamentações, os controles, investimentos no meio ambiente, impactos de seus produtos, serviços, operações e questões relativas a direitos humanos e condições de trabalho, dentre outras, refletem as expectativas de desempenho na relação empresa – stakeholders.

As pessoas, como o diferencial de uma organização, devem ser valorizadas e motivadas a fim de obter a coesão interna alinhada aos objetivos da organização. O tratamento dos funcionários com dignidade, responsabilidade e liberdade de iniciativa deve fazer parte da cultura da empresa e sobre o comando dos stakeholders.

Os stakeholders tem a participação nos lucros é uma forma de reconhecimento da contribuição dos funcionários para o resultado da empresa, que motiva e aumenta o envolvimento e comprometimento.

Nível da Política Interna Os stakeholders são questionadas a natureza das relações entre uma empresa e seus empregados; tanto administradores quanto trabalhadores operacionais. Que tipo de contrato é justo? Quais são as obrigações mútuas dos administradores e dos operários? Que direitos têm os empregados? Essas questões também permeiam o trabalho diário dos administradores. Demissões, gratificações, regras de trabalho, motivação e liderança são categorias éticas do terceiro nível.

Nível Pessoal: Os stakeholders mostra como as pessoas devem se tratar dentro de uma empresa. Devemos ser honestos uns com os outros, independente das conseqüências?

Que obrigações têm tanto como seres humanos quanto como trabalhadores com papéis específicos para com os nossos chefes, subordinados ou colegas, tendo o direito de tratar outras pessoas como meios para a realização suas atividades e lucro da empresa.

Os stakeholders devem ser enfrentadas em todos os níveis da atividade empresarial. A ética empresarial que envolve as regras básicas do comportamento individual, das empresas e da sociedade. Para os stakeholders fazer ética é difícil, porque exige que sejamos críticos de nossas próprias regras básicas e que existe a luta para melhorá-las.

Consciente ou inconscientemente Os stakeholders realiza algum tipo de raciocínio ético a cada dia de nossas vidas; para melhorar o nosso raciocínio, devemos analisá-lo explicitamente e praticá-lo todos os dias. Para os stakeholders dedicar ao raciocínio ético, precisa compreender a linguagem ética, inclusive termos como valores, direitos e deveres, regras morais e relacionamentos. Deve entender os ditames básicos da moralidade comum, desde o cumprimento das promessas até o respeito pela propriedade. Para aplicar a ética, os administradores devem avaliar suas opiniões em relação aos efeitos sobre diferentes grupos de Stakeholders principalmente os especialistas em Marketing que tem suas éticas voltadas para a mídia externa e para o bem social e menos engajados na maximização dos lucros financeiros. Para simplificar a tomada de decisão ética, os stakeholders também podem institucionalizar a ética, ou realizando programas de treinamento em ética e auditorias sociais.

Para Os stakeholders a evolução do pensamento social e a crescente conscientização da sociedade a respeito de valores sociais, resultantes da evolução histórica e econômica da sociedade, acarretaram em uma nova abordagem administrativa e marketing empresarial. A partir do momento em que as pessoas passaram a questionar os impactos que a ação empresarial acarretava para a sociedade, criou-se uma demanda por um posicionamento mais responsável da empresa perante a mesma. A difusão do conceito de responsabilidade social como uma extensão do papel da empresa, que deixa de ser apenas gerar lucro, pagar impostos, gerar empregos e prover a sociedade com produtos e tecnologia, faz com que a mesma seja vista como co-responsável pela promoção do desenvolvimento e do bem-estar da sociedade na qual está inserida, através de um relacionamento ético e transparente com os stakeholders, do respeito ao meio ambiente e da promoção dos interesses da sociedade.

Portanto este aumento da importância dos conceitos sociais faz com que as empresas agora tenham que incluir a responsabilidade social entre seus objetivos.

MELANOMA DA PELE

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Melanoma é um tipo grave de câncer de pele que tem início nas células produtoras de melanina, substância responsável pela coloração da pele,podendo ser prevenido com ações simples e, se diagnosticado precocemente, atinge niveis de cura superiores a 90%.
Normalmente surgindo de uma “pinta” (ou sinal) escura da pele que começa a crescer, ou de uma “pinta nova”, que não existia antes. É responsável por apenas 4% de todos os cânceres de pele, porém é o mais agressivo deles pelo risco de se espalhar para outros órgãos.
Dados do dataSUS estimam o surgimento de em torno de 6000 novos casos por ano no Brasil. Em todo mundo vem aumentando o aparecimento da doença, por motivos ainda não bem compreendidos, mas possivelmente relacionados com as mudanças climáticas e a diminuição da camada de ozônio.
É importante a identificação de pacientes com fatores de risco para a doença e adoção de medidas preventivas precoces nestes grupos.

