A INFLUÊNCIA DA ALIMENTAÇÃO NA QUALIDADE DE VIDA

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Segundo a Organização Mundial de Saúde, saúde é “o completo bem-estar e pleno desenvolvimento das potencialidades físicas, psico-emocionais e sociais e não a mera ausência de doenças ou enfermidade”. Dessa forma, o ser humano está saudável quando apresenta uma relação produtiva e harmônica com o seu meio ambiente, na sua cultura e na época vigente.

O conhecimento da relação da alimentação com o bem-estar físico e o pleno desenvolvimento mental e emocional já existia desde os tempo antigos. Infelizmente, foram episódios de doenças e epidemias que revelaram a importância de uma dieta completa, diversificada e harmônica.

Atualmente, as doenças crônicas representam a principal causa de mortalidade e incapacidade no mundo inteiro, principalmente doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, câncer e doenças respiratórias. Gradativamente, o problema afeta as populações dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Isso é reflexo das grandes mudanças que vêm ocorrendo no estilo de vida das pessoas no mundo, sobretudo nos hábitos alimentares e nos níveis de atividade física. A nova rotina adotada pelas pessoas é fruto dos processos de industrialização, urbanização, desenvolvimento econômico e crescente globalização do mercado de alimentos.

É cientificamente comprovado que a mudança nos hábitos alimentares e nos padrões dos níveis de atividade física pode influenciar fortemente vários fatores de risco na população, como obesidade, hipertensão arterial, hipercolesterolemai, alteração nos níveis de glicose sanguínea, entre outros.

O que se percebe é que a dieta consumida está produzindo uma série de desequilíbrios nutricionais: consumo excessivo de gorduras saturadas e trans, alta ingestão de sódio e baixo consumo de potássio, consumo excessivo de calorias, diminuição da ingestão de alimentos ricos em carboidratos complexos e em fibras, elevado consumo de açúcares refinados e deficiência seletiva de algumas vitaminas e minerais, conjuntamente com o excesso de consumo de bebidas, principalmente bebidas alcoólicas.

A alimentação rica em frutas e verduras é essencial, assim como a prática de atividades físicas diárias são fundamentais para a saúde, pois ambos os fatores podem controlar e reduzir a pressão arterial, diminuir o percentual de gordura e melhorar o metabolismo da glicose, entre muitos outros benefícios.
As frutas e verduras são essenciais para uma alimentação saudável. Estudos afirmam que estes alimentos podem ajudar a prevenir patologias importantes, como as doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer, principalmente do trato digestivo. A baixa ingestão de frutas e verduras causa 19% do câncer gastrointestinal, 31% das cardiopatias isquêmicas e 11% dos acidentes vasculares cerebrais. Cerca de 2,7 milhões de óbitos podem ser atribuídos à baixa ingestão desses alimentos.

Diversos mecanismos podem mediar esses efeitos protetores, envolvendo antioxidantes e micronutrientes, como os carotenóides, vitamina C, ácido fólico, fibras e substâncias fotoquímicas, presentes nos alimentos funcionais. Os principais componentes desses alimentos que contribuem na prevenção das doenças cardiovasculares são as isoflavonas (soja), as lignanas e o ômega-3 (contidos nas sementes de linhaça), as beta-glucanas (aveia), a gordura monoinsaturada e os agentes fenólicos (do azeite de oliva) e o resveratol (oleaginosas, uva e vinho tinto). Estas e outras substâncias bloqueiam ou suprimem a ação dos agentes cancerígenos, e como antioxidantes, evitam danos causados pela oxidação do DNA.

Abaixo, estão descritos alguns exemplos de compostos presentes nos alimentos funcionais e seus respectivos benefícios à saúde.

Licopeno
Antioxidante relacionado à diminuição do risco de câncer de próstata
Ex: Tomate, goiaba, pimentão vermelho

Betacaroteno
Antioxidante que diminui o risco de câncer e de doenças cardiovasculares
Ex: Cenoura, abóbora, espinafre, couve, manga, mamão

Flavonóides
Antioxidantes que diminuem o risco de câncer e de doenças Cardiovasculares
Ex: Vinho tinto, suco natural de uva

Isoflavonas
Redução dos níveis de colesterol sanguíneo e do risco de doenças cardiovasculares
Ex: Soja

Fibras
Redução do risco ao câncer de intestino e dos níveis de colesterol sanguíneo
Ex: Frutas, legumes, verduras e cereais integrais

Ácido graxo ômega-3
Redução dos níveis de colesterol sanguíneo e do risco de doenças cardiovasculares
Ex: Peixes, óleos de peixes

Pró-bióticos
Ajudam no equilíbrio da flora intestinal e inibem o crescimento de microorganismos patogênicos
Ex: Iogurtes, leite fermentado

Precisamos ter em mente que a alimentação normal deve ser quantitativamente suficiente, qualitativamente completa, além de harmoniosa em seus componentes e adequada à sua finalidade e ao organismo a que se destina, para que se possa obter saúde e conseqüentemente qualidade de vida.

Referências bibliográficas

De Andelis RC. Importância de alimentos vegetais na proteção da saúde: fisiologia da nutrição protetora e preventiva de enfermidade degenerativas. São Paulo; Editora Atheneu, 2001.

Organização Pan-Americana da Saúde. Doenças crônico-degenerativas e obesidade: estratégia mundial sobre alimentação saudável, atividade física e saúde. Brasília, 2003.

Prefeitura do Município de São Paulo. Conferência Municipal de saúde de São Paulo. São Paulo, 1999.

Schilling M. Qualidade em nutrição: método de melhorias contínuas ao alcance de indivíduos e coletividades. São Paulo, Livraria Varela, 1995.

Amanda David Castanheira
Nutricionista

DOENÇA HEPÁTICA ALCÓOLICA

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O papel da ingesta etílica na gênese de lesões hepáticas é conhecida há séculos. MATTHEW BAILLIE, em 1793, foi o primeiro investigador a reconhecer a associação entre álcool e cirrose hepática.

A prevalência da Doença Hepática Alcoólica (DHA) depende grandemente de fatores religiosos e outros costumes e da relação entre o custo das bebidas alcoólicas e a renda da população, quanto menores os custos do álcool, mais baixos são os grupos econômicos afetados. Foi estimado que, embora 90 a 100% dos alcoolistas mostrem evidências de esteatose (infiltração gordurosa) hepática, apenas 10 a 35% desenvolvem hepatite alcoólica e 8 a 20% evoluem com cirrose.

Dentre os pacientes que consomem até 230g de etanol por dia, por pelo menos 20 anos, cerca de 80% irão desenvolver esteatose hepática de moderada a grave e 50% vão evoluir com lesões cirróticas ou pré-cirróticas.

Há uma maior tendência de subdiagnóstico de abuso de etanol entre as mulheres. Além disso, mulheres tendem a apresentar abuso etílico em idade mais avançada, são mais suscetíveis à danos hepáticos (com maior velocidade de progressão) e possuem maior probabilidade de recaída após tratamento, quando comparadas aos homens. As mulheres apresentam maiores níveis sanguíneos de etanol após dose padrão de álcool, possivelmente por diferenças de metabolização e biodisponibilidade em relação aos homens, como por exemplo, a menor metabolização gástrica decorrente da reduzida atividade da álcool-desidrogenase gástrica entre as mulheres.

Critérios diagnósticos de doenças associadas ao uso de álcool têm sido propostos por várias organizações, o Colégio Americano de Gastroenterologia (CAGE) estabeleceu recomendações para o diagnóstico de DHA, as quais foram corroboradas pela Associação Gastroenterológica e pela Associação Americana para o estudo das doenças hepáticas.

O questionário CAGE é método útil de rastreamento para abuso ou dependência de álcool, cerca de um terço dos médicos não tentam obter história de consumo etílico de seus pacientes. Tal questionamento é fundamental e qualquer suspeita de excesso de consumo alcoólico deverá ser seguida pelo questionário CAGE (Veja abaixo).

Questionário CAGE

C: Alguma vez o Sr já sentiu que deveria diminuir a quantidade de bebida ou parar de beber?
A: As pessoas o aborrecem porque criticam seu modo de beber?
G: O Sr sente-se culpado/chateado com o Sr mesmo pela maneira como costuma beber?
E: O Sr costuma beber pela manhã para diminuir o nervosismo ou a ressaca?

Duas ou mais respostas positivas sugerem dependência de álcool com uma sensibilidade de 70 a 96% e uma especificidade de 91 a 99%.

TRATAMENTO A LONGO PRAZO DA DOENÇA HEPÁTICA ALCOOLICA (DHA):

Praticamente todas as autoridades concordam que a abstinência alcoólica é a medida terapêutica fundamental no tratamento a longo prazo de pacientes com DHA. Assim, a abstinência deve ser enfatizada a cada contato com o paciente para otimizar seus efeitos benéficos.

Apesar de haver um benefício potencial da terapia farmacológica em subgrupos de pacientes, apenas a TERAPIA NUTRICIONAL possui evidências científicas de benefício, sendo assim recomendada rotineiramente nos pacientes com hepatopatia alcoólica crônica.

