Isotônicos

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Autor: Fernanda Palma Lissoni

BEBIDAS ESPORTIVAS, AJUDAM OU SÃO APENAS MODISMO?

Quando praticamos atividades físicas, devemos prestar muita atenção não só com os alimentos que consumimos, mas também com o conteúdo de liquido que ingerimos, uma vez que as perdas de água e minerais são potencializadas nestas condições.

Ao longo do dia eliminamos líquidos através da produção de urina (1000-1500 ml), do trato gastrintestinal na produção de fezes (100-200 ml), das glândulas sudoríparas na produção de suor (700 ml) e com mais freqüência pelo trato respiratório (250-350 ml) e pela pele (350 ml), sendo que a eliminação pelo suor e trato respiratório são os que sofrem maior influencia com o clima e a atividade física.

Durante os exercícios prolongados, em função da regulação térmica, aumentamos a taxa de sudorese em até 6 vezes comparada à um dia normal sem exercícios, no qual eliminamos aproximadamente 700 ml de suor durante o dia todo.

Se os líquidos perdidos ao longo do dia, não forem repostos adequadamente, ocorrem alterações fisiológicas e de termoregulação. Desta forma o sangue torna-se mais viscoso, tendo maior dificuldade de circular pelo corpo, exercer as suas funções e retornar ao coração. A deficiência do retorno venoso prejudica a quantidade de sangue a ser oxigenado e o débito cardíaco (quantidade de sangue bombeado pelo coração), necessitando de uma maior freqüência cardíaca para oxigenar todo o corpo, a conseqüência deste estado fisiológico é a diminuição da tolerância ao exercício, mal-estar e fadiga. Acompanhe os efeitos da desidratação durante o exercício no quadro abaixo.

AUMENTO DIMINUIÇÃO

Hemoconcentração Volume plasmático
Batimento cardíaco Fluxo sanguíneo
Uso do glicogênio Débito cardíaco
Viscosidade sanguínea Desempenho/ Resistência

velocidade de eliminação de líquidos pelo organismo pode atingir 2 litros por hora, principalmente quando exposto à atividade de alta intensidade em climas quentes e úmidos. Uma desidratação na ordem de 1 a 2% do peso corporal é suficiente para diminuir o desempenho físico em exercícios de resistência.

Para ter conhecimento de como o organismo se comporta em diferentes condições ambientais, é recomendado que o atleta saiba a sua taxa de sudorese. Esta sofre variações em função de diversos fatores: superfície corporal e numero de glândulas sudoríparas, intensidade do exercício, temperatura e umidade ambiente, tipo de roupa, aclimatação do indivíduo à atividade, preparo físico e hidratação.

TAXA DE SUDORESE

A taxa de sudorese varia de indivíduo para individuo e é expressa em mililitros por hora (ml/h). Essa taxa representa o quanto de suor um indivíduo pode eliminar por unidade de tempo.

A taxa de sudorese pode ser ainda maior entre os atletas que praticam esportes aquáticos, já que a velocidade de troca de calor entre o corpo do atleta e o meio é maior dentro da água do que fora dela. Portanto a temperatura do corpo se iguala à temperatura ambiente mais rápido dentro da água. O American College of Sports Medicine, estabelece que para exercícios de longa duração a temperatura ideal da água é de 28°C, para amenizar os riscos de desidratação e melhorar a tolerância ao exercício.

O atleta deve saber a sua taxa de sudorese em diferentes condições climáticas, de treinamento e de tipo de piscina. Então é importante que se pese antes e depois dos exercícios, que controle o volume de líquidos ingerido e o tempo de atividade. Isso deve ser feito em dias quentes, dias frios, treinos fortes, treinos menos intensos, piscinas abertas e fechadas, assim determinando a variação do volume de suor em diferentes condições. Preste atenção na fórmula abaixo!!!

Peso antes da atividade física – peso após atividade física = Variação de Peso

Variação de Peso + Volume de liquido ingerido = Volume de suor eliminado

Volume de suor eliminado ÷ Horas de atividade = ml de suor/ horas de atividade

Obs: o Peso deve ser medido sempre depois de urinar ou mesa o volume de urina e subtraia-o do Volume de suor eliminado

O Atleta que inicia uma atividade física bem hidratado assegura o desenvolvimento das respostas fisiológicas e melhora seu desempenho, estando em vantagem quando comparado aos que iniciam desidratados.

Perdas de 1 a 3% do peso corporal em suor, representam inicio de desidratação, de 3 a 5% desidratação significativa, acarretado em diminuição de aproximadamente 30% do rendimento e valores superiores a 5% representam séria desidratação com grande risco de colapso circulatório podendo causar hipertermia, choque térmico e morte.

HIDRATAÇÃO

Atualmente sabe-se que o consumo adequado de líquidos antes, durante e depois da atividade física é uma prática de extrema importância para otimizar o desempenho físico e proteger a saúde e o bem-estar do atleta.

Isso normalmente é um problema, uma vez que a sensação de sede não é um bom indicador das necessidades de reposição hídricas. Sentimos sede quando nosso corpo percebe o aumento das concentrações de sódio ou diminuição da volemia (volume sanguíneo), porém este estado representa um estresse para o organismo e só depois que estamos neste estado é que sentimos sede.

Apesar da água contribuir com a diminuição dos riscos da desidratação, estudos comprovam que uma solução que combina líquidos com carboidratos e sais minerais pode melhorar com mais rapidez e evitar os problemas da desidratação. Além disso, o consumo voluntário de bebidas esportivas é maior do que o de água pura, devido a sua melhor palatabilidade.

Os benefícios das bebidas esportivas quando comparadas à água durante uma atividade prolongada, duração superior à 1 hora, são:

• CARBOIDRATOS – proporcionando um bom rítimo de fornecimento de energia, ajudando a manter a utilização da glicose, poupando o glicogênio;

• ELETRÓLITOS – repõe os minerais (sódio, potássio e cloro) eliminados em maior quantidade, devido a maior sudorese;

• ÁGUA – repondo a quantidade de liquido eliminado;

• SÓDIO – diminui a formação de urina e estimula a sensação de sede;

• CARBOIDRATOS E SÓDIO – aumentam a quantidade e a velocidade de absorção de água no intestino.

RECOMENDAÇÕES

Atividades com duração de até 1 hora:

• iniciar bem hidratado, consumir 500 ml de liquido 2 hs antes.

• Consumir bebias com temperatura entre 15 e 20°C.

• Ingerir líquidos durante e sempre que possível, tente consumir 150 a 200 ml a cada 15 a 20 minutos.

• Repor as perdas hídricas – para cada quilo perdido, ingerir 1,5 L de líquido.

Atividades com duração entre 1 e 3 horas:

• iniciar bem hidratado, consumir 500 ml de liquido 2 hs antes.

• Consumir bebias com temperatura entre 15 e 20°C.

• Ingerir líquidos durante e sempre que possível, tente consumir 150 a 200 ml a cada 15 a 20 minutos.

• Tente consumir uma bebida que forneça cerca de 30 a 60g de carboidrato por hora de atividade. Preste atenção na concentração da bebida, esta deve estar entre 5 e 8%.

• Repor as perdas hídricas – para cada quilo perdido ingerir 1,5 L de líquido.

Atividades com duração superior a 3 horas:

• iniciar bem hidratado, consumir 500 ml de liquido 2 hs antes.

• Consumir bebias com temperatura entre 15 e 20°C.

• Ingerir líquidos durante e sempre que possível, tente consumir 150 a 200 ml a cada 15 a 20 minutos.

• Procure consumir bebidas que forneçam carboidratos e sódio.

