Ciclo da Mitose

0

Autoria: Kleber Silva dos Santos

INTRODUÇÃO

A reposição de células mortas do organismo e o aumento do número de células durante o período de crescimento é dado por um processo de divisão celular denominado mitose. Neste trabalho será explicado detalhadamente como se dá esse processo e a explicação de suas respectivas fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase.

MITOSE ou CARIOCINESE (mito = tecer ; kinesis = movimento)

A mitose está sempre presente nos organismos e pode ser considerada como processo fundamental da divisão celular dos seres vivos. É um mecanismo que garante uma distribuição de coleções idênticas de genes para as células formadas: uma célula diplóide &ndash que possui cromossomo aos pares, ou 2n se divide em duas células-filhas também diplóides.

Nos procariontes, como as bactérias, esta distribuição é relativamente simples. O DNA bacteriano se duplica, enquanto o citoplasma se estrangula em duas partes, ficando cada uma delas com uma das cópias.

Nos eucariontes, o material genético se modifica durante a divisão, passando na forma de filamentos de cromatina espalhados no nucleoplasma para a forma compacta de cromossomos. O processo pode ser observado ao microscópio comum e em algumas células dura vinte minutos; em outras, pode durar algumas horas. Algumas células muito especializadas, como as células musculares e nervosas, param de se dividir quando estão totalmente maduras.

Existem mecanismos, ligados à natureza química do glicocálix, que controlam a divisão celular.

A mitose é estudada em quatro fases: prófase – fase preparatória, a mais longa; metáfase – fase de ordenação dos cromossomos; anáfase – fase de separação dos cromossomos; telófase – fase da divisão celular.

Prófase (pro = antes). Inicia-se com mudanças físico-químicas no citoplasma, passando água deste para o interior do núcleo, tornando-o mais volumoso e menos denso. Entra em atividade o centro celular que evolui e acaba por originar dois outros, funcional e estruturalmente iguais. Esse fato é a primeira indicação efetiva que a célula vai dividir-se. Os dois centro celulares iniciam um movimento de aproximação e afastamento, deslocando-se nas proximidades do núcleo. Após, eles migram cada um, para um dos pólos da célula (é a migração polar). À medida que se verifica a migração dos centros celulares, começa, por entre eles, a formação de finas fibrilas citoplasmáticas protéicas (estas fibrilas são constituídas por moléculas de proteínas ligadas por pontes de enxofre) que, em conjunto formarão o fuso acromático, que se estende de um pólo a outro da célula, há o surgimento do áster, este é um feixe de microtúbulos que surge em cada pólo da célula. Sendo que o aparelho mitótico é o conjunto formado pelo áster e pelo fuso acromático.Pela hidratação do núcleo, facilitada pela permeabilidade da carioteca, diminui a viscosidade da cariolinfa e o volume do núcleo aumenta, facilitando, posteriormente, a movimentação dos cromossomos. A essa altura, os cromossomos tornam-se visíveis como delgados filamentos espiralados, de diâmetros irregulares e desdobrados longitudinalmente em duas cromátides, unidas pelo centrômero; o nucléolo está visível, tendendo a diminuir de tamanho e desaparecer até o final da fase. No início da divisão, quando os filamentos de cromatina aparecem enovelados, na forma de cromossomo, eles já estão duplicados (foram duplicados na interfase). Contudo, a região conhecida como centrômero demora um pouco mais para se duplicar. Dessa forma, os cromossomos resultantes da duplicação permanecem algum tempo presos pelo centrômero. Enquanto permanecem assim, cada cromossomo recebe o nome de cromátide, e o conjunto das duas cromátides presas pelo centrômero são cópias exatamente iguais do filamento inicial de cromatina. Ao longo da prófase, os filamentos de cromatina sofrem um progressivo enrolamento, tornando-se suficientemente condensados para serem visualizados ao microscópio óptico sob a forma de cromossomos. Os nucléolos desaparecem (seus grãos se espalham no citoplasma e dão origem aos ribossomos).

Prometáfase: Alguns defendem a existência , após a prófase, de uma fase denominada prometáfase. Ela seria um curto período de transição da prófase para metáfase. As transformações deste período, na maioria das vezes, englobada, são a desintegração da membrana nuclear (ela incorpora-se ao retículo) e a conseqüente “queda” dos cromossomos no citoplasma. Estes então se dirigem à região equatorial da célula, aonde vão se prender as fibras do fuso por meio de seus centrômeros.

Metáfase (meta = depois). Cada cromossomo sofre uma contração nuclear; diminui o número de espirais, o diâmetro aumenta e torna-se regular, uma conseqüência do acúmulo de DNA. Algumas fibrilas do fuso acromático, denominam-se fibras cromossômicas, prendem-se ao centrômero dos cromossomos por uma estrutura denominada cinetócoro; outras fibrilas estendem-se de um centro celular a outro (são as fibras contínuas), sem contactarem com os cromossomos.Os centríolos já estão ocupando pólos opostos na célula. Os cromossomos duplicados estão presos pelo centrômero às fibras do fuso acromático, ocupando a região mediana da célula. Os cromossomos alinhados nessa região formam a chamada placa equatorial, com as cromátides-irmãs (as que se prendem no mesmo centrômero) voltadas uma para cada pólo da célula. Essa é a fase de maior visualização dos cromossomos, por isso é chamada fase do cariótipo, para facilitar o estudo cromossômico, a divisão celular pode ser interrompida na metáfase, por substâncias como a colchinina e vimblastina, que impedem a polimerização das proteínas do fuso mitótico.

Anáfase (Ana = para cima). Os centrômeros finalmente se dividem, permitindo a separação das cromátides, que são arrastadas para pólos opostos da célula (metacinese), pelo encurtamento dos filamentos do fuso. As cromátides, agora cromossomos-filhos, afastam-se em direção aos centros celulares opostos, com as extremidades dos braços voltadas para o plano mediano da célula. No deslocamento dos cromossomos-filhos agem simultaneamente duas forças: tração, por parte das fibras cromossômicas, devido ao encurtamento das fibrilas por perda das moléculas protéicas; impulsão por parte das fibras contínuas. Enquanto estes fatos ocorrem, inicia-se o estrangulamento citoplasmático de fora para dentro. A igualdade das cromátides-irmãs e a posição que ocupavam na metáfase garantem uma distribuição idêntica de material genético para os dois pólos e, conseqüentemente, para as duas células que vão se formar, assim no final dessa fase, em cada pólo há número de cromossomos igual ao que havia na célula que iniciou a divisão, embora agora com apenas um filamento cada um. Tem início a desespiralização dos cromossomos.

Telófase (telo = final). A chegada dos cromossomos filhos aos pólos da célula marca o início da telófase. Uma vez nos pólos, inicia-se a desespiralização dos cromossomos, que se transformam em massas de cromatina. Estas são circundadas por cisternas do retículo endoplasmático, que depois se soldam umas às outras dando origem a novas membranas nucleares.Os cromossomos desespiralizados estão dispostos em 2 conjuntos, um em cada pólo. O núcleo também ressurge. Os nucléolos reaparecem sendo formados a partir da zona SAT de certos cromossomos. As fibras de áster e do fuso desaparecem. Finalmente, verifica-se, em células animais, que na região equatorial da célula a membrana nuclear se invagina formando um sulco de divisão, e, à medida que se aprofunda, aumenta o estrangulamento nessa região, ocorre a separação das 2 células-filhas. É a citodierése (plasmodierése ou citocinese) . Esse estrangulamento ocorre de fora para dentro, razão pelo qual, a citocinese animal é dita centrípeta. Durante a citocinese há distribuição dos componentes citoplasmáticos às células filhas em quantidades aproximadamente iguais. Assim, ao final da mitose surgem 2 células-filhas com o mesmo número de cromossomos que a célula-mãe, embora não visível no final da divisão, pois o núcleo de cada uma já se encontra no estado interfásico.

Bloqueio da Mitose

Certos agentes físicos e químicos são capazes de inibir a mitose. Alguns desses inibidores são usados no tratamento do câncer, pois inibem a proliferação de células cancerosas.

Há dois tipos de inibidores da mitose: inibidores da síntese de DNA e inibidores do fuso.

Entre as substâncias químicas capazes de inibir a síntese de DNA, podem ser citados o iperita ou gás de mostarda e o 5-fluoracilo. Os raios X são agentes físicos que inibem a síntese de DNA.

A inibição da formação do fuso é feita por uma substância química denominada colchinina. Ela, ao ser adicionada a uma célula em início da divisão, permita que esta progrida somente até a metáfase. As radiações são capazes de destruir as ligações entre os cromossomos e o centrômero. Com isso, os cromossomos não migram aos pólos, sendo bloqueada a divisão.

Variações no Teor de DNA e na Ploidia (Quantidade de Cromossomos).

Durante o ciclo mitótico celular, ocorrem modificações na quantidade de DNA da célula, mas não na quantidade de cromossomos. Para se evitar confusões na quantidade de filamentos de cromatina e a quantidade de cromossomos, a contagem de cromossomos se baseia na quantidade de centrômeros.

A variação na quantidade de DNA durante o ciclo celular obedece ao seguinte gráfico:

Já a ploipidia (quantidade de lotes cromossômicos) tem outro comportamento.

Ressalte-se que a mitose pode ocorrer em células n, 2n, 3n, etc. Todas originam duas células filhas com o mesmo número de cromossomos.

A duração da etapa do ciclo mitótico varia bastante de uma célula para outra. Observe alguns exemplos, expresso em horas:

G1 S G2 Mitose
Mucosa intestinal de rato 9 7 1 a 5 1
Meristema
da raiz
5 a 15 10 a 30 3 a 9 2 a 6
Fibroblastos em cultura 6 8 5 1 a 2

Mesmo as fases da mitose têm duração variável:

Prófase Metáfase Anáfase Telófase
Ovo de drosófila 4 min. 30 seg. 1 min. 50 seg.
Fibroblasto de frango 45 min. 6 min. 2 min. 10 min.
Célula de fígado de rato 4 horas 10 min. 30 min. 30 min.

