FRATURA DE BENNETT

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RESUMO

A fratura de Bennett é uma lesão comum e de tratamento variado. Os autores relatam um caso de fratura de Bennett em que houve associação à fratura do trapézio e chamam a atenção para esse tipo de lesão, que é raro e aumenta a incidência de maus resultados.

INTRODUÇÃO

Foi descrita por Edward H. Bennett, em 1882, uma fratura-luxação trapézio-metacarpiana em que a maior porção da articulação se desloca lateral e posteriormente pela ação do músculo abdutor longo do polegar e em abdução pela ação da inserção distal do adutor do polegar, O fragmento triangular menor – parte da articulação mantém-se em relação normal com o trapézio graças ao forte ligamento oblíquo anterior.
Vários métodos de tratamento têm sido propostos durante os anos, tais como redução anatômica e congruência.

DESCRIÇÃO DO CASO

Paciente branco, 36 anos, sexo masculino, atendido em serviço de urgência por acidente de motocicleta com queda e conseqüente trauma no 1º dedo em hiperextensão e hiperabdução. Após o trauma, notou crepitação e perda de força e instabilidade do polegar ao nível da articulação trapézio metacarpiana, uma vez que relatou não conseguir segurar objetos quando fazia pressão do polegar contra o indicador. Ao exame radiográfico, verificou-se fratura da base do
lº metacarpo esquerdo com subluxação trapézio-metacarpiana e ainda fratura do trapézio com traço longitudinal e cominuição lateral, fato muito raro naquele tipo de lesão.

Dez dias após o traumatismo, o paciente foi submetido a redução aberta da fratura, fixação do fragmento lateral ao fragmento medial da fratura com dois fios de Kirschner e retirada de fragmentos osteocondrais pequenos (provenientes da fratura do trapézio) do interior da articulação, a fim de proporcionar melhor congruência articular. Após o ato cirúrgico, foi mantida imobilização com tala gessada antebraquiopalmar para escafóide.

DISCUSSÃO

Na maioria dos casos, o mecanismo do trauma é uma força axial direcionada contra o metacarpo parcialmente fletido.
Como descrito anteriormente, o mecanismo do trauma foi atípico, o que supomos produziu, em associação com a fratura de Bennett, uma lesão rara de ocorrer mesmo de forma isolada, segundo Pardini.
São poucos os relatos na literatura sobre esse tipo de lesão, tendo maior relevância a descrição desta associação numa série de dez fraturas do trapézio, das
feita por Walker quais uma estava associada à fratura de Bennett.
Dentre os vários tratamentos propostos por autores distintos citados anteriormente, preferimos a redução aberta e a fixação interna para este caso, por acreditarmos que com esse método obtemos melhor resultado funcional.

Chamamos a atenção para este caso por haver lesão rara a aumentar a incongruência articular e dificultar a redução anatômica perfeita, requerida para a obtenção de resultados satisfatórios

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA HELICOIDAL

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TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA HELICOIDAL

A Tomografia Computadorizada Helicoidal é um avanço técnico que permite imagens mais rápidas e precisas do que a Tomografia Computadorizada padrão.

A Tomografia Computadorizada Helicoidal permite realização da imagem e injeção do meio de contraste simultaneamente, de modo que as imagens possam ser adquiridas durante fases específicas do realce pelo meio de contraste.

As aplicações clínicas da Tomografia Computadorizada Helicoidal incluem todas as aplicações da Tomografia Computadorizada convencional no tórax, abdome e sistema músculo-esquelético, além de uma variedade de novas aplicações como Angiotomografia e imagem tridimensional.

A Tomografia Computadorizada Helicoidal é o estudo de escolha na avaliação de patologias pulmonares; tem numerosas aplicações no fígado, pâncreas, rins e outros órgãos abdominais; e é de grande valor na avaliação do trauma.

A Tomografia Computadorizada Helicoidal foi uma mudança estratégica introduzida em 1990. Na Tomografia Computadorizada convencional, cada corte é adquirido separadamente e a mesa move o paciente através “gantry” em incremento entre os cortes. Na TC helicoidal, o paciente é movido através do “gantry” continuamente, enquanto o exame também é realizado ininterruptamente, então o feixe de raios X atravessa o paciente formando uma hélice. Depois de toda a região anatômica ser examinada, os dados podem ser reconstruídos em cortes individuais. A aquisição de um “conjunto de dados de volume” do volume anatômico examinado permite excelentes reconstruções de imagem bi e tridimensionais.

Além disso, a TC helicoidal introduziu uma variedade de novas aplicações que não eram possíveis com a TC convencional. Todo o campo da angiotomografia, que fornece imagens detalhadas das estruturas vasculares, é baseado no exame helicoidal.

A TC helicoidal fornece um estudo simples, rápido e menos invasivo para o paciente. Os tempos de exames estão entre 40 e 80 segundos, com o paciente no aparelho por no máximo 5 a 10 minutos. Isto reduz o tempo necessário de colaboração do paciente pela metade. A habilidade de adquirir um conjunto de dados durante uma única respiração, tem significado numa variedade de aplicações no tórax, pulmão e fígado. Os conjuntos de dados numa única respiração eliminam os problemas como movimentação durante ou entre os cortes, que poderia levar à perda de lesões.

TÓRAX:

A TC helicoidal é o estudo de escolha na avaliação das patologias pulmonares. A única indicação específica para TC convencional está nos casos em que a TC de alta resolução é necessária para avaliar doença do parênquima pulmonar, onde a TC helicoidal oferece poucas vantagens.

Três fatores são responsáveis pela superioridade em geral da TC helicoidal:

habilidade de realizar a imagem de todo pulmão numa única respiração.

habilidade de adquirir o volume de amostra com qualquer incremento (geralmente 4 mm).

habilidade de coordenar a aquisição de dados com tempo de administração de contraste iodado.

Numa paciente com potencial metástase pulmonar, uma TC convencional seria

realizada com cortes de 8 a 10 mm de incremento. Um estudo helicoidal de rotina, ao contrário, teria cortes sobrepostos de 8 a 10 mm reconstruídos a cada 4 a 5 mm ou, em sistemas novos, cortes de 5 mm reconstruídos a cada 5 mm. Em um estudo, o aumento dos dados de amostra com a TC helicoidal, resultou num aumento da detecção das lesões pulmonares de 9%, com aumento de 30% na certeza do usuário sobre a presença ou ausência de doença.

Sem surpresas, a utilização de uma única respiração também aumentou a detecção de lesões. Em casos indeterminados, os dados da TC helicoidal podem ser examinados a intervalos de 1 mm através de lesão. A habilidade em se coordenar o tempo de injeção de contraste e a obtenção de dados é um fator crítico nas aplicações oncológicas e vasculares.

Procedimentos de rotina para determinação do tempo de início na obtenção de dados após a injeção do contraste, resulta na opacificação de todas as estruturas vasculares mediastinais, tornando a detecção de nódulos mediastinais e/ou hilares, os quais tipicamente não realçam, muito mais fácil. A classificação das massas mediastinais é também otimizada com estes protocolos. A invasão do mediastino, estruturas cardíacas mediastinais mais facilmente em estudos com contraste revistos com incrementos pequenos, permitindo a classificação mais precisa destas neoplasias.

Diversos estudos demonstraram bons resultados usando a angioTC helicoidal para a avaliação da suspeita de embolia pulmonar. Apesar da angiografia convencional permanecer o padrão-ouro, muitas instituições usam a angioTC como o primeiro estudo em pacientes com exames indeterminados de ventilação-perfusão.

FÍGADO:

A avaliação do fígado foi muito beneficiada a partir da TC helicoidal.

A TC padrão do fígado, por muito tempo controversa, tem a precisão de cerca de 70% para a detecção de lesões de 1 a 2 cm. A principal dificuldade era que o período ótimo para examinar o fígado, cerca de 40 a 60 segundos após a injeção do contraste, ainda se prolongava de três a cinco minutos para a finalização do estudo.

Com a TC helicoidal, as imagens podem ser obtidas durante a fase predominantemente arterial ou fase venosa portal, a depender dos problemas clínicos. Por exemplo, o exame durante a fase arterial, ajuda a detectar metástases hepáticas altamente vasculares em pacientes com tumor carcinóide ou tumor de células da ilhota pancreática. Como alternativa, um paciente com câncer de cólon é melhor estudado durante a fase venosa portal, para detectar lesões metastáticas hipovasculares.

A união de dados obtidos em uma fase arterial como o exame da fase portal, aumenta a detecção de lesões em 9%. E mais, o estudo da fase arterial é útil na identificação de tipos específicos de lesões baseado em padrões de realce. A TC helicoidal, com imagens obtidas em ambas as fases venosa e arterial, é crítica na detecção de lesões como hepatoma ou tumores infiltrantes.

A TC helicoidal é também valiosa para avaliação de doença parenquimatosa não neoplásica do fígado. A síndrome de Budd-Chiari, a trombose da veia portal, o infarto hepático, o aneurisma ou pseudo aneurisma da artéria hepática, e outras patologias podem ser perfeitamente avaliadas na TC helicoidal

PÂNCREAS:

O rastreamento por TC foi sempre o estudo escolhido para avaliação de pacientes com pancreatite ou neoplasias pancreáticas.

A TC helicoidal possui vantagens adicionais de detectar as patologias mais cedo e classificar mais precisamente do que a TC padrão.

A avaliação do pâncreas é normalmente feita com estreita colimação e pequeno intervalo entre os cortes. A TC helicoidal com uma única inspiração e parada realiza este exame em 30 segundos ou menos.

Na pancreatite, o papel principal da TC é o de detectar complicações, tais como necrose pancreática, formação de pseudocisto, abscesso ou complicações vasculares. A TC helicoidal com realce por contraste particularmente com exame em fase arterial precoce, permite a detecção de alterações no tecido pancreático afetado. Nos casos de necrose pancreática e formação de abscesso, a fina colimação e estreito intervalo entre os cortes melhoram a detecção de alterações precoces. O realce vascular é particularmente valioso na demonstração de complicações, tais como pseudo-aneurisma das artérias esplênicas e hepáticas, trombose da veia portal com transformação cavernosa e trombose da veia esplênica.

Câncer pancreático permanece como um doença sombria, com uma taxa de sobrevida de menos que 5%. No entanto, em pacientes que possuem tumores definidos sem disseminação local, adenopatia, ou envolvimento vascular, um procedimento de Whupple seguido por terapia adjuvante pode fornecer uma taxa de 40% de sobrevida de cinco anos.

A TC helicoidal fornece classificação mais precisa da doença do que qualquer outra técnica. A imagem tridimensional pode ser especialmente valiosa nestes pacientes para a definição de suprimento vascular e invasão precoce.

Uma vantagem adicional da TC helicoidal nos pacientes com câncer pancreático, é a detecção de metástases no fígado. A metástase no fígado nestes pacientes é normalmente pequena (cerca de 1 cm) e pode ser desprezada no rastreamento pela TC padrão. A TC helicoidal pode fornecer uma abordagem com precisão de 90% para estas lesões.

RINS:

A TC helicoidal oferece várias vantagens significativas na avaliação de patologia renal, se colocando à frente das técnicas de exame por imagem dos rins. Como em outras aplicações, as vantagens principais são a obtenção de conjuntos de dados volumétricos e a possibilidade de ter a imagem durante várias fases do realce por contraste. A imagem pode ser realizada nas fases arterial, medular cortical, ou de equilíbrio do realce renal.

