Tratamento de Água para Consumo

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Autoria: Ewerton Rio Lima de Oliveira

O Conceito de potabilidade implica o atendimento a padrões mínimos exigidos para que a água a ser consumida não seja transmissora de doenças aos seres humanos. O processo utilizado com esta finalidade deve ser, portanto, bastante criterioso, pois envolve uma enorme responsabilidade.

O homem tem necessidade de água de qualidade adequada e em quantidade suficiente para todas as sua necessidades, não só para proteção de sua saúde, como também para o seu desenvolvimento econômico. Assim, a importância do abastecimento de água deve ser encarada sob os aspectos sanitários e econômicos.

O primeiro cuidado que se deve tomar é a da escolha de mananciais, evitando-se rios e lagos contaminados por esgoto e/ou despejos industriais. É importante, também, tomar providências para preservar o manancial escolhido. A quantidade e a quantidade de água a ser a ser utilizada num sistema de abastecimento estão intimamente relacionados às características do manancial.

Após o dimensionamento da capacidade do manancial, é preciso construir uma Estação de Tratamento de Água – ETA, composta, principalmente, das seguintes etapas:

A) Mistura rápida e floculação

B) Decantação ou sedimentação

C) Filtração

D) Cloração

E) Fluoretação

F) Alcalinização – correção de pH

Estação de Tratamento de água ETA laranjal
A ETA laranjal, hoje, está capacitada a tratar uma média de cinco metros cúbicos por segundo de água bruta, sendo aduzida de Imunana (Magé), à aproximadamente 15Km da ETA Laranjal, e bombeada através de três tubulações: uma de 800 mm, outra de 1000 mm e, finalmente, uma de 1400 mm.

A água bruta ao chegar na ETA é analisada bacteriologicamente, para detectar o grau de contaminação que apresenta, como também são realizadas determinações físico-químico. Essas determinações são realizadas em todas as etapas do processo, garantindo a eficiência do tratamento.

Em linhas gerais, a água passa pelos seguintes processos de tratamento:

Coagulação e Floculação
Tem por objetivo transformar as impurezas que se encontram em suspensão (partículas finas, bactérias, etc), materiais coloidais (cor, ferro, manganês oxidado, etc) e alguns materiais dissolvidos (dureza, ferro, manganês não oxidado, etc) em partículas gelatinosas (flocos).

Para o processo de coagulação, é utilizado o coagulante químico sulfato de alumínio que, após determinação em laboratório da dosagem ótima, é adicionado à água bruta em zona de grande turbulência (ressalto hidráulico, medidor tipo Parshall ou vertedor).

Após a mistura rápida, a água escoa para o floculador (zona de mistura lenta) para uma boa constituição e agregação das impurezas. Na ETA do Laranjal o floculador é do tipo hidráulico, provido de chicanas, com fluxo horizontal. No floculador pode ser adicionado um produto químico coadjuvante para auxiliar a floculação (polieletrólito).

A água floculada passa, através de canais, para a fase seguinte, que é a decantação.

Decantação
A água floculada escoa por gravidade para o decantador onde ocorre a separação das fases líquida (água) e sólida (flocos), em virtude da velocidade da água ser bem moderada nesta etapa. A ETA Laranjal possui sete decantadores retangulares, contendo vários poços para eliminação do lodo formado pelos flocos agrupados e decantados (sedimentados).

A quantidade da água decantada é excelente em relação à água bruta, mas não o suficiente para distribuí-la à população. Faz-se necessário a eliminação, por filtração, das partículas finas ainda existentes na terceira etapa do tratamento.

Filtração
A ETA Laranjal possui um total de quinze filtros para remoção das partículas finas. Nos filtros a água passa através de leitos de areia do tipo arestada cu rolada, com granulometria variando entre 0,50 a 0,65 mm, sustentada por camadas de seixos (cascalhos, pedras de diversos tamanhos), sob os quais existe um sistema de drenos.

Após a filtração são realizadas as seguintes determinações:

Verificação da remoção de materiais em suspensão e de substancias coloidais;

Verificação da redução de bactérias presentes, etc.

A água, após filtração, encontra-se tratada do ponto de vista físico-químico sendo, então, necessário realizar-se a desinfecção.

Fluoretação
Após a filtração é feita a fluoretação, através da adição de ácido fluosilícico, com objetivo de promover, principalmente nas áreas mais carentes, a prevenção da cárie dentária.