Fatores de Risco

As características genéticas das pessoas, assim como a relação com o ambiente, principalmente a exposição ao sol, podem influenciar no aparecimento de diversos tipos de cânceres de pele, inclusive o melanoma.

Exposição ao Sol

O risco de desenvolvimento de câncer de pele parece estar relacionado ao tempo e à intensidade de exposição ao sol. Algumas observações que comprovam essa teoria é a relação entre o aumento do aparecimento de melanoma em pessoas que migram de regiões mais distantes para mais próximas da Linha do Equador, onde a radiação solar é mais intensa. Nota-se, também, que a maioria dos cânceres de pele aparecem em regiões da face, dorso das mãos e antebraços, partes do corpo que normalmente não estão protegidas pelas roupas.

Pigmentação e tipos de pele

A coloração da pele tem nítida relação com o aparecimento de melanoma. A melanina tem como função proteger o DNA das células da pele contra a radiação ultravioleta solar. Pessoas de pele escura têm mais melanina que pessoas de pele clara, logo têm mais proteção contra o sol. Por haver menor proteção contra o sol nas pessoas de pele clara é que se observa uma maior chance de aparecimento de melanoma.
Um estudo nos Estados Unidos identificou que o risco de aparecimento de melanoma em um americano de origem europeia é 20 vezes maior do que a de um de origem africana.
Quando se junta os dois fatores, pessoas de pele clara e alta exposição solar, o risco de câncer de pele aumenta muito. A Austrália é o local que tem a maior quantidade de novos casos de melanoma no mundo, um país predominantemente com pessoas de pele muito clara e próximo à Linha do Equador.

História familiar

Pessoas que têm parentes de primeiro grau que já tiveram melanoma também têm maior risco de desenvolver a doença. Estima-se que esse risco seja 10% maior do que o risco da população em geral, mas dependendo do número de parentes que já tiveram melanoma o risco pode chegar a ser até oito vezes maior.

Como Prevenir?

A melhor medida para diminuir o risco de surgimento de um melanoma é evitar a exposição solar, principalmente no horário em que há maior incidência de radiação UVA e UVB, que acontece entre 10 e 16h.
Usar camisa, óculos escuros e chapéu/boné sempre que for ao sol.
Quando a pele for ficar exposta, usar protetor solar com fator de proteção adequado para o tipo de pigmentação da pele, segundo a recomendação de um dermatologista. O fator de proteção solar não deve ser inferior a 15, e o protetor deve ser aplicado pelo menos meia hora antes da exposição ao sol, devendo ser reaplicado cada vez que a pessoa for à água, independente de ser na praia ou na piscina.

Mitos sobre a pele bronzeada

“Uma pele bronzeada protege contra queimadura solar”
Tanto a queimadura solar quanto o bronzeado são formas do corpo de reagir a uma agressão pela radiação. A melanina é produzida em uma tentativa da pele de se defender do dano produzido pelos dos raios UVA e UVB, escurecendo a cor da pele. Quando essa agressão solar é mais intensa que a capacidade de produção de melanina, os vasos sanguíneos são danificados, ficando inflamados e gerando a coloração avermelhada.

“Uma cor saudável”

Tanto o bronzeamento quanto a queimadura são, em graus diferentes, lesões de pele pela radiação UVA e UVB. O bronzeamento é transitório, enquanto que os defeitos produzidos pelo sol no DNA das células da pele podem ser permanentes.

“Bronzeamento artificial é melhor para a pele do que o sol”

O princípio das câmaras de bronzeamento artificial é expor a pele à radiação ultravioleta, a mesma que a radiação solar, porém de forma mais intensa e por um tempo curto. As lesões na pele produzidas por este método de bronzeamento podem ser até maiores do que aquelas produzidas pelo sol.

“Os cremes autobronzeadores também fazem mal?”

Não, até o momento não se encontrou nenhuma relação entre o uso desses cremes com o aparecimento de melanomas. Podem ser usados sem risco para o surgimento de melanoma.

Como diagnosticar precocemente o melanoma?

