ÉDOUARD MANET

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Édouard Manet (1832-1883) foi um pintor francês do século XIX. Muitas vezes relacionado aos impressionistas, produziu telas com um estilo marcante, com o uso de novos temas e novas técnicas que desafiaram a sociedade da época.

Édouard Manet (1832-1883) nasceu em Paris, na França, no dia 23 de janeiro de 1832. Filho de um funcionário do Ministério da Justiça, detestava a ideia de seguir a carreira de advogado, pois se desinteressava por tudo que não fosse desenho. O pai sugeriu a carreira militar. Manet presta os exames para a Escola Naval, mas é reprovado. O pai insiste e o engaja na tripulação do Havre et Guadeloupe, navio-escola que partiu de Havre para o Rio de Janeiro em 08 de dezembro de 1848.

O ajudante de camareiro de 17 anos recebe do comandante pinceis e tintas para pintar as despensas do navio. “Foi a primeira vez que lidei com tintas”, recordou Manet anos depois. O navio chegou ao Rio de Janeiro em 05 de fevereiro de 1849 e por mais de três meses ficou ancorado na Guanabara, tempo em que Manet pode apreciar as cores, as luzes e a natureza do verão carioca.

De volta à França, Manet passa a estudar com o pintor Thomas Couture e apesar das constantes desavenças com o professor, permanece durante seis anos em seu estúdio. Em 1856 Manet rompe com Couture e prefere o contato direto com o mundo, Iniciando uma série de viagens, vai a Haia e Amsterdam, Dresden e Munique, Florença e Roma.
Manet, volta liberto das influências de Couture, mas sem esquecer as ofensas de mau pintor e insano, pinta o “Bêbado de Absinto” e leva pessoalmente a Couture, que não se conteve: “Só existe um bebedor de absinto aqui – o pintor que produziu tamanha barbaridade”.

Edouard Manet
Bêbado de Absinto

Em 1860, o “Bêbado de Absinto” foi recusado pelo Salão dos Artistas Franceses, que acharam o quadro abaixo dos padrões exigidos, pois violava alguns princípios estéticos. Mais de 60% dos quadros tinham sido recusados, o que provocou uma reação dos artistas. Foi preciso a polícia intervir. No Salão de 1861, o “Cantor Espanhol” obteve menção honrosa e em 1862, a “Lola de Valencia” foi aceita, pois se apresentava dentro das normas clássicas.

Edouard Manet
Almoço na Relva

Em 1863, Édouard Manet provoca mais uma celeuma com a obra “Almoço na Relva”, a tela levada ao Salão causa um dos maiores escândalos na história da arte moderna. Pessoas verdadeiras pousaram para o pintor e uma senhorita, bastante conhecida, estava nua, e isso era demais para a moral da época, que só aceitava figuras nuas em alegorias ou temas mitológicos. A obra foi exposta no “Salão dos Recusados”, que abriria caminho, anos depois, para os rebeldes impressionistas.

Edouard Manet
Tocador de Pífano

Em 1866, Monet produziu o “Tocador de Pífano”, recusada pelo Salão daquele ano. Revoltado, o pintor montou uma barraca em pleno centro aristocrático de Paris. Em 1871 organiza sua primeira venda de quadros. Um só comprador adquire 22 telas e paga 35 mil francos. A partir de 1873, com “Na Praia”, as pinceladas crescem, marcam os quadros com manchas cromáticas de diferentes tonalidades. As sombras ficam mais luminosas e ocupam maior espaço. As superfícies tornam-se mais vibrantes e sugestivas.

Em 1881, o júri do Salão decide conceder a Manet uma medalha no Salão Oficial. Em 1882 é agraciado com a Legião de Honra. Ele agora divide seu tempo entre seus amores, seu trabalho no estúdio, seus bate-papos com os amigos impressionistas no Café Chantat e sua infecção na perna, resultado de uma insuficiência circulatória, que se torna cada vez mais grave. No dia 19 de abril de 1883, Manet é operado. Uma amputação do pé esquerdo leva a uma septicemia.

Édouard Manet morre em Paris, França, no dia 30 de abril de 1883. No ano seguinte realizou-se a Exposição Póstuma, na Escola Nacional de Belas Artes, em Paris.

CLAUDE MONET

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Claude Monet (1840-1926) foi um pintor francês. Foi considerado um dos mais importantes pintores da escola impressionista. A exposição realizada em 1874 no estúdio parisiense do fotógrafo Nadar foi pejorativamente qualificada pela crítica como “impressionista” devido ao quadro de Monet ali exposto, “Impressão: o sol nascente”. O nome impressionismo tornou-se corrente e Monet passou a ser considerado o chefe dessa escola, uma das mais importantes da história da pintura. Seu quadro encontra-se hoje no Museu Marmottan Monet, em Paris.

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Claude Monet (1840-1926), “Impressão, Sol Nascente”, 1873, 48 x 64 cm, Óleo sobre tela, Museu Marmottan, Paris.

Claude Monet (1840-1926) nasceu em Paris, no dia 14 de novembro. Quando tinha cinco anos, sua família mudou-se para Sainte-Adresse, perto do Havre, e ali o futuro mestre começou a pintar. Com menos de 15 anos Monet já era conhecido em sua cidade por retratar personalidades importantes. Duas influências marcantes despertaram-lhe o interesse pela luz e pela cor: descobriu as gravuras do japonês Hokusai e a pintura de Eugène Boudin, que o iniciou na prática, então pouco comum, de realizar estudos da natureza ao ar livre.

Entre 1859 e 1860, o jovem pintor esteve em Paris, onde se entusiasmou com a escola de Barbizon, recusou-se a ingressar na Escola de Belas-Artes e preferiu visitar os locais frequentados pelos inovadores da época. Passou a trabalhar na Academia Suíça, onde conheceu Camille Pissarro, mas o serviço militar na Argélia interrompeu-lhe a experiência. Em 1862, Monet voltou a Paris para estudar no ateliê do academicista Charles Gleyre, onde conheceu Frédéric Bazille, Alfred Sisley e Renoir, de quem tornou-se amigo e formou o grupo de impressionistas.

CLAUDE MONET
Rouen – Efeito Matinal . Claude Monet

Levava então vida nômade e de frequentes dificuldades, apesar do sucesso do retrato de “Camille Doncieux”, sua mulher, ou de “A Varanda à Beira Mar Perto do Havre” (1866). Para evitar a guerra Franco-Prussiana, Monet foi para Londres, onde fez contato com representantes das vanguardas francesas e com o marchand Paul Durand-Ruel, mais tarde seu agente. Em Londres pinta a série “Parlamento”.

De volta à França, Monet instalou-se em 1876, em Argenteuil, à margem do Sena, e realizou suas mais famosas séries, como “A Estação de Saint-Lazare” (1877), “Os Álamos” (1891) e “A Catedral de Rouen” (1892), em que as mesmas cenas foram representadas em horas diversas, em diferentes condições de luz. Em sua casa em Giverny, também perto do Sena, a partir de 1883 Monet cultivou nenúfares, motivo de seus últimos quadros, como a série “Ninféias”, pintada quando o artista já sofria graves distúrbios de visão.

Monet morreu em Giverny, em 5 de dezembro de 1926.

Morreu com 86 anos.

DIA DO ATLETA PROFISSIONAL

Dia do atleta profissional. Ser um atleta, não é uma tarefa das mais fáceis. Além de talento, é preciso também dedicação e persistência, para a dura rotina de treinamento.

HISTÓRIA DO ATLETA PROFISSIONAL

Desde os tempos primitivos o homem tinha que se defender dos animais para garantir sua sobrevivência, motivo pelo qual aprendeu a saltar, correr e jogar (arremessar) objetos.

Além disso, sua sobrevivência dependia de que o mesmo superasse seus limites, pois os alimentos não eram facilmente encontrados. Encontrava frutas, mas não tinha apetrechos para apanhá-las dos galhos mais altos, tinha que correr para conseguir matar um animal que lhe fornecesse carne.

Os primeiros registros de atletas apareceram nas primitivas civilizações do Egito e da Mesopotâmia, por volta dos três mil anos antes de Cristo.

A Grécia foi a grande precursora dos jogos, estando os mesmos registrados no ano de 776 A.C, realizados na cidade de Olímpia. Na época não existiam atletas, os grandes heróis eram os soldados, que se arriscavam nas conquistas. Mas ao longo dos anos os jogos deixaram de existir, pois não eram de grande interesse para os povos da época.

Em 1896, na era moderna, o barão Pierre de Coubertin resgatou os jogos olímpicos, que foram ganhando novos adeptos e maior importância para os povos de todo o mundo, principalmente no sentido de demonstração de saúde e beleza física.

Os ideais de limites do corpo humano foram sendo superados, a cada rodada esportiva os recordes eram ultrapassados, mostrando que o homem conseguia vencer grandes obstáculos através da velocidade, da resistência e da força.

O dia do atleta profissional é comemorado em 10 de fevereiro. O título de profissionalismo foi conquistado através de muita luta, vindo a consolidar-se a partir de 24 de março de 1998, através da Lei nº 9.615.

Muitas empresas particulares apoiam os esportistas, cuidando dos patrocínios, e dos salários para mantê-los. Porém, isso não é suficiente, pois vários atletas não conseguem outras formas para se sustentar, acabando por desistir da área esportiva, uma pena que isso aconteça, pois, as grandes nações que se destacam nas conquistas de medalhas investem nos atletas, desde as gerações mais novas, a partir dos três anos de idade.

DIA DO ATLETA PROFISSIONAL

Vale destacar que a prática constante de esportes, além de proporcionar o sucesso profissional desses atletas, representa qualidade de vida. Estudos comprovam que pessoas sedentárias vivem menos que aquelas que praticam exercícios físicos. A prática de esportes está relacionada com a diminuição de problemas de saúde, tais como artrite, obesidade, diabetes, osteoporose, pressão alta e infartos, melhora no humor e no sono e diminuição de estresse. Além disso, pode estabelecer e fortalecer valores tais como o respeito, persistência e espírito de equipe.

Para quem deseja seguir carreira no esporte, é fundamental conhecer a atividade que se deseja realizar e todos os obstáculos que podem surgir durante a caminhada. É importante estar preparado para lidar com a pressão e reconhecer as derrotas como uma forma de aprendizado.

Existem momentos em que ainda é preciso correr riscos, dar passos loucos.

Ao profissionalizar-se, o atleta profissional pode participar de competições regionais, estaduais e até mesmo participar de eventos como as Olimpíadas e a Copa do Mundo.  Para chegar ao nível profissional, o atleta deve treinar bastante, ter uma vida regrada.

Algumas pessoas afirmam que gostariam de ser um grande atleta e realmente possuem potencial para tal feito, porém, muitas vezes, não possuem condição de realizar seu grande sonho. As viagens constantes, equipamentos caros e a necessidade de um grande período de dedicação fazem com que muitos desistam desse sonho. Outras vezes, os futuros atletas profissionais não se dedicam o bastante e esquecem que o treinamento é a chave para o aperfeiçoamento e, consequentemente, para o sucesso em qualquer atividade.

Sendo assim, todos que desejam ser atletas profissionais devem estar cientes de que é necessário investir. Quando falamos em investir, não estamos apenas citando a questão financeira, estamos falando de investir tempo em treinos e na busca constante de melhores resultados. Também é importante investir na saúde, cuidando sempre da alimentação e nunca fazendo uso de substâncias consideradas como doping.

COMO FAZER UM TRABALHO ESCOLAR

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O trabalho escolar é um documento que representa o resultado de um estudo/pesquisa sobre um assunto. Sua produção pode envolver um ou mais alunos e, necessariamente deverá ter a coordenação de um orientador.

Como fazer um trabalho escolar?

O processo de elaboração de um trabalho escolar é uma vivência que precisa ser criativa possibilitando uma interação rica com pessoas, fontes e recursos diversos, a fim de atingir maior autonomia com relação à forma de aprender e construir conhecimentos, desenvolvendo uma visão mais crítica e ampliada.