Desinfecção por Cloração
A desinfecção é realizada através de cloro gasoso, pr cloradores, até uma concentração na faixa de 2,5 a 3,5 mg/l. Para que a desinfecção se processe adequadamente é necessário que a água apresente um pH ácido (na faixa de 5,0 a 6,5), o que provavelmente foi atingido com a adição de sulfato de alumínio, na etapa de coagulação e adição de ácido fluossilícico após a filtração. Além disso, é necessário um tempo de contato na faixa de 2 a 4 horas, que se realiza no reservatório da ETA.

Para se garantir a qualidade da água, é necessário que o teor de cloro nos pontos de consumo seja de pelo menos 0,3mg/l . Caso o comprimento das redes adutoras seja muito longo, é necessário a recloração em alguns pontos da rede de distribuição.

Alcalinização
A alcalinização tem como objetivo a correção do pH da água a ser distribuída à população, por adição de cal (hidróxido de cálcio), evitando-se uma água ácida, água percorrerá até as residências.

Após ter atingido, finalmente, as condições ideais de consumo (padrão de potabilidade), a água é bombeada para um reservatório superior, de onde é distribuída, por gravidade, à população de São Gonçalo e Niterói e Paquetá.

Controle de Qualidade da Água Tratada:

A água tratada na ETA do Laranjal tem um rigoroso controle de qualidade, apresentando-se dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela Portaria no 36 do Ministério da Saúde de 1990, sendo realizadas análises físico-químicas e bacteriológicas rotineiramente, em todo a água distribuída.

Objetivos do Tratamento:

Em resumo, o tratamento da água tem por finalidade melhorar a qualidade da água de abastecimento público, tento principalmente, os seguintes objetivos:

Higiene: Remoção de bactérias, elementos nocivos (tóxicos), compostos orgânicos, protozoários, etc.

Estéticos: Remoção da cor, turbidez, odor e sabor.

Econômicos: Redução da corrosividade, dureza, ferro e manganês.

Utilização da radioatividade

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Autoria: Fernanda Porciuncula

-Produção de energia elétrica: os reatores nucleares produzem energia elétrica, para a humanidade, que cada vez depende mais dela. Baterias nucleares são também utilizadas para propulsão de navios e submarinos.

-Aplicações na indústria: em radiografias de tubos, lajes, etc – para detectar trincas, falhas ou corrosões. No controle de produção; no controle do desgaste de materiais; na determinação de vazamentos em canalizações, oleodutos,…; na conservação de alimentos; na esterilização de seringas descartáveis; etc.

-Aplicações na Química: em traçadores para análise de reações químicas e bioquímicas em eletrônica, ciência espacial, geologia, medicina, etc.

-Aplicações na Medicina: no diagnóstico das doenças, com traçadores = tireóide( I131), tumores cerebrais( Hg197 ), câncer ( Co60 e Cs137 ) , etc.

-Aplicações na Agricultura: uso de C14 para análise de absorção de CO2 durante a fotossíntese; uso de radioatividade para obtenção de cereais mais resistentes; etc.

-Aplicações em Geologia e Arqueologia: datação de rochas, fósseis, principalmente pelo C14.

-Efeitos químicos: radioisótopos têm sido usados para estabelecer mecanismos de reações nos organismos vivos, como o C14. Radioisótopos sensibilizam filmes fotográficos.

MALEFÍCIOS DA RADIOATIVIDADE

-Efeitos elétricos: o ar atmosférico e gases são ionizados pelas radiações, tornando-se condutores de eletricidade.

-Efeitos biológicos: Em quantidades elevadas, são nocivas aos tecidos vivos, causam grande perda das defesas naturais, queimaduras e hemorragias. Também afetam o DNA, provocando mutações genéticas.

Volume Molar

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Autoria: Alex Vieira Fritas

Chama-se de Volume Molar ao volume ocupado por 1 mol de cada substância. Para sólidos e líquidos o volume molar depende, entre outras coisas, da natureza, da substância, mas para gases ele só dependerá das condições de temperatura e pressão, qualquer que seja a natureza do gás.

Nas condições normais de pressão e temperatura (p = 1 atm ou 760 mmHg e T= 0oC) o volume molar apresenta um valor constante igual a 22,4 litros que é, portanto, o volume ocupado por 1 mol de qualquer gás nas referidas condições.

É importante deixar claro que o valor de 22,4 litros é o volume calculado para gases ideais. Os gases reais apresentam valores próximos de 22,4 litros.