• Tente consumir uma bebida que forneça cerca de 30 a 60g de carboidrato por hora de atividade. Preste atenção na concentração da bebida, esta deve estar entre 5 e 8% para não prejudicar a hidratação.

• Repor as perdas hídricas – para cada quilo perdido ingerir 1,5 L de líquido.

• Repor as perdas de sódio, neste momento as bebidas esportivas são indicadas.

Desta forma é possível minimizar o processo de desidratação e os efeitos da mesma durante o exercício, além de garantir o fornecimento de energia, palpando a utilização de glicogênio e o aparecimento da fadiga. No caso dos exercícios prolongados por mais de 3 horas é importante o cuidado com a reposição de sódio. As bebidas esportivas possuem a quantidade suficiente, uma vez que a ingestão diária coma alimentação já é elevada.

É fundamental que se estabeleça uma estratégia de planejamento para a melhor hidratação antes durante e depois, desta forma evita-se a desidratação e a hiperidratação que também tem sérias conseqüências.

Aminoácidos

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Autor: Fernanda Palma Lissone

AMINOÁCIDOS, QUEM SÃO ELES?

INTRODUÇÃO

Os aminoácidos representam a unidade básica da estrutura das proteínas. São formados por átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio – grupamento amino, grupamento carboxila e o grupamento lateral, composto de enxofre ou fósforo ou cobalto ou ferro que caracterizam o aminoácido em relação as suas propriedades físico-quimicas.

Entre dois aminoácidos existe uma ligação química chamada ligação peptídica. Através desta ligação formam-se cadeias de aminoácidos que adotam formas e combinações químicas diversas. Dois aminoácidos ligados formam um dipeptídeo, três aminoácidos, um tripeptídeo e assim sucessivamente. A combinação de mais de 50 aminoácidos forma uma proteína.

Existem 20 tipos diferentes de aminoácidos naturais e nós seres humanos, temos a capacidade de sintetizar 80.000 proteínas a partir de inúmeras combinações entre estes aminoácidos.

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Classificação:

Os aminoácidos se classificam de diversas categorias de acordo com as suas características físico-quimicas e nutricionais.

Do ponto de vista nutricional eles se dividem em três categorias:

• Essenciais – sua síntese é inadequada no organismo animal, assim não satisfazendo a velocidade de utilização, necessária para o crescimento e desenvolvimento natural. Portanto devem ser fornecidos através da alimentação;

• Condicionalmente essenciais – podem ser considerados essenciais para o organismo em determinado estado fisiológico de desenvolvimento (por exemplo na infância) ou condição clinica (por exemplo bebes prematuros);

• Não essenciais – podem ser sintetizados pelo organismo em nível celular a partir de substâncias fornecidas ou não pela alimentação.

FunÇÃo

O papel principal dos aminoácidos é a participação no processo de síntese de proteínas, mas além desta função, quase todos exercem um papel especifico, por exemplo, o triptofano é precursor da vitamina Niacina, a arginina, a glicina e a metionina estão envolvidas na síntese de creatina, a tirosina é precursora da melanina, o fator determinante da cor da pele, a histidina é essencial para a formação de histamina, causadora de vasodilatação no sistema circulatório. Sendo assim, cada um desempenha um papel único no organismo.

Anabolismo e Catabolismo

Após o processo de digestão das proteínas, estas são transformadas em aminoácidos, que são absorvidos no intestino por um mecanismo altamente eficiente. Então são levados para o fígado, o grande responsável pelo controle da quantidade de aminoácidos a ser enviado para o plasma sanguíneo e assim chegar a outros órgãos, como os aminoácidos de cadeia ramificada que serão metabolizados no músculo.

No fígado, parte dos aminoácidos é usada para a síntese protéica, como a albumina e algumas enzimas. Ele também é responsável pela produção de uréia, para que ocorra a eliminação do nitrogênio restante do processo de degradação de algumas proteínas.

A maioria dos aminoácidos do corpo está presente na forma de proteína, representando 15 a 20 % da massa corporal, apenas 2% está na forma livre no plasma e dentro das células.

No entanto este pequeno pool de aminoácidos livres participa de um grande numero de reações, garantindo um equilíbrio entre síntese e degradação protéica.

O destino dos aminoácidos em cada tecido varia de acordo com as necessidades de utilização no dado momento, havendo um equilíbrio dinâmico entre as proteínas teciduais, os aminoácidos ingeridos pela alimentação e os aminoácidos circulantes.

Este processo ocorre, pois há um contínuo trabalho de síntese e catabolismo protéico específico em cada tecido, denominado turnover protéico.

A velocidade do turnover protéico depende da função desta proteína e do tipo de tecido que ela constitui. Em média um adulto renova aproximadamente 3% do total protéico por dia. Na pele há uma renovação estimada em 5g de proteína/dia, no sangue 25g e no tecido muscular algo em torno de 75g/dia.

O desenvolvimento normal do indivíduo é determinado pelo anabolismo (síntese) intenso e dependente do suprimento adequado de nutrientes, entre os quais os aminoácidos exercem papel fundamental, pois este desenvolvimento é padronizado e regulado pela síntese das diferentes proteínas que compõem os diversos tecidos do corpo.

Para que o processo de anabolismo protéico ocorra é necessário que todos os aminoácidos envolvidos estejam disponíveis ao mesmo tempo e a presença de todos os aminoácidos essenciais é determinante para a realização desta etapa.

Este evento é controlado, dentro de cada célula, pelo DNA (código genético existentes no núcleo das células) e utiliza energia proveniente de ATP.

No catabolismo de aminoácidos, o primeiro evento é a separação do grupo amino, esta reação forma uma substância ácida, a outra parte do aminoácido é utilizada na formação de glicose e conseqüentemente na produção de energia. Cerca de 58% das proteínas consumidas sofrem este processo.

Os aminoácidos principais neste processo são a alanina e a glutamina, que durante um exercício enteso adotam uma dupla finalidade:

• Remover a amônia formada no músculo pelo catabolismo protéico e leva-la ao fígado, para ser metabolizada e transformada em uréia;

• Fornecer ao músculo a glicose sintetizada pelo fígado a pertir do esqueleto de carbono da alanina ou da glutamina.

Durante o exercício de endurance

Apesar do metabolismo de aminoácidos contribuir com apenas 5 a 15% da energia consumida durante o exercício, esta pequena parcela torna-se fundamental em condições de alto consumo energético.

Durante o exercício a síntese protéica está suprimida, este efeito é proporcional à duração e a intensidade da atividade realizada.

Estudos comprovam que a síntese protéica hepática foi diminuída em 20% após 1 hora de corrida e 65% quando a corrida foi prolongada até a exaustão.

Observa-se que a síntese é aumentada em resposta à presença de insulina, hormônio do crescimento e alguns aminoácidos como a leucina, e diminuída na ocorrência do exercício, ingestão reduzida de proteínas e redução das reservas energéticas.

Por outro lado a degradação é aumentada em resposta ao jejum ( aumento da produção de glucagom), ao exercício e aos glicocorticoides e reduzida pela presença de leucina e triglicerideos de cadeia média e a ingestão adequada de proteínas.

O saldo final das mudanças ocorridas com o turnover protéico depende da somatória destes fatores. No entanto durante o exercício prolongado ocorre aumento da concentração plasmática de glucagom e glicocorticoides, o que reforça a presença de catabolismo protéico durante o exercício.

Três fontes de aminoácidos podem atuar como fornecedores de energia durante o exercício: a- proteína da dieta; b-pool corporal de aminoácidos livres; c- proteína tecidual.