Existem características nas pintas e manchas (descritos tecnicamente como nevos) da pele que indicam que um melanoma pode estar aparecendo. Qualquer modificação nos nevos já existentes ou surgimento de um novo nevo deve ser relatado ao dermatologista.
Algumas alterações aumentam a chance de se tratar de um melanoma, este exame é conhecido pelos médicos como ABCDE do melanoma:
A – Assimetria
B – Bordas irregulares
C – Cores diferentes dentro de um mesmo nevo
D – Diâmetro maior que 6 mm
E – Evolução (significando uma mudança de qualquer uma das características descritas anteriormente)

Conhecer estes sinais e realizar o autoexame da pele é uma medida com bons resultados na detecção precoce do melanoma. Mais importante que isso é consultar o dermatologista regularmente, já que esse é o profissional que tem o “olho treinado” para achar essas alterações, além de poder examinar áreas inacessíveis ao autoexame, como as costas e a parte posterior das pernas.
Os intervalos entre as consultas fica a critério do dermatologista. Esta avaliação é individual, dependendo do tipo de pele, da quantidade de lesão solar já recebida, e da história familiar.

Em resumo, as medidas que podemos tomar para evitar o câncer de pele são:
– Use protetor solar sempre que for ao sol
– Evite o horário entre 10 e 16h
– Atenção a novas pintas ou pintas que se modificaram
– Consulte um dermatologista periodicamente

Para mais informações:

Instituto Nacional de Câncer
http://www.inca.gov.br/

Sociedade Brasileira de Dermatologia
http://www.sbd.org.br/

Universidade de Pittsburgh
http://www.melanomacenter.org/

Melanoma Research Foundation
http://www.melanoma.org/

Oncotrat Oncologia Médica
http://www.oncotrat.com.br/

ÍNDICE DE ADIPOSIDADE CORPORAL X ÍNDICE DE MASSA CORPORAL

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O Índice de Massa Corporal (IMC), usado para medir o grau de magreza ou obesidade de uma pessoa, tem quase 200 anos de idade e defeitos.

Oito pesquisadores liderados por Richard Bergman, da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, criaram “Um Índice Melhor de Adiposidade do Corpo”. Esse é o título do artigo científico em que descrevem o método, na revista médica “Obesity”.

O novo método chama-se Índice de Adiposidade Corporal (IAC) e usa uma equação e apenas duas medidas -a circunferência do quadril e a altura da pessoa- para chegar à porcentagem de gordura no corpo.

O método tradicional de calcular é obtido ao se dividir o peso da pessoa em quilos pelo quadrado de sua altura em metros. [veja ilustração]

O velho índice foi criado em 1832 pelo matemático e astrônomo belga Lambert Adolphe Jacques Quetelet (1796-1874). O Índice de Quetelet foi rebatizado de IMC em 1972, e depois adotado pela Organização Mundial de Saúde como um método simples de medir a obesidade.

Só para maiores

O IMC é impreciso, pois não leva em conta o sexo ou a massa muscular (mulheres têm mais gordura; e músculos pesam mais que gordura). Também não é adequado para menores de 18 anos.

Saber a prevalência de obesidade em uma população é importante em termos de saúde pública. Trata-se de fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e câncer.

Por exemplo: estudo com 24.508 pessoas de 45 a 79 anos, no Reino Unido, revelou que 1.708 homens e 892 mulheres desenvolveram doença coronária cerca de nove anos depois.

Homens com as maiores cinturas em relação aos seus quadris tiveram 55% maior chance de desenvolver a doença; entre elas, o risco foi 91% maior.

Bergman e colegas testaram várias equações para checar qual corresponderia melhor à realidade. Eles tinham a porcentagem de gordura no corpo de duas populações estudadas antes, uma de 1.733 americanos descendentes de mexicanos, outra de 223 afro-americanos.

A gordura tinha sido medida por uma técnica de raio-X, a DXA (sigla em inglês para Absorciometria de Raios-x de Dupla Energia).

A fórmula conseguiu prever com precisão a gordura corporal nos casos acima de 20%; nos casos de gordura de 25% a 30%, a precisão foi total, erro de 0% na estimativa. Apenas nos casos de adiposidade abaixo de 10% a equação não foi tão precisa, indicando um erro de 17,4% a mais de gordura.

“O número de pessoas estudadas ainda é pequeno para generalizar para a população mundial”, diz a brasileira Rosana Radominski, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica). “O percentual de gordura é muito relativo.”

Entre o grupo de mexicanos-americanos, o porcentual de gordura medido pela técnica DXA variava de 8,7% a 61,2% da massa corporal. “Acima de 32% já há excesso, 60% vai ser sempre negativo”, afirma Radominski.

