A questão ambiental, no Brasil e no mundo, tornou-se um tema amplamente debatido em todos os meios, em vista da crescente degradação ambiental existente atualmente e pelo fato de que um ambiente em equilíbrio reflete na qualidade de vida dos povos.
Nesse contexto, surge a questão dos resíduos sólidos (lixo) como uma das mais sérias ameaças ao planeta. Nossa população cresce em níveis geométricos e, juntamente com ela, cresce a produção do lixo. Estimando-se que cada ser humano produz em média 0,5kg a 1,5kg (em função do poder aquisitivo de cada indivíduo) de lixo diariamente e multiplicando pelo total da população do mundo (cerca de 6 bilhões), teremos a espantosa cifra de 3,0 a 4,5 bilhões de quilos de lixo produzidos diariamente.
A maior parte desses resíduos é lançada céu aberto (vazadouros), o que representa um enorme desperdício de matéria-prima e de energia, resultando numa grave degradação ambiental. Essa degradação ambiental ainda é agravada pela falta de planejamento ambiental.
Tal questão, embora conflitante, precisa ser tratada com a seriedade que o caso merece, pois todos nós somos responsáveis pela preservação do meio ambiente.
Deste modo, o presente projeto busca demonstrar a importância de se conscientizar a população e o poder público para que adotem políticas públicas visando à formação e recuperação de um ambiente ecologicamente equilibrado, além da conscientização dos próprios servidores e jurisdicionados sobre a necessidade de efetiva proteção ao meio ambiente, bem como, instituam comissões ambientais para o planejamento, elaboração e acompanhamento de medidas, com fixação de metas anuais, visando à correta preservação e recuperação deste bairro.
JUSTIFICATIVA
Considerando imprescindível alertar as pessoas para a importância da preservação dos recursos naturais, de modo a garantir sua manutenção para as presentes e futuras gerações, e considerando ainda, o acúmulo de lixo como um dos fatores de degradação do meio ambiente, optamos pela construção de uma associação de reciclagem.
O acúmulo de lixo recolhido diariamente, bem como o esgoto, são os maiores fatores de degradação ambiental e da poluição da água do Bairro Jardim Eldorado do Município de Rolim de Moura –RO. Alertar a população para a necessidade de utilização racional e reciclagem dos produtos descartáveis, bem como o tratamento do esgoto cloacal, é uma de nossas metas.
OBJETIVO GERAL
Estimular a mudança prática de atitudes e a formação de novos hábitos com relação à utilização dos recursos naturais e favorecer a reflexão sobre a responsabilidade ética do ser humano com o próprio planeta como um todo, oferecendo um eficiente instrumento para a formação da consciência ambiental.
A proposta de se trabalhar a coleta seletiva procura contribuir para que os servidores sejam capazes de:
– Intervir na realidade que os cerca; – Observar e analisar fatos e situações a todos os tipos de lixo do ponto de vista ambiental, de modo crítico, reconhecendo a necessidade e as oportunidades de atuar de modo propositivo, para garantir um meio ambiente saudável e a boa qualidade de vida; – Compreender a realidade buscando soluções para questões sociais, possibilitando a tomada de posição frente a problemas fundamentais e urgentes da vida social; – Modificar atitudes e práticas pessoais por meio da utilização do conhecimento sobre o meio ambiente, adotando posturas no trabalho, em casa e em sua comunidade que os levem a interações construtivas na sociedade; Multiplicar as informações para comunidades, família e seu entorno; Conscientizar-se sobre as diferentes formas de coleta e destino do lixo. Refletir sobre o lixo, um problema social, para promover mudanças de atitudes nos cuidados com o meio ambiente. Contemplar e valorizar a natureza; – Potencializar o trabalho já realizado, como a reciclagem de papel, complementando e reforçando as ações de sensibilização, através de programas de divulgação e educação ambiental sobre reciclagem e Promover a redução de custos com a utilização correta de recursos naturais.
OBJETIVO ESPECÍFICO
– Sensibilizar a comunidade em geral sobre a responsabilidade com a geração e o destino dos resíduos. – Promover ações de esclarecimento sobre separação, reciclagem e redução da geração de resíduos domésticos. – Estimular novas atitudes diante do lixo, através da prática da Coleta Seletiva, reutilização, reciclagem e compostagem.
PÚBLICO ALVO
Escolas Municipais e moradores do Bairro Jardim Eldorado.
METAS
– Implantação da Coleta Seletiva no bairro. – Elaboração e distribuição de folders informativos. – Elaboração e distribuição de uma história em quadrinhos contendo informações sobre a importância da Coleta Seletiva. – Divulgação de informes nos meios de comunicação. – Esclarecimentos à comunidade através de palestras. – Caminhada ecológica. – Plantio de árvores nativas. – Limpeza de margens de arroios. – A Mostra de Talentos com temas variados que podem ser tratados na educação ambiental, visando a participação, o envolvimento e a sensibilização da sociedade, permitindo inserir a escola na comunidade. – Valorizar o desenvolvimento de atividades pedagógicas adequadas e relacionadas ao meio ambiente.
MATERIAL E MÉTODOS
Alguns produtos e embalagens recicláveis já possuem o símbolo de reciclagem para facilitar na hora de saber o que vai ou não para a coleta seletiva: PAPEL, VIDRO, METAL, PLÁSTICO, ORGÂNICO e REJEITO.
Para a separação do material, basta ter dois tipos de recipientes: um para o lixo úmido e rejeitos a serem recolhidos pela Companhia de Limpeza urbana e outros recipiente para o reciclável a ser coletado por pela associação: plástico, metal, vidro e papel, todos devidamente limpos e secos.
Lixo seco: papel, papelão, jornais, revistas, cadernos, folhas soltas, caixas e embalagens em geral, caixa de leite, caixas de papelão (desmontadas), metais (ferrosos e não ferrosos) latas em geral, alumínio, cobre, pequenas sucatas, copos de metal e de vidro, garrafas, potes e frascos de vidro (inteiros ou quebrados), plásticos (todos os tipos), garrafas PET, sacos e embalagens, brinquedos quebrados, utensílios domésticos quebrados.
Lixo úmido: cascas de frutas e legumes (lixo compostável), restos de comida, papel de banheiro, sujeira de vassoura e de cinzeiro.
Não recicláveis: papel higiênico, papel plastificado, papel de fax ou carbono, vidros planos, cerâmicas ou lâmpadas.
As pilhas e baterias não podem ser descartadas no lixo doméstico, pois contém metais pesados e, quando molhadas, contaminam o meio ambiente.
Vale ressaltar que os resultados mais relevantes de um processo de coleta seletiva são os combates ao desperdício e a preservação ambiental.
Lançamento da campanha com palestras e exposição de trabalhos.
Instalação dos Latões
Solicitar junto ao IBAMA mudas de árvores para distribuição com a associação e plantio nas áreas do bairro.
REFERENCIAL TEÓRICO
De acordo com o Instituto Ethos (2003), responsabilidade social é uma forma de conduzir os negócios da empresa de tal maneira que a torna parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social. Segundo Montana & Charnov (1998), da diferença entre a ausência de responsabilidade social, exceto da exigida por lei, e a adoção de uma postura socialmente responsável mais ampla, surgem diferentes níveis de sensibilidade social:
Abordagem da obrigação social: assume que as únicas obrigações de responsabilidade social da empresa são aquelas exigidas por lei. Uma empresa que acredita nesse método satisfaz apenas essas obrigações sociais, ou seja, não assume nenhum esforço voluntário; Abordagem da responsabilidade social: reconhece que a empresa tem responsabilidades econômicas e sociais. As responsabilidades econômicas são a otimização dos lucros e o aumento do patrimônio líquido dos acionistas. As responsabilidades sociais consistem em lidar com os problemas sociais atuais, mas somente até o ponto em que o bem-estar econômico da empresa não é afetado de forma negativa; Abordagem da sensibilidade social: enfatiza que a empresa não tem apenas responsabilidades econômicas e sociais – ela também precisa se antecipar aos futuros problemas sociais e destinar recursos organizacionais para lidar com esses problemas. (MONTANA & CHARNOV, 1998)
Ao longo dos últimos anos tem sido dada cada vez mais ênfase à questão da sensibilidade social. E o meio ambiente tem se destacado nesse contexto. Assim, a gestão ambiental surge como uma ferramenta de qualidade e excelência para as organizações.
EQUIPE INTERDISCIPLINAR
Para a realização do projeto, serão necessários, além da população do bairro, profissionais capacitados que auxiliem para a realização do mesmo.
O ambiente educacional nos últimos tempos, passa por intensas transformações no que se refere à violência moral e física entre os estudantes.
Os atos de violência teem por objetivo intimidar e/ou agredir o outro ou um grupo, incapaz de se defender. A maioria dos alunos xingam, agridem fisicamente ou isolam um colega, além de colocar apelidos grosseiros. Tais atitudes não devem ser ignoradas pelo professor, diretor e demais servidores, pois estes vêem tal atitude como uma simples brincadeira de aluno, porém o problema é mais sério do que se imagina. Trata-se de bullying , descrito como ato de violência física ou psicológica caracterizando-se como comportamento agressivo e negativo, executado repetidamente. O bullying ocorre não só na escola mas também na Universidade, nos locais de trabalho, na política, entre vizinhos.
Os atos de bullying são impulsionados, muitas das vezes, pela falta de conhecimento, pelo preconceito e até mesmo pela falta de respeito ao próximo, configurando-se portanto como ato ilícito por desrespeitar os princípios constitucionais ao se tratar da dignidade da pessoa humana. Entre as formas de bullying no ambiente escolar estão a exclusão do aluno do grupo social; a injúria; a calúnia ou difamação; a perseguição; a discriminação e o uso de sites, redes sociais ou comunicadores instantâneos (messengers) para incitar a violência, adulterar fotos, fatos e dados pessoais – o chamado cyberbullying. A existência do bullying na escola traz conseqüências negativas como baixo rendimetno escolar e sentimentos de impunidade, exclusão e humilhação por parte das vítimas. Por outro lado o problema ainda é motivo de preocupação tendo em vista que, na maioria das escolas públicas das pequenas cidades não existem profissionais preparados para combater o bullying.
Falta conscientização por parte da comunidadeem especial ao pais, capacitação por parte dos professores e demais servidores das escolas para lidar com a situação de bullying.
O Bullying já existe há muito tempo no ambiente escolar. Todavia era visto pela escola e pelos pais apenas como brincadeira de criança, porém, essa brincadeira de criança trouxe ultimamente enormes preocupações pelo fato de serem violentas em todos os sentidos, seja moral, físico ou psicológico. A tudo isso dá-se o nome de bullying.
Diante disso a escola hoje tem os olhos voltados para a tensão, pois revela dificuldades extremas de lidar com a diferença, de lidar com Neste sentido surge a obrigatoriedade de as escolas públicas e privadas adotarem medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate ao bullying escolar. Tais medidas devem ser incorporadas no projeto pedagógico da escola das unidades escolares e ao planejamento escolar, para que se saiba até que ponto o fato ocorrido é um bullying.
Uma das maiores preocupações parte da escola é com a tecnologia da informação em que são cometidos vários atos violentos contra a moral. Neste ponto é viável que os pais acompanhem seu filho em tudo o que ele faz ou fez durante o dia; corrijam suas atitudes; dê atenção, segurança e principalmente limite para que ele seja capaz de cumprir regras.
Quanto à escola, esta deve ter em seu quadro de pessoal um Psicopedagogo, o qual trabalhará junto com o agressor ou a vítima de Bullying, e que este trabalho seja acompanhado pela direção da escola e principalmente pela família. O trabalho com a família é de certa forma difícil, sendo que esta sempre apresenta certa resistência em acreditar que o filho fez algo de errado.
NOTA:
A presente atividade fora realizada em virtude de uma ação de Bullying por parte da Direção da Escola em que sou funcionária. A atitude do diretor da escola para com uma criança de 06 anos fora lastimável, constrangedora para a criança e para os funcionários que presenciaram a atitude do diretor, — Olhou para o rosto da criança e disse em voz alta: êta menino fedorento! O garoto me olhou, olhou para a professora e se recostou na cadeira demonstrando um enorme constrangimento. Das muitas ações de bullying praticas por este diretor, com alunos e servidores, esta fora a mais branda. Assim pode se afirmar que a conscientização e a capacitação se tornam essenciais para o combate ao bullying no ambiente escolar.
As perdas técnicas de energia nas redes primárias de distribuição são decorrentes das resistências elétricas nas linhas. Pela natureza indutiva de algumas cargas e reatâncias das linhas, parte da energia dissipada é devida aos fluxos de potências reativas entre a subestação e os pontos de carga.
Existem varias formas de reduzir as perdas de energia elétrica nas redes de distribuição. As mais importantes são, a substituição das linhas de distribuição e equipamentos associados, reconfiguração das redes e instalação de banco de capacitores
1.2. Capacidade de condução
A capacidade de condução é um critério importante, pois leva em consideração os efeitos térmicos provocados nos componentes do circuito pela passagem da corrente elétrica em condições normais, a fim de garantir uma vida satisfatória aos condutores e suas isolações
A corrente transportada por qualquer condutor durante períodos prolongados em funcionamento normal deve ser tal que a temperatura máxima para serviço continuo não seja ultrapassada
Os valores das correntes devem ser calculados levando-se em consideração as características da carga, e para cabos enterrados, a resistividade térmica do solo
Temperaturas Características dos Condutores
– Tipo de isolação Temperatura máxima para serviço continuo
Condutor elétrico é todo corpo que permite a movimentação de carga no seu interior. Caso não seja possível essa movimentação, então o corpo é chamado de isolante elétrico.
Os condutores utilizados nas instalações elétricas residenciais, comerciais ou industriais de baixa tensão poderão ser de cobres ou de alumínio, com isolamento de PVC (cloreto de polivinil) ou de outros materiais previstos por normas.
Os condutores elétricos podem ser divididos em:
Condutor nu: é um condutor que não possui qualquer isolamento elétrico contínuo.
Condutor isolado: é o conjunto constituído pela alma condutora (*) revestida de uma ou mais camadas de material isolante, que garantem o seu isolamento elétrico.
(*) A alma condutora pode ser constituída por um único fio (unifilar), situação habitual para as secções mais baixas (até 4 mm2) ou por um conjunto de fios (multifilar).
Antes de decidir como abastecer pontos de utilização, devemos escolher a maneira de instalar os condutores.
Escolhendo a maneira de instalar e conhecida a potência dos pontos de utilização, deve-se calcular a corrente em ampères.
Com isso, está em condições de escolher a bitola do condutor pela capacidade de condução, aplicando-se os fatores de correção conformes as temperaturas ambiente e a agrupamento de condutores.
A norma NBR-5410 prevê a seção mínima dos condutores conforme o tipo de instalação, a seção do condutor neutro e a seção mínima do condutor de proteção.
Escolhido o condutor pelos critérios anteriores, verifica se satisfaz quanto à queda de tensão admissível.
O condutor a ser escolhido é o de maior seção.
Os condutores de baixa tensão são normalmente comercializados em rolos a 100 m em diversas cores, que na instalação devem ser a s seguintes.
– condutor fase: preto, branco, vermelho ou cinza. -condutor neutro: azul-claro; -condutor de proteção: verde ou verde e amarelo.
2.2. Tomadas
Uma tomada elétrica é o ponto de conexão que fornece a eletricidade principal a um plugue macho conectado a ela. As mais comuns têm dois terminais, utilizados em circuitos monofásicos ou bifásicos, um para a fase e outro para o neutro (no caso de monofásico) ou um para cada fase (no caso de bifásico), e algumas também têm um terceiro, denominado “ligação de terra” ou simplesmente “terra”. Existem também outras tomadas com mais terminais, de 3 (corrente trifásica), 4 ou mais, normalmente para uso na indústria.
Segundo a última atualização, feita em 2002, da norma brasileira que trata da padronização de Plugues e Tomadas até 20A/250V no Brasil (NBR 14136:2002) da ABNT, que tem como base a norma internacional IEC 60906-1, todas as tomadas devem ter as dimensões padronizadas e possuir três terminais fêmea, sendo o central referente ao condutor de equipotencialização (fio terra) desalinhado em relação aos outros dois. Visando uma maior segurança, de modo a evitar choques elétricos, a tomada fêmea deverá ser rebaixada para que o usuário do equipamento só tenha contato com a parte não isolada eletricamente após a sua desenergização.
Apesar de ter sido editada em 2002 e entrado em vigor 29 de Dezembro de 2002, existem prazos para a adequação da indústria a esta nova norma, então o processo de substituição das tomadas antigas de apenas dois terminais pelas novas de três terminais ocorre de forma lenta e gradativa. Os equipamentos mais novos já vêm com seus Plugues machos no formato adequado a NBR 14136:2002.
A maior mudança para os consumidores ocorrerá a partir de 2010, quando aparelhos: como geladeira, máquina de lavar roupa e microondas, que necessitam de incorporação do condutor-terra, apresentará o plugue de três pinos. Para esses casos, o consumidor terá que trocar a sua tomada. Nos demais, a troca da tomada será feita à medida que consumidor julgar necessário, uma vez que o plugue padrão de dois pinos é compatível com a tomada atual.
As residências que não tiverem o aterramento serão necessárias o consumidor trocar a tomada na qual vai conectar especificamente esses aparelhos, que necessitam do fio terra, tais como refrigerador, microondas e maquinas de lavar roupas para fazer o devido aterramento. Porém a Lei 11.337, de 26 de julho de 2006, determina que todas as novas edificações precisam ter o aterramento da rede elétrica. Aproveite e já instale a tomada padrão. Pois estará construindo uma casa com muito mais segurança. A segurança não é só do consumidor, mas também das instalações.
2.3 Interruptores
Para o controle de circuitos trifásicos devera ser usado dispositivo tripolar que atue sobre os três condutores-fase simultaneamente. Somente será permitido dispositivo monopolar para corrente nominal superior a 800 ampères.
Os interruptores unipolares, paralelos ou intermediários, devem interromper unicamente o condutor-fase e nunca o condutor neutro. Isso possibilitará reparar e substituir lâmpadas sem riscos de choque; bastará desligar o interruptor.
Em circuitos de dois condutores-fase, derivados de sistema trifásicos, deve-se usar interruptor bipolar.
Os interruptores devem ter capacidade suficiente, em ampères, para suportar por tempo indeterminado as correntes que transportam.