Constância Específica do Número de Cromossomos

Em todas as células de um mesmo organismo, observa-se a constância o número, dimensões e estrutura dos cromossomos.

Os organismos são constituídos por um conjunto somático diplóide de cromossomos (2n), resultantes da união de gametas portadores de um conjunto haplóide (n) de cromossomos. Os cromossomos são distribuídos regularmente pela mitose somática, mantendo constante seu número em todas as células do organismo.

Os gametas como células integrantes do organismo, também deveriam ter 2n cromossomos. Se assim fosse, pela fecundação (união de gametas masculinos e femininos), resultariam uma célula ovo ou zigoto com o dobro (4n) de cromossomos. Desta forma os cromossomos, iriam sendo duplicados em cada geração, deixando de haver a constância específica do número de cromossomos. Esta situação é inadmissível porque, em poucas gerações, o número de cromossomos aumentaria gradativamente e seria material impossível, aos mesmos, caberem no núcleo, a não ser que este aumentasse muito de tamanho, o que não ocorre.

Se o número de cromossomos da célula de um organismo for 2n (diplóide), nas células germinais, esse número é reduzido à metade n (haplóide). Os gametas, com a metade dos cromossomos normais da espécie (n), unindo-se, dão origem a uma célula ovo 2n que, por mitoses sucessivas, originará todas as células do organismo, todas 2n cromossomos.

O organismo humano possui células 2n (46 cromossomos) que, por divisões mitóticas, continuam originando sempre células 2n (46 cromossomos). Se duas destas células pertencentes a organismos de sexos diferentes se unissem pela fecundação, resultaria o ovo com 4n cromossomos (92 cromossomos).

Em cada geração o número de cromossomos duplicar-se-ía!

Para que não ocorra esta duplicação, durante a formação das células germinais, o número de cromossomos é reduzido à metade (n = 23 cromossomos) através da divisão redutora ou meiose.

Pela fecundação (união de gametas n = 23 cromossomos) resulta uma célula (2n = 46 cromossomos) que, por mitoses sucessivas, origina todas as células do organismo, sempre 2n = 46 cromossomos.

Observação:

A mitose tem duração variável de uma há algumas horas dependendo da espécie da célula e das condições do ambiente, podendo chegar mesmo a 24 horas de duração. Sendo que a temperatura ambiental pode acelerar, retardar ou mesmo bloquear o processo mitótico.
No caso do homem, em particular, temperaturas muito reduzidas ou superiores a 45º C bloqueiam a mitose.
A descrição do processo mitótico é indireta, baseando-se na observação de células mortas., convenientemente preparadas.
Caracteriza-se por modificações nucleares (cariodierése) e por alternações citoplasmáticas (citodierése) (que ocorrem simultaneamente).
A mitose pode ser bloqueada com o emprego de certas substâncias como, por exemplo, a colchinina. Tal substância impede a formação do fuso e migração dos cromossomos-filhos para os pólos da célula. Isto quer dizer que a divisão paralisa na metáfase. Isto é feito por pesquisadores a fim de estudar o cariótipo da célula.
A mitose em células animais é astral (há centríolos) e nos vegetais superiores é anastral (não se observa centríolos).
Durante a metáfase, nas células vegetais os cromossomos se dispõem em toda a região equatorial formando uma coroa.
Em tecidos que estão em crescimento verificam-se mitoses sucessivas.
Alguns autores dividem a fase a mitose em mais uma fase, a prometáfase, que seria uma fase complementar da prófase que se caracteriza especificamente pelo desaparecimento da carioteca.

CONCLUSÃO

O processo de mitose compreende uma divisão que tem por objetivo de uma célula mãe, a formação de duas células filhas idênticas com o mesmo número de cromossomos que a célula que a criou. Durante a mitose foi observado, neste trabalho, que há mecanismos que podem interromper o processo. Existem também diferenças de tempos do processo, que depende da temperatura do ambiente e sobretudo o tipo de célula cujo processo mitótico está sendo realizado.

Ciclo das Rochas

0

Autoria: Vanessa Veríssimo

O Ciclo das Rochas inicia-se com a destruição das rochas da superfície pela ação dos agentes externos, como o intemperismo e a erosão ou a aglutinação de ambos. O intemperismo é o processo de degradação das rochas, acontece quando expostas à atmosfera sofrem um ataque erosivo, provocado pelo clima, que pode modificar o seu aspecto físico ou a sua composição mineralógica. A erosão é o processo de desgaste mecânico, operado pelas águas correntes, pelo vento, pelo movimento das geleiras e pelos mares.

Os produtos resultantes da destruição são transportados por diversos fluidos, passando a circular sobre a superfície terrestre por ação do calor solar e pela gravidade.

Quando cessa a energia que os fazem circular, eles depositam-se nas regiões mais baixas, formando então as rochas sedimentares.

Com o passar do tempo as rochas sedimentares são sepultadas a grandes profundidades, sofrendo conseqüentemente o efeito do calor terrestre e se tornando cada vez mais duras.

Nos níveis mais profundos, cerca de 10 a 30 km, a temperatura e a pressão são maiores, acontecendo a transformação em rochas metamórficas.

A temperatura continua aumentando cada vez mais, ocorre a fusão e ela se transforma em rocha ígnea.

Devido a ação do movimento do manto, ocorre o processo de levantamento dessa rocha ígnea, cada vez mais, ela tende a subir a níveis superiores.

Após milhões de anos, finalmente a rocha chega a superfície terrestre e novamente começa a sofrer a ação dos agentes externos, reiniciando assim o ciclo.

Conceitos de Geologia

Geologia: ge, significa terra, e logos, palavra, pensamento, ciência.

Geologia, como ciência, procura decifrar a história geral da Terra, desde o momento em que se formaram as rochas até o presente. Um conjunto de fenômenos físicos, químicos, físico-químicos e biológicos compõe o seu complexo histórico.

A Geologia Geral ou Dinâmica é o estudo da composição, da estrutura e dos fenômenos genéticos formadores da crosta terrestre, assim como do conjunto geral de fenômenos que agem não somente sobre a superfície, como também em todo o interior do nosso planeta.

A Geologia Histórica estuda e procura datar cronologicamente a evolução geral, as modificações estruturais, geográficas e biológicas ocorridas na história da Terra. A seqüência e a cronologia dos acontecimentos é evidenciada pelo estudo da estratigrafia.

A Geologia Ambiental consiste no estudo dos problemas geológicos decorrentes da relação que existe entre o homem e a superfície terrestre, assunto cuja importância vem crescendo dia a dia nestes últimos anos.

A Terra

Forma: a Terra é aproximadamente um elipsóide de rotação com diâmetro equatorial de 12.756.776 metros e com diâmetro polar de 12.713.824 metros.

Densidade: Determinando-se diretamente a densidade das rochas que ocorrem com maior freqüência na crosta terrestre, acha-se um valor médio de 2,76. No entanto, medindo-se a densidade global da Terra, achou-se um valor médio de 5,527.

Volume: Graças à observação da sombra da Terra sobre a Lua, nas ocasiões de eclipse, os antigos gregos já sabiam da forma esférica do nosso planeta. Com base neste conhecimento o volume da Terra pode ser calculado há mais de 2.000 anos, o que foi feito por Eratóstenes.

Ciclo da Água

0

Autoria: Bruno Torres

Mais abundante componente da matéria viva, a água precisa ser necessariamente reciclada para a garantia de vida do planeta. A superfície terrestre é recoberta de 75% de água. De toda essa água que recobre a terra, cerca de 97% pertencem aos ecossistemas marinhos. Do restante, apenas 1% está disponível na superfície (52% em lagos, 38% retidos no solo, 8% na atmosfera, 1% nos organismos vivos e 1% em rios). O ciclo hidrológico ocorre graças à energia solar que permite a mudança de estado físico. A água se evapora das superfícies aquáticas e terrestres, formando as nuvens. Condensa-se e se precipita na forma de chuva, neve ou granizo.

No solo, a água pode atravessar os diversos horizontes (camadas) atraída pelas forças da gravidade, e atingir o lençol freático, de onde chega até um rio ou riacho. Parte da água precipitada pode ser retida pelo solo e absorvida pelas plantas, através do seu sistema radicular.

Nos vegetais pode ocorrer a perda de água através da transpiração, gutação ou transferência alimentar à cadeia dos consumidores.

Os animais, por sua vez, participam do ciclo, ingerindo água diretamente ou indiretamente através dos alimentos. O processo de eliminação é variável, podendo ocorrer da urina, fezes, respiração, suor etc. E aí ocorre a evaporação de toda a parte líquida, formando as nuvens e a precipitação e… começa tudo de novo, formando um ciclo interminável.

Chuva Ácida

0

Autoria: Evelyn Pontes

Não existe chuva totalmente pura, pois ela sempre arrasta consigo componentes da atmosfera. O próprio CO2, que existe normalmente na atmosfera, como resultado da respiração dos seres vivos e da queima de materiais orgânicos, ao se dissolver na água da chuva já a torna ácida, devido à reação: CO2 + H2O -> H2CO3. Como o ácido carbônico formado é muito fraco, a chuva contaminada tem pH = 5,6. A situação se complica em função dos óxidos de enxofre e dos óxidos de nitrogênio, existentes na atmosfera.

SO2 e SO3

O SO2 natural é proveniente de erupções vulcânicas e da decomposição de vegetais e animais e o artificial é proveniente principalmente da queima de carvão mineral e do petróleo. Na atmosfera, o SO2 reage com a água da chuva formando o ácido sulfuroso (SO2 + H2O -> H2SO3), que é um ácido fraco, mas quando o SO2 é oxidado a SO3 ( 2SO2 + O2 -> 2 SO3), este reage com a água da chuva produzindo ácido sulfúrico (SO3 + H2O -> H2SO4), que é um ácido muito forte.