A primeira é pouco comum, uma vez que a ingestão de alimentos de fonte protéica pré- exercício não é muito recomendada devido ao seu maior tempo de digestão, além da lentificação deste processo durante o exercício em função do desvio de sangue para a musculatura esquelética, diminuindo a absorção de aminoácidos. Já o pool de aminoácidos é pequeno e inalterado durante o exercício.

Portanto se há proteína utilizada como fonte de energia durante o exercício, esta deve ser de fonte tecidual.

Esta utilização é aumentada com a depleção do glicogênio e os aminoácidos que estão intimamente ligados a este processo são a alanina, a glutamina e os aminoácidos de cadeia ramificada.

A suplementação de aminoácidos ainda precisa ser mais estudada para que as evidências sejam realmente comprovadas.

No mercado, encontram-se diversos produtos a base de aminoácidos, tais como arginina, lisina e ornitina, os BCAAs (aminoácidos de cadeia ramificada- leucina, valina e isoleucina), glutamina, carnitina, b-HMb, creatina, taurina e a albumina, a utilização destes produtos deve ser orientada por um médico ou nutricionista, uma vez que o excesso de proteínas ou aminoácidos pode causar sobrecarga renal e muitos produtos não apresentam os resultados esperados.

RecomendaÇÕes

Para garantir o metabolismo adequado dos aminoácidos é preciso seguir corretamente as recomendações protéicas, além de considerar a duração e o tipo da atividade física praticada e garantir uma ingestão energética balanceada a fim de ter o conteúdo de glicogênio apropriado, assim poupando a utilização de proteína como fonte de energia.

As recomendações diárias para a ingestão protéica, variam de 0,8g por Kg de peso corporal, para indivíduos sedentários ou pouco ativos e de 1,0 a 2,4g por Kg de peso corporal para indivíduos ativos ( 5 a 6 vezes por semana, atividade de endurance por pelo menos 1 hora), sendo 2,4 o limite de absorção e utilização para a síntese de novas proteínas, o excedente a este valor é transformado em energia, uma vez que não possuímos reservas para futuras utilizações.

Em relação as atividades de resistência, preconiza-se 1,0g /Kg de peso para atividades de intensidade moderada, 1,1 a 1,7g/Kg de peso para intensidade pesada e 1,8g/Kg de peso para as extremamente pesadas.

Ë importante ressaltar que a ingestão de carboidratos é fundamental para o desempenho esportivo do atleta, uma vez que a ingestão inadequada acarreta prejuízo ao processo de contração muscular e sua disponibilidade é inversamente proporcional à taxa de catabolismo protéico durante o exercício.

Após a atividade física a utilização de aminoácidos livres ou na forma de proteína, pode ser muito interessante quando combinada ao carboidrato, esta combinação pode ser utilizada em dois momentos:

• Logo após para otimizar a resíntese de glicogênio;

• Após 1 a 3 horas para que os hormônios anabólicos liberados favoreçam preferencialmente a síntese protéica, já que os níveis de glicogênio estão em processo de reestabelecimento.

ConclusÕes

O aumento da massa muscular não ocorre com a ingestão de proteínas isoladamente. São necessários estímulos, como por exemplo, a musculação, e consumo adequado de energia e carboidratos.

Além do músculo precisar de energia para promover a hipertrofia, um conteúdo adequado de glicogênio é fundamental para garantir o direcionamento de aminoácidos para a síntese protéica e não para a geração de energia.

Uma alimentação balanceada com as diferentes fonte de proteína (animal- todos os tipos de carne, ovos, leite e derivados e vegetal- feijões, lentilha, ervilha, grão de bico, tremoço e soja) garante a ingestão adequada de aminoácidos.

Lesões Musculares

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Autor: Dr. Matheus Simões Mendes

Lesões musculares são uma das mais comuns lesões ocorridas nos esportes, com uma incidência variando de 10% a 55% de todas as lesões encontradas. Podem ser causadas por contusão, distensão e laceração. Nos esportes as lacerações são muito incomuns, e as distensões e contusões representam segundo alguns estudos, mais de 90% das lesões musculares.

Com relação às distensões, alguns dados devem ser ressaltados:

• “Sprinting” e saltos são as atividades mais comumente associadas com distensão muscular.

• Normalmente as distensões musculares ocorrem próximas às junções músculo-tendíneas e em músculos bi-articulares, como o reto-femoral, semitendinoso e gastrocnêmio.

• Ocorrem principalmente durante as atividades excêntricas e com alto pico de força.

As principais causas que levam a uma lesão músculo esquelética são:

• Overuse.

• Falta de condição adequada do espaço físico.

• Inadequação do esforço físico e imaturidade do sistema músculo-esquelético

• Fadiga muscular.

• Aquecimento inadequado seguido de

esforço físico intenso.

• Inatividade prolongada.

• Uso de drogas anabolizantes.

ReaÇÃO À lesÃo

A inflamação é a resposta do corpo a uma lesão e, em condições ideais, resulta da cicatrização da lesão e substituição do tecido traumatizado e destruído, com restauração associada da função. Entretanto, o microtraumatismo de determinada área pode causar uma resposta inflamatória crônica que resulta em efeitos adversos na articulação e em suas estruturas circundantes. A resposta inflamatória é a mesma, seja qual for a localização e a natureza do agente lesivo, e consiste de modificações químicas, metabólicas, vasculares e da permeabilidade, seguidas por alguma forma de reparo.

Este esquema representa o ciclo da lesão atlética. O que podemos notar de importante, dentre várias coisas, é que uma reabilitação adequada leva o indivíduo lesionado a uma recuperação ótima, com o reinício das atividades esportivas com total desempenho e um risco diminuído de uma nova lesão.

Efeitos da ImobilizaÇÃO

Uma das primeiras e mais óbvias modificações que ocorrem como resultado da imobilização é a perda de força muscular. Isso se relaciona com uma redução no tamanho do músculo e uma queda na tensão por unidade de área transversal do músculo. MacDougall e colaboradores relataram que seis semanas de imobilização gessada do cotovelo resultam em queda superior a 40% na força do músculo.

Lindboe e Platou relataram que, nos seres humanos, o tamanho das fibras musculares é reduzido em 14 a 17% após 72 horas de imobilização. Após cinco a sete dias de imobilização, a perda absoluta da massa muscular parece tornar-se muito mais lenta.

Ocorre atrofia das fibras musculares tanto de contração lenta (tipo I) quanto de contração rápida (tipo II). Os estudos sugerem que não existe perda seletiva de massa muscular nas fibras de contração lenta, em comparação com as fibras de contração rápida. Entretanto, admite-se em geral que, com a imobilização, observa-se maior degeneração das fibras de contração lenta em comparação com as de contração rápida.

Efeitos da remobilizaÇÃO

Um fator positivo na recuperação muscular é que o músculo apresenta uma resposta mais rápida com a remobilização do que as outras estruturas de tecidos conjuntivos.

A regeneração muscular começa três a cinco dias após um programa de recondicionamento. Por volta de seis semanas após a imobilização, parece que as fibras musculares conseguem recuperar-se completamente.

Deve-se ressaltar que o tempo de recuperação de uma lesão muscular depende de vários fatores como: grau da lesão, tempo de imobilização, tratamento aplicado, entre outros.

Os efeitos positivos da mobilização precoce na regeneração de músculos esqueléticos lesionados não se limitam somente a mudanças histológicas. Estudos têm mostrado biomecanicamente que a força do músculo lesionado retorna ao nível pré-lesão mais rapidamente quando o músculo é mobilizado ativamente, em comparação quando o mesmo é imobilizado depois de um trauma. Devemos ressaltar que essa mobilização ativa pós-lesão não pode ser feita de qualquer forma porque a patobiologia da lesão muscular deve ser respeitada e o tratamento realizado por profissional capacitado.