Os interruptores comuns para instalações residenciais são de 5 A – 250 voltes, o que permite comandar cargas ate 550 watts, em 110 volts, ou 1 100 watts, em 220 volts.
Quando há carga indutiva, como por exemplo, em lâmpadas fluorescentes, e não se dispondo de interruptor especial, pode-se usar o interruptor comum, porém com capacidade, no mínimo, igual ao dobro da corrente a interromper.
– Interruptor de Várias Seções
Quando desejamos comandar diversas lâmpadas do mesmo ponto de luz, como no caso de abajures, ou diversos pontos de luz, usamos interruptores de varias seções.
– Interruptor Three-Way (S3w) ou paralelos
É usado em escalas ou dependências cujas luzes, pela extensão ou por comodidade, se deseja apagar ou acender de pontos diferentes.
– Interruptor Four-Way (S4w) ou intermediários
Às vezes, há necessidade de se comandar os circuitos em vários pontos diferentes. Então, lança-se mão de um sistema múltiplo, representado pelo esquema da Fig. 1, denominamos four-way, porque são dois condutores de entrada e dois de saída.
Fig.1
Este tipo de sistema exige, nas suas extremidades, ou seja, junto à fonte e junto à lâmpada, interruptores three-way. Os interruptores four-way executam duas ligações diferente.
Fig. 2
Na posição representada pela Fig. 1, a lâmpada acenderá. Se agirmos em qualquer dos interruptores, a lâmpada se apagará. Vejamos: agindo no interruptor 3, a sua ligação se inverterá e a sua lâmpada se apagará. É fácil compreender, basta acompanhar o circuito.
Fig.3
3. Iluminação
A iluminação pode ser Direta ou Indireta:
Direta- é dirigida diretamente para o alvo a ser iluminado. Quanto maior a distancia entre à fonte e o objeto a ser iluminado, menor é a intensidade da iluminação e maior é a área atingida pelos raios de luz.
Indireta- não ilumina necessariamente o objeto e sim o ambiente em que este se encontra. Uma iluminação pode conter focos de luz diretos e indiretos num mesmo ambiente.
Lâmpadas halógenas- As lâmpadas halógenas possuem luz branca e brilhante, que possibilita realçar melhor as cores e os objetos do que lâmpadas incandescentes comuns. São bastante econômicas e possuem uma vida útil de 2.000 a 4.000 horas
Compactação, não ocorre escurecimento do bulbo, maior durabilidade e maior eficiência.
Lâmpadas incandescentes- Uma das mais antigas fontes de luz, a lâmpada incandescente representa a fonte de luz artificial mais presente no mundo. Ela é constituída por um filamento de tungstênio alojado no interior de um bulbo de vidro preenchido com gás inerte.
Quando da passagem da corrente elétrica pelo filamento, os elétrons se chocam com os átomos de tungstênio, liberando uma energia que se transforma em luz e calor. Sua temperatura de cor fica na faixa de 2.700 K dando a ela uma cor amarelada, é atualmente a mais utilizada em residencial.
Lâmpadas fluorescentes- São atualmente as lâmpadas mais econômicas e com mais eficiência no mercado. Sua durabilidade é muito maior do que uma lâmpada incandescente. Nela é utilizado um revestimento interno de pó a base de fósforo, que quando excitada com radiação ultravioleta gerada pela ionização dos gases produz luz visível. Para a utilização das lâmpadas fluorescente precisa-se de dois acessórios extra: O Starter ou rele térmico e o Reator que é uma bobina para gerar a alta tensão necessária ao arranque e controlar a corrente consumida pela lâmpada.
As lâmpadas incandescentes consomem mais energia que as lâmpadas fluorescentes, mas se você souber escolher a lâmpada correta para cada tipo de luminária, poderá racionalizar o consumo e usufruir do conforto de qualidade de luz que elas proporcionam ao ambiente.
Nas lâmpadas incandescentes e halógenas, 80% da energia utilizada é transformada em calor e apenas 15% gera luz. Toda esta energia transformada em calor é lançada no ambiente, causando aumento da temperatura e desconforto.
A cor aparente da luz emitida determina a tonalidade observada quando se olha diretamente para a fonte de luz. O olho humano percebe os tons de cores de luz avermelhadas (cores quentes), e azuladas (cores frias), ou intermediárias. A indicação científica é a Temperatura de Cor e Temperatura de Cor Correlata ou cromaticidade, medida em graus kelvins. À medida que os valores em Kelvins aumentam, a cor da luz perde em tons vermelhos e ganha em tons azuis, e vice-versa. Lâmpadas acima de 4.000 K são consideradas de luz fria, entre 3.000 K e 4000 K, têm tonalidade de cor moderada, e de 3.000 K para baixo são descritas como luz quente.
Curiosidade: Para se saber quanto uma lâmpada gasta de energia em 1 hora basta dividir sua potencia por 1000 e terá o resultado.
4. Instalação de motores elétricos
Os motores elétricos encontram-se presentes em quase todos os processos produtivos, por ser o motor mais eficiente, ter custo operacional menor e não produzir efeito poluente.
A instalação de motores elétricos significa aumento de produtividade, e o seu número tem crescido muito devido à expansão da eletrificação principalmente no meio rural. No entanto, quando é mal instalado, significa dor de cabeça, interrupção na produção, manutenção constante, queimas de componentes de proteção e comando, trazendo prejuízos financeiros e possibilidade de acidentes com pessoas.
Vários são os passos a serem seguidos pelo produtor para que ele não tenha problemas com seus motores. O primeiro passo é a sua escolha correta, aqui deve-se atentar para o seguinte: definição da potência necessária, em cv; escolha da marca e fabricante; se o motor deve ser monofásico ou trifásico; assim como a tensão de funcionamento; escolha da tensão; freqüência e outras características. Depois vem a instalação; onde a construção correta da base deve ser de tal forma que proporcione a menor vibração possível. Para os motores monofásicos não se deve esquecer o dispositivo aliviador de partida.
O acoplamento do motor à máquina deve ser feito com todo o cuidado, as polias devem estar alinhadas, as correias adequadas às polias e com as folgas necessárias. A fiação bem dimensionada é outro item importante que possibilita ao motor funcionar com as tensões adequadas.
Um dos grandes problemas da instalação de motores elétricos está nos custos elevados do sistema de proteção e comando e por isto muitos deixam de implantá-lo corretamente. O sistema de comando define a vida útil do motor. A proteção é constituída de dispositivos que desconectam o motor da alimentação nos casos de curto-circuito e sobrecarga, não permitindo que o motor se queime nestas condições adversas.
Os dois principais motivos de queima de motores são:
1. Sobrecarga
O motor não possui as proteções contra sobrecarga e o operador exige dele potência maior do que a especificada na placa. Por exemplo, uma picadeira de cana onde o operador coloca um feixe grande, forçando as canas na máquina, fazendo com que o motor quase pare, causando a sua queima.
2. Falta de Fase
Para os motores trifásicos, a queda de uma das fases causa a queima do motor em poucos segundos. Ao ligar um motor e ele não parte por falta de uma das fases, produzindo um barulho característico, o operador, pode evitar a sua queima desligando-o imediatamente.
5. Dispositivos de Proteção e Manobra
Generalidades
Os dispositivos de manobra (ou comando) e proteção podem ser classificados em:
• Dispositivos de baixa tensão: são aqueles projetados para a utilização em circuitos cuja tensão de linha é inferior ou igual a 1.000 V; • Dispositivos de alta tensão: são aqueles projetados para emprego em circuitos cuja tensão de linha é superior a 1.000 V
No caso mais geral, podem-se distinguir em um dispositivo de manobra ou de proteção três tipos de circuito:
• O circuito principal: é o circuito constituído do conjunto de todos os circuitos associados, cujo dispositivo de manobra ou proteção tem a função de fechar ou abrir; • O circuito de comando: é um circuito, diferente do principal, que comanda a operação de fechamento, abertura ou ambas; • O circuito auxiliar: é um circuito diferente do principal e dos circuitos de comando, usado também para outras finalidades, tais como: sinalização, intertravamento, etc.
Ciclo de operação de um dispositivo de manobra é a sucessão de operações de uma posição à outra e a volta à posição inicial, passando por todas as outras posições, se existentes.
Seqüência de operações é a sucessão de operações especificadas em determinados intervalos de tempo.
Os dispositivos de manobra podem ser também classificados:
• De acordo com o meio em que seus contatos fecham e abrem; assim temos, por exemplo, dispositivos a ar (ou seco), a óleo, a SF6, etc. • Quanto ao número de pólos, em unipolares, bipolares, etc.
Disjuntor
É um dispositivo de manobra (mecânico) e de proteção, capaz de estabelecer, conduzir e interromper correntes em condições normais do circuito, assim como estabelecer, conduzir por tempo especificado e interromper correntes em condições anormais especificadas do circuito, tais como as de curto-circuito.
Disparador
É um dispositivo associado mecanicamente a um disjuntor, e que libera os órgãos de retenção (trava) dos contatos principais, provocando seu fechamento ou abertura.
Um disparador de sobrecorrente é aquele que provoca a abertura de um disjuntor, com ou sem retardo intencional, quando a corrente no disparador excede um valor predeterminado, em condições especificadas. Pode ser direto, quando energizado pela corrente no circuito principal do disjuntor, ou indireto, quando a energização é feita através de um transformador de corrente ou de um derivador.
No que diz respeito ao retardo, o disparador de sobrecorrente pode ser:
• Instantâneo: quando opera sem qualquer retardo intencional de tempo; • Com retardo (ou tempo) definido: quando opera com um retardo definido, que pode ser ajustável, mas que é independente do valor de sobrecorrente; • A tempo inverso: quando opera após um retardo inversamente ao valor da corrente.
Um disparador de sobrecarga é um disparador de sobrecorrente destinado à proteção contra sobrecargas.
Um disparador térmico de sobrecarga é um disparador de sobrecarga a tempo inverso que depende para sua operação (incluindo seu retardo), da ação térmica da corrente que circula no disparador.
Disparador em derivação é aquele energizado por uma fonte de tensão.
Um disparador de subtensão é um disparador em derivação que provoca a abertura de um disjuntor, com ou sem retardo intencional, quando a tensão nos terminais do disjuntor cai abaixo de um valor predeterminado
A câmara de extinção de um disjuntor é o compartimento que envolve os contatos do circuito principal, capaz de resistir às solicitações térmicas devida ao arco e projetada especificamente para promover a extinção de arco elétrico.
Os disjuntores de baixa tensão, geralmente do tipo seco, são classificados, quanto ao tipo de construção, em dois tipos:
• Os disjuntores abertos (ou ‘de força’) que possuem todas as partes componentes montadas em uma estrutura geralmente metálica, aberta; • Os disjuntores em caixa moldados são aqueles montados em uma caixa de material isolante que suporta e encerra todas as partes componentes.
Os disjuntores abertos geralmente são tripolares, de corrente nominal acima de 200A, com acionamento manual ou motorizado, podendo ser equipados com:
• Disparadores de sobrecorrente eletromagnéticos, instantâneos ou com retardo definido, para proteção contra sobrecargas e curtos-circuitos; • Disparadores térmicos de sobrecarga; • Disparadores de subtensão.
São utilizados para proteção e manobra de circuitos de distribuição principais (de porte) e para proteção de alternadores, transformadores, capacitores etc., montados em subestações, cabinas ou em quadros de distribuição de grande porte.
Os disjuntores em caixa moldados, de construção compacta, podem ser unipolares, bipolares ou tripolares, geralmente com acionamento manual, podendo ser equipados com:
• Disparadores de sobrecorrente eletromagnéticos, instantâneos ou com retardo definido, para proteção contra curtos-circuitos; • Disparadores térmicos de sobrecarga; • Disparadores de subtensão.
São, geralmente, utilizados para proteção e manobra de circuitos de distribuição e terminais montados em quadros de distribuição padronizados.
Os disjuntores equipados com disparadores térmicos e eletromagnéticos são chamados de disjuntores termomagnéticos, sendo geralmente em caixa moldada.
Disjuntores termomagnéticos
Os disjuntores em caixa moldados equipados apenas com disparadores eletromagnéticos para proteção contra curtos-circuitos são chamados de disjuntores apenas magnéticos (da designação norte americana magnetic-only breaker).
O fusível é um dispositivo de proteção que, pela fusão de uma parte especialmente projetada, abre o circuito no qual se acha inserido e interrompe a corrente, quando esta excede um valor de referência durante um tempo especificado. A Figura 2 apresenta fusíveis de uso geral e suas respectivas bases.
Dispositivos fusíveis de uso geral e respectivas Bases.
Em geral, as partes de um dispositivo fusível são:
• Fusível: peça substituível após a sua operação contém o elemento fusível que é o componente que se funde, quando percorrido por uma corrente que exceda um valor de referência durante um tempo especificado; • Base: parte fixa do dispositivo, com contatos e terminais; • Indicador: parte do dispositivo que dá uma indicação visível que ele operou; • Percussor: dispositivo mecânico integrante que, quando da operação do dispositivo, libera a energia necessária para acionar outros dispositivos ou indicadores, ou para fazer um intertravamento; • Porta-fusível: parte móvel de um dispositivo fusível no qual se instala um fusível, mas não incluindo este.
Um fusível cartucho é um fusível de baixa tensão cujo elemento físico é encerrado em um tubo protetor de material isolante, com contatos nas extremidades (em forma de virola ou de faca), fechando o tubo.
Um fusível rolha é um fusível de baixa tensa em que um dos contatos é uma peça roscada, que se fixa no contato roscado correspondente da base.
Um fusível encapsulado é um fusível cujo elemento fusível é completamente encerrado em um invólucro fechado, capaz de impedir a formação de arco externo e a emissão de gases, chama ou partículas metálicas para o exterior, quando da fusão do elemento fusível, dentro dos limites de sua característica nominal.
Chave fusível de rede aérea de distribuição é o dispositivo fusível no qual após a fusão do elo, o porta-fusível é levado, pela ação da gravidade, a uma posição tal que assegura a distância de isolamento especificada e dá uma indicação visível da sua atuação.
Elo fusível de uma chave fusível de distribuição é um fusível de construção flexível destinado a manter a chave na posição fechada, quando em funcionamento, e provocar a sua abertura automática após a fusão do elemento fusível.
Um interruptor-seccionador (também chamado de ‘seccionador sob carga’) é uma chave que reúne as características de um interruptor e de um seccionador. Um interruptor de uso geral é uma chave seca de baixa tensão, de construção e características elétricas adequadas à manobra de circuitos de iluminação, de aparelhos de iluminação, de aparelhos eletrodomésticos e aplicações equivalentes.
Chave eletromagnética é uma chave na qual a força necessária para o fechamento e a abertura dos contatos principais é feita por eletroímã.
Contator é um dispositivo de manobra (mecânico) de operação não manual (geralmente eletromagnética), que tem uma única posição de repouso e é capaz de estabelecer, conduzir e interromper correntes em condições normais de circuito, inclusive sobrecargas.
Relé é o dispositivo elétrico destinado a produzir modificações súbitas e predeterminadas em um ou mais circuitos elétricos de saída, quando certas condições são satisfeitas nos circuitos de entrada que controlam o dispositivo.
É importante observar que a definição aplica-se aos relés elétricos de qualquer tipo e para qualquer finalidade, no sentido elementar, isto é, com apenas uma função lógica entre os circuitos de entrada e os circuitos de saída, incluindo todos os elementos adicionais necessários ao seu perfeito funcionamento específico. Os relés são associados eletricamente aos disjuntores ou contatores, provocando sua abertura quando da detecção de alguma condição anormal (sobrecorrente, subtensão, desequilíbrios etc.)
Não se deve confundir relé com disparador. Muito embora ambos possam funcionar sob o mesmo princípio e realizar funções análogas, o relé é associado eletricamente ao dispositivo de manobra, ao passo que o disparador é associado mecanicamente e diretamente ao dispositivo.
Um dispositivo a corrente diferencial-residual (dispositivo DR) é um dispositivo de proteção que detecta em um circuito a existência de corrente diferencial e provoca a abertura do circuito, quando o valor da corrente diferencial ultrapassa um valor preestabelecido.
Chave de partida de um motor elétrico é o conjunto de todos os meios necessários para dar a partida e parar o motor, combinado com uma proteção adequada contra sobrecargas.
Em uma instalação elétrica de baixa tensão pode-se distinguir quatro funções básicas, que podem ser exercidas por um ou mais dispositivos de manobra e/ou proteção.
São elas: proteção contra contatos indiretos, a proteção contra sobrecorrentes, o comando funcional e o seccionamento são automático, apresentadas sucintamente a seguir:
• A proteção contra contatos indiretos destina-se a proteger as pessoas e os animais domésticos contra os perigos que possam resultar de um contato com massas energizadas. Consiste na detecção de tensões de contato perigosas e no seccionamento automático do circuito em eu ocorreu o problema. • A proteção contra sobrecorrentes tem como objetivo limitar as conseqüências destrutivas das sobrecorrentes e separar o restante da instalação da parte em que ocorreu o problema. Comporta a detecção de correntes de sobrecarga e de falta (principalmente de curto-circuito) e o seccionamento automático do circuito protegido. • O comando funcional permite ao usuário intervir, voluntariamente, em qualquer setor da instalação, seccionando ou ligando, sob carga, circuitos, bem como ligando ou desligando equipamentos de utilização.
O seccionamento não automático (manual) é destinado a garantir a separação de uma parte da instalação de sua fonte de tensão, a fim de permitir a execução de trabalhos, consertos, localização de defeitos, substituição de componentes ou medição do isolamento da parte da instalação correspondente. Consiste no seccionamento manual, em carga ou em vazio, do circuito que alimenta o setor considerado.
6. Conclusão
A pesquisa realizada possibilitou aos alunos o esclarecimento sobre instalações elétricas, e abranger como é importante ser precisos e fidedignos nas instalações elétricas, respeitando as normas de segurança, aterramento e equipamentos que adapta na proteção das instalações, prevenindo prejuízos futuros.
Esclarecendo um pouco sobre o novo padrão de tomadas que entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2010, como ela pode ser instalada e o porquê de ser utilizada nas novas construções.
Contudo, a pesquisa realiza sobre Instalações Elétricas, foi enriquecedor aos alunos pesquisadores do curso de Engenharia Civil.
