ERA DOS IMPÉRIOS

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Era dos Impérios

O período entre 1875-1914, foi provavelmente o da história moderna, onde mais governantes se autodenominaram “imperadores”. Sendo uma era de um novo tipo de império, o colonial.

A maior parte do mundo com exceção da Europa e da América, foi dividida, sob governos diretos ou sob dominação política indireta de outro Estado. Os principais países a exercerem sua dominação foram: Grã- Bretanha, França, Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda, EUA e Japão.

A África e o Pacífico foram divididos. A Ásia conservava uma extensa área nominalmente independente, contudo, potências ocidentais delimitaram zonas de influência ou mesmo de administração direta na região.

Na América Latina, a dominação econômica e a pressão política ocorriam sem uma conquista formal. Nenhuma nação européia desejava hostilizar os EUA desafiando a doutrina Monroe.

O colonialismo foi a penas um dos aspectos das transformações mundiais, contudo foi o de impacto mais imediato.

O termo imperialismo passou a fazer parte do vocabulário político e jornalístico nos anos 1890. Era um termo novo, criado para descrever um fenômeno novo.

O fato maior do século XIX é a criação de uma economia global única, uma rede cada vez mais densa de transações econômicas, comunicações e movimentos de bens, dinheiro e pessoas, ligando os países desenvolvidos entre si e ao mundo não desenvolvido.

O desenvolvimento de uma malha de transportes cada vez mais fina incorporou até países atrasados e anteriormente marginais à economia mundial e criou nos velhos centros de riqueza e desenvolvimento um interesse novo por essas áreas remotas, que agora eram acessíveis.

O desenvolvimento tecnológico agora dependia de matérias-primas, principalmente petróleo e borracha entre outros como o cobre, que seriam encontrados nessas regiões remotas.

Independente do avanço tecnológico, o crescimento do consumo de massa nos países metropolitanos gerou um mercado para produtos alimentícios.

Um motivo geral mais convincente para a expansão colonial foi à procura de mercados,para escoar a superprodução da Grande depressão, por meio da exportação.

Contudo, o ponto crucial da situação econômica global foi que certo número de economias desenvolvidas sentiu simultaneamente a necessidade de novos mercados. As medidas protecionistas adotadas pelos estados, favoreceram a busca por novos mercados.

Torna-se difícil separar os motivos econômicos para aquisição de territórios coloniais da ação política necessária para este fim.

As grandes potências eram: Estados que adquiriam colônias, as pequenas nações não tinham “ nenhum direito” a elas.

A política e a economia não podem ser separadas na sociedade capitalista.

Imperialismo social era a tentativa de usar a expressão imperial para diminuir o descontentamento interno por meio de avanço econômico ou reforma social. O imperialismo trazia benefícios políticos.

O imperialismo encorajou as massas, sobretudo as descontentes, a se identificarem com o Estado, dando a este legitimidade ao sistema político e social. A idéia de superioridade racial e cultural era popular e beneficiava a política imperialista.

Essa foi à época clássica do trabalho missionário, que muitas vezes se opôs às autoridades coloniais, colocando os interesses dos convertidos em primeiro lugar, contudo não há dúvida que a conquista colonial abriu caminho à ação missionária.

O imperialismo do final do século XIX foi produto de uma era de concorrência entre economias industrial-capitalistas rivais.

O impacto econômico do imperialismo teve como mais significativo a grande desigualdade, pois as relações entre metrópoles e países dependentes eram muito assimétricas.

Para a Grã-Bretanha o imperialismo teve grande importância , na medida em que sua supremacia econômica dependia da sua relação com os mercados ultramarinos e as fontes de produtos primários. Para a economia britânica preservar seu acesso ao mundo não europeu era de importância vital.

A era dos impérios não foi apenas um fenômeno econômico e político, mas também cultural. O imperialismo trouxe às elites efetivas ou potenciais do mundo dependente, a “ocidentalização”.

O mais poderoso legado cultural do imperialismo foi uma educação em moldes ocidentais para as minorias.

O impacto do imperialismo nas classes dirigente e média dos países metropolitanos foi de destacar os triunfos dessas classes. Apesar do número de pessoas diretamente envolvidas com o império era relativamente pequeno, mas seu significado simbólico era enorme.

O imperialismo gerou um tempo de incertezas e problemas, na medida em que a contradição entre o governo das classes dirigentes metropolitanas em seus impérios foi se tornando insolúveis. Nas metrópoles prevalecia à política democrática, nos impérios coloniais governava a autocracia, combinando a coerção física à submissão passiva a uma superioridade legitimada. Incertezas, na medida em que confrontou uma pequena minoria de brancos.

ESCOLAS GEOGRÁFICAS

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Para explicar o surgimento do determinismo precisamos entender o contexto histórico da Alemanha, pois a situação do país influência nas propostas do determinismo.

A Alemanha, no final o século XVIII e início do século XIX, era um aglomerado de feudos onde a única ligação entre eles era a partir de alguns traços culturais. Dessa forma a Alemanha não conhece uma monarquia absolutista ou qualquer tipo de governo centralizado e também não ocorre uma revolução democrático-burguesa como em alguns países europeus, pois a burguesia alemã se desenvolve a sombra do Estado, sendo este comandado pela aristocracia agrária. Com isso houve uma penetração tardia das relações capitalistas, mas sem acabar com o sistema feudalista, pois alguns aspectos continuaram como a aristocracia agrária.

A Confederação Germânica foi o primeiro passo para a unificação, mas o poder ainda estava disperso por dominações locais, sem a existência de um governo central; a Prússia e a Áustria disputavam à hegemonia dentro da Confederação, houve uma guerra entre os dois reinos em que a Prússia saiu vencedora e assim podia imprimir as suas características na nova nação e sua principal característica é a organização militar da sociedade e do Estado.

Através de uma política cultural nacionalista e uma política exterior agressiva e expansionista, inúmeras guerras de conquista são empreendidas por Bismarck, o primeiro ministro da Prússia e do Império Alemão. A unificação tardia da Alemanha não impediu o seu desenvolvimento interno, mas esta ficou de fora da partilha dos territórios coloniais, por isso uma política expansionista com o objetivo de anexar novos territórios.

Friedrich Ratzel e a Escola Geográfica Alemã

Foi nesse contexto que encontraremos o autor mais importante para o determinismo alemão: Friedrich Ratzel, este vivencia a constituição real do Estado nacional e suas primeiras décadas, por isso a sua geografia expressa diretamente um elogio ao imperialismo e expansionismo bismarckiano. “Semelhante à luta pela vida, cuja finalidade básica é obter espaço, as lutas dos povos são quase sempre pelo mesmo objetivo. Na história moderna a recompensa da vitória foi sempre um proveito territorial.” (MORAES, 1988, p.55).

Em 1882 Ratzel publica seu livro Antropogeografia – Fundamentos da aplicação da Geografia à História, nesta obra Ratzel define o objeto da geografia como o estudo da influência que as condições naturais exercem sobre a humanidade (influências da natureza sobre o homem); Ratzel viajou pela Europa, América do Norte e Central observando a migração, a concentração populacional em determinadas áreas da Terra e chegou a esta conclusão: que o homem vivia sujeito às leis da natureza.

Assim podemos perceber que Ratzel foi bastante influenciado pelas idéias evolucionistas de Charles Darwin, admitindo que na luta pela vida venceriam sempre os mais fortes, mais aptos: “Ratzel via o homem como produto final de uma evolução cuja principal forma era a seleção natural dos tipos, na conformidade da capacidade de se ajustarem ao meio natural. Ele tendia a ver o homem como produto de seu meio, moldado por ele, vencendo na proporção de sua adaptação a esse meio.” (SODRÉ, 1986, p.49).

Às influências serão exercidas através das condições econômicas e sociais, desta forma Ratzel elaborava o conceito de espaço vital que representa uma proporção de equilíbrio entre a população de uma determinada sociedade e os recursos disponíveis para suprir as necessidades; o espaço vital é uma justificativa para o expansionismo alemão como algo natural e inevitável numa sociedade que progride. Essas idéias eram comprometias com o capitalismo da livre-empresa e da concorrência, assim “o homem é produto do meio”.

Ratzel, com a sua geografia, manteve a idéia desta como ciência empírica e com a sua visão naturalista reduziu o homem a um animal ao não diferenciar as suas qualidades especificas.

“Os discípulos de Ratzel radicalizaram suas colocações, constituindo o que se denomina ‘escola determinista’ e Geografia, ou doutrina do ‘determinismo geográfico’.” (MORAES, 1988, p.57)

O autor Elsworth Huntington, influenciado por Ratzel, concebe uma teoria o determinismo invertido em que as condições mais hostis seriam as que propiciariam o maior desenvolvimento, assim surgem teses bastante divulgadas no ideário do pensamento conservador. “Basta pensar nas interpretações da história brasileira, que lançaram mão teorias como a ‘indolência do homem tropical’, ou o ‘subdesenvolvimento, como fruto da tropicalidade’ (e a inevitável comparação com o desenvolvimento dos EUA, também colônia, mas em clima temperado).” (MORAES, 1988, p.58)

Houve outra perspectiva a partir das formulações de Ratzel chamada escola “ambientalista” que estuda o homem em relação aos elementos do meio em que ele se insere.

Podemos perceber que sem Ratzel não poderíamos falar sobre a Escola Geográfica Alemã, pois este foi o fundador desta.

Contexto Histórico Francês

A França unifica-se precocemente e utilizam a monarquia absolutista como centralização do poder; a Revolução Francesa em 1789 acaba definitivamente com o poder dos senhores feudais e fortifica a ascensão da burguesia, a qual se solidifica no poder e tem uma ação nacional, neste processo o pensamento burguês gerou propostas progressistas, instituindo uma tradição liberal no país.

Quando Luís Bonaparte, sobrinho de Napoleão Bonaparte ascendeu ao poder exercia uma política imperialista estabelecendo colônias francesas na Ásia e na África e pretendia transformar a França na primeira potência do continente europeu, graças a esse imperialismo; na metade do século XIX, a França e a Alemanha disputaram o controle do continente europeu culminando na guerra franco-prussiana (prussiana, porque a Alemanha ainda era a Prússia), a Alemanha sai vitoriosa e a França perde os territórios de Alsácia e Lorena, vitais para sua industrialização, pois é uma região rica em ferro e que agora ajudaria a ascensão da indústria alemã; a derrota francesa ajudou a Alemanha a se unificar.

No plano interno francês a burguesia não estava contente com as vaidades de Napoleão 3° e nem o proletariado que tinha tendências socialistas, mas era oprimido pelo capitalismo selvagem, assim com tanta descontentação do imperador ergue-se a terceira republica. A vitória alemã significou a humilhação da França, nascendo, assim, o ideal de revanchismo contra a Alemanha. Foi nesse período que a Geografia se desenvolveu apoiada pelo Estado francês.

Vidal de La Blache e a Escola Geográfica Francesa

“A guerra havia colocado, para a classe dominante francesa, a necessidade de pensar o espaço, de fazer uma Geografia que deslegitimasse a reflexão geográfica alemã e, ao mesmo tempo, fornecesse fundamentos para o expansionismo francês.” (MORAES, 1988, p.64).

Paul Vidal de La Blache foi o principal veiculo dessas transformações.

Como o desenvolvimento do capitalismo foi diferente na Alemanha e na França, as formas, conteúdos e propostas também foram diferentes. A proposta de Vidal manifesta um tom mais liberal ao contrário de Ratzel que exprimia o autoritarismo, Vidal imprimiu no pensamento geográfico uma despolitização aparente do temário dessa disciplina, temas como o espaço vital foi diretamente criticado, criticando também o caráter naturalista de Ratzel que minimizou elemento humano e também a relação homem e a natureza, assim criticou a idéia de determinação pelas condições naturais.

