PROJETOS PARA FEIRA DE CIÊNCIAS – OVO AFUNDA OU FLUTUA?

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PROJETOS PARA FEIRA DE CIÊNCIAS – OVO AFUNDA OU FLUTUA?

Material:

    • 2 ovos crus
    • 2 copos transparentes
    • água
    sal

O que fazer:

    • 1. Identifique cada um dos copos, usando uma caneta para retroprojetor ou um pedaço de fita crepe, com sal e sem sal.

2. Encha os dois copos com a mesma quantidade de água. Coloque uma quantidade de água suficiente para cobrir bem um ovo. Em um dos copos, adicione 2 colheres de sal e mecha bem até dissolver.

3. Coloque um ovo dentro de cada um dos copos. O que aconteceu?

O que aconteceu?:

O ovo tem uma densidade maior que a água sem sal e afunda. Quando você adicionou sal à água, a densidade da água mudou. A água com sal é mais densa que a água sem sal!

Densidade – é uma relação entre massa e volume. Se usamos o mesmo volume de água nos dois copos e, depois de dissolver bem o sal em um deles o volume não variou, no copo que tem sal, temos mais massa (água + sal) que no copo sem sal (só água). Ou seja, a água com sal tem mais massa que a mesma quantidade de água sem sal e, por isso, é mais densa.

O que deve acontecer se, ao invés do ovo, você usar um cubo de gelo? Teste para ver?

DICA: Se você quiser, pode fazer isso como mágica! Para isso, vai precisar preparar a água com sal primeiro. Como você viu, ela ficou um pouco turva. Coloque a água sem sal no outro copo e com uma colher pequena, coloque leite e mexa. Veja se ficou essa água com pouquinho leite ficou parecida com o do outro copo, com sal. Quando tiver bem parecida, mostre os dois copos para seus amigos e… mágica! em um dos copos, flutua e no outro, afunda!

CURIOSIDADE: Você sabia que para testar se um ovo está fresco é só colocar em água? Se estiver fresco, o ovo afunda. Se não estiver fresco, ele bóia. Isso acontece porque o ovo fresco (ou recém-posto) preenche quase toda a casca e contém uma pequena bolsa de ar no interior. À medida que o ovo “envelhece”, ele perde água de seu interior que evapora através dos poros da casca. Assim, a bolsa de ar cresce e o ovo fica menos denso (já que perdeu massa e manteve o mesmo volume pois a casca continua intacta).

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É FÁCIL SABER SE O OVO ESTÁ BOM PARA O CONSUMO

Se o ovo fica no fundo de um copo com água, é bem fresco.

Em 1 ou 2 semanas, o ovo bóia o suficiente para se manter na vertical, no fundo do copo com água, mas ainda pode ser usado.

Se o ovo bóia na superfície do copo com água, já está muito velho para ser usado!

NUNCA COMA OVOS VELHOS PARA NÃO CORRER O RISCO DE TER UMA INTOXICAÇÃO ALIMENTAR!

PROJETOS PARA FEIRA DE CIÊNCIAS – TESTANDO A OSMOSE DO OVO

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PROJETOS PARA FEIRA DE CIÊNCIAS – TESTANDO A OSMOSE DO OVO

Material Necessário:

    • Dois ovos pelados (Você pode preparar usando a experiência descrita aqui)
    • Vasilhas onde que seja possível colocar 1 ovo e algum líquido (pode ser uma caneca)
    • Xarope de milho (pode ser encontrado como glicose de milho*)
    • Água
    1 colher de sopa

Atenção: No mercado, o xarope de milho pode ser encontrado como GLUCOSE de milho. O correto é dizer GLICOSE, que é um tipo de açúcar ou carboidrato.

Fazendo a Experiência:

    • 1. Coloque um dos ovos pelados dentro de uma caneca e adicione glicose de milho suficiente para cobrir o ovo. Coloque o outro ovo em outra caneca e adicione água, cobrindo o ovo. Coloque os dois ovos na geladeira por 24 horas.

2. Depois de 24 horas, observe os dois ovos. O que aconteceu?

O que aconteceu?

O ovo que estava imerso na água está inchado e firme. O outro que estava no xarope de milho está murcho e flácido.

Depois que você dissolveu sua casca, o ovo está envolvido por uma membrana. (Na verdade, existem duas membranas, mas elas estão bem juntinhas). Essa membrana tem uma permeabilidade seletiva – ou seja, ela permite que algumas moléculas passem através dela, mas bloqueia a passagem de outras moléculas.

A água passa facilmente através dessa membrana do ovo. Moléculas maiores, como as moléculas de açúcar do xarope de milho, não passam através dessa membrana.

Quando você coloca um “ovo pelado” no xarope de milho, você está criando uma situação em que a membrana do ovo está separando duas soluções com concentrações diferentes de água. A clara do ovo tem cerca de 90% de água na sua composição; o xarope de milho tem apenas 25% de água. Nessa situação, o movimento da água através da membrana faz com que as moléculas de água movam do lado onde ela está mais abundante para o outro onde ela está escassa (ou seja, onde tem menor quantidade de água). Dessa forma, a água migra de dentro para fora do ovo, deixando-o murcho e flácido.

O que mais eu posso tentar?

• Você imagina como fazer para que o ovo flácido torne-se novamente firme? Faça o seguinte:

Experimente colocar os “ovos pelados” em outras soluções.
O que acontece se você coloca o ovo em água colorida com corante de alimento? Ou então em água salgada? Experimente e veja.
Com cuidado, pegue o ovo flácido de dentro do xarope de milho e coloque-o num frasco com água. Deixe o ovo na água por 24 horas. A água vai migrar do lado onde está mais abundante (o lado de fora do ovo) para o lado onde a água está menos abundante. Depois de 24 horas, o ovo vai estar firme de novo.

PROJETOS PARA FEIRA DE CIÊNCIAS – OVO PELADO

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PROJETOS PARA FEIRA DE CIÊNCIAS – OVO PELADO

Do que você precisa:

    • 1 vidro com tampa
    • 1 ovo cru
    1 garrafa de vinagre branco

Como fazer:

    • 1. Coloque o ovo dentro do vidro, com cuidado para não trincar a casca.

2. Adicione o vinagre, devagar, até cobrir todo o ovo.

3. Tampe o vidro e observe que aparecem várias bolhas na superfície do ovo! Parece até que está efervescendo.

4. Depois de 2 horas, troque o vinagre do frasco. Para isso, retire o ovo com cuidado usando uma colher de sopa. Não tem problema de segurar o ovo com seu dedo quando for jogar o vinagre fora, mas lave a mão depois disso. Retorne o ovo ao frasco e coloque um novo vinagre, cobrindo o ovo.

Aguarde alguns dias e você terá um ovo sem a casca, ou seja, um “ovo pelado”. Se colocar o frasco contra a luz, você poderá ver a gema que está dentro desse ovo.


Depois de tirar a casca, você pode segurar esse ovo,
com cuidado para não romper a membrana que mantém
a forma do ovo, pois sem a casca ele fica muito frágil.

O que está acontecendo?

O que você viu acontecendo foi uma reação química em que houve liberação de um gás (as bolhas que saiam da casca).
O vinagre contém ácido acético em sua composição e esse ácido reage com um composto chamado carbonato de cálcio que é responsável pela formação da casca do ovo.
As bolhas que se formam durante a reação é do gás carbônico (ou dióxido de carbono) que, em química, é representado por CO2.

Sugestão
Uma sugestão bem legal é fazer a experiência “Teste a osmose com o ovo pelado”.

Saiba um pouco mais sobre o ovo de galinha

O ovo de galinha tem uma composição química bem rica. A casca tem a função de proteger o ovo que, se tivesse sido fecundado, daria origem ao pintinho. Os ovos que consumimos não são fecundados (ou “galados”) e, por isso, não nascem pintinhos a partir desses ovos.

A casca do ovo contém poros que permitem a entrada de ar, o que auxilia o crescimento do embrião, caso o ovo tenha sido fecundado. A clara é composta, basicamente, por proteínas, um tipo de composto importante para nosso organismo, de alto valor nutricional. A gema é mais rica em nutriente e contém muitas vitaminas, proteínas e lipídios, além de sais minerais.

Quando toda a casca é consumida pela reação com o ácido do vinagre, o ovo mantém sua forma pois contém uma película, ou membrana, em volta da clara.

PROJETOS PARA FEIRA DE CIÊNCIAS

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PROJETOS PARA FEIRA DE CIÊNCIAS

Veja aqui seleção de projetos coletados da internet e projetos próprios do Site Trabalhos Escolares.

OVO PELADO – Você vai poder tirar a casca do Ovo sem quebrar e ver um ovo cru sem casca!

TESTE A OSMOSE COM O OVO PELADO – Você precisa de DOIS ovos pelados e depois faça esta experiência que é do museu Exploratorium.

O OVO QUE FLUTUA E O OVO QUE AFUNDA – Como fazer um ovo cru afundar ou boiar num copo de água. Esta experiência você pode fazer como se fosse mágica!

TODAS AS CORES DO PRETO – Veja com quantas cores é feita a tintas preta da caneta hidrocor! Esta experiência é, também, do Exploratorium.

LEVEDURAS – SAL ou AÇÚCAR? –O que faz a levedura crescer? Qual é o melhor alimento para ela?

LEVEDURAS – QUENTE OU FRIO? – Será que a levedura gosta de locais frios? Ou será que ela prefere lugares quentes?

ÁGUA SALGADA CONGELA? – Será que o mar congela? Vamos ver se você consegue congelar a água salgada!

TERRÁRIO DE MOFO – Neste terrário crescem diferentes tipos de mofo. Esta experiência é do Exploratorium.

O ÓLEO E O SAL – Veja o que acontece quando você coloca sal num copo com água e óleo. Esta experiência também é do Exploratorium.

DESCONGELANDO NO AR E NA ÁGUA – Será que é mais fácil descongelar alguma coisa ao ar ou mergulhando m água? Veja aqui porque cada uma dessas condições é diferente.

MODELO DE ICEBERG – Faça um iceberg em casa e veja como ele se comporta no mar!

ONDE ESTÁ O AMIDO? – O amido vem de onde? Das plantas ou dos animais? Teste vários alimentos para saber onde encontramos amido.

ROMPENDO A TENSÃO SUPERFICIAL – Atenção! A tensão superficial da água pode ser alterada facilmente. Veja como isso é importante para a vida.

BATATA CHORONA – Veja o que acontece com a batata quando você provoca o fenômeno conhecido por Osmose.

E O LEITE VIROU COLA – Prepare uma cola caseira de alto poder de adesão. É a cola de caseína, feita a partir do leite.

EXTRAINDO DNA DO MORANGO – Veja como é fácil extrair o DNA do morango e de outras frutas. É divertido, fácil e rápido.

A MASSA MALUCA – Será que é líquida? Será que é sólida? É dificil decidir! Veja como a areia movediça atua com esta experiência super fácil. Esta experiência também é do Exploratorium.

PLANTANDO O LIXO – Veja o que acontece quando o lixo é enterrado. Esta experiência é demorada mas é um grande projeto para uma FEIRA DE CIÊNCIAS.

EXPLOSÃO DE CORES! – Mais uma vez, rompemos a tensão superficial de um líquido. Desta vez, com leite e muita cor! Veja que legal!

O PASSEIO DAS MOLÉCULAS – Conheça o movimento das moléculas e veja como a temperatura pode alterar esse movimento.

A GELATINA AMOLECIDA – Veja o que acontece quando você coloca um pedaço de abacaxi na gelatina.

A BATATA ESPUMANTE – A batata voltou mas, ao invés de chorar, agora ela está espumando… veja aqui mais uma enzima funcinando!

VULCÃO DE LEVEDURA – Este vulcão é muito legal e fácil de fazer; parece até um monstrinho de espuma que cresce sem parar!!!

A MÚMIA – Esta experiência leva alguns dias para finalizar mas é muito interessante! Veja porque as múmias se mantiveram “inteiras” por tantos anos!

LENTE DE AUMENTO DE ÁGUA – Veja como é fácil fazer uma lente de aumento…

TRANSBORDAR OU NÃO TRANSBORDAR? EIS A TENSÃO! – A tensão superficial permite que você encha bastante o copo de água sem transbordar.

O CRAVO COLORIDO – Veja como a capilaridade ajuda as plantas a tirar água e nutrientes do solo.

A MAÇA ESCURECIDA – O escurecimento de frutas ocorre com a ajuda de uma enzima. Veja como prevenir.