Dr Rodney Nelson Gorayeb
Cirurgia Geral / Gastroenterologia
Membro Adjunto do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (ACBC)

PNEUMONIA DOMICILIAR GRAVE

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A pneumonia continua sendo considerada importante causa de morbidade e mortalidade em uni­dade de terapia intensiva (UTI), apesar das modernas técnicas de diagnóstico e tratamento emprega­das. Uma ampla variedade de agentes anteriormente considerados não patogênicos, hoje são isola­dos a partir de hospedeiros imunodeprimidos, assim como em indivíduos com função imune preserva­da. A mudança de susceptibilidade aos diferentes antimicrobianos colabora também para aumentar o problema do tratamento desta entidade.
A pneumonia se desenvolve quando um organismo patogênico, presente nas secreções da orofaringe, nas partículas de aerosol inaladas ou na circulação ultrapassa os diversos mecanismos de defesa das vias aéreas superiores e inferiores. Quando tais agentes atingem a superfície alveolar são responsáveis por resposta inflamatória local, com produção de exsudato e posterior consolida­ção. O Streptococcus pneumoniae é considerado o microorganismo mais comumente identificado, porém, outros agentes podem ser responsáveis, tais como: outras bactérias, vírus, fungos e parasi­tas. No passado, as pneumonias foram classificadas em “típicas” (Strep. pneumoniae) e “atípicas” (Mycoplasma pneumoniae, Chamydia pneumoniae, Legionella pneumophila). Trabalhos recentes mostram que essa separação não é possível clinicamente, podendo os sintomas ditos típicos (ex: tosse com expectoração purulenta) e os ditos atípicos (ex: cefaléia, mialgias) ocorrer indistintamente nos dois grupos. O mesmo acontece em relação às alterações radiográficas. Com finalidade didática as pneumonias podem ser classificadas em comunitárias (ou domiciliares) e nosocomiais.
A pneumonia domiciliar acomete mais de 4 milhões de pessoas por ano nos EUA, sendo responsável por mais de 600.000 internações, no mesmo período, naquele país. Atualmente ela constitui a sexta causa de morte, sendo a primeira entre as doenças infecciosas. A mortalidade da pneumonia comunitária é muito variada, em função do amplo espectro de gravidade com que pode se apresentar. Ela varia de índices de 1 a 5% em pacientes que não necessitam de internação, atingin­do 25 a 50% naqueles com necessidade de internação em unidades de tratamento intensivo.

2. Aspectos Microbiológicos

A identificação do organismo responsável pela Pneumonia Domiciliar Grave (PDG) é dificultada pela necessidade de antibioticoterapia empírica obrigatória nesta situação. A maioria dos estudos isola o Strep. pneumoniae como agente etiológico seguido por Legionella, Hemophilus influenzae, Mycoplasma pneumoniae, Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae e outros agentes. A identificação precisa do agente depende, em grande parte, da técnica de diagnóstico utilizada. Embora a maioria dos estudos utilize métodos convencionais de diagnóstico (escarro, cultura de líquido pleural), outros utilizam técnicas mais sensíveis, tais como Lavado Bronco-Alveolar (LBA) ou punção transtorácica.

3. Diagnóstico

O diagnóstico de pneumonia é baseado na presença de infiltrado na radiografia de tórax, novo ou progressivo, associado à presença de sintomas e sinais de infecção respiratória. Os principais sinto­mas e sinais são: tosse, produção de escarro e febre. Outros achados também podem estar presen­tes, isoladamente ou não: dor torácica, dispnéia, alteração do nível de consciência (principalmente em idosos), propedêutica de consolidação pulmonar, leucocitose ou leucopenia.
O diagnóstico etiológico das pneumonias é difícil de ser estabelecido, mesmo quando toda propedêutica está disponível. O diagnóstico de certeza é dado apenas quando se isola um agente em líquido estéril (hemocultura, cultura de líquido pleural, punção transtorácica); através de testes sorológicos ou quando se isola em secreção respiratória (escarro, aspirado traqueal ou brônquico) um agente que não coloniza as vias aéreas e/ou cavidade oral (ex: M. tuberculosis, P carinii, Paracoccidioides brasiliensis, Legionella sp, Mycoplasma pneumoniae).
Em função disso, em toda pneumonia grave, com critérios de internação, deve-se realizar hemocultura, mesmo sendo sua positividade ao redor de 20%. Na presença de derrame pleural, esse deve ser puncionado na tentativa de se estabelecer o diagnóstico etiológico. O aspirado percutâneo raramente é realizado em função do alto risco de pneumotórax. Os testes sorológicos são realizados em estudos epidemiológicos, pois sua positividade ocorre apenas na convalescença, não ajudando na condução do tratamento em pacientes específicos. A pesquisa dos agentes citados acima é realizada sempre que houver suspeita clínica.
A análise do escarro (bacterioscopia e cultura), embora advogada por alguns autores, apresenta grandes limitações: 10 a 30% dos pacientes apresentam tosse não produtiva; apenas 25% das amos­tras são adequadas (> 25 PMN / campo de pequeno aumento e < 5 células epiteliais / campo de pequeno aumento); o uso prévio de antibióticos reduz a sensibilidade e a especificidade (favorece a colonização por enterobactérias na cavidade oral); há necessidade de processamento rápido e ade­quado (nem sempre disponível).
A colheita de material através de broncoscopia também pode ser realizada. Pacientes graves, mas ainda fora da ventilação mecânica, podem deteriorar a função pulmonar durante o procedimento e evolu­írem para a necessidade de ventilação mecânica. Em função disso, acabamos reservando a broncoscopia como procedimento de diagnóstico etiológico das pneumonias para pacientes já intubados e ventilados mecanicamente, ou naqueles que não estão evoluindo adequadamente (além de colher material para pesquisa etiológica, pode-se identificar fatores que estejam prejudicando a recuperação, como por exem­plo, neoplasia ou corpo estranho).
Os principais diagnósticos diferenciais de pneumonia são: bronquite aguda, sinusite, infecção brônquica em portador de doença pulmonar prévia (ex: DPOC, bronquiectasias), câncer de pulmão, embolia pulmonar, tuberculose pulmonar, insuficiência cardíaca, bronquiolite obliterante com pneu­monia organizante (BOOP), doenças pulmonares difusas (ex: vasculites, hemorragia alveolar, síndrome do desconforto pulmonar agudo, sarcoidose).

4. Critérios de gravidade

Critérios de Gravidade das Pneumonias Domiciliares

Dados de História
• Idade acima de 65 anos
• Presença de co-morbidades
• (DPOC, Ins. Renal Crônica, ICC, Ins. Hepática, Diabetes, Alcoolismo, Desnutrição, Esplenectomia, Torpor ou coma)

Dados de Exame Físico
• FR acima de 30 resp/min
• PA Sistólica < 90 mmHg
• Temperatura acima de 38,5°C
• Foco infeccioso extra-pulmonar
• Confusão mental
• Torpor ou coma

Dados Laboratoriais
• 30.000 < leucócitos < 4.000 / mm3
• PaO2 <60 mmHg ou PaCO2 >50 mmHg
• Necessidade de Ventilação Mecânica
• Cr > 1,2 mg/dL ou Ur > 20 mg/dL
• Htc < 30% ou Hb < 9g/dL
• Evidência de sepse ou disfunção perfusional
• Acidose metabólica
• Alargamento do TTPA
• Plaquetopenia
• Aumento dos produtos de degradação do fibrinogênio

Dados Radiográficos
• Acometimento bilateral
• Presença de cavitação
• Presença de derrame pleural

Em 1993, a Sociedade Torácica Americana (ATS) estabeleceu em conferência de consenso dez critérios para a admissão em UTI de pacientes com pneumonia comunitária. São eles: freqüência respiratória > 30 rpm na admissão, PaO2/FIO2 < 250 mmHg, necessidade de ventilação mecânica, envolvimento bilateral ou de múltiplos lobos, piora radiográfica nas primeiras 48 horas (> 50%), cho­que circulatório (PAS < 90 mmHg ou PAD < 60 mmHg), necessidade de vasopressores por mais de 4 horas, débito urinário menor que 20 ml/h (ou < 80ml em 4h) e necessidade de diálise.
Em um estudo realizado em Barcelona em 1998, por Ewig e cols, esses critérios foram validados, sendo observado que são sensíveis, porém não específicos, ou seja, os pacientes que necessitam de UTI realmente apresentam os critérios citados, mas outros, passíveis de tratamento em enfermarias, também os apresentavam.

5. TRATAMENTO

Em função das dificuldades de diagnóstico etiológico e da necessidade de tratamento antimicrobiano rápido, o tratamento inicial das pneumonias comunitárias é sempre empírico, tendo por base estudos epidemiológicos prévios.
As recomendações terapêuticas para as pneumonias comunitárias mais largamente difundidas são as da Sociedade Torácica Americana (ATS, 1993) e da Sociedade Americana de Doenças Infec­ciosas (ISDA, 1998), as quais estão descritas abaixo:

– Esquemas de Antibioticoterapia Empírica

(Pacientes com necessidade de internação sem indicação de UTI)

Recomendações da ATS

Cefalosporina de 2a ou 3a geração + Macrolídeo (opcional)

Recomendações da ISDA

Cefotaxima ou Ceftriaxona ou Beta-lactâmico + inibidor da beta-lactamase + Macrolídeo (opcional) ou Quinolona com ação anti-pneumocócica isolada (opcional)

(Pacientes com necessidade de internação em UTI)

Recomendações da ATS

Macrolídeo + Cefalosporina de 3a geração com ação anti-pseudomonas
ou
outra droga com ação anti-pseudomonas (Carbapenem ou Ciprofloxacina)

Recomendações da ISDA

Macrolídeo ou Quinolona com ação anti-pneumocócica + Cefotaxima ou Ceftriaxona ou Beta-lactâmico+inibidor da beta-lactamase

No entanto, a presença de alguns fatores podem modificar os esquemas terapêuticos como:

• Presença de doença estrutural pulmonar (aumenta a possibilidade de pseudomonas): penicilina anti-pseudomonas ou carbapenem ou cefepime associados a macrolídeo ou quinolona com ação anti-pneumocócica associada a aminoglicosídeo

· Alergia a penicilina: quinolona com ação anti-pneumocócica

• Suspeita de aspiração: quinolona com ação anti-pneumocócica associada a clindamicina (ou metronidazol) ou beta-lactâmico+inibidor da beta-lactamase isolado.