Vale lembrar que La Blache aumentou a carga humana no estudo geográfico, mas não rompeu totalmente com a visão naturalista, no entanto a geografia precisava ir além das enumerações exaustivas e dos relatos de viagem.

Vidal de La Blache foi quem articulou a Geografia Francesa a partir da produção da sua obra, este definiu o objeto da geografia como sendo a relação homem-natureza, onde o homem, como um ser ativo, sofre a influência do meio, mas também atua sobre ele, transformando-o. Como a natureza passou a ser vista como possibilidades para ação humana, por isso o nome de Possibilismo dado por Lucien Febvre.

“A teoria de Vidal concebia o homem como hóspede antigo de vários pontos da superfície terrestre, que em cada lugar se adaptou ao meio que envolvia, criando, no relacionamento constante e cumulativo com a natureza, um acervo de técnicas, hábitos, usos e costumes, que lhe permitiram utilizar os recursos naturais disponíveis.” (MORAES, 1988, p.68-69).

Como Ratzel com sua teoria de espaço vital, La Blache faz a teoria de gênero da vida, que é um conjunto de técnicas e costumes constituídos e passados socialmente, essa teoria exprimi uma relação entre a população e os recursos, uma situação de equilíbrio, construída historicamente pelas sociedades e esses gêneros de vida podem ser mudados quando: há diminuição dos recursos existentes, isto impulsionaria uma sociedade a migrar ou buscar um aprimoramento tecnológico, outro fator de mudança é o crescimento populacional, isso poderia impulsionar a sociedade na busca de novas técnicas gerando, assim, um processo de colonização.

A proposta de La Blache não rompeu, totalmente, com as propostas de Ratzel, aquele era mais relativista negando a idéia de causalidade e determinação de Ratzel, por isso o enfoque de La Blache era menos generalizador, mas os fundamentos positivistas aproximam as concepções dos dois autores.

“La Blache propôs o seguinte encaminhamento para análise geográfica: observação de campo, indução a partir da paisagem, particularização da área enfocada (em seus traços históricos e naturais), comparação das áreas estudadas e do material levantado, e classificação das áreas e dos gêneros de vida, (…).” (MORAES, 1988, p.72).

A Geografia lablachiana fala de população agrupamento e na sociedade fala de estabelecimentos humanos e não de relações sociais. A partir das suas conclusões, La Blache, sobre a área de atuação da geografia, institui a Região como objeto de estudo da ciência. “Ele buscou estabelecer os princípios básicos em que a Geografia deveria assentar: a unidade dos fenômenos terrestres; a combinação variável desses fenômenos; o laço entre Geografia e todos os fenômenos da superfície da Terra; o reconhecimento da influência do meio e sua relação com o homem; na necessidade de um método cientifico para definir e classificar os fenômenos; e o reconhecimento à importância do papel do homem na modelagem do meio geográfico.” (SODRÉ, 1986, p.87)

Portanto, Vidal de La Blache discute a relação homem-natureza não abordando as relações entre os homens, mantendo, assim, uma carga naturalista na sua teoria, este além de criar a teoria do Possibilismo, fundar a Escola Geográfica Francesa, trouxe para a França o eixo da discussão geográfica que se manteve até o século XX, pois La Blache formou vários discípulos que deram continuação à geografia francesa.

“Um indivíduo geográfico não resulta somente das condições geológicas e climáticas. Não é completamente livre das mãos da natureza, mas é um homem que revela a sua individualidade moldando um território para seu próprio uso. A Geografia tem como missão investigar como as leis físicas ou biológicas que regem o globo se combinam e se modificam ao aplicarem-se às diversas partes da superfície terrestre.

A geografia tem como especial estudar as expressões cambiantes que existem nos diversos lugares (…) O geógrafo deve buscar o encadeamento e a unidade dos elementos que agem sobre a superfície terrestre. A Terra é o domínio do Homem. Mas é preciso que a humanidade conheça o seu domínio para dele desfrutar e para fazer-se valer. A Geografia tem como função ensinar isso.” (Paul Vidal de La Blache, Annales de Géographie, 1913)

Contexto Histórico Norte-Americano

O contexto histórico da época dessa escola geográfica não é tão certo como o das outras escolas, pois Hartshorne começou suas formulações após a Primeira Guerra Mundial, pois como este retomou as teses de Hettner, que publicou a suas obras entres 1890 e 1910. Depois da retomada das teses Hettner essa proposta passou a ser amplamente discutida colaborando no aumento do peso dos EUA na dominação cultural do Ocidente, pois o pensamento geográfico norte-americano, até então, era repetição das teses européias.

Assim, podemos dizer que Hartshorne fez suas propostas e estudos no período entre guerras, publicando uma obra em 1939 (The Nature of Geography) e outro em 1959 (Perspective on the Nature of Geography), que já era um período de Guerra Fria. Mas o importante a ser dito é que, ao contrário das outras escolas geográficas, a Escola Norte-Americana não foi tão influenciada pelo meio como a alemã e a francesa, por isso o contexto histórico não é de tanta relevância como nas outras, mas mesmo assim deve ser lembrado.

Richard Hartshorne e a Escola Geográfica Norte-Americana

Como em todas as outras escolas geográficas, a escola geográfica norte-americana também terá um autor muito importante, Richard Hartshorne, que retomou as teses de Alfred Hettner, um geógrafo alemão que publicou sua obra ainda influenciado pelas criticas francesas as colocações de Ratzel, assim a teoria de Hettner seria um caminho além do Determinismo e Possibilismo, mas suas teses não foram muito divulgadas: “A Geografia enquanto um ‘conhecimento da Terra’ seria uma ciência da Terra [geocêntrica]. Alguns autores, como Gerland, desejam excluir o Homem da Geografia. Outros desejam conhecer as influências exercidas pela natureza sobre o Homem.[Contudo] A definição da Geografia como ciência da Terra não é conseqüente.

A Geografia pode ser definida como conhecimento do espaço terrestre, sendo ao mesmo tempo uma ciência concreta e corológica. Essa distinção entre ciências abstratas e concretas foi estabelecida por A. Comte. E foi Kant quem estabeleceu a distinção entre ciências sistemáticas [como a Física], cronológica [como a História] e corológicas ou espaciais [como a Geografia].

Ela procura compreender a diferenciação local dos elementos naturais e humanos (…) O geógrafo que não se preocupa com o conhecimento das regiões corre o perigo de ficar completamente desprovido de fundamento geográfico. O conhecimento das regiões, mesmo sem a geografia geral continua sendo um conhecimento. Em contrapartida, a geografia geral sem o conhecimento das regiões de maneira nenhuma pode cumprir o papel da Geografia e com freqüência situa-se fora do âmbito desta disciplina.” (Alfred Hettner, 1905).

Os dois autores, Hettner e Hartshorne, são relacionados com a Geografia Racionalista e esta se denomina racionalista porque se utiliza de uma menor carga empírica em relação as anteriores. Hartshorne foi muito importante para Geografia Tradicional e também para a Geografia Norte-americana: “O único autor de peso, surgido nos EUA, era um especialista em Geomorfologia – William Davis. Em termos de uma Geografia Geral, os norte-americanos acompanhavam o pensamento europeu: E. Semple havia introduzido as tese de Ratzel e do Determinismo; I. Brown, as de Beunhes e, com elas, o Possibilismo. Hartshorne introduzira o pensamento de Hettner, porém, ao contrário dos anteriores, desenvolvendo-o e aprimorando-o.” (MORAES, 1988, p.86).

Depois dos anos 30 que a geografia norte-americana se desenvolveu, assim surgindo duas escolas geográficas dentro deste país: a Escola Geográfica Californiana que se aproximou da Antropologia, elaborando uma geografia cultural, destacando o autor Carl Sauer; e a Escola Geográfica do Meio-Oeste que se aproximou da Sociologia Funcionalista e da Economia, propondo estudos como o da organização interna das cidades, o da formação da rede de transportes, entre outros.

Uma das diferenças entre a proposta de Hartshorne e as outras foi este defender a idéia de que as ciências se definiriam por métodos próprios e não por objetos singulares, dessa forma a geografia teria a sua individualidade e autoridade para uma própria análise da realidade. A geografia iria trabalhar o real em sua complexidade, abordando fenômenos variados estudados por outras ciências, para este autor o estudo geográfico não isolaria os elementos e pelo contrário, trabalharia com suas inter-relações.

Hartshorne, ao contrário de outros autores, deixou de procurar o objeto da Geografia, sendo esta entendida como um ponto de vista, esta seria o estudo das inter-relações entre os fenômenos heterogêneos apresentados numa visão sintética e também um estudo da variação das áreas. Hartshorne formulou dois conceitos básicos: o de área e o de integração. “A área seria uma parcela da superfície terrestre, diferenciada pelo observador, que delimita por seu caráter, isto é, a distingue das demais.

(…) Desta forma, a área seria um instrumento de análise (semelhante ao tipo-ideal de Max Weber), ao contrário da região ou território, que eram vistos como realidades objetivas exteriores ao observador. A área seria constituída no processo de investigação. Para Hartshorne, uma área possuiria múltiplos processos integrados, sendo uma fonte inesgotável de inter-relações.” (MORAES, 1988, p.88).

Com isso o autor denominou Geografia Idiográfica, que seria uma análise singular e unitária que levaria a um conhecimento profundo de um determinado local, este também propôs uma segunda forma de estudo a Geografia Nemotética, esta deveria ser generalizadora, apesar de parcial; esta última geografia possibilitou a agilização do estudo regional graças aos interesses do planejamento, afinal abriu perspectivas pata trabalhar com um número bastante elevado de elementos, relacionando-os de acordo com os interesses do plano.

Assim, Hartshorne, articulou a Geografia Geral e a Regional, sendo estas diferentes a partir do seu nível de profundidade nas suas colocações, quanto maior a simplicidade de fenômenos e relações tratados, maior será a possibilidade de generalização e quanto mais profunda a análise efetuada, maior será o conhecimento da singularidade local.

“A Geografia, tal como a História, é essencial para a compreensão total da realidade. Elas se assemelham na medida em que ambas são ciências integradoras e interessadas no estudo do mundo. Existe, portanto, uma relação universal e mútua entre elas, inclusive se suas bases de integração são num certo sentido opostas – a Geografia em função dos espaços terrestres e a História em função dos períodos de tempo -, a interpretação das configurações geográficas atuais requer certo conhecimento do desenvolvimento histórico.

Da mesma maneira, a interpretação dos acontecimentos históricos requer certo conhecimento do seu contexto geográfico (…) A Geografia estuda as diferenciações entre as áreas da superfície terrestre e por conseguinte seleciona os fenômenos a serem considerados em função do seu significado geográfico. Ao estudar a inter-relação entre esses fenômenos [físicos e humanos], a Geografia depende em primeiro lugar da comparação de mapas que representam à expressão regional dos fenômenos individuais, ou dos fenômenos inter-relacionados.” (Richard Hartshorne, A Natureza da Geografia, 1939)

Bibliografia

MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: Pequena História Critica. Editora Hucitec. São Paulo, 1988. 8ª Edição.

SODRÉ, Nelson Werneck. Introdução à Geografia. Geografia e Ideologia. Editora Vozes. Petrópolis, 1986. 5ª Edição.

Sites

19-05-07: www.frigoletto.com.br/Geografos/ratzel.htm

22-05-07: www1.univap.br/~sandra/blache.pdf

02-06-07: www.outrostempos.uema.br/artigo6.doc

02-06-07: www.geocritica.com.br/texto05.htm

CULTURA

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A cultura inclui o conhecimento de crenças, arte, leis, costumes, hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade, correspondendo às formas que se organizam um determinado povo sendo transmitidos de geração para geração apresentando como a identidade de um povo.

