Uma Branca Sombra Pálida de Lygia Fagundes Telles

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Anões, ratos, formigas e saxofones. São esses alguns dos personagens que contracenam com homens e mulheres nas histórias que compõem “O conto (anos 60 e 70) de Lygia Fagundes Telles. Tendo construído uma carreira amplamente premiada e com obras traduzidas para as principais línguas, a escritora paulistana – também conhecida como” a primeira dama da literatura brasileira “- lança uma coletânea organizada por ela própria, reunindo diversos de seus contos mais queridos e levando os leitores a uma a viagem através de seu vasto universo literário”.

Os contos presentes no livro exibem o dom de Lygia para elaborar ricos personagens e criar narrativas detalhadas em textos fluidos que prendem a atenção de qualquer tipo de leitor. Do inexperiente (é imenso o quantitativo de pessoas que declaram ter começado a pegar gosto pela leitura por meio de seus escritos) ao erudito (a cada ano são elaboradas diversas teses acadêmicas acerca dos trabalhos da autora), ninguém consegue se manter imune ao poder das palavras de Lygia Fagundes Telles.

Tal fascínio pode ser entendido logo a partir das primeiras páginas de “Uma Branca Sombra Pálida” Em uma climática narrativa que traz à tona sua admiração por Edgard Allan Poe, Lygia conta à história de duas universitárias que se muda para uma pensão barata. Alugam um quarto anteriormente ocupado por um estudante de medicina e encontram um baú com a ossada completa de um anão.

Durante madrugadas consecutivas, dão de cara com milhares de formigas que, misteriosamente, desaparecem pela manhã. Mais tarde notam que os ossos do anão estão, aos poucos, sendo montados. O que ocorre quando o esqueleto é reconstituído por completo? Não se sabe. Antes que isso aconteça, as duas amigas fazem as malas e partem em disparada.

Para a autora, os fins não importam; são os meios que realmente interessam. Os contos são marcados pelo mistério, porém tal mistério não tem nenhum parentesco com as charadas de Arthur Conan Doyle ou de Agatha Christie. Mas Lygia mostra que todos esses pavores e estranhezas nascem dentro da própria mente humana. Os mistérios de Lygia Fagundes Telles são os mistérios da vida, com suas questões que nem sempre podem ser esclarecidas, e o sobrenatural é o caminho pelo qual a escritora trilha para chegar à realidade.

Lygia Fagundes Telles narra à condição humana com maestria e rara sutileza. Um dos temas recorrentes na prosa de Lygia é a morte e a nostalgia. Em uma de suas maiores obras-primas “Uma branca sombra pálida”, a trinômia morte/ nostalgia/ solidão volta a ocupar o centro da ação.

Mesmo que os contos – escritos entre as décadas de 1960 e 1990 – não sigam no livro nenhuma ordem em relação às datas em que foram produzidos, as histórias parecem estar unidas por uma forte corrente e seguem coesas em uma intensa afinidade até a última página.

É à busca da tolerância às diversidades humanas o foco principal de “Uma Branca Sombra Pálida”, adaptação da Companhia Tear de Teatro Até que ponto a intolerância pode ir? Ou melhor, nos tolher? Esse sentimento continua sendo século após século, nutrido até pelos que apregoam suas doutrinas religiosas, mais ou menos autoritárias.

É sobre a intolerância que a escritora teceu a saga de Gina, incompreendida pela própria mãe, diante de sua opção afetiva, seu amor por Oriana, sua verdadeira paixão. Esta, ao longo de todo o texto, nutre por Gina um sentimento tão melancólico, impávido e inconsolável, como a própria maternidade, diante da sua morte.

Como “Uma Branca Sombra Pálida”, Gina vai aos poucos se incidindo sobre aquelas que, em vida, tanto significavam para ela. Assistindo à guerra que se instala entre as duas mulheres de sua vida, sobretudo em frente a seu túmulo, Gina, fantasma mesmo, vai pouco a pouco sugerindo novas emoções, restabelecendo um vínculo que tanto a atormentava.

Tudo graças à intolerância da mãe, que jamais aceitou as muitas vezes em que rodava na vitrola aquela “A Whiter Shade of Pale”, canção que fez sucesso, nos anos 70, com o grupo Procol Harum. Principalmente, quando a filha ficava trancada com Oriana em seu quarto. Pela própria autora a tradução ganhou o título do conto e da peça, agora encenada pela Companhia Tear.

O intuito é que os mais intolerantes respeitem as várias facetas do amor, conclama a diretora. Antes que ele se perca numa mera sombra de nós mesmos.

O Mundo de Ficção de Lygia Fagundes Telles

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Lygia Fagundes Telles começou a escrever quando tinha oito anos. Com a caneta na mão direita, traçava estórias de horror nas últimas páginas de seus cadernos escolares. Posteriormente, a autora consideraria esses primeiros livros “imaturos e precipitados”.

Contista e romancista, Lygia nasceu em São Paulo a 19 de abril de 1923. Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo em 1945. Na mesma universidade, concluiu o curso de Educação Física. Estreou em 1938 com os contos de Porões e Sobrados bem aclamados pela crítica e retirado pela escritora da relação de sua obra. Em 1944, Lygia publicou Praia Viva e, a partir daí, firmou-se em sua crescente carreira literária.

O Verão no Aquário, segundo romance da autora, foi publicado em 1963. A história é narrada em primeira pessoa. A personagem Raíza conta sua vida. Durante um verão, acentua-se o conflito de gerações entre a mãe, Patrícia, e a filha Raíza elemento constante no romance. Raíza reflete os abismos de uma geração sem nada a ouvir, sem escutar os mais velhos – para ela, eles nada têm a dizer. Sua mãe, escritora de renome, é representante da geração dos mais idosos e, por isso, sofre constantemente com as ironias e discussões promovidas pela filha.

O mundo interior de Raíza, ideal somente para ela, é constituído por pensamentos distantes da ação. Na verdade, cotidianamente, Raíza vive a alguém, formula um plano de conquista e ver-se impossibilitada de tomar a iniciativa e fraqueja, desanimando com tudo e todos.

De acordo com o avanço da narrativa, as recordações vão gradativamente aumentando a interioridade dos fatos, chegando ao presente narrado. Por meio das lembranças confusas no universo mental das personagens, pode-se reconstituir um passado que se faz presente no drama.

Raíza enciúma-se pela relação, que acha existir, entre sua mãe e André. Tenta seduzi-lo por todos os meios, mas ele se esquiva. Depois de muita insistência, a jovem consegue conquistá-lo, e numa noite de tempestade. André sente-se culpado por ter cedido à tentação e se suicida. Esse fato contribui para o reencontro de Raíza e Patrícia. A oposição entre mãe e filha se acentua quando André, ex-seminarista e amargurado por uma infância infeliz, surgem na trama. André não consegue se decidir pela vida eclesiástica nem pelo abandono de sua carreira religiosa.