6. Referências bibliográficas

1. American Thoracic Society. Guidelines for the initial management of adults with community-acquired pneumonia: diagnosis, assessment of severity, and initial antimicrobial therapy. Am Rev Respir Dis, 148:1418-1426, 1993.

2. Austrian R. Pneumococcal pneumonia. Diagnostic, epidemiologic, therapeutic and prophylactic considerations. Chest, 90:738-743, 1986.

3. Bartlett JG, Breiman RF, Mandell LA, File TM. Community-acquired pneumonia in adults: guidelines for management. CID, 26:811-838, 1998.

4. Ewig S, Ruiz M, Mensa J, et al. Severe community-acquired pneumonia. Assessment of severity criteria. Am J Respir Crit Care Med, 158:1102-1108, 1998.

5. Fine MJ, Smith MA, Carson CA, et al. Prognosis and outcomes of patients with community-acquired pneumonia. A meta-analysis. JAMA, 10:134-141, 1996.

6. Leeper KV, Torres A. Community-acquired pneumonia in the intensive care unit. Clin Chest Med, 16:155-171, 1995.

7. Weingarten SR, Riedinger MS, Hobson P. Evaluation of a pneumonia practice guideline in an

interventional trial. Am J Respir Crit Care Med, 153:1110-1115, 1996.

8. Consenso Brasileiro de Pneumonias em Indivíduos Adultos Imunocompetentes. Jornal de

Pneumologia 27 (Supl 1) 2001

ANEURISMAS CEREBRAIS

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Os aneurismas cerebrais são dilatações saculares ou fusiformes de artérias encefálicas (geralmente em suas bifurcações) que quando rompem, causam hemorragias cerebrais que variam desde sangramento subaracnóide (¨sangue espalhado no cérebro¨) até formação de hematomas cranianos (coágulos de volumes variados). Atualmente a maioria dos aneurismas cerebrais são considerados como patologias adquiridas sobre uma suscetibilidade vascular subjacente nem sempre bem definida (apesar de várias doenças do tecido conjuntivo e vasculopatias hereditárias e adquiridas já terem sido muito bem identificadas).
Os aneurismas da circulação cerebral são lesões na grande maioria das vezes de pequenos milímetros (3 à 7 mm) e exceto nos casos de aneurismas ¨gigantes¨(maiores que 25 mm) geralmente não são diagnosticados em exames como Tomografia Computadorizada ou Ressonância Nuclear Magnética encefálicas padrões. O exame ¨padrão-ouro¨ é a Angiografia cerebral (¨cateterismo cerebral¨) porém a Angiotomografia e a Angioresonância estão progredindo como exames não-invasivos e podem diagnosticar aneurismas cerebrais maiores.
O diagnóstico clínico se baseia na presença de sintomas que variam desde cefaléia explosiva até o coma, sendo muito importante a concepção de que a dor de cabeça em decorrência de um aneurisma cerebral ocorre quando o aneurisma rompe e causa uma hemorragia cerebral, antes disso a doença costuma ser assintomática (menos comumente, os aneurismas cerebrais podem dar sintomas antes de romper, quando eles exercem compressão sobre alguma estrutura intracraniana e assim o paciente desenvolve algum sinal clínico que pode ser visto no exame neurológico, pelo médico ou pelo próprio paciente).
Uma vez feito o diagnóstico, o tratamento deve ser realizado através da obliteração do aneurisma, ou seja, a sua exclusão da circulação cerebral. Isto pode ser feito com um dos dois métodos: Cirurgia ¨aberta¨ convencional (microcirurgia vascular intracraniana) ou Cirurgia ¨fechada¨ (embolização do aneurisma através de procedimentos neuroendovasculares).

A escolha do método vai depender de uma série de variáveis como:

1-Morfologia,tamanho,colo e localização do aneurisma cerebral.

2-Circulação colateral,presença de ramos perfurantes.

3-Idade e comorbidades do paciente.

4-Hunt-Hess do paciente (¨gravidade em que o paciente chegou ao hospital¨)

5-Disponibilidade de método, entre outras.

Mesmo com o melhor tratamento empregado as complicações decorrentes da ruptura de um aneurisma cerebral continuam sendo gravíssima. Até hoje (mesmo nos melhores centros especializados do mundo) cerca de 50% do pacientes morrem no primeiro mês e apenas um terço dos sobreviventes terão ¨um bom resultado¨. Desta forma é imperativo que a avaliação de um neurocirurgião seja o mais precoce possível em todo paciente que apresente uma hemorragia cerebral sugestiva de causa aneurismática.

(Dr. Darley Paulo é Neurologista clínico – Título de especialista pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Neurocirurgião – Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), especialização em Neurocirurgia Vascular e Neuroradiologia Intervencionista Endovascular. E-mail – [email protected])

CHOQUE HIPOVOLÊMICO E REPOSIÇÃO VOLÊMICA

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Introdução

O conceito de choque tem sido modificado através dos anos, baseado num melhor conhecimento de sua fisiopatologia. Atualmente, choque é conceituado como uma síndrome clínica caracterizada por um quadro de hipoperfusão sistêmica aguda devido a uma incapacidade do sistema circulatório de atender às demandas metabólicas dos diversos tecidos, levando a distúrbios celulares graves, hipóxia tecidual, disfunção de múltiplos órgãos e, finalmente, morte. O conceito supracitado não inclui nenhuma variável hemodinâmica, pois sua caracterização é essencialmente clínica. O amplo conhecimento da fisiopatologia dos diversos estados de choque é fundamental para uma terapêutica adequada.
Neste texto, especificamente, será abordado o choque hipovolêmico, mas deve-se ter claro que uma correta interpretação fisiopatológica é essencial para a abordagem de todos os tipos de choque.

Aspectos Fisiopatológicos

A avaliação fisiopatológica do paciente em estado de choque deve-se iniciar obrigatoriamente pelo conhecimento do transporte de oxigênio. A oferta de oxigênio para os tecidos (DO2) pode ser calcula­da a partir das fórmulas abaixo, onde CaO2 (mL%) é o conteúdo de oxigênio do sangue arterial e DC (L/min) é o débito cardíaco:

DO2 = CaO2 x D.C x 10

CaO2 = 1,34 x Hb x SatO2 + 0,0031 x PaO2

Pela fórmula acima, depreende-se que a DO2 está na dependência direta de uma boa oxigenação sangüínea. Mas não basta somente um sangue bem oxigenado. É necessário que este sangue circu­le em quantidades adequadas, distribuindo-se para todas as células. Isto vai depender do débito cardíaco, que por sua vez, é determinado pelo produto do volume sistólico pela freqüência cardíaca (DC = VS x FC).
A freqüência cardíaca, com raras exceções, não deve ser manuseada no estado de choque, por­que, na maioria das vezes, ela é simplesmente um reflexo do mecanismo compensatório neurohumoral. O volume sistólico, por sua vez, é dependente da pré-carga, que é a capacidade de estiramento da fibra cardíaca no seu estado de relaxamento; da contratilidade cardíaca, que representa a capacidade de contração das fibras miocárdicas; e, finalmente, da pós-carga, que representa a força contrária à ejeção ventricular.
No choque hipovolêmico, o distúrbio hemodinâmico primário ocorre na pré-carga. A avaliação da pré-carga à beira do leito tem sido problemática, pois, com a tecnologia atual, não se consegue medir com exatidão os seus valores. Do ponto de vista clínico, utiliza-se as pressões de enchimento das câmaras cardíacas, em sua fase de relaxamento máximo. Isto pode levar a erros importantes se os valores mensurados não forem corretamente interpretados dentro de todo um contexto fisiopatológico e clínico.

Classificação

O choque hipovolêmico pode ser subclassificado em dois tipos: hemorrágico e não-hemorrágico. O choque hemorrágico pode apresentar hemorragias aparentes externas a partir de lesões, sangramentos cirúrgicos, hematomas em região de coxa e pelve ou saída de sangue a partir de drenos torácicos ou abdominais. Porém, o sangramento pode não se exteriorizar devido à compartimentalização do sangue em cavidades (torácica, abdominal, retroperitonial, pelve) ou para o trato gastrointestinal.
O choque hipovolêmico não-hemorrágico ocorre em uma série de estados patológicos, sendo caracterizado por um estado hipovolêmico absoluto e/ou relativo consequente de uma perda corporal total de fluidos ou devido à perda de fluido acelular do intravascular para o extravascular.

Reposição volêmica

Os objetivos do tratamento através da reposição volêmica são: restaurar a perfusão tecidual com a consequente recuperação do metabolismo oxidativo, correção da hipovolemia absoluta/relativa, melhora do débito cardíaco através do aumento da pré-carga. Obviamente, tais objetivos são interdependentes, sendo que a recuperação da volemia leva imediatamente à melhora do débito cardíaco e normalização da perfusão tecidual.

