Mercado Bancário Leasing

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Autoria: Vanessa Noronha

O princípio básico que norteia uma operação de leasing é o de que:

“O lucro na produção de bens e serviços, não se origina do fato de que, quem os produz, tenha a propriedade das máquinas e equipamentos necessários para produzi-los, mas, sim, da forma como elas são utilizadas na sua produção.”

O Leasing é, portanto, uma forma de ter sem comprar, seguindo o princípio de que o lucro vem da utilização do bem e não de usa propriedade.

Em sentido mais amplo, é uma operação de longo prazo baseado no arrendamento de um bem durável adquirido por uma empresa de Leasing, conforme prévia especificação do cliente. Ao final do contrato de arrendamento, o cliente poderá comprar o bem por um valor acordado no início da operação (valor residual) ou renovar o contrato.

Em resumo,as grandes vantagens do Leasing são:

• Financiamento total do bem;
• Liberação do capital de giro;
• Possibilidade de atualização dos equipamentos durante a vigência dos contratos;
• Prazo da operação compatível com amortização econômica do bem;
• Dupla economia de imposto de renda (dedução de aluguéis e não imobilização de equipamento);
• Simplificação contábil; e,
• Molhara dos índices financeiros.

É permitido o Leasing para pessoas físicas e jurídicas sediadas no País.

Os tipos de operação disponíveis em Leasing são descritos a seguir.

Leasing Operacional

É a operação, regida por contrato, praticada diretamente entre o produtor de bens (arrendador) e seus usuários (arrendatários), podendo o arrendador ficar responsável pela manutenção do bem arrendado ou por qualquer outro tipo de assistência técnica que seja necessária para seu perfeito funcionamento.

Tal tipo de contrato, feito por período de tempo inferior à vida útil do bem arrendado, é geralmente encontrado no ramo de equipamentos de alta tecnologia como telefones, computadores, aviões, máquinas copiadoras pois, em princípio, o equipamento e/ou a empresa arrendadora satisfazem uma das condições a seguir:

• O equipamento possui alto valor de revenda e mercado secundário ativo;
• A empresa arrendadora presta serviços adicionais aos seus clientes; e,
• A empresa arrendadora é a fabricante do equipamento.

Ao contrário do Leasing Financeiro, o arrendatário pode rescindir o contrato a qualquer tempo, mediante pré-aviso contratualmente especificado.

Esta opção permite a redução de custos para o arrendatário, já que as prestações não amortizam o bem e ele não tem a opção de compra no final do contrato. Na prática, as operações de Leasing operacional funcionam quase como um aluguel. Se o arrendatário quiser adquirir o bem ao final do contrato, terá que negociar com a empresa de Leasing, e a aquisição, se houver, será feita pelo valor de mercado.

O valor presente das contraprestações do arrendamento, incluindo os custos e serviços de operação, não deve ultrapassar 90% do custo do bem arrendado. O prazo contratual da operação deve ser inferior a 75% do prazo de vida útil do bem, com um mínimo de 90 dias.

Leasing Imobiliário

Essa modalidade serve para financiar a aquisição de um imóvel já construído, novo ou usado, ou ainda para a aquisição de um terreno e a construção de um imóvel.

Há quatro tipos básicos de arrendamento imobiliário, todos com pessoa jurídica, pois o imóvel deve, obrigatoriamente, destinar-se à atividade econômica da empresa.

NORMAL

Consiste na compra de um imóvel inteiro, pronto e acabado. A arrendadora adquire o imóvel especificado pela arrendatária, à vista, e o arrenda.

O cliente pagará, no prazo contratado (em média oito anos), uma contraprestação equivalente à parcela do principal mais juros (taxa de compromisso). Ao término do contrato, restará um valor residual que pode oscilar de 1 a 30% do total do financeiro.

CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS

O terreno pode ser comprado de terceiros ou ser feito o lease back do terreno da arrendatária. Durante a fase da construção, a operação fica sob o regime de pré-leasing.

Nesse período, a arrendatária paga à arrendadora apenas a taxa de compromisso, que incidirá sobre as importâncias desembolsadas no decorrer da construção. Essa “fase de cálculo” dos juros é cumulativa.

Se, no primeiro mês, gastaram-se 100, a taxa de compromisso incide sobre 100; se, no segundo mês, gastaram-se 200, a taxa de compromisso incidirá sobre 300.

O acerto de contas entre arrendadora e contratante ocorre, geralmente, uma vez por mês. A arrendatária examina estes números e o pagamento só é liberado depois de sua autorização

Quando a obra termina, inicia-se o contrato de Leasing propriamente dito, calculado sobre o valor da obra concluída.

A taxa de compromisso incidente no pré-leasing pode ser capitalizada e incorporada ao custo da operação.

LEASE BACK IMOBILIÁRIO

Normalmente, é utilizado por empresas que desejam mudar o perfil de seu passivo com uma operação saneadora.

Em síntese, consiste na venda do imóvel pela empresa proprietária à empresa de leasing. A ex-proprietária, ato contínuo, contrata a recompra desse mesmo imóvel através do arrendamento mercantil. O próprio imóvel é dado em garantia de pagamento.

Para arrendatária, a vantagem é grande, pois continua na posse do bem e pode abater integralmente do imposto de renda as contraprestações referentes ao arrendamento, como despesa operacional.

Vantagens do LEASING IMOBILIÁRIO

Permite a aquisição de imóveis usados com variação cambial (a Resolução nº 2.170 que regulamentou a entrada de recursos externos para o mercado imobiliário só financia imóveis novos).

A reintegração de posse, no caso de inadimplência, é rápida, contra um longo processo judicial de, às vezes, até 5 anos no caso do financiamento imobiliário.

Podem realizar operações deste tipo de leasing os bancos múltiplos com carteira de investimento, de desenvolvimento e/ou crédito imobiliário, os bancos de investimento, os bancos de desenvolvimento, as caixas econômicas e as sociedades de crédito imobiliário desde que contratadas com o próprio vendedor do bem ou com pessoa jurídica a ele coligada ou interdependente e que os bens arrendados sejam utilizados na atividade econômica da arrendatária.

Leasing Agrícola

Destinado a produtores do setor agropecuário, agroindustrial e demais atividades rurais, que utilizem o bem arrendado em sua atividade econômica. Considerando-se a sazonalidade das safras agrícola, as prestações podem ser ter periodicidade anual.

Leasing Sale-Lease-Back

Nesta modalidade, que pode ter como objeto bens móveis imóveis, o arrendatário é o próprio vendedor do bem. As principais vantagens são liberação de capital de giro e desmobilização da empresa, que passa de proprietária à arrendatária.

Mercado Bancário Produtos de Captação

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Autoria: Vanessa Noronha

As modernas instituições financeiras criaram o conceito de mesa de operações, onde centralizam a maioria das operações de suas áreas de mercado, ou seja, suas operações comerciais que envolvam a definição de taxas de juros e, portanto o conceito de Spread, que é a diferença entre o custo do dinheiro tomado e o preço vendido, como, por exemplo, na forma de empréstimo.

Suas principais funções são: formação de taxas para captação através de CDB e RDB, cujo objetivo é tentar obter o menor custo possível de captação e ainda ser competitivo com os concorrentes com taxas atraentes aos clientes além da compra e venda de CDB de terceiros e de prazos decorridos em mercado, bem como a formação de taxas para clientela deste produto.

Corre Altos Riscos

JOGADOR ESPECULADOR

BAIXA CAPACIDADE ALTA CAPACIDADE
FINANCEIRA FINANCEIRA

POUPADOR INVESTIDOR

Corre Baixos Riscos

JOGADOR – Valoriza a intuição/concentra a carteira/busca liquidez.
ESPECULADOR – Valoriza a informação/busca rentabilidade/taxeiro/diversifica.
INVESTIDOR – Valoriza a informação/busca segurança e rentab./diversifica.
POUPADOR – Busca segurança/concentra a carteira.

CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO E RECIBO DE DEPÓSITO BANCÁRIO – CDB/RDB (PRÉ/PÓS)

O Certificado de Depósito Bancário, o famoso CDB e o Recibo de Depósito Bancário, o RDB, são os mais antigos e utilizados títulos de captação de recursos pelos Bancos Comerciais, Bancos de Investimentos, Bancos de Desenvolvimento e Bancos Múltiplos que tenham uma destas carteiras, sendo oficialmente conhecidos como depósito a Prazo.

A partir de 02/08/99, os títulos pré ou com taxa flutuante – pós, deixaram de ter prazo mínimo, mas ficaram sujeitos a uma tabela regressiva de IOF em função do prazo de aplicação.

A liberdade de prazo dos CDB permitem que os Bancos emitam com taxa pré ou flutuante – pós, remunerados pela taxa DI,TR,TBF,TJLP.

A CPMF só incide no resgate.

Não podem ser prorrogados, mas renovados de comum acordo, por nova contratação.

A incidência de IOF, ocorre quando o resgate acontecer antes de 30 dias data da aplicação.

TABELA REGRESSIVA DE IOF S/ RENDIMENTO
N.º dias % IOF s/Rend. N.º dias % IOF s/Rend. N.º dias % IOF s/Rend.
1 96 11 63 21 30
2 93 12 60 22 26
3 90 13 56 23 23
4 86 14 53 24 20
5 83 15 50 25 16
6 80 16 46 26 13
7 76 17 43 27 10
8 73 18 40 28 6
9 70 19 36 29 3
10 66 20 33 30 0

CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO – CDB over

Embora as aplicações de pessoas jurídica não-financeiras no overnight fossem proibidas pelo BC, desde março de 91, muitas empresas tinham acesso a ela. Através de contratos de “gaveta”, as conhecidas side letters, também não autorizados pelo BC, clientes preferenciais conseguiam, em aplicações superiores a R$ 60.000,00, garantir liquidez diário aliada a uma boa rentabilidade, pois a operação é lastreada em CDI que,em muitos casos, remunera melhor que os CBD.
Com a introdução dos swaps, estas operações passaram a ser feitas vinculadas a um contrato de swaps de pré para DI. Após 02/08/99, com a eliminação do prazo mínimo de emissão, essas operações, em tese, não são mais necessárias.

CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO – CDB Rural

São títulos cuja captação é específica dos bancos Comerciais e Múltiplos com carteira comercial e se destinam aos financiamentos agrícolas. Seus prazos mínimos são idênticos aos demais CDB, e as instituições financeiras têm de demonstrar ao BC que os produtos agropecuários e/ou máquinas e equipamentos agrícolas. A vinculação aqui é obrigatória e tem de ser comprovada através de mapas enviados ao BC.

CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO – taxa flutuante PÓS

Nas aplicações com prazo mínimo de 120 dias, existia (criada em meados de agosto de 1992) a alternativa, para o investidor, de repactuar a cada 30 dias a taxa de remuneração do CDB que, dessa forma, não deveria estar vinculada à TR. O rendimento deveria ser baseado em outras taxas de juros apuradas regularmente pelo mercado, desde que de conhecimento público e com critérios já definidos na data da assinatura do contrato, como, por exemplo, a taxa média mensal dos CDB prefixados na CETIP ou a taxa média dos CDI, ou ainda a taxa média mensal dos CDB.
Após 02/08/99, estes CDB deixaram de ter prazo mínimo, mas o rendimento ficou vinculado à tabela regressiva de IOF em função do prazo de aplicação.

CEDULAS DE DEBÊNTURES – CD

Instrumento de captação para bancos Comerciais, de Investimentos , de desenvolvimento, Múltiplos, com objetivo de efetuar a troca (funding) de longo prazo.
Suas características são: prazo de 60 dias, valor igual ou inferior a 90% do valor de face.
Esses títulos permitem um mercado secundário, isto é, permite que pequenos investidores comprem parte das debêntures, aumentando a liquidez no mercado.
BC permite que as debêntures sejam resgatadas antecipadamente, pois seu principal atrativo é liquidez. Para os Bancos é vantajoso pelo motivo deste tipo de captação permitir a dedução das despesas de PIS e do Finsocial. Porém não é permitida dupla remuneração as CD pagam juros ou prêmios.

LETRAS DE CÂMBIO – LC

É o instrumento de captação específico das Sociedades de Crédito, Financiamentos e Investimentos (financeiras), sempre emitido com base numa transação comercial, ou seja, quando elas emprestam algum valor para alguém, essa pessoa saca, por procuração, uma LC contra a financeira, que a aceita e lança no mercado.
Seus prazos e condições são iguais ao CDB.

LETRAS HIPOTECÁRIAS – LH

As letras hipotecárias são títulos emitidos pelas instituições financeiras autorizadas a conceder créditos hipotecários mais especificamente, as Sociedades de Crédito Imobiliário – SCI e os Bancos Múltiplos com carteira de crédito imobiliário.
Sua emissão pelo prazo de no mínimo 180 dias, com juros flutuantes e fixos, sendo a garantia a caução de crédito hipotecário.

LETRAS DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO – LCI

Podem ser emitidas, na forma escritural, nominativa e endossável e, identificando os créditos que lhes são caucionados, por bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira de crédito imobiliário, Caixa Econômica Federal, sociedades de crédito imobiliário, associações de poupança e empréstimo, companhias hipotecárias ou outras instituições que venham a ser autorizadas pelo BC.
São títulos bastante semelhantes às Letras Hipotecárias, mas diferentes destas, que são emitidas única e exclusivamente vinculadas à uma hipoteca, pois podem ser lastreados por créditos imobiliários ligados ao instituto jurídico tanto da hipoteca quanto da alienação fiduciária de um imóvel.
Concedem aos seus tomadores o direito de crédito pelo seu valor nominal, juros fixos ou flutuantes, e se for o caso, atualização monetária por índice de preços setoriais ou gerais ou pelo índice de remuneração básica dos depósitos de poupança, inclusive mensal, caso seu prazo mínimo de emissão seja de 36 meses.

LETRAS IMOBILIÁRIO – LI

São instrumentos de captação de Bancos Múltiplos com carteira Imobiliária, Sociedades de Crédito Imobiliário.
Prazo é por 12 meses, sua taxa de juros é pela TBF, podendo conter um ágio ou deságio, tem incidência de IR, sendo sua remuneração a cada 3 meses.

TÍTULOS DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO – TDE

Captação de recursos destinados ao financiamento do Programa de Fomento à Competitividade Industrial, podendo ser emitidos por bancos de Investimentos, de desenvolvimento, Múltiplos com uma destas carteiras e Caixa Econômica Federal.
Sua forma é escritural e nominativa, sendo remunerado pela TR e tendo prazo de resgate compatível com o cronograma financeiro dos projetos que justificaram sua emissão, observando o mínimo de um mês.

CÉDULA HIPOTECÁRIA – CH

É título nominativo, que caracteriza uma promessa de pagamento, com uma garantia real de hipoteca. Este título exige-se um registro no Cartório de Registro de Imóveis, seu prazo é sempre igual a do resgate da dívida, podendo ser total ou fracionária, isto é, parte do valor do bem. São emitidas por bancos Múltiplos, de Desenvolvimento, de Investimentos e Caixas Econômicas.

CERTIFICADOS DE DEPÓSITO CAMBIAL – CD

São os títulos emitidos pelos bancos através de suas agências no exterior e que permitem a captação de recursos no mercado externo.
São emitidos com prazos que variam de 90 a 360 dias, remunerados pela correção cambial mais um Spread.
Os títulos podem ser colocados através de uma instituição no exterior ou via sindicato de bancos.
Os recursos assim obtidos passam a fazer parte do caixa dos bancos que, por seu lado, pode aplica-los via mercado de câmbio, ou em títulos como Commercial Papers, por exemplo.

BÔNUS/EUROBÔNUS

São títulos emitidos pelos bancos através de instituições no exterior e que vão servir de troca (funding) para operações de empréstimo no Brasil, nos moldes das antigas operações 63. Os títulos podem ser emitidos com prazos diferenciados de três a oito anos, com taxas de juros fixas ou flutuantes e com ágio ou deságio, de acordo com a procura de mercado.

Mercado Bancário Produtos de Empréstimo

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Autoria: Vanessa Noronha

As instituições financeiras fazem o repasse dos recursos captados dos agentes econômicos superavitários (que têm sobra de recursos disponíveis) aos agentes econômicos deficitários (que necessitam de recursos).

Existe uma enorme variedade de produtos disponíveis que se diferenciam em prazos, taxas, formas de pagamento e garantias, com o limite sendo a criatividade do banco diante das limitações impostas pelo BC.

A formação da taxa de empréstimo, dependendo do produto/operação oferecido varia periodicamente de acordo com:

• A curva de juros futuros do mercado, que informa o custo base de captação para o prazo do empréstimo;
• Os componentes do Spread (diferença entre a taxa de empréstimo e de captação), tais como os encargos da operação (custos internos mais a cunha fiscal) a margem de ganho desejada pelo banco e, o risco específico do cliente tomador do empréstimo, vis-à-vis as garantias específicas da operação.

O volume de empréstimo dos bancos está vinculado ao seu patrimônio, conforme Acordo da Basiléia.

Alto Grau de Endividamento

MALABARISTA AMBICIOSO

BAIXA CAPACIDADE ALTA CAPACIDADE
PAGAMENTO PAGAMENTO

CARNEÍSTA CONSERVADOR

Baixo Grau de Endividamento

As condições de remuneração/taxas e os prazos mínimos das operações ativas seguem as mesmas regras dos CDB/RDB, ressalvando-se que:

• É facultado o pagamento periódico de rendimento nas operações passivas e de encargo e amortização nas operações ativas;
• Nas operações de arrendamento mercantil financeiro deve ser observado que a relação entre o somatório das contraprestações não pode ser superior à razão entre o tempo decorrido e o prazo total da operação; e,
• Nos contratos de concessão de crédito é obrigatória a inclusão de cláusula que informe as taxas efetivas mensal e anuais equivalentes a todos os demais encargos e despesas a partir de 01/11/1999.

HOT MONEY

É o empréstimo de curtíssimo prazo, normalmente por um dia, ou um pouco mais, no máximo em 10 dias.

É comum, de forma a simplificar os procedimentos operacionais, para os clientes tradicionais neste produto, criar-se um contrato fixo de Hot, estabelecendo as regras deste empréstimo e permitindo a transferência de recursos ao cliente a partir de um simples telefonema, Fax ou e-mail, garantidos por uma Nota Promissória (NP) já previamente assinada, evitando-se assim o fluxo corrido de papéis para cada operação.

A formação de taxa para o Hot Money e definida pela taxa do CDI do dia da operação, acrescido de mais algum custo que deverá ser mencionado no contrato.

Por ser uma operação de curto prazo, o Hot Money tem a vantagem de permitir uma rápida mudança de posição no caso de uma mudança brusca para baixo nas taxas de juros. É uma operação conhecida como o “seguro dos executivos financeiros contra o desemprego”.

A CPMF tem um enorme peso no Hot Money, já que é cobrada duas vezes – uma vez quando o dinheiro creditado na conta do tomador de recursos for utilizado pelo mesmo, e outra vez quando os recursos saírem de sua conta para quitar o débito da operação.

CONTAS GARANTIDAS/CHEQUES ESPECIAIS

Abre-se uma conta de crédito (conta garantida) com um valor-limite que normalmente é movimentada diretamente pelos cheques emitidos pelo cliente, desde que não haja saldo disponível na conta corrente de movimentação. À medida que, nessa última, existam valores disponíveis, estes são transferidos de volta, para cobrir o saldo devedor da conta garantida.

Para o cliente, o produto garante uma liquidez imediata para suas emergências. Para o banco, é um instrumento mercadológico forte, mas que, se mal administrado, pode representar uma perda significativa, tendo em vista seu impacto sobre a administração de reservas bancárias, já que é necessário deixar recursos de suas reservas de livre movimentação em Stand by para atender à eventual demanda e, portando, sem aplicação.

Algumas contas garantidas têm caráter apenas de conta devedora, funcionam separadas da conta corrente e, normalmente, exigem do cliente o aviso com antecedência dos valores a serem sacados, razão pela qual trabalham com taxas de juros menores.

Os juros sobre esse produto são calculados diariamente sobre o saldo devedor e cobrados normalmente, no primeiro dia útil do mês seguinte ao de movimentação.

O IOF é calculado sobre o saldo devedor na base de 0,0041% ao dia para pessoa jurídica (1,5% a.a.) e 0,0164 ao dia para pessoa física ( 6% a.a.)

CRÉDITO ROTATIVO

Os contratos de abertura de crédito rotativo são linhas de crédito abertas com um determinado limite e que a empresa utiliza à medida de suas necessidades, ou mediante apresentação de garantias em duplicata. Os encargos (juros e IOF) são cobrados de acordo com a utilização dos recursos, da mesma forma que nas contas garantidas.

DESCONTOS DE TÍTULOS (NP/DUPLICATAS)

É o adiantamento de recursos aos clientes, feito pelo banco, sobre os valores referenciados em duplicatas de cobrança ou notas promissórias, de forma a antecipar o fluxo de caixa do cliente.

O cliente transfere o risco do recebimento de suas vendas a prazo ao banco e garante o recebimento imediato dos recursos, que, teoricamente, só teria disponíveis no futuro.

O banco deve selecionar cuidadosamente a qualidade de crédito das duplicatas ou NP de forma a evitar a inadimplência.

Normalmente, o desconto de duplicatas é feito sobre títulos com prazo máximo e mínimo de acordo com a relacionamento Empresa X Bancos. O IOF é calculado sobre o principal, com a alíquota de 0,0041% ao dia para pessoa jurídica (1,5% a.a.) e 0,0164 ao dia para pessoa física (6% a.a.), limitado aos valores anuais,caso o prazo seja maior do que doze meses.

A operação de desconto dá ao banco o direito de regresso, ou seja, no vencimento, caso o título não seja pago pelo sacado, o cedente assume a responsabilidade do pagamento, incluindo multa e/ou juros de mora pelo atraso.