1 – REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO DE UM TRABALHO ESCOLAR

A apresentação escrita de um trabalho (trabalho escolar, resumo e relatório) deve ser realizada conforme indicações abaixo:
a) tipo de papel – deve ser utilizado o papel branco, preferencialmente nas dimensões 297×210 mm (A4);
b) escrita – digitado com tinta preta e somente um lado da folha;
c) paginação – as folhas do trabalho devem ser contadas sequencialmente desde o sumário, mas não numeradas. A numeração é colocada a partir da introdução. O número localiza-se a 2 cm da borda superior do papel, margeado à direita;
d) margem – superior e esquerda = 3 cm
inferior e direita = 2 cm;
e) espaçamento – todo texto deve ser digitado com espaçamento 1,5 de entrelinhas;
f) letra – tipo de letra Times New Roman ou Arial tamanho 12 e para citação direta usar fonte tamanho 10;
g) parágrafo – 2cm da margem esquerda;
h) numeração Progressiva – para melhor organização e apresentação do trabalho, deve-se adotar a numeração progressiva das seções do texto. Os títulos das seções primárias (capítulos), por serem as principais divisões de um texto, devem iniciar em folha distinta, com indicativo numérico alinhado à esquerda e separado por um espaço.
Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando-se os recursos de caixa alta ou versal, negrito ou, itálico (ver modelo).
Os títulos – Sumário; Referências; Anexos – não são numerados e devem aparecer na página de forma centralizada.

2 – ESTRUTURA BÁSICA DE UM TRABALHO ESCOLAR

A estrutura básica de um trabalho escolar deverá compreender: elementos pré-textuais (capa; sumário), textuais (introdução; desenvolvimento; conclusão) e pós-textuais (referência; anexo).

2.1 Capa

Deve ser de papel consistente ou simples, sem ilustração ou ” embelezamento”, composta de:
a) Cabeçalho: nome da Instituição responsável, com subordinação até o nível do professor. Deve ser centralizado à margem superior, com letras maiúsculas, tamanho 12, espaçamento entre linhas simples;

b) Título do trabalho: no centro da folha, centralizado, tamanho 16;

c) Nome do aluno/série: abaixo do título 5 cm, centralizado, letras maiúsculas, tamanho 12;

d) Local, mês e ano: centralizado, a 3cm da borda inferior e as primeiras letras maiúsculas, tamanho 12. (ver modelo)

2.2 Sumário

Iniciar em folha distinta, título sem indicativo numérico, centralizado a 3 cm da borda superior com o texto iniciando 2 cm abaixo.

Indica as partes do trabalho, capítulos, itens e subitens, e as páginas em que se encontram. (ABNT. NBR 6027, 2003) (ver modelo)

2.3 Introdução

Iniciar em folha distinta apresentando o indicativo numérico (1), alinhado à margem esquerda, a 3cm de borda superior e o texto deve iniciar 2cm abaixo.

A parte introdutória abre o trabalho propriamente dito, anunciando o assunto a ser abordado.

Na seqüência é necessário delimitá-lo, isto é, indicar o ponto de vista sob o qual será tratado; situá-lo no tempo e espaço; mostrar a sua importância e apontar a metodologia empregada (pesquisa bibliográfica, pesquisa de laboratório, etc).

2.4 Desenvolvimento

Também chamado corpo do trabalho, deve apresentar o detalhamento da pesquisa realizada e comunicar seus resultados. O conteúdo pode ser subdividido em capítulos, dentro de uma estrutura lógica com que o tema foi desenvolvido.

Deve-se iniciar pelos títulos mais importantes do plano e subdividir cada um segundo o material disponível, em itens e subitens, adotando uma numeração progressiva até o final do trabalho. Esta divisão servirá de base para a realização do sumário.

Exemplo:

2 ALGODÃO

2.1 A Semente do Algodão

2.1.1 Variedades

2.2 Técnicas de produção

3 – CONCLUSÃO

Iniciar em folha distinta apresentando um indicativo numérico, alinhado à esquerda.
Constitui o ponto de chegada, isto é, deve apresentar a resposta ao tema anunciado na introdução. Não é apropriado iniciar afirmando que vai concluir. A conclusão não é uma idéia nova ou um resumo marcante dos argumentos principais, é síntese interpretativa dos elementos dispersos pelo trabalho, ponto de chegada das deduções lógicas, baseadas no desenvolvimento.

TRABALHOS ESCOLARES NAS NORMAS DA ABNT

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TRABALHOS ESCOLARES NAS NORMAS DA ABNT

A pesquisa é uma ferramenta importante na construção dos saber do aluno. E cabe ao professor aplicar essa ferramenta de forma sábia orientando o aluno na busca de informações disponibilizando referências bibliográficas, auxiliando na construção do texto e conscientizando o aluno que trabalho não é uma mera cópia, mas sim uma síntese de todas as informações obtidas durante a pesquisa dos trabalhos escolares nas normas da ABNT.

A pesquisa usada como trabalho no ensino médio deve além de exigir textos bem construídos e relacionados ao tema proposto, devem estar formatados de maneira que facilitem a leitura e correção do professor, por isso devem seguir as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas).

A ABNT criou a norma NBR – 1287 que estabelece os princípios gerais para apresentação de projetos de pesquisa. Por se tratar de um trabalho de ensino médio, apenas alguns elementos que fazem parte da apresentação de uma pesquisa são cobrados como, capa, folha de rosto, sumário, introdução, e bibliografia. É importante a cobrança por parte dos professores dessas normas em trabalhos escolares, pois assim o aluno conhecerá métodos de pesquisa e elaboração científicas que serão exigidas no ensino superior.

Veja agora quais são os elementos e a formatação estabelecidas pela ABNT:

Elementos pré-textuais

Capa
Apresenta as informações transcritas na seguinte ordem:
a) nome da entidade para a qual deve ser submetido, quando solicitado;
b) nome(s) do(s) autor(es);
c) título;
d) subtítulo (se houver, deve ser evidenciada a sua subordinação ao título, precedido de dois-pontos (:), ou distinguido tipograficamente);
e) local (cidade) da entidade, onde deve ser apresentado;
f) ano de depósito (entrega).

Folha de rosto
Apresenta as informações transcritas na seguinte ordem:
a) nome(s) do(s) autor(es);
b) título;
c) subtítulo (se houver, deve ser evidenciada a sua subordinação ao título, precedido de dois-pontos (:), ou distinguido tipograficamente);
d) tipo de projeto de pesquisa e nome da entidade a que deve ser submetido;
e) local (cidade) da entidade onde deve ser apresentado;
f) ano de depósito (entrega).

Sumário
Enumeração das divisões, seções e outras partes da publicação.

Elementos textuais
Os elementos textuais devem ser constituídos de uma parte introdutória, na qual devem ser expostos o tema do projeto, o problema a ser abordado, a(s) hipótese(s), quando couber(em), bem como o(s) objetivo(s) a ser(em) atingido(s) e a(s) justificativa(s). É necessário que sejam indicados o referencial teórico que o embasa, a metodologia a ser utilizada, assim como os recursos e o cronograma necessários à sua consecução.

Elementos pós-textuais

Referências
São as informações indispensáveis à identificação do documento utilizados para a elaboração da pesquisa.

Formatação
Os textos devem ser apresentados em papel branco, formato A4 (21 cm x 29,7 cm), digitados ou datilografados no verso das folhas, impressos em cor preta, podendo utilizar outras cores somente para as ilustrações. Recomenda-se, para digitação, a utilização de fonte tamanho 12 para todo o texto. No caso de citações de mais de três linhas, deve-se observar, também, um recuo de 4 cm da margem esquerda. As folhas devem apresentar margem esquerda e superior de 3 cm; direita e inferior de 2 cm. Todo o texto deve ser digitado ou datilografado com espaço 1,5 entrelinhas. Na folha de rosto, o tipo de projeto de pesquisa e o nome da entidade a que é submetido devem ser alinhados do meio da mancha para a margem direita.

NORMAS PARA RESENHAS E TRABALHOS CIENTÍFICOS NAS REGRAS DA ABNT

Normas tecnicas abnt

1. DEFINIÇÕES:
RESUMO:
Sinapse, síntese, condensação de um assunto, apanhado, compêndio.
Exposição sintetizada de um acontecimento ou de uma série de acontecimentos; das características básicas de alguma coisa com a finalidade de transmitir uma ideia geral sobre seu sentido.
Deve conter as referências bibliográficas.

RESENHA:
Análise crítica e informativa de um texto, livro, filme, peça ou qualquer outro trabalho.
É composta das seguintes partes:
Resumo;
Qual sua opinião e sentimentos: o que achou da leitura, se foi agradável, fácil, difícil;
Aplicação: aplica-se ou não na sua área de conhecimento e interesse?;
Crítica: pode ser feita ao longo do seu resumo ou no final;
Referências bibliográficas.

MONOGRAFIA:
“Item não seriado, isto é, item completo, constituído de uma só parte ou que se pretende completar em um número pré estabelecido de partes separadas” (ABNT – NBR 6023)
Em sentido amplo, monografia designa qualquer trabalho ou estudo que aborde um determinado tema.

TRABALHOS ACADÊMICOS ou CIENTÍFICOS de CONCLUSÃO de CURSO:
Projeto de Graduação ESAMC – PGE; Trabalhos de conclusão de curso – TCC; Trabalhos de Graduação Interdisciplinar – TGI.
Trabalho que representa o resultado de estudo, cuja finalidade é a conclusão deste curso. Deve expressar conhecimento do tema escolhido e, obrigatoriamente, corresponder à disciplina, módulo, curso, programa, graduação ou extensão cursado.
Deve ser feito sob a coordenação de um Professor Orientador, podendo ter também professores Co-Orientadores. (ABNT – NBR 14724)

2. DIGITAÇÃO DOS TRABALHOS:

Os trabalhos devem ser apresentados de modo legível, através de documento digitado em espaço de entrelinhas de um e meio (1,5), exceto as referências bibliográficas que devem ter espaço de um (1), ocupando apenas o anverso da página, em papel branco de boa qualidade, formato A4 (21 cm x 29,7 cm), que permita a impressão e leitura, digitado na cor preta com exceção das figuras. (ABNT – NBR 14724)
A digitação deve ser em fonte tamanho 12 para o texto e menor (tamanho 10) para citações de mais de três linhas, notas de rodapé, paginação e legendas das ilustrações e tabelas. Para textos de citações de mais de três linhas, deve-se observar o recuo de 4 cm da margem esquerda. (ABNT – NBR 14724)
Recomenda-se a utilização da fonte “arial” ou “times new roman”.
Tipos itálicos são usados para nomes científicos e expressões estrangeiras. As expressões estrangeiras podem também ser digitadas entre aspas. (Exemplos: “site” ou site)

2.1. Alinhamento do Documento:
Para efeito de alinhamento, não devem ser usadas barras, travessões, hifens, asteriscos e outros sinais gráficos na margem lateral direita do texto, o qual não deve apresentar saliências e reentrâncias e sim, estar “Justificado”.

2.2. Impressão do Documento:
A impressão deve ser feita exclusivamente em papel branco formato A4 (21 cm x 29,7 cm) de boa qualidade, que permita a impressão e leitura.

2.3. Margens do Documento:
As margens devem permitir encadernação e reprodução corretas.
– Margem esquerda: 3,0 cm
– Margem direita: 2,0 cm
– Margem superior: 3,0 cm
– Margem inferior: 2,0 cm

2.4. Numeração das páginas do Documento (Paginação):
As páginas devem ser contadas sequencialmente a partir da Capa e numeradas a partir da folha de rosto. (ABNT – NBR 14724)
A numeração, em algarismos arábicos, no canto superior direito, sem traços, pontos ou parênteses deve iniciar a partir da primeira folha da parte textual. (ABNT – NBR 14724)
A numeração das folhas preliminares (a partir da folha de rosto até a última folha antes do texto) é opcional. Sugerimos utilizar da seguinte maneira:
– Utilizar algarismos romanos representados por letras minúsculas (i, ii, iii, iv,…) a partir da folha de rosto (página ii). A Capa (página i) não deve ser numerada.
– Havendo anexos e apêndices, suas folhas devem ser numeradas de maneira contínua e sua paginação deve ser sequencial a do texto principal.
Para tanto, pode-se separar o documento por seções, assim a formatação da numeração de páginas pode ser diferente em cada seção.

3. ESTRUTURA do TRABALHO:
A estrutura do trabalho científico/acadêmico compreende: Elementos Pré-Textuais, Textuais e Pós-Textuais:

Normas ABNT

4. ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS:

4.1. Capa (Elemento obrigatório) com as seguintes informações:

      Nome da instituição;

Nome do autor;

Título;

Subtítulo, se houver;

Número de volumes, se houver mais de um;

Local (cidade) da Instituição onde deve ser apresentado;

Ano de entrega do trabalho.