Tratamento e Monitorização

Atualmente, muita discussão tem se desenvolvido em torno da reposição volêmica antes da interrupção da fonte de sangramento. Alguns autores teorizam que se isto for feito imediata e vigorosamente, a melhora do quadro hemodinâmico do paciente fará com que haja sangramento adicional e, portanto, redução da sobrevida dos pacientes, especialmente naqueles atendidos fora do ambiente hospitalar. Estes mes­mos autores advogam que a reposição volêmica só deve ser iniciada após a interrupção da fonte de sangramento, o que só é possível, na maioria das vezes, por profissional qualificado e dentro do ambiente hospitalar, e mesmo, mais especificamente, dentro do bloco cirúrgico, causando dificuldades operacionais importantes. Balizado principalmente pelo manual do ATLS, do Colégio Americano dos Cirurgiões, é de bom senso que a reposição volêmica no politraumatizado deva ser iniciada o mais rápido possível, e não se deve tolerar qualquer atraso para transportar o paciente para local onde se possa resolver o problema cirúrgico, com a interrupção da fonte de sangramento. Somente isto é capaz de tornar viável a redução da perda sangüínea, facilitando inclusive a reposição volêmica adicional.
O tratamento do choque hipovolêmico inicia-se obrigatoriamente através da instalação de acessos vasculares que possibilitem a administração de volume de forma adequada.
As vias de acesso vascular de eleição são as veias superficiais dos membros superiores. Somente na impossibilidade destas é que se faz a opção por outros acessos vasculares, que, em geral, são de maior complexidade. As punções percutâneas de veias centrais em ambiente de emergência estão associadas a riscos de complicações muito maiores que quando feitas em situações eletivas. Portan­to, devem ser evitadas ou realizadas somente por profissionais altamente experientes. Um acesso vascular freqüentemente esquecido é a punção da veia femoral. Ela tem marcadores anatômicos fixos e está longe de estruturas vitais, podendo ser considerada como a segunda opção em se tratan­do de acessos vasculares no atendimento do politraumatizado. Somente na impossibilidade de obten­ção de acessos vasculares pelas vias expostas acima é que se deve partir para acessos alternativos, sejam eles punções de veias centrais (jugular ou subclávia) ou dissecções de veias profundas (cefálica, basílica ou safena magna). Nesta opção, deve prevalecer a maior experiência do profissional que está realizando o procedimento. Em crianças menores de cinco anos, quando as dificuldades são maiores, tem-se a opção da punção intraóssea, uma via segura e relativamente simples. Ela é realizada na superfície antero-lateral da tíbia, 1cm abaixo da sua tuberosidade, em direção caudal, a fim de se evitar a placa de crescimento. Posteriormente, este acesso pode ser substituído, de forma eletiva, por outro acesso vascular.
Seja qual for o acesso, deve-se ter em mente que os acessos curtos e de grosso calilbre permitem administração de volumes grandes de fluidos em menos tempo.
Duas complicações da reposição volêmica, que independem do fluido administrado, devem ser aqui mencionadas. A hipotermia é uma complicação grave da reposição volêmica maciça, quando o cuidado no aquecimento dos fluidos é neglicenciada, sendo responsável por uma série de problemas, tais como: distúrbios da coagulação do sangue, principalmente relacionados ao funcionamento das plaquetas; aumento da viscosidade do sangue, reduzindo a perfusão dos pequenos vasos; redução do metabolismo dos diversos sistemas; desvio da curva de dissociação da oxihemoglobina para a esquerda, dificultando o fornecimento de oxigênio para os tecidos; interferência com o metabolismo do citrato e do lactato; arritmias cardíacas potencialmente fatais e refratárias etc. Tudo isto pode ser evitado aquecendo-se as soluções desde o início da ressuscitação volêmica, e também tendo o cui­dado de manter o paciente sempre aquecido. O tratamento desta complicação é muito difícil e a melhor prática é a sua profilaxia. Outro problema cada vez mais atual é a reposição volêmica realiza­da em pacientes em que a fonte do sangramento ainda não foi controlada, o que já foi discutido anteriormente. Fora essas complicações, podem ocorrer edema pulmonar devido a uma reposição excessiva, assim como coagulopatia dilucional.

Formas de monitorização da reposição volêmica

É de suma importância que a reposição volêmica seja acompanhada de uma monitorização adequada para que seja feita de maneira efetiva, sem excessos ou faltas, uma vez que ambas são igualmente deletérias ao paciente.
Seja qual variável utilizada para se determinar a continuidade do tratamento de reposição de volume, o importante é determinar se o paciente se encontra na fase ascendente da curva de Frank-Starling (fase volume-responsiva).
Os parâmetros hemodinâmicos tradicionalmente utilizados para se avaliar volemia (PVC, PAPO) sofrem influência de diversos valores externos como pressão intratorácica, alterações na complascência ventricular etc. Dessa forma, os trabalhos mais recentes não demonstram boa sensibilidade ou especificidade desses parâmetros para avaliação da volemia.
Atualmente, há uma tendência a se valorizar dados hemodinâmicos ditos dinâmicos (variáveis que se alteram com a respiração como a variação da PVC – DELTA PVC – ou a variação da pressão de pulso – DELTA Pp). Tais dados predizem a resposta volêmica com melhor sensibilidade e especificidade que os dados estáticos.
O DELTA PVC é medido com o paciente respirando espontaneamente e se observa a variação da PVC com a respiração. Variações maiores que 1 mmHg predizem resposta a volume com 84% de valor preditivo positivo e 93% de valor preditivo negativo.
O DELTA Pp é medido em pacientes em choque séptico em ventilação positiva em volume controlado (Vt 8-12 ml/kg, PEEP 7 sem arritmias importantes que variem o volume sistólico) na curva de pressão arterial invasiva. Caso o cálculo seja maior que 13%, o paciente responderá à prova de volume com uma sensibilidade de 94% e especificidade de 97%.

DPp% = 100 x (Ppmax – Ppmin)/ [(Ppmax + Ppmin)/2]

Tipos de solução para reposição volêmica

Cristalóides

Os cristalóides contêm água e eletrólitos em concentrações variáveis, podendo ser hipotônicos, isotônicos ou hipertônicos em relação ao plasma. São os fluidos mais freqüentemente utilizados na ressuscitação volêmica de pacientes graves, e existem vários trabalhos que demonstram a sua eficá­cia neste contexto. Os principais exemplos são o Ringer lactato e o soro fisiológico. Por causa do pequeno tamanho de suas moléculas, as soluções cristalóides cruzam livre e rapidamente o endotélio vascular, equilibrando-se em poucos minutos com o líquido extravascular. Isto pode levar a um rápido acúmulo de líquidos no espaço intersticial. Também, por causa do rápido extravazamento do fluido para o extravascular, seus efeitos hemodinâmicos máximos acontecem imediatamente após a infusão, e perduram por pouco tempo, não produzindo efeitos duradouros sobre o sistema cardiovascular, exigindo novas infusões para a manutenção do efeito hemodinâmico inicial. Existem estudos que demonstram que menos de 20% do Ringer lactato permanecem no espa­ço intravascular cerca de duas horas após o término da sua infusão.
De maneira geral, as soluções cristalóides são seguras, atóxicas, não reagentes, baratas e pronta­mente disponíveis. As complicações freqüentemente descritas incluem aquelas relacionadas à ressuscitação incompleta, como choque progressivo, insuficiência renal aguda etc, pois os pacientes podem precisar de quantidades muito grandes de fluidos. Outra complicação é o acúmulo de líquido no espaço intersticial, conforme citado acima, dando a impressão para um profissional menos experi­ente que a necessidade de líquidos já foi contemplada. Existe muita discussão na literatura se este edema excessivo é ou não prejudicial para os pacientes. A diluição das proteínas plasmáticas, com queda importante da pressão coloidosmótica, é uma compli­cação conhecida do uso de cristalóides, e pode contribuir para o edema periférico. Concomitantemente, em pacientes com choque hemorrágico, a reposição volêmica pode levar à uma diluição das proteí­nas participantes da cascata de coagulação, responsabilizando-se pela perpetuação de distúrbios hemorrágicos. Complicações específicas de cada solução, como o aparecimento ou agravamento da acidose hiperclorêmica quando se usa soro fisiológico podem ocorrer, apesar que sua repercussão clínica ainda é desconhecida. A simples presença ou a persistência destes distúrbios em pacientes res­suscitados com grandes volumes de infusão não podem ser explicadas como sendo apenas secundá­rias ao uso de cristalóides, e outras causas devem ser averiguadas, com especial atenção para a reposição volêmica incompleta com persistência de um déficit perfusional.

