NUTRIÇÃO NA INFÂNCIA

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O bebê, no começo, só distingue quatro sabores: doce, salgado, amargo e azedo. O paladar é o menos desenvolvido dos sentidos da criança ao nascer, até porque ela não precisa dele, uma vez que a natureza preparou-a para apenas um tipo de alimentação: o leite materno.

Na maioria das crianças, o leite materno é suficiente para preencher todas as necessidades do bebê até o 6º mês de vida. Caso a curva de crescimento do bebê apresente problemas, pode-se iniciar o processo de desmame entre o 4º e 6º mês de vida.

Deve-se oferecer alimentos novos a criança aos poucos. Um tipo diferente por vez, e em pequenas quantidades que poderão ser aumentadas progressivamente. Inicialmente os novos alimentos devem ser os líquidos, depois os pastosos, podendo assim chegar aos alimentos em forma de pedacinhos e/ou grãos.A introdução desses novos alimentos deve primeiramente ser em complementação ao leite materno, ou seja, mesmo dando outros alimentos à criança, deve-se continuar mamando. Esse processo deve ser feito com cuidado para que a criança se mantenha sadia e possa ganhar bons hábitos alimentares, pois são esses que ela utilizará por toda sua vida……….

.O ideal é dar preferência aos alimentos nutritivos, que façam parte dos hábitos alimentares da família, que sejam disponíveis no local. Além disso, que estejam no período de safra, pois assim devem custar bem mais barato.

Uma refeição equilibrada e adequada deve ter alimentos de todos os grupos alimentares, que estão listados abaixo:

– Grupo dos Energéticos: Alimentos que fornecem “energia” para a criança. .Ex.: arroz, milho, trigo, mandioca, batata, óleo, margarina.

.- Grupo dos Construtores: Alimentos que fornecem “Proteínas”que ajudam na construção do corpo, músculos, sangue, cabelos, etc.. Ex.: carnes, leite, ovos, queijo, peixes, feijão, frango.

.- Grupo dos Reguladores: alimentos que possuem vitaminas e minerais, que vão regular as funções do corpo como a digestão, respiração e .. … circulação do sangue. .Ex.: Todas as frutas e legumes/verduras.

Não tenha medo de dar os alimentos às crianças, elas precisam deles para crescer e formar hábitos saudáveis. Basta prestar atenção em introduzir sempre um alimento de cada vez e observar a reação da criaça. Isso também é importante caso apareça alguma reação alérgica.

Algumas dicas importantes:

Proporcione ao seu filho uma dieta variada com muitos alimentos frescos.
Evite alimentos industrializados, ricos em gorduras e açucar.
Prefira os sucos de fruta naturais com água e não os concentrados.
Não utilize as bebidas adoçadas, podem provocar cáries.
A avaliação do estado nutricional de crianças é atividade importante dos programas de saúde, inclusive no caso de crianças institucionalizadas; gerando dados utilizáveis inclusive como indicadores da qualidade de vida a que estas crianças estã submetidas.

A nutrição é um dos principais determinantes da saúde infantil, em especial nos primeiros anos de vida, sendo essencial para o desenvolvimento. Está relacionada não só a aspectos econômicos, mas, sobretudo psíquicos e sociais. O valor dos alimentos é fundamental pra que se previna a desnutrição, uma das epidemias mais graves dos nosso país.

NUTRIÇÃO X QUALIDADE DE VIDA

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A nutrição é uma ciência complexa e de vital importância, sendo o nutricionista o profissional preparado para orienta-la . Assim sendo todas as pessoas , atuem ou não na área de saúde , devem conhecer um pouco de nutrição para preservar e/ou melhorar sua saúde.

Um indivíduo mal alimentado esta a mercê de patologias como a desnutrição, a qual não permitirá a plenitude de seu desenvolvimento , caso jovem ; ou se for um adulto, o colocará em desvantagem de condições num mundo moderno frente a competição do mercado de trabalho.

O nutricionista além de conhecer os alimentos , também detêm informações das melhores formas de prepara-los . A união destes dois aspectos será útil na reeducação alimentar de pessoas ,pois o ser humano é constantemente assolado por doenças relacionadas a problemas e erros alimentares ,derivados de maus hábitos.

Um cardápio variado nem sempre é saudável por si só , a nutrição, como ciência, deve explorar a variedade como um fator contribuinte e não somente um atrativo a fartura da mesa .

Todos os nutrientes devem ser explorados em graus que são diretamente proporcionais aos resultados que surtirão no corpo , só desta forma a conciliação ,do prazer de comer com a melhoria da qualidade de vida, será plena .

CONCEITOS ( TÉCNICOS E CIENTÍFICOS):

ALIMENTOS : É toda substância que supre as necessidades de nutrição e crescimento de qualquer forma de vida .
ALIMENTAÇÃO : É o ato de ingerir , digerir e absorver alimentos .
NUTRIÇÃO : A soma dos processos envolvidos na ingestão de alimentos , assimilando-os e usando-os para manter os tecidos do corpo e armazenar energia .
NUTRIENTE : Substâncias dos alimentos que são essenciais para o fornecimento de energia , o crescimento , o funcionamento normal do corpo e a manutenção da vida .
DESNUTRIÇÃO : Falta de nutrientes essenciais ao desenvolvimento e/ou manutenção de uma vida normal.
ESTADO NUTRICIONAl : É função diretamente proporcional a alimentação com base nos nutrientes ingeridos .

Bibliografia :

GOUVEIA , ENILDA L. CRUZ 1999. Nutrição , Saúde & Comunidade 2º edição. Rio de Janeiro.

O QUE É CERTO E ERRADO NA ALIMENTAÇÃO DA CRIANÇA

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Nascemos com instintos, entre eles a fome, que servirá como base para a elaboração do apetite. O acúmulo de experiências, gratificantes ou não, ao longo do desenvolvimento da criança, modulará sua conduta alimentar na dupla vertente nutrição/prazer.

Como em outros campos da aprendizagem a criança construirá sua conduta alimentar através de condicionamentos clássicos, condicionamentos operantes ou de gratificação e hábitos. Nesse processo, é fundamental a compreensão dos responsáveis pela criança (pais, avós, tios, babás, professores), de que o alimento, além da função primordial de nutrir, deverá cumprir outra não menos importante, a de proporcionar prazer.

A escolha inicial pelo aleitamento materno tem mostrado ser esse o melhor caminho, por uma série de fatores: melhor crescimento e desenvolvimento da criança; sensação de saciedade frente a novos sabores que podem se modificar a cada mamada; prevenção da obesidade; a sucção da aréola e mamilo facilita o desenvolvimento oral levando a melhor oclusão dentária futura, assim como contribui para o desenvolvimento correto da fala; supre adequadamente às necessidades de ácidos graxos essenciais que desempenham papel relevante no desenvolvimento visual e cognitivo. Na introdução dos alimentos complementares é importante o consumo de frutas, legumes, verduras, carnes e derivados do leite para garantir um adequado crescimento e desenvolvimento.

Alguns erros dependem de falsos conceitos alimentares, como os alimentos considerados “porcarias”, que na verdade não o são, desde que adequadamente preparados. Como exemplo teríamos a pizza, pastel, coxinha de galinha, risoles, pastel de banana , cachorro quente, entre outros. Esses alimentos fazem parte da realidade do dia a dia e muitas vezes constituem parte do cardápio do adulto. Erro muito comum é considerar o alimento como um prêmio ou punição. A sobremesa é um exemplo clássico, com o doce sendo usado como chantagem para obrigar a criança a comer o quanto e o que determinamos como necessário para sua nutrição. Também erramos quando consideramos somente os aspectos nutricionais em detrimento dos prazerosos. Muitas vezes, esquecemos de avaliar outros aspectos nutricionais, dando importância somente ao ganho de peso. Vale a pena ressaltar os erros dependentes de condutas médicas e sociais, muitas vezes mais influenciadas pela moda ou publicidade do que por argumentos científicos (rigidez no horário, na quantidade, na introdução precoce de alimentos sólidos, na permanência prolongada de alimentos líquidos ou pastosos, escassa variação, concentração ou temperatura inadequada , etc). Quando esquecemos a importante relação da alimentação com o prazer, a apresentação do alimento à criança é relegada a segundo plano, ocorrendo a persistência das famosas sopas por longos anos, onde se pode esconder todo tipo de vegetais. Sabe-se que a “estética”, o “marketing” do alimento é fundamental. Quem não se rende a uma bela torta, um prato bem montado ou salada colorida? Assim como o aroma e o paladar, a apresentação do alimento produz efeitos organolépticos, despertando todo o cortejo de estímulos sensoriais e afetivos, importantes para o correto desenvolvimento da criança.

A preocupação exagerada com a “limpeza” na mesa, também pode ser prejudicial. Quando não deixamos a criança manipular os alimentos, impedimos que adquira novas experiências. A criança só aprende a se alimentar se utilizar todos os estímulos sensoriais possíveis, incluindo o tato e é um grave erro limitar sua atividade nesse sentido.

Deve-se lembrar também, que a criança tem o direito de possuir preferências alimentares, não gostando do sabor de alguns alimentos. Muitas vezes, na expectativa de que a alimentação de nossos filhos seja extremamente saudável, esquecemos do seu direito a livre escolha, que deveria ser exercido sob o controle discreto dos responsáveis. Outro comportamento comum é o de “forçar” hábitos alimentares saudáveis, que os próprios pais ou responsáveis não possuem. Muitos adultos não gostam de verduras, legumes, saladas e frutas, porém querem que suas crianças os apreciem. Sem o exemplo dos responsáveis, é muito difícil a criança aceitar a imposição de condutas “saudáveis” com relação à alimentação.