Proporcionando a compreensão sobre esse tema que é fundamental na carreira de um engenheiro e será explanado em uma disciplina ao longo do curso.
7. Referências
CREDER, Hélio. Instalações Elétricas. 14.ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2002.
WIKIPÉDIA, A enciclopédia livre. Tomadas. Disponível em: <http://www.wikipedia.org>. Acesso em: 25 de abr. 2010.
INMETRO. Plugues e Tomadas. Disponível em: <http://www.inmetro.gov.br>. Acesso em: 25 de abr. 2010.
CPT, artigos. Instalações de Motores. Disponível em:<http:www.cpt.com.br>. Acesso em 25 de abr. 2010.
FAZ FACIL. Iluminação. Disponível em: < http://www.fazfacil.com.br/>. Acesso em: 25 de abr. 2010.
WIKIPÉDIA, A enciclopédia livre. Lâmpada Fluorescente. Disponível em:<http://www.wikipedia.org.>. Acesso em: 25 de abr. 2010.
COTRIM, Ademaro. Instalações Elétricas. 4ª ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2003.
INTRODUÇÃO 1 INSERIR TITULO DE PRIMEIRA ORDEM 1.1 TÍTULO DE SEGUNDA ORDEM 1.2 OBSERVAR SEMPRE O PADRÃO 1.2.1 Titulo de terceira ordem 1.2.2 Título de terceira ordem 2 PADRÃO E A QUALIDADE TOTAL 2.1 CIÊNCIA E QUALIDADE DE VIDA 2.1.1 Somos sujeitos ativos na construção da história CONCLUSÃO OU CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS
INTRODUÇÃO
Conforme as orientações a introdução deve conter: apresentação do tema, justificativa, objetivo, idéia central e metodologia destacados em parágrafos distintos.
1 INSERIR TITULO DE PRIMEIRA ORDEM
É nesta parte que se deve apresentar o tema com explicações e argumentações. Por isso se distribui o assunto em títulos e subtítulos, conforme for necessário. Títulos de primeira ordem, de segunda ordem, terceira e assim por diante, tendo também o cuidado de apresentá-los conforme as normas. Título de primeira ordem são aqueles que tem apenas um número( 1, 2, 3….), de segunda ordem dois números( 1.1, 1.2, 2.1 ….) e assim sucessivamente. Os de primeira ordem são apresentados em maiúsculos e negritados, de segunda ordem somente em maiúsculo e terceira ordem e seguintes em maiúsculo somente a entrada e os nomes próprios. Observe neste texto a forma como devem ser apresentados.
É também no desenvolvimento o lugar em que se deve fazer as citações. As citações ate cinco linhas aparecem no corpo normal do texto e com mais de cinco linhas em parágrafo distinto conforme as normas. Exemplo: Até cinco linhas. “ Alma minha gentil que te partiste, tão cedo desta vida descontente (…)” (CAMÕES, 1990, p. 23) A indicação da citação é feita pelo sobrenome do autor, ano e página e pode estar no inicio usando-se expressões: Conforme …. Segundo…. Assim também se expressa…..Para…….e assim por diante ou no final colocado entre parêntesis o sobrenome do autor, ano e página . É permitido, também, indicar usando o sistema numérico. Mas o sistema num mesmo trabalho de ser o mesmo, ou seja, ou pelo sistema numérico ou pelo autor data. Neste caso se apresenta a referência correspondente em rodapé ou em lista no final do trabalho ou do capítulo.
Quando a citação passar de cinco linhas, recomenda-se o seguinte formato:
Quantas vezes já treinei a metodologia e percebo sempre que surgem coisas novas. Estou chegando a conclusão de que sou levado com esta normatizações a estudar constantemente sem nunca ser tentado a idéia da acomodação e da estagnação. É um trabalho que devo gostar para fazê-lo sempre melhor. Isso até se parece com a idéia que devemos fazer de nós mesmos: nunca somos perfeitos e acabados, sempre em construção e a caminho da perfeição. Como é bom se sentir mais perfeito a cada dia que passa. Como é bom olhar pela janela de nossa existência e a cada dia perceber algo novo. (KESTRING, 2001, p. 10)
O desenvolvimento é a parte mais longa do trabalho. Nele devemos discutir, analisar, argumentar e apresentar o tema de forma mais aprofundada.
Obs: Nunca deixar o título em uma página sem o respectivo conteúdo. Neste caso não faz mal que o espaço em branco seja maior.
1.1 TÍTULO DE SEGUNDA ORDEM
Esta é a posição e o formato dos títulos de segunda ordem. Eles são apresentados com todas as letras em maiúsculo.
1.2 OBSERVAR SEMPRE O PADRÃO
Vamos fazer outras subdivisões
1.2.1 Titulo de terceira ordem
Os títulos devem acompanhar a página do referido conteúdo e não podem ficar isolados.
1.2.2 Título de terceira ordem
Fazendo outras subdivisões.
2 PADRÃO E A QUALIDADE TOTAL
Estas normas não devem ser discutidas uma vez que são padrões para todos se orientarem quando da elaboração dos trabalhos. As discussões devem ocorrer em relação aos conteúdos do trabalho em si.
2.1 CIÊNCIA E QUALIDADE DE VIDA
Sempre se buscou encontrar a verdade. Para alguns, a vida é pura ilusão passageira, outros não admitem questionamentos aceitam passivamente tudo o que lhes é imposto pelass autoridades.
2.1.1 Somos sujeitos ativos na construção da história
A metodologia é a ferramenta com a qual o ser humano constrói o seu conhecimento. Esta observação foi feita por Aristóteles um filósofo grego da antigüidade. Isso pode ser comprovado lendo KESTRING; BRANCHER; SCHWAB (2001). Exatamente como outro ofício qualquer a ferramenta deve ser devidamente apreendida através de seu uso.
CONCLUSÃO OU CONSIDERAÇÕES FINAIS
Aqui é o lugar em que se faz o fechamento, ou seja, se apresenta o resultado final a que se chegou e mesmo se apresentam recomendações ou sugestões de posteriores trabalhos sobre o assunto.
REFERÊNCIAS
1 ANDRADE, M. M. de. Introdução à metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1994.
2 BARROS, A. J. P. de; LEHFELD, N. de S. Fundamentos da metodologia: um guia para iniciação científica. São Paulo: Makron, 1986.
3 BECKER, L. da S.; KESTRING, S.; SILVA, M. D. da. Elaboração e apresentação de trabalhos de pesquisa. Blumenau: Acadêmica, 1999.
4 CERVO, L. ; BERVIAN, P. Metodologia científica. 3. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1983.
5 CHAUI, M. Convite à filosofia. 4. ed. São Paulo: Ática, 1995
6 DEMO, P. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2000.
7 D´ONOFRIO, S. Metodologia do Trabalho Intelectual. São Paulo : Atlas, 1999.
8 ENCICLOPÉDIA UNIVERSAL BRASILEIRA. São Paulo: Difusão Cultural do Livro, [ s.d.].
9 FASUBRA. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. [ s.l.], 19[ ? ].
10 FERRARI, T. Metodologia científica. São Paulo: McGraw-Hill, 1982.
11 GUSMÃO, H.; PINHEIRO, E. Como normalizar trabalhos técnico científicos. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984.
12 HÜHNE, L. M. [org.]. Metodologia Científica. 7. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1999.
13 KESTRING, S.; BRANCHER, A. ; SCHWAB, A. B. Metodologia do Trabalho Acadêmico: orientações para sua elaboração. Blumenau: Acadêmica, 2001.
14 RUIZ, J. Á. Metodologia científica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1996.
15 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas para apresentação de trabalhos. Curitiba, 2000.10v
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) afeta uma percentagem significativa da população e, além de suas próprias complicações, está geralmente associada a outros quadros como o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral. Trata-se de um quadro clínico crônico e que absorve grande parte dos recursos da Saúde, diante disso, o governo cria programas como o HIPERDIA para acompanhar e cadastrar os hipertensos. O tratamento desta doença inclui desde medicamentos a educação do paciente, entretanto prevenir ainda é a melhor estratégia. Neste cenário enquadra-se o profissional farmacêutico seja dispensando medicação ou educando o hipertenso.
INTRODUÇÃO
As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de morbimortalidade na população brasileira. Não há uma causa única para essas doenças, mas vários fatores de risco, que aumentam a probabilidade de sua ocorrência. A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) representa juntamente com o Diabetes mellitus, um dos principais fatores de risco, contribuindo decisivamente para o agravamento deste cenário, em nível nacional (1).
Dados de 2002 mostram que a HAS afeta de 11 a 20% da população adulta com mais de 20 anos e, que cerca de 85% dos pacientes com acidente vascular encefálico (AVE) e 40% das vítimas de infarto do miocárdio apresentam hipertensão associada (1). Segundo os especialistas da Escola de Economia de Londres, do Instituto Karolinska (Suécia) e da Universidade do Estado de Nova York, o número de hipertensos nos países em desenvolvimento, como o Brasil, pode aumentar 80% até 2025 (13).
O acompanhamento do paciente e a evidenciação de fatores de risco potenciais são importantes para o sucesso do tratamento e controle da HAS, diante disso, programas como o HIPERDIA e a formação de uma equipe multiprofissional têm sido montados visando reduzir o índice de morbidade desta doença e propiciar melhoria na qualidade de vida e sucesso nos resultados.
HIPERTENSÃO ARTERIAL
Sabe-se que a hipertensão é uma doença crônica, ou seja, não tem cura, mas pode ser controlada com a educação à saúde dos pacientes portadores de tal agravo. É entendida pelo aumento da pressão sanguínea nas paredes das artérias, levando à pressão arterial sistêmica cronicamente aumentada (10).
De acordo com as orientações atuais das grandes Sociedades de Cardiologia de todo o mundo, deve-se diagnosticar hipertensão arterial quando a pressão arterial sistólica ou máxima estiver igual ou superior a 140 mmHg (milímetros de mercúrio) e/ou a pressão diastólica igual ou superior a 90 mmHg (14), quando encontrado em pelo menos duas aferições. Faz-se importante não basear as decisões clínicas em uma única leitura de pressão sanguínea elevada, pois o diagnóstico de hipertensão somente deve ser feito depois de medidas repetidas ao longo de várias semanas (9). Admite-se como pressão arterial ideal, condição em que o indivíduo apresenta o menor risco cardiovascular PAS < 120 mmHg e PAD < 80 mmHg (1).
Diversos estudos demonstram uma prevalência elevada de HA na população brasileira. Alguns mais recentes demonstram uma prevalência de 26% da população geral adulta e, variando conforme o estudo e a localidade pesquisada, de 22,3% até 44% conforme dados da última diretriz de 2006. Os segmentos sociais mais pobres são os que possuem maior prevalência de hipertensão e também de complicações como acidentes vasculares. O índice de prevalência de hipertensão varia numa mesma população de determinada origem conforme ocorrem migrações, portanto o ambiente é um importante fator determinante. A urbanização, os hábitos sociais e a atividade profissional são determinantes maiores (5).
A regulação da PA é uma das funções fisiológicas mais complexas do organismo, que depende de ações integradas dos sistemas cardiovascular, renal, neural e endócrino. A maioria das alterações cardiovasculares provocadas pela Hipertensão é desencadeada por mecanismos compensatórios. A crise hipertensiva designa uma condição de elevação rápida e sintomática da pressão arterial, com risco de deterioração de órgãos-alvo ou da vida em potencial. Constitui-se na emergência clinica mais freqüente nos prontos-socorros e exige ação rápida e com necessidade de internação em terapia intensiva no caso de emergência hipertensiva (12).
A prevenção é a forma mais eficaz, barata e gratificante de tratar as doenças e complicações cardiovasculares. É de suma importância e engloba, além da educação para a saúde, a reorganização das comunidades e da rede básica (1). Distribui-se em 3 etapas de acordo com o grau de exposição aos fatores de risco e de instalação da doença no paciente. São elas: prevenção primária, secundária e terciária.
A prevenção primária consiste na remoção de fatores de risco da HA e deve ser realizada pela equipe de saúde por meio de campanhas educativas periódicas, programas de atividade de lazer individual e comunitário e educação da comunidade acerca destas medidas (1).
A detecção e tratamento precoce da hipertensão estão incluídos na prevenção secundária e destinam-se a indivíduos em que a HA já está instalada. Têm como objetivo alcançar a remissão da HA, quando possível; evitar o aparecimento de complicações e retardar a progressão do quadro clínico. Devem ser programados a partir da identificação de fatores de risco associados, lesões em órgão-alvo e a avaliação de comorbidades (1).
Já a prevenção terciária tem por finalidade prevenir ou retardar o desenvolvimento de complicações agudas e crônicas da HA e também evitar mortes precoces. Visa, ainda, reabilitar os indivíduos já acometidos pelas complicações (1).
A cada ano mais de 2 milhões de mortes em todo o mundo são atribuídas a estes fatores, decorrentes do incremento de enfermidades e incapacidades causadas pelas doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT), como a HA. Esta situação não acarreta somente doenças e sofrimentos pessoais, mas também representa um custo econômico representativo, tanto para os indivíduos como para a sociedade, em vista das seqüelas que causa (1).
A inatividade física é um dos fatores de risco mais importantes para as DCNT, junto à dieta e ao uso do fumo. Mais de 60% dos adultos que vivem em áreas urbanas de países em desenvolvimento mantêm um nível insuficiente de atividade física, com repercussões para a sua saúde. A inatividade física é mais prevalente entre mulheres, idosos, indivíduos de baixo nível socioeconômico e incapacitados. A atividade física também diminui com a idade, cujo declínio começa durante a adolescência e persiste na idade adulta (1).
TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL
O sucesso terapêutico da HA depende do diagnóstico correto. Além da mensuração dos níveis pressóricos, uma propedêutica dirigida deverá estabelecer os fatores de risco, lesões de órgão-alvo, comorbidades e afastar causas secundárias de HA (11).
O objetivo primordial do tratamento da HA é a redução da morbidade e da mortalidade cardiovasculares do paciente hipertenso, aumentadas em decorrência dos altos níveis pressóricos, sendo utilizadas tanto medidas não-medicamentosas isoladas como associadas a medicamentos anti-hipertensivos (4).
O tratamento inclui as seguintes estratégias: educação, medidas de modificação de estilo de vida e, se necessário, medicamentos. Deve ser individualizado, respeitando situações como idade e estado mental do paciente, presença de outras doenças, uso de outras medicações, dependência de álcool ou drogas, cooperação do paciente e restrições financeiras (1).
O controle concomitante de outros fatores de risco cardiovascular é essencial para a redução da mortalidade. O paciente deve ser continuamente estimulado a adotar hábitos saudáveis de vida (manutenção de peso adequado, prática regular de atividade física, suspensão do hábito de fumar, baixo consumo de gorduras saturadas e bebidas alcoólicas). Estimativas nacionais apontam para um alto índice de sedentarismo na população brasileira, mais da metade das pessoas exercem muito pouca ou nenhuma atividade física (1).
A educação é parte essencial do tratamento. Constitui um dever dos responsáveis pela promoção da saúde e deve abranger os seguintes pontos: Informar sobre as conseqüências da HA não controladas; reforçar a importância da alimentação como parte do tratamento; enfatizar os benefícios da atividade física e dos hábitos de vida saudáveis; ressaltar os benefícios da automonitoração e ensinar o paciente e a família a detectar, prevenir e tratar complicações agudas; assim como incentiva-lo a se tornar auto-suficiente no seu controle (1). O processo de educação necessita de avaliação constante, num mecanismo de retroalimentação. A avaliação utiliza parâmetros ligados à aderência, ao controle metabólico, às complicações agudas e crônicas, além da análise da adaptação psicossocial e de mudanças de hábitos.
Ainda que seja adotado e seguido o processo de educação do paciente, é possível decidir-se pelo uso de medicamentos, baseada na estratificação do risco individual associada não somente aos níveis pressóricos, mas também aos fatores de risco e às co-morbidades do indivíduo.
Uma vez decidido o uso de tratamento medicamentoso é importante que este seja sempre iniciado com doses inferiores às preconizadas, a fim de evitar efeitos colaterais e favorecendo associações em baixas doses. Estão disponíveis no SUS seis classes de antihipertensivos: os diuréticos, os inibidores adrenérgicos (os de ação central, os alfa-1 bloqueadores e os betabloqueadores), os vasodilatadores diretos, os inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA), os antagonistas dos canais de cálcio e os antagonistas do receptor da angiotensina II (1).
Mesmo com utilização de drogas, o paciente necessita de acompanhamento profissional para educá-lo acerca da administração de suas medicações e monitoramento da adesão ao tratamento. É importante, ainda, que se incentive a aferição de pressão em domicílio, o que facilita a interação do profissional de saúde com o paciente e propicia, se necessário, intervenções no tratamento para melhor atender ao paciente.
A equipe de saúde é a responsável pela avaliação e acompanhamento do paciente, principalmente aqueles pacientes com a patologia já instalada e os que, embora não aparentem quadro clinico, já manifestam um ou mais fatores de risco para a HA. A educação para a HA deve ser associada à assistência ao paciente, de modo a prover todos os recursos necessários para o tratamento adequado.
CUSTO E EFETIVIDADE DO TRATAMENTO
Na maioria dos países ocidentais, o custo do tratamento da hipertensão absorve grande parte dos recursos da saúde e o tratamento medicamentoso adequado que objetiva reduzir ou normalizar a pressão arterial contribui para redução significativa da morbidade e mortalidade e consequentemente dos gastos associados com estas doenças (15).
No Brasil o cenário não é diferente. As complicações relacionadas à hipertensão são responsáveis por alta freqüência de internações e, apesar do grande impacto econômico que esta condição implica, são raros os estudos de custo/efetividade (C/E) (15).
Um estudo recente avaliou a razão C/E dos seguintes anti-hipertensivos: hidroclorotiazida 25 mg/dia, atenolol 100 mg/dia, captopril 75 mg/dia, anlodipina 10 mg/dia e losartan 50 mg/dia. Neste estudo levou-se em consideração a redução da PA, a incidência de afeitos adversos e o abandono dos medicamentos baseados em estimativas da literatura internacional. Conclui-se que os diuréticos e betabloqueadores mostraram as razões C/E mais baixas para o tratamento da pressão arterial, porém, como citam os próprios autres, há necessidade de confirmação desses resultados com estudos futuros, principalmente em razão dos dados utilizados não representarem a realidade brasileira (15).