Nos pacientes com doença inflamatória renal, o diagnóstico por imagem normalmente não é realizado a menos que o diagnóstico seja duvidoso ou se suspeite de complicações. Nestes casos, a imagem da fase medular cortical é normalmente valiosa na detecção de alterações sutis da pielonefrite aguda. Em alguns casos, no entanto, as mudanças são apenas vistas em imagens de fases tardias. O exame de ambas as fases é recomendado nos pacientes com doença inflamatória ou com suspeita.

Uma combinação de imagens de fases arterial, medular cortical e tardia, é ideal para a detecção e avaliação de massas renais e classificação de tumores renais.

O estudo da fase arterial é ideal para a avaliação do suprimento arterial, particularmente quando uma nefrectomia parcial está por ser realizada. O estudo da fase arterial também é útil para a avaliação do fígado para metástase vascular. O estudo da fase cortical medular é útil para descrever os padrões de realce venoso do rim e a permeabilidade da veia renal e da veia inferior.

Além destas aplicações clássicas na doença inflamatória renal e doença neoplásica, a TC helicoidal permite novas aplicações vasculares. Isto inclui a avaliação de estenose arterial renal, tanto quanto a avaliação de potenciais doadores de rins.

APLICAÇÕES VASCULARES:

A angioTC helicoidal aumentou em muito o papel da TC no estudo vascular. A angioTC tem sido utilizada em muitas áreas. As aplicações para as quais a angioTC tem apresentado boa correlação com a angiografia padrão, inclui a avaliação das artérias renais, das artérias carótidas e circulação intra craniana.

Uma abordagem especialmente promissora envolve reconstrução em 3D das estruturas vasculares. A informação que estes estudos fornecem ao médico examinador pode igualar ou exceder aquela da angiografia tradicional ou venografia, a custos mais baixos, com menos desconforto para o paciente ou complicações potenciais.

A angioTC também pode ser combinada com os estudos tradicionais de TC para acentuar sua utilidade na definição da extensão da doença e no planejamento cirúrgico. Por exemplo, no planejamento pre-cirúrgico para uma resseção hepática, a angioTC em 3D pode definir a anatomia vascular específica arterial, incluindo a origem da artéria hepática. A localização específica de um tumor em relação aos segmentos hepáticos individuais, baseado na anatomia hepática venosa, é útil na determinação da ressecabilidade.

TRAUMA E APLICAÇÕES NO SISTEMA MÚSCULO-ESQUELÉTICO:

A TC é o resultado a ser escolhido para muitos pacientes com trauma considerável. A TC geralmente fornece avaliações precisas do cérebro, tórax e abdome. A TC helicoidal permite exames mais rápidos, tornando possível a obtenção de imagens mesmo com a mínima cooperação do paciente. Os exames do tórax e abdome podem ser completados totalmente em um minuto. E, para a avaliação dos ossos da pélvis, a angioTC pode ser realizada para avaliar a aorta abdominal inferior e os vasos ilíacos, normalmente sobrepujando a necessidade de angiografia padrão.

Outra aplicação potencial para a TC helicoidal no estudo músculo-esquelético envolve disfunções congênitas ou adquiridas.

Um exame rápido de 30 segundos é de longe mais eficiente do que múltiplas repetições de raios X em um paciente que provavelmente não seja capaz de cooperar.

Uma das principais vantagens da TC helicoidal no estudo músculo-esquelético, geralmente é a qualidade do conjunto de dados para reconstituição de imagens multiplanares e em 3D. Em casos de traumas complexos, as imagens multiplanares e em 3D são essenciais para o preciso mapeamento da extensão total da lesão.

A Tomografia Computadorizada Helicoidal representa a grande novidade do exame de Tomografia.

Numerosos estudos têm sido feitos para avaliar as vantagens e desvantagens da Tomografia Computadorizada comparada com outras técnicas de imagem, tais como o ultra-som, Ressonância Magnética, angiografia convencional, medicina nuclear e estudos com bário. A Tomografia Computadorizada tem provado consistentemente ser mais rápida, estudo não invasivo de alta sensibilidade e especificidade para a presença ou ausência de doença. Desenvolvimentos contínuos na Tomografia Computadorizada provavelmente aumentarão estas vantagens, levando a um cuidado melhor do paciente e uma relação custo-benefício cada vez mais baixa.

PRINCIPAIS INDICAÇÕES DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA HELICOIDAL

TÓRAX:

    • Avaliação de possíveis metástases no pulmão.
    • Avaliação de um nódulo solitário pulmonar.
    • Avaliação de mediastino e hilo.
    • Avaliação de artérias pulmonares para suspeita de embolia pulmonar.
    • Avaliação da aorta.
    • Avaliação de trauma torácico.
    Estadiamento de tumores.

ABDOME:

    • Avaliação do fígado para possíveis metástases.
    • Avaliação de doença parenquimatosa do fígado.
    • Avaliação do pâncreas para pancreatite ou carcinoma.
    • Avaliação das adrenais.
    • Avaliação dos rins.
    • Avaliação do intestino delgado e cólon.
    • Avaliação da pélvis, incluindo órgãos ginecológicos.
    • Avaliação do abdome agudo.
    • Avaliação do paciente traumatizado.
    Estadiamento de tumores.

MÚSCULO-ESQUELÉTICO:

    • Avaliação de trauma.
    • Avaliação de partes moles, inflamação e infecção muscular.
    Avaliação de suspeita de tumores do sistema músculo-esquelético..

TRABALHOS ACADÊMICOS: NORMAS DA ABNT

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TRABALHOS ACADÊMICOS: NORMAS DA ABNT

O objetivo destas normas é o de uniformizar a publicação de conhecimentos. Todas as normas estão sujeitas a atualização sem periodicidade estipulada.

Aqui você tem um modelo de como fazer

Novas Regras em 27 de Abril 2011 – Veja o que mudou.

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 1: O TEMA

Indice:

NBR 14724:2001 Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação
– Informações pré-textuais
– Informações textuais
– Informações pós-textuais
– Formas de apresentação
NBR 10520:2001 Informação e documentação – Apresentação de citações em documentos
– Regras gerais
NBR 6023:2000 Informação e documentação- Referências- Elaboração

NBR 14724:2001 Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação

Dissertação: muito conhecido como “tese de mestrado”, o que não existe.
Tese: termo utilizado somente para trabalhos que visam o título de “doutor”.
Trabalho acadêmico: trabalho de graduação ou conclusão de curso, são os trabalhos denominados TCC, TG, TGI e outros.
A estrutura do trabalho é composta por 03 partes: Pré-textuais; Textuais e Pós-textuais.
Para cada etapa existem informações obrigatórias e opcionais.

Pré-textuais:

Capa (obrigatório): nome do autor; título; subtítulo (se houver); número de volumes (quando houver mais de um); local da instituição onde será apresentado; ano de entrega.

Folha de rosto (obrigatório): Anverso: a) nome do autor; b) título (deve ser claro, preciso e identificar o conteúdo do trabalho); c) subtítulo (se houver, deve evidenciar sua subordinação, através do sinal de dois pontos; d) número de volumes (se houver mais de um, deve constar em cada respectiva folha de rosto; e) natureza (dissetação, tese e outros) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e outros), nome da instituição a que é submetido, área de concentração; f) nome do orientador e, se houver, do co-orientador; g) local da instituição e h) ano da entrega. Verso: Deve conter apenas a ficha catalográfica.

Errata (opcional): deve ser logo em seguida da folha de rosto, se houver erro e, encartada ou avulsa acrescida ao trabalho depois de impresso. Ex.:
ERRATA

Folha Linha Onde se lê Leia-se
32 3 publiação publicação

Folha de aprovação (obrigatório): contém autor, título e subtítulo se houver, local e data de aprovação, nome, assinatura e instituição dos membros componentes da banca examinadora.

Dedicatória (opcional): o autor presta homenagem ou dedica seu trabalho.

Agradecimentos (opcional): àqueles que contribuíram de maneira relevante, ou mesmo instituições de fomento (Fapesp, Capes, CNPq etc.)

Epígrafe (opcional): o Elemento opcional, traz a citação de um pensamento, que de certa forma serviu de base ao trabalho, seguida de seu autor.

Resumo na língua vernácula (obrigatório): deve ser um texto claro e conciso, não apenas tópicos. Precisa ser objetivo para não passar de 500 palavras no máximo. E, logo em seguida, apresentar as palavras mais representativas do conteúdo do texto, ou seja as palavras-chave.

Resumo em língua estrangeira (obrigatório): idêntico ao ítem anterior, apenas em língua estrangeira.

Sumário (obrigatório): consiste na enumeração das principais divisões, seções e outras partes do trabalho, na mesma seqüência em que aparecem. Não tem o mesmo objetivo do índice.

Lista de ilustrações (opcional): deve apresentar na mesma ordem em que aparece no texto. Recomenda-se uma lista para cada tipo de ilustração. Ex.: (quadros, gráficos, plantas etc.)

Lista de abreviaturas e siglas (opcional): relação em ordem alfabética, seguida das palavras ou expressões correspondes grafadas por extenso. Recomenda-se uma lista para cada tipo.

Lista de símbolos (opcional): deve apresentar na mesma ordem em que aparece no texto, com seu devido significado.

Textuais

Introdução: deve constar a delimitação do assunto tratado, objetivos da pesquisa e demais elementos necessários para situar o tema.

Desenvolvimento: parte principal, contém a exposição ordenada e pormenorizada do assuntos, divide-se em seções e subseções. Varia em função da abordagem do tema e método.

Conclusão: parte final, apresentam conclusões correspondentes aos objetivos ou hipóteses.

Pós-textuais

Referências (obrigatório): conjunto padronizado de informações retiradas do material informacional consultado.

Apêndice (opcional): texto utilizado quando o autor pretende complementar sua argumentação. São identificados por letras maiúsculas e travessão, seguido do título. Ex.:
APÊNDICE A – Avaliação de células totais aos quatro dias de evolução

Anexo (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor para comprovar ou ilustrar. São identificados por letras maiúsculas e travessão, seguido do título. Ex.:
ANEXO A – Representação gráfica de contagem de células

Glossário (opcional): lista alfabética de expressões técnicas de uso restrito, utilizadas no texto e suas respectivas definições.

Formas de Apresentação

Formato: papel em branco, formato A4 (21,0 cm X 29,7 cm), digitados no anverso da folha. Recomenda-se a fonte tamanho 12 para o texto e tamanho 10 para as citações longas e notas de rodapé.Margem: esquerda e superior de 3,0 cm e direita e inferior de 2,0 cm.

Espacejamento: todo o texto deve ser digitado com 1,5 de entrelinhas. As citações longas, as notas, as referências e os resumos devem ser digitados em espaço simples. Os títulos das seções devem ser separados do texto que os sucede por uma entrelinha dupla ou dois espaços simples.

Notas de rodapé: digitadas dentro da margem, ficam separadas com espaço simples de entrelinhas e um filete de 3,0 cm a partir da margem esquerda.

Indicativo de seção: o indicativo numérico precede seu título, alinhado à esquerda, somente com o espaço de um caractere. Para os títulos sem indicação numérica, ficam centralizados.

Paginação: a numeração é colocada a partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos, no canto superior da folham a 2,0 cm da borda superior, ficando o último algarismo da borda direita da folha. Se o trabalho tiver mais de um volume a seqüência deve ser mantida no volume seguinte, a partir do texto principal.