Fatores positivos:

Estimular a amamentação
Estimular a sensação da fome
Autoregulação. Livre eleição
Participar das refeições junto com os pais.
Introdução correta de novos alimentos
Ambiente agradável. Estética (pratos bem arrumados)
Participação na compra dos alimentos
Participação na elaboração
Escolha do cardápio
Conduta não restriva à mesa
Respeitar preferências e aversões aos alimentos manifestados pela criança
Respeitar o apetite em qualidade e quantidade de alimentos
Eliminação de condicionamentos negativos
Fatores Negativos

Rejeição ao leite materno
Valorização da alimentação/nutrição em detrimento da alimentação prazer
Obsessão por ganho de peso
Não respeitar auto-regulação (refém do relógio)
Preparação e apresentação incorreta
Introdução incorreta de novos alimentos
Escassa variedade de alimentos
Não participação da criança em sua alimentação
Restrição de manipulação e movimentos
Falta de autonomia na alimentação por si mesmo
Chantages e rituais na comida

LEITE E DERIVADOS

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I – INTRODUÇÃO:

O Leite é um dos mais completos alimentos para o homem, mas infelizmente, também é um dos melhores meios de cultura para toda sorte de microrganismos. Por isso faz-se necessário desde cuidados com os animais, passando pela ordenha, armazenamento, conservação e métodos de higienização deste leite até sua derivação para alimentos como: queijo, iogurte e manteiga.

E com intuito de desenvolver e despertar sua curiosidade sobre este tema que se inicia esta pesquisa.

1-DESENVOLVIMENTO

O leite tem sido considerado “um alimento humano mais próximo da perfeição”.

Seu excepcional valor nutritivo é devido aos seus principais constituintes: proteínas, carboidratos, gorduras, sais minerais, vitamina e água. Sendo indispensável na alimentação de lactentes, crianças e também adultos.

“Importância do leite na alimentação”. O leite permitirá ao organismo:

Dispor de todos os aminoácidos essenciais, pois suas proteínas ( lactalbumina, lactoglobulina, e sobretudo a caseína) são proteínas de alto valor biológico.

O leite da vaca sadia contém 35g de lactoglobulina. as proteínas do leite, do ponto de vista econômico são as mais baratas proteínas de alto nutritivo, sendo possível satisfazer a necessidades destas proteínas com uma pequena quantidade de carne

( alimento em que as proteínas têm um custo muito alto) para consumirem grande quantidade de leite.

– Dispor de gorduras altamente digestivas, graças ao diâmetro de suas partículas ( 2 a 10 mg ), tendo portanto uma fina emulsão, isto é, suas gorduras são altamente digestivas.

Entre todos os alimentos destinados ao consumo humano, o leite é o único rico em cálcio e permite o reabastecimento da relação Ca/P nos limites, isto é , entre 1/1,5 e ½. O fósforo é realmente muito abundante nos diferentes alimentos usuais, os quais quase não contém cálcio, com exceção do leite e seus derivados. Na prática é preciso consumir – em se tratando de adultos:

-400 a 600g de leite por dia

Dispor de vitamina A em quantidade suficiente

– Vitamina D, de acordo com a estação. O leite enriquecido em vitamina D constitui a verdadeira profilaxia do raquitismo.

Pois em algumas estações do ano principalmente na época do inverno, as taxas de vitamina D do leite caem, então há a necessidade de enriquece-lo.

POLUIÇÃO DO LEITE NA ORDENHA

O leite é um excelente meio de cultura, como não é possível extrair um leite asséptico, é indispensável tomar medida, seja para impedir que os germes se reproduzam, seja para destruí-los.

Os micróbios que contaminam o leite provém de três fontes:

1- Do próprio animal, cujo úbere sujo infecta o leite; por isso, é preciso recomendar ao fazendeiro que lave o úbere antes da ordenha. Neste caso os micróbios contaminantes são os saprófitos, que não são diretamente muito perigosos a saúde do homem, mas alteram a qualidade do leite.

O primeiro jato de leite é muito rico em micróbios; logo se deve eliminá-lo.

Recomenda-se uma manutenção minuciosa do rebanho, em especial os tratamentos diários e a lavagem dos úberes com sabão. É preciso cuidar particularmente da limpeza do traseiro e da cauda que, em constante movimento, projeta detritos e principalmente, matérias fecais dentro do balde.

Algumas vezes, a vaca pode ser acometida por um mastite e contrair uma infecção por estafilococos ou por estreptococos, os quais podem ser perigosos para o homem. Os fazendeiros passam no úbere um lápis hemostático com penicilina ou então tratam o animal com penicilina; esta passa para o leite. Esse leite deve ser considerado impróprio para consumo.

O leite podo ser vetor de micróbios de supuração que provocam gastroenterites no homem, e de agentes patogênicos, tanto para a vaca quanto para o homem; assim convém eliminar os animais portadores dessas infecções.

As delas primeiras são:

A tuberculose de origem bovina extratransmíssivel ao homem.
O papel do leite cru é muito importante na tuberculose especialmente o leite cru distribuídos diretamente em algumas fazendas.
A infecção do homem pelo bacilo do tipo bovino pelo tubo digestivo sendo muito raras as lesões pulmonares.
Uma porção considerável de casos de tuberculose abdominal da lactante e da criança é devida ao bacilo do tipo bovino trazido pelo leite.
Independente de seu poder infectante, o leite proveniente de vacas tuberculosas é de má qualidade e pobre em gordura e proteínas.

PS: Os animais devem ser abatidos e os estábulos desinfetados.

A brucelose, que pode ser descoberta pelo exame periódico dos animais, com teste de soroaglutinação do sangue. A Brucelose pose ser descoberta também pelo fato do animal abortar nas suas três primeiras crias.

Outras doenças podem ser transmitidas, mas sua importância prática é pequena. Febre aftosa, por exemplo, pode ser transmitida através do leite. Mas seus transtornos, não são importantes e sua ocorrência não é freqüente, pois o vírus é pouco resistente ‘a luz e a outros fatores também . Freqüentemente o aparecimento da aftosa na boca dos indivíduos é tida como sendo um caso de febre aftosa, mas geralmente, é devido ‘a outras causas.

2- Do homem, que muito freqüentemente ordenha a vaca com as mãos sujas, contaminando assim o leite com inúmeros saprófitos. O homem pode apresentar supurações de estafilococos ou portador de germes da febre tifóide.

Neste caso, o leite pode se tornar um agente de contágio para o homem. Deve-se recomendar aos fazendeiros que lavem as mãos antes da ordenha e que sejam substituídos em casos de supurações. Quem for portador de germes deve der afastado até estar curado, mas, acima de tudo, deve-se proibir terminantemente um fazendeiro tuberculoso de ordenhar ou manusear o leite.

Devem ser combatidas algumas práticas pouco higiênicas como a que consiste em umedecer as mãos para facilitar a ordenha, utilizando a própria saliva ou o primeiro jato de leite.

3- Dos recipientes geralmente sujos. Os baldes, onde é recolhido o leite, devem ter uma limpeza meticulosa; podem ser lavados com água de Javel e enxugado cuidadosamente. Um bom método consiste em limpar os baldes com água quente carbonata, enxaguar em seguida com água potável e desinfetar com um jato de vapor durante alguns segundos.

Deve-se absolutamente evitar que o leite que o leite seja colhido num balde que ainda contenha um pouco de leite de véspera; este se tornou um meio de cultura com um teor microbiano muito alto.

Deve-se citar também, a contaminação dos tubos das instalações para ordenha mecânica é um processo ideal para se evitar a contaminação do leite; na prática, este processo é decepcionante por duas razões:

É bastante difícil limpar bem os tubos e as pequenas quantidades de leite que eles escondem, as quais ficam muito cheias de micróbios; em poucas horas, contaminam todo o produto da ordenha. Deve-se citar o perigo de tubos rachados que mesmo com a lavagem ou os enxágües, ainda ficam nas pequenas fissuras grandes quantidades de micróbios que vão contaminar o leite que passa pelos tubos.

Favorece a transmissão da mastite:

A ordenha mecânica possui mais uma desvantagem: não esvazia completamente os úberes; ora o leite proveniente da última parte da ordenha é mais rico em gordura do que o inicial.
É necessário que se cuide para que não caia no balde corpos estranhos. Deve-se o mau hábito de certos fazendeiros, que consiste em dar forragem aos animais durante a ordenha para que ele fique quieto.

CONSERVAÇÃO DO LEITE

Logo após a sua ordenha o leite, deve ser esfriado o mais rapidamente possível.

Um método bastante simples e até certo ponto eficiente é a colocação dos latões em tanques com água ( de preferência corrente). Esta operação torna-se necessária porque, com o maior que se tenha, o leite nunca será estéril neste ponto.

A 37º os germes de contaminação do leite se dá quase que exclusivamente pela ação de bactérias de contaminação pode ter muitas origens, também a intensidade e o tipo de contaminação variam.

Uma característica constante é que o leite vai se acidificando até coagular. No gera, a flora causadora de decomposição do leite não é patogênica mas não devemos nos esquecer das Brucelas, bacilos tuberculosos, Streptococcus grupo A, Stafilococcus aureus e bacilos diftéricos que podem estar presentes em número suficiente para vencer as nossas resistências orgânicas.