SENSAÇÃO TÉRMICA – Quente ou Frio? Nova! É normal sentir muito frio quando, em um dia quente, entra em uma sala com ar condicionado.

A GARRAFA EMAGRECEU! – Uma experiência de pressão do ar muito simples e divertida. Confira!

O PEIXE DE PAPEL QUE SABE NADAR – Mais uma experiência interessante sobre tensão superficial da água. Você vai gostar!

UM PASSO EM FRENTE NA FILOGENIA DAS ANGIOSPERMAS

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As relações entre os principais linhagens de angiospermas (plantas com flores todas) foram dois estudos publicados na PNAS em 28 novembro de 2007 . Essas relações não foram ainda resolvidos satisfatoriamente.

” Usando plastid genoma escala de dados para resolver Relacionamentos enigmática Entre angiospermas basais “, assinado por Michael J. Moore et al. (artigo disponível em qualquer lugar http://www.pnas.org/cgi/reprint/0708072104v1 )

Este estudo foi baseado na análise de 61 genes do cloroplasto pertencentes a 45 espécies foram selecionadas de modo que os representantes das principais linhagens de angiospermas, incluindo duas espécies de gimnospermas ( Pinus e Ginkgo ) como espécies “fora do grupo.” Além dos resultados de natureza filogenética, é fornecido como uma novidade, o seqüenciamento completo do genoma do cloroplasto de Ceratophyllum demersum , uma espécie considerada.

” A análise de 81 genes a partir de 64 genomas plastid resolve Relacionamentos identificador em angiospermas e genoma escala de padrões evolutivos “, assinado por Robert K. Jansen et al. (Abstract disponíveis http://www.pnas.org/cgi/content/abstract/0709121104v1 ).

Este segundo estudo foi baseado na análise de 81 genes do cloroplasto pertencentes a 64 espécies representativas de todos os principais grupos de angiospermas. Além das considerações filogenéticas, introduz um novo seqüenciamento completo do genoma do cloroplasto de 13 dos 64 espécies envolvidas.

Os estudos filogenéticos com base na análise de biopolímeros (proteínas, RNA, DNA) depende em primeiro lugar o conhecimento exato da seqüência das moléculas analisadas. Primeiros trabalhos sobre sequenciamento de proteínas foi realizada (produtos originários da “informação” contida nos genes), mais tarde começaram o seqüenciamento dos genes em si (DNA).

Comparação das seqüências de um biopolímero dado presente em diferentes linhagens pode encontrar diferenças que são devido a mudanças uma vez que estas linhagens divergiram de seu ancestral comum. O número de alterações observadas ao comparar as seqüências de duas linhagens é uma medida de “proximidade” ou “à distância” com eles sobre seu ancestral comum. Por exemplo, comparando o citocromo c (uma proteína) dos seres humanos com os macacos rhesus é uma diferença quando comparado com os cavalos e existem 12 diferenças quando comparado com o atum são 21 as diferenças.

A análise filogenética molecular mais simples que podemos conceber deve necessariamente partir do conhecimento exato da seqüência de um biopolímero dado , ou uma molécula inteira ou fragmento molecular do mesmo (por exemplo, o gene X) em três espécies (chamá-los de A, B e C). Então, seguindo o exemplo, nós comparamos as seqüências do gene X em todas as três espécies com a ajuda de certos parâmetros que nos permitem discernir com alguma confiança, o grau de semelhança entre eles. Este grau de semelhança está relacionada com o grau de parentesco é refletida na árvore filogenética correspondente ou filograma.

No nosso exemplo (o gene X em espécies A, B e C) podem ser obtidos até a quatro filogramas topologia diferente :

1.Um é mais semelhante a B para C, ou seja, as linhagens A e B são “irmãos”, deixando C como a linhagem basal.
2.Um é mais estreitamente relacionado com C do que B, ou seja, as linhagens A e C são “irmãos”, deixando B como a linhagem basal.
3.B é mais estreitamente relacionado com C do que A, ou seja, as linhagens B e C são “irmãos”, deixando uma como a linhagem basal.
4.A análise não poderia resolver o grau de parentesco com um mínimo de confiança. Se chegarmos a este ponto, podemos sempre escolher um outro biopolímero do inumeráveis, mas segura partes, as espécies envolvidas.
Em muitos casos, a resolução bem sucedida de um filograma requer maximizar a) o número de biopolímeros submetidos à análise b) o tamanho da amostra de espécies. Ambos exigem tarefa imediata como o seqüenciamento de biopolímeros.

Voltando à notícia , vemos que o segundo estudo é baseado em genes mais (81) que o primeiro (61) e abrange um maior número de espécies (64 versus 45). Os autores do primeiro estudo seria muito “satisfeito” se as suas conclusões foram apoiadas por segundo estudo, uma vez que trata, por assim dizer, leia mais. E de fato é isso que tem acontecido. Portanto, agora temos uma imagem bastante satisfatória de como a inter-relacionadas principais clades de angiospermas.

As manchas mais escuras foram

•Posição relativa dos três grupos na linha de base.
•Posição de Chloranthaceae.
•Ceratophyllum posição.
•Magnoliidae posição relativa, Monocots e eudicotiledóneas.
Filograma A seguir reflete a história evolutiva das angiospermas de acordo com os resultados dos dois estudos.

ÁRVORE FILOGENÉTICA

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ÁRVORE FILOGENÉTICA

Uma árvore filogenética, por vezes também designada por Árvore da Vida, é uma representação gráfica, em forma de uma árvore, das relações evolutivas entre várias espécies ou as relações de parentesco entre grupos de organismos que habitam o planeta Terra.
Para melhor explicar esta relação evolutiva constrói-se um diagrama, em forma de árvore, onde troncos representam os ancestrais comuns dos quais derivaram os diferentes grupos de seres vivos representados nos ramos.

arvore_filogeneticaEm 1859, na obra “Origem da Espécies” Charles Darwin descrevia esta relação evolutiva com o texto: “The affinities of all the beings of the same class have sometimes been represented by a great tree… As buds give rise by growth to fresh buds, and these if vigorous, branch out and overtop on all sides many a feebler branch, so by generation I believe it has been with the great Tree of Life, which fills with its dead and broken branches the crust of the earth, and covers the surface with its ever branching and beautiful ramifications.”

arvore_filogenetica_da_vida

Em uma árvore filogenética, cada nodo (ou nó) com descendentes representa o mais recente antepassado comum, e os comprimentos dos ramos podem representar estimativas do tempo evolutivo. Cada nodo terminal em uma árvore filogenética é chamado de “unidade taxonômica”. Nodos internos geralmente são chamados de “unidades taxonômicas hipotéticas”. Para a construção de uma árvore filogenética, é fundamental estudar várias características dos organismos que pretendemos representar, de modo a perceber as suas afinidades.
As características estudadas são variadas e vão desde a morfologia e desenvolvimento embrionário às sequências de ADN. Apesar do grande avanço introduzido pelas técnicas de ADN, existem ainda grupos cujas posições na Árvore da Vida se mantêm alvo de controvérsia.
Estes dados são comparados, e os táxons agrupados em clados ou ramos de acordo com as semelhanças e diferenças entre si. Atualmente, há vários softwares disponíveis para a realização destes cálculos. Pode ser de vários tipos:

CLADOGRAMA

Um cladograma é um diagrama usado em cladística que mostra as relações ancestrais entre organismos, para representar a árvore da vida evolutiva. Apesar de terem sido tradicionalmente obtidas principalmente na base de caracteres morfológicos, sequências de DNA e RNA e filogenética computacional são agora normalmente usados para gerar cladogramas.

arvore_filogenetica_cladograma_horizontal_ancestral_acima

Cladograma vertical, com o ancestral em cima

arvore_filogenetica_cladograma_horizontal_ancestral_esquerda

Cladograma horizontal, com o ancestral (sem nome) à esquerda

arvore_filogenetica_cladograma_horizontal_ancestral_abaixo.png

Dois cladogramas verticais, com o ancestral em baixo

Representa o padrão das relações entre os nodos da árvore; o tamanho dos ramos não representa necessariamente a distância entre os nodos. O termo normalmente é usado para indicar o mesmo que árvore filogenética.

Filograma

O tamanho dos ramos representa o número de mudanças ocorridas entre os nodos;

Cronograma

A posição dos nodos está disposta num eixo que representa o tempo.

arvore_filogenetica_cronograma.

Para a construção de uma árvore filogenética, é fundamental estudar várias características dos organismos que pretendemos representar, de modo a perceber as suas afinidades.

REGULAMENTO DE CONTROLE DE DOPAGEM

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REGULAMENTO DE CONTROLE DE DOPAGEM

RESOLUÇÃO Nº 02, DE 5 DE MAIO DE 2004 (Ministério do Esporte e Conselho Nacional de Desporto) – Institui Normas Básicas de Controle da Dopagem nas Partidas, Provas ou Equivalentes do Desporto de Rendimento de Prática Profissional e Não-Profissional.

CAPITULO I
DO DOPING E DA DOPAGEM
Art. 1º Conceitua-se como doping a substância, agente ou método capaz de alterar o desempenho do atleta, a sua saúde ou espírito do jogo, por ocasião de competição desportiva ou fora dela.

Art. 2º Por dopagem se entende a administração ao atleta, ou o uso por parte deste, de substância, agente ou método capaz de alterar o desempenho do atleta, prejudicar a sua saúde ou comprometer o espírito do jogo, por ocasião de competição desportiva ou fora dela.

Art 3º Considera-se infração por dopagem, o uso de substância proibida, ou a presença de seus metabólitos ou marcadores na urina ou sangue do atleta, o uso ou a tentativa de uso de substância ou método proibido, a adulteração ou tentativa de adulterar qualquer parte do controle de dopagem, a posse ilegal e o tráfico ilícito de qualquer substância ou método proibido.

Art.4º O controle da dopagem de que trata esta Resolução objetiva detectar a administração ao atleta ou o uso por parte deste, das substâncias ou métodos exemplificados em seu Anexo I, e de acordo com a lista publicada anualmente no dia 1º de janeiro pela Agência Mundial Antidoping (AMA), respeitadas as concentrações propostas no Anexo II, ouvido o órgão competente do Ministério da Saúde.

Art. 5º Os fármacos ou métodos previstos no Anexo I, quando ministrados ao atleta ou por este usados ainda que por motivo de doença e por prescrição médica, serão sempre considerados dopagem, salvo se ele apresente uma Isenção para Uso Terapêutico (IUT) devidamente registrada e aprovada na sua Entidade Nacional de Administração do Desporto, Federação Internacional, no Comitê Olímpico Brasileiro ou no Comitê Paraolímpico Brasileiro.

Art.6º O atleta que apresentar em seus fluidos, quando submetido a controle de dopagem, substância ou método proibido, sofrerá as penalidades cominadas nesta Resolução e nas previstas no Código Brasileiro de Justiça Desportiva-CBJD, sem prejuízo das penalidades aplicáveis à Entidade de Prática ou Entidade de Administração a que pertença e às demais pessoas envolvidas no processo de dopagem.

Art. 7º O disposto na presente Resolução aplica-se aos atletas, técnicos, treinadores, dirigentes, profissionais de saúde e quaisquer outros agentes ligados ou não a atividade esportiva que participem do processo de dopagem ou o favoreçam.

CAPÍTULO II
DA SELEÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DOS ATLETAS EM COMPETIÇÃO
Art. 8º Qualquer atleta que tenha participado de competição desportiva, no todo ou em parte, poderá ser submetido ao controle de dopagem, pelos critérios de sua Entidade Nacional de Administração do Desporto.

Art. 9º O atleta selecionado será notificado logo após a conclusão de sua atividade agonística, pelo responsável pela coleta de urina e sangue.

§1º Da notificação expedida em duas vias de igual teor, constarão:

a) local, data, hora e identificação da atividade desportiva realizada;

b) nome, sexo e, eventualmente, o número do atleta na prova;

c) equipe a que pertencer, se for o caso;

d) local da coleta de urina e/ou sangue e o prazo de apresentação.

§2º Uma das vias da notificação será destinada ao atleta.

§3º Sob pena de ser considerado dopado, nenhum atleta que tenha praticado modalidade desportiva poderá ausentar-se antes do final da partida, prova ou equivalente, e do sorteio ou indicação para o controle de dopagem.

§ 4º O atleta que se recusar a fornecer material para o controle de dopagem será punido com a pena maior.

Art. 10 Os atletas sorteados ou indicados a se submeter ao controle de dopagem, deverão apresentar-se no local e dentro do prazo estipulado pela notificação, podendo ser acompanhados pelo médico da equipe ou por representante indicado.