Cultura oficial

Os produtores da chamada cultura oficial fazem parte de uma elite social, econômica, política e cultural e seu conhecimento é proveniente do pensamento cientifico, dos livros, das pesquisas universitárias ou dos estudos em geral, portanto não é viável a uma maioria, e sim a uma classe social que por sua vez possui condições gerais para investir nesses aspectos e em fim obter conhecimento, assim a cultura oficial está subordinada ao capital pelo fato de este fator viabilizar esta cultura.

Cultura Popular

Cultura popular é a cultura do povo. É resultado de uma interação contínua entre pessoas de determinadas regiões. Essa cultura nasceu a partir da adaptação do homem ao ambiente onde vive e abrange inúmeras áreas de conhecimento: crenças, artes, moral, linguagem, idéias, hábitos, tradições, usos, costumes, etc…

Sendo assim, popular se faz com tudo àquilo que lhe é atribuído para se desenvolver favorável à massa populacional, sendo uma forma de democratização ou até mesmo como uma resposta a coerção exercida pelos governantes e suas respectivas elites.

Identidade

A identidade é o que o ser usa para se auto-distinguir; esta identidade é obtida com a ajuda do grupo étnico cultura do indivíduo.

Através da socialização e cultura o individuo começará a se identificar com outros indivíduos, seja através de ideologias vendo assim no outro algo que lhe é semelhante ou diferente este processo de identidade se desenvolve de uma forma conflituosa.

O indivíduo depois de obter sua identidade passa a se sociabilizar mais com grupos semelhantes a ele.

Portanto a identidade nada mais é que o auto – reconhecimento fundamentado em distintas crenças e culturas.

Alteridade

Alteridade é a capacidade de conviver com o diferente, de se proporcionar um olhar interior a partir das diferenças. Significa que eu reconheço “o outro” também como sujeito de iguais direitos. É exatamente essa constatação das diferenças que gera a alteridade. E a falta da alteridade, gera conflitos que ocorrem como, por exemplo, a xenofobia e o racismo, as guerras étnicas, o preconceito e os estigmas, a segregação e a discriminação baseadas na raça, na etnia, no gênero, na idade ou na classe social são todos os fenômenos amplamente disseminados no mundo, e que implicam em altos graus de violência. Todos eles são manifestações de não reconhecimento do outro como ser humano.

“Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem”. A nossa tendência é colonizar o outro, ou partir do princípio de que eu sei e ensino para ele. Ele não sabe. Eu sei melhor e sei mais do que ele. Toda a estrutura do ensino no Brasil, criticada pelo professor Paulo Freire, é fundada nessa concepção. O professor ensina e o aluno aprende. “É evidente que nós sabemos algumas coisas e, aqueles que não foram à escola, sabem outras tantas, e graças a essa complementação vivemos em sociedade”. (Frei Betto)

Choque Cultural

Para compreender o processo de choque cultural reverso e outros problemas relacionados com a reentrada, se faz necessário entender plenamente o processo do próprio choque cultural.

O choque cultural reverso é quase exatamente o mesmo que choque cultural, e deve ser previsto. O choque cultural reverso geralmente se torna um problema por que as pessoas não o prevêem, não o compreendem e tentam desviar-se dele.

A melhor preparação para o choque cultural reverso é entendê-lo, para que as pessoas o antecipem e passem a enxergá-lo como um sinal positivo de que a sua experiência de intercâmbio foi bem sucedida.

Pessoas que possuem extensas experiências de vivência inter-cultural passam por um processo contínuo de choque cultural reverso.

Este choque cultural não é um evento isolado e único, mas um processo de imersão gradativa em uma cultura.

A mais típica das progressões envolve um ciclo repetitivo que passa por quatro fases:

Entusiasmo e euforia

Desilusão e Negativismo (algumas vezes mascarado por negação dos problemas)

Adaptação gradual

Competência Bi-cultural

Tanto o choque cultural quanto o choque cultural reverso podem ser entendidos como parte do processo maior de transição entre o etnocentrismo para o etno-relativismo.

Nós podemos e devemos nos preparar para o choque cultural. A maioria das pessoas esperam pelo menos algum nível de choque cultural quando se preparam para vivenciar uma experiência inter-cultural, e , portanto, não se sentem surpresas ao acontecer.

Choque cultural reverso é geralmente uma experiência mais difícil porque as pessoas não esperam por ele. (tanto as pessoas que o vivenciam quanto as pessoas em seu redor). As pessoas não se dão conta de quanto elas estão mudadas.

As pessoas tendem a imaginar se existe algo de errado com elas por experimentar um choque cultural dentro de sua própria cultura. Mesmo quando as pessoas se preparam para o choque cultural reverso, existe uma tendência a subestimar seus impactos. O processo de lidar com o choque cultural reverso pode até ser mais demorado do que com o choque cultural.

Relativismo Cultural

O relativismo cultural defende a própria interpretação de um determinado povo definir de acordo com sua própria cultura o que pra eles devem ser considerado como bem ou mal tendo principio uma crença e/ou mesmo uma atividade humana individual. Os princípios éticos morais podem ser moldados de acordo com cada sociedade de acordo com seus costumes, religião enfim da sua própria cultura.

Diversidade Cultural

No campo das antropologias não-biológicas (etnologia; antropologia social e cultural), há uma diversidade de abordagens. A noção de cultura é básica para se compreender os movimentos pelos quais passou esta disciplina, inicialmente parte da Antropologia (geral, sem distinções) do início do século XIX, e que pretendia abordar todos os aspectos das questões acerca da diversidade humana.

O mesmo debate que, na Antropologia Física (biológica) substitui o conceito de Raça pelo de População, desde meados do século XIX até meados do Século XX, ocorreram no âmbito da Antropologia de cunho mais social, em que a diversidade humana transitou pelos conceitos de Raça; Etnia e Cultura.

E se confunde com a própria história da disciplina. Para uma visão mais abrangente, resumirei antes de entrar no assunto específico do conceito de cultura e o debate entre este conceito e o de raça, enfocarei outra questão importante, que diz respeito à história da antropologia.

Por influência do darwinismo, no início da antropologia social, o projeto de dar conta da diversidade cultural levou naturalistas e historiadores a debruçarem-se sobre os relatos de viajantes; exploradores e administradores coloniais que falavam sobre “as exoticidades” das sociedades “inferiores”; incivilizadas; simples, em relação a uma visão industrial da técnica; e, finalmente, primitivas, por serem mais remanescentes de formas antigas, primeiras, da evolução das sociedades humanas. O relativo isolamento geográfico destas sociedades e povos contribuiu para esta visão.

Assim, a Antropologia Social, partindo de questões evolucionistas importantes para os estudiosos do século XIX, ficou vista como “ciência das sociedades primitivas”. Mas com a persistência destas sociedades em resistirem até a atualidade de forma bastante diferente da tradição européia, colocou um problema crucial para esta visão evolucionista e etnocêntrica da diversidade humana. Este fato motivou variações ao longo da história da disciplina e de seus conceitos.

Os antropólogos voltaram-se, a partir dos próprios resultados das pesquisas nestes povos com “culturas diferenciadas”, para sub-grupos ou sub-culturas no interior das sociedades “complexas”: os estudos de “comunidades camponesas” de Redford; os estudos voltados para grupos marginalizados nas regiões urbanas até, finalmente, estudos voltados para grupos pertencentes às classes populares e altas da sociedade moderna, culminaram por desembocar em uma análise crítica da visão de mundo ocidental moderna e da globalização, inclusive a da própria cultura científica nas áreas médicas e da saúde pública (cf. Verani, 1990 e 1994; Duarte, et al., 1998; Lupton, 1999; Petersen e Bunton, 2002).

Pós-modernidade

É a condição sócio-cultural e estética do capitalismo contemporâneo, também chamado de pós-industrial ou financeiro, um termo bastante disputado por teóricos e acadêmicos com diferentes concepções sobre o mesmo.

Alguns citam as infra-estruturas como fator determinante pós-modernidade em que diz respeito às relações de produção industrial baseado em serviços e trocas de bens simbólicos como a circulação de “dinheiro” na especulação financeira; Outros citam a superestrutura no que define as alterações pós-modernidade, com uma onda de revisionismo e romantismo onde cresceu a concepção de que nem o capitalismo seria demoníaco e nem o socialismo seria libertador, ou vice-versa, onde passaria ser uma configuração real da cultura. Onde apareceu em alguns paises com relação pós-industrial que se verificou um conjunto de fenômenos sócio-culturais que permitiu identificar tais novos valores.

Com a globalização foi criado um verdadeiro sistema-mundo cultural, que acompanhou o sistema-mundo político-econômico resultante da globalização, ou seja, a pós-modernidade é o aspecto cultural da sociedade pós-industrial que se inscreve neste contexto como conjunto de valores que norteiam a produção cultural subseqüente. Entre eles a multiplicidade, a fragmentação, a desreferencializaçao que, com a aceitação de todos os estilos e estéticas, pretende a inclusão de todas as culturas como mercados consumidores. No modelo pós-industrial de produção, que privilegia serviços e informação sobre produção material, a comunicação e a industrial cultural ganham papeis fundamentais na difusão de valores e idéias do novo sistema.

Interdisciplinaridade

Do ponto de vista epistemológico, consiste no método de pesquisa e de ensino voltado para a interação em uma disciplina, de duas ou mais disciplinas, num processo que pode ir da simples comunicação de idéias até a interação recíproca de finalidades, objetivos, conceitos, conteúdos, terminologias, metodologia, procedimentos, dados e formas de organizá-los e sistematiza-los no processo de elaboração do conhecimento.

A concepção de interdisciplinaridade se difere de pluri e multidisciplinaridade, pois estes apenas justapõem conteúdos. Não se trata de propor eliminação de disciplinas, mas sim da criação de movimentos que propiciem o estabelecimento de relações entre as mesmas, tendo como ponto de convergência a ação que se desenvolve num trabalho cooperativo e reflexivo.

A atitude interdisciplinar permite o desenvolvimento do sujeito como um todo, de acordo com suas condições, possibilidades e entendimento. A interdisciplinaridade favorecerá que as ações se traduzam na interação educativa de ampliar a capacidade do aluno de:

Expressar-se através de múltiplas linguagens e novas tecnologias;

Posicionar-se diante da informação;

Interagir, de forma critica e ativa, com o meio e social.

Assim a prática interdisciplinar nos envolve no processo de aprender a aprender.

Transdisciplinaridade

A transdiciplinidade trata-se de uma postura de respeito pelas diferenças culturais de solidariedade e integração à natureza.

O termo transdisciplinaridade surge em 1970 em um congresso sobre interdisciplinidade, e a partir deste surgi uma etapa transdisciplinar que tem como proposta de rompimento e separação em dois ramos entre o sujeito e o objeto.

A transdisciplinaridade como paradigma nos propõe o transcender do universo fechado da ciência e trazer a tona a multiplicidade dos modos de conhecimento que atreves deste tem o reconhecimento da multiplicidade de conhecimento. Surge então, a necessidade de reafirmar o valor de cada sujeito como portador e produtor legitimam de conhecimento, e a partir de então ela destaca a potencialização de tendências heterogenias no campo da subjetividade ou na produção de conhecimento, abrindo áreas de tensão com as tendências homogeneizastes.

Mas o que afinal se pretende significar por Transdisciplinaridade? A resposta não é fácil e não há ainda um consenso sobre ela. Mais fácil é dizer-se o que ela não é. Para Nicolescu, “é uma justaposição de conhecimentos, é o estudo do ponto de vista de múltiplas disciplinas.”.