Modelo: Papel A4 – O quadro interno representa o limite para impressão e o quadro externo, o tamanho da página.

Normas ABNT Trabalhos Escolares

4.2. Folha de Rosto (Elemento Obrigatório):

Elemento obrigatório para identificação do documento e deve conter:

      Nome completo do autor(es) – responsável intelectual do trabalho;

Título do trabalho e subtítulo, quando houver, separado do título por dois pontos (quando for explicativo) ou ponto e vírgula (quando se tratar de subtítulo complementar);

Número de volumes, se houver;

Natureza do trabalho (tese, dissertação, trabalho de conclusão) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido) nome da instituição a que é submetido, área de concentração;

Nome do professor orientador e, se houver, do co-orientador;

Local (cidade) da Instituição na qual deve ser apresentado;

Ano de entrega do trabalho;

Modelo: Papel A4 – O quadro interno representa o limite para impressão e o quadro externo, o tamanho da página.

Folha de Rosto nas Normas da ABNT

4.3. Errata (Elemento opcional):
Elemento opcional contendo lista de erros de natureza tipográfica ou não com as devidas correções, indicando-se as páginas e/ou linhas em que aparecem. Impressa, quase sempre em retalho de papel avulso ou encartado, acrescido ao volume depois de impresso.
Exemplo:

ERRATA
Folha:32
Linha:3
Onde se lê: pubiaçãoo
Leia-se:publicação

4.4. Folha de Aprovação (Elemento obrigatório):
Elemento obrigatório, colocado logo após a folha de rosto, constituida do nome do(s) autor(es) do trabalho, título do trabalho e subtítulo se houver, natureza, objetivo, nome da Instituição a qual é submetido, área de concentração, data da aprovação, nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora.
A data de aprovação e assinaturas dos membros componentes da banca examinadora são colocados após a aprovação do trabalho.

4.5. Dedicatória (Elemento opcional):
Folha contendo um texto, geralmente curto, no qual o autor presta alguma homenagem ou dedica o seu trabalho a alguém. Caso seja incluido, deve ocupar somente a metade direita da página (na largura), na parte inferior da mesma.
A expressão Dedicatória deve ser centralizada na página.

Folha Dedicatoria Normas ABNT

4.6. Agradecimentos (Elemento opcional):
Folha onde são incluídas referências a Instituições ou pessoas que subvencionaram ou colaboraram com o trabalho.
Caso seja incluído, deve ocupar somente a metade direita da página (na largura), na parte inferior da mesma. A expressão Agradecimentos deve ser centralizada na página.

4.7. Epígrafe (Elemento opcional):
Folha contendo uma citação de um pensamento que, de certa forma, embasou ou inspirou o trabalho. Pode ocorrer, também, no início de cada capítulo ou partes principais. Podem também constar epigrafes nas folhas de abertura das seções primárias. (ABNT – NBR 14570).
Caso seja incluído, deve ocupar somente a metade direita da página (na largura), na parte inferior da mesma.
A expressão Epígrafe deve ser centralizada na página.

4.8. Resumo na língua vernácula (Elemento obrigatório):
Redigido pelo(s) próprio(s) autor(es) do trabalho, o resumo é constituido de uma sequência de frases concisas e objetivas e não uma simples enumeração de tópicos, não ultrapassando 500 palavras (entre meia folha A4 e dois terços), seguido, logo abaixo, das palavras representativas do conteúdo do trabalho, isto é, palavras-chave e/ou descritores. ( ABNT – NBR 14570).
Deve ressaltar o objetivo, o resultado e as conclusões do trabalho, assim como o método e a técnica empregada em sua elaboração.
As palavras chaves serão utilizadas para indexação na Biblioteca.

4.9. Resumo em língua estrangeira (Elemento obrigatório):
Com as mesmas características do resumo em língua vernácula. Por exemplo: Abstract em inglês, Resumen em espanhol ou Résumé em francês.
Deve ser seguido, logo abaixo, das palavras representativas do conteúdo do trabalho, isto é, palavras-chave e/ou descritores, na língua. As línguas utilizadas, na ordem, são: Inglês, Espanhól e Francês
Caso determinado trabalho tenha como origem, empresa ou motivação de um país de outra língua, pode ser feito um resumo nessa língua, desde que tenha também o resumo em uma das três linguas estrangeiras citadas.

4.10. Lista de ilustrações (Elemento opcional):
Relação de gráficos, fórmulas, lâminas, figuras, desenhos, gravuras, mapas e fotografias, caso existam. Em existindo, as listas tornam-se obrigatórias.
Deve ser elaborada de acordo com a ordem apresentada no texto, com cada ítem designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo número da página. Recomenda-se (ABNT – NBR 14570) a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração (desenhos, esquemas, fluxogramas e outros).

4.11. Lista de tabelas (Elemento opcional):
Elaborado de acordo com a ordem apresentada no texto, com cada item designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo número da página, caso existam. Em existindo, as listas tornam-se obrigatórias.

4.12. Lista de abreviaturas e siglas (Elemento opcional):
Lista que consiste na relação alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas no texto, seguidas das palavras ou expressões correspondentes grafadas por extenso. Recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo. Em existindo, as listas tornam-se obrigatórias.

4.13. Lista de símbolos (Elemento opcional):
Relação de sinais convencionados, utilizados no texto. Deve ser elaborada de acordo com a ordem apresentada no texto. Em existindo, as listas tornam-se obrigatórias.

4.14. Sumário (Elemento obrigatório):
Consiste na enumeração dos capítulos do trabalho, na ordem em que aparecem no texto, com a página inicial de cada capÍtulo.
Os capítulos podem (não obrigatório) ser numerados em algarismos arábicos, a partir da Introdução até o fim do documento.
Havendo subdivisão nos capítulos, deve ser adotada a numeração progressiva, sempre em número arábico. Não deve ser usado algarismo romano, nem letras.
EXEMPLO:

Indice nas Normas da ABNT

OBS.: No WORD é possível realizar o Sumário automaticamente, para tanto:
Formatar cada título, sub-título, sub-sub-título, etc. com formatos diferentes.
No Word: Menu -» Inserir -» Referências -» Índice -> Índice Analítico
Em “opções” coloque as formatações utilizadas na prioridade estabelecida no documento em ordem sequencial.

5. ELEMENTOS TEXTUAIS:
Constituído de: Introdução, Material e Método, Desenvolvimento e Conlusão.

5.1. Introdução: Nesta primeira parte do texto o autor deve incluir:

      Apresentação geral do assunto do trabalho;

Definição sucinta e objetivo do tema abordado;

Justificativa sobre a escolha do tema e métodos empregados;

Delimitação precisa das fronteiras da pesquisa em relação ao campo e períodos abrangidos;

Esclarecimentos sobre o ponto de vista sob o qual o assunto será tratado;

Relacionamento do trabalho com outros da mesma área;

Objetivos e finalidades da pesquisa, com especificação dos aspectos que serão ou não abordados.

5.2. Material e Método:
É a descrição precisa dos métodos, materiais e equipamentos utilizados, de modo a permitir a repetição dos ensaios por outros pesquisadores.

5.3. Desenvolvimento:
Desenvolvimento do trabalho, com resultados, discussões e as informações sobre o trabalho desenvolvido;
Divide-se em seções e subseções.

5.4. Conclusões:
Devem ser fundamentadas nos resultados e na discussão, contendo deduções lógicas e correspondentes, em número igual ou superior aos objetivos propostos;
Refere-se à introdução, fechando-se sobre o início do trabalho, no qual apresenta conclusões correspondentes aos objetivos ou hipóteses.

6. ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS:
6.1. Referências:
Constituída da bibliografia e meios eletrônicos (Internet), as referências são alinhadas à margem esquerda do texto e de forma a se identificar individualmente cada documento, em espaço simples e separadas entre si por espaço duplo.
Quando aparecerem em notas de rodapé, serão alinhadas, a partir da segunda linha da mesma referência, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o expoente e sem espaço entre elas.
Autor, título (em negrito), cidade, editora, ano de publicação, páginas.

6.1.1. Exemplos de livros:
MAXIMINIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à Administração. São Paulo: Atlas, 2000

MAXIMINIANO, A. C. A. Introdução à Administração. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2000. p. 134-142.

TERRA, José Cláudio Cyrineu. Gestão do Conhecimento. São Paulo: Negócio Editora, 2000.

HOUAISS, Antonio. Novo dicionário Folha Webster’s: inglês/português, português/inglês. São Paulo: Folha da Manhã, 1996. Edição exclusiva para o assinante da Folha da São Paulo.

6.1.2. Exemplo de Publicação tendo uma entidade como autor:
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico de 2000. Rio de Janeiro, 2002.

6.1.3. Exemplo de referencia de revistas:
Formato Padrão
TÍTULO DO PERIÓDICO. Cidade de Publicação: Editora, ano do primeiro volume – ano do último volume (para coleção encerrada). Periodicidade.
ISSN (quando houver):

REVISTA DE ENGENHARIA E CIÊNCIAS APLICADAS. São Paulo: Ed. UNESP, 1993-. Anual. ISSN 0104-6314.

6.1.4. Exemplo de Livro digital:
KOOGAN, André; HOUAISS, Antonio. Enciclopédia e dicionário digital 98. Direção geral de Andre Koogan Breikaman. São Paulo: Delta: Estadão, 1998. 5 CD-ROM.

6.1.5. Exemplos de referência de textos da Internet:
Consultas na Internet são essenciais as informações sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedidos da expressão: Disponível em:, e a data de acesso precedida da expressão Acesso em: dd/mm/aaaa
ALVES, Castro. Navio Negreiro. Virtual Books, 2000. Disponível em: <http://.terra.com.br/virtualbooks/freebook/por/Lport2/navionegreiro.htm>. Acesso em: 10 jan. 2002,16:30:30

SILVA, Calixto. Apostila de Normas ABNT. Prof. Calixto, 2001. disponível em <http://www.calixto.com.br/aulas/info.asp>. Acesso em: 20 julho. 2014, 12:10:10

6.2. Glossário (Elemento opcional):
Lista de palavras pouco conhecidas, de sentido obscuro ou de uso muito restrito, elaborada em ordem alfabética e acompanhada das definições.
EXEMPLO:
AUTOR: Pessoa a quem cabe a responsabilidade principal pela criação do conteúdo intelectual ou artístico de uma obra.
CITAÇÃO: Menção de uma informação obtida em outra fonte.
NOTAS DE RODAPÉ: Anotações colocadas ao pé da página, com a finalidade de transmitir informações que não foram incluídas no texto.

6.3. Anexos:
Anexos são partes integrantes do texto, mas destacados deste para evitar descontinuidade na sequência lógica das ideias ou quando serão referenciados várias vezes ao longo do texto. Constituem suportes elucidativos e ilustrativos para a compreensão do texto.

6.4. Apêndices:
Apêndices constituem suportes elucidativos e ilustrativos, porém não essenciais à compreensão do texto.

6.5. Como fazer referências a Anexos e Apêndices:
Quando existe a necessidade, no trabalho, de vários anexos ou apêndices, cada um deles deve ter no alto da página a indicação em letras maiúsculas e identificados por letras, travessão e pelo respectivo título. No texto devem ser citados entre parênteses.

– No alto da página do anexo:
ANEXO F – Representação gráfica da população de Sorocaba/SP.
Apêndice A – Representação gráfica da população do Brasil.

– No texto que faz referência ao anexo:
Conforme levantamento realizado e constante do (ANEXO F), as….
Para a comprovação do fatos foi requisitado o documento em pauta e anexado no (APÊNDICE A)

6.6. Índices (opcional):
Lista de entradas ordenadas, segundo determinado critério, que localiza e remete para as informações contidas no texto.
O arranjo do índice pode ser classificado em:
Alfabético – quando as entradas são ordenadas alfabeticamente;
Sistemático – quando as entradas são ordenadas de acordo com um sistema de classificação de assunto;
Cronológico – quando as entradas são ordenadas cronologicamente.

Tipos de Índices:
Assuntos – classificação por ordem de assuntos;
Onomástico – relativo aos nomes próprios – índice de autores;
Remissivo – classificação por ordem de palavras.