E a autora utiliza-se da esperança existente no ser humano para a libertação de seus medos, de suas dúvidas. m verdade, a ambientação do drama familiar atinge sua resolução com o aniquilamento de uma vida que propõe o reencontro de duas. Lygia procura romper os círculos de solidão que enlaçam seus personagens ao libertá-los das ataduras feitas para o confinamento em si mesmo.

Existe a presença da técnica de interposição de planos psicológico e cronológico. O tempo psicológico cronometra as sensações e vivências das personagens. Em Verão no Aquário, Lygia emprega a narrativa em primeira pessoa, deixando-se, assim, penetrar pelas personagens e emprestar sua voz a elas para que surjam vivas e verossímeis aos olhos do leitor. Ela não narra, mas analisa a narrativa.

A autora aderiu ao romance das grandes cidades do sul, de multidões nas ruas e solidão na alma das personagens. O que está fora do homem – lugares, objetos e sensações importam apenas na proporção em que constituem índices e pistas de uma forma de ser interior. Lygia cria seres ficcionais que possui uma vida psicológica e isso os individualiza. Sua ficção alcança caráter intimista, na proporção em que a autora expõe suas personagens às situações de solidão e o suicídio, por exemplo.

Para alguns autores, como Nelly Novaes o caráter ficcional de Lygia ultrapassa várias barreiras, atingindo o abstrato de sua obra e de seus questionamentos. O amor com o qual a autora dá-se em constante conflito inspira-lhe autoconfiança e o desejo de ser lida para não ser compreendida. Para a mesma o sentido real das coisas que a cercam está no que é vivido Para todo tipo de assunto há um para quê, um por que e um do quê.

O mundo de ficção lygiano expõe a complexidade da vida humana. É parte constitutiva de esse ser possuir um caráter ontológico sem ser condicionado por uma falha no relacionamento entre os homens. Assim, Raíza inscreve uma trajetória para poder chegar às raízes prováveis deste comportamento, ao sentido das atitudes humanas. Por meio de elementos isolados, aparentemente desagregados, todo um drama intrincado de mistérios se retorce, e borda um painel introspectivo e psicológico no romance.

Na verdade, o leitor se vê num jogo no qual se descobrir o verdadeiro ponto que a autora quis atingir e acaba perdendo o jogo. A vitória fica para aqueles que chegam ao final da partida com um gostinho de mistério e dúvida. O aquário é o mundo de Raíza. Na transparência de sua figura, busca um desvendamento para seus tormentos psicológicos.

El Vecino Del Quinto

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EL VECINO DEL QUINTO: Lourdes Miguel é licenciado com grau na filosofia pela universidade de Barcelona. Professor do espanhol para estrangeiros em contextos educativos diversos: Criador da coleção dos vídeos, do áudio e do material da imprensa no espanhol. Autor de materiais complementares diversos e de três coleções de vinte novelas das leituras graduadas para estudantes do espanhol.

É dedicado, também, à formação dos professores em instituições tanta espanholas diversas quanto nos estrangeiros. É o professor dos créditos relacionados à análise comunicativa da língua da universidade de Salamanca, em essa da universidade Antonio de Nebrija e na universidade de Barcelona.

O mundo de El Vecino Del Quinto, é constituído por pensamentos distantes no quarto de hotel. Na verdade, cotidianamente, Jose vive ao quarto, as conquista e ver-se a sua solidão através de outros personagens fundamentais na obra.

De acordo com o avanço da narrativa, as interlocuções dos personagens vão gradativamente aumentando a interioridade dos fatos, chegando ao presente narrado. Por meio das lembranças confusas no universo mental das personagens, pode-se reconstituir um arcabouço de contradições e discussões.

No texto, basicamente José discute pela relação, que acha existir soluções cotidianas entre Irene e Clara. Tenta induzir seus conceitos e atitudes através do dia a dia e por suas ações. Depois de muita insistência, José consegue direcionar suas atitudes. Esse fato contribui para esclarecimentos entre Irene e Clara.

José consegue realizar suas ações cotidianas pela vida que possui e pelo cotidiano da vizinhança. E os autores utilizam-se o dia a dia no ser humano para a libertação de das aflições que as atinge. Procura-se romper os enfoques de solidão que se aproximam de seus personagens ao se discutir e trocar idéias entre si mesmos.

Existe a presença de planos psicológicos e discussões que levam as sensações e vivências das personagens. Os autores enfatizam a obra nas cidades e vizinhança o dialoga cotidiano na alma das personagens. O que está dentro das pessoas são, as sensações na medida em que constituem direcionamentos e soluções de uma forma de ser interior. Os autores possuem uma vida psicológica de diálogos diretos e isso sobressai o texto em si. Suas idéias alcançam caráter de personalidade na proporção em que os mesmos expõem suas personagens a situações de preocupação e ao mesmo tempo de soluções cotidianas.

O mundo desses mencionados autores expõe a complexidade cotidiana dos personagens (José, Clara, Cecília, etc,). É parte constitutiva desse ser possuir um caráter dinâmico no dialogo sem ser condicionado por uma falha no relacionamento entre as pessoas. Assim, José inscreve uma trajetória para poder chegar as conclusões evidentes deste comportamento, ao sentido das atitudes humanas.

Na verdade, há cotidiano e reflexão em descobrir o verdadeiro foco que os autores pretendem no texto. Nesta obra se busca um desvendamento para as conseqüências das atitudes.

Semântica

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1.Para uma Teoria Semântica: Da Noção ao Signo

Para uma Teoria Semântica: Da Noção ao Signo, do autor (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Dirigido aos estudantes de graduação dos cursos de Letras o livro revê os conceitos e práticas do estudo da semântica em teoria lingüistica em geral: a de signo, dentro de uma perspectiva de alguns autores, transmitidos por meio de exemplos em três vertentes. A obra está dividida em três capítulos, cada qual introduzido por uma lista de palavras-chaves, indicando o que vai ser tratado nas páginas seguintes.

O primeiro capítulo, “A Concepção de Ferdinand de Saussure” (pp. 25-26), explica a perspectiva teórica da tradição sobre o signo lingüístico, objeto de estudo desde a tradição clássica. O segundo capítulo, “A Concepção de Hjelmslev” (pp. 26-28), se prende a tradição saussuriana, ou seja, se insere nos pólos extremos do som e do pensamento e o terceiro, ” A Perspectiva de Eco” (pp. 28), trata de conciliar perspectivas filosóficas e lingüisticas . O livro apresenta, ainda, lista de exercícios, referências bibliográficas, índice de assuntos e finaliza com os agradecimentos da autora.