A Transdisciplinidade como indica o prefixo “Trans”, é aquilo que se envolve entre as disciplinas. Que tem como finalidade a compreensão do mundo atual. Por vezes, sente-se a conveniência e proficuidade de importar-se um método de uma disciplina para outra, surgindo uma interdisciplina. Mas, é necessário outras ocasiões, cruzar as fronteiras de sua própria disciplina e estabelecer uma ponte que permita estudar fenômenos que se situam fora e além do âmbito das disciplinas existentes. Este é o campo da Transdisciplinaridade.

Uma educação transdisciplinar?

Como seria possível manter-se na atitude transdisciplinar? Considera-se que “só uma inteligência que dê conta da dimensão planetária dos conflitos atuais poderá fazer face à complexidade do nosso mundo e ao desafio contemporâneo de autodestruição material e espiritual da nossa espécie”.

E como se adquirir tal inteligência planetária? Talvez uma «educação transdisciplinar» que considerasse o Homem como um Ser Integral: “Uma educação autêntica não pode privilegiar a abstração no conhecimento”. Ela deve ensinar a contextualizar, concretizar e globalizar. Portanto pode-se observar que a transdisciplinaridade como, respectivamente, “Uma troca dinâmica entre as ciências humanas, a arte e a tradição”, a teor do colóquio de 1986.

Observa-se então que a transdisciplinidade seria, portanto, um estágio posterior à interdisciplinaridade.

Bibliografia

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=7063
www.sociologia.org.br/tex/ap40.htm – 88
www.reniza.com/renato/artigos/transdis.htm
www.forumeducação.com.br
http://intra.vila.com.br/sites_2002a/urbana/antonia/conceitos.html

MUNDIALIZAÇÃO

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A melhor forma para se entender a mundialização é diferenciando esta da globalização. Globalização são os processos de natureza econômica e tecnológica; mundialização é a esfera dos processos culturais. Integrando essas duas formas de processos, os econômico-tecnológicos e os culturais, a categoria mundo comporta tanto esse fenômeno peculiar ao nosso tempo, que é a sociedade global, quanto de outro lado implica uma visão de mundo um universo simbólico especifico a civilização atual.

O processo de mundialização da cultura dissemina um conjunto e parâmetros que se reproduzem em escalas variadas nas diversas sociedades do planeta, em função das histórias de cada uma delas.

“Por isso temos a tendência em detectar a mundialização por meio de seus sinais exteriores. McDonald’s, Coca-Cola, cosméticos Revlon, calças jeans, televisores e toca-discos são sua expressão. Nos pontos mais distantes, Nova York, Paris, Zona Franca de Manaus, na Ásia ou na América Latina nos deparamos com nomes conhecidos (…). Qual o significado disso? Que a mundialização não se sustenta apenas no avanço tecnológico.

Há um universo habitado por objetos compartilhados em grande escala. São eles que constituem nossa paisagem, mobiliando nosso meio ambiente. As corporações transnacionais, com seus produtos mundializados e suas marcas facilmente identificáveis, balizam o espaço mundial.” (ORTIZ, p.107)

Bibliografia:

ORTIZ, Renato. Mundialização e Cultura. Editora Brasiliense. São Paulo, 2000.
Novo Olhar – Revista de estudos sobre práticas de recepção a produtos mediáticos. Ano 2, número 3. 1° Semestre de 1999.

EM BUSCA DA FELICIDADE

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A felicidade é uma constante busca na vida de qualquer ser humano, como objetivo principal da existência muitas pessoas tentam encontra-la a qualquer custo, a qualquer preço.

Ao refletir sobre a temática, cabe uma questão. Existe realmente felicidade? Quem não almeja ter um lugar calmo para repousar sem preocupações com datas, prazos, horários, contas, doenças e tudo mais que é inerente à existência humana? Ora, se felicidade existisse, de verdade, em sua plenitude, nós seres humanos, não teríamos razões para existir.

Felicidade não existe. O que existe são momentos felizes, visto que na vida, muitas vezes, em nosso trajeto nos deparamos com adversidades, dificuldades, lamentações e sofrimentos que apesar de não serem os mais desejados, também ajudam-nos a desenvolver, crescer e aprender a lidar com as diversas situações. Afinal, nosso caminho é incerto. Sabemos que o vento, o ar, é o sopro que nos invade no momento do nascimento, e é também aquele que se esvai quando se finda a existência.

A busca pela felicidade é vendida pela mídia, pela cultura, pelos países de primeiro mundos (os quais vale ressaltar, não são nem de longe exemplos a serem seguidos). Muitas pessoas buscam a felicidade consumindo, outras se anestesiam através dos vícios e compulsões para um pequeno contato com a tal “Felicidade”, outros ainda, sustenta a idéia de que felicidade é estar nos padrões das “celebridades”, ou melhor, da imagem de perfeição que estas pessoas vendem. Outras pessoas acabam levando a vida presa em lembranças do passado, e outras gastam tanto tempo planejando o futuro que se esquecem de estar presente no presente.

A vida tem se tornado cada vez mais superficial. A busca constante pelo mito da felicidade tornou-se uma busca vazia, afinal, quanto mais se tem momentos felizes, mais se quer ter.
Uma questão importante e que quase nunca é feita pelas pessoas, talvez pelo medo de entrarem em contato com uma parte de si que não conhecem é: Qual o sentido da minha vida? Ou Qual o significado de minha existência?

Questões profundas, mas fundamentais a existência humana. Será que existe felicidade em uma vida sem sentido? Com certeza não. A cultura em que vivemos hoje prima por uma utópica felicidade baseado em fantasias inatingíveis. Ora, se não consigo “ser feliz” comigo, se não posso me aceitar, como poderei com os outros? E a perfeição? Existe? Também não. Enquanto muitos padecem tentando atingi-la sem êxito, afinal se perfeitos formos, perderíamos a condição una. A de ser humano. Buscar a perfeição é tão utópico quanto à felicidade. Não se pode buscar o inatingível.

A sociedade padece cada dia mais por focar as atenções àquelas questões que se pararmos para pensar por um momento, se entrarmos em contato com a própria essência, podemos com certeza entender que para todos os nossos questionamentos, basta-se visitar as profundezas da alma, pois a resposta está dentro de cada um de nós.

As relações atualmente estão superficiais, as pessoas também, isto por uma falta de sentido na vida, e uma falta de não aceitar aquilo que não é perfeito. Se não lidarmos com nossas próprias limitações e aceita-las, como o faríamos para aceitar no outro?

Em seu livro “O Manifesto Comunista”, Karl Marx fez uma colocação interessante e que se remete ao atual momento em que vivemos, dizia ele que a família havia sido coberta pelo véu do capitalismo, reduzindo assim, os laços afetivos, limitando-as a relações de interesses.

Outra questão que pode ser colocada é o fato de as pessoas não conseguirem ficar só consigo mesmas. Muitas vezes para tapar os buracos da alma, as carências, os temores, as angustias de estar só, as pessoas acabam por usar outras como escudos contra a solidão. Será tão penoso entrar em contato com nosso lado sombrio? Aceitar que temos sentimentos, afetos e emoções que erroneamente são classificados pelos binômios certo x errado. Essa noção de certo e errado, de valores, de moral, acaba por criar o sentimento de culpa, de obrigação nas pessoas.

Quem sabe um dia, os indivíduos possam se aceitar em sua condição única e singular e serem livres de convenções sociais, e buscar em si mesmo, a sua verdade, o seu prazer, a sua essência e se libertar das amarras que as levam a vagarem sem sentido pela trajetória da vida. Deve se pensar no necessário e no fundamental, pois, muitas vezes, os melhores momentos de nossas vidas, os maiores prazeres estão em gestos simples, mas que nos dão a sensação de completude, de totalidade.

A NARRATIVA DOS CONTOS DE FADAS

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A necessidade infantil da mágica e A narrativa dos contos de fada.
(Bettelheim, Bruno. A psicanálise dos Contos de Fada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980).

Introdução

O filme A Nova Cinderela mostra a história de Sam Montgomery (Hilary Duff), uma estudante do colegial nerd desprezada por todos. Ela vive com sua madrasta e suas irmãs na Califórnia e tem poucas amigas no colégio entre elas Shelby Cummings (Julie Gonzalo), uma menina rica, mimada e superficial. Mas as atitudes e a aparência de Sam mudam após o baile seu telefone celular é encontrado por Austin (Chad Michael Murray), um garoto misterioso com quem ela encerra seu conto de fadas moderno.

A Necessidade Infantil da Mágica

Para dominar desejos insatisfeitos, os contos de fada, desde suas origens, representam importantes formas de expressão, como representações psíquicas, encerram os dramas em uma linguagem poética e transformam nossos desejos, tornando-os aceitáveis a nossa consciência.
Os contos de fadas simbolizam fantasias infantis, exercem uma grande função ao desenvolvimento infantil levando a criança a conhecer o mundo e a se conhecer. Os contos de fadas sempre tentam distrair ou instruir–las, podendo ser valioso na educação das crianças, pois constrói um mundo, otimismo e até mesmo a crença de que seus sonhos metafóricos e simbólicos podem se realizar, com uma linguagem acessível mostra questões humanas, que as crianças ou jovens vivenciam, mas muitas vezes não tem condições de verbalizar. A magia dá forma de desejos, de sonhos, os cenários aguçam a imaginação.

A criança confia nos contos de fada porque é a sua mesma visão de mundo, qualquer que seja sua idade. Por exemplo, nos adultos até hoje quando pensamos em Papai Noel embora saibam que ele não existe, imaginamos completamente toda sua existência real, imagine uma criança que vive tudo isso completamente para ela a espera do Natal é motivo de insônia, de alegria, de descoberta. O que aconteceu? Por onde o velhinho de barba branquinha passou? Como ele entrou?

Porém devemos levar a criança não confundir imaginação com mentira, o real e o imaginário. Devemos considerar que o real esta repleto de imaginação e o que existe no mundo da fantasia também pode se tornar realidade é só acreditar.

Para que uma história prenda a atenção da criança, deve entretê-la e despertar sua curiosidade. Mas para enriquecer sua vida deve estimular-lhe a imaginação: ajudá-la a desenvolver seu intelecto e tornar claras suas emoções, estar harmonizada com suas ansiedades e aspirações, reconhecer plenamente suas dificuldades e, ao mesmo tempo, sugerir soluções para os problemas que a perturbam. (Bettelheim, Bruno. A psicanálise dos Contos de Fada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.p.13).

O jogo do “faz de conta” divertem e distraem a imaginação e a realidade, talvez por isso não se deva “explicar” à criança o sentido dos contos de fadas, senão os efeitos das palavras de quem contam e de quem escuta perca o efeito da sua expressão, seu fascínio que descobre a cada momento. Afinal sem fantasia, a vida não tem graça.

Uma criança confia no que o conto de fadas diz por que a visão de mundo aí apresentada está de acordo com a sua. Seu pensamento é animista. (Bettelheim, Bruno. A psicanálise dos Contos de Fada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.p.59).

A Narrativa dos Contos de Fadas

As narrativas devem ser contadas com ênfase, estimulando a imaginação da criança fazendo com que ela ou o jovem nunca deixam de desistir, sempre enfrentar os obstáculos. Neste processo, cada criança depreende suas próprias lições dos contos de fadas que ouve no seu momento de vida, assim como no filme. A Nova Cinderela onde Sam Montigomery (Hilary Duff) enfrenta a madrasta para conseguir a ascensão na sua vida.