Nas condições praticadas atualmente e que estão longe de responder as considerações citadas, muito leites chegam ao laticínio poluído. O efeito dessa poluição é acidificar o leite mediante a transformação de lactose em ácido láctico, sob efeito de enzimas.

A acidificação do leite, ocorre:

Acidez de origem: É aquela que é próprio do animal quando é ordenhado devido ao acúmulo de gases no interior do úbere do animal, e este quando é ordenhado o leite em contato externo pode ser incorporado mais gases ainda, contudo é uma acidez que tende a desaparecer depois de alguns minutos.
Acidez de fermentação : é causada pela ação dos microorganismos que atacam a lactose( açúcar do leite), transformando-a em ácido láctico. Esta sempre tende a aumentar com o passar do tempo e quanto melhores forem as condições para o desenvolvimento dos germes.
Os leites muitos ácidos devem ser eliminados, pois não suportariam nem a pasteurização nem a ebulição; eles talhariam, isto é, suas propriedades coagulariam

Quando um leite está realmente muito contaminado, isto é, muito ácido ele talha a frio.

CONTROLE DO LEITE

Como alteração do leite, ocorre as vezes o ” leite mofoso”, em conseqüência de sua guarda em estado ácido. em geladeira, onde é contaminado por mofos, geralmente os da espécie Oospora lactis; a alteração de caracteriza pelo aparecimento na superfície do produto, de uma película colorida, conferindo ao leite um aspecto indesejável.

O leite “arenoso”, quando nas vias e depósitos do úbere, se formam delgados cristais de fosfato de cálcio, pôr obstrução produzem inflamações nas tetas; ao sair para o exterior, pela pressão da ordenha o leite de se assemelha ‘a um líquido cheio de areia.

As características de um leite bom:

A cor deve de um branco ligeiramente amarelado; ao se desenvolverem certas bactérias podem transmitir a cor amarelada, rosa, vermelha ou azul.
O cheiro do leite de boa qualidade é agradável; o desenvolvimento de bactérias em excesso transmite-lhe um cheiro desagradável.
A viscosidade; o leite de boa qualidade é um líquido muito fluído, se ele torna-se viscoso houve uma alteração de origem microbiana sendo esse leite impróprio para o consumo.
A limpeza; o leite não pode conter corpos estranhos; palhas, materiais fecais, moscas, insetos, etc .

LEITE IN NATURA

Em muitos lugares se vende leite cru ao consumidor, que é geralmente entregue diretamente ao consumidor.

O leite cru está longe de ser um leite asséptico.

O consumo de leite cru é inteiramente reprovado e certos sanitaristas acreditam que deveria se proibir a colocação de leites frescos ‘a disposição do público.

Em casa usa-se o meio mais simples de esterilização: a fervura.

Este procedimento é totalmente satisfatório no âmbito familiar onde o leite é nas 24 horas posteriores a compra. No entanto há dois inconveniente:

1) Destrói a vitamina C

2)torna o leite menos digestivo, pois pode destruir enzimas que facilitam na digestão.

Estes dois inconvenientes são irrelevantes em comparação com os perigos que o consumo de leite poluído pode causar. Depois de fervido, este deve ser esfriado o mais rápido possível, para evitar que durante um período razoavelmente longo, em que entre 30º e 45º, as bactérias provenientes dos esporos comecem a proliferar.

PASTEURIZAÇÃO

Entende-se por pasteurização o emprego conveniente do calor, com o fim de destruir totalmente a flora microbiana patogênica sem alteração da constituição física e do equilíbrio químico do leite, sem prejuízo dos seus elementos bioquímicos, assim como de suas propriedades organolépticas normais.

A pasteurização é indispensável numa indústria. Ela assegura uma estabilidade no produto, especialmente em nosso meio que quase nunca se pode confiar na qualidade do leite. A maioria das pessoas ainda tem um conceito muito errôneo de que seja pasteurização, é necessário que se diga que pasteurizar não vai transformar o leite ruim para bom.

A pasteurização tem como objetivo de evitar os inconvenientes da ebulição e, principalmente, de impedir a destruição da vitamina C, assegurando ao mesmo tempo a destruição mais completa possível das bactérias.

A pasteurização industrial pode ser feita de três maneiras, são elas:

A alta pasteurização: consiste em manter o leite pôr 2 a 5 minutos, entre 80º e 85º. Desta maneira quase todas as bactérias são destruídas, mas o leite adquire um leve gosto de cozido devido a modificação de suas proteínas.
A baixa pasteurização: consiste em aquecer o leite a uma temperatura de 63º durante 30 minutos. Desta maneira os germes patogênicos são destruídos, mas as enzimas são conservadas.
A pasteurização em camadas finas: Consiste em aquecer o leite a 80º em camadas finas de 1 milímetro ou pouco mais durante 15 segundos apenas, numa tabulação especial onde ele circula. Este aquecimento em camadas finas acelera a destruição microbiana.
Assim que termina a pasteurização, o leite deve ser resfriado o mais rápido possível abaixo de 6º, para que os germes, que haviam esporulado, comecem a proliferar.

ACONDICIONAMENTO DO LEITE

O acondicionamento do leite pasteurizado não pode ser descuidado.

Este acondicionamento pode ser feito em garrafa de vidro, que é inviável pois sua higiene deve ser minuciosa.

Os recipientes de caixa parafinadas ( TETRA PAK) protegem melhor o leite contra o efeito desfavorável da luz esses vasilhames são destruídos após o uso o que evita uma grande fonte de contaminação sendo também de fácil estocagem e comercialização.

LEITE ESTERILIZADO

É o produto que foi submetido a esterilização com a finalidade de destruir toda a microbiótica patogênica.

Esse leite foi criticado pelo fato de conter menos vitamina C que o leite pasteurizado, mas isto não tem muita importância, uma vez que o, de qualquer forma o lactante sempre precisa de outra fonte de vitamina C natural ( sucos, frutas…).

Descobriu-se um novo processo que vai suplantar todos os tratamentos térmicos; é o processo do U.A.T.(Ultra alta Temperatura).

Após uma pasteurização prévia a 80º, o leite é levado a uma temperatura próxima de 145º durante um tempo muito curto, da ordem de um segundo mediante contato direto do leite e do vapor, seja pela pulverização do leite num ambiente de vapor, seja pela injeção de vapor na massa de leite.

O leite assim tratado é estéril e seu valor nutritivo é praticamente inalterado em relação ao leite cru. O teor de vitamina A, B1, B2 e C não é modificado.

LEITE EM PÓ

Trata-se de um dos produtos lácteos que o Brasil mais comercializa com os outros países do Mercosul e com os terceiros países.

Entende-se por leite em pó o produto obtido por desidratação do leite da vaca integral, desnatados parcialmente desnatado e apto para alimentação humana, mediante processos tecnologicamente adequados.

O leite em pó é classificado por conteúdo matéria gorda em:

Integral ( maior ou igual a 26,0%)
Parcialmente desnatado ( entre 1,5 e 25%)
Desnatado ( menor que 1,5% )
Semi-desnatado ( entre 12 e 14%)

CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS PARA O LEITE EM PÓ:

Aspecto: pó uniforme sem grumos, sem substâncias macro ou microscopicamente visíveis.

Cor: branco-amarelado.

Sabor e odor: Agradável, não rançoso, semelhante ao leite fluído.

LEITE CONDENSADO

Em razão do seu alto teor glicídico e da temperatura a que é submetido durante seu processo de elaboração, praticamente se torna um produto isento se grande parte de bactérias vegetativas, de mofos e leveduras.

As alterações microorgânicas que se verificam no leite condensado são provenientes de contaminações posteriores ‘a elaboração do produto, causadas, por pequenas perfurações das latas, por onde se insinuam os microorganismos.

QUEIJO

O queijo é o derivado lácteo mais tradicional. Eles se distinguem pelas diferenças, pelas modificações enzimáticas da Caseína existem vários tipos de queijo:

Queijo fresco: cujo tipo é o branco. É preparado mediante a coagulação da caseína pela ação do coalho.
Queijos fermentados: aos quais as modificações da caseína pela ação dos germes dão um gosto forte como por exemplo o queijo gorgonzola
Queijo de massa dura: são cozidos de modo que interrompa a fermentação. É importante ressaltar que, as alterações do leite são transmitidas por este ao queijo.

MANTEIGA

1) A manteiga é proveniente da gordura do leite (nata), podendo esta ser pasteurizada ou não.

2) A manteiga varia de qualidade ( alterações) de acordo com o creme utilizado para o seu fabrico.

A manteiga salgada, pelo seu alto teor de cloreto de sódio em relação ‘a pequena quantidade de água do produto, torna-se menos acessível a entrada ( proliferação de microorganismos) do que a sem sal.

3) As alterações como cor, odor e sabor da manteiga na maioria das vazes são provocados por bactérias, fungos e leveduras.

IOGURTE:

É preparado geralmente com leite pasteurizado, praticamente ficando isento de contaminação. O preparo do iogurte é feito com café de iogurte, dando inicio ao processo de coalho. É importante que o iogurte seja colocado em garrafas de vidro ou esmalte, pois a acidez do iogurte pode atacar os metais.

CREME DE LEITE:

É produzido pela centrifugação do leite, cuja parte gordurosa fica na superfície e pode ser retirada. O creme de leite, como qualquer derivado do leite, deve ser ter uma manipulação e conservação adequadas.

III- CONCLUSÃO

Evidenciou-se que faz-se necessário uma política realmente eficiente para o controle da entrada de leites contaminados, diante de doenças como brucela, tuberculose, e até adulterações que são feitas neste alimento.