Outros tipos de operações de desconto também são feitos sobre os recibos de venda de cartões de crédito e os cheques pré-datados. Estas duas alternativas são uma forma criativa de adiantamento de recursos para as empresas comerciais. Os cheques pré-datados ficam em caução, como garantia do empréstimo.

EMPRÉSTIMO PARA CAPITAL DE GIRO

São as operações tradicionais de empréstimo vinculadas a um contrato específico que estabeleça prazo, taxas, valores e garantias necessárias e que atendem às necessidades de capital de giro das empresas.

O plano de amortização é estabelecido de acordo com os interesses e necessidades das partes e,normalmente, envolve prazo de até 180 dias.

Esse tipo de empréstimo normalmente é garantido por duplicatas em geral numa relação de 120 à 150% do principal emprestado. Nesse caso, as taxas de juros são mais baixas. Quando tem outros tipos de garantia, como aval e notas promissórias, os juros são mais altos.

Nos grandes bancos, os contratos podem ter características informais, como “garantia” de crédito para as empresas que optam por dar algum tipo de reciprocidade aos bancos, como, por exemplo, manter sobra de caixa aplicado em fundo de curto prazo ou CDB.

CONTRATOS DE MÚTUO

Têm característica idêntica aos empréstimos para capital de giro, mas por envolverem prazos superiores a 180 dias, são mais exigentes em termos das condições de garantias, com cláusulas mais restritivas e exigentes para concessão em função do maior risco, pelo prazo.

VENDOR FINANCE

É uma operação de financiamento de vendas baseadas no princípio da cessão de crédito, que permite a uma empresa vender seu produto a prazo e receber o pagamento à vista.

A operação de Vendor supõe que a empresa compradora seja cliente tradicional da vendedora, pois será esta que irá assumir o risco do negócio junto ao banco.

A empresa vendedora transfere seu crédito ao banco e este, em troca de uma taxa de intermediação, paga o vendedor à vista e financia o comprador.

A principal vantagem para a empresa vendedora é a de que, como a venda não é financiada diretamente por ela, a base de cálculo para a cobrança de impostos, comissões de vendas e royalties, no caso de licença de fabricação, torna-se menor.

È uma modalidade de financiamento de vendas para empresas na qual quem contrata o crédito é o vendedor do bem, mas quem paga o crédito é o comprador. Assim, as empresas vendedoras deixam de financiar os clientes, elas próprias, e dessa forma param de recorrer aos empréstimos de capital de giro no bancos ou aos seus recursos próprios para não se descapitalizarem e/ou pressionarem seu caixa.

Como em todas as operações de crédito, ocorre a incidência do IOF, sobre o valor do financiamento, que é calculado proporcionalmente ao período do financiamento.

A operação é formalizada com a assinatura de um convênio, com direito de regresso entre o banco e a empresa vendedora (fornecedora), e de um Contrato de Abertura de Crédito entre as três partes (empresa vendedora, banco e empresa compradora).
VENDOR FINANCE

VENDA DIRETA

OS IMPOSTOS INCIDEM SOBRE O
PRINCIPAL + ENCARGOS

Venda a Prazo

COM O VENDOR FINANCE

OS IMPOSTOS INCIDEM SOMENTE SOBRE O PRINCIPAL

Venda a Vista

A Instituição deposita Financia o Cliente
o valor da Venda

COMPROR

Existe uma operação inversa ao Vendor, denominada Compror, que ocorre quando pequenas indústrias vendem para grandes lojas comerciais. Neste caso, em vez de o vendedor (indústria) ser o fiador do contrato, o próprio comprador é que funciona como tal.

Trata-se, na verdade, de um instrumento que dilata o prazo de pagamento de compra sem envolver o vendedor (fornecedor). O título a pagar funciona como “lastro” para o banco financiar o cliente que irá lhe pagar em data futura pré-combinada, acrescido de juros e IOF, sem incidência imediata da CPMF no empréstimo. Como o Vendor, este produto também exige um contrato-mãe definido as condições básicas da operação que será efetivada quando do envio ao banco dos contratos-filhos, com as planilhas dos dados dos pagamentos que serão financiados.

CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR – CDC

É o financiamento concedido por uma financeira para aquisição de bens e serviços por seus clientes.

Sua maior utilização é normalmente para a aquisição de veículos e eletrodomésticos.

O bem assim adquirido, sempre que possível, serve como garantia da operação, ficando à financeira vinculado pela figura jurídica da alienação fiduciária pela qual o cliente transfere a ela a propriedade do bem adquirido com o dinheiro emprestado, até o pagamento total de sua dívida.

O prazo dos CDC varia normalmente de três à 24 meses e, normalmente, financia de 50 a 80% do valor do bem.

As taxas são prefixadas para operações acima de 30 dias, vinculadas à TR no caso de operações acima de quatro meses, não podendo ser vinculadas à variação cambial.

O Funding (troca) das operações de CDC eram, até 1988, as letras de câmbio colocadas no mercado pela Financeira e resgatáveis nos seus respectivos vencimentos. Com a criação dos Bancos Múltiplos e com a crescente diminuição dos índices de liquidez das letras de câmbio, o Funding dessas operações passou a ser feito com os CDB da carteira comercial e os CDI.

CDC COM INTERVENIÊNCIA – CDCI

São os empréstimos concedidos às empresas clientes especiais dos bancos, normalmente empresas do comércio, que passam a ser o interveniente, para repasse aos seus clientes, de financiamentos vinculados à compra de um bem ou serviço específico, e amortizáveis em prestações iguais e sucessivas, com taxas pré ou pós-fixadas.

Os prazos e a composição de taxas são idênticos aos do CDC, embora menores pelo fato de não haver o risco do banco no nível do cliente, mas sim do interveniente.

O risco da operação passa a ser o interveniente, que assume o crédito e o está repassando aos seus clientes.

CRÉDITO DIRETÍSSIMO – CD

É uma modalidade de CDCI em que o banco assume a carteira dos lojistas e fica com os riscos do crédito. Para o banco é interessante, pois estarão aplicando os mesmos volumes de dinheiro porém diretamente ao consumidor, de quem cobram taxas muito maiores. O CDCI é um mau negócio para as lojas em épocas de alta inadimplência. Assim , para uma loja é interessante o CD, porque, embora perdendo o ganho financeiro do CDCI, evita o risco de perda e, além do mais, de ela mesma ficar inadimplente.

Enquanto uma loja vai precisar de toda uma estrutura para atender só os seus clientes, bancos e financeiras usam uma só estrutura para atender todos os seus clientes.

OPERAÇÕES DE PENHOR

É um tipo de empréstimo exclusivo de Caixa Econômica Federal, que é concedido contra a garantia de penhor em jóias de ouro, prata, platina e diamante podendo, também, ser aceitos máquinas fotográficas, filmadoras, videocassetes e instrumentos musicais. O valor de empréstimo está vinculado ao objeto a ser empenhado. A Caixa empresta até 80% do valor da mercadoria com base na avaliação feita por seus peritos. O prazo do empréstimo varia de 28, 56 ou 84 dias, podendo ser indefinidamente prorrogado, desde que os juros da renovação sejam pagos no caso de jóias e, apenas uma vez no caso dos objetos.

Os juros são descontados do valor a ser emprestado acrescido de uma taxa a título de seguro das peças depositadas na Caixa. Caso o empréstimo não seja quitado em até 30 dias após o vencimento da nota promissória, a jóia ou objeto passa a ser propriedade da Caixa e, em seguida vai a Leilão.

ASSUNÇÃO DE DÍVIDA

É uma operação de empréstimo para empresas que dispõem de caixa para quitação de uma dívida e, portanto, não necessitam de crédito. O banco adianta os reais equivalentes para quitação de uma dívida futura de prazo curto, garantido em ganho financeiro superior às alternativas da empresa no mercado, para o valor a ser quitado, reduzindo, portanto, para a empresa, o custo direto da dívida anteriormente assumida.

Existem vantagens adicionais do ponto de vista contábil e fiscal, notadamente no que concerne ao risco de crédito da empresa. O importante é a não caracterizado da operação de assunção da dívida como uma aplicação de renda fixa sujeita à incidência de imposto de renda na fonte.

GARANTIAS DE EMPRÉSTIMOS

As operações de empréstimo feitas pelos bancos normalmente exigem garantias que asseguram o reembolso das instituições financeiras em caso de inadimplência dos tomadores de empréstimos. Tais garantias podem ser agrupadas e representadas por uma ou mais das seguintes modalidades:

Garantias Reais:

• Hipoteca;
• Penhor;
• Alienação fiduciária;
• Caução de títulos;
• Caução de direitos creditórios;

Garantias Fidejussórias

• Aval e fiança.

Métodos e Técnicas de Pesquisa

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Autoria: Marcos Antônio Manica

FLUXOGRAMA DA PESQUISA CIENTÍFICA

Toda pesquisa deve passar por uma fase preparatória de planejamento devendo-se estabelecer certas diretrizes de ação e fixar-se uma estratégia global. A realização deste trabalho prévio é imprescindível.
A ciência se apresenta como um processo de investigação que procura atingir conhecimentos sistematizados e seguros. Para alcançar este objetivo é necessário que se planeje o processo de investigação, isto é, traçar o curso de ação a ser seguido no processo da investigação científica.
Não é, porém, necessários que se sigam normas rígidas. A flexibilidade deve ser a característica principal neste planejamento de pesquisa, para que as estratégias previstas não bloqueiem a criatividade e a imaginação crítica do investigador.
Afirma-se que não existe método científico estabelecido previamente. Existem critérios gerais orientadores que facilitam o processo de investigação.

TIPOS DE PESQUISA

O planejamento de uma pesquisa depende tanto do problema a ser investigado, de sua natureza e situação espaço-temporal em que se encontra, quanto da natureza e nível de conhecimento do investigador. Assim pode haver um número sem fim de tipos de pesquisa.
Serão desconsideradas as diferentes classificações desses tipos para utilizar apenas uma: a que leva em conta o procedimento geral que é utilizado para investigar o problema. Com isso podemos distinguir no mínimo três tipos de pesquisa: a bibliográfica, a experimental e a descritiva.
Pesquisa Bibliográfica
Desenvolve-se tentando explicar um problema através de teorias publicadas em livros ou obras do mesmo gênero. O objetivo deste tipo de pesquisa é de conhecer e analisar as principais contribuições teóricas existentes sobre um determinado assunto ou problema, tornando-se um instrumento indispensável para qualquer pesquisa. Pode-se usá-la para diversos fins como, por exemplo:
– Ampliar o grau de conhecimento em uma determinada área;
– Dominar o conhecimento disponível e utilizá-lo como instrumento auxiliar para a construção e fundamentação das hipóteses;
– Descrever ou organizar o estado da arte, daquele momento, pertinente a um determinado assunto ou problema.
Pesquisa Experimental
Neste tipo de pesquisa o investigador analisa o problema, constrói suas hipóteses e trabalha manipulando os possíveis fatores, as variáveis, que se referem ao fenômeno observado. A manipulação na quantidade e qualidade das variáveis proporciona o estudo da relação entre causas e efeitos de um determinado fenômeno, podendo-se controlar e avaliar os resultados dessas relações.
Pesquisa Descritiva não Experimental
Este modelo de pesquisa estuda as relações entre duas ou mais variáveis de um dado fenômeno sem manipulá-las. A pesquisa experimental cria e produz uma situação em condições específicas para analisar a relação entre variáveis à medida que essas variáveis se manifestam espontaneamente em fatos, situações e nas condições que já existem.
A decisão de se utilizar à pesquisa experimental ou não-experimental na investigação de um problema vai depender de vários fatores: natureza do problema e de suas variáveis, fontes de informação, recursos humanos, instrumentais e financeiros disponíveis, capacidade do investigador, conseqüências éticas e outros.
Devem-se avaliar as vantagens e as limitações que apresentam um e outro tipo de pesquisa. Kerlinger (1985, p. 127) apresenta três vantagens da pesquisa experimental. A primeira é a fácil possibilidade de manipulação das variáveis isoladamente ou em conjunto; a segunda é a flexibilidade das situações experimentais que otimiza a testagem dos vários aspectos das hipóteses; a terceira é a possibilidade de replicar os experimentos ampliando e facilitando a participação da comunidade científica na sua avaliação. Como limitações, Kerlinger aponta a falta de generalidade, pois um resultado evidenciado em uma pesquisa experimental de laboratório nem sempre é o mesmo obtido em uma situação de campo onde há variáveis muitas vezes desconhecidas ou imprevisíveis que podem intervir nos resultados. Por esse motivo, os seus resultados devem permanecer restritos às condições experimentais.
Pesquisa Exploratória
Outro tipo de pesquisa que tem grande utilização, principalmente nas áreas sociais. Nela não se trabalha com a relação entre as variáveis, mas com o levantamento da presença das variáveis e de sua caracterização quantitativa ou qualitativa. Seu objetivo fundamental é o de descrever ou caracterizar a natureza das variáveis que se quer conhecer.

FLUXOGRAMA DA PESQUISA

Desde a preparação até a apresentação de um relatório de pesquisa estão envolvidas diferentes etapas. Algumas delas são concomitantes; outras são interpostas. O fluxo que ora se apresenta tem apenas uma finalidade didática de exposição. Na realidade ela é extremamente flexível. Abaixo temos o exemplo de um fluxograma de pesquisa científica:
1. Etapa de Preparação e de Delimitação do problema

 Escolha do tema
 Revisão da Literatura
 Documentação
 Crítica da documentação
 Construção do referencial Teórico
 Delimitação do problema
 Construção das Hipóteses

2. Etapa de Construção do Plano

 Problema e Justificativa
 Objetivos
 Referencial Teórico
 Hipóteses, Variáveis e Definições
 Metodologia:
– Design;
– População e Amostra;
– Instrumentos;
– Plano de Coleta, Tabulação e Análise de Dados.
 Estudo Piloto, com testagem dos instrumentos, técnicas e plano de análise dos dados.

3. Etapa de Execução do Plano

 Estudo Piloto
 Treinamento dos Entrevistadores
 Coleta de Dados
 Tabulação
 Análise e Estatística
 Avaliação das Hipóteses

4. Etapa de Construção e Apresentação do Relatório

 Construção do Esquema do Relatório: Problema, referencial teórico, resultado da avaliação do teste das hipóteses e conclusões.
 Redação: Sumário, introdução, corpo do trabalho, conclusão, referências bibliográficas, bibliografia, tabelas, gráficos e anexos.
 Apresentação: Conforme as normas da ABNT.

Primeira Etapa: Preparatória
Esta fase, a preparatória, é dedicada a escolha do tema, à delimitação do problema, à revisão da literatura, construção do marco teórico e construção das hipóteses. Seu objetivo principal é a que o pesquisador defina o problema que irá investigar. È nesta etapa que se apresentam as principais dificuldades para o investigador.
A escolha do tema deve estar condicionada à existência de três fatores:
– O primeiro é que o tema responda aos interesses de quem investiga.
– O segundo é a qualificação intelectual de quem investiga. O pesquisador deve usar temas que estejam ao alcance de sua capacidade e de seu nível de conhecimento.
– O terceiro é a existência de fontes de consulta que estejam ao alcance do pesquisador. O primeiro passo para constatar sua existência é fazer um levantamento das publicações que existem sobre o tema nas bibliotecas, consultando catálogos e revistas especializadas, resenhas e comentários.
Escolher o tema é indicar a área e a questão que se quer investigar. No entanto, apenas a escolha do tema não diz ainda o que o pesquisador quer investigar. A sua meta, nesta etapa, é a de delimitar a dúvida que irá responder com a pesquisa. A delimitação do problema esclarece os limites precisos da dúvida que tem o investigador dentro do tema escolhido. A simples escolha de um tema deixa o campo da investigação muito amplo e muito vago. Há necessidade de se estabelecer os limites de abrangência do estudo a ser efetuado. Isso só é possível quando se delimita com precisão o problema, o que é conseguido com perguntas pertinentes especificando com clareza as dúvidas. Deve ser expresso em forma de enunciado interrogativo que contenha no mínimo a relação entre duas variáveis. Se não manifestar esta relação é sinal que ele ainda não está suficientemente claro para a investigação.
Para chegarmos ao enunciado devemos antes defini-lo da seguinte maneira:
a) A área ou o campo de observação;
b) As unidades de observação. Dever estar claro quem ou o quê deverá ser objeto de observação.
c) Apresentar as variáveis que serão estudadas, mostrando que aspectos ou que fatores mensuráveis serão analisados, com a respectiva função empírica.
Para que ocorra essa clareza na delimitação do problema é necessário que o investigador tenha conhecimento. Ninguém investiga o que não conhece. E a forma mais fecunda para se obter conhecimento é através da revisão da literatura pertinente ao tema investigado. O objetivo desta revisão é de aumentar o acervo de informações e do conhecimento do investigador com as contribuições teóricas já existentes. Lançar-se em uma pesquisa desconhecendo as contribuições já existentes é arriscar-se a perder tempo em busca de soluções que talvez outros já tenham encontrado, ou percorrer caminhos já trilhados com insucesso.
A revisão da literatura é feita buscando-se nas fontes primárias e na bibliografia secundária as informações relevantes que foram produzidas e que têm relação com o problema investigado. Pode-se usar como fontes livros, obras publicadas, monografias, periódicos especializados, documentos e registros existentes em institutos de pesquisa.
Durante a revisão da literatura deve-se executar o registro dessas idéias em fichas, juntamente com comentários pessoais, com o objetivo de essa documentação bibliográfica acumular e organizar idéias relevantes já produzidas na ciência.
Concluída a documentação, inicia-se a fase da avaliação e crítica. Nesse momento deve-se estabelecer o confronte entre idéias consideradas relevantes examinando a sua consistência, nível de coerência interna e externa e comparando-as entre si. O importante é notar os pontos positivos e negativos nas teorias analisadas, inter-relacionando uma com as outras não esquecendo que a crítica tem sempre em vista o problema investigado. É ela que seleciona o acervo de idéias trabalhadas para a montagem posterior do quadro de referências teóricas.
Após a crítica se iniciam a ordenação das idéias coletadas, os objetivos da investigação, as teorias relevantes que o abordam com seus pontos positivos ou negativos e as hipóteses propostas pelo autor. Esta fase é a de construção, da montagem e exposição do quadro de referência teórica que será utilizado para a delimitação e a análise do problema abordado, para a sustentação das hipóteses sugeridas e a construção das definições que traduzem os conceitos abstratos das variáveis.
Se a pesquisa for bibliográfica, constrói-se o quadro de referência teórica que sustenta as conclusões.
Se a pesquisa for experimental ou descritiva, a fase seguinte comporta a explicação de hipóteses, o estabelecimento das variáveis e suas definições empíricas.
Segunda Etapa: Elaboração do Projeto de Pesquisa
A partir da conclusão da etapa preparatória, o investigador pode iniciar a segunda etapa da investigação, preocupando-se com a elaboração do projeto que estabelece a seqüência da investigação, tendo como curso orientador o problema e o teste das hipóteses. Sem o projeto o investigador corre o risco de desviar-se do problema que quer investigar, recolhendo dados desnecessários ou deixando de obter os necessários.
O projeto de pesquisa é um plano onde aparecem explícitos os seguintes itens:
a) Tema, problema e justificativa;
b) Objetivos;
c) Quadro de referência teórica
d) Hipóteses, variáveis e respectivas definições empíricas;
e) Metodologia;
f) Descrição do estudo piloto;
g) Orçamento e cronograma;
h) Referências bibliográficas;
i) Anexos.
O projeto é um documento o máximo sintético e objetivo que apresenta os principais itens que compõem a investigação para uma pré-avaliação de sua viabilidade. Ele tem dois objetivos: o primeiro é proporcionar ao investigador o planejamento que vai executar, prevendo os passos e atividades a ser seguidos; o segundo é dar condições para uma avaliação externa feita por outros pesquisadores.
Para tanto há necessidade de que todos os itens do projeto atendam aos requisitos e exigências requeridas pela comunidade científica observando os seguintes aspectos:
– Enunciar com clareza o problema, explicitando e definindo as variáveis que estão presentes no estudo.
– A pertinência das hipóteses deve ser demonstrada pela sua adequação com o quadro de referência teórica apresentada.
– A revisão bibliográfica deve ser atualizada e englobar a análise das obras básicas relacionadas ao problema investigado.
– A viabilidade e a pertinência da metodologia proposta para a testagem das hipóteses devem ser apresentadas.
– Os tipos de análise ou de testes estatísticos também devem ser previstos. Devem-se explicar os tipos de instrumentos que serão utilizados.
– O detalhamento do orçamento, prevendo as despesas com recursos humanos e materiais e o cronograma que especifica os prazos para cada fase da investigação.
Após estar pronto o plano executa-se o estudo piloto com uma amostra que possua características semelhantes ao elemento estudado. Este estudo poderá fornecer valiosos subsídios para o aperfeiçoamento dos instrumentos de pesquisa ou para os procedimentos de coleta de dados.
Terceira Etapa: Execução do Plano
Executado o estudo piloto, se necessário, introduzem-se correções e se inicia a etapa seguinte que é a da execução do plano, com a testagem propriamente dita das hipóteses, com o experimento ou a coleta de dados. Se a pesquisa utilizar entrevistadores há necessidade de treiná-los previamente visando uniformizar os procedimentos de ação neutralizando ao máximo a interferência de fatores estranhos no resultado da pesquisa.
Executada a fase de coleta, inicia-se o processo de tabulação, com a digitação dos dados, aplicação dos testes e análise estatística e avaliação das hipóteses. A análise estatística deve servir para afirmar se as hipóteses são ou não rejeitadas. Através dela pode-se estabelecer uma apreciação com juízos de valor sobre as relações entre as variáveis.
Quarta Etapa: Construção do Relatório de Pesquisa
Esta etapa é dedicada à construção do relatório de pesquisa que serve para relatar a comunidade científica, ou ao destinatário de sua pesquisa, o resultado, procedimentos utilizados, dificuldades e limitações de sua pesquisa.