Infelizmente, muitos pais desejam ver seus filhos com as cabeças funcionando racionalmente como a suas, e acreditam que a maturidade deles dependa do ensino lógico oferecido na escola e do repasse do conteúdo pedagógico-lógico. Esquece-se de explorar os sentimentos de seus filhos ingrediente fundamental para a formação do caráter da criança, desconsideram os contos de fadas como se estes girassem confusão entre o real e o fantástico, não se dão conta que o conteúdo rico, é uma fórmula mágica capaz de envolver a criança se bem contado despertando seus sentimentos, valores e justiça.

O conto de fadas deveria ser contado em vez de lido. Se ele é lido, deve ser lido com um envolvimento emocional na estória e na criança, com empatia pelo que a estória pode significar para ela. Contar é preferível a ler porque permite uma maior flexibilidade. (Bettelheim, Bruno. A psicanálise dos Contos de Fada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.p.185).

Os contos de fadas por sua essência podem ser vistos como pequenas obras de arte, capazes de nos envolver em seu enredo, de nos instigar a mente e comover-nos com a sorte de seus personagens. Causam impactos em nosso consciente porque tratam das experiências cotidianas, e permitem que nos identifiquemos com as dificuldades ou alegrias de seus heróis. Não fossem assim tão verdadeiros não despertariam nem se quer o interesse nas crianças que buscam neles além da diversão, um aprendizado apropriado à sua segurança. Caracteristicamente envolvem algum tipo de magia, metamorfose ou encantamento, animais falantes são muito mais comuns neles do que as fadas. Ouvir uma história permite-nos poder ir mais longe à nossa própria vida, a fim de nos perguntarmos o que teríamos feito se não tivéssemos encontrado uma reflexão, experiência de vida sobre as dificuldades que os personagens encontram. A narrativa não fala diretamente sobre a morte ou sofrimento.

Atualmente o termo narrativo engloba uma variedade de elementos herói ou heroínas jovens, corajosos e habilidosos que passam por aventuras estranhas, por vezes mágicas, madrastas ou padrastos malévolas. Toda história se desenrola no sentido de demonstrar um princípio moral.

Os contos de fadas descrevem estados internos na mente, por meio de imagens e ações. Como reconhece a infelicidade e a mágoa quando uma pessoa está chorando, assim também o conto de fadas não precisa se estender sobre a infelicidade de uma pessoa. Quando a mãe de Cinderela morre, não contam que a Cinderela sofreu pela mãe ou lamentou a perda e se sentiu sozinha, abandonada desesperada, mas simplesmente que todos os dias ela ia ao túmulo da mãe e chorava. (Bettelheim, Bruno. A psicanálise dos Contos de Fada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.p.190).

Conclusão

Por tudo isso, somos levados a acreditar que a importância da fantasia, do mágico e da estrutura narrativa esta apresentada no filme A Nova Cinderela são responsáveis por enfatizarem o caráter do fantástico, do mágico comparando com as atitudes dos seres humanos, dessa relação ser necessária para o desenvolvimento do indivíduo, na esperança de que possa compreender que a arte é o resultado sensível do olhar humano sobre a realidade do mundo.

Bibliografia

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos Contos de Fada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.

ABRAMOVICH,Fanny.Literatura Infantil: Gostosuras e Bobices.São Paulo,Scipione,1994.

COELHO,Nelly Novaes.Literatura Infantil :Teoria-Análise-Didática.São Paulo,Ática,1991.

PRESIDENCIALISMO

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1. Biografia do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
2. Política Econômica no primeiro ano do Governo Lula.
3. Risco-Brasil: O Efeito-Lula e os Efeitos-Banco Central.
4. Um balanço preliminar do Governo Lula.
Conclusão.
Referências bibliográfica.
Introdução

1. Biografia do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945, na cidade de Garanhuns, interior de Pernambuco. Casado com Marisa Letícia, desde 1974, tem cinco filhos. Lula, por sua vez, é o sétimo dos oito filhos de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Mello. Em dezembro de 1952, a família de Lula migrou para o litoral paulista, viajando 13 dias num caminhão “pau de arara”. Foi morar em Vicente de Carvalho, bairro pobre do Guarujá.

Na cidade, aos 7 anos, Lula vendia amendoim, tapioca e laranja nas ruas. Foi alfabetizado no Grupo Escolar Marcilio Dias. Em 1956, a família mudou—se para São Paulo, passando a morar num único cômodo, nos fundos de um bar, no bairro de Ipiranga. Aos 12 anos de idade, Lula conseguiu seu primeiro emprego numa tinturaria.

Também foi engraxate e office-boy. Com 14 anos, começou a trabalhar nos Armazéns Gerais Columbia, onde teve a Carteira de Trabalho assinada pela primeira vez. Lula transferiu-se depois para a Fábrica de Parafusos Marte e obteve uma vaga no curso de torneiro mecânico do SENAI — Serviço Nacional da Indústria. O curso durou 3 anos e Lula tornou-se metalúrgico.

A crise após o golpe militar de 1964 levou Lula a mudar de emprego, passando por várias fábricas, até ingressar nas Indústrias Villares, uma das principais metalúrgicas do país, localizadas em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Trabalhando na Villares, Lula começou a ter contato com o movimento sindical, através de seu irmão José Ferreira da Silva, mais conhecido por Frei Chico.

Em 1975, foi eleito presidente do sindicato com 92 por cento dos votos, passando a representar 100 mil trabalhadores. Lula deu então, urna nova direção ao movimento sindical brasileiro. Em 1978, Lula foi reeleito presidente do sindicato e, após 10 anos sem greves operárias, ocorreu as primeiras para1isações no país. Em março de 1979, 170 mil metalúrgicos pararam o ABC paulista.

A repressão policial ao movimento grevista e a quase inexistência de políticos que representassem os interesses dos trabalhadores no Congresso Nacional fez com que Lula pensasse, pela primeira vez, em criar um Partido dos Trabalhadores (PT). Em 1982, o PT já estava implantado em quase todo o território nacional. Lula liderou a organização do partido e disputou naquele ano o Governo de São Paulo. Em agosto de 1983, participou da fundação da CUT – Central Única dos Trabalhadores. Em 1984, participou, como uma das principais lideranças, da campanha das “Diretas Já!’ para a Presidência da República. Em 1986, foi eleito o Deputado Federal mais votado do País para a Assembléia Constituinte.

O PT lançou Lula para disputar a Presidência da República em 1989, após 29 anos sem eleição direta para o cargo. Perdeu a disputa, no segundo turno, por pequena diferença de votos, mas dois anos depois liderou uma mobilização nacional contra a corrupção que acabou no “impeachment” do Presidente Fernando Collor de Mello. Em 1994 e 1998, Lula voltou a se candidatar a Presidente da República e foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso.

Desde 1992, Lula atua como conselheiro do Instituto Cidadania, organização não-governamental criada após a experiência do Governo Paralelo, voltado para estudos, pesquisas, debates, publicações e principalmente formulação de propostas de políticas públicas nacionais, bem como de campanhas de mobilização da sociedade civil rumo à conquista dos direitos de cidadania para todo o povo brasileiro.

Em 6 de novembro de 2002, com 6l,27 % dos votos válidos (52,7milhões), Lula e José Alencar foram eleitos Presidente e Vice-Presidente da República Federativa do Brasil. Foram diplomados em 14 de dezembro de 2002.

2. Política Econômica no primeiro ano do Governo Lula: os desafios da transição e as alternativas para os futuros

Há exatos 14 anos atrás, Luis Inácio Lula da Silva concorria pela primeira vez em uma eleição presidencial e era derrotado, então, por Fernando Collor, de triste lembrança. O presidente eleito, após uma campanha populista e com forte apoio da mídia, na qual procurava se diferenciar da “classe política” e se comprometia combater os “marajás” do país (funcionários públicos de salários elevados).

Treze anos e três derrotas após, Luis Inácio Lula da Silva é finalmente eleito presidente do Brasil, em sua quarta tentativa. Para “acalmar” o “mercado”, o governo de Fernando Henrique voltou a recorrer ao Fundo Monetário Internacional, assinando um novo acordo que previa empréstimos da ordem de US$ 30 bilhões ao Brasil, que se estenderia pelo novo governo e que, naturalmente, estabelecia as usuais condições do Fundo nesses casos: superávit fiscal elevado (neste acordo fixado em 4,25% do PIB), metas de inflação e, portanto, indiretamente monitoramento da política monetária, além de limitações à possibilidade de intervenção do Banco Central no mercado cambial e um compromisso do governo quanto à realização das denominadas Reformas Estruturais (Previdenciária e Tributária, principalmente). O documento do então candidato Lula ficou conhecido como “Carta aos Brasileiros”.

Numa clara evidência de que a turbulência que envolvia o país era fruto muito mais de manobras especulativas extremamente agressivas de investidores locais e internacionais, do que de fragilidade dos fundamentos econômicos do país, ou mesmo do temor de políticas econômicas radicais por parte de um governo de esquerda (as onipresentes “expectativas” dos investidores, apresentadas pelos economistas como mais importantes do que o funcionamento real da economia), a turbulência continuou e se agravou no período entre a assinatura do acordo (e da divulgação da Carta aos Brasileiros) e as eleições (de Agosto a Outubro) e, “curiosamente”, diminuiu logo após a confirmação da eleição de Lula. O risco país declinou do nível de 2400 pontos (quando foi o segundo do mundo, abaixo apenas da Argentina e acima de países em moratória, como a Nigéria) para abaixo de 600 pontos atualmente.

No caso do Brasil caracterizado, principalmente, por uma grande turbulência no mercado financeiro, com a desvalorização acentuada do real e por uma redução do fluxo de recursos externos. Conseqüências mais profundas e duradouras de um ataque dessa natureza, entretanto, dependem de um lado da intensidade do “ataque” e de que o mesmo se dissemine interna e externamente e, de outro, da solidez dos fundamentos da economia sob ataque, ou seja, da vitalidade e consistência da economia real (setor produtivo, setor exportador, setor público, setor financeiro, etc.).

No outro, o da economia real, a economia do país cresceu a uma taxa razoável (considerada a conjuntura que atravessava), as exportações se recuperaram de forma espetacular, aumentando o superávit comercial de US$ 2,6 bilhões para US$ 13,1 bilhões, o país recebeu quase US$ 17 bilhões de investimentos estrangeiros diretos, sendo o terceiro país a receber mais investimentos dessa natureza e, em conseqüência, o déficit em transações correntes do país, caiu de 4,5% do PIB em 2001 para 1,6% em 2002.

Além disso, quando se olha o fluxo de saída de divisas do país através do segmento denominado “dólar flutuante” que reflete a saída voluntária de recursos do país e por onde sairiam os recursos de brasileiros e investidores que estivessem acreditando que o país se aproximava do caos, constata-se que em 2002 esse segmento do mercado cambial que é tradicionalmente deficitário, ostentou o menor déficit anual desde 1996. É muito curioso um país que se considera à beira do abismo, ter a sua dependência externa reduzida, receber um fluxo expressivo de investimentos externos, e ainda por cima ocorrer uma queda no saldo de remessas para o exterior.

A estratégia consistia em vender títulos do brasileiro a descoberto (para entrega em 2003) e apostar na quebra do Brasil. Particularmente, as decisões de aumentar a taxa básica de juros dos 25% vigentes no início do governo para 26,5% três meses depois, bem como a decisão de aumentar o superávit fiscal além da meta estabelecida pelo Fundo, foram exageradas, possivelmente desnecessárias, e acarretarem um ônus adicional à sociedade que poderia ter sido evitado.

Isso explica a entrada expressiva de recursos no país no primeiro semestre, provocando inclusive, a valorização do real. O equívoco decorre do fato de que a entrada em massa desses recursos, como aconteceu este ano, provoca uma valorização do real e diminui a competitividade das exportações brasileiras, limitando assim a redução da vulnerabilidade externa brasileira da maneira que realmente interessa: ou seja, pelo aumento das exportações e do saldo da balança comercial.