Os extremos em saúde não costumam ser positivos. “Mas o porcentual pequeno de gordura em um atleta com massa muscular grande não é ruim”, diz a médica; afinal, músculo pesa mais, e o atleta tem boa saúde geral.

Já em uma adolescente normal, esse mesmo porcentual de gordura pode significar que a garota está subnutrida e até incapaz de menstruar, com risco grave de desenvolver anorexia.

Os autores do estudo reconhecem que é preciso mais medidas e de diferentes populações para validar o novo índice.

ESQUELETO, EXOESQUELETO E ENDOESQUELETO

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Se quisermos construir uma boneca, podemos utilizar pedaços de pano – feltro, por exemplo – recortar a cabeça, os olhos e boca, fazer um vestidinho, cortar novamente os braços e as pernas, utilizar lã para fazer o cabelo, mais uma vez recortar os sapatinhos, colar as diferentes partes e pronto, nossa boneca ficou perfeita.

Mas será que ela está mesmo perfeita? Será que conseguiremos colocá-la em pé? Se ela for feita só de pano, é bem provável que não…

A grande maioria dos animais tem uma estrutura firme – o esqueleto -, que dá forma e sustentação ao corpo, que dá apoio aos seus músculos.

Alguns animais invertebrados aquáticos e até mesmo outros terrestres não possuem esqueleto. Você já viu um animal marinho conhecido como água-viva? Assim como a boneca de pano, ela não tem nada em seu corpo que a sustente. Entretanto, ela vive na água, a qual serve de sustentação para o seu corpo.

Ossos são as vigas do corpo
Se não possuíssemos os ossos que formam o nosso esqueleto, nosso corpo ficaria como o corpo da boneca já mencionada e nós não poderíamos contar com a água para nos sustentar. Os ossos do nosso esqueleto fazem a sustentação do nosso corpo, como as vigas e as colunas fazem a sustentação de uma casa ou prédio.

Nosso esqueleto possui mais de 200 ossos, longos ou curtos, chatos ou redondos. Tocando suas mãos, seus dedos, suas pernas e pés você pode sentir alguns de seus ossos, os quais fazem parte de seu esqueleto.

Às vezes, quando nos alimentamos da carne de outros animais, por exemplo, seja de frango, de porco ou de boi, podemos nos deparar com vários tipos de ossos. Por outro lado, você até já pode ter encontrado o esqueleto de algum animal ao fazer um passeio no campo, por exemplo. Em ambientes selvagens ou rurais, principalmente, podemos encontrar esqueletos de pequenos mamíferos (ratos), aves (passarinhos), répteis (lagartixas) e anfíbios (sapos) com uma certa freqüência.

Exoesqueleto e endoesqueleto
O esqueleto de um animal pode ser externo (exoesqueleto), como uma concha ou como a cobertura do corpo de uma cigarra (exúvia), que muitas vezes encontramos nas árvores na época de crescimento (ecdise) desses animais.

Outros animais, como os peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, citados anteriormente, possuem esqueleto interno (endoesqueleto). Em muitos casos, o esqueleto é rígido (como nos corais, moluscos e outros), mas em outros é móvel (ouriços do mar, grilos, gafanhotos, peixes, sapos, cobras, pássaros, cachorro).

Esses esqueletos estão intimamente ligados aos músculos. Associadas à musculatura, as articulações funcionam como alavancas para a locomoção, e possibilitam todos os movimentos necessários à vida desses seres.

O exoesqueleto limita o tamanho do animal. Já o esqueleto interno não impõe tantas limitações e, assim, podemos encontrar animais enormes que possuem esqueleto interno como os elefantes, rinocerontes, tubarões e baleias (esses dois últimos ainda têm parte do seu peso sustentado pela água).

Nem só de ossos se faz um esqueleto

Alguns invertebrados unicelulares (protozoários) possuem complicadas estruturas calcárias, silicosas ou orgânicas, que sustentam seus corpos. As esponjas têm lindas espículas microscópicas, fibras do mesmo material que forma as estruturas dos protozoários. Outros animais, como os corais e moluscos, possuem esqueletos calcários, que crescem nas suas margens e ficam mais espessos com a idade do indivíduo.

Os artrópodes, como os crustáceos (camarão, siri), e os insetos (formiga, barata, besouro, mosca, abelha, grilo) possuem esqueleto de uma substância orgânica (protéica). Esse exoesqueleto é articulado entre as partes do corpo (cabeça, tórax ou cefalotórax, e abdômen) e, nas extremidades, em outras regiões do corpo é rígido.