NO e NO2

O NO existe naturalmente na atmosfera. Em dias de tempestade, os raios provocam a reação N2 + O2 -> 2NO. Os óxidos de nitrogênio são produzidos naturalmente por decomposição de animais e vegetais, por bactérias do solo e artificialmente nas combustões dos motores de automóveis, aviões, etc. Na atmosfera, o NO é facilmente oxidado a NO2 (2NO + O2 -> 2NO2 ). O NO2 é responsável pela neblina de cor castanha que se observa nas cidades em dias de muita poluição. Além disso, o NO2 reage com a água da chuva (2 NO2 + H2O -> HNO2 + HNO3 ), produzindo o HNO2, que é um ácido fraco, e o HNO3 que é um ácido forte. Aliás, o próprio HNO2 se oxida a HNO3 ( 2 HNO2 + O2 -> 2 HNO3).

Em grandes cidades, devido às indústrias e ao número de automóveis, e em regiões muito industrializadas, o ar acaba se carregando de H2SO4 e HNO3, e a chuva conduz esses ácidos para o solo, dando origem ao fenômeno chamado CHUVA ÁCIDA, cujo pH é menor do que 5,6, podendo chegar a 4,5 e até 2 em regiões populosas e industriais. Como exemplo, 80% dos lagos na Noruega já são ácidos. Isso pode provocar a destruição da vegetação aquática, a morte de peixes em lagos, morte de árvores em florestas devido à destruição das células respiratórias, e empobrecimento de solos, pois a acidez retira do solo muitos nutrientes tais como cálcio e magnésio. Cerca de 67% das florestas inglesas já foram destruídas desta forma. Nos prédios podemos observar a corrosão do concreto e do ferro utilizado nas construções. Os monumentos, como o Cristo Redentor, também são atingidos, principalmente os de mármore e outras pedras calcáreas (CaCO3 + H2SO4 -> CaSO4 + H2O + CO2). As estátuas de cobre e outros objetos deste metal, vão lentamente se cobrindo de verde de malaquita cuja reação pode ser representada pela equação química: 2Cu + H2CO3 + O2 -> Cu2CO3(OH)2.

Cenoura

0

Autoria: Alanderson de Freitas Marron

IMPORTÂNCIA

A cenoura, Daucus carota L., apresenta uma raiz pivotante, tuberosa, lisa e sem ramificações. Entre as hortaliças cujas partes comestíveis são as raízes, a cenoura é a de maior valor econômico. Destaca-se pelo valor nutritivo, sendo uma das principais fontes de pró-vitamina A (beta-caroteno).

2 – CONDIÇÕES CLIMÁTICAS IDEAIS DE CULTIVO

A cenoura germina em uma faixa de temperatura variável entre 8 e 30ºC. Para o desenvolvimento ideal das raízes, a variação de temperatura é de 15 a 21ºC. Em condições de temperatura inferior a 15ºC as raízes são mais finas e compridas, e acima de 21ºC são curtas e grossas.

No Brasil as maiores áreas produtoras estão na região sul e sudeste.

3 – CULTIVARES E ÉPOCAS DE PLANTIO

Grupo Nantes: é considerado como padrão comercial de raízes de cenoura no brasil, devido à preferência por raízes cilíndricas, lisas e de cor alaranjada intensa. É suceptível às queimas das folhas causadas por Alternaria dauci e Cercospora carotae. Assim a melhor época de plantio é do outono ao inverno.

Grupo Kuroda: cenouras de formato cônico, que se adaptam bem às condições de pluviosidade e temperaturas elevadas; portanto são indicadas para o cultivo na primavera ou verão.

Grupo nacional: as cultivares nacionais Brasília e Kuronan, são boas opções para o cultivo da cenoura de primavera ou verão, pois apresentam elevada resistência à queima das folhas, aliada a formato cilíndrico de raizes.

4 – PREPARO DO SOLO

Como a parte comercial são as raízes, o preparo do solo é muito importante para que elas se desenvolvam adequadamente e sem deformações.

Normalmente, o preparo do solo consta de uma aração e duas gradagens. Após a última gradagem, e estando o solo bem preparado, o passo seguinte é a construção dos canteiros com o sulcador.

4.1 – Canteiros

Os canteiros mais largos e baixos são utilizados quando se cultiva em época seca, sendo de 1,0 a 1,2m de largura e cerca de 15-20cm de altura. A irrigação é por aspersão.

Os canteiros mais estreitos de 50 a 70cm de largura e altura cerca de 15cm proporcionam maior ventilação e menor incidência de doenças. A irrigação é por aspersão ou infiltração lateral.

5 – CALAGEM E ADUBAÇÃO DA CENOURA

5.1 – Calagem
A cenoura é uma planta que não tolera a acidez do solo: o pH ideal é em torno de 6,5. A porcentagem de saturação por bases é de 70 – 80%. O calcáreo deve ser incorporado de 20 a 25cm de profundidade.

5.2 – Adubação Orgânica
Cerca de trinta dias antes do plantio, devem ser aplicados de 40 a 60 toneladas de esterco de curral curtido por hectare. Esterco de galinha pode ser empregado como alternativa ao esterco de curral, mas a quantidade então empregada deve ser de 10 a 15 toneladas por hectare.

5.3 – Adubação Verde
Pode ser feita anteriormente ao plantio da cenoura a adubação verde, isto é, a incorporação de plantas (em geral leguminosas) especialmente plantadas para melhorar a produtividade do solo.

5.4 – Adubação Mineral de Plantio
De uma maneira geral , podem ser utilizados nos solos mais pobres em fósforos e potássio, 2 toneladas da fórmula 4-20-12. É importante que sejam aplicados no plantio, em soloso pobres em boro, 15kg de Bórax por ha, e em solos deficientes em zinco, 15kg de sulfato de zinco por ha.

5.5 – Adubação em Cobertura
Recomenda-se aos 20-30 dias após a emergência, aplicar 250kg da fórmula 20-5-10 ou 18-6-12 por ha.

5.6 – Adubação Foliar
A pulverização pode ser feita aos 20 e 40 dias após a germinação com uma solução de 0,15% de ácido Bórico e de 0,20% de sulfato de zinco (quando a adição destes elementos ao solo no plantio não foi feita).

6 – SEMEADURA

O cultivo da cenoura é realizada por semeadura direta em sulcos, feita normalmente ou com semeadura de tração mecânica ou manual. O gasto de sementes médio é de 60 a 80 sementes/metro linear. O espaçamento é de 25 a 30cm entre fileiras; a operação de desbaste deve ser feita entre 20/30 dias após a emergência, deixando de 5 a 6cm entre plantas.

7 – TRATOS CULTURAIS

7.1. Cobertura morta

Pode ser empregada após a semeadura uma cobertura morta formada por bagaço de cana, palha de café e cana de arroz. Seu efeito é de manter a umidade nos primeiros dias de desenvolvimento, bem como evitar o aparecimento e endurescimento da superfície do solo. A espessura ideal é de 1 cm no sulco de plantio.

7.2 – Irrigação

Até 40 dias após o plantio, a irrigação é diária. Daí em diante até os 60 dias, os intervalos são de 2 dias. Após 60 dias, os intervalos devem ser de 5 dias. Intervalos maiores podem causar rachaduras nas raízes.

7.3 – Controle de Plantas Daninhas

A fase crítica de competição compreende o período que vai da emergência até os 25 dias subsequentes. Neste período o controle é feito com herbicidas pré-emergentes.

8 – PROBLEMAS FISIOLÓGICOS

8.1 – Branqueamento das Raízes
Após a lavagem da cenoura colhida, ocorre o branqueamento devido ao choque térmico.

8.2 – Ombro Verde ou Roxo
A parte superior da cenoura torna-se de cor esverdeada ou arroxeada: isso é ocasionado pelo rebaixamento dos canteiros e exposição aos raios solares.

8.3 – Rachadura
Em geral, rachaduras são causadas por irregularidades no regime hídrico, como por exemplo falta de água seguida por excesso súbito de irrigação.

9 – DOENÇAS DA CENOURA

9.1 – Queimas das Folhas
Causada pelos fungos Alternaria dauci ou Cercospora carotae. O controle é realizado por pulverizações semanais do fungicida Mancozeb, alternado com Iprodione.

9.2 – Podridão Mole

Causada pela bactéria Erwinia carotovora. Os tecidos afetados tornam-se moles e aquosos. O controle recomendado é a rotação de culturas e evitar plantios em terrenos de alta umidade.

10 – PRAGAS

Danos em produtividade e qualidade de raízes são causados por nematóides do gênero Meloidogyne. Essas perdas podem chegar até 50%. O ataque é verificado pelo aparecimento de galhas nas raízes, tornando-as imprestáveis para o comércio. O controle pode ser cultural, evitando-se a entrada do nematóide na área, através da limpeza de equipamentos agrícolas lá empregados. A rotação de culturas deve ser realizado com plantas não hospedeiras dos nematóides. Práticas como a adubação verde com crotalária, e aração profunda diminuem a incidência do Meloidogyne na área. O controle químico pode ser à base de Carbofuran.

11. COLHEITA E COMERCIALIZAÇÃO

Quando as raízes apresentam-se no ponto de colheita, as folhas inferiores apresentam-se amareladas e as superiores se abrem, encostando as pontas na superfície do canteiro. Isso ocorre entre 85 a 120 dias após o plantio. O processo de colheita utilizado é o manual, puxando a parte aérea com o solo úmido. As raízes colhidas são destacadas das folhas, lavadas, classificadas por tamanho e acondicionadas em caixas de madeira, onde são comercializadas. Uma caixa de cenoura em geral contém 22 a 23 kg de raízes.