Exemplo:
Índice onomástico:
ABATH, Rachel Joffily, 357
ALMEIDA, Iêda Muniz de, 65
ALMEIDA, Marina dos Santos, 27
ALVES, MarÍlia Amaral Mendes, 149
BANDEIRA, Suelena Pinto, 65

6.7. Citação:
É a menção no texto de uma informação colhida de outra fonte. Pode ser direta, indireta ou citação de citação.

6.7.1. Citação Direta:
É a cópia exata ou transcriÇão literal de outro texto (leis, decretos, regulamentos, fórmulas científicas, palavras ou trechos de outro autor). O tamanho de uma citação determina sua localização no texto da seguinte forma:

a. até três linhas deve ser incorporada ao parágrafo, entre aspas duplas.
Exemplo:

De acordo com COPI (1978), “A linguagem é um instrumento tão sutil e complicado que frequentemente perdemos de vista a multiplicidade de seu uso”….

b. citação mais longa deve figurar abaixo do texto, em bloco recuado da margem esquerda 3 (três) cm.
Exemplo:

Os apelos verbais utilizados nos jornais são construções de proposiões (ou enunciados) e argumentos (narrativas), que são estudos da semiótica, como vemos:

“A semiótica ocupa-se indubitavelmente dos signos como sua matéria-prima, mas vê-os em relação a códigos e inseridos em unidades mais vastas como o enunciado, a figura de retórica, a função narrativa, etc. A semiótica é a disciplina que estuda as relações entre código e mensagem e entre signo e discurso.” ( ECO 1990:18)

6.7.2. Citação Indireta:
É a expressão da ideia contida na fonte (paráfrase) citada, sem transcrição, dispensando o uso de aspas duplas.
Exemplo:

Com referencia à hipertermia em bovinos Jersey, a mesma foi constatada quando a temperatura ambiente alcançava 29.5° C (RIECK & LEE, 1948).

6.7.3. Citação de Citação:
Citação de citação, ou citação de segunda mão, é a citação direta ou indireta de um trecho de uma obra que não se teve acesso direto por alguma impossibilidade, por se tratar de obra rara ou esgotada, ou em um idioma não dominado pelo autor do trabalho.
Ao realizar esse tipo de citação, deve-se ter cuidado com a credibilidade das afirmações feitas pela fonte secundária, então, somente use-a quando o acesso à obra original for impossível e imprescindível ao seu trabalho.
Exemplo:
Conforme ANDERSON (1981 apud ARÉVALO, 1997, p. 73) as raízes…..
Estudos de Zapeda (apud MELO, 1995, p. 5) mostram […]

ATENÇÃO:
Apud é uma palavra latina que significa junto a, perto de, em.
OBS.: Em todos os casos, nas Referências Bibliográficas, deve-se incluir os dados completos das obras consultadas.

6.8. Notas de Rodapé:
As notas de rodapé destinam-se a prestar esclarecimentos ou tecer considerações que não devem ser incluídas no texto para não interromper a sequência lógica da leitura. Essas notas devem ser reduzidas ao mínimo e situar-se em local tão próximo quanto possível do texto, não sendo aconselhável reuní-las todas no fim de capítulos ou da publicação.
Para se fazer a chamada das notas de rodapé, usam-se algarismos arábicos, na entrelinha superior sem parênteses, com numeração consecutiva para cada capítulo ou parte, evitando-se recomeçar a numeração a cada página. Quando as notas forem em número reduzido, pode-se adotar uma sequência numérica única para todo o texto.
Há dois tipos de notas de rodapé:

a. Bibliográficas: São em geral utilizadas para indicar fontes bibliográficas permitindo comprovação ou ampliaão de conhecimento do leitor; para indicar textos relacionados com as afirmações contidas no trabalho, remeter o leitor a outras partes do mesmo trabalho ou outros trabalhos para comparação de resultados e para incluir a tradução de citações feitas em língua estrangeira ou indicar a língua original de citações traduzidas.

b. Explicativas: Quando se referem a comentários e/ou observações pessoais do autor. Por exemplo, concessão de bolsas e auxÍlios financeiros para realização de pesquisa, nomes de instituições, endereços, títulos do autor e outros. São também usadas para indicar dados relativos a comunicação pessoal, a trabalhos não publicados e a originais não consultados, mas citadas pelo autor.

OBS.: As notas de rodapé se localizam na margem inferior da mesma página onde ocorre a chamada numérica recebida no texto. São separadas do texto por um traÇo contínuo de 4 (quatro) cm e digitadas em espaço simples e com caracteres menores do que o usado para o texto. Usa-se espaço duplo para separar as notas, entre si.
No Word: Menu -» Inserir -» Notas -» Notas de Rodapé

MICROCEFALIA

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MICROCEFALIA

Microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça de um bebê é significativamente menor do que a de outros da mesma idade e sexo, normalmente é diagnosticada no começo da vida e é resultado do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento.
O Principal sintoma da Microcefalia é o crânio de tamanho menor que o normal, caracterizado pela desproporção entre a face e a caixa craniana sendo sua configuração própria. A redução proporcional das dimensões do crânio, sendo que o contorno ao nascer já é restrita e aumenta com lentidão, não passando de quarenta e dois centímetros.
A criança com Microcefalia tem problemas no desenvolvimento, resultado de um crescimento anormal do cérebro que pode ocorrer no útero, na infância ou pode ser genética.
Uma criança com microcefalia mais graves também podem ter uma testa inclinada para trás.

Algumas causas de Microcefalia:

      Mal formações do sistema nervoso central

Diminuição do oxigênio para o cérebro fetal: algumas complicações na gravidez ou parto podem diminuir a oxigenação para o cérebro do bebê

Exposição a drogas, álcool e certos produtos químicos na gravidez

Desnutrição grave na gestação

Rubéola congênita na gravidez

Toxoplasmose congênita na gravidez

A Microcefalia de causa genética, refere-se a um grupo de distúrbios que geralmente não tem outras malformações ou está associada a algumas síndromes genéticas específicas, tais como Síndrome de Down, Síndrome de Edwards, Síndrome de Cri-Du-Chat. Outras causas podem incluir:

Craniossinostose. A fusão prematura das articulações (suturas) entre as placas ósseas que formam o crânio de uma criança mantém o cérebro de crescer. Tratar craniossinostose (kray-nee-oh-pecado-ahs-TOE-sis) geralmente significa que seu bebê precisa de uma cirurgia para separar os ossos fundidos. Se não existirem problemas subjacentes no cérebro, este permite a cirurgia ao cérebro um espaço adequado para desenvolver e crescer.

Anormalidades cromossômicas. Síndrome de Down e outras condições podem resultar em microcefalia.

Diminuição de oxigênio para o cérebro fetal (anoxia cerebral). Certas complicações da gravidez ou o parto pode prejudicar o fornecimento de oxigênio para o cérebro fetal.

Infecções do feto durante a gravidez. Estes incluem toxoplasmose, citomegalovírus, rubéola (sarampo alemão) e varicela (varicela).

A exposição a drogas, álcool ou certos produtos químicos tóxicos no útero. Qualquer um destes colocar o seu bebê em risco de anormalidades cerebrais.

Desnutrição grave. Não obtendo uma nutrição adequada durante a gravidez pode afetar o desenvolvimento do seu bebê.

Descontrolada fenilcetonúria (fen-ul-kee-toe-nu-ree-uh), também conhecida como PKU, na mãe. Fenilcetonúria é um defeito congênito que dificulta a capacidade do corpo para quebrar o aminoácido fenilalanina.

A microcefalia normalmente é detectada pelo médico nos primeiros exames após o nascimento em um check-up regular.

microcefalia_tamanho_cabeca

Os especialistas que podem diagnosticar uma Microcefalia são:

      Clínico geral

Pediatra

Neurologista infantil.

A microcefalia é diagnosticada por meio do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento do bebê e também pelos exames como:
Tomografia computadorizada da cabeça, Ressonância Magnética e exames de sangue para ajudar a determinar a causa da microcefalia.
A criança com microcefalia pode ter complicações e problemas como:

      Atraso nas funções motoras e de fala

Epilepsia

Dificuldades de coordenação e equilíbrio

Alterações neurológicas.

Apesar de não haver tratamento específico para a microcefalia, podem ser tomadas algumas medidas para reduzir os sintomas da doença. Normalmente a criança precisa de fisioterapia por toda a vida para se desenvolver melhor, prevenindo complicações respiratórias e até mesmo úlceras que podem surgir por ficarem muito tempo acamadas ou numa cadeira de rodas.
Todas estas alterações podem acontecer porque o cérebro precisa de espaço para que possa atingir o seu desenvolvimento máximo, mas como o crânio não permite o crescimento do cérebro, suas funções ficam comprometidas, afetando todo o corpo.
A microcefalia pode ser classificada como sendo primária quando os ossos do crânio se fecham durante a gestação, até os 7 meses de gravidez, o que ocasiona mais complicações durante a vida, ou secundária, quando os ossos se fecham na fase final da gravidez ou após o nascimento do bebê.
Realizando os seguintes procedimentos é possível melhorar a qualidade de vida das crianças.

Procedimentos fisioterapêuticos

Medicamentos indicados para cada caso

Dieta adequada

Se a causa da microcefalia for genética é possível preveni-la. Consulte um geneticista antes de ter um outro filho. Fazer o pré-natal adequado e evitar o álcool e as drogas durante a gestação são atitudes importantes para prevenir a microcefalia.

Algumas crianças com microcefalia será de inteligência e de desenvolvimento normal, apesar de sua cabeça ser sempre pequena para a sua idade e sexo. Mas, dependendo da causa e gravidade do microcefalia, complicações podem incluir:

      Atrasos no desenvolvimento, como na fala e movimento

Dificuldades de coordenação e equilíbrio

Nanismo ou baixa estatura

Distorções faciais

Hiperatividade

Retardo mental

Convulsões

BOTULISMO

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O botulismo é uma forma de intoxicação alimentar rara caracteriza se como uma doença de extrema gravidade de evolução aguda, causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, presente no solo e em alimentos contaminados e mal conservados. Essa intoxicação alimentar pode produzir danos graves nos nervos, músculos e provoca distúrbios digestivos.

MICROBIOLOGIA: BOTULISMO CLOSTRIDIUM BOTULINUM
Clostridium botulinum, um bacilo gram positivo anaeróbico que produz esporos resistentes e é encontrado no solo, nas fezes humanas e de animais e nos alimentos.

O botulismo apresenta elevada mortalidade e deve ser considerado uma emergência médica e de saúde pública. Para minimizar o risco de morte e sequelas, é essencial que o diagnóstico seja feito rapidamente e que o tratamento seja instituído precocemente por meio de medidas gerais de suporte em regime de urgência.
O Clostridium botulinum é um bacilo anaeróbico, que produz bactérias que sobrevivem até em ambientes com pouco oxigênio, como alimentos em conserva ou enlatados, e é encontrado no solo, em legumes, verduras, frutas, sedimentos aquáticos e fezes.
A bactéria causadora dessa condição pode entrar no organismo por meio de machucados ou pela ingestão de alimentos contaminados, tais como embutidos e conservas caseiras que não sofreram tratamento térmico adequado. Embalagens alimentares estufadas, amassadas ou danificadas devem ser descartadas, assim como as conservas caseiras, pois são mais propensas ao desenvolvimento de fungos e de bactérias que podem trazer danos ao organismo.

Botulismo

Há três formas de botulismo:

      Botulismo infantil ou botulismo de lactante

Botulismo alimentar

Botulismo das feridas

Todos os tipos de botulismo são fatais e são considerados emergências médicas.

BOTULISMO INFANTIL

Botulismo Infantil

Este é o tipo mais comum da doença e costuma acometer crianças de aproximadamente dois a seis meses de idade. Aqui, a bactéria causadora do botulismo multiplica-se e libera toxinas dentro do trato gastrointestinal do bebê e pode causar graves complicações à sua saúde. A principal causa de botulismo infantil é o consumo do mel antes de 1 ano de idade, pois nesta fase o bebê ainda não possui um sistema imunológico bem desenvolvido, ficando propenso às bactérias oportunistas.

BOTULISMO ALIMENTAR

Esse tipo de botulismo acomete por meio da ingestão de alimentos contaminados com a bactéria que geralmente se prolifera em ambientes com pouco oxigênio, como no caso de alimentos enlatados. Embora alimentos comerciais também possam causar essa intoxicação alimentar porque é na presença de umidade, de nutrientes e na ausência de oxigênio que a bactéria produz substâncias altamente tóxicas que resistem às enzimas digestivas do organismo. Os vegetais em conservas, os peixes defumado ou cru, as frutas e os condimentos são as fontes alimentares mais comuns. A carne bovina, os laticínios, a carne suína e de aves e outros alimentos também foram responsabilizados por casos de botulismo contaminados pela bactéria.