Numeração progressiva: é utilizada para destacar o conteúdo do trabalho. Pode-se usar demais recursos existentes, como caixa alta, negrito etc.

Citação: menção de uma informação extraída de outra fonte. Abreviaturas e siglas: quando aparecem pela primeira vez, deve-se colocar por extenso e a sigla entre parênteses.

Equações e fórmulas: aparecem destacadas no texto, de forma a facilitar sua leitura. Na seqüência normal do texto, é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte por exemplo, expoentes, índices etc. Quando destacadas devem ser centralizadas. Quando fragmentadas, por falta de espaço, devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição, subtração, multiplicação e divisão.

Ilustrações: Figuras: elementos autônomos que explicam ou complementam o texto. Qualquer que seja seu tipo (gráfico, planta, fotografia etc.) deve ter sua identificação como “Figura” seguida de seu número de seqüência de ocorrência no texto em algarismos arábicos. A legenda deve ser breve e clara. Tabelas: de caráter demonstrativo, apresentam informações tratadas estatisticamente. O título aparece na parte superior, precedido da palavra “Tabela” seguida de seu número de seqüência de ocorrência no texto em algarismos arábicos. Para tabelas reproduzidas, é necessário a autorização do autor, mas não é preciso esta menção. Se não couber em uma única folha, deve ser continuada na folha seguinte e, nesse caso, não é delimitada por traço horizontal na parte inferior, sendo o título e o cabeçalho repetidos na nova folha. As separações horizontais e verticais para divisão dos títulos das colunas e para fechá-las na parte inferior, evitando separação entre linhas e colunas. Para os dois casos, sua inserção deve estar próxima ao texto respectivo.

NBR 10520:2001 Informação e documentação – Apresentação de citações em documentos

Existem 04 definições para citação:
Citação: menção, no texto, de uma informação extraída de outra fonte;
Citação direta: transcrição textual do autor consultado;
Citação indireta: transcrição livre do autor consultado;
Citação de citação: transcrição direta ou indireta em que a consulta não tenha sido no trabalho original.

Regras Gerais

1- Quando o(s) autor(es) citado(s) estiver no corpo do texto a grafia deve ser em minúsculo, e quando estiver entre parênteses deve ser em maiúsculo.

2- Devem ser especificadas, o ano de publicação, volume, tomo ou seção, se houver e a(s) página(s).

3- A citação de até 03 linhas acompanha o corpo do texto e se destaca com dupla aspas. Exemplos:
Barbour (1971, v.21, p. 35) descreve “o estudo da morfologia dos terrenos”
“Não se mova, faça de conta que está morta” (CLARAC; BONNIN, 1985, p. 72)

4- Para as citações com mais 03 linhas, deve-se fazer um recuo de 4,0 cm na margem esquerda, diminuindo a fonte e sem as aspas. Exemplo:
Devemos ser claros quanto ao fato de que toda conduta eticamente apropriada pode ser guiada por uma de duas máximas fundamentalmente e irreconciliavelmente diferentes: a conduta pode ser orientada para uma “ética das últimas finalidades”, ou para uma “ética da responsabilidade”. Isso não é dizer que uma ética das últimas finalidades seja idêntica à irresponsabilidade, ou que a ética de responsabilidade seja idêntica ao oportunismo sem princípios (WEBER, 1982, p.144).

5- Para citações do mesmo autor com publicações em datas diferentes, e na mesma seqüência, deve-se separar as datas por vírgula. Exemplo:
(CRUZ, 1998, 1999, 2000)

6- Nas citações que aparecerem na seqüência do texto podem ser referenciadas de maneira abreviada, em notas:
– apud – citado por, conforme, segundo;
– idem ou id – mesmo autor;
– ibidem ou ibid – na mesma obra;
– opus citatum, opere citato ou op. cit. – obra citada;
– passim – aqui e ali (quando foram retirados de intervalos);
– loco citato ou loc. Cit. – no lugar citado;
– cf. – confira, confronte;
– sequentia ou et seq. – seguinte ou que se segue.
Somente a expressão apud pode ser usada no decorrer do texto.

7- Para a monografia, o autor deverá escolher qual o tipo de chamada usará:
– Autor-data: quando a chamada para a citação é feita pelo sobrenome do autor e a data de publicação, ou
– Numérico: quando a chamada é feita pelo número correspondente na lista de referências bibliográficas, previamente alfabetada.

NBR 6023:2000 Informação e documentação- Referências- Elaboração

Monografia no todo

AUTOR(es)//Título:/subtítulo (se houver).//Indicação de responsabilidade se houver).//Edição.//Local:/Editora,/Ano.//Dados complementares (características físicas, Coleção, notas e ISBN)

1 autor:
MOTTA, Fernando C. P. Teoria geral da administração: uma introdução. 22.ed. São Paulo: Pioneira, 2000.

2 autores:
LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane P. Management information systems: new approaches to organization & technology. 5 th ed. New Jersey: Prentice Hall, 1998.

3 autores:
BIDERMAN, C.; COZAC, L. F. L.; REGO, J. M. Conversas com economistas brasileiros. 2.ed. São Paulo: Ed. 34, 1997.

Mais de 03 autores (nestes casos, acrescenta-se a expressão et al, após o primeiro autor):
SLACK, N. et al. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 1997.

Teses e Dissertações

MIYAMOTO, S. O Pensamento geopolítico brasileiro: 1920-1980. 1981. 287f. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo

Manual

BRASÍLIA. Ministério da Fazenda. Secretaria do Tesouro Nacional. Sistema integrado de administração financeira do governo federal. Brasília, 1996. 162 p. (Manual SIAF, 5).

Parte de monografia

AUTOR(es).//Título:/subtítulo da parte(se houver).//In:/Referência completa da monografia no todo.//informar ao final a paginação correspondente à parte.

Capítulo de livro

ROVIGHI, S. V. Ontologia existencial e filosofia da existência. In: ________. História da filosofia contemporânea: do século XIX à neoescolástica. Tradução por Ana Pareschi Capovilla. São Paulo : Loyola, 1999. Cap. 15, p. 397-412.

Informações retiradas da Internet

AUTOR(es).//Título:/subtítulo da parte ou do todo .//Edição.//Local:/Editora, /Data.//Descrição física do meio ou suporte.

No caso de documentos online, apresentar a URL entre os sinais<> precedido das expressão “Disponível em:” finalizando com a data de acesso como mostra o exemplo abaixo.

ENCICLOPÉDIA da música brasileira. São Paulo, 1998. Disponível em:
<http://www.uol.com.br/encmusical/> . Acesso em: 16 ago. 2001

Publicação periódica

TÍTULO.//Local de publicação:/Editora,/Data de ínicio da coleção e encerramento (quando houver).//Periodicidade.//ISSN.

REVISTA BRASILEIRA DE ECONOMIA. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1947- . Trimestral. ISSN 0034-7140

Parte de publicação periódica

AUTOR(es).//Título do artigo:/subtítulo quando houver.//Título da publicação.//volume, número,/página inicial e final do artigo.//Data de publicação.

REZENDE, C. S.; REZENDE, W. W. Intoxicações exógenas. Revista Brasileira de Medicina . v. 59, n. 1/2, p. 17-25. jan./fev. 2002.

VEJA TAMBÉM EM TRABALHOS ESCOLARES
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MODELO NORMAS DA ABNT 2011

NBR 14724 NORMAS ABNT NOVAS REGRAS

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 1: O TEMA

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 2 – ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 3: DOUTRINA E METODOLOGIA

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 4: ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 5: ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 6: CITAÇÕES E RODAPÉ

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 7: EXPRESSÃO, ABREVIATURA

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 8: ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

CURSO COMO FAZER MONOGRAFIA PARTE 9: ENCADERNAÇÃO E CDROOM

FILOSOFOS BRASILEIROS

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PRINCIPAIS FILÓSOFOS BRASILEIROS

10 FILÓSOFOS BRASILEIROS

Olavo de Carvalho:

10 Filósofos Brasileiros - Olavo de Carvalho

O filósofo e professor Olavo de Carvalho é o mais importante pensador brasileiro da atualidade. Olavo conquista o leitor por suas idéias vigorosas, expressas numa eloquência franca e contundente que alia o rigor lógico e a erudição ao mais temível senso de humor. Nas palavras do poeta Bruno Tolentino, “a capacidade de desenterrar do pensamento antigo novas idéias aptas a lançar luz sobre o presente é a marca do verdadeiro erudito; a capacidade de encarar os problemas do presente com aquela coragem radical apta a trazer à luz os fundamentos últimos do conhecimento é a marca de algo mais que o mero filósofo-padrão de hoje em dia.”

Olavo de carvalho (1947) é um filósofo, ensaísta, kornalista e professor brasileiro. Considerado um polemista e um dos poucos representantes do pensamento conservador no Brasil, juntamente com o jornalista Reinaldo Azevedo. Escreve e edita o jornal online Mídia sem Máscara. Sua crítica focaliza-se no combate ao comunismo, ao meio intelectual brasileiro, aos grupos de esquerda e à chamada Nova Ordem Mundial.

Olavo Luiz Pimentel de Carvalho (1947) nasceu em Campinas, São Paulo, no dia 26 de abril de 1947. Começou a sua carreira como jornalista na Empresa Folha da Manhã S/A e posteriormente trabalhou na revista Planeta. Foi articulista dos jornais Folha de São Paulo e O Globo, e da revista Bravo.

Olavo de Carvalho chegou a estudar filosofia na PUC do Rio de Janeiro, mas não terminou o curso, que foi extinto, por conta da morte do professor e diretor do curso Pe. Stanislavs Ladusans. Ainda assim, escreveu e apresentou dois trabalhos acadêmicos: “Estrutura e Sentido da Enciclopédia das Ciências Filosóficas de Mário Ferreira dos Santos” e “Leitura Analítica da ‘Crise da Filosofia Ocidental’ de Vladimir Soloviev”.

Olavo de Carvalho optou, em contraponto às atividades jornalísticas, pelo estudo da filosofia de forma autodidata. Estudou bastante religiões comparadas, astrologia tradicional (atuou como astrólogo e criou uma leitura astrológica própria, a astrocaracterologia). Estudou as artes liberais, modelo de iniciação aos estudos superiores medievais. Assim que estava preparado, passou a elaborar apostilas que se tornariam livros e a atuar como professor por conta própria em aulas particulares.

A partir dos anos 90, publicou seus escritos em livros, entre eles: “Aristóteles em Nova Perspectiva: introdução à Teoria dos Quatro Discursos” (1996), “O Imbecil Coletivo: Verdades Inculturais Brasileiras” (1996) (best-seller que tinha como teor, a crítica aos intelectuais e formadores de opinião brasileiros), O Jardim das Aflições: De Epicuro à Ressurreição de César – Ensaio Sobre o Materialismo e a Religião Civil (2000), “O Mínimo que Você Precisa Saber Para Não Ser um Idiota” (2013).

Uma das principais ideias de Olavo de Carvalho é de que a consciência do indivíduo deve ser preservada do coletivismo representado pelo estado, pelas instituições e meios de comunicação ou quaisquer grupos de opinião. É declaradamente um pensador de ordem conservadora que combate a tirania das ditaduras e do comunismo.