Parágrafo único. A autoridade responsável pela coleta do material para fins de exame deverá comprovar sua identidade e apresentar documento hábil que o credencia para tal fim, preenchendo-se, então, formulário em três vias, assinado pela autoridade e pelo o atleta, que conterá os seguintes elementos:

a) local e data da atividade desportiva;

b) nome, sexo, número do atleta se existente, e código da amostra do atleta;

c) nome do acompanhante, se existente;

d) hora em que chegou na estação de dopagem e hora em que foi colhida a amostra;

e) assinatura do atleta e seu acompanhante, se houver, concordando com o procedimento.

CAPÍTULO III
DO CONTROLE DA AMOSTRA
Art. 11 O controle de dopagem constará basicamente de três fases distintas:

a) coleta de urina e de sangue, conforme o caso, e acondicionamento da amostra;

b) análise do material coletado, em laboratório credenciado pela Agencia Mundial Antidoping;

c) laudo com o resultado.

Art. 12 O material para a análise será, conforme o caso, a urina ou o sangue do atleta.

Art. 13 O atleta deverá permanecer sob vigilância de escolta destinada a esta função até o fornecimento da amostra. Poderá, para tal, ingerir líquidos contidos em embalagens de vidro ou lata, que deverão ser escolhidas e abertas pelo próprio atleta. Não serão oferecidas bebidas de teor alcoólico ao atleta.

Art. 14 Cabe ao atleta escolher, entre 3 vasos, no mínimo, o destinado à coleta de urina, o qual deverá estar contido em invólucro de plástico devidamente lacrado e estéril.

§ 1º Cabe, ainda, ao atleta verificar a inviolabilidade do invólucro de plástico, abrindo-o para retirar o recipiente destinado a receber a urina, que deve medir pelo menos 100 centímetros cúbicos.

§ 2º Na Estação de Controle de Dopagem o ambiente de coleta de material será separado do ambiente destinado à espera. Somente um atleta de cada vez será atendido na área destinada à coleta do material que servirá de amostra.

§ 3º Se o atleta não urinar a quantidade necessária para o controle de dopagem, deverá voltar à sala de espera, onde seu frasco permanecerá sob sua guarda e da respectiva escolta, lacrado como amostra parcial e controlado pelo responsável.

Art. 15 O atleta deverá urinar na presença e sob vigilância direta da escolta devidamente treinada, em recipiente específico para tal e descrito no Art. 14.

Parágrafo único. A escolta deve obrigatoriamente ser do mesmo sexo do atleta.

Art. 16 O volume mínimo de urina a ser colhido será de 75 cc (centímetros cúbicos).

Art. 17 Após a coleta de urina o recipiente será fechado pelo atleta, que escolherá um conjunto contendo dois frascos. O atleta verificará se o selo do conjunto e o selo dos frascos A e B estão íntegros, verificará ainda se eles apresentam o mesmo número de código, e abrirá os frascos, colocando neles a urina homogeneizada, e dividida na razão de 2/3 no frasco A (prova) e 1/3 no frasco B (contraprova). O atleta poderá ser auxiliado nesta atividade pelo responsável do controle de dopagem ou pelo seu acompanhante.

§ 1º O pH e a densidade serão determinados na urina remanescente contida no vaso coletor.

§ 2º Se o pH for menor do que 5 (cinco) ou maior do que 7 (sete), a amostra deverá ser repetida.

§ 3º Se a densidade for menor do que 1.010 (mil e dez), a amostra deverá ser repetida. No caso de ser a densidade medida com refratômetro, este valor passa a ser menor do que 1.005 (mil e cinco).

Art. 18 Os frascos A e B serão fechados pelo atleta, que fará um teste para verificar se eles não apresentam vazamento, e os colocará em sua respectiva caixa. O atleta poderá ser auxiliado nesta atividade pelo responsável do controle de dopagem ou seu acompanhante.

Art. 19 Terminada a coleta e acondicionamento das amostras, o responsável coloca a cópia do formulário junto ao material colhido e as encaminhará a laboratório credenciado pela Agência Mundial Antidoping (AMA), de forma segura e inviolável. A via original fica com o técnico responsável pelo controle de dopagem, e uma cópia do formulário será entregue ao atleta.

Art. 20 Cabe ao encarregado da recepção das amostras, no laboratório, verificar se elas estão íntegras, com o código correto, e firmar o respectivo recibo.

Parágrafo único. Caso verifique qualquer anormalidade na amostra, o laboratório comunicará a ocorrência à autoridade competente, que poderá torná-los inválidos, mediante decisão fundamentada.

Art. 21 A amostra contida no frasco A, destinado à prova, será devidamente examinada, enquanto o frasco B, destinado à contraprova, será guardado em congelador no laboratório, fechado à chave e sob responsabilidade do laboratório, para ser analisado posteriormente, se houver necessidade.

CAPÍTULO IV
DO LAUDO COM OS RESULTADOS
Art. 22 O laudo com o resultado será enviado ao presidente da Comissão médica da Entidade de Administração do Desporto organizadora da competição, em comunicação reservada e pessoal, com o respectivo código recebido com as amostras, devendo ser classificado como negativo, se não for encontrada nenhuma substância ou método proibido, em competição ou fora dela, ou de resultado analítico adverso, se o contrário acontecer.

Art. 23 O presidente da Comissão médica identificará o atleta que apresentar resultado analítico adverso, e seguirá as normas de cada Entidade de Administração do Desporto, entregando, após, o resultado ao presidente da entidade organizadora da competição, preservado o sigilo.

Art. 24 No caso de resultado analítico adverso, este será comunicado de imediato ao presidente da Entidade de Prática Desportiva a que pertencer o atleta, pelo presidente da Entidade de Administração do Desporto, firmando aquele um recibo identificando o dia e a hora em que foi notificado.

Parágrafo único. Recebida a comunicação a que se refere o “caput” deste artigo, presume-se que o atleta tomou igualmente conhecimento do resultado da análise.

Art. 25 A primeira análise com resultado positivo implica a imediata suspensão do atleta, não se permitindo nenhum outro tipo de análise que não vise a identificação de substância definida como doping.

CAPÍTULO V
DA CONTRAPROVA
Art. 26 O atleta poderá exigir, no prazo de 20 (vinte) dias, contados do recebimento da comunicação de que trata o Artigo 24, a realização de uma segunda análise, que será efetuada na urina contida no frasco B (contraprova).

Parágrafo único Se a contraprova não for solicitada neste período, prevalecerá o resultado da prova.

Art. 27 O dia e a hora da contraprova, determinado de acordo com as possibilidades do laboratório, serão comunicados, formalmente, a parte interessada pelo presidente da Entidade de Administração do Desporto da competição.

Art. 28 A contraprova será realizada no mesmo laboratório, se possível com outro técnico, e com a presença de até três representantes do atleta.

Parágrafo único. A ausência de representantes do atleta não impedirá a realização da contraprova no horário determinado, nem invalidará seu resultado.

Art. 29 Será lavrada ata referente ao resultado da segunda análise, que deverá ser assinada pelos interessados, se presentes, a qual será enviada de imediato à autoridade competente do evento e à entidade a que pertence o atleta.

Art 30 Se o resultado da contraprova for negativo, o presidente da entidade de administração do desporto que promover o evento dará por encerrado o processo de controle de dopagem.

CAPITULO VI
DO PROCEDIMENTO DISCIPLINAR
Art. 31 Configurado o resultado anormal na análise antidoping, o Presidente da Entidade de Administração do Desporto ou quem o represente, em 24 (vinte e quatro) horas, remeterá o laudo correspondente ao Presidente do órgão judicante (STJD ou TJD), que adotará o procedimento especial indicado no Código Brasileiro de Justiça Desportiva, salvo se, pela integração entre normas nacionais, normas internacionais e regras a que estão submetidas as entidades nacionais de administração do desporto, em decorrência da filiação, haja disposição diversa, em todos os casos, observando-se o princípio da moralidade no desporto.

CAPITULO VII
DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES
Art. 32 São infrações por dopagem as previstas no Código Brasileiro de Justiça Desportiva-CBDJ, as indicadas nas normas nacionais, normas internacionais e regras da prática, assim reconhecidas e aceitas pelas entidades nacionais de administração e, em especial, aquelas indicadas nos artigos 33 e 34 da presente Resolução.

Art. 33 Portar o atleta em qualquer momento ou lugar, substância proibida ou adotar métodos proibidos, salvo se para fins terapêuticos e em conformidade com as normas técnicas nacionais e internacionais relativas à matéria.

PENA: suspensão até 360 (trezentos e sessenta) dias e eliminação na reincidência.

§ 1º Incorrerá nas mesmas penas quem fabricar, extrair, transformar, preparar, despachar, transportar, importar, exportar, oferecer em troca de pagamento ou de graça, distribuir, vender, trocar, servir de intermediário, obter de qualquer maneira, prescrever, comercializar, transferir, aceitar, possuir, reter, comprar ou adquirir de qualquer maneira substâncias proibidas e utilizar métodos proibidos, excetuados os casos permitidos por lei.

§ 2º Nas mesmas penas, incorrerá quem financiar ou servir como intermediário para o financiamento, estimular o consumo ou uso de substâncias proibidas e métodos proibidos, ou organizar meios para facilitar o acesso ou o consumo de substância e métodos proibidos.

§ 3º A tentativa é punível aos atos indicados no caput e §§ 1º e 2º deste artigo.

Art. 34 O atleta punido por prazo, pela prática de dopagem em competição internacional, fica impedido, por igual prazo, de participar de competições em qualquer modalidade desportiva no Brasil.

CAPITULO VIII
DA RESPONSABILIDADE PELO CONTROLE DE DOPAGEM
Art. 35 A responsabilidade administrativa e financeira do controle de dopagem cabe às Entidades Nacionais e Regionais de Administração do Desporto, ao Comitê Olímpico e Paraolímpico, ao Ministério e Secretarias de Esporte e aos organizadores de eventos desportivos.

CAPÍTULO IX
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
SEÇÃO I – DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 36 As entidades de administração nacionais, regionais, ligas e entidades de prática do desporto, integrantes do sistema brasileiro de desporto, em conjunto com os órgãos públicos governamentais, farão divulgar por todos os meios disponíveis o texto da presente Resolução, como forma de observar o princípio da democratização e suscitar os valores éticos e morais com o fim de alcançar a plena cidadania pelo desporto.

Art. 37 O procedimento disciplinar deverá ser efetivado pela integração das normas desta Resolução, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva-CBJD, subsidiados quando couber, pelas normas nacionais das entidades de administração do desporto e normas internacionais a que estiverem submetidas em decorrência de aceitação ou filiação.

Parágrafo único. As normas regulamentares de cada modalidade, por sua especificidade, quando aplicáveis, poderão fundamentar as decisões dos órgãos da Justiça Desportiva, desde que tenham por escopo proteger a disciplina e a organização das competições.

Art. 38 As entidades de administração poderão adotar penalidades mais graves, quando as normas fixadas pelas Federações Internacionais da modalidade estabelecerem a aplicação de penas superiores às previstas nesta Resolução.

Art. 39 A interpretação das normas procedimentais desta Resolução observará as regras gerais de hermenêutica e visa alcançar a defesa da disciplina, da moralidade e da verdade no desporto.

Art. 40 Os casos omissos e as lacunas desta Resolução serão resolvidos de acordo com os princípios gerais de direito, vedadas porém a definição, a qualificação e as decisões por analogia.

SEÇÃO II
DISPOSIÇÃO FINAL
Art. 41 Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, especialmente, a Portaria MEC nº 531, de 10 de julho de 1985, salvo em relação aos processos de dopagem em curso.

AGNELO QUEIROZ
Ministro de Estado do Esporte

Anexo I
SUBSTÂNCIAS E MÉTODOS PROIBIDOS EM COMPETIÇÃO SUBSTÂNCIAS E MÉTODOS PROIBIDOS EM COMPETIÇÃO

Substâncias proibidas
1. Estimulantes
Os seguintes estimulantes são proibidos, incluindo seus isômeros óticos (D- e L-), quando relevantes:

Adrafinil, amifenazola, anfepramona, anfetamina, anfetaminil, benzfetamina, bromantano, carfedon, catina*, clobenzorex, cocaína, dimetilanfetamina, efedrina**, estriquinina, etilanfetamina, etilefrina, femproporex, fencanfamina, fendimetrazina, fenetilina, fenfluramina, fenmetrazina, fentermina, furfenorex, mefenorex, mefentermina, mesocarbo, metanfetamina, metilefedrina**, metilenodioxianfetamina, metilenodioximetanfetamina, metilfenidato, modafinil, niquetamida, norfenfluramina, parahidroxianfetamina, pemolina, prolintano, selegilina e substâncias afins.