Além disso, cabe lembrar que taxas de juros elevadas, ao reduzir o ritmo de crescimento da economia, desestimula a entrada do capital estrangeiro que realmente interessa, ou seja, o investimento estrangeiro direto, que se destina ao setor produtivo.

As estatísticas do setor produtivo acumuladas até o terceiro trimestre deixam claro, entretanto, que as medidas tomadas são demasiadamente tímidas e que a economia se debate para sair muito lentamente da recessão a que foi levada com as medidas do último trimestre do ano passado e do primeiro semestre deste ano. Curiosamente, o governo manifesta o que parece ser alguma insegurança em relação a adotar políticas mais agressivas e audaciosas, com vistas à acelerar a retomada do crescimento.

A resposta da equipe econômica e dos apóstolos do “mercado” às críticas à renovação do Acordo são emblemáticas da visão de Brasil que os mesmos têm. Observa-se, assim, que o governo Lula convive, aparentemente, com uma insegurança, ou seja, almeja fazer ajustes na sua política econômica, mas mantendo a admiração do “mercado”, ou pelo menos, manter a “credibilidade” que conquistou junto ao “mercado”.

3. Risco-Brasil: O Efeito-Lula e os Efeitos-Banco Central

O risco – Brasil virou moda. Em parte, os juros não são altos porque o risco – Brasil é alto, mas ao contrário: o risco – Brasil é alto porque os juros são altos — aliás, excessiva e equivocadamente altos.

O “FRAMEWORK” DE ANÁLISE
*Conceito de risco-país:

Deve-se enfatizar que o equivocadamente denominado risco-país não é uma taxa de risco, mas um spread. Ele é definido e calculado pela simples diferença entre duas taxas de juros: a do país, e a dos títulos do governo americano (ambos na mesma moeda), usada como taxa-padrão.

*Juros e política monetária:

A taxa de juros de um país pode variar sem nenhuma mudança em seu risco efetivo. As taxas de juros de curto prazo subiram e caíram fortemente nos Estados Unidos ao longo dos últimos anos, mas nem por isso nenhum analista decretou que houvera aumento ou queda do “risco-EUA”. Ou o aumento das taxas de juros nos EUA, ao longo do primeiro semestre de 1999 e de 2000, teria sido devido às incertezas da eleição presidencial e a um “efeito-Gore”, indicando que os “mercados” avaliavam como pouco confiável e não market friendly o candidato democrata, progressista? E a rápida e significativa queda dos juros após a (demorada e incerta) apuração dos votos, seria devido a um “efeito-Bush”, indicando a “grande credibilidade” do republicano, como sempre conservador?

As mudanças nos juros de curto prazo foram atos de política monetária do FED; as mudanças nos juros de longo prazo, por sua vez, refletiram apenas as expectativas sobre o comportamento futuro da própria política monetária. Assim, direta ou indiretamente, tanto os juros de curto como os de longo prazo foram determinados pelo caminho viável esperado da política monetária, como disse Keynes na “Teoria Geral…”. A pergunta, no caso brasileiro, é se mudanças efetivas e/ou esperadas na política monetária podem afetar os juros dos títulos denominados em dólar, fazendo variar seu spread (o risco-Brasil).

* Juros futuros e risco-Brasil:

Como demonstrou recentemente o Prof. Affonso Celso Pastore1, há sim uma forte correlação entre as taxas de juros de longo prazo — um ano —, no mercado futuro (em reais), e o spread (o risco-Brasil) sobre os títulos denominados em dólar. Considere primeiro o risco de calote.

O spread de risco desses títulos, com vencimentos em 2003, 2004, 2005 e 2006 (ou seja, todo o período do futuro governo), era de apenas 0,017% a.a., 0,023% a.a., 0,026% a.a., e 0,027% a.a., respectivamente, em 28 de fevereiro de 2001 — quando o risco-Brasil era da ordem de 7,50% a.a. Mesmo agora, quando esses títulos apresentam “risco-calote” de 0,55% a.a. (2003) e 1,10% a.a. (2004 a 2006), contra um risco-Brasil de 10% a.a. (1.000 pontos-base), o risco-calote responde por míseros 10% do total do spread pago pelo Brasil. E o efeito-Lula? Em fim de agosto do ano passado, o spread da LFT já era de 0,36% a.a. e, em março de 2002, 0,40% a.a.

Assim, no máximo o efeito-Lula poderia responder por pífios 70 pontos, do total de 1.000 pontos do risco-Brasil. Do início de 2000 até hoje, o risco-Brasil aumentou 350 pontos (de 650 para 1000), dos quais apenas 20% poderiam ser atribuídos às eleições. O segundo tipo de risco (de mercado) depende da volatilidade das próprias taxas de juros.

Dada a relativa estabilidade do risco de calote, no passado, não haveria razão para alteração nesse componente de risco, se as taxas de juros de curtíssimo prazo (efetivas e previstas) não oscilassem. Em outras palavras, esse componente de risco não poderia ter se alterado exogenamente, justificando as significativas oscilações dos juros futuros. O que se pode afirmar, assim, é o que os agentes econômicos sempre souberam: os juros futuros, no Brasil, assim como nos EUA, têm basicamente refletido apenas a expectativa de política monetária e não aspectos de risco. Como é possível que a política monetária interna do BC, em reais, afete os juros externos, em dólares? Não seria isso um absurdo para a teoria econômica?

* Juros internos e externos:

A relação entre juros internos e externos é determinada por dois fatores. Primeiro, como é evidente, os juros sobre os títulos denominados em dólar, no Brasil (como as NTN-Ds), e os dos títulos transacionados externamente (como os Cbonds, os Globals etc.) tendem a ser equiparados.

* Percepção de risco e fluxos de capitais:

Na impossibilidade prática de mensurar corretamente o verdadeiro risco de um país, que é uma entidade sócio-econômico-política de absoluta complexidade, e na ausência de padrões históricos e estáveis para as taxas de juros, os investidores externos agem como nós: ou seja, equivocadamente interpretam um aumento do spread pago pelo Brasil como um aumento de risco. Como uma coisa compensaria a outra, não há razão para os juros altos atraírem capitais.

As respostas dos mercados financeiros, na divulgação da recente decisão de manutenção dos juros pelo BC (em maio), comprovam a análise acima. Como alguns agentes econômicos esperavam uma (pequena) redução nos juros, sua manutenção produziu um (pequeno) aumento nas taxas futuras de juros.

Além dos pontos levantados, claro, é preciso adicionar o risco efetivo produzido por juros altos, que reduzem a probabilidade de atingimento das condições de estabilidade econômica de longo prazo, dadas pelas trajetórias da dívida pública, do passivo externo líquido, e do crescimento do PIB.

Os juros têm componentes conjunturais e estruturais. Aliás, se possível, o superávit primário deveria ser maior do que esse nível, viabilizando a redução da relação dívida pública/PIB ao longo do tempo, assim reduzindo a pressão sobre os mercados de ativos e, assim, viabilizando juros ainda menores. Por outro lado, não é correto afirmar que os juros internos só poderão cair, quando cair o risco-Brasil — pois, nesse caso, eles nunca cairão!

Se a análise acima estiver correta, ela tem importantes implicações práticas para a condução da política monetária no Brasil. A política monetária deve ser conduzida com muita cautela, sem juros excessivamente elevados, que contaminam por múltiplos canais a percepção de risco-país e o custo do capital externo. É absurdo querer compensar a inflação dos preços administrados e do câmbio, através do agravamento ainda maior do desemprego, para controlar o que já está controlado — os salários. Não se pode culpar as eleições, ou o Sr. Luís Inácio Lula da Silva, pelo risco-Brasil.

4. Um balanço preliminar do Governo Lula: a grande mudança medida pelos números

Qualquer avaliação isenta de um governo específico, ainda que tentativa, deve partir de dados objetivos e concretos sobre o desempenho administrativo desse governo num determinado período de tempo, normalmente o seu mandato constitucional. O intuito é tanto mais legítimo quando se observa que diversas peças de propaganda do atual governo têm como objetivo, justamente, a comparação não apenas com o mandato imediatamente anterior, mas com os oito anos da gestão FHC. A finalidade é geralmente triunfalista, pretendendo demonstrar como este governo realizou muito mais do que o precedente, nos mais diversos campos da economia e das políticas setoriais, em especial nas de cunho social.

Tem em vista esses dados da realidade presente, pode ser apropriado tentar uma avaliação preliminar dos resultados alcançados pelo atual governo, mesmo de modo não explicitamente comparatista.

Para fazê-lo, nada melhor do que começar com alguns números objetivos, como estes que são abaixo apresentados.

Quanto ao baixo crescimento da economia, ele reproduz o padrão dos últimos 10 anos (2,5% ao ano), quando o Brasil enfrentou vários desequilíbrios externos, viu o recrudescimento inflacionário no plano interno e não vem sabendo enfrentar, desde a aprovação da Constituição de 1988, a pressão fiscal que redunda do aumento progressivo dos gastos públicos, seguida da expansão da carga tributária, que reduz, justamente, o volume de investimentos necessários à sustentação de uma taxa mais elevada de crescimento.

A despeito do caráter errático de alguns indicadores compilados, um dado é eloqüente na tabela apresentada acima: o contínuo aumento do déficit da previdência. Em 1995, as despesas totais da previdência no Brasil representavam 5% do PIB; em 2005, o governo deve gastar 7,5% do PIB com os benefícios do INSS, com previsão de maiores aumentos nos anos à frente.

A reforma efetuada em 2003, e implementada canhestramente depois de manobras congressuais, apenas reduziu o ritmo do aumento do déficit previdenciário, o que é extremamente preocupante do ponto de vista das gerações futuras. No plano mais geral das contas públicas, as despesas do governo vêm crescendo de modo contínuo: entre 1999 e 2005, desconsiderando-se o pagamento de juros, as despesas do governo cresceram a uma média de 18,3% ao ano, saltando de 15,85% do PIB para mais de 18% em 2005.

Nos dez anos que vão de 1995 a 2005, as despesas do governo federal cresceram 77% acima da inflação: em média, houve uma expansão real anual de 5,8%, bem maior do que o crescimento do PIB, que foi de 2,5%. Nos três anos do governo Lula, a média de aumento de gastos públicos correntes foi de 6,23% acima da inflação.

Como poderíamos resumir agora do ponto de vista qualitativo, o desempenho do governo Lula, enfatizando pontos positivos e negativos? Tentarei fazê-lo com a ajuda do quadro abaixo.

Mais preocupante, do ponto de vista das possibilidades de retomada do crescimento e da distribuição de seus frutos entre a população brasileira, parece ser o estancamento do aumento da produtividade. No caso do Brasil, ela cresceu de forma acelerada no início dos 90, que coincidiu com amplas reformas econômicas, mas vem declinando desde então.

Por fim, não seria preciso retomar aqui a situação amplamente conhecida do aumento da carga fiscal no país, que constitui hoje um dos principais entraves a um processo sustentado de retomada do crescimento.

Junto com uma avaliação mais minuciosa dos efeitos reais das políticas sociais do atual governo, ele constitui o elemento central de qualquer avaliação de desempenho que se pretenda fazer do governo Lula a partir de janeiro de 2007. Ao concluir, portanto, este primeiro levantamento e avaliação preliminar do governo Lula, pretendo marcar rendez-vous com alguns leitores dentro de aproximadamente um ano, para o levantamento completo da presente administração.