BOTULISMO DAS FERIDAS

As bactérias podem entrar no organismo por meio de lesões na pele, machucados e outras feridas, onde liberam as toxinas e levam a uma grave infecção.

Os sintomas do botulismo são:

      Tontura;

Boca seca;

Fotofobia;

Queda da pálpebra;

Dificuldade para fazer suas necessidades;

Paralisia muscular progressiva, que inicia na cabeça e depois vai descendo pelo corpo;

Dificuldade em engolir;

Visão dupla;

Dificuldade em respirar.

Estes sintomas podem iniciar de 3 horas a 7 dias após a contaminação com a bactéria.
O diagnóstico do botulismo é feito através do exame de sangue ou de fezes que mostram a presença na bactéria no organismo.
O tratamento para o botulismo é feito em meio hospitalar, com o soro anti-botulínico, para neutralizar a toxina circulante que ainda não se fixou e assim travar a progressão da doença. Por isso, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível.
Durante o tratamento deve-se fazer uma lavagem estomacal e intestinal para garantir que não reste nenhum alimento contaminado no organismo do indivíduo, a fim de evitar maiores danos.
Se o tratamento para o botulismo não for iniciado prematuramente, o indivíduo poderá sofrer consequências graves, como paralisia dos membros e dos músculos respiratórios, que fará com que ele respire por aparelhos por um longo período.
Embora raro, o botulismo pode levar à invalidez ou morte

CONCLUSÃO

Levando em consideração os dados apresentados, bem como a importância do botulismo como um problema de saúde pública, é indispensável relatar que o maior perigo de contaminação está nos alimentos preparados de forma artesanal, especialmente em conservas caseiras, que são impropriamente manipuladas ou que sofreram tratamento térmico insuficiente para destruir os esporos botulínicos. Além disso, ficou evidente a importância do botulismo infantil, que, em alguns países, representa a maioria dos casos notificados. No entanto, este pode ser facilmente evitado através da conscientização da população quanto ao não-fornecimento de mel para crianças, normalmente as maiores vítimas.

A RELAÇÃO FUTEBOL X QUESTÕES DE ORDEM SOCIAIS?

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A Relação Futebol x Questões de Ordem Sociais?

Introdução

O futebol como um fenômeno contemporâneo, é passível de inúmeras formas de abordagem. Decorrente disto verifica-se a existência de fóruns específicos com o intuito de discutir sobre a sua interveniência econômica, administrativa, burocrática, enfim todas as variantes que envolvem e/ou permeiam a realização de um espetáculo esportivo. Existem, portanto, questões suscitadas por ele e que só a ele interessa, permanecendo restritas ao contexto do qual são tributárias. Entretanto, grande parte das questões que envolvem o esporte/futebol, não ficam restritas há um público específico, pois o futebol só pode ser abordado na sua complexidade se o compreendermos como um fenômeno social e historicamente produzido.

Ao observar historicamente o futebol, é possível perceber que ele não cria fatos novos, apenas permite a veiculação de questões mais gerais, inicialmente forjadas em outras esferas da vida social. Assim, ao invés de repetir velhos chavões como: “Charles Muller é o pai do futebol no Brasil”, ou, o “Futebol é o ópio do povo”. Os estudos sobre esta temática, evoluíram de tal maneira que se torna fundamental realizar uma reflexão epistemológica sobre estes “Discursos Fundadores”, ou seja, é necessário perceber como estes discursos são criados e porque eles se cristalizam na memória coletiva, adentrando nos estudos acadêmicos que acabam reproduzindo estes pensamentos, na maioria das vezes expressos dentro de uma visão positivista e funcionalista, tornando-se verdades quase inquestionáveis que subsidiam a explicação simplista de acontecimentos que apresentam um alto grau de complexidade.

Partindo destes apontamentos, este trabalho procura levantar e discutir algumas questões teóricas e metodológicas que surgem das relações entre História, Futebol e Sociedade. Algo que só se tornou possível diante dos novos questionamentos presentes na História – quanto a utilização do quantitativo como referência fundamental; o abandono dos recortes geográficos e temáticos “clássicos”; a nova abordagem sobre conceitos como cultura popular; mentalidades, classes sociais e principalmente a desconfiança nos modelos interpretativos como o estruturalismo e o marxismo – obrigando o historiador a buscar novos caminhos.

Um desses novos caminhos que se abre, é a Nova História Cultural. A qual segundo Burke, propiciou uma transformação significativa na forma de se trabalhar com os objetos históricos, possibilitando que se incorporasse a vida cotidiana como objeto de análise. Diante deste cenário que se abre, entende-se que o historiador que busca estudar o futebol como um elemento sócio-cultural terá esforçar-se para superar duas das dificuldades mais comuns, encontradas nos estudos culturais: 1) sair das prisões interpretativas dos contextos econômicos ou sociais que tudo explicam/simplificam; 2) afinar a sua sensibilidade para uma lógica específica de algumas manifestações populares, que são marcadas pela contradição e pela ambiguidade, e desta maneira tornando-se impermeáveis à lógica racional.

Nossa opção metodológica foi a de localizarmos estudos significativos, que podem contribuir substancialmente para as novas possibilidades de abordagem do futebol, como um fenômeno sócio-cultural. Para isto, optamos neste artigo em realizar a análise de duas áreas de abordagens (história e antropologia ), as quais somadas com a teorização sociológica, formam o arcabouço teórico da maior parte dos estudos realizados na pós-graduação brasileira e além disso são áreas fundamentais para auxiliar na ruptura da visão tradicional com que se estuda este esporte.

O descaso acadêmico para o estudo do esporte

O futebol teve uma trajetória marcada pela marginalidade científica e literária, sendo visto como um elemento alienante presente na cultura de massa. Autores como Adorno e Horkheimer, representantes da escola de Frankfurt ao analisarem a questão da sociedade de massa, nos fornecem indicativos para percebermos que ela foi fundamental para a consolidação da Indústria Cultural. Esta terminologia passa a ser adotada por estes autores e seus adeptos com o objetivo de diferencia-la da Cultura de Massa, pois para eles a cultura não é produzida pelas massas, no limite poderá ser consumida por elas. O conceito de Indústria Cultural diferencia o produtor do consumidor, pois o primeiro normalmente acaba conseguindo transformar o imaginário do segundo, desta maneira:

As idéias de ordem que ela inculca são sempre as do status quo. Elas são aceitas sem objeção, sem análise, renunciando à dialética, mesmo quando elas não pertencem substancialmente a nenhum daqueles que estão sob sua influência (…). Através da ideologia da indústria cultural, o conformismo substitui a consciência.

Estes pressupostos são balizados na teoria marxista, na qual os seus pensadores são reticentes a idéia, ou, possibilidade de que existam grupos que não atuem como a teoria previu. Desta maneira, a forma de análise destes grupos foi através da exclusão, pois estes indivíduos não expressam a consciência de classe desejável (por essa teoria/teóricos) e, por isso acabaram sendo academicamente desprezados.

Tal fato provocou um engessamento intelectual, criando um certo estigma em se analisar determinados temas. Nesta situação, ao invés de perceber-se a significância do objeto em uma determinada conjuntura, assumiu-se uma postura de distanciamento e negação, que tem levado ao entendimento que o futebol neste momento era uma prática voltada para a massa e desta maneira não sendo digno de estudos acadêmicos.

Nesta mesma linha de raciocínio, Hannah Arendt tenta justificar a adesão de milhares de cidadãos aos regimes totalitários europeus, indicando que as massas eram um desvio social, resultante da falência da sociedade de classes. Para a Arendt, enquanto a classe operária organizava o seu movimento e a burguesa os seus partidos, as massas constituíram-se sem vínculo social e, conseqüentemente, sem qualquer projeto político que lhe conferisse coesão social. Tanto que esta autora, desqualifica estes indivíduos, chamando-lhes de ralé:

A ralé é fundamentalmente um grupo no qual estão representados resíduos de todas as classes. É isto que torna tão fácil confundir ralé com o povo, a qual compreende todas as camadas sociais. Enquanto o povo (…) luta por um sistema realmente representativo, a ralé brada sempre pelo homem forte, pelo grande chefe. Porque a ralé odeia a sociedade da qual é excluída…

Amparada na teoria marxista que elege o proletariado e a burguesia como as classes fundamentais e as únicas capazes de possuir uma verdadeira consciência de classe, esses intelectuais não conseguiram criar ferramentas que possibilitassem compreender como os cidadãos puderam ter aderido regimes totalitários ou então reunir-se em torno de uma prática esportiva, desta maneira agindo fora daquilo que a teoria previu. Ao defrontar-se com este problema a saída foi o desprezo.Como indica Castoriadis, é a Teoria, e não a experiência dos indivíduos e dos seus grupos, que define o que é classe social, ou o que deve ser a sua consciência de classe.

Tal fato fez com que durante muito tempo a produção historiográfica do futebol brasileiro fosse escrita por memorialistas, fundamentalmente jornalistas esportivos que não apresentavam nenhum rigor científico. Entretanto, esta situação passa por um momento de transição, no qual já se pode verificar alguns estudos que tem contribuído substancialmente para um novo olhar acadêmico, sobre o futebol. Por uma questão de limitação temporal, este artigo irá destacar apenas a produção de dois autores, que servem para exemplificar a forma que o futebol vem sendo abordado atualmente em diferentes áreas do conhecimento.

Futebol e história: O negro no futebol brasileiro

Este livro foi publicado pela primeira vez em 1947, sendo de autoria do jornalista Mário Rodrigues Filho. O prefácio desta obra realizado por Gilberto Freyre, apresenta uma visão significativa que certamente auxiliou para convalidá-lo a intelectualidade daquele momento. Freyre indica que este estudo é uma valiosa contribuição para o entendimento da sociedade e da cultura brasileira, na sua transição da fase predominantemente rural para a predominantemente urbana. Levantando questões entre a racionalidade e a irracionalidade do comportamento humano.

Através da ascensão deste esporte tornou-se possível a sublimação do homem brasileiro, algo que anteriormente só se conseguia através de feitos heroicos, ou ações admiráveis que o exército, a Marinha e as Revoluções mais ou menos patrióticas abriam aos brasileiros brancos e, principalmente, mestiços ou de cor.

O futebol tem na sociedade brasileira, em grande parte formada por elementos primitivos da cultura, uma importância toda especial que demorou muito tempo para ser estudada. Este esporte assumiu uma expressão contrária à moralidade dominante em nosso meio. O desenvolvimento do futebol, não num esporte como os outros, mas numa verdadeira instituição brasileira, tornou possível a sublimação de vários daqueles elementos irracionais de nossa formação social e irracional (por exemplo o samba e a capoeira, elementos presentes no estilo de jogo do brasileiro), o que possibilitou que o futebol brasileiro saísse do estilo original britânico e se tornasse uma dança cheia de surpresas irracionais e variações como é.

A sublimação do futebol auxiliou para o engrandecimento do negro na cultura brasileira. “E entre os meios mais recentes – isto é, dos últimos vinte ou trinta anos – de ascensão social do negro ou do mulato ou do cafuzo no Brasil, nenhum excede, em importância, ao futebol”.

A obra de Mário Filho tornou-se “referência obrigatória” para qualquer pesquisador que fosse realizar uma abordagem historiográfica do tema. Pois, este autor conseguirá mostrar como o futebol teve uma participação decisiva na democratização racial do Brasil e, portanto, na construção de uma nação integral. Para isto, organizou o seu livro a partir de três posicionamentos argumentativos: 1 – a segregação e o racismo; 2 – a resistência; 3 – a integração social.

O ineditismo da obra de Mário Filho trouxe como conseqüência, um certo conformismo e limitação do trabalho com as fontes históricas para compreensão do futebol brasileiro daquele momento, ou seja, a sua visão ficou “cristalizada” como algo oficial. Entretanto, a tese de doutorado desenvolvida por Soares, introduz uma nova visão para os acontecimentos. De acordo com este autor, a obra de Mário Filho não apresenta característica científica e sim literária, principalmente pela falta de trabalho com fontes e pelo fato do autor recorrer a memória (sua e de alguns jogadores da época) e a partir daí ter a possibilidade de criar um cenário através do qual ele acaba escolhendo quem serão os heróis (jogadores negros) e os vilões (elite branca e urbana).