ESTRUTURA E APRESENTAÇÃO DOS RELATÓRIOS DE PESQUISAS

A finalidade de um relatório de pesquisa é a de comunicar os processos desenvolvidos e os resultados obtidos em uma investigação. Os relatórios podem ser feitos de diversas formas: através de um artigo sintético para ser publicado em um algum periódico, através de uma monografia com objetivos acadêmicos ou na forma de uma obra para ser publicada. Além dos elementos que envolvem que envolvem uma produção textual e que seguem a orientação da lingüística aplicada, há os elementos objetivos ligados à coerência lógica, coesão textual e norma técnicas padronizadas e convenções tradicionais que devem ser respeitadas.
Há determinadas convenções padronizadas, decorrente do uso acadêmico, literário e científico, que acabaram por se transformar em normas e em modelos formais que devem ou podem ser seguidos.
Tipos de Relatório de Pesquisa Científica
Os relatórios de pesquisa são tratados na literatura específica com sentidos diversos, gerando, muitas vezes, ambigüidade de interpretações.
Há relatórios elaborados com fins acadêmicos e com fins de divulgação científica. Costuma-se incluir como “trabalho científico” diferente tipos de trabalho: resumos, resenhas, ensaios, artigos, relatórios de pesquisa, monografias, etc. O adjetivo “científico” confunde muitas vezes a cientificidade com o cumprimento das normas e padrões de sua estrutura e apresentação. Convém lembrar que cientificidade nada tem haver com normas e padrões.
O que há de comum nestes tipos de trabalho, exceto o resumo e resenha, é que todos são monográficos, devem versar sobre o problema que foi investigado e desenvolvido com atitude científica. Investiga-se um problema (mono), e não dois ou vários. Nesse sentido são todos os relatórios de pesquisa, necessariamente monográficos e científicos, com uma estrutura básica comum e algumas diferenças ao nível de profundidade da investigação, da exigência acadêmica em que são desenvolvidos, aos seus objetivos e aspectos formais tendo em vista a finalidade de sua apresentação.
Estrutura dos Relatórios de Pesquisa Científica
Um relatório de pesquisa compreende as seguintes partes:
a) Elementos pré-textuais:
• Capa;
• Folha de Rosto: contém elementos essenciais à identificação do trabalho;
• Dedicatória: opcional, serve para indicar pessoas a que se oferece o trabalho;
• Agradecimentos: serve para nomear pessoas as quais se deve gratidão, em função a algum tipo de colaboração no trabalho;
• Abstract: resumo da investigação, destacando as partes mais importantes
• Sumário: fornece a enumeração das principais divisões, seções e outras partes do trabalho;
• Lista de Tabelas, Gráficos e Quadros: quando houver deve-se lista-los.

b) Elementos Textuais:
• Introdução: seu objetivo é situar o leitor no contexto da pesquisa considerando os seguintes aspectos:
– Problema
– Objetivo
– Justificativa
– Definições
– Metodologia
– Marco Teórico
– Hipóteses
– Dificuldades ou Limitações
• Desenvolvimento: é a demonstração lógica de todo o trabalho de pesquisa;
• Conclusão: ela deve retomar o problema inicial, revendo as principais contribuições que trouxe a pesquisa e apresentar o resultado final;
• Notas: servem para o autor apresentar indicações bibliográficas, fazer observações, definições de conceito ou complementações ao texto;
• Citações: são menções, através de transcrição ou paráfrase, das informações retiradas de outras fontes;
• Fontes Bibliográficas: é o conjunto de elementos que permitem a identificação das fontes citadas no texto.

c) Elementos Pós-textuais:
• Apêndice: utilizado para colocar textos ou informações complementares elaborados pelo autor;
• Anexo: documento não elaborado pelo autor, acrescentado para provar, ilustrar ou fundamentar o texto.

ARTIGO CIENTÍFICO: ESTRUTURA E APRESENTAÇÃO

O artigo é uma apresentação sintética. Em forma de relatório escrito, dos resultados de investigações ou estudos realizados a respeito de uma questão. Seu objetivo é o de ser um meio rápido de divulgar o referencial teórico, a metodologia, os resultados alcançados e as principais dificuldades encontradas no processo de investigação ou análise de uma questão.
O artigo tem a seguinte estrutura:
• Identificação: Título do trabalho, autor e qualificação do autor;
• Abstract: Resumo;
• Palavras-chave: Termos que indicam o conteúdo do artigo;
• Artigo: Deve conter introdução, desenvolvimento e demonstração dos resultados, conclusão;
• Referências Bibliográficas;
• Anexos ou Apêndices: Quando necessário;
• Data do Artigo.

APRESENTAÇÃO DOS RELATÓRIOS DE PESQUISA E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

A finalidade de um relatório de pesquisa é comunicar os resultados obtidos na investigação. A sua apresentação formal obedecem as normas técnicas padronizadas e a determinados formalismos a serem seguidos conforme relacionado abaixo.
Distribuição do Texto na Folha
• Paginação: As páginas devem ser numeradas com números arábicos no canto superior direito da folha, iniciando-se a contagem na folha de rosto;
• Papel, margens e espacejamento: Deve-se usar papel A4 tamanho. Na distribuição do texto, para páginas capitulares, deixa-se 8 cm de margem superior entre o texto e a borda e nas demais 3cm. A margem esquerda deve ser de 3,5 cm e a direita e inferior 2,5 cm.
• Citações: Podem ser em forma de transcrição, ou de paráfrase.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: NORMAS DE APRESENTAÇÃO

Definições e Localização
São um conjunto de elementos que permitem a identificação de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de material, utilizados como fonte de consulta e citados nos trabalhos elaborados os quais devem seguir as normas da NBR 6023 da ABNT.
Uma referência bibliográfica tem elementos essenciais e complementares. Os essenciais são os indispensáveis para a identificação das fontes de citações de um trabalho; os complementares são os opcionais que podem ser acrescentados aos essenciais para melhor caracterizar as publicações referenciadas.
As referências bibliográficas podem aparecer em diversos em diferentes locais do texto, em notas de rodapé ou de fim de texto, lista bibliográfica sinalética ou analítica e encabeçando resumos ou recensões.
Ordem dos Elementos
Os elementos essenciais e complementares devem seguir a seguinte ordem:
a) Autor da publicação;
b) Título do trabalho;
c) Indicações de responsabilidade;
d) Número de edição;
e) Imprenta (Local da edição, editor e ano da publicação);
f) Descrição física, ilustração e dimensão;
g) Série ou coleção;
h) Notas especiais;
i) ISBN.

NORMAS COMPLEMETARES E GERAIS DE APRESENTAÇÃO

A seguir estão às regras e normas gerais que complementam a apresentação, normatizadas pela NBR 60-23.
Pontuação
Deve-se usar uma forma consistente de pontuação para todas as referências incluídas numa lista de publicação. Os vários elementos da referência bibliográfica devem ser separados entre si por uma pontuação uniforme.
Emprega-se vírgula entre o sobrenome e o nome do autor (pessoa física) quando invertido.
Ligam-se por hífen as páginas inicial e final da parte referenciada, bem como as datas limites de determinado período da publicação.
Ligam-se por barra transversal os elementos do período coberto pelo fascículo referenciado.
Indicam-se entre colchetes os elementos que não figuram na obra referenciada.
Empregam-se reticências nos casos em que se faz supressão de parte do título.
Tipos e Corpos
Deve-se usar uma forma consistente de destaque tipográfico para todas as referências incluídas numa lista ou publicação.
Autor
Indicam-se ou autor físico geralmente com a entrada pelo último sobrenome e seguido do prenome. Em caso de exceção, consultar as fontes adequadas.
Quando a obra tem até três autores, mencionam-se todos na entrada, na ordem em que aparecem na publicação. Se há mais de três, após os três primeiros segue-se a expressão et alii.
Obras constituídas de vários trabalhos ou contribuições de vários autores entram pelo responsável intelectual.
Em caso de autoria desconhecida, entra-se pelo título, não usando a expressão “anônimo”.
Obra publicada sob pseudônimo, este deve ser adotado na referência. Quando o verdadeiro nome for conhecido, é indicado entre colchetes, depois do pseudônimo.
As obras de responsabilidade de entidade coletivas têm geralmente entrada pelo título, com exceção de anais do congresso e trabalhos administrativos, legal, etc.
Título
O título é reproduzido tal como figura na obra ou trabalho referenciado, transliterado, se necessário.
Edição
Indica-se a edição em algarismos arábicos, seguidos de ponto e abreviatura da palavra edição no idioma da publicação.
Imprenta
Indica-se o local (cidade) da publicação, nome do editor e a data da publicação da obra.
Descrição Física
Aqui se define o número de páginas ou volumes, material especial, ilustrações, dimensões, séries e coleções.
Notas Especiais
São informações complementares que podem ser acrescentadas ao final da referência bibliográfica.

COMO CLASSIFICAR PESQUISAS

As pesquisas podem ser classificadas em três grandes grupos: exploratórias, descritivas e explicativas.
1 – Pesquisas Exploratórias
Tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema para torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses. Na maioria dos casos essas pesquisas envolvem: levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas relacionadas a pesquisa e análise de exemplos.
2 – Pesquisas Descritivas
Tem como objetivo a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou a relação entre determinadas variáveis.
3 – Pesquisas Explicativas
Tem como preocupação central identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. É a que mais aprofunda o conhecimento da realidade, pois explica a razão, o porquê das coisas.

Motivação Cultura e Controle

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Autoria: Renato Dias Ribeiro

MOTIVAÇÃO
É o processo de induzir uma pessoa ou grupo, cada qual com suas necessidades distintas a atingir os objetivos da organização, enquanto tenta também atingir objetivos pessoais.
Relaciona-se com a compreensão da razão do comportamento das pessoas para poder prever e influencia-lo.
Motivação é necessidade de todos. É muito difícil conquistar metas e objetivos se ela simplesmente não existe em nosso vocabulário.
OBJETIVOS DA MOTIVAÇÃO:
– Encorajar empregados potenciais a ingressar na empresa.
– Estimular os empregados a produzir mais a desempenhar suas funções com eficácia.
– Encorajar empregados a permanecer na empresa.

TEORIAS DE CONTEÚDO DA MOTIVAÇÃO

As teorias de conteúdo da motivação concentram-se nas necessidades internas que motivam o comportamento. Num esforço para reduzir ou satisfazer suas necessidades, as pessoas agem de determinadas maneiras. Esta abordagem é associada a pensadores como Maslow, McGregor, Herzberg, Atkinson e McClelland.

A HIERARQUIA DAS NECESSIDADES DE MASLOW:

A hierarquia das necessidades de Abraham Maslow, provavelmente recebeu mais atenção dos administradores do que qualquer outra teoria da motivação, já que classifica as necessidades humanas de modo lógico e conveniente, com implicações importantes para os administradores.
Maslow via a motivação humana como uma hierarquia de cinco necessidades, que iam de das necessidades mais básicas a mais elevadas de auto-realização.
De acordo com Maslow, os indivíduos serão motivados a satisfazer a necessidade que para eles estiver preponderante, ou mais forte, num determinado momento. A preponderância de uma necessidade depende da situação do indivíduo no momento e de suas experiências recentes. Partindo das necessidades físicas, que são as mais básicas, cada necessidade deve ser ao menos parcialmente satisfeita antes do indivíduo desejar satisfazer uma necessidade no próximo nível acima.
Uma conclusão óbvia da teoria de Maslow é que os empregados precisam de um salário suficiente para alimentar, abrigar e proteger a si mesmos e às suas famílias de um modo satisfatório, bem como de um ambiente de trabalho seguro, antes dos administradores tentarem oferecer incentivos destinados a dar-lhes estima, sentimentos de participação ou oportunidades de crescimento. As necessidades de segurança incluem estabilidade no trabalho, estar livre de coação ou de tratamento arbitrário, e regulamentos claramente definidos.
Na organização moderna tanto as necessidades fisiológicas como as de estabilidade são em geral (mas nem sempre) atendidas satisfatoriamente. O aspecto seguinte na hierarquia é a necessidade de participar e de ser amado. Isso é sentido com mais força dentro da família, mas também afeta o ambiente de trabalho. A não ser que se vejam como parte integrante da organização, os empregados irão sentir-se frustrados por uma necessidade de participação não atendida e provavelmente não responderão às oportunidades e incentivos de ordem mais elevadas.
Maslow descreveu dois tipos de necessidade de estima, o desejo de realização e competência e o desejo de status e reconhecimento. Em termos organizacionais, as pessoas querem ser boas em seus trabalhos; também querem sentir que estão realizando algo importante quando fazem esse trabalho. Como administradores, podendo atender aos dois tipos de necessidade de estima proporcionando trabalhos que desafiem e envolvendo os subordinados no estabelecimento de objetivos e nas decisões.

A TEORIA DE FREDERICK HERZBEG:

Herzberg concluiu que a satisfação e a insatisfação no trabalho decorrem de dois conjuntos separados de fatores. Essa teoria foi chamada de teoria dos dois fatores.
Entre os fatores de insatisfação (fatores higiênicos) estavam o salário, as condições de trabalho e a política da empresa, todos eles afetavam o contexto em que o trabalho era realizado. O mais importante desses fatores é a política da empresa, que segundos muitos indivíduos pode ser uma grande causa de ineficiência e ineficácia. Os pontos positivos atribuídos a esses fatores não levavam à satisfação no trabalho, mas meramente à ausência de insatisfação.
Entre os fatores de satisfação (fatores motivantes) estão a realização, o reconhecimento, a responsabilidade, e o progresso, todos eles relacionados ao conteúdo do trabalho e às recompensas ao desempenho profissional.

CULTURA ORGANIZACIONAL

Cultura é o termo genérico usado para significar duas acepções diferentes. De um lado, o conjunto de costumes, civilização e realizações de uma época ou povo, e, de outro lado, artes, erudição e demais manifestações mais sofisticadas do intelecto e da sensibilidade humana, consideradas coletivamente. A cultura organizacional nada tem a ver com isto. No estudo das organizações, a cultura equivale ao modo de vida da organização em todos os seus aspectos, como idéias, crenças, costumes, regras, técnicas, etc. Neste sentido, todos os seres humanos são dotados de cultura, pois fazem parte de algum sistema cultural. Em função disso, toda pessoa tende a ver e julgar as outras culturas a partir do ponto de vista de sua própria cultura. Daí o relativismo: as crenças e comportamentos só podem ser compreendidos em relação ao seu contexto cultural.
A cultura organizacional ou cultura corporativa é o conjunto de hábitos e crenças estabelecidos através de normas, valores, atitudes e expectativas compartilhados por todos os membros da organização. Ela refere-se ao sistema de significados compartilhados por todos os membros e que distingue uma organização das demais. Constitui o modo institucionalizado de pensar e agir que existe em uma organização. A essência da cultura de uma empresa é expressa pela maneira como ela faz seus negócios, a maneira como ela trata seus clientes e funcionários, o grau de autonomia ou liberdade que existe em suas unidades ou escritórios e o grau de lealdade expresso por seus funcionários com relação à empresa. A cultura organizacional representa as percepções dos dirigentes e funcionários da organização e reflete a mentalidade que predomina na organização. Por esta razão, ela condiciona a administração das pessoas.
Cada organização cultiva e mantém a sua própria cultura. É por este motivo que algumas empresas são conhecidas por algumas peculiaridades próprias. Os administradores da Procter & Gamble fazem memorandos que não ultrapassam uma página. Todas as reuniões da Du Pont começam com um comentário obrigatório sobre segurança. O pessoal da Toyota está concentrado em perfeição.
A cultura representa o universo simbólico da organização e proporciona um referencial de padrões de desempenho entre de padrões de desempenho, entre os funcionários, influenciando a pontualidade, a produtividade e a preocupação com qualidade e serviço ao cliente.
A cultura exprime a identidade da organização. Ela é construída ao longo do tempo e passa a impregnar todas as práticas, impregnar todas as práticas, constituindo um complexo de representações mentais e um sistema coerente de significados que une todos os membros em torno dos mesmos objetivos e dos mesmos modos de agir. Ela serve de elo entre o presente e o passado e contribui para a permanência e a coesão da organização. Em outras palavras, a cultura organizacional representa as normas informais e não escritas que orientam o comportamento dos membros de uma organização no dia-a-dia e que direcionam suas ações para o alcance dos objetivos organizacionais. No fundo, é a cultura que define a missão e provoca o nascimento e o estabelecimento dos objetivos da organização. A cultura precisa ser alinhada juntamente com outros aspectos das decisões e ações da organização como planejamento, organização, direção e controle para que se possa melhor conhecer a organização.

COMPONENTES DA CULTURA ORGANIZACIONAL

Toda cultura se apresenta em três diferentes níveis: artefatos, valores compartilhados e pressuposições básicas.
Artefatos: Constituem o primeiro nível da cultura, o mais superficial, visível e perceptível. Artefatos são as coisas concretas que cada um vê, ouve e sente quando se depara com uma organização. Incluem os produtos, serviços, e os padrões, de comportamento dos membros de uma organização. Quando se percorre os escritórios de uma organização, pode-se notar como as pessoas se vestem, como elas falam, sobre o que conversam, como se comportam, o que são importantes e relevantes para elas. Os artefatos são todas ou eventos que podem nos indicar visual ou auditivamente como é a cultura da organização. Os símbolos, as histórias, os heróis, os lemas, as cerimônias anuais são exemplos de artefatos.
Valores compartilhados: Constituem o segundo nível da cultura. São os valores relevantes que se tornam importantes para as pessoas e que definem as razões pelas quais elas fazem o que fazem. Funcionam como justificativas aceitas por todos os membros. Em muitas culturas organizacionais os valores são criados originalmente pelos fundadores da organização.
Pressuposições básicas: Constituem o nível mais íntimo, profundo e oculto da cultura organizacional. São as crenças inconscientes, percepções, sentimentos e pressuposições dominantes nos quais as pessoas acreditam. A cultura prescreve a maneira de fazer as coisas adotadas na organização, muitas vezes através de pressuposições não escritas e nem sequer faladas.
Os funcionários aprendem a cultura organizacional através de várias formas, como histórias, rituais, símbolos materiais e linguagem.
Histórias: Contos e passagens sobre o fundador da companhia, lembranças, sobre dificuldades ou eventos especiais, regras de conduta, corte e recolocação de funcionários. Acertos e erros do passado geralmente ancoram o presente no passado e explicam a legitimação das práticas atuais.
Rituais e Cerimonias: São seqüências repetitivas de atividades que expressam e reforçam os valores principais da organização. As cerimônias de fim de ano e as comemorações do aniversário da organização são rituais que reúnem e aproximam a totalidade dos funcionários para motivar e reforçar aspectos da cultura da organização, bem como reduzir os conflitos.
Símbolos Materiais: A arquitetura do edifício, as salas e mesas, o tamanho e arranjo físico dos escritórios constituem símbolos materiais que definem o grau de igualdade ou diferenciação entre as pessoas e o tipo de comportamento ( como assumir riscos ou seguir a rotina, autoritarismo ou espírito democrático, estilo participativo ou individualismo, atitude conservadora ou inovadora) desejado pela organização. Os símbolos materiais constituem a comunicação não verbal.
Linguagem: Muitas organizações e mesmo unidades dentro das organizações utilizam a linguagem como um meio de identificar membros de uma cultura ou subcultura. Ao aprender a linguagem, o membro confirma a aceitação da cultura e ajuda a preserva-la. As organizações desenvolvem termos singulares para descrever equipamentos, escritórios, pessoas – chaves, fornecedores, clientes ou produtos. Também a maneira como as pessoas se vestem e os documentos utilizados constituem formas de expressar a cultura organizacional.
A cultura organizacional se caracteriza pela sua aceitação implícita pelos seus membros. Ela é também reforçada pelo próprio processo de seleção, que elimina as pessoas com características discrepantes com os padrões estabelecidos e ajuda a preservar a cultura.

TIPOS DE CULTURA

CULTURAS ADAPTATIVAS

Caracterizam-se pela sua maleabilidade e flexibilidade e são voltadas para a inovação e a mudança. São organizações que adotam e fazem constantes revisões e atualizações, em suas culturas adaptativas se caracterizam pela criatividade, inovação e mudanças. De um lado, a necessidade de mudança e a adaptação para garantir a atualização e modernização, e de outro, a necessidade de estabilidade e permanência para garantir a identidade da organização. O Japão, por exemplo, é um país que convive com tradições milenares ao mesmo tempo em que cultua e incentiva a mudança e a inovação constantes.

CULTURAS CONSERVADORAS

Se caracterizam pela manutenção de idéias, valores, costumes e tradições que permanecem arraigados e que não mudam ao longo do tempo. São organizações conservadoras que se mantêm inalteradas como se nada tivesse mudado no mundo ao seu redor.
CULTURAS FORTES

Seus valores são compartilhados intensamente pela maioria dos funcionários e influencia comportamentos e expectativas.
Empresas como IBM, 3M, Merk, Sony, Honda, estão entre aquelas que ostentam culturas fortes.

CULTURAS FRACAS

São culturas mais facilmente mudadas. Como exemplo, seria uma empresa pequena e jovem, como está no início, é mais fácil para a administração comunicar os novos valores, isto explica a dificuldade que as grandes corporações tem para mudar sua cultura.