Em “A Concepção de Ferdinand de Saussure ” ,(25-26) o autor reflete sobre as questões teóricas que envolvem o estudo do signo linguistico focando dois aspectos essenciais: a arbitrariedade do signo e o caráter linear do significante. O autor expõe as premissas básicas da arbitrariedade em termos de relação imotivada entre significante e significada, não entre significante e coisa. São também explorados temas como conceitos de distribuição, semiologia e tendências mentalistas.

Neste tópico, verifica-se principalmente o conceito de distribuição, onde se distingue o signo lingüisticos de outros signos (marítimos).Ademais, existe uma linearidade do significante em detrimento da disposição espacial.

Em “A Concepção de Hjelmslev” (pp. 26-28), o autor apresenta o emprego dos termos de noção de função, em um sentido próximo do da matemática. Para o autor, a forma tem primazia sobre a substância. A forma da expressão e forma do conteúdo são functivos da função signo. Existe também a perspectiva de Hjelmslev, onde parte da noção de signo para evidenciar os mecanismos, principalmente da conotação e denotação. O autor se preocupa também com a metalinguagem (usando a língua pra falar da própria lingua).

A partir desta seção, começamos a estudar os conceitos e prática das relações entre signos É evidente que o binômio denotação – conotação reflete no exemplo e em outros aspectos o que já esta inserido na cultura, dessa forma adquire uma abordagem descritiva. O autor conclui com a apresentação de alguns problemas desta abordagem na análise ilimitada dos signos, como, por exemplo, a questão dos ‘semiologia’ e ‘semiótica’.

Em “A Perspectiva de Eco” (pp. 28) trata do trabalho de alguns autores como a noção de signo de Hjemslev e a noção de signo de um filósofo, Pierce, os quais propuseram formas alternativas de abordagem destes estudos, tendo em vista a proposta denotação-conotação e metalinguagem. Nesta parte, discutem-se questões como o conciliamento de perspectivas filosóficas e lingüísticas, de forma a situar-se entre a “semiologia” e a “semiótica”.Estabelece-se esta última perspectiva como a ideal para o estudo do autor, além do interpretante ser signo de signo Também será abordado, com importante referência histórica, a teoria dos interpretantes e a sua cadeia.

Nesta mesma seção, o autor trata da cadeia de interpretantes, que leva ao processo de semiose ilimitada (explica-se a si próprio).O esquema da cadeia pode ser sintetizado assim:

Objeto__________________Signo_____________________Interpretante
(antecedente) (interpretante) (signo consequente)

A presente obra ainda apresenta uma lista de exercícios que trabalham com aspectos teóricos, a partir de discussões de trechos de textos a respeito da noção de signo, e com aspectos práticos, como a descrição do processo na cadeia de produção de significados.

O autor atualmente é professora da Universidade. Esta atividade na pesquisa nos permite compreender a presença, ao longo do livro, de considerações históricas sobre os estudos Lingüisticos e Semânticos. Este viés não nos deixa entrever apenas a formação e a busca intelectual da autora, mas também contribui para a ampliação do conhecimento teórico, fornecendo ao leitor as informações a respeito de teorias e métodos empregados no estudo a respeito dos ‘Signos’, em outros momentos das reflexões sobre a linguagem.

Dessa maneira, o livro transmite, ainda diretamente, a idéia de que um cientista deve ter o recuo histórico de sua ciência como uma das metas do conhecimento a ser atingido na formação intelectual e profissional.

De fato, “Da Noção ao Signo” cumpre o papel não só de servir como informações básicas em Semântica e Teoria Lingüistica, como também cumpre o papel de oferecer ao leitor informações precisas e úteis sobre a cadeia de produção dos significados ao longo da história da lingüística.

Devemos lembrar, ainda, que a iniciativa do autor em preparar uma pesquisa de Semântica e Linguisitca vêm em boa hora, já que é preciso marcar, no meio editorial n, o espaço preciso a ser preenchido por obras de lingüística. Também nesse sentido, sem dúvida, Da Noção ao Signo representa uma importante contribuição

2.Teoria dos Signos

Teoria do Signo, do autor José Luiz Fiorin, Professor do Departamento de Lingüistica da USP (Universidades São Paulo). Dirigido aos alunos de graduação dos cursos de Letras. O livro revê os conceitos e práticas do estudo da semântica em teoria lingüistica em geral: a de teoria dos signos, focados por dois tópicos essenciais. A obra está basicamente enriquecida em dois modelos, cada qual introduzido por uma lista de palavras-chaves, indicando o que vai ser tratado nas páginas seguintes.

O primeiro, “A Característica do signo linguistico” (pp. 60-65), explica a perspectiva em que a realidade somente possui existência para os homens quando é nomeada. O segundo tópico “Denotação e Conotação” (pp. 65-72), se prendem a alterações de significados e de violações semânticas, ou seja, quando se ultrapassa a fronteira entre o animado e o inanimado. O livro apresenta, ainda, referências bibliográficas, índice de assuntos e finaliza com os agradecimentos do autor.

Em “A Característica do signo Linguistico”, (60-65) o autor foca basicamente questões teóricas que envolvem o estudo do signo linguistico focando dois aspectos essenciais: a arbitrariedade do signo e o caráter linear do significante. O autor expõe as premissas básicas da composição e valor dos signos. São também explorados temas como traços funcionais, signos e arbitrário.

Neste tópico, verifica-se principalmente o conceito de significado e significaste, onde o caráter do significaste lingüistico faz com que se desenvolva no tempo. Ademais, existe uma linearidade do significante em detrimento da disposição espacial.

Em “Denotação e Conotação” (pp. 65-72), o autor apresenta alterações de significados focando principalmente o signo, ou seja, a junção de um plano de expressão a um plano de conteúdo. Para o autor, a forma usada é a existência da motivação da língua. Existem regiões de sintaxe e morfologia aparecendo muitas vezes. O autor se preocupa também com o jogo do dicionário e principalmente com a poesia, onde a motivação do signo aparece com mais desenvoltura.

A partir desta seção, começamos a estudar os conceitos e práticas do material sonoro (produção de significados) e do plano de expressão. É evidente que os elementos da cadeia sonora lembram de alguma forma, os significados presentes no planejamento de conteúdos. O autor conclui com a apresentação de dois mecanismos principal queda conotação que são: a metáfora e a metonímia. A metáfora foca mais a relação de semelhança, e a metonímia existem uma interdependência de um a outro.

Nesta mesma seção, o autor trata o signo podendo ter várias dimensões, ou seja, do signo mínimo e do morfema. O mesmo faz um paralelo entre signos e signos conotados (metáfora e metonímia)

A presente obra ainda apresenta a função que os signos artificiais possui nas linguagens, ou seja, os signos verbais (interpretantes de linguagens) e os com expressão derivativa (signos linguisticos).