COLÓIDES

A albumina é a principal proteína no soro e responde por 80% da pressão coloidosmótica do plasma, sendo esta sua principal função no organismo. Tem, ainda, importante papel como proteína transportadora de inúmeras substâncias incluindo drogas, hormônios etc; possui também capacidade de atuar como removedor de radicais livres, podendo limitar o processo lesivo da peroxidação dos lipídeos. As soluções de albumina são extraídas do plasma humano e processadas com a finalidade de inativação de vírus, não havendo risco de transmissão de doenças infecto-contagiosas com o seu uso. É apresentada em solução de 5, 20 e 25%. Deve-se lembrar que no plasma humano a albumina se encontra em solução a 5%, e que reposições com soluções acima de 5% induzirão a transferência de líquido do espaço extra para o intravascular, existindo então a necessidade de se repor líquido para completar este espaço. A albumina administrada distribui-se inicialmente para o espaço intravascular, mas sofre redistribuição progressiva para o espaço intersticial. Sua meia-vida no espa­ço intravascular é de 16h, muito maior, portanto, que a das soluções cristalóides. Atualmente, diver­sas críticas têm surgido em relação ao uso da albumina como solução colóide de expansão volêmica, incluindo o seu elevado custo em relação às soluções cristalóides e também à falta de estudos que comprovem maior taxa de sobrevida com a sua utilização. Além disto, existem relatos de piora da função respiratória quando se utiliza albumina na ressuscitação, mas isto não é unânime em todos os trabalhos que a compararam com cristalóides. Contudo, é inequívoco que ressuscitações feitas com soluções colóides necessitam de menor quantidade de fluidos, estão relacionadas com um menor ganho de peso durante a ressuscitação e podem ser feitas em um menor intervalo de tempo. A ocorrência de reações alérgicas é muito rara com o uso de albumina.
O hidroxietilamido é um termo utilizado para descrever uma classe de moléculas sintéticas seme­lhantes ao glicogênio. Estas soluções contêm partículas de vários pesos moleculares, resultando em misturas muito heterogêneas, mas que são designadas por seu peso molecular médio. O hetamido foi produzido a partir de uma modificação da amilopectina submetida à hidroxilação, o que permite uma maior resistência à degradação pela amilase, aumentando sua meia-vida no plasma. O volume intravascular aumenta mais que a quantidade infundida, visto que a pressão coloidosmótica é alta e retira líquido do interstício. Sua permanência no intravascular é muito mais duradoura que a dos cristalóides, podendo perdurar por até 24hs. Em inúmeros trabalhos clínicos o hetamido mostrou-se tão eficiente quanto a albumina, ou até mesmo superior a ela. O fabricante recomenda uma dose-teto diária de até 20ml/kg, mas em inúmeros estudos esta quantidade foi ultrapassada sem que tenham sido observadas complicações clínicas relevantes. Mais recentemente, novas modificações na fórmu­la do hetamido levaram ao aparecimento do pentamido, uma solução com peso molecular mais baixo, com um tamanho de partículas em solução mais homogênea e menor substituição com hidroxietilamido. Estas mudanças levam a uma excreção mais rápida e homogênea, a uma geração de maior pressão coloidosmótica, levando a um aumento proporcionalmente maior da volemia (cerca de 1,5 vezes o volume infundido ). No entanto, há menor duração do efeito hemodinâmico (em torno de 12h). O pentamido é apresentado como solução a 10%. O principal problema potencialmente relacionado com a infusão de hetamido é o desenvolvimento de coagulopatia. Em vários estudos clínicos demons­trou-se a associação de sua infusão com o aparecimento ou agravamento de distúrbios da coagula­ção sangüínea, sem contudo estar relacionado a sangramento clinicamente evidente. Quando se utilizam as doses preconizadas pelo fabricante, raramente observa-se o aparecimento de coagulopatias. A anafilaxia é um fenômeno raro, ocorrendo em menos que 0,085% das infusões. Com freqüência, aumentos nos níveis séricos da amilase têm sido relatados, podendo atingir até o triplo dos valores de referência, sem no entanto ter-se observado quaisquer alterações na função pancreática. O pentamido apresenta os mesmos efeitos indesejáveis que o hetamido, mas parece interferir menos nos parâmetros da coagulação que o segundo.
Os dextrans são misturas de polímeros de glicose de vários tamanhos e pesos moleculares produ­zidos por bactérias em meio contendo sacarose. Seu peso molecular pode variar muito, mas os dextrans mais usados na prática médica apresentam peso molecular médio de 40.000 daltons (Dextran-40), comercialmente disponível em solução a 10%, ou 70.000 (Dextran-70), comercialmente disponível em solução a 6%. A expansão e a duração do efeito dos dextrans variam de acordo com o peso molecular médio e a velocidade de sua eliminação no plasma. As moléculas menores são rapidamen­te filtradas pelo glomérulo e podem determinar diurese leve. As moléculas maiores ficam armazena­das nos hepatócitos e células do tecido retículo-endotelial, sem qualquer toxicidade, e são finalmente metabolizadas a CO2 e água. O maior peso molecular do dextran-70 leva à excreção mais lenta, determinando expansão de volume mais prolongada, sendo esta a solução preferida quando o obje­tivo é a expansão de volume. Em um trabalho clínico, a infusão de um litro de dextran-70 levou a um aumento do volume plasmático de 790mL, o que foi comparável com o hetamido à 6% e superior à albumina à 5%. A expansão volêmica com dextran-40 à 10% é ainda mais potente que com o dextran­70, visto que o primeiro é mais hiperoncótico que o segundo; contudo, tal expansão dura muito menos tempo, pois sua excreção é mais rápida. O volume de expansão é cerca de 1,5 vezes o volume infundido, mas a duração é máxima ao final da expansão, e não ultrapassa 1,5h após o término da infusão. Ambos, mas em muito maior grau o dextran 40, reduz a viscosidade do sangue, o que pode facilitar o fluxo sangüíneo periférico em pacientes com choque circulatório. A infusão de dextrans pode estar relacionada a vários problemas potencialmente sérios. Moléculas de dextrans podem se depositar nos túbulos renais, principalmente em pacientes hipovolêmicos e com disfunção renal pré­via, com reabsorção ativa de água nos túbulos, levando à insuficiência renal aguda. Isto é muito maisfreqüente com o dextran-40, sendo o dextran-70 raramente relacionado a esta complicação. Reações anafiláticas e anafilactóides podem ocorrer e são descritas em 0,03 a 5% dos casos. Ambas as solu­ções produzem defeito na coagulação, que é dose-dependente e de origem multifatorial, mas está principalmente relacionado com diminuições da adesividade e agregação plaquetárias, sendo mais freqüentemente observado com o dextran-70. Para se evitar esta complicação, deve-se limitar a infu­são dos dextrans a não mais que 20mL/kg/dia. Outros problemas também relatados com o uso de dextrans são a interferência com as provas cruzadas de tipagem sangüínea e dificuldades para dosar a glicemia.
Gelatinas são polipeptídeos derivados do colágeno bovino e modificados. Apresentam pesos moleculares de aproximadamente 35.000, o que leva à rápida eliminação renal de um grande percentual das soluções e a um tempo de permanência no espaço intravascular muito curto, com meia vida de 2,5 horas. A mais importante toxidade relacionada com às gelatinas são as reações anafilactóides, ou até mesmo reações anafiláticas, cuja incidência é estimada em 0,146%. A rápida infusão desta solu­ção está relacionada com à liberação de histamina em alguns pacientes. Elas ainda podem causar redução dos níveis séricos de fibronectina, mas a importância clínica disto não é clara.
O plasma fresco congelado (PFC) é a porção líquida de uma unidade de sangue, que foi centrifugada e rapidamente congelada com o intuito de se preservar as proteínas da coagulação. Deve ser usado com o propósito único de repor fatores de coagulação, em pacientes que estejam clinicamente san­grando e, de forma ideal, guiado por coagulogramas (exceção feita a pacientes em choque sob repo­sição maciça e que estejam sangrando patologicamente). A utilização de PFC para reposição volêmica ou como suplemento nutritivo é uma prática condenável.
As plaquetas são preparadas a partir de uma unidade de sangue doada e separadas por centrifugação. O armazenamento correto é fundamental para manutenção de suas funções hemostáticas plenas, necessitando serem conservadas entre 22° e 24°C e sob agitação contínua; mesmo assim, não duram mais que cinco dias. Assim como o PFC, o concentrado de plaquetas (CP) não deve ser usado de forma profilática ou a partir de fórmulas fixas. Deve ser utilizado somente em pacientes que apresentam plaquetopenia com a presença de sangramento microvascular. O objetivo de forma geral é manter uma contagem de plaquetas entre 50.000 e 75.000/mm3.

CONCLUSÃO

Pelo que foi exposto anteriormente, o conhecimento da fisiopatologia dos estados de choque e dos efeitos hemodinâmicos e farmacológicos das diversas soluções de reposição volêmica, assim como de suas indicações e contra-indicações, deve ser de domínio de todos aqueles que lidam com pacien­tes graves. É consenso que não existe uma solução ideal para todos os casos, devendo-se lançar mão de julgamento crítico para que cada solução tenha sua melhor indicação. Em conclusão, parece que a precocidade do diagnóstico e da ressuscitação volêmica, bem como a atenção rigorosa a obje­tivos fisiológicos definidos previamente, freqüentemente com necessidade de utilização de monitorização invasiva, são muito mais significativos que o tipo de fluido utilizado na recuperação do paciente. Devemos lembrar que quando soluções cristalóides isoladas são escolhidas, o volume de fluido necessário será muitas vezes maior do que quando se utilizam soluções colóides.