CONTROLE ESTRATÉGICO

Controle é uma função administrativa: é a fase do processo administrativo que mede e avalia o desempenho, e toma a ação corretiva necessária. Assim, o controle é um processo essencialmente regulatório.
O controle estratégico – também denominado controle organizacional – é tratado no nível institucional da empresa e se refere geralmente aos aspectos globais que envolvem a empresa como uma totalidade. Sua dimensão de tempo é o longo prazo. Seu conteúdo é geralmente genérico e sintético. Daí as três características básicas que identificam o controle estratégico da empresa:
1. Nível de decisão: é decidido no nível institucional da empresa.
2. Dimensão de tempo: é orientado para longo prazo.
3. Abrangência: e genérico e abrange a empresa como um todo. É macroabrangente.
Devido a enorme complexidade e as multifacetadas atividades da empresa, torna-se difícil abordar o controle em sua totalidade, uma vez que existem muitos tipos de controles: financeiros, contábeis, de produção, de qualidade, de inventários, de vendas, de pessoal, etc. Isto significa que muitas pessoas se incumbem, dentro das empresas, de tarefas relacionadas com o acompanhamento e avaliação das atividades correntes e passadas, comparando-as com normas e padrões desejados pela empresa. Se os resultados se afastam ou se desviam das normas prescritas, alguma ação corretiva deve ser tomada.
Todo sistema depende de insumos ou entradas que procedem de seu meio ambiente para podermos funcionar. Os insumos ou entradas são processados pelos diversos subsistemas e transformados em saídas ou resultados (produtos ou serviços) que retornam ao meio ambiente. A eficiência do sistema consiste em manter uma relação viável de entradas / saídas. O sistema perde eficiência quando seus insumos ou entradas tardam a chegar, por qualquer motivo, acarretando paradas ou esperas dos subsistemas. Por outro lado, o sistema que tem mais entrada e saídas, isto é, o sistema que acumula insumos por receio de retardas suas operações por falta deles, também perde eficiência, pois tem excesso de recursos não utilizados. Assim, a escassez ou excesso de insumos ou entradas constituem extremos ou desvios que devem ser evitados em qualquer sistema produtivo.
Da mesma maneira, o sistema cujas saídas não atendem às necessidades do meio ambiente perde eficácia. E quando suas saídas são maiores de que demanda do meio ambiente, elas tendem a ficar retidas dentro do sistema aguardando o momento de serem liberadas.
Como sistemas abertos, as empresas procuram continuamente controlar suas atividades mantendo-as sempre dentro dos parâmetros ou balizamentos adequados. E aí surge a noção de controle.
O controle visa a duas finalidades principais:
a) Correção de falhas ou erros existentes: o controle serve para detectar falhas ou erros – seja no planejamento ou na execução – para apontar as medidas corretivas adequadas para sana-las.
b) Prevenção de novas falhas ou erros: ao corrigir as falhas ou erros existentes, o controle aponta os meios necessários para evita-los no futuro.
O controle é algo universal, consiste fundamentalmente em um processo que guia a atividade exercida para um fim previamente determinado. A essência do controle reside em verificar se a unidade controlada está ou não alcançando os resultados desejados.
Os controles organizacionais servem para:
a) Padronizar o desempenho, por meio de inspeções, supervisão, procedimentos escritos ou programas de produção.
b) Padronizar a qualidade de produtos e serviços oferecidos pela empresa, mediante treinamento de pessoal, inspeções, controle estatístico de qualidade e sistemas de incentivos.
c) Proteger os bens organizacionais de abusos, desperdícios ou roubos, por meio de exigência de registros escritos, procedimentos de auditoria e divisão de responsabilidades.
d) Limitar a quantidade de autoridade que está sendo exercida pelas várias posições ou níveis organizacionais, mediante descrições de cargos, diretrizes e políticas, regras e regulamentos e sistemas de auditoria.
e) Avaliar e dirigir o desempenho das pessoas, por meio de sistemas de avaliação do desempenho pessoal, supervisão direta, vigilância e registros incluindo informação sobre produção por empregado ou perdas com refugo por empregado etc.
f) Meios preventivos para o atingimento dos objetivos da empresa, pela articulação de objetivos em um planejamento, uma vez que os objetivos ajudam a definir o escopo apropriado e a direção do comportamento dos indivíduos para o alcance dos resultados desejados.

FASES DO CONTROLE

1. ESTABELECIMENTO DE PADRÕES DE DESEMPENHO

Os padrões representam o desempenho desejado. Podem ser tangíveis ou intangíveis, vagos ou específicos, mas sempre relacionados com o resultado que se deseja alcançar. Os padrões são normas que proporcionam a compreensão daquilo que se deverá fazer.
A Escola da administração Científica de Taylor deu exagerada ênfase ao desempenho de técnicas e métodos capazes de proporcionais padrões de desempenho. O “estudo de tempos e movimentos” constitui uma técnica desenvolvida para determinar o tempo padrão, isto é, o tempo médio que um operário deverá levar para executar uma determinada tarefa. O custo padrão é um outro exemplo de técnica que fixa padrões para analisar e controlar os custos empresariais.
Existem vários tipos de padrões utilizados para avaliar e controlar os diferentes recursos da empresa, a saber:
a) Padrões de quantidade: como número de empregados, volume de produção, volume de vendas, percentagem de rotação do estoque, índice de acidentes etc.
b) Padrões de qualidade: como padrões de qualidade para a produção, funcionamento de máquinas e dos equipamentos, qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela empresa, assistência técnica etc.
c) Padrões de tempo: como permanência média do empregado na empresa, tempos padrões de produção, tempo de processamento dos pedidos dos clientes etc.
d) Padrões de custo: como custo de estocagem das matérias-primas, custo do processamento de um pedido, custo de uma requisição de material, custo de uma ordem de serviço, relação custo-benefício de um novo equipamento, custos diretos e indiretos da produção etc.

2. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

Para se controlar o desempenho deve-se, pelo menos, conhecer algo a respeito dele e do seu passado, Isto pode parecer coisa simples, porém, se a base da mediação ou mensuração não for bem definida, o processo cairá em erros e confusões. Um sistema de controle depende da informação imediata a respeito do desempenho e da unidade de mensuração deverá estar de acordo com o padrão predeterminado e deverá ser expressa de forma que facilite uma comparação entre o desempenho e o padrão de desempenho desejado.

3. COMPARAÇÃO DO DESEMPENHO COM O PADRÃO

A comparação do desempenho com o que foi planejado não busca apenas localizar os erros ou desvios, mas também permitir a predição de outros resultados futuros. Um bom sistema de controle, além de proporcionar rápidas comparações, permite localizar possíveis dificuldades ou mostrar tendências significativas para o futuro. Não é possível modificar o passado, mas a sua compreensão pode propiciar auxilio para, a partir do presente, criar condições para que as operações futuras obtenham melhores resultados.
No fundo, a comparação pode ser feita por meio de:
a) Resultados: quando a comparação entre o padrão e a variável é feita depois de terminada a operação. A mensuração realiza-se em termos de algo pronto e acabado, no fim da linha, e apresenta o inconveniente de mostrar os acertos e faltas de uma operação já terminada, uma espécie de atestado de óbito de algo que já aconteceu.
b) Desempenho: quando a comparação entre o padrão e a variável é feita paralelamente à operação, ou seja, quando a comparação acompanha a execução da operação. Embora feita paralelamente ao tempo e, portando, atual, a mensuração é feita sobre uma operação em processamento e ainda não terminada. Correspondente a uma espécie de monitoração do desempenho, sem interferir no seu resultado ou na sua consecução.
A comparação do resultado ou do desempenho em relação ao padrão pode resultar em três possibilidades:
a) Conformidade ou aceitação: o resultado ou desempenho está de acordo com o padrão e, portanto, aceito.
b) Os resultados ou desempenho apresenta leve desvio quanto ao padrão, mas dentro da tolerância permitida, e, portanto, aceito, embora a conformidade não seja a ideal.
c) Rejeição: o resultado ou desempenho apresenta desvio, afastamento ou discrepância para maio ou para menos em relação ao padrão, além da tolerância permitida e, portanto, rejeitando e sujeito à ação corretiva.
A comparação dos resultados obtidos com os resultados planejados geralmente é feita por meios de apresentação como gráficos, relatórios, índices, percentagens, medidas e estáticas etc. Esses meios de apresentação impõem técnicas à disposição do controle para que este tenha maior informação sobre aquilo que deve ser controlado.

4. AÇÃO CORRETIVA

O controle deve indicar quando o desempenho não está de acordo com o padrão estabelecido e qual a medida a adotar. O objetivo do controle é exatamente indicar quando, quanto, onde e como se deve executar a correção.
A ação corretiva é tomada a partir dos dados quantitativos gerados nas três fases anteriores do processo de controle. As decisões quanto ‘as correções a serem feitas representam a culminação do processo de controle.
Qualquer que seja o nível, a área de atividade ou o problema envolvido, o processo de controle é basicamente o mesmo e segue aproximadamente estas quatro fases. Pode mudar o mecanismo, mas o processo é sempre o mesmo.
O controle depende e contribui para as outras funções administrativas, guardando estreito inter-relacionamento com todas elas. Sem o planejamento para fixar os objetivos e especificar as atividades, o controle não teria qualquer propósito. Sem a organização, a orientação sobre quem deve fazer as avaliações e quem deve tomar as ações corretivas não existiria. Sem a direção, todos os relatórios de avaliação não teriam nenhuma influência sobre o desempenho atual da empresa.

TIPOS DE CONTROLES ESTRATÉGICOS

Da mesma forma como existe uma hierarquia nas atividades de planejamento, é evidente que há uma hierarquia de tipos de controle. O importante é que, à medida que os planos vão descendo a escala hierárquica e penetrando mais nos detalhes, o mecanismo do controle se torna bem mais evidente. Os controles são mais vagos e amplos à medida que se sobe na escala hierárquica da empresa.
Existem vários tipos de controle estratégico, a saber:

1. O DESEMPENHO GLOBAL DA EMPRESA

No nível institucional, são desenhados e utilizados sistema de controle para medir o desempenho global da empresa. Em alguns casos, tornam-se necessários sistemas de controle para medir o desempenho de uma ou de todas as unidades – departamentos ou divisões – da empresa ou ainda de certos projetos considerados prioritários.
Existem três razões básicas para a existência de controle sobre o desempenho global da empresa:
a) O planejamento estratégico é aplicável à empresa como uma totalidade no sentido de alcançar objetivos empresariais globais. Para acompanha-lo e medi-lo, tornam-se necessários controles igualmente globais e amplos, para permitir ações corretivas por parte da direção da empresa.
b) Na medida em que ocorre descentralização da autoridade, as unidades passam a ser semi-autônomas em suas operações e, principalmente, em suas decisões locais, exigindo controles globais capazes de evitar o caos decorrente da completa autonomia que poderia advir.
c) Controles globais permitem medir o esforço total da empresa como um todo ou de uma área integrada em vez de medir simplesmente parte dela.
Quase sempre, os controles globais na empresa são de caráter financeiro. Existem outros aspectos importantes na avaliação do desempenho global da empresa: seu atendimento às necessidades do ambiente externo, sua imagem no mercado, seu potencial de recursos humanos e de conhecimentos tecnológicos etc.

2. RELATÓRIOS CONTÁBEIS

O controle do desempenho global da empresa geralmente toma a forma de relatórios contábeis que constituem uma conclusão de todos os principais fatos da empresa, como volume de vendas, volume de produção, volume de despesas em geral, custos, lucros, utilização do capital, retorno sobre o investimento etc., dentro de um inter-relacionamento que varia de empresa para empresa. Com isso, a administração no nível institucional pode saber como a empresa como um todo está sendo bem ou mal sucedida em reação aos seus objetivos.

3. CONTROLE DOS LUCROS E PERDAS

O demonstrativo de lucros e perdas (L & P) apresenta uma visão resumida da posição de lucro ou de perda da empresa em um determinado período de tempo. Comparando os demonstrativos dos períodos anteriores, pode-se verificar certas variações e detectar algumas áreas que necessitam de maior atenção por parte da administração. Como a sobrevivência do negócio depende basicamente da lucratividade, o lucro passa a ser um importante padrão para a medida do sucesso, seja da empresa como um todo, seja para determinados departamentos ou divisões mais importes. O controle sobre lucros e perdas, quando aplicável a departamentos ou divisões da empresa, se baseia na premissa de que o objetivo do negócio como um todo é gerar lucros e cada parte da empresa deve contribuir para esse objeto. A capacidade de cada parte atingir um determinado lucro esperado passa a ser um padrão para medir o seu desempenho.
A análise de lucros e perdas pode ser feita recorrendo-se a muitos métodos diferentes. Um deles é comparar a demonstração de lucros e perdas orçada (da empresa como um todo ou de um determinado em particular), para um determinado período, como os dados reais do mesmo período. As diferenças entre o que foi orçado e a realidade devem ser determinadas, identificadas e explicadas. E, se necessário, corrige-se o desvio ocorrido. Outro método para analisar os lucros e perdas é a análise percentual que utiliza percentagem ou índices contábeis ou financeiros, para comparar o planejado (orçado) e o real.
4. CONTROLE PELA ANÁLISE DO RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO (RSI)

Com a análise RSI a empresa pode avaliar suas diferentes linhas de produtos e verificar onde o capital está sendo mais eficientemente empregado, além de poder fazer uma aplicação balanceada do capital para alcançar um lucro global maior. Isto lhe permite identificar os produtos mais rentáveis, bem como melhorar outros que estão pesando negativamente na balança dos lucros.

CONTROLE ORGANIZACIONAL DO PONTO DE VISTA HUMANO

Por controle social entendem-se todos os meios utilizados para induzir uma pessoa ou grupos de pessoas a corresponderem às expectativas de uma organização social ou da própria sociedade. As empresas tem o poder ou controle sobre as pessoas. A autoridade para exercer poder é geralmente institucionada por meio de documentos escritos, devidamente publicados para conhecimento geral das pessoas envolvidas.

AS VARIÁVEIS CAUSAIS, INTERVENIENTES E RESULTANTES

Likert procura demonstrar como as pessoas influenciam os resultados finais da empresa. Para avaliar o desempenho humano em termos globais, ele aponta três tipos de variáveis, a saber:
Variáveis causais: são as variáveis administrativa que são determinadas por meio de decisões da própria empresa, como a estrutura organizacional, a filosofia e as políticas administrativa, o estilo de liderança, os planos e os controles, enfim, todos os fatores que a administração amolda e altera segundo seus pontos de vista.
Variáveis intervenientes: são as variáveis provocadas pelos participantes da empresa, ou seja, pelos próprios empregados com suas atitudes, percepções, motivações, habilidades e capacidades, interação social, comunicação, lealdade, decisões pessoais, etc.
Variáveis resultantes: são as variáveis finais, ou seja, as conseqüências ou os efeitos das variações causais e dos desdobramentos provocados pelas variáveis intervenientes. É o caso da produção, da produtividade, dos custos, lucros, etc.

CONTROLE TÁTICO

O controle tático é exercido ao nível intermediário das empresas, é denominado controle departamental ou controle gerencial. Refere-se aos aspectos menos globais da empresa. Sua dimensão de tempo é o médio prazo. Aborda geralmente cada unidade da empresa – como um departamento ou cada conjunto de recursos tomados isoladamente.
A teoria do controle se baseia em dois conceitos importantes:
a) Retroinformação: é a retroação ou realimentação, o mecanismo que fornece informações relativas ao desempenho passado ou presente, capazes de influenciar as atividades futuras ou os objetivos futuros do sistema. Fornece as informações necessárias às decisões para promover o ajuste do sistema.
b) Homeostase: é a tendência que todos os organismos e organizações têm para auto-regular-se, isto é, para retornarem a um estado de equilíbrio estável toda vez que forem submetidas a alguma perturbação por força de algum estímulo externo.
Uma vez estabelecidos os objetivos no nível institucional, elaborados os planos no nível intermediário, reunidos os recursos necessários e baixadas as instruções e procedimentos, o executivo precisa assegurar que o desempenho da execução corresponda aos planos. Neste sentido, o executivo – no nível intermediário – precisa desenvolver um processo de controle que envolve as quatro fases seguintes:
a) Estabelecimento de padrões.
b) Avaliação de resultados.
c) Comparação dos resultados com os padrões.
d) Ação corretiva quando ocorrem desvios ou variâncias.

1. ESTABELECIMENTO DE PADRÕES

Os padrões de controle dependem diretamente dos objetivos, especificações e resultados previstos resultantes do processo de planejamento. Um padrão significa um nível de realização ou de desempenho que se pretende tomar como referência. Um padrão pode servir como um resultado esperado em função do planejamento.
Os padrões fornecem parâmetros que deverão balizar o funcionamento do sistema. As decisões sobre os padrões geralmente são tomadas no decorrer do processo de planejamento, mas poderão ser reajustados à medida que o processo de controle comece a produzir a informação de realimentação capaz de definir se os padrões estão adequadamente prefixados ou se devem ser alterados para mais ou para menos, a fim de se ajustar à realidade dos fatos.
O padrão fornece os critérios para medir o desempenho e avaliar os resultados.
No nível intermediário, os padrões de controle são geralmente estabelecidos a partir de certos objetivos departamentais tomados como critérios para avaliar os resultados e o desempenho de cada departamento. Cada departamento, ao fixar os seus objetivos principais e secundários, define os padrões pelos quais poderá verificar se está ou não atingindo o leque de objetivos a que se propôs alcançar.

2. AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS

O controle tático se baseia fundamentalmente nas informações obtidas no acompanhamento da execução dos planos de ação ou da operação dos programas previamente estabelecidos. Seu objetivo é avaliar o desempenho ou os resultados dentro dos limites previstos pelos padrões, a fim de garantir o alcance dos objetivos traçados. Constitui o meio adequado de influir nas decisões para corrigir a atividade planejada ou a operação programada e possibilitar o ajustamento da atividade ou da operação em relação aos objetivos.
A descentralização administrativa influencia poderosamente o controle: à medida que aumenta a descentralização, deve haver alguma modificação nos controles da empresa. Quando as decisões são centralizadas, o administrador geralmente estabelece padrões detalhados para os métodos e resultados de cada fase do trabalho: padrões rigidamente definidos, métodos e resultados de cada fase do trabalho.
A freqüência com que são feitas as avaliações também muda com a descentralização. Na centralização, o administrador geralmente se preocupa com detalhes e com o curto prazo. À medida que descentraliza, o administrador deixa de lado detalhes e os relatórios diários para dirigir sua atenção para resultados globais e para amplitudes de tempo mais longas.

3. COMPARAÇÃO DOS RESULTADOS

A comparação é geralmente uma atividade especializada de assessoria (staff) por envolver especialização. Aliás, boa parte das atividades de planejamento e de controle é geralmente um encargo de assessoria e não de linha. Muitos dos componentes da comparação envolvem alguma especialização técnica e os seus resultados são transmitidos aos gerentes de linha por meio de relatórios, mapas, circulares, etc. A partir desse material, que geralmente constitui o sistema de informação gerencial (SIG), os gerentes de linha avaliam o funcionamento geral de seus departamentos ou unidades e tomam as decisões necessários para sua adequada condução.
A comparação proporciona a informação a respeito da quantidade, qualidade, do tempo e custo das atividades de cada departamento, capaz de permitir sua avaliação em relação aos padrões preestabelecidos. O processo de comparação repousa na mensuração, na variância e no princípio da exceção, que são os seus três elementos essenciais.
a) Mensuração: refere-se à informação sobre o desempenho de um departamento, de forma a avaliá-la de acordo com algum critério quantitativo ou qualitativo. As principais técnicas de mensuração utilizadas são a observação e os relatórios.
• Observação: A observação do nível de atividade – indagações feitas ao empregados, observação do desempenho e comportamento dos mesmos, comentários obtidos dos clientes, notícias dos consumidores etc. – qualquer que seja a maneira pela qual é feita, é um importante meio de se saber como as coisas vão indo.
• Relatórios: Por meio de relatórios, os dados chegam ao administrador de uma forma que lhe permite fazer comparações e tomas as ações mais indicadas. Relatórios de controle permitem revelar não apenas o que está acontecendo em um determinado período de tempo, mas também o significado do que está acontecendo.
b) Variância: é algum grau de desvio ou de afastamento do desempenho atual em relação ao padrão estabelecido. A comparação procura descobrir e localizar se existe discrepância ou desvio entre o que está sendo feito e o que deveria ser feito.
c) Princípio da exceção: deixa de lado as ocorrências normais que não requerem ação corretiva, para apontar somente o que é excepcional, isto é, as ocorrências que fogem à normalidade dos acontecimentos.

4. A AÇÃO CORRETIVA

A maioria dos administradores detém e concentra em suas mãos o controle sobre uma infinidade de assuntos e somente autoriza o prosseguimentos das atividades após certificar-se se os diversos padrões estão sendo observados.
Em algumas circunstâncias, a verificação e aprovação de certos assuntos poderão ser delegados a indivíduos mediante a delegação de poderes especiais de controle.

TIPOS DE CONTROLES TÁTICOS

1. CONTROLE ORÇAMENTÁRIO

O orçamento constitui geralmente um plano apresentado em termos de dinheiro: a atividade da empresa é produzida em resultados esperados, tendo o dinheiro como denominador comum.
A grande vantagem do processo orçamentário é que ele leva a administração a explicitar seus planos futuros e a atribuir-lhes valores financeiros.
Os orçamentos são freqüentemente empregados para comunicar os planos às várias partes da empresa. Muitas empresas desenvolvem um sistema de orçamento abrangente, no qual os vários orçamentos são relacionados quantitativa e logicamente, formando um sistema integrado. Outras empresas utilizam sistemas de orçamentos parciais, orientados para determinados aspectos do planejamento, como orçamentos de vendas, de produção e de despesas gerais.

2. ORÇAMENTO-PROGRAMA

O orçamento-programa requer a identificação das missões e de todas as despesas com elas relacionadas, desde a justificativa de sua necessidade, o projeto e a produção, até sua entrega e utilização.
Todavia, o orçamento-programa tem suas limitações. Ele exige a implementação de uma sistemática administração programática em todos os níveis da empresa. Por outro lado, nem todas as decisões se fundamentam em análise quantitativa e muitas delas envolvem julgamentos pessoais que não são previstos no orçamento-programa.

3. CONTABILIDADE DE CUSTOS

Trata de informações sobre acumulação e análise de custos, alocando os custos em algum tipo de unidade-base, como produtos, serviços, subconjuntos, componentes, projetos ou departamentos, A contabilidade de custos utiliza geralmente as seguintes classificações de custos:
a) Custos fixos: são os custos que independem do volume de produção ou do nível de atividade da empresa.
b) Custos variáveis: são os custos que estão diretamente relacionados com o volume de produção ou com o nível de atividade da empresa.
A partir dos custos fixos e variáveis, pode-se calcular o chamado “ponto de equilíbrio”, isto é, o ponto em que não há prejuízo nem lucro.