A obra expressa uma mitologia de símbolo quando o mesmo é objeto de uma alienação passando a ser objeto de um culto de si mesmo.

José Luiz Forin atualmente é professor da USP. Esta atividade na pesquisa nos credencia a compreender a presença da Teoria dos signos, ao longo do livro, de considerações históricas sobre os estudos de símbolos e signos de palavras.

Ademais, o livro transmite, a idéia de que a área lingüistica é uma particularidade simbólica, ou seja, as palavras criam conceitos e os mesmos criam a realidade.

De fato, este artigo cumpre o papel de oferecer ao leitor informações precisas sobre a Teoria dos Signos e suas expressões lingüisticas.

O autor, ainda frisa a importância da pesquisa Lingüistica e das expressões, principalmente as metáforas que vêm em boa hora, já que é necessário inserir, boas informações ao leitor.

3.O Objeto da Semântica

Objeto da Semântica, a autora Maria José Duarte (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Dirigido aos alunos de graduação dos cursos de Letras. O livro revê os conceitos do objeto da semântica em teoria lingüistica em geral e também tenta esclarecer o seu significado A obra está basicamente enriquecida em planos de estudos de processos simbólicos de informações.

Num primeiro momento, a obra explica o plano semântico-linguistico no sentido estrito, de questões semânticas que se prendem também a outras áreas como: psicologia e filosofia. Num segundo tópico, se prende forma integrada e complementar da semântica buscando estabelecer as relações nos diversos patamares da língua. O livro possui índice de assuntos com referências e agradecimentos do autor

Nas primeiras observações, o autor envolve estudos quanto à pluralidade e a indeterminação do objeto da semântica, ou seja, causa e conseqüência da multiplicidade. O autor expõe os estudos de aspectos do significado da semântica pode servir a outras áreas (psicologia) para melhor tirar qualquer dúvida sobre a mente de cada indivíduo.

Neste tópico, verifica-se principalmente a lógica explorando os mecanismos de determinação e valores simbólicos. Também se visualiza a semântica com perspectivas isoladas e não deixam perceber aspectos interdependentes da pesquisa.

Existe também algum domínio que reluz a evolução da semântica como: semântica lexical, o da sentença (independe da situação) e o do texto (uso concreto da língua).O resultado possui relevância na lingüistica.

Numa outra corrente, o autor apresenta um procedimento que objetiva a construir teoria semântica no sentido dos fatos observados e com conotação de pesquisa.O autor se preocupa com a teoria de Katz (1982,1972), onde a marginalizarão da semântica é fruto das propostas teóricas diversas, ou seja, leva em consideração a fatos semânticos desiguais.

Ademais, é visualizado algum aspecto em trabalhos contemporâneo de semântica como: exposições que mostram os estudos semânticos e as diretrizes; os estudos focados no principio teórico com as execuções de trabalho; como também de limitação do âmbito da semântica (domínio da língua).

Esta obra ainda se insere na semãntica contemporânea, onde é notável Ter obtido bons resultados na cognição e na sentença. Aparentemente, não é explorados outros signifcados com conotação dessa linguagem.

A obra é verificada em diversos aspectos de linguagem onde se merece atenção estudos semânticos comunicativos dos falantes (atos concretos da fala).

Maria Helena Duarte atualmente é professora da Universidade. Esta pesquisa nos evidencia a compreender melhor o Objeto da Semântica, principalmente nas considerações sobre os estudos da semãntica e o significado das formas das formas lingüisticas.

Ademais, a obra traduz a idéia de que significados e sentidos recebem diversas interpretações de acordo com as correntes de pensamento.

O artigo evidencia informações mediante o Objeto da Semântica e suas expressões, como também questões relativas entre sintaxe e semântica.

A importância das expressões e da semântica tradicional é enriquecida, principalmente no tocante a utilização de desvios ou efeitos especiais de significado em linguagem.

4.O Significado

O Significado, o autor Leonard Bloomfield é considerado o fundador da lingüistica norte-americana e professor na Universidade de Harvard. O livro revela o significado de uma forma lingüistica como situação em que o falante a enuncia e a reação e que a mesma provoca, sendo que as situações que inflama os indivíduos a prescrever os objetos e acontecimentos do dia- a- dia. A obra está basicamente centrada no conhecimento humano, principalmente quando o significado possui relação com algo que é conhecido.

Na verdade, esta obra enfoca a determinação de significados, sendo, portanto a premissa no estudo da linguagem. O autor define o significado da forma lingüistica como sendo uma demonstração. A obra possui índice de assuntos com referências e agradecimentos do autor

No seu texto, o autor esclarece que existem situações que induz a enunciar qualquer forma lingüistica variadas. O autor, ainda expõe que os indivíduos enunciam palavras que na verdade não possui sentido nenhum. O mesmo chama de “ discurso deslocado”. Este discurso enfatiza muito o falante.

Neste tópico, verifica-se principalmente a utilização de discursos deslocados que são derivados e não precisa de discussão. Há uma incerteza quanto às formas elencadas do falante. Também se visualiza o Mentalista que define o significado como fato mental ocorrente em diversos ouvintes em torno da produção lingüistica.

O Mecanicista se preocupa com os sentimentos e que são coisas do povo, principalmente relacionado aos movimentos físicos. O autor se preocupa com os vários problemas dos significados e hábitos privados.

Ademais, é visualizado algum aspecto referente às práticas lingüisticas em termos do falante e da reação.O autor enfatiza muita a questão da não-linguagem, ou seja, somente por gestos do ouvinte. Os traços não-linguisticos de comunicação estão inseridos numa forma arbitrária.

A obra ainda se insere na premissa essencial da fonética, ou seja, supões que os significados são desiguais.

Leonard Bloomfield atualmente é Professora de Harvard – EUA Nesta obra é relevante à compreensão do Significado, cujo foco se volta para estímulos dos falantes. A obra traduz a importância de princípios de que o significado da expressão lingüistica é a classe de acontecimentos.

Há informações que o significado e suas expressões são discutidas e polemizadas, pois o falante constitui uma parte essencial nas situações.Inclui-se o sistema nervoso, resultado das experiências lingüisticas. A importância do significado é inserida também, na utilização de efeitos especiais de significado em linguagem.