Para poder crescer, os artrópodos, passam periodicamente por mudas completas do seu revestimento, o esqueleto (como a exúvia da cigarra mencionada anteriormente). Após a muda, antes que o novo esqueleto endureça, o corpo do animal cresce.

Padrão básico dos esqueletos
O esqueleto interno dos animais possui um padrão básico comum, apesar de haver diferenças nos tamanhos e formas. O esqueleto desses animais suporta o corpo, fornece pontos de inserção da musculatura e protege o encéfalo e a medula espinhal.

Nos embriões de todos os vertebrados e em algumas espécies (como o tubarão), o esqueleto é formado por cartilagem. O esqueleto dos adultos de quase todas as espécies de vertebrados (desde os peixes ósseos até os mamíferos) são compostos por ossos, com cartilagem apenas nas articulações e em alguns outros pontos (como nariz e orelha).

FOTOSSÍNTESE

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Antigamente, os cientistas dividiam a natureza em animais, vegetais e minerais. Mas os pesquisadores passaram a perceber que os animais e plantas possuíam muitas características em comum. Os minerais, esses sim, eram um grupo totalmente diferente. Assim, no final do século 18, os componentes da natureza passaram a ser divididos em seres vivos e não vivos.

Os vivos se destacam por algumas características:

    • desenvolvem-se;

são formados por células (os vírus não possuem células, possuem apenas uma cápsula de proteína e o DNA, mas são considerados seres vivos, pois desenvolvem-se).

necessitam de alimento (novamente os vírus, eles não se alimentam. No processo de reprodução utilizam-se de outras células, as quais farão todas as funções para ele).

Seres autótrofos e heterótrofos
Os vegetais são classificados como seres autótrofos (auto = próprio), pois “fabricam” seu próprio alimento a partir de substâncias inorgânicas. Esses seres “montam” as moléculas de glicose, que serão utilizadas para construir e manter seus corpos. A energia luminosa é transformada em energia química no processo da fotossíntese. Há outros seres vivos considerados autótrofos que não fazem a fotossíntese. Certas bactérias retiram energia de reações químicas inorgânicas, a quimiossíntese.

Os seres heterótrofos (hétero = diferente; trófos = comer) comem as plantas e outros animais. Esse alimento é utilizado como fonte de matéria prima para o seu crescimento e manutenção do seu corpo, ainda fornece energia para a realização dos processos vitais (metabolismo).

Fotossíntese: um fenômeno químico

Fica fácil entender o significado da palavra fotossíntese quando a dividimos:

    • Foto = luz

Síntese = sintetizar

Assim, a palavra fotossíntese significa compor substâncias com a participação da luz. Embora envolva uma série reações complexas, podemos entendê-la de uma maneira simplificada.

Para que essa reação química ocorra, os seres fotossintetizantes necessitam de energia e enzimas, que são moléculas produzidas pelos seres vivos. Elas atuam nas reações químicas e provocam a separação dos átomos que compõem os reagentes. Outras enzimas promovem o novo arranjo desses átomos, formando o produto da reação química. Mas, para isso, necessitam de uma quantidade de energia maior do que aquela que mantinha os átomos ligados nos reagentes.

A água e o gás carbônico entram em contato e as enzimas quebram as ligações entre os átomos de hidrogênio e oxigênio (H2O). Para que isso ocorra, energia é transferida a eles. Parte dessa energia é utilizada para o rompimento das ligações entre os átomos de carbono e oxigênio (CO2). Agora os átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio (que foram liberados na quebra dos grupamentos atômicos da água e do gás carbônico) se recombinam, formando a glicose (C6H12O6) e o gás oxigênio (O2).

Dessa forma, a energia da luz (solar) foi transferida para a molécula de glicose. Assim, o vegetal construiu seu próprio alimento, transformando a energia radiante (da luz) em energia química (ligação entre os átomos), a qual pode ser utilizada nos processos vitais, do seu metabolismo, para o crescimento e manutenção de seu corpo.

No vegetal
O vegetal absorve água e os sais minerais por meio dos pêlos de suas raízes. Essa solução absorvida do solo é conhecida como seiva bruta. A seiva bruta chega à folha do vegetal pelos vasos lenhosos. O gás carbônico da atmosfera entra pela abertura dos estômatos, que são estruturas especializadas formadas por duas células.

As folhas dos vegetais possuem células com um tipo de organela (pequeno órgão) conhecido como cloroplasto, onde encontramos a clorofila, um pigmento verde que dá a coloração às folhas e que é capaz de transformar água, gás carbônico e energia luminosa em glicose e oxigênio.