ESCOLHA DA VARIEDADE

Para o plantio de inverno, que se realiza de abril a junho, recomenda-se a variedade Nantes.

Para o cultivo de verão, cujo plantio se realiza de setembro a fevereiro, recomenda-se as seguintes variedades: Brasília, Kuronan, Tropical e Kuroda Nacional.

ESCOLHA DO LOCAL

Preferir solo leves, profundos, bem drenados, férteis, com bom teor de matéria orgânica, livres de pedras e cascalhos, apresentando boa insoloção, de fácil acesso, mecanizáveis e com abundância de água e de boa qualidade.

ANÁLISE DO SOLO

Retirar as amostras de solo e enviá-las ao laboratório, 4 meses do plantio, para obter, com antecedência, as recomendações para aplicação de calcário e adubação. Siga as instruções da folha informativa da EMATER-MG intitulada “Amostra de Solo para Análise Química”.

PREPARO DO SOLO E INCORPORAÇÃO DE CALCÁRIO

A cenoura requer um bom preparo do solo, para favorecer o bom desenvolvimento das raízes. Uma primeira aradura, com profundidade de 25 centímetros, será realizada 60 dias antes do plantio, aplicando-se calcário, quando necessário.

Uma segunda aradura deverá ser executada 30 dias depois da primeira .

A gradagem deverá ser feita com capricho, um dia antes da operação de levantamento dos canteiros.

Em terrenos com declividade superior a 5 por cento, há necessidade de levantamento de práticas do conservação do solo.

LEVANTAMENTO DE CANTEIROS

Sulca-se o terreno de metro em metro, para se obter canteiros com 80 centímetros de largura e altura variável de 12 a 20centímetros . Para acabamento do canteiro, usar enxadas.

ADUBAÇÃO

Recomenda-se fazer adubação com base nos resultados de análise do solo. Na ausência destes resultados e tratando-se de terreno raramente adubado, usar a seguinte adubação:

Adubação de Plantio:

Aplicar 1 quilo de esterco de galinha para cada metro de canteiro, 15 a 20

dias antes do semeio. A preferência pelo esterco de galinha se deve à ausência de sementes de ervas daninhas. O terreno deverá ser molhado periodicamente, para facilitar a decomposição do esterco. Aplicar ainda 280 gramas do adubo químico, fórmula 4.14.8 ou 4.16.8, e 2 gramas de bórax por metro de canteiro.

Adubação de Cobertura:

Logo depois do desbaste, aplicar, a lanço, 30 gramas do adubo químico, fórmula 12.6.12, por metro de canteiro. Repetir essa mesma adubação, 20 dias depois. Ao fazer a adubação a lanço, as folhas da cenoura poderão sofrer queimaduras, por causa do adubo que nelas se deposita. Por isso, é recomendável remover imediatamente aquele adubo, o que se consegue com uma irrigação por aspersão.

PLANTIO

Depois de adubados, os canteiros serão sulcados à profundidade de 2 centímetros, usando-se o riscador de madeira com dentes distanciados de 12 a 15 centímetros entre si.

Dentro do sulco, a distribuição da semente poderá ser feita manualmente ou com o auxílio de um vidro de boca larga com furos na tampa ou mesmo com auxílio de máquinas de tração mecânica. Deixar cair um filete contínuo de sementes, procurando-se evitar amontoamentos ou falhas. O amontoamento de sementes provocará uma operação de desbaste mais trabalhosa , enquanto as falhas resultarão em redução do número de plantas e conseqüentes diminuição da colheita.

DESBASTE

Procura-se fazer um só desbaste para economizar mão-de-obra. Esse desbaste deve ser feito 30 a 40 dias depois do semeio e antes da adubaçaõ de cobertura, eliminando-se as plantas menores e deixando as maiores com o espaço de 5 centímetros umas das outras.

IRRIGAÇÃO

É feita por aspersão e terá que ser freqüente na fase de germinação e primeiros dias de desenvolvimento. Nessa fase, irrigar dia sim dia não. Posteriormente, a irrigação poderá ser reduzida a 2 vezes por semana.

CAPINAS

Nos plantios comerciais de cenoura, feitos em áreas externas, fica impraticável a capina mecânica, tornando-se necessário o uso de herbicidas.

Para a aplicação em cenoura, recomenda-se o herbicida Gesagard ou Afalon. A aplicação pode ser feita 2 a 3 dias depois do semeio, antes que a cenoura germine, ou 2 a 3 dias depois da germinaçao, quando a cenoura tiver 2 a 3 folhas definitivas. Para aplicação antes da germinação, recomendam-se 2 litros do herbicida por hectare. Se a preferência for pela aplicação depois da germinação, a recomendação é de 1 litro e meio por hectare.

COMBATE A PRAGAS E DOENÇAS

As pulverizações de fungicidas e inseticidas para o controle de doenças e pragas deverão ser feitas somente com produtos registrados para a cultura, obedecendo-se ao período de carência, às dosagens e aos cuidados nas aplicações. Procure um técnico para maiores informações.

Tratamento especial deve ser dado ao controle de nematóides na cultura da cenoura. A maneira mais econômica e viável de controlar esta praga em terrenos infestados onde se queira plantar cenoura é adotar a prática que vem sendo feita com sucesso em Carandaí-MG.

Para isto, planta-se o milho em espaçamento estreito e, antes que ocorra o pendoamento, faz-se o enterrio de toda a massa verde.

Além de auxiliar no controle de nematóides, essa prática enriquece o solo em matéria orgânica.

A leguminosa Crotalaria spectabilis é uma planta que se recomenda também para o controle do nematóide. Possuindo a capacidade de fixar o nitrogênio do ar em suas raízes, a crotalária ainda enriquece o solo nesse elemento, depois de enterrada.

COLHEITA

A cenoura é colhida aos 90 dias depois do semeio. Nesta ocasião, as cenouras são arrancadas, separadas das folhas e das raízes situadas ao longo da raiz principal, lavadas, classificadas e embaladas.

CLASSIFICAÇÃO E EMBALAGEM

De acordo com o comprimento, diâmetro e qualidade, a cenoura de classifica em: Extra AA, Extra A, Especial e Primeira. A cenoura é embalada em caixas de madeira tipo K, pesando 22 quilos.

Células Tronco 3

0

Autoria: Uenderson

O que é célula-tronco
É um tipo de célula que pode se diferenciar e constituir diferentes tecidos no organismo. Esta é uma capacidade especial, porque as demais células geralmente só podem fazer parte de um tecido específico (por exemplo: células da pele só podem constituir a pele).
Outra capacidade especial das células-tronco é a auto-replicação, ou seja, elas podem gerar cópias idênticas de si mesmas.
Por causa destas duas capacidades, as células-tronco são objeto de intensas pesquisas hoje, pois poderiam no futuro funcionar como células substitutas em tecidos lesionados ou doentes, como nos casos de Alzheimer, Parkinson e doenças neuromusculares em geral, ou ainda no lugar de células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, como no caso de diabetes.

As células-tronco são classificadas como:
Totipotentes ou embrionárias – São as que conseguem se diferenciar em todos os 216 tecidos (inclusive a placenta e anexos embrionários) que formam o corpo humano.
Pluripotentes ou multipotentes – São as que conseguem se diferenciar em quase todos os tecidos humanos, menos placenta e anexos embrionários. Alguns trabalhos classificam as multipotentes como aquelas com capacidade de formar um número menor de tecidos do que as pluripotentes, enquanto outros acham que as duas definições são sinônimas.
Oligopotentes – Aquelas que conseguem diferenciar-se em poucos tecidos.
Unipotentes – As que conseguem diferenciar-se em um único tecido.

Quais as funções naturais das células-tronco no corpo humano?
Elas funcionam como células curingas, ou seja, teriam a função de ajudar no reparo de uma lesão. As células-tronco da medula óssea, especialmente, têm uma função importante: regenerar o sangue, porque as células sangüíneas se renovam constantemente.

Onde ficam as células-tronco?
As células-tronco totipotentes e pluripotentes (ou multipotentes) só são encontradas nos embriões.
As totipotentes são aquelas presentes nas primeiras fases da divisão, quando o embrião tem até 16 – 32 células (até três ou quatro dias de vida). As pluripotentes ou multipotentes surgem quando o embrião atinge a fase de blastocisto (a partir de 32 -64 células, aproximadamente a partir do 5.o dia de vida) – as células internas do blastocisto são pluripotentes enquanto as células da membrana externa do blastocisto destinam-se a produzir a placenta e as membranas embrionárias.
As células-tronco oligopotentes ainda são objeto de pesquisas, mas podemos dizer como exemplo que são encontradas no trato intestinal.
As unipotentes estão presentes no tecido cerebral adulto e na próstata, por exemplo.

O que torna a célula-tronco capaz de formar um tecido ou outro?
A ordem ou comando que determina, durante o desenvolvimento do embrião humano, que uma célula-tronco pluripotente se diferencie em um tecido específico, como fígado, osso, sangue etc, ainda é um mistério que está sendo objeto de inúmeras pesquisas.