A análise de custo representa o numerador da razão C/E e é a primeira parte de uma análise econômica. No tratamento da hipertensão, os custos do tratamento podem ser divididos em diretos (consultas médicas, exames laboratoriais, medicamentos, hospitalizações relacionadas ao medicamento e custo relacionado ao tratamento de efeitos adversos) e indiretos (determinado a partir da quantificação da perda de produtividade devida ao tratamento) (15).
A análise da efetividade do tratamento pode ser determinada pelo valor, em milímetros de mercúrio (mm Hg), da redução que o tratamento medicamentoso associado acarretou na PAS e PAD por paciente e em cada visita médica. Porém, poderia ser mais bem representada se determinasse o quanto a terapia pode diminuir os índices dos desfechos cardiovasculares, como o Acidente Vascular Encefálico e o Infarto Agudo do Miocárdio e o quanto esta redução pode influir nos sistemas de saúde no Brasil, seja ele público ou privado. Entretanto, devido à grande dificuldade de medir com exatidão estes dados a relação custo/redução em mm Hg continua sendo uma importante medida simples, transparente e que incorpora resultados dos ensaios que são baseados na eficácia do tratamento anti-hipertensivo (15).
PROGRAMA HIPERDIA: CONTROLE DA HIPERTENSÃO NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
No sistema de saúde público brasileiro, as doenças cardiovasculares representam uma fração significativa no número de internações por ano, o que evidencia a identificação precoce dos casos e o estabelecimento do vínculo entre os portadores dessas doenças e as unidades básicas de saúde como elementos imprescindíveis para o sucesso do controle desses agravos. A hipertensão e o diabetes possuem participação significativa neste quadro, e, diante disso, é criado um sistema focado para tais doenças – o HIPERDIA.
O HIPERDIA é um Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos captados no Plano Nacional de Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus, em todas as unidades ambulatoriais do Sistema Único de Saúde, gerando informações para os gerentes locais, gestores das secretarias municipais, estaduais e Ministério da Saúde (2).
Em 2002, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Assistência Farmacêutica para Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, parte integrante do HIPERDIA. Esta portaria definiu como responsabilidade do Gestor Federal a aquisição e fornecimento aos municípios dos medicamentos padronizados para tratamento da Hipertensão Arterial e do Diabetes Mellitus de forma a contemplar todos os pacientes cadastrados.
Um dos objetivos da Portaria GM/MS nº 371/02, é o de ofertar de maneira contínua para a rede básica de saúde os medicamentos para hipertensão (hidroclorotiazida 25 mg, propranolol 40 mg e captopril 25 mg) e para diabetes (metformina 850 mg, glibenclamida 5mg e insulina NPH 100u) de acordo com os critérios definidos nos protocolos terapêuticos do Plano Nacional de Reorganização da Atenção Básica de Hipertensão e Diabetes.
Além do cadastro, o Sistema permite o acompanhamento, a garantia do recebimento dos medicamentos prescritos, ao mesmo tempo em que, em médio prazo, poderá ser definido o perfil epidemiológico desta população, e o conseqüente desencadeamento de estratégias de saúde pública que levarão à modificação do quadro atual, a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas e a redução do custo social (2).
A definição do perfil da família na população atendida é de suma importância para o acompanhamento dos pacientes hipertensos, visto que fatores, mesmo sócio-econômicos e psíquicos, influenciam na postura do paciente frente ao tratamento, ou seja, a adesão e a progressão.
Para efetivação do programa HIPERDIA, o sistema conta com uma equipe de saúde multiprofissional além da participação de agentes comunitários que apresentam inúmeras atribuições, sendo o principal meio de comunicação entre o paciente e a Unidade Básica de Saúde (UBS), responsável por inserir, identificar e encaminhar indivíduos hipertensos aos cuidados do programa ou simplesmente ao local de tratamento e auxílio adequados, além de permitir maior acompanhamento da terapia e da progressão feita pelo paciente durante seu tratamento.
PAPEL DO FARMACÊUTICO NO SISTEMA DE SAÚDE
Diante da reorientação do papel do farmacêutico no Brasil, como membro da equipe multiprofissional de saúde, no contexto de consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), tem-se como característica mais marcante sua reaproximação com a farmácia e a atuação na atenção direta aos usuários (6). Nesse contexto, os farmacêuticos assumem atividades relacionadas tanto ao abastecimento como a dispensação de medicamentos e produtos para a saúde (6).
Esses profissionais são singularmente qualificados para exercer tais atividades porque compreendem os princípios de garantia de qualidade aplicados aos medicamentos; apreciam as complexidades da cadeia de distribuição e os princípios de manutenção e renovação dos estoques; estão familiarizados com as estruturas de custos aplicadas aos medicamentos em vigor nos mercados em que operam; detêm um grande volume de informações técnicas sobre os produtos disponíveis no respectivo mercado nacional; podem aconselhar os pacientes com enfermidades leves e, com freqüência, os pacientes com condições crônicas que já estão em terapia de manutenção, com o intuito de promover o uso racional dos medicamentos e favorecer a adesão do paciente ao tratamento (6).
Esse inventário de atividades aponta para a dispensação de medicamentos como responsabilidade central dos serviços de assistência farmacêutica. É, sem dúvida, uma responsabilidade destinada a continuar vigente em todo contexto nacional. Entretanto, os conhecimentos especializados e diversificados do farmacêutico dão, aos membros da profissão, um arcabouço adequado para assumir inúmeras responsabilidades, tanto na administração pública quanto na fabricação e no abastecimento de medicamentos (6).
Os conhecimentos especializados dos farmacêuticos sobre a conduta da terapêutica medicamentosa e as propriedades dos medicamentos, num ambiente de atenção à saúde, os aproxima do prescritor como fonte independente de informações acerca das opções terapêuticas e as conseqüências – tanto positivas como negativas – do tratamento. Também os aproxima dos pacientes na comunidade, como dispensadores acessíveis não apenas de medicamentos, mas também de informações sobre a saúde (6).
Os farmacêuticos comunitários são os profissionais de saúde mais acessíveis à população. Dispensam medicamentos conforme indicado na receita ou, quando legalmente habilitados, os dispensam sem receita. Além de assegurar estoques suficientes dos medicamentos apropriados, as atividades profissionais dos farmacêuticos incluem a verificação da legalidade, segurança e adequação do medicamento prescrito; o aconselhamento dos pacientes no ato de dispensar medicamentos; fornecimento de informações sobre os medicamentos aos profissionais de saúde, aos pacientes e ao público em geral; participação em programas de promoção de saúde; e constante articulação com outros profissionais de atenção primária de saúde (6).
Em 30 de março de 2006 foi publicada a Portaria n°698 do Ministério da Saúde que inclui o farmacêutico na atenção básica, inclusive no PSF. Para a saúde pública, a norma é um avanço. Além de definir o custeio de ações e serviços inerentes à assistência farmacêutica, ela encerra uma década de discussões sobre a necessidade de o farmacêutico atuar na atenção básica (8).
Hoje, no Brasil, apesar de 51% dos brasileiros não terem acesso aos medicamentos, desperdiça-se, anualmente, cerca de 20% desses produtos, tanto no setor público, quanto no privado. E para os 80% dos medicamentos aproveitados, ainda existe o risco de serem mal utilizados, o que pode impedir que o paciente apresente a resposta terapêutica esperada pelo médico (8).
O farmacêutico no PSF tem como atribuições, promover ações educativas, participar da elaboração do diagnóstico epidemiológico e social planejar e realizar visitas domiciliares, prestar assistência aos usuários nos diferentes ciclos de vida, participar da capacitação, educação e formação permanentes das equipes e demais profissionais (3). A inserção do farmacêutico no PSF vai mudar a história do Programa e da atenção básica, vez que levará à adesão ao tratamento, ao uso racional dos medicamentos, ao barateamento dos gastos na aquisição dos produtos e à diminuição das internações hospitalares desnecessárias, dentre outros benefícios (8).
No programa também, esse profissional irá assumir trabalhos que, devido à sua ausência no programa, são realizados por médicos e enfermeiros, como o acompanhamento dos doentes crônicos à luz da atenção farmacêutica. Ao fazer o acompanhamento o farmacêutico atuará, seguindo um protocolo que define as funções de cada profissional na atenção ao paciente crônico (hipertenso) (7).
Desta forma, um grupo de pacientes passará a ficar sob a responsabilidade do farmacêutico, no que diz respeito ao uso do medicamento e também às mudanças sem seus hábitos de vida. Os resultados dessas ações serão a melhoria de sua qualidade de vida e a diminuição das intercorrências e internamentos hospitalares (7). A chegada do farmacêutico na atenção básica, inclusive no PSF, vai aproximá-lo da sociedade e estimulá-lo a atuar dentro da equipe multiprofissional (8).
CUIDADOS FARMACÊUTICOS
De acordo com a definição do dicionário “Aurélio” pode-se dizer que o cuidado está relacionado ao zelo, a atenção. O processo de cuidado engloba a competência técnica do provedor e os aspectos interpessoais e humanísticos da relação provedor-paciente. A competência técnica envolve conhecimentos, habilidades, julgamento e, essencialmente, a ciência do cuidado à saúde. A dimensão humana do cuidado é a “arte” do cuidado, enfatiza integridade e compaixão por parte de quem dá o cuidado, assim como um respeito mútuo entre profissional de saúde e o paciente pela dignidade de ambas as partes.
Na prática, a avaliação do processo de cuidado baseia-se na acurácia de diagnóstico, na adequação do tratamento e condutas, nas relações de comunicação e formas de relacionamento dos profissionais e da organização com os pacientes e suas famílias, na eficiência no fluxo de pacientes e curtos períodos de espera, dentre outros fatores. O resultado disso pode ser definido como o estado ou condição, individual ou de uma população, atribuída ou atribuível aos cuidados de saúde recebidos.
Levando-se em conta todos esses aspectos apresentados, pode-se, no âmbito farmacêutico, conceituar o cuidado farmacêutico como sendo “o cuidado que um determinado paciente necessita e recebe e que assegura o uso seguro e racional dos medicamentos empregados na farmacoterapia”.
No nosso País, a intervenção dos farmacêuticos permitiu desenvolver programas de Cuidados Farmacêuticos nas áreas da hipertensão, asma e diabetes e de seguimento farmacoterapêutico envolvendo centenas de farmacêuticos e que contam, atualmente, com um considerável número de doentes em acompanhamento. Esses programas de Cuidados Farmacêuticos têm por objetivo otimizar a terapêutica com medicamentos, melhorando os seus resultados e evitando os gastos desnecessários associados à incorreta utilização dos medicamentos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Foi visto que, devido à elevada prevalência da Hipertensão Arterial, há tendência ao uso crescente de medicação e com isso aumenta a incidência de problemas relacionados aos medicamentos (PRM), deixando a população vulnerável aos vários problemas de saúde, contribuindo para o aumento do custo social.
Por isso o aprimoramento do programa HIPERDIA e a criação de novos programas e outros meios que possam beneficiar esses pacientes devem ser sempre cogitados, com a intenção de melhorar a saúde da população, levando informação e educação para as pessoas, e, com isso, diminuir as despesas do Estado com internações e outros custos advindos de uma atenção à saúde de má qualidade.
O profissional farmacêutico tem um papel fundamental e deve atuar neste contexto, sempre buscando aprimorar-se, oferecendo aos pacientes com hipertensão os cuidados, informações e acompanhamento necessários para que eles possam atingir um alto nível de qualidade de vida, com a diminuição do risco de infartos e outros agravos e, também, do número de internações e das despesas, tanto por parte dos pacientes quanto do governo, provenientes do uso indiscriminado de medicamentos.
REFERÊNCIAS
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Michael Porter, no livro “Competitive Strategy: Techniques for analysing Industries and Competitors” criou um modelo de análise mercadológica, muito conhecida como as “Cinco Forças de Porter” que identificam as forças que atuam no mercado. São elas:
• Rivalidade entre os concorrentes • Ameaça de entrada de novas empresas (entrantes) • Ameaça de produtos e serviços substitutos • Poder dos fornecedores • Poder dos compradores (clientes)
Esse modelo de análise explica os fatores que influenciam o mercado e que afetam o comportamento de compra. Tem como principais objetivos entender o ambiente competitivo e identificar ações e estratégias futuras para se obter vantagem no mercado.
A seguir, temos uma figura representando as forças de Porter.
Rivalidade entre os Concorrentes
Iremos analisar neste tópico a rivalidade entre os competidores (que é mostrada na figura abaixo pelo retângulo central, destacado em azul). A rivalidade entre os competidores evidencia-se na disputa por posições táticas que envolvem preço, propaganda, introdução de novos produtos, aumento de serviços ao consumidor ou melhora nos programas de distribuição, com o objetivo de aumentar o market share da empresa, em um determinado mercado.
A intensidade da rivalidade entre produtos e serviços similares é influenciada por muitos fatores. Alguns até podem ocasionar o aumento do potencial de mercado como um todo (o incremento de propaganda de uma empresa pode ampliar o awareness – consciência – dos consumidores por aquela categoria de produto ou serviço, o que acaba beneficiando todas as empresas do mercado). Em compensação, outros fatores (como a concorrência de preços) podem deixar o mercado menos atrativo.
A intensidade da rivalidade competitiva é forte quando:
• O número de concorrentes é muito grande; • A diversidade desses concorrentes é alta; • A taxa de crescimento da mercado é baixa; • Os custos fixos são altos; • Os custos de estocagem são elevados; • A diferenciação de produto é pequena; • Os custos de troca entre produtos da concorrência são baixos; • As barreiras de saída são elevadas; • As apostas estratégicas são altas.
A seguir, detalhamos o impacto que cada um desses fatores ocasionam:
• Número de concorrentes: Um número elevado de empresas aumenta a rivalidade porque mais empresas competem pelos mesmos consumidores e recursos. Ainda que existam, relativamente, poucas empresas no mercado, se elas forem similares no tamanho e nos recursos disponíveis, tal fato gera instabilidade, já que elas terão o mesmo poder para competir pelos recursos e consumidores. Quando o mercado é altamente concentrado ou dominado por uma ou poucas empresas, ele tende a ser mais estável e é muito fácil definir quem são os líderes. O líder ou líderes podem impor a sua disciplina, assim como possuem um papel coordenador no mercado por meio de dispositivos como a liderança em preço, por exemplo.
O BCG (Boston Consulting Group) generalizou essa informação como a Regra de Três e Quatro: um mercado estável não terá mais do que três concorrentes significativos e o maior concorrente não terá mais do que quatro vezes o market share do menor. Se essa regra for verdadeira, isso implica em:
• Se existem muitos concorrentes, a instabilidade é inevitável; • Os rivais sobreviventes terão que crescer mais rapidamente que o mercado; • Os eventuais perdedores terão um fluxo de caixa negativo se eles tentarem crescer; • Todos, exceto os dois maiores rivais, serão perdedores.
• Diversidade dos concorrentes: A competitividade se intensifica se as empresas possuem estratégias, origens e personalidades diversas. Essas diferenças fazem com que as empresas respondam de forma muito diferenciada às ações de outras empresas e isso pode dificultar um acordo que irá gerir as “regras do jogo”. Escolhas estratégicas que são corretas para um competidor, podem ser erradas para os demais. Este fato gera um crescente risco de instabilidade e redução da lucratividade.
Empresas que são especializadas em equipamentos e não participam nos produtos de consumo possuem modelos de negócios, objetivos e estratégias muito diferentes de um concorrente que é especializado em produtos de consumo, mas que também participa desse mercado de equipamentos.
• Taxa de crescimento da mercado: Taxas de crescimento baixas levam as empresas a competirem mais intensamente pelo share do mercado. O crescimento do share é, geralmente, conquistado com cortes de preços, o que provoca baixa na lucratividade. Em um mercado em crescimento, as empresas estão aptas a aumentar suas receitas pela simples expansão do mercado. • Custos fixos: Quando os custos totais são, na sua maioria, custos fixos, a empresa deve produzir perto da sua capacidade para obter custos unitários mais baixos. A pressão para se atingir essa máxima capacidade produtiva, sentida pelas empresas desse setor, geralmente, acarreta uma rápida escalada de cortes de preço porque há excesso de oferta no mercado. Forçada a vender essa enorme quantidade de produto, esses níveis elevados de produção acirram a briga pelo market share e por resultados, aumenta a rivalidade entre as empresas e, conseqüentemente, as chances de diminuir a lucratividade.
Mercados em que a capacidade deve ser incrementada através de pesados investimentos (novas plantas, maior especialização, equipamentos que demandam muito tempo para serem instalados) estão mais propensos a serem fortemente competitivos. Aumentar demasiadamente a capacidade de produção pode criar um problema na relação oferta/demanda e gerar períodos de demanda acima da capacidade produtiva, seguidos de períodos de cortes de preço.
• Custos de estocagem: Custos elevados de estocagem ou produtos muito perecíveis podem provocar a necessidade de uma venda rápida. Se outros produtores também estão tentando reduzir seus estoques, há uma intensificação da concorrência. É quase inevitável que aconteçam cortes de preço e queda da lucratividade.
Nota: a produção de frutas é um exemplo de mercado com altos custos de estocagem.
• Diferenciação de produto: Baixos níveis de diferenciação de produto são associados a níveis mais altos de rivalidade. Se as empresas não conseguem gerar vantagens nos atributos que são importantes para os clientes ou não possuem uma forte posição da marca no mercado, as escolhas dos compradores serão baseadas no preço, acarretando margens operacionais mais baixas.
O mercado de papéis e o mercado químico são exemplos de mercados com baixa diferenciação de produto.
• Custos de troca entre produtos da concorrência: Baixos custos na troca de um produto por outro aumentam a rivalidade no setor. Quando um consumidor pode, livremente, trocar um produto pelo outro, há uma grande chance de se conquistar consumidores, geralmente, reduzindo preços.
Nota: Os postos de gasolina são exemplos de baixo custo de troca. O consumidor pode escolher um posto Texaco na segunda para abastecer seu veículo e, na sexta, ir a um posto Ipiranga.