Deve ser lembrado também que um pequeno período de imobilização é benéfico e muito importante para arecuperação adequada da lesão, devendo ser limitado há poucos dias após a lesão.

ClassificaÇÃOo das LesÕes e Tratamento Imediato

• Grau I : Dor leve com alongamento passivo e contração ativa do músculo; tumefação, equimose; pequena perda de força e função.

• Grau II : Dor moderada com alongamento passivo e contração ativa do músculo; tumefação, equimose; deterioração da função e força.

• Grau III : Dor intensa; tumefação, equimose; perda da função muscular; pode estar presente um defeito palpável.

O tratamento imediato nas lesões musculares compreende basicamente quatro medidas: repouso, crioterapia (“gelo”), compressão e elevação.

O tempo de aplicação do gelo é ainda motivo de discussão, mas sabe-se que uma aplicação entre 15 e 25 minutos é segura e trás benefícios para o controle de edema.

Prevenção das LesÕes Musculares

A prevenção das lesões musculares deve ser feita de diversas formas.

Primeiramente toda e qualquer atividade física deve ser precedida de exercícios de alongamento e aquecimento adequados e orientados por um educador físico. Este profissional é habilitado para indicar a forma correta, tempo adequado, entre outras informações para a realização da atividade física.

Os exercícios de treinamento do “CORE” tem-se mostrado muito eficazes na prevenção de lesões musculares.

Outra forma de prevenir lesões musculares é realizar um programa adequado de treinamento sensório-motor.

LEVANTAMENTO OLÍMPICO

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Autor: Edmílson Dantas e João Coutinho

LEVANTAMENTO OLÍMPICO

O Levantamento de Peso Olímpico (“olimpic wheightlifting”) talvez seja o esporte de força menos conhecido pelo público. Frequentemente confundido com o Levantamento Básico (“powerlifting”) ou com o popular Fisiculturismo (“bodybuilding”) , o LPO é uma das modalidades mais antigas do quadro olímpico, tendo sua participação iniciada nos Jogos de 1890!

O objetivo do LPO é levantar a maior quantidade de peso acima da cabeça em dois movimentos: o arranco (“snatch”) e o arremesso (“clean and jerk”) . Para cada movimento o atleta dispõe de três tentativas, podendo aumentar o peso da barra à medida que sua tentativa é válida. É declarado campeão o atleta que levantar a maior quantidade de peso somando-se a melhor tentativa do arranco com a do arremesso.

No primeiro movimento da competição, o arranco, a barra é levantada em um único movimento do solo até acima da cabeça.

O segundo movimento, o arremesso, é dividido em duas fases. Na primeira fase, conhecida como 1o. tempo (“clean”), a barra é erguida do solo até os ombros em um único movimento (fig. 02) . A partir daí se inicia a segunda fase, o 2o. tempo (“jerk”), onde o atleta num movimento explosivo “joga” a barra do ombro até acima da cabeça, utilizando-se da técnica da “tesoura” (afastamento antero-posterior dos pés).

Treinamento Competitivo

O treinamento competitivo do LPO está fundamentado em três princípios do treinamento: 1) especificidade; 2) sobrecarga e 3) variabilidade. Para atingir estes objetivos, o LPO desenvolveu o método da periodização (1), difundida mais tarde para as demais modalidades esportivas. Para cada fase do treinamento, o levantador olímpico altera o tipo, o volume e a intensidade dos exercícios de treinamento, que no LPO são divididos em (2) :

– Técnicos: arranco, arremesso e suas variações.
– Especiais: agachamentos , puxadas , terra (força específica)
– Auxiliares: musculação, saltos, tiros (força geral)

Neste esporte o sucesso depende da capacidade do atleta de combinar força, força-rápida (ou potência) e técnica apurada. Em virtude dessas qualidades que o levantador de peso desenvolve, o LPO tem sido utilizado como parte do treinamento de força de outras modalidades esportivas – no atletismo, basquete, tênis e beisebol (3) . Este aspecto será melhor discutido em um próximo artigo.

PLIOMETRIA

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Autor: João Paulo Coutinho

PLIOMETRIA

O termo pliometria refere-se a exercícios específicos que envolvam o ciclo alongamento-encurtamento (CAE), isto é, um rápido alongamento da musculatura seguido de uma rápida ação concêntrica. Durante o CAE é acumulada energia-elástica na musculatura utilizada durante a fase concêntrica do movimento (1) .

Um simples teste de salto pode mostrar a importância do CAE no aumento do desempenho. Primeiro, com as mãos na cintura, agache até uma posição de aproximadamente 90º da articulação do joelho. Segure nesta posição durante 3 segundos e então salte o máximo que puder ( “squat jump” ). Depois execute o salto de forma livre, flexionando e estendendo o quadril dinamicamente, com as mãos na cintura ( “counter-moviment jump” ). Pesquisas apontam que 20-30% da diferença de altura entre os dois saltos se deve a energia-elástica acumulada durante o CAE (2). Sendo assim atletas que participam de modalidades que dependam da execução de força-rápida como basquete, vôlei, tênis, atletismo podem se beneficiar da pliometria.

A pliometria pode ser executada tanto nos membros superiores quanto inferiores. Tradicionalmente a pliometria tem sido associada aos saltos em profundidade ( SP ), porém todos os tipos de saltos e lançamentos (desde que executados em velocidade) ativam o CAE, podendo ser utilizados como forma de treino do mesmo.

Os exercícios pliométricos podem ser divididos em: saltos no lugar , saltos em progressão , saltos em profundidade e exercícios para os membros superiores . A intensidade pode ser modificada através da altura do salto, tipo de salto e altura de queda (no SP). Dentro destas quatro categorias existe uma variedade de exercícios que podem ser utilizados com os atletas. É importante frisar que a pliometria não deve ser usada para se “entrar em forma”, fazendo-se necessário uma fase adaptativa de força antes de adicioná-la ao programa de treinamento, principalmente para a realização de movimentos mais avançados como os SP.

Para obter sucesso com a pliometria no programa de treinamento é necessário fazer algumas considerações. Primeiro, a escolha dos exercícios deve refletir as demandas específicas da modalidade esportiva (princípio da especificidade). Segundo, a técnica de execução é extremamente importante, devendo o atleta aprender o padrão correto do movimento antes de treiná-lo.

Um típico ciclo de pliometria pode variar de oito a dez semanas, realizando duas sessões semanais. A integração do treino pliométrico com o treino de força é fundamental, por exemplo, executar a pliometria antes do treino de força evitando assim o estado de fadiga.

Como aumento de desempenho coonsidere a pliometria como parte do treinamento.

Ginática Hipopressiva

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Autor: Yara Achôa – Cyber Diet – Fitness / online – Ginástica – 11/06/2007

Ginástica Hipopressiva

Ela trabalha o abdômen e a cintura pélvica, mas não visa a beleza e sim a saúde: combate a constipação intestinal e os problemas posturais. E a barriga definida vem de brinde… Conheça a novíssima

Na Europa, em países como Bélgica e França, a ginástica hipopressiva é um bem popular. Até porque o método nasceu naquela região, idealizado pelo fisioterapeuta Marcel Caufriez. No Brasil, ela ainda é pouco conhecida pela grande maioria das pessoas. Afinal, sua indicação mais usual é para a incontinência urinária e o tratamento de problemas posturais. Você deve se perguntar: se a tal ginástica tem fins específicos de saúde, por que a revista Dieta Já! está falando dela? Simples: porque esses “probleminhas” têm muito mais a ver com quilos extras do que você imagina…

Os exercícios – que trabalham basicamente a respiração e a postura – são feitos para reduzir a pressão intra-abdominal. Assim, protegem, reforçam e estimulam os músculos do assoalho pélvico (que controlam o fluxo de urina e a contração da vagina), evitam dores lombares e constipações intestinais (prisão de ventre) e pubalgias (condições inflamatórias dolorosas envolvendo ossos do púbis).