Leite é o alimento realmente saudável, barato e de fácil digestão. O leite deve tomar conta realmente de nossas mesas, principalmente o esterilizado, isto é, asséptico.

Entre outros leites que começam a ganhar o mercado estão o de cabra, de búfalo ou até o de soja ( o chamado leite vegetal).

Pois realmente a natureza não faz nada sem porquê, você ainda tem dúvidas por que o leite materno é o nosso primeiro alimento?!

IV – BIBLIOGRAFIA

Controle Sanitário dos Alimentos

Riedel, Guenter

2ª edição- 1996

Editora: Atheneu

Enciclopédia Moderna de Higiene Alimentar

Higiene dos Alimentos- Tomo II

Lederer, Jean

Tecnologia de Alimentos

Evangelista, José

Livraria: ATHENEU Editora

2ª edição 1989

Apostila de Pós-Graduação do Curso de Medicina Veterinária.

Site:

http://leite.hypermart.net/

Yoga

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Autor: Hélio Augusto Ferreira Fontes

O que é Yoga?

A yoga, que significa união em Sânscrito, é uma família de práticas espirituais ancestrais originária da Índia, onde ela permanece uma tradição vibrante e vista como uma forma de iluminação. Karma Yoga, Bhakti Yoga, Jnana Yoga, e Raja Yoga são consideradas as quatro principais yogas, mas há várias outras.

Em partes do ocidente onde a yoga é popular ela tornou-se associada com as posturas (asanas) do Hatha Yoga, a qual é considerada popularmente exercícios físicos e é a base de um negócio crescente. No Hinduísmo, Budismo e Jainismo a yoga é uma meio para a iluminação e influenciou outras religiões e práticas espirituais pelo mundo.

Yoga como medicina alternativa

A yoga usada como uma forma de medicina alternativa é uma combinação de exercícios de respiração, posturas e meditação, praticada por mais de 5 mil anos. Na Índia, yoga é parte da vida cotidiana, sendo comum ver pessoas a praticando pela manhã ou conversando sobre alimentação e terapia corporal baseados na yoga ou no sistema de cura hindu Ayurveda.

Uma pesquisa, publicada em Maio de 2004 pelo “National Center for Complementary and Alternative Medicine”, sobre a medicina alternativa descobriu que a yoga era e quinta terapia de medicina alternativa mais utilizada (2,8%) nos Estados Unidos em 2002. Yoga é considerada uma intervenção mente-corpo, que é usada para reduzir os efeitos à saúde do estresse generalizado.

Benefícios da yoga para a saúde

Acredita-se que a yoga acalme o sistema nervoso e equilibre o corpo, mente e espírito. Os praticantes da yoga pensam que ela pode prevenir doenças e problemas de saúde específicos ao manter os meridianos de energia abertos e a energia da vida fluindo. A yoga geralmente é praticada em aulas de aproximadamente 45 minutos de duração pelo menos uma vez na semana. Yoga tem sido usada para reduzir a pressão arterial, diminuir o estresse, e melhorar a coordenação, flexibilidade, concentração, sono e digestão.

Yoga também tem sido usada como terapia suplementar para diversas condições como câncer, diabetes, asma, aids e síndrome do intestino irritado. Em 2006, cientistas da Universidade do Texas conduziram um experimento com 61 pacientes com câncer de mama. Eles pegaram 30 dessas pacientes e as colocaram num programa de seis semanas de yoga. Ao final das seis semanas descobriram que as pacientes que fizeram o programa de yoga sentiam-se bem melhores consigo mesmas e não ficava tão cansadas ao final do dia.

Bibliografai: Copacabana Runner

Hatha Yoga

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Autor: Hélio Augusto Ferreira Fontes

Origens do hatha yoga

O hatha yoga, também conhecida como hatha vidya, é um sistema de yoga introduzido pelo yogi Swatmarama no século 15 na Índia. Hatha yoga é o que a maioria das pessoas associa com a palavra “yoga” e fora da Índia é praticado principalmente para saúde mental, física e vitalidade.

O texto sobrevivente mais fundamental e antigo do hatha yoga é o Hatha Yoga Pradipika, um clássico sânscrito compilado por Swatamarama no século 15. Esse texto é derivado de textos sânscritos mais antigos e da própria experiência de Swatamarama como yogi.

Muitas escolas modernas de hatha yoga derivam da escola de Sri Tirumalai Krishnamacharya, que ensinou de 1924 até sua morte em 1989. Outra influência importante foi Swami Sivananda of Rishikesh (1887-1963) e seus muitos discípulos.

Conceitos do hatha yoga

O hatha yoga tradicional é um caminho holístico que inclui disciplinas morais, exercícios físicos (por exemplo as asanas e pranayama) e meditação. O hatha yoga predominantemente praticado no ocidente consiste principalmente de asanas (posturas) e exercícios.

Hatha representa energias opostas: frio e calor, homem e mulher, positivo e negativo, similar mas não totalmente análogo ao yin e yang. Hatha yoga procura o equilíbrio do corpo e mente através de exercícios físicos, ou “asanas”, respiração controlada, e quietude da mente através do relaxamento e meditação. Asanas ensinam postura, equilíbrio e força, sendo praticadas para melhorar a saúde física e limpar a mente em preparação para a meditação, a fim de alcançar a iluminação.

Asanas (posturas)

As Asanas são de natureza contemplativa e foram originadas por yogis durante a meditação. O Kundalini trás naturalmente essas posturas ou movimentos, chamados Kriyas, durante a meditação profunda. Esses movimentos visam ajudar a remover as barreiras (doenças) nos corpos. No ocidente, hatha yoga focaliza principalmente as asanas.

Pranayama (respiração)

As palavras ‘Prana’ (força da vida) e ‘Ayama’ (prolongar ou regular) compõe o Pranayama, o qual procura controlar e regular a respiração. Em uma variação, o Rechak (ar exalado), Poorak (inalação) e Kumbhak (retenção durante a inalação e exalação) são as três partes controladas da respiração. Pranayama é praticado para desenvolver força mental, física e espiritual. Embora a Pranayama para iniciantes seja relativamente sem riscos, o progresso seguro para práticas mais avançadas requer a orientação de um professor uma vez que a prática incorreta pode resultar em neurose, problemas adrenais, insanidade e morte.

Bibliografia: Copacabana Runner

Body Pump

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Autor: Luiz Carlos de Moraes

Continuando a falar das atividades de academia, uma das que tem carreado uma multidão para as salas de aula e também gerado muita discussão é o Body Pump. Uma atividade que mistura ginástica e musculação fazendo parte do Sistema Body Systems de programas prontos com os variados treinamentos físicos conhecidos de ginástica localizada, aeróbica de alto e baixo impacto step, ciclismo indoor, dança de estilos variados. Enfim… o que os professores aprendem na faculdade.

O sistema que é patenteado pela empresa internacional Les Mills usa o típico marketing americano das mega festas em feiras e convenções, músicas alucinantes, roupas bastante coloridas e os discursos de impacto… também “prontos”.

A filosofia é toda calcada nos conhecimentos que todo profissional de Educação Física tem obrigação de conhecer tais como métodos e sistemas de ginástica, periodização, princípios e as valências físicas a serem desenvolvidas em cada método.

O Body Pump trabalha com pesos sincronizado às musicas do momento muito conhecidas pelo público da Rádio Jovem Pam. Os chamados “Mix”, nada mais são do que os mesociclos da periodização que mudam em média de dois em dois meses visando a evolução dos exercícios e a intensidade prometendo a evolução das valências físicas.

É importante lembrar que o programa Body Systems tem fundamento calcado na fisiologia e a padronização dos “Mix” teria a intenção por exemplo, quando um aluno viajasse para qualquer lugar do mundo pudesse dar continuidade ao seu programa. Bastaria ele procurar uma academia na cidade onde ele estivesse e fazer a aula respectiva à sua evolução.

Bom, o programa também recebe críticas. O fato dos professores fazerem os cursos e terem que ministrar as aulas exatamente como aprendem, sem questionamento nenhum, são taxados de meros repetidores de movimentos como foi, há tempos, a infeliz declaração do deputado Carlos Mink (RJ). Aos instrutores não cabe a criatividade porque têm de seguir os “Mix” sem mudanças. A questão do excesso de repetição podendo gerar lesões articulares e a impossibilidade do professor corrigir os movimentos dos alunos numa sala muito cheia é outro fato alvo de crítica. Um número máximo de alunos em cada aula deveria ser respeitado o que não acontece por absoluta ganância de alguns proprietários de academia, embora isso, não seja característica “só” do Body Pump. Numa aula de ginástica localizada, spining, RPM, ciclismo Indoor, entre outras atividades coletivas o mesmo pode acorrer por ser humanamente impossível manter a qualidade de serviço nessas condições, por melhor que seja o profissional.

O programa Body Systems, é na verdade uma tentativa de monopolizar a Educação Física podendo jogar “por água abaixo” 4 anos de carreira acadêmica a quem se sujeita às normas do curso orientado pela empresa. Um curso de poucas horas de Body Pump, Step, Jump, RPM entre os outros, promete “habilitar” qualquer um a ministrar as aulas, mas não pode de maneira nenhuma passar por cima da lei 9696 de 1º de setembro de 1998. É preciso não confundir as coisas. Qualquer profissional graduado REGISTRADO pode ministrar aulas de qualquer tipo em qualquer lugar, por isso tem exercício pleno. Se o profissional é provisionado, ele só pode ministrar as aulas do Body Systems se possuir a categoria “ginástica”.