5.O Escopo da Semãntica

O Escopo da Semãntica, o autor Leonard Bloomfield é considerado o fundador da lingüistica norte – americana e professor na Universidade de Harvard. A obra estuda o significado da língua, sendo enfatizado pelas sentenças e outros objetos linguisticos A obra está voltada pelo significado da semãntica, mas ainda existem discordâncias. A obra enfoca a origem do problema que esta na própria noção de significado adotado para suas pesquisas. Nesse texto existem índice de assuntos com referências e agradecimentos do autor

No texto, há abordagem sobre os conceitos de significado onde se fornece a base pra uma teoria que consegue explicar fatos semânticos. Procura-se uma explicação de significado com o poder explicativo preciso.

Verifica-se um diagnóstico explicando do porque se pode se fazer mais em explicar o conceito de o que é significado? Na verdade o intuito é de se evidenciar os fatos empíricos dentro do domínio da semântica.

O autor enfatiza a procura de esforços para a construção da teoria semãntica, mas sempre se esforçando pra minimizar os erros de interpretações da linguagem. No texto, verificam-se fenômenos como, por exemplo: sinonímia, antonímia e outros.

A obra ainda se insere na importância que a semãntica em criticar qualquer destes fenômenos. Os fenômenos, por exemplo, de sinonimia conflitam com instituições comuns.

Leonard Bloomfield atualmente é Professora da Universidade De Harvard Nesta obra é relevante à compreensão do Significado, cujo foco se volta para estímulos dos falantes. A obra traduz a importância de princípios de que o significado da expressão lingüistica é a classe de acontecimentos.

O autor procura criar uma variedade de fenômenos com a construção da teoria, como também contra o ceticismo

Concepções de Linguagem

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A teoria bakhtiniana é contra qualquer extremismo no que concerne ao estudo da língua. Contrapõe-se ao subjetivismo idealista, no qual a língua é uma criação individual, análoga à criação artística, e apresenta-se como um sistema estável, acabado, ou seja, pronto para ser usado; um depósito imóvel. Assim, essa teoria é muito ingênua ao acreditar que toda forma de expressão lingüística já vem pronta para ser utilizada e que não sofre nenhuma modificação por parte do falante. É contrária também a do objetivismo abstrato, no qual a língua é um sistema estável, imutável e transmitida igualmente a todos os seres.

As leis lingüísticas são específicas que relacionam os signos lingüísticos dentro de um sistema fechado. Então, essas leis são objetivas, práticas e transmitidas igualmente a todas as pessoas, independe da subjetividade. Diferentemente do subjetivismo idealista, no objetivismo abstrato as ligações lingüísticas não são relacionadas aos valores ideológicos (artísticos cognitivos ou outros).

Não há, pois, uma interação entre a palavra e seu sentido por meio de uma conexão artística ou naturalmente cognitiva. Concebe as variações individuais nos atos da fala com sendo refrações (“quebras”, “desvios”) ou variações acidentais ou mesmo deformações das formas normativas.

Já com relação ao dialogismo, que pertence à ótica bakhtiniana, a língua é vivenciada e evoluída na própria comunicação verbal concreta. Ela (a língua) não é dependente das normas lingüísticas muito menos do psiquismo individual dos falantes.

Diferentemente das duas correntes extremistas, a língua é um sistema estável com evolução ininterrupta que é conseguida a partir da interlocução viva. As leis da evolução lingüística são, pois, leis sociológicas. Não há uma correlação entre a criatividade lingüística e a criatividade artística nem com qualquer atividade ideológica particular. Mas, não se pode isolá-la dos valores e conteúdos ideológicos a que pertence.

A enunciação é de caráter genuinamente social. E, portanto, só se torna eficaz entre os interlocutores.

Muitas pessoas não sabem o que significa realmente cognição ou processo cognitivo. Ligam cognição a conhecimento puro e simples. No entanto, cognição nesse sentido toma um caráter meramente imutável, inativo, sem interação. Mas na verdade, conhecer é um ato de acumulação de informações (transmitidas por outros ou pelo meio) que se faz mediante atuação, interação e vivência; e processamento dessas informações (que quando lemos guardamos na memória).

Nós atuamos no meio no qual vivemos. À medida que vamos interagindo com o meio, no qual há outras pessoas, sofremos perturbações decorridas dessa interação, mas concomitantemente a isso causamos perturbações a ele e, por conseguinte, às pessoas que nele subjazem.

História de Eros e Psiquê

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A fúria de Afrodite

E como os deuses não costumam tolerar os arroubos divinos dos humanos…Afrodite estava mais do que furiosa! Como ousava uma mortal ser mais bela do que a própria Deusa da Beleza? “Vê, Grande Mãe da Natureza, origem de todos os elementos, observa como tu, que és a alma de todo o universo, estás dividindo as honras da majestade com uma simples mortal e como teu nome está sendo profanado pelos humanos!”, resmungava a deusa para si mesma.

Chamou seu filho, quem senão Eros, o Deus do Amor e mandou, como só mandam as mães: Psiquê deveria se apaixonar perdidamente pelo mais horrendo dos homens. E mal disse, partiu, deixando o filho com a imagem da princesa. Partiu Afrodite, solene, para o mar, onde nascera, e que se abria, encantado a cada vez que a deusa tocava os pés nas brancas espumas…

O destino de Psiquê

Enquanto isso, desesperado com a situação da filha mais nova, o rei havia decidido buscar os conselhos do oráculo do deus Apolo: “Vista a princesa de luto, leve-a à mais alta rocha à beira do mar. Lá, uma serpente alada virá buscá-la e a transformará em sua esposa!”. Terrível profecia! Mas como os gregos não costumavam discutir os conselhos dos deuses, a bela Psiquê foi levada em cortejo pelas ruas para cumprir seu destino, em meio às lágrimas e à tristeza de todos.

Mas qual seria o destino de Psiquê? Sem querer — ops, como pode uma deusa fazer algo sem querer? — Afrodite não tinha apenas alterado o futuro de sua rival. Sozinho com a imagem da jovem, Eros, havia se apaixonado, irremediavelmente…Uma pausa, só para perguntar se você reconhece por detrás do cenário os temas universais que tornam esta história fascinante ainda hoje?

Mas espere só para ver…é claro que será Eros em forma de “monstro alado” que vai resgatar Psiquê acorrentada no alto do rochedo. É ele que vai tornar-se seu esposo, com uma única condição: a princesa jamais poderia ver o rosto do marido! Parece fácil, não é? Mas todas as mulheres que um dia tentaram manter casamentos ou relações à custa de varrer para baixo do tapete os aspectos sombrios do parceiro ou da relação sabem que esta é realmente uma tarefa impossível.