A crítica incisiva de Soares está no fato de que Mário Filho busca em última instância utilizar o futebol como um exemplo que demonstra o fim do racismo brasileiro. As críticas e os apontamentos feitos por Soares, são extremamente pertinentes e significativas para o estudo do futebol brasileiro. Não obstante, ao tentar justificar os seus posicionamentos, o autor acaba “caindo em uma armadilha” ao não perceber a importância da obra de Mário Filho, não enquanto uma fonte oficial isenta de críticas, fato presente em trabalhos contemporâneos que Soares qualifica como “os novos narradores”, os quais acabaram reproduzindo a visão do autor. Mas este livro deve ser visto como um documento original, que nos fornece indícios sobre os sentimentos e o clima de uma época.

Futebol e a antropologia social de Roberto Da Matta

DaMatta é um antropólogo que aborda temas relativos a cultura brasileira (carnaval, malandragem, jeitinho brasileiro…) Este autor aborda a questão do futebol à partir da ideia de DRAMATIZAÇÃO, como parte fundamental do ritual. Segundo DaMatta, sem o drama não há rito e o traço distintivo do dramatizar é chamar a atenção para as relações, valores ou ideologias que de outro modo não poderiam estar devidamente isoladas das rotinas que formam o conjunto da vida diária, ou seja, o ritual e o drama seriam um determinado ângulo através do qual uma dada população conta a sua história. Neste sentido, não se trata de discutir a verossimilidade dos fatos, mas de perceber como o brasileiro expressa-se, apresenta-se e revela-se em um dos seus momentos de liberdade social.

A proposta do autor está em relativizar a análise, fugindo desta maneira do modelo tradicional no qual “qualquer” objeto estudado, que tenha a sociedade como parâmetro, acaba sendo reduzido e normalmente mantém uma relação de confronto com esta sociedade. Para ele, é decorrente desta ideologia a tese do “Futebol como Ópio do Povo”, da mesma forma que a economia é considerada a base da sociedade. Neste sentido, o futebol brasileiro seria um instrumento ideológico utilizado pelas elites (pensantes) como um meio de desviar a atenção das massas (irracionais) dos seus problemas sociais.

DaMatta, indica que é fundamental que se visualize o futebol além do seu caráter funcional, pois só desta maneira torna-se possível compreender a função política e social deste esporte, que acaba trazendo a tona várias tensões sociais, como ele salienta: “Só que eles são os problemas da nossa própria sociedade, daí a dificuldade em percebe-los e discuti-los”.

Ao analisarmos a relação existente entre o esporte/futebol e a sociedade, temos a possibilidade de utilizarmos um filtro que permitirá visualizar a totalidade e as particularidades de um determinado contexto, pois os objetivos saem da questão da função e utilidade do esporte, e passam a ser fundamentados na sua implicação e conseqüência social. Pois, enquanto uma atividade da sociedade, o futebol é a própria sociedade, sendo expressa através de seus atores, regras, objetos, ideologias, etc.

A proposta metodológica expressa pelo autor para esta escala de análise, foi através da comparação do futebol em diferentes sociedades. Ele escolhe a inglesa (devido a “paternidade” do futebol), a americana (devido a sua significância econômica e política mundial) e a brasileira (seu foco de análise).

Realizando uma análise semântica entre o futebol como jogo para os brasileiros e o futebol como esporte para os americanos e ingleses. DaMatta indica que no Brasil, o futebol é associado a jogar futebol, o que denota uma certa ligação aos “jogos de azar”, diferente do que ocorre nas outras duas nações.

Com base nesta indicação o autor mostra que no Brasil, o futebol está associado a técnica, a tática, a força física e psicológica, mas diferente da sociedade anglo-saxão, no Brasil se atribui muita importância a fatores como sorte e/ou destino. Um exemplo disto seria a presença da loteria esportiva na sociedade brasileira.

Além disso, o futebol brasileiro se difere do europeu, pela sua improvisação e individualidade. Deste modo, o futebol é na sociedade brasileira, uma fonte de individualização e possibilidade de expressão individual, muito mais do que expressão de coletividade. É através desta dialética entre individualização e coletividade, que o futebol brasileiro permite exprimir o conflito presente entre destino impessoal X vontade individual. Em certa medida este é um dilema da própria sociedade brasileira, que o jogo de futebol focaliza e dramatiza, pois mesmo apresentando vontades individuais este esporte é regido por leis impessoais, apresentando fatores imprevisíveis que podem dar a vitória para uma equipe considerada menos apta para ser a vencedora, ou seja, não há um modo de prever com segurança uma relação direta (racional) entre os meios e os fins.

Um ponto significativo e em certa medida controverso no pensamento deste autor, é que o jogo de futebol é um momento claramente demarcado da vida em sociedade, o que permite que tudo o que o ritual situe, seja circunscrito temporal e espacialmente. Neste sentido, a vantagem do futebol é de poder veicular muitos problemas fundamentais e não obstante ser apenas um jogo, sendo este um ponto central da importância das atividades esportivas para as sociedades modernas.

O que se pode perceber é que na tentativa de justificar a popularidade do futebol no Brasil, DaMatta utiliza-se dos conceitos de ritual e drama social, para tratar o futebol como um meio privilegiado de observar uma série de problemas significativos da sociedade brasileira, o que em certa medida justifica em parte a popularidade deste esporte no nosso país.

Possibilidades metodológicas

Por uma questão de limite temporal e principalmente pelos objetivos propostos neste estudo, nos limitamos a apresentar somente dois autores que tem abordado de maneira distinta, porém ambos de extrema significância no estudo do futebol como fenômeno sócio-cultural. Além destes autores, podemos destacar Norbert Elias e seus seguidores de Leicester, que estão entre os pioneiros a denunciar o descaso intelectual para com o esporte, bem como tratam da questão histórica do esporte, como uma das categorias de análise do processo civilizador. O sociólogo escocês Richard Giullinaotti, que chegou ao Brasil em 2002, através da tradução do seu livro “Dimensões históricas e socioculturais do esporte das multidões”. Obra esta que abre a perspectiva para uma série de lacunas que merecem ser estudadas na temática futebol.

Entretanto, nenhum dos autores citados fornece elementos metodológicos que possibilitem realizar uma análise mais rigorosa sobre a importância do futebol dentro de uma determinada sociedade (neste caso, na sociedade brasileira). Estas teorias são excelentes pontos de partida, porém não possibilitam compreender a essência dos acontecimentos.

Esta tem sido uma preocupação constante de alguns grupos de pesquisa, voltados para a análise histórica e social do futebol. Entre os quais destaca-se o da Universidade Federal do Rio de Janeiro e de forma mais efetiva o da Universidade Federal do Paraná. E é em decorrência das discussões realizadas por este grupo, que visualizamos novas possibilidades metodológicas que permitem abordar o futebol. É o que indica Ribeiro:

Afirmar o caráter social e histórico do futebol, contudo, não significa ignorar a sua autonomia enquanto campo específico. O seu estudo, ao mesmo tempo em que não pode perder de vista a dimensão social, não pode soterra-lo de estrutura, a tal ponto que não nos permita perceber a sua dinâmica específica, que sem dúvida não é a das classes sociais, do Estado, das religiões, dos sindicatos ou dos partidos políticos. O método para compreender a dimensão social do futebol, deve partir de uma descrição etnográfica densa, enunciando com o máximo de detalhes a sua dinâmica.

Nesse sentido, entende-se que o futebol é um objeto que pode contribuir significativamente para a renovação metodológica dos estudos desenvolvidos pelas Ciências Humanas e Sociais, pois assim como outros temas ele necessita ser compreendido na sua relação entre o que tem de específico (sentimento, irracionalidade, paixão) e o contexto social no qual os fatos aconteceram. Estudar os sentimentos seja no futebol ou na política, remete para a necessidade de objetivar/racionalizar algo que é subjetivo, e aí parece estar o ponto nevrálgico deste tipo de abordagem, pois torna-se imperativo que o estudioso perceba a impossibilidade humana de dar conta de um fenômeno tão complexo como este, por isso será necessário delimitar seu objeto, sem contudo tentar estabelecer uma relação dicotomizada entre verdade e mentira, pois para fazer isto seria necessário buscar apreender a razão presente nos sentimentos, ou seja, seria necessário retirar-lhe a “irracionalidade” e ao fazer isto, caímos nas velhas abordagens tradicionais que não nos possibilitam compreender o clima vivenciado por determinados grupos sociais.

Esta apreensão nos remete há outros tipos de fonte, onde merece destaque a literatura, seja através dos livros dos intelectuais brasileiros e/ou das crônicas jornalísticas. O que se apresenta é uma documentação primária eivada de subjetividades seja pelo envolvimento emocional, pela autonomia do autor, que se expressa pela possibilidade de apresentar “outra realidade”, contudo é neste paradoxo que encontra-se a riqueza deste tipo de análise.

Conclusão

Neste artigo, optou-se em esboçar sumariamente o problema que o estudos históricos do futebol tem enfrentado e a partir deste quadro estabelecer um desafio para as novas abordagens que estão sendo produzidas atualmente. Desta forma, apenas problematizou-se a maneira como as ciências sociais/humanas analisam os fenômenos culturais de massa e apontamos a nossa hipótese a partir de alguns autores inovadores, pois acredita-se que se a “irracionalidade” for explorada pode-se perceber um grande equívoco teórico, ao tentar atribuir falta de consciência social aos fenômenos de massa.

A irracionalidade atribuída às massas, como as que se reúnem em torno do futebol, é resultado do excessivo apego dos intelectuais aos seus paradigmas, produzindo, com isso o preconceito científico e político para com as manifestações populares e de massa. Os limites desse artigo e da nossa própria capacidade em dar respostas definitivas aos nossos próprios desafios, nos permitem apenas arrolar e tecer alguns indicativos sobre essas possibilidades, pois entendemos a necessidade de estudos multidisciplinares que possam auxiliar para a superação destes preconceitos tradicionais, mas se não tomarmos cuidado e tentarmos analisar a totalidade do fenômeno corremos o risco de cairmos na armadilha anunciada durante toda a exposição, ou seja, a de realizarmos uma análise clássica, que apenas desvenda a aparência, mas deixa intacta a essência. Por isso, espera-se que pelo menos tenhamos conseguido denunciar e mostrar a necessidade da utilização de novos modelos teóricos.

Notas

A esse respeito cf. ADORNO, Theodor. A indústria cultural. In: COHN, Gabriel. Comunicação e indústria cultural. São Paulo: Editora Nacional, 1977.

Ibid. p. 293.

Para um maior aprofundamento sobre a crítica estabelecida ao pensamento marxista cf. CASTORIADIS, Cornelius. A instituição imaginária da sociedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. THOMPSON, Eduard Paul. A formação da classe operária. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

HORKHEIMER, Max & ADORNO, Theodor W. Temas Básicos da Sociologia. São Paulo: Cultrix, s/d. p. 78-88. Para estes autores a Massa Popular é definida como o nexo mais imediato e/ou primário entre o indivíduo e a sociedade, sendo incapaz de apresentar consciência de classe.

ARENDT, Hannah. O sistema totalitário. Lisboa: Dom Quixote, 1978. p. 164-165.

CASTORIADIS, Cornelius. A instituição imaginária da sociedade. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1982.

SOARES, Antonio Jorge. Futebol raça e nacionalidade no Brasil: releitura da história oficial. Rio de Janeiro, 1998. Tese (Doutorado em Educação Física) – Programa de Pós-graduação em Educação Física, Universidade Gama Filho, 1998.

DA MATTA, Roberto (org.). Universo do Futebol. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1982.p. 22.

RIBEIRO, Luiz Carlos. O futebol no campo afetivo da história. Revista Movimento. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 1994. p.33

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COMO ESTÃO REPRESENTADOS OS MOVIMENTOS SOCIAIS NO BRASIL?

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OS MOVIMENTOS SOCIAIS NO BRASIL?