Toda a postura é modificada dando ainda beleza, harmonia e fortalecimento muscular à região abdominal. E, pode acreditar, com um pouco de dedicação, mas sem o esforço monumental que os exercícios abdominais clássicos exigem, a barriga tanquinho aparece.

“O principal objetivo da ginástica é restabelecer a anatomia pélvica, melhorando a função muscular do abdômen e do períneo e, conseqüentemente, o posicionamento dos órgãos internos. Mas, com a prática, foram se observando efeitos estéticos na definição do abdômen e melhora da função gastrintestinal, principalmente nos casos de constipação”, reforça a especialista.

Até pessoas que vão se submeter à cirurgia de redução do estômago podem se beneficiar da hipopressiva, especialmente porque quando se perde muito peso rapidamente é comum a incontinência se manifestar. “Mas é preciso avaliar o melhor período – pré ou pós-operatório – para que os exercícios surtam o efeito desejado e para que possam ser realizados pelo paciente”, avalia Liris Wuo.

É bom saber que o excesso de gordura na região abdominal pode dificultar a execução dos movimentos, mas não é um fator limitante. “Há pessoas acima do peso que têm grande mobilidade para os exercícios e magrinhos que não conseguem realizálos. Depende da consciência corporal de cada um.”

Ao trabalhar vigorosamente a respiração, essa ginástica também leva mais ar para os pulmões, melhorando a capacidade deles. Quer mais? Pode dar um up na vida sexual… Segundo os especialistas, os pacientes relatam esse “algo a mais” após algumas sessões.

“Além de fortalecer os músculos e órgãos da região pélvica, o que já melhoraria na hora da relação, a ginástica hipopressiva traz maior consciência para essa área do corpo, que também concentra muita tensão. E, ao liberá-la, a pessoa começa a ter mais prazer. Ou seja, trabalha também a a energia sexual”, explica a fisioterapeuta.

quanto praticar?
O ideal é que os exercícios sejam feitos em pequenas séries, três vezes por semana. Inicialmente podem ser realizados duas vezes no consultório do fisioterapeuta e uma vez em casa. Ganhando habilidade, o praticante passa a fazer duas vezes em casa e uma vez no consultório. Se os movimentos forem realizados corretamente, os resultados aparecem em três meses
qual é a diferença?

O exercício abdominal comumente realizado para o fortalecimento dos músculos dessa região favorece o aumento da pressão intra-abdominal e, com isso, há um aumento da sobrecarga no períneo e na coluna. A ginástica hipopressiva, por sua vez, auxilia no maior controle dos diferentes músculos abdominais, uma vez que estimula mais percepção da região abdominal e de seus órgãos. Os resultados, porém, ficam restritos à capacidade do praticante de realizar corretamente as séries, uma vez que essas exigem mais concentração e consciência corporal.

onde e com quem?
A ginástica hipopressiva é realizada por um grupo restrito de profissionais, porque para trabalhar com a técnica é necessário fazer um curso ministrado pelo fisioterapeuta francês Marcel Caufriez, que vem ao Brasil a cada dois anos. Mas alguns fisioterapeutas que atuam em reabilitação pélvica fazem uso da terapia para casos de incontinência urinária. Então, os interessados em realizar o tratamento devem procurar profissionais com essa formação específica.

A hipopressiva tem como origem os exercícios de purificação da ioga. Movimentos semelhantes também são encontrados em antigos ritos tibetanos.

Saúde Emocional

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Autor: Bom Dia Sorocaba – Viva/ Online – Bem-Estar – 10/09/2007

Saúde em equilíbrio

Emocional tem forte influência sobre o físico saiba como controlá-lo.

Muitas doenças surgem para mostrar que nosso universo emocional não vai bem. São como um grito de alerta do organismo para a nossa consciência.

Diversos estudos relacionam as emoções aos sintomas. Segundo a psicóloga clínica Vera Márcia Paráboli Milanesi, uma enxaqueca, por exemplo, pode ser reflexo de uma raiva contida a diarréia, uma preocupação exagerada um mal-estar do estômago, algum conflito emocional “mal digerido”.

“Como a maior parte das pessoas tem dificuldade de associar sintomas físicos a causas emocionais, os sintomas podem agravar-se e se transformar em uma doença aguda ou crônica”, alerta.

A profissional cita casos como o de uma depressão ou ansiedade exageradas, quando há diminuição acentuada da imunidade, predispondo o indivíduo a infecções diversas e, em alguns casos, até à proliferação de células alteradas. “Esse mecanismo pode ser um dos fatores que favorecem o crescimento e disseminação de tumores.”

Como evitar as emoções negativas é praticamente impossível, o segredo é aprender a canalizá-las. “É preciso aprender a vivê-las [as emoções], a enfrentar as mais difíceis ou dolorosas, a curtir as mais agradáveis, sem culpa. Enfim, aceitar todas elas como parte da vida”, diz o psicólogo e gestalt-terapeuta Hugo Ramón Barbosa Oddone.

Ele observa que, na gestalt-terapia, o homem é visto como um todo e, sendo assim, responsável pelas suas escolhas e seus ajustamentos, pela saúde ou pela doença.

O coordenador da Ageacac (Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais) no interior do Estado, Fernando Grava, indica a “ação com reflexão” para evitar as emoções negativas que possam acarretar algum mal físico, ou seja, “estar atento às suas atitudes observando o que está pensando e sentindo, para que a ação não gere desequilíbrios emocionais”. Assim, quanto maior o equilíbrio da vida de uma pessoa, menos chance de adoecer ela terá.

Segundo Vera Márcia, equilíbrio significa boa alimentação, prática de atividades físicas, bom manejo do estresse, além de capacidade de se relacionar com os demais de forma satisfatória. “Todos devem buscar viver da forma mais saudável possível, empenhando-se principalmente em ser feliz e em espalhar essa felicidade”.

Para Oddone, não existe enfermidade e sim a pessoa enferma. “Cada indivíduo reage de um jeito a um vírus, a uma febre, a uma perda, a uma ferida. Sempre haverá um aspecto social, um aspecto psíquico, uma personalidade prévia que condicione a elaboração do quadro clínico”, observa.

Ele rememora o caso de um paciente seu, profissional da área jurídica, que apareceu de repente “travado”, sem poder andar. Só foi perceber, após muita pesquisa, que o seu problema crônico de coluna estava associado à má postura física na relação cadeira/escrivaninha – escrivaninha muito grande para sua baixa estatura física.

“Até ele descobrir, passaram-se quase 20 anos de história, atos, posturas e posições repetitivas. Precisou de muitas sessões de RPG, psicoterapia, exercícios, relaxamento. A troca da escrivaninha para modificar comportamentos, a atitude perante a realidade profissional, a posição da coluna, e assumir assim uma outra filosofia de vida”, conclui.

Práticas favorecem organismo
Cada vez mais a ciência está provando que atividade física, além de práticas como ioga, meditação e relaxamento, favorecem a saúde física e emocional. Cabe a cada um encontrar o seu caminho de equilíbrio.