Para se determinar o volume ocupado por 1 mol de H2 nas condições normais de temperatura e pressão em laboratório, utiliza-se do seguinte procedimento:

Limpar aproximadamente 0,03 g (precisão 0,1 mg) de Magnésio (em fita) com solução de ácido clorídrico 0,25M (HCl);

Montar o esquema de aparelhagem padrão para este método;

Colocar a fita de Magnésio (Limpa, sem Óxido) em um tubo de Ensaio e tampá-lo com uma tampa de borracha com uma saída (para conexão de vidro) ao centro;

Mergulhar uma proveta 100 ml de ponta cabeça (invertida) com seu volume completamente preenchido de água dentro de um becher (também com água).

Conectar o tubo de ensaio à proveta por meio de conexões de vidro e borracha e com o auxílio de uma seringa;

Furar o septo de borracha da tampa do tubo de ensaio e adicionar por este uma solução de ácido clorídrico (HCl a 6,0M). Observe: A reação do ácido com o magnésio em fita, dando e Hidrogênio (H2) e o borbulhamento deste na proveta;

Anote a temperatura ambiente e a pressão atmosférica local;

Ao final do experimento (quando basicamente todo o magnésio for consumido) anote o volume de gás hidrogênio obtido.

Considerações quanto ao procedimento de determinação do Volume Molar

A reação que se dá durante o experimento é classificada como Reação de Deslocamento e a reação química que representa este fenômeno estudado está abaixo:

2HCl + Mg => MgCl2 + H2 (liberado)

Precauções

É preciso ter basicamente duas precauções durante o ensaio, sendo:

Atenção na inversão da proveta com água, evitando-se a entrada de bolhas de ar para o interior da mesma, comprometendo-se assim, o volume inicial.

Cuidado na aplicação de ácido clorídrico 6,0 M (HCl) pelo septo do tubo de ensaio, evitando a fonte de erro por “lançamento de bolhas de ar atmosférico” do tubo de ensaio para a proveta.

Estudo da Volumetria de Neutralização

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Autoria: Andréa Amaral Alves

A análise volumétrica, ou titulometria, consiste, basicamente, em determinar o volume de determinada solução de concentração exatamente conhecida, necessário para reagir quantitativamente com outra solução, cuja concentração quer se determinar.

A solução de concentração exatamente conhecida é denominada solução padrão; e a operação que determina o volume de solução necessário para reagir com a solução problema é denominada titulação.

Quando a quantidade de substância cuja concentração quer se determinar e a quantidade de solução padrão adicionada são quimicamente equivalentes, tem-se o ponto de equivalência (ou ponto final teórico).

Qualquer propriedade que varie bruscamente nas imediações do ponto de equivalência pode servir, em princípio, para a localização deste. Um meio muito usado é o que consiste em adicionar à solução a ser titulada um reagente auxiliar ou indicador, capaz de produzir mudança de coloração quando a reação se completou. O ponto em que isso ocorre é chamado ponto final. O ponto de equivalência e o ponto final não coincidem necessariamente. A diferença entre eles é chamado erro da titulação, o qual pode ser determinado experimentalmente.

Ao padronizar uma solução, você estará determinando sua concentração real (ou pelo menos um valor muito próximo do real). Chamemos este valor de fator de correção. Antes da padronização, a sua solução estava rotulada com a concentração que você desejava prepará-la, que chamaremos de Normalidade Teórica. A concentração real da solução (Normalidade Real) é definida pelo produto:

NR = fc x NT

onde

fc =
NR
NT

NR = Normalidade real

fc = fator de correção

NT = Normalidade Teórica

Como a volumetria de neutralização compreende os métodos baseados na reação de neutralização.

2 H+
+ OH- =>
H2O

Com soluções padrões ácidas, podem ser determinadas substâncias alcalinas. Semelhantemente, com soluções padrões alcalinas, podem-se determinar substâncias ácidas.

Vulcanização

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Autoria: Marcos Hentz

Inventada em 1839 pelo americano Charles Goodyear, a vulcanização permitiu a obtenção da borracha de alta resistência usada nos pneus dos veículos automotores.

Vulcanização é o processo químico destinado a melhorar as propriedades físicas da borracha natural ou sintética. A borracha acabada adquire, assim, maior força tênsil e resistência à dilatação e à abrasão, e torna-se elástica a uma variedade maior de temperaturas. A forma mais simples de provocar a vulcanização consiste em aquecer a borracha com enxofre. O inventor do processo, Goodyear, observou também a importância de certa substâncias, os aceleradores, que apressam a vulcanização ou a fazem ocorrer a temperaturas mais baixas. As reações entre a borracha e o enxofre não são plenamente conhecidas, mas sabe-se que o enxofre não se dissolve ou dispersa simplesmente na borracha, mas combina-se quimicamente, em geral na forma de pontes entre as moléculas com longa cadeia de átomos.