Olavo de Carvalho vive nos EUA, de onde escreve para o Jornal impresso, Diário do Comércio e para o jornal online Mídia sem Máscara. Realiza aulas de filosofia presenciais e online, além de escrever ensaios. A obra filosófica e ensaística de Carvalho foi elogiada por personalidades como Paulo Francis, José Sarney, Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro. Possui cerca de 21 livros publicados.

Rui Barbosa:

10 Filosofos Brasileiros

Rui Barbosa foi, sem dúvida, um dos mais importantes personagens da História do Brasil. Rui era dotado não apenas de inteligência privilegiada, mas também de grande capacidade de trabalho. Essas duas características permitiram-lhe deixar marcas profundas em várias áreas de atividade profissional: no campo do direito – seja como advogado, seja como jurista -, do jornalismo, da diplomacia e da política.
Foi deputado, senador, ministro e candidato à Presidência de República em duas ocasiões, tendo realizado campanhas memoráveis. Seu comportamento sempre revelou sólidos princípios éticos e grande independência política. Participou de todas as grandes questões de sua época, entre as quais a Campanha Abolicionista, a defesa da Federação, a própria fundação da República, e a Campanha Civilista.

Rui Barbosa (1849-1923) nasceu em Salvador, Bahia, no dia 05 de novembro de 1849. Filho de João José Barbosa de Oliveira, médico, deputado provincial e diretor da Instrução Pública da Bahia, e de Maria Adélia Barbosa de Oliveira, recebeu educação rigorosa, com cinco anos foi para a escola e em poucos dias já sabia ler e conjugar verbos. Em casa recebia aulas de piano e oratória. Era uma criança triste e sobrecarregada de estudos. Era obrigado, pelo pai, a ler os clássicos portugueses. Com dez anos recitava Camões e Vieira.

Rui Barbosa foi candidato à presidência da república em 1909, quando o escolhido foi o Marechal Hermes da Fonseca. Em 1919, o nome de Rui surgiu com fortes possibilidades de ser indicado pelo Partido Republicano, mas Rui se recusou comparecer à convenção, mas mesmo assim recebeu 42 votos. Epitácio Pessoa, paraibano, apoiado por São Paulo e Minas, venceu com 139 votos.

Embora derrotado, Rui Barbosa era respeitado nacionalmente. Foi convidado para chefiar a delegação do Brasil na Liga das Nações, mas recusou o convite. Em 10 de março de 1921, em ofício ao Senado, mostrando sua descrença na velha República, que os princípios e a lealdade que consagrou sua vida pública eram corpo estranho na política brasileira.

Rui Barbosa faleceu em Petrópolis, Rio de janeiro, para onde foi se convalescer de uma pneumonia, no dia 1º de março de 1923. Foi sepultado em Salvador, Bahia, na galeria subterrânea do Palácio da Justiça – Fórum Rui Barbosa.

Miguel Reale:

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Filósofo, Jurista e Imortal. Ética, dignidade, competência e devoção às causas do direito e da humanidade, são características essenciais de Miguel Reale, que na glória de seus noventa anos, ensina com sábia proficiência que o operador do direito, sobretudo o advogado, deve buscar a justiça através do conhecimento científico apurado.

Filho do médico italiano Braz Reale e de Felicidade Chiarardia Reale, Miguel Reale ocupava a cadeira de número 14 da Academia Brasileira de Letras desde o dia 16 de janeiro de 1975. Politicamente definia-se como liberal social.

Foi supervisor da comissão elaboradora do Código Civil brasileiro de 2002, cujo projeto foi posteriormente sancionado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, tornando-se a Lei n. 10.406/02, base do nosso novo Código Civil.

Nesse teor de idéias, lançou-se, ainda moço, na defesa de uma tese contrapunha-se à redução normativista de Hans Kelsen: a “Teoria Tridimensional do Direito”, que se tornaria mundialmente conhecida. Em 1941 tornou-se catedrático de Filosofia do Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. No ano seguinte foi nomeado membro do “Conselho Administrativo do Estado”, cargo que exerceu até 1944.

A bibliografia de Miguel Reale compreende obras de filosofia, filosofia jurídica, teoria geral do direito, teoria geral do Estado, além de monografias e estudos em quase todos os ramos do direito público e privado, e até poesia. Entre outras, podem-se destacar “Filosofia do Direito” (1953); “Pluralismo e Liberdade” (1963); “Teoria Tridimensional do Direito” (1968); “Experiência e Cultura” (1977); “A Filosofia na Obra de Machado de Assis” (1982); “De Tancredo a Collor” (1992); “Face Oculta de Euclides de Cunha” (1993) e “Paradigmas da Cultura Contemporânea” (1996).

É muito extensa a lista de títulos honoríficos bem como de medalhas e condecorações que recebeu, tanto em nível nacional quanto internacional.

Miguel Reale era pai de três filhos, incluindo o também jurista Miguel Reale Jr., ex-ministro de Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso.

Luiz Vilela:

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Nasceu em Ituiutaba, MG, em  1942). Filósofo, romancista e contista. Estreou na literatura aos 24 anos, com o livro de contos Tremor de terra, pelo qual recebeu o Prêmio Nacional de Ficção em Brasília. Participou de vários projetos literários como A Revista e a Página dos Novos, editada pelo jornal Estado de Minas. Foi, também, premiado no I e II Concurso Nacional de Contos, do Paraná. Seus contos, romances e novelas já foram traduzidos em vários países, como Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra, Itália, Suécia, Polônia, República Tcheca, Argentina, Paraguai, Chile, Venezuela, Cuba e México. Alguns de seus livros: Tremor de terra (1967),  O fim de tudo (1973), livro de contos com o qual ganhou o Prêmio Jabuti, Lindas pernas (1979),  Entre amigos (1983), Os melhores contos de Luiz Vilela (1988), Te amo sobre todas as coisas (1994), Boa de garfo e outros contos (2000), Histórias de família (2001), A cabeça (2002), Bóris e Dóris (2006). Seu lançamento mais recente é o romance Perdição (2008). É considerado um dos melhores contistas da atualidade, e  depois de alguns períodos morando em São Paulo, nos EUA e na Espanha, vive atualmente em sua cidade natal.

Marcia Tiburi:

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Marcia Tiburi é graduada em filosofia e artes e mestre e doutora em filosofia (UFRGS, 1999). Publicou diversos livros de filosofia, entre eles  “As Mulheres e a Filosofia” (Ed. Unisinos, 2002), Filosofia Cinza – a melancolia e o corpo nas dobras da escrita (Escritos, 2004); “Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero” (EDUNISC, 2008), “Filosofia em Comum” (Ed. Record, 2008), “Filosofia Brincante” (Record, 2010), “Olho de Vidro” (Record 2011), “Filosofia Pop” (Ed. Bregantini, 2011) e Sociedade Fissurada (Record, 2013), Filosofia Prática, ética, vida cotidiana, vida virtual (Record, 2014). Publicou também romances: Magnólia (2005), A Mulher de Costas (2006) e O Manto (2009) e Era meu esse Rosto (Record, 2012). É autora ainda dos livros Diálogo/desenho (2010), Diálogo/Dança (2011), Diálogo/Fotografia (2011) e Diálogo/Cinema (2013) e Diálogo/Educação (2014), todos publicados pela editora SENAC-SP. É professora do programa de pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Mackenzie e colunista da revista Cult.

Gilda de Mello e Souza:

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Foi uma filósofa, crítica literária, ensaísta e professora universitária brasileira.
Passou a infância na fazenda dos pais, em Araraquara, cidade do interior paulista, mas retorna a São Paulo em 1930 para estudar. Ingressou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo em 1937, bacharelando-se em Filosofia em 1940.
Uma das principais pesquisadoras na área de estética e filosofia da arte, era esposa do crítico literário e professor Antonio Cândido de Mello e Souza, com quem teve três filhas.

Nasceu em São Paulo em 1919. Passou a infância na fazenda de seus pais em Araraquara, vindo para São Paulo em 1930 para fazer o curso secundário no Colégio Stafford, onde se diplomou no fim de 1934.

Em 1937, ingressou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, recebendo em 1940 o grau de bacharel em filosofia. No mesmo ano, fez o curso de formação de professores e recebeu o grau de licenciada.

Fez parte do grupo que em 1941 fundou a revista Clima, em cuja produção sempre colaborou e na qual publicou artigos e contos. Em 1943, foi nomeada assistente da Cadeira de Sociologia I, então ocupada por Roger Bastide. Em 1950, recebeu o grau de doutora em ciências sociais com a tese A moda no século XIX, publicada em 1952 na Revista do Museu Paulista.

Em 1954, a convite do professor João Cruz Costa, passou a encarregada da disciplina de Estética no Departamento de Filosofia, do qual foi diretora de 1969 a 1972, tendo fundado a revista Discurso. Recebeu em 1999 o título de professora emérita da FFLCH/USP.

Gilda de Mello e Souza é autora de obras como O tupi e o alaúde: uma interpretação de Macunaíma (1979), Exercícios de leitura (1980), Os melhores poemas de Mário de Andrade. Seleção e apresentação (1988), O espírito das roupas: a moda no século XIX (1987), A ideia e o figurado (2005).

Newton Carneiro Affonso da Costa:

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É um matemático, lógico e filósofo brasileiro, de reputação internacional devido principalmente aos seus trabalhos em lógica. Conseguiu três graduações pela Universidade Federal do Paraná: em 1952 formou-se em engenharia civil, e em 1955 e 1956 obteve o bacharelado e licenciatura em Matemática ambos pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.

Paranaense nascido em Curitiba há 78 anos, casado, pai de uma filha e dois filhos e avô de duas netas, talvez tenha mais motivos que os demais pesquisadores para se entusiasmar ao falar do próprio trabalho. Ele é reconhecido no Brasil e exterior – provavelmente mais no exterior – como autor de uma teoria original criada a partir de 1958, mas muito citada e aplicada de 1976 para frente, quando finalmente ganhou o nome pelo qual ficou conhecida, a lógica paraconsistente. Trata-se de uma teoria que permite trabalhar com situações e opiniões contraditórias. Não à toa, é chamado pelos discípulos e colaboradores de “pensador da contradição”.

Costa formou-se engenheiro na Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1952 e chegou a trabalhar por 1 ano no ramo, na empreiteira do pai de sua mulher. Mas parou de resistir à própria vocação e cursou matemática, fez licenciatura na mesma área e virou professor e pesquisador em tempo integral na UFPR, ganhando menos da metade do que ganhava na empreiteira. Lá fez seu doutorado e virou catedrático. Nos anos 1960 migrou para o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME/USP) e ficou 2 anos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Nos dois lugares foi professor titular.

Passou por instituições da Austrália, França, Estados Unidos, Polônia, Itália, Argentina, México e Peru como professor visitante ou pesquisador. Tem mais de 200 trabalhos publicados entre artigos, capítulos e livros. Entre outros prêmios, ganhou o Moinho Santista e o Jabuti em Ciências Exatas. Na segunda quinzena deste mês, a editora Hucitec vai relançar três de seus livros esgotados há muitos anos. São eles: Introdução aos fundamentos da matemática, de 1961, Ensaio sobre os fundamentos da lógica, de 1979, e Lógica indutiva e probabilidade, de 1990.

Quando se aposentou do IME/USP, Newton da Costa tornou-se professor titular da Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas e Letras da USP e passou a estudar e ensinar filosofia da ciência. Há 4 anos decidiu morar perto dos dois filhos em Florianópolis e lecionar filosofia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Sua paixão pela pesquisa e ensino continua intacta.