A seiva bruta, levada às células clorofiladas juntamente com o gás carbônico, se transforma em seiva elaborada, constituída de água, sais minerais e glicose. Ela é distribuída por todo o vegetal pelos vasos liberianos.

A fotossíntese pode ser representada com a seguinte equação química:

A glicose pode transformar-se em amido (uma maneira de armazenar da glicose) e celulose (que forma a parede das células dos vegetais). O oxigênio produzido na reação de fotossíntese é liberado para a atmosfera. O vegetal usa essas substâncias para seu metabolismo, sua sobrevivência. Mas, quando é comido por um ser heterótrofo, um animal, ele é quem passa a se utilizar do alimento produzido pelo vegetal.

Cadeias alimentares
Os seres que se alimentam exclusivamente dos produtores são chamados de herbívoros (herbi = erva; voros = comer) e são considerados consumidores primários.

Os organismos que capturam presas são chamados de predadores, estes podem ser até mesmo microorganismos. Quando os predadores capturam consumidores primários passam a ser considerados consumidores secundários; se caçam consumidores secundários são conhecidos como consumidores terciários e assim por diante.

Os consumidores que retiram substâncias de corpos de outros seres vivos sem matá-los são os parasitas. Os decompositores são os que se alimentam de restos de organismos.

Todos os tipos de consumidores dependem direta ou indiretamente dos produtores. Assim, em qualquer ecossistema, há uma constante transferência de alimento dos produtores para os consumidores. Essa seqüência de organismos relacionados pela alimentação recebe o nome de cadeia alimentar.

Dificilmente os predadores se alimentam de um único tipo de presa, ou os herbívoros comem apenas um tipo de planta. Dessa forma as cadeias alimentares ligam-se umas às outras formando uma teia alimentar, incluindo produtores, herbívoros, predadores, parasitas e decompositores.

ANOREXIA

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Se você não é gorda, mas anda muito preocupada com a forma física e pensa em fazer uma dieta radical para perder peso (custe o que custar), fique atenta – nesse processo, há riscos de você desenvolver anorexia, ou seja, de ficar doente. Isso mesmo, anorexia é uma doença e pode matar, como aconteceu em 14 de novembro de 2006, com a modelo brasileira Ana Carolina Reston Macan.

A modelo tinha 21 anos e pesava somente 40 kg com 1,74m de altura. Três dias depois, em Araraquara (SP), o mesmo distúrbio alimentar fazia uma nova vítima: a estudante de moda Carla Sobrado Casalle, da mesma idade e altura de Ana Carolina, que pesava 55 kg.

Segundo os dicionários, a palavra “distúrbio” significa desajuste, perturbação, defeito e doença. Os distúrbios alimentares se manifestam, portanto, através de uma nutrição desequilibrada, que pode trazer grandes problemas à saúde e até levar à morte. Muitas vezes, esses distúrbios não estão relacionados apenas com a vontade de emagrecer, mas também com uma série de problemas emocionais e de natureza psicológica.

Um caso de anorexia
A anorexia se manifesta principalmente em garotas de 13 a 20 anos de idade e é mais comum do que se imagina. Juliana, uma menina de 16 anos de idade, tinha 1,70m de altura e pesava 75 kg. Um dia, ela resolveu fazer uma dieta para perder uns cinco quilos, pois percebia que seu namorado se interessava pelas modelos das capas de revista – Juliana queria ficar igual a elas.

Por isso, iniciou a dieta e começou a perder peso. Mesmo ao atingir seu peso ideal, porém, essa garota olhava-se no espelho e ainda se considerava gorda. Apesar de todas as pessoas que conhecia – inclusive o namorado -, dizer-lhe que estava magra, ela simplesmente não acreditava. Começou a pular as refeições, a fim de emagrecer mais, até o momento em que deixou de comer diariamente, fazendo jejum dia sim, dia não.

Para seus pais não perceberem sua magreza, ela usava roupas largas. Juliana também evitava sentar à mesa com a família na hora das refeições – dizia-lhes que já havia comido. Alguns meses depois, a moça já estava com 60 quilos, mas ainda se achava gorda – isso porque a modelo que seu namorado mais admirava pesava 47 quilos.

Então, ela resolveu tomar remédios para emagrecer (furtando-os de sua tia, que fazia tratamento médico para isso, por necessidade). Certo dia, ao passear no parque com sua mãe, Juliana desmaiou e teve de ser internada. Após conversar com o médico responsável, sua mãe teve certeza de que havia algo de errado com a filha. Juliana tinha desenvolvido anorexia e, por sorte, começou a se tratar a tempo, com terapia e acompanhamento médico.