Modernamente, empregam-se temperaturas entre 140 e 180°C, e acrescentam-se em geral negro-de-fumo e óxido de zinco ao enxofre, que aprimoram a qualidade da borracha. Também se usa antioxidante para retardar a deterioração causada pelo oxigênio. Algumas borrachas sintéticas não são vulcanizadas com enxofre, mas dão um produto satisfatório mediante um tratamento similar com óxidos metálicos e peróxidos orgânicos.

Futurismo

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Autoria: Patrícia Abe

O futurismo foi um movimento fundado pelo poeta italiano Filippo Tomasso Marinetti, que redigiu um manifesto e tentou espalhá-lo em 1909. Nesse manifesto, já proclamava o fim da arte passada e a ode à arte do futuro (futurismo, daí o nome do movimento). Com implicações políticas, buscava tornar a Itália livre do peso de sua história e inserí-la no mundo moderno. Ao poeta juntaram-se outros artistas – principalmente poetas e pintores – como Umberto Boccioni (1882 – 1916), Carlo Carrá (1881 – 1966), Giacomo Balla (1871 – 1958), Luigi Russolo (1885- 1947) e Gino Severeni (1883 – 1950) e em abril de 1910 era lançado um manifesto da pintura futurista, seguido por um manifesto da escultura futurista em 1912 e um livro sobre seus objetivos em 1914 (Pinttura,Scultura Futurista, Milão) os dois últimos escritos por Boccione. O movimento, a velocidade, a vida moderna, a violência, as máquinas e a quebra com a arte do passado eram as principais metas do futurismo.

Somente a forma e a cor não mais bastavam para representar o dinamismo moderno. “Deve ser feita uma limpeza radical em todos os temas gastos e mofados a fim de se expressar o vórtice da vida moderna – uma vida de aço, febre, orgulho e velocidade vertiginosa“, declaram no manifesto de 1910. Até 1912, as influências maiores na maneira como davam formas artísticas às suas idéias era a dos impressionistas e pós-impressionistas, artistas que já apresentavam certa preocupação em representar o dinamismo. Após 1912, uma exposição em Paris marca a hegemonia da influência cubista sobre a arte do grupo. Os artistas futuristas deparavam-se com o sério problema de representar a velocidade em objetos parados. As soluções normalmente foram a representação de seres humanos ou animais com múltiplos membros dispostos radialmente e em movimento triangular. Forças mecânicas ou físicas eram fontes temáticas bastante freqüentes, em especial nos primeiros trabalhos futuristas. “Automóvel e Ruído“, de Balla ou “O que o Bonde me contou“, de Carrá, são bons exemplos desses quadros. Talvez Boccioni, uma das principais forças do futurismo, tenha sido o artista mais bem-sucedido na representação da velocidade. “Formas Únicas de Continuidade no Espaço“ transmite o efeito de projeção no espaço (diferenciando-se, de acordo com Herbert Read, em História da Pintura Moderna, do vigor dinâmico barroco, por não mais gravitar em torno de si). A Primeira Grande Guerra Mundial e a morte de Boccioni em 1916 (havia sido ferido no conflito) foram golpes decisivos no movimento futurista que acabou se dissolvendo. Entretanto, os futuristas deixaram contribuições importantes para a arte do século XX, seja no futurismo russo (composto por artistas como Malevitch) ou no dadaísmo. Também teve grande influência para artistas importantes como Marcel Duchamp e Delaunay em atentá-los para a representação do movimento que acabaria marcando os estilos característicos dos artistas. De qualquer forma, foram um dos pioneiros a chamar a atenção para a nova vida que se punha à frente do a essa nova vida (como as máquinas).

História da Arte

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Autoria: Fabiane

Paleolítico Superior.