* catina é proibida quando sua concentração na urina é maior do que 5 microgramas por mililitro.

**efedrina e metilefedrina são proibidas quando sua concentração na urina é maior do que 10 microgramas por mililitro.

2. Narcóticos
Os seguintes narcóticos são proibidos:

Buprenorfina, dextromoramida, diamorfina (heroína), hidromorfona, metadona, morfina, oxicodona, oximorfona, pentazocina e petidina.

3. Canabinóides
Canabinóides (Exemplos: haxixe e maconha) são proibidos.

4. Agentes anabólicos
Agentes anabólicos são proibidos.

a. Esteróides Anabólicos Androgênicos (EAA):
EAA exógenos, incluindo mas não limitado aos seguintes compostos:

androstadienona, bolasterona, boldenona, boldiona, clostebol, danazol, dehidroclorometiltestosterona, delta1-androsteno-3,17-diona, drostanolona, drostanodiol, estanozolol, estembolona, fluoximesterona, formebolona, gestrinona, 4-hidroxitestosterona, 4-hidroxi-19-nortestosterona, mestenolona, mesterolona, metandienona, metenolona, metandriol, metiltestosterona, mibolerona, nandrolona, 19-norandrostenodiol, 19-norandrostenodiona, norboletona, noretandrolona, oxabolona, oxandrolona, oximesterona, oximetolona, quimbolona, 1-testosterona (delta1-dihidro-testosterona), tetrahidrogestrinona (THG), trembolona e seus análogos.

EAA endógenos, incluindo mas não limitado aos seguintes compostos:

androstenodiol, androstenodiona, dehidroepiandrosterona (DHEA), dihidrotestosterona, testosterona e seus análogos.

Quando uma substância proibida (como as listadas acima) for capaz de ser produzida pelo corpo naturalmente, uma amostra será dita conter uma substância proibida quando a concentração desta substância ou de seus metabólitos, ou marcadores, e/ou qualquer relação relevante presente se desviar de valores normalmente encontrados em humanos, e que não sejam consistentes com uma produção endógena normal. A amostra não será considerada positiva se o atleta provar com evidências de que a concentração da substância proibida, os seus metabólitos, ou marcadores, e/ou razão relevante é atribuída à uma razão fisiológica ou patológica. Em todos os casos, em qualquer concentração, o laboratório irá reportar um resultado analítico adverso se, baseado em qualquer método analítico confiável, puder demonstrar que a substância proibida é de origem exógena.

Se o resultado do laboratório não é conclusivo e nenhuma concentração como reportada no parágrafo acima é encontrada, a Organização Antidoping responsável deve conduzir uma investigação, caso exista uma indicação séria, como uma comparação à perfis esteroidais de referência, para um possível uso de uma substância proibida.

Se o laboratório reportar uma presença da razão T/E maior do que seis (6) para um (1) em urina, uma investigação complementar será obrigatória, para que seja determinado se esta razão é devida à uma condição fisiológica ou patológica.

Em ambos os casos, a investigação deverá incluir uma revisão de testes anteriores, testes subseqüentes e, eventualmente, o resultado de uma investigação endócrina. Se os testes anteriores não estiverem disponíveis, o atleta se submeterá à uma investigação endócrina ou será testado sem aviso prévio por menos três vezes dentro de um período de três meses. Se o atleta não cooperar com a investigação, será considerado que sua amostra contém uma substância proibida.

b. Outros agentes anabólicos:
Clembuterol e zeranol.

Para compreensão desta secção:

“exógeno” se refere a uma substância que não é capaz de ser produzida pelo corpo naturalmente.

“endógeno” se refere a uma substância que pode ser produzida naturalmente pelo corpo.

“análogo” é definido como “uma substância derivada de uma modificação ou alteração de estrutura química de uma outra substância e que poderia possuir um efeito farmacológico similar”.

5. Hormônios peptídicos
As seguintes substâncias são proibidas, assim como seus miméticos e análogos:

a. Eritropoietina (EPO);
b. Hormônio do Crescimento Humano (hGH) e Fator de Crescimento semelhante à Insulina (IGF-1);
c. Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG), proibido apenas em atletas de sexo masculino;
d. Gonadotrofinas da pituitária (LH) e sintéticas, proibido apenas em atletas de sexo masculino;
e. Insulina;
f. Corticotrofinas.
A menos que o atleta possa demonstrar que a concentração é devida a uma condição fisiológica ou patológica, uma amostra será considerada como contendo uma substância proibida quando a concentração desta substância, ou de seus metabólitos, ou marcadores, e/ou razões relevantes, exceda os valores limites da normalidade encontrados em humanos de tal forma que não será consistente com uma produção endógena normal.

A presença de análogos, miméticos, marcador(es) diagnóstico ou fatores de liberação de um hormônio listado acima ou de qualquer outro achado que indique que a substância detectada não é um hormônio naturalmente presente, será reportado como um resultado analítico adverso.

Para compreensão desta seção:

um “mimético” é definido como uma substância com efeitos farmacológicos similares à outra substância, mas com uma estrutura química diferente.

Um “análogo” é definido com a substância derivada pela modificação ou alteração parcial da estrutura química de outra substância, mas retendo um efeito farmacológico similar.

6. Beta-2 Agonistas
Todos os beta-2 agonistas, inclusive os seus isômeros D- e L- são proibidos, exceto o formoterol, salbutamol, salmeterol e terbutalina, que são permitidos por inalação, somente na prevenção e/ou no tratamento da asma e da asma induzida pelo exercício ou brônquio-constricção. Uma notificação médica de acordo com a secção oito (8) do Padrão Internacional para Isenção de Uso Terapêutico (IUT) é necessária.

Apesar da autorização de uma IUT, quando o laboratório relatar uma concentração de salbutamol (livre mais glicuronídio) superior a 1.000 ng/mL, isto será considerado como um resultado analítico adverso, a menos que o atleta prove que este resultado anormal seja conseqüência do uso terapêutico de salbutamol inalado.

7. Agentes com atividade anti-estrogênica
Clomifeno, ciclofenila, tamoxifeno e inibidores de aromatase são proibidos somente em atletas de sexo masculino.

8. Agentes mascarantes
Agentes mascarantes são proibidos. Estes são produtos que têm a possibilidade de interferir na excreção de uma substância proibida, para evitar sua presença na urina ou outro tipo de amostra usada no controle de doping, ou para modificar parâmetros hematológicos.

Estes agentes incluem, mas não se limitam, aos seguintes produtos:

Diuréticos*, epitestosterona, probenecida, expansores de plasma (como o dextran e o hidroxietilamido).

Uma notificação médica de isenção para uso terapêutico (IUT) não será válida se a urina de um atleta contiver um diurético em associação à uma substância com um valor de concentração próximo ao seu limite máximo permitido.

Diuréticos incluem:

Ácido etacrínico, acetazolamida, amilorida, bumetanida, canrenona, clortalidona, espironolactona, furosemida, indapamida, mersalil, tiazidas (como bendroflumetazida, clorotiazida, hidroclorotiazida e outros) e triantereno, além de outras substâncias com estrutura química ou efeitos farmacológicos similares.

9. Glicocorticosteróides
Glicocorticosteróides são proibidos quando administrados por via oral, retal, intramuscular ou endovenosa.

Todas as demais rotas de administração requerem uma notificação de acordo com a seção oito (8) do Padrão Internacional para Isenção de Uso Terapêutico (IUT).

Os glicorticosteróides são extremamente prejudicais à saúde dos atletas, sendo proibidos por esta razão.

Métodos proibidos
1. Aumento de carreadores de oxigênio
Os seguintes métodos são proibidos:

a. Doping sangüíneo. Doping sangüíneo é a administração de sangue autólogo, homólogo ou heterólogo, ou de produtos contendo glóbulos vermelhos de qualquer origem, exceto em caso de tratamento médico justificável.

b. O uso de produtos que aumentem a captação, o transporte ou o aporte de oxigênio, tais como eritropoietinas, produtos à base de hemoglobina modificada incluindo, mas não se limitando, à substitutos de sangue com base em hemoglobina, produtos com hemoglobina microencapsulada, perfluoroquímicos e efaproxiral (RSR 13).

2. Manipulação farmacológica, química ou física da urina
As manipulações farmacológicas, químicas ou físicas da urina consistem em uso de substâncias ou métodos, incluindo agentes mascarantes, que alteram, tentam alterar ou podem ser esperados alterar a integridade e a validade do material coletado no controle de doping, ou a capacidade de detecção ou quantificação dos métodos de análise.

Esta manipulação inclui, mas não se limita, à cateterização, substituição e/ou alteração de urina, inibição da excreção renal e alterações das concentrações de testosterona e de epitestosterona.

3. Doping genético
Doping genético é definido como o uso não terapêutico de genes, elementos genéticos e/ou células que tenham a capacidade de aumentar o desempenho do atleta.

SUBSTÂNCIAS E MÉTODOS PROIBIDOS FORA DE COMPETIÇÃO
Substâncias proibidas
1. Agentes anabólicos

2. Hormônios peptídicos

3. Beta-2 agonistas*

4. Agentes com atividade anti-estrogênica

5. Agentes mascarantes

* Somente o clembuterol, quando presente, e o salbutamol, quando a sua concentração na urina for maior do que 1000ng/mL

Métodos proibidos
1. Aumento da transferência de oxigênio

2. Manipulação farmacológica, química ou física

3. Doping genético

Anexo II
SUBSTÂNCIAS DE USO PERMITIDO
1. ANTIÁCIDOS – aclorisan, aldrox, alka-seltzer, alrac, andursil antiacil, asilone, bisuisan, digastril, estomagel, gastrogel, gastrol, gastromag gel, gelusil m, hidroxogel, kolantyl, leite de magnésia, maalox plus, magnecy, magnésia bisurada, mylanta plus, pepsamar, pepsogel, siligel, siludrox, simecoplus, sonrisal

2. ANTIDIARRÉICOS – colestase, diarresec, enterobion, enterodina, enteromicina, floratil, florax, furazolin, imosec, kaomagma, kaopectate, lomotil, parenterin (obs – não devem ser usadas preparações com ópio)

3. ANTIASMÁTICOS – aerolin (aerosol ou preparação para inalação)

4. ANTIALÉRGICOS – agasten, cilergil, hismanal, fenergan, intal, periatin, peometazina, teldane

5. ANTINAUSEANTES – ANTIEMÉTICOS – copena, dramin, emetic, estac, eucil, metoclopramida, motilium, normopride, plamet, plasil, pleiadon, vogalene, vomix, vontrol

6. ANTIULCEROSOS – antak, cimetidina, climatidine, gastrodine, label, logat, neocidine, raidin 300mg, tagamet, ulcedine, elcenon, elcoren, zadine

7. ANALGÉSICOS, ANTI-INFLAMATÓRIOS, ANTIPIRÉTICOS – aas, aas infantil, acetaminofen, actaminofen 500, ácido acetilsalicílico 500mg, ácido acetilsalicílico infantil, algipron, aliviol, artril, aspiçucar, aspirina, aspirina infantil, atilon 100mg, baralgil, buscopan, butazona, clinoril, dipirona, dolocid, donorest, dorbid, dórico, endosalil, endosprim, eraldor, flanax, feldene, glifanan, glifarrelax, indocid-a, inflamene, motrin, naprosyn, novalgina, pacemol, piroxiflam, piroxifen, ponstan, profenid, ronal, scaflan, tandrex, tandrex-a, tylenol, tynofen, voltaren, voltaren retard, zareumal, zepalan

8. CONTRACEPTIVOS – anacyclin, anfertil, biofim, evanor, magestran, micronor, microvlar, neovlar, nordette, normamor, primovlar, tinordiol

9. DESCONGESTIONATES NASAIS – beclosol nasal spray, otrivina, rinosoro, sorine

10. EXPECTORANTES – alegorgel, qlergotox expectorante, atossion, benedryl expectorante, bisolvan, bisolvan ampicilina, clistin expectorante, fluimucil 10 a 20%, glicodin, glyconlodepol, iodetal, iodeto de potássio líquido, pulmonix, rinofluimucil subitan, xarope de iodeto de potássio composto

11. ANTITUSSÍGENOS – alergo glucarbet expectorante, fimatosan, silomat

12. ANTIFÚNGICOS – ancotil, canesten, daktarin, flagyl-nistatina, fulcin, fungizon, micostatin, nistatina, nizoral, sporostatin

13. ANTI-HEMORROIDÁRIOS – claudemor, glyvenol, hemorroidex, nestosyl, novaboin, novarrurita zurita, venalot h-creme

14. HIPNÓTICOS

a) BENZODIAZEPÍNICOS – dalmadorm, nitrazepan, nitrazepol, sonebon, sonostrat

b) BARBITÚRICOS – fenergan, prometazina

c) SEDATIVOS – ansitec, calmociteno, diazepan nq, dienpax, frisium, kiatrium, lexotan, lorax, mesmerin, psicosedin, stelazine, tensil, tranxilene, urbanil, valium

15. INSULINA E ANTIDIABÉTICOS

a) INSULINA – actrapid mc, biohulin l, biohulin n, biohulin r, biohulin ultralenta, humuli l, humulin n, humuli r, monotard mc

b) HIPOGLICEMIANTES ORAIS – daonil, diabinese, debei, glucophage, minidiab

16. RELAXANTES MUSCULARES PERIFÉRICOS – besaprin, coltrax, equanil, flaxedil, glifarrelax, mioflex, sirdalud

17. TÓPICOS DERMATOLÓGICOS – podem ser usados todos os produtos que se apresentam no mercado, desde que respeitada a prescrição médica.