Conclusão

O risco Brasil está cada vez mais baixo isto tornando o País mais forte, com credibilidade dos investidores estrangeiros, que por sua vez estão sendo atraídos pelas altas taxas de juros, compra e vendas de títulos públicos. Estamos indo sim no caminho certo, mas dentro de nossos conhecimentos achamos que o País deviria aproveitar da baixa do dólar para investir na compra de maquinários de ponta e assim tornarmos mais produtivos assim o Brasil deslancharia.O PIB continua na mesma proporção do primeiro mandato, com previsão de crescimento para 2007, em diante com o PAC talvez a economia caminhe, visto que tenha uma perspectiva de redução em impostos, taxas de juros.

Na gestão de Lula, optou-se por manter um modelo de política econômica e fiscal similar ao do Governo FHC. A atual gestão promoveu o incentivo às exportações, a diversificação dos investimentos feitos pelo BNDES, estimulou o micro-crédito e ampliou os investimentos na agricultura familiar através do PRONAF (Programa Nacional da Agricultura Familiar).

São exemplos da recuperação econômica do país sob a gestão do presidente Lula o recorde na produção da indústria automobilística, em 2005; e o maior crescimento real do salário mínimo, resultando na recuperação do poder de compra do brasileiro. O salário mínimo passou, em quatro anos, de R$ 200,00 para R$ 350, 00, aumento maior que tanto o do primeiro quanto o do segundo governos de FHC..

A liquidação do pagamento das dívidas com o FMI foi antecipada, fato criticado por economistas por se tratar de dívida com juros baixos, mas que resultaram em melhor prestígio internacional e maior atenção do mercado financeiro para investir no Brasil. Críticos apontam também, que a condução da política de juros – os maiores do mundo – pelo governo é desastrosa. O dinheiro que deveria ser investido em obras públicas é totalmente drenado ao setor financeiro. Outra diferença entre a polícia econômica do governo Lula e a do governo anterior é o fim do ciclo de privatizações que levou o Estado a, por exemplo, vender a companhia Vale do Rio Doce.

Os problemas que ainda devem ser enfrentados são a concentração da renda e riqueza, a exclusão social, a baixa criação de emprego e as barreiras para a transformação dos ganhos de produtividade em aumento de rendimentos da grande maioria das famílias trabalhadoras. Programas de emergência são necessários, mas insuficientes para gerar as condições de erradicação da pobreza, do analfabetismo, do trabalho precoce, da mortalidade infantil. Isso requer crescimento sustentado, com a geração de riqueza em escala suficiente para elevar o volume de investimentos e a massa salarial do país.

O Brasil possui todos os elementos necessários para o crescimento do PIB a taxas superiores a 4% ao ano: uma força de trabalho ampla e disposta a enfrentar os desafios das novas tecnologias, recursos naturais abundantes e profissionais qualificados em todas as áreas de conhecimento.

Referências Bibliográficas

A Revista – Takano Editora Gráfica – Fevereiro, 2003 – Edição Especial nº 2

BANCO CENTRAL, Notas da 81ª Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (COPOM), Brasília, 18 e 19 de fevereiro de 2003.

COSTA, F. N. Estatizar o Banco Central. São Paulo: Folha de São Paulo, 2000.

Jornal Folha de São Paulo

Jornal do Brasil, 08/02/2003A, ps. A7 e A8.

Jornal do Brasil, 07/03/2003B, p. A10

A NORMA CULTA

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Marcos Bagno é professor de Lingüística da Universidade de Brasília (UnB) e autor de obras importantes, como A língua de Eulália (novela sociolingüística) (1997), Pesquisa na escola: o que é, como se faz (1998), Preconceito lingüístico: o que é, como se faz (1999), Dramática da língua portuguesa: tradição gramatical, mídia & exclusão social (2000), Português ou brasileiro? Um convite à pesquisa (2001) e O espelho dos nomes (2002), entre outros. Organizou os volumes Norma lingüística (2001), Língua materna: letramento, variação & ensino (2002). Traduziu Historia concisa da lingüística, de Bárbara Weedwood (2002), e Para entender a lingüística, de Robert Martin (2003). Exerce ampla atividade de divulgação científica por meio de palestras, oficinas e minicursos.
Esta obra fala sobre a origem do preconceito lingüístico no Brasil, uma vez que seu prólogo – Mídia, preconceito e evolução – é iniciado com uma reflexão partindo de comentários, principalmente os veiculados na mídia impressa de 2002, sobre a ameaça que representaria para a língua a ascensão ao poder de Luiz Inácio Lula da Silva, um falante de variedades lingüísticas estigmatizadas.
Ao longo da obra, Bagno, através de análises sobre as relações entre língua e poder, tenta mostrar o quanto essas idéias são preconceituosas, deixando claro que as mesmas não devem ser consideradas, pelo menos por quem tiver um pouco de conhecimento sobre a história do Brasil e de sua realidade sociolingüística. Está dividida em três partes (cada uma com subdivisões), além de um prólogo e um epílogo.
Os textos são, em sua maioria, apresentados em forma de pergunta e, com isso, acabam mantendo um diálogo mais direto com o leitor, respondendo às muitas prováveis dúvidas sobre o tema. Além disso, nos leva a ver que a noção de erro na sociedade varia de acordo com quem o comete, pois as próprias pessoas de classes sociais mais privilegiadas que acusam Lula de não saber utilizar a linguagem, muitas vezes, também cometem equívocos e, nem por isso, sofrem qualquer tipo de discriminação, pois, na fala de um membro da elite letrada, alguns erros são vistos como “lapsos” e recebem a seguinte justificativa: “a essas pessoas até se permite errar, pois sabem a forma certa”.
A primeira parte desta obra – Por que “norma”? Por que “culta”? – contém uma crítica às gramáticas, e mostra que elas estão descontextualizadas, pois optam pela literatura como modelo de “língua culta” a ser imitado, quando, na realidade, somos muito mais influenciados pelas modas lingüísticas da televisão, por exemplo.
O autor mostra que essa atitude vem sendo utilizada de maneira equivocada, pois dizer que uma determinada maneira de falar e escrever é “culta”, dar a entender que as demais maneiras de falar e escrever não são “cultas”, e sugere, então, que a “norma culta” passe a ser chamada de norma-padrão, ou seja, modelo de língua idealizado, e, dessa forma, o autor, de modo bastante prático, consegue resolver esses problemas de terminologia.
A segunda parte desta obra – Um pouco de história: o fantasma colonial & a mudança lingüística – mostra, através da história, a origem das divergências entre a norma-padrão e o português brasileiro efetivamente usado no cotidiano, bem como aborda outras questões, como a baixa-estima lingüística dos brasileiros, os ritmos da mudança lingüística e o papel político dos lingüistas diante do quadro atual, e enfatiza: reformar o padrão, admitir como válida a língua que já faz parte do cotidiano dos brasileiros, é uma obrigação política de todas as pessoas comprometidas com a democratização do Brasil, uma vez que a norma-padrão não é apenas um instrumento de regulação lingüística, e sim um instrumento de opressão ideológica, de discriminação e preconceito.
A terceira parte desta obra – Por uma gramática do português brasileiro – mostra o objetivo principal do autor que é reforçar a idéia de que as gramáticas existentes não são ideais, sendo assim, seria necessário que se produzisse uma gramática realmente do português brasileiro, preparada por pesquisadores comprometidos com a realidade lingüística do Brasil e mostra, como exemplo do que seria uma gramática ideal, a Modern Portuguese: a Reference Grammar (2002), de Mário Perini, a qual saiu publicada nos Estados Unidos, sendo dirigida a falantes da língua inglesa interessados em estudar o português brasileiro, e nos leva a ver como Perini faz questão de expor do modo mais realista possível o português brasileiro contemporâneo, dando ênfase às regras comumente utilizadas pelos falantes urbanos escolarizados e conclui com enfaticamente: é necessário um ensino crítico da norma-padrão, deixando claro sua origem “elitista e coercitiva”.
Mostra que a necessidade de dominá-la se deve à necessidade de que alunos oriundos das classes menos favorecidas possam, quem sabe, um dia, dispor dos mesmos instrumentos de luta dos alunos oriundos das camadas privilegiadas, conseguindo, assim, superar ao menos parte da discriminação que sofrem.
O epílogo desta obra – Norma (o)culta, a gramática não-escrita – faz um retorno ao título do livro, o qual se refere ao jogo ideológico que está por trás da defesa do conjunto de regras lingüísticas, defesa esta apoiada no mito de que o conhecimento da norma “culta” é garantia suficiente para a inserção do indivíduo na categoria dos que sabem falar e, por isso, têm direito à palavra. Mas a restrição imposta ao acesso dos falantes das variedades estigmatizadas ao sistema educacional, praticamente denota que essa ascensão social dificilmente ocorrerá, e conclui, chamando atenção para o fato de que é essa discriminação que configura a norma oculta, o disfarce lingüístico de uma discriminação que é, na realidade, social.
Esta obra é bem pensada e traz muitas reflexões sobre o tema principal. Contudo, sabe-se que o livro vai muito além disso, e que deveria ser lido e discutido por todos os profissionais e estudantes da linguagem: alunos, professores da língua portuguesa, jornalistas, escritores, gramáticos entre outros. Apesar de ser mais voltada para professores de Língua Portuguesa entre outros profissionais interessados em “nossa” língua, pode ser lida por pessoas de outras áreas de conhecimento, desde que tenham interesse em conhecer mais sobre preconceito lingüístico no Brasil.

O VOO DO CISNE

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O objetivo do texto “O futuro da contabilidade” é mostrar para nós que a contabilidade não e hoje como antigamente tudo manual, e sim devido ao avanço tecnológico na área contábil, o avanço expressivo da tecnologia e da ciência, fazendo que os contadores e técnicos se atualizem de acordo com a modernização.

O futuro da contabilidade aponta pra uma maior participação social dos contadores, com maiores exigências no campo cultural. A maior influência na vida social foi talvez no século XX, por causa de muitas e profundas mudanças que deram início a uma nova era na contabilidade que pode ser chamada de “era do conhecimento”.

Essas mudanças aceleraram a conquista científica da contabilidade diante de certas realidades essas são algumas delas: O avanço expressivo das tecnologias e da ciência, entre outros fatores ambientais que passaram a exigir níveis diferentes dos estudos contábeis. Com isso o contador teve que se adaptar a um novo perfil, com mudanças na prática e nas doutrinas da contabilidade.

O Brasil recebeu o direito de fazer tais mudanças e continua sendo um país que cresce na área contábil intelectual, mas muitos problemas existem na questão à formação educacional e na formação de ética profissional. Os contadores precisam ampliar a sua formação cultural humanista. No passado da contabilidade os contabilistas foram os grandes guias de negócios e administrações públicas, eles eram os informantes das situações da riqueza.

Já os profissionais da atualidade têm a missão de saber analisar, conhecer o porque os fatos ocorrem e indicar caminhos para o uso racional da riqueza das células sociais. Hoje em dia com a proliferação cada vez maior de equipamentos como os programas de computadores, os papéis do escriturário passam a ter imensas facilidades.

Com o contabilista participando cada vez mais no ambiente social, sua função não se limita mais em simplesmente informar, eles consideram que a informação é apenas um instrumento e não o objetivo principal dos estudos. Nas escolas as cadeiras de formação humanística devem ser lecionadas com mais vigor, para o reforço da cultura geral que o contabilista necessita.

É preciso mais do que conhecer a teoria das disciplinas, é preciso extrair delas o melhor em favor do trabalho do contabilista. O profissional que se forma precisa buscar leituras que conduzam a sua visão de vários fatores da contabilidade.

Através da prática se realizam as melhores observações, por isso a maior parte dos estudos teóricos se deriva da prática. Para um conhecimento teórico eficaz é preciso orientar-se pelos estudos de História das Doutrinas e Filosofia da Contabilidade. No Brasil só por algum tempo tivemos melhor qualidade científica, isso foi na primeira metade do século XX.