Autor:Dr. Chaudes Ferreira da Silva Júnior
24/10/2007

SAIBA O QUE É RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

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Um cientista britânico e outro americano dividiram o Prêmio Nobel de Medicina no ano passado por desenvolver um método capaz de “enxergar” tecidos e órgãos internos do corpo. Foram o britânico Peter Mansfield e o americano Paul Lautebur os merecedores da láurea e com certeza, depois de Roentgen (descobridor dos Raios-X) e de Rounsefield (desenvolvedor da técnica de tomografia computadorizada), os pivôs de uma das maiores revoluções da área médica – a imagem por ressonância magnética.
Na realidade, é um método que usa um sistema matemático para transformar sinais magnéticos gerados pelo corpo, em imagens. O interessante é que este método não usa radiação ionizante (Raios-X) e em grande parte das vezes não necessita de contraste endovenoso, o qual, aliás, é praticamente inócuo.
A técnica permite o estudo anatômico detalhado de estruturas como o cérebro, coluna e medula, órgãos pélvicos e abdominais, coração, estruturas ósteo-musculares e vasculares. Aliás, permite o acesso a imagens vasculares sem a necessidade de cirurgias ou cateterização de vasos, a não ser, quando muito, uma pequena punção de veia periférica. Outro fato interessante é que inferem-se dados funcionais, como no caso do estudo cardíaco, sendo um ótimo método para avaliação de função ventricular, massa e mesmo de viabilidade/ perfusão do miocárdio.
Exemplificando-se a utilidade, destacam-se os estudos de tumores cerebrais, epilepsias, mal-formações, lesões vasculares (Aneurisma e Tromboses), degenerativas e inflamatórias (Esclerose Múltipla, Doença de Alzheimer, Cisticercose), dores de cabeça; no estudo da Medula (traumatismo, tumores, inflamação, hérnia de disco, estenose de canal, lesões degenerativas, no estudo Osteoarticular (principalmente das lesões musculares, tendinosas, meniscais, ósseas e cartilaginosas de todas as articulações do corpo humano). Permite uma avaliação do Abdômen (fígado, pâncreas, baço, rins, supra-renais) e da Pelve (anomalias dos órgãos genitais masculinos e femininos, detecção e acompanhamento de lesões tumorais pélvicas).
Existem dois tipos de equipamentos de ressonância magnética atualmente. Os de campo aberto e os de campo fechado. Os de campo aberto geralmente têm um campo magnético menor, possibilitando diagnósticos “mais simples”. São ótimos equipamentos se prestando ao funcionamento em clínicas ou geralmente como segundo equipamento de um local que já trabalhe com um campo fechado. Já o aparelho de campo fechado, de altíssimo campo magnético (chega a ser até 20 a 30.000 vezes maior que o campo magnético do planeta terra), comumente está instalado em locais com capacidade de realização de procedimentos de alta complexidade, como hospitais ou clínicas maiores. Faz do diagnóstico mais simples, como uma ruptura de ligamento do joelho até investigações sofisticadas como exame funcional do coração.
Durante o exame o paciente se coloca no interior de um magneto, devendo permanecer imóvel durante a realização do mesmo. São emitidos alguns ruídos, que acabam por distrair o paciente. Algumas unidades possuem serviço de som, com fones de ouvido que podem tocar músicas.
As contra-indicações são relacionadas principalmente a implantes metálicos no corpo, como marca-passos, implantes cocleares e vasculares antes de 3 meses de colocação. Afinal, não podemos nos esquecer de que a ressonância é um grande e potente ímã.
Em Votuporanga foi instalado um equipamento de alto campo (1,5 Tesla), com os mais variados softwares, capaz de amplo espectro e realização de exames e diagnósticos. A Santa Casa está sendo a pioneira e faz bem em acreditar num investimento grandioso que trará tecnologia de hospitais como o Albert Einstein e Beneficência Portuguesa, ou laboratórios como o Fleury de São Paulo. Pois sim, nosso equipamento é exatamente o mesmo destes locais.
Como dado interessante, até no ano passado estimava-se a realização de aproximadamente 5.000.000 de exames/ano no mundo. Acredita-se que o crescimento duplicará nos próximos cinco anos e o que se sabe é que ainda não existe capacidade instalada para tal quantia.

Dr. Alexandre H. C. Parma
Médico Radiologista

PSICOFÁRMACOS / ANSIOLÍTICOS – OLCADIL / CLOXAZOLAM

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O que é e para que serve ?
O princípio ativo do olcadil é o cloxazolam,O princípio ativo do clozal é o cloxazolam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos. A principal finalidade dessa medicação é controlar a tensão nervosa e os sintomas dos transtornos de ansiedade.

Como é usado.

O princípio ativo do clozal é o cloxazolam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos. A principal finalidade dessa medicação é controlar a tensão nervosa e os sintomas dos transtornos de ansiedade.
Como é usado cloxazolam, O princípio ativo do clozal é o cloxazolam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos. A principal finalidade dessa medicação é controlar a tensão nervosa e os sintomas dos transtornos de ansiedade.

O que é ansiedade.

A ansiedade é um sentimento de apreensão desagradável, vago, acompanhado de sensações físicas como vazio (ou frio) no estômago (ou na espinha), opressão no peito, palpitações, transpiração, dor de cabeça, ou falta de ar, dentre várias outras.
A ansiedade é um sinal de alerta, que adverte sobre perigos iminentes e capacita o indivíduo a tomar medidas para enfrentar ameaças. O medo é a resposta a uma ameaça conhecida, definida; ansiedade é uma resposta a uma ameaça desconhecida, vaga.
A ansiedade prepara o indivíduo para lidar com situações potencialmente danosas, como punições ou privações, ou qualquer ameaça a unidade ou integridade pessoal, tanto física como moral. Desta forma, a ansiedade prepara o organismo a tomar as medidas necessárias para impedir a concretização desses possíveis prejuízos, ou pelo menos diminuir suas conseqüências. Portanto a ansiedade é uma reação natural e necessária para a auto-preservação. Não é um estado normal, mas é uma reação normal, assim como a febre não é um estado normal, mas uma reação normal a uma infecção. As reações de ansiedade normais não precisam ser tratadas por serem naturais e auto-limitadas. Os estados de ansiedade anormais, que constituem síndromes de ansiedade são patológicas e requerem tratamento específico. Os animais também experimentam ansiedade. Neles a ansiedade prepara para fuga ou para a luta, pois estes são os meios de se preservarem.
A ansiedade é normal para o bebê que se sente ameaçado se for separado de sua mãe, para a criança que se sente desprotegida e desamparada longe de seus pais, para o adolescente no primeiro encontro com sua pretendente, para o adulto quando contempla a velhice e a morte, e para qualquer pessoa que enfrente uma doença. A tensão oriunda do estado de ansiedade pode gerar comportamento agressivo sem com isso se tratar de uma ansiedade patológica. A ansiedade é um acompanhamento normal do crescimento, da mudança, de experiência de algo novo e nunca tentado, e do encontro da nossa própria identidade e do significado da vida. A ansiedade patológica, por outro lado caracteriza-se pela excessiva intensidade e prolongada duração proporcionalmente à situação precipitante. Ao invés de contribuir com o enfrentamento do objeto de origem da ansiedade, atrapalha, dificulta ou impossibilita a adaptação.

Como é usado ?
A apresentação em comprimidos permite um fracionamento da medicação e um ajuste mais preciso da dose. Não há uma dose padronizada: a faixa de uso está em torno de 1 a 6mg por dia, podendo ser mais de acordo com a indicação médica. Tanto o começo como o fim do uso deve ser gradual, ou seja, a dose deve ser aumentada com alguns dias de intervalo entre um aumento e outro: o mesmo é realizado na retirada da medicação.

Efeitos da medicação.
A sensação de tranqüilidade proporcionada é rápida, podendo ser sentida a partir das primeiras doses: da mesma forma a sensação de sonolência. Os benzodiazepínicos de uma maneira geral bloqueiam tanto a ansiedade normal como a patológica. Aqueles que sofrem algum distúrbio de ansiedade não podem ficar sem uma medicação para controlar os sintomas; já os que sofrem de um estado de ansiedade devido a uma circunstância passageira podem ficar posteriormente tentados a tomar um tranqüilizante sempre que se sentirem incomodados pela ansiedade. Nesse momento deve-se ter muita cautela para não iniciar uma dependência psicológica ao calmante.
Os efeitos colaterais mais comuns são: tonteiras, falhas na memória, sonolência excessiva, diminuição do desejo sexual, cansaço, vertigens.

Considerações importantes.
A combinação com o álcool não está proibida, mas o usuário deve saber que a sedação e a descoordenação motora ficarão muito aumentadas se junto ao remédio tomarem bebidas alcoólicas. Quanto à gravidez não há comprovação de efeitos maléficos em seres humanos, contudo é recomendável evitá-la durante o primeiro trimestre da gestação.

Estudo comparativo sobre o emprego do cloxazolam e placebo em neurose de ansiedade.
Leódia Knijnik, Ellis D’Arrigo Busnello
J bras Psiq, 39(4): 209-212, 1990
Unitermos: ansiedade; cloxazolam
Resumo
0 objetivo do presente estudo foi comparar o cloxazolam uma substância ansiolítica, com placebo, em pacientes com idade de 50 a 70 anos, portadores de neurose de ansiedade, classificados pelo critério da DSM-III.
Para o estudo, os 199 pacientes envolvidos, 99 (49, 71%) do sexo feminino e 100 (50,3%) do masculino, foram divididos aleatoriamente em dois grupos, a um dos quais foi administrado placebo, e, a outro, cloxazolam, durante quatro semanas, na média de dois a três comprimidos de 2mg ao dia.
Avaliou-se a ansiedade pela escala de Hamilton, pelos sintomas-alvo, impressões globais do médico e impressões globais do paciente. Verificou-se que a melhora obtida pelo cloxazolam foi significativamente maior que a resultante do uso de placebo (p < 0, 001).
Última Atualização: 24-07-2005
Ref. Bibliograf.:
The Practioner’s Guide to Psychoactive Drugs 3º Ed 1991
Alan J. Gelenberg

Toxina Botulínica (Botox®, Dysport®, Prosigne®)

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Botox, Dysport e Prosigne são nomes comerciais da toxina botulínica, produzida pela bactéria Clostridium botulinum. A substância, inicialmente utilizada pela Oftalmologia e Neurologia para correção de contrações musculares involuntárias, há alguns anos começou a ser utilizada na Dermatologia para a correção das rugas dinâmicas, com ótimos resultados. As rugas dinâmicas, ou rugas de expressão, são aquelas provocadas pela contração muscular da mímica facial, que leva, ao longo do tempo, à formação de vincos na pele.

A toxina botulínica atua impedindo a contração dos músculos faciais que dão origem às rugas. Com a interrupção da contração, ocorre o relaxamento muscular e as rugas se atenuam. Os principais locais da face onde pode ser utilizado são a região frontal (testa), a glabela (entre os supercílios) e região peri-orbitária (“pés de galinha”). A substância é injetada em pontos específicos dos músculos responsáveis pela mímica facial que estão causando as rugas.