18. PREPARAÇÕES VAGINAIS – colpistatin, flagyl, ginedak, ginedox, gyno-daktarin, micogyn, micostatin, nisatina, talsutin

19. PREPARAÇÕES OFTÁLMICAS – anestalcon, clorafenicol colírio e pomada, colírio ciclopégico, dexafenicol colírio e pomada, flumex 0,10% e 0,25%, fluresceína, isopto carpine, lacrima, maxidex colírio, maxitrol colírio e pomada, midriacyl colírio, minidex pomada, opticron, opti-teras, pilocarpina 1%, 2% e 4%, timolol 0,25% e 0,50%, timoptol colírio.

20. ANTIBIÓTICOS

a) PENICILINAS – amoxicilina, amoxifar, amoxil, ampicil, ampicilina, ampicron, amptotal, amplacilina, amplitor, bacterion, benzetacil, binotal, bipencil, carbenicilina, cibramox, despacilina, dicloxacilina, hiconcil, longacilin, megapen, novocilin, oracilin, panglobe, penicilina g potássica crsitalizada, pen-ve-oral, penvicilin, staficilin-n, totapen

b) CEFALOSPORINAS – cefalex, cefalexina, cefalotina, cafamezin, cefaporex, kefazol, keflex, mefoxin

c) AMINOGLICOSÍDEOS – geramicina injetável, gentamicina, netromicina, novamin, septopal, tobramina

d) MACRÓLIDOS – dalicin-c, eritrx, eritrofar, eritromicina drágeas 250mg e 500mg, frademicina, ilosone, lincomicina, pantomicina, trozyman

e) TETRACICLINAS – cápsulas de tetraciclina, cloridrato de tetraciclina, terramicina, tetraciclina, tetrex, vibramicina

f) ANFENICÓIS – cloranfenicol, glitisol, sintomicetina cápsulas, sintomicetina injetável, suspensão de cloranfenicol

g) VANCOMICINAS – vancomicina

h) SULFONAMIDAS E COTRIMOXAZOLE – assepium balsâmico, bafar, bacgen, bactrex, bactrim, basiprim, benectrim, diastin, dientrin, duoctrin, entercal, espectrin, imuneprim, infectrin, intestozol, septiolan, trimexazol

21. ANTICONVULSIVANTES – depakene, diazepan, gardenal, hidantal, primidona, rivitril, tegretol, valpakine

22. LAXATIVOS – agarol, agiolax, dulcolax, enterolax, frutalax, guttalax, lactopurga, minilax, tamarine

23. VITAMINAS – podem ser usados os medicamentos que não tiverem em sua fórmula qualquer substância proibida, como estimulantes, etc. Recomenda-se especial cuidado com a procedência de medicamentos e formulações farmacêuticas.

Anexo III
Concentrações máximas permitidas para certos compostos:

Nota: THC corresponde à tetrahidrocanabinol (maconha, haxixe); T corresponde à testosterona, E, corresponde à epitestosterona .

DOPING NOS ESPORTES

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DOPING NOS ESPORTES

O primeiro relato de doping ou de uso de substâncias estimulantes na história dos esportes, ocorreu na China, na dinastia Chen em 2700 a.C;quando o Imperador Shen-Nung, pai da Acupuntura, relatou utilizar uma planta local chamada “machuang” ou ma huang, com altas concentrações de efedrina, utilizada por lutadores e desportistas chineses como estimulante para dar ânimo e coragem nas disputas. Na década de 50 iniciou-se o uso de anabólicos esteróides principalmente pelo bloco oriental.

Em 1960, os esteróides anabolizantes tornaram-se conhecidos mundialmente, quando o atleta Fred Ortiz se apresentou com um volume de massa corporal incrivelmente superior a seus concorrentes no campeonato de fisiculturismo, o “Mr. Universo”, na Europa. Somente, em 1967, o Comitê Olímpico Internacional (COI), formou uma comissão constituída por médicos, para listar quais seriam as “drogas proibidas”. A partir de então foram estipuladas infrações para atletas que utilizassem destas substâncias.

A partir da década de oitenta, houve um grande estímulo à prática de exercícios físicos, que culminou na imensa procura por academias de ginástica. A valorização da estética muscular desenvolvida ou hipertrofiada inclusive para mulheres, passou a ser bem vista e explorada pela mídia. Com esse aumento da procura, surgiu um comércio paralelo que iniciou a venda de drogas anabolizantes e outros ergogênicos ilícitos, denunciado constantemente pela imprensa. A busca desequilibrada por um corpo escultural, e o baixo nível de conhecimento dos praticantes de musculação e outras atividades físicas, mantém o presente mercado negro em plena ascensão.

A Diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina no Esporte, de 2003, classificou o doping “como qualquer substância ilícita utilizada a fim de aumentar o desempenho atlético, e que cuja utilização, de acordo com Agência Mundial Antidopping (Wada) e o Comitê Olímpico Internacional (COI), caracterizem infração de códigos éticos e disciplinares, podendo ocasionar sanção aos atletas, bem como aos seus técnicos, médicos e dirigentes”. Ainda segundo a Diretriz, as substâncias proibidas podem ser divididas em:

1.Estimulantes 2.Narcóticos 3.Agentes Anabolizantes (Anabólicos esteróides androgênios e Beta 2 agonistas) 4.Diuréticos 5.Hormônios Peptídicos, miméticos e análogos (Hormônios Gonadrotófico coriônico (hCG) e Gonadotrofinas pituitárias e sintéticas (LH) (somente em atletas masculinos), Corticotrofinas ( ACTH, tetracosactide), Hormônio do crescimento, Fator de crescimento tipo Insulínico – 1 ( IGF-1). Precursores e análogos destes hormônios também são proibidos, como: Eritropetina (EPO) e Insulina ( exceção feita a atletas insulino dependentes).

Existe ainda uma classe de substâncias proibidas em certas circunstâncias, como o álcool, canabinóides, anestésicos locais, glucocorticóides, beta-bloqueadores.

Essa variante depende da modalidade esportiva e da quantidade limite encontrado no sangue ou na urina, para que seja considerado doping ou não. Algumas drogas podem ser consideradas lícitas em um determinado momento e ilícitas em outro. É o caso dos estimulantes narcóticos, analgésicos, e corticosteróides que podem ser utilizados em algumas situações clínicas, no período de treinamento, mas não podem ser ministrados antes de competição.

Algumas substâncias são consideradas lícitas dentro de determinadas concentrações na urina, tais como a efedrina e a morfina, assim como precursores hormonais, como por exemplo, nandrolona. O salbutamol é considerado estimulante acima de certa concentração e agente anabólico acima de outra, dez vezes maior. A cafeína, até 2003, estava na lista das substâncias que dependiam da quantidade encontrada na urina.

Atualmente não pertence mais a lista de doping e seu uso está liberado na composição de vários suplementos nutricionais. Entre as substâncias ilícitas mais utilizadas entre os atletas estão:

1) Efedrina

Estimulante que age no sistema nervoso e cardiovascular. Utilizado para auxiliar na perda de peso e no aumento da energia, reduzindo a fadiga. Efeitos colaterais: hipertensão, taquicardia, paranóia psicótica e depressão.

2) Eritropoietina (EPO)

É um hormônio natural secretado pelos rins e que atua na medula óssea para estimular a formação de hemácias (utilizado em casos de patologia). Porém o EPO utilizado por atletas é um hormônio sintético, para aumentar a os glóbulos vermelhos e a oxigenação das células. Efeitos colaterais: aumenta em muito a viscosidade do sangue e possibilidade maiores chances de ataque cardíaco.

3) Testosterona

Hormônio sexual masculino, utilizado para aumento da massa muscular e explosão. Efeitos colaterais: hipertensão, esterilidade e atrofia dos testículos.

4) Stanozolol (Winstrol)

Esteróide anabolizante sintético utilizado para “desenvolver musculatura”. Efeitos colaterais: hipertrofia da próstata, arteriosclerose, disfunção hepática, redução, da libido, câncer de fígado e atrofia dos testículos.

5) Nandrolona

Esteróide anabolizante sintético. Utilizado também para o aumento da massa muscular e força. Efeitos colaterais: crescimento das glândulas mamárias, câncer, problemas, problema no ciclo menstrual.

6) Furosemida (Lasix)

Diurético. Usado para perda de peso, desidratando o organismo e para driblar os exames de doping. Efeitos colaterais: desidratação acentuada, cólicas náuseas e dor de cabeça.

7) DHEA

Hormônio produzido pelo sistema adrenal do homem e da mulher, tendo como função ser o precursor gonadal e periférico da testosterona e do estrógeno.

O controle de doping pode ser realizado em sangue ou na urina, sendo o de urina o mais freqüente.

Existem basicamente dois momentos de controle antidoping:

Controle em competições, que é realizado imediatamente após o término de uma competição esportiva, e incluem exames de todas as classes de substâncias e de métodos proibidos.

E um segundo, o Controle fora de competição no qual pode ser realizado a qualquer momento, em treinos, na residência do atleta, e até mesmo algum tempo antes ou depois de uma competição esportiva, sendo utilizado métodos de exames mais específicos, como agentes anabolizantes, hormônios peptídeos, alguns beta2-agonistas, agentes anti-estrogênicos e diuréticos, além de todos os métodos proibidos.

Estimulantes, narcóticos analgésicos e drogas sociais não são analisadas nesse tipo e controle.

Outra preocupação do COI se refere às deficiências da legislação de cada país, visto que os mesmos não teriam o controle de qualidade de alguns suplementos alimentares e produtos vegetais, tais como vitaminas e aminoácidos, que poderiam conter esteróides ou seus precursores em sua composição sem mencionar nos rótulos, podendo acusar positivo para o doping. Mesmo para a liberação de suplementos nutricionais, a legislação encontra resistência para a melhor classificação dos produtos e evitar que entre no mercado, substâncias que provoquem riscos a saúde do consumidor. Em 2005 a creatina teve sua venda proibida e recentemente, a comercialização do CLA (Ácido Conjugado Linoléico) como suplemento de ajuda a perda de gordura corporal foi proibido pela ANVISA, pois não foram encontradas evidências científicas que comprovem a eficácia e a segurança do produto. Antecipando-se ao futuro do doping na manipulação genética no esporte, a dois anos o COI reuniu em Nova York, geneticistas e profissionais que trabalham no controle antidoping, para realizar estudos e pesquisas para verificar até que ponto a mutação genética poderia propiciar aos atletas vantagens estruturais.