Paulo Reglus Neves Freire:

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Nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco. Foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.

Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no Brasil (1964-1985), sendo preso e forçado ao exílio.

O educador apresentou uma síntese inovadora das mais importantes correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos.

A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.

A carreira no Brasil foi interrompida pelo golpe militar de 31 de março de 1964. Acusado de subversão, ele passou 72 dias na prisão e, em seguida, partiu para o exílio. No Chile, trabalhou por cinco anos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Nesse período, escreveu o seu principal livro: Pedagogia do Oprimido (1968).

Em 1969, lecionou na Universidade de Harvard (Estados Unidos), e, na década de 1970, foi consultor do Conselho Mundial das Igrejas (CMI), em Genebra (Suíça). Nesse período, deu consultoria educacional a governos de países pobres, a maioria no continente africano, que viviam na época um processo de independência.

No final de 1971, Freire fez sua primeira visita a Zâmbia e Tanzânia. Em seguida, passou a ter uma participação mais significativa na educação de Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. E também influenciou as experiências de Angola e Moçambique.

Em 1980, depois de 16 anos de exílio, retornou ao Brasil, onde escreveu dois livros tidos como fundamentais em sua obra: Pedagogia da Esperança (1992) e À Sombra desta Mangueira (1995). Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, foi secretário de Educação no Município de São Paulo, sob a prefeitura de Luíza Erundina.

Freire teve cinco filhos com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira. Após a morte de sua primeira mulher, casou-se com uma ex-aluna, Ana Maria Araújo Freire. Com ela viveu até morrer, vítima de infarto, em São Paulo.

Doutor Honoris Causa por 27 universidades, Freire recebeu prêmios como: Educação para a Paz (das Nações Unidas, 1986) e Educador dos Continentes (da Organização dos Estados Americanos, 1992).

Plínio Salgado:

10 Filósofos Brasileiros

Foi um político, escritor, jornalista, intelectual e teólogo brasileiro que ajudou a fundar a Ação Integralista Brasileira, tornando-se o chefe deste movimento nacional. Filho de um coronel e de uma professora, Plínio Salgado nasceu no dia 22 de janeiro de 1895, na cidade de São Bento do Sapucaí, interior de São Paulo. Durante a sua infância, foi uma criança participativa na escola e gostava principalmente de matérias como matemática e geometria. Depois da morte de seu pai, quando tinha somente 16 anos passou a se interessar mais profundamente por filosofia e psicologia.
Após um período morando em Minas Gerais e em São Paulo, voltou a sua cidade natal quatro anos mais tarde para fundar um jornal semanal com o nome de “Correio de São Bento”. Também publicava crônicas na “Revista do Brasil”. Devido ao seu grande trabalho como jornalista, ficou conhecido por seus colegas de profissão em São Paulo e foi convidado para trabalhar no “Correio Paulistano”.

Iniciou-se na política em 1918, participando da fundação do Partido Municipalista, que reunia líderes de cidades da região do Vale do Paraíba (SP). A morte de sua jovem esposa, alguns dias depois do nascimento de sua primeira filha, fez com que ele abandonasse o estudo dos filósofos materialistas, passando a ler Raimundo Farias Brito e Jackson Figueiredo, pensadores católicos brasileiros.

Mudou-se para São Paulo onde trabalhava como jornalista e escritor, publicando os livros “ O estrangeiro” e “Literatura e Política”. Foi um dos ideólogos do Movimento Verde-Amarelo (tendência nacionalista do modernismo) junto com Cassiano Ricardo, Menotti del Picchia e Cândido Mota Filho. O movimento era caracterizado por ser de cunho nacionalista, anticomunista, antiliberal e anti-semita, cujo lema era “Deus, pátria e família”. Foi o primeiro movimento no Brasil a aceitar negros e mulheres. Ingressou também no Partido Republicano Paulista (PRP), por onde foi eleito deputado estadual. Em 1930, impressionou-se durante uma viagem a Itália, com Mussolini e ficou com a ideia de criar um movimento nos moldes fascista. Ao voltar para o Brasil, apoiou a candidatura de Júlio Prestes contra Getúlio Vargas para as eleições de Presidente da República.

Dois anos depois, formou a Sociedade de Estudos Políticos (SEP), que contava com intelectuais simpatizantes do fascismo. A SEP possuía uma comissão técnica, a chamada Ação Integralista Brasileira (AIB), que tinha como objetivo comunicar para a população em linguagem mais simples as suas bases doutrinárias. Em cinco anos, a AIB já conhecida como partido político, reunia 25 mil simpatizantes. Neste mesmo ano, Plínio candidatou-se a presidente, porém ao perceber que Vargas tinha a intenção de continuar no poder, ele apoiou o golpe a presidência que acabou dando-lhe prejuízos como o fechamento da AIB.

Em 1939, militantes integralistas tentaram, por duas vezes, nos meses de março e maio, promover levantes para depor Vargas. Em maio desse mesmo ano, Plínio Salgado foi preso e, trinta dias depois, enviado para um exílio de seis anos em Portugal.

Retornou ao Brasil em 1945, com a redemocratização do país, quando fundou o Partido de Representação Popular (PRP). Em 1955, lançou-se candidato à presidência da República, obtendo 714 mil votos (8% do total), e apoiou a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitscheck.

Elegeu-se deputado federal pelo Paraná em 1958 e reelegeu-se em 1962 (pelo Estado de São Paulo). Em 1964, foi um dos oradores da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em São Paulo, contra o presidente João Goulart. Apoiou o Golpe Militar de 1964 e, com a extinção dos antigos partidos, ingressou na Aliança Renovadora Nacional (Arena), obtendo mais dois mandatos na Câmara Federal, em 1966 e 1970.

Rubem Alves:

10 Filósofos Brasileiros

É um psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro, é autor de livros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis.
Nasceu no dia 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, sul de Minas Gerais, naquele tempo chamada de Dores da Boa Esperança. A cidade é conhecida pela serra imortalizada por Lamartine Babo e Francisco Alves na música “Serra da Boa Esperança”.

Entre 1953 e 1957 cursou Teologia no Seminário Presbiteriano de Campinas, São Paulo. Em 1958 muda-se para a cidade de Lavras, Minas Gerais, onde exerce a função de pastor até 1963. Nesse mesmo ano foi estudar em Nova York, retornando em 1964, com o título de Mestre em Teologia, pela Union Theological Seminary.

Em 1968, foi perseguido pelo regime militar brasileiro, que o acusou de subversão. Viajou aos EUA, onde cursou doutorado em filosofia na Princeton Theological Seminary.

Sua tese de doutoramento em teologia, “A Theology of Human Hope”, publicada em 1969 pela editora católica Corpus Books é, no seu entendimento, “um dos primeiros brotos daquilo que posteriormente recebeu o nome de Teoria da Libertação”.

De volta ao Brasil, nos anos 70, Rubem Alves ensinou filosofia na Universidade de Campinas (Unicamp).

Em 1971, foi professor-visitante no Union Theological Seminary.

Em 1973, transferiu-se para a Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, como professor-adjunto na Faculdade de Educação.

No ano seguinte, 1974, ocupa o cargo de professor-titular de Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), na UNICAMP.

É nomeado professor-titular na Faculdade de Educação da UNICAMP e, em 1979, professor livre-docente no IFCH daquela universidade. Convidado pela “Nobel Fundation”, profere conferência intitulada “The Quest for Peace”.

Nos anos 80, torna-se psicanalista através da Sociedade Paulista de Psicanálise. Passou a escrever nos grandes jornais sobre comportamento e psicologia.

Ocupou diversos cargos, entre eles, o de Diretor da Assessoria Especial para assuntos de Ensino, de 1983 a 1985.

Rubem Alves, depois de aposentado, investiu seu tempo em um restaurante para exercer seu gosto pela gastronomia. Tornou-se proprietário de um restaurante na cidade de Campinas, onde deu vazão a seu amor pela cozinha. No local eram também ministrados cursos sobre cinema, pintura e literatura, além de contar com um ótimo trio com música ao vivo, sempre contando com “canjas” de alunos da Faculdade de Música da UNICAMP.

Dos vários livros que Rubem Alves publicou, vale a pena destacar “O Que é Religião?” (filosofia e religião), “A Volta do Pássaro Encantado”, “O Patinho que não Aprendeu a Voar” (livro infantil) “Variações Sobre a Vida e a Morte” (teologia) e “Filosofia da Ciência” (filosofia e conhecimento científico).

Rubem Alves faleceu em Campinas, São Paulo, no dia 19 de julho de 2014.

APRENDER A APRENDER

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APRENDER A APRENDER

Centro Universitário Leonardo da Vinci-UNIASSELVI
Curso/Matemática (MAD.0561) – História da Educação.
Porto Alegre, janeiro/2008

RESUMO
No foco da educação não se abandona os conteúdos, mas deles se utiliza para o indivíduo desenvolva habilidades de novo cidadão; neste foco, aprender a aprender é o grande objetivo a ser alcançado; e o indivíduo passará a ser agente da própria aprendizagem.

Palavras-chaves: Conhecimento – aprender – indivíduo – ensinante

1 – INTRODUÇÃO

No momento em que vivemos numa globalização de informações diárias, em processo acelerado de mudanças; a educação tradicional é resultado de sociedades estáticas, nos quais a transmissão dos conhecimentos e tradições produzidas pelas gerações passadas era suficiente para assegurara formação de novas gerações; a nova educação moderna deve levar em conta a dinâmica a qual vivemos, em que o conhecimento de hoje pode ser superado em pouco tempo às vezes em alguns meses; é necessário que o indivíduo aprenda a aprender seus conhecimentos.

2- Aprender a Aprender

O fato de o aprendizado ocorrer quase que interruptamente, nada impede que o indivíduo possa interferir neste processo para tirar um aproveitamento melhor e mais vantajoso para si. A experiência é com certeza a melhor prova de que o aprendizado ocorre conforme vivência de cada indivíduo. Segundo Ilza Martins e Maximiliano (1989, p.13) ¨Aprender, certamente, mas antes de tudo VIVER e APRENDER PELA VIDA E NA VIDA. ¨

Informação demais exige que aprenda a selecionar dados importantes e joga fora o supérfluo. Para isso, na era da informação, é ver, ouvir e expressar, procurando fazer conexões de um campo de interesse nutrindo o necessário e importante.

A explosão da informação os avanços na tecnologia de transmissão e de armazenamento afeta tanto no fluxo quanto pela produção de informação

Aprender sozinho contribuiria para o aumento da autonomia do indivíduo. Para isto seria necessário que a educação escolar deva desenvolver no indivíduo capacidade e iniciativa de buscar por si mesmo novos conhecimentos, a liberdade de pensamento e de expressão. O fato que a pedagogia do ¨ Aprender a aprender ¨ no qual aprender sozinho exige autonomia intelectual e moral num nível mais elevado, resultante da transmissão de conhecimento por alguém. O indivíduo elabora seu método de descoberta, construção de conhecimento, do que o indivíduo aprender os conhecimentos que já foi descobertos e elaborados por outra pessoa. O problema da educação é direcionar o adolescente para um método que lhe permita construí-las por conta própria suas soluções e não para resultados prontos.