CONTROLE OPERACIONAL

O controle ao nível operacional, é o subsistema de controle realizado ao nível da execução das operações. Trata-se de uma forma de controle realizada sobre a execução das tarefas e operações desempenhadas pelo pessoal não administrativo da empresa. Neste sentido, o controle operacional se refere aos aspectos mais específicos da empresa. Neste sentido, o controle operacional se refere aos aspectos mais específicos, como as tarefas e as operações. Sua dimensão de tempo é o curto prazo, pois seu objetivo é francamente imediatista: avaliar e controlar o desempenho das tarefas e operações a cada momento. É também o subsistema de controle mais voltado para a realidade concreta da empresa: o seu dia-a-dia, em termos de tarefas realizadas.
Enquanto o nível institucional estabelece os objetivos e o nível intermediário elabora os planos e os meios de controle em termos departamentais, o nível operacional traça os planos e os meio de controle em termos específicos com relação a cada tarefa ou operação, tomadas isoladamente.

CONTROLE COM UM PROCESSO CIBERNÉTICO

Todos os sistemas cibernéticos (dotados de homeostasia e de auto-regulação) se controlam a si mesmos por meio de um recontrole de informações que revela erros ou desvios no alcance dos objetivos e efetua correções. Os sistemas utilizam uma parte de sua energia para recontrolar informações que são confrontadas com algum padrão de desempenho.

FASES DO CONTROLE OPERACIONAL

1. ESTABELECIMENTO DE PADRÕES

Os padrões representam representam a base fundamental do controle operacional. Um padrão é uma norma ou critério que serve de base para a avaliação ou comparação de alguma coisa. O padrão é o ponto de referência para aquilo que será feito.

2. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

Consiste em avaliar o desempenho por meio de acompanhamento e monitorização daquilo que está sendo executado.

3. COMPARAÇÃO DO DESEMPENHO COM O PADRÃO

Consistem em comparar o desempenho com aquilo que foi previamente estabelecido como padrão, para verificar se há desvio ou variação, isto é, se há falha ou erro em relação ao desempenho desejado.

4. AÇÃO CORRETIVA

Consiste em corrigir o desempenho para adequá-lo ao padrão estabelecido, é a função básica do controle pela qual as providências são tomadas para eliminar as variâncias significativas entre o desempenho atual e o desempenho desejado. A ação corretiva incide geralmente sobre a própria tarefa ou operação, visa colocar as coisas em ordem.

AÇÃO DISCIPLINAR

A ação disciplinar é a ação corretiva realizada sobre o comportamento de pessoas. Seu propósito é diminuir a discrepância entre os resultado atuais e os resultados esperados. Pode ser positiva ou negativa. A Ação positiva toma a forma de encorajamento, recompensas, elogios, treinamento adicional ou orientação. A ação negativa inclui o uso de advertências, castigos, admoestações e até mesmo desligamentos da empresa.
A ação disciplinar deve possuir as seguintes características:
a) Deve ser esperada: a ação disciplinar deve ser previstas em regras e regulamento e previamente estabelecida.
b) Deve ser impessoal: a ação disciplinar não deve simplesmente buscar punir uma determinada pessoa ou grupos culpados, mas apenas corrigir a situação.
c) Deve ser imediata: a ação disciplinar deve ser aplicada tão logo seja detectado o desvio, para que o infrator associe claramente a sua aplicação com a discrepância que efetuou.
d) Deve ser consciente: as regras e os regulamentos devem ser feitos para todos.
e) Deve ser limitada ao propósito: após tomada a ação disciplinar, o gerente deve assumir a sua atitude normal em relação ao subordinado faltoso.

TIPOS DE CONTROLES OPERACIONAIS

1. PRODUÇÃO EM LINHA DE MONTAGEM

Trata-se de um mecanismo impessoal de controle de modo a exercer, mais do que a hierarquia administrativa, contínua limitação ao desempenho dos subordinados. A linha de montagem reduz as responsabilidades do chefe na supervisão de seus subordinados e aumenta sua responsabilidade de ajudá-los e de treiná-los.

2. QUADROS DE PRODUTIVIDADE

São quadros estatísticos abordando aspectos quantitativos e qualitativos do desempenho dos subordinados e que são colocados em lugares públicos para que todos tomem conhecimento. Os quadros de produtividade fornecem aos supervisores e aos subordinados informações a respeito do desempenho destes, mas ao mesmo tempo também agem como mecanismo impessoal de controle, exercendo influência direta sobre o bom desempenho das tarefas.

3. AUTOMAÇÃO

Com a automação, a máquina passou a simular o pensamento e não simplesmente a força muscular. Esquemas automáticos e outros avanços tecnológicos eliminaram muitos cargos, modificaram totalmente alguns e criaram novos cargos.
A automação constitui um poderoso mecanismo impessoal de controle sobre o comportamento dos subordinados.

4. CONTROLE DE QUALIDADE

O controle de qualidade consiste em assegurar que a qualidade do produto ou do serviço atenda os padrões prescritos.
Para localizar desvios, defeitos, erros ou falhas no processo produtivo, o controle de qualidade (CQ) deve comparar o desempenho com o padrão estabelecido. Essa comparação pode ser feita de três maneiras.
a) CQ 100%: Corresponde à inspeção total da qualidade. Isso significa que a totalidade dos itens deve ser comparada com o respeito padrão para verificar se há desvio ou variação.
b) CQ por amostragem: Lotes de amostras que são recolhidos aleatoriamente, ao acaso, ou periodicamente, para serem inspecionados
c) CQ aleatório: É o controle probabilístico ou inspeção probabilística e consiste em inspecionar apenas uma certa percentagem de produtos ou serviços tomada aleatoriamente

Negociação

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Autoria: Fernando Silveira

No atual panorama brasileiro, com a moeda estável, alto superávit primário, maior exposição ao mercado e a elevada taxa de juros, você e sua organização têm como um dos desafios a mudança de paradigmas de negociação, tornando as suas ações –sejam de vendas, de compras, logística ou RH, por exemplo, autênticos centros geradores de economia e agregadores de valor, ajudando a fortalecer e consolidar a presença de sua organização neste cenário.
A negociação é ferramenta muito positiva, baixo custo e concretos resultados bastando, para sua efetiva utilização, que se use a criatividade tendo em consideração um novo cenário. Os recursos humanos devem ser treinados e motivados a par da experiência acumulada intra e extra-organização. Sem pretender esgotar o tema aqui apresento um pequeno roteiro que você poderá utilizar e ampliar, consideradas as variáveis de ambiente e cultura de sua área de atuação. Portanto, para negociar eficazmente obtendo resultados positivos é interessante que você considere estes cinco pontos:

1 – PENSE ESTRATEGICAMENTE – Identifique as ações de repercussão estratégica e ligadas à missão organizacional assim como aquelas cujo custo de falta possa influir na produtividade, lucratividade e imagem institucional. Provavelmente estas serão objetos de permanente atenção e busca de parâmetros de negociação interna e externa!

2 – OLHE PARA DENTRO – Para que estas ações tenham êxito será importante você implementar antes uma autêntica intra-negociação identificando de seus colaboradores e pares as demandas, experiências e sugestões aplicáveis, além de recorrer a seu banco de dados de experiências em ações de negociação anteriores. Assim sua posição já estará sendo fortalecida desde antes de negociar de fato com os demais envolvidos no processo, principalmente os agentes externos.

3 – OLHE PARA FORA – Antes de negociar externamente, com clientes, fornecedores, bancos, autoridades ou sindicatos, por exemplo, faça uma ampla sondagem no ambiente, verificando como as tendências sócio-econômicas, culturais, ecológicas e políticas poderão direta ou indiretamente influenciar na transação no curto, médio e longo prazos. Assim você irá para o jogo conhecendo melhor o campo onde atuará.

4 – ESTABELEÇA UM MACRO – OBJETIVO – Isto balizará suas ações e servirá de parâmetro para o estabelecimento de objetivos secundários além de clarificar suas melhores alternativas para acordos. É importante que sejam objetivos com legitimidade, informação, tempo administrado e poder identificado, compatíveis com o objeto da negociação. Tenha em mente que sua implementação é um jogo de incertezas já que este é um evento fortemente influenciado por variáveis psicológicas : – nunca se sabe ao certo quais as ações e reações da outra parte. Daí o paradigma: humanize o processo!

5 – NEGOCIE COM QUALIDADE – Assuma que a outra parte também está trabalhando com legítimos objetivos e procure ter uma postura de empatia e colaboração, empenhando-se sinceramente para que o desfecho seja bom para ambos os lados, evitando impasses ou frustrações. Não hesite em mostrar os pontos positivos ou inibidores assim como as perspectivas futuras, criando uma atmosfera de realização.
É oportuno lembrar que para conseguir obter resultados concretos você deverá estar permanentemente atualizado com as técnicas que as ações de negociação demandam no sentido de poder utilizá-las adequadamente, pois a realidade onde você atua certamente está em constante mutação e você não pode ficar a reboque dos fatos: faça o contrário – procure antecipar-se – para que suas negociações sejam sempre as melhores e as mais eficazes possíveis. (Material do curso Vencendo nas Negociações, do autor © 2006 Fernando Silveira T&D)

Networking – Rede de Contatos

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Autoria: Cláudia Regina Picchi

1. Networking: Afinal, O Que É Isso?

Todo o processo é muito mais a respeito de ceder ajuda do que esperar que o façam por você.

Networking é uma expressão usada para denominar a rede de contatos pessoais e profissionais, onde se tornou essencial para quem quer se manter ativo no mercado de trabalho.
Tomado erroneamente por alguns como forma de conhecer gente influente, o network, ou trabalho em rede é uma magnífica ferramenta para se conseguir viver em uma utópica sociedade trabalhista quase marxista (Moraes, 2005).
Segundo Coelho (2006) o networking é apenas mais uma ferramenta, que só será eficaz se vincularmos seu conceito de cultivar e promover boas relações, baseado em conduta ética e valor de troca, às competências, às habilidades e às atitudes de um profissional.
Ainda para Coelho (2006) a ética é primordial em tudo, assim como também na networking. Networking não é conhecer pessoas para usufruir do que elas podem oferecer e ponto final. Deve ser baseada na lei do ganha-ganha. Precisamos sempre nos lembrar de que uma moeda tem dois lados. É importante que resgatemos a conduta ética, o respeito pelo o outro. Esses valores precisam ser claros, são eles que vão nos tornar visíveis, que farão com que os contatos que adquirimos ao longo de nossa trajetória permaneçam. Nossas ações devem ser o reflexo de nossas palavras e vice-versa. Não dá para falarmos de relação com o outro sem ética, sem transparência. Uma boa rede deve ser sempre pautada nos atos de valorizar e respeitar as pessoas, no desejo sincero de ajudar.
Segundo Moraes (2005) o verdadeiro networker é quase religioso (amai-vos uns aos outros), é meio comunista (dividindo a riqueza com seus iguais), é um andarilho (não tem medo de gente, se misturando mesmo a mais heterogenia platéia).
Existe uma lei universal que rege o conceito do network: “Tudo que você der ao universo, voltará para você”!
Ainda para Moraes (2005) o network é uma ferramenta de compartilhamento de recursos e contatos. É muito mais a respeito de ceder ajuda a seus queridos companheiros, do que esperar que eles o façam por você. A mágica é justamente esta! A ajuda que você tanto precisa, vai chegar até você, sem que você precise pedir. Isto acontecerá, pois você já terá plantado as sementes certas.
O network (esta “açãozinha” de marketing pessoal por meio da qual cultivamos bons contatos profissionais, indicando-nos uns aos outros) já conseguiu grandes feitos (por bem e por mal), juntando provas irrefutáveis a seu favor!
Para Moraes (2005) antes de ser uma troca de contatos com profissionais do seu mesmo patamar, o network deve ser uma troca generosa com profissionais de competências e esferas diferentes das suas. É exatamente como se fazia antigamente: Eu planto feijão e você arroz. Desta forma, temos muito a trocar.
Essa tendência, que se iniciou como um happy hour convencional, hoje assume outros contornos, sendo os encontros até patrocinados pelas empresas, mesmo que esses encontros sejam de ex-funcionários!
No Brasil, o networking começou a ganhar força a poucos anos com a ajuda da Internet; mesmo assim os profissionais ainda não estão acostumados a utilizar este tipo de ferramenta na conquista por um novo emprego.
Isso significa que manter um bom relacionamento com chefes e colegas é sempre positivo. A contratação de um novo profissional é sempre um risco e um custo para a empresa, pois muitas contratações acabam não dando certo por falta de adaptabilidade do empregado ou da empresa. É sempre bom lembrar que os ex-colegas ou chefes também mudam de emprego, criando assim uma rede de relacionamentos, o networking.

2. Fazendo Redes De Relacionamento

Confira algumas dicas para melhorar seus contatos e seus resultados.

Você já deve ter ouvido esta notícia; se nunca ouviu, com certeza já passou por alguma experiência que a comprova: 80% das oportunidades de trabalho surgem por indicações de pessoas conhecidas. Por isso, cuidar de nossos relacionamentos não é apenas uma questão de boa educação, mas de planejamento de carreira (Bloch, 2005).
Segundo Bloch (2005) engana-se quem pensa que fazer networking é uma necessidade somente para os que estão procurando emprego. É quando estamos em atividade é que mais precisamos mostrar nosso valor ao mercado, aos amigos, aos parentes, aos vizinhos e aos conhecidos em geral. Eles formam a nossa rede de relações, e sabendo de nossas competências, são os primeiros a recomendar nossos nomes ao tomar conhecimento de alguma oportunidade.
Isso é o que se chama de empregabilidade para Bloch (2005): acumular e manter atualizadas suas competências, rede de relacionamentos e conhecimentos. Ter a empregabilidade em alta significa estar no controle de sua carreira; não deixar que a vida ou os outros decidam por você.
Para Coelho (2006) ao iniciar uma rede de relacionamentos entendo que o início deve acontecer dentro de nós. É preciso que se conheça, que se saiba onde se quer chegar e quais os objetivos e metas a serem alcançados. A partir disso precisamos tornar públicos esses objetivos e, acima de tudo, nossas competências, que estarão evidenciadas através das ações que praticarmos, e isso tem a ver com atitude. Precisamos nos preparar para esta exposição e nos tornarmos solícitos antes de qualquer coisa. Temos que pensar em grupo, no que podemos oferecer ao outro, porque a confiabilidade é imprescindível para que as redes sejam fortes e sustentáveis. Somente desta forma aproximaremos as pessoas que compactuarão dos mesmos interesses que os nossos. Somente desta forma teremos os nossos parceiros de objetivos.
As principais dificuldades que as pessoas enfrentam diante da networking: é a falta de objetivos e de metas definidas. É necessário conhecermos o nosso potencial e administrá-lo, é isso que vai resultar em sabermos qual caminho seguir. Depois temos o fator tempo, usado constantemente como desculpa, pela falta de ajustes que precisamos fazer em nossas vidas. Além disso, temos a timidez e o orgulho, que nos impedem de conhecermos novas pessoas e de buscarmos auxílio das que já nos relacionamos, o que provoca, na maioria das vezes, que deixemos as oportunidades escaparem (Coelho, 2006).
Para Bloch (2005) uma boa rede de contatos deve ser cultivada no dia-a-dia, jamais usada de forma interesseira, apenas quando precisamos de alguém. Cuidar dos relacionamentos é ligar para um amigo que não vê há tempos somente para conversar ou cumprimentar pelo aniversário, visitar parentes, bater papo com vizinhos ou com os colegas do clube, almoçar com parceiros de trabalho, etc. São atos espontâneos que fazem com que um de nossos maiores patrimônios, que são os amigos, estejam perto de nós sempre.
Existem 2 tipo de investimento deve ser feito para se obter uma boa rede de relacionamentos, segundo Coelho (2006): tempo e marketing pessoal. Ajuste sua agenda e invista um tempo para manter os contatos. Uma boa rede de relacionamentos é feita de reciprocidade, mas se lembre: não invista seu tempo esperando que as pessoas façam o mesmo, haja de forma natural e em algum momento o retorno acontecerá. Quanto ao marketing pessoal, sabemos que o produto mais valioso que temos é o produto “EU”, é nele que você deve apostar. Atualize-se, ande sempre com seu cartão pessoal, faça-se presente.
Falta tempo para o convívio social? O trabalho suga suas energias? Ânimo! Discipline-se a fazer pelo menos um contato por dia ou alguns por semana. Assim, você receberá de volta a energia que é fornecida pelo canal da amizade. E não esqueça de comentar, no momento certo, o que está fazendo no trabalho e quais são os seus interesses de carreira. Afinal, você sabe o quanto é chato receber uma ligação de alguém que parecia ter te esquecido e que só agora aparece para pedir algo, como uma indicação de emprego, por exemplo, (Bloch, 2005).
E o mais importante em qualquer relacionamento: seus amigos não servem apenas para te ouvir; portanto, procure estar disponível para atendê-los quando precisarem de você.
Ao ser sincero em seus contatos e deixar claras as suas competências e aspirações, você estará ampliando suas chances de trabalhar com o que lhe dá mais prazer e realização.
Em um mundo interligado por fios, a conexão mais importante continua sendo a humana. O que significa relacionar? Relacionar vem de refazer laços, enlaçar, manter laços com pessoas.

Aqui vão algumas dicas de acordo com Burlamarque (2005):
 Tome tempo para pensar em criar uma rede de relacionamentos;
 Veja o quanto isso pode ser útil profissional e pessoalmente;
 Organize uma forma de filtrar e registrar pessoas de seu interesse e que você seja também interessante para elas;
 Crie oportunidades para encontros coletivos e privados;
 Lembre-se das pessoas e de seus nomes, se for possível;
 Crie um canal de comunicação com algo útil para elas;
 Deixe-as conhecerem o que faz, sem que você torne-se um exibido.

Não se formam laços da noite para o dia. Porém, depois de feitos, devem ser alimentados. Quando temos uma rede de relacionamentos forte e bem alimentada, ela nos alimenta.

De acordo com especialistas, manter uma boa rede de relacionamentos pode ser menos doloroso e trabalhoso do que se imagina. Confira as dicas:
 Tenha foco e saiba qual seu mercado-alvo;
 Estude o mercado em que está inserido;
 Procure se manter visível;
 Una negócios e lazer; freqüente clubes, associações, lista de discussões na Internet;
 Esteja em contato permanente com ex-colegas, ex-chefes e amigos, por meio de e-mail, telefone, almoço, happy hour, café da manhã;
 Carregue sempre seu cartão. Em qualquer situação, mesmo as mais corriqueiras, é possível aumentar a networking.

Para Navarro (2005) ter uma ampla rede de contatos é o segredo para os profissionais de sucesso nos dias de hoje. Aumentar e fidelizar essa rede é ainda mais importante. Na sua carreira, podem ser esses contatos que ajudarão a alcançar suas tão sonhadas metas ou aquele tão almejado emprego!
O currículo, sem dúvida, é importante, porém quando é aberta uma nova oportunidade em alguma organização, surge àquela conhecida frase do empregador: “será que vocês não conhecem alguém para esta vaga?”. Sendo assim, mesmo sem elaborar um currículo, ou pedir ajuda a uma empresa de recolocação, seus próprios amigos podem oferecer melhores chances na sua carreira. Eles podem indicar você para uma suposta vaga de emprego na organização em que trabalham.
Nesse caso, Navarro (2005) diz que pertencer a associações e estreitar alianças com o maior número de pessoas possíveis, por meio de fornecedores, clientes e amigos é um ótimo caminho.
Ainda para Navarro (2005) a garantia do sucesso é ter relacionamento e confiança baseados numa ampla rede de contatos. Embora a Internet tenha facilitado o agrupamento de pessoas, formando redes, é ainda o aperto de mão, o cafezinho com o cliente e o telefone que não pára de tocar, que faz com que nossas agendas fiquem cada vez mais lotadas com novos nomes! Você deve estar atento sempre, e posicionar-se com um espírito empreendedor em diversas situações, mesmo quando conhece uma pessoa nova.

9 idéias criativas que tenho usado para ter uma rede de contatos efetiva e duradoura, segundo Navarro (2005):
1 – Fique atento. Seus colaboradores, colegas de trabalho e clientes são seus melhores artifícios para fazer novos contatos. Um cliente satisfeito comentará com os outros sobre sua empresa ou seus serviços, fazendo com que as pessoas do seu círculo de amizades lhe procurem para fechar algum negócio, ou mesmo aumentar sua rede de contatos.
2 – Participar de organizações empresariais. Essas associações sempre organizam encontros ou passeios, em que se pode conhecer diversos outros profissionais de diversas partes do mundo. Participar da Associação dos Empreendedores da sua cidade, por exemplo, fará com que você conheça e entre em contato com profissionais com o mesmo objetivo que você.
3 – Participar de viagens comerciais. Esta é a forma mais sensata de fazer contatos em localizações diferentes da sua. Pode ser em outro estado ou até em outro país. A partir desses novos contatos, você pode estudar a cultura dessa nova região, verificar as empresas que já existem lá, e inclusive, expandir seu negócio ou seu talento nessa nova localidade.
4 – Participar de olimpíadas empresariais. Para fazer novos contatos há que suar a camisa, literalmente! É cada vez maior o número de empresas que organizam atividades esportivas entre os funcionários ou entre empresas de uma determinada região. Participar dessas atividades também aumenta e muito sua rede de contatos.
5 – Stands e Feiras. É sempre mais cômodo pedir ao Relações Públicas. Mas por que você mesmo não atribui a si essa tarefa também? Nas feiras, você pode ir diretamente ao stand que lhe interessa, apresentar-se e fazer mais contatos. É uma maneira mais prática de estreitar relações com quem realmente lhe interessa.
6 – Congressos e Convenções. Aqui o empreendedor encontra a chave do sucesso para fazer diversos contatos. E isso pode acontecer tanto no âmbito nacional como no internacional, ampliando a possibilidade de expandir fronteiras e estabelecer novos contatos.
7– Fazer cursos. Os cursos são um ponto-de-encontro vital para os profissionais que pretendem aumentar o número de contatos e estabelecer novos relacionamentos. Já existe um número considerável de executivos que se matriculam em cursos ou pós-graduações, não só para adquirir conhecimento em determinadas áreas, como também para ampliar seus currículos acadêmicos, serem vistos e fazer mais contatos.
8– Clubes / Bares / Restaurantes. Fazer novos contatos nem sempre requer muito trabalho. Os momentos de ócio e entretenimento acabam se tornando lugares propícios para engatar novos relacionamentos. Muitos clubes, hotéis, bares e restaurantes viram verdadeiros fóruns de encontros entre empresas, empresários e profissionais, todos com interesses mercadológicos comuns.
9– Volte à Universidade! Você ainda se lembra daquele companheiro de faculdade que passava colas? Pois, nesse exato momento, esta ou uma outra pessoa dos seus tempos de escola pode ocupar um posto de direção em uma grande empresa, estar bastante relacionado e ser a mão que você precisa para conhecer pessoas estratégicas. Sendo assim, se você não mantém contato com esses antigos amigos, procure-os. Existem muitas escolas e universidades que têm associações com antigos alunos. A Internet também pode ajudar neste caso!