A instrutora de ioga e práticas de meditação da Padma, Maria Helena Godoy Oliveira, conta que muitos alunos procuram o centro por orientação médica. Ela diz que pesquisas científicas hoje comprovam que o uso da meditação colabora de forma efetiva para redução do tempo de tratamento e de internação em alguns tipos de doença, como cardiovasculares.

Foi com o Lian Gong, técnica que une medicina terapêutica chinesa e cultura física, que a bibliotecária Maria Helena Cella, de Jundiaí, ativou sua concentração, melhorou as articulações e as dores na região lombar. “Fiquei menos ansiosa e com mais facilidades nos movimentos. Me sinto mais jovem e com mais auto-estima.” Seiko Toya, a professora, diz que a ginástica traz equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual.

Esgrima

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Autor:Fabiana Caso – Último Segundo – Brasil/ Online -25/09/2007

Atividade física e rapidez de raciocínio na prática da esgrima

Na Antiguidade, tanto entre nobres como entre plebeus da Europa, era uma questão vital saber manejar uma espada. Com a apuração das técnicas para trabalhar o aço, as armas ficaram mais leves e, finalmente, na atualidade a esgrima tornou-se um esporte.

Ainda que não se mate o adversário, o combate tem a chamada “explosão de energia”, exige rapidez de raciocínio para se esquivar e, ao mesmo tempo, para atacar o oponente com precisão. Ao contrário da lentidão que os duelos exibidos nos filmes fazem supor, a luta é rápida e exige muita resistência física. Tradicionalíssima na Europa – especialmente na Hungria, França e Itália -, essa modalidade chegou ao Brasil em meados do século 19. Mestres de armas europeus vieram treinar militares do Exército, onde teve início a prática. Por outro lado, os imigrantes europeus que estabeleceram residência no País também começaram a introduzir aulas em clubes.

A postura certa para os duelos exige a flexão dos joelhos, o que desenvolve a região das pernas e dos glúteos. Os treinos, realizados sobre uma grande pista metálica, incluem, além dos passos e seqüências de movimentos usados no combate, aquecimento com corrida e alongamento. São três armas: espada, sabre e florete. O visual das três é parecido, o que muda, principalmente, são as regras do jogo: pontos do corpo onde os toques são válidos, entre outras variações. O sabre, por exemplo, era a arma usada por cavaleiros, que só atingiam o adversário da cintura para cima, para preservar os cavalos. A regra permanece até hoje. Também chamada de “xadrez humano”, a esgrima exige preparo físico, mas também muita estratégia.

“É um vírus, quando você pega é difícil de se livrar”, resume a atleta Paula Lazzarini, comerciante de 50 anos. Apesar de ter começado a treinar no Clube Pinheiros, na zona sul de São Paulo, aos 17 anos, durante a juventude ela não pôde se dedicar com afinco aos treinos por causa do estudo e trabalho. Foi apenas há alguns anos que mergulhou nesse esporte e conseguiu ótimos resultados em competições. Ganhou o Campeonato Brasileiro Feminino e também já venceu o sul-americano. A prática da esgrima tem essa peculiaridade: pessoas de diferentes idades, pesos e alturas podem lutar de igual para igual, porque usam a mesma arma.

“As mais velhas acumulam um repertório maior e têm mais tranqüilidade para o combate”, fala Paula. “Como o treino é muito intenso, também é um poderoso anti-estressante, tira todas as tensões do cotidiano.” A psicóloga belga-egípcia Frederica Cassis, de 41 anos, mulher do VJ Cazé Peçanha, da MTV, pratica esgrima há quatro anos em São Paulo. Ela fez ioga por anos, mas na procura por uma atividade física diferente, encontrou a Federação Paulista de Esgrima, na zona sul da capital paulista. Hoje, treina de duas a três vezes por semana e participa de campeonatos, com bons resultados. Além dos benefícios físicos, leva para a vida cotidiana as lições. “Há as metáforas da esgrima”, fala. “Você tem que regular a distância do adversário. Se leva isso para uma discussão pessoal, também tem de saber até que ponto deve ficar próximo, como retrucar e quando retroceder.”

A estudante Mariana Lembo Schiller, de 13 anos, já pratica esgrima há cinco anos. Sempre acompanhava o irmão, também esgrimista, nas competições pelo Brasil afora. Daí teve vontade de começar a treinar, tomou gosto e não parou mais. “Sou descendente de húngaros, que são muito bons nesse esporte”, justifica. “É um jogo no qual o psicológico interfere muito. Se você está ganhando, não pode achar que já é campeão, nem o contrário. O resultado pode ser revertido.” Mariana treina três vezes por semana o florete, e acha que ficou mais persistente depois que começou os treinos.

A esgrima é um dos esportes que exige maior rapidez de raciocínio: é preciso evitar o toque da arma do adversário e, ao mesmo tempo, pensar rapidamente em como atingi-lo de forma eficaz. “Desenvolve o autocontrole, prepara a pessoa para situações adversas, em que uma solução precisa ser encontrada em frações de segundo”, comenta o instrutor do Clube Pinheiros, Marcos Cardoso, atleta que participou dos últimos Jogos Pan Americanos. “E, para atingir o adversário, é necessário total concentração, velocidade de reação e completo domínio sobre o corpo e a mente.”

PARTICIPAÇÃO FEMININA
No Club Athletico Paulistano, o supervisor das aulas de esgrima é o mestre internacional de armas e árbitro da Federação Internacional, Régis Trois de Ávila. Também é treinador do atleta brasileiro Renzo Agresta, que conquistou a medalha de bronze no sabre durante os últimos Jogos Pan-Americanos. A exemplo do que é comum na França, Régis implantou aulas infantis de esgrima no Colégio Magno, na capital paulista. “Trabalha o corpo e a mente. Aumenta a concentração, o foco, a coordenação e a precisão”, observa. A esgrima seria sustentada por quatro pilares: técnica, tática, físico e psicológico. “Quando o praticante se organiza mentalmente para o combate, fica mais fácil de se organizar para a vida.”

Régis, que está escrevendo um livro sobre a história da esgrima, enumera as bênçãos desse esporte para o corpo feminino: “o quadril afina, as pernas são tonificadas e os glúteos ficam mais firmes.” O único porém é que, quando se treina muito intensamente, pode-se desenvolver a musculatura de um lado do corpo mais do que do outro. Isso porque cada um maneja melhor a espada com uma das mãos.

No Brasil, as irmãs, namoradas e esposas de esgrimistas foram as pioneiras na prática. Hoje, apesar de ainda serem minoria no esporte de pouca tradição por aqui, marcam presença nos clubes paulistanos, na Academia Paulista de Esgrima e na Federação Paulista de Esgrima. O presidente da Confederação Brasileira de Esgrima, Arthur Cramer, destaca que, no pôster das Olimpíadas de 1900, realizadas em Paris, há uma mulher esgrimista que segura as três diferentes armas. “Há fotos que mostram esgrimistas brasileiras da década de 20. Naquela época, elas praticavam apenas o florete.” As roupas, equipamentos e armas usados são todos importados da Europa. O branco ainda é a cor do uniforme de proteção, conforme tradição antiga, cujo objetivo era dar destaque ao sangue do adversário atingido. E pratica-se sempre com uma máscara metálica no rosto, para evitar acidentes. Os clubes geralmente emprestam as espadas no início da prática, mas depois o ideal é adquirir a arma. As mais simples custam uma média de R$ 300,00. Hoje, os esgrimistas ficam conectados por fios a um aparelho que acende luzes para indicar quando há toques. No jogo, geralmente o combatente precisa tocar o adversário cinco vezes para vencer. Ninguém morre, mas a adrenalina das lutas medievais é revivida na atualidade.