Convenhamos. Olhando pelo lado bom do problema o Body Systems é uma grande oportunidade de desenvolvimento de trabalhos acadêmicos (teses, monografias e etc.) porque até agora existem poucos conclusivos. Os existentes não convencem até porque são tendenciosos.

Quais os métodos utilizados? A seqüência de exercício tem alguma lógica? Qual? Tem erros? Por quê? A seqüência de exercícios é proposta para quais grupos musculares? Podem ser modificados levando-se em consideração os braços de alavanca? Quais as valências físicas propostas por cada “MIX”? No campo cardiovascular a oportunidade de estudo também é enorme. Freqüência Cardíaca, Pressão Arterial. Duplo Produto e etc.

E os donos de academia? Analisando pelo lado empresarial, muitas vezes se vêem obrigados a comprar o programa por causa da concorrência. Mas o dono de academia que deseja fazer um bom trabalho oferecendo outros atrativos, pode fazer do Body Systems a porta de entrada de novos alunos. Não podemos esquecer que para atrair o cliente, primeiro temos que oferecer o que ele gosta, depois ser convencido do que precisa, e temos algo melhor.

E os novos profissionais? Muitas vezes o Body Systems pode ser a oportunidade de primeiro emprego. Por que não? Depois, cabe a ele ter espírito crítico, bom senso e comportamento ético para provar que pode mudar e crescer em qualquer lugar. Não podemos é aceitar é a exploração de mão de obra barata. Um estagiário de 1º ao 4º período não deve aceitar ministrar aulas sem supervisão de um graduado, muito menos salários tão baixos, sob risco de ser substituído por outro estagiário “barato” quando se graduar. Essa é uma questão de princípio. Ou não?

Na lista de discussão de Fisiologia do CEV (Centro Esportivo Virtual) esse assunto foi discutido e uma das opiniões foi colocado um trecho do livro, “A evolução da Educação Física e Esportes” de João batista Freire bastante pertinente à essa questão.

“Talvez as faculdades de Educação Física não tenham ainda percebido, até por que demoram bastante para perceber qualquer coisa, mas o universo do fitness vai na contramão da formação universitária. Se a coisa continuar assim, será melhor abolir os diplomas universitários e declarar obsoletas as faculdades, pois, com alguns breves cursos de finais de semana, uma fita de vídeo e uma roupa extravagante qualquer um terá habilitação para dar aulas em academias, dispensando o tedioso e demorado curso universitário”…

E continua em outro trecho. “Os clientes dos encontros de Educação física cuja tônica é o fitness lotam as salas, onde a prática sobrepuja qualquer experiência teórica, onde o som ensurdecedor abafa qualquer tentativa de debate, onde o cansaço e o suor inibem todas as possibilidades de reflexão”.

O prof. Dr. João Batista Freire é docente de pedagogia da UDESC e suas palavras nos convidam a uma reflexão. Precisamos estar atentos a essas novidades que surgem de uma hora para a outra e não simplesmente sair combatendo ou condenando as atividades. É uma questão de inteligência extrair a parte boa das chamadas ondas e melhorar a nossa Educação Física como um todo e o serviço prestado aos nossos clientes. O Body Pump tem uma proposta legal, porém calcada em conhecimentos que qualquer bom profissional deve ter para elaborar um plano de aula inteligente. Os procedimentos e cuidados profissionais devem estar voltados ao cuidado com os clientes para reverter por exemplo os números de uma pesquisa coordenada pela Drª Laíra Campello onde a dor nas costas atingiu 28,5% dos praticantes entrevistados de Body Pump. O estudo foi feito em nove grandes academias de São Paulo, 18 somando com as filiais, além de 17 de outras capitais. Portanto, é preciso refletir.

Bibliografia: Site da Body Systems Brasil

STEP

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Autor: CDOC

Muitas vezes as grandes descobertas acontecem por acaso e, dão certo. Na Educação Física não é diferente e a atividade quase obrigatória nas academias que são as aulas de step surgiu também assim: quase por acaso.

Em 1986, a professora Gim Miler ao sofrer uma lesão, foi recomendada pelo seu fisioterapeuta a ficar subindo e descendo num banquinho de madeira com a finalidade de reforçar os músculos da coxa (quadríceps). Ação muscular fundamentada no teste de banco sueco e tem similaridade com a tarefa motora diária de subir escadas.

Pois bem, usando da sua criatividade, Gim Miler pra não ficar naquele sobe desce chato começou a conjugar movimentos de braços com as pernas e fazer variações interessantes. A idéia deu certo e três anos depois a Reebok aperfeiçoou lançando no mercado uma nova e excelente atividade cardiovascular e que de quebra fortalece os músculos das pernas e dos braços, desenvolve a noção espacial, a coordenação motora, o reflexo, emagrece e passou a ser mais um segmento da ginástica.

Desde então, as aulas de step vêm sendo aperfeiçoadas até chegar ao requinte de ter seqüência de passos de acordo com o estímulo muscular ordenado e claro, com ritmo musical adequado ao fundamento das valências físicas desejadas na aula. Criou-se aulas combinadas de step com localizada, com street funk, com circuito e com pesinhos de mão. Tudo é aceitável desde que essas aulas sigam um fundamento com progressão pedagógica. Numa academia onde se conheça bem o nível de rotatividade dos alunos dá até para montar uma periodização da ginástica localizada mesclada com o step.

Com mais de dez anos de criação do step, o Colégio Americano de Medicina do Esporte já tem fatos e dados suficientes que colocam essa atividade numa posição de destaque quando comparada, por exemplo, com a ginástica aeróbica de alto impacto e a corrida. O step oferece menos riscos de contusões mais graves ficando restritas a dores musculares nas coxas, gastrocnêmios (batata das pernas) e tendão de Aquiles.

As pesquisas mostraram uma melhora de até 16% na aptidão cardiovascular, aumento médio de 13% no consumo de oxigênio (VO2 Máx.) e diminuição de 1,4% no percentual de gordura num programa inicial de controle de doze semanas (considerando três dobras cutâneas).

Os estudos concluíram também que essa atividade pode gastar de 300 a 500 quilocalorias em aulas variando respectivamente de 30 a 70 minutos. Para que esses valores sejam obtidos com segurança por qualquer pessoa, os estudiosos sugerem uma freqüência ideal de três vezes por semana como qualquer outra atividade física.

Ao contrário de outras aulas, o step é uma atividade que exige do professor uma ação contínua e por isso mesmo os pesquisadores centraram também suas observações nesses profissionais que chegam a ministrar 5 a 6 aulas por semana. Concluíram que as bases fisiológicas podem ser comparadas aos dos atletas fundistas. De fato, os professores de step costumam ter VO2 Máx. mais alto, baixo percentual de gordura, freqüência cardíaca de repouso também mais baixa e pernas fortes.

Uma atividade assim tão boa também não é pra ir entrando logo “de cabeça”. Exige-se orientação profissional. Em primeiro lugar, se você é iniciante comece com os steps mais baixos, 10 ou 15 cm de altura, Ao subir, procure pisar bem no centro e mantenha uma postura alinhada. Na descida use a ponta do pé para amortecer fazendo o movimento de “mata-borrão” da ponta do pé para o calcanhar. Evite movimentos bruscos, muito comum quando a gente perde o passo. Se você errou a coreografia não fique com vergonha e nem tente sair correndo atrás do passo “matando barata”. Pare em frente ao step e “pegue o bonde andando”. Ou seja, quando a coreografia passar pelo passo básico continue. Procure dominar bem os movimentos de giro porque eles podem levar a uma contusão de joelho. Não fique muito afastado do step, apenas o suficiente para dar um passo normal. Por fim, curta essas aulas que têm uma semelhança também com a dança.

O desenvolvimento de uma aula de step segue os padrões de qualquer outra atividade física. Aquecimento, fase principal ou stepping, fase localizada e a chamada volta a calma. Alguns profissionais não são partidários do alongamento antes da aula porque em termos fisiológicos não acrescenta nada. Justificam que não existe pesquisa provando ser o alongamento fator primordial na prevenção das lesões no step. Essa atividade não requer grande amplitude de movimentos como por exemplo o salto em altura e outras atividades esportivas que, sem os alongamentos prévios certamente quem está praticando pode se machucar. O aquecimento com movimentos básicos, o correto posicionamento do aluno em relação ao step e a condução segura do professor durante toda a aula são muito mais importantes. Particularmente também sou partidário desse conceito.

O step, como qualquer outra atividade física só causa lesões se não forem observadas as regras de segurança e ou for mau orientada. Parece até um contra-senso, o step tendo surgido exatamente como uma opção de exercício de reabilitação de lesão de joelho causar problemas. Essas lesões já registradas ficaram por conta de: altura inadequada ou não compatível para o aluno, coreografias complicadas com muitos giros e propulsões exageradas (pulos) e ritmos musicais muito rápidos. Em algumas aulas, em nome de uma suposta criatividade, algumas pessoas acabam perdendo o fundamento dessas aulas exatamente como aconteceu com as de ginástica aeróbica.

Não podemos esquecer, que a articulação do joelho permite movimentos de flexão e extensão, além de uma pequena rotação interna e externa quando em 90 graus. Outro fator importante de segurança no step, relaciona-se ao uso de plataformas muito altas. Quando o ângulo formado entre perna e coxa ultrapassa os 90 graus, observa-se o efeito conhecido por “gaveta”, e que pode representar o principal fator de lesões do ligamento cruzado anterior.