Alimentação é fundamental
Um automóvel retira do combustível a energia necessária para funcionar. Da mesma forma, o corpo humano retira dos alimentos os seus nutrientes e, desses, a energia para as funções vitais do organismo. Muitos estudos mostram que apenas para realizar essas funções (respiração, digestão, e batimentos cardíacos, por exemplo) uma pessoa adulta gasta cerca de 1.500 calorias diárias.

Sem os alimentos, os órgãos não têm força para realizar suas respectivas funções e simplesmente param de funcionar – mas, ao contrário de um automóvel que só precisa ser reabastecido, nosso corpo pode deixar a vida para sempre.

No exemplo acima, Juliana apresenta os sintomas principais da anorexia e, se você de alguma maneira se identificou com ela, procure ajuda. Os únicos organismos capazes de viver sem se alimentar, são as plantas – que produzem o seu próprio alimento e retiram energia da luz solar.

Não se iluda com o padrão de beleza da moda
O padrão de beleza estabelecido pela indústria da moda não é saudável e deveria ser modificado com urgência. Não existe “corpo ideal”, pois cada organismo é único e por isso, cada corpo tem o seu peso ideal. Para saber o seu, vá a um especialista, como um endocrinologista ou nutricionista.

Diante da enorme publicidade sobre a anorexia, profissionais especializados em distúrbios alimentares, como Valéria Lemos Palazzo, psicóloga clínica e integrante da Academy for Eating Disorder (Academia de Transtornos Alimentares), alertam que é muito importante pensar em estratégias de prevenção e já há algumas iniciativas nesse sentido.

Segundo os especialistas, a prevenção é a melhor maneira de combater doenças como a anorexia, especialmente porque – quando a doença é descoberta -, muitas vezes é tarde demais, como foi o caso da modelo Ana Carolina.

Muitas mulheres se perguntam por que seus corpos não são magros como os das modelos, ou que tipo de dieta essas mesmas modelos fazem para manter a forma. A pergunta que se deve fazer não é essa, mas por que a sociedade escolhe a magreza extrema como modelo ideal de beleza?

AIDS – HIV VIRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA

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Causada pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana), a Aids não costuma dar sintomas a não ser numa fase mais avançada da doença. Ela enfraquece o sistema imunológico do ser humano, deixando-o mais vulnerável a outras doenças e à contaminação por tipos variados de vírus.

A pessoa contaminada pode demorar até dez anos para desenvolver algum sinal da doença. Isso significa que alguém aparentemente saudável pode estar contaminado e apto a transmitir o vírus. A única maneira segura de fazer o diagnóstico da infecção é pelo exame periódico de sangue.

Para pessoas consideradas do grupo de risco (usuários de drogas e pessoas com vida sexual ativa sem proteção), os médicos recomendam que os exames sejam repetidos de seis em seis meses.

Em estágio avançado, o doente costuma manifestar sintomas de outras doenças, causadas por vírus ou bactérias que se aproveitam da fragilidade do organismo para se manifestar. As doenças mais comuns são pneumonia e sarcomas de Kaposi – espécie de câncer de pele.

O vírus é transmitido por meio de fluidos do corpo humano, como esperma, secreções vaginais, sangue e leite materno. Portanto, as formas de transmissão do HIV de uma pessoa contaminada para outra são relação sexual sem proteção (vaginal, anal ou sexo oral), transfusão de sangue, uso compartilhado de seringas entre usuários de droga e a transmissão da mãe para o filho (o bebê pode ser contaminado durante a gestação, no parto ou pelo leite materno).

Vale lembrar que a contaminação se dá entre homens e mulheres e homens e homens. Até 2004, apenas um caso de transmissão de mulher para mulher havia sido relatado às autoridades internacionais de saúde. Acredita-se que a possível contaminação tenha ocorrido durante sexo oral com uma das parceiras menstruadas.

A MORFOLOGIA DAS ABELHAS

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Quem aprecia uma boa colherada de mel com frutas e iogurte no café da manhã tem muito o que agradecer às abelhas. O mel nosso de cada dia é produzido por elas e muitas das frutas que consumimos só chegam às nossas mesas graças à polinização realizada por esses insetos.

Além do mel, outros produtos apícolas são utilizados pelos seres humanos, como a cera, o pólen e a geléia real. A vida das abelhas – em uma sociedade altamente organizada – garante a elaboração de tais produtos.