As informações e conhecimentos que temos deste tempo foi, resultado de pesquisas de historiadores e antropólogos.
Eles que reconstituíram o modo de viver dos homens que viveram nesta época, onde deixaram registrada a sua cultura a partir de objetos encontrados em várias partes do mundo e de pinturas achadas nos interiores de cavernas.
As primeiras manifestações artísticas foram registradas neste período, elas se consistiam em traços feitos nas paredes de argila das cavernas ou das mãos em negativo.
O Naturalismo da arte paleolítica se dá pelo modo que os “artistas” demonstravam apenas o que viam, ou seja, o “artista” pintava os seres, um animal, do modo como o via, reproduzindo a natureza da forma que ele a captava através da visão.
Os historiadores, supõem que estas pinturas faziam parte de uma “crença”, onde o pintor tinha o poder sobre o animal verdadeiro, desde que o representasse ferido mortalmente em um desenho.
Havia outros tipos de pinturas, as feitas em rochedos e paredes de cavernas, onde interpretavam a natureza, eram imagens de animais temidos carregados de traços que revelam força e movimento, como os desenhos dos bisontes e outras feras; já as das renas e dos cavalos os traços eram de leveza e fragilidade, essas pinturas eram chamadas de pinturas rupestres.
Eles também, faziam trabalhos em esculturas, com a predominância das figuras femininas, transferindo a idéia de fertilidade.

Neolítico

Este período foi adotado a técnica de construir armas e instrumentos com pedra polida mediante atrito, se deu também o início da agricultura, da domesticação de animais, onde transformou profundamente a história humana.
No período Neolítico foram desenvolvidas as técnicas de tecer panos, fabricação de cerâmicas e das construções das primeiras moradias, eles construíam suas próprias moradias, que são conhecidas como nuragens e outras construções que são conhecidas como dolmens, se deu também a produção do fogo por atrito, e o início do trabalho com metais.
A diferença do período Neolítico para o Paleolítico foi que o homem deixou de ter o seu estilo naturalista, onde foi substituído pela abstração e racionalização, com figuras de um estilo simplificador e geometrizante.
Neste período foi destacadas as representações da vida coletiva, as pessoas eram representadas em suas atividades cotidianas, com o movimento de figuras mais leves, ágeis, pequenas e de pouca cor, pois a preocupação dos artistas era de dar idéia de movimento em suas produções.
As primeiras formas de escrita, a escrita pictográfica, e a produção de cerâmicas, foram outros pontos importantíssimos deste período, eles também começaram a usar o metal em seus trabalhos e em esculturas representando guerreiros e mulheres.

Egito

O ponto principal da arte no Egito é que a arte dedicada à morte, onde tudo no Egito era orientado por ela, a religião influenciou toda a vida egípcia, na sua organização social e política determinando o papel de cada classe social, orientando toda a produção artística da época.
A arte egípcia concretizou-se, desde o início nos túmulos, nas estatuetas, nos vasos deixados junto aos mortos e nas construções mortuários.
A arte era usada para atestar a grandiosidade e a importância do poder político e religioso do Faraó, era também muito limitada, ou seja, padronizada, pois ela estava ligada à religião e servia de veículo para a difusão dos preceitos e das crenças.
As regras aplicadas aos artistas eram de manter a lei da frontalidade, que era rigidamente obrigatória, onde determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, e sua cabeça, suas pernas, seus pés eram vistos de perfil, mas sempre colocavam os olhos vistos de frente, ou seja, faziam uma composição entre aquilo que viam e o que não viam, mas sabiam que existia.
As esculturas neste período desenvolveram uma expressividade, elas revelam dados particulares do retratado como a fisionomia; seus traços raciais e a condição social, mais o conservadorismo das técnicas de criação voltaram a produzir esculturas e retratos estereotipados e não seu aspecto real.
No novo império, houve algumas mudanças, passaram-se a usar pinturas e criações artísticas mais leves, de cores variadas, a postura rígida é abandonada, ocorre também à desobediência à lei de frontalidade, elas apresentam mais movimentos, e eles usavam elementos da natureza como o Papiro e a flor de Lótus.
Outra característica da arte egípcia foi à grandiosidade, dos templos, pirâmides e Esfinges, pois para eles a idéia de grandeza em suas obras arquitetônica, era dada como demonstração do seu poder, riqueza e soberania.
Em relação ao mobiliário, os egípcios faziam móveis de cores vivas e de diversos materiais, eram utilizados o ouro, pedras preciosas, madeira, pedra, marfim, couro, tecidos, junco.
Os móveis que os historiadores tem conhecimento são:
Camas, cadeiras, cadeiras de braço, bancos, mesa, mesa portátil, arca, armações de leitos, divãs, dossel, vasos, apoio de cabeça, trono.
O estilo, a forma, o desenho se dava de várias formas, pois variava nos períodos das dinastias; mais no geral os móveis eram baixos, eram muitas vezes revestidas de ouro, as pernas de camas ,cadeiras, bancos, representavam algum animal, como por exemplo, patas de touro, patas de leão e patas de gazela; eram muito usados móveis de assento ripas de madeiras de assento côncavo ou de curva dupla e pés cruzados onde tinham forma de pescoço e do bico de um pato.
As arcas eram usadas para guardar peças de vestuário, cabeleiras, objetos de toalete, e também para uso geral, elas eram decoradas com pinturas e embutidos e faziam suportes para vasos de pernas elegantemente curvadas e afastadas.
Usava-se também nos dosséis cortinas finas como mosquiteiros, cortinas grossas para proteção de correntes de ar e para a privacidade. Os dosséis eram decorados com ouro baço, interiormente com folha de ouro martelada e gravada com hieróglifos que indicavam os títulos do marido, no caso das rainhas.