Aquilo que o indivíduo aprende por si mesmo é superior, em termos educativos, aquilo que ele aprende através da transmissão por outras pessoas.
“A educação não simplesmente um processo de influência do passado sobre o presente.
Deve ser um processo que possibilite ao educando se auto-educar, despertar a consciência
e responsabilidade ante valores essenciais à vida. Um objetivo da educação é possibilitar
que os jovens desenvolvam o próprio processo, que eles mesmos se realizem através da
ação e do esforço pessoal para buscar e transformar os valores culturais do passado,
adaptando-os à realidade.” (Ilza Martins e Maximiliano, 1989, p.16)

Toda ação didática deve estar relacionada com processo educativo e os objetivos proposto da entidade. Ação da escola como espaço a sociedade do conhecimento e da informação (mídia, rádio, sindicato, empresas, ONGs, família e internet) procurando uma relação interativa com parcerias para o crescimento educativo.

O ensinar não pode ser uma ação causal tem que estabelecer uma relação entre o indivíduo e o conhecimento no contexto da escola. O conhecimento, aprender a aprender, é dinâmico, mutável e negociada, constituíndo-se em resultados das expreriências dos indivíduos em sua interação com o mundo físico e social.

O ensinante deve ter consciência de que ensinar também é aprender, e o conhecimento é a construção resultante da preparação, capacitação e processo permanente de atualização que envolve necessariamente estudar, e reaprender aquilo que já se aprendeu.

CONCLUSÃO

Conclui neste texto, tenho consciência das limitações para o desempenho como ensinante de passar este método de aprender a aprender; isso se faz em conjunto com escola e demais segmentos da sociedade. Pessoalmente procuro desempenhar meu trabalho dentro deste contexto em que sempre se tem algo para aprender e reaprender. Sou da opinião que o mestre é aquele que deixa o indivíduo pensar.

BIBLIOGRAFIA

DUARTE, Newton. As Pedagogias do “Aprender a Aprender”. Disponível em: MORETTO, Pedro Vasco. Construtivismo. 2º Ed. Rio de Janeiro. DP&A, 2000.
SANT’ANA, Ilza Martins e Menegollo, Mximiliano. Didática:Aprender a Ensinar. São Paulo. Edição Loyola.1989.

AMPLIANDO CONHECIMENTO DO ESTATUTO DA CRIANÇA E ADOLESCENTE

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ADRIANA MARLISA CAMPOS – DIRETORA ESCOLAR
ORIENTADORA EDUCACIONAL – VANESSA COELHO DE SOUZA MAFESSONI
CAÇADOR, FEVEREIRO/2010.

JUSTIFICATIVA:

Mediante a importância de ampliar conhecimentos sobre o Estatuto da Criança e Adolescente em nossa unidade escolar, apresentamos esse projeto que deverá se efetivar através de estudos, palestras e discussões e visa possibilitar a articulação das informações relacionadas a problemática da criança e do adolescente .
A Infância e a Juventude brasileira tem sido apresentada como degradada, abandonada e entregue a delinqüência e ao cometimento de infrações penais, gerando inquietude aos pais e a todos os setores da sociedade,dando ênfase a nossa comunidade.
Por esses motivos é urgente o resgate dessa identidade perdida, pois o que deveria ser um período de sonho e construção de expectativas e perspectivas de vida, tem se tornado um período nebuloso onde a nossa juventude só ver um poço sem fundo sem esperança de um futuro promissor.
A escola é o local privilegiado de produção de saber e por conseqüência, o local propício para a discussão do futuro das nossas crianças e adolescentes, por se nela que se forma convicções, valores e a possibilidade de realização de sonhos, nesse sentido vislumbramos a necessidade de se trabalhar nos primeiros anos de nossa escola para a consecução das finalidades desse projeto.
Outra finalidade do projeto é a integração e articulação dos serviços já existentes na cidade que atuem na área da criança e da juventude como forma de mobiliza-los para um conhecimento mais sistemático e profundo e o total comprometimento com a essência do Estatuto da Criança e do Adolescente que é efetivação das condições essenciais de construção e/ou recuperação da cidadania da Infância e da Juventude.

OBJETIVOS:

Sensibilizar os educandos e adjacências para a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente, bem como seus direitos e deveres como instrumento legal de proteção e viabilizador no processo de construção da cidadania das crianças e adolescentes;
Desencadear o processo de interação entre as entidades prestadoras de serviços a Criança e ao Adolescente no município e adjacências dando visibilidade aos programas e projetos desenvolvidos nessa área como forma de fortalecimento das políticas de atendimento.
PUBLICO ALVO: Educandos desta unidade escolar.

METODOLOGIA:

Palestras ministradas pela orientadora e diretora
Vídeos relacionados ao assunto
Confecção de murais
Concurso de poesias
Concurso de desenhos
Concurso de paródias.

* REFERENCIAL TEORICO: ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Lei 8069/90
APOIO:
CONSELHO TUTELAR.

RECREIO MONITORADO – MANEIRAS DE CONVIVÊNCIA

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Elaborado por: Adriana Marlisa Campos de Almeida
Data de Criação: 05/05/2010
Execução do Projeto: 13/05/10 a 20/12/2010
Projeto:
Recreio Monitorado – Maneiras de Convivência:

Objetivo Geral:

* Estimular os alunos a conviver de maneira integral no convívio escolar, cumprindo as regras necessárias para um bom desempenho no comportamento, facilitando a sua aprendizagem pedagógica e disciplinar.

Objetivos Específicos:

* Melhoria no comportamento relacionada as suas atitudes diárias perante os demais colegas, professores e demais funcionários da escola.
* Proporcionar situações em que o aluno tenha a oportunidade de refletir suas ações e atitudes quando não forem corretas.
* Estabelecer regras de convivência na escola para que sejam cumpridas.
* Incentivar os alunos para que atuem de forma consciente em relações aos seus direitos e deveres.
* Utilizar métodos que sejam aplicados na escola, a fim de conscientizar o educando no seu modo de ser e agir com os demais integrantes no seu convívio escolar.

Justificativa:

A finalidade deste projeto é desenvolver meios facilitadores para que haja uma melhoria de relacionamento e comportamento entre os alunos, buscando resgatar os valores morais e sociais. Principalmente nas horas de encontros coletivos do grande grupo, como: recreio e eventos culturais realizados na escola.

Desenvolvimento – ações:

Monitoramento durante os recreios realizados pelos docentes dessa Unidade Escolar.
Realização de uma sala de atividades, monitoradas pelos professores, onde serão trabalhados temas reflexivos, direcionados as boas regras de convivência.
Elaboração de cartazes, alertando as atitudes que devemos ter e as que não devemos cometer na escola durante os horários de aula.
Elaboração de bilhetes que serão enviados aos pais dos alunos que cometerem atitudes incorretas.
Motivar os alunos através de escolha de ajudantes na escola para atuarem como Monitores durante os recreios, para ajudar no bom andamento.
Elaborar um cartaz permanente na escola para avaliar o bom desempenho do recreio diariamente.

Avaliação:

Buscar subsídios e métodos que venham atingir melhorias nas horas de recreação, cívicas e no comportamento disciplinar durante as aulas.
Demonstrar a importância das boas maneiras de convivência, como contribuição na formação do educando.
Avaliando o progresso diariamente dos alunos para que haja melhorias no comportamento de todos.

GESTÃO DA APRENDIZAGEM

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PROJETO INSTITUCIONAL CONSELHO DE CLASSE:
Mais sobre gestão da aprendizagem
Reportagens
Conselhos de classe em mão dupla
O papel da avaliação
Fichas
Questionário do aluno
Questionário dos pais

Ficha do gestor

Objetivo Geral

Ressignificar o conselho para que ele funcione na análise das condições de ensino.

– Para a direção e a coordenação pedagógica Focar as reuniões na análise das condições institucionais que interferem na aprendizagem.
– Para os professores Analisar o percurso de cada criança com base nas metas da escola.
– Para os alunos Avaliar a própria aprendizagem e se tornar protagonista no processo educativo.
– Para os pais Acompanhar a aprendizagem.

Conteúdos de Gestão Escolar

– Administrativo Levantamento de indicadores de aprendizagem por meio de fichas e questionários, organização e consolidação das informações para dar visibilidade aos pontos que necessitam de maior atenção.
– Relações interpessoais Favorecimento da comunicação entre professores, alunos e gestores e criação de momentos de debate coletivo.
– Comunidade Compartilhamento de dados relevantes entre a escola e a família.

Tempo
Uma vez a cada bimestre ou trimestre (dependendo da freqüência das reuniões do conselho), reserve uma semana para a coleta de dados e para a tabulação das informações.

Material necessário
Folhas de papel com questionário para todos os alunos, fichas para os professores anotarem o desenvolvimento de cada estudante, fichas para a entrevista dos pais, calendário escolar com os dias letivos, dados sobre a frequência de alunos e professores e pastas para organizar o material.

Desenvolvimento

1ª etapa Envolvimento da equipe
Planeje junto com o coordenador a realização de uma reunião com toda a equipe (gestora e docente) para avaliar o sentido e a contribuição do conselho de classe para a melhoria da aprendizagem. Apresente propostas para as próximas reuniões e solicite sugestões. Explique que os encontros passarão a ser um fórum de análise sobre as condições que a escola e as aulas devem assegurar para favorecer a melhoria do desempenho dos alunos. Geralmente a coordenação desse trabalho fica a cargo da orientadora educacional. Quando não houver esse cargo, a tarefa pode ser assumida por outro profissional da equipe de gestão e compartilhada com os demais (no caso de escolas grandes), mas sempre sob a supervisão do diretor ou do vice.

2ª etapa Fichas para os professores
Se a escola tem um mecanismo em que os professores entregam informações por aluno ao coordenador pedagógico, esse material pode ser usado para a preparação do pré-conselho – e aí não é necessário outra ficha. Caso ainda não exista esse sistema, peça aos educadores que mantenham uma folha com o nome de cada aluno e façam observações sobre avanços e dificuldades do último período, por disciplina. As fichas deverão ser entregues ao responsável uma semana antes da reunião do conselho para a organização dos dados por aluno.

3ª etapa Sensibilização dos estudantes
Passe pelas salas de aula juntamente com o responsável pelo projeto para esclarecer aos estudantes a finalidade do conselho de classe. Diga a todos que eles começarão a participar também, respondendo perguntas sobre as aulas. Deixe claro que as informações servirão para melhorar o planejamento dos professores e da escola – o que vai ajudá-los a aprender mais e melhor. Aos mais novos, conte que eles terão a ajuda de estudantes de séries mais adiantadas no registro das respostas.

4ª etapa Questionários para os pais e alunos
Os questionários para pais e alunos devem ser elaborados com linguagem simples e questões objetivas. O dirigido para as crianças deve ser dividido em duas partes. Na primeira, inclua perguntas de autoavaliação, como: fez as lições de casa? Prestou atenção nas aulas? Participou das atividades? Na segunda, peça que elas apontem as aulas de que mais gostaram, as mais desafiadoras, as mais difíceis etc. Se possível, faça um pré-teste com um grupo para ver se as questões estão sendo bem compreendidas. Se preciso, reelabore-as. Faça também um questionário para os pais com temas que ajudem a equipe a perceber melhor como o aluno se relaciona com as questões da escola quando está fora dela. Você pode perguntar se o estudante faz as lições de casa, se recebe ajuda de algum familiar, se tem um horário e local específicos para estudar e se faz atividades extras. Também indague se os pais percebem que a criança ou o adolescente tem facilidade ou dificuldade com determinadas tarefas.