Fibromialgia

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Autor: JULLIANE SILVEIRA
Colaboração para a Folha de S.Paulo

Entenda a síndrome da Fibromialgia

Atinge 5% da população mundial
– Afeta mais as mulheres (90% dos casos)
– É mais freqüente dos 30 aos 50 anos de idade
– Não tem causa conhecida
– Dores difusas no corpo, fadiga física ou mental sem causa aparente e alterações no sono são os sintomas mais comuns
– Outros incômodos freqüentes são distúrbios intestinais, disfunção da ATM (articulação temporo-mandibular) e dores de cabeça

Especialistas indicam alternativas contra a dor da fibromialgia:

Para descrever as dores que sente, a cuidadora de idosos Benedita Aparecida Anselmo, 51, evoca um quadro de Frida Kahlo (1907-1954). No auto-retrato “A Coluna Quebrada”, a artista mexicana refletiu o sofrimento decorrente de um problema grave na coluna pintando seu corpo todo perfurado por pregos.

Benedita tem fibromialgia, síndrome caracterizada por fisgadas dolorosas que aparecem em diversas partes do corpo. Depois de confundir as dores com as relacionadas a uma cirurgia de quadril, ela recebeu o diagnóstico por meio dos pontos de pressão.

Hoje, sete anos depois do diagnóstico, ela aprendeu a usar vias alternativas para amenizar as dores e a conviver com a síndrome. Para ficar bem, conta com medicamentos e, principalmente, com atividades físicas. “Há um ano e meio, faço sessões curtas de alongamento e de caminhada, além de hidroginástica uma vez por semana. Quando estou ativa, sinto menos dor”, conta.

Em média, a fibromialgia atinge 2,5% dos brasileiros e aparece com mais freqüência em mulheres (na proporção de nove para cada homem), principalmente dos 30 aos 50 anos de idade.

Suas causas ainda são pouco conhecidas. “Sabe-se que fatores genéticos e estresses do dia-a-dia desempenham um papel no desenvolvimento da síndrome” disse à Folha Richard Harris, pesquisador do centro de dor crônica e fadiga da Universidade de Michigan, nos EUA.

A instituição divulgou, na semana passada, um estudo que mostra que os fibromiálgicos não respondem a analgésicos comuns, especialmente aos opiáceos, porque seus receptores cerebrais, responsáveis por processar e amortecer os sinais de dor, atuam de forma diferente da de outras pessoas.

Em outro artigo, divulgado em dezembro de 2006, Harris citou que os fibromiálgicos têm atividade cerebral mais elevada e anomalias nas estruturas centrais do cérebro.

“Acredita-se que haja um erro na interpretação do sistema nervoso central que gera uma percepção anormal da dor, mas ainda é uma hipótese”, acrescenta o reumatologista Roberto Heymann, presidente da comissão de dor, fibromialgia e outras síndromes dolorosas de partes moles da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Apesar de a descoberta da cura para a síndrome parecer distante, especialistas preconizam um tratamento multidisciplinar que alivie as dores.

Entre os medicamentos, os antidepressivos apresentam os melhores resultados, mas provocam efeitos colaterais e são de difícil adequação, o que acaba exigindo que o paciente troque de substância várias vezes, até encontrar uma com a qual se adapte melhor.

Segundo Heymann, os remédios podem ser eficientes em casos leves –mas a melhor forma de tratar os sintomas é focar na qualidade de vida e buscar outras terapias.

Confira alguns tratamentos para síndrome da dor fibromiálgica

Exercícios

Uma das características do fibromiálgico é a fadiga constante, que pode ser amenizada com a atividade física. A secretária Aurineide de Almeida Manoo, 35, praticava natação, mas parou e o corpo sentiu. “Quando nadava, sentia-me mais disposta. Parei e voltei a me sentir cansada. Preciso voltar a me exercitar.”

O reumatologista Daniel Feldman, professor-adjunto da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), afirma que a atividade física é essencial e melhora a qualidade de vida do paciente em 20%, feito que o medicamento, sozinho, não consegue. Exercícios aliados ao medicamento minimizam os sintomas em até 80% dos casos. “A experiência mostra que a caminhada tem os melhores resultados com esses pacientes”, complementa.

O fibromiálgico deve ter disciplina e ser persistente. Alguns especialistas acreditam que 30 minutos de caminhada em ritmo confortável, no mínimo três vezes por semana, traga bons resultados. Outros dizem que a sessão deve durar o tempo que o paciente agüentar. “Pode começar com cinco minutos e progredir de acordo com a evolução do condicionamento físico”, diz o reumatologista José Knoplich, autor do livro “Fibromialgia: Dor e Fadiga” (ed. Yendis).

Muitos pacientes preferem a hidroginástica, pois sentem menos impacto e mais conforto dentro dágua. Outras atividades mais intensas, como natação e musculação, também podem trazer benefícios, mas os limites do corpo devem ser respeitados. “A pessoa deve começar aos poucos a caminhada e ir aumentando a carga de acordo com o preparo físico. Se, depois de um tempo, ela se sentir bem com exercícios de médio impacto, nada a impede de praticá-los”, diz Feldman, que aponta controvérsias com relação à musculação. “Os estudos são bastante controversos. É preciso equilíbrio para não provocar ainda mais dor.”

Exercícios de alongamento aumentam a flexibilidade e melhoram a postura. “A conscientização corporal ajuda o paciente a reconhecer onde a musculatura está mais contraída. Ele aprende a relaxá-la e fica com a postura mais correta”, diz a reumatologista Laís Verderame Lage, do serviço de reumatologia do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).

Ioga e meditação

Recentemente, pesquisadores da Universidade da Basiléia, na Suíça, propuseram meditação profunda como forma de aliviar as dores e melhorar a qualidade de vida dos fibromiálgicos. O estudo, realizado com 58 mulheres com a síndrome, mostrou que a prática as ajudou a lidar melhor com as fases dolorosas e a diminuir a percepção da dor.

“Toda técnica de relaxamento é benéfica para o tratamento, uma vez que propicia a conscientização corporal”, explica Laís Lage, do HC.

A ioga também tem se mostrado eficaz para minimizar os sintomas, especialmente por facilitar a meditação. O relaxamento proporcionado pela técnica melhora o quadro do paciente e promove a autoconsciência do corpo.
No entanto, é preciso respeitar os limites: não se deve competir com o a pessoa que está do lado nem forçar a barra para ficar em posições que sejam desconfortáveis.

Terapia

Os médicos concordam que a fibromialgia atinge pessoas perfeccionistas, que tendem a centralizar as responsabilidades. Isso gera ansiedade e pode levar a uma contração muscular intensa e constante, que piora as dores.

É aí que a terapia pode ajudar o paciente a se sentir melhor. Ao se auto-avaliar, ele aprende a ser menos exigente e se sente mais relaxado. O tratamento psicológico não alivia diretamente a dor, mas ajuda a melhorar a relação com a síndrome, o que pode fazer com que ele sinta menos dor. “A sensação de perda de um corpo saudável é um tipo de luto, e a análise ajuda a trabalhar melhor essa situação”, afirma o psicanalista Armando Colognese, do departamento de formação em psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae.

Todas as correntes psicoterapêuticas podem trazer bons resultados, mas os especialistas afirmam que a terapia cognitivo-comportamental é mais objetiva e traz respostas mais rápidas. “Ela sugere que a pessoa aprenda a lidar com as conseqüências de seu problema, e isso melhora seu relacionamento com a síndrome. Mas é mais superficial”, diz Feldman, da Unifesp.