Por Maria da Glória Gohn

O conceito de movimento social se refere à ação coletiva de um grupo organizado que objetiva alcançar mudanças sociais por meio do embate político, conforme seus valores e ideologias dentro de uma determinada sociedade e de um contexto específicos, permeados por tensões sociais. Sabemos que eles têm sido considerados, por vários analistas e consultores de organizações internacionais, como elementos e fontes de inovações e mudanças sociais. Existe também um reconhecimento de que eles detêm um saber, decorrentes de suas práticas cotidianas, passíveis de serem apropriados e transformados em força produtiva. Quando se examina, por exemplo, a questão indígena, ressalta-se o saber que eles detém sobre a floresta. Os movimentos são elementos fundamentais na sociedade moderna, agentes construtores de uma nova ordem social e não agentes de perturbação da ordem, como as antigas análises conservadoras escritas nos manuais antigos, ou como ainda são tratados na atualidade por políticos tradicionais.
A presença dos movimentos sociais é uma constante na história política do país, mas ela é cheia de ciclos, com fluxos ascendentes e refluxos (alguns estratégicos, de resistência ou rearticulação em face a nova conjuntura e as novas forças sociopolíticas em ação). O importante a destacar é esse campo de força sócio-político e o reconhecimento de que suas ações impulsionam mudanças sociais diversas. O repertório de lutas que eles constroem, demarcam interesses, identidades, subjetividades e projetos de grupos sociais. A partir de 1990, os movimentos sociais deram origem a outras formas de organizações populares, mais institucionalizadas, como os fóruns nacionais de luta pela moradia popular. No caso da habitação e reforma urbana, por exemplo, o próprio Estatuto da Cidade, é resultado dessas lutas. O Fórum da Participação Popular e tantos outros fóruns e experiências organizativas locais, regionais, nacionais e até transnacionais, estabeleceram práticas, fizeram diagnósticos e criaram agendas, para si próprios, para a sociedade e para o poder público. O Orçamento Participativo, e vários programas, surgiram como fruto desta trajetória.
Para citar alguns desses movimentos nos anos 90, destacamos: alguns são de caráter pluri classista e conjunturais, como foi o Movimento ?tica na Política, ou a Ação da Cidadania Contra a fome e a miséria; movimentos de desempregados, ações de aposentados e pensionistas. Os primeiros tiveram espaço na mídia e contribuíram para a mudança política do país. A Campanha contra a Fome deve seu sucesso a atuação midiática via a figura do Betinho.
Os movimentos de gênero (relações homens e mulheres) onde se destacam os movimentos de mulheres e os movimentos homossexuais; os movimentos dos afro-brasileiros e o movimento indígena, são considerados movimentos identitários e culturais; possuem uma identidade e conferem aos seus participantes uma identidade centrada em fatores étnicos e raciais. Na questão do movimento indígena, há importantes conquistas obtidas pós Constituição de 88 tais como a demarcação de suas terras, o direito de alfabetização em sua própria língua, e mais recentemente, a busca da venda de seus produtos, não em mercados alternativos, mas por preços justos e competitivos, em mercados globalizados.
Há outros movimentos identitários e culturais como os movimentos geracionais onde se destacam os jovens, e nesses, seus movimentos culturais expressos, por exemplo, na música, via o Hip Hop, o Rap e tantos outros. Movimentos de meninos e meninas de rua e movimentos de idosos completam os movimentos das gerações.
Há ainda os movimentos culturais dos ambientalistas, os ecologistas que cresceram muito após a ECO 92. A maioria dos movimentos identitários e culturais atua em conjunto com ONGs e eles têm sido bastante noticiados pela mídia. Muitas vezes lhes são atribuídos muito mais poder e força do que de fato possam deter. Isso ocorre por dois motivos: de um lado como resultado de suas lutas que criaram uma nova gramática no imaginário social e lhes conferiu legitimidade. Por outro lado, este super dimensionamento resulta também da forma como a mídia apaga o conflito, a diferença. Eles se transformam, nas reportagens, em lugares de identificação, elimina-se do processo de identidade propriamente dito, a diferenciação, a luta, a resistência. Os movimentos identitários são reportados como ações coletivas frutos de projetos focalizados, coordenados por indivíduos empreendedores, agrupados segundo categorias de gênero, faixa etária, origem étnica, religião etc. O empreendedorismo social é uma categoria advinda da cidadania empresarial onde lideres comunitários transformam-se em gestores de projetos sociais. A grande mídia, voltada para formar a opinião pública numa sociedade de massa, elimina a negatividade, só afirma, reafirma e confirma a positividade segundo dados interesses. Todo e qualquer caráter universalista é desconsiderado focalizando-se apenas a especificidade daquele projeto. Suas redes articulatórias – que dão apoio e suporte, desaparecem. Exibem-se resultados sem mostrar o processo para chegar aqueles números.
E os movimentos populares propriamente ditos, aqueles que nos anos 70/80 foram tão importantes, estimulados pela teologia da libertação? O que houve com eles? Mudaram de perfil? Desapareceram? Ou é a mídia que os oculta? Nossa resposta é: eles não desapareceram, eles alteraram suas práticas e perderam visibilidade – política e na mídia, porque suas ações passaram a ser mais propositivas do que reivindicativas. Alguns fatores conjunturais explicam essas mudanças.

Primeiro: Eles sempre foram heterogêneos em termos de temáticas e demandas. O que unifica o universo das suas demandas são as carências socioeconômicas. Eles criaram e desenvolveram, nos anos 90, redes com outros sujeitos sociais, assim como redes dentro do próprio movimento popular propriamente dito, destacando os movimentos que atuam na questão da moradia. Nas redes com outros sujeitos destacam-se as tecidas com o campo sindical, o campo institucional de outras entidades sociais, o campo político partidário, o campo religioso, o campo das ONGs. Quer dizer, os movimentos populares criaram, ou ampliaram, ou fortaleceram, a construção de redes de sociais.
Ocorreram, entretanto, alterações profundas no cotidiano da dinâmica interna dos movimentos populares. De um lado eles perderam visibilidade ( porque ao longo dos anos 90 os movimentos populares urbanos diminuíram as formas de protestos nas ruas e diminuíram sua visibilidade na mídia), e houve um deslocamento dessa visibilidade para as ONGs. As identidades coletivas dos movimentos populares deixaram alguns elementos de lado, tais como, as freqüentes contestações às políticas públicas, mas como eles incorporaram outros elementos, isso possibilitou-lhes sair do nível apenas reivindicatório, para um nível mais operacional, propositivo. Embora os eixos nucleadores das demandas fossem os mesmos, eles incorporaram novas práticas; alguns de seus líderes ou assessores passaram a incorporar diferentes escalões da administração pública (nos locais em que a oposição ascendeu ao poder). Seus discursos se alteraram em função da mudança da conjuntura. As matrizes que estruturaram esses discursos e as práticas, também se alteraram. Não se tratava mais de se ficar de costas para o Estado, mas de participar das políticas, das parcerias, etc. Eles ajudaram a construir outros canais de participação, principalmente os fóruns; e contribuíram para a institucionalização de espaços públicos importantes tais como os diferentes conselhos criados nas esferas municipais, estaduais e nacional.
A noção do novo sujeito histórico, povo, um dos eixos estruturantes do movimento popular, reformulou-se, assim como deu novos sentidos e significados às suas práticas. Resulta desse processo uma identidade diferente, construída a partir da relação com o outro, e não centrada exclusivamente no campo dos atores populares. Esse outro estava presente nos relacionamentos desenvolvidos com novas formas de associativismo emergentes, interações compartilhadas com ONGs e a participação nas políticas públicas.
Isso tudo alterou o projeto político dos movimentos populares urbanos no sentido de um projeto político poli classista, um novo projeto político dos movimentos populares, que vai estar contemplando outras questões além de demandas específicas do campo das carências socioeconômicas , indo das questões do modelo de desenvolvimento do país às questões do meio ambiente e do desenvolvimento humano. Na maioria dos casos, não há uma ênfase exclusiva nas questões apenas locais, inclui-se outras dimensões. Em parte essas mudanças se explicam pelos efeitos do próprio modelo organizacional adotado: de se atuar em redes. O outro, o diferente, acaba alterando o movimento local. Com isso, outros temas entraram para a agenda dos movimentos populares urbanos, tais como o de uma cidadania planetária, antes circunscritos aos movimentos sociais organizados e assessorados por outras camadas sociais, como os ambientalistas, as mulheres, direitos humanos, antiglobalização etc.
Dentre os movimentos populares urbanos, a luta pela moradia continuou a ter a centralidade como a luta popular mais organizada. Uma parte dela tornou-se bastante institucionalizada, atuando no plano jurídico, via suas assessorias, obtendo conquistas importantes como o já citado Estatuto da Cidade. Outra parte migrou com suas assessorias para as ONGs, participando de projetos institucionais, tais como as cooperativas de ajuda mútua e autogestão, assim como várias alas do movimento das favelas, que passaram a ter projetos de reurbanização, remoção ou transferência para projetos do poder público. Esses últimos casos geraram movimentos de associações de moradores locais. Uma terceira parte inovou suas práticas seguindo o modelo do movimento popular rural: realizando ocupações, não mais de áreas vazias -cada vez mais escassas e distantes nos grandes centros urbanos, ocupando prédios públicos e privados, ociosos ou abandonados, nas áreas centrais das grandes cidades. Inicialmente eles criaram fatos políticos novos e, ao mesmo tempo- novos cortiços nas áreas centrais. Mas a pressão contínua fez com que, progressivamente fossem elaboradas políticas públicas para regularizar essas ocupações, a exemplo do plano de recuperação da região central de São Paulo, e os planos urbanísticos e de regularização da posse para os imóveis ocupados. Uma Quarta categoria da luta pela moradia foi protagonizada pelos “moradores de rua”. Vivendo sob pontes, marquises, praças e logradouros públicos, esses “moradores” aumentaram significativamente nos anos 90 em termos de número e de locais de ocupação. Políticas públicas tem sido elaboradas para esses segmentos que vão de sua remoção para conjuntos populares à mudanças provisórias em albergues, hotéis e imóveis alugados, quando localizados em situação de risco. Inúmeras vezes estes moradores foram manchetes na mídia pelo lado da desgraça: incêndios ocorridos em suas precárias acomodações ao ar livre. A organização dos moradores de rua é algo difícil porque eles são “flutuantes” no espaço, e eles não têm, usualmente, trabalho fixo. Muitos desses moradores foram no final dos anos 90 “recrutados” pelo MST para participarem de seus acampamentos e ocupações rurais.
O movimento popular de saúde, embora tenha se fragmentado, entrou na luta da questão de preços dos convênios, remédios, postos de saúde, etc. No movimento pelos transportes outros atores entraram em cena como os perueiros (transportes alternativos). O movimento pelas creches está sendo recriado em vários cidades, como em São Paulo, devido a falta de vagas como “Movimento dos Sem Creche”.
Cumpre mencionar, no campo dos movimentos populares, a luta pela educação. Ele nunca teve grande visibilidade como um ator independente pois suas demandas foram, freqüentemente, incorporadas pelos sindicatos dos professores e demais profissionais da educação, ou por articulações mais amplas, como a luta pela educação no período da Constituição levadas a efeito pelo Fórum Nacional de Luta pela Escola Pública. Mas além da parceria com esses atores – que continuaram atuantes nos anos 90, as reformas neoliberais realizadas nas escolas públicas de ensino fundamental e médio alteraram de tal forma o cotidiano das escolas que deu as bases para a mobilização de movimento popular pela educação. Falta de vagas, filas para matrículas, resultados de exames nacionais, progressões contínuas (passagem de ano sem exames), deslocamento de alunos de uma mesma família para diferentes escolas, atrasos nos repasses de verbas para merendas escolares, denúncias de fraudes no uso dos novos fundos de apoio à educação, entre outras, foram pautas da agenda do movimento na área da educação. Registre-se ainda que, a crise econômica e o desemprego levou centenas de famílias das camadas médias a procura de vagas nas escolas públicas. Além de aumentar a demanda, essas famílias estavam acostumadas a acompanhar mais o cotidiano das escolas, levando essas práticas para a escola pública, antes mais fechada à participação comunitária. Com isso, em muitos bairros as escolas passaram a desempenhar o papel de centros comunitários pois a falta de verbas, e a busca de solução para novos problemas como a segurança, a violência entre os jovens e o universo das drogas, levou-as a busca de parceiros no bairro ou na região, com outros organismos e associações organizadas do bairro.
A questão ambiental, que até a ECO 92, estava localizada muito nos movimentos ambientalistas, passou a ser uma preocupação também dos movimentos populares de bairro. Isso foi um salto qualitativo muito grande, porque nas demandas e reivindicações dos anos 70/80, a questão ambiental não era tão presente como é, hoje, nos movimentos populares propriamente ditos. Estou me referindo aos movimentos mais de bairros periféricos, com córregos à céu aberto, ausência ou coleta irregular do lixo, focos de infeções várias.
Nos anos 90 surgiram novos movimentos populares que não tinham tanta presença nos anos 80, como a própria questão dos idosos e os aposentados da previdência pública. Mas o principal deles foi o relativo à questão da violência e da criminalidade nas periferias. A expansão da violência urbana para os bairros nobres, para o conjunto da cidade, levou a população das áreas periféricas a desnaturalizar a questão no sentido de ver e demandá-la como um problema também para eles e não como algo inerente aqueles bairros, como o senso comum sempre os caracterizou. A dificuldade encontrada por esses movimentos tem sido a presença de grupos e gangues organizadas, controladoras do próprio movimento, ou da liberdade de ir e vir nessas regiões. Na realidade o movimento contra a violência urbana não está presente apenas entre as camadas populares mas entre outras classes sociais também. Ele é ainda um movimento difuso, que está crescendo bastante, especialmente nos grandes centros urbanos. Certamente que nós já tínhamos o movimento pelos Direitos Humanos desde os anos 70. Ele teve um papel importante e fundamental desde a Luta pela Anistia, nos anos 70/80. Mas, atualmente, pelas características e pelo panorama da sociedade brasileira atual, pelos fatos e acontecimentos recentes na sua conjuntura, o movimento contra a violência nas cidades ganhou força. Ele está sendo organizado em bairros e representam um clamor da sociedade civil na área da segurança pública, na busca de proteção à vida do cidadão no cotidiano. Pesquisas de opinião pública estão demonstrando que a segurança está passando a ser o principal item de demanda da população, mais do que o emprego. A segurança é, atualmente, o temor maior, ela ganha do medo do cidadão ficar desempregado, ou de contrair uma doença grave. Está sendo a preocupação número um da sociedade.
Os movimentos de Direitos Humanos criaram redes nacionais, estão interligados a redes internacionais como a Anistia Internacional. Já os movimentos contra a violência, nos centros urbanos, são mais focalizados, eles têm um caráter diferente, partem de grupos e ações localizadas, motivados por perdas de entes queridos; eles passam a criar redes, mobilizam as associações comunitárias dos bairros -muitas vezes também acuadas pelo medo à violência dos grupos armados organizados de uma região. O movimento contra a violência urbana têm organizado passeatas, manifestações de rua, etc. O próprio movimento estudantil, que entra e sai da cena pública constantemente, tem tido um papel importante no movimento antiviolência, em campanhas como pelo desarmamento da população.
Resta mencionar um novo movimento de bairro, diferente do movimento já tradicional em várias partes do Brasil, das associações de moradores ou sociedades amigos de bairros. Tratam-se de Centros comunitários voltados para a organização de parcelas da população que se dedicam a produção e comercialização inúmeros de produtos de uso doméstico ou de alimentação, galpões de reciclagem de produtos, produção de alimentos sem agrotóxicos, fabriquetas de tijolos, apiários, granjas, produção caseira de queijos, doces, uma infinidade de atividades nucleadas em cooperativas ou associações nos próprios bairros populares. Por detrás dessas associações existem ONGs, de caráter mais abrangentes. Elas assessoram os grupos na montagem dos projetos para o pedido de financiamento, relatórios etc.
No campo dos movimentos sociais rurais a organização popular cresceu bastante nos anos 90. Dentre dos inúmeros movimentos de sem terra criados, o mais expressivo foi o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST .Ele se destaca em termos nacional como no plano internacional via um eficiente trabalho de mídia e marketing político de suas demandas pela Reforma Agrária, bandeiras e místicas.
Para completar minha apresentação neste painel sobre os movimentos sociais a partir dos anos 90, não poderia deixar de citar o movimento antiglobalização, que também está presente no Brasil, de uma forma mais incipiente mas organizando? Um movimento novo, sobre o qual escrevi um artigo no último caderno “Mais” da “Folha de São Paulo” (27/01/02), fazendo uma cronologia do movimento desde suas origens até dezembro de 2001, analisando seu significado político e cultural. ? importante destacar que, apesar das diferenças existentes nesse movimento, composto de uma rede de redes, ele une à crítica que faz sobre as causas da miséria, exclusão e conflitos sociais, à busca e à criação de um consenso que viabilize ações conjuntas. · globalização econômica o movimento propõe um outro tipo de globalização, alternativa, baseada no respeito as diferentes culturas locais. Com isso ele contribui para construir uma outra rede de globalização, a da solidariedade.