O que é clonagem terapêutica

– A clonagem terapêutica, muitas vezes confundida com terapia celular, é a transferência de núcleos de uma célula para um óvulo sem núcleo. Ela nada mais é do que um aprimoramento das técnicas hoje existentes para culturas de tecidos, que são realizadas há décadas.
A grande vantagem é que, ao transferir o núcleo de uma célula de uma pessoa para um óvulo sem núcleo, esse novo óvulo ao dividir-se gera, em laboratório, células potencialmente capazes de produzir qualquer tecido.
Isso abre perspectivas fantásticas para futuros tratamentos, porque hoje só é possível cultivar em laboratório células com as mesmas características do tecido de onde foram retiradas.
A clonagem terapêutica teria a vantagem de evitar rejeição, se o doador fosse a própria pessoa. Seria o caso, por exemplo, de reconstituir a medula em alguém que se tornou paraplégico após um acidente ou substituir o tecido cardíaco em uma pessoa que sofreu um infarto.
No caso de portadores de doenças genéticas não seria possível usar as células da própria pessoa (porque todas têm o mesmo defeito genético), mas de um doador que fosse compatível, por exemplo, a mãe de um afetado por distrofia muscular progressiva.
Cientistas coreanos anunciaram ter clonado embriões humanos, pela primeira vez, para obter células-tronco. Isso é clonagem terapêutica?
Sim. O estudo confirmou a possibilidade de obter células-tronco pluripotentes com a clonagem terapêutica ou transferência de núcleos.
O trabalho foi feito graças à participação voluntárias que doaram óvulos e células cumulus (células que ficam ao redor dos óvulos) para contribuir com as pesquisas.
As células cumulus, que já são células diferenciadas, foram transferidas para os óvulos dos quais haviam sido retirados os próprios núcleos. Dentre esses, 25% conseguiram se dividir e chegar ao estágio de blastocisto e, portanto, capazes de produzir linhagens de células-tronco pluripotentes.
Entretanto, essa técnica só teve sucesso quando a célula cumulus e o óvulo pertenciam à mesma mulher. Os pesquisadores coreanos relatam também que não obtiveram sucesso quando usaram células masculinas, o que mostra que essa técnica ainda tem limitações.
Qual é a diferença entre clonagem terapêutica e clonagem reprodutiva?
A clonagem reprodutiva humana, condenada por todos os cientistas, é a técnica pela qual pretende-se fazer uma cópia de um indivíduo. Nessa técnica, transfere-se o núcleo de uma célula, que pode ser uma célula de um adulto ou de um embrião, para um óvulo sem núcleo. Se o óvulo com esse novo núcleo começasse a se dividir, fosse transferido para um útero humano e se desenvolvesse, ter-se-ia uma cópia da pessoa de quem foi retirado o núcleo da célula.
A diferença fundamental entre os dois procedimentos é que:
1) Na transferência de núcleos para fins terapêuticos as células são multiplicadas em laboratório para formar tecidos;
2) A clonagem reprodutiva humana requer a inserção em um útero humano.
Por que a clonagem terapêutica é um assunto polêmico?
Toda tecnologia nova gera polêmicas. Os argumentos das pessoas que se opõem à clonagem terapêutica são: isso vai abrir caminho para a clonagem reprodutiva, isso vai gerar um comércio de óvulos e embriões.
Nesse sentido é fundamental lembrar que existe um obstáculo intransponível, que é o útero. Basta proibir a transferência para o útero de embriões produzidos por clonagem terapêutica.
Quanto ao comércio de óvulos ou embriões, é a mesma situação que ocorre hoje com comércio de órgãos. Qualquer tecnologia tem seus riscos e benefícios.

Terapia com células tronco
– É uma terapia celular para tratar doenças e lesões através da substituição de tecidos doentes por células saudáveis.
Por exemplo, o transplante de medula óssea para tratar pacientes com leucemia é um método de terapia celular já conhecido e comprovadamente eficiente. A medula óssea do doador contém células-tronco sangüíneas que vão fabricar novas células sangüíneas sadias.
A terapia com células-tronco poderá no futuro tratar muitas doenças degenerativas, hoje incuráveis, causadas pela morte prematura ou mau-funcionamento de tecidos, células ou órgãos.
Como exemplo, podemos citar as doenças neuromusculares, diabetes, doenças renais, cardíacas ou hepáticas. Para isso, estão sendo feitas inúmeras pesquisas no mundo todo para descobrir como fazer as células-tronco se diferenciarem no tecido que está doente.
É possível programar as células-tronco para que se diferenciem nos tecidos que precisam ser reparados?
Existem substâncias ou fatores de diferenciação que, quando colocados em culturas de células-tronco in vitro (isto é, cultivadas em laboratório), determinam que elas se diferenciem em um certo tecido.
Uma outra possibilidade que está sendo investigada é se células-tronco, em contato com um tecido diferenciado, transformam-se naquele tecido. Por exemplo: células-tronco obtidas de embriões, cordão umbilical ou medula, se colocadas em contato com um músculo, conseguem diferenciar-se em músculo?
Isso já foi demonstrado com células-tronco embrionárias, mas ainda não sabemos qual é o potencial que células-tronco de sangue de cordão (adultas) têm de se diferenciar em vários tecidos.
Essa é uma das pesquisas em andamento no nosso laboratório, com células-tronco obtidas de cordão umbilical que estão sendo cultivadas juntamente com células musculares.
Trata-se ainda de pesquisas experimentais e que ainda não constituem um tratamento comprovado a ser aplicado em seres humanos.
Como é o uso de células-tronco adultas?
As células-tronco adultas são encontradas em vários tecidos (como medula óssea, sangue, fígado, polpa dentárea) de crianças e adultos, e também no cordão umbilical e na placenta. Entretanto, ainda não sabemos em que tecidos elas são capazes de se diferenciar.
Um estudo recente com células-tronco retiradas da medula e injetadas no coração da própria pessoa, o auto-transplante, sugere uma melhora aparente do quadro clínico em pessoas com insuficiência cardíaca. Mas a questão é se essas células são capazes de formar tecido cardíaco ou só promover uma neo-vascularização (fabricar novos vasos sangüíneos).
De qualquer forma, a maior limitação quando usadas células da própria pessoa é que não serviria para portadores de doenças genéticas, pois o defeito está presente em todas as células daquela pessoa.
Como é o uso de células-tronco de embriões?
As pesquisas com células-tronco embrionárias estão sendo feitas nos países que permitem esses estudos.
As células-tronco embrionárias têm o potencial de formar todos os tecidos humanos. Elas podem ser retiradas de:
a) embriões excedentes que são descartados em clínicas de fertilização, por não terem qualidade para implantação ou por terem sido congelados por muito tempo;
b) pela técnica de clonagem terapêutica.

Células Tronco 2

0

Autoria: Flaviana Ernandes

1- Introdução

A produção de diferentes tipos de células em laboratório e sua utilização para recuperar tecidos ou órgãos lesados está deixando de ser um sonho. Estudos com células-tronco vêm demonstrando que elas podem se diferenciar em todos os tipos celulares presentes em um organismo adulto, e acredita-se que tal processo será controlado em breve. Mesmo os debates éticos e religiosos sobre o uso de células-tronco retiradas de embriões perderam o sentido, com a descoberta de que essas células existem em indivíduos adultos e mantêm sua capacidade de diferenciação. Assim, a busca pelo entendimento total dos mecanismos que fazem o ser humano continua. Enquanto isso, os cientistas também aplicam os conhecimentos obtidos nas pesquisas em atividades que já são parte do cotidiano.

2- A célula-tronco

Com o avanço nas pesquisas na área de genética, os estudos sobre as células tronco tem sido alvo principal do interesse de todos. Por ser um tipo de célula que pode se diferenciar e constituir diferentes tecidos no organismo tem uma capacidade especial, já que as demais células geralmente só podem fazer parte de um tecido específico,outra capacidade especial das células-tronco é a auto-replicação, elas podem gerar cópias idênticas de si mesmas. E é por causa dessas duas capacidades especiais que as diferefem das demais células que são objeto de intensas pesquisas na atualidade, pois poderiam no futuro funcionar como células substitutas em tecidos lesionados ou doentes, como nos casos de Alzheimer, Parkinson e doenças neuromusculares em geral, ou ainda no lugar de células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, como no caso de diabetes.
As células-tronco podem ser chamadas de adulta e embrionária. As células-tronco adultas mais utilizadas são as células-tronco da medula óssea e do sangue de cordão umbilical. As células-tronco embrionárias são derivadas do embrião de até 5 dias que estão congelados nas clínicas de fertilização. Neste caso, os casais podem doar para a pesquisa, com fins terapêuticos, os embriões excedentes que não foram utilizados para a implantação no útero.

• As células-tronco são classificadas como:

Totipotentes ou embrionárias – São as que conseguem se diferenciar em todos os 216 tecidos (inclusive a placenta e anexos embrionários) que formam o corpo humano.

Pluripotentes ou multipotentes – São as que conseguem se diferenciar em quase todos os tecidos humanos, menos placenta e anexos embrionários. Alguns trabalhos classificam as multipotentes como aquelas com capacidade de formar um número menor de tecidos do que as pluripotentes, enquanto outros acham que as duas definições são sinônimas.

Oligopotentes – Aquelas que conseguem diferenciar-se em poucos tecidos.

Unipotentes – As que conseguem diferenciar-se em um único tecido.

As células-tronco totipotentes e pluripotentes (ou multipotentes) só são encontradas nos embriões.

As totipotentes são aquelas presentes nas primeiras fases da divisão, quando o embrião tem até 16 – 32 células (até três ou quatro dias de vida). As pluripotentes ou multipotentes surgem quando o embrião atinge a fase de blastocisto (a partir de 32 -64 células, aproximadamente a partir do 5.o dia de vida) – as células internas do blastocisto são pluripotentes enquanto as células da membrana externa do blastocisto destinam-se a produzir a placenta e as membranas embrionárias.

As células-tronco oligopotentes ainda são objeto de pesquisas, mas podemos dizer como exemplo que são encontradas no trato intestinal.

As unipotentes estão presentes no tecido cerebral adulto e na próstata, por exemplo.

• Terapia com células-tronco

Para tratar doenças e lesões através da substituição de tecidos doentes por células saudáveis.
Por exemplo, o transplante de medula óssea para tratar pacientes com leucemia é um método de terapia celular já conhecido e comprovadamente eficiente. A medula óssea do doador contém células-tronco sangüíneas que vão fabricar novas células sangüíneas sadias.
A terapia com células-tronco poderá no futuro tratar muitas doenças degenerativas, hoje incuráveis, causadas pela morte prematura ou mau-funcionamento de tecidos, células ou órgãos.