Grécia

Os gregos apresentaram uma produção cultural mais livre em relação ao Egito, eles valorizavam as ações humanas, pois tinha o homem como criatura mais importante do universo.
Os artistas gregos não estavam submetidos a regimentos; a escultura pode evoluir livremente e o artista, ou melhor, o escultor esculpia estátuas que representava o homem não apenas como seu semelhante, mais o lado belo em si mesmo. Assim o escultor grego passou a dar movimento as estátuas e não manteria uma postura rígida e forçada.
Os escultores, faziam esculturas de mármore, que posteriormente foi substituído pelo bronze, pois era mais resistente e não se quebravam como as de mármore e também facilitava o trabalho do artista em expressar melhor os movimentos.
As esculturas do séc.IV a. C. apresentava traços bem característicos, como o crescente naturalismo, onde os seres humanos não eram representados apenas de acordo com a idade e personalidade, mas também com as suas emoções e seu estado de espírito no momento, neste período também foram utilizados outros conceitos de sentimentos como o amor, a paz, a liberdade, a vitória e também o surgimento do nu feminino.
No séc. III a. C.as esculturas expressavam maior mobilidade e poderiam ser observadas pelo um olhar circular em torno delas.
Houve também a preocupação da representação não só de uma figura, mas de grupos de figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade, e que pudessem ser belos e observados por todos os ângulos.
Na arquitetura o que mais se destacaram foram os templos, onde eram usados para proteger dos efeitos climáticos as esculturas dos seus Deuses e Deusas gregos.Suas arquiteturas, eram constituídas de colunas e paredes, sobre três degraus, as colunas sustentavam um entablamento horizontal formado por três partes; as colunas apresentavam capitéis enfeitados, o friso também era decorado por uma faixa esculpida em relevo, o frontão era intensamente ornamentado com esculturas.
No período helenístico passaram a substituir seus sentimentos de cidadãos por sentimentos individualistas, a resposta desta mudança se refletem na arquitetura de suas moradias, elas eram modestas e apenas os edifícios públicos eram construídos com suntuosidade, as casas começaram a receber um cuidado maior e com o tempo foram ganhando mais espaço e conforto.
Não temos muitas indicações sobre o mobiliário usado na Grécia neste tempo, onde não é possível ter muitas idéias dos interiores da época.
Sabemos que as matérias usadas eram: a madeira, madeira de teixo, Marfim, cerâmicas , ouro, cristais, junco, vime, ébano.
Possuímos algumas informações do período arcaico sob a forma de modelos de terracota, esculturas e principalmente pinturas de vasos.
Existiam os leitos, que era usado para dormir e os homens reclinavam-se nele para comer, e as mulheres sentavam-se em cadeiras durante as refeições. Os suportes dos leitos eram por vezes torneados, e a parte de cima da perna tinha a forma de um sino pesado e côncavo.
O estilo foi mudado por pernas retangulares decoradas com palmitos e ovais.
Do lado da cabeceira,as pernas terminavam muitas vezes num par de volutas, onde a cabeceira ficava numa altura superior a dos pés. O colchão era assentado em tiras ou cordas fixas à armação da cama.
As mesas usadas eram retangulares com duas pernas e eram guardadas por debaixo dos leitos para o aproveitamento de espaço.
Havia também os tronos que eram cadeiras cerimonial com ou sem braços, decorados, pernas torneadas ou zoomórficas, como por exemplo patas de leão ou de touro.
Os gregos utilizavam os mesmos métodos de encaixe dos egípcios, utilizavam figuras de pessoas casadas aos móveis, houve o desenvolvimento do torneado, com as quatro faces trabalhadas, eles também se dedicaram fabricação dos móveis metálicos e em pedra.
As arcas ou baús com incrustações em madeiras ou marfim com ornamentação geométrica ou elementos da flora.
A Grécia foi a primeira a fazer as primeiras peças do mobiliário infantil, pois eles se preocupavam com as necessidades da criança, diferente do Egito que considerava a criança como se fosse um adulto em miniatura.