5ª etapa Coleta de dados
Uma semana antes da reunião do conselho, escolha com os professores o melhor dia para que as crianças respondam o questionário – o que deve durar de 20 a 30 minutos. Para as classes do 1º e do 2º ano solicite a ajuda dos alunos mais velhos, que serão os escribas dos menores, para que as dificuldades de leitura e escrita não atrapalhem o resultado. Depois do preenchimento da ficha, reserve um tempo para que elas façam oralmente algumas observações e anote-as nas respectivas fichas. As informações dos pais podem ser colhidas durante uma reunião regular com eles, pedindo que respondam o documento ou por meio de entrevista feita por um membro da equipe gestora. Os que não comparecerem podem ser contatados posteriormente.

6ª etapa Leitura e consolidação dos dados
O responsável deve fazer dois tipos de levantamento. O primeiro, geral, vai reunir as respostas dos estudantes, destacando as aulas e as atividades mais citadas – as preferidas ou as mais difíceis. Vale lembrar que nem sempre o que os alunos mais gostam está relacionado à qualidade do ensino. Muitas vezes, eles se lembram dos momentos de mais interação com os colegas ou os que são menos exigidos. Isso deve ser analisado. O segundo é a sistematização por aluno, juntando os formulários preenchidos pelo professor, pelos pais e pela própria criança. Preste atenção em respostas como “não aprendi nada” e em citações parecidas feitas por vários professores a um mesmo aluno. Casos assim devem ser debatidos.

6ª etapa Organização dos índices da escola
Cabe à direção fazer a sua parte, por meio do levantamento de dados sobre os dias letivos programados e os efetivamente realizados, a freqüência de alunos e professores e as avaliações dos bimestres anteriores de cada turma.

7ª etapa Aplicação dos resultados
No dia do conselho de classe, o responsável pela organização da reunião deve apresentar primeiro o panorama geral com as principais conclusões gerais, com quadros que mostrem os principais elementos a destacar. Depois, é preciso cruzá-los com as possíveis variáveis, que estarão na ficha do diretor, para colocar em discussão a real situação da escola e de cada aluno. O ideal é buscar soluções conjuntas para casos de estudantes com resultados abaixo do esperado, com o planejamento de atividades para que as aulas se tornem mais eficazes.

Avaliação
Discuta com a equipe as possibilidades de fazer mudanças significativas para melhorar as condições de ensino em decorrência dos dados recolhidos. Use-os também para aprimorar os próximos questionários e avalie se os formulários trazem os indicadores relevantes para repensar a organização da escola.

A CIDADE ANTIGA

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FICHAMENTO

COULANGES, Fustel de. A Cidade Antiga. (Tradução de Jean Melville). São Paulo: Martin Claret, 2007.

A Cidade Antiga é um estudo sobre o culto, o direito, os costumes, as instituições da cidade da Grécia e da Roma. A obra é dividida em cinco livros, que é mostrada desde o princípio da religião familiar até a sociedade atual, mostrando os caminhos passados e as fortes crenças existentes.
O Livro Primeiro: Crenças antigas, neste livro é tratado as crenças da civilização greco-romana sobre a morte, o fogo sagrado e a religião. Primeiramente é observado que onde originou a civilização greco-romana, eles acreditavam que a vida não terminava com a morte, que a morte era apenas uma mudança de vida.
Onde, porém, e de que modo seria vivida essa outra existência? Acreditava-se que o espírito imortal, uma vez liberto do corpo, animaria outro corpo? Não, pois a crença na metempsicose nunca se arraigou no espírito das populações greco-italianas; tampouco era essa a crença dos antigos árias do Oriente, pois que os hinos védicos se lhe opunham. Acreditava-se então que o espírito subisse ao céu, para a região da luz? Também não, visto que a idéia das almas entrarem na morada celeste é relativamente moderna no Ocidente; o céu só era tido como recompensa merecida por alguns grandes homens e benfeitores da humanidade. (p.13)

Os ritos fúnebres mostra claramente como acreditavam que a pessoa fosse sobreviver debaixo da terra, enterrando junto objetos necessários como roupas, vasos, armas, vinho, comida, até mesmo sacrificavam escravos e cavalos para servi-lo na sepultura como havia feito durante sua vida.
Ao término da cerimônia fúnebre havia o costume de chamar três vezes a alma do morto pelo nome que ele havia usado em vida desejando-lhe vida feliz debaixo da terra. Dizia-se-lhe por três vezes: Passe bem. E acrescentava-se: “ que a terra te seja leve, em uma demonstração de quanto se acreditava que o mesmo ser continuaria a viver debaixo da terra e lá conservando a habitual sensação de bem-estar ou de sofrimento. No epitáfio, escrevia-se que o defunto ali repousava: afirmação essa que sobreviveu às próprias crenças e que, atravessando os séculos, chegou até os nossos dias. (p.14-15)

Desde os tempos mais remotos a cultuação dos mortos era uma ritual muito forte, eles acreditavam que os mortos eram deuses. […] “Tinham por eles toda a veneração que o homem pode ter pela divindade a quem ama e teme. No pensar deles cada morto era um deus.” (p.21). Toda casa devia ter o fogo sagrado, era obrigação manter o fogo aceso dia e noite, […] “ O fogo só deixava de brilhar sobre o altar quando toda família estivesse extinta; lar extinto, família extinta, eram expressões sinônimas entre os antigos.” (p.27).
O Livro Segundo: A família, mostra que o principal elemento constitutivo da família antiga era a religião. “ O que unia os membros da família antiga era algo mais poderoso que o nascimento, o sentimento ou a força física: e esse poder se encontra na religião do lar e dos antepassados.” (p.45). O casamento foi a primeira instituição estabelecida pela religião doméstica, este era divido em três atos: enghyesis, télos e pompé.
A instituição do casamento sagrado deve ser tão antiga na raça indo-européia como a religião doméstica, porque não se verifica uma sem a outra. Esta religião ensinou ao homem que a união conjugal é bem mais que a relação de sexos ou o afeto passageiro, unindo os dois esposos pelo laço poderoso do mesmo culto e das mesmas crenças. A cerimônia das núpcias era, além disso, tão solene, e produzia efeitos tão profundos, que não nos devemos surpreender se esses homens julgaram não ser permitido nem possível ter-se mais do que uma mulher. (p.52)

As populações da Grécia e da Itália sempre reconheceram e praticaram a propriedade privada. A propriedade privada estava relacionada a religião, eles vislumbravam uma misteriosa relação entre esses deuses e o solo. “ Não foram, pois, s leis, mas a religião, que primeiramente garantiu o direito de propriedade. Cada domínio estava sob a proteção das divindades domésticas que velavam por eles.” (p.72)
O pai era considerado a autoridade máxima da família, superior a ele apenas a religião doméstica, em todos os atos religiosos, era ele que exercia a função mais elevada. A religião não colocava a mulher em posição tão elevada, ela era considera como parte integrante do seu esposo. “No rigor do direito primitivo, os filhos continuam unidos ao lar paterno e, em conseqüência, submetidos a sua autoridade; enquanto o pai viver, serão sempre menores.” (p.95)
Em suma, as antigas gerações eram assim:
Cada família tem sua religião, seus deuses e sacerdócio. No isolamento religioso se funda sua lei; o seu culto é o seu segredo. Mesmo na morte, ou na existência pós-túmulo, as famílias não se confundem: cada família continua a viver à parte em seu túmulo, de onde todo estranho é excluído. Cada família tem também a sua propriedade, isto é, a sua parte de terra, a que está inseparavelmente ligada pela religião: os seus deuses. (p. 122)

O Livro Terceiro: A cidade, conta como se deu a formação das cidades, a partir da formação de tribos e da junção dessas tribos formou-se a cidade, mas por um bom tempo a cidade se viu obrigada a respeitar a independência religiosa das tribos, das cúrias e das famílias. “Assim, a cidade não é um agregado de indivíduos, mas uma confederação de vários grupos previamente constituídos e que ela deixa subsistir.” (p.139)
Da mesma maneira que a família tinha o seu altar domésticos, o culto da cidade tinha a reunião dos que tinham os mesmos deuses protetores e cumpriam o ato religioso no mesmo altar, onde ardia o fogo sagrado. “ Cada cidade tinha deuses que só a ela pertenciam.”(p.160). E “Todo homem que houvesse prestado grandes serviços à cidade, desde aquele que a fundara até aquele que lhe propiciara uma vitória ou melhora as suas leis, tornava-se um deus para essa cidade.” (p.161). A principal cerimônia do culto na cidade era um banquete, que devia ser praticado em comum em honra, às divindades protetoras, em presença dos cidadãos.
Além desses enormes banquetes, que reuniam todos os cidadãos e que só podiam ter lugar nas festas solenes, a religião prescrevia que houvesse todos os dias um repasto sagrado. Para esse fim, alguns homens escolhidos pela cidade deviam, em seu nome, comer juntos, no recinto do pritaneu, na presença do lar e dos deuses protetores. (p.171)

“O fundador que institui o lar, foi naturalmente o seu primeiro sacerdote.” (p.195). Do mesmo modo que na família o sacerdócio era passado de pai para filho, assim aconteceu na cidade, o poder era hereditário.
Não foi portanto, a força que fez chefes e reis na cidades antigas. Também não seria correto dizer que fora um soldado afortunado aquele que foi delas o primeiro rei. A autoridade derivou, como diz formalmente Aristóteles, do culto do lar. A religião fez o rei da cidade, tal como já antes havia gerado o chefe de família para a casa. (p.196)

A lei nasceu naturalmente através da religião. “Os antigos códigos das cidades reuniam um conjunto de ritos, de prescrições litúrgicas, de orações, e ao mesmo tempo, de disposições legislativas.” (p.206). Entre os antigos, o conceito de direito estava ligado ao uso de certas palavras, se estas não fossem ditas não haveria direito.
O que no direito antigo obrigava o homem não era a consciência, nem o seu sentimento de justiça, mas a fórmula sagrada. Essa fórmula, quando pronunciada por dois homens, estabelecia entre eles um vínculo de direito. Onde não houvesse a fórmula , o direito não existiria. (p.211)

O Livro Quarto: As revoluções, não se sabe quando e o motivo certo porque se deram as revoluções, mas resumi-se a duas causas, “[…] a primeira foi a transformação operada nas idéias, conseqüência natural do desenvolvimento do espírito humano […]”. E “[…] A segunda razão é existência de uma classe de homens excluídos dessa organização, obrigados a suportá-la […]”.
Desde o princípio da formação da família já há uma desigualdade, o primogênito é privilegiado para culto, para a sucessão e para o comando. Depois os servos passam a ser os excluídos. Novamente aparece uma classe inferior: os clientes. Abaixo dos clientes aparece ainda uma classe mais desprivilegiada a plebe.
“A revolução que fez cair a dominação da classe sacerdotal e elevou a classe inferior ao nível dos antigos chefes das gentes, assinala o início de novo período na história das cidades.” (p.342). Este período agora a religião perde sua força, deixa de governar. “ A democracia não supriu a miséria; pelo contrário, acentuou-a. A igualdade de direitos políticos evidenciou mais ainda a desigualdade de condições.” (p.361).
O Livro Quinto e último: Desaparece o regime municipal, a ruína do regime político pode ser relacionada a duas causas.
A primeira pertence à categoria dos atos morais e intelectuais; a segunda, à ordem dos atos materiais; a primeira é a evolução das crenças; a segunda, a conquista romana. Esses dois fatos básicos são contemporâneos; desenvolveram-se e realizaram-se simultaneamente, durante os cinco séculos que procederam a era cristã. (p.377)

Os sofistas começaram a pregar os novos princípios, “[…] não era bem a diferença entre o justo e o injusto, mas uma nova justiça, menos acanhada e exclusivista que a antiga, mais humana, mais racional, e liberta das fórmulas das idades anteriores.” (p.379). “ Uma vez despertado o hábito da reflexão, o homem nunca mais quis crer sem compreender, nem se deixar governar sem discutir suas instituições.” (p.379).
“A vitória do cristianismo é o marco terminal da sociedade antiga. Com a nova religião se completa a transformação social que vimos começar seis ou sete séculos antes do seu advento.” (p.412). A sociedade modificou-se quase que totalmente, o governo e o direito passaram por transformações. “Estabeleceu-se a crença: constitui-se a sociedade humana. Modificou-se a crença: a sociedade atravessou uma série de revoluções. A crença desaparece: a sociedade muda de aspecto. Esta foi a lei dos tempos antigos.” (p.418).