Pense em uma grande realização sua. Mas só sua! Aquela que você conquistou, sem a ajuda direta ou indireta de alguém! Difícil? Talvez impossível…
Para Rodrigues (2006) a cada dia que passa dependemos mais e mais das pessoas à nossa volta. O mundo tornou-se tão complexo que é impossível sabermos e fazermos tudo sozinhos. Com isso, cresce a necessidade de nos relacionarmos mais e melhor.
A Internet tem contribuído significativamente para isso. Muito antes dos portais de relacionamentos, popularizaram-se os encontros de negócios entre os “empreendedores digitais” em todo o mundo. Mas será que as pessoas estão realmente construindo redes efetivas de relacionamento? (Rodrigues, 2006)
Para Coelho (2006) quais as ferramentas que podem ser usadas para aumentar a rede de relacionamentos. Existem várias, e é isso que torna a networking ampla. Hoje temos tipos de softwares específicos que auxiliam na manutenção dos dados de seus contatos; o uso do cartão pessoal que é importantíssimo; criar oportunidades de contato, como estar em palestras, cursos, programas culturais e sociais, entre outros. Entretanto, uma das ferramentas que mais tem gerado excelentes resultados é a participação nos sites de relacionamentos, que abrangem não só a área social, mas também a profissional, além de facilitarem a troca de conhecimentos e de ampliarem os contatos. Com a prática de adicionar pessoas à sua rede, você tem a possibilidade de ficar visível com o preenchimento do seu perfil.

Você quer fazer uma rede de relacionamentos sólida e próspera também? Aí vão algumas idéias que acredito que possam ser muito úteis, segundo Rodrigues (2006):
 Tenha em mente o desejo sincero de ajudar. Seu produto ou serviço pode ajudar alguém? Caso não, você tem um sério problema. Se sim, pense como você aborda tentando vender um produto. Agora faça o mesmo tendo em mente o simples desejo de ajudar. Sua abordagem mudou ou não?
 Preocupe-se com a sintonia. O primeiro passo da venda. Não venda o produto, venda-se como pessoa. Seja amigo e confiável. Valorize as pessoas. Qualquer negociação depois disso será natural.
 Qualidade é melhor do que quantidade. As instituições seculares também não aceitam qualquer um. Selecione quem se identifica com os seus valores. Se sobrar tempo, aí sim, assuma o papel de “vendedor” para os demais – vender também não é crime.
 Aproveite ou crie oportunidades para contato. Esteja presente nos eventos, crie eventos, ligue e contate sua rede sempre que possível. Pense se no meio da avalanche de informações que você recebe no seu dia-a-dia, não existe alguma coisa que possa ser útil para algum conhecido e aproveite para levar a novidade para ele.
 Reconheça o valor de cada um na sua rede. Muita atenção aqui: reconhecimento é ter em mente o valor de cada pessoa, e demonstrar com ações o quanto ela é importante – se for tímido, esqueça as palavras, pois muitas vezes um sorriso já diz tudo. Claro que o reconhecimento envolve o agradecimento pelo auxílio, o elogio pelas qualidades, mas agradecimento e elogio nunca foram suficientes. Palavra nenhuma gritará mais alto que seus atos. Em muitas empresas sobram elogios (porque se criou uma cultura de que o elogio é um poderoso motivador) e muito pouco reconhecimento. Por que essas empresas não conseguem manter a motivação das suas equipes? E você? Quer uma rede motivada e produtiva?
 Estimule as pessoas a mostrarem o que elas têm de melhor. Realizei algumas palestras em uma dessas “instituições seculares”, e eles diziam: “Cada um de nós é um líder”. Pois seja um líder você também: ajude a sua rede a crescer, ajude cada um a mostrar as suas qualidades, a desenvolver habilidades e a vender o próprio produto. Mais uma vez, seja prestativo!
 Depois de tudo isso, esteja certo de que terá credibilidade e respeito. E, caso precise da ajuda de alguém, lembre-se da sétima dica:
 Fale! Quantas pessoas precisam de clientes, informações, produtos ou favores, que possuem milhares de conhecidos e não falam? Esteja certo de que boa parte daqueles que você ajudou se mobilizará para ajudá-lo também, mas, quando precisar, não espere por adivinhos. Se a ficha não cai, nós temos de empurrá-la! E lembre-se: TODOS podem ajudá-lo de alguma forma.

Você também acredita NO VALOR DAS PESSOAS? Quer chegar à terceira idade e TER ORGULHO de olhar para trás e ver o rastro de sorrisos e sucessos que plantou? Gostaria de viver em uma sociedade mais feliz, mais justa e mais digna? Então, não se contente em conhecer alguém ou vender alguma coisa. Faça relacionamentos!

2.1. Os Sete Erros No Networking

Confira se você comete algum destes equívocos e saiba o que fazer para corrigi-los.

Possuir uma rede contatos profissionais é, nos dias de hoje, é imprescindível tanto para quem está em busca de emprego quanto para aqueles que desejam alavancar a carreira. O networking, mais do que troca-troca de cartões é a chance que muitos têm de se fazer notar e aproximar-se de profissionais interessantes (Janini, 2006).
Muitas pessoas, porém, estão despreparadas para a ocasião e cometem erros que comprometem o crescimento de seu círculo profissional. O especialista em marketing pessoal Silvio Celestino mostra quais são as principais falhas cometidas pelos networkers e o que fazer para se tornar um especialista em contatos profissionais.

1. Falta de propósito na hora da abordagem: Quando o intuito da conversa não está totalmente claro, você corre o risco de iniciar uma “conversa de elevador”, com frases soltas e sem sentido. Palavras jogadas e sem objetivo definido não o levarão a lugar algum.
2. Não saber falar: Problemas de dicção, sotaque muito proeminente, erros de português, voz muito baixa ou alta. Estes são alguns dos erros que comprometem uma conversação produtiva para quem busca estabelecer contatos.
3. Não se preparar: Você está no lugar certo, na hora certa e já abordou a pessoa certa. Porém, na hora de contar o que faz, descreve de forma mecanizada suas atribuições, sem citar qualquer diferencial.
4. Egocentrismo: O egocêntrico tem dificuldade em focar no ouvinte e não pára de falar de si próprio. Quando não existe um diálogo equilibrado, dificilmente há chance de sucesso.
5. “Sou filho de…”: Querer impressionar o outro pelo fato de ser parente de alguém conhecido ou importante, além de ser deselegante, não é um bom pretexto uma para conversação.
6. Mentir: Dizer que “fulano de tal” o indicou para falar com a pessoa em questão pode até funcionar na hora. Mas correr o risco de ser pego e perder não um, mas dois contatos, definitivamente não vale a pena.
7. Inadequação de imagem: Estar com a roupa destoando do ambiente pode ser embaraçoso. Assim como estar excessivamente formal num casual day, parecer extravagante e chamativo demais não é a melhor opção. As mulheres, em especial, devem redobrar o cuidado para não passarem uma imagem muito sensual – afinal, você está lá em nome do trabalho.

2.2. Os Sucessos No Networking
Para Araújo (2004) uma das principais ferramentas para que você conquiste o sucesso em sua carreira profissional é sem sombra de dúvida sua network. A quantidade e a qualidade de oportunidades que você encontrará ao longo de sua trajetória no trabalho e na vida vão depender muito da dimensão da sua rede de amigos.
Segundo Araújo (2004) uma rede de amigos e conhecidos que o apóie em suas iniciativas, que esteja ao seu lado nos momentos de glória e que possa abrir portas para você só será construída e solidificada se você usar seu comportamento para encantar e cativar as pessoas.
Pequenas gentilezas, muitas vezes esquecidas pelo tempo cada vez mais curto e pelas demandas cada vez mais urgentes, serão notadas e guardadas na memória daqueles que as receberem de você.
Pode parecer de início uma tarefa simples, mas construir uma rede de contatos é uma atividade que deve ser aprendida, ela exigirá de você atenção, tempo e dedicação. Como tudo importante na vida, deve ser precedida de cuidadoso planejamento e realizada com foco e objetividade (Araújo, 2004).
Estabelecer relacionamentos exige de você presença freqüente em eventos sociais e profissionais, diz Araújo (2004). Nesse quesito vale a máxima: “Quem não é visto, não é lembrado!”. Procure comparecer aos eventos para os quais tenha sido convidado. Agindo assim, você estará prestigiando a pessoa que o convidou e certamente gerará oportunidades de novos convites. A onda vai se ampliando naturalmente.
Cartões de visita são imprescindíveis e nunca poderão ser esquecidos. Sempre que tiver oportunidade entregue-o ao interlocutor. É importante observar que existem os cartões de uso social e os de uso profissional. Quando receber um cartão preste bastante atenção no nome da pessoa que o entregou e passe a tratá-la pelo nome. Isso ajudará na memorização e demonstrará que você tem por ela apreço e que é uma pessoa bem-educada. Procure anotar no verso dos cartões recebidos a data e a circunstância do contato para você se lembrar futuramente.
Habitue-se a pedir opiniões às pessoas. Isso faz com que elas se sintam valorizadas. Aprenda a ouvir e não interrompa.

Você já sabe quais são os erros, agora siga as dicas para obter excelência no networking, segundo Janini (2006):
 Defina seu propósito para abordar uma pessoa e mostre-se interessante para ela. Apresente-se com frases atraentes, fuja do óbvio ao descrever sua profissão – isso irá deixar o outro curioso e com vontade de interagir mais com você. Por exemplo, se você é um jornalista, em vez de se apresentar apenas como jornalista, pode dizer: “sou um propagador da verdade”;
 Saber expressar-se bem é fundamental;
 Quanto mais cursos de expressão verbal você fizer para aprimorar seu discurso, melhor. Se estiver sem dinheiro para investir, a dica é usar um gravador para detectar possíveis erros em sua fala. Se descobrir que fala muito rápido, a recomendação é que repita mais de uma vez a idéia principal que deseja transmitir. Já se você fala muito devagar, seja conciso e objetivo para dizer o que quer. “O ideal é que a pessoa saiba falar tanto rápido como devagar, para adaptar-se à ocasião”;
 Dúvidas em relação ao vestuário ideal e até mesmo sobre seu sotaque? Inspire-se nos apresentadores de telejornais, que usam roupas clássicas e sotaque neutro. Verifique antes, também, o local onde será realizado o evento e qual o tipo de público que irá comparecer;
 Autoconhecimento é fundamental para saber quais são suas principais virtudes e defeitos. Se você é do tipo que adora falar de si próprio, procure fazer mais perguntas à outra pessoa e mostre-se interessado no que ela diz. “Você deve gerar um benefício ao outro”.

3. Como Montar Sua Rede De Contatos
Para Ricci (2003) a network, também conhecida como rede de contatos, é hoje uma das formas mais eficientes de relacionamento profissional. Ela é usada para conhecer pessoas, firmar relações e facilitar a colocação no mercado de trabalho. Segundo recentes pesquisas americanas, essa rede de relacionamento realmente dá resultado. Cerca de 70% das oportunidades de emprego são preenchidas graças às indicações que surgem a partir de conhecidos que compõem essa mesma rede.
Segundo Araújo (2004) manter uma rede de amigos também exige trabalho diário. A maior dificuldade diz respeito à sua organização e controle do tempo. O maior desafio em manter a sua network não é simplesmente estabelecer novos contatos com as pessoas, mas sim manter os contatos vivos ao longo do tempo.
De nada adianta você conhecer um mega-executivo numa palestra ou num restaurante se não conseguir dar desdobramentos ao contato. Infelizmente a oportunidade será desperdiçada. Procure conservar seus contatos periodicamente informados sobre seu trabalho e iniciativas. Envie e-mails de tempos em tempos para que eles saibam o que você está fazendo no momento. Discipline-se para fazer pelo menos um contato telefônico por dia, para um amigo ou conhecido, somente para manter em dia a conversa.
Nunca despreze informações importantes: datas de aniversário, aniversário de esposas e filhos, hobbies, prêmios recebidos, artista preferido, estilo de música etc. Essas informações, bem usadas, revelam que você dá valor às pessoas e que nunca se esquece daquilo que elas valorizam (Araújo, 2004).
Essas informações devem estar sempre bem-administradas por meio de um banco de dados e permanentemente atualizadas. Tenha também uma agenda de compromissos eficiente. Nunca deixe ninguém esperando por você. Exercite sempre a pontualidade.
Dê toda a atenção à resposta aos telefonemas e e-mails recebidos. Não é fácil! Procure manter sua caixa de mensagens o mais limpa possível. Estando muito atarefado, marque com o sinal para acompanhamento e não deixe de responder tão logo possa.
Nunca se esqueça, também, de que por mais que você esteja precisando de um emprego, nunca peça explicitamente. A maneira mais correta de proceder é pedir indicações de nomes para um direcionamento profissional (Araújo, 2004).
Por meio das pessoas que fazem parte da sua agenda, é possível ter acesso a vagas não divulgadas na mídia e também chegar até as pessoas que realmente decidem sobre a contratação – diretores, gerentes ou responsáveis pelo futuro contratado.
Ainda para Ricci (2003) a network, apesar das dificuldades que o mercado enfrenta, tem se revelado como um eficiente instrumento de integração entre pessoas das mais variadas áreas, o que possibilita também novas amizades, criação de novos negócios e novas parcerias. Através da rede, você se apresenta para o mundo e expõe suas habilidades.

E então, percebeu a importância de administrar seus contatos? Então fique atento às dicas de José Augusto Minarelli, e autor do livro “Networking – como utilizar a rede de relacionamentos na sua vida e na sua carreira”:
 Livre-se dos rótulos. Antes de iniciar a rede de contatos, lembre-se de que independente do cargo que a pessoa ocupa, ela pode ter seu próprio grupo de relacionamento e saber de “alguém que conhece alguém” que pode lhe ajudar de alguma forma;
 Encare a rede como um negócio. A inclusão ou exclusão de contatos, a atenção dada a eles e o tipo de relacionamento com cada pessoa devem ser planejados e medidos de acordo com os seus interesses. Isso quer dizer que, apesar da confiança e da honestidade com as quais você deve se relacionar, o instrumento deve ser útil e servir aos seus propósitos. Portanto, seja seletivo e profissional. De nada adianta uma agenda lotada de nomes que não poderão lhe ajudar ou que sequer lembram quem você é;
 Invista em seu capital social. Tão importante quanto seu capital financeiro, é o social, composto por pessoas de vários graus de relacionamento. Para aumentá-lo, procure sair, freqüentar cursos, eventos e coquetéis profissionais. Quanto mais você aparecer para o mundo, mais será visto e mais oportunidades terá de alimentar sua rede;
 Reúna seus contatos. Isso não se refere somente a cartões de visita. Pegue também suas agendas, seus convites de formatura, cadernos de endereços, guardanapos de papel, capas de cheque, pedaços de papel soltos, enfim, tudo o que possa conter anotações de nomes e dados de pessoas;
 Tenha foco. Defina o que você quer da rede e atue em função disso. É emprego? Contrato de trabalho? Abrir um negócio? Sendo claro, você ajuda seus colegas a ajudarem você. Para definir seus objetivos, pergunte-se: De que preciso? Quais são os meios para chegar lá? Quem pode me ajudar nisso? Onde pode estar aquilo que procuro?;
 Registre seus contatos. Utilize o computador ou a ferramenta que preferir para registrar seus contatos da maneira que achar mais conveniente. Você pode separar seus contatos por Estado, cidade, ordem alfabética, enfim, não há regras específicas para isso. Apenas preocupe-se em fazer uma divisão que agilize suas buscas;
 Converse. Adquira o costume de se aproximar de pessoas estranhas. É dessa forma que você realmente poderá saber quem ela é e de que forma ela pode contribuir para a sua vida profissional e pessoal. Essa é uma dificuldade comum, mas que precisa ser superada, caso você realmente queira expandir sua rede de contatos;
 Troque cartões no final da conversa. Com essa atitude, você evita trocar cartões em vão ou oferecê-lo para alguém que pode ser inconveniente e dispensável para a sua rede;
 Anote dados sobre a pessoa. Aproveite o verso do cartão de visitas para anotar o local do encontro, o tipo de conversa e algumas características da pessoa. É uma forma de você não precisar recorrer à memória para lembrar de onde veio determinado cartão. Além disso, é possível retomar a conversa sem perguntar coisas sobre as quais vocês já conversaram e saber um pouco sobre seus gostos e preferências;
 Classifique as pessoas. Infelizmente, não dá para ter o mesmo tipo de vínculo com todas as pessoas. Até porque , naturalmente temos em nossa vida a presença daquelas que são mais ligadas a nós (família, amigos próximos) e outras com as quais a relação estabelecida é menos intensa (colegas, parceiros de trabalho). Todos fazem parte de seu capital social, mas se você classificá-los de acordo com seu interesse profissional – quem pode ser mais ou menos interessante – conseguirá distribuir o tempo dedicado a elas de maneira mais produtiva. Atenção: isso não tem a ver com sentimentos ou aproveitar-se das pessoas, apenas com administração dos contatos;
 Classifique os contatos. Outra maneira de classificar seus contatos é dividindo-os em quatro partes: contratantes – pessoas que possuem poder de decisão sobre sua contratação; informantes – pessoas que sabem onde você pode encontrar boas oportunidades de emprego; intermediários – pessoas de sua rede que servem de ponte entre o você e o contratante; e influenciadores – pessoas que exercem alguma influência sobre sua recolocação no mercado;
 Mantenha contato. É essencial cultivar sempre os seus relacionamentos, mesmo quando não estiver precisando deles, para que você possa ter crédito. A base da network é a troca – de informações, de favores, de lembranças, de confiança. Ligue para dar os parabéns pelo aniversário, pelo nascimento de um filho, por uma conquista profissional, pelo dia da profissão, enfim, nunca deixe para se lembrar de alguém somente quando necessitar de ajuda;
 Utilize a Internet. A rede mundial é uma extensão e um apoio para a sua rede particular. Além de pesquisas sobre empresas, pessoas e serviços, você pode trocar e-mails e participar de listas de discussão, que hoje são um grande ponto de encontro entre profissionais que possuem os mesmos interesses. Nelas, você poderá debater assuntos ligados à sua profissão, saber de novidades, conhecer pessoas de seu interesse, arrumar emprego, etc…

Pronto. Agora que você já sabe como funciona e como administrar sua network, monte a sua e vá em busca de seus objetivos. E lembre-se sempre: a sua se expande na medida em que você se propõe a conhecer pessoas que podem, um dia, participar do seu convívio social. Por isso, tenha como regras à pró-atividade, a sociabilidade e a reciprocidade. Com isso, tudo vai dar certo!

4. Como Manter Sua Rede De Relacionamentos

Não deixe o networking de lado, ele pode ser sua salvação.