Na 9ª Convenção Fitness Brasil o professor Julio Cerca Serrão apresentou alguns dados interessantes a respeito do impacto gerado pelo Step: Professores se lesionam muito mais. 76% contra 45% para os alunos. O impacto gerado pelo passo básico num step de 30 cm de altura é de uma vez e meia o peso do aluno. Isso não representa quase nada quando comparado com outras atividades: corrida – 2,5 vezes. Basquete – 9,5 vezes. Salto triplo – 23 vezes.

Mesmo os movimentos de propulsão no step também são baixos sendo o mais alto deles quando a gente pula do step para o chão chegando a 3,5 vezes o peso corporal.

Portanto, o step é mais uma atividade que veio para ficar por ter fundamento.

Bibliografia: JUCÁ, Marcos – Aeróbica & Step – Ed. Sprint – R.J. 1993;

Ginástica laboral

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Autor: Sérgio H. F. de Carvalho

Ginástica Laboral é a atividade física orientada, praticada durante o horário do expediente, visando benefícios pessoais no trabalho. Tem como objetivo minimizar os impactos negativos oriundos do sedentarismo na vida e na saúde do trabalhador.

A ginástica Laboral traz grandes benefícios para as empresas, motivo pelo qual essa atividade física é estimulada e implementada por diversas organizações.

Os impactos negativos do trabalho podem ocorrer em diversas esferas, tais como problemas físicos, psicológicos ou sociais. Mais diretamente, a prática de exercícios físicos gera benefícios físicos para o trabalhador.
Os benefícios psicológicos (estresse, poder
de concentração) ou sociais (espírito de equipe, confiança) também são bastante citados em estudos diversos.

Benefícios para a empresa:

Diminuir os problemas de saúde no trabalhador é sinônimo de aumento de produtividade na empresa.

Essa afirmativa se verifica de diversas formas, mas os principais pontos notados são a diminuição na ocorrência de faltas ao trabalho por motivos médicos e também a diminuição dos acidentes de trabalho.

Portanto, se por um lado o fator de sofrimento humano é significativamente reduzido, por outro lado a empresa é beneficiada ao promover programas orientados de Ginástica Laboral.

Há estatísticas citando um retorno de 3 a 5 vezes sobre a verba aplicada por uma empresa em um programa de ginástica e hábitos de saúde, considerando faltas, encargos sociais e outros fatores relacionados à saúde, afetando a produtividade da empresa.

Benefícios físicos para o trabalhador:

Os benefícios dependem diretamente do tipo de trabalho realizado. A maioria dos exercícios tenta diminuir o efeito da solicitação constante a que é submetido um trabalhador ao executar determinada tarefa, seja ela uma tarefa física ou não.

Desse modo trabalhadores que utilizam de seus músculos para manejar instrumentos, ferramentas ou produtos podem ser beneficiados por um programa de atividades para trabalhadores braçais. Por exemplo, trabalhadores em uma linha de montagem de uma fábrica necessitam de exercícios específicos para os grupos musculares utilizados para que não ocorra lesão muscular por superutilização, similar, por exemplo, à lesão de um atleta ao final de uma competição extrema. Afinal, a jornada de trabalho pode durar até mais de 10 horas, às vezes…

Por outro lado, trabalhadores administrativos como digitadores, secretárias, atendentes, etc. são acometidos de problemas posturais, musculares ou visuais. Assim, um bom programa de atividades para trabalhadores administrativos ajudará a diminuir lesões por tais fatores.

Exemplos de atividades para trabalhadores braçais:

Os problemas vividos por este grupo de trabalhadores podem estar relacionados com a intensidade da força que exercem, ou ainda com a posição em que são obrigados a trabalhar. Em ambos os casos, um Professor de Educação Física pode avaliar as solicitações físicas e

prescrever atividades para compensá-las. Por exemplo, trabalhadores que são obrigados a suportar o peso de uma peça com um braço enquanto apertam um parafuso com a outra mão devem executar atividades que aliviem periodicamente as tensões envolvidas sob o risco de aparecerem lesões musculares ou posturais.

Exemplos de atividades para trabalhadores administrativos:

Independentemente da atividade exercida, esses trabalhadores têm alguns fatores em comum: trabalham sem se movimentar (parados ou em pé) por muito tempo, muitas vezes submetidos a cobranças e estresse. Exemplos de problemas decorrentes de tal ambiente são: problemas de postura, tendinites, pressão alta, etc.

Algumas funções podem ter ainda outros agravantes, como digitadores ou programadores, que utilizam demasiadamente determinados músculos do braço e mão para trabalhar.

Em primeiro lugar, é recomendável parar por alguns minutos pelo menos a cada duas horas de trabalho e executar alguns alongamentos para grandes grupos musculares como ombros, tronco e pernas. Isso combate a má postura e evita formigamentos por problemas circulatórios.

Movimentos como elevação do ombro, sua projeção para frente e para trás ajudam. Para o pescoço, flexione-o para frente e para trás, também de um lado para o outro e por fim um grande movimento circular da cabeça (circundução).

Para o tronco, espreguice-se (flexão para trás), dobre-se (flexão para frente) e incline-se flexionando lateralmente. Faça os movimentos gentil e lentamente.

Em relação às pernas, utilize as escadas sempre que se locomover por alguns andares, promovendo uma melhor circulação. Além dos benefícios cardiovasculares, promovidos até mesmo em pequenas distâncias, você estará aumentando seu gasto calórico, importante fator na manutenção da saúde.

Para funções específicas há exercícios específicos. Se você trabalha ou passa muito tempo diante de um computador, por exemplo, deve realizar uma pausa periódica para olhar e focalizar objetos distantes, aliviando a visão. Também deve realizar exercícios de alongamento para as mãos e antebraços, evitando sobrecarga por digitação ou utilização do mouse:

Estenda o braço à frente, deixando a mão relaxadamente caída para baixo. Com a outra mão, puxe gentilmente os dedos para baixo na direção do seu quadril, com as costas da mão voltadas para a tela do computador, por 20 a 30 segundos, para alongar a musculatura posterior de seu antebraço.

Puxe a mão relaxada agora para cima, em direção à sua cabeça e com a palma da mão voltada para a tela do computador, para alongar a musculatura anterior da mão e antebraço. Repita, realizando os mesmos exercícios para o outro braço.

Pergunte a um Professor de Educação Física (um personal trainer, ou em sua academia, ou na escola de seu filho) sobre quais as atividades mais importantes que você pode realizar em seu ambiente de trabalho. Os profissionais estão sempre dispostos a ajudá-lo a ter uma vida mais saudável.

Bibliografia: Revista Saúde em Movimento

História da Educação Física

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Autor: Anônimo

A Educação Física na Europa no Século XIX

Se até o século XVIII, a ginástica tinha tido vida muito difícil, excluída da escola e quase rejeitada pelo mundo da cultura, ligada a esquemas tradicionais, 1800 representou o ano do despertar e do retorno e, já na sua primeira metade, começou-se a delinear, nos vários países europeus, as formas de ensinamentos da educação física.

No esforço direcionado de alcançar um sistema bem definido sobre a educação corpórea, diversos países tiveram influência: os alemães com a ginástica militar, a escola sueca com a pesquisa científica, os ingleses com o sistema prático dos jogos esportivos e os franceses com o movimento pedagógico natural.

O ensino da educação física, definido pela pesquisa metodológica de Rousseau e dos filantropistas , teve a sua complementação pedagógica em Henrique Pestalozzi. O pensamento pestaloziano se fundamentava sobre uma unidade inseparável entre corpo e espírito, entre movimento físico e moral; nesta íntima fusão, a personalidade humana encontrava o seu pleno desenvolvimento.

Para Pestalozzi, a ginástica promovia o desenvolvimento da criança em diferentes aspectos.

• Intelectual: espécie de autocontrole moderno, que permitia à criança controlar as suas ações, com adestramento e reflexão;
• Estético: desenvolvia a presteza física e a boa postura;
• Moral: garantia o domínio da vontade sobre o corpo, fazendo com que a criança estivesse sempre pronta para seguir os preceitos éticos e sociais do dever;
• Prático-profissional: desenvolvia a capacidade de poder desfrutar do corpo e de suas forças internas nas habilidades exigidas nas diferentes profissões ou posições sociais.

Para Pestalozzi, os ideais da educação física superavam aqueles restritos ao campo higiênico e da saúde, buscando atingir os mais altos preceitos morais e de conhecimentos científicos.

Federico Froebel, discípulo e continuador das obras de Pestalozzi, integrou a sua concepção pedagógica e a atividade educativa à moderna corrente do pensamento que percebia a criança como ‘‘espontaneidade’’ e ‘‘centro’’ do processo educativo.

O ideal da educação froebiana colocou em estreita relação a educação física, com os aspectos intelectual e moral da criança, para desenvolver a personalidade individual por meio de uma atividade desenvolvida com plena liberdade e espontaneidade.

Na Alemanha, a educação física sentiu as influências da condições históricas e ambientais da própria nação. As exigências políticas da Alemanha requeriam uma rígida impostação da atividade física.

A ginástica alemã de 1800 teve também características educativas comuns aos demais métodos de educação física que se estavam consolidando na Europa, embora, por razões históricas e políticas, a ginástica alemã reforçou o aspecto militarista que influenciou, posteriormente, uma boa parte do ensino tradicional da educação física, nos demais países europeus.

Na França, o desenvolvimento do corpo deveria permitir ao homem enfrentar e superar as várias situações críticas da vida, e também à defesa da Pátria. Para tanto, havia a necessidade de cultivar o corpo a fim de que adquirisse, não somente a saúde, mas também certas qualidades físicas como a destreza, a força e a resistência.