Os resultados aparecem em cerca de 48 horas e o procedimento deve ser repetido a cada 4 meses para a sua manutenção. Este tempo pode variar de acordo com cada pessoa. O procedimento pode ser repetido diversas vezes e, com a continuidade do tratamento, a duração do efeito tende a aumentar.

A técnica é simples, rápida e aplicada no próprio consultório, mas deve ser realizada por um profissional médico capacitado. Por ser injetado com uma agulha muito fina, a maioria das pessoas relata que é perfeitamente suportável a sensação da picada. Pessoas mais sensíveis podem utilizar um creme anestésico, colocado 60 minutos antes do procedimento, para atenuar o incômodo.

Os efeitos colaterais são raros, mas pode ocorrer dor de cabeça leve e transitória logo após a aplicação e também a formação de pequena equimose (“mancha roxa”) no local de uma ou outra picada da agulha. A ptose palpebral (abaixamento da pálpebra superior) pode ocorrer em 1% dos casos, sendo reversível em cerca de 2 semanas. Para evitar riscos de ptose palpebral, quem se submete à técnica não deve se deitar ou manipular os locais da aplicação durante 4 horas após o procedimento.

LIPODISTROFIA GINÓIDE OU CELULITE

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O que é?

A “celulite” atinge até 95% das mulheres, principalmente nas fases sujeitas a alterações hormonais como a puberdade, gravidez e uso de pílulas anticoncepcionais, sendo uma das queixas mais frequentes em relação à estética. O aspecto de “casca de laranja” causa incômodo e insatisfação com o próprio corpo, levando à procura de uma solução para o problema.

As causas que dão origem à celulite não são totalmente conhecidas. Além de uma predisposição hereditária, alterações enzimáticas e hormonais parecem estar envolvidas, diminuindo a quebra das células gordurosas ou aumentando o seu volume.

As regiões mais atingidas pela celulite são aquelas onde as mulheres costumam acumular mais gordura: abdomem, quadris, culotes, nádegas, coxas e pernas.

Como se forma?

No nosso organismo, algumas células têm a função de acumular energia, sob a forma de gordura, para ser usada quando necessário. São os adipócitos (celulas gordurosas). Estas células se localizam na hipoderme, a camada mais profunda da pele. Nas mulheres, esta camada apresenta fibras ligando a superfície ao tecido mais profundo, como se fosse um colchão de molas. Estas pontes fibrosas repuxam a pele para baixo, dando o aspecto de “furinhos”, que é característico da celulite.

Além disso, fatores como a hereditariedade, as alterações hormonais e enzimáticas, em conjunto, levam a uma alteração circulatória com acúmulo de líquidos e proteínas nas células de gordura, provocando uma modificação da textura do tecido subcutâneo e, posteriormente, uma irregularidade da superfície da pele, que leva ao aspecto visual de “casca de laranja”.

A celulite pode estar, ou não, associada à obesidade. No entanto, com o aumento do peso, ela aparece mais, pois o aumento das células gordurosas acentua o repuxamento das fibras. Quando o acúmulo de gordura ocorre de forma excessiva, pode comprimir vasos sanguíneos e linfáticos levando à formação de edema (inchaço) e fibrose. Nesta situação, a celulite se torna mais grave, formando áreas endurecidas e nodulares. Em alguns casos, ocorre inflamação e dor local.

Para efeito de classificação, a celulite pode ser dividida em:

Grau 1: os furinhos só são percebidos quando a pele é comprimida. Pode aparecer até mesmo nas crianças, sendo mais comum nas adolescentes.
Grau 2: os furinhos já são percebidos sem comprimir a pele. Passando a mão sobre a pele, já se percebe uma ondulação, sendo possível sentir alguns nódulos.
Grau 3: os nódulos são bastante perceptíveis e têm consistência endurecida, demonstrando que já houve formação de fibrose. Pode haver dor local.

Como evitar?

Por ser uma tendência pessoal, característica das mulheres, a celulite não pode ser totalmente evitada. Mas algumas dicas podem ajudar:

Como a obesidade está relacionada com uma piora da celulite, evite estar acima do seu peso ideal. Dietas milagrosas não existem, o mais importante é fazer uma reeducação alimentar, mudando os hábitos que levam ao aumento do peso.
O sedentarismo não ajuda em nada. Para queimar calorias e evitar o acúmulo de gorduras, você precisa de atividade física. Escolha o exercício que você gostar mais. Caminhar ao ar livre, pedalar, ginástica, natação… Um deles vai se encaixar no seu ritmo de vida.
Cuide também do emocional. O stress leva a um desequilíbrio de todo o organismo, diminuindo sua vontade de se exercitar e, muitas vezes, a alimentação é utilizada como uma forma de compensar a ansiedade. Procure ter lazer e aumentar o seu contato com a natureza, atividade que sempre renova nossas energias.
Não fume! O cigarro dificulta a circulação do sangue, aumentando a retenção de toxinas e dificultando a oxigenação dos tecidos.
Beba bastante água (2 a 3 litros por dia). Isto estimula a função renal e a eliminação de toxinas.
Cuidado com o sal, que aumenta a retenção de líquidos no organismo.

Métodos de tratamento.

A celulite não tem cura definitiva, mas pode melhorar quando o tratamento incluir mudança dos hábitos de vida, como descrevemos acima. Desta forma, pode-se conseguir um resultado melhor e mais duradouro.

Tratamentos médicos:

subcisão (subcision): esta técnica consiste na introdução de uma agulha, com ponta cortante, por baixo do furinho da celulite, para cortar as fibras que repuxam a pele para baixo, desfazendo os nódulos. É necessária a anestesia local. Além de liberar a pele, o hematoma decorrente do trauma leva à formação de tecido colágeno na região, que também ajuda a elevar a pele. Após o tratamento, é necessário o uso de curativo compressivo e de meias elásticas. As manchas roxas somem em cerca de 15 a 30 dias e o resultado é bom. O procedimento só pode ser realizado por médicos habilitados, está indicado nos estágios mais avançados da celulite e não deve ser feito em áreas muito extensas de uma só vez. É o único tratamento reconhecido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
mesoterapia: nesta técnica, são injetadas substâncias diretamente nos locais afetados, que estimulam a quebra da gordura e melhoram a circulação sanguínea, facilitando a sua reabsorção e diminuindo o edema. Só pode ser realizado por médicos habilitados. Apesar de alguns médicos afirmarem que o procedimento tem bons resultados, a mesoterapia ainda não é reconhecida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Tratamentos estéticos: (necessitam de melhores estudos científicos que comprovem a sua eficácia)

eletrolipoforese: consiste na introdução de agulhas na pele ligadas a um aparelho que transmite corrente elétrica de baixa frequência entre elas. A finalidade seria a quebra da gordura intra-celular, facilitando a sua reabsorção.
drenagem linfática: esta massagem estimularia a reabsorção do edema da celulite para os canais linfáticos, que são finos vasos que levam os líquidos dos tecidos para as veias. A drenagem ajuda a reabsorver a água e gordura acumuladas no tecido subcutâneo. É um método que pode ser realizado em combinação com a mesoterapia.
endermologia: um aparelho realiza a sucção da pele por um tubo, enquanto ela é comprimida entre 2 rolos, provocando uma massagem vigorosa, cuja finalidade seria redistribuir a gordura de forma mais uniforme no tecido subcutâneo.
cremes cosméticos: geralmente indicados como coadjuvantes dos outros tratamentos, apresentam em sua composição substâncias que levariam à quebra da gordura, estimulação do fluxo sanguíneo e drenagem linfática, além da suavização da superfície da pele.
Lembre-se que o tratamento da celulite depende de mudanças nos hábitos alimentares e de vida e que os procedimentos acima são apenas parte dele. Antes de se decidir por um ou outro tratamento, você deve consultar o seu médico dermatologista. Ele poderá dar a orientação sobre qual é o mais indicado para o seu caso.

Dicas de alimentação.

Como o aumento de peso piora a celulite, é importante evitar engordar para ajudar a combatê-la. A gordura é a forma que nosso organismo tem para acumular reservas de energia. Se você come mais calorias do que seu corpo precisa para usar no dia a dia, elas se acumulam sob a forma de gordura. Estas reservas serão utilizadas quando seu organismo necessitar de energia, diminuindo os depósitos e, consequentemente, as gorduras armazenadas.

Está aí a fórmula para manter-se no seu peso ideal: ingerir a mesma quantidade de calorias que é necessária para seu consumo energético diário. O difícil é resistir aos apelos dos doces, tortas, chocolates, pizzas e tudo mais. Mas, com bom senso, equilíbrio e alguma força de vontade, você pode conseguir.

Veja, a seguir, algumas dicas para ajudar você a se alimentar melhor. No entanto, recomendamos consultar um nutricionista para fazer uma dieta calculada de acordo com o suas necessidades diárias e seu peso ideal.

Entenda os alimentos.

Os alimentos pertencem a grupos que terão função diversa no nosso organismo:

Proteínas: importantes para a formação dos tecidos. Presentes nas carnes, leite e derivados, ovos e leguminosas. Alguns destes alimentos são também ricos em gordura, devendo-se dar preferências às carnes magras (peito de frango sem pele e peixes), leite desnatado, queijos brancos e iogurte desnatado e sem açúcar. Evite as carnes gordurosas e alimentos embutidos do tipo salsicha, linguiça, salame, etc.
Carbohidratos: fornecem a energia necessária para as funções do organismo. As principais fontes são os pães, cereais, massas, doces e açúcar. Deve-se tomar cuidado com a ingestão destes alimentos pois, se ingeridos em excesso, a energia excedente será armazenada sob a forma de gordura.
Vitaminas e minerais: necessários ao correto funcionamento orgânico. As principais fontes são os vegetais. Estes alimentos, além de estimular o funcionamento intestinal por serem ricos em fibras, causam sensação de saciedade e tem baixo teor de calorias. No entanto, algumas frutas como abacate, uva e manga são ricas em calorias e devem ser ingeridas com moderação.
Uma dieta saudável deve conter alimentos dos vários grupos. Uma boa dica, fácil de aprender, é fazer um prato bem colorido.