No entanto, poucos executivos sabem manejar eficientemente o seu networking. Muitas vezes, em face às exigências da função e do ambiente sob pressão em que se encontram, eles não dispensam a energia e o tempo necessários para construir e manter uma rede de contatos profissionais.
Portanto, já que é uma obrigação inevitável, resta aos profissionais saber algumas noções de como promover um networking eficiente. O primeiro passo é distinguir o contato amigo do profissional, ou seja, aquele que, na maioria das vezes, não conhecemos e fomos apresentados por outro profissional anteriormente (por isso o termo rede).
Com metas de trabalho cada vez mais difíceis de cumprir e sobrecarga, o grande desafio do profissional é equilibrar as atividades para conseguir dar atenção à família, cuidar do corpo e da carreira. Nessas condições, a maioria dos profissionais tende a negligenciar a prática do networking pela falta de tempo ou simplesmente adiar contatos por não ser prioridade (Cymbaum, 2005).
Nos enganamos quando acreditamos que fazer tudo o que é possível, dando o máximo de dedicação ao trabalho, levará ao reconhecimento e que isso é o bastante. Quantos profissionais conhecemos que receberam bônus integral por seu desempenho, foram enviados para um treinamento caríssimo no exterior ou foram promovidos e, logo em seguida, perderam o emprego? Desnecessário dizer que hoje ninguém pode se considerar seguro em seu trabalho.
Independentemente de quão bom seja o desempenho ou o relacionamento com chefes, colegas e subordinados, uma súbita decisão de fusão, aquisição, venda, cisão ou terceirização, que pode inclusive partir da matriz da empresa no exterior, pode afetar a vida de qualquer um (Cymbaum, 2005).
É claro que dedicação ao trabalho e a busca por bons resultados é importante. Mas é ilusório acreditar que é suficiente. Num mercado volátil, devemos nos disciplinar para cuidar de nosso futuro, de nossa carreira. E parte deste processo passa por priorizar a rede de relacionamentos. Não como mais um trabalho, mas sim como uma nova postura para toda a vida.
Segundo Cymbaum (2005) está muito disseminada uma idéia superficial do que é networking. Parece ser apenas uma questão de procurar ir a eventos, como conferências ou happy hours, e distribuir cartões de visita a recém-conhecidos. Não é só isso! Em primeiro lugar é preciso ter um objetivo. Definir concretamente quais empresas se gostaria de trabalhar e, a partir daí, enxergar com maior clareza qual é mercado de trabalho prioritário. É com esse mercado que precisamos manter contato.
Estabelecer metas semanais de telefonemas e e-mails para manter o relacionamento com colegas com os quais não se tem à oportunidade de conversar no dia-a-dia torna-se um hábito a ser cultivado. Com apenas quatro contatos por semana, em seis meses é possível manter ativa uma rede de mais de cem contatos. Um encontro pessoal por semana, como um almoço de negócios, não compromete o tempo para o lazer e serve para manter estreitos os laços mais importantes. Participar de uma simples lista de discussão pela Internet é um bom exemplo. Vale lembrar que esse é o mercado que precisa lembrar desse profissional e acompanhar sua carreira.
Mesmo não sacrificando o estilo de vida, é inegável que o sucesso de muitos profissionais está na sinergia entre atividades de lazer ou esporte e sua rede. Freqüentar clubes, associações ou organizações com finalidade social pode ajudar muito, principalmente para quem precisa ampliar seu network numa nova cidade ou num novo mercado (Cymbaum, 2005).
Para Cymbaum (2005) contar aos amigos e conhecidos o que está fazendo, tomando todo cuidado para não se tornar um chato, é outra possibilidade de divulgação de trabalho. Publicar artigos ou ser mencionado em revistas do seu segmento de atuação, apresentar palestras e participar de debates nas associações de classe ou em grupos profissionais informais são artifícios igualmente eficientes para adquirir visibilidade.
Para Coelho (2006) manter uma boa rede de relacionamentos sempre foi muito importante, o que difere hoje é a dinâmica. Com um mercado altamente competitivo, precisamos destacar nossas competências e por meio das redes de relacionamentos é que nos mostramos ao mercado àquilo que conhecemos onde e como podemos atuar. Formar uma rede permite que as informações sejam trocadas de forma mais ampla, mostra onde estão as melhores oportunidades e onde se deve atuar socialmente. Precisamos estar atrelados aos nossos pares, aos pares de nossos pares e assim sucessivamente. Com isso, difundiremos idéias, multiplicaremos projetos ligados a várias vertentes como a educação, a cultura, as oportunidades no mercado de trabalho, mas acima de tudo provocaremos ações concretas. Por este motivo posso afirmar que as relações interpessoais, que se traduzem em networking, se tornaram um desses diferenciais para os aspectos profissionais.
Para Cymbaum (2005) um dos maiores deslizes que o profissional comete em relação à carreira é deixar de cuidar de sua rede de relacionamentos. Como uma das principais variáveis do gerenciamento de carreira, ela deve ser encarada como um autêntico capital social. São ativos que influem decisivamente na visibilidade e credibilidade e podem determinar as chances de sucesso na busca de uma nova colocação.
Segundo Coelho (2006) há duas formas primordiais e que interagem entre si e que visam manter a networking “atualizado”, e que são: a visibilidade e a interatividade. Visibilidade porque é preciso mostrar-se, aparecer, e interatividade porque é necessária a realização da troca. Para manter atualizada a sua rede é preciso que você procure conhecer as pessoas que fazem parte da sua rede, saber das suas preferências, fazer uma ligação quando tiver uma informação interessante, surpreender com a lembrança das datas importantes, dentre outras coisas possíveis desde que realizadas sem interesse unilateral. Manter sua networking viva é você saber o que está acontecendo com os seus pares e eles saberem o que acontece com você e isso requer dedicação, deixar uma parte do tempo disponível para isso. Porque networking é lembrar e ser lembrado.
Ainda para Coelho (2006) vemos o retorno que a networking traz aos profissionais, são vários, além de você poder contar com o enriquecimento pessoal, baseado nas trocas, poderá fazer negócios, encontrar parceiros, conseguir divulgação, além de novas oportunidades. Já existem estudos que comprovam que uma boa parte das melhores vagas no mercado profissional é preenchida através da networking. Mas volto a dizer, não faça nada esperando o retorno, e muito menos que seja imediato. Para ter uma boa rede de contatos você precisa girar a “roda do relacionamento”, contribua para que seus contatos tenham bons contatos, porque certamente serão seus no futuro, e será dessa forma que você conquistará o retorno.
Por fim, para Cymbaum (2005) é preciso procurar estar antenado a tudo o que acontece de novo no mercado já garante ao profissional bons ganchos para desenvolver seu networking. Na medida em que se aplica a inteligência de marketing ao gerenciamento da carreira, é possível identificar antecipadamente oportunidades ocultas ou potenciais, geradas por novas tendências, pelos investimentos das empresas e pela movimentação dos executivos. Não podemos esquecer que networking é sempre uma via de mão dupla: sempre vai haver pessoas do mercado querendo conversar com quem está bem informado.
Para Coelho (2006) os profissionais que não investem na networking, irão se tornar, no mínimo, menos competitivos e terão menos chances de recolocação no futuro. Como sabemos, hoje, no mundo globalizado e socializado em que vivemos, as próprias corporações já se interessam mais por profissionais que trabalhem e administrem bem suas redes de relacionamentos. Os mais preocupados com a sua networking tendem a serem também mais preocupados com ações sociais, que fazem grande diferença na atualidade. Então, se você ainda não constituiu a sua, nunca é tarde para fazê-lo, mas comece já. Se permita conhecer pessoas e junto com elas crescer.

Normas Regulamentadoras

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Autoria: Rafael Cruz

NR-1 – DISPOSIÇÕES GERAIS

As NR são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos de administração direta e indireta, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Importância e funções do S S S T Funções e competência da D R T.

NR-2 – INSPEÇÃO PRÉVIA

Todo estabelecimento novo, antes de iniciar suas atividades, deverá solicitar aprovação de suas instalações ao Órgão do Ministério do Trabalho.

NR-3 – EMBARGO E INTERDIÇÃO

A D R T ou D T M, conforme o caso, à vista de laudo técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador, poderá interditar estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, ou embargar a obra.

NR-4 – SERVIÇO ESPECIALIZADO – Sistematização final

Empresas privadas ou públicas, que possuam empregados regidos pela CLT, manterão obrigatoriamente Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho, vinculados à graduação do risco da atividade principal e do número total de empregados do estabelecimento.

NR-5 – Manual da C.I.P.A

As empresas privadas, públicas e órgãos governamentais que possuam empregados regidos pela CLT ficam obrigados a organizar e manter em funcionamento, por estabelecimento, uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA.

NR-6 – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Para os fins de aplicação desta NR, considera-se EPI todo dispositivo de uso individual, de fabricação nacional ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados gratuitamente.

NR-7 – EXAMES MÉDICOS

Esta NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, cujo objetivo é promover e preservar a saúde do conjunto dos seus trabalhadores.

NR-8 – EDIFICAÇÕES

Esta NR estabelece requisitos técnicos mínimos que devam ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham.

NR-9 – RISCOS AMBIENTAIS

Esta NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho.

NR-10 – ELETRICIDADE

Esta NR fixa as condições mínimas exigidas para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas, em suas etapas, incluindo projeto, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação e ainda, a segurança de usuários e terceiros.

NR-11 – MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS

Esta NR estabelece normas de segurança para operação de elevadores, guindastes, transportadores industriais e máquinas transportadoras. O armazenamento de materiais deverá obedecer aos requisitos de segurança para cada tipo de material.

NR-12 – MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

Esta NR estabelece os procedimentos obrigatórios nos locais destinados a máquinas e equipamentos, como piso, áreas de circulação, dispositivos de partida e parada, normas sobre proteção de máquinas e equipamentos, bem como manutenção e operação.

NR-13 – CALDEIRAS E VASOS SOB PRESSÃO

Esta NR estabelece os procedimentos obrigatórios nos locais onde se situam as caldeiras de qualquer fonte de energia, projeto, acompanhamento de operação e manutenção, inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão, em conformidade com a regulamentação profissional vigente no País.

NR-14 – FORNOS

Esta NR estabelece os procedimentos mínimos, fixando construção sólida, revestida com material refratário, de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância, oferecendo o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores.

NR-15 – ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES

Esta NR estabelece os procedimentos obrigatórios, nas atividades ou operações insalubres que são executadas acima dos limites de tolerância previstos na Legislação, comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho. Agentes agressivos: ruído, calor, radiações, pressões, frio, umidade, agentes químicos, etc…

NR-16 – ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS

Esta NR estabelece os procedimentos nas atividades exercidas pelos trabalhadores que manuseiam e/ou transportam explosivos ou produtos químicos, classificados como inflamáveis, substâncias radioativas e serviços de operação e manutenção.

NR-17 – ERGONOMIA

Esta NR visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.

NR-18 – OBRAS DE CONSTRUÇÃO, DEMOLIÇÃO E REPAROS

Esta NR estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção.

NR-19 – EXPLOSIVOS

Esta NR estabelece o fiel cumprimento do procedimento em manusear, transportar e armazenar explosivos.

NR-20 – LÍQUIDOS COMBUSTÍVEIS E INFLAMÁVEIS

Esta NR estabelece a definição para Líquidos Combustíveis, Líquidos Inflamáveis e Gás Liqüefeito de Petróleo, parâmetros para armazenar, como transportar e como devem ser manuseados pelos trabalhadores.

NR-21 – TRABALHO A CÉU ABERTO

Esta NR estabelece os critérios mínimos para os serviços realizados a céu aberto, sendo obrigatória a existência de abrigos, ainda que rústicos, capazes de proteger os trabalhadores contra intempéries.

NR-22 – TRABALHOS SUBTERRÂNEOS

Esta NR estabelece sobre Segurança e Medicina do Trabalho em minas, determinando que a empresa adotará métodos e manterá locais de trabalho que proporcionem a seus empregados condições satisfatórias de Segurança e Medicina do Trabalho.

NR-23 – PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS

Esta NR estabelece os procedimentos que todas as empresas devam possuir, no tocante à proteção contra incêndio, saídas de emergência para os trabalhadores, equipamentos suficientes para combater o fogo e pessoal treinado no uso correto.

NR-24 – CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE TRABALHO

Esta NR estabelece critérios mínimos, para fins de aplicação de aparelhos sanitários, gabinete sanitário, banheiro, cujas instalações deverão ser separadas por sexo, vestiários, refeitórios, cozinhas e alojamentos.

NR-25 – RESÍDUOS INDUSTRIAIS

Esta NR estabelece os critérios que deverão ser eliminados dos locais de trabalho, através de métodos, equipamentos ou medidas adequadas, de forma a evitar riscos à saúde e à segurança do trabalhador.

NR-26 – SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

Esta NR tem por objetivos fixar as cores que devam ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando, delimitando e advertindo contra riscos.

NR-27 – REGISTRO PROFISSIONAL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO NO MTB

Esta NR estabelece que o exercício da profissão depende de registro no Ministério do Trabalho, efetuado pela SSST, com processo iniciado através das DRT.

NR-28 – FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES

Esta NR estabelece que Fiscalização, Embargo, Interdição e Penalidades, no cumprimento das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador, serão efetuados, obedecendo ao disposto nos Decretos Leis.

NR-29 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO PORTUÁRIO

Esta NR regulariza a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, alcançando as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores, que exerçam atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e retroportuárias, situadas dentro ou fora da área do porto organizado.

NR-30 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO AQUAVIÁRIO

Esta norma aplica-se aos trabalhadores das embarcações comerciais, de bandeira nacional, bem como às de bandeiras estrangeiras, no limite do disposto na Convenção da OIT n.º 147 – Normas Mínimas para Marinha Mercante, utilizados no transporte de mercadorias ou de passageiros, inclusive naquelas utilizadas na prestação de serviços, seja na navegação marítima de longo curso, na de cabotagem, na navegação interior, de apoio marítimo e portuário, bem como em plataformas marítimas e fluviais, quando em deslocamento.

NR-31 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA AGRICULTURA, PECUÁRIA SILVICULTURA, EXPLORAÇÃO FLORESTAL E AQUICULTURA

Esta Norma Regulamentadora tem por objetivo estabelecer os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho.

NRR1 –DISPOSIÇÕES GERAIS
Estabelece os deveres dos empregados e empregadores rurais no tocante à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. 5.889, de 8 de junho de 1973.

NRR2 – SERVIÇO ESPECIALIZADO EM PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO RURAL – SEPATR
Estabelece a obrigatoriedade para que as empresas rurais, em função do número de empregados que possuam, organizem e mantenham em funcionamento serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho, visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no meio rural. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. 5.889, de 8 de junho de 1973.

NRR3 – COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO RURAL- CIPATR
Estabelece para o empregador rural, a obrigatoriedade de organizar e manter em funcionamento uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. 5.889, de 8 de junho de 1973.

NRR4 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL- EPI
Estabelece a obrigatoriedade para que os empregadores rurais forneçam, gratuitamente, a seus empregados Equipamentos de Proteção Individual adequados ao risco e em perfeito estado de conservação, a fim de protege-los dos infortúnios laborais. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. 5.889, de 8 de junho de 1973.

NRR5 –PRODUTOS QUÍMICOS
Estabelece os preceitos de Segurança e Medicina do Trabalho rural a serem observados no manuseio de produtos químicos, visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. 5.889, de 8 de junho de 1973.

O Príncipe

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Autoria: Renato Dias Ribeiro

O PRÍNCIPE
Os Estados podem ser republicas ou principados, que foram herdados pelo sangue, ou foram adquiridos recentemente. Os principados hereditários encontram mais facilidade, por já serem vistos como de família nobre e sendo assim tendo direito ao poder que lhe compete.Também os principados podem ser novos, esses principados novos ou são totalmente novos ou são conquistas de outros Estados liderados por príncipes hereditários, estes são chamados principados mistos, já os principados novos encontrarão maior dificuldade, pois precisa de apoio para poder ser manter no lugar que conquistou.
O príncipe, conseguindo com que se tornem inimigos, todos aqueles que foram incomodados e ofendidos com sua conquista do território, ganhará forças, e diminuirá o risco de perder sua posição, da mesma forma se conseguir reconquistar regiões rebeladas, estas dificilmente lhe serão tomadas.
Maquiavel fala que províncias conquistadas por povos de iguais costumes e língua são mais facilmente mantidas, apenas não devem ser alterados estes costumes, suas leis e seus impostos. Já para os novos “governantes” das províncias de diferentes costumes e língua, será mais difícil mantê-las. O príncipe deverá, primeiramente, habitar a província, dominar as desordens rapidamente e instalar colônias em um ou dois pontos do território.
Uma estratégia usada é de ser defensor dos menos fortes, para que assim também aconteça o enfraquecimento dos poderosos, mas é claro não fazer com alguém fraco venha a ser muito forte. Deve-se ter cuidado para que nenhum forasteiro e estrangeiro de poder penetre na província.
Quando se deseja conservar os principados que, antes de serem ocupados, viviam com suas próprias leis, existem três caminhos a serem seguidos: arruiná-los – e este é o caminho mais seguro, habitá-los pessoalmente ou criar o governo aos poucos e deixá-los com suas próprias leis. Já os principados que anteriormente possuíam um outro príncipe como governante são mais facilmente conservados.
Aqueles principados que foram conquistados com as armas e fortunas dos outros, geralmente não são mantidos, pois existe uma corrupção do exército, e uma sociedade que não possui um alicerce, ou seja, não é fortalecida. Estes governantes estão submetidos à vontade de quem lhe concedeu o Estado, ou seja, o príncipe não tem poder algum, quem realmente comanda o Estado é o dono da fortuna.
Os que chegaram ao principado por meio de crimes, geralmente pagam por seus crimes não sendo celebrados por homens ilustres, e não são considerados homens de virtude. Também Maquiavel afirma que as crueldades podem ser mal ou bem usadas. Os crimes de extrema necessidade são considerados bem usados e são justificáveis e aceitáveis se após este, faz-se apenas o bem. Mas quando isso não ocorre e os príncipes continuam fazendo o mal, este possui falta de princípios e escrúpulos. As ofensas ao povo devem ser feitas de uma só vez, e o bem deve ser feito aos poucos, para que todos possam apreciá-lo.
Quando um cidadão privado torna-se príncipe de sua pátria, pode-se chamar seu governo de principado civil. O comandante deste deve ter, antes de tudo, uma grande e afortunada astúcia, e este deve fazer, em benefício do povo, e não dos poderosos; pois a ele sempre caberá governar o mesmo povo, mas vive bem sem os poderosos. Se o povo deste Estado for hostil, ele abandonará o príncipe. Os povos fiéis ao governante devem ser amados, e os que não são fiéis e não confiam no príncipe, devem ou serão empregados como conselheiros, ou considerados inimigos e temidos.
O povo, primeiramente, deve ser considerado amigo e não deve ser oprimido. Mas deve-se esperar que nas adversidades, os cidadãos fugirão. Porém quando um povo espera o mal e recebe o bem, é mais fiel do que um povo que apenas espera o bem.
Segundo Maquiavel, as forças dos principados devem ser medidas pelo exército, ou seja, pelas armas que este mantém. Os reinados que tem muita fortuna e muitos homens devem fazer um bom exército. Quando um príncipe dá boa condição de vida, alimento e trabalho aos cidadãos de seu país, é amado.
Os principados eclesiásticos são adquiridos por virtude ou fortuna, e são mantidos pela religião. Este se mantém fortes, e seus príncipes estarão sempre no poder. São só esses tipos de principados que não necessitam ser defendidos, não governam seus súditos. Esses principados são considerados seguros e felizes, e seus poderes apenas podem ser aumentados com armas e virtudes.
É necessário que um príncipe tenha bons fundamentos, caso contrário cairá em ruína. Para um principado ter poder e prestígio, deve haver boas armas; e as boas leis somente poderão existir se houver boas armas. As tropas mercenárias e auxiliares são inúteis, desunidas, ambiciosas e infiéis. Para que um principado possua uma boa tropa, o seu príncipe deverá acompanhar exercer as atribuições de capitão desta.
Já as tropas auxiliares são aquelas que se apresentam quando se chama um poderoso, para que, com seus exércitos, venha ajudar e defender. Se esta perde, o principado fica liquidado; se ganha, torna-se seu prisioneiro. O perigoso das tropas mercenárias é a covardia, e das auxiliares é o seu valor. Mas como já foi dito anteriormente, as armas dos outros são danosas e prejudiciais, e se não o forem, ainda sim serão motivos de vergonha e constrangimento. Se um principado não está fundamentado sobre suas próprias forças, ele se torna inseguro e instável.
O real e principal objetivo de um príncipe é cuidar da arte da guerra e de sua organização e disciplina; essa é a única arte que ao governante compete saber. É esta que faz com que homens virem príncipes; e os que não pensam primeiramente em guerra, certamente perde seu Estado. As tropas devem ser mantidas com pensamento em guerra, devem ser bem organizadas e treinadas; devem ser lidas histórias e nelas devem ser observadas os grandes homens, o modo que eles agiam, suas vitórias e derrotas. O exército também nunca deve ficar ocioso, mesmo em tempos de paz.
O príncipe deve aprender a não ser tão bom e piedoso. Também deve ser tão prudente capaz de fugir dos vícios que o fariam perder o poder.
Quanto à liberalidade, se é usada de uma forma que é conhecida de todos, acaba por prejudicar o príncipe, fazendo com ele seja desprezado e odiado. Aquele que vai com seu exército fazer saques e roubar fortunas alheias é benquisto por seu povo ; e o miserável é o correto. Este gasta pouco, não rouba seus súditos. E ser miserável é um dos defeitos que ajuda um príncipe a manter-se no poder.
É melhor ser amado que temido ou temido que amado? O autor da obra esclarece-nos esta questão afirmando que é melhor ser um príncipe temido, mas que dá ao seu povo paz e os mantém unidos e leais, já que é mais válido que apenas um indivíduo seja prejudicado do que toda uma comunidade, que pode ser prejudicada por um príncipe piedoso; já que o homem trai uma amizade e é bom quando lhe convém e sua natureza é ingrata, volúvel e temente do perigo. Porém, quando um homem teme, esse temido do castigo jamais o abandona, e o respeito não é perdido. O que também deve ser entendido é que ser temido não é o mesmo que ser odiado, porque este é prejudicial ao príncipe.
O príncipe deve proceder de forma equilibrada, com prudência e humanidade, mas que não tenha muita confiança e nem demasiada desconfiança nos homens. Também ele deverá saber se utilizar do seu lado bom e do seu lado mau, deve saber punir tanto com as leis, quanto com a violência. Deve sempre manter a postura de piedoso, fiel, humano, íntegro e especialmente religioso, mas tem que saber agir ao contrário em caso de necessidade; deve saber ser mau quando necessário.Para seu odiado pelo seu povo, o príncipe deverá se utilizar dos bens dos seus súditos, seduzir suas mulheres e desonrá-los. Se isso não ocorrer, o povo viverá feliz e satisfeito com seu governante.Para ser amado, ele deve ser grande em seus atos, corajoso, e suas ações deverão ser irrevogáveis.
O príncipe deverá preocupar-se em distrair e alegrar o seu povo, dando-lhes festas e espetáculos. Deve também dar oportunidade aos melhores de seu Estado e ter bons ministros. A confiança mútua entre príncipe e ministros é extremamente imprescindível para se ter um bom principado.
Também devem ser escolhidos como conselheiros do príncipe homens sábios, mas que apenas dêem conselhos quando abordados sobre a questão. Cabe ao príncipe escutá-los e sempre manter a prudência.
Sintetizando, o príncipe tem que sempre se manter atento em relação as armas, evitar a todo custo a inimizade do povo, e saber se defender dos grandes. Sabendo isto, seu principado não corre o risco de ser perdido.
Por fim, é sempre melhor a um líder ser impetuoso que cauteloso, sempre ter como virtude à coragem e a esperança de abraçar apenas causas justas.
COMENTÁRIOS SOBRE PARTES DA OBRA
“…as alterações nascem principalmente de uma dificuldade natural a todos os principados novos, que consiste no fato de os homens gostarem de mudar de senhor, acreditando com isso melhorar.” (pág 7)
Essa frase enquadra-se bem na política atual, onde nós pensamos que com cada mudança de presidente, governador ou prefeito, conseguiremos melhorar. Da mesma forma é uma dificuldade sofrida por um príncipe novo, pois este será criticado, e tentativas de lhe tirarem do poder não faltaram, mesmo não sendo a melhor solução a sua mudança, essa cultura como sabemos prevalece até hoje, onde é difícil a reeleição de um político, e nota-se que quando esta se dá, seria muito mais difícil tirá-lo do poder devido à cultura de longa data que estabeleceu. (um exemplo claro é o nosso atual Presidente da República, sendo que este agora, dificilmente sairia do poder se pudesse concorrer a presidência novamente).
“Aqueles que, somente pela fortuna, de cidadãos particulares se tornam príncipes fazem-no com pouco esforço, mas com muito esforço se mantêm. E não encontram dificuldade no caminho porque passam voando por ele: mas todas as dificuldades surgem quando chegam ao destino.” (pág. 27)
Para se manter a posição ocupada, não basta apenas sorte, mas sim competência para tal, se foi fácil chegar até lá, não tão simples pode ser de se manter. Quando se esta num lugar alto, com certeza outros gostariam e querem estar no seu lugar, e caso você não tenha competência para manter o lugar conquistado, mais cedo do que se pensa perderá o trono. Um exemplo, na área da Administração é um funcionário que assumiu o cargo de gerente por conhecer as rotinas da empresa, se ele não for capaz o suficiente para tal função, logo, outro mais qualificado lhe tirará do lugar, ao menos que o primeiro tenha meios de se manter.
“…deve um príncipe viver com seus súditos de forma que nenhum incidente, mau ou bom, faça variar seu comportamento: porque, vindo às vicissitudes em tempos adversos, não terás tempo para o mal, e o bem que fizeres não te será creditado, porque julgarão que o fizeste forçado…” (pág. 41)
Se o príncipe, mudar seu comportamento sendo agressivo em alguns momentos por algum motivo qualquer que o seja, e crueldades começar a fazer por não se agradar de alguma coisa, pode este, futuramente, em situação desfavorável, fazer alguma obra, para se fazer parecer bom, mas então lhe dirão que só fez aquilo, pois necessitava, porque no resto do tempo, sempre foi mal, e agora por necessidade, muda seu comportamento, despertando a desconfiança do povo. Não cabe só aos príncipes esta observação, mas a todos nós, que não devemos fazer alguma coisa a alguém apenas por interesse, se no resto do tempo, não mexemos uma “palha” sequer, com certeza, verão nosso interesse, e não será considerado por ninguém.
“… aquele que não detecta no nascedouro os males de um principado não é verdadeiramente sábio.” (pág. 67)
É muito mais difícil corrigir do que prevenir, da mesma forma acontece conosco todo dia, se não prevenimos, ou seja se não antecipamos os males que irão nos afligir, dificilmente estes são contornados sem problemas. Em uma empresa é fácil notar isso, por exemplo se uma empresa não notar que as vendas em fevereiro irão cair, e tiver grande quantidade de estoque, perderão dinheiro com isso, cabe ao administrador anteceder os males e corta-los antes que causem algum dano.
“…deves parecer clemente, fiel, humano, integro, religioso – e sê-lo, mas com a condição de estares com o ânimo disposto a, quando necessário, não o seres de modo que possas e saibas como tornar-te o contrário.” (pág. 83)
O governante segundo maquiavel deve ter essas cinco qualidades, mas da mesma forma, saber, usar de maneira que lhe seja proveitosas, deve-se usar da astúcia, de quando e como é a melhor forma de demonstrar qualidades ou não demonstra-las, pois caso precise deve-se ser firme e as vezes até cruel. Cabem aos governantes, dirigentes, diretores, usar de bom senso onde possam demonstrar essas qualidades, mesmo não a tendo elas, mas que saibam usar ao seu favor.
“Nada torna um príncipe tão estimado quanto realizar grandes empreendimentos e dar de si raros exemplos” (pág. 105)
Como pode um príncipe cobrar dos súditos algo que ele não faz? Como pode exigir um Presidente, honestidade do seu povo, se ele não é honesto? Como pode um administrador pedir empenho dos seus funcionários, se este não o faz? A melhor maneira para cobrar algo e ser reconhecido por isso é dar o exemplo, é fazer aquilo que os outros não esperam, é surpreender para encantar e conseguir um lugar alto no coração dos súditos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, retrata, os vários tipos de principados, e de como, se governa um estado. Diversos exemplos são citados, desde a igreja, até a hereditariedade de governo. O que mais chama atenção é que mesmo sendo um livro muito antigo, se enquadra perfeitamente no cenário atual.
Para um político, é de grande valor o ensinamento que o livro passa, são vários conceitos que apesar de antigos, servem de referência até os dias de hoje, um exemplo disso é quando o autor fala de que o povo gosta de mudar de príncipe, pensando assim que com isso a sua condição de governo vai melhorar colocando outra autoridade, ou outro dirigente. Isso acontece muito nos dias de hoje, e nem sempre é o melhor a se fazer. O livro nos mostra como lidar com situações de confronto contra inimigos, ou seja de como proteger um governo, prevendo quais serão os perigos e de como supera-los.
A maneira de se governar seja ela qual for, deve seguir conceitos básicos apresentados no livro, as estratégias que são abordadas são inúmeras, realidades de como é vivida a política atualmente são vistas a cada folha, principalmente quando se fala em que um príncipe que é ajudado por outras pessoas a tomar um estado, ficará devendo para esses uma divida, não podendo assim voltar-se a eles, na política atual a troca de favores é nos mostra bem como isso ocorre, de como para se eleger, é necessário ficar devendo favores a vários outros políticos e empresários, comprometendo assim a honestidade e o domínio sobre o “reinado”.
Quando se fala em armamento, e da importância de ter exércitos fortes, pensa-se logo em guerra, em conflitos, nesse ponto o livro traz um ponto negativo, sendo dessa forma uma maneira citada de manter um governo. Apesar disso, e apesar dos séculos que separam a obra de hoje, recentemente pode se notar alguns indícios desse conceito de armamento, como exemplo podemos citar a guerra fria, onde a busca e a disputa, por tecnologias e armamentos representando força e poder moviam as maiores potencias do mundo. Nos dias atuais isso ainda se vê muito, armas biológicas e nucleares se espalham pelos cantos da terra, com o objetivo de seus governantes terem uma forma de se protegerem e amedrontarem outros que possam querer contra eles lutar, ou tomar a posse do seu estado.
Podemos dizer que o governo para ser bem sucedido, quer seja uma monarquia ou república, deve objetivar a segurança das propriedades e da vida, sendo esses os desejos mais universais da natureza humana. Os desejos e as paixões seriam os mesmos em todas as cidades e em todos os povos. Quem observa os fatos do passado pode prever o futuro em qualquer república e usar os métodos aplicados desde a Antigüidade ou, na ausência deles, imaginar novos, de acordo com a semelhança entre as circunstâncias entre o passado e o presente.