• Barreiras de saída: Fortes barreiras de saída significam altos custos para abandonar um produto ou mercado. Elas levam a empresa a se manter funcionando mesmo que a lucratividade esteja baixa. Ativos podem representar barreiras à saída de uma empresa. Quando as instalações e os equipamentos necessários para fabricar um produto são muito especializados, esses ativos podem ser difíceis de serem vendidos. Outros fatores que contribuem para barrar a saída de uma empresa de um mercado são os custos de acordos trabalhistas, o compromisso de continuar a fabricar peças de manutenção e reposição de outros setores, as inter-relações estratégicas que poderiam criar prejuízos em outros negócios das companhias. • Apostas estratégicas: A disputa em um mercado se torna mais imprevisível e feroz se um grande número de empresas apostam alto no sucesso. Se o êxito num determinado mercado é requisito estratégico para se obter sucesso em outros mercados, isso pode levar a empresa a aceitar perdas financeiras.
Um concorrente estrangeiro cujo sucesso dependa profundamente de uma participação significativa em mercados não-domésticos, pode vir a sacrificar a lucratividade em determinado mercado, considerando esse fato como um investimento necessário para estabelecer a base do negócio que lhe permita a expansão.
Ameaça de Novos Concorrentes
A entrada de novos concorrentes (demonstrada em nossa figura abaixo, pelo quadrado azul) em um mercado gera novas condições, o desejo de ganhar market share e, freqüentemente, recursos adicionais. Preços podem ser reduzidos, custos serem inflacionados, diminuindo a lucratividade do mercado como um todo.
A ameaça de um novo concorrente depende da presença de barreiras à sua entrada e da reação das empresas já existentes. Se as barreiras são altas e o novo concorrente está preparado para uma forte retaliação da concorrência, a ameaça à entrada é considerada baixa.
A ameaça de um novo concorrente é alta quando:
• As economias de escala são baixas; • A diferenciação de produto é pequena; • O capital necessário é baixo; • Os custos de troca são baixos; • Os controles dos canais de distribuição das empresas que atuam no mercado são pequenos; • Os direitos de propriedade intelectual não são restritos; • O acesso às matérias-primas das empresas que existem no mercado é pequeno; • O acesso aos subsídios do governo é fácil.
Em seguida, há um detalhamento de cada um desses fatores que influenciam na capacidade de ameaça de novos concorrentes.
• Economias de escala: Baixa economia de escala facilita a entrada de uma nova empresa no mercado. O novo concorrente, embora não esteja participando do mercado, pode obter alguma sinergia potencial que lhe permitiria começar a competir (canal, equipamentos de manufatura, experiência relacionada ao negócio, etc)
Economias de escala forçam o novo concorrente a competir com uma produção em larga escala que se arrisca a uma forte reação das empresas existentes. Ou então, os novos concorrentes podem começar com uma escala menor e aceitar, em um primeiro momento, desvantagem no custo. Ambas as condições geram menor lucratividade para o novato e torna o mercado menos atrativo (e menos lucrativo) para a entrada de empresas com produtos e serviços similares.
• Diferenciação de produto: Quando a diferenciação de produto é baixa, o entrante não precisará ter investimentos significativos em P&D (pesquisa e desenvolvimento) ou marketing para construir o awareness, ou ainda induzir os consumidores a optarem por um produto com características e atributos únicos e diferenciados dos demais já existentes.
A diferenciação de produto inclui critérios que vão além das propriedades físicas dele. Empresas que possuem forte identificação de marca e lealdade do consumidor, seja por estratégias anteriores de marketing, seja por serem pioneiras no mercado, criam uma diferenciação que independe das características e atributos físicos do produto.
Essa diferenciação cria uma barreira à entrada do novo concorrente, pois o força a gastos pesados para atrair os consumidores. Este esforço, normalmente, envolve perdas iniciais e, geralmente, demanda um bom período de tempo. Tais investimentos em construir uma marca são particularmente arriscados se a empresa entrante não puder recuperar os valores investidos, caso sua tentativa de entrada no mercado falhar.
• Necessidade de capital: Quando a necessidade de capital é baixa, o novo concorrente não precisará fazer significativos investimentos de capital. Quando o mercado requerer tecnologias especializadas ou instalações e equipamentos especiais, pode haver relutância por parte dos novos concorrentes em adquirir ativos muito específicos que não poderão ser vendidos ou convertidos em novos usos se a tentativa de entrada falhar.
Quando as empresas já possuem ativos especializados, elas não medem esforços para que outras empresas não roubem seu market share. Os novos concorrentes podem prever essa reação agressiva das empresas atuantes.
• Custos de troca: O novo concorrente não encontrará resistência dos consumidores se os custos de troca de um produto para outro não forem elevados. • Controles dos canais de distribuição pelas empresas que atuam no mercado: Quando o controle da distribuição das empresas que já participam do mercado é baixo, um distribuidor pode facilmente aceitar um produto e/ou serviço de uma nova empresa e não correr riscos significativos que possam afetar seus negócios.
Uma empresa de um novo produto alimentício, por exemplo, pode persuadir as revendas a darem um espaço especial em uma gôndola de supermercado. Muitas que já atuam no mercado vendem muitos produtos para as mesmas revendas e ambos, fornecedores e compradores, se beneficiam.
O novato, portanto, deve promover intensos esforços de venda, gastos promocionais elevados e convencer a revenda de que o novo produto terá uma velocidade de venda maior do que a dos atuais.
• Propriedade intelectual das empresas que operam no mercado: As patentes e as propriedades intelectuais servem para restringir a entrada de novos concorrentes. Idéias e conhecimentos que proporcionam vantagens competitivas são tratados como propriedade privada quando patenteados. Essas patentes impedem que outros usem este conhecimento e criam uma barreira à entrada.
Edwin Land introduziu a câmera Polaroid em 1947 e obteve o monopólio da mercado da fotografia instantânea. Em 1975, a Kodak tentou entrar no mercado de câmera instantânea e vendeu uma câmera similar. A Polaroid conseguiu provar que a Kodak havia infringido sua patente e a manteve fora da mercado de câmera instantânea.
• Acesso às matérias-primas: Quando o acesso às matérias-primas chave pelas empresas que atuam no mercado é pequeno, o acesso e o fornecimento desses recursos aos novos concorrentes é fácil.
Uma boa localização pode ser considerada uma matéria-prima-chave. Se as empresas já estabelecidas tiverem obtido todas as localizações favoráveis (e este número for limitado) será muito difícil para o novo entrante ter sucesso.
• Acesso aos subsídios do governo pelas empresas que estão no mercado: O governo pode reduzir a concorrência por meio da concessão de monopólios e de regulação. Ou pode criar incentivos para o desenvolvimento de produtos e serviços específicos para aqueles que já estão no negócio.
Mercados como as de utilidade pública são considerados monopólios naturais porque têm sido mais eficiente ter uma empresa de fornecimento de energia para uma determinada localidade do que permitir que muitas companhias concorram no mercado local. Para restringir as companhias de utilidade pública a explorem essas vantagens, o governo pode permitir o monopólio, mas regular o mercado.
Ameaça de um Produto Substituto
Todas as empresas que têm o potencial de introduzir produtos substitutos podem ser consideradas como ameaças.
Produtos substitutos (representados na figura em azul) limitam o potencial de retorno de um mercado porque estabelecem um teto nos preços do mercado. Se o produto ou serviço substituto consegue mostrar um ganho na relação custo/benefício quando comparado aos atuais produtos, a ameaça que oferece é ainda maior.
Produtos substitutos são perigosos quando:
• Estão sujeitos a tendências que melhorarão sua competitividade em preço; • Provocam inovações tecnológicas; • Produzem mudanças significativas em custos relativos e qualidade.
Além disso, a ameaça de um produto substituto é forte quando:
• O ganho na relação custo/benefício do produto substituto é alto; • A lucratividade desse mercado na produção de produtos substitutos é elevada; • Os custos de troca pelo comprador do produto são baixos
Vamos detalhar, em seguida, cada um desses fatores:
• Ganho na relação custo/benefício do produto substituto: Quando a relação custo/benefício de um produto substituto é muito boa ou maior que a dos produtos do mercado, a ameaça que os produtos substitutos representam aumenta.
Assim que tecnologia de câmeras digitais permitiu que elas fossem produzidas em larga escala, a relação custo/benefício de uma foto digital tornou-se mais atrativa que a da foto tradicional.
Do mesmo modo, assim que a capacidade dos sistemas de alarme eletrônico aumentou e os custos de tecnologia e componentes diminuíram, eles se tornaram substitutos para os seguranças e guardas.
• Lucratividade do mercado em produzir produtos substitutos: Se a lucratividade dos produtos substitutos é alta ou maior do que a dos produtos do mercado, a ameaça dos produtos substitutos aumenta.
A tecnologia Ink Jet, com altas margens de lucro, é, freqüentemente, uma ameaça ao mercado convencional de imagens.
• Custos de troca pelo comprador do produto: Se os custos de troca pelo comprador são baixos, a ameaça de substituição do que ele usa atualmente por um novo produto é alta.
Os telefones celulares substituíram os pager ao garantir para os compradores que os custos de substituição eram baixos. O aumento da capacidade produtiva e a redução dos preços levaram a essa rápida substituição.
Poder dos Compradores (Clientes)
Os compradores influenciam o mercado ao forçar os preços para baixo, demandar maior qualidade ou mais serviços e, portanto, possuem a capacidade de acirrar a concorrência em um determinado mercado. O poder de cada grupo de compradores depende das características, do volume e da importância de suas compras em relação ao mercado total.
Vale ressaltar que os compradores em questão (representados pelo retângulo à direita da figura) são aqueles que compram os produtos fornecidos pelas empresas que disputam atualmente no mercado.
O poder dos compradores é grande quando:
• A concentração dos compradores em relação às empresas vendedoras é maior; • O volume de compra é alto; • Há pouca diferenciação de produto entre as empresas do mercado; • Existe forte possibilidade dos clientes comprarem as empresas fornecedoras; • Os compradores têm bom conhecimento dos custos e da estrutura das empresas vendedoras; • A lucratividade dos compradores é alta; • A redução de custos por meio dos produtos comprados é pequena; • A importância do fornecedor para a qualidade do produto final do comprador é baixa; • A porcentagem de gastos dos compradores em produtos dos fornecedores é alta.
A seguir, uma descrição de cada um desses fatores que influenciam no poder de barganha dos compradores.
• Concentração dos compradores em relação à concentração de empresas vendedoras: Compradores detêm muito poder quando o mercado é constituído por um grande número de pequenas empresas que vendem para um pequeno número de grandes compradores. Esses compradores de grandes volumes são particularmente fortes se o mercado é caracterizado por pesados custos fixos.
Criadores de gado vendendo para grandes empresas de processamento é um exemplo de um mercado em que os compradores são altamente concentrados.
• Volume de compra: Se uma grande parcela das vendas é destinada a um determinado comprador, este tem importante influência nos resultados da empresa vendedora.
Uma empresa em que 80% de suas vendas são constituídas de negócios com a General Motors está negociando com um comprador muito forte.
• Diferenciação de produto entre as empresas do mercado: O poder dos compradores é grande quando há pouca diferenciação entre os produtos do mercado que podem ser facilmente substituídos por outros de outras empresas.
Se há facilidade em encontrar fornecedores alternativos, esse fato pode colocar um fornecedor contra o outro diminuindo a lucratividade.
• Ameaça dos clientes comprarem as empresas fornecedoras: Quando os compradores têm possibilidade de integrar-se ao fornecedor ou de fabricar o produto com um mínimo de investimento, o poder deles é alto.
A General Motors e a Ford, rotineiramente, praticam esse tipo de integração. Elas produzem uma fração de suas necessidades de um determinado componente e compram o restante de outros fornecedores.
• Conhecimento dos compradores dos custos e da estrutura das empresas no mercado: Se o comprador conhece bem os custos de produção do produto e os custos operacionais da indústria, o poder dele é elevado.
Quando a 3M compra filmes, ela tem a vantagem de conhecer os custos associados por ser, ela mesma, uma fabricante do produto.
• Lucratividade dos compradores: Se o comprador pertence a um mercado pouco lucrativo, as margens dos fornecedores são reduzidas.
Mercados pouco lucrativos criam grandes incentivos para baixos custos de compra. Compradores altamente lucrativos são menos sensíveis a preço quando o item não representa uma significativa fração dos seus custos. Esses compradores podem ter uma visão de longo prazo com o intuito de preservar a saúde dos seus fornecedores e estão menos dispostos a arriscar a ter os problemas potenciais associados com fornecedores financeiramente estrangulados.
• Redução de custos por meio de produtos alternativos: O poder dos compradores é alto quando a troca por um produto alternativo é relativamente baixo risco. Isso ocorre quando os produtos ofertados pelo mercado têm pouco impacto nas possíveis de reduções de custo para o comprador. • Importância do fornecedor para a qualidade do produto final do comprador: O poder do comprador é grande quando o produto que o mercado está fornecendo não é de importância estratégica para os compradores.
Os fornecedores de equipamentos para postos de gasolina investem significativamente em qualidade. Se o equipamento falhar, acontecerão grandes perdas em um curto período de tempo.
• Porcentagem de gastos dos compradores em produtos dos fornecedores: Os compradores estarão sempre mais aptos a procurar por alternativa e opções dos componentes de maior custo.
Triacetato, tintas, gelatina e prata são as matérias-primas de custo alto em filmes fotográficos de 35mm. A Kodak está muito interessada em gerenciar os custos associados a estes componentes. Na produção da maioria dos filmes de 35 mm, os fornecedores de matérias-primas chave foram integrados à Kodak.
Poder dos Fornecedores
Os fornecedores podem exercer seu poder de barganha sobre os participantes do mercado ao ameaçar aumentar os preços ou reduzir a qualidade dos produtos e serviços comprados. Poderosos fornecedores de matérias-primas chave podem apertar a lucratividade de um mercado que não está apto a repassar os aumentos no custo em seus próprios preços. As condições que tornam esses fornecedores poderosos são similares às que tornam os compradores fortes.
Vale ressaltar que os fornecedores em questão (representados pelo retângulo em azul) são aqueles que fornecem as matérias-primas para produzir os produtos das empresas que concorrem no mercado. Ou seja, no tópico anterior as empresas concorrentes eram fornecedoras. Neste, essas mesmas empresas devem ser analisadas como compradoras.
O poder de barganha dos fornecedores é alto quando:
• A concentração dos fornecedores em relação à concentração de compradores no mercado é alta; • A disponibilidade de produtos substitutos é baixa; • A importância do comprador para o fornecedor é baixa; • A diferenciação dos produtos e serviços dos fornecedores é alta; • Os custos de troca do comprador são altos; • A ameaça dos fornecedores comprarem empresas compradoras é alta.
Abaixo, uma descrição de cada um desses fatores que influenciam o poder de barganha dos fornecedores.
• Concentração dos fornecedores em relação à concentração de compradores no mercado: Quando poucos grandes fornecedores de matérias-primas chave dominam o mercado e o mercado fornecedor de matéria-prima é mais concentrado que o mercado comprador, o poder dos fornecedores é alto.
Fornecedores que vendem para compradores mais fragmentados geralmente podem exercer uma influência considerável nos preços, qualidade e termos de compra e venda.
• Disponibilidade de produtos substitutos: O poder dos fornecedores é alto quando existem poucos substitutos ou nenhum para o produto fornecido por eles.
O poder dos grandes fornecedores é reduzido quando existem produtos substitutos viáveis e disponíveis. Como exemplo, empresas fornecedoras de produtos para adoçar competem fortemente embora o tamanho das empresas fornecedoras seja relativamente grande se comparado ao tamanho das empresas compradoras.
• Importância do comprador para o fornecedor: Quando os consumidores dos fornecedores são fragmentados, o poder de barganha dos compradores é baixo, ou seja, quando o fornecedor não depende de poucos compradores para conseguir seus resultados de vendas.
A importância de uma empresa que compra papel para escritório não é tão grande para o fornecedor como são as empresas que imprimem revistas.
• Diferenciação dos produtos e serviços dos fornecedores: Quando os produtos dos fornecedores são especializados e diferenciados e não podem ser substituídos por alternativas no mercado, o poder de barganha dos fornecedores é alto.
A madeira de Pernambuco possui características únicas na produção de violinos e não consegue ser facilmente substituída por outras alternativas.
• Custos de troca do comprador: Se os processos-chave dos compradores estão diretamente relacionados a matérias-primas específicas dos fornecedores, o custo de troca de um fornecedor para outro será alto. Se o fornecedor abastece o mercado com uma matéria-prima que não pode ser facilmente armazenada ou estocada, o fornecedor exerce um poder sobre o comprador. • Ameaça dos fornecedores comprarem empresas compradoras: Existe a possibilidade do fornecedor integrar os compradores ao seu negócio com o objetivo de obter preços e margens maiores. Essa ameaça é especialmente grande quando os compradores possuem lucratividade maior que a dos fornecedores. Ou então quando a integração neste caso produz economia de escala para o fornecedor.
Análise Estratégica das Cinco Forças
Nos tópicos acima vimos em detalhes as variáveis referentes às Cinco Forças de Porter. Vale ressaltar que para conseguir esse nível de detalhes das informações é necessário ter um excelente conhecimento do mercado que está sendo analisado. Se o conhecimento não for grande, provavelmente muitas das informações não serão confiáveis.
Após ter levantado todos esses dados e informações, é possível chegar a algumas conclusões baseadas no modelo de Porter:
A. Quanto mais fortes forem as forças:
• Maior será a rivalidade entre as empresas; • As barreiras à entrada serão baixas; • Haverá uma forte concorrência por produtos substitutos; • O poder de barganha estará nas mãos dos compradores e fornecedores.
A principal conclusão a que se chega quando as forças são grandes é que o mercado analisado é menos atrativo e lucrativo.
B. Quanto mais fracas forem as forças:
• Compradores e fornecedores possuem baixo poder de barganha; • Bons substitutos não existem; • As barreiras à entrada são altas; • A rivalidade entre as empresas é relativamente baixa.
A principal conclusão que se chega quando as forças não são grandes é que o mercado analisado é mais atrativo e lucrativo.
A seguir, vamos analisar algumas estratégias referentes às Cinco Forças de modo a obter vantagem competitiva no mercado.
1. Podemos reduzir o poder de barganha dos fornecedores através de:
• Parcerias; • Gerenciamento da cadeia de suprimento; • Treinamentos para a cadeia de suprimento; • Aumento da dependência dos fornecedores; • Conhecimento dos métodos e custos dos fornecedores; • Aquisição de um fornecedor.