Uma das hipóteses sugere o bloqueio de uma proteína que impedisse o crescimento muscular, e assim, por meio da mutação genética seria possível o aumento da massa muscular do atleta. Testes já realizados com animais demonstraram um aumento em sua musculatura em 200% a 300%, segundo Eduardo De Rose, Membro do Conselho da Wada – Agência Mundial Antidoping, e presidente da comissão médica da ODEPA – Organização Desportiva Pan-Americana. Em 2006 a WADA chegou a questionar a possibilidade de ocorrências de fraudes genéticas no esporte. Mais de 30 cientistas e especialistas em doping participaram do encontro “Reforço Genético do Desempenho Atlético”, e concluíram que poderá haver abuso da tecnologia genética com o intuito de beneficiar o desempenho do esportista, como construir um ligamento indestrutível no joelho de um esquiador ou fibras musculares de contração rápida em atletas que praticam corrida de velocidade. Além da necessidade dessa prática ser barrada por questões éticas, o descontrole na manipulação genética, poderá gerar não só uma medalha de ouro como diversas doenças para o atleta que se submeter a tal prática. No Código Mundial Antidoping (Wada) há inclusão da proibição do uso da tecnologia de transferência genética para melhorar o desempenho dos atletas. A tendência atual tem demonstrado que cada vez mais os suplementos e métodos invasivos virão a ser comercializados como novas promessas para a melhora do desempenho, e se torna importante salientar que existe um elevado grau de negligência por parte de fabricantes e comerciantes quanto aos riscos dessas substâncias ilícitas para a saúde e a carreira dos atletas de alto nível. Portanto para garantir a ética no esporte e a integridade física de seus usuários, os únicos suplementos permitidos para o uso em atletas, segundo o Ministério da Saúde, são os Hiperprotéicos, os compensadores também conhecidos como Hipercalóricos, os aminoácidos como BCAA, as Bebidas esportivas e os carboidratos.

Referências
1. Confederação Brasileira de Atletismo. 2. Gazeta Esportiva/ Entrevista com Eduardo De Rose. 3. Comitê Olímpico Brasileiro. 4. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 5. Departamento de química da UFSC. 6. Word Anti-Doping Agency. 7. Manual doping 2007 – Informações Sobre o Uso de Medicamentos No Esporte. 8. Carvalho T, et al. Diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte. Rev Bras Med Esporte. 2003;9(2):43-56.

O QUE É BRIEFING?

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O QUE É BRIEFING?

Introdução

O Marketing nunca foi tão importante nas organizações como hoje. Do conhecimento desta ciência, que não deixa de ser uma arte, saem as grandes idéias e inovações, e principalmente o que é fundamental para qualquer segmento de mercado: A propaganda, que como diz o ditado, é a alma de um negócio.

Uma boa propaganda cria marcas, imagens, gera liderança no mercado, e conseqüentemente, torna uma empresa num grande sucesso. E com a tecnologia que existe atualmente, a propaganda pode ser cada vez mais explorada. Hoje a mídia detém uma influencia expressiva sobre as opiniões das pessoas, que são os consumidores em potencial. E a propaganda agarra este gancho para também expandir seu produto ou serviço no mercado e seduzir o consumidor.

Uma das tarefas mais importantes que o responsável pelo marketing deve realizar é a ótima preparação da peça inicial de uma campanha publicitária, o chamado Briefing, o qual estaremos discorrendo com mais profundidade nas próximas páginas, e ainda apresentar um exemplo real de um. O “produto” a ser explorado será a Festa do Sairé.

O que é o Briefing?

Em inglês, Briefing significa Resumo. É um documento contendo a descrição da situação da marca ou empresa, seus problemas, oportunidades, objetivos e recursos para atingi-los. Base do processo de planejamento. Quando fala-se em Brifar quer dizer o ato de passar o briefing para outra parte envolvida.

O processo de Briefing acontece quando uma informação vai de um ponto para outro – ou seja, de uma pessoa para outra, de uma empresa para outra – e seu propósito pode ser estabelecido como uma forma de organizar a passagem da informação certa – das pessoas certas para outras pessoas certas -, na hora certa, da maneira certa e pelo custo certo.

Um bom briefing deve ser tão curto quanto possível, mas tão longo quanto necessário, ou seja, ele deve conter todas as informações relevantes e nenhuma que não seja. Um briefing muito grande, por exemplo, é ruim não só por ser extenso, mas principalmente porque não é seletivo, e sem seleção todo processo se torna dispersivo. Já um briefing excessivamente reduzido é incompleto, e abre espaço para a imaginação das pessoas que trabalharão na tarefa. A imaginação é fundamental, é claro, mas para resolver o problema e não para se ficar imaginando como ele de fato seria.

No caso de um briefing muito sistematizado, ou dogmático, é que ele parte de tantas imposições, regras e preconceitos que estrangula a criatividade das pessoas e traz o desanimo ao processo. É muito bonito como tese acadêmica, mas na prática é ineficaz.

Um briefing raramente acontece pura e simplesmente. Ele tem de ser adequadamente organizado. E o executivo de propaganda é a pessoa-chave neste processo. Na verdade, o briefing é inseparável do planejamento de propaganda. No momento em que começa a investigação do problema, também começa o processo de planejamento (também chamado contra-briefing). O briefing é um processo contínuo e cumulativo através de todos os estágios deste planejamento.

A questão de quem deve brifar quem depende de algumas variáveis. Para começar, o briefing deve ser um diálogo contínuo entre o anunciante e a agencia, e cada parte deve claramente entender e aceitar suas responsabilidades em relação a outra. Basicamente, as áreas de marketing devem ser responsáveis por tornar as informações acessíveis e a área de propaganda, junto com a agencia, por obter as informações necessárias.

Para se fazer um briefing existe uma série de informações necessárias para realizá-lo com excelência. Todos estes pontos serão demonstrados a seguir, através de um exemplo real: um briefing sobre a Festa do Sairé. Mas além do briefing completo, um resumo deve ser preparado tanto para servir de introdução como para informar a superiores e subordinados sobre o que (e por que) está sendo feito.

Briefing: Festa do Sairé

• Fato principal: A Festa do Sairé é uma Manifestação Folclórica profano-religiosa do povoado de Alter-do-Chão (Santarém/PA) que atualmente acontece em Setembro. O Sairé 2010 ocorreu de 10 à 12 do mês de setembro.

• Histórico da marca: A Festa do “Sairé” é uma das maiores e a mais antiga manifestação da cultura popular da Amazônia. O “Sairé” resiste há mais de 300 anos a ação do tempo, mantendo o seu simbolismo e a sua essência. Sua origem remonta ao período da colonização, quando os padres jesuítas, na sua missão evangelizadora pela bacia do rio Amazonas, envolviam música e dança na catequese dos indígenas. Essa é a hipótese mais provável, já que os índios, antes da catequização, não conheciam a religião cristã, os textos bíblicos e nem o mistério da Santíssima Trindade. Com as mudanças ocorridas ao longo desses 300 anos, o “Sairé” foi ganhando novos contornos. Atualmente é festejado no mês de setembro num período fixo de cinco dias (de Quinta à Segunda-feira) e consiste em um ritual religioso que se repete durante o dia, culminando com a cerimônia da noite – ladainhas e rezas – seguida da parte profana da festa representada pelos shows artísticos, onde são apresentadas músicas e danças típicas, e pelo confronto dos botos Tucuxi e Cor de Rosa. Vale ressaltar que a partir de 1997 as apresentações artísticas e dos botos, que antes aconteciam na praça da vila de Alter do Chão, passaram a ser realizadas na “Praça do Sairé” (Sairódromo), construída pela administração do Governo do Mutirão especialmente para este fim. E neste ano, o nome que antigamente era como “ç” passa a ser com “s” – Çairé / Sairé.

• Público alvo principal / secundário: Principais – Turistas (pois geralmente vem para prestigiar o evento folclórico) e população simpatizante da cultura que prega o Sairé; Secundários – população das redondezas (pois geralmente vão para prestigiar as atrações de fora e por lazer, não pela cultura em si). O valor do ingresso não estava acessível a maioria da população, que vem de Santarém, pois custava R$ 10,00 cada noite. Isso foi um impasse para que o povo não fosse assistir ao folclore, e sim somente as noites de festa com atrações de fora.

• Objetivos: Manter as tradições conquistadas há séculos, inovando a cada ano, para atrair turistas e pessoas simpatizantes deste folclore, além de proporcionar cultura e lazer à todos os que vão prestigiar o evento, sendo estes de perto ou não.

• O problema a ser resolvido: Estrutura. Hoje esta festa tem grandes repercussões, pois todos têm acesso a este evento através da tecnologia. Porém, para suportar a demanda que vem crescendo a cada ano, é necessário ampliar as estruturas do local. Por exemplo: não há banheiros suficientes e bem-feitos, o sistema de som estava com imperfeições e as paredes que fecham o Sairódromo e as arquibancadas não são as mais indicadas para tanta gente.

• Diferenciais: Repercussão nacional. É uma festa cultural que é a marca da nossa região. A disputa dos Botos. A atração vinda de fora sempre é um diferencial, e é a parte do evento mais esperada pela maioria.

• Promessa principal: Realizar um evento folclórico com excelência, proporcionando à população momentos de lazer e cultura regional.
• Justificativa de promessas: O objetivo do evento é manter as raízes culturais de um povo, portanto a promessa só poderia ser a realização deste evento cultural. Outros anexos são somente um plus que não necessariamente fazem parte da essência deste evento.

• Concorrentes diretos/indiretos: A festa folclórica do Sairé concorre diretamente com outras festas que podem estar ocorrendo nas regiões próximas (ex. Feira Agropecuária de Itaituba). Indiretamente concorre com eventos folclóricos semelhantes, mas que acontecem em datas distintas (ex. BoiBumbá Parintins, etc), já que muitos turistas escolhem para onde vão durante o ano, e geralmente a escolha é por apenas um lugar.

• Imagem e conceito (posicionamento): O Sairé, como já foi falado, conquistou grande repercussões, através da tecnologia e por ser uma região muito adorada pelos turistas de todos os lugares. A festa é vista como um evento sério e cultural, e seu crescimento contínuo tem feito dele uma grande marca de Santarém, por ter Alter-do-Chão como seu território.

• Material a ser feito (de Criação): O Sairé, por ser um grandioso evento, precisa de uma boa estrutura. Segurança (Polícia Militar e de Transito); Praça de alimentação variada, com mesas e cadeiras; Banheiro público; Sairódromo em perfeitas condições de segurança para suportar a todos; Material de Publicidade para divulgação do evento nas proximidades e até em outros locais; Disponibilidade de rota de ônibus a toda hora para o local; Contratação e preparação das atrações (botos e artistas);

• Limitações: O Sairé conta com o apoio de vários patrocinadores, inclusive a Prefeitura Municipal. Seu orçamento deve contemplar tudo o que precisa para ocorrer, dentro dos valores arrecadados com patrocínios e estimativa de vendas de ingressos.

• Indicadores de Mídia: O Sairé 2010 contou com a presença de 100.000 pessoas, sendo que 30.000 eram turistas. O índice de acidentes de transito não foi alarmante, mas o envolvimento de motos foi expressivo. E a segurança do local do evento teve êxito, não havendo situações mais graves que comprometessem muito a paz do público. A disputa dos botos foi transmitida pela TV A crítica, filiada do SBT.

• Falar do plano total de Comunicação (comunicação Mix): O evento teve uma ótima divulgação, através de outdoors, rádio, televisão, camisetas, folhetos, adesivos automotivos. Todos estes recursos foram utilizados em grande quantidade e boa qualidade, mostrando tudo o que acontece no Sairé.

Resumo:

O Sairé é uma festa folclórica do povoado de Alter-do-Chão que já se tornou uma marca de Santarém. Sua divulgação tornou este evento reconhecido nacionalmente, pois promove a cultura de um povo.

Hoje, o Sairé enfrenta problemas relacionados a estrutura do local, mas o brilhantismo da tradição e o entretenimento das atrações dos botos e do Brasil fazem com que esta festa seja um ponto de encontro de toda população santarena, atraindo até mesmo turistas e povos de cidades vizinhas.

Este ano, este evento reuniu 100 mil pessoas, devido ao sucesso que fez nos anos anteriores e também a grande divulgação realizada antes da festa, com apoio de diversos patrocinadores.

O Sairé vem crescendo ano a ano, ainda tem muito o que melhorar, mas com certeza nunca deixará de ser um grande evento do Oeste do Pará.

Conclusão (Considerações Finais):

O briefing é uma peça fundamental para a elaboração de uma proposta de pesquisa de mercado. É um elemento chave para o planejamento de todas as etapas da pesquisa de acordo com as necessidades do cliente.

Fazer o briefing de um evento como o Sairé não é fácil, pois exige um certo conhecimento da história, muita pesquisa e estatísticas reais.

Além do que, o Sairé, apesar de ser um evento reconhecido como cultural, tem na verdade atraído a maioria do público pela parte divertida. Hoje, infelizmente muita coisa roda em volta de fatores políticos e econômicos, e talvez os conceitos do Sairé estejam sendo deturpados para seduzir um grande público, a fim de angariar fundos para seus bolsos, ou conquistar credibilidade frente ao povo. E se esquecem do seu verdadeiro significado.

Porém, levantar um briefing sobre isto pode trazer de volta as verdadeiras essências, e fazer com que o Sairé seja amado pelo que ele é, não apenas pelos anexos que ele traz.

Bibliografia:

o SAMPAIO, Rafael, Propaganda de A a Z: como usar a propaganda para construir marcas e empresas de sucesso, 2ª edição, Rio de Janeiro, Editora Campus, 1999.
o Site: www.portaldapropaganda.com.br
o Site de busca: www.google.com.br. Busca = “Sairé”; “modelo+de+briefing”.

AMBIENTE E CONCEITO DE MARKETING

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AMBIENTE E CONCEITO DE MARKETING

Introdução

Basicamente, todas as empresas fazem duas coisas: desenvolvem um produto ou um serviço e comercializam. Até a pouco tempo a palavra vendas poderia ter sido usada como sinônimo da palavra marketing. Todavia, a diferença entre as duas palavras é essencialmente a diferença entre uma economia moderna, em que seus cidadãos têm uma escolha de produtos e serviços que atendam a necessidades específicas, e uma economia em que as pessoas têm pouca ou nenhuma escolha. Hoje, as características e atributos dos bens e serviços são determinados pelos consumidores que participam do processo de decisão de compra. Os economistas dão o nome de utilidade a este conceito de satisfação de necessidades. Enquanto os produtos satisfazem economicamente os desejos do consumidor, pode-se dizer que têm utilidade e continuarão a ser produzidos. Os que deixam de satisfazer não serão comprados e, pôr fim, serão forçados a sair do mercado. Porém, se satisfizerem as necessidades econômicas e não as psicológicas exigidas pelo consumidor, também terão de ser retirados do mercado.

Foi o conceito de utilidade econômica que levou empresas modernas ao desenvolvimento do marketing, cuja função é planejar, desenvolver, fixar preço, promover e distribuir bens e serviços. Foi o conceito de satisfação das necessidades humanas que deu origem à própria existência de marketing.

Marketing é um processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros, pois o pensamento de marketing começa com as necessidades e os desejos humanos. As pessoas necessitam de alimento, ar, água vestuário e abrigo para sobreviver. Além disso, tem forte desejo por recreação, educação e outros serviços. Tem preferencias marcantes por versões e marcas específicas e bens e serviços básicos.

Necessidade humana é um estado de privação de alguma satisfação básica. As pessoas exigem alimento, vestuário, abrigo, segurança, sentimento de posse, auto estima e algumas outras coisas para sobrevivência. Estas necessidades não são criadas pela sociedade ou pelas empresas, existem na delicada textura biológica e são inerentes à condição humana.

Conceito de Marketing

Antes da Segunda Guerra Mundial, em sua maioria os bens e serviços eram desenvolvidos e oferecidos sem que se pensasse muito no cliente. A idéia inovadora de um engenheiro era transformada em um produto que, logo em seguida, era passado a um vendedor para vendê-lo. Em alguns casos havia a necessidade de produto, mas, na maioria das vezes, cabia ao pessoal de vendas criar tanto a necessidade quanto executar as vendas. A ênfase recaía sobre o produto que estava sendo ofertado e as necessidades da empresa que o oferecia, e não sobre as necessidades daquele que o estava comprando, não se levava em consideração o que o cliente queria de verdade. Após a guerra, a produção dos tempos de paz passou a identificar a necessidade de satisfazer os desejos do consumidor, os quais haviam negligenciados em conseqüência das necessidades militares. Em função da grande capacidade de produção das empresas, principalmente em países que se desenvolveram com grande intensidade na guerra, a indústria aumentou também a produção de bens. Entretanto, com o aumento da oferta de bens e das empresas concorrentes, os velhos conceitos e métodos já não serviam mais também à indústria. Os consumidores passaram a ter escolha maior de produtos e os fabricantes constataram que somente poderiam lucrar se levassem em consideração, antes de tudo, as necessidades e desejos do consumidor.

Desse modo, por imposição do próprio consumidor, muitas empresas foram forçadas a mudar sua filosofia de atuação. Inicialmente pensou-se na obtenção do lucro como objetivo final da empresa através de volumes maiores de vendas, onde os meios eram os métodos de vendas e de promoção e o produto em si, o elemento enfatizado.

Em seguida, o lucro passou a ser obtido não mais em função do volume de vendas, mas através da satisfação das necessidades do consumidor, onde todas as áreas ou setores da empresa atuavam de forma integrada para satisfazer da melhor maneira possível o consumidor daquele produto ofertado.

Com o passar dos anos, muitas empresas reconheceram as diferenças de conceitos e se orientaram para o cliente. Em um moderno sistema de marketing, os produtos não são mais fabricados e encaminhados para o pessoal de vendas, mas passam por um cuidadoso exame que é preciso para satisfazer seus consumidores potenciais.

Assim, pode-se afirmar que o comprador forma um julgamento de valor e age sobre o mesmo. Se ele fica satisfeito após a compra, depende do desempenho da oferta em relação as suas expectativas.

“Satisfação é o nível de sentimento de uma pessoa, resultante da comparação do desempenho (ou resultado) de um produto em relação a suas expectativas.”

Assim o nível de satisfação é uma função da diferença entre o desempenho percebido e as expectativas do indivíduo. Se o desempenho ficar longe das expectativas, ele estará insatisfeito. Se o desempenho exercer as expectativas, o consumidor estará altamente satisfeito, gratificado ou encantado. As expectativas são formadas por experiências de compra, recomendações de amigos e colegas e informações e promessas de vendedores e concorrentes. Neste atual momento, o desafio é criar uma cultura organizacional, de modo que todos dirigentes e funcionários estejam dispostos a encantar o consumidor.

Embora as empresas centradas nos consumidores procurem criar alta satisfação, não podemos afirmar que elas estão maximizando a satisfação de seus consumidores. Primeiro, a empresa pode aumentar a satisfação dos consumidores baixando seus preços ou aumentando os serviços, mais isso pode resultar em lucros menores. Segunda a empresa, pode ser hábil em aumentar sua rentabilidade de outras maneiras, como melhorando a produção ou investindo mais em pesquisa e desenvolvimento. Terceiro, as empresas tem muitos interessados, incluindo funcionários, revendedores, fornecedores e acionistas. Gastar mais para aumentar a satisfação dos consumidores desviaria o dinheiro que aumentaria a satisfação de outros sócios. Finalmente, a empresa deve orientar-se na filosofia de que está tentando entregar um alto nível de satisfação a seus consumidores, nível este pelo menos aceitável pelos outros interessados, limitado às restrições de seus recursos totais.

A maneira pela qual a pressão da concorrência levou a uma abordagem de marketing orientada para o consumidor é claramente ilustrada pelo desenvolvimento da indústria automobilística nos EUA. Lá, uma maior popularidade do automóvel começou durante a década de 1930. Este porém, foi um período de depressão econômica, bem como uma era durante a qual as pessoas haviam se acostumado a uma modalidade de transporte completamente nova. Havia mais fabricantes de automóveis do que atualmente e a concorrência era aguda para o pequeno mercado em disponibilidade. Entretanto, a maioria dos fabricantes orientava-se para a produção, área em que tinha maior conhecimento, e projetava seus carros sem pensar muito nas características de veículos que os clientes queriam. Por exemplo, Henry Ford, o pioneiro na produção de automóveis em massa, dizia que os clientes podiam ter a cor que quisessem, desde que esta fosse preta. Em meados da década de 1920, a General Motors iniciou a venda de veículos em outras cores e modelos. Daquela data em diante nunca mais deixou de dominar o mercado interno americano.

Quando a segunda guerra terminou e o mercado de automóveis se expandiu, os fabricantes que alcançavam maior êxito fabricavam automóveis que atendiam às necessidades dos compradores em potencial. Para que estas necessidades fossem identificadas e satisfeitas, muito contribuíram os resultados das pesquisas de marketing que apontaram exatamente o que os consumidores importantes, como motores mais eficientes. Com efeito, um fabricante de automóveis usa um apelo em sua propaganda do tipo “Você pediu, aí está”. Este é, em poucas palavras, o conceito de marketing.

O Composto de Marketing

Nem todos os produtos podem ser tratados da mesma maneira. As necessidades do consumidor em relação a um produto podem variar com as estações do ano, mudanças de estilo ou diversos outros fatores. O sucesso ou o fracasso de um produto no mercado depende da maneira pela qual os vários elementos de decisão do administrador de marketing chamados de composto de marketing, são mesclados.

Os elementos do composto de marketing são os seguintes:

Decisões de produtos. Incluem, mas não se limitam aos atributos físicos do produto. As decisões a respeito do projeto da embalagem, marcas registradas, nomes, garantias, a vida de mercado prevista para o produto etc. também são parte de seu planejamento. O produto precisa ser desenvolvido de maneira a relacionar-se com a satisfação das necessidades do consumidor.

Decisões de distribuição. A distribuição envolve uma série de atividades que vão desde os aspectos físicos de levar o produto para o consumidor até a seleção dos canais de distribuição apropriados. Estes podem incluir atacadistas, varejistas e outros distribuidores se o produto visar ao consumo geral. Para um produto industrial pode haver necessidade de pessoal de vendas diretamente para as fábricas, representantes de fabricantes ou distribuidores por localizações regionais. Essencialmente, esta fase do composto de marketing é considerada como aquela que inclui todos os intermediários, não importando como estes sejam definidos.

Decisões de Comunicação. Incluem venda pessoal, propaganda, promoção de vendas e publicidade. Quaisquer que sejam os métodos usados, é importante que sejam cuidadosamente mesclados para produzirem o resultado desejado. Quando se investe recursos em propaganda e o seguimento de vendas do produto não é adequadamente planejado e implantado, esses recursos poderão estar sendo desperdiçados.

Decisões de preço. Os preços de produtos, até há pouco controlados em muitos setores da economia, estão tomando um dos principais componentes do composto de marketing. Os preços devem ser estabelecidos a um nível em que haja possibilidade de lucro e que, seja justificável para o consumidor e competitivo com os produtos similares dos concorrentes.

Composto de marketing sob medida para problemas. Por ocasião do desenvolvimento do plano de marketing precisamos todos os elementos do composto de marketing. Entretanto, dependendo de condições específicas, alguns elementos podem ser mais importantes que outros. Por exemplo, uma empresa que planeje vender roupas nas áreas rurais e de difícil acesso precisa pensar muito sobre o problema de distribuição. Uma loja em uma área pouco povoada poderia ter sua administração onerosa em função do volume de negócios que lá poderiam ser realizados. Contudo, vender roupa nesta mesma área por intermédio de mala direta acarreta um sistema de distribuição que custará menos, porém, muito provavelmente esta loja teria prejuízos. Naturalmente, têm de ser considerados todos os demais elementos do composto de marketing; entretanto, o elemento-chave do sucesso poderia estar na escolha de um canal de distribuição apropriado.

Como medir a satisfação do consumidor

Em um ambiente empresarial, um dos aspectos mais importantes está relacionado com a maneira de interagir com os clientes no sentido de atender às suas necessidades e expectativas buscando satisfazer seus desejos, a um preço que ele esteja disposto a pagar e com lucro para a empresa fornecedora de produto e serviço. Desta maneira, a qualidade do serviço é um fator que em última instância determina a satisfação dos clientes, contribuindo para o processo de retenção destes clientes, além de conquistar outros mercados. Um grande desafio para uma organização, é como aumentar a satisfação do cliente em face da concorrência num ambiente de negócios sempre de mudanças. As empresas estão cada vez mais percebendo evidências de que o investimento na qualidade do serviço paga altos dividendos na forma de expansão da reputação, elevação de lucros e aumento da moral dos empregados.

Melhorar o desempenho do serviço e a satisfação do cliente; melhorar a produtividade e a eficiência, e reduzir custos; e aumentar a participação no mercado. Para obter tais benefícios, um sistema da qualidade para serviços deve também levar em conta os aspectos humanos envolvidos na prestação de serviços, devendo para tanto: gerenciar os processos sociais envolvidos em um serviço; considerar as interações humanas como parte crucial da qualidade do serviço; reconhecer a importância da percepção que o cliente tem da imagem, da cultura e do desempenho da organização; desenvolver as habilidades e a capacidade do pessoal; e motivar o pessoal a melhorar a qualidade e atender às expectativas do cliente.

Uma questão frontal que os gerentes defrontam é: como medir esta abstração intangível chamada satisfação do cliente? Uma abordagem para medir a satisfação do cliente baseada em seis premissas de trabalho, e que constituem num sistema de auto-ensinamento para a melhoria da satisfação do serviço. Estas premissas são descritas a seguir.

– Premissa um: A satisfação do serviço é formada pela interseção da experiência, expectativa e desejo. Esta premissa faz uma clara distinção entre medição de: experiência do serviço, expectativas do cliente sobre o serviço e desejos do cliente com relação ao serviço. Esta distinção contribui para criar um sistema de medida que encoraja e alimenta estratégias para melhorar o serviço. Cada um destes conceitos são tratados como elementos distintos que formam uma corrente de satisfação. A experiência do serviço é simplesmente a qualidade percebida pelo cliente no encontro do serviço, tendo como base as características mais salientes para este cliente.

As expectativas são as suposições antecipadas com relação ao encontro do serviço. Normalmente, os clientes consideram expectativas sobre a natureza do prestador do serviço, as mensagens que o prestador de serviço usará (informação técnica, instruções), o seu comportamento (amigável, profissional, indiferente), o processo passa a passo através do qual o serviço se desencadeará e a duração do encontro. Os clientes formam expectativas com base em experiências prévias através de informações importantes e por inferência. Os desejos, por outro lado, é o que os clientes gostariam de ver no futuro. Em outras palavras, se o cliente examina o “espetáculo”, sem considerar o preço ou outros constrangimentos, ele considera como gostaria de mudar o serviço.

– Premissa dois: Para medir a satisfação, examine as qualidades críticas de experiência modeladas por expectativas e desejos. Para medir a satisfação, é necessário observar de perto a experiência do serviço do ponto de vista do cliente. A meta é examinar os fatores que são verdadeiramente salientes para o cliente. O fator-chave é lembrar que o cliente pode valorizar a qualidade do serviço tendo como base qualquer critério que ele deseja. A realidade percebida e o critério de julgamento usados para a concepção desta realidade são fundamentais. Percebendo que os clientes formulam suas opiniões baseadas em uma lógica formal, torna-se clara a necessidade de iniciar uma profunda investigação sobre a percepção do cliente.

O importante é usar um formato onde os clientes podem descrever em detalhes porque eles estão satisfeitos ou insatisfeitos com os seus mais recentes encontros com o serviço. Deve-se empregar um formato onde os clientes possam explicar com suas próprias palavras. Estes dados colhidos podem ser usados para criar um modelo de satisfação que reflete aqueles atributos mais importantes para os clientes. A seguir é apresentado como exemplo, um modelo de serviço de cliente desenvolvido a partir de um estudo qualitativo com os clientes de uma importante empresa de utilidades. Esta pesquisa conduzida através de uma amostra representativa de clientes, encontrou seis dimensões diretamente relacionadas com a percepção da qualidade de serviços: acessibilidade, amabilidade, serviço responsivo, impotência, controle sobre o encontro e aspecto favorável com relação á empresa. Acessibilidade é definida como a percepção pelo cliente da disponibilidade do prestador de serviço para o contato. O cliente deveria ser capaz de determinar, com um mínimo de esforço, onde ir ou com quem falar a fim de resolver o problema.

Se o cliente é desviado para uma pessoa que não pode prestar o serviço apropriado, caracteriza-se uma perda de tempo que pode levar a altos níveis de frustração. Por exemplo, se um cliente em dificuldades com a necessidade de um serviço, for transferido para um empregado que não está autorizado a emitir uma ordem de serviço, provavelmente sentirá que está falando com a pessoa errada. Desta maneira, a disponibilidade é uma função da facilidade com que um cliente pode identificar ou contatar a pessoa que pode assisti-lo.

– Premissa três: Um indicador confiável de satisfação permite a uma empresa estabelecer um nítido benchmark ou referencial de excelência que é caracterizado por um indicador de líder reconhecido, usado para comparação. Uma empresa que trabalha com um modelo adequado de satisfação de serviço constrói um sistema de medição que constitui um instrumento acurado para medir a satisfação do cliente. Por exemplo, uma entrevista de dois a três minutos por telefone pode aferir a satisfação do cliente, podendo ser utilizado para acessar qualquer companhia. Estudos periódicos usando instrumentos dirigidos a modelo de satisfação, podem estabelecer nítidos benchmarks para uma companhia. O resultado de tais estudos fornecem aos gerentes, subsídios para enfatizar treinamentos e estratégias de serviços. Além disso, as empresas pode utilizar empregados ou representantes de serviços altamente valiosos no sentido de colher feedbacks de oportunidades junto ao cliente. É preciso saber explorar adequadamente este flanco para obter uma vantagem competitiva.

– Premissa quatro: Através das medidas expectativas e desejos dos clientes, uma empresa pode decidir como estrategicamente exceder as expectativas assim como influir na satisfação do serviço. Entrevistas adequadas que exploram as expectativas e desejos dos clientes fornecem aos prestadores de serviços, estratégias específicas para sua melhoria. A melhoria da satisfação do grau em que a experiência, ou satisfaz a expectativa de um cliente. A existência de expectativa é vista como um padrão através do qual um serviço futuro será julgado. Por exemplo, se uma pessoa espera que o seu refrigerador seja consertado em dois dias e isto leva quatro, ela estará insatisfeita e provavelmente transtornada. Com a mesma expectativa, receber o serviço de reparo em um dia significará um aumento de satisfação. Os pontos críticos mais relevantes a serem analisados com relação às expectativas de um cliente, dizem respeito à: representantes da empresa, mensagens de serviço, encontro com o serviço, produto do serviço. Informações desta natureza permitem que uma empresa meça o alcance total das expectativas de um cliente e passe a formular políticas e procedimentos que servirão para exceder estas expectativas em níveis significativos.

– Premissa cinco: Um indicador de satisfação obtido através de um benchmark permite a uma companhia observar mudanças na satisfação de um cliente devido a ações estratégicas tomadas por esta companhia ou mudanças no ambiente de mercado (política, economia, social e outras). Através da avaliação da satisfação do cliente num período básico, uma empresa pode estabelecer nítidos benchmarks para serviços, que podem ser usados como indicadores de desempenho de qualidade ou estabelecer a necessidade para mudanças nas políticas ou ações da empresa. Em períodos de incerteza, um forte benchmark pode também ser usado para avaliar a seriedade de um problema ou verificar a tendência atual da empresa.

– Premissa seis: Os efeitos corretos de estratégias podem ser medidos de forma acurada pela observação da mudança na medida da satisfação. Através de um indicador confiável da satisfação, uma empresa pode seguir a pista dos efeitos de estratégias específicas. As estratégias delineadas para melhorar o serviço e a satisfação do cliente devem constituir um teste final. Se mudanças no indicador de satisfação não puderem ser distinguidas no período especificado, as estratégias provaram ser ineficazes e desnecessárias. Análises podem fornecer aos gerentes a avaliação do custo/benefício sobre as estratégias que tiveram impacto. Muitas empresas testam as suas idéias isoladamente antes de implementá-las no processo de serviço, utilizando-se de uma área limitada ou região para julgar a sua eficácia. Uma empresa que explora adequadamente várias maneiras de medir a satisfação do cliente, ligando experiências, expectativas e desejos, encontra seguramente um caminho para obter uma posição competitiva.

O comportamento do consumidor

Ao estudar as diferentes políticas para colocar um produto no mercado, a direção de uma empresa pode optar por uma estratégia de venda, de produto ou de consumidor.

Se a orientação preferida é a de venda, o empresário parte do pressuposto de que os consumidores não comprarão o produto a não ser sob um importante esforço de promoção e de vendas. Esta pressuposição baseia-se no princípio: “se você pode fabricar, eu posso vender”. Por conseguinte, a empresa direcionará todos os seus esforços para a propaganda, a promoção, a venda pessoal e os pontos de venda. Se tal política é levada às suas últimas conseqüências, a estratégia descrita converte-se numa espécie de venda forçada, que pode ser ofensiva para muitos consumidores.

A orientação estratégica baseada no produto fundamenta-se no princípio: “construir uma ratoeira melhor”. São característicos desse enfoque os elevados custos de pesquisa e desenvolvimento, uma atenção preferencial à tecnologia de vanguarda e freqüentes modificações no produto. Como conseqüência disso, os aspectos da comercialização recebem pouca atenção e quase não se fazem estudos sobre o que o consumidor deseja ou precisa.

A orientação estratégica de consumidor funda-se na frase: “procure saber o que eles querem para oferecê-lo”. As principais linhas desta orientação resumem-se, portanto, na determinação das necessidades e dos desejos dos consumidores e na motivação da empresa para satisfazê-los com mais acerto e eficácia do que os competidores. A pesquisa marketing recebe uma atenção especial, mas o desenvolvimento do produto, sua promoção e outras variáveis da comercialização são igualmente importantes. Por isso, a direção desenvolve um plano, cujo objetivo é a colocação do produto no mercado, a partir de uma filosofia da gestão comercial orientada para o consumidor.

Vantagens da orientação de consumidor

A adoção de uma estratégia orientada para o consumidor permite à empresa obter uma imagem mais exata da estrutura de seu mercado. Como as necessidades do consumidor têm duração maior que o ciclo de vida dos produtos, uma política orientada para satisfazê-las porá em evidência a verdadeira capacidade de substituição e complementaridade daqueles.

Além disso, haverá menos desperdício e se conseguirá maior rendimento do esforço de comercialização, diminuindo seus custos e aumentando a rentabilidade dos investimentos, visto que, se a empresa é capaz de proporcionar aos consumidores aquilo que precisam ou desejam, já não será necessário persuadi-los. Aumentará também a receptividade frente às mensagens comerciais, o que resultará na redução da promoção necessária.

O desenvolvimento do produto é fruto das mudanças dos desejos dos consumidores do que das inovações tecnológicas. Portanto, uma estratégia orientada para o consumidor implica estruturar melhor a pesquisa do produto, diminuindo com isto o risco de eventuais equívocos na sua escolha. Por outro lado, os produtos que já não tem demanda no mercado são postos de lado e substituídos com maior facilidade por produtos novos, capazes de propiciar êxitos mais rápidos. Dessa forma, a empresa se terá convertido em líder, em vez de ser imitadora de outras.

A estratégia de orientação baseada no consumidor aumenta sua satisfação por que recebe aquilo que deseja. Essa maior satisfação tem efeito multiplicador, já que com freqüência favorece as recomendações pessoais do produto, provavelmente o meio de promoção mais eficaz para gerar nova demanda. Uma satisfação maior reforça também a fidelidade para com a marca, tornando a opinião pública mais positiva.

Críticas à orientação do consumidor

Recentemente, certos teóricos e pesquisadores de marketing apontaram aquilo que, na opinião deles, constitui incovenientes potenciais da orientação do consumidor. Em primeiro lugar, sustentam que esta estratégia se traduziu numa ênfase excessiva nas pequenas mudanças do produto, que a expressão “novo e melhorado” resume perfeitamente. Mas a principal objeção funda-se no fato de que, como resultado da atenção preferencial ao consumidor, as empresas interromperam quase por completo todos os esforços de pesquisas destinados ao desenvolvimento de novos avanços tecnológicos revolucionários.

Embora tais críticas tenham seu fundamento, em grande parte são uma interpretação errônea daquilo que representa esse tipo de orientação, segundo a qual uma empresa não deve apenas adivinhar as necessidades do consumidor, mas antecipar-se às suas necessidades futuras. No contexto de uma estratégia de orientação do consumidor, uma empresa não deve renunciar ao desenvolvimento de novas tecnologias, mas converter este objetivo em uma preocupação central.

Unidades de consumo

Quando se analisa o comportamento do consumidor não é suficiente considerar a motivação dos indivíduos. O grupo, como unidade de vida em comum, é também um ponto focal para a análise. Normalmente, o centro da atenção volta-se para a família tradicional como unidade de consumo mas, a partir dos anos 60, foram tendo importância sempre maior as unidades familiares não tradicionais, formadas por casais não casados formalmente ou grupos mais amplos que vivem em comunidade.

Além disso, também as organizações devem ser consideradas como consumidoras de bens e serviços. Os tipos dominantes de organização em nossa economia são as indústrias, as instituições públicas (hospitais, escolas), as instituições privadas (lojas varejistas, clubes, restaurantes) e o governo (local, estadual e federal). O mais importante e mais destacado membro deste grupo de unidades de consumo é sem dúvida o governo.

Convém recordar que existem também outras unidades de consumo formadas por seres vivos, ainda que não sejam verdadeiros compradores dos produtos e serviços. Os animais domésticos e o gado precisam de coisas tão diversas como alimento, abrigo, cuidados médicos e transporte.