Orçamento de Caixa

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Autoria: Caroline Bondarik

ORÇAMENTO DE CAIXA

O instrumento básico para execução do planejamento e do
controle financeiros a custo e a médio prazo da empresa, é o orçamento
de caixa. O orçamento de caixa não indicará apenas o total dos
empréstimos necessários à manutenções das operações da empresa, como
também o período em que deverão ser obtidos. Além disso, o orçamento
de caixa serve como um ponto de referência em ralação ao qual os valores
realizados podem ser comparados.

Defasagens significativas podem indicar que os pequenos
programas da empresa não estão ocorrendo segundo o planejado,
mostrando que deverão ser tomadas medidas corretivas e/ou saneadoras.
Alternativamente, essas defasagens podem informar que os programas da
empresa se tornaram irreais, em vista da ocorrência de acontecimentos
imprevistos e incontroláveis.

O orçamento não é nada mais do que um plano descrito,
expresso em termos de unidades físicas e/ou monetárias. A complexidade
do processo orçamentário e os seus detalhes de elaboração poderão variar
de empresa para empresa, porém na sua essência são semelhantes.

Para um melhor gerenciamento das atividades da empresa,
um fator importante a ser considerado é o orçamento empresarial,
composto pelos orçamentos operacional e de investimento. O orçamento
é o instrumento que descreve um plano geral de operações e/ou de
investimentos, orientados pelos objetivos e pelas metas traçadas pela alta
cúpula diretiva para um dado período de tempo. Um orçamento pode ser
estudado em vários estágios dependendo da ótica que se quer desenvolvê-
lo, mas principalmente, do tipo de atividade econômica e da parte da
empresa em que será implantado e implementado. Entre os principais
estágios temos: o operacional, o estratégico e o tático.

Objetivos

O principal objetivo do orçamento de caixa será dimensionar
para um dado período, se haverá ou não, recursos disponíveis para suprir
as necessidades de caixa da empresa. Através do nível projetado de caixa
pode-se orçar a parte de recursos que deverão se capitados e a melhor
destinação dos possíveis excedentes de caixa. Justifica-se esta
preocupação, porque na atual conjuntura, se o dinheiro não estiver
corretamente aplicado, torna-se-á antiprodutivo para a empresa, na
proporção do tempo em que estiver ocioso.

Desta forma, o ,orçamento é o instrumento que permite ao
administrador financeiro saber, antecipadamente, se haverá problemas de
liquidez ou não, em termos operacionais e não operacionais, considerados
os aspectos de solvabilidade e de rentabilidade da empresa, para o
período em tela.

Assim, em termo hábil, a empresa irá projetar a necessidade
de levantar empréstimos para cobrir déficit de caixa, analisando as fontes
internas e externas, o custo financeiro de operação, as reciprocidades que
deverão ser oferecidas à instituição de crédito, etc.

Por outro lado, na aplicação deverão ser considerados o
volume de recursos que serão comprometidos, o tempo, o risco, a liquidez
e a rentabilidade do investimento.

MÉTODOS DE ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO DE CAIXA

Para elaborar-se o orçamento de caixa da empresa, poderão
ser utilizados três métodos: direto, lucro ajustado e diferença do capital de
giro, de acordo com o conceito contábil.

Orçamento de caixa através do método direto

Este método consistirá nas projeções de ingressos e de
desembolsos operacionais ou não, resultantes de vendas ou compras
estimadas de itens do ativo imobilizado, assim como parcelas indicativas
de aumentos ou reduções de contas credoras ou devedoras da empresa.

É o método mais simples, útil e apropriado para elaborar o
orçamento de caixa para períodos curtos. Utilizado pela maioria das
micro, pequenas e médias empresas.

MODELO DO ORÇAMENTO DE CAIXA PELO MÉTODO DIRETO

LIMITAÇÕES DO MÉTODO DIRETO

Projetando com a devida atenção e considerando as etapas expostas, o
orçamento de caixa, através do método direto, resultará de uma estimativa
bastante satisfatória dos ingressos e dos desembolsos de numerário em
um dia, uma semana, um mês ou um tremestre.

Considerações Finais

As projeções dos ingressos e dos desembolsos de caixa
poderão ser diários, semanais ou mensais. O relacionamento das entradas
e das saídas estimada para cada dia será conveniente, no caso da empresa
necessitar de um rigoroso controle do orçamento de caixa, ou para os
administradores financeiros que queiram Ter uma visão detalhada da
tendência dos desembolsos, cujo volume seja suficiente grande para
influir no nível de caixa dos períodos em que deverão ser devidos. Já as
estimativas mensais e trimestrais destinar-se-ão a um planejamento e um
controle mais geral da movimentação de numerário.

A segurança do orçamento de caixa dependerá,
principalmente, do grau de exatidão do orçamento de vendas. Qualquer
erro significativo na projeção do faturamento resultará na correspondente
discrepância entre as receitas realizadas e as orçadas, com possibilidade
de exigir redução das compras e alteração dos programas de redução.

No que diz respeito às receitas, o item mais representativo
costuma ser o das duplicatas a receber. De acordo com os prazos de
pagamento, normalmente concedidos, o resultado das cobranças
realizadas em cada mês correspondente, em geral, a determinado
percentual de faturamento médio mensal.

Quanto aos pagamentos, as projeções também dependerão
muito dos faturamentos orçados, pois as estimativas dos custos
operacionais se baseiam no volume das compras e nos prazos concedidos
pelos fornecedores.

Ao elaborar-se o orçamento de caixa, haverá a necessidade
de acompanhar de perto as atividades dos responsáveis por departamentos
ou áreas, que passarão nas finanças da empresa, como folha de
pagamento, propaganda, seguros, impostos e taxas, etc., assim como
tomar conhecimento, em tempo, de toda despesa eventual não incluída no
orçamento, cujo valor seja capaz de afetar a posição de caixa da empresa.

ORÇAMENTO DE CAIXA DO MÉTODO DO LUCRO AJUSTADO

A elaboração do orçamento de caixas pelo método de lucro
ajustado, também denominado de lucro direto, será feitas das projeções
do resultado econômico e das variações dos elementos patrimoniais.

Deve-se primeiro projetar todo o plano geral de operações da
empresa para período orçamentário, a fim de que se possa apurar o lucro
ou o prejuízo da unidade econômica.

De acordo com esse método, o ponto de partida para sua
projeção será o lucro ou o prejuízo líquido orçado com base nas
estimativas do Demonstrativo do Resultado de Exercício projetado. Este
método, considerará além dos elementos de resultados projetados para o
período orçamentário, também será ajustado em função dos elementos
patrimoniais, como por exemplo: duplicatas a receber e a pagar, estoques,
fornecedores, etc.

Orçamento de Caixa pelo Método Lucro Ajustado ou Direto

A elaboração do orçamento de caixa pelo método de lucro
ajustado será bem consistente, porque relacionará todos os fatos
operacionais e não operacionais da empresa para o período futuro.

Será mais abrangente do que o método direto anteriormente
apresentado, pois parte do lucro líquido projetado da empresa para o
período e englobará todas as atividades do sistema orçamentário global.

ORÇAMENTO DE CAIXA ATRAVÉS DO MÉTODO DA
DIFERENÇA DO CAPITAL DE GIRO

A elaboração do orçamento de caixa através do método da
diferença do capital de giro, desdobrar-se-á em duas etapas distintas.

A primeira etapa consistirá no calculo da variação do capital
de giro através do conceito contábil, do período encerrado e do período
projetado.

CG = AC – PC

Onde:

CG = Capital de Giro;
AC = Ativo Circulante;
PC = Passivo Circulante.

A variação do capital de giro do período, será obtida
mediante a diferença de capital de giro do período projetado e do capital
de giro do período encerrado.

A segunda etapa, relacionará a projeção do lucro ou do
prejuízo do período projetado, com as variações dos elementos
patrimoniais, desde que estas não sejam de curto prazo, pois, neste caso,
já foram consideradas na primeira etapa.

MODELO DE ORÇAMENTO DE CAIXA PELO MÉTODO DA
DIFERENÇA DO CAPITAL DE GIRO

A elaboração do orçamento de caixa pelo método da
diferença do capital de giro é bastante interessante, pois considera em
suas projeções a variação do capital de giro na primeira etapa e na
Segunda relaciona ingressos e os desembolsos decorrentes dos elementos
de resultado e patrimoniais orçados pela empresa.

Assim, o orçamento de caixa pelo método da diferença do
capital de giro será abrangente, pois considera as situações econômico-
financeiras projetadas da empresa para o curto e longo prazos.

Exemplo Prático

Um exemplo prático de orçamento de caixa pelos métodos
de lucro ajustado e da diferença do capital de giro, de acordo com os
modelos apresentados e as notas explicativas descritas, assim como
projeta-se o Balanço Patrimonial para o período seguinte, em função dos
elementos de resultados e patrimoniais estimados pelo comitê
orçamentário da empresa.

Solução pelo Método Lucro Ajustado:

Relacionam-se todos os itens de ingressos e de desembolsos
de caixa dos elementos de resultado e patrimoniais projetados, de acordo
com os aumentos ou as reduções de ativo, os aumentos ou as reduções de
passivo e os aumentos ou as reduções de patrimônio líquido da empresa
para o exercício social de 1997, exceto o disponível.

Solução pelo Método da Diferença de Capital de Giro:

Elaboração de orçamento de caixa pelo método da diferença
do capital de giro, desdobra-se em duas etapas:

Primeira Etapa

Consistirá no cálculo da variação do capital de giro da
empresa entre os exercícios encerrado (1996) e projetado (1997), através
do conceito contábil do capital de giro, exceto o ,disponível.

O conceito contábil de capital de giro é:

CG = AC – PC

Para calcular-se a variação do capital de giro, obtém-se pela
diferença entre o capital de giro de 1997 menos o capital de giro de 1996,
temos:

?CG = CG97 – CG96 = 12.640 – 6.100 = 6.540.

Portanto, a empresa apresentará uma variação de aumento do
seu capital de giro próprio em R$ 6.540 mil. Essa importância entrará, na
Segunda etapa, diminuindo, pois a empresa terá um aumento maior em
valores absolutos no ativo circulante do que a redução em valores
absolutos no passivo circulante.

Segunda Etapa

Esta etapa consistirá na apuração dos ingressos e dos
desembolsos de caixa, através dos elementos de resultados e patrimoniais
a longo prazo. Isto se deve, ao fato dos itens de curto prazo tanto do ativo
circulante como do passivo circulante já estarem relacionados na primeira
etapa deste método.

1- INGRESSOS

R$
Lucro líquido após o imposto de renda
2.340

Depreciações de veículos, M & U e M & E
1.400

Aumento de capital social
10.000
13.740
2. DESMBOLSOS

Veículos
420

Financiamentos a longo prazo
1.750

Microcomputador
1.780
3.950
3. DIFERENÇA DO PERÍODO DE PROJETADO (1 – 2)

9.790
4. SALDO INICIAL DE CAIXA

2.000
5. DIMINUIÇÃO DO CAPITAL DE GIRO (1ª etapa)

(6.540)
6. DIPONIBILIDADE ACUMULADA PROJETADA (3 + 4 – 5)

5.250
7. NÍVEL DESEJADO DE CAIXA PROJETADO

3.000
8. APLICAÇÕES NO MERCADO ABERTO A REALIZAR

(2.250)
9. SALDO FINAL DE CAIXA PROJETADO

3.000

VANTAGENS DO ORÇAMENTO DE CAIXA

O orçamento de caixa poderá ser elaborado com relativa
exatidão e Ter em vista várias finalidades. A principal será indicar as
necessidades de numerário para atendimento dos compromissos que a
empresa costuma ter com prazos certos para serem saldados. Com isso, o
administrador financeiro estará apto a estimar, com a devida
antecedência, os problemas de caixa que poderão surgir devido às
reduções cíclicas das receitas ou aos aumentos volume de desembolsos e,
em decorrência, a necessidade de obter empréstimos de instituições
financeiras.

Encontram-se arroladas a seguir, as principais vantagens de
elaborar-se o orçamento de caixa na empresa:

a) visa demonstrar ao administrador financeiro o momento adequado para
as retiradas de caixa, sem contudo acarretar problemas financeiros para
empresa;

b) faculta ao administrador financeiro meios de pôr em funcionamento
suas disponibilidades de caixa de maneira mais racional e lucrativa
possível, sem comprometer a liquidez da empresa;

c) permite a utilização mais lucrativa do caixa, quando for do interesse da
empresa o pagamento de contas dentro do período de desconto, visto que
isso poderá aumentar a reputação da empresa para efeito de crédito,
poupando simultaneamente, o desembolso de considerável soma em
dinheiro se a compra realizar-se à vista;

d) auxilia verificar os períodos em que a empresa terá excedentes de
caixa, além de estimar os valores dos saldos de caixa e os períodos em
que eles irão ocorrer;

e) possibilita a escolha de investimentos, da parcela ociosa, de recursos
financeiros, do mesmo modo que as informações relativa aos déficit de
caixa serão usados para a seleção de instruções de crédito capazes de
atender as necessidades da empresa;

f) através do orçamento de caixa poderão destacar-se os pontos
vulneráveis e os pontos positivos, antecipando ao administrador
financeiro a postura, em termos, das medidas cabíveis para cada situação
projetada para a empresa;

m) como o orçamento de caixa estabelecerá os objetivos e as metas a
atingir pela empresa, permitirá a seleção de alternativas mais eficazes
para suprir eventuais insuficiências de caixa.

CONCLUSÕES

O orçamento de caixa é um dos mais eficientes instrumentos
de planejamento e de controle empresariais, que poderá ser projetado de
várias maneiras, de acordo com as necessidades ou conveniências de cada
empresa.

As decisões terão de ser tomadas, mediante as informações
que darão suporte financeiro à empresa e que estarão contidas
necessariamente no orçamento de caixa.

Diante do que foi exposto, é possível perceber a extrema
importância do assunto para o universo do mundo administrativo
empresarial.

Nota-se que o sucesso dos empreendimentos passa,
necessariamente por um rígido controle das finanças e suas políticas de
gerenciamento, onde, o orçamento de caixa, que vai definir os rumos,
quanto a administração das entradas e saídas de recursos, como vistas a
evitar estrangulamentos financeiros e fazer com que a organização incorra
em custos desnecessários e realizados sem condições de planejamento,
que muitas vezes resultam em gastos que poderiam ser evitados.

Portanto, o assunto abordado é capaz de despertar grande
interesse, visto que trata de uma das questões fundamentais da empresa, e
estimula os alunos a aprofundar suas pesquisas, visando adquirir maiores
conhecimentos e domínio sobre o assunto.