Curiosidade e revelação

E foi impossível mesmo para Psiquê. Embora feliz como um gato (parênteses: quer dizer, vivendo como uma rainha, rodeada de todo luxo de que precisava e com um marido amoroso que só via à noite e no escuro…) algo incomodava. Um dia, alimentada pelas suspeitas das irmãs invejosas de sua riqueza, ela decide descobrir com quem estava realmente casada. Aproximou-se do marido e, pela primeira vez ousou olhar. E, imediatamente, apaixonou-se pelo Deus do Amor…Psiquê, aflitíssima, queria voltar atrás, fingir que nada havia acontecido, continuar sua vidinha, mas não era mais possível. A cera da lâmpada escorreu e pingou no rosto do deus adormecido…

E lá está a pobre Psiquê em prantos… Eros, indignado, vai embora sem ouvir as desculpas nem ligar para as lágrimas da esposa. E, de certa forma, é neste momento que a história começa de verdade. Porque, para recuperar o amor e a confiança do marido, Psiquê precisa percorrer um longuíssimo caminho.

A longa viagem da alma

Em grego, Psiquê significa “alma”. No momento em que conhece o esposo, a jovem se transforma em mulher, apaixona-se e precisa sair em busca de si mesmo. A história de Psiquê foi usada pelos estudiosos como analogia para a história do desenvolvimento da alma. E não são fáceis estes movimentos da alma. Assim como a jornada de Psiquê, o caminho do autoconhecimento e do amor verdadeiro é cheio de perigos, cheio de armadilhas. Nenhum herói se faz sem provar sua coragem e sua competência. Psiquê é uma história de heróis, feminina…

Quando parte em busca do amado, Psiquê está absolutamente só…mas grávida (talvez porque as mulheres, quando decidem percorrer seu caminho feminino, nunca estejam de fato sós; talvez porque toda decisão de mudança faça germinar uma semente de possibilidades) Mesmo assim, nem os outros deuses se atrevem a ajudá-la. Finalmente, é levada até a própria Afrodite que, como não poderia deixar de ser, uma vez que este é um legítimo conto de fadas, impõe à moça várias tarefas, para testá-la ou para destruí-la.

As tarefas de Psiquê

Seu primeiro trabalho é separar um gigantesco monte de grãos variados em pilhas organizadas. E como não podia pedir ajuda aos deuses, Psiquê, chama pelas pequenas criaturas da terra e as formigas vêem em seu auxílio. Depois desta, Afrodite manda a nora trazer a penugem de ouro que cobria a pele de uns carneiros ferozes que vagavam pelos campos. Mais uma vez, quem salva a moça é uma criatura da terra, um junco que lhe dá bons conselhos: “seja paciente, menina, aguarde o momento certo. Quando cair a noite, os ferozes carneiros não vão parecer tão ferozes, nem tão ameaçadores para quem traz em si a semente do feminino…”

Para completar a terceira tarefa, Psiquê deve trazer a água da fonte que alimenta os rios infernais, no cume de um rochedo. Desta vez, quem vem ajudar a jovem é a águia de Zeus, a pedido de Eros, que começava a sentir saudades da esposa. Afrodite dá ainda à moça uma última tarefa. A mais difícil. E se você, que está lendo é mulher vai concordar…Psiquê deve descer até as profundezas do mundo subterrâneo e pedir o creme de beleza de Perséfone, a rainha do Hades.

Quando a moça já vem vindo de volta, quase chegando, quase vitoriosa, não resiste e abre a caixinha, na esperança de passar na pele um pouquinho só do creme mágico e tornar-se mais bela…para Eros. E no mesmo instante, é envolvida pelo sono da morte! Não, nem adianta se impacientar com a vaidade da moça.

Vaidade e “fracasso”

Erich Neumann, que conta a história no belo livro Eros e Psiquê, comenta: no momento em que escolhe o fracasso de forma tão paradoxal, Psiquê realiza seu destino feminino (lembram que eu falei que esta é uma aventura, com heróis e tudo, mas heróis femininos…). E obtém o perdão de Afrodite, que reconhece na moça que desiste de tudo por amor um pouco de si mesma.

E é um Eros que não tem mais nada do menino ferido, que busca abrigo nas pregas da saia da mãe, quem vai acordar Psiquê. Ele devolve o sono à caixinha, toca a mulher com a ponta de suas asas e diz a ela para ir cumprir sua tarefa até o final, sem medo…É ele que vai ao Olimpo, solicitar a benção dos deuses para o casamento. E é ele que pede a Hermes, o deus-guia que conduza Psiquê à sua nova e eterna morada.

Final feliz e recomeços

A história acaba como devem acabar todas as histórias: os deuses comemoram as núpcias de Psiquê e Eros com um grande banquete. Zeus oferece à jovem o néctar da imortalidade. Afrodite, a Grande-Mãe, ora terrível, ora bela, apaziguada, recebe sua nora. E juntas celebram o mistério do nascimento e do renascimento, quando Psiquê dá à luz uma menina, Volúpia…que vai ser chamada também, Deleite ou Bem-aventurança. Expressão mais do que feminina da união entre o humano e o divino…

Inês de Castro

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No episodio de Inês de Castro em Os Lusíadas, Camões retrata muitos aspectos relacionados a sua terra natal como: saudades de Portugal; Mitos da Literatura; Elementos maravilhoso pagão e cristão entre outros aspectos.

Na narrativa deste episódio, aparece a figura da mulher no casamento complicado, que não deu certo e fica a espera do seu amado para finalmente, viver feliz ao seu lado e nesta narrativa, demostra-se o sentimento de Camões relacionado á mulher na forma de encontrar o amor absoluto e também expressar este sentimento, sendo algo universal e neste universo, o autor trabalha mitos da vida da personagem e descreve seu amor a sua Pátria e o quanto sente saudades da sua vida, quando vivia no seu país.

O autor escreve o texto no diálogo dos personagens como narrativas, no qual Inês mostra não só o seu amor principalmente, seu valor como mulher e torna-se bastante lembrada e muitas vezes citadas em toda literatura portuguesa retratando Portugal e elementos do cristianismo como a influência do divino de saber a verdade dita. Não uma verdade cultivada dentro de um território a cada momento de dor, sofrimento, angustia e sim uma verdade necessária a todos, que precisam realmente entender.

Já os elementos pagãos no episodio, seriam os aspectos estranhos de sobrenatural contados pela própria lenda e como exemplo, a de ter arrancado o coração de Inês…Aspectos talvez absurdos, que a lenda não desconsidera e torna real para as pessoas, acreditarem na força e na presença da magia.

Gigante Adamastor no mito e a literatura

Camões no episodio Gigante Adamastor conta a historia de um homem temido por todos como forte, bruto e invencível, vendo-se totalmente apaixonado por uma jovem, que graças às circunstâncias da sua própria vida e enganado, não consegue desfrutar de sua ardente paixão com amor queimando no seu coração.