De acordo com José Oswaldo de Oliveira Jr., neurocirurgião funcional do grupo de dor crônica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a hipnose também é eficiente e diminui o uso de medicamentos.

O grupo de dor do hospital utiliza ainda o chamado “biofeedback”. Segundo Oliveira Jr., o procedimento auxilia a monitorar a contratura muscular e funciona como um treinamento para manter os músculos mais relaxados, o que também pode amenizar a dor.

Massagem e calor

Em geral, as técnicas de massagem trazem alívio temporário e são indicadas para relaxar a musculatura.
Como não há uma modalidade que comprovadamente supere as outras, o importante é escolher as que trazem bem-estar -e buscar terapias mais suaves, para não sentir ainda mais dor.

Outro método muito utilizado para relaxar os músculos é esquentar a região dolorida. O calor proporciona dilatação dos vasos sangüíneos, melhora a nutrição do músculo e causa relaxamento. Muitos pacientes observam que, quando o corpo está muito rígido, um banho quente ou uma bolsa com água aquecida pode ajudar.

Para Feldman, da Unifesp, entretanto, o calor não é eficaz para dores da fibromialgia. Segundo o reumatologista, o método alivia apenas dores decorrentes de outros processos, como maljeito muscular e inflamações.

Acupuntura

A técnica tem se mostrado benéfica em cerca de 40% dos casos, se aplicada em conjunto com outros tratamentos.

Um novo estudo realizado durante dois anos com 58 mulheres pela médica Rosa Targino de Araújo também apontou que a técnica melhora a qualidade de vida dos fibromiálgicos. A pesquisa, feita para sua tese de doutorado e defendida em agosto na Faculdade de Medicina da USP, indica que 20 sessões, realizadas duas vezes por semana, podem trazer efeitos por até três meses.

As agulhas ativam o sistema nervoso periférico e provocam liberação de endorfina, dopamina e serotonina, substâncias com efeito analgésico, de acordo com Hong Jin Pai, médico acupunturista do centro de dor da clínica de neurologia do Hospital das Clínicas da USP.

Os efeitos, segundo o especialista, duram em média quatro dias. Por isso, são indicadas duas sessões semanais no primeiro mês de tratamento. “A acupuntura tem efeito cumulativo e o paciente pode receber alta do segundo ao quarto mês.”

Amélia Pasqual Marques, professora de fisioterapia da Faculdade de Medicina da USP e autora principal do livro “Fibromialgia e Fisioterapia: Avaliação e Tratamento” (ed. Manole), também ressalta que pesquisas recentes mostraram melhora na qualidade do sono dos fibromiálgicos –que costumam ter problemas para dormir bem e se sentem cansados, como se nunca repousassem profundamente.

Como a técnica não oferece bons resultados a todos os fibromiálgicos, deve-se observar o progresso do tratamento. “Os resultados começam a aparecer depois da terceira sessão, com pico de melhora a partir da sexta. Se não houver melhora até então, provavelmente a acupuntura não será o melhor tratamento para esse paciente”, explica Feldman, da Unifesp.

Fibromiálgicos que não se sentem confortáveis com as agulhas devem evitar a acupuntura, uma vez que podem ficar mais tensos e desenvolver quadros de dor mais intensa.

PSICOMOTRICIDADE

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Introdução

Este trabalho tem como tema a psicomotricidade que age de forma atuante e com uma visão de ciência e técnica, tendo como foco a Educação Física a partir de uma visão mais ampla em que o homem cada vez mais deixa de ser percebido como um ser essencialmente biológico para ser concebido, segundo uma visão mais abrangente, na qual se considera os processos sociais, históricos e culturais.

O ser humano é um complexo de emoções e ações propiciadas por meio contato corporal nas atividades psicomotoras que também favorece o desenvolvimento afetivo entre as pessoas, o contato físico, as emoções e ações.

Com a educação psicomotora a educação física passa a ter como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança.

Psicomotricidade é uma disciplina educativa, reeducativa e terapêutica, ou seja, a psicomotricidade quer destacar a relação existente entre a motricidade, a mente e a afetividade e facilitar a abordagem global da criança por meio de uma técnica. A psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal o que facilitará a orientação espacial.

1. ÁREAS DE ATUAÇÃO DA PSICOMOTRICIDADE

§ Educação Psicomotora :

É a ação educativa baseada e fundamentada no movimento natural consciente e espontâneo com a finalidade de normalizar, completar ou aperfeiçoar a conduta global da criança.

§ Reeducação Psicomotora:

Abrange sujeitos desde a infância a idade adulta. Pode ser desenvolvida tanto em caráter profilático quanto terapêutico.

§ Terapia Psicomotora :

Realizada através de uma programação de exercícios que envolvem atividades motoras, viso-motoras e emocionais. O trabalho visa melhorar o desenvolvimento corporal da criança, bem como a aprendizagem, afetividade, social, tornando-a estruturada para que possa se sentir segura e feliz.

2. ASPECTOS TRABALHADOS NA PSICOMOTRICIDADE

§ Qualidade física: força, flexibilidade, agilidade, velocidade, coordenação motora, equilíbrio, noções de espaço e tempo e lateralidade.

§ Aspecto afetivo e social: socialização e desenvolvimento de traços de personalidade como organização, disciplina, responsabilidade, coragem e solidariedade.

§ Características cognitivas: capacidade de análise e desenvolvimento de memória.

1. ESTRUTURAS PSICOMOTORAS DE BASE

§ Locomoção: Quando nos deslocamos de um lugar ao outro.

Exemplo de atividade: macaquinho mandou.

§ Manipulação: Habilidade de manuseio.

Exemplo de atividade: cobra cega.

§ Tono Corporal: Ajustamento da postura.

Exemplo de atividade: dançar com a bola na testa.

§ Lateralidade: Noção de direita e esquerda, é importante para a orientação espacial.

Exemplo de atividade: brinquedo cantado rock pop

§ Coord. Fina: Quando se trabalha com as extremidades dos segmentos.

Exemplo de atividade: bola de gude, nariz de ferro.

§ Coord. Grossa: Quando se trabalha com a totalidade das mãos ou do corpo.

Exemplo de atividade: queimado.

§ Coord. da dinâmica geral: É a atuação conjunta do sistema nervoso central e da musculatura esquelética, na execução do movimento. Temos a coordenação motora ampla e seletiva.

Exemplo de atividade: carniça.

§ Equilíbrio: É a capacidade de manter-se sobre uma base, pode ser estático e dinâmico.

Exemplo de atividade: amarelinha.

§ Esquema Corporal: é o conhecimento que temos do corpo em movimento ou em posição estática, em relação aos objetos e o espaço que o cerca. É através do desenvolvimento do esquema corporal que a criança toma consciência de seu corpo e das possibilidades de expressar-se por meio desse corpo. Exemplo de atividade: raposa que gostava de comer capim.

§ Compartimentos do esquema corporal:

§ Auto –imagem

§ Orientação espaço temporal

§ Coordenação óculo-segmentar

§ Direcionalidade

§ Miraocular

Conclusão

Concluímos que a psicomotricidade é a relação entre o pensamento e a ação, envolvendo a emoção. A psicomotricidade favorece a criança uma relação consigo mesma, com o outro e com o mundo que a cerca, possibilitando-a um melhor conhecimento do seu corpo e de suas possibilidades.

Pode-se afirmar então, que a Educação Física, através de atividades afetivas, psicomotoras e sócio-psicomotoras, constitui-se num fator de equilíbrio na vida das pessoas, expresso na interação entre o espírito e o corpo, a afetividade e a energia, o indivíduo e o grupo promovendo a totalidade do ser humano.