Devido a isso, a educação física escolástica ficou associada ao ensino de nível quase que exclusivamente pré-militar, tanto que os professores eram, na grande maioria, ex-suboficiais do exército, provenientes da escola de Joinville.

No início do século XIX, surgiu na Suécia um sistema original de ginástica, cuja contribuição nos aspectos higiênico e pedagógico, assumiu uma importância fundamental. A Suécia, no início, foi influenciada pela escola alemã e a atividade motora teve um caráter militarístico. Mais tarde, a ginástica sueca distanciou-se definitivamente da ginástica alemã.

O princípio da ginástica sueca fundamentava-se no movimento: nas particulares técnicas analíticas que se tornaram a base de todo ato motor, tanto formativo, quanto corretivo.

O esporte, entendido no seu sentido moderno, teve origem na Inglaterra. Na Grã-Bretanha, como também nos demais países do velho continente, desde a época do renascimento, existiam duas categorias de exercícios físicos. Alguns eram praticados por aconselhamento médico, visando a conservação da boa saúde, outros eram executados pela aristocracia como forma de recreação e passatempo, para ocupar o tempo livre. Os exercícios físicos e os jogos, próprios da nobreza, como esgrima, equitação e canoagem, foram designados por uma única palavra “esportes”.

Todavia, este não é o significado originário de tal termo. A palavra “esporte” é fruto de uma evolução que se realizou entre o século XIII e XIV. Na França, já no século XIII, era usada a antiga palavra “desport” que deriva de déporter e que designava o conjunto dos meios para transcorrer agradavelmente o tempo: recreações, jogos, etc.

Terra de conquista, politicamente dividida, a Itália não pode oferecer à restauração dos exercícios físicos, nem o clima de liberdade, nem a consciência dos fins unitários e nem a consciência de um ideal cívico e pátrio. Foi o ressurgimento italiano que assinalou a retomada da atividade gímnico-esportiva e a datar, mesmo se parcialmente, a evolução de nova educação física do início de 1800 até hoje.

A educação física na escola italiana durante o Ressurgimento ressentiu naturalmente do particular momento histórico e se prospectou sobretudo como educação militar. De qualquer maneira, a pedagogia do século XIX acolheu plenamente a educação física como parte integrante da educação geral e muitos educadores italianos ocuparam-se disso ativamente.

Os primeiros sinais de um progresso no campo da educação física foram dados em Nápoles (1807), em dois colégios. Foi inserido nos seus programas didáticos, o ensino da dança e da esgrima; e também exercitações ginásticas. O verdadeiro precursor e iniciador da escola de ginástica, na Itália, foi Rodolfo Obermann (suíço).

As necessidades bélicas em 1833 forçou o governo da legião do Piemonte, a convidar a Turim, o suíço Obermann, para que se ocupasse da educação física dos soldados. Desenvolveu tão bem as suas funções que foi chamado à Academia Militar, para ensinar a ginástica aos militares e, posteriormente, aos civis. Era discípulo da escola alemã e o seu sistema didático ligou-se perfeitamente ao ensino da ginástica militar.

A Educação Física na Europa no Século XX

Na Alemanha, surgiu a expressão “Endereço Rítmico Estético”. Com ela designavam-se os métodos e sistemas de educação física, surgidos no princípio do século XX, que, em oposição às formas mais velhas de exercícios físicos, punham em primeiro lugar o momento pedagógico e, em parte, o estético.

Enquanto que a ginástica tem como objetivos o revigoramento do corpo, a força física, a coragem e a resistência, os adeptos da ginástica rítmica vêem, no corpo e no adestramento dos movimentos, um importante meio para a formação harmônica de todo o homem.

Enquanto que os sistemas mais velhos de educação física influenciavam especialmente sobre a formação da vontade, a ginástica rítmica destina-se, em particular, ao sentimento. Isso explica como quase todos os seus sistemas se utilizem da música, seja como acompanhamento, seja como estímulo, como meio, ou então como fim. Os múltiplos significados da expressão explicam-se com a circunstância que o conceito de “ritmo” vem entendido em vários sentidos: musical, físico e espacial.

O nome e conceito da ginástica rítmica derivam, porém ,de Emile Jacques-Dalcroze. Surgiu, assim, nele, a idéia de fazer executar os exercícios de solfejo não somente batendo o tempo, mas ajudando a execução dos ritmos também por meio de passos e de movimentos. Daí desenvolveu-se a ginástica rítmica.

O método de Jacques-Dalcroze baseia-se, teoricamente, sobre a noção de que o ritmo é um fenômeno fisiológico e que, portanto, o sentido rítmico não deve ser educado por meio do corpo e dos seus movimentos. E por outra parte, a influência da música foi ocupada com o objetivo de regular os movimentos no seu desenrolar.

Durante a guerra e no após guerra, existia, na Alemanha, uma forte educação contra este método. Na chefia da oposição estava Rudolf Bode. Ele considerava o conceito dalcroziano de ritmo no sentido de regra e de ordem, demasiadamente mecanicista, via a essência do ritmo justamente como momento do irracional, da fuga do vivente.

Na sua “ginástica expressiva”, Bode assinalava à música somente uma função de acompanhamento e requeria, de todo o movimento natural e exato, os seguintes requisitos: totalidade, início, partindo do centro de gravidade, rítmico revezamento de tensão e de distensão.

Com Carlo Diem (1882-1923), prevaleceu o valor educativo da atividade motora que veio assumir todos os caracteres próprios da atual concepção da educação física. O corpo, para Diem, não era tanto “a base quanto a expressão da nossa personalidade”. A formação do corpo estava em vantagem à personalidade: Diem procurou unificar as várias tentativas dos últimos tempos, destinados a dar ao exercício físico um objetivo formativo.

Na França, se desenvolveu um movimento pedagógico-científico sobre a educação física, também conhecido como Movimento Natural, que visava a conservação da saúde com um aperfeiçoamento psicofísico destinado ao desenvolvimento das faculdades motoras do homem e, portanto, do seu desenvolvimento psicomotor. Restaurar o movimento natural significava, portanto, levar ao homem à integridade e à plenitude, que lhe são congeniais.

Georges Demeny (1850-1917) de origem húngara, pode ser considerado o fundador da educação física francesa moderna, ligada ao naturalismo.

Para Demeny, a educação física devia conseguir efeitos higiênicos, estéticos, econômicos e morais, ou seja, devia influenciar o indivíduo sobre a saúde, a forma do corpo, a melhor utilização da força muscular e a vontade. O método natural de Demeny, onde o movimento era entendido em sentido racional e científico, consentiu a evolução da educação física moderna e influenciou todos os idealizadores de métodos de ginástica sucessivos.

O outro francês que continuou o pensamento de Demeny, sustentando o método natural , foi George Hebert. Nas suas viagens pelo mundo descobriu que as populações primitivas tinham bonitas formas, eram particularmente hábeis nos movimentos necessários para as suas satisfações essenciais e eram bem desenvolvidas fisicamente. Constatou, portanto, que o movimento natural dava melhores resultados para o desenvolvimento físico integral com respeito aos movimentos da ginástica tradicional.

Os grupos de exercícios utilitários e indispensáveis ao método natural de Hebert eram: a marcha, a corrida, o salto, o trepar, a quadrupedia, o equilibrismo, o levantar e carregar pesos, os lançamentos, a defesa natural e a natação.

A atividade física devia desenvolver-se ao ar livre, de maneira contínua e constante, adaptada à idade, ao grau de força e de preparação dos praticantes. Uma mesma educação física para todos, mas que se diferenciava pelo modo de aplicação e de adaptação.

A idéia permaneceu intacta na sua fecundidade pedagógica e humana. Todos os endereços modernos inspiraram-se nesse método, todas as didáticas atingiram os seus conteúdos técnicos, todos os homens, inconsciente e vagamente, participam dos seus melhores temas, no período a eles destinados anualmente, as férias, em contato com a natureza.

Na Inglaterra, no final do século XIX, já se começava a falar de Baden Powell, um oficial da sua Majestade britânica que desenvolveu um estudo sobre os jovens, privados de toda básica preparação moral, cívica e física. Graças a este oficial nasceu o movimento Scout ou “scoutismo” que teve, e tem ainda, muitos adeptos, seja na Inglaterra ou no mundo inteiro. Baden Powell verificou a necessidade de uma adequada preparação física e militar para a juventude.

O objetivo principal do escotismo era de adestrar os jovens, desde os primeiros anos, a uma sadia vida física e de prepará-los ao dever de um bom cidadão. A finalidade era desenvolver nos adolescentes um alto sentimento de honra, suscitar o espírito de iniciativa, responsabilizá-los, enrobustecer o corpo nos acampamentos e nos exercícios físicos adequados.

As exercitações deviam ser feitas ao ar livre, nos bosques, sobre os montes, ao longo das estradas. Devia-se levar uma vida ativa passada ao ar livre, junto com os companheiros, em direto contato com a natureza, longe da cidade sem todas aquelas necessidades e vantagens da vida civilizada.

Baden Powell deu muita importância à vida ao ar livre e considerou o acampamento uma escola insuperável para os jovens. Estes aprendiam implantar o campo, descobrir pistas, recolher lenha, preparar a alimentação, fazer limpeza, reconhecer animais e plantas.

O movimento escoutista foi acolhido com grande fervor e a sua difusão foi muito rápida. Da Inglaterra, difundiu-se em todo o mundo e entre todas as confissões religiosas. Até na Itália surgiram várias associações de escoteiros, dissolvidas, na época fascista, e, após, reconstituídas em torno do ano 1945.