• Diferenciação das células nos tecidos que precisam ser reparados

Existem substâncias ou fatores de diferenciação que, quando colocados em culturas de células-tronco in vitro , determinam que elas se diferenciem em um certo tecido.
Uma outra possibilidade que está sendo investigada é se células-tronco, em contato com um tecido diferenciado, transformam-se naquele tecido. Por exemplo: células-tronco obtidas de embriões, cordão umbilical ou medula, se colocadas em contato com um músculo, conseguem diferenciar-se em músculo?
Isso já foi demonstrado com células-tronco embrionárias, mas ainda não se sabe qual é o potencial que células-tronco de sangue de cordão (adultas) têm de se diferenciar em vários tecidos.
Essa é uma das pesquisas em andamento no nosso laboratório, com células-tronco obtidas de cordão umbilical que estão sendo cultivadas juntamente com células musculares.
Trata-se ainda de pesquisas experimentais e que ainda não constituem um tratamento comprovado a ser aplicado em seres humanos.

• Uso de células adultas

As células-tronco adultas são encontradas em vários tecidos de crianças e adultos, e também no cordão umbilical e na placenta. Entretanto, ainda não se sabe em que tecidos elas são capazes de se diferenciar.
Um estudo recente com células-tronco retiradas da medula e injetadas no coração da própria pessoa, o auto-transplante, sugere uma melhora aparente do quadro clínico em pessoas com insuficiência cardíaca. Mas a questão é se essas células são capazes de formar tecido cardíaco ou só promover uma neo-vascularização (fabricar novos vasos sangüíneos).
De qualquer forma, a maior limitação quando usadas células da própria pessoa é que não serviria para portadores de doenças genéticas, pois o defeito está presente em todas as células daquela pessoa.

• Células tronco embrionárias

As células-tronco embrionárias têm o potencial de formar todos os tecidos humanos. Elas podem ser retiradas de:

a) embriões excedentes que são descartados em clínicas de fertilização, por não terem qualidade para implantação ou por terem sido congelados por muito tempo;
b) pela técnica de clonagem terapêutica.

• Clonagem terapêutica

A clonagem terapêutica, é a transferência de núcleos de uma célula para um óvulo sem núcleo. Ela nada mais é do que um aprimoramento das técnicas hoje existentes para culturas de tecidos, que são realizadas há décadas.
A grande vantagem é que, ao transferir o núcleo de uma célula de uma pessoa para um óvulo sem núcleo, esse novo óvulo ao dividir-se gera, em laboratório, células potencialmente capazes de produzir qualquer tecido.
Isso abre perspectivas fantásticas para futuros tratamentos, porque hoje só é possível cultivar em laboratório células com as mesmas características do tecido de onde foram retiradas.
A clonagem terapêutica teria a vantagem de evitar rejeição, se o doador fosse a própria pessoa. Seria o caso, por exemplo, de reconstituir a medula em alguém que se tornou paraplégico após um acidente ou substituir o tecido cardíaco em uma pessoa que sofreu um infarto.
Cientistas coreanos anunciaram ter clonado embriões humanos para obter células-tronco. Um tipo de clonagem terapêutica. O estudo confirmou a possibilidade de obter células-tronco pluripotentes com a clonagem terapêutica ou transferência de núcleos.
As células cumulus, que já são células diferenciadas, foram transferidas para os óvulos dos quais haviam sido retirados os próprios núcleos. Dentre esses, 25% conseguiram se dividir e chegar ao estágio de blastocisto e, portanto, capazes de produzir linhagens de células-tronco pluripotentes.
Entretanto, essa técnica só teve sucesso quando a célula cumulus e o óvulo pertenciam à mesma mulher. Os pesquisadores coreanos relatam também que não obtiveram sucesso quando usaram células masculinas, o que mostra que essa técnica ainda tem limitações.

• A polêmica em torno da clonagem terapêutica

Toda tecnologia nova gera polêmicas. Os argumentos das pessoas que se opõem à clonagem terapêutica são que isso irá abrir caminho para a clonagem reprodutiva, isso irá gerar um comércio de óvulos e embriões.
Nesse sentido é fundamental lembrar que existe um obstáculo intransponível, que é o útero. Basta proibir a transferência para o útero de embriões produzidos por clonagem terapêutica.
Quanto ao comércio de óvulos ou embriões, é a mesma situação que ocorre hoje com comércio de órgãos. Qualquer tecnologia tem seus riscos e benefícios.

3-Conclusão

A continuação dos estudos sobre as células-tronco demonstrou que elas têm as seguintes características básicas: são indiferenciadas e têm a capacidade de gerar não só novas células-tronco como grande variedade de células diferenciadas funcionais. Para realizar essa dupla tarefa (replicação e diferenciação), a célula-tronco pode seguir dois modelos básicos de divisão: o determinístico, no qual sua divisão gera sempre uma nova célula-tronco e uma diferenciada, ou o aleatório (ou estocástico), no qual algumas células-tronco geram somente novas células-tronco e outras geram apenas células diferenciadas.

Células tronco

0

Autoria: Fernanda Porciuncula

O que são células-tronco?
As células-tronco são células indiferenciadas, que podem se multiplicar e regenerar tecidos lesionados porque têm a capacidade de se transformar em células idênticas às dos tecidos onde foram implantadas. Por exemplo: se uma pessoa com infarto do miocárdio tem uma parte do coração afetada e as células dessa região morrem, as células-tronco podem se transformar em células cardíacas e substituir as células mortas, regenerando o tecido lesionado. Outra hipótese, no caso da diabete, é de que as células-tronco, se inseridas no pâncreas, poderiam se diferenciar e começar a produzir insulina, o que traria a cura para pessoas portadoras dessa doença.

Como obtemos células-tronco?
As células-tronco podem ser obtidas de três formas: na medula óssea de pessoas adultas, no cordão-umbilical e em embriões. As retiradas da medula e do cordão-umbilical possuem algumas limitações, pois não podem se diferenciar em qualquer célula. Já as de embriões são conhecidas como totipotentes e podem se transformar em qualquer tipo.

O que foi aprovado afinal?
O que a Câmara dos Deputados aprovou foi a retirada de células-tronco de embriões congelados que foram armazenados há cerca de três anos, com o consentimento dos pais, para serem utilizados em pesquisas. Após quatro anos de armazenamento, esses embriões são descartados.
Os laboratórios que vão desenvolver essas pesquisas terão de obedecer às leis de biossegurança e serão fiscalizados por órgãos governamentais.

Que benefícios esse evento pode trazer para a ciência e a cura de doenças?
As células-tronco estão trazendo esperança para muitas pessoas portadoras de doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson ou que sofreram acidentes e ficaram com membros paralisados, por exemplo. No entanto, ainda há um longo caminho pela frente. Existem hipóteses de que as células-tronco, se inseridas de forma incorreta, poderiam desenvolver tumores nos tecidos em que foram aplicadas. Em contrapartida, poderiam salvar vidas e amenizar o sofrimento de muitos seres humanos. Só a ciência poderá desvendar tantas questões e, quem sabe, apresentar soluções para tantas doenças incuráveis até o momento.
O benefício que as células-tronco podem proporcionar, segundo médicos e cientistas, é indiscutível, gerando alternativas sem precedentes para a cura de doenças que desafiam a medicina. Isso acontece por causa da capacidade dessas células de se multiplicarem, podendo formar e reparar diversos tecidos, como os do cérebro, coração, ossos, músculos e pele. Se a medicina conseguir controlar o desenvolvimento dessas células, elas poderão ser utilizadas para reparar tecidos danificados e tratar enfermidades até agora incuráveis, como câncer, problemas cardíacos, lesões na medula espinhal, epilepsia e diabetes.
No entanto, o que preocupa as autoridades americanas não são os resultados desse processo, mas, sim, a forma de aquisição do material biológico necessário para essas pesquisas. Alguns procedimentos não geram impasses éticos, como a coleta de células do sangue do cordão umbilical ou de tecidos adultos. A polêmica surge quando se trata da retirada de células-tronco de embriões, visto que isso implica a destruição deles. Os defensores da bioética argumentam que o extermínio desses embriões é tão criminoso quanto o aborto, uma vez que acaba com uma forma de vida. Aliás, embriões e fetos provenientes de abortos seriam fontes para a coleta desse material.

O que são células-tronco
-É um tipo de célula que pode se diferenciar e constituir diferentes tecidos no organismo. Esta é uma capacidade especial, porque as demais células geralmente só podem fazer parte de um tecido específico (por exemplo: células da pele só podem constituir a pele).
Outra capacidade especial das células-tronco é a auto-replicação, ou seja, elas podem gerar cópias idênticas de si mesmas.
Por causa destas duas capacidades, as células-tronco são objeto de intensas pesquisas hoje, pois poderiam no futuro funcionar como células substitutas em tecidos lesionados ou doentes, como nos casos de Alzheimer, Parkinson e doenças neuromusculares em geral, ou ainda no lugar de células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, como no caso de diabetes.
 As células-tronco são classificadas como:
Totipotentes ou embrionárias – São as que conseguem se diferenciar em todos os 216 tecidos (inclusive a placenta e anexos embrionários) que formam o corpo humano.
Pluripotentes ou multipotentes – São as que conseguem se diferenciar em quase todos os tecidos humanos, menos placenta e anexos embrionários. Alguns trabalhos classificam as multipotentes como aquelas com capacidade de formar um número menor de tecidos do que as pluripotentes, enquanto outros acham que as duas definições são sinônimas.
Oligopotentes – Aquelas que conseguem diferenciar-se em poucos tecidos.
Unipotentes – As que conseguem diferenciar-se em um único tecido.
 Quais as funções naturais das células-tronco no corpo humano?
Elas funcionam como células curingas, ou seja, teriam a função de ajudar no reparo de uma lesão. As células-tronco da medula óssea, especialmente, têm uma função importante: regenerar o sangue, porque as células sangüíneas se renovam constantemente.