Entendendo a vida do Gigante e a sua própria vida descrita é possível observarmos o papel do mito, na forma do medo e temor, que todos possuíam sem levar em consideração os sentimentos do gigante, trabalhando muito a questão do ser ou não ser.

Quanto a literatura, está inserida historicamente na vida do gigante como nas redondilhas, nos versos, na linguagem e Camões trabalha sem duvida a razão relacionada ao ser humano, que não pode se prender a sentimentos amorosos, pois este sentimento lírico está voltado para o universo sobrepondo acima de qualquer ser abstrato a racionalidade a mente do homem.

Também o lado heróico é posto através da razão como verdade absoluta e finalmente, analisando todas estas questões de mito, literatura, história e observamos quanto Camões merece prestigio, devendo ser lembrado a diversas gerações, como grande poeta e homem destacando sua melhor obra ”Os Lusíadas” explicando e revelando os detalhes de grandes historias narrada.

Referências:

Os Lusíadas é uma obra poética escrita por Luís Vaz de Camões, considerada a epopeia portuguesa por excelência. Provavelmente concluída em 1556, foi publicada pela primeira vez em 1572 no período literário do classicismo, três anos após o regresso do autor do Oriente.

Cantigas de Amor

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As cantigas de amor possuem vassalagem amorosa por parte do trovador, que na maioria dos casos fazia sempre estas “Poesias Cantadas” na mulher comprometida tornando-se um amor platônico. Este amor era inatingível, inacessível, idealizado e a dama, jamais corresponderia o amor cortês de determinado trovador, que também de fingimento poético por ser casada ou comprometida.

O eu lírico nas cantigas de amigo, através do trovador é a mulher do campo (pastora, camponesa) sofrendo ou lamentando-se a ausência do seu amigo, que na verdade não deixa de ser o seu namorado ou amante. Por isso, a mulher sofre expressando seu lamento e dor, cantando ou até mesmo conversando com a natureza e todos os seres habitados por ela, o quanto está triste com a falta do seu amor, que muitas das vezes foi embora e a deixou esperando com eternas saudades.

A Ordem Social Medieval possuía uma espécie de vassalagem a ordens superiores como o Clero, que tinha grande parte de força de poderes aquisitivo em nossa sociedade, como também a classe dominante rica.

As cantigas de amor e esta ordem social medieval estabelecem relações no fato de temor a Deus; as pessoas deviam sempre respeitar a normas pensando nas conseqüências dos seus atos em nome de Deus, como também a submissão da mulher, que não desempenhava papel algum a não ser criar os filhos; sempre a classe rica e a Igreja exerciam poder absoluto sobre pobres e quaisquer pessoa não importando as circunstâncias. Assim no caso de trovadores decadentes, serem rejeitados por seu amado devido ter se tornado uma pessoa falida de uma sociedade conservadora, onde poder esta acima de tudo.

Já quanto às crônicas de Fernão Lopes se relacionava de forma abrangente com todas esta cantigas de amor, amigo, ordem medieval retratando a igreja e ora vezes retratando a nobreza como reis em seus textos, pois suas crônicas possuem relevância principalmente, nos textos, que não só falem de reis como observando, visando a massa popular em suas pesquisas e mostrando a transição social do lado de cada pessoa agir. Tornando este lado humano, mais explicito de cada individuo inclusive, os próprios reis como sujeito normal e este fator, tornou-se um aspecto importante e interessante para época destes acontecimentos.

Biografia:

Fernão Lopes (1378 — 1459) foi funcionário do paço e notário, nomeado cronista pelo rei D. Duarte, escreveu as crónicas dos reis D. Pedro I, D. Fernando e D. João I (1.ª e 2.ª partes).

Do ponto de vista da forma, o seu estilo representa uma literatura de expressão oral e de raiz popular. Ele próprio diz que nas suas páginas não se encontra a formosura das palavras, mas a nudez da verdade. Era um autodidacta. Foi um dos legítimos representantes do saber popular, mas já no seu tempo um novo tipo de saber começava a surgir: de cunho erudito-acadêmico, humanista, classicizante.

Ocupa, entre a série dos cronistas gerais do Reino, um lugar de destaque, quer como artista quer pela sua maneira de interpretar os factos sociais. Fernão Lopes deve ter nascido entre 1378 e 1390, aproximadamente, visto que em 1418 já ocupava funções públicas de responsabilidade (era Guardião-mor das escrituras da Torre do Tombo). Pertencia portanto à geração seguinte à que viveu o cerco de Lisboa e na batalha de Aljubarrota.

A guerra com Castela acabou em 1411, pelo que Fernão Lopes pôde ainda acompanhar a sua fase, e conhecer pessoalmente alguns dos seus protagonistas, como D. João I, Nuno Álvares Pereira, os cidadãos de Lisboa que se rebeliaram contra D. Leonor Teles e elegeram o Mestre de Avis seu defensor em comício popular, alguns dos procuradores às Cortes de Coimbra de 1385 que, apoiando o dr. João das Regras declararam o trono vago e, chamando a si a soberania, elegeram um novo rei e fundaram uma nova dinastia.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fern%C3%A3o_Lopes

Vidas Secas de Graciliano Ramos

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O Romance Vidas Secas do autor Graciliano Ramos constitui e colabora muito para nosso estudo sobre diversas formas, de interpretarmos o nordestino. O escritor sempre preocupado com o aspecto social fez parte da geração de 30 com diversos escritores preocupados também com essa questão “social” de analisar o homem.

Observando o Romance dividido em 13 capítulos com seus personagens centrais: Sinhá Vitória, Fabiano, Menino Mais Novo, Menino Mais Velho e Baleia, notamos a existência da falta de comunicação e linguagem por parte da família, que se torna um processo constante de grunhidos, gestos e vários monólogos como a melhor atitude de expressão em busca de uma colocação existencial como seres humanos, que na verdade ocorriam falsas esperanças porque não se sentiam pessoas e sim bichos, vivendo em constante desentendimento sem um entender o outro, com o narrador onisciente integrando-se ao leitor através da tradução verbal, no contexto em que se encontram as personagens, sem metas de vida e fugindo da seca e desgraça.

Estas, vivendo no plano social e existencial, levando em consideração o seu psicológico nos mostrando a verdadeira realidade da região do Nordeste, onde muitos tentam a vida na sorte e muitos não conseguem se integrar na sociedade por não terem diálogos e boa comunicação na forma de se expressar pela língua; tornando-se uma verdadeira critica social a nós, o escritor no Romance demonstra claramente que o Nordeste continuará a mandar pelo Brasil principalmente, a cidades grandes: Muitos homens bichos, pessoas brutas e fortes.