Desenvolvimento da Cultura de Resistência via Meios de Comunicações Alternativos

Como os movimentos e as ONGs desenvolvem suas próprias mídias, de resistência ou de busca de integração na ordem social excludente?
O trecho que apresentamos a seguir foi retirado do Informativo ABONG-Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG, 2002, n. 200) e é aqui apresentado como ilustração de novas formas de sociabilidades existentes no Brasil e como as camadas populares têm recriado via a utilização de meios de comunicação alternativos, formas de cultura de resistência.. Ele diz:
” Resultado de uma parceria entre o Centro de Cultura Luiz Freire/TV Viva e a Prefeitura de Recife, o Projeto TV Matraca ficou entre os 100 pré-selecionados para receber o “Gestão Pública”, prêmio anual oferecido pela Fundação Getúlio Vargas/SP, a Fundação Ford e o BNDES aos projetos de desenvolvimento local. A TV Matraca é um retorno à TV de rua, projeto da TV Viva, de 1984, que consistia na exibição de programas em telões instalados em locais públicos. Levantando os problemas e as tradições culturais de 34 bairros de Recife e discutindo temas importantes da atualidade, a TV Matraca, que estreou em março do ano passado, é exibida em dois bairros por noite com material gravado e também a participação da população ao vivo. Apresenta um programa diferente por mês, com seis blocos: “Meu bairro é o maior” retrata, por meio de reportagens, a história de um bairro de Recife; “Recife está no ar” mostra os projetos sociais realizados pela Prefeitura sob a ótica dos moradores; “Giramundo” é uma reportagem sobre algum tema importante do momento – no programa exibido neste mês o assunto são as eleições -; “Se ligue” é um quadro de serviços e dicas aos moradores dos bairros – nos programas anteriores, foram dadas dicas de como prevenir-se da dengue e economizar energia; “Ciranda cultural” apresenta matérias de cultura; e ainda um bloco voltado ao público infantil.
As participações ao vivo são organizadas pelos 34 “matraqueiros”, pessoas que representam lideranças nos bairros, com as quais é realizada uma reunião por mês para discutir as pautas do programa do mês seguinte. “As pessoas identificam-se com o que está acontecendo; ao mesmo tempo em que dão opiniões, vêem-se no telão. O programa faz com que as pessoas descubram-se e também descubram seu bairro”, explica Eduardo Homem, coordenador da TV Viva. Ele conta que, em um dos programas realizados no bairro Auto de Santa Teresinha, a comunidade acabou descobrindo que ali havia 32 grupos culturais constituídos por jovens. Ainda segundo Eduardo Homem, a partir do próximo mês o público infanto-juvenil vai ganhar um presente: a exibição de dois desenhos animados apresentados no “Anima Mundi”.

Concluindo: Disso tudo resulta um cenário bastante contraditório. Entidades que buscam a mera integração dos excluídos, por meio da participação comunitária, em políticas sociais disputam os mesmos espaços com entidades e movimentos críticos, com projetos emancipatórios para a sociedade e para a democratização do Estado. Acho que é preciso avançar, efetivamente, na direção de projetos inspirados em um novo modelo civilizatório, onde a cidadania, a ética, a justiça e a igualdade social, sejam imperativos prioritários e inegociáveis. Portanto, não bastam princípios estratégicos, avaliações de resultados baseadas na lógica custo-benefício, etc. se o projeto político de uma entidade para a sociedade civil como um todo, incluindo sua relação com ao sociedade política, com os organismos estatais, não for bem claro. Que modelo de Estado e de sociedade queremos?
E a mídia – que conclusão geral podemos retirar? creio que a principal é a de que ela é parte do cenário acima, ajuda a construir e a destruir movimentos e projetos, exerce vigilância mas também esquece o que não atende os interesses de suas redes.
Maria da Glória Gohn é socióloga, Dra em Ciência Política pela USP com Pós/Doc na New School of University, New York. Atualmente é Profa Titular da Fac. Educação da UNICAMP, Coordenadora do GEMDEC-Núcleo de Estudos sobre Movimentos Sociais, Educação e Cidadania. Pesquisadora I do CNPq. ? autora inúmeros artigos em revistas e capítulos de livros e de 11 livros de autoria individual a saber: Movimentos Sociais no Início do século XXI (Vozes, 2003); “Teoria dos Movimentos Sociais”(Loyola, 2002, 3a ed), ” Movimentos Sociais e Educação” (Cortez, 2001, 5a ed.); ” Conselhos Gestores e Participação Sociopolítica” (Cortez, 2002, 2a ed); Mídia, Terceiro Setor e MST” (Vozes, 2000); Educação Não-Formal e Cultura Política (Cortez, 2001, 2a ed);Os Sem-Terra, ONGs e Cidadania (Cortez, 2002, 3a ed); História das Lutas e Movimentos Sociais” (Loyola, 2001, 2a ed), Movimentos Sociais e Luta pela Moradia (Loyola, 1991); A Força da Periferia (Vozes, 1985); e Reivindicações Populares Urbanas (Cortez, 1982).
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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

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Qualquer que seja a atividade que se pretende executar é importante planejar antes. Sem um planejamento o risco é muito maior. Na execução de um projeto, como por exemplo, o de Luca, de abrir o seu escritório de contabilidade é necessário levantar informações e traçar estratégias para se atingir o objetivo pretendido. Será a partir do planejamento que as demais funções administrativas serão executadas.

De acordo com a pesquisa realizada pelo SEBRAE o principal fator que leva as empresas a encerrarem as suas atividades prematuramente é a falta de planejamento. Assim podemos pensar o seguinte, se o empresário não planeja, dificilmente saberá quais são os recursos que ele dispõe, assim a função de organização ficará prejudicada, pois como organizar recursos que são desconhecidos? O planejamento além de indicar a direção a seguir servirá como parâmetro para a gestão, o planejamento diz respeito ao objetivo pretendido, porém será importante monitorar o desempenho da empresa e comparar com o planejamento.

Se não existe planejamento, provavelmente não existira controle, pois é muito provável que quem não planeja ao saiba nem ao menos quais os dados / informações que precisará controlar e como utilizar as informações para gerenciar o seu negócio.

Mas falando em planejamento qual deve ser a abrangência dele? Você te alguma idéia? Não!!

Chegou a hora de tratarmos do Planejamento Estratégico. Lembra do final de unidade um quando deixamos uma questão para reflexão. Então vamos lá chegou a hora de esclarecermos a questão.

Independente do porte e do setor da empresa é possível e desejável a realização do planejamento estratégico que trabalhará tanto com o planejamento de longo, médio e curto prazo.

O planejamento estratégico dentro da organização envolve um comportamento proativo e exige a participação de todos na empresa através do incentivo ao comportamento empreendedor. Lobato (2006, p.34) defende que: “Para conduzir a gestão estratégica competitiva, a organização deve compreender, de forma coletiva, os limites de suas forças e competências para melhor conhecer o meio ambiente e poder converter em sucesso as oportunidades existentes.”

Espera aí! Compreender os limites de suas forças e competências para conhecer o meio ambiente e poder converter em sucesso as oportunidades existentes, isso faz lembrar a visão da empresa como um sistema aberto. E é isso mesmo! Para a realização do planejamento estratégico é importante realizar uma análise tanto do ambiente externo identificando quais são as oportunidades e ameaças, assim como a análise do ambiente interno que ajudará a analisar as forças e fraquezas da empresa para enfrentar os desafios futuros.

Definir, formalizar e divulgar a missão, a visão e os valores da organização ajudará a tirar as definições estratégicas do papel e transformá-las em ação

Uma ferramenta importante de planejamento é o Plano de Negócios. Para saber mais sobre essa importante ferramenta assista ao vídeo Negócios & Soluções – Plano de Negócios produzido pelo Sebrae e TV Cultura.