 Onde ficam as células-tronco?
As células-tronco totipotentes e pluripotentes (ou multipotentes) só são encontradas nos embriões.
As totipotentes são aquelas presentes nas primeiras fases da divisão, quando o embrião tem até 16 – 32 células (até três ou quatro dias de vida). As pluripotentes ou multipotentes surge quando o embrião atinge a fase de blastocisto (a partir de 32 -64 células, aproximadamente a partir do 5.o dia de vida) – as células internas do blastocisto são pluripotentes enquanto as células da membrana externa do blastocisto destinam-se a produzir a placenta e as membranas embrionárias.
As células-tronco oligopotentes ainda são objeto de pesquisas, mas podemos dizer como exemplo que são encontradas no trato intestinal.
As unipotentes estão presentes no tecido cerebral adulto e na próstata, por exemplo.
 O que torna a células-tronco capaz de formar um tecido ou outro?
A ordem ou comando que determina, durante o desenvolvimento do embrião humano, que umas células-tronco pluripotentes se diferencie em um tecido específico, como fígado, osso, sangue etc, ainda é um mistério que está sendo objeto de inúmeras pesquisas.

Como é o uso de células-tronco adultas?
As células-tronco adultas são encontradas em vários tecidos (como medula óssea, sangue, fígado, polpa dentárea) de crianças e adultos, e também no cordão umbilical e na placenta. Entretanto, ainda não sabemos em que tecidos elas são capazes de se diferenciar.
Um estudo recente com células-tronco retiradas da medula e injetadas no coração da própria pessoa, o autotransplante, sugere uma melhora aparente do quadro clínico em pessoas com insuficiência cardíaca. Mas a questão é se essas células são capazes de formar tecido cardíaco ou só promover uma neovascularização (fabricar novos vasos sangüíneos).
De qualquer forma, a maior limitação quando usadas células da própria pessoa é que não serviria para portadores de doenças genéticas, pois o defeito está presente em todas as células daquela pessoa.
Como é o uso de células-tronco de embriões?
As pesquisas com células-tronco embrionárias estão sendo feitas nos países que permitem esses estudos.
As células-tronco embrionárias têm o potencial de formar todos os tecidos humanos. Elas podem ser retiradas de:
a) embriões excedentes que são descartados em clínicas de fertilização, por não terem qualidade para implantação ou por terem sido congelados por muito tempo;
b) pela técnica de clonagem terapêutica.

Células Procarioticas

0

Autoria: Vinícius Garcia

O modelo de célula procariótica é o que nos é apresentado pelos organismos mais primitivos, como as bactérias, por exemplo. Foi esse modelo celular que protagonizou a evolução bioquímica que acabámos de resumir no capítulo anterior e que, morfológica e fisiologicamente, poucas alterações deve ter sofrido desde os primórdios da biosfera.
Estrutura da célula procariótica
Não é nosso objectivo determo-nos na biologia dos organismos procariontes. Assim, seria fastidioso e sem sentido, no contexto desta obra, a exposição detalhada dos diversos tipos de células procarióticas. Recorreremos a uma síntese, traduzida no esquema de uma hipotética bactéria que reunisse em si todos os atributos de todas as bactérias (fig. 4.1).

Fig. 4.1- Esquema de uma bactéria hipotética
A principal característica comum a todas as células procarióticas é não terem núcleo: o seu cromossoma não está encerrado num espaço delimitado, como acontece em muitas outras células.
Todas estas células possuem uma membrana plasmática. É ela que delimita o espaço vital e lhe confere individualidade. Habitualmente, a membrana é revestida externamente por uma parede celular de composição química complexa. Deste modo, a célula encontra-se encerrada num estojo que lhe confere a forma e a protege contra o rebentamento induzido por uma elevada pressão osmótica. Entre a membrana e a parede subsiste por vezes um espaço periplasmático, onde residem enzimas hidrolíticos (exoenzimas), destinados a intervir em processos de digestão extracelular. Algumas bactérias possuem ainda uma cápsula polissacarídica, externa à parede.
Parede celular
A composição e a estrutura da parede celular determina o comportamento da célula face a um dos métodos de coloração utilizado em bacteriologia: a coloração de Gram. Distinguem-se deste modo dois grupos principais de paredes celulares: a parede das bactérias gram-positivas, a parede das bactérias gram-negativas.
As bactérias gram-positivas (que se deixam corar pela coloração de Gram) possuem uma parede espessa e homogénea, ligada e encostada directamente à face externa da membrana plasmática. Nestes casos, não existe espaço periplasmático. A parede é composta por um complexo mucoso formado essencialmente por um polímero de malha tridimensional, cujo monómero é o peptidoglicano (fig. 4.2). Consoante a espessura da parede, assim esta será diferentemente permeável a moléculas.
Pelo contrário, a parede das bactérias gram-negativas é formada por dois folhetos: o folheto interno, constituído por uma delgada camada de mucocomplexo não encostado à membrana plasmática; o folheto externo, também designado por membrana externa dada a sua estrutura ser semelhante à de uma membrana unitária (fig.4.2). A coesão entre os dois folhetos estabelece-se através de lipoproteínas integradas no folheto externo e ligadas por ligações covalentes a peptidoglicanos. No folheto externo existem ainda canais proteicos através dos quais passa a água e diversos metabolitos.
Alguns antibióticos, como a penicila e a cefalosporina, interferem com a síntese da camada de peptidoglicano. Incapazes de produzir a parede celular, as células tornam-se assim vulneráveis à pressão osmótica.
A lisozima é um enzima que se encontra nas secreções nasais e na clara dos ovos e que corta especificamente as ligações entre o ácido acetilmurâmico e a acetilglucosamina do peptidoglicano. Desintegrando-se a parede, a bactéria não poderá resistir á pressão osmótica.
A diferença de comportamento das duas paredes relativamente à coloração de Gram reside essencialmente na técnica de coloração utilizada e não na afinidade das duas paredes para o corante. Com efeito, ambas as paredes são coradas pelo corante de Gram (violeta de genciana e lugol). Contudo, no final, as células são lavadas com um solvente não polar (acetona ou álcool), que dissolve e elimina a membrana externa, quando existe. Se bem que a parede mucossacarídica subsistente seja suficientemente rígida para garantir a integridade da célula, pela sua espessura delgada, ela não retém suficientemente o corante. Pelo contrário, as bactérias Gram positivas retêm o corante nas suas espessas paredes.
Cápsula
Muitas bactérias fabricam e exportam moléculas de polímeros que aderem externamente à parede celular e formam uma cápsula. Por vezes a espessura da cápsula ultrapassa a própria espessura da célula. Esses polímeros são geralmente polissacáridos que ajudam as bactérias a aderirem a superfícies, como certas bactérias que contribuem para as cáries dentárias, ou a evitar serem fagocitadas pelos glóbulos brancos, como algumas que causam doenças infecciosas, como certos pneumococus.
Nucleoide
Todas as bactérias possuem uma zona geralmente central, o nucleóide, onde se localiza um único cromossoma, constituído por uma molécula circular e bicatenária de DNA, relativamente longa, mas enovelada. Em Escherichia coli, por exemplo, a célula mede 2 por 6  m e o anel de DNA, se estivesse todo desenovelado, teria um perímetro de 1.400  m ! A análise química do nucleóide revela a presença, para além de DNA, de RNA e de proteínas.
Algumas bactérias possuem ainda pequenas moléculas circulares de DNA, os plasmídeos, com autonomia de replicação independente do cromossoma.
O citoplasma das células procarióticas apresenta raramente estruturas membranares internas. Aquelas que existem resultam de extensões da membrana plasmática, adaptadas às funções específicas de fotossíntese ou respiração. São:
o Os tilacóides lamelares das cianobactérias, onde se localizam alguns dos pigmentos fotossintéticos utilizados por estas bactérias;
o As lamelas fotossintéticas das bactéria púrpura (ou roxas), onde se situam as bacterioclorofilas a e b;
o As lamelas respiratórias, nas bactéria nitrificantes, onde se localizam possivelmente os complexos enzimáticos da fosforilação oxidativa.
O citoplasma destas células pode apresentar alguns organitos:
o Os ribossomas são os organitos onde se realiza a síntese proteica e encontram-se em todas as bactérias. O diâmetro é de cerca de 15nm. São formados por RNA e proteínas e constituídos por duas sub-unidades caracterizadas por diferentes velocidades de sedimentação expressas em unidades de Svedberg (S): 50S e 30S;
o Os clorossomas são pequenas vesículas elípticas, presentes nas bactérias verdes. São organitos onde se localizam pigmentos fotossintéticos e, se bem que estejam ligados à membrana plasmática, não estabelecem nenhuma continuidade com ela;
o Os ficobilissomas ou cianossomas são corpúsculos das cianobactérias, onde se localizam pigmentos fotossintéticos do grupo das ficobilinas;
o Os vacúolos de gás são organitos de flutuação, presentes em muitas bactérias fotossintéticas. São formados pela aglutinação de inúmeras vesículas gasosas tubulares, de paredes proteicas.
Nas bactérias encontra-se ainda uma relativa variedade de inclusões, tais como:
o Grãos de glicogénio ou grãos de poli- -hidroxibutirato, que constituem reservas de carbono;
o Grãos de cianoficina, próprios das cianobactérias, que constituem reservas de azoto sob a forma de aminoácidos, arginina e asparagina;
o Carboxissomas, presentes em muitas cianobactérias e bactérias nitrificantes e que são reservatórios da enzima ribulose-1,5-difosfato carboxilase, específica do mecanismo bioquímico de fixação do CO2.
o Magnetossomas, presentes em bactérias aquáticas, e que proporcionam orientação no campo magnético terrestre. São partículas de magnetite (Fe3O4), de 40 a 100 nm, limitadas por uma membrana.
Algumas bactérias possuem um ou mais flagelos, constituídos por um único microtúbulo proteico e oco, com cerca de 20 nm de diâmetro, suportado por um corpo basal, complexo. As espiroquetas (bactérias vermiformes) possuem um conjunto vasto de flagelos enrolados externa e helicoidalmente em volta da célula, denominados flagelos periplasmáticos.