A história das máscaras

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Autoria: Kelly Andrade

No Ocidente, a máscara foi utilizada primeiro na Grécia Antiga, todos os anos, durante as festividades de Dionísio, o deus do vinho e da fertilidade. Como o vinho vem do suco da uva e tem de ficar pelo menos três meses fechado num recipiente para ficar pronto, essas festas aconteciam logo depois que se abriam os barris de vinho produzidos no ano anterior. Nessa data, todos bebiam, cantavam e dançavam. Dizem que essas festividades dos povos antigos deram origem ao carnaval. Pois não é que nas cerimônias para o deus Dionísio usava-se uma máscara porque se acreditava que, assim, ele estaria presente entre as pessoas durante a festa.
O teatro é uma arte que explorou frequentemente a magia das máscaras. No Japão, por exemplo, utilizam-se máscaras no palco até hoje, para marcar bem as características dos personagens. Em muitas culturas ditas primitivas da África, da América e do Oceano Pacífico, as máscaras são usadas em cerimônias religiosas. São feitas de diversos materiais naturais como madeira, fibras, palhas, barro, chifres, conchas, plumas, peles de animais, pedras, tecido ou espiga de milho, entre outros. Em algumas tribos indígenas, por exemplo, cabe aos índios mais idosos usá-las durante rituais para curar doentes, espantar maus espíritos ou cerebrar casamentos e ritos de passagem – cerimônias nas quais os meninos e as meninas do grupo passam da infância para a idade adulta.
Hoje em dia, ainda utilizamos máscaras em festas. Uma das datas em que elas aparecem é o Dia das Bruxas, Halloween, comemorado no dia 31 de outubro, principalmente nos Estados Unidos. Nesse dia, as pessoas usam máscaras e fantasias inspiradas nos filmes de terror e saem às ruas coma intenção de assustar os outros. Outra festa de máscaras bastante marcante acontece em fevereiro, no Brasil. É o Carnaval, quatro dias de alegria durante os quais os foliões se fantasiam e usam máscaras para brincar e dançar.

Iluminismo

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Autoria: Cleuza Lopes

Trata-se do efeito que uma representação causa no expectador de estar se deparando com o objeto real, ou com o espaço representado, tamanha a sua verossimilhança. O observador pode mesmo compreender, através da razão, que o percebe não passa de um efeito forjado, entretanto, dificilmente consegue enxergar de uma maneira diferente. O ilusionismo na pintura é firmemente baseado no completo domínio da perspectiva para que a pessoa tome aquilo que foi retratado pelo objeto real. Além disso, divide-se em dois tipos distintos: a quadratura, em que a pintura é utilizada para produzir a sensação de alargamento de um espaço arquitetônico e a tromp l’oeil. Nesse caso, o observador fatalmente é enganado, mesmo que se trate de um efeito passageiro. Ele efetivamente crê que está diante de um objeto real enquanto o que vê não passa de uma pintura. Também é bastante usado na arquitetura e principalmente nos cenários teatrais, em que o público deve ter a impressão de estar observando um espaço maior do que aquele que se encontra sobre o palco. O ilusionismo, de uma forma geral, está extremamente ligado aos próprios princípios do naturalismo, quando esta escola prega suas máximas de representação mais fiel possível de um objeto. Também foi um termo empregado para as pinturas seiscentistas que faziam uso de determinada metodologia. As caixas de show “por olhadela“, freqüentes na Holanda nessa época, podem ser boas amostras disso. Tratavam-se de espécies de cabines que continham cenas em seu interior, na parede de fundo. Através de um orifício, poderiam ser observadas, passando o efeito de tridimensionalidade. Exigiam muito domínio das técnicas da perspectiva. Tanto é verdade que o holandês Samuel van Hoogstrateno (1627 – 1678) , um dos artistas mais famosos por utilizar-se dessas artimanhas, é conhecido como “o virtuoso na perspectiva “. Suas caixas de peep show podem ser encontradas na National Gallery, em Londres. Hoje em dia, os cartões postais, pôsteres e livrinhos em “3 D“, que abusam dos efeitos da tridimensionalidade, podem ser bons exemplos de ilusionismo.