Biografia:

Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, sertão de Alagoas, filho primogênito dos dezesseis que teriam seus pais, Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos. Viveu sua infância nas cidades de Viçosa, Palmeira dos Índios (AL) e Buíque (PE), sob o regime das secas e das suas que lhe eram aplicadas por seu pai, o que o fez alimentar, desde cedo, a idéia de que todas as relações humanas são regidas pela violência. Em seu livro autobiográfico “Infância”, assim se referia a seus pais: “Um homem sério, de testa larga (…), dentes fortes, queixo rijo, fala tremenda; uma senhora enfezada, agressiva, ranzinza (…), olhos maus que em momentos de cólera se inflamavam com um brilho de loucura”.

Visão do Autor

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O autor Moreira Campos especializou-se no drama familiar urbano, embora tenha também cultivado o chamado conto rural, semelhante ao regionalista. Em muitas narrativas esse conflito se dá no plano amoroso: quase sempre marido ou mulher infiel. Outras vezes o embate é interior, do protagonista e a morte num curto lapso de tempo ou o tempo de uma morte são utilizados com alguma freqüência por Moreira Campos, pois a morte como tema central está presente em diversas narrativas, sem contar com a presença de velhos, moribundos ou não, é também uma constante nos contos moreirianos.

Dentro desta perspectiva, o ponto de vista onisciente é encontrado em alguns contos, para estabelecer diversos tipos de diálogos a fim de enriquecer a narração dos fatos e falas, no entanto, não trazem as tradicionais indicações dos nomes dos personagens, portanto, os diálogos ou as falas em Moreira Campos são quase sempre circunstanciais, de aparente inutilidade, são, no entanto, muito necessários à aurdidura.

Dentre seus variados contos De “O Puxador de Terço” destaca-se “Os Anões”, em que a concisão do contista é mais visível. Mais uma vez Fortaleza é o ambiente da trama. Mais uma vez a estrutura de círculo: uma frase que se repete (“Tu agüenta mesmo um homem?”), no começo, no meio e no fim, a mostrar que o drama da anã Lourdinha não findou, continua. Em “O último hóspede ou Eurico, o noivo” toda a trama se desenvolve numa pequena pensão.

Mais uma vez o embate amoroso, aqui de forma inusitada, eis que a terceira personagem, a noiva, não se apresenta, é apenas mencionada, e a quarta, o marido traído, mal aparece, como se de nada soubesse. A narração se faz lenta, noturna, sonâmbula, como se a história não tivesse fim – os mesmos gestos, os mesmos atos todos os dias, todas as noites. O drama como que se manifesta às escondidas, sem testemunhas.

Ou sem espectadores. Em razão disso, não há desfecho. Em “Os três retratos” a concisão se aguça. Em “O Banho”, como o próprio título sugere, tudo se dá num instante, num curto lapso de tempo. Um instantâneo, talvez. Também breve é “As Corujas”, outra obra-prima. Num necrotério, o vigia dos mortos em luta com as corujas, que “pousam sobre o peito dos mortos, arranhando-lhes os olhos parados”.

O tempo se alonga, numa luta desesperada do homem em defesa da integridade física dos mortos. E o círculo se fecha, sem final. “Os Estranhos Mendigos” também não apresenta desfecho, porém há nele um embate passado – assalto ao comércio pelos soldados do destacamento –, como a infra-estrutura do conflito posterior – os dois mendigos (ex-soldados) estropiados nas ruas. Esse lapso de tempo alongado se vê em muitos contos, como em “Frustração”.

Esse tipo de conto sem desfecho, iniciado em “O Puxador de Terço”, se aperfeiçoou no livro Dizem que os cães vêem coisas (que não deixa de ser uma antologia pessoal). “O cachorro” é todo uma síntese. E o desenlace se dá no meio da história. Ou então o desfecho é a trama. Em “Os Doze Parafusos”, outra das mais conhecidas e belas narrativas curtas de Moreira Campos, o remate se dá um pouco antes do final, quando a personagem se suicida e em alguns contos os personagens sem nome, vêem coisas e às vezes o único personagem com nome é secundário.

Não se vê em Moreira Campos a descrição excessiva. Quando a utiliza, no entanto, o faz de maneira a preparar o terreno (o palco) para que o personagem nele se movimente. Veja-se “O Peregrino”, o começo: “Chão rude, áspero, mais de pedregulhos”. Mais adiante o narrador fala de horizontes, ramaria seca, bacuraus, folhagem do imbuzeiro. O enredo é de cunho regionalista: vidas pobres, morte por picada de cobra, a chegada do peregrino e em outros contos Moreira Campos apresenta diversas ações (tempos) subseqüentes, que poderiam ser mencionados e outros merecem análise mais profunda, talvez até ensaios exclusivos, como é o caso do desfecho diluído ou posto no meio da narração.

Biografia

Moreira Campos (José Maria), nascido em Senador Pompeu (6 de janeiro de 1914), é filho do português Francisco Gonçalves Campos e Adélia Moreira Campos. Ingressou na Faculdade de Direito do Ceará, bacharelando-se em 1946. Licenciou-se em Letras Neolatinas em 1967, na antiga Faculdade Católica de Filosofia do Ceará. Na área do magistério iniciou-se como professor de Português, Literatura e Geografia em colégios. Exerceu o magistério na Universidade Federal do Ceará, Curso de Letras, como titular de Literatura Portuguesa. Integrante do Grupo Clã. Pertenceu à Academia Cearense de Letras. Faleceu em Fortaleza, no dia 7 de maio de 1994.

Deixou as seguintes coleções: Vidas Marginais (1949), Portas Fechadas (1957), distinguido com o Prêmio Artur de Azevedo, do Instituto Nacional do Livro, As Vozes do Morto (1963), O Puxador de Terço (1969), Os Doze Parafusos (1978), A Grande Mosca no Copo de Leite (1985) e Dizem que os Cães Vêem Coisas (1987). Seus Contos Escolhidos tiveram três edições, Contos foram editados em 1978 e Contos – Obra Completa se publicaram, em dois volumes, em 1996, pela Editora Maltese, São Paulo, com organização de Natércia Campos. Tem também um livro de poemas, Momentos (1976). Participou de diversas antologias nacionais. Algumas de suas peças ficcionais foram traduzidas para o inglês, o francês, o italiano, o espanhol, o alemão.

Sua obra está estudada em importantes livros, como o de José Lemos Monteiro, intitulado O Discurso Literário de Moreira Campos, o de Batista de Lima, Moreira Campos: A Escritura da Ordem e da Desordem, e outros mais abrangentes, como Situações da Ficção Brasileira, de Fausto Cunha; 22 Diálogos Sobre o Conto Brasileiro Atual, de Temístocles Linhares; e A Força da Ficção, de Hélio Pólvora. Em jornais e revistas se estamparam quase uma centena de artigos e ensaios sobre os seus livros.