2. Podemos reduzir o poder de barganha dos compradores através de:
• Parcerias; • Gerenciamento da cadeia de suprimento; • Aumento da lealdade dos compradores; • Aumento dos incentivos e do valor agregado; • Mudança de foco no preço nas decisões de compra; • Contatos diretos com os intermediários (canais) mais poderosos.
3. Podemos reduzir a ameaça de novos entrantes através de:
• Aumento das escalas de operação a um mínimo eficiente; • Criação de uma imagem de marca/marketing (lealdade do consumidor como uma barreira); • Patentes e proteção da propriedade intelectual; • Alianças com produtos e serviços inter-relacionados; • Estratégias amarradas com os fornecedores; • Estratégias amarradas com os distribuidores; • Táticas de retaliação.
4. Podemos reduzir a ameaça de produtos e serviços substitutos através de:
Ações legais;
• Aumento dos custos de troca entre um produto e outro
Alianças;
• Pesquisas com os consumidores para aprender mais sobre suas preferências; • Acentuação de diferenças (reais ou percebidas).
5. Podemos reduzir a rivalidade competitiva entre os players do mercado se for possível:
• Evitar a concorrência de preço; • Diferenciar o produto; • Reduzir o excesso de capacidade do mercado; • Focar em segmentos diferentes (falaremos disso no próximo módulo); • Houver comunicação com os concorrentes.
Referência:
Site pesquisa dia 01/10/2009 http://www.cedet.com.br/index.php?/Tutoriais/Marketing/5-forcas-de-porter.html
Segundo dados do Ministério da Previdência Social, o setor saúde ocupa a quarta posição de acidentes de trabalho, perdendo apenas para a indústria de transformação, agrícola e transporte. Os acidentes poderiam ser evitados com um pouco mais de preocupação. Última pesquisa em grande escala sobre o assunto há ocorrência anual de 160 milhões de doenças ocupacionais, 250 milhões de acidentes de trabalho e 330 mil óbitos. Apesar das estatísticas é considerado um problema controlável quando medidas de prevenção são adotadas precocemente pelas equipes de saúde de medicina do trabalho, empregados e empregador. O tema deste estudo foi A Prevenção de Acidentes de Trabalho na Atenção Básica e seu Processo de Trabalho. A pesquisa foi realizada através de um modelo descritivo com uma abordagem qualitativa. Os gerentes enfermeiros em número de 12 (doze) foram submetidos a entrevistas semi-estruturadas e os dados foram analisados a luz da reflexão teórica e formado uma categoria.
Os resultados revelaram que 60 % realizam atividades de prevenção de acidentes de trabalho com sua equipe. Como contribuição para os enfermeiros da Atenção Básica fiz um protocolo de prevenção de acidentes de trabalho para que os mesmos pudessem utilizar com sua equipe orientado como prevenir acidentes de trabalho.
SUMÁRIO:
CONSIDERAÇÕES INICIAIS Objetivo Geral Objetivos Específicos MARCO TEÓRICO METODOLOGIA
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
O trabalho é um dos fatores determinantes do processo de existência humana, constituindo-se de uma necessidade natural do homem. Exerce um papel fundamental nas condições de vida, satisfazendo as necessidades básicas de subsistência, de criação e de colaboração dos trabalhadores. É uma atividade que funciona como ponte de construção, realização, satisfação, riqueza, bens materiais e serviços úteis à sociedade humana.
Nesta perspectiva o processo de trabalho é o modo como o homem produz e reproduz sua existência, e ao fazê-lo, estabelece relação social e objetiva (Almeida e Rocha, 1997). O processo de trabalho e o processo de produção estabelecido no contexto do trabalho, nos quais o homem participa como agente que se relaciona com outros homens através de seus produtos, relacionando-se conforme o grau de domínio que possui das condições de trabalho (ALMEIDA E ROCHA, 1997: SÊCCO et al. 2006).
A relação existente entre capital-trabalho pode gerar situações que contribuem para o risco à saúde do trabalhador. Muitas vezes a falta de domínio sobre as condições de trabalho pode colocar o trabalhador em situação de vulnerabilidade e, desta forma, expõe à ação patogênica de substancia física, química e biológica, uso e desgaste do próprio corpo no processo de produção (BRANDÃO JÚNIOR 2000).
Segundo Ribeiro (1999) há relato de doenças e morte no trabalho entre escravos servo desde a era cristã, nos impérios grego e romano. Para o autor essas ocorrências tornaram-se mais freqüentes na idade média, no período do mercantilismo em função da expansão do comércio tendo-se aprovado com a revolução industrial pela exploração do homem pelo trabalho.
O processo de trabalho se compõe de momentos que envolvem a relação do(s) agente(s), com o objetivo, instrumentos e produtos que são guiados segundo Almeida e Rocha (1997) para uma finalidade. As relações estabelecidas nesse processo se dão no contexto de trabalho.
Este contexto pode possibilitar a ocorrência de danos à saúde do trabalhador, em função dos riscos, esses danos à saúde do trabalhador se caracterizam como Acidente de trabalho /ATC SÊCCO et al. 2006.
Para Braja (2000), o acidente pode solvir da má adaptação do perfil do ponto de trabalho as características dos indivíduos que o ocupam. SÊCCO et al. (2006), enfatiza que os acidentes decorrem da quebra da relação entre o trabalhador e o processo de trabalho, algumas vezes de forma abrupta, e outras de forma insidiosa. Neste enfoque pode-se dizer que uma das formas de evitar o acidente de trabalho é conhecer e controlar os riscos advindos do processo de trabalho.
Assim, na análise do AT deve-se estudar não somente o nexo causal, mas, sobre tudo busca-se compreender o acidente do trabalho pela a análise do processo de trabalho.
Miranda et. Al. (2005) ressalta a necessidade de uma adequada interação entre o contexto de trabalho e o trabalhador para prevenir as doenças ocupacionais.
No mundo as doenças ocupacionais e os AT são considerados um importante problema de saúde pública. Segundo os estimativos da organização Internacional do Trabalho (OIT) há a ocorrência anual de 160 milhões de doenças ocupacionais, 250 milhões de AT e 330 mil óbitos (RAPPARINI, 2006).
No Brasil, durante o ano de 2004, foram registrados 458.95 mil acidentes de trabalho. No mesmo período o número de mortes provocados por AT totalizou 2.801 ocorrências (FUTEMA, 2006).
As AT são de notificação compulsória, por meio de documentos de comunicação de Acidentes de trabalho (CAT), de ordem legal, que representa o registro e o reconhecimento oficial do acidente (WUSCA FILHO apud SILVEIRA; ROBAZZI; MARZIANE ; 2005).
Ao trabalhador cabe dirigir-se imediatamente ao seu superior para que veja comunicado o acidente por meio da CAT. Cabe a instituição o encaminhamento da CAT á previdência Social, com cópia para o trabalhador acidentado, para o Sindicato da categoria correspondente, para o hospital que realizará o atendimento e para o ministério do Trabalho.
No país, as estatísticas de AT são baseadas na CAT, cujos dados retratam apenas os acidentes com trabalhadores do setor formal, não incluindo aqueles do setor informal. A parte as subnotificações dos acidentes, que é significante, comprovada em vários estudos, como o de Abrel, 1997, Benatti, (2001); Sarquis;(2002), segundo os autores os trabalhadores que não comunicam o acidente de trabalho, atribui a falta de informação; o excesso de burocracia e a suposição que o fato não teria conseqüência serias. No setor saúde, a maioria dos estudos existente no país é oriundas de hospitais universitários serviços de saúde de forma individualizada, não retratando de forma abrangente a realidade dos acidentes de trabalho ( RAPARINI,2006).
Para Brandão Junior (2000), o número de subnotificação é representativo por fatores culturais e institucionais e do próprio Sistema de Saúde. O sistema de Saúde não conta com um sistema de vigilância nacional de doenças ocupacionais relacionados aos agentes de riscos biológico.
Segundo dados do Ministério da Previdência Social, o setor saúde ocupa a quarta posição de AT, perdendo apenas para a indústria de transformação, agricultura e transporte.
Os trabalhadores de enfermagem têm graus de formação diferenciados e dividem o trabalho de forma hierarquizada segundo o grau de formação, e, cabe o enfermeiro o controle do processo de trabalho e aos demais trabalhadores de enfermagem o papel de executores das tarefas que lhe são delegadas (Pires, 1996).
Nesta perspectiva o trabalho de enfermagem em função da natureza do seu trabalho atua em condições que o coloca em situação de vulnerabilidade, que pode ser caracterizado pela heterogeneidade da formação técnica das equipes; a divisão do trabalho; a remuneração; o risco de trabalho; pressão temporal constante; a composição da força de trabalho, formada predominantemente por mulheres e o quantitativo de pessoal, esses fatores podem contribuir para um aumento da carga de trabalho e os riscos de acidentes. Além da exposição advinda do cuidado direto ao usuário e contatos com fluidos e a manipulação com objetos potencialmente e contaminados (SILVA, 2002; MARZIAL; NIESHIMURA; FERREIRA, 2004).
É nesse cenário que se situa o particular interesse em abordar essa problemática sob a ótica da ergonomia de vertente européia, definida segundo Montmollin, (1990), por “Ciência do Trabalho”, que se preocupa com o estudo do trabalho humano com a finalidade de melhora-lo. Nesta perspectiva a ergonomia aborda o trabalho humano e suas interações no contexto social e tecnológico, buscando mostrar a complexidade da situação de trabalho e a multiplicidade de fatores que compõem (PINHO, 2002).
Na abordagem ergonômica articula conhecimento produzido em diversas áreas do saber a fim de contribuir para a compreensão dos trabalhos, do seu processo de trabalho e das possibilidades de transformação das suas condições do trabalho. Desta forma, ao analisar a atividade, a ergonomia considera as características dos trabalhadores, os elementos do ambiente do trabalho e como eles são apresentados e percebidos pelos trabalhadores. O trabalho deixa então de ser abordado como um ato individual e passa a ser analisado como um conjunto de fatores interdependentes a qualidade de vida dos trabalhadores e o resultado do seu próprio trabalho (WISNER, 1987; ABRÃO e PINHO; 1999, PINHO 2002).
Neste estudo o foco de analise é a situação de trabalho na qual está inserido o trabalhador de enfermagem da Atenção Básica em um contexto sócio técnico a fim de compreender seu processo de trabalho, com vista a transformação das condições do trabalho e a saúde do trabalhador.
Nesta perspectiva, procura-se compreender por meio de analises dos acidentes de trabalho como um evento adverso decorrente da quebra da relação entre trabalhador e o processo de trabalho. Busca-se então com a realização deste estudo contribuir com subsídios que avancem na construção de outras possibilidades na abordagem dos acidentes de trabalho.
JUSTIFICATIVA
Baseado no contexto do processo de trabalho da equipe de enfermagem da atenção básica relacionado com os acidentes de trabalho possivelmente expostos pelos trabalhadores resolvi analisar as atividades realizada de prevençãoneste grupo.
Os trabalhadores de enfermagem estão expostos a riscos variados sejam biológicos, químico e físico entre outros, com base no processo de trabalho e as novas tecnologias empregadas por estes trabalhadores assim favorecendo um risco potencial a acidentes envolvendo toda a equipe de enfermagem.
OBJETIVO GERAL
Conhecer como e feita a prevenção de acidentes de trabalho na atenção básica e seu processo de trabalho.
ESPECIFICOS
• Descrever os acidentes de trabalho de maior incidência na atenção básica? • Identificar os fatores de riscos? • Construir através das respostas dos sujeitos um protocolo de prevenção de acidente de trabalho para os profissionais de enfermagem?
MARCO TEÓRICO
O ENFERMEIRO NA ATENÇÃO BÁSICA
A enfermagem, segundo o conselho federal de enfermagem, no capítulo I, art. 1º “é uma profissão comprometida com a saúde do ser humano e da coletividade. Atua na promoção, proteção, recuperação da saúde, e reabilitação das pessoas, respeitando os preceitos éticos e legais”. (CONSEM, 1993).
Este profissional desenvolve seu trabalho em dois campos essenciais: Na atenção básica e na Comunidade, apoiando e supervisionando o trabalho dos agentes comunitários de saúde (ACS) e dos auxiliares de enfermagem, bem como assistindo as pessoas que necessitem de atenção de enfermagem no domicílio.
Suas atribuições específicas são: Executar no nível de suas competências, assistência básica e ações de vigilância epidemiológicas e sanitárias a criança, ao adolescente a mulher grávida, ao adulto, ao trabalhador, ao portador de deficiência física e mental e ao idoso.
Organizar as rotinas de trabalho em nível da atenção básico a da comunidade supervisionar e desenvolver ações para capacitação dos auxiliares e técnicos de enfermagem com vista ao desempenho de suas funções. (Brasília, 2002).
UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DA FAMILIA – UBSF
A unidade básica de saúde da família (UBSF) é o novo ou antigo posto ou centro de saúde reestruturado, trabalhando dentro de uma nova lógica, que lhe atribui maior capacidade de resposta as necessidades básicas de saúde da população de sua área de abrangência.
A UBSF deve-se constituir no primeiro contato do usuário com o sistema de saúde, isto é a “porta de entrada” é apenas parcial e da margem a alguns equívocos.
Uma UBSF não pode ser apenas um local de triagem e encaminhamento, onde as maiores partes dos casos são encaminhados para os serviços especializados. Ela tem que ser resolutiva, com profissionais capazes de assistir aos problemas de saúde, mas comuns e de manejar novos saberes que, por meio de processo educativo promova a saúde e previnam doenças em geral.
É necessário promover a mudança de hábitos e costumes alimentares, promover atividades físicas e promover a higiene pessoal, do domicílio e do ambiente em geral. É preciso garantir água potável, vascinar animais, cuidar dos destinos do lixo e do esgoto sanitário, prevenir acidentes de trabalho na equipe. Enfim há uma série de atividades individuais e coletivas que precisa ser promovidas e fomentadas pelo enfermeiro gerente da equipe de saúde da família.
Desta forma, a melhor imagem para UBSF é a de um funil, no qual apenas uma pequena parte dos casos (cerca de 15%) precisa ser encaminhado, para serviços mais especializados. E, mesmo nesses casos, a UBSF não atua simplesmente como “porta de entrada”, uma vez que terá sob sua responsabilidade todo o plano terapêutico, mesmo que ele seje realizado, em parte, em outros serviços mais especializados. A UBSF jamais deve perde de vista o usuário do sistema, responsabilizando-se pelas referências necessárias, contando os outros serviços, discutindo os casos e recebendo os de volta na contra referência, para continuar atuando no nível dos cuidados básicos.
A UBSF deve realizar uma assistência integral, contínua e de qualidade, desenvolvidas por uma equipe multi profissional na própria unidade e também nos domicílios e em locais comunitários, como escolas, creches, asilos, presídio, entre outros (Brasília, 2000).
PROCESSO DE SAÚDE DO TRABALHADOR
A constituição Federal de 1988, através da institucionalização do Sistema Único de Saúde (SUS), conferiu a Saúde do Trabalhador uma nova definição e novo delineamento institucional quando a incorporou enquanto área de competência própria da saúde. Esta mudança, advinda de um processo constituinte com marcada participação de movimento social e sindical, insejou estados e municípios a atualizarem seus estatutos jurídicos de forma a acompanhar essas modificações e reforça duas práticas na área de saúde, em especial da saúde do trabalhador.
Apesar de Saúde do Trabalhador constituir-se um campo de práticas, de competência e atribuições novo, seu objeto “a saúde em referência em processo produtivo” – é complexo, dados dos seus aspectos sócio-culturais, políticos e econômicos; possui interfaces institucionais diversas; o que tem colocado estados e municípios frente a ambas importantes a caminho da consolidação da área de saúde do trabalhador no SUS.(ALEXANDRE JACOBINA, 2001).
BASES LEGAIS PARA AS AÇÕES DE SAÚDE DO TRABALHADOR
A execução das ações voltadas para a saúde do trabalhador é atribuição do SUS, prescritas na Constituição Federal de 1988 e regulamentadas pela LOS. O artigo 6.º dessa lei confere à direção nacional do Sistema a responsabilidade de coordenar a política de saúde do trabalhador.
Segundo o parágrafo 3.º do artigo 6.º da LOS, a saúde do trabalhador é definida como “um conjunto de atividades que se destina, por meio das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde do trabalhador, assim como visa à recuperação e à reabilitação dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho”. Esse conjunto de atividades está detalhado nos incisos de I a VIII do referido parágrafo, abrangendo:
• a assistência ao trabalhador vítima de acidente de trabalho ou portador de doença profissional e do trabalho; • a participação em estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos e agravos potenciais à saúde existentes no processo de trabalho; • a participação na normatização, fiscalização e controle das condições de produção, extração, armazenamento, transporte, distribuição e manuseio de substâncias, de produtos, de máquinas e de equipamentos que apresentam riscos à saúde do trabalhador; • a avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde; • a informação ao trabalhador, à sua respectiva entidade sindical e às empresas sobre os riscos de acidente de trabalho, doença profissional e do trabalho, bem como os resultados de fiscalizações, avaliações ambientais e exames de saúde, de admissão, periódicos e de demissão, respeitados os preceitos da ética profissional; • a participação na normatização, fiscalização e controle dos serviços de saúde do trabalhador nas instituições e empresas públicas e privadas; • a revisão periódica da listagem oficial de doenças originadas no processo de trabalho; • a garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão competente a interdição de máquina, do setor, do serviço ou de todo o ambiente de trabalho, quando houver exposição a risco iminente para a vida ou saúde do trabalhador.
Além da Constituição Federal e da LOS, outros instrumentos e regulamentos federais orientam o desenvolvimento das ações nesse campo, no âmbito do setor Saúde, entre os quais destacam-se a Portaria/MS n.º 3.120/1998 e a Portaria/MS n.º 3.908/1998, que tratam, respectivamente, da definição de procedimentos básicos para a vigilância em saúde do trabalhador e prestação de serviços nessa área.