O CASO DOS EXPLORADORES DE CAVERNAS

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O Caso dos Exploradores de Cavernas

Suprema Corte de Newgarth — Ano de 4300

1. Relato dos fatos:
Uma organização amadora de estudos de cavernas, denominada Sociedade Espeleológica, representada por quatro pessoas, as quais foram acusadas de cometer um crime. Em maio do ano de 4299, entraram eles, no interior de uma caverna, já bem distantes da entrada dela ocorreu um desmoronamento que bloqueou completamente a sua única abertura. Ao percebem a situação difícil em que se achavam, ficaram próximo à entrada obstruída, na esperança de que uma equipe de socorro os salvasse. Não voltando os acusados as suas casas, as famílias deles encontraram indicações da localização da caverna que iriam visitar. A equipe de socorro foi enviada ao local.
A dificuldade de realizar essa tarefa mobilizou um enorme campo temporário de trabalhadores, engenheiros, geólogos, entre outros técnicos com atividades relacionadas. O trabalho de desobstrução foi muitas vezes frustrado por novos deslizamentos de terra sendo que em um destes, dez operários morreram.
Sabiam que não tinham levado nenhuma reserva de alimentos e que não havia nada na caverna que lhes permitisse subsistir, temeu-se que eles morressem de fome antes que o acesso até o ponto em que se achavam se tornasse possível. No 20º dia descobriu-se que os exploradores tinham levado consigo para a caverna um rádio amador. Instalou-se um aparelho semelhante, estabelecendo-se a comunicação com os acusados. Eles pediram que informassem quanto tempo seria necessário para liberá-los. Os engenheiros responderam que precisavam de pelo menos dez dias, à condição que não ocorressem novos deslizamentos.
Os exploradores perguntaram então se havia algum médico no local, tendo sido postos em comunicação com a comissão destes, à qual descreveram sua condição e as rações de que dispunham, solicitando uma opinião acerca da probabilidade de subsistirem sem alimento por mais dez dias. O presidente da comissão respondeu-lhes que havia escassa possibilidade de sobrevivência por tal tempo. Whetmore, falando em seu próprio nome e em representação dos demais, indagou se eles seriam capazes de sobreviver se alimentando da carne de um deles. O presidente da comissão respondeu, a contragosto, em sentido afirmativo.
Whetmore quastionou se seria aconselhável que tirassem a sorte para determinar qual dentre eles deveria ser sacrificado. Nenhum dos médicos se atreveu a enfrentar a questão. Whetmore quis saber então se havia um juiz que se dispusesse a responder à pergunta. Nenhuma das pessoas integrantes da missão de salvamento mostrou-se disposta a assumir o papel de conselheiro. Whetmore insistiu se algum sacerdote poderia responder àquela interrogação, mas não se encontrou nenhum que quisesse fazê-lo. Depois disto não se receberam mais mensagens de dentro da caverna, supondo-se que as pilhas do rádio dos exploradores tinham-se descarregado. Quando os homens foram finalmente libertados soube-se que Whetmore tinha sido morto e servido de alimento a seus companheiros.
Evidencia-se que Whetmore foi o primeiro a propor que buscassem alimento na carne de um deles, sem o que a sobrevivência seria impossível e também ele quem primeiro propôs a forma de tirar a sorte. Os acusados hesitaram em adotar um comportamento tão desatinado, mas, após o diálogo acima relatado, concordaram com o plano proposto. E depois de muita discussão chegaram por fim a um acordo sobre o método a ser empregado para a solução do problema: os dados.
Entretanto, antes que estes fossem lançados, Whetmore declarou que desistia do acordo, pois havia refletido e decidido esperar outra semana antes de adotar um expediente tão terrível e odioso. Os outros o acusaram de violação do acordo e procederam ao lançamento dos dados. Quando chegou a vez de Whetmore um dos acusados atirou-os em seu lugar, ao mesmo tempo em que se lhe pediu para levantar quaisquer objeções quanto à correção do lanço. Ele declarou que não tinha objeções a fazer. Tendo-lhe sido adversa a sorte, foi então morto.
Após o resgate dos acusados e depois de terem permanecido algum tempo em um hospital onde foram submetidos a um tratamento para desnutrição e choque emocional, foram denunciados pelo homicídio de Roger Whetmore. Em conseqüência sentenciou-os à forca, não lhe permitindo a lei nenhum discrição com respeito à pena a ser imposta. Dissolvido o júri, seus membros enviaram uma petição conjunta ao chefe do Poder Executivo pedindo que a sentença fosse comutada em prisão de seis meses. O juiz de primeira instância endereçou uma petição similar à mesma autoridade. Até o momento, porém, nada resolveu o executivo, aparentemente esperando pela nossa decisão no presente recurso.

2. Conclusão:
Com relação ao caso acima descrito, concluí-se que o Tribunal de Primeira Instância aplicou a pena nos réus baseada apenas no principio do Direito Positivo, desconsiderando a situação na qual eles se encontravam e quaisquer questões sociais, as quais eles foram submetidos enquanto estavam presos naquela caverna. Diante do exposto, o júri achou por bem encaminhar ao chefe do Poder Executivo o pedido de comutação da pena imposta, em seis meses de prisão. O Poder Executivo procurou não pronunciar-se a respeito do assunto, enquanto o caso não fosse julgado pelo Tribunal.
Ao iniciar-se o julgamento do recurso pelo Tribunal, observa-se claramente, os juízes que optaram em qualificar o ato dentro do direito natural e os que qualificaram sob a égide do direito positivo.
– O Juiz Truepenny, presidiu o Tribunal, cercando-se do direito positivo para manter a sentença, porém como a incerteza lhe batia à porta, foi logo sugerindo ao tribunal que encaminhasse o mesmo pedido da primeira instância ao Poder Executivo, acreditando que este não iria simplesmente ignorar os fatos e de negar o pedido.
Voto do juiz Truepenny: Condenação. Nota que se trata de um magistrado extremamente positivista e que defende este sistema arduamente, pois contraria até sua opinião para defendê-lo.
– O segundo julgador, Juiz J. Foster formulou sua sentença baseada totalmente no direito natural, sugerindo inclusive que os réus não estavam num estado de “sociedade civil”, mas sim submetidos as “leis da natureza”, porquanto não poderiam responder pelo crime uma vez que a lei não lhes era propícia em virtude do momento, sustentando a tese que, a causa natural prevalece a civil “causa naturalis praevalet civili”. Sugere que se aceite a palavra dos autores que não tiveram a intenção de cometer o crime e sim o fizeram por questões de sobrevivência.
Voto do juiz J. Foster: Absolvição. O juiz Foster deu o voto mais forte e mais eficaz de todos. O juiz crítico sempre consegue argumentos satisfatórios para sua opinião.
– O terceiro, Juiz Tatting, não concorda com o seu colega Foster, quando diz “que os réus não estavam num estado de sociedade civil”, questionando o que lhes era facultado para não estarem num estado normal de sociedade e suscetíveis as leis desta. Por outro lado não poderia admitir que aqueles homens fossem condenados, uma vez que já haviam sofrido o bastante. Ao mesmo tempo, que ele não aceitava que a lei não fosse cumprida, lhe causava muita indignação o fato de condenar os réus à morte. O juiz Tatting impressiona a todos com o seu voto, pois aqui, ele, ao analisar a situação dos réus, se colocou no lugar deles e concluiu que faria a mesma coisa que os réus fizeram.
Voto do juiz Tatting: Abstinência. Diante do exposto achou melhor não participar do julgamento e absteve-se de pronunciar sua sentença.
– O quarto, Juiz Keen, foi totalmente positivista, primeiramente separando com muita propriedade as funções do Judiciário e do Executivo. Não cabia ao judiciário convencer o Executivo do que deveria ou não fazer, e sim, julgar o processo conforme as premissas da lei. No seu julgamento aplicou a letra por letra, palavra por palavra, não quis discutir sobre o mérito da causa, ou seja, não lhe interessava o momento que os réus viveram e viviam.
Os mesmos atentaram contra a vida de outrem e teriam que pagar pelo crime a luz da lei, ainda que dura e severa seja a sua aplicação.
Voto do juiz Keen: Condenação. Defende também o positivismo e como tal não vê outra opção para os réus do que a condenação.
– O quinto e último julgador, Juiz Handy, preferiu adotar a opinião pública como norteadora de sua decisão, fazendo alusão ao possível distanciamento do Judiciário da Sociedade, caso a pena fosse confirmada. Baseou-se em uma pesquisa de opinião que dizia que a população estava ao lado dos réus, expressando sua solidariedade quando a maioria dos entrevistados gostariam que os mesmos fossem absolvidos das acusações. Diante desse fato procurou este adotar o seguinte princípio que, nos casos obscuros, devemos adotar sempre a solução mais favorável.
Portanto, analisa o juiz que pode absolver os réus e este fato não causará instabilidade ou comprometimento jurídico.
Voto do juiz Handy: Absolvição. Sendo um juiz com perfil pesquisador, que vai até as últimas conseqüências para atingir seu fim e, por isso, podemos dizer que ele é um jusnaturalista que usa o positivismo em prol de sua doutrina.
Quanto ao Poder Executivo, este silenciou diante do julgamento apresentado pelo tribunal, ficando numa posição cômoda perante a opinião pública, pois diante da sentença de primeira instância e do julgamento do recurso, não podia ignorar as decisões daquelas cortes e simplesmente conceder clemência aos acusados.
A presente ficção mostra-nos como pode ser perigoso e errado o desempenho do direito na prática. Voltarmo-nos apenas para a condição positiva, vendo na lei a única condição e o único valor para promovermos a análise de um determinado caso, pode não ser justo. Por outro lado, também não podemos basear-se somente na condição natural, pois atualmente a maioria dos delitos cometidos, tem como fulcro as questões sociais que enfrentamos no dia-a-dia de nossa vida.
É preciso que haja um equilíbrio entre a lei (direito positivo) e a análise das situações que levaram a prática do delito (direito natural). Após contrabalançar as duas condições, então teremos uma conclusão “justa” a cerca do assunto que está em questão.

3. Referências Bibliográficas:
FULLER, Lon L. O Caso Dos Exploradores De Cavernas. Tradução do original inglês e introdução por Plauto Faraco de Azevedo. Porto Alegre, 1976: Editor Sergio Antonio Fabris.