Célula Animal e Vegetal

0

Autoria: Tiago Ferreira de Souza

Glicocalix

A primeira estrutura que encontramos, sem precisar penetrar na célula, é conhecida como glicocalix. Ele pode ser comparado a uma “malha de lã”, que protege a célula das agressões físicas e químicas do meio externo. Mas também mantém um microambiente adequado ao redor de cada célula, pois retém nutrientes e enzimas importantes para a célula. O glicocalix é formado, basicamente, por carboidratos e está presente na maioria das células animais.

Membrana Plasmática

Membrana plasmática é uma película finíssima e muito frágil composta, principalmente, por fósfolipídios e proteínas. Ela tem importantes funções na célula, e uma delas é isolar a célula do meio externo. Seu tamanho é tão pequeno que se a célula fosse aumentada ao tamanho de uma laranja, a membrana seria mais fina do que uma folha de papel de seda. Água, substâncias nutritivas e gás oxigênio são capazes de entrar com facilidade através da membrana, que permite a saída de gás carbônico e de resíduos produzidos dentro da célula. A membrana é capaz de atrair substâncias úteis e de dificultar a entrada de substâncias indesejáveis. Exercendo assim um rigoroso controle no trânsito através das fronteiras da célula. É comum compará-la a um “portão” por suas funções e a um saco plástico pela sua aparência.

Citoesqueleto

Citoesqueleto é complexa rede de finos tubos interligados. Estes tubos, que são formados por uma proteína chamada tubolina, estão continuamente se formando e se desfazendo. Outros componentes do citoesqueleto são fios formados por queratina, formando os chamados filamentos intermediários. Finalmente existem os chamados microfilamentos, formados por actina.
Suas funções são: organizar internamente, dar forma e realizar movimentos da célula.

Citoplasma
Após atravessar a Membrana Plasmática, mergulhamos na parte mais volumosa da célula: o Citoplasma. Ele é o espaço entre a membrana e o núcleo. Sua forma não é definida e é nele que se encontram bolsas, canais membranosos, organelas citoplasmáticas que desempenham funções específicas nas células e um fluido gelatinoso chamado Hialoplasma.

Retículo Endoplasmático – O labirinto intracelular
Nossa primeira visita no citoplasma é o Retículo Endoplasmático. Ele é um sistema de tubos e canais que pode-se destinguir em 2 tipos: rugoso e liso. Mesmo sendo de diferentes tipos eles estão interligados. Este complexo sistema, é comparável à uma rede de encanamentos, onde circulam substâncias fabricadas pela célula.

Aparelho de Golgi (ou complexo de Golgi)
O aparelho de Golgi (cujo nome é uma homenagem ao cientista que o descobriu, Camillo Golgi) é um conjunto de saquinhos membranosos achatados e empilhados como pratos. E estas pilhas, denominadas dictiossomos, se encontram no citoplasma perto do núcleo. O complexo é a estrutura responsável pelo armazenamento, transformação, empacotamento e “envio” de substâncias produzidas na célula. Portanto é o responsável pela exportação da célula. É comum compará-lo a uma agência do correio, devido ambos terem funções semelhantes. Este processo de eliminação de substâncias é chamado de secreção celular. Praticamente todas as células do corpo sintetizam e exportam uma grande quantidade de proteínas que atuam fora da célula.

Lisossomos – Reciclando Resíduos
As células possuem no citoplasma, dezenas de saquinhos cheios de enzimas capazes de digerir diversas substâncias orgânicas. Com origem no complexo de Golgi, os lisossomos existem em quase todas as células animais. As enzimas são produzidas no RER, depois são transferidas para o dictiossomo do complexo de Golgi. Lá, são identificadas e enviadas para uma região especial do complexo e por fim serão empacotadas e liberadas como lisossomos.
Eles são as organelas responsáveis pela digestão da célula (a chamada digestão intracelular). Num certo sentido, eles podem ser comparados a pequenos estômagos intracelulares. Além disso, os lisossomos tem a função de ajudar no processo de autofagia. Também podem ser comparados à centros de reciclagem, ou até mesmo a desmanches pois digerem partes celulares envelhecidas e desgastadas, de modo a reaproveitar as substâncias que as compõem.

VEGETAL

Parede Celular

A parede celular é um componente exclusivo das célula vegetal. Ela é uma feita apartir de longas e resistentes microfibrilas da celulose. Estas ficam juntas por meio de uma matriz feita de glicoproteínas (proteínas ligadas a açúcares), hemicelulose e pectina (polissacarídios).
A membrana esquelética celulósica (parede celular) é formada por duas paredes: a primária e a secundária. A primeira é presente nas células mais jovens, sendo finas e flexíveis (possibilitando o crescimento da célula). A segunda só é formada após o término do crescimento da célula. Esta, mais espessa e rígida, é secretada através da membrana plasmática depositando-se entre esta e a superfície interna da parede primária.

Membrana Plasmática

Membrana plasmática é uma película finíssima e muito frágil composta, principalmente, por fósfolipídios e proteínas. Ela tem importantes funções na célula, e uma delas é isolar a célula do meio externo. Seu tamanho é tão pequeno que se a célula fosse aumentada ao tamanho de uma laranja, a membrana seria mais fina do que uma folha de papel de seda. Água, substâncias nutritivas e gás oxigênio são capazes de entrar com facilidade através da membrana, que permite a saída de gás carbônico e de resíduos produzidos dentro da célula. A membrana é capaz de atrair substâncias úteis e de dificultar a entrada de substâncias indesejáveis. Exercendo assim um rigoroso controle no trânsito através das fronteiras da célula. É comum compará-la a um “portão” por suas funções e a um saco plástico pela sua aparência.

Citoplasma

Após atravessar a Membrana Plasmática, mergulhamos na parte mais volumosa da célula: o Citoplasma. Ele é o espaço entre a membrana e o núcleo. Sua forma não é definida e é nele que se encontram bolsas, canais membranosos, organelas citoplasmáticas que desempenham funções específicas nas células e um fluido gelatinoso chamado Hialoplasma.

Hialoplasma
É no hialoplasma que ocorrem a maioria das reações químicas da célula e também o armazenamento de energia para a célula. Sua concentração no citoplasma varia entre o Ectoplasma e o Endoplasma.

Retículo Endoplasmático – O labirinto intracelular

Nossa primeira visita no citoplasma é o Retículo Endoplasmático. Ele é um sistema de tubos e canais que pode-se destinguir em 2 tipos: rugoso e liso. Mesmo sendo de diferentes tipos eles estão interligados. Este complexo sistema, é comparável à uma rede de encanamentos, onde circulam substâncias fabricadas pela célula.

Aparelho de Golgi (ou complexo de Golgi)

O aparelho de Golgi (cujo nome é uma homenagem ao cientista que o descobriu, Camillo Golgi) é um conjunto de saquinhos membranosos achatados e empilhados como pratos. E estas pilhas, denominadas dictiossomos, se encontram no citoplasma perto do núcleo. O complexo é a estrutura responsável pelo armazenamento, transformação, empacotamento e “envio” de substâncias produzidas na célula. Portanto é o responsável pela exportação da célula. É comum compará-lo a uma agência do correio, devido ambos terem funções semelhantes. Este processo de eliminação de substâncias é chamado de secreção celular. Praticamente todas as células do corpo sintetizam e exportam uma grande quantidade de proteínas que atuam fora da célula.

Mitocôndrias- Casas de força da célula

Todas as atividades celulares consomem energia. Para sustentar , as células são dotadas de verdadeiras usinas energéticas: AS MITOCÔNDRIAS.
As miticôndrias são pequenos bastonetes membranosos (lipoproteica),que flutuam dentro do citoplaasma. Dentro delas existem uma complexa maquinaria química, capaz de liberar a energia contida nos alimentos que a célula absorve. Isso acontece da seguinte forma: as substancias nutritivas penetram nas mitocôndrias, onde reagem com o gás oxigênio, em um processo comparável à queima de um combustível. Essa reação recebe o nome de respiração celular. A partir daí é produzido energia em forma de ATP.

Finalmente, O Núcleo
Núcleo, o cérebro da célula. É ele que possui todas as informações genéticas, comanda e gerencia toda a célula. Dentro dele, esta localizado um ácido chamado DNA (ácido desoxirribonucléico). Este, formado por uma dupla hélice de nucleotídios (formado por uma molécula de açúcar ligada a uma molécula de ácido fosfórico e uma base nitrogenada. O DNA é responsável por toda e qualquer característica do ser vivo. É ele que manda fazer as proteínas, determina a forma da célula etc. No homem, o DNA é que diz de que cor será os olhos, o tamanho dos pés etc.
O núcleo é composto por uma carioteca, cromatina e nucléolos. A carioteca é um tipo de membrana plasmática composta por duas membranas lipoprotéicas. Essa membrana possui vários poros em sua superfície. Esses são compostos por uma complexa estrutura protéica que funciona como uma válvula que escolhe que substância deve entrar e qual deve sair.
A cromatina é um conjunto de fios formados por uma longa molécula de DNA associada a moléculas de histonas chamados de cromossomos. É aonde parte das informações estão guardadas. Por último, o nucléolo é um corpo redondo e denso, constituído por protínas, RNA e um pouco de DNA. É dentro dele que se forma os ribossomos, presentes em toda a célula.

Aqui está um modelo de uma célula vegetal. É importante lembrar que
cada tipo célula possui uma diferente estrutura.