O CAMPO DA SAÚDE DO TRABALHADOR
Segundo o Ministério do Trabalho 2004, a Saúde do Trabalhador constitui uma área da Saúde Pública que tem como objeto de estudo e intervenção as relações entre o trabalho e a saúde. Tem como objetivos a promoção e a proteção da saúde do trabalhador, por meio do desenvolvimento de ações de vigilância dos riscos presentes nos ambientes e condições de trabalho, dos agravos à saúde do trabalhador e a organização e prestação da assistência aos trabalhadores, compreendendo procedimentos de diagnóstico, tratamento e reabilitação de forma integrada, no SUS.
Nessa concepção, trabalhadores são todos os homens e mulheres que exercem atividades para sustento próprio e/ou de seus dependentes, qualquer que seja sua forma de inserção no mercado de trabalho, nos setores formais ou informais da economia. Estão incluídos nesse grupo os indivíduos que trabalharam ou trabalham como empregados assalariados, trabalhadores domésticos, trabalhadores avulsos, trabalhadores agrícolas, autônomos, servidores públicos, trabalhadores cooperativados e empregadores – particularmente, os proprietários de micro e pequenas unidades de produção. São também considerados trabalhadores aqueles que exercem atividades não remuneradas – habitualmente, em ajuda a membro da unidade domiciliar que tem uma atividade econômica, os aprendizes e estagiários e aqueles temporária ou definitivamente afastados do mercado de trabalho por doença, aposentadoria ou desemprego.
A PEA brasileira foi estimada, em 1997, em 75,2 milhões de pessoas. Dessas, cerca de 36 milhões foram consideradas empregadas, das quais 22 milhões são seguradas pelo Seguro Acidente de Trabalho (SAT) da Previdência Social (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE – Programa Nacional de Pesquisas Continuadas por Amostras de Domicílios/PNAD, 1998).
Entre os determinantes da saúde do trabalhador estão compreendidos os condicionantes sociais, econômicos, tecnológicos e organizacionais responsáveis pelas condições de vida e os fatores de risco ocupacionais
– físicos, químicos, biológicos, mecânicos e aqueles decorrentes da organização laboral – presentes nos processos de trabalho. Assim, as ações de saúde do trabalhador têm como foco as mudanças nos processos de trabalho que contemplem as relações saúde-trabalho em toda a sua complexidade, por meio de uma atuação multiprofissional, interdisciplinar e intersetorial.
Os trabalhadores, individual e coletivamente nas organizações, são considerados sujeitos e partícipes das ações de saúde, que incluem: o estudo das condições de trabalho, a identificação de mecanismos de intervenção técnica para sua melhoria e adequação e o controle dos serviços de saúde prestados.
Na condição de prática social, as ações de saúde do trabalhador apresentam dimensões sociais, políticas e técnicas indissociáveis. Como conseqüência, esse campo de atuação tem interfaces com o sistema produtivo e a geração da riqueza nacional, a formação e preparo da força de trabalho, as questões ambientais e a seguridade social. De modo particular, as ações de saúde do trabalhador devem estar integradas com as de saúde ambiental, uma vez que os riscos gerados nos processos produtivos podem afetar, também, o meio ambiente e a população em geral.
As políticas de governo para a área de saúde do trabalhador devem definir as atribuições e competências dos diversos setores envolvidos, incluindo as políticas econômica, da indústria e comércio, da agricultura, da ciência e tecnologia, do trabalho, da previdência social, do meio ambiente, da educação e da justiça, entre outras. Também devem estar articuladas às estruturas organizadas da sociedade civil, por meio de formas de atuação sistemáticas e organizadas que resultem na garantia de condições de trabalho dignas, seguras e saudáveis para todos os trabalhadores.
SITUAÇÃO DE SAÚDE DOS TRABALHADORES NO BRASIL
No Brasil, as relações entre trabalho e saúde do trabalhador conformam um mosaico, coexistindo múltiplas situações de trabalho caracterizadas por diferentes estágios de incorporação tecnológica, diferentes formas de organização e gestão, relações e formas de contrato de trabalho, que se refletem sobre o viver, o adoecer e o morrer dos trabalhadores.
Essa diversidade de situações de trabalho, padrões de vida e de adoecimento tem se acentuado em decorrência das conjunturas política e econômica. O processo de reestruturação produtiva, em curso acelerado no país a partir da década de 90, tem conseqüências, ainda pouco conhecidas, sobre a saúde do trabalhador, decorrentes da adoção de novas tecnologias, de métodos gerenciais e da precarização das relações de trabalho.
A precarização do trabalho caracteriza-se pela desregulamentação e perda de direitos trabalhistas e sociais, a legalização dos trabalhos temporários e da informalização do trabalho. Como conseqüência, podem ser observados o aumento do número de trabalhadores autônomos e subempregados e a fragilização das organizações sindicais e das ações de resistência coletiva e/ou individual dos sujeitos sociais. A terceirização, no contexto da precarização, tem sido acompanhada de práticas de intensificação do trabalho e/ou aumento da jornada de trabalho, com acúmulo de funções, maior exposição a fatores de riscos para a saúde, descumprimento de regulamentos de proteção à saúde e segurança, rebaixamento dos níveis salariais e aumento da instabilidade no emprego. Tal contexto está associado à exclusão social e à deterioração das condições de saúde.
A adoção de novas tecnologias e métodos gerenciais facilita a intensificação do trabalho que, aliada à instabilidade no emprego, modifica o perfil de adoecimento e sofrimento dos trabalhadores, expressando-se, entre outros, pelo aumento da prevalência de doenças relacionadas ao trabalho, como as Lesões por Esforços Repetitivos (LER), também denominadas de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT); o surgimento de novas formas de adoecimento mal caracterizadas, como o estresse e a fadiga física e mental e outras manifestações de sofrimento relacionadas ao trabalho.
Configura, portanto, situações que exigem mais pesquisas e conhecimento para que se possa traçar propostas coerentes e efetivas de intervenção.
Embora as inovações tecnológicas tenham reduzido a exposição a alguns riscos ocupacionais em determinados ramos de atividade, contribuindo para tornar o trabalho nesses ambientes menos insalubre e perigoso, constata-se que, paralelamente, outros riscos são gerados. A difusão dessas tecnologias avançadas na área da química fina, na indústria nuclear e nas empresas de biotecnologia que operam com organismos geneticamente modificados, por exemplo, acrescenta novos e complexos problemas para o meio ambiente e a saúde pública do país. Esses riscos são ainda pouco conhecidos, sendo, portanto, de controle mais difícil.
Com relação aos avanços da biologia molecular, cabe destacar as questões éticas decorrentes de suas possíveis aplicações nos processos de seleção de trabalhadores, por meio da identificação de indivíduos suscetíveis a diferentes doenças. Essas aplicações geram demandas no campo da ética, que os serviços de saúde e o conjunto da sociedade ainda não estão preparados para atender. Constituem questões importantes para a saúde dos trabalhadores nas próximas décadas.
Uma realidade distinta pode ser observada no mundo do trabalho rural. Os trabalhadores do campo, no Brasil, estão inseridos em distintos processos de trabalho: desde a produção familiar em pequenas propriedades e o extrativismo, até grandes empreendimentos agroindustriais que se multiplicam em diferentes regiões do país. Tradicionalmente, a atividade rural é caracterizada por relações de trabalho à margem das leis brasileiras, não raro com a utilização de mão-de-obra escrava e, freqüentemente, do trabalho de crianças e adolescentes. A contratação de mão-de-obra temporária para os períodos da colheita gera o fenômeno dos trabalhadores bóia-frias, que vivem na periferia das cidades de médio porte e aproximam os problemas dos trabalhadores rurais aos dos urbanos.
Por outro lado, questões próprias do campo da Saúde do Trabalhador, como os acidentes de trabalho, conectam-se intrinsecamente com problemas vividos hoje pela sociedade brasileira nos grandes centros urbanos. As relações entre mortes violentas e acidentes de trabalho tornam-se cada vez mais estreitas. O desemprego crescente e a ausência de mecanismos de amparo social para os trabalhadores que não conseguem se inserir no mercado de trabalho contribuem para o aumento da criminalidade e da violência.
As relações entre trabalho e violência têm sido enfocadas em múltiplos aspectos: contra o trabalhador no seu local de trabalho, representada pelos acidentes e doenças do trabalho; a violência decorrente de relações de trabalho deterioradas, como no trabalho escravo e de crianças; a violência decorrente da exclusão social agravada pela ausência ou insuficiência do amparo do Estado; a violência ligada às relações de gênero, como o assédio sexual no trabalho e aquelas envolvendo agressões entre pares, chefias e subordinados.
A ATENÇÃO À SAÚDE DOS TRABALHADORES
Por princípio, a atenção à saúde do trabalhador não pode ser desvinculada daquela prestada à população em geral. Tradicionalmente, a assistência ao trabalhador tem sido desenvolvida em diferentes espaços institucionais, com objetivos e práticas distintas:
• pelas empresas, por meio dos Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e outras formas de organização de serviços de saúde; • pelas organizações de trabalhadores; • pelo Estado, ao implementar as políticas sociais públicas, em particular a de saúde, na rede pública de serviços de saúde; • pelos planos de saúde, seguros suplementares e outras formas de prestação de serviços, custeados pelos próprios trabalhadores; • pelos serviços especializados organizados no âmbito dos hospitais universitários.
Contrariando o propósito formal para o qual foram constituídos, os SESMT operam sob a ótica do empregador, com pouco ou nenhum envolvimento dos trabalhadores na sua gestão. Nos setores produtivos mais desenvolvidos, do ponto de vista tecnológico, a competição no mercado internacional tem estimulado a adoção de políticas de saúde mais avançadas por exigências de programas de qualidade e certificação.
No âmbito das organizações de trabalhadores, a luta sindical por melhores condições de vida e trabalho conseguiu alguns avanços significativos nos anos 80, sob inspiração do novo sindicalismo, ainda que de modo desigual no conjunto da classe trabalhadora. Entretanto, a atuação sindical neste campo tem sofrido um refluxo na atual conjuntura, em decorrência das políticas econômicas e sociais em curso no País que deslocam o eixo das lutas para a manutenção do emprego e a redução dos impactos sobre o poder de compra dos trabalhadores. Como conseqüência, na atualidade, podem ser observadas práticas diversificadas, desde atividades assistenciais tradicionais até ações inovadoras e criativas, que enfocam a saúde de modo integral.
O PAPEL DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA ATENÇÃO À SAÚDE DOS TRABALHADORES
Por princípio, a atenção à saúde do trabalhador exige o envolvimento de uma equipe multiprofissional em um enfoque interdisciplinar.
Segundo o artigo 1.º da Resolução, são atribuições dos profissionais que prestam assistência médica ao trabalhador:
• assistir ao trabalhador, elaborar seu prontuário médico e fazer todos os encaminhamentos devidos; • fornecer atestados e pareceres para o afastamento do trabalho sempre que necessário, considerando que o repouso, o acesso a terapias ou o afastamento de determinados agentes agressivos faz parte do tratamento; • fornecer laudos, pareceres e relatórios de exame médico e dar encaminhamento, sempre que necessário, para benefício do paciente e dentro dos preceitos éticos, quanto aos dados de diagnóstico, prognóstico e tempo previsto de tratamento. Quando requerido pelo paciente, deve o médico pôr à sua disposição tudo o que se refira ao seu atendimento, em especial cópia dos exames e prontuário médico.
O estabelecimento do nexo causal ou nexo técnico entre a doença e a atividade atual ou pregressa do trabalhador representa o ponto de partida para o diagnóstico e a terapêutica corretos, mas, principalmente, para a adoção de ações no âmbito do sistema de saúde, detalhadas no capítulo 2, como a vigilância e o registro das informações em outras instituições, como, por exemplo, nas esferas dos ministérios do Trabalho e Emprego (MTE), da Previdência e Assistência Social, da empresa, sob a responsabilidade do empregador, do sindicato da categoria à qual pertence o trabalhador e do Ministério Público.
O ADOECIMENTO DOS TRABALHADORES E SUA RELAÇÃO COM O TRABALHO
Os trabalhadores compartilham os perfis de adoecimento e morte da população em geral, em função de sua idade, gênero, grupo social ou inserção em um grupo específico de risco. Além disso, os trabalhadores podem adoecer ou morrer por causas relacionadas ao trabalho, como conseqüência da profissão que exercem ou exerceram, ou pelas condições adversas em que seu trabalho é ou foi realizado. Assim, o perfil de adoecimento e morte dos trabalhadores resultará da amalgamação desses fatores, que podem ser sintetizados em quatro grupos de causas (Mendes & Dias, 1999):
• doenças comuns, aparentemente sem qualquer relação com o trabalho; • doenças comuns (crônico-degenerativas, infecciosas, neoplásicas, traumáticas, etc.) eventualmente modificadas no aumento da freqüência de sua ocorrência ou na precocidade de seu surgimento em trabalhadores, sob determinadas condições de trabalho. A hipertensão arterial em motoristas de ônibus urbanos, nas grandes cidades, exemplifica esta possibilidade; • doenças comuns que têm o espectro de sua etiologia ampliado ou tornado mais complexo pelo trabalho.
A asma brônquica, a dermatite de contato alérgica, a perda auditiva induzida pelo ruído (ocupacional), doenças músculo-esqueléticas e alguns transtornos mentais exemplificam esta possibilidade, na qual, em decorrência do trabalho, somam-se (efeito aditivo) ou multiplicam-se (efeito sinérgico) as condições provocadoras ou desencadeadoras destes quadros nosológicos;
• agravos à saúde específicos, tipificados pelos acidentes do trabalho e pelas doenças profissionais. A silicose e a asbestose exemplificam este grupo de agravos específicos.
Os três últimos grupos constituem a família das doenças relacionadas ao trabalho. A natureza dessa relação é sutilmente distinta em cada grupo. O Quadro II resume e exemplifica os grupos das doenças relacionadas de acordo com a classificação proposta por Schilling (1984).
GRUPO I: doenças em que o trabalho é causa necessária, tipificadas pelas doenças profissionais, stricto sensu, e pelas intoxicações agudas de origem ocupacional. GRUPO II: doenças em que o trabalho pode ser um fator de risco, contributivo, mas não necessário, exemplificadas pelas doenças comuns, mais freqüentes ou mais precoces em determinados grupos ocupacionais e para as quais o nexo causal é de natureza eminentemente epidemiológica. A hipertensão arterial e as neoplasias malignas (cânceres), em determinados grupos ocupacionais ou profissões, constituem exemplo típico. GRUPO III: doenças em que o trabalho é provocador de um distúrbio latente, ou agravador de doença já estabelecida ou preexistente, ou seja, concausa, tipificadas pelas doenças alérgicas de pele e respiratórias e pelos distúrbios mentais, em determinados grupos ocupacionais ou profissões.
Entre os agravos específicos estão incluídas as doenças profissionais, para as quais se considera que o trabalho ou as condições em que ele é realizado constituem causa direta. A relação causal ou nexo causal é direta e imediata. A eliminação do agente causal, por medidas de controle ou substituição, pode assegurar a prevenção, ou seja, sua eliminação ou erradicação. Esse grupo de agravos, Schilling I, tem, também, uma conceituação legal no âmbito do SAT da Previdência Social e sua ocorrência deve ser notificada segundo regulamentação na esfera da Saúde, da Previdência Social e do Trabalho.
Quadro II
CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS SEGUNDO SUA RELAÇÃO COM O TRABALHO
(Adaptado de Schilling, 1984)
Os outros dois grupos, Schilling II e III, são formados por doenças consideradas de etiologia múltipla, ou causadas por múltiplos fatores de risco. Nessas doenças comuns, o trabalho poderia ser entendido como um fator de risco, ou seja, um atributo ou uma exposição que estão associados com uma probabilidade aumentada de ocorrência de uma doença, não necessariamente um fator causal (Last, 1995). Portanto, a caracterização etiológica ou nexo causal será essencialmente de natureza epidemiológica, seja pela observação de um excesso de freqüência em determinados grupos ocupacionais ou profissões, seja pela ampliação quantitativa ou qualitativa do espectro de determinantes causais, que podem ser melhor conhecidos a partir do estudo dos ambientes e das condições de trabalho. A eliminação desses fatores de risco reduz a incidência ou modifica o curso evolutivo da doença ou agravo à saúde.
Classicamente, os fatores de risco para a saúde e segurança dos trabalhadores, presentes ou relacionados ao trabalho, podem ser classificados em cinco grandes grupos:
FÍSICOS: ruído, vibração, radiação ionizante e não-ionizante, temperaturas extremas (frio e calor), pressão atmosférica anormal, entre outros;
QUÍMICOs: agentes e substâncias químicas, sob a forma líquida, gasosa ou de partículas e poeiras minerais e vegetais, comuns nos processos de trabalho (ver a coluna de agentes etiológicos ou fatores de risco na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho);
BIOLÓGICOS: vírus, bactérias, parasitas, geralmente associados ao trabalho em hospitais, laboratórios e na agricultura e pecuária (ver a coluna de agentes etiológicos ou fatores de risco na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho);
ERGONÔMICOS E PSICOSSOCIAIS: decorrem da organização e gestão do trabalho, como, por exemplo: da utilização de equipamentos, máquinas e mobiliário inadequados, levando a posturas e posições incorretas; locais adaptados com más condições de iluminação, ventilação e de conforto para os trabalhadores; trabalho em turnos e noturno; monotonia ou ritmo de trabalho excessivo, exigências de produtividade, relações de trabalho autoritárias, falhas no treinamento e supervisão dos trabalhadores, entre outros;
MECÂNICOS E DE ACIDENTES: ligados à proteção das máquinas, arranjo físico, ordem e limpeza do ambiente de trabalho, sinalização, rotulagem de produtos e outros que podem levar a acidentes do trabalho.
ACIDENTE DO TRABALHO – CONCEITO E CARACTERIZAÇÃO
Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, com o segurado empregado, trabalhador avulso, médico residente, bem como com o segurado especial, no exercício de suas atividades, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução, temporária ou permanente, da capacidade para o trabalho. O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do INSS, mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo. Considera-se como estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade, elencada na Classificação Internacional de doenças (CID). Considera-se agravo para fins de caracterização técnica pela perícia médica do INSS a lesão, doença, transtorno de saúde, distúrbio, disfunção ou síndrome de evolução aguda, subaguda ou crônica, de natureza clínica ou subclínica, inclusive morte, independentemente do tempo de latência.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR
A vigilância em saúde do trabalhador compreende uma atuação contínua e sistemática, ao longo do tempo, no sentido de detectar, conhecer, pesquisar e analisar os fatores determinantes e condicionantes dos agravos a saúde relacionados aos processos e ambientes de trabalho, em seus aspectos tecnológicos, social, organizacional e epidemiológico, com a finalidade de planejar, executar e avaliar intervenções sobre esses aspectos de forma a eliminá-los ou controlá-los.