IMPRESSIONISMO

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O nome Impressionismo, como tantos outros exemplos na História da Arte (o termo gótico ou maneirismo, por exemplo), inicialmente teve um cunho pejorativo. Foi imprimido ao trabalho de um grupo de artistas que, de acordo com os críticos da época, acreditavam na impressão do momento como algo tão expressivo que bastava para um quadro prescindir das técnicas tradicionais acadêmicas. Esses artistas realizaram inúmeras exposições em Paris entre 1874 e 1886. Tendo sido inicialmente ridicularizados pela crítica e opinião popular por não seguirem a tradição pictórica que vinha sendo solidificada desde o renascimento, acabaram por paulatinamente obterem o respeito e aceitação de suas “novas técnicas“. Os objetos retratados ao ar livre, sob a luz natural, eram bastante valorizados pelos impressionistas. O volume e solidez, características que a pintura tradicional pregava como fundamentais para uma obra de arte existir, começaram a ser desrespeitados, abrindo caminho para as vanguardas estéticas do século XX. Quanto a fidelidade com o objeto retratado, não se pode dizer que os impressionistas não a desejassem. Apenas pretendiam ser ainda mais fiéis que seus predecessores, realizando suas pinturas não em condições ideais ou conforme deveriam ser, mas como se apresentavam, de preferência sob os efeitos do olhar e das mudanças da luz diária. Nesse sentido pode-se dizer que são descendentes do realismo.
As cores eram de fundamental importância para o grupo, elemento extremamente expressivo em sua arte. A frescura da impressão que um objeto causava ao artista deveria ser captada pelas pinceladas. Os objetos retratados seriam aqueles percebidos pela visão como paisagens, retratos, cenas do cotidiano. Duas influências foram fundamentais para o movimento: as estampas japonesas que popularizam-se na Europa no final do século XIX, com seu desrespeito à perspectiva e às normas de composição da academia ocidental – suas formas repletas de vida encantavam os impressionistas – e a invenção da fotografia. Claude Monet (1840 – 1926) é considerado o fundador do impressionismo. São famosas suas pesquisas em cima dos ideais impressionistas, como a representação de um objeto em diferentes horas do dia e sob diferentes luzes. (Será melhor desenvolvido em verbete à parte). Camille Pissaro (1831 – 1903), com sua ênfase no método e o forte efeito que seus quadros exprimem de terem sido executados quase que acidentalmente, foi outra grande influência para importantes nomes impressionistas como Manet. Foi um dos pintores que mais ajudou, com sua obra e formulações teóricas, a aceitação por parte da opinião pública do conceito de que a visão do artista interfere na percepção da obra. Um bom exemplo de seu trabalho pode ser dado por “O Boulevard des Italiens, Manhã de Sol“, com suas figuras indistintas. Berthe Morisot e Mary Cassat eram as duas mulheres que faziam parte do grupo impressionista. Acredita-se que tenha sido Morisot quem tenha levado o cunhado Manet ao impressionismo. É exemplo de sua obra “Vista de Paris do Trocadero“, em que retrata a cidade baseando-se na vista de cima. Cassat, por sua vez, era uma das artistas do conjunto cuja influência das estampas japonesas era mais nítida em seu trabalho (ao lado de Degas). Seus trabalhos versavam sobre temas domésticos, tratados de forma simples e direta. “O Banho“ é uma boa amostra deles. Pierre-Auguste Renoir e Edgar Degas são outros importantes nomes do movimento (ganharão melhor desenvolvimento em verbete à parte). Merece um parênteses especial a figura de Édouard Manet (1823 – 1883), que apesar de nunca ter exposto com os impressionistas, realizava algumas de suas pinturas obedecendo a esse estilo. Sua carreira passou por diversas fases e costuma ser considerado tanto um pintor impressionista como realista. Antes dos impressionistas começarem a expor, já havia quebrado as regras de pintura acadêmica, obtendo aceitação da crítica um pouco antes de seus companheiros. Sua obra “O Balcão“, com damas de cabeças quase que planas, valorizando a imagem como realmente percebidas pelo olhar e não como deveria ser, chocou inicialmente a opinião pública quando exposta (1869). Além da França, o Impressionismo acaba se espalhando por outros países. Destaques são americanos como Childe Hassam (1859 – 1935), Maurice Prendergast (1859 – 1924) e James Abbott McNeill Whistler (1834 – 1903), este último, um dos primeiros artistas ocidentais a perceber o valor das estampas japonesas. Além disso, o Impressionismo foi ponto de partida para inúmeros artistas desenvolverem seu estilo próprio. Exemplos podem ser dados por Henri de Toulouse-Lautrec, Vincente Van Gogh e Paul Cézanne.