O que você deve evitar.

Sal em excesso. Salgadinhos, batatas fritas, castanhas, amendoim e frios (salame, mortadela, presunto, etc.) também são ricos em sal, que aumenta a retenção de líquidos no organismo.
Comer dois alimentos do mesmo grupo. Exemplo: arroz e batata ou frango e carne. As folhas verdes são a exceção, você pode comê-las à vontade.
Queijos amarelos,chocolates, creme de leite, chantilly, manteiga e frituras. São ricos em gordura.
Bebidas alcoólicas, doces e açúcar. São ricos em calorias que serão transformadas em gordura.
Longos períodos sem se alimentar. Fazer dieta não é passar fome nem fazer jejum.
Comer muito no jantar. À noite, seu organismo gasta menos energia, armazenando as calorias sob a forma de gordura.

O que você deve preferir:

Refeições ricas em verduras e legumes crus.
Fazer um maior número de refeições de pequena quantidade.
Comer mais no café da manhã e no almoço e menos no jantar. Durante o dia seu organismo vai consumir mais energia, gastando mais calorias.
Beber bastante água, 2 a 3 litros por dia, melhorando sua diurese.
Pães, massas e cereais integrais: são ricos em fibra e ajudam seu intestino a funcionar melhor.
A obesidade, além de piorar a celulite, é um risco para a sua saúde

O PODER DOS SUCOS

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Bem Vindos aos Sucos

“Meu mais sincero desejo é que esta artigo mude a sua vida. A mudança poderá ser gradual ou rápida, perceptível ou espantosa. Mas, desde que você comece a incluir sucos frescos em sua alimentação diária, garanto que irá sentir-se e parecer melhor”.

Este artigo tem como objetivo ajudar vocês a adquirir os hábitos alimentares saudáveis, à medida que for descobrindo a diversão e a criatividade que existe em fazer e tomar sucos. Por favor , note que não estou advogando uma mudança drástica em sua dieta alimentar, mas incentivando você a tomar sucos regularmente, como suplemento para usa alimentação diária.

 

Algumas doenças sérias podem ser minoradas, ou talvez evitadas, pelo hábito de tomar sucos frescos. Mas entenda bem : os sucos não são remédios. São apenas alimentos puros e nutritivos que oferecem ao corpo vitaminas e sais minerais que ele necessita para se manter saudável.

Faço questão de que você use os sucos do modo certo.. É importante não esquecer que sua dieta se tornará mais sadia, fácil e agradável no momento em que você incluir nela sucos frescos como base, todos os dias.

Há outra grande vantagem nos sucos : eles significam um excelente modo de perder peso de maneira natural, sem que se tenha a sensação de estar sendo privado de algo. Sucos de vegetais contém baixas calorias e são praticamente sem gorduras, têm ótimo gosto e satisfazem.

Acredito que, se você introduzir sucos em sua vida, irá contribuir para sua saúde cardiovascular, ampliar sua capacidade física, ajudar a baixar sua pressão arterial, dormir bem, ter mais energia e melhor saúde do que pode imaginar.

Quando ingerimos frutas frescas e hortaliças, nossos corpos retiram das suas fibras os líquidos de que precisam; em seguida essas fibras passam para o trato digestivo inferior. Tomando sucos, você elimina uma etapa do processo digestivo – extrair o líquido das fibras – e oferece ao seu corpo, com mais eficiência, os nutrientes de que ele necessita. O suco feito em casa é muito diferente dos sucos em garrafas, latas, caixas. Primeiro é absolutamente fresco, o que é importante, porque os nutrientes perdem muito de seu valor depois de algum tempo que o suco foi feito. Segundo, não é pasteurizado, “cozido”, e suas células vivas, recebidas de maneira direta pelo organismo, garantem a boa saúde. Terceiro e último, o suco fresco é absolutamente puro, livre de aditivos e conservantes.

Para se ter uma idéia uma xícara de suco de cenoura contém nutrição equivalente a de 4 xícaras de cenouras cruas, picadas. Sucos frescos, que, se ingeridos imediatamente depois de serem feitos, contém cerca de 95% do valor alimentício da fruta ou hortaliça. Neste processo o organismo recebe os nutrientes necessários : vitaminas e sais minerais.

É importante compreender a diferença entre sucos de frutas e de hortaliças. As hortaliças são mais difíceis de digerir que as frutas; tendem a ser mais pesadas e demoram mais a serem assimiladas pelo organismo. No entanto, quando se toma o suco de uma hortaliça, o corpo absorve imediatamente as partículas alimentícias.

OS SUCOS MAIS IMPORTANTES

Todas as frutas e hortaliças tem papéis importantes a desempenhar para manter a saúde boa, porém alguns mais do que outros. Suco de cenoura e de aipo devem se tornar logo parte de sua dieta diária. O suco de maçã é o único suco que pode ser misturado com qualquer suco de hortaliça.

Folhas verdes, tais como espinafre, salsa, alface e brotos, são de importância vital. Sucos de frutas cítricas é uma excelente fonte de vitamina C, muito necessária para o nosso corpo.

Suco de melancia com gengibre e hortelã: O suco é ótimo para começar o dia, já que tem alto poder anti-inflamatório, ajudando a eliminar os líquidos retidos. Além disso, o gengibre é termogênico, acelera o metabolismo.

Limonada com água de coco: Além de ser refrescante, o limão tem o poder de alcalinizar os líquidos corporais, ajudando na manutenção da saúde celular. A água de coco é a melhor bebida para reidratar o corpo.

Shake de açaí: Apesar de ser uma fruta calórica, o açaí é ótimo para fornecer energia e disposição. Quando misturado com outras frutas como uva, morango e banana, a bebida fica mais nutritiva. A banana, por exemplo, é ótima fonte de potássio e fibras.

Suco de romã: a fruta é rica em ácido elágico, um antioxidante que ajuda na defesa e proteção contra doenças crônicas e no rejuvenescimento celular da pele.  A romã também é eficaz contra inflamações celulares e para diminuir o colesterol.

Shake de frutas vermelhas e chia: As frutas vermelhas são ricas em flavonoides, um tipo de antioxidante que neutraliza a ação de radicais livres e ajuda a combater o envelhecimento precoce. A chia tem efeito desintoxicante e ajuda a reduzir a gordura corporal.

TODOS OS BENEFÍCIOS DO SUCOS À SAÚDE

A grande quantidade de alimentos crus, livra o corpo de toxinas, dando-lhe sensação refrescante e tornando-o energizando e relaxado ao mesmo tempo. Os alimentos puros suavizam a pele, tornam os cabelos brilhantes, a respiração livre, e todo sistema orgânico fica tão regulado, que você não precisará ,mais se preocupar com ele. Gripes e resfriados diminuem e se tornam muito mais espaçados.

Pesquisas demonstraram que o beta-caroteno desempenha um papel importante na prevenção de muitas doenças. Em ação ele funciona como um antioxidante, neutralizando moléculas nocivas conhecidas como radicais livres. Ao fazer isto, o beta-caroteno protege a valiosa carga genética que existe em cada célula, para garantir sua saúde, diminuindo as possibilidades do envolvimento das doenças,

Hoje em dia a comunidade médica aconselha o consumo de mais hortaliças que contenha beta-caroteno para evitar certos tipos de câncer. Fontes : cenoura, agrião, couve-flor,espinafre, nabo, brócolis e abóbora.

A clorofila é um outro elemento que se demonstrou muito valioso para os seres humanos. Encontrada apenas nas plantas, a clorofila aparece no combate ao crescimento de tumores.

Estes são alguns modos pelos quais os sucos frescos de frutas e hortaliças podem melhorar a sua vida e ajudar a prevenir uma série de doenças.

ALGUMAS DICAS IMPORTANTES:

Tome os sucos assim que ficarem prontos.
Não armazená-los na geladeira para consumo posterior.
Quando tomar suco de hortaliças trate de mastigá-los.

ALGUMAS RECEITAS BÁSICAS

Suco Funcional de Abacaxi com Hortelã

Esse é sem dúvidas um dos mais saborosos sucos funcionais e também um dos mais fáceis de fazer.

Ingredientes:

1 copo de água de coco;
Cubos de gelo;
1 colher de rapas de limão;
1 colher de sopa de hortelã;
1 fatia de abacaxi ;

Preparo:
Bata tudo no liquidificador e no final simplesmente jogue as raspas de limão por cima.

RECEITA ESPECIAL

SUCO PELE DE CETIM: excelente para resfriados e náusea. Contribui para a suavidade da pele. É indicado para levantar o ânimo. É o verdadeiro suco do renascimento.

Ingredientes: 5 cenouras, 1 maçã e 1 pedaço de gengibre.

CONCLUSÕES

Não estou promovendo curas milagrosas. Não há qualquer mágica nisto.

Apenas ofereço um valioso conselho ditado pelo bom senso : comam bem, façam exercícios, durmam bastante, meus amigos, irão sentir-se muito melhor e ter uma vida mais saudável.

Prof. Ricieri Aparecido Batista Alquati

(Graduado em Ciências com habilitação em Biologia, Farmácia e Bioquímica pela USC. Mestre em Patologia Bucal (Ensimologia) pela FOB/USP. Professor adjunto de Bioquímica e Patologia no curso de Odontologia da USC.)