Características morfológicas
As abelhas, assim como as vespas e as formigas, são insetos pertencentes à ordem Hymenoptera. O nome da ordem é uma palavra de origem grega e se refere à presença de asas membranosas. O grupo das abelhas, vespas e formigas é caracterizado por:

antenas bem desenvolvidas;
partes bucais geralmente alongadas e modificadas para a ingestão de néctar das flores (as mandíbulas permanecem funcionais);
tórax reduzido, geralmente fundido ao primeiro segmento abdominal;
constrição entre o primeiro e o segundo segmentos abdominais;
fêmeas com ovipositor geralmente modificado para cortar, perfurar ou picar.

Metamorfose das abelhas
Os insetos da ordem Hymenoptera passam por uma metamorfose completa durante o desenvolvimento. Outros insetos também sofrem metamorfose completa. Você já deve ter visto uma lagarta e uma borboleta. Elas nada mais são do que estágios diferentes no desenvolvimento da borboleta.

A lagarta é a larva da borboleta. Os insetos que sofrem metamorfose completa são chamados de holometábolos. Nesse tipo de metamorfose encontramos quatro tipos de estágios: ovo, larva, pupa e adulto. Durante a metamorfose os insetos sofrem uma mudança radical em suas formas, tecidos e órgãos.

MODELO MONOGRAFIA

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Segue um modelo de Monografia

http://www.trabalhosescolares.net/download/modelo_monografia.pdf

TÍTULO DA MONOGRAFIA
Trabalho de Conclusão de Curso de
Administração para obtenção do título de
Bacharel ou Licenciatura em (curso) ou
Cirurgião-Dentista (Odontologia) das
Faculdades São José.
Professor Orientador: XXXXXXX
Rio de Janeiro
2006
NOME DO AUTOR
TÍTULO DA MONOGRAFIA
Monografia apresentada como pré-requisito para obtenção do
título de Bacharel/Licenciado em (citar o curso) ou Cirurgião-
Dentista (Odontologia) das Faculdades São José, submetida à
aprovação da banca examinadora composta pelos seguintes
membros:
Prof Orientador
Prof XXXXXXXXXX
Prof XXXXXXXXXXX
Rio de Janeiro, de (mês) de 2007.
dedicatória
(opcional)
AGRADECIMENTOS (OPCIONAL)
Agradecer significa reverenciar o comportamento ou a ajuda de pessoas pelo
incentivo, carinho e amor sempre demonstrados pelas pessoas, direta ou
indiretamente, envolvidas.
É a oportunidade de reconhecer aqueles que ajudaram na caminhada e que
ajudaram a tornar possível a formação universitária de um modo ou de outro.
Pais, amigos, parentes e professores geralmente são lembrados e honradamente
destacados neste momento.
Epígrafe é o espaço para o
acadêmico apor alguma frase
ou pensamento que lhe seja
marcante ou tenha algum
significado que mereça
destaque da sua parte.
Nome do autor, ano.
(opcional)
RESUMO
No máximo 300 palavras xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxx xxxxxxx xxxxxxxx
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xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
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xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.
Palavras-chave: _____________, ______________, ______________
OBS: Não existem parágrafos.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES (OPCIONAL)
(SÃO ILUSTRAÇÕES: FIGURAS, GRÁFICOS, QUADROS, FLUXOGRAMAS,
ETC).
Figura 1 – XXXXXXXXXXX……………………………………………………………………….. 12
Figura 2 – XXXXXXXXXXX……………………………………………………………………….. 25
Figura 3 – XXXXXXXXXXX……………………………………………………………………….. 30
Figura 4 – XXXXXXXXXXX………………………………………………………………………… 41
(apresentação similar à do sumário)
LISTA DE TABELAS (OPCIONAL)
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS (OPCIONAL)
LISTA DE SIMBOLOS (OPCIONAL)
SUMÁRIO
Página
INTRODUÇÃO …………………………………………………………………………………
METODOLOGIA ……………………………………………………………………………..
CAPÍTULO 1 – TÍTULO …………………………………………………………………….
CAPÍTULO 2 – TÍTULO …………………………………………………………………….
CAPÍTULO 3 – TÍTULO …………………………………………………………………….
RESULTADOS E RECOMENDAÇÕES – (OPCIONAL)………………………..
CONSIDERAÇÕES FINAIS ………………………………………………………………
REFERÊNCIAS ……………………………………………………………………………….
ANEXOS (OPCIONAL) …………………………………………………………………….
APÊNDICES (OPCIONAL) ……………………………………………..