Na Itália, Giuseppe Monti defendeu o método eclético (hoje em vigor), que consiste em utilizar o melhor dos vários sistemas para obter harmonia de formas e funções, sem negligenciar os objetivos eminentemente educativos. A guerra mundial diminuiu todo o prosseguimento da história da Educação Física italiana e durante essa, a única instituição que existia na Itália era o “Corpo Nacional dos Jovens Exploradores’’ (emanação do escotismo inglês). No período sucessivo ao final da guerra, o país ainda imerso no conflito, mostrava escassa sensibilidade aos problemas da educação física que se direcionou a uma situação catastrófica, difícil de resolver , seja no aspecto técnico como no aspecto ideológico.

• Aspecto técnico: insuficiência dos implantes de aparelhos; programa superado; falta de profissionais competentes.
• Aspecto ideológico: ainda polêmicas e hostilidades entre as correntes filosóficas da atividade física, de uma parte quem queria uma educação física conservadora para a escola e na escola; de outra parte quem queria reformá-la e adaptá-la no contexto exterior da escola com ginásios esportivos autônomos e com endereço científico e esportivo.
Une-se à trégua, o general Gasparotto, que decidiu em confiá-la ao exército. As conseqüências dessa sua tomada de decisão, ou seja, confiar as atividades físicas à entidades privadas, tiveram enormes repercussões, ainda hoje sentidas.

Conseqüências de ordem pedagógicas e organizativas:

• as associações esportivas, desde 1923, sob a direção das autoridades militares, foram exploradas, aí sendo desenvolvidos cursos para e pré-militares;
• a educação física sofreu um gravíssimo choque com a supressão dos Institutos de Magistério de Turim, Roma e Nápoles (destinados à formação de docentes);
• Todos os alunos, de todas as escolas, deviam desenvolver a educação física junto às sociedades ginásticas e esportivas designadas pela Entidades, que, por não serem organizadas e bem aparelhadas sofreram muito rapidamente uma crise, permitindo a entrada do fascismo.

A Educação Física no Brasil

A história da Educação Física no Brasil pode ser dividida, do mesmo modo que a sua história política, em três períodos, o último compreendendo três fases:

• 1o período: Brasil Colônia (1500 a 1822)
• 2o período: Brasil Império (1822 a 1889)
• 3o período: Brasil República (1889 até nossos dias)
Este terceiro período pode ser assim dividido:
• 1a fase: de 1889 a 1920
• 2a fase: de 1921 a 1945
• 3a fase: de 1946 até nossos dias.

No Brasil Colônia, as práticas desportivas a que se entregavam os gentios que habitavam a terra brasileira, não tinham por objetivo a recreação, como hoje acontece, mas eram impostas pelas necessidades criadas pelo ambiente próprio que os cercava.

O arco e flecha (instrumento de ataque e defesa), a caça e a pesca (elementos para a alimentação), a navegação e a canoagem (meios de transporte para as pequenas e grandes distâncias), a corrida a pé (processo de rápida locomoção em terra), a natação, a equitação (prática para fins guerreiros, principalmente a tribo dos Guaiacurus que povoaram Mato Grosso), e as danças (costumes festivos), resumem todas as atividades físicas a que se dedicaram os índios do Brasil.

Com a chegada dos jesuítas (1549), iniciou-se a catequização do índio; pela manhã tinham aulas e a tarde era destinada à prática de atividades físicas naturais. Há que assinalar os quatro livros publicados nesse período em Lisboa , dois dos quais por um ilustre brasileiro, Dr. Francisco de Mello Franco. O primeiro desses quatro compêndios, intitulado ‘‘Tratado de Educação’’, de autoria de Luiz Carlos Moniz Barreto e publicado em 1787, foi a primeira obra sobre Educação Física aparecida no Brasil.

No Brasil Império (1822-1889), assinalava-se grande número de trabalhos sobre Educação Física, matéria geralmente escolhida para tema, nas teses apresentadas pelos doutorandos na Faculdade de Medicina.

As atividades desportivas limitavam-se, no mar, às provas de natação e remo, e, em terra, à esgrima, pelota, equitação e ciclismo. O principal acontecimento do Império foi o parecer de Rui Barbosa sobre a Educação Física, considerada até hoje, uma peça magnífica, na qual destacava a importância do desenvolvimento físico e intelectual de marcharem paralelamente, a fim de se poder atingir o equilíbrio orgânico.

Na primeira fase do Brasil República, que vai de 1889 até 1920, os exercícios físicos, sob a forma dos chamados flexionamentos, apenas podiam ser encontrados na ACM, no Ginásio Nacional, Colégio Militar, Exército e Marinha. Nessa época predominava a Ginástica Alemã, introduzida devido a dois fatores, o primeiro foram “as numerosas famílias alemãs que se instalaram no sul do Brasil, formando núcleos que conservavam seus hábitos (…) ” (Marinho,1980:39) e, o segundo, “os soldados e oficiais prussianos, que integravam a Guarda Imperial e que, ao deixarem o serviço, não mais retornavam à Alemanha (…)” (Marinho,1980:39)

A segunda fase do Brasil República abrange o período de 1921 até 1945. O Método Alemão foi oficialmente substituído pelo Método Francês, em 27 de abril de 1921, pelo Decreto nº 14.784, assinado pelo Presidente da República Epitácio Pessoa e pelo Ministro da Guerra João Pandiá Calógeras.

O teor do decreto é o seguinte:

Decreto nº 14.784 – de 27 de abril de 1921.
Aprova o regulamento de Instrução Física militar, destinado a todas as armas. 1ª parte.
O Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, usando da atribuição que lhe confere o art. 48, nº 1, da Constituição, resolve aprovar o Regulamento de Instrução Física Militar, destinado a todas as armas, 1ª parte, que com este baixa, assinado pelo Dr. João Pandiá Calógeras, Ministro de Estado da Guerra. Rio de janeiro, 27 de abril de 1921, 100º da Independência e 33º da República. Epitácio Pessoa, João Pandiá Calógeras. ( Marinho, 1980:52)

Esse decreto aprovou o “Regulamento de Instrução Física Militar” – nº 7, destinado a todas as armas, baseado no método de Hébert e adaptado às teorias de Joinville.

Em primeiro de janeiro de 1922, o Ministro da Guerra baixou uma portaria criando o Centro Militar de Educação Física. Este empreendimento representou a formação do núcleo do qual resultaria, mais tarde, a Escola de Educação Física do Exército.

Em 1929, o general Nestor Pessoas submeteu ao estudo da comissão de Educação Física, um ante-projeto de Lei, cujo artigo 1º estabelece:

Art. 1º – A Educação Física deve ser praticada por todos os residentes no Brasil. Ela é obrigatória em todos os estabelecimentos de ensino federais, municipais e particulares, a partir da idade de seis anos, para ambos os sexos. (Marinho,1980:56)

Em seu Art. 41, prescreve:
Enquanto não for criado o “Método Nacional de Educação Física”, fica adotado em todo o território brasileiro o denominado Método Francês sob o título de “Regulamento Geral de Educação Física”.
Esse ante-projeto foi duramente criticado pela Associação Brasileira de Educação, principalmente por instituir a obrigatoriedade do Método Francês, mas posteriormente, o Presidente Washington Luiz declarou-se favorável à manutenção do Regulamento, dizendo que esse procedimento uniformizava o ensino de Educação Física, contribuindo como mais um elemento para a unidade do povo.

Em 1930, foi criado o Ministério de Educação e Saúde Pública. Em 1931, o Governo Federal, por decreto de 18 de abril, aprovou a reforma Francisco Campos, pela qual ficou estabelecida a obrigatoriedade da Educação Física nos estabelecimentos de ensino secundário.

Ainda em 1931 foi criado o Departamento de Educação Física da Escola Militar. Em junho entrou em vigor os programas de Educação Física calcados no Método Francês e que vigoraram até 1944, sem sofrer qualquer modificação.

Na Carta Constitucional de 1937 houve um cuidado especial à Educação Física, assinalando o início de uma promissora era para o seu desenvolvimento. Os governos estaduais começaram a criar órgãos administrativos especializados e instrutores encarregados da formação profissional de especialistas, embora o Método Francês continuasse em vigor.

Em 17 de abril de 1939, foi criada a Escola Nacional de Educação Física e Desportos, pertencente à Universidade do Brasil, em cujo currículo havia a disciplina de Metodologia da Educação Física, na qual ensinava-se unicamente o Método Francês.

A repercussão desse método pode ser vista no gráfico seguinte, elaborado por Inezil Penna Marinho, baseado em dados coletados na Divisão de Educação Física do Ministério de Educação e Saúde, nos anos de 1938 e 1939, referente aos métodos adotados em estabelecimentos de ensino secundário.

Um dos acontecimentos mais significativos foi, sem dúvida, a realização do Primeiro Congresso Pan-americano de Educação Física, realizada em 1943, no Rio de Janeiro, sob os auspícios do Ministério da Educação e Saúde e a assistência técnica da sua divisão de Educação Física.

A terceira fase do Brasil República, a partir de 1946, foi marcada pela introdução da Educação Física Desportiva Generalizada. Esse método, desenvolvido na França, no Institut National des Sports, foi trazido ao Brasil por Auguste Roger Listello nos cursos de aperfeiçoamento técnico-pedagógicos realizados anualmente em Santos-SP, a partir de 1951.

Bibliografia: MARINHO, Inezil Penna. História da Educação Física no Brasil. São Paulo: Cia. Brasil, 1980, p.59.