A filosofia é importante em nossa disciplina por oferecer bases de ordem conceptual para os teoremas importantes. É importante ter-se “conhecimento do conhecimento contábil”, por isso o estudo das doutrinas e da filosofia é necessário.

Devido à transformação havida na segunda metade do século XX, várias doutrinas tiveram que se adaptar às circunstâncias contemporâneas e dentre elas a do patrimonialismo de Masi.

São várias as especialidades que estão presentes no mercado de trabalho do profissional na atualidade, mesmo assim tais ramos ainda não estão inseridos nos currículos de diversas escolas e muitos contadores ainda nem se quer se inteiraram sobre os progressos ávidos nessa área, apesar de existir uma intenção enorme por parte de algumas instituições de modificar tais coisas.

A ciência da contabilidade é uma conquista da inteligência humana, dentre as suas doutrinas, sem dúvida, a que mais notoriedade alcançou foi aquela “patrimonialista”.
Somente a partir do século XVIII que a contabilidade conseguiu compreender vários fatos e explicar fenômenos com racionalidade. Os fatores que inspiraram as modificações conceptuais em contabilidade foram o progresso espantoso no processo da informação, as aplicações científicas cada vez mais ousadas em quase todos os ramos do saber humano.

Na contabilidade nem sempre o valor monetário é exclusivo, apesar de ser importante. Na segunda metade do século XX alguns estudiosos desenvolveram a capacidade de medir a utilização das riquezas por outros critérios.

Hoje com a denominada contabilidade dos recursos humanos, visa-se estudar as influências que o ser humano determina analisando o homen e suas reações mentais e físicas, e o que tais atitudes representam em face da variação patrimonial.

A visão contábil material do que na realidade é imaterial se da na determinação de valores monetários quando se projetam os lucros que podem advir atravéz dos recursos humanos que podem ser convertidos em resultados positivos.

A contabilidade Social tem por objetivo, analisar a correlação entre a célula e o organismo social. A informação fica com a escrituração dos fenômenos atinentes ao entorno e a explicativa.

Uma das perspectivas que se deve admitir, sem dúvida é a contribuição da contabilidade para que seja possível alcançar maior justiça através da maior
prosperidade das células e da sociedade.

A não modificação dos critérios de gestão dos capitais com controles sobre o poder especulativo de um pequeno grupo que ainda domina os mercados financeiros mundiais, poderá ameaçar o futuro das empresas que tenderão cada vez mais a buscar a orientação de profissionais competentes e adotar tecnologia de ponta para resistirem à pressão competitiva.

Em vários países, assim como no Brasil, a contabilidade tem sido usada como instrumento da referida minoria, sendo uma das razões da ausência de uma harmonização internacional de normas.

O ideal para o aprimoramento e melhor qualidade das práticas contábeis, seria uma interação, ou seja, a empresa contribuindo com a lisura e o estado posicionando-se como um grande coordenador e iniciativador das atividades, aplicando uma justiça social. O estado e as empresas dependerão sempre e cada vez mais de uma tecnologia contábil de ponta.

A contabilidade de gestão veio para suprir uma nova situação doutrinária, tem já limites definidos que acenam pra um porvir onde se classificará cada vez mais como uma tecnologia de ponta.

Uma empresa não necessita apenas de custos competitivos e lucros proveitosos, mas precisa também de boa liquidez, de investimentos adequados, de proteção contra riscos, e outros fatores para se ter bom desempenho.

O avanço das ciências tem, entre muitas coisas, criado novas necessidades aos consumidores, isso tem beneficiado as práticas de mercado com outras capacidades, mas também tem prejudicado a estrutura dos capitais já constituídos.

Os esforços no sentido de doutrinar sobre o controle e a orientação sofreram o impacto das transformações ocorridas na segunda metade do século passado, que exigiu novas posições.

O objeto de estudos da contabilidade não é exatamente o homen, mas os fenômenos que ocorrem na riqueza e que não são apenas provocados pelo ser humano em si, mas também por uma série de outros fatores, isso é o que ressalta a doutrina Neopatrimonialista.

Se a contabilidade é considerada a ciência do patrimônio, cabe a ela ditar a eficácia das células sociais e quando todas células forem eficazes a sociedade também será. Portanto pode-se afirmar que o futuro da sociedade depende também do futuro da contabilidade.

CONCLUSÃO

O texto quer mostrar para nós futuros contadores e os que atuam, que nós não devemos ficar parado no tempo com hábitos antigos, e sim nos aperfeiçoar e acompanhar a tecnologia que cada dia esta mudando em nossos arredores, e de acordo com a informatização avançada que existe nos dias de hoje, fica mais fácil mostrar os resultados com mais rapidez para nossos clientes.

O FUTURO DA CONTABILIDADE

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O objetivo do texto “O futuro da contabilidade” é mostrar para nós que a contabilidade não e hoje como antigamente tudo manual, e sim devido ao avanço tecnológico na área contábil, o avanço expressivo da tecnologia e da ciência, fazendo que os contadores e técnicos se atualizem de acordo com a modernização.

O futuro da contabilidade aponta pra uma maior participação social dos contadores, com maiores exigências no campo cultural. A maior influência na vida social foi talvez no século XX, por causa de muitas e profundas mudanças que deram início a uma nova era na contabilidade que pode ser chamada de “era do conhecimento”.

Essas mudanças aceleraram a conquista científica da contabilidade diante de certas realidades essas são algumas delas: O avanço expressivo das tecnologias e da ciência, entre outros fatores ambientais que passaram a exigir níveis diferentes dos estudos contábeis. Com isso o contador teve que se adaptar a um novo perfil, com mudanças na prática e nas doutrinas da contabilidade.

O Brasil recebeu o direito de fazer tais mudanças e continua sendo um país que cresce na área contábil intelectual, mas muitos problemas existem na questão à formação educacional e na formação de ética profissional. Os contadores precisam ampliar a sua formação cultural humanista. No passado da contabilidade os contabilistas foram os grandes guias de negócios e administrações públicas, eles eram os informantes das situações da riqueza.

Já os profissionais da atualidade têm a missão de saber analisar, conhecer o porque os fatos ocorrem e indicar caminhos para o uso racional da riqueza das células sociais. Hoje em dia com a proliferação cada vez maior de equipamentos como os programas de computadores, os papéis do escriturário passam a ter imensas facilidades.

Com o contabilista participando cada vez mais no ambiente social, sua função não se limita mais em simplesmente informar, eles consideram que a informação é apenas um instrumento e não o objetivo principal dos estudos. Nas escolas as cadeiras de formação humanística devem ser lecionadas com mais vigor, para o reforço da cultura geral que o contabilista necessita.

É preciso mais do que conhecer a teoria das disciplinas, é preciso extrair delas o melhor em favor do trabalho do contabilista. O profissional que se forma precisa buscar leituras que conduzam a sua visão de vários fatores da contabilidade.

Através da prática se realizam as melhores observações, por isso a maior parte dos estudos teóricos se deriva da prática. Para um conhecimento teórico eficaz é preciso orientar-se pelos estudos de História das Doutrinas e Filosofia da Contabilidade. No Brasil só por algum tempo tivemos melhor qualidade científica, isso foi na primeira metade do século XX.

A filosofia é importante em nossa disciplina por oferecer bases de ordem conceptual para os teoremas importantes. É importante ter-se “conhecimento do conhecimento contábil”, por isso o estudo das doutrinas e da filosofia é necessário.

Devido à transformação havida na segunda metade do século XX, várias doutrinas tiveram que se adaptar às circunstâncias contemporâneas e dentre elas a do patrimonialismo de Masi.

São várias as especialidades que estão presentes no mercado de trabalho do profissional na atualidade, mesmo assim tais ramos ainda não estão inseridos nos currículos de diversas escolas e muitos contadores ainda nem se quer se inteiraram sobre os progressos ávidos nessa área, apesar de existir uma intenção enorme por parte de algumas instituições de modificar tais coisas.

A ciência da contabilidade é uma conquista da inteligência humana, dentre as suas doutrinas, sem dúvida, a que mais notoriedade alcançou foi aquela “patrimonialista”.
Somente a partir do século XVIII que a contabilidade conseguiu compreender vários fatos e explicar fenômenos com racionalidade. Os fatores que inspiraram as modificações conceptuais em contabilidade foram o progresso espantoso no processo da informação, as aplicações científicas cada vez mais ousadas em quase todos os ramos do saber humano.

Na contabilidade nem sempre o valor monetário é exclusivo, apesar de ser importante. Na segunda metade do século XX alguns estudiosos desenvolveram a capacidade de medir a utilização das riquezas por outros critérios.

Hoje com a denominada contabilidade dos recursos humanos, visa-se estudar as influências que o ser humano determina analisando o homen e suas reações mentais e físicas, e o que tais atitudes representam em face da variação patrimonial.

A visão contábil material do que na realidade é imaterial se da na determinação de valores monetários quando se projetam os lucros que podem advir atravéz dos recursos humanos que podem ser convertidos em resultados positivos.

A contabilidade Social tem por objetivo, analisar a correlação entre a célula e o organismo social. A informação fica com a escrituração dos fenômenos atinentes ao entorno e a explicativa.

Uma das perspectivas que se deve admitir, sem dúvida é a contribuição da contabilidade para que seja possível alcançar maior justiça através da maior
prosperidade das células e da sociedade.

A não modificação dos critérios de gestão dos capitais com controles sobre o poder especulativo de um pequeno grupo que ainda domina os mercados financeiros mundiais, poderá ameaçar o futuro das empresas que tenderão cada vez mais a buscar a orientação de profissionais competentes e adotar tecnologia de ponta para resistirem à pressão competitiva.

Em vários países, assim como no Brasil, a contabilidade tem sido usada como instrumento da referida minoria, sendo uma das razões da ausência de uma harmonização internacional de normas.

O ideal para o aprimoramento e melhor qualidade das práticas contábeis, seria uma interação, ou seja, a empresa contribuindo com a lisura e o estado posicionando-se como um grande coordenador e iniciativador das atividades, aplicando uma justiça social. O estado e as empresas dependerão sempre e cada vez mais de uma tecnologia contábil de ponta.

A contabilidade de gestão veio para suprir uma nova situação doutrinária, tem já limites definidos que acenam pra um porvir onde se classificará cada vez mais como uma tecnologia de ponta.

Uma empresa não necessita apenas de custos competitivos e lucros proveitosos, mas precisa também de boa liquidez, de investimentos adequados, de proteção contra riscos, e outros fatores para se ter bom desempenho.

O avanço das ciências tem, entre muitas coisas, criado novas necessidades aos consumidores, isso tem beneficiado as práticas de mercado com outras capacidades, mas também tem prejudicado a estrutura dos capitais já constituídos.

Os esforços no sentido de doutrinar sobre o controle e a orientação sofreram o impacto das transformações ocorridas na segunda metade do século passado, que exigiu novas posições.

O objeto de estudos da contabilidade não é exatamente o homen, mas os fenômenos que ocorrem na riqueza e que não são apenas provocados pelo ser humano em si, mas também por uma série de outros fatores, isso é o que ressalta a doutrina Neopatrimonialista.

Se a contabilidade é considerada a ciência do patrimônio, cabe a ela ditar a eficácia das células sociais e quando todas células forem eficazes a sociedade também será. Portanto pode-se afirmar que o futuro da sociedade depende também do futuro da contabilidade.

CONCLUSÃO

O texto quer mostrar para nós futuros contadores e os que atuam, que nós não devemos ficar parado no tempo com hábitos antigos, e sim nos aperfeiçoar e acompanhar a tecnologia que cada dia esta mudando em nossos arredores, e de acordo com a informatização avançada que existe nos dias de hoje, fica mais fácil mostrar os resultados com mais rapidez para nossos clientes.