A vigilância em saúde do trabalhador compõe um conjunto de práticas sanitárias, articuladas supra setorialmente, cuja especificidade está centrada na relação da saúde com o ambiente e os processos de trabalho e nesta com a assistência, calcando nos princípios da vigilância em saúde para a melhoria das condições de vida e saúde da população.
A vigilância em saúde do trabalhador não constitui uma área desvinculada e independente da vigilância em saúde como um todo, mas, ao contrário, pretende acrescentar ao conjunto das ações da vigilância em saúde estratégias de produção de conhecimentos e mecanismos de intervenção sobre o processo de produção, aproximando os diversos objetos comuns das práticas sanitárias aqueles oriundos da relação entre o trabalho e a saúde. (BRASÍLIA, 2002)
METODOLOGIA
O presente estudo foi desenvolvido sob uma abordagem qualitativa, uma vez que buscou conhecer como e feita a prevenção de acidente de trabalho entre profissionais de Enfermagem na atenção básica e seu processo de trabalho nas Unidade Básicas de Saúde da Família no Município de Nova Viçosa BA. A analise desta investigação envolve o conhecimento das atribuição do enfermeiro que atua na atenção básica com relação á prevenção , promoção da saúde dentre eles.
A pesquisa qualitativa combina as naturezas cientificas e artística da enfermagem para aumentar a compreensão da existência da saúde humano. É um termo genérico que abrange uma multiplicidade de suportes filosóficos e métodos de pesquisa.
Pesquisadores qualitativos estudam coisas em seus cenários naturais, tentando compreender ou interpretar fenômenos em termos dos significados que os processos trazem para ele.
Já munhall (1992), relata que o método qualitativo tem relevância direta a prática de enfermagem por se moverem superficial de resultados para revelar o processo da vida, aumenta a compreensão e fornece uma base para a intervenção que talvez que melhora a qualidade de vida.
A análise das questões envolvendo acidentes de trabalho em que os profissionais de enfermagem inseridos na atenção básica, no processo de construção de conhecimento confirmam um caráter estreitamente qualitativo a esta pesquisa.
Para a realização deste estudo foram escolidos os 12 doze) Enfermeiros gerentes das Unidades Básica Saúde da Família ( UBSF) no Município de Nova Viçosa no Estado da Bahia.
Foram entrevistado 12 (doze) enfermeiros no período de Setembro a Dezembro de 2009.
Norteou o estudo, os principio da bióetica do Conselho Nacional de Saúde Resolução 196|\96, da autonomia, beneficência, não-maleficência e justiça.
Foi solicitado é aprovada á autorização para a realização do estudo a secretaria de saúde do Município de Nova Viçosa ( ANEXO A).
O termo de consentimento livre e esclarecido foi assinado e usado um pseeudônimo, escolhido por eles, no atendimento ao anonimato dos participantes da pesquisa (ANEXO B).
Como instrumento da pesquisa foi utilizado um questionário semi-estruturado. A analise foi realizada após as coletas de dados por meio da construção de categorias que emergirão das respostas dos enfermeiros
O filme conta a história de duas pessoas que podem ser consideradas as pessoas que mais batalharam em prol do desenvolvimento tecnológico e do crescimento da informática em si. Bill Gates na Microsoft e Steve Jobs na Aplle. Duas das maiores empresas do ramo de informática, que no seu inicio brigavam por algo em comum, um sistema operacional de interface simples e fácil de manusear. A diferença entre os pensamentos é que Jobs montava seus computadores com seu sistema operacional incluído, e montava um sistema fechado onde somente os PC’s da Apple pudessem utilizar o sistema, a Apple começou com a linha de computadores como o Aplle I, até chegar aos na época considerados os melhores, os Macintosh ou Mac, que foram os supercomputadores lançados por Jobs e sua equipe, nesse tempo foram lançados alguns computadores que não deram muito resultado como Aplle III e o Lisa, mas foi com o Aplle II que a Aplle conseguiu subir no mercado e se transformar a maior empresa de montagem de computadores no mundo.
Dando assim suporte e dinheiro para o desenvolvimento do Macintosh.
Enquanto Isso Gates na Microsoft apostou num mercado que na época era pouco disputado e que muitos não levavam muito em consideração que era o mercado de software, a Microsoft investiu nos softwares, o primeiro Sistema montado pela a Microsoft foi o MS-DOS, que era um sistema bruto, acessado pelo teclado, logo após montou a chamada família Windows, que era um sistema operacional mais fácil de manusear e com interface gráfica, a diferença é que a Microsoft distribui seu sistema para varias empresas montadoras de computadores e lançando também softwares específicos para seu sistema operacional. Softwares simples utilitários para facilitar o dia a dia das empresas.
São compostos orgânicos de alto peso molecular, são formadas pelo encadeamento de aminoácidos. Representam cerca do 50 a 80% do peso seco da célula sendo, portanto, o composto orgânico mais abundante de matéria viva.
*Observações:
– Pode-se dizer que as proteínas são polímeros de aminoácidos o que em suas moléculas existem ligações peptídicas em número igual no número de aminoácidos presentes menos um.
– Pode-se dizer, também, que os aminoácidos são monômeros dos peptídeos e das proteínas.
– Polímeros (polipeptídios) são macromoléculas formadas pela união de várias moléculas menores denominadas monômeros.
*Nota:
Uma molécula protéica contém desde algumas dezenas até mais de 1.000 aminoácidos. 0 peso molecular vai de 10.000 a 2.800.000. A molécula de hemoglobina, por exemplo, é formada por 574 aminoácidos e tem peso molecular de 68.000. Justifica-se, assim, o fato de as moléculas protéicas estarem incluídas entre as macromoléculas.
*Classificação:
Pode-se classificar as proteínas em três grupos:
1°. Proteínas simples – São também denominadas de homoproteínas e são constituídas, exclusivamente por aminoácidos. Em outras palavras, fornecem exclusivamente uma mistura de aminoácidos por hidrólise. Pode-se mencionar como exemplo:
= As Albuminas
– São as de menor peso molecular ; – São encontradas nos animais e vegetais; – São solúveis na água.
Exemplos: albumina do plasma sangüíneo e da clara do ovo.
= As Globulinas
– Possuem um peso molecular um pouco mais elevado; – São encontradas nos animais e vegetais; – São solúveis em água salgada. Exemplos: anticorpos e fibrinogênio.
= As Escleroproteínas ou proteínas fibrosas
– Possuem peso molecular muito elevado; – São exclusivas dos animais; – São insolúveis na maioria dos solventes orgânicos.
Exemplos: colágeno, elastina e queratina.
2° Proteínas Conjugadas – São também denominadas heteroproteínas. As proteínas conjugadas são constituídas por aminoácidos mais outro componente não-protéico, chamado grupo prostético. Dependendo do grupo prostético, tem-se:
3° Proteínas Derivadas – As proteínas derivadas formam-se a partir de outras por desnaturação ou hidrólise. Pode-se citar como exemplos desse tipo de proteínas as proteoses e as peptonas, formadas durante a digestão.
Observação: na ordem crescente de grandeza molecular tem-se:
Proteoses -> Peptonas -> Polipeptídeos
*Características:
= Natureza macromolecular
– Possuem um tamanho compreendido entre 0,001 a 0,2 mm (mm = micrômetro) de diâmetro formando, na água, uma solução coloidal.
= Natureza anfótera
– Constituem, pois, o melhor Sistema Tampão do organismo.
*Estrutura:
Os níveis de organização Molecular de uma proteína são:
– Proteínas em soluções formam soluções coloidais (soluções gelatinosas). – Proteínas por serem moléculas muito grandes apresentam níveis ou estruturas de organização:
= Estrutura Primária
– Posicionamento dos aminoácidos na estrutura molecular; – Sendo determinada geneticamente e sendo mantida pelas ligações peptídicas; – Conhecemos a estrutura primaria de uma proteína quando sabemos de que aminoácidos ela é formada e a ordem em que eles se encontram.
= Estrutura Secundária
– Espiralização da estrutura primaria, sendo determinada e mantida pelas atrações entre os radicais e por dobras na cadeia (a – hélice); – Atrações iônicas; – Estabilizadas por Pontes de hidrogênio; – Alifáticas; – Pontes de sulfeto (S-S).
= Estrutura Terciária
– Enovelamento (proteína globosa) ou dobramento (proteína filamentosa) da estrutura secundaria; – Ainda as mesmas atrações da estrutura secundaria; – É a estrutura terciária que determina a forma nativa e a função biológica da proteína; – Até este nível todas a proteínas possuem este grau de complexidade. – Após o enovelamento surgem,então,as pontes de dissulfeto para se estabilizar.
= Estrutura Quartenária
– Onde duas ou mais proteínas se combinam para exercer uma determinada função biológica; – Hb é uma proteína tetrâmera; – Atrações ocorrem apenas por pontes de hidrogênio; – A maioria das enzimas do organismo se encontram neste nível, sendo que a mairia na forma de dímeros. – Veja as figuras a seguir, que mostram a representação esquemática dos três níveis de organização molecular de uma proteína:
Representação esquemática dos níveis de organização molecular de uma proteína
*Nota:
A forma das proteínas é um fator muito importante em sua atividade, pois se ela é alterada, a proteína torna-se inativa. Esse processo de alteração da forma da proteína é denominado desnaturação, podendo ser provocado por altas temperaturas, alterações de pH e outros fatores:
A desnaturação é um processo, geralmente irreversível, que consiste na quebra das estruturas secundária e terciária de uma proteína.
*Nota:
Uma proteína difere de outra:
1) Pelo número de aminoácidos: uma proteína A é formada por 610 aminoácidos de determinados tipos e ordenados numa certa seqüência. Uma proteína B é formada pelos mesmos tipos de aminoácidos, na mesma seqüência, mas em número de 611. A proteína B será diferente da A apenas por conter uma unidade a mais. 2) Pelo tipo de aminoácidos: uma proteína C apresenta, num certo trecho de sua molécula, aminoácidos corno valina, glicina, leucina, triptofano, treonina, alanina e arginina. Uma proteína D, formada pelo mesmo número de aminoácidos e na mesma seqüência que a proteína C, apresenta nesse trecho os aminoácidos valina, glicina, isoleucina, triptofano, treonina, alanina e arginina. Apenas pelo fato de na proteína C haver leucina no trecho de molécula considerado, as proteínas C o D são diferentes. 3) Pela seqüência dos aminoácidos: uma proteína E é formada, em determinado trecho de sua molécula, pelos aminoácidos cisteína, serina, metionina, leucina, histidina e lisina. Uma proteína F é formada pelos mesmos aminciácidos, mas, no tracho em exame, há uma inversão na posição de dois deles; cisteína, metionina, serina, leucina, hístidina e lisina. Por causa disso, as proteínas E e F são diferentes. 4) Pelo formato da molécula: as moléculas protéicas assumem determinados formatos é, quando os formatos de duas moléculas são diferentes, elas também o são.
Conclui-se, então, que podendo repetir-se à vontade os 20 tipos de aminoácidos e, ainda, combinando-se de várias formas a partir das diferenças que acabamos de examinar, uma célula pode produzir muitas proteínas diferentes. Imagina-se, então, quantas proteínas podem ser produzidas por todos os seres vivos.
Funções:
As proteínas podem ser agrupadas em várias categorias de acordo com a sua função. De uma maneira geral, as proteínas desempenham nos seres vivos as seguintes funções: estrutural, enzimática, hormonal, de defesa, nutritivo, coagulação sangüínea e transporte.
= Função estrutural – participam da estrutura dos tecidos.
Exemplos:
– Colágeno: proteína de alta resistência, encontrada na pele, nas cartilagens, nos ossos e tendões. – Actina o Miosina: proteínas contráteis, abundantes nos músculos, onde participam do mecanismo da contração muscular. – Queratina: proteína impermeabilizante encontrada na pele, no cabelo e nas unhas, Evita a dessecação, a que contribui para a adaptação do animal à vida terrestre. – Albumina: proteína mais abundante do sangue, relacionada com a regulação osmótica e com a viscosidade do plasma (porção líquida do sangue).
= Função enzimática – toda enzima é uma proteína. As enzimas são fundamentais como moléculas reguladoras das reações biológicas. Dentre as proteínas com função enzimática podemos citar, como exemplo, as lipases – enzimas que transformam os lipídios em sua unidades constituintes, como os ácidos graxos e glicerol.
= Função hormonal – muitos hormônios de nosso organismo são de natureza protéica. Resumidamente, podemos caracterizar os hormônios como substãncias elaboradas pelas glândulas endócrinas e que, uma vez lançadas no sangue, vão estimular ou inibir a atividade de certos órgãos. É o caso do insulina, hormônio produzido no pâncreas e que se relaciona com e manutenção da glicemia (taxa de glicose no sangue).
= Função de defesa – existem células no organismo capazes de “reconhecer” proteínas “estranhas” que são chamadas de antígenos. Na presença dos antígenos o organismo produz proteínas de defesa, denominados anticorpos. 0 anticorpo combina-se, quimicamente, com o antígeno, do maneira a neutralizar seu efeito. A reação antígeno-anticorpo é altamente específica, o que significa que um determinado anticorpo neutraliza apenas o antígeno responsável pela sua formação.
Os anticorpos são produzidos por certas células de corpo (como os linfócitos, um dos tipos de glóbulo branco do sangue). São proteínas denominadas gamaglobulinas.
= Função nutritiva – as proteínas servem como fontes de aminoácidos, incluindo os essenciais requeridos pelo homem e outros animais. Esses aminoácidos podem, ainda, ser oxidados como fonte de energia no mecanismo respiratório. Nos ovos de muitos animais (como os das aves) o vitelo, material que se presta à nutrição do embrião, é particularmente rico em proteínas.
= Coagulação sangüínea – vários são os fatores da coagulação que possuem natureza protéica, como por exemplo: fibrinogênio, globulina anti-hemofílica, etc…
= Transporte – pode-se citar como exemplo a hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue.
1. INTRODUÇÃO 2. Desigualdade Social 3. FORMAS DE DESIGUALDADE 3.1 Status Social 3.2 Classes Sociais 3.3 Escolaridade 4. CONLUSÃO 5. REFERÊNCIAS
1. INTRODUÇÃO
Para realização deste trabalho foram necessários estudos fora da sala de aula, os quais aconteceram no colégio e em nossas casas atravez da internet. Em busca de conteúdo para o trabalho foram descobertas diversas formas de desigualdade social, que ocorre entre diferentes classes sociais, etnia, cor, etc.
2. Desigualdade Social
A desigualdade social acontece quando a distribuição é feita de maneira, injusta, sendo que enquanto a maior parte do dinheiro fica com a minoria da população, ou seja, as pessoas de classe alta; a maioria sofre com a divisão salarial que é mal remunerado, pois essas pessoas trabalham muito. Mas este foi apenas um exemplo, existem também vários outros tipos de desigualdades como:
Violência: acontece na maioria das vezes com pessoas tem baixo poder aquisitivo que para ter o que comer partem para o mundo do crime ou o tráfico de drogas, ou quando pessoas com alto poder aquisitivo não sabe mais o que fazer com todo seu dinheiro e poder, e acabam partindo para o mundo do crime ou das drogas.
Moradores de rua: são discriminados pela sociedade por não terem uma casa própria e andarem sem rumo. Muitas vezes são maltratados por vândalos ou pessoas de classe alta que não gostam de ver essas pessoas andando por ai, talvez com medo de que eles façam algo.
Preconceito racial: são pessoas discriminadas pela coloração da pele (preto/branco) ou nacionalidade.
Portadores de necessidades especiais: são aquelas pessoas que tem certa deficiência, e muitas vezes elas não conseguem emprego pelo preconceito que as pessoas têm, pois acham que por serem especiais não conseguem despenhar um bom serviço dentro de uma empresa, o que pode-se dizer que é totalmente errado, pois eles tem um desempenho muitas vezes, melhor do que as pessoas “normais”.
3. FORMAS DE DESIGUALDADE
3.1 Status Social
É resultado da forma com que as pessoas viviam desde o período da Idade Média quando havia os estamentos, formação de camadas sociais, onde os senhores feudais e o clero eram “os indivíduos da classe alta”, os servos “os indivíduos da classe baixa”, porém adaptadas à situação do seu momento histórico.
3.2 Classes Sociais
È uma divisão feita entre indivíduos em um mesmo território, sendo a mesma econômica, profissional, tonalidade da pele ou até mesmo de oportunidades. Atualmente esse tipo de desigualdade é considerado normal, pode-se perceber claramente em organizações a diferença entre pessoas de classes sociais altas e baixas. As pessoas muito bem vestidas, atualizadas e portadoras de grande conhecimento são aqueles que “comandam” e tem o direito de opinar e até mesmo mandar em alguém, em oposição a pessoas mal instruídas e que não tem uma posição boa perante a sociedade somente conseguem acatar ordens, sem ao menos poder opinar sobre o resultado do trabalho a ser executado, por falta de conhecimento.
3.3 Escolaridade
Existem pessoas que não possuem condições financeiras para estudar, em decorrência disso não conseguem melhorar de vida, tornando-se cada vez mais “atrasada”, pois todo dia são criadas coisas novas e se ela não estudar não conseguirá emprego e acabará indo para o caminho das drogas ou até mesmo a prostituição. De outro lado existem pessoas que possuem condições financeiras para estudar, os mesmo buscam informações e manter-se atualizados, desta forma renovando seus conhecimentos, o que lhes favorece vários campos de empregos e oportunidades mais amplas. Como diz um ditado popular muito famoso: “O rico cada vez fica mais rico, e o pobre cada vez fica mais pobre”.
4. CONLUSÃO
Nossos objetivos para este trabalho foram alcançados, pois foram detectados vários tipos de desigualdades sociais os quais atingem profundamente a quem são feitas as criticas. A desigualdade surgiu há muito tempo e sempre haverá este tipo de critica com as pessoas humildes, de diferentes etnias, etc. Deveria ser feitos programas de conscientização com todas as pessoas, pois todos somos iguais apenas temos problemas